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Sinos da Comunhão - Ano 18 - Nº. 189 - Novembro 2016

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Número 189 - ano XVIII - São Leopoldo, novembro de 2016

XXX Concílio da IECLB LEIA NESTA EDIÇÃO:

Tema central: O XXX Concílio e sua mensagem às comunidades (p. 3) Na coluna dos 500 anos da Reforma, Lutero responde sobre a “Bíblia” (p. 4)

Igreja reuniu representantes dos 18 Sínodos no Concílio realizado em Brusque/SC de 19 a 23 de outubro (p. 3).

Rumo aos 500 anos da Reforma Luterana

Templo da Ascensão comemora seus 65 anos

Os Mc’Coys lançam novo CD em evento da ABEFI e AEVAS (p. 4) Reforma Luterana: Celebração Ecumênica aconteceu em Porto Alegre (p. 5)

Cristãos de quatro denominações reunem-se na capital para celebrar os 499 anos da Reforma Luterana (p. 5).

Com a presença de ex-pastores que atuaram na Comunidade da Ascensão, o templo foi reinaugurado (p. 8).

Encarte 7 tem como tema “Diaconia” (centrais)

PPHM Paula Trein

www.luteranos.com.br

A palavra do Pastor Sinodal e a Meditação do mês (p. 2)

Vida no limiar da morte: Curso encerra com entrega de certificados (p. 6)

Coluna ECUMENE PÁGINA 6

Faculdades EST Vestibular PÁGINA 6

Coluna

Pastoral do Cuidado PÁGINA 7


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Sínodo Rio dos Sinos - novembro de 2016

icePALAVRA DO PASTOR SINODAL

“Assim temos mais confiança ainda na mensagem anunciada pelos profetas. Vocês fazem bem em prestar atenção nessa mensagem. Pois ela é como uma luz que brilha em lugar escuro, até que o dia amanheça e a luz da estrela da manhã brilhe no coração de vocês.” 2 Pedro 1.19

MENSAGEM

Sobre alma

Carlos E. M. Bock Vice Pastor Sinodal

Escutar é opção pela vida Noticiários ligados aos escândalos são temas com os quais nos acostumamos. As informações midiáticas não mais inquietam a existência humana. Ao mesmo tempo, a nossa escuta é fragmentada porque logo adiante virá outra informação, que poderá ser pior do que aquela recebida no presente. Isso significa que nos acostumamos com aquilo que é anormal. O pior parece que sempre ainda está por vir. Qual será o critério para a tomada de nossas decisões quando o anormal se torna o costumeiro no dia a dia? As decisões podem estar pautadas no impulso das emoções. A lei da sobrevivência estará condicionando a nossa existência. Logo os nossos parâmetros se tornam escassos. Líderes que cativam para o bem não estão na vitrine. A própria razão torna-se vítima do descaso e indiferença com a educação. A palavra bíblica deste mês de novembro revela algo muito simples, mas, ao mesmo tempo, revela dificuldade enorme em nossa convivência: Vocês fazem bem em prestar atenção na mensagem dos profetas. Isto quer dizer: precisamos escutar e não apenas ouvir. Escutar significa colocar-se junto com o outro para perceber a palavra com as suas emoções, a mensagem que esse vem revelar. Nesse estar aí para o outro acontecem troca, partilha. Isso é muito mais do que troca de uma informação ou eco de um diálogo. O avanço tecnológico da comunicação com todos os seus benefícios proporcionou muitas facilidades para o nosso convívio. Mas se perde cada vez mais aquela sintonia de auscultar o outro, que faz perceber inclusive os ruídos presentes em sua alma. Caminhamos para um distanciamento, em que cada vez mais somos um estranho para nós mesmos e para os outros. Aproximação se faz em escutar, em que valem o cuidado, o zelo pelo bem querer. Prestem atenção na mensagem que receberam dos profetas. Nela estão o ensino, a orientação, o consolo, o anúncio do perdão. A Palavra revelada nas Escrituras é a nossa luz. Através dela enxergamos a nós próprios, saberemos diferenciar o bem do mal. Quando não mais escutamos, o caos da nossa existência está se instalando. Estamos sendo embriagados pelo sintoma do pecado.

O lema deste mês remete ao ambiente familiar e comunitário. Nele se relembravam as histórias no decorrer dos tempos e de como foram sendo encaminhados os grandes temas da existência humana. Os anciãos reuniam-se com as crianças e contavam suas histórias. Essa saudade remete à importância dessa entrega. Nessa escuta, elaborava-se a vida, naquilo que temos como sendo ético e também o que deve ser rejeitado em nossa convivência. A luz de Cristo estava iluminando a vida, fortalecendo valores para a nossa conduta como filhos e filhas de Deus. Escutar é opção pela vida. É ressignificar a nossa existência! Afastar a escuridão! Fazes bem em prestar atenção na mensagem das Escrituras! P. Werner Kiefer Matriz – Porto Alegre

FOTO COMENTADA Calma... Essa foto não é um problema do fotógrafo, que não soube tirá-la. Ela está “no foco”. Mas no foco das atenções de entidades nossas como a ABEFI, a AEVAS e a CEPA, para citar algumas mais próximas de nós. São crianças em situação de vulnerabilidade social, devido às difículdades dos pais ou da inexistência desses, assumidas por avós, tios ou parentes próximos. Estariam, em tenra idade, propensas às ruas. Mas estão no coração de doadores, apoiadores e funcionários de nossas entidades, como o pequenino, no berço ao lado.

Arquivo ABEFI

Quem participa de muitos ambientes diferentes vai aprendendo em cada um deles. Eu tenho este privilégio. Em um destes espaços de aprendizado escutei uma pequena história. Aconteceu enquanto eu participava das reuniões do Comin. Guardei na memória a história, mas não lembro quem a contou e nem quem a viveu. Pois lhes conto que um cristão vivendo entre os índios no norte do Brasil acompanhava os seus afazeres diários. Determinado dia eles fizeram uma longa caminhada pela mata. Os indígenas caminhavam em fila e rapidamente. De repente pararam e se aglomeram. O cristão curioso perguntou sobre o motivo da parada. A resposta foi a seguinte: “Estamos caminhando rápido. Paramos para esperar as nossas almas nos alcançarem”. Seria do gosto de alguns leitores que se definisse o que é alma. Mas quero só dividir esta história para refletirmos sobre o nosso jeito de andar, de viver a vida. Será que não estamos perdendo a nossa alma nessa forma alucinada de viver o dia a dia? Usando uma palavra do momento: não estaríamos nos desconectando de nós mesmos? Se a nossa alma fica para trás não perdemos a nossa essência? Essa reflexão é importante porque o nosso Sínodo está situado em uma área urbana de alta densidade demográfica. As pessoas se deslocam do campo para a cidade em busca de uma vida melhor. Querem estar próximos de atendimento médico, educação e melhores ganhos. Mas o ambiente urbano é hostil e as doenças que mais atingem as pessoas no meio urbano são “as doenças da alma”. A ansiedade, a depressão, a dependência química são comuns e atingem muitas pessoas. A síndrome do pânico é diagnóstico comum nos dias de hoje. Pessoas que adquirem esta síndrome não conseguem mais conviver no meio social e só desejam a reclusão. Sucumbem ante a pressão para atingir metas e corresponder as suas próprias expectativas. Em Lucas 10.27 temos uma palavra bíblica que nos ajuda: “Ame o Senhor, seu Deus, com todo o coração, com toda a alma com todas as forças e com toda a mente. E ame o seu próximo como você ama a si mesmo”. Somos seres completos, mas através de nossas escolhas, podemos anular sentimentos, exaurir nossas forças no que não é construtivo e deixar nossa mente ser afetada por ideias, pensamentos e escolhas mal feitas. E podemos deixar para trás a nossa alma, nos desencontrarmos dela. A alma é imprescindível para o amor a Deus, ao próximo a e a si mesmo. Não podemos correr o risco de deixá-la para trás. Alma é o lugar da conexão consigo mesmo e com Deus. Como parar? Não depende só de nós. Mas precisamos fazer coro com aqueles que desejam inovar e criar novos jeitos de viver com mais qualidade de vida, com menos violência, competição, vaidade, egoísmo e ações predatórias ao ambiente e às pessoas. Queremos mais de tudo que é necessário para uma vida onde não deixamos a nossa essência para trás. E nem a percamos, soterrada por um estilo de vida egoísta e fútil. Talvez tenhamos que abrir mão de algumas conquistas materiais e tecnológicas para alcançar um novo estilo de vida. Este é um dilema. Não dá para todos terem tudo o que desejam, mas é fundamental que todos tenham o que necessitam. Enquanto não conquistamos esse novo modo de vida em sociedade, é necessário parar. E a oração, a espiritualidade, a meditação na palavra do Senhor são os elementos fundamentais para não perdemos a nossa essência, a nossa alma. Que o Senhor nos ajude a não deixarmos nossa alma para trás.

SINOS DA COMUNHÃO é uma publicação do Sínodo Rio dos Sinos Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil – IECLB

Edição: Conselho Redacional Jornalista responsável: Heitor Meurer (MTE/RS 15656) Diagramação e arte-final: HJMeurer & Cia.Ltda (CNPJ 06.349.391/0001-30) - Novo Hamburgo/RS Publicidade: (51) 3589-3821 ou comunica@sinodors.org.br Redação e administração: Rua Amadeo Rossi, 467/B - Bairro Morro do Espelho - São Leopoldo/RS E-mail: comunica@sinodors.org.br - Site: www.sinodors.org.br Opiniões emitidas em textos assinados e outros conteúdos não refletem necessariamente a opinião do jornal


Sínodo Rio dos Sinos - novembro de 2016

ESPECIAL

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Por uma Comunidade Missional Agora são Outros 500 “Uma comunidade cristã precisa reconhecer que ela é fruto do agir de Deus, que ela nasce da missão de Deus e que tudo o que ela faz precisa estar em sintonia com essa realidade. Quando uma comunidade cristã reconhece esse pressuposto existencial, ela passa a agir a partir do agir primeiro de Deus em seu favor e em favor da humanidade. O foco da missão da igreja é o evangelho, a comunidade é a consequência do anúncio e da vivência do evangelho. Comunidade aqui precisa ser entendida como o conjunto de pessoas batizadas e evangelizadas que são reunidas em um convívio cujo vínculo maior é a fé em Jesus Cristo. Mas quando nosso foco está na comunidade, corremos o risco de voltarmos nossa atenção somente para dentro, enquanto a missão de Deus nos chama justamente para a direção contrária: para fora!” (P. Dr. Renato Raasch no XXX Concílio)

Comunidade Missional

BRUSQUE/SC

IECLB realiza 30º Concílio A Paróquia Bom Pastor e o Sínodo Vale do Itajaí sediaram o XXX Concílio da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil – IECLB, que se realizou de 19 a 23 de outubro na cidade de Brusque/SC sob o tema “Por uma Comunidade Missional: agora são outros 500”, em sintonia com a temática “Missão” e o Tema do Ano da IECLB para 2017, ano do Jubileu da Reforma. O presidente da paróquia Bom Pastor, Sergio Kuchenbecker, manifestou sua alegria em receber o concílio pela segunda vez na cidade. Ele recorda que o último e primeiro concílio realizado em Brusque, em 1988, o seu pai era um dos delegados. Segundo ele, a paróquia Bom Pastor recebeu o concílio na companhia da União Paroquial da Igreja Evangélica de Confissão Luterana de Brusque, que é composta pelas paróquias Unidos em Cristo, Martim Lutero e Bom Pastor, de Brusque, e as de Guabiruba, São João Batista e Nova Trento.

Nesse XXX Concílio, além dos relatórios dos órgãos diretivos da igreja, foi desenvolvida uma plenária sobre a temática e a palestra “A missão em Paulo: por uma Comunidade Missional”, pelo P. Dr. Renato Raasch. Os conciliares aprofundaram a temática em três grupos, chamadas de Câmaras, com os seguintes subtemas: “Comunidade Missional: cuidado com a missão”, “Comunidade Missional: cuidado ministerial” e “Comunidade Missional: cuidado com as finanças”.

Uma igreja que se fortalece Segundo o P. Presidente da IECLB, Dr. Nestor Paulo Friedrich, “uma igreja que tem no centro de sua pregação o Cristo crucificado não exclui, mas acolhe incondicionalmente. É capaz de conviver e respeitar o diferente. Além do respeito pela diversidade, a ampla liberdade que há na IECLB para manifestações, críticas e discordância deve contribuir para fortalecer a igreja enquanto corpo, instituição, instrumento de Deus a serviço da sua missão”.

Órgão máximo

Representação Sinodal

O Concílio da Igreja é o órgão deliberativo máximo da IECLB e é realizado, ordinariamente, a cada dois anos. Entre representantes de todos os 18 Sínodos, lideranças, delegados, delegadas, convidados ecumênicos e equipe de apoio, participaram do evento em torno de 200 pessoas.

O Sínodo Rio dos Sinos foi representado por Elisabetha Kannenberg, Maria Regina Lucini, Ingo Ronald Brust e pelo pastor sinodal Edson Edilio Streck. Mais notícias, galeria de fotos e vídeos de diferentes momentos que foram transmitidos ao vivo estão no Portal Luterano em www.luteranos.com.br

Mensagem do XXX Concílio da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, realizado de 19 a 23 de outubro, em Brusque, Santa Catarina Por uma Comunidade Missional Agora são Outros 500 “Nele vivemos, nos movemos e existimos” Atos 17.28a O que motiva para a missão? Esta pergunta mobilizou integrantes do XXX Concílio da Igreja, na Paróquia Bom Pastor, Sínodo Vale do Itajaí, em Brusque/SC, de 19 a 23 de outubro de 2016. A pergunta questiona, inquieta, conduz a reavaliações e renova ações. Enquanto Comunidades, somos frutos da missão de Deus. Somos chamados e chama-

das a testemunhar o Evangelho. Somos instrumentos de Deus para alcançar pessoas na missão do próprio Deus. Temos referenciais bíblicos, teológicos e históricos que nos motivam. Não há modelos prontos a copiar e implantar. Cada contexto precisa construir o seu jeito próprio e a sua forma própria. Cada Comunidade, em seu lugar e realidade, precisa se sentir desafiada a se envolver, engajar e comprometer no agir missionário. Questionamentos sempre voltam: o que auxilia o desempenho missionário? Muitos podem ser esses fatores: estruturas locais atrativas e inclusivas, pessoas acolhedoras, conteúdos que tocam, além da razão, também o coração, bem como a coerência da vivência do Evangelho no dia a dia. Ser Comunidade atrativa é mais que apresentar atrações. Ser Comunidade acolhedora

é mais que abrir as portas. É integrar, é incluir! Um incluir solidário em comunhão de irmãos e irmãs, conforme Gálatas 3.28, “... porque vós sois um em Cristo Jesus”. A Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil tem uma longa caminhada e significativa história. A nossa tradição de Igreja continua abrindo portas – também para mudanças que transformam vidas e realidades. Corrigir o que precisa ser corrigido. Criar e recriar a partir do agir de Deus. É a graça contagiante de Deus que motiva, mobiliza e impulsiona por meio do Espírito Santo. Agora são outros 500: uma caminhada renovada. Deus disse a Sara e Abraão e fala a nós: “Sai ... Vai... Sê uma bênção...!” Gênesis 12.1

Um olhar para o vale Segunda a sábado - 6h50

Música em Mosaico Domingos - 8h30 a 9h

Conversando com você Segunda a sexta - 11h30

Mensagem de vida e fé Segunda a sexta - 18h55

Comunidades em União Domingos - 7h30 a 8h30

Acompanhe a programação em www.uniaofm.com.br


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Sínodo Rio dos Sinos - novembro de 2016

ABEFI - NH Projeto Doando Sorrisos Com auxílio da comunidade de seus vários parceiros, a ABEFI atua desde 1968 atendendo com assistência e educação a milhares de pessoas. A comprovação da eficácia do seu trabalho é o reconhecimento público e pessoal das pessoas que receberam apoio para se desenvolverem em determinada etapa da vida.

ESPECIAL Em apoio à ação conjunta da IECLB e da IELB para celebrar os 500 anos da Reforma Luterana, esta coluna dedica este espaço para a publicação de textos que trazem os ensinamentos do reformador Dr. Martim Lutero.

Em cada edição ao longo deste ano, vamos publicar uma entrevista fictícia com Martim Lutero sobre temas ainda atuais em nosso tempo. As respostas foram garimpadas na extensa obra do reformador. Essa entrevista cativante e divertida está no livro “Mais uma pergunta, Dr. Lutero...”, de Manfred Wolf (Editora Sinodal, 2011, 144 p.).

Com o objetivo de fomentar a cultura e educação para aproximar pessoas solidárias, nasce o projeto da Abefi, entidade que atende mais de 1.300 crianças, adolescentes e adultos. Através espetáculos, eventos e oficinas de capacitação, o projeto efetiva ações sociais contínuas em benefício da Associação Beneficente Evangélica da Floresta Imperial (ABEFI), com apoio de parceiros. Algumas ações já realizadas: - Espetáculos com grandes nomes do humor nacional como Guri de Uruguaiana, André Damasceno e Geraldo Magela (O Ceguinho), revertendo 50% da arrecadação bruta dos eventos para a entidade; - Espaço na mídia da Abefi cresceu em média 70%, após a parceria com o projeto; - Compra de fogão para a Oficina de Padaria e Confeitaria; - Pagamento de salário de educador social da Abefi; - Capacitação de módulo de culinária mexicana para atendidos pela entidade; - Oportunidade de emprego formal para atendidos da Abefi. Informe-se e seja um parceiro: Mobilização de Recursos: recursos@abefi.org.br ou (51) 3586.2712

ABEFI e AEVAS reunidas em show beneficente Cerca de 120 pessoas assistiram o show da banda Os Mc’Coys na segunda-feira, 24 de outubro, no Olé Armazém Mexicano em Novo Hamburgo/RS, no primeiro Doando Sorrisos em benefício de duas entidades parceiras da cidade, ABEFI (Associação Beneficente Evangélica da Floresta Imperial) e da AEVAS (Associação Evangélica de Ação Social).

BÍBLIA A Bíblia é e continuará sendo o livro de todos os livros? Somente a Bíblia é o legítimo senhor e mestre de todos os escritos e doutrinas sobre a Terra. A 7/317 Em que consiste a vitalidade da Bíblia? Júlio César, Augusto, Alexandre, os reinos egípcio, babilônico, persa, grego e romano desapareceram; justamente todos esses queriam exterminar e extinguir esse livro. Mas não o conseguiram. A Bíblia manteve-se incólume, apesar de todas as investidas contra ela. B 11s Mas o que o senhor tem a dizer às pessoas que se posicionaram contra a Escritura Sagrada? Jamais foi escrito sobre a face da Terra um livro mais claro do que a Escritura Sagrada; em relação a outros livros, ela é como o sol comparado a todas as outras luzes. A 8/236 O senhor recomenda que se leia a Bíblia como o todo da Escritura Sagrada do Antigo e do Novo Testamentos? É aconselhável para cada cristão que ele leia, em primeiro lugar e com maior frequência, os livros principais do Novo Testamento e que, pela leitura diária, torne-os para si próprio tão familiares quanto o pão diário. A 6/10

Fotos: Amanda Fröhlich

Seleção dos temas: Rui Bender (Editora Sinodal)

De acordo com Carlos Bock, Diretor Geral da ABEFI, foi importante a AEVAS e a ABEFI estarem juntas num evento como esse. É o testemunho Evangélico Luterano sendo feito num espaço inusitado, o Olé Mexicano parceiro de muitas ações. Os Mc’Coys, que já tem 11 anos de estrada e já se apresentaram em mais de 70 cidades nos estados do RS, SC, PR e MT, realizaram o lançamento de seu 2º CD, intitulado “Infinito” (veja página 5). Os ingressos para o show foram vendidos à R$ 10,00 e toda a renda será revertida para os projetos apoiados pelas entidades.

Atualmente, a ABEFI atende 14 unidades, localizadas nas cidades de Novo Hamburgo/RS, Taquara/RS e Esteio/RS, beneficiando mais de 1.500 pessoas diariamente, fornecendo mais de 50 mil refeições gratuitas e mais de 4 mil mamadeiras por mês, além de proporcionar educação, lazer e cultura. Já a AEVAS, atende 9 unidades, beneficiando diariamente mais de 1.000 crianças e adolescentes e servindo em torno de 2.800 refeições por dia. Essas entidades são nossas e fazem diaconia institucional por causa do evangelho. Tiago Fioravante Jornalista


Edição especial “130 anos do Sinodo Riograndense” - novembro de 2016

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Encarte comemorativo aos 130 anos de Fundação do Sínodo Riograndense Número 7 - São Leopoldo, novembro de 2016

Diaconia

Destaques DIACONISAS

O que vem a ser diaconia? A palavra “diaconia” já é bastante conhecida nas comunidades da IECLB hoje. Há várias maneiras de interpretá-la. Entre as definições mais esclarecedoras talvez esteja aquela que se encontra no caderno editado por Kjell Nordstokke pela Federação Luterana Mundial (FLM): “Diaconia em Contexto”, na página 29: A diaconia é uma resposta a situações concretas de sofrimento, de necessidade e de injustiça; é o cumprimento do mandamento do amor e, em tudo isso, é uma expressão do que a igreja crê e confessa: a graça de Deus para a cura do mundo. Olhando para a história da IECLB, podemos constatar que essa resposta a situações concretas sempre esteve presente com maior ou menor intensidade e também em lugares e momentos diferentes. Quando os imigrantes alemães começaram a chegar ao Brasil no século XIX, as necessidades eram muito grandes. Uma característica geral era a pobreza dessas pessoas. Assentadas longe dos núcleos habitacionais maiores, no meio da selva, um morador precisava do outro para sobreviver. Isso levou-as a desenvolver a solidariedade e a ajuda mútua.

Praticava-se uma diaconia espontânea de vizinhança, tanto entre os homens como entre as mulheres. Os homens ajudavam-se na construção de casas, pontes, estradas e nas plantações. As mulheres eram bem-vindas como parteiras, mas também como cuidadoras em casos de doenças e na troca de utensílios domésticos. Com o tempo, porém, via-se que essa diaconia espontânea não era suficiente. Precisava-se de profissionais. Os pastores sabiam que na Alemanha havia essas profissionais, as diaconisas. Eram mulheres que, a partir de sua fé em Jesus Cristo, decidiam dedicar sua vida ao ministério da diaconia. Elas preparavam-se profissionalmente como enfermeiras, parteiras, professoras. Da mesma forma, havia diáconos formados na Alemanha. Infelizmente, esses foram contratados pelas comunidades como pastores. As diaconisas precisavam ser contratadas. Precisavam de sustento, de uma moradia e de um meio de locomoção. No interior, usavam o cavalo; na cidade, a bicicleta. Foram os grupos de OASE que se encarregaram de cuidar dessas necessidades. Dessa forma, a diaconia espontânea e a diaconia profissional deram-se as mãos.

Exemplos de diaconia entre as primeiras gerações de imigrantes Nas cidades portuárias, fixavam-se muitas famílias de imigrantes. Por isso a primeira comunidade contemplada com uma diaconisa enviada de uma Casa Matriz de Diaconisas da Alemanha foi Rio Grande em 1913. Essa contratação foi muito importante para as famílias de imigrantes, porque era o lugar onde primeiramente aportavam ao chegar no Rio Grande do Sul. Sabe-se que a Irmã Toni Pohl teve tanto trabalho, que, após pouco tempo, já se pensava em contratar uma segunda diaconisa. Isso não aconteceu, porque já em 1914 iniciou a I Guerra Mundial, interrompendo a vinda de Irmãs da Alemanha. Qual era o trabalho da Irmã Toni? Os imigrantes, quando adoeciam, não tinham recursos para pagar um hospital. Também havia escassez nessa área. Por isso a principal tarefa da Irmã era visitar os doentes em suas casas e ajudar a cuidar deles. De vez em quando, também ajudava num parto. Mas ela também teve que dedicar-se muito aos pobres. Muitas famílias tentavam sobreviver trabalhando numa fábrica. Irmã Toni escreveu numa das cartas à sua Casa Matriz: A industrialização aqui é terrível; as irmãs mais velhas cuidam dos bebês, porque pai e mãe trabalham na fábrica. A vida é muito cara. Todos os membros da família têm que ajudar no sustento. Há crianças com 10 anos já trabalhando para seu sustento. Porto Alegre - Era outra cidade que concentrava muitas famílias de imigrantes que empobreciam. Irmã Lydia Pechmann,

O trabalho voluntário tem seus limites e na diaconia, não foi diferente. Daí surgiu a necessidade da profissionalização. (p. 25) DOAÇÃO As cidades gaúchas de Santa Cruz e Sinimbu experimentaram o calor de um forte espírito doador. (p. 26) ORDENAÇÕES Jubileu de 60 anos do Sínodo Riograndense é marcado pelas ordenações de três ministros e duas ministras da IECLB. Isso em 1946. (p. 26) MEMÓRIA

que trabalhou durante 14 anos na comunidade de Navegantes, contou a história de uma família que, em suas caminhadas, ela encontrou em completa miséria. O pai, um alfaiate, já havia passado por três cirurgias, e uma quarta estava prevista. Irmã Lydia escreve: Caso também supere esta e puder voltar para casa, será para sempre um aleijado, uma pessoa doente e incapacitada para trabalhar. A esposa trabalhava na fábrica, mas também ficou doente, e por isso a família está sem renda há semanas. Quatro crianças estão chorando por pão, uma quinta está sendo esperada. Não há camas, só um travesseiro e um cobertor sobre o qual deita a mãe. As crianças deitam sobre trapos e também se cobrem com eles. A Sociedade Auxiliadora vai pagar-lhes agora o aluguel da casa e também vai passar-lhes alimentos duas vezes por semana. Graças à bondosa sra. N., pude levarlhes dois cobertores, alguma roupa de cama, roupa infantil, vestidos e coisas semelhantes. Sinimbu - Um grande exemplo de diaconia no interior do estado. Os plantadores de fumo no interior de Santa Cruz do Sul haviam feito o grande esforço de construir um hospital com 13 leitos para ajudar a população doente. Ele foi inaugurado em 1922. Por falta de profissionais competentes, ele não se encontrava em bom estado quando as primeiras duas diaconisas foram trabalhar ali sete anos depois.

O trabalho do Pastor Johannes Raspe no apoio ao serviço diacônico e o seu “Sermão para a sagração ao diaconato”. (p. 27 e 28) BIOGRAFIA Ordenada na Igreja do Castelo em Wittenberg, a paulista Sophie Pauline Zink veio atuar como Irmã (diaconisa) em terras brasileiras. (p. 27)


26 Edição especial “130 anos do Sinodo Riograndense” - novembro de 2016 As dificuldades do dia a dia Por causa das 8 horas que tinham viajado de trem de Porto Alegre a Santa Cruz, com mais uma hora e meia de carro até Sinimbu, Irmã Martha chamou o hospital de “hospital da mata virgem” (Urwaldkrankenhaus). Numa carta, ela escreve um pouco sobre as condições em que as duas Irmãs o encontraram:

Arquivo Casa Matriz de Diaconisas

O fogão da cozinha só tinha uma boca. Sobre ele era preciso cozinhar para 29 pessoas e a comida para os porcos. Além disso, era preciso ferver a água que se precisava para as muitas atividades, como esterilizar as seringas e lavar os pacientes.

O médico trabalhava em Santa Cruz e Sinimbu. Quando ele vinha cO relatório de 1938 fala de uma reforma interna na casa; nos anos 70, tornara-se urgente promover uma reforma maior em todo o prédio. A diretoria resolveu iniciar a construção sem saber se teria recursos para executar todo o plano. Porém, dois anos depois, foi possível inaugurar a primeira ala da construção. Foi então que a Obra Gustavo Adolfo da Alemanha (GAW) veio socorrer os sinimbuenses. Foi precisamente o “Trabalho de Mulheres” dessa organização que destinou sua doação especial “oferta de amor das mulheres” (Frauenliebesgabe) do ano de 1973 para o hospital em Sinimbu. A doação foi de 109.000,00 marcos alemães.

Um problema também foi a lavagem da roupa. Faziam um fogo aberto no pátio, sobre o qual colocavam uma lata de querosene. Após a fervura, estendiam a roupa no gramado para branquear. Às vezes, lavavam a roupa no rio, quando a água não estava barrenta.

Movidos pelo “espírito doador” O médico trabalhava em Santa Cruz e Sinimbu. Quando ele vinha com seu carro, acontecia frequentemente que moradores o esperavam na beira da estrada para fazer consultas, marcar cirurgias ou prescrever remédios. Com o tempo, os serviços foram melhorando com a ajuda da população. Médicos foram se fixando em Sinimbu. Um deles merece menção: Dr. Xavier Waldraff. O pastor da Casa Matriz de Diaconisas em São Leopoldo escreveu num relatório: “O que constatei em Sinimbu é que aqui ainda se pratica diaconia. Os pacientes são atendidos, também quando não podem pagar. Esses tempos, um colono só pôde pagar a metade da consulta, e isso apesar do grande investimento do médico que primeiramente viajou 20 km de carro e depois levou meia hora para subir um morro montado num burro. Ele tinha sido chamado para ajudar uma mulher em trabalho de parto. A casa só tinha chão batido, e o parto com fórceps teve que ser realizado sobre a mesa da cozinha. Médicos assim também não se encontram em todo lugar no Brasil”.

Ordenações no dia do jubileu dos 60 anos do Sínodo Riograndense No dia em que o Sínodo Riograndense celebrou 60 anos de existência em 1946, foram ordenados ao ministério três ministros e duas ministras na Igreja de Cristo em São Leopoldo. Os ministros foram: Bertoldo Weber, natural de Linha Marcondes; Karl Gottschald Jr., de Porto Alegre; e Arno Dreher, de Taquara. As ministras foram Hilde Sturm e Ilse Müller, ambas de Não-Me-Toque, Carazinho. O ato foi realizado em dois momentos distintos. Enquanto os pastores foram ‘ordenados’ ao ministério pastoral, as diaconisas foram ‘sagradas’ ao ministério diaconal. A liturgia da sagração foi dirigida pelo então pastor das diaconisas Johannes Raspe. Em sua alocução sobre a parábola do grão de mostarda (Mc 4.30-34), ele disse: O homem que apenas lançou um grão de mostarda no seu campo parece não ter realizado nada. No entanto, esse pequeno grão se desenvolve para uma grande planta. Jesus guia o nosso olhar do pequeno início para o grande fim e protege-nos contra a dúvida de que seu caminho silencioso não parece o meio indicado para alcançarmos o reino de Deus. Mais adiante, dirigindo-se às Irmãs, Raspe disse: Vocês são a dádiva, o presente de aniversário de nossas Ordens Auxiliadoras de Senhoras para a nossa Igreja Evangélica. Isto ele disse, porque sem os grupos de OASE, a Casa Matriz de Diaconisas não teria sido fundada. Foram eles que também a mantiveram durante anos.

No jubileu dos 60 anos do Sínodo Riograndense, Bertoldo Weber, Karl Gottschald, Arno Dreher, Hilde Sturm e Ilse Müller foram ordenados ao ministério na IECLB.


Edição especial “130 anos do Sinodo Riograndense” - novembro de 2016

Memória

Um pequeno documentário do 60º aniversário do Sínodo contém as alocuções desse culto que durou duas horas. Mas o evento também foi celebrado com um Culto Litúrgico à noite na Igreja de Cristo, no qual um coral com orquestra, sob a regência do professor Hans Naumann, apresentou obras clássicas de Bach, Telemann, Schütz e Buxtehude. No órgão estava o professor Max Maschler.

Pastor Johannes Raspe

Arquivo Hospital Moinhos de Vento

Registrando a história

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O P. Johannes Raspe nasceu em 24/06/1902 em Neu-Brandenburg, Alemanha. Formou-se na Universidade de Rostock, Tübingen, Münster e Leipzig. Foi ordenado em 04/11/1928 em Neu-Brandenburg, Alemanha. Casou-se com Elisabeth Reinke em 28/11/1928. Sua esposa nasceu em 21/09/1906 em Woldegk, Mecklenburg, Alemanha e faleceu em Novo Hamburgo/RS em 13/08/1988 aos 81 anos de idade. O casal teve 3 filhas. Atuou em Porto Alegre, onde foi pastor junto às diaconisas do Hospital Moinhos de Vento (1932). Aposentou-se em 01/04/1966. De 1935 a 1937 foi pastor junto às diaconisas em Wittenberg, Alemanha. Pastor Raspe faleceu em Porto Alegre no dia 11/07/1973 aos 71 anos de idade.

Sermão para a sagração ao diaconato Marcos 4.30-34 No documentário ainda lemos: “À tarde do mesmo dia, Irmãs e representantes de nossas Ordens Auxiliadoras de Senhoras e outros convidados reuniram-se na linda e carinhosamente adornada Casa Matriz de Diaconisas para uma pequena festividade interna com as duas Irmãs recém-sagradas e seus parentes. E, numa atmosfera de íntima alegria, todos os presentes apreciavam o excelente café oferecido hospitaleiramente pela Casa jubilante”.

Lutero e a diaconia Procurar referências sobre diaconia nos escritos de Lutero é como procurar um alfinete no palheiro, diz Gottfried Hammann no seu livro História da Diaconia Cristã. Seria isto um sinal de que a diaconia não foi importante para Lutero? Isto não pode ser, uma vez que escreveu: “Não conheço maior culto a Deus do que o amor cristão que ajuda e serve aos carentes”. É verdade que Lutero não escreveu nenhuma dissertação sobre o diaconato e as suas referências sobre o amor ao próximo, na forma do serviço aos necessitados, são raras. Os motivos seriam estes: - A principal preocupação de Lutero foi a pregação da reta doutrina do Evangelho. Esta era a grande necessidade na época. Ele acreditava que, pela eficiência da palavra de Deus, e somente por meio dela, a Igreja poderia ser reformada, por isso deu especial destaque à pregação e ao Ministério da Palavra. - O grande receio de Lutero era que, em função do incentivo às boas obras, as pessoas pudessem entender que ele também estaria sugerindo adquirir a salvação por meio delas, pois o povo havia sido ensinado que, mediante esmolas e ações de caridade, se adquire indulgências, isto é, perdão por castigos divinos. Lutero tentou argumentar que fé e amor formavam uma unidade inseparável. Pela fé e pelo amor cada pessoa batizada deveria tornar-se “um Cristo para o outro”. Pesquisa: Irmã Ruthild Brakemeier Casa Matriz de Diaconisas - São Leopoldo/RS

E também nesta hora, em que nosso coração atende prazenteiro à santa voz de Deus, Jesus fala a nós por uma parábola. Pois o templo de Deus e seu culto, o Batismo e a Santa Ceia, a prédica e a oração, o canto e o silêncio – tudo isso não passa de uma comparação, de uma imagem daquele outro mundo tão diferente, para o qual Cristo nos convida. A comunidade e a igreja, o pastorado e o diaconato não são senão espelho e reflexo do eterno reino de Jesus Cristo; porque tudo que é mundano não é senão um símbolo. Mas eis que nesta nossa vida tão pobre surge a riquíssima dádiva de Jesus: seu reino será o fundamento de nossa vida e de nosso trabalho. A sua servidão humilde nos dará exemplo em que cultivamos e plantamos. As injúrias e a morte diminuirão nosso orgulho. Sua ressurreição quer dissipar nossas dúvidas. Ele é base, força e fim. Sua dádiva, Ele mesmo, seu reino são qual grão de semente. O homem que apenas lançou um grão de mostarda em seu campo parece não ter feito cousa alguma. Esse pequeno grão, porém, dá uma grande planta. Jesus guia o nosso olhar do pequeno início para o grande fim e protege-nos contra a dúvida de que seu caminho calmo não parece o meio indicado para alcançarmos o reino de Deus. Tal como nos galhos da mostardeira moram as aves, assim a coroa do reino de Deus abriga todos aqueles que não encontraram a paz e a pátria nesta passagem terrestre, mas sim na eternidade. “Na mansão de meu Pai há muitas moradias”, diz a sua promessa, que atinge também a vós, ó irmãs! No batismo, na confirmação, em vossa casa paterna e durante vosso tempo de experiência na Casa Matriz e no Hospital vós a ouvistes. Quanto mais essa boa mensagem de Cristo crescia em vós, tanto mais vós sentíeis conforto nela. Outra cousa, bem outra do que a vida diária tomou conta de vós, até que vos entregastes a Jesus sem condições; porque “seduziste-me, Senhor, e deixei-me seduzir; mais forte és Tu do que eu, prevaleceste”. E tomastes o hábito, que é um símbolo de seu amor. Vossa vestimenta tornou-se testemunho de vossa profissão, isto é, do amor servente por causa de Jesus. Só assim Ele pôde crescer em vós, enquanto vós diminuíeis até este momento. E assim continuará por toda a vossa vida. Mas desde agora vós mesmas sereis um símbolo do poder de seu reino em vós. Vós ambas, minhas irmãs, sois o início duma obra começada com temor e timidez. Vós sois a dádiva, o presente de aniversário de nossas Ordens Auxiliadoras de Senhoras para nossa Igreja Evangélica.


Edição especial “130 anos do Sinodo Riograndense” - novembro de 2016

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BIOGRAFIA Irmã Sophie Pauline Zink (1881 - 1955) Sexta das sete crianças de Johann Jakob Zink e Sophie Höflinger, casal de missionários chegado a São Paulo em 1869 para atuar entre cristãos luteranos que trabalhavam como meeiros nas fazendas de café, Sophie Pauline nasceu em 10 de agosto de 1881 em Rio Claro/SP. Ali, Sophie viveu por felizes nove anos. Em 1891, os Zink transferiram-se para Campinas, onde o pai atuaria na escola e na comunidade, passando a ter, desde 1893, escola própria. Três anos mais tarde, toda a família seria acometida de febre amarela, e Sophie, então com quinze anos, viu um dos professores morrer vítima da doença. Em 1898, já com 19 anos, atuou em Rio Claro na escola, substituindo o cunhado doente. No terceiro ano de atividade, contraiu tifo. Durante a doença, prometeu a Deus colocar-se completamente a seu serviço. Em 1908, o pastor Wilhelm Zoellner fundou na Alemanha a Ordem Auxiliadora de Senhoras para o Exterior. Conclamou mulheres alemãs a colocar-se a serviço de mulheres luteranas no Brasil e dirigiu-se a jovens mulheres brasileiras para que se colocassem a serviço da diaconia feminina, ingressando em uma irmandade. Nesse ano, fundou-se em Münster, na Alemanha, uma Casa Matriz, na qual jovens do sexo feminino receberiam formação para aturar como diaconisas no mundo inteiro. Sophie Zink fez parte do primeiro grupo de jovens brasileiras que atenderam a esse chamado. Seus dons logo foram reconhecidos e, em 1912, recebia a incumbência de ser mestre de noviças. Ela tinha a rara habilidade de despertar nas jovens candidatas o amor pela diaconia. Nesse mesmo ano, a Casa Matriz transferiu sua sede de Münster para Wittenberg. Na Igreja do Castelo de Wittenberg, onde Martim Lutero afixara as 95 teses em 31 de outubro de 1517, foram ordenadas as treze primeiras irmãs dessa irmandade. Sophie estava entre elas. À ordenação seguiu-se, até 1914, um período de formação na área da enfermagem. Foi quando irrompeu a Primeira Guerra Mundial. Sophie só poderia retornar ao Brasil em 1920. Foi enviada a Porto Alegre/RS e atuou entre operários e pessoas carentes no bairro Navegantes, então o maior bairro operário de Porto Alegre. Depois recebeu a incumbência de dirigir um hospital em Blumenau/SC, onde atuavam outras diaconisas, muitas delas fazendo o acompanhamento de parturientes, locomovendo-se em canoas pelo rio Itajaí. Era um trabalho silencioso, que não rende monumentos, mas produz olhares gratos. Depois veio a maior tarefa, novamente em Porto Alegre, onde haviam sido lançados, antes da guerra, os fundamentos do “Hospital Alemão”. Em 1926, a obra foi reiniciada e concluída em pouco tempo, já com a ativa participação de irmã Sophie. Ali ela pôde atuar até seu septuagésimo aniversário. Seus contemporâneos descreveram-na como pessoa altruísta, realmente capaz do serviço desinteressado e por isso silencioso. Seu quarto era lugar de oração, onde orava pela obra que as irmãs realizavam Brasil afora. Ali encontrava forças para enfrentar o serviço, muito grande para o pequeno número de irmãs. As jovens irmãs experimentaram sua presença em muita noite. Cansadas, adormeciam; quando acordavam, irmã Sophie já havia atendido seus pacientes e ainda lhes dizia: “não estás sozinha!”. Podia ser serva e mãe. Uma irmã conta que, durante a Segunda Guerra Mundial, foi convocada pela polícia de Aurélio da Silva Py para interrogatório: era suspeita de ser espiã nazista. Irmã Sophie aconselhou-a. Quando após três horas retornou, Sophie ainda estava em seu quarto, com as mãos postas, orando: “Estive orando por ti”. Quando se aposentou aos setenta anos, não havia lar que abrigasse as irmãs idosas. Teve que retirar-se para Kaiserswerth, na Alemanha. Antes de sua partida, pessoas ligadas a seus antigos campos de atividade fizeram uma coleta de gratidão, que rendeu a imponente quantia de um milhão de cruzeiros, base da formação da Fundação Irmã Sophie Zink, que acolheria as irmãs idosas, mas também seguiria formando diaconisas e sendo lar diaconal. Sophie descansou, após muita dor e sofrimento, em 9 de maio de 1955. Seu corpo repousa em terra estranha. Hoje, muitas de suas irmãs descansam no Morro do Espelho após anos de serviço abnegado. Poder servir a Deus no próximo permite que pessoas mirem o amor de Deus no semelhante. Texto do P. em. Dr. Martin Norberto Dreher São Leopoldo/RS

Memória (continuação da página 27) Mas desde agora vós mesmas sereis um símbolo do poder de seu reino em vós. Vós ambas, minhas irmãs, sois o início duma obra começada com temor e timidez. Vós sois a dádiva, o presente de aniversário de nossas Ordens Auxiliadoras de Senhoras para nossa Igreja Evangélica. Para vós, ó irmãs mais antigas de nossa jovem Casa Matriz em São Leopoldo, olham todas as outras irmãs jovens e coirmãs mais idosas. As primeiras, para reconhecer em vós a felicidade de servir a Ele; as outras, para reconhecer se seu trabalho de mais de trinta anos neste país foi abençoado e continuará abençoado. Desde hoje, sois responsáveis pelo encargo de servir de nossa Igreja Evangélica; sois, pois, a experiência dessa nossa Igreja no Brasil. Quem encontrar o vosso hábito de honra ao leito de doentes ou na educação infantil ou na comunidade ou junto aos pobres e velhos sabe que encontra em vós o amor servente de nosso Senhor Jesus Cristo e de sua Igreja. “Vós sois a nossa carta, escrita em nossos corações, conhecida e lida por todos os homens. Porque já é manifesto que vós sois a carta de Cristo, ministrada por nós e escrita, não com tinta, mas com o Espírito de Deus vivo, não em tábuas de pedra, mas nas tábuas de carne do coração.” E vós o sois realmente? Sim; quando em vós viver aquele outro quadro de Jesus sobre o grão de mostarda, aquela palavra: “Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: passa daqui para acolá, e há de passar; e nada vos será impossível”. Então morareis seguras, e outros que conhecerão vossa fé e vossa caridade novamente acharão em vós o símbolo e o reflexo da imensa dádiva de Jesus e darão glória ao vosso Pai no céu. A seus discípulos o Senhor explicava a parábola em particular. Também a vós Ele a explicará particularmente durante toda a vossa vida de diaconisa, mostrando-vos a bênção e a glória de vossa profissão. Amém. Pastor Johannes Raspe (Texto extraído do livro do 60º aniversário do Sínodo Riograndense – 1886-1946 - p.17-19)

Arquivo Hospital Moinhos de Vento

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O acervo fotográfico do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre, registra vários momentos onde o apoio e a dedicção do Pastor Johannes Raspe foram significativos e deixaram frutos, como nessas duas ocasiões.

Sinos da Comunhão - Número 189 - NOVEMBRO de 2016 Encarte No 7 - Comemorativo aos 130 anos do Sínodo Riograndense Colaboradores nesta edição: Martin Dreher, Rolf Droste, Edson Streck, Osmar Witt, Cleide Schneider, Scheila dos Santos Dreher e Ruthild Brakemeier Arte e diagramação: Jornalista Heitor Meurer (MTE/RS 15656)


Sínodo Rio dos Sinos - novembro de 2016

Última etapa com entrega de certificados

Música, comunhão e pregação foram os pontos altos

Na noite de 31 de outubro, na Igreja da Reconciliação, junto à sede da IECLB no centro da capital gaúcha, realizou-se o Culto de Celebração dos 499 anos da Reforma Luterana. Quatro igrejas cristãs estavam ali representadas oficialmente com as presenças do Arcebispo metropolitano de Porto Alegre Dom Frei Jaime Spengler da Igreja Católica Apostólica Romana (ICAR), do Bispo Diocesano Dom Humberto Eugênio Maiztegui Gonçalves da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (IEAB), da Pa. Silvia Genz, 1ª Vice-presidente da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB) e do Rev. Egon Kopereck, Presidente da Igreja Evangélica Luterana no Brasil (IELB). Congregaram membros de diversas comunidades dessas igrejas que estavam também no Grande Coral que acompanhou os hinos e a repaginada interpretação de hinos de Lutero, entre outros, trazidos pela Banda Herdeiros.

Arquivo Sinodo RS

Com alegria e gratidão, 25 lideranças dos Sínodos Nordeste Gaúcho e Rio dos Sinos, da parceria das Coordenações de Diaconia dos dois Sínodos e da Coordenação da Diaconia da IECLB concluíram o curso Vida no Limiar da Morte no dia 8 de outubro nas dependências do ISEI em Ivoti/RS. O curso ocorreu em seis módulos, concluindo com o módulo Espiritualidade e afetividade – a fé no contexto da doença, com a assessoria das diaconisas Ilanda Goelzer, Cristina Lückemeier e da pastora Ma. Tânia Cristina Weimer. Na celebração final com a entrega dos certificados, a oradora Iloiva Schmidt disse em sua mensagem para o grupo: “O que falar sobre o curso que se chama Vida no Limiar da Morte? Só o nome já assusta. Quando falei que iria participar, minha família e amigos me chamaram de louca. Com vocês certamente não deve ter sido diferente”. Participaram desse curso estudantes de Teologia, PPHMistas, mas a maioria eram lideranças de comunidades. Essa diversidade agregou conhecimentos ao grupo. Foram vivenciados momentos de desabafo, solidariedade e um grande amor pelo próximo. Falou-se e ouviu-se muito sobre doenças, morte, mas sobretudo se falou de fazer o bem, como aliviar a dor do outro e muitas vezes a própria dor.

Celebração dos 499 da Reforma Luterana

Fotos: Daniele Gerber Dorn

Vida no Limiar da Morte

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Durante o curso, os/as assessores/as sempre trouxeram temas propostos com muito cuidado, mostrando que, por mais difícil que seja o caminho da doença e morte, podemos amenizar/cuidar a dor com palavras, ações e muitas vezes apenas estando ao lado do enfermo, segurando sua mão e dando suporte aos familiares. Também se conseguiu tirar muitas dúvidas e ver que a morte não é tão assustadora. A vida é só uma etapa da viagem. Houve momentos de grande intimidade, em que os medos e as frustrações vieram à tona. Todos oraram juntos e saíram confortados sabendo que temos um Deus que nos guarda, acolhe e cuida. Os participantes saíram desse curso com o desafio do tema do ano da IECLB: Pela graça de Deus livres para cuidar. Com essa tarefa diaconal, as Coordenações de Diaconia dos Sínodos Nordeste Gaúcho e Rio dos Sinos agradecem aos participantes por sua disposição em aprender sobre esse tema, aos pastores sinodais Edson Emilio Streck e Tânia Cristina Weimer pelo apoio na caminhada, à diácona Carla Jandrey da Coordenação de Diaconia da IECLB, não esquecendo as secretárias dos dois Sínodos, que deram um grande suporte.

Não sei... Se a vida é curta Ou longa demais para nós. Mas sei que nada do que vivemos Tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas. Cora Coralina Diácona Marli Clair Blos da Coordenação de Diaconia do Sínodo Nordeste Gaúcho Diaconisa Silvia Prade Knop da Coordenação de Diaconia do Sínodo Rio dos Sinos

O novo CD dos Mc’Coys (capa ao lado) foi lançado em noite de festa no Olé Mexicano em Novo Hamburgo. Leia matéria na página 4.

A Banda Herdeiros deu nova forma aos hinos de Lutero e outros compositores

O pregador Prof. Dr. Donaldo Schüler

Cânticos corais e palavras de representantes de igrejas e entidades fizeram parte do progtama

Rev. Kopereck (IELB) e Pa. Silvia Genz (IECLB)

Evento teve presença de bom público e convidados de igrejas e entidades cristãs

Foram celebrantes os Reverendos Eliseu Teichmann e Edgar Lemke e os Pastores Kurt Rieck e Cláudio Kupka. A musica esteve sob a regência dos Maestros Delmar Dickel e Abner Elpino Campos. A mensagem, baseada no tema “Liberdade cristã num mundo em reforma” foi trazida pelo Prof. Dr. Donaldo Schüler.


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Sínodo Rio dos Sinos - novembro de 2016

Processo Seletivo Faculdades EST/ESEP Escolha fazer a diferença!

A necessidade de adaptar-se e compreender uma nova geração de estudantes, que traz uma bagagem e uma vocação especial, tem sido um desafio para a nossa instituição. Por isso a campanha para o processo seletivo 2017/1 provoca os vestibulandos a fazer a diferença no mundo em que vivem. Com as bases na tradição luterana, em 2016 a Faculdades EST completou 70 anos de existência, uma trajetória que acumula experiência no ensino da Teologia, mas também na área da Música, da Musicoterapia e da Saúde através do Curso Técnico em Enfermagem. Tradição e inovação são os requisitos básicos para o desenvolvimento das competências necessárias para este novo milênio, com base na ética, na justiça, na paz, na solidariedade, na dignidade humana e numa espiritualidade libertadora. Essa é a base do ensino na Faculdades EST/ESEP.

Faculdades EST

Jornalista Mariana Bastian Tramontini - Imprensa EST

O período de inscrições para o vestibular 2017/1 nos cursos de BACHARELADO EM TEOLOGIA, BACHARELADO EM MUSICOTERAPIA E LICENCIATURA EM MÚSICA vai até 20/11/16 através do site: est.edu.br/vestibular Quem optar pela nota obtida no ENEM deve, obrigatoriamente, encaminhar uma cópia simples de seu boletim de desempenho para o e-mail graduacao@est.edu.br eliminando assim a prova do vestibular. A taxa de inscrição é de R$ 40,00.

Provas:

23/11, às 19horas na Faculdades EST

Provas: 26/11, às 14h, na Faculdades EST e Associação Diacônica Luterana (ADL), no Espírito Santo; na sede do Sínodo Rio Paraná, no Paraná; na sede do Sínodo da Amazônia, em Rondônia. Os resultados serão divulgados no dia 30/11/16 no site e murais da Faculdades EST. As matrículas acontecem entre os dias 05 e 09/12 na Secretaria Acadêmica da instituição.

Escola Sinodal de Educação Profissional – ESEP Além dos cursos de graduação avaliados com excelência pelo MEC, a Faculdades EST, através da Escola Sinodal de Educação Profissional – ESEP oferece também Cursos Técnicos em Enfermagem, Música e Composição e Arranjo. As matrículas nos cursos técnicos iniciam em dezembro e devem ser feitas pessoalmente na Secretaria Acadêmica da instituição. Vale destacar que não há taxa de matrícula. Escolha fazer a diferença! Estude na Faculdades EST/ESEP, uma instituição vinculada à Rede Sinodal de Educação, com um campus privilegiado pela natureza e um ambiente acolhedor Rua Amadeo Rossi, 467, São Leopoldo/RS - Fone: (51) 2111.1400.

ECUMENE

Preocupação com cenário de retrocessos A Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou uma nota ao final de um encontro realizado em Brasília (DF), em outubro. No texto, os membros da Comissão e os bispos referenciais das Pastorais Sociais manifestam preocupação com o cenário de retrocessos dos direitos sociais em curso no Brasil. A nota refere-se às sugestões de reforma trabalhista e terceirização; reforma do Ensino Médio; reforma da Previdência Social e à Proposta de Emenda Constitucional 241/2016, que estabelece teto nos recursos públicos para as políticas sociais, por 20 anos. Segundo o texto, tais medidas “colocam em risco os direitos sociais do povo brasileiro, sobretudo dos empobrecidos”. “Em sintonia com a Doutrina Social da Igreja Católica, não se pode equilibrar as contas cortando os investimentos nos serviços públicos que atendem aos mais pobres de nossa nação. Não é justo que os pobres paguem essa conta, enquanto outros setores continuam lucrando com a crise”, afirmam os bispos. Ainda no texto, assinado pelo bispo de Ipameri (GO) e presidente da Comissão Episcopal para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz da CNBB, dom Guilherme Antônio Werlang, há a afirmação de solidariedade com os movimentos sociais e o encorajamento para que as Pastorais Sociais manifestem-se “na defesa das conquistas sociais garantidas na Constituição Federal de 1988, na qual a CNBB tanto se empenhou no final da década de 1980”. Fonte: www.conic.org.br


Sínodo Rio dos Sinos - novembro de 2016

Passa-dia Feliz encanta crianças

Arquivo Comunidade H.Velho

Ser criança é assim: correr até acabar o fôlego, rolar pelo chão sem medo de se sujar, falar o que vem à cabeça e fazer qualquer coisa virar uma brincadeira. Época da vida da qual sentimos saudade quando crescemos! No dia 9 de outubro de 2016, o Culto Infantil da Igreja Evangélica de Confissão Luterana de Hamburgo Velho promoveu seu 5º Passa-dia Feliz. Como sempre, fomos ricamente abençoados com 76 crianças, 46 adultos envolvidos e um lindo dia de sol. O tema do dia girou em torno da história de Jonas, enfatizando a obediência a Deus e, consequentemente, aos pais e superiores para ter uma vida abençoada e sem surpresas desagradáveis. Tivemos a presença do Palhaço Mandolate, do Contador de Histórias da apresentadora Felícia e dos fantoches Godofredo e Sapo Robert, que também ressaltaram a grande importância da obediência a Deus e que Ele nos ama muito e jamais desiste de nós.

Foi um dia muito divertido, em que tivemos cama elástica, carrinho de lomba, pintura no rosto, a banda dos jovens nos animando com muita música, algumas senhoras da OASE e outros voluntários nos proporcionando um saboroso almoço e os orientadores do Culto Infantil que durante algumas semanas doaram seu tempo e talento para deixar tudo agradável aos olhos e ao coração das crianças. Agradecemos imensamente a Deus, a todas as pessoas envolvidas e aos pais que trouxeram seus filhos para esse dia tão especial. Sentimos a presença de Deus em cada momento. “Deus ama todos!”, disse Gabriel Jung, de sete anos, que estava encantado com a festa. O dia terminou com o coração cheio de alegria, esperando que no ano que vem novamente possam ocorrer novas surpresas e grandes emoções. Graziela Sander Jung

Colégio Sinodal de São Leopoldo

Arquivo Colégio Sinodal S.Leopoldo

Celebrando a Reforma Luterana com os pequenos Os alunos do Colégio Sinodal, em suas mais recentes meditações semanais com o pastor escolar, Eloir Weber, refletiram sobre a Reforma Luterana. O evento histórico, seu significado para dentro de toda a sociedade da época e os reflexos para a atualidade foram trazidos para a reflexão durante algumas semanas. A unidade São Leopoldo inaugurou no mês de outubro uma placa (foto) com o selo de divulgação dos 500 anos da Reforma, colocada na fachada da escola. Eloir acompanhou uma das turmas falando da Reforma, seus símbolos e significados.

Cuidando com amor

(Coluna mensal da Pastoral do Cuidado) “Será que vocês não sabem que o corpo de vocês é o templo do Espírito Santo, que vive em vocês e lhes foi dado por Deus? Vocês não pertencem a vocês mesmos, mas a Deus, pois ele os comprou e pagou o preço. Portanto usem o seu corpo para a glória dele.” Falar sobre a saúde parece algo desnecessário. Afinal, todo mundo sabe que é importante cuidar da saúde, mas será que fazemos o necessário para a prevenção? Essas campanhas são importantes por lembrar-nos de ir ao médico e até para quebrar o tabu de que a gente não fala sobre o corpo ou não “mexe no que está quieto”. Afinal, se não está doendo, por que ir ao médico? Estudos comprovam que os exames de rotina são responsáveis pela descoberta precoce do câncer e por sua cura. Por isso é importante agir de forma preventiva, fazendo exames de rotina e conhecendo seu próprio corpo. Precisamos dar-nos conta de que falar sobre nossos corpos é importante. Tocar-se e permitir ser examinado/a por profissional da saúde pode ser a chave para uma vida longa e com qualidade. Este é o desejo de Deus: que cuidemos do corpo que Ele amorosamente nos deu, que tratemos dele como templo do Espírito Santo. Como pessoas cristãs, devemos preocupar-nos em ser exemplo no mundo em que vivemos, começando com o cuidado de nós mesmas/os. Pa. Franciele Sander Coordenadora da Pastoral do Cuidado

Paróquia da Trindade

Encontro Paroquial de Mulheres No dia 1º de outubro, o Centro de Eventos El Shadai sediou um passa-dia muito especial das mulheres da Paróquia da Trindade (Santo Antônio da Patrulha, Osório e Caraá).

Arquivo Paróquia da Trindade

Comunidade de Hamburgo Velho

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A psicóloga Mariane Regina Dietrich conduziu várias reflexões, como a dinâmica dos balões, em que aprendemos a cuidar de nosso balão (problemas) sem descuidar dos “balões” das pessoas que estão a nossa volta. Aprendemos a mandar o balão para o alto quando a situação fica apertada... e a importância de nos conhecermos melhor para admitir nossos erros e corrigi-los, também buscando e reconhecendo acima de tudo a nossa essência: criação de Deus. Estiveram presentes 35 mulheres, muito dispostas a aprender, brincar e compartilhar.


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Sínodo Rio dos Sinos - novembro de 2016

QUEM FAZ PARTE DO SÍNODO

Comunidade Ascensão/NH

Fotos do evento: PPHM Paula Trein

Templo restaurado completou 65 anos

Esta é a área geográfica do Sínodo Rio dos Sinos. A cada edição uma paróquia ou setor será destaque nesta página. Neste mês ela é dedicada à Comundade da Ascensão que festejou os 65 anos de inauguração do seu templo.

A outra grande surpresa no culto foi ouvir uma breve mensagem dos ex-pastores e da ex-pastora que estavam presentes: Wilhelm Wachholz, Cleide Olsson Schneider, Dorothea, que representou o esposo Ingo Wulfhorst, Helmut Burger, Orlando Moacir Keil e Wilfried Buchweitz (ordem na foto abaixo) e algumas mensagens enviadas por pastores que não puderam vir ao culto (John Aamot, Heitor Meurer, Renato Augusto Kühne, Adelário Gerd Muller e Everton Ricardo Bootz).

“Apesar de não ser tão antiga assim, a igreja da Ascensão de Nosso Senhor Jesus Cristo, localizada no centro de Novo Hamburgo, teve o início de sua construção em 1948 e foi concluída em 1951. O neogótico bem imponente, marca a linguagem dessa igreja”.

No dia 7 de outubro de 2016, o Templo da Comunidade Evangélica de Confissão Luterana da Ascensão, em Novo Hamburgo, completou 65 anos. Nos últimos dez anos, de janeiro de 2006 a setembro de 2016, o templo passou por um processo de completa restauração.

Fotos: Candidata ao Ministério Paula Trein

http://raizesdaarquitetura.blogspot.

Para celebrar a data, a comunidade promoveu três eventos no final de semana de 08 e 09 de outubro. No sábado à noite, o templo acolheu a Orquestra Trilhos Sonoros, de Canoas, com uma emocionante apresentação sob a regência do professor Augusto Souto. No culto do domingo de manhã, a comunidade acompanhou atenta a celebração de reinauguração, dirigida pelo pastor sinodal Edson Streck.

Orquestra Trilhos Sonoros, de Canoas, se apresentou no sábado, dia 9

O terceiro evento, após o culto, foi um delicioso almoço comunitário, que possibilitou um tempo precioso de compartilhar e relembrar histórias e acontecimentos nas últimas décadas da Comunidade da Ascensão. P. Carlos Heinz Eberle e P. Hardi Brandenburg

Um almoço festivo aconteceu na Casa 2000, ao lado do templo


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