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Misericórdia: Nossa Missão. Estudos Bíblicos

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MISERICÓRDIA: NOSSA MISSAO Estudos Bíblicos


FICHA TÉCNICA Misericórdia: nossa missão. Estudos Bíblicos (Imagem da capa: Claudio Kupka)

Equipe de elaboração: P. Ms. Alexander Roberto Busch – Pastor da IECLB em atividade na Igreja Evangélica Reformada de Castrolanda Diác. Ma. Carla Vilma Jandrey – Coordenadora de Diaconia e Programa Diaconia Inclusão Cat. Daniela Hack – Coordenadora de Educação Cristã P. Dr. Emilio Voigt – Coordenador do Núcleo de Produção e Assessoria Cat. Maria Dirlane Witt – Coordenadora de Educação Cristã Revisão ortográfica: Luís Marcos Sander Coordenação: P. Dr. Emilio Voigt Produção: Coordenação de Educação Cristã, Núcleo de Produção e Assessoria da IECLB

Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil - IECLB - 2017 Rua Senhor dos Passos, 202 | 90020-180 | Porto Alegre/RS

IECLB

Tel.: (51) 3284-5400 | secretariageral@ieclb.org.br


APRESENTAÇÃO A Campanha Vai e Vem está completando dez anos, confirmando a vocação missionária da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil – IECLB. Muitas pessoas se envolvem, contribuindo com recursos, tempo e dons. Muitos projetos missionários e diaconais são promovidos e sustentados pela Campanha. É tempo de agradecer! Para a Campanha deste ano, relacionamos dez palavras que expressam gratidão e compromisso: alimentar, saciar, vestir, acolher, visitar, cuidar, consolar, celebrar, conviver, transformar. As sete primeiras remetem às ações de misericórdia baseadas em Mateus 25.31-46. As três últimas palavras estimulam a convivência e a celebração em busca de transformação. O caderno “Misericórdia: nossa missão” oferece cinco estudos bíblicos sobre as palavras motivadoras da Campanha Vai e Vem. No entanto, o seu uso não se limita ao tempo da Campanha. Pode se estender a outros momentos e por um período mais longo! Os estudos podem ser realizados com diferentes grupos comunitários. Cabe a cada grupo adaptar os subsídios de acordo com as condições e dinâmicas locais. A proposta de encontros prevê um momento de refeição conjunta. Comunhão de mesa oportuniza convivência, fortalece vínculos e anima a vida comunitária. Alimentos e bebidas podem ser trazidos pelas pessoas participantes. O grupo pode realizar a refeição no momento que julgar mais adequado. As citações bíblicas seguem a Nova Tradução na Linguagem de Hoje, mas outras traduções podem ser utilizadas. Neste sentido, é importante que as pessoas tragam suas Bíblias para os encontros. Desejamos que estes estudos sejam uma oportunidade para o testemunho do Evangelho e a promoção da vida. É tempo de fortalecer a vivência comunitária e a ação missionária! P. Dr. Nestor Paulo Friedrich Pastor Presidente


sUMÁrio estUDo 1 | as sete açÕes De MisericÓrDia Estudo sobre Mateus 25.31-46 P. Dr. Emilio Voigt

estUDo 2 | aLiMentar - saciar - Vestir Estudo sobre Mateus 6.25-34 Cat. Maria Dirlane Witt

estUDo 3 | acoLher - Visitar

Estudo sobre Gênesis 18.1-8 e Mateus 11.2-5 P. Ms. Alexander Roberto Busch

estUDo 4 | cUiDar - consoLar

Estudo sobre Tiago 5.14 e João 11.19,31 Cat. Ma. Carla Vilma Jandrey

estUDo 5 | ceLeBrar - tranSforMar - conViVer Estudo sobre Lucas 14.15-24 Cat. Daniela Hack

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O caderno “Misericórdia: nossa missão”, bem como as imagens que fazem parte desta publicação, estão disponíveis no Portal Luteranos, na aba ‘Materiais’ da Vai e Vem 2017.


Estudo sobre Mateus 25.31-46

1 ESTUDO

AS SETE AÇÕES DE MISERICÓRDIA Materiais e preparação do local

- Desenhe um grande coração em cartolina ou papel pardo, seguindo o modelo da página 10. Nele serão escritas (durante o encontro) as sete ações de misericórdia: alimentar, saciar, acolher, vestir, cuidar, visitar, consolar. Também é possível fazer tarjas de papel com uma ação de misericórdia em cada tarja. - Providencie uma cópia da imagem do coração (p. 10) para cada participante, algumas cópias da imagem das sete ações de misericórdia (capa), canetas e tesouras. O caderno “Misericórdia: nossa missão”, bem como as imagens que fazem parte desta publicação, estão disponíveis no Portal Luteranos, na aba ‘Materiais’ da Vai e Vem 2017.

CELEBRAR Cada pessoa recebe uma cópia do coração. No centro do espaço estão o coração grande e cópias da imagem das sete ações de misericórdia.

Saudação/Acolhida Sejam bem-vindas e bem-vindos! Sintam-se acolhidos e acolhidas com as palavras de Jesus: “Felizes as pessoas que têm misericórdia dos outros, pois Deus terá misericórdia delas” (Mateus 5.7). Nós nos reunimos na presença do trino Deus: Criador, Salvador e Santificador. Neste encontro vamos refletir sobre as

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As sete ações de misericórdia

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sete ações de misericórdia, que se baseiam nas palavras de Jesus em Mateus 25.35-36: - estava com fome, e vocês me deram comida Escrever ou colocar a tarja ALIMENTAR na coluna “ação”. A pessoa que coordena escreve no coração grande e cada participante escreve na cópia que recebeu.

- estava com sede, e me deram água [escrever ou colocar a tarja saciar] - era estrangeiro, e me receberam na sua casa [escrever ou colocar a tarja acolher] - estava sem roupa, e me vestiram [escrever ou colocar a tarja vestir] - estava doente, e cuidaram de mim [escrever ou colocar a tarja cuidar] - estava na cadeia, e foram me visitar [escrever ou colocar a tarja visitar] A essas seis ações a igreja cristã acrescentou o ato de sepultar as pessoas mortas [escrever ou colocar a tarja consolar] Que Deus nos capacite a compreender e a exercer misericórdia. Canto HPD 150 - Se sofrimento te causei, e/ou HPD 449 - Que estou fazendo se sou cristão Oração Deus de amor, agradecemos porque a tua misericórdia dura para sempre. Agradecemos pela oportunidade de nos reunirmos em torno da tua Palavra. Nós confessamos que nem sempre praticamos misericórdia e pedimos perdão por nossas omissões. Perdoa-nos quando fechamos o coração e não estendemos a mão para socorrer a pessoa necessitada. Perdoa-nos quando não testemunhamos o Evangelho e nos aquietamos diante de situações de injustiça. Tem misericórdia de nós e nos ajuda a praticar misericórdia.

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HPD 408 - Tem misericórdia Leituras bíblicas A palavra “misericórdia” é formada por duas palavras latinas: miser - miserável cor/cordis - coração Misericórdia significa ter o coração sensível para a pessoa necessitada, vítima da miséria. O coração sensível leva à ação. A Bíblia diz que Deus age em favor da pessoa em situação de miséria. Assim lemos no Salmo 146.5-9 [leitura do texto].

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Canto

Da mesma forma, a Bíblia ensina que a misericórdia é elemento indispensável da fé. A falta de misericórdia é sinal de que a fé desapareceu [leitura de Isaías 58.5-7]. Cantemos, pedindo a Deus que desperte em nós um coração sensível, disposto a agir: Canto HPD 166 - Dá-nos olhos claros Reflexão - Mateus 25.31-46 O processo de leitura e reflexão pode ser feito em partes, seguindo as indicações abaixo.

Leitura dos vv. 31-33 A ideia do juízo final está presente em muitos textos bíblicos e também no Credo Apostólico. Nesta história, Jesus descreve o juízo a partir de uma imagem conhecida em sua época: a separação entre ovelhas e cabritos. A separação poderia acontecer à noite, para acomodação dos animais, ou no momento do abate. Não sabemos ao certo. Em todo caso, a imagem é apenas um recurso linguístico para dizer que haverá uma divisão entre dois grupos de

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pessoas. A sentença já está definida e será proferida quando os dois grupos forem separados. Leitura dos vv. 34-36 A palavra é dirigida primeiramente às pessoas que estão à direita. Elas são convidadas a entrar no reino de Deus. O convite é consequência de ações praticadas. A lista de seis ações corresponde às necessidades básicas e mais comuns no mundo antigo. A confissão de fé e a participação em ritos religiosos não são mencionadas. O foco está naquilo que as pessoas fizeram a Jesus quando o encontraram em situação de necessidade. Mas quando isto aconteceu? Leitura dos vv. 37-40 Em tom de surpresa, as pessoas que foram declaradas justas perguntam: Quando foi que te vimos em necessidade? Esta pergunta indica que não praticaram misericórdia por causa do juízo. Agiram sem intenção de ganhar recompensa. Suas ações brotaram de um coração sensível para a miséria. A resposta que recebem é ainda mais surpreendente: tudo o que é feito a uma pessoa em necessidade é feito ao próprio Jesus. As pessoas em necessidade são chamadas de irmãs de Jesus. Não é dito que elas possuem méritos ou qualidades especiais. Jesus se identifica com pessoas sem méritos. Isto indica que a prática da misericórdia não pode ter condições. Quem pratica misericórdia não busca recompensa nem pergunta se as pessoas miseráveis são merecedoras de auxílio. Deus age em favor da pessoa necessitada independentemente de sua qualidade. O Deus que a tudo criou não é indiferente diante das situações de injustiça e sofrimento. Isto é o que move a misericórdia. Leitura dos vv. 41-44 A palavra é finalmente dirigida ao outro grupo de pessoas, que recebe a condenação. Chama a atenção que a punição não se dá

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Também surpresas, as pessoas querem saber quando deixaram de servir a Jesus. A pergunta expressa a dificuldade de enxergar Jesus. Ele pode estar perto e, ainda assim, não ser visto. Isto pode acontecer porque a miséria causa mal-estar e o incômodo faz desviar o olhar. Mas também pode acontecer porque “ver” está relacionado com “reconhecer”. Elas viram pessoas em situações de necessidade, mas não reconheceram Jesus. Como reconhecer Jesus no corpo de uma pessoa suja, andarilha, mendigando comida ou uns trocados? Se tivessem reconhecido Jesus, provavelmente o teriam ajudado.

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pela prática do mal, mas pela ausência de boas ações. A omissão é tão determinante quanto a ação.

Leitura dos vv. 45-46 A resposta segue a lógica anterior: deixar de fazer algo a uma pessoa necessitada é deixar de fazer ao próprio Jesus. Quem praticou ações de misericórdia terá salvação, e quem não as efetuou sofrerá condenação. A conclusão da parábola reforça a ideia do juízo como uma avaliação do que se fez ou se deixou de fazer. As pessoas se confrontaram com situações semelhantes, mas atuaram de modo diferente. Algumas agiram em favor das pessoas em situação de miséria, e outras se omitiram. Todas elas chamaram Jesus de Senhor (vv. 37 e 44), mas nem todas compreenderam que confessar Jesus como Senhor significa fazer a vontade de Deus (Mateus 7.21). Apesar de evidenciar ações e omissões como fator determinante no juízo, a parábola não fala de salvação por obras. Buscar salvação por obras significa confiar em méritos pessoais e nas próprias ações. As pessoas que praticaram misericórdia não estavam confiando em suas obras, pois nem sabiam que haviam servido a Jesus. Suas ações não tiveram outra intenção do que aliviar o sofrimento e ajudar a quem necessitava. Ainda que a fé não seja mencionada, as ações de misericórdia são testemunho da fé que atua pelo amor (Gálatas 5.6). A omissão, por outro lado, é sinal da fé que se apagou (Tiago 2.26).

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Talvez as pessoas que se omitiram tivessem agido de maneira diferente, caso soubessem que Jesus se identifica com as pessoas necessitadas. Quem ouve a parábola sabe desta identificação, e este é um sinal da misericórdia de Deus. Ainda há tempo de agir, enquanto a parábola é contada! Mas seria um engano achar que o importante é reconhecer Jesus em meio às pessoas em situação de miséria. Ao pretender identificar Jesus, há um risco de agir para receber recompensa. O ponto central não é descobrir Cristo na pessoa necessitada, mas perguntar, tal como Lutero, se eu posso ser um Cristo para essa pessoa. Com esta história, Jesus quer despertar a misericórdia que reconhece a necessidade e fortalecer a fé que produz frutos a partir do amor.

TRANSFORMAR Misericórdia promove a interação entre mim (coração) e a pessoa necessitada (em situação de miséria). Diante de uma situação, a misericórdia produz ação em dois âmbitos. No âmbito pessoal, procura-se resolver a necessidade imediata. Quem tem fome precisa de alimento. Quem está doente precisa de cuidados, e assim por diante. No âmbito estrutural, é necessário perguntar: o que gera fome, sede, migração, prisão...? O que podemos fazer para que a miséria e a dependência não se perpetuem? Os dois níveis de ação – satisfazer as necessidades urgentes e buscar a transformação de situações – fazem parte da misericórdia. 1º Momento Mostre a imagem das sete ações de misericórdia e convide as pessoas para, a partir da imagem, pensar em situações do cotidiano. A reflexão pode ser feita em pequenos grupos ou com todo o grupo. Questões para ajudar no diálogo:

- Quem são as pessoas em situação de miséria – irmãs de Jesus – hoje? - O que podemos fazer para satisfazer necessidades urgentes e evitar que situações de miséria se perpetuem?

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Cada pessoa recorta o coração e escreve, no verso das ações de misericórdia, um compromisso de misericórdia a ser praticado até o próximo encontro. Por ser algo pessoal, não é necessário compartilhar com todo o grupo.

Canto HPD 440 - Gente que espera Oração e bênção

1 As sete ações de misericórdia

2º Momento

CONVIVER Refeição conjunta Observação: o coração grande, impresso na página seguinte, e a imagem das ações de misericórdia acompanharão os demais encontros.

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AÇÃO

fome sede migrante sem roupa doente cadeia morte

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AÇÃO


Estudo sobre Mateus 6.25-34

2 ESTUDO

ALIMENTAR – SACIAR – VESTIR

Materiais e preparação do local - Se possível, formar um círculo. - Para a reflexão: um cartaz com a frase “Felicidade é...”. - Para a dinâmica das pedras: uma pedra pequena para cada participante, tinta guache de diversas cores, pincéis. O caderno “Misericórdia: nossa missão”, bem como as imagens que fazem parte desta publicação, estão disponíveis no Portal Luteranos, na aba ‘Materiais’ da Vai e Vem 2017.

CELEBRAR Saudação/Acolhida Iniciamos este momento de estudo com as palavras do Salmo 36.5-9 [leitura do texto]. Invocação Neste encontro, nós queremos pedir a presença de Deus de forma participativa com palavras e gestos. As pessoas podem fazer os movimentos em pé ou sentadas. Faça uma vez para demonstrar e depois peça para que o grupo faça em conjunto.

Espírito de sabedoria viva [braços estendidos para o alto] Refresca-nos como o orvalho da manhã [descer as mãos até repousarem sobre os ombros] Forma-nos [cruzar os braços em frente ao abdômen]

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Preenche-nos [cruzar os braços em frente ao peito, como um abraço] Abre-nos [abrir os braços para os lados] E movimenta-nos [movimentar o corpo]. Canto HPD 321 - Vento que anima Oração Deus de amor! Tudo o que somos, que sabemos, que podemos, que possuímos é obra das tuas mãos. Nada temos, perante ti, de que possamos nos gloriar, a não ser de que tu és o sustentador da nossa vida. Por isso, estamos aqui para te agradecer porque, a cada dia, por tua bondade e amor nos dás o que precisamos para viver. Pedimos-te para que, diante de tantas ofertas no mundo, não percamos o verdadeiro rumo, o real sentido de nossa vida. Por Jesus, amém. Reflexão 1º Momento Disponibilize as canetinhas coloridas e o cartaz com a frase “FELICIDADE é...”. Depois, pergunte para o grupo:

O que é a felicidade? Quem pode definir o que é esta prazerosa sensação que temos e nos leva a dizer: Eu sou feliz! Após as perguntas, peça que algumas pessoas escrevam no cartaz o que entendem por felicidade. Depois, leia as definições para todo o grupo.

2º Momento O dicionário define felicidade como satisfação, a qualidade de estar e/ou ser feliz. A felicidade está na música, na poesia, no cinema, na literatura, na psicologia, na teologia e no dia a dia

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E a Bíblia? O que ela tem a nos dizer sobre a felicidade? Vamos ler o texto de Mateus 6.25-34. Cada pessoa pode fazer a leitura individual e destacar as palavras ou frases que chamam a sua atenção. - Após a leitura individual, convide cada pessoa a ler em voz alta as palavras, expressões ou frases por ela assinaladas, destacando o que lhe é significativo. - A seguir, pergunte: O que o texto nos diz? Há nele um indicador para a felicidade? (Deixe que as pessoas se manifestem.)

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das nossas vidas. Afinal, quem não quer ser feliz, quem não quer encontrar a felicidade?

3º Momento O texto lido faz parte do Sermão do Monte, que inicia com as “Bem-aventuranças” no capítulo 5 e se estende até o final do capítulo 7. A fala de Jesus é para a multidão formada de gente vinda de muitos lugares. Isso já indica que a sua mensagem não tem fronteiras, ela é inclusiva e considera as preocupações das pessoas. Em meio à ansiedade e preocupação, Jesus aponta caminhos novos. Seus ensinamentos revelam-se como fonte de força, esperança e novas perspectivas de vida. Na lógica de um sistema injusto e opressor, quem não põe sua fé, sua confiança e esperança nos bens materiais muitas vezes “incomoda”. Entre as raízes da injustiça estão a acumulação, a busca por êxito pessoal, a insensibilidade diante da dor e do sofrimento, a dominação sobre outras pessoas e sobre a natureza. Não é de se estranhar que as palavras de Jesus possam causar espanto ou admiração. Ele apresenta um mundo às avessas, inverte a lógica do sistema. A felicidade pautada no Evangelho está no despojamento, na simplicidade, na liberdade de não precisar de tantas coisas. Uma vida mais simples pode ser também mais rica e prazerosa em propósito e significados. Segundo Jesus, felicidade tem a ver com o sentimento de estarmos tranquilos e tranquilas para

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viver o momento presente. Esta leveza, sem o fardo das pedras do acúmulo, tira-nos do individualismo e nos abre para enxergar e cuidar das pessoas, principalmente das que têm fome, sede e não têm o que vestir. Ao nos libertarmos do individualismo e da ganância, também nos comprometemos com a criação de Deus. Pessoas cristãs que assumem viver conforme os ensinamentos de Jesus podem ter dificuldades em uma sociedade onde predominam outros princípios. Seu testemunho de vida, suas atividades, sua leveza e simplicidade, sua espiritualidade mexem com as estruturas de uma sociedade injusta. Em meio às dificuldades, somos chamados e chamadas a resistir e a transformar. A felicidade, segundo Jesus, encontra-se numa sociedade justa, misericordiosa e pacífica. As palavras do Mestre não são para ser lidas e esquecidas. Elas são indicativos preciosos para a vida. Aliás, elas estão pautadas na própria vida de Jesus. Ele não precisava de muito para viver e ainda partilhava do pouco que tinha. Crer na providência divina não significa cruzar os braços, mas evitar a angústia e a ansiedade, confiando que Deus nos dará força para buscar o sustento necessário, nosso e das outras pessoas. Deus também nos chama a transformar estruturas injustas e criar condições para que todas as pessoas tenham o que comer, beber e vestir. Mudar hábitos e costumes enraizados não é um exercício fácil. Sem nos darmos conta, vamos construindo nosso jeito de pensar e de viver conforme as leis de mercado e os meios de comunicação. Quando menos esperamos, tomamos atitudes sem muita reflexão, automatizadas. Diante das tantas ofertas nos esquecemos de perguntar: Eu preciso realmente disso? Alguém pode perguntar: “Por onde posso começar?”. Não importa, desde que dê o primeiro passo. Uma pequena ação dá início a tantas outras. Mudar a nossa forma de viver e o nosso olhar sobre o mundo começa, muitas vezes, com passos miúdos. No entanto, é preciso querer. É preciso, antes de mais nada,

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Enquanto esperamos pela vinda do reino em sua plenitude, vamos semeando sinais desse reino já agora. Um mundo melhor é possível. É nesta certeza que queremos caminhar e anunciar a missão de Deus no mundo, com sabedoria, leveza e alegria.

TRANSFORMAR

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largar as pesadas pedras do apego ao longo do caminho. Ao nos desapegarmos dos excessos do acúmulo, vamos ter olhos mais abertos para as pessoas e para toda a criação divina.

Canto HPD 455 - Cada dia o dia inteiro Caso tenha tempo e condições, forme dois grupos. Proponha que o grupo 1 crie uma coreografia para as estrofes 1 e 2, e o grupo 2 crie uma coreografia para as estrofes 3 e 4. Cada grupo apresenta a sua coreografia, e, para finalizar, canta-se em conjunto com as duas coreografias criadas.

Dinâmica Disponibilize as pedras, a tinta guache e os pincéis. Peça para cada pessoa pegar uma pedra. Depois, convide cada uma para falar sobre algo de que gostaria de se desapegar ou que lhe causa muita ansiedade. A seguir, peça que cada pessoa segure a sua pedra nas mãos, feche os olhos e escute a leitura do poema “Aninha e suas pedras”, da poetisa Cora Coralina. Leia pausadamente o poema.

Foto: Iára Müller

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Aninha e suas pedras

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Não te deixes destruir… Ajuntando novas pedras e construindo novos poemas. Recria tua vida, sempre, sempre. Remove pedras e planta roseiras e faz doces. Recomeça. Faz de tua vida mesquinha um poema. E viverás no coração dos jovens e na memória das gerações que hão de vir. Esta fonte é para uso de todos os sedentos. Toma a tua parte. Vem a estas páginas e não entraves seu uso aos que têm sede. Após a leitura, comente:

O poema de Cora Coralina nos convida para trilharmos outro caminho. Aponta para um caminho de leveza, impregnado de cheiros e recomeços. Para a poetisa, a vida pode ser (re)criada com uma nova perspectiva. A dureza da pedra dá lugar à beleza dos roseirais. Convido para transformarmos nossas pedras em roseirais perfumados, colorindo ou pintando flores sobre elas. Enquanto pintam, pensem em ações diaconais relacionadas com alimentar, saciar e vestir. Depois da atividade, motive para a partilha das ações, registrando-as no cartaz. Motive o grupo a escolher ações que possam ser realizadas em conjunto.

Oração Deus de misericórdia! Nós reconhecemos que, muitas vezes, agimos como se tudo dependesse apenas de nós. Temos difi-

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culdades em viver uma vida mais simples, menos corrida e menos consumista. Nossa ansiedade pelo dia de amanhã tem encoberto nossos olhos. Não enxergarmos as dores do mundo. Teu filho Jesus, amorosamente, partilhou pães e peixes com uma multidão faminta. Também foi ele que nos ensinou a pedir a ti o pão de cada dia. As primeiras comunidades cristãs viveram de um jeito fraterno, partilhando o que tinham. Perdoa-nos pelas nossas falhas e egoísmo e auxilia-nos a colocar as nossas ansiedades e preocupações em tuas mãos. Concede-nos coragem e fé para buscar, em primeiro lugar, o teu reino e a tua justiça. Amém. Canto de bênção Abraço da paz (Edson Ponick) Veja a partitura na página 18.

Que o sol aqueça sempre os teus passos. E a brisa alivie o teu cansaço. Que o Senhor te abençoe onde estás. E te abrace com carinho em sua paz.

CONVIVER Refeição conjunta Procure organizá-la da forma mais natural possível. Enfeite a mesa com flores do campo ou, se possível, colhidas nos jardins dos e das participantes. Frutas, verduras, sucos naturais e grãos integrais remetem para uma alimentação simples e equilibrada.

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Alimentar - Saciar - Vestir

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Abraço da paz

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Edson Ponick

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Fonte: PONICK, Edson (Org.). Cante com a gente: canções para crianças. Blumenau: Otto Kuhr, 2010, p. 76

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Estudo sobre Gênesis 18.1-8 e Mateus 11.2-5

Materiais e preparação do local

3 ESTUDO

ACOLHER - VISITAR

- Colocar no centro do ambiente: imagem de uma porta entreaberta e cartazes com as palavras: acolher, hospitalidade, compartilhar, conhecer, consolar, ouvir, animar. - Para a dinâmica da oração final: rede de pesca, pedaços de papel e canetas. - Bíblia, hinário. O caderno “Misericórdia: nossa missão”, bem como as imagens que fazem parte desta publicação, estão disponíveis no Portal Luteranos, na aba ‘Materiais’ da Vai e Vem 2017.

CELEBRAR Saudação/Acolhida Sejam todas bem-vindas e todos bem-vindos. Acolhemos vocês neste encontro de comunhão e estudo da Palavra de Deus, lembrando a importância da hospitalidade e da visitação para a missão da igreja. O livro de Atos narra uma das vivências de Paulo e seus companheiros: “No sábado saímos da cidade de Filipos e fomos para a beira do rio, pois pensávamos que ali devia haver um lugar de oração para os judeus. Sentamos e começamos a conversar com as mulheres que estavam reunidas lá. Uma daquelas mulheres que estavam nos ouvindo era Lídia, uma vendedora de púrpura, da cidade de Tiatira. Ela adorava a Deus, e o Senhor abriu a mente dela para que compreendesse o que Paulo dizia.

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Acolher - Visitar

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Ela e as pessoas da sua casa foram batizadas. Depois Lídia nos convidou, dizendo: – Venham ficar na minha casa, se é que vocês acham que, de fato, eu creio no Senhor. Assim ela nos convenceu a ficar na casa dela” (Atos 16.13-15). Nesta história, percebemos um movimento de Vai e Vem. Por um lado, Paulo e seus companheiros vão às pessoas para compartilhar o Evangelho. Por outro lado, Lídia e sua família convidam os missionários para que venham, abrindo a porta de sua casa para receber a Palavra de Deus. Assim, também hoje, Deus vem ao nosso encontro com sua Palavra. E, por gratidão a Deus, nós acolhemos pessoas e vamos ao encontro de pessoas. Canto HPD 333 - Canção de chegada Oração Deus da comunhão, tu te aproximas de nós através de Jesus Cristo e te fazes hóspede entre nós. Queres compartilhar conosco teu perdão e nova vida e nos conduzir por caminhos de comunhão com as pessoas. Concede-nos ouvidos atentos para ouvir tua Palavra e corações abertos para acolher teu Espírito renovador em Cristo Jesus, nosso Senhor. Amém. Dinâmica Apontar para a imagem da porta e para os cartazes com palavras e perguntar: Em uma visita, o que eu espero encontrar atrás da porta? Como as palavras dos cartazes se relacionam com a ação de acolher e de visitar?

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3 Acolher - Visitar

Leitura de Gênesis 18.1-8 Reflexão A acolhida é um tema importante na Bíblia. Em Levítico 19.3334 lemos: “Não maltratem os estrangeiros que vivem na terra de vocês. Amem os estrangeiros, pois um dia vocês também foram estrangeiros na terra do Egito”. Da mesma forma, o apóstolo Paulo anima para a comunhão entre pessoas de diferentes etnias e culturas ao dizer: “Recebam os estrangeiros nas suas casas” (Romanos 12.13). Também na época da Reforma, muitas pessoas que fugiam da perseguição religiosa foram acolhidas. Nos dias de hoje, há pessoas imigrantes e refugiadas buscando acolhida no Brasil. Há pessoas mudando de cidade devido ao trabalho ou estudo. Há pessoas que se aproximam de nossa Igreja querendo conhecer e professar a fé cristã. A história de Abraão, que abre a porta de sua tenda para acolher três visitantes, é uma narrativa que motiva a exercer a hospitalidade. A terra de Canaã, onde Abraão e sua família moravam, era uma rota para viajantes entre a África e a Ásia. Num dia quente, enquanto Abraão descansava, três forasteiros apareceram. A reação de Abraão foi imediata. Convidou os três a descansar e a renovar suas forças. Providenciou água e alimentos, inclusive a carne macia de um bezerro novo. Foram gestos generosos para receber bem os visitantes. O texto bíblico não indica exatamente quem eram os visitantes. Por um lado, são três homens (v.2). Por outro lado, o texto afirma que quem visita Abraão é o próprio Deus (v.1). Talvez o mais importante não seja definir os visitantes, mas compreender a ação: acolher as pessoas forasteiras é acolher o próprio Deus. Em Mateus 25.35, Jesus afirma algo parecido: “Eu era estrangeiro, e vocês me receberam na sua casa”. A hospitalidade do povo de Deus é um sinal da graça generosa e do amor de Deus que quer acolher todas as pessoas. Abrir as portas para acolher pessoas visitantes é um passo importante na edificação de uma comunidade hospitaleira e inclusiva. Outro passo, entretanto, também se faz necessário: ir ao encontro

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Acolher - Visitar

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das pessoas. Ir até outras portas para visitar pessoas que, por diferentes motivos, estão “presas”, impossibilitadas de se locomover. Este é o assunto do texto que vamos ler agora: Leitura de Mateus 11.2-5 Reflexão João Batista estava preso. Sua mensagem, denunciando injustiças e anunciando o juízo de Deus, havia incomodado as lideranças políticas. Em breve João Batista seria decapitado (Mateus 14.3-12). Enquanto estava na prisão, surgiram dúvidas. João ouvia falar do ensino de Jesus, mas se perguntava se Jesus era de fato o Messias, o Salvador prometido. Talvez a sensação de fraqueza, aliada ao sofrimento da prisão, tenha gerado desânimo. João Batista precisava de palavras de consolo e encorajamento. E João contava com a ajuda de pessoas que o visitavam. Seus amigos e discípulos trouxeram a boa notícia: os sinais do reino de Deus estavam presentes na vida das pessoas que sofriam por causa de um sistema político injusto e opressor. A mensagem que Jesus enviou a João Batista eram palavras de força e esperança, para reanimá-lo em meio ao seu sofrimento. Assim como João Batista, o apóstolo Paulo também teve a companhia de pessoas que lhe levantaram o ânimo na prisão. A presença de um casal foi tão significativa que Paulo citou estas pessoas na sua carta à comunidade de Roma: “Saudações a Andrônico e à irmã Júnia, meus patrícios judeus, que estiveram comigo na prisão” (Romanos 16.7). A história de João Batista encarcerado e a experiência de Paulo na prisão são exemplos concretos da palavra de Jesus: “Eu estava na cadeia, e vocês foram me visitar” (Mateus 25.36). A visitação é um sinal da graça generosa e do amor de Deus que quer acompanhar e reavivar as pessoas, seja qual for situação em que elas se encontram. Quando a comunidade cristã vai até outras portas para visitar pessoas, ela está assumindo a missão de Deus. A visitação é uma

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3 Acolher - Visitar

oportunidade para se colocar ao lado das pessoas, conhecer suas histórias, ouvir suas angústias e alegrias. É também uma oportunidade para levar a palavra do Evangelho e alimentar a convivência comunitária. O Brasil é o país com a quarta maior população carcerária no mundo. Esta é uma realidade bastante complexa, e qualquer comunidade cristã que pretenda se dedicar a este ministério precisa superar preconceitos e medos e se preparar adequadamente. Existem, porém, outras “prisões” além do sistema prisional. Visitar pessoas nestas “prisões” exige igualmente preparo. As pessoas, quando idosas, doentes, enlutadas, imigrantes ou desempregadas, podem perder o ânimo e se trancar dentro de casa. Estão como numa “prisão”, invisíveis aos olhos de outras pessoas e vulneráveis ao sofrimento. Estes são alguns exemplos de pessoas na “prisão” aguardando a visita de alguém que possa ouvir sua história e compartilhar a palavra do Evangelho com elas.

TRANSFORMAR Reflexão [em pequenos grupos ou com todo o grupo] Vivemos num contexto de desconfiança e medo, fruto da hostilidade e violência que existem em nossa sociedade. Neste contexto, a tarefa de acolher e visitar nem sempre pode ser espontânea. Por outro lado, acolher e visitar são justamente dons preciosos que nós, comunidades cristãs, podemos oferecer a pessoas em busca de espaços seguros, de comunhão e apoio mútuo. Portanto, vamos refletir sobre estas questões: 1. Como exercer a hospitalidade cristã? Pedir para descrever gestos e ações da comunidade que assegurem que pessoas visitantes são bem-vindas e mostrem possibilidades de melhorar a hospitalidade.

2. Quem são as pessoas “prisioneiras”, invisíveis e vulneráveis ao nosso redor, que nós podemos visitar?

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Acolher - Visitar

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A partir das reflexões acima, estabelecer algumas ações de hospitalidade e visitação que demonstrem o compromisso do grupo com a missão de Deus. O grupo pode definir ações que possam ser feitas até o próximo encontro e ações que tenham prazo de desenvolvimento mais longo. Sugestões para aprofundamento: - Visitar o Centro de Referência da Assistência Social (CRAS) para descobrir se há algum grupo de pessoas imigrantes na sua região e verificar como ajudá-las. - Conhecer a missão da Pastoral Carcerária no Brasil, visitando o site http://carceraria.org.br/.

Canto HPD 336 - Quando o povo se reúne Dinâmica para oração final - Comentar que Jesus Cristo interliga as pessoas numa grande rede de comunidades, chamada Igreja. - Convidar cada pessoa a escrever, em pedaços de papel, palavras de intercessão, gratidão e compromisso relacionadas à reflexão. Os papéis podem ser colocados sobre uma rede de pesca, e o grupo pode segurar a rede no momento da oração. Com este gesto, reconhecemos nossa interdependência e confessamos que somos acolhidas e acolhidos por Jesus Cristo em sua graça e amor.

Oração e bênção

CONVIVER Refeição conjunta

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Estudo sobre Tiago 5.14 e João 11.19,31

Materiais e preparação do local

4 ESTUDO

CUIDAR - CONSOLAR

- Imagem de Dorothea Steigerwald (p. 29. Cartões com imagem semelhante podem ser adquiridos junto à Obra Gustavo Adolfo – OGA). - Cópia da oração do cuidado para cada pessoa (p. 29). - uma folha de papel A4 para cada pessoa, lápis ou canetas coloridas, tesouras. - O espaço de encontro pode ser preparado com panos coloridos, vela, cruz e Bíblia.

O caderno “Misericórdia: nossa missão”, bem como as imagens que fazem parte desta publicação, estão disponíveis no Portal Luteranos, na aba ‘Materiais’ da Vai e Vem 2017.

CELEBRAR Saudação/Acolhida Bem-vindos e bem-vindas para este encontro. Reunimo-nos em nome de Deus que criou tudo o que existe, em nome de seu Filho Jesus Cristo que nos ensinou a cuidar e consolar todas as pessoas e em nome do Espírito Santo que nos anima, fortalece e capacita para vivermos sob as bênçãos de Deus. Amém. Canto HPD 336 - Quando o povo se reúne Oração Deus do cuidado, nós te agradecemos por nos reunires em teu nome, para em conjunto refletirmos sobre os teus ensinamentos.

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Cuidar - Consolar

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Agradecemos por nossa vida e pelo teu cuidado para com cada um e cada uma de nós. Pedimos-te que teu Espírito nos conceda corações e mentes atentos para ouvirmos a tua Palavra que é luz e sabedoria para nossa vida. Por Jesus Cristo, teu Filho amado, é que oramos. Amém.

CUIDAR - Peça para que as pessoas olhem a imagem de Dorothea Steigerwald e digam o que ela transmite. - Em seguida, faça a leitura bíblica de Tiago 5.14 (caso as pessoas participantes tenham traduções diferentes, incentivar a leitura dessas traduções).

Uma das sete ações de misericórdia, conforme Mateus 25.3145, é visitar as pessoas doentes. Visitar, ir ao encontro, é uma atitude de cuidado que a comunidade cristã realiza para com a pessoa doente e para com seus familiares. Cuidar é mais que um ato, é uma atitude. Uma atitude de ocupação, de preocupação, de responsabilidade e de envolvimento afetivo com a outra pessoa, pois uma atitude é uma fonte que gera muitos atos. Quando fazemos uma visita, realizamos previamente vários atos, desde comunicar-se com a família, passando por preparar uma mensagem, até o momento de se colocar a caminho e ir até a pessoa adoecida. São diversas ações que expressam uma atitude de cuidado. Tiago diz a seus irmãos e suas irmãs na fé que, quando estiverem doentes, chamem as lideranças da comunidade para receberem cuidado por meio da oração e unção com óleo. A comunidade é um espaço de cuidado. Nela, há pessoas que podem cuidar de quem necessita. Além das pessoas adoecidas clamarem por cuidado, cabe à comunidade perguntar: quem são as pessoas que estão doentes e que necessitam de cuidado? Este questionamento precisa fazer parte do dia a dia e do planejamento da comunidade.

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4 Cuidar - Consolar

O texto de 1 Coríntios 12.26 assim nos diz: “Se uma parte do corpo sofre, todas as outras sofrem com ela. Se uma é elogiada, todas as outras se alegram com ela”. Desta forma, todas as pessoas da comunidade são chamadas para cuidar de quem precisa, como membros de um mesmo corpo. Este cuidado faz parte do sacerdócio geral de todas as pessoas que creem. Lutero, ao falar deste texto de Coríntios, usa a seguinte imagem: quando o menor dedo do pé está doendo, todo o corpo se inclina para cuidar dele. É assim que nós, filhos e filhas de Deus, membros do mesmo corpo, somos chamados e chamadas para cuidar das pessoas doentes. A visita é uma forma de cuidar das pessoas doentes. Para isto é necessário se preparar adequadamente. Além de visitar as pessoas adoecidas, a comunidade precisa incluir a família ou as pessoas que estão envolvidas no processo de doença. Estas pessoas, envolvidas o tempo todo com a pessoa adoecida, muitas vezes ficam isoladas do convívio comunitário. Elas também precisam de atos de cuidado, como ter um tempo para si, enquanto outra pessoa assume o papel de cuidadora. Também precisam de uma escuta ativa ou de companhia diante da dor e do cansaço, assim como Jó contou com a companhia de seus amigos (Jó 2.13). Saber ouvir, tentar entender e se colocar na situação da pessoa que sofre são atitudes que apontam para a presença e o cuidado de Deus. Motive para partilha de experiências em relação ao cuidado, com base na seguinte dinâmica: - Cada pessoa desenha e recorta o contorno das suas mãos. Reserve uma delas para o momento posterior. - Em uma das mãos recortadas, a pessoa escreve ou desenha um momento da vida em que sentiu o cuidado. No verso desta mão, responde à pergunta: “Como posso ser mão que cuida?”.

CONSOLAR Faça a leitura de João 11.17-31 e, em seguida, repita a leitura dos vv. 19 e 31.

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Cuidar - Consolar

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As primeiras comunidades cristãs praticavam o cuidado para com as pessoas adoecidas. Além disso, praticavam outras ações, como cuidar do corpo das pessoas mortas. A partir desta vivência foi acrescentada a sétima ação de misericórdia – sepultar as pessoas mortas. Essa ação não é citada no texto de Mateus 25.31-45, mas sabe-se que era uma prática do povo judeu e de outras culturas. Além de ato de misericórdia, cuidar do corpo da pessoa morta também era uma questão de saúde pública. Marta e Maria, diante da morte de seu irmão Lázaro, receberam o consolo de muitas pessoas. Hoje, como Igreja cristã, realizamos o sepultamento digno das pessoas e acompanhamos as famílias enlutadas para acolhê-las em sua dor. Nós somos pessoas confortadas e consoladas pelo próprio Deus (2 Coríntios 1.4). Por gratidão, assumimos a missão de visitar e consolar pessoas enlutadas. Além da visitação, a comunidade pode criar um grupo de pessoas enlutadas para compartilhar experiências e sentimentos e se fortalecer mutuamente (Gálatas 6.20). - Motive para a reflexão sobre o consolo. Para isto, utilize a outra mão recortada. Nela, cada pessoa escreve ou desenha um momento da vida em que sentiu o consolo. No verso desta mão, responde à pergunta: “Como posso ser mão que consola?”.

TRANSFORMAR - Motive para a reflexão (em pequenos grupos ou com todo o grupo) a partir das questões abaixo: As ações de cuidado e consolo fazem parte da essência da comunidade cristã. Como acontece o cuidar de pessoas adoecidas e o consolar as pessoas enlutadas em nossa comunidade? Como podemos fortalecer essas ações para que a comunidade cumpra sua missão de cuidar e consolar? - Motive o grupo a lembrar-se de pessoas doentes e enlutadas, visitá-las ou incluí-las em suas orações.

Canto

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- Convide cada pessoa a colocar as mãos recortadas sobre os panos. - Distribua as cópias da oração do cuidado e finalize o encontro com a leitura conjunta da oração.

Oração do cuidado (Rodolfo Gaede Neto) Deus do amor, dá-me a tua mão e conduze a minha vida. Guia os meus passos para que eu caminhe seguro, segura. Sob as asas da tua misericórdia, sinto-me protegida, protegido. No colo da tua bondade, encontro descanso verdadeiro. Em dias de medo e angústia, abriga-me em teu poder. Em momentos de ansiedade, faze cair sobre mim a tua paz. Ao sentir-me fragilizada, fragilizado, ajuda-me a ter esperança. Cuida de mim e dos meus amados. Cuida do meu destino. Quando a culpa me acusar, acolhe-me em tua graça. Absolve-me do pecado e faze-me renascer do teu perdão. Se eu cair, permite que eu caia em tuas mãos. Se eu permanecer caída, caído, dá-me a tua companhia. Seja como for, cobre-me com o manto do teu amor. Graças pelo teu cuidado, graças pela salvação. Agora dá-me a bênção por que tanto anseio. Amém.

4 Cuidar - Consolar

Oração final

CONVIVER Refeição conjunta

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ESTUDO

5 CELEBRAR - TRANSFORMAR - CONVIVER Estudo sobre Lucas 14.15-24

Materiais e preparação do local - uma cópia da imagem das ações de misericórdia (capa). - Cópia de cada uma das imagens das sete ações de misericórdia (recortar a partir da p.35). - Três tarjas de papel com as palavras Celebrar, Transformar e Conviver. - Pano na cor do respectivo tempo litúrgico e vela. - Objetos existentes em uma casa em número suficiente para todas as pessoas participantes. Exemplos: lápis, balde, almofada, garfo, Bíblia, prato, sacola, celular, régua, bola. - Disponha sobre o pano e em lugar visível a vela acesa e a imagem das ações de misericórdia. O caderno “Misericórdia: nossa missão”, bem como as imagens que fazem parte desta publicação, estão disponíveis no Portal Luteranos, na aba ‘Materiais’ da Vai e Vem 2017.

CELEBRAR Saudação/Acolhida Sejam bem-vindas e bem-vindos! O apóstolo Paulo assim convida: “Não vivam como vivem as pessoas deste mundo, mas deixem que Deus os transforme por meio da completa mudança de mente de vocês. Assim vocês conhecerão a vontade de Deus, isto é, aquilo que é bom, perfeito e agradável a ele” (Romanos 12.2).

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Canto HPD 350 - Que a graça do Senhor Jesus Oração Deus de misericórdia. Por meio de diferentes formas, tu te manifestas em nossa vida, amparando-nos, animando-nos e nos impulsionando para o cuidado. Por graça nos ofereces a salvação e convidas para seguirmos nos teus caminhos, que são bons e justos. Nesse momento de estudo bíblico, torna os nossos olhos e ouvidos atentos para o que tens a nos dizer, orienta o nosso falar, faz arder o nosso coração e guia os nossos pensamentos, a fim de que nossa mente seja transformada pela tua palavra. Em nome de Jesus Cristo, nosso Salvador. Amém.

5 Celebrar - Transformar - Conviver

Com a disposição para aprender mais sobre a vontade de Deus é que nos reunimos. Que Ele conduza o nosso encontro conforme a sua vontade. Amém.

Introdução ao tema Imaginem que vocês receberam um convite para uma festa. Vocês não estão com muita vontade de ir, mas precisam dar uma justificativa, uma desculpa para a pessoa que convidou. O que responderão? [Tempo para breve partilha]

Agora se coloquem no lugar de quem ofereceu a festa: Por alguma razão, vocês deram preferência para determinadas pessoas e as convidaram, mas várias lhes respondem dizendo que, por diversos motivos, não podem ir. Como vocês se sentem? [Tempo para breve partilha]

Leitura de Lucas 14.15-24 Convide para uma primeira leitura de Lucas 14.15-24. A leitura pode ser feita de forma partilhada, com cada participante lendo um ou dois versículos.

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Celebrar - Transformar - Conviver

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Reflexão Essa parábola, chamada de “a parábola da grande festa”, está inserida no relato da viagem de Jesus pela Judeia (capítulos 10 a 19). Ele está numa festa na casa de um líder fariseu, na presença de outros fariseus e mestres da lei judaica. Olhando para os textos anteriores do capítulo 14, é possível perceber a composição de quatro episódios relacionados a essa refeição: - No primeiro episódio, Jesus cura um homem que sofria com as pernas e os braços inchados (vv. 1-6). - O segundo conta a parábola da busca pelos primeiros lugares à mesa (vv. 7-11). - No terceiro, menciona-se o critério para convidar pessoas (vv. 12-14) - O último, tendo o v.15 como introdução, fala sobre a grande festa (vv.15-24). Esse quarto episódio tem passagem paralela em Mateus 22.1-14. Ambas destacam que as primeiras pessoas escolhidas recusaram o convite feito. Motive para uma segunda leitura do texto, desta vez intercalando leitura e reflexão, conforme as indicações abaixo:

Leitura dos versículos 15, 16 e 17 Em resposta à exclamação feita no v.15, Jesus faz uso de uma parábola para se referir ao Reino de Deus. Ao longo da sua história, o povo de Israel foi convidado por Deus para a grande ceia do Reino. Seguindo a tradição judaica, o convite foi feito com antecedência para que as pessoas convidadas pudessem se organizar. Perto da hora da festa, o empregado ou mensageiro – Jesus Cristo – é enviado para avisar, seguindo o mesmo costume, que tudo está preparado e é hora de ir para a festa. Leitura dos versículos 18, 19 e 20 Curiosamente, as pessoas convidadas recusam o convite na última hora, mesmo tendo-o recebido e provavelmente já o aceitado com antecedência. A ausência é justificada por motivos

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5 Celebrar - Transformar - Conviver

ligados a negócios (“Comprei um sítio”), a trabalho (“Comprei cinco juntas e bois”) e a compromisso social (“Acabei de casar”). Aparentemente todos poderiam ser adiados por algumas horas. As pessoas convidadas ignoram a importância da festa, ou consideram seus negócios, trabalho e eventos de ordem social mais importantes que esse momento especialmente preparado. A resposta das pessoas convidadas também reflete muita segurança quanto à boa relação com o anfitrião e tranquilidade de que a recusa em participar não trará maiores consequências. Na época de Jesus, havia pessoas que demonstravam postura semelhante, confiando que suas ações já tinham garantido um lugar à mesa do Reino de Deus. Leitura do versículo 21 As desculpas apresentadas não são aceitas pelo dono da casa. Mesmo ofendido, ele não persegue quem foi convidado primeiramente, mas quer que sua ceia festiva seja realizada assim mesmo. Em alusão a Lucas 14.13, são convidadas pessoas pobres e com deficiência (cegas, aleijadas e coxas). Eram essas as que provavelmente se encontravam nas ruas, pois estavam mais excluídas e expostas. Leitura dos versículos 22, 23 e 24 O anfitrião afirma que as pessoas convidadas primeiramente não participarão da festa. Graça rejeitada se transforma em juízo. Quem inicialmente estava fora da festa agora é incluído. O que importa não é a posição ou o valor social, mas a resposta ao convite feito. A participação no Reino de Deus não pode ser comprada ou conquistada. Ela é fruto do convite (graça) de Deus. O verbo “obrigar”, presente no v. 23, provavelmente se refere a um costume da época de não se aceitar um convite de imediato, mas esperar pela insistência de quem convida. Às pessoas convidadas cabe unicamente aceitar ou rejeitar o convite recebido.

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Celebrar - Transformar - Conviver

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TRANSFORMAR Para o momento que segue, tenha em mãos as tarjas de papel com as palavras Celebrar, Transformar e Conviver e as sete imagens das ações de misericórdia. [Disponha a tarja com a palavra Celebrar sobre o pano]

A grande festa prometida por Deus será momento de celebrar com alegria, de plena comunhão. Isso, porém, implica aceitar o convite de Deus e responder afirmativamente a ele. Nesse convite, não há diferenciação entre pessoas puras e impuras, justas e pecadoras, pois todas carecem da misericórdia e graça de Deus. [Coloque a tarja com a palavra Transformar sobre o pano]

A parábola da grande festa desafia ao arrependimento e à conversão. Conversão, conforme o termo grego metánoia, significa mudar de mentalidade, de atitude, de vida. Ao mesmo tempo, a parábola conclama à missão de testemunhar a fé por meio de ações que levem à transformação da realidade. [Coloque a tarja com a palavra Conviver sobre o pano]

As primeiras comunidades cristãs procuraram experimentar essa transformação por meio da comunhão de bens, da partilha do alimento e da oração conjunta (Atos 2.42-47; 4.32-35). Buscaram con-viver de maneira de digna e igualitária, não havendo nenhuma pessoa necessitada em seu meio (Atos 4.34a). Em outras palavras, realizaram sua missão agindo em comunhão para: [Conforme as ações de misericórdia vão sendo citadas, disponha as imagens em lugar visível a todo o grupo e forme com elas uma cruz]

Alimentar Vestir Saciar Acolher Visitar Cuidar Consolar

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Celebrar - Transformar - Conviver

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Celebrar - Transformar - Conviver

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Dinâmica Sobre o pano, coloque os objetos em número suficiente para todas as pessoas. Não há problema se houver mais objetos que participantes. Peça que cada pessoa pegue um dos objetos dispostos. Guarde os objetos que restarem. Comente:

Analisando os objetos que as demais pessoas têm nas mãos, escolham mentalmente dois outros objetos que mais combinam com o seu. [Reserve um tempo para escolha]

Convido a partilharem por que escolheram o objeto que têm à mão e como o relacionam com os outros dois objetos. Após a partilha, pergunte:

Que relação podemos fazer entre essa dinâmica, os temas de nosso estudo e a vida em comunidade? Comentário Assim como os objetos, cada pessoa aqui e na comunidade tem características diferentes, “servindo” melhor para determinadas ações do que outras. Ao mesmo tempo, cada um e cada uma de nós pode ter afinidades e agir em favor de um objetivo comum. Na vida em comunidade, os diferentes dons, gostos, habilidades e conhecimentos podem ser usados para edificar, somar, complementar, traduzindo-se em ações de misericórdia, de transformação e promoção da vida. E nessa tarefa não precisamos contar apenas com as nossas próprias forças, mas temos a condução do Espírito de Deus (Atos 2.38).

CONVIVER Canto HPD 336 – Quando o povo se reúne

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Convide quem pode a se colocar em pé e dar as mãos.

A Palavra de Deus desafia e não nos deixa acomodar-nos. Inspirados e inspiradas por essa Palavra, queremos ouvir o poema de Oscar Campana e, em seguida, orar em conjunto a oração do Pai-Nosso: Se não houver caminho que nos leve nossas mãos o abrirão, e haverá lugar para as crianças, para a vida e para a verdade; e esse lugar será de todos e todas,

5 Celebrar - Transformar - Conviver

Oração final

na justiça e na liberdade. Se alguém se anima, avise: seremos dois, três, muitos e muitas a começar... Pai Nosso... Refeição conjunta Finalize o estudo bíblico com uma refeição conjunta.

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CAMPANHA NACIONAL DE OFERTAS PARA A MISSÃO VAI E VEM

IECLB

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Misericórdia: Nossa Missão. Estudos Bíblicos by Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB) - Issuu