
XLVII • junho de 2026 • nº 138
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XLVII • junho de 2026 • nº 138
Notícias |
Sínodo recebe mais uma edição do “Música com Crianças” da IECLB | p. 14
Mais de 800 jovens celebram os 50 anos do Dia da Juventude Evangélica com fé, reflexão e compromisso no Sínodo do Espírito Santo a Belém. | p. 30
Notícias | ALES homenageia os 180 anos da Presença Luterana no Estado | p. 16

3 Só se ouve bem com o coração
a amizade
Vida a Dois: Enchendo o “Tanque do Amor”
ADL chega aos 70 anos com memória, serviço e novos caminhos
Escala de violência doméstica: conscientização e prevenção
No mês de maio celebramos o mês das noivas e o dia das mães. O assunto nos leva a refletir sobre a família. A família é criação do Deus eterno. Na família nascemos, crescemos, e na velhice somos cuidados e protegidos por ela. O tema desta edição do Jornal “O Semeador” é: vida a dois. A reflexão nos leva a refletir sobre o namoro: “Quando a amizade vira namoro. Entre a pressa do mundo e o tempo do amor”. O autor da reflexão nos lembra que: Quando a amizade vira namoro, entram em jogo expectativas, inseguranças e desejos mais profundos. Por isso precisa haver maturidade emocional. Quando o namoro surge mais da carência do que do cuidado, o namoro pode se tornar fonte de ansiedade, dependência ou frustração. Por isso, ressalta o autor: É importante lembrar que o namoro saudável não começa na pressa, mas no respeito do tempo. A Palavra de Deus nos ensina que o amor é paciente, bondoso, sem inveja, sem orgulho e não busca os seus próprios interesses. Nas redes sociais o foco está na aparência e satisfação imediata. O amor bíblico não é sobre parecer feliz, mas sobre o aprender a cuidar do outro. Por outro lado, nem todo namoro resulta em casamento. Ainda assim cada relacionamento deve ser vivido com seriedade, como espaço de aprendizado, crescimento e cuidado mútuo.
A mensagem nos trás o tema: “Vida a dois, enchendo o tanque do amor”. A autora compara a vida a dois como uma viagem que o casal, no dia da bênção matrimonial, decide realizar juntos. O tanque de amor precisa ser sempre abastecido. O casamento saudável e feliz não se sustenta naturalmente. Para encher o tanque do amor é preciso demonstrações de amor em palavras e ações. Isso inclui acariciar, beijar, abraçar, dar as mãos, dizer eu te amo, você é importante para mim, você me faz tão bem. Os casais precisam continuar a fazer as mesmas coisas que faziam antes do casamento para expressar o amor. Para encher o tanque do amor precisa haver uma boa comunicação. Ouvir um ao outro, pedir perdão. É preciso aprender a ouvir e aprender a falar, compartilhando sentimentos, desejos e esperanças. Separar o tempo para si como casal. Ver um filme juntos, descansar, namorar. Além disso cultivar a espiritualidade. Um combustível excelente para encher o tanque do amor é a vivência a partir da Palavra de Deus. Na Palavra de Deus o casal encontra luz que guia, orienta, corrige e ajuda a superar os sofrimentos, mostrando sempre o sentido da vida. Participar dos encontros de casais, ler a bíblia, orar e meditar na palavra de Deus juntos.
Por fim a autora lembra que a viagem do casamento é feita de fases diferentes. A chegada dos filhos e filhas. Depois que crescem e partem em busca da própria viagem fica o ninho vazio. O casal unido, feliz um com o outro consegue superar essa fase e seguir adiante. O casal, no decorrer da jornada, precisa fazer paradas para encher o tanque do amor e seguir adiante.
A coluna presença luterana trás o tema: “O casamento na cultura pomerana: tradição, identidade e transformações históricas” Entre os pomeranos, o casamento assume papel estruturante da vida comunitária, sendo marcado por forte simbolismo cultural e religioso, solidariedade comunitária e manutenção identitária.
Desde as suas origens, na Europa, até sua presença no Brasil contemporâneo, o casamento pomerano demonstra uma notável capacidade de adaptação, sem perder seus elementos essenciais. Trata-se, portanto, de um exemplo significativo de como tradições podem sobreviver e se reinventar diante das transformações sociais.
Além dos assuntos sobre namoro, casamento, nosso jornal traz muitas notícias da vivência comunitária. Entre elas temos as comemorações do jubileu de 25 anos da comunidade de Córrego do Almoço, celebrado no dia 26 de abril desse ano. O jubileu de comemoração dos 110 anos do templo da Comunidade Evangélica de Confissão Luterana em Palmeira de Santa Joana. O aniversário dos 78 anos de existência da comunidade e os 55 anos do templo da Comunidade Evangélica de Confissão Luterana no Córrego do Jacarandá. A ADL celebrou, no dia 12 de abril, o jubileu dos seus 70 anos de existência. Para essa celebração, além do pastor sinodal, da vice pastora sinodal e grande número de ministros e ministras, tivemos a presença da pastora presidente da IECLB Silvia Beatrice Genz. A União Paroquial Guandu reuniu 200 casais em Itaguaçu sob o lema: Muito além do Sim. Desafios e bases para o casamento sólido. No dia 21 de abril foi instalado, na paróquia de Crisciúma, o pastor Vagno Samora Paranho. No dia 26 de abril a OASE Sinodal se reuniu em Itaguaçu.
Os encontros da juventude, alusivos ao “Dia da JE”, das Uniões Paroquiais do Espírito Santo, reuniram aproximadamente 800 jovens. O retiro do carnaval sinodal reuniu mais de 500 jovens. A UP Norte Nordeste reuniu 33 pessoas jovens entre os dias 1 e 3 de maio nas dependências da comunidade de São Luís, no Maranhão. Os encontros da JE evidenciaram o protagonismo na vivência da fé, no fortalecimento da identidade cristã e no compromisso com o cuidado da criação.
Quanto as atividades com música, foi realizado na paróquia de Barracão, música com crianças. Fórum dos musicistas em Belém. Dia da música na UP Mata Fria e canto jovem na Paróquia de Tijuco Preto.
Como podemos perceber, nossas comunidades estão animadas. Vivenciando o Pentecostes. Lembrando que nesse ano temos uma data muito especial para comemorar. Os 180 anos da presença luterana em solo capixaba. Louvemos a Deus por estar conosco todos os dias e pelo testemunho de fé dos nossos antepassados, que não deixaram Deus para trás. Separaram um lugar para trazer a Bíblia, o catecismo, livros de oração e o hinário. Antes de erguerem templos, construíram escolas, para que os seus filhos e filhas pudessem aprender a ler e escrever. Para Martim Lutero, todos, meninos e meninas, ricos e pobres deveriam ter direito a educação. Deus seja louvado pela nossa história.
P. Rubens Stuhr
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O Semeador é uma publicação trimestral informativa destinada às Comunidades, Paróquias, Uniões Paroquiais e Instituições do Sínodo Espírito Santo a Belém (SESB), da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB).
Correção | P. Ismar Schiefelbein, P. Rubens Stuhr, P. Joelmir Schanoski, P. Alexander Roberto Busch, P. Ronei Odair Ponath, P. Stefan Krambeck, P. Adair Leomar Dockhorn.
Projeto gráfico | Willi Piske Júnior
Diagramação | Adriana Serrano
Conselho de Comunicação | P. Ismar Schiefelbein, P. Rubens Stuhr, P. Joelmir Schanoski, P. Alexander Roberto Busch, P. Ronei Odair Ponath, P. Stefan Krambeck, P. Adair Leomar Dockhorn, Nilza Buss.
Colaboradores | P. Jairson Discher, Tatiane Klein Discher, P. Em. Geraldo Graf, Pa. Maria Helena Ost, P. Edilson Claudio Tetzner, P. Adair Leomar Dockhorn, Alex Reblim Braun, Rosangela Geik Völz Ponath, Pa. Lorraine de Araújo, Ismar Schiefelbein, Miss. Franciele Kampke Esteves Borchardt, Vinícius Ponath, Edilaudio Borkadt, Ana Carolina Paranhos Assunção, Solange Magdalena Petter Hell, P. Marcos Cesar Vollbrecht, Verinha Vesper Wolfgran, Reynaldo de França Souza, Lucy Barreto, Tatiane Berger Grunewald, Pa. Ariádner Jastrow Berger, P. Lohan Schulz Tesch, Diác. Pastor Davi Haese, Anivaldo Kuhn, P. Rubens Stuhr e P. Sidney Retz.
Distribuição e Correspondências | Sínodo Espírito Santo a Belém – IECLB
Secretária/Administração | Nilza Buss
Tiragem | 6.679 exemplares
Os artigos assinados são de responsabilidade dos respectivos autores.
Para enviar uma matéria ao jornal O Semeador, procure seguir as seguintes orientações:
• Que a notícia mostre algo especial, incomum à vida da comunidade.
• Que as notícias dos acontecimentos possam cumprir uma função missionária, ou seja, que despertem e motivem para seguir a mesma ideia.
• Divulgar notícia de cunho histórico, como lançamento de pedra fundamental, inauguração, um encontro especial, algo que vá ficar registrado como momento único.
• Que a matéria traga, além da notícia em si, na medida do possível, uma reflexão sobre determinado tema abordado no evento;
• Que a notícia seja escrita de forma atraente, noticiando o essencial; evitar textos que tenham caráter de ata.
• Enviar fotos com boa resolução; isso dá mais qualidade à impressão. Esperamos contar com sua compreensão e colaboração para, juntos, melhorarmos cada vez mais a qualidade do nosso jornal!
Um versículo bíblico ensina: “Seja rápido para ouvir, devagar para falar e lerdo para ficar com raiva” (Tiago 1.19). ´Este texto é semelhante ao que sugere um antigo ditado oriental que diz: “Falar é ouro, calar (ouvir) é prata”. Essas orientações sempre foram muito preciosas. Mais ainda, são extremamente necessárias atualmente, quando as pessoas têm uma enorme dificuldade para prestar atenção, ouvir e compreender o que está sendo dito. Precipitadamente, julgam e rebatem opiniões que não se encaixam nos seus conceitos, sem antes verificar se são verdadeiras ou falsas. Este é o grande problema presente nas Redes Sociais. Lê-se apenas o título e a primeira frase para, então, retrucar e até xingar quem publicou o texto. No dia 01 de abril, alguém aqui da minha cidade publicou um texto, informando que uma estátua fora seriamente danificada. Muita gente reagiu, lamentando e condenando o ato. Outras pessoas comemoraram a derrubada do monumento. Pouca gente ou quase ninguém leu o texto até o final, onde o autor, em letras garrafais, revelou: PRIMEIRO DE ABRIL. A crença em Fake News e sua reprodução revelam esta dificuldade de ouvir e pesquisar a veracidade do que se diz e se publica.
A precipitação em falar e reagir antes de acabar de ouvir o que é dito ou de ler o que foi escrito já me colocou algumas vezes em situações de constrangimento, às vezes até cômicas. É o perigo de tecer juízo precipitado sobre o que está sendo dito. No exercício do Ministério Pastoral, procura-se ser muito cuidadoso no que se refere às fofocas e informações distorcidas, que costumam causar transtornos na vida comunitária. Se possível, tenta-se corrigir o problema na raiz, antes que vire um problema. Palavras ruins são como uma bola de neve, que vai aumentando enquanto rola montanha abaixo. Elas são como as penas de um travesseiro. Uma vez espalhadas, são difíceis de recolher. Por isso, em algumas ocasiões, faz-se um juízo precipitado sobre aquilo que está sendo dito, causando problemas e grande sofrimento.
“Fulano” sofreu um acidente e fraturou a perna. No dia seguinte, visitei-o no hospital. Encontrei-o sentado, com a bolsa arrumada, à espera dos familiares, que viriam buscá-lo. Ele me disse que fora operado imediatamente e, por isso, teve alta e poderia se recuperar em casa. Como eu estaria à tarde na sua comunidade, pediu-me que informasse aos membros a sua situação e transmitisse um abraço para todos. À tarde, já na comunidade, enquanto eu me preparava para iniciar o culto, ouvi a conversa de duas pessoas. Disse a primeira pessoa: “A fratura foi feia!”. Perguntou a outra pessoa: “Você acha que escapa?”. Respondeu a primeira: “Acho que não. De hoje não passa!”. Preocupado para não se espalhar uma notícia falsa na comunidade, interferi imediatamente na conversa das duas pessoas. Eu disse: “Eu estive hoje cedo no hospital. Foi operado ontem e teve alta. Hoje já está indo para casa. Pediu que eu transmitisse um abraço para todos vocês”. Espantadas, as duas pessoas olharam para mim e perguntaram: “Pastor, de quem o Senhor está falando?” “Do Fulano”, respondi eu. Então, no meio de uma gargalhada, elas disseram: “Mas nós estamos falando de uma vaca que caiu da pedra”.
mal resolvidos, que adoecem a alma. Pessoas precisam desabafar e nem sempre encontram alguém que lhes dê atenção. No meio da correria, poucas pessoas tiram tempo para acudir o próximo. Pessoas que sabem ouvir são valiosas na vida comunitária.
Há poucos dias, alguém me perguntou no WhatsApp: “Pastor, estou indo para um velório. Trata-se de um jovem que morreu num acidente. Eu não sei o que dizer para essa mãe desesperada”. Eu respondi: “Não se preocupe com o que precisa dizer. Vá, abrace-a em silêncio, e permita que ela abra o coração, que expresse a dor que está sentindo. Seu abraço vai dizer quer você a ouve e a compreende e que está ao lado dela. E no momento adequado, você pode dizer palavras de consolo, de fortalecimento, que podem ser expressas em forma de oração”. Mais tarde, a pessoa me respondeu que aquela mãe chorou muito nos seus ombros e agradeceu muito pelo gesto de solidariedade.
Eu não esqueço minha primeira experiência com a língua pomerana. Quando vim ao Espírito Santo, no início de minha vida ministerial, logo na primeira semana, fui chamado para visitar uma senhora idosa, acamada, que muito queria conversar comigo. Para minha surpresa e dificuldade, aquela senhora só falava pomerano. E eu, só português e alemão (língua alta). Ansiosa, ela começou a desabafar, dizendo tudo o que trazia represado no coração. Na ânsia de dizer tudo, falava cada vez mais rápido, sem dar pausa entre as frases. Eu me esforçava para tentar entender o que ela dizia. Por sorte, a sua filha ia traduzindo para mim as partes principais. Eu balançava a cabeça afirmativamente, para dar a entender que eu prestava atenção, mesmo não entendendo o que ela estava dizendo.

Terminamos a conversa com uma mensagem bíblica e oração (em alemão). Eu me senti frustrado com esta primeira experiência na nova Paróquia. Será que eu daria conta do exercício do pastorado? Então eu descobri a riqueza do ouvir - do ouvir com o coração. A filha, durante um cafezinho no final da visita, me confidenciou que sua mãe estava profundamente agradecida e confortada porque eu lhe dera ouvidos.
Com certeza, ouvir é mais valioso do que falar, sempre que vier em primeiro lugar.
Estas e outras experiências sempre me ensinaram muito e continuam ensinando sobre o valor de ouvir com o coração aquilo que costuma estar represado no coração das pessoas e as faz ficar doentes. Se aquilo que elas dizem está certo ou errado pode e deve ser avaliado no devido tempo. A resposta a ser dada depende da atenção que se dá à pessoa. Se lhe dermos ouvidos, certamente ela também acolherá nossos conselhos e consolos.
É o que dá, quando a gente se intromete na conversa dos outros e pega somente parte daquilo que entendeu dela. Por isso é tão valioso o ditado: É melhor ouvir antes de falar!
Além disso, saber ouvir tem mais um aspecto muito positivo. Com certeza, você conhece pessoas que sabem ouvir mais com o coração do que propriamente com os ouvidos. Quantas pessoas esperam que alguém as ouça. Refiro-me às situações difíceis de luto, enfermidades, crises pessoais, familiares e de trabalho, situações existenciais, conflitos
Nesta experiência de escuta, aprendemos a ouvir com os critérios da Palavra de Deus, retendo aquilo que é bom e edificante. O apóstolo Paulo recomenda em 1 Tessalonicenses 5.21: “Ponham à prova tudo o que é dito e fiquem com o que é bom”. Isso significa: Tudo o que ouvimos ou lemos, tudo o que se diz e se escreve, precisa ser comparado com o que ensina a Palavra de Deus. Reter o que é bom significa apegar-se ao que fortalece a fé, que produz bons frutos, que promove o bem, que une pessoas e que está de acordo com os ensinamentos do Senhor Jesus Cristo. Tudo o que nos é dito e visto precisa ser verificado se é verdadeiro, bom e útil. Sobretudo, aprender a ouvir com o coração! Pense nisso!
Pastor Em. Geraldo Graf São José do Rio Preto/SP
Juventude é, por si só, um tempo de transições. Entre tantas mudanças, uma delas costuma ser marcante: quando a amizade começa a ganhar outros contornos e se transforma em namoro. É bonito, é intenso, mas também pode ser confuso, especialmente no tempo em que vivemos.
Hoje, com um celular na mão, é possível acessar um mundo inteiro de imagens, histórias e padrões. Corpos “perfeitos”, relacionamentos idealizados, demonstrações públicas de afeto que parecem sempre felizes. As redes sociais criam uma vitrine onde tudo parece pronto, ajustado, sem conflito. E, sem perceber, começamos a nos comparar e almejar “ideais” fictícios”. Surge a pressa: de viver algo parecido, de não ficar para trás, de “dar certo” rápido, de ser tão bom quanto ou melhor.
Mas a vida real e o amor verdadeiro não seguem esse ritmo acelerado. Do ponto de vista psicológico, essa fase da vida é marcada por descobertas importantes: identidade, autoestima, pertencimento. Quando a amizade vira namoro, entram em jogo expectativas, inseguranças e desejos mais profundos. E aí está um ponto delicado: quando não há maturidade emocional suficiente, ou quando o relacionamento nasce mais da carência do que do cuidado, ele pode se tornar fonte de ansiedade, dependência ou frustração. Por isso, é importante lembrar: um namoro saudável não começa na pressa, mas no respeito ao tempo.
A fé cristã nos oferece um olhar ainda mais profundo sobre isso. Na tradição luterana, entendemos que Deus nos encontra na vida concreta, nas relações reais, imperfeitas, mas sustentadas pela graça. O amor não nasce da nossa perfeição, mas da ação de Deus em nós. Como diz 1 João 4.19: “Nós amamos porque Deus nos amou primeiro”. Ou seja, o amor que vivemos em nossos relacionamentos é resposta ao amor que recebemos de Deus.
Esse amor, porém, tem forma, tem conteúdo. Em 1 Coríntios 13, encontramos uma descrição muito concreta: o amor é paciente, bondoso, não inveja, não se orgulha, não busca seus próprios interesses. Isso é contrário à lógica das redes sociais, onde muitas vezes o foco está na aparência, na validação e na satisfação imediata. O amor bíblico não é sobre “parecer feliz”, mas sobre aprender a verdadeiramente cuidar da outra pessoa.
Outro texto importante está em Efésios 4.32: “Sejam bons e atenciosos uns para com os outros.” Antes mesmo de pensar em namoro, essa é uma base essencial: tratar a outra pessoa com dignidade, respeito e empatia. Um relacionamento que não cultiva isso dificilmente será saudável.
Também em Filipenses 2.3, somos convidados a olhar a outra pessoa com humildade: “considerem os outros superiores a vocês mesmos”. Isso não significa se anular, mas aprender a sair do centro, a ouvir, a ceder, a construir juntos. Em tempos de individualismo, esse é um verdadeiro desafio.
E há ainda um princípio muito importante em Gálatas 5.22-23, quando o apóstolo Paulo fala do fruto do Espírito: “amor, alegria, paz, paciência, bondade, fidelidade, humildade e domínio próprio”. Um namoro saudável não é aquele que apenas “dá certo” externamente, mas aquele em que esses frutos começam a aparecer na convivência. Onde há descontrole constante, ciúmes excessivos, desrespeito ou manipulação, é preciso atenção, porque isso não reflete o cuidado que Deus deseja para nós.
Num mundo que incentiva o “usar e descartar”, o evangelho nos convida a trilhar outro caminho: o caminho da permanência, do com-
promisso e da responsabilidade. Em Gênesis, vemos que o relacionamento humano é pensado como parceria e como encontro: “Não é bom que o ser humano esteja só” (Gênesis 2.18). Este texto aponta para vínculos que geram vida, apoio e companheirismo, e não para relações superficiais ou descartáveis.
Ao mesmo tempo, é importante lembrar que nem todo namoro vai resultar em casamento e isso faz parte do processo. Ainda assim, cada relacionamento deve ser vivido com seriedade, como espaço de aprendizado, crescimento e cuidado mútuo.
Alguns conselhos simples, mas importantes, podem ajudar nesse caminho:
1. Nem toda amizade precisa virar namoro: Às vezes, a beleza da amizade está justamente em ser amizade. Transformar tudo em relacionamento amoroso pode gerar frustrações e perdas desnecessárias.

2. Não tenha pressa: Lembre-se do conselho bíblico: “Tudo tem o seu tempo” (Eclesiastes 3.1). Relacionamentos que começam rápido demais podem não ter base suficiente para se sustentar. Conhecer a outra pessoa exige tempo e é parte do cuidado necessário para se construir um relacionamento saudável e equilibrado.
3. Cuidado com as comparações: O que aparece nas redes sociais não é a vida inteira de ninguém. Comparar seu relacionamento com o relacionamento das outras pessoas pode gerar insatisfação e distorcer a realidade. Sua história não precisa seguir o roteiro de ninguém, nem o seu relacionamento.
4. Cultive o diálogo verdadeiro: Falar sobre os seus sentimentos, limites e expectativas é essencial. O silêncio, muitas vezes, cria distância entre o casal.
5. Preserve sua identidade: Namorar não é deixar de ser quem você é. Um relacionamento saudável respeita a individualidade de cada pessoa. Você continua sendo quem Deus chamou você para ser, com seus dons, limites e história própria.
A vida cristã também nos lembra que não estamos sozinhos nesse caminho. Deus caminha conosco, orienta, consola e nos chama a viver relações que promovam vida.
Quando a amizade vira namoro, algo novo começa. E um bom começo precisa de fundamento. E esse fundamento, para nós – pessoas cristãs -, não está nas expectativas do mundo, mas está no amor de Deus que sustenta, orienta e dá sentido às nossas relações.
Talvez o maior desafio da juventude hoje seja aprender a desacelerar em um mundo que corre demais. E redescobrir que o amor verdadeiro não nasce da pressa, mas do cuidado. Redescobrir que o amor cresce melhor quando se tem tempo, raiz e propósito.
Porque, no fim, mais importante do que “ter um relacionamento”, é viver um relacionamento que seja sinal de graça, do respeito e da vida, fundamentados no amor de Deus.
A vida a dois pode ser comparada a uma viagem que decidimos realizar no dia da bênção matrimonial. Iniciamos essa viagem cheios de amor e de sonhos que desejamos realizar, sempre unidos, na mesma direção. O casamento é uma criação maravilhosa do nosso Deus Criador que, já no princípio (Gênesis 1 e 2), percebeu a grande necessidade que temos de ter alguém para nos fazer companhia, para nos completar e nos auxiliar mutuamente. Para suprir a grande necessidade que temos de sermos amados, amadas e para ter intimidade, Deus criou o casamento.
Gary Chapman, em seu livro As Cinco Linguagens do Amor, escreveu sobre o que ele chama de “tanque do amor”. Dentro de cada pessoa há um “tanque emocional” à espera de ser enchido de amor. No namoro e no início do casamento esse tanque costuma estar bem cheio. Há um clima de romantismo no ar que não cabe em palavras, transborda em olhares, se revela em toques, cuidados, surpresas e agrados.
Mas, e depois, com o passar dos anos, como fica “o tanque do amor”? Todo motorista tem consciência de que “carro com tanque vazio não funciona”. Para não correr o risco de ficar na estrada, motoristas costumam desenvolver um olhar atento. Quando o nível do combustível está baixo, sabe que terá que tomar uma atitude: passar no posto de combustível e abastecer. Esse investimento de tempo e dinheiro são essenciais para que o carro continue em pleno funcionamento.
Algo semelhante acontece no casamento: é preciso tempo e investimentos constantes para abastecer o tanque do amor. Um casamento feliz e saudável não se sustenta “naturalmente”, sem investimentos. O tanque do amor não se enche de forma automática ou milagrosa. Chapman escreve: “Estou convencido de que manter cheio o tanque do amor do casamento é tão importante quanto manter o nível do óleo de um automóvel. Levar o casamento com o tanque do amor vazio pode até ser mais difícil do que tentar dirigir um carro sem combustível” (Chapman, Gary. As Cinco Linguagens do Amor, p. 25).

uma ótima oportunidade de diálogo. A mesa é mais do que um móvel, é um lugar de comunhão.
Além desse momento diário, é importante reservar um tempo maior no final de semana, ou num outro dia de folga, ou numa noite. O importante é separar um momento para o casal colocando-o como prioridade. Como a minha folga e a do meu esposo, P. Adair, é nas segundas-feiras, reservamos a tarde de segunda-feira para nós como casal. É maravilhoso ter um tempo só para nós: descansar, namorar, tomar chimarrão, assistir a um filme ou série juntos. Ao final da segunda-feira, nosso “tanque do amor” está bem abastecido para mais uma semana de muitos compromissos.
- Vivência da espiritualidade: casais que oram juntos, leem a Bíblia, meditam, participam da Igreja e buscam construir a vida matrimonial a partir dos ensinamentos da Palavra de Deus encontram uma fonte de “combustível excelente” para encher o tanque do amor. Como pessoas pecadoras cometemos muitas falhas no dia a dia. Na Palavra de Deus encontramos a verdadeira luz que guia, orienta, corrige e ajuda a superar sofrimentos, mostrando sempre o verdadeiro sentido da vida.


Mas, o que enche o “tanque do amor” no casamento? Ao longo dos anos, algumas atitudes fazem toda a diferença para manter o espírito de encantamento e abastecer o amor. São elas:
- Demonstrações de amor em forma de palavras e ações. Isso inclui acariciar, beijar, abraçar, dar as mãos, e dizer “eu te amo”, “você é importante para mim”, “você me faz tão bem”! Os casais necessitam continuar a fazer as mesmas coisas que faziam antes do casamento para expressar amor.
- Boa comunicação: clara e constante entre o casal. Quando um magoar o outro, não sofrer em silêncio, mas compartilhar. Não deixar que pequenos desentendimentos se tornem grandes problemas. Procurar resolver logo. Quando as opiniões forem divergentes, o que é comum, estar aberto para ouvir um ao outro e tentar compreender. Para amar realmente, é preciso aprender a ouvir e aprender a falar, compartilhando sentimentos, desejos e esperanças.
- Separar tempo para o casal. Embora o trabalho e as tarefas em casa absorvam muito tempo e a maioria dos casais se veem envolvidos numa rotina muito cansativa de afazeres, mesmo assim, separar um tempo para o casal. Tentar ter um momento diário para conversar como foi o dia um do outro aproxima muito o casal e a família. Sentar à mesa para as refeições sem o uso de tecnologias (celular, TV, etc.) é
Participar de um grupo de casais na comunidade e de retiros de casais é também um “combustível excelente” para aperfeiçoar o relacionamento conjugal, trazendo grandes ensinamentos e apoio. Depois de um encontro de casais na comunidade ou ao final de um retiro de casais chegamos em casa nos amando ainda mais, convictos de que queremos continuar a viagem do casamento juntos até o último dia de nossa vida. Na viagem do casamento há muitas e diferentes fases. Uma fase muito especial na vida de muitos casais e que traz grandes mudanças é a fase da chegada dos filhos, das filhas. Novos aprendizados se tornam necessários e muita dedicação precisa ser direcionada para os pequenos, as pequenas. Também nesta fase é importante que o casal seja muito unido para partilhar as tarefas de cuidado e de ensino. No entanto, o tempo passa rapidamente e os filhos crescem e logo partem em busca da própria viagem. O “carro”, que antes ficava tão cheio, às vezes apertado com tantas bagagens e diferentes vozes, nele começa a sobrar espaço e chega o silêncio. O “ninho fica vazio”. Mas, se o casal está unido, feliz com a companhia um do outro, se o casal investiu no relacionamento conjugal no decorrer dos anos, consegue superar essa nova fase com menos sofrimento.
Nesse aspecto, vale o bom conselho: “Cuide de quem está ao seu lado, porque os amigos mudam, o corpo envelhece, os filhos se vão, o dinheiro acaba, mas uma pessoa que é fiel e te ama, jamais te deixará” (autoria desconhecida).
Em Filipenses 1.9-10a, o apóstolo Paulo afirma: “O que eu peço a Deus é que o amor de vocês cresça cada vez mais e que tenham sabedoria e um entendimento completo, a fim de que saibam escolher o melhor.” Que a vida a dois seja uma constante busca de aperfeiçoamento, de paradas e investimentos para encher o tanque do amor. Assim, a vida a dois se tornará cada vez melhor e o casal poderá testemunhar: “passam os dias, passam os anos, e hoje te amo muito mais do que ontem!” Que assim seja! Amém!
Pa. Maria Helena Ost Paróquia de Vila Valério
No dia 26 de abril, a Comunidade Evangélica de Confissão Luterana em Córrego do Almoço, pertencente à Paróquia de Colatina, celebrou com alegria e gratidão os seus 25 anos de fundação. A celebração foi conduzida pelos pastores Jairson Discher e Günter Bayerl Padilha, ministros da Paróquia de Colatina, além da participação do Pastor Sinodal Ismar Schiefelbein e do Pastor Leonardo Ramlow. O momento de canto e louvor foi animado pelo Trio Nova Aliança, da Paróquia de Baixo Guandu. Estiveram presentes membros da comunidade local, bem como representantes de outras comunidades da paróquia e de igrejas vizinhas, tornando a celebração ainda mais significativa e fraterna.
A história da Comunidade Evangélica de Confissão Luterana em Córrego do Almoço não começa, propriamente, com uma fundação, mas com encontros. Muito antes de 2001, a fé já reunia pessoas naquele lugar. Já existia ali um ponto de pregação, um espaço simples, mas significativo, onde a comunidade se encontrava para ouvir a Palavra, orar e partilhar a vida. Ainda não era uma comunidade formalmente instituída, mas já era, em essência, Igreja viva.
Foi nesse contexto que, no dia 1º de setembro de 1998, vinte pessoas se reuniram na residência de Evaldo Jacobsen Muller. Não para começar algo do zero, mas para discernir os próximos passos de algo que já existia. A motivação era concreta: a dificuldade de deslocamento até a comunidade de Córrego das Piabas, da qual faziam parte.
Em um tempo de poucos veículos e diante das limitações impostas pelas estradas e pela legislação, o caminho até o culto tornava-se, por vezes, um obstáculo. A prática comum de transporte em carrocerias abertas, então restringida por lei, tornava esse deslocamento ainda mais desafiador. Mas aquilo que poderia ser apenas um problema revelou-se também como oportunidade: fortalecer o que já vinha sendo vivido localmente.
Assim, por unanimidade, decidiu-se seguir adiante com a organização de uma nova comunidade. Não se tratava apenas de iniciar algo, mas de dar forma, reconhecimento e continuidade a uma vivência de fé já presente naquele chão.
Os encontros continuaram acontecendo na casa da família de Henrique Tressmann, onde uma área externa coberta foi preparada para abrigar o ponto de pregação. Ali, mais uma vez, se confirma uma verdade essencial: antes de existir como construção, a comunidade já existia como encontro.
Em 1º de novembro de 1999, uma nova decisão marcou esse processo: iniciar a construção do templo. O terreno onde o templo seria edifica-

do foi doado pela família de Henrique Tressmann, gesto que expressa, de forma concreta, o compromisso e a generosidade que sustentam a vida comunitária.
Poucos meses depois, em 29 de janeiro de 2000, começaram as obras, conduzidas pelo pedreiro Valdemiro Peter. Cada etapa da construção carregava não apenas esforço, mas também fé, cooperação e pertencimento.
No dia 2 de julho de 2000, celebrou-se o lançamento da pedra fundamental, com a presença dos pastores Geraldo Graf, Leonardo Ramlow e do pastor sinodal Helmar Roelke, além dos grupos de canto da comunidade de Córrego das Piabas. Um momento que expressava comunhão e continuidade: a nova comunidade nascia vinculada a uma história maior.
Em 29 de dezembro de 2000, foi encaminhado ao Conselho Paroquial o pedido de autorização para a transformação do ponto de pregação em comunidade. O reconhecimento institucional viria a confirmar aquilo que já era vivido há anos: ali havia uma comunidade de fé.
E então, no dia 29 de abril de 2001, aconteceu a inauguração do templo. Um marco visível de um caminho que não começou ali, mas que ali ganhou nova forma. O templo não criou a comunidade — ele passou a abrigá-la.
As famílias Tressmann, Hell, Muller, Schultz, Graunke e Hoffmann estão entre aquelas que sustentaram esse processo, desde os tempos do ponto de pregação até a consolidação da comunidade. Seus nomes permanecem como memória viva de uma fé que se construiu no cotidiano. Agora, ao celebrar 25 anos de organização comunitária, a Comunidade de Córrego do Almoço é convidada a olhar para trás com gratidão e para frente com esperança. Sua história lembra que a Igreja não nasce apenas quando se organiza, mas quando pessoas se reúnem em nome de Cristo.
Se no início havia caminho, encontros e simplicidade, hoje há também memória, identidade e continuidade. E permanece a mesma essência: uma comunidade que não começou do nada, mas que foi sendo formada, pouco a pouco, pela graça de Deus e pela disposição de seu povo. Celebrar 25 anos é reconhecer que o mesmo Deus que esteve presente nos encontros simples do passado continua sustentando a caminhada hoje — reunindo, enviando e fazendo da comunidade um espaço vivo de fé, comunhão e serviço.
P. Jairson Discher

110 anos do Templo de Palmeira de Santa
Em 2026, a Igreja Evangélica de Confissão Luterana celebra 180 anos de presença luterana no estado do Espírito Santo. Foi em dezembro de 1846 que chegaram os primeiros imigrantes luteranos ao estado. Eram homens e mulheres de fé que trouxeram na bagagem não apenas seus pertences, mas também sua confissão e sua herança espiritual: Bíblia, Catecismo e o Hinário. Já na virada do século XIX para o XX, esses pioneiros ocupavam a região do atual município de Itaguaçu, especialmente o distrito de Palmeira. Em 1902, formava-se ali aquela que viria a se tornar a Paróquia Evangélica de Confissão Luterana em Palmeira de Santa Joana. Desde o início, a identidade confessional luterana foi defendida com clareza e firmeza. O primeiro pastor da comunidade, Philipp Petter, não deixava dúvidas quanto ao seu compromisso: “Não sou daqueles que se chamam reformados ou unidos. Sou pastor luterano a serviço dos luteranos”. Essa postura teve importância fundamental no processo de definição confessional da Igreja Luterana no Espírito Santo. O Pastor Valdemar Gaede, que exerceu o ministério pastoral nessa localidade e registrou essa história no livro “Quando Soarem os Sinos”, afirma que Palmeira de Santa Joana é considerada a “comunidade-mãe de todas as outras luteranas capixabas, pois, muito cedo na história, a posição desse pastor influenciou fortemente outras comunidades, das quais Santa Maria de Jetibá é um exemplo muito claro” (p. 44). O Pastor Petter foi, de fato, o primeiro pastor tanto em Santa Maria de Jetibá quanto em Itaguaçu, e sua atuação marcou profundamente a identidade das comunidades que surgiriam depois. Ainda hoje, sua fotografia, a mesma que adorna o escritório da comunidade em Palmeira, permanece emoldurada na secretaria paroquial em Santa Maria de Jetibá, como testemunho silencioso de uma história que não se apaga.
Com o crescimento da comunidade em Palmeira, logo veio também a adesão institucional. Quando surgiu no Brasil o Sínodo Luterano de Santa Catarina, Paraná e outros estados, Palmeira não tardou em estabelecer os primeiros contatos. A filiação formal aconteceu em 1911, sendo anunciada com as seguintes palavras do Pastor Kuhr, de Santa Catarina: “É com imensa alegria que venho informar-lhes que a comunidade de Palmeira de Santa Joana foi acolhida no Sínodo Evangélico Luterano de Santa Catarina, Paraná e outros estados. Dou-lhes as boas vindas e saúdo-vos como companheiros na fé e membros deste Sínodo”.
Com a chegada dos primeiros imigrantes luteranos, foi construída uma pequena capela para a celebração do culto. Com o passar dos anos, porém, ela já não comportava o crescente número de membros que a comunidade havia reunido. Decidiu-se, então, erguer um templo maior — o atual, que neste ano de 2026 completa 110 anos de existência. Essa data histórica foi celebrada com grande alegria e fervor no domingo, dia 3 de maio de 2026. A igreja estava lotada, como convém a um povo que sabe honrar suas raízes.
A pregação do dia proclamou a Palavra de Deus a partir de dois textos da Carta aos Hebreus. O primeiro, Hebreus 10.25, convocou


a comunidade à fidelidade no encontro fraterno: “Não abandonemos, como alguns estão fazendo, o costume de assistir às nossas reuniões.” O segundo, Hebreus 13.7-8, lançou o olhar ao passado com gratidão e ao futuro com esperança: “Lembrem dos seus primeiros líderes espirituais, que anunciaram a mensagem de Deus a vocês. Pensem em como eles viveram e morreram, e imitem a fé que tinham. Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e sempre”. A mensagem pastoral ressaltou que a Igreja deve sempre voltar ao passado, não com nostalgia estéril, mas com olhos cheios de esperança. Afinal, a cada culto celebrado, retornamos à cruz de Cristo, recordamos que no terceiro dia ressuscitou e proclamamos que Ele vive para todo o sempre.
O culto foi marcado por profunda emoção. Emoção de um povo que celebra com alegria e fé a vida e a história de uma comunidade que professa Jesus Cristo como Senhor e Salvador. Na celebração festiva, Pastor André Martin Radinz ainda agradeceu pelas lideranças de ontem e de hoje que mantêm firme a fé e o espírito comunitário. Que o Deus de toda graça continue a guiar esta comunidade, hoje e sempre.
A Associação Diacônica Luterana (ADL) celebrou seus 70 anos no dia 12 de abril de 2026, em Serra Pelada, Afonso Cláudio/ES, com um culto de gratidão e louvor. A programação reuniu estudantes, familiares, ex-estudantes, pessoas amigas, visitantes, ministras e ministros do Sínodo Espírito Santo a Belém (SESB), além da pastora presidente da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), Pa. Silvia Beatrice Genz, do pastor sinodal Ismar Schiefelbein e da vice pastora sinodal Iraci Wutke.
A celebração retomou a história iniciada em 22 de fevereiro de 1956, quando a instituição começou suas atividades como Escola Bíblica Evangélica Luterana do Espírito Santo. Com o passar dos anos, a atual ADL também foi reconhecida como Ordem Caritativa dos Diáconos Evangélico-Luteranos do Brasil, Fundação Diacônica Luterana (FDL) e Ginásio Diacônico Luterano (GDL). Cada nome correspondeu a uma etapa da caminhada e às necessidades de seu tempo.
Em junho de 2016, na edição nº 101 do jornal O Semeador, a ADL já havia registrado parte dessa trajetória ao completar 60 anos. A matéria daquele ano recordava as formações oferecidas, a rotina dos estudantes, os grupos artísticos, as inserções voluntárias e a contribuição da instituição para jovens e comunidades. No culto comemorativo de 3 de abril de 2016, o então pastor presidente da IECLB, Nestor Paulo Friedrich, pregou com base em Amós 5.14a — “Buscai o bem e não o mal” — e afirmou que a ADL havia promovido vida durante décadas, contribuindo com jovens, comunidades e paróquias da Igreja.
De lá para cá, muita coisa mudou. Os últimos dez anos foram atravessados por transformações sociais e tecnológicas que impactaram diretamente crianças, adolescentes e jovens. A pandemia também exigiu novas formas de acolhimento, convivência e organização institucional. Nesse período, a ADL revisou currículos, reorganizou formações, atualizou documentos internos e planos de trabalho, apoiou na qualificação da equipe e deu continuidade a reformas e melhorias em sua estrutura.
Entre as mudanças mais significativas está o fortalecimento do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV), voltado a crianças e adolescentes de 6 a 17 anos de Serra Pelada e região. Hoje, o serviço atende cerca de 100 participantes, com oficinas de informática, recreação esportiva, língua pomerana, ecopedagogia, flauta, teclado, violão, jiu-jitsu, canto e musicalização. As atividades também são acompanhadas por rodas de conversa, palestras com famílias e articulação com a rede socioeducativa do território.


buição prestada à sociedade.
Durante a celebração dos 70 anos, a Pa. Silvia Beatrice Genz destacou que a ADL oferece disciplinas e formações, mas também ensina algo essencial: a convivência. Em sua prédica, lembrou que conviver é uma aprendizagem necessária e difícil nos tempos atuais. Também convidou a comunidade a reconhecer quem ajudou a construir essa história: “Agradecer as pessoas que não estão mais aqui e que aqui colocaram tempo. Aqui dedicaram amor, mas também aqui colocaram valores”.
Um dos momentos centrais do culto foi o Rito dos Sete Símbolos do Jubileu, inspirado em 1 Pedro 4.10: “Cada um exerça o dom que recebeu para servir aos outros”. Coordenado pelo pastor Sidney Retz, com participação de estudantes da ADL, o rito apresentou a Bíblia, a cruz, a bacia, a toalha, o pão, a luz e as mãos. Os símbolos ajudaram a recordar dimensões da diaconia que acompanham a instituição desde sua origem: a Palavra, o amor que se entrega, o serviço humilde, o cuidado, a partilha, a esperança e o compromisso de continuar.
O gestor da ADL, P. Emerson Lauvrs, ainda na celebração, destacou a importância de agradecer às centenas de pessoas que, direta ou indiretamente, fazem parte dessa história. Ele lembrou quem contribui com as campanhas, participa das atividades, incentiva novos estudantes e apoia a instituição de diferentes formas, seja por meio de parcerias institucionais, apoio comunitário ou trabalho voluntário. Emerson também ressaltou que a celebração dos 70 anos terá continuidade em outros momentos da agenda da ADL, como a Semana de Canto, de 4 a 7 de junho, e o Encontro de Ex-Estudantes, previsto para os dias 5 e 6 de setembro.
O dia também foi marcado por reencontros, atividades, atrações e apoio à instituição. Centenas de pessoas passaram pela ADL ao longo da programação, contribuindo para uma das maiores festas já realizadas pela entidade.
A instituição também ampliou sua presença nos espaços de participação social, com atuação junto ao Conselho Municipal de Assistência Social, ao Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente e ao Conselho Municipal de Cultura. No campo cultural, foi reconhecida como Ponto de Cultura, conforme a Lei nº 13.018/2014. Na área socioassistencial, recebeu a certificação CEBAS, concedida pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, no âmbito do SUAS. Também foi homenageada com o Prêmio Dom Luís Gonzaga Fernandes, em reconhecimento à contri- Alex Reblim Braun

Além de agradecer, a ADL também presta contas do resultado alcançado. O lucro da festa somou R$ 250.148,84. Já a Ação entre Amigos da D20 arrecadou R$ 416.010,00, totalizando R$ 666.158,84. O valor será destinado à manutenção dos serviços e às adaptações do prédio. A instituição agradece às paróquias, comunidades, ministras e ministros, estudantes, famílias, voluntárias e voluntários, diretoria e equipe de funcionárias e funcionários. Foram muitas mãos envolvidas para que esse resultado fosse possível.
Ao completar 70 anos, a ADL olha para sua história sem se limitar à memória. A instituição segue atuando na formação de adolescentes e jovens, no acolhimento de crianças e famílias, na cultura, na convivência comunitária, no cuidado com a Casa Comum e na defesa de uma sociedade mais justa. A caminhada iniciada em 1956 continua sendo construída por muitas mãos.
No dia 03 de maio, a Comunidade Paz Jacarandá comemorou os 78 Anos da Comunidade e 55 Anos do atual Templo. A celebração foi conduzida pelos pastores locais da Paróquia Vila Valério, P. Adair Leomar Dockhorn e Pa. Maria Helena Ost. A pregação foi realizada pelo Diácono e Pastor Davi Haese, da Comunidade de Teixeira de Freitas/BA. Ele refletiu a partir do Salmo 145.1-13, enfatizando os muitos motivos que a Comunidade tem para agradecer, e pela história de fé e superação que a Comunidade construiu no decorrer de todos esses anos. O louvor foi conduzido pelo Professor Álvaro Gums com os Trombonistas e o Grupo de Canto da Comunidade Laginha de Pancas. Além dos membros presentes, tivemos uma participação expressiva de pessoas vindas de várias outras comunidades da IECLB e de outras comunidades ecumênicas.
A história da comunidade iniciou no ano de 1944 como Ponto de Pregação da Paróquia de São Bento. O Ponto de Pregação começou na casa do Sr. Ricardo Piske. Lá o pastor celebrava cultos e ministrava os sacramentos, além de ser acolhido para as refeições e passar a noite. Quem vinha atender as famílias era o Pastor de São Bento, Willi Heid, que chegara a São Bento em 1944, ficando até 1948.
O Ponto de Pregação iniciou porque São Bento ficava muito longe. Como não havia carro e nem moto, as pessoas precisavam viajar cerca de 20 horas para participar do culto em São Bento.
Em fins de 1947, por motivos de saúde, o pastor Willi Heid deixou a Paróquia de São Bento. No dia 18 de julho de 1948 foi instalado o Pastor Georg Bertlein. O Pastor Bertlein levava 16 dias para atender a paróquia numa rodada de cultos. O meio de condução da época era no lombo do cavalo.
Em 1951, a grande Paróquia de São Bento foi dividida em três paróquias: Paróquia de Córrego Bley, Paróquia de Córrego Grande, hoje Vila Pavão, e Paróquia de São Bento, hoje Pancas. O primeiro pastor a residir no Córrego Bley foi Ricardo Rosenbauer que foi instalado no dia 28 de junho de 1951.
No início, a Paróquia de Córrego Bley era formada pelas Comunidades de São Luís, Bley, São José e Jacarandá.
O primeiro templo da Comunidade de Jacarandá foi inaugurado no dia 09 de março de 1952 com a presença dos pastores Ricardo Rosenbauer, Gotthilf Aichele, George Bertlein e Germano Rolke (Kreisfarer).
O segundo templo da Comunidade, denominada Igreja da Paz, foi iniciado no dia 8 de abril de 1969 e no domingo do dia 11 de maio de 1969 foi feito o lançamento da pedra fundamental pelo Pastor Distrital que morava em Palmeira de Santa Joana, Wolfgang Reinsberg, e pelo Pastor da Comunidade Horst Ohler.
O primeiro culto do primeiro Pastor da Paróquia de Vila Valério, P. Roberto Hollerbach, foi celebrado no Jacarandá em 10 de janeiro de 1971 com 350 pessoas presentes.
O segundo templo da Comunidade de Jacarandá foi inaugurado no dia 2 de maio de 1971, ou seja, celebramos o aniversário de 55 anos do atual templo. (Histórico elaborado pelo Pastor Rubens Stuhr na época em que foi pastor da Paróquia de Vila Valério, com ajuda de membros e arquivos das Paróquias de Vila Valério e São Bento).
Como vimos, a história dessa Comunidade teve início como Ponto de Pregação no ano de 1944, portanto, há 82 anos. Já a data


de fundação da Comunidade ainda não foi possível descobrir com precisão. Ao que tudo indica, o Ponto de Pregação tornou-se Comunidade no ano de 1948. Isso significa que celebramos o aniversário de 78 anos de Comunidade.
Somos gratos a Deus por ter conduzido tantas pessoas a servir e contribuir com os seus dons na edificação da Comunidade Paz do Jacarandá. Somos gratos a Deus por todas as pessoas que, neste ano e em anos anteriores, se envolveram na organização da festa em comemoração ao aniversário da Comunidade. Somos gratos a Deus por todas as pessoas que participaram de alguma forma desse momento especial.
“Ó Senhor Deus, todas as tuas criaturas te louvarão, e te darão graças os que são fiéis a ti. Todos falarão da glória do teu Reino e contarão a respeito do teu poder, para que todos os povos conheçam os teus atos poderosos e a grandeza e a glória do teu Reino” (Salmos 145.10-12).

Mensagem da XV Assembleia Ordinária do Sínodo Espírito Santo a Belém (SESB)
Estimados irmãos e irmãs em Cristo, Reunidos e reunidas nos dias 30 e 31 de maio de 2026, na Comunidade Evangélica de Confissão Luterana em Vila Pavão (ES), vivenciamos dias de profunda comunhão e reflexão na nossa XV Assembleia Ordinária. Guiados pelo Tema do Ano da IECLB, "Cuidar da Criação de Deus", fomos lembrados do imperativo sagrado de Apocalipse 7.3: "Não danifiquem nem a terra, nem o mar, nem as árvores".
Esse chamado divino ao cuidado vai muito além da urgente preservação ambiental, estendendose diretamente à forma como nos relacionamos e vivemos em comunidade. Durante a edificante palestra da Dra. Maria Inês Andreotti Pereira Lara sobre o tema: "Liderança que Cuida, Inspira e Mobiliza", fomos lembrados de que liderar, em sua essência mais profunda, é cuidar. A liderança cristã verdadeira não se resume a um cargo formal; ela nasce no momento em que percebemos as necessidades ao nosso redor e acolhemos o próximo.
Deus não apenas nos chama para a liderança, mas nos inspira e protege, exatamente como uma galinha que abriga seus pintinhos debaixo de suas asas. É, abastecidos por esse amor acolhedor que somos convocados a zelar uns pelos outros, pela nossa confessionalidade e pelos nossos espaços de celebrações.
Cuidar da maravilhosa Criação de Deus significa, portanto, cultivar as vocações locais e garantir o futuro das nossas comunidades. Neste ano em que celebramos com gratidão os 180 anos de presença luterana no Espírito Santo, reconhecemos que nossa história só floresceu porque lideranças do passado se dedicaram, com imenso amor e cuidado, ao testemunho fiel do Evangelho de geração em geração.
Durante nossa Assembleia, também dedicamos tempo para organizar e fortalecer a nossa caminhada conjunta. Com espírito de diálogo e responsabilidade, revisamos as diretrizes sinodais e o regimento interno do nosso Sínodo, garantindo que nossas estruturas continuem servindo bem à missão da Igreja.
Vivemos ainda um momento histórico nas eleições para os cargos sinodais e indicações nacionais. Com muita alegria, elegemos a Pa. Iraci Wutke, que se torna a primeira Pastora Sinodal da história do SESB, tendo como Vice-Pastor Sinodal o P. Dr. Günther Bayerl Padilha.
O futuro da nossa Igreja não aparece pronto; ele precisa ser cultivado hoje. Isso exige de nós uma liderança madura que evite a sobrecarga de poucos e crie um ambiente acolhedor e seguro para novos membros e novas vocações. Que possamos superar nossos medos, assumindo a responsabilidade ativa de cuidar tanto da nossa Casa Comum quanto de cada pessoa que nela habita, permitindo que a vida e os dons floresçam.
Encerramos nossos abençoados trabalhos fortalecidos pela palavra de Deus, celebrando um belíssimo culto comunitário com os irmãos e as irmãs da Comunidade de Vila Pavão Saudações fraternais em Cristo, Vila Pavão, 31 de maio de 2026.
Pela comissão de mensagem, Pa. Ariádner Jastrow Potratz Berger Lara Gomes Costa P. Alesandro Linhaus Binow Orlando Amaro Hartvig

Novo ministro é instalado no 1º CAM da Paróquia de Crisciúma
Com alegria e gratidão a Deus, celebramos o culto de instalação do Pastor Vagno Samora Paranho na Paróquia Evangélica de Confissão Luterana em Crisciúma, município de Laranja da Terra. Este momento marca um novo tempo de cuidado pastoral, serviço e comunhão na caminhada da Paróquia, reafirmando o compromisso da Igreja com a missão de anunciar o Evangelho e pastorear o povo de Deus com de dicação e amor.
A instalação é mais do que um ato formal: é envio e chamado de Deus para servir à comunidade, guiando-a na fé, no ensino da Palavra e no cuidado fraterno. Como nos orienta a Escritura Sagrada: “Cuidem do rebanho de Deus que foi confiado a vocês. Façam isso de boa vontade, como Deus quer, e não por obrigação” (1 Pedro 5.2).
Em sua pregação, o Pastor Vagno ressaltou que a voz de Cristo, o Bom Pastor, abre nossa visão, nossa mente e nosso coração, despertando-nos para além de nós mesmos e chamando-nos ao cuidado, à empatia e à solidariedade, inspirando toda a comunidade para o cuidado com a boa criação de Deus. O ato de instalação foi conduzido pelo Pastor Sinodal Isma r Schiefelbein.
O Pastor Vagno atuará junto ao Pastor Evandro Elias, que já serve à Paróquia de Crisciúma. Desejamos a ambos os pastores as mais ricas bênçãos de Deus nessa caminhada compartilhada. Esta é a oração da equipe pastoral da União Paroquial Guandu, do Sínodo Espírito Santo a Belém e da IECLB. Que o Deus Triúno abençoe o ministério do Pastor Vagno, concedendo-lhe sabedoria, discernimento e amor no pastoreio. Que a comunidade, unida em fé, caminhe junto, fortalecida na graça e no anúnci o do Evangelho.
Quem é o Pastor Vagno Samora Paranho?
Natural de Águia Branca/ES, Vagno é filho de Gentil Paranho e Nair Samora Paranho. Ainda jovem, teve a oportunidade de conhecer e ser acolhido pela família Binow, sendo adotado de coração por Ademar Binow e Selúcia Linhaus Binow, um vínculo que moldou profundamente sua trajetóri a de vida e fé.
Em 2010, ingressou no curso de Teologia nas Faculdades EST, em São Leopoldo/RS, onde se formou bacharel em 2014 e concluiu sua pós-graduação em 2015. Em 2016, uniu-se em matrimônio a Karine Eckhardt Paranho, com quem tem dois filhos: Bryan Eckhardt Paranho e Kyara Ec khardt Paranho.
Ainda em 2016, iniciou seu período prático de habilitação ao ministério na Paróquia Apóstolo Tiago, em Jaraguá do Sul/SC, concluído em 2017. Em 2018, assumiu sua primeira paróquia em Quatro Pontes/PR, onde serviu por aproximadamente quatro anos. Em seguida, serviu à Paróquia de Iraí/RS, onde permaneceu por três anos e meio. Agora, inicia um novo e promissor capítulo de seu ministério pastoral na Paróquia Evangélica de Confissão Luterana em Crisciúma. Damos as boas-vindas ao pastor Vagno e à sua família em nosso meio.
Pastor Edilson Tetzner



Paróquia de Funil retoma construção da Casa Pastoral

Com fé, perseverança e união comunitária, a Paróquia Evangélica de Confissão Luterana em Funil dá novos passos rumo à concretização de um antigo sonho: “A Conclusão da Construção da Casa Pastoral”. A iniciativa integra o projeto missionário apresentado à Campanha Vai e Vem fortalecendo, não apenas a estrutura física da comunidade, mas também sua presença missionária na região.
A história da Comunidade de Funil remonta ao início do século XX, com registros desde 1917. Ao longo das décadas, a fé foi sendo cultivada, mesmo diante de desafios, como o longo período sem presença pastoral fixa, cerca de 53 anos. Hoje, com mais de um século de caminhada a Paróquia segue firme no propósito de anunciar o Evangelho de Jesus Cristo.
Apesar dessa trajetória de fé, a comunidade ainda enfrenta uma necessidade concreta: a ausência de uma Casa Pastoral adequada. Atualmente, a moradia dos ministros acontece de forma improvisada em um salão comunitário adaptado. A construção de uma casa pastoral foi iniciada há alguns anos, mas, por limitações financeiras, permanece inacabada há cerca de 15 anos.
Agora, reacende-se a esperança. A retomada do projeto representa muito mais do que a conclusão de uma obra: é um passo fundamental para fortalecer a missão da Igreja. Através de uma moradia digna, será possível garantir melhores condições para o trabalho pastoral e ampliar o alcance das ações missionárias nos municípios atendidos pela Paróquia: São José do Mantimento, Conceição do Ipanema, Chalé e Manhuaçu.
O projeto missionário, iniciado em abril de 2026 com duração prevista de um ano, mobiliza toda a comunidade. Além de recursos próprios e parcerias, como o projeto aprovado pela GAW (Gustav Adolf Werk), a Paróquia este ano conta com o apoio da Campanha Vai e Vem, reafirmando o espírito de cooperação que sustenta a missão da Igreja. Mais do que tijolos e paredes, esta construção é sinal de comunhão e esperança.
Inspirados pela Palavra — “Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam” (Salmo 127.1) — membros e lideranças seguem confiantes de que Deus conduz cada etapa desse caminho.
A conclusão da Casa Pastoral será, assim, não apenas a realização de um sonho antigo, mas um testemunho vivo de fé, compromisso e serviço. Uma casa que acolhe, fortalece e envia — para que o Evangelho continue sendo anunciado com vida e esperança.

No dia 15 de abril, na paróquia Rio Possmoser, as lideranças das comunidades da UP Mata Fria abriram as portas para receber uma formação marcante e edificante. Sob a condução do Diácono Pastor Vanderlei Boldt e musicista Vinícius Ponath, as lideranças acolheram o tema “Saúde Integral: uma análise pelo viés da espiritualidade e hinologia luterana”. Valderlei Boldt é o ministro responsável pela visitação às pessoas enfermas nos hospitais da Grande Vitória – a ‘Pastoral da Consolação’ -, e Vinícius Ponath é o assessor de música no Sínodo, que visita diversas paróquias promovendo formações na música. Ambos juntaram seu conhecimento e carisma para conduzir as lideranças da UP Mata Fria numa reflexão sobre a contribuição da espiritualidade e dos hinos na visitação a pessoas nas mais diferentes situações, seja enfermidade, pessoas idosas, membros afastados da comunidade, famílias em crise etc. A proposta destacou a importância da visitação como expressão do cuidado cristão, incluindo o papel da música como instrumento sensível de acolhimento, esperança, consolo e comunhão nos lares visitados. Num primeiro momento, a reflexão foi compartilhada no período da tarde na Conferência Ministerial da UP Mata Fria, reunindo ministros e ministras para um momento de formação e reflexão. À noite, o encontro foi ampliado com a presença de cerca de 80 lideranças das comunidades da UP, fortalecendo ainda mais o caráter formativo e comunitário da atividade. O dia foi marcado por momentos de aprendizado, partilha e inspiração, reafirmando a visitação como uma missão essencial da vida cristã, que envolve não apenas ministros e ministras, mas que convida toda a comunidade de fé para abraçar o ministério da visitação.
A iniciativa contribui para o fortalecimento das lideranças e para a vivência prática do cuidado mútuo nas comunidades da UP Mata Fria.
Pa. Lorraine de Araújo


A instalação do P. Geraldo marca o início de um novo tempo para a IECLB no Nordeste brasileiro


A Comunidade Luterana de Fortaleza e o Ponto de Pregação São Lucas, em Iguatu (CE), vivem um momento histórico. Com grande alegria, as comunidades acolheram o P. Geraldo e a sua esposa Rose Mari, no dia 1º de março, quando o pastor Geraldo assumiu o Campo de Atividade Ministerial em Fortaleza.
Em culto, no dia 19 de abril de 2026, P. Geraldo foi instalado no CAM. Na mesma celebração, foi instalado o presbitério da comunidade de Fortaleza.
A atuação do P. Geraldo em Fortaleza e Iguatu é fruto de um projeto, planejado inicialmente para um período de três anos. O projeto tem como objetivo ampliar o testemunho do Evangelho no Nordeste sob a perspectiva luterana. Entres as prioridades do trabalho confiado ao Pastor Geraldo Grutzmann estão:
- a formação de novas lideranças comunitárias;
- a reorganização da Comunidade Luterana de Fortaleza;
- o fortalecimento da vida celebrativa;
- a atuação na sociedade por meio de ações diaconais e do envolvimento ecumênico;
- o fortalecimento do Ponto de Pregação São Lucas, em Iguatu, onde foram adquiridos imóveis destinados à sede da comunidade.
Que o Santo Espírito de Deus ilumine e sustente o P. Geraldo na missão que lhe foi confiada.
P. Ismar Schiefelbein
UP Guandu reúne 200 casais em Itaguaçu

No dia 19 de abril, a União Paroquial reuniu em Itaguaçu 200 casais, vindos das diversas paróquias que a compõem. Foi um dia especial, marcado pelo encontro, pela renovação e pela celebração do amor conjugal. O tema central — Muito além do “sim”: desafios e bases para um casamento sólido — foi apresentado pelo Pastor Licenciado Leonardo Ramlow, que conduziu as reflexões com sensibilidade e profundidade. Afinal, bem sabemos: o matrimônio é o nosso maior patrimônio. Durante o encontro, os casais tiveram a oportunidade de ouvir, refletir e dialogar sobre a vida conjugal, culminando em um tocante momento de renovação da bênção matrimonial, gesto que renovou compromissos e aqueceu corações.
O ambiente foi cuidadosamente preparado à luz do tema do ano da IECLB — Cuidar da Criação de Deus —, o que se refletiu até nos pequenos detalhes: não foram utilizados copos ou pratos descartáveis, traduzindo na prática o compromisso com o cuidado da criação. Os ministros da União Paroquial Guandu e a estudante de Teologia em funções pastorais na Paróquia de Funil/MG conduziram o momento de renovação dos votos, reafirmando o valor do casamento e da família.
Houve ainda espaço para sorteios, descontração e uma bela confraternização entre os casais. O encontro revelou-se uma oportunidade singular de comunhão entre pessoas de várias paróquias, fortalecendo os laços que nos unem como povo de Deus. Ao final, a sugestão dos participantes foi unânime: que esse encontro se repita a cada ano, sinal claro de que, onde há amor e bom planejamento, há sempre o desejo de voltar.

No dia 14 de abril de 2026, celebramos o nascimento da nossa filha, Betina Kampke Esteves Borchardt. Betina nasceu com 3,215 kg na Maternidade Unimed de Colatina, filha da Missionária Franciele e seu esposo Erasmo Carlos. Louvamos e agradecemos a Deus, o qual tem nos presenteado com essa benção que é a nossa filha. Agradecemos a cada pessoa que tem nos carregado em suas orações desde a gestação e pedimos que continuem orando. Como casal, mãe e pai clamamos a Deus que nos capacite para cuidar, amar e educar a Betina no caminho do Senhor, conforme lemos em Provérbios 22.6: “Eduque a criança no caminho em que deve andar, e até o fim da vida não se desviará dele”. Esta tem sido a nossa oração diária e confiamos que o Senhor irá nos ajudar nesse propósito.
Missionária Franciele Kampke E. Borchardt

Atividades e dinâmicas criativas voltadas à prática comunitária
A Comunidade de Barracão sediou, no dia 1º de março, o Seminário “Música com Crianças”, promovido pela IECLB por meio da Secretaria de Educação Cristã e de Música. O encontro reuniu cerca de 70 participantes, entre lideranças que atuam com crianças e adolescentes nas comunidades.
A formação foi conduzida por integrantes da equipe do projeto “Música com Crianças”: Pedro, Wendel, Raquel e Vinicius, e trabalhou can-

A valorização do trabalho musical na igreja

No dia 14 de março, a Comunidade de Belém, em Santa Maria de Jetibá, acolheu o “3º Fórum de Musicistas do Sínodo”, reunindo cerca de 25 participantes entre musicistas, ministros, ministras e lideranças de presbitério. O encontro promoveu importantes reflexões sobre música, culto, formação e valorização do trabalho musical na igreja.
Entre os assessores convidados, o Pastor Sidney Retz destacou a centralidade do culto e a responsabilidade na escolha dos cantos e hinos, ressaltando a importância da parceria entre musicistas e ministros na construção litúrgica e condução do culto.
A Professora Hellem Pimentel abordou os desafios da formação de musicistas, especialmente em contextos do interior e de atuação voluntária, incentivando a busca permanente por capacitação e compartilhando experiências de sua atuação em contexto Batista, ampliando o diálogo sobre a prática musical nas igrejas.
tos dos livros “Canta com a Gente” e “Música com Crianças”, por meio de atividades e dinâmicas criativas voltadas à prática comunitária. Criado em 2023, o projeto reúne musicistas de diversos Sínodos da IECLB para compor, gravar e desenvolver materiais destinados ao trabalho musical com crianças e adolescentes em comunidades e escolas. Todo o conteúdo, incluindo partituras em PDF, áudios e playbacks, está disponível gratuitamente no Portal Luterano.

Já o advogado e musicista Paulo Henrique Nass refletiu sobre a valorização dos musicistas, tratando de temas como: reconhecimento, planejamento, condições de trabalho e participação nos espaços deliberativos da igreja. Ressaltou ainda a relevância teológica e emocional da música na tradição luterana, reforçando a necessidade de preparo e apoio às equipes musicais.
Ao final do encontro, surgiram propostas de ampliar essas discussões junto a presbíteros e presbíteras nas Uniões Paroquiais, levando os temas para as comunidades e fortalecendo o diálogo sobre liderança, teologia, confessionalidade, voluntariado e valorização do trabalho musical na igreja.

Interpretar com qualidade a música no culto e motivar o canto na comunidade
No dia 22 de março reuniram-se cerca de 30 pessoas – instrumentistas e cantores, lideranças envolvidas com a Música na UP na Igreja em suas comunidades. Foi um dia de formação junto ao assessor de música do Sínodo, Vinicius Ponath, que conduziu a reflexão sobre como interpretar com qualidade a música no culto e motivar o canto na comunidade. A importância de se tocar e cantar os hinos do culto compreendendo de forma mais ampla e profunda tudo o que perpassa a música na igreja: Liturgia, letra, teologia, dinâmica, ritmo, melodia, harmonia, tudo precisa estar integrado para nos despertar a criatividade e a sensibilidade para executarmos os hinos. O Encontro também contou com a participação de trombonistas e da liderança de Irenilto Krüger, e demais lideranças da UP presentes. O Pastor Alexander Busch conduziu o Encontro, além do culto de encerramento.
Comissão de revisão do Livro de Canto da IECLB
Preservação da tradição comprometida com a continuidade litúrgico-musical da IECLB

A Comissão Permanente de Acompanhamento ao Livro de Canto da IECLB, instituída pelo Conselho Nacional de Música, atua de forma contínua na atualização, revisão e desenvolvimento de materiais relacionados ao Livro de Canto. Atualmente, seu principal foco é a revisão do Livro de Canto da Comunidade, buscando corrigir erros de cifragem, autoria, tradução, gramática e edição, sempre em fidelidade às diretrizes teológicas, confessionais e musicais da obra original. A comissão também realiza uma revisão criteriosa das cifras, especialmente nos hinos históricos, procurando equilibrar funcionalidade musical e preservação da tradição.
O trabalho é desenvolvido por meio de reuniões periódicas, análise coletiva de sugestões e consultas a documentos, tradutores, autores e compositores.
Jovens expressando a fé na comunidade através da música

No dia 07 de março, a Comunidade Luz do Mundo realizou atividades de revisão de conteúdo do 3º Ano do Ensino Confirmatório, conduzidas por orientadores locais e pelo ministro Pastor Robson Peters. Dentro da programação foi feito um “Canto Jovem”, com condução do musicista Vinicius Ponath. Foi dialogado sobre a história da música dentro da Igreja Luterana, sua importância para confessionalidade e o valor que o canto comunitário tem. Também foi trabalhado o espaço litúrgico, tudo com brincadeiras e músicas. Ao final do dia, na celebração de encerramento, os confirmandos apresentaram alguns resultados do


Paralelamente, está sendo desenvolvido o Livro de Canto para Musicistas, pensado para facilitar a execução musical, com formato mais funcional e cifras mais acessíveis. Também há articulação com a Editora Sinodal para disponibilização futura de uma versão digital (E-book) do Livro de Canto.
Assim, a atuação da comissão se organiza em três frentes principais: a revisão técnica e editorial do livro atual, o desenvolvimento de materiais complementares e a ampliação das formas de acesso ao conteúdo, sempre de maneira coletiva, cuidadosa e comprometida com a continuidade da tradição litúrgico-musical da IECLB.


que aprenderam, e foi bastante motivador entenderem que precisam continuar expressando a fé através da música.
É muito importante que o canto esteja presente nessa fase da educação cristã desses adolescentes, que estão desenvolvendo tantas habilidades, onde a Música oportuniza e permite a expressão artística e de fé conjunta.
A Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo realizou, na tarde da última quarta-feira (13), uma sessão solene em homenagem aos 180 anos da presença luterana no Espírito Santo. Na ocasião, cinquenta pessoas receberam a Comenda do Mérito Legislativo Martim Lutero. Da mesma forma, oito entidades ligadas à Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB) foram contempladas com placas de honra.
A solenidade destacou a trajetória das comunidades luteranas, desde a chegada dos primeiros grupos de imigrantes europeus, em 1846. Ao longo das gerações, a fé, a vida em comunidade, o serviço às pessoas necessitadas e o compromisso com a educação marcaram a presença luterana em território capixaba.
As comunidades luteranas deram uma grande contribuição histórica para o desenvolvimento social e educacional do estado. A homenagem da Assembleia Legislativa é um reconhecimento público dessa contribuição. Ao mesmo tempo em que olha para o passado, é necessário reafirmar o compromisso com o presente e o futuro. Também é preciso inspirar novas gerações a manter viva a fé que se traduz em compromisso com a vida.
UMA TRAJETÓRIA DE PERSEVERANÇA E FÉ
O Pastor Odair Braun, Pastor 1º Vice-Presidente da IECLB, ressaltou a trajetória de perseverança e fé dos grupos de imigrantes. Ele

recordou que a presença luterana no Espírito Santo está inserida em um movimento de migração motivado pela busca de melhores condições de vida. Mesmo diante de desafios, como a proibição inicial de ter templos, as comunidades não deixaram de dar testemunho.
Braun também reafirmou que “o caminho da IECLB sempre foi movido por sua identidade: ser igreja de Jesus Cristo no Brasil, e por sua missão: ser sal e luz na realidade brasileira”. Neste sentido, a igreja luterana quer “anunciar e viver o Evangelho do Reino de Deus, contribuindo para que a paz, a justiça, o respeito e a preservação da criação de Deus encontrem solo fértil para germinar”.
O Pastor 1º Vice-Presidente também afirmou a igreja não apoia a confusão entre Igreja e Estado: “defendemos o estado laico. Contudo, isso não significa que damos as costas à política”. Braun salientou que a política “é a base da sociedade democrática”. Neste sentido, disse ele: “Incentivamos que luteranos e luteranas vivam e se envolvam na política. Mas, nossos púlpitos não se prestam a ser palanque político”. Por fim, o Pastor Odair animou as pessoas seguir plantando boas obras, justiça e fé, como testemunhas vivas do amor de Cristo.
Extraído de: https://www.luterano.org.br/assembleia-legislativa-do-espirito-santo-homenageia-180-anos-da-presenca-luterana/

Primeiro coro de metais na história da paróquia de Baixo Guandu
É com imensa alegria que iniciamos o primeiro Coro de Metais da Paróquia de Baixo Guandu. Tudo começou com um sonho, sendo que na Paróquia de Baixo Guandu nunca teve Coro de Metais. Eu, Edilaudio e minha esposa Letícia, participando de um Fórum de Musicistas em Santa Izabel, Domingo Martins, conversamos com a Presidente da AOAC (Associação Obra Acordai Capixaba), Scheila, e alguns representantes, onde expomos a nossa vontade de trazer instrumentos de metais para nossa Paróquia. Foi aí que tudo começou. Tivemos muito apoio dos pastores de nossa Paróquia, Pastor Ronei e Pastor Simão, que não mediram esforços para que esse sonho se realizasse. Hoje temos 15 instrumentos: 08 vieram pela Obra Acordai e 07 foram emprestados pela Paróquia de Afonso Claúdio. Todos os instrumentos já têm pessoas para tocar, sendo que todos são iniciantes. A Obra Acordai está dando suporte para que o grupo aprenda a tocar e, em pouco tempo, já poder estar acompanhando os cantos nos cultos e encontros de nossa Igreja. Fica assim os nossos agradecimentos a todos e todas que nos ajudaram e, principalmente, agradecer ao nosso bondoso Deus pela oportunidade de cada um e cada uma estar disponibilizando seus dons, para assim louvar o seu santo nome tocando nos cultos.
Edilaudio Borkadt

Palavras do cartaz
God sijn schafung uppasse.
“Forårst ni dai ër, ni dai meer un ni dai bööm” (Apokalyps 7.3).
Laiw Her un God, pass laiwlig dai fruchte fom land un fone gåren up. Rëgen dai luft. Schik reegen un gaur passend weerer. Låt dai fruchte gaud ware. Låt ni dat sai forgiftet ware dat wij un dai tijre ni krank ware un schåre lijre. Feel fon oos unglüke kåme fone forgiftet luft. Dårdoir ware uk dai fruchte, dai wijn un dröög eetwåre forgiftet. Wen duu dat passijre lötst, den muite wij oose dood in oos produkte eete un drinke. Dårweegen erlaub, dat dai fruchte geseegnet sin un for oos gesundhët un gaudståen wasse. Pass up dat wij eer ni forkërd benutse un oos leewent in gefår sete urer ungerechtigkët, freeterig un unreäligkët anstele. Weegen dårfon kümt dai unfornünftigkët, ëbruch, strijd, doodmåken, krijge un feel andrer unglüke. Feel airer bire wij dij, schenk oos dijn gnaad dat wij dijn gaawe benutse taum oos leewent forbeetren, dat dai fruchte oos gesundhët erhule un dat wij eer foir dij up aine fornünftige schik benutse. Amen.


Querido Senhor e Deus, protege bondosamente os frutos nos campos e nas hortas. Purifica o ar. Dá chuva e bom tempo quando convém. Permite que os frutos sejam bons. Não deixa que sejam envenenados, para que nós e os animais não fiquemos doentes, nem soframos qualquer mal. Muitas de nossas desgraças são causadas pelo ar envenenado e, em consequência, os frutos, o vinho e o cereal estão contaminados. Se deixares isto acontecer, teremos que comer a nossa morte em nossos produtos e bebê-la. Por isso, permite que os frutos sejam abençoados, que cresçam para a nossa saúde e bem-estar. Cuida para que não abusemos deles, colocando a vida em perigo ou provocando injustiça, voracidade ou malandragem. Pois daí resultam falta de moderação, adultério, briga, assassinato, guerra e muitas outras desgraças. Muito antes concede-nos a graça, para que usemos tuas dádivas em favor da melhoria de nossa vida, para que os frutos mantenham nossa saúde, e para que nós os usemos de maneira responsável diante de ti. Amém.
Ofergebeed
Loobt wäs, God Schafer, for dai gesamelte ofers. Dat, dai dijn lijb, dat t’hoopleewent mit al dijn kiner un upbuugung fon dijn rijk promovijre. Loobt wäs, ooh God, for dat brood un for dai frucht fom wijnstam, produkte fon dai generositët fone ër un fon dem mëschlige arbëd, wat wij dij hijr bringe un wat duu benutst taum oos leewent un hailung schenke. Amen.
Oiwersetung: Anivaldo Kuhn
1. Introdução
Maio, conhecido como o mês das noivas, nos convida a olhar com carinho para o casamento, não apenas como uma cerimônia bonita, mas como uma aliança vivida diante de Deus e da Comunidade.
Na cultura pomerana, o casamento carrega uma riqueza especial. Ele não começa no altar, mas muito antes, quando o convidador percorre os caminhos chamando cada família para participar deste momento de alegria. O casamento não acontece apenas entre duas pessoas, mas envolve toda a Comunidade, que prepara, aconselha, celebra e acompanha.
O casamento, enquanto rito de passagem, ocupa lugar central na organização social de diversos povos. Entre os pomeranos, o casamento assume papel estruturante da vida comunitária, sendo marcado por forte simbolismo cultural e religioso, solidariedade comunitária e manutenção identitária.
Segundo Wendler e Thies (2017), o casamento pomerano é considerado um dos rituais mais importantes da cultura, integrando práticas escritas, orais e simbólicas que atravessam gerações.
2. Origens históricas do casamento pomerano na Europa
Na Europa, os pomeranos eram majoritariamente camponeses luteranos, vivendo em Comunidades rurais fortemente estruturadas pela religião e pela tradição. O casamento era compreendido não apenas como união entre indivíduos, mas como aliança entre famílias e continuidade da Comunidade.
Estudos clássicos como os do P. Helmar Rölke (1996) destacam que o casamento pomerano estava profundamente ligado à estrutura social agrária e à transmissão de terras e costumes. A religião luterana exercia papel central, regulando o tempo dos casamentos e os rituais associados.
Além disso, como em outras culturas europeias, havia restrições temporais ao casamento, como evitar períodos litúrgicos penitenciais (Quaresma), prática que também se observa em estudos comparativos europeus (Herteliu, 2018).
3. O casamento pomerano no Brasil
A imigração pomerana para o Brasil ocorreu a partir do século XIX, especialmente para o Espírito Santo e o Rio Grande do Sul. Nessas regiões, os pomeranos conseguiram preservar sua língua, religião e costumes.
Quando os pomeranos chegaram ao Brasil no século XIX, trouxeram consigo muito mais do que costumes — trouxeram sua fé. Em meio às dificuldades da imigração, o casamento permaneceu como fundamento da família, a fé luterana continuou sendo o centro da vida e a Comunidade se manteve unida.
No Estado do Espírito Santo, o casamento pomerano tornou-se um dos principais espaços de preservação da identidade e resistência cultural. Em municípios como Santa Maria de Jetibá, o casamento tradicional ainda é amplamente celebrado. Conforme estudos culturais, mantém-se o idioma pomerano nos rituais; preservam-se danças, músicas e culinária. Isto reforça a identidade étnica.
4. O casamento como rito comunitário
Uma das características mais marcantes do casamento pomerano é seu caráter comunitário. Diferente da visão moderna individualizada, o casamento tradicional envolvia toda a Comunidade.
No Brasil, essa característica foi preservada entre imigrantes e seus descendentes. Os preparativos começam semanas antes. A Comunidade participa da construção de estruturas, doação e preparo dos alimentos. Na quinta-feira, cada convidado levava uma
galinha e manteiga para ajudar na festa. A festa tradicional divide-se em três momentos principais: véspera (quebra-louças) –ritual simbólico de preparação; dia do casamento – cerimônia religiosa e grande banquete; pós-festa – continuidade das celebrações. Essa estrutura reforça o casamento como evento social, envolvendo economia, religião e cultura.

5. Elementos simbólicos e rituais
5.1 - O convidador (Hochtijdsbirer)
O casamento pomerano começa antes mesmo do dia da celebração. Ele se inicia com um gesto profundamente significativo: o convite. E este não é feito de qualquer maneira, mas através de uma figura especial: o convidador (Hochtijdsbirer).
Tradicionalmente, essa missão é confiada ao irmão mais novo da noiva, que percorre as casas da Comunidade — antigamente a cavalo, hoje também de bicicleta, moto ou carro — levando não apenas um convite, mas um anúncio de alegria. O veículo enfeitado com fitas e ramos de alecrim já comunica, sem palavras, que algo especial está para acontecer.
Na tradição mais antiga, o convidador andava em círculos pela sala, enquanto declamava um poema. Não era apenas informação, era proclamação. Havia beleza, solenidade e alegria no anúncio.
Hoje, muitas vezes, entrega-se um envelope com o convite. Mas o sentido mais profundo permanece: ninguém é convidado de forma impessoal — cada pessoa é lembrada, visitada e chamada.
Esse costume revela a importância da oralidade e da formalidade ritual. A figura do convidador (Hochtijdsbirer) carrega um significado profundamente simbólico. Ele não apenas convida — ele anuncia. O convidador torna-se, assim, uma imagem viva daquele que anuncia o Reino de Deus — alguém que vai ao encontro, que chama pelo nome, que convida para a comunhão.
Quando o chefe da casa aceita o convite bebendo um gole da cachaça trazida pelo convidador, e a dona da casa prega uma fita colorida nas costas do convidador, não se trata apenas de um costume social, é um gesto de aceitação pública. A fita colorida que é presa ao colete do convidador torna visível essa decisão. É como dizer: “Recebemos o convite, participaremos da alegria, caminharemos juntos.”
O dinheiro oferecido ao convidador não é pagamento comercial, mas reconhecimento. Ele expressa gratidão por alguém que se colocou a serviço da Comunidade.
Versos declamados pelo convidador
“A todos digo um bom dia! Ando em círculo, para que tudo transcorra com entendimento. Trago saudação do noivo Hermann e da noiva Bertha. Fui incumbido de convidar para o casamento deles no dia 22 de agosto, sexta-feira na casa dos pais da noiva. De certo todos virão, pai e mãe e todas as crianças, o avô e a avó também. Frangos e bois serão assados. Além disso, muita outra comida gostosa será preparada. A colher não foi esquecida, assim não precisam comer com os dedos. À noite haverá uma bela dança, que a todos alegrará. Venham com suas roupas de festa, engraxem os sapatos, porém não mais bem vestidos que os noivos. Desculpem o meu jeito. Ainda sou jovem”.
5.2 - O Quebra-Louças: entre proteção, conselho e comunhão
Na noite anterior à bênção matrimonial, a Comunidade se reúne para um momento singular: o quebra-louças. É um ritual rico em significado. As mulheres da família e da Comunidade quebram peças de porcelana no chão. Antigamente, acreditava-se que esse gesto afastava o mau-olhado. Embora essa crença tenha raízes populares, podemos compreender esse momento também de forma pastoral: o casamento precisa ser cercado de cuidado, oração e proteção. Assim, o gesto de quebrar louça pode ser ressignificado como um clamor comunitário: “Que Deus proteja este lar que está sendo formado.”
Durante o ritual, a mulher mais velha dirige palavras aos noivos. Não são palavras vazias, mas conselhos nascidos da experiência. Aqui se manifesta um valor precioso da tradição pomerana: a transmissão da sabedoria entre gerações. O casamento não começa do zero. Ele se apoia na história, na fé e na experiência daqueles que vieram antes.
Depois de quebrar a louça, cabe aos noivos recolher os cacos — tarefa que não é fácil, especialmente quando outros ainda espalham os pedaços. Esse momento é profundamente simbólico. Ele ensina que a vida não será perfeita, haverá dificuldades e nem tudo estará sob controle. Mas também ensina que o casal caminha junto, as decisões são compartilhadas e os desafios são enfrentados em união. Os cacos não são descartados — são guardados como sinal de sorte. Mais do que superstição, podemos ver aqui um gesto de memória: lembrar que a vida tem fragilidades e reconhecer que Deus sustenta mesmo nas imperfeições.
Nessa noite de véspera é servida uma sopa de miúdos de galinha que também carrega significado. A tradição diz que a galinha dá “percepção” para identificar perigos. Pastoralmente, podemos compreender isso como um chamado à vigilância e um convite ao cuidado com o lar. E, ao mesmo tempo, é um momento de mesa compartilhada — sinal de comunhão, alegria e gratidão. Tudo isso aponta para uma verdade maior: o casamento é sustentado por Deus, vivido em Comunidade e edificado no dia a dia.
5.3 - A música e a dança
A música possui papel central no casamento pomerano, funcionando como elemento de identidade cultural. Segundo Nasr (2009), os repertórios musicais reforçam vínculos afetivos e sociais dentro da Comunidade.
Na cultura pomerana, o casamento é um dos espaços privilegiados de preservação da identidade coletiva. Nesse contexto, a música ocupa lugar central como patrimônio imaterial, transmitido entre gerações e profundamente ligado à memória comunitária.
Segundo Marcia Regina Romeiro Chuva (2009), práticas culturais como festas, rituais e músicas são fundamentais na construção e manutenção da identidade de grupos tradicionais. No caso pomerano, a música no casamento não é apenas decorativa, mas estruturante. Segundo NASR (2009): “as músicas [...] são entendidas como parte dos processos ritualísticos da festa de casamento pomerano [...] reforçando a identidade”.
Essa centralidade pode ser compreendida à luz da tradição cristã, especialmente luterana, na qual a música assume função pedagógica e espiritual. Assim, no casamento pomerano, a música articula três dimensões: cultural (preservação da tradição), social (integração comunitária) e espiritual (expressão da fé).
A concertina, instrumento de fole semelhante ao acordeão, tornou-se um dos principais símbolos da música pomerana, especialmente nas regiões de colonização no Brasil. De acordo com NASR (2009), a música pomerana capixaba, fortemente marcada pela presença da concertina, cumpre função agregadora nas festas e rituais, especialmente no casamento. O som da concertina marca o ritmo da celebração, orienta a dança coletiva e cria um ambiente de pertencimento. Mais do que instrumento, a concertina funciona como mediadora cultural, conectando passado e presente.
A dança no casamento pomerano é essencialmente comunitária. Diferente de contextos modernos mais individualizados, ela envolve casais, famílias e toda a Comunidade. Segundo TURNER (1974), os rituais coletivos criam um estado de “comunitas”, no qual as diferen-
ças sociais são momentaneamente suspensas em favor da unidade. Nesse sentido, a dança reforça vínculos sociais, promove integração e expressa alegria compartilhada. Ela é, portanto, uma forma de comunicação não verbal que manifesta aquilo que a Comunidade vive interiormente.
Atualmente temos a dança dos noivos, onde todos os convidados participam. No passado havia três momentos com danças: Brutbidanz (dança dos noivos) com todos os convidados. Antes da meia noite havia o “Kranzafdans” (dança da grinalda). Nessa dança o casal dançava com as pessoas solteiras. Uma espécie de despedida. Depois da meia noite havia o “Hutafdanz” (dança do chapéu). O casal dançava com as pessoas casadas. Além disso, de madrugada havia uma rememoração das danças antigas, onde mais velhos recordavam e os mais jovens aprendiam. Entre as danças: Herr Schmidt, Vota Ratt (dança que imitava roda d’água), Trip Trap (com palmas), Ludvig du bist besoffen (Ludovico está bêbado – valsa), Caramboll (dança em círculo), Lot ist dot (Lot morreu), etc.
A dança dos noivos ocupa lugar simbólico especial dentro da celebração. Trata-se de um momento ritual que marca o início da vida conjugal, a apresentação pública do casal e a inserção dos noivos na Comunidade como nova unidade familiar. Sob perspectiva antropológica, pode ser compreendida como parte do rito de passagem descrito por Arnold van Gennep (2011). Do ponto de vista simbólico, a dança dos noivos expressa harmonia, reciprocidade e aprendizado mútuo. É uma representação concreta da vida a dois: caminhar juntos, ajustar ritmos, manter o equilíbrio.

Tocadores de concertina. Cada casamento tocado, se amarrava uma fita na concertina. Os tocadores de concertina eram remunerados com doações voluntárias colocados no prato.
Na perspectiva pastoral, música e dança não são apenas manifestações culturais, mas também expressões da fé. A tradição bíblica reconhece a importância da música e da dança como formas legítimas de louvor: “Louvem o seu nome com danças.” (Salmo 149.3). O casamento, enquanto festa comunitária, torna-se sinal da alegria divina e da comunhão entre as pessoas. Além disso, a celebração remete à esperança escatológica: “Bem-aventurados os convidados para a ceia das bodas do Cordeiro.” (Apocalipse 19.9). Assim, a música e a dança no casamento pomerano podem ser compreendidas como expressão da graça vivida no presente e antecipação simbólica da alegria futura. A música e a dança no casamento pomerano revelam a profundidade de uma cultura em que fé, Comunidade e tradição estão profundamente entrelaçadas: a concertina simboliza a memória viva, a dança expressa a comunhão e a dança dos noivos representa a nova vida. Mais do que elementos festivos, esses aspectos constituem um verdadeiro sistema simbólico, no qual o casamento é celebrado como evento comunitário, rito cultural e evocação vivida diante de Deus.
5.4 - O vestido da noiva
Um dos símbolos mais marcantes é o uso do vestido preto. A tradição do vestido preto não nasce de um único significado, mas de uma combinação de fatores históricos e culturais. A interpretação mais consistente na literatura histórica é que o vestido preto deriva do costume europeu de utilizar a melhor roupa disponível, frequentemente escura, sobretudo entre camponeses. Conforme ARIÈS e DUBY, (1990), os trajes relacionados ao casamento eram profundamente influenciados pela classe social e pelas condições materiais.
Na antiga Pomerânia, a maioria das famílias era pobre, rural e com poucos recursos. Daí entra uma questão de economia e praticidade. Tecidos eram caros, o vestido precisava ser reutilizado e cores escuras, como o preto, eram mais duráveis. Por uma questão econômica e prática, o vestido de noiva precisava ser durável, reutilizável e adequado para outras ocasiões importantes. Para Rölke (1996) “os costumes pomeranos mantêm forte ligação com a tradição camponesa europeia, marcada

pela simplicidade e funcionalidade das vestimentas.”
O preto era uma cor mais acessível e barata, não sujava facilmente, podia ser usado depois no culto, luto ou eventos formais e representava sobriedade e respeito. Ou seja, o vestido da noiva pomerana não era feito para “um dia”, mas para a vida. Entre os pomeranos predominava uma vida simples e rural. Havia forte valorização da sobriedade. Roupas escuras eram comuns em contextos formais. Assim, o vestido preto para noivas não era exceção — era o normal da época.
Segundo SHORTER (1975), antes do século XIX, as noivas simplesmente usavam seu melhor vestido, independentemente da cor. Não havia um padrão universal de vestido branco, uma vez que as noivas usavam diferentes cores para vestidos de casamento. O branco só se popularizou depois do casamento da Rainha Vitória com o Príncipe Albert de Saxe-Coburgo-Gota, em 10 de fevereiro de 1840, na Capela Real do Palácio de St. James, em Londres. A cerimônia, que uniu a monarca ao seu primo, popularizou a tradição do vestido de noiva branco.
Na tradição pomerana o casamento era visto como um compromisso sério, uma mudança de vida e uma responsabilidade diante de Deus. O preto expressava isso visualmente: não era festa superficial, era aliança profunda. O vestido preto nos ensina algo profundo: o casamento não é sobre aparência — é sobre aliança, fidelidade e compromisso diante de Deus.
Mesmo hoje, algumas noivas optam por manter essa tradição como forma de preservação identitária. O mais importante é que essa tradição continua sendo um sinal vivo de identidade, fé e pertencimento entre os pomeranos.
5.5 – A Bênção Matrimonial

Na tradição pomerana, profundamente marcada pelo luteranismo, a cerimônia de casamento não é vista como um espetáculo social, mas como um culto público diante de Deus. Mais do que “realizar” um casamento, a Igreja abençoa uma união já assumida pelos noivos. Isso está em sintonia com o ensino de Martinho Lutero, que compreendia o matrimônio como uma vocação no mundo, e não como sacramento no sentido estrito. Assim, a celebração é chamada de Bênção Matrimonial.
A cerimônia acontece, tradicionalmente, no templo da Comunidade. A chegada dos noivos é simples, porém significativa: a Comunidade já está reunida, há um clima de respeito e alegria, muitas vezes preservam-se elementos culturais (trajes, língua pomerana, música).

Na liturgia tradicional, os noivos eram recebidos na porta do templo pelo pastor. Após acolhida, seguia-se a entrada solene ou cortejo de entrada, tendo o pastor na frente, seguido pelo casal de noivos, pais, testemunhas, demais convidados e a Comunidade. A presença da Comunidade era essencial, pois o casamento não é um ato privado, mas testemunhado pelo povo de Deus.
A celebração segue uma estrutura semelhante ao culto cristão, com elementos bem definidos: acolhida e invocação, leitura bíblica, mensagem (pregação), consentimento (promessas), troca de alianças, bênção ao casal, Intercessão da Comunidade, bênção e envio.

A cerimônia expressa algumas verdades centrais: O casamento não começa apenas na vontade humana, mas na graça divina; mais do que sentimento, o amor é decisão vivida diariamente; a Comunidade não apenas assiste — ela participa e sustenta; o casal torna-se sinal visível do amor de Deus no mundo. A Bênção Matrimonial na tradição pomerana é um momento de profunda simplicidade e grande significado. Não há excesso de formalidade, mas há profundidade: Palavra proclamada, promessa assumida e bênção recebida. E, acima de tudo, a certeza de que Deus caminha com o casal desde o primeiro passo.

No passado, quando os noivos iam falar com o pastor, ele perguntava se haviam tido relações sexuais antes do dia da bênção. Se confessassem que sim, não podiam usar grinalda e ramalhete no momento da bênção. O pastor anotava “Ohne Kranz” ou “Mit Kranz uns Strauch”, quando fossem virgens.


5.6 – Sabores da tradição: comidas e bebidas no casamento pomerano
O casamento pomerano não se celebra apenas com palavras, música e ritos — ele também se expressa à mesa. A comida e a bebida ocupam um lugar central nessa tradição, sendo muito mais do que sustento: são sinais de acolhimento, comunhão e continuidade cultural.
Desde os tempos da antiga Pomerânia até as comunidades no Brasil, especialmente no Espírito Santo, preparar um casamento sempre significou mobilizar toda a Comunidade. Dias antes da celebração, vizinhos, parentes e amigos se reúnem para cozinhar, assar, cortar, temperar. Cada gesto carrega memória e pertencimento.
A mesa no casamento pomerano é farta. Não por ostentação, mas por um valor profundo: ninguém pode sair sem ser bem servido. Servir bem é sinal de honra, de respeito e de alegria compartilhada. A fartura expressa gratidão pela vida e pelo cuidado de Deus.
Entre os alimentos mais presentes nos casamentos pomeranos, destacam-se: carnes suínas (assadas ou cozidas), galinha preparada de diversas formas, linguiças caseiras, pães e cucas, bolos simples, mas abundantes.
Cada prato conta uma história. São receitas transmitidas de geração em geração, muitas vezes preparadas da mesma forma que os antepassados faziam.
A comida, nesse contexto, é também memória viva. Ao saborear, a Comunidade recorda suas origens, sua caminhada, sua identidade.
Um dos pratos mais simbólicos é a sopa de miúdos de galinha, tradicionalmente servida no contexto do casamento, especialmente ligada ao momento do quebra-louças: a Comunidade alimenta, cuida e participa do início da nova vida do casal.
Um dos aspectos mais marcantes é que a comida não é contratada — ela é preparada coletivamente. Homens e mulheres assumem tarefas como abate de animais, preparo das carnes, preparo de pão e bolos e toda a organização da cozinha. Esse trabalho conjunto fortalece laços e expressa um valor essencial: o casamento não é responsabilidade de dois, mas de todos.
No casamento pomerano, comer juntos é mais do que um momento prático — é um ato simbólico profundo. Sentar-se à mesa significa: fazer parte, ser acolhido, compartilhar da alegria. É um gesto que lembra que a vida cristã também é vivida em comunhão: “Todos comeram e ficaram satisfeitos.” (Mateus 14.20)
As bebidas também possuem papel importante na celebração. A cachaça, por exemplo, aparece já no momento do convite, quando o convidador oferece um gole ao chefe da casa. Durante o casamento, outras bebidas podem estar presentes, sempre dentro de um espírito de celebração e convivência. Beber juntos, na tradição pomerana, não é excesso, mas partilha — um modo de fortalecer vínculos.
As comidas e bebidas no casamento pomerano revelam algo essencial: o amor também se constrói à mesa. Ali se compartilha mais do que alimento: compartilha-se história, partilha-se a vida e celebra-se a graça de Deus. Cada prato servido, cada copo compartilhado, cada gesto de hospitalidade diz aos noivos, sem palavras: “Vocês não estão sozinhos. Caminhamos juntos.”
6. Transformações contemporâneas
Apesar da forte preservação, o casamento pomerano passou por mudanças significativas. Muitas tradições foram reduzidas ou adaptadas, com casamentos mais curtos e menos comunitários. A influência da mídia e da cultura dominante levou à incorporação de elementos externos, como vestido branco, cerimônias mais individualizadas, redução da duração das festas. A liturgia está mais flexível, pastoral e personalizada. Em termos gerais, o que mudou não foi o conteúdo essencial (que continua bíblico e teológico), mas a forma de celebrar.
Com o passar do tempo, outras mudanças ocorreram como introdução de novos pratos, variedade de bebidas, serviços terceirizados e adaptação às realidades urbanas. Ainda assim, muitos elementos permanecem, especialmente nas Comunidades mais tradicionais. Isso mostra que a tradição não desaparece — ela se transforma, mas continua viva.
Ao mesmo tempo, observa-se um movimento de valorização das raízes, especialmente entre jovens que buscam resgatar tradições como uso do traje típico, ritual do convidador, quebra-louças e música tradicional.

7. Considerações finais
O casamento na cultura pomerana revela-se como um fenômeno complexo, que transcende a simples união conjugal. Ele constitui um espaço privilegiado de transmissão cultural, identidade e pertencimento.
Desde suas origens na Europa até sua presença no Brasil contemporâneo, o casamento pomerano demonstra uma notável capacidade de adaptação, sem perder seus elementos essenciais. Trata-se, portanto, de um exemplo significativo de como tradições podem sobreviver e se reinventar diante das transformações sociais.
Neste mês de maio, celebramos as noivas, os casais e também a história de um povo que nos ensina que o amor verdadeiro se constrói com fé, Comunidade e compromisso. Que Deus abençoe cada lar e cada história de amor.
Referências bibliográficas
• ARIÈS, Philippe; DUBY, Georges (org.). História da vida privada: da Europa feudal à Renascença. São Paulo: Companhia das Letras, 1990.
• CHUVA, Márcia Regina Romeiro. Os arquitetos da memória: sociogênese das práticas de preservação do patrimônio cultural no Brasil (anos 1930-1940). Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 2009.
• G1/HiperNotícias. Noivas se casam de preto para manter tradição pomerana.
• HERTELIU, C. et al. The influence of Lent on marriages and conceptions. 2018.
• MUNIZ, E. S. A arte e a cultura pomerana. 2022.
• NASR, M. F. A música pomerana capixaba: a festa e o casamento. Revista Fênix, 2009.
• RÖLKE, H. R. Descobrindo raízes: aspectos geográficos, históricos e culturais da Pomerânia. Vitória: UFES, 1996.
• SHORTER, Edward. The making of the modern family. New York: Basic Books, 1975.
• TURNER, Victor. O processo ritual: estrutura e antiestrutura. Petrópolis: Vozes, 1974.
• VAN GENNEP, Arnold. Os ritos de passagem. Petrópolis: Vozes, 2011.
• WENDLER, D. H.; THIES, V. G. Convites de casamento: cultura escrita na tradição pomerana. UFPel, 2017.
Autores: P. Rubens Stuhr e P. Sidney Retz
Paróquia de Rio Ponte (apoio para conclusão de templo)
A Paróquia de Rio Ponte – IECLB deu mais um importante passo em sua caminhada de fé e missão. Recentemente, foi encaminhado ao Conselho de Missão um projeto com o objetivo de solicitar auxílio financeiro para a conclusão do templo da Comunidade em Vila Schwanz, uma obra que representa não apenas estrutura física, mas também a concretização de um sonho cultivado ao longo de décadas.
A história da comunidade é marcada pela perseverança. Há cerca de 30 anos, os membros começaram a se reunir como ponto de pregação, fortalecendo laços de fé e comunhão. Esse caminho ganhou um marco significativo no dia 03 de agosto de 2025, quando foi realizada a Assembleia de Fundação da comunidade, reforçando o compromisso com a missão da Igreja e motivando ainda mais a continuidade da construção do templo, iniciada há aproximadamente 7 anos.
A realização deste projeto se justifica pela necessidade de oferecer um espaço adequado e estruturado para o desenvolvimento das atividades espirituais, missionárias e comunitárias. Atualmente, a estrutura ainda incompleta impõe limitações à realização plena de ações de evangelização.
Com a conclusão da obra, a comunidade poderá contar com um ambiente mais organizado, seguro e acolhedor, favorecendo a participação das pessoas e fortalecendo o trabalho da Igreja na região. O novo espaço também servirá como ponto de apoio para ações missionárias, sociais e educativas, especialmente voltadas para crianças, jovens e famílias, contribuindo para o fortalecimento
dos valores cristãos e o cuidado com a comunidade local.
A Paróquia e, de forma especial, a Comunidade em Vila Schwanz, receberam com alegria a resposta do Conselho de Missão, que reconheceu a importância do projeto e, após análise, aprovou parcialmente o pedido, concedendo o valor de R$ 18.000,00 para auxiliar na continuidade da construção.
Este apoio é motivo de gratidão e esperança, renovando o compromisso de seguir firmes na missão de anunciar o Evangelho e servir com amor. A caminhada continua, sustentada pela fé, pela união da comunidade e pela confiança de que Deus segue abençoando cada passo desta história.
Tatiane Berger Grunewald
IECLB no agreste e litoral do Nordeste
Com alegria e gratidão, a Comunidade de Gravatá-PE e a Paróquia no Recife-PE partilham a aprovação de dois projetos missionários pelo Conselho de Missão do Sínodo Espírito Santo a Belém, por meio da Campanha Vai e Vem. As iniciativas contemplam diferentes contextos, mas estão unidas pelo mesmo propósito que é fortalecer a presença e a ação da IECLB no Nordeste.
Em Gravatá/PE, o projeto “Reforma da Casa Comunitária” foi aprovado integralmente, com o valor de R$ 4.000,00, destinado à substituição das janelas do espaço. A Casa Comunitária desempenha papel fundamental no acolhimento de pessoas e no apoio às atividades diaconais da Pro Ludus. Com as melhorias, a comu -

nidade também se prepara para, no futuro, ampliar esse acolhimento, sendo local de estágio para estudantes de teologia e para Ministros e Ministras Candidatas do Período Prático de Habilitação ao Ministério (PPHM), fortalecendo ainda mais a dimensão missionária e formativa da IECLB.

No Ponto de pregação em João Pessoa/PB, o projeto “Fortalecimento e Expansão da IECLB” receberá apoio no valor de R$ 25.000,00. O recurso será destinado ao aluguel de um espaço fixo para o Ponto de Pregação, possibilitando a realização de uma programação semanal, maior visibilidade e consolidação da presença luterana na capital paraibana. Atualmente as atividades acontecem nas casas das famílias e de um miniauditório alugado. Trata-se de um passo importante em um contexto urbano em crescimento, onde a comunidade, com participação ativa de suas lideranças e membros, vem se reorganizando e assumindo com compromisso a construção de um caminho missionário sólido.
Expressamos a nossa sincera gratidão ao Sínodo Espírito Santo a Belém e ao Conselho de Missão pela confiança, parceria e investimento. Agradecemos de antemão a cada pessoa que ofertará à Campanha Vai e Vem. Como nos lembra 1 Coríntios 3.6: “Eu plantei, Apolo regou, mas Deus deu o crescimento.” Assim também seguimos: confiando que, em cada gesto de serviço, Deus continua fazendo florescer sua missão entre nós.
Pastor Lohan Schulz Tesch

Teixeira de Freitas/BA
(Construção do primeiro templo no extremo Sul da Bahia)
Todos que fazem a AMI (Área Missionária Nordeste/MG e Sul/ BA), pessoas membros e simpatizantes, vêm se dedicando para fortalecer o trabalho missionário nessa região. O sonho de edificar o primeiro Templo da IECLB nessa região, enfim está se tornando uma realidade. Isso porque muitas pessoas sonharam junto com a comunidade local, através de doações, campanhas e orações. Dentre as campanhas, a Campanha Vai e Vem, sempre fez o diferencial em vários momentos dessa caminhada.
A aspiração da construção do templo, ficou mais viável, quando a partir do dia 28 de novembro de 2021, com a parceria do Sínodo Espírito Santo a Belém, União Paroquial Norte ES e Paróquia da Missão – Linhares/ES foi realizada a venda de um terreno em Sooretama/ES e o valor da venda foi destinado para AMI. Assim sendo,
foram comprados dois terrenos para darmos início da realização do nosso sonho de edificar o primeiro templo da IECLB no Extremo Sul da Bahia.
Em outubro de 2022, com o apoio da Campanha Vai e Vem Sinodal, se providenciou a instalação de uma tenda no terreno, a construção de banheiros, a instalação da água e da energia. Portanto, o objetivo da instalação de uma tenda no local e a construção de banheiros, foi para iniciarmos as atividades naquele bairro em Teixeira de Freitas/BA e irmos “ marcando território” . Isto porque os cultos e demais atividades comunitárias eram realizadas em espaços alternativos, como: garagem, academia, embaixo de mangueira e nos últimos anos no espaço adaptado na casa pastoral. No dia 13 de novembro de 2022, foi realizado o lançamento da Pedra Fundamental do nosso futuro templo.
Em maio de 2024, demos o início à construção do templo. Desde então, novas campanhas, mutirões e doações continuaram sendo realizadas no âmbito local, UPNES, no Sínodo Espírito Santo a Belém e pela Secretaria Geral da IECLB. O templo foi surgindo e gerou expectativas, pois ele é sonho comunitário. Em frente à igreja, a prefeitura iniciou a construção de uma Praça Pública. A comunidade luterana local, encaminhou uma proposta para sermos “os guardiões” da futura praça e fizemos a indicação de que esta praça receba o nome “Martim Lutero”. O projeto de lei foi encaminhado e aprovado pela Câmara de Vereadores do Município de Teixeira de Freitas/BA.
Com muita expectativa e luta marcamos a data da Dedicação do templo para o dia 17 de maio de 2026. Como ainda havia alguns desafios para concluir a obra até a data prevista, mais uma vez, encaminhamos uma proposta de projeto para o Conselho Sinodal de Missão, para nos apoiar na aquisição das portas e janelas do templo. A aprovação do pedido nos possibilitou finalizar a obra a tempo. A Campanha Vai e Vem sempre foi o diferencial no trabalho missionário. É através da doação de cada pessoa, que podemos continuar sonhando. Assim como nós, outras comunidades de nosso vasto Brasil também recebem esse apoio e podem manter as suas ações pastorais/missionárias. É como um impulso, um oxigênio para manter os trabalhos aonde há dificuldade de sustentação financeira.
Em Teixeira de Freitas/BA, frisamos que com a conclusão do Templo, iremos iniciar uma nova fase, pois após todos esses anos realizando as atividades em espaços alternativos, sem um espaço determinado e saindo da informalidade, o templo proporcionará “mais conforto”, maior visibilidade da nossa IECLB nessa região, bem como o crescimento numérica da nossa comunidade. Pois já temos percebido avanços significativos: novas pessoas se integrando a vida comunitária; a conquista do nome da Praça “Martim Lutero”; a visibilidade e o respeito da Igreja na cidade. Na certeza de que “até aqui nos ajudou o Senhor”. (1 Samuel 7.12)

A violência doméstica fere corpos, destrói vidas, abala famílias e desfigura as relações humanas: amor, cuidado, respeito e vida em abundância (João 10.10)

Dizem que “em briga de marido e mulher, ninguém mete a colher”. Afinal, quantas foram as vezes que escutamos essa expressão no nosso dia a dia?
Naturalmente, esse ditado brasileiro, transmite o conceito enraizado de que conflitos entre casais devem ser resolvidos apenas pelas pessoas envolvidas, sem a interferência de outras.
Em contrapartida, a colher, no ditado popular, simboliza uma certa interferência. Ou seja, “meter a colher” denota se envolver, dar opinião e intervir na situação, que num primeiro momento, não lhe diz respeito. Assim, o ditado sugere que quem se envolve em “briga” de casal pode acabar se prejudicando ou sendo mal interpretado. Desta forma, a presente expressão reforça a ideia de que certos problemas pertencem à esfera privada e devem ser resolvidos internamente.
Apesar do ditado popular reforçar uma ideia equivocada sobre a privacidade do casal, é preciso questionar as entrelinhas e os limites estabelecidos. Em contextos de violência ou que a vida da mulher esteja em risco, o ato de “meter a colher” deixa de ser um ato invasivo para se tornar fundamental de responsabilidade social e proteção à vida.
A violência doméstica no Brasil não é um fenômeno isolado, mas uma questão estrutural que atravessa classes sociais, nacionalidades e gerações. Embora o país tenha avançado significativamente com a criação da Lei Maria da Penha, considerada uma das três melhores legislações do mundo no combate à violência de gênero, os números ainda revelam uma realidade de guerra invisível travada dentro dos lares.
Anteriormente ao lançamento da campanha, “Fé que Cuida da Vida: um compromisso concreto com a justiça de gênero”, promovida pela Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB) no mês de março, ministros e ministras da União Paroquial da Grande Vitória (UPGV), propuseram, como parte do planejamento para a abertura dos trabalhos da OASE da UPGV, abordar o tema da violência doméstica.
Diante do contexto religioso, comunitário e eclesial, essa temática apresenta-se como delicada, complexa e, muitas vezes, polêmica. Em diferentes momentos, quando comunidades religiosas procuram tratar do assunto, percebe-se que ele ainda tende a ser silenciado. Infelizmente, a violência doméstica continua sendo, em muitos contextos comunitários

e eclesiais, um dos temas considerados difíceis ou até mesmo “proibidos” de serem discutidos abertamente. Contudo, trata-se de uma das realidades mais dolorosas e silenciosas presentes na sociedade.
A violência doméstica fere corpos, destrói vidas, abala famílias e desfigura as relações humanas: amor, cuidado, respeito e vida em abundância (João 10.10). Nesse sentido, na tarde do dia 4 de março, na Comunidade de Jardim Limoeiro (Paróquia Evangélica de Confissão Luterana Serra) ocorreu a abertura dos trabalhos da OASE da UPGV.
Mulheres e homens presentes foram conduzidos durante todo o encontro pela Pastora Rosangela Stange, coordenadora teológica da OASE da UPGV. Posteriormente, a Dra. Layla Freitas — advogada, socióloga, pesquisadora em gênero e justiça, presidente da Associação Brasileira de Advogados Criminalistas do Espírito Santo e presidente da Comissão da Mulher Advogada da OAB-ES — abordou a temática de forma brilhante, leve, sensível e acessível, por meio da palestra intitulada “A ESCALADA DA VIOLÊNCIA DOMÉSTICA: CONSCIENTIZAÇÃO E PREVENÇÃO”.
Durante a roda de conversa, as pessoas participantes puderam aprender e refletir sobre a definição de violência, seus diferentes tipos, o papel da comunidade religiosa nesse contexto, bem como formas de identificar e acolher mulheres, jovens e meninas que vivenciam situações de violência. Também estiveram presentes as advogadas Dra. Suany Wutke, Dra. Isabella Cunha e Dra. Rosyanne Ferrugine, bem como a Pastora Anelise Knüppe, o Diácono Erivelton Reinke e o Pastor Stefan Ruy Krambeck, ministros e ministras da UPGV.
Ao final do encontro, o momento foi encerrado com um agradável café de confraternização e com a troca de flores realizada por meio de um sorteio. A OASE da Comunidade de Jardim Limoeiro também preparou pequenas caixinhas contendo frases e versículos bíblicos como lembrança do encontro. Como parte dessas lembranças, a bacharela em Teologia e mestranda em Teologia Ana Carolina Paranhos Assunção elaborou um caça-palavras relacionado à temática, com o objetivo de possibilitar que, nos encontros dos grupos de OASE, a reflexão sobre o tema possa continuar.
A partir das contribuições da Dra. Layla, os grupos de OASE foram convidados a refletir, questionar e encorajar-se mutuamente a não permanecerem em silêncio diante dessas situações. Todas as pessoas presentes foram incentivadas a tornarem-se comunidades mais atentas, proféticas, acolhedoras e comprometidas com o cuidado e a proteção da vida.
Ana Carolina Paranhos Assunção

Resgate histórico emocionante das mulheres que iniciaram e deram continuidade aos Grupos da OASE na UP Santa Maria
No último dia 08 de março a União Paroquial Santa Maria reuniu-se na Comunidade de Santa Luzia – Paróquia de Santa Maria de Jetibá, para uma celebração conjunta do “Dia da OASE da UP Santa Maria” e, também, o “Dia Internacional da Mulher”. A coordenação da OASE organizou o Encontro, onde envolveu cerca de 170 pessoas, entre integrantes da OASE, familiares e equipe de apoio. Já na chegada, o momento de acolhida foi com um café compartilhado, entre abraços e sorrisos de reencontros. Na igreja, o acolhimento seguiu com hinos e muita alegria. A saudação foi feita pelos ministros orientadores da OASE da UP, Pastora Marlete Stein Geise e Pastor Marcos Cesar Vollbrecht, que conduziram a celebração inicial, lembrando exemplos de mulheres nas histórias da Bíblia.
A convidada, Pastora Vice Sinodal Iraci Wutke, abordou o tema “Mulheres e suas Histórias”, usando a reflexão bíblica e enfatizando também o tripé da OASE: “Comunhão, Testemunho e Serviço”. Ela fez uma dinâmica usando retalhos de cores diferentes de tecido costurados entre si, simbolizando a união de histórias diferentes, mas com o mesmo objetivo, formando no final, uma grande colcha de retalhos, representando assim, o ser OASE. Dentro da temática

maior da comemoração dos “180 anos de Presença Luterana no Estado do Espírito Santo” neste ano de 2026, foram homenageadas pública e presencialmente mulheres que fizeram história nas comunidades, especialmente nos Grupos da OASE nas comunidades da UP Santa Maria. Houve um resgate histórico emocionante das mulheres que iniciaram e deram continuidade aos grupos nas Paróquias, com imagens em telão e a presença de várias del as no evento.
Após o delicioso almoço, preparado por mulheres da Comunidade de Santa Luzia, seguiu-se momentos de recreação. O Encontro foi encerrado com o Culto com Santa Ceia, concluindo a despedida com um café da tarde compartilhado. Queremos expressar nossa Gratidão a todas as pessoas e à Comunidade de Santa Luzia, que se dedicaram com muita alegria ao evento. Na certeza de mais encontros assim, ficamos com o coração agradecido pela oportuni dade desse dia.
Verinha Vesper Wolfgran
Coordenação da OASE da UP Santa Maria

Entre os dias 25 e 26 de abril de 2026, a comunidade Luterana de Itaguaçu, IECLB, Paróquia de Palmeira de Santa Joana, sediou um momento de profunda reflexão e comunhão: o Seminário e a Assembleia Sinodal da OASE (Ordem Auxiliadora de Senhoras Evangélicas). O evento reuniu um número expressivo de lideranças. Mulheres vindas de diversas comunidades do Sínodo Espírito Santo a Belém, reafirmaram a força e a união do trabalho da OASE na igreja.
O cuidado com a Criação foi sentido antes mesmo das primeiras palavras serem ditas. A organização preparou um ambiente de pura harmonia, onde cada detalhe foi pensado com carinho. Toalhas de mesa em tons suaves combinavam perfeitamente com a ornamentação, que mesclava elementos naturais e artificiais de forma equilibrada. Essa estética delicada promoveu um clima de bem-estar e serenidade, acolhendo as participantes em um espaço de paz.
A teoria e a prática caminharam juntas. Para honrar o tema do encontro, o uso de descartáveis foi deixado de lado. As refeições foram servidas com louças bem organizadas, reforçando o compromisso com a redução de resíduos. Foi um testemunho vivo de que é possível realizar grandes eventos respeitando os recursos naturais. O ponto alto da programação foi a palestra ministrada pelo professor e biólogo Walter Có, que abordou o tema “Cuidar da Criação de Deus” . Com uma abordagem dinâmica, o palestrante utilizou recursos visuais e fotos ilustrativas que facilitaram a compreensão da plenária, conectando o conhecimento científico à responsabilidade cristã de zelar pelo meio ambiente. As considerações finais do professor Walter trouxeram uma forte carga emocional ao falar sobre o amor incondicional. Para ilustrar esse sentimento que transcende barreiras, ele apresentou a imagem impactante de uma mãe tentando defender seus filhotes em meio a adversidades. O momento gerou reflexão sobre o instinto de proteção, o cuidado com a vida e o amor sacrificial que Deus nos ensina.

Complementando a visão biológica, o pastor Rogério trouxe a fundamentação bíblica essencial, reafirmando que o cuidado com a natureza não é apenas uma pauta social, mas um mandamento divino. Ao destacar a importância espiritual de sermos bons mordomos do que Deus criou, o pastor selou o compromisso da igreja com a sustentabilidade e a vida. Juntos, os palestrantes deixaram claro que amar a Deus também significa cuidar do “ jardim ” que Ele nos confiou. Que as lições deste encontro floresçam em ações práticas em nossas Comunidades, Paróquias, Sínodo e OASE.
Além do aprendizado teórico e espiritual, o Seminário proporcionou um mergulho na história da cidade de Itaguaçu. As participantes tiveram a oportunidade singular de visitar o templo histórico do município, uma jóia da Igreja Católica preservada em estilo neogótico. Caminhar pelos corredores da catedral não foi apenas um passeio turístico, mas uma extensão da palestra sobre “ Cuidar da Criação” , onde a arquitetura e a arte se revelaram como formas humanas de honrar o Criador através da beleza e da história.

O encerramento do sábado foi marcado por um clima de celebração e leveza. O jantar de confraternização foi embalado pelo som suave do saxofone, criando o ambiente perfeito para o diálogo e o fortalecimento de laços entre as participantes. A noite ganhou cores e ritmos vibrantes com as apresentações de danças folclóricas, celebrando a identidade cultural e a alegria cristã.
As participantes do seminário retornaram às suas comunidades com o compromisso renovado de serem guardiãs da criação e multiplicadoras do amor de Deus em seus lares e na sociedade.
O domingo foi dedicado à Assembleia Geral da Associação
Sinodal da OASE. Em um clima de confiança e reconhecimento pelo trabalho realizado, a plenária decidiu pela reeleição da atual diretoria:
Presidente : Solange Magdalena Petter Hell.
Vice presidente: Vera Cristina Lucker Beling.
Secretária : Sonia Marina Petter Jacob
Vice secretária : Regina Helena Louro Jannn
Tesoureira : Angela Maria Tresmann Erdmann.
Vice tesoureira: Ivane Onesorge Rucci
Conselho Fiscal:
1- Noilda Sarter Aigner
2- Dolores Hoffmann Marquardt
3- Lindinalva Holz
4- Relinda Kalk Zibell
5- Lucelene Barloesius das Neves Luxinger
6- Elza Plaster Holz
Pastores orientadores teológicos : Pastor Rogério Beling e Pastor Jorge Dumer
As lideranças foram reconduzidas para um novo mandato de 4 anos, com a missão de seguir fortalecendo a missão e o serviço das mulheres no sínodo.
O evento culminou com um significativo culto de encerramento e instalação da Diretoria reeleita. Durante a celebração foi enfatizada a imensa riqueza de dons concedida por Deus. Ressaltou-se que parte dessa riqueza é dedicada ao Reino de Deus através do trabalho das mulheres que colocam seus dons a disposição da igreja e da sociedade.
O evento em Itaguaçu deixou um legado de coerência. As participantes retornaram às suas comunidades inspiradas pela beleza do acolhimento e desafiadas a multiplicar o aprendizado sobre o cuidado com a Terra e o amor ao próximo fundamentadas no tripé da OASE: Comunhão, Testemunho e Serviço.

No último dia 06 de março aconteceu a comemoração dos 55 anos de fundação do Grupo de OASE “Lídia” da Comunidade de Jequitibá –União Paroquial Santa Maria, grupo este iniciado na época pela dona Maria, esposa do então P. Edgar Vollbrecht, no ano de 1971.

O grupo foi seguindo em frente e hoje continua sendo um dos grupos fortes da Comunidade. Tem encontros mensais, além de diversos envolvimentos em momentos importantes da comunidade, assim como se fazendo presente nas programações da OASE a nível de UP e Sinodal. Importante ressaltar que no grupo há participantes ativas ainda da época da sua fundação, além de contar com uma formação bem mista de idades, incluindo mulheres mais jovens bastante participativas, para a alegria e satisfação de todo o grupo.
Nossa gratidão a Deus por esta longa caminhada, e pelos muitos e diversos frutos que este grupo já gerou na vida pessoal das participantes, das suas famílias e no todo da Igreja Luterana. Gratidão também àquelas mulheres pioneiras que motivaram a criação do grupo e a participação das mulheres, que já naquela época tiveram a visão e o entendimento de que a OASE fez, faz e sempre fará toda a diferença na vida comunitária.
P. Marcos Cesar Vollbrecht

Jovens do Sínodo Espírito Santo a Belém experimentam uma intensa vivência de fé, comunhão e aprendizado
O Retiro do Carnaval Sinodal do Sínodo Espírito Santo a Belém reuniu jovens de diversas comunidades nos dias 14 a 17 de fevereiro de 2026, na Comunidade da Paz, localizada em Alto Jetibá, distrito de Caramuru, no município de Santa Maria de Jetibá. Com o tema “Mãos que servem, corações que agem”, e inspirado no lema bíblico da Bíblia Sagrada, em Colossenses 3.23: “Tudo o que fizerem, façam de todo o coração, como para o Senhor”, o encontro proporcionou uma intensa vivência de fé, comunhão e aprendizado.
Durante os três dias de programação, os participantes tiveram a oportunidade de aprofundar o tema central por meio de palestras, dinâmicas e momentos de partilha, além de refletirem sobre questões atuais, como juventude e identidade. A proposta do retiro buscou integrar espiritualidade com a realidade dos jovens, promovendo um ambiente de escuta, acolhimento e troca de experiências. O evento também se destacou pela ampla participação, contando com representatividade de todas as UPs do Sínodo, reunindo mais de 500 jovens, evidenciando a força e a união da Juventude Sinodal.
A condução do tema ficou por conta da Pastora Franciele Vanessa Sander e do Pastor Lohan Schulz Tesch, que trouxeram reflexões profundas e contextualizadas, incentivando os jovens a viverem a fé de forma prática no dia a dia. Entre os momentos mais marcantes esteve

o culto de Taizé, que emocionou os participantes com sua proposta contemplativa e ambiente de oração.
A programação também contou com oficinas, atividades recreativas e momentos de interação, que fortaleceram os laços entre os jovens. Um dos destaques foi o escape game temático, desenvolvido pela coordenadora Bianca Berger Amorim, que proporcionou uma experiência dinâmica e alinhada ao tema do Retiro. Outro ponto alto foi a noite festiva, que valorizou a cultura local e apresentou talentos da UP Santa Maria, onde fica localizada a Comunidade da Paz, anfitriã do evento.
Além disso, atividades como caricaturas e dinâmicas ao longo dos dias contribuíram para um ambiente leve e acolhedor. O Retiro foi encerrado com um culto de despedida marcado pela emoção, reunindo diversos pastores e reforçando o sentimento de unidade entre os participantes.
Mais do que um encontro, o Retiro do Carnaval Sinodal 2026 se destacou como um espaço de transformação, onde os jovens puderam fortalecer sua fé, construir novas amizades e refletir sobre seu papel na sociedade, colocando em prática o chamado de servir com dedicação e agir com o coração.
COSIJE 2026

O Retiro “Da Graça à Missão” foi realizado nos dias 1 a 3 de maio, na Comunidade Luterana em São Luís-MA, reunindo 33 pessoas jovens de diferentes contextos eclesiais. Participaram as comunidades de Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Maranhão e Pará, além da UP Grande Vitória/ES, fortalecendo assim a vivência de unidade e partilha entre a juventude.
A programação teve início na sexta-feira (1º de maio), com acolhida, integração e abertura oficial. Ao longo do dia, o grupo foi conduzido à reflexão a partir do tema “Da Graça à Missão”, com a Vice Pastora Sinodal Iraci Wutke, Assessora de Formação do Sínodo, buscando aprofundar o significado da graça de Deus e seus desdobramentos na vida e na missão da Igreja. À noite, houve um momento de meditação a partir do texto bíblico da pesca milagrosa, seguido de partilha em trios sobre a pergunta “o que tem me impedido de seguir a Jesus?”, culminando em um momento de oração conduzido pelos pastores e pastoras presentes no encontro.
O segundo dia (2 de maio) iniciou com o Canta JE, seguido de um Bibliolog conduzido por Ana Carolina Boueres, com base na história onde Jesus acalma uma tempestade, conforme o texto de Marcos 4.35-41. O Bibliolog é uma forma de vivenciar a história bíblica, envolvendo as pessoas participantes em uma experiência dinâmica de leitura e interpretação do texto. Na sequência, a segunda parte do estudo do tema proporcionou maior aprofundamento e partilha em grupo.
No período da tarde, foi realizada a assembleia de eleição da Juventude Evangélica da União Paroquial Norte Nordeste (JE UPNN), com a apresentação de candidaturas e eleição da nova coordenação para o biênio. Foram eleitas as seguintes pessoas: P. Lohan Schulz Tesch (Recife-PE), como Orientador Teológico; Jorge Fernando Cunha (São Luís-MA), como representante da JE-UPNN; Maria Eduarda Sousa (São Luís-MA), como Coordenadora da JE; Genilson Vitor Fernandes (Recife-PE), como Secretário; Reynaldo de França (João Pessoa-PB), como Tesoureiro; e Lucy Barreto (Belém-PA), como Coordenadora de Mídias.
Ainda no sábado, houve tempo livre para convivência e integração. À noite, foi celebrado o Culto de Tomé, com diferentes estações de espiritualidade, proporcionando um espaço acolhedor de escuta, oração e reflexão, marcado especialmente pela experiência do cuidado de Deus em meio às fragilidades humanas.
No domingo (3 de maio), o grupo participou do culto de encerramento na comunidade local, ocasião em que foi realizada a instalação da nova coordenação da JE UPNN. Como fruto da vivência comunitária e do fortalecimento da fé ao longo do retiro, destacou-se também a profissão de fé de um jovem participante, Marcos Silva dos Santos (São Luís-MA), que foi acolhido na IECLB.
Após a avaliação final, o encontro encerrou com um momento de comunhão, onde a juventude reafirmou o seu compromisso de vivência da graça e chamado para participar na missão de Deus.


Em 2026, a Juventude Evangélica (JE) celebra 50 anos de existência. A caminhada da JE é marcada pela fé, comunhão e protagonismo juvenil. O dia da JE é comemorado no dia 21 de abril. Essa comemoração, reuniu ao longo do mês, mais de 800 jovens. Houveram programações em todas as Uniões paroquiais.
Na UP Guandu, o encontro aconteceu no dia 26 de abril, na Comunidade de Guandu, localizada na Fazenda Holz, Paróquia de Crisciúma. Nesse encontro se reuniram 205 jovens. O dia começou com músicas e animação conduzidas por estudantes da Associação Diacônica Luterana (ADL). O tema “JE na Criação de Deus” f oi conduzido pelo pastor Evandro Elias, orientador teológico da JE da UP. O palestrante convidou os jovens à reflexão sobre o cuidado com a natureza e consigo mesmos. Como gesto concreto, duas mudas de lichia foram plantadas na comunidade, simbolizando compromisso com o futuro. A programação seguiu com atividades recreativas e foi encerrada com uma celebração de bênção e instalação da nova coordenação para o biênio 2026–2028.
Já a UP Norte reuniu 130 jovens no dia 19 de abril, na comunidade de Benvindo, Paróquia de Colatina. O tema do encontro “Juventude e Identidade”. O tema foi conduzido pela pastora Ariádner Jastrow Berger, que abordou os desafios da construção da identidade cristã em meio às pressões da sociedade contemporânea. A reflexão teve como base o versículo de Efésios 2.8, ressaltando que a identidade da pessoa cristã é fundamentada na graça de Deus, e não nos padrões do mundo. A programação incluiu momentos de louvor, palestra e dinâmicas em grupo.
Entre os dias 24 e 26 de abril, a UP Santa Maria promoveu um retiro na Pousada Gums, em Rio Bonito, Santa Maria de Jetibá. O encontro reuniu 120 jovens. O tema, “ No silêncio da criação, Deus chama à comunhão”, foi conduzido pelo psicólogo Tiago Holz Töpfer. O palestrante propôs reflexões sobre as mudanças do mundo e seus impactos na vida da juventude. O pastor Maicon Weber, trouxe a mensagem fundamentada em Hebreus 13.8, que reforçou a constância de Cristo em meio às transformações do mundo. O retiro contou ainda com momentos de integração, celebrações, fogueira e culto. O encontro fortaleceu a comunhão entre participantes de todas as sete paróquias da UP.
Na UP Grande Vitória, cerca de 35 jovens se reuniram na comunidade de Campo Grande, Paróquia de Cariacica. O tema do encontro: “Amigos da Criação”, inspirado em Apocalipse 7.3. O encontro promoveu reflexões em grupos sobre questões ambientais, responsabilidade cristã e ações práticas de cuidado com a criação. Além disso, foi realizada uma campanha solidária de arrecadação de alimentos, destinados à instituição Fé e Alegria. O evento destacou o compromisso dos jovens com a fé e com a transformação social.
A UP Jucu reuniu 140 participantes no dia 26 de abril, na Comunidade de Melgaço. O lema do encontro: “Cultivar e Guardar a Criação”. O encontro contou com reflexão conduzida pelo pastor Adriel Raach, enfatizando a responsabilidade humana na construção do mundo e na relação com a criação de Deus. A programação incluiu momentos de acolhida, louvor, partilha e atividades recreativas.
Já na UP Mata Fria, o encontro aconteceu na Comunidade Rio Aparecida, Paróquia Rio Possmosser. O encontro contou com a presença de 195 jovens. O tema “Desconecte para se reconectar: sua mente em paz, sua fé em foco”, a programação abordou os impactos do uso excessivo de telas na saúde mental. A psicóloga Sandriana Ratzke conduziu a reflexão, incentivando o equilíbrio entre vida digital e espiritualidade. O evento também contou com momentos de louvor, integração e convivência.
Os encontros do Dia da JE evidenciam o protagonismo da juventude na vivência da fé, no fortalecimento da identidade cristã e no compromisso com o cuidado da criação. Em diferentes contextos, os jovens foram convidados a refletir, celebrar e agir, deixando marcas de esperança, comunhão e transformação por onde passaram.






TEMA: Para onde Jesus foi? A Ascensão do Senhor!
TEXTO: Lucas 24.50-53 e Atos 1.1-11
A Sementinha: Jesus volta para o Céu, mas fica no coração!
Olá, amiguinhos e amiguinhas!
Depois que Jesus ressuscitou na Páscoa, Ele passou 40 dias aparecendo para os Seus amigos. Ele conversou, comeu com eles e ensinou muitas coisas lindas. Mas, chegou o dia de Jesus voltar para junto de Deus, o Pai.
A Bíblia nos conta que Ele foi elevado ao céu e uma nuvem que o cobriu. Mas atenção: Jesus não nos deixou sozinhos! Ele prometeu que o Espírito Santo viria para morar em nossos corações. Por isso, a Ascensão não é uma despedida triste, mas sim uma festa de esperança!
História: Uma Missão de Amor
Os discípulos estavam olhando para o céu, admirados, vendo Jesus subir. De repente, dois anjos vestidos de branco apareceram e disseram: “Por que vocês estão aí olhando para o céu? Esse Jesus que foi elevado para o céu voltará!” (Atos 1.11).
Jesus subiu ao céu para preparar um lugar para nós, mas nos deixou uma tarefa muito especial aqui na Terra: espalhar o Seu amor e falar d’Ele para todas as pessoas!
Colorir com Amor: O Céu da Esperança
Peguem uma folha, seus lápis de cor e giz de cera para dar vida a este momento tão especial:

O Céu e as Nuvens: Usem tons de azul bem bonitos e deixem as nuvens branquinhas ou iluminadas de amarelo. Elas nos lembram a glória de Deus!

O Monte das Oliveiras: Pintem o chão de verde e marrom. É o lugar onde Jesus abençoou os Seus amigos antes de subir.

Os Discípulos: Usem cores alegres nas roupas deles. Eles estavam felizes porque sabiam que Jesus estaria com eles para sempre.

O Grande Coração: Desenhe um coração bem grande ao lado do desenho e pinte de vermelho. Ele representa o amor de Jesus guardado em nós!

Atividade em Família: O Balão da Promessa Para entender como Jesus subiu ao céu e encheu o nosso mundo com amor, façam esta brincadeira em casa:
Encham um balão de festa (bexiga).
Pensem, antes de amarrar, em todas as coisas boas que Jesus nos ensinou (amor, perdão, paz, alegria).
Soltem o balão para o alto e tentem não deixá-lo cair, jogando-o de uma pessoa para a outra.
Reflexão: Jesus subiu ao céu, mas deixou o Seu amor no ar e em nossos corações. Agora é a nossa vez de espalhar esse amor no mundo!
Dica do Culto Infantil - Desafio: O Varal da Esperança!
Jesus subiu ao céu, mas nos deixou a missão de espalhar o Seu amor. Que tal fazermos isso juntos na nossa comunidade?
O que fazer: No encontro do Culto Infantil, cada criança vai colorir um desenho bem bonito sobre o amor de Jesus, a paz e a esperança.
Como fazer o varal: Com a ajuda do/a Orientador/a ou do/a Ministro/a, estiquem um cordão na entrada da igreja e prendam os desenhos com pregadores.
Nossa missão: Quem passar pela igreja verá as cores e as mensagens de vocês, lembrando que Jesus está vivo e cuida de todos nós!
Lembrete: Não se esqueça! Leve também seus desenhos da Esperança para o encontro do Culto Infantil! Vamos enfeitar nossa comunidade com o amor de Jesus e celebrar juntos a Sua Ascensão. Esperamos por vocês!
Versículo para guardar no coração
“Mas receberão poder quando o Espírito Santo descer sobre vocês, e serão minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judeia e Samaria, e até os confins da terra” (Atos 1.8).
Que o Senhor da vida, que subiu aos céus mas permanece pertinho de nós, abençoe a você, sua família, orientadoras e orientadores do Sínodo Espírito Santo a Belém. Que possamos ser testemunhas vivas do Seu amor em nossa casa, escola e comunidade!
Com carinho e votos de paz,
P. Ariádner Jastrow Potratz Berger Coordenação Sinodal do Culto Infantil
