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Somos Luteranos. Subsídios Litúrgicos e Estudos Bíblicos para o Mês da Reforma (3)

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Somos Luteranos

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SUBSÍDIOS LITÚRGICOS E ESTUDOS BÍBLICOS PARA O MÊS DA REFORMA

APOIO Comunhão Martim Lutero Pastoral Popular Luterana TESTEMUNHO E AÇÃO


CREDO NICENO Creio em um só Deus, o Pai onipotente, criador do céu e da terra, de todas as coisas, visíveis e invisíveis. E em um só Senhor Jesus Cristo, Filho unigênito de Deus e nascido do Pai antes de todos os séculos, Deus de Deus, Luz de Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado, não feito, consubstancial ao Pai, por quem foram feitas todas as coisas; o qual, por amor de nós homens e por nossa salvação, desceu dos céus, e encarnou, pelo Espírito Santo, na Virgem Maria, e se fez homem; foi também crucificado em nosso favor sob Pôncio Pilatos; padeceu e foi sepultado; e ao terceiro dia ressuscitou, segundo as Escrituras; e subiu aos céus; está sentado à destra do Pai, e virá pela segunda vez, em glória, para julgar os vivos e os mortos; e seu reino não terá fim. E no Espírito Santo, Senhor e vivificador, o qual procede do Pai e do Filho; que juntamente com o Pai e o Filho é adorado e glorificado; que falou pelos profetas. E a igreja, una, santa, cristã e apostólica. Confesso um só batismo, para remissão dos pecados, e espero a ressurreição dos mortos e a vida do século vindouro. Amém.

CREDO ATANASIANO Todo aquele que quer ser salvo, antes de tudo deve professar a fé cristã. Quem quer que não a conservar íntegra e inviolada, sem dúvida perecerá eternamente. E a fé cristã consiste em venerar um só Deus na Trindade e a Trindade na unidade, sem confundir as pessoas e sem dividir a substância. Pois uma é a pessoa do Pai, outra a do Filho, outra a do Espírito Santo; mas uma só é a divindade do Pai e do Filho e do Espírito Santo, igual a glória, coeterna a majestade. Qual o Pai, tal o Filho, tal também o Espírito Santo. Incriado é o Pai, incriado o Filho, incriado o Espírito Santo. Imenso é o Pai, imenso o Filho, imenso o Espírito Santo. Eterno o Pai, eterno o Filho, eterno o Espírito Santo; contudo, não são três eternos, mas um único eterno; como não há três incriados, nem três imensos, porém um só incriado e um só imenso. Da mesma forma, o Pai é onipotente, o Filho é onipotente, o Espírito Santo é onipotente; contudo, não há três onipotentes, mas um só onipotente. Assim, o Pai é Deus, o Filho é Deus, o Espírito Santo é Deus; e todavia não há três Deuses, porém um único Deus. Continua na última página þ


Somos Luteranos 3 SUBSÍDIOS LITÚRGICOS E ESTUDOS BÍBLICOS PARA O MÊS DA REFORMA 1ª edição – setembro / 2005 2.000 exemplares ® Gráfica e Editora Otto Kuhr Ltda.

Capa e editoração: Gráfica e Editora Otto Kuhr Ltda. Foto da capa: Geraldo e Roseli Grützmann Revisão final: P. Guilherme Th. Fredrich


APRESENTAÇÃO Colocamos em suas mãos o terceiro caderno “Somos Luteranos” material com subsídios de estudos e celebrações, para o mês da Reforma, elaborado pela Comunhão Martim Lutero (CML) em conjunto com a Pastoral Popular Luterana (PPL). Na edição deste caderno damos destaque à questão da identidade luterana em função do centenário do ex-sínodo luterano, fundado em 9 de outubro de 1905. Além dos estudos bíblicos e da proposta de uma liturgia para o Culto do Dia da Reforma, publicamos um artigo da autoria do P.em. Meinrad Piske que apresenta traços da história do sínodo luterano e sua influência na evolução da história da nossa Igreja no Brasil. Transcrevemos também uma matéria intitulada “Balizas da Confessionalidade Luterana” do ex-pastor presidente Dr. Gottfried Brakemeier, que foi publicada no jornal O CAMINHO, no mês de julho passado. Queremos assim disponibilizar e partilhar, com outros leitores, destas reflexões sobre o perfil confessional da IECLB. Fazemos votos que os subsídios venham a ser úteis nos trabalhos de reflexão em sua comunidade durante o mês da Reforma.

Setembro, 2005

P. em. Friedrich Gierus Secretário Executivo da CML


Confessionalidade e Unidade 1905 - 2005 CENTENÁRIO SINODAL O Sínodo Evangélico Luterano de Santa Catarina, Paraná e outros Estados foi fundado no dia 9 de outubro de 1905, na comunidade de Estrada da Ilha, no município de Joinville. Chegou a abranger a área geográfica que hoje é formada por quatro Sínodos: Norte Catarinense, Paranapanema, Rio Paraná e Espírito Santo a Belém. Estes Sínodos podem refletir sobre sua história centenária como corpo eclesiástico. Esta história tem quatro períodos distintos: 1. 1905 a 1962 – período do Sínodo Evangélico Luterano 2. 1963 a 1968 – período do Sínodo Evangélico Luterano Unido 3. 1968 a 1997 – Segunda / Primeira Região Eclesiástica da IECLB 4. desde 01/01/1998 – Sínodos: Norte Catarinense, Paranapanema, Rio Paraná, e Espírito Santo a Belém Poucas foram as pessoas que participaram daquela primeira assembléia sinodal, a assembléia constituinte, realizada há cem anos. Eram 8 pastores e quatro delegados leigos: Eduard Janke de Castro e Karl Roloff, de Curitiba, Fritz Pabst, do Kilometro 21 e Heinrich Dietz, de Pedreira. Três pastores que atuavam no estado do Espírito Santo enviaram por escrito sua adesão ao Sínodo que se formava. Mas somente cinco comunidades se filiaram. Outras trinta comunidades atendidas por pastores que pertenciam ao quadro do Sínodo não se filiaram, preferindo permanecer independentes. O Sínodo se desenvolveu e dez anos depois, em 1915, já contava com 17 pastores, 25 comunidades filiadas e 29 comunidades que eram atendidas por pastores do Sínodo mas que não queriam dar o passo da filiação. Esta é uma das características das comunidades não só deste Sínodo, mas de toda a IECLB: o forte assento e tendência congregacional. Isto significa que cada comunidade zela pela sua autonomia, não querendo submeter-se a uma coordenação regional ou nacional. Igreja é compreendida como a igreja meramente local que pode ter relacionamentos amigáveis ou fraternos com outras comunidades, mas não se enquadra num planejamento maior e numa vivência conjunta.

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Sínodo da Gotteskasten Precursora do Sínodo foi a Conferência Pastoral, organizada já no ano de 1899, formada por Pastores que haviam sido enviados pela Gotteskasten da Alemanha. Por este motivo o Sínodo tornou-se popularmente conhecido como o Sínodo da Gotteskasten. Gotteskasten é traduzido por “caixa de Deus” em alusão à passagem bíblica de 2a. Reis 12.9 e do texto do Novo Testamento escrito no Evangelho de Marcos 12. 41-42 que narra a história da oferta da viúva pobre. Inicialmente, a igreja não acompanhou aqueles seus membros imigrantes, que buscavam uma nova pátria no além mar. Só mais tarde o Conselho Eclesiástico Superior de Berlim e diversas associações missionárias se interessaram pelos luteranos que tinham emigrado. Uma destas entidades foi a Gotteskasten – a “Caixa de Deus” que assumiu responsabilidade para com os luteranos que tinham emigrado aos Estados Unidos, à Austrália e, a partir de 1897, ao Brasil. O traço mais marcante deste Sínodo foi o seu zelo pela preservação da pura doutrina e confessionalidade luterana. Tanto o entendimento de igreja como do ministério e da interpretação das Sagradas Escrituras tinham como balizas a doutrina luterana. O Pastor Otto Kuhr foi o primeiro pastor enviado pela Gotteskasten ao Brasil. No ato solene de seu envio, realizado na igreja de Rothenburg ob der Tauber em 1897 (por ocasião do centenário deste ato de envio foi colocada uma placa no interior da igreja que lembra este acontecimento), ele recebeu as “10 instruções ministeriais” ou ordem de serviço. Destas instruções destacam-se a quarta: “Desde o início você deve ter em mente que nessa atividade se visa a fundação de uma corporação evangélico-luterana” e a sexta: “É evidente que você, quando da criação de uma comunidade,deverá zelar para que o estado confessional evangélico-luterano da comunidade esteja acima de qualquer dúvida.” Com a constituição do Sínodo realizou-se o que as principais instruções ministeriais do primeiro pastor enviado pela Gotteskasten ao Brasil preconizavam: a criação de uma “corporação evangélico-luterana” (Sínodo) que oito anos antes tinha estado na mente da entidade alemã que enviara os primeiros pastores. A outra, de alcance ainda maior, foi a clara busca da confessionalidade luterana. Esta êmfase especial e esta convicção fundamental, de que as comunidades deveriam nortear-se pela doutrina da Reforma do século XVI e especialmente nos ensinamentos de Lutero, é a grande contribuição histórica deste Sínodo para a Igreja de hoje.

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A bandeira da confessionalidade luterana Por ocasião do cinqüentenário da fundação do Sínodo o presidente do mesmo, Praeses Wuestner, descreveu a necessidade de fixar a doutrina luterana como base de vida e fé das comunidades. O fez da seguinte forma: “Naquele tempo uma posição clara a respeito da confessionalidade não era tão evidente. Na velha pátria, e também aqui, muitas vozes se levantaram, vendo no protestantismo o arauto da liberdade humana e, com isto, o afastamento da doutrina da fé e das bases da igreja. Era considerado moderno e progressivo imaginar Jesus nos seus próprios desejos e pensamentos e considerar como ultrapassado ver em Jesus o Cristo, Filho de Deus assim como a Bíblia o descreve.” Diante deste quadro o Sínodo Evangélico Luterano, fundado em 1905 na Estrada da Ilha, entendia ser sua tarefa manter a clareza da confessionalidade luterana na edificação das comunidades. Com esta bandeira o Sínodo entrou em conflito com os demais Sínodos que surgiram no Brasil. Este conflito foi muito grande e trouxe dificuldades enormes no relacionamento com as comunidades e os pastores do Sínodo Evangélico de Santa Catarina e Paraná. Depois da Segunda Guerra Mundial, isto é, no tempo após 1945, o clima de discórdia e de desentendimento deu lugar à aproximação fraterna e ao entendimento. O Sínodo decidiu, categoricamente, na sua assembléia de fundação (e insistiu nesta afirmação durante toda a sua história) de que o Catecismo Menor e o Catecismo Maior de Lutero, a Confissão de Augsburgo, a Apologia, os Artigos de Esmalcalde e a Fórmula de Concórdia, além dos Credos da Igreja Antiga, são “a pura e não falsificada apresentação da palavra e vontade de Deus.”

Busca de unidade entre os Sínodos Com as enormes dificuldades vividas no período da Segunda Guerra Mundial o sentimento de unidade das comunidades foi fortalecendo. Também a busca da unidade entre os diferentes Sínodos, no caminho para a formação de uma igreja nacional, era forte. Já em janeiro de 1946 os Presidentes Sinodais se reuniram e constataram que, como primeiro e principal passo a ser dado, deveriam ter uma única afirmação confessional. Assim sendo, e tendo a Sagrada Escritura como base, todos os Sínodos confessavam sua fé com os símbolos luteranos, notadamente a Confissão de Augsburgo e o Catecismo Menor de Lutero. Com isto o caminho para a formação da Igreja estava aberto. Decidiu-se formar inicialmente, em 1949, a Federação. Quando, em 1962, os dois –6–


Sínodos catarinenses – luterano e evangélico – se uniram num só corpo eclesiástico, formando o Sínodo Evangélico Luterano Unido não demorou muito para que os outros dois Sínodos concordassem em formar um só corpo eclesiástico a nível nacional, o que viria a acontecer em 1968. Foi assim então que a área do Sínodo Evangélico Luterano Unido passou a formar, nos Estados de Santa Catarina, Paraná e Sul de São Paulo, a 2ª Região Eclesiástica. Já as paróquias do Estado do Espírito Santo, juntas com aquelas do Sínodo Brasil Central, passaram a formar a 1ª Região Eclesiástica. Em 1997 foi decidida pela Igreja a reestruturação e com ela surgiram os Sínodos Norte Catarinense, Paranapanema, Rio Paraná e Espírito Santo a Belém. P. em. Meinrad Piske

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Balizas da Confessionalidade Luterana Balizas são estacas que demarcam uma área. Indicam limites. Também a IECLB necessita de tais demarcações para definir seu perfil. Jesus não aprova o “vale tudo”. Igreja confusa em sua proposta confunde também os membros. As balizas da IECLB são colocadas por sua confessionalidade, especificada em sua Constituição. Por ela se identifica como “Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil”. Ela não é seita ou associação religiosa qualquer, é Igreja de Jesus Cristo, portanto fundada em Jerusalém há dois mil anos atrás, reformada por Martim Lutero e comprometida com a busca de autenticidade evangélica. Tentaremos ilustrar: 1. Igreja luterana se opõe a qualquer tipo de comércio com o sagrado. A graça de Deus é gratuita. Ela não é mercadoria negociável, não se compra nem se vende. Foi por isto que Lutero se voltou contra a prática das indulgências. O mesmo vale hoje para a cura divina, a prosperidade, a bênção, o perdão dos pecados ou uma graça qualquer que se tenta alcançar por promessa de pagamento. Nas dificuldades, somos convidados a nos dirigir em prece a Deus. Ele prometeu socorro nas aflições. Mas sucesso conseguido pela barganha com Deus, é reprovado pelo evangelho. 2. Igreja luterana deve resistir à substituição da fé pelo êxtase. Trata-se de perigo constante na história da Igreja, mas particularmente forte hoje. Quem quer êxtase, quer a aventura. Quer o prurido de uma sensação forte, para o que pode servir também a religião. Fé certamente produz emoção. Pode fazer as pessoas “vibrar”. Mas o delírio, o “estar fora de si” não produz reforma nenhuma. Fervor religioso e fé não são necessariamente a mesma coisa. Fé mantém a cabeça no lugar. Não perde o bom senso. Nós vemos isto em Jesus: Ele soube emocionar-se, sim. E no entanto, impressiona por sua lucidez de espírito. 3. Igreja luterana dispensa a pessoa da preocupação por sua salvação. Somos salvos não por esforço próprio, e sim, por graça somente. A confissão luterana dirige a atenção aos “benefícios” que Deus nos fez e oferece. Entre eles está o batismo, pelo qual nos acolhe como filhos e filhas. Se ministrado em nome do trino Deus é sempre válido e não deve ser repetido. Quem rebatiza desconfia da fidelidade de Deus e se coloca fora da confessionalidade da IECLB. O jeito evangélico-luterano é descobrir o quanto temos a agradecer. Decorre daí o nosso compromisso. Consiste em nada mais do que em acolher o dom de Deus pela fé e em traduzi-la em amor a Deus e serviço ao próximo. –8–


4. Igreja luterana se nega a divinizar autoridade humana. É claro que também em comunidade luterana deve haver autoridade. Ela precisa de liderança, de ordens e instâncias decisórias. Mas a autoridade máxima sempre será Jesus Cristo. Toda autoridade humana é relativa, falível. Por isto é bom que na Igreja o poder seja distribuído e colocado sobre muitos ombros, inclusive leigos. Autoritarismo, “caciquismo”, hierarquia não combinam com o pensamento luterano, embora a prática nem sempre correspondesse à teoria. É possível que por este motivo comunidade luterana seja menos interessante para a mídia. Mesmo assim é preferível o modo participativo. 5. Igreja luterana rejeita um magistério eclesiástico que esteja acima da Sagrada Escritura. Foi com ela que Lutero desencadeou a Reforma. Confessionalidade luterana, no fundo, é confessionalidade bíblica. Mas ela não se prende à letra. Lutero jamais se deu por satisfeito com uma leitura literalista. Esta é cômoda. Dispensa da necessidade de compreender. Constata apenas que “assim está escrito”, e já tem as respostas para todas as perguntas. Ora, desse modo nós vamos ter as mais desencontradas interpretações, como poderíamos mostrar no caso do livro do Apocalipse. Não! Leitura luterana da Bíblia é algo mais exigente. Devemos perguntar pelo propósito dos textos e descobrir neles o evangelho. O que é realmente normativo na Sagrada Escritura é Jesus Cristo, o evangelho, a manifestação do Espírito Santo. Cristão luterano quer entender. Busca a Palavra por trás das palavras. 6. Igreja luterana deplora a divisão dos cristãos. Estamos comprometidos com a unidade. Isto vale em primeiro lugar para a situação interna da IECLB. Devemos trabalhar nossas diferenças e mostrar ser possível a unidade na diversidade. Da mesma forma queremos o ecumenismo com outras Igrejas. Não se trata de nivelar as divergências. A fraternidade não proíbe a discordância. É preciso dialogar. Mas lembremo-nos: Os outros jamais deixam de ser nossos irmãos e nossas irmãs. Aplica-se isto até mesmo aos não-cristãos. Amar o próximo não significa necessariamente concordar com ele. Mas sempre vai querer-lhe o bem e buscará formas de pacífica convivência. Mais outras balizas luteranas poderiam ser mencionadas. O espaço não o permite. Convidamos a uma reflexão conjunta sobre a matéria. Pois somente o “mutirão” vai garantir a consciência de nossa confissão. P. Dr. Gottfried Brakemeier

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1º ENCONTRO “A ROSA DE LUTERO” Baseado na carta de Martim Lutero a seu amigo Lazarus Spengler de 8 de julho de 1530. Preparando o Encontro O responsável pelo estudo deve preparar o ambiente (cruz, velas, flores, bíblias e hinários) e providenciar uma Rosa de Lutero, como quebra-cabeças, a ser montado ao longo da partilha do texto. Acolhida e canto inicial Introdução Nos tempos em que vivia o Reformador Martin Lutero, as famílias costumavam ter as suas insígnias, seus brasões. Nós não temos mais esse costume. As famílias não têm mais brasões. Talvez nós conheçamos o brasão do nosso município. Também nosso estado tem o seu brasão. O Brasil tem o chamado Escudo Nacional. Também a nossa Igreja tem o seu brasão: Dêem uma olhada na capa do nosso hinário, Hinos do Povo de Deus; ou na primeira página do cancioneiro O Povo Canta. As famílias expressavam com os seus brasões aquilo que era importante para elas: - Umas colocavam em seus brasões espingardas e cães de caça, para mostrar que eram grandes caçadores. - Outras com armas e escudos, queriam mostrar a valentia de seus membros na guerra. - Outras ainda tinham em seus brasões cachos de uva e barris, para mostrar a sua arte na produção de vinhos. Martin Lutero era de uma família de mineiros. Ele poderia criar um brasão que expressasse o trabalho de seus familiares nas minas. Mas ele não fez isso. Quando Lutero criou o brasão de sua família, ele decidiu expressar com ele a sua fé. E assim surgiu a Rosa de Lutero, que vocês já devem ter visto, e que nós queremos conhecer ainda melhor em nosso encontro. 1o momento - Bem no centro – decidiu Lutero – vou colocar a cruz. Ela terá a cor preta, porque – 10 –


fala da morte do Jesus crucificado. Tomar a Cruz - Com isso, eu quero dizer que o Deus Eterno vem para bem perto de nós na cruz de Jesus Cristo com o seu amor. - Esse é o centro da minha fé – pensou o reformador - e eu creio que assim Deus me salva. - Quando eu creio nisto de coração, então eu tenho a vida completa. Mesmo que a cruz preta seja cruz de morte e lembre a dor, ela não me traz a morte, mas sim a vida. 2o momento - Essa cruz preta – continuou Martim Lutero – eu vou colocar dentro de um coração vermelho, o coração de um cristão. Fixar a Cruz no Coração - Assim, marcado pelo amor de Deus, com a cruz de Cristo, é o coração dos cristãos. Isto mostra nossa fé no crucificado. A cruz da morte de Cristo em nosso coração dói, mas não mata, pelo contrário, ela nos mantém vivos. E Lutero se lembrou da carta de Paulo aos Romanos onde está escrito: “Pois se orarmos de todo o coração seremos salvos” (Rm 10.10). 3o momento Lutero continuou apresentando seu brasão: - O coração está sobre uma rosa branca. Fixar o Coração sobre a Rosa - É uma rosa branca, porque branca é a cor do Espírito Santo que nos ajuda na busca da verdadeira paz. A rosa é branca e não vermelha, pois quero falar da verdadeira paz, da paz de Cristo, e não da paz do mundo. Assim eu quero mostrar que a fé que temos em Deus, que vem ao nosso encontro com o abraço do Cristo crucificado. Essa fé é que nos leva ao encontro do próximo, nos traz alegria, nos ampara e dá paz com Deus, conosco mesmos e com os outros. 4o momento Assim como estamos vendo aqui, o brasão de Lutero ainda não estava completo. Assim, para terminar, Lutero decidiu que a rosa iria ganhar um fundo da cor do céu. Fixar o Fundo Disse Lutero: - O fundo da cor do céu nos ajuda a lembrar que a alegria que sentimos no espírito e na fé é apenas o início da grande alegria que teremos no futuro. Já agora vemos, sentimos e somos sinais dessa alegria e paz que Deus quer para nós. Isso nos motiva na esperança do Reino, completo de paz e amor que Deus nos promete. Por isso cantamos sempre de novo: “Venha o teu Reino Senhor!” – 11 –


Canto 5o momento - Por fim, em torno de tudo isso, vai um anel dourado – disse Lutero. Fixar o Anel - O ouro é o mais precioso de todos os metais. Assim quero mostrar que o Reino de paz, amor e justiça, com o qual Deus nos presenteia em seu amor, é o bem mais precioso que temos. E mais, um anel não tem início nem fim. Assim também não terá fim esta vida boa que Deus nos prepara. Assim terminou Lutero o seu brasão. Hoje a Rosa de Lutero é o símbolo que une as pessoas evangélicas luteranas em todo o mundo. É, pois, também o nosso brasão. Conclusão Dialogando: Um brasão como a Rosa de Lutero pode ser ânimo para a nossa vida, com suas dores e alegrias, também hoje? Canto Oração de encerramento P. Claus Martin Dreher Pastoral Popular Luterana

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2º ENCONTRO “ARREPENDIMENTO E PERDÃO” Estudo a partir do texto de Mateus 18.15-20 Preparando o Encontro Música suave na chegada. Mesa baixa no centro (ou sobre toalha no chão). Sobre a mesa um grande espelho, sobre o qual estão: pequena cruz, pequena vela, pequeníssimo vaso de flores e os programas (Os participantes chegam para pegar o programa e se vêem espelhados). Acolhida “Oh! Como é bom e agradável viverem unidos os irmãos!... Ali, ordena o Senhor a sua bênção e a vida para sempre”! Sl.133 Que bom que vocês também estão aqui e que juntos podemos alegrar-nos na presença do Senhor, no estudo da sua Palavra! Canto inicial: HPD2 – 338 Invocação O nosso hino de louvor, já expressa o que o Senhor, em Mt.18.20, diz: “Onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles”. Na confiança, sintamo-nos reunidos em nome do Triuno Deus. Amém Oração Oh Deus Pai! Graças te rendemos, por tua misericórdia e teu amor. Não permitas que preconceitos ou julgamentos precipitados nos afastem uns dos outros, e nos desviem de ti. Ajuda-nos a perceber e viver a certeza do teu perdão, amparados em tua graça. Ajuda-nos a buscar, exortar, animar e reintegrar aqueles que estão distantes do convívio de irmãos, animados no amor de Jesus e na força do Espírito Santo. Amém! Leitura do AT: Ezequiel 33.7-11a (Grupo 1 e Grupo 2) G1: Oh! filho do homem, te constituí por atalaia sobre a casa de Israel; G2: tu, pois, ouvirás a palavra de minha boca e lhe darás aviso da minha parte. G1: Se eu disser ao perverso: Ó perverso, certamente morrerás; e tu não falares, – 13 –


para avisar o perverso do seu caminho; G2: morrerá esse perverso na sua iniqüidade, mas o seu sangue eu o demandarei de ti. G1: Mas, se falares ao perverso, para o avisar do seu caminho, para que dele se converta, e ele não se converter do seu caminho, G2: Morrerá ele na sua iniqüidade, mas tu livraste a tua alma. G1: Tu, pois, filho do homem, dize a casa de Israel: Assim falais vós: G2: Visto que as nossas prevaricações e os nossos pecados estão sobre nós, e nós desfalecemos neles, como, pois, viveremos? Dize-lhes: Todos: Tão certo como eu vivo, diz o Senhor Deus, não tenho prazer na morte do perverso, mas em que o perverso se converta do seu caminho e viva. Canto: HPD1 – 196.1-5 Reflexão: Dirigente: Vamos fazer um rápido exercício: a) Alguém já viu ou sabe quem precisou ou precisa de arrependimento e perdão? (tempo para pensar) b) Qual é a atitude mais comum quando se sabe ou se vê alguém que vive em erro? (tempo para responder) Dirigente: Vamos ver o que Jesus ensina a respeito em Mateus 18.15-20 (Leitura). Dirigente: A comunidade não se reúne em torno da “Tora” = LEI, mas em nome de Jesus. Ainda que a lei seja levada em alta consideração, estar reunido em nome de Jesus significa e implica em estar comprometido com o Espírito da verdade, da bondade, da graça e da misericórdia. No “Espírito do Senhor”, não se formulam sentenças, mas exige-se metanóia (dar meia volta, voltar). Leitor(a) 1: Jesus afirmou que “qualquer que fizesse tropeçar um dos mais pequeninos, melhor lhe seria pendurar-lhe ao pescoço uma pedra de moinho e ser jogado nas profundezas do mar”. ( Mt.18.6) Leitor(a) 2: Mas ele também lembrou que o verdadeiro pastor vai em busca da ovelha que se perdeu: “Essa também é a vontade de Deus, que não quer que nenhum só destes pequeninos pereça”. ( Mt.18.14) Dirigente: Quando vocês buscaram o programa sobre a mesinha, o que chamou a atenção de vocês? – Na pergunta inicial - quem pensou em si mesmo(a) como alguém que precisa de arrependimento e perdão? (OUVIR)...

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Dirigente: Nós fazemos parte destes pequeninos. Se aqui estamos, não é porque sejamos melhores do que outros. Não somos nós que garantimos a proximidade de Deus e a unidade (comunhão) com o Senhor. “É pela graça de Deus que somos o que somos”! (1ª Cor.15.10) É por causa da sua misericórdia e seu amor, revelados em Jesus, que o reconhecemos e confessamos como Senhor e Salvador. Leitor(a) 3: Isto não significa que a comunidade deva fazer “vistas grossas” ou “fechar um olho”, ignorar ou até concordar com os erros de um irmão. Como podemos ler no hino 117: “Olhar o irmão com simpatia e todos ajudá-lo com terna compaixão... e será bendito o nome de cristão”. Do contrário, estaremos atraindo juízo sobre nós também. Leitor(a) 4: Por outro lado, também não estaremos prestando nenhuma ajuda se somente estivermos expondo o erro, e desmascarando publicamente o faltoso. Não é falando sobre a pessoa, mas com ela, que podemos ajudar, convencê-la do seu erro e voltar. Dirigente: Eis o que Jesus propõe: a) Vai conversar com ele(a) em particular. Se a pessoa te ouvir, ganhaste um(a) irmão(ã); b) Se ela não te ouvir, toma contigo duas testemunhas, para que a verdade se estabeleça; c) Se ainda assim não conseguirem convencê-la do seu erro, leva o assunto para a “igreja” = a comunidade dos “santificados”. A comunidade é convidada a combater o mal e o pecado que destroem a comunhão e, ao mesmo tempo, cuidar dos que caíram, levantando-os e reconduzindo-os – ajudando-os a voltar ao convívio dos irmãos”! Leitor(a) 5: E o que acontece quando, apesar de todas estas tentativas, a pessoa não cair em si e não se converter do seu mau caminho e não quiser voltar ao convívio? Dirigente: Então deve ser considerada como um gentio ou publicano. É como alguém que não faz parte dos “santificados”. Ou: quem não aceita com arrependimento sincero e fé confiante o que lhe é oferecido em Cristo, já se exclui a si mesmo(a) do reino da graça e da comunhão dos irmãos. O “ligar ou desligar” aventado por Jesus, muito antes de uma sentença, é conseqüência de uma busca sincera de resgate, de um exortar, disciplinar e buscar de volta, que ainda não foi acolhido. Leitor(a) 6: Mas isto ainda não nos autoriza a contar adiante (fazer fofoca) sobre a vida de alguém. Eu entendo que, fazer assim, é lambuzar-se com o pecado, é também se contaminar com o erro.

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Dirigente: Na verdade, todos erramos. E todos os que pecam, fazem parte dos pequenos, dos quais “Deus não quer que alguém pereça!” Ele tem paciência conosco porque não quer “que ninguém seja destruído, mas que todos se arrependam”. (2 Pe. 3.9) Leitor(a)7: Podemos então, comparar a pessoa que errou, com a ovelha que se extraviou. E, confiar que Deus não abandona nenhum dos seus, pois Ele sempre vai atrás da que se perdeu, para trazê-la de volta. Mas como isto acontece na prática? Canto: HPD1 – 151 (Cantar ou ler juntos) Dirigente: O que nós podemos fazer para buscar o(a) irmão(ã) de volta? O que cada um(a) pode fazer? O que a comunidade pode fazer? (OUVIR – DIALOGAR) Dirigente: A comunidade sempre é formada de irmãos(ãs) perdoados (pois pecadores todos são), mas que agora se dispõem a buscar os afastados, exortá-los, a fim de que se arrependam, sejam perdoados e reintegrados ao convívio da grande família de Jesus. Assim, o objetivo final e último, sempre será: a - A busca do que se afastou (perdeu) b - A exortação para o arrependimento c - A conversão e a volta à vida d - A reintegração na comunidade Juntos, podemos ser bem sucedidos nesta missão de buscar, resgatar, trazer de volta, reintegrar o pecador arrependido, porque o Senhor está conosco. Ele mesmo diz: “Em verdade vos digo que, se dentre vós houver concordância sobre algo e o pedirem a Deus, ser-lhes-á concedido por meu Pai, que está nos céus!” (v. 19) Todos: “Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles!” (v.20) Oração Participativa... e Pai Nosso. Bênção de Viagem (Irlanda) Deus abençoe a terra na qual agora piso. Deus abençoe o caminho o qual agora trilho. – 16 –


Deus abençoe o objetivo para o qual agora vivo. Tu, que sempre és e sempre serás: Abençoa-me também quando descansar. Abençoa o que a minha vontade busca. Abençoa o que o meu amor anseia. Abençoa o que sustenta a minha esperança. Tu, Rei dos Reis, abençoa meu olhar! Todos: Amém, Senhor, Amém! Canto: HPD1 – 170.1-3 P. Irineu Valmor Wolf Comunhão Martim Lutero

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3º ENCONTRO “DA ALIANÇA COM DEUS” Estudo a partir do texto de Mateus 22.1-14 Preparando o Encontro: Preparar uma equipe para acolher as pessoas assim que chegam para a celebração e deixá-las à vontade. Preparar o ambiente da celebração com símbolos: cruz, vela, bíblia, flores e acrescentar símbolos que lembrem o movimento da reforma (ex: Rosa de Lutero) e convite (ex: convite de formatura, casamento...) Compartilhando da Palavra Saudação e acolhida: dar as boas vindas para quem veio celebrar. Agradecer a acolhida da família que hospeda o encontro. Acolher os/as visitantes. Apresentar o tema e compartilhar do versículo de acolhida: “Busquei o Senhor, e ele me acolheu; livrou-me de todos os meus temores.” (Sl 34.4). Canto Invocação: celebramos em nome e na presença do Deus que nos acolhe nas mais diferentes situações de vida: Pai e Mãe, Filho e Espírito Santo. Amém. Leitura: Salmo 34.1-9 Canto – bendirei o Senhor em todo tempo ... (263 HPD1) Oração Conversar sobre a vida, motivados pelas perguntas: • Minha filha estará de aniversário no dia 10 de novembro. Queremos comemorar a data com uma festa em nossa casa. Mas não sabemos direito como fazer para convidar as pessoas. Vocês podem nos ajudar? Como podemos convidar pessoas para a festa de aniversário? (deixar os/as participantes se expressarem); • E no dia da festa, o que fazemos com os convidados? • Olhemos também para nossa casa: quando alguém vem nos visitar, como o acolhemos? – 18 –


• E em nossa comunidade de fé como convidamos pessoas para participarem das atividades da comunidade? Como acolhemos as pessoas convidadas? Ouvir a palavra de Deus: a palavra de Deus é lâmpada para nossos pés e luz em nosso caminho (Sl 119.105). • Canto de preparação para ouvir a palavra de Deus • Leitura do evangelho de Mateus, capítulo 22.1-14 • Breve momento de silêncio para compreensão e assimilação da leitura Compartilhando: 1. O texto: um rei prepara uma festa de bodas para seu filho. Convida pessoas para a festa, muito provavelmente amigos e pessoas próximas do filho. Estes não vêm. O rei insiste: manda novo convite. Há uma nova negativa por parte dos convidados, seguida da justificativa: ‘agora não posso ir, preciso ir ao campo, resolver negócios...,’ e segue a desculpa. O rei, indignado, anuncia destruição e novo convite: convidem todas as pessoas que encontrarem pelo caminho. Assim foi feito e a casa ficou cheia. Mas havia um convidado que não estava vestido de acordo para a ocasião. Foi excluído da festa. 2. Sua compreensão: há uma certa unanimidade entre os exegetas em torno da compreensão do texto. De forma breve anunciamos: Deus convida a humanidade para uma nova aliança em Jesus Cristo, pautada pela prática da justiça e simbolizada pela festa do casamento. Aqueles que rejeitam a nova aliança (o convite), a rejeitam porque não conseguem se libertar dos seus interesses pessoais, pautados pelo sistema religioso e político da época. Serão julgados e destruídos junto com o sistema que defendem. O convite é redirecionado: vai agora para aqueles/as que não têm vez neste sistema. A casa enche. Mas um convidado destoa: ir à festa com roupa inadequada é aceitar o convite da nova aliança, mas querer continuar a vida conforme o antigo jeito de viver. Em Deus isto não é possível. 3. O enfoque: o texto é bonito. Forma uma unidade bonita e possibilita várias ênfases para o estudo: * conversar sobre a nova aliança, a reconciliação de Deus com a humanidade diante do desgaste da antiga aliança; * podemos enfocar os motivos e interesses do grupo que não aceita o convite; * podemos enfocar a configuração do novo grupo de convidados; * podemos enfocar a condenação dos primeiros convidados e a exclusão do convidado que não estava com roupas adequadas. – 19 –


Mas quero convidar vocês para outro enfoque: a persistência do dono da festa em convidar. Foram necessários três convites para a festa de casamento acontecer. Justifico a opção: reforma é tempo de reflexão sobre o jeito da igreja luterana na perspectiva do ser igreja em constante reforma. Parece-me ser bom e oportuno o momento para conversarmos sobre o jeito luterano de convidar as pessoas para a participação na comunidade. Palavra na vida: qual a luz que o texto põe em nosso caminho? • O que aprendemos deste texto que nos motive a convidar pessoas para a comunidade? • O que aprendemos deste texto quanto à acolhida de pessoas em nossa comunidade? • Com que objetivo convidamos pessoas para a comunidade? • O que temos a oferecer em nossa comunidade para as pessoas que respondem a nosso convite? Canto Oração e compromisso Compromisso: queremos animar o grupo para que firme um compromisso ao encerrar o encontro. O que está ao nosso alcance de ser feito na comunidade em termos de convite e acolhida? Não podemos esquecer que convidar e acolher precisam ser sempre de novo ensaiados na comunidade. Oração: colocar em oração diante de Deus tudo o que foi conversado, pedindo para que Ele aperfeiçoe em nós a arte de convidar e acolher as pessoas. Canto UMA AJUDA COMPLEMENTAR PARA O ESTUDO: a) É preciso destacar a persistência do rei em convidar. Foram três convites até encher a casa e a festa de casamento acontecer. E dois públicos diferentes foram convidados; b) A parábola nos fala do amor de Deus que é dirigido para todas as pessoas. Ela fala do amor incondicional de Deus: Deus ama sem pré-requisitos, sem impor condições (você somente irá merecer meu amor se....); o amor de Deus alcança

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a todas as pessoas (justas e injustas)! Assim também o convite da comunidade quer alcançar a todas as pessoas, independentemente de cor, cultura, classe social, ... O convite da comunidade é incondicional como o amor de Deus; Observar que quem convida é o rei, auxiliado por seus empregados (v. 2-3). Quem convida a celebrar e participar da comunidade luterana é Deus, através de nós. Nós, portanto, somos os agentes do convite; Quem é convidado? É fácil convidar pessoas amigas. Um pouco mais difícil é convidar pessoas que não são do círculo de amizade, ainda assim conhecidas. Mais difícil ainda é convidar pessoas quando são totalmente estranhas e desconhecidas. Ensaiar a arte de convidar é ensaiar a aproximação das pessoas; Quem convida, também precisa acolher. Em nossa casa é fácil acolher as pessoas. A família convida, a própria família acolhe. Na comunidade é freqüente esta tarefa ser delegada a outras pessoas e ficarmos, curiosamente, observando de longe pessoas novas que vêm participar das atividades. Nós somos parte da comunidade. Portanto, também parte do processo de acolhida; Se eu convido alguém para minha casa, tenho o que oferecer. Nem que seja só um chimarrão ou café. Preparo-me para acolher esta pessoa convidada. O que temos na comunidade para oferecer a quem nos visita? Quais são os talentos luteranos? Um bom canto? Uma bonita celebração? Uma celebração participativa? Uma mensagem transformadora da vida? Um testemunho confiável? Os vários grupos que animam a comunidade? ... Sugestão: um jeito de ensaiar o convite, a convivência, a acolhida é preparar e compartilhar uma mesa de alimentos ao final do encontro. P. Marcos Jair Ebeling – paróquia em Vitória/ES Marilei Burgin Schlosser – estagiária em Vitória/ES P. Décio Weber – paróquia em Marechal Floriano Pastoral Popular Luterana

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4º ENCONTRO “DOS FRUTOS DO REINO” Estudo a partir do texto de Mateus 21.33-43 Saudação e acolhida: O mês de outubro é reservado para estudos sobre a Reforma da Igreja Cristã que comemoramos no dia 31. Nos lembramos também de Catarina von Bora, esposa de Lutero. Ela administrava um castelo onde eles viviam e que funcionava como uma verdadeira hospedaria. Ela também era companheira de diálogo sobre teologia, e muito respeitada por Lutero. Nos lembramos também de Felipe Melachton, pedagogo e teólogo leigo que tanto apoiou Lutero e o assessorou nas questões teológicas e pedagógicas pertinentes na época. Nós também nos alegramos com o acordo assinado pela Igreja Católica e Federação Luterana Mundial, em 31/10/1999, sobre a doutrina da justificação por graça e fé, que gerou, no passado, tanta intolerância religiosa. Nos reunimos na graça e no amor de Deus, nos encontramos como filhos e filhas do Deus criador da vida, que em Jesus Cristo nos liberta e nos salva, e por meio do Espírito Santo nos anima sempre de novo para a vida. É em nome deste Deus que acontece o nosso encontro. Amém. Canto – Conta as bênçãos (460 HPD2) Confissão de Pecados: A palavra pecado significa desviar do alvo. Todos nós, crianças, jovens, adultos, freqüentemente nos desviamos do alvo, do caminho que conduz a Deus. No entanto, queremos acertar o alvo, fazendo o que é certo. Por isso, com o coração humilde e arrependido, confessamos os nossos pecados a ti ó Pai, pedindo que, em nome de Jesus, sejamos perdoados. Com os corações voltados a Deus, cantemos: Tem misericórdia de mim (408 HPD2). Absolvição: Assim diz o Senhor em Ezequiel: “Eu lhes darei um coração novo e porei em vocês um espírito novo. Tirarei de vocês o coração de pedra, desobediente, e lhes darei um coração bondoso, obediente. Porei o meu Espírito dentro de vocês e farei com que obedeçam a minha palavra e os mandamentos que lhes dei.” Amém. Oremos em conjunto: Vê Senhor, sou como um cálice vazio, que carece ser enchido. Enche-me, meu Senhor. Sou fraco na fé, fortalece-me. Sou frio no amor, aquece-me. – 22 –


Faze meu coração arder para que meu amor transborde, e assim envolva o meu próximo. Em minha carência só há pecado; em ti, Senhor, há plenitude de justiça. Por isso permaneço contigo. A ti não preciso dar. De ti posso receber. Ajuda-me a derramar o que tenho recebido de ti. Amém. (Oração de Martim Lutero, adaptada) Canto – Cantar do amor (414 HPD2) Texto bíblico motivador: Mateus 21.33-43 Ao lermos o texto acima citado, podemos buscar uma chave de interpretação a partir do versículo 43 que diz: portanto, vos digo que o Reino de Deus vos será tirado e será entregue a um povo que lhe produza os respectivos frutos. O texto todo avalia elementos muito importantes para a vida comunitária, como confiança, fidelidade e compromisso. Havia um processo em andamento. Trabalhadores aceitam a proposta do dono da vinha. Este se ausenta do país e eles então devem tomar conta da vinha e prestar contas deste cuidado e repassar parte dos lucros. Na ausência de seu dono eles mudam de idéia. Quando este manda seu servo para buscar aquilo que havia sido acertado, os trabalhadores, em um ato de desobediência, o matam. Assim, procedem da segunda vez, mesmo com um número maior de servos. Então, o dono da vinha tenta, não pelo poder da força, mas pelo poder do direito, visto que a vinha era sua, reavê-la pelo envio de seu filho. Em contrapartida, os arrendatários, ao sentirem-se intimidados, armam um plano que consideram derradeiro: matar o filho do dono e assim apoderar-se da herança. Ao observar os detalhes do texto, não podemos menosprezar os cuidados que o dono da propriedade teve com ela antes de ausentar-se, cercando-a e construindo o básico para a produção: a torre para vigiar e o lagar para espremer as uvas. O proprietário, embora não presente fisicamente, havia ajeitado tudo para funcionar sem ele. Ele também confiou naqueles que entregou a propriedade. Deus também nos entregou o mundo. Em Gênesis 2.15 lemos: Tomou, pois, o Senhor ao homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e o guardar. Poderíamos dizer: e ausentou-se dele, mas não o abandonou. O ser humano, sentindo-se com autonomia, esqueceu-se das recomendações de cuidar e guardar e até hoje faz o que quer. Nós somos os trabalhadores que se recusam a obedecer ao dono da vinha e doador e

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mantenedor de nossas vidas. Achamos que ele nos deixou o mundo para dominá-lo e subvertê-lo. Tanto os profetas, enviados de Deus, como o seu filho já padeceram e nós continuamos a querer nos apropriar da herança. Custamos a aceitar que a própria herança clama e geme contra seus cuidadores, destruindo justos e injustos com seu poder e sua força. Nossos jornais e noticiários estão repletos de reportagens sobre tornados, tempestades, aquecimento global, desaparecimentos de espécies, enfraquecimentos de outras, inclusive a humana e outras tantas respostas da desesperada natureza. A advertência é clara e forte no versículo 43 que diz: portanto, vos digo que o Reino de Deus vos será tirado e será entregue a um povo que lhe produza os respectivos frutos. “O Reino de Deus, que se inicia primeiro aqui, no tempo, mediante a palavra e a fé; em seguida, na eternidade, pela revelação.” (*) Este Reino está sofrendo ameaças pela falta de frutos e condenando-se. A história a seguir quer nos ensinar a buscar o discernimento para as nossas ações cotidianas. Da mesma forma, como Igreja de Jesus Cristo e herdeiros da Reforma, devemos “trançar/tear as nossas peneiras” e submeter a elas a nossa vida, as nossas ações e omissões. Olavo foi transferido de setor. Logo no primeiro dia, para fazer média com o novo chefe, saiu-se com esta: – Chefe o senhor nem imagina o que me contaram a respeito do Silva. Disseram que ele... Nem chegou a terminar a frase, Juliano, o chefe, interveio: – Espere um pouco, Olavo. O que vai me contar já passou pelo crivo das três peneiras? – Peneiras? Que peneiras, chefe? – A primeira, Olavo, é a da verdade. Você tem certeza que este fato é absolutamente verdadeiro? – Não, não tenho não. Como posso saber? O que sei foi o que me contaram... Mas (*) Livro de Concórdia, página 464. Tradução e notas: Arnaldo Schüler.

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eu acho que... E, novamente Olavo é interrompido pelo chefe: – Então sua história já vazou a primeira peneira. Vamos então para a segunda peneira que é a da bondade. O que você vai me contar, gostaria que os outros também dissessem a seu respeito? – Claro que não! Deus me livre, chefe! – diz Olavo assustado. – Então – continua o chefe – sua história vazou a segunda peneira. Vamos ver a terceira que é a da necessidade. Você acha mesmo necessário me contar esse fato ou passá-lo adiante? – Não, chefe. Passando pelo crivo destas peneiras, vi que não sobrou nada do que eu iria contar – falou Olavo surpreendido... – Pois é, Olavo. Já pensou como as pessoas seriam mais felizes se todos usassem essas peneiras? – diz o chefe sorrindo. E diz: – da próxima vez em que surgir um boato por aí, submeta-se ao crivo dessas três peneiras: Verdade, Bondade, e Necessidade, antes de obedecer ao impulso de passá-lo adiante. Esta história nos ensina que: • Pessoas inteligentes falam sobre idéias; • Pessoas comuns falam sobre coisas; • Pessoas medíocres falam sobre pessoas, fazem fofocas. Atividade em grupo: 1 - Na história temos três peneiras: da verdade, da bondade e da necessidade. Que peneiras, nós como cristãos, devemos trançar/tear? Citar 3 e listar as diferentes sugestões em uma folha para visualizá-las. 2 - O que fazemos para alcançar o Reino de Deus tanto aqui como na eternidade? 3 - O que fazemos ou deixamos de fazer para perder o Reino de Deus? Encerrar com uma oração e o Pai Nosso. Vera Maria Immich Pastoral de Consolação – Hospital de Clínicas - UFPR Comunidade Evangélica Luterana de Curitiba – CELC-UP Pastoral Popular Luterana

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LITURGIA – Dia da Reforma 2005 LITURGIA DE ENTRADA Sinos – Prelúdio 1) ACOLHIDA: P: Jesus Cristo diz: “Se vós permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos; e conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (Jo 8.32) – Com esta palavra de nosso Senhor Jesus Cristo eu os saúdo para este culto do Dia da Reforma, no qual queremos ouvir o Evangelho, e juntos, celebrar a Ceia do Senhor. O Dia da Reforma nos lembra do Movimento iniciado na Alemanha por Martim Lutero, e que trouxe profundas conseqüências para a caminhada da Igreja, e do mundo. E nós somos partes deste movimento, pelo que damos graças a Deus. – Sejam todos e todas bem-vindos. 2) HINO: e C.: Hino HPD1 - 155.1-5 3) INTRÓITO: P: Nós celebramos este culto em nome de Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo. Amém. Eu elevo os meus olhos para os montes. De onde me virá o meu socorro? C: O nosso socorro vem do Senhor, que fez o céu e a terra e tudo que neles existe. E Ele por graça ainda os mantém. P: Assim nos diz a palavra (Senha) para hoje: “Ninguém pode lançar outro fundamento, além do que foi posto, o qual é Jesus Cristo.” Salmo 46.1-7 ... Cantemos louvores ao Trino Deus. e C: Glória seja ao Pai, e ao Filho e ao Espírito Santo.... 4) CONFISSÃO DOS PECADOS E ABSOLVIÇÃO: P: Lembremos da Palavra de Deus, que nos diz: “Se dissermos que não temos pecado nenhum, enganamos a nós mesmos e a verdade não está em nós. Se, porém, confessarmos os nossos pecados, Deus é fiel e justo, e nos perdoará os nossos pecados e nos purificará de toda a injustiça.” Confiantes nesta promessa, voltemo-nos em fé ao nosso Senhor e confessemos juntos: – 26 –


P+C: Senhor Deus, nós te confessamos que temos pecado muito em coisas que fizemos erradas, contra a tua vontade, e coisas certas que deixamos de fazer. Nós nos omitimos e tivemos desejos que nem podemos compreender plenamente, mas que tu, Senhor, conheces. Bom Deus, nós nos arrependemos sinceramente destes pecados, confiantes no teu amor por nós que revelaste em teu Filho Jesus Cristo nós te suplicamos: e |: Perdão, Senhor, perdão! :| P: O evangelista João nos diz: “Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho Unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (Jo 3.16) Por isso eu lhes pergunto agora: É sincera esta confissão de vocês? Vocês buscam de coração o perdão de seus pecados em Cristo? E vocês crêem que por amor de Jesus Cristo Deus vos perdoa? Então respondam: S I M ! C.: S I M ! P: Diante desta confissão, como ministro ordenado da Igreja para o ministério da reconciliação, eu lhes anuncio o perdão de seus pecados, em nome do Pai, e do Filho (†), e do Espírito Santo. Amém. e C: |: Amém, Amém, Amém, Amém :| e C: Hino HPD1 - 161.1-3 5) KYRIE: P: A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vocês. C: E contigo também. P: Nosso Senhor Jesus Cristo nos anima para a oração, dizendo: “Pedi, e dar-se-vosá; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á.” (Lc 11.19). Por isso vamos agora trazer diante de Deus as dores do mundo, assim como nós as sentimos: P: Em paz, oremos ao Senhor. e C: |: Tem, Senhor, piedade... (= Kyrie eleison) :| P: Pela paz do mundo inteiro; especialmente entre os povos no Oriente Médio, no Iraque, na África e na Colômbia, oremos ao Senhor.

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e C: |: Tem, Senhor, piedade...:| P: Pelo nosso país, para que haja mais paz e menos violência nas cidades. Para que haja mais transparência e menos corrupção nas esferas do governo, da política e da economia, para que o povo possa viver uma vida digna, oremos ao Senhor. e C: |: Tem, Senhor, piedade...:| P: Pela IECLB, seus líderes, suas comunidades e suas forças vivas, para que se mantenham fiéis ao evangelho, e possam ser testemunhas convincentes do Senhor Jesus, oremos ao Senhor: e C: |: Tem, Senhor, piedade...:| 6) GLÓRIA P: O Senhor nosso Deus não deixa seus filhos e filhas no desamparo e na solidão. Por graça ele ouve os nossos clamores, e conosco carrega as nossas dores e as dores do mundo. Por graça ele renova as nossas forças para a luta pela justiça e pela vida. Por isso nós o adoramos e glorificamos, cantando o hino 238.1-3. e C: Hino HPD1 - 238.1-3 7) ORAÇÃO DO DIA: P: Senhor, nosso Pai bondoso. Nós te agradecemos porque podemos celebrar em tua presença este Dia da Reforma. Agradecemos-te pelo teu servo Martim Lutero que nos apontou de novo o centro do Evangelho da salvação mediante a fé. Agradecemos-te, que neste ano podemos comemorar o centenário do Sínodo Evangélico Luterano de Santa Catarina, Paraná e outros Estados. E nós te pedimos, Senhor, nestes tempos de confusão espiritual, e de falta de clareza confessional, deixa-nos ver e acatar as balizas para a nossa fé; guia-nos na tua verdade, para que possamos viver com alegria o teu Evangelho da graça e dele sermos testemunhas, em responsabilidade. Amém. C: Amém. LITURGIA DA PALAVRA P: Para nos prepararmos para ouvir a Palavra de Deus, cantamos o Hino HPD1 - 115.1-2. e C: Hino HPD1 - 115.1-2

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8) PRIMEIRA LEITURA (pela ordem ecumênica de perícopes = João 8.31-36; pela ordem tradicional = Romanos 3.21-28) ... P: Senhor, conserva-nos na tua verdade; a tua Palavra é a Verdade. Aleluia. e C: |: Aleluia, aleluia, aleluia. Alelu-u-u-ia :| (de Milanez) 9) SEGUNDA LEITURA: (texto de Prédica – pela ordem ecumênica de perícopes = Efésios 2.1-10; pela ordem tradicional = Mateus 10.26b-33) ... P: Esta é a Palavra do Senhor. e C: Louvado sejas, Cristo! 10) P: PREGAÇÃO e C.: Hino HPD I 97.1-4 11) PROFISSÃO DE FÉ – recitar juntos HPD1 - 88 12) ORAÇÃO GERAL DA IGREJA (Motivos: Pela união e fidelidade da IECLB à verdade do Evangelho da salvação por graça, mediante a fé; defesa diante de falsas doutrinas e da tentação de procurar salvação por méritos próprios; que Deus, em sua graça transforme o mundo – o Brasil – a IECLB - a comunidade, conforme a sua vontade. Intercessões comunitárias.) LITURGIA DA CEIA DO SENHOR 13) OFERTÓRIO E PREPARO DA MESA P: Libertados pela graça, e por vivermos a partir do amor de Cristo, nós também exercitamos a solidariedade e apoiamos as obras da Igreja de Cristo. Por isso, enquanto cantamos o próximo hino, do HPD2 358.1-2, serão recolhidas as nossas ofertas de gratidão, que hoje se destinam..., e também vamos preparar a mesa para a Ceia do Senhor. e C: Hino HPD2 - 358,1-2

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14) OFERTÓRIO P: Oremos: Deus gracioso, nós te louvamos porque podemos viver em comunidade, onde a tua Palavra é pregada puramente e os teus sacramentos são retamente celebrados. Nós te agradecemos por estas tuas dádivas, pelas quais tu te doas concretamente a nós, para a nossa salvação e vida. Recebe também, ó Pai, estas nossas ofertas, coloca a tua bênção sobre elas, e dá que possam ser usadas na tua causa junto a outras pessoas. Por Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém. C: Amém. 15) ORAÇÃO EUCARÍSTICA: P: O Senhor esteja convosco. C: E contigo também. P: Elevemos os nossos corações. C: Nós os elevamos a Deus. P: Vamos louvar e agradecer ao Senhor. C: Sim, isto é justo e digno. P: É justo e digno e de nosso dever que, em todos os tempos e lugares nós rendamos graças a Ti, Senhor nosso Deus, que nos cercaste de muitas testemunhas do teu Evangelho, como Martim Lutero, Catarina von Bora, Felipe Melanchton, e tantos outros, reformadores da Igreja, para nos ajudar na compreensão do teu Evangelho. Até hoje também não deixaste faltar pregadores nesta tua comunidade para nos dar testemunho de teu amor e graça. Por isto te louvamos e adoramos o teu nome, cantando: HPD2 362 (ou HPD1 - 125.2) e C: HPD2 - 362 – Santo, santo, santo, santo... P: Graças te damos, ó Deus, que vieste a nós em Jesus Cristo teu Filho amado, que nos mostrou o caminho da salvação e deu a sua vida na cruz para nos reconciliar contigo. C: Ele veio nos salvar. P: Reunidos em torno desta mesa (altar) relembramos que o Senhor Jesus celebrou a última ceia com os seus discípulos, e ordenou que nós o repetíssemos em comunhão com ele e uns com os outros em sua memória: P: Nosso Senhor Jesus Cristo, na noite em que foi traído...

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C: Senhor, nós anunciamos a tua morte por nós, e proclamamos a tua ressurreição, até que tu venhas em teu poder. P: Envia, ó Deus bondoso, o Espírito da vida, da união, da verdade e do amor – o mesmo que teu Filho mandou a seus discípulos – para que, partilhando este pão da vida e este cálice da salvação, sejamos libertados de tudo o que nos oprime e nos tornemos em Cristo um só corpo que anuncia e vive esperança. e C: |: Envia teu Espírito, Senhor, e renova a face da terra :| (HPD2 - 367) 16) PAI NOSSO... 17) GESTO DE PAZ P: Em tempo de violência, de inquietação, de insegurança, testemunhemos a paz que recebemos de Jesus Cristo, que disse: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou.” Que a paz de Cristo esteja com cada um de vocês. C: E contigo também! P: Demos uns aos outros este sinal de reconciliação, saudando-nos na paz de Cristo. 18) FRAÇÃO P: O Pão que partimos é a comunhão no corpo de Cristo (elevar e fracionar!); o cálice da bênção que abençoamos é a comunhão no sangue de Cristo (elevar!). C: Nós, embora muitos, somos um só corpo! 19) COMUNHÃO P: Vinde, porque tudo está preparado! Cristo mesmo nos convida, nos serve e se doa a nós para a nossa salvação e vida. 20) ORAÇÃO PÓS-COMUNHÃO – BÊNÇÃO E ENVIO P: Oremos: Deus da graça, do amor e da liberdade! Nós te agradecemos porque nesta Ceia mais uma vez te fizeste presente entre nós de modo concreto e sensível. Obrigado pela comunhão contigo e uns com os outros. Faze com que esta Ceia nos fortaleça na fé e na confiança em ti e no amor ao nosso próximo. Isto nós te pedimos em nome de teu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador. Amém.

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C: Amém. P: Recebam a bênção do Senhor: “A graça do Senhor Jesus, o amor de Deus, o Pai, e a Comunhão do Espírito Santo, venham sobre vocês, e permaneçam com todos vocês, hoje e sempre. ( † ) Amém . Vão em paz e sirvam a Deus com alegria. e C: Demos graças a Deus. P. Dr. Osmar Zizemer Comunhão Martim Lutero

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Como o Pai é Senhor, assim o Filho é Senhor, o Espírito Santo é Senhor; entretanto, não são três Senhores, porém um só Senhor. Porque, assim como pela verdade cristã somos obrigados a confessar que cada pessoa, tomada em separado, é Deus e Senhor, assim também estamos proibidos pela religião cristã de dizer que são três Deuses ou três Senhores. O Pai por ninguém foi feito, nem criado, nem gerado. O Filho é só do Pai; não feito, nem criado, mas gerado. O Espírito Santo é do Pai e do Filho; não feito, nem criado, nem gerado, mas procedente. Há, portanto, um único Pai, não três Pais; um único Filho, não três Filhos; um único Espírito Santo, não três Espíritos Santos. E nesta Trindade nada é anterior ou posterior, nada maior ou menor; porém todas as três pessoas são coeternas e iguais entre si; de modo que em tudo, conforme já ficou dito acima, deve ser venerada a Trindade na unidade e a unidade na Trindade. Portanto, quem quer salvar-se, deve pensar assim a respeito da Trindade. Mas para a salvação eterna também é necessário crer fielmente na encarnação de nosso Senhor Jesus Cristo. A fé verdadeira, por conseguinte, é crermos e confessarmos que nosso Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, é Deus e homem. É Deus, gerado da substância do Pai antes dos séculos, e é homem, nascido, no mundo, da substância da mãe. Deus perfeito, homem perfeito, subsistindo de alma racional e carne humana. Igual ao Pai segundo a divindade, menor que o Pai segundo a humanidade. Ainda que é Deus e homem, todavia não há dois, porém um só Cristo. Um só, entretanto, não por conversão da divindade em carne, mas pela assunção da humanidade em Deus. De todo um só, não por confusão de substância, mas por unidade de pessoa. Pois, assim como a alma racional e a carne é um só homem, assim Deus e homem é um só Cristo; o qual padeceu pela nossa salvação, desceu aos infernos ressuscitou dos mortos, subiu aos céus, está sentado à destra do Pai, donde há de vir para julgar os vivos e os mortos. À sua chegada todos os homens devem ressuscitar com os seus corpos e vão prestar contas de seus próprios atos; e aqueles que tiverem praticado o bem irão para a vida eterna; aqueles que tiverem praticado o mal irão para o fogo eterno. Esta é a fé cristã. Quem não a crer com fidelidade e firmeza, não poderá salvar-se. Amém.


O charme luterano A IECLB precisa eliminar barreiras internas que lhe entravam o crescimento. Deve aprender, sobretudo, o mutirão eclesial. Por ora não consegue controlar o suficiente as forças centrífugas nem unir-se em torno de um projeto comum. Volta a manifestar-se, na IECLB, o tradicional “déficit eclesiológico”, típico do luteranismo. Para muitos luteranos, Igreja não passa de um mal necessário, uma concepção que favorece o individualismo e o corporativismo, ambos lesivos à comunhão dos santos. Falta auto-estima eclesiológica aos membros e grupos na IECLB. Também no mais há muito a arrumar na casa. Importa acentuar a dimensão mística, emocional da fé, trabalhar mais com símbolos e fazer o evangelho visível, sem cair refém de uma religiosidade tonta. Recomenda-se conjugar melhor a fé e o amor, bem como o temor a Deus e a alegria que nasce do evangelho. Sonho com comunidades celebrativas, agradecidas, corajosas no testemunho da sabedoria de Deus. Ao mesmo tempo, porém, me orgulho desta Igreja modesta, limitada. É Igreja séria e honesta. Ela tira vantagem por sobre muitas outras quando se trata de credibilidade e autenticidade. A IECLB merece uma imagem melhor do que aquela que muitas vezes dela se transmite. Por tudo isto quero encorajar a (re-)descobrir o encanto da confissão luterana. Seu charme não se limita a alguns dogmas e axiomas de fé. Diz respeito a uma maneira de ser. Residem numa hermenêutica bíblica que sabe distinguir entre letra e espírito; num realismo antropológico que se recusa a divinizar como também a demonizar o ser humano; numa liberdade comprometida que se distancia tanto do legalismo quanto da permissividade; numa estrutura eclesial participativa que exclui hierarquia humana de qualquer tipo. A confissão luterana me convida à fé sem proibir o raciocínio crítico. Ela quer “crentes pensantes”, gente que sabe julgar as coisas e que, mesmo assim, não permanece presa ao criticismo. O luteranismo me ensinou uma determinada visão da realidade que é um pouco mais complicada do que muitos simplismos querem fazem crer. Subdividir o mundo em bandidos e mocinhos, em ganhadores e perdedores, em crédulos e incrédulos, em justos e pecadores, ora isto é construção de hipócritas ou de ingênuos. É estupidez a que a sabedoria do evangelho se opõe. Por isto mesmo sou grato por ser luterano e convido ao empenho para garantir viabilidade à IECLB. Extraído do documento “A VIABILIDADE DA IGREJA EVANGÉLICA DE CONFISSÃO LUTERANA NO BRASIL” do Dr. Gottfried Brakemeier, ex-pastor presidente da IECLB A íntegra deste texto pode ser obtida na Secretaria Geral da IECLB, tel. (51) 3221-3433

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Somos Luteranos. Subsídios Litúrgicos e Estudos Bíblicos para o Mês da Reforma (3) by Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB) - Issuu