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Subsídio para a Mensagem
grego oikos (casa, habitação) para formar palavras como ecologia, ecossistema, ecosustentabilidade etc., sempre para referir-se à “Casa Comum” dos seres vivos, não vivos e de seu ambiente de existência.
O termo “ecologia” se refere ao estudo das relações dos seres vivos (fatores bióticos) e não vivos (fatores abióticos) entre si e destes com o ambiente em que existem . Assim, ecologia significa o estudo da relação entre todos os seres e da 1 sua relação com a sua Casa Comum2
Diaconia, por sua vez, é o modus vivendi (modo de vida) da comunidade cristã no que diz respeito ao cuidado de umas e uns em relação às outras e aos outros e em relação ao ambiente de vida de todas e todos.
Diferente dos seres vivos (animais, plantas, fungos, bactérias e os seres humanos), os componentes 1 abióticos não nascem, não crescem, não respiram, não se alimentam nem se reproduzem. Eles são fundamentais para equilibrar o ecossistema, servindo de habitat e fonte de recursos para os seres vivos.
A fonte literária mais apropriada e clássica para a definição do termo "ecologia" (cunhado em 1866) é a 2 obra de Ernst Haeckel, especificamente o seu livro "Generelle Morphologie der Organismen" (Morfologia Geral dos Organismos), publicado em 1866. Em 1866, Ernst Haeckel definiu o termo ecologia como sendo o total das relações do organismo com o meio abiótico e biótico ao seu redor, incluindo em um contexto mais amplo todas as condições para a sua existência. Confira também em: SCARANO, Fabio Rubio e AGUIAR, Anna Carolina Fornero. Ecologia: do conhecimento sistêmico ao transformador: é preciso tratar o componente humano como parte indissociável do que entendemos como natureza. Cienc. Cult. [online]. 2023, vol.75, n.2 [citado em 2023-10-16], pp.01-06. Disponível em: <http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php? script=sci_arttext&pid=S0009-67252023000200008&lng=pt&nrm=iso>. ISSN 0009-6725. http://dx.doi.org/ 10.5935/2317-6660.20230024.
As mudanças climáticas de nosso tempo têm causado grandes tragédias ambientais (enchentes, estiagens, incêndios etc.). A Diaconia cristã tem se destacado nessas situações como importante força de solidariedade, por meio de significativas campanhas de ajuda às vítimas. Diante disso, cabe perguntar: o papel da Diaconia é cuidar das vítimas dessas tragédias ou ela tem também um papel preventivo?
A Diaconia do cuidado preventivo é o serviço que a comunidade de fé pode prestar ao meio ambiente, no sentido de conscientizar as pessoas quanto à necessidade de cuidado da nossa Casa Comum para que ela não seja agredida, mas, sim, preservada e, dessa forma, as tragédias climáticas sejam evitadas ou tenham seu impacto diminuído.
2. Fundamentos da Ecodiaconia
2.1 O louvor ao Criador como exercício de espiritualidade
Nos Escritos Sagrados do cristianismo, o Criador dos céus e da terra é louvado pelo seu povo. Os Salmos 104 e 148, por exemplo, convidam toda a Criação, desde os céus até a terra, passando pelas criaturas e pelos organismos da natureza, a louvar a Deus por sua majestade e pelas maravilhas de suas obras.
Outros salmos, como o 19, também celebram o Criador por meio da contemplação dos componentes da natureza, como a luz e o movimento dos
2.2 A Criação de Deus é percebida como um grande ecossistema
A comunidade de fé que louva o Criador por meio dos salmos, hinos e orações olha para a Criação como um grande conjunto de obras interconectadas.
No Salmo 104, mencionam-se, por exemplo, as águas, as fontes, os animais, as plantas, a floresta, o vento, a chuva, os montes, a face da terra, o céu, os mares, os frutos da terra, o sol, a lua... Não por acaso, o salmista canta: Que variedade, Senhor, nas tuas obras! Todas com sabedoria as fizeste; cheia está a terra das tuas riquezas. Enfim, todos esses componentes da Criação, incluindo o ser humano, formam um conjunto em que cada parte cumpre o seu papel para o bom funcionamento do todo.
Fritjof Capra, filósofo e físico austríaco, autor da grande obra intitulada A Teia da Vida, apenas confirma essa compreensão dos Salmos. Após 10 anos de pesquisa, chega à sua principal conclusão: “todas as formas de vida estão em conexão”. Afirma também: “Sempre que olhamos para a vida, olhamos para redes” . 3
Portanto, a comunidade de fé sabe: se uma parte desse todo for afetada, o todo também será afetado. Toda a vida na Terra tem um grau de parentesco. Parece haver uma profunda interdependência entre as coisas4
Cabe olhar para a Criação de Deus com olhos holísticos. O termo holismo vem do grego holos e significa “todo, inteiro, conjunto”, de forma que se apoia na teoria da compreensão integral. Ou seja, o todo está em cada parte, e cada parte se encontra no todo . 5
2.3 A Terra pertence a Deus
Reza o Salmo 24.1: Ao Senhor pertence a terra e tudo o que nela se contém, o mundo e os que nele habitam
Essa afirmação é uma confissão de fé do povo de Deus, na qual se declara que Deus é o proprietário da Terra e de tudo o que nela existe.
Essa confissão de fé equivale a afirmar que a Terra é um empréstimo, cedido pelo Criador, para ser a Casa Comum de todos os seres humanos, de todos os animais e de todas as plantas e de todos os demais organismos existentes.
A fonte de pesquisa indicada para o tema "A teia da vida", conforme abordado por Fritjof Capra, é o seu 3 livro intitulado "A Teia da Vida: uma nova compreensão científica dos sistemas vivos" (no original em inglês: The Web of Life: A New Scientific Understanding of Living Systems), publicado pela primeira vez em 1996.
Fritjof Capra. A Teia da Vida: Uma nova compreensão científica dos sistemas vivos (título original: The 4 Web of Life: A New Scientific Understanding of Living Systems, 1996).
A fonte literária fundamental para a definição de holismo, em que o termo foi cunhado e desenvolvido, é 5 o livro: Autor: Jan Christiaan Smuts (político, militar e filósofo sul-africano).
Título: Holism and Evolution (Holismo e Evolução). Ano de publicação: 1926.
Em virtude disso, nenhum ser em particular pode apropriar-se dela e usá-la a seu bel prazer.
A ilustração ao lado chama a atenção ser humano não ocupa um lugar de sobreposição em relação aos demais seres criados, mas de comunhão com eles.
2.4 A terra precisa de descanso
O povo de Deus compreende a terra como pertencente ao Criador, com a qual o ser humano deve lidar com cuidado. Por isso, desenvolveu uma legislação a respeito do manejo responsável da terra e estabeleceu o ano sabático.
Êxodo 23.10-11 proclama: Seis anos semearás a tua terra e recolherás os seus frutos; porém no sétimo ano a deixarás descansar e não a cultivarás, para que os pobres do teu povo achem que comer, e do sobejo comam os animais do campo
Além do descanso da terra, a legislação tinha também a função social de garantir alimento gratuito para as pessoas pobres, órfãs, viúvas e estrangeiras.
Vejam que, mesmo sem ser cultivada, a terra produz alimentos para que ninguém passe fome. É a terra se doando, em serviço às pessoas pobres. A própria terra pratica a Diaconia. Por isso, podemos falar também de uma “Diaconia da terra”.
Isso lembra palavras da sabedoria popular, atribuídas ao Papa Francisco, que dizem: “Os rios não bebem sua própria água; as árvores não comem seus próprios frutos. O sol não brilha para si mesmo; e as flores não espalham sua fragrância para si. Viver para os outros é uma regra da natureza (...). A vida é boa quando você está feliz; mas a vida é muito melhor quando os outros estão felizes por sua causa” . 6
No contexto do ano sabático, o livro de Levítico, cap. 25, acrescenta que foi instituído também o ano do jubileu. Depois de sete vezes sete sabáticos, ou seja, 49 anos, os israelitas têm o direito de voltar às suas propriedades originais,
A fonte literária fundamental para a definição de holismo, em que o termo foi cunhado e desenvolvido, é 6 o livro: Autor: Jan Christiaan Smuts (político, militar e filósofo sul-africano). Título: Holism and Evolution (Holismo e Evolução). Ano de publicação: 1926.
suas dívidas são perdoadas, as escravas e os escravos são libertos; promove-se, assim a restauração da vida em comunidade, na perspectiva social e econômica.
A terra é reconhecida como um ente vivo que precisa de descanso e precisa ser respeitada na condição de um ser vivo. abusivamente causa-lhe danos e ofende o Criador.
A Ecodiaconia se distingue pelo serviço realizado à terra no sentido de conservá-la viva, juntamente com todos os organismos, para que as futuras gerações também possam conviver com ela e, por meio dela, obter o seu pão de cada dia. O livro de Gênesis nos lembra que o Criador “tomou o ser humano e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e o Guardar (Gn 2. 15).”
2.5 Repensando uma velha pergunta: quem é meu próximo?
Este título, com essa pergunta, é de autoria do professor de Novo Testamento Uwe Wegner. O artigo está publicado em Estudos Teológicos, Faculdades EST, ano 30, n. 1, 1990, e se refere à parábola do bom samaritano (Lucas 10.25-37).
Se para a convivência humana o ensinamento de Jesus nos desafia a nos tornarmos próximo das pessoas em situação de vulnerabilidade, Wegner argumenta que o mesmo desafio vale em relação à Criação de Deus, pois ela, em muitos casos, está caída em mãos de salteadores, os quais, depois de tudo lhe roubarem e lhe causarem muitos ferimentos, deixam-na semi-morta (Lucas 10.30).
Não é necessário referir que, nos tempos atuais, os meios de agressão à Criação de Deus são múltiplos, a exemplo do uso de combustíveis fósseis e da prática de incêndios, fatores que contribuem para o aquecimento global e intensificam o efeito estufa e a formação do caos climático; além disso, há o uso abusivo de produtos tóxicos na agricultura, a poluição do solo, do ar e das águas, a exploração desenfreada do solo para a prática da monocultura etc. Nas palavras de Martim Lutero, “é assim que procede o infeliz e pervertido mundo,
que está afogado em sua cegueira e mal-usa todos os bens e dons de Deus unicamente para a sua soberba, avareza, prazer e diversão, sem atentar uma vez sequer em Deus, para agradecer-lhe e reconhecê-lo como Senhor e Criador” . 7
O bom samaritano providenciou o socorro à pessoa agredida. Além disso, envolveu uma terceira pessoa no processo do cuidado (o dono da hospedaria), dizendo-lhe: “cuida deste homem”.
Nossa consciência diaconal nos faz ouvir hoje a voz forte do Criador dizendo: cuida da terra, das plantas, dos animais, das águas e do ar, tão agredidos, tal qual aquele homem violentado que descia de Jerusalém para Jericó.
A espiritualidade samaritana impulsiona as pessoas de fé e a comunidade de fé a se tornarem próximas da Criação de Deus.
Quem sabe, não seja hoje tempo oportuno ( kairós ) para falar de metanoia ecológica, ou seja, conversão para o cuidado da Criação de Deus.
Cada pessoa e cada comunidade local, que vivem uma espiritualidade de conexão com o Criador e seguem a Jesus de Nazaré, podem fazer a sua parte no cuidado da natureza, respeitando a Terra como pertencente a Deus, protegendo-a, deixando-a descansar e cuidando dela.
2.6 A comunidade biológica
O Criador criou os animais em forma de comunidades. Os animais vivem em bandos, manadas e cardumes. As abelhas e formigas, por exemplo, vivem em comunidades.
Como comunidades de fé criadas pelo Espírito Santo e, a partir do nosso grau de parentesco com as demais criaturas e criações, cabe-nos conviver pacificamente com as comunidades biológicas criadas pelo Criador.
2.7 Adam e Adamah
Na língua hebraica há uma relação muito estreita entre os termos Adam םדָא)) = humanidade; e Adamah הָמדֲא) ) = terra.
Os termos expressam a relação íntima entre o ser humano e a terra. O ser humano é formado da terra. O texto de Gênesis 2.7 ilustra essa relação de forma explícita: Então o Senhor Deus formou o ser humano [Adam] do pó da terra [Adamah]
LUTERO, Martim. Catecismo Maior, 1° artigo do Credo Apostólico. In: Livro de Concórdia. São Leopoldo: 7 Sinodal; Porto Alegre: Concórdia, 1980, p. 449.
Essa compreensão coloca a humanidade em uma relação de inseparabilidade com a terra. Essa ideia também está expressa em Gênesis 3.19: Da terra foste formado e à terra tornarás. Agressão à terra significa, portanto, autoagressão por parte da humanidade.
3. Para concluir: sete desafios da Ecodiaconia
1. Praticar a espiritualidade da adoração ao Criador e a contemplação da Criação, porque quem ama o Criador não a danifica.
2. Contemplar a Criação de Deus com visão holística, porque se trata de um grande ecosistema, em que tudo está interconectado.
3. Respeitar a terra como propriedade de Deus. Apropriar-se dela para uso egoísta ofende o Criador.
4. Deixar a terra descansar, para que ela permaneça viva, saudável e capaz de prover o sustento diário para as futuras gerações.
5. Tornar-se próximo da Terra e adotar a Diaconia samaritana para ajudar a curar suas feridas e envolver outros agentes no processo de cuidado. Promover a metanoia ecológica.
6. Coexistir pacificamente, como comunidade de fé, criada pelo Espírito Santo, com a comunidade biológica, criada pelo Criador.
7. Cultivar a amizade com a terra, porque dela somos inseparáveis: dela somos formados e a ela retornaremos (Adam x Adamah).
P. Dr. Rodolfo Gaede Neto
Subsídio Litúrgico
Culto Dia Nacional da Diaconia
19 de abril
Liturgia de Abertura
Prelúdio
Acolhida
L. Louvem ao Senhor, Deus dos céus e da terra!
Todas as criaturas e todos os anjos cantem as suas maravilhas.
Sol, lua, estrelas luzentes, animais marinhos, seres da floresta, seres humanos e pássaros, louvem a Deus e exaltem a sua grandeza.
O Trino Deus é digno de louvor, razão e fonte de nossa existência. Ele nos presenteou com uma grande casa de habitação comum!
Confissão de pecados
L. O louvor e a honra ao Criador se manifestam no dia a dia através do cuidado da criação e das criaturas mais fragilizadas.
Diante de Deus, que concede a vida, pedimos perdão por nossas falhas no cuidado da criação e pelo pecado da humanidade, que não assume a responsabilidade pela manutenção cuidadosa dessa casa que habitamos em comum com todas as criaturas de Deus.
L. Nas palavras do reformador Martim Lutero, reconhecemos: “é assim que procede o infeliz e pervertido mundo, que está afogado em sua cegueira e malusa todos os bens e dons de Deus unicamente para a sua soberba, avareza, prazer e diversão, sem atentar uma vez sequer em Deus, para agradecer-lhe e reconhecê-lo como Senhor e Criador” (Catecismo Maior, 1º Art. do Credo Apostólico).
Como parte dessa humanidade caída, mas redimida pelo amor de Jesus, o Filho redentor, pedimos: Perdão, Deus da Criação! Perdão! Mostra-nos o caminho da tua salvação.
Absolvição
L. E o Deus de Jesus Cristo, fonte de toda vida, se compadece de cada uma de suas criaturas e as perdoa de todos os pecados. Como ministra ordenada/ ministro ordenado da Igreja, anuncio a você a remissão de todos os seus pecados, em nome do Pai, Filho e Espírito Santo. (+). Amém.
Hino – O que a mim me concerne (LCI 133) ou Como a água cristalina (LCI 75)
Kyrie
L. Nossa consciência ecodiaconal nos faz ouvir hoje a voz forte do Criador dizendo: cuida da terra, das plantas, dos animais, das águas e do ar tão agredidos, tal qual aquele homem agredido que descia de Jerusalém para Jericó, o qual foi socorrido e cuidado pelo bom samaritano.
L. Como criaturas, salvas e redimidas, acolhemos essa voz forte do Criador que ressoa em nossas vidas. Neste culto, trazemos ao Criador a voz de toda a criação e de todas as criaturas que sofrem as consequências da falta de cuidado com a nossa Casa Comum. Tem piedade, ó Deus, e desperta em nós a mesma consciência e generosidade do bom samaritano.
Hino – Pelas dores deste mundo (LCI 56)
Gloria in excelsis
L. A vida, que se manifesta em ampla diversidade, guarda em si o sopro divino que a renova sem cessar.
Contemplando a generosidade de Deus por sua Criação, elevemos as nossas vozes e os nossos corações para proclamar o louvor ao Trino Deus. Cantemos com os coros dos anjos e com todas as criaturas dos céus, da terra, do ar e dos mares: glória a Deus nas alturas!
Hino – Glória (LCI 70)
Oração do dia
L. Deus, fonte da vida! Não podemos compreender o mistério existente na concepção da vida e de tudo o que foi criado. Por isso, louvamos-te, Deus de insondável sabedoria criativa! Sermos tuas criaturas nos basta e, ao mesmo tempo, nos compromete contigo e com tudo o que criaste. Ensina-nos, a cada dia, a receber com dignidade a bênção de ser parte da tua Criação. Concede que, por meio da tua palavra, nos tornemos instrumentos de cuidado da tua Criação e das criaturas fragilizadas. Por Jesus, teu Filho, que contigo e com o Espírito Santo vive e reina de eternidade a eternidade. Amém.
Hino – Senhor, tu tens sido (LCI 113)
Liturgia da Palavra
Primeira leitura
Salmo 104. 1-5, 9-13,19, 24, 33-34
Leitura do evangelho
Aclamação do evangelho
Canto Aleluia, aleluia, aleluia
Anúncio do texto
L. O Santo Evangelho do nosso Senhor Jesus, segundo Lucas, no capítulo 10.25-37: (leitura)
L....Palavra do Senhor
Canto Louvado sejas, Cristo!
PREGAÇÃO
Hino – Nas asas do vento (LCI 531)
Oração da Igreja
L. Oremos
L. Agradecemos-te, amado Deus, pela vida em toda a sua plenitude. Graças por cada forma de vida existente no planeta e em todo o universo. Criaste um mundo perfeito, belo, organizado, em equilíbrio.
Intercedemos pela natureza que geme e sofre grave desequilíbrio;
Intercedemos pelas pessoas que sofrem as consequências da destruição sistemática do meio ambiente, povos indígenas e pessoas que sobrevivem de produtos sustentáveis das florestas;
Intercedemos pelos governos de todas as nações, por mais compromisso de proteção e cuidado à maravilhosa Criação.
Intercedemos pelo testemunho das Igrejas e nosso compromisso ecodiaconal frente à destruição da Criação e das criaturas frágeis;
Intercedemos pelas pessoas ativistas, que lutam pela sustentabilidade das nossas florestas e são ameaçadas por grupos que exploram as nossas terras, seus minerais, suas plantas, animais, aves;
Intercedemos...
Ouve-nos, Deus de amorosidade, recebe as nossas intercessões e dá-nos o consolo da tua presença e do teu agir continuamente criador. Amém.
Recolhimento das ofertas
Hino – Tema do Ano
Liturgia da Ceia
Preparação da mesa
L. Em torno da mesa vamos nos achegar.
Tu nos acolhes, bom Senhor!
Nossas mãos estão vazias; esperançoso está o nosso coração.
Ó Jesus, preenche-nos com o teu poder, alivia as nossas cargas.
Sacia-nos com teu amor.
Concede-nos a tua paz!
Recebe o nosso louvor! Amém
Hino – A mesa posta (LCI 271) ou Dai louvor ao Senhor (LCI 219)
Oração eucarística
Por causa do seu testemunho e da fidelidade a ti, Ele, Jesus, foi condenado e morto na cruz. Mas, por tua ação recriadora, Ele ressuscitou e, por meio do Espírito Santo, continua a nos animar e a nos fortalecer no cuidado da vida digna de toda a Criação.
Confiantes na sua promessa de estar sempre entre nós, reunimo-nos em torno desta mesa e rememoramos as palavras do testamento da sua aliança conosco:
Na noite em que foi traído, Jesus tomou o pão e, tendo dado graças, o partiu e o deu aos seus discípulos, dizendo: tomem e comam. Isto é o meu corpo que é dado por vocês. Façam isto em minha memória. Do mesmo modo, tomou o cálice, o abençoou, e disse: este é o cálice da nova aliança, no meu sangue. Tomam e bebam. E façam isto em minha memória.
L. Louvamos-te, ó Deus, por teu Filho, que nos deixou este memorial como sinal do Reino que inclui uma nova Criação. Envia o Espírito Santo, que renova o mundo e nos transforma em um só corpo que habita a mesma Casa Comum, a qual reúne toda a Criação.
Por Cristo, com Cristo, e em Cristo, seja a ti, Deus Todo-Poderoso, na unidade do Espírito Santo, toda a honra e toda a glória, agora e sempre, amém.
L. Nesta unidade e na perspectiva da nova Criação, oremos, em conjunto: Pai nosso que estás no céu, santificado seja o teu nome. Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia nos dá hoje e perdoa as nossas dívidas, assim como nós também perdoamos aos nossos devedores. E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal. Pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém!
Fração
L. O cálice pelo qual demos graças é a comunhão do sangue de Cristo; (+)
L. O pão que partimos é a comunhão do corpo de Cristo; (+)
C. Nós, embora muitas e muitos, somos um só corpo!
Convite e comunhão
L. Comam do pão e bebam do cálice. É Jesus quem nos convida e nos serve!
Oração pós-comunhão
L. Deus-fonte de vida! Louvamos-te por tua generosidade em nos servir a Ceia por meio do seu Filho Jesus, o qual nos alimentou com seu corpo e sangue sob o pão e o fruto da videira. Graças por nos desa compromisso ecodiaconal. Em tua graça oramos, amém!
(Seguem os avisos)
Liturgia de Despedida
Bênção
“Que a terra abra caminhos sempre à frente dos teus passos.
E que o vento sopre suave nos teus ombros.
Que o sol brilhe sempre cálido e fraterno no teu rosto.
Que a chuva caia suave entre teus campos.
E, até que nos tornemos a encontrar, Deus te guarde no calor do seu abraço”.
Envio
L. Vamos em paz, louvando a Deus por sua Criação e assumindo o compromisso de dela cuidar com carinho!
C. Demos graças a Deus.
Hino – Cada dia o dia inteiro (LCI 640)
Cat. emérita Dra. Erli Mansk
Recursos para reflexão com grupos
Material do Tema do Ano da IECLB 2026 – Cuidar da criação de Deus