Ensino Religioso
Educação Fundamental 2ª série
TECENDO A VIDA
2017
© Editora Sinodal, 1999 Rua Amadeo Rossi, 467 Caixa Postal 11 93001-970 São Leopoldo/RS Tel.: (051) 3037 2366 www.editorasinodal.com.br editora@editorasinodal.com.br
Elaboração: Débora Raquel Klesener Conrad, Helena Germer, Marilú Vedoya Grenzel, Odila Viani Hennig Schwalm e Sônia Luísa Trapp Mees (coordenação).
Apoio: Federação Luterana Mundial (FLM)
Orientação e acompanhamento da Comissão de Currículo da IECLB para o Ensino Religioso: Carlito Gerber, Edson Ponick, Haidi Drebes, Manfredo Carlos Wachs, Maria lone Pilger, Raul Wagner, Rosvita Becker Henn, Sônia Luísa Trapp Mees e Vanda Zimmermann Sydow. Direitos autorais: Departamento de Catequese da Igreja Evangélica de Conissão Luterana no Brasil (IECLB). Equipe do Departamento de Catequese da IECLB: Edson Ponick, Maria Cristina da Silva Rieth, Marta Nörnberg Santos da Silva, Sônia Luísa Trapp Mees e Valdemar Schultz.
Capa e artes: Artur Sanfelice Nunes Produção editorial e gráica: Editora Sinodal Reprodução total ou parcial somente mediante autorização por escrito da Editora Sinodal.
CIP - BRASIL CATALOGAÇÃO NA PUBLICAÇÃO Bibliotecária responsável: Rosemarie B. dos Santos CRB 10/797 T255
Tecendo a vida: ensino religioso - educação fundamental; 2ª série / Coordenação de Sônia L. T. Mees; ilustração de Artur Sanfelice Nunes. - São Leopoldo : Sinodal, 2000. 102 p.: il. ISBN 85-233-0607-2 1. Religião. 2. Educação Cristã. 3. Educação Fundamental. I. Mees, Sônia L.T.: coord. CDU 373.3:23/28
Apresentação A cada dia tecemos. Tecemos quando elaboramos um texto, colocamos em prática um projeto, promovemos a integração, planejamos uma aula, abraçamos alguém... E assim tecemos a vida. A nossa vida e a vida que nos cerca. Este material quer ser um auxílio nesse processo de tecer a vida, que também é tarefa do Ensino Religioso. É um material formado por muitos ios. E cada io tem uma mão carinhosa, experiente, criativa... que o entrelaçou com outros ios. Neste material, há ios de esperança, de alegria, de solidariedade, de questionamento... O material começou a ser tecido a partir do anseio de pessoas engajadas na caminhada do Ensino Religioso no âmbito da IECLB. Fios diversos foram entrelaçados com a formação de uma Comissão de Currículo da IECLB para o Ensino Religioso. Essa comissão recebeu a tarefa de elaborar um currículo para a Educação Infantil, o Ensino Fundamental e o Ensino Médio. Também recebeu a tarefa de acompanhar a elaboração do material. Esta segunda etapa iniciou assim que o currículo para a Educação Infantil estava pronto. Então novos ios foram entrelaçados. Foi formado um grupo-tarefa para a elaboração do material. Todo esse processo vem sendo tecido a partir dos seguintes Objetivos gerais: * Apropriar-se de conhecimentos bíblico-teológicos. * Desenvolver princípios éticos de respeito e de Diálogo cultural e religioso a partir do contexto escolar. * Oportunizar o desenvolvimento de uma identidade pessoal e de respeito às diferenças individuais. * Proporcionar espaços de aproximação entre Deus e o ser humano. * Desenvolver princípios de respeito à criatura e à criação. Os Objetivos especíicos que entrelaçam a 2ª Série do Ensino Fundamental são: – Reconhecer-se como pessoa criada e amada por Deus. – Compreender-se como pessoa inserida na comunidade familiar e escolar. – Perceber-se como pessoa que se relaciona, de forma coniante, consigo mesma, com as outras pessoas, com a natureza e com Deus. Este material é para o uso do professor ou da professora. Ele traz uma proposta de abordagem temática, desdobrada em unidades e planos de aula, mas não pressupõe o seu uso em sequência. Graças a muitas pessoas, comprometidas com a causa do Ensino Religioso, que lançaram e entrelaçaram seus ios, temos agora este material-tecido. Porém ainda há o que tecer. A elaboração para as outras séries do Ensino Fundamental continua. Também existe a proposta de elaboração de material para o Ensino Médio. E sobretudo há o que tecer por todas as pessoas que, de uma ou de outra forma, estarão envolvidas no desenvolvimento das propostas deste material de Ensino Religioso. Cada pessoa está convidada a entrelaçar o seu io nesse processo de tecer a vida... A equipe do Departamento de Catequese da IECLB
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Índice
UNIDADE 1: VIVÊNCIA EM FAMÍLIA ...................................................................................... 7 1 – A minha família .............................................................................................................. 9 2 – O dia a dia da minha família ..................................................................................... 11 UNIDADE 2: UMA FAMÍLIA DA BÍBLIA ................................................................................. 1 – A família de Abraão e Sara ........................................................................................ 2 – Festa na família .......................................................................................................... 3 – A família cresce.........................................................................................................
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UNIDADE 3: OS MANDAMENTOS....................................................................................... 23 1 – Liberdade e compromisso ............................................................................................ 25 2 – Somos livres para descansar ...................................................................................... 27 3 – Vida preservada ........................................................................................................... 29 4 – Celebrando a vida ........................................................................................................ 31 UNIDADE 4: ENCONTROS COM JESUS ............................................................................. 33 1 – Jesus chama os discípulos .......................................................................................... 35 2 – Vida acima de tudo ...................................................................................................... 37 3 – Cheiro de amor ............................................................................................................ 40 UNIDADE 5: CONVIVENDO COM A DIVERSIDADE ........................................................... 43 1 – Conhecendo a diversidade .......................................................................................... 45 2 – Valorizando a diversidade............................................................................................ 47 3 – Espaço para todos ....................................................................................................... 50 UNIDADE 6: Oração .............................................................................................................. 51 1 – Conversar com Deus ................................................................................................... 53 2 – A oração na vida ......................................................................................................... 55 3 – Oração: presença em todas as culturas ...................................................................... 57 UNIDADE 7: CUIDADOS COM A NATUREZA...................................................................... 59 1 – Um belo cenário .......................................................................................................... 61 2 – Louvara Deus pela criação .......................................................................................... 63 3 – Responsabilidade com a natureza .............................................................................. 64 UNIDADE 8: TECENDO O CONVÍVIO ................................................................................ 67 1 – Viver relações igualitárias ............................................................................................... 69 2 – Liberdade nas relações .................................................................................................. 71 3 – Conviver com respeito e alegria .................................................................................... 72
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UNIDADE 9: DATAS ESPECIAIS.......................................................................................... 75 Paixão e Páscoa ................................................................................................................... 77 1 – Quaresma: tempo de celebrar .................................................................................... 77 2 – Girassol: um símbolo da Páscoa ................................................................................ 79 3 – Celebração da Páscoa ................................................................................................ 80 Advento e Natal ...................................................................................................................... 83 4 – Celebrando o Advento ................................................................................................. 83 5 – Cartão: símbolo de Natal ............................................................................................. 86 6 – Celebração de Natal .................................................................................................... 87 ANEXO ...................................................................................................................................8 9 Canções ....................................................................................................................... 91 Advento chegou ........................................................................................................... 91 Bom dia, irmão ............................................................................................................. 92 Bom pra ti e bom pra mim ............................................................................................ 92 Cada dia o dia inteiro ................................................................................................... 93 Como é bom ................................................................................................................ 91 Deus criou o mundo .................................................................................................... 94 Deus te abençoe .......................................................................................................... 94 Deus te ama ................................................................................................................. 95 É preciso parar ............................................................................................................. 96 Kyrie Guarani ............................................................................................................... 95 Natal chegou .............................................................................................................. 100 O amor repartido .......................................................................................................... 97 O girassol ..................................................................................................................... 98 O grupo ........................................................................................................................ 98 Pai Abraão ................................................................................................................... 99 Passo a passo ............................................................................................................. 99 Salmo 92 .................................................................................................................... 102 Se eu fosse ................................................................................................................ 101 Seja bem-vindo .......................................................................................................... 100 Um abraço dado ........................................................................................................ 102
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Desde o nascimento, as pessoas fazem parte de um grupo que tem costumes, formas de lazer, valores próprios: a família. Na família estabelecem-se vínculos afetivos que são fundamentais para o desenvolvimento integral da pessoa. É ali que as crianças aprendem a se conhecer, a desenvolver a sua personalidade, a construir a sua História. Cada criança traz uma História familiar diferente. O Ensino Religioso quer favorecer a rele xão sobre essa História. Deseja que cada criança compartilhe a sua História familiar, buscando na relexão conjunta possibilidades de manter vivo esse elo muito forte na vida da pessoa. O Ensino Religioso quer lembrar a importância da família, mas também motivar a criança a olhar criticamente, veriicando se algo precisa ser dife rente em sua família, para que todas as pessoas que fazem parte dela possam sentir-se felizes. É importante lembrar que há situações diferenciadas em cada família: há pais separados,
avós que cuidam dos netos, pais e mães solteiros, crianças que vivem com tios e tias etc. Há crianças que são privadas do convívio familiar. Ao trabalhar o tema, é preciso ter essas situações presente. Qualquer que seja a situação familiar das crianças, é importante lembrar que a participação de cada pessoa da família é fundamental na construção de um ambiente de solidariedade, paz e amor. É preciso motivar a partilha, o Diálogo, a valorização de cada pessoa. No primeiro encontro deste bloco, as crianças apresentam a sua família através do nome de cada pessoa que faz parte dela. A música Gente tem sobrenome é a base dessa aula. No segundo encontro, as crianças compartilham um pouco sobre o dia a dia da família e reletem sobre os cuidados que devemos ter uns para com os outros.
1 – A minha família – Papel sulite, giz de cera ou lápis de cor.
OBJETIVOS – Apresentar a sua família e conhecer a família dos colegas. – Valorizar os membros de sua fa-
Desenvolvimento do tema:
mília.
CANTO RECURSOS
– Como é bom As crianças formam um círculo, em pé. Enquanto cantam, três estojos ou outros objetos que não quebram ou machucam passam de mão em mão. No inal do Canto, as crianças que estiverem com o estojo dizem uma de cada vez:
– Música Gente tem sobrenome, do CD Canção dos Direitos da Criança. O CD contém músicas de Toquinho e Elifas Andreato para a Declaração Universal dos Direitos da Criança.
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Todas as lores têm nome: rosa, camélia e jasmim. Flores não têm sobrenome, mas a gente sim.
– Eu .... (diz o seu nome) desejo um dia feliz para o/a ............... (nome dos colegas que estão à direita e à esquerda). A brincadeira termina quando todas já disseram o seu nome e desejaram um dia feliz aos colegas.
O Jô é Soares, Caetano é Veloso, o Ary foi Barroso também. Entre os que são Jorge, tem um Jorge Amado e um outro que é Jorge Benjor. Quem tem apelido: Dedé, Zacarias, Mussum e Fafá de Belém.
DIÁLOGO – Acabamos de dizer o nosso nome e o nome de alguns colegas da turma. Agora queremos apresentar e descobrir outros nomes importantes: das pessoas de nossa família. Todos nós temos uma família. Todas são diferentes umas das outras: algumas têm mais pessoas, outras menos. Todas têm jeitos diferentes de viver. – Quem faz parte de sua família? As crianças identiicam os membros da família. Elas escrevem os nomes no quadro, fazendo um desenho ou um símbolo que identiique o lugar onde escreveram. Por exemplo: fazer uma lor em volta dos nomes, ligar cada nome com um traço. – Vamos ver se existem nomes iguais. As famílias são identiicadas pelo sobrenome, que é a última palavra de nosso nome. Por exemplo, o meu nome completo é .... (O professor ou a professora escrevem seu nome completo no quadro.) – Qual é a última palavra do meu nome? Esse é o meu sobrenome. Algumas pessoas têm mais de um nome e sobrenome. Eu pertenço à família ........ (sobrenome do professor ou da professora). Cada um de vocês também tem um sobrenome, que identiica vocês e sua família. Ter um nome é importante. É pelo nome que nós somos chamados e conhecidos. Vamos ouvir uma música que fala da importância de ter um nome e um sobrenome.
Tem sempre um nome, e depois do nome tem sobrenome também. Todo brinquedo tem nome: bola, boneca e patins. Brinquedos não têm sobrenome, mas a gente sim. Coisas gostosas têm nome: bolo, mingau e pudim. Doces não têm sobrenome, mas a gente sim. Renato é Aragão, o que faz confusão. Carlitos é o Charles Chaplin. E tem o Vinícius, que era de Moraes. E o Tom Brasileiro é Jobim. Quem tem apelido, Zico, Maguila, Xuxa, Pelé e He-man. Tem sempre um nome, e depois do nome tem sobrenome também. b) Trabalhar o texto da música: – Quais são os nomes que aparecem na música? – As lores, os brinquedos e as coisas gostosas de comer têm sobrenome? – Quem tem sobrenome? As pessoas têm sobrenome. Cada um de vocês tem um sobrenome. Ele mostra que vocês fazem parte de um grupo: a família. Agora cada um vai apresentar a sua família e conhecer a família dos colegas.
ATIVIDADES a) Ouvir, cantar ou ler a música: Gente tem sobrenome. Todas as coisas têm nome: casa, janela e jardim. Coisas não têm sobrenome, mas a gente sim.
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As crianças apresentam a sua família aos colegas.
c) Numa folha cada criança desenha a sua família, escrevendo o nome de seus membros. Em volta do desenho e dos nomes escreve algumas características de sua família. Por exemplo: o trabalho do pai, da mãe, o que gostam de fazer em conjunto. Como título do trabalho, cada criança escreve o sobrenome de sua família. Se ela mora com uma família que tem um sobrenome diferente do seu, coloca os dois.
ORAÇÃO Querido Deus, obrigado por nossa família. Abençoa todos os que fazem parte dela. Ajuda-nos a viver em paz e amor com as nossas famílias. Amém.
2 – O dia a dia da minha família – O que aconteceu? – O que queremos agradecer a Deus? – O que queremos pedir? Fazer a oração, agradecendo e pedindo a Deus, conforme as colocações das crianças.
OBJETIVOS – Motivar a criança a colaborar com a família. – Perceber a importância dos valores para o convívio familiar.
DIÁLOGO RECURSOS
– No último encontro, vimos que temos um nome e um sobrenome, que fazemos parte de uma família. Hoje queremos pensar sobre o que é preciso para que a convivência na família seja feliz, para que cada pessoa possa sentir-se bem na família. Queremos descobrir isso em conjunto. Para começar, vamos ouvir duas Histórias.
– Argila ou massa de modelar.
Desenvolvimento do tema: CANTO – Gente tem sobrenome
HISTÓRIAS a) Toda vez que dona Laura, mãe de Ana e Felipe, chamava os dois para ajudar em alguma tarefa da casa, começava uma confusão.
ORAÇÃO Pedir que as crianças pensem na semana que passou e, depois, perguntar:
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Nenhum dos dois gostava das tarefas que tinham que fazer. Na hora de secar a louça, de levar o lixo para fora, de guardar as revistas que estavam pelo chão ou de arrumar a mesa para as refeições, as discussões começavam. – Hoje é a vez da Ana - dizia Felipe. – Ah, não! Ontem eu arrumei a mesa. Hoje é você! – retrucava Ana. A discussão ia longe. Às vezes, Ana e Felipe icavam chateados um com o outro. Fechavam-se no quarto e não queriam conversar com ninguém. Então icava difícil reunir a família para conversar sobre o assunto e descobrir o que poderia ser feito para mudar essa situação. Mesmo quando tudo estava calmo, os dois não queriam falar no assunto. Assim, quase sempre, a tarefa acabava sobrando para a mãe de Ana e Felipe. b) Rui e Ana pegaram o material para cortar a grama do pátio. Queriam que tudo estivesse pronto até o inal da tarde, pois tinham planejado sair à noite. Rui chamou: – Marcos! Ricardo! Venham ajudar a cortar a grama. Passaram alguns minutos, e os dois apareceram. Marcos disse: – Logo hoje! Ana falou: – Filho, se vocês ajudarem, vamos terminar logo. Nós sabemos que não é uma tarefa muito agradável, mas a ajuda de vocês é importante. – Tudo bem, mãe. Nós já conversamos sobre isso. Que tal um jogo de cartas depois de terminarmos? – perguntou Marcos, começando a varrer a grama que seu pai já havia cortado.
– Como acontece na casa de vocês? Vocês costumam ajudar? Como? – O que as pessoas de sua família fazem que deixa você feliz? – No dia a dia, o que você faz que deixa a sua família feliz?
ATIVIDADES As crianças respondem as duas últimas perguntas do Diálogo anterior, criando um símbolo, uma cena ou escrevendo uma palavra com a massa de modelar ou a argila. Podem ser cenas ou palavras que mostram como elas partilham as tarefas em casa.
ORAÇÃO Deus, obrigado por nossa família. Ajuda-nos para que cada vez mais possamos colaborar no dia a dia de nossa família. Amém.
BÊNÇÃO Em círculo, as crianças colocam as suas mãos sobre a cabeça dos colegas que estão ao lado e dizem: Que o Senhor nos acompanhe, nos guarde e nos guie. Amém.
DIÁLOGO – Qual a diferença entre as duas Histórias? – Algo deveria ser diferente nessas Histórias? O quê?
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Este bloco apresenta uma família da Bíblia: a família de Abraão e Sara. Mais do que apresentar as pessoas que fazem parte dessa família, queremos mostrar uma família que não se deixou vencer pelas diiculdades, mas sempre coniou em Deus. A família de Abraão e Sara não era perfeita, mas sua coniança em Deus fazia com que ela reencontrasse o caminho certo e se reconciliasse quando existia algum conlito. Abraão sentiu a proteção de Deus durante toda a sua vida. Coniou nele e transmitiu esse sentimento à sua família. Assim, as pessoas vivenciaram e experimentaram Deus numa relação familiar de coniança. Desejamos que as crianças também vivenciem isso. Que vivenciem
situações de afetividade, de apoio mútuo, de coniança, pois isso pode ser uma ponte para elas criarem ou fortalecerem uma relação de coniança com Deus. Abraão é um personagem bastante marcante, tanto para a vida de fé das pessoas que pertencem à religião judaica como para a fé cristã. Ele é citado como um exemplo de fé. Sua fé fê-lo viajar para uma terra desconhecida. Nessa terra, acreditou nas promessas que Deus lhe havia feito (Gênesis 13.14-17; 15.1-5; 18.1-15; 21.1-8) e tornou-se o pai de um grande povo. Neste bloco, queremos aprender com Abraão. Contudo não queremos centrar as Histórias somente em sua pessoa, mas em todos os integrantes de sua família.
1 – A família de Abraão e Sara criança ica no meio das duas, de olhos fechados. A criança que está no meio é embalada pelos colegas. Ela deixa o seu corpo ser embalado para frente e para trás, mantendo os seus pés ixos no chão, sem dobrar o joelho. As duas crianças devem ser cuidadosas para que a terceira não caia. Depois de algum tempo, trocam-se as posições. Uma das crianças que estava embalando vai para o meio. Depois troca-se novamente para que todas experimentem o embalo e a proteção das colegas.
OBJETIVOS – Compreender que Deus cuida de todas as famílias e as abençoa. – Fortalecer a coniança nas pessoas e em Deus.
Desenvolvimento do tema: CANTO – Gente tem sobrenome
DIÁLOGO ATIVIDADES
– O que vocês sentiram quando estavam no meio e foram embalados e amparados pelos colegas?
Formar grupos de três. Duas crianças icam de frente uma para a outra, um pouco afastadas. A outra
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É bom sentir que podemos coniar nas pessoas. Quando coniamos, sentimo-nos mais seguros e amados. Deus também nos ama e quer que coniemos nele. Ele cuida de nós, de nossa família e faz coisas maravilhosas acontecerem. Hoje vamos conhecer uma História sobre coniança.
DIÁLOGO Deus cumpriu sua promessa. Mesmo que tenha demorado, Sara e Abraão permaneceram coniantes. Os dois coniaram em Deus. Deus cuidou deles e os abençoou. É como se Deus tivesse dado um abraço neles. Assim, quando os dois se abraçaram ou quando abraçavam o seu ilho, sentiam a presença de Deus e transmitiam coniança um ao outro e ao ilho. Isso também os ajudava a continuar coniando em Deus.
HISTÓRIA História baseada em Gênesis 15.16; 21.1-7 Abraão e Sara eram casados e moravam numa terra chamada Canaã. Eles eram ricos. Tinham vários empregados, que ajudavam a cuidar da terra e dos animais, Eles tinham tudo o que precisavam, mas, às vezes, icavam tristes. Eles sentiam falta de um ilho. Deus havia prometido que, um dia, Abraão e Sara teriam um ilho. Os anos passaram, os dois icaram idosos, e o ilho tão esperado ainda não havia nascido. Uma noite, em oração, Abraão perguntou a Deus: – Deus, já estou velho e ainda não me deste um ilho. O que ganharei em seu lugar? Deus pediu a Abraão que fosse para fora. Estava uma noite linda, e havia muitas estrelas no céu. Deus disse: – Eu sei que você e Sara ainda não têm um ilho, mas levante os olhos e veja as estrelas. Você é capaz de contá-las? Abraão respondeu: – Não, Senhor, são muitas. Não sei quantas estrelas há no céu. Então Deus continuou: – O mesmo vai acontecer com seu ilho. Quando ele tiver ilhos e netos, serão tantos, que você não será capaz de contá-los. Abraão coniava em Deus e acreditou em sua promessa. Deus ainda lhe daria um ilho. Passaram alguns anos, e Sara icou grávida. Ela e Abraão icaram muito contentes. Deus havia cumprido sua promessa. Quando a criança nasceu, ela recebeu o nome de Isaque. Abraão e Sara agradeceram a Deus pelo bebê. Eles sabiam que o restante da promessa ainda aconteceria. Um dia, seu ilho teria ilhos, netos e bisnetos. E os bisnetos também teriam ilhos, netos e bisnetos... seriam tantos, que não daria mais para contar.
ATIVIDADES a) Experimentando abraços Convidar as crianças para experimentar diferentes tipos de abraços. * Abraço de lado: Formar duplas. As duas crianças icam lado a lado e colocam o braço por cima dos ombros ou em volta da cintura uma da outra. Dessa forma, caminham pela sala. Depois de algum tempo, trocam-se os pares. Esse abraço também pode ser feito por um grupo: três ou quatro crianças. Todas se abraçam e caminham. * Abraço-padrão: As crianças vão caminhando e, quando encontram um colega, cumprimentam-se com um abraço. Esse é o abraço usado para cumprimentar as pessoas quando as encontramos na rua, numa festa, ao chegar na escola. * Abraço-sanduíche: Formar grupos de três. Duas crianças icam de frente uma para a outra. A outra criança ica no meio. Ao mesmo tempo, as duas que estão por fora abraçam aquela que está no meio. * Encerrar com o abraço grupal: Formar um círculo com todas as crianças abraçadas. Cantar algo conhecido pelo grupo. Uma canção que expresse amizade, apoio, alegria. b) Entrevista com os pais As crianças organizam um questionário com perguntas sobre a formação de sua família. Por exemplo: como os pais se conheceram, quando decidiram ter um ilho ou adotar um etc. Vale lembrar: Pais que são separados também têm Histórias para contar. Separação não é sinônimo de ausência de boas experiências.
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Também é preciso lembrar das crianças que vivem outras experiências em sua família: ilhas e ilhos de mães solteiras ou pais solteiros, crianças que vivem com parentes etc. Todas têm momentos signiicativos para compartilhar. A entrevista é feita em casa e deve ser trazida para a próxima aula.
CANTO – Pai Abraão Sugestão de gestos: Pai Abraão tem ilhos, muitos ilhos ele tem – criar um gesto que represente muitos ilhos. Eu sou um deles – apontar para si mesmo. Você também – apontar para os colegas. Louvemos ao Senhor – levantar os braços ou abraçar os colegas. Braço direito – cantar, movimentando o braço direito. Braço direito, braço esquerdo – cantar, movimentando os dois braços. Assim, partes do corpo são citadas, e as crianças movimentam todas ao mesmo tempo.
ORAÇÃO Querido Deus, obrigado por cuidar de cada um de nós e de nossa família. Hoje ouvimos a História de pessoas que coniaram em ti. Ajuda-nos a coniar nas pessoas e em ti. Amém.
2 – Festa na família Desenvolvimento do tema:
OBJETIVO – Perceber que Deus está sempre conosco.
CANTO – O amor repartido
RECURSOS – Fotos de acontecimentos que marcaram a vida da família da criança: do namoro dos pais, do casamento, do nascimento dos ilhos e das ilhas, dos avós, de passeios que izeram juntos. É preciso pedir com antecedência. – Respostas da entrevista. – Folhas de papel sulite.
DIÁLOGO No encontro passado, conhecemos a História de Abraão e Sara. Qual foi a promessa que Deus fez a Abraão e Sara? Eles tiveram um ilho. Quem lembra o nome que ele recebeu?
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– Vou tirar água para os camelos beberem. Quando o empregado ouviu isso, ele icou sabendo que Rebeca era a moça certa para casar com Isaque. Então pegou um anel e dois braceletes. Entregou-os a Rebeca como forma de agradecimento e perguntou: – Quem é seu pai? Será que ele nos receberia em sua casa? – O nome dele é Betuel. Nós temos ferragem para os camelos e alimento para vocês. Também temos um lugar para vocês icarem. O empregado icou feliz e aliviado. Ele sabia que Deus havia mandado aquela moça para ajudá-lo. Ele abaixou a cabeça e agradeceu a Deus por sua bondade. Então seguiu Rebeca até a casa de seu pai. Chegando lá, apresentou-se como empregado de Abraão. Contou o que estava fazendo ali e de como Deus lhe havia mostrado que Rebeca era a moça que deveria casar-se com Isaque. Todos icaram maravilhados com aquela História. Rebeca e sua família também coniavam em Deus. Rebeca icou curiosa e quis saber mais sobre Isaque. O empregado contou-lhe tudo. Naquela noite, Rebeca quase não dormiu. Ficou pensando em tudo o que estava acontecendo. Ela tinha muita vontade de conhecer Isaque. Mas valeria a pena largar tudo e viajar para tão longe para casar-se com ele? Rebeca sabia que Deus a amava e cuidaria sempre dela. Ela não sabia o que fazer, mas coniava em Deus. Ela orou a Deus, pedindo sua ajuda para fazer o que era certo. Na manhã seguinte, Rebeca falou a seus pais e ao empregado: – Conversei com Deus e agora sei o que devo fazer. Gostaria de conhecer Isaque. O empregado de Abraão icou contente. Os pais de Rebeca icaram preocupados, mas sabiam que Deus cuidaria de sua ilha. Rebeca partiu para a terra onde moravam Abraão, Sara e Isaque. Chegando lá, ela e Isaque conheceram-se e, depois de algum tempo, casaram. Abraão sabia que Deus havia ajudado seu empregado a escolher Rebeca. Todos os dias, ele agradecia a Deus por mais essa bênção.
HISTÓRIA História baseada em Gênesis 24. Isaque cresceu. Logo ele começou a brincar com outras crianças. Também aprendeu a cuidar das ovelhas e dos outros animais que sua família possuía. Carregava água para sua mãe e ajudava em outras tarefas. Enquanto crescia, Abraão e Sara ensinaram-lhe sobre Deus e falaram-lhe da promessa que havia sido cumprida. Isaque aprendeu a coniar em Deus e sabia que ele estava cuidando de sua família. Quando Isaque tornou-se adulto, seu pai chamou um empregado de coniança e disse-lhe: – Vá para a terra onde vivi muitos anos atrás e encontre uma boa moça para casar-se com meu ilho. Leve dez dos meus melhores camelos, carregue-os com joias de ouro e de prata e lindos tecidos. Quando encontrar a moça, dê a ela esses presentes. Quando tudo estava pronto, o empregado viajou. Depois de alguns meses, chegou à terra onde Abraão vivera durante muitos anos. Parou perto de um poço para dar água aos camelos. Era inal de tarde, e as moças da cidade costumavam pegar água para suas famílias naquele horário. Quando o empregado viu as moças, sentou-se no chão e pensou: – Como saberei qual é a moça certa para casar com Isaque? O que farei? O empregado coniava em Deus e sabia que ele o ajudaria. Ali mesmo, ele orou a Deus, dizendo: – Senhor, por favor, mostre-me a moça que devo escolher. O empregado pensou um pouco e acrescentou: – Já sei! Eu direi às moças: Deem-me um pouco de água para beber! Ajude-me, Senhor, faça a moça certa responder: Tome, beba! Eu também darei de beber aos camelos. Quando terminou sua oração, viu que uma moça estava jogando seu vaso para pegar água do poço. Ele icou nervoso. Seria essa a moça que deveria casar-se com Isaque? Seu coração batia forte. Aproximou-se dela e disse: – Posso beber um pouco de água? A moça chamava-se Rebeca. Ela olhou para o empregado e percebeu que ele estava cansado. Rebeca pegou água e deu-lhe para beber. Enquanto ele bebia, ela disse:
ATIVIDADES a) As crianças montam um álbum, contando a História de sua família. Nele colam as fotos que trouxeram e
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escrevem algo sobre os acontecimentos marcantes da vida de sua família. É importante lembrar que, em cada um desses momentos, Deus esteve presente, acompanhando a sua família. Assim como ele ajudou Abraão, Sara, Isaque, Rebeca e o empregado, ele também nos ajuda. Nem sempre as coisas acontecem como gostaríamos, mas nem por isso deixamos de ser abençoados por Deus. b) As crianças relatam a sua História a partir da entrevista feita com os pais.
BÊNÇÃO Em círculo, cada criança coloca as suas mãos sobre a cabeça dos colegas que estão ao lado. Depois falam em conjunto: Querido Deus, abençoa cada um de nós e a nossa família. Amém.
3 – A família cresce mais sobre os teus ensinamentos. Ajuda-nos a entender o que queres nos ensinar. Em nome de Jesus. Amém.
OBJETIVOS – Compreender a importância de ser sincero com as pessoas. – Perceber que Deus acompanha nossos passos, orientando-nos sempre.
HISTÓRIA História baseada em Gênesis 25.1934
RECURSOS
Isaque e Rebeca tiveram dois filhos. Eles eram gêmeos. Aquele que nasceu primeiro re cebeu o nome de Esaú. O outro recebeu o nome de Jacó. As duas crianças cresceram fortes e sadias. Isaque e Rebeca também transmitiram aos filhos a confiança que sentiam em Deus. Enquanto Esaú e Jacó cresciam, os pais perceberam que eles eram diferentes no jeito de ser. Esaú gostava de viver no campo e tornou-se um ótimo caçador. Jacó gostava de icar em casa e cuidar da plantação. Isaque também gostava de caçar. Por isso sempre estava mais próximo de Esaú. Como Jacó icava mais em casa, tinha mais a atenção da mãe, Rebeca.
– Folhas de desenho e lápis.
Desenvolvimento do tema: CANTO – Bom pra ti e bom pra mim
ORAÇÃO Bondoso Deus, obrigado porque estamos aqui para aprender um pouco
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Naquele tempo, o ilho mais velho recebia a maior parte da herança. – Vocês sabem o que é uma herança? (Deixar um espaço para as crianças responderem. Explicar-lhes, caso não saibam.) Isaque estava feliz, pois passaria a maior parte da herança a Esaú, o ilho que estava mais a seu lado. Rebeca, no entanto, queria que Jacó recebesse a herança. Certo dia, Jacó estava preparando um ensopado de lentilha quando Esaú chegou de uma caçada. Ele não tinha caçado nenhum animal, estava cansado e com fome. Ao sentir o cheiro do ensopado, ele pediu: – Jacó, estou com muita fome. Você me dá um prato dessa lentilha? – Não. Está quase na hora do almoço – retrucou Jacó. – Por favor, irmão, eu estou faminto. Dê-me um prato dessa lentilha! Ao ver o desespero de Esaú, seu irmão resolveu tirar vantagem da situação. Jacó fez a seguinte proposta: – Eu lhe dou um prato de lentilha se você me der a sua parte da herança. Esaú não gostou da proposta, mas sua fome era grande demais. Olhou para o ensopado e não resistiu. – Está bem, eu lhe dou a minha parte na herança. Jacó olhou desconiado para o irmão e fê-lo jurar que cumpriria sua palavra. Esaú jurou e recebeu o seu prato de lentilha. Esaú matou sua fome, mas abriu mão de sua herança.
Esaú não contou ao pai que havia trocado a sua herança por um prato de lentilha. Jacó, então, com a ajuda de sua mãe, enganou Isaque e conseguiu receber a herança no lugar do irmão. A continuidade dessa História encontra-se em Gênesis 27. Hoje, nas famílias, também acontecem conlitos, existem diiculdades. Às vezes, existe inveja entre irmãos. Um gesto do pai ou da mãe pode dar a entender que eles gostam mais de um ilho do que de outro. Por exemplo, até mesmo um presente pode causar inveja e desentendimento. – Vocês já viveram isso em sua família? Já viram isso acontecendo com alguém? – O conlito foi resolvido? A História de Esaú e Jacó continuou. Houve outros conlitos e diiculdades. Contudo, depois também houve o reencontro. Nesse reencontro, eles aprenderam como é bom e importante ajudar, perdoar, viver em comunhão.
ATIVIDADES a) História em quadrinhos Através de uma História em quadrinhos as crianças contam uma experiência de conlito e reconciliação que vivenciaram em família. Outra sugestão: Dramatizar cenas de desencontros e encontros em família. b) Mensagem de apoio Todas as famílias passam por conlitos e diiculdades. Mas sempre é possível buscar a reconciliação. Agora queremos reletir sobre alguns gestos que tornam possível a reconciliação. Formar um círculo. Cada criança recebe uma folha de papel sulite. Coloca o seu nome num dos Cantos da folha. Durante a dinâmica, o nome deve icar na parte de trás e inferior da folha. Cada criança passa a sua folha adiante ao colega ao lado. Nesse momento, cada uma é motivada a escrever, na parte superior da folha, uma palavra que expresse carinho, apoio, algum gesto ou atitude importante para promover a reconciliação. Depois de escrever, a criança dobra a folha, ocultando a palavra. Então a folha é passada adiante, e outra criança escreve outra palavra
DIÁLOGO – O que vocês pensam sobre a situação que a família de Isaque e Rebeca viveu? – Como será que Jacó se sentia por não receber tanta atenção de seu pai? – Como será que Esaú se sentia por não receber tanta atenção de sua mãe? – O que vocês pensam sobre a atitude de Jacó? – O que vocês acham que aconteceu depois? Será que Esaú cumpriu seu juramento? A Bíblia conta-nos que Esaú não cumpriu o que prometeu. Quando Isaque icou muito velho, chamou Esaú para receber a bênção e a herança.
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logo abaixo da dobra. Depois de escrever, procede como da primeira vez. A folha é passada adiante várias vezes. No inal, cada criança vira a folha, olha o nome e entrega-a para o colega. Esse vai desfazendo as dobras e descobrindo as palavras carinhosas que os outros colegas escreveram. Sugerir que essa mensagem seja levada para casa.
CANTO – Um abraço dado
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Deus libertou o povo hebreu da escravidão no Egito. Antes que os hebreus entrassem na terra prometida, Deus fez uma aliança com eles para que nunca mais voltassem a ser escravos e nem escravizassem outras pessoas (Êxodo 19.3-8). Logo depois, no capítulo 20, seguem os mandamentos. Os Dez Mandamentos são palavras de amor do Deus da vida. São palavras de compromisso de Deus para com o povo e do povo para com Deus. Falar sobre os Dez Mandamentos é desaiante. Eles querem preservar a liberdade e a dig-
nidade humana. Contudo, dependendo da forma como eles são apresentados, podem transformarse em um instrumento de dominação e opressão. Para evitar que isso aconteça, precisamos ver quem anunciou os mandamentos e seu principal Objetivo. Encontramos a resposta para ambas as perguntas em Êxodo 20.2: “Eu sou o Senhor, teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão”. O Deus que determina os mandamentos não é um Deus opressor e ditador, mas sim um Deus libertador, amigo e companheiro.
1 – Liberdade e compromisso CONSIDERAÇÕES SOBRE O TEMA
OBJETIVOS
Desejamos que as crianças sintam os mandamentos não como uma ameaça, um controle, mas como vontade do Deus libertador, que deseja uma vida livre para todas as pessoas. Que elas também se sintam comprometidas com essa vontade de Deus por uma vida livre e responsável diante de toda a criação. As regras, as leis e os limites fazem parte da vida das pessoas. Querem promover uma boa convivência. A sociedade não pode viver sem eles. Mesmo assim, nem sempre é fácil ouvir um não, receber um limite, ser chamado à responsabilidade. Principalmente quando isso acontece de uma forma que causa medo, quando quer garantir a obediência aos adultos ou para manter as pessoas submissas às autoridades. Não é isso que os mandamentos desejam. Os mandamentos falam de nosso relacionamento com Deus e de nosso relacionamento com as outras pessoas. São dez palavras de liberdade que Deus nos dá. São palavras de compromisso das pessoas que se dispõem a promover a liberdade, a vida.
– Conhecer os Dez Mandamentos. – Compreender os mandamentos como orientações que promovem a liberdade e o compromisso.
RECURSOS – Papel pardo/kraft, revistas e jornais, cola, tesoura, canetas hidrocor, giz de cera, lápis de cor. – Bíblia.
Desenvolvimento do tema: CANTO – Cada dia o dia inteiro Cantar ou ler o texto.
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to, deu-nos água e comida todos os dias. Deus sempre cuidou de nós. Ele quer continuar cuidando, mas precisamos icar atentos à sua palavra. Queremos isso? O povo respondeu: – Faremos tudo o que Deus quer. Pela segunda vez, Moisés subiu o monte para falar com Deus. Dessa vez, Deus disse: – Eu quero falar de uma forma que todo o povo escute a nossa conversa. Quando o povo ouvir a minha voz, saberá que sou eu, Deus, quem está falando. Moisés desceu o monte e avisou o povo: – Daqui a três dias, Deus falará conosco. Devemos preparar-nos para ouvi-lo. No dia marcado, houve trovoadas e relâmpagos. Uma grossa nuvem apareceu no céu. Parecia que estava saindo fumaça da nuvem. Todos ouviram trombetas tocando. Moisés falou com Deus, e Deus respondeu no trovão. O povo icou com medo e disse a Moisés: – É melhor você falar com Deus e depois você fala conosco. Então Moisés subiu de novo no monte. Lá, Deus deu a Moisés os mandamentos. Deus queria ajudar o povo a guardar a sua palavra e andar no seu caminho. Queria que as pessoas cuidassem umas das outras e lembrassem dele como um amigo e companheiro. Ele fez um acordo com o povo de Israel: ele cuidaria do povo, e o povo seguiria seus mandamentos.
DIÁLOGO Diálogo baseado no Canto sugerido: Cada dia o dia inteiro. – Deus cuida de toda a criação. O que faz parte da criação? Deus cuida da natureza, dos animais e também de cada pessoa. Ele deseja que toda a criação viva bem. Deus também espera que as pessoas cuidem de tudo, que façam um mundo mais bonito e mais contente. – O que é preciso fazer para que isso aconteça? O professor ou a professora ouvem as respostas das crianças e, se não for citado, lembram que algumas regras são importantes e necessárias para que isso aconteça. – Existem regras aqui na sala de aula? Quais? Essas regras orientam-nos e ajudam-nos a conviver melhor. Deus também nos deu algumas orientações para viver felizes. Elas também lembram que Deus está sempre cuidando de nós, que ele é nosso amigo e companheiro e deseja que todas as pessoas cuidem umas das outras e de toda a criação. São os Dez Mandamentos.
HISTÓRIA Há muito tempo, o povo de Israel era escravo no Egito. As pessoas desse povo sofriam e eram infelizes. – O que é ser escravo? Deus viu o sofrimento do povo e escolheu uma pessoa para tirá-lo do Egito. Seu nome era Moisés. Guiado por Deus e com o auxílio de outras pessoas, Moisés conduziu o povo de Israel a um outro lugar. Deus acompanhou a caminhada do povo. Moisés era o líder e porta-voz do povo. Ele falava com Deus e dizia ao povo o que Deus queria. Também falava a Deus o que o povo decidia. Durante a caminhada, Deus ajudou os israelitas, dando-lhes água e alimento. Depois de três meses de viagem, eles chegaram a um lugar chamado Sinai. Ali eles acamparam. Moisés subiu ao alto do monte Sinai para orar a Deus. Quando voltou, falou ao povo: – Escutem, irmãos e irmãs, experimentamos o que Deus fez por nós. Tirou-nos do Egi-
ATIVIDADES a) Os mandamentos na Bíblia – Vamos ver quais são os mandamentos? Eles se encontram em Êxodo 20.1-17. Sugerimos que o professor ou a professora utilizem uma Bíblia que tenha uma linguagem apropriada para as crianças. Existem versões atualizadas, que têm uma linguagem mais acessível. Mesmo assim, é preciso explicar palavras e fazer breves comentários sobre cada mandamento. Sugerimos que esses comentários estejam baseados nos textos introdutórios do bloco e das aulas. Eles mostram os mandamentos como palavras de amor, que libertam e, ao mesmo tempo, remetem a um compromisso com a vida. É importante que eles sejam vistos como um abraço acolhedor de Deus, um afago.
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todos sejam lembrados. Expor os cartazes na sala.
E que eles nos motivem a ir ao encontro do outro, acolhendo-o. b) Os mandamentos no dia a dia Formar grupos. Cada grupo confecciona um cartaz que mostra sinais de vida: gestos solidários, cuidados com a natureza etc. Sinais que mostram a vivência dos mandamentos. Os cartazes podem ser feitos com recortes e colagem de iguras e palavras ou com desenhos. Em cada cartaz as crianças escrevem um ou mais mandamentos. Porém é importante que
ORAÇÃO Formar um círculo e dar as mãos: Obrigado, Senhor, pelos mandamentos. Sabemos que eles querem ajudar-nos a conviver melhor contigo e com as outras pessoas. Ajuda-nos para que possamos seguir o que eles nos dizem. Amém.
2 – Somos livres para descansar a tradição deles que já vem desde séculos. Para os árabes, a sétima feira, o dia do descanso, é a sexta-feira. Para os cristãos, a sétima feira ou o dia do descanso é o domingo. Para as primeiras comunidades cristãs, o domingo, primeiro dia da semana, tornou-se importante. É o dia em que Jesus Cristo ressusci tou. O domingo tornou-se um dia especial para reunir a comunidade. Nesse encontro, celebra vam a Ceia, cantavam e ouviam a palavra de Deus. Celebravam com alegria tudo o que Deus fizera em seu favor através de Jesus Cristo. O 3º Mandamento quer favorecer o encontro entre as pessoas, a comunhão com a família, os amigos e a comunidade. Ele quer que as pessoas se alegrem na convivência, troquem ideias, sejam um amparo umas para as outras e que a afetividade cresça entre elas. Trabalhando esse mandamento, desejamos que as crianças relitam sobre como elas e as outras pessoas estão vivendo o dia do descanso. Que descubram como esse dia pode tornar a sua vida, a da sua família, das outras pessoas e de toda a criação mais feliz.
CONSIDERAÇÕES SOBRE O TEMA Nesta aula, o tema é o 3º Mandamento: Santiique o dia do descanso. Esse mandamento foi concedido por Deus para impedir que o sistema desumano, usado pelo faraó no Egito, voltasse a oprimir o povo. Também para impedir que as pessoas explorassem toda a criação de Deus. Estabelecer um dia de descanso era um sinal de aliança e aproximação entre as pessoas e Deus. Deus trabalhou seis dias na criação do mundo, mas descansou no sétimo (Êxodo 31.12-17). Nesse dia, as pessoas reletiam sobre tudo o que Deus izera para libertar o povo. Através do culto de louvor e arrependimento davam sua resposta a Deus por tudo o que receberam. Conforme a Bíblia, o dia a ser lembrado era o sábado. Sábado vem de um verbo hebraico que signiica descansar, repousar, parar todas as atividades. Também quer dizer sétimo. A semana tem sete dias, sete feiras; primeira feira, segunda feira (...) e sétima feira (ou sábado). Para os judeus, sétima feira, o dia do descanso, é o sábado. É
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O mandamento convida cada pessoa a olhar para a sua vida e para a vida ao redor e reletir: O dia do descanso é um presente para toda a criação?
HISTÓRIA É domingo. Fábia acorda, dá uma boa espreguiçada e logo pula da cama, pois sua amiga Cláudia já deve estar chegando. Elas combinaram ir ao encontro de crianças que haverá na igreja. Fábia arruma-se rapidinho. Quando está ter minando de tomar café, Cláudia e sua mãe che gam. A mãe de Cláudia leva as duas até lá. Lá no encontro, elas participam de várias atividades: ouvem uma História, cantam, fazem um trabalho de recorte e colagem, brincam. Quando termina o encontro, Fábia comenta: – O encontro estava muito legal. Gostei da brincadeira de passar o aperto elétrico. Na saída, encontram a mãe de Cláudia, esperando para levá-las para casa. Fábia ica na casa de sua tia, pois toda a família almoçaria lá. O almoço é uma festa. Fábia brinca com os primos e as primas, ouve as Histórias de seu tio e faz a brincadeira do aperto elétrico com toda a família. Todos divertem-se e dão boas risadas. Antes de ir para casa, Fábia e seu pai acompanham sua avó até em casa. Chegando lá, Fábia percebe que a chuva e o vento do dia anterior haviam deixado muitos galhos e folhas na calçada. O pai de Fábia começa a recolher os ga lhos, e ela pega uma vassoura e varre a calça da. Dona Dalva, avó de Fábia, agradece e prepara um lanche gostoso para eles. Depois do lanche, os dois despedem-se da avó com um abraço e vão para casa. Ao chegar, ela diz a seu pai: – Este domingo foi realmente recheado de coisas boas.
OBJETIVOS – Valorizar o dia do descanso. – Perceber que o dia do descanso promove a vida digna e desaia as pessoas a lutar por isso.
RECURSOS – Folhas de papel sulite, lápis de cor, giz de cera.
Desenvolvimento do tema: CANTOS – Bom pra ti e bom pra mim – Cada dia o dia inteiro
ATIVIDADES Relembrar a aula anterior. Olhar os cartazes e ler os mandamentos.
DIÁLOGO – Qual é o 3º Mandamento? – Qual é o dia do descanso? Deus deseja, através desse mandamento, que as pessoas tenham a oportunidade de descansar. Desse descanso fazem parte: relaxar do trabalho ou do estudo, conversar com os amigos e amigas, visitar alguém, brincar com a família, passear na praça, cuidar da natureza... Deus também lembrou dos animais e de toda a natureza nesse dia. Ele também quer que esses seres tenham “descanso”. Contudo esse dia não impede que a gente ajude as outras pessoas. E para isso, às vezes, é preciso trabalhar. – O que sua família faz nesse dia?
(História extraída do jornal O Amigo das Crianças, nº 1, de 05 e 12/01/97)
ATIVIDADES a) Realizar a brincadeira do aperto elétrico As crianças formam um círculo e dão as mãos. Ficam em pé ou sentadas, com os olhos fechados.
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Sugestão: Depois de realizar o jogo de palavras, as crianças combinam gestos que trocarão entre si. Por exemplo: abraçar-se, brincar, realizar uma roda cantada. c) O dia de descanso de minha família Através de um desenho as crianças expressam o que elas gostariam de fazer com sua família no dia de descanso. Compartilhar o desenho com a turma. Sugerir que o levem para casa e conversem com sua família sobre o assunto.
Uma pessoa do grupo inicia a brincadeira, passando um choque, ou seja, apertando um pouco a mão das pessoas que estão de cada lado. Essas pessoas passam o choque adiante. Em determinado momento, uma das pessoas do grupo receberá o choque nas duas mãos ao mesmo tempo. Então deverá dar um grito. A brincadeira continua com uma outra pessoa, passando novamente o choque. b) Jogo de palavras – Você acha que algo precisa mudar no dia de descanso de sua família para que ele seja um dia em que todas as pessoas se sintam felizes? Para pensarmos nesse assunto, vamos primeiramente fazer um jogo de palavras em conjunto. Fazendo em conjunto, já vamos realizar algo que o dia do descanso quer lembrar: que as pessoas se encontrem, conversem, brinquem juntas. Escrever a palavra descanso no quadro. Para cada letra as crianças encontram outra palavra, que mostre algo importante a ser feito no dia do descanso. Por exemplo:
CANTO – Cada dia o dia inteiro
3 – Vida preservada mentos fazem parte da aliança que Deus assume com o povo liberto da escravidão. O povo também se compromete a seguir as diretrizes dos mandamentos. Nesse sentido, apesar da insistência do não, eles pretendem proteger a vida e a dignidade das pessoas.
CONSIDERAÇÕES SOBRE O TEMA Neste encontro, trabalharemos o 5o, 7o, 8o, 9o e 10o Mandamentos. Todos são formulados com um categórico não. Contudo é preciso lembrar que os manda-
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de. Por exemplo, o jovem que mente para defender seu amigo. Outras vezes, o motivo é o medo: a criança que mente com medo de ser castigada. As pessoas percebem que, na sociedade, nem sempre a verdade e a justiça prevalecem. É importante transmitir-lhes que Deus não encobre a injustiça, a mentira e nem se satisfaz com a meia-verdade. A verdade deve garantir a liberdade e a dignidade das pessoas. Isso é o que pede o oitavo mandamento. Deus deseja a prática da justiça em amor à verdade. Jesus diz: “E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (João 8.32). Somente a verdade é capaz de libertar as pessoas das injustiças e construir um mundo fraterno.
Os mandamentos não impõem apenas restrição, mas indicam um imperativo airmativo. A cada não corresponde um sim, que traduz a vontade de Deus de proporcionar uma boa convivência entre as pessoas. O imperativo maior de todos esses mandamentos pode ser resumido na expressão vida. A vida precisa ser preservada acima de tudo. Sem ela não há liberdade. Ela fundamenta o compromisso de uma boa convivência. 5o Mandamento: Não mate. Se a vida não for preservada e respeitada, também não se pode viver a liberdade. É responsabilidade de todas as pessoas organizarem a vida de forma que a liberdade dada por Deus proporcione uma convivência justa e amigável entre a criação de Deus. O mandamento também alerta de que matamos não só quando tiramos a vida de uma pessoa ou quando estragamos a natureza, mas também quando nos tornamos indiferentes ao sofrimento e às mais diferentes situações de morte. 7º, 9 º e 10º Mandamentos: Não roube, não cobice. O mandamento que trata do roubo e os dois que tratam da cobiça podem ser integrados num tema, pois os três tratam da propriedade. Na concepção da sociedade daquela época, a mulher fazia parte da propriedade. A palavra casa também tinha uma abrangência maior do que em nossa sociedade atual. Ela abrangia a terra, a moradia, os animais, as pessoas que faziam parte da casa, incluindo os escravos. Quem perde sua propriedade pode tornar-se facilmente um escravo. Há várias possibilidades de perder a propriedade. Em primeiro lugar, pelo roubo. O roubo refere-se a qualquer dano contra o próximo e a sua propriedade. Cobiçar também é uma forma de roubar. Em hebraico, o verbo cobiçar não tem o mesmo signiicado do que em português. Mais do que desejar em pensamentos, cobiçar inclui toda a artimanha que inicia com o desejo de possuir até a ação de tomar posse. Esses mandamentos advertem e proíbem toda e qualquer possibilidade e forma de apoderar-se da base de vida do próximo. Os assuntos desses mandamentos continuam atuais. Eles falam do nosso dia a dia em casa, na escola, na comunidade e na sociedade. 8o Mandamento: Não fale mentira. No dia a dia, há diversas situações em que as pessoas faltam com a verdade. Muitas vezes, o motivo é banal ou é movido por um sentimento de amiza-
OBJETIVO – Reconhecer que os mandamentos querem proteger a vida digna e justa.
RECURSOS – Cartões com os casos escritos, conforme consta no desenvolvimento do tema. Um caso em cada cartão.
Desenvolvimento do tema: CANTO – Cada dia o dia inteiro
ATIVIDADES Distribuir os cartões com os casos entre as crianças. Isso pode acontecer em duplas ou pequenos grupos. Depois todos apresentam o seu caso. 1 – Aline deixou cair o vaso de porcelana do qual sua mãe tanto gostava. Ao invés de assumir a culpa, acusou seu irmão. 2 – André viu um colega puxando, para cá e para lá, uma árvore que estava começando a crescer. Desse jeito, poderia quebrá-la. Achou aquilo errado, mas icou em silêncio.
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3 – Juliano e Guilherme têm o costume de estragar os telefones públicos. Colocam cartões usados dentro e depois os quebram. Quando as pessoas tentam usar o telefone, não conseguem. 4 – Quando Ana Maria vê alguma coisa que sua colega tem, ela logo quer ter a mesma coisa. Com jeitinho ela acaba convencendo sua mãe a comprar o que quer. 5 – Débora emprestou uma caneta de sua amiga Elaine. Já faz um mês que está com a caneta e ainda não a devolveu. Também não explicou por que continua com a caneta. 6 – Edgar tirou o primeiro lugar numa competição de natação. Quando Marcelo o viu recebendo a medalha, icou triste. Ele queria estar no lugar de Edgar. 7 – Na rua, Jaqueline encontrou uma carteira, contendo dinheiro e documentos. Como não viu ninguém por perto, icou com ela, mesmo sabendo que poderia entregá-la no setor de achados e perdidos do correio.
– O que vocês fariam no lugar dessas pessoas? Deixar que aconteça a troca de ideias. É importante que todas as crianças expressem as suas ideias, mas que também saibam ouvir o que os colegas têm a dizer. – Os mandamentos orientam-nos diante das diferentes situações que nós vivemos. Vamos olhar os cartazes dos mandamentos e ver o que é preciso fazer para proteger a vida.
ATIVIDADES As crianças criam Histórias sobre os mandamentos. As Histórias são lidas e depois colocadas num mural.
CANTO – O amor repartido
DIÁLOGO Após a leitura, perguntar: – O que vocês pensam dessa situação?
4 – Celebrando a vida OBJETIVOS
RECURSOS
– Reconhecer a importância dos Dez Mandamentos. – Agradecer a Deus pelos cuidados que ele tem conosco. – Perceber que, através dos Dez Mandamentos, cuidamos uns dos outros.
– Painel com a palavra AMOR. Sugestão: recortar a palavra em tamanho grande, sendo possível desenhar ou escrever dentro das letras que a formam. – Materiais para preparar um espaço especial na sala: panos coloridos, vela, Bíblia, lores etc.
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Desenvolvimento do tema:
ame o Senhor seu Deus com todo o seu coração, com todo o seu entendimento e com todas as suas forças. Segundo, ame o seu próximo como você ama a si mesmo. O doutor da lei icou admirado com a resposta de Jesus e completou: – O Senhor respondeu muito bem. De fato, o amor a Deus e ao próximo é mais importante do que qualquer sacrifício de animais. Ele disse isso porque algumas leis do povo de Israel ordenavam o sacrifício de animais para receber o perdão de Deus. Jesus também se admirou e icou feliz ao ouvir o que o doutor da lei falou. Ele disse: – Você não está longe do reino de Deus. No reino de Deus, o mais importante é amar. (História extraída do jornal O Amigo das Crianças, ns 27, de 15/08/99)
CANTO – Salmo 92
ATIVIDADES Sentar em círculo, nas cadeiras ou no chão. Colocar os panos coloridos no centro e sobre eles os outros elementos. Abrir a Bíblia em Êxodo 20 – texto dos mandamentos.
CANTO – Bom pra ti e bom pra mim
CANTO – Deus te ama As crianças criam gestos relacionados com a canção. Motivar a realização de gestos afetivos.
DIÁLOGO – Nos três últimos encontros, falamos sobre os mandamentos. Descobrimos o quanto eles são importantes. Deus nos ama e deseja que vivamos bem uns com os outros. Por isso ele nos deu os mandamentos. Quando vivemos conforme os mandamentos, cuidamos uns dos outros. Vamos relembrá-los, conforme os escrevemos nos cartazes que foram confeccionados na primeira aula desse tema. Após a leitura, colocar sobre os panos o painel ou as letras da palavra AMOR.
DIÁLOGO – Deus nos ama e cuida de toda a sua criação. O mesmo ele deseja que aconteça entre as pessoas. Nós amamos Deus e o próximo, porque Deus nos amou primeiro. O segredo de seguir os mandamentos é saber amar.
ATIVIDADES HISTÓRIA
Ao redor da palavra AMOR ou dentro das letras as crianças fazem desenhos de experiências pessoais ou de fatos conhecidos relacionados com o duplo mandamento do amor.
Baseada em Marcos 12.28-34 Certa vez, Jesus encontrou um doutor da lei. Esse dizia saber tudo o que as pessoas deveriam fazer para seguir a vontade de Deus. Então ele perguntou a Jesus: – Qual é o mais importante de todos os mandamentos? Jesus respondeu: – O mais importante de todos os mandamentos está dividido em duas partes: Primeiro,
CANTO – Deus te abençoe
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1 – Jesus chama os discípulos * Quando a rede está cheia de peixes, puxa-se devagar, demonstrando que está pesada. Também pode ser usado algum elemento para caracterizar os personagens: quando se fala de Jesus, colocar uma pano sobre os ombros. Quando se fala dos pescadores, colocar um chapéu na cabeça. Quando há troca de personagem, deixar os elementos que caracterizam o personagem que estava sendo lembrado e pegar os elementos que simbolizam aquele que entra em cena. Isso também vale no momento de representar os diferentes acontecimentos da História. Preparar, com antecedência, o ambiente onde acontecerá a narração, criando uma certa expectativa. Todos os materiais que serão usados para identiicar os personagens podem estar dispostos no cenário. Esse pode ser arrumado sobre um tapete, deinindo o espaço da narração. Contar com muita dramatização. Por exemplo: quando Simão se ajoelha diante de Jesus, o professor ou a professora fazem esse gesto. Todo o corpo participa da narração.
CONSIDERAÇÕES SOBRE O TEMA A Bíblia traz vários relatos de pessoas que tiveram suas vidas transformadas depois de seu encontro com Jesus. Todas passaram a ter uma nova razão para viver. Isso mostra que nos encontros não havia somente uma conversa descontraída e descomprometida, mas havioa uma mensagem. Algo especial acontecia. Na primeira aula, lembramos o chamamento dos primeiros discípulos. Na Bíblia, encontramos esse relato em Lucas 5.1-11. Jesus convidou os pescadores para ser “pescadores de pessoas”, ou seja, líderes que continuariam o projeto de Deus. Deveriam dedicar-se à missão de buscar novos seguidores, anunicar e vivenciar o reino de Deus. A resposta dos pescadores foi imediata. Seguiram Jesus, mesmo sabendo que isso causaria uma grande mudança em suas vidas. O discipulado exigia dedicação e comprometimento. A resposta dos primeiros discípulos foi e continua sendo um convite aberto a todas as pessoas. Cada uma tem a oportunidade de colocar seus dons a serviço das outras pessoas. O texto nos faz reletir sobre a importância da participação de cada pessoa na vida da família, da escola e da sociedade. Sugerimos que, na narração, o professor ou a professora utilizem elementos signiicativos ao falar sobre um dos personagens, uma ação realizada por alguém etc. Um elemento signiicativo que pode ser usado é o Recurso sugerido para o Diálogo que antecede a História: a rede. Por exemplo: * Quando é narrada a chegada dos pescadores na praia, o professor ou a professora pegam uma rede e fazem alguns movimentos para representar que ela está sendo lavada e guardada dentro do barco. * No momento em que Jesus pede aos pescadoreas que joguem as redes para pescar, o professor ou a professora pegam a rede, lançando-a na “água”.
OBJETIVOS Compreender que: – Jesus tem uma tarefa especial para cada pessoa; – ser discípulo de Jesus motiva a vivência da fé e o compromisso com a outra pessoa.
RECURSOS – Rede de pesca e/ou vara de pescar. – Elementos signiicativos rerlacionados com a História: rede, remo, panos, chapéu etc.
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Desenvolvimento do tema:
Simão Pedro fez o que Jesus pediu. Do barco, ele icou conversando com as pessoas. Agora todas podiam vê-lo e ouvi-lo. Uma não precisava empurrar a outra para chegar mais perto. Ao terminar de falar, Jesus olhou para Simão Pedro e disse: – Leve o barco para um lugar onde o lago é bem fundo. Você e seus companheiros jogarão as redes para pescar. Rapidamente, Simão Pedro falou: – Mestre, nós trabalhamos a noite inteira e não pescamos quase nada, mas vou fazer o que senhor está pedindo. Então os três levaram o barco até um lugar onde já haviam pescado. Jogaram as redes. Depois de alguns instantes, tiveram uma grande surpresa. Quando puxaram as redes, perceberam que elas estavam pesadas. Pegaram tanto peixe, que as redes quase arrebentaram. Tiago, João e Simão Pedro tiveram que pedir ajuda a outros colegas, pois não conseguiam tirar os peixes da água. Encheram dois barcos. Ao ver isso, Simão Pedro ajoelhou-se diante de Jesus e disse: – Senhor, afaste-se de mim. Mas Jesus não se afastou. Ele disse: – Não tenha medo. De agora em diante, você e seus companheiros serão pescadores de gente. Quero que vocês me acompanhem no meu trabalho. Depois daquele acontecimento, os três passaram a acompanhar Jesus por todos os lugares. Ouviam as Histórias que ele contava, faziam perguntas sobre o que ele ensinava e conversavam sobre os seus ensinamentos com as outras pessoas.
CANTO – Bom dia, irmão
DIÁLOGO Apresentar a rede e/ou a vara de pescar: – Onde esses objetos são usados? Para quê? – Alguém já participou de uma pescaria? – Qual é a melhor hora para pescar? – O que é preciso para uma boa pescaria?
HISTÓRIA O dia amanheceu ensolarado. Tiago, João e Simão Pedro haviam trabalhado a noite inteira, pois eram pescadores. Como pescadores, eles sabiam que a melhor hora para pescar era à noite, principalmente em noite de lua cheia. Chegaram na praia desanimados, pois não haviam pescado quase nada. Puxaram os barcos até a areia e começaram a lavar as redes. Enquanto faziam isso, conversavam: – Não tivemos muita sorte hoje. Pescamos poucos peixes. – Novamente estamos passando por diiculdades. É uma época de pouco peixe. Nesse momento, ouviram uma conversa. Tiago perguntou: – Por que essas pessoas já estão aqui na praia? João subiu no barco, olhou para as pessoas e disse: – Acho que todas querem ouvir as Histórias de Jesus. Alguém me falou que hoje ele estaria por aqui. Sim, é isso mesmo. Lá está ele no meio da multidão. Quando eles estavam terminando de arrumar o material da pescaria, Jesus aproximou-se do barco. Ele pediu: – Para que todas as pessoas ouçam o que vou falar, gostaria de entrar no barco e afastar-me um pouco da praia.
DIÁLOGO – O que signiica ser pescador de gente? – O convite que Jesus fez aos três pescadores vale para nós hoje. Como nós podemos ajudar Jesus?
ATIVIDADES a) Brincadeira: Trem de nomes Brincadeira em que todas as pessoas são chamadas pelo nome e convidadas a participar da viagem.
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O grupo ica em pé num círculo. Uma pessoa é escolhida como máquina/locomotiva. Ela anda dentro do círculo, e todas as outras gritam o seu nome. Depois de alguns instantes, ela para na frente de uma pessoa do círculo e diz seu nome. Isso é um sinal de que ela foi convidada para ser uma parte do trem: um vagão. Ela entra na roda e segura na cintura da “máquina”. Então todo o grupo passa a gritar seu nome até que o trem para novamente na frente de outra pessoa e essa é convidada para seguir viagem. Quando ele estiver pronto, repetir o nome de cada pessoa que forma o trem. Iniciar com o nome da primeira pessoa da ila. Depois o nome da próxima pessoa... Combinar quantas vezes o nome de cada uma será falado. Se possível, realizar essa parte da atividade fora da sala. O “trem” faz um passeio pela escola.
b) Descobrir o nome dos discípulos no caça-palavras: Pedro – André – João – Filipe – Bartolomeu – Mateus – Tomé – Tiago – Tiago (ilho de Alfeu) – Tadeu – Simão – Judas
2 – Vida acima de tudo Jesus chama a mulher e dá-lhe liberdade. A liberdade de poder olhar em volta, de locomover-se com mais facilidade, de conviver... As curas de Jesus são sinais do reino de Deus. Quando Jesus as realiza, ele devolve dignidade às pessoas. O seu exemplo motiva-nos a pensar em nosso agir e a descobrir como nós podemos promover a vida.
CONSIDERAÇÕES SOBRE O TEMA A História desta aula está em Lucas 13.10-17. É um dos textos em que Jesus é questionado por fazer cu ras aos sábados, contrariando a lei. Muitas ativi dades eram proibidas nesse dia, inclusive aju dar alguém. Contudo, para Jesus, é impossível santificar um dia e, ao mesmo tempo, ignorar as pessoas que precisam de ajuda. Ele inverte a situação: dia do Senhor é dia de libertação, é si nal da vida que Deus dá às pessoas. A mulher carregava o fardo de sua enfermi dade, o que a tornava infeliz e era motivo de sofrimento pessoal. Precisava conviver com a ex clusão da sociedade, que, naquela época, só oferecia lugar para as pessoas saudáveis.
OBJETIVOS – Perceber que Jesus quer vida plena para todas as pessoas. – Compreender que gestos de apoio e carinho promovem vida.
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sava, as pessoas nem olhavam para ela ou olhavam com desprezo. Tudo isso porque ela caminhava com as costas encurvadas, olhando para baixo. Com diiculdade conseguia olhar para os lados. Ela já estava assim há muitos anos. Nenhum médico conseguia curá-la. A mulher estava indo para a casa de oração, pois lá havia alguém muito especial. Ela reuniu todas as suas forças para ir o mais depressa possível. Encontrou diiculdades por causa da multidão, mas conseguiu chegar. Jesus estava lá, ensinando, conversando com as pessoas. A mulher não conseguiu chegar muito perto, mas conseguia ouvir as palavras de Jesus. Depois de algum tempo, ela ouviu: – Mulher! Levou um susto. Era ela que Jesus estava chamando? Sim, era ela mesma. Caminhando bem devagar, foi até onde ele estava. Quando chegou perto, Jesus colocou suas mãos sobre ela e disse: – Você está curada. Aos poucos, com cuidado, ela foi levantando a cabeça, endireitando as costas. Começou a sorrir, pois algo maravilhoso estava acontecendo. Conseguiu icar com as costas retas. Olhou para todos os lados, deu alguns passos e não resistiu, começou a cantar: – Deus é maravilhoso! Eu estou curada! Depois de tantos anos, posso olhar para os lados, para cima! O chefe da casa de oração aproximou-se de Jesus e perguntou: – Você tem seis dias para trabalhar. Por que curar no sábado, que é dia de descanso? Com calma Jesus respondeu: – Eu não vou deixar de ajudar alguém por causa do sábado. O chefe da casa de oração e mais algumas pessoas que não apoiavam Jesus icaram em silêncio. As outras pessoas alegraram-se com o que tinha acontecido.
RECURSOS – Preparar o jogo da palavra oculta, conforme consta no inal desta aula. Ele pode ser realizado no quadro ou num cartaz de papel pardo/kraft.
Desenvolvimento do tema: CANTO – Bom pra ti e bom pra mim O grupo cria gestos para o Canto. Sugerir que sejam gestos afetivos, que expressem acolhimento. Alguns são sugeridos no próprio Canto: dar a mão, olhar, abraçar.
ATIVIDADES a) Caminhar de várias maneiras: normalmente, rapidamente, na ponta dos pés, em ziguezague, com expressão triste, alegre, como se estivesse carregando um peso nas costas, com as costas encurvadas. Convidar as crianças para sentar conforme a última posição sugerida: encurvadas, a cabeça para baixo. b) Diálogo: – Como vocês se sentem nessa posição? Vamos levantar e caminhar mais um pouco desse jeito. Vamos olhar para os lados, para cima, cumprimentar os colegas. – O que vocês enxergam?
HISTÓRIA Baseada em Lucas 13.10-17 Era sábado. Uma mulher foi até a casa de oração. Quem conseguia enxergar seu rosto percebia que ela estava triste. O rosto também mostrava que ela estava sofrendo. As pessoas até imaginavam o motivo desse sofrimento, mas diicilmente alguém se aproximava para perguntar se ela precisava de alguma coisa. Pelo contrário, nas ruas por onde pas-
CANTO – Passo a passo Sugestão de movimentos: As crianças caminham pela sala. No inal de cada estrofe, fazem um carinho nos ombros e nas costas de algum colega.
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– Um grupo vai ao quadro e faz a quantidade de traços que tem a palavra. Ao lado, pode desenhar uma pizza. – As outras crianças da turma descobrem qual é a palavra, – Depois outro grupo continua o jogo.
ATIVIDADES a) Jogo do senhor guloso O Objetivo do jogo é descobrir a frase que está oculta no quadro. – No quadro ou em um cartaz, o professor ou a professora fazem o desenho do senhor guloso, da pizza e dos traços sobre as quais as letras serão escritas. É preciso fazer um traço para cada letra. Entre uma palavra e outra deixar um espaço maior, indicando que ali termina uma palavra e começa outra. – As crianças sugerem letras para completar a frase. Se a letra faz parte da frase, ela é escrita sobre o traço. – A cada sugestão errada, o senhor guloso come uma fatia da pizza. Nesse caso, pintar uma fatia da pizza. – Quando alguém acha que sabe qual é a frase que está oculta no quadro, deve manifestar-se e dizê-la de forma completa. Este é um jogo coletivo. Valem o esforço do grupo e a solidariedade com o colega que errou. O Objetivo não é criar uma disputa, mas animar a atividade. b) As crianças criam um jogo com o senhor guloso. Este é elaborado a partir da questão: Do que as pessoas precisam para ter vida digna (boa, feliz, etc.)? – Se for necessário, o professor ou a professora, ainda no grande grupo, explica a questão, dando alguns exemplos. Para ter vida digna, as pessoas precisam de carinho, casa, alimentos, amigos, etc. – Formar pequenos grupos. Cada um pensa numa palavra ou expressão para responder a questão.
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A frase do jogo é: Jesus disse: Eu vim para que todas as pessoas tenham vida completa. Ela está baseada em João 10.10b.
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3 – Cheiro de amor to caros. Por isso eram usados em momentos muito especiais.
CONSIDERAÇÕES SOBRE O TEMA Na história bíblica que se encontra em Lucas 7.36-50, Jesus aceita a demonstração de afeto de uma mulher acusada de pecadora. As outras pessoas estranham a atitude de Jesus. Ao contrário dos outros homens que estavam na ceia, Jesus não se importa com a reputação da mulher. Para ele, importa sua fé, que a faz agir daquela forma, que a faz demonstrar seu amor. A mulher usa um elemento signiicativo: o perfume. Na época, perfumes eram muito caros e usados em pouca quantidade. Eram preciosos. Isso demonstra a profunda estima que ela sentia por Jesus. A vida da mulher mudou depois daquele encontro com Jesus. Jesus não a condena. Ele perdoa seus pecados e oferece-lhe a possibilidade de uma vida digna.
HISTÓRIA Baseada em Lucas 7.36-50 Uma mulher pegou o vidro de perfume da estante do seu quarto, mas não o abriu para passar na sua pele. Colocou-o na bolsa e saiu apressada. Parecia que ia fazer algo importante. Caminhou rapidamente pelas ruas da cidade até chegar à casa de um homem chamado Simão. Esse tinha convidado Jesus para jantar em sua casa. Nessas refeições, outras pessoas podiam entrar, desde que não interferissem na ceia. Simão e Jesus já estavam sentados quando a mulher aproximou-se dos dois. Ela pegou o perfume e icou atrás de Jesus. Nesse momento, começou a chorar. Suas lágrimas caíam sobre os pés de Jesus, lavando-os. Depois, ela secou os pés de Jesus com seus próprios cabelos. Então beijou-os e derramou o perfume sobre eles. Simão não gostou do que estava vendo. Ele duvidou de que Jesus fosse profeta. Ainal, se fosse, saberia quem era aquela mulher. Ninguém gostava dela. Jesus não se importou com isso. Percebendo a reação de Simão, contou uma história: – Dois homens deviam dinheiro a outro homem. Um devia muito mais do que o outro, mas ambos foram perdoados da sua dívida. Simão, quem você acha que icou mais agradecido? – Ora, aquele que devia mais – disse Simão. – O mesmo acontece com essa mulher. Tudo o que ela fez até agora – lavou meus pés, secou-os com seus cabelos e colocou perfume neles –, você, que me convidou para vir até aqui, ainda não fez. Tudo o que ela fez mostra o grande amor que ela sente por mim. Por isso todos os seus pecados estão perdoados – falou Jesus. As outras pessoas que estavam sentadas à mesa não gostaram dessa atitude de Jesus. Po-
OBJETIVOS – Perceber que Jesus possibilita uma vida digna para todas as pessoas. – Reconhecer que precisamos agir livres de preconceitos.
RECURSOS – Dois ou três frascos de perfume. – Cartolina, lápis de cor.
Desenvolvimento do tema: DIÁLOGO As crianças cheiram os diferentes perfumes e dialogam: – De qual perfume vocês gostaram? – Vocês usam perfume? Quando? Por quê? No tempo de Jesus, os perfumes eram mui-
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rém ele não se importou com isso. Olhou para a mulher e disse: – Sua fé salvou você. Vá em paz! A mulher saiu dali muito feliz. A partir daquele dia sua vida mudou. Ela tinha uma estima muito grande por Jesus, que respeitava e amava todas as pessoas. E a todas as pessoas ele oferecia a possibilidade de uma nova vida.
Se alguma criança não pode usar perfume, por causa de alergia ou outro problema, pode-se trocar por água. b) Cartão perfumado Sobre um cartão de cartolina, cada criança faz um desenho. Sugerir que seja um desenho que transmita alegria, amizade, carinho. Cada criança coloca uma gota de perfume no cartão. Esse será levado para casa. Sugerir que seja entregue ou enviado para alguma pessoa da família, da vizinhança, para um colega da sala ou da escola, uma amiga...
ATIVIDADES a) Toque perfumado Formar um círculo. Cada criança molha um dedo com uma gota do perfume e o encosta na mão ou no rosto do colega que está ao lado. Neste momento, diz uma palavra carinhosa para ele. Depois, esse colega realiza o mesmo gesto em quem está a seu lado. Continua assim até que todos receberam um toque perfumado e carinhoso.
CANTO – Um abraço dado
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Este bloco trabalha a questão da diversidade cultural. Queremos lembrar que essa diversidade faz parte do dia a dia das pessoas. No entanto, não podemos omitir o fato de que a sociedade adota determinados padrões culturais, privilegiando costumes, tradições e instituições. Muitas vezes, as manifestações culturais e étnicas que fogem desse padrão são reprimidas e postas como primitivas e subalternas. Não nos faltam exemplos disso ao longo da História. Vamos trabalhar a partir do conceito de cultura. A compreensão de cultura remete-nos a um campo complexo e abrangente. Ao mesmo tempo em que a cultura é o relexo da prática do ser humano no mundo, é também o elemento que leva a essa prática. No momento em que o ser humano interfere e transforma o seu meio, ele é um produtor de cultura e um ser cultural. Esse ser traz consigo uma bagagem de sistemas de signiicação e estruturas simbólicas, bem como critérios pelos quais vê, julga e valoriza os acontecimentos. Como resultante desse processo, temos a pluralidade de culturas. Essas devem ser tratadas com dignidade e igualdade. Neste bloco, queremos conhecer e reconhecer a diversidade cultural. Também a inter-relação de uma cultura com outra. Entendemos que, quando há espaço para todas as manifestações
culturais, ocorrem aprendizado e também a compreensão de que todas as pessoas podem contribuir com suas experiências culturais. Queremos reforçar a importância da contribuição cultural de cada povo. Isso também faz parte do processo de cuidar do outro e de promover a vida, Objetivos que estão presentes no Ensino Religioso. Sugerimos a realização de um Dia ou uma Semana Cultural na escola. Para essa atividade podem ser trazidos objetos, alimentos, vestimentas, enim, elementos peculiares de cada cultura. Se possível, convidar pessoas ou grupos para conversar sobre esse assunto com as crianças. A organização da exposição cultural ou das atividades a serem desenvolvidas pode ser feita na terceira aula ou no decorrer das três aulas. O tema pode ser trabalhado em conjunto por toda a escola. Pode ser um momento para exercitar um trabalho interdisciplinar. Todos os conteúdos, trabalhados nas diferentes disciplinas, podem estar voltados para a questão da diversidade cultural. A proposta de trabalho está baseada na pesquisa; por isso é fundamental o envolvimento das crianças. É importante lembrar que as descobertas que elas farão durante a pesquisa e as aulas podem exigir mudanças no desenvolvimento dessa proposta.
1 – Conhecendo a diversidade aqueles que fazem parte de sua vivência pessoal. Para a continuidade desse trabalho, é importante que todas realizem a pesquisa que é sugerida no inal da aula. Ela faz parte da proposta da próxima aula.
CONSIDERAÇÕES SOBRE O TEMA Nesta aula, as crianças identiicam a diversidade de elementos culturais que existem em sua volta e também
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– Existem diversas formas de cumprimentar. Algumas pessoas falam em outra língua. Por exemplo: * Alemão: Bom dia: Guten Morgen! Boa tarde: Guten Tag! * Italiano: Bom dia: Buon giorno! Boa tarde/noite: Buona sera! * Inglês: Bom dia: Good morning! Boa tarde: Good afternoon! * Espanhol: Bom dia: Buenos dias! Boa tarde: Buenas tardes!
OBJETIVOS – Identiicar elementos que fazem parte da sua tradição cultural. – Perceber que existem outras tradições culturais e que essas devem ser respeitadas.
RECURSOS – Gravuras que destaquem aspectos culturais de outras pessoas. Essas podem ser encontradas em livros didáticos, revistas, enciclopédias, agências de turismo. – Aparelho de som, papel pardo/kraft, pincel atômico.
b) Convidar as crianças para repetir as palavras de saudação em outras línguas. Se a aula iniciou com o Canto Bom dia, irmão, pode-se iniciar esse momento com a expressão hebraica Gut shabes, que quer dizer bom sábado. Para o povo judeu, esse é o dia a ser guardado como dia de descanso.
Desenvolvimento do tema: CANTO
c) Colocar no chão as gravuras que destacam aspectos culturais de outras pessoas/outros lugares. Enquanto toca uma música, as crianças caminham entre as gravuras, observando-as. Após alguns minutos, a música para, e cada criança ica junto da gravura que está mais próxima. – O que essa gravura mostra? – O que chama a atenção? – Essa gravura mostra algo que vocês não conhecem? Se houver mais de uma criança na mesma igura, elas podem dialogar sobre as questões. Repetir a dinâmica mais uma vez, para que as crianças observem outra gravura.
– Bom dia, irmão Sugestões: Ao repetir o Canto, trocar a palavra irmão por irmã. Também é possível cantar boa tarde no lugar de bom dia. A letra dessa canção foi criada a partir de uma saudação judaica. Essa também é cantada. É um aspecto que pode ser lembrado neste bloco, que quer valorizar a diversidade cultural.
ATIVIDADES a) Saudando uns aos outros Esta atividade parte de um fato comum do dia a dia das crianças: as palavras e os gestos usados para cumprimentar as pessoas. Motivá-las a expressar as diferentes formas pelas quais as pessoas se cumprimentam. Essa atividade destaca as diferenças culturais por meio da língua. – Quando vocês encontram os colegas ou as outras pessoas, qual é o cumprimento que vocês usam? – Como os seus pais, os seus avós fazem isso? Eles falam em português ou em outra língua? Que gestos eles fazem?
d) Comentário As gravuras apresentam pessoas que talvez tenham um jeito de viver diferente de cada um e cada uma de nós. Pessoas que têm uma História diferente e passaram por experiências diferentes. Agora, vamos pensar no lugar onde nós moramos. Se observarmos com atenção, vamos ver que cada família tem alguns costumes que fazem parte de seu jeito de viver. Por exemplo, algum tipo de comida, algum jeito de realizar festas, um jeito de orar, um jeito de se vestir. Assim, nossa família também tem alguns costumes.
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– Quem poderia falar de algum costume de sua família? – Algum desses costumes ou modo de viver é semelhante a uma das culturas apresentadas nas iguras?
TAREFA Lembrar, junto com as crianças, algumas culturas que não estão representadas na sala de aula. Em especial, se isso não for lembrado, os povos indígenas. Para a próxima aula, as crianças fazem uma pesquisa sobre a cultura de alguns povos que foram escolhidos pelo grupo. Para auxiliar, sugerir algumas perguntas. Por exemplo: – Quais os alimentos típicos dessa cultura? – Existem roupas típicas? Elas são usadas no dia a dia ou só em momentos de festa, celebrações? – Onde moram? – Vocês conhecem uma palavra ou um gesto que as pessoas usam para se cumprimentar? – Quais são os jogos, as Histórias, os Cantos típicos dessa cultura? Este trabalho pode ser realizado em grupos. Cada um ica encarregado de pesquisar sobre a cultura de algum povo.
e) Formar grupos. Uma alternativa para formar os grupos pode ser a partir da cultura dos alunos e das alunas da turma. Cada um confecciona um painel com desenhos ou palavras de elementos culturais que fazem parte do seu dia a dia. f) Exposição dos painéis Os grupos apresentam seu trabalho. Se o professor ou a professora optarem pela realização de um Dia ou uma Semana Cultural, esse momento pode ser aproveitado para introduzir a proposta. Explicar que os painéis farão parte da exposição. Se a opção não for essa, os painéis podem ser expostos na sala ou em algum outro local da escola.
2 – Valorizando a diversidade essa aula apresenta uma proposta de trabalho baseada na pesquisa e ainda outras sugestões de atividades que lembram a cultura indígena. No grupo, determinadas culturas podem não estar representadas por meio de pessoas, mas estão presentes por intermédio de palavras, brincadeiras. Esses são apenas dois exemplos. Nesta aula, eles são lembrados por meio de algumas atividades. Uma relexão que o professor ou a professora podem incluir durante o desenvolvimento deste bloco: Por que, em determinadas escolas, poucas culturas estão representadas? Elas realmente não existem na região?
CONSIDERAÇÕES SOBRE O TEMA Para esta aula, sugerimos convidar pessoas de diversas culturas para conversar com as crianças. Se isso for possível, é importante reservar toda a aula para esse Diálogo. Essas pessoas podem realizar brincadeiras, danças, ensinar canções, trazer roupas ou comidas típicas, contar Histórias/ lendas. Se forem mais pessoas, cuidar para que todas tenham espaço para participar. Se houver a participação de pessoas convidadas, é preciso remeter a pesquisa sobre as diferentes culturas para a próxima aula. Contudo
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* Atividades a partir da pesquisa Os grupos reúnem-se para organizar as informações da pesquisa. Em ichas ou folhas de papel sulite, as crianças colocam as informações que gostariam de repassar aos colegas. Depois cada grupo apresenta o seu trabalho. Esses trabalhos também podem ser usados para a exposição do Dia ou da Semana Cultural.
OBJETIVOS – Conhecer elementos peculiares de algumas culturas. – Valorizar o jeito de ser de cada cultura.
RECURSOS
* Atividades que lembram a cultura indígena. Lembrete: Se a cultura indígena estiver representada no grupo, o professor ou a professora podem criar atividades com aspectos de outras culturas. Contudo a presença de uma criança indígena não impede a realização das atividades. No dia a dia, às vezes, sem saber, as pessoas utilizam elementos de uma cultura diferente da sua. A cultura indígena está muito presente em outras culturas. Isso precisa ser lembrado, pois favorece a convivência entre as diferentes culturas e torna o dia a dia mais bonito e alegre.
Nesta aula, os Recursos dependem das atividades que serão realizadas. Sugerimos que toda a proposta seja lida, veriicando, assim, os Recursos que são necessários.
Desenvolvimento do tema: CANTO – Kyrie Guarani
a) Jogo de palavras – Formar pequenos grupos. Cada um recebe três palavras de origem indígena. Contudo essas estão separadas em sílabas. Cada sílaba em uma icha diferente. Em primeiro lugar, o grupo precisa descobrir quais são as palavras. Depois escolhe uma e elabora uma frase criativa sobre ela. Também prepara uma mímica (expressão corporal) para acompanhar. Todos os integrantes participam. Isso é apresentado para o grande grupo. – O professor ou a professora escolhem as palavras, conforme a realidade das crianças. Em determinadas regiões, algumas podem ser totalmente desconhecidas. – O professor ou a professora também podem entregar mais ou menos três palavras para cada grupo. – Sugestões de algumas palavras de origem indígena: mandioca/aipim, abacaxi, batata, caipira, cuia, jiboia, jararaca, ipê, canoa, perereca, tatu, araçá, peteca, goiaba, jabuticaba, maracujá.
ATIVIDADES * A partir da pesquisa realizada, veriicar se as crianças descobriram outros gestos ou línguas para dizer bom dia ou boa tarde. As crianças apresentam as suas descobertas, e todas cumprimentam-se com os novos jeitos. * Observar o painel confeccionado na aula anterior. – Agora, por intermédio das pessoas que estão aqui conosco – ou da pesquisa que foi realizada –, nós vamos fazer novas descobertas sobre as diferentes culturas. Sugestão 1: Encontro com pessoas de diferentes culturas – ver considerações sobre o tema. Se as pessoas trouxeram alguns materiais, veriicar se esses podem icar na escola para ser colocados na exposição. Se ela não for realizada, os materiais podem icar expostos na sala até o encerramento desse bloco de estudo.
b) Para descobrir as palavras, também pode ser usado o jogo do senhor guloso. As dicas sobre o jogo estão na aula intitulada Vida acima de tudo, no bloco Encontros com Jesus.
Sugestão 2: Lembrando povos não representados pessoalmente
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rá-las bem para dar equilíbrio à peteca. As pontas podem ser desiadas.
c) Vamos jogar peteca? Este é um jogo típico dos índios Mbyá-Guarani. Existem dois jeitos para jogar: * As crianças formam um círculo. Uma começa o jogo batendo na peteca com a palma da mão, debaixo para cima, fazendo com que ela voe até o outro lado do círculo. Ali a peteca é rebatida por outra criança, que faz os mesmos movimentos, passando-a adiante.
(Essa sugestão foi extraída da cartilha Povos indígenas: fonte de sabedoria, publicada pelo Conselho de Missão entre índios – COMIN, da Igreja Evangélica de Conissão Luterana no Brasil.)
* Na outra forma de jogar, uma criança ica no centro do círculo. Ela dá a primeira batida na peteca, em direção às crianças que estão no círculo. A criança que recebe a peteca, rebate-a de volta para a colega que está no centro. Essa passa a peteca adiante novamente. Nas duas formas de jogar, todas as crianças participam. Todas colaboram para não deixar a peteca cair.
d) Preparando a exposição: Todo o material que foi elaborado ou confeccionado pode ser colocado na exposição.
Como fazer uma peteca: Essa sugestão utiliza um material que está bem próximo do povo indígena Mbyá. Então pode ser difícil encontrá-lo na realidade urbana. Fica a dica: usar outros materiais ou veriicar se alguma criança ou outra pessoa tem uma peteca. Peteca de folhas de milho: Pegar algumas folhas de milho verde ou outro material semelhante. Dobrá-las fazendo um quadrado. Fazer isso com várias folhas, sobrepondo-as. Essas camadas devem icar bem irmes, pois formam a base da peteca. Envolver essa base com algumas folhas ou palhas. Amar-
e) Para a próxima aula, se for possível, pedir que alguns pais e algumas mães tragam alguns alimentos típicos de cada cultura. Por exemplo: bolinho/pão de aipim/batata ou suco de abacaxi/ maracujá, que são alimentos típicos dos povos indígenas. Também podem trazer alimentos típicos de sua própria cultura. Os alimentos serão usados na realização de um “lanche cultural”. Também podem marcar a confraternização de abertura do Dia ou da Semana Cultural.
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3 – Espaço para todos CONSIDERAÇÕES SOBRE O TEMA Nesta aula, acreditamos que seja importante fazer uma sistematização do trabalho realizado nas aulas anteriores. Várias atividades são sugeridas. O professor ou a professora precisam fazer uma escolha. Se a exposição for realizada, pode ser o momento de organizar os materiais e preparar o local da mesma. Contudo isso também pode acontecer em outro momento, principalmente se este bloco for trabalhado de forma interdisciplinar.
b) Outra opção: entrelaçar palavras de ações que precisam ser realizadas para que os diferentes jeitos de viver de todas as culturas possam ser valorizados. Exemplos: amizade, aprender, ouvir, união. c) Símbolo da diversidade Formar grupos de três. Colocar à disposição materiais diversos: sucatas (caixas, tampinhas, retalhos de papéis coloridos, retalhos de tecido, revistas e jornais, copinhos de plástico, latas), sementes, folhas e galhos secos, argila, tinta têmpera, pincéis, giz de cera, lápis de cor, cola. Com alguns desses materiais cada grupo confecciona um símbolo sobre os estudos realizados nas aulas anteriores. Um símbolo que represente um grupo de pessoas – uma cultura. Por exemplo: com uma caixinha e folhas secas confeccionar um cesto, lembrando os povos indígenas; com retalhos de tecido, uma roupa típica, lembrando as roupas usadas pelas pessoas da cultura alemã num grupo de danças. d) Lanche cultural Preparar uma mesa para realizar um lanche cultural. Se os símbolos foram confeccionados, eles podem ser colocados sobre a mesa. Cantar uma canção conhecida pelo grupo que lembre a comunhão entre as pessoas. Esse momento nos quer dar forças para ir sempre ao encontro das pessoas, valorizando o seu jeito de ser. Também quer lembrar que todas as pessoas precisam, com o seu jeito, viver em paz. Na família de Deus, há lugar para gente de todas as nações do mundo. Deus trata todas as pessoas com igualdade e deseja que todas façam o mesmo. e) Preparando a exposição Todo o material que foi elaborado ou confeccionado pode ser colocado na exposição. As crianças ainda podem trazer de casa outros elementos típicos de cada cultura: objetos, alimentos, roupas etc.
OBJETIVO – Valorizar as diferentes expressões culturais.
RECURSOS Estes devem ser preparados conforme as atividades escolhidas.
Desenvolvimento do tema: CANTOS – Kyrie Guarani – Bom dia, irmão
ATIVIDADES a) Entrelaçando palavras O professor ou a professora escolhem uma palavra que marcou os estudos das aulas anteriores e escrevem-na no quadro: uma letra abaixo da outra. Em conjunto, as crianças lembram outros aspectos que marcaram as aulas anteriores. Esses aspectos são expressos por meio de uma palavra. Essa é entrelaçada na palavra que está no quadro. Exemplo a partir da palavra respeito. 50
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Através da oração nós nos comunicamos com Deus. Cada pessoa ou grupo tem o seu jeito ou forma de orar. A oração também está relacionada com cultura, tradição, valores, religião, crenças. Importa que nós, professores e professoras, saibamos respeitar a identidade de cada pessoa. A sala de aula é um espaço apropriado para conhecer a forma de expressão de fé do outro, sem impor uma única. As diferenças existentes em sala de aula querem ser valorizadas. Elas
querem somar forças para unir-nos na tarefa de promover a solidariedade e a fraternidade entre as pessoas. Na oração, encontramos o alimento para a ação em favor das causas coletivas. Pesquisas cientíicas estão sendo realiza das, constatando que a oração atua no corpo, trazendo bem-estar físico e conforto psicológico. Neste bloco, propomos que a participação das crianças com relatos de experiências seja constante, abrindo espaço para a expressão da diversidade religiosa.
1 – Conversar com Deus – Existem muitos tipos e jeitos de fazer uma oração. Vocês lembram de alguns? A Bíblia também relata sobre os diferentes jeitos que as pessoas encontraram para conversar com Deus. Hoje vamos conhecer uma História que fala sobre esse assunto. Ela tem uma personagem muito especial: a profetisa Débora. O povo de Israel, do qual Débora fazia parte, passou por muitas situações bonitas, mas também por situações difíceis. Em alguns momentos, ele esquecia de Deus e seguia sua vida sem pedir orientação a ele. Essa História conta sobre um desses momentos em que o povo tinha esquecido Deus. Mas ela também fala sobre alegria.
OBJETIVOS – Conhecer um jeito de orar. – Perceber o valor da oração no dia a dia das pessoas.
RECURSOS Cópias da atividade Usando as vogais.
Desenvolvimento do tema: DIÁLOGO
HISTÓRIA
Conversar com as crianças sobre o tema oração. O professor ou a professora podem orientar-se pelas considerações que se encontram no início deste bloco. – O que é oração? – Quando e onde as pessoas oram?
Baseada em Juízes 4.1-15
À sombra da palmeira O povo de Israel foi conquistado pelo rei Jabim. Este rei tinha um assessor muito severo.
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contra ele. Então também organizou seus 900 carros de ferro e todos os homens. Todos foram até o rio. Débora sabia que o combate seria às margens do rio. Quando soube que os homens de Sísera estavam indo para lá, disse a Baraque: – Vá com os homens até lá, porque hoje é o dia em que Deus nos libertará da opressão desse povo. Baraque desceu do monte e chegou ao rio. Deus fez com que houvesse uma grande confusão entre os soldados e os carros de Sísera. Assim, naquele dia, os israelitas derrotaram o rei Jabim. O povo estava feliz e percebeu novamente a presença de Deus em seu meio. Por isso, para a agradecer a Deus, orou. Essa oração foi em forma de Canto. Vamos descobrir uma parte dessa oração?
Ele era o comandante do exército. Seu nome era Sísera. Sísera, por ordem do rei, manteve o povo de Israel prisioneiro durante 20 anos. Durante esse tempo, o povo passou por muitas dificulda des. Tinha perdido a sua liberdade, o direito de seguir adiante. Os adultos viram muitas crianças nascerem e crescerem nessa situação. Isso os deixava muito tristes. Não era essa vida que de sejavam para elas e para todo o povo. Entre o povo de Israel vivia uma mulher muito especial, chamada Débora. Ela era juíza e profetisa. Num lugar que icava entre duas cidades, havia uma palmeira muito bonita, que fazia uma boa sombra. Débora ia quase todos os dias até a palmeira e sentava à sua sombra. Esse lugar era muito especial para Débora. Ali era um dos lugares em que ela conversava com Deus, ou seja, ela orava para Deus. Ela compartilhava com ele as preocupações, os medos, as dúvidas e também as alegrias, as boas notícias. Pedia orientação a Deus para os conselhos que dava ao povo. As pessoas procuravam-na naquele lugar para que ela julgasse pequenas causas. Pediam orientação para resolver as diiculdades. Débora sempre procurava atender todos com atenção. Ela se preocupava com o povo, pois sabia que ele coniava nela e tinha respeito pelo que dizia. Débora via que o povo tinha esquecido Deus. O povo estava sem esperanças. Então mandou chamar Baraque: – O povo está infeliz. Ele não suporta mais viver essa opressão do rei Jabim. Escolha 10 mil homens. Leve-os para o monte Tabor. Eu vou fazer com que Sísera, o comandante do exército do rei, vá até o rio para lutar contra vocês. Baraque falou: – Débora, você está me dando uma tarefa muito difícil. Tenho receio! Irei se você for comi go. Débora concordou. Então Baraque passou em diversas tribos, convocando pessoas para o combate. Quando tinha somado 10 mil homens, foi com eles para o monte Tabor. Débora também foi. Sísera, o comandante do exército, logo icou sabendo o que estava acontecendo. Ele percebeu que o povo estava se organizando
ATIVIDADES Usando as vogais Para conhecer uma parte do Canto de agradecimento de Débora e Baraque, é preciso descobrir quais as vogais que preenchem os espaços ( ). Este texto está em Juízes 5.2-3.
ORAÇÃO A oração que sugerimos é cantada. Contudo, se não é conhecida, pode ser falada. Sugestão de gestos: * Graças te rendemos Cada pessoa junta suas mãos, palma com palma, em forma de oração, e depois, lentamente, ergue-as para o alto. * Ó Senhor Abrir as mãos, deixando os braços erguidos, e dar as mãos às pessoas que estão ao lado, formando um círculo de mãos dadas e erguidas.
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* Pelo pão da vida Soltar as mãos. Cada pessoa une novamente as suas mãos, fazendo de conta que tem um pão dentro delas. Estender as mãos para frente. * Teu amor Com os braços enlaçar as pessoas que estão ao lado, formando um abraço grupal.
Tarefa para a próxima aula Escolher uma igura de uma reportagem de revista ou jornal. A criança escolhe uma situação pela qual ela gostaria de orar. Ela pede aos pais que falem sobre o conteúdo da reportagem.
2 – A oração na vida talece a cooperação e a solidariedade entre os povos. * A mesma motivação tem a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, que também é celebrada por pessoas cristãs no mundo inteiro, geralmente na época de Pentecostes. Em muitos lugares, cada dia, a celebração acontece numa igreja diferente. Então as pessoas de diferentes denominações religiosas encontram-se para celebrar em conjunto. A Semana de Oração tem levado as pessoas a um compromisso maior com a caminhada do ecumenismo. Ela é sinal de unidade em meio às diferenças que existem entre as denominações religiosas. Um livro intitulado Crianças escrevem para Deus, publicado pela Editora Sinodal, pode ser um auxílio no estudo do tema oração. Ele apresenta o Diálogo de crianças da 2ª Série com Deus. Traz textos escritos pelas crianças. Elas contam sobre dúvidas, certezas, alegrias, medos, enim, mostram como entendem a vida.
CONSIDERAÇÕES SOBRE O TEMA Através deste bloco queremos conhecer o signiicado e a prática da oração na vida das outras pessoas, mas também queremos reletir sobre o seu signiicado em nossa vida. Porém este estudo também quer ser um convite à prática da oração tanto na vida pessoal como coletiva. É importante lembrar que existem algumas celebrações, realizadas em diversas partes do mundo, que lembram o tema oração: * No Dia Mundial de Oração, pessoas cristãs em diferentes partes do mundo unem-se em oração. Isso acontece sempre na primeira sextafeira do mês de março. Em 1998, essa data já era celebrada há 111 anos e em mais de 170 países. Todas as pessoas vivenciam uma mesma proposta de celebração, que a cada ano é elaborada por um grupo de mulheres de algum país. A celebração gira em torno de algum tema que promove a vida. Ao mesmo tempo, lembra Histórias, fatos, características daquele país onde ela foi elaborada. Em 1998, o tema foi Quem é meu amigo? Quem é minha amiga? A proposta foi elaborada por mulheres de Madagascar, uma ilha no Oceano Índico, na costa da África. No Dia Mundial de Oração, pessoas estão em diferentes lugares do mundo, mas estão oran do em conjunto. A oração motiva e for-
OBJETIVOS Perceber que através da oração podemos: – expressar nossos sentimentos; – interceder em favor das outras pessoas.
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b) Intercedendo através da oração Colar o mapa-múndi no centro do papel pardo/kraft. Em volta colar todas as iguras trazidas pelas crianças. Se necessário, explicar o que é um mapa-múndi. Após, o professor ou a professora auxiliam cada criança a localizar o lugar onde aconteceu o fato que está expresso na igura que ela trouxe. Cada criança liga o local com a igura. Isso é feito com caneta ou um io de lã.
RECURSOS – Mapa-múndi, papel de carta, tesoura, canetas hidrocor, aparelho de som, música calma, ios de lã, papel pardo/kraft. – Cópias do roteiro da entrevista.
Desenvolvimento do tema:
c) A cada dia, duas ou mais dessas situações são incluídas na oração da turma. No momento da oração, a criança que trouxe a igura fala sobre o motivo da escolha. Ela também pode fazer a oração ou sugerir como fazê-la. Por exemplo: orar de mãos dadas. Assim, oramos de forma coletiva, intercedendo (pedindo) por outras pessoas. É também uma forma de lembrar dos diferentes temas que podemos incluir numa oração, pois, às vezes, as orações se tornam repetitivas e sem relexão.
CANTO – Se eu fosse Sugerimos que as crianças criem os gestos para cada parte da música.
ATIVIDADES * Eu conto sobre mim para Deus. As crianças sentam em círculo, de preferência no chão. Colocar os papéis de carta no centro. Cada criança escolhe um papel de carta. Pedir às crianças que escrevam uma carta para Deus. Lembrar que, quando as pessoas escrevem uma carta, geralmente elas contam o que acontece em sua vida, as últimas novidades. Também fazem perguntas sobre algo que gostariam de saber. Enquanto as crianças escrevem a carta, podem ouvir uma música bem calma. Depois que todas estiverem prontas, se alguma criança quiser compartilhar a sua carta com a turma, pode fazê-lo. No inal desta atividade, sugerir que cada uma guarde a carta num lugar muito especial e que a leia algumas vezes.
d) As crianças fazem um círculo, de mãos dadas, em volta do painel. Nesse momento, o professor ou a professora podem lembrar que, em outros momentos e lugares, há pessoas que também se reúnem, dão as mãos e oram em conjunto. Isso as ajuda a enfrentar as diiculdades do dia a dia, também as alegra e faz crescer a união entre elas.
ORAÇÃO Temas que podem ser incluídos nessta oração: agradecimento pela vida, fortalecimento do grupo, ânimo para ir ao encontro do outro.
CANTO
ATIVIDADES
– Se eu fosse
Para a próxima aula, realizar uma pes quisa sobre o tema oração. As perguntas podem ser feitas à fa-
ATIVIDADES
mília.
a) Compartilhando situações Cada criança mostra a igura que trouxe de casa e fala sobre a situação que está expressa ali.
* Roteiro da pesquisa: 1 – A oração faz parte do seu dia a dia? 2 – Fale sobre o seu jeito de orar.
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3 – Fale sobre o jeito de sua família e da comunidade orarem. 4 – As orações são feitas individualmente ou em grupo? 5 – As crianças participam das orações? De que forma?
6 – Que gestos e/ou símbolos são usados no momento da oração? (A criança mostra os gestos e os símbolos na próxima aula.) 7 – Você participa de uma denominação religiosa? Qual?
3 – Oração: presença em todas as culturas Desenvolvimento do tema:
CONSIDERAÇÕES SOBRE O TEMA Nesta aula, acontece a apresentação da pesquisa sobre a oração. Através dela as crianças têm a possibilidade de conhecer vivências de diferentes tradições religiosas. No processo de troca de resultados da pesquisa, não convém emitir julgamentos sobre as informações coletadas, pois elas mostram a diversidade de vivências que existem em relação ao tema oração. Por exemplo, muitas pessoas icam de joelhos, fazem o sinal da cruz, cruzam as mãos, fecham os olhos, abaixam a cabeça durante a oração. Outras usam símbolos: terço, véu, incenso, vela. As diferentes orações e formas de realizá-las precisam ser valorizadas.
CANTO – Kyrie Guarani
ATIVIDADES a) Jogo: Adivinhem o que é O professor ou a professora dizem o nome de um objeto, de um alimento, de algum elemento da natureza no ouvido de uma criança. Através de gestos, sem usar a fala, ela mostra às outras crianças o que foi dito a ela. As colegas tentam adivinhar o que ela está representando. Este jogo mostra que cada pessoa tem o seu jeito de se expressar. Uma criança faz determinados gestos para representar um objeto. Outras fazem de outro jeito. Temos jeitos diferentes de nos expressar. Isso acontece em diferentes situações de nossa vida.
OBJETIVO – Conhecer e respeitar a vivência de oração de outras pessoas e denominações religiosas.
b) Pesquisa sobre oração Cada criança apresenta o conteúdo das entrevistas. Depois a turma faz a tabulação da pesquisa: – Quantas denominações religiosas foram pesquisadas?
RECURSO – Pesquisa sobre oração.
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dem olhá-los com atenção, fazendo observações e perguntas.
– Quais são elas? – Como a oração é praticada/vivenciada em cada uma delas? – Existe algo que é igual no jeito de orar? O quê? – Quais as diferenças? Esses dados podem ser anotados no quadro ou num grande painel.
d) Gestos de união As crianças apresentam os gestos que são usados no momento de orar. Esses podem ser vivenciados nos momentos de oração, que são realizados em sala de aula: dar as mãos, ajoelhar-se, fechar os olhos etc.
c) Compartilhando símbolos As crianças apresentam os símbolos que as pessoas ou as denominações religiosas usam no momento da oração. É importante valorizar e respeitar os diferentes símbolos. Eles expressam a vida religiosa de pessoas ou grupos. Os símbolos podem ser colocados sobre uma mesa até o inal da aula. Assim, todos po-
ORAÇÃO Orar por algumas situações apresentadas no painel confeccionado na aula anterior.
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Este bloco quer motivar a contemplação da grandeza e da beleza da criação, presente maravilhoso que recebemos de Deus. As inúmeras atividades que as pessoas realizam no dia a dia – também as crianças vivem essa situação – podem diminuir o seu interesse em observar e contemplar o belo cenário que foi criado por Deus. O Ensino Religioso tem a tarefa de reacender a chama do interesse pela criação e
assim também motivar o respeito por tudo o que existe e despertar para a responsabilidade e o compromisso que cada pessoa tem em relação ao que foi criado. Em cada aula, procuramos através das atividades, dos poemas e dos Cantos criar um ambiente celebrativo, que deseja motivar o louvor e o agradecimento a Deus pela criação.
1 – Um belo cenário Tocar, com cuidado, em galhos de árvores, pétalas de lores, sentindo texturas. Fechar os olhos e sentir o vento, a brisa, o calor do sol. Respirar fundo, sentindo os diferentes cheiros. Ouvir os sons da natureza, das pessoas.
OBJETIVOS – Observar e contemplar a criação de Deus. – Perceber como é bela e grandiosa a criação de Deus.
CANTO RECURSOS
– Deus criou o mundo
– Argila e elementos da natureza (folhas e lores secas, cascas de árvores, terra, areia, galhos, pedrinhas, sementes etc.). – Cópias do poema. – Painel com o exercício que se encontra logo após o poema.
Poema Baseado em Gênesis 1.1-26 Distribuir o texto e fazer uma leitura em conjunto. Um olhar criativo sobre a terra pousou. Fez-se a luz de um novo dia. Do escuro a noite brotou.
Desenvolvimento do tema:
O céu foi irmado, nova cor estampada. Seco e molhado separados, a terra estava preparada.
ATIVIDADES Passeio pelo pátio da escola, pela vizinhança, numa praça, para descobrir e contemplar tudo o que existe ali. Olhar a diversidade de cores, os movimentos.
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Nasceram as ervas e as plantas cheias de lores. Algumas viraram frutas com ininitos sabores.
exercício e descobrir o que está faltando. Deus criou mais uma coisa especial. b) Exercício Num painel, o professor ou a professora fazem diversos desenhos. Alguns representam a criação de Deus (árvore, coelho, lua, estrela, rosa, borboleta, peixe, pássaro etc.), e outros representam o que as pessoas criam (bola, boné, mala, sapato, navio etc.). Ao lado de cada elemento que representa a criação de Deus coloca-se uma letra que é necessária para completar a frase que está a seguir. Colocar uma letra sobre cada traço. Nos outros desenhos, colocar qualquer letra. A seguir, colocamos uma sugestão. Os desenhos da criação de Deus não são colocados um após o outro. No meio de alguns são colocados os outros desenhos. Porém eles devem vir numa sequência. Veja a sugestão!
Da terra nasceram as plantas. Das árvores, as sementes. Plantas produziram frutas, alimentos para toda a gente. E viu o criador que tudo era belo, demais! Chegou mais vida e movimento, com a presença dos animais. Animais a embelezar o céu, a terra e o mar. De diversos tipos e tamanhos, com beleza para ostentar. Brincar, correr, nadar sem parar. No ar, na terra e na água, tudo era alegria sem par.
Para descobrir as palavras que completam a frase, as crianças citam ou circulam as letras que estão junto com os elementos criados por Deus. No caso, H, O, M, E, M. Colocar ainda outras letras para formar a palavra MULHER. Frase: Deus criou a terra, o céu, as plantas, os animais, mas também criou o _____ e a ________ (homem e mulher). Toda a criação de Deus é muito bonita e especial. c) Com argila e outros materiais as crianças representam um elemento da criação de Deus que observaram no passeio ou que foi lembrado no poema. No inal, todas juntas elaboram uma frase, lembrando a beleza e a importância da criação de Deus.
Um grande cenário: lores e árvores a enfeitar, animais fazendo brincadeiras, tudo em harmonia a vigorar. E viu Deus que tudo era bom. Estava em cena quase toda a criação. (poema extraído do jornal O Amigo das Crianças, nº 18, 13/06/99)
ATIVIDADES a) Diálogo – Quais os elementos que foram observados no passeio e que também aparecem na poesia? – O que faz parte do belo cenário que foi criado por Deus? – O poema termina com a frase Estava em cena quase toda a criação. Vamos resolver um
CANTO – Salmo 92
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2 – Louvar a Deus pela criação As ichas serão usadas na atividade inal; por isso cada criança permanece com a sua.
OBJETIVOS – Compreender a importância de cada elemento que faz parte da criação de Deus. – Louvar Deus, agradecendo pela criação.
c) Distribuir o texto baseado no Salmo 8: Oh, Deus, nosso Senhor, como o teu nome é maravilhoso em toda a terra! A tua grandeza chega até o céu e é cantada pelas crianças, sim, pelas criancinhas.
RECURSOS – Uma icha de cartolina, de 5cm x 5cm, para cada criança. – Cópias do texto baseado no Salmo 8. – Aparelho de som, lápis de cor.
Quando olho para o céu, que tu criaste, e para a lua e as estrelas, que tu puseste nos seus lugares, quem são os seres humanos para que penses neles? Que são as pessoas para que te preocupes com elas? No entanto, tu izeste o ser humano somente inferior a ti mesmo e lhe deste a honra e a glória de um rei.
Desenvolvimento do tema: CANTO
Tu lhe deste poder sobre todas as coisas que criaste e izeste dominar tudo: as ovelhas e o gado e também os animais selvagens, os pássaros e os peixes e todos os seres que vivem no mar.
– Salmo 92
ATIVIDADES a) Formar duplas. Cada uma recebe duas ichas e o nome de um elemento da criação. Numa das ichas escrever o nome do elemento e na outra fazer o seu desenho.
Oh, Deus, nosso Senhor, como o teu nome é maravilhoso em toda a terra! (texto extraído do jornal O Amigo das Crianças, nº 29, 07/09/97)
b) Jogo Colocar uma música. Enquanto ouvem a música, as crianças caminham pela sala e trocam as ichas umas com as outras. Quando a música para, cada criança procura o colega que está com a outra parte da icha. Quando as duas se encontram, elas conversam sobre a importância daquele elemento da criação. Repetir a brincadeira algumas vezes. Após a última troca, as duplas que se formam icam juntas. Todas as crianças sentam em círculo, no chão ou nas cadeiras. No centro, montar um espaço especial com panos coloridos, lores, vela.
DIÁLOGO O Salmo fala da maravilhosa criação de Deus. Ele lembra as belezas que Deus criou. As pessoas alegram-se com a criação e louvam Deus, agradecendo por esse presente. Através do Salmo descobrimos que as pessoas têm uma tarefa importante: cuidar de tudo
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sobre a importância do elemento da criação que está na icha.
o que faz parte do mundo. Nós precisamos apreciar a criação, louvar Deus por ela, mas também temos o compromisso de preservá-la. Vamos ler o texto novamente. Porém, depois de cada parte, vamos fazer uma parada. Então duas ou três duplas levam as ichas até esse espaço especial que criamos no meio do círculo, colocando-as ali. Nesse momento, elas falam
CANTO – Salmo 92
3 – Responsabilidade com a natureza O parque era usado por muitas pessoas que vinham em busca de um lugar fresco para descansar ou respirar ar puro. Outras vinham para caminhar, pois havia um local apropriado para isso. Mas o interesse de Carol e Marcos era observar as plantas. E cada vez descobriam novas espécies. Carol sempre pensava que Deus era bondoso e criativo por ter feito tantas plantas diferentes. Com o passar do tempo, os dois começaram a observar os animais que viviam naquele parque: formigas, pássaros, lagartixas, sapos... Passados alguns dias, Carol e Marcos tiveram a ideia de convidar os colegas para ir até lá e fazer um piquenique ecológico. O dia marcado amanheceu lindo. Encontraram-se na escola e foram todos juntos até o parque. Chegando lá, viram que alguma coisa diferente estava acontecendo. Havia muitos homens, máquinas grandes, machados... – O que está acontecendo? – perguntaram a um dos homens. Ele respondeu: – Vamos construir um centro de lojas aqui. Imediatamente, Carol perguntou: – O que acontecerá com as plantas e os animais que moram aqui? Com certa impaciência, o homem respondeu:
OBJETIVOS – Reconhecer a variedade que existe na criação de Deus. – Reletir sobre o compromisso e a responsabilidade que temos com a criação de Deus.
Desenvolvimento do tema: CANTO – Deus criou o mundo
HISTÓRIA Carol e Marcos gostam das aulas de Ciências. Estão estudando as plantas e já descobriram que existem vários tipos. Algumas eles não conheciam antes de começar o estudo. Certo dia, a professora levou a turma a um parque para observar as plantas. Como o parque ica próximo do bairro onde os dois moram, depois daquele dia eles voltaram lá várias vezes. Iam com lápis e papel na mão para anotar tudo.
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– As árvores nós vamos derrubar. Claro, algumas vão sobrar. Elas vão servir de enfeite. E os animais... Que animais? Agora acho melhor vocês saírem daqui. Precisamos trabalhar. Carol não desistiu: – Não há outro lugar para colocar o centro de lojas? Muitas pessoas vêm a este lugar em busca de ar puro. – Não, menina. Este lugar é ideal. O terreno é apropriado. O riacho vai servir como canal de esgoto. É tudo perfeito. Agora saiam daqui. Carol e toda a turma icaram tristes. Todos se perguntavam: – O que fazer?
ATIVIDADES a) Levantamento de: * Situações da realidade das crianças que indicam a destruição da natureza. * Ações da realidade das crianças que mostram a preservação da natureza. b) A sugestão a seguir quer motivar uma ação concreta em defesa da natureza: Realizar um passeio pelas redondezas da escola, observando como está a natureza. Dialogar: – Como está a natureza? – Ela está sofrendo agressões? Quais? – Como nós poderíamos contribuir para mudar a situação? A turma pode partir para uma ação concreta. Por exemplo: Se em algum canteiro do pátio da escola ou da rua as lores não crescem porque estão sendo pisoteadas, promover uma campanha para reverter essa situação. Essa campanha pode ser realizada em toda a escola.
DIÁLOGO A pergunta do inal da História tem a intenção de questionar a turma e motivar uma tomada de posição. – Como você imagina que continuou a História?
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1 – Viver relações igualitárias – Descobrir como é bom realizar as tarefas em conjunto.
CONSIDERAÇÕES SOBRE O TEMA É comum observar que as crianças nessa idade vivenciam, muitas vezes, situações em que elas estabelecem que certas tarefas, brincadeiras etc. só podem ser realizadas por meninos e não por meninas. E vice-versa. Desde o seu nascimento, meninos e meninas estão sujeitos à assimilação de valores ligados a uma expressão cultural: o que podem e o que não podem fazer; como devem comportar-se e como não devem comportar-se. Há modelos, alimentados no processo de formação das crianças – na família, na escola, nas relações sociais do dia a dia, que querem determinar atitudes ou jeitos para cada gênero. Por exemplo: afeto para as meninas, força para os meninos; cor-de-rosa para as meninas, azul para os meninos; boneca para as meninas, carrinhos para os meninos... É importante que o Ensino Religioso mostre que os preconceitos que atribuem ao homem ou à mulher determinadas atitudes, funções, cores, tarefas etc. precisam ser superados. A realidade mostra sinais de que isso está acontecendo. É preciso buscar esses exemplos. É preciso motivar o Diálogo entre as pessoas, em que essas questões são discutidas e novos valores são construídos. Nesta aula, queremos trabalhar essa questão através de jogos que promovem a integração e a participação de todas as crianças. Além dos jogos sugeridos, o professor ou a professora podem incluir outros, adequados ao grupo com que trabalham. Contudo é importante que sejam jogos que proporcionem integração, cooperação, troca de afetividade.
RECURSOS – Aparelho de som.
Desenvolvimento do tema: CANTO – O grupo Cantar ou criar um jogral com o texto. Por exemplo: A frase Eu também sou parte de um grupo é falada pelas crianças, uma de cada vez. No momento em que ela fala, pode levantar, fazer gestos etc. No inal, todas as crianças dizem em conjunto: Onde todos têm o seu valor. Dizer também: onde todas têm o seu valor.
DIÁLOGO – Com quem vocês gostam de brincar? – Quais são os amigos ou as amigas que vocês visitam e convidam para brincar? Depois do Diálogo, o professor ou a professora ligam o aparelho de som. Colocar uma música que motive o relaxamento: – Ouvir em silêncio. – Levantar e caminhar pela sala, respirando calmamente. – Esticar os braços, movimentar os ombros, dar chutes no ar. – Olhar para os colegas e as colegas. – Cantar uma canção de saudação conhecida pelas crianças. Enquanto cantam, umas cumprimentam as outras. Sugerir que cumprimentem com jeitos diferentes: aperto de mão, ombro com ombro, joelho com joelho, orelha com orelha.
OBJETIVOS – Perceber que meninos e meninas podem contribuir para o desenvolvimento de diferentes atividades.
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artista vai para o outro lado da sala e imita a sua estátua.
ATIVIDADES Realizar alguns jogos de integração
c) Conjunto musical O grande grupo é subdividido. Cada grupinho escolhe um instrumento que tocará. Uma pessoa é o maestro, que ica parado num lugar onde todos possam vê-lo. Cada grupo faz de conta que toca o seu instrumento. O maestro escolhe um dos instrumentos e começa a tocar. O maestro muda de instrumento, ou seja, toca o instrumento de outro grupo. Esse grupo passa a tocar o instrumento que o maestro tocava anteriormente. Assim, cada grupo muda de instrumento no momento em que o maestro toma o seu instrumento.
a) Elefante colorido O coordenador ou a coordenadora da brincadeira dizem: Elefante colorido! As crianças perguntam: Que cor? Coordenador ou coordenadora: Azul! Cada criança precisa tocar nessa cor. Então procura um colega que esteja usando uma roupa dessa cor. Depois o Diálogo recomeça, e as crianças precisam tocar na nova cor que é anunciada. Outra alternativa: tocar em partes do corpo: orelha, nariz, joelho etc. Este jogo desenvolve: noção de cores, percepção visual, integração, participação. Variações: Colar a gravura de um animal em cada criança: – Elefante sabido! – O quê? – Um bicho. – Que bicho? Todas tocam na criança que tem o animal citado. O mesmo Diálogo serve para: proissões, iguras geométricas, sentenças matemáticas etc.
d) Construir uma máquina Formar grupos de cinco a sete crianças. Pedir que cada grupo faça uma máquina, usando todas as partes, ou seja, todas as crianças. A máquina deve ter movimento. Colocar sons ica a critério do grupo. Depois que todos estiverem prontos, os grupos apresentam a sua máquina uns aos outros. Aqueles que estão assistindo a apresentação procuram descobrir qual é a máquina que está sendo representada. Depois do jogo conversar: – Cada parte/criança foi importante para o funcionamento da máquina?
b) Massa de modelar Em duplas, uma pessoa é o artista e a outra, a massa de modelar. A massa é amassada (com carinho) para icar bem maleável. A pessoa que estiver no papel da massa ica de olhos fechados. A seguir, o artista cria uma bela estátua com a sua “massa”. Quando a estátua estiver pronta,o
CANTO – Um abraço dado Motivar as crianças a abraçar todos os colegas e todas as colegas.
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2 – Liberdade nas relações CONSIDERAÇÕES SOBRE O TEMA
ATIVIDADES
Nesta aula, não queremos ocultar as diferenças de gênero que existem, mas nossa intenção também não é ressaltá-las. Logo no início, propomos a realização de dramatizações que ajudem na relexão sobre a vivência familiar das crianças. É importante que o professor ou a professora observem as dramatizações com atenção, pois elas expressam a realidade das crianças e, através delas, percebe-se que tipo de relação de gênero está implícito. Isso é importante para o Diálogo que ocorre depois das dramatizações. Nossa intenção é apontar para uma perspectiva libertadora, sem falsos moralismos que oprimem e limitam as relações entre homens e mulheres. Por isso optamos por apresentar uma cena em que ocorre a partilha de tarefas com o envolvimento de todos os membros da família. Com isso queremos motivar a reação das crianças: reletir e posicionar-se sobre a relação de gênero, percebendo que as diferenças não devem servir para oprimir, mas sim para mostrar a beleza da diversidade.
a) Dramatização * Preparação para a dramatização: Fazer alguns exercícios preparatórios para a dramatização. Esses proporcionam relaxamento, descontração, espontaneidade e integração. – Caminhar, ocupando todos os espaços da sala: devagar, rápido, na ponta dos pés, erguendo os braços, com os calcanhares etc. – Falar o seu nome: devagar, baixo, gritando, soletrando, cantando. – Formar duplas. Uma criança ica na frente de outra, distante um metro. Uma é a pessoa que vai fazer de conta que manipula uma marionete, e a outra é a marionete. A um sinal dado, a manipuladora movimenta ios invisíveis presos no corpo da marionete. A marionete deve agir exatamente como se os cordões estivessem presos a seu corpo e sendo movimentados. Por exemplo: A manipuladora faz de conta que tem um io preso no braço da marionete. Ela vai puxando o io para cima, e a marionete vai erguendo o braço. Depois de dois ou três minutos, invertem-se os papéis. – Posando: Grupos de 10 crianças. Uma de cada grupo faz uma pose, que será o início de uma pose coletiva. As outras, por sua vez, vão se juntando à criança que iniciou a pose. O resultado inal será uma única escultura, formada com os corpos de todas. – Congela: As crianças fazem movimentos diversos e, em determinado momento, o professor ou a professora dizem: Congela! A criança ica parada, conforme o último movimento feito. Podem ser incluídos movimentos que lembrem as tarefas que as pessoas realizam em casa. Sugestões de movimentos: dar risada, andar pela sala, varrer, escovar os dentes, limpar os vidros, ajuntar o lixo do chão, lavar louça.
OBJETIVOS – Perceber que as diferenças na relação de gênero mostram a importância e a beleza da diversidade. – Perceber que podemos auxiliar-nos mutuamente, sem preconceitos.
RECURSO – Ilustração ampliada.
Desenvolvimento do tema:
* Dramatização: Formar grupos de quatro a cinco alunos. Propor que cada grupo dramatize situações do dia a dia de sua família.
CANTO – O amor repartido
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b) Comparando situações Depois da dramatização, todos os grupos recebem uma cópia da ilustração que está ao lado. Perguntas que podem auxiliar na relexão: – O que a gravura está mostrando? – O que é igual e o que é diferente da dramatização que vocês apresentaram? – Vocês concordam com a divisão de tarefas? Por quê? – Vocês acham que na família de vocês algo precisa mudar para que as tarefas sejam partilhadas? O quê?
CANTO – O amor repartido
3 – Conviver com respeito e alegria as pessoas ou situações. É com esse Objetivo que incluímos a lenda do Curupira nesta aula. Lendas falam também das crenças de diferentes culturas. É importante conhecer como as pessoas vivem e pensam sobre a vida. Não nos cabe criticar essas formas ou expressões, mas conhecê-las, respeitá-las e aprender, descobrindo possibilidades de tornar o mundo melhor. Não podemos, no entanto, deixar de constatar diferenças entre as lendas e os princípios da fé cristã. Trabalhar com lendas é interessante e interdisciplinar. Sugerimos que se explore o tema em forma de projeto, conhecendo lendas de diversas regiões e diferentes culturas. Convém ter sempre presente que Deus, em sua criação, não fez as pessoas iguais. A todas ele deu jeitos diferentes. Isso se faz visível na forma como diferentes culturas vivem o cotidiano
CONSIDERAÇÕES SOBRE O TEMA: A intenção desta aula é trabalhar a importância das regras no convívio entre as pessoas e sua relação com o meio. A proposta é desenvolvida a partir da lenda do Curupira. Lendas são formas que algumas pessoas encontraram para falar, expressar seus pensamentos, manifestar seus sentimentos em relação a alguma situação, calcadas em experiências inusitadas e fantásticas. Por exemplo, os povos indígenas explicam, muitas vezes, mortes, medos, expectativas criando Histórias imaginárias. Outras lendas, como a do Negrinho do Pastoreio, contam sobre situações da escravidão negra. As lendas podem ajudar-nos a reletir sobre a nossa vida e sobre como nos relacionamos com
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e interpretam fatos. Atualmente, já descobrimos que não é necessário nem possível querer que as pessoas vivam da mesma forma e acreditem nas mesmas coisas. A diversidade ocupa um lugar insubstituível. Dizem os contadores de lendas que, para contá-las e acalantar as crianças, é preciso estar num ambiente propício. Por isso sugerimos que escolham um local onde possam sentar-se no chão, em círculo. Assim, todas as crianças podem ver e ouvir muito bem o contador ou a contadora da lenda.
crianças saiam e o tempo para descobrir o objeto diminua. O jogo quer promover um momento de integração. Também a vivência de um momento em que as crianças precisam trocar ideias para criar as novas regras do jogo.
HISTÓRIA A lenda do Curupira O Curupira vivia na loresta. Tinha o cabelo vermelho, mais do que ruivo, era cor de fogo. Ele era criança, mas todo peludo. Tinha o pé virado para trás e o calcanhar para frente. Quando ia, parecia que estava voltando. Assim, ele passava o dia inteiro correndo de um lado para outro da loresta. Quando se pensava que estava indo para o sul, na verdade estava indo para o norte. Curupira amava a loresta e todos os seres que viviam nela. Conta a lenda que ele tinha poderes e entendia muito bem os mistérios e segredos da natureza. Ele conseguia prever muitas coisas. A função dele era proteger a loresta. Quando percebia que se aproximava uma tempestade, corria e balançava as árvores para ver se elas iriam resistir ao temporal. Caso não resistissem, avisava todos os animais para que fossem até um lugar seguro. Todos os animais coniavam naquilo que Curupira dizia. Curupira sabia que o jeito das pessoas conviverem entre si e com a natureza não era muito amigável. Curupira queria que houvesse entendimento entre as pessoas e entre as pessoas e a natureza. Assim haveria uma possibilidade de felicidade e entendimento. Todas as pessoas que destruíam a loresta apenas por prazer ou por dinheiro deparavam-se com o Curupira. Quando elas pensavam que ele estava fugindo por causa dos rastros que deixava, ele estava chegando. Os pés virados e o jeito de Curupira assustavam os caçadores e destruidores da natureza. Curupira não assustava as pessoas que caçavam e usavam a mata para sobreviver. Ele sabia que isso não ameaçava a natureza e não causava a sua destruição. É desejo de muitas pessoas que o Curupira não ique escondido na mata, mas venha para as cidades despoluir os rios, replantar as matas...
OBJETIVOS – Reletir sobre a convivência em grupo. – Perceber a importância das regras de convívio estabelecidas entre as pessoas em relação ao meio ambiente em que vivem.
RECURSOS – Lápis de cor, folhas de desenho, revistas, cola, dez objetos diferentes (livro, lápis, brinquedo, caneta, giz etc.).
Desenvolvimento do tema: CANTO – Bom dia, irmão
ATIVIDADES Brincadeira: Memória de objetos As crianças sentam em círculo. No centro colocar dez objetos. Uma criança sai da sala. Alguém tira e esconde um dos objetos do centro do círculo. A criança que saiu deverá adivinhar qual objeto está faltando. A turma pode criar novas regras para o jogo. Por exemplo: tirar dois objetos ou acrescentar outros; estipular um tempo para adivinhar qual objeto foi tirado ou acrescentado; solicitar que duas
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Essa lenda é um convite! Ela nos quer motivar a ter a vontade do Curupira. Curupira é o que cada pessoa precisa ter dentro de si. Cada uma precisa ter vontade de promover a boa convivência, o respeito ao próximo e ao meio em que vive.
novas regras no grupo. Também lembrar de regras importantes para uma boa convivência entre as pessoas, de forma geral, para além do espaço escolar.
ATIVIDADES DIÁLOGO
Cada criança desenha, no centro de uma folha, como imagina o Curupira. Em volta do desenho cola palavras, iguras ou monta cenas, a partir da técnica da rasgadura, de situações que melhoram a convivência entre as pessoas. Esse trabalho pode ser compartilhado e depois exposto na sala, servindo de orientação para a convivência do grupo.
Curupira sabia que o jeito das pessoas conviverem entre si e com a natureza não era muito amigável. Curupira queria que houvesse entendimento entre as pessoas e entre as pessoas e a natureza, pois assim haveria uma possibilidade de felicidade e entendimento. – Como está a convivência do nosso grupo? E na escola? Entre todas as pessoas? Lembrar aspectos positivos e negativos. – O que é preciso fazer para que haja uma boa convivência no grupo? – O que deveria mudar para melhorar a convivência entre as pessoas? A partir desse Diálogo é possível deinir a inalidade das regras de convivência e estabelecer
ORAÇÃO Querido Deus, obrigado por todas as pessoas com as quais convivemos. Ajuda-nos para que possamos conviver melhor com as pessoas e com a natureza. Amém.
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Paixão e Páscoa 1 – Quaresma: tempo de celebrar CONSIDERAÇÕES SOBRE O TEMA
RECURSOS
A Quaresma é o período de quarenta dias antes da Páscoa, em que celebramos a morte e a ressurreição de
– Folhas de papel sulite, lápis de cor, giz de cera.
Jesus. Na época da Quaresma, também chamada de Paixão, temos alguns dias especiais: a Quarta-feira de Cinzas, o Domingo de Ramos, a Quinta-feira Santa, a Sexta-feira Santa e o Sábado de Aleluia. Entre os primeiros cristãos, o Batismo era realizado no Domingo de Páscoa. A sua preparação acontecia nos quarenta dias que a antecediam, isto é, na Quaresma. Com isso eles queriam evidenciar o fato de que o Batismo é morrer e ressuscitar para uma nova vida. Durante essa preparação para o Batismo, as pessoas participavam de meditações, faziam jejum e orações, não participavam de festas, não tomavam bebidas alcoólicas etc. Com o tempo, a quarentena tornou-se obrigatória para as pessoas cristãs. Ela não estava mais associada ao Batismo, mas à tristeza por causa da aproximação da morte de Jesus. Nesse período de quarenta dias, as pessoas passavam a observar vários costumes. Sobre esses costumes queremos falar nesta aula. Queremos relembrar alguns costumes que as pessoas seguiam e ainda seguem na época da Quaresma. Através disso motivar as crianças a descobrir como as pessoas vivem a Quaresma e a perceber que essa época continua sendo especial.
Desenvolvimento do tema: CANTO – Bom pra ti e bom pra mim
DIÁLOGO – Em que época do ano estamos agora? – Nesta época, as pessoas fazem alguma coisa de diferente em relação aos outros dias do ano? O quê? – Vocês sabiam que algumas pessoas realizam um jejum no tempo de Quaresma? O que é jejum? Jejum signiica não comer, durante um ou mais dias, alimentos sólidos como arroz, feijão, frutas, carnes. A pessoa apenas toma água ou sucos para não deixar o corpo desídratar. Algumas pessoas fazem outro tipo de jejum. Elas deixam de fazer ou adquirir alguma coisa e doam o dinheiro que gastariam a instituições que cuidam de crianças, idosos etc. Por que algumas pessoas fazem jejum? Por gratidão a Deus e para aproximar-se dele. Também porque querem viver em harmonia consigo e com os outros. Esse costume é muito antigo. Além dele, existiam outros costumes que eram praticados na época da Quaresma e que hoje estão esquecidos. Poucas pessoas ainda os praticam. Esses costumes mostram que as pessoas, na Quaresma e em outros dias do ano, param para fazer uma relexão e, às vezes, percebem
(parte deste texto foi extraído do livro Páscoa – Celebração da vida. Editora Sinodal)
OBJETIVOS – Conhecer alguns costumes da época da Quaresma. – Perceber que os costumes querem celebrar os acontecimentos da Páscoa.
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que algo precisa mudar para melhorar sua vida e a vida das outras pessoas. Vamos descobrir outros costumes da época da Quaresma?
Perguntem a seus avós sobre a época da Quaresma. Com certeza eles têm muitas Histórias para contar. Todos os costumes são importantes e podem ser praticados. Contudo as pessoas devem fazer isso com vontade e alegria. Ninguém deve ser forçado. Vale lembrar que podemos viver a época da Quaresma de outras formas. Podemos parar, pensar em nossa vida e veriicar se algo precisa mudar. O tempo da Quaresma lembra que temos uma bonita mensagem para anunciar: Jesus ressuscitou. O tempo da Quaresma também é um tempo para ir ao encontro de outras pessoas, conversar com elas, pedir perdão, abraçá-las...
HISTÓRIA Há muitos anos, as primeiras pessoas cristãs tinham o costume de batizar na véspera da Páscoa, no sábado, quem queria tornar-se cristão. Faziam isso para que as pessoas entendessem o signi ficado do Batismo: era como morrer e ressusci tar para uma nova vida, a exemplo de Jesus. Desse costume nasceu o tempo de preparação, que hoje se chama época da Paixão ou Quares ma. Quaresma é a época de 40 dias antes da Páscoa. Durante esses 40 dias, as pessoas que seriam batizadas faziam meditações, jejuns, orações, não tomavam bebidas alcoólicas e não participavam de festas. Com o tempo, todas as pessoas, mesmo aquelas que não seriam batizadas, começaram a seguir esse costume. Elas faziam isso para demonstrar a tristeza por causa da aproximação da celebração da morte de Jesus. Com o passar do tempo, outros costumes foram aparecendo. As pessoas não comiam chocolate, mas presenteavam chocolates e outros doces no domingo de Páscoa. Na Quinta-feira Santa, também chamada de Quinta-feira Verde, somente comiam verduras. Nas igrejas, no altar, os panos e as toalhas passaram a ser de cor violeta, que lembra o sacrifício e o arrependimento. Na Sexta-feira Santa, as pessoas passaram a comer só peixe, pois não comer carne com sangue quer demonstrar respeito ao sangue derramado por Jesus. É interessante relembrar esses costumes. Hoje, poucas pessoas observam esses na época da Quaresma. Algumas nem lembram que existe a época da Quaresma. Algumas só lembram da Sexta-feira Santa por ser feriado e da Páscoa por causa dos presentes e chocolates.
ATIVIDADES Formar um círculo de cadeiras. A parte do encosto da cadeira ica voltada para a parte interna do círculo. As crianças sentam na parte externa do círculo, na frente de uma cadeira. Assim, o assento da cadeira serve como mesa. Numa folha, num dos lados, as crianças escrevem ou desenham situações de sua vida ou da vida das outras pessoas que as deixam tristes ou chateadas. Também podem colocar uma situação em que elas izeram algo que deixou uma pessoa magoada. Depois de pronto, as crianças viram a folha, e todas deslocam-se cinco ou seis cadeiras adiante, para a direita. Na folha que está sobre a cadeira, fazem um desenho que expresse amizade, alegria, apoio. Também podem escrever palavras. Depois, todas voltam até a cadeira onde está sua folha. Olham o desenho e, todas juntas, passam pelas cadeiras, simbolizando que os obstáculos que atrapalham a convivência podem ser superados. Isso ica mais fácil com o apoio das outras pessoas. As crianças formam um círculo, abraçadas. Cantar: Um abraço dado ou outro Canto conhecido pelo grupo.
DIÁLOGO
CANTO
– Vocês lembram de outro costume que as pessoas praticam na época da Quaresma?
– Um abraço dado
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2 – Girassol: um símbolo da Páscoa CONSIDERAÇÕES SOBRE O TEMA
HISTÓRIA
O girassol é um dos símbolos mais desconhecidos da Páscoa. Para sobreviver, o girassol necessita voltar-se para o sol. Como símbolo da Páscoa, ele lembra que as pessoas devem voltar-se a Cristo, que é luz, força e sentido para as pessoas cristãs.
Ninguém sabe quem a plantou. A verdade é que, já durante o inverno, aquela mudinha de lor começou a colocar sua carinha para fora. Primeiro nasceu um brotinho, com muita timidez, com medo de sair por causa do frio. Porém o inverno foi passando, e ela começou a sair com mais coragem. A primavera chegou com toda a força, mandando embora o inverno com seus dias sombrios e chuvosos. Nas plantas apareciam botões que, logo, logo, se abriam para acolher ainda mais o calor do sol e os insetos que procuravam alimento. O passatempo preferido de muitas crianças que passavam pelo jardim era admirar a beleza daquelas lores. Uma das lores, no entanto, chamava mais ainda a sua atenção. De manhã cedo, quando as crianças iam para a escola, ela estava com seu miolo virado para o lado onde nascia o sol. Ao meio-dia, quan do voltavam da escola, ela estava com o miolo virado para cima. De tardezinha, o miolo estava voltado para o outro lado. À noite, parecia que a flor dormia. Nos dias de chuva, estava triste. Será que sentia saudades do sol? Um dia, Fábio e Luana não aguentaram mais de curiosidade e perguntaram ao jardineiro: – Esta planta se movimenta? – Sim. Seu nome é girassol. Desde o amanhecer até o pôr-do-sol, ela gira em busca da luz do sol. Se nós a colocarmos no escuro ou plantarmos onde não bate o sol, ela morre. Ela sempre procura a luz. Fábio e Luana icaram admirados. Quando chegaram em casa, contaram tudo a seus pais e sua irmã Daniela. Esta teve uma ideia: – Estamos perto da Páscoa. Que tal confeccionarmos alguns cartões e algumas lembranças com desenhos de girassóis? – Ótima ideia – disse dona Lúcia. – Algumas pessoas não sabem ou não lembram, mas o girassol também é um símbolo da Páscoa. Assim como ele gira para todos os lados, procurando a
OBJETIVO – Perceber que precisamos voltar-nos sempre para Deus e deixar que a sua luz nos guie.
RECURSOS – Sementes de girassol ou bolinhas de papel. – Papel pardo/kraft. – Um girassol: a própria planta ou uma fotograia, um desenho etc. – Papel para confeccionar pétalas de girassol.
Desenvolvimento do tema: CANTO – O girassol Criar gestos para a canção. Motivar a realização de gestos afetivos.
DIÁLOGO Mostrar o girassol e dialogar: – Vocês conhecem esta lor? – Tem uma parte dela que os passarinhos gostam de comer. Qual será? Assim como o coelho, os ovos e a cruz, o girassol também é um dos símbolos da Páscoa.
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luz do sol, nós precisamos ir em busca de Jesus, que é luz para as pessoas. Ele é a luz que indica o caminho que podemos seguir. Luana, muito animada, convidou: – Vamos depressa pegar o material e começar a fazer as lembranças?
carinhosa, solidária, que podemos fazer em favor de outras pessoas, da natureza, dos animais. Esses painéis podem ser aproveitados na celebração. b) Sugestões para a celebração * Dramatização da História do girassol Uma das crianças narra a História, e as outras representam, através de gestos, os diferentes personagens: – Osgirassóis: brotando, movimentando-se em busca da luz. – O sol, que vai de um lado para outro. Os girassóis seguem o seu movimento. – As crianças que observam o movimento dos girassóis. Pode-se criar um cenário e as vestimentas dos personagens. * Enfeites para a celebração As crianças confeccionam enfeites para o local onde será realizada a celebração: lores de girassol em vasos, móbiles com girassol, cartazes.
ATIVIDADES a) Girassol Formar grupos de cinco ou seis crianças. Cada grupo recebe uma folha de papel pardo/kraft e papel para fazer as pétalas do girassol. Sobre o papel pardo as crianças confeccionam um girassol. O miolo é feito com as sementes ou as bolinhas de papel. O grupo faz tantas pétalas quantas são necessárias para colar em volta do miolo. Antes de colar, cada criança escreve uma palavra em cada pétala. Essa palavra deve expressar uma ação
3 – Celebração da Páscoa CONSIDERAÇÕES SOBRE O TEMA
OBJETIVOS
– Se a celebração não for realizada na igreja, organizar um altar no lugar onde ela for realizada. Colocar uma toalha branca sobre uma mesa e, em cima, a cruz, a Bíblia, velas, lores. – Se o espaço permitir, colocar as cadeiras em círculo.
– Relembrar a morte e a ressurreição de Jesus. – Vivenciar um momento de comunhão com os colegas.
RECURSOS – Elementos do altar: toalha branca, lores, Bíblia, cruz, vela. – Cartazes com os girassóis.
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– Pequenos cestos com sementes de girassol ou bolinhas de papel.
CANTO Canção de Páscoa, que seja conhecida pelo grupo.
SAUDAÇÃO Estamos reunidos para celebrar a Páscoa, a festa mais importante para os cristãos, pois lembra que Jesus ressuscitou. Ele está vivo e quer dar vida a todas as pessoas. Existe um símbolo muito bonito que nos ajuda a reletir sobre isso: o girassol. Ele faz parte de nossa celebração. O girassol movimenta-se seguindo a luz do sol. Agora queremos fazer como ele. Vamos movimentar-nos. Vamos virar para cada lado e dar as boas-vindas às pessoas que estão próximas de nós. Pode ser um aperto de mão, um abraço, um beijo, uma palavra amiga...
MENSAGEM a) Apresentação da dramatização ou leitura da História, conforme consta na aula que antecede esta celebração. b) Comentário Ao amanhecer, o girassol começa a movimentar-se. Ele acompanha a trajetória do sol: do nascente ao poente. É uma lor que se volta para a luz. Isso nos motiva a ser pessoas em movimento, em busca de luz. Jesus é a luz de nosso caminho. Por lembrar-nos que precisamos sempre ir em busca da luz, que precisamos dela para viver, o girassol é um dos símbolos da Páscoa. Jesus morreu na cruz por todas as pessoas. Mas a morte não foi o fim. No domingo de ma nhã, as mulheres foram até o túmulo e encon traram-no vazio. Jesus não estava lá. Ele havia res suscitado. Ele iluminou o nosso caminho. O girassol também nos lembra que podemos ser luz. Nós podemos partilhar amor e carinho. Ao fazermos isso, estamos seguindo a luz, que é Jesus, e estamos sendo luz para as outras pessoas. As pétalas dos girassóis confeccionados pelas crianças lembram outras ações que mostram a presença da luz.
CANTO – Seja bem-vindo
INVOCAÇÃO Realizamos esta celebração em nome de Deus, que enviou o seu Filho Jesus por amor a nós; em nome de Jesus, que não desistiu de sua tarefa, vencendo a morte com a vida; e em nome do Espírito Santo, que nos ilumina e dá forças para sempre nos voltarmos para a luz de Deus.
ORAÇÃO Querido Deus! Agradecemos-te por este momento em que nos reunimos para celebrar juntos a Páscoa. Obrigado que Jesus ressuscitou. Obrigado por conceder-nos a possibilidade de vida plena. Amém.
c) As crianças apresentam os cartazes que confeccionaram. Cada uma lê uma das palavras. d) Como forma de agradecimento a Deus pelo presente que ele nos deu – a luz, que é Jesus – queremos realizar agora um gesto simbólico. No altar, temos cestos com sementes de girassol (ou: bolinhas de papel que representam sementes de girassol). Convidamos cada pessoa para pegar uma semente e entregá-la a outra pessoa. Junto com a semente digam uma palavra de carinho ou façam um gesto afetivo. (Depois que todos entregaram a semente.)
CANTO – O girassol Criar gestos para a canção. Motivar a realização de gestos afetivos.
LEITURA BÍBLICA Salmo 119.105 81
Cada pessoa também é uma semente que pode germinar e dar muitos frutos. Gostaríamos que vocês levassem essas sementes e entregassem a uma outra pessoa: a alguém da família, a um amigo, a um vizinho, pois, como diz a letra da canção, temos mil sementes de amor para dar.
CANTOS – O girassol – Um abraço dado Enquanto cantam, as pessoas despedem-se com um abraço.
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Advento e Natal 4 – Celebrando o Advento Desenvolvimento do tema:
CONSIDERAÇÕES SOBRE O TEMA Advento signiica chegada. É um tempo de preparação para o Natal, para a chegada de nosso Senhor. Nos quatro domingos que antecedem o Natal, somos convidados a viver a alegria e a expectativa pelo Natal. Esta época chama-nos para a esperança e a possibilidade de um mundo melhor. Lembra que somos pessoas que caminham, procurando realizar sinais do reino de Deus. Para viver o Advento como um tempo de preparação para o Natal, sugerimos uma atividade que, de modo alegre e descontraído, motive a relexão sobre essa época. A proposta está baseada num jogo: Caminhando para o Natal.
DIÁLOGO Estamos perto do Natal. Estamos numa época que chamamos de Advento. É uma época em que nos preparamos para comemorar o nascimento de Jesus. As casas, as lojas, as ruas e as escolas estão enfeitadas com diferentes símbolos. Porém esses símbolos não querem apenas enfeitar tudo à nossa volta, mas também nos querem lembrar do verdadeiro sentido do Natal. – Vocês já colocaram algum símbolo na casa de vocês? Qual? Na época de Advento, existem dois símbolos que são muito usados: a coroa de Advento e o calendário de Advento. A coroa mostra-nos as semanas que faltam para o Natal e através do calendário contamos os dias que faltam para o Natal.
OBJETIVOS – Descobrir o signiicado da época de Advento. – Preparar-se para a celebração de Natal.
CANTO – Advento chegou
RECURSOS – Cópias do jogo: um para cada grupo de quatro a seis crianças. – Oito cartões de cartolina, de 10cm x 15cm, com as orientações do jogo. – Um dado para cada grupo. – Sementes ou outro material para marcar a caminhada no jogo. – Cartaz com o poema.
ATIVIDADES a) Poema baseado em Isaías 40.3-5
Tempo de preparação Advento é tempo de preparação, de abrir caminho para o Deus criança. É estar disposto a ajudar um irmão e a uma irmã dar nova esperança.
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Advento é tempo de avaliação, de unir caminhos e acertar estradas. É tempo certo para pedir perdão e perdoar, seguindo de mãos dadas.
b) Jogo: Caminhando para o Natal * Preparando o jogo: – Formar grupos de quatro a seis crianças. Cada grupo recebe uma cópia do jogo e as ichas com as regras. – Cada participante joga o dado e usa as sementes ou outro material para marcar a sua caminhada. – Cada vez que um participante chega numa árvore de Natal ou coroa de Advento, ele pega a icha correspondente, lê a orientação para os colegas do grupo e realiza a tarefa. O Objetivo é chegar até o presépio.
Advento é tempo de transformação, mudar caminhos para um mundo novo. É ver que o amor de Deus é doação e a novidade é para todo o povo. Advento é tempo de decoração, lorir caminhos, aplainar colinas. Encher de amor e luz o coração para espalhar nas noites natalinas. (poema extraído do jornal O Amigo das Crianças, nº 41, 03/12/95)
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* Orientações do jogo:
Cartão 6 Num dos lados do cartão: desenho da coroa de Advento com duas velas acesas. No outro lado: No segundo domingo de Advento, mais uma vela é acesa na coroa. Então são duas velas acesas. A luz das velas quer iluminar a nossa vida. Elas lembram Jesus, que é a luz do mundo. Avance duas casas!
Cartão 1 Num dos lados do cartão: desenho da árvore de Natal e o número 1. No outro lado: O Natal está perto. Estamos nos preparando para comemorar o nascimento de Jesus. Você conhece algum símbolo que nos ajude a contar as semanas ou os dias que faltam para o Natal? Qual? Depois de responder, pule três casas!
Cartão 7 Num dos lados do cartão: desenho da coroa de Advento com três velas acesas. No outro lado: No terceiro domingo de Advento, acendemos a terceira vela da coroa. Isso signiica que o Natal está bem próximo. Para chegar logo, avance três casas!
Cartão 2 Num dos lados do cartão: desenho da árvore de Natal e o número 2. No outro lado: Para que a época de Advento e Natal seja alegre, é importante preparar tudo com muito carinho. Conte o que sua família costuma fazer na época de Advento e Natal! Depois de responder, pule duas casas!
Cartão 8 Num dos lados do cartão: desenho da coroa de Advento com quatro velas acesas. No outro lado: A coroa de Advento está com as quatro velas acesas. Você é o primeiro a visitar o menino Jesus no presépio e chegar ao inal da caminhada. Parabéns! Feliz Natal! Agora deseje um Feliz Natal a seus colegas e suas colegas! Para isso você precisa convidar todos e todas para chegar perto de você. Feliz Natal para vocês!
Cartão 3 Num dos lados do cartão: desenho da árvore de Natal e o número 3. No outro lado: Quando a árvore de Natal é grande, usamos as escadas para colocar os enfeites. Elas nos ajudam a cortar caminho em nossa caminhada rumo ao Natal. Vá até a próxima escada e corte caminho!
c) Pesquisa sobre o signiicado dos símbolos de Natal Cada grupo faz uma pesquisa sobre o signiicado de um dos símbolos de Natal. Pode escolher um dos símbolos que enfeita o jogo. O grupo ica encarregado de trazer o símbolo para a celebração de Natal. Ele será apresentado e pendurado na árvore.
Cartão 4 Num dos lados do cartão: desenho da árvore de Natal e o número 4. No outro lado: Cuidado! Com tantos preparativos para o Natal, podemos esquecer o seu verdadeiro signiicado. O que comemoramos no Natal? Depois de responder, vá até a escada mais próxima e suba, cortando caminho!
CANTO
Cartão 5 Num dos lados do cartão: desenho da coroa de Advento com uma vela acesa. No outro lado: Eu sou a coroa de Advento. A primeira vela é acesa no primeiro dos quatro domingos que antecedem o Natal. Por isso avance uma casa!
– É preciso parar
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5 – Cartão: símbolo de Natal Desenvolvimento do tema:
CONSIDERAÇÕES SOBRE O TEMA O cartão de Natal é usado por muitas pessoas. Através dele realizamos um gesto que alegra as outras pessoas, pois ele leva mensagens de amor e carinho. Mensagens escritas são usadas há muitos anos. Elas mantêm elos de ligação entre as pessoas. Enviar cartões no Natal é um jeito simples e humilde de anunciar que o menino Jesus nasceu e que ele continua nascendo em nosso meio, que ele é o Salvador e Senhor da humanidade. É também uma forma de convidar as outras pessoas à prática da justiça, da paz e da convivência fraterna. Para esta aula, sugerimos que os professores ou as professoras de Ensino Religioso escrevam uma mensagem num cartão de Natal. No desenvolvimento do tema, colocamos uma proposta de mensagem. Essa é dirigida às turmas da 2ª Série. Ela apresenta a proposta e os Objetivos da aula e quer motivar a confecção de um cartão natalino a ser entregue a uma outra pessoa.
CANTO – É preciso parar
ATIVIDADES a) Criando expectativa O professor ou a professora anunciam a chegada de uma correspondência, que está endereçada às crianças da 2a Série. Antes de abrir, pode fazer algumas perguntas: – Quem será que enviou essa correspondência? – O que podemos enviar através de uma correspondência? Deixar as crianças falarem sobre as correspondências que recebem em casa: fotograias, cartas de parentes, cartões, contas, propagandas etc. – Existem épocas em que recebemos mais correspondências? – O que será que a nossa correspondência contém? Depois de algumas dicas, deixar a correspondência circular para que as crianças possam tocá-la. A espessura pode indicar que é um cartão.
OBJETIVOS – Conhecer um símbolo de Natal. – Anunciar o evangelho de Jesus Cristo através de um símbolo de Natal.
b) Conhecendo o conteúdo da correspondência O professor ou a professora leem a mensagem do cartão. Queridas crianças da 2ª Série! Como estão vocês? Esperamos que estejam bem e vivendo com muita expectativa esta época de Advento e Natal. Este é um tempo muito especial, pois lembramos o que aconteceu em Belém: o nascimento de Jesus. Nós podemos ajudar as pessoas a lembrar com carinho desse acontecimento. Como? Uma maneira é através de um cartão, como este que enviamos a vocês.
RECURSOS – Cartolinas para os cartões. – Tinta têmpera, giz de cera, lápis de cor, canetas hidrocor. – Revistas ou retalhos de papel colorido. – Cordão ino ou io de nylon. – Tesoura. – Envelope contendo o cartão com a mensagem dos professores ou das professoras. – Árvore de Natal ou um galho seco.
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O cartão é um meio muito bonito de comunicar para outras pessoas que Jesus Cristo continua nascendo entre a humanidade. Com certeza, ele alegra quem o recebe. Nós queremos convidar os alunos e as alunas da 2ª Série a alegrar outras pessoas com a mensagem de Natal. Sugerimos que façam isso através de um cartão. Então, que tal começar logo? O Natal já está perto. Desejamos a todos vocês um bom trabalho e uma ótima época de Advento e Natal. Com carinho, professoras de Ensino Religioso.
c) Como desenvolver a atividade Com tinta têmpera, giz de cera, lápis de cor, canetas hidrocor, revistas ou retalhos de papel colorido as crianças confeccionam cartões de Natal. Cada uma escreve uma mensagem no cartão. d) Enfeitando a árvore Todos os cartões são pendurados na árvore de Natal ou no galho seco. Depois desse momento, as crianças podem fazer uma roda em volta da árvore e cantar músicas natalinas.
6 – Celebração de Natal para nos ensinar a viver a paz, a justiça e a fraternidade. Desejamos que todos e todas possam sentir-se bem.
Com a celebração de Natal fechamos este bloco de estudo. É importante realizá-la num local onde as crianças possam sentar em círculo. Se a celebração envolver outras turmas ou toda a escola, é preciso fazer algumas alterações nas sugestões que estão a seguir. Vale lembrar que cada pessoa envolvida pode dar o seu toque especial à celebração.
INVOCAÇÃO Estamos reunidos em nome de Deus, que nos enviou seu ilho Jesus; e em nome do Espírito Santo, que nunca nos deixa sozinhos.
RECURSOS – Árvore de Natal com os cartões.
CANTO Canto de Natal conhecido pelo grupo.
SAUDAÇÃO É com alegria que nos reunimos para este momento de celebração, em que queremos nos aproximar do acontecimento que dá sentido à época de Advento e Natal. É Natal! Mais uma vez, um menino vem ao mundo com seu jeito simples, em seu berço pobre,
ORAÇÃO Querido Deus, agradecemos por esta época tão bonita de Advento e Natal. Que bom que podemos nos reunir para celebrar o nascimento de Jesus! Ajuda-nos a levar adiante essa alegre mensagem. Amém.
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CANTO
CANTO
– Salmo 92
– Um abraço dado
OFERTÓRIO
BÊNÇÃO
As crianças colocam os símbolos pesquisados e confeccionados em casa na árvore de Natal. Cada grupo fala sobre o seu signiicado. Observação: Esta tarefa foi sugerida na aula intitulada Celebrando o Advento. Sugerimos que o professor ou a professora, sempre que houver necessidade, complementem a relexão trazida pelos grupos. O livro para a Educação Infantil – volume I dessa mesma coleção traz o signiicado de vários símbolos natalinos.
Formar um círculo com todos abraçados. Repetir em conjunto: Deus cuidará de vocês o dia inteiro, e vocês viverão debaixo de sua proteção (Deuteronômio 33.12). Troca de cartões Cada criança recebe um cartão que foi confeccionado por um colega. Cada uma procura o colega que fez o cartão e agradece, abraçando ou dizendo uma palavra de carinho.
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