Número 201 - ano XIX - São Leopoldo, dezembro de 2017
Minitros e ministras do Sínodo reuniram-se em convenção Nesta edição: Tema Central: Direitos humanos (p. 3)
Cleide Scheideer
500 anos da Reforma: (p. 4)
Nos dias 06 e 07 de novembro, aconteceu a Convenção Sinodal de Ministras e Ministros no Grande Hotel Dall´Onder em Bento Gonçalves. As convenções sinodais têm como objetivo olhar com cuidado para a nossa relação com Deus, conosco mesmos, com pessoas próximas e com o contexto em que vivemos. (p.5) Entre amigos e amigas (p.5)
Pastoral do Cuidado (p.7) Leia nossas colunas: Palavra do Pastor Sinodal e Meditação do mês (p.2) 500 anos da Reforma (p. 4) Faculdades EST e Ecumene (p. 6) Para Pensar Gestão Comunitária (p.7) Quem somos (p.8)
Sínodo Rio dos Sinos - dezembro de 2017
PALAVRA DO PASTOR SINODAL
Advento – entre esperar e esperançar! São duas as formas de olharmos para este tempo de Advento: esperar ou esperançar! Onde está a minha esperança? Podemos, como pessoas cristãs, responder depressa: a nossa esperança está em Cristo Jesus! Ponto! A resposta está certa. Mas as celebrações do Advento têm se repetido ano após ano, e poucas mudanças ocorrem no comportamento das pessoas cristãs e na sua influência para um mundo melhor. Talvez estejamos esperando, baseados no verbo esperar. Esperar significa que aguardamos que algo aconteça. Se aquele ou aquilo que esperamos não fizer o movimento em nossa direção, nada acontecerá. Paulo Freire diz o seguinte sobre esperar e esperançar: “É preciso ter esperança, mas ter esperança do verbo esperançar; porque tem gente que tem esperança do verbo esperar. E esperança do verbo esperar não é esperança, é espera. Esperançar é se levantar, esperançar é ir atrás, esperançar é construir, esperançar é não desistir! Esperançar é levar adiante, esperançar é juntar-se com outros para fazer de outro modo...”. Deus já nos contemplou com a vinda de Cristo a este mundo para nossa salvação por graça e fé. Então não é mais preciso esperar por aquele que vem. Ele já está conosco! Em Cristo, Deus propôs um tempo de amor, compreensão, justiça e muito mais. Advento é tempo de celebrar essa vinda e presença entre nós. É tempo de conjugar o verbo esperançar! Porque esperançar é se levantar. Levantar-se para quê? Para dizer que queremos os sinais do Reino anunciado por Jesus, onde a cooperação, a solidariedade, a justiça, o cuidado, o respeito com o outro e o bem prevaleçam. Esperançar é viver o amor, misericordioso, afetivo e empático com todos os que sofrem. Há grupos cristãos que transformam a proposta de Jesus em lei e comportamentos moralistas. Quando não conseguem cumprir a lei e a moral como pregam, desacreditam a mensagem de Deus em Cristo. A ação de Cristo impôs-se no mundo justamente pelo contrário. Ela foi libertação, acolhimento e resposta para os anseios mais profundos dos seres humanos. Foi ética, profundamente ética, onde a vida teve primazia sobre cultura, religião, classes sociais ou qualquer classificação para a situação vivencial das pessoas que ele amorosamente acolheu e salvou. Esperançar é construir condições para que a utopia de Isaías 65.21-22 aconteça: “Vocês construirão casas e morarão nelas, farão plantações de uvas e beberão o seu vinho. Não construirão casas para outros morarem nelas nem farão palantações de uvas para outros beberem o seu vinho. O meu povo viverá muitos anos como as árvores, e todos terão prazer de aproveitar as coisas que eles mesmos fizeram”. Este texto é lindo, e é isso que Deus quer para o seu povo. Cabe-nos uma escolha neste tempo de Advento: Queremos nos sentar e esperar ou vamos nos levantar e conjugar o verbo esperançar em nossas vidas? A escolha é minha, é sua. Abençoado Advento! Abençoada escolha! P. Carlos Eduardo Müller Bock Vice-Pastor Sinodal
“O nosso Deus é misericordioso e bondoso. Ele fará brilhar sobre nós a sua luz e do céu iluminará todos os que vivem na escuridão da sombra da morte, para guiar os nossos passos o caminho da paz.” Lucas 1.78-79
MENSAGEM
A ação de Deus sobre nós De acordo com a narrativa de Lucas, quando Zacarias recebeu a visita de Deus, a novidade foi tão grande, que ele chegou a ficar mudo; não acreditava no que ouvia! Isabel e Zacarias teriam um filho: “Terás alegria e regozijo, e muitos se alegrarão com o seu nascimento” (Lc 1.13-14). E mudo Zacarias permaneceu até o dia do “batizado” (circuncisão) do menino, que recebeu o nome de João (Lc 1.63-64). Desatando a falar, repleto do Espírito Santo, Zacarias louvou mais uma visita de Deus: “Graças ao misericordioso coração do nosso Deus, pelo qual nos visita o Astro das alturas” (Lc 1.78-79). Zacarias estava alegre por seu filho ter sido destinado para ser o precursor de Cristo, o sol nascente das alturas. Sua alegria não estava na honra de seu filho, mas por se cumprir o que Deus prometera aos pais: a vinda do Salvador, que então seu filho, João Batista, poderá anunciar: o tempo chegou. “Bendito seja o Senhor, Deus de Israel, porque visitou e redimiu o seu povo, e nos suscitou plena e poderosa salvação na casa de Davi, seu servo”. Quem poderia libertar este mundo? Não há ninguém capaz de tal feito. No entanto, Deus livra o seu povo, pois estabeleceu um Reino da graça, de sua misericórdia. Zacarias terminou com um cântico de louvor à entranhável misericórdia de nosso Deus. E ele afirmou que essa misericórdia não é somente para Judá, ou o povo de Israel, mas é para todos os que jazem nas trevas e na sombra da morte. “Jesus é o Salvador de toda a humanidade, pois todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Rm 3.23). Diante dessa realidade, Jesus, o Sol Nascente, surgiu como um raio de luz, revelando o caminho e a vida em Deus. A promessa de Deus logo após a queda em pecado foi de salvação e de resgate. E essa se cumpriu em Cristo. O que foi prometido viria das alturas. E assim se fez. Zacarias teve a sua ansiedade sacerdotal apaziguada pela fidelidade de Deus em enviar o Sol Nascente. Somente esse pode fazê-lo andar no caminho de paz, em um novo caminho, em uma relação com Deus, que se dá em Cristo. O uso da ideia de uma luz brilhar ou ilumi-
nar o povo em meio a seus pecados é bem próprio no apontar a vinda do Messias. E o povo aguardava por essa luz. O ensinamento bíblico, especialmente em nossa teologia, é enfático ao destacar a incapacidade do ser humano de voltar-se a Deus por forças próprias. Por que então continuar esta reflexão? Porque ao mesmo tempo em que a Bíblia nos mostra como incapazes, ela também revela a ação de Deus sobre nós. É Deus que age e quer mudar a nossa situação de perdidos e condenados. Eis a ordem de Jesus: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo, ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado”.
FOTO COMENTADA
Du Amorim/A2FOTOGRAGIA
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Pastor Dirceu Griggio Paróquia Primavera Novo Hamburgo
Prédios em Holambra
O tempo das férias escolares está se aproximando. As férias no trabalho também estão chegando. Férias! Será que valorizamos esse tempo para descansar? Para conhecer novos lugares e paisagens? Para visitar parentes e amigos? Os prédios da cidade de Holambra em São Paulo remetem-nos à cultura holandesa. Férias também são tempo de conhecer lugares, histórias, pessoas...
SINOS DA COMUNHÃO é uma publicação do Sínodo Rio dos Sinos Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil – IECLB
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ESPECIAL
Direitos humanos são direitos inerentes a todos pelo simples fato de serem pessoas. Estão intimamente ligados às ideias de igualdade, dignidade humana e limitação de poder; afinal de contas, em um ambiente de opressão não há espaço para a vida digna. E a ideia de dignidade humana, por sua vez, está vinculada à necessidade de respeito ao outro, independentemente de quem seja o outro. O outro pode ser qualquer pessoa: mulher, negro, índio, homossexual, pobre, idoso, criança, pessoa com deficiência, estrangeiro. Como exemplos de direitos humanos, podemos listar os direitos à vida, à liberdade (religiosa, de opinião, econômica), a um salário digno, à saúde, à educação, ao meio ambiente equilibrado, à paz, à autodeterminação dos povos. Atualmente, ouve-se muito falar em “cidadãos de bem” como seres superiores aos demais e que a defesa de direitos humanos se confundiria com a defesa de bandidos em detrimento da proteção da vítima. São ideias que
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Direitos humanos: Uma perspectiva ativa e preventiva
não podem ser toleradas, que devem ser intransigentemente combatidas. Explica-se: todo ser humano tem direito a um tratamento digno, a ser submetido a um processo de julgamento que lhe permita a defesa, de não ser submetido a uma situação degradante e, se for o caso, receber a punição devida – nem mais nem menos. Isso não significa, por outro lado, a negação à proteção da vítima ou a tolerância com a delinquência. São situações distintas. Não confundamos! Muitas vezes, atormentados pelo aumento da criminalidade e da insegurança pública, tendemos a confundir. Quanto maior a situação de desespero, maior será a tendência da sociedade em tolerar e aceitar violações de direitos humanos, até que – em um dia qualquer – nossos próprios direitos sejam negados. E então nos indagaria Carlos Drummond de Andrade: “E agora, José?”. Diante da constatação de que o respeito aos direitos humanos e as suas violações não ocorrem por acaso, as Nações Unidas passaram a
identificar fatores de risco para a sua violação (“Quadro de Análise para Prevenção de Crimes de Atrocidade”). No Brasil, em especial, podem-se identificar fatores de risco políticos e socioculturais, tendo em vista a crescente intolerância a grupos minoritários. Considerando, pois, que somos ao mesmo tempo beneficiários de direitos humanos e responsáveis por sua efetivação ou não violação, uma perspectiva ativa (não só de crítica e denúncia) e preventiva mostra-se como o melhor caminho nesses dias em que cada vez mais se fragilizam os direitos de dignidade humana. Catarina Volkart Pinto Juíza Federal Substituta em Novo Hamburgo e Coordenadora do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania. Membro da Comunidade Evangélica de Confissão Luterana da Paz em Portão
O que é um Cedeca?
Os Cedecas – Centros de Defesa da de 1980. Com as legislações gadas Crianças e dos/as Adolescen- rantistas de direitos, como o Estatutes – são espaços constituídos pa- to da Criança e do Adolescente (Lei ra promover a defesa dos direitos 8.069/90), surgem os Cedecas, que de crianças e adolescentes, buscan- voltam sua ação para a defesa das do assegurar a efetivação do princí- crianças e dos/as adolescentes. pio constitucional de prioridade absoluta. Odete Zanchet Encontros que mudam vidas No Brasil, existem muitos Centros Advogada e diretora executiva do de Defesa de Direitos Humanos. Proame Cedeca Bertholdo Weber Grande parte originou-se das lutas São Leopoldo (RS) por conquistas de direitos na déca-
ANCED A Anced – Associação Nacional de Centros de Defesa – congrega parte desses centros que mantêm um alinhamento do trabalho, embasado na proteção jurídico-social de direitos humanos de crianças e adolescentes. Hoje são 31 Cedecas associados, distribuídos por 16 estados e no Distrito Federal, sendo 16 na Região Sudeste, oito na Região Nordeste, quatro na Região Norte, dois na Região Centro-Oeste e um na Região Sul.
Um olhar para o vale Segunda a sábado - 6h50
Música em Mosaico Domingos - 8h30 a 9h
Conversando com você Segunda a sexta - 11h30
Mensagem de vida e fé Segunda a sexta - 18h55
Comunidades em União Domingos - 7h30 a 8h30
Acompanhe a programação em www.uniaofm.com.br
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Sínodo Rio dos Sinos - dezembro de 2017
Paróquia no Vale do Três Forquilhas
Celebrando os 500 anos da Reforma Luterana Na Idade Média, Deus era apresentado às pessoas como um Deus vingativo e castigador. As pessoas tinham muito medo de Deus. Faziam sacrifícios de toda sorte, pensando em apaziguar a ira de Deus. Em outras palavras, queriam comprar a benevolência de Deus. Em língua alemã, missa chama-se Messe, que traduzido quer dizer “safra”. Então podia ser erroneamente compreendido que na missa Deus fazia a sua colheita, isto é, recebia os sacrifícios do povo. Martim Lutero redescobriu e apresentou ao povo um Deus amoroso, gracioso, um Deus que perdoa e salva gratuitamente. A resposta da pessoa pecadora perdoada e salva tem base simplesmente na fé como resposta. Toda boa obra não pode pagar o que já está feito por amor: o sacrifício de Cristo. Por isso toda pessoa cristã age como uma árvore que foi bem tratada: dá bons frutos como consequência do amor que recebeu de Deus através da morte e ressurreição de nosso Senhor. Uma imensa comunidade ecumênica do Vale do Três Forquilhas experimentou um pouco dessa graça de Deus nas comemorações alusivas aos 500 anos da Reforma Luterana.
ESPECIAL
Em apoio à celebração dos 500 anos da Reforma Luterana, esta coluna dedica este espaço para a publicação de textos que trazem os ensinamentos do reformador Dr. Martim Lutero.
Em cada edição ao longo deste ano, vamos ter uma “conversa com Lutero” sobre temas ainda atuais em nosso tempo. Os textos são adaptados da Bíblia Sagrada com reflexões de Lutero ou da edição comemorativa aos 500 anos da Reforma do devocionário Castelo Forte e integram o programa semanal Comunidades em União, veiculado pela Rádio União FM, 105.3, todos os domingos, das 7h30 as 8h30.
Domingo da Eternidade Semeadura e ressurreição
A eternidade é a promessa maior, a partir da ressurreição dos mortos para a vida eterna. Segundo o Apóstolo Paulo na sua primeira carta aos Coríntios, a morte é uma semeadura de onde nasce um novo corpo.
Arquivo P. Leonídio Gaede
Dr. Lutero, o apóstolo Paulo usa uma ilustração do dia a dia especialmente para quem observa a natureza. Um grão precisa morrer pra que dele possa nascer uma nova planta. O que podemos aprender disso? Lutero: Essa imagem ninguém conseguiria escolher com melhor acerto ao tomar aquilo que todo mundo considera morte e transformá-lo em imagem de vida, traçando-a com recursos tão comuns e insignificantes, ou seja, com toda a sorte de sementes ou grãos no campo, no sentido de que não se deve encarar a morte de uma pessoa diferentemente de um grãozinho lançado na terra.
No domingo, dia 29 de outubro de 2017, lideranças municipais, independentemente de partidos políticos, lideranças religiosas, independentemente de sua confissão particular, dos municípios de Três Forquilhas e Itati uniram-se na preparação e execução de uma programação com uma profunda simbologia da nomeação de uma ponte com o título “Ponte da Integração”. O público, convidado pelas igrejas e prefeituras, compareceu e emocionou-se com uma programação contagiante. Pastor Norberto, Prefeito Robinho (Três Forquilhas), Padre Gelci, Pastor Zeca e Prefeito Flori (Itati) O jovem Bruno Engel Justin expressou bem o sentido com seu manifesto numa rede social: “Hoje minha vó me falava que esperou mais de 50 anos por esse dia. Contou que seu pai, na época, não foi a seu casamento por motivos de religião, assim como tantos outros acontecimentos motivados por esses atritos. Ela estava lá ontem. Muitos se foram e não viram esse dia...” As comemorações continuaram no Dia da Reforma propriamente dito, dia 31 de outubro, com um culto ecumênico concelebrado por ministros religiosos de três denominações diferentes: P. Norberto Hulle, da Igreja Evangélica Luterana do Brasil – IELB; P. Leonídio Gaede, da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil – IECLB e o Pe. Gelci Peroni, da Igreja Católica Apostólica Romana – ICAR.
É como se o apóstolo Paulo estivesse “falando” com uma semente ao ser enterrada no chão. De fato é uma figura interessante. Lutero: E seguindo nesse pensamento, se de fato a semente pudesse “ver e sentir” o que lhe está acontecendo, também teria que pensar que está perdida para todo o sempre. Mas o lavrador lhe diria algo totalmente diferente, sugerindo ou pintando-o como se já estivesse aí, crescendo com um belo talo e uma belíssima espiga da melhor qualidade. Seria bom se conseguíssemos sempre encarar a morte nessa perspectiva de uma preparação para algo novo. Mas nem sempre isso acontece, não é mesmo? Lutero: Isso é verdade. Mas temos que deixar pintar e lavrar em nosso coração quando nos sepultam debaixo da terra, que isso não deve significar que estaremos mortos e perdidos, mas semeados e plantados, que justamente nisso haverá germinação e crescimento em nova vida e natureza que não vão perecer. Com certeza essa é uma linguagem à qual as pessoas não estão tão acostumadas quando pensamos nessa questão da morte. Lutero: Sim. De fato, temos que aprender um novo discurso e uma nova linguagem para falar da morte e do túmulo: morrer não significa morte, mas semeadura para um verão futuro, e o cemitério ou sepultamento não é um acúmulo de finados, mas uma lavoura repleta de grãozinhos, chamados grãos de Deus, que agora voltarão a brotar e a crescer em beleza maior, de tal modo que nenhum ser humano consegue entender. Mas isso ainda deixa um certo mistério em relação à morte e à ressurreição? Lutero: Sim. Porque essa não é linguagem humana, terrena, e sim divina, celeste, uma vez que a gente não encontra isso em nenhum livro de nenhum erudito e sábio da terra: de que a morte se transformará em nova e diferente vida eterna e que, quando as pessoas morrem, isso significa semeadura.denção e afasta toda a condenação. Seleção dos temas e edição: Heitor Meurer Castelo Forte - 500 anos da Reforma - 22.11.2017
Sínodo Rio dos Sinos - dezembro de 2017
No tempo dos reis magos, havia crise e dificuldades. Basta lembrar que, em seu encontro com o rei Herodes, esse lhes pediu para que, no retorno, lhe dissessem onde encontraram o novo rei para que fosse adorá-lo. No entanto, em sonho, os reis magos foram alertados sobre o perigo e retornaram ao Oriente por outro caminho.
Advento é tempo de meditação Quando o Natal se aproxima, os preparativos acontecem nos lares, nas igrejas, no comércio. Os shoppings pegam carona no Natal e montam presépios com muito luxo. Os presépios nos lares, nas igrejas e nos shoppings são montados a partir dos relatos dos evangelistas Mateus, Marcos e Lucas. Entre os muitos elementos que formam os presépios, um deles não pode faltar: é a estrela de Belém, também conhecida como a estrela de Natal, que é colocada acima do presépio para lembrar a estrela que guiou os magos do Oriente para junto da manjedoura em Belém, na Palestina, onde encontraram o menino Jesus. Sabemos pelo relato do evangelista Mateus que eles se ajoelharam perante a criança e ofertaram-lhe ouro, incenso e mirra. Na época, eram os seus tesouros, as coisas mais valiosas que traziam consigo. Quando os três reis magos viram a estrela no céu, interpretaram-na como um sinal divino a lhes dizer que um novo rei havia nascido. A profecia no Antigo Testamento, como a do profeta Balaão, dizia: “Vê-lo-ei, mas não agora; contemplá-lo-ei, mas não de perto; uma estrela procederá de Jacó, de Israel subirá um cetro que ferirá as têmporas de Moabe e destruirá todos os filhos de Sete” (Números 24.17).
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A estrela de Belém
O poeta Mário Quintana deixou um pensamento para ser compartilhado no Natal: “Se as coisas são inatingíveis... Ora! Não é motivo para não querê-las. Que tristes os caminhos se não fora a mágica presença das estrelas!” A estrela que nos guia na vida é Jesus Cristo, o Salvador. Que a estrela de Deus nos guie neste Natal para o encontro com o menino Jesus! Que a magia divina nos faça adorar e servir a Jesus com amor e alegria! João Artur Müller da Silva Pastor
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Diabetes Escolhi este tema porque o diabetes é considerado uma pandemia com mais de 400 milhões de diabéticos no mundo. Mais de 5% dos brasileiros são diabéticos, e a doença cresce entre homens, mulheres e crianças. No Rio Grande do Sul, cerca de 500 mil pessoas sofrem de diabetes; em São Leopoldo, são mais de 7 mil. O Dr. Carlos Eduardo Barra Couri escreveu um livro intitulado “O futuro do diabetes”, em que, além de mapear os cuidados com o diabetes, fala das novidades na área do tratamento, por exemplo do comprimido de insulina via oral. Houve necessidade de elaborar uma molécula de proteína que não fosse digerida pelo estômago. Houve problemas. Por isso, após um primeiro estudo, grande parte voltou à insulina injetável. Mas agora existem estudos promissores e já em fase lll! Existe, desde 2016, o FreeStyle Libre, que nada mais é do que um sensor digital do tamanho de uma moeda de um real que é aplicado na parte de trás do antebraço (contém microagulha) e, quando é necessário saber a quantas anda o açúcar no sangue, passa-se um aparelho por perto (espécie de leitor digital) e pronto: tem-se o resultado! Evita as picadas na ponta dos dedos, grande motivo para a falta de adesão ao tratamento. Mas tem um senão por enquanto: o aparelho é muito caro (mais ou menos R$ 600,00), e o sensor – que deve ser trocado a cada duas semanas – custa cerca de R$ 240,00. O sensor não é fornecido pela rede pública ou pelos planos de saúde privados. Ainda num futuro bem próximo, teremos a vacina contra o diabetes e a medicação anual para controlar o diabetes. Até lá, vamos tomar cuidados com a alimentação, combater a barriguinha (obesidade visceral) e ter atividade física. Essas práticas sempre farão parte do controle do diabetes. Aliás, hábitos de vida saudável previnem doenças de um modo geral. Dra. Maria Cláudia Bender
Convenção de Ministros e Ministras Um investimento do Sínodo
Fotos: Cleide Schneider
Nos dias 06 e 07 de novembro, aconteceu a Convenção Sinodal de Ministras e Ministros no Grande Hotel Dall´Onder em Bento Gonçalves. As convenções sinodais têm como objetivo olhar com cuidado para a nossa relação com Deus, conosco mesmos, com pessoas próximas e com o contexto em que vivemos. Esse espírito também esteve presente nessa convenção. Sob o tema “Perdão, saúde e bem-estar”, um grupo de 60 pessoas trocou experiências e partilhou momentos agradáveis. Sandra Geiger, abordando o tema saúde e bem-estar, falou sobre os benefícios da massoterapia; Marlene Gaede trouxe o “Cone Chinês” como uma forma de tratamento para o ouvido; Leonídio Gaede falou sobre o Método de Reestruturação Corporal – MRC.
No primeiro dia da Convenção de Ministras e Ministras do Sínodo Rio dos Sinos aconteceu uma degustação teológica de vinhos, intitulada “Vinho – dádiva do céu e da terra”. A degustação foi conduzida pelos pastores Hans A. Trein e João Artur M. da Silva e pela sommelière Deise da Costa. Foram degustados: um espumante Demi-Sec, um vinho branco Chardonnay, um vinho tinto Pinot Noir, um vinho tinto Cabernet Sauvignon e um vinho licoroso. Ao longo da degustação, foram compartilhadas reflexões sobre o vinho a partir de textos bíblicos. Essa vivência de uma degustação com a contribuição da espiritualidade cristã foi bem acolhida pelos participantes da Convenção Sinodal.
Ao longo desses dois dias, houve abordagens na área da saúde, como alimentação e cuidados com o corpo, mas também se falou um pouco sobre os cuidados com algumas questões de cunho emocional/espiritual. O perdão, as mágoas, os rancores que “guardamos” e que influenciam pessoal e profissionalmente o ambiente da igreja foram assuntos especialmente tratados durante essa convenção. Sobre isso falou a psicóloga Roseli Kühnrich de Oliveira sob o título “O perdão e seus efeitos colaterais”. As meditações foram marcadas por textos bíblicos que traziam a ação de Deus na vida de pessoas da Bíblia através do toque, da presença e do cuidado. A convenção encerrou com uma Celebração Eucarística de Taizé na noite de terça-feira. Na quarta-feira, aconteceu a Conferência de Ministras/os com o compartilhamento de ideias e o planejamento para 2018. A convenção é um investimento do Sínodo, de comunidades e também pessoal de cada ministro, visando ao cuidado com a integralidade das pessoas que participam desse momento (ministro/a e seu cônjuge). Ana Carolina Walzburger
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Sínodo Rio dos Sinos - dezembro de 2017
Faculdades EST presente no Dia Intersinodal da Igreja
ECUMENE
Em 2017, no mundo todo, luteranas e luteranos celebraram os 500 Anos da Reforma. O mês de outubro, especialmente, foi marcado por diversas cerimônias e eventos sobre essa comemoração. E a Faculdades EST não poderia ficar de fora. Berço da Teologia Luterana no Brasil, nossos docentes celebraram cultos em diferentes comunidades, assim como discentes participaram por meio da música e de outras atividades em vários espaços. A instituição esteve presente em todos os Dias da Igreja comemorados neste ano. Para encerrar as grandes festividades, no domingo, dia 29 de outubro, os Sínodos Norte Catarinense, Paranapanema e Vale do Itajaí promoveram o Dia Intersinodal da Igreja. O evento ocorreu na Arena Jaraguá em Jaraguá do Sul/SC, reunindo mais de cinco mil pessoas. A Faculdades EST foi representada pelos estudantes do curso de Bacharelado em Teologia Thiago Schroeder, Eduarda Viviane Müller, Raquel Marques e Jéssica Kriese; pela assessora de imprensa Mariana Bastian Tramontini e pela Reitoria na pessoa do Reitor Prof. Dr. Wilhelm Wachholz.
Perseguição contra os cristãos no mundo A Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) apresentou recentemente, em Roma, o documento “Perseguidos e esquecidos – Relatório sobre os cristãos oprimidos por causa da fé entre 2015 e 2017”, que revela aumento na perseguição religiosa nos últimos anos. Entre agosto de 2015 e julho de 2017, os cristãos continuaram sendo vítimas do fundamentalismo, do nacionalismo religioso e dos regimes totalitários. O estudo examina profundamente a realidade de países nos quais a falta de liberdade religiosa dos cristãos é mais intensa. Os países analisados foram o Iraque, a Síria, o Egito, a Nigéria, a Índia, o Paquistão, a China, a Coreia do Norte, a Eritreia, a Turquia, a Arábia Saudita, o Irã e o Sudão.
Imprensa EST
Wachholz, Thiago, Eduarda, Raquel, Jéssica e Mariana durante o Dia Intersinodal da Igreja em Jaraguá do Sul
“Isso reforça nossa perspectiva de proximidade com as comunidades e o cultivo do legado da Reforma”, ressaltou o Prof. Wachholz sobre a presença de docentes e discentes da instituição em diferentes eventos ao longo deste ano. “A Faculdades EST é uma instituição comunitária, que tem na sua ‘certidão de nascimento’ a identidade reformatória luterana. Em perspectiva de outros 500, reafirma o testemunho transformador dos legados da Reforma”, destacou o reitor da instituição sobre a inserção comunitária e ecumênica. Mariana Bastian Tramontini Jornalista
“Entre 2015 e 2017, os cristãos sofreram crimes contra a humanidade: alguns foram enforcados ou crucificados, algumas mulheres violentadas e sequestradas e outras desapareceram para sempre”, denuncia o relatório da Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre. Casos gravíssimos: Arábia Saudita e Coreia do Norte; Oriente Médio: genocídio; Índia e China: intolerância até por parte do governo; África: perseguição e mais genocídio. Fonte: www.conic.org.br
Comunidade de Lomba Grande
“Trilha 8” encerrou nos 500 anos da Reforma
Heitor Meurer
No dia 31 de outubro, na celebração dos 500 anos da Reforma Luterana, a Comunidade Evangélica de Lomba Grande teve a oitava estação do Trilha 8 com a celebração proposta no programa, iniciando na igreja e encerrando com uma confraternização no Centro de Eventos. Esta última etapa incluiu os familiares dos 21 alunos que realizaram o primeiro Trilha 8 na comunidade. No sábado, dia 4 de novembro, houve um momento final do curso na Noite da Família quando houve a entrega dos certificados.
Os custos com o material foram subsidiados pelo caixa da comunidade e por uma oferta de amor dos alunos do curso na celebração da oitava estação. Para 2018 estão previstos mais dois cursos do Trilha 8, um em cada semestre.
Arquivo Com. Lomba Grande
A obra Perguntas na Bíblia: um convite ao diálogo, à reflexão e à transformação apresenta 27 reflexões a partir de questionamentos existentes nas Sagradas Escrituras. A autora Sherron aborda temas diversos e os atualiza partindo de uma pergunta específica, como por exemplo, no diálogo entre Deus e Caim: onde está Abel, teu irmão? Ou, ainda, a pergunta de Jesus a Maria, sua mãe, quando esta finalmente lhe encontra num dos pátios do templo em Jerusalém, depois de procurar o filho por toda a parte: Por que me procuráveis? Não sabíeis que me cumpria estar na casa de meu Pai? Estas 27 reflexões são um valioso instrumento tanto para a leitura e o estudo pessoal quanto na leitura e no aprofundamento bíblico comunitário. O livro faz parte da Série Parceria da Missão de Deus.
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Para pensar
Cuidando com amor
(Coluna mensal da Pastoral do Cuidado) Advento é um tempo de aproximação
Gratidão. É possível aprender!
“Ficai atentos, porque não sabeis quando chegará o momento” (Mc 13.33)
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Que eles agradeçam ao Senhor o seu amor e as coisas maravilhosas que fez por eles! Salmo 107.8, 15, 21 e 31 [NTLH] Certo pai presenteou seu filho com uma caixa de bombons. Na empolgação, a criança pegou o presente e já ia saindo quando o pai lhe indagou: - O que é que se diz, meu filho? - Obrigado papai, respondeu o garoto. Em seguida deu um abraço e, colocando a mão na caixa, retirou um dos bombons e deu ao pai. Pense comigo! Será que nós não agimos como esse filho quando na empolgação das conquistas da vida nos esquecemos de agradecer àquele de quem tudo recebemos? Somos rápidos em orar pedindo ajuda quando as coisas não vão bem (e isso também é importante), mas com muita facilidade esquecemos de agradecer quando a vida vai bem. Já ouvi muitas pessoas dizendo: - Eu conquistei isso com a força do meu braço! É bem verdade que o trabalho é uma virtude, mas não podemos nos esquecer de que tudo vem de Deus. Até mesmo a força para que possamos trabalhar e realizar algo vem dele. Se ele não nos desse as condições favoráveis, a possibilidade de trabalho e, em última análise, se não nos desse a própria vida, não poderíamos fazer absolutamente nada! Reconhecer que tudo que temos é presente de Deus nos torna gratos e humildes, e Deus se alegra por um coração humilde. Por outro lado, a pessoa que acredita que tudo é conquista própria se torna altiva, arrogante e orgulhosa, e, conforme Provérbios 16.18, ‘o orgulho leva a pessoa à destruição, e a vaidade faz cair na desgraça’. Por isso, como um pai que ama seu filho, Deus quer nos ensinar a gratidão. O Salmo 107 é uma verdadeira poesia sobre a história de Deus com Israel. Nas
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celebrações de ação de graças o povo israelita cantava essa música cujo refrão dava a ordem de agradecer pelo amor e as maravilhas de Deus. Tanto é que se repete quatro vezes no mesmo hino. Existem vários gestos pedagógicos que nos mantém a memória da gratidão ao amor de Deus. Por exemplo, quando antes das refeições alguém faz uma oração agradecendo a Deus pelo alimento, não o faz porque Deus precisa da oração, mas porque reconhece que precisa da providência divina e agradece o seu favor. É exatamente nesse mesmo sentido que contribuímos para o trabalho da igreja de Cristo no mundo e levamos ao altar nossa oferta. Assim como aquele filho que, mesmo precisando ser lembrado, corresponde ao amor do pai e não hesita em colocar a mão no presente e devolver espontaneamente uma parte daquilo que dele recebeu é que levamos nossa oferta ao altar. Lembre-se constantemente de agradecer e, ao levar ao altar sua oferta, vá em espírito de oração mentalmente enumerando as inúmeras bênçãos que Deus tem lhe dado. Que Deus siga te abençoando! P. Walter Cristian Beyer Comunidade Evangélica de Canoas
É um tempo, após o SIM de Maria, em que ela se preparou para a chegada de seu filho, que seria nosso SALVADOR. A “gestação” é um tempo de preparação, de sonhos, de idealizações, de preparativos para a chegada de um bebê. A gravidez tem um tempo biológico, um período de 39 a 40 semanas em que o bebê se forma no útero de sua mãe. Cada membro, cada órgão tem um tempo para ser formado. O corpo da mãe transforma-se, prepara-se para o nascimento. Também no Advento há transformação. Quando nos preparamos para a vinda do Senhor, enfeitamos nossa casa, compramos presentes, celebramos um tempo SANTO. A gravidez também é celebrada enquanto a barriga cresce, vivida a cada chute, movimento com muita alegria e intensidade. Vivemos épocas de incerteza e espera. Precisamos exercitar nossa esperança, nosso amor. Assim nasceu o Projeto “Olhando com cuidado mães e pais de bebês da UTI Neonatal do Hospital Fêmina”. Objetivando conversas de APOIO, AFETO E CUIDADO num momento de fragilidade em que o tempo de espera gestacional passa a ser um novo tempo de espera numa UTI NEONATAL. Na sala de espera da UTI, a preparação precisa ser ressignificada, a esperança diariamente reavivada. O desânimo, o cansaço de longas viagens. O medo, a incerteza diante de corpinhos, de vidinhas que pulsam num coraçãozinho que bate e respira por aparelhos é constantemente testado. Colocamo-nos em amor à disposição de mães e pais para ser colo quando o choro vem e vibra alegremente quando uma mãe pode pegar seu bebê no colo pela primeira vez! É ADVENTO, TEMPO DE ESPERA E ESCUTA DO SENHOR QUE VEM! TEMPO DE TESSITURAS DE AMOR!!! Maristela Zander Gonzalez Pastoral do Cuidado e Voluntariado para a Vida - Grupo Hospitalar Conceição
Gestão comunitária Balanço, DRE e orçamentos
Balanço é o instrumento contábil elaborado no final de um exercício financeiro. Demonstra o estado do patrimônio naquele momento, acumulado de todos os anos, em Ativo e Passivo. O Ativo representa os bens e direitos: dinheiro em caixa, bancos, aplicações, veículos, terrenos, móveis e utensílios. O saldo das contas é devedor, pois cada uma delas deve o seu valor a quem de direito. É nessas contas que foram aplicados os recursos. O Passivo representa as dívidas e obrigações: fornecedores, contas a pagar, impostos e obrigações a recolher e o Patrimônio Líquido. São contas de saldo credor, porque representam a origem dos recursos. O Patrimônio Líquido é uma obrigação da entidade para com seu liquidante final. Podem ser os sócios, em caso de empresas. No caso de entidades, podem ser futuras organizações a quem for destinado em caso de encerramento das atividades. A DRD – Demonstração de Resultado do Exercício – apresenta as receitas e as despesas do exercício financeiro findo. Receitas e Despesas Ordinárias são aquelas inerentes às atividades e ao objetivo da organização. As extraordinárias são advindas de outras atividades ou aplicações havidas e que não fazem parte dos objetivos da organização. A contraposição do montante de receitas e despesas gera o resultado do exercício. Esse deveria ser positivo já em seu grupo de resultado ordinário. Porque ali reside a movimentação de vida da organização. Com gratidão e fé, sejamos felizes em 31 de dezembro, aos 500 anos! Edmundo Prochnow Assessor de Gestão Comunitária Sínodo Rio dos Sinos edmundoprochnow@gmail.com
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Sínodo Rio dos Sinos - dezembro de 2017
QUEM FAZ PARTE DO SINODO
Paróquia Matriz de Porto Alegre
CEDEL
Há 30 anos, a Paróquia Matriz percebeu que era preciso fazer algo pelas crianças que viviam nas ruas de Porto Alegre. De um atendimento inicial no pátio da Igreja da Reconciliação, a paróquia começou um trabalho social junto às comunidades de onde elas provinham, inclusive apoiando uma precária creche iniciada pelas próprias mães. O passo seguinte foi assumir a direção e a manutenção da Lupi com apoio de grupos da paróquia, incorporando-a depois no organograma da Comunidade Evangélica de Porto Alegre (CEPA).
O Centro Diaconal Evangélico Luterano (CEDEL) é uma organização da sociedade civil, voltada para o trabalho socioassistencial a famílias em situação de vulnerabilidade e risco social. Realiza atendimentos através do Serviço de Atendimento Familiar (SAF) e Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV). Os atendimentos às famílias ocorrem através de acolhidas coletivas, oficinas socioeducativas, visitas domiciliares e particularizadas. Atualmente, o SCFV atende em torno de 130 crianças e adolescentes de 06 a 14 anos no turno inverso da escola. Entre as atividades propostas estão diversas oficinas: Artes; Cidadania; Cultura da paz; Espiritualidade; Educação socioambiental; Horta agroecológica; Culinária; Informática; Práticas esportivas; Passeios, cinema e eventos culturais.
Fotos: Arquivo Paróquia Matriz
Três décadas de diaconia a partir da Paróquia Matriz
Na virada do século, nascia a instituição irmã, o CEDEL, que seria a alternativa de continuidade do atendimento a essas crianças, para que não voltassem às ruas, expostas ao envolvimento com o tráfico de drogas. Esta rica história da ação diaconal de nossa paróquia representou para várias famílias e diferentes gerações a possibilidade concreta de crianças e adolescentes terem novas perspectivas de vida, educação e trabalho.
Como você pode ajudar: DESTINAR PARTE DE SEU IMPOSTO RENDA AO FUNDO CRIANÇA Doar através dos fundos municipais é a melhor forma para quem quer ajudar sem gastar nenhum dinheiro.
LUPÍ A Instituição de Educação Infantil e Assistência Social Lupicínio Rodrigues realiza um trabalho fundamental na vida de 98 crianças de 1 a 5 anos, moradores da Comunidade Lupicínio Rodrigues e de outras quatro comunidades próximas. A Lupi, como é carinhosamente reconhecida, conta com ampla equipe multidisciplinar, incluindo profissionais, voluntários e estagiários curriculares. Sua ênfase é no desenvolvimento cognitivo, social e físico das crianças. Proporciona atividades lúdico-pedagógicas em turno integral, que estimulam e/ou resgatam autoestima, autoconfiança, autonomia e um crescimento proveitoso e adequado a cada faixa etária. As parcerias que mantemos ajudam a complementar e qualificar o trabalho que desenvolvemos com as crianças e suas familiares.
Pessoas físicas que declaram imposto de renda no modelo completo têm até 31 de dezembro do ano base para doar 6% (seis por cento) do imposto devido e até 30 de abril para doar até 3% (três por cento) do imposto devido e as pessoas jurídicas que são tributadas com base no seu lucro real podem doar 1% do valor do imposto devido referente ao exercício do ano corrente, se realizarem a sua contribuição até o último dia útil do mesmo ano civil.
FUNDO MUNICIPAL DE PORTO ALEGRE Acesse o site da Prefeitura de Porto Alegre: http://funcriancapoa.procempa.com.br/dadweb Escolha projeto da Executora: Comunidade Evangélica de Porto Alegre (CEPA) Projeto: Projeto Manutenção da CEPA Social - “Doar para este projeto” Dados da Doação (DAD) (completar todos os dados e imprimir DAD) Pagar na rede bancária e enviar cópia para: cepa@cepa.org.br