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Tecendo a Vida - Educação Fundamental - 3ª. Série

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Ensino Religioso

Educação Fundamental 3ª série

TECENDO A VIDA

2017


© Editora Sinodal, 2001 Rua Amadeo Rossi, 467 Caixa Postal 11 93001-970 São Leopoldo/RS Tel.: (51) 3037.2366 www.editorasinodal.com.br editora@editorasinodal.com.br

Elaboração: Débora Raquel Klesener Conrad, Helena Germer, Marilú Vedoya Grenzel, Odila Viani Hennig Schwalm e Sônia Luísa Trapp Mees (coordenação)

Apoio: Federação Luterana Mundial (FLM)

Orientação e acompanhamento da Comissão de Currículo da IECLB para o Ensino Religioso: Carlito Gerber, Edson Ponick, Haidi Drebes, Manfredo Carlos Wachs, Maria Ione Pilger, Raul Wagner, Rosvita Becker Henn, Sônia Luísa Trapp Mees e Vanda Zimmermann Sydow

Equipe do Departamento de Catequese da IECLB: Edson Ponick, Marta Nörnberg Santos da Silva, Sônia Luísa Trapp Mees e Valdemar Schultz

Produção editorial: Editora Sinodal Produção gráica: Gráica Sinodal Reprodução total ou parcial somente mediante autorização por escrito da Editora Sinodal

CIP - BRASIL CATALOGAÇÃO NA PUBLICAÇÃO Bibliotecária responsável: Rosemarie B. dos Santos CRB 10/797

T255

Tecendo a vida: ensino religioso - educação fundamental; 3ª série / Coordenação de Sônia L. T. Mees; ilustração de Artur Sanfelice Nunes. - São Leopoldo : Sinodal, 2001. 100 p.: il. ISBN 85-233-0641-2 1. Religião. 2. Ensino Religioso. 3. Educação. I. Mees, Sônia L.T.: CDU 2:37


Apresentação A cada dia, tecemos. Tecemos quando elaboramos um texto, colocamos em prática um projeto, promovemos a integração, planejamos uma aula, abraçamos alguém... E, assim, tecemos a vida. A nossa vida e a vida que nos cerca. Este material quer ser um auxílio nesse processo de tecer a vida, que também é tarefa do Ensino Religioso. É um material formado por muitos ios. E cada io tem uma mão carinhosa, experiente, criativa... que o entrelaçou com os outros ios. Neste material, há ios de esperança, de alegria, de solidariedade, de questionamento... O material começou a ser tecido a partir do anseio de pessoas engajadas na caminhada do Ensino Religioso no âmbito da IECLB. Fios diversos foram entrelaçados com a formação de uma Comissão de Currículo da IECLB para o Ensino Religioso. Essa comissão recebeu a tarefa de elaborar um currículo para a educação infantil, o ensino fundamental e o ensino médio. Também recebeu a tarefa de acompanhar a elaboração do material. Essa segunda etapa iniciou assim que o currículo para a educação infantil estava pronto. Então, novos ios foram entrelaçados. Foi formado um grupo-tarefa para a elaboração do material. Todo esse processo vem sendo tecido a partir dos seguintes objetivos gerais: * Apropriar-se de conhecimentos bíblico-teológicos. * Desenvolver princípios éticos de respeito e de diálogo cultural e religioso a partir do contexto escolar. * Oportunizar o desenvolvimento de uma identidade pessoal e do respeito às diferenças individuais. * Proporcionar espaços de aproximação entre Deus e o ser humano. * Desenvolver princípios de respeito à criatura e à criação. Os objetivos especíicos que entrelaçam a 3ª série do ensino fundamental são: – Descobrir-se como sujeito capaz de intervir na realidade, tanto numa ação pessoal como grupal, através da interação comunitária e solidária e da inter-relação professor-aluno e aluno-aluno. – Reletir sobre a interação dos sujeitos ativos na realidade familiar, escolar e social, proporcionando a construção do conhecimento autônomo. – Conhecer a graça ofertada por Deus, sua ação libertadora na história e seu comprometimento para o ser humano, compreendendo essa ação como forma do ser humano ser liberto e comprometido com o projeto salvíico de Deus. Este material é para o uso do professor ou da professora. Ele traz uma proposta de abordagem temática, desdobrada em unidades e planos de aula, mas não pressupõe seu uso em sequência. Graças a muitas pessoas, comprometidas com a causa do Ensino Religioso, que lançaram e entrelaçaram seus ios, temos agora este “material-tecido”. Porém ainda há o que tecer. A elaboração para as outras séries do ensino fundamental continua. E, sobretudo, há o que tecer por todas as pessoas que, de uma ou de outra forma, estarão envolvidas no desenvolvimento das propostas desse material de Ensino Religioso. Cada pessoa está convidada a entrelaçar o seu io nesse processo de tecer a vida...

A equipe do Departamento de Catequese da IECLB

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Ă?ndice

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1 – Dons diferentes CONSIDERAÇÕES SOBRE O TEMA

ATIVIDADES

O apóstolo Paulo, na carta aos Coríntios (1 Coríntios 7.7; 12.4-11), fala em dons. Cada pessoa tem diferentes dons. É importante que eles sejam socializados, repartidos. De nada vale tê-los apenas guardados para si próprio. Os dons (as habilidades) devem estar a serviço de outras pessoas e não apenas a serviço da realização pessoal. Outro texto bíblico que comprova essa airmação é a parábola dos talentos, em Mateus 25.14-30. Para as crianças pode-se explicar os dons através das habilidades que cada pessoa possui.

a) Quadro mágico de 1 Coríntios 7.7b: Cada um tem o dom que Deus lhe deu: um tem este dom, e outro, aquele. Num cartaz, o professor ou a professora faz o desenho de quadradinhos ou traços nos quais serão escritas as letras. É preciso fazer um quadradinho para cada letra. Entre uma palavra e outra, deixar um espaço maior, indicando que ali termina uma palavra e começa. As crianças sugerem letras para colocar dentro dos quadradinhos ou sobre os traços. Se a letra izer parte do texto, será colocada em todos os lugares em que aparece. b) Ler a frase duas ou três vezes. Veriicar se existem palavras desconhecidas.

OBJETIVOS – Perceber que existem diferentes dons. – Perceber que cada pessoa pode colocar seus dons a serviço das outras pessoas.

c) Passar tinta sobre uma palavra da frase, encobrindo-a. As crianças leem toda a frase, incluindo a palavra que foi “apagada”. Em seguida, o professor ou a professora pinta mais uma palavra. Novamente é realizada a leitura. Assim continua até que toda frase tenha sido encoberta. As crianças dizem toda a frase mesmo sem enxergá-la.

RECURSOS – Quadro mágico: cartaz com a quantidade de quadrinhos necessários para escrever o texto de 1 Coríntios 7.7b. Em cada quadrinho escreve-se uma letra. – Pincel, tinta têmpera preta, dicionário.

DIÁLOGO – Qual é o assunto da frase?

ATIVIDADES

Desenvolvimento do tema:

a) Escrever a palavra dom no quadro. As crianças procuram no dicionário o signiicado da palavra, anotando-o no caderno.

CANTO Bom pra ti e bom pra mim

b) Ler a explicação do dicionário. Se houver mais de uma versão, pedir que todas sejam lidas.

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c) Cada grupo compartilha seu exercício. Todos podem ser feitos num cartaz e expostos na sala. Observar a presença da diversidade e de como essa é importante e necessária para termos um mundo bonito.

DIÁLOGO No dicionário, a palavra dom tem como signiicado: virtudes, capaci­ dades que cada pessoa tem de realizar bem uma tarefa. Podemos dizer que dom é o mesmo que habilidade. Todos e todas nós recebemos diferentes dons, habilidades, de Deus. Alguns têm mais habilidade para jogar bola, outros para fazer cálculos com mais rapidez, outros para inventar histórias. (Aqui o professor ou a professora lembra as habilidades das crianças da turma, tornando a explicação mais próxima da sua realidade.) As habilidades que temos devem ser usadas para melhorar a nossa vida e a vida das outras pessoas. Assim, não existe uma habilidade melhor ou pior ou que seja mais importante do que outra. Todas são importantes e devem estar a serviço das outras pessoas. É importante lembrar que cada um pode desenvolver e melhorar suas habilidades.

CANTO Bom pra ti e bom pra mim

ORAÇÃO Querido Deus! Obrigado que tu nos izeste diferentes uns dos outros, dando a cada um de nós uma habilidade diferente. Ajuda-nos a colocar nossas habilidades a serviço das outras pessoas para que o mundo ique cada vez melhor. Amém.

ATIVIDADES a) Escrever sobre: Que habilidades eu tenho? Como eu posso ajudar as outras pessoas com minhas habilidades? b) Habilidades cruzadas As crianças caminham pela sala e conversam sobre suas habilidades. Depois, formam grupos e elaboram um exercício com as habilidades cruzadas. Exemplo:

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2 – Somos diferentes – Fichas com o nome de todos os alunos. Em cada uma, escrever o nome de apenas um aluno.

CONSIDERAÇÕES SOBRE O TEMA A lógica do capitalismo é a competição. As pessoas estão sempre competindo entre si. É preciso ser o melhor em tudo para ter lugar e ser aceito na sociedade. Na sala de aula, não é diferente. É reconhecido aquele que tira notas mais altas, que ica mais comportado, que joga melhor, que possui as roupas mais bonitas. Pouco se pensa que as pessoas vivem em sociedade. Todas as pessoas são diferentes entre si e com habilidades diversas. É a diversidade que constrói a riqueza. É no convívio das diferenças que o ser humano cresce e se completa. É tarefa da escola questionar esses valores e principalmente valorizar todas as pessoas, mostrando que todos os dons/habilidades são importantes para o bom desenvolvimento da humanidade. Isso, com certeza, melhora a autoestima de todas as pessoas. Sugere-se que o tema seja introduzido com uma música do CD Canção dos Direitos da Criança. É importante conseguir uma cópia da música e ouvi­la, cantá­la, para depois fazer a rele­ xão sobre seu conteúdo.

Desenvolvimento do tema: ORAÇÃO Querido Deus! Ajuda-nos a perceber e valorizar as habilidades que cada pessoa tem. Ajuda-nos, para que possamos usar nossas habilidades para auxiliar outras pessoas. Amém.

ATIVIDADES a) Colocar uma música. Todos levantam e, em silêncio, caminham pela sala, olhando os colegas. Olhar para os olhos, o cabelo, veriicar a altura do colega etc. b) Formar um círculo, sentados. Conversar sobre o que observaram durante a caminhada. Perguntas que podem ser feitas: – Como são os colegas? – Quais as diferenças? Quais as semelhanças?

OBJETIVOS – Compreender que as pessoas são diferentes umas das outras. – Valorizar as características individuais de cada pessoa.

CANTO Errar é humano

RECURSOS Não, não é vergonha, não, você não ser o melhor da escola, o bom de skate, o bom de bola, ou de natação.

– Aparelho de som. – Música “Errar é humano” – CD Canção dos Direitos da Criança. – Música instrumental para colocar durante a dinâmica inicial.

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Não, não é vergonha, não, aprender a andar de bicicleta se escorando em outra mão.

Lembrar que todas as pessoas podem ter diiculdades na realização de determinadas atividades, mas têm habilidades para a realização de outras atividades. Isso mostra que uma pessoa é diferente da outra, mas todas são importantes e tornam o nosso mundo bonito. A música foi baseada num dos princípios da Declaração Universal dos Direitos da Criança. Esse princípio, de forma resumida, diz: A criança tem o direito de ser compreendida, deve se desenvolver em condições de igualdade de oportunidades, com liberdade e dignidade.

Não, não é vergonha, não, você não saber a tabuada, pegar uma onda, contar piada, rodar pião. Não, não é vergonha, não, precisar de alguém que ajude a fazer sua lição. A vida irá, você vai ver, aos poucos lhe ensinando que o certo é você aprender errando, errando, errando.

ATIVIDADE Cada aluno recebe uma icha com o nome de um colega. Junto ao nome, escreve três habilidades do colega. A seguir, as ichas são recolhidas e redistribuídas. Cada um, em voz alta, lê as características que estão na icha, sem dizer o nome do colega. Os outros procuram identiicar quem é o colega. Se a turma tiver diiculdade em descobrir, o pro­ fessor ou a professora pode dar algumas pistas. Nesse caso, podem ser características físicas ou dicas sobre o nome (cabelo comprido e castanho; o nome começa com A; o nome termina com S etc.).

Não, não é vergonha, não, ser da rua o mais gordinho, ter pernas tortas, ser baixinho ou grandalhão. Não, não é vergonha, não. Todos sempre têm algum defeito. Não existe perfeição. (Música de Toquinho e Elifas Andreato)

DIÁLOGO Dialogar sobre a letra da música: O que ela procura mostrar?

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As duas histórias bíblicas desta unidade mostram que as crianças têm um espaço importante na história do povo de Deus. Muitas vezes, essa história é contada apenas a partir dos “heróis”, personagens adultos, principalmente homens. Contudo, dessa história fazem parte pessoas de todas as idades. E todas, de alguma forma, participam ativamente da história do povo.

Hoje, podemos reler as histórias sob a ótica dos diferentes personagens envolvidos no texto. No caso das aulas que estão a seguir, as histórias serão relidas sob a ótica das crianças. As aulas querem auxiliar na relexão sobre as crianças no contexto bíblico. Mostrar como elas viviam, o que realizavam, qual a sua interferência na vida e como eram tratadas pelos adultos. E querem mostrar o cuidado que Deus tem por elas.

1 – As boas palavras de uma menina Geralmente, a história que se encontra em 2 Reis 5.1-14 é usada para falar sobre Eliseu, o profeta de Deus; sobre Naamã, o homem que o profeta de Deus cura e cujo nome é conhecido. Ou sobre a impotência dos reis, em contraste com o poder do profeta de Deus. Contudo, neste texto também encontramos um fato, nos primeiros versículos, que chama a atenção. Ter um nome – e sermos conhecidos ou chamados por ele – nos dá uma identidade, ajuda-nos a “ser alguém” em diferentes lugares e grupos. Ter um nome não nos deixa tão à margem. No texto bíblico aparecem vários nomes, todos de pessoas consideradas importantes. Contudo, o nome da menina (e também da esposa de Naamã) não é citado. Esse é um sinal de sua

condição na sociedade da época. Ser colocada na história sem o nome é uma maneira de mostrar que ela está à margem (de lado). Na cultura patriarcal, a menina não tinha direito à identidade pessoal nem à autodeterminação. Porém a situação em que ela foi colocada – à margem da sociedade – não impede o gesto de solidariedade. A menina indica um caminho e dá o primeiro passo para a cura de Naamã. Ela fala com a esposa de Naamã. Só assim ele é curado. A menina sem nome faz a história acontecer. A menina é exemplo de fé. Ela vê além. Vê esse Deus que cura e dá vida. Esse Deus que também não a deixa anônima e esquecida, mas que cuida dela.

Desenvolvimento do tema:

OBJETIVOS – Conhecer uma história bíblica sob a ótica de uma criança. – Perceber que Deus quer que as pessoas de todas as idades vivam com dignidade.

ATIVIDADE Identiicando pessoas Todas as crianças sentam no chão, formando um círculo. No meio, espalhar as fotograias ou iguras de pessoas. Solicitar que cada uma anote a quantidade de pessoas que conhece ou sabe o nome. Conversar sobre a atividade: – Quantas pessoas são conhecidas? Quais? O que elas fazem?

RECURSOS – Caixinhas de papel, cola, tesoura, restos de lã e papéis coloridos. – Fotograias e/ou iguras de pessoas. Escolher algumas que, com certeza, as crianças conhecem e outras que elas não conhecem. – Papel sulite, tamanho ofício. 15


sua casa, estava se tornando um homem fraco e sensível. A menina teve compaixão de Naamã e lhe falou de um profeta de Deus da sua terra. Ela sabia que Deus, através desse profeta, curaria a sua doença. Naamã, após pensar muito sobre o que a menina lhe havia falado, foi procurar o profeta. E, assim, foi curado. A Bíblia não conta o que aconteceu com a menina depois disso. Também não diz o seu nome. É uma pena! Mas o fato dela ter indicado o caminho da cura para a pessoa que a tornou prisioneira mostra que ela era muito legal. E, com certeza, tinha um nome bem bonito e ainda fez muitas coisas boas na sua vida.

HISTÓRIA Baseada em 2 Reis 5.1-14. A história fala de uma menina muito legal. Porém não aparecem certos detalhes: o nome da menina e o que aconteceu com ela depois. A menina parece ser como o rosto de algumas iguras que foram expostas: temos o rosto, mas não sabemos o seu nome. Israel é o nome de um país. Lá, como em outros lugares, moram muitas crianças. Naquele país, uma menina viveu uma história diferente. Ela passou por momentos muito tristes, mas também viveu momentos de alegria. A menina vivia alegre na sua casa, com sua família. Ajudava no trabalho da casa, mas gostava mesmo era de brincar. Certo dia, a região onde morava foi atacada por tropas de um exército de outro país, chamado Síria. O comandante do exército da Síria era um homem muito forte e valente. Seu nome era Naamã. A menina sentiu muito medo quando viu que o lugar onde vivia estava cheio de soldados armados. Por todos os lados, ela via as pessoas correndo, tentando fugir daquela situação. Muitos não conseguiram se esconder ou tentaram lutar e acabaram morrendo. A menina não conseguia entender por que existia a guerra, por que as pessoas icavam tão brabas e se matavam. Mas o pior ainda estava por vir. O exército da Síria, comandado por Naamã, foi mais forte e venceu Israel. O comandante, antes de sair da região, levou consigo a menina. Ela era forte e saudável, poderia ser escrava de sua mulher. A menina chorou muito. Sabia que icaria longe das pessoas e dos lugares que conhecia e de que gostava. Quando chegou na casa onde serviria como escrava, a menina estava exausta. Mesmo assim, logo começou a trabalhar. Fazia tudo o que lhe pediam. Depois de algum tempo, percebeu que as pessoas estavam preocupadas com o seu patrão. Ele estava com uma doença de pele muito grave, que não tinha cura. Naamã nem saía mais da

CANTO A criança e o Reino

ATIVIDADES Cada criança confecciona um fantoche usando uma caixinha. Os outros materiais são usados para caracterizar o fantoche. Em pequenos grupos, através do fantoche, cada criança: * representa como a menina se sentiu nos diferentes momentos da história: em casa, ao ser levada para outro lugar, trabalhando na casa de Naamã, indicando a cura para Naamã; * ou conta a história de uma outra criança que mora na sua rua, no seu bairro, que estuda na mesma escola etc. Pode ser uma criança conhecida ou não. Escolher a história de uma criança que fez algo para melhorar a sua vida ou de a vida de outras pessoas.

Observação Formar grupos de quatro crianças e solicitar que tragam o material descrito nos recursos da próxima aula.

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2 – Choro no deserto Aconteceu, porém, que, certo dia, Ismael riu de Isaque. A atitude de Ismael enfureceu Sara, mãe de Isaque, que pensou que Ismael debochava do ilho. Ela também receava que Ismael prejudicasse Isaque, o principal herdeiro das riquezas e da missão de Abraão. O herdeiro, o primogênito, deveria ser Isaque e não Ismael. Frente a esse perigo, Sara exigiu que Abraão expulsasse Hagar e Ismael. Hagar percebeu o que estava acontecendo. O destino estava claro: tinham de retornar ao Egito e conquistar a liberdade. No deserto, Deus ouviu o choro agonizante de Ismael. Deu-lhes água, vida, trabalho, e fez deles um povo livre e soberano. Deus foi em busca da escrava e de seu i­ lho, estrangeiros e maltratados. O clamor e a dor do ilho e da mãe encontraram eco.

Nesta aula, a história fala de uma criança e de uma mãe que passaram por momentos de muita diiculdade. Porém Deus se fez presente, restaurando-lhes a vida. Percebe-se, nitidamente, no texto de Gênesis 21.9­21, que o assunto é o conlito entre Hagar, a escrava, e Sara, sua patroa. Hagar era egípcia, portanto estrangeira. Escravos hebreus ainda conseguiam ter alguns direitos, porque tinham parentes que por eles intercediam. Uma egípcia, porém, não tinha regalias nem quem intercedesse por ela. Sara era estéril, por isso não tinha ilhos. Ela pediu a Abraão que ele tivesse um ilho com sua escrava Hagar. Desse pedido nasceu Ismael. Mais tarde, Sara também deu à luz a um ilho, Isaque. Ismael e Isaque conviviam juntos.

Desenvolvimento do tema:

OBJETIVOS – Reletir sobre os sentimentos e as situações presentes na história bíblica. – Traçar um paralelo com a realidade atual, descobrindo desertos e motivos de choro em nosso meio.

ATIVIDADES a) Apresentar conceitos, manifestar ideias Neste momento inicial, falar sobre os sentimentos e situações signiicativas do texto bíblico indicado para esta aula: o deserto/a água e o choro/Deus ouve o choro. Esta atividade é realizada mesmo que as crianças ainda não tenham ouvido a história. – O que é um deserto? Como é um deserto? Trabalhar a ideia do deserto como lugar desabitado, despovoado, descampado, pouco frequentado, solitário. Contudo, é um local que também possui vida. Podem ser mostradas fotos ou mapas de desertos. Continuar o diálogo: – Por que choramos? – Como nos sentimos quando ouvimos alguém chorando? – Quem atende ao nosso choro?

RECURSOS – Duas formas retangulares para cada grupo de quatro crianças. – Areia para encher as formas. – Pedras. – Livros e revistas com iguras e descrições de desertos. – Um abajur. – Dois bonecos pequenos ou outros materiais (rolhas, tocos de madeira) para representar as pessoas.

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b) Criar um cenário Reunir os alunos em grupos, conforme divisão feita na aula anterior, quando foi solicitado o material. Neste momento, todos devem ter o material solicitado à mão. Numa das formas, o grupo representa o deserto. Apenas uma parte da areia e das pedras é usada para a execução da atividade. Nesse cenário, colocar os objetos que representam uma mãe e o seu ilho.

CANTO Quando você

ATIVIDADES a) Um cenário que representa a vida Deserto é um lugar com muita areia e pouca água. Um lugar onde a sobrevivência pode ser difícil. Em nosso meio, quais são os lugares onde a vida corre perigo? Onde a vida não está sendo preservada? E o que é feito para preservar a vida? Deus mostra que cada pessoa pode colaborar na preservação da vida. Para representar nosso compromisso com a vida, vamos, na outra forma, fazer um cenário representando o inal da história, ou seja, a ação de Deus preservando/ restaurando a vida de Ismael e Hagar. Cada grupo apresenta os dois cenários para o grande grupo.

HISTÓRIA Enquanto os alunos realizam a atividade, o professor ou a professora escreve o título da história no quadro: No deserto, um menino chorou. Depois, conta a história. Ismael e sua mãe tiveram que sair da casa onde moravam. A despedida aconteceu de madrugada. Receberam um pedaço de pão e um pouco de água. A mãe colocou tudo numa sacola e saiu com seu ilho, sem rumo, pelo deserto. De madrugada, não era tão difícil caminhar, pois era bem fresquinho. Mas quando o sol apareceu, começou a esquentar. A caminhada icou difícil. Por causa da claridade, também era difícil manter os olhos abertos. A claridade machucava os olhos. A água diminuiu rapidamente. A sede aumentava cada vez mais. Mãe e ilho sentiam na pele o que signiicava não ter mais um lar, não saber para onde ir e icar sem água e comida. Ismael e sua mãe estavam no limite das suas forças. Não tinham mais como continuar, sentiam a morte se aproximando. Era muito doloroso para a mãe ver seu ilho morrer sem poder fazer nada. Então ela o deixou debaixo de um pequeno arbusto e se afastou dizendo: – Assim não verei o menino morrer. Mãe e ilho começaram a chorar. Eles esta­ vam com medo e muito tristes. No entanto, eles não estavam sozinhos. Deus estava com eles e ouviu o choro. Deus não queria a morte para Ismael e sua mãe. Ele renovou as forças da mãe para que ela pudesse encontrar água e saciar a sede de seu ilho, restaurando­lhe a vida. No limite da vida, Deus manifestou-se de forma grandiosa para Ismael e sua mãe. E a ação de Deus permitiu que tivessem forças para reconstruir um lar e suas vidas.

b) Pesquisa A pesquisa deve acontecer em todas as áreas do conhecimento. Também no Ensino Religioso ela deve ser incentivada. A seguir, existe um roteiro a partir da Bíblia, que também pode ser usada como fonte de pesquisa. * Roteiro: – Capítulo 1 Descobrir as razões que provocaram a saída de Isaque e sua mãe da casa onde moravam. Reescrever, com suas próprias palavras, a história de Gênesis 16.1-16, deixando claro o nome das pessoas, quem eram e quem representavam. – Capítulo 2 Deus muda nomes. Apresentar essa mudança conforme Gênesis 17.5 e 17.15. Usar esses nomes e escrever os fatos acorridos em Gênesis 18.1-15. – Capítulo 3 Através de uma história em quadrinhos, representar a história de Gênesis 21.1-8. – Capítulo 4 A história que foi contada nesta aula encontra-se em Gênesis 21.9-21. A partir de todas as leituras feitas, dar uma resposta pessoal à pergunta: Por que Ismael e sua mãe tiveram que sair da casa de Sara e Abraão?

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c) Num painel, as crianças escrevem palavras ou fazem desenhos para mostrar como elas querem ser acolhidas pelas pessoas adultas. Por exemplo: escrever a palavra ABRAÇO ou fazer um desenho onde pessoas se abraçam. Esse é apenas um exemplo para que o professor ou a professora saiba como proceder no momento de

explicar a atividade às crianças. É importante deixar que elas expressem de que maneira querem ser acolhidas. Todos juntos criam um título para o mural. Esse pode ser exposto num lugar visível para que toda a escola possa vê-lo.

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Nesta unidade, em que é trabalhado o livro de Rute, é enfatizada a relação de amizade que se desenvolveu entre Rute e sua sogra. Aponta-se para a opção que Rute fez em prosseguir com sua sogra, devolvendo a ela a alegria de viver e a possibilidade de descendência. São importantes algumas informações para uma compreensão mais abrangente do livro de Rute. Carlos Mesters, na coleção Comentário Bíblico do Antigo Testamento, fala da proposta do livro de Rute:

gra. Sendo ela estrangeira, não era permitido que trabalhasse como empregada. Ela só podia catar as sobras. No entanto, Rute foi bem acolhida por Boaz, dono do campo, que era parente de Noemi. Diante da nova situação, Noemi vê a perspectiva de resgate. Como Boaz era seu parente, ele tinha deveres para com ela. Deveria resgatar a terra que Elimeleque havia perdido. Deveria também assumir e levar em conta toda a situação de sua família. E este é justamente o novo rumo que é dado pelo livro de Rute. No momento em que Boaz se faz resgatador da terra, ele também cumpre a lei de levirato: que impunha o dever de casar com a viúva do irmão falecido. Ambas as leis do resgate e do levirato já existiam, mas não eram cumpridas juntas. E é justamente aí que reside a novidade do livro de Rute. Boaz une as duas leis e devolve a terra e a família a Noemi, possibilitando perspectiva de continuidade e descendência. Esta unidade é composta por três aulas. Na primeira, enfatizamos Rute como companheira de sua sogra, que opta em prosseguir com ela, e os nomes das personagens pela importância de seu signiicado. Na segunda aula, a ideia é retomar a história a partir dos nomes, trabalhando toda a dedicação de Rute para com a sua sogra. Na terceira aula, trazemos Rute como nova esperança de vida para Noemi, com a possibilidade de continuidade de sua família. Em toda a unidade temos como pano de fundo o tema amizade. A história de Rute permite trabalhar bem essa temática.

“(...) insiste no ideal da aliança, na volta às origens do povo, no respeito aos direitos dos pobres, na defesa do clã como base da sociedade, na defesa da posse da terra como garantia do pão, na continuidade das famílias como garantia de futuro, na defesa dos pobres para que não sejam escravizados pelos irmãos mais ricos”. Tendo ainda como referência o comentário de Mesters, pode-se dizer que o centro da história é a terra, a casa e a família. A motivação de Noemi em voltar para sua terra está em Rute 1.6: “Um dia Noemi soube que o Deus Eterno tinha ajudado seu povo, dando-lhe boas colheitas. Então ela se aprontou para sair de Moabe com suas duas noras”. Noemi vai atrás de pão e Rute segue com ela, faz sua opção. Rute acompanha sua sogra de volta à terra dela. Quando as duas chegam, é época de colheita. Rute vai catar as sobras dos trabalhadores para seu sustento e o de sua so-

1 – Rute – companheira

OBJETIVO

RECURSOS

– Conhecer uma história sobre a importância da amizade e do companheirismo.

– Fantoche da personagem Rute ou um pano para a professora colocar sobre os ombros e representar a personagem. Também podem ser feitos fantoches

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dos personagens que serão apresentados por Rute: Elimeleque, seu sogro; Noemi, sua sogra; Quelion, seu marido; Maalon, seu cunhado; Orfa, sua cunhada. – Cópias da atividade com as vogais. – Papel pardo, pincel atômico ou tinta têmpera para a confecção do quadro mágico.

morava com sua família em Belém. Por causa de uma grande seca, toda família foi morar num país chamado Moabe. O nome da esposa de Elimeleque é Noemi. Noemi signiica “graciosa”. Eles tinham dois ilhos: Maalon, o mais velho, e Quelion. Maalon signiica “doença”. Quelion signiica “fragilidade”. Depois de algum tempo, Elimeleque morreu. Então Noemi icou com seus dois ilhos. Eu me casei com Quelion e Orfa, minha cunhada, casou­se com Maalon. O nome Orfa signiica “costas”. Depois de dez anos, também Maalon e Quelion morreram. Minha sogra Noemi icou muito triste. Um dia, ela icou sabendo que Deus tinha dado boas colheitas a seu povo e decidiu voltar para Belém. Ela mandou que nos preparássemos para a viagem de volta. Porém, quando já estávamos a caminho, ela se arrependeu e disse: – Voltem para suas famílias, minhas noras. Que Deus possa ser bom com vocês, assim como vocês foram boas comigo. Peço que ele permita que vocês casem de novo e possam ter um lar. Noemi se despediu com um beijo. Mas nós não queríamos voltar e começamos a chorar. Dissemos a ela: – Nós não voltaremos. Queremos ir com a senhora e icaremos com seu povo. Mas ela disse: – Voltem, minhas ilhas, eu não tenho mais nada a oferecer a vocês. Já estou velha para me casar de novo e ter ilhos para casarem com vocês. Voltem! Eu estou muito triste e vocês também estão sofrendo. Orfa então se despediu com um beijo e voltou. Eu não podia abandonar minha sogra. Ela insistiu, mas eu não desisti de ir junto. Eu falei: – Não me proíba de ir com a senhora. Onde a senhora for, eu irei. Onde morar, eu morarei. O seu povo será meu povo. O seu Deus será meu Deus. Jamais a abandonarei nem deixarei que a senhora passe fome. Minha sogra viu que eu estava disposta a ir com ela. Então continuamos a viagem até Belém.

Desenvolvimento do tema: CANTO A amizade é um bem

ATIVIDADE Jogo dos nomes Formar um círculo. Em silêncio, cada criança veriica a quantidade de sílabas do seu nome e sobrenome. Depois, cria um movimento para cada sílaba. Cada criança diz o seu nome. Enquanto pronuncia as sílabas, faz os movimentos que criou. As outras crianças repetem o nome e os movimentos.

HISTÓRIA Baseada em Rute 1 e 2. No jogo, cada um disse o seu nome e criou um movimento para ele. Agora vamos ouvir a história de Rute, onde cada nome tem um signiicado especial. A própria Rute contará sobre sua vida e sobre uma escolha que fez. A escolha de Rute Meu nome é Rute. Quero compartilhar com vocês um pouco da minha vida. Quero apresentar as pessoas que izeram parte da minha história e dizer que cada uma tem um nome com um signiicado especial. Vou começar por Elimeleque, que foi meu sogro. Seu nome signiica “Meu Deus é Rei”. Ele

ATIVIDADES a) Através da história, podemos perceber que o nome da cada pessoa tem muito a ver com seu jeito de viver.

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Então, qual será o signiicado do nome de Rute? Para saber, pinte somente os quadrinhos que contêm as vogais E, O, U. Rute signiica __ __ __ __ __

colocada em todos os lugares em que aparece. Porém, se ela não izer parte, o Senhor Guloso comerá um pedaço da pizza. Neste caso, pintar uma fatia da pizza. Para não deixar que ele coma toda a pizza, é preciso acertar as letras. Em conjunto, o professor ou a professora e as crianças podem criar outras regras para a brincadeira. Em especial, regras que facilitem a participação de todos. O texto é: Porque aonde quer que fores, irei eu. Onde quer que pousares, ali pousarei eu. O teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus. (Rute 1.16)

b) Jogo Rute permaneceu com sua sogra e com ela enfrentou todas as diiculdades. Além de com­ panheira iel, ela foi uma grande amiga. Expres­ sou sua opção de forma clara e convincente, tanto que sua sogra não teve mais argumentos para que ela não a acompanhasse. De forma lúdica, através da atividade que está a seguir, queremos retomar essa certeza de Rute. * Passos da brincadeira: No quadro ou num cartaz, o professor ou a professora faz o desenho do senhor guloso, da pizza e dos traços nos quais serão escritas as letras. É preciso fazer um traço para cada letra. Entre uma palavra e outra, deixar um espaço maior, indicando que ali termina uma palavra e começa. As crianças sugerem letras para colocar sobre os traços. Se a letra izer parte do texto, será

ORAÇÃO Querido Deus, agradecemos-te porque podemos conviver com outras pessoas. Ajuda-nos a ser cada vez mais amigos e companheiros. Amém.

2 – Rute – dedicação Desenvolvimento do tema:

OBJETIVOS – Compreender que cada escolha que fazemos tem consequências, que devem ser assumidas ou enfrentadas. – Perceber que amizade verdadeira exige doação.

CANTO A amizade é um bem

DIÁLOGO

RECURSOS

– Vocês lembram da história da aula anterior?

Papel pardo/kraft e tinta tempera.

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– Qual era o nome dos personagens? Qual o signiicado de cada um? No quadro, listar os nomes e o signiicado. Enquanto esses são relembrados, retomar a história.

Boaz foi bondoso comigo. Permitiu que eu recolhesse espigas na sua plantação, e, ainda, pediu que eu sempre fosse recolher espigas lá, junto com suas empregadas. Ordenou a seus empregados que me tratassem com respeito e me convidou para almoçar com eles. No im do dia, quando cheguei em casa, mostrei o que tinha colhido para minha sogra e contei-lhe o que havia acontecido. Ela icou muito feliz. Contou­me que Boaz era um parente próximo, por isso tinha responsabilidade sobre nós. Então continuei colhendo espigas na plantação de Boaz até o inal da colheita.

HISTÓRIA Baseada em Rute, capítulos 2 e 3. Conforme sugestão da aula anterior, Rute, representada pelo fantoche ou pela professora, continua contando a sua história. A dedicação de Rute Quando eu e minha sogra chegamos a Belém, várias mulheres logo a reconheceram. Contudo, ela disse: – Não me chamem mais de Noemi, porque estou muito triste. Chamem-me de Mara, que signiica “amargurada”. Em Belém, a época da colheita estava começando. Naquele tempo, havia uma lei que permitia que os pobres pegassem as sobras da colheita. Certo dia, eu disse para minha sogra: – Eu vou até o campo colher as espigas que caem dos trabalhadores que estão fazendo a colheita. Ela permitiu que eu fosse. Tive muita sorte, pois fui justamente colher as sobras na plantação de Boaz, que era parente da minha sogra. Boaz signiica “força”.

ATIVIDADE Painel sobre a história Formar grupos para confecção de painéis com cenas da história. Fazer isso com tinta tempera. Dividir a história em cenas. Cada grupo representa uma cena ou cada um pode fazer a parte da história que lhe é mais signiicativa. Depois de prontos, os painéis icam expostos na sala de aula.

ORAÇÃO Oração espontânea com a participação dos alunos.

3 – Rute – esperança OBJETIVO

RECURSOS

Compreender que a amizade e a dedicação trazem esperança de vida para as pessoas.

– Fantoche da personagem Noemi ou um pano para a professora colocar sobre os ombros e representar a personagem.

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– Papel pardo/kraft, giz de cera, tesoura,

também pôde continuar, pois Rute e Boaz tiveram um ilho que recebeu o nome de Obede. Obede signiica “servo”. Hoje posso resumir minha vida desta forma: Saí de Belém porque não tinha recursos para viver. Voltei sem meu marido e meus ilhos. Não tinha mais terra nem esperança. Só esperava a morte. Porém Rute trouxe de volta minha alegria de viver. Deu-me nova esperança. Através dela consegui resgatar a terra onde vivo. Rute e Boaz também me deram um neto, que me dá muitas alegrias.

cola. – Sucatas: caixinhas, retalhos de papel ou tecido, botões, sementes etc.

Desenvolvimento do tema: CANTO Passo a passo

DIÁLOGO

HISTÓRIA

– Rute foi amiga de sua sogra. Em que ocasiões ela demonstrou sua amizade? Relembrar a história, apontando situações onde Rute demonstrou sua amizade.

Baseada em Rute, capítulos 3 e 4. Hoje, quem vai nos contar a história é Noemi, a sogra de Rute. Sou Noemi, a sogra de Rute. Vocês já conhecem a minha história. Perdi meu marido e meus ilhos lá na terra de Moabe. Fiquei muito triste e amargurada e decidi voltar para junto de meu povo. Meus ilhos tinham casado: um com Orfa e outro com Rute. Orfa icou com sua família. Rute, no entanto, foi comigo até Belém. Rute sempre foi muito prestativa e amiga. Fico feliz por não ter me abandonado. Sua alegria de viver, mesmo diante das diiculdades, trouxe nova esperança para mim, que já não esperava mais nada da vida. Quando chegamos em Belém, estava iniciando a colheita. Então Rute foi ao campo para colher as espigas que icavam no chão. Ela foi tra­ balhar no campo de Boaz, um parente. Boaz foi muito bom conosco, pois permitiu que Rute icasse junto com suas empregadas. Sendo nosso parente, ele tinha a responsabilidade de recuperar nossa terra. Por isso, depois que a colheita havia terminado, eu disse a Rute: – Rute! Arrume-se e vá falar com Boaz! Diga a ele quem você é e que ele é nosso parente. Ele tem o dever de nos proteger. Rute fez o que eu havia dito. Quando retornou, contou-me que Boaz nos ajudaria. Ele também sabia de toda a dedicação de Rute. Boaz não só recuperou nossa terra, mas também se casou com Rute. Assim nossa família

ATIVIDADES a) Nós, em diversas ocasiões, temos a chance de demonstrar nossa amizade às pessoas que nos rodeiam. Como fazemos isso? Deixar que as crianças se manifestem. Depois, através de desenhos ou palavras, todas representam essas situações num painel. b) Com sucatas (caixinhas, retalhos de papel ou tecido, botões, sementes etc.), cada criança confecciona um fantoche, representando um personagem da história de Rute. As crianças formam grupos e fazem um teatro de fantoches da história. O fantoche também pode representar uma situação onde as crianças demonstraram sua amizade, conforme lembrado na sugestão anterior. Outra opção: criar símbolos para representar essa situação. Por exemplo: mão, lor, coração. Depois, fazer um móbile. Bibliograia: MESTERS, Carlos. Rute. Petrópolis: Vozes, 1986.

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O tema desta unidade quer levar a uma relexão sobre o local onde as crianças vivem. As aulas têm como referência a observação, a análise e a pesquisa. Desde crianças, a maioria das pessoas é motivada a ser responsável. Os professores e as professoras percebem quando as crianças são mais ou menos responsáveis no cumprimento do que é solicitado em sala de aula. No convívio entre as pessoas, é necessário apresentar uma postura responsável, que favoreça o coletivo. Quando as pessoas, que convivem numa mesma realidade, não são responsáveis, todos sofrem e perdem em qualidade de vida. A proposta da unidade é olhar para a família, o bairro, no sentido de conhecer a própria rea-

lidade, conhecer melhor a sua história e viver com mais dignidade no presente e deixar para o futuro o melhor possível. Na primeira aula, a partir de uma atividade que leva a olhar para a vida em família, impulsiona-se para a pesquisa sobre os bairros onde as crianças moram, resgatando a sua história. A proposta da segunda aula é realizar uma pesquisa para conhecer a realidade atual dos bairros, buscando alternativas de mudança e promovendo o desenvolvimento de aspectos positivos. A proposta de trabalho sugere um esforço conjunto. Integrar os conteúdos de Ensino Religioso e Estudos Sociais pode ser a chave para uma real e signiicativa aprendizagem.

1 – As pessoas e os lugares têm histórias OBJETIVOS

ATIVIDADE

– Perceber que cada pessoa tem o seu jeito de ser e de viver, que formam a sua história. – Compreender que a diversidade entre as pessoas não impede uma convivência alegre. – Conhecer a história do local em que as crianças vivem.

Ler ou ouvir poesia é muito gostoso. A escolha de cada palavra, por quem escreve, faz dela algo encantador. A poesia que está a seguir convida para reletir sobre a convivência entre gerações diferentes. As diferenças entre as pessoas podem trazer alegria para a convivência. Ler a poesia com as crianças e conversar sobre ela, destacando as diferenças entre a forma de viver da avó e da maioria das crianças atualmente. A avó Vive só. Na casa da avó O galo liró Faz “cocoricó!” A avó bate pão-de-ló E anda um vento-to-tó Na cortina de iló.

RECURSOS – Poesia de Cecília Meireles. – Jogos de dominó. Um para cada grupo de quatro crianças. – Roteiro para a pesquisa.

Desenvolvimento do tema:

A avó Vive só.

CANTO Passo a passo

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Mas se o neto menino Mas se o neto Ricardó Mas se o neto travessó Vai à casa da avó, Os dois jogam dominó. (Cecília Meireles)

xados por Jesus. Mesmo que as outras pessoas tenham um jeito diferente de viver e ideias diferentes das nossas, é possível ter com elas uma convivência alegre e de muitas aprendizagens. Isso tem como consequência uma vida alegre e boa para todas as pessoas. b) Tarefa para a próxima aula Pesquisa: Conhecendo a história e observando a atualidade. Cada família, bairro e cidade tem uma história. As crianças vão pesquisar e conhecer essa história. Perguntar para as pessoas idosas que sabem como eram as ruas, as casas, as festas, no tempo em que elas eram crianças. Pesquisar também em livros da biblioteca da escola ou do município. Comparar a história contada ou lida com o que acontece e existe hoje à sua volta. Caso a família da criança tenha vindo de outro lugar, podem fazer um paralelo do seu local de origem com o atual. A pesquisa pode estar baseada nas seguintes questões: 1 – Sua família sempre morou no mesmo local (casa, bairro, cidade)? 2 – Como era o local alguns anos atrás? (as casas, as ruas, o sistema de água e lixo, o trabalho das pessoas, as festas etc.) 3 – Quais eram as maiores diiculdades no passado? E hoje, quais são? 4 – O que existe de bom no local onde você mora? 5 – O que deveria ser diferente no local onde você mora? Solicitar que, além da pesquisa, cada criança traga uma pedra pequena e um pouco de terra (uma colher de sopa) do bairro onde mora. Trazer dentro de um saquinho de plástico transparente.

DIÁLOGO – Como é a casa da avó na poesia? – Como é o jeito de viver da vovó? – Quais as diferenças entre a casa da avó e a sua casa? – Qual a diferença entre jogar dominó num computador e com a avó ou com uma outra pessoa? – De que forma a poesia nos convida a conviver com outras pessoas? Algumas crianças podem contar ainda como é a casa da sua avó.

ATIVIDADES a) Jogo de dominó Formar grupos de quatro crianças. Deixar que joguem dominó. Caso a escola tenha computadores, deixar que as crianças joguem lá também, para que possam sentir a diferença e conversar sobre as duas experiências. Os jogos em grupo proporcionam momentos muito agradáveis, desde que saibamos jogar com responsabilidade e respeito pelos outros jogadores. Respeitar e tratar com carinho as pessoas que convivem conosco são ensinamentos dei-

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2 – Compartilhando histórias do Sul e Paraná. Sua tribo era muito grande e não ixava morada num único lugar. Ela era nômade, isto é, mudava-se conforme os alimentos que a natureza oferecia. Quando era época do pinhão, migrava para as regiões onde havia pinheiro. No caso deles, a região de Lages, em Santa Catarina, era o lugar ideal. Nas peregrinações por diferentes lugares, a tribo se alojava em cavernas, pois não era possível construir moradias em todos os lugares por onde passava. Os frutos que a natureza oferecia eram os indicadores de direção dos índios Xokleng. Com a chegada dos colonizadores, os índios Xokleng foram perdendo espaço, índios e colonizadores tinham princípios de vida diferentes e o convívio não foi pacíico. Assim, o que antes era terra do povo indígena passou a ser espaço das famílias dos colonizadores. Os Xokleng e os colonizadores tinham jeitos diferentes de viver e tiveram grandes desentendimentos. Nessa época, o povo Xokleng diminuiu muito, pois a maioria foi morta em conlitos. Hoje, os Xokleng vivem numa região muito pequena, e o conlito por causa da terra ainda não terminou. Essa realidade é a mesma para muitas outras tribos indígenas do nosso país.

OBJETIVOS – Conhecer um pouco da história dos índios Xokleng. – Compartilhar os resultados das pesquisas. – Apontar os aspectos positivos e negativos dos locais onde moram as crianças.

RECURSOS – Mapa da cidade com os diversos bairros. – Uma pedra pequena e um pouco de terra do bairro onde mora. Embrulhar num plástico. – Um papelão ou isopor para base do mapa. – Tarefa de casa: pesquisa.

Desenvolvimento do tema: CANTO Bom pra ti e bom pra mim

ATIVIDADE

HISTÓRIA

Conhecendo o lugar onde moram as crianças. – Assim como o povo indígena Xokleng, nós também temos a nossa história pessoal no lugar onde moramos. Essa história, em alguns casos, é triste, porque houve perdas. Também é alegre, pois é do jeito que gostaríamos que fosse. O importante é olhar e conhecer as diferentes situações e ver o que cada um de nós pode fazer para que mais pessoas sejam felizes no local onde vivem. As crianças sentam em círculo. No centro, colocar o mapa da cidade. Sobre ele, no local que representa seu bairro, cada uma coloca a pedra e a terra que trouxe.

Baseada na vida dos índios Xokleng, da região de Ibirama, Santa Catarina. Jussimara é uma menina de nove anos de idade. Ela mora com sua família numa reserva indígena. Sua moradia é feita com elementos da natureza. Folhas de palmeiras cobrem a casa. Jussimara sente interesse pela história da sua gente. Até porque existem conlitos com as pessoas de outra cultura que moram perto da sua aldeia. Seus avós contam que, antigamente, antes dos colonizadores chegarem, eles tinham uma região muito grande para viver. Habitavam parte dos atuais estados de Santa Catarina, Rio Grande

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As crianças falam umas para as outras sobre a primeira questão da pesquisa: Sua família sempre morou no local onde mora hoje? O professor ou a professora estipula um tempo para cada criança falar. Primeiro, pode deixar determinado tempo para as crianças do círculo interno e, depois, o mesmo tempo para as crianças do círculo externo. Para compartilhar a segunda questão da pesquisa, as crianças do círculo interno trocam de lugar, ou seja, sentam na próxima cadeira, à direita. As crianças que estão no círculo externo podem fazer o mesmo, indo para a direção oposta. Assim, cada questão será compartilhada com outro colega. A atividade termina quando todas as questões da pesquisa foram compartilhadas.

ORAÇÃO Com uma frase curta, cada criança agradece por algo de bom que tem no local onde mora ou pede por algo que deveria ser diferente.

CANTO Se possível, cantar ou ouvir a música Vamos construir, de Sandy e Júnior.

ATIVIDADES a) Compartilhar sua história Formar dois círculos, um interno e outro externo. O círculo interno coloca as cadeiras viradas para fora e o círculo interno coloca as cadeiras viradas para dentro. Assim, as crianças dos dois círculos sentam de frente umas para as outras, sempre formando duplas.

b) Cada criança faz o desenho da quarta questão da pesquisa. Contudo, faz o desenho a partir do relato que ouviu do seu colega. Os desenhos podem ser expostos junto ao mapa com as pedras e terra de cada bairro. Cada um pode apresentar seu desenho e assim falar sobre a realidade do lugar onde vive seu colega.

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Através dos meios de comunicação ou andando pelas ruas da cidade, conhecemos histórias sobre crianças e idosos que foram abandonados, que passam fome, que precisam trabalhar para sobreviver... Porém também encontramos

histórias sobre gestos de carinho e respeito, que procuram mudar a situação dessas pessoas. Este é o tema desta unidade: pessoas e entidades que trabalham por uma vida melhor para as crianças e os idosos.

1 – Cuidar bem das crianças Desenvolvimento do tema:

CONSIDERAÇÕES SOBRE O TEMA Nesta aula, são lembradas pessoas e instituições que acolheram ou acolhem crianças. Em primeiro lugar, apresenta-se um texto bíblico, Êxodo 1.15-21, que conta a história das parteiras Sifrá e Puá. A história fala da coragem das duas mulheres e também mostra como elas conseguiram proteger a vida do povo escravo no Egito, principalmente a vida das crianças. A história tem uma mensagem especial para cada um de nós. Ela convida a olhar para o local onde cada um mora (bairro, cidade, país) e descobrir como está a vida das crianças. Ver que há abandono, fome, doença, mas, também, ações de solidariedade, realizadas por pessoas ou entidades/instituições, que tentam mudar essa triste situação. Assim, depois da história das parteiras, são apresentadas algumas entidades que acolhem e ajudam crianças. Esses exemplos podem ser substituídos por exemplos da realidade local das crianças. Se possível, visitar locais que acolhem crianças, promovendo a aproximação dos alunos com essas instituições e a digniicação desses espaços.

CANTO A criança e o Reino

ATIVIDADES a) Diálogo – Vocês conhecem crianças que foram abandonadas, que passam fome, que precisam trabalhar para sobreviver? – Vocês conhecem pessoas que procuram mudar a situação dessas crianças? Na Bíblia, há uma história muito bonita sobre duas mulheres que salvaram a vida de crianças que estavam em perigo. b) História Sifrá e Puá foram chamadas pelo rei do Egito e receberam a seguinte ordem: – O povo hebreu está cada dia mais numeroso e mais forte. Isso é muito perigoso. Por isso ordeno que vocês matem todos os meninos hebreus que nascerem. Vocês, parteiras, devem fazer isso porque são vocês que ajudam as mulheres hebreias no momento em que os bebês nascem. As duas saíram do palácio muito assustadas e com medo do rei. Porém decidiram que jamais fariam isso. Elas sempre trabalharam para salvar vidas. O que mais as alegrava era ajudar uma criança e sua mãe na hora do nascimento.

OBJETIVOS – Veriicar a situação de vida das crianças a partir da realidade local e/ ou nacional. – Conhecer pessoas e instituições que acolhem crianças.

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Elas não obedeceram ao rei. Continuaram ajudando nos partos das mulheres hebreias e não izeram nada contra os meninos que nasciam. Elas sabiam que Deus as protegeria. Logo, o rei mandou chamá-las e quis saber o que estava acontecendo. Elas, com muita coragem, falaram: – As mulheres hebreias são fortes. Elas dão à luz com muita facilidade. As crianças nascem antes da nossa chegada. Assim, o povo foi crescendo e se tornando mais forte. Sifrá e Puá estavam felizes, pois conseguiram proteger a vida de muitas crianças.

d) Dialogar sobre os problemas enfrentados pelas crianças da sua cidade. Veriicar as enti­ dades que se preocupam com elas e as acolhem, cuidando delas. – O que mais pode ser feito para melhorar a vida dessas crianças? e) Se possível, visitar uma instituição que acolhe crianças, promovendo a aproximação com a mesma. Veriicar se, de alguma forma, é possível manter um vínculo com a instituição, acompanhando o seu trabalho e descobrindo formas de colaborar na melhoria desse espaço tão fundamental para muitas crianças.

c) No nosso dia a dia também encontramos muitas pessoas ou instituições que acolhem as crianças e cuidam delas. Alguns exemplos: * Em São Leopoldo/RS, uma entidade que defende os direitos e busca a promoção da vida digna das crianças e dos adolescentes é o PROAME – Programa de Apoio a Meninos e Meninas. Algumas atividades que o PROAME realiza: – Acompanhamento da criança e do adolescente na sociedade e na família. Em alguns casos, procura aproximá-los da família, da comunidade e da escola. – Oicinas de capoeira, artesanato, música, recreação e esporte, educação sobre o meio ambiente. – Diálogo, nas próprias ruas, com crianças que trabalham ou moram ali.

f) Lembrar que existem diferentes leis que protegem a vida das crianças: a Constituição Brasileira, a Declaração Universal dos Direitos Humanos e, mais especiicamente, a Declaração Universal dos Direitos da Criança e o Estatuto da Criança e do Adolescente. Num painel, escrever os textos que estão a seguir. As crianças ilustram o painel com desenhos, iguras etc. * Princípio VI da Declaração Universal dos Direitos da Criança: A criança necessita de amor e compreensão para o desenvolvimento pleno e harmonioso de sua personalidade. Sempre que possível, deverá crescer com o amparo e sob a responsabilidade de seus pais, mas, em qualquer caso, em um ambiente de afeto e segurança moral e material. Salvo circunstâncias excepcionais, não se deverá separar a criança de tenra idade de sua mãe. A sociedade e as autoridades públicas terão a obrigação de cuidar especialmente do menor abandonado ou daqueles que careçam de meios adequados de subsistência. Convém que se concedam subsídios governamentais, ou de outra espécie, para a manutenção dos ilhos de famílias numerosas.

* Outra organização que, de muitas formas, ajuda crianças e adolescentes tem o nome de AMENCAR – Associação de Apoio à Criança e ao Adolescente. Sua sede também é em São Leopoldo/RS, mas seu trabalho está espalhado por todo o Brasil. A principal tarefa do AMENCAR é apoiar outros grupos que defendem e atendem crianças e adolescentes empobrecidos. Esse apoio acontece através de cursos, de ajuda inanceira etc. Através do AMENCAR, pessoas de outros países tornam-se “padrinhos” ou “madrinhas” de crianças aqui do Brasil. Esses padrinhos e essas madrinhas, mesmo de longe, acompanham a vida das crianças. Eles se comunicam, principalmente, através de cartas. Muitos vêm visitar seus “ai­ lhados” ou suas “ailhadas” aqui no Brasil.

* Do Estatuto da Criança e do Adolescente, escolher alguns artigos, parágrafos ou incisos dos seguintes títulos: Das Disposições Preliminares, Dos Direitos Fundamentais e Da Política de Atendimento.

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2 – Cuidar bem dos idosos

CONSIDERAÇÕES SOBRE O TEMA

ATIVIDADES

Esta é uma aula que pode ser trabalhada na época em que se comemora o Dia da Pessoa Idosa, dia 21 de setembro. Como um dos objetivos desta unidade é mostrar a importância das instituições que acolhem e cuidam de crianças e idosos, nesta aula há o relato de duas pessoas idosas que vivem num lar: Lar Moriá, em São Leopoldo/RS. Também é importante, se possível, trazer relatos da realidade das crianças. Inclusive visitar uma instituição que acolhe pessoas idosas, dialogando sobre o que viram, o que pensam que poderia ser diferente e como elas poderiam ajudar.

a) Diálogo – Na escola, existem normas que todos precisam observar para que tudo aconteça da melhor forma possível. Para organizar um país, acontece algo parecido. Para lembrar tudo aquilo que é importante para a vida do povo existe um documento: a Constituição. Apresentar a Constituição. – A Constituição fala de diversos assuntos (citar alguns, conforme o índice). Nesta aula, em especial, queremos ver o que ela fala sobre as pessoas idosas. Claro que tudo o que a Constituição traz é válido para todas as pessoas, não importando a idade. Contudo, existem algumas partes mais especíicas sobre as diferentes ida­ des. O capítulo VII, que está dentro de um bloco chamado Da Ordem Social, lembra a família, a criança, o adolescente e o idoso. Sobre o idoso diz: Art. 230 – A família, a sociedade e o Estado têm o dever de amparar as pessoas idosas, assegurando sua participação na comunidade, defendendo sua dignidade e bem-estar e garantindo-lhes o direito à vida. § 1º – Os programas de amparo aos idosos serão executados preferencialmente em seus lares. – O que signiica isso que está escrito na Constituição? Como deveria ser a vida das pessoas idosas? – E se as pessoas idosas não são amparadas em seus lares – como diz o parágrafo 1º – onde elas recebem (ou deveriam receber) amparo? Existem várias instituições que acolhem e cuidam das pessoas idosas. Muitas delas realizam um excelente trabalho, oferecendo às pessoas idosas uma vida boa e feliz. Alguém conhece uma dessas instituições? Alguém conhece uma pessoa idosa que vive numa dessas instituições?

OBJETIVOS – Veriicar a situação de vida das pessoas idosas a partir da realidade local e/ou nacional. – Perceber que as instituições são espaços onde a vida das pessoas é cuidada. – Conhecer a história de duas pessoas que vivem num lar de idosos.

RECURSO – Constituição do Brasil.

Desenvolvimento do tema: CANTO Quando você

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b) Duas pessoas idosas contaram um pouco de sua vida. As duas moram num lar para idosos. Pelo seu relato, podemos ver que, no lar, elas são acolhidas e cuidadas com carinho. Ali elas têm oportunidade de continuar participando da vida da comunidade e de receber os cuidados que são necessários na sua idade.

Há nove meses, Dona Gerda fraturou uma vértebra. Contudo, isso não a deixou parada ou desanimada. Com muita coragem e disposição, está fazendo todo o possível para voltar a caminhar. Assim como a fratura fez Dona Gerda enfrentar uma nova situação em sua vida, a mudar o seu jeito de viver, outros acontecimentos também foram marcantes em sua vida. Aos 12 anos, passou por uma situação de sofrimento, quando sua mãe faleceu. A vida da família mudou completamente. Outro momento decisivo aconteceu algum tempo atrás. Há seis anos, o marido faleceu e ela, durante quatro anos, icou morando sozinha. Contudo, os ilhos perceberam que isso poderia colocar sua vida em risco. Então ela teve que fazer uma escolha: morar com os ilhos ou num lar. Foi uma decisão difícil. Foi uma mudança grande. Optou pelo lar, mas visita os ilhos com frequência e eles fazem o mesmo. Mudou seu jeito de viver, mas enfrentou tudo com coragem. Dona Gerda recorda com muito carinho os momentos de encontro que teve e tem com os netos. Contou sobre momentos gostosos que ela e o marido tiveram com eles durante alguns meses. Uma vez por semana, os netos iam jantar na casa dos avós. Eles pediam uma janta quente, nada de sanduíche. Nesses encontros, os avós contavam muitas histórias. Imagine quantas histórias maravilhosas foram contadas. Tem coisa melhor do que ouvir história de avô e avó? Você já pediu para uma pessoa idosa contar uma história?

* Irmã Martha tem 77 anos. Da sua infância, ela lembra dos ensaios do coral da comunidade que, nos dias de chuva, aconteciam em sua casa. Seu pai era o dirigente do coral. As crianças, mesmo não estando no meio do grupo que ensaiava, cantavam junto. Eram canções em alemão. Hoje, ela ainda lembra dessas canções. Algumas ela canta como forma de oração. Trabalhou em hospitais e coordenou cursos de enfermagem. Quando fala de tudo o que fez, diz, com convicção, que conseguiu desenvolver os dons que recebeu de Deus. Quando se aposentou, Irmã Martha foi morar com sua irmã. Nessa época, aconteceu algo que ocasionou uma mudança muito grande em sua vida. Irmã Martha sofreu um derrame. Depois de se recuperar, foi morar no Lar Moriá, em São Leopoldo/RS. O derrame afetou sua visão e audição. Hoje, ela enxerga muito pouco. Mas sua condição não impede que ela leia e faça um pouco de crochê. Porém apenas durante algum tempo, pois sente cansaço. Mas Irmã Martha não para por aí. Três vezes por semana, ela participa da ginástica para a terceira idade. Também participa de cultos, reuniões, de momentos de devoção, de um grupo de canto. Todos os dias, através do rádio, ouve as notícias. Para caminhar, precisa de uma bengala, mas isso não impede que suba e desça escadas, apoiando-se nos corrimões. Com coragem, Irmã Martha precisou – e ainda precisa – descobrir um novo jeito de viver. Em alguns momentos, isso não é fácil, mas como ela disse: Eu não me entrego. Irmã Martha também contou sobre um momento muito especial que acontece todos os dias. Todas as manhãs, em seu quarto, ela faz uma oração. Ora pelas pessoas que conhece e que não conhece.

c) Dialogar sobre pessoas idosas que as crianças conhecem. Combinar um gesto de carinho que cada uma delas realizará nos próximos dias para uma dessas pessoas. Exemplos: * Realizar uma visita e pedir que contem uma história de sua vida. As pessoas idosas geralmente têm muita vontade e necessidade de conversar e de contar histórias de sua vida. Estar com elas, dar-lhes carinho e atenção é uma maneira de demonstrar cuidado. * Confeccionar um cartão com uma mensagem especial. Esse cartão pode ser em forma de quebra-cabeça. A pessoa recebe o cartão, mas precisa montá-lo para descobrir a mensagem. Outra sugestão: enviar todos os cartões para uma instituição que acolhe pessoas idosas.

* Dona Gerda tem 83 anos. Ela contou que, atualmente, tem um objetivo para alcançar: quer voltar a caminhar como fazia antes de fraturar uma vértebra.

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d) Se possível, visitar uma instituição que acolhe pessoas idosas, promovendo a aproximação com a mesma. Veriicar se, de alguma for­ ma, é possível manter um vínculo com a instituição, acompanhando o seu trabalho e descobrindo formas de colaborar na melhoria desse espaço tão fundamental para elas.

Nessa visita, cantar e realizar jogos e brincadeiras. Pedir que as pessoas idosas ensinem canções e brincadeiras do seu tempo de infância.

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Segundo a pesquisa bíblica, o texto de Gênesis 1.1-2.4 surgiu em torno do ano 587a.C., durante o exílio na Babilônia. Trata-se de um hino. Isso se percebe pela estrutura, dividida em estrofes, e pela linguagem repetitiva. Esse hino era cantado pelos escravos nas liturgias dos cultos, único espaço de adoração, resistência e livre expressão. Ele tinha a mesma força de uma conissão de fé. Os escravos con­ fessavam que Deus era o criador de tudo. Dessa forma, mostravam que nada tinha poder sobre a pessoa além de Deus, que era superior a tudo, também aos opressores. O tempo de escravidão seria passageiro, pois o Deus verdadeiro os libertaria novamente. O hino da Criação foi muito bem elaborado. Percebe-se nele a preocupação com o aprendizado, tornando fácil a sua recitação. A sequência da criação, plantas (v. 11s) – animais (v. 20ss) – ser humano (v. 26ss), demonstra igualmente o princípio de observação e de ordenação do autor: as plantas são a base para a sobrevivência dos animais, importantes para a sobrevivência do ser humano. Já neste texto ica claro que o ecossistema é perfeito. O Criador fez tudo de forma

completa e onde todos os seres vivos são interdependentes. A criação do ser humano recebe uma atenção especial. No v. 26, o homem (no original hebraico a palavra “adam” é o coletivo de todos os homens, signiicando a humanidade toda. composta por homens e mulheres, sem distinção de sexo) foi criado à imagem de Deus, apontando para o lugar especial dado pelo Criador à humanidade, cuja tarefa é administrar e preservar a natureza. A humanidade está diante de Deus como sujeito e não objeto. Pode comunicar-se com o Criador, falando, ouvindo ou ainda desobedecendo. O que torna a criatura humana diferente das demais é a sua relação com o Criador. Importante também é o dia de descanso. O Criador trabalhou durante seis dias. No sétimo dia, descansou. Para um povo que vivia como escravo, tendo que trabalhar ininterruptamente, esse aspecto adquire mais importância. Se o Criador descansou após ter concluído a Criação, também a humanidade, a exemplo do Criador, deve ter direito ao descanso para dedicar esse tempo à convivência familiar, à vida comunitária.

1 – Criação CONSIDERAÇÕES SOBRE O TEMA

OBJETIVOS

Ao narrar a história, pode-se acrescentar iguras para ilustrá­la. En­ quanto se narra a história, as iguras são apresentadas e coladas sobre um painel, formando, no inal, o cenário da Criação. As iguras podem ser confeccionadas pelas próprias crianças, antes da história. As crianças participam da narração respondendo perguntas e repetindo uma frase. Para saber o momento em que a frase é dita, pode-se combinar um gesto que será feito toda vez que é hora de falar.

– Conhecer a história bíblica da Criação. – Conscientizar-se da necessidade de cuidar do lugar onde cada um vive.

RECURSOS – Revistas e jornais para recortar, cola, folhas de papel sulite, tesoura, papel pardo/kraft.

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Desenvolvimento do tema:

existia o mundo. Só existia Deus. Agora abram os olhos! Então Deus disse: – Haja luz! E a luz começou a existir. Todos: Deus viu que o que havia feito era muito bom! Deus separou a luz da escuridão. Como ele chamou a luz? Que nome ele deu à escuridão? (dia e noite). A noite passou, e veio a manhã. Disse Deus: – Que haja um espaço acima das águas! Deus fez uma divisão, que separou a água em duas partes. Assim, um grande espaço apareceu. Como Deus chamou esse espaço? (céu). Deus formou o céu e os mares. Todos: Deus viu que o que havia feito era muito bom! Deus disse: – Que a água que está debaixo do céu se ajunte num só lugar e que apareça a terra seca! E o que aconteceu? Deus fez desertos, litorais rochosos, montanhas. Todos: Deus viu que o que havia feito era muito bom! Deus disse então: – Que as plantas cresçam. E elas cresceram. Que tipos de plantas Deus criou? Deus criou a grama, as lores, os arbustos, as trepadeiras e as árvores. Todos: Deus viu que o que havia feito era muito bom! A noite passou, e veio a manhã. Esse foi o terceiro dia. Deus disse: – Apareçam luzes no céu! E as luzes começaram a brilhar. Deus fez o sol para o dia e a lua e as estrelas para a noite. Todos: Deus viu que o que havia feito era muito bom! A noite passou, e veio a manhã. Deus disse: – Que as águas iquem cheias de criaturas que nadem e o céu ique cheio de criaturas que voem! Deus abençoou os animais da água e as aves do céu, dizendo que eles se reproduzissem e enchessem a terra. Todos: Deus viu que o que havia feito era muito bom!

CANTO Salmo 92

ATIVIDADES Relaxamento a) Formar um grande círculo, em pé, tornando o ambiente comum a todos. Dar as mãos. Esse gesto proporciona um contato afetivo e une o grupo. De olhos fechados, sentir como os colegas seguram as mãos e as sensações que passam: calma, agitação etc. b) Tomar consciência da postura e da estrutura do corpo. Soltar as mãos, icando em pé. Afastar um pouco as pernas, fechar os olhos, deixar os braços para baixo, lexionar o corpo para frente. Relaxar, inspirando e expirando levemente. Aos poucos, erguer-se, encaixando o quadril, “empilhando” a coluna e, por im, colocando a cabeça em posição normal. c) Tomar consciência da respiração. Caminhar pelo local, inspirando ar e erguendo-se na ponta dos pés. Ao mesmo tempo, levantar os braços. Soltar o ar, relaxando o corpo e abaixando os braços. Soltar o ar lentamente como se soprasse uma vela, sem querer apagá-la. d) Tomar consciência do espaço. Calmamente, caminhar bem à vontade, em todas as direções. Quando o professor ou a professora disser “fotografa” ou “congela”, as crianças devem parar e permanecer em posição de estátua (paradas). Olhar uns para os outros. Repetir a dinâmica. e) Todos sentam no chão para ouvir a história.

HISTÓRIA Fechem os olhos. Há muito, muito tempo não existia nada na terra. Nada para ver, para ouvir, para comer, para cheirar ou tocar! Não existia terra, não

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b) Cada criança seleciona uma gravura que representa a Criação de Deus. Depois, sobre a folha de papel sulite, faz o contorno de sua mão. Recorta o contorno e cola embaixo da igura. Esse gesto simbólico quer expressar gratidão e louvor, por um lado, e compromisso de preservação da vida e de todo o meio ambiente ao seu redor, por outro lado. Todos os trabalhos podem ser colados num painel e as crianças criam um título ou uma frase para lembrar o tema trabalhado. Expor o painel na escola.

DIÁLOGO Há muito tempo, as pessoas contavam essa história para dizer que Deus era o Criador de todas as coisas. Tudo o que existia foi criado por ele de maneira completa e perfeita. Através da história, as pessoas agradeciam e louvavam a Deus por tudo o que existia.

ATIVIDADES a) Canto com gestos. Formar grupos de seis crianças. Cada grupo cria gestos para o canto Salmo 92. Se o grupo não souber cantar, pode falar o texto e fazer os gestos. Cada grupo apresenta a sua criação.

ORAÇÃO Querido Deus! Obrigado pela natureza que tu criaste. Ajuda-nos a cuidar dela. Amém.

2 – Ser humano – imagem de Deus OBJETIVOS

DIÁLOGO

Reconhecer que: – o ser humano foi criado à imagem de Deus. – Cada pessoa tem a tarefa de preservar o mundo criado por Deus.

Relembrar a história da aula anterior. Para isso, olhar o painel que foi confeccionado durante a narração ou relembrar a atividade que foi realizada depois da história. A história desta aula tem a mesma estrutura da história da aula anterior. Relembrar o gesto que indica o momento em que as crianças participam dizendo: Deus viu que o que havia feito era muito bom! Se na aula anterior foi feito o painel durante a história, é importante que agora esse trabalho tenha continuidade, pois ainda faltam alguns elementos da Criação de Deus.

RECURSOS – Papel pardo/kraft, giz de cera ou pincéis e tinta têmpera.

Desenvolvimento do tema: CANTO

HISTÓRIA

Salmo 92

A história de hoje é a continuação daquela que iniciamos na aula ante-

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rior. Vimos que Deus criou o céu, a terra, as plantas, mas ainda precisamos lembrar outras coisas muito especiais que ele criou. Deus disse: – Que todas as espécies de animais apareçam sobre a terra: animais domésticos, selvagens e os que se arrastam pelo chão. E eles vieram. Que animais vocês acham que Deus criou? Que som eles fazem? Vocês acham que a Criação estava completa? Todos: Deus viu que o que havia feito era muito bom! Mas a Criação ainda não estava completa. Deus disse: – Agora vou fazer as pessoas. Elas serão parecidas comigo. E elas terão uma tarefa muito importante: cuidar de toda a Criação que iz. Deus criou o homem e a mulher. Deus os abençoou e disse: – Vocês podem morar sobre toda a terra e devem cuidar de tudo o que criei: dos animais, das plantas, da água. Para vocês se alimentarem, deixo-lhes plantas que produzem sementes e todas as árvores que dão frutas. Tenham ilhos e ilhas. Sejam felizes. Todos: Deus viu que o que havia feito era muito bom!

mos cuidando da Criação? Quando não cuidamos da Criação?

ATIVIDADES a) Formar grupos de seis crianças. Cada grupo cria uma cena estática, apresentando uma situação onde a natureza não está sendo preservada pelas pessoas. Por exemplo: Alguém jogando lixo no chão. Cada grupo apresenta a cena. Após cada apresentação, perguntar às crianças que estão olhando: O que o grupo apresentou? Como podemos mudar essa situação? Pedir que as crianças transformem a cena: de uma situação de destruição para uma situação de preservação. b) Criar uma história sobre o compromisso das pessoas em cuidar do mundo criado por Deus. Escrevê-la no caderno. Ler para os colegas. c) Confeccionar cartazes, criar slogans, sobre a tarefa das pessoas em relação à natureza, aos animais, às pessoas. Expor o material na escola. Ou, se for possível, fazer uma pintura sobre o tema, com tinta têmpera, em algum espaço da escola (muro, calçada etc.).

DIÁLOGO CANTO

Deus criou as pessoas parecidas com ele. Deus criou o homem e a mulher da mesma maneira e com a mesma tarefa: cuidar da Criação. Como nós esta-

Arrumando o mundo

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3 – Dia de descanso: preservação da vida CONSIDERAÇÕES SOBRE O TEMA

OBJETIVOS

Preservar o dia de descanso é um desaio constante. Em muitos mo­ mentos da história da humanidade, as pessoas deixaram-se tomar pela ânsia de acumular mais e mais e trabalhar sem parar ou ainda aproveitar do trabalho ininterrupto de outras pessoas. Todas as pessoas precisam de um tempo para dedicar-se à família, ao lazer, à comunidade religiosa. O dia de descanso é uma oportunidade de encontro entre as pessoas que, como relata o Antigo Testamento, passaram a se reunir para lembrar o que Deus fez no passado para libertar o seu povo. Comemorar esse dia tornou-se uma forma de testemunhar que tudo o que as pessoas tinham era um presente de Deus. Portanto tudo o que temos e somos também precisa ser colocado a serviço da vida das pessoas e de toda a Criação de Deus. Conforme a Bíblia, o dia a ser lembrado era o sábado. Ainda hoje, para algumas pessoas, esse continua sendo o dia de descanso. Contudo, para as primeiras comunidades cristãs, o domingo, primeiro dia da semana, tornou-se importante. É o dia em que Jesus Cristo ressuscitou. O domingo tornou-se um dia especial para reunir a comunidade, que celebrava a ceia, cantava e ouvia a palavra. Ainda hoje o domingo continua sendo um dia especial. Esse dia de descanso favorece a comunhão com a família, os amigos e a comunidade. Através dele, Deus continua libertando toda a Criação da escravidão do trabalho e lembra que ele é o criador e doador da vida. Não podemos esquecer que o dia de descanso é uma necessidade não apenas das pessoas, mas também dos animais e da terra. Por isso o povo de Israel tinha o ano sabático, ano em que se consumiam as “sobras” de anos anteriores, não se plantando nada para que a terra descansasse.

Compreender que o dia de descanso: – quer fortalecer as pessoas à medida que é uma oportunidade para viver em comunhão; – anima as pessoas para que busquem vida digna para todos. – é liberdade concedida por Deus. Ao usufruir dele, preservamos essa liberdade conquistada.

Desenvolvimento do tema: DIÁLOGO – Vamos relembrar a história da Criação. O que Deus criou? Qual foi a sequência de tudo o que ele criou? – Agora vamos descobrir o que Deus fez depois de ter criado as pessoas. Para descobrir, é preciso resolver o exercício. Para resolver o exercício, é preciso ver os números que estão embaixo dos traços, procurá-los na listagem e copiar as letras correspondentes.

ATIVIDADE

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O texto é: No sétimo dia Deus acabou de fazer todas as coisas e descansou de todo o trabalho que havia feito. (Gênesis 2.2)

DIÁLOGO – O que Deus fez no sétimo dia? – O dia do descanso é importante na nossa vida? Por quê? – Pensem agora na maneira como vocês dividem o seu tempo no dia a dia. O que vocês fazem desde o momento em que acordam até o momento em que vão novamente dormir? As crianças relatam sobre seu dia a dia. Também conversam sobre as seguintes perguntas: – Qual é o trabalho do seu pai e da sua mãe? – O que sua família faz nos feriados e inais de semana? – Sua família dedica tempo para brincar, conversar, passear?

CANTO Cada dia o dia inteiro

ATIVIDADE Escrever a letra da canção Cada dia o dia inteiro num painel. Em volta, colar dobraduras de passarinhos e lores. Nas dobraduras, dentro da lor, por exem­ plo, as crianças escrevem palavras que lembram aquilo que é importante fazer no dia de descanso: brincar, passear, conversar, celebrar. Todas juntas podem criar um título para o painel.

CANTO Cada dia o dia inteiro

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A proposta destas aulas é reletir sobre o trabalho realizado por pessoas que se preocuparam em compartilhar seus dons/suas habilidades e, assim, concretizar o projeto de Deus: vida abundante para todas as pessoas. A intenção não

é dar algo pronto para as crianças, mas motivá­las a reletir sobre a Palavra de Deus, construindo uma ponte entre o passado do povo da Bíblia e a realidade atual.

1 – Marcas de vida – Bíblia – Um pedaço de cartolina ou folha de desenho, tamanho ofício

CONSIDERAÇÕES SOBRE O TEMA O tema desta aula está fundamentado no profeta Zacarias. O texto de Zacarias 7.8-14 e 8.1-17 será encenado usando como recurso os calçados das crianças. Cada criança tira um de seus calçados para colocá-lo na cena bíblica. Essa experiência será signiicativa, pois as transportará para dentro da encenação. Desta forma, elas são chamadas a caminhar, como calçados que deixam suas marcas no chão, em busca de um mundo melhor. Quando calçados “ganham vida” e “falam” da possibilidade de vida plena a partir da Palavra de Deus, a experiência de fé se torna mais próxima e não ica restrita às histórias da Bíblia. Nas aulas de Ensino Religioso, as crianças devem ter a oportunidade de participar das histórias – por os seus pés, icar no meio, envolver­se – para não ser apenas ouvintes passivas da mensagem bíblica. A criança não é apenas o “futuro”; ela é parte do povo de Deus já agora!

Desenvolvimento do tema: ATIVIDADE Organização do espaço Solicitar que as crianças sentem, formando um círculo, usando as cadeiras. No centro, colocar o pano ou tapete. Esse é o espaço cênico, ou seja, a praça onde se desenrola a história.

CANTO Arrumando o mundo

HISTÓRIA

OBJETIVOS

Vamos imaginar que este pano é uma praça na cidade de Jerusalém. Nesta praça, as pessoas andavam e manifesta vam seus sentimentos. Certa vez, a vida das pessoas não estava boa... (O professor ou a pro fessora pega os calçados, quando fala de dife rentes personagens. Coloca-os no espaço cênico, ou seja, na praça. Calçados com o cadarço desamarrado ou com a sola um pouco gasta representam a situação descrita no final desse parágrafo: a vida não estava boa.) As viúvas (colocar no cenário alguns calçados de meninas) tinham muitas diiculdades. Elas

– Perceber que cada pessoa é chamada a caminhar, conforme o projeto de Deus, em busca de um mundo melhor. – Envolver-se com a história bíblica baseada no profeta Zacarias.

RECURSOS – Um pano ou tapete, de 2 m x 2 m, de uma cor. – Um calçado de cada criança.

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não eram amparadas e cuidadas por ninguém. Quando uma mulher icava sozinha, ela sabia que isso signiicava muito sofrimento. As mulheres daquela época não tinham o direito de estudar. As crianças órfãs viviam na mesma situação das viúvas. Elas também não eram tratadas com carinho e bondade. O mesmo acontecia com os estrangeiros, os idosos, os portadores de deiciência e os pobres. (Como recurso para representar as pessoas excluídas, pode-se colocar alguns calçados virados de lado ou para baixo, como se estivessem caídos.) Naquela praça, também havia pessoas poderosas e ricas. Essas não se importavam com a situação do povo que sofria. Havia, também, vários profetas, que anunciavam a Palavra de Deus, convidando as pessoas que tinham poder de decisão, para a prática da misericórdia e da bondade. Contudo, o coração delas permanecia duro como uma pedra. Elas não ouviam a Palavra de Deus que era anunciada através dos profetas. Deus, no entanto, não deixou essa situação continuar. Ele enviou o profeta Zacarias, que foi até as pessoas, lembrando-lhes novamente a Palavra de Deus. Ele anunciou que nas praças de Jerusalém os idosos iriam se alegrar com as outras pessoas. As crianças também iriam icar alegres e com vontade de brincar. E a paz e a verdade passariam a existir entre as pessoas. Não haveria espaço para a maldade e Deus seria o único Senhor. O profeta também anunciou que a terra produziria bons frutos para alimentar a todos, sem discriminação, e isso aconteceria de modo amigável, porque as pessoas seriam uma bênção umas para as outras. (Enquanto o calçado que

representa o profeta anuncia essa nova possibilidade de vida, ele anda entre os outros calçados e vai colocando-os de pé, fazendo os laços nos cadarços desamarrados, ajeitando palmilhas, amarrando o cadarço de um calçado menor com um maior, simbolizando duas pessoas andando de mãos dadas.) Agora o nosso cenário está melhor. Todos os calçados, que representam pessoas, têm um espaço digno, porque ouviram e praticaram os mandamentos de Deus.

DIÁLOGO – Em nossas cidades também encontramos pessoas como essas da história? – Quem são os excluídos do lugar onde moramos? – Existem também profetas em nosso meio? – Quem são os profetas? – Como nós podemos deixar boas marcas no lugar onde vivemos?

ATIVIDADE Cada criança copia o molde da sola do seu calçado num pedaço de cartolina, recortando-o. Dentro do contorno, escreve ou desenha a resposta da última questão. Cada criança lê o que escreveu. Após cada leitura, todas dizem juntas: Que Deus nos ajude a realizar este propósito.

2 – Vacinas: gotas que salvam mitindo o projeto de Deus para as pessoas da sua época. As palavras do profeta continuam valendo hoje. Nas duas aulas que estão a seguir, são lembradas outras pessoas que também deixaram marcas, tornando melhor a vida das pessoas.

CONSIDERAÇÕES SOBRE O TEMA Na primeira aula desta unidade, foi lembrado o profeta Zacarias. Ele trabalhou por um mundo melhor, trans-

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As duas aulas querem motivar a realização de gestos que proporcionam alegria e bem-estar para as outras pessoas. É importante lembrar que pequenos gestos ou atitudes são tão importantes como grandes descobertas ou ações em prol da humanidade. Na aula que está a seguir, através de um texto, aborda-se a importância da descoberta e do desenvolvimento de vacinas que evitam doenças. O desenvolvimento de vacinas é fruto da pesquisa e do empenho de proissionais, por exemplo, do cientista Alberto Sabin. Sem a dedicação e o interesse dessas pessoas, o mundo seria diferente, possivelmente com mais sofrimento e morte. Conhecer pessoas que deixaram marcas positivas para a humanidade não signiica reverenciá-las, mas ver nelas pessoas que desenvolveram suas habilidades para melhorar a vida no mundo. Através delas, descobre-se que cada pessoa tem habilidades que podem ajudar outras pessoas. Na última aula, sugere-se uma pesquisa sobre essas pessoas que, de alguma forma, contribuíram para melhorar a vida de outras pessoas. Essa pesquisa pode ser sobre pessoas da realidade local, nacional ou mundial.

ATIVIDADE Veriicar se as crianças lembram de alguma vacina que tomaram ou de alguma campanha de vacinação que os meios de comunicação divulgaram. Veriicar, também, se elas ainda têm uma marca no braço direito da vacina BCG. O professor ou a professora também pode mostrar sua marca. A vacina BCG é aplicada nos bebês. Ela protege contra a tuberculose. No dia 1º de julho comemora-se o Dia da Vacina BCG. Essa vacina, que ajuda muitas pessoas, é fruto do trabalho e da dedicação de muitas outras pessoas. Assim como essa vacina, existem muitas outras que protegem a vida das pessoas. E todas são resultado da pesquisa de cientistas. Uma vacina preciosa foi criada pelo cientista Alberto Sabin. Sua batalha contra a poliomielite (paralisia infantil) iniciou no ano de 1931. Vinte e dois anos depois, em 1953, ele conseguiu obter um tipo de vírus incapaz de causar a paralisia. Finalmente, em 1956, foi aprovada a vacina oral contra a paralisia infantil, e milhões de crianças foram vacinadas. Podemos ver que Sabin dedicou-se com grande interesse a essa tarefa. Apesar de ser algo tão demorado e difícil de descobrir, ele não desistiu. Depois que ele alcançou esse objetivo – a vacina contra a paralisia –, iniciou o trabalho contra uma grande doença: o câncer. Agora, através do texto que vamos ler, veremos que outros cientistas, assim como Alberto Sabin, descobriram alguns amigos que entram no nosso corpo através das vacinas, protegendo-nos no dia a dia.

OBJETIVOS – Perceber que podemos deixar marcas boas neste mundo. – Conhecer uma pessoa e algumas vacinas que beneiciam a humanidade.

RECURSO Gotas que salvam

Cópia do texto sobre as vacinas.

O toxoide existe para proteger as crianças que gostam de brincar na terra, na areia, com latas e andar descalças. Quando menos se espera, pisam num prego, num caco de vidro ou num pedaço de madeira pontudo e se machucam. Nessa situação, logo aparecem grandes inimigos do corpo humano, os micróbios. Eles estão no meio da terra, da poeira ou do lixo, esperando alguém se machucar para atacar e morar dentro do organismo humano.

Desenvolvimento do tema: CANTO Salmo 92

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Mas eles não procuram um lugar só para morar. Logo que entram, começam a fazer estragos e atrapalhar a nossa vida. Sabem o que os micróbios são capazes de fazer? Eles impedem o corpo de se mexer, pois os músculos icam durinhos. Não conseguimos mais fazer certos movimentos. Por exemplo: abrir e fechar a boca ou baixar e levantar o braço. Mas quando o nosso amigo toxoide está morando dentro de nós, tudo ica diferente. Ele viaja pelo nosso corpo, só esperando o tal micróbio aparecer e logo partir para o ataque. Então o micróbio cai mortinho na entrada do machucado. Outro amigo que temos é o antirrábico. Vamos conhecê-lo também? O antirrábico, quando está no corpo, não ica dormindo. Ele está sem­ pre alerta para o combate, principalmente quando estamos brincando com um cachorro. O antirrábico não tem nada contra os cachorros, mas contra um pequeno vírus que os ataca e pode deixá­los muito bravos. Os cachorros icam tão furiosos que não são mais amigos de ninguém e mordem todos os que se aproximam. Através da mordida, o vírus passa para o corpo de outros animais e até das pessoas. Assim como os micróbios, o vírus também vem para arrasar! Sabem o que ele é capaz de fazer com o nosso corpo? Falamos e nem sabemos o que estamos falando. Sentimos muita dor. Não conseguimos olhar para a luz. O barulho e as correntes

de ar nos incomodam muito. E os músculos que controlam nossa respiração não funcionam. Mas quando o antirrábico está no nosso corpo, não precisamos temer, pois ele nos defenderá do vírus da raiva.

DIÁLOGO – As vacinas, criadas por cientistas, protegem nossa saúde. O que mais nós podemos fazer para cuidar da nossa saúde? Para termos saúde é importante que tudo à nossa volta também seja saudável: ruas limpas, animais vacinados, ar puro etc. O que podemos fazer para tornar nosso meio ambiente saudável? Lembrar que esses gestos são tão importantes como grandes descobertas ou ações em prol da humanidade. Esses gestos são as nossas marcas em favor de mundo bom de se viver; um mundo conforme o projeto de Deus: vida abundante para pessoas, animais, plantas, rios...

CANTO Arrumando o mundo

3 – Outras marcas de vida Desenvolvimento do tema:

OBJETIVO – Pesquisar situações e pessoas que sonham e vivem o projeto de Deus em nível local e mundial.

CANTO Bom pra ti e bom pra mim

RECURSOS ATIVIDADE

– Livros, revistas, jornais, periódicos, enciclopédias, fotos ou iguras de obras de arte, internet.

Fazer um levantamento sobre as áreas que a turma poderia pesqui-

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sar. Por exemplo: saúde, trabalho social, obras de arte, música, literatura, religião etc. Formar grupos de cinco alunos. Cada um escolhe uma área do seu interesse. Iniciar a pesquisa na biblioteca da escola, seguindo o seguinte roteiro: 1 – Em primeiro lugar, procurar o nome de uma pessoa que desenvolveu um trabalho signiicativo na área escolhida pelo grupo. 2 – Qual foi a contribuição da pessoa escolhida pelo grupo?

3 – Como podemos perceber nela o projeto de Deus: vida abundante para todos? 4– O que o grupo levou para a sua vida pessoal a partir da pesquisa? 5 – É possível deixar marcas positivas no local onde vivemos? Como? Cada grupo apresenta a sua pesquisa. Ela também pode ser divulgada em outros espaços da escola. Pode-se organizar um dia especial para fazer essa divulgação, considerando que as áreas pesquisadas têm uma visão interdisciplinar.

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1 – Priscila e Áquila – trabalho e testemunho CONSIDERAÇÕES SOBRE O TEMA

RECURSOS

No ano 49 d.C. (depois de Cristo), um decreto estabeleceu que todos os adeptos do cristianismo deveriam sair de Roma. Entre eles estava um casal: Priscila e Áquila. Os dois precisavam encontrar outro lugar para morar. Eles foram morar na cidade portuária de Corinto. Ali passaram a trabalhar e anunciar o Evangelho. Foi ali que o apóstolo Paulo os encontrou e permaneceu trabalhando com eles. Priscila e Áquila eram fabricantes de tendas. Eles realizavam o trabalho missionário da seguinte forma: chegando a algum lugar, montavam a sua casa/tenda. Ali moravam, fabricavam tendas e realizavam reuniões comunitárias. Era a partir desse lugar que exerciam a missão e a evangelização, organizando em torno da sua casa ou oicina de trabalho a igreja de Jesus Cristo. Entretanto, o casal não se limitava apenas ao espaço comunitário local. Ele também ia a lugares públicos, inclusive à sinagoga. Priscila e Áquila permaneceram aproximadamente dois anos em Corinto. Depois, junto com o apóstolo Paulo, foram até Éfeso. Ambos permaneceram ali, e Paulo seguiu viagem. Nesta aula, propõe­se uma relexão sobre a atuação de Priscila e Áquila, ressaltando que o testemunho de ambos acontecia junto com o seu trabalho. Seu testemunho cristão era dado diariamente com seu jeito de viver. Hoje, todas as pessoas são chamadas a vivenciar o amor de Deus e a sua mensagem, diariamente, através de sua forma de viver.

– Papel pardo/kraft e giz de cera.

Desenvolvimento do tema: CANTO Passo a passo

HISTÓRIA Baseada em Atos 18.1-4,18-21. Áquila e Priscila moravam em Roma. Os dois confeccionavam tendas, que serviam de moradia. Um dia, enquanto trabalhavam, icaram sabendo que todos os cida­ dãos judeus deveriam sair de Roma. As pessoas icaram perplexas com a notí­ cia. Priscila e Áquila icaram tristes. Teriam que deixar a cidade, logo agora que tinham tanto trabalho. Mas não desanimaram. Arrumaram suas coisas e seguiram para a cidade de Corinto. Lá poderiam continuar a confecção das tendas e falar de Jesus às pessoas. A viagem foi longa e cansativa. Contudo, quando chegaram em Corinto, logo armaram a tenda e começaram a trabalhar. Enquanto fabricavam e vendiam as tendas, os dois também falavam sobre Jesus às pessoas. Certo dia, o apóstolo Paulo chegou em Corinto. Ele foi procurar Priscila e Áquila. O casal convidou Paulo para morar com eles, pois ele também sabia fazer tendas. Assim os três passaram a trabalhar juntos. Tornaram-se grandes amigos. Aos sábados, iam para igreja, onde Paulo pregava a palavra de Jesus. Priscila e Áquila também o ajudavam. Depois de dois anos, Paulo falou ao casal:

OBJETIVOS – Compreender a atuação de Priscila e Áquila no anúncio da mensagem de Deus. – Reconhecer que Priscila e Áquila viviam no dia a dia o ser pessoa cristã.

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– Preciso seguir viagem para continuar a tarefa de anunciar a Palavra de Deus. Amanhã partirei com o navio. Priscila e Áquila entreolharam-se. Nem precisavam falar. A decisão estava tomada. Iriam junto. Tinham também uma tarefa a cumprir, e, certamente, trabalho não lhes faltaria. Arrumaram sua bagagem e foram junto para a cidade de Éfeso. Na cidade de Éfeso, Paulo permaneceu com eles por alguns dias e depois seguiu viagem. Priscila e Áquila icaram em Éfeso. Ali continua­ ram falando sobre os ensinamentos de Jesus para todas as pessoas.

ATIVIDADE As crianças recontam a história. Dialogar sobre a questão: – De que forma Priscila e Áquila colaboraram na divulgação dos ensinamentos de Jesus? Chamar a atenção para a tarefa missionária que Priscila e Áquila desempenhavam juntamente com seu trabalho.

CANTO Passo a passo

2 – Lídia serve com sua casa manas havia uma certa hostilidade em relação às pessoas de tradição judaica. Desta forma, o acolhimento de Lídia foi uma forma de ajudar e proteger os apóstolos. A casa de Lídia tornou-se um centro cristão em Filipos. Para narrar a história de Lídia (Atos 16.115), sugere-se o uso de recursos cênicos. Para isso é necessário escolher alguns elementos signiicativos da história. Panos são elementos signiicativos por causa da atividade desenvolvida pelas mulheres: tingir roupas e vendê-las. Um pano vermelho pode identiicar Lídia. Outro ele­ mento signiicativo é a água, lembrando a beira do rio e o batismo. Todos os elementos podem ser colocados antes da aula, em algum lugar da sala. Isso chama a atenção das crianças e provoca curiosidade. Durante a narração, os elementos signiica­ tivos são utilizados quando se fala sobre determinado personagem ou acontecimento. Por exemplo, ao se falar sobre Lídia, utiliza-se o pano vermelho, colocando-o sobre a cabeça ou os ombros. Depois, quando se fala sobre outro personagem, tira-se o pano vermelho e coloca-se outro, de outra cor, ou usa-se outro elemento signiicativo.

CONSIDERAÇÕES SOBRE O TEMA Lídia é uma das poucas mulheres de quem se fala no livro de Atos e a única a ser chamada pelo nome. Morava em Filipos, que era uma colônia romana, e, como tal, adotava as leis romanas. Por exemplo: não era permitida a construção de templos das religiões não romanas, especialmente dentro das cidades. Os adeptos da religião judaica se reuniam no sábado, fora da cidade, próximo ao rio para celebrar o culto. Paulo e Silas foram ao encontro dessas pessoas e encontraram um grupo de mulheres. Entre elas estava Lídia, uma vendedora de púrpura. Lídia, além de vender púrpura, também tingia roupas, lãs e as vendia. Por ser uma atividade ampla, ela não trabalhava sozinha, mas era acompanhada por um grupo de pessoas que formavam uma espécie de associação. Elas trabalhavam, viajavam e viviam em conjunto, compreendendo-se como uma “casa”. O gesto de Lídia ao convidar os apóstolos para icarem em sua casa, inclusive insistindo com eles, revela solidariedade. Nas colônias ro-

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Todos os sábados, Lídia e suas companheiras se reuniam fora da cidade, na beira de um rio, para orar. (Mexer na água, representando o barulho de um rio.) Num sábado, quando elas estavam na beira do rio, os apóstolos Paulo e Silas se aproximaram. (Colocar um pano de outra cor sobre os ombros.) Eles sabiam que os cristãos tinham o costume de se reunir na beira do rio para orar. Quando eles chegaram, perguntaram se podiam sentar junto com elas e conversar. Paulo então falou às mulheres sobre Jesus, sua morte e ressurreição. Todas escutavam atentamente. Ele também falou sobre o batismo das pessoas que passaram a crer em Jesus Cristo. Ao ouvir isso, os olhos de Lídia brilharam. (Colocar o pano vermelho.) Então ela perguntou a Paulo: – Posso ser batizada? (Tirar o pano vermelho e colocar o pano que representa Paulo.) Paulo explicou a Lídia o que signiica o batismo e lhe perguntou: – Você acredita no que estamos falando sobre Jesus e aceita a sua mensagem? (Colocar o pano vermelho.) Lídia disse: – Sim. Eu quero ser batizada. Gostaria que isso também se estendesse a todos de minha casa. Então Paulo batizou Lídia e todos de sua casa, ali mesmo, no rio. (Mexer na água da bacia.) Após o batismo, Paulo falou que icaria por ali mais alguns dias para levar a mensagem de Jesus a outras pessoas. Lídia convidou: – Então iquem na minha casa. Vocês ica­ rão bem instalados lá. Os dois icaram receosos, mas diante da insistência de Lídia aceitaram. E Lídia continuou: – Há bastante espaço na minha casa. Ela pode ser o ponto de encontro da comunidade. Ficaria muito feliz se na minha casa as pessoas se encontrassem para louvar a Deus e divulgar a mensagem de Jesus. (Tirar o pano vermelho.) Muitas pessoas passaram a procurar a casa de Lídia para ouvir a pregação de Paulo e Silas e conversar sobre a Palavra de Deus. A casa de Lídia passou a ser lugar de encontro e adoração a Deus e também um lugar de divulgação do Evangelho.

OBJETIVOS – Conhecer Lídia, uma mulher que auxiliou no projeto de Deus, colocando sua casa à disposição da comunidade. – Reletir sobre como cada pessoa pode servir a Deus com suas habilidades.

RECURSOS – Panos coloridos, bacia com água, pequenas ichas de papel.

Desenvolvimento do tema: CANTO Passo a passo

DIÁLOGO Sentar próximo ao espaço cênico, preparado anteriormente, e veriicar se os elementos signiicativos, que serão usados para narrar a história, chamaram a atenção. Perguntar sobre o seu signiicado. No inal, explicar que esses elementos farão parte da história.

HISTÓRIA (No chão, dentro de um espaço determinado, colocar um pano vermelho, representando Lídia, e panos de outras cores, representando as outras mulheres. Ainda uma bacia com água para representar o rio.) Lídia era vendedora de púrpura. (Colocar o pano vermelho sobre a cabeça.) Ela extraía tinta de alguns vegetais e tingia roupas e lãs. Junto com Lídia, trabalhavam outras mulheres. Elas formavam uma associação. (Pegar os outros panos e colocá-los próximos uns dos outros. Colocar o pano vermelho junto.)

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Deus fossem espalhados. Lembrar que cada um tem habilidades especiais e pode contribuir de diversas formas. As crianças sentam em círculo. No centro, colocar uma toalha ou os panos utilizados para narrar a história e uma vela. Cada uma coloca a icha no centro, sobre os panos. Se quiser, com­ partilha o que escreveu.

DIÁLOGO – Quem era Lídia? – Com quem ela estava na beira do rio? – O que as mulheres faziam na beira do rio? – Como Lídia auxiliou os apóstolos na propagação da Palavra de Deus? – Como cada um pode auxiliar na divulgação dos ensinamentos de Jesus?

ORAÇÃO Querido Deus, obrigado por nos teres feito com tantas habilidades. Queremos colocá-las a teu serviço e assim auxiliar na construção de um mundo novo. Amém.

ATIVIDADE Cada criança recebe uma icha de papel. Nela, escreve uma palavra que expresse o que cada um poderia oferecer para que a mensagem e o amor de

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1 – Reino dos céus: um lindo jardim CONSIDERAÇÕES SOBRE O TEMA

DIÁLOGO

O Dia da Reforma tem um signiica­ do muito especial. Marca o início de uma nova caminhada na igreja. Lutero foi muito importante nesse processo. Com coragem, desaiou a igreja da época, pregando na porta do castelo de Wittenberg as 95 Teses, onde colocou que Jesus Cristo é o Senhor da igreja e se opôs a muitas práticas da igreja, entre elas, o comércio de indulgências (cartas vendidas aos membros para entrar no céu). Lutero sofreu muitas perseguições, mas não desanimou. Continuou irme, dando seu testemu­ nho de fé. Como pai, Lutero foi severo, mas amigo ao mesmo tempo. Em certa ocasião, estando fora do convívio familiar, mandou uma carta ao seu ilho Joãozinho, descrevendo o Reino de Deus como um lindo jardim.

– Quem já recebeu uma carta? – Quem já escreveu uma carta? – O que escrevemos nas cartas?

ATIVIDADE Hoje vamos ler uma carta que Martim Lutero escreveu para seu ilho Joãozinho. Ele fez isso quando estava viajando. Certamente, no meio da viagem, deve ter sentido saudades de seu ilho, então escreveu uma carta. Nela, Martim Lutero descreve o Reino de Deus como um jardim muito lindo. Vamos, agora, fechar os olhos e imaginar um jardim, com um gramado cheio de lores coloridas, árvores com folhas muito verdes... (O professor ou a professora continua a descrição, incluindo elementos da sua realidade.)

OBJETIVOS HISTÓRIA

Compreender: – que sinais do Reino de Deus se fazem presentes entre nós. – que cada um pode participar na ediicação do Reino de Deus.

A meu ilho amado do coração, Joãozinho Lutero, em Wittenberg, graça e paz em Cristo! Querido ilho, ico contente de ver que você está estudando bastante e orando com dedicação. Faça isso, meu ilho, e continue assim. Quando eu voltar para casa, quero trazer um bonito presente para você. Eu conheço um jardim lindo e divertido, onde andam muitas crianças, vestidas de roupa dourada, e que recolhem bonitas maçãs, peras, cerejas e ameixas, cantam, saltam e estão contentes. Também têm belos cavalinhos com arreios de ouro e selas de prata. Perguntei ao dono do jardim quem eram as crianças. E ele respondeu: – São as crianças que gostam de orar, aprender e ser devotas. Então falei:

RECURSOS – Carta, envelopes, papel para carta, papel pardo, revistas e jornais para recorte, tesoura, cola.

Desenvolvimento do tema: CANTO A criança e o Reino

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– Caro senhor, eu também tenho um ilho, chamado Joãozinho. Será que ele pode entrar no jardim, para também comer essas belas maçãs e peras e andar com esses cavalinhos e brincar com essas crianças? Ao que o senhor respondeu: – Se ele gosta de orar, aprender e ser devoto, ele também pode entrar no jardim. O Lipe e o Justo também. E, quando vierem todos, também eles vão assobiar, ter tambores e toda espécie de instrumentos de corda e também vão dançar. E lá ele me mostrou um lindo gramado, especialmente para dançar. Mas era cedo e as crianças ainda não tinham feito a refeição. Por isso não pude esperar pela dança. Falei para aquele homem: – Ah, caro senhor, quero ir bem ligeiro e escrever todas essas coisas para o meu querido ilho Joãozinho, para que estude com muita apli­ cação, ore bastante e seja devoto, para que também ele entre nesse jardim. Mas ele tem uma tia Lena, essa tem que trazer junto. Então aquele senhor falou: – Tudo bem, vá lá e escreva isso para ele. Portanto, querido Joãozinho, estude e ore sem vacilar e diga isso ao Lipe e ao Justo, para que também estudem e orem, que assim vocês irão entrar juntos no jardim. Deus o abençoe! E dê lembranças à tia Lena e um beijo por mim. Seu querido pai, Martim Lutero.

com tudo o que é necessário para viver bem. Uma vida assim é sinal do Reino de Deus. Onde acontecem sinais do Reino de Deus hoje?

ATIVIDADES a) Formar grupos de cinco crianças. Distribuir revistas e jornais. Cada grupo busca iguras de situações que retratam sinais do Reino de Deus presentes já hoje. Cada grupo apresenta suas iguras e, depois, todos juntos, confeccionam um painel. b) Elaborar uma carta, descrevendo como imagina o Reino de Deus. Antes da atividade, pode-se determinar para que colega da turma será enviada a carta. Essa pode ser enviada pelo correio, para o endereço residencial de cada criança. Numa próxima aula, quando todos já receberam as cartas, pode-se fazer uma partilha das mesmas. c) Confeccionar um álbum seriado. Formar grupos de três crianças. Cada grupo desenha uma cena para o álbum, partindo das seguintes questões: – Como podemos colocar sinais do Reino de Deus em nosso meio? O que é necessário para fazer acontecer o Reino de Deus? Montar o álbum, anexando todas as cenas.

DIÁLOGO CANTO

– Como é a vida nesse jardim? O texto mostra como Deus quer que seja a vida das pessoas: digna, feliz,

A criança e o Reino

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2 – Símbolo de Lutero – Rosa CONSIDERAÇÕES SOBRE O TEMA Nesta aula será trabalhada a Rosa de Lutero, um símbolo para os luteranos do mundo inteiro. O próprio Lutero deiniu a Rosa, em uma carta, de 8 de julho de 1530, a Lázaro Spengler, como um emblema de sua teologia. A Rosa é composta por cinco elementos signiicativos para o pensamento de Lutero: a cruz preta, o coração vermelho, a rosa branca, o fundo azul e o anel dourado. O próprio Lutero explicou o signiicado de cada uma das partes: “A primeira é a cruz preta dentro de um coração que tem sua cor natural. Quero que esse coração esteja dentro de uma rosa branca, para indicar que a fé dá alegria, consolo e paz. A rosa ica num campo azul celeste, indicando que essa alegria é o início da alegria vindoura. E nesse campo um anel dourado, lembrando que a felicidade no céu permanecerá eternamente e não terá im, e é também mais pre­ ciosa que toda alegria e todos os bens, assim como o ouro é o metal mais precioso”. Existem alguns relatos que contam que Catarina von Bora, esposa de Lutero, teria bordado esse distintivo e dado de presente para seu marido.

OBJETIVO – Conhecer a Rosa de Lutero e seu signiicado.

– Textos com a explicação de cada parte da Rosa. Colocar a explicação de cada parte numa folha ou icha. – Tesoura, lápis de cor ou giz de cera, cola.

RECURSOS

Desenvolvimento do tema:

– Ilustração da Rosa de Lutero. Numa cartolina, traçado de cada parte da Rosa de Lutero. O tamanho ica a critério do professor ou da professora.

CANTO A criança e o Reino

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Lutero icou muito admirado com o trabalho de Catarina. Então ela explicou o signiicado de cada parte. Feliz com o presente, Lutero abraçou-a, demonstrando sua gratidão. Também lhe disse: – De hoje em diante, este será meu distintivo, meu símbolo. De fato, esse símbolo icou muito conhecido e foi chamado de “Rosa de Lutero”.

DIÁLOGO Apresentar a Rosa de Lutero: – Alguém conhece este símbolo? – Qual o seu signiicado?

HISTÓRIA Catarina sentou-se na cadeira de balanço e pegou o bordado que havia começado algum tempo atrás. Estava cansada, pois havia realizado várias tarefas na casa, mas sempre dizia que o bordado a acalmava. E, ainal de contas, esse era um bordado muito especial. Era um presente para seu esposo Lutero. No bordado, Catarina queria colocar o que Lutero pensava e pregava. Por isso começou com um coração vermelho. No centro do coração, bordou uma cruz preta. O coração foi colocado sobre uma rosa branca. No fundo de tudo, a cor azul. Cada uma das partes tinha um signiicado muito especial. No momento de dar o presente a Lutero, ela explicaria o signiicado de cada parte: * A cruz preta dentro do coração vermelho signiica o nosso coração, onde Jesus age, des­ pertando em nós a fé. * A rosa branca e luminosa, sobre a qual está o coração, mostra a paz e a alegria que Jesus nos dá pela fé. * O fundo azul lembra o céu, a eternidade, e nos dá esperança no futuro. Catarina olhou para seu bordado e achou que faltava alguma coisa para dar o acabamento. Então imaginou um anel dourado ao redor de tudo, pois lembrava o ouro, metal mais precioso. Ele poderia signiicar o que de mais precioso re­ cebemos de Deus: a vida. Catarina achou que icaria muito bom. Naquela noite mesmo, acabou o bordado. Na manhã seguinte, pensou em fazer uma surpresa para Lutero. Colocou seu trabalho no lugar onde Lutero costumava sentar à mesa para tomar café.

ATIVIDADES a) Formar cinco grupos. Cada grupo recebe uma folha com a explicação de uma das partes da Rosa: cruz, coração, rosa, céu, anel. Também recebe o contorno do seu formato numa cartolina, para recortar. Quando todos recortaram, cada grupo apresenta o signiicado da sua parte aos demais. Depois, ocorre a troca de peças entre os grupos: cada grupo pinta a parte da Rosa de outro grupo. Após todos terem pintado, ocorre a montagem da “Rosa de Lutero”. Essa é exposta na sala de aula. b) Pesquisa. Solicitar que as crianças façam uma pesquisa sobre quais são os emblemas ou símbolos de outras denominações religiosas. Colocar esse material junto com a Rosa de Lutero e deixar exposto na sala. c) Cada criança cria um símbolo que identiica a turma. Motivar a criação de símbolos que lembram características ou habilidades positivas da turma. Por exemplo: Alguém pensa que uma característica da turma é a união. Então faz algum símbolo relacionado com esse tema. Num mesmo símbolo podem ser representadas diferentes características ou habilidades da turma: unida, alegre, brincalhona, esportista etc. Cada um apresenta seu símbolo, explicando os detalhes. Depois, todos os símbolos são expostos na sala de aula.

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Ascensão e Pentecostes O povo judeu também festeja na época de Pentecostes o tempo de saída dos escravos hebreus do Egito até sua chegada no monte Sinai, onde Moisés recebeu os mandamentos de Deus. A partir do Novo Testamento, Pentecostes tornou-se a festa da vinda do Espírito Santo. Com essa vinda, iniciou a igreja cristã. Por isso os cristãos comemoram em Pentecostes o aniversário da igreja. Antes da vinda do Espírito Santo, os discípulos estavam com medo de serem perseguidos assim como Jesus o fora. Com a vinda do Espírito Santo, eles receberam força para anunciar a mensagem de Jesus. A tristeza transformou-se em alegria, o medo em coragem. O texto de Atos 2.1-41 relata esse acontecimento. Pentecostes tem a ver com a cor vermelha, com o fogo, com o barulho e com o vento. São símbolos de Pentecostes: o vento, a chama de fogo e a pomba. O vento e a chama de fogo foram a forma como o Espírito Santo apareceu aos discípulos de Jesus na cidade de Jerusalém (Atos 2.1-4). A pomba tornou-se um símbolo de Pentecostes por causa do batismo de Jesus (Marcos 1.9-11). Outras informações sobre essas duas datas estão presentes no desenvolvimento das aulas. Para as crianças, temas como Ascensão e Pentecostes nem sempre são tão simples de serem compreendidos, pois exigem abstração. É preciso cuidado para não passar uma imagem de um Deus muito longe (“lá em cima”), como alguém que olha de cima. Deus não está distante, ele não sai de perto da sua Criação.

Nas duas próximas aulas são trabalhadas duas datas que trazem questionamentos e desaios, pois, às vezes, não se sabe exatamente do que se trata ou não se conhece o seu real signiicado. As duas datas são muito importantes para a vida de comunidades religiosas cristãs: Ascensão e Pentecostes. A Ascensão é celebrada 40 dias após a Páscoa. De forma resumida, pode ser deinida como: subida, elevação, exaltação ou gloriicação de Cristo, após a sua morte e ressurreição, representada especialmente como subida aos céus. A Ascensão de Jesus aos céus é sinal de sua vitória sobre a morte. O texto bíblico que narra esse acontecimento encontra-se em Atos 1.6-11. A despedida de Jesus não signiica aban­ dono. Ele continua acompanhando as pessoas, ajudando-as a ser suas discípulas. A Ascensão de Jesus mostra sua proximidade e não sua distância. Ele está presente quando as pessoas se reúnem em nome dele. Jesus promete enviar o Espírito Santo para estar com as pessoas em todos os tempos. Também diz que todas serão suas testemunhas. O desejo de Jesus é que as pessoas olhem para a terra, para a vida. Os apóstolos continuaram olhando para o céu (versículo 10). Porém não era essa a sua missão. O livro de Atos relata tudo o que eles izeram depois. Jesus desaia para algo maior: olhar para a vida que está ao redor e agir em seu favor. Pentecostes tem a ver com o número 50. Para o povo judeu representa cinquenta dias de festa de colheita. São os cinquenta dias entre o início da colheita da cevada até o início da colheita de trigo.

1 – Ascensão OBJETIVOS

RECURSOS

– Resgatar o signiicado e o valor da Ascensão de nosso Senhor. – Perceber que a Ascensão de Jesus representa a presença viva de Deus entre nós.

– Fio de nylon, grampos de roupa. – Textos ou iguras de situações que apresentam alegria, paz, comunhão, natureza preservada, solidariedade.

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Desenvolvimento do tema:

– Então quero ir lá em cima – dizia Geraldo. Certo dia, quando eles estavam olhando para o morro, os pais e um tio deles passaram por ali. Eles iam colher café. A lavoura de café icava justamente naquele morro. Geraldo e Soia não tiveram dúvida, pediram para ir junto. Na lavoura, as crianças pediram que a mãe as levasse até o alto do morro. Ela aceitou. Quando elas chegaram lá, Soia olhou para Geraldo e ambos falaram quase ao mesmo tempo: – Ué! Não tem nada! – Não tem nada o quê? – perguntou a mãe. – Não é o im do céu. Olha quantas monta­ nhas estamos vendo! – disse Soia. – Meus ilhos, o céu não tem im. Para onde andarmos, ali estará o céu – explicou a mãe. – Então, para onde foi Jesus depois da sua ressurreição? – perguntou Geraldo. – Crianças, quando a Bíblia nos diz que Jesus foi para o céu, ela não está dizendo que ele se escondeu de nós. Pelo contrário, assim como o céu, também Jesus está em todos os lugares e caminha com todas as pessoas. Desde aquele dia, todas as vezes que Geraldo e Soia olhavam para o céu, lembravam que Jesus não estava longe deles.

CANTO Quando você

DIÁLOGO – Vocês já se sentiram sozinhos? Qual foi a sensação? Ninguém gosta de se sentir sozinho, abandonado, sem ter alguém por perto. É bom ter pessoas conhecidas e queridas perto da gente. Carinho, compreensão e o amor fazem bem para qualquer pessoa. Os discípulos de Jesus, depois de sua morte, sentiram medo. Em determinado momento, eles pensaram que estavam sozinhos. Mas a ressurreição de Jesus trouxe nova esperança. E todos comemoraram a festa da vida: a Páscoa. Depois da Páscoa, outro acontecimento marcou a vida dos discípulos. Eles novamente sentiram medo. Foi quando Jesus se despediu e foi levado para o céu. Isso aconteceu 40 dias após a Páscoa. Até hoje esse acontecimento é lembrado por muitas pessoas. Hoje, 40 dias depois da Páscoa, os cristãos celebram o Dia da Ascensão de nosso Senhor. Mas o que signiica ir para o céu? Será que os discípulos realmente icaram sozinhos? Duas crianças, Geraldo e Soia, izeram descobertas importantes sobre essas perguntas. Vamos ver o que elas descobriram.

(História extraída do jornal O Amigo das Crianças, n. 16, de 28/05/95)

CANTO Quando você

ATIVIDADES HISTÓRIA

a) Estender o io de nylon entre duas árvores ou em outro lugar. No io, pendurar, com grampos de roupa, textos ou iguras que apresentam como tema: alegria, paz, comunhão, natureza preservada, solidariedade. As crianças icam a uma certa distância do “varal”, de onde não é possível ver o io nem o conteúdo dos textos ou das iguras.

No interior de Minas Gerais, onde há muitas montanhas, moram Geraldo e Soia. Os dois são irmãos e tinham uma preocupação em comum: Onde termina o céu? Muitas vezes, Geraldo e Soia icavam olhando para o alto de um monte e conversando: – Será que o céu termina naquele morro? – perguntava Geraldo. – Eu acho que sim. Talvez Jesus tenha ido para lá quando subiu ao céu – respondia Soia.

b) Diálogo: – É possível ver onde as folhas estão presas?

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– Qual é o assunto dos textos ou das igu­

d) Os textos ou as iguras mostram situa­ ções/acontecimentos onde se manifesta a presença de Jesus. Ela se manifesta onde as pessoas vivem em paz, onde há solidariedade, alegria, comunhão. Cada criança pega uma das folhas penduradas no io de nylon e compartilha a situação que está expressa ali. Em conjunto, todos veriicam se situações parecidas ocorrem em seu meio: família, escola, cidade etc.

ras? c) Relacionar o “varal” com o tema. Não enxergamos o io de nylon, mas ele está ali. Se não estivesse, as folhas não poderiam ser penduradas. Como ser humano, Jesus também não está mais visível na terra, mas ele continua nos sustentando, segurando, guardando. Não nos deixa cair, abençoa nossos bons propósitos. O Dia de Ascensão lembra que Jesus foi para o céu, mas não quer dizer que ele se escondeu de nós. Pelo contrário, assim como o céu, também Jesus está em todos os lugares e caminha com todas as pessoas. O professor ou a professora faz outras observações a partir do que está colocado na introdução desta unidade.

CANTO Quando você.

2 – Pentecostes OBJETIVOS

ATIVIDADE

– Resgatar o signiicado de Pente­ costes. – Perceber que, através do Espírito Santo, Deus anima e encoraja os discípulos e as pessoas hoje. – Comemorar a importância da festa de Pentecostes para a igreja cristã.

Jogo – Mês do aniversário As crianças se reúnem conforme o mês do seu aniversário. Para isso, todas saem caminhando pela sala, gritando o mês em que nasceram. Quando todas se encontraram, faz-se uma rodada de apresentação, batendo uma salva de palmas para cada mês. Antes disso, cada criança diz o dia do seu aniversário. As palmas podem ser variadas. Alguns exemplos: * Palma da melancia Cada criança se imagina comendo um pedaço de melancia. Começa a comer de um lado, fazendo os sons característicos de que está comendo: nham, nham, nham... Joga as sementes no lixo. Come do outro lado: nham, nham, nham... Joga as sementes e a casca no lixo e limpa as mãos. Na hora de limpar as mãos, todas batem palmas em conjunto.

RECURSO – Balões.

Desenvolvimento do tema: CANTO Passo a passo

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* Palma do trem O professor ou a professora conduz as palmas da seguinte forma: Quando levanta a mão, todos batem uma palma; quando abaixa, batem novamente. Assim sucessivamente, O professor ou a professora vai acelerando o movimento da mão, acelerando as palmas como se fosse um trem em movimento. * Palmas do mosquito As pessoas vão batendo palmas no ar como se estivessem matando mosquito. * Palmas da chuva Todos estendem a palma de uma das mãos para frente. Sobre ela vão batendo com um dedo, depois com dois, com três... Enquanto vão acrescentando os dedos, vão dizendo: um pinguinho, dois pinguinhos, três pinguinhos... No inal, repre­ sentando a chuva forte, bater uma palma na outra. * Palmas do silêncio Todas as pessoas ameaçam bater palmas, mas não o fazem. Depois de repetir o gesto algumas vezes, bate-se uma salva de palmas de verdade para aquele mês. * Palmas visuais O professor ou a professora diz: Palmas para eles. Neste momento, todos mostram a palma das mãos para quem está sendo aplaudido. Novamente se encerra com uma salva de palmas calorosa. * Uma palma só Alguém conta até três e todas as crianças batem uma palma juntos. Se não der certo na primeira vez, tenta-se novamente.

– Aniversário da igreja? Quando foi que ela nasceu? – Há quase dois mil anos. Quarenta dias depois de sua ressurreição, Jesus se despediu das pessoas. Na despedida, ele prometeu enviar o Espírito Santo para estar com as pessoas em todos os tempos. Dez dias depois, ao se completarem cinquenta dias, cumpriu-se a promessa que Jesus havia feito. Esse dia é chamado de Pentecostes, palavra que provém de cinquenta. – Mas como veio o Espírito Santo? – A vinda do Espírito Santo foi uma surpresa. Os seguidores de Jesus estavam reunidos numa casa em Jerusalém, quando, de repente, veio um vento forte e barulhento. Sobre a cabeça das pessoas surgiram chamas que pareciam ser de fogo. Com todo esse barulho na casa, juntou-se muita gente que queria saber o que havia acontecido. Até aquele dia, os seguidores de Jesus estavam com muito medo de serem perseguidos. O Espírito Santo lhes deu coragem para anunciar a sua morte e sua ressurreição ao mundo. Vieram pessoas de muitos lugares para escutar os discípulos. Algumas aceitaram a mensagem da ressurreição e foram batizadas como cristãs. A partir daquele dia, a igreja cristã foi crescendo e formando novas comunidades. Por isso festejamos nesse dia o seu aniversário. Sem o Espírito Santo não seríamos cristãos hoje. – Que aniversário interessante! – Se você está animado para ir junto, é melhor se apressar. Eles tomaram café e foram ao culto. O dia estava muito bonito e havia muita gente. Depois do culto, como em todo aniversário, todos comeram uma fatia de um enorme bolo em forma de igreja. (História extraída do jornal O Amigo das Crianças, n. 17, de 04/06/95.)

DIÁLOGO – Vocês sabiam que a igreja cristã também faz aniversário? Um menino chamado Carlos descobriu em que dia é o aniversário da igreja.

ATIVIDADE

HISTÓRIA

No pátio, sentar num local aconchegante, se possível, à sombra das árvores, e alegrar-se pela oportunidade de estar num lugar bonito e agradável. Reletir com as crianças:

Carlos estranhou quando seu pai bateu na porta do seu quarto no domingo de manhã e falou: – Carlos, você gostaria de ir no aniversário da igreja?

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– O que o vento faz? – Vamos observar árvores: É possível pegar o vento? Como sabemos que há vento? * Nós não vemos o vento. Não podemos pegá-lo ou guardá-lo. Contudo, nós podemos ver o que vento faz e podemos senti-lo. Nós não vemos Deus. Não podemos pegá-lo nem guardá-lo. Porém nós podemos sentir e ver o Espírito Santo de Deus atuar. O Espírito Santo apareceu às pessoas através do vento, pela chama do fogo e pela pomba. Ele está bem presente na vida das pessoas. O Espírito Santo nos dá força quando estamos tristes. Ajuda-nos a compreender os ensinamentos de Jesus. Dá-nos coragem para anunciar e viver o amor de Deus e falar sobre as injustiças que acontecem no nosso mundo. Ele nos anima e dá coragem para cuidar do mundo. – Como podemos cuidar do mundo? Lembrar a importância dos pequenos gestos no dia a dia: dar um abraço em alguém, cumprimentar as pessoas, plantar uma árvore, consolar quem está triste etc. Sem o Espírito Santo, a igreja não conseguiria ser igreja. Já vimos que, como um todo, a igreja cristã, no mundo inteiro, teve seu início com a vinda do Espírito Santo. Agora, vamos descobrir como nasceu a comunidade religiosa onde cada um participa, aqui na nossa cidade. Tarefa: – Quando surgiu a comunidade da qual você participa?

– Como ela começou? – Com quantas famílias? – Onde se reuniram? – Como é a sua comunidade hoje? Outra sugestão: Para introduzir a atividade acima, pode ser realizada a seguinte dinâmica: As crianças pegam um balão, enchendo-o e cuidando para não estourar. Não amarrar. Pedir que deixem o balão esvaziar, colocando uma das mãos no lugar por onde sai o ar. Depois, convidá-las para sentar no centro da sala e, todas juntas, ao sinal dado, largam o seu balão, observando para onde ele vai. Depois, cada criança junta o balão, enche-o novamente, amarra-o e enfeita a sala de aula com ele. Conversar: – Nós conseguimos pegar o vento que sai do balão? – Como sabemos que existe ar ou vento? Depois disso, a atividade segue conforme está colocado a partir do sinal (*).

CANTO Quando você

3 – Finados: lembranças especiais A nós não cabe buscar saber como acontece a ressurreição ou como será a vida após a morte. Nossa atenção deve voltar-se para a fé no poder de Deus, que cria vida nova a partir da morte. Conforme o ciclo natural de vida, o tema morte não está muito presente na vida das crianças nessa idade. No entanto, é importante que as crianças saibam que Deus tem cuidado, carinho e atenção por todas as pessoas: aquelas que morreram e aquelas que sofrem com as perdas.

CONSIDERAÇÕES SOBRE O TEMA O dia 2 de novembro é dedicado à memória dos inados. Nesse dia, as pessoas são convidadas a lembrar das pessoas que lhes são queridas, mas que já morreram. Finados lembra morte, mas também anuncia a vida por causa da ressurreição de Jesus. Por isso o dia em que as pessoas lembram aqueles que já faleceram também é dia para lembrar que a vida tem continuidade na presença de Deus.

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– Filha, hoje é o dia em que lembramos das pessoas que nos são queridas, mas que já morreram. É também o momento de pensar na nossa vida, no modo como estamos convivendo com as outras pessoas. Aproveitei e iz mais algumas perguntas: – Por que as pessoas morrem? – Filha, ninguém vive para sempre. Seu bisavô e sua bisavó receberam muitos anos de vida, nos quais sentiram o cuidado e o amor de Deus. – E para onde vão as pessoas depois da morte? – Deus continua cuidando delas, pois ele cria nova vida a partir da morte. Ninguém sabe como é essa nova vida. Porém, pelo amor e cuidado que Deus tem conosco hoje, em vida, podemos imaginar que ele sempre cuidará muito bem de nós. Enquanto minha mãe e minha tia arrumavam o túmulo, iquei pensando como seria essa nova vida. Imaginei algo muito lindo. Também pensei no que precisa ser feito para melhorar a vida hoje, para que mais pessoas possam ter uma vida boa e feliz.

OBJETIVOS Compreender que: – a vida tem continuidade na presença de Deus. – Deus está presente de forma amorosa em todas as situações da vida.

RECURSOS – Jornais e revistas, tesoura, papel pardo/kraft, cola.

Desenvolvimento do tema: CANTO Quando você

ATIVIDADE

HISTÓRIA

Em revistas ou jornais, encontrar gravuras ou textos que mostram situações onde: – a morte aparece como parte da vida, isto é, conforme o ciclo natural da vida; – a vida é interrompida por situações adversas. Por exemplo: imprudência no trânsito, guerras, assassinatos. Conversar sobre as reportagens, deixando claro que Deus não é a favor de mortes precoces nem violentas. Em muitos casos, essas mortes são consequência da irresponsabilidade humana. Colar todas as reportagens num painel, separando as duas situações. Diálogo: – Quais são as situações que mais aparecem? – O que pode ser feito para mudar as situações de morte que existem?

Uma menina vai contar como viveu o dia 2 de novembro. Naquele dia, acordei cedo, pois havia barulho na cozinha. A princípio, iquei chateada, pois era feriado e eu queria dormir até tarde. Então pensei que o melhor era levantar e participar da conversa. Quando cheguei na cozinha, vi que minha tia estava lá. Em cima da mesa, havia vários vasos com lores. – Quantas lores? Quem está de aniversá­ rio? – perguntei. Minha mãe explicou: – Hoje é Dia de Finados e vamos até o cemitério. Você poderia ir também. Vamos levar lores para colocar no túmulo da bisa. Sua tia vai junto. Quando chegamos perto do cemitério, havia muitas pessoas. Foi difícil achar um lugar para estacionar o carro. Eu não entendia direito por que estávamos ali e o que iríamos fazer. Perguntei: – Por que existe este dia?

CANTO Quando você

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Paixão e Páscoa 4 – Quaresma É importante lembrar que todos os costumes e regras podem ter sua validade se seu objetivo for aproximar mais as pessoas de Deus. Nesta aula, quer se lembrar como os primeiros cristãos viviam a época da Quaresma – questão do Batismo – e veriicar como as pessoas vivem essa preparação hoje. Sugere-se a realização de um questionário. Para respondê-lo, as crianças podem conversar com pessoas da sua família, da vizinhança, da comunidade religiosa etc.

CONSIDERAÇÕES SOBRE O TEMA Quaresma é o período de quarenta dias antes da Páscoa. É um período de relexão sobre a grande festa que se aproxima: a Páscoa. É um tempo de preparação para essa festa. Nesta época, também chamada de Paixão, existem alguns dias especiais. Por exemplo: * Quarta-Feira de Cinzas – marca o início da Quaresma. Recebeu esse nome porque, neste dia, os primeiros cristãos se vestiam com roupas feitas de saco e cobriam seu corpo com cinzas, demonstrando concretamente seu arrependimento e sua humildade diante de Deus. * Semana Santa – também conhecida como a Semana da Páscoa. Inicia com o Domingo de Ramos, que lembra a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém. O domingo recebeu esse nome por causa dos ramos que o povo colocou no chão quando Jesus entrou. Ele foi recebido como rei. A Semana Santa culmina com o Domingo de Páscoa, dia da ressurreição de Jesus. * Na Quinta-Feira Santa, também conhecida como Noite de Endoenças, é lembrada a última ceia de Jesus com seus discípulos. A Sexta-Feira Santa lembra o sofrimento, a humilhação e a morte de Jesus Cristo em favor das pessoas. Os primeiros cristãos, no período da Quaresma, preparavam-se para o Batismo, que acontecia no Domingo de Páscoa. Era um período de estudo, de relexão, de jejum, de oração, no qual não eram permitidas festas de nenhuma espécie. Tudo o que era feito servia para resguardar o corpo e a alma para o momento mais importante da fé cristã que acontecia na Páscoa. Muitos desses costumes não são mais seguidos atualmente. A preparação para o Batismo como acontecia com os primeiros cristãos não acontece mais assim. Um dos costumes que ainda permanece é o de comer peixe na Sexta-Feira Santa. Contudo, isso não é uma ordem de Jesus. As pessoas fazem isso para demonstrar respeito ao sangue derramado por Jesus.

RECURSOS Na aula anterior, solicitar que as crianças respondam o seguinte questionário: – O que é Quaresma? – Quais são os dias especiais que fazem parte desse período? – As pessoas realizam alguma atividade especial durante a Quaresma? – Quando as pessoas são batizadas na sua denominação religiosa? Solicitar que tragam fotos do seu batizado ou de outra pessoa que conheçam.

OBJETIVOS Perceber que: – a Quaresma é um período de preparação para a Páscoa. – nos preparamos para a Quaresma quando vivemos a proposta trazida por Jesus: vida para todos.

RECURSOS – Fotos do Batismo e questionário sobre a Quaresma.

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Desenvolvimento do tema:

o tempo da Quaresma para se preparar para a festa da Páscoa, que lembra a ressurreição de Jesus.

CANTO

c) Perguntas sobre o texto: – O que é Quaresma? – O que os primeiros cristãos faziam de especial na época da Quaresma? – Como acontece o Batismo, hoje, na sua denominação religiosa? As crianças apresentam as fotos que trouxeram, fazendo comentários sobre as mesmas. – Podemos ver que hoje é diferente. O Batismo é realizado em diferentes épocas. Contudo, hoje muitas pessoas realizam outras atividades especiais durante a Quaresma, preparando-se para a Páscoa. Quais são as atividades que as pessoas realizam? Relembrar a terceira questão do questionário.

Chegou a Páscoa

ATIVIDADES a) Leitura das respostas do questionário. Comentar principalmente duas questões: atividades que as pessoas realizam durante a Quaresma e como acontece o Batismo nas diferentes denominações religiosas. b) Leitura do texto. Quaresma A Quaresma é um período de quarenta dias antes da Páscoa. Ela inicia na Quarta-Feira de Cinzas, após o carnaval, e termina no Domingo de Páscoa. Na Quaresma, os primeiros cristãos preparavam-se para o Batismo. Esse acontecia no Domingo de Páscoa. A Quaresma era um período de estudo, de relexão, de jejum, de oração, no qual não eram permitidas festas de nenhuma espécie. As pessoas se preparavam para o momento mais importante da fé cristã, que acontecia na Páscoa. Hoje, muitos costumes mudaram. No entanto, é importante que as pessoas cristãs aproveitem

d) Confecção de algum símbolo de Páscoa: coelho, ovo, cruz, sino, cartão etc. Junto com o símbolo, cada criança coloca uma mensagem, lembrando que estamos na época da Quaresma. Essa é uma época de preparação para a Páscoa. Uma época que lembra que a festa da vida está chegando. Isso é motivo de grande alegria e esperança. Feliz Quaresma! Feliz Páscoa!

CANTO Chegou a Páscoa

5 – Símbolo: peixe acabar com o cristianismo. Mas os seguidores de Jesus não cederam às ameaças e continuaram reunindo-se, ensinando e vivendo o que Jesus havia dito. Essas pessoas resistiram à perseguição e criaram um símbolo para identiicar a sua fé. E apenas elas entendiam o signiicado. O símbolo criado foi o peixe, pois a palavra PEIXE, em gre-

CONSIDERAÇÕES SOBRE O TEMA O peixe foi um símbolo muito importante na vida dos primeiros cristãos. Surgiu na época da formação das primeiras comunidades cristãs. Quando Jesus já não vivia mais entre os seus discípulos, o Império Romano e outras religiões queriam

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go, é um acróstico de conissão de fé: Jesus Cristo Filho de Deus Salvador. Essa foi uma das maneiras que as pessoas utilizaram para continuar se encontrando, testemunhando a fé em Jesus e resistindo às perseguições.

Depois da morte de Jesus, os cristãos viveram períodos muito difíceis no Império Romano. Eles eram vistos como pessoas que ameaçavam o sistema da época. O imperador queria ser adorado como um deus. Para os cristãos, havia apenas um Deus que deveria ser adorado. Um imperador chamado Nero colocou fogo na cidade de Roma, colocando a culpa nos cristãos. Eles foram mais perseguidos. Os romanos tinham uma diversão: assistir à luta dos gladiadores. Esses eram lutadores proissionais que brigavam entre si. Muitos cristãos presos eram colocados para brigar com os gladiadores, sendo mortos por eles. Ou então eram colocados para lutar com leões famintos, não tendo muita chance de sobreviver. Era um tempo muito difícil. No entanto, os cristãos se uniram e viveram com mais intensidade a sua fé. Suas reuniões tinham que ser feitas em lugares escondidos, como as catacumbas, lugares subterrâneos nos quais se faziam os túmulos. (Desse tempo vem o uso de velas no altar, já que sem elas não era possível ler a Bíblia.) A insegurança era muito grande. Era preciso inventar meios para identiicar os companhei­ ros e amigos. Os cristãos descobriram um meio: comunicar-se através de sinais. Daí surgiu um símbolo: o peixe. As letras gregas da palavra peixe formam um acróstico (composição poética na qual o conjunto de letras inicial de cada verso forma um nome de pessoa). O acróstico formado pela palavra peixe tornou­se uma conissão de fé: Jesus Cristo Filho de Deus Salvador. Os cristãos faziam o desenho do peixe no chão como um meio de identiicar seus compa­ nheiros. Assim, o peixe passou a ser um importante símbolo de identiicação.

OBJETIVO – identiicar o peixe como símbolo da Páscoa e o seu signiicado para os primeiros cristãos.

RECURSO – Mapas da época do Império Romano e de hoje.

Desenvolvimento do tema: CANTO Quando você

DIÁLOGO – O que vocês conhecem sobre peixes? – Vamos relembrar as suas características? – O que o peixe tem a ver com a Páscoa? Alguém sabe?

DIÁLOGO ATIVIDADES

– O que vocês pensam sobre a forma criada pelos cristãos para identiicar seus companheiros? – O que nós podemos fazer para conquistar algo que é importante para todos?

a) Mostrar o mapa do mundo no tempo de Jesus. Naquela época, Roma dominava o mundo. Olhar no mapa a abrangência do Império Romano. Depois, comparar com o mundo hoje. b) O que o peixe tem a ver com a ressurreição de Jesus?

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* Sugestão de dobradura de peixe:

ATIVIDADES a) Através do acróstico, os cristãos izeram uma conissão de fé. Eles confessaram que Jesus Cristo é Filho de Deus Salvador. Nós também queremos fazer um acróstico a partir de palavras que relacionamos com a época da Páscoa ou com o nosso próprio nome. O acróstico pode ser uma conissão de fé ou uma mensagem sobre a Páscoa. Pode ser feito individualmente ou em conjunto. Neste último caso, é preciso escolher uma palavra relacionada com a época da Páscoa. b) Fazer um peixe em folha de alumínio. Pode ser usado o alumínio que vem na parte interna de latas de produtos alimentícios. Recortar o formato de um peixe e desenhar as escamas. Preparar um móbile. c) Fazer uma rede e nela colocar dobraduras de peixes. Nesses peixes, as crianças escrevem mensagens de Páscoa. Pode-se fazer mais peixes e distribuir para as pessoas que irão participar da celebração. * Sugestão de rede:

CANTO Chegou a Páscoa

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6 – Celebração de Páscoa CONSIDERAÇÕES SOBRE O TEMA

COMPOSIÇÃO DO ALTAR

– Se a celebração não acontecer na igreja, providenciar um local para o altar. – No início, os elementos do altar ainda não estarão sobre a mesa. Eles serão colocados pela turma durante a celebração. O professor ou a professora distribuirá os elementos entre a turma. – Se o espaço permitir, fazer um círculo ou um semicírculo com as cadeiras. – Deixar expostos os materiais confeccionados nas últimas aulas. – Outras turmas podem ser convidadas para a celebração. – As crianças distribuirão o pão no momento da partilha. Para isso é necessário providenciar vários pratos e dar essa tarefa a mais de um aluno.

O professor ou a professora ou algumas crianças leem o signiicado de cada elemento do altar. Enquanto isso, os mesmos são trazidos por outras crianças até um local preparado: mesa com panos coloridos. * Cruz: Deus nos dá uma nova chance de vida a partir da salvação em Jesus. Ele nos chama para um compromisso: levar vida ao mundo: pessoas, animais, plantas, rios, mares, terra. * Vela (acender depois de colar sobre a mesa): Deus transforma a escuridão em luz e alegria. Para os cristãos que viveram na época de perseguição no Império Romano, a vela fazia parte do altar para possibilitar a leitura da Bíblia. * Bíblia: Palavra de Deus é testemunho vivo da sua ação com seu povo. * Trigo e lores: Deus nos dá tempo para plantar, colher e alimentar. * Fermento: Deus nos dá oportunidade de crescer no seu Evangelho, levando-o a outras pessoas. Páscoa é tempo de lembrar que temos essa tarefa importante. * Água: Recebemos água para saciar a nossa sede e servir de alimento. * Sal, azeite, açúcar: Ingredientes essenciais para dar sabor à vida através dos alimentos. Em muitos momentos, precisamos colaborar para dar sabor à vida de outras pessoas. * Peixe: Os primeiros cristãos criaram um acróstico com a palavra peixe, em grego. O acróstico dizia: Jesus Cristo Filho de Deus Salvador. Foi uma forma de resistência encontrada pelos cristãos para se identiicar e não sucumbir diante do poder romano. * Pão: O pão é um alimento importante na vida de hoje, assim como era para os primeiros cristãos. Na oração do Pai-Nosso, ele representa todo o alimento que necessitamos para a vida. Jesus é o pão da vida.

OBJETIVOS – Celebrar a morte e ressurreição de Jesus. – Conhecer alguns símbolos da Páscoa.

RECURSOS – Elementos do altar, conforme consta na celebração. – Materiais elaborados ou confeccionados nas aulas anteriores. – Pedaços de peixe frito (sem espinhos) e pão para serem distribuídos durante a celebra ção.

Celebração SAUDAÇÃO Estamos reunidos aqui para celebrar juntos a Páscoa. A Páscoa é a festa mais importante para os cristãos, pois lembra que Jesus ressuscitou. Ele está vivo e quer dar vida para todos e todas nós. Agora, em conjunto, vamos arrumar o altar:

INVOCAÇÃO Realizamos esta celebração em nome de Deus, que enviou o seu Filho Jesus por amor a nós; em nome de Jesus, que não desistiu da sua tarefa, vencendo a morte com a vida; e em nome do Espírito Santo, que nos ilumina e dá forças

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para sempre nos voltarmos para a luz de Deus.

Pedro não pensou duas vezes. Atirou-se na água, nadando em direção a Jesus. Os outros vieram no barco, puxando a rede cheia de peixes. Ao chegarem, viram uma pequena fogueira e alguns pedaços de pão. Jesus disse: – Tragam alguns peixes e vamos fazer uma gostosa refeição. Eles se aproximaram e comeram do peixe e do pão que Jesus estava lhes oferecendo.

CANTO Chegou a Páscoa

ORAÇÃO Querido Deus! Nós queremos te agradecer por este momento em que nos reunimos para celebrar juntos a Páscoa. Obrigado que Jesus ressuscitou. Ele não está mais morto e assim nos concede a possibilidade de vida plena também. Amém.

COMENTÁRIO Em muitas histórias da vida de Jesus com seus discípulos aparece o elemento peixe. Na Palestina havia muitos pescadores que sobreviviam da pesca. Depois da morte e ressurreição de Jesus, os primeiros cristãos, como já vimos, usaram as iniciais da palavra peixe em grego para fazer um acróstico. Esse tinha um resumo da sua fé. Em meio à perseguição, eles usaram o peixe como um símbolo para continuar se encontrando e comunicando sem que os governantes entendessem o que queriam dizer. O peixe, além de resumir o conteúdo daquilo que os cristãos acreditavam, era um importante símbolo de resistência.

LEITURA BÍBLICA Lucas 24.29-31

CANTO Quando você

MENSAGEM História baseada em João 21.1-14. Anoitecia. Alguns pescadores estavam perto do lago de Tiberíades. Simão Pedro disse: – Eu vou pescar. – Nós vamos com você – disseram os outros. Todos entraram no barco. Trabalharam a noite inteira. Ao clarear, voltaram para a praia. – Essa noite não pescamos nada. O que vamos fazer agora? – Vejam! Uma pessoa está se aproximando. O que será que ela quer? Quando ela chegou mais perto, perguntou: – Vocês pescaram alguma coisa? – Não, não pescamos nada. – Joguem a rede novamente. Experimentem jogá-la no lado direito do barco, que vocês encontrarão muito peixe. Os pescadores estranharam, mas disseram: – Vamos jogar a rede. Nós não temos nada a perder com isso. Eles foram lago adentro e jogaram a rede novamente. Ao tentar puxá-la, estava tão pesada que quase não conseguiram colocá-la dentro do barco novamente. – Vejam! – disse um dos pescadores. – Pescamos tanto peixe que quase não conseguimos colocá-los no barco. Acho que aquele homem que disse para jogarmos a rede novamente é Jesus.

CANTO Chegou a Páscoa

PARTILHA – Nós queremos exercitar a partilha entre nós. Jesus realizou esse gesto várias vezes. Queremos seguir os ensinamentos de Jesus. Vamos partilhar os pedaços de peixe e pão que estão sobre o altar. As crianças distribuem os alimentos.

ORAÇÃO Deus, nós agradecemos porque Jesus ressuscitou, dando-nos vida. Obrigado porque por meio dele tu perdoas todos os nossos erros. Agradecemos-te pelo alimento, pela roupa, pela casa, enim, por tudo o que temos. Ensina­nos a não ser egoístas e partilhar tudo o que recebemos. Amém.

DESPEDIDA Alguns alunos param na porta e entregam para cada pessoa que participou da celebração uma dobradura de peixe, conforme sugestão da aula anterior.

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Advento e Natal

7 – Advento Desenvolvimento do tema:

CONSIDERAÇÕES SOBRE o tema Advento é o período de quatro semanas que antecede o Natal. É tempo de espera, de preparação e relexão. Deus também enviou alguém para preparar o caminho de Jesus, conforme Mateus 11.10: Porque João é aquele que as Escrituras Sagradas dizem “Aqui está meu mensageiro, disse Deus. Eu o mandarei adiante de você para preparar o seu caminho”. João Batista recebeu a importante tarefa de preparar o caminho de Jesus. Também hoje as pessoas são desaiadas para ser mensageiras de Deus e expressar sua coniança nele e a certeza de que ele está sempre presente. Para fortalecer essa esperança, nesta aula será realizada uma relexão sobre o signiicado do nome que é atribuído a Jesus pelo profeta Isaías: Emanuel. O signiicado é: Deus está conosco. Para confeccionar cartões, sugere-se o uso de elementos relacionados com a época de Advento: – ramos verdes, simbolizando a esperança que podemos ter em Cristo; – velas coloridas, simbolizando que Cristo é a luz do mundo. Ao usá-las, é preciso ter cuidado. O cartão é feito com os pingos da cera que vai derretendo quando as velas estão acesas.

CANTO É preciso parar

HISTÓRIA Uma bela mensagem Um anjo anunciou a Maria que ela teria um ilho e que ele receberia o nome de Jesus. O mesmo aconteceu a José. Num sonho, um anjo lhe disse que Maria, sua noiva, teria um ilho e que ele deveria receber o nome de Jesus. Nesse mesmo sonho, o anjo usou um outro nome para falar de Jesus. Um nome que também foi usado pelo profeta Isaías, quando esse anunciou o seu nascimento. Vamos ler na Bíblia o texto de Isaías 7.14 e descobrir com que nome ele é anunciado! (Observação para o professor ou a professora: o nome é Emanuel.) Além desse nome, há outros que são usados para falar de Jesus. Por exemplo: Cristo, Senhor, Messias, Mestre, Deus forte, Filho de Deus, Luz do mundo. O nome Emanuel é de origem hebraica. Ele tem um signiicado muito bonito. Para descobri­lo, siga a seta do exercício que está a seguir!

OBJETIVOS – Reletir sobre o signiicado do título Emanuel e compreender o seu signiicado para cada um de nós.

RECURSOS – Cópias do texto e da atividade. – Cartolina, ramos verdes, cola, velas coloridas, fósforo.

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(Resposta: Deus está conosco.)

cimento de Jesus e anunciando sua mensagem de amor e paz. Vamos confeccionar um cartão e nele colocar a certeza de que Deus está sempre conosco. Podemos ofertar esse cartão a uma pessoa da nossa família, um amigo, uma pessoa que está doente ou triste. Para confecção e decoração do cartão, utilizar os ramos verdes ou a técnica de pingar vela sobre o papel. Explicar o signiicado desses ele­ mentos.

Emanuel! Que bela mensagem esse nome nos traz! Deus está sempre com as pessoas. Essa mensagem se torna mais forte e presente nesta época de Advento, em que nos preparamos para comemorar o nascimento daquele que é chamado de Emanuel.

DIÁLOGO CANTO

– Quando sentimos mais forte a presença de Deus?

Quando você

ATIVIDADE Confecção de um cartão. Nós também podemos ser mensageiros de Deus, lembrando do nas-

8 – Símbolo: estrela Nesta aula, faz­se uma relexão sobre o signiicado desse símbolo natalino, que é um dos mais antigos símbolos cristãos. A estrela de quatro pontas e cauda tem um signiicado especial: as pontas representam as quatro direções – Norte, Sul, Leste, Oeste – de onde as pessoas vêm para conhecer Jesus.

CONSIDERAÇÕES SOBRE O TEMA Os astros, de maneira geral, sempre despertaram grande curiosidade. Desde os primórdios da humanidade, sempre houve interesse em observá-los e interpretá-los. O nascimento de Jesus também é anunciado aos magos, através de um astro: uma estrela. Mas uma estrela diferente, que fez com que esses estudiosos do Oriente se deslocassem, acompanhando-a. A estrela, conforme o relato bíblico, teria se posicionado junto a uma pobre e humilde estrebaria, anunciando para os magos o nascimento de Jesus. Em Mateus 2.10 está escrito: E vendo eles a estrela, alegraram-se com grande e intenso júbilo.

OBJETIVOS – Conhecer a estrela como símbolo de Natal. – Identiicar o que temos a ofertar no nosso dia a dia.

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Vamos imaginar essa estrela. Com certeza, ela era muito bonita. Agora, cada um representa a estrela que imaginou na cartolina. (Distribuir um pedaço de cartolina para que cada um possa desenhar, recortar e enfeitar a estrela.) Os magos foram seguindo a grande estrela. Certa noite, ela parou em algum ponto da cidade de Belém. Viram, então, que ela estava sobre uma pobre e pequena estrebaria. Estranharam, mas foram até lá. Na estrebaria, encontraram um casal, Maria e José, e seu ilho Jesus, que acabara de nascer. Perceberam, então, que a estrela estava anunciando o nascimento de Jesus. Fizeram uma visita ao menino que acabara de nascer. Depois de oferecerem a ele ricos presentes – ouro, incenso e mirra –, continuaram seu caminho. Se nós fossemos visitar Jesus, o que poderíamos oferecer a ele. (Deixar que as crianças deem sua opinião, motivando-as a expressar sentimentos ou atitudes que alegrariam Jesus.) Cada um escreve na sua estrela o que gostaria de oferecer a Jesus.

RECURSOS – Cartolina, tesoura, lápis de cor. – Barbante e sarrafos para fazer o móbile.

Desenvolvimento do tema: CANTO Estrela de Natal

DIÁLOGO Estamos numa época em que casas, ruas e lojas estão enfeitadas. Quais são os enfeites que vocês colocaram em casa ou viram na rua? A maioria dos enfeites é feita a partir de símbolos de Natal. Todos eles querem lembrar o acontecimento que comemoramos no Natal e tornar essa data mais alegre e bonita. A estrela é um dos símbolos de Natal. Por que ela se tornou um símbolo de Natal?

ATIVIDADE Com as estrelas, confeccionar um móbile.

HISTÓRIA Os magos eram pessoas estudiosas. Eles observavam o céu. Um dia, viram uma estrela diferente. Ela tinha quatro pontas e uma cauda. Era muito brilhante.

CANTO Estrela de Natal

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9 – Celebração de Natal mos coniar em ti. Obrigado por teres enviado teu Filho Jesus para nos revelar a tua Palavra. Pedimos que nos ilumines e ajudes a vivenciar o verdadeiro sentido do Natal. Amém.

CONSIDERAÇÕES SOBRE O TEMA A celebração relembra a história do nascimento de Jesus. Para realizá-la, é necessário ter um presépio. Esse pode ser confeccionado pelas crianças ou pode ser utilizado um já pronto. Antes da celebração, é preciso distribuir as tarefas entre as crianças. Por exemplo, quem levará cada parte do presépio enquanto é narrada a história do nascimento de Jesus. As estrelas confeccionadas na aula anterior também serão utilizadas.

CANTO É preciso parar

LEITURA BÍBLICA Lucas 2.1-20 e Mateus 2.9-11, conforme A Bíblia na Linguagem de Hoje. As crianças encarregadas pegam os elementos do presépio. Enquanto a história é contada, elas os colocam junto ao altar, formando o cenário do nascimento de Jesus.

RECURSOS – Elementos para o altar: cruz, vela, toalha, lores, Bíblia. – Estrelas confeccionadas na aula

DIÁLOGO Os magos ofertaram ricos presentes a Jesus. Na aula anterior, confeccionamos estrelas e nelas escrevemos o que nós poderíamos ofertar a ele. Com certeza, são presentes que alegram Jesus. Vamos, agora, compartilhar esses presentes. Cada um pega a sua estrela e entrega para um colega, desejando-lhe feliz Natal. Precisamos lembrar que Jesus foi o grande presente que Deus deu para nós. Por isso, no Natal, presenteamos as outras pessoas, lembrando da alegria que sentimos pelo fato de Jesus ter nascido entre nós. Também nós podemos ser um presente para as outras pessoas, quando vivemos o amor e a doação que Cristo ensinou.

anterior. – Presépio: estrebaria, animais, família de Jesus, pastores, anjos, estrelas, magos etc. – Aparelho de som e músicas natalinas.

Celebração PREPARAÇÃO DO ALTAR Colocar uma música natalina, de preferência instrumental. Convidar as crianças para arrumar o altar.

INVOCAÇÃO Queremos pedir a presença de Deus, o Pai; de seu ilho Jesus, que veio ao mundo para tra­ zer esperança de vida nova a todos; e do Espírito Santo, que nos motiva para esta celebração. Amém.

CANTO Estrela de Natal

BÊNÇÃO De mãos dadas, todos dizem: Que Deus nos proteja e nos acompanhe, guiando nossos caminhos com sua mão poderosa. Vamos na paz do Senhor. Amém.

ORAÇÃO Deus, agradecemos-te por sempre estares conosco e nos dares amparo nos momentos em que estamos entristecidos. Sabemos que pode-

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Tecendo a Vida - Educação Fundamental - 3ª. Série by Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB) - Issuu