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Ensino Religioso
Educação Infantil Volume 2
TECENDO A VIDA
2016
© Editora Sinodal, 1999 Rua Amadeo Rossi, 467 Caixa Postal 11 93001-970 São Leopoldo/RS Tel.: (051) 3037 2366 www.editorasinodal.com.br editora@editorasinodal.com.br Elaboração: lára Müller, Marilú Vedoya Grenzel, Marilze Wischral Rodrigues, Odila Viani Hennig Schwalm e Sônia Luísa Trapp Mees (coordenação) Apoio: Federação Luterana Mundial (FLM) Orientação e acompanhamento da Comissão de Currículo da IECLB para o Ensino Religioso: Carlito Gerber, Haidi Drebes, Manfredo Carlos Wachs, Maria lone Pilger, Raul Wagner, Remí Klein, Rosvita Becker Henn, Sônia Luísa Trapp Mees e Vanda Zimmermann Sydow Direitosautorais:DepartamentodeCatequesedaIgrejaEvangélicadeConissãoLuteranano Brasil (IECLB) Equipe do Departamento de Catequese da IECLB: Edson Ponick, Maria Cristina da Silva Rieth, Remí Klein, Sônia Luísa Trapp Mees e Valdemar Schultz Capa e artes: Artur Sanfelice Nunes Produçãoeditorialegráica:EditoraSinodal Reprodução total ou parcial somente mediante autorização por escrito da Editora Sinodal
CIP - BRASIL CATALOGAÇÃO NA PUBLICAÇÃO Bibliotecária responsável: Rosemarie B. dos Santos CRB 10/797 T255
Tecendo a vida / Coordenação de Sônia L. T. Mees ; ilustrações de Artur Sanfelice Nunes. - São Leopoldo : Sinodal, 1999. 111 p. : il. - (Educação infantil, 2) ISBN 85-233-0573-4 1. Religião. 2. Ensino Religioso. 3. Educação. I. Mees, Sônia L. T. II. Série. CDU 2:37
Apresentação A cada dia, tecemos. Tecemos quando elaboramos um texto, colocamos em prática um projeto, promovemos a integração, planejamos uma aula, abraçamos alguém... E, assim, tecemos a vida. A nossa vida e a vida que nos cerca. Este material quer ser um auxílio nesse processo de tecer a vida, que também é tarefa do EnsinoReligioso.Éummaterialformadopormuitosios.Ecadaiotemumamãocarinhosa, experiente,criativa...queoentrelaçoucomoutrosios.Nestematerial,háiosdeesperança, de alegria, de solidariedade, de questionamento... O material começou a ser tecido a partir do anseio de pessoas engajadas na caminhada do Ensino Religioso no âmbito da IECLB. Fios diversos foram entrelaçados com a formação de uma Comissão de Currículo da IECLB para o Ensino Religioso. Essa comissão recebeu a tarefa de elaborar um currículo para a educação infantil, o ensino fundamental e o ensino médio. Também recebeu a tarefa de acompanhar a elaboração do material. Essa segunda etapa iniciou assim que o currículo para a educação infantil icou pronto. Então novos ios foram entrelaçados. Foi formado um grupo-tarefa para a elaboração do material. Todo esse processo vem sendo tecido a partir dos seguintes objetivos gerais: * Apropriar-se de conhecimentos bíblico-teológicos. * Desenvolver princípios éticos de respeito e de diálogo cultural e religioso a partir do contexto escolar. * Oportunizar o desenvolvimento de uma identidade pessoal e do respeito às diferenças individuais. * Proporcionar espaços de aproximação entre Deus e o ser humano. * Desenvolver princípios de respeito à criatura e à criação. Os objetivos especíicos que entrelaçam a educação infantil são: – Descobrir-se como ser criado e amado por Deus. –VivenciareexperimentarDeusemrelaçõesgrupaisdeconiança. Foram tecidos dois volumes, levando em consideração que muitas escolas oferecem mais de um ano de educação infantil. Este material é para o uso do professor ou da professora. Ele traz uma proposta de abordagem temática, desdobrada em unidades e planos de aula, mas não pressupõe o seu uso em sequência. Graças a muitas pessoas comprometidas com a causa do Ensino Religioso, que lançaram e entrelaçaram seus ios, temos agora este material-tecido. Porém ainda há o que tecer. Existe a proposta de elaboração de material também para o ensino fundamental e o ensino médio. E, sobretudo, há o que tecer por todas as pessoas que, de uma ou de outra forma, estarão envolvidas no desenvolvimento das propostas deste material de Ensino Religioso paraaeducaçãoinfantil.Cadapessoaestáconvidadaaentrelaçaroseuionesseprocesso de tecer a vida... A equipe do Departamento de Catequese da IECLB
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Índice
UNIDADE 1 – POSSO FAZER MUITAS COISAS ................................................................................... 7 1 – Brincar ............................................................................................................................................... 9 2 – Falar e ouvir com amor ....................................................................................................................11 3 – Jeito criativo .................................................................................................................................... 13 4 – Repartir............................................................................................................................................ 15 UNIDADE 2 – PRECISAMOS UNS DOS OUTROS ............................................................................ 19 1 – Muitas pessoas cuidam de mim ...................................................................................................... 21 2 – Euposso ajudar ............................................................................................................................... 23 3 – Na família todos colaboram............................................................................................................. 25 4 – Tenho amigos – sou amigo ............................................................................................................. 27 UNIDADE 3 – JESUS É AMIGO E TEM AMIGOS .............................................................................. 29 1 – Marta e Maria .................................................................................................................................. 31 2 – Lava-pés......................................................................................................................................... 33 3 – Jesus faz amizade........................................................................................................................... 35 4 – Jesus é nosso amigo....................................................................................................................... 37 UNIDADE 4 – O MUNDO QUE RECEBEMOS DE DEUS ................................................................... 39 1 – Água que refresca a vida ............................................................................................................... 41 2 – Terra cheia de variedades ............................................................................................................... 43 3 – Flores – mais um presente de Deus .............................................................................................. 44 4 – Frutas de muitos sabores ................................................................................................................ 46 5 – Animaisde todos os tipos ................................................................................................................ 47 6 – As belezas do céu ........................................................................................................................... 49 UNIDADE 5 – VIDA BOA E FELIZ PARA TODAS AS PESSOAS ........................................................ 51 1 – Alimento todos os dias .................................................................................................................... 53 2 – Casa – abrigo e aconchego ............................................................................................................ 55 3 – Saúde para correr, brincar............................................................................................................... 57 4 – Lugar e tempo para estudar ............................................................................................................ 59 UNIDADE 6 – HISTÓRIAS DA BÍBLIA ................................................................................................. 63 Histórias com Jesus ............................................................................................................................. 65 1 – A pesca maravilhosa ...................................................................................................................... 65 2 – Jesus acalma a tempestade............................................................................................................ 67
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Histórias do Antigo Testamento ............................................................................................................. 69 3 – O barco de Noé e sua família.......................................................................................................... 69 1a parte: A construção do barco ....................................................................................................... 69 2ª parte: A vida dentro do barco ...................................................................................................... 71 3ª parte: Vida nova sob o arco-íris .................................................................................................. 72 A história de Moisés e Miriã ................................................................................................................. 75 4 – As parteiras defendem a vida ......................................................................................................... 75 5 – Miriã acompanha Moisés .................................................................................................................... UNIDADE 7 – DATAS ESPECIAIS ....................................................................................................... 79 Paixão e Páscoa ................................................................................................................................... 81 1 – O cordeiro pascal ............................................................................................................................ 81 2 – Aceia com os discípulos .................................................................................................................. 83 3 – Morte e ressurreição ....................................................................................................................... 85 4 – Celebração da Páscoa .................................................................................................................... 87 Advento e Natal ..................................................................................................................................... 89 5 – Tempo de Advento .......................................................................................................................... 89 6 – Pinheiro e seus enfeites ................................................................................................................. 91 7 – Nascimento de Jesus ...................................................................................................................... 93 8 – Celebração de Natal........................................................................................................................ 95 ANEXO ................................................................................................................................................. 97 Canções ................................................................................................................................................ 99 Deus te ama .......................................................................................................................................... 99 Bom pra ti e bom pra mim ..................................................................................................................... 99 Deus te abençoe ................................................................................................................................ 100 Repartir............................................................................................................................................... 100 Perdi meu anel no mar ........................................................................................................................ 101 Deus fez os peixinhos ........................................................................................................................ 101 A criação ............................................................................................................................................ 102 Um abraço dado ................................................................................................................................. 103 Pinheirinho ......................................................................................................................................... 103 Bom dia, amigo .................................................................................................................................. 104 Chegou a Páscoa ............................................................................................................................... 104 A borboleta ......................................................................................................................................... 105 Advento chegou ................................................................................................................................. 105 A pesca milagrosa .............................................................................................................................. 106 Canção de Natal................................................................................................................................. 107 Eu tenho um amigo ............................................................................................................................ 107 Somos-te agradecidos ....................................................................................................................... 108 Pingos de chuva ................................................................................................................................. 108 Deus está no céu presente ................................................................................................................ 109 Arrumando o mundo........................................................................................................................... 109 Quanto mais andarmos juntos .............................................................................................................110 Quem fez as lindas lores? ...................................................................................................................111
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1 – Brincar
CONSIDERAÇÕES SOBRE O TEMA
RECURSOS
Brincar é uma das formas de conhecer e compreender o mundo. Através de suas brincadeiras, as crianças descobrem seu mundo, suas potencialidades,tambémasdiiculdadeseasalegrias. Muitas vezes, as pessoas não percebem que tempo para brincar também é um presente dado por Deus. Esse tempo, às vezes, está sendo mal aproveitado. Muitas pessoas, em especial as crianças, assistem TV durante horas seguidas, jogam videogame ou realizam outras atividades que não requerem muita criatividade. Vale lembrar que, ao jogar videogame, por exemplo, algumas capacidades são desenvolvidas: coordenação motora, rapidez dedecisõesetc.Contudo,éimportantereletir sobre o tema abordado no jogo e o tempo dedicado a essa atividade. Um tempo que poderia ser dedicado a brincar com a família, os amigos e as amigas. Um tempo para brincadeiras, onde a criança inventa, constrói, refaz... onde o encontro com as outras pessoas e a troca de afetividade estejam presentes. É importante observar os diversos jeitos de brincar que existem e o valor de cada um. Descobrir como é gostoso resgatar algumas brincadeiras antigas ou folclóricas, muito divertidas e que aproximam as pessoas. Para esta aula ica como sugestão convidar alguém para vir brincar com as crianças. Por exemplo: um pai, uma avó.
Dependerão escolhidas.
das
brincadeiras
Desenvolvimento do tema: DIÁLOGO – Brincar é importante? Por quê? – Com quem vocês brincam? – Quais são as brincadeiras de que vocês mais gostam? – E se as crianças fossem proibidas de brincar daqui para frente, o que vocês fariam?
CANTO Perdi meu anel no mar
ATIVIDADES
a) Brincadeira: Passar o anel As crianças sentam em círculo, com as mãos unidas em concha, postas no colo. Uma criança é escolhida para passar o anel. Esse pode ser substituído por uma pedra pequena, uma semente ou um botão. A criança coloca o anel dentro da sua concha, ou seja, entre as suas mãos. Depois, ela passa de colega em colega, colocando as suas mãos dentro das mãos dos colegas. Em um deles, ela deixa cair o anel. Faz isso sem que os outros o percebam. Após passar por todos, ela pergunta a alguém do grupo: “Quem está com o anel?” Se a criança a quem a pergunta é feita descobre com quem está o anel, ela se torna a próxima a passá-lo de mão em mão. Se não, a criança que está com o anel faz isso. Essa é uma dica de como continuar a brincadeira. O grupo pode criar outro jeito.
OBJETIVOS – Descobrir que as brincadeiras são uma forma divertida de conhecer a si mesmo e o mundo a seu redor. – Vivenciar brincadeiras com as quais talvez seus pais e avós também tenham brincado. 9
b) Sugestão de dança para o canto Perdi meu anel no mar Para essa música existe uma sugestão de movimentos. Enquanto se canta a música, umacriançaicanomeiodocírculo,dançando. Quando se canta a última parte – o mar me trouxe a concha de presente pra te dar –, a criança une as mãos em forma de concha, vai até uma das crianças que está no círculo e entrega-lhe o presente, a concha. Ela coloca as suas mãos (a concha) sobre as mãos da outra criança e, depois, a convida para ir junto ao centro da roda. A música é cantada novamente, e as duas, então, dançam juntas. Quando a música chega ao inal, como explicado anteriormente, as duas vão entregar a concha para outras duas crianças. Assim, passam a ser quatro no meio da roda. Depois, essas quatro entregam para mais quatro e aí passam a ser oito. Isso é feito até que todas as crianças tenham recebido o presente e estejam dançando. No inal, todas podem formar um círculo e dançar de mãos dadas.
Rodas cantadas: Ciranda cirandinha, A canoa virou, A linda rosa juvenil e Passa, passará. Jogos de palmas: escravos de Jó, papai ferreiro/mamãe ferreira e trem de ferro. a) Meia-lua:
Ascriançascolocam-seemileira.Acerta distância,noladooposto,icaráo“meia-lua”, de costas para o grupo. Quando o “meia-lua” diz: “Meia-lua, um, dois, três”, as crianças avançam, em passos rápidos, até a posição do “meia-lua”. Fazem isso enquanto ele fala. Assim que termina de falar, “meia-lua” olha para trás, fato que determina a imobilidade de todas. Se alguma criança é vista em movimento, deve recuar um ou mais passos, conforme a ordem do “meia-lua”. A primeira criança que alcança o “meia-lua”, colocando a sua mão sobre ele, passa a substituí-lo. b) Passa, passará: Duas crianças são escolhidas para simbolizara“porteira”.Elasicamdefrenteumapara a outra, dão as mãos e levantam os braços, formando um arco (porteira). Cada uma escolhe secretamente um nome de fruta. As outras criançasformamumaileirademãosdadas. Todas cantam: Passa,passará,quemdetrásicará, a porteira está aberta para quem quiser passar. O primeiro, o segundo, oterceiroeoquartoicará. Enquanto cantam, todas as crianças da ileira vão passando por baixo da “porteira”. Quando estão cantando e o quarto icará, a criança que estiver na “porteira” é enlaçada pela dupla que lhe pergunta: “Quer ......... (nome de uma fruta) ou .......... (nome de outra fruta)?” A criança escolhe uma fruta. Conforme a escolha, ela se coloca atrás da criança que representa essa fruta e segura-a pela cintura. No inal, a ila maior forma um corredor com duas colunas, com uma criança de frente paraaoutra,eailamenorpassanoseumeio. Conforme a brincadeira original, nesse momento, as crianças que passam pelo meio precisam passar pelo “foguinho”, ou seja, as
ORAÇÃO Bondoso Deus! Somos crianças e podemos brincar. Queremos aproveitar bem nosso tempo. Queremos aprender sobre a vida e o mundo. Amém. (Pode-se usar frases ou palavras que as próprias crianças tenham dito durante a conversa sobre o que é brincar.)
ATIVIDADES Brincadeiras A pessoa convidada para realizar as brincadeiras ou o professor ou a professora da turma seleciona algumas brincadeiras que conhece ou que brincava quando era criança. A seguir, algumas sugestões que podem auxiliar na escolha. Brincadeiras mais movimentadas: meia-lua, sapata e esconde-esconde. Brincadeiras com pouco movimento: telefonesemio,dormindo-acordado(morto-vivo) e passar o anel. 10
crianças das colunas tocam, com a ponta do dedo indicador, as crianças que passam no meio. Quem delas ri deve passar novamente pela prova. Transformando a brincadeira: Forma-se o corredor. Porém, ao invés de fazer o foguinho, pode-se fazer um carinho. As crianças que passam por ali recebem um carinho: afagar os cabelos, um abraço, um beijo, um aperto de mão.
CANTO (Vamos agradecer a Deus por este maravilhoso presente que ele nós dá: a possibilidade de brincar.) Louvor Sugestão de bibliograia: As brincadeiras foram extraídas do livro: GARCIA, Rose M. Reis & MARQUES, Lilian Argentina. Jogos e passeios infantis. Porto Alegre: Kuarup, 1991.
2 – Falar e ouvir com amor situações concretas para aprender. Pode-se associar a presença de Deus e a comunicação com ele a outras experiências que elas fazem e que não são muito concretas, mas que podem ser percebidas. Por exemplo: os sentimentos, o ar que respiram e que não podem ver, o calor e o vento que não podem pegar.
CONSIDERAÇÕES SOBRE O TEMA
Comunicar-se é algo vital para uma criança crescer feliz. E, nesse comunicar-se, é importante falar, mas também ouvir. Também é importante que as crianças aprendam a comunicar-se com Deus de forma íntima e carinhosa, como fazem com seus pais e amigos. Deus ouve as orações. A Bíblia tem muitos exemplos de pessoas que falam com Deus. E ele as ouve: – “Ouvi a tua oração e vi as tuas lágrimas; eis que eu te curarei” (2 Reis 20.5); – “Diz Deus a Salomão: Ouvi a tua oração...” (2 Crônicas 7.12); – “... o Senhor me ouve quando eu clamo por ele” (Salmo 4.3); – “Ouve, Senhor, a minha voz; eu clamo; compadece-te de mim e responde-me” (Salmo 27.7); – O próprio Jesus orou: “Pai, graças te dou, porque me ouviste” (João 11.41). O tema oração pode ser difícil para as crianças dessa idade, pois elas precisam de
OBJETIVOS – Observar as conversas que ocorrem entre as pessoas e as conversas com Deus. – Motivar as crianças para que façam orações pessoais. Desenvolvimento do tema: OraçãO Deus amigo! Que bom que podemos falar contigo e também com os amigos, as amigas, a família. Obrigado! Amém. CantO Deus está no céu presente (Essa canção também pode ser usada em forma de poesia.)
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Deus quer que a gente converse com ele. Ele gosta de nos ouvir, e ele nos ouve sempre. De um jeito ou de outro, ele responde às nossas orações.
ATIVIDADES Desenho Fazer o desenho no quadro. Convidar as crianças para que, em pequenos grupos, desenhem o que elas entenderam da canção. Distribuir bastante giz colorido e repetir, ocasionalmente, as frases da canção.
HISTÓRIA Baseada em 1 Reis 3.9-14 Certa vez, em Israel, vivia um rei chamado Salomão. Logo que se tornou rei, ele icoumuitopreocupado.Eleseperguntava: – Que tipo de rei vou ser? Ele se lembrava das conversas que tinha com seu pai, o rei Davi, antes de ele morrer. Seu pai lhe dizia: – Salomão, meu ilho, siga sempre as leis de Moisés. Deus está sempre presente. Ele sabe tudo o que você faz. Então, seja um bom rei para não passar vergonha diante de Deus. Salomão andava para lá e para cá. Ele estava preocupado com isso. Que tipo de rei ele gostaria de ser? Sábio, gentil, trabalhador, valente... Quando ele ia dormir, pensava nesse assunto até adormecer. Certa noite, até sonhou sobre esse problema. Mas foi um sonho lindo. Deus falou com Salomão no sonho. Deus lhe perguntou: – O que tu queres de mim, agora que tu és o rei? Eu te darei tudo o que tu quiseres. Salomão, então, fez uma oração: Querido Deus, tu sempre mostraste grande amor pelo meu pai Davi. E esse amor tu também estás mostrando para mim. Tu deixaste que eu icasse como rei no lugar do meu pai, embora eu seja muito jovem e não saiba governar. Tenho um grande povo para governar. Por isso eu te peço: Ajuda-me a ser um rei sábio. Ajuda-me a governar bem o meu povo. Que eu saiba a diferença entre o bem e o mal. Que possa perceber tudo o que está acontecendo ao meu redor. Que eu possa ajudar a fazer esse povo feliz. Deus gostou da oração de Salomão. Ele icoufelizporSalomãoconversarcomelee fazer esse pedido. Deus lhe disse:
DIÁLOGO Depois que todas as crianças desenharam: – O que foi desenhado no quadro? (Descobrir o que as crianças desenharam e associá-lo à canção.) Quando nós conversamos com uma pessoa, podemos vê-la ou tocá-la. – Podemos pegar a amizade que sentimos por uma pessoa? Não, mas podemos demonstrar essa amizade com um abraço. Assim também podemos “sentir e ver” que existe uma amizade entre as pessoas. – Quando respiramos, podemos ver o ar? Como sabemos que ele existe? Deus está presente, assim como o ar está. Podemos sentir o ar. Deus está presente, assim como a amizade. Não podemos pegá-la, mas, através de um abraço ou de um beijo, podemos senti-la e perceber que ela existe. (Pode-se fazer outras associações, dependendo dos desenhos das crianças.) Deus está presente. E com ele também podemos conversar, assim como conversamos com os amigos e as amigas, com a família. Cada pessoa pode falar com Deus do jeito que quiser. Por exemplo: Falando bem baixinho ou bem alto; sem pronunciar nenhuma palavra, juntando as suas mãos ou, em grupo, dando as mãos para as outras pessoas. Também não tem hora nem lugar para falar com Deus: deitado na cama; ajoelhado na sala; caminhando na rua; na igreja; no pátio da escola.
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– Querido Salomão! Eu te darei o que tu pediste. Vou fazer-te sábio. Mas também vou fazer o que tu não pediste. Tu também serás rico e famoso. Vou dar-te muito poder. Desejo que tu sigas os meus mandamentos, como fez o teu pai Davi, e eu te darei uma vida longa. Depois que Deus falou isso, tudo icou em silêncio. O sonhou acabou, mas Salomão nunca mais o esqueceu. Salomão sabia que Deus estava com ele e que Deus o ouvia. Isso deu coragem e alegria para Salomão governar o seu país.
ORAÇÃO –VamosconversarcomDeus?Deusicafeliz quando nos comunicamos com ele. Podemos pedir algo a ele. Podemos agradecer pelo que temos, pelo que fazemos, pelas pessoas que conhecemos. – Vamos agradecer por alguma coisa? Vamos pedir algo? Enquanto as crianças falam, o professor ou a professora anota. Depois faz a oração, incluindo o que as crianças falaram.
CANTO Deus está no céu presente
3 – Jeito criativo Nesta aula, mais uma vez, quer-se valorizar o jeito de ser criança. Um jeito de alguém que também é mestre e que sabe sê-lo de uma forma muito criativa. “Uma criança pode tudo, pode até mudar o mundo. Sonho, amor e fantasia – deixe-se tocar por esta magia” (Cristina Daudt Zeni).
CONSIDERAÇÕES SOBRE O TEMA Todas as pessoas têm a capacidade de criar. Às vezes, são criativas sem perceber. Se cada pessoa observar com atenção tudo o que existe à sua volta e as atividades que são realizadas, perceberá que a criatividade acontece todos os dias e em diferentes momentos e lugares. É preciso ver que a criatividade não está presente só naquilo que vem pronto e que geralmente custa caro. É importante perceber que cada pessoa e, em especial, cada criança é capaz de aprender, ensinar e criar coisas novas. É importante possibilitar que cada criança tenha as suas próprias ideias e faça uso delas. A cada dia, a criatividade pode ser desenvolvida.
OBJETIVOS – Perceber que cada pessoa tem ideias próprias e criativas. – Descobrir que cada pessoa é capaz de fazer muitas coisas, partindo de suas próprias ideias.
RECURSOS
– Diversos tipos de materiais: argila, massa de modelar, revistas, caixinhas, tinta, cola, tesoura,
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retalhos de papéis coloridos, lantejoulas e outros materiais.
da atividade, usamos um sentido mais do que ooutro.Adeiciênciaemumdossentidosnão impede a criatividade.) Agora, queremos exercitar os sentidos. Formar um círculo. Olhos fechados. Após cada exercício, as crianças tentam descobrir os materiais que foram usados, quais os sons que ouviram, quais objetos tocaram, quais alimentos e bebidas experimentaram e quais cheiros sentiram. * Exercício da audição: Fazer sons e barulhos com diferentes objetos e com o próprio corpo. Por exemplo: mexer em tampinhas de garrafa, amassar ou rasgar papel, encher um saquinho e estourá-lo, bater dois taquinhos de madeira um no outro etc. * Exercício do olfato: Cheirar perfume, vinagre,sabonete,lor,maçã,limãoetc. * Exercício da visão:Olharigurasdecenas bonitas, alegres e tristes. Por exemplo: lores,bichinhos,pessoasalegres,destruição da natureza, violência etc. * Exercício do paladar: Comer um pedacinho de pão, uma pitadinha de açúcar, beber água, beber suco de limão sem açúcar e depois com açúcar, comer um pedacinho de banana etc. * Exercício do tato: Tocar uma espuma, um pedaço de lixa, a folha de uma planta, uma pedra, um novelo de lã etc. (Também se pode fazer um passeio pela escola e sentir os diferentes cheiros, ouvir os diferentes sons, olhar os detalhes do prédio e do pátio, tocar as paredes e as plantas, beber a água do bebedouro...)
Desenvolvimento do tema: CANTO Louvor
DIÁLOGO – Por que vocês vêm para a escola? – Quem ensina? Quem aprende? – Vocês também ensinam algo ao professor ou à professora e aos colegas? – Vocês têm suas próprias ideias ou copiam tudo de outros lugares? Todas as pessoas têm ideias próprias e sabem fazer muitas coisas criativas. Às vezes, elas até esquecem isso, pois usam materiais, brinquedos e ideias que vêm prontos, e deixam de usar suas próprias ideias. Vamos brincar e mostrar um pouco nossas ideias e nossa criatividade!
ATIVIDADES a) Modelagem Formar um círculo. Uma criança imagina que tem uma argila nas mãos. Com ela faz uma modelagem, ou seja, faz de conta que está criando um personagem, um objeto ou algo da natureza. As outras crianças tentam descobrir o que está sendo modelado. Quando descobrem, a criança que estava fazendo a modelagem “joga” a argila para outra criança. Essa faz um movimento com os braços, como se estivesse pegando a argila, e começa uma nova modelagem. Depois que descobrirem novamente, a argila é jogada adiante e a brincadeira continua.
c) Depois desse exercício, convidar as crianças para que expressem o que viram, cheiraram, ouviram, tocaram, experimentaram. Para isso, deixar à disposição diversos materiais: caixinhas vazias, argila, massa de modelar, revistas, retalhos de tecido e de papel, sementes, cascas de ovos, folhas secas etc. Alguns desses materiais geralmente são jogados no lixo, pois parece que não servem para nada. Contudo, com eles pode-se construir algo novo, bonito e diferente. Cada criança cria à vontade! O mais importante é que cada uma coloque suas
b) Ouvir, cheirar, ver, saborear e tocar (Os sentidos do nosso corpo – tato, olfato, audição, visão, paladar – são muito importantes para expressarmos ou desenvolvermos nossa criatividade. Às vezes, para determina14
próprias ideias naquilo que inventa. Quando estão prontas, elas apresentam suas criações umas às outras.
CANTO Louvor
ORAÇÃO 1993.
Querido Deus, obrigado por sermos capazes de criar tantas coisas bonitas. Amém.
Sugestão de bibliograia: SOUZA, Herbert de. A Zeropéia. São Paulo: Moderna,
4 – Repartir CONSIDERAÇÕES SOBRE O TEMA
RECURSOS
Motivar e exercitar a partilha são objetivos que precisam acompanhar o dia a dia de todas as pessoas. Nessa fase da vida da criança, a questão do repartir pode ser difícil em alguns momentos. Por exemplo, a divisão de materiais e brinquedos pode ser algo que nem sempre lhe agrade. É necessário, então, exercitar isso aos poucos, todo dia. Nesta aula há uma proposta de atividade que pode ir além da aula de Ensino Religioso. Pode, por exemplo, inserir-se numa campanha que a comunidade local esteja desenvolvendo.
– O próprio lanche das crianças. – Aparelho de som, papel pardo/ kraft, cola e lápis de cor. – Contornos de pães feitos de cartolina. Reparti-los ao meio, para que cada criança receba uma metade. Observação: Os recortes dos contornos devem ser diferentes, pois cada criança procurará o seu par.
Desenvolvimento do tema: CANTO Repartir
OBJETIVOS
O canto pode ser acompanhado de gestos, conforme a sugestão que está a seguir. Contudo, o grupo também pode criar novos gestos.
– Motivar e experimentar a partilha. – Descobrir a alegria que a partilha pode proporcionar.
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– Formar um círculo. Todas as crianças estendem os braços um pouco para a frente, deixando as palmas das mãos viradas para cima. A seguir, cada uma coloca sua mão direita sobre a mão esquerda da criança que está ao seu lado direito. Assim, a mão direita decadacriançaicarásobreamãoesquerda daoutra.Esuamãoesquerdaicaráembaixo da mão direita de outra criança. Sempre com as palmas das mãos viradas para cima. – Assim que as crianças começam a cantar, uma inicia os movimentos da seguinte maneira: Leva sua mão direita em direção à mão que está do lado esquerdo. Essa é a mão da outra criança, que está sobre a sua. Ela toca a mão da outra criança e, depois, volta para a posição anterior. A criança que foi tocada leva sua mão até a outra, assim como a colega ao lado fez. E, assim, continua: uma criança tocando a mão da outra que está ao seu lado. – Quando termina a primeira estrofe do canto – na palavra amor –, a criança que recebeu o toque entra no círculo e vai passando na frente das outras. Enquanto faz isso, vai tocando suas duas mãos nas duas mãos das outras crianças. Essas, então, precisam estar com as mãos um pouco estendidas para a frente, com as palmas para cima, e não mais sobre ou embaixo das mãos dos vizinhos. A criança que está no meio toca as outras, uma após a outra, sem deixar nenhuma fora. Faz isso até o momento em que o grupo bate palmas, logo após a frase: é assim que auxiliamos a viver... (palmas). Nesse momento, a criança para de tocar as outras e volta para seu lugar. – DepOis DissO, COmeça tuDO nOvamente. tODas as Crianças vOltam à pOsiçãO iniCial, uma mãO sObre a Outra, e a Criança que vOltOu para
– Vocês já deram algo para elas? O quê? Nem todas as pessoas têm comida, roupa, casa... (Descrever um pouco a situação das pessoas que vivem na rua. Conversar também sobre as campanhas que existem: de comida, de roupa etc.) – Vocês pensam que nossa turma poderia reunir alguma coisa para doar a quem está precisando de algo? – O que poderíamos reunir? (Combinar que tipo de campanha poderiam fazer. Veriicar se existe algum tipo de campanha ocorrendo na comunidade local. Sugestões de campanhas: material escolar, roupas, brinquedos, comida não perecível, livros. Se não estiver ocorrendo nenhuma campanha, o grupo decide para quem e como fará a doação. É importante que as crianças saibam para onde serão destinadas as doações.)
HISTÓRIA Baseada em 1 Reis 17.8-24 Dona Judite estava recolhendo alguns galhos secos, quando viu que uma pessoa se aproximava. Olhou com mais atenção, pois percebeu que ela vinha em sua direção. Era um homem. Parecia cansado e com fome. – Mais uma pessoa passando fome – pensou. Isso já não a assustava. Só a deixava mais triste. Muitas pessoas, e ela inclusive, estavam naquela situação. Havia uma grande seca no país. As pessoas já não tinham nada para comer e beber. Tudo o que plantaram estava morrendo, e os poços de água estavam secando. A situação de Judite era ainda mais difícil,poiselaeraviúvaeoilhoestavadoente. Ela estava recolhendo os galhos para fazer umcháparaseuilho.Elasabiaqueadoença dele tinha a ver com a fome que ele estava passando. – O pior – resmungou Judite, falando sozinha – é que o rei e seus amigos não fazem nada para ajudar as pessoas. Eles estão muito bem. Não estão preocupados com a si-
O lugar COmeça O mOvimentO De tOCar sua mãO na mãO Da Criança que está aO laDO.
DIÁLOGO – Vocês já repartiram ou emprestaram algo para alguém (lanche, material escolar)? – O que vocês repartiram? Com quem? – Há pessoas que batem na porta da casa de vocês, pedindo alguma coisa? 16
– Meu Deus, faça com que esta criança viva novamente! Um milagre aconteceu. O menino começou a respirar outra vez. Deus, que é o Senhor da vida e do amor, estava presente naquele momento e em todos os outros também.
tuação da maioria do povo. Só estão preocupados com o poder que eles têm. Neste momento, o homem chegou perto e pediu: – Por favor, me dê um pouco de água para beber e um pedaço de pão! Juditeicouespantadacomopedidoque ele fez. Ela logo falou: – Não tenho mais pão. Só tenho um pouquinho de farinha e de azeite. Com isso, voucozinharalgoparamimeparaomeuilho. O homem continuou: – Não se preocupe. Prepare a sua comida, mas, primeiro, faça um pãozinho para mim. Deus disse que, apesar dessa seca, não acabará a farinha e o azeite que você possui. Judite, apesar de ter poucos recursos, levou o homem até sua casa e lhe deu abrigo e comida. Repartiu com ele o pouco que tinha. Sabiaqueele,assimcomoelaeseuilho,estava precisando de ajuda. No outro dia, quando ela foi preparar o resto da comida que ainda tinha, percebeu que algo estava acontecendo. Havia mais farinha e azeite do que no dia anterior. Como Deus havia dito, não faltaria farinha nem azeite. Eles teriam comida para muitos dias. Judite poderia fazer um pão bem gostoso, como háváriosdiasjánãoizeramais. O homem agradeceu: – Obrigado pela sua ajuda, senhora! Sei que a senhora tinha pouco, mas, mesmo assim, repartiu comigo. Desculpe por não ter dito o meu nome. Sou Elias. Agora, gostaria de lhe pedir mais um favor: Posso icar em sua casa por mais alguns dias? Eu estou sendo perseguido pelo rei. Andei falando algumas coisas de que ele não gostou. Por exemplo: Que ele não estava agindo conforme a vontade de Deus. Judite icou um pouco assustada, mas concordou. Algunsdiasdepois,oilhodeJuditeicou muito doente e morreu. Elias pegou o menino e orou a Deus, pedindo:
ATIVIDADES a) Desenho Distribuir os contornos de pão feitos de cartolina. Cada criança recebe uma metade. Cada uma, na sua metade, desenha algo em relação ao tema: sobre a história ou sobre uma situação onde uma pessoa ajudou outra. Depois, cada uma procura a outra metade do contorno de pão, e as duas conversam sobreoquedesenharam.Noinal,todascolam o seu contorno de pão num painel. b) Hora do lanche – hora de festa Juntar várias mesas e colocar sobre elas o lanche que cada uma trouxe de casa. Misturar os lanches, colocando um pouco de cada um em pratos ou travessas. Depois, convidar as crianças para se servir. Neste momento, pode-se colocar uma música bem alegre. Geralmente, as crianças procuram pelo lanche que trouxeram. Motivá-las a se servir de outro lanche, lembrando que outro colega receberá do seu lanche e que, com certeza, ele icará muito feliz por experimentar um pouco do que foi trazido por um colega ou uma colega.
ORAÇÃO Deus querido! Ensina-nos a repartir com quem precisa. Abençoa nossa campanha para que ela leve felicidade a outras pessoas. Amém.
CANTO Repartir
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1 – Muitas pessoas cuidam de mim CONSIDERAÇÕES SOBRE O TEMA
HISTÓRIA
É importante reconhecer o valor das pessoas que, de uma ou de outra forma, fazem algo por outras pessoas. Por exemplo, pessoas que providenciam a comida, que se preocupam com a saúde ou com a educação, que se preocupam com a felicidade e o crescimento integral das outras pessoas. Reconhecer que uma pessoa precisa da outra é um passo importante para uma convivência alegre, onde predominam o respeito, o carinho, a amizade.
Pedrinho avisou sua mãe: – Mamãe, vou jogar futebol. Sua mãe respondeu: – Está bem, mas não volte muito tarde! Não demorou muito e Pedrinho estava de volta. Chegou em casa chorando e chamando: – Mamãe! Mamãe! –Oqueaconteceu,meuilho? – Eu caí. Meu braço está doendo. Pedrinho mal conseguia falar. Estava chorando, pois sentia muita dor. Dona Marta olhou o braço de Pedrinho e viu que estava bastante machucado. Ela saiu correndo para pedir ajuda. Chamou João, seu vizinho mais próximo: – João, por favor, leve-nos ao posto de saúde! Pedrinho machucou o braço. Seu João veio correndo, pegou Pedrinho no colo e colocou-o no carro. Logo estavam chegando ao posto de saúde, Uma enfermeira pegou Pedrinho com cuidado. Olhou o braço e chamou o médico. Esse disse: –Precisamosfazerumaradiograia. Aí Pedrinho se assustou. Mas não teve tempo de dizer que não queria. Logo foi levado para dentro de uma sala. Entrou ali todo apavorado. Não demorou muito e ele estava de volta. Olhou para a mãe e disse: –Radiograiaécomofotograia!Nãodói nada, nada. A enfermeira sorriu e disse: – É isso mesmo, Pedrinho. Não dói. Agora venha até esse outro quarto para descansar um pouco. Enquanto isso, vou limpar o seu braço e fazer um curativo neste grande arranhão que você tem aí. Pedrinho não gostou muito da ideia, pois estava doendo muito. Porém a enfermeira fez a limpeza e o curativo com muito cuidado e carinho. Pedrinho quase adormeceu no colo dela.
OBJETIVOS – Reconhecer o carinho e o cuidado que as pessoas têm umas pelas outras.
RECURSOS – Revistas, folhas de papel de sulite,lápispreto,borracha,lápis de cor ou giz de cera.
Desenvolvimento do tema: ATIVIDADES a) Procurando gravuras Procurar, em revistas, gravuras de pessoas trabalhando em favor de outras: cuidando, protegendo, alimentando, ensinando etc. b) Brincar Convidar as crianças para brincarem de cuidar da boneca ou do animal de estimação. Depois de algum tempo, conversar: – O que fazer quando a boneca ou o bichinho acorda, chora, sente fome, está com dor de barriga, com frio?
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Quando ela terminou, o médico entrou comaradiograianasmãos.Eledisse: – Pedrinho, semana que vem você já pode jogar futebol outra vez. A radiograia mostra que o seu braço não está quebrado. Pode voltar para casa agora mesmo! Todos aplaudiram de alegria. Antes de ir embora, Pedrinho deu um abraço na enfermeira e no médico e disse: – Obrigado! Quando Pedrinho e sua mãe saíram do posto de saúde, seu João estava esperando lá fora. Levou os dois para casa. No caminho, ainda comprou um sorvete para Pedrinho. Quando chegaram em casa, Pedrinho se despediu de João com um abraço gostoso: – Obrigado, seu João! Pedrinho e sua mãe entraram em casa e, surpresa, lá na sala estava toda a turma do futebol. Logo estavam todos jogando futebol, só que de botão. Pedrinho icou muito feliz com essa visita. Depois que todos foram para casa, Pedrinho pegou alguns papéis e sua caixa de lápis de cor e disse a sua mãe: – Mãe, vou fazer um cartão para a enfermeira Júlia, para o doutor Marcos, para seu João e para toda a turma do futebol. Vou dizer muito obrigado.
DIÁLOGO – O que aconteceu com Pedrinho? – Quem o ajudou? Como? – Nós conseguimos fazer tudo sozinhos? De quem precisamos? Por quê? – Por que todas as pessoas são importantes?
ATIVIDADES Dramatizar atividades que as crianças gostam de realizar em casa ou na escola. Atividades que sejam uma ajuda para outras pessoas: lavar a louça, varrer, escrever, brincar, fazer uma visita etc.
ORAÇÃO Obrigado, querido Deus, por todas as pessoas que me ajudam todos os dias. Ajuda-me para que eu também possa ajudar os meus colegas e as minhas colegas, a minha família e todas as pessoas que precisam de ajuda. Amém.
CANTO Quanto mais andarmos juntos
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2 – Eu posso ajudar icandoumacriançaatrásdaoutra.Paraque as crianças iquem mais próximas, pode-se dar um passo em direção ao centro. Cada criança faz um gesto de carinho nos ombros e na cabeça da criança que está à sua frente. Depois de algum tempo, todas dão um giro, virando para o outro lado. Assim, cada qual faz os gestos carinhosos no colega de quem, anteriormente, recebeu carinho.
CONSIDERAÇÕES SOBRE O TEMA A vida pode ter um signiicado diferente e especial quando as pessoas estão dispostas a amar, ajudar, apoiar... a vida que existe à sua volta. É importante e necessário que as pessoas deem atenção a quem passa por elas no dia a dia. Que elas consigam perceber o que acontece com as outras pessoas ou o que elas estão sentindo e, de alguma maneira, participar desse momento. Por exemplo, quando alguém se alegra com alguma notícia, vibrar junto; quando alguém está triste, deixar que fale sobre sua tristeza, abraçá-lo ou afagar sua cabeça. Qualquer pequena ajuda que as pessoas dão pode fazer grande diferença para quem recebe a ajuda.
DIÁLOGO – Você já viu alguém icar feliz ao receber um gesto de carinho comoessequeizemosoualgum
outro? Às vezes, um gesto como esse ou outro pode ajudar uma pessoa. Cada pessoa pode fazer alguma coisa para ajudar outra pessoa. Não importando a idade, o lugar onde se vive ou o que se faz, cada uma pode ajudar.
OBJETIVOS – Reconhecer como é importante a capacidade que cada pessoa tem de ajudar. – Descobrir que é preciso estar atento e perceber as necessidades das pessoas.
HISTÓRIA Baseada em 2 Reis 5.1-14 Israel é o nome de um país. Lá, como em muitos outros lugares, moram muitas crianças. Certa vez, uma menina de Israel viveu uma história diferente. Um pouquinho da sua história nós vamos conhecer agora. A menina vivia alegre em sua casa, com sua família. Às vezes, ajudava no trabalho, mas gostava mesmo era de brincar. Um dia, o lugar onde ela morava foi atacado por tropas do exército da Síria. O comandante desse exército era um homem forte e valente. Seu nome era Naamã. A menina sentiu medo ao ver tantos soldados. Por todos os lados, as pessoas corriam, tentando fugir. Muitas não conseguiram se esconder e acabaram morrendo ali mesmo. A menina não entendia por que existia tanta guerra. Mas o pior ainda estava por vir.
RECURSOS – Lápis, cola, cartolina e tesoura.
Desenvolvimento do tema: CANTO Bom pra ti e bom pra mim
ATIVIDADES Gestos carinhosos Formar um círculo, de pé. Encostar ombro com ombro. Girar para a esquerda, 23
Esta história se encontra na Bíblia. A Bíblia não conta o que aconteceu com a menina depois disso. Também não diz o seu nome. É uma pena! Mas essa menina mostrou o caminho para que Naamã fosse curado. Com certeza, ela era uma pessoa muito legal. Também devia ter um nome muito bonito e deve ter feito muitas outras coisas boas.
O exército da Síria foi mais forte e venceu Israel. O comandante Naamã levou consigo muitas pessoas. Elas se tornaram suas escravas. Entre essas pessoas estava a menina. Ela era saudável e, por isso, seria uma boa escrava. Naamã a levou para ser escrava da sua mulher. Ameninachoroumuito,poisicarialonge das pessoas que conhecia e que amava. Ela foi levada para um país estranho. Logo, foi levada para a casa de Naamã. Não teve tempo para descansar. Logo começou a trabalhar. Sentia saudades da sua família, mas sabia que precisava ser forte. Pedia forças a Deus. Ela sabia que Deus estava cuidando dela, mesmo num país onde as pessoas não acreditavam nele. Depois de algum tempo, a menina percebeu que alguma coisa estava acontecendo na casa de Naamã. Percebeu que sua patroa estava triste e preocupada. A menina não tinha medo da sua patroa, pois ela sempre era atenciosa e querida. Então, a menina perguntou a ela: – O que está acontecendo? A mulher respondeu: – Naamã está muito doente. Não sabemos mais o que fazer para ajudá-lo. Ameninaicoupreocupadaepensouem como poderia ajudá-lo. Pensou, pensou... até que se lembrou de um profeta chamado Eliseu. Então, ela foi correndo até onde estava a sua patroa e falou: – Sei de uma pessoa que pode ajudar o comandante Naamã. Na minha terra, em Israel, tem um profeta, um homem de Deus, chamado Eliseu. Ele cura pessoas. Minha mãe sempre falava nele. Talvez ele possa ajudar. Através desse profeta, Deus vai curar o comandante Naamã. A menina falou aquilo com tanta certeza, que a mulher foi logo contar tudo a Naamã. Esse pensou bem e, depois, fez o que a menina disse. Ele foi procurar o profeta e, assim, foi curado. Graças à ajuda da menina, Naamã foi curado.
CANTO Bom pra ti e bom pra mim
DIÁLOGO Dialogar sobre como as pessoas podem ajudar umas às outras. Depois, como elas mesmas, como crianças, podem ajudar.
ATIVIDADES Numa folha, cada criança escreve o seu nome. Cada uma escolhe uma das letras e pensa numa palavra que começa com essa letra. Contudo, uma palavra que mostre ajuda ou que lembre algo que pode alegrar outra pessoa. A criança ou o professor ou a professora escreve essa palavra na folha, próximo ao nome. Depois, a criança faz um desenho relacionado com a palavra que escolheu. Por exemplo: – Carolina – Letra escolhida: a. Palavra: amor. –Fábio–Letraescolhida:f.Palavra:lores.
0RAÇÃO Sentar em círculo, observar todos os desenhos e orar: Ajuda-me, querido Deus, a ajudar quem precisa de mim. Amém. Sugestões de bibliograia: HUNT, Angela Elwell. A fábula das três árvores. São Leopoldo: Sinodal, 1995. REILY, Phyllis. Gente de valor. São Bernardo do Campo: Metodista, 1986.
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3 – Na família todos colaboram CONSIDERAÇÕES SOBRE O TEMA
HISTÓRIA
Em cada situação, em diferentes lugares, quando todas as pessoas envolvidas participam, tudo pode ser mais fácil de ser realizado e uma só pessoa não é sobrecarregada. Na família, não importando por quantas e quais pessoas ela é formada, isso também é importante. Ali é um espaço onde o auxílio mútuo pode ser exercitado diariamente. Então, é preciso lembrar que a participação de cada pessoa é importante. Por exemplo, a distribuição de tarefas pode possibilitar um melhor relacionamento entre as pessoas que fazem parte da família. Através disso, cada pessoa pode demonstrar que se preocupa com o bem-estar de sua família.
Acorde, Mundinho, acorde! Mundinho acordou, de repente. Ouviu seu pai Raimundo tentando acordar sua mãe, dona Maria. – Acorde, Maria! Se você demorar muito, vai acabar perdendo o ônibus, minha querida. – Ah, não se incomode, Raimundo! Vá fazer o café que eu já estou levantando! – ralhou Maria. Quando seu pai chegou na cozinha, Mundinho já estava colocando água para ferver. – Papai! Onde estão as minhas meias limpas? Era Marieta, irmã de Mundinho, berrando no quarto. – Estão na mesa de passar roupa – gritava Raimundo e continuava: – Mundinho, leve as meias para sua irmã, senão ela não vai se vestir nunca! Assim começou o dia de Mundinho: corrido e agitado. As coisas só se acalmaram um pouco quando dona Maria saiu para o trabalho, deixando em casa o marido com as duas crianças. Logo depois do café, Raimundo guardou a comida e lavou a louça. Mundinho já estava saindo para brincar de boneco com os amigos, quando seu pai o chamou: – Mundinho, você já varreu a casa? Já enxugou a louça? Já arrumou o seu quarto? – Ah, papai, eu preciso fazer isso agora? – resmungou o menino. – Cale a boca e faça o que eu mandei, menino! E vá se acostumando, porque vida de dono de casa é assim mesmo.
OBJETIVOS – Reconhecer a importância da sua colaboração na família.
Desenvolvimento do tema: CANTO Quanto mais andarmos juntos
DIÁLOGO Formar grupos pequenos. Cada criança fala sobre a sua família: quem faz parte dela, o que ela faz no dia a dia, o que mais gostam de fazer juntos etc.
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Mundinho olhou ao seu redor. Ainda estava meio confuso. Olhou novamente para sua mãe. Depois, deu-lhe um abraço: – Mamãe, eu tive um pesadelo! Dona Maria abraçou o menino e foi fazer café. Como sempre, Marieta já estava na cozinha colocando água para ferver. – Mamãe ... – berrou Mundinho do quarto. Ele queria meias limpas. Naquele dia, porém, não esperou que sua irmã as trouxesse, mas resolveu buscá-las ele mesmo na mesa de passar roupas.
Mundinho baixou a cabeça e foi fazer o que seu pai mandou. Enquanto varria a sala, podia ver a irmã Marieta jogando bola com as amigas. – Ela, sim, é que é feliz – pensava ele. – Não precisa fazer nada. Come, bebe e vai brincar com as amigas. Nem o quarto dela é capaz de arrumar. – Mundinho, você já arrumou a mesa para o almoço? Sua mãe já está chegando do trabalho. – Cadê o almoço, Raimundo? Com essa pergunta dona Maria anunciou sua chegada. – Vamos logo que eu estou com fome. Além disso, preciso voltar ao trabalho. Enquanto Raimundo e Mundinho arrumavam a mesa, Maria e Marieta já estavam sentadas, esperando a comida e reclamando da demora. À tarde, no caminho para a escola, Mundinhoicouirritadocomairmã,quenãoparava de puxar seu cabelo. À noite, os três jantaram sozinhos. Dona Maria não veio para a janta, Mundinho percebeu que seu pai estava triste e preocupado. Depois da janta, Marieta foi assistir à televisão, enquanto pai e ilho lavavam a louça e ajeitavam a casa. JáestavaicandotardequandoRaimundo colocou Marieta e Mundinho na cama. Mundinho, porém, não conseguia dormir. Já era meia-noite quando ele escutou seu pai discutindo com sua mãe. – Maria, isso é hora de chegar? A janta já está toda fria, meu bem. – Cale a boca, Raimundo! Eu jantei com algumas amigas no bar da esquina. Agora eu quero dormir. A voz de sua mãe estava devagar e carregada. Ela provavelmente havia bebido. Depois disso, Mundinho adormeceu... – Acorde, Mundinho, acorde!... Mundinho acordou de repente. Estava todo molhado de suor. Olhou e viu sua mãe sentada na cama a seu lado. –Oquefoi,meuilho?–perguntoudona Maria, preocupada.
(História adaptada por Edson Ponick da ita de vídeo “Acorda, Raimundo, acorda” e extraída do jornal O Amigo das Crianças, n. 06, 08/03/98)
DIÁLOGO – O que vocês acharam da história do Mundinho? – Como a vida das pessoas na família de Mundinho poderia ser diferente? – Quem faz as tarefas na família? Todos podem ajudar? – Como é na família de vocês? Na família, cada pessoa tem uma tarefa importante. Cada uma pode ajudar.
CANTO Quanto mais andarmos juntos
ATIVIDADES Os mesmos grupos que se reuniram no início da aula preparam uma pequena dramatização sobre o tema família. Por exemplo, o grupo pode mostrar como cada pessoa pode colaborar, ou o que a família gosta de fazer em conjunto. Sugestões de bibliograia: IACOCCA, Liliana. Trimmmm: um barulho da casa. São Paulo: Ática, 1994. SCORNAIENCHI, Darly Nicolanna. A festa dos ursinhos. São Paulo: Maltese.
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4 – Tenho amigos – sou amigo CONSIDERAÇÕES SOBRE O TEMA
ATIVIDADES
Cada pessoa precisa de amigos e amigas. Cada uma pode ter amigos e amigas em casa, na rua onde mora, na escola, nos clubes ou em outros lugares. Ser amigo é abrir espaço na sua vida para outra pessoa. O individualismo, consequência da modernidade e pós-modernidade, pode estar criando a falsa imagem de que o ser humano pode viver sozinho, que ele não precisa de ninguém, que ele é autônomo. Contudo, o relacionamento entre as pessoas é preponderante para seu crescimento e até para sua sobrevivência. Uma ajuda a outra a se desenvolver, a viver.
Cada criança desenha um amigo bem especial. (Não precisa ser só da turma ou da escola. Pode ser de outro lugar.)
DIÁLOGO Cada criança apresenta seu amigo ou sua amiga especial. – Por que ele é seu amigo ou por que é sua amiga? – Por que temos amigos e amigas? – Nós também somos amigos ou amigas? – Que outros amigos e amigas você tem?
HISTÓRIA
OBJETIVO
Remédio para tristeza
– Perceber a importância de ser amigo e de ter amigos.
GirainhaFlorviviasozinhanomeio daloresta.Elamoravaemumalindacasaetinha muitas coisas gostosas para comer. Mas cadadiaelaicavamaistriste.Porqueserá? – Às vezes, eu me sinto tão sozinha. A bicharadadalorestanãovemmevisitar.Eu passoodiafalandosozinha–falouGirainha Flor para si mesma. Então, de repente, resolveu ir até a cidade buscar um remédio para curar a solidão. Arrumou-se depressa e saiu. No caminho, encontrou um macaco, que lhe disse: – Boa tarde, Girainha! Onde você vai com tanta pressa? – Eu vou à cidade. Vou comprar um remédio para curar a minha solidão – respondeu Girainha. – Está bem, mas volte depressa! – disse o macaco.–Euicareiaquiesperandoporvocê. Pelo caminho que a levava à cidade, GirainhaFlorencontrouumcoelhoeumacabrinha, que se preocuparam com ela e disseram o mesmo que o macaco. Girainha caminhou mais um pouco e encontrou o elefante, que ia na mesma dire-
RECURSOS – Gravuras: uma que mostre um grupo de amigos e outra com uma pessoa sozinha. – Papel para cartão e lápis de cor. – Tiras de papel de diversas cores.
Desenvolvimento do tema: CANTO Bom dia, amigo
DIÁLOGO Apresentar as duas gravuras: – Será que a gente consegue viver sozinho, sem o carinho e a amizade das outras pessoas? Por quê? – Vocês têm amigos e amigas? Vamos pensar neles? 27
ção para a cidade. Foram conversando sobre tipos de comida que gostavam de comer. O elefante queria saber a receita que fazia a Girainhasertãoelegante. Derepente,aGirainhaFlorparoueexclamou: – Eu já descobri o que procurava. Nem preciso ir até a cidade. Despediu-se rapidamente do elefante e voltou correndo para chegar em casa antes deanoitecer.Porémescureceu,eaGirainha não encontrou mais o caminho. Triste e desanimada, Girainha Flor viu um bando de vaga-lumes, que iluminava a noite com suas luzinhas brilhantes. –Ajudem-me,porfavor!–pediuaGirainha Flor. Os vaga-lumes se reuniram e iluminaram o caminho de Girainha. Era um pisca-pisca bonitodever.Girainhaicoualiviadaemuito feliz. Quando chegou em casa, só dizia: – Obrigada! Obrigada! Naquela noite, ela dormiu pensando em seus amigos e sonhou que brincava com eles. Acordou cedo, foi para a cozinha e fez doces e salgadinhos gostosos. Preparou uma grande festa para seus amigos. Escreveu os convites e mandou-os pelo pombo-correio. Depois, enfeitou a casa e colocou na porta um cartaz que dizia: “Sejam bem-vindos, amigos e amigas!” Toda a bicharada veio e foi uma grande festa.GirainhaFlor,seusamigosesuasamigassedivertirambastante.Noinal,Girainha ainda teve uma boa surpresa. Todos e todas ajudaram a arrumar a sua casa. Na hora de irem embora, era abraço para cá e beijo para lá. Estavam todos felizes, principalmente Girainha Flor. Ela já não estava triste e solitária. Ela descobriu o remédio para curar sua solidão. Girainha Flor encontrou amigos e amigas.
Todos formam um círculo. Cada pessoa coloca os braços esticados por trás das pessoas que estão a seu lado, direito e esquerdo, e segura a mão da pessoa que está a seguir, a segunda pessoa dos dois lados. Dessa maneira, cada pessoa da roda é apoiada por duas pessoas e não pode cair de forma alguma. Vamos fazer igual? b) Grupo de amigos e amigas Numa tira de papel, cada criança escreve seu nome e, se quiser, faz algum enfeite: desenho, colagem de papéis coloridos etc. Com as tiras, confeccionar uma corrente, simbolizando a amizade que existe no grupo. Cada tira é um elo. Faz-se o primeiro elo, colando as duas pontas da tira. A próxima tira precisa ser enlaçada nessa primeira e, só depois disso, colam-se suas pontas. E assim continua: sempre enlaçando um elo no outro. Fixar a corrente na sala de aula. Nessa corrente outras pessoas também podem entrar. Pode-se, por exemplo, acrescentar outros elos com o nome das crianças das outras turmas. Depois, a corrente pode ser ixada em algum lugar na escola. c) Escrever num cartão: Aquele que achou um amigo achou um tesouro. Dialogar sobreosigniicadodafrase.Depois,aolado da frase, cada criança desenha algo para um amigo ou uma amiga. Esse pode ou não ser da turma ou da escola. Motivar as crianças para que entreguem o cartão.
ORAÇÃO Amigo Deus, obrigado por me dares amigos e amigas! Ajuda-me a ser um bom amigo ou uma boa amiga. Amém.
CANTO
(História adaptada do livro Caminhando para Deus, indicadonoinaldestaaula.)
Um abraço dado
ATIVIDADES Sugestões de bibliograia: RAUBER, Rogério. Do sonho para a amizade. São Leopoldo: Sinodal, 1996. SOUZA, Márcia Maria et al. Caminhando para Deus: Deus criando – Jardim II. Curitiba: Arco-íris, 1989.
a) Existe uma tribo de índios que, ao im do dia, se reúne em volta da fogueira. Ali é mais um dos momentos em que eles mostram o quanto um é importante para o outro.
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1 – Marta e Maria Vocês sabiam que Jesus também visitava suas amigas e seus amigos? Quero lhes contar sobre uma visita que Jesus fez a Maria e Marta. Jesus andava por muitas cidades. Certa vez, chegou na cidade onde moravam Marta e Maria. Quando Maria soube que Jesus estava na cidade, foi à sua procura e o convidou paraicaremsuacasa.Elepoderiafazeras refeições e dormir lá o tempo que fosse necessário. De bom grado, Jesus aceitou o convite, pois seria uma oportunidade de rever suas amigas e de colocar as novidades em dia. Mariafoicorrendoparacasa,aimdeavisar suairmãMarta.Essaicoupreocupadacoma notícia. Precisava preparar várias coisas para receber Jesus. Logo começou a trabalhar: fez pão, varreu a casa, tirou o pó, buscou água. Estava tão atarefada, que nem percebeu que Jesus já vinha chegando. Jesus entrou na casa, cumprimentando-as com alegria. Maria logo sentou a seu lado. Marta, depois de tê-lo abraçado, começou a correr de um lado para o outro, arrumando uma cama para Jesus, preparando o almoço, servindo um suco delicioso. Jesus gostou muito de toda a arrumação de Marta, principalmente do suco. Maria icou sentada com Jesus, conversando e contando tudo o que se passara desde a última vez que tinham se encontrado. De repente, Marta, muito cansada, falou: – Eu penso que Maria deveria me ajudar nastarefasdacasa.Assimtudoicarábome bonito enquanto você está nos visitando. Jesus disse: – Está tudo arrumado e gostoso. Venha sentar aqui e conversar conosco! Mais tarde, podemos todos juntos lavar a louça e preparar um jantar caprichado. Marta pensou um pouco e depois tirou o avental.Acalmou-seeicouconversandoum
CONSIDERAÇÕES SOBRE O TEMA Seramigoouamigasigniicatambém receber pessoas em nossa casa e tratá-las bem. Porém a gente não deve se preocupar demais, pois a alegria da visita pode desaparecer por causa das muitas ocupações. A visita deve ser um momento de intensa alegria. As tarefas podem ser divididas. É muito importante envolver-se, de forma alegre e carinhosa, com uma visita.
OBJETIVOS – Descobrir que Jesus tem amigos que o acolhem. – Perceber que para o crescimento da amizade é preciso tempo para ouvir e conversar.
RECURSOS – Massa de modelar, papel para desenho e lápis de cor ou giz de cera.
Desenvolvimento do tema: CANTO Quanto mais andarmos juntos
DIÁLOGO – Vocês receberam alguma visita nos últimos dias? – Vocês foram visitar alguém?
HISTÓRIA Baseada em Lucas 10.38-42
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tempão com Jesus. Foi muito gostoso. Os três conversaram bastante. Noinal,asduasaprenderamalgoapartir do que aconteceu: Maria percebeu que as pessoas podem se preparar para receber os amigos e as amigas. Marta aprendeu que as tarefas podem ser divididas e, assim, sobra tempo para ouvir os amigos e as amigas e conversar com eles.
massa de modelar podem fazer a casa, os móveis, a comida, as pessoas (amigos e amigas) etc. Reúnem tudo o que modelaram, fazendo a montagem do acontecimento. Depois, elas relatam o que está acontecendo na cena. b) Desenho Com um traço, dividir uma folha de desenho ao meio. De um lado, desenhar a visita que Jesus fez a Marta e Maria. Do outro lado, desenhar uma visita de um amigo ou de uma amiga que ela, criança, tenha gostado muito de receber.
DIÁLOGO – Jesus estava preocupado com a comida? – Ele estava feliz na casa de Mar-
ORAÇÃO
ta e Maria? – Marta estava feliz? E Maria? – Como vocês recebem seus amigos e suas amigas?
Obrigado, Deus querido, que nós temos amigos e amigas para receber em nossa casa e também para visitar. Ensina-nos a fazer como Jesus: deixar os amigos e as amigas felizes. Amém.
ATIVIDADES
CANTO
a) Preparar um encontro Em conjunto, as crianças preparam uma bela festa. Com a
Deus te ama
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2 – Lava-pés icariamospéssecaminhássemossemcalçado por um local assim. Depois disso, voltar para a sala e realizar o lava-pés com as crianças. Convidar uma criança e lavar os pés dela ou, se possível, formar duplas e motivar que elas lavem os pés uma da outra. Perguntar: – Por que lavamos os pés uns dos outros? Conversar um pouco sobre o que pensaram e experimentaram ao lavar os pés da amiga ou do amigo e o que sentiram quando seus pés foram lavados. Relacionar o gesto com amizade e ajuda.
CONSIDERAÇÕES SOBRE O TEMA Esta passagem bíblica (João 13.120) é um auxílio para trabalhar com as crianças dois temas importantes e bonitos: amizade e humildade. E eles estão intimamente ligados. Numa relação de amizade, não há aquela pessoa que manda e aquela que é mandada. Quem entra numa relação de amizade precisa ter a humildade de servir o amigo ou a amiga e de se deixar servir. Numa relação de amizade, ninguém é superior.
HISTÓRIA
OBJETIVOS
Baseada em João 13.1-20
– Conhecer o modo humilde como Jesus serviu seus discípulos: através da lavagem dos pés. – Vivenciar o servir através da lavagem dos pés dos colegas. – Conversar sobre a amizade que existe entre as pessoas.
Quero lhes contar uma história em quatro capítulos. Ela fala sobre a amizade e a humildade. 1º capítulo: Certa noite, Jesus estava jantando com os discípulos. Esses estavam sempre com ele, por onde quer que ele fosse. Eles eram seus amigos e seguidores. Aprendiam tudo com ele. Também o amavam muito e o respeitavam. Durante a refeição, comeram pão e salada e beberam vinho. A janta ainda não havia terminado, quando Jesus se levantou e saiu da sala. Os seus amigos o observaram e não entenderam nada, pois ele ainda não tinha terminado de comer. O que será que tinha acontecido? (Interromper e perguntar: O que vocês acham que aconteceu? O que vocês imaginam que irá acontecer no segundo capítulo?)
RECURSOS – Bacias de plástico, água (se for frio, água morna) e algumas toalhas. – Tinta guache e papel pardo/kraft.
Desenvolvimento do tema: ORAÇÃO Obrigado, Deus querido, que podemos nos reunir e ouvir mais histórias sobre como tu nos amas. Amém.
CANTO
2º capítulo: Entre perguntas e cochichos, os discípulos continuaram jantando. Porém começaram a ouvir um barulho diferente que vinha da cozinha. Era o barulho de água sendo derramada dentro de uma bacia. Chuá! Chuá! O que será que Jesus queria com tanta água bem na hora da janta? Será que tinha resolvido tomar um banho?
Eu tenho um amigo
ATIVIDADES Passeio e lava-pés: Realizar um passeio por algum lugar empoeirado. Imaginar como 33
que quero mostrar que ninguém é melhor do que ninguém. Entre amigos não há aquele que é mais importante e aquele que é menos importante. Se somos amigos, precisamos servir e ajudar uns aos outros. Se eu lavei os pés de vocês, é para que vocês também lavem os pés uns dos outros, para que todos se sintam bem e sejam amigos. Pratiquem bastante essa amizade entre vocês, fazendo o bem uns aos outros, e vocês serão sempre meus seguidores.
Um discípulo resolveu espiá-lo: Jesus estava enchendo uma bacia com água e tinha amarrado uma toalha em sua cintura. O que ele estaria inventando? O discípulo que foi espiar voltou para a sala e contou aos amigos o que ele vira. Todosicarammaiscuriososainda. (Interromper e conversar com as crianças: O que vocês acham que Jesus vai fazer com tanta água? Será que ele quer lavar a louça? Mas ele nem terminou de jantar. O que ele vai fazer?)
DIÁLOGO
3º capítulo: Jesus voltou para a sala, carregando uma bacia cheia de água. Colocou a bacia perto de um dos amigos, tocou os pés dele, tirou suas sandálias e colocou os pés na água. Então começou a lavar os pés do amigo. Depois, em silêncio, lavou os pés de cada um e secou-os com a toalha que estava amarrada na cintura. Jesus lavou os pés dos seus amigos. Isso não era uma novidade, pois naquela época e naquela região era costume lavar os pés antes das refeições. As ruas e as estradas eram cheias de pó e barro, e as pessoas usavam sandálias abertas. Era bemmaisgostosolavarospésdoqueicar com eles sujos dentro de casa. A única coisa que não era comum, e foi o que os discípulos estranharam, era que Jesus estivesse lavando os pés deles. Jesus era o Mestre, o Filho de Deus, aquele que ensinava! Os discípulos é que deveriam ter lavado os pés dele! (Interromper e conversar: Por que vocês acham que Jesus fez isso? O que ele queria mostrar para os seus amigos?)
– Qual foi a parte da história de que vocês mais gostaram?
ATIVIDADES Carimbo da amizade Passar um pouco de tinta têmpera numa das mãos ou num dos pés. Depois, colocar a mão ou o pé sobre o papel pardo/kraft, fazendo um carimbo. Dentro ou ao lado desse carimbo escrever o nome de amigos e amigas. As crianças também podem sugerir um título para o cartaz.
CANTO Deus te abençoe (Pode ser cantado ou falado) Sugestão de gestos: Formar duplas. Uma criança de frente para a outra. – Deus te abençoe – colocar as duas mãos sobre a cabeça do colega ou da colega. As duas crianças fazem o gesto ao mesmo tempo. – Deus te proteja – colocar as mãos sobre os ombros do colega. Também simultaneamente. – Deus te dê a paz (primeira vez) – segurar as mãos do colega. – Deus te dê a paz (segunda vez) – abraçar o colega.
4º capítulo: Depois de lavar os pés dos seus amigos, Jesus levou a bacia de volta para a cozinha, jogou a água fora, tirou a toalha da cintura e voltou para a sala. Enquanto terminava de jantar, conversou com os discípulos. Explicou por que fez aquele gesto: – Meus queridos amigos! Vocês me chamam de Mestre e de Senhor e isso é bom, pois eu sou mesmo o Filho de Deus. Se eu sou o Filho de Deus e lavei seus pés, é por-
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3 – Jesus faz amizade CONSIDERAÇÕES SOBRE O TEMA
HISTÓRIA
Em diferentes situações, Jesus motivou as pessoas a mudarem o seu jeito de ser. Zaqueu foi uma dessas pessoas. Ele era cobrador de impostos.Algumasvezes,cobravaamaiseicava com o dinheiro para si. Além disso, ele não tinha nenhuma consideração com as pessoas que já estavam empobrecidas e que não tinham mais como pagar os impostos. Seu encontrocomJesusomodiicou,simplesmente porque Jesus o escolheu como amigo. Ajudou-o a perceber que suas atitudes prejudicavam a ele mesmo e a muitas outras pessoas.
Baseada em Lucas 19.1-10 Olá, crianças! Quero contar sobre um grande susto que levei. Por causa dele, quase caí de uma árvore. Vou contar como foi. Eu tinha um trabalho muito difícil. Eu cobrava impostos para o governo. Eu passava de casa em casa, cobrando os impostos. Às vezes, as famílias eram tão pobres e não tinham nenhum dinheiro, mas eu tinha que arrancar alguma coisa delas. Se elas não podiam me dar dinheiro, eu levava junto um pato, uma galinha ou qualquer outra coisa. Algumas pessoas tinham bastante dinheiro.Então,eucobravabemmaiseicavacom uma parte para mim. Assim, fui enriquecendo. Por isso não tinha amigos. Ninguém gostava de mim. As pessoas tinham raiva de mim. Ninguém conversava comigo. Certa vez, ouvi falar de um tal de Jesus, que tinha muitos amigos e amigas. Também diziam que, por todos os lugares onde ele passava, muitas pessoas queriam conversar com ele, ouvi-lo ou tocar nele. Fiquei curioso. Até que um dia... Eu estava trabalhando, quando ouvi um barulho. Fui olhar e vi que uma multidão estava se aproximando. Ouvi alguém gritar: – Jesus está chegando! Ah! Minha curiosidade voltou. Só que, com tanta gente assim, eu jamais poderia ver Jesus, pois sou baixinho. Então tive uma ideia: subi numa árvore bem alta e iquei aguardando a passagem desse tal Jesus. A multidão veio caminhando devagar. De repente, todos icaram parados embaixo da árvore em que eu estava. Pensei: Deve ser por causa da sombra. Qual não foi a minha surpresa quando, do meio da multidão, alguém gritou: – Desce depressa desta árvore, Zaqueu! Euqueroicarnatuacasa.
OBJETIVOS – Descobrir que Jesus é amigo das pessoas e as transforma por seu amor.
RECURSOS – Folhas brancas e tinta têmpera. – Fantoche de Zaqueu, que narra a história.
Desenvolvimento do tema: ORAÇÃO Formar um círculo, de mãos dadas. Pedir que cada criança diga uma palavra ou uma frase sobre o que deseja agradecer ou pedir. O professor ou a professora encerra a oração.
CANTO Eu tenho um amigo
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Foi neste momento que quase caí da árvore. Jesus estava falando comigo. Como ele me conhecia? Como ele sabia que eu estava em cima da árvore? Por que ele escolheu aminhacasaparaicar?Depoisdosusto,eu desci rapidamente da árvore. Estava meio atrapalhado. Até me arranhei nos galhos. As pessoas que estavam ali não entenderam nada. Elas não gostavam de mim e não gostaram que Jesus escolheu a minha casa paraicar.Algumasfalaram: –Mas,Jesus,tuvaisicarlogonacasa desteladrão?Porquenãoicasnacasade gente boa e honesta? Jesus não respondeu. Continuou andando ao meu lado. Quando chegamos em casa, meus empregados logo prepararam uma boa refeição para nós. Quando começou a escurecer, ainda estávamos conversando. Conversamos durantehoras.Muitaspessoasicaramnafrente da minha casa. Elas estavam curiosas. Queriam saber sobre o que nós falávamos. Elas icaram muito espantadas quando eu abri a porta e convidei Jesus para ir lá fora comigo. Fomos até a varanda. Ali eu falei bem alto: – Jesus, o teu gesto me deixou muito feliz e mudou a minha vida. Por isso resolvi dar aos pobres metade de tudo o que tenho. Vou devolver tudo o que roubei. Daqui para frente, quero ser outra pessoa. Jesus ouviu com atenção e falou: – Hoje aconteceu algo muito bonito nesta casa. Zaqueu descobriu um outro jeito de viver. Depois disso, minha vida mudou. Agora tenho muitos amigos, mas o meu primeiro amigo foi Jesus.
DIÁLOGO – O que vocês acharam interessante nessa história? – Vocês acham que agora Zaqueu terá novos amigos? Jesus transformou a vida de Zaqueu. A vida dele mudou com a amizade de Jesus.
ATIVIDADES Desenho carimbado Cada criança espalha um pouco de tinta têmpera sobre sua mesa. Se a mesa não for de fórmica, forrá-la com um plástico bem esticado e espalhar a tinta sobre ele. A área de tinta espalhada deve ter o tamanho da folha branca que será usada. Com o dedo, a criança faz um desenho natinta.Ondeelapassaodedo,icaamarca do desenho. Esse pode ser de personagens ou cenas da história. Se ela quer mudar o desenho, basta espalhar a tinta novamente, “apagando” o trabalho anterior. Depois que o desenho sobre a mesa está pronto, é feito um carimbo (uma cópia) dele. Para isso é preciso colocar a folha sobre o desenho, pressionando com a mão toda a sua superfície. Tira-se a folha, e está “impresso” o desenho.
CANTO Eu tenho um amigo
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4 – Jesus é nosso amigo Seu nome era Marcos. Ele tinha quatro bons amigos, que lhe faziam companhia. Todos moravam numa cidade pequena, muitocalma.Porém,certodia,acidadeicou agitada. As pessoas caminhavam de um lado para outro. Também havia muitas pessoas que vieram de outros lugares. Marcos, sempre curioso, queria saber o que estava acontecendo. Seus amigos lhe explicaram: – Jesus está na cidade. Pessoas de lugares distantes vêm ao seu encontro. Querem conhecê-lo e ouvir suas histórias. – Eu também quero vê-lo, mas como? – disse Marcos com tristeza. – Isso não é problema. Nós o levaremos até Jesus. Somos os seus amigos, não é mesmo? – disseram eles. Então o levaram deitado numa lona atada em duas varas. Quando chegaram na casa onde Jesus estava, viram que ela estava cheia de gente. Havia pessoas nas portas e nas janelas. Todas queriam ver Jesus. – Como poderei falar com Jesus? – perguntou Marcos a seus amigos. – Não desanime! Vamos dar um jeito! – falou um dos amigos. Seus amigos tiveram uma ideia. Eles pediram ajuda para mais algumas pessoas. Então subiram com Marcos até o telhado da casa. Ali izeram um buraco e o desceram amarrado à lona. Assim não foi difícil fazer com que Marcos chegasse até Jesus. Quando mais pessoas dão uma mãozinha, tudo funciona. Jesusicouadmiradocomaféqueeles tiveram e, num sorriso, disse a Marcos: – Filho, seus pecados estão perdoados... Levante-se! Pegue sua cama e vá para casa! Todasaspessoasalipresentesicaram felizes e louvaram Deus ao ver Marcos se levantando e indo para casa com seus amigos. Os amigos do paralítico se esforçaram muito para poder ajudá-lo. Jesus deseja que
CONSIDERAÇÕES SOBRE O TEMA Ter Jesus como amigo não é de fácil compreensão para as crianças dessa idade, tendo em vista a sua necessidade de concretitude. É preciso ajudá-las a compreender que a amizade de Jesus por elas se manifesta através da amizade dos pais, dos amigos e de outras pessoas. Jesus é amigo através dos amigos e das amigas que as pessoas têm e que acolhem, brincam, entendem a dor, mas também pensam ou agem diferente do que, às vezes, é esperado.
OBJETIVOS – Compreender que Jesus é amigo através das pessoas que estão ao seu redor e através delas mesmas.
RECURSOS – Papel preto (tamanho ofício) para cada criança, giz colorido e água.
Desenvolvimento do tema: CANTO Bom dia, amigo
HISTÓRIA Baseada em Marcos 2.1-12 Amigos pra valer Numa pequena cidade chamada Cafarnaum, morava um homem que era paralítico.
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todas as pessoas se ajudem umas às outras e tenham uma vida boa e feliz.
existe entre as pessoas. Também quando as crianças amam uma amiga ou um amigo é como se Jesus estivesse amando esse amigo ou essa amiga.
(História elaborada por Valdemar Schultz e extraída do jornal O Amigo das Crianças, n. 10, 13/04/97.)
ATIVIDADES
CANTO
Desenho Sobre o papel preto, fazer um desenho com o giz. Molhar a ponta do giz na água e fazer o desenho, isso dá um efeito especial no trabalho. Tema para o desenho: Quando sou amigo ou amiga? Conforme pergunta feita no diálogo anterior. Quando todas as crianças estiverem prontas, expor os desenhos e conversar sobre o que representaram.
Eu tenho um amigo
DIÁLOGO – O que os quatro amigos izeram? – Como nós agimos com os nossos colegas? – Como nos sentimos quando somos deixados de lado, por exemplo, numa brincadeira? Nem sempre queremos ser amigos. Às vezes, não queremos ser amigos daqueles que são diferentes de nós. Será que isso é bom? – Quando somos amigos? Jesus ia ao encontro das pessoas. Ele queria ser amigo de todas. Jesus também é nosso amigo hoje. Nós podemos conhecer e sentir sua amizade através da amizade que
ORAÇÃO Cada criança diz uma palavra ou uma frase que expresse uma intercessão, ou seja, algo que ela queira pedir em favor de um amigo ou de uma amiga.
CANTO Deus te ama
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dendo o clamor e o grito de socorro da natureza e de todo o meio ambiente. Esta unidade quer ser uma forma de olhar para a criação com olhos de preservação. A primeira aula tem como tema a água. A água é símbolo da totalidade que aponta para a vida. Nas diversas religiões, a água é vista como símbolo maternal, que contém e gera vida. Essa dimensão da água é melhor compreendida no seu contraste com o deserto.
As crianças gostam muito de observar e estudar a natureza. É importante que aprendam, desde cedo, que a relação das pessoas com a natureza deve ser de respeito. Preservar a criação de Deus é tarefa de todas as pessoas. Todas são convidadas a auxiliar no cuidado de toda a vida que existe na terra. Toda a criação é importante e indispensável, mas, em muitos lugares e muitas situações, ela está sendo maltratada e destruída. Cabe a cada pessoa fazer a sua parte, aten-
1 – Água que refresca a vida OBJETIVOS
ATIVIDADES
– Experimentar e compartilhar o sabor da água. – Perceber que a água é esgotável e que é preciso cuidar melhor dela.
a) Realizar algumas brincadeiras ou rodas cantadas bem movimentadas e que motivem a integração e a solidariedade. Se possível, realizá-las no pátio da escola.Movimentarbastanteparaque,noinal, as crianças sintam vontade de beber água.
RECURSOS – Jarra transparente com água fresca para beber. – Jarra transparente com água suja. – Um copo para cada criança, cartolina, aparelho de som e música suave. Observação: Organizar um ambiente celebrativo,usando,porexemplo,velaelores. Colocar também a água e os copos. Esse ambiente pode ser criado no centro da sala ou embaixo de uma árvore, ao ar livre.
b) Volta à calma Após as atividades que exigem movimentação, o corpo necessita de água. Convidar as crianças para que sentem em torno do ambiente celebrativo. Fazer alguns exercícios de relaxamento: respirar lenta e profundamente, bocejar, esticar os braços etc. O professor ou a professora coloca uma música bem calma e serve a água nos copos. Algumas crianças podem ajudar na distribuição da água.
Desenvolvimento do tema:
c) A água fresca sacia a sede Formar duplas e motivar as crianças a fazer um brinde antes de beber a água. Nesse brinde, podem dizer: Água pura é saúde! Que bom que Deus fez a água!
CANTO Deus fez os peixinhos
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Sugerir que bebam a água lentamente, sentindo seu sabor e percebendo o bem que faz para nosso corpo. Depois disso, as crianças que quiserem podem repetir o ato de brindar e de beber a água.
– Para onde a água da chuva leva esse lixo? Deixar que as crianças levantem suas hipóteses. Ir até um lugar onde tenha uma “boca de lobo”, lugar por onde entra a água da chuva quecorrepelasruas.Veriicarquetodoolixo largado na rua acaba sendo levado pela água da chuva para dentro dos riachos, rios ou canais. Isso tem como consequência a poluição, a morte dos peixes e a transmissão de doenças para as pessoas que não têm água tratada em sua casa. Porém, de alguma forma, isso prejudica todas as pessoas.
DIÁLOGO a) Conversar sobre a água a partir de algumas perguntas motivadoras: – Como estamos nos sentindo agora, depois de termos saciado nossa sede? – Por que a água é importante? – A água pode terminar? Seria possível viver sem água? b) Comparação Mostrar a jarra com água suja e avançar narelexão: – Qual a diferença entre a água que bebemos e esta água? – Que tipo de água foi criada por Deus? – Como as águas são poluídas? – Nós também poluímos? Como?
b) Nosso compromisso – Como podemos ajudar para que a água iquedojeitocomoDeusacriou? Na cartolina, escrever as sugestões dadas pelas crianças. Formar grupos. Cada grupo ilustra uma sugestão. Expor os trabalhos na sala para que as sugestões possam ser sempre lembradas e praticadas.
CANTO
ATIVIDADES
Deus fez os peixinhos Sugestão de bibliograia: Brincadeiras e rodas cantadas podem ser encontradas no livro: ORSO, Darci. Atividades recreativas: resgatando o prazer de brincar. São Leopoldo, 1997.
a) Ir até a rua e ver se existem papéis, plástico etc., perto do meio-iodacalçada.Dialogar:
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2 – Terra cheia de variedades – Vamos olhar com toda a atenção a área, procurando ver tudo o que nela existe. – O que podemos ver nesse espaço? – Poderíamos viver sem os elementos que vemos nessa área? – Existe algo que as pessoas colocaram aqui? Existe lixo? – Será que existe algo embaixo da terra? O quê? Isso também é importante para a vida? – Se delimitássemos uma outra área, iríamos ver as mesmas coisas? O professor ou a professora pode fazer os questionamentos, desaiando a relexão das crianças. Sugere-se que também se façam os apontamentos daquilo que as crianças percebem na sua observação.
OBJETIVOS – Constatar que na terra existem muitas coisas diferentes, que foram criadas por Deus. – Observar e perceber detalhes da criação. – Motivar outras pessoas a contemplar a variedade e os detalhes da criação de Deus.
RECURSOS – Quatro estacas de madeira, de mais ou menos meio metro cada. –Umacordaouumiode12metros. – Fita métrica, meia folha de papel ofício para cada criança, lápis de cor, grampos de roupaouitaadesiva,aparelhodesomemúsicas sobre a natureza.
CANTO Permanecendo em volta da área delimitada, cantar: – A criação (ou outra canção sobre a natureza)
Desenvolvimento do tema: ATIVIDADES Demarcar uma área Escolher um local no pátio da escola ou numa praça. Delimitar uma área de 3m x 3m. Aqui, o professor ou a professora também pode desenvolver com as crianças noções simples de medida. Para que as crianças tenham condições de observar detalhes, é importante delimitar uma área menor. Observar detalhes se torna difícil num espaço amplo. Apósmediraárea,incarasestacasno chão e esticar a corda ou o io em volta da área medida. Observação: O tamanho da área delimitada deveria possibilitar que cada criança pudesseversemdiiculdadeoqueexistenela.
ORAÇÃO A oração também pode ser realizada em volta da área delimitada e ter a participação de todas as crianças. Cada uma pode agradecer por alguma coisa que viu ou descobriu durante a atividade.
ATIVIDADES a) Na sala de aula, as crianças desenham um detalhe do que viram e admiraram durante a atividade no pátio. Neste momento, pode-se colocar uma música suave. b) Exposição do desenho Ascriançaspodemixarseusdesenhosno ioounacordaquedelimitaaáreaobservada. Fixam os desenhos com os grampos de roupa.
DIÁLOGO Diálogo sobre os detalhes da área delimitada: 43
No local, pode-se acrescentar uma pequena placa ou cartaz, deixando claro o objetivo do trabalho realizado. Por exemplo: Aqui vemos a maravilha da criação. Admire a criação de Deus! As crianças também podem motivar outras pessoas (pais, professores, alunos) a olhar os trabalhos.
CANTO A criação
3 – Flores – mais um presente de Deus que de frente para as crianças. Isso servirá paracolarasigurasdahistória. Procure iguras de árvores de diversos tamanhos,lores,sol,luaeestrelas.Recorte, contornandoaigura.Reforce-acolandoatrás dela um pedaço de papelão ou cartolina.
OBJETIVOS Compreender que: –asloressãoumadasmaravilhosas e variadas criações de Deus; –asloresfazempartedanaturezaesão importantes para o ecossistema.
Desenvolvimento do tema:
RECURSOS
CANTO
– Papel dobradura de diversas cores. Tamanho: 10cm x 10cm. – Papel dupla face de cor roxa. Tamanho: 15cm x 15cm. – Sarrafo ou galho seco de 30cm. – Revistas onde possam ser encontradas igurasdeárvores,lores,sol,luaeestrelas. – Sementes, folhas secas de árvores, papelpardo/kraft,cola,tesouraeitaadesiva. – Palco (improvisado ou não) de fantoches.
Quemfezaslindaslores?
ATIVIDADES Distribuirasigurasrecortadasde revistas, as sementes e as folhas secas. Conversar sobre cada igura e elemento da natureza. Nesse diálogo, enfatizar seu valor e sua importância para a vida. A seguir, o professor ou a professora narra a história, utilizando o fantoche-lor. Enquanto a história é narrada, as crianças colamsuasiguraseoselementosdanatureza na terra, ou seja, sobre o papel pardo. O fantoche pode dialogar com as crianças. Pode chamá-las pelo nome, convidando-asparacolarsuaigurana terra.
Preparação dos recursos e organização da sala: Use o papel dupla face de cor roxa para recortarumalor.Prendaalornosarrafoouno galhoseco,criandoumfantoche-lor.Paraqueo fantocheiquemaiscompleto,confeccioneainda algumas folhas e uma rama de trepadeira. Encape uma mesa com papel pardo. Vire-a,demodoqueasuperfícieencapadai-
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lar sobre o compromisso que cada pessoa tem com a natureza. Cada uma precisa cuidar da natureza.
HISTÓRIA A lor roxa
b) Com o papel dobradura é possível fazer bonitas e coloridas tulipas. Elas podem ser usadas para enfeitar os vidros das janelas da sala. Assim elas também alegram as pessoasqueenxergamaslorespeloladode fora da sala. Como confeccionar as tulipas: 1 – Recortar quadrados de papel dobradura. Quanto maior for o tamanho do quadrado,maiorseráalor. 2 – Dobrar o papel quadrado ao meio, em diagonal(ig.1). 3 – Deixar o papel dobrado em forma de um triângulo.A base da lor é a parte onde estáadobra(ig.2). 4 – Dobrar as duas pontas mais compridas do triângulo para cima. Essas duas dobras formamasduaspétalaslateraisdatulipa(ig.3). 5 – Usar ita adesiva transparente para colarasloresnosvidros. 6–Ascriançaspodemconfeccionarlores de vários tamanhos e várias cores. Podem aindacriarumcauleefolhasparaaslores.
Oi, crianças! Eu sou uma hera. Sabem o que é uma hera? Uma planta trepadeira. Vejam! As minhas folhas são pequenas e as minhas lores roxas. Eu vou contar um pouco da minha vida a vocês. Bom, para que eu possa crescer, preciso de outras plantas ao meu lado. Porém, elas precisam ter galhos para eu poder enrolar neles as minhas ramas. As cercas e grades também são boas para eu me prender. Perto de mim existem muitos tipos de plantas. Há árvores enormes, que dão frutas, e há pequenas plantas. Em algumas, nascem loresdeváriostamanhos,cheirosecores.Algumas têm folhas grandes e outras, pequenas. A maioria de nós, plantas, tem sementes. Quando as sementes estão secas, as deixamos cair. A terra as acolhe e, depois de algum tempo, pode nascer uma nova planta. Todas nós precisamos de luz para crescer. O sol nos dá alimento. Seus raios sobre nossas folhas criam substâncias que nos alimentam. Também nossas raízes vão abrindo espaço na terra e sugam de lá gostosas substâncias como a água, os sais minerais e muitas outras que nos fazem crescer. Durante a noite, recebemos uma luz mais fraca: a luz da lua e das estrelas. Quando o sol se vai, eu, por exemplo, logo fecho minhas loresemformadebotãoeesperoosolvoltar no outro dia. Então, abro-as novamente. Aqui, perto de mim, crescem plantas que preferemoescuroelorescemànoite.Algumas gostam do frio, outras do calor. Na verdade, a terra acolhe todo tipo de plantas, e para que todas tenham boas condições de crescer existem o verão, o outono, o inverno e a primavera. Assim, cada planta tem sua história. É muito bom receber de Deus a terra, a água, o dia e a noite, para que todas as plantas possam crescer alegres e bonitas.
Outra sugestão: As crianças também podem oferecer as loresparaoutrasturmasdaescola,contando para elas sobre mais este maravilhoso presentedeDeus:aslores.
CANTO Quemfezaslindaslores?
ATIVIDADES a) Nosso compromisso Admirar a beleza da criação, representada no papel pardo. Fa-
Observação: Na próxima aula, trazer uma fruta: banana, maçã etc.
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4 – Frutas de muitos sabores OBJETIVOS
CANTO
– Descobrir que as frutas ajudam a manter o nosso corpo saudável. – Perceber que as frutas são criação de Deus.
(Deixar que as crianças escolham alguns cantos.)
ATIVIDADES
RECURSOS
a) Conhecendo as frutas Cada criança pega a fruta que trouxe de casa. Formar um círculo e no centro estender a toalha de mesa. Cada criança apresenta a sua fruta, a partir das seguintes questões: – Qual é o nome da fruta? – Onde ela cresce? – Você sabe por quem ela foi colhida? – Ela foi comprada? Motivar as crianças para que façam outras perguntas sobre as frutas. Após a apresentação, cada criança coloca a sua fruta sobre a toalha, no centro do círculo.
– Frutas, bacia, facas, copos, colheres e toalha de mesa.
Desenvolvimento do tema: CANTO A criação
ATIVIDADES Brincadeira: salada de frutas
b)Classiicandoasfrutas Quando todas as frutas estiverem em cima da toalha, sugerir formas variadas de classiicá-las.Essaclassiicaçãopodeserpor tamanho, cor, peso, tipo de casca. (As crianças, com certeza, terão muitas sugestões.)
As crianças sentam nas cadeiras, em círculo.Umacriançaicanocentro. O professor ou a professora cochicha no ouvido de cada criança o nome de uma fruta. Alguns nomes se repetem, ou seja, mais de uma criança recebe o mesmo nome de fruta. Para iniciar a brincadeira, a criança que está no centro diz: – Salada de fruta de... (ela diz o nome de algumas frutas). As crianças que tiverem o nome dessas frutas trocam de lugar. A criança que está no centro procura uma cadeira para sentar. Se a criança que está no meio quiser que todas troquem de lugar ao mesmo tempo, ela deve dizer “salada de frutas”.
c)Classiicandoapartirdacorinterna O professor ou a professora pode partir do seguinte questionamento: – Será que a cor que vemos por fora da fruta é a mesma que está por dentro? Caso as crianças tenham dúvidas, as frutas podem ser cortadas. d) Conhecendo a importância da criação das frutas Deus, quando criou as pessoas e os animais, pensou também na sua alimentação. 46
As vitaminas dessas frutas evitam infecções e doenças provocadas por vírus, como, por exemplo, a gripe.
Ele planejou tudo para que pudessem viver bem e com muita saúde. As frutas são muito importantes para o corpo, principalmente quando as pessoas estão crescendo e se desenvolvendo. Existem frutas de muitos sabores. Algumas são verdadeiros remédios para o corpo. Então, vamos conhecer um pouco mais sobre as frutas que vocês trouxeram e descobrir como elas, em suas variadas cores, podem nos ajudar a manter a saúde. – Frutas de cor amarela: laranja, mamão, manga, pêssego, caju, caqui. Ajudam a manter a pele bonita e o corpo protegido de vírus e bactérias. – Fruta de cor branca: banana. Ajuda no crescimento e no desenvolvimento dos músculos e também é muito importante para o sangue. Ajuda a curar a diarreia ou dor de barriga. – Frutas de cor azulada: uva, cereja, ameixa. Protegem o coração. – Frutas de cor vermelha: melancia, morango.
e) Saboreando as frutas Com a ajuda das crianças, fazer uma salada de frutas e saboreá-la em conjunto.
ORAÇÃO Orar, agradecendo pelas frutas
CANTO A criação Observação: Para a próxima aula, trazer igurasdeanimais.Podemserfotograiasdos animais que as crianças têm em casa.
5 – Animais de todos os tipos OBJETIVOS
Desenvolvimento do tema: CANTO
– Perceber que os animais são criação de Deus e que podemos conviver harmoniosamente com eles.
A criação
RECURSOS DIÁLOGO
– Massademodelar,papelsulite tamanho ofício, lápis de cor e igurasoufotosdeanimais.
Dialogar sobre animais que as criançasconhecem.Olharasiguras ou as fotos que elas trouxeram.
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– Qual é o nome desses animais? – O que eles gostam de fazer? – O que eles gostam de comer? – Como gostam de ser tratados pelas pessoas? – Os animais são importantes? Por quê?
para viver livremente. Deus estava satisfeito. Suacriaçãoestavaicandobonita. Depois disso, Deus voltou para a sua banquetinha, diante da mesa. Sobre ela havia, ainda, um restinho de argila. Começou a brincar com ela. Amassava, fazia bolinhas, minhoquinhas. Minhoquinhas? Ele as achou bonitas. E teve uma ideia. Por que não fazer bichinhos pequenos? Assim, ele foi fazendo mais e mais minhoquinhas. E, com um sopro, deu-lhes a vida. Elas logo começaram a se mexer e requebrar. Pareciam tímidas, pois queriam se esconder embaixo do resto da argila que ainda estava sobre a mesa. Deus disse: – Acho que vocês se sentirão bem debaixo da terra. Lá não vão precisar de pernas nem de olhos. E do jeito que se mexem, com certezavãodeixaraterrabemfoinha.Com isso, as plantas vão crescer melhor. E o nome de vocês será minhocas. Deuspegouasminhocas,saiudaoicina, fez um buraco na terra e as colocou lá dentro. Então falou: – Tomem cuidado, minhocas! Quando vocêssaíremdaterra,ospassarinhosicarão felizes. Vocês serão o alimento deles. Deus fechou o buraco com terra e voltou feliz para sua oicina. Ali, continuou a criar a natureza. Ele fez muitos animais e muitas plantas. Ele fez tudo com muito cuidado e amor. Observava cada animal que criava e dava tudo o que ele precisava para que pudesse viver bem e feliz. Quando tudo esteve pronto,Deusfechouaoicinaefoidescansar. Ainal,tudoestavatãobonito.Agora,erapreciso cuidar de tudo com muito amor e carinho e, depois, continuar a criar.
HISTÓRIA A oficina de Deus Às vezes, eu imagino Deus criandoetrabalhandonumagrandeoicina.Imagino um lugar com muitas tintas, pincéis, argila, massa de modelar, canetas, papéis, lápis de cor e bloquinhos de construção. E Deus, lá no meio, criando os animais, as plantas, as lores,aspedrasetudooqueexiste.Penso que ele tinha também martelos, pregos, cola, areia e água. Enim, tudo o que se precisa para criar alguma coisa. Imagino Deus sentado numa banqueta, em frente a uma mesa bem grande. Em cima da mesa, um monte de argila. Então, ele começou a modelar. Deus fez um corpo, com quatro pernas, uma cabeça, dois pequenos chifres, um rabo. Deus olhou, observou, fez ainda dois olhos, um nariz, orelhas. Parou, admirou um pouco e disse: –Estáicandobonito! Então, com um sopro, fez com que ele tivesse vida. Agora, vivo, o bicho começou a se movimentar. Pulou para todos os lados dentro da oicina. Subiu, num salto, numa estante. Pulou para o chão. Deu coices no ar. Deus logo percebeu que era um bicho que precisava de muito espaço para viver. Deus disse: – Querido bichinho, acho que você precisa ter um lugar espaçoso para correr e pular. Vou criar campos e montanhas para você. Também vou criar plantas para você se alimentar. Você é um animal muito ágil e rápido. Por isso seu nome será cabrito. Assim, Deus criou todas as coisas para que o cabrito pudesse viver bem e feliz. Antes de deixá-lo correr, Deus disse: – Você terá patas fortes e duras para andar sobre as pedras sem se machucar. Acho, também, que um bicho como você não vive em silêncio. Vou lhe dar uma voz que combinecomoseujeito.Umbééé,béévaiicar muito bem! Quando tudo estava pronto, Deus abriu aportadasuaoicinaedeixouocabritosair
ATIVIDADES Desenho ou modelagem Através do desenho ou da modelagem, criar um animal. Pode ser um animal que existe ou inventar algum diferente e esquisito. O animal esquisito pode ter as seguintes características: um tronco em forma de banana, cinco pernas, pescoço de girafa, orelhas de coelho etc. As crianças escolhem um nome para o seu animal e, depois, o apresentam aos colegas.
CANTO A criação (ou outro canto sobre animais)
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6 – As belezas do céu
OBJETIVOS
ATIVIDADES
– Observar e contemplar a beleza do céu. – Agradecer a Deus por mais essas belezas que ele nos dá.
Observar o céu As crianças deitam de costas, em cima da toalha ou esteira, no chão da sala de aula. Olham atentamente o forro da sala e observam todos os detalhes. É importante que as crianças realizem essa atividade em silêncio, para que possam se concentrar. Ainda deitadas, contam o que observaram no forro da sala. Depois desse momento, todas vão até o pátio. Cada uma escolhe um lugar onde seja possível deitar no chão para observar o céu. Para isso é necessário colocar óculos escuros, que as protejam dos raios do sol. Motivar as crianças para que olhem as nuvens e o azulininitoequeouçamossonsesintamo vento. Se na escola não houver uma área adequada, pode-se aproveitar um passeio que as crianças farão por algum outro motivo e realizar essa atividade.
RECURSOS – Toalha de banho ou esteira e óculos escuros, usados para se proteger dos raios solares.
Desenvolvimento do tema: CANTO Somos-te agradecidos
ORAÇÃO Ler uma oração escrita por uma criança: Ó bondoso Pai, eu te adoro muito. Sevocêfaltarumdia,possoicarmuitotriste. Na estrada eu penso: não se distraia! Se eubrigocomalguém,éporquedenovoeuiz bobagem e sei: Deus não gostou. A ti eu peço perdão, porque, às vezes, eu não quero nada com nada. Ó Deus, olha como as pessoas estão destruindo a natureza. Deus, a ti peço que olhes as pessoas que não acreditam na tua palavra. Cuida bem delas também. (Viviana, 8 anos. Do livro: Crianças escrevem para Deus. São Leopoldo: Sinodal, 1994.)
HISTÓRIA Para ouvir a história, as crianças podem continuar deitadas. Isso se o local oferecer uma sombra, para elas se protegerem do sol. Pedir que continuem observando as nuvens. Dependendo do local, usar os óculos escuros. A nuvenzinha infeliz Era uma vez uma nuvenzinha que não queria mais ser nuvem. Ela estava muito infeliz e insatisfeita com a sua vida. Vivia dizendo: – Por que eu sou uma nuvem? Eu queria ser uma outra coisa, algo mais alegre e bonito.
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Puf, puf, puf, a nuvenzinha se transformou num lindo balão azul. Durante a festa, os balões foram soltos. Eles voaram pelo céu. Quando chegaram bem no alto, não resistiram e estouraram. E, novamente, a nuvenzinha icou triste. Ela começou a chorar.As lágrimas caíam no chão. Enquanto chorava, viuqueasplantas,asloreseosanimaisestavam icando contentes. Assim, a nuvenzinha descobriu que ela era muito importante. A natureza e as pessoas precisavam dela para poder viver. E foi com essa descoberta que ela se tornou uma nuvem feliz.
Nisso, ela viu um passarinho sentado no galho de uma árvore. Ele estava cantando. A nuvenzinha falou: – Eu queria ser um passarinho para poder voar, pousar nos galhos das árvores e cantar. Puf, puf, puf, a nuvem se transformou num pássaro. Voou, voou, sentou numa árvore e tentou cantar. Mas o som não saiu. Ela era pássaro só na forma. Ela não conseguia cantar. – Se não posso cantar, também não quero ser um pássaro. Pássaro sem canto não tem graça. Assim, a nuvenzinha continuava triste. Então, ela viu um avião e falou: – Eu quero ser um avião. Assim posso levar pessoas para todos os lugares. Se eu for um avião, serei feliz. E puf, puf, puf, a nuvenzinha se transformou num avião. Quando ela quis transportar pessoas, viu que elas não podiam sentar. Cairiam, porque era um avião de nuvem. E a nuvenzinha continuava triste. Então, ela viu uma pandorga e falou: – Eu quero ser uma pandorga. As crianças vão brincar comigo, e eu vou ser feliz. Puf, puf, puf, a nuvenzinha se transformou numa pandorga. As crianças brincaram com ela,maslogoelaicoupresanosiosdeluz. –Aqui, presa no meio desses ios, também não sou feliz. Desse jeito não tenho valor. E, assim, a nuvenzinha continuava infeliz. Então ela viu um balão e falou: – Eu quero ser um balão. Vou enfeitar uma festa. As pessoas vão me achar bonito, e eu vou me sentir útil e feliz.
CANTO Pingos de chuva
DIÁLOGO – O que aconteceu com a nuvenzinha? –Oqueelapercebeunoinal? Assim como a nuvem é importante, também todo o resto que faz parte da natureza é importante. Vamos olhar novamente para o céu e ver o jeito das nuvens? Às vezes, elas até se parecem com algum bicho ou algum objeto. De qualquer jeito, elas são muito bonitas e também ajudam a tornar a vida melhor.
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1 – Alimento todos os dias – Sementes de lores ou uma muda de árvore.
CONSIDERAÇÕES SOBRE O TEMA Deus deu a terra para a humanidade. Os frutos que ela produz são mantimentos doados por Deus para alimentar a humanidade. Consequentemente, todas as pessoas têm direitos iguais em relação aos alimentos. Diariamente, Deus dá o alimento necessário para que todas as pessoas possam ter uma vida digna. Contudo, muitas vezes, as pessoas não agem em favor da causa de Deus e do próximo, mas somente em causa própria. Em consequência disso, dois terços da humanidade não têm o sustento diário e necessário à vida. Em todo o mundo, é urgente que as pessoas atendam à súplica de Deus: “Reparte com o faminto o teu pão” (Isaías 58.7). Quando se fala em pão, vem à mente a interpretação que Lutero faz dessa palavra. Ele diz que à palavra “pão” estão ligados: comida, bebida, vestimenta, casa e lar, campos, vizinhos iéis, bons amigos, saúde, sucesso no trabalho, bons governantes e convívio em paz. Também inclui que Deus nos preserve de temporais, incêndios, venenos, guerra, tempo de carestia... Essa interpretação de Lutero é um auxílio no momento em que trabalhamos o tema desta aula e também das outras aulas deste bloco.
Desenvolvimento do tema: ATIVIDADES Colocar sobre a mesa o pão de queijo e a barra de chocolate. Tudo cortado em pedaços, porém em quantidade inferior ao número de crianças da turma. Deixar que as crianças façam a distribuição e a descoberta da situação-problema. Questioná-las sobre como é possível resolver a questão: – O que podemos fazer para que todos recebam um pedaço de pão de queijo ou chocolate?
DIÁLOGO – Qual é o alimento que você prefere? Por quê? – Os alimentos são importantes? Por quê? – E se não nos alimentarmos, o que acontecerá? – Será que todas as pessoas têm alimento todos os dias?
HISTÓRIA
OBJETIVOS
Tem um pãozinho para me dar?
– Motivar a partilha. – Valorizar os alimentos que mantêm a vida.
Certo dia, de manhã, depois do café, apareceu lá em casa um menino pedindo comida: – Dona Maria, dona Maria, a senhora tem um pãozinho para me dar? – Não, não temos mais pão em casa. Acabamos de comer – respondeu minha mãe. O menino foi embora.
RECURSOS – Pão de queijo, barra de chocolate e o próprio lanche das crianças. – Retalhos de cartolina. – Laranjas ou tangerinas (mexericas, bergamotas).
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Lá da sala, ouvi a conversa e fui falar com minha mãe: – Mãe, por que a senhora disse que não temos pão, se acabamos de tomar café e sobrou pão na mesa? Mãe, este menino pediu comida, pão! Se ele pediu pão, é porque está com fome. Ele não pediu dinheiro para gastar em outras coisas, mas pão. Minha mãe parou um pouco, pensou e rapidamente arrumou um pedaço de pão numa sacola. Chamou a empregada e pediu que ela levasse na casa do menino, que não morava longe dali. Depois de algum tempo, a empregada voltou e disse: – A mãe do menino agradeceu muito pelo pão. Neste mês, o marido dela não ganhou o pagamento. Eles não têm dinheiro para comprar alimentos. A mulher também não pode fazer muita coisa, pois está com o braço engessado. Minha mãe respirou aliviada, sorriu e, meio envergonhada, agradeceu-me por tê-la feito pensar no pedido do menino. Depois me convidou para ir com ela ao supermercado. Compramos um quilo de vários alimentos: arroz, macarrão, feijão, café, açúcar, trigo, farinha de mandioca, cenoura, tomate, carne, laranja e banana, Do supermercado fomos direto para a casa do menino e entregamos os alimentos àsuamãe.Elaicoumuitofeliz.Minhamãe também estava muito feliz com o que conseguiu fazer. Claro que eu também estava feliz. Será que vocês conhecem alguém que também precisa desse tipo de ajuda?
DIÁLOGO Conversar sobre a pergunta feita noinaldahistória.
CANTO Repartir (Uma sugestão de gestos se encontra na aula intitulada Repartir.)
ATIVIDADES Sabor repartido Colocar sobre uma mesa as laranjas ou as tangerinas, ainda com a casca. Observar tamanho, forma etc. Depois, descascar e observar que elas são formadas por vários gomos. As crianças repartem entre si os gomos das laranjas ou das tangerinas. Dialogar sobre o seu sabor. Observar como é bonita essa divisão de alimento. Uma laranja possibilitou que várias pessoas tivessem algo para saborear. E ainda há mais laranjas para serem divididas. Se isso acontecesse com outros alimentos e em outras situações, com certeza seria difícil ouvir a pergunta: Tem um pãozinho para me dar? As crianças podem preparar uma bonita bandeja com os gomos das frutas e oferecer às crianças das outras salas. Observação: Para a próxima aula, trazer gravuras de casas. Pode ser uma foto da sua própria casa. As gravuras ou as fotos podem mostrar a parte interna ou a parte externa da casa.
(História adaptada do texto com o mesmo título escrito por Mariane Beyer Ehrat e publicado no Anuário Evangélico. São Leopoldo: Sinodal, 1989.)
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2 – Casa – abrigo e aconchego Confeccionar um cartaz com as fotos e as gravuras. Observar as diferenças que existementreascasas.Veriicarsealgumas oferecem poucas condições de vida digna.
OBJETIVOS – Valorizar a casa como um lugar especial onde há abrigo e aconchego. – Perceber que todas as pessoas têm direito à moradia digna.
HISTÓRIA Certa vez, o rato Pepê foi visitar um amigo, o rato Tito, que morava no campo. Pepê gostava de usar colete e casaca. Tito gostava de se vestir com uma camisa xadrez e um lenço amarrado no pescoço. – Pobre amigo – disse Pepê. – Você me dá pena. Aposto que, em toda a sua vida, você nunca vestiu um traje elegante nem comeu uma comida gostosa. E ainda mora neste rancho. Venha me visitar e você verá as maravilhas que existem onde eu moro! Tito ouviu tudo e não falou nada. Aceitou o convite e, um dia, foi visitar o amigo. Ele morava numa cidade grande. Era realmente uma maravilha a casa onde ele morava. O chão era coberto de tapetes, e os móveis custavam uma fortuna. Pepê levou Tito até a despensa e disse: – Sirva-se! Aí tem assado, queijo, toucinho, presunto. Tenha apenas cuidado com as ratoeiras. Um pouco preocupado, Tito começou a comer. De fato, jamais tinha saboreado coisas tão boas. Mas, em certo momento, seu companheiro deu um pulo e fugiu. – Fuja rápido! – gritou Pepê. – Senti o cheiro de gato! Tito correu e se escondeu num buraco. Passado o perigo, recomeçaram a comer. Porém, pouco depois, tiveram de interromper novamente porque a cozinheira entrou armada com uma vassoura. – Saiam daí! – gritou ela, muito braba. Lá se foram os dois para o buraco novamente. Algum tempo depois, quando tudo parecia calmo e os dois estavam na melhor
RECURSOS Folhas de jornal, gravuras ou fotos decasas,papelespelhoousulite, papel pardo/kraft, cola e lápis de cor.
Desenvolvimento do tema: ATIVIDADES Brincadeira Todas as crianças recebem uma folha de jornal. Esta é a sua casa. Cadacriançaicaemcimadoseujornal(casa).A um sinal dado, todas mudam de casa. Enquanto isso, o professor ou a professora tira uma folha de jornal. A um novo sinal, cada uma procura uma casa para morar. Porém há uma casa a menos. Motivar as crianças para que convidem o colega ou a colega que está sem casa para icarjunto,sobreomesmojornal.Abrincadeira continua, e mais casas são tiradas. Assim, mais crianças dividirão o mesmo espaço. Observação: Se possível, realizar a brincadeira num lugar onde o chão não seja liso. No chão liso, o jornal pode escorregar e as crianças podem cair.
DIÁLOGO – Quem foi morar na casa de um colega ou de uma colega? – Alguém já teve algum problema com lugar para morar? – Quem trouxe uma foto de sua casa? E outras gravuras de casas?
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parte do queijo, uma das ratoeiras disparou inesperadamente e quase prendeu os dois pelo rabo. Tito perdeu o apetite e não conseguiu mais engolir nenhuma migalha. Pepê, no entanto, limpava os bigodes com o guardanapo e mostrava satisfação. – Agora, diga a verdade! – disse Pepê. – Você comeu como um rei. Em sua casa você não come pratos tão requintados. – Não! – respondeu Tito. – Em minha casa como sementes, raízes e frutas. Mas como em paz, sem ratoeiras, sem gatos, sem armadilhas envenenadas e sem cozinheiras armadas de vassouras. Pepê, espantado, falou: – Mas este presunto, este queijo... – São bons, mas preiro as minhas sementes – respondeu Tito. – Quero ir para casa. Quando estavam lá fora, já na estrada que ia para o campo, Tito disse: – Adeus, meu amigo. Sua vida é muito agitada. Quando você vier me visitar, vou lhe oferecer um prato de sementes, muita tranquilidade, um lugar simples, mas seguro de chegar e icar. Não tenho outra coisa, mas acho que vale mais do que todas as suas riquezas. Tchau! Tito saiu correndo estrada afora. Estava com saudades de casa. Lá de longe, ainda acenouparaPepê.Esseicouparado,olhando para Tito e pensando nas palavras do amigo.
– O que podemos fazer para deixá-la sempre mais agradável e para alegrar as pessoas que moram conosco? – Vocês conhecem alguém que não tem casa? – Como será que se sentem as pessoas que não têm casa?
ATIVIDADES Dobradura: Casa para todas as pessoas
1. Recortar um quadrado, em papel espelhoousulite. 2. Dobrar ao meio, formando um retângulo(1).Deixarparacimaoladoondeicou a dobra. Dobrar novamente ao meio, apenas para marcar o vinco. Depois, abrir novamente, retornando ao retângulo. 3. Trazer as extremidades até o vinco do meio. Pressionar bem as dobras das duas margens (2). 4. Das extremidades, que icaram para dentro, dobrar as pontas superiores para fora até a borda, formando um triângulo de cada lado (3). 5. O triângulo é duplo. Puxar a parte debaixo dele para fora, formando um triângulo maior na parte superior do trabalho (4). Repetir do outro lado. Isso formará o telhado da casa, e ela estará pronta (5).
(História adaptada da fábula O rato do campo e o rato da cidade.)
CANTO A casa
DIÁLOGO – Como é a casa de vocês? – Quantas pessoas moram lá? Quem são? – Como vocês se sentem lá?
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Na casa, as crianças podem fazer desenhos e escrever o seu nome ou o nome das pessoas da família. Outra dica: Pensar em pessoas que não têm casa, que não têm um lugar bom e bonito para morar. Representá-las através de um desenho na casa que confeccionaram (dobradura). Fazer isso como uma maneira de mostrar que todas as pessoas precisam de um lugar para morar. Noinal,ascasaspodemsercoladasnum painel, feito de papel pardo/kraft ou cartolina.
CANTO Somos-te agradecidos Sugestões de bibliograia: ALCOFORADO FILHO, Hardy Guedes. Casinhas de bichos. São Paulo: Scipione, 1997. (Coleção dó-ré-mi-fá). FRANÇA, Mary & FRANÇA, Eliardo. A casa feia. São Paulo: Ática, 1997. WOOD, Audrey. A casa sonolenta. São Paulo: Ática, 1996. SALLUT, Elza César. Quero casa com janela. São Paulo: Ática, 1995.
3 – Saúde para correr, brincar... CONSIDERAÇÕES SOBRE O TEMA
DIÁLOGO
É importante valorizar as brincadeiras e as atividades que favoreçam a saúde física e mental e o desenvolvimento socioafetivo da criança. Essa valorização precisa ser contínua. A escola é um espaço privilegiado para que isso se desenvolva.
– O que fazemos para cuidar da nossa saúde ou melhorá-la? – As atividades que realizamos aqui na escola nos tornam mais saudáveis?
CANTO
OBJETIVOS
Pulando aqui na roda (Criar movimentos para a canção, lembrando que queremos realizar atividades que integrem, proporcionem a troca de afetividade e ajudem no desenvolvimento físico.
– Perceber a importância das atividades lúdicas e físicas no crescimento integral da pessoa.
RECURSOS
ATIVIDADES
– Diversas cores de cartolina, tesouras, bastão de madeira e alineteoupregopequeno. – Jarra com água e copos.
Movimentar o corpo, brincando e dançando, ajuda a torná-lo mais saudável. Por isso queremos confeccionar um brinquedo que se movimenta e que alegra: o cata-vento. Ele também fará com que nós nos movimentemos mais. 1. Cada criança confecciona um cata-vento. Para isso, cada uma recebe um quadrado de cartolina e faz as dobras conforme aigura1.
Desenvolvimento da aula: CANTO Bom dia, amigo
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2. Depois, faz quatro cortes: um em cada marca que icou das dobras. Esse corte vai até o meio da dobra (2).
– Caminhar? Pra quê? – perguntou João. – Ora, João! Caminhar é um exercício físico muito bom. Além disso, durante a caminhada, podemos descobrir coisas bonitas pelo caminho. Coisas que a gente nunca vê porque está sempre com pressa – respondeu Maria Alegria. – Exercício físico? E quem precisa disso? – questionou João Preguiça, virando-se para o outro lado da cama. – Todo mundo que quer ter um corpo saudável precisa fazer exercícios. E não é só isso... João interrompeu: – O quê? – João Preguiça reagiu assustado – Isso já é muito. – Não, João. Muito é o desânimo e a preguiça que você está deixando morar aí com você. Há tantas maravilhas pra descobrir e viver lá fora – falou ela. – Tá bem. Já estou levantando. Vamos brincar? – Espere aí, João! – disse Maria Alegria. –Vocêvaiicarmuitofracosenãotomarum bom café. Alimentos bem escolhidos ajudam você a ter energia para brincar e praticar exercícios físicos. – É mesmo? Puxa vida! E eu nem consegui ter forças para jantar ontem – contou João Preguiça. – Deve ser por isso que estou com tanta moleza no corpo. O que mais eu preciso saber pra cuidar melhor da saúde? – Depois do café, vamos tomar banho de sol. Mas é só até as 10 horas. Depois desse horário,osolicamuitoforte.Duranteodia, precisamos beber bastante água. A água potável limpa nosso corpo e ajuda a mexer o sangue – explicou Maria. – Puxa vida, Maria! Quanta coisa boa você está me contando – disse João. – Ei, João, já que você está mais animado, o que você acha de convidar nossos amigos da escola pra brincar amanhã conosco? – propôs Maria Alegria. – Podemos até fazer um lanche bem legal. O que você acha? – Acho que vai ser muito bom. Pelo menos não vou icar mais sozinho. E que tal a gente inventar alguns brinquedos para fazer com eles? – concluiu João.
3. Com os cortes formam-se oito pontas. Quatro delas devem ser ixadas no centro. Começa-seixandoumaponta(3).Apróxima, então, não é ixada.A seguinte sim, a outra não...Fixaraspontascomumalineteouum prego pequeno na extremidade de um bastão de madeira (4). Dica: Antes de prender as pontas, as crianças podem fazer desenhos e colagens ou escrever palavras no cata-vento, expressando o que é necessário fazer para cuidar da saúde.
HISTÓRIA Certo dia, João Preguiça estava muito preguiçoso e não quis levantar da cama. Sua colega de escola, Maria Alegria, não sabia por que ele tinha esse nome e foi visitá-lo. Chegando na casa dele, foi entrando e falando: – Vamos, João! Deixe a preguiça na cama! Vamos brincar, correr! O dia está lindo lá fora! – Eu não! – resmungou João. -– Aqui tá tão bom! Maria Alegria continuou: – Vamos, João Preguiça! Tá na hora de se mexer e de respirar um ar puro. Vamos caminhar até o parque? Vamos logo, antes que osoliquemuitoforte! 58
– Ótima ideia! Vou trazer alguns papéis, canetas, cola... – falou Maria Alegria. – Maria! Tive uma ideia. Vamos fazer cata-ventos? – falou João. – Gostei, João. Vamos preparar o material? – convidou Maria. No dia seguinte, a turma se divertiu muito fazendo os cata-ventos. Quando estavam prontos, todos correram para lá e para cá, fazendo os cata-ventos girarem. Era uma beleza. Depois daquele dia, João Preguiça mudou de nome. Todos começaram a chamá-lo de João Vaga-lume, pois seus olhos brilhavam de alegria pelas descobertas que ele estava fazendo enquanto brincava, estudava, passeava...
b) Um brinde à saúde Depois da brincadeira com o cata-vento, realizar um brinde à saúde, bebendo água. Lembrar a importância da água para a vida das pessoas, dos animais, da natureza. Lembrar que é importante beber uma certa quantidade de água todos os dias. Isso também nos dá saúde para brincar, estudar... Cada criança recebe um copo. Motivar as crianças para que sirvam umas às outras. No inal,todasjuntasfazemo tim-tim – o brinde.
ORAÇÃO Querido Deus, obrigado por termos saúde para estudar, brincar, passear e realizar muitas outras tarefas. Ajuda-nos para que, a cada dia, aprendamos a cuidar mais da nossa saúde. E que possamos levar força e alegria para aquelas pessoas que estão doentes, tristes, sozinhas. Amém.
ATIVIDADES a) Cata-ventos ao vento As crianças brincam com o cata-vento que confeccionaram. Depois, cada uma decide se quer levá-lo para casa ou expô-lo na sala de aula.
4 – Lugar e tempo para estudar CONSIDERAÇÕES SOBRE O TEMA
OBJETIVOS
A criança é uma pessoa em desenvolvimento e formação. Neste sentido, todas as pessoas sabem que a escola tem um papel muito importante. Por isso ela precisa ser um lugar onde as crianças se sintam bem e tenham condições para aprender e também ensinar. Também em casa elas precisam de acompanhamento e apoio no estudo. Toda criança tem direito à educação. Contudo, há muitos exemplos, e bem próximos de cada pessoa, de que isso não está acontecendo. Essa situação também precisa estar presente na relexão das crianças que têm acesso à escola.
– Perceber que ter um lugar e tempo para estudar é um direito de cada criança.
RECURSOS – Várias cores de papel espelho, cortadas em pequenas tiras: 3cm x 2cm. Uma cor para cada atividade que as crianças gostam de realizar na escola – conforme primeira atividade do desenvolvimento da aula. – Papel pardo, diversas cores de cartolina,tesouras,bastãodemadeiraealineteou prego pequeno. 59
– Algo precisa melhorar aqui na sala ou na escola para que todos se sintam bem? Por este mundo todo, há muitas crianças como vocês, que estudam em escolas, que fazem atividades parecidas com essas que estãonográico.Porémtambémhácrianças que não estão estudando. Por quê? Muitas abandonaramaescolaporquetinhamdiiculdades no estudo, e ninguém se preocupou em ver o que estava acontecendo com elas. Outras moram muito longe da escola e não têm como chegar até lá... Mas há outros motivos. A história que vou contar fala mais sobre esse assunto.
Desenvolvimento da aula: CANTO Bom dia, amigo
ATIVIDADES Montagem de um gráico O que eu mais gosto de fazer na escola? Ou: De quais atividades gosto de participar? No papel pardo, relacionar todas as coisas que as crianças fazem na escola: cantos, jogos, desenhos, atividades no pátio, hábitos de higiene, lanches, brinquedos livres etc. Colocar um título ao lado do outro, na parte inferior do papel pardo. As crianças respondem à pergunta, colando a tira, conforme a cor correspondente, sobre as palavras que expressam as atividades que elas gostam de fazer. As tiras são coladas acima do título, sempre uma logo a seguir da outra – uma encostando na outra – formando um gráico. Algumas atividades podem receber mais tiras do que outras.
HISTÓRIA Depois das férias, a volta às aulas. A gente até sente saudades da escola. No primeiro dia de aula, um menino chamado Luís estava muito contente. Quando ele chegou perto da escola, saiu correndo para encontrar seus colegas. O reencontro foi aquela festa. Na aula, cada colega contou muitas novidades. E a manhã passou voando. Na volta para casa, na rua onde ele mora, Luís encontrou um menino. Nunca o tinha visto por ali. Passou por ele, tentando descobrir quem era, mas não o reconheceu. Em casa, na hora do almoço, Luís falou: – Neste ano, vou chegar da aula, almoçar, fazer as tarefas e só depois vou brincar. Será assim todos os dias! – Ah! Essa eu quero ver! Olhe que eu vou cobrar, hein? – disse o pai. E assim foi no primeiro dia. Depois que as tarefas estavam prontas, Luís foi encontrar os colegas do futebol. Havia um campo perto de sua casa. – Ei, turma! Chegou o camisa 10! – disse Luís. Com a sua chegada, o time estava quase completo. Pedro falou: – Está faltando um. O que vamos fazer? – Vamos jogar assim mesmo – disse Juca.
DIÁLOGO – Vamos olhar o nosso gráico e descobrir o que a maioria mais gosta de fazer? – Essas atividades que colocamos no gráicosãoimportantes?Porquê? Aqui na escola é um dos lugares onde vocês aprendem e ensinam coisas novas. Aqui é um lugar onde vocês têm tempo e oportunidade para realizar muitas atividades que fazem parte do estudo de vocês. Mas, em outros lugares, cada um e cada uma de vocês também pode aprender e ensinar muitas outras coisas. Por exemplo, em casa. A escola é um lugar onde vocês e as outras pessoas que trabalham nela ou que a visitam devem se sentir bem. Nela, cada pessoa é importante e tem uma tarefa importante.
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– Sim, eu estudei quatro anos – respondeu Carlos. – Então, venha comigo! Quero lhe dar um livro bem legal que ganhei nas férias. Eu não sei como ajudá-lo, mas, quem sabe, esse livro vai alegrá-lo quando você tiver um tempinho para ler. – Puxa, Luís, que legal! Eu gosto de ler. Obrigado! – disse Carlos, muito alegre. Os dois foram até a casa de Luís. Este deu o livro para Carlos e, na hora em que ele foi embora, ainda disse: – Venha jogar de novo! Você é muito legal.
– Ah, não! Então alguém precisa sair do outro time – gritou Lucas. E aí a confusão começou. Enquanto a turma discutia, Luís viu alguém sentado perto de uma das goleiras. Era o menino que ele tinha visto pela manhã. Chamou a turma: – Vejam! Vejam! Ali está um menino. Todos estavam ansiosos para começar o jogo. Por isso correram até lá e convidaram o menino. Tinham tanta pressa, que nem perguntaram o seu nome. Ele aceitou. Jogaram toda a tarde. No inal, Juca, o dono da bola, falou: – Preciso ir para casa. – Ahhh! – exclamaram todos. Ficaram sem a bola. Aos poucos, um a um eles foram para casa. Só Luís e o menino icaram descansando mais um pouco. Luís falou: – Como é seu nome? Hoje de manhã vi você na rua. Nunca vi você por aqui. – Meu nome é Carlos. Eu moro bem longe daqui – respondeu ele. Luís continuou: – Você joga futebol muito bem. Em que escolinha de futebol você aprendeu? Carlos deu um sorriso e respondeu: – Eu jogo futebol na rua onde moro. Nossa bola é um saco plástico cheio de papel. Eu não vou a escola nenhuma. – Como assim? Você não vai à escola? – quis saber Luís. – Não vou mais. Eu preciso ajudar minha família. Somos pobres. Meu pai está desempregado. Minha mãe ganha muito pouco como faxineira. Eu limpo jardins, carrego pacotes, lavo carros. Não tenho tempo para estudar – explicou Carlos. – Mas isso é muito triste – disse Luís. – Eu sei, mas ainda vou voltar a estudar. Acho que logo, logo tudo vai melhorar. Agora preciso ir, pois já brinquei demais. Ainda preciso fazer algum trabalho para conseguir comprar pão – falou Carlos e foi levantando. – Espere, Carlos! Você sabe ler? – quis saber Luís.
DIÁLOGO – A história mostrou mais um motivo por que muitas crianças não estudam. Qual é? É muito triste quando as crianças não têm tempo ou lugar para estudar. Existem leis que dizem que isso pode ser diferente. Nós também queremos mostrar que isso pode ser diferente. Por isso vamos fazer lindos desenhos em volta de uma parte de uma dessas leis. As crianças ilustram um painel, onde está escrito: Toda criança e todo adolescente têm direito à educação e de frequentar uma escola pública perto de sua casa. Os pais devem matricular seus ilhos na escola e não deixar que faltem às aulas. O texto é um resumo do Artigo 53 do Estatuto da Criança e do Adolescente.
ORAÇÃO Querido Deus, agradecemos-te por todas as crianças que têm tempo e um lugar para estudar. Queremos te pedir: Que a cada dia mais e mais crianças tenham essa oportunidade! Amém.
CANTO Um abraço dado
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Histórias com Jesus
1 – A pesca maravilhosa CONSIDERAÇÕES SOBRE O TEMA
RECURSOS
As histórias de Jesus com seus discípulos querem ser um convite aberto para as pessoas o seguirem. Ele convida todas as pessoas para que elas o sigam e cumpram seus ensinamentos. Jesus não faz acepção de pessoas, pois ama todas da mesma forma. A escola é uma boa oportunidade para vivenciarmos o amor de Jesus e darmos testemunho da graça concedida por Deus. Na comunidade escolar, as pessoas podem colocar suas capacidades a serviço das pessoas e da construção do Reino de Deus em nosso meio. Nas duas aulas a seguir pode-se perceber que Jesus se interessa pela vida das pessoas. Ele as ajuda na alição e também as convida para ser suas discípulas. Cada uma é convidada a participar com seu jeito de ser, com seus dons e até com seus medos. Nos textos bíblicos que serão trabalhados nos dois planos, aparece a questão do medo e da coniança. Deseja-se reforçar a ideia, evidente nos textos, de que Jesus aceita e compreende o medo que as pessoas têm. Ele não reprimiu o medo demonstrado pelos discípulos. Essa atitude de Jesus dá força e coragem às pessoas para enfrentarem seus medos nos momentos difíceis.
– Lápis de cor e vara de pescar. – Caixa grande com areia para a pescaria. Ou realizar a pescaria no pátio, onde tenha areia. – Peixes feitos de cartolina, um para cada criança. Em todos escrever uma palavra da história: Jesus, peixes, pescadores, rede, mar, barco, pescaria, discípulos. As palavras podemserrepetidasemváriasichas.Otamanho de cada peixe deve possibilitar que a criança faça um desenho sobre ele. Cada peixe deve ter um furinho, para enganchar o anzol no momento da pescaria.
Desenvolvimento do tema: DIÁLOGO – Quem já participou de uma pescaria? – O que vocês sentiram quando pegaram um peixe? (Se não houver crianças que tenham vivenciado essa experiência, dialogar sobre o que já viram ou ouviram sobre esse assunto.) – Agora nós vamos participar de uma pescaria. Ela é um pouco diferente, mas é uma pescaria.
ATIVIDADES
OBJETIVOS
Pescaria
– Compreender que Jesus chama as pessoas para ser suas seguidoras. – Perceber que Jesus dá força e coragem para enfrentarmos o medo.
Realizar a pescaria na sala, utilizando uma caixa com areia, ou no pátio, num lugar com areia. Colocar os peixes de cartolina dentro da areia, deixando para fora apenas uma ponta. Nessa ponta deve estar o furinho.
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Depois que todas as crianças pescaram: – Em cada peixe tem uma palavra. Vamos descobrir quais são? Essas palavras ajudam a contar a história.
– Vocês não querem tentar de novo? Eu vou com vocês. Quem sabe a melhor hora para a pescaria seja agora! Os pescadores não acreditaram e responderam: –Mascomo?Nósicamoshorasehoras no mar e não conseguimos pescar nada. Por que insistir? Jesus convidou-os novamente: – Acho que precisamos sempre tentar de novo. Quem sabe agora a rede volte cheia de peixes e vocês voltem cheios de alegria? Um deles disse: – Bom, quem sabe. Por que não tentar? Parece que o palpite do senhor é bom. No mesmo instante, jogaram a rede de volta ao barco. Empurraram o barco para dentro do mar e remaram até um lugar onde ele era mais fundo. Jesus olhava de um lado para o outro e, de repente, falou: – Este lugar parece bom. Podem jogar a rede! Um dos pescadores falou: – Nós estávamos aqui e não pescamos nenhum peixe. Em todos os casos, vamos tentar mais uma vez. Os pescadores jogaram a rede no mar. Quando começaram a tirá-la, sentiram que estava pesada. A surpresa foi muito grande. Estava cheia de peixes. Os dois nunca tinham pescado tantos peixes de uma só vez. A rede quase arrebentou com o peso de tantos peixes. Os dois pescadores gritaram de alegria. Ali havia alimento para vários dias e para muitas pessoas. No seu barco não havia espaço para tanto peixe. Os dois pediram ajuda aos companheiros de outro barco. Eles encheram os dois barcos. Os pescadores estavam admirados. Como um milagre desses era possível? Depois que todos voltaram para a praia, Jesus convidou os pescadores para ser seus discípulos. Convidou-os para ir junto com ele e ajudá-lo num novo trabalho. Nesse trabalho, eles iriam convidar mais e mais pessoas para seguir os ensinamentos de Jesus. Os pescadores aceitaram o convite.
HISTÓRIA Baseada em Lucas 5.1-11 (Ao narrar, quando as palavras aparecem, deixar um tempo para ver se as crianças descobrem qual é a palavra que dá continuidade à frase.) Dois pescadores estavam pescando no mar. Enquanto pescavam, conversavam em voz baixa para não espantar os peixes. – Amigo, estamos pescando há horas e até agora nenhum peixe – falou um dos pescadores. – É, amigo, acho que vamos para casa de mãos vazias – respondeu o outro, desanimado. – Acho melhor voltarmos para casa. Amanhã vamos tentar outra vez – sugeriu o outro. – Vou jogar a rede mais uma vez no mar. Quem sabe desta vez dá certo. Ele jogou sua rede mais uma vez na água. Depois, puxou-a de volta com todo cuidado. Logo percebeu que ela vinha vazia novamente. Então, falou: – Realmente, parece que o mar está vazio. Os pescadores colocaram a rede no barco e começaram a remar. Voltaram quietos. Eles estavam tristes e desanimados. A falta de peixessigniicavaafaltadealimentoedinheiro. Quando chegaram na praia, nem olharam para os lados. Eles não queriam conversar com ninguém. Em silêncio, começaram a lavar a rede. Enquanto faziam isso, viram que um homem se aproximava. Eles ainda não o conheciam, mas era Jesus. Jesus olhou para dentro do barco, olhou para os pescadores e começou a conversar. – Parece que a pescaria não foi boa. Não estou vendo nenhum peixe. O barco está totalmente vazio. Um dos pescadores falou: – Hoje o nosso trabalho foi em vão. Então, Jesus disse algo que eles não esperavam ouvir: 66
realiza uma nova pescaria. Agora, cada criança pesca um outro peixe, que tem o desenho de um colega ou uma colega. Cada uma leva esse peixe para casa. Motivar as crianças para que contem a história em casa, usando o peixe.
ATIVIDADES Uma nova pescaria No peixe que foi pescado anteriormente, cada criança faz um desenho relacionado com a história. Fazer um desenho-surpresa, ou seja, não mostrá-lo às outras crianças. Numa pescaria também é assim: Nunca sabemos como será o peixe que iremos pescar. Depois que todas estiverem prontas, os peixes são recolocados na caixa de areia e se
CANTO A pesca maravilhosa
2 – Jesus acalma a tempestade – Quantas pessoas aparecem na ilustração? – Como é a roupa delas (lembrando que aconteceu em outra época)? – Como está a expressão do rosto dessas pessoas? O que será que elas estão sentindo?
OBJETIVOS – Conhecer uma história de convívio entre Jesus e seus discípulos. – Perceber que Jesus ajuda as pessoas e que ele está com elas em todas as situações da vida.
HISTÓRIA
RECURSOS
Baseada em Marcos 4.35-38
– Figuras da história bíblica deste encontro: Marcos 4.35-38. Sugestões de Bíblias onde se encontram iguras: Histórias do povo de Deus (Edições Paulinas e Editora Sinodal); A Bíblia ilustrada para crianças (Sociedade Bíblica do Brasil); Minha primeira Bíblia (Editora Melhoramentos); A Bíblia da garotada (Editora Cristã Unida). – Tinta têmpera azul e branca. – Papel pardo/kraft ou cartolina branca, aparelho de som e música suave.
Jesus acalma a tempestade Jesus e seus amigos estavam nas margens de um lago. Eles estavam descansando. O dia tinha sido longo. Enquanto eles estavam ali, muitas pessoas vinham até eles para conversar ou só para olhar o que estavam fazendo. – Eu acho que não vamos poder aproveitar o entardecer do dia para descansar. Eu não consigo cochilar com pessoas me olhando – disse um dos discípulos. – Nem eu – respondeu o outro. Jesus teve uma ideia: – Vamos entrar no barco e ir até o outro ladodolago.Lávamosicarmaistranquilos.
Desenvolvimento do tema: DIÁLOGO Olhar as ilustrações da história na Bíblia e conversar: 67