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Jornal O Planalto - Número 65 - Julho a Setembro 2021

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Combater a desinformação e o ódio nas redes se faz com

responsabilidade e respeito

Por | Renato Valenga

tempo. Desde que o Brasil começou a sofrer de forma mais A crescente onda de ataques sistemática com esse problevirtuais ganha novas formas à ma, as técnicas de manipulação medida que a sociedade passa foram refinadas e fica cada vez a identificar esse mal do nosso mais evidente a falta de com-

promisso com o diálogo. Utilizando de estratégias de apelo emocional e do ambiente propício para a circulação de teorias da conspiração, potencializadas pelas chamadas “bo-

lhas digitais”, a desinformação vira cúmplice do ódio e deseja minar o debate civilizado ao tentar criar abismos entre as pessoas. Leia o texto completo na página 3


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JULHO, AGOSTO E SETEMBRO DE 2021

Agenda

AGOSTO 8 - Dia dos Pais 10 - Diretoria Sinodal 10 a 12 - Período Probatório 2020 e 2021 11 - LELUT Núcleo Panambi - 43 anos 11 - OASE: Diretoria (Reunião de Planejamento) 12 - GA: Evangelização 13 a 15 - Reunião do CONAD e Seminário Nacional de Diaconia 14 e 15 - Comunidades Criativas 18 - OASE: Encontro de Coros 19 - GA: Acompanhamento 21 - 2ª Etapa Curso de Aconselhamento Pastoral Hospitalar (Área Nordeste) 24 a 26 - Seminários Pré-aposentadoria E agora, José? E agora, Maria? 28 - Conselho Sinodal 31 - Conferência Ministerial SETEMBRO 7 - Independência do Brasil 11 - 2ª Etapa Curso de Aconselhamento Pastoral Hospitalar (Área Sul) 11 e 12 - Reencontro de Casais 14 a 18 - Presidência com PPSS, Presidentes e Tesoureiros/as 20 - Revolução Farroupilha 20 a 24 - Meu tempo, minha vida e ministério – falar e ouvir 20 a 26 - Semana Nacional da OASE 21 - LELUT Núcleo Augusto Pestana - 24 anos 21 a 23 - Encontro de Mentores/as do Período Prático 25 e 26 - XIII Convenção Nacional da LELUT 25 e 26 - Reunião CONECC 26 - Encerramento da Campanha Vai e Vem 28 a 30 - Seminário de Estudos 28 a 30 - Encontro de Mentores/as do Período Prático “Datas previstas sujeitas a alterações. Entre contato através do e-mail planalto@luteranos.com.br para confirmar se haverá a realização da atividade ou evento”.

EDITORIAL

Estimadas e estimados

D

“Como é bonito ver um mensageiro correndo pelas montanhas, trazendo notícias de paz, boas novas da salvação.” Isaías 52. 7

esinformação... Vivemos num tempo digital. As informações estão nas mãos de quase todas as pessoas através de aparelhos eletrônicos. Elas vêm instantaneamente. No entanto, há algo curioso. Ao mesmo tempo, estamos numa época de desinformação. Isso é causado pelas falsas informações ou falsas notícias. Este é o tema da reflexão de capa de nosso jornal. Leia e converse com outros sobre isso. Não esquecer que nossa missão é levar notícias de paz e salvação. Na palavra do pastor sinodal temos a pergunta: Quando a pandemia vai passar?

Não sabemos. Os caminhos são tortuosos. Por isso precisamos confiar a vida às mãos de Deus e viver com gratidão. A coluna maturidade nos desafia a refletir sobre envelhecimento. Há uma ideia errada sobre o assunto. Precisamos aprender sonhar e viver com entusiasmo. Velhice não é soma de anos, mas ausência de esperança e entusiasmo. Queremos agradecer a Missionária Waltraut Müller pela contribuição. Com este artigo ela se despede. Sobre espiritualidade cristã, Pastor Paulo Butzke escreve também o último artigo. Queremos agradecer pela valiosa

Palavra do

Q

Coordenadenação de Comunicação P. Cristian Rosmund Donat e P. Carlos Emídio Grill Lacerda Conselho de Comunicação e Formação: P. Ricardo Cassen P. Cristian Rosmund Donat

colaboração. Leia o texto, pois vai ajudar na compreensão de nossa espiritualidade. Na contra capa, temos uma reflexão sobre semana farroupilha. O culto gaúcho traz para a celebração a cultura de nossa terra e quer nos ajudar a compreender melhor a vivência do amor de Deus em meio a ela. Além disso, temos notícias e informações da vida das comunidades e paróquias. Desejamos uma abençoa leitura. Pastor Cristian R. Donat

Pastor Sinodal

uando a pandemia vai passar? Não sei, não sabemos. Precisamos saber? Acredito que em toda e situação estamos nas mãos de Deus. Desde o dia do nosso Batismo, Deus nos acolheu e prometeu nos acompanhar. Isso não significa ausência de adversidade. Cremos que a presença de Deus nos dá condições de seguir em frente apesar de situações desfavoráveis. Ainda que neste momento possa ser difícil enxergar com clareza boas perspectivas, esperamos por elas e trabalhamos para que elas se tornem realidade. Não estamos parados ou paradas. Nossas vidas seguem, ainda que por caminhos tortuosos. Não desistimos, não desanimamos. Não ficamos presos ou presas ao passado. Olhamos para frente, pois cremos que o futuro pertence a Deus. (Sl 37.5) Não sabemos o que o amanhã nos reserva. Por isso, preci-

Pastor Sinodal Ricardo Cassen

EXPEDIENTE Jornal do Sínodo Planalto Rio-Grandense - IECLB

leitores

Jornalista responsável e editoração Clarissa Gnoatto Hermes MTB nº 15.733 Revisão: Conselho de Comunicação e Formação Impressão: Empresa Jornalística Pioneiro S/A - Caxias do Sul. Periodicidade: trimestral. Tiragem: 6 mil exemplares DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

samos confiar que Deus nos conduz por bons caminhos e nos permitirá viver dias melhores. Enquanto isso, somos pessoas agradecidas pelo que já podemos vivenciar hoje. O apóstolo Paulo conseguiu alcançar equilíbrio na sua percepção da vida. Adaptar-se, aprender a lidar com toda e qualquer circunstância é um aprendizado. De acordo com o apóstolo, ele aprendeu o segredo de viver contente em toda e qualquer situação (Filipenses 4.11ss). Assim também nós, queremos que Deus nos ajude a aprender esse segredo, essa maneira de encontrar contentamento. O que tem trazido contentamento para ti? Já chegou a fazer uma pausa para pensar nisso? Aproveite agora mesmo! Antes de fazer qualquer outra coisa, pare e pense nos teus motivos de contentamento… Que Deus, em sua bondade e misericórdia nos abrace e ampare. Amém! Pastor Sinodal Ricardo Cassen

Tudo sobre o Sínodo! Veja todas as notícias antes em www.luteranos.com.br Crítica ou publicidade conteúdos.oplanalto@gmail.com Avenida Pátria, 1136 99500-000 - Carazinho/RS (54) 3331.1787 Participe do nosso Jornal Para próxima edição serão aceitas até 15 de setembro de 2021.

Cronograma As próximas edições e as datas para envio de materiais serão as seguintes: 66 - Fechamento em setembro e circulação em outubro de 2021. 67 - Fechamento em dezembro e circulação em janeiro de 2022. Planalto Rio-Grandense O Planalto | Edição 3 2021


Despedida cheia de

G

ratidão é o sentimento neste momento de despedida. Desde junho de 2014 convivemos e nem vimos o tempo passar sutilmente. Queremos agradecer pela dedicação como assessor teológico da OASE, no Sínodo Planalto Rio-Grandense. O trabalho foi marcado com dinamismo e ética. A preocupação sempre foi de ajudar os grupos de OASE, das 24 paróquias, a crescerem em sua espiritualidade e no bem estar. Além disso, preciosa é e será a amizade construída neste caminho. Pastor Adi Pfeiffer, muito obrigado! Assim queremos expressar a nossa gratidão e desejar que Deus continue abençoando e iluminando a tua caminhada no novo campo da seara do Senhor.

gratidao

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MEDITAÇÃO | CAPA

Combatendo a desinformação e o ódio nas

redes

Por | Renato Valenga

Pastora Lenira Germi Muito prazer, sou a Pastora Lenira Kloss Germi, natural de Santa Maria de Jetibá/RS, casada com Edson Germi e mãe do Miguel. Iniciei os estudos de Teologia na Faculdades EST em 2007 e me formei em 2012. Trabalhei na Paróquia Braço do Trombudo/SC, até 2013. Após, trabalhei por um ano na paróquia de Tapejara. Em 2014 fiz o colóquio e fui enviada à Igrejinha. Foi onde realizei o PPHM. Fui ordenada em 2016 em Caramuru, Santa Maria de Jetibá/ ES. Neste mesmo ano, me casei e iniciei o meu primeiro campo de trabalho na Paróquia de Paverama. Desde junho deste ano, trabalho ministerial passou a acontecer na paróquia de Tapejara. Sou grata a Deus que tem me acompanhado e me abençoado no meu ministério, grata a minha família que está sempre comigo e me apoiando, grata a minha família de fé que não tem medido esforços para me auxiliar, grata aos Sínodos e IECLB, que demonstra cuidado para com seus ministros e ministras.

Apresentação do Pastor Gerson Kappel Sou Pastor Gerson Kappel, nascido em Santa Cruz do Sul/ RS, casado com a Neide e pai do Gabriel Pedro. Estou no 28º ano de Ministério Pastoral, a maior parte exercida no Sul do país. Também houve seis anos em Rondonópolis (Sínodo Mato Grosso). Nos últimos três anos residimos em Teresina e atuei simultaneamente em duas frentes: a Coordenação da

Área Missionária Luterana no Sertão Nordestino e fortalecimento missionário da Comunidade de Teresina/PI. Neste período inicial fomos muito bem acolhidos na Paróquia Panambi Sul e também vemos muitas expectativas para o crescimento do Reino de Deus. Agradecemos aos colegas e lideranças do Sínodo Planalto Rio-Grandense pela acolhida.

APRESENTAÇÃO

Glenda Valcher Kutz

Glenda Valcher Kutz, nasceu em 29 de outubro de 99. Filha de Tania Mara Valcher Kutz e Erasmo Kutz (em memória). Natural da cidade de Itarana/ES, e membro da IECLB de Barracão, desde o batismo. Atualmente, é estudante de teologia do 8º semestre na Faculdades EST em São Leopoldo. Sua vocação pela teologia

surgiu quando era orientadora do Culto infantil e do Ensino Confirmatório. A influência da família nessa decisão foi fundamental. Em 2021, durante o primeiro semestre, ela realizou estagio na Paróquia Evangélica de Confissão Luterana Linha 3 Oeste em Ijuí, tendo como mentor o Pastor Rodrigo Dreissig.

Idade 21 anos Filiação Tania Mara Valcher Kutz e Erasmo Kutz (em memória). Cidade Itarana-ES Paroquia Evangélica de Confissão Luterana de Barracão EST São Leopoldo

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m 2020, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a ultura (Unesco) adotou o termo “desinfodemia” para tratar de um problema que assolava países enquanto a pandemia se tornava preocupação global: a desinformação. A quantidade de informações falsas e distorcidas preocupou autoridades que buscavam conscientizar a população sobre os riscos da Covid-19. Ao priorizar informações baseadas em evidências e recomendações adequadas para o enfrentamento da crise sanitária, observou-se que, na era digital, há também uma onda de ruídos, que busca criar abismos e objetivamente instaurar o caos social. Seja em maior ou menor escala global, é fato que, pelo menos no Brasil, a “desinfodemia” já é um problema crônico há anos. Alguns dados ajudam a dimensionar a omplexidade atual: 79% dos brasileiros usam o WhatsApp como fonte principal de informação, segundo uma pesquisa realizada pelo Senado Federal em 2019; já a Ipsos, instituto de pesquisas com sede em Paris, evidenciou, em 2018, que 62% dos participantes brasileiros afirmam já ter acreditado em uma “notícia” que depois se comprovou falsa, a maior porcentagem entre os 27 países participantes. Dado o cenário, é impossível ignorar que esse fenômeno também infecta as igrejas. Sistematicamente expostas a teorias da conspiração – por meio de postagens arquitetadas com o objetivo de plantar a dúvida, manipular contextos através da distorção de informações, identificar “inimigos” criando o discurso de “nós contra eles”, e inserindo, como a cereja do bolo, estratégias de apelo emocional –, a membresia acaba vítima de uma tentativa de corroer o debate civilizado, oferecendo visões simplistas da realidade, sob a falácia da “lógica”. As comunidades luteranas são edificadas por meio da construção coletiva. A principal contribuição da igreja para o crescente discurso de ódio e da desinformação é assegurar esse espaço de respeito e de diálogo. Para além disso, é urgente que pessoas, dentro e fora da igreja, saibam reconhecer conteúdos tendenciosos e de linchamento e possam impedir que essa estratégia, que também é política (sempre vale reforçar), resulte em uma contaminação comunitária. Quando a sociedade cria anticorpos contra os métodos de desmonte, de operação do caos e do ódio, o que resta é sentar para conversar com respeito e responsabilidade. É disso que estamos precisando.


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MATURIDADE@60+

CARAZINHO

Waltraut Müller

A história de uma missão Por | Nelci Ehrhardt

Missionária, Panambi

Envelhecer não é para covardes P

or que existe tanto preconceito e aversão em relação à velhice? Pesquisas mostram que crianças de 6 anos de idade já têm pensamentos negativos em relação aos idosos. Para muitos, velhice é sinônimo de doença, dor, esquecimento, solidão, cabelos grisalhos, calvície, rugas, fraqueza, dependência. Quem traz imagens negativas em seu subconsciente, só pode sentir aversão à velhice. Mesmo assim, não podemos evitá-la. O que está ao nosso alcance é influenciar o próprio envelhecimento com uma atitude positiva. Em vez de perceber a velhice como ameaça, podemos encará-la como privilégio e chance. – A partir de quando uma pessoa é velha? A velhice não é determinada pelo número de anos vividos, mas pela capacidade de sonhar. Enquanto ainda conseguimos sonhar e nos entusiasmar, somos joviais; e somos tão joviais quanto é nossa fé e esperança; e tão velhos, quanto são nossas dúvidas e negatividades”. John MacArthur. Melhor do que deixar-se influenciar pelo número de anos vividos, é pensar: ‘Tenho setenta e tantos anos, e daí’? – O que vale não é a idade cronológica, e sim, o que fazemos, quais são os nossos objetivos e como usamos nossas capacidades. Nunca deveríamos nos deixar intimidar com observações negativas, como: “Nessa idade você ainda quer fazer isso?” Cuidado para não se tornar vítima de uma imagem negativa da velhice, pois em média, tais pessoas vivem sete anos menos do que as de mente positiva. A imagem que temos de nós mesmos e da velhice, pode decidir sobre nossa expectativa de vida. Portanto, procure ser positivo, permaneça flexível e “curta” sua velhice colocando em prática algumas dicas: • Opte por uma atitude positiva diante do envelhecimento; quanto mais focar nas fragilidades, tanto mais elas aparecem. Procure seguir o exemplo de pessoas que encaram a velhice de forma positiva. • Foque nos privilégios da velhice: mais liberdade, menos responsabilidades, mais experiência acumulada. • Permaneça flexível e aberto a novidades: procure novos contatos, novos conhecimentos; se possível, conheça novos lugares. • Treine sua memória com leitura, memorização, palavras cruzadas, entre outros. • Cuide do seu corpo com exercícios físicos, caminhadas ao ar livre, exposição ao sol, boa alimentação, sono adequado. • Participe da vida social na família, com amigos, em comunidade; vista-se de modo atraente, dê muita risada, pois ela faz bem à saúde. • Lembre-se de que a vida é muito preciosa para ser jogada no lixo antes do tempo. Viva de modo pleno até o último instante que o Senhor Deus lhe dá. Assim, desejo que o Senhor lhe permita a experiência de uma vida longa e plena na sua graça! Queridos leitores, gostaria de comunicar que com essa edição do Jornal estou encerrando minha contribuição de escrever para a coluna da Maturidade. Foi um prazer poder compartilhar mensagens com vocês através desse meio de comunicação, desde 2012. Deus abençoe a cada um de vocês!

Em 2021 celebramos um século de história da Comunidade Evangélica de Carazinho. Em 30 de agosto de 1921 foi registrado no Cartório de Títulos e Documentos de Passo Fundo o estatuto e a primeira diretoria da Communidade Brasileira Allemã Evangélica e a Communidade Escolar Allemã Evangélica. Embora esta seja a data da oficiali-

zação da comunidade, documentos do arquivo histórico registram atividades desde 1904, quando famílias luteranas aqui radicadas eram atendidas pelo Pastor Peterson, de Não-Me-Toque e desde 1914 da Deustsche Evangelisch Gemainde em núcleos familiares, embrião da Comunidade que hoje conta com quase 3 mil membros.

NÃO-ME-TOQUE

Ação de Graças em tempos de pandemia

A comunidade de Não-Me-Toque está organizando uma Campanha de Ação de Graças. Cada membro que quiser fazer a sua doação pra comunidade pode retirar o seu envelope na secretaria. Não precisa se identificar. A doação pode ser colocada na maquete da igreja que é a urna para as ofertas. Essa é uma forma de Cultivar o Culto de Ação de Graças sem aglomeração. As doações podem ser realizadas até o dia 31 de outubro na secretaria e durante os cultos presenciais na coleta.

IJUÍ

Campanha de Arrecadação de bolachas

A Comunidade Evangélica Ijuí realizou, durante os meses de julho e agosto, uma campanha de arrecadação de bolachas doces e salgadas para o CACON (Centro de Alta Complexidade em Oncologia) de Ijuí e no dia 13 de agosto realizamos a entrega de 123 pacotes diretamente para a Assistente Social Ivanir. A Comunidade foi informada que este centro tem uma grande carência de muitos produtos bem comuns e diários, então fica o convite para que a comunidade, na medida do possíve, possa colaborar também.


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OASE CONDOR

Centenário de Hilda Restel

ESPIRITUALIDADE

Paulo A. Butzke Professor Doutor

As 10 teses dos critérios da Espiritualidade

Crista A

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C

om Júbilo, gratidão e alegria, dia 7 de julho no ano de 2021 comemoramos os 100 anos da irmã, membro da OASE, Hilda Restel. Esta data tão significativa foi lembrada com um culto de louvor pela Pastora Dulce Engster, na qual buscou palavras no Salmo 23.

Seu sobrinho, Wilson Henn, fez um breve relato sobre a caminhada de vida da Dona Hilda. E a uma de suas amigas, Norma Sthlhoffer, presenteou-a com uma linda homenagem com hinos tocados com sua gaita de bocas. Também foi homenageada pela Câmara Municipal de Vereadores da cidade.

Dona Hilda sempre atuante e participativa no Grupo de Oase da comunidade local, agora recebe visitas da equipe da Oase em sua casa. A pedido da aniversariante, Dona Hilda Restel, os presentes recebidos foram alimentos e material de limpeza, os quais foram doados para o Hospital Beneficente de Condor.

OASE QUINZE DE NOVEMBRO

A Oase em tempos virtuais

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pandemia da Covid 19 trouxe enormes limitações e desafios, também, para a Igreja e seus departamentos. Como tantos outros trabalhos da Igreja, a OASE, também, precisou se reinventar promovendo encontros virtuais. No ano de 2020, inicialmente, o trabalho foi realizado através dos grupos de WhatsApp. Nos dias de encontro, foram veiculadas mensagens bíblicas de apoio às mulheres, com dinâmicas e orações. Mesmo com limitações, as senhoras foram motivadas e envolvidas nas dinâmicas realizadas virtualmente. A partir de março de 2021, experimentamos uma nova forma de realizar os encontros da OASE, através de Lives no Facebook. Foi criado um grupo paroquial da OASE, aberto à participação de todas as mulheres, inclusive, de outras confissões, residentes em outros municí-

pios, outras regiões do Estado e do País. A nossa experiência demonstrou que, através da internet, a OASE consegue expandir-se para além das suas fronteiras e adquirir um perfil missionário mais abrangente. Mesmo que existam dificuldades, vale a pena investir em novas formas de ser Igreja, também em novas formas de ser OASE! Em nossa experiência, observamos que as mulheres, mesmo as mais idosas, estão aprendendo a lidar com as ferramentas digitais, e muitas conseguem inclusive conciliar as lidas domésticas, o trabalho na propriedade e os encontros bíblicos da OASE. Apesar das vantagens da internet, a comunhão presencial é insubstituível. Por isso, a partir do mês de agosto, com todos os cuidados, planejamos voltar também aos encontros presenciais, bem como às visitas realizadas pelos grupos da OASE.

espiritualidade cristã que surge da ação do Espírito de Deus em nossa vida, tem conteúdos e critérios claros e definidos. É importante dar-se conta destes critérios para que formas nebulosas e indefinidas de diferentes espiritualidades em oferta na sociedade atual não confundam a comunidade cristã. Por isso, oferecemos a seguir 10 teses que se destinam a resumir os critérios da espiritualidade cristã e servir de orientação: 1) Espiritualidade pode ser a expressão da procura do ser humano por sentido e por transcendência, enfim, por Deus. A partir do testemunho bíblico, porém, sabemos que esta procura é motivada pelo próprio Criador, pelo seu desejo de comunhão com suas criaturas amadas. Espiritualidade cristã nasce da ação do Deus Triúno em nossa vida. 2) Característica maior da espiritualidade cristã é sua centralidade em Cristo como “autor e consumador da fé” (Hebreus 12.2). Ela é, pois, cristocêntrica ou não é cristã. 3) Expressão inequívoca da espiritualidade cristã dá-se na vivência do grande mandamento do amor e na responsabilidade diante do mundo, especialmente na solidariedade com os pobres e sofridos. 4) Espiritualidade cristã caracteriza-se pela busca por santificação da vida. Nesta busca percebe-se disciplina, obediência e compromisso, assumidos no espírito da liberdade cristã. 5) Espiritualidade cristã caracteriza-se pela oração, praticada de diversas formas, mas regularmente, de forma incessante (1 Tessalonicenses 5.17). 6) Espiritualidade cristã caracteriza-se pela meditação regular da Escritura Sagrada, que determina a vida e a transforma, conformando-a com a vontade de Deus. 7) Espiritualidade cristã caracteriza-se pelo desejo de estar na comunhão de irmãs e irmãos na fé, espaço no qual se experimenta solidariedade, apoio e correção mútuas. 8) Esta comunhão celebra culto a Deus, no qual ressoa o Evangelho em Palavra e Sacramento, tornando-se o centro e fonte da espiritualidade cristã. 9) Espiritualidade cristã exercita-se no discernimento de espíritos e no acompanhamento espiritual de irmãos e irmãs. 10) Comunidade cristã assume o compromisso de introduzir e acompanhar seus membros na prática das formas elementares da espiritualidade.


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JUVENTUDE EVANGÉLICA

Fé e máscaras nos unem também

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Por | Pastora Betina Schlittler Cavallin Paróquia Evangélica de Chapada

desejo do reencontro era iminente. O tempo já havia se encarregado de apertar o coração com o sentimento da saudade. Falas aquietadas, olhares pelas telas, mensagens digitadas, fotos que emanavam as lembranças dos encontros animados, caronas guardadas na garagem, ideias engavetadas na memória, e por aí despertava o anseio e o questionamento: até quando? Ousamos marcar o encontro depois de um ano e cinco meses. O chamado foi feito em todos os canais. O convite se espalhou como um rastilho de pólvora. Alguns vibraram, outros hesitaram, uns toparam, outros deixaram pra próxima. Deu certo. O encontro de fé com uso de máscaras aconteceu. Na Comunidade Evangélica de Chapada, na noite de 27 de agosto, reiniciamos firmes com o propósito de caminharmos enquanto grupo de jovens irmanados pela fé. Sensibilizados pelo reencontro dos que já participavam, agora com novos integrantes o grupo se fortalece e como expressaram: “tô só pela próxima!”. A reflexão baseada em Eclesiastes 3.1-8, nos

alertou sobre o tempo de cada capitulo de vida que nos envolve enquanto pessoas, família e comunidade de fé. Cantamos, oramos e exercitamos nossa memória com uma dinâmica que desafiou a todos. Ao término, uma surpresa nos

aguardava: a comunhão de mesa. Do início ao fim com os protocolos de segurança, pois seguimos nos cuidando de modo que o vírus não seja propagado pelo nosso encontro. E na certeza de que fé e máscara nos unem também.


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Espiritualidade na IECLB Por | Pastor Claudio Luiz De Marchi

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eus quando criou o ser humano soprou nas suas narinas o Ruah. O Ruah é o Espírito de Deus. Portanto, o Espírito de Deus habita em nós, há uma centelha Dele dentro de nós. O nosso corpo é templo do Espírito de Deus. Ter espiritualidade é viver diariamente sobre a orientação de Deus. Que se dá através da prática da oração; da conversa com Deus, seja através da oração formal ou espontânea. Através da leitura da Bíblia; da meditação da Palavra de Deus. Na participação do Culto onde a comunidade se reúne e também na participação da Ceia de Nosso Senhor. Tudo isto aumenta a nossa fé em Deus e nos fortalece. Espiritualidade luterana é um modo de vida, um jeito de viver, de buscar a paz, a esperança e o amor, é uma forma de construir sinais da presença do Reino de Deus entre nós.

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“Hoje tenho muito a fazer, portanto, vou precisar orar muito.” Martinho Lutero

O cultivo da espiritualidade cristã fortalece as pessoas para assumirem as responsabilidades

na vida familiar, nos círculos de amizade, na vida profissional e comunitária. Martinho Lutero

dizia: “Hoje tenho muito a fazer, portanto, vou precisar orar muito.”

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Meu GALPÃO de alma tranquila ressuscita todo dia Por | Olmiro Ribeiro Junior

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a prosa sobre tradição gaúcha e culto cristão, necessitamos pensar na inculturação e no Deus Encarnado. Jesus Cristo é a presença de Deus no mundo, ele vem para viver com as pessoas onde elas estão. “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai”. Jo 1.14 Jesus ensinava e convivia utilizando as parábolas como forma de linguagem inculturada (Mc 4.33-34s). A partir da realidade das pessoas, Jesus lhes falou sobre o ambiente doméstico: o sal (Mt 5.13), a luz e a lâmpada (Mt 5.14-15), o fermento (Mt 13.33). A realidade dos viajantes e peregrinos ao exemplificar seu ensino com a escolha de caminhos (Mt 7.13-14). No contexto rural, falou sobre: a semeadura (Mt 13.1-9), o cultivo do joio (Mt 13.24-30), da mostarda (Mt 13.31-32), das videiras (Mt 21.39ss) e figueiras (Mt 24.32ss). Jesus ocupou-se também com a realidade dos pastores (Mt 18.10-13; Jo 10.1ss), pescadores (Mt 13.47-50), dos administradores (Mt 25.14-30; Lc 16.1-13) e com as relações familiares (Mt 21.28-32; Lc 15.11ss). Conforme a realidade dos seus ouvintes, Jesus contextualizava sua mensagem para que se tornasse parte da vida cotidiana. Desta maneira, o Culto Crioulo ou Gauchesco, parte do princípio da inculturação, do Deus que se encar-

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Silencio quando posso. Quando quero sou estrada diviso as coisas do tempo bem antes da madrugada. Numa prece que bem me lembro refaço minhas orações: ”Pai nosso que estais no céu precisai vir aos galpões” Senhor das Manhãs de Maio Luiz Marenco, Jari Terres

nada para falar a linguagem do Povo. Algo que precisamos discernir é que a mensagem de Jesus revela graça, justiça e perdão. Ela nos traz a Lei que revela o pecado, situações de morte e injustiça, e o Evangelho que nos concede a graça e nos impulsiona a viver uma vida em conformidade com a vontade de Deus. O Culto é encontro das pessoas para ouvir a Palavra de Deus, celebrar a presença de Deus entre elas. Assim, não poderia ser apenas uma adaptação ou cópia cultural, algo que não revela a encarnação do Deus vivo e o processo de inculturação. Como celebração, comunhão viva, mediante o encontro com Deus, necessita-

mos pensar e refletir o que da cultura e da tradição promove a Cristo e sua mensagem e o que não promove. Na confessionalidade Luterana, mediante a justificação por graça e fé, o culto é ação de Deus, que envolve as pessoas. Deus vem ao nosso encontro em Jesus Cristo, e assim, interagimos em fé, esperança e amor. O Culto é ação de graça, súplicas e lamentação, mas jamais algo que fazemos para Deus, ele não é uma obra ou um sacrifício que oferecemos, mas algo que recebemos e celebramos. Sendo assim, o culto como linguagem e sequência litúrgica precisa de uma performasse para atingir as pessoas. Pensar na forma, na lingua-

gem, contexto, tempo, cenário e nos elementos. Entrementes, não pode ser um show, um espetáculo teatral ou uma bela encenação. Necessitar encarnar e fazer parte da vida das pessoas para ser uma mensagem viva e de vida para as pessoas como evangelho, justiça e paz. O Culto Crioulo é uma possibilidade de celebrarmos a vida em gratidão a Deus, de nos reunimos atendendo ao pedido e convite de Jesus: “Onde duas ou três pessoas estiverem reunidas em meu nome, Eu estarei entre elas”, para viver o amor, a fé e a esperança na comunhão onde estamos, com o que somos e temos na presença do Deus encarnado, o Emanuel.


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