Departamento de Diaconia da IECLB Pessoas Portadoras de Deficiência
Subsídios para o Trabalho Comunitário Caderno de Estudos sobre Deficiência
São Leopoldo, Setembro de 2002
1. História bíblica
Amigos solidários (Lucas 5.17-26)
Jesus encontrava-se numa pequena cidade. Uma multidão lotou a casa onde ele estava para ouvir o seu ensino. Ao saber que Jesus estava na cidade, alguns homens se lembraram de um amigo paralítico e foram falar com ele. Queremos levar você para um encontro com Jesus. Com alegria, ele aceitou o convite. Seus amigos o colocaram sobre uma maca e o levaram até a casa onde Jesus estava. Ao chegar lá, viram que não era possível entrar nem mesmo pela janela. As pessoas diziam: Desistam dessa idéia porque não há jeito de aproximar-se de Jesus. Mas, um dos amigos do homem paralítico disse: Podemos subir no telhado e amarrar cordas na maca para baixá-la até onde Jesus está. Todos concordaram. Logo, estavam no telhado. Com cuida-
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do, desceram o paralítico até Jesus. As pessoas da casa olharam admiradas. Jesus olhou para os amigos do paralítico e disse: Grande é a fé de vocês! E, olhando para o homem que estava deitado na maca, disse: Os seus pecados estão perdoados! Algumas autoridades do povo começaram a questionar Jesus, dizendo: Quem é você para perdoar os pecados? Somente Deus pode perdoar os pecados. Jesus sabia o que eles estavam pensando e por isso lhes perguntou: O que é mais fácil dizer os teus pecados estão perdoados ou levanta-te e anda ? E assim, Jesus voltou-se para o paralítico que estava na cama e disse: Levante-se, pegue a maca e vá para casa! O homem levantou, pegou a sua maca e, feliz, foi para a sua casa, abraçado com os seus amigos. As pessoas que viram o que aconteceu ficaram maravilhadas e louvaram a Deus.
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2. Reflexão O que as pessoas esperam de Jesus? Querem ouvir suas palavras? Querem ser curadas? Hoje, não vemos os milagres de Jesus acontecendo entre nós como nos contam os Evangelhos. Gostaríamos que os cegos vissem, que os surdos ouvissem e que os paralíticos andassem. Mas sabemos que há situações de deficiência que não têm possibilidades de mudança. O que fazer? Jesus disse ao homem paralítico que seus pecados estavam perdoados. Isso pode parecer estranho, mas não é. Na época de Jesus, afirmava-se que a doença e, em especial, a deficiência era um castigo de Deus pelos pecados que a pessoa ou um de seus pais ou avós havia cometido. Jesus, de forma alguma, concorda com este tipo de pensamento. Por isso, a primeira ação de Jesus foi declarar para o homem paralítico que seus pecados estavam perdoados. Ao ouvir estas palavras, aquele homem
ficou livre da condenação da sociedade. Jesus mostra que Deus ama a todas as pessoas e quer que elas tenham uma vida boa e feliz. Jesus anuncia o amor de Deus, que tem o poder de transformar a vida das pessoas. Com a cura, o paralítico teve a possibilidade de voltar ao convívio de seu grupo ou comunidade, pois naquela época a pessoa era excluída por causa de sua deficiência ou doença. Como a cura acontece hoje? Ser amigo, estar junto, esforçar-se para que a pessoa com deficiência esteja bem são formas de cura que acontecem entre nós hoje. Esta foi a atitude de fé dos amigos do paralítico elogiada por Jesus. A comunidade de Jesus Cristo é aquela que acolhe, que oferece lugar e que valoriza todas as pessoas. Uma comunidade acolhedora é aquela em que as diferentes pessoas estão integradas e encontram espaço para colocar seus dons a serviço da vida.
3. Dinâmica com a rede
Aqui temos uma rede de descanso (pegar a rede e estendê-la no chão). Os amigos do paralítico usaram uma rede para levá-lo até Jesus. A rede é segurada bem firme por todas as mãos. Uma mão sozinha não seria capaz de sustentar e nem de carregar o homem paralítico. A comunidade de Jesus Cristo não deixa nenhuma pessoa sozinha no seu sofrimento. Quando as pessoas se unem, elas não se deixam vencer pelas dificuldades, mesmo quando não parece ter mais jeito. A fé que Deus dá não as deixa desistir. Esta rede é feita de vários fios, que formam uma malha. Um fio só não é capaz de dar sustento. A comunidade de Jesus Cristo é formada a partir do encontro com as pessoas diferentes que se unem para acolher e apoiar.
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Primeira sugestão: Algumas pessoas seguram a rede e uma se deita dentro dela. Todas expressam uma palavra de acolhimento, de apoio ou oram em favor da pessoa que está deitada na rede.
Segunda sugestão: As pessoas dizem o nome de uma pessoa ou grupo de pessoas pelas quais gostariam que a comunidade orasse. A pessoa que coordena anota os nomes em uma folha de papel e coloca-a na rede. Convidar um grupo de pessoas para segurar a rede durante o momento da oração.
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"Vem para fora, desata e viva livre" Para ler: texto do evangelho de João 11.17-46. A leitura poderá ser em conjunto e de forma alternada. Bom seria que todos/as os/as participantes tivessem acesso ao texto. Para refletir
Nada estava errado com Lázaro, com sua vida; com suas coisas; com sua casa; com sua família; com as irmãs; os/as amigos/as; com seus negócios. Não havia nada de problema imediato ou circunstancial. Mas ao mesmo tempo tudo estava errado, pois estava morto. Que drama. Criatura morta! Podemos estar fisicamente vivos mas espiritualmente, emocionalmente e psicologicamente MORTOS. Nada estava errado com Lázaro; e tudo estava errado com ele, porque estava morto. Pensando em pessoas com deficiência podemos dizer que muitas estão enterradas em seus guetos , casas e quartos. Há pessoas (com deficiência ou não) que, vivem em estado de morbidez e letargia! O primeiro sintoma de estar
vivo ou morto é esta realidade: morto não tem apetite. Os evangelhos ensinam que Marta e Maria faziam quitutes saborosos (Lucas 10). Podemos, no entanto, garantir que depois de quatro dias de putrefação, depois de envolto na sombria morte, não havia perfume de comida apetitosa que levantasse Lázaro daquela tumba, simplesmente porque nada apetece aos mortos. Espiritualmente, mortos também não têm apetite. Não têm gosto para oração, para comunhão, para compromissos com a vida. Quando se voltam para Deus não é por causa de Deus: é por causa das coisas que lhe possam advir os benefícios, as curas, as bênçãos, enfim, os resultados. Não é a pessoa de Deus que os atrai, pois eles não têm apetite de Deus. Deus não é o grande prazer da vida. E mais: mortos não têm ação.
O que caracteriza a morte é a inércia mais profunda. Não há movimento, não há reação, não há vibração. Mortos também não reagem ao amor. Primeiramente, não reagem ao amor de Deus. O texto diz que Jesus chorou, quando chegou à sepultura de Lázaro. Ele o amava. No entanto este não reagiu ao amor de Jesus. Suas lágrimas não o ressuscitaram. Também não há reação ao amor dos semelhantes, amigos/as e queridos. Marta e Maria choravam; seus amigos choravam, todos pranteavam, mas Lázaro não ressuscitava. De que será que os mortos espirituais precisam? Alguém diria que eles precisam de estímulo. Mas isto é tão simplista quanto pegar um cadáver de quatro dias e aplicar sobre ele uma descarga de 220 volts. A única coisa que vai acontecer é gente tentando ressuscitar mortos com o poder do pensamento positivo. Mortos não precisam de energia. Também não precisam de shows . Não precisam de passeios à Terra Santa. E nem de
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oração poderosa . Mortos precisam de vida! A resposta de Jesus aos mortos é: Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crer em mim ainda que morra viverá. E todo aquele que vive e crê em mim não morrerá eternamente. Crês isto? Mortos precisam de ressurreição. Precisam sair do pó. A ATITUDE DE JESUS Jesus se comove quando vê Lázaro morto. Como é que Deus pode se aproximar de um morto sem chorar? Suas lágrimas clamam: Eu não fiz as pessoas para morrer! . Jesus vê as pessoas que não têm apetite para seu Criador, que não têm ação espiritual, que não reagem diante do amor só tem que chorar. Tirai a pedra ... o túmulo precisa ser desobstruído. É preciso tirar a pedra do preconceito, da indiferença, da incredulidade, da vaidade, da ambição. E mais: Jesus anda na direção das pessoas e diz que esse processo de libertação ressurreição implica crise. Marta diz:
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Vai ser um cheiro mau. Será horrível . Que a realidade venha à tona! Há coisas guardadas que precisam ser manifestas. Há muitas coisas varridas para baixo do tapete. Há ainda uma coisa que precisamos entender. Lázaro ressuscitou, mas ainda havia amarras
que o prendiam, Jesus então lhes ordenou: Agora desatai-o. Deixa-o ir! . O processo da ressurreição necessita viver livre. Não basta re-viver é preciso libertar. Foi para a liberdade que Cristo nos libertou. Não vos ponhais, pois em jugo de escravidão outra vez! (Gálatas 5.1).
Seguindo o jeito de Jesus Um possível processo de libertação junto às pessoas com deficiência
1 - Olhar, ver e se deixar comover diante do sofrimento... 2 - Tirai as pedras . Desobstruir. Abrir-se... 3 - Vem para fora . Sair, levantar e ir... 4 - Desatai-o . Desamarrar das amarras da morte... 5 - Deixai-o ir . Criar pontes que aproximam e libertam.
Técnica
Sugestão prática: Distribuir entre os/as participantes fita mimosa colorida de vários tamanhos ou corda. E ter um tempo de diálogo que poderá ser orientado pelas seguintes perguntas: Tirar a pedra é sair para a vida. Você concorda com esta afirmação? Dê sua razões. O que amarra você em relação ao agir para a inclusão das pessoas com deficiência? Você é alguém totalmente livre de preconceitos em relação aos deficientes? O que amarra nosso grupo (JE, OASE, Ensino Confirmatório, Estudo Bíblico, Presbitério, grupo de Apoio das PPDs ou outros...) para que aconteça libertação e vida plena? Depois de algum tempo de diálogo (mais ou menos 20 minutos), as pessoas participantes poderão ser amarradas . Ter mais uns minutos para compartilhar (só alguns) como é se sentir amarrado ? Em seguida sugerir que todas sejam desatadas . O
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que podemos fazer de positivo com as fitas ou cordas que nos amarram? Como sugestão podemos fazer tranças. Essas tranças poderão ser ligadas umas nas outras formando assim uma ponte. Lembrando que pontes nos unem e nos aproximam. (Sugiro a leitura do livro da Ed. Sinodal A ponte de capim, de Christine e Kurt Rosenthal). As amarras que antes nos impediam agora poderão ser usadas para nos aproximar, nos ligar . Pontes nos ajudam a ir, caminhar e nos envolver. Bom seria compartilhar mais um tempo sobre: Como eu posso ser ponte? Existem pontes entre nós? Quais? Vamos concretamente fazer o que para que as pessoas com deficiência saiam , venham para fora, sejam desatadas e vivam incluídas em nosso meio?
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Teatro
Perfeitolândia Essa peça pode ser desenvolvida de acordo com a criatividade de cada um. Em Lindolfo Collor, ela foi apresentada com o auxílio de cartazes que tinham os desenhos de acordo com o texto. Sendo assim, enquanto que o narrador contava a história as crianças erguiam os cartazes. por Gerson Porsch - Fisioterapeuta do Projeto Viva da Prefeitura Municipal de Lindolfo Collor.
Era uma vez, um povo que vivia muito feliz, numa ilha lá no meio do oceano. Apesar de ser um lugar bonito muito pequeno, ali existia uma cidade com tudo o que as pessoas precisavam: um supermercado, uma padaria, uma Igreja, um banco, um posto de saúde, uma escola, e muitas outras coisas. (À medida que for citado, levantar as figuras). Todos viviam muito felizes e satisfeitos nessa cidade que se chamava Perfeitolândia, até que um belo dia, chegou num barquinho uma nova família com um papai, uma mamãe e um filhinho que se chamava Pedrinho (mostrá-los chegando e retirar as outras figuras). Eles foram recebidos pelo prefeito e pela professora da escola. Sejam bem-vindos à nossa cidade disseram eles. Muito obrigado disse a família. Todos logo repararam que o menino estava em uma cadeira de rodas e a professora perguntou; Puxa, vejo que seu menino sofreu um acidente, espero que ele fique bom logo disse a professora sorridente. Na verdade, ele nasceu com uma deficiência e não pode caminhar, mas ele sabe andar muito bem na sua cadeira de rodas respondeu a mãe. Todos se olharam e não souberam o que dizer, então ficaram
quietos (dar um tempinho). O pai do menino resolveu quebrar o silêncio e perguntou: Gostaríamos de conhecer a cidade, será que vocês poderiam mostrá-la para nós? Claro, vamos lá respondeu o prefeito. Eles foram andando e chegaram primeiro à escola (ir mostrando novamente os prédios à medida que forem visitados e depois recolhê-los). Puxa, que escola bonita, eu vou adorar estudar aqui, só que não estou vendo a rampa para eu entrar falou Pedrinho. Rampa? Bem, como nós não temos outras crianças deficientes, não poderemos fazer uma rampa só para você querido, mas seu papai poderá carregá-lo falou a professora. Mas terei que chegar atrasado no serviço, será que meu novo chefe vai deixar? falou o pai. A professora não soube o que dizer por isso ficou quieta. Foram, então, até a padaria que também era muito grande e tinha uma vitrina com muitos
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doces e tortas expostos, (mostrar a padaria). Olá, sejam bem vindos disse o padeiro, contente por ter novos fregueses. Puxa eu gostaria de entrar e escolher alguns doces, mas essa porta é muito estreita para eu passar disse tristonho Pedrinho. O padeiro fez de conta que não ouviu e falou, olhando apenas para os pais: Apareçam sempre, temos os melhores produtos e preços de Perfeitolândia e voltou a seu serviço. O próximo local visitado foi a Igreja que também ficava no alto de uma escadaria, por isso puderam apenas acenar para o sacerdote que lá de cima gritou: Sejam bem vindos venham conhecer a igreja. Iremos visitá-la assim que arranjarmos um helicóptero respondeu o pai do menino..., já irritado em ver tantos lugares onde seu filho não poderia chegar. E assim o grupo visitou vários locais e perceberam que Perfeitolândia não estava preparada
para um menino feito o Pedrinho. Então o prefeito falou: Bem meus caros amigos. Espero que sejam felizes em nossa cidade, sei que Pedrinho vai encontrar algumas dificuldades, mas acho que ele vai saber se virar. Talvez se tivéssemos mais pessoas com dificuldades desse tipo pudéssemos fazer alguma coisa, mas só por causa de um... A família e o próprio Pedrinho, ficaram tristes com esse comentário, mas acharam que não conseguiriam nada naquele momento, por isso resolveram ir se recolher em sua nova casa e descansar. Amanhã pensariam no que fazer. Mas durante a noite, por esses acasos misteriosos que ninguém sabe explicar, toda a população de Perfeitolândia sonhou que cada um era portador de alguma deficiência: A professora sonhou que lhe faltava uma perna e ela não conseguia entrar na escola para trabalhar. Ela pedia ajuda mas ninguém dava bola. Todos
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respondiam que ela tinha que se virar (mostrar a professora sem uma perna pedindo ajuda). O padeiro sonhou que estava muito, mas muito gordo e não podia entrar na sua própria padaria para fazer os pães (mostrar o padeiro gordo, tentando entrar na padaria e pedindo socorro). O sacerdote sonhou que era cego e como na igreja não tinha rampa nem corrimão, ele despencou lá de cima (mostrar o sacerdote caindo e gritando). O prefeito sonhou que era surdo e que a população falava com ele e ele não ouvia, tentava falar e ninguém entendia (mostrar prefeito numa confusão) E assim na casa de cada um, os sonhos e os sustos foram se repetindo por toda a noite. No outro dia, pela manhã estava o prefeito e mais uma multidão de pessoas reunidas na frente da casa de Pedrinho (mostrar casa e pessoas). Espantados, o pai, a mãe e Pedrinho saíram para a rua. Então o prefeito falou: Meus caros amigos, hoje pela manhã bem cedo, nós nos
reunimos para discutir o caso de Pedrinho, pois ontem nós percebemos que nossa cidade não é tão perfeita como nós pensávamos, (o prefeito achou melhor não contar a história dos sonhos). Quando o problema é dos outros, continuou ele, a gente se acomoda e pensa que cada um tem que se virar, mas isto está errado, nossa cidade tem que ser um lugar bom para todos viverem. A partir de hoje, começaremos a fazer modificações em toda a cidade. Faremos rampas, portas mais largas e tudo o que for necessário para você Pedrinho, e todos os portadores de deficiência que aqui viverem, para que possam ir e vir para onde quiserem. Pedrinho e sua família ficaram muito contentes e desde aquele dia, Perfeitolândia passou a ser um lugar muito melhor de se viver. (Mostrar todos os personagens juntos, os atores se levantam e cantam uma canção ou lêem uma mensagem).
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Subsídios para o Trabalho Comunitário Caderno de Estudos sobre Deficiência São Leopoldo - setembro de 2002 Departamento de Diaconia - IECLB Pessoas Portadoras de Deficiência Rua Amadeo Rossi, 467 93030-120 São Leopoldo - RS Fone: 51 591-4267 E-mail: diaconiappd@nh.conex.com.br Coordernação: Vera Beatriz Walber Colaboração: Carla Jandrey, Egon Wutzke, Edson Ponick, Marta Noernberg da Silva, Gerson Porsch Edição e Diagramação: Ricardo Fiegenbaum (51-591-4546 Email: rizifi@terra.com.br)