Somos Luteranos
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SUBSÍDIOS LITÚRGICOS E ESTUDOS BÍBLICOS PARA O MÊS DA REFORMA
APOIO Comunhão Martim Lutero Pastoral Popular Luterana TESTEMUNHO E AÇÃO
CREDO NICENO Creio em um só Deus, o Pai onipotente, criador do céu e da terra, de todas as coisas, visíveis e invisíveis. E em um só Senhor Jesus Cristo, Filho unigênito de Deus e nascido do Pai antes de todos os séculos, Deus de Deus, Luz de Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado, não feito, consubstancial ao Pai, por quem foram feitas todas as coisas; o qual, por amor de nós homens e por nossa salvação, desceu dos céus, e encarnou, pelo Espírito Santo, na Virgem Maria, e se fez homem; foi também crucificado em nosso favor sob Pôncio Pilatos; padeceu e foi sepultado; e ao terceiro dia ressuscitou, segundo as Escrituras; e subiu aos céus; está sentado à destra do Pai, e virá pela segunda vez, em glória, para julgar os vivos e os mortos; e seu reino não terá fim. E no Espírito Santo, Senhor e vivificador, o qual procede do Pai e do Filho; que juntamente com o Pai e o Filho é adorado e glorificado; que falou pelos profetas. E a igreja, una, santa, cristã e apostólica. Confesso um só batismo, para remissão dos pecados, e espero a ressurreição dos mortos e a vida do século vindouro. Amém.
CREDO ATANASIANO Todo aquele que quer ser salvo, antes de tudo deve professar a fé cristã. Quem quer que não a conservar íntegra e inviolada, sem dúvida perecerá eternamente. E a fé cristã consiste em venerar um só Deus na Trindade e a Trindade na unidade, sem confundir as pessoas e sem dividir a substância. Pois uma é a pessoa do Pai, outra a do Filho, outra a do Espírito Santo; mas uma só é a divindade do Pai e do Filho e do Espírito Santo, igual a glória, coeterna a majestade. Qual o Pai, tal o Filho, tal também o Espírito Santo. Incriado é o Pai, incriado o Filho, incriado o Espírito Santo. Imenso é o Pai, imenso o Filho, imenso o Espírito Santo. Eterno o Pai, eterno o Filho, eterno o Espírito Santo; contudo, não são três eternos, mas um único eterno; como não há três incriados, nem três imensos, porém um só incriado e um só imenso. Da mesma forma, o Pai é onipotente, o Filho é onipotente, o Espírito Santo é onipotente; contudo, não há três onipotentes, mas um só onipotente. Assim, o Pai é Deus, o Filho é Deus, o Espírito Santo é Deus; e todavia não há três Deuses, porém um único Deus. Continua na última página þ
Somos Luteranos 2 SUBSÍDIOS LITÚRGICOS E ESTUDOS BÍBLICOS PARA O MÊS DA REFORMA 1ª edição – setembro / 2004 1.000 exemplares ® Gráfica e Editora Otto Kuhr Ltda.
Capa e editoração: Gráfica e Editora Otto Kuhr Ltda. Foto da capa: Geraldo e Roseli Grützmann Revisão final: P. Hugo Westphal
APRESENTAÇÃO É com alegria que colocamos à disposição o segundo Caderno da Reforma, resultado de mais uma parceria entre a Comunhão Martim Lutero (CML) e a Pastoral Popular Luterana (PPL). Faz parte da razão de ser, de ambas as entidades, em contribuir para a reflexão bíblico-teológica em nossas comunidades da IECLB. Oferecemos quatro Estudos Bíblicos e uma Liturgia para a celebração de Culto da Reforma, enfocando a visão da confessionalidade luterana, a partir do 1º e 7º artigos da Confissão de Augsburgo (transcritos na contra-capa). Sugerimos que, no ambiente em que se realiza o Estudo Bíblico, seja organizado um altar com bíblia, vela e flores. Vale a pena tal empreendimento? Cremos que sim! Está à disposição. Façamos bom uso.
Agosto, 2004
Anildo Wilbert Presidente da CML
1º ENCONTRO Estudo sobre o tema: “Um só Deus – Pai, Filho e Espírito Santo” Canto: Acolhida: (Além de saudar os participantes, deve-se falar do tema do estudo bíblico de hoje e distribuir as leituras entre os participantes) 1. Quando se fala de Deus... Roberto é um evangélico de confissão luterana. Ele estava curioso para saber como as pessoas falam de Deus. Por algum tempo, ficou atento e começou a tomar nota das frases que ouvia. Aqui estão algumas delas: “Deus é grande”, “Deus sabe o que faz”, “Deus é bom”, “Deus é um só”. Mas Roberto esqueceu de tomar nota das situações em que ouviu estas frases. E as situações são muito importantes para entender o que as pessoas querem dizer. Então, a primeira tarefa para nós aqui neste encontro é a seguinte: imaginem a situação em que Roberto poderia ter ouvido cada uma das frases, depois pensem e conversem sobre o que elas podem ter significado. (Fazer isso durante 5 minutos.) Canto: 2. Eu penso que estas frases têm muito da sabedoria, da fé e da confiança do povo. Mas elas também podem ser um pouco duvidosas. Depende da situação. Vou dar um exemplo: “Deus é um só”, isso pode ser dito por Maria e por Carlos, que são noivos e querem casar. Maria é católica e Carlos é evangélico-luterano. Ambos levam a sério a fé cristã. Mas eles estão tendo algumas dificuldades em decidir sobre que igreja seguir depois de casados e por isso dizem: “Deus é um só”. Com isso eles querem dizer que é Deus que importa e que Deus se interessa por eles e que as suas igrejas devem servir a esse Deus. Aqui a frase “Deus é um só” tem um caráter positivo. 3. No entanto, “Deus é um só” também pode ter um caráter negativo. Vou dar um exemplo. Alfredo e Joana já foram católicos, evangélico-luteranos, batistas, sempre onde lhes pareceu mais conveniente, cômodo ou mais barato. Neste momento, eles não estão em nenhuma igreja, porque “Deus é um só e por isso eu me satisfaço em ler a Bíblia em casa”. Aqui a frase “Deus é um só” não é expressão de fé, mas desculpa para a indiferença e a falta de compromisso com uma igreja.
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4. O que nós, evangélico-luteranos, devemos pensar sobre isso? A Confissão de Augsburgo, que é um dos documentos mais importantes para explicar nossa forma de confiar em Deus, começa dizendo assim em seu Artigo1: Em notável concordância, as nossas igrejas ensinam que se deve crer como verdadeiro e sem dúvida nenhuma o decreto do Concílio de Nicéia (325) e de Constantinopla (381) a respeito da unidade do ente divino e das três pessoas. Ainda mais preciso: “Há um só ente divino” que é chamado e é Deus eterno, incorpóreo, não- dividido, de poder, sabedoria e bondade sem fim, criador e conservador de todas as coisas, as visíveis e invisíveis. Mas “três são as pessoas” da mesma essência e poder, coeternos, Pai, Filho e Espírito Santo.” Pergunta para o nosso grupo: O que nós não entendemos no texto acima? (5 minutos) 5. Uma coisa que devemos notar é que nós confessamos a nossa fé em Deus como a Igreja Antiga. Martim Lutero e os reformadores não inventaram uma nova igreja. A forma de confessar a fé em Deus é a mesma. Sinal disso é que em cada culto confessamos nossa fé com as palavras do Credo Apostólico, que foi escrito no ano 325. 6. Nós, evangélico-luteranos, cremos em um só Deus. Ele é Eterno, Todo Poderoso, cheio de sabedoria, de amor e de bondade. Hoje nós dizemos isso em outras palavras, como: “Deus cuida de nós, ele nos ajuda nas dificuldades, vence o mal, perdoa os nossos pecados, liberta da injustiça, solidariza-se no sofrimento, nos fortalece para a prática do bem”. 7. Deus se relaciona conosco e com a natureza de três formas: Deus Pai como Criador, Deus Filho como Salvador e Deus Espírito Santo como Santificador. Deus Pai é o Criador e o conservador de todas as coisas. Deus Filho é Jesus Cristo, o nosso Salvador. E Deus Espírito Santo é aquele que nos ajuda a entender a vontade de Deus, que criou e sustenta a igreja. A esse ensino deu-se o nome de “Doutrina da Trindade”. Não são três deuses, mas um Deus só, com três obras em favor de nós: criação, salvação, santificação. 8. Vamos ler algumas passagens bíblicas que nos falam da trindade: a) Portanto, ide e fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo (Mateus 28.19). b) A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus o Pai e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós (2Coríntios 13.13). c) Eu o e o Pai somos um (João 10.30). –5–
d) Quando vier o Consolador, que eu vos enviarei da parte do Pai, o Espírito da verdade, que dele procede, esse dará testemunho de mim (João 15.26). 9. O que nós, evangélico-luteranos, não podemos aceitar no ensino sobre Deus? Nós não podemos aceitar que há outros salvadores além de Jesus Cristo. Nós não precisamos de intermediários entre Deus e nós, além de Jesus Cristo. Nós não podemos aceitar o ensino que diz que Deus é apenas o “supremo arquiteto do Universo”, como algumas correntes filosóficas ou também como ensinam as testemunhas de Jeová , sem confessar que Jesus Cristo é o nosso Senhor e Salvador. Também não podemos aceitar que se ensine que Jesus é apenas um grande Mestre (não o nosso Salvador) e que cada um de nós deve salvar-se a si mesmo, por constantes reencarnações, como ensina o Espiritismo. Esses são ensinamentos sobre Deus que consideramos falsos. Devemos rechaçá-los, dizendo: “Em minha igreja se ensina que devemos confiar em Deus Pai, Filho e Espírito Santo. Nenhum deles pode ser separado um do outro. Que Jesus Cristo é o nosso Senhor e Salvador. E eu não preciso de outro ensinamento além disso. Até logo.” Depois, feche a porta e continue com suas tarefas. 10. Portanto, nem todas as igrejas são iguais. Por isso, nós precisamos dar testemunho bem claro de nossa fé. 11. O que vocês acharam do encontro de hoje? Ficou mais claro como devemos confessar a nossa fé? (Conversem durante 5 minutos sobre essas perguntas.) 12. Canto: 13. Oração final. Este estudo foi elaborado pelo P. Dr. Walter Altmann, originalmente em 1980, e agora revisto
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2º ENCONTRO Estudo sobre o tema: “Creio em Jesus Cristo” Canto: Dirigente: É bom estarmos juntos novamente. Celebramos nossa fé com a alegria de fazer parte da criação que, em Jesus Cristo, foi libertada da finitude e que, pelo Espírito Santo, é renovada e fortalecida para as ações de nosso cotidiano. Todos: “Não temais; eis que vos trago boa-nova de grande alegria, que o será para todo o povo: é que vos nasceu hoje, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor.” (Lc 2.10,11) Dirigente: Vamos partilhar a leitura do Profeta Isaías 42.1-10. Leitor (a) 1: Eis aqui o meu servo, a quem sustenho; o meu escolhido, em quem se compraz a minha alma; pus o meu espírito sobre ele; ele trará justiça às nações. Leitor (a) 2: Não clamará, não se exaltará, nem fará ouvir a sua voz na rua. Leitor (a) 3: A cana trilhada, não a quebrará, nem apagará o pavio que fumega; em verdade, trará a justiça; Leitor (a) 4: Não faltará nem será quebrantado, até que ponha na terra a justiça; e as ilhas aguardarão a sua lei. Leitor (a) 5: Assim diz Deus, o Senhor, que criou os céus e os desenrolou, e estendeu a terra e o que dela procede; que dá a respiração ao povo que nela está, e o espírito aos que andam nela. Leitor (a) 6: Eu, o Senhor, te chamei em justiça; tomei-te pela mão, e te guardei; e te dei por pacto ao povo, e para luz das nações; Leitor (a) 7: para abrir os olhos dos cegos, para tirar da prisão os presos, e do cárcere os que jazem em trevas. Leitor (a) 8: Eu sou o Senhor; este é o meu nome; a minha glória, pois, a outrem não a darei, nem o meu louvor às imagens esculpidas. Leitor (a) 9: Eis que as primeiras coisas já se realizaram, e novas coisas eu vos anuncio; antes que venham à luz, vo-las faço ouvir. Leitor (a) 10: Cantai ao Senhor um cântico novo, e o seu louvor desde a extremidade
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da terra, vós, os que navegais pelo mar, e tudo quanto há nele, vós ilhas, e os vossos habitantes. Dirigente: A profecia de Isaías apresenta o servo do Senhor. Sua tarefa é dirigida por Deus, e Deus mesmo apresenta o seu escolhido. A instituição da tarefa se realiza por meio do dom do Espírito Santo, que acompanhará o escolhido no seu empreendimento. O empreendimento é implantar e difundir o direito e a lei de Deus, ou seja, difundir a revelação da sua vontade, que é justiça e ordem entre os seres humanos. Deus anuncia e envia o seu servo, mostra sua face em Jesus Cristo e revela de forma concreta qual é a sua vontade junto ao seu povo. Esta é a boa-nova de grande alegria anunciada pelos mensageiros aos pastores de Belém. Este servo anunciado é o mesmo que proclamamos através do Credo Apostólico. Dirigente: Vamos analisar as palavras de nossa confissão de fé. O que estamos dizendo? (Após cada frase, vamos refletir sobre o conteúdo, com profundidade, do que estamos confessando.) Canto: Leitor (a) 1: Creio em Jesus Cristo, seu Filho Unigênito, nosso Senhor. (Jo 1.14: E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade; e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai.) Leitor (a) 2: O qual foi concebido pelo Espírito Santo, nasceu da virgem Maria. (Lc 1.30: Disse-lhe então o anjo: Não temas, Maria; pois achaste graça diante de Deus. 31 Eis que conceberás e darás à luz um filho, ao qual porás o nome de Jesus. 32 Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo; o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai; 33 e reinará eternamente sobre a casa de Jacó, e o seu reino não terá fim.) Leitor (a) 3: Padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos. (Lc 23.1: E levantando-se toda a multidão deles, conduziram Jesus a Pilatos. 2 E começaram a acusá-lo, dizendo: Achamos este homem pervertendo a nossa nação, proibindo dar o tributo a César, e dizendo ser ele mesmo Cristo, rei. 3 Pilatos, pois, perguntou-lhe: És tu o rei dos judeus? Respondeu-lhe Jesus: É como dizes. 4 Então disse Pilatos aos principais sacerdotes, e às multidões: Não acho culpa alguma neste homem. 5 Eles, porém, insistiam ainda mais, dizendo: Alvoroça o povo ensinando por toda a Judéia, começando desde a Galiléia até aqui. 6 Então Pilatos, ouvindo isso, perguntou se o homem era galileu; 7 e, quando soube que era da jurisdição de Herodes, remeteuo a Herodes, que também naqueles dias estava em Jerusalém.) Leitor (a) 4: Foi crucificado, morto e sepultado, desceu ao mundo dos mortos. (Mc
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15.24: Então o crucificaram, e repartiram entre si as vestes dele, lançando sortes sobre elas para ver o que cada um levaria. 25 E era a hora terceira quando o crucificaram. 26 Por cima dele estava escrito o título da sua acusação: O REI DOS JUDEUS. - Mc 15.33: E, chegada a hora sexta, houve trevas sobre toda a terra, até a hora nona. 34 E, à hora nona, bradou Jesus em alta voz: Eloí, Eloí, lamá sabactani? que, traduzido, é: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? 35 Alguns dos que ali estavam, ouvindo isso, diziam: Eis que chama por Elias. 36 Correu um deles, ensopou uma esponja em vinagre e, pondo-a numa cana, dava-lhe de beber, dizendo: Deixai, vejamos se Elias virá tirá-lo. 37 Mas Jesus, dando um grande brado, expirou.- Mc 15.43: José de Arimatéia, ilustre membro do sinédrio, que também esperava o reino de Deus, cobrando ânimo foi a Pilatos e pediu o corpo de Jesus. 44 Admirou-se Pilatos de que já tivesse morrido; e chamando o centurião, perguntou-lhe se, de fato, havia morrido. 45 E, depois que o soube do centurião, cedeu o cadáver a José; 46 o qual, tendo comprado um pano de linho, tirou da cruz o corpo, envolveu-o no pano e o depositou num sepulcro aberto em rocha; e rolou uma pedra para a porta do sepulcro.) Leitor (a) 5: Ressuscitou no terceiro dia. (1Co 15.20: Mas de fato Cristo ressuscitou dentro os mortos, sendo ele as primícias dos que dormem.) Leitor (a) 6: Subiu ao céu e está sentado à direita de Deus Pai, todo poderoso, de onde virá para julgar os vivos e os mortos. (Jo 14. 2: Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito; vou preparar-vos lugar. 3 E, se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos tomarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também. 4 E para onde eu vou vós conheceis o caminho. 5 Disse-lhe Tomé: Senhor, não sabemos para onde vais; e como podemos saber o caminho? 6 Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.) Todos: Creio em Jesus Cristo, Deus encarnado na terra, que nos revelou pelas suas palavras e atos, pelo seu sofrimento com os outros, pela sua vitória sobre a morte, como Deus é e como a vida humana deve ser. Canto final e bênção. Pa. Sisi Blind e P. Nilton Giese Pastoral Popular Luterana
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3º ENCONTRO Estudo sobre o tema: “Um agir do Espírito Santo” 1. Preparação: Preparar um ambiente acolhedor e, se possível, colocar no centro uma mesa com uma cruz, vela, flores, Bíblia e um copo de água salgada, que será usada na parte da dinâmica. 2. Acolhida: Saúdo a todos/as com o versículo bíblico que diz: “Pois todos/as que são guiados/as pelo Espírito de Deus são filhos/as de Deus” (Rm 8.14). Sejam bem vindos/as a este encontro de estudo bíblico que hoje se realiza na casa da família _________________________________________________________________ . 3. Hino: 318 (HPD 2 – Vem, Espírito de Deus. 4. Invocação: Estamos reunidos/as em nome de Deus, o Criador, em nome de Jesus Cristo, nosso Salvador, e em nome do Espírito Santo, o Consolador. Amém! 5. Oração: Querido Deus! Estamos no mês em que comemoramos um momento especial da ação do Espírito Santo na História da Igreja. Redescobrir a Palavra bíblica foi um marco importante para as pessoas cristãs na época da Reforma. Ainda hoje somos movidos/as por esta ação de Deus em nós, que não nos deixa acomodados/ as. Assim, somos Igreja sempre em reforma. Tu, ó Deus, és a nossa esperança. Que a Tua Palavra aja em nós como o sal na água. Dá- nos, Senhor, do sabor do teu Espírito. Em nome do Teu Filho, Jesus Cristo, que veio nos ensinar o amor e a justiça é que oramos. Amém! 6. Leitura do Salmo 104.27-31 (Feita em dois grupos). Grupo 1: Todos esperam de ti que lhes dês de comer a seu tempo. Grupo 2: Se lhes dás, eles o recolhem; se abres a mão, eles se fartam de bens. Grupo 1: Se ocultas o rosto, eles se perturbam; se lhes cortas a respiração, morrem e voltam ao seu pó. Grupo 2: Envias o teu Espírito, eles são criados, e, assim, renovas a face da terra. Todos: A glória do Senhor seja para sempre! Exulte o Senhor por suas obras! 7. Hino: 166 (HPD 1) – Dá-nos olhos claros. 8. Reflexão Coordenador/a: Falar do Espírito Santo ou Espírito nem sempre é algo fácil. Porém, – 10 –
hoje queremos refletir mais sobre este tema. No Credo Apostólico, confessamos: “Creio no Espírito Santo...” Olhando para a Bíblia, vemos que a palavra Espírito no Antigo Testamento é descrita como Ruah (fôlego de vida) e no Novo Testamento como Pneuma (sopro). O Espírito Santo está presente desde a criação do mundo e perpassa toda a história do povo de Deus. Mediante o Espírito, Deus se torna presente no mundo. Para conversar: Como podemos entender a atuação do Espírito Santo em nosso meio? (Deixar alguns minutos para as pessoas colocarem sua opinião.) Leitor/a 1: Martim Lutero afirma na explicação do 3º artigo do Credo Apostólico: “Creio que, por minha própria inteligência, não posso crer em Jesus Cristo, meu Senhor, nem chegar a ele. Mas o Espírito Santo me chamou pelo Evangelho, iluminou com seus dons, santificou e conservou na verdadeira fé.” Através do Espírito Santo, pessoas se reúnem, organizam grupos e criam comunidades. Leitor/a 2: O apóstolo Paulo escreve: “ Pois, em um só Espírito, todos nós fomos batizados em um corpo, quer judeus, quer gregos, quer escravos, quer livres. E a todos nós foi dado beber de um só Espírito” (1Co 12.13) Coordenador/a: Como então perceber a ação do Espírito Santo no mundo? Dinâmica: Passar o copo de água para algumas pessoas tomarem um gole. Para conversar: O que acharam da água? Qual seu gosto/sabor? O que a água com sal tem a ver com o Espírito Santo? Coordenador/a: A água pode ser comparada com o mundo e o sal com a ação do Espírito Santo. Uma vez que o sal é colocado na água, ele se dissolve e deixa de ser visível, porém ele transforma o sabor da água. Podemos dizer que onde o Espírito age, a realidade é transformada; ali a Palavra é pregada e existe a justiça, o amor, o perdão, o apoio, a solidariedade... E mais do que isto, Cristo nos envia ao mundo dizendo: Leitor/a 3: “Vocês são o sal para a humanidade” (Mt 5.13). O sal tempera, dá sabor. Onde o Espírito age, a palavra de Deus é anunciada. O Espírito age fazendo com que a fé seja manifestada em palavras, ações e gestos concretos, podendo ser na vida comunitária, na sociedade, enfim, onde nos encontramos, ou seja: “Onde estiverem dois ou três reunidos/as em meu nome, ali estou no meio deles/as” (Mt 18.20). Leitor/a 4: O Espírito coloca as pessoas em movimento: acalenta os corações, dá o sabor (mesmo que algumas pessoas prefiram algo mais doce/light), transforma realidades, renova os ânimos, traz esperança e dá coragem. “O Espírito sopra onde – 11 –
ele quer e não onde nós queremos” (Lutero). Coordenador/a: Ainda hoje Deus continua se manifestando de diferentes formas. Aliás, tem uma pequena história que diz: Leitor/a 1: “Uma pessoa sussurrou: Deus, fale comigo. E um rouxinol começou a cantar. Mas ela não ouviu. Leitor/a 2: Então a pessoa repetiu: Deus, fale comigo! E um trovão ecoou nos céus. Mas novamente ela foi incapaz de ouvir. Leitor/a 3: A pessoa olhou em volta e disse: Deus, deixe-me vê-lo. E uma estrela brilhou no céu. Mas ela não a notou. Leitor/a 4: A pessoa começou a gritar: Deus, mostre-me um milagre. E uma criança nasceu. Mas a pessoa não sentiu o pulsar da vida. Leitor 1: Então começou a chorar e a se desesperar: Deus, toque-me e deixe-me sentir que você está aqui comigo. E uma borboleta pousou suavemente em seu ombro. A pessoa espantou a borboleta com a mão e, desiludida, continuou seu caminho triste, sozinha e com medo.” Coordenador/a: Podemos afirmar que o Espírito Santo age no mundo, mas nem todos reconhecem os seus sinais. A exemplo do sal que se torna invisível na água, mas é percebido por quem consome o líquido, o Espírito Santo vai transformando realidades e espalhando sinais do Reino de Deus. 9. Canto: 367 (HPD 2) – Envia teu Espírito, Senhor. 10. Oração final: Motivar pessoas a participarem da oração ou pedir por motivos que sejam incluídos pelo coordenador/a na oração. 11. Pai Nosso (Feito em conjunto) 12. Bênção: “Como estiveres, Deus te guarde; como pensas, Deus te use; onde te encontrares, Deus te ilumine; com quem estejas, Deus te guie; no que fizeres, Deus te ampare; em todos os teus passos, Deus te abençoe. Amém! Pa. Roili Borchardt Cand. P. Nicolau N. de Paiva Pastoral Popular Luterana – 12 –
4º ENCONTRO Estudo sobre o tema: “A Igreja” Texto base: Sétimo artigo da Confissão de Augsburgo (ver na contra-capa) Acolhida e Saudação: Sejam todas e todos bem-vindos a este encontro, a realizarse hoje aqui na casa de ___________________________________________, que abriu as portas de sua casa e, neste momento, aqui nos recebe com alegria. Sabemos que Deus aqui está. Ele nos recebe e acolhe com o seu amor gracioso. Ele nos reúne para este momento de comunhão, de estudo e reflexão sobre a sua palavra. Iniciamos este encontro em nome do trino Deus, na certeza de que por ele somos fortalecidos na mesma fé, no mesmo amor e na esperança em Cristo Jesus. Amém. Hino: Coordenador/a: Oremos! Bondoso e querido Deus, louvado sejas e gratos te somos porque também hoje nos podemos reunir aqui na tua agradável presença. Bom é sentirmo-nos irmanados pela força do teu amor libertador. Livres para amar e servir, queremos crescer na nossa caminhada comum da fé. Justificados por graça e fé, desejamos encontrar em ti e em tua palavra a motivação e a orientação para o testemunho e a vivência da nossa confissão. Que possamos, como tuas filhas e teus filhos, confessar com Marta: “Sim, Senhor! Eu creio que o senhor é o Messias, o filho de Deus, que devia vir ao mundo!” Amém. Todos/as: “Façam tudo para conservar, por meio da paz que une vocês, a união que o Espírito dá. Há um só corpo, e um só Espírito, e uma só esperança, para a qual Deus chamou vocês. Há um só Senhor, uma só fé e um só batismo. E há somente um Deus e Pai de todos, que é o Senhor de todos, que age por meio de todos e está em todos” (Efésios 4.3-6). Coordenador/a: Será que o reformador Martim Lutero tem razão quando diz: “Graças a Deus, uma criança de sete anos sabe o que é Igreja”, ou seja: a comunhão dos “cordeirinhos que ouvem a voz de seu pastor”? Também nós, hoje, somos convidados a refletir sobre esta pergunta, muito discutida na época da Reforma e apresentada em dois artigos num dos documentos mais importantes da nossa Igreja, depois das Sagradas Escrituras e dos Credos da Igreja Antiga, que é a assim chamada “Confissão de Augsburgo”. Para conversar: Lutero tem razão ao dizer que até criança de sete anos sabe dizer “o que é Igreja”? O que vocês acham da sua resposta? O que para nós é Igreja? O que faz parte dela? – 13 –
Coordenador/a: Antes de lermos e tentarmos compreender um pouco melhor o artigo principal da Confissão de Augsburgo que fala da Igreja, vamos buscar algumas informações históricas sobre a origem deste documento de fé da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB). Leitor/a 1: No ano de 1930, as Igrejas de todo o mundo comemoraram os 450 anos da Confissão de Augsburgo. Este documento foi escrito pelo professor de Teologia, conselheiro e colaborador de Lutero, Felipe Melanchthon, para diante do Estado e da Igreja Católica expor e defender as idéias da Reforma. Leitor/a 2: Este documento foi lido numa reunião, chamada Dieta, diante dos representantes dos Estados (principados) e Cidades que na época formavam o Império Alemão, e na presença do Imperador Carlos V. Isto aconteceu no dia 25 de Junho de 1530, na cidade de Augsburgo, Alemanha. Após a leitura, o imperador proibiu a divulgação do texto. Mas o efeito foi contrário: em pouco tempo, ele já era conhecido em toda a Alemanha. Leitor/a 3: A Confissão de Augsburgo nasceu da descoberta de Lutero sobre o verdadeiro sentido da Igreja e do ser cristão, em 1517. Ela é uma confissão pública da nossa fé em Jesus Cristo. E, por isso, também um dos documentos-base que define o que nós, membros da IECLB e das Igrejas Luteranas em todo o mundo, cremos e confessamos. Ele é, pois, um escrito confessional que nos que orientar em nosso testemunho e na nossa vivência de fé como membros da Igreja de Confissão Luterana. Leitor/a 4: Após uma longa busca pela verdade e profundo estudo da Bíblia, Lutero redescobriu que Deus não quer a condenação e nem a morte do pecador, mas que viva e seja salvo. Em Romanos 1.17, encontrou o que mais o ajudou nesta descoberta: “O justo viverá por fé”. Lutero redescobriu que Deus deseja que tenhamos uma vida liberta pelo amor e que nos disponhamos a, em gratidão por seu agir misericordioso por nós, servi-lo no serviço e na comunhão com o próximo. Leitor/a 5: Onde o evangelho liberta, começam a ocorrer mudanças. Começou-se, pois a ter uma nova visão do que seja Igreja, Santa Ceia, casamento. O culto começou a ser oficiado na língua do povo, o sacramento da ceia a ser oferecido sob a forma de pão e vinho. Foram criados novos hinos, nos quais se cantava a liberdade que Deus nos dá em Jesus Cristo. A própria Bíblia, agora traduzida, podia ser lida na língua do povo. Eram muitas mudanças acontecendo. A partir do evangelho, pois, ia-se descobrindo as coisas erradas e se tentando fazer diferente. Era a Igreja em movimento, com o envolvimento e a participação do povo. Coordenador/a: Qual é, afinal, a nova concepção de Igreja, resumida nos artigos da Confissão de Augsburgo? Vamos ler o que diz o artigo 7 dessa confissão! – 14 –
Todos/as: “Ensinamos outrossim que sempre permanecerá uma santa igreja. E a igreja é a congregação dos santos na qual o evangelho é pregado de maneira pura e os sacramentos são administrados corretamente. E para a verdadeira unidade da igreja basta que haja acordo quanto à doutrina do evangelho e à administração dos sacramentos. Não é necessário que as tradições humanas ou os ritos e cerimônias instituídos pelos homens sejam semelhantes em toda a parte. Como diz Paulo: “Uma só fé, um só batismo, um só Deus e Pai de todos (Ef. 4.4s)”, etc. Coordenador/a: Se até agora se dissera: “A Igreja disse”, “A Igreja decidiu”, “A Igreja ensina”, pensando na Igreja de forma hierárquica, isto é, onde valia o que o papa e os concílios mandavam fazer, agora se constata que a Igreja surge ali, onde pessoas são reunidas pelo Evangelho de Jesus Cristo. Igreja é a comunhão dos santos, das pessoas que crêem, isto é, das pessoas santificadas pela ação do Espírito Santo através da pregação do Evangelho e da administração dos Sacramentos. Leitor/a 1: Igreja está lá onde “o Evangelho é pregado e os sacramentos são administrados corretamente”. A respeito da Ceia, Jesus disse “tomai e bebei dele todos”, então também os “leigos” deveriam receber Pão e Vinho. O sentido da Igreja é promover e ter comunhão onde há exclusão! Leitor/a 2: O artigo sobre a Igreja afirma que para a unidade da Igreja deve “haver acordo quanto à doutrina do evangelho e à administração dos sacramentos”. Como podemos entender isto? O que é “administração correta dos sacramentos”? (Dar tempo para conversar.) Leitor/a 3: A Igreja se identifica pelo ensino, pela confissão comum de nossa fé e da compreensão comum que temos do batismo e da santa ceia. Mesmo que aqui ou lá seja celebrado de forma diferente, dentro da mesma Igreja não se pode ensinar ou pregar diferente sobre os mesmos. Leitor/a 4: Não é possível mudar o sentido da Igreja, do Evangelho e dos Sacramentos. Tradições, ritos ou formas de celebrações são instituídos por pessoas, mas o conteúdo, o tesouro da Igreja - que é o “santíssimo Evangelho da graça, e da glória de Deus”, cf. Lutero - neste e nem nos sacramentos ninguém pode mexer ou modificar o seu sentido e conteúdo, pois são ministérios instituídos pelo próprio Deus. Leitor/a 5: À Igreja de Jesus Cristo as pessoas pertencem pela fé, a partir do agir misericordiosos de Deus a nosso favor. Conforme a Confissão de Augsburgo, o Espírito Santo cria o nascer da fé nas pessoas. Isso não acontece automaticamente. Acontece através do Evangelho e dos Sacramentos, que são sinais visíveis e concretos do amor de Deus, de sua presença e do seu agir libertador entre nós. Leitor/a 1: O ministério da pregação do ensino e da administração dos Sacramentos – 15 –
nos são ordenados, são dados à Igreja, pelo próprio Cristo. A Igreja mesma é obra de Deus, que, para existir, depende do agir criador e dinâmico de Deus. Por isso, a Confissão de Augsburgo afirma “que sempre permanecerá uma santa igreja”! Leitor/a 2: Toda Igreja ou Comunidade é responsável pelo ministério acima. Ele é dado e confiado a todos os cristãos. Pregar o Evangelho e distribuir os Sacramentos é tarefa dada a todos os membros da Igreja, que devem organizá-la de tal maneira que crie condições de as pessoas chegarem à fé e participar da “Comunhão dos Santos”. Coordenador/a: A Confissão de Augsburgo quer ser uma ajuda para nós, a fim de que tenhamos clareza do que cremos e confessamos como Igreja de Jesus Cristo no Brasil. Sua mensagem central é a mensagem da justificação por graça, mediante a fé. Ela é o braço estendido da Reforma, que aponta para a confissão básica da Igreja, que aponta para Cristo. O centro e o ponto de referência da Igreja, conforme a Confissão de Augsburgo, é Jesus Cristo. Nisso esse documento tem a sua grande validade para nós hoje. Para conversar: Onde e em que pontos, na nossa confissão (doutrina), temos problemas ou dificuldades na Igreja (IECLB) hoje? O Evangelho ainda é pregado de maneira “pura” e os Sacramentos são “corretamente administrados?” Qual deve sempre ser o centro, o ponto de referência da Igreja? O que fazer para não perdê-lo de vista? Todos/as: Na Igreja, somos como um corpo. Para entendermos isto, o apóstolo Paulo escreveu: ”Porque, assim como o corpo é um, e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, constituem um só corpo, assim também com respeito a Cristo. Pois, em um só Espírito, todos nós fomos batizados em um corpo... E a todos nós foi dado de beber de um só Espírito. Porque também o corpo não é um só membro, mas muitos. Ora, vós sois corpo de Cristo; e, individualmente, membros desse corpo” (1Coríntios 12.12-14, 27). Orações com preces espontâneas e Pai Nosso. Hino: Bênção, palavras de despedida e envio.
P. Dr. Henrique Krauser Comunhão Martim Lutero
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LITURGIA – Dia da Reforma 2004 I.- PREPARAÇÃO ð Sinos ; música de entrada ; acolhida; saudação ð Hino de Invocação do Espírito Santo: C.: HPD 2 321.1-2 ð Intróito: P.: Nós estamos reunidos para este culto no Dia da Reforma da Igreja de Jesus Cristo em nome do Trino Deus: Deus Pai, Filho (+) e Espírito Santo. C.: Amém. P.: Eu elevo os meus olhos para os montes. De onde me virá o meu socorro? C.: O nosso socorro vem do Senhor, que fez o céu e a terra, e tudo que neles existe. E ele por graça ainda os mantém. P.: O apóstolo Paulo nos ensina (em 1 Co 3.11): “Ninguém pode lançar outro fundamento, além do que foi posto, o qual é Jesus Cristo.” - Cantemos louvores ao Trino Deus. C.: Glória seja ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo, como.... II. - CONFISSÃO DOS PECADOS E ABSOLVIÇÃO ð P.: A Palavra do Senhor nos ensina: “Se dissermos que não temos pecado nenhum, enganamos a nós mesmos e a verdade não está em nós. Se, porém, confessarmos os nossos pecados, Deus é fiel e justo, e nos perdoará os nossos pecados e nos purificará de toda a injustiça.” (1 Jo 1.8) Confiantes nesta promessa, cheguemos perante o Senhor, confessando-lhe os nossos pecados: ð C.: Hino HPD II, 408 (estrebilho!) ð Líder: Deus todo-poderoso, Pai misericordioso! Nós somos pessoas pecadoras. Nós te confessamos que cometemos pecados e injustiças com pensamentos, com palavras, com coisas que fizemos e que não corresponderam à tua vontade, e com coisas que deixamos de fazer, e que tu esperavas de nós. Assim tornamo-nos culpados(as) diante de Ti e diante das pessoas com que convivemos. Desse modo causamos a tua ira, e merecemos o teu castigo nesta vida e na eternidade. Todos estes pecados, que tu conheces um por um, pesam na nossa consciência, e nós nos arrependemos deles profundamente. Nós Te pedimos, ó Deus, por causa da tua misericórdia que não tem fim, e da inocente e amarga paixão e morte de teu Filho Jesus Cristo: ð C.: Hino HPD II, 408 (estribilho) ð Líder: Perdoa-nos os nossos pecados, e dá-nos a força do Teu Santo
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Espírito, para reconstruir a nossa vida à luz do teu Evangelho. Amém. P.: Agora eu lhes pergunto ante a face do Santo Deus: É sincera esta sua confissão? Vocês estão sinceramente arrependidos de seus pecados, e vocês buscam de coração o perdão de Deus por amor de Jesus Cristo? Então respondam: Sim. C.: S I M ! P.: Diante desta confissão de vocês, eu, como ministro ordenado da Igreja para a ministério da reconciliação, por ordem de nosso Senhor Jesus Cristo, lhes anuncio o perdão de seus pecados, em nome do Pai, e do Filho (+) e do Espírito Santo. C.: Amém.
ð C.: Hino HPD I , 156.1-4 III. - KYRIE ð P.: A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus Pai, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vocês. C.: E com você também. P.: Jesus Cristo nos anima à oração, dizendo: “Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á.”(Lc 11.9) Por isso vamos agora trazer perante Ele as dores do mundo: P.: Em paz, oremos ao Senhor. C.: Tem, Senhor, piedade... (= Kyrie eleison) P.: Pela paz no mundo inteiro; pela paz em nossa sociedade, em nossas cidades, em nossas famílias, oremos ao Senhor. C.: Tem, Senhor, piedade...(= Kyrie eleison) P.: Pelas pessoas que sofrem injustiças, violência e perseguição. Pelos que praticam e pelos que são atingidos pela violência no Iraque, oremos ao Senhor. C.: Tem, Senhor, piedade (=Kyrie eleison) P.: Pelas pessoas que estão desorientadas, desinformadas, e sem valores para a sua vida, e por isso caem nas drogas, na prostituição, no desrespeito pela vida, oremos ao Senhor. C.: Tem, Senhor, piedade... (=Kyrie eleison) P.: Pela sua igreja no mundo inteiro, para que o seu testemunho do evangelho seja vigoroso em palavras e ações, oremos ao Senhor. C.: Tem, Senhor, piedade... (=Kyrie eleison) P.: Pela nossa IECLB, que está ameaçada por tensões internas entre linhas teológicas, para que encontre um consenso no centro do evangelho para seu testemunho e ação, oremos ao Senhor. C.: Tem, Senhor, piedade... (=Kyrie eleison) P.: Pelo testemunho puro do Evangelho da salvação por graça somente, mediante a fé, e pela reta administração dos sacramentos, oremos ao Senhor.
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C.: Tem, Senhor, piedade... (=Kyrie eleison) P.: Por esta casa santa, e por todos que a buscam com fé e temos a Deus, oremos ao Senhor. C.: Tem, Senhor, piedade... (=Kyrie eleison) P.: Por graça, socorre-nos, Senhor. C.: Amém IV. - GLÓRIA ð P.: O Senhor nosso Deus não nos deixa sós e desamparados. Por graça Ele caminha conosco, carregando conosco as nossas dores e as dores do mundo. Por graça Ele nos perdoa e renova as nossas forças para a vida. Por isso nós o adoramos cantando o hino do HPD I , 86. ð C.: Hino HPD I 86.1-4 V. - ORAÇÃO DO DIA: ð P.: Oremos: Deus, nosso Pai bondoso. Nós te agradecemos porque podemos celebrar em tua presença este Dia da Reforma. Agradecemos-te pelo teu servo Martim Lutero, que nos apontou de novo o centro do Evangelho da salvação por graça mediante a fé. Nós Te pedimos, Senhor: Olha por nós neste tempo de confusão espiritual, e guia-nos na tua verdade, para que possamos viver com alegria este Evangelho da graça, em liberdade e responsabilidade. Amém. ð C.: Amém. VI. - LITURGIA DA PALAVRA ð ð ð ð ð ð ð ð ð ð ð ð ð
P.: Para nos prepararmos para receber a Palavra de Deus, cantamos o Hino HPD I 115.1-5. C.: Hino HPD I 115.1-2 P.: Ouçamos a leitura do AT de Gn 15.1-5 C.: Hino HPD II 380 P.: Ouçamos a leitura da Epístola para hoje, conforme Romanos 3.20-28 .... Senhor, conservanos na tua Verdade. A tua Palavra é a Verdade. Amém. C.: Amém. P.: Aclamemos agora o Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo para o dia de hoje. C.: |: Aleluia, aleluia, aleluia... :| P.: Ouçamos a leitura do Evangelho, conforme Mt 20.1-16. ... Esta é Palavra do Senhor. C.: Louvado sejas Cristo. C.: Hino HPD II, 381.1-2 P.: PREGAÇÃO DO DIA (Mt 20.1-16) C.: Hino HPD I 97.1-4
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ð P.: Em resposta ao Evangelho anunciado, louvemos a Deus com a profissão de fé: (Credo Apostólico ou Credo Niceno, ou a seguinte confissão formulada por M. Lutero: Não ponho a minha confiança em nenhum ser humano deste mundo, nem em mim mesmo, nem em meu poder, habilidade, bondade, piedade, ou em que eu possa ter. Não ponho a minha confiança em nenhuma criatura, esteja ela no céu ou na terra. Eu porém me atrevo e ponho toda a minha confiança unicamente em Deus. No Deus uno, invisível, incompreensível, criador do céu e da terra, que reina Ele só, sobre todas as criaturas. Não tenho medo de toda a maldade do príncipe deste mundo e de seus comparsas. Meu Deus está acima de todos eles. Eu confio, apesar de tudo, seja eu pobre, sem compreensão, sem sabedoria, desprezado, ou carecendo de tudo. Eu confio apesar de tudo, ainda que sendo pecador. Porque esta minha confiança inabalável deve pairar sobre tudo o que existe e não existe, sobre pecados e virtudes e sobre tudo, para que em Deus, pura e sinceramente, se conserve a confiança, tal qual o primeiro mandamento o exige de mim. Nem tampouco quero esperar prodígios, tentando a Deus. Eu confio nEle constantemente, ainda que Ele demore, nem imponho a Ele termo ou tempo. Amém. VII . - LITURGIA FINAL ð Avisos Comunitários (programações; destino das ofertas de gratidão) ð C.: Hino HPD I, 286.1-3 (durante o canto se recolhem as ofertas de gratidão) ð P.: Comunicações que implicam oração de intercessão e ação de graças da Comunidade (autoridades; direção da Igreja e da comunidade local; enfermos; - enlutados, noivos, jubilares, batismos > com apresentação nominal - etc... O Liturgo formula as preces, e a comunidade, após cada prece clama a Deus: ð C.: “Senhor, escuta a nossa prece”.... ð P.+ C.: PAI NOSSO.... ð C.: Canto de Despedida - HPD I 99 ou 118 ð P.: BÊNÇÃO E ENVIO: “Abençoe-vos o Deus, todo-poderoso, Pai, Filho e Espírito Santo. Amém. Ide em paz, ide em Paz, ó meus irmãos e minhas irmãs, e anunciai ao mundo inteiro, que o Senhor é amor.” C.: Demos graças a Deus. P. Dr. Osmar Zizemer Comunhão Martim Lutero
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Como o Pai é Senhor, assim o Filho é Senhor, o Espírito Santo é Senhor; entretanto, não são três Senhores, porém um só Senhor. Porque, assim como pela verdade cristã somos obrigados a confessar que cada pessoa, tomada em separado, é Deus e Senhor, assim também estamos proibidos pela religião cristã de dizer que são três Deuses ou três Senhores. O Pai por ninguém foi feito, nem criado, nem gerado. O Filho é só do Pai; não feito, nem criado, mas gerado. O Espírito Santo é do Pai e do Filho; não feito, nem criado, nem gerado, mas procedente. Há, portanto, um único Pai, não três Pais; um único Filho, não três Filhos; um único Espírito Santo, não três Espíritos Santos. E nesta Trindade nada é anterior ou posterior, nada maior ou menor; porém todas as três pessoas são coeternas e iguais entre si; de modo que em tudo, conforme já ficou dito acima, deve ser venerada a Trindade na unidade e a unidade na Trindade. Portanto, quem quer salvar-se, deve pensar assim a respeito da Trindade. Mas para a salvação eterna também é necessário crer fielmente na encarnação de nosso Senhor Jesus Cristo. A fé verdadeira, por conseguinte, é crermos e confessarmos que nosso Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, é Deus e homem. É Deus, gerado da substância do Pai antes dos séculos, e é homem, nascido, no mundo, da substância da mãe. Deus perfeito, homem perfeito, subsistindo de alma racional e carne humana. Igual ao Pai segundo a divindade, menor que o Pai segundo a humanidade. Ainda que é Deus e homem, todavia não há dois, porém um só Cristo. Um só, entretanto, não por conversão da divindade em carne, mas pela assunção da humanidade em Deus. De todo um só, não por confusão de substância, mas por unidade de pessoa. Pois, assim como a alma racional e a carne é um só homem, assim Deus e homem é um só Cristo; o qual padeceu pela nossa salvação, desceu aos infernos ressuscitou dos mortos, subiu aos céus, está sentado à destra do Pai, donde há de vir para julgar os vivos e os mortos. À sua chegada todos os homens devem ressuscitar com os seus corpos e vão prestar contas de seus próprios atos; e aqueles que tiverem praticado o bem irão para a vida eterna; aqueles que tiverem praticado o mal irão para o fogo eterno. Esta é a fé cristã. Quem não a crer com fidelidade e firmeza, não poderá salvar-se. Amém.
Confissão de Augsburgo Artigo 1: DE DEUS Em primeiro lugar, ensina-se e mantém-se, unanimemente, de acordo com o decreto do Concílio de Nicéia, que há uma só essência divina, que é chamada Deus e verdadeiramente é Deus. E todavia há três pessoas nesta única essência divina, igualmente poderosas, igualmente eternas, Deus Pai, Deus Filho, Deus Espírito Santo, todas três uma única essência divina, eterna, indivisa, infinita, de incomensurável poder, sabedoria e bondade, um só criador e conservador de todas as coisas visíveis e invisíveis. E com a palavra persona se entende não uma parte, não uma propriedade em outro, mas aquilo que subsiste por si mesmo, conforme os Pais usaram esse termo nessa questão.
Artigo 7: DA IGREJA Ensina-se também que sempre haverá e permanecerá uma única santa igreja cristã, que é a congregação de todos os crentes, entre os quais o evangelho é pregado puramente e os santos sacramentos são administrados de acordo com o evangelho. Porque para a verdadeira unidade da igreja cristã é suficiente que o evangelho seja pregado unanimemente de acordo com a reta compreensão dele e os sacramentos sejam administrados em conformidade com a palavra de Deus. E para a verdadeira unidade da igreja cristã não é necessário que em toda a parte se observem cerimônias uniformes instituídas pelos homens. É como diz Paulo em Efésios 4: “Há somente um corpo e um Espírito, como também fostes chamados numa só esperança da vossa vocação; há um só Senhor, uma só fé, um só batismo.”
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