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Somos Luteranos. Subsídios Litúrgicos e Estudos Bíblicos para o Mês da Reforma

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Somos Luteranos

SUBSÍDIOS LITÚRGICOS E ESTUDOS BÍBLICOS PARA O MÊS DA REFORMA

APOIO Comunhão Martim Lutero Pastoral Popular Luterana TESTEMUNHO E AÇÃO


CREDO NICENO Creio em um só Deus, o Pai onipotente, criador do céu e da terra, de todas as coisas, visíveis e invisíveis. E em um só Senhor Jesus Cristo, Filho unigênito de Deus e nascido do Pai antes de todos os séculos, Deus de Deus, Luz de Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado, não feito, consubstancial ao Pai, por quem foram feitas todas as coisas; o qual, por amor de nós homens e por nossa salvação, desceu dos céus, e encarnou, pelo Espírito Santo, na Virgem Maria, e se fez homem; foi também crucificado em nosso favor sob Pôncio Pilatos; padeceu e foi sepultado; e ao terceiro dia ressuscitou, segundo as Escrituras; e subiu aos céus; está sentado à destra do Pai, e virá pela segunda vez, em glória, para julgar os vivos e os mortos; e seu reino não terá fim. E no Espírito Santo, Senhor e vivificador, o qual procede do Pai e do Filho; que juntamente com o Pai e o Filho é adorado e glorificado; que falou pelos profetas. E a igreja, una, santa, cristã e apostólica. Confesso um só batismo, para remissão dos pecados, e espero a ressurreição dos mortos e a vida do século vindouro. Amém.

CREDO ATANASIANO Todo aquele que quer ser salvo, antes de tudo deve professar a fé cristã. Quem quer que não a conservar íntegra e inviolada, sem dúvida perecerá eternamente. E a fé cristã consiste em venerar um só Deus na Trindade e a Trindade na unidade, sem confundir as pessoas e sem dividir a substância. Pois uma é a pessoa do Pai, outra a do Filho, outra a do Espírito Santo; mas uma só é a divindade do Pai e do Filho e do Espírito Santo, igual a glória, coeterna a majestade. Qual o Pai, tal o Filho, tal também o Espírito Santo. Incriado é o Pai, incriado o Filho, incriado o Espírito Santo. Imenso é o Pai, imenso o Filho, imenso o Espírito Santo. Eterno o Pai, eterno o Filho, eterno o Espírito Santo; contudo, não são três eternos, mas um único eterno; como não há três incriados, nem três imensos, porém um só incriado e um só imenso. Da mesma forma, o Pai é onipotente, o Filho é onipotente, o Espírito Santo é onipotente; contudo, não há três onipotentes, mas um só onipotente. Assim, o Pai é Deus, o Filho é Deus, o Espírito Santo é Deus; e todavia não há três Deuses, porém um único Deus. Continua na última página þ


Somos Luteranos SUBSÍDIOS LITÚRGICOS E ESTUDOS BÍBLICOS PARA O MÊS DA REFORMA 1ª edição – agosto / 2003 2.000 exemplares ® Gráfica e Editora Otto Kuhr Ltda.

Capa, editoração e impressão: Gráfica e Editora Otto Kuhr Ltda. Foto da capa: Geraldo e Roseli Grützmann Revisão final: P. Dr. Osmar Zizemer


APRESENTAÇÃO É com alegria que colocamos à disposição o presente Caderno da Reforma, que nasceu da primeira parceria entre a Comunhão Martim Lutero (CML) e a Pastoral Popular Luterana (PPL). Faz parte da razão de ser, de ambas as entidades, em contribuir para a reflexão bíblico-teológica em nossas comunidades da IECLB. Oferecemos quatro Estudos Bíblicos e uma Liturgia para a celebração de Culto da Reforma, enfocando a visão da confessionalidade luterana. Os textos do Lecionário Ecumênico, de outubro/2003, servem como base de reflexão. Sugerimos que no ambiente em que se realiza o Estudo Bíblico seja organizado um altar com bíblia, vela e flores. Vale a pena tal empreendimento? Cremos que sim! Está à disposição.Façamos bom uso.

Agosto, 2003

Anildo Wilbert Presidente da CML


1º ENCONTRO Estudo Bíblico do Mês da Reforma 1. Canto 2. Saudação: Saúdo a todas as pessoas presentes com as palavras do apóstolo: “A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós” (II Co 13.13). Estamos contentes com a presença de todas e todos vocês. Que todas e todos vocês se sintam bem e que Deus abençoe o nosso encontro. Estamos aqui reunidos em nome de Deus Pai, Filho e Espírito Santo. Amém. 3. Motivação: Hoje queremos cantar, orar, estudar e refletir sobre a Palavra de Deus e descobrir a presença e a Palavra de Deus na nossa história. Queremos pedir que Deus nos ilumine com a sua Palavra para que possamos descobrir porque a nossa realidade é assim e achar saídas para as situações de conflito e de dúvida em que sempre de novo nos encontramos. O assunto de nosso encontro de hoje fala da forma de viver a nossa fé na prática diária: fé e vida. Convido para uma oração. 4. Oração: Senhor Jesus Cristo pedimos a tua presença neste nosso encontro. Ilumina-nos com a tua palavra. Ajuda-nos a entender a nossa vida e o teu projeto de vida para todos para que possamos, motivados pela fé em ti, nos engajar na transformação de nossa sociedade que oprime tantas pessoas. Nós te agradecemos por podermos nos reunir ao redor do teu Evangelho. Ilumina-nos para que possamos entender a tua palavra que iremos ouvir. Agradecemos acima de tudo que morreste por nós para nos abrir a possibilidade da ressurreição do corpo e da vida eterna. Amém. 5. Leitura Bíblica: Ouçamos a palavra bíblica de Isaías 50. 4-10. 6. Destacamos neste texto: · O SENHOR Deus me deu língua de eruditos, para que eu saiba dizer boa palavra ao cansado. · Ofereci as costas aos que me feriam e as faces, aos que me arrancavam os cabelos; · não escondi o rosto aos que me afrontavam e me cuspiam. · confie em o nome do SENHOR e se firme sobre o seu Deus. 7. Canto

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8. Estudo: 1. Olhando a Prática da Vida O MANIFESTO CHAPADA DOS GUIMARÃES – 2000 é um documento do Concílio da Igreja que nos quer propor uma forma de viver a nossa fé no dia a dia. Ali diz: Nossa vocação e ação. “Servi uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu.” (1 Pedro 4.10) Conforme o testemunho bíblico e o Reformador Martim Lutero, a fé jamais ficará ociosa. Por conseguinte, os cristãos de confissão luterana são chamados a: · Renegar a ideologia que dá suporte à acumulação e concentração de riqueza em benefício de minorias e em detrimento do atendimento das necessidades básicas do ser humano e da manutenção da boa criação de Deus. · Renegar a adoração do capital e da religião do consumo como definidora do sentido da vida. · Renegar modelos econômicos que desconsideram a necessidade e urgência de um desenvolvimento auto-sustentável que preserva a vida no planeta. · Renegar todas as formas de individualismo voltado tão-somente para a autosatisfação, desconsiderando a importância das relações coletivas e comunitárias, bem como o serviço mútuo e a solidariedade. · Renegar toda e qualquer forma de competição proselitista entre as igrejas, mas afirmar a necessidade e as possibilidades da cooperação ecumênica. · Renegar todo tipo de intolerância e desrespeito para com pessoas de orientação religiosa distinta e diferente da cristã, mas valorizar todos os empreendimentos em favor da paz e da vida. Enfim, reconhecemos que a Igreja, como comunhão de comunidades centradas em Cristo, procura manter-se fiel ao Deus da Vida. Assim, torna-se, pelo Espírito Santo, instrumento de animação, articulação e realização da promessa e vocação evangélicas de ser luz do mundo, sal da terra e fermento na massa. O Espírito Santo nos desperta e nos abre os olhos para uma nova visão. Inspira-nos para agir com criatividade e destemor. Liberta e capacita-nos para a colocação de sinais concretos da nova vida em partilha solidária, segundo a vontade de Deus. Perguntamos: O que significa se nós vamos viver está proposta do Concílio da Igreja e o que isto muda em nossa comunidade? 2. Olhando a Palavra de Deus – Ler Tiago 2. 1-5, 8-10, 14-18 1. O que diz o texto? Recontá-lo coletivamente. –5–


2. Olhar o contexto do texto: Quais os textos anteriores e posteriores? Em que conjunto de assuntos e/ou de capítulos o nosso texto está inserido? 3. O que nos diz o texto? O que mais mexeu contigo neste texto? Qual o sentimento que o texto despertou em ti? Medo, angústia, paz, indignação, revolta ou outro sentimento? Por que? Qual o assunto ou frase que mais te chamaram a atenção? Qual o conflito central deste texto? 4. O que o texto nos convida a dizer e fazer? Tu já viste alguém tratar ou já trataste doutor diferente do simples operário ou sem terra? Por que? Como entender o versículo 14: Meus irmãos, qual é o proveito, se alguém disser que tem fé, mas não tiver obras? Pode, acaso, semelhante fé salvá-lo? 3. Vivendo a Palavra de Deus na Prática da Vida da Confessionalidade Luterana Perguntamos: Que compromissos nós podemos assumir como pessoas e como comunidade frente à nossa realidade a partir deste texto bíblico? Martim Lutero diz: “Porque o cristão está desligado de todos os mandamentos e em uso de sua liberdade, tudo quanto faça, o fará voluntária e desinteressadamente, sem buscar nunca seu próprio proveito e sua própria salvação, mas unicamente para agradar a Deus. Pois já está farto e santificado pela sua fé e graça divina. Ao inverso, quem não possui fé, nenhuma obra o ajudará para sua justificação e salvação. Além disso, não são más obras que possam fazer a pessoa má e condená-la, porém a incredulidade que perverte a pessoa e a árvore e executa as obras más e condenáveis. Pois o ser justo ou mau não procede das obras, mas, sim da fé, como disse o sábio Siraque 10,14: “O princípio de todo o pecado é: afastar-se de Deus e não confiar nele”. (Da Liberdade Cristã). Martin Luther ainda diz: “Olha para a tua vida. Se não te encontrares, como Cristo, no Evangelho, em meio aos pobres e necessitados, então que saibas que a tua fé ainda não é verdadeira, e que certamente ainda não provaste a ti o favor e a obra de Cristo”. Perguntamos: O que estas palavras de Martim Lutero significam para a nossa prática de fé? 9. Credo: Vamos confessar a nossa fé nas palavras do Credo Atanasiano (que faz –6–


parte de nossos escritos confessionais) ver nas capas internas deste caderno: 10. Canto. 11. Oração: Deus Pai, Filho e Espírito Santo, em tua presença nos reunimos nesta casa. Pedimos: abençoa esta casa e esta família. Dá força a ela para enfrentar todas as dificuldades. Dá-lhes alegria no convívio familiar. Dá-lhes saúde e disposição para viver o Evangelho a cada dia. Anima-a para receber sempre bem a todos como nos recebeu hoje. Abençoa a todos nós e às nossas famílias. Abençoe o nosso trabalho e os nossos projetos de vida segundo o teu Evangelho. Abençoe o trabalho missionário de nossa comunidade para que sempre mais vá ao encontro dos oprimidos de nossa sociedade. Ilumina-nos para sempre melhor compreendermos a tua Palavra e dá-nos força para vivermos segundo ela. Queremos aqui trazer as nossas intercessões: ... ... ... 12. Pai Nosso: Convido para em conjunto orarmos o Pai Nosso... 13. Bênção: Antes de ir para casa recebam a bênção para vocês e para suas famílias: O Senhor esteja na vossa frente, para vos mostrar e guiar pelo caminho do reino de Deus. O Senhor esteja ao vosso lado, para vos abraçar e proteger da opressão. O Senhor esteja atrás de vós, para vos salvar de pessoas, sistemas e deuses falsos. O Senhor esteja debaixo de vós, para vos amparar quando cairdes e vos tirar das armadilhas que as pessoas e a sociedade vos colocam. O Senhor esteja dentro de vós, para vos consolar e fortalecer quando estiverdes tristes e oprimidos. O Senhor esteja ao redor de vós, para vos defender e socorrer quando vos perseguirem por causa da vossa vocação profética. O Senhor esteja sobre vós, para vos abençoar e curar os males do vosso corpo e da nossa sociedade. O Senhor esteja convosco, para vos libertar e vos aumentar a fé na luta diária contra a opressão. Assim vos abençoe o bondoso Deus Pai, Filho e Espírito Santo. Amém. 14. Canto. P. Günter Adolf Wolff Pastoral Popular Luterana (PPL) –7–


2º ENCONTRO Estudo Bíblico do Mês da Reforma O amor de Deus, revelado em Cristo, é reconciliação com Deus. Estudo de 1 João 4.7-11. Acolhida: Amigos e amigas, é com alegria que nos encontramos para este estudo. O tema de hoje é AMOR. Sobre este tema muito já se escreveu, se falou, e muito ouvimos. Mas hoje, queremos pensar, meditar e celebrar, o tema amor, sob a luz da Reforma e especialmente a partir da Confissão de Augsburgo. Que o nosso encontro seja abençoado e marcante para a nossa vida. Hino: 423, 422, 334 HPD2 ou 150,157 O Povo Canta. (O hino Bom é estarmos unidos poderá ser cantado de pé e em uma dinâmica de círculos. Um círculo gira numa direção e o outro em outra, conforme o ritmo.) L: A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo sejam com vocês. C: E também com você. L: Convido para lermos o Salmo 111 em dois grupos: 1 - Louvem a Deus. De todo o coração renderei graças ao Senhor, na companhia das pessoas justas e na reunião do povo. 2 - Grandes são as obras do Senhor, consideradas por todos os que nelas se comprazem. 1 - Em suas obras há glória e majestade, e a sua justiça permanece para sempre. 2 - Ele fez memoráveis as suas maravilhas; benigno e misericordioso é o Senhor. 1 - Dá sustento aos que o temem; lembrar-se-á sempre da sua aliança. 2 - Manifesta ao seu povo o poder das suas obras, dando-lhe a herança das nações. 1 - As obras de suas mãos são verdade e justiça; fiéis, todos os seus preceitos. 2 - Estáveis são eles para todo o sempre, instituídos em fidelidade e retidão. 1 - Enviou ao seu povo a redenção; estabeleceu para sempre a sua aliança; santo e tremendo é o seu nome. 2 - O temor do Senhor é o princípio da sabedoria; revelam prudência todos os que praticam. O seu louvor permanece para sempre. –8–


Hino: 462 HPD2, OPC p.98; 392 HPD2, OPC p.214 Oração: Misericordioso Deus, fonte do amor! Por meio da tua Palavra nos mostras teu amor, tua bondade, teu poder salvador. Concede que, ao lermos e meditarmos, entendamos a tua Palavra. Que ela seja viva para nós e que nos conduza no teu caminho. Caminho que nos leva ao próximo. Por isso pedimos, dá-nos tua misericórdia e fortalece-nos na fé para que possamos viver e levar a dádiva do perdão e a realidade de teu amor aos abatidos e excluídos, aos doentes e sobrecarregados. Ajuda-nos para que entendamos a responsabilidade que temos para com aqueles que vivem conosco, dentro e fora da igreja. Ilumina-nos com o teu Santo Espírito para que todos possam sentir-se acolhidos/as neste encontro, e assim falar livremente o que sentem e pensam sobre o amor de Deus e a vida. Em nome de Jesus, pedimos a bênção para este encontro. Todos: Amém. L: O texto bíblico do nosso estudo de hoje é do Novo Testamento: 1 João 4. 7-11. Vamos ler: (mais pessoas podem ler um versículo) 7 – Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor procede de Deus; e todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. 8 – Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor. 9 – Nisto se manifestou o amor de Deus em nós: em haver Deus enviado o seu Filho unigênito ao mundo, para vivermos por meio dele. 10 – Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados. 11 – Amados, se Deus de tal maneira nos amou, devemos nós também amar uns aos outros. Dirigente: Convido para a meditação: (o texto a seguir pode ser lido pelos participantes e discutido) Leitor/a 1: O mundo está agitado: violência, guerras, assassinatos, estupros, mentiras, ódio, desemprego, desentendimento entre famílias, casais se separando, filhos desaparecendo, constantes manifestações de insatisfação, desânimo e desconfiança se instalam e fazem a esperança cada vez menor. Há poucos dias ouvi do seu Germano o seguinte: “Não há mais amor. Este mundo não tem mais jeito!” Pergunta: podemos concordar com esta afirmação? “este mundo não tem mais jeito?” Como você vê o mundo? ( tempo para ouvir manifestações).

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Leitor/a 2: Não é possível tapar o sol com a peneira. A verdade se mostra. Há sinais angustiantes da falta de vida, da falta de amor. Mas há também sinais de paz, de graça e de amor. Você conhece sinais de amor, sinais de solidariedade na comunidade, na sociedade? (vamos refletir um tempo e ouvir manifestações?). Leitor/a 3: Conforme a Confissão de Augsburgo e segundo os escritos da reforma as ações, a solidariedade não nos aproximam de Deus e nem podem dar o perdão dos pecados. “Pois é falso merecermos perdão de pecados por nossas obras” e igualmente é falso que o ser humano, a partir de suas forças humanas possa amar a Deus acima de todas as coisas. Nós amamos porque ele nos amou primeiro. Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados (v.10). Isto nos mostra que não é o amor ao próximo que nos justifica, nos faz justos, mas o amor de Deus para conosco e assim somos motivados, desafiados para o culto e adoração a Deus acima de tudo, e para o amor ao próximo como a nós mesmo. Leitor/a 4: Isto significa que não recebemos o perdão de pecados nem pelo amor, nem por causa de nosso amor, mas por causa de Cristo, pela fé somente. (Livro de Concórdia 132). Pois é certo que somos feitos justos/as e reconciliados/as com Deus somente pela fé. Somos reconciliados/as por causa de Cristo. Ele, Deus em Cristo revela seu amor para nós. Ouvir esta Boa Notícia, esta Boa Nova, desperta fé e a fé produz frutos. Martim Lutero afirma no prefácio à Epístola de São Paulo aos Romanos, “que no quinto capítulo, Paulo fala dos frutos da fé, quais sejam: paz, alegria, amor a Deus e a todos, além de segurança, confiança, ânimo e esperança em tristeza e sofrimento.” (Pelo Evangelho de Cristo p.182). Leitor/a 5: Isto significa que o nosso amor é fruto da fé que vem de Deus. Somente amamos porque de Deus, da fé, vem o amor. E quando não amamos, então é sinal que não há fé? e estamos nos afastando de Deus? Pensemos sobre isto? (Um momento para a reflexão e para ouvir opiniões). Leitor/a 5: Sim, isto significa “que a fé precede e o amor segue.” Isto faz necessário lembrar que é “impossível separar da fé o amor a Deus, por exíguo (pouco) que seja, pois que através de Cristo chegamos ao Pai, e, aceita a remissão dos pecados, estamos realmente certos de que temos Deus, isto é, que Deus vela sobre nós. Invocamos, damos graças, tememos, amamos, consoante o ensino de João na primeira epístola: Nós o amamos, porque ele nos amou primeiro. “(Livro de Concórdia p.131) Portanto, a fé vem de Deus e quem tem fé ama. Por isso todos/as somos animados a repetir nossa adoração a Deus...”devemos temer e amar a Deus” acima de todas as coisas, – 10 –


e ao próximo como a si mesmo. Leitor/a 6: Pelo que estudamos, percebemos que a fé é despertada em nós por Deus. Após ouvirmos, lermos, estudarmos e termos contato com a sua Palavra, também nos fica esclarecido que o amor é fruto da fé que Deus desperta em nós. Portanto Deus, por seu amor nos resgata do mundo pecador, nos dando a remissão dos pecados e nos impulsiona para crermos (fé) e vivermos a vida em amor. Deus construiu em Cristo uma ponte que nos une. O amor de Deus é uma ponte que nos une com Ele em Cristo. Sem o amor de Deus nada somos. E se não amarmos não há proveito algum em tudo que fizermos (1 Coríntios 13,3). Leitor/a 7: Ao escutar que Deus construiu uma ponte, definitiva e duradoura, que nos une com ele, lembro de uma estória que ouvi: “Dois irmãos, Oscar e Lucas, moravam bem próximos. As propriedades eram separadas apenas por um riacho. Estas famílias conviviam muito bem, até que se desentenderam. Vieram a ser inimigos de morte. Num dia de manhã, chega alguém na casa de Oscar, procurando emprego. Tinha algumas ferramentas, queria trabalhar. Oscar e sua família, estavam prontos para uma viagem. Ficariam uma semana longe da propriedade. Mas, mesmo assim, Oscar pergunta: - o que tu sabes fazer? - Olha, eu já fiz muita coisa, sou carpinteiro, pedreiro... - respondeu o homem, - Pode parar - disse, Oscar afoito. - Isso mesmo, eu preciso de um carpinteiro. Pois, quero que tu faças uma cerca bem alta e forte ali na margem do riacho, para que aquele que mora lá do outro lado não possa mais atravessar o riacho e chegar aqui. Não quero mais vê-lo aqui, nem nada do que é seu, nem cachorro, nem vaca.... nada. O carpinteiro, estava desempregado, louco atrás de um trabalho para ganhar um pouco de dinheiro. Ele se assustou, e até ficou nervoso, mas perguntou: - porque este desentendimento? - Olha, ele foi muito mau conosco.... contou parte e concluiu... - também não interessa, quer fazer o trabalho? se não... (apontou para a estrada). - Sim, sim, disse o carpinteiro. - Então tu usas aquele monte de madeira, tábuas, palanques, ripas... No rancho tem pregos e o que for necessário. Te ajeita ali no rancho e faze o que mandei. Ao voltarmos, se estiver tudo pronto, recebes o teu dinheiro. Os dias passaram, o carpinteiro se esforçara. Chegou o momento da volta da família. Oscar, ficou muito chateado quando viu a obra do carpinteiro. De longe começou a gritar, a esbravejar, pois não viu cerca, mas viu uma ponte.... o carpinteiro acabou construindo uma ponte com a madeira, em vez da cerca. Oscar foi caminhando, muito bravo. Quando chegou perto da ponte, que surpresa: Na outra margem do riacho, perto da ponte vinha o seu irmão, Lucas, de braços abertos, ao seu encontro. Abraçaram-se. Fizeram as pazes e retornou a alegria. O Carpinteiro, não só recebeu o seu dinheiro como também abraços de agradecimentos, e deixou um – 11 –


exemplo para nós.” Para reflexão e diálogo: Deus revelou o seu amor para conosco, reconciliou-nos consigo em Cristo. Deus fez uma “ponte” que nos une definitivamente com ele! E nós, o quê estamos construindo? pontes entre nós, cercas, ou muros de discórdia? Que cercas devem cair para termos um mundo mais feliz e mais próximo do Reino de Deus? (refletir um tempo sobre esta pergunta). Podemos combinar uma ação prática a partir deste estudo? Hino: 209; 176 HPD1 ou 22 ; 66 OPC. Oremos: Misericordioso e benigno Deus, agradecemos pela oportunidade que tivemos para refletir e pensar sobre o teu amor para conosco e sobre o nosso jeito de vivermos e convivermos com os próximos. Ajuda-nos para que construamos pontes de amor, em vez de cercas de ódio, de desentendimento, de miséria e fome. Faze com que saiamos hoje daqui, fortalecidos/as pela força do teu Santo Espírito, pela força do teu amor. Ilumina-nos para que possamos viver e anunciar a tua Palavra por meio de nossa voz e de nossas ações. Ó Deus, reconhecemos que a nossa luz nos deixa no escuro; por isso pedimos a tua luz para o nosso dia a dia. Faze com que levemos a chama do teu amor aos desalentados/as e assim possamos te servir. Amém! L: Juntos oramos: Pai nosso... L: (AVISOS – Convite para o próximo encontro...) L: Invocamos neste momento a Deus e pedimos sua bênção: Estejam alertas e fiquem firmes na fé. Sejam corajosos e fortes. Façam todo trabalho com amor. Que a graça do nosso Senhor Jesus Cristo esteja com vocês. E que o meu amor esteja com todos vocês, Pois estamos unidos com Cristo Jesus. Amém. Assim diz o Apóstolo Paulo. L: Para finalizar, convido para darmos um aperto de mão ou um abraço entre os/as participantes desejando o amor e a paz de Deus. Hino Final: 373 HPD2; 90 HPD1 ou 182 OPC. P. Dalcido Gaulke Pastoral Popular Luterana (PPL) – 12 –


3º ENCONTRO Estudo Bíblico do Mês da Reforma Onde encontrar ajuda para a nossa fé? Canto. Dirigente: Queremos agradecer a todas pessoas que aqui vieram e de forma especial às pessoas dessa casa que nos acolhe. Estamos aqui reunidos em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Lembramos as palavras escritas em 1João 5.4 que dizem: Esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé. Todos: Temos, da parte dele, este mandamento: que aquele que ama a Deus ame também a seu irmão. (1João 4.21) Dirigente: Vamos ouvir a leitura do Salmo 135.5-7 e depois os versículos 13-18 (escolher alguém para fazer a leitura) Leitura do Salmo. Dirigente: Nós estamos no mês da Reforma. E hoje queremos falar sobre a nossa fé. De onde vem a nossa fé? Em quem nós cremos, afinal? A nossa fé pode morrer? Podemos fazer algo para sustentar a nossa fé? O que é necessário para alimentar a nossa fé? Vamos refletir sobre isso nesse encontro. Leitor(a) 1: O seu Eduardo é daqueles membros que dificilmente vem para o culto. Na verdade, ele só vem mesmo na Sexta-feira Santa e no Natal. Um vizinho certa vez o convidou para o culto do domingo seguinte e ele respondeu: “ Eu acredito em Deus, não faço mal para ninguém e acho que isso já é o suficiente.”. Leitor(a) 2: A maioria das pessoas acredita em um ou mais seres superiores. Parece que faz parte da natureza humana acreditar em um ‘Deus’. Basta olhar para a história da humanidade e constatar isso claramente. Leitor(a) 3: É muito fácil dizer que a gente acredita em Deus. A maioria das pessoas diz isso e certamente é verdade. Mas será que basta só ouvir o nome de Deus e pronto. Dá para acreditar em tudo que se fala em nome de Deus? Leitor(a) 1: Seu Felipe foi convidado para participar de uma reunião do grupo seicho-no-iê. A princípio ele ficou meio receoso. Será que é certo ir nessas coisas? Mas ele foi do mesmo jeito. No domingo seguinte ele comentou isso com um grupo – 13 –


de amigos da igreja e disse que tinha sido muito bom porque lá ‘todos falam de ‘Deus’. E se falam de ‘Deus’, é coisa boa”. Leitor(a) 2: Seu Felipe não se deu conta que hoje em dia em nome de Deus fala-se muitas coisas. Muitos usam o nome de Deus em seu próprio benefício. Muitos tiram da Bíblia alguns versículos e os usam para justificar seu ponto de vista, mesmo que esse ponto de vista seja contrário ao que a Bíblia ensina no seu todo. Leitor(a) 3: Martim Lutero dizia que a fé vem pela pregação do Evangelho e o Espírito Santo se vale da pregação da palavra bíblica para atuar em nós, para gerar a fé nos corações humanos. Quem se dedica a ouvir e estudar a Palavra de Deus sabe como se defender dos falsos profetas que usam a Bíblia em seu próprio benefício para enganar os que pouco sabem da Palavra de Deus. Leitor(a) 1: Um dos documentos da Igreja Evangélica de Confissão Luterana é a chamada “Confissão de Augsburgo”. Ela foi escrita em 1530 para orientar a igreja luterana que estava surgindo com o Movimento da Reforma. No seu artigo 5º, a Confissão de Augsburgo ensina o seguinte: “Para alcançarmos a fé foi instituído o ministério que ensina o Evangelho e administra os Sacramentos. Pois, mediante a Palavra e pelos Sacramentos é dado o Espírito Santo, que opera a fé, onde e quando agrada a Deus, naqueles que ouvem o Evangelho. Condenam os anabatistas e a outros que pensam vir o Espírito Santo aos homens(pessoas) sem a Palavra da Escritura, através de suas próprias preparações e obras.” CA 5 Leitor(a) 2: Vamos conversar um pouco sobre uma pergunta: Segundo a Artigo 5 da Confissão de Augsburgo, de onde vem a fé? E para que serve a pregação da Palavra de Deus, segundo esse artigo? (5minutos) Canto. Leitor(a) 3: Nós descobrimos nesse artigo que o Espírito Santo gera a fé e para tanto ele se vale da pregação da Palavra de Deus. Portanto, a pregação da Palavra de Deus tem por objetivo despertar e alimentar a fé no coração das pessoas. A partir disso podemos concluir dizendo que a gente não pode ter uma fé verdadeira e sadia sem a Palavra de Deus. Leitor(a) 1: A Bíblia é sumamente importante para nós evangélico-luteranos. Mas, devemos cuidar para não usar a Bíblia de forma errada. Vamos ver três exemplos de como podemos usar a Bíblia de forma errada. – 14 –


Leitor(a) 2: Algumas pessoas ouviram dizer que manter a Bíblia aberta traz sorte. Certamente quem estuda a Palavra de Deus recebe as bênçãos de Deus. No entanto, manter a Bíblia aberta e não dedicar-se à leitura, achando que com isso vai ter sorte, isso se chama superstição. Leitor(a) 3: Outros pensam que a Bíblia é um livro de receitas. Conta-se que uma pessoa piedosa costumava usar a Bíblia como livro de receitas. Todas as manhãs essa pessoa lia duas passagens que eram escolhidas assim: Ele enfiava uma faca por entre as páginas da Bíblia fechada e lia a frase mais próxima da ponta da faca. Certo dia, ele enfiou a faca, abriu e leu: Então Judas, atirando para o santuário as moedas de prata, retirou-se e foi enforcar-se” (Mateus 27.5). Quase que mecanicamente ele enfiou outra vez a faca em outro lugar, abriu e leu: “Vai e procede tu de igual modo” (Lucas 10.37). Leitor(a) 1: Uma outra maneira errada de usar a Bíblia é usá-la como um livro de leis. E aí a Bíblia vira castigo para uns. Por exemplo: a mulher deve sempre usar um véu na cabeça (1Co 11.6) ou de que a mulher não pode cortar o cabelo e nem deve falar na igreja. Esses eram apenas costumes que faziam parte da cultura do povo judeu. O importante não devem ser os costumes daquele povo, mas sim o testemunho dos feitos de Deus. Em 1Co 11.11-12 diz assim: “No Senhor, todavia, nem a mulher é independente do homem, nem o homem independente da mulher, porque, como provém a mulher do homem, assim também o homem é nascido da mulher; e tudo vem de Deus.” Leitor(a) 2: A Palavra de Deus na Bíblia está embrulhada como um presente. Os costumes e a cultura dos judeus são o papel que está envolvendo o presente de Deus. Por isso, nós precisamos estudar e procurar entender o que Deus nos quer ensinar hoje. Isso é o que se chama de pregação da Palavra de Deus. Leitor(a) 3: A pregação da Palavra de Deus não acontece apenas na prédica do culto. Há diversas maneiras de nós nos defrontarmos com a Bíblia. Por exemplo: nos estudos bíblicos nas casas, na mensagem do programa de rádio, na meditação do Semente de Esperança ou do Castelo Forte, etc.. Leitor(a) 1: Quando nos expomos à Palavra de Deus a nossa fé cresce e se fortalece. Somos desbloqueados pelo Espírito Santo e passamos a servir a Deus com alegria. A fé verdadeira é uma fé viva, e por isso precisa ser alimentada sempre de novo a partir da Palavra de Deus. A fé verdadeira provém do ouvir a Palavra de Deus. Leitor(a) 2: Para sobrevivermos na fé necessitamos da Comunidade, da Igreja. A verdadeira fé não pode ser vivida no isolamento. – 15 –


Leitor(a) 3: Vamos fazer um exercício prático: A pergunta é: Onde encontramos orientação e consolo na Bíblia para as seguintes situações? (Se não houver certeza de que haverá bíblias entre os participantes, é bom levar os versículos bíblicos escritos numa folha. Distribuir as leituras entre os(as) participantes) O que podemos sugerir para.... Alguém que está doente: Salmo 41.1-3 Alguém que está enlutado: João 11.25-26 Alguém que tem um problema atrás do outro: Romanos 8.28 Alguém está inseguro diante de uma decisão: Salmo 16 Alguém que pensa que Deus o abandonou: Filipenses 4.10-13 Alguém que está agradecido pelas bênçãos de Deus: Salmo 103. 1-2 Dirigente: Vamos também nós agradecer a Deus por esse encontro. Convido a todos(as) para um momento de oração: Obrigado, bondoso Deus, por esse momento de meditação em torno da tua Palavra. Hoje aprendemos que é a tua Palavra que alimenta a nossa fé. Com uma fé bem alimentada tu queres nos conduzir por essa vida. Em todos os momentos tua mão bondosa quer estar sobre cada um de nós. Orienta-nos, Senhor, para que possamos aplicar nossa fé lá onde tu nos colocaste. Faze-nos viver a nossa fé para construir sinais de amor, de justiça, de igualdade, de respeito entre todas as pessoas. Hoje aprendemos que a comunidade é o lugar onde tu queres fortalecer a nossa fé. Nós te agradecemos por termos esta oportunidade, este lugar tão especial. Em nome de Jesus nós oramos todos juntos: PAI NOSSO... Dirigente: Abençoa-nos, Senhor! Que te agradeçamos e louvemos por toda a nossa vida e que te sirvamos com os dons que tu nos deste. Envia-nos, Senhor, e faze de nós uma benção. Amém. Canto final. Avisos: Onde vai ser o próximo encontro? Pa. Sissi Blind e P. Nilton Giese Pastoral Popular Luterana (PPL)

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4º ENCONTRO Estudo Bíblico do Mês da Reforma Estudo bíblico sobre Marcos 10.2-12: O casamento como dádiva de DEUS. Preparação do ambiente: Preparar um ambiente agradável e acolhedor com uma cruz, velas, flores e Bíblia aberta sobre a mesa, colocada ao centro do local (casa) do encontro. Poder-se-ia expor também outros símbolos ou objetos que lembram o amor ou casamento, tais como as alianças de um casal, convites e fotos de um casamento ou gravuras de um livro referente ao assunto. Acolhida e saudação: Sejam todas e todos bem-vindos a este encontro, hoje aqui na casa de ......... que abriram as portas de sua casa e aqui com alegria nos recebem. Colocamo-nos sob os cuidados da presença graciosa de Deus. É Ele quem aqui nos acolhe com o seu amor misericordioso e nos reúne para este momento de comunhão, estudo e reflexão sobre a sua palavra. Iniciamos, pois, este encontro em nome do Trino Deus, na esperança de que ele nos abençoe em seu eterno amor. Amém! Hino: Coordenador/a: Oremos! Louvado seja, nosso querido Deus, que podemos nos reunir aqui em teu nome e na tua presença. Bom é estarmos unidos em comunhão e fraterno amor. Sentimo-nos como tua família, que tu queres congregar em torno da Palavra. Queiras nos anunciar, fazer compreender e vivenciar a tua mensagem de vida, de fé e esperança. Dá-nos a força do teu amor libertador e a paz do teu Santo Espírito, em Cristo Jesus. Amém! Todos: “Bom é render graças ao Senhor, e cantar louvores ao teu nome, ó altíssimo, anunciar de manhã a tua misericórdia, e, durante as noites, a tua fidelidade. Ele é a minha rocha, e nele não há injustiça”. (Sl 92.1-2 e 15b) Coordenador/a: Nós somos, hoje, convidados e desafiados a conversar sobre um assunto um pouco complicado, mas bastante atual e importante. Trata-se da relação conflituosa entre casais, que resulta em rejeição e separação, ou, falando de forma positiva: “A procura de Jesus em resgatar o sentido original do casamento. A união de um casal como expressão viva da graça e do amor de Deus. Jesus coloca a sua posição diante da pergunta dos fariseus “se é lícito ao homem divorciar-se da sua mulher?”. Leiamos em conjunto o texto de Marcos 10.2-12, incluindo, também, o versículo 1, como segue: – 17 –


Todos: Levantando-se Jesus, foi dali para o território da Judéia, além do Jordão. E outra vez as multidões se reuniram junto a ele e de novo ele as ensinava, segundo o seu costume. M: E, aproximando-se alguns fariseus o experimentaram, perguntando-lhe: É lícito ao marido repudiar sua mulher? H: Ele lhes respondeu: Que vos ordenou Moisés? M: Tornaram eles: Moisés permitiu lavrar carta de divórcio e repudiar. H: Mas Jesus lhes disse: Por causa da dureza do vosso coração ele vos deixou escrito esse mandamento; M: porém, desde o princípio da criação, Deus os fez homem e mulher. Todos: Por isso deixará o homem a seu pai e mãe e unir-se-á a sua mulher, e, com sua mulher, serão os dois uma só carne. De modo que já não são dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem. H: Em casa, voltaram os discípulos a interroga-lo sobre este assunto. M: E ele, lhes disse: Quem repudiar sua mulher e casar com outra, comete adultério contra aquela. H: E se ela repudiar seu marido e casar com outro, comete adultério. Coordenador/a: A nossa vida é assim: Muitas vezes aparecem questões mais difíceis e complicadas diante de nós. Também o casamento e a família não estão livres disso. Nem sempre nós temos a melhor compreensão dessas coisas. Temos, por exemplo, dificuldades de compreender, de aceitar e de respeitar as opiniões e os sentimentos um do outro e da outra. Ainda mais se o olhar e os interesses estão centrados numa das partes. Na pergunta dos fariseus, conforme o nosso texto de hoje, o peso está colocado sobre a vontade e o interesse dos homens. Era, por sinal, comum, na época, que os homens decidiam sobre a vida das mulheres, das crianças e sobre outros assuntos da religião e da sociedade. Leitor/a 1: No primeiro versículo de Mc 10 nós lemos que as multidões se reuniram junto a Jesus e que ele os ensinava, como de costume. Leitor/a 2: Também nós nos reunimos aqui, porque achamos que temos muitas coisas boas e importantes a aprender e compartilhar à luz das palavras, dos gestos e – 18 –


questionamentos de Jesus. Leitor/a 3: Como em tantos outros momentos, também neste texto estão os críticos de Jesus para o “experimentarem”. São os fariseus que aproveitam a oportunidade para tentar colocar Jesus em alguma contradição, em relação à prática, à religião e aos costumes do seu povo, os judeus. Não que estivessem tão interessados em ouvir e aprender algo de novo para a vida deles na companhia de Jesus. Leitor/a 4: Eles aproveitam a oportunidade para lançar para dentro da conversa de Jesus um assunto polêmico, não só na época de Jesus, mas ainda nos dias de hoje. Partindo do ponto de vista dos homens, perguntam: “É lícito ao marido repudiar sua mulher?” Leitor/a 5: “É lícito” significa “é permitido por lei”, “é justo”. Esta pergunta não está questionando a existência do divórcio, mas perguntando se divorciar-se está conforme a lei do matrimônio. Leitor/a 6: Pode o marido legalmente “repudiar”, isto é, “rejeitar”, “abandonar” ou “desamparar”, segundo as formas legais, sua mulher e dar-lhe a certidão de divórcio? Coordenador/a: Nos versículos 10-12 nos é relatado que, depois, em casa, na conversa com os seus discípulos, Jesus deixa claro de que não é apenas o homem que pode divorciar-se da mulher, mas também a mulher do seu marido. O que, porém, transparece fortemente no texto é a compreensão comum – contra a qual Jesus se coloca – de o homem ter o domínio e direito de decidir sobre a vida da mulher. Elas que, por isso, na época, eram discriminadas e facilmente marginalizadas. Para conversar: Como acontece, hoje, essa relação entre homem e mulher no casamento e fora dele? Ambos têm direitos e poder de decisão em igualdade de condições? Onde e em quê se percebe igualdade e desigualdade? É, ainda hoje, a mulher socialmente e sexualmente discriminada, e como? Hino: Leitor/a 1: Olhando, novamente, para o texto, percebemos que Jesus reage à pergunta dos fariseus com uma outra pergunta: “Que vos ordenou Moisés?” Ele, queria, com isto, que os seus interrogadores expressassem mais claramente a sua própria opinião sobre o assunto. Ele deve ter pensado o seguinte: “Já que vocês perguntam para criticar, então digam vocês mesmos o que pensam sobre o assunto que querem discutir?”.

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Leitor/a 2: O primeiro ponto de referência, tanto o de Jesus quanto o dos fariseus, é Moisés. Com base em Deuteronômio 24.1-4, os fariseus dizem Moisés permitiu fazer a carta de divórcio e se separar da mulher. Para eles esta é a base legal que justifica as ações de divórcio dos maridos contra as suas esposas. Leitor/a 3: Mesmo sem negar esta base legal, Jesus, porém, mostra que a raiz do problema é outra. Ela está na “dureza dos corações”. “Por causa da dureza do vosso coração ele vos deixou escrito esse mandamento” (v. 5). O divórcio, para Jesus, é, portanto, uma conseqüência, um sinal externo, de uma questão, mais profunda: “A dureza dos corações”. Os seus próprios interlocutores não estão excluídos deste questionamento de Jesus, pois ele fala da “dureza do vosso coração.” Jesus quer lhes dizer: “Também vocês não estão livres deste problema, ainda mais pelo jeito que vocês pensam!” Leitor/a 4: “A dureza dos corações” pode ter vários sinais externos como conseqüência. O próprio machismo é um deles. Com estas palavras Jesus quer colocar em dúvida os motivos que os homens dizem ter para se separar das suas esposas. Leitor/a 5: Jesus lembra, com isto, se o coração está endurecido, inflexível e sem sentimento, podem surgir muitas dificuldades na vida prática do dia-a-dia, ainda mais numa convivência próxima como a do casamento. A construção de relações conjugais justas estarão longe do seu objetivo. Por isso ele recorda aos ouvintes os relatos da criação, conforme os versículos 6-9. Vamos ler mais uma vez esta parte! Para conversar: Quais podem ser as conseqüências de uma relação conjugal onde há “dureza de coração?” Que dificuldades práticas costumam aparecer na vida do dia-a-dia do casal – e da família? Quais, hoje, são vistos como motivos que levam à separação, ao divórcio? Coordenador/a: Ao invés de ficar preso à lei acerca do divórcio, apresentada em consideração apenas a situação e os interesses dos homens, Jesus recorre à lei de Deus manifesta na criação. As leis, que surgiram mais tarde, são produtos de uma sociedade, na qual predominava o sistema patriarcal, isto é, onde o poder de decisão estava concentrado na mão dos homens. Os fariseus falam da lei de Moisés, porque esta os favorecia em sua posição a respeito do divórcio. Jesus, porém, quer lhes abrir os olhos, deixando claro que não é só isso que a Escritura fala sobre o casamento. Leitor/a 6: Ao lembrar-lhes uma outra tradição bíblica, Jesus mostra aos fariseus que “desde o princípio da criação” não havia a necessidade do divórcio. Deus criou

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homem e mulher para serem uma só carne”, isto é, para viverem uma vida de partilha, de reciprocidade e felicidade. Leitor/a 1: Com o argumento da história da criação Jesus resgata o caráter igualitário da união entre homem e mulher, como sendo os dois uma só carne. O casamento é, assim, a livre união de um casal, com direitos iguais de satisfação, onde ambos se complementam, são companheiros e não têm vergonha de sua nudez (Gn 2.25). Leitor/a 2: “Ser uma só carne é compartilhar de todas as dimensões da vida, ter projetos comuns e concretizações realizadas em conjunto. É construir uma história comum em conjunto desde o sonho, o planejamento, o processo todo de sua realização. Dela fazem parte a festa e o choro, a decepção e o prazer da caminhada. Assim, a proposta de Deus é que um homem e mulher realizem-se numa vida humana comum, querida por ambos” (Ivoni R. Reimer, PL 28, p. 329) Leitor/a 3: Podemos, então, concluir que Jesus se nega a entrar numa discussão sobre questões legais e de seus conflitos no matrimônio. Ele lembra, porém, do seu sentido original, criado e desejado por Deus. Leitor/a 4: Homem e mulher foram criados para viverem na reciprocidade do amor, onde um necessita do outro e da outra para serem humanos, terem uma vida mais abundante, completa, íntegra e feliz. Na união pelo amor, vivem sob a dádiva da bênção e da graça de Deus. Pelo poder do amor Deus concede às pessoas e, principalmente, às unidas pelo casamento, uma forma especial de vida, pela qual nos quer mostrar a cada dia um pouco do mundo que ele deseja. Leitor/a 5: Questionando o casamento e o divórcio da forma como é visto pelos fariseus, Jesus conclui dizendo: “Portanto, o ser humano não deve separar o que Deus uniu”. Esta palavra “separar” significa “colocar algo entre duas pessoas unidas pelo amor para atrapalhar o seu projeto de vida conjunto” (Idem, p. 330). Ela, porém, não pode ser entendida como “proibição absoluta do divórcio” para aqueles que não vêem outra alternativa em sua relação conjugal. Coordenador/a: Jesus deixa claro que o objetivo da criação não é a separação, entre os casais e, tampouco, deve ser procurada e promovida pelo ser humano. Ela não é desejada por Deus. Mas, em havendo a necessidade do divórcio, por motivos contrários ao projeto de Deus, deve este não visar unicamente os interesses do homem, discriminar e marginalizar a mulher. Se for usada a lei do divórcio, deve ela, então ser válida de igual forma para a mulher como para o homem. A iniciativa de “divorciar-se” deve, então, partir de ambos. Na época de Jesus a questão do divór-

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cio girava também em torno da pergunta: Como construir a vida após o divórcio? Isso parece já ter sido um grande problema na vida das primeiras comunidades (cfe. I Co. 7.10-11), como não o deixa de ser nos nossos dias de hoje. É uma realidade que envolve muitos conflitos, sofrimento e amargura para muitos casais e famílias, que não podemos ignorar. Seguindo a proposta de Jesus e o projeto de Deus na criação, a nossa pergunta não deveria ser “como se divorciar e quem deve se divorciar”, mas sim como podemos evitá-lo. Como estar “preparado” e como viver o amor recíproco no matrimônio, onde não haja a necessidade da separação e do adultério. Todos: Nunca, porém, nos devemos esquecer dos caminhos do diálogo, do perdão e da reconciliação em Cristo Jesus oferecido por Deus a todas as pessoas, certamente, também àquelas que fracassaram em suas relações conjugais. Quem de nós ousaria “atirar a primeira pedra” em alguém? Que esta história de Jesus com os fariseus nos ajude a pensar e refletir mais adiante sobre isto... Orações espontâneas e Pai Nosso. Bênção (opcionalmente cantada). Palavra de Envio. P. Dr. Henrique Krause Comunhão Martim Lutero

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Liturgia – Dia da Reforma - 2003 I - PREPARAÇÃO 1.) Hino de invocação do Espirito Santo - HPD 85.1+3 2.) Intróito: P.: Nós estamos reunidos para este Culto no Dia da Reforma da Igreja de Jesus Cristo em nome de Deus Pai, (+) Filho e Espírito Santo.

C.: Amém. P.: Elevo os meus olhos para os montes. De onde me virá o meu socorro?

C.: O nosso socorro vem do Senhor, que fez o céu , a terra, e tudo que neles existe, e por graça ainda os mantém. P.: O apóstolo Paulo nos ensina ( em1 Co 3.11) : “Ninguém pode lançar outro fundamento, além do que foi posto, o qual é Jesus Cristo.” - Cantemos louvores ao Trino Deus.

C.: Glória seja ao Pai, e ao Filho, e ... II - CONFISSÃO DE PECADOS E ABSOLVIÇÃO ð P.: Estamos aqui reunidos na presença do Senhor para ouvir a sua Palavra da justificação por graça mediante a fé [ e com ações de graça, celebrar a sua Ceia ]. Por isso vamos reconhecer em humildade que somos pecadores e pecadoras e pedir o seu perdão, orando juntos:

C.: Deus todo-poderoso, Pai misericordioso! Eu, pessoa pecadora, confesso-te todos os meus pecados e injustiças que cometi com pensamentos, com palavras, com ações e omissões. Com eles tornei-me culpado perante Ti e meus semelhantes e causei a tua ira em algum momento, merecendo o teu castigo nesta vida e na eternidade. Todos estes pecados, que tu conheces um por um, pesam na minha consciência e me arrependo deles profundamente. Peço-te, ó Deus, por causa de tua misericórdia que não tem fim e da inocente e amarga paixão e morte de teu Filho Jesus Cristo: Tem misericórdia de mim, pessoa pecadora; perdoa-me os meus pecados; e dá-me a força do teu Espírito Santo para melhorar a minha vida. Amém. P.: E agora eu lhes pergunto diante da face do Santo Deus: É sincera esta sua confissão? E vocês buscam de coração o seu perdão em Jesus Cristo? Então respondam: Sim.

C.: Sim! P.: Diante desta confissão de vocês, eu, como ministro ordenado da Igreja para o ministério da reconciliação, lhes anuncio o perdão dos seus pecados em nome do Pai, e do Filho (+) e do Espírito Santo.

C.: Amém. C.: Hino HPD 241.1+4-5 – 23 –


III - KYRIE ð P.: A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vocês.

C.: E com você também. P.: Assim diz o Senhor Jesus: “Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. ...Se me pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei.”(Jo14.1,14) Por isso vamos trazer perante Ele as dores do mundo: P.: Em paz oremos ao Senhor.

C.: Tem, Senhor, piedade... (Kyrie eleison) P.: pela paz no mundo inteiro; pela paz em nosso país, em nossas cidades, em nossas famílias, oremos ao Senhor.

C.: Tem, Senhor, piedade... (Kyrie eleison) P.: pelas pessoas que sofrem injustiças e perseguições; pelos assolados por fome, doença e desemprego, oremos ao Senhor.

C.: Tem, Senhor, piedade... (Kyrie eleison) P.: pelas pessoas que se encontram desorientadas, sem verdadeiros valores de vida a partir do evangelho, e por isso caem em drogas, prostituição, desrespeito pela vida, oremos ao Senhor.

C.: Tem, Senhor, piedade... (Kyrie eleison) P.: pela sua Igreja, que se orienta na verdade do Evangelho de Jesus Cristo, para que o seu testemunho e sua vida de fé sejam vigorosos em nosso país, oremos ao Senhor.

C.: Tem, Senhor, piedade... (Kyrie eleison) P.: por esta casa santa e todos que a buscam com fé e temor a Deus, oremos ao Senhor.

C.: Tem, Senhor, piedade... (Kyrie eleison) P.: Por graça, socorre-nos, Senhor.

C.: Amém. IV - GLÓRIA (de Taizé) ð P.: Vamos todos louvar e glorificar a Deus, cantando-lhe o Glória:

T.: Glória, glória... 1. 2. 1. 2.

-

Senhor Deus, Rei dos céus, Pai todo-poderoso: Nós te louvamos e bendizemos, Nós te adoramos e glorificamos, Nós te damos graças por tua imensa glória.

T.: Glória, glória... 1. 2. 1. 2. 1.

-

Senhor Jesus Cristo, Filho unigênito; Senhor Deus, Cordeiro de Deus, Filho de Deus Pai: tu que tiras o pecado do mundo, tem piedade de nós. Tu que tiras o pecado do mundo, acolhe nossas súplicas. Tu que estás à direita do Pai, tem piedade de nós. – 24 –


2. 1. 2. 1. 2.

- Só tu és o Caminho a Verdade e a Vida; - Só tu és a Luz do Mundo; - Só tu és o Pão da Vida - Jesus Cristo, com o Espírito Santo, - na glória de Deus Pai. Amém.

T.: Glória, glória... V - ORAÇÃO DO DIA ð P.: Oremos: Senhor nosso Deus e Pai! Nós te louvamos e agradecemos, porque podemos nos reunir aqui para celebrar este Dia da Reforma. Agradecemos por teu servo Martim Lutero, que nos apontou de novo o centro do Evangelho da salvação por graça mediante a fé. Nós te pedimos, Senhor , que estejas conosco agora, quando nos falares pela tua Palavra, abrindo-nos o coração e mente para aceitarmos a tua verdade e integrá-la em nossa vida; por Jesus Cristo, nosso Senhor, que contigo e com o Espírito Santo vive e reina para todo o sempre.

C.: Amém. VI - LITURGIA DA PALAVRA ð P.: Para nos prepararmos para receber a Palavra de Deus, cantamos o hino HPD 90.1-3 (alternativas: HPD 115; 121 ou O povo Canta pág. 44)

C.: Hino HPD 90.1-3. P.: Ouçamos a leitura do AT para hoje de Is 62.6-7,10-12 (ou Sl 51.3-15) [alternativa série antiga > Jó 6.1-30]

C.: Hino HPD 2 380. P.: Ouçamos a leitura da Epístola para hoje de Rm 8.19-28 (ou Ef 2.4-10) [ alternativa série antiga > Rm3.21-28] .... Senhor, conserva-nos na tua Verdade, a tua Palavra é a Verdade. Amém

C.: Amém P.: Aclamemos o Evangelho, cantando Aleluia!

C.: |: Aleluia, aleluia, aleluia! Alelu-u-u-ui-a:| P.: O evangelho do nosso Senhor Jesus Cristo para este dia está em Lucas 18.9-14 [ alternativa série antiga > Mt 5.1-10(11-12)] .... Esta é a Palavra do Senhor!

C.: Louvado sejas, Cristo. C.: Hino HPD 156.1-3 P.: Prédica do dia T.: PROFISSÃO DE FÉ (Credo Apostólico) P.: Comunicações que implicam oração de intercessão e ação de graças (autoridades; direção da Igreja; enfermos; enlutados, noivos, batismos, etc...)

C.: (Preces...) “Senhor, escuta a nossa prece”!

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VII - LITURGIA DA SANTA CEIA ð C.: Canto de Ofertório HPD 2 359

(ofertas de gratidão são recolhidas, e

juntamente com os elementos colocados sobre o altar)

OFERTÓRIO P.: Bendizemos-te, Senhor Deus Criador, pelo pão, fruto da terra e do trabalho, que aqui te trazemos.

C.: Bendito sejas para sempre. P.: Bendito sejas, Senhor Deus Criador, pelo vinho (fruto da videira), fruto da terra e do trabalho, que aqui te trazemos.

C.: Bendito sejas para sempre. P.: Reúne-nos, Senhor, desde os confins da terra, em teu Reino, assim como nos reúnes agora em torno desta mesa para a tua Ceia.

C.: Amém. ORAÇÃO EUCARÍSTICA P.: O Senhor esteja com todos vocês.

C.: E com você também. P.: Elevem os seus corações.

C.: Nós os elevamos a Deus. P.: Vamos dar graças ao Senhor, nosso Deus.

C.: Isto é digno e justo. P.: Sim, é digno e justo, e de nosso dever / que, em todos os tempos e lugares, nós te rendamos graças, / ó Deus eterno e todo-poderoso, por Jesus Cristo, nosso Senhor. / Salvos pela graça mediante a fé sendo isto Dom gracioso de Deus e não obra nossa - / somos parte do teu povo sacerdotal. / Por isso com toda a tua Igreja, / louvamos e adoramos teu glorioso Nome, / cantando o sempiterno hino:

C.: Hino HPD 125.1-2 (ou HPD 2 362) P.: Graças te damos, ó Pai, que vieste a nós em Jesus Cristo, teu Filho, que se fez gente e habitou entre nós; Ele curou doentes, perdoou pecados, aceitou excluídos e perdidos, e anunciou um novo Tempo, até ser crucificado.

C.: Ele veio nos salvar. P.: Nosso Senhor Jesus Cristo, na noite .... (palavras de instituição)... Portanto, todas as vezes em que vocês comem deste pão e bebem deste cálice, anunciam a morte do Senhor, por nós, até que Ele venha.

C.: Anunciamos, Senhor, a tua morte e proclamamos a tua ressurreição. Vem, Senhor Jesus! P.: Envia o teu Espírito, Senhor, para que partilhando desta tua Ceia, pela fé nos tornemos um só corpo, que anuncia e vive a esperança.

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C.: Ó vem, Santo Espírito. P.: Guia-nos, Senhor, à festa da alegria de teu reino, para ali proclamar o teu louvor e anunciar a salvação, para a qual em Cristo nos chamaste.

C.: Por Cristo, com Cristo e em Cristo, seja a ti, Pai todo-poderoso na unidade do Espírito Santo, toda a honra e toda a glória, agora e sempre. Amém. T.: Pai Nosso... GESTO DE PAZ: P.: A paz do Senhor seja sempre com todos vocês.

C.: E com você também. COMUNHÃO: P.: O cálice da bênção que abençoamos é a comunhão do sangue de Cristo; o pão que (re)partimos é a comunhão do corpo de Cristo.

C.: Nós , embora muitos, somos um só corpo em Cristo. P.: Venham, porque tudo está reparado! (durante a Comunhão a comunidade canta Hinos HPD 49; 155; 156; 161...)

ORAÇÃO PÓS-COMUNHÃO: P.: Oremos: Deus, todo-poderoso! Nós te agradecemos e te louvamos, porque nos restauraste através da comunhão do corpo e sangue de teu Filho Jesus Cristo. Dá, Senhor, em tua bondade, que esta Ceia nos fortaleça na fé e na esperança em ti, nos assegure em nossa salvação, e nos possibilite sempre maior amor ao nosso próximo. Isto te pedimos, ó Pai, por Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador.

C.: Amém. VIII - LITURGIA FINAL ð P.: Avisos Comunitários

C.: Canto de despedida - HPD 97.1-4 P.: Abençoe-os Deus, o todo-poderoso: Pai, Filho e Espírito Santo; hoje e sempre. Amém. Vão na paz do Senhor.

C.: Amém. Comunhão Martim Lutero P. Dr. Osmar Zizemer

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ANOTAÇÕES


Como o Pai é Senhor, assim o Filho é Senhor, o Espírito Santo é Senhor; entretanto, não são três Senhores, porém um só Senhor. Porque, assim como pela verdade cristã somos obrigados a confessar que cada pessoa, tomada em separado, é Deus e Senhor, assim também estamos proibidos pela religião cristã de dizer que são três Deuses ou três Senhores. O Pai por ninguém foi feito, nem criado, nem gerado. O Filho é só do Pai; não feito, nem criado, mas gerado. O Espírito Santo é do Pai e do Filho; não feito, nem criado, nem gerado, mas procedente. Há, portanto, um único Pai, não três Pais; um único Filho, não três Filhos; um único Espírito Santo, não três Espíritos Santos. E nesta Trindade nada é anterior ou posterior, nada maior ou menor; porém todas as três pessoas são coeternas e iguais entre si; de modo que em tudo, conforme já ficou dito acima, deve ser venerada a Trindade na unidade e a unidade na Trindade. Portanto, quem quer salvar-se, deve pensar assim a respeito da Trindade. Mas para a salvação eterna também é necessário crer fielmente na encarnação de nosso Senhor Jesus Cristo. A fé verdadeira, por conseguinte, é crermos e confessarmos que nosso Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, é Deus e homem. É Deus, gerado da substância do Pai antes dos séculos, e é homem, nascido, no mundo, da substância da mãe. Deus perfeito, homem perfeito, subsistindo de alma racional e carne humana. Igual ao Pai segundo a divindade, menor que o Pai segundo a humanidade. Ainda que é Deus e homem, todavia não há dois, porém um só Cristo. Um só, entretanto, não por conversão da divindade em carne, mas pela assunção da humanidade em Deus. De todo um só, não por confusão de substância, mas por unidade de pessoa. Pois, assim como a alma racional e a carne é um só homem, assim Deus e homem é um só Cristo; o qual padeceu pela nossa salvação, desceu aos infernos ressuscitou dos mortos, subiu aos céus, está sentado à destra do Pai, donde há de vir para julgar os vivos e os mortos. À sua chegada todos os homens devem ressuscitar com os seus corpos e vão prestar contas de seus próprios atos; e aqueles que tiverem praticado o bem irão para a vida eterna; aqueles que tiverem praticado o mal irão para o fogo eterno. Esta é a fé cristã. Quem não a crer com fidelidade e firmeza, não poderá salvar-se. Amém.


Essa será minha fé! Até o momento, por minha maldade e fraqueza congênitas, fui incapaz de fazer jus às exigências de Deus. Quando não puder crer que Deus, por Cristo, vai perdoar o meu falhar, que dia por dia lamento, eu estarei liquidado. Terei de desesperar. Mas é o que não vou fazer. Pendurar-me num galho, como Judas, isso não farei. Vou pendurar-me no pescoço ou no pé de Cristo, bem como a pecadora fez – apesar de eu ser pior que ela – vou segurar o meu Senhor Jesus. No dia do Juízo Final ele falará a Deus, o Pai: “Este penduricalho também vai ter que passar. Verdade é que ele nada guardou, e transgrediu todos os teus mandamentos. Pai, mas ele se pendura em mim. O que importa! Eu morri por ele. Deixa ele entrar.” Esta será minha fé. Martim Lutero

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Somos Luteranos. Subsídios Litúrgicos e Estudos Bíblicos para o Mês da Reforma by Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB) - Issuu