Bússola n.º 7

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n.º 7 Março 2011

EQUIPA PROVINCIAL DE PASTORAL VOCACIONAL

PROVÍNCIA PORTUGUESA DA SOCIEDADE SALESIANA

bússola em dia > Pe. José Cordeiro

‘People are awesome’ Há um vídeo no YouTube, dois aliás. Já deves desconfiar que são pelo menos três, mas quero falar do par em particular. O primeiro chama-se People are Awesome, mas quando se procura esse vídeo, é normal que apareça nos resultados um outro intitulado People are Stupid. Os dois vídeos são conjuntos de gravações que duram alguns segundos. Num deles tudo corre bem e as manobras que lá aparecem são espectaculares. É realmente impressionante, apesar de não me estar a lembrar de nada. Não! É mesmo impressionante. Aparecem alguns expoentes do que se pode alcançar a nível do desporto e da actividade física. O outro vídeo é um conjunto de desastres, uns a seguir aos outros: bicicletas que caem fora das rampas, distâncias mal calculadas, etc. Tenho a certeza que alguns deles saíram dali e foram para as urgências. Feitas as contas, fico na dúvida se as pessoas são awesome ou stupid. Pessoalmente, fico pela primeira. E isso vem a propósito de quê, perguntam os que ainda não foram ver o vídeo no YouTube. A questão é muito simples: muitas vezes, porque olhamos à nossa volta e vemos muitos vídeos na vida real do tipo People are Stupid, ficamos paralisados e não vivemos a vida tal como ela é: awesome. Eu tenho a sensação de que todos queremos fazer da própria vida algo verdadeiramente espectacular, que mereça a pena ser vivido. Tenho a certeza que uma ou outra vez também cairemos. Mas, continuará vivo, em nós, o desejo de fazer da vida um espanto. E quanto queres que dure: dois ou três segundos ou a vida inteira? Eu bem sei que o mundo está cheio de exemplos do tipo People are Stupid mas também sei que, as pessoas que tornam a sua vida fantástica, pela maneira como a entregam aos outros, vivem a sua com outro brilho.

da mihi animas > Pe. José Miguel Núñez, Conselheiro regional do reitor-Mor par a a Europa Oeste

«POUCO A POUCO» Numa carta datada de 13 de Julho de 1876, Dom Bosco escrevia ao padre Cagliero – recém-chegado a Buenos Aires à frente da primeir a expedição missionária na Argentina – dizendo-lhe: “Tu és músico, eu sou sonhador de profissão”.

Profissão: Sonhador. É verdade. Um sonhador que via longe, que vislumbrava sempre novos horizontes para a sua obra, que avançava sempre com segurança no meio das dificuldades… Mas Dom Bosco era um sonhador. Não um ingénuo! Via o que estava para vir com imaginação criativa, com confiança de crente, com firmeza de homem tenaz e com prudência de quem tem os pés bem assentes no chão. Passos firmes. Assim, na fundação da Congregação, procurou dar passos firmes mas com paciência. Antes de enviar os seus primeiros salesianos para a Argentina, recusou outras propostas noutros países. Antes de aceitar uma proposta para enviar salesianos para Hong Kong, quis assegurar a independência da obra e, vendo que não havia garantias, recusou a possibilidade. Um jornalista perguntou-lhe em certa ocasião:

– Como fez para estender a sua obra até à Patagónia e à Terra do Fogo? Dom Bosco respondeu-lhe: – Pouco a pouco… Somos, também nós, sonhadores de profissão. Todavia, como Dom Bosco, com os pés bem assentes no chão, de vistas largas e pacientes, com a criatividade do apóstolo e a tenacidade do crente. Pelo bem dos jovens, levamos por diante grandes projectos… pouco a pouco, mas sem desisitir.


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