SINOS da Comunhão
Número 153 - ano XV - São Leopoldo, agosto de 2013
Parceria Intersinodal: União FM 105.3
DESTAQUES DESTA EDIÇÃO:
Fim de ano e planejamento Arquivo Sinodo Rio dos Sinos
Será que é cedo para começar a planejar o próximo ano? (p. 2)
Tema central
Ex-presidente da IECLB fala das características que a diferenciam (p. 3)
Curso de comunicação
Numa aproximação das comunidades e seus ministros e ministras do trabalho da Rádio União FM de Novo Hamburgo, durante a segunda etapa do curso de comunicação do Sínodo, participantes da oficina de rádio tiveram a oportunidade de acompanhar a gravação e edição de “Comunidades em União”. (p. 5)
Segunda etapa reúne ministros e ministras na EST (p. 5)
Música sacra em destaque
Confira nas colunas
Claudio Kupka
500 anos da Reforma (p. 4) Ecumene e Culto e Liturgia (p. 9) Faculdades EST e Eu vivo comunidade (p. 10) Para pensar e Palavra da diretoria (p. 11) Comunidade em destaque (p. 12)
Projeto cultural tem programado nove concertos de música sacra. O primeiro deles aconteceu em Porto Alegre na Igreja da Reconciliação, com destaque para as obras de Mozart. (p. 7)
Comunidades receptivas
PÁGINA PÁGINA 4 5
Arquivo Paróquia do Salvador
O desafio trazido pelo tema da IECLB para 2013 - “Ser, participar, testemunhar” - tem ajudado na reflexão sobre que igreja somos e que igreja queremos ser. A realidade urbana afasta as pessoas umas das outras. Tentar aproximá-las é o que a Paróquia do Salvador vem experimentando em sua vivência comunitária. (p. 10)
Lançamento da Editora Sinodal
Comunidades em ação PÁGINAS 6 e 7
Entre amigos e amigas PÁGINA 8
Sínodo Rio dos Sinos - agosto de 2013
Sínodo Rio dos Sinos - agosto de 2013
“Converteste o meu pranto em folguedos; tiraste o meu pano de saco e me cingiste de alegria.” Salmo 30.11
MENSAGEM
Fim de ano e planejamento
Carlos E.M. Bock Vice-Pastor Sinodal
IGREJA DE COMUNIDADES
Era domingo. Roberto acordou cedo. Estava feliz, quase eufórico. Sentia-se bem. Havia passado um longo período doente. Ficou internado. O seu caso era muito grave. Apesar da dor, do sofrimento, da fraqueza, sempre manteve a esperança de cura. Nos últimos dias se sentia muito melhor. A última visita ao médico, e os exames comprovaram o que ele já sentia: estava recuperado. A doença havia cedido. Seria o primeiro culto que ele teria condições de participar depois da doença. Havia orado muito durante os dias da doença; mas estava com saudades do convívio comunitário, das celebrações, dos hinos, enfim, daquele sentimento de pertença. No seu coração ele trazia um sentimento de fé e de gratidão a Deus. Com esse sentimento foi ao culto naquele dia. O Salmo do dia parecia falar da sua própria situação. Era o Salmo de uma pessoa que havia passado por uma enfermidade e fora liberta da morte. Roberto identificou-se nas palavras do Salmista: “Senhor, meu Deus, clamei a ti por socorro, e tu me saraste. (...) Preservaste-me a vida. (...) Converteste o meu pranto em folguedos; tiraste o meu pano de saco e me cingiste de alegria, para que o meu espírito te cante louvores e não se cale. Senhor, Deus meu, graças te darei para sempre” Salmo 30.2-3,11-12. Fortalecido na fé, voltou para casa depois do culto. Em seu coração ainda soavam as palavras do Salmista. Eram exatamente as palavras que ele tinha vontade de dizer a Deus em oração. Roberto estava certo de que no caminho da sua recuperação não tinha estado só: Deus estava com ele e havia, também, uma comunidade de irmãos que intercedia em seu favor. Amigo leitor. Ninguém está livre de passar por períodos de doença. Esses períodos são, em geral, muito difíceis. A pessoa precisa lidar com a incerteza e a fragilidade da própria vida. As pessoas de fé, da mesma forma como as outras, passam por períodos de provação. Deus nunca prometeu o contrário. O que as pessoas de fé têm em momentos de doença é a certeza de que não estão sozinhas: Deus está ao seu lado, e a sua comunidade está orando e, assim, carregando a sua dor. A fé nos auxilia a perceber que Deus “converte o nosso pranto em dança alegre e afasta a tristeza para que a
alegria nos abrace”, conforme o Salmo 30.11, lema bíblico deste mês. Desejo que Deus abençoe a sua saúde. E quando ela lhe faltar, mantenha a fé e a esperança. Deus, que em Jesus Cristo, experimentou de forma concreta toda a dor e todo o sofrimento que um ser humano pode passar, não se descuida de nenhum dos seus filhos. Ele ama de forma incondicional e deseja converter o pranto e a tristeza em motivo de alegria e gratidão. Somente um coração grato consegue reconhecer essa ação de Deus. P. Eloir Enio Weber Paróquia do Salvador/CEPA
FOTO COMENTADA
Heitor Meurer
O fim do ano está mais perto do que se pensa. É agosto, e já estamos no segundo mês do último semestre. É tempo de planejar as festas de fim de ano. Não! Para nós, das comunidades e paróquias do Sínodo Rio dos Sinos, é tempo de planejar o ano de 2014. Planejamento bom precisa de tempo. Quero que reflitamos como igreja de Jesus Cristo no Sínodo Rio dos Sinos sobre ideias novas para planejar o ano de 2014 na missão urbana. Já tivemos muitas atividades de reflexão, formação, troca de experiências comunitárias e pessoais sobre missão urbana. É hora de colocar no papel um planejamento e executá-lo em 2014. Aqui, neste espaço, não é possível fazer mais do que solicitar que ministros, ministras, lideranças comunitárias e paroquiais comecem agora a planejar a missão urbana. Se em nossa comunidade está tudo bem, ótimo. Vamos somente fazer a agenda de 2014. Porém, se quisermos avançar na proposta da missão urbana, é tempo de planejar. É preciso mudar o jeito de fazer, e isso leva tempo. Mudar é sempre difícil. Proponho um exemplo de mudança que nos pode fazer refletir e achar novos jeitos de agir. Quando fazemos o orçamento das nossas comunidades e percebemos que a contribuição dos membros não dá para cobrir todas as despesas previstas, assassinamos os frangos. Fazemos meio-frango ou promoções para complementar o orçamento. Proponho que promoções aconteçam para celebrar o sucesso da missão dada por Deus. Sugiro mudar a prática de fazer o orçamento das comunidades e paróquias. A proposta é simples. Calculam-se quantos novos membros as nossas comunidades ou paróquias precisarão para conseguir sustentar as suas despesas e investimentos, sem matar os frangos. Essa mudança de paradigma mudará a estratégia da comunidade. Além de formar uma equipe de assadores, será necessário formar equipes de visitação aos membros afastados, ações de evangelização e acolhida aos novos membros. A pregação da palavra, a catequese e a diaconia precisam sair das paredes dos templos e ganhar novos espaços. Enfim, a comunidade se mobilizará para crescer e buscar novos integrantes. Mobilizar membros somente para promoções acomoda todos numa atitude conformada, sem perpectiva de mudança. Na nova forma de resolver o orçamento, todos e todas poderão ser mobilizados. Muitos dons já descritos pelo apóstolo Paulo em 1Co 12.1-11 ficam adormecidos nas comunidades porque não há oportunidade para colocá-los em prática. Com uma mobilização geral, esses dons postos a serviço do mesmo Senhor e no mesmo Espírito poderão chegar àqueles que nas cidades morrem de fome e de sede de Deus, bem perto da fonte. Por isso é preciso fazer um planejamento com tempo, que objetive a missão urbana, que é tarefa dada por Deus a todos nós na área do nosso Sínodo.
TEMA EM DEBATE
Ela não soube esperar! Olhando da varanda para o jardim, percebi a orquídea em flor. Em pleno inverno, com a temperatura perto do “zero”, no mês de julho. E não eram todas. As demais ainda estão esperando a primavera. Então pensei. Quem está certo? As demais ou essa “apressada”? Acho que ela ilustra a reflexão ao lado, onde somos desafiados a “não ficar apenas esperando” , mas a nos antecipar, planejando e quebrando tempos e épocas. Por que esperar a primavera chegar?
SINOS DA COMUNHÃO é uma publicação do Sínodo Rio dos Sinos Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil – IECLB
Edição: Conselho Redacional Jornalista responsável: Heitor Meurer (MTE/RS 15656) Diagramação e arte-final: HJMeurer & Cia.Ltda (CNPJ 06.349.391/0001-30) - Novo Hamburgo/RS Publicidade: (51) 3589-3821 ou comunica@sinodors.org.br Redação e administração: Rua Amadeo Rossi, 467/B - Bairro Morro do Espelho - São Leopoldo/RS E-mail: secretaria@sinodors.org.br - Site: www.sinodors.org.br Opiniões emitidas em textos assinados e outros conteúdos não refletem necessariamente a opinião do jornal
Arquivo Com. Evang. Hamburgo Velho
PALAVRA DO PASTOR SINODAL
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Heitor Meurer
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Preparamo-nos para mais uma assembleia sinodal. Convidamos o P.em. Dr. Gottfired Brakemeier, ex-presidente da IECLB e da Ferderação Luterana Mundial, para nos falar sobre nosso diferencial como igreja.
Nossa história Quem conhece a história da IECLB sabe que ela se formou “de baixo para cima”. Tudo começou com pessoas evangélicas que imigraram neste país católico e que não que-
riam deixar de praticar a sua fé. Juntaram-se em comunidades e a seguir em paróquias, tratando de organizar a vida religiosa. Poucos eram os pastores formados que assessoraram esse processo. As comunidades dependiam de iniciativa própria. Criaram seus estatutos, construíram seus templos e trataram de achar alguém capaz de pastorear os membros. Somente bem mais tarde essas comunidades iriam congregar-se em sínodos, de cuja fusão nasceu uma igreja nacional chamada “Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil”. Essas origens marcam a IECLB até hoje. De acordo com sua Constituição, a comunidade é a “base de trabalho” da IECLB, e com isso também a base que a sustém.
“Para evitar os inconvenientes da ditadura da comunidade de um lado e da direção de outro, a igreja luterana insiste no sinodalismo.” A IECLB vive da contribuição e cooperação de seus membros. Por isso mesmo as decisões das instâncias superiores devem procurar o apoio dos mesmos. A voz das comunidades tem peso. Elas participam da responsabilidade pelo todo através de representação em assembleias, conselhos e concílios.
Um diferencial A IECLB se distingue nisso de outras igrejas, a exemplo da Igreja Católica. Ests não é uma igreja de comunidades, e, sim, de dioceses, encabeçadas por
um bispo. É ele quem identifica a igreja. A comunidade passa a ser secundária. Não assim na igreja luterana. Ela se orienta na palavra de Jesus, que diz: “Porque onde estiverem reunidos dois ou três em meu nome, ali estou no meio deles” (Mt 18.20). Igreja existe onde pessoas se reúnem em nome de Jesus. Construir IECLB só pode significar construir comunidades.
Sem isolamento Mas a essas não se permite o isolamento. Igreja é sempre uma comunhão de comunidades que de-
vem unir-se e conjugar suas forças. Elas devem criar ministérios, ordens e estruturas de governo. Quando as comunidades se emancipam e implantam cada qual o seu próprio regime, rompe o caos, e a igreja se desfaz. É o que chamamos de congregacionalismo. Designa a ditadura da comunidade. Não é essa a concepção luterana. Por analogia, o luteranismo não admite o episcopalismo. Neste caso, o comando na igreja está concentrado nas mãos do bispo ou dos ministros. O resultado será o autoritarismo das lideranças, que marginaliza os membros leigos. Para evitar os inconvenientes da ditadura da comunidade, de um lado, e o da direção de outro, a igreja luterana insiste no sinodalismo.
Poder partilhado Ela acredita que o poder na igreja deve ser compartilhado entre obreiros e leigos. Ambos são responsáveis perante Jesus Cristo, o Senhor da igreja. Devem, portanto, cooperar. Para isso as estruturas sinodais oferecem as melhores condições. Pode haver tensões, sim. Mas o espírito de Cristo ensina a superá-las. Em seu passado, a IECLB nem sempre se mostrou imune frente à tentação do congregacionalismo e à do episcopalismo. Cabe aprender a resistir às ditaduras na igreja, sejam elas de ordem congregacional ou episcopal, e aprender a cooperação de todos os crentes na causa de Cristo. Gottfried Brakemeier
ASSEMBLEIA SINODAL Assembleia. Do francês Assemblée. Substantivo feminino. Reunião de numerosas pessoas para um determinado fim. (cfe. Aurélio, 1976) Esta definição já explica o propósito de nossa Assembleia Sinodal: espaço de encontro entre os representantes das comunidades e paróquias, setores, instituições e ministérios de nosso Sínodo, onde procuramos tratar de um assunto importante e direcionar o trabalho sinodal como um todo e de encaminhar assuntos administrativos diversos, tais como relatórios e eleições.
Mas, mais do que isso, a Assembléia é um encontro de pessoas que dedicam seu tempo e capacidades para o desenvolvimento do Reino de Deus através dos espaços onde atuam. E esse encontro quer ser de encorajamento, de troca de experiências, de rever amigos, de conhecer novas pessoas, novos trabalhos e novas ideias. É um espaço de partilha. A presença e participação de todos fortalece não só as decisões ali tomadas, mas o compromisso de cada um com o todo do Sínodo e da Igreja. Esperamos vocês com um fraterno abraço.
Ingo Ronald Brust na presidência do Conselho Sinodal
Sínodo Rio dos Sinos - agosto de 2013
Sínodo Rio dos Sinos - agosto de 2013
ESPECIAL
A verdadeira riqueza Um dia, um homem muito rico resolveu que seu filho deveria conhecer a área rural para saber de onde vêm os alimentos e como vivem as pessoas mais humildes.Talvez isso ajudasse na sua formação. Viajaram por algumas horas e decidiram parar em um sítio. Não conheciam os donos, mas o homem achou que aquele local humilde seria perfeito para mostrar ao filho os contrastes da vida e para que ele valorizasse o conforto e os bens de que dispunha. Pai e filho foram acolhidos pelos agricultores e passaram dois dias com a família. O menino logo fez amizade com as outras crianças. Saíam para correr pelo campo, subir nas árvores e brincar no pomar. Também foram ver as plantações, o mato, os bichos e tinham muitas coisas para contar uns aos outros. Quando retornaram para casa, o pai perguntou ao filho: “Então, o que você aprendeu dessa experiência no interior?” “Gostei muito, pai! Eu vi que nós temos um cachorro, e eles têm quatro. Nós temos uma piscina que alcança o meio do jardim; mas eles têm
um riacho que não tem fim. Nós temos uma varanda coberta e iluminada com muitas lâmpadas; eles têm as estrelas e a lua. Nosso quintal vai até o portão; eles têm uma floresta inteira. Eu tenho a sua companhia poucas horas por dia; eles passam todos os dias juntos, compartilhando a vida. Eu passo o dia trancado em casa e nos cursos que faço; eles vivem correndo pelo campo, subindo em árvores, brincando no pomar”. E o menino acrescentou: “Obrigado, pai, por me mostrar o quanto nós somos pobres!” O pai, ouvindo aquilo, deu-se conta de que riqueza e pobreza não são medidas por posses e dinheiro. Algumas coisas que não custam nada têm um valor enorme, como a convivência, as amizades, a companhia da família, o tempo que passamos com filhos e filhas. Essa é a verdadeira riqueza. Mensagem enviada pela colaboradora Verônica Kühl para o programa “Conversando com você”, da União FM 105.3
Sínodos em parceria com a União FM
Heitor Meurer
O Conselho de Programação Evangélico-Luterana da Rádio União FM esteve reunido no sábado, dia 13 de julho, nas dependências da emissora em Novo Hamburgo. Além da direção da rádio e dos gerentes das unidades de Novo Hamburgo e Pelotas, estiveram presentes os Pastores Sinodais e demais representantes do Sínodo Nordeste Gaúcho e Rio dos Sinos e os assessores de comunicação do Sínodo Rio dos Sinos, responsáveis pela condução da programação da IECLB na rádio. O conselho teve a oportunidade de conhecer a pesquisa de audiência da União FM e analisar propostas de um melhor aproveitamento do espaço da programação da rádio
Sua melhor companhia
Fundação Sinodal de Comunicação
NOVO HAMBURGO UM OLHAR PARA O VALE - Segunda à sábado - 6h50
Um olhar para o vale CONVERSANDO COM VOCÊ - Segunda à sexta - 11h30 Segunda à sábado às 6h50 COMUNIDADES EM UNIÃO - Domingos - 7h30 às 8h30
Conversando com você
FORMAÇÃO CONTINUADA
Curso em comunicação para ministros e ministras tem segunda etapa
Em apoio à ação conjunta da IECLB e da IELB para celebrar os 500 anos da Reforma Luterana, esta coluna dedica este espaço para a publicação de textos do reformador Dr. Martim Lutero.
Dentro das prioridades estabelecidas pelo Conselho Sinodal para 2013, mais um investimento foi feito na formação continuada de ministros e ministras que atuam na área do Sínodo Rio dos Sinos. Desenvolvido em duas etapas, o curso em comunicação ofereceu cerca de 40 horas-aula. A segunda etapa aconteceu nos dias 2 e 3 de julho na Faculdades EST, em São Leopoldo. Carlos Jahn é professor da UNISINOS e foi o palestrante da primeira manhã de trabalhos do curso. Traçando um panorama da mídia atual, Jahn mostrou que estamos entre oportunidades e riscos no uso dos veículos de comunicação. A Internet aparece no cenário das grandes mudanças sociais e é um desafio também para a igreja.
Leia em sua Bíblia: Salmo 145.13b-21
Deus dá e a pessoa apenas encontra Em ti esperam os olhos de todos, e tu, a seu tempo, lhes dás o alimento. (v. 15)
Animal nenhum trabalha pelo sustento, mas cada qual tem sua tarefa; depois, procura e encontra seu alimento. O passarinho voa e canta, faz ninho e cria seus filhotes. Esse é o seu trabalho. Bois lavram, mas não é desse trabalho que eles se alimentam. Bois lavram, cavalos levam a carga e vão para a guerra, ovelhas fornecem lã, leite e queijo: esse é seu trabalho, mas não é disso que se alimentam, pois a terra produz pastagens e os alimenta por bênção de Deus. De modo semelhante, a gente deve e precisa trabalhar e fazer alguma coisa. Mas, ao mesmo tempo, deve saber que não é o trabalho que nos sustenta, e sim a bênção de Deus. Aparentemente, é o
trabalho que sustenta a pessoa, porque Deus não lhe dá nada sem o seu trabalho. É assim como o passarinho que não semeia nem colhe e teria que morrer de fome se não procurasse comida. Agora, o fato de encontrar comida não se deve a seu trabalho, mas à bondade de Deus. Pois quem foi que colocou a comida ali para ser encontrada? Onde Deus não dá, ninguém encontra nada, e pode o mundo inteiro se matar trabalhando e procurando. Tudo isso vemos a apalpamos, mas, mesmo assim, não cremos. E mais: onde Deus não vigia e cuida, nada está seguro, mesmo que esteja trancado a sete chaves; vira poeira e é levado pelo vento, de sorte que ninguém sabe que fim levou.
Segundo o professor da Unisinos, Carlos Jahn, “a comunicação é processo e resultado de transformações e, do ponto de vista ‘dos participantes’, um processo tentativo”.
Foram 14 grupos de JE participando: 9 grupos disputaram o vôlei misto, 7 grupos disputaram o masculino e 6 grupos disputaram o feminino.
As sessões da manhã tiveram palestras no auditório da EST Na segunda manhã, os trabalhos foram orientados pelo P.Dr. Julio Adam, docente da Faculdades EST, que trouxe reflexões significativas sobre o tema “Fundamentos teológicos da pregação cristã na sociedade da informação”. Como comunicar no “novo púlpito” que hoje vai além da pregação nos cultos em nossas comunidades? O professor de homilética da Faculdades EST entende que só falamos, só pregamos, porque cremos em um Deus que fala! Deus quer continuar ecoando essa voz pelos quatro cantos do mundo, por ele criado e mantido.
Segundo Adam, “a essência teológica da pregação está no falar permanente e dinâmico de Deus para dentro do mundo e da vida de hoje. Palavra de Deus é ação de Deus. A voz de Deus através da voz de pregadores e pregadoras não é uma voz no vácuo, mas uma voz através da voz humana que prega, como uma voz que fala para dentro dos ouvidos e da vida de pessoas concretas e reais” Na parte da tarde, os trabalhos foram desenvolvidos em quatro oficinas, dando continuidade ao trabalho iniciado na primeira etapa do curso. Numa iniciativa de integração com a Rádio União FM de Novo Hamburgo a oficina de rádio teve treinamento prático na emissora com a gravação do programa “Comunidades em União”.
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Editora Sinodal promove lançamento e sessão de autógrafos A Editora Sinodal e a Livraria Cultura do Shopping Bourbon Country realizaram no dia 10 de julho, às 19 horas, o lançamento do livro: FAMÍLIA E PESSOA IDOSA, da psicóloga Simone Bracht Burmeister, com a presença de muitos amigos, convidados e pessoas interessadas no tema. Foi uma noite especial, em que a autora e suas convidadas, Ana Paula Wallauer, médica psiquiatra e terapeuta de família, e Claudia Facco Lufiego, psicóloga clínica, debateram o tema com muita leveza e profundidade. Falaram sobre as relações familiares e seus embates, sobre a necessidade de diálogo e cuidado para com as pessoas idosas, cada vez mais presentes e participantes nas relações familiares.
Fotos: Arquivo Editora Sinodal
DIA DOS PAIS
Fotos: Heitor Meurer
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A autora, ao centro, com suas convidadas
Lançamento teve debate sobre o tema e sessão de autógrafos
Segundo a autora Simone, “o foco deste livro é a pessoa idosa nas relações familiares. A autora propõe-se a analisar as características e os conflitos da vida em família que reúne várias gerações e reafirma a necessidade de sempre fazer novos arranjos e acordos familiares para uma convivência sadia e de mútuo crescimento para todos. Família e pessoa idosa podem experimentar diálogo, mútua aceitação e vida em harmonia”. Logo após o debate, o público presente participou com perguntas para a autora e debatedoras, tornando esse momento ainda mais expressivo e construtivo. A autora autografou seu livro no mezanino da livraria, momento em que foi servido um coquetel, patrocinado pela Editora Sinodal e Livraria Cultura.
CONVOCAÇÃO
Na qualidade de Presidente do Conselho Sinodal e em conformidade com o Art. 14, inciso III do Estatuto do Sínodo Rio dos Sinos, convoco os componentes da Assembleia Sinodal, conforme especificação no verso, para a 12ª Assembleia Sinodal Ordinária a ser realizada na data, hora e local a seguir descritos e com a seguinte ordem do dia: Data: 17 de agosto de 2013 às 8 horas e 30 minutos Local: Comunidade de São Leopoldo - Rua Marquês do Herval, 480 Ordem do dia: 1. Celebração de Abertura 2. Instalação da Assembleia Sinodal 3. Composição da Mesa e Palavras de Saudação 4. Composição de Comissões (ata, moções e mensagem) 5. Reflexão sobre tema importante para a vida e missão das Comunidades, Paróquias e Sínodo 6. Apreciação e aprovação do relatório do Pastor Sinodal e da Diretoria do Conselho Sinodal referente ao ano de 2012 7. Apreciação e aprovação, após leitura do parecer do Conselho Fiscal, da prestação de contas do exercício 2012 8. Eleição do/a representante do Sínodo no Conselho da Igreja da IECLB e seus 1º e 2º suplentes 9. Informações sobre as atividades e administração do Sínodo 10. Apreciação e aprovação do plano de objetivos e metas da missão da Igreja na área do Sínodo 11. Autorização e/ou homologação de questões referentes a Campos de Atividade Ministerial e Ministros/as 12. Moções 13. Diversos 14. Celebração de Encerramento São Leopoldo (RS), 24 de julho de 2013
Ingo Ronald Brust Presidente do Conselho Sinodal
Sínodo Rio dos Sinos - agosto de 2013
Sínodo Rio dos Sinos - agosto de 2013
Fotos:: Arquivo Paróquia Litoral Norte
A festa iniciou com o culto que teve a pregação do Pastor Sinodal Edson E. Streck, que, em sua mensagem, falou da importância da colocação dos diversos dons a serviço do Corpo de Cristo e do valor do sonho conjunto, de pessoas tão diferentes, ao longo dos tempos. O Sr. Rodrigo Trespach trouxe uma bela explanação sobre essa trajetória de 120 anos. O culto teve ainda a participação do coral da Comunidade de Osório e do Grupo de Louvor Acordai, de Capão da Canoa.
O sábado 13 de julho foi muito especial para o grupo de OASE de Vila Lothhammer, da Paróquia Litoral Norte, que promoveu o 3º Encontro de Mulheres. Com a participação de mais de 50 mulheres, o encontro foi um marco na vida da comunidade. O evento vem se firmando na região como um encontro atrativo, com boas reflexões e dinâmicas. O tema deste ano foi “O guarda-chuva”, abordado pelo pastor Tiago Sacht Jaske. Em sua reflexão, Jaske disse que, nas dificuldades que enfrentamos em nossas vidas, Jesus Cristo pode ser comparado a um guarda-chuva que nos ajuda a enfrentá-las.
Após o culto, houve um almoço comunitário, realizado no Clube Pinheiros e animado pelo dom musical de Paulo Meinhardt. A festa seguiu na parte da tarde com um bingo em benefício da continuação da reforma do templo: “A Comunidade de Maquiné agradece a todos os que se empenharam para tornar esta festa possível, aos que participaram deste dia e aos que lhe têm ajudado e orado por ela”, comenta Tiago Jaske, pastor local.
A Juventude Evangélica do Bairro Sete, da Comunidade Evangélica Vida Nova, em Sapiranga, completou 19 anos de atividade no mês de julho. A data foi comemorada em dois momentos. No dia 06 de julho aconteceu um torneio de futsal, em que participaram a JE de Alvorada e Cachoeirinha formando um time, a JE da Paróquia da Paz (JEPP) de Porto Alegre e a JEB7. Na abertura do encontro, o pastor local, Elton Bender, saudou todos ressaltando a importância da amizade, da cooperação mútua e do respeito de uns para com os outros.
A produção e condução musical é de Delmar Dickel, musicista da Paróquia Matriz de Porto Alegre, e a regência é de Louis Marcelo Illenseer, musicista da Paróquia São Lucas de Porto Alegre. O próximo concerto da série será em agosto em dois momentos: No sábado, 24 de agosto, na Igreja Três Reis Magos de Hamburgo Velho, em Novo Hamburgo, e no domingo, 25 de agosto, na Igreja da Reconciliação, no centro da capital gaúcha. Ambos os concertos ocorrem às 18 horas, com entrada franca, e seguirão homenageando o compositor Mozart. Serão executadas, entre outras obras, a Serenata Noturna número 6, KV 239 e a Missa Brevis KV 49.
O encontro também teve momentos de descontração com brincadeiras e a esquete da dupla Eva e Márcia. Ao meio-dia, a comunidade serviu um almoço e, na parte da tarde, o historiador Fernando Mattei falou sobre a “História da Mulher”, destacando personagens femininas importantes ao longo da história e os espaços que foram conquistados pelas mulheres desde a antiguidade. Também houve espaço para boas dicas sobre como manter uma vida saudável através da palestra da nutricionista Carlise de Mota Abreu. O encerramento foi com um café da tarde, que deixou um “gostinho de quero mais” e a vontade de estar de volta no próximo encontro.
OASE da Vila Campina realiza “Chá da Retomada” A história da comunidade faz parte da obra literária de Trespach
No dia 30 de junho, na Igreja da Reconciliação da Paróquia Matriz, realizou-se a primeira edição da série de nove concertos de música sacra, denominada Vésperas. O projeto é patrocinado pela lei de incentivo da Secretaria de Cultura do Estado do Rio Grande do Sul. A orquestra é formada por músicos profissionais e no primeiro concerto homenageou Wolfgang Amadeus Mozart, executando “Adágio e Fuga em Dó Menor”, “Exultate, Jubilate”, com a solista Andiara Mumbach, e, por fim, “Vesperae Solennes de Confessore”, com a participação do Grupo Cantabile.
Fotos:: Arquivo Paróquia Ferrabraz
O dia 30 de junho foi muito especial para a Comunidade de Maquiné, que celebrou seus 120 anos de atividades contados a partir do primeiro batismo registrado, quando era atendida pelos pastores residentes em Itati. Essa festa ocorreu num momento crucial para a comunidade, que, em dezembro de 2012, teve seu templo destelhado por um temporal. O orçamento de R$ 2.8000,00 era demais para a pequena comunidade, composta por 15 famílias, sem recursos, e que quase perdeu as esperanças. Graças a Obra Gustavo Adolfo (OGA), que deu um primeiro e bom empurrão, na semana anterior à festa foi realizada a primeira parte da reforma com a colocação do telhado novo.
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Paróquia Ferrabraz celebra aniversário da JEB7
Projeto cultural valoriza música sacra
No dia 22 de junho, as mulheres da OASE da Vila Campina, em São Leopoldo, estavam radiantes de alegria por realizar um velho sonho. Após sete anos, ocorreu o retorno às dependências da comunidade, e o fato merecia uma comemoração especial e por isso elas celebraram um chá. Nos dois últimos anos, já houve evento semelhante, realizado na casa da senhora Eva Port, mas com participação restrita às pessoas da comunidade. Na nova situação foi possível realizar um evento com maiores proporções em que mais de 150 pessoas estiveram presentes. A coordenação sinodal da OASE se fez representar por Nair Nyland e Helena Fey. A renda foi revertida à comunidade para pintura, compra de cadeiras com a reforma da churrasqueira para o próximo evento.
No outro momento, ocorrido no sábado seguinte, dia 13 de julho, aconteceu a terceira noite de louvor, com a participação dos grupos Ministério Livres para Adorar e Louvor da JEB7, ambos da Comunidade Vida Nova, Decor 134 da Comunidade Evangélica de Canoas, Sacrifício Vivo da Comunidade de Vila Scharlau, Fracta da Comunidade Evangélica de Três Coroas, Diante d’Ele da Comunidade Evangélica da Redenção de Novo Hamburgo e Grupo de Canto da Paz da Comunidade Evangélica de Portão. A palavra bíblica de saudação e de mensagem para a noite de louvor foi de Efésios 5.19, que diz: Falando entre vós com salmos, entoando e louvando de coração ao Senhor com hinos e cânticos espirituais.
Fotos:: Arquivo Comunidade da Campina
Solidariedade e história nos 120 anos da Comunidade de Maquiné
Mulheres reunidas no extremo norte do Sínodo
Fotos:: Claudio Kupka
COMUNIDADES
Fotos:: Arquivo Paróquia Litoral Norte
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Depoimentos são positivos Alguns dos depoimentos colhidos no dia do evento mostram a importância dessa nova realidade vivida pela comunidade: “Ficamos admiradas com a colaboração espontânea de membros e amigas na doação de alimentos” “Nos preparativos do chá e no trabalho recebemos uma grande ajuda. Realmente o apoio foi intenso” “Todos se empenharam com gosto e prazer” “Recebemos um grande apoio porque todos conhecem nossas necessidades”
Comunidade da Ascensão convida
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Sínodo Rio dos Sinos - agosto de 2013
Sínodo Rio dos Sinos - agosto de 2013
Fórum “Teologia e a Pessoa com Deficiência”
Queridos amigos e amigas! Estamos mais uma vez lembrando a Semana Nacional da Pessoa com Deficiência (PPDs), que acontece de 21 a 28 de agosto. O Setor da Pessoa com Deficiência do Sínodo Rio dos Sinos refletiu sobre a pouca participação das PPDs nos seminários e da vida comunitária. Dizem as estatísticas que 14,5% dos brasileiros têm uma deficiência. Será que o setor, que já tem uma longa caminhada de 24 anos de solidariedade nas comunidades, já cumpriu o seu papel? Por isso fizemos uma pesquisa na paróquia de Sapucaia do Sul com as pessoas com deficiência e seus familiares. O grupo de visitação da paróquia procurou pessoas com deficiência para uma breve entrevista com as seguintes perguntas: 1) Por que não participam das atividades comunitárias? 2) Recebem visita de alguém da igreja? 3) Quem as visita? 4) O que esperam da igreja? As respostas foram unânimes: * Não participamos da vida da comunidade pela dificuldade para andar, por motivo de doença; * Recebemos a visita da pastora e do grupo de visi-
tação; * Esperamos solidariedade, oração e que as pessoas da igreja continuam nos visitando, trazendo até nós a palavra de Deus, a ceia e muitas bênçãos. O grupo de visitação da Paróquia de Sapucaia do Sul tem como missão levar a Palavra de Deus, a Santa Ceia, a solidariedade, amor, doação, dedicação e alegria às pessoas com deficiência, idosos, enlutados e seus familiares. O que estamos fazendo em nossas comunidades para incluir as pessoas com deficiência nas atividades comunitárias? Será que as percebemos? Por que não temos um grupo de autoajuda nas comunidades? Todos/as somos a imagem e semelhança de Deus, por isso cada ser humano deve ter sua dignidade respeitada. Como imagem de Deus, somos aceitos por Ele, assim como somos, com nossas deficiências, nossas limitações. Como filhos e filhas de Deus marcados pelo seu amor, somos chamados a cuidar uns dos outros, também as pessoas com deficiência, incluindo-as em nosso meio com amor e solidariedade. Sejamos o sal e a luz para a pessoa com deficiência. Sal que tem gosto, pois se não tiver, não serve para nada. Luz que brilha e que se juntando com outras se expandirá e formará uma luminosidade forte que atingirá atodos/ as. Que Deus nos ajude a ser sal e luz – a dar sempre um testemunho fiel e verdadeiro da fé que temos em Jesus Cristo.
Em cinco anos, de 2006 a 2011, a Igreja Evangélica da Alemanha (EKD) perdeu 1,5 milhão de fiéis, caindo para 23,6 milhões de alemães. No mesmo período, a Igreja Católica perdeu 1,2 milhão de seguidores, ficando nos 24,5 milhões de pessoas. Segundo a estatística anual da EKD, também diminuiu no período o número de batismos por ano: de 213 mil em 2006 para 193 mil em 2011. O número de casamentos caiu de 54,7 mil para 48,3 mil. Os frequentadores regulares dos cultos dominicais somavam 1 milhão em 2006; em 2001 só eram mais 900 mil. A EKD recorre a três motivos para explicar as perdas: razões históricas, econômicas e religiosas. Na extinta Alemanha Oriental, pressões políticas fi-
Pastora Marlei Adam Arcari
Programa Diaconia Inclusão da IECLB comemora 21 anos Como forma de marcar os 21 anos de trabalho do programa, o logotipo do Programa Diaconia Inclusão foi estilizado. É importante resgatar a reflexão feita pelo Grupo de Apoio Nacional, em 1996, quando aconteceu a criação do logotipo. Segundo Iára Müller, Rosalie Spellmeier e Lourdi Bender, integrantes do Grupo de Apoio Nacional da época, a borboleta é a marca do trabalho na área da pessoa com deficiência porque ela é um símbolo de transformação. Primeiro vem a lagarta que se recolhe em um casulo e só depois se transforma em borboleta. Para a borboleta sair do casulo precisa fazer muita força, e dizem que é com essa força que ela fortalece as asas para voar. Se alguém abrir o casulo para ajudála, ela não fará todo o processo e não terá forças suficientes para voar. Assim também a pessoa com deficiência passa por um processo de transformação para conviver com sua deficiência. A pessoa com deficiência, sua família, amigos e amigas precisam descobrir meios de viver neste mundo com pouca acessibilidade. E, assim como no caso
da borboleta, a pessoa com deficiência não espera que façamos tudo para e por ela, mas com ela. Muitas pessoas ajudaram a sonhar, pensar e viabilizar o Programa Diaconia Inclusão da IECLB. Foram muitas histórias, conquistas, desafios e também dificuldades. Mas, principalmente, são 21 anos de muita informação, formação e encontros em prol da construção de comunidades cada vez mais inclusivas. Nossa gratidão a todas as pessoas que fizeram e fazem parte dessa história.
VISITAÇÃO - Famílias de Sapucaia do Sul fizeram parte de pequisa sobre deficiência
zeram com que muitos alemães abandonassem a igreja, consequentemente não batizavam mais os seus filhos, o que tem reflexos, hoje, no número total de seguidores. Tanto a Igreja Evangélica como a Católica são reconhecidas pelo Estado como entes de direito público, tanto que o Estado recolhe o imposto eclesiástico de acordo com a denominação do fiel e a repassa às igrejas. Para se livrar do imposto eclesiástico, muitos abandonam a instituição. Por fim, o processo de imigração, trazendo para a Alemanha pessoas que professam outras religiões, como o islamismo, alterou a percentagem dos cristãos no total da população alemã. Fonte: www.alcnoticias.net
Curso intersinodal de paramentos
No dia 13 de julho, um grupo de mulheres do Sínodo Rio dos Sinos e Sínodo Sul Rio-Grandense reuniu-se na Casa de Retiros da Casa Matriz de Diaconisas, em São Leopoldo, para ampliar seus conhecimentos na arte dos paramentos e partilhar suas experiências na confecção de antepêndios.
Diácona Carla Vilma Jandrey Coordenadora do Programa Diaconia Inclusão Secretaria da Ação Comunitária Secretaria Geral da IECLB
A coordenação da Pessoa com Deficiência do Sínodo Rio dos Sinos convida: Faça parte desse grupo Encontros na sede sinodal às 14:00hs nas seguintes datas: 13 de agosto - 8 de outubro - 3 de dezembro Que Deus abençoe cada pessoa com deficiência, seus familiares e também todos e todas que se engajam na causa.
Cai número de fiéis evangélicos
Faculdades EST e Faculdade de Teologia Evangélica (FATEV). A participação dos representantes das casas de formação teve o intuito de refletir sobre a possibilidade de incluir a temática na formação de ministros e ministras. Ainda temos muito por fazer para incluir as pessoas com deficiência nas atividades comunitárias. Além de olhar para elas, é necessário olhar também para o ambiente, para a acessibilidade, pois também essa está deficiente. Os lugares onde as pessoas com deficiência transitam precisam de adequações. Como por exemplo: rampas de acesso aos banheiros, as igrejas, banheiros para deficientes e para pessoas com necessidades especiais. Todo ser humano como imagem de Deus deve ter a sua dignidade respeitada, e isso também em relação à acessibilidade e à inclusão.
Fotos: Arquivo Cat. Erli Manskl
“Vocês são o sal para a humanidade. Vocês são a luz para o mundo. Assim também a luz de vocês deve brilhar para que os outros vejam que as coisas boas que vocês fazem e louvem o Pai de vocês que está no céu.” Mateus 5.13-16
Culto e liturgia
ECUMENE
Sob a assessoria do professor de arte, P. Valdemar Schultz, as mulheres foram envolvidas na temática do encontro através da experimentação de diferentes técnicas Mistura de cores, composição de desenhos através de formas geométricas e criação de representação simbólica referente aos diversos temas do ano litúrgico foram algumas das técnicas adotadas. Ao final do encontro, coordenado pela Cat. Erli Mansk, o grupo decidiu continuar os trabalhos iniciados, programando mais um encontro. Para este, as participantes se desafiaram a elaborar um projeto de antepêndios que será apresentado ao grupo com o objetivo de enriquecer o projeto a partir da sua socialização.
Fotos: Arquivo Comunidade Sapucaia do Sul
Semana Nacional da Pessoa com Deficiência
De 04 a 06 de junho aconteceu o Fórum de Teologia e Deficiência na Casa Matriz de Diaconisas em São Leopoldo. O evento foi organizado pelo Programa da Inclusão da Diaconia da IECLB. O Fórum tratou de diversos temas: * A Deficiência no Contexto Brasileiro, com Cristian Sehnem, pedagogo; * Teologia e Deficiência – Imago Dei, com a pastora Ms. Neli Maske; * Hermenêutica e Deficiência, com a pastora Ms. Iara Müller; * Deficiência e Cura, com o pastor Murilo Jung; * Práxis Comunitária Inclusiva, com a pastora Ms. Sandra Tehzy; *Teologia Pública e Inclusão da Pessoa com Deficiência, com o Dr. Felipe Buttelli. Participaram do fórum representantes de dez sínodos, professores e estudantes das três casas de formação: Faculdade Luterana de Teologia (FLT),
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Atenção e dedicação aos en- Arte em patchwork, bordado, recorte sinamentos ofereceidos em feltro e outras técnicas Duas participantes deram seu testemunho: Nossa comunidade é muito pobre em antepêndios. Não tínhamos nada. Então fizemos o que sabíamos e agora queremos aprender mais. Nesse tipo de encontro, onde se juntam pessoas com experiências diferenciadas em arte, umas aprendem com as outras. A partilha enriquece a vida, faz alargar as ideias, amplia a visão e cria relacionamentos. Os paramentos não são elementos imprescindíveis ao culto, mas eles ajudam a comunicar o evangelho de forma vigorosa.
O Livro de Culto da IECLB define culto como “encontro que congrega Deus e um grupo de pessoas, bem como essas entre si”. O ponto de partida para o encontro entre Deus e a comunidade em culto é o próprio Deus. Deus é quem motiva e chama as pessoas a se reunir em seu nome, conforme disse Jesus em Mateus 18.20: “Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, ali estou no meio deles”. Para atestar que o culto é iniciativa de Deus, uma das primeiras coisas que a comunidade faz no culto é declarar que o culto acontece não em nome da própria comunidade, do ministro ou da ministra, mas em nome de Deus. E isso se dá através de uma fórmula de invocação, como por exemplo: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ou através de uma saudação, como por exemplo a saudação apostólica: A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito sejam com vocês. Culto é realização da promessa de Jesus de que Deus está presente em nosso meio. Mas, além de promessa, culto atende uma ordem. Assim o lemos em 1 Coríntios 11. 24-25: “Isto é o meu corpo que é dado por vós, ... este cálice é a nova aliança no meu sangue,... fazei isto em memória de mim...” O culto, portanto, também acontece porque Jesus nos deixou a ordem de realizar o sacramento da Ceia, partindo o pão e distribuindo o cálice. A promessa da presença de Jesus quando nos reunimos em seu nome e a ordem de realizar a Ceia motivam o nosso culto e o justificam. Através do culto, podemos assim dizer, Jesus continua de mãos dadas conosco; ele não nos deixou pessoas órfãs, sem rumo, perdidas e desorientadas neste mundo. Culto é um sinal concreto da presença de Deus entre nós. Olhando mais atentamente para aquilo que acontece no culto, percebemos que o “sinal concreto” da presença de Deus que ocorreu outrora continua se manifestando hoje quando a comunidade se reúne. Em Atos 2.42, lemos que os discípulos e as discípulas de Jesus “perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações”. De acordo com esse texto, dizemos que a comuni-
dade cristã se reúne em culto para realizar estas ações: ouvir a palavra, viver em comunhão, partir o pão e orar. Com base nessas ações, podemos entender culto como um evento em que Deus age e provoca a comunidade a agir. Por exemplo, Deus se dirige a nós por meio da sua palavra e dos sacramentos; a comunidade se dirige a Deus por meio das orações, do canto. Além disso, há diversos outros sinais e palavras no culto que ajudam a comunidade a olhar para o mundo e dar seu testemunho de fé. E a liturgia? Se culto é encontro entre Deus e a comunidade, o que é liturgia? Como qualquer outro evento, o culto tem início, meio e fim, é organizado de certa forma, segue uma lógica. A isso damos o nome de liturgia, “um conjunto de atos, palavras e formas, carregados de significado, expressos de um certo jeito, numa certa sequência” (Livro de Culto). Todo culto tem uma liturgia que pode ser desenvolvida de diferentes formas, mas não há culto sem liturgia. A liturgia é uma ferramenta colocada ao alcance da comunidade para que o culto aconteça, estabelecendo a comunhão e o diálogo de Deus com as pessoas, bem como das pessoas com Deus e delas entre si. Como igreja luterana, entendemos que liturgia não é algo que se inventa a cada culto, nem segue a vontade de cada um/a. Liturgia também é herança; ela tem suas raízes na história da comunidade cristã. E é nessa história que nossa liturgia está fundamentada. Liturgia também é identidade; ela está relacionada à confessionalidade. Liturgia ajuda a dar rosto para uma igreja. Por isso é que a comunidade cristã de confessionalidade luterana segue uma determinada liturgia em nossos cultos. Isso não significa, entretanto, que cada culto seja igual ou que a liturgia é mera repetição. Aí reside um grande desafio: saber usar a liturgia, um legado das origens cristãs, como instrumento de um culto que seja novo a cada domingo, contextualizado a cada comunidade e significativo para cada pessoa que dele participa. Liturgia, nesse sentido, não é apenas tradição e identidade; é também renovação e criatividade. Cat. Dra. Erli Mansk Coordenação de Liturgia da IECLB
Sínodo Rio dos Sinos - agosto de 2013
Sínodo Rio dos Sinos - agosto de 2013
Teólogos e musicoterapeutas precisam interpretar as dores do mundo Tudo o que se faz no mundo se faz por uma esperança sonhos serão realizados, mas ter convicção de que vale a pena lutar por eles. Inspirados pelo pensamento de Albert Einsten, os dois formandos em Musicoterapia, Alex Haro e Guilherme Bons, disseram ao público que lotou o Auditório do Colégio Sinodal, em São Leopoldo, que o “coração que se abre a uma nova melodia jamais voltará a seu tamanho original”. Ao longo do curso, eles aprenderam que tudo aquilo que somos incapazes de expressar com palavras podemos fazer através da música.
Thiago Campagnoni Alves
“Vocês se negaram a aceitar que o mundo como é corresponde ao mundo que deve ser.” Essas foram palavras proferidas pelo pastor Dr. Rudolf von Sinner, que, responsável pela pregação religiosa que antecedeu a formatura do sábado, 6 de julho, entusiasmou teólogos e musicoterapeutas a interpretar o mundo e a realidade das pessoas que têm medos, sonhos, esperanças e frustrações. Focado no enunciado de Lutero, Tudo o que se faz no mundo se faz por uma esperança , von Sinner disse que ter certeza não consiste em saber de antemão se os
Oradores da turma de Teologia, Camila Schütz e Benito Konflanz recordaram o momento em que foi preciso deixar a segurança do lar para, através dos ensinamentos adquiridos na EST e das suas vocações, promover a vida e anunciar o evangelho para a humanidade. “Esse longo caminho iniciou repleto de perguntas, mas foram justamente elas que nos moveram até aqui.” Paraninfa da turma de Musicoterapia, a Prof. Ma. Sofia Dreher disse que Alex e Guilherme passaram por um “tempo de travessias”. Nesse caminhar, destacou, é preciso olhar para trás, a fim de recapitular os ensinamentos adquiridos e todas as relações construídas, mas, acima de tudo, olhar para frente, “pois muitas pessoas esperam pelo auxílio de vocês através da musicoterapia”. Paraninfo da turma de Teologia, o Prof. Osmar Witt lembrou que aquela formatura se desenrolava num período particular da história do país. “Precisamos, enquanto igreja, aprender a ler os sinais dos tempos e arriscar falar de temas contravertidos para poder falar também dos temas essenciais da vida”, ensinou. Em sua última mensagem aos formandos, Witt ressaltou que Teologia não se faz “numa redoma protegida”, mas sim
em contextos determinados que “nos colocam em contato com as ambiguidades que constituem as relações humanas”. Presente à solenidade, o Pastor Presidente da IECLB, Dr. Nestor Paulo Fri-edrich, afirmou que fazer Teologia é algo que ajuda as comunidades a abraçar a causa da justiça, que também é a causa de Deus. Ele lembrou o tema da Igreja para 2013, “Eu vivo em comunidade”, destacando a diversidade e o colorido como marcas que caracterizam a IECLB. Ao encerrar a solenidade, o reitor, Prof. Dr. Oneide Bobsin, afirmou que a EST “forma pessoas solidárias, não vitoriosas”. Ele enalteceu que ninguém alcança a vitória sozinho e que, por isso, “gratidão é a palavra fundamental que nos une no âmbito da igreja, da família, dos amigos e da universidade”. Também estiveram presentes à formatura o vice-reitor da EST, Prof. Dr. Remí Klein, o presidente do Conselho de Administração da EST, Sr. Hilmar Kannenberg, o pastor sinodal Edson Streck, a pastora Iára Müller, e o coordenador do curso de Teologia, Prof. Dr. Rodolfo Gaede Neto.
TEMA DO ANO 2013 Eu vivo comunidade
Bem-aventurança das Juventudes
Esta coluna é destinada ao tema do ano para que as comunidades e paróquias partilhem, com fotos e textos, suas principais atividades, ilustrando o “EU VIVO COMUNIDADE” do tema da IECLB neste ano de 2013.
Este texto é uma reação poética, baseada nas bem-aventuranças de Jesus em Mateus 5, que escrevi após o Congresso Estadual de Teologia, que aconteceu de 06 a 09 de maio passado na Faculdades EST, reunindo mais de 350 estudantes e docentes de nove instituições teológicas do RS. O tema era “O fazer evangelizador com as Juventudes: desafio às igrejas e à teologia”. P.Dr. Roberto E. Zwetsch Faculdades EST
Paróquia do Salvador/CEPA
Comunidade viva é comunidade que acolhe e cuida
Felizes os jovens pobres de tudo o que lhes é de direito. Deles são o jardim e a praça de Deus. Felizes os manos e as minas que choram. Eles e elas serão consolados amorosamente. Felizes os jovens inspirados, teimosos, firmes. Deles e delas será a terra. Felizes os miúdos e as miúdas que têm fome e sede de justiça. Eles e elas serão fartos. Felizes os que têm e vivem a COMPAIXÃO para com o outro. Eles e elas alcançarão a misericórdia do Deus vivo. Felizes os limpos de coração e os jovens especiais. Eles e elas verão a Deus. Felizes os manos e as minas que lutam pela paz pacificando. Eles e elas serão conhecidos como filhas e filhos de Deus. Felizes os moços e as moças que assumem o risco da perseguição porque lutam pela justiça e pela paz. Deles e delas são o jardim e a praça de Deus. Felizes vocês que – por minha causa, disse Jesus – forem injuriados, perseguidos, espinafrados todo dia, também quando, mentindo, fizerem todo o mal contra vocês. Alegrem-se e deem a volta por cima – cantando – porque é grande o tesouro, a mina, que vocês têm guardado no jardim e na praça de Deus. Porque da mesma forma perseguiram os profetas que vieram antes de vocês:
Jorge participava com muito gosto das atividades de sua comunidade. No entanto, seu filho envolveu-se em uma situação ilícita. Para Jorge, foi um vexame. Sentiu-se envergonhado e deixou de participar da comunidade. Sentia falta do convívio. Falta de alguém que o pudesse ouvir, mas estava muito envergonhado em compartilhar a sua dor. Para as pessoas da comunidade dizia que estava muito atarefado, por isso havia se afastado um pouco. Seu amigo João ficou sabendo dos verdadeiros motivos de seu afastamento. Em diálogo franco e aberto, João disse: “Jorge, você não deve se afastar da comunidade. Eu posso até entender que você está com vergonha. Mas é preciso enfrentar a situação. Na comunidade, você vai ter apoio, tenho certeza disso. Você vai ver que, com o acolhimento dos seus irmãos na fé, o peso vai ser menos difícil de ser carregado”. Marcaram um encontro com o pastor naquela semana e no domingo foram juntos ao culto. Apesar da desconfiança de uma minoria, a comunidade foi muito carinhosa com o seu irmão que estava sofrendo. Jorge sentiu-se plenamente acolhido, cuidado e confortado.
ACOLHIMENTO - Comunidade busca ser receptiva Saulo, no texto bíblico de Atos 9, após ser curado da sua cegueira momentânea, recebeu esse acolhimento na comunidade de Damasco. Ali ele experimentou o que significa viver em comunhão com Cristo e com os irmãos na fé. A comunidade precisa ser espaço de acolhimento, lugar para onde as pessoas possam correr e ser recebidas de braços abertos, no abraço do próprio Cristo. Estenda os seus braços para acolher e acarinhar aquelas pessoas que estão “cansadas e sobrecarregadas”.
Dom Hélder Câmara, Martin Luther King Jr., Dietrich Bonhoeffer, Dom Oscar Romero, Santo Dias da Silva, Margarida Alves, Chico Mendes, Marçal de Souza Tupã-y, Chicão Xucuru, Sepé Tiarajú, Vladimir Herzog, Paulo Wright, Rose Sem Terra, Alexandre Vannuchi.
Jornalista Micael Vier Behs Assessoria de Imprensa EST
Comunidade Evangélica de Manaus procura por membros da IECLB
Fraterno Abraço. P. Eloir Enio Weber
Se você tem parentes ou amigos que moram em Manaus ou pretendem mudar-se para a capital amazonense, oriente-os para que não fiquem sem contato com a IECLB. A Comunidade Evangélica de Manaus tem cerca de 90 membros e no dia 4 de agosto completa 28 anos de existência. Segundo o pastor Adriano Adão da Rosa: Diante da grandiosidade da cidade, às vezes, membros da IECLB se mudam para Manaus, mas não têm conhecimento de que temos a Comunidade Luterana da IECLB aqui, no coração da Amazônia. Ela é pequena, mas muito participativa. Seguem os contatos com o pastor e a comunidade: * Rua Vagner, 550, Bairro da Paz, Manaus/AM - fone: (92) 36530472 - email: ieclbmanaus@yahoo.com.br
E tantos outros manos e minas. Vocês são e serão felizes porque descobriram a novidade da vida! Assim seja.
Mudanças na secretaria executiva da Fundação Luterana de Diaconia O secretário executivo da Fundação Luterana de Diaconia (FLD), com sede em Porto Alegre, Dr. Carlos Gilberto Bock, foi escolhido para ser o novo diretor do Departamento de Missão e Desenvolvimento (DMD) da Federação Luterana Mundial (FLM). Sua seleção e indicação para o cargo contaram com a sua anuência e a da diretoria da FLD e com o endosso da presidência da IECLB. Sua transferência para Genebra, sede da FLM, está prevista para o final de agosto. Em função de sua saída e com a vacância do cargo de secretário executivo da FLD, dois candidatos foram entrevistados e, no dia 9 de julho, após deliberação, a diretoria selecionou a pastora Cibele Kuss para ser a nova secretária executiva da FLD. Carlos Gilberto Bock deixa a FLD e segue para Genebra onde assume cargo na FLM
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Palavra da Diretoria Sinodal ASSEMBLEIA GERAL
PARA PENSAR
Arquivo Paróquia do Salvador
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Cibele Kuss deixa o trabalho pastoral em Joinville e assume a secretaria executiva da FLD
A pastora Cibele Kuss atuou, por treze anos, na Paróquia Evangélica de Confissão Luterana em Belém. No período de 2007 a 2011, ela exerceu o cargo de ouvidora do Sistema de Segurança Pública do Estado do Pará. Desde fevereiro deste ano, ela está atuando como pastora na Paróquia Bom Pastor da Comunidade Evangélica de Joinville. Para sua escolha pesaram também experiências adicionais significativas no seu currículo: vice-presidente da Coordenadoria Ecumênica de Serviços (CESE), representações na Aliança ACT, no Conselho Mundial de Igrejas (CMI), na Federação Luterana Mundial (FLM), bem como ampla experiência ecumênica em âmbito nacional. A pastora Cibele tem reconhecida atuação em defesa dos direitos humanos em nosso país.
Aproxima-se o dia 17 de agosto, data em que o Sínodo Rio dos Sinos realizará sua Assembleia Geral anual. A Comunidade de São Leopoldo sediará neste ano esse encontro. A Assembleia Sinodal tem um significado muito importante dentro das diversas programações planejadas pelo Sínodo. Sabemos que a Assembleia Geral é o órgão supremo que decide sobre as políticas que devem ser seguidas no Sínodo. Dois são os tipos de assembleias que podem ser realizadas: a Geral, denominada de Ordinária, é realizada anualmente; a outra, que designamos de Extraordinária, pode ser convocada a qualquer momento, desde que obedeça às premissas estabelecidas no estatuto que rege o Sínodo. A Assembleia é composta por um conjunto de membros que foram anteriormente eleitos por suas paróquias ou comunidades e com direito a voto. A Assembléia Geral tem diversas funções. Entre essas se destacam: analisar os relatórios do Pastor Sinodal, da Diretoria do Sínodo e dos setores de trabalho, além de apreciar o relatório financeiro. Além disso, tem também o poder de decisão sobre o rumo e/ou o Plano de Ação que o Sínodo se propõe. Esse Plano de Ação é a maneira como deverão ser atingidos os membros com o evangelho em todas as comunidades e paróquias, a fim de que cresçam na vida espiritual e possam dar seu testemunho e apoio à sociedade nos dias de hoje. Também cabe à Assembleia decidir, após análise, sobre novos campos de atuação a ser criados e planejamentos futuros dentro do próprio Sínodo. A edição deste jornal contém informações de extrema importância para a preparação da Assembleia Sinodal planejada para o ano de 2013. Chamamos a atenção, em especial, para que os representantes das comunidades e paróquias estejam atentos e se preparem para se fazer presentes a esse momento de decisões em seu Sínodo. Doraci Knevitz Bartholdy
Secretária da Diretoria do Conselho Sinodal
Seção II Da Assembleia Sinodal Art.33 - A Assembleia Sinodal é o órgão soberano do Sínodo, como foro de diálogo, comunhão, discussão e decisão sobre todos os assuntos relacionados com a missão e a vida da Igreja na área do Sínodo. Do Regimento Interno da IECLB
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Sínodo Rio dos Sinos - agosto de 2013
QUEM FAZ PARTE DO SÍNODO?
Este espaço serve para que nossas comunidades e paróquias falem de sua realidade
Comunidade de São Leopoldo As origens Em 1824, de uma Europa empobrecida, recém saída das guerras napoleônicas, vieram os primeiros imigrantes de origem germânica ao Brasil, para as terras da antiga Feitoria do Linho Cânhamo, que deu origem a hoje cidade e comunidade evangélica de confissão luterana em São Leopoldo-IECLB. Eles, além de trazer a fé evangélica de confissão luterana, traziam consigo valores provenientes da reforma luterana, o ensino, a escola para seus filhos. É de 1926 o primeiro registro de uma escola dessa comunidade nos anais do governo da então província do Rio Grande. Cuidado que a comunidade nunca abandonou aquela escola deu origem ao Colégio Centenário, hoje Instituto Rio Branco. A terra que encontraram foi uma terra marcada pela escravidão e por guerras, foi a Guerra da Cisplatina e a Revolução Farroupilha. Uma terra que recém tinha proclamado a sua independência, que ainda se firmava como nação, firmava seus limites territoriais.
Neste mapa do Rio Grande do Sul, temos identificada a área de abrangência do nosso Sínodo. A cada edição, uma comunidade ou paróquia será destaque.
2014 – 190 anos de luteranismo em São Leopoldo Berço da colonização alemã
Integração Conhecida muito tempo como a greja dos alemães, hoje busca ser uma comunidade aberta a todas as pessoas que aceitarem e quiserem ter aqui um lugar onde possam encontrar paz, amor, cuidado a partir dos fundamentos bíblicos e dos ensinamentos do reformador Martim Lutero.
Nesse contexto, a comunidade nessa época se reunia em cultos na casa dos imigrantes na Feitoria, e somente em 1846 ela dedicou seu templo como casa de oração, que decidira construir já em 1834, mas que teve que aguardar por sua construção até o fim da Revolução Farroupilha. A fé evangélica era somente tolerada em terras brasileiras e não podia ser manifestada publicamente a construção de casas com aparência externa de igreja, lhes era proibida. A casa de oração era toda construída em pedra grês e segundo relato de “Telmo Lauro Müller”, em sua obra: “Herança de geração e geração”, tinha 250 lugares para sentar. Da Comunidade Evangélica de Confissão Luterana em São Leopoldo partiram muitos impulsos para a construção da Igreja no Rio Grande do Sul e no Brasil através da constituição de comunidades e do Sínodo Riograndense, um dos sínodos que constituiu a IECLB. Em 1869, o pastor de São Leopoldo, Dr. Hermann Borchard, trabalha para a constituição de um primeiro sínodo e o pastor Dr. Wilhelm Rotermund na constituição do Sínodo Riograndense em 1886, um grande incentivador das escolas comunitárias no estado e no país com a produção de material didático, livros e jornais.
O crescimento Com a proclamação da República ocorre a divisão de estado e igreja no Brasil. Início da liberdade de culto também para as nossas comunidades. Em sinal de testemunho da presença evangélica de confissão luterana em São Leopoldo, a comunidade decidiu construir uma nova igreja, com aparência externa de templo. Essa construção ocupou o mesmo espaço da antiga casa de oração, cuja construção certamente serviu para as fundações da nova igreja. A construção iniciou em 1905, e sua dedicação aconteceu em 15 de novembro de 1911, como Igreja de Cristo, igreja que se tornou conhecida na cidade como Igreja do Relógio. O ano de 1911 também é de grande importância para a Comunidade Evangélica de Confissão Luterana em São Leopoldo foi o ano em que as mulheres se organizaram para a construção da igreja fundaram esta que hoje conhecemos como OASE – Ordem Auxiliadora das Senhoras Evangélicas. Na cidade de São Leopoldo, a Comunidade Evangélica de Confissão Luterana deu origem a mais três paróquias: na Feitoria, Scharlau e nos bairros Arroio Manteiga e Campina.
Fotos: Arquivo Comunidade São Leopoldo
A comunidade
Hoje, a Comunidade Evangélica de Confissão Luterana em São Leopoldo se reúne, além da Igreja de Cristo, no centro, na capela da São Borja, nos centros comunitários do Cristo Rei, a Campestre-Orpheu, na Casa Matriz de Diaconisas e Faculdades EST e em muitos cultos pontuais em casas e lares que há na cidade. É uma comunidade com muitos grupos e iniciativas. Destacamos as mulheres organizadas na OASE, a Terceira Idade: no Girassol, dos homens na Legião – LELUT, dos jovens através da JESLEO, dos casais: através do Reencontro de Casais, do canto e música: através do coral e instrumental, das crianças que se reúnem no culto infantil e passa-tardes. Muitos desses grupos se desdobraram em outros, como o grupo de Assistência, grupos de canto, grupo de fala alemã, grupo de pintura, estudos bíblicos. A comunidade ainda comporta grupos de A.A., Al-Anon e NA. Pastor Walter Hoppe
Com uma história muito rica, a comunidade investe também em seu futuro através do trabalho com os jovens