n.º 8 setembro . 2021
PSD TEVE UM EXCELENTE RESULTADO
CEN REALIZOU CONFERÊNCIAS EM SETEMBRO
GRANDE VITÓRIA DE CARLOS MOEDAS EM LISBOA
CASTANHEIRA DE PERA
A CRISE HUMANITÁRIA NO AFEGANISTÃO
OPINIÃO: CATARINA ROCHA FERREIRA
Editorial Os portugueses foram às urnas para escolher os seus representantes no poder local. Depois de uma intensa campanha, o PSD foi vencedor na noite eleitoral pelos resultados objetivos que conseguiu e pelo simbolismo e importância política dos mesmos. Objetivamente o partido conquistou 114 presidências de câmara, face às 98 de 2017 e reduz o intervalo para o PS quase para metade (46%, a diferença de autarquias era de 63 e passou para 35, apesar do PS ter conquistado várias autarquias à CDU). O partido inverte assim a tendência de perda de força no poder local e fortalece a sua presença de norte a sul do país, bem como nas zonas urbanas. Mas os resultados têm também uma importância política e um simbolismo que é preciso referir. O PSD reconquistou Coimbra ao presidente da Associação Nacional de Municípios com maioria absoluta, reconquistou a câmara do Funchal e hoje é o partido com mais capitais de distrito (e regiões autónomas). Reforçou a presença no Alentejo contando agora com 10
municípios laranjas, 4 dos quais no distrito de Évora. E claro, venceu Lisboa! Os Novos Tempos de Carlos Moedas conquistaram a maior câmara do país e uma das “fortalezas” socialistas. Contra todas as sondagens e contra um aparentemente invencível Medina. Está de parabéns Carlos Moedas que prova que os eleitores compensam quem trabalha e quem tem coragem para correr riscos políticos. O primeiro-ministro e o governo fizeram all-in nestas eleições, desdobrando-se em comícios e presenças. O PRR passou de bazuca europeia para “metralhadora” socialista, tal foram as promessas e os abusos, dando muitas vezes a entender que um município poderia ser mais beneficiado se o PS ganhasse. A política também é perceção, e a estratégia de António Costa e do PS foi claramente penalizada pelos portugueses. Nesta edição da CENews poderá encontrar as últimas das atividades do Conselho Estratégico Nacional e ler ainda o artigo de opinião de Catarina Rocha Ferreira
Ricardo Morgado
Vogal da CPN do PSD
sobre a crise humanitária no Afeganistão. O resultado eleitoral que tivemos no dia 26 animou o partido e é preciso agora, todos, continuarmos a trabalhar para apresentar as melhores propostas e a alternativa mais sólida aos portugueses.
O CEN na campanha autárquica JOAQUIM MIRANDA SARMENTO FOI O ORADOR DA CONFERÊNCIA
“PLANO DE RECUPERAÇÃO E RESILIÊNCIA E O DESENVOLVIMENTO REGIONAL” “Oportunidades e Desafios” no âmbito da candidatura de Pedro Pimpão à autarquia de Pombal. Parabéns ao PSD que obteve uma vitória com maioria absoluta em Pombal.
O CEN na campanha autárquica O PRESIDENTE DO CEN E MIGUEL PINA MARTINS FORAM OS ORADORES DA CONFERÊNCIA.
“DESENVOLVIMENTO REGIONAL E EMPREENDEDORISMO”, NO ÂMBITO DA CANDIDATURA DO PSD A CASTANHEIRA DE PERA (“POR CASTANHEIRA: RENOVAÇÃO, UNIÃO E FUTURO”)
JOAQUIM MIRANDA SARMENTO E DIOGO FEIO FORAM OS ORADORES NA CONFERÊNCIA
“A IMPORTÂNCIA DO PRR PARA O DESENVOLVIMENTO REGIONAL”, EM LAMEGO, NO ÂMBITO DA CANDIDATURA DO FRANCISCO LOPES, PELA COLIGAÇÃO PSD/CDS. PARABÉNS AO PSD QUE OBTEVE UMA VITÓRIA MUITO IMPORTANTE
O CEN na campanha autárquica JOAQUIM MIRANDA SARMENTO ESTEVE EM CAMPANHA EM LISBOA COM CARLOS MOEDAS. O CEN congratula Carlos Moedas para magnífica vitória autárquica!
JOAQUIM MIRANDA SARMENTO ESTEVE EM CAMPANHA EM SINTRA COM RICARDO BAPTISTA LEITE, EM SETÚBAL COM FERNANDO NEGRÃO E NA FIGUEIRA DA FOZ COM PEDRO MACHADO
DECLARAÇÕES DO PRESIDENTE DO CEN AO JORNAL OBSERVADOR
…. Joaquim Miranda Sarmento considerou que o PSD “está a conseguir apresentar uma alternativa” ao PS no país e “as autárquicas são um ponto importante para o PSD e para essa alternativa, para que em 2023 ou até antes disso o país possa mudar de rumo e voltar a ter uma perspetiva de crescimento e desenvolvimento económico contrária a estes últimos 20 anos de estagnação marcados pela governação socialista”. Link do texto de opinião
A CRISE HUMANITÁRIA NO AFEGANISTÃO
Catarina Rocha Ferreira Deputada e Vogal do Conselho Estratégico Nacional - CEN
A
tualmente são cerca de 2,6 milhões os afegãos deslocados no mundo e a situação dramática que se vive no Afeganistão ficou bem visível com os urgentes trabalhos de evacuação que foram levados a cabo. Apesar de terem sido evacuados os cidadãos estrangeiros e os afegãos que poderiam sofrer os maiores riscos de retaliação por parte dos taliban, o número de afegãos que não se encontrava classificado nessa categoria de risco, mas que tentava abandonar o país era tão elevado, que evidenciou, ainda mais, a dimensão e a intensidade desta crise. Tratou-se da evacuação mais intensa da história recente: em menos de duas semanas foram retiradas e transportadas em aviões de carga militares 120.000 pessoas do Afeganistão. As imagens que correram o mundo ecoaram a queda igualmente caótica de Saigão 45 anos antes, bem representada numa fotografia de Hubert van Es, na qual se vê uma enorme fila de pessoas a subirem para o telhado de uma embaixada onde se encontrava apenas um helicóptero. Face ao colapso do Estado afegão e à tomada de poder por parte do novo governo taliban, prevê-se que, nos próximos anos, o Afeganistão continue a ser um dos países do mundo com maior número de refugiados. Acresce que, o país já enfrentava uma crise humanitária que se veio a agravar com a corrente situação. Já antes da retirada das tropas aliadas, existiam cerca de meio milhão de pessoas deslocadas internamente devido a conflitos e a desastres. Igualmente, já um terço da população enfrentava ameaças de fome, com necessidade urgente de alimentos. Apenas uma minoria de afegãos, composta nomeadamente por aqueles que possuíam mais recursos, conseguiu deixar o país antes da retirada dos aliados. Pelo que, embora algumas pessoas tenham sido evacuadas, ainda são muitas as que permanecem impossibilitadas de abandonar o país. As meninas e as mulheres afegãs são as mais afetadas e as que mais direitos perderam com a tomada de poder por parte dos taliban, dadas as restrições impostas à sua participação na sociedade, incluindo o direito à educação e ao trabalho. Tratam-se de direitos fundamentais, cuja ausência vem restringir muito a sua capacidade de vida em sociedade e de subsistência. Aliás, os primeiros sinais dessas limitações já são visíveis e surgiram com as imediatas segregações de género em estabelecimentos de ensino e nos locais de trabalho.
Noutra vertente, é provável que venha a existir bastante pressão sobre os afegãos internamente deslocados, no sentido de enveredarem por migrações irregulares, o que terá como consequência a tentativa por parte de vários estados de impedir estes movimentos e de tentarem conter estes fluxos, especialmente os que ocorrem por meio de rotas de acesso à Europa através do Irão e da Turquia. Neste cenário, as diferenças de género tornam-se ainda mais profundas, visto a migração irregular ser perigosa e com tendência a deixar as mulheres e as meninas para trás, o que vem aumentar ainda mais as suas vulnerabilidades. As rotas de passagem são perigosas e fortemente barricadas por tentativas de dissuasão em vários países de destino. Pelo que, com elevada probabilidade, vários afegãos e, em particular, afegãs, poderão ficar retidos dentro do seu país, ou em países em transição como o Irão e a Turquia, aumentando as questões humanitárias e de proteção na região. O fluxo em massa por parte de uma grande parte da população afegã tenderá ainda a confrontar-se com uma pressão crescente com outras nacionalidades que também tentam atravessar os principais corredores de passagem, repetindo os movi-
mentos efetuados em 2015 pelos refugiados sírios que, através da Turquia, passavam para a Europa. Uma catástrofe humanitária de grande dimensão e a deslocação em massa de pessoas também depende muito da possibilidade de negociação com os taliban. Para esse efeito, um fator determinante será a forma como os taliban vierem a respondem às questões de terrorismo global e de direitos humanos, na medida em que essa resposta irá determinar o seu relacionamento com a comunidade internacional para efeitos de ajuda externa. Não obstante os taliban poderem ter, a curto prazo, recursos financeiros que permitem proteção interna face às sanções internacionais, a verdade é que além essa situação pode vir a alterar-se e não se estende ao povo afegão, que é aquele que mais tende a sofrer. Calcula-se que a crise humanitária que resulta dos eventos mais recentes venha a perdurar por vários anos, com repercussões que podem recair não apenas sobre o povo afegão, como ainda sobre os países vizinhos. Pelo que, a comunidade internacional pode desempenhar um papel relevante no sentido de tentar encontrar formas de cooperação e de trabalho conjunto para combater as implicações humanitárias, políticas e de segurança que inevitavelmente irão surgir.
O Presidente do CEN na imprensa CONSULTE OS ARTIGOS DE OPINIÃO PUBLICADOS NA IMPRENSA:
ECO - Novos Tempos Lisboa Link do texto de opinião
Quais são os principais desafios das finanças públicas em Portugal? Link do texto de opinião
Entrevista ao Podcast “Défice de Atenção” da Universidade Católica (T2E1) Link do texto de opinião
Coordenadores do CEN CONSULTE OS ARTIGOS DE OPINIÃO PUBLICADOS NA IMPRENSA:
Miguel Poiares Maduro
Pedro Fontes Facão
A noite eleitoral (TSF)
Carlos Moedas e das análises à realidade das eleições
Link do texto de opinião
Link do texto de opinião
Luís Todo Bom
Luís Todo Bom
A aquisição de conhecimento de forma estruturada
As funções e responsabilidades das comissões de auditoria
Link do texto de opinião
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