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Ano 53
N.º 954 SETEMBRO 2013 PUBLICAÇÃO PERIÓDICA MENSAL
Sede meus imitadores Durante este mês de Setembro começa nas paróquias o ano pastoral. Isto é visível, por exemplo, no início da catequese da infância e da adolescência, organizada em dez anos e apoiada por catecismos. A gente nova reúne-se e o catequista, servindo-se desses textos mais ou menos interessantes, faz o esforço nada fácil de cativar os ouvintes e de lhes comunicar mensagens evangélicas. Os catequistas inteligentes sabem que o importante nesta transmissão da fé aos novos é o testemunho de vida. Através do seu jeito de viver, exemplificam, ao vivo e a cores, o que é ser cristão. Por isso, dizemos que a fé em Jesus Cristo transmite-se por contágio. Os novos são contagiados por essa maneira de acolher, de escutar, de falar, de compreender, de sorrir, de rezar, de ser solidário. Seduzidos pelo agradável odor do cristão, os catequizandos sentem e percebem que a fé é uma questão de amizade. Jesus amou-nos primeiro e convida-nos a segui-lo e a entregar-lhe a nossa vida. O que se diz da catequese, serve também para todos os agentes de pastoral. Já é tempo de podermos dizer como S. Paulo: «Sede meus imitadores, como eu o sou de Cristo». Cristo crucificado e ressuscitado. Pedrosa Ferreira
PUBLICAÇÕES PERIÓDICAS
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Razões para a alegria mento e mudando a água insípida em vinho do melhor. Quando os seus discípulos estavam cheios de medo, disse-lhes: «Por que temeis?» Alegrai-vos no Senhor
Haverá razões para a tristeza? Talvez. Mas os cristãos afirmam, indo contra a corrente, que há sobretudo razões para a alegria. A Bíblia afirma que, no princípio, Deus criou o céu e a terra. E criou o mundo a cores, e não a preto e branco. O arco-íris que brilhou no firmamento depois do dilúvio, tinha todas as cores. O salmista disse que Deus, ao olhar da janela do Céu e vendo que os homens pretendiam ser deuses, afirmou: «Aquele que habita nos céus, sorri». Sorriu de compaixão e de ternura. Jesus de Nazaré iniciou a sua vida pública indo a uma boda de casa-
A vida é feita de alegrias e tristezas, angústias e esperanças, momentos de saúde e de doença, de luto e de dor. Apesar disso, o cristão mantém no seu íntimo a alegria de sentir a bondade de Deus. O salmista afirma que Ele é o nosso refúgio e protecção, nossa fortaleza, nossa âncora, nosso amparo. Sentindo o seu amor a aquecer os nossos corações, cantamos na noite para acordar a aurora. Por isso, não gostamos de ver pessoas que parecem tomar vinagre ao mata-bicho e tigre ao almoço. Muito menos, se essas pessoas de maus fígados e sempre sérias dizem que são cristãs. Admiramos, pelo contrário, as pessoas que respiram o ar puro da alegria. Pablo Neruda suplicava: «Tirai-me o pão, se quiserdes, tirai-me o ar, mas não me tireis o riso». E nem é preciso citar os santos.
Todas as crianças devem poder brincar, estudar, rezar e crescer no seio das respectivas famílias, e isto num contexto harmonioso de amor e de tranquilidade. Papa Francisco