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ão da Uma publicaç ucação Ed da Secretaria Espírito Santo do do ta do Es
Inglês prático
para o mercado de trabalho Sessenta estudantes da rede estadual foram selecionados para aprender a língua gratuitamente, em uma parceria com o Consulado dos Estados Unidos 6e7
Mais qualificação
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Programa Bolsa Estágio Formação Docente terá investimento de R$ 7 milhões e vai atender mil estagiários de diferentes cursos.
Coordenadores de pais
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Sedu quer promover maior interlocução entre família e escolas e lança projeto em áreas atendidas pelo Estado Presente.
Opinião EDITORIAL
notas
Parcerias para uma educação melhor
Inclusão social O estudante portador de deficiência Lucas Barbosa Saar, de 20 anos, foi contemplado pela Escola Estadual Professora Maria Penedo, em Cariacica, com uma visita à praia. Acompanhado por familiares e pela professora Maria das Graças Veiga Lima, Lucas entrou no mar em uma cadeira de rodas adaptada e mostrou-se muito satisfeito com o passeio, segundo a pedagoga da instituição, Elizete Terezinha Ferreira. A ideia do passeio surgiu do próprio aluno, que “demonstrou por meio do olhar a vontade de ir à praia pela primeira vez”, conta Elizete.
Estamos sempre buscando um futuro melhor para os capixabas. Trabalhamos no último ano e início deste de acordo com o discurso de posse do governador Renato Casagrande, que nos colocou a missão de “levar os capixabas ainda mais longe, promovendo justiça social e capacitando os cidadãos para que se desenvolvam pessoal e profissionalmente”. Nosso foco tem sido esse a todo o momento. O trabalho realizado em nossas escolas mostra que buscamos oferecer o que temos de melhor para os nossos estudantes, para a comunidade e para os capixabas em geral. Queremos que o Espírito Santo vá mais longe e, para isso, precisamos trabalhar todos juntos. Pensando assim, começamos importantes parcerias neste primeiro semestre de 2012. Com o Movimento ES em Ação e com o Consulado Americano, temos o programa “Up With English”, oferecendo bolsas em curso de inglês para garantir mais oportunidades no futuro de 60 alunos. Nessa edição do Jornal da Educação também trazemos a parceria com a Fundação Itaú Social para a implementação do projeto “Coordenadores de Pais”, que vai aproximar pais e/ou responsáveis da vida escolar, garantindo mais desenvolvimento na educação de nossos jovens. Ainda temos os projetos realizados nas nossas escolas, que sempre nos enchem de orgulho. Vemos a dedicação de nossos professores e da comunidade escolar e temos certeza de que vamos muito mais longe, pois temos do nosso lado nosso maior parceiro: vocês! Klinger Marcos Barbosa Alves
VISITA CULTURAL Com a certeza de que a aprendizagem posta em prática é mais eficaz, a Escola Estadual José Damasceno Filho, em Baixo Guandu, proporcionou aos alunos do curso técnico em Meio Ambiente uma visita à Estação de Tratamento de Esgoto e ao Museu Mello Leitão, no município de Santa Teresa. No passeio, os estudantes puderam conhecer viveiros, estandes de orquídeas e pavilhão de botânica e ornitologia.
Cultura conhecida e valorizada Por meio do projeto “Cultura Capixaba”, desenvolvido pela Escola Estadual Jacaraípe, na Serra, os alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA) puderam visitar o Museu de Pedra do município. O projeto tem o objetivo de levar os estudantes a conhecer e valorizar mais a cultura do Estado.
Dia do Índio Visando a promover uma reflexão a respeito da importância dos índios para a cultura brasileira, a Escola Aristeu Aguiar, em Alegre, fez uma programação especial para o Dia do Índio, com atividades educativas, exposições de comidas típicas e artesanato tradicional indígena.
Language Exchange O Projeto “Language Exchange”, realizado pela Escola Estadual Henrique Coutinho, em Iúna, oferece a estudantes do 3º ano do Ensino Médio a oportunidade de terem contato direto com professores de países onde se fala o inglês. O projeto, que acontece desde 2010, já contou com a participação de Dennis Stead, do Canadá; Barry Baxter, dos Estados Unidos, e Paul Mitchell, da Inglaterra.
E x p e d i e n t e
Uma publicação mensal da Secretaria de Estado da Educação. Distribuição gratuita, dirigida à comunidade escolar, especialmente a professores e a servidores da Educação. E-mail: comunicacao@sedu.es.gov.br
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Governador: Renato Casagrande Vice-governador: Givaldo Vieira Secretário de Estado da Educação: Klinger Marcos Barbosa Alves Subsecretários: Administrativo: Sandra Sarmento Aragão Pelissari - Educação Básica e Profissional: Adriana Sperandio - Planejamento e Avaliação: Eduardo Malini - Suporte à Educação: Josivaldo Barreto de Andrade Coordenadora de Comunicação: Rovena Storch Assessoria de Comunicação: Karolina Gazoni
Edição, redação, revisão: Preview Editora Jornalista Responsável: Betty Feliz Projeto Gráfico e Diagramação: Link Editoração 27 3337.7249 Colaboração: Ariani Caetano, Camila Lenk e Celso Junior Impressão: GSA Gráfica e Editora Tiragem: 26 mil exemplares Agência DPZ
Livro
Escolas incorporam leitura
à rotina dos alunos Incrementando os conteúdos de sala de aula, escolas estaduais apostam em iniciativas permanentes de leitura para incentivar os alunos a lerem mais. E elas têm dado certo
O Dia Nacional do Livro Infantil e o Dia Mundial do Livro são comemorados em uma única data, 18 de abril, muitas escolas estaduais não restringem as atividades ligadas à leitura apenas a esse dia. Para incentivar nos alunos a prática constante da leitura, muitas unidades apostam em projetos especiais desenvolvidos durante todo o ano, como forma de aproximá-los ainda mais da biblioteca da escola. Na Escola Estadual de Ensino Fundamental Boa Vista, em Cariacica, por exemplo, o Dia do Livro é comemorado uma vez por mês, quando toda a escola, incluindo professores e alunos, para durante cerca de uma hora para ler. Quando termina a história, o aluno tem a possibilidade de
contá-la aos outros alunos, por meio, principalmente, de teatro de fantoche. A rotina já foi incorporada à da escola, que realiza essa iniciativa há três anos, de acordo com a diretora da unidade, Maria Delza Carreiro Rocha. “Só neste ano, já foram lidos mais de mil livros em nossa escola. Começamos esse projeto em 2008 devido ao baixo índice de aprovação nas séries iniciais, principalmente de alunos com dificuldades de leitura. Buscando resgatar a literatura infantil, fazíamos pequenas sinopses de livros e distribuíamos no recreio. Quem quisesse saber o final da história teria que pegar o livro na biblioteca”, lembra, orgulhosa, Maria Delza. De lá para cá, a procura por títulos na biblioteca da escola só
No Dia do Livro, os leitores da Escola Estadual de Ensino Fundamental Boa Vista leram o livro “Trânsito”
tem aumentado, e a cada trimestre o aluno que mais leu é premiado com uma medalha. “No ano passado, batemos o recorde com quase quatro mil livros lidos.
A média de leitura de um aluno é de oito livros por mês. E o bom é que os professores e a família dos alunos também estão lendo mais”, conta a diretora.
É de pequeno que se aprende
Os pequenos da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Professora Inah Werneck declamaram poesias para comemorar o Dia do Livro
A leitura também serve de estímulo e acompanha os alunos da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Professora Inah Werneck, em Cachoeiro de Itampemirim, desde muito cedo. Lá, a professora do 1º ano do Ensino Fundamental, Shirley Maria da Cunha Mello Cachuba, abre cada conteúdo que ministra em sala de aula com uma poesia, como estímulo aos estudantes. “Trabalho com alunos de sete
anos e adapto a poesia à linguagem deles. Uso os textos como introdução de conteúdos e faço, a partir deles, desenhos que os alunos possam ilustrar.Agora, eles não acham a poesia algo tedioso, e isso colabora para formarmos futuros leitores. No Dia do Livro, especificamente, colocamos os alunos para declamarem as poesias, e eles se apresentaram para a escola toda, num projeto que chamo de Jardim da Poesia”, revela a professora. MAIO • 2012
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Estudo
Aprendendo
na prática
Alunos de Escola Estadual em Vila Velha têm a oportunidade de vivenciar na prática o que aprendem nas aulas de Química em laboratório de Universidade. E a professora responsável pela ideia garante: esse método de ensino desperta mais interesse na disciplina Visando a despertar interesse nos alunos e mostrar na prática experiências químicas, a professora de Ciências Allana Resende, da Escola Estadual Catharina Chequer, em Vila Velha, levou estudantes da 8º série do turno vespertino para uma aula prática no laboratório de Química na Universidade Vila Velha (UVV). A iniciati-
va, segundo a educadora, foi fundamental para um aprendizado mais significativo da disciplina, já que, assim, o aluno relaciona o conhecimento teórico com o prático. Além do laboratório, os alunos também visitaram o campus da Universidade e sua biblioteca, que provocaram neles o interesse de ingressar no Ensino Superior.
“A aula também teve outro aspecto positivo, que foi o fato de ter despertado neles a vontade de continuar os estudos”, explica a professora Allana. A aula durou uma tarde inteira e foi muito bem aceita pelos estudantes, que fizeram um relatório sobre as experiências e disseram ter sido a melhor aula que já tive-
ram da disciplina. A aluna da 8ª série Julia Pereira dos Santos, por exemplo, garante que começou a gostar de Química a partir dessa aula prática. “Eu tinha muita dificuldade, e depois dessa aula comecei a entender melhor e a gostar mais do assunto.Até fiquei com vontade de trabalhar em um laboratório químico”, relata.
Experimentos Durante a aula, os 28 alunos participantes viram de perto uma experiência química de cristalização da ureia, composto orgânico eliminado do corpo humano pela urina e suor. Além disso, também aprenderam na prática as diferenças 4
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entre soluto e solvente, homogêneo e heterogêneo, saturação e instauração, assuntos que já haviam sido discutidos nas aulas teóricas. A educadora conta que sempre adotou esse método de ensino, e que ele sempre foi muito bem
visto pelos alunos. “A partir da aula prática, você consegue visualizar o que é teórico. Ciência é difícil de entender, porque, às vezes, não faz muito sentido na teoria, mas quando se vê de perto, seu entendimento é muito melhor”, resume Allana.
Lúdico
Xadrez
para aprender Matemática Aprender Matemática através de jogos é, no mínimo, divertido e, além disso, garante a eficácia no processo de aprendizagem e promove interação social entre os estudantes Uma iniciativa dinâmica e inovadora está sendo desenvolvida pelos alunos das 6ª e 7ª séries do Ensino Fundamental da Escola Estadual Mariano Firme, em Cariacica. É que eles estão aprendendo Matemática a partir da fabricação de peças e tabuleiros de xadrez, num exercício em que colocam em prática vários conteúdos de Matemática que aprendem em sala de aula, como geometria, medidas, funções e as quatro operações. O professor responsável pela ideia, Fernando José da Silva Júnior, trabalha com esse método de ensino desde 1999 e conta que a iniciativa sempre trouxe muito entusiasmo para os alunos, já que eles têm que montar seu próprio jogo, o que proporciona, assim, uma interdisci-
plinaridade também com a disciplina de Artes. A atividade surgiu com o propósito de fazer com que os alunos aprendessem geometria plana de uma maneira mais prazerosa e dinâmica. Os estudantes tiveram que desenhar os tabuleiros e as peças de xadrez. Logo depois,
pintaram os quadrados, diferenciando as partes que compõe o jogo, para, em seguida, aprenderem suas regras, que foram ensinadas pelo próprio professor. Como para alguns alunos aprender Matemática pode ser uma tarefa um pouco mais complicada do que para outros, recur-
sos audiovisuais e lúdicos, como o xadrez, são um incentivo a mais para tornar o ensino da Matemática menos complexo e desestimulante. “Trabalhar com o lúdico torna o aprendizado mais prazeroso, levando-o da sala de aula para o dia a dia do estudante”, explica o educador.
cubo, paralelepípedo, retângulo, pirâmide e cilindro). Além disso, Fernando também tem a ideia de construir uma praça com jogos de xadrez na escola,
com oito mesas de concreto feitas pelos próprios alunos, de forma a aplicar, nessa construção, o conhecimento de geometria espacial. A fabricação de jogos de xadrez para aprender Matemática tem tido tanto sucesso que a unidade escolar pretende realizar um torneio de xadrez com os estudantes no mês de julho. Afinal, como atesta o professor, “os alunos, a partir dessa prática, tiveram uma melhora na aprendizagem dos conteúdos”.
Mais do que um jogo A iniciativa do professor Fernando mostra como o xadrez e a Matemática formam uma parceria de sucesso, desenvolvendo o raciocínio lógico e a coordenação motora dos alunos. Além da diversão, o jogo representa um desafio e provoca o pensamento reflexivo dos estudantes, já que o xadrez não tem apenas direcionamento pedagógico, mas também incita nos jovens interações sociais, como cooperação e obediência às regras. O educador pretende utilizar
outros recursos lúdicos em suas aulas de agora em diante, como construção de pipas, a fim de calcular sua área, e de figuras geométricas no formato de bolo (cone,
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Idioma
Projeto Up With English
Sessenta estudantes de escolas públicas de regiões atendidas pelo Estado Presente têm a oport Objetivo é garantir a empregabilidade dos alunos Expandindo a iniciativa do Centro Estadual de Idiomas (CEI), que oferece o ensino da língua inglesa a alunos de escolas públicas estaduais, o Governo do Espírito Santo, por meio da Secretaria de Estado da Educação (Sedu), assinou um convênio para a execução do programa Up With English, tendo como parceiros o Consulado dos Estados Unidos, o Instituto Binacional (Ibeuv) e a ONG Espírito Santo em Ação. O anúncio foi feito no dia 19 de abril, no Palácio Anchieta, e reflete a busca por par-
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te do Governo do Espírito Santo de colaboradores que possam ajudá-lo a ampliar a oferta do ensino do inglês. Neste primeiro momento, o grande parceiro tem sido o Consulado dos Estados Unidos, que disponibilizou 60 bolsas de estudo no Ibeuv de Vitória e de Vila Velha para alunos de duas instituições de ensino localizadas em áreas atingidas pelo Programa Estado Presente: Escola Estadual de Ensino Médio Mário Gurgel, em Terra Vermelha, Vila Velha, e Escola Estadual de Ensino Fundamental
e Médio Elza Lemos Andreatta, em São Pedro, Vitória. No colégio Mário Gurgel, foram disponibilizadas 40 bolsas, e os alunos têm aulas aos sábados com professores do Ibeuv de Vila Velha. Já na Escola Elza Lemos Andreatta, foram oferecidas 20 bolsas, e os alunos estudam também aos sábados, mas com professores do Ibeuv de Vitória. Todo o material didático e a metodologia de ensino são os mesmos oferecidos aos alunos do Ibeuv, que é a única instituição com reconhecimento do Consulado, e, por isso, foi procurada pelo próprio cônsul norte-americano, Dennis Hearne, para a execução do Up With English. Segundo a diretora-presidente do Ibeuv Vila Velha, Gláucia Maria Bassini Schwartz, o curso, com dois anos de duração, visa ao aprendizado de um inglês prático, com fins de turismo e hotelaria, para ajudar o jovem a melhorar o currículo. A escolha dos 60 alunos participantes do projeto se deu por meio de um processo seletivo. Previamente, foram selecionados os que tinham frequência esco-
lar de, no mínimo, 80% da carga horária e melhores notas em Língua Portuguesa e Língua Inglesa, para analisar se o aluno tem aptidão à linguagem. Depois, os alunos com condições passaram por uma prova classificatória de interpretação de texto em Língua Portuguesa. Na solenidade de assinatura do convênio, o secretário da Educação, Klinger Barbosa Alves, disse que a ação repercutirá sobre as unidades de ensino e a comunidade, uma vez que ajudará na formação qualificada dos jovens e no enriquecimento cultural de cada participante. “Estamos trabalhando para que esses meninos e meninas possam ter um ensino diferenciado e que, acima de tudo, atendam às novas demandas do mercado de trabalho e, posteriormente, possam alcançar uma carreira de sucesso”, destacou. Uma boa oportunidade no mercado de trabalho é justamente o anseio dos participantes do curso Up With English, que teve suas aulas iniciadas no dia 31 de março. O estudante Junio Delail, de 15 anos, cursa o 2º ano do Técnico Integrado ao Ensino Médio
Idioma
oferece inglês de graça
tunidade de estudar inglês.
– Informática e vê muitas perspectivas ao participar do programa. “Comecei a estudar no CEI, mas queria praticar mais o meu inglês. Vi que o curso seria bom e decidi participar do processo seletivo. Agora, faço parte da turma de Vila Velha e tenho o objetivo de estar mais bem preparado para o mercado de trabalho”, conta o estudante. A empolgação do rapaz com o curso é tanta que ele chegou a criar no Facebook um grupo específico para discutir conteúdos do curso e trocar informações com outros professores e alunos de outras turmas. O estudante Abel Lucas Barbosa Costa, de 16 anos, que cursa o 2º ano do Ensino Médio na escola de São Pedro, procurava um curso de inglês, mas teria dificuldade de pagá-lo. Por isso, viu no Up With English uma boa oportunidade de crescimento.“Estudei bastante e fiquei em terceiro lugar no processo seletivo. Essa iniciativa é muito importante e vai mudar meu currículo e me dar várias oportunidades. Espero, com ele, ter uma boa qualificação para as empresas”, diz.
Inglês prático para o mercado de trabalho Se o mercado de trabalho é o grande objetivo dos alunos, essa foi uma preocupação que o programa Up With English teve desde o início, na construção das parcerias de trabalho. A ONG Espírito Santo em Ação entrou no convênio firmado entre Governo do Espírito Santo e Consulado dos Estados Unidos justamente para ajudar na empregabilidade dos alunos do curso. Segundo o coordenador do Comitê de Desenvolvimento de Capital humano do Espírito Santo em Ação, Aridelmo Teixeira, o
projeto surgiu não só da necessidade de oferecer o curso de inglês, mas também de perceber onde e como o mercado utiliza pessoas que falam outro idioma. “As cadeias de hotéis estão chegando ao Estado e, junto com a rota de cruzeiros, demandam profissionais que falam inglês. Além disso, teremos Copa do Mundo e Olimpíadas. Por isso, esses jovens têm grandes perspectivas.Se levarem o projeto até o final terão um futuro bem diferente do presente que têm”, ressalta o coordenador. Para introduzir os estudantes
na cadeia produtiva que demanda profissionais que dominem outro idioma, a ONG Espírito Santo em Ação está promovendo um calendário de visitação a empresas da Grande Vitória. No dia 3 de maio, eles tiveram a oportunidade de conhecer o aeroporto e entender como o inglês é fundamental para seu funcionamento. Até o final do curso, outras visitas serão agendadas em empresas de pequeno, médio e grande portes, mostrando que a língua estrangeira, hoje, é importante em todos os níveis de emprego.
Up With English A iniciativa do consulado norte-americano de criar o programa Up With English nasceu no Rio de Janeiro, nas comunidades pacificadas do Cantagalo, Pavão-Pavãozinho e Providência, de onde se estendeu para outras comunidades cariocas. O curso tem como foco
o uso prático da língua inglesa, com o objetivo de colaborar no desenvolvimento profissional dos alunos. No Brasil, só pode ser oferecido pelos Centros Binacionais, do qual o Ibeuv faz parte, que são os únicos reconhecidos pelo Consulado dos Estados Unidos. MAIO • 2012
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Investimento
Sedu aposta na
qualificação
Lançado pelo Governo do Espírito Santo por meio da Sedu, o Programa Bolsa Estágio Formação Docente possibilitará que estudantes dos cursos de licenciatura tenham acesso ao estágio visando a melhorias na formação inicial O lançamento do Programa foi realizado em abril, concomitantemente com a celebração do início das atividades do Multicurso Matemática, no auditório da Escola Estadual Renato José Pacheco, em Vitória. O evento contou com a participação do governador do Estado, Renato Casagrande; do secretário de Estado da Educação, Klinger Barbosa Alves, e dos superintendentes regionais da Educação. O programa envolve um investimento de R$ 7 milhões e visa a atender mil estagiários das diferentes áreas do currículo. Ele foi implementado por meio de um projeto piloto, destinado a 200 estagiários dos cursos de Pedagogia que já estão atuando nas escolas da rede estadual de ensino na Grande Vitória. Durante a solenidade de lançamento, o governador enfatizou a necessidade de avançar na qualidade do ensino público no Espírito Santo, “seja no preparo de estagiários, na formação dos professores ou na iniciação científica, para identificar e dar oportunidade às boas ideias em projetos de educadores e alunos capixabas”. E prometeu trabalhar ainda mais “em ações que transformem o ensino em algo atrativo, mais dinâmico, com ações de motivação para professores, coordenadores, diretores, alunos, envolvendo também os pais e a comunidade”. 8
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Atualmente em fase de expansão, segundo a gerente de formação do Magistério da Sedu, Tânia Paz, nesta segunda etapa, o programa está indo para as demais macrorregiões do Estado, abrindo 300 vagas para os cursos de Pedagogia. Ao todo, 76 escolas do 1º ao 5º ano do ensino fundamental da rede pública estadual estão aptas a receber os estagiá-
Tânia Paz
rios e 26 instituições de ensino superior já aderiram ao programa. Para o primeiro semestre de 2012 foram oferecidas 500 vagas destinadas a estudantes do curso de Pedagogia, sendo que 200 já foram selecionados. No próximo semestre, outras 500 vagas serão ofertadas para os demais cursos de licenciatura (Matemática, Letras e Ciências Biológicas).
Melhor aprendizagem O Multicurso Matemática vai formar neste ano mil professores de Matemática das séries finais do ensino fundamental e também do ensino médio da rede estadual. Essa formação será desenvolvida até julho de 2013. Além desses professores, serão formados 22 tutores especialistas e 22 mediadores de rede social de aprendizagem, que vão garantir a sustentabilidade do projeto na rede. A previsão é de que até 2013 sejam investidos mais de R$ 2,4 milhões. Na oportunidade da abertura do início das atividades do Multicurso, o secretário Klinger Barbosa Alves frisou a importância dos programas para a educação capixaba. “Ter professores cada vez mais qualificados é crucial para a melhoria do desempenho da escola e o sucesso da aprendizagem dos nossos alunos”, afirmou.
Metodologia
Pedagogia de Alternância
é implantada em escola de Colatina Dividindo o tempo escolar entre a escola e a comunidade onde vivem e atuam, alunos de Colatina participam de metodologia específica para escolas rurais Cerca de 80 alunos da Escola Estadual Comunitária Rural Colatina serão os primeiros estudantes da rede pública estadual de ensino a participarem do Ensino Médio integrado com habilitação em Agropecuária, Eixo Tecnológico e Recursos Naturais, a partir da Pedagogia de Alternância. Eles passaram a fazer parte do projeto em abril e agora dividem o tempo escolar entre aulas na escola e aprendizados práticos em suas comunidades. A Pedagogia de Alternância, que está sendo implantada em Colatina, é uma metodologia de ensino específica para as áreas do campo e que relaciona o aprendizado escolar à vida nas comunidades agrícolas e suas necessidades. Nesse novo projeto pedagógico, os alunos vão dividir seu tempo escolar passando uma semana em horário integral na escola e outra semana em horário integral em suas comunidades, onde vão pôr em prática tudo o que estão desenvolvendo na unidade – daí o nome Pedagogia de Alternância. A intenção é que o conhecimento dialogue com as necessidades dos alunos e que durante a semana em que estiverem fora da escola eles também possam desenvolver atividades supervisionadas. A subgerente de Projetos Especiais da Sedu, Simone Chagas Siqueira, destaca que esse projeto é uma legítima reivindi-
cação das comunidades que estão sendo atendidas. Ela explica que, para a Secretaria, a Pedagogia de Alternância é um dos elementos fundamentais para a política de educação no campo no Espírito Santo. A gerente de Educação, Juventude e Diversidade da Sedu, Maria do Carmo Starling, explica que, com o Ensino Médio integrado com habilitação em Agropecuária, Eixo Tecnológico e Recursos Naturais a partir da Pedagogia de Alternância, os alunos beneficiados poderão discutir conhecimentos que po-
dem melhorar a sustentabilidade, o meio ambiente e os recursos naturais da comunidade onde eles moram e atuam. “O objetivo é garantir às escolas do campo que, com essa pedagogia, haja uma participação maior das famílias e da comunidade na formação dos jovens. Educar é um processo amplo e complexo e, por isso, consideramos também a posição da cultura familiar e comunitária. Faz parte de uma formação mais ampla nesse contexto”, detalha Maria do Carmo. Com a inclusão da Escola Es-
tadual Comunitária Rural Colatina no projeto de Pedagogia de Alternância, sete comunidades da região estão sendo beneficiadas. A intenção da Sedu é que a partir do próximo ano o Ensino Médio integrado seja levado também para outras escolas. Apesar de Colatina ser a primeira cidade beneficiada com o Ensino Médio integrado a essa proposta, já existem no Estado outras escolas de Ensino Fundamental que trabalham com a Pedagogia de Alternância, como em Santa Maria de Jetibá, por exemplo. MAIO • 2012
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Gestão
PGE recebe inscrições
Vão até 1º de junho as inscrições para o Prêmio Gestão Escolar (PGE) de 2012. Escolas que desejarem podem se cadastrar pela internet e concorrer à premiação As escolas da rede pública estadual de ensino que desejam participar do Prêmio Gestão Escolar (PGE) 2012 devem ficar atentas para o encerramento das inscrições, que vão até o dia 1º de junho. O diretor da escola vencedora da etapa estadual vai participar de um intercâmbio pedagógico nos Estados Unidos, e o colégio ganhará R$ 6 mil de premiação. No nível nacional, as seis escolas finalistas ganham cada uma R$ 10 mil, e a vencedora leva mais R$ 30 mil, como reconhecimento pelo desenvolvimento de práticas eficazes de gestão, já que o prêmio foi criado para valorizar as escolas públicas de Educação Básica que se destacam por iniciativas e experiências inovadoras e bem sucedidas de gestão escolar. Há 14 anos, o PGE incentiva a autoavaliação da gestão do ensino público em busca de garantir educação de qualidade. O prêmio é realizado pelo Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e sua proposta é contribuir no avanço dos processos de reflexão e gestão escolar. O assessor especial de gestão escolar da Sedu, Thiago Dadalto Pissimilio, explica que é importante para as escolas participarem do prêmio como forma de motivação e também como oportunidade de discutirem seus êxitos e identificarem os desafios de gestão. “O prêmio é uma oportunidade de promover uma análise das práticas da gestão escolar. Assim, a comunidade escolar tem a possibilidade de ver com detalhes o cotidiano da gestão, e a escola tem um instrumento de 10
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Como se inscrever
Thiago Dadalto: “A ideia do prêmio é incentivar a autoavaliação da gestão das escolas”
reflexão sobre suas práticas.A ideia é exatamente incentivar essa autoavaliação”, ressalta Thiago. A dica do assessor de gestão escolar da Sedu é que as escolas que queiram participar não deixem suas inscrições para a última hora, para evitarem imprevistos. Thiago alerta que o processo de inscrição, que é todo feito pela internet, no site da Consed, envolve toda a escola e deve
ser feito com bastante atenção. Em 2010, foi a Escola Estadual Antônio dos Santos Neves, de Boa Esperança, que representou o Espírito Santo na etapa nacional. Podem participar do PGE escolas do ensino regular da educação básica, educação infantil, do ensino fundamental, do ensino médio e/ou do ensino médio integrado das redes públicas municipais e estaduais.
Premiação das três primeiras colocadas da etapa estadual do PGE de 2010
As inscrições para o Prêmio Gestão Escolar (PGE) de 2012 já estão abertas e vão até o dia 1º de junho. Para participarem, as escolas devem fazer seu cadastro pela internet no site do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), o www. consed.org.br. Não é necessário preencher toda a ficha de cadastro de uma só vez. Para quem deseja fazer a inscrição aos poucos, a página oferece a opção de salvar os dados já preenchidos ao final de cada aba. Ao concluir o preenchimento de todos os campos, o sistema gera um arquivo, que deverá ser impresso e enviado ao comitê regional. Esse documento compõe o dossiê de inscrição da escola e não pode ser complementado com documentos diferentes dos que foram cadastrados. No PGE, são avaliadas a consistência e a coerência dos documentos enviados. Para a classificação dos premiados, serão analisados os seguintes critérios: gestão pedagógica, gestão de resultados educacionais, gestão participativa, gestão de pessoas e gestão de serviços e recursos.
Experimentação
Feira de Ciências da Natureza
estimula alunos
Iniciativa da Escola João XXIII, em Barra de São Francisco, estimula alunos a construírem experimentos e jogos com o objetivo de aliar a teoria da sala de aula com a observação do cotidiano Nem sempre só a sala de aula é suficiente para que os alunos aprendam determinados conteúdos. Aliar teoria e prática com atividades extraclasse e momentos de experimentação pode ser uma boa ideia de fazê-los entender certos fenômenos, principalmente os relacionados às Ciências, que parecem muito mais complicados nos livros.
Para despertar nos estudantes interesse pelas disciplinas de Química, Física, Biologia e Matemática, a Escola João XXIII, em Barra de São Francisco, promoverá uma Feira de Ciências da Natureza, para todos os alunos do Ensino Médio, assim que eles retornarem das férias do meio do ano. Como explica o professor de Química Rafael Lanschi Loureiro,
pela primeira vez, a feira vai contar com todas as disciplinas de Ciências da Natureza de forma integrada e interdisciplinar. “Sempre discutimos ideias novas em nossos planejamentos e tivemos a iniciativa de promover a feira justamente com o objetivo de fazer com que os alunos façam a exposição de trabalhos. Eles vão expor experiências e jogos matemáticos, colocando a
teoria de sala de aula na prática”, explica o professor. Rafael ressalta ainda que colocar em prática a observação da Ciência sem instrumentos facilitadores do entendimento é muito mais complicado tanto para professores, quanto para alunos. Na Feira de Ciências da Natureza são esperados entre 100 a 150 trabalhos, de 25 turmas do Ensino Médio.
Show de Química Os alunos do Ensino Médio da Escola João XXIII, como uma prévia da Feira de Ciências Naturais, participaram do Show de Química, no laboratório de Química da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), no
dia 2 de maio. O professor doutor em Química Honério Coutinho de Jesus apresentou aos estudantes diversos experimentos químicos envolvendo processos coloridos, pequenas explosões e desenvolvimento de odores e experiên-
cias com materiais do cotidiano. Entre os experimentos químicos realizados por ele, destacaram-se a experiência do papel sensível ao calor, eletrólise do sal de cozinha, queima de sódio metálico, foguete de garrafa
pet, oscilador quimiluminescente, varinha mágica, entre outros. A expectativa da escola é de que o Show de Química possa servir de referência para os alunos na construção de seus projetos para a Feira de Ciências da Natureza.
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Participação
Coordenadores de pais
em ação O Projeto Coordenadores de Pais, inserido no Programa Estado Presente Em Defesa da Vida, criado para reduzir a criminalidade, já será colocado em prática na segunda quinzena de maio. A ação é realizada pela Secretaria de Estado da Educação (Sedu), em parceria com a Fundação Itaú Social e a ONG Espírito Santo em Ação. Trata-se de um projeto com o objetivo de buscar inovações na área social e promover uma interlocução muito mais estreita entre as famílias e as escolas a partir de um novo modelo de integração entre pais e filhos, que se fará por meio de um profissional que atuará na comunidade e na escola, visando a reduzir a evasão escolar. O subsecretário de Planejamento e Avaliação da Sedu, Eduardo Malini, explica que o coordenador de pais deve ser uma pessoa que tenha referência importante na comunidade e que ele terá de buscar solucionar problemas como a evasão de alunos e o mau desempenho em sala de aula. “Esse profissional terá dedicação exclusiva ao cargo, sendo remunerado, podendo, por exemplo, visitar as famílias em suas casas e ter uma relação direta com os pais, a fim de compreender os problemas que envolvem o não cumprimento das atividades de sala de aula ou o abandono à escola”, diz. Um modelo parecido com o capixaba já foi implantado na cidade norte-americana de Nova York e 12
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na zona oeste de São Paulo, com resultados satisfatórios. Por isso, acredita-se que o Espírito Santo terá o mesmo retorno positivo. O subsecretário conta que as escolas da rede estadual de São Paulo que adotaram esse projeto tiveram queda de 80% na evasão escolar e a frequência dos pais nas reuniões escolares aumentou cerca de 90%, graças aos coordenadores. “O coordenador de pais deve ir às casas fazer visitas monitoradas, articular reunião de pais e eventos educativos, tentando coibir a evasão causada pela pobreza. A partir dessa interlocução entre família e escola podem surgir propostas que incentivem a participação dos pais na vida escolar dos filhos”,diz Malini. Ao todo, 15 escolas nas regiões de Serra, Vila Velha, Cariacica, Vitória e Viana serão contem-
Proposta da Sedu busca promover inovações na área social e desenvolver uma interlocução entre família e escola através de profissionais habilitados na própria comunidade
pladas com essa ação. O subsecretário conta ainda que a expectativa é de que, futuramente, mais 16 escolas também estejam inseridas no projeto. “Se der o impacto que esperamos, iremos ampliar
o projeto. Queremos escolas integradas. Queremos que as famílias busquem acompanhar de perto a vida escolar dos filhos”, finaliza.