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Relatório Narrativo FLD-COMIN-CAPA 2019

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ASSEMBLEIA DO CONSELHO DELIBERATIVO 2019

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CONSELHO

Diretoria Executiva Presidenta Eloí Siegert Peter Vice-presidente Fábio Bernardo Rucks Secretário Herbert Knup Vice-secretária Tatiane Gaulke Tesoureira Cleci Terezinha Koch, Vice- tesoureiro Felipe Zarnott

Sínodo Mato Grosso Titular Elair Schanoski Suplente Noemia Elza Tschá

Conselho Deliberativo Presidente Alécio Patzlaff Vice-presidenta Soliana Schneider

Sínodo Noroeste Rio-Grandense Titular Renato Küntzer Suplente Ilson Koren

Sínodo da Amazônia Titular Ricardo Brosowski Suplente Linton Carlos Fruhauf

Sínodo Norte Catarinense Titular Rudiberto Gaedke Suplente Armin Koenig

Sínodo Brasil Central Titular Soliana Schneider Suplente Débora Ristow Krauser

Sínodo Nordeste Gaúcho Titular Alécio Patzlaff Suplente Celso Nicolau Kerber

Sínodo Paranapanema Titular Darclê W. Cunha Suplente Arlete Frizzo

Sínodo Centro Campanha Sul Titular Lisani Landskren Suplente Roseli Maria Klauck Magedanaz

Sínodo Planalto Rio-grandense Titular Roselaine Plentz Wolter

Sínodo Centro Sul Catarinense Titular João Bartsch

Sínodo Rio dos Sinos Titular Ilma Kreitlow Larssen

Sínodo Espírito Santo a Belém Titular Willa Buecker Suplente Sandra Hoffmann Calott

Sínodo Rio Paraná Titular Harri Behling Suplente Altair Patzlaff

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Sínodo Sudeste Titular Alberi Neumann Sínodo Sul-Rio-Grandense Titular Fábio Steinert Sínodo Uruguai Titular Lisani Neumann Müller Sínodo Vale do Itajaí Titular Márcia Helena Hülle Suplente Mirian Ratz Sínodo Vale do Taquari Titular Ronald Markus Membros Natos Coordenadora de Diaconia e Inclusão Carla Jandrey Secretário Geral da IECLB Marcos Bechert Conselheira da Igreja Anelize Marleni Berwig Conselho Fiscal Titular Grasiella da Silva Coimbra Titular Graziele Damasceno Scherer Titular Valério Weirich Suplente Alci Saick Suplente Fábio Machado Silva Suplente Lodi Uptmoor Pauly


EQUIPE

Coordenação Ampliada Secretária executiva Cibele Kuss Coordenadora programática Marilu Menezes Coordenadora administrativa Carla Teifke Matriz Adriane Schumacher da Costa Alan Gabriel de Lima Serpa Amanda Beatris de Souza Coelho Angelique van Zeeland Eloir Heimerdinger Fernando Pires Moraes Aristimunho Graziella Costa Emmert Julia Rovena Witt Juliana Mazurana Julio Cezar Zellmann Maria Tugira da Silva Cardoso Marivone Pereira Marluí Tellier Ferreira Patricia da Silva Rodrigues Patricia Weege da Silveira Espindola Rogério Oliveira de Aguiar Scheila Morgana Brito Thais Evelyn Kuhnrich de Oliveira Valdirene Purper Lamb

COMIN Renate Gierus, coordenadora programática Ana Patricia Chaves Ferreira Catiane Trindade Dias Daniela Silva Huberty Janaina Hubner Jandira Keppi Jasom de Oliveira Kassiane Schwingel Marise Renir Thielke Noeli Teresinha Falcade Sandro Luckmann CAPA Erexim Ingrid Margarete Giesel, coordenadora Glacir Joana Moisym Condah Ivo Severino Macagnan Juliana Paula Vendrame Recilda Pandolfi Grando Vitor Hugo Hollas CAPA Pelotas Rita Miriam Gonçalves Surita, coordenadora Cintia Radtke da Rosa Daniel Roberto Soares

Daniele Schmidt Peter Elias Surita Wojahn Ernesto Alvaro Martinez Fábio André Mayer Maria Helena Gerbaude Kruger Mateus Schwanz Kuhn Neuza Maria Devantier Neuenfeldt Pedro da Rosa Guterres Rocheli Wachholz Roni Carlos Bonow Thalita da Silva Silveira Zamir Cardoso Saraiva Catana dos Santos Silva Diego Maass Estevao Kunde Fabio Bilhalva Fabras Guilherme Dias Treicha Jones da Cruz Valadao Marcio Marcelo Garcia Morales Marcos Eduardo Fanka Coelho Marcos Pieper Mota Maristela Watthier Matheus Felipe Ludtke Maass Suzana Specht

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CAPA Rondon Vilmar Valdemar Saar, coordenador Agmar Cesar Napiwoski Bruna Camila Schitz Celso Lisboa de Lacerda Cristiani Cavilhão Daiana Raquel Pauletti de Araujo Daniel Maraca Miri Lopes Diana Cristine Hartke Edimar Silveira da Silva Edison Antonio Bortoluzzi Edson Rodrigues dos Santos Francini Aparecida Mendosa Jessica Cristovão da Silva Jhony Alex Luchmann Joelma Gomes de Queiroz Josue Roque Kássia Dallabetha Lais Oliva Biletski Luiz Carlos Hartmann

Fotos: Arquivo FLD-COMIN-CAPA Thomas Lohnes/PPM (página 28) Ana Patrícia Chaves Ferreira (página 35 e 84)

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Luiz Fernando Grein Ohse Marcelo Rohde Marcia dos Santos Fagundes Marco Antônio Bilo Vieira Micheli Becker Patricia Aparecida Favorito Raquel Rossi Ribeiro Rosana Maia da Silva Mareco Rozely dos Santos Maia Sidnei Francisco Muller Valdeilson Ferreira de Almeida Verni Krause Vinicius Ricardo Calcagno Bridi Wanderlei Luiz Batista CAPA Santa Cruz Melissa Lenz, coordenadora Augusto Weber Clarice Ines Eckhardt Grasiela Michels

Lauderson Holz Ligia Maria Kannenberg Liliane Gonçalves Driemeier Luiz Rogério Boemeke Sighard Hermany Tamires da Silva Dias CAPA Verê Talita Slota Kutz, coordendora Decio Alceu Cagnini Diego Sigmar Kohwald Douglas Kleiton Barbosa Elaine Aparecida Zanetti Gesser Fabio Garbossa Jeniane Gonçalves de Lima Larissa Simao Maria Ferreira Rodrigues Salete Maria Vargas de Andrade Morosini Silvonei Jose Pontes


SUMÁRIO

Relatório Narrativo 7 Apresentação 7 Governança e Gestão 9 Secretaria Executiva 11 Assessoramento e defesa de direitos na Política de Assistência Social 16 Planejamento, Monitoramento e Avaliação - PMA 17 Formação de Equipe 18 Comunicação 19 Programa de Pequenos Projetos 23 COMIN 29 CAPA 37 Núcleo Erexim 38 Núcleo Pelotas 40 Núcleo Santa Cruz 44 Núcleo Marechal Rondon 49 Núcleo Verê 52 Rede de Diaconia 57 Rede de Comércio Justo e Solidário 59 Nem Tão Doce Lar 65 Educação para Solidariedade 69 Projeto Pampa - Manejo de Recursos Naturais 71 Projeto Pampa - Manejo de Resíduos 75 Comitê dos Povos e Comunidades Tradicionais do Pampa 77 Mulher Catadora é Mulher que Luta 81 Agradecimentos 85

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APRESENTAÇÃO “Pediram apenas uma coisa, que lembremos dos pobres, e isso sempre eu tenho procurado fazer”, Gálatas 2.10.

A instabilidade do sistema de seguridade social no país é uma face da violência contra os milhões de famílias brasileiras que vivem sob o regime de pobreza, causando sofrimento e aprofundando as desigualdades socioeconômicas. O cuidado com as pessoas empobrecidas permanece uma tarefa central da igreja, da diaconia, como Paulo relata em seu encontro com discípulas e discípulos, em Jerusalém. Nossa igreja alerta, no Manifesto da IECLB – nosso compromisso é o Evangelho (2019), que a proposta de reforma previdenciária diminui benefícios, mas não mexe em privilégios de certas classes. Ela também não considera as diferenças entre profissões e as expectativas de vida regionais. É imprescindível mais transparência sobre a aplicação dos recursos para sustentar a previdência social. Toda crise econômica não é para todos os setores, mas os seus efeitos são sentidos sempre na vida sofrida do povo pobre. Quem mandou matar Marielle Franco? É uma pergunta diaconal porque é tarefa da diaconia desafiar as estruturas que produzem a violência, pois nesses contextos a igreja precisa se tornar a voz oposta ao silêncio de quem se cala e consente diante da dor e das injustiças. Em agosto de 2018, a FLD esteve ao lado de Marinete Franco, mãe de Marielle Franco, em encontro com o Papa Francisco, em Roma. A

Diaconia promove a dignidade humana e dá testemunho profético. Em 2018, apoiamos e executamos projetos, ações e parcerias afirmadas na Diaconia Transformadora com Gestão Democrática e Justiça de Gênero. Celebramos o XXXI Concílio da Igreja, em que FLD-COMIN-CAPA esteve presente, participando de momento único, em que a fé e o desejo de transformação conduziram à eleição da primeira mulher presidenta da IECLB, à decisão conciliar encaminhada ao Conselho da Igreja para a elaboração de um posicionamento sobre o contexto brasileiro e pela criação de um grupo de trabalho para a elaboração da Política de Justiça de Gênero da IECLB. São sinais de esperança e de mudança. Mudanças são processos de muita intensidade, abertura e colaboração mútua. Assim tem sido também com o processo de incorporação. Seguimos nessa perspectiva, sob a orientação do Evangelho. Apresentamos o Relatório de Atividades 2018 para sua apreciação. Eloí Siegert Peter, Presidenta da Diretoria Alécio Patzlaff, Presidente do Conselho Deliberativo Pa. Cibele Kuss, Secretária Executiva 7


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GOVERNANÇA E GESTÃO Em maio, o Conselho Deliberativo reuniu-se em sua Assembleia Anual, realizada em Porto Alegre (RS), numa composição ampliada, com conselheiras e conselheiros em mandato e com a nova composição indicada pelos sínodos, eleição da nova Diretoria e Conselho Fiscal para o período de quatro anos (na foto, o Conselho empossado em 2018). Foi realizado um seminário de formação sobre o tema diaconia transformadora e os 500 anos da

Reforma, assim como foram apresentados, discutidos e aprovados o Regimento Geral e a Política de Justiça Socioambiental da FLD-COMIN-CAPA. A Diretoria da FLD realizou seis reuniões ao longo do ano, com destaque aos seguintes temas: monitoramento de projetos da FLD-COMIN-CAPA, transição de coordenações nos núcleos do Capa Verê e Marechal Cândido Rondon, política de gestão de pessoas, relatórios de visitas aos

núcleos do CAPA e ao COMIN e diálogos com os conselhos locais, projetos em parceria com a Secretaria Geral / IECLB, atividade conjunta com o Conselho da Igreja, XXXI Concílio da IECLB, comunicação, mobilização de recursos, auditorias, espaços de representação e incidência, comissão de projetos da FLD, assessoria jurídica, avaliação de projetos, relação com a cooperação internacional, contratações e demissões, incorporação.

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SECRETARIA EXECUTIVA A Secretaria Executiva atua na gestão, administração e representação institucional, de ações que envolvem a coordenação de convênios e contratos, gestão de pessoal, acompanhamento das coordenações programática e administrativa. Também é responsável pelos diálogos e relações de representação junto a IECLB, com as agências de cooperação internacional, com o Ministério Público, assessorias externas, participação e representação em espaços estratégicos para projetos e programas, assim como todas as demais competências outorgadas pela Presidência da Diretoria, atendendo aos documentos institucionais e às diretrizes do Conselho Deliberativo e Diretoria Executiva.

um processo que demanda muita participação dos espaços de gestão e governança, que abrangendo muitos diálogos, cooperação mútua, avaliação e abertura para mudanças necessárias.

o tema diálogo inter-religioso, 29 de junho, em Vitória (ES), para a equipe de trabalho do albergue e outras lideranças vinculadas ao Sínodo Espírito Santo a Belém.

Assessoria no CEDEL – Centro Evangélico Diaconal LuGrupo de Referência Global de Pão para o Mun- terano: com o tema Análise de conjuntura no do / PPM (BfW Global Reference Group): é uma contexto brasileiro e o papel das instituições instância global de consulta, cujo papel diaconais de direitos humanos, no dia 6 de é, de forma independente, assessorar setembro, em Porto Alegre (RS), em articulaperiodicamente a Direção da entidade. ção com organizações parceiras do CEDEL. É um grupo estratégico, formado por 10 pessoas de diferentes continentes. Sua Assessoria CIER – Conselho de Igrejas para Estudo e função é discutir e formular recomenda- Reflexão: com o tema Promovendo a cultura ções para a política de desenvolvimento da paz, em Lages (SC), nos dias 1 e 2 de e estratégias de PPM. O mandato é de outubro de 2018. 2019-2022. O convite é feito diretamente para pessoas em função de coorde- Assessoria Fórum Social Mundial, Salvador (BA): nação institucional das organizações Painel Ecumênico sobre atuação das orgaA incorporação FLD-COMIN-CAPA é um apoiadas por PPM. nizações religiosas comprometidas com tema permanente de atuação da Secreta- A secretaria executiva da FLD foi convidada a resistência e a defesa de direitos junto a ria Executiva, uma vez que desencadeou a se candidatar ao processo e, posterior- grupos e populações vulneráveis e a reação políticas e novas formas de atuação a par- mente, eleita para o grupo. das igrejas. tir da diversidade de funcionamento e do compromisso com a institucionalidade. É Assessoria no Albergue Martin Lutero / SESB: sobre Audiência com o Papa Francisco em Roma, Itália: 11


FLD foi convidada a compor uma comitiva de quatro pessoas para audiência com o Papa Francisco, no dia 3 de agosto de 2018, junto com Marinete Franco, mãe da deputada Marielle Franco, assassinada em março de 2018, com Carol Proner, jurista e professora de direito da UFRJ, e Paulo Sérgio Pinheiro, ex-ministro de Direitos Humanos e ex-coordenador da Comissão Nacional da Verdade. A representação foi feita pela secretária executiva, que entregou o documento Intolerância e Violência Religiosa no Brasil e a publicação Fé, Justiça de Gênero e Incidência Pública – 500 anos da Reforma e Diaconia Transformadora. O documento Intolerância e Violência Religiosa no Brasil afirma que em um contexto de absoluta incerteza em relação aos rumos da democracia brasileira, o Brasil vive situações cada vez mais graves de violações de Direitos. As perseguições à espiritualidade afro-brasileira e indígena, por meio da crescente destruição de Terreiros e de Casas de Reza, e o próprio assassinato de Marielle, são exemplos da violência que atravessa o país, em toda sua extensão, e isso precisa ser denunciado internacionalmente.

sos de violações de direitos humanos, o seminário Novos Desafios para os Direitos Humanos nos 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, no dia 10 de dezembro de 2018. A FLD articulou junto ao Conselho uma moção e uma recomendação sobre o tema do avanço da mineração no Bioma Pampa, relacionadas ao Projeto Mineração Santa Maria LTDA (“Projeto Caçapava do Sul”), no município de Caçapava do Sul, de proposição da Votorantim Metais e Iamgold. Representante: Cibele Kuss (titular)

rais Envolvidos em Conflitos Fundiários. Representante: Cibele Kuss Representação em espaços Ecumênicos

Conselho Nacional de Diaconia/IECLB: a reunião do CONAD aconteceu de 5 a 8 de abril, junto com a convocação do Conselho da Igreja a todos os conselhos da IECLB – Conselho Nacional de Diaconia, Conselho Nacional da Juventude, Conselho Nacional de Música, Conselho Nacional de Educação Cristã Continua e Conselho Nacional de Liturgia e Culto, para espaço de formação e planejamento integrado. A FLD esteve representaConselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH): da pela sua secretária executiva. em novembro de 2018 ocorreu o processo de eleição que deu posse a nova Assembleia da Aliança ACT, reunião anual, 31 de gestão 2018-2020 do CNDH, para reno- maio a 2 de junho, em Uppsala, Suécia: nesta asvação de representantes da sociedade sembleia foi eleito o novo Conselho, bem civil. Nove entidades da sociedade civil como o novo Comitê de Membresia e Noforam eleitas como titulares e nove, como meações. Foi aprovada a estratégia de ACT suplentes. A FLD é uma das organizações para o período de 2019-2026, bem como o suplentes, numa representação articulada novo modelo de membresia. A assembleia para representação do campo das orga- também foi importante para fortalecer a arnizações ecumênicas. Em 2018, ocorreu ticulação regional das organizações memuma primeira reunião, posterior à cerimô- bros na região de América Latina e Caribe, nia de posse. Integra também a Comis- bem como rearticular o Fórum ACT Amérisão Permanente dos Direitos dos Povos ca do Sul – FESUD. Houve também reuniões Indígenas Quilombolas dos Povos e Co- importantes junto à cooperação internacioConselho Estadual de Direitos Humanos (CEDH): munidades Tradicionais, de Populações nal sobre a difícil conjuntura, ameaças à deEm 2018, foram realizadas sete reuniões Afetadas por Grandes Empreendimentos mocracia, aumento de violações de direitos do pleno do CEDH, 21 oitivas sobre ca- e dos Trabalhadores e Trabalhadoras Ru- humanos e aumento de assassinatos de de12


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fensoras e defensores de direitos humanos em América Latina e Caribe e especificamente no Brasil. A FLD estava na co-coordenação do Comitê de Declarações Públicas da Assembleia de ACT, que envolvia a preparação da declaração final da assembleia e a coordenação do processo de preparação e aprovação de 14 declarações públicas durante a Assembleia. Da região de América Latina e Caribe foram aprovadas três declarações. A declaração pública da Aliança ACT sobre América Latina e Caribe aborda o aprofundamento das desigualdades e os retrocessos estruturais dos direitos humanos. A declaração da comunidade de prática de gênero de Aliança ACT em América Latina e Caribe expressa a preocupação pela situação dos direitos humanos das mulheres e da comunidade LGBTI na região e pelo contexto que aprofunda as desigualdades de gênero na região. A declaração pública da Aliança ACT sobre a solidariedade e a democracia no Brasil denuncia a ameaça real do Estado de direito democrático, a ameaça das liberdades civis, o ataque aos direitos humanos e às garantias fundamentais consagradas na Constituição Federal e chama aos governos e organizações internacionais que 14

denunciam esta situação e atuam para defender a democracia e proteger e garantir a segurança das defensoras e dos defensores de direitos humanos e chama a todas as iniciativas inter-religiosas que defendam e disseminam a importância do Estado laico.

e da coordenação. É apoiado pela FLD e pelo CONIC/RS.

Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC)/RS: A FLD participou de quatro reuniões ordinárias do CONIC, com destaque para a assembleia ocorrida em março de 2018, eletiva, em que foi eleita para compor a coFE ACT Brasil – O Fórum Ecumênico ACT Bra- ordenação na tesouraria. sil (FEACT Brasil), que representa a Aliança Representante: Cibele Kuss. ACT no Brasil, é uma rede de incidência e articulação política, mobilizando 23 igre- Processo de Articulação e Diálogo (PAD) e Monitorajas e organizações baseadas na fé. Atua mento e Articulação em Direitos Humanos no Brasil: em parceria com outras redes, platafor- são duas articulações apoiadas por PPM. mas, movimentos e organizações de pro- Realizaram reuniões e um seminário conmoção e monitoramento dos DHESCAs, junto, nos dias 13 e 14 de dezembro, em e promovendo o diálogo inter-religioso. Brasília. A FLD integra a coordenação naOcorreram duas reuniões presenciais da cional do Monitoramento, representando o coordenação, quatro reuniões por Skype, FE ACT BRASIL, participando de duas reunie a reunião ampliada do fórum, entre os ões de trabalho em 2018, em Brasília e em dias 13 e 15 de agosto, em Brasília. Porto Alegre. Representante: Cibele Kuss. Fórum Inter-religioso e Ecumênico do RS: espaço que reúne pessoas cristãs, afro-religiosas, Conselho Consultivo do Instituto de Ética da Faculdaespíritas, budistas na articulação de ações des EST: não ocorreram reuniões em 2018. afirmadoras de direitos, democracia e diversidade. Ao longo de 2018 foram realizadas oito atividades, com destaque para as rodas de conversa sobre o papel da religião no processo eleitoral brasileiro, celebrações ecumênicas e as reuniões ampliadas


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Assessoramento e a defesa de direitos na Política de Assistência Social Desde 2015, a FLD tem sua atuação reconhecida junto à Política de Assistência Social, por meio da concessão da Certificação de Entidade Beneficente de Assistência Social (CEBAS) por parte do Governo Federal. A certificação caracteriza as atividades da FLD-COMIN-CAPA como assessoramento e defesa e garantia de direitos, trabalho social orientado para o enfrentamento das desigualdades, fortalecimento dos movimentos sociais, promoção da cidadania e defesa e efetivação dos direitos socioassistenciais, conforme estabelece a resolução nº 27/2011 do Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS). Isenções fiscais são garantidas a partir da certificação, assim como a priorização na celebração de convênios com o poder público, entre outros benefícios. A participação junto a instâncias de controle social, como os conselhos de Assistência Social das regiões onde há atuação da organização, é imprescindível para a manutenção da certificação e um compromisso da FLD-COMIN-CAPA com o fortalecimen16

to dos espaços democráticos representativos, e na implementação e monitoramento das políticas públicas sociais. Importante destacar que aos longos dos anos, por meio da incidência da sociedade civil organizada, houve por parte dos governos uma nova orientação em relação às prioridades nas políticas sociais. A Política de Assistência Social passa a ser reconhecida como política pública, responsabilidade do Estado e direito de todas as pessoas, regulamentada a partir da Lei Orgânica de Assistência Social (LOAS), e organizada e descentralizada a partir do sistema único de Assistência Social (SUAS). Como parte do SUAS, FLD-COMIN-CAPA tem desenvolvido importantes iniciativas de acesso a direitos sociais, de resistência popular, rompendo com a concepção assistencialista muitas vezes atribuída às organizações sociais. Do ano de 2018, destaca-se o seguinte: • Definição de Marluí Tellier, coordenadora dos projetos em parceria com catadoras

e catadores, para assumir como Assistente Social de FLD-COMIN-CAPA. • Participação em 10 reuniões da Comissão Municipal de Assistência Social de Porto Alegre (CORAS), instância vinculada ao Conselho Municipal de Assistência Social. • Deferimento da renovação da CEBAS pelo período de 28/04/2018 a 27/04/2021 publicado no DOU, após duas diligências da Secretaria Nacional de Assistência Social com pedido de informação no âmbito administrativo e programático. • Orientação para o CAPA e COMIN sobre a inscrição e/ou atualização junto aos conselhos de Assistência dos municípios.

Desafios • Aprofundar as compreensões da equipe, gestão e governança sobre os significados e os compromissos assumidos com a certificação; • Acompanhar o trabalho realizado no campo das políticas sociais públicas


PLANEJAMENTO, MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO - PMA A Coordenação Programática, que é responsável por coordenar e/ou acompanhar os processos de PMA, relacionados aos projetos executados por FLD-COMIN-CAPA, envolveu-se com: • Realização de inúmeras reuniões de monitoramento dos projetos executados pela matriz, com as equipes específicas. • Coordenação, na FLD-matriz, de duas reuniões da equipe de PMA sobre o projeto trienal e projetos da Rede de Comércio Justo e Solidário, Pampa e Rede de Diaconia. • Revisão dos relatórios narrativos semestrais para PPM, FLM, ELCA. • Coordenação da elaboração, de forma coletiva, e aprovação de projetos junto à IECLB (projetos da Rede de Diaconia e da Nem tão doce lar) e junto a Pão para o Mundo (projetos trienais do CAPA e do COMIN). Os projetos apresentados junto à Fundação Banco do Brasil (tecnologias sociais de produção e comercialização) e Petrobras Socioambiental (Comunidades Quilombolas do Pampa) não foram aprovados.

• Acompanhamento/conclusão das avaliações de impacto do CAPA e de meio-termo do projeto do COMIN, por consultorias externas, conforme exigência dos convênios com PPM, com uma série de recomendações a serem implementadas. • Realização de cinco reuniões com a Coordenação do CAPA e sete, com a Coordenação do COMIN, com ênfase na gestão dos projetos e equipes e acompanhamento institucional. • Participação em duas reuniões de PMA do COMIN e uma do CAPA Santa Cruz do Sul. • Realização de visitas de acompanhamento aos cinco núcleos do CAPA, entre os meses de agosto e outubro, para melhor conhecer o funcionamento, gestão, contabilidade, contratos, procedimentos administrativos e orientações, com participação do coordenador administrativo e assessoria jurídica da FLD-matriz. • Acompanhamento às visitas de Mathias Fernsebner, oficial de programa para o Brasil/PPM, aos núcleos do CAPA Rondon e Verê em março, e de Thomas Lohnes, fo-

tógrafo de PPM, ao campo de trabalho do COMIN em Santa Catarina. • Participação nas reuniões do Grupo Coordenador e Grupo Gestor da Rede de Diaconia, Grupo de Trabalho da Política de Gestão de Pessoas, Grupo de Trabalho da Política de Comunicação e o Grupo de Trabalho da Educação para a Solidariedade e a Paz. Destaca-se como resultado a maior qualificação das propostas de projetos apresentados, a partir do envolvimento de mais pessoas nos processos de planejamento e a elaboração de um primeiro projeto integrando FLD-COMIN-CAPA.

Desafios • Participar das reuniões de PMA de todos os núcleos do CAPA e COMIN. • Ampliar as articulações internas entre as equipes, para maior intercâmbio de saberes e potencialização das ações. • Dar início ao processo de elaboração do Projeto Político Pedagógico.

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formação de equipe O Plano de desenvolvimento individual de pessoas que trabalham na FLD foi ampliado em 2018, com utilização de metodologia e ferramenta próprias. O PDI é um instrumento que permite a pessoa identificar e propor ações para o seu desenvolvimento, a serem validadas pelas coordenações, em termos de propostas e prazos. Integrantes da equipe participaram inicialmente de um processo de avaliação psicológica, para fins de análise de potencial, identificação do perfil motivacional e sinergias decorrentes. A metodologia utilizada foi identificar as demandas, testes e entrevistas psicológicas, devolutiva para a instituição e devolutiva para as pessoas avaliadas. Os recursos utilizados foram entrevistas, testes psicológicos, utilização de ferramenta via web e o desenvolvimento do plano. Após devolutivas das avaliações, iniciou-se a construção do plano de desenvolvimento individual, realizado entre a pessoa e sua coordenação, com a assessoria de área de Recursos Humanos, responsável pelo acompanhamento dos planos individuais. 18

Equipe FLD-COMIN-CAPA • Na FLD, toda a equipe possui os planos de desenvolvimento individuais implementados. • Integrantes das equipes COMIN e CAPA Erexim passaram pelos processos de avaliação psicológica, a fim de iniciar os planos de desenvolvimento individual. • No CAPA Pelotas, Santa Cruz do Sul, Rondon e Verê, as coordenações e equipes administrativas passaram pelos processos de avaliação psicológica, a fim de iniciar com os planos de desenvolvimento individual. • 26% da equipe possui o plano de desenvolvimento individual implementado, e 42%, tem avaliações realizadas.

pação de 11 pessoas. Os temas abordados foram alinhamento de expectativas, responsabilidades, nível de autonomia e demandas, totalizando 8 horas. A assessoria foi de Bibiana Balen Zereu Dreifus. • Encontro de formação em Mediação de Conflitos, 3 de julho, com a participação de de 21 pessoas. Os temas abordados foram conflitos, causas, resolução e processo de mediação, totalizando 4 horas. A assessoria foi de Manoela de Souza Dalabona. • Formação de E-social, no formato EaD, com a participação de uma pessoa de RH. • Curso Desenvolvendo a Criatividade, com a participação de uma pessoa da área de Comunicação.

Atividades de formação

Desafios

• Encontro de Formação de Lideranças, 2 de julho, com a participação de 10 pessoas coordenações da FLD-COMIN-CAPA, no total de 8 horas. A assessoria foi de Talita Raquel de Oliveira. • Encontro de Formação para o desenvolvimento de Equipe, 2 de julho, com a partici-

• Definir o plano de desenvolvimento individual para toda a equipe. • Garantir o acompanhamento e feedback conforme cronograma. • Promover o desenvolvimento da equipe, conforme demanda apresentada nos planos.


COMUNICAÇÃO Para a divulgação de notícias institucionais e de atividades de projetos apoiados e executados, a Comunicação tem trabalhado fortemente com mídias e redes sociais, por meio dos sites, boletins eletrônicos, facebook, twiter, instagram, Youtube e Vímeo. Os materiais impressos compreendem publicações mais elaboradas, como livros, e itens de formação e de divulgação, incluindo folhetos, cartilhas, folders e flyers. O objetivo é usar ferramentas de comunicação de forma complementar, para obter o melhor resultado possível. A Comunicação também participou no planejamento, organização e divulgação dos Cafés com Direitos – são quatro edições ao ano, criou convites para as exposições da Nem tão Doce Lar e participou na produção de materiais de todas as áreas e projetos desenvolvidos pela FLD: Café com Direitos das Mulheres Trabalhadoras, no dia 24 de abril, com a participação de 36 pessoas, conduzido por Eliane de Moura

Martins, Movimento das Trabalhadoras e Trabalhadores por Direitos; Ernestina dos Santos Pereira, Sindicato das Trabalhadoras Domésticas de Pelotas e Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas; Maria Tugira Cardoso, Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis; e Salete Carollo, Movimento Nacional de Trabalhadores sem Terra.

grupo Teares do Sul - Santana do Livramento e da Rede de Comércio Justo e Solidário.

Café com Direitos das Juventudes Negras, 24 de outubro, com a participação de 37 pessoas, conduzido por Juliana Soares, quilombola, integrante do grupo de mulheres negras MENE, São Lourenço do Sul; Mario Marques, coordenador da Plataforma Mídia Di Vila, rádio comunitária do bairro Café com Direitos de Comércio Justo e Consumo Res- Mário Quintana, em Porto Alegre; Thainã ponsável, 18 de junho, com a participação de S.F de Medeiros, diretor do Coletivo Papo 37 pessoas, conduzido por Thais Silva Mas- Reto e integrante do Movimentos, Rio de carenhas, do Instituto Kairos - São Paulo e Janeiro (RJ). organizadora do livro Consumo Responsável em Ação; Rosana Kirsh, da Cooperativa Café com Direitos 16 Dias de Ativismo pelo fim da Viode Trabalho Educação, Informação e Tecno- lência contra as Mulheres, dia 28 de novembro, logia para Autogestão (EITA) e do Grupo de com participação de 53 pessoas, conduziConsumo Responsável Araçá, Novo Ham- do por Carol Santos, integrante do Grupo burgo; Sueli Angelita da Silva, da Associa- Inclusivass e do Coletivo Feminino Plural; ção de Artesãos da Feitoria, São Leopoldo, Júlio Sá, coordenador do Serviço de Atendo Fórum de Economia Solidária do Vale dimento a homens autores de violências; dos Sinos, Fórum Brasileiro de Economia e Daiana Santos, ativista dos movimentos Solidária e da Rede de Comércio Justo e Negro e LGBTQ. Solidário; e Fernando Silva Trindade, do 19


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Em termos de publicações, a Comunicação acompanhou a edição e produção dos livros Cerâmica Apurinã: resistência com as mãos no barro; e Ser Mulher Indígena é..., do COMIN. A construção da Política de Comunicação não teve continuidade, mas deve avançar de forma conjunta com a construção da Política de Incidência e a área de mobilização de recursos.

Alguns números • Produção e divulgação de 175 matérias publicadas nos sites institucionais e de projetos: 51 matérias da FLD; 49 matérias da Rede de Diaconia; 42, CAPA; 18, do projeto Mulher Catadora é Mulher que Luta; oito, do Projeto Pampa; e sete, do Comitê PCTs Pampa.

• 22 boletins eletrônicos enviados para 5.393 assinantes: quatro da FLD; cinco do CAPA (5), oito da Rede de Diaconia; cinco do projeto Mulher Catadora é Mulher que Luta. • Acompanhamento na criação do Programa Comida boa na Rádio, do CAPA. • Elaboração da arte dos convites, apoio na organização e na divulgação dos quatro Cafés com Direitos: Café com Direitos das Mulheres Trabalhadoras, 24 de abril; Café com Direitos – Comércio Justo e Consumo Responsável, 18 de junho; Café com Direitos das Juventudes Negras, 24 de outubro; e Café com Direitos à Resistência - 16 Dias de Ativismo pelo fim da Violência contra as Mulheres, 28 de novembro. Todos tiveram transmissão online pelo Facebook, alcan-

çando em média 4.700 pessoas. • Publicação de 291 postagens no Facebook, 18 no Twitter e 29 no Instragram. • Café com direitos foram transmitidos ao vivo, pelo Facebook da FLD, alcançando um total de 8.007 pessoas. Os vídeos ficam salvos na página e podem ser assistidos a qualquer momento.

Desafios • Pensar a Comunicação como um todo, a partir da incorporação do COMIN e do CAPA à FLD. • Construir a Política de Comunicação. • Participar da área de Mobilização de Recursos.

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PROGRAMA DE PEQUENOS PROJETOS O Programa de Pequenos Projetos (PPP) visa fortalecer grupos organizados da sociedade civil e movimentos sociais, defesa de direitos, por meio do apoio e acompanhamento a projetos nas áreas de Justiça Econômica, Justiça Socioambiental, Diaconia, Direitos e Ajuda Humanitária. Pão para o Mundo é a principal apoiadora do Programa de Pequenos Projetos.

processos de formação acerca de questões vinculadas a justiça econômica, economia solidária e justiça de gênero; a processos educativos acerca de padrões de produção, distribuição, comercialização, consumo e finanças e a construção coletiva de conhecimento sobre economia solidária, comércio justo, consumo responsável, e finanças solidárias; ao fortalecimento de redes e fóruns; e a arO acesso ao PPP se dá, prioritariamente, ticulações, mobilizações e processos de através de editais abertos anualmente. Ou- incidência. tra modalidade são os projetos pontuais que envolvem especificamente a realiza- Justiça Socioambiental ção de atividades de formação e/ou mo- Os principais focos de apoio foram probilização, e projetos de ajuda humanitária. cessos de formação sobre questões soEm 2018, no primeiro semestre (5 de mar- cioambientais; processos educativos ço a 13 de abril), foram abertos três editais, acerca dos direitos socioambientais; fornas áreas de Justiça Econômica, Justiça talecimento de redes agroecológicas e Socioambiental e Direitos, e um edital na populares; e articulações e mobilizações área de Diaconia, no segundo semestre de incidência. (15 de agosto a 30 de setembro).

lhos e espaços de participação popular, a realização de processos de formação, a promoção da inserção e protagonismo de mulheres em espaços de coordenação, decisão, liderança e governança nas comunidades de base, organizações, coletivos, fóruns e conselhos; e a promoção de ações mobilizadoras coletivas de superação de todas as formas de violência, especialmente a violência de gênero.

Diaconia

O objetivo foi contribuir com a qualificação e o fortalecimento do trabalho das instituições diaconais com vínculo confessional com a IECLB na promoção da defesa de direitos e processos emancipatórios e participativos, com destaque para o desenvolvimento de processos institucionais de construção de gestão democrática com justiça de gênero e o fortalecimento de redes, fóruns e espaços Direitos de participação e incidência, com protaJustiça Econômica Apresentou em seu escopo o apoio a ações gonismo das instituições diaconais. Teve como principais objetivos o apoio a de fortalecimento de redes, fóruns, conse23


Projetos recebidos via editais Foram recebidos 354 projetos e apoiados 45, distribuídos da seguinte forma entre as áreas temáticas. 138 121 77 14

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Justiça Justiça Direitos Econômica Socioambiental

Apoiados

18

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Diaconia

Recebidos

Temas dos projetos apoiados Justiça Econômica: formação, articulação, comercialização e incidência em políticas públicas de fóruns e redes estaduais e nacionais de economia solidária, juventude e economia solidária e consumo responsável.

direitos de populações campesinas, fortalecimento da articulação de mulheres do campo e de povos e comunidades tradicionais, agroecologia e soberania e segurança alimentar, produção de comunicação em contextos de violação de direitos socioambientais, articulação comunitária frente ao impacto socioambiental de megaprojetos. Direitos: fortalecimento e articulação de movimentos de mulheres, justiça de gênero e respeito à diversidade sexual e de gênero no campo, enfrentamento à violência doméstica, formação e incidência pelos direitos das mulheres, fortalecimento da organização das mulheres no campo, enfrentamento ao racismo, fortalecimento de coletivos de comunicação protagonizados por mulheres. Diaconia: formação em atuação democrática e protagonismo, fortalecimento da gestão democrática, elaboração de instrumentos de gestão institucional, direito à saúde e terapias naturais, enfrentamento da violência contra a mulher, esporte e desenvolvimento social, intercâmbio e formação em diaconia transformadora e direitos humanos.

Justiça Socioambiental: defesa dos direitos de povos indígenas, formação e articulação de juventudes atingidas por grandes projetos, defesa de direitos socioambientais, Valores de apoio soberania popular na mineração, defesa de A definição de valores de apoio aos proje24

tos seguiu os seguintes critérios: 1) Projetos em âmbito municipal, intermunicipal e estadual, até R$ 15 mil, 2) projetos em âmbito interestadual, até R$ 25mil; e 3) projetos com abrangência nacional, até R$ 30 mil. No caso dos projetos de diaconia, estes tiveram abrangência nacional, com apoio de até R$ 15 mil.

Público diretamente envolvido nos projetos -2018

36% Homens

64% Mulheres

Total: 157.313 pessoas O número expressivo de pessoas alcançadas, se deve ao fato de alguns projetos apoiados terem produzido materiais audiovisuais, com ampla divulgação em mídias sociais.


Apoios pontuais - 2018 5% Diaconia

14% Justiça Econômica

52% Direitos 29% Justiça Socioambiental Total de projetos : 21 Tais projetos envolveram ações de incidência política e enfrentamento à atual conjuntura, trabalhos com população em situação de vulnerabilidade, ações e mobilizações para a superação da violência de gênero, valorização e salvaguarda da sociobiodiversidade, eventos de fortalecimento da economia solidária, e ações na defesa de direitos. grupos apoiados. As visitas tiveram por objetivo realizar o monitoramento dos projetos apoiados e o acompanhamento da atuação dos grupos nos diferentes Acompanhamento territórios. Nas visitas são firmados acorNo período, foram realizadas 16 visitas a

dos e combinações que busquem refletir no bom andamento da execução dos projetos. Além das visitas, realizou-se também uma reunião de monitoramento a projetos da área de Justiça Econômica, com a participação de nove projetos, durante a Feira de Economia Solidária em Santa Maria (RS), em julho.

crianças, em instituição diaconal da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil; apoio à confecção e comercialização de artesanato indígena e aquisição de equipamentos de produção áudio visual para uma comunidade indígena Guarani Mbyá.

Encontros

No mês de novembro, foram realizados dois encontros sobre Gestão DemocrátiOntwikkeling en Vrede ca com Justiça de Gênero, reunindo reEm 2018, a organização holandesa Mis- presentantes de projetos apoiados das sie, Ontwikkeling en Vrede (MOV), Missão, áreas de Justiça Econômica e de Direitos. Desenvolvimento e Paz, em português, apoiou três projetos por meio do Progra- Área de Direitos: Realizado em Porto Alema de Pequenos Projetos. Anualmente, a gre (RS), o encontro da área temática MOV promove eventos para mobilização de Direitos contou com 36 participantes de recursos, organizados por pessoas vo- de 18 projetos de movimentos sociais luntárias, tais como passeios de bicicle- e organizações. As pessoas presentes ta e caminhadas. Empresas e pessoas da compunham grupos e coletivos de dicomunidade também realizam doações, versas frentes de atuação, como direitos por exemplo de heranças e de festas co- LGBT, feminismos, agroecologia e mumemorativas. lheres do campo, mulheres negras, vioNeste ano, foram apoiados os seguintes lência e impacto dos grandes projetos projetos: aquisição de equipamentos e do agronegócio, povos e comunidades camisetas para fortalecimento da coleta tradicionais, direito à habitação, direitos seletiva solidária e melhoria das condi- humanos, educação popular, mídias alções de trabalho de catadoras e catado- ternativas e redes de comunicação inderes de materiais recicláveis de cinco co- pendentes, pessoas refugiadas, centros operativas; ampliação e qualificação de de defesa de crianças e adolescentes, espaços para melhorar o atendimento a movimentos sociais e incidência. 25


Os temas dialogados envolveram análise de conjuntura, gestão democrática com justiça de gênero, religiões e direitos humanos. Lançou-se igualmente um olhar mais aprofundado sobre os processos envolvidos na elaboração de instrumentos de gestão das organizações, como o Projeto Político Pedagógico, assim como a própria dinâmica do Programa de Pequenos Projetos na sua articulação com os grupos apoiados.

os fóruns e redes praticam a gestão compartilhada e mencionaram a importância do uso de tecnologias de informação para articulação. A criação de fundos solidários foi mencionada como uma estratégia de sustentabilidade dos fóruns e das redes. Para promover a participação efetiva das mulheres na gestão democrática e nos processos de incidência pública surgiram propostas de formações específicas, paridade nas representações e rotatividade nos espaços Área de Justiça Econômica: No encontro da de decisão. área de Justiça Econômica participaram 27 pessoas de 14 projetos de fóruns e redes Intercâmbio de Programas e Fundos de Pequenos de economia solidária. Foi realizada uma Projetos: No mês de outubro, entre os dias análise de conjuntura e apontando que o 8 a 10, a FLD participou em Lima, Peru, modelo de patriarcado presente na socie- de um intercâmbio entre as organizações dade brasileira não reconhece o lugar e o que compõem a Rede de Organizações papel da mulher na sociedade. Em muitos de Programas e Fundos de Pequenos Procasos, os espaços de poder, de coordena- jetos da América Latina e Caribe. Ali, foram ção e diretoria, são ocupados por homens, apresentados e discutidos os resultados e há dificuldade em reconhecer a lideran- fundamentais das sistematizações realiça de mulheres em espaços de discussão. zadas por cada organização que compõe No intercâmbio de experiências houve a rede, bem como trabalhadas questões destaque para a necessidade de maior par- relativas à identidade do coletivo e aos ticipação de jovens na economia solidária encaminhamentos para a consolidação e nos espaços de discussão de direitos, a e elaboração de peças de comunicação consolidação de espaços de diálogos para acerca das ações desenvolvidas pelos dia gestão e controle social de políticas pú- ferentes fundos e programas de apoio. blicas, e o estímulo ao consumo respon- Desafios sável. Em relação à gestão democrática, • Intensificar o acompanhamento dire26

to aos grupos apoiados, com ênfase no desencadeamento de processos de fortalecimento da gestão democrática, com justiça de gênero. • Sistematizar as mudanças alcançadas a partir dos apoios aos projetos e divulgar seus principais resultados. • Aprofundar a formação em gestão democrática com justiça de gênero junto aos grupos apoiados. • Fortalecer o intercâmbio de informações e experiências com outros fundos e programas de apoio a projetos do país e da América Latina. • Ampliar a divulgação dos projetos apoiados.


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CONSELHO DE MISSÃO ENTRE POVOS INDÍGENAS - COMIN O Conselho de Missão entre Povos Indígenas (COMIN), criado em 1982 pela IECLB, tem como compromisso apoiar as prioridades colocadas pelos povos e comunidades indígenas, respeitando seu jeito de ser e sua cultura. Para isso, atua criando parcerias e promovendo o apoio nas áreas de educação, saúde, terra, diálogo intercultural e inter-religioso, sustentabilidade socioambiental e defesa de direitos.

ma de Formação e Diálogo Intercultural e Inter-religioso. Atua junto aos povos Apurinã, Karo Arara e Ikólóéjh Gavião, no norte do Brasil, junto aos povos Laklãnõ Xokleng, Guarani e Kaingang, no sul, e na sociedade em geral.

Através do Profordi, o COMIN tem o objetivo de mostrar a realidade dos povos indígenas aos não indígenas, para que possam respeitá-la e valorizá-la. As ações voltam-se, majoritariamente, ao público Em 2018, o COMIN foi incorporado à FLD, não indígena, a fim de diminuir preconpassando a ter nova razão social: FLD-CO- ceitos, propiciando encontros entre indíMIN. A identidade missionária do COMIN genas e não indígenas, em escolas, unié fortalecida pela identidade diaconal, versidades, comunidades. buscando transformar, junto com povos indígenas, uma realidade tão necessitada As ênfases de atuação com os diversos povos são variadas de apoios, justiça e direitos. Povo Apurinã, no sul do Amazonas: fortaleciOs trabalhos são realizados por uma equi- mento cultural a partir da qualificação pe interdisciplinar, dividida em cinco cam- do ensino da língua materna; fabricação pos de atuação: Acre e sul do Amazonas, e uso de cerâmicas; revitalização da arte Rondônia, leste e norte de Santa Catarina, de cestaria; construção e manutenção de Rio Grande do Sul, e o Profordi – Progra- casas tradicionais.

Povos Karo Arara e Ikólóéjh Gavião, em Rondônia: fortalecimento de lideranças religiosas (encontro de pajés); organização e atuação de mulheres indígenas; direito à terra; segurança nutricional e soberania alimentar. Povos Kaingang e Guarani na Terra Indígena Guarita, no Rio Grande do Sul: ações de saúde e alimentação (acompanhamento a nutrizes, gestantes, oficinas de preparo de compostos com ervas medicinais, visitas hospitalares, oficinas sobre cultivo e preparo de alimentos); fortalecimento cultural (material para ensino da língua materna, oficinas de artesanato nas escolas indígenas, caminhada ecológica, encontros com anciãs e anciãos); assessoria em direitos constitucionais (especialmente, neste contexto, direito à saúde e educação indígena). Povos Laklãnõ Xokleng e Guarani, em Santa Catarina: direito à terra (Barragem Norte); educação e juventude (entendimento da escola indígena como espaço comunitário e intercultural); fortalecimento cultural (construção de centro cultural Laklãnõ 29


Xokleng e casas comunitárias voltadas e em hospital local, em Tenente Portela/RS. genas, especialmente de mulheres e de para a espiritualidade Guarani); agroeco- • União de mulheres, discutindo sobre jovens, dos povos Apurinã, Guarani, Kainseus direitos. gang e Laklãnõ-Xokleng, empreendem, logia e agrofloresta. de forma autônoma, a revitalização e a Apoio Pão para o Mundo Direito ao uso da língua indígena manutenção de práticas socioeconômi(2016-2018) • Elaboração de material didático bilíngue cas tradicionais e sustentáveis. Objetivo 1: Lideranças e comunidades indí- Kaingang e Português, Laklãnõ-Xokleng e genas dos povos Apurinã, Guarani, Kain- Português para escolas. Resultados gang e Laklãnõ-Xokleng estão fortalecidas, • Estudo da língua Apurinã por professo- • Revitalização da cerâmica Apurinã por atuando na promoção de seus direitos à ras e professores deste povo, estabele- mulheres e meninas Apurinã, propiciando terra e gestão territorial, educação, segu- cendo uma relação entre língua e cultura. não somente um fortalecimento cultural, rança alimentar, saúde e medicina tradicio- • Revitalização cultural por meio de ofici- mas também geração de renda. A cestaria nal, o COMIN alcançou como resultados: nas de cerâmica e de cestaria, bem como foi revitalizada, mais no aspecto de aproa construção de casa tradicional Apurinã. fundar este conhecimento tradicional, Direito à terra • Percepção do povo Apurinã e povo Ja- praticado também por homens. • Pedido de agilização do processo de mamadi da ausência de políticas públicas • Cultivo de ervas medicinais e de subsisdemarcação a terra do povo Apurinã, sul nesta área. tência pelos povos Kaingang e Guarani, do Amazonas. com conscientização, principalmente en• Criação de Observatório sobre a Barra- Mobilizações indígenas tre Kaingang, da sua culinária tradicional. gem Norte envolvendo o povo Laklãnõ- • Fortalecimento do movimento indígena -Xokleng. regional pela participação no Acampa- Em SC, com o povo Laklãnõ-Xokleng, destacam-se: • povo Kaingang, TI Guarita/RS – tensões mento Terra Livre. • Iniciativa socioeconômica sustentável internas, devido à gestão territorial e di- • Aumento do controle social por parte de criação de agrofloresta, na Escola Lakvergência de interesses no seu uso; cele- das comunidades indígenas, sobre a ges- lãnõ. bração do Centenário da TI Guarita. tão da saúde indígena. • Trilhas da Aldeia Palmeira, da Aldeia • Mobilização de indígenas pela demo- Barragem e da Aldeia Bugio (Trilha da SaDireito à saúde – TI Guarita/RS e SC cracia no país. popema), que estão em funcionamento e • Promoção da medicina tradicional indí- • Realização de estudo do projeto hidrelé- fazem parte do roteiro turístico da cidade gena, com conhecimento de ervas e pre- trico Tabajara, que impactará a TI Igarapé de José Boiteux/SC. Estas trilhas têm parparo de compostos. Lourdes/RO, local de atuação do COMIN. ceria com a Ativa Aventuras, empresa de • Inclusão da medicina tradicional na SEEcoturismo da região. SAI-Secretaria Especial de Saúde Indígena Objetivo 2: Grupos das comunidades indí- • Entre os Guarani, em SC, o destaque é para 30


a prática do roçado tradicional: em cinco aldeias, jovens produzem mudas, hortas e roçados agroflorestais para o fortalecimento da autosustentabilidade da comunidade. • Povo Karo Arara: mulheres da TI Paygap/RO adquirem experiência em roçado grande, plantando mudas frutíferas. • Povo Huni Kuĩ/AC: mulheres se empoderam e fortalecem a sua identidade cultural, na confecção de artesanato tradicional.

mulheres da OASE em Tenente Portela/ RS; as visitas são recíprocas. • Ampliação do número de escolas públicas em Rio Branco/AC, que recebem formação sobre o tema indígena.

• Elaboração de um Plano de Desenvolvimento Individual, que prevê a análise do perfil das pessoas que integram a equipe do Comin e o perfil de FLD-COMIN-CAPA, buscando desenvolver ambos de forma profissional. • Formação do Comin, intitulada MetoAlgumas publicações foram concluídas no dologias de interculturalidade: sistemaperíodo, vistas também como espaços para tizando experiências, que busca viver a que povos indígenas possam falar de si: interculturalidade, não só pela presença • Material da Semana dos Povos Indígenas de integrantes da FLD-COMIN-CAPA e 2018, intitulado Pindoty, Irapuá e Guapoy: pessoas de sete povos indígenas, mas Objetivo 3: Povos indígenas estão com mais três comunidades Guarani Mbya lutando também pela própria organização e esespaços para falar de si e dialogar na pers- pela terra. trutura do evento. pectiva da interculturalidade e inter-religio- • Llivro bilíngue Nossas vidas: histórias • Foram realizadas várias iniciativas de sidade com não indígenas, especialmente de mulheres Karo Arara – Iba’kât kanã: acesso a recursos, sendo possível manter em espaços educacionais e da IECLB. ma’pâyrap at kanã xet to. e/ou revitalizar parcerias de mais tempo. • Ser mulher indígena é... Narrativas de Apoio Kerk in Actie (2018-2020) Resultados mulheres indígenas brasileiras. • Fortalecimento da parceria com o Sínodo Noroeste Riograndense, através do Semi- Objetivo 4: Ampliar a sustentabilidade do Objetivo 1: Desenvolver e divulgar metonário Agricultura Familiar e Direito à Terra. COMIN por meio da qualificação de seus/ dologias de diálogo intercultural e inter• Presença de indígenas em formações suas profissionais para a gestão de pro- -religioso que possibilitem trabalhos renas escolas da Rede Sinodal de Educação. jetos e defesa de direitos indígenas, am- flexivos e criativos. • Presença indígena em espaços de insti- pliação de parcerias e da visibilidade. Resultados tuições de ensino superior. Participação de • Possibilitar momentos de experienciar, jovens indígenas no Congrenaje-Congres- Resultados: so Nacional da Juventude Evangélica. • Aumento das reuniões presenciais da viver situações distintas de diálogo inter• Participação de mulheres indígenas, equipe, qualificando processos de Pla- cultural, com diversos públicos (indígeuma do povo Kaingang e uma do povo nejamento, Monitoramento e Avaliação, nas, não-indígenas, membresia da IECLB, Guarani, de viagem de intercâmbio para principalmente em épocas de avaliação in- grupos de educadoras e educadores, uniparceria do COMIN na Alemanha. termediária e externa do projeto e elabo- versitárias e universitários), também em • Encontro de mulheres indígenas e de ração do novo trienal apresentado à PPM. nível internacional (México e Guatemala). 31


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Objetivo 2: Construir e divulgar materiais dores responsáveis pelo trabalho de dididáticos a partir de experiências de vi- versidade; com direções e coordenações vências e convivências interculturais. de escolas; escolares; universidades. • No âmbito das universidades, houve um Resultados intenso trabalho de aproximação, para al• Trabalho de maior qualidade sobre os cançar abertura ao tema, considerando povos indígenas sendo executado nas que é um espaço cada vez mais procuraescolas, através de campanha online do por indígenas. voltada para educadoras e educadores, • A valorização dos coletivos de estudanatualizando a sua abordagem da questão tes indígenas tem gerado uma relação indígena; esta proporcionou um grande muito boa para ambos os lados, pois o número de acessos ao material (alcançan- Profordi passa a contar com um grupo do milhões de pessoas), bem como com- de pessoas para assessorar os momentos partilhamentos por parte de educadoras de formação e os universitários e univere educadores, em suas redes sociais. sitárias indígenas sentem-se valorizados, • Construção de material didático voltado como parte de um movimento de luta especificamente para a educação infantil. maior do que apenas a universidade. Aproximação com indígenas universitários • As formações também ocorreram durane seus dilemas, a partir da elaboração con- te reuniões pedagógicas, atingindo um junta do material da Semana dos Povos In- público que trabalha na educação infantil, dígenas 2019. na supervisão de escolas, no pastorado escolar, em escola católica. Os processos Objetivo 3: Executar oficinas, cursos e seminá- formativos possibilitam que escolas e unirios sobre a temática indígena com grupos versidades reconheçam a importância da multiplicadores de conhecimento, informa- temática indígena em seus currículos. ção e formação, estimulando o reconheci- • No âmbito da IECLB, o foco esteve na mento e valorização da presença indígena. juventude (Congrenaje, Culto na Faculdades EST e Rede Sinodal de Educação). Resultados Uma formação sobre a presença indíge• As formações aconteceram no âmbito na nas cidades resultou na tramitação e de professoras e professores, inseridos aprovação, pela Câmara de Vereadores em nível municipal; educadoras e educa- de Montenegro/RS, de um projeto de lei

que criou a Semana Municipal de Conscientização sobre Povos Indígenas. • No novo contexto institucional após a incorporação, o seminário Metodologias de Interculturalidade: sistematizando experiências, organizado pelo COMIN, representou um primeiro passo para a construção de uma metodologia de trabalho com povos indígenas, que abarque FLD-COMIN-CAPA. Objetivo 4: Elaborar e divulgar textos crítico-reflexivos que promovam o diálogo intercultural. Resultados Em parceria com o campo de trabalho em Rondônia, foi editado, publicado e divulgado o livro bilíngue Nossas Vidas: Histórias de mulheres Karo Arara. Iba’kât: Ma’pâyrap at kanã xet to. É um importante instrumento de valorização das mulheres do povo Karo Arara. • Povo Apurinã: uma oficina linguístico pedagógica, uma oficina de cestaria (50 pessoas), uma oficina de cerâmica (60 mulheres); povo Huni Kuĩ: uma oficina de miçangas (20 mulheres). • Participação de quatro lideranças indígenas no Acampamento Terra Livre, em Brasília. • Seis reuniões com lideranças indígenas e/ou ampliadas para comunidade, RS. • 26 visitas a hospital e casas de indígenas 33


enfermos; quatro visitas a hospital com 72 gestantes, RS. • 14 encontros de grupos de gestantes e nutrizes, aproximadamente 105 mulheres, RS. • Oito hortas familiares e duas escolares implementadas, atingindo um público direto de 65 pessoas e, indiretamente, 120 pessoas, RS. • Nove encontros socioeducativos, abrangendo 205 pessoas da comunidade escolar, RS. • Uma oficina de confecção do cachimbo na aldeia Káaguy Porã, com a presença de 25 mulheres e oito jovens Guarani, RS; • Formação para 10 professoras e professores e 300 estudantes da Escola Laklãnõ, sobre separação e reciclagem de resíduos sólidos, SC. • Formação de 10 condutores para a Trilha Cultural Brasílio Priprá, SC. • 32 momentos de formação sobre temática indígena em escolas e universidades, com estudantes e docentes, envolvendo 1.460 pessoas, Profordi, AC. • Quatro reuniões em nível de Sínodo, RS; duas visitas de intercâmbio entre mulheres luteranas e mulheres Kaingang, RS; participação de 10 mulheres Kaingang em seminário paroquial da OASE; cinco indígenas Laklãnõ Xokleng, em oficina realizada no Acampamento Intersinodal de Carnaval, SC; duas reuniões de ministras 34

(Sínodo Rio dos Sinos); uma oficina e dois painéis no Congrenaje. • Publicação de materiais: Semana dos Povos Indígenas 2018 (40 mil exemplares); do livro “Cerâmica Apurinã: resistência com as mãos no barro” (500 exemplares); do livro “Ser mulher indígena é... Narrativas de mulheres indígenas brasileiras” (2.000 exemplares). • Duas reuniões de PMA, quatro visitas a campo de trabalho; três reuniões de diretoria, uma reunião do Conselho; sete reuniões de GT para elaboração de Política de Justiça Socioambiental, de Gestão de Pessoas, de Comunicação, Incidência; 19 reuniões com coordenação programática e administrativa FLD matriz. • Formação da equipe no seminário Financeirização da Natureza: Violações de Direitos contra Povos e Territórios e no seminário Metodologias de interculturalidade: sistematizando experiências. Desafios • Construir projetos e integrar suas ações, de forma a contribuírem para objetivos e resultados comuns, independente da fonte de recursos. • Acompanhar casos de incidência em demarcações de terras indígenas e impacto de grandes obras (hidrelétricas e rodovias), a partir de diagnóstico elabo-

rado por escritório de assessoria jurídica, estabelecendo estratégias de atuação, nas regiões onde Comin está presente. • Manter as oficinas linguístico pedagógicas para a revitalização da língua Apurinã, no sul do AM, bem como as de cerâmica e cestaria, devido ao alto custo da logística. • Envolver a secretaria de educação de Pauini/AM na formação de professoras e professores indígenas. • Situação interna de tensões na TI Guarita/RS, por questões de gestão territorial sem envolvimento da comunidade. • Invasões de TIs em RO por madeireiras, garimpeiros e para fins de loteamento das terras. • Instabilidade e ameaças jurídicas constantes nos processos de demarcação de terras indígenas. • Permanência de estudantes indígenas nas universidades. • Mobilização de recursos. • Complexidade para pensar e sintetizar uma metodologia intercultural, que apoie a atuação de FLD-Comin-Capa. • Mais escolas e universidades incluindo a temática indígena em seus currículos e planos de aula. • Ter momentos de formação sobre a temática indígena com grupos da IECLB nas comunidades, principalmente jovens.


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CENTRO DE APOIO E PROMOÇÃO DA AGROECOLOGIA - CAPA Em 2018, o CAPA completou 40 anos de atuação em favor da agricultura familiar e agroecologia. Para marcar esta data tão importante, foram realizadas atividades regionais e uma celebração conjunta, em Verê (PR), com o Seminário Comida boa na Mesa: 40 Anos de Agroecologia em Defesa da Vida, no qual participou o Pastor Presidente da IECLB, Nestor Friedrich. O manifesto divulgado no final do encontro anuncia a Agroecologia como projeto de sociedade transformadora de vidas, que viabiliza relações sociais justas, harmonia com a natureza e oferta de alimentos saudáveis para todos os seres. Pelos 40 anos, o CAPA recebeu diversas homenagens, com destaque para o ato do Grande Expediente da Assembleia Legislativa do RS. Ainda em março, foi apresentado o relatório final do processo de Avaliação de Impacto solicitada por PPM, da intervenção do CAPA no campo da segurança e soberania alimentar e nutricional nos

seus territórios de atuação. A partir desse documento, foi elaborado um plano de respostas às recomendações, que foi apresentado junto ao Projeto Trienal 2019-2021 encaminhado para PPM.

como estratégia de valorização e conservação nativa do RS, apresentado para a Secretaria do Meio Ambiente/RS; projeto Promotoras Legais Populares: Diaconia e Justiça de Gênero em comunidade Rurais, apresentado para a Secretaria de Em setembro foi realizado o lançamen- Ação Comunitária da IECLB, envolvendo to do Programa Rádio Comida Boa na os três núcleos do CAPA do RS. Mesa, com informações sobre agroecologia, além de dicas técnicas e o “faça 2018 foi também o ano de incorporação você mesmo”. O lançamento aconteceu do CAPA à FLD, a partir da decisão da asdurante a Reunião entre a Presidência e sembleia do Conselho Deliberativo em os Pastores, Pastoras Sinodais, Presiden- 2017. tes, Tesoureiros e Tesoureiras Sinodais da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), com a participação da Secretaria Geral. Em termos de elaboração e envio de projetos para captação de recursos, o CAPA, núcleos do RS, participou no projeto do Consórcio de Entidades de Assessoria em Agroecologia – Promoção e Fortalecimento da Cadeia solidária das frutas nativas e dos sistemas agroflorestais 37


CAPA NÚCLEO EREXIM A conjuntura política e econômica é desafiadora, uma vez que os donos da riqueza e do poder reforçam sua posição de enfrentamento às políticas de mudança, com agressividade. Assim, a sociedade civil e suas organizações têm buscado se organizar, reunindo quem partilha do mesmo projeto, visando realizar ações conjuntas, diante da conjuntura desfavorável. Estamos vivenciando uma disputa de espaços em vários municípios e regiões, onde a agroecologia precisa ser reafirmada e fortalecida. Em parceria com entidades do Núcleo de Agroecologia do Alto Uruguai foi realizado o Curso de Formação de Educadores Ambientais – Agroecologia e Saúde de 13/06 a 21/11/2018 contribuindo na formação continuada de educadores ambientais com ênfase em agroecologia, profissionais das áreas de meio ambiente, educação, saúde e agricultura, representando órgãos de governo e entidades da região do Alto Uruguai Gaúcho e o V Se38

minário de Agroeoclogia do Alto Uruguai: Juventude e Agroecologia – Erexim/RS. No curso de formação o CAPA participou ativamente na elaboração e desenvolvimento deste curso, realizando quatro palestras, dois oficinas, relatos de experiências em agroecologia nas propriedades e escolas, visitas técnicas em propriedades certificadas pela Rede Ecovida de Agroecologia e no Seminário Socializador. Importante registrar as presenças da equipe do Projeto Caúna Bem Viver Três de Maio/RS, do então Secretário Adjunto para Missão e Diaconia da IECLB, P. Altemir Labes, conhecendo as atividades e a realidade rural, participando da Reunião do Conselho do CAPA e apresentando o Programa de Rádio Comida Boa na Mesa, e de Knut Fritzsche, de Neustadt – Ortsteil Bordenau, da Igreja Evangélica da Alemanha, do Setor de Trabalho Convivência, acompanhado pela Pa. Alice Liane Klostermeyer Griebeler, da Paróquia Luterana de Erexim, onde foi possível conhecer

algumas das atividades realizadas na região do Alto Uruguai. Em novembro foi inaugurada oficialmente a Feira Agroecológica e de Economia Popular Solidária da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) em Erexim, onde duas famílias que recebem assessoria do CAPA estão comercializando seus produtos.

Algumas atividades • Promoção de assessoria a 21 grupos de produção agroecológica, palestras em escolas, atividades na Semana do Alimento Orgânico e Semana Municipal do Meio Ambiente sobre a produção e consumo de alimentos agroecológicos. • Estágio para estudante de Agronomia da UFFS e informações para pesquisas para mestrado para estudantes da URI: Percepções de Agricultores sobre Mudanças Climáticas e Estratégias de Adaptação e Percepções sobre a Biodiversidade e os Serviços Ecossistêmicos prestado pelas Florestas por Agricultores do Sul do Brasil.


• Realização de dois seminários da Agricultura Familiar em Nova Estrela – Arabutã/SC e Palmitos/SC. • Realização de cursos de capacitação de conselheiras e conselheiros de Ética dos Núcleos da Rede Ecovida de Agroecologia. • Participação no Seminário do Movimento Agroecológico Latino-americano e Caribe (Maela) do Paraguai, Argentina, Chile, Cuba, México e Brasil. • Participação no IV Encontro Nacional de Agroecologia (ENA) • Participação na VI Festa das Sementes Crioulas, Encontro Regional Sul da Articulação Nacional de Agroecologia. • Participação na 20a Reunião da Comissão Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (CNAPO). • Participação no XII Fórum do Meio Am-

biente da Juventude do Alto Uruguai Gaúcho – Erexim. • Participação na Oficina de Elaboração de Projetos e Gestão Orientada a Efeitos Diretos e Impactos (OEDI). • Resgate, melhoramento e multiplicação das sementes de mogango nos estados do RS, SC e PR.

Desafios • Avançar coletivamente com a construção e promulgação da Lei do Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil (MROSC). A sua implantação e assimilação por parte da gestão pública, no entanto, é outra realidade, demonstrando insegurança e temores. • Com relação à incorporação à FLD, todos os processos novos geram desa-

comodação e necessidade de reflexão sobre práticas, relações, gestão, assim como o acúmulo gerado na construção deste processo se torna interessante. O período exigiu muita atenção e ação relacionada à legalização da incorporação, ajustando todos os processos e procedimentos, a partir de uma nova estrutura jurídica, iniciando com a criação e implantação de novas “filiais”, e toda a demanda gerada, relacionada ao dia a dia dos núcleos. As dificuldades encontradas nos processos burocráticos exigem grande dedicação e um gasto extra de energia para encontrar as melhores e mais práticas soluções com a expectativa de uma melhor consolidação da estrutura organizacional e política de FLD-COMIN-CAPA.

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CAPA NÚCLEO PELOTAS O ano de 2018 foi marcado pelo conflituoso processo eleitoral que resultou na eleição do atual governo do Brasil, em outubro. Após a eleição, o processo de transição entre os governos já sinalizava a retirada de direitos, e alguns atos geravam a sensação de comando do novo governo mesmo antes do ato oficial.

os programas institucionais de comercialização, PAA e PNAE e na terceirização do Restaurante Escola da UFPel. Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a redução de recursos destinados ao PAA de 2015 a 2017 foi mais de 43%. No que se refere à assistência técnica para diversificação produtiva em áreas cultivadas com tabaco, o CAPA aprovou, junto à Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (ANATER) do projeto “O Terceiro Passo na Diversificação Produtiva, Econômica e Sustentável em Áreas Cultivadas com Tabaco em Municípios do Território Zona Sul do Estado/RS”.

Essa conjuntura política apontava para medidas bastante prejudiciais para a agricultura familiar, para a agroecologia e para os movimentos sociais em geral: por exemplo, a flexibilização do armamento da população civil, a vinculação da pasta do meio ambiente ao Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) que acumula também a responsabilidade sobre assuntos ligados ao agronegócio e a Com a aprovação deste novo projeto, crescente criminalização de movimentos houve a ampliação do público atendido sociais e ONGs. pelo CAPA Pelotas em 960 famílias com 50% de mulheres titulares do projeto e A conjuntura política descrita limitou o prioridade para jovens, além da ampliaalcance dos objetivos. Isso se expressa ção da equipe em 12 pessoas para atuanitidamente na redução de recursos para rem como agentes de ATER. 40

Ademais, a assinatura e execução do projeto de recuperação de fontes de água em comunidades quilombolas com apoio do Fundo Socioambiental da Caixa Econômica Federal (Projeto Morando Bem no Quilombo) fortaleceu o trabalho de base junto às comunidades quilombolas, especialmente com as mulheres. Ademais, a assinatura e execução do projeto de recuperação de fontes de água em comunidades quilombolas com apoio do Fundo Socioambiental da Caixa Econômica Federal (Projeto Morando Bem no Quilombo) fortaleceu o trabalho de base junto às comunidades quilombolas, especialmente com as mulheres. Nesse cenário, alguns resultados alcançados durante 2018 pelo CAPA Núcleo Pelota merecem destaque: • O processo permanente de PMA, com monitoramento da ação permite ao CAPA


a leitura sobre os efeitos diretos do projeto na região de atuação. • O reconhecimento social do CAPA por organizações parceiras, bem como pelas comunidades atendidas, sugerem que os resultados vêm sendo alcançados. Como exemplo deste reconhecimento, destacamos a indicação do CAPA Pelotas como representante da Rede Ecovida para apresentação de experiência no seminário Diálogos e Convergências: Saúde e Agroecologia, da Articulação Nacional de Agroecologia - ANA, no Quilombo do Campinho/RJ, envolvendo movimentos sociais, redes e articulações sociais. • Três lideranças de comunidades quilombolas assessoradas pelo CAPA – Daniel Roberto Soares, Nilo Dias e Roberto de Matos – receberam da Assembleia Legislativa do RS a homenagem Personalidades Negras, destinada a pessoas que contribuem para a garantia dos direitos do povo negro, seja na cultura, na educação, na religiosidade ou na luta pela resistência. • Participação em 23 espaços diferenciados de comercialização (lojas, feiras e restaurantes).

• Assessoria direta e permanente a 12 cooperativas e associações da agricultura familiar de produção, de crédito e comercialização. • Assessoria técnica a 30 grupos de produção agroecológica e um grupo urbano de horta comunitária. • Assessoria a 63 famílias e duas agroindústrias nos processos de adequação à legislação de produção orgânica. • Equipe e lideranças das comunidades contribuíram em 18 espaços de incidência e de políticas públicas.

Alguns números

• 50 reuniões com grupos de produção agroecológica. • 292 visitas técnicas às propriedades agroecológicas. • Seis Intercâmbios e oficinas (sobre SAFs, Agroecologia, agroindústria, carijo cultural). • Dois cursos (apicultura, insumos orgânicos). • 62 Reuniões técnicas com comunidades indígenas guarani e comunidades quilombolas. • 74 Visitas técnicas a comunidades indígenas guarani e comunidades quilombolas. • Seis Oficinas práticas sobre alimentação agroecológica, com comunidades indígenas guarani e comunidades quilombolas.

Mulheres Participações na Rede Ecovida • Atividades com grupos de mulheres so• Participação do Núcleo Sul da Rede Eco- bre atividades de formação em políticas vida no ERASUL (Encontro Regional de públicas, saúde, justiça de gênero e vioAgroecologia – Região Sul do Brasil) lência doméstica. • Participação do Núcleo Sul da Rede Ecovida no Encontro Nacional de Agroecologia Comunidades indígenas e quilombolas • Capacitação da Comissão de Ética do • 374 visitas a comunidades quilombolas Núcleo Sul da Rede Ecovida (Projeto FSA CAIXA). • Reuniões da Coordenação do Núcleo • Oito reuniões com comunidades quiSul da Rede Ecovida lombolas (Projeto FSA CAIXA). • Seminário sobre mulheres na capoeira Grupos de produção “1º Ginga Menina” e Batizado de Capoeira. • 89 visitas de acompanhamento sobre a conformidade orgânica. 41


Cooperativas e grupos • 16 atividades de acompanhamento à Cafsul (Assembleia, Reuniões, Cursos, Visitas). • Seis atividades de acompanhamento à Aefasul (Reuniões, Assembleias). • Nove atividades de acompanhamento ao Sintraf Sul (Reuniões). • 52 atividades de acompanhamento à Cooperativa União (Reuniões, visitas, assessoria à OCS União). • Cinco atividades de acompanhamento à Cooopar (Reuniões). • Duas atividades de acompanhamento à Cresol (Reuniões, Assembleias). • Oito acompanhamentos à Rede Vida a Granel (Reuniões, Assembleia, Inauguração Loja). • 25 atividades de acompanhamento ao projeto para Pagamento por Serviços Ambientais microbacia da Barragem Santa Bárbara (Reuniões, Assembleias). • 26 elaborações de projetos para o PNAE. • 27 elaborações de projetos para o PAA. • Seis reuniões para articulação de projetos de comercialização.

• Uma reunião do Conselho Estadual dos Povos de Terreiro. • 23 reuniões dos Conselhos municipais de desenvolvimento rural (Canguçu, Pelotas e São Lourenço do Sul). • Seis reuniões do Conselho Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional de SLS. • 11 reuniões do Fórum da Agricultura Familiar. • 11 reuniões do Comitê Quilombola. • 13 reuniões da CONICQ – Convenção Quadro de Controle do Tabaco. • Quatro reuniões do Conselho Municipal de Assistência Social Pelotas. • Duas reuniões do Conselho Municipal de Habitação de São Lourenço do Sul. • 11 reuniões do Conselho Municipal de Saúde de Pelotas. • Seis reuniões da CPORG – Comissão Estadual de Produção Orgânica. • Sete reuniões do Fórum Gaúcho de combate ao Uso de Agrotóxicos. • Uma participação em curso de formação em advocacy em Brasília/DF • Uma participação em seminário sobre diversificação em Santa Maria/RS.

Espaços de incidência • Sete reuniões do Fórum Social da UFPel e no II Congresso do Fórum Social da Campanhas UFPel. • 11 Atividades da Campanha Comida • Oito reuniões do Comitê dos Povos Tra- Boa na Mesa. dicionais do Pampa. 42

Palestras e assessorias com jovens 25 palestras e assessorias em escolas, universidades e espaços de público jovem. Formação junto a comunidades indígenas e quilombolas • 12 assessorias às comunidades quilombolas e indígenas sobre políticas públicas. • 252 visitas de acompanhamento social e das obras de engenharia do PNHR. • 69 oficinas de capoeira em quilombos e assentamentos. Participação em eventos da IECLB • 18 Participação da equipe do CAPA Núcleo Pelotas em eventos da IECLB. Pesquisas e trabalhos acadêmicos • Oito espaços para pesquisas, trabalhos acadêmicos, conclusões de cursos, bolsistas. Estágios • 10 Estágios realizadas nas temáticas e áreas de atuação do CAPA. Participação em eventos e intercâmbios • Nove ações de apoio na organização e participação em eventos, encontros e intercâmbios a nível regional, estadual, nacional e internacional. • Um apoio à realização da 3ª Mostra Cultural da Efasul.


• Dois convênios firmados com Universidades Federais (UFPEL e FURG). • Diversas parcerias com a Embrapa na pesquisa-ação em agroecologia e na realização de eventos, como o Dia de Campo. Equipe • 11 Reuniões de planejamento da equipe.

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CAPA NÚCLEO SANTA CRUZ O núcleo Santa Cruz tem atuação nos Vales do Rio Pardo, Jacuí e Taquari, entre os resultados alcançados em 2018, destaca: aumento de famílias certificadas pela Rede Ecovida de Agroecologia, crescente busca pela certificação por diversos grupos do Vale do Rio Pardo e Taquara, manutenção das parcerias do CAPA com prefeituras municipais na região e diálogos em torno de novas parcerias. A resistência da Cooperativa Ecovale (Cooperativa Regional de Agricultores Familiares Ecologistas), há 18 anos, tornando-a uma referência em Agroecologia na região do Vale do Rio Pardo e Taquari, mesmo com dificuldades e em um cenário político e econômico bastante adverso. A abertura de uma feira da Ecovale junto ao Sínodo Vale do Taquari e o ingresso de dois novos grupos nas feiras em Santa Cruz. O fortalecimento das ações voltadas à agroecologia, segurança e soberania e alimentar e nutricional em comunidades Indígenas Kaingang em Salto do Jacuí, a partir da demanda das comunidades, com 44

a implementação da horta escolar e quintal orgânico, na comunidade Gajykreha e com plantio de mudas de cana de açúcar e aipim e ensaio de plantio de diversidades de sementes crioulas na comunidade Toto. A assessoria contínua a grupos de saúde comunitária nos Vales do Rio Pardo, Jacuí e Taquari, demonstrando a relevância do trabalho em educação em saúde, nas áreas de plantas medicinais, farmácia caseira, saúde preventiva, segurança e soberania alimentar e nutricional e agroecologia. A atuação do trabalho de 16 destes grupos é uma iniciativa pioneira em parceria com o Sínodo Vale do Taquari e uma referência na região, abrangendo inclusive politicas públicas municipais em Teutônia, na atuação com agentes comunitários de Saúde, e em Westfália, com atuação junto ao Centro de Referencia em Assistência Social – CRAS. A criação da Articulação de Mulheres e Agroecologia (AMA) em 2018 demonstra a importante necessidade da discussão, inserção e valorização das mulheres no contexto politico, social e econômico.

A atuação com o público jovem, em parceria com escolas famílias agrícolas da região, Efasc e Efasol, bem como a inserção de jovens nos meios de produção, comercialização e cooperação e em espaços de incidência, também são resultados alcançados. A articulação da equipe e lideranças em espaços de incidência politica, entre conselhos municipais, articulações de agroecologia, Comissão de Produção Orgânica (Cporg) entre outros, e também com coletivos, como o Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) e o Consórcio de Entidades de Agroecologia do RS, Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS), reforçam a necessidade de articulações para o fortalecimento e reconhecimento da agroecologia e da agricultura familiar. Também merece destaque em 2018 as ações em torno da Campanha Comida Boa na Mesa, que foi tema de estudo em escolas, universidades, em atividades da IECLB e do Calendário Agrícola 2018.


Rede Ecovida • Assessoria ao núcleo Vale do Rio Pardo, com a realização de quatro reuniões de núcleo. • Participação em uma plenária de núcleos em Lages - SC • Participação no IV ENA – Encontro Nacional de Agroecologia • Participação em uma formação para implementação de novos documentos e procedimentos da Rede ECOVIDA. • Assessoria a 32 famílias e quatro agroindústrias nos seus processos de certificação orgânica, através do sistema participativo de garantia da Rede Ecovida. • Realização de 31 visitas das comissões de ética. • Realização de seis reuniões com grupos do Vale do Taquari sobre o processo de certificação participativa da Rede ECOVIDA.

• Realização de oficinas sobre uso das plantas medicinais e oficina de farmácia caseira; Orientações agroecológicas na horta escolar com implantação de um quintal orgânico da Embrapa. • Parceria com o COMIN no fornecimento de pó de rocha para aplicação na horta escolar e no quintal orgânico • Diálogo com escola indígena da comunidade sobre possiblidade de jovens estudarem na Escola Família Agrícola de Vale do Sol – EFASOL; • Realização de três atividades na Comunidade Quilombola Rincão dos Negros de Rio Pardo, com resgate de hábitos alimentares e plantas medicinais. • Participação em um evento promovido pela comunidade referente à abolição da escravatura • Participação de uma liderança no encontro de comunidades quilombolas do Grupos de produção Pampa, em Rosário do Sul. • Assessoria técnica a 17 grupos de pro- • Realização de 24 atividades com dois grudução agroecológica, com a realização pos do CRAS no município de Westfália, de 97 reuniões e 106 visitas técnicas. com palestras e oficinas sobre, identificação • Assistência técnica para 10 agroindústrias. de plantas medicinais para circulação, política nacional de práticas integrativas compleComunidades indígenas, quilombola e CRAS mentares (PICS) entre outros temas. • Realização de oito atividades em duas comunidades indígenas Kaigang, no mu- Mulheres nicípio de Salto do Jacuí, incluindo avalia- • Realização de 12 atividades, totalizando ção nutricional das crianças 1.360 mulheres envolvidas.

• Criação de um coletivo de mulheres agroecológicas. • Realização de palestras com o tema Comida Boa na Mesa, em encontros paroquiais da OASE do Sínodo Centro Campanha Sul, • Participação em dois Dias Sinodais da OASE, no Sínodo Centro Campanha Sul e no Sínodo Vale do Taquari. • Promoção de um encontro dos grupos de saúde comunitária, com a presença de 16 grupos sob o tema das Plantas Alimentícias Não Convencionais – PANCs. • Realização de assessoria a 25 grupos de saúde comunitária: 16, no vale do Taquari, quatro no Vale do Rio Pardo, e seis grupos no Estratégia Saúde da Família (ESF), envolvendo 470 mulheres. Foram realizadas reuniões, oficinas e palestras, abordando temas como doenças gastrointestinais, oficina de receitas sem glúten, palestras sobre política nacional de práticas integrativas complementares e doenças do inverno, entre outros assuntos. • Participação de 19 mulheres em conselhos municipais e outros espaços de decisão. • Realização de assessoria a duas agroindústrias e a um grupo de produção liderada por mulheres. Cooperativas e grupos • Realização de assessoria à Cooperativa Ecovale, com nove reuniões no semestre, nas 45


áreas de gestão, contabilidade, processos burocráticos e comercialização, com uma assembleia ordinária e cinco pré-assembleias. • Ampliação de duas feiras da Ecovale, com entrada de dois novos grupos agroecológicos em Santa Cruz do Sul, e abertura de uma feira mensal na sede do Sínodo Vale do Taquari, em Teutônia. • Realização de assessoria em um projeto de PNAE pela Ecovale, em Vale do Sol e apoio para agricultoras e agricultores participarem em 40 projetos do PNAE e PAA, nos municípios de Candelária, Venâncio Aires e Vera Cruz. • Realização de assessoria a duas feiras semanais da Ecovale em Santa Cruz e duas em Venâncio Aires. • Realização de assessoria a grupos ecológicos que realizam oito feiras, nos municípios de Candelária, Cachoeira do Sul, Santa Cruz do Sul, Rio Pardo, Vera Cruz, Vale do Sol, Lajeado e Santa Maria. • Ampliação de produção de cinco organizações parceiras da Ecovale, entre outras cooperativas e lojas de alimentos orgânicos, na parceria com a empresa Mercur/Ao Ponto, que fornece diariamente produtos agroecológicos para 600 pessoas colaboradoras. • Realização de formação para associados da Ecovale, em parceria com a Unisc e Unicafes, com a presença de 20 pessoas. • Participação no 2º seminário Internacio46


nal do Cooperativismo de Crédito Solidá- Campanhas rio, promovido pela Cresol. • Participação e assessoria em seis campanhas, com a realização de 37 atividades: CoEspaços de incidência mida boa na Mesa; Campanha Permanente A equipe e lideranças dos grupos atua- contra os Agrotóxicos e pela Vida; Campanha ram em 24 espaços: em Defesa das Sementes Crioulas e contra • Um programa de troca troca de semen- os Transgênicos; Campanha pela Promoção tes crioulas em Vale do Sol da Sociobiodiversidade; Semana Nacional • Dois conselhos de alimentação escolar, da Consciência Negra; e Campanha pela Sutrês conselhos municipais de desenvol- peração da Violência Doméstica. vimento rural, um conselho municipal de educação do campo, um conselho do meio Campanha Comida boa na Mesa ambiente, um conselho da agricultura, dois • Realização de 14 atividades: oficinas na conselhos de assistência social, um conse- Efasol; Culto de Ação de Graças em Vale lho da saúde, um conselho da educação, do Sol; encontros paroquiais de OASE; um conselho da criança e adolescente, um Semana da Agroecologia da UERGS - Caconselho da associação da escola família choeira do Sul; apresentação na III Conagrícola de Vale do Sol (Aefasol). sulta Internacional Riesgos e Desafios del • Uma articulação de Mulheres e Agroeco- Actual Modelo de Produción Agrícola em logia (AMA), duas articulações em agroe- la Region, da Fundação Hora de Obrar, cologia (Vale do Rio Pardo e Vale do Taqua- em Buenos Aires; palestra para professori), uma na Cporg/RS, uma no consórcio de res de escolas do campo da 6º Coordenaentidades de assessoria em agroecologia doria Regional de Educação (CRE). Rede Ecovida/RS, uma na União Nacional das Cooperativas da Agricultura Familiar e Palestras e assessorias com jovens Economia Solidária/RS (Unicafes), uma no • Realização de 13 atividades: oficinas de alisetor de agroecologia e saúde comunitá- mentação na Efasol; palestra dos Movimenria, uma no Comitê Gestor do Plano esta- tos em Inovação Social na UNIVATES; atividual de Agroecologia e Produção Orgâni- dade grupo GAIA de Agroecologia – Uergs ca (Pleapo/RS), uma no Conselho Fiscal da Cachoeira do Sul/RS; roda de conversa com Federação das Cooperativas da Agricultu- estudantes da Univates – Universidade de ra Familiar e Economia Solidária/RS. Lajeado/RS; palestras na escola Wilibaldo

Michel de Vale do Sol/RS; palestra para estudantes do mestrado de Desenvolvimento Regional da UNISC; Palestras no Congrenaje. Formação junto a comunidades indígenas e quilombolas • Realização de 13 atividades, sendo oito em duas aldeias indígenas Kaingang e cinco com a Comunidade Quilombola Rincão dos Negros de Rio Pardo/RS. Participação em eventos da IECLB • Participação em 19 eventos, entre os quais: assembleia da FLD - COMIN CAPA; assembleias do Sínodo Centro Campanha Sul e Sínodo Vale do Taquari; reuniões do Conselho Sinodal do Sínodo Centro Campanha Sul; culto de Ação de Graças em Vale do Sol; conferência de ministras e ministros dos do Sínodo Centro Campanha Sul e Vale do Taquari; visita da Omel ao CAPA e Ecovale; reuniões do Conselho do CAPA; Participação no Congrenaje; reunião da Lelut em Estrela; celebração alusiva aos 40 anos do CAPA para pastoras e pastores Sinodais da IECLB. Pesquisas e trabalhos acadêmicos • Realização de dois trabalhos de conclusão de curso de Tecnólogo em Horticultura pela UERGS - Santa Cruz do Sul, sobre produção de pepinos. 47


• Apresentação de um trabalho de projeto de tarde de campo de poda com alunos da extensão em Comunicação Social da Unisc. Efasol e Efasc. Estágios • Dois estagiários da EFASC e um estagiário da EFASOL. • Três bolsistas da comunicação social (Jornalismo, Relações Públicas e Produção em Mídia e Audiovisual). Participação em eventos e intercâmbios • IV Encontro Nacional de Agroecologia – ENA. • Encontros de sementes crioulas. • Seminário Rio Grande Ecológico. • IV Seminário Regional de Agroecologia/ Santa Cruz do Sul. • XIII dia de campo de agroecologia na Embrapa Clima Temperado/Pelotas. • 7º Feirasol (Feira Comercial, Industrial e Agropecuária) de Vale do Sol. • 1º seminário Territorial de Agroecologia e Produção Orgânica do Vale do Taquari.

gia/RS (MPA, Unisc, Efasc, Efasol, Articulação de Agroecologia do Rio Pardo (AAVRP); Articulação de Agroecologia do Vale do Taquari Incentivar e apoiar jovens em espaços de produção (AAVT); Articulação de Mulheres e Agroecoe de comercialização e das cooperativas logia (Ama); UERGS – Santa Cruz do Sul e • Inserção de 19 jovens em processos de Cachoeira do Sul, Unicafes/RS. produção, comercialização, certificação e cooperação. Comunicação • Fortalecer contratos e parcerias com • Inserções de matérias em jornais da remunicípios e outras fontes locais, regio- gião do Vale do Rio Pardo e Taquari. Manais e nacionais nutenção do facebook da Ecovale. • Manutenção de cinco contratos de parce- • Calendário Agrícola 2018 com tema rias com os municípios de Vera Cruz, Wes- CAPA 40 Anos – Comida boa na Mesa. tfália, Vale do Sol, Teutônia e Candelária. • 21 inserções em programas de rádio; • Realização de diálogos e propostas de duas inserções na TV Unisc. parcerias com a Cooperativa de Prestação de Serviços de Assistência Técnica (CO- Desafios OPSAT), com o município de Venâncio Ai- • Extinção do Ministério do Desenvolvires, Cruzeiro do Sul, e Santa Clara do Sul. mento Agrário, transformado em Secre• Projeto Conservação e Proteção de Abe- taria Especial de Agricultura Familiar e lhas silvestres: espécies fundamentais Desenvolvimento Agrário. para a manutenção dos ecossistemas no • Extinção da Secretaria de DesenvolviBrasil, para Edital da Fundação Boticário, mento Rural no Rio Grande do Sul. em parceria com a Unisc. • Aceleração da liberação do Registro de • Projeto Estratégias para transformação das Agrotóxicos. florestas em regeneração em florestas so- • Extinção do Conselho Nacional de Seciais no Bioma Mata Atlântica, em parceria gurança Alimentar Nutricional. com a Universidade Federal de Santa Maria.

Parceria com EFAS e escolas do campo • Parcerias com duas escolas famílias agrícolas (Efasc e Efasol), com participação no conselho administrativo da Associação da Escola Família Agrícola de Vale do Sol (Aefasol); Assessoria ao grupo Ações de articulação Feira Jovem, de egressas e egressos da • Rede Ecovida de Agroecologia; Consórcio Efasc; oficinas de alimentação na Efasol; de Entidades de Assessoria em Agroecolo48


CAPA NÚCLEO RONDON O início de 2018 para o Núcleo Rondon foi bastante intenso, principalmente por dois aspectos: a incorporação à FLD e as exigências da Itaipu para formalizar o novo convênio, já com o novo formato jurídico FLD-CAPA. Finalizado o processo de negociação, houve significativa ampliação dos recursos, possibilitando novas contratações na equipe e a aquisição de carros e ampliação de públicos – foi intensificado o trabalho com assentamentos e aberta uma frente com pescadoras e pescadores artesanais, do lago Itaipu, público totalmente novo para o CAPA na região oeste do Paraná. Nos convênios anteriores, o CAPA tinha atuação histórica com agricultura familiar e comunidades indígenas, e, nos últimos anos vinha intensificando o trabalho nos assentamentos.

pessoas. Outra significativa mudança é a ampliação do território de atuação, passando de 29 para 52 municípios, abrangendo todo o oeste do Paraná. No que se refere ao projeto trienal apoiado por Pão para o Mundo, está prevista a ampliação de atuação do núcleo para além da região oeste, contemplando, principalmente, o município de Mariluz, no noroeste do estado. O trabalho neste município está alicerçado no assentamento Nossa Senhora Aparecida, que atualmente, tem 230 famílias assentadas, em uma área de 5.590 hectares. Para trabalhar em tal contexto está prevista a contratação de uma pessoa que possui experiência com ATER em agroecologia e trabalho com mulheres. Já existem dois grupos de mulheres organizados e atuantes no assentamento.

panhar o desenvolvimento do trabalho e debater dinâmicas de qualificação e organização para sua continuidade. O objetivo foi equalizar dinâmicas e metodologias de trabalho, a fim de potencializar processos de produção e comercialização do conjunto de assentamentos e cooperativas assessoradas e construir o planejamento e a organização do trabalho para 2019. O papel e o reconhecimento do CAPA Rondon na região têm sido crescente e estratégico, expressado na ampliação do convênio com a Itaipu e por várias entidades e fóruns regionais.

Uma dinâmica iniciada no final de 2018 O período de vigência do contrato com foi o processo de avaliação e monitoraItaipu é 42 meses (junho 2018 a maio mento da organização de ATER nos as2021), com uma equipe prevista de 26 sentamentos e cooperativas, para acom49


Alguns resultados: Ater agricultura familiar • Realização de 500 visitas técnicas a 185 famílias da agricultura familiar. Ater assentamentos reforma agrária • Realização de 530 visitas técnicas a 189 famílias assentadas. Ater pescadoras e pescadores artesanais • Realização de reuniões com famílias das colônias para apresentar o planejamento e identificar interessadas e interessados em iniciar trabalho em conjunto, assessorado pelo CAPA. Ater indígenas • Ampliação de área de cultivo agroecológico nas aldeias indígenas, passando de 12 pra 25 hectares. Atividades coletivas • Realização de 73 atividades, com a participação de mais de 1.200 pessoas de diferentes municípios, buscando potencializar a socialização de saberes da agroecologia.

• Cultivo de 142 hectares de forma orgâ- tra parte expressiva é oriunda de famílias nica e 48 hectares em transição/conver- agricultoras, guardiãs da agrobiodiversisão de novas famílias. dade, que ainda mantêm o cultivo de espécies com características diferenciadas Destaques e rústicas. Assim, a Vital se transforma em • Participação na organização do Con- um espaço de apoio na disseminação e gresso Paranaense de Agroecologia, que permanência da biodiversidade nos siscontou com a presença de mais de 600 temas de produção. pessoas, durante os cinco dias do evento. Juntamente com o congresso, houve O encontro transformou-se em uma o Seminário de Homeopatia e o Encontro grande sala de aula a céu aberto, em um Regional de Agroecologia. laboratório didático, que possibilita, de forma prática, apresentar e discutir um Vital – Vitrine de Agroecologia conjunto de técnicas e tecnologias que • Coordenação da Vitrine de Agroeco- potencializam a produção de alimentos, logia (Vital), evento que acontece anual- alinhados com a preservação dos recurmente, durante o Show Rural e que bus- sos naturais. ca de forma didática a apresentação de tecnologias de manejo Em 20018, a 30ª Homeopatia edição do Show Rural contou com mais • Início de nova turma de especialização de 200 mil visitantes. Este público expres- de homeopatia na agricultura em parcesivo tem como objetivo principal, além de ria com a Unioeste. O CAPA já é referênprestigiar o evento, conhecer o conjunto cia na região e estado na condução deste de tecnologias disponíveis e que possam processo de formação, bem como nas ser acessadas para promover o desenvol- práticas de utilização da homeopatia na vimento da agricultura. agricultura.

A Vital tem sido a grande diversidade de culturas. Ao todo são mais de 200 espéRede Ecovida • Certificação de 51 famílias pelo Núcleo cies cultivadas entre culturas anuais e peOeste da Rede Ecovida, com participação renes. Parte destas são cultivares novas melhoradas por centros de pesquisa. Oude 21 grupos. 50

Desafios • Conjuntura política, que traz um cenário desafiador e de extrema resistência para a agroecologia; • Liberação de novos princípios ativos de


agrotóxicos, que cada vez mais intensificam a contaminação de solo, ar, água e vêm matando de forma intensa pessoas, animais, insetos. • Extinção do Consea e outros conselhos e espaços de participação da sociedade. • Criminalização, ameaças e assassinatos de lideranças de movimentos sociais. • Perseguição a povos indígenas.

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CAPA NÚCLEO VERÊ O CAPA Verê está inserido na área de abrangência da Paróquia de Pato Branco - Sínodo Rio Paraná. Também, e tem em seu quadro de Conselho de Administração, membros da Paróquia de São JoãoSínodo Rio Paraná. As atividades do CAPA Verê são desenvolvidas principalmente na região Sudoeste do Paraná. Os principais temas que orientam a assessoria técnica agroecológica são o apoio na organização da produção, planejamento estratégico de atuação das associações e cooperativas, agroindustrialização e agregação de valor. Além disso, a certificação orgânica, comercialização, formação técnica, novas alternativas de produção, educação ambiental como ênfase nas escolas do campo, resgate e preservação de sementes crioulas. Para o ano de 2018, a assessoria técnica realizada às famílias compreendeu principalmente o acompanhamento da produção agroecológica certificada de frutas e hortaliças e o acompanhamento das famílias que estão no processo de conversão das 52

unidades de produção e as famílias que participam do projeto do frango caipira. Merecem destaque os avanços no Projeto do Frango Caipira e a expansão do trabalho para com assentadas e assentados, acampadas e acampados da reforma agrária.

• Oficina de capacitação das lideranças sobre as Normas da Certificação Orgânica. • Apoio na Capacitação do Conselho de Ética para o núcleo Luta Camponesa e pré núcleo Sul. • Assessoria a 37 famílias e três agroindústrias certificadas. Resultados • 15 Visitas da comissão de ética. • Assessoria a cinco grupos de produRede Ecovida ção agroecológica, com a realização de • Assessoria e acompanhamento perma- 65 reuniões com os grupos e 464 visitas nente ao Núcleo Sudoeste do Paraná da técnicas. Rede Ecovida. • Participação em duas Plenárias Estadu- Acampamentos e assentamentos ais e nove reuniões do núcleo Sudoeste • Realização de 52 visitas em 30 famílias do Paraná da Rede Ecovida. assentadas e acampadas, dos municípios • Realização de quatro formações: sobre de Renascença, Marmeleiro Clevelândia e a nova documentação da Rede e nova IN; Honório Serpa. Foram realizadas, nesses para a Comissão de Ética do Núcleo Sudo- municípios, 36 reuniões, três intercâmeste da Rede Ecovida e simulação do olhar bios e duas oficinas. externo na propriedade da família Freire • Acompanhamento à Cooperativa Camem Ampére, para produção de sementes ponesa de Agroindustrialização e Comerde hortaliças em Francisco Beltrão; para a cialização (Coocamp) de Renascença/PR. comissão de ética dos núcleos.


Mulheres • Realização de um evento no Dia Internacional da Mulher, envolvendo 500 mulheres. • Participação em quatro reuniões do coletivo regional do Sudoeste do Paraná de mulheres, com a presença média de 15 mulheres. • Participação de 19 mulheres na Coopervereda, com cinco mulheres no conselho fiscal e conselho diretor. • Inserção de duas mulheres na Diretoria da Cooperativa de Renascença Coocampa. • Assessoria a uma agroindústria liderada por cinco mulheres. • Nove Mulheres inseridas na comissão de ética do Núcleo Sudoeste da Rede Ecovida.

• Apoio e incentivo a seis jovens no curso de Técnico em Agroecologia e um no Técnico em Agropecuária. Participação da Semana da Agroecologia com Jovens do Assentamento João de Paula.

• Coresan – Comissão Regional de Segurança Alimentar e Nutricional. • Conea – Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional. • Comsea - Conselho Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional. Cooperativas, associações e grupos • Plataforma da Comida. • Assessoria ao PMA da COOPERVERE- • NEA Sudoeste P.B - Núcleo de Estudo DA, incluindo a loja, feira permanente e em Agroecologia e Produção Orgânica. três feiras livres agroecológicas. Assesso- • NEA Dois Vizinhos - Núcleo de Estudo ria ao PMA da Coopervive, Coopafi, Coo- em Agroecologia e Produção Orgânica. camp e Aorsa. • NEA Unioeste - Núcleo de Estudo em • Assessoria a três PNAE e dois PAA. Agroecologia e Produção Orgânica. • Acompanhamento a três cooperativas • Coletivo de Mulheres. na comercialização, por meio da plataforma da comida saudável. Campanhas • Ação da Campanha Comida Boa na Espaços de incidência pública Mesa “Eu conheço quem planta minha Crianças e jovens • Cporg - Comissão da Produção Orgâ- comida”. • Palestras: uma na Escola do Campo de nica. • 1 Festa Regional das Sementes Crioulas. Pinhalzinho – Enéas Marques; uma no En- • CMDRS – Conselho Municipal de Desen- • Encontro Regional de Agroecologia e contro de Jovens na Casa Familiar Rural volvimento Rural Sustentável. o Encontro Regional de Agroecologia – de São Jorge; duas para Jovens Aprendi- • Fórum Regional das Entidades. ERA. zes – Senar; uma na UTFPR Dois Vizinhos • Grupo de Trabalho de Agrotóxicos da 8ª • Encontro da RESA – Rede Sementes da na IV Semana da Agricultura familiar. Regional de Saúde. Agroecologia. • Assessoria Permanente: Escola do Cam- • CMAS – Conselho Municipal de As- • Semana da Agroecologia. po PIO X (São Jorge d’ Oeste) e Escola sistência Social. • Campanha Permanente Contra os AgroBarra Grande (Itapejara d’ Oeste). • CMMA – Conselho Municipal de Meio tóxicos. • Oito Jovens inseridos em espaços de Ambiente. comercialização e de governança, sendo • PLC – Programa Leite das Crianças. Participação em eventos da IECLB dois jovens na Comissão de Ética da Rede • CAE – Conselho de Alimentação Escolar. • Concílio da IECLB. Ecovida. • Grupo Gestor Território. • Assembleia da Paróquia de Pato Branco 53


• Assembleia Sinodal para Eleição do novo Conselho e Pastor Sinodal.

gânico com UTFPR-DV. • Pesquisa em parceria com o NEA Sudoeste sobre produção de figo e maracujá. Eventos e intercâmbios • Pesquisa de mestrado “Percepções de • Visita de representantes de PPM. Agricultores sobre Mudanças Climáticas • Visita Grupo da Juventude Rural de Ba- e Estratégias de Adaptação”. viera/Alemanha. • Duas teses de doutorado da UTFPR so• Seminário 40 anos CAPA – Verê/PR. bre a Presença de Agrotóxicos no Mel e • Oficina Paraná Agroecológico – Francis- no Pólen e uma dissertação de mestrado co Beltrão-PR. sobre a Presença de Agrotóxicos Interfe• Encontro Maela Cone Sul – Foz do Igua- rindo no DNA das Abelhas. çu/PR. • 15 ª Festa Regional das sementes criou- Estágios las 12/07 em Planalto-PR. • Duas estagiárias, do Curso de Agrono• Três reuniões do Consea –PR. mia da UTFPR Pato Branco e da UTFPR • Seminário de Jovens e Assembleia do Dois Vizinhos. Cone Sul do Movimento Agroecológico Comunicação da América Latina e Caribe (MAELA) CO- • Sistematização da cartilha sobre ProduNESUL – apoio à participação de repre- ção de Mudas de Hortaliças no Sistema sentante do CAPA. Agroecológico, em parceria com a Asses• Encontro Nacional da Plataforma Mer- soar. cosul Social e Solidário. • Reedição da Cartilha sobre Caldas. • Paraná Agroecológico em Francisco Bel- • Edição da Agenda da Agroecologia. trão e em Foz do Iguaçu. • Produção do vídeo da Campanha da • Congresso Paranaense de Agroecologia. Merenda Escolar Agroecológica e Vídeo • Um intercâmbio entre os Núcleos de de divulgação do “Projeto Frango Caipira Erexim e Verê, um com Marechal Cândido Verê”. Rondon e participação no PMA de Pelotas. • Promoção do 1º Jantar Agroecológico da Coopervereda. Pesquisas e trabalhos acadêmicos • Elaboração e apresentação de relato de • Continuidade da pesquisa com varie- experiência sobre a produção de Frango dade de uvas para suco no sistema or- Caipira. 54

• Manutenção das redes sociais ligadas ao CAPA Verê.

Desafios No final do ano de 2018 houve o encerramento de dois contratos importantes, com as prefeituras municipais de Itapejara d’Oeste e de São Jorge d’Oeste. Em decorrência do atual cenário de incertezas políticas, ambas declararam que será necessário aguardar novos encaminhamentos do governo, para posteriormente definirem se darão ou não prioridade ao contrato com o CAPA núcleo de Verê. A ocorrência desse fato já é consequência da insegurança política, que tramita pela diminuição do apoio às políticas sociais, da agricultura familiar e dos direitos humanos, tornando dessa forma o trabalho de organizações como o CAPA cada vez mais desafiador. • Manutenção de contratos com prefeituras. • Desenvolvimento de novas estratégias de abordagem para a captação de recursos de contrapartida. • Sensibilização para o trabalho de base na construção da Agroecologia. • Desenvolvimento de canais de comercialização de produtos e alimentos agroecológicos, principalmente nas cooperativas assessoradas, pois a maioria depende de programas


institucionais para manter-se no mercado. • Formação da equipe, em grande medida composta por pessoas contratadas em 2018, em temas como violência contra as mulheres no campo, em abordagens e assessoria às comunidades indígenas e sobre a certificação participativa. • Fortalecimento do protagonismo de jovens e mulheres no campo, especialmente por meio da formação. Diariamente são observados pela equipe casos de machismo e de desincentivo ao trabalho e continuidade das pessoas jovens no campo, o que reforça a importância da atuação do CAPA frente a essa temática.

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REDE DE DIACONIA A Rede de Diaconia é uma articulação das instituições diaconais vinculadas à Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), com foco na troca de experiências, formação, incidência pública e sustentabilidade. Em 2018, as instituições integrantes da Rede avançaram na corresponsabilidade pelo conjunto de ações diaconais planejadas e implementadas. Gradativamente mais instituições têm percebido a necessidade e importância de reordenar e qualificar os serviços prestados e de atuar de forma mais articulada entre si e com as demais instituições que integram as redes de atendimento locais. Nos diálogos e encaminhamentos foram identificadas lideranças que assumem a caminhada da Rede com convicção e arrojo. Com relação ao fortalecimento de vínculos com a juventude luterana, necessário mencionar a articulação e atuação em parceria com o CONAJE no Congresso Nacional da Juventude Luterana (CONGRENAJE). As reuniões de articula-

ção visaram garantir espaços/stands para Rede de Comércio Justo e Solidário, COMIN, CAPA, e a exposição Nem tão Doce Lar. Também foi proposto pelo CONAJE a coordenação e a participação da FLD-COMIN-CAPA em quatro painéis de discussão no CONGRENAJE, sobre questões atuais que dialogavam com o tema do evento – Vida Digna nosso compromisso! Conforme atividades e calendário definidos pelo Grupo Gestor da Rede de Diaconia, no ano de 2018 ocorreram dois cursos inter-regionais de 40 horas cada: um, com as articulações do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina/Paraná, de 18 a 22 de junho, em Porto Alegre (RS), com a presença de 22 lideranças de 15 instituições diaconais e mantenedoras; e outro, com as articulações Norte/Nordeste/Centro-Oeste e Sudeste, de 20 a 24 de agosto, em Campinas (SP), com participação de 32 lideranças de 22 instituições e mantenedoras. Nestes eventos de uma semana cada, contando com assessorias específicas

para cada área, foram trabalhadas as temáticas da “Diaconia Transformadora”, “Direitos Humanos”, “Justiça de Gênero”, “Gestão Democrática, Governança, Sustentabilidade”, “PMA, Gestão de Projetos, Metodologias Emancipatórias”, “Políticas Públicas, Financiamento Público, Legislações Pertinentes”, “Projeto Político Pedagógico (PPP)”, e “Juventudes”. O Grupo Gestor da Rede de Diaconia seguiu o calendário previsto para 2018 e reuniu-se duas vezes. Nos dois momentos, que foram de exercício de processos participativos de gestão, o grupo refletiu e encaminhou acerca das seguintes questões: diaconia institucional; Projeto Político Pedagógico da Rede de Diaconia; Cursos Inter-Regionais de Formação; diagnóstico da diaconia institucional da IECLB; manifesto contra a intervenção militar no Rio de Janeiro; projetos aprovados e/ou em tramitação; intercâmbios institucionais; análise de conjuntura; XXXI Concílio da IECLB; processo de seleção da pessoa responsável técnica pelo 57


acompanhamento da Rede de Diaconia no próximo período; planejamento 2019; visitas e vivências de práticas dos trabalhos institucionais. Merece destaque que representantes do CONAJE e de instituição diaconal que atua no campo “Formação da Juventude” passaram a integrar o Grupo Gestor da Rede de Diaconia O Grupo Coordenador da Rede de Diaconia esteve reunido onze vezes ao longo do ano, para encaminhar as seguintes temáticas: reuniões do Grupo Gestor, visitas, assessorias e acompanhamentos às instituições, nota conceitual e projeto para a FLM, projeto e cursos inter-regionais de formação 2018, projeto Diaconia em Rede 2019-2021 para IECLB/Secretaria Geral, relatórios 2017, editais da FLD e da IECLB/Secretaria Geral, diagnóstico da diaconia institucional, moção sobre justiça de gênero da IECLB, processo eletivo da

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IECLB, metodologia do rateio solidário, publicação da Rede de Diaconia, Concílio da IECLB, encontro latino-americano da FLM, processo seletivo da nova assessoria, conselho assessor de diaconia do Sínodo Rio dos Sinos, tramitação do Projeto Político Pedagógico da Rede de Diaconia e calendário 2019.

te os cursos inter-regionais e pelo Grupo Gestor. • Elaboração e publicização, pelo Grupo Gestor, do Manifesto contra a intervenção militar no Rio de Janeiro. • Consolidação da prática de divulgação, via site e boletim, de notícias oriundas das entidades vinculadas à Rede de Diaconia, e de outras matérias relacionadas à luta Em 2018, houve: por direitos, sustentabilidade e formação. • Negociação e aprovação do projeto • Elaboração e postagem no site da Rede Diaconia em Rede 2019-2021 junto à IE- de Diaconia de mapa virtual com a localiCLB/Secretaria Geral, a ser implementa- zação geográfica de instituições diaconais. do no próximo triênio, em interface com o projeto Fortalecendo a Diaconia em Rede Desafios • Desenvolver estratégias de sustentabili– Fase 2, da FLM. • Envio do documento base do Projeto dade da Rede de Diaconia. Político Pedagógico (PPP) da Rede de • Promover a adoção de práticas comuns Diaconia para todas as instituições da de trabalho nas instituições diaconais. rede, para avaliação em suas instâncias • Intensificar o acompanhamento às instiinternas, após análises realizadas duran- tuições diaconais.


REDE DE COMÉRCIO JUSTO E SOLIDÁRIO A Rede de Comércio Justo e Solidário é uma articulação de empreendimentos econômicos solidários, criada por iniciativa da FLD, promovendo a economia solidária, o comércio justo, a autonomia econômica e o empoderamento das mulheres. A meta do projeto é a rede com autonomia em termos de gestão e sustentabilidade. O projeto tem como objetivo ampliar significativamente o número de pessoas, no âmbito da IECLB, engajadas na adoção e promoção do comércio justo e solidário. Outro objetivo é fortalecer a sustentabilidade dos empreendimentos econômicos solidários e da Rede com a elaboração de planos de sustentabilidade, qualificação para a comercialização, ampliação do protagonismo das mulheres e da gestão compartilhada da Rede. Destaca-se o evento realizado pelo Sínodo Vale do Itajaí, com a temática de consumo responsável e comércio justo e solidário, por meio do encontro Economia Solidária e Diaconia Transformadora: Fundamentos Teológicos e Diaconais da Economia

Solidária, promovido pelo Conselho Sinodal de Diaconia, com a participação de 35 pessoas. O encontro aproximou pessoas das comunidades luteranas e do Conselho Sinodal de Diaconia com pessoas dos empreendimentos econômicos solidários da Rede de Comércio Justo e Solidário, com perspectivas de continuidade de articulação entre comunidades luteranas e a Rede nesta região. Um desdobramento do encontro foi a participação da FLD no Programa Igreja em Movimento da Rádio União do Sínodo do Vale do Itajaí, apresentando o tema Economia Solidária e Comércio Justo. Em 2018 houve avanços importantes em relação ao fortalecimento da gestão democrática e da sustentabilidade da Rede. Destaca-se o avanço na criação do Fundo Justo e Solidário. Em 2018 foram realizadas duas oficinas sobre fundos solidários com o Conselho Gestor para discutir e elaborar a proposta de funcionamento e o regimento interno do Fundo Solidário. No encontro geral com todos os empreendi-

mentos da Rede foi discutido e aprovado o regimento interno e foi criado o Fundo Justo e Solidário A gestão do Fundo Justo e Solidário é realizada pelo Conselho Gestor da Rede. O Fundo é uma estratégia para que a Rede avance em termos de autonomia no campo da sustentabilidade econômica e também impulsione o princípio da solidariedade. No encontro geral da Rede de Comércio Justo e Solidário, com a participação de 36 empreendimentos econômicos solidários dos estados de Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, foi eleito o novo conselho gestor da Rede, para o período de dois anos. Foram eleitas seis pessoas na condição de titular e seis pessoas na condição de suplente. Em total são onze mulheres e um homem no Conselho Gestor. Além das representantes dos empreendimentos, tem uma pessoa na condição de titular e uma pessoa na condição de suplente da FLD que participam no conselho gestor. Um resultado importante, em 2018, para o 59


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fortalecimento da gestão democrática e da sustentabilidade dos empreendimentos que participam na Rede, foi a elaboração de quatorze planos de sustentabilidade de quatorze empreendimentos econômicos solidários do Rio Grande do Sul, a partir das oficinas sobre viabilidade econômica, gestão democrática e plano de sustentabilidade. Nos planos constam lições aprendidas em relação à gestão democrática e viabilidade econômica dos empreendimentos. As oficinas têm provocadas mudanças nos processos de tomada de decisões coletivas nos empreendimentos. Em 2018, foi publicado o artigo “O papel das organizações baseadas na fé no desenvolvimento transformador: rede de comércio justo e solidário: interface entre comunidades da igreja e organizações da economia solidária” nos anais do 3° Simpósio Sul da Associação Brasileira de História das Religiões (ABHR). Um destaque é para a visita do representante regional da Missão Global da Igreja Evangélica Luterana na América (ELCA, em inglês), Gustavo Driau, em novembro de 2018. Nesta visita foi organizada a visita da diretora de Diaconia da Missão Global da ELCA, Rebecca Duerst, em 2019.

com atividades de sensibilização, formação e comercialização: • 38º Acampamento Intersinodal da Juventude Evangélica dos Sínodos Vale do Itajaí e Norte Catarinense, em Rodeio 12 (SC), que contou com a participação de 600 jovens. • 24º Congresso Nacional da Juventude Evangélica – CONGRENAJE -, em Teutônia, no Sínodo Vale do Taquari, com a participação de 1.700 jovens. • Encontro Economia Solidária e Diaconia Transformadora, promovido pelo Conselho Sinodal de Diaconia do Sínodo Vale do Itajaí, com a participação de 35 pessoas.

Em 2018, a rede desenvolveu as seguintes atividades de gestão coletiva e de formação: • Cinco reuniões do Conselho Gestor. • Duas oficinas de viabilidade econômica e gestão democrática para empreendimentos de Santa Catarina e Paraná, realizada em parceria com CAPINA. No terceiro módulo participaram 14 mulheres e dois homens de 10 empreendimentos, e no quarto módulo participaram 15 mulheres e 2homens de 12 empreendimentos. • Duas oficinas sobre Plano de Sustentabilidade para empreendimentos do Rio Grande do Sul, realizadas em parceria No ano de 2018, a Rede de Comércio Justo e So- com CAPINA: na primeira, participaram lidário participou de eventos no âmbito da IECLB, 19 mulheres e um homem, de 16 empre-

endimentos; na segunda, 13 mulheres e dois homens, de 14 empreendimentos. • Uma oficina de artesanato para o aprimoramento de técnicas e do acabamento dos produtos, com 12 pessoas de 10 empreendimentos do Rio Grande do Sul. • Duas oficinas de boas práticas de alimentação e nutrição: na primeira oficina participaram 21 pessoas, sendo 20 mulheres e um homem, de 21 empreendimentos; na segunda, participaram 17 pessoas, sendo 16 mulheres e um homem, de nove empreendimentos. • Duas oficinas sobre Fundos Solidários: a primeira oficina, contou com 10 pessoas; a segunda oficina, com nove pessoas integrantes do Conselho Gestor da rede. Realizadas em parceria com a organização CAMP – Escola de Cidadania. • Um encontro geral, com 32 pessoas de 23 empreendimentos do Rio Grande do Sul, para avaliação e planejamento. • Um encontro geral com 41 pessoas, sendo 36 mulheres e cinco homens, de 36 empreendimentos, de Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

Incidência em políticas públicas Conselho Nacional da Economia Solidária (CNES): O cenário de desmonte das políticas públicas de economia solidária ao nível federal se agravou. Em 2018 foi realizada 61


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somente uma reunião no primeiro semestre do CNES. Na reunião de junho de 2018, o Conselho Nacional de Economia Solidária, com participação da FLD, emitiu uma recomendação para a senadora responsável pelo encaminhamento do Projeto de Lei no Senado para manter o conteúdo aprovado pela Câmara dos Deputados, promovendo um amplo diálogo entre a sociedade civil e o Senado Federal para que seja garantida a sua aprovação na integralidade. Em relação aos recursos aplicados em programas e políticas de economia solidária houve uma grande redução. Fórum Brasileiro de Economia Solidária (FBES): A FLD integra a coordenação ampliada do Fórum Brasileiro de Economia Solidária (FBES). Em 2018, houve a participação na Assembleia Nacional de Economia Solidária realizada durante a Feira Internacional de Cooperativismo e Economia Solidária em Santa Maria, com a participação de 227 pessoas, na qual foram discutidos os desafios do movimento da economia solidária na atual conjuntura. Conselho Gestor dos Fundos Solidários: A FLD integra a Conselho Gestor dos Fundos Solidários da região Sul. Em 2018 a FLD participou em três reuniões, para planejar as ações e

preparar a oficina. O conselho organizou a oficina sobre redes e fundos solidários na Feira Internacional de Cooperativismo e Economia Solidária em Santa Maria, com a participação de 28 pessoas, de 21 empreendimentos e seis organizações da sociedade civil. Foram debatidas a importância dos fundos solidários e redes de economia solidária, a partir da apresentação de três experiências de Fundos Solidários e três experiências de Redes, entre as quais a Rede de Comércio Justo e Solidário.

tos sociais que atuam na área de economia solidária, para refletir e elaborar estratégias de resistência na atual conjuntura. Em relação à articulação estadual da economia solidária, as orientações são: ampliar a visibilidade da área, aprofundar o modelo de desenvolvimento que a economia solidária propõe, organizar-se do ponto de vista da viabilidade econômica, aprofundar a formação com os empreendimentos econômicos solidários, ampliar a articulação com outros movimentos sociais.

Fórum Gaúcho de Economia Solidária (FGEPS): A FLD integra a coordenação do FGEPS. Em 2018, houve quatro reuniões da Coordenação Executiva e duas reuniões da Coordenação Ampliada do FGEPS. Também houve uma reunião de preparação da Feira Internacional de Cooperativismo e Economia Solidária, e uma reunião com as Entidades de Apoio e Fomento a Economia Solidária no Rio Grande do Sul. No que se refere à incidência pública na área de economia solidária destaca-se a organização e coordenação do Grande Encontro de Economia Solidária no Rio Grande do Sul, realizado em dezembro em Porto Alegre, do qual participaram 92 pessoas, sendo 80% mulheres. O encontro teve como principal resultado a articulação entre diversos grupos, organizações e movimen-

Desafios • Qualificar a estratégia de divulgação da Rede de Comércio Justo e Solidário junto ao público luterano. • Ampliar o número de pessoas, grupos e instituições, no âmbito da IECLB, engajadas na adoção do consumo responsável e na promoção do comércio justo e solidário. • Fortalecer a parceria com os colégios da RSE, envolvendo outra iniciativa da FLD, a Educação para a Solidariedade e Paz. • Fortalecer a atuação dos fóruns de economia solidária e garantir programas e políticas públicas na área de economia solidária, em nível estadual e federal. • Desenvolver a comercialização e a sustentabilidade dos empreendimentos, bem como sua capacidade de articulação e geração de renda. 63


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NEM TÃO DOCE LAR A exposição Nem Tão Doce Lar – metodologia diaconal de superação da violência doméstica e familiar – tem ampliado a sua atuação junto a comunidades da Igreja Evangélica de Confissão Luterana (IECLB), universidades, organizações da sociedade civil, coletivos, movimentos sociais e organizações governamentais. A metodologia promove debates, rodas de diálogo e reflexões nos mais diversos contextos, e segue em constante adaptação e qualificação.

três etapas do ciclo da violência auxiliam no processo de acolhimento e acompanhamento por parte das instituições que atuam na defesa de direitos. A metodologia tem contribuído com a atuação de organizações governamentais, igrejas e organizações da sociedade civil a partir da reflexão sobre justiça de gênero e a desconstrução dos discursos religiosos conservadores e fundamentalistas que colocam as mulheres em condição de submissão e passividade frente às violências vividas. Apontando assim para a A metodologia vem ganhando destaque possibilidade de intervenções questiona atuação junto às redes municipais e nadoras e libertadoras a partir de grupos regionais de apoio e assistência às pes- dentro das comunidades de fé. soas em situação de violência. É um espaço que possibilita reflexão, articulação Trazer a temática da violência à tona é e visibilidade sobre o tema, muitas vezes algo cada vez mais urgente e desafiador, invisibilizado e naturalizado na sociedade pois requer sensibilização, mobilização, brasileira. constituição e fortalecimento de redes de apoio a mulheres, crianças, pessoas idoA abordagem das diferentes formas de sas e pessoas com deficiência em situaviolência previstas na lei 11.340/2006 (Lei ção de violência. O Brasil, desde 2012, seMaria da Penha) e a análise criteriosa das gue ocupando o 5º lugar no ranking dos

países com maior número de feminicídios e a diaconia transformadora através de suas dimensões profética e libertadora conclama a todas as comunidades de fé e organizações diaconais/confessionais a adotarem o compromisso de vida digna para todas as pessoas como lema na resposta às políticas públicas.

Participação em eventos Três de Maio (RS), 8 de março: a Nem Tão Doce Lar integrou as atividades do XXI Encontro da Mulher Tresmaiense. Aconteceram diversas palestras e oficinas voltadas ao público feminino. A exposição esteve aberta para visitação nas dependências da comunidade luterana São Paulo no centro. Uma parceria entre comunidade Luterana, FLD e Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres. Santana do Livramento (RS), 4 de abril: a Nem Tão Doce Lar foi montada no saguão da UERGS campus Santana do Livramento. 65


Na ocasião houve uma mesa de debate sobre “Masculinidades tóxicas e cultura do estupro” com participação de professores e estudantes da instituição e convidados e convidadas do Instituto Federal. Uma parceria entre FLD, UERGS e Unipampa.

Teutônia (RS), 22 a 27 de julho: montagem e abertura da exposição ao público durante o Congresso Nacional da Juventude Luterana – CONGRENAJE. Uma parceria entre o CONAJE, Coletivo de Mulheres As Tonias e a Comunidade Evangélica de Confissão Luterana em Teutônia.

cias, dentro do espaço físico da exposição Nem Tão Doce Lar, no encontro da Juventude Franciscana na Escola Superior de Teologia Franciscana.

Manaus (AM), 28 de maio: aula para estudantes de Teologia Prática com foco em Diaconia Transformadora e ecumênica na suCruz Alta (RS), 24 de abril: a FLD foi convida- Eunápolis (BA), 13 e 14 de agosto: participação peração da violência doméstica e familiar da a mediar uma mesa de debate sobre na VII Jornada de Enfermagem do Insti- com base na metodologia Nem Tão Doce “Superação das violências” na cidade de tuto Federal da Bahia campus Eunápolis. Lar no Instituto de Teologia Pastoral e EnCruz Alta RS. Um evento promovido pela Abertura da exposição ao público e par- sino Superior da Amazônia. Caritas Diocesana com base na Campa- ticipação na mesa de debate sobre Conha da Fraternidade 2018. Houve palestra municação interdisciplinar e violência de Missiones – Argentina, de 25 a 29 de setembro: realização de rodas de conversa sobre a sobre o tema e abertura da exposição ao gênero. metodologia Nem Tão Doce Lar em quapúblico. João Pessoa (PB), 12 a 14 de novembro: partici- tro cidades da província de Missiones na Cacoal (RO), 5 de maio: a FLD foi convidada a pação no Seminário Enfrentando Coleti- Argentina em parceria com a Iglesia Evanparticipar da Assembleia Sinodal do Síno- vamente as Violências Contra as Mulhe- gélica Rio de la Plata IERP. Realização de do da Amazônia. Na ocasião a metodolo- res, promovido pelo Coletivo Liberdade, uma roda de conversa sobre masculinigia Nem Tão Doce Lar foi apresentada ás Igualdade e Sororidade – LIS. Participa- dades tóxicas e a relação com a violência pessoas participantes e feitas articulações ção na mesa de abertura do seminário, re- doméstica e familiar com 25 homens. com ministras e ministros daquele sínodo. alização de oficina sobre superação das violências e fortalecimento de redes de Rosário do Sul (RS), 19 de outubro: realização Manaus (AM), 31 de maio e 1 junho: montagem apoio e roda de conversa com estudantes de oficina sobre Justiça de Gênero e sue abertura da exposição no Congresso In- do Instituto Federal da Paraíba campus peração da violência contra as mulheres com mulheres catadoras de materiais reternacional da Rede Unida. Oficina sobre Cabedello. cicláveis e mulheres campesinas. superação das violências na perspectiva da diaconia transformadora no centro de Espaços de sensibilização formação teológica ITEPES. Uma parceria Porto Alegre (RS), 21 de abril: realização Números entre comunidade evangélica luterana de de oficina sobre Diaconia Transformado- • 17 Exposições realizadas em parceria ra e ecumênica na Superação das Violên- com 20 organizações/instituições, entre Manaus e FIOCRUZ. 66


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igrejas, universidades, secretarias municipais, coletivos e conselhos e ONG´s: Secretaria de Políticas para Mulheres de Três de Maio, Secretaria de Assistência Social de São Cristóvão do Sul, Centro de Apoio e Promoção da Agroecologia CAPA – Núcleo Santa Cruz do Sul, Ministério Público estadual de Rondônia MP, APAE de Marau, Coletivo “As Tônias” de Teutônia, Comunidade Evangélica de Confissão Luterana em Teutônia, Conselho Nacional da Juventude Evangélica CONAJE, Coletivo Liberdade, Igualdade e Sororidade LIS de João Pessoa, Universidade Federal do Pampa – Unipampa Campus Santana do Livramento, Universidade Estadual do Rio Grande do Sul UERGS de Santana do Livramento e de Alegrete, Escola Superior de Teologia e Espiritualidade Franciscana ESTEF de Porto Alegre, Fundação Oswaldo Cruz – Fiocruz de Manaus, Instituto Federal da Bahia campus Eunápolis, Universidade Federal do Amazonas UFAM, Caritas Diocesana de Cruz Alta, Circulo Operário Leopoldense de São Leopoldo, Tresurb, Conselho Municipal de Direitos da Mulher COMDIM de São Leopoldo, Câmara Municipal de Horizontina e Comunidade Dr.Martin Luther. • 443 pessoas capacitadas em oficinas de formação. • 499 pessoas sensibilizadas em cultos/ 68

Nem Tão Doce Lar em 2018, e um fez uma doação pontual para o projeto, conforme segue abaixo: • 02/01/2018 Oferta Sínodo Mato Grosso • 25/02/2018 Oferta Sínodo da Amazônia • 01/07/2018 Oferta Sínodo Brasil Central • 01/07/2018 Oferta Sínodo Sul-Rio-Grandense • 12/08/2018 Oferta Sínodo Espírito Santo a Belém • 25/11/2018 Oferta Sínodo Norte Catarinense • Aprovado Projeto 557 – Nem Tão Doce Lar – Uma vida sem violência no edital III – Fortalecimento a Ação Comunitária – junto Mudanças Percebidas à Núcleo de Projetos da IECLB. O projeto É perceptível um maior interesse e procu- terá duração de três anos e possibilitará a ra por parte das comunidades da IECLB ampliação das atividades já realizadas pela no que se refere às formações e monta- FLD no campo da incidência e mobilização gem da exposição Nem Tão Doce Lar. Al- de redes de apoio, incluindo instituições guns diálogos feitos apontam para inter- diaconais e comunidades da IECLB. venções em comunidades e organizações diaconais no próximo ano. Outro ponto Desafios fundamental é a abordagem sobre mas- • Ampliar o diálogo sobre superação da culinidades tóxicas nas oficinas da Nem violência e sobre os modelos nocivos de Tão Doce Lar e uma crescente procura masculinidades junto ao público masculipor discussões sobre esse tema dentro e no, ainda minoria nas formações. fora da igreja. • Ampliar a equipe envolvida para responder às crescentes demandas, por meio da Sustentabilidade realização de formações e exposições, inDos 18 sínodos que integram a IECLB, cluindo o acompanhamento. cinco destinaram ofertas sinodais para a

celebrações temáticas, rodas de conversa, palestras e seminários. • 15 cidades de seis diferentes estados: Três de Maio (RS), São Cristóvão do Sul (SC), Santa Cruz do Sul (RS), Santana do livramento (RS), Porto Alegre (RS), Cruz Alta (RS), Ariquemes (RO), Manau (AM), Marau (RS), Teutônia (RS), Eunápolis (BA), Rosário do Sul (RS), João Pessoa (PB), Horizontina (RS) e São Leopoldo (RS). • 4.271 pessoas visitaram a exposição, conforme registros em cadernos de assinatura. Estima-se que o número de visitantes seja superior a 6 mil pessoas.


EDUCAÇÃO PARA A SOLIDARIEDADE E PAZ A proposta da Educação para a Solidariedade e Paz afirma o compromisso com a construção de uma sociedade que valoriza a paz com justiça social. No atual contexto de grandes transformações econômicas, sociais, culturais e tecnológicas, o princípio da solidariedade precisa ser cultivado. Romper com a cultura do individualismo e da indiferença é fundamental para a construção de um protagonismo solidário transformador. Para fortalecer a proposta foi retomado a formação de um Grupo de Trabalho, agora composto pela coordenação pedagógica da Rede Sinodal de Educação (RSE), representantes de seis colégios, um representante das Faculdades EST, duas pessoas da FLD e uma pessoa do COMIN. Em 2018 o GT realizou quatro reuniões para elaborar as estratégias e o planejamento de atividades, bem como a elaboração do folder e logomarca.

colégios e da Rede Sinodal de Educação com a proposta. • Elaboração coletiva de folder para divulgação da proposta com definição de uma marca • Preparação, por parte da Rede Sinodal de Educação, da agenda escolar/ 2019 com o tema Educação para a Solidariedade e Paz, apresentando a proposta e ao longo da agenda iniciativas desenvolvidas nos colégios. • Realizadas três oficinas sobre economia solidária e com práticas de artesanato com alunas e alunos do Colégio Dohms Zona Sul em Porto Alegre (RS), ministradas por um empreendimento de artesanato da Rede de Comércio Justo e Solidário. • FLD aceita como membra do Global Pedagogical Network – GPEN – Joining in Reformation (Rede Pedagógica Global – Unindo-se à Reforma), uma rede internacional de instituições educacionais protestantes, igrejas e organizações Resultados de apoio. Participam mais de 500 esco• Fortalecimento do compromisso dos las e organizações de países dos diver-

sos continentes. A GPEN é promovida pela Evangelische Kirche in Deutschland (EKD) – Igreja Evangélica em Alemanha. A Rede Sinodal de Educação e a maioria dos colégios vinculados a RSE também participam no GPEN.

Desafios • Fortalecer o Grupo de Trabalho e da articulação institucional da FLD com a Rede Sinodal de Educação (RSE) e da RSE com a diretoria dos colégios para o avanço da proposta de Educação para a Solidariedade e Paz. • Fortalecer a parceria com os colégios da Rede Sinodal de Educação para assessoria e acompanhamento de projeto de Educação para a Solidariedade e Paz nos colégios. • Articular junto à Educação para a Solidariedade e a Paz as iniciativas já desenvolvidas por CAPA e COMIN nos colégios sinodais.

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PROJETO PAMPA

COMPONENTE 1: MANEJO DE RECURSOS NATURAIS O Projeto Pampa - Componente 1 (20162018) apoiado por PPM (Fundo Clima) teve o objetivo de contribuir com a qualificação do manejo dos recursos naturais, fomentando técnicas de mitigação e adaptação às mudanças climáticas, valorizando saberes e práticas tradicionais e incentivando processos de gestão mais democráticos. As ações foram desenvolvidas em 13 grupos, dentre assentamentos de reforma agrária, comunidades quilombolas e comunidades de pecuaristas familiares, na fronteira oeste do Rio Grande do Sul, em seis municípios: Rosário do Sul, Alegrete, Quaraí, Uruguaiana, Manoel Viana e São Francisco de Assis. Dentre os principais resultados junto ao público beneficiário, destacam-se: a percepção da agroecologia como alternativa viável e de resistência no campo; a compreensão da agroecologia em uma perspectiva mais abrangente articulando um conjunto de Tecnologias Sociais (TSs)*; a valorização do trabalho das mulheres e seu auto-reconhecimento; a articulação

de mulheres nas comunidades e no contexto regional; a sensibilização e a abertura entre grupos de mulheres para dialogar sobre o tema da violência doméstica; a dinamização de associações no sentido de uma gestão mais participativa (S.F.Assis e Rosário do Sul); a transformação do pátio escolar e sensibilização do corpo docente da escola de um assentamento (EEEF Paulo Freire) na perspectiva agroecológica; e melhor compreensão sobre possibilidades de manejos na área do Butiazal, em Quaraí. Dentre os principais resultados para a instituição FLD, destacam-se: a ampliação do conhecimento da FLD sobre a região, o reconhecimento da FLD enquanto organização que atua no bioma Pampa, a ampliação de parcerias institucionais (Diaconia-Recife/PE, Instituto Curicaca, Amigos da Terra Brasil, Caritas, CEBI, Movimento Roessler, Núcleo de Ecojornalistas, UERGS – Santana do Livramento, IFF – Alegrete); e a relação de confiança estabelecida entre a FLD e as comunidades locais. Um

importante resultado do Projeto Pampa foi a consolidação e a dinamização do Comitê dos Povos e Comunidades Tradicionais do Pampa Foram implementadas e divulgadas 12 Tecnologias Sociais (TSs): I. Cultivo de variedades crioulas, II. Adubação verde, III. Biofertilizantes, caldas, compostos, pó de rocha, IV. Pastoreio Rotativo com controle de espécies invasoras (annoni, chirca) e Pastoreio Rotativo para recuperação de solo degradado e com focos de arenização, V. Cultivo em faixas/ quebra-ventos, VI. Manejo do butiazal, VII. Sistema de criação de suínos ao ar livre - SISCAL, VIII. Biodigestor – biogás, IX. Fossa ecológica e círculo de bananeiras, X. Fonte protegida/ açude/ carneiro hidráulico, XI.Cisterna, XII. Manejo extensivo do campo nativo

Atividades entre 2016 e 2018: • Realização de 25 reuniões com organizações parceiras na execução (Prefeituras, Emater, Universidades, Coceargs - MST, entre outras), 135 dias de campo para vi71


sitas a famílias com práticas agroecológicas, 26 oficinas de agroecologia. • Promoção de oito intercâmbios: Rede Ecovida em Erechim, Feira de sementes crioulas em Ibarama (2016), Biodigestor em São Luiz Gonzaga (2017), visita da EEEF Paulo Freire a UD em Manoel Viana, visita de assentadas/os da região a UDs e EEF Paulo Freire em Manoel Viana, Feira de sementes crioulas em Ibarama, Encontro Regional de Mulheres do Campo, envolvendo 100 mulheres, Ronda no Pampa (visita e debates em São José do Norte e Bagé sobre agronegócio e mineração) envolvendo 25 pessoas de 16 organizações/movimentos. • Realização de 10 visitas para estudo sobre o butiazal e atividades de educação ambiental junto a escola rural da região, em conjunto com Instituto Curicaca. • Realização de duas atividades de assessoria em gestão democrática e viabilidade econômica para associações/cooperativas com Capina (RJ). • Promoção de 15 atividades de assessoria jurídica para associações/cooperativas, com escritório Kauer e Coceargs-RS. • Realização de oito atividades para implementar Unidades Demonstrativas (UDs), com assessoria de Amigos da Terra Brasil, quatro encontros com docentes da EEEF Paulo Freire sobre uso pedagógico 72

das Tecnologias Sociais implantadas na escola. • Realização de 12 encontros com grupos de mulheres sobre agroecologia, gênero e violência, participação em 20 eventos/ atividades de formação, articulação e incidência. • Participação em dois congressos: I Congresso do Bioma Pampa e I Congresso Internacional do Pampa/III Seminário da Sustentabilidade da região da Campanha, em Santa Maria e Pelotas. • Participação em dois seminários do Fórum de Mudanças Climáticas e Justiça Social – FMCJS, em Brasília. • Participação em seis encontros de formação continuada sobre mudanças climáticas, com organizações/movimentos do RS em POA. • Participação em seis encontros de formação em gestão democrática e viabilidade econômica, no RJ. • Participação na oficina Fortaleciendo Capacidades de Incidencia para la Implementación del Acuerdo de Paris en América Latina y El Caribe promovido pela Aliança ACT, em El Salvador. • Participação em duas rodas de diálogo sobre a Lei da Grilagem, em POA. • Participação de uma reunião do Grupo Carta de Belém, em Cuiabá. • Promoção de três eventos: Celebração

do Bioma Pampa, em parceria com o Movimento Gaúcho em Defesa do Meio Ambiente – MoGDeMA, Seminário Estadual de Mudanças Climáticas, Matriz Energética e Justiça Social, em parceria com Caritas, e Seminário Financeirização da Natureza: violações de direitos contra Povos e Territórios, em conjunto com o coletivo do RS ligado ao FMCJS, envolvendo um total de 200 pessoas de 70 organizações/ movimentos de seis estados e do Uruguai. • Produção de quatro registros audiovisuais do Seminário de Financeirização da Natureza e um sobre a Ronda no Pampa, e produção do vídeo (55 min) e trailer Pampa: memórias e saberes do nosso lugar. • Produção do vídeo (cinco minutos) Não era assim... aqui no Pampa, sobre mudanças climáticas. • Criação, elaboração e produção de Planos de Aula da EEEF Paulo Freire e de placas metálicas para identificação das TSs, implantadas na Escola. • Criação, elaboração e produção da Revista escolar Pampa, é aqui que a gente vive! e da Proposta Pedagógica para uso da Revista sobre a sociodiversidade presente no bioma. • Organização de matérias para a manutenção do site e para o envio de 10 boletins eletrônicos. A avaliação do Projeto Pampa, realizada


pela consultora Ângela Cordeiro, apontou para o Componente I, como principais resultados: a abertura de novas frentes de trabalho da FLD: territorial (no bioma Pampa), temática (na área socioambiental) e nas formas de atuação (metodologias); a contribuição na construção de uma agroecologia com as feições do Pampa; e a relevância do Comitê dos Povos e Comunidades Tradicionais do Pampa. As principais provocações/recomendações

foram no sentido de buscar formas de continuar a atuação no território; aproveitar as TSs implementadas e testadas e promovê-las em escala com maior incidência, junto às prefeituras da região; articular de forma mais intencional a abordagem sobre as TSs e a agroecologia com as mudanças climáticas; atuar na pauta dos agrotóxicos de forma tão intensa quanto na pauta da mineração; ampliar a capilaridade do Comitê para maior conexão com as bases.

Desafios • Mobilizar recursos para a continuidade da atuação no território. • Sistematizar e divulgar resultados. • Aproveitar os aprendizados, a experiência e as conclusões do relatório de avaliação do projeto para traçar e qualificar estratégias e metodologias que ampliem a abrangência dos resultados, bem como a resistência popular e o enfrentamento ao agronegócio na região.

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PROJETO PAMPA

COMPONENTE 2: MANEJO DE RESÍDUOS O Componente 2 do projeto PAMPA - de manejo de Resíduos –, executado entre os anos de 2016 – 2018, contribuiu para redução dos impactos do descarte inadequado de resíduos poluentes, causadores de danos ao meio ambiente e de alterações climáticas. O trabalho se deu por meio do acompanhamento a seis organizações de catadoras e catadores, na fronteira oeste do estado, nos municípios de Rosário do Sul, São Francisco de Assis, Alegrete, Sant’Ana do Livramento, Uruguaiana e Santiago. O protagonismo de catadoras e catadores de materiais recicláveis na gestão da coleta seletiva solidária no projeto possibilitou maior visibilidade e valorização do trabalho de catação.

• Ampliação do conhecimento de 22 catadoras e catadores da Associação de Catadores Novo Horizonte (ACNH) do município de Sant’Ana do Livramento acerca dos processos de coleta seletiva, por meio de intercâmbio com a Associação de Catadores de Lixo Amigos da Natureza (ACLAN) de Uruguaiana, organização referência para a constituição da Rede de Comercialização na fronteira oeste. • Planejamento coletivo das ações e acompanhamento dos processos por meio de 37 visitas técnicas junto às associações e cooperativas. • Incidência junto a Prefeituras municipais, conselhos de meio ambiente, Defensoria pública e Ministério Público tendo em vista a efetivação da Política Nacional de Resíduos Sólidos. Destacam-se os seguintes • Realização de audiência pública sobre resultados: coleta seletiva em Sant’Ana do Livramen• Aumento da articulação regional de ca- to e Rosário do sul, para tratar da gestão tadoras e catadores, a partir da realização dos resíduos e dar visibilidade a catação. de seis reuniões do comitê Che Guevara, • Ampliação de conhecimento e articulada fronteira oeste. ção entre catadoras e catadores, por meio

da participação na Expocatadores (SP), principal evento no Brasil que trata da temática de resíduos sólidos urbanos, e no seminário Defesa de Direitos: Catadoras e Catadores na Resistência, promovido pelo projeto Mulher Catadora é Mulher que Luta em Porto Alegre (RS). • Elaboração e apresentação junto às prefeituras de plano de trabalho para a coleta seletiva solidária, nos municípios de Rosário do sul, Sant’Ana do Livramento e Uruguaiana. • Atualização dos instrumentos legais das associações e cooperativas, com auxílio de assessoria jurídica. • Fortalecimento de mulheres catadoras, por meio da participação em 20 encontros de formação dos grupos de mulheres, nas organizações de Uruguaiana e de São Francisco de Assis, e de três catadoras da fronteira oeste em 12 encontros de formação de catadoras lideranças em Porto Alegre, envolvendo representantes de todo estado. Participação de mulheres catadoras em 75


20 encontros de formação dos grupos de mulheres das organizações de Uruguaiana e de São Francisco de Assis. • Ampliação da capacidade de gestão das organizações através da realização de 6 Oficinas de oficinas de planejamento estratégico participativo em Uruguaiana, Rosário do sul e Sant’Ana do Livramento; • Troca de conhecimento entre mulheres catadoras (MNCR) e campesinas (MST) durante as atividades do 8 de março em Porto Alegre; • Melhoria dos processos produtivos por meio da realização de formações sobre criação e formatação de ferramentas administrativas junto às organizações de Rosário do Sul, Sant’Ana do Livramento, Uruguaiana e Santiago; • Aumento da consciência ambiental por

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meio de campanhas de educação ambiental em escolas e espaços públicos de Uruguaiana e Rosário do Sul; • Prestação de serviços para coleta seletiva solidária firmado entre organizações de catadoras e catadores e prefeituras de Santiago, Rosário do sul, Uruguaiana e são Francisco de Assis. • Ampliação da visibilidade do papel de catadoras e catadores no âmbito da Política Nacional de Resíduos Sólidos por meio da realização de seminário no município de Sant’Ana do Livramento em parceria com a Universidade Federal do Pampa – UNIPAMPA e Universidade Estadual do Rio Grande do Sul – UERGS; • Realização de estudo de viabilidade econômica que identificou a possibilidade de co-

mercialização em rede entre as organizações. A avaliação do Projeto Pampa, realizada pela consultora Ângela Cordeiro, sugere ao componente II a sistematização das práticas realizadas como forma de replicar metodologias e contribuir com organizações de catadoras e catadores de outras regiões.

Desafios • Mobilizar recursos com outras fontes para dar continuidade ao acompanhamento das organizações; • Comercialização em rede entre as organizações; • Articular a comunidade e a sociedade civil organizada nos territórios para ampliação da coleta seletiva solidária e manutenção onde ela já é realizada;


COMITÊ DOS POVOS E COMUNIDADES TRADICIONAIS DO PAMPA O Comitê dos Povos e Comunidades Tradicionais do Pampa foi formado em outubro de 2015, durante o I Encontro de Povos e Comunidades Tradicionais do Pampa, promovido pela FLD, através do projeto Pampa, em parceria com a Articulação Pacari e com a participação de COMIN e de CAPA. É composto por representantes de oito identidades sociais de diferentes regiões do bioma: benzedeiras e benzedores, comunidades quilombolas, pecuaristas familiares, pescadoras e pescadores artesanais, povo cigano, povos indígenas, povo pomerano e povo de terreiro. Seu principal objetivo é promover a visibilidade dos povos do Pampa, a articulação intercultural e incidir na defesa de direitos.

diversos espaços de construção de políticas públicas, a incidência em pautas relevantes para os Povos e Comunidades Tradicionais (PCTs) em âmbito estadual e nacional e a conquista por um segmento do Comitê (Povo Pomerano) de uma vaga no Conselho Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais do Pampa (CNPCT).

No ano de 2018, o Comitê e FLD realizaram as seguintes ações: • Promoção de duas reuniões que se caracterizam como espaços de formação intercultural, socializações, reflexões e de planejamento coletivo. • Promoção de dois encontros por identidade: Encontro de Comunidades Kilombolas da Pampa e Encontro Cultural Mbyá-Guarani, reunindo um total de 180 Dentre os principais resultados alcançados pelo pessoas de dezenas de comunidades kiComitê destacam-se: lombolas e indígenas, em um kilombo • A criação de um espaço de formação e de Rosário do Sul (RS) e em uma aldeia articulação intercultural. (tekoá) de Rio Grande (RS). • A visibilização da sociobiodiversidade • Organização e promoção de uma Feira presente no Pampa, a participação em do Comitê PCTs Pampa, com participa-

ção de oito mulheres artesãs (kilombolas, pecuarista familiar, pescadora artesanal, indígenas, pomerana, cigana), na Feira Mundial da Sociobiodiversidade, durante Simpósio da Sociedade Brasileira de Etnoecologia e Etnobiologia-SBEE em Belém (PA). • Elaboração de um artigo para a revista Ethnoscientia v.3 n.2 especial da SBEE http://ethnoscientia.com/index.php/revista/article/view/178. • Elaboração de dois manifestos sobre mineração no Pampa e violação de direitos humanos: Manifesto sobre políticas, planos e projetos de mineração no RS e sobre o projeto de mineração Caçapava do Sul das empresas Nexa (ex-Votorantin) e Iamgold, entregue ao MPF de Bagé e Rio Grande em janeiro, contendo 72 páginas e sete anexos; e Manifesto sobre violações de direitos provocadas pela mineração no Brasil e como se reproduz no projeto Fosfato Três Estradas da empresa Aguia Fertilizantes/Aguia Resources, entregue o MPF de Bagé e Rio Grande em 77


dezembro, contendo 164 páginas e sete anexos. • Participação de representantes do comitê em cinco eventos: II Assembleia dos Povos em POA; I Encontro Nacional do MAM-Movimento pela Soberania Popular na Mineração em Parauapebas (PA); Fórum Social Mundial em Salvador (BA); IV Encontro Nacional de Agroecologia – ENA em Belo Horizonte (MG); Oficina sobre projeto de conservação de biomas GEF-Terrestre do MMA em Brasília (DF). • Participação em três reuniões de colegiados: GT do Cadastro Ambiental Rural no Conselho Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais – CNPCT, em Brasília (DF). • Participação em três eventos como painelistas: em oficina durante o Fórum Alternativo Mundial da Água – FAMA, em Brasília; em disciplina de etnoecologia da UERGS em São Francisco de Paula; Seminário sobre mineração, em Rio Grande. • Participação de representantes do Comitê em 10 oficinas para construção de políticas de ordenamento territorial: do Zoneamento Ecológico Econômico- ZEE-RS (SEMA/Governo do RS); de atualização do Mapa das Áreas Prioritárias para conservação da biodiversidade do Pampa (Instituto Curicaca/FUNBIO-MMA); do Cadastro Ambiental Rural – CAR Plataforma PCTs. 78

• Participação em cinco reuniões com órgãos públicos e de defesa de direitos como SEMA-RS, MMA, MPF. A avaliação do Projeto Pampa, realizada pela consultora Ângela Cordeio, apontou - em relação ao Comitê PCT Pampa - como principais resultados o esforço e a qualidade das sistematizações e da publicação (seu uso inclusive enquanto material didático em Universidade), a promoção de diálogo entre identidades diferentes, as ações de incidência e a contribuição para a visibilidade da imagem do sul do Brasil. A principal recomendação foi de ampliar a capilaridade do Comitê para maior conexão com as bases.

Desafios • Mobilizar recursos para a continuidade da atuação. • Aproveitar os aprendizados, a experiência e as conclusões do relatório de avaliação do projeto para traçar e qualificar estratégias e metodologias. • Realizar processo contínuo de formação para a defesa de direitos. • Ampliar a representatividade das diferentes identidades no Comitê. • Fortalecer a participação junto a espaços representativos e de incidência, ampliando a visibilidade dos PCTs do Pampa. • Sistematizar e divulgar resultados.

Povos e Comunidades Tradicionais são “grupos culturalmente diferenciados e que se reconhecem como tais, que possuem formas próprias de organização social, que ocupam e usam territórios e recursos naturais como condição para sua reprodução cultural, social, religiosa, ancestral e econômica, utilizando conhecimentos, inovações e práticas gerados e transmitidos pela tradição.” (Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais – Decreto 6040, de 2007).


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MULHER CATADORA É MULHER QUE LUTA O projeto Mulher Catadora é Mulher que Luta, executado pela FLD entre abril de 2015 e março de 2018, em parceria com o Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR) e financiado pela União Europeia, atendeu diretamente 24 associações e cooperativas de catadoras e catadores através de ações de qualificação da prestação de serviços na área da reciclagem, com gestão democrática e relações de cooperação e solidariedade, sustentadas na justiça de gênero. A metodologia utilizada contribuiu para a promoção do protagonismo das mulheres catadoras de materiais recicláveis e sua incidência em políticas públicas, na defesa de direitos, na melhoria das condições de vida e na superação da pobreza, Onze assessoras, assessores e catadoras integraram a equipe, e mais quatro consultoras e consultores na área de gênero.

nove grupos de mulheres, com a participação de 281 catadoras, onde se estabeleceu um espaço seguro para diálogos e aprendizagens em torno de temas como: relações de gênero, violência contra mulher, feminismo, trabalho, entre outros. Depoimentos demonstram que as catadoras reconheceram os encontros como um espaço significativo: “gostamos muito, pois é onde podemos conversar, desabafar, pensar sobre nosso dia-a-dia”; “os temas trazidos nos tiram muitas dúvidas e trazem muito aprendizado”; “foi participando que aprendemos várias coisas para maior desenvolvimento”; “no fim de tudo, descobrimos coisas que não sabíamos, direitos, deveres. Conhecemos mais nossas colegas”; “O grupo de mulheres ajuda na reflexão”; “espero o grupo todo mês”; “o grupo existe para as mulheres se organizarem”; “muito bom participar do grupo, nos faz bem”. Durante o período, destacam-se os seguintes re- • Construção coletiva de necessidades e sultados: desafios, em termos operacionais e admi• Realização de encontros mensais de nistrativos, das organizações por meio de

48 oficinas de planejamento estratégico participativo, duas em cada associação e cooperativa, com a participação de 409 catadoras e catadores. • Ampliação da capacidade de gestão democrática por meio da elaboração participativa de planos de gestão de 24 associações e cooperativas, produto vinculado às oficinas de planejamento estratégico. • Elaboração de plano de trabalho por sete associações e cooperativas, para a prestação de serviços de coleta seletiva solidária, apresentados junto às prefeituras. • Empoderamento de mulheres e homens para a superação das desigualdades de gênero por meio de 12 oficinas de gênero, com a participação de 231 catadoras e catadores. • Ampliação da capacidade de gestão dos processos produtivos pelas mulheres por meio de quatro oficinas de formação em autogestão, com a participação de 100 catadoras. Um ponto registrado como estratégico foi o aprendizado na parte do escritório: “A gente não tinha muito ge81


renciamento, aprendemos, por exemplo, como formar as planilhas de custo, para ver o que a gente gastava, pra situar o tipo de problema que tínhamos e como resolver”, relatou uma das catadoras durante a avaliação da atividade. • Ampliação de conhecimentos acerca dos processos de coleta seletiva por meio de cinco visitas de Intercâmbio de 58 catadoras representantes de associações e cooperativas, aos Centros Regionais de Referência em Reciclagem em Gravataí e Santa Cruz do Sul. O vídeo com os depoimentos está disponível no link https:// vimeo.com/261481770. • Contribuição e sensibilização para o enfrentamento à violência doméstica por meio da realização de sete exposições Nem Tão Doce Lar, com a participação de 152 catadoras e a visitação de 1.184 pessoas. Alguns depoimentos das catadoras acolhedoras e das pessoas visitantes: “a exposição nos conscientiza de uma realidade dolorida que as pessoas querem ignorar”; “hoje percebi que muitas vezes fui vítima de violência psicológica”; • Aumento da consciência ambiental por meio de seis campanhas públicas de educação ambiental, organizadas em praças, junto com prefeituras, e a visitação de 3.020 estudantes das escolas dos municípios aos estandes da ação. Esta ação 82

teve uma ampla repercussão por parte da mídia no estado e o projeto ganhou visibilidade para além dos municípios onde as ações foram desenvolvidas, conforme é possível conferir no link http:// g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/ bom-dia-rio-grande/videos/t/edicoes/v/ projeto-apoia-catadores-de-materiais-reciclaveis-no-rs/5842249/ • Contribuição e sensibilização para o enfrentamento do trabalho infantil por meio de oito oficinas de prevenção ao trabalho infantil junto aos grupos de mulheres. Destacam-se alguns depoimentos das catadoras no momento da formação: “Tenho minhas ideias, criança e jovem tem que estudar bastante e se profissionalizar,...eu não quero ter filho com 4ª série que nem eu...” “Como é bom falar sobre estas coisas,.. eu não sabia muito sobre as leis contra o trabalho infantil...” “Lá em casa sempre trabalhamos desde muito nova, a família não tinha condições e nós tínhamos que ajudar pra comer...” • sete associações e cooperativas com compromisso público na superação do trabalho infantil, a partir da assinatura de termos de responsabilidade; • Inexistência de trabalho precoce identificado a partir do diagnóstico de 33 famílias sobre incidência de trabalho infantil em organizações de catadoras e catado-

res da fronteira oeste do estado; • Incidência junto ao poder público local e em espaços de controle social por meio de diversas reuniões, com participação de 121 catadoras; • Ampliação da visibilidade do papel de catadoras e catadores no âmbito da Política Nacional de Resíduos Sólidos e de sua formação, por meio da realização de dois Encontros estaduais, com a participação de 633 pessoas. Segundo a catadora Maria Tugira Cardoso, membra da comissão nacional do MNCR, “o seminário foi um lugar de aprendizagem, onde participaram pessoas que nunca tinham saído da sua cidade, como os grupos de Rosário do Sul e de Caçapava”. Conforme ela, catadoras e catadores “tiveram a oportunidade de conhecer pessoas que trabalham na mesma coisa e que lutam pelas mesmas coisas e perceber que não estão sozinhas.” No segundo encontro houve a participação de 18 catadoras da Comissão Nacional do MNCR, que puderam trocar experiências de organização e luta com as catadoras do Rio Grande do Sul, “Ver o auditório lotado foi muito bom, vou levar para minha base a proposta de fazermos um evento semelhante, com a mesma metodologia. Os assuntos foram acertados e as pessoas participaram muito.” disse Suelen Cardoso Ramos, de Manaus (AM);


• Melhoria nas condições de trabalho por meio da reforma nas estruturas de quatro cooperativas e associações e da entrega de 40 equipamentos junto a 10 organizações. Destacamos também que, por meio da visibilidade alcançada pelo projeto, do trabalho realizado na catação com protagonismo das mulheres, houve por parte da cineasta Mirela Kruel um convite à catadora Maria Tugira Cardoso para produção de um curta-metragem contando sua história de vida. O convite foi aceito e o documentário “Catadora de Gente” resultou no troféu Kikito de Melhor Atriz em Curta Metragem à catadora. O prêmio do 36o Festival de Cinema de Granado, um dos mais importantes do país, reconheceu a importância da personagem: “pela força de seu carisma singular, história de vida e por entender que o protagonismo no documentário está como para a atuação na ficção”. A Avaliação externa, realizada no final do projeto, concluiu que “O Projeto é altamente relevante para as catadoras e os catadores de materiais recicláveis por proporcionar-lhes oportunidades de acesso ao conhecimento e desenvolvimento de capacidades que este público dificilmente teria sem a intervenção, dada a sua condição de pobreza, vulnerabilidade, baixa escolaridade e exposição a situações de

discriminação, preconceitos e violência. As oficinas sobre temas de direitos sociais, relações de gênero, planejamento e gestão, a aquisição de equipamentos e reformas nas estruturas das organizações, as campanhas de educação ambiental para sensibilização social e política da coleta seletiva e as ações de incidência política vieram ao encontro das necessidades e direitos desses segmentos da população, como também das demandas de fortalecimento das cooperativas e associações de catadoras e catadores de materiais recicláveis. O Projeto tem uma relevância particular para as mulheres catadoras por ter promovido oportunidades de conhecimento dos seus direitos como mulheres e de identificação das situações de opressão provocadas pelas desigualdades de gênero enraizadas numa sociedade patriarcal como a sociedade brasileira, além de noções sobre as leis e serviços de proteção e apoio nos casos da violência doméstica e outros tipos de violência contra as mulheres.”

Desafio Mobilizar recursos junto a outras fontes, para dar continuidade ao acompanhamento das cooperativas.

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AGRADECIMENTOS Agradecemos a Deus por mais um ano de testemunho diaconal, por meio do trabalho da FLD-COMIN-CAPA. Somos inspiradas e amparados na certeza de que a diaconia é um jeito de ser igreja no mundo, através da expressão concreta de uma solidariedade transformadora.

cionais, como regimentos e a política de gestão de pessoas, a ser apresentada nessa assembleia de 2019, também marcado por desafios na gestão por conta da incorporação em curso, que nos traz muitas aprendizagens e também experiência na condução de processos diferenciados.

Gratidão à Diretoria, ao novo Conselho Deliberativo, aos conselhos de CAPA e COMIN, às equipes pelo comprometimento com os temas e causas diaconais. Em 2018, tivemos um período marcado pela atualização de documentos institu-

Da mesma forma, gratidão à Presidência e Secretaria Geral da IECLB por todos os diálogos, reflexões conjuntas e os projetos executados em parceria com a Secretaria de Ação Comunitária, através da Coordenação de Diaconia e Inclusão.

A instabilidade política e econômica do país trouxe graves reflexos no campo de mobilização de recursos públicos, o que torna ainda mais relevante e, ao mesmo tempo, sensível a relação com a Cooperação Internacional, por conta do aumento da dependência. À ela, nosso agradecimento pelo trabalho conjunto, apoio institucional aos projetos e à gestão a partir da possibilidade de contar com recursos para manter a equipe e o funcionamento da estrutura e uma grande parte dos projetos. Seguimos com esperança e ânimo, na presença amorosa de Deus.

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PREFEITURAS MUNICIPAIS


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Relatório Narrativo FLD-COMIN-CAPA 2019 by Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB) - Issuu