Livro de batismo
OI OS EDITORA
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© Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil – 2008 Rua Senhor dos Passos, 202 90020-180 Porto Alegre/RS Tel.: (51) 3284-5400 – Fax: (51) 3284.5419 secretariageral@ieclb.org.br presidencia@ieclb.org.br www.luteranos.com.br Organização e redação final: Nelson Kirst Equipe de pesquisa e redação: Carla Irina Ostrowski, Carlos Dege, Cleonir Geandro Zimmermann, Délcio Källsten, Enrique Illarze, Erli Mansk, Felipe G. Koch Buttelli, Gottfried Brakemeier, Harry Boening, José Kowalska, Juan Alberto Gattinoni, Paulo Gerhard Pietzsch, Pedro Kalmbach, Romeu Ruben Martini, Roberto Schultz, Sérgio Adrián Fritzler, Sissi Georg Equipe de estudos: Adenor Saatkamp, Anildo Wilbert, Ari Knebelkamp, Carlos Luiz Ulrich, Carlos Niewöhner, Christiane Plautz, Cláudio Herberts, Elpídio Carlos Hellwig, Euclésio Schieck, Evanice Adriana Beise, Hilton Jair Gorris, Isolde Herberts, João Rubem Strauss, Marli Seibert, Mauri Schlösser, Mauro Alberto Schwalm, Mayke Marliese Kegel, Oswald Doege, Otto Porzel Filho, Pedro Puentes Reyes, Rolf Karl Jantsch, Sandra Helena Fanzlau, Ulrico Meyer, Vernei Hengen, Werner Kiefer Arte-finalização: Jair de Oliveira Carlos Impressão: Evangraf Editora Oikos Ltda. Rua Paraná, 240 – B. Scharlau Caixa Postal 1081 93121-970 – São Leopoldo/RS Tel.: (51) 3568.2848 / Fax: 3568.7965 contato@oikoseditora.com.br w w w.oikoseditora.com.br
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Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil Livro de batismo / Organização: Nelson Kirst. – 2. ed. rev. e atual. – São Leopoldo: Oikos, 2008. 145 p. ; 15,5 x 22,5 cm. ISBN 978-85-7843-041-2 1. Batismo. 2. Liturgia batismal. 3. Modelo litúrgico 4. Recurso litúrgico. II. Título. II. Kirst, Nelson. CDU 265-1 Catalogação na publicação: Bibliotecária Eliete Mari Doncato Brasil – CRB 10/1184
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Apresentação Possivelmente nenhum outro assunto teológico tenha sido mais discutido na IECLB nos últimos anos do que o batismo. O debate foi particularmente intenso em face de práticas não condizentes com a base confessional da IECLB, como o rebatismo. Foi benéfico para a vida da igreja que a reflexão interna na IECLB tenha se concentrado na natureza e no proveito do batismo, em particular na relação entre graça e fé. Com Lutero (no Catecismo Menor), lembramo-nos que o batismo “ opera a salvação eterna a quantos crêem, conforme rezam as palavras e promessas de Deus” . O batismo obviamente não se limita ao momento da realização do rito batismal. Um dos saldos positivos no embate teológico havido é uma maior clareza de que o batismo é também uma realidade a ser vivenciada diariamente, por toda a vida. Lembrando-nos mais uma vez do ensinamento de Lutero, reconhecemos: o batismo “ significa que o velho homem em nós, por contrição e arrependimento diários, deve ser afogado e morrer com todos os pecados e maus desejos, e, por sua vez, sair e ressurgir diariamente novo homem, que viva em justiça e pureza diante de Deus eternamente” . O movimento ecumênico tem advertido, por exemplo no documento Batismo – Eucaristia – Ministério , que não pode haver na comunidade cristã negligência quanto ao significado e vivência do batismo. O batismo não pode ser banalizado e, assim, desprezado. Nesse sentido, está em andamento na IECLB um processo vivo de reflexão sobre qual o sentido e qual a melhor prática batismal na vida comunitária. Esse processo precisa ser continuamente aprofundado. Para tanto, o Conselho de Liturgia tem se ocupado nos últimos anos com o batismo, visando dar subsídios para a prática comunitária e o exercício do ministério. O presente Livro de batismo está calcado num amplo período de estudo e de experiência, tendo sido precedido por uma “ edição de estudo” , lançada no início de 2007. Na seqüência, realizou-se um projeto-piloto desenvolvido no âmbito do Sínodo Norte Catarinense e que teve sua culminância num seminário, com participação de representantes de outros sínodos, em agosto de 2008.
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Este livro colhe os frutos desse processo de estudo e experimentação. Trata-se de uma versão revista e ampliada em alguns tópicos teológicos, mas particularmente com novos subsídios litúrgicos. Publicado por decisão da Presidência da IECLB e do colégio da Pastora e dos Pastores Sinodais, o Livro de batismo é um recurso indispensável na prática ministerial. Assim, toda a IECLB, em particular seus obreiros e obreiras, são convidados e incentivados a fazer uso responsável e intensivo do material aqui apresentado. Estendo o sincero agradecimento da IECLB aos integrantes da equipe que trabalhou com tanta dedicação e competência nesse empreendimento, em especial a seu coordenador e inspirador, Nelson Kirst. “ Há um só Senhor, uma só fé, um só batismo.” (Efésios 4.5) Estrela, 15-19 de outubro de 2008 (26.o Concílio da Igreja – IECLB) Walter Altmann Pastor Presidente
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Introdução Este livro divide-se em três partes. Na primeira, intitulada O batismo, traz as considerações e os fundamentos que embasam suas propostas. Na segunda, apresenta Modelos litúrgicos para ocasiões variadas. Na terceira, oferece Recursos litúrgicos, ou seja, opções diversas para diferentes segmentos da liturgia. Nesta parte não são repetidos elementos litúrgicos que já se encontram em algum dos diversos modelos da Parte II. O conteúdo deste livro é fruto de um intenso trabalho de pesquisa, do qual participaram e para o qual contribuíram principalmente as pessoas mencionadas na folha de rosto sob equipe de pesquisa e redação. As obreiras e os obreiros arroladas e arrolados sob equipe de estudo, participaram de um curso de batismo no Sínodo Norte Catarinense da IECLB, de 2004 a 2006, e de um período de experiência piloto, de 2007 a 2008, contribuindo significativamente para o conteúdo e a configuração deste livro. Sinto-me privilegiado por ter podido compartir com tantas e tantos colegas a intensa jornada de pesquisas, descobertas, ensaios e vivência de fé que desaguou neste livro. A experiência da companhia de tanta gente abnegada e fiel me faz transbordar de indizível gratidão. Mais uma vez, “ a descoberta de nossas raízes deu-nos asas” (White). 170 Domingo após Pentecostes de 2008. O organizador
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Sumário Parte I – O batismo D efinições fundamentais 1. O termo batismo pode designar dois fenômenos distintos: num sentido mais restrito, o rito com água que é parte da liturgia batismal; num sentido mais amplo, todo o complexo de iniciação cristã ......................................................................... 2. O batismo, ou iniciação cristã, é um conjunto de ações e estágios, através do qual uma pessoa é conduzida a ser cristã...... 3. Batismo é um sacramento, um meio da graça, assim como a ceia do Senhor e a pregação da Palavra ....................................... 4. O batismo proclama e outorga à pessoa aquilo que Deus está fazendo para conduzi-la a uma vida de fé, incorporá-la ao seu povo, integrá-la ao seu Reino ............................................ 5. Batismo não é o ponto final, mas o ponto inicial de uma existência de fé.............................................................................. 6. A Igreja nasce do batismo ............................................................. 7. A prática do batismo se fundamenta no batismo de Jesus e na prática da primeira comunidade cristã, registrada na Escritura ....
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Aspectos antropológicos 8. Numa perspectiva antropológica, o batismo é um rito de passagem; mais especificamente, um rito de iniciação a uma sociedade alternativa..................................................................... 14 Aspectos bíblicos, históricos e confessionais 9. O principal marco de referência para a prática batismal da igreja cristã é o Novo Testamento .......................................... 15 10. Outro importante marco de referência para a prática batismal de uma igreja luterana em nossos dias é a igreja antiga ............. 16
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11. Ainda outro marco de referência importante para a prática batismal de uma igreja luterana em nossos dias é a prática batismal do próprio Lutero ......................................................... 22
Aspectos teológicos 12. Batismo e Espírito Santo ............................................................. 13. Batismo e salvação ...................................................................... 14. Batismo e fé ................................................................................ 15. Batismo é o ponto de partida de uma vivência cristã que se estende pela vida inteira ............................................................. 16. Batismo e educação .................................................................... 17. Batismo: sacramento dirigido a cada pessoa, individualmente .. 18. Batismo e a inserção igualitária no corpo de Cristo ................... 19. Batismo, diaconia e missão ........................................................ 20. A dimensão ecumênica do batismo ............................................ 21. A prática do rebatismo é inadmissível ........................................
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A situação atual 22. O reducionismo sacramental é um dos fatores que prejudicam uma vivência adequada do batismo ........................................... 23. Outro fator que prejudica uma vivência adequada do batismo é a fragmentação do rito ............................................................. 24. A prática batismal atual sugere que o batismo seja muito mais um rito de nascimento ou maternidade/paternidade, do que um rito de iniciação .................................................................... 25. A confirmação veio a tornar-se condição para a participação na ceia do Senhor, introduzindo uma separação entre esta e o batismo .................................................................................
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Aspectos pastorais 26. A comunidade fará bem em desenvolver uma ação pastoral integral a partir do batismo, em assumir plenamente sua responsabilidade batismal e colocar o batismo no centro de suas atividades............................................................................. 27. O empenho pedagógico da comunidade e a confirmação ........ 28. Batismo de crianças .................................................................... 29. Madrinhas e padrinhos de fé ......................................................
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30. Batismo de emergência ............................................................... 41 31. Uma comunidade cristã fará bem em proporcionar celebrações que ritualizem, no seio da comunidade reunida e na presença de Deus, as diversas passagens e transições da vida ................... 41 32. Apresentação da criança recém-nascida e bênção à mãe e ao pai . 42 33. Culto de recordação do batismo ................................................ 42
Aspectos litúrgicos 34. Ato litúrgico no seio da comunidade reunida ............................ 35. Batismo é um rito de passagem a ser vivenciado ....................... 36. É preciso recuperar a inteireza do rito batismal ......................... 37. Ministrantes, ministérios integrados e equipe de apoio batismal 38. O lugar litúrgico batismal ........................................................... 39. O círio pascal ............................................................................. 40. A cor litúrgica ............................................................................. 41. Cultos especiais de batismo em datas escolhidas........................ 42. Um só rito para adultos e crianças ............................................. 43. O princípio do moldar liturgia ...................................................
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A liturgia batismal: parte por parte 44. Liturgia de entrada ...................................................................... 45. Liturgia da Palavra ...................................................................... 46. Apresentação das pessoas a serem batizadas .............................. 47. Compromisso (pais, madrinhas e padrinhos, comunidade) ........ 48. Renúncia e adesão ...................................................................... 49. Profissão de fé ............................................................................. 50. Ação de graças ou oração das águas........................................... 51. Ato batismal ................................................................................ 52. Imposição das mãos, unção com óleo, selagem ......................... 53. Veste batismal ............................................................................. 54. Vela batismal ............................................................................... 55. Recepção pela comunidade ....................................................... 56. Gesto da paz ............................................................................... 57. Prosseguimento com orações de intercessão e ceia do Senhor .. 58. Nos cultos de recordação do batismo, anamnese batismal ........
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Parte II – M odelos litúrgicos Liturgias de batismo Culto de batismo – Forma ampla .................................................. Culto de batismo – Forma breve ................................................... Liturgia de batismo inserida em culto regular ............................... Liturgias para batismo de emergência ...........................................
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Liturgias de recordação do batismo Culto de recordação do batismo – Forma ampla .......................... 99 Culto de recordação do batismo – Forma breve ......................... 105 Culto de recordação do batismo com ingressantes ou reingressantes 108 Culto de recordação do batismo com pessoas ou grupos que celebram um estágio especial na sua vida de fé ................... 114 Liturgia de recordação do batismo inserida em culto regular ..... 120
Parte III – Recursos litúrgicos Acolhida e saudação ................................................................... Confissão de pecados .................................................................. Glória .......................................................................................... Oração do dia ............................................................................. Apresentação de candidatas e candidatos ao batismo, com compromisso ....................................................................... Compromisso .............................................................................. Apresentação de criança que recebeu batismo de emergência .. Anamnese batismal ..................................................................... Renúncia e adesão ...................................................................... Profissão de fé ............................................................................. Imposição das mãos e ato de selar .............................................. Recepção pela comunidade ........................................................ Rito da luz ................................................................................... Intercessão pós-batismal .............................................................. Apresentação de criança recém-nascida e bênção à mãe e ao pai ou aos familiares............................................................
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Pa r t e I
O batismo
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D efinições fundamentais
1. O termo batismo pode designar dois fenômenos distintos: num sentido mais restrito, o rito com água que é parte da liturgia batismal; num sentido mais amplo, todo o complexo de iniciação cristã.
Para fins de clareza, convém empregar expressões explícitas como banho batismal , lavagem batismal , ato batismal ou batismo com água, quando se faz referência estrita ao rito com água. O termo batismo fica reservado, então, a um complexo mais amplo que também pode ser designado por iniciação cristã. 2. O batismo, ou iniciação cristã, é um conjunto de ações e estágios, através do qual uma pessoa é conduzida a ser cristã.
A partir dos mais antigos relatos de batismo, como os de Atos 2.38-39 e 8.35-38, podemos dizer que o conjunto de ações e estágios da iniciação cristã inclui, basicamente: proclamação do Evangelho – uma primeira resposta à proclamação – ensino – profissão de fé – banho batismal – dom do Espírito Santo – incorporação à comunidade. A pessoa é conduzida a ser cristã porque o batismo lhe vem de fora, oferecido por Deus através da Igreja. Sendo conduzida a ser cristã, a pessoa ingressa na comunidade, um grupo humano de características próprias, diferente da sociedade em que se insere, marcado por compromissos éticos e de fé bem definidos. 3. Batismo é um meio da graça, assim como a ceia do Senhor e a pregação da Palavra.
Todos os três têm, a rigor, o mesmo conteúdo: a auto-entrega de Deus por nós. O que distingue a ceia e o batismo é que são sacramentos. O que distingue o batismo é que se dirige a nós como pessoas individuais. Os sacramentos acionam outros canais de comunicação do que a Palavra. Nos sacramentos, Deus se adapta à nossa capacidade de percepção. Oferece-nos a possibilidade de o recebermos não só pela audição e pela razão, mas também pela visão, pelo tato, pelo olfato, 12
pelo gosto. Oferece-nos, assim, a possibilidade de o abarcarmos também com a nossa emoção. 4. O batismo proclama e outorga à pessoa aquilo que D eus está fazendo para conduzi-la a uma vida de fé, incorporá-la ao seu povo, integrá-la ao seu Reino.
Deus é o sujeito do batismo. Doa-se a nós, mergulhando-nos na morte e ressurreição de Jesus e liberando-nos para uma vida de fé e compromisso, no seio do corpo de Cristo. Deus é quem age. Quanto a nós, conseguimos, pela fé, receber o que Deus nos dá no batismo e, pela fé, buscamos viver uma existência que brota do batismo. O batismo não é conquista da pessoa. É dádiva de Deus através da Igreja. 5. Batismo não é o ponto final, mas o ponto inicial de uma existência de fé.
O batismo não é um ponto de chegada, o coroamento de uma trajetória de êxitos, conquistas ou avanços. Ao contrário, é um ponto de partida, um presente que vai sendo desdobrado e vivenciado, na tensão do já e ainda não, da existência simultaneamente justa e pecadora, numa vida de fé que se empenha e anseia pela realização definitiva do Reino de Deus. 6. A Igreja nasce do batismo.
Pessoas pertencem a uma comunidade cristã porque foram batizadas. Portanto, a Igreja nasce do batismo. Não pode haver ação mais importante na vida de uma igreja do que uma prática abrangente e responsável do batismo. Quanto não ganharia uma igreja se colocasse o exercício de todo o seu ministério numa perspectiva batismal? 7. A prática do batismo se fundamenta no batismo de Jesus e no uso da primeira comunidade cristã, registrado na Escritura.
Ao contrário do que acontece no tocante à ceia do Senhor, os evangelhos não registram uma instituição do batismo por Jesus em vida, até ser morto na cruz. A única passagem dos evangelhos que traz uma referência relevante ao batismo é a grande comissão, uma palavra do Jesus ressurreto que encontramos em Mt 28.18-20. Esse texto manifesta a convicção da Igreja, de que a autoridade de batizar 13
vem do próprio Jesus. Para a prática batismal da comunidade cristã dos primórdios, muito mais importante que o peso de uma passagem bíblica isolada era o fato de que Jesus mesmo – se submeteu ao batismo de João e afirmou, com isso, “ cumprir toda a justiça” (Mt 3.15); – concordou que seus discípulos batizassem (Jo 4.2); e – igualou seu batismo com sua morte (Mc 10.38; Lc 12.50). A comunidade cristã não teria embarcado tão pronta e decididamente na prática do batismo, caso não estivesse convicta de, com isso, corresponder à vontade do próprio Jesus.
Aspectos antropológicos 8. N uma perspectiva antropológica, o batismo é um rito de passagem; mais especificamente, um rito de iniciação a uma sociedade alternativa.
Como ensinou van Gennep1 há quase cem anos, ritos de passagem marcam a mudança de um estado para outro, de uma situação para outra, na vida de uma pessoa ou de grupos. Para tanto, subdividem-se em ritos de separação do estado anterior, de transição e de agregação à nova situação. Visto em perspectiva antropológica, o batismo é um rito de passagem. Como rito de passagem, é, mais especificamente, um rito de iniciação a uma sociedade alternativa. A prática do batismo na igreja antiga, descrita mais adiante no item 10 , mostra como podem ser eloqüentes os ritos batismais de separação do estado anterior, de transição e de agregação à nova situação. Sendo um rito de iniciação a uma sociedade alternativa, o batismo não é, pois, um rito de nascimento ou de maternidade e paternidade, como boa parte das liturgias batismais da atualidade tende a sugerir.
1 GENNEP, Arnold van. Os ritos de passagem. Petrópolis: Vozes, 1978.
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Aspectos bíblicos, históricos e confessionais 9. O principal marco de referência para a prática batismal da igreja cristã é o N ovo Testamento.
No Novo Testamento são vários os significados vinculados ao batismo. Destacam-se os seguintes: a) O perdão dos pecados (At 2.38): Segundo Atos dos Apóstolos, em Pentecostes Pedro convida ao arrependimento e ao batismo para remissão dos pecados. (Leia mais no item 13.) b) A união com Cristo (Cl 2.12,20; Rm 6.3-5): O batismo dá a cada pessoa batizada a participação na vida e na morte de Jesus Cristo, assim como a possibilidade da ressurreição por meio dele (Cl 3.1). É esta união com Jesus Cristo que fundamenta o sacerdócio universal de todas as pessoas crentes. c) A recepção do Espírito Santo (Mt 3.16; At 2.38; 19.1-7): Para o cristianismo dos primeiros tempos, existe uma unidade entre a lavagem batismal e a doação do Espírito Santo. (Leia mais no item 12.) d) A incorporação à Igreja, que é o corpo de Cristo (1Co 12.13): O batismo une a Cristo e, como tal, leva a pessoa batizada a pertencer-lhe (1Co 3.22s). Através do batismo, as pessoas cristãs são levadas à união entre si e com a Igreja de todos os tempos. Em Cristo são anuladas as diferenças entre as pessoas (Gl 3.27-29). (Leia mais no item 18 .) e) O renascimento (Tt 3.5; Jo 3.5): O batismo regenera, renova, marca o início de uma nova vida. Nessas imagens articulase uma noção idêntica à idéia paulina de que a pessoa deixou o velho Adão para trás (1Co 15.22), tornando-se nova criatura (2Co 5.17). A concepção de batismo no Novo Testamento é como um buquê colorido. Seja de que ângulo olharmos sempre veremos uma ou outra flor mais destacada do que as demais. No entanto, nem uma nem duas sozinhas representam o todo. O importante é jamais perdermos a visão e o equilíbrio do conjunto.
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10. O utro importante marco de referência para a prática batismal de uma igreja luterana em nossos dias é a igreja antiga.
Para uma melhor compreensão de sua prática batismal, é útil dividir o tempo da igreja antiga em duas épocas, a pré e a pós-constantiniana. Batismo na época pré-constantiniana
Esta secção baseia-se especialmente na Tradição apostólica de Hipólito de Roma (ano de 215), a qual reflete uma prática usual na comunidade cristã de Roma, a partir de fins do século 2. Constantino foi o primeiro imperador romano que se converteu ao cristianismo. No período que precedeu esse imperador (até aproximadamente o ano de 306), pessoas e comunidades cristãs eram, de tempos em tempos, censuradas, discriminadas e até perseguidas pelo império romano. Ser uma pessoa cristã significava orientar-se e viver a partir de valores e de uma ética destoantes daqueles da sociedade circundante. E isso não estava isento de riscos. Preocupada com esse fato, a Igreja foi desenvolvendo um tempo de forte preparação para as pessoas que desejavam ser batizadas, buscando integrar-se à comunidade cristã. Na época de Justino de Roma (primeira metade do século 2), por exemplo, essa preparação consistia em uma paulatina introdução no modo de vida das cristãs e dos cristãos, acompanhada de instruções, jejuns e orações. Na Tradição apostólica, de Hipólito de Roma, encontramos uma descrição detalhada da preparação batismal e do batismo, como vinham sendo praticados em Roma desde o ano de 170. A preparação batismal, chamada catecumenato, dividia-se em duas etapas: o catecumenato propriamente dito e aquilo que se denomina o tempo de preparação próximo. Ambas as etapas consistiam basicamente no seguinte: Para que uma pessoa ingressasse no catecumenato, devia ser postulada e apresentada diante dos catequistas por alguém da comunidade que pudesse responder por ela, um padrinho. Em seguida, essa pessoa era submetida a uma série de perguntas e exames de consciência. Dessa maneira, o catequista procurava conhecer diferentes aspectos que tinham a ver com a vida familiar da pessoa, com a forma de ela ganhar seu sustento e com as motivações que a levavam a postular o batismo. No caso de exercer algum ofício que a envolvesse em atividades imorais, bélicas ou idolátricas, devia abandoná-lo e mudar seu estilo de vida. Ou seja, a pessoa que quisesse ser admitida na igreja precisava adotar uma forma e um estilo de vida considera16
dos cristãos. Uma vez aprovada, essa pessoa postulante entrava no catecumenato e passava a ser um catecúmeno. Essa etapa podia ter até três anos de duração. Durante esse tempo, a pessoa que estava no catecumenato era acompanhada por seu padrinho ou sua madrinha e participava de diferentes atividades da comunidade. Entre elas, do cuidado de pessoas pobres e necessitadas, das celebrações regulares da comunidade (mas não da eucaristia), de reuniões de instrução, as quais se realizavam dentro de um marco litúrgico, e de orações. O conteúdo e a meta das instruções tinham a ver com a aprendizagem e a vivência da fé professada pela Igreja. Especial importância era atribuída aos conteúdos éticos. Quando a pessoa considerava estar pronta para ser batizada, apresentava-se novamente, junto com seu padrinho ou sua madrinha, poucas semanas antes do batismo (este se realizava normalmente na Páscoa), diante do catequista ou do bispo. Este procurava saber se o catecúmeno havia vivido com dignidade, se havia honrado as viúvas, visitado os enfermos e praticado boas obras.2 Ou seja, o que se buscava conhecer era a vida da pessoa e não tanto seus conhecimentos teóricos e doutrinais. Em seguida, a pessoa entrava no tempo de preparação próximo. Durante essa etapa, realizava-se um aprontamento intensivo para a celebração batismal. Este consistia de exorcismos diários, de instruções sobre o Evangelho, de imposições de mãos e de orações. Próximo ao dia do batismo, o próprio bispo realizava o exorcismo e marcava, normalmente com óleo, a fronte, os ouvidos e o nariz, com o sinal da cruz. Na sexta-feira e no sábado santos, as pessoas candidatas ao batismo jejuavam acompanhadas por gente da comunidade. Do sábado para o domingo, permaneciam em vigília, ouvindo leituras e instruções. Finalmente, com o primeiro cantar do galo, dirigiam-se ao lugar onde se localizava a piscina batismal. A liturgia do batismo propriamente dita desenrolava-se em três etapas: a) a lavagem batismal, b) a imposição das mãos e a unção da fronte, c) a celebração da eucaristia. A lavagem batismal era acompanhada por uma série de ações: a oração sobre a água, o desvestir-se, a renúncia, a unção com óleo, a entrada na água, a lavagem com profissão de fé, a saída da água e a unção com óleo de ação de graças. Em seguida, as pessoas bati2 HIPÓLITO.Tradição apostólica. In: NOVAK, Maria da Glória (Trad.). Tradição apostólica de Hipólito de Roma: liturgia e catequese em Roma no século III. Petrópolis: Vozes, 1971. p. 50.
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zandas se vestiam e dirigiam-se ao lugar onde se encontrava reunida a comunidade. Lá, eram recebidas pelo bispo, que lhes impunha as mãos, untava-lhes a fronte com óleo de ação de graças e lhes dava o ósculo da paz. Oravam, então, com toda a comunidade reunida e partilhavam mutuamente o beijo da paz. Por fim, as pessoas recémbatizadas participavam pela primeira vez da eucaristia. Além do pão e do vinho, recebiam leite e mel. Observa-se, pois, no processo inteiro do catecumenato, nessa época, que predominava a prática das virtudes cristãs, como forma de preparação para a vida cristã e como fonte de conhecimento. Não importava tanto o conhecimento abstrato e doutrinal, mas antes a vida de participação cristã na comunidade e no mundo. E isso incluía o cuidado e a ajuda às pessoas pobres e necessitadas. Batismo na época pós-constantiniana
Para este período, baseamo-nos especialmente em Ambrósio de Milão (falecido em 397), Cirilo de Jerusalém (falecido em 386), Crisóstomo de Antioquia (349-407) e no relato sobre a peregrinação de Etéria3 (fins do século 4 a inícios do século 5). O governo do imperador Constantino estendeu-se de 306 a 337. No decorrer da chamada era constantiniana, o cristianismo passou a ser não apenas uma religião oficialmente tolerada, mas tornou-se mesmo algo como a religião da moda. Isso trouxe importantes conseqüências para a Igreja. Entre outras, ocorreram mudanças na prática batismal, em razão de ter aumentado significativamente o número de pessoas que desejavam tornar-se cristãs. Em muitos casos, o desejo de vir a ser cristão ou cristã devia-se mais a razões sociais (p. ex., casamento) e políticas (p. ex., cair nas graças do imperador) do que a motivos de fé. Diante dessa situação, a igreja acentuou as exigências para as pessoas que desejavam ser batizadas, assim como as advertências para a conversão e a penitência. Em razão disso, muitas pessoas postergavam seu batismo até o leito de morte. Essa situação fez com que o catecumenato deixasse de ser uma etapa de preparação como era durante o período pré-constantiniano. Todo o esforço pedagógico passou a concentrar-se no tempo de preparação próximo, na celebração do batismo propriamente dita e na se3 ETÉRIA. Peregrinação de Etéria: liturgia e catequese em Jerusalém no Século IV. Petrópolis: Vozes, 2004.
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mana pós-pascal. O ato decisivo para a prática batismal já não era o da admissão ao catecumenato, mas o de registrar-se para o batismo. Para tanto, a pessoa devia apresentar-se, uns 50 dias antes da Páscoa, acompanhada de um padrinho ou de uma madrinha, diante do bispo ou do catequista. Este interrogava-a sobre os motivos que a haviam levado a solicitar o batismo, e sobre diferentes aspectos de sua vida. No começo da época da Paixão, iniciava-se o tempo de preparação próximo. Durante o mesmo, os candidatos e as candidatas participavam de uma série de exercícios (jejuns, orações, penitência) e de instruções catequéticas, e eram submetidos regularmente a exorcismos. A celebração do batismo ocorria na noite do sábado para o domingo da Páscoa. Assim como no período anterior, ela consistia de: a) a lavagem batismal, b) a imposição das mãos e a unção da fronte, c) a celebração da eucaristia. O desenrolar da celebração era basicamente o mesmo como no período pré-constantiniano, podendo ocorrer alterações conforme a época e o lugar. Observa-se um desenvolvimento intenso e significativo de gestos e ritos. Ênfase era dada a determinadas ações e posturas corporais. Nos exorcismos, os candidatos se ajoelhavam, todos vestidos com o mesmo tipo de tecido; na renúncia e adesão, voltando-se para o ocidente, os candidatos renunciavam às suas velhas amarras, e, olhando para o oriente, aderiam a Cristo. O que chama a atenção, nesse período, é que determinadas informações relacionadas à celebração do batismo (lavagem, imposição das mãos, unção pós-lavagem e eucaristia) eram dadas apenas depois do evento litúrgico, durante a semana da Páscoa. A entrega dessas informações acontecia nas catequeses pós-batismais ou mistagógicas, das quais toda a comunidade participava. Através dessas catequeses, o bispo explicava o significado dos diferentes gestos, ritos e ações realizados antes, por ocasião da celebração batismal. As razões dessa prática eram, entre outras, pedagógicas. Fundamentavam-se na convicção de que determinadas aprendizagens se realizam melhor através da vivência do que de explicações teóricas e doutrinais. Segundo Ambrósio de Milão, para aquelas ações em que as pessoas batizandas eram meras receptoras, ou seja, para o próprio batismo e para a eucaristia, não se recomendava uma catequese prévia, pois esta poderia até mesmo produzir uma compreensão equivocada de tais ações, caso as pessoas viessem a julgar-se conhecedoras dos sacramentos, antes mesmo de tê-los experimentado.4 Cirilo de Jerusalém, por sua vez, 4 Os sacramentos 1,1 e Os mistérios 2.
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dirigindo-se às pessoas recém-batizadas na segunda-feira após o batismo, afirma: “ Mas como sei bem que a vista é mais fiel que o ouvido, esperei a ocasião presente, para encontrar-vos, depois desta grande noite, mais preparados para compreender o que se vos fala (...).” 5 Elementos litúrgicos da práxis batismal na igreja antiga Exorcismos batismais
A prática dos exorcismos batismais na igreja antiga deve ser interpretada a partir da cosmovisão dualista da época. De acordo com ela, existe, no cosmos, a luta constante entre o anjo da obscuridade (Satanás e seus demônios) e o príncipe da luz (Deus e seus mensageiros), e essa luta se reflete no coração das pessoas. Para serem batizadas, as pessoas precisavam libertar-se do poder do anjo da obscuridade, o que só se conseguia de maneira plena através de exorcismos. U nções
A lista que segue dá uma idéia da variedade de unções vinculadas ao batismo e de suas compreensões, na igreja dos primeiros séculos:6 Unção de todo o corpo, antes da lavagem batismal. – Trata-se de uma unção de exorcismo, cuja função é proteger contra o mal. (Tradição apostólica, Crisóstomo de Antioquia, Cirilo de Jerusalém, Ambrósio de Milão) Unção de todo o corpo, após a lavagem batismal. – É uma unção para o sacerdócio, equivalente à unção de pessoas especiais, como reis e sacerdotes. Esta unção ressalta a pertença a Cristo. (Tertuliano, Tradição apostólica) Unção da fronte, após a lavagem batismal. – É uma unção relacionada ao dom do Espírito Santo. (Tradição apostólica) Unção da fronte com mirra, após a lavagem batismal. – Mirra é uma mistura de óleo de oliva com diferentes substâncias aromáticas. Essa unção simboliza a doação da graça necessária para compreender os segredos de Deus e é entendida como unção real e sacerdotal. (Ambrósio de Milão) Unção com mirra, após a lavagem batismal. – Manifesta união com Cristo e doação do Espírito Santo. (Cirilo de Jerusalém) 5 Catequese mistagógica 1,1. 6 OSTROWSKI, Carla; MANSK, Erli; KALMBACH, Pedro. Batismo e educação. TEAR: liturgia em revista, São Leopoldo, n. 12, p. 8-16, dez. 2003.
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Renúncia e adesão
Antes da lavagem batismal, as pessoas a serem batizadas renunciavam a suas crenças religiosas anteriores (a Satanás e seus servidores), a costumes e práticas que eram considerados indignos. Imediatamente após a renúncia, manifestavam sua adesão a Cristo. Em certas tradições, sobretudo orientais, o elemento da renúncia e adesão era eloqüentemente dramatizado. Ao manifestar a renúncia a Satanás, as pessoas a serem batizadas voltavam-se para o ocidente. Em alguns casos, sopravam ou cuspiam três vezes (ou executavam outros gestos de repulsa) nessa direção. Em seguida, voltavam-se para o oriente e, com as mãos e os olhos erguidos, expressavam sua adesão a Cristo, proferindo palavras de confiança e de disposição de estar a serviço do Senhor. O ocidente, região onde o sol se põe, era tido como o reino da escuridão, o domínio de Satanás. O oriente, região onde nasce o sol, era relacionado com o lugar onde Jesus nasceu, ressuscitou e ascendeu ao céu, e de onde virá em glória. Lavagem batismal
Segundo a Tradição apostólica, o batismo começava com a oração sobre a água. Em seguida, as pessoas que seriam batizadas se despiam e realizavam a renúncia. Catequistas, diáconos ou diáconas untavam-nas, então, com óleo de exorcismo. Em continuidade, as pessoas entravam na água, acompanhadas de um diácono ou de uma diácona e eram batizadas. Para tanto, quem presidia o batismo lhes impunha as mãos e dirigia-lhes uma pergunta tríplice (Tu crês em Deus Pai ..., em Jesus Cristo ..., no Espírito Santo ... ?). A cada pergunta, as pessoas respondiam “ creio” e eram batizadas por imersão. Logo saíam da água, eram untadas com óleo de ação de graças, vestiam-se e entravam na igreja para juntar-se à comunidade. A lavagem batismal era realizada separadamente para mulheres e homens. Imposição das mãos e unção da fronte
A Tradição apostólica descreve o seguinte: depois da lavagem batismal, as pessoas batizadas se uniam à comunidade, onde eram recebidas pelo bispo. Este lhes impunha as mãos, pedindo a Deus que derramasse seu Espírito sobre elas. Em seguida, traçava o sinal da cruz, com óleo, sobre a fronte de cada pessoa batizada. Através dessa unção era acentuada sua relação com o Espírito Santo.
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D estaques da prática batismal na igreja antiga
A vida cristã, como uma vida a partir de e em resposta à atuação salvífica de Deus em Jesus Cristo, foi, desde o começo, motivo de preocupação pedagógica. Esta, como vimos, não se referia tanto à aprendizagem de conteúdos conceituais, mas tinha a ver, antes, com a participação nas atividades da comunidade (celebrações, o cuidado e o amparo a pessoas necessitadas), com exercícios espirituais (jejum, oração) e com uma conduta de acordo com o que se considerava ser uma vida própria dos cristãos. Os diversos temas que compõem a compreensão do batismo não permaneciam como uma realidade abstrata que precisava ser explicada em termos doutrinais. Assim, por exemplo, a inclusão no corpo de Cristo e a incorporação à vida, morte e ressurreição de Jesus Cristo eram experimentadas através da lavagem batismal, da unção pós-lavagem, do ósculo ou abraço da paz, dado pelo bispo e pela comunidade, e da celebração da eucaristia. O perdão dos pecados e o renascimento eram vivenciados pela lavagem batismal. A doação do Espírito Santo era recebida e percebida sensorialmente através da imposição das mãos ou da unção realizada pelo bispo depois da lavagem. Isto quer dizer: a compreensão do significado do batismo (em sentido amplo), e com ele da eucaristia, se dava, em primeiro lugar, através da vivência e não de explicações doutrinais. Durante todo o processo, que ia desde a manifestação do desejo de ser batizada até o batismo em si, a pessoa contava com o apoio, o acompanhamento e a orientação de um padrinho ou de uma madrinha. Além disso, em diferentes ocasiões (catequeses, jejuns) a comunidade acompanhava os futuros e as futuras fiéis. Dessa maneira, o tempo de preparação próximo, a própria celebração e as catequeses pós-batismais eram ocasiões em que as pessoas já batizadas continuavam a aprimorar sua formação cristã e rememoravam seu próprio batismo. 11. Ainda outro marco de referência importante para a prática batismal de uma igreja luterana em nossos dias é a prática batismal do próprio Lutero.
A teologia batismal de Lutero se articula sobretudo nos seguintes escritos: Um sermão sobre o santo, venerabilíssimo sacramento
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do batismo7, o Catecismo menor8 e o Catecismo maior9. Ela pode ser resumida nos termos que seguem. O batismo é um mandamento de Deus, instituído por Jesus (Mt 28.19), no qual um sinal externo, a água, é conjugado com uma promessa divina, configurando-se em um dos dois verdadeiros sacramentos. “ Ser batizado em nome de Deus é ser batizado não por homens, mas pelo próprio Deus. Por isso, ainda que levado a efeito pelas mãos do homem, não obstante é verdadeiramente obra de Deus mesmo. (...) o próprio Deus aqui empenha a sua honra e nela põe sua força e poder.” 10 O significado do batismo é “ um morrer bem aventurado do pecado e uma ressurreição na graça de Deus, de modo que o velho ser humano, concebido e nascido em pecado, é afogado, e um novo ser humano, nascido na graça, surge e se levanta.” 11 Conforme Mc 16.16 (“ Quem crer e for batizado será salvo.” ), “ somente a fé torna a pessoa digna de receber com proveito a salutar e divina água. Pois, já que isso é oferecido e prometido aqui nas palavras na água e com a água, não pode ser recebido de outro modo senão o de crê-lo de coração. De nada aproveita sem a fé, ainda que em si mesmo é tesouro divino e inestimável.” 12 No entanto, “ para nós, a coisa mais importante não é se aquele que é batizado crê ou não. Porque isso não invalida o batismo. (...) Pois minha fé não faz o batismo, porém recebe o batismo.” 13 O batismo compromete as pessoas numa luta diária e constante contra o pecado, pois “ vida cristã outra coisa não é que diário batismo, começado uma vez e sempre continuado” .14 Sim, o batismo “ significa que o velho homem em nós, por contrição e arrependimento diários, deve ser afogado e morrer com todos os pecados e maus de-
7 LUTERO, Martinho. Um sermão sobre o santo, venerabilíssimo sacramento do batismo. In: ______. Obras Selecionadas. v. 1. São Leopoldo: Sinodal; Porto Alegre: Concórdia, 1987. p. 413-424. 8 ______. Catecismo menor. In: Livro de Concórdia: As Confissões da Igreja Evangélica Luterana. 6. ed. São Leopoldo: Sinodal, 2006. p. 361-384. 9 ______. Catecismo maior. In: Livro de Concórdia: As Confissões da Igreja Evangélica Luterana. 6. ed. São Leopoldo: Sinodal, 2006. p. 385-496. 10 Ibid., p. 475. 11 LUTERO, 1987, p. 415. 12 LUTERO, 2006, p. 478-9. 13 Ibid., p. 481. 14 Ibid., p. 483.
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sejos, e, por sua vez, sair e ressurgir diariamente novo homem, que viva em justiça e pureza diante de Deus eternamente.” 15 Essa luta diária e constante contra o pecado se dá através de toda a vida, numa orientação escatológica, até a morte. “ O significado do Batismo – o morrer ou afogar-se do pecado – não se realiza inteiramente nesta vida, até que o ser humano morra também corporalmente e se transforme completamente em pó. O Sacramento ou sinal do Batismo se realiza depressa, como vemos com nossos próprios olhos, mas o significado, o Batismo espiritual, o afogamento do pecado, dura enquanto vivemos e só é consumado na hora da morte. Então a pessoa é verdadeiramente imersa na água batismal e se realiza o significado do Batismo. Por isso, esta vida nada mais é que um incessante batizar espiritual até a morte.” 16 Interpretando esse enfoque do Batismo em seu sentido mais amplo, vemos a vida cristã como dom de Deus sempre renovado, tendo como paradigma a morte e ressurreição batismal. Enquanto vivermos dentre os tempos e nossas vidas forem uma luta entre o velho e o novo Adão, elas terão uma configuração batismal renovada diariamente pelo arrependimento e perdão. Em termos mais práticos isso significa que, em sua luta diária contra o mal, os cristãos sempre podem recorrer a seu Batismo. O próprio Lutero praticou isso, mandando seus demônios irem ao inferno, porque ele era propriedade de Deus – pois tinha sido batizado. Assim, a vitória contra o mal é possível por causa da obra de Deus em nós; isso não depende de nossa fraca vontade. Somos batizados; somos perdoados – por Deus! No Catecismo Menor “ Confissão e Absolvição” não vêm depois do “ Batismo” simplesmente por questões de continuidade. No Catecismo Maior Lutero explica: E aqui vês que o batismo, tanto por seu poder como por sua significação, também compreende o terceiro sacramento, que se chamou de penitência, o qual, propriamente, outra coisa não é que o batismo. Pois que outra coisa significa penitência senão atacar o velho homem com seriedade e entrar em nova vida? Por isso, se vives na penitência, então andas no batismo, que não apenas significa essa vida nova, mas também a opera, inicia e promove. (IV, 74-75) Em sua concepção tanto do Batismo quanto da vida diária, a teologia luterana mostra uma compreensão realista da tensão da existência cristã 15 Ibid., p. 376. 16 LUTERO, 1987, p. 415-6.
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e a fraqueza natural disfarçada pelo orgulho, que chamamos de natureza humana.17
Lutero formulou um manual litúrgico batismal, o Taufbüchlein, em 1523 e revisou-o em 1526. Na primeira versão, conservou algumas práticas medievais. Na segunda, omitiu certos elementos simbólicos, como por exemplo, as duas unções. Destaca-se, no Taufbüchlein, a chamada Oração do dilúvio: Onipotente eterno Deus, que de acordo com teu reto juízo condenaste o mundo incrédulo pelo dilúvio e, por tua grande misericórdia, conservaste o crente Noé e mais sete pessoas de sua família; que afogaste o endurecido Faraó com todos os seus, no Mar Vermelho; que conduziste o teu povo Israel através do mesmo em terra seca, prefigurando, com isso, este banho do teu santo Batismo; e que, pelo Batismo de teu querido Filho, nosso Senhor Jesus Cristo, consagraste e instituíste o Jordão e todas as águas como um dilúvio bem-aventurado e uma rica lavagem dos pecados: pedimos por essa mesma [lavagem] tua profunda misericórdia, que queiras olhar graciosamente para este N. e abençoá-lo com fé verdadeira no Espírito; para que, por meio deste dilúvio salvador, tudo o que lhe é inato desde Adão e que ele mesmo a isto acrescentou seja afogado nele e desapareça; que seja separado dentre o número dos descrentes, (...) conservado seco e seguro na santa arca da cristandade, sirva sempre a teu nome, ardendo em Espírito e alegre em esperança; para que, junto com todos os crentes, ele se torne digno de alcançar a vida eterna, de acordo com a tua promessa; por Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém.18
Quanto à forma do batismo com água, Lutero preferia a imersão, por representar mais significativamente o afogar da pessoa pecadora. No entanto, não insistiu nessa modalidade e seus seguidores não a consideraram suficientemente importante para adotá-la. A infusão e a aspersão tornaram-se as formas comuns nas igrejas luteranas.
17 BRAND, Eugene L. Batismo: uma perspectiva pastoral. São Leopoldo: Sinodal, 1982. p. 45. 18 LUTERO, Martinho. O Manual de Batismo Revisado. In: ______. Obras Selecionadas. v. 7. São Leopoldo: Sinodal; Porto Alegre: Concórdia, 2000. p. 218-9.
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Aspectos teológicos 12. Batismo e Espírito Santo.
O testemunho do Novo Testamento sobre a relação entre o batismo e o Espírito Santo é, ao mesmo tempo, bastante uniforme e um pouco desconcertante. At 8.35-38, a história do batismo do eunuco etíope, referência bíblica importante para as origens do batismo, não menciona a imposição das mãos nem a recepção do Espírito Santo. Todas as passagens mencionadas a seguir atestam uma relação clara e muito estreita entre o batismo e a recepção do Espírito Santo. A mais eloqüente é a que narra o batismo do próprio Jesus (Mc 3.13-17), segundo a qual o Espírito Santo se torna visível na forma de uma pomba: Batizado Jesus, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba, vindo sobre ele. (Mt 3.16)
At 2.38 conecta arrependimento, batismo, perdão dos pecados e concessão do Espírito Santo: Respondeu-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo. (At 2.38)
Segundo Atos 19.1-7, que narra a estada de Paulo em Éfeso, as pessoas haviam sido batizadas “ no batismo de João” , mas nem sequer tinham ouvido que existe o Espírito Santo. Paulo fala-lhes, então, do batismo de Jesus. Em seguida, batiza-as e lhes impõe as mãos, de modo que recebem o Espírito Santo: Eles, tendo ouvido isto, foram batizados em o nome do Senhor Jesus. E, impondo-lhes Paulo as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo; e tanto falavam em línguas como profetizavam. (At 19.5-6)
At 10.44-48 indica que em Cesaréia o Espírito Santo foi derramado antes de as pessoas terem sido batizadas: Porventura pode alguém recusar a água, para que não sejam batizados estes que, assim como nós, receberam o Espírito Santo? (At 10.47)
E, de acordo com o relato de At 8.14-17, em Samaria, as pessoas já batizadas no nome do Senhor Jesus só receberam o Espírito Santo mais tarde, através de imposição das mãos: 26
Ouvindo os apóstolos, que estavam em Jerusalém, que Samaria recebera a palavra de Deus, enviaram-lhe Pedro e João; os quais, descendo para lá, oraram por eles para que recebessem o Espírito Santo; porquanto não havia ainda descido sobre nenhum deles, mas somente haviam sido batizados em o nome do Senhor Jesus. Então lhes impunham as mãos, e recebiam estes o Espírito Santo. (At 8.14-17)
Tt 3.4-7 chama o batismo de “ lavar regenerador e renovador do Espírito Santo” (v. 5). 2Co 1.22; Ef 1.13-14 e 4.30 fazem referência implícita à unção no batismo, como sendo um selo do Espírito Santo. O testemunho do Novo Testamento é, portanto, um tanto diversificado em certos aspectos da relação entre batismo e Espírito Santo, proibindo-nos de jogar uma passagem contra a outra, em defesa de posições particulares a respeito dessa relação. O importante é captarmos o conjunto de sua manifestação. Dois dados gozam quase que de unanimidade completa no Novo Testamento (a única exceção é a ausência do tema em At 8.35-38): o batismo e a dádiva do Espírito Santo estão direta e estreitamente vinculados; a imposição das mãos ou o ato de selar é o gesto através do qual se expressa fisicamente a concessão do Espírito Santo às pessoas batizadas. Entre as diversas testemunhas neo-testamentárias parece haver apenas um certo descompasso no tocante à seqüência cronológica e ao distanciamento temporal entre os atos do batismo com água e da imposição das mãos com a concessão do Espírito Santo. A estreita relação entre o batismo e o Espírito Santo também se articula no fato de ser o batismo a porta de entrada na Igreja. Segundo o testemunho bíblico, a Igreja é o lugar onde atua o Espírito Santo. Não se pode ingressar na Igreja sem ter parte na dádiva do Espírito Santo. O Batismo é o sacramento do Espírito Santo. E não: o Batismo também é o sacramento do Espírito Santo. (...) Como o sacramento salvífico, o Batismo identifica as pessoas com o lugar do Reino entre os tempos: a Igreja. Os membros dessa Igreja são aqueles que não nasceram da carne, mas do Espírito: no Batismo. (...) o Espírito Santo e a Igreja são inseparáveis. É o Espírito que Jesus prometeu à sua Igreja que possibilita o cumprimento de sua missão no mundo. Qualquer tentativa de separar a ação do Espírito Santo da obra de Cristo está fadada ao fracasso. A obra do Espírito consiste em capacitar a Igreja a ser o lugar da presença de Cristo no mundo.19
19 BRAND, 1982, p. 31.
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13. Batismo e salvação.
Segundo as Escrituras, “ é mau o desígnio íntimo do ser humano desde a sua mocidade” (Gn 8.21), as pessoas são concebidas em pecado (Sl 51.5) e “ assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens porque todos pecaram” (Rm 5.12). Já nascemos como pessoas contagiadas pelo vírus do pecado, que é parte da condição humana. Mas, a pessoa humana não é simplesmente vítima impassível dessa condição. A Bíblia a responsabiliza, pois “ não há quem busque a Deus, todos se extraviaram e juntamente se corromperam” (Sl 14.2s), “ todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Rm 3.23) e com isso se tornam “ indesculpáveis” (Rm 1.20; 2.1). Face a essa situação, “ o que dá ou aproveita o batismo? (...) Opera a remissão dos pecados, livra da morte e do diabo, e dá a salvação eterna a quantos crêem conforme rezam as palavras e promessas de Deus.” (Catecismo Menor, IV, 6) Por isso, o batismo é tido como um “ nascer de novo” (Jo 3.5), um “ lavar regenerador” (Tt 3.5). Como ficou claro na secção sobre batismo no Novo Testamento (confira o item 9 ), a salvação oferecida no batismo abrange dimensões mais amplas do que só o perdão dos pecados. Ser salvo é também estar imerso na morte e ressurreição de Jesus Cristo, é estar incorporado ao corpo de Cristo, a Igreja, é renascer para uma nova vida sob a condução do Espírito Santo. A salvação outorgada pelo batismo é vivida na tensão escatológica do já e ainda não, nesse lapso de tempo entre a morte e ressurreição de Jesus e a sua vinda em glória. Nesse interregno, o pecado continua a fazer parte da realidade das pessoas batizadas. Mas é um pecado já dominado pela cruz de Cristo, um pecado que pode ser vencido pelas pessoas batizadas, na apropriação diária do batismo. E pode haver salvação para as pessoas não batizadas? Sem dúvida. O batismo é um meio da graça, um presente de Deus. Desprezá-lo seria uma afronta ao amor de Deus. No entanto, o batismo não é a única via para a salvação. A graça de Deus pode dispor e dispõe de outros recursos, e não está condicionada ao batismo administrado pela Igreja. Por isso, não precisamos preocupar-nos com a salvação de pessoas e povos que não chegaram a conhecer o Evangelho ou de crianças que vieram a falecer antes de receber o batismo. A graça de Deus é maior do que os meios que ele coloca à disposição da Igreja para partilhá-la.
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14. Batismo e fé.
É por meio da fé que as pessoas batizadas percebem e recebem o que Deus lhes oferece em Cristo e no batismo. A oferta de Deus lhes vem por graça e sua resposta é dada na fé. Graça de parte de Deus e fé de parte das pessoas batizadas expressam uma relação recíproca de entrega, dedicação e fidelidade. Falta de fé não invalida o batismo. A oferta e a fidelidade de Deus permanecem, mesmo onde a resposta for inexistente ou inadequada. Nem mesmo a dúvida ou uma fé vacilante diminuem o fato de que no nosso batismo Deus nos acolheu. Podemos constantemente recorrer a esse acontecimento e contar com a fidelidade de Deus. (...) fé e batismo estão interligados. Entretanto, não em forma de um condicionamento mútuo. O batismo não decorre da fé, nem esta daquele.20 Lutero distingue claramente entre a eficácia, que provém da graça de Deus, e o proveito que se dá através da fé. A graça de Deus é sempre eficaz, embora a pessoa batizada possa permanecer sem proveito dela, se não houver a fé.21
(Leia mais sobre a relação entre batismo e fé no item 11 .) 15. Batismo é o ponto de partida de uma vivência cristã que se estende pela vida inteira.
Batismo não é um ponto de chegada, mas um ponto de partida. Marca o início de uma vivência cristã, de um diário e constante apropriar-se de sua promessa, até a morte. Ninguém discerniu em tamanha profundidade a relação entre batismo e vivência cristã como nosso reformador. Por isso, recomendamos a respeito deste tópico uma leitura atenta da secção sobre Lutero (item 11 ). O Batismo é como o nascimento natural: é básico para tudo.22 No momento do nascimento somos apenas um feixe de potencialidades que continuam a se desenvolver e a desabrochar ao longo da vida.23 20 BRAKEMEIER, Gottfried. Batismo – perdão dos pecados – vida em Cristo. In: BATISMO: Antologia I. São Leopoldo: EST/CRL, 2004. p. 94. 21 ALTMANN, Walter. Diálogo acerca do batismo. In: IGREJA EVANGÉLICA DE CONFISSÃO LUTERANA NO BRASIL. Batismo: Diálogo com o Movimento Carismático na IECLB. Porto Alegre: IECLB, 2006. p. 71. 22 BRAND, 1982, p. 45. 23 Ibid., p. 80.
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Do adulto a Igreja exige, com razão, que demonstre sua disposição de ser batizado e uma confissão de fé. Na maioria dos casos, essa fé não passa ainda de uma sombra daquilo que pode chegar a ser. A experiência e o conhecimento cristãos acontecem, em geral , do outro lado da pia batismal. (...) Se isso for verdade, então a situação da criança cuja resposta em fé ocorre totalmente depois do Batismo não é muito diferente da do batizando adulto.24
Para a comunidade cristã, o fato de que o batismo marca o início de toda uma existência de fé das pessoas batizadas coloca a responsabilidade especial de ajudá-las e dar-lhes condições para viverem o seu batismo durante toda a sua vida, para o crescimento na fé, na esperança e no amor. Esse constante crescimento numa vivência cristã a partir do batismo pode ser sustentado por diversas expressões litúrgicas: – Em todos os ofícios casuais deveria ser evidenciado que a verdadeira razão para a celebração de tais atos é batismal. A comunidade ministra ofícios casuais porque tem uma responsabilidade batismal para com as pessoas. E as pessoas envolvidas (por exemplo, nubentes e familiares, pessoas ordenadas ou instaladas em ministérios e funções especiais, pessoas falecidas e enlutadas) estão sendo carregadas em oração pela comunidade através dessas passagens da vida, porque são pessoas que já foram mergulhadas na morte e ressurreição de Cristo, no batismo. Ofícios casuais são atos de eminente significado batismal. Tal casal está recebendo a bênção matrimonial porque se trata de pessoas batizadas. Tal pessoa está sendo ordenada ou instalada porque é uma pessoa batizada. Tal pessoa está sendo sepultada porque é uma pessoa batizada e a família enlutada está sendo consolada porque é composta de pessoas batizadas. [No rito de sepultamento da igreja antiga] o corpo era ungido com óleo, assim como o fora no batismo; o corpo recebia o ósculo da paz, da mesma maneira como recebera o ósculo da paz quando de sua integração à família de Deus; a pessoa era referida pelo nome, do mesmo modo como o fora no batismo; e sobre o esquife era lançada terra por três vezes, porque assim se repetia o número de vezes em que fora lavada no batismo. Assim, os cristãos reafirmavam a realidade de que a pessoa pertencia à comunhão de Deus e igualmente à comunhão da grande família de Deus, realidade que não é ameaçada pela morte.25
24 Ibid., p. 59. 25 PIETZSCH, Paulo Gerhard; RIEFF, Sissi Georg. Dimensão bíblico-teológico-confessional. In: KIRST, Nelson (Coord.). Guia de orientação para a prática do Batismo. São Leopoldo: EST/CRL, 2001. p. 22.
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– Persignar-se com o sinal da cruz é um gesto que lembra o sinal da cruz com que fomos selados no batismo. – A comunidade reunida em culto pode e deve ser lembrada constantemente de que está reunida porque é uma comunidade de pessoas batizadas. – A comunidade pode celebrar cultos de recordação do batismo, em datas especiais ao longo do ano. – Altamente significativa é a celebração da recordação do batismo na vigília pascal. 16. Batismo e educação.
Tudo indica que nos tempos neo-testamentários já existia uma relação entre batismo e educação, tanto no processo preparatório para o batismo quanto na fase da vivência pós-batismal. As pessoas que desejavam ser batizadas eram chamadas ao arrependimento (At 2.38). De acordo com a tradição do Evangelho de Mateus, os discípulos são chamados pelo Ressurreto a batizar e a ensinar todas as coisas que ele lhes havia ordenado (Mt 28.18-20). Em várias oportunidades, os batismos são precedidos por pregações dos apóstolos (At 2.14-36; 8.12,35; 16.14-15; 18.8), nas quais exortam à fé em Jesus, o Senhor e Cristo, e ao arrependimento. Diversas passagens do Novo Testamento também atestam que há ensino e instrução após um batismo já realizado. Tais atividades pedagógicas buscam, então, motivar as pessoas batizadas para uma nova vida e uma nova ética pessoal e comunitária. Algumas dessas passagens são: Rm 6; 1Co 1.13 e seguintes; 6.11; 12.13; Tg 1.17-2; 1Pe 2. Na prática batismal da igreja antiga (confira o item 10), encontramos um processo educativo que envolvia toda a pessoa em suas dimensões cognitivas, afetivas e éticas. Essa educação jamais foi entendida como o ensino racional de conceitos doutrinais e abstratos. A pedagogia da igreja antiga visava ajudar cada pessoa a viver sua vida cristã a partir da atuação de Deus em Jesus Cristo e em resposta a essa atuação. A educação acontecia na medida em que o candidato ou a candidata participasse nas atividades da comunidade (diaconais, litúrgicas e outras) e vivesse uma vida alinhada com os ensinamentos recebidos. Isso ocorria antes, durante e depois do batismo.
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17. Batismo: sacramento dirigido a cada pessoa, individualmente.26
De um lado, o batismo é questão da comunidade e cria comunidade. De outro, se refere e se dirige a cada pessoa, individualmente. Há uma estreita relação entre o batismo, a biografia da pessoa batizada e a comunidade cristã. Do início ao fim, todos os elementos da liturgia batismal destacam a individualidade da pessoa batizada. O batismo produz, na história de vida de cada pessoa, uma mudança importante: a entrada no âmbito da salvação dada por Cristo. O batismo é um meio privilegiado através do qual se manifesta a salvação que Deus quer para cada pessoa. Ele expressa, para cada pessoa em particular, que a redenção oferecida por Cristo também é válida para ela. 18. Batismo e a inserção igualitária no corpo de Cristo.
Da tradição judaica a igreja cristã assimilou, no batismo, os atos litúrgicos da imposição das mãos e da unção com óleo. O Antigo Testamento os conhece como atos que transmitem poder e bênção a pessoas especiais. Sacerdotes e reis são ungidos, no antigo Israel. No batismo cristão ocorre uma democratização absoluta desse gesto e de seu significado. Agora, todas as pessoas batizadas são especiais, todas são sacerdotes e reis ou rainhas. Toda e cada uma das pessoas batizadas recebe os dons do Espírito Santo e assim fica apta a exercer o sacerdócio real (1Pe 2.9; Ap 5.10). Essa absoluta igualdade é expressa por Paulo em toda sua radicalidade: Pois, em um só Espírito, todos nós fomos batizados em um corpo, quer judeus, quer gregos, quer escravos, quer livres. E a todos nós foi dado beber de um só Espírito. (1Co 12.13) (...) todos quantos fostes batizados em Cristo, de Cristo vos revestistes. Dessarte não pode haver judeu nem grego; nem escravo nem liberto; nem homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus. (Gl 3.27-28)
19. Batismo, diaconia e missão.
As implicações diaconais da absoluta igualdade proporcionada no batismo são óbvias. Há implicações diaconais para dentro. No batismo, todas as pessoas cristãs foram servidas e dignificadas, de
26 Este bloco baseia-se em KALMBACH, Pedro. Bautismo y educación. Buenos Aires: el autor, 2005. p.195-198.
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igual modo e na mesma proporção, pelo próprio Cristo. Quanto mais não seriam merecedoras do serviço e da dignificação umas das outras? O mesmo benefício recebido de Cristo nos coloca em pé de igualdade e nos compromete com o serviço e com a dignificação recíproca dentro da comunidade cristã. E há implicações diaconais para fora. Ao sermos inseridos no corpo de Cristo, pelo batismo, tornamo-nos comprometidos com a missão desse corpo que é a de dar continuidade ao ministério de Cristo no mundo. Isso significa estender a diaconia de Jesus a toda criatura e à sociedade: aliviar a dor e o sofrimento, trabalhar pela justiça e pela paz. A dimensão diaconal do batismo tem recebido expressão eloqüente em liturgias batismais: – Na vela batismal que deveria ser acesa no círio pascal, vinculando o batismo de cada pessoa à morte e ressurreição de Jesus. Ela simboliza a luz de Cristo que há de brilhar no mundo através do serviço prestado pela pessoa batizada. “ Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras (...).” (Mt 5.16) – No lava-pés, como é testemunhado em liturgias batismais de Milão, da Gália e da Espanha, dos séculos 4, 6 e 8. Depois da leitura de Jo 13, o bispo inicia o lava-pés dos novos cristãos. Essa ação é um sinal da integração da pessoa batizada à comunhão dos “ pés lavados” , cuja tarefa será estender essa ação a outras pessoas pela ação diaconal. O rito é introduzido com as seguintes palavras: “ Eu te lavo os pés como nosso Senhor Jesus Cristo lavou os pés de seus discípulos; tu também farás o mesmo com os hóspedes e estrangeiros” . 27 – No voto diaconal, como era conhecido em Antioquia, no tempo de João Crisóstomo (século 4). A pessoa a ser batizada proferia, após a renúncia, um voto com o qual confirmava sua disposição ao serviço diaconal, decorrente do batismo, dizendo: “ E eu entro no teu serviço, ó Cristo” .28 20. A dimensão ecumênica do batismo.
Somos batizados para dentro da Igreja cristã e não de uma determinada denominação ou comunidade local. Denominações, assim como comunidades locais, são manifestações particulares, con-
27 GEORG, Sissi. Diaconia e Culto Cristão: o resgate de uma unidade. São Leopoldo: EST/ CRL, 2006. p. 129. 28 GEORG, 2006, p. 131.
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cretas, contextuais, circunscritas de uma realidade maior que é a Igreja cristã. O pertencer a uma determinada comunidade local ou denominação pode ser resultado de nossa escolha. O pertencer à Igreja cristã é resultado da ação de Deus por nós, no batismo. As pessoas cristãs de todo o mundo têm em comum a aceitação por Deus e o recebimento do Espírito Santo, acontecidos no batismo. Na origem da existência da Igreja cristã está, portanto, a unidade arraigada no batismo e não a divisão. As divisões, por mais explicáveis que sejam suas causas, são um golpe na unidade proporcionada pelo batismo e mancham o testemunho da Igreja cristã, cuja unidade é objeto da oração de Jesus “ para que o mundo creia” (Jo 17.20-26). No Concílio Vaticano II a Igreja Católica Apostólica Romana reconheceu ser o batismo um “ vínculo sacramental de unidade” . O documento ecumênico “ Batismo, Eucaristia e Ministério” (BEM), produzido em 1982 pela Comissão de Fé e Constituição, do Conselho Mundial de Igrejas, constata que as “ Igrejas são cada vez mais capazes de reconhecer o batismo umas das outras (...)” . No Brasil, o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC) ratificou oficialmente o reconhecimento mútuo do batismo e o introduziu em sua base constitutiva. No entanto, apesar dessas convergências, persistem entre muitas denominações e correntes a negação de uma comunhão completa, com interdição do acesso à mesa do Senhor, o não reconhecimento mútuo do ministério e a prática do rebatismo, resultado da não aceitação mútua da prática batismal.29 O batismo comum a todas as pessoas cristãs persiste como libelo contra a desunião que envergonha a Igreja cristã e como estímulo para um empenho incansável de retorno à unidade. 21. A prática do rebatismo é inadmissível.
Diz Paulo: “ Há um só corpo e um só Espírito, como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação; um só Senhor, uma só fé, um só batismo; um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos e em todos.” (Ef 4.4-6) Por isso, o batismo cristão é realizado uma só vez e nunca repetido. O Novo Testamento e a igreja antiga desconhecem qualquer vestígio de repetição do batismo. A igreja dos primeiros séculos
29 BRAKEMEIER, 2004, p. 16.
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nem sequer recorreu ao rebatismo quando, em épocas de perseguição, cristãos renegaram a fé e depois solicitaram reingresso à comunidade. Rebatismos acontecem quando uma igreja, comunidade ou grupo não reconhecem o batismo ministrado por outra comunidade, seja por desqualificarem a pessoa ministrante, seja por não aceitarem a forma de sua realização. No entanto, todo batismo deve ser reconhecido, desde que realizado com água e em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. A prática do rebatismo é inadmissível porque põe em dúvida a ação de Deus no batismo. Lutero chegou a ter como válidos batismos realizados por clérigos considerados hereges. Recentemente, duas justificativas têm sido arroladas por grupos que advogam o rebatismo: a) é preciso rebatizar uma pessoa que nega um rito que lhe tenha sido ministrado no passado, de modo que não lhe significa mais nada; b) é preciso rebatizar pessoas que alimentam profundos questionamentos sobre a ministração reta de seu batismo, padecendo, por isso conflitos de alma e consciência. Para ambos os casos é preciso reafirmar que questionamentos pessoais, subjetivos, não invalidam a promessa de Deus no batismo já efetuado. Não faz sentido buscar consolo e aplacar conflitos interiores através de repetições do batismo. Quantos rebatismos seriam necessários ou admissíveis na vida de uma pessoa atribulada por tais dúvidas? “ Ora, o único consolo verdadeiro em nossos questionamentos, profundos ou superficiais, consiste em recordarmo-nos e sermos instruídos quanto à fidelidade de Deus. Sua promessa no batismo já efetuado continua válida, e, graças a Deus, posso retornar a ela, em fé, em confiança quando de minhas dúvidas, minhas quedas, meus questionamentos.” 30
30 ALTMANN, 2006, p. 72-3.
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A situação atual 22. O reducionismo sacramental é um dos fatores que prejudicam uma vivência adequada do batismo.
Muito cedo na vida da Igreja, em meio a disputas teológicas e eclesiológicas, os sacramentos foram submetidos a uma visão jurídica, particularmente à questão da sua validez. A pergunta era mais ou menos a seguinte: qual é o mínimo necessário para que um sacramento possa ser considerado válido? No caso do rito batismal, o mínimo que se julgava necessário para que fosse considerado válido era: um ato com água à qual se junta a palavra de instituição. E o próprio ato com água acabou reduzido, muitas vezes, à aspersão de algumas poucas gotinhas. Compare-se esse encolhimento ao estritamente essencial, por exemplo, com a riqueza do rito de Hipólito, descrito no item 10. Essa redução ao estritamente necessário é extremamente prejudicial, pois ameaça o batismo de perder sentido para as pessoas e tornar-se-lhes ininteligível. Na opinião de um eminente teólogo luterano, com essa minimização sacramental a igreja trai as pessoas que são batizadas, na medida em que ela não mais expressa o batismo como um passo de tremenda importância, “ na medida em que não fornece um evento-base a partir do qual pode ser derivado todo o complexo de conceitos batismais [...]” .31 23. O utro fator que prejudica uma vivência adequada do batismo é a fragmentação do rito.
Um documento da Comissão de Fé e Constituição, do Conselho Mundial de Igrejas, explica as diversas manifestações dessa fragmentação.32 Diz que, seguidamente, o batismo foi separado do ensino cristão, da ceia do Senhor, do culto e da vida comunitária. O ato batismal, freqüentemente, deixou de ser aquele que dá admissão à mesa do Senhor. A confirmação veio a ser “ celebrada anos depois do próprio batismo e sem qualquer referência batismal” . Raramente é esta-
31 BRAND, 1982, p. 49. 32 BEST, Thomas F.; HELLER, Dagmar (Ed.) Becoming a Christian : The Ecumenical Implications of Our Common Baptism. Geneva: WCC, 1999. p. 80. Tradução do autor.
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belecida uma relação entre o processo do batismo e “ a vida em suas muitas dimensões, e menos ainda em sua dimensão ética. Em muitos casos, o Batismo com água e o dom do Espírito foram desconectados, tornando-se, seguidamente, dois “ batismos” .” Essa multifacetada fragmentação do rito batismal teve conseqüências desastrosas para a compreensão e vivência do batismo. 24. A prática batismal atual sugere que o batismo seja muito mais um rito de nascimento ou maternidade/ paternidade, do que um rito de iniciação.
A maioria dos batismos das igrejas históricas é de crianças recém-nascidas. Muitas liturgias de batismo encerram com uma bênção da mãe ou da mãe e do pai da criança batizada. Freqüentemente, uma das principais leituras das liturgias batismais é Mc 10.13-16 (... Deixai vir a mim os pequeninos...), que não é um texto batismal. A inclusão da bênção da mãe ou da mãe e do pai e a inserção do chamado evangelho das crianças de Mc 10 na liturgia batismal testemunham a salutar percepção de que é preciso, sim, celebrar liturgicamente, na presença de Deus e da comunidade, as passagens relevantes da vida, entre as quais se destacam o nascimento e a maternidade e paternidade. No entanto, não há como negar que a inclusão desses elementos na liturgia batismal confunde a comunidade e a leva a ver no batismo muito mais um rito de nascimento, de maternidade e paternidade, do que o rito de iniciação a uma sociedade alternativa. Dessa forma, ambos saem prejudicados, tanto o rito de iniciação, que é descaracterizado, quanto o de nascimento ou maternidade e paternidade, que também acaba não recebendo o lugar que merece. 25. A confirmação veio a tornar-se requisito para a participação na ceia do Senhor, introduzindo uma separação entre esta e o batismo.
Muito cedo, no ocidente, o ato litúrgico da unção pós-batismal com imposição das mãos veio a ser uma ação reservada ao bispo. No século 5, essa ação passou a ser designada confirmar. Como nem sempre havia um bispo disponível para executá-la, essa parte acabou por separar-se do restante da liturgia batismal, sendo gradativamente protelada até que as crianças atingissem 7 anos de idade. Aquele antigo ato de unção com imposição das mãos, ao ser celebrado sepa37
radamente, veio a ser entendido como “ um sacramento, através do qual o bispo da igreja confirmava que a pessoa havia sido batizada dentro da doutrina correta” 33. Os reformadores do século 16 rejeitaram tal sacramento, mas fizeram da confirmação um período de catequese e exame sobre o catecismo, culminando num ato litúrgico. Em algumas liturgias do século 16, “ os confirmandos confessavam sua fé e recebiam uma bênção com imposição das mãos e o pedido de que Deus lhes outorgasse a força do Espírito Santo” 34. Na seqüência dessa evolução, a confirmação tornou-se o que hoje, por vezes, ainda é: requisito para a participação na ceia do Senhor.
Aspectos pastorais
26. A comunidade fará bem em desenvolver uma ação pastoral integral a partir do batismo, em assumir plenamente sua responsabilidade batismal e colocar o batismo no centro de suas atividades.
O batismo é a origem da comunidade cristã. O batismo é apropriado pelas pessoas que crêem, na vivência diária ao longo de toda a vida. Se esses dois dados são verdadeiros, a comunidade cristã não deveria encarar o batismo como mais um aspecto a ser manejado por suas obreiras e obreiros e pelo presbitério. Conforme o evangelista Mateus (Mt 28.18-20), a comunidade cristã recebeu a incumbência de batizar e ensinar. Portanto, essa comunidade é responsável pela administração do sacramento do batismo bem como pelo processo que conduz a formação das pessoas batizadas. Propõe-se que o batismo seja assumido como fonte, princípio e norte de toda a ação pastoral da comunidade. Isso afeta desde questões como planejamento estratégico e projeções e execuções orçamentárias, passando pelo quadro geral de programas, até as mais localizadas atividades pastorais, como ofícios casuais, visitação e outras. É o que poderíamos chamar de uma ação pastoral integral a partir do 33 KALMBACH, 2005, p. 296. 34 Ibid., p. 297.
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batismo. Nessa ação pastoral integral a partir do batismo destacamse duas dimensões fundamentais: a pedagógica e a litúrgica. 27. O empenho pedagógico da comunidade e a confirmação.
Ao assumir a tarefa de batizar, a comunidade toma sobre si uma responsabilidade pedagógica. É a responsabilidade de proporcionar uma educação cristã que possibilite a todas as pessoas viver a partir de seu batismo. É a responsabilidade de oferecer um processo de aprendizagem que ajude as pessoas a vivenciar diariamente cada um dos significados do seu batismo. Não se trata apenas de preparar a candidata ou o candidato, ou, no caso de bebês, de preparar pais, padrinhos e madrinhas, para o batizado. Trata-se, também, de acompanhar as pessoas posteriormente e acompanhá-las de modo muito especial. Essa educação cristã a partir do batismo não é um ato pontual que se dê por concluído em algum momento da vida. Ela não pode limitar-se a uma certa idade ou a um grupo determinado. Também não pode restringir-se à mera transmissão de conhecimentos bíblicoteológicos, eclesiológicos, confessionais. Essa educação cristã é uma educação constante, permanente. Ela busca as pessoas desde a mais tenra idade e acompanha-as da infância até o fim da vida, ajudandoas a reconhecer e a assumir a abrangência do seu batismo e a viver o dia-a-dia de acordo com ele. É aprendizado na vivência da fé, do batismo até o fim da vida.35 Quanto à atual confirmação36, levantam-se na reflexão batismal recente as seguintes sugestões: entender e praticar esse período de instrução dentro do contexto abrangente de uma educação cristã continuada que se estende por toda a vida; abandonar a designação confirmação, devido ao seu duplo significado37; devolver a unção pósbatismal com a imposição das mãos à liturgia batismal e celebrar a profissão de fé dos e das jovens dentro de um culto comunitário de recordação do batismo; dá-se por entendido que a conclusão de tal período catequético não pode permanecer como condição para participar na mesa do Senhor. 35 Em seu livro já mencionado, Pedro Kalmbach desenvolveu esse tópico em profundidade, no capítulo VI, que tem por título Consecuencias para el actuar pedagógico de comunidades cristianas desde una perspectiva bautismal. KALMABACH, 2005, p. 235- 270. 36 Leia mais sobre a confirmação no item 25 . 37 O mesmo termo designa um ato litúrgico (a unção pós-batismal com imposição das mãos) e um período de instrução das e dos jovens, culminando numa celebração de profissão de fé.
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28. Batismo de crianças.
Batizamos crianças, mesmo quando não possam expressar o desejo de serem batizadas, nem responder a perguntas sobre a renúncia ao mal ou declarar a profissão de fé. Batizamos crianças nascidas em famílias-membros da comunidade, porque confiamos na graça de Deus que nos é oferecida, sem que a tenhamos solicitado, entendido ou merecido. (Veja também o item 14 , sobre Batismo e fé.) Com essa prática, sabemo-nos na companhia da igreja dos primórdios, que batizava recém-convertidos com “ toda a sua casa” (At 16.15; 16.33; 18.8; 1Co 1.16), conceito que provavelmente incluía as crianças, os escravos e os filhos e filhas destes. Ao batizar crianças, a igreja afirma “ a natureza familiar ou corporativa do cristianismo” 38, e assume o compromisso de empenhar todo seu esforço para, através da educação cristã, conduzi-las a uma vida de fé. Mais, confia firmemente no poder, na assistência e na graça de Deus para este fim. 29. M adrinhas e padrinhos de fé.
Já em Tertuliano (aproximadamente 160 a 220) encontramos menção de uma terceira pessoa participando no processo batismal. À medida que o cristianismo se expandia, atraindo grande número de pessoas, o papel desse padrinho ou dessa madrinha tornava-se sempre mais importante. Para a inscrição ao batismo passou a ser necessária a indicação por parte de um membro da comunidade, cuja função era atestar a idoneidade da pessoa solicitante e acompanhá-la ao longo de sua iniciação. Na prática vigente em nossos dias, é comum as famílias procurarem, como padrinhos e madrinhas de seus filhos e filhas, pessoas que não são escolhidas pelo que podem contribuir para a vivência de fé da criança a ser batizada, mas muito mais pela capacidade de emprestar prestígio ou de proporcionar auxílio material e social, em caso de necessidade. Para a comunidade cristã será muito difícil, se não impossível, opor-se a essa prática. A comunidade pode, contudo, estudar a possibilidade de sugerir padrinhos e madrinhas de fé para ajudarem a acompanhar a pessoa batizada. Essa alternativa tem sido proposta ocasionalmente e algumas comunidades já a estão experimentando.
38 BRAND, 1982, p. 58.
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30. Batismo de emergência.
O batismo é um meio da graça. Através dele Deus nos oferece a salvação. Mas a graça de Deus não está presa ao batismo, não depende do batismo. Em sua liberdade e soberania, Deus também pode oferecer seu amor a pessoas que não foram batizadas. Por isso, a circunstância de uma criança vir a falecer antes de ter sido batizada não deveria ser motivo de desespero para seus familiares. No entanto, em vista da angústia que se instala em tais situações, a igreja admite, por razões pastorais, o batismo de emergência. Na ausência de uma pessoa ordenada, o batismo de emergência pode ser executado por qualquer pessoa cristã, com os seguintes elementos litúrgicos: oração, ato batismal (lavagem e fórmula batismal ) e Pai Nosso. Posteriormente, esse batismo deve ser registrado. Em caso de restabelecimento, a criança é levada por seus pais e padrinhos a um culto regular da comunidade, onde será realizado um ato litúrgico contendo, no mínimo, os seguintes elementos: apresentação, perguntas sobre o batismo de emergência realizado, compromisso, imposição das mãos, unção com óleo e selagem, vela batismal e recepção pela comunidade. (Na Parte III – Modelos litúrgicos, há uma proposta para batismo de emergência.) 31. U ma comunidade cristã fará bem em proporcionar celebrações que ritualizem, no seio da comunidade reunida e na presença de D eus, as diversas passagens e transições da vida.
O item 24. destacou que, na prática atual, o rito do batismo seguidamente vem mesclado com ritos de nascimento e de maternidade/paternidade. Afirmou, também, que essa mescla prejudica a ambos, tanto o rito de iniciação, que é descaracterizado, quanto o de nascimento ou maternidade e paternidade, que também acaba não recebendo o lugar que merece. Percebe-se que as pessoas sentem uma necessidade genuína de celebrar, no seio da comunidade reunida e na presença de Deus, passagens fundamentais como gravidez, nascimento, maternidade e paternidade. Essas passagens não deveriam mesclar-se com os ritos batismais. Elas merecem seu lugar próprio. Mas não só isso. Uma ação pastoral integral a partir do batismo (confira o item 26.) também deveria dar condições para as pessoas ritualizarem, no seio da comunidade reunida e na presença de Deus, outras passagens marcantes da vida, como ingresso na escola, puberdade, formaturas, ingresso numa 41
profissão, transferências, mudanças e despedidas, aposentadorias, separações, internação hospitalar e retorno ao lar, ingresso num lar de idosos e tantas outras. 32. Apresentação da criança recém-nascida e bênção à mãe e ao pai.
Dentre todas as passagens na vida de uma pessoa, o nascimento e a morte são, naturalmente, as duas mais importantes. Depois destas, como nos ensina a experiência e a antropologia, a que é experimentada com maior impacto é a da maternidade, o tornar-se mãe ou pai – e, de modo especial, na primeira vez. Por isso, se, por um lado, essas passagens devem ser desvinculadas do rito batismal, de outro, precisam ser reconhecidas e, de preferência, ritualizadas no seio da comunidade reunida em culto. Para fazer jus às passagens do nascimento e da maternidade / paternidade, sugere-se que, o mais breve possível após o nascimento, sejam realizados num culto dominical dois atos litúrgicos conjugados: a) a apresentação da criança recém-nascida à comunidade e b) uma bênção à mãe e ao pai. (A Parte III – Recursos litúrgicos traz sugestões para a realização desses atos litúrgicos.) 33. Culto de recordação do batismo.
As pessoas batizadas lutam contra o mal e enfrentam sua inclinação egoísta a cada dia de suas vidas. Como diz Paulo em Rm 7.1425: “ (...) Porque nem mesmo compreendo o meu próprio modo de agir, pois não faço o que prefiro, e, sim, o que detesto. (...) Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço. (...) Porque, no tocante ao homem interior, tenho prazer na lei de Deus; mas vejo nos meus membros outra lei que, guerreando contra a lei da minha mente, me faz prisioneiro da lei do pecado que está nos meus membros. (...)” Nessa tensão entra a tendência para o bem e para o mal, que é característica da existência cristã, é um enorme consolo e fortalecimento ser recordado constantemente do próprio batismo. Na igreja antiga, as pessoas cristãs eram, quase que ao natural, relembradas constantemente do seu batismo. Isto, porque as comunidades acompanhavam candidatas e candidatos ao batismo de maneiras diversas e até intensas durante o período de preparação que podia ser bastante longo: pessoas da comunidade participavam de jejuns com candidatas e candidatos; madrinhas, padrinhos e outras pessoas participavam de certas fases da instrução e acompanhavam afilhadas e afilhados em diversos passos de sua iniciação; parte da instrução 42
pré-batismal podia acontecer dentro do próprio culto, envolvendo, assim, toda a comunidade. Após a lavagem batismal, a comunidade se envolvia na recepção às pessoas batizadas e na partilha do gesto da paz com elas. Enfim, havia inúmeras e constantes oportunidades para que as pessoas, membros de uma comunidade, fossem recordadas do seu próprio batismo. Ainda na igreja antiga, encontramos na Primeira Apologia de Justino, o Mártir, (Roma, ca. 150-155) até mesmo o que parece ser uma referência a um ato de recordação do batismo: “ Nós, depois disso [de terem recebido o batismo e a eucaristia, após terem sido iniciados], recordamos constantemente para o futuro e entre nós estas coisas.” 39 E de Lutero temos a seguinte recomendação: “ É preciso recordar sempre o Batismo; necessário se faz despertar e fomentar continuamente a fé” .40 Baseadas em tais considerações e experiências da família cristã, diversas igrejas estão hoje recuperando a celebração de cultos de recordação do batismo (que podem receber outras designações como: renovação das promessas ou dos votos batismais; afirmação do batismo; reafirmação da aliança batismal etc.). A ordem de um culto de recordação do batismo contém, por via de regra, não necessariamente nesta seqüência, os seguintes elementos litúrgicos: leitura e explicação da Palavra; uma grande oração de ação de graças pela dádiva de Deus no batismo; uma renovada renúncia ao mal e uma renovada profissão de fé. Pode ser incluído algum rito com água (por exemplo, persignar-se com água da fonte batismal), um rito com vela batismal e uma oração da pessoa oficiante com imposição das mãos individual. Um culto de recordação do batismo desemboca naturalmente na celebração da ceia do Senhor. A ocasião por excelência para um culto de recordação do batismo é a vigília pascal. Outras datas especiais são Pentecostes e Epifania ou ocasiões significativas para a comunidade local. Caso uma comunidade chegue ao estágio desejável de reunir seus batizados em algumas poucas datas especiais por ano, estas seriam ocasiões privilegiadas para combinar tais batizados com cultos de recordação do batismo de toda a comunidade. As celebrações de aniversário de batismo também são uma forma de recordação do batismo. O ideal seria incorporá-las a cultos de recordação do batismo de toda a comunidade. 39 1 Apologia 67,1. 40 LUTERO, Martinho. Do Cativeiro Babilônico da Igreja. In: ______. Obras Seleciondas. v. 2. São Leopoldo: Sinodal; Porto Alegre: Concórdia, 1989. p. 377.
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O culto de recordação do batismo de toda a comunidade é a maneira mais adequada de se fazer culminar e concluir programas especiais de ensino batismal, como o atual ensino confirmatório. (Leia mais no item 27., sobre O empenho pedagógico da comunidade e a confirmação.) Nesse caso, em vez de um culto de confirmação nos moldes tradicionais teremos um culto de recordação do batismo com a participação de confirmandas, confirmandos e toda a comunidade. O grupo que participou do programa de instrução cristã poderá engajar-se ativamente no preparo e na realização desse culto.
Aspectos litúrgicos
34. Ato litúrgico no seio da comunidade reunida.
Como vimos (item 6.), comunidade cristã nasce do batismo. Pessoas pertencem a uma comunidade cristã porque foram batizadas. Portanto, o batismo diz respeito à comunidade toda e precisa ser um ato coletivo dessa comunidade. Não só porque é a partir do batismo que ela nasce e cresce, mas também porque no batismo ela se compromete a conduzir as pessoas batizadas a uma vivência da sua fé batismal. Não pode haver dúvida, então, de que o batismo só pode ser celebrado no seio da comunidade reunida, no culto regular, principal, normalmente dominical. Qualquer outra solução litúrgica só pode ser encarada como excepcional, motivada por alguma emergência. 35. Batismo é um rito de passagem a ser vivenciado.
Sacramento que é, o batismo manifesta a generosidade encarnacional de Deus que se digna a tornar-se acessível aos nossos sentidos. No batismo, a entrega de Deus por nós se torna perceptível, experimentável ao nosso tato. Cabe-nos a responsabilidade litúrgica de não tolher essa generosidade encarnacional de Deus, mas de fazer tudo para que ela ganhe a maior expressão possível na liturgia batismal, tanto no uso abundante da água quanto na configuração do espaço litúrgico e nos demais gestos e atos simbólicos que acionam nosso corpo e sentidos. 44
36. É preciso recuperar a inteireza do rito batismal.
Sob o postulado da inteireza do rito abrigam-se os seguintes aspectos: – todo o colorido buquê de significados do batismo, que encontramos no Novo Testamento (ver item 9.) precisa estar presente na liturgia batismal; – elementos como a renúncia ao domínio do mal e a imposição das mãos com a outorga do Espírito Santo não deveriam faltar na liturgia batismal; – também não deveria faltar a grande oração de ação de graças, chamada oração das águas, com a devida epiclese batismal; – a ceia do Senhor é parte essencial da liturgia batismal e não deveria ser excluída; – forçosamente tudo isso resulta na admissão de crianças à ceia, seja qual for sua idade ou capacidade de percepção, porque para participar da ceia do Senhor, basta que a pessoa seja batizada. 37. M inistrantes, ministérios integrados e equipe de apoio batismal.
O batismo é ministrado pelo pastor ou pela pastora, que podem delegá-lo também a outros obreiros e obreiras ou a uma pessoa da comunidade, devidamente incumbida. Obviamente, o desenvolvimento de uma ação pastoral integral a partir do batismo (ver item 26.) não é tarefa para uma só pessoa. Sempre que possível, ela deveria apoiar-se numa coordenação harmoniosa dos diversos ministérios: pastoral, catequético, diaconal, missionário e também musical. Independentemente de ser possível tal conjugação dos diversos ministérios, uma ação pastoral integral a partir do batismo exige a atuação de uma equipe de apoio batismal, muito bem preparada. 38. O lugar litúrgico batismal.41
A fonte batismal (também chamada pia ou piscina batismal) é um dos três centros do lugar litúrgico do culto cristão. Os outros dois são a mesa do altar e a estante de leitura. Nenhum dos três centros é mais importante que o outro. Cada um deles deveria receber destaque igual, dentro do ambiente arquitetônico. 41 Para uma introdução geral à questão do lugar litúrgico, recomenda-se o estudo de TEAR: liturgia em revista, São Leopoldo, n. 14/15, out. 2004.
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Se a comunidade cristã nasce do batismo, se não existe comunidade cristã sem aquela ação fundamental que acontece na fonte batismal, essa relevância essencial do batismo teria que manifestarse também arquitetonicamente. Ela não deveria ser representada por um prato que, em dias de batismo, é colocado sobre a mesa do altar e depois é guardado num armário da sacristia. Nem por uma pia batismal móvel que, nos domingos sem batismo, é colocada num canto. Coerente com o sentido original do batismo, a arquitetura eclesiástica recente se empenha por fontes maiores e mais profundas, em que as pessoas batizadas (sejam adultas ou crianças) possam ser efetivamente imersas ou submersas. A recuperação do significado pleno do batismo tem a ver também com a localização adequada da fonte batismal dentro do lugar litúrgico. Para expressar que o batismo é o lugar do nascimento da Igreja, muitas comunidades preferem situar a fonte em local bem próximo à entrada, para que, a cada culto, as pessoas passem por ela, ao entrarem na igreja, e sejam lembradas do seu batismo. 39. O círio pascal.
As comunidades que celebram a vigília pascal contam com o círio e têm, assim, a bela oportunidade de valer-se dele, para estabelecer um vínculo entre o batismo que está realizando e a vigília pascal que é a máxima ocasião litúrgica batismal da igreja. As seguintes explicações42 esclarecem o significado do círio pascal: A Vigília Pascal cristã (...) reúne uma série de elementos que não se configuraram por acaso, mas têm o seu sentido. A noite mais santa do ano não poderia deixar de ser inaugurada com uma solene festa da luz. Essa tem três partes: o círio pascal, o Exsultet e o Fogo Novo. Essas três compõem o lucernário da Vigília Pascal. O uso do círio pascal é anterior ao século VI. (...) O rito de acender o círio pascal nasceu de um costume diário dos cristãos. Sem eletricidade, o ato de acender a luminária, ao cair da noite, se tornara um rito familiar, que trazia alegria e segurança. O círio pascal representa Jesus que é a luz que ilumina a noite da humanidade. O Exsultet é um canto (...) que reúne o conteúdo teológico da Vigília Pascal. (...) O Fogo Novo é o último rito a ser incorporado na liturgia da Vigília Pascal. 42 Extraídas de GEORG, Sissi. Tríduo Pascal . São Leopoldo: EST/CRL, 2001. p. 65-68.
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No século VIII, era costume que a igreja permacesse no escuro depois de terminada a celebração vespertina da Quinta-Feira da Paixão até o Sábado. Não eram permitidas luzes de velas na igreja na Sexta-Feira da Paixão. Para conservar uma chama do fogo, uma lamparina permanecia guardada acesa num outro lugar que não fosse a igreja. A luz era trazida de volta para dentro da igreja no Sábado da Paixão à noite. Essa luz possibilitava a leitura dos textos bíblicos para a comunidade. Somente mais tarde se tem notícia a respeito do costume de se fazer uma fogueira no Sábado da Paixão. Do fogo da lenha, pega-se o Fogo Novo que iluminará o novo tempo, o tempo pascal. A origem do rito do Fogo Novo não é definida com certeza. Possivelmente vem dos países em que faz muito frio. Era um costume pagão que foi cristianizado. O rito já era praticado na Alemanha no século VIII. (...) O fogo é o símbolo do Espírito Santo. Ele é a força vital da Igreja. O círio reúne ainda outros ritos ao redor de si. Ele é aceso, no Fogo Novo, pelo diácono. A seguir, o diácono apresenta o círio para a comunidade, dizendo: “ A luz de Cristo” . Segue uma procissão até o recinto da reunião. O círio vai na frente, levado pelo diácono, e a comunidade segue logo atrás. (...) O recinto da reunião está totalmente no escuro. Antes de entrar nele, todos acendem suas velas no círio pascal. O círio representa o Cristo ressurreto. Costuma-se fazer algumas inscrições no círio, as quais estão ilustradas no desenho a seguir: A coluna de fogo (símbolo de Cristo) significa o fogo que conduz o povo de Israel através do deserto.
O círio, como um todo, representa o Cristo ressuscitado. A primeira e a última letra do alfabeto grego – al fa e ômega – si gni fi cam que D eus é o princípio e o fim (Ap 21.6). O s 5 grãos de i ncenso cravados no círi o si mbol i zam as chagas, cuj as marcas permanecem no corpo de Jesus. Com um estilete, inscreve-se uma cruz e os algarismos do ano em curso no círio.
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(...) tanto inscrever as letras gregas A e Ù no círio quanto traçar nele os numerais do ano são costumes que apareceram na Espanha e dali se espalharam para a Itália e a França. Cravar cinco grãos de incenso no círio pascal é um costume da Idade Média tardia. Os cinco grãos cravados simbolizam as chagas, cujos sinais permaneceram no corpo de Jesus. Talvez tenha sido a última inovação acrescentada ao rito da Vigília.
Segundo antigo costume cristão, o círio pascal permanece na igreja após a vigília até o encerramento do ciclo pascal, em Pentecostes. Depois é trazido para a igreja e colocado junto à fonte batismal em domingos especiais do ano litúrgico ou sempre que é celebrado um batismo. Na liturgia do batismo, a vela batismal (cf. item 54.) é acesa no círio, antes de ser entregue às pessoas recém-batizadas. 40. A cor litúrgica.
Nos cultos batismais e de recordação do batismo, usa-se a cor litúrgica branca. Branco: É a cor preferida para o culto cristão desde suas origens mais remotas (citado por Clemente e Jerônimo). Branco é a cor de destaque entre as cores litúrgicas. É a cor da veste resplandecente na transfiguração (Mt 17.2), dos anjos (At 1.10) e é a cor escatológica (Ap 7.9ss.). É a cor da inocência, da pureza, da veste nupcial da parábola de Mt 22.2-14. O branco está reservado às festas de Jesus.43
Para cultos batismais e de recordação do batismo realizados em Pentecostes, recomenda-se manter o vermelho. No caso de uma liturgia batismal inserida em culto regular, convém utilizar a cor do respectivo tempo litúrgico. 41. Cultos especiais de batismo em datas escolhidas.
A comunidade cristã fará bem em realizar seus batismos em cultos especiais. Um culto especial de batismo é todo ele de cunho batismal, desde a acolhida até o envio, passando pelas liturgias de entrada, da Palavra, do batismo e da ceia. Textos, alocuções, orações, cantos, ações, todos giram em torno do batismo. Juntamente com a celebração do batismo de uma ou mais pessoas, a comunidade
43 GEORG, Sissi (Coord.). Lecionário Comum Revisado da IECLB. São Leopoldo: Oikos, 2007. p.11-12.
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toda pode participar, ela mesma, com a celebração da recordação do seu próprio batismo. Os cultos especiais de batismo deveriam realizar-se em datas escolhidas, cerca de quatro vezes por ano. As datas privilegiadas para tais cultos especiais são aquelas que têm afinidade particular com o batismo: a vigília pascal, Pentecostes, Epifania e a data de fundação da respectiva comunidade. O ideal seria se todos os batismos de uma comunidade fossem concentrados nesses cultos especiais. Só excepcionalmente seriam realizados ritos batismais dentro de cultos regulares. 42. U m só rito para adultos e crianças.
O batismo de crianças deriva-se do batismo de adultos. No entanto, os livros litúrgicos costumam apresentar uma liturgia batismal para crianças, como sendo a liturgia normal e típica. E, além desta, acrescentam um rito para o batismo de adultos, como algo excepcional. Tal prática é duplamente problemática: inverte o que é regra e o que é derivado, e sugere que há, pelo menos, dois batismos. Para testemunhar que, efetivamente, há um só batismo (Ef 4.5), este livro litúrgico não oferece ritos distintos para adultos e crianças. Com um pouco de flexibilidade e providenciando alternativas para um e outro caso, cada liturgia batismal proposta pode ser utilizada para pessoas que têm condições de responder por si próprias e para pessoas que não têm condições de responder por si próprias. 43. O princípio de moldar liturgia.
Neste Livro de batismo seguimos o princípio de que fazer liturgia é moldar liturgia, como é de praxe na prática litúrgica da IECLB. Entende-se que é tarefa da pessoa ou da equipe responsável pela liturgia moldá-la de tal maneira que ela possibilite o melhor encontro possível entre Deus e a comunidade. Os parâmetros para a moldagem de qualquer liturgia são: o motivo especial da celebração; o lugar onde ela se realizará; o tempo que se tem à disposição e as características da comunidade que participará. Dois requisitos são necessários para se moldar uma liturgia: a) conhecer os elementos imprescindíveis e os elementos úteis que a compõem; b) conhecer as regras de combinação desses elementos. Podem ser encarados como elementos imprescindíveis da liturgia de batismo: a apresentação das pessoas a serem batizadas, o compromisso de pais, padrinhos e comunidade, a oração das águas, a renún49
cia e adesão, a profissão de fé, o ato batismal, a imposição das mãos e o ato de selar, a recepção pela comunidade. Cada uma dessas partes pode ser realizada de modo mais longo e elaborado ou mais breve. As regras de combinação desses elementos evidenciam-se a partir do significado de cada parte, o que deve ter sido trabalhado na formação litúrgica das equipes de liturgia ou de quem preside uma liturgia batismal. Para a moldagem podem ser utilizadas as propostas dos diversos modelos que compõem a Parte II, bem como as sugestões e alternativas oferecidas na secção Recursos litúrgicos deste livro.
A liturgia batismal parte por parte As explicações litúrgicas desdobradas nesta secção têm em mente um culto especial de batismo (ver item 41.). Com as devidas adaptações, também se aplicam a qualquer liturgia batismal mais breve. Os blocos que seguem explicam o sentido e a forma dos diversos elementos litúrgicos, mas deliberadamente não trazem exemplos ou modelos para ilustrar tais explicações. Esses exemplos ou modelos podem ser encontrados nas diversas liturgias e na secção Recursos litúrgicos deste livro. L é empregado para designar a pessoa que preside a liturgia.
44. Liturgia de entrada. Canto de entrada Procissão batismal Acolhida Saudação apostólica ou voto inicial Confissão de pecados com anúncio da graça ou absolvição (opcional) Oração do dia Canto comunitário
Nas comunidades que têm por costume celebrar o tríduo pascal ou, pelo menos, a vigília pascal, o círio pascal (ver ítem 39.) estará colocado, aceso, junto à fonte batismal, quando iniciar o culto, ou será trazido à fonte batismal, aceso, junto com a procissão batismal. Durante o canto de entrada, a comunidade se coloca de pé para saudar o grupo batismal que entra em procissão. 50
L recebe à porta da igreja o grupo batismal (formado pelas pessoas a serem batizadas, padrinhos e madrinhas, o pai e a mãe) e o conduz em procissão até a frente da comunidade onde toma assento em lugar especialmente reservado. Podem entrar junto com o grupo batismal: presbíteros e presbíteras, que levam o círio pascal e o colocam junto à fonte batismal, e a equipe de liturgia. Na acolhida L, que preside o culto, saúda informalmente toda a assembléia litúrgica (comunidade, grupo batismal e demais pessoas e grupos que desempenham funções específicas nesse culto). Inicia com a citação de um versículo bíblico (normalmente de um salmo), e, entre outras manifestações, dá as boas-vindas, lembra o motivo desse encontro e convida as pessoas a se sentirem bem. Segue-se uma saudação formal. Ela expressa que o culto se realiza em nome e na presença do trino Deus. Pode ser proferida na forma de uma saudação apostólica (mais ou menos elaborada), de uma declaração trinitária ou de outra fórmula. A confissão de pecados não é imprescindível e raramente aparece nas liturgias batismais das diversas tradições. No entanto, ela pode ser bastante significativa, especialmente em vista da recordação do batismo das pessoas já batizadas. A oração do dia encerra a liturgia de entrada e prepara para o ouvir da Palavra. Seu conteúdo está relacionado com o batismo, que é o tema específico desse culto. O canto comunitário é opcional e de cunho batismal. 45. Liturgia da Palavra. Leituras bíblicas Cânticos intermediários Alocução batismal Canto comunitário batismal
Do Antigo Testamento ou das epístolas podem ser lidas uma ou duas leituras, acompanhada(s) de brevíssima introdução ou comentário. Sugestões: Dt 30.15-20a; Sl 139.1-18, 23-24; Is 43.1-3a; 55.1-7; Jr 31.31-34; Ez 36.24-28; At 2.37-42; 8.26-39; 16.25-34; Rm 6.3-11; 8.1117; 8.23-33; 8.38-39; Gl 3.26-29; Ef 4.1-6; Cl 1.12-14; 3.9b-17; Tt 3.47; 1Pe 1.3-9; 2.4-10. A(s) leitura(s) pode(m) ser proferida(s) por alguém dentre padrinhos, madrinhas, pais e mães das pessoas a serem batizadas. Havendo duas leituras, pode-se cantar um cântico intermediário adequado entre elas.
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Sugestões para a leitura do evangelho: Mt 3.13-17; 11.24-30; 18.15,10; 28.18-20; Mc 1.9-11; 16.12-18; Jo 3.1-8; 4.5-14; 6.44-47; 15.1-11. A alocução é breve, versando sobre o mistério do batismo, a partir da Palavra lida. Expõe um panorama geral e aspectos específicos do batismo, como foram desenvolvidos nos diversos segmentos deste livro. Segue-se um canto comunitário.
LITURGIA DO BATISM O Durante o canto comunitário mencionado ao final do item anterior, o grupo batismal se aproxima da fonte. Com isso, inicia-se a liturgia do batismo propriamente dita. É importante que a comunidade possa ver plenamente todo o seu transcurso. Se a pia batismal for de pequena dimensão, a água pode ter sido trazida num jarro por alguém do presbitério ou da família, junto com a procissão batismal, e é derramada agora na pia. Se a fonte batismal for de maiores dimensões, o que seria desejável, deve ser enchida de água antes do culto. 46. Apresentação das pessoas a serem batizadas.
Tendo o grupo batismal se colocado junto à fonte, L declara que a comunidade se dispõe a batizar pessoas chamadas por Deus, obedecendo à sua vontade e confiando nas suas promessas. A seu convite, alguém integrante do presbitério apresenta as pessoas que desejam ser batizadas à comunidade. Ao fazê-lo, emprega o nome completo (nome de batismo e de família) dessas pessoas. Estabelece-se, então, um diálogo entre L e as pessoas candidatas. L opta, de caso a caso, por uma das duas formas: A – para pessoas que possam responder por si próprias; B – para crianças que não possam responder por si. L pergunta às pessoas candidatas se desejam ser batizadas e elas (ou seus pais) confirmam com um sim. 47. Compromisso (pais, madrinhas e padrinhos, comunidade).
No caso de pessoas que possam responder por si próprias, o compromisso é manifesto por padrinhos e madrinhas e pela comunidade. No caso de pessoas que não possam responder por si próprias, o compromisso é expresso também (e, na seqüência, em primeiro lugar) por pais e mães. 52
O compromisso de pais e mães refere-se especificamente a: no amor pelos seus filhos e filhas, espelhar o amor de Deus; conduzir seus filhos e filhas à fé e ensiná-los e ensiná-las a orar. O compromisso de padrinhos e madrinhas refere-se especificamente a: através do exemplo, das orações e da instrução, conduzir as pessoas batizadas à fé, familiarizá-las com a casa de Deus, o Painosso, o Credo, os Dez mandamentos e as Sagradas Escrituras, para que possam viver seu batismo no dia-a-dia. O compromisso da comunidade refere-se especificamente a: através de palavras e atos, orientar e sustentar as pessoas batizadas para que sigam a Jesus Cristo e se tornem membros fiéis de sua igreja. Como tais compromissos são extremamente exigentes e sua realização ultrapassa em muito as capacidades humanas, cada um dos três grupos invoca a ajuda divina, respondendo “ sim, com o auxílio de Deus” . Após o compromisso, segue-se um cântico comunitário. 48. Renúncia e adesão.
Este elemento aparece pela primeira vez, explicitamente como parte da liturgia do batismo, em Tertuliano (aproximadamente 160 a 220). No entanto, a idéia de que o batismo implica o sepultamento do “ velho homem” , a renúncia ao domínio do pecado, já está claramente expressa em Rm 6. O elemento litúrgico da renúncia tem, pois, sólida raiz neo-testamentária. Nos dizeres da igreja antiga, a pessoa a ser batizada renunciava, neste ponto, a “ Satanás e a todas as suas pompas e seduções” . Segundo a cosmologia da época, a pessoa que renunciava a Satanás e aderia a Cristo passava do reinado de um para o reinado do outro. Retirava-se do poder do demônio e colocava-se sob o poder de Jesus Cristo. Dessa forma, as pessoas empreendiam um corte com seu passado (estilo de vida, determinadas atividades, a religião pagã que seguiam, etc.), integrando-se a um novo presente, diferente por causa de Cristo. O batismo implica ruptura com determinadas crenças, valores e formas de vida. O elemento litúrgico da renúncia e adesão expressa que essa ruptura tem a ver com decisões e opções tomadas pela própria pessoa. E, para tanto, ela conta com a ajuda de Deus, através do seu Espírito. Há duas opções para o posicionamento da renúncia e adesão dentro da liturgia batismal. Ela pode ocorrer na fase preparatória dessa liturgia, antes da oração das águas, ou depois dessa grande oração, imediatamente antes do ato batismal . 53
Como a renúncia é sempre seguida da profissão de fé e esta expressa sempre implicitamente uma adesão, quem molda a liturgia pode optar por formular uma renúncia sem a parte da adesão. De um modo geral, este elemento litúrgico se desdobra através de perguntas de L e respostas dos candidatos e das candidatas. As perguntas têm por tema o repúdio ao domínio de Satanás e o colocarse sob o senhorio de Cristo. Recomenda-se que as liturgias batismais de hoje empreguem uma terminologia mais atualizada, falando de “ lutar contra” , “ desistir de” , “ combater” , “ não querer nada com” pecados comuns e bem concretos existentes na vida da comunidade de fé e no seu contexto. 49. Profissão de fé.
Este elemento litúrgico é parte do núcleo central do rito do batismo. Ao que tudo indica, aquela fórmula trinitária que acompanhava o ato batismal já em época neotestamentária foi sendo elaborada e ampliada com o tempo, até alcançar, no século 2, a forma de um credo. A formulação plena do Credo Apostólico, o credo batismal em voga no ocidente, deu-se no século 3. Com o credo, a igreja professa publicamente os atos salvíficos de Deus na história e, simultaneamente, proclama uma resposta de adesão e obediência. A pessoa a ser batizada, ao proferir o credo, manifesta como sua a fé aceita e proclamada pela comunidade cristã na qual se insere. Associa-se, assim, à expressão da fé da igreja local, que é sinal da igreja universal. Com a igreja local e a igreja universal, exalta a continuidade do mistério histórico-salvífico da redenção e compromete-se com uma vivência coerente da fé. Ao fazê-lo, louva Deus pelos seus grandes feitos na história. O elemento litúrgico que precede a profissão de fé é a renúncia e adesão. A profissão de fé é também uma expressão de adesão a Cristo. Assim como o elemento litúrgico da adesão, a profissão de fé é o outro lado da renúncia. Pela profissão de fé as pessoas batizadas aderem a Cristo, morto e ressuscitado. Elas recebem a salvação oferecida no batismo, na medida em que aceitam livremente pela fé esse dom de Deus. É por isso que o ato do batismo é precedido pela renúncia a tudo que obstaculiza a vinda do Reino de Deus e pela profissão de fé em Deus Pai, Filho e Espírito Santo. Tertuliano (aproximadamente 160 a 220) e Hipólito de Roma (século 3) situavam a profissão de fé no centro da liturgia batismal, acompanhando o próprio ato da tríplice imersão. Antes de cada imer54
são, a pessoa que estava sendo batizada proferia um artigo do Credo Apostólico, respondendo a uma pergunta correspondente de L. Assim, o Credo era a própria fórmula batismal, circunstância que persistiu até o século 9, quando veio a ser adotada na igreja ocidental uma breve fórmula declaratória para acompanhar o ato batismal. Atualmente, a profissão de fé ocorre após a renúncia e adesão, antes do ato batismal ou da oração das águas. 50. Ação de graças ou oração das águas.
A oração das águas é testemunhada a partir do século 2. É uma grande oração de ação de graças, muito semelhante, na sua estrutura e no seu significado, à oração eucarística, na ceia do Senhor. Na seqüência da liturgia batismal, ela pode localizar-se antes de renúncia e adesão ou após a profissão de fé, imediatamente antes do ato batismal . A oração das águas pode ser introduzida por um diálogo entre L e a comunidade, semelhante àquele que encaminha a oração eucarística, com saudação recíproca e o convite a dar graças, confirmado pela comunidade. Segue-se o elemento que corresponde ao prefácio na oração eucarística: uma ação de graças pelos grandes feitos de Deus, particularmente relacionados à água, ao longo de toda a histórica salvífica. Em geral, são citadas detalhadamente: as águas em e da criação, a salvação de Noé, a passagem pelo mar Vermelho, (a água com que Deus saciou seu povo no deserto) e o batismo de Jesus no Jordão, que é relacionado com a sua morte e ressurreição. (Ocasionalmente é mencionada também a água que sai do lado aberto de Jesus na cruz). Mui significativamente estabelece-se, dessa maneira, uma vinculação essencial entre o batismo que está sendo realizado naquele momento e a ação salvífica de Deus ao longo de toda a história. A água daquele batismo é relacionada com as águas de toda a história salvífica e a ação amorosa de Deus naquele batismo é vinculada com o todo da ação amorosa de Deus ao longo da história da salvação. Assim, essa pessoa específica que está sendo batizada é inserida e aninhada no todo da ação de Deus através da história. Vem, então, a epiclese batismal. Semelhantemente à epiclese da oração eucarística, a epiclese batismal suplica a Deus que derrame a força do seu Espírito Santo sobre a água para que o batismo que está por ser realizado opere aquilo que foi prometido: purificação dos pecados, vida nova e salvação. A inclusão da epiclese na liturgia 55
batismal é da maior importância, pois expressa inequivocamente que só Deus – e não a Igreja ou seu ministro ou sua ministra – pode operar os efeitos do batismo. “ A invocação do Espírito é a única atitude legítima da Igreja, pois com isso reconhece que não podemos dispor de Deus. A Igreja não controla nem manipula a ação do Senhor.” 44 À semelhança da oração eucarística, a oração das águas encerra com uma enfática doxologia trinitária. Esse fecho é duplamente coerente com a própria estrutura da oração das águas: encerra com louvor esfuziante a oração que iniciara com louvor e exaltação; dá uma conclusão trinitária à oração que se estruturou trinitariamente: ação de Deus na história, batismo de Jesus e invocação do Espírito Santo. Recomenda-se que a oração das águas seja acompanhada por uma manipulação visível e audível da água: derramamento e toque da água. No entanto, convém considerar que a oração das águas é, efetivamente, uma oração dirigida a Deus e não um discurso dirigido à comunidade. Portanto, por razões de coerência, a manipulação da água, que é um ato dirigido à comunidade, não deveria ocorrer durante a oração das águas, mas antes ou depois dela. 51. Ato batismal.
O ato batismal é o rito central do batismo e compõe-se de dois elementos: a lavagem ou banho do novo nascimento e a fórmula batismal. Há quatro formas de realizar o banho batismal: a submersão (na qual a pessoa é mergulhada completamente na água), a imersão (na qual a pessoa entra na água até esta cobrir os ombros), a infusão (na qual água é derramada três vezes, abundantemente, com a mão ou com uma concha, sobre a cabeça da pessoa) e a aspersão (na qual apenas uma quantidade mínima de água é borrifada sobre a testa da pessoa). Nas origens, o batismo era entendido como uma efetiva lavagem, como um verdadeiro banho. Até o século 14 ele era realizado na forma da submersão ou da imersão. O próprio Lutero manifestou seu apreço por essa forma de batismo: “ (...) gostaria que os que vão ser batizados fossem submergidos totalmente na água, tal como soa o vocábulo e designa o mistério. Não o julgo necessário, mas seria bonito 44 BRAND, 1982, p. 36.
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dar a uma coisa tão perfeita e plena também um sinal pleno e perfeito (...)” .45 A lavagem por aspersão nunca teve aceitação geral na igreja. O batismo por infusão generalizou-se no ocidente a partir do século 15 ou 16, embora já fosse praticado desde o século 10. Essa forma se impôs devido à sua praticidade e por consideração à saúde das crianças. Sem dúvida, a imersão ou submersão são as formas que mais fortemente expressam o significado pleno do batismo: purificação, morte e novo nascimento, o poder de Deus sobre o pecado e a morte. A lavagem ou banho batismal é um ato tátil. Exige que a água seja ouvida, vista e sentida. Caso não seja possível a imersão ou submersão, deveria ocorrer, pelo menos, um derramamento abundante de água, para que não seja demasiadamente reduzido o valor simbólico desse ato. A fórmula batismal acompanha o ato da lavagem. Ela declara em nome de quem é realizado o batismo. A igreja dos primórdios não batizava em nome da Trindade, mas em nome de Jesus (cf. At 2.38; 8.16; 35-38;10.48; Rm 6.3; Gl 3.27). Como evidenciam Mt 28.19 e a Didaqué, não demorou para que a Igreja viesse a utilizar a fórmula trinitária. Batizar “ em nome de” Jesus ou de Deus Pai, Filho e Espírito Santo, tem um profundo significado. “ Em nome de” sintetiza a presença e o poder de Jesus ou do Deus Trinitário sobre aquele ato. Relaciona aquele batismo com a obra de Cristo, respectivamente com a da Trindade. Torna a pessoa batizada participante nos benefícios da obra de Cristo, integra-a na sua morte e ressurreição. Expressa a ação salvífica do Deus Triuno que ocorre no batismo. Manifesta a mudança de senhorio. No ato batismal, a pessoa é chamada pelo seu primeiro nome, pelo nome que recebe no batismo (que designa sua pertença de fé) – não com o nome da família (que designa sua pertença social). É este nome que designa a pessoa como única, inconfundível, com identidade própria, só sua. O nome de cada qual contém e manifesta sua história. Ter nome é ter individualidade e dignidade. Só quem tem nome pode ser apresentado. O nome identifica a pessoa. Toda pessoa tem o direito de ter um nome. No rito do batismo, dizer esse nome em nome de Deus é reconhecer a inconfundível identidade e unicidade, é afirmar a individualidade da pessoa. Com a articulação desse nome, Deus chama essa pessoa única e inconfundível para formar parte do seu corpo e, com
45 LUTERO, 1989, p. 72.
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isso, eleva-a à mais alta dignidade. Este é o nome que de modo nenhum será apagado do livro da vida, o nome que “ confessarei ... diante de meu Pai e diante dos seus anjos” (Ap 3.5). Dar o nome é anotar essa pessoa no livro da vida. 52. Imposição das mãos, unção com óleo, selagem.
Pode-se dizer que temos aqui três atos distintos: a imposição das mãos, a unção com óleo e a selagem. No entanto, geralmente a unção com óleo e a selagem fundem-se num ato só. Assim, é mais adequado falarmos de dois atos: a imposição das mãos e a unção com óleo ou selagem. A origem da imposição das mãos remonta ao Antigo Testamento, onde aparece relacionada com ações sacrificiais (Ex 29.15; Lv 1.4 e outras), em bênçãos (Gn 48.13-20) e em “ ordenações” (Nm 27.18ss; Dt 34.9). Ela não tem o sentido de uma ação mágica. Trata-se de uma ação visível e percebida pelos sentidos, relacionada com a fé do povo de Deus, a qual pede bênção, aceitação de um sacrifício, entre outras coisas. No Novo Testamento a imposição das mãos se expressa com diversos significados. Ela pode ser realizada: a) para a cura de enfermos (At 28.8; Tg 5.13ss); assim, executada por Jesus, que, por sua vez, seguia os costumes de sua época; b) como doação e recepção do Espírito Santo (At 8.14ss; 19.6); c) na instalação ou ordenação para certas tarefas (At 6.6; 13.3; 1Tm 4.14; 2Tm 1.6); d) como bênção. Ainda no Novo Testamento, a imposição das mãos relacionada ao batismo só aparece em dois relatos de Atos dos Apóstolos: em At 9.17ss (batismo de Paulo) precede o banho batismal; em At 19.5s (os homens de Éfeso) é realizada depois do banho. Em ambas as passagens, porém, está mais vinculada com a cura e a bênção. Embora desde então o cristianismo tenha praticado a imposição das mãos de modos diversos, em grandes traços o que adotou foi a forma, o sentido e o uso que foram dados a essa ação no Novo Testamento. Nas diferentes regiões do cristianismo primitivo a imposição das mãos relacionada ao batismo foi compreendida e realizada de diferentes maneiras: Para Lucas (que é a fonte mais antiga a respeito de batismos cristãos), batismo, recepção do Espírito Santo e Igreja são uma unida58
de: através da recepção do Espírito Santo, depois do banho batismal, a pessoa passa a ser parte da Igreja (ingresso ao cristianismo). A dádiva do Espírito Santo, segundo Lucas, outorga carismas e dons: leva a pessoa a atuar, lhe dá poder e tarefas a serem realizadas. Paulo, por sua vez, também ensina que batismo e dádiva do Espírito Santo são inseparáveis. Na Didaqué (fins do século 1) e em Justino (morto em 165) não há vinculação da imposição das mãos e da doação do Espírito Santo ao batismo. Em Tertuliano (aproximadamente 160 a 220) encontramos a seguinte ordem batismal: banho batismal, unção, selagem (ou sinal da cruz) e imposição das mãos. Esta vai acompanhada de uma oração, pedindo que o Espírito Santo derrame sua bênção sobre a pessoa a ser batizada. Na Tradição Apostólica de Hipólito (215) encontramos: banho batismal, unção, imposição das mãos com oração (“ Senhor Deus, que os tornaste dignos de merecer a remissão dos pecados pelo banho da regeneração, torna-os dignos de serem repletos pelo Espírito Santo e manda sobre eles tua graça para que te sirvam de acordo com tua vontade, pois tua é a glória, ao Pai e ao Filho com o Espírito Santo na santa igreja, pelos séculos dos séculos. Amém.” ), selagem com imposição das mãos, ósculo da paz. A imposição das mãos depois da unção confirma o renascimento da água através do Espírito Santo e outorga carismas e dons. Outros pais da igreja apresentaram outras variações no uso desses elementos litúrgicos. A partir dos séculos 4 e 5, o elemento pós-batismal da imposição das mãos incorporou-se definitivamente à liturgia batismal na maioria das igrejas. Através dele enfatiza-se o significado do batismo como doação do Espírito Santo. Entende-se que quem atua na imposição das mãos é Deus; Deus mesmo, e não a pessoa que impõe as mãos. A imposição das mãos é um ato visível e concreto do amor de Deus. A respeito da relação entre o batismo e o Espírito Santo, confira o item 12. A imposição das mãos é realizada, colocando-se-as sobre a cabeça da pessoa batizada num toque físico direto, percebido e vivenciado pelos sentidos. A imposição das mãos é executada separadamente sobre cada pessoa recém-batizada. Ela vem acompanhada de uma oração que pede o derramamento do Espírito Santo sobre essa pessoa. Muito cedo, a imposição das mãos pós-batismal (com oração) foi vinculada à unção e à selagem. A unção era feita sobre a fronte da pes59
soa, com óleo ou mirra, que é azeite misturado com essências. A selagem era o traçar do sinal da cruz, com ou sem óleo, também sobre a fronte da pessoa. Tanto a unção quanto a selagem são marcadas com o polegar, enquanto a mão se apóia sobre a cabeça da pessoa. Em muitas liturgias, desde os primórdios, a unção e a selagem são um ato só. No Antigo Testamento tanto a imposição das mãos quanto a unção dramatizam a transmissão de poder e bênção (confira em Gn 27, a bênção de Isaque a Jacó e, em Gn 48, a bênção de Jacó a seus netos) e a outorga de poder (confira em 1 Sm 16.13 a unção de Samuel a Davi). Tanto no hebraico quanto no grego há uma forte associação entre os termos “ ungir” , “ Messias” e “ Cristo” . No antigo Israel, sacerdotes e reis são ungidos com óleo, quando são empossados em suas funções. Conforme 1 Pe 2.9 e Ap 5.10, a imposição das mãos e a unção significam a outorga do Espírito Santo para as pessoas que ingressam no sacerdócio real. Na unção batismal ocorre uma democratização radical da outorga do poder sacerdotal e real. Esse dom, outrora restrito a determinadas pessoas escolhidas, é agora derramado sobre todas as pessoas batizadas. Diante de Deus, todas as pessoas batizadas têm a dignidade e o ministério de sacerdotes e reis, sacerdotisas e raínhas. Também a selagem é um elemento muito significativo. Etimologicamente, “ selar” significa: marcar, fechar, lacrar, reservar. Selagem é, pois, a ação de marcar. Ao longo da história humana, a selagem está presente em todas as culturas, de variadas formas, em diversas áreas e múltiplas ocasiões. O selo é, sobretudo, um símbolo de poder e autoridade. Representa o signatário e serve para autenticar ou preservar um documento. O rei colocava seu selo nos decretos. Os bispos recebem um anel com o signo da cruz, como sinal de autoridade. O selo pode ser, ainda, símbolo de: legítima propriedade (marca algo como possessão do dono do selo), identidade (em anéis, que, antigamente, traziam o brasão do dono ou, atualmente, as iniciais de nome e sobrenome), segredo, liberdade ou posição destacada (só homens livres podiam usá-lo). Desde o século 4, o termo “ selar” está vinculado ao uso do sinal da cruz. Traçá-lo sobre uma pessoa ou coisa indica pertença, identidade, incorporação à comunidade das pessoas que seguem Jesus. O Novo Testamento descreve a transferência da escravidão ao pecado à escravidão à justiça e desenvolve o tema em termos de mudança de senhorio, de ser marcado com o selo de propriedade:
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[Deus] também nos selou e nos deu o penhor do Espírito com nossos corações. (2Co 1.22) [Cristo] Em quem também vós, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação, tendo nele também crido, fostes selados com o Santo Espírito da promessa; o que é o penhor da nossa herança até o resgate da sua propriedade, em louvor de sua glória. (Ef 1.13-14) E não entristeçais o Espírito de Deus, no qual fostes selados para o dia da redenção. (Ef 4.30) E foi-lhes dito [aos gafanhotos] que não causassem dano à erva da terra, nem a qualquer coisa verde, nem a árvore alguma, e tão-somente aos homens que não têm o selo de Deus sobre as suas frontes. (Ap 9.4) (...) esse conceito de selar se relaciona com o Batismo. Selar corresponde a tornar-se, em Cristo, filho adotivo de Deus (ver Gl 4.4-5 e Rm 8.22-23).46
53. Veste batismal.
Este elemento litúrgico não é mais que opcional. Ingressou na liturgia do batismo no decorrer do século 4. Sua origem é um tanto incerta. Provavelmente foi inspirado na toga branca de iniciação de uma religião romana da época. Trata-se de uma veste branca que, uma vez incorporada à liturgia batismal, pode receber diversos significados relacionados à iniciação cristã: revestir-se de Cristo, dignidade humana, alegria, vitória, purificação dos pecados e relação de pureza com Deus, ser servo de Cristo, tornar-se nova criatura. Quanto à forma de realização desse ato litúrgico, a pessoa recém-batizada é coberta com uma veste branca, enquanto L, um padrinho ou madrinha lhe declara “ No batismo você foi revestido(a) de Cristo; você se tornou nova criatura” , ou outro voto apropriado. 54. Vela batismal.
Também este elemento litúrgico só entrou na liturgia batismal no decorrer do século 4. Provavelmente, foi introduzido com o intuito de simbolizar o batismo como iluminação.
46 BRAND, 1982, p. 15.
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Nos textos bíblicos encontramos muitas imagens relacionadas à luz. Deus habita em luz (1Tm 6.16) ou é luz (1Jo 1.5). Jesus fala de si próprio como a luz do mundo (Jo 8.12; 9.5; 12.46) e diz a seus discípulos que eles também o são (Mt 5.14-16; 2Co 4.4-6). Essas e outras relações da luz com a Trindade, a salvação e as pessoas que crêem foram agregando sentido simbólico à vela entregue no batismo. Em diversas tradições litúrgicas, outros significados são vinculados à vela batismal: o de vigiar e permanecer em alerta como na parábola das dez virgens (Mt 25.1-13); o de caminhar uma vida iluminada por Cristo, enquanto pais/mães, padrinhos e madrinhas devem alimentar essa chama; o de brilhar como luz no mundo (Mt 5.14-16), o que é realizado através do testemunho e do serviço cristãos. Esta última interpretação acentua o caráter diaconal do batismo. A vela batismal é um presente da comunidade a cada pessoa recém-batizada. Um(a) representante da comunidade acende-a no círio pascal (cf. o item 39.), simbolizando assim a vinculação daquele batismo com a morte e ressurreição de Jesus. Não havendo um círio pascal, a vela batismal pode ser acesa numa que se encontre sobre o altar. O(a) representante da comunidade entrega-a acesa à pessoa recém-batizada ou a um dos pais ou padrinhos, com as palavras: “ Você foi vocacionado(a) para irradiar a luz de Cristo para o mundo. N., que a sua luz brilhe de tal maneira diante das pessoas que elas vejam as suas boas obras e glorifiquem a Deus” , ou outro voto semelhante. A vela batismal permanece acesa até o final do culto. 55. Recepção pela comunidade e entrega do certificado de batismo.
Pelo batismo, pessoas ingressam numa comunidade cristã. Nada mais coerente, pois, do que incluir na liturgia batismal um ato de recepção das pessoas recém-batizadas, pela comunidade. Em termos de conteúdo este ato litúrgico há de mencionar temas como: o ingresso das pessoas recém-batizadas no corpo de Cristo, na igreja cristã, nessa específica comunidade local; alegria e gratidão por parte da comunidade; as boas-vindas da comunidade; o compartilhar do mesmo sacerdócio ou ministério; o compromisso de apoio e consolo mútuos e a partilha dos dons recebidos de Deus. Neste elemento litúrgico atuam um/a representante da comunidade e a própria comunidade como um todo. A realização desse ato pode ser bastante espontânea e deveria seguir formas de boas-vindas próprias dos costumes locais.
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É coerente entregar às pessoas recepcionadas, neste ato, os certificados de batismo, além de objetos condizentes com o momento, como: livro de orações, distintivo da comunidade ou outras lembranças. A recepção pela comunidade desemboca, ao natural, no gesto da paz. 56. Gesto da paz.
O grupo batismal , os ministros e as ministras, assim como a equipe batismal trocam entre si e com a comunidade o gesto da paz. Trata-se de uma saudação em que as pessoas desejam-se mutuamente “ a paz de Cristo” . Ela pressupõe que, ali, todas as pessoas foram agraciadas por Deus no batismo e, em seguida, serão agraciadas com a mesma doação de Cristo na ceia. Com isso, tornam-se irmãs e irmãos. Ao desejarem mutuamente a “ paz de Cristo” , admitem as diferenças e possíveis desavenças existentes entre si e declaram seu compromisso de buscar a reconciliação e viver a paz de Cristo em seu meio. 57. Prosseguimento com orações de intercessão e ceia do Senhor.
Segue-se a liturgia da ceia do Senhor (na qual se omite o gesto da paz). 58. N os cultos de recordação do batismo, anamnese batismal.
Quando ocorre uma recordação do batismo, seja num culto especial destinado a este fim, seja como parte de outra liturgia, a liturgia de recordação do batismo sempre inicia, forçosamente, com uma recitação daquilo que Deus fez por nós no batismo. Neste livro, optamos por dar a essa parte uma designação especial: “ anamnese batismal” . Esta anamnese batismal rememora conteúdos centrais do batismo, tais como: os dons recebidos nesse sacramento; o ter sido batizados e batizadas na morte e ressurreição de Cristo; o ter sido aceitos e aceitas no corpo de Cristo; o ter sido chamados e chamadas a ser testemunhas do Evangelho de Jesus Cristo no mundo. Quanto à forma, a anamnese batismal pode ser realizada através de recursos como: a leitura de sentenças bíblicas, uma brevíssima alocução, uma oração de gratidão e de súplica, cantos batismais ou uma combinação (de alguns) desses elementos.
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P a r t e II
M odelos litĂşrgicos
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Culto de batismo Forma ampla
Esta liturgia contém a ordem completa de um culto especial de batismo. Trata-se de uma liturgia-modelo de forma ampla. Ela não só traz todos os elementos imprescindíveis e úteis que podem entrar numa liturgia de batismo, mas apresenta cada um deles numa versão bastante elaborada. Para não se ter um culto excessivamente prolongado, será preciso, como é de praxe no fazer litúrgico da IECLB, moldá-la (isto é, abreviar ou alterá-la) conforme as circunstâncias. Dois requisitos são necessários para se moldar uma liturgia: a) conhecer os elementos imprescindíveis e os elementos úteis que a compõem; b) conhecer as regras de combinação desses elementos. Podem ser encarados como elementos imprescindíveis da liturgia de batismo: a apresentação das pessoas a serem batizadas, o compromisso de pais e mães, padrinhos e madrinhas, e comunidade, orações pelas pessoas batizadas, a oração das águas, a renúncia e profissão de fé, o ato batismal , a imposição das mãos e o ato de selar, a recepção pela comunidade. As regras de combinação desses elementos devem ter sido trabalhadas na formação litúrgica das equipes de liturgia ou de quem preside uma liturgia batismal. Para a moldagem podem ser utilizadas as sugestões e alternativas oferecidas nas demais liturgias e na secção Recursos litúrgicos deste livro. Na formulação desta liturgia procuramos evitar malabarismos lingüísticos na formulação de perguntas e respostas. Para tanto, quando se trata de um batismo de crianças, pressupomos que há mais de uma a ser batizada, que há padrinhos e madrinhas e que o pai e a mãe estejam presentes. Também pressupomos a presença de mais de um candidato, quando se trata de batismo de pessoas que podem responder por si próprias. Quem preside a liturgia não terá dificuldade em fazer as adaptações necessárias quando a situação for outra (p.ex.: apenas uma criança ou só o pai ou a mãe presente). Hinos e cantos litúrgicos são mencionados apenas em certos lugares. Naturalmente, podem ser utilizados com maior freqüência, sempre que conveniente. O rito aqui proposto é suficientemente flexível para ser utilizado tanto para o batismo de adultos, quanto para o de crianças. (Confira o item 42.
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sobre Um só rito para adultos e crianças.) Os cultos de batismo acontecerão, preferencialmente, em datas especiais, poucas vezes por ano. (Confira o item 41. sobre Cultos especiais de batismo em datas escolhidas.) Além da liturgia batismal em forma ampla para um culto especial de batismo, serão apresentadas: uma liturgia batismal em forma breve para um culto especial de batismo e uma liturgia batismal a ser inserida num culto regular da comunidade. Este culto especial de batismo é, ao mesmo tempo, uma recordação do batismo de toda a comunidade presente. Nas comunidades que têm por costume celebrar o tríduo pascal ou, pelo menos, a vigília pascal , o círio pascal estará colocado, aceso, junto à fonte batismal, quando iniciar o culto, ou será trazido à fonte batismal, aceso, junto com a procissão batismal .
LITURGIA DE ENTRADA (De pé)
CAN TO D E EN TRAD A
Durante o canto de entrada, a comunidade se coloca de pé para saudar o grupo batismal que entra em procissão. PRO CISSÃO BATISM AL
L recebe à porta da igreja o grupo batismal (formado pelas pessoas a serem batizadas, padrinhos e madrinhas, os pais e as mães) e o conduz em procissão até a frente da comunidade onde toma assento em lugar especialmente reservado. Podem entrar junto com o grupo batismal : presbíteros e presbíteras que levam o círio pascal (e o colocam junto à fonte batismal ) e a equipe batismal (formada pelas pessoas que colaboram na pastoral do batismo). ACO LH ID A
A formulação que segue apenas indica uma sugestão. Normalmente, a acolhida trará conteúdos semelhantes em formulação livre.
L Como é bom e agradável viverem unidas as pessoas que se sabem irmãs na fé em Deus (Sl 133). Como é bom podermos nos congregar para celebrar culto ao nosso Deus. Trazemos junto nossas esperanças, nossas alegrias, nossas incertezas, nossas orações. E confiamos que temos um encontro com nosso Deus aqui, neste culto. Sejam todos e todas bem-vindas e bem-vindos à casa de Deus. Hoje é um dia de festa: receberemos mais ............ (número) pessoas pelo batismo nesta comunidade cris67
tã. Isso é motivo de muita alegria. Desejamos que todas as pessoas sintam-se bem na casa de Deus. SAU D AÇÃO
L Graça a vocês e paz da parte de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo (Rm 1.7). C Amém. L Há somente um corpo e um Espírito. C Fomos chamados numa só esperança da nossa vocação. L Há um só Senhor, uma só fé, um só batismo. C Um só Deus e Pai de todas as pessoas. (Ef 4.4-6) CO N FISSÃO D E PECAD O S
A confissão de pecados não é imprescindível e raramente aparece nas liturgias batismais das diversas tradições. No entanto, esta ou outra confissão de pecados mais breve mas de caráter semelhante pode ser bastante significativa, especialmente em vista da recordação do batismo das pessoas já batizadas.
L Vamos chegar-nos a Deus e confessar-lhe os nossos pecados: Deus bondoso, no nosso batismo fomos libertados do pecado e da morte e recebemos participação na nova vida em Cristo. E a cada novo batismo, aqui nesta comunidade, somos lembrados desse teu imenso ato de amor. Mas nós incessantemente deixamos de cumprir o compromisso que assumimos contigo no batismo. Afastamo-nos da tua vontade, em pensamentos, palavras e ações. É o que te confessamos, cada qual, em silêncio. Silêncio
Por isso, suplicamos humildemente: C (canta) Perdão, Senhor, perdão47. L Senhor, no batismo tu nos chamaste para uma vida radicalmente nova de igualdade, paz e justiça entre todas as pessoas. Mas nós constantemente recaímos na vida antiga. Quantas vezes permitimos ou até estimulamos a inimizade, o ódio e a exploração entre nós e ao nosso redor. Quantas vezes abusamos da terra que nos deste como morada e nos colocamos contra tua criação. É o que te confessamos, cada qual, em silêncio.
47 Ou outro cântico breve de confissão de pecados.
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Silêncio
Por isso, suplicamos humildemente: C (canta) Perdão, Senhor, perdão. L Senhor, no batismo tu nos incluíste na comunhão de todas as pessoas que confessam teu nome. Mas nós toleramos ou até fomentamos a discórdia e a divisão dentro da tua comunidade e dentro da tua igreja. É o que te confessamos, cada qual, em silêncio. Silêncio
Por isso, suplicamos humildemente: C (canta) Perdão, Senhor, perdão. L Senhor, no batismo nos deste o teu Santo Espírito para nos orientar. Mas nós constantemente preferimos sentir-nos autosuficientes e vamos atrás dos nossos próprios caminhos, ignorando e até desprezando tua orientação. É o que te confessamos, cada qual, em silêncio. Silêncio
Por isso, suplicamos humildemente: C (canta) Perdão, Senhor, perdão. L Ó Deus, em tua bondade, perdoa-nos! Lembra das promessas que tu fizeste no nosso batismo. Liberta-nos de tudo que nos escraviza e desvia de ti, de tudo que nos impede de vivermos o nosso batismo. Por Jesus Cristo, teu Filho amado. C Amém. AN Ú N CIO D A GRAÇA
L Irmãs e irmãos, “ se confessarmos os nossos pecados, Deus é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1Jo 1.9). “ Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores” , e assim nos reconciliou com Deus (Rm 5.8-10). Por isso, quando a consciência do nosso pecado nos atormenta, podemos encontrar refúgio na certeza de que a fidelidade de Deus é maior que as nossas falhas e transgressões. C Amém. O RAÇÃO D O D IA
L Oremos: Deus Eterno, Tu que pelo batismo nos deste parte na morte e ressurreição de teu Filho, renova-nos diariamente pelo
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teu Espírito, para que permaneçamos fiéis a ti e expressemos nossa fé em atos de amor e serviço para com as pessoas que colocaste ao nosso lado. É o que te pedimos por Jesus Cristo, teu Filho, que contigo e com o Espírito Santo, vive e reina para sempre. C Amém. (Sentar)
CAN TO CO M U N ITÁRIO
LITU RGIA D A PALAVRA LEITU RAS BÍBLICAS
L Pelas Sagradas Escrituras ficamos sabendo o que Deus nos presenteou no batismo. Ouçamos ... Do Antigo Testamento ou das epístolas podem ser lidas uma ou duas leituras, acompanhada(s) de brevíssima introdução ou comentário. Sugestões: Dt 30.1520a; Sl 139.1-18, 23-24; Is 43.1-3a; 55.1-7; Jr 31.31-34; Ez 36.24-28; At 2.3742; 8.26-39; 16.25-34; Rm 6.3-11; 8.11-17; 8.23-33; 8.38-39; Gl 3.26-29; Ef 4.1-6; Cl 1.12-14; 3.9b-17; Tt 3.4-7; 1Pe 1.3-9; 2.4-10. A(s) leitura(s) pode(m) ser proferida(s) por alguém dentre padrinhos, madrinhas, pais e mães das pessoas a serem batizadas. Havendo duas leituras, pode-se cantar um cântico intermediário adequado entre elas. ACLAM AÇÃO D O EVAN GELH O
L Exaltemos o evangelho, cantando: (De pé)
CÂN TICO IN TERM ED IÁRIO
Canta-se um aleluia ou outro canto de exaltação do evangelho, condizente com a época do ano eclesiástico. LEITU RA D O EVAN GELH O
L O santo evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo, segundo ..., no capítulo ... : ... Sugestões: Mt 3.13-17; 11.24-30; 18.1-5,10; Mc 1.9-11; Jo 3.1-8; 4.5-14; 6.4447; 15.1-11. A leitura do evangelho é concluída com:
Palavra do Senhor! C (canta) Louvado sejas, Cristo! (Sentar)
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ALO CU ÇÃO BATISM AL CAN TO CO M U N ITÁRIO BATISM AL
Durante o canto, o grupo batismal se aproxima da fonte batismal . É importante que a comunidade possa ver plenamente todo o transcurso da liturgia do batismo. Se a pia batismal for de pequena dimensão, a água pode ter sido trazida num jarro por alguém do presbitério ou da família, junto com a procissão batismal , e é derramada agora na pia. (Cuide-se para que, em seguida, a jarra não seja colocada sobre o altar.) Se a fonte batismal for de maiores dimensões, o que seria desejável, deve ser enchida de água antes do culto.
LITURGIA DO BATISM O APRESEN TAÇÃO
Neste elemento litúrgico as pessoas candidatas ao batismo são apresentadas à comunidade e confirmam seu desejo de serem batizadas. Quem preside optará, de caso a caso, por uma das duas formas: A – para pessoas que possam responder por si próprias; B – para crianças que não podem responder por si.
L Comunidade de Jesus Cristo, nós batizamos as pessoas que Deus chamou para serem seus filhos e suas filhas, porque nos dispomos a obedecer a um desígnio seu e porque confiamos nas suas promessas. Agora serão apresentadas à comunidade as pessoas que estão aqui para receberem o batismo. Quem apresenta essas pessoas? A – Pessoas que podem responder por si próprias
Cada candidato(a) é apresentado(a) individualmente por alguém do presbitério e responde à pergunta de L em separado.
Uma pessoa do presbitério Eu apresento N.N. para receber de Deus o batismo. L N.N. você deseja ser batizado(a)? Candidato(a) Sim. B – Pessoas que não podem responder por si próprias
Cada criança é apresentada individualmente por alguém do presbitério. A pergunta aos pais e a respectiva resposta também ocorrem individualmente.
Uma pessoa do presbitério Eu apresento N.N. para receber de Deus o batismo.
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L (dirigindo-se aos pais) Vocês desejam que N.N. seja batizado(a)? Pai(s) ou mãe Sim. CO M PRO M ISSO
Trata-se do compromisso de pais e mães (no caso de pessoas que não podem responder por si próprias), de padrinhos e madrinhas, e da comunidade.
A
L (dirigindo-se a padrinhos e madrinhas) Vocês prometem, através do seu exemplo e das suas orações, ajudar e encorajar N. e N. (...) a viver sua fé com toda fidelidade? Se vocês estão dispostos a assumir esse compromisso, respondam: Sim, com o auxílio de Deus. Padrinhos e madrinhas Sim, com o auxílio de Deus. B
L (dirigindo-se aos pais) Prezados pais! Todos nós recebemos nossa vida de Deus. Assim recebam também vocês seus(suas) filhos(as) como um presente do Criador. É através do amor de vocês que estas crianças aprenderão a confiar no amor de Deus. O amor de Cristo é ainda maior do que o nosso amor. Por isso, cabe a vocês conduzir seus(suas) filhos(as) à fé em Jesus Cristo e ensiná-los(as) a orar. Se vocês estão dispostos a assumir esse compromisso, respondam: Sim, como o auxílio de Deus.48 Pais Sim, com o auxílio de Deus. L (dirigindo-se a padrinhos e madrinhas) E vocês, madrinhas e padrinhos, juntamente com os pais, apresentaram estas crianças para serem batizadas. Com isso, vocês estão assumindo, com os pais, o compromisso de conduzi-las à fé. Para tanto, vocês devem trazê-las fielmente à casa de Deus, ensinar-lhes o Pai-nosso, o Credo e os Dez mandamentos, colocar em suas mãos as Sagradas Escrituras e fazer todo o possível para que elas sejam instruídas na fé cristã, a fim de que possam viver o seu batismo no dia-a-dia. Se vocês estão dispostos a assumir esse compromisso, respondam: Sim, com o auxílio de Deus. Padrinhos e madrinhas Sim, com o auxílio de Deus.
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L (dirigindo-se à comunidade) E vocês, comunidade cristã, membros da igreja de Jesus Cristo, vocês prometem orientar e sustentar N. e N., através de suas palavras e dos seus atos, para que sigam a Jesus Cristo e se tornem membros fiéis de sua Igreja? Se vocês estão dispostos e dispostas a assumir esse compromisso, respondam: Sim, com o auxílio de Deus. C Sim, com o auxílio de Deus. CAN TO CO M U N ITÁRIO CO N VITE À CO M U N ID AD E PARA RECO RD AR O SEU BATISM O
L (dirigindo-se à comunidade) Irmãs e irmãos em Cristo, eu pergunto a vocês: Ao celebrarmos agora o sacramento do batismo, vocês querem recordar com alegria e confiança o presente que também vocês receberam e as promessas que também vocês empenharam no seu próprio batismo? [ou: Ao celebrarmos agora o sacramento do batismo, vamos recordar com alegria e confiança o presente que também nós recebemos e as promessas que também nós empenhamos no nosso próprio batismo?]
C Sim, queremos recordar o presente e as promessas do nosso próprio batismo. SEN TEN ÇAS BÍBLICAS E AN AM N ESE BATISM AL
L Ouçam o que nos dizem as Sagradas Escrituras a respeito do batismo: Leitor(a) No Evangelho segundo Mateus, capítulo 28, lemos: Jesus Cristo disse: Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, portanto, fazei discípulos e discípulas de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as cousas que vos tenho ordenado e eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século. (v. 18-20) Leitor(a) E na Carta de Paulo aos Romanos, capítulo 649, lemos: (…) porventura, ignorais que todos os que foram batizados em Cristo Jesus, foram batizados na sua morte? Fo48 Adaptado de VEREINIGTE EVANGELISCH-LUTHERISCHE KIRCHE DEUTSCHLANDS. Agende für Evangel i sch-l utheri sche Ki rchen und Gemei nden , Band III: D i e Amtshandlungen, Teil 1: Die Taufe. Hannover: Lutherisches Verlagshaus, 1988. p. 26. 49 Em lugar de Rm 6.3-4 podem ser lidas as seguintes perícopes: Ef 4.4-6; Gl 3.27-28 ou 1Pe 2.9.
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mos, pois, sepultados com ele na morte pelo batismo; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também andemos nós em novidade de vida. (v. 3 e 4) Pelo batismo Deus recebeu a nós todos e todas e nos converteu em membros de sua Igreja. Na comunidade do povo de Deus, aprendemos por meio da sua Palavra o propósito amoroso de Deus para conosco. Fomos alimentados e alimentadas na mesa da ceia do Senhor, fomos chamados e chamadas a ser testemunhas do evangelho de Jesus Cristo no mundo em que vivemos. E o mesmo acontecerá pelo sacramento do batismo com as pessoas que agora serão batizadas. (De pé)
O RAÇÃO D AS ÁGU AS
A oração das águas também pode ocorrer entre a profissão de fé e o ato batismal.
L O Senhor esteja com vocês. C E também com você. L Demos graças ao Senhor, nosso Deus. C É digno e justo dar-lhe graças e louvor. L Oremos: Bendito sejas, Senhor, Deus do universo, Criador de céu e terra, pela dádiva da água, com a qual vens sustentando a tua criação. Já na origem do universo, teu Espírito pairava sobre as águas para que viessem a gerar vida. Nas águas do Dilúvio, um mundo corrompido foi por ti, então, destruído. Nas águas do mar Vermelho, afogaste um opressor, conduzindo pelas mesmas teu povo, a pé enxuto, livre da escravidão. Nas águas do Jordão, pelo batismo de teu Filho, o Verbo encarnado, consagraste todas as águas para nossa salvação. Envia agora o teu Espírito e, através do banho regenerador desta água, concede nova vida a N. e N., para que, morrendo e ressuscitando em Cristo, te sirvam no povo da nova e eterna aliança. Por ele, teu Filho, Jesus Cristo, no Espírito Santo, sejam dadas a ti, Pai todo-poderoso, toda honra e toda glória, agora e para sempre. C Amém. 74
REN Ú N CIA E AD ESÃO
L E agora eu me dirijo a todas as pessoas que desejam ser batizadas e que podem responder por si próprias, e aos pais, padrinhos e madrinhas que se responsabilizam pelas crianças que não podem responder por si, e me dirijo também a todas as pessoas da comunidade que desejam recordar o seu batismo. Dirijo-me a cada pessoa e pergunto: Pergunta Você renuncia ao poder do mal a fim de permanecer sob o senhorio de Jesus Cristo? Resposta Sim, renuncio. Pergunta Você renuncia a ser governado e governada pelos desejos deste mundo, pelo domínio do orgulho e do amor ao dinheiro, para viver na liberdade dos filhos e das filhas de Deus? Resposta Sim, renuncio. Pergunta Você renuncia às forças da morte, da destruição e da violência, que são contrárias à forma de vida de acordo com a vontade de Deus, a fim de testemunhar ao mundo o reino de D eus? Resposta Sim, renuncio. Pergunta Você coloca toda sua confiança na graça e no amor de Jesus? Resposta Sim, coloco toda minha confiança na graça e no amor de Jesus. Pergunta Você promete fazer tudo para seguir e obedecer Jesus como seu Senhor? Resposta Sim, prometo. PRO FISSÃO D E FÉ
L Então confessem a fé da Igreja na qual vocês foram ou serão batizados e batizadas: Vocês crêem em Deus, o Criador e mantenedor da vida? C Creio em Deus, Pai todo-poderoso, Criador do céu e da terra. L Vocês crêem em Jesus Cristo, o filho de Deus? C Creio em Jesus Cristo, seu Filho unigênito, nosso Senhor, o qual foi concebido pelo Espírito Santo, nasceu da virgem Maria, padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e 75
sepultado, desceu ao mundo dos mortos, ressuscitou no terceiro dia, subiu ao céu, e está sentado à direita de Deus, Pai todopoderoso, de onde virá para julgar os vivos e os mortos. L Vocês crêem em Deus, o Espírito Santo? C Creio no Espírito Santo, na santa igreja cristã, a comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição do corpo e na vida eterna. Amém. ATO BATISM AL
Enquanto o grupo batismal se põe em movimento e se posiciona em torno da fonte batismal , a comunidade pode cantar um hino ou cântico litúrgico condizente. Dependendo das circunstâncias, o ato batismal pode ser realizado por infusão, submersão ou imersão. Em todo caso, é importante que o derramamento de água sobre a cabeça da pessoa seja generoso, visível e audível para toda a comunidade. (Confira o item 51. sobre o Ato batismal.) Pessoas jovens ou adultas podem ajoelhar-se para receber o batismo. Havendo condições para submersão ou imersão, crianças pequenas podem, antes do ato batismal , ser desnudadas sobre uma mesinha auxiliar e, após o batismo, receber a veste batismal . Caso houver condições para a submersão ou imersão de pessoas jovens ou adultas, estas podem vestir-se em trajes de banho para o ato batismal . Ao batizar, quem preside designa as candidatas e os candidatos pelo nome de batismo, ou seja, pelo(s) seu(s) prenome(s), que antecede(m) o nome de família. Quem conduz a candidata ou o candidato à fonte batismal diz o nome da pessoa a quem preside. Cada pessoa é batizada separadamente. Havendo mais do que um batismo, e conforme as circunstâncìas, a comunidade pode cantar um canto litúrgico batismal breve após cada ato batismal .
L N., eu batizo você em nome do Pai, L derrama água ou submerge a pessoa pela primeira vez.
e do Filho, L derrama água ou submerge a pessoa pela segunda vez.
e do Espírito Santo. Amém L derrama água ou submerge a pessoa pela terceira vez. (Sentar) H IN O CO M U N ITÁRIO IM PO SIÇÃO D AS M ÃO S E ATO D E SELAR
L impõe as mãos e executa o ato de selar separadamente sobre cada pessoa recém-batizada.
L Todo-poderoso Deus, nós te agradecemos por haveres libertado este(a) teu(tua) servo(a) dos poderes do pecado, ressusci76
tando-o(a) em Cristo para uma nova vida. Derrama sobre ele(ela) o teu Espírito Santo: o espírito de sabedoria, de entendimento, de conselho, de fortaleza, de conhecimento, de temor do teu nome e de alegria da salvação. Por Jesus Cristo, teu Filho, nosso Senhor. C Amém Em seguida, L traça o sinal da cruz, com óleo apropriado, sobre a fronte da pessoa e diz:
L N., filho(a) de Deus, você foi selado(a) pelo Espírito Santo e marcado(a) com a cruz de Cristo, para sempre. C Amém VESTE BATISM AL
Este elemento litúrgico não é mais que opcional. A pessoa recém-batizada é vestida com uma veste branca, enquanto se-lhe diz:
L, um padrinho ou madrinha No batismo você foi revestido(a) de Cristo; você se tornou nova criatura. RITO D A LU Z
A vela batismal é um presente da comunidade a cada pessoa recém-batizada. Um(a) representante da comunidade acende a vela batismal no círio pascal ou numa vela que se encontre sobre o altar e a entrega à pessoa recém-batizada ou a um dos pais ou padrinhos / madrinhas, com as palavras que seguem. A vela batismal permanecerá acesa até o final do culto.
Representante da comunidade Você foi vocacionado(a) para irradiar a luz de Cristo para o mundo. N., que a sua luz brilhe de tal maneira diante das pessoas que elas vejam as suas boas obras e glorifiquem a Deus (Mt 5.16). RECEPÇÃO PELA CO M U N ID AD E
O grupo batismal volta-se para a congregação. Um(a) representante da comunidade dirige-se a ela dizendo:
Representante da comunidade N. e N. foram recebidos pelo batismo para dentro da igreja cristã. Deus os(as) fez membros do seu povo. Deus nos presenteou com essas irmãs e esse irmãos para que compartilhem conosco o sacerdócio que temos em Cristo. Por isso, vamos dar-lhes, calorosamente, as boasvindas.
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Alternativa 1
C Com alegria e gratidão damos as boas-vindas a vocês na família do Senhor. Recebemos vocês como membros do corpo de Cristo para compartilharem o seu ministério conosco. Comprometemo-nos a amparar, amar e consolar vocês, repartindo com vocês as dádivas que Deus nos dá. Alternativa 2 A comunidade dá as boas-vindas da maneira que for mais adequada aos seus costumes.
EN TREGA D O CERTIFICAD O D E BATISM O
Às pessoas recém-batizadas ou a seus pais, por representante da comunidade. (De pé)
GESTO D A PAZ
L convida a comunidade a partilhar a paz de Cristo, com abraço ou aperto de mão, saudando especialmente as pessoas recém-batizadas.
O RAÇÃO GERAL D A IGREJA
Segue-se a liturgia da ceia do Senhor (na qual se omite o gesto da paz). Caso, por razões excepcionais, esta não for celebrada, segue-se o Pai-nosso e a liturgia de saída.
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Culto de batismo Forma breve
Esta liturgia contém a ordem completa de um culto especial de batismo em forma breve. Ela é derivada do Culto de batismo – Forma ampla e traz todos os elementos imprescindíveis de uma liturgia de batismo, apresentando cada um deles numa versão bastante abreviada. Como é de praxe no fazer litúrgico da IECLB, esta liturgia pode ser moldada (isto é, abreviada ou alterada) conforme as circunstâncias. Dois requisitos são necessários para se moldar uma liturgia: a) conhecer os elementos imprescindíveis e os elementos úteis que a compõem; b) conhecer as regras de combinação desses elementos. Podem ser encarados como elementos imprescindíveis da liturgia de batismo: a apresentação das pessoas a serem batizadas, o compromisso de pais e mães, padrinhos e madrinhas, e comunidade, orações pelas pessoas batizadas, a oração das águas, a renúncia e profissão de fé, o ato batismal , a imposição das mãos e o ato de selar, a recepção pela comunidade. As regras de combinação desses elementos devem ter sido trabalhadas na formação litúrgica das equipes de liturgia ou de quem preside uma liturgia batismal. Para a moldagem podem ser utilizadas as sugestões e alternativas oferecidas na secção Recursos litúrgicos deste livro. Na formulação desta liturgia procuramos evitar malabarismos lingüísticos na formulação de perguntas e respostas. Para tanto, quando se trata de um batismo de crianças, pressupomos que há mais de uma a ser batizada, que há padrinhos e madrinhas e que o pai e a mãe estejam presentes. Também pressupomos a presença de mais de um candidato, quando se trata de batismo de pessoas que podem responder por si próprias. Quem preside a liturgia não terá dificuldade em fazer as adaptações necessárias quando a situação for outra (p.ex.: apenas uma criança ou só o pai ou a mãe presente). Hinos e cantos litúrgicos são mencionados apenas em certos lugares. Naturalmente, podem ser utilizados com maior freqüência, sempre que conveniente. O rito aqui proposto é suficientemente flexível para ser utilizado tanto para o batismo de adultos, quanto para o de crianças. (Confira o item 42. sobre Um só rito para adultos e crianças.) Os cultos de batismo acontecerão, preferencialmente, em datas especiais, poucas vezes por ano. (Confira o item
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41. sobre Cultos especiais de batismo em datas escolhidas.) O culto de batismo, mesmo nesta forma breve, será sempre, simultaneamente, um culto de recordação do batismo da comunidade.
Não haverá procissão de entrada. O grupo batismal já se encontra na igreja, no momento do início do culto. Nas comunidades que têm por costume celebrar o tríduo pascal ou, pelo menos, a vigília pascal , o círio pascal estará colocado, aceso, junto à fonte batismal, quando iniciar o culto.
LITURGIA DE ENTRADA CAN TO D E EN TRAD A ACO LH ID A
A formulação que segue apenas indica uma sugestão. Normalmente, a acolhida trará conteúdos semelhantes em formulação livre.
L Comunidade do Senhor Jesus Cristo, sejam todos e todas bemvindas e bem-vindos à casa de Deus. Hoje é um dia de festa: receberemos mais ............ (número) pessoas pelo batismo nesta comunidade cristã. Isso é motivo de muita alegria. Desejamos que todas as pessoas sintam-se bem na casa de Deus. (De pé)
SAU D AÇÃO
L A graça do nosso Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito sejam com vocês. C E também com você. O RAÇÃO D O D IA
L Oremos: Deus Eterno, Tu que pelo batismo nos deste parte na morte e ressurreição de teu Filho, renova-nos diariamente pelo teu Espírito, para que permaneçamos fiéis a ti e expressemos nossa fé em atos de amor e serviço para com as pessoas que colocaste ao nosso lado. É o que te pedimos por Jesus Cristo, teu Filho, que contigo e com o Espírito Santo, vive e reina para sempre. C Amém. (Sentar)
CAN TO CO M U N ITÁRIO
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LITU RGIA D A PALAVRA LEITU RAS BÍBLICAS
L Pelas Sagradas Escrituras ficamos sabendo o que Deus nos presenteou no batismo. Ouçamos ... Podem ser lidas uma ou duas leituras, acompanhada(s) de brevíssima introdução ou comentário. Sugestões: Dt 30.15-20a; Sl 139.1-18, 23-24; Is 43.1-3a; 55.1-7; Jr 31.31-34; Ez 36.24-28; At 2.37-42; 8.26-39; 16.25-34; Rm 6.3-11; 8.11-17; 8.23-33; 8.38-39; Gl 3.26-29; Ef 4.1-6; Cl 1.12-14; 3.9b-17; Tt 3.4-7; 1Pe 1.3-9; 2.4-10. A(s) leitura(s) podem ser proferidas por alguém dentre padrinhos, madrinhas, pais e mães das pessoas a serem batizadas. Havendo duas leituras, pode-se cantar um cântico intermediário adequado entre elas. ACLAM AÇÃO D O EVAN GELH O
L Exaltemos o evangelho, cantando: (De pé)
CAN TO IN TERM ED IÁRIO
Canta-se um aleluia ou outro canto de exaltação do evangelho, condizente com a época do ano eclesiástico. LEITU RA D O EVAN GELH O
L O santo evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo, segundo ..., no capítulo ... : ... Sugestões: Mt 3.13-17; 11.24-30; 18.1-5,10; Mc 1.9-11; Jo 3.1-8; 4.5-14; 6.4447; 15.1-11. A leitura do evangelho é concluída com:
Palavra do Senhor! C (canta) Louvado sejas, Cristo! (Sentar)
ALO CU ÇÃO BATISM AL CAN TO CO M U N ITÁRIO BATISM AL
Durante o canto, o grupo batismal se aproxima da fonte batismal . É importante que a comunidade possa ver plenamente todo o transcurso da liturgia do batismo. Se a fonte batismal for de pequena dimensão, a água pode encontrarse num jarro junto à mesma e é derramada agora no seu bojo. (Cuide-se para que, em seguida, a jarra não seja colocada sobre o altar.) Se a fonte for de maiores dimensões, o que seria desejável, deve ser enchida de água antes do culto.
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LITURGIA DO BATISM O APRESEN TAÇÃO
Neste elemento litúrgico as pessoas candidatas ao batismo são apresentadas à comunidade e confirmam seu desejo de serem batizadas. Quem preside optará, de caso a caso, por uma das duas formas: A – para pessoas que possam responder por si próprias; B – para crianças que não podem responder por si.
L Comunidade de Jesus Cristo, nós batizamos as pessoas que Deus chamou para serem seus filhos e suas filhas, porque nos dispomos a obedecer a um desígnio seu e porque confiamos nas suas promessas. Agora serão apresentadas à comunidade as pessoas que estão aqui para receberem o batismo. Quem apresenta essas pessoas? A – Pessoas que podem responder por si próprias
Cada candidato(a) é apresentado(a) individualmente por alguém do presbitério e responde à pergunta de L em separado.
Uma pessoa do presbitério Eu apresento N.N. para receber de Deus o batismo. L N.N. você deseja ser batizado(a)? Candidato(a) Sim. B – Pessoas que não podem responder por si próprias
Cada criança é apresentada individualmente por alguém do presbitério. A pergunta aos pais e a respectiva resposta também ocorrem individualmente.
Uma pessoa do presbitério Eu apresento N.N. para receber de Deus o batismo. L (dirigindo-se aos pais) Vocês desejam que N.N. seja batizado(a)? Pai(s) ou mãe Sim. CO M PRO M ISSO
Trata-se do compromisso de pais e mães (no caso de pessoas que não podem responder por si próprias), de padrinhos e madrinhas e da comunidade.
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A
L (dirigindo-se a padrinhos e madrinhas) Vocês prometem, através do seu exemplo e das suas orações, ajudar e encorajar N. e N. (...) a viver sua fé com toda fidelidade? Se vocês estão dispostos a assumir esse compromisso, respondam: Sim, com o auxílio de Deus. Padrinhos e madrinhas Sim, com o auxílio de Deus. B
L (dirigindo-se aos pais) Prezados pais! Cabe a vocês conduzir seus(suas) filhos(as) à fé em Jesus Cristo e ensiná-los(as) a orar. Se vocês estão dispostos a assumir esse compromisso, respondam: Sim, como o auxílio de Deus. Pais Sim, com o auxílio de Deus. L (dirigindo-se a padrinhos e madrinhas) E vocês, madrinhas e padrinhos, juntamente com os pais, apresentaram estas crianças para serem batizadas. Com isso, vocês estão assumindo, com os pais, o compromisso de conduzi-las à fé, a fim de que possam viver o seu batismo no dia-a-dia. Se vocês estão dispostos a assumir esse compromisso, respondam: Sim, com o auxílio de Deus. Padrinhos e madrinhas Sim, com o auxílio de Deus. L (dirigindo-se à comunidade) E vocês, comunidade cristã, membros da igreja de Jesus Cristo, vocês prometem orientar e sustentar N. e N. (...), através de suas palavras e dos seus atos, para que sigam a Jesus Cristo e se tornem membros fiéis de sua Igreja? Se vocês estão dispostos e dispostas a assumir esse compromisso, respondam: Sim, com o auxílio de Deus. C Sim, com o auxílio de Deus. CAN TO CO M U N ITÁRIO CO N VITE À CO M U N ID AD E PARA RECO RD AR O SEU BATISM O
L (dirigindo-se à comunidade) Irmãs e irmãos em Cristo, eu pergunto a vocês: Ao celebrarmos agora o sacramento do batismo, vocês querem recordar com alegria e confiança o presente que também vocês receberam e as promessas que também vocês 83
empenharam no seu próprio batismo? [ou: Ao celebrarmos agora o sacramento do batismo, vamos recordar com alegria e confiança o presente que também nós recebemos e as promessas que também nós empenhamos no nosso próprio batismo?]
C Sim, queremos recordar o presente e as promessas do nosso próprio batismo. AN AM N ESE BATISM AL
L Pelo batismo recebemos libertação do pecado e da morte eterna. Pelo batismo, fomos acolhidos no amor de Deus. Pelo batismo, Jesus Cristo nos fez sua propriedade. E o mesmo acontecerá pelo sacramento do batismo com as pessoas que agora serão batizadas. Ao batizá-las, recordamos também nós, agora, o nosso batismo com desmedida gratidão e alegria. (De pé)
O RAÇÃO D AS ÁGU AS
A oração das águas também pode ocorrer entre a profissão de fé e o ato batismal.
L Deus eterno e misericordioso, escuta a oração do teu povo, que recorda tuas grandes obras. Tu nos criaste e nos salvaste maravilhosamente. Tu criaste a água para a fertilidade da terra e para nos proporcionar bebida refrescante e banho revigorante. Tu te serviste da água para realizar a obra da tua misericórdia: através das águas do mar Vermelho libertaste teu povo da escravidão; com água da rocha saciaste a sua sede no deserto; Jesus, teu Filho, veio a nós como fonte de água viva; pela água, que Cristo santificou no Jordão, tu, no banho batismal, nos purificaste do pecado e nos concedeste nova vida, como tuas filhas e teus filhos. Nós te pedimos: derrama o teu Espírito Santo e, através desta água, lava o pecado de todas as pessoas que agora serão batizadas e faze delas herdeiras do teu Reino. Por todo teu amor, rendemos-te graças. C Amém. REN Ú N CIA E AD ESÃO
L Agora convido cada qual, para que, junto com toda a comunidade, renove suas promessas batismais: Você renuncia ao pecado para viver na liberdade dos filhos e das filhas de Deus? 84
C Sim, renuncio. L Você renuncia a toda força do mal para que não te oprima o pecado? C Sim, renuncio. L Você coloca toda sua confiança na graça e no amor de Jesus? C Sim, coloco toda minha confiança na graça e no amor de Jesus. L Você promete fazer tudo para seguir e obedecer Jesus como seu Senhor? C Sim, prometo. PRO FISSÃO D E FÉ
L Então, confessemos em conjunto a fé, na qual fomos ou seremos batizados.
T Creio em Deus, Pai todo-poderoso, Criador do céu e da terra. E em Jesus Cristo, seu Filho unigênito, nosso Senhor, o qual foi concebido pelo Espírito Santo, nasceu da virgem Maria, padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado, desceu ao mundo dos mortos, ressuscitou no terceiro dia, subiu ao céu, e está sentado à direita de Deus, Pai todopoderoso, de onde virá para julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo, na santa Igreja cristã, a comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição do corpo e na vida eterna. Amém. ATO BATISM AL
Enquanto o grupo batismal se põe em movimento e se posiciona em torno da fonte batismal , a comunidade pode cantar um hino ou cântico litúrgico condizente. Dependendo das circunstâncias, o ato batismal pode ser realizado por infusão, submersão ou imersão. Em todo caso, é importante que o derramamento de água sobre a cabeça da pessoa seja generoso, visível e audível para toda a comunidade. (Confira o item 51. sobre o Ato batismal .) Pessoas jovens ou adultas podem ajoelhar-se para receber o batismo. Havendo condições para submersão ou imersão, crianças pequenas podem, antes do ato batismal , ser desnudadas sobre uma mesinha auxiliar e, após o batismo, receber a veste batismal . Caso houver condições para a submersão ou imersão de pessoas jovens ou adultas, estas podem vestir-se em trajes de banho para o ato batismal . Ao batizar, quem preside designa as candidatas e os candidatos pelo nome de batismo, ou seja, pelo(s) seu(s) prenome(s), que antecede(m) o nome de família. Quem conduz a candidata ou o candidato à fonte batismal diz o nome da pessoa a quem preside. Cada pessoa é batizada separadamente.
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Havendo mais do que um batismo, e conforme as circunstâncìas, a comunidade pode cantar um canto litúrgico batismal breve após cada ato batismal .
L N., eu batizo você em nome do Pai, L derrama água ou submerge a pessoa pela primeira vez.
e do Filho, L derrama água ou submerge a pessoa pela segunda vez.
e do Espírito Santo. Amém L derrama água ou submerge a pessoa pela terceira vez. (Sentar) IM PO SIÇÃO D AS M ÃO S E ATO D E SELAR
L impõe as mãos e executa o ato de selar separadamente sobre cada pessoa recém-batizada.
L Todo-poderoso Deus, nós te agradecemos por haveres libertado este(a) teu(tua) servo(a) dos poderes do pecado, ressuscitando-o(a) em Cristo para uma nova vida. Derrama sobre ele(ela) o teu Espírito Santo: o espírito de sabedoria, de entendimento, de conselho, de fortaleza, de conhecimento, de temor do teu nome e de alegria da salvação. Por Jesus Cristo, teu Filho, nosso Senhor. C Amém Em seguida, L traça o sinal da cruz, com óleo apropriado, sobre a fronte da pessoa e diz:
L N., filho(a) de Deus, você foi selado(a) pelo Espírito Santo e marcado(a) com a cruz de Cristo, para sempre. C Amém RITO D A LU Z
A vela batismal é um presente da comunidade a cada pessoa recém-batizada. Um(a) representante da comunidade acende a vela batismal no círio pascal ou numa vela que se encontre sobre o altar e a entrega à pessoa recém-batizada ou a um dos pais ou padrinhos, com as palavras que seguem. A vela batismal permanecerá acesa até o final do culto.
Representante da comunidade Você foi vocacionado(a) para irradiar a luz de Cristo para o mundo. N., que a sua luz brilhe de
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tal maneira diante das pessoas que elas vejam as suas boas obras e glorifiquem a Deus (Mt 5.16). RECEPÇÃO PELA CO M U N ID AD E
O grupo batismal volta-se para a congregação. Um(a) representante da comunidade dirige-se a ela dizendo:
Representante da comunidade N. e N. foram recebidos pelo batismo para dentro da igreja cristã. Deus os(as) fez membros do seu povo. Deus nos presenteou com essas irmãs e esse irmãos para que compartilhem conosco o sacerdócio que temos em Cristo. Por isso, vamos dar-lhes, calorosamente, as boasvindas. A comunidade dá as boas-vindas da maneira que for mais adequada aos seus costumes. EN TREGA D O CERTIFICAD O D E BATISM O
Às pessoas recém-batizadas ou a seus pais, por representante da comunidade. (De pé)
GESTO D A PAZ
L convida a comunidade a partilhar a paz de Cristo, com abraço ou aperto de mão, saudando especialmente as pessoas recém-batizadas. O RAÇÃO GERAL D A IGREJA
Segue-se a liturgia da ceia do Senhor (na qual se omite o gesto da paz). Caso, por razões excepcionais, esta não for celebrada, segue-se o Pai-nosso e a liturgia de saída.
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Liturgia de batismo inserida em culto regular Esta liturgia é derivada do Culto de batismo – Forma ampla e traz todos os elementos imprescindíveis de uma liturgia de batismo, apresentando cada um deles numa versão bastante abreviada. Pressupõe-se que: os batismos da comunidade ocorrerão normalmente em cultos especiais de batismo e que uma liturgia de batismo inserida em culto regular ocorra apenas por razões muito excepcionais; batismos de pessoas aptas a responderem por si próprias sempre ocorrerão em cultos especiais de batismo. Como é de praxe no fazer litúrgico da IECLB, esta liturgia pode ser moldada (isto é, abreviada ou alterada) conforme as circunstâncias. Dois requisitos são necessários para se moldar uma liturgia: a) conhecer os elementos imprescindíveis e os elementos úteis que a compõem; b) conhecer as regras de combinação desses elementos. Podem ser encarados como elementos imprescindíveis da liturgia de batismo inserida em culto regular: a apresentação das pessoas a serem batizadas, o compromisso de pais e mães, padrinhos e madrinhas, e comunidade, orações pelas pessoas batizadas, a anamnese batismal , a oração das águas, a renúncia e profissão de fé, o ato batismal , a imposição das mãos e o ato de selar, a recepção pela comunidade. As regras de combinação desses elementos devem ter sido trabalhadas na formação litúrgica das equipes de liturgia ou de quem preside uma liturgia batismal. Para a moldagem podem ser utilizadas as sugestões e alternativas oferecidas na secção Recursos litúrgicos deste livro. Na formulação desta liturgia procuramos evitar malabarismos lingüísticos na formulação de perguntas e respostas. Para tanto, pressupomos que há mais de uma pessoa a ser batizada, que há padrinhos e madrinhas e que o pai e a mãe estejam presentes. Quem preside a liturgia não terá dificuldade em fazer as adaptações necessárias quando a situação for outra (p.ex.: apenas uma criança ou só o pai ou a mãe presente). Hinos e cantos litúrgicos são mencionados apenas em certos lugares. Naturalmente, podem ser utilizados com maior freqüência, sempre que conveniente. O culto no qual for inserida esta liturgia seguirá o proprium do respectivo dia, não estará centrado no batismo e não se pressupõe que nele seja celebrada a ceia do Senhor. Esta liturgia de batismo é inserida após a oração do dia, antes da liturgia da Palavra. Não haverá procissão de entrada. O grupo batismal já se encontra na igreja, no momento do início do culto.
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O RAÇÃO D O D IA (Sentar)
CAN TO CO M U N ITÁRIO BATISM AL
Durante o canto, o grupo batismal se aproxima da fonte batismal . É importante que a comunidade possa ver plenamente todo o transcurso da liturgia do batismo. Se a fonte batismal for de pequena dimensão, a água pode encontrar-se num jarro junto à mesma e é derramada agora no seu bojo. (Cuide-se para que, em seguida, a jarra não seja colocada sobre o altar.) Se a fonte for de maiores dimensões, o que seria desejável, deve ser enchida de água antes do culto.
LITURGIA DO BATISM O APRESEN TAÇÃO
Neste elemento litúrgico as crianças trazidas ao batismo são apresentadas à comunidade e os pais confirmam seu desejo de que sejam batizadas.
L Comunidade de Jesus Cristo, nós batizamos as pessoas que Deus chamou para serem seus filhos e suas filhas, porque nos dispomos a obedecer a um desígnio seu e porque confiamos nas suas promessas. Agora serão apresentadas à comunidade as pessoas que estão aqui para receberem o batismo. Quem apresenta essas pessoas? Cada criança é apresentada individualmente por alguém do presbitério. A pergunta aos pais e a respectiva resposta também ocorrem individualmente.
Uma pessoa do presbitério Eu apresento N.N. para receber de Deus o batismo. L (dirigindo-se aos pais) Vocês desejam que N.N. seja batizado(a)? Pai(s) ou mãe Sim. CO M PRO M ISSO
Trata-se do compromisso de pais e mães, de padrinhos e madrinhas e da comunidade.
L (dirigindo-se aos pais) Prezados pais! Cabe a vocês conduzir seus(suas) filhos(as) à fé em Jesus Cristo e ensiná-los(as) a orar. Se vocês estão dispostos a assumir esse compromisso, respondam: Sim, com o auxílio de Deus. Pais Sim, com o auxílio de Deus. L (dirigindo-se a padrinhos e madrinhas) E vocês, madrinhas e padrinhos, juntamente com os pais, apresentaram estas crianças para 89
serem batizadas. Com isso, vocês estão assumindo, com os pais, o compromisso de conduzi-las à fé, a fim de que possam viver o seu batismo no dia-a-dia. Se vocês estão dispostos a assumir esse compromisso, respondam: Sim, com o auxílio de Deus. Padrinhos e madrinhas Sim, com o auxílio de Deus. L (dirigindo-se à comunidade) E vocês, comunidade cristã, membros da igreja de Jesus Cristo, vocês prometem orientar e sustentar N. e N. (...), através de suas palavras e dos seus atos, para que sigam a Jesus Cristo e se tornem membros fiéis de sua Igreja? Se vocês estão dispostos e dispostas a assumir esse compromisso, respondam: Sim, com o auxílio de Deus. C Sim, com o auxílio de Deus. AN AM N ESE BATISM AL
A anamnese batismal é realizada na forma de uma breve alocução que pode ser baseada em um ou mais dos seguintes textos: Dt 30.15-20a; Sl 139.1-18, 23-24; Is 43.1-3a; 55.1-7; Jr 31.31-34; Ez 36.24-28; Mt 3.13-17; 11.24-30; 18.1-5,10; Mc 1.9-11; Jo 3.1-8; 4.5-14; 6.44-47; 15.1-11; At 2.37-42; 8.26-39; 16.25-34; Rm 6.3-11; 8.11-17; 8.23-33; 8.38-39; Gl 3.26-29; Ef 4.1-6; Cl 1.1214; 3.9b-17; Tt 3.4-7; 1Pe 1.3-9; 2.4-10. (De pé)
O RAÇÃO D AS ÁGU AS
A oração das águas também pode ocorrer entre a profissão de fé e o ato batismal.
L Deus eterno e misericordioso, escuta a oração do teu povo, que recorda tuas grandes obras. Tu nos criaste e nos salvaste maravilhosamente. Tu criaste a água para a fertilidade da terra e para nos proporcionar bebida refrescante e banho revigorante. Tu te serviste da água para realizar a obra da tua misericórdia: através das águas do mar Vermelho libertaste teu povo da escravidão; com água da rocha saciaste a sua sede no deserto; Jesus, teu Filho, veio a nós como fonte de água viva; pela água, que Cristo santificou no Jordão, tu, no banho batismal, nos purificaste do pecado e nos concedeste nova vida, como tuas filhas e teus filhos. Nós te pedimos: derrama o teu Espírito Santo e, através desta água, lava o pecado de todas as pessoas que agora serão batizadas e faze delas herdeiras do teu Reino. Por todo teu amor, rendemos-te graças. C Amém.
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RENÚNCIA
L Pergunto a vocês, pais, padrinhos, madrinhas e comunidade: Vocês renunciam ao pecado para viverem na liberdade dos filhos e das filhas de Deus? C Sim, renunciamos. L Vocês renunciam a toda força do mal para que o pecado não oprima vocês? C Sim, renunciamos. PRO FISSÃO D E FÉ
L Então, confessemos em conjunto a fé, na qual fomos ou seremos batizados. T Creio em Deus, Pai todo-poderoso, Criador do céu e da terra. E em Jesus Cristo, seu Filho unigênito, nosso Senhor, o qual foi concebido pelo Espírito Santo, nasceu da virgem Maria, padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado, desceu ao mundo dos mortos, ressuscitou no terceiro dia, subiu ao céu, e está sentado à direita de Deus, Pai todopoderoso, de onde virá para julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo, na santa Igreja cristã, a comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição do corpo e na vida eterna. Amém. ATO BATISM AL
Enquanto o grupo batismal se põe em movimento e se posiciona em torno da fonte batismal , a comunidade pode cantar um hino ou cântico litúrgico condizente. Dependendo das circunstâncias, o ato batismal pode ser realizado por infusão, submersão ou imersão. Em todo caso, é importante que o derramamento de água sobre a cabeça da pessoa seja generoso, visível e audível para toda a comunidade. (Confira o item 51. sobre o Ato batismal .) Crianças pequenas podem, antes do ato batismal , ser desnudadas sobre uma mesinha auxiliar e, após o batismo, receber a veste batismal . Ao batizar, quem preside designa as candidatas e os candidatos pelo nome de batismo, ou seja, pelo(s) seu(s) prenome(s), que antecede(m) o nome de família. Quem conduz a candidata ou o candidato à fonte batismal diz o nome da pessoa a quem preside. Cada pessoa é batizada separadamente. Havendo mais do que um batismo, e conforme as circunstâncìas, a comunidade pode cantar um canto litúrgico batismal breve após cada ato batismal .
L N., eu batizo você em nome do Pai, L derrama água ou submerge a pessoa pela primeira vez.
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e do Filho, L derrama água ou submerge a pessoa pela segunda vez.
e do Espírito Santo. Amém. L derrama água ou submerge a pessoa pela terceira vez. (Sentar) IM PO SIÇÃO D AS M ÃO S E ATO D E SELAR
L impõe as mãos e executa o ato de selar separadamente sobre cada pessoa recém-batizada.
L Todo-poderoso Deus, nós te agradecemos por haveres libertado este(a) teu(tua) servo(a) dos poderes do pecado, ressuscitando-o(a) em Cristo para uma nova vida. Derrama sobre ele(ela) o teu Espírito Santo: o espírito de sabedoria, de entendimento, de conselho, de fortaleza, de conhecimento, de temor do teu nome e de alegria da salvação. Por Jesus Cristo, teu Filho, nosso Senhor. C Amém. Em seguida, L traça o sinal da cruz, com óleo apropriado, sobre a fronte da pessoa e diz:
L N., filho(a) de Deus, você foi selado(a) pelo Espírito Santo e marcado(a) com a cruz de Cristo, para sempre. C Amém. RITO D A LU Z
A vela batismal é um presente da comunidade a cada pessoa recém-batizada. Um(a) representante da comunidade acende a vela batismal no círio pascal ou numa vela que se encontre sobre o altar e a entrega à pessoa recém-batizada ou a um dos pais ou padrinhos, com as palavras que seguem. A vela batismal permanecerá acesa até o final do culto.
Representante da comunidade Você foi vocacionado(a) para irradiar a luz de Cristo para o mundo. N., que a sua luz brilhe de tal maneira diante das pessoas que elas vejam as suas boas obras e glorifiquem a Deus (Mt 5.16). RECEPÇÃO PELA CO M U N ID AD E
O grupo batismal volta-se para a congregação. Um(a) representante da comunidade dirige-se a ela dizendo:
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Representante da comunidade N. e N. foram recebidos pelo batismo para dentro da igreja cristã. Deus os(as) fez membros do seu povo. Deus nos presenteou com essas irmãs e esses irmãos para que compartilhem conosco o sacerdócio que temos em Cristo. Por isso, vamos dar-lhes, calorosamente, as boasvindas. A comunidade dá as boas-vindas da maneira que for mais adequada aos seus costumes.
EN TREGA D O CERTIFICAD O D E BATISM O
Às pessoas recém-batizadas ou a seus pais, por representante da comunidade.
CAN TO CO M U N ITÁRIO BATISM AL
Durante o canto, o grupo batismal retorna a seus lugares. O culto prossegue com a liturgia da Palavra.
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Liturgias para batismo de emergência O batismo é um meio da graça. Através dele Deus nos oferece a salvação. Mas a graça de Deus não está presa ao batismo, não depende do batismo. Em sua liberdade e soberania, Deus também pode oferecer seu amor a pessoas que não foram batizadas. Por isso, a circunstância de uma criança vir a falecer antes de ter sido batizada não deveria ser motivo de desespero para seus familiares. No entanto, em vista da angústia que se instala em tais situações, a Igreja admite, por razões pastorais, o batismo de emergência. Na ausência de uma pessoa ordenada, o batismo de emergência pode ser executado por qualquer pessoa cristã, com os seguintes elementos litúrgicos: oração, ato batismal (lavagem e fórmula batismal ) e Pai Nosso. Impõese que, posteriormente, esse batismo seja registrado. Em caso de restabelecimento, a criança será levada por seus pais e padrinhos a um culto regular da comunidade, onde será realizado um ato litúrgico complementar contendo, no mínimo, os seguintes elementos: apresentação, perguntas sobre o batismo de emergência realizado, compromisso, profissão de fé, imposição das mãos, unção com óleo e selagem, vela batismal e recepção pela comunidade. Esse ato litúrgico pode ocorrer logo após a oração do dia, num culto regular. O ato litúrgico complementar será precedido da devida preparação de pais e padrinhos.
Ato batismal Este ato litúrgico é realizado no lugar onde se encontra a criança. Providenciese um recipiente com água.
O RAÇÃO
L Ó Deus, Pai amoroso. Batizamos esta criança porque queremos obedecer a ordem que nos deste por teu amado Filho, e porque confiamos nas tuas promessas. Rogamos-te: inscreve esta criança no livro da vida, recebe-a bondosamente como herdeira do teu reino eterno. Por Jesus Cristo, teu Filho, nosso Senhor. Amém.
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ATO BATISM AL
A criança é designada pelo(s) seu(s) prenome(s), que antecede(m) o nome de família.
L N., eu batizo você em nome do Pai, L derrama água ou submerge a pessoa pela primeira vez.
e do Filho, L derrama água ou submerge a pessoa pela segunda vez.
e do Espírito Santo. Amém. L derrama água ou submerge a pessoa pela terceira vez. Caso as condições da criança o exigirem, pode-se realizar no ato batismal apenas uma única aspersão. PAI N O SSO
Ato litúrgico complementar Este ato litúrgico é realizado em um culto regular da comunidade, em caso de restabelecimento da criança batizada emergencialmente. Ela é trazida por seus pais e padrinhos e pela pessoa que a batizou. CAN TO CO M U N ITÁRIO BATISM AL
Durante o canto, o grupo batismal se aproxima da fonte batismal . É importante que a comunidade possa ver plenamente todo o transcurso da liturgia do batismo. APRESEN TAÇÃO
Neste elemento litúrgico a criança é apresentada à comunidade.
L (apresenta a criança, seus pais e padrinhos à comunidade, explica as circunstâncias do batismo de emergência e conclui com uma oração de gratidão pelo seu restabelecimento) CO M PRO M ISSO
Trata-se do compromisso de pais e mães, de padrinhos e madrinhas e da comunidade.
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L (dirigindo-se aos pais) Prezados pais! Cabe a vocês conduzir seu (sua) filho(a) à fé em Jesus Cristo e ensiná-lo(a) a orar. Se vocês estão dispostos a assumir esse compromisso, respondam: Sim, com o auxílio de Deus. Pais Sim, com o auxílio de Deus. L (dirigindo-se a padrinhos e madrinhas) E vocês, madrinhas e padrinhos, estão assumindo, com os pais, o compromisso de conduzir esta criança à fé, a fim de que possa viver o seu batismo no dia-a-dia. Se vocês estão dispostos a assumir esse compromisso, respondam: Sim, com o auxílio de Deus. Padrinhos e madrinhas Sim, com o auxílio de Deus. L (dirigindo-se à comunidade) E vocês, comunidade cristã, membros da igreja de Jesus Cristo, vocês prometem orientar e sustentar N., através de suas palavras e dos seus atos, para que siga a Jesus Cristo e se torne um membro fiel de sua Igreja? Se vocês estão dispostos e dispostas a assumir esse compromisso, respondam: Sim, com o auxílio de Deus. C Sim, com o auxílio de Deus. PERGU N TAS SO BRE O BATISM O D E EM ERGÊN CIA
As perguntas são dirigidas à pessoa que realizou o batismo ou aos pais. A cada pergunta segue-se a resposta, que é dada de forma espontânea. Este elemento litúrgico faz as vezes de uma anamnese batismal .
L Quem administrou o batismo? – Quem estava presente ? – Esta criança foi batizada com água? – Ela foi batizada em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo? PRO FISSÃO D E FÉ
L Então, confessemos em conjunto a fé, na qual esta criança e nós fomos batizados.
T Creio em Deus, Pai todo-poderoso, Criador do céu e da terra. E em Jesus Cristo, seu Filho unigênito, nosso Senhor, o qual foi concebido pelo Espírito Santo, nasceu da virgem Maria, padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado, desceu ao mundo dos mortos, ressuscitou no terceiro dia, subiu ao céu, e está sentado à direita de Deus, Pai todopoderoso, de onde virá para julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo, na santa Igreja cristã, a comunhão dos santos, 96
na remissão dos pecados, na ressurreição do corpo e na vida eterna. Amém. (Sentar) IM PO SIÇÃO D AS M ÃO S E ATO D E SELAR
L impõe as mãos e executa o ato de selar.
L Todo-poderoso Deus, nós te agradecemos por haveres libertado este(a) teu(tua) servo(a) dos poderes do pecado, ressuscitando-o(a) em Cristo para uma nova vida. Derrama sobre ele(ela) o teu Espírito Santo: o espírito de sabedoria, de entendimento, de conselho, de fortaleza, de conhecimento, de temor do teu nome e de alegria da salvação. Por Jesus Cristo, teu Filho, nosso Senhor. C Amém. Em seguida, L traça o sinal da cruz, com óleo apropriado, sobre a fronte da criança e diz:
L N., filho(a) de Deus, você foi selado(a) pelo Espírito Santo e marcado(a) com a cruz de Cristo, para sempre. C Amém. RITO D A LU Z
A vela batismal é um presente da comunidade à criança batizada. Um(a) representante da comunidade acende a vela batismal no círio pascal ou numa vela que se encontre sobre o altar e a entrega a um dos pais ou padrinhos, com as palavras que seguem, dirigidas à criança. A vela batismal permanecerá acesa até o final do culto.
Representante da comunidade Você foi vocacionado(a) para irradiar a luz de Cristo para o mundo. N., que a sua luz brilhe de tal maneira diante das pessoas que elas vejam as suas boas obras e glorifiquem a Deus (Mt 5.16). RECEPÇÃO PELA CO M U N ID AD E
O grupo batismal volta-se para a congregação. Um(a) representante da comunidade dirige-se a ela dizendo:
Representante da comunidade N. foi recebido(a) pelo batismo para dentro da igreja cristã. Deus o(a) fez membro do seu povo. Deus nos presenteou com esse(a) irmã(o) para que compartilhe conosco o sacerdócio que temos em Cristo. Por isso, vamos darlhe, calorosamente, as boas-vindas. 97
A comunidade dá as boas-vindas da maneira que for mais adequada aos seus costumes.
EN TREGA D O CERTIFICAD O D E BATISM O
Aos pais da criança batizada, por representante da comunidade. A data a constar no certificado é a da realização do batismo de emergência.
CAN TO CO M U N ITÁRIO BATISM AL
Durante o canto, o grupo batismal retorna a seus lugares.
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Culto de recordação do batismo Forma ampla
Esta liturgia contém a ordem completa de um culto de recordação do batismo. Como é de praxe no fazer litúrgico da IECLB, ela pode ser moldada (isto é, abreviada ou alterada) conforme as circunstâncias e segundo procedimentos litúrgicos reconhecidos. Para a moldagem podem ser utilizadas sugestões e alternativas oferecidas nas demais liturgias e na secção Recursos litúrgicos deste livro. Hinos e cantos litúrgicos são mencionados apenas em certos lugares. Naturalmente, podem ser utilizados com maior freqüência, sempre que conveniente. Uma forma breve pode ser facilmente derivada desta forma ampla. Podem ser encarados como elementos imprescindíveis da liturgia de recordação do batismo: a anamnese batismal , a renúncia, a profissão de fé e uma oração de ação de graças (que será, normalmente, a oração das águas). Para um culto brevíssimo, cada um desses elementos pode receber formulação bastante abreviada. As liturgias de entrada e da Palavra, neste culto, seguem os padrões indicados no Livro de Culto da IECLB e giram em torno do batismo. A secção Recursos litúrgicos deste livro oferece sugestão de passagens bíblicas apropriadas e de diversos elementos litúrgicos com formulação focada no batismo. A liturgia de recordação do batismo proposta aqui segue-se às liturgias de entrada e da Palavra, inserindo-se ao final do hino após a prédica e desembocando na oração geral da Igreja.
LITU RGIA D E RECO RD AÇÃO D O BATISM O A liturgia de recordação do batismo é presidida a partir da fonte batismal, que se encontra cheia de água. AN AM N ESE BATISM AL
L Leiamos palavras das Escrituras que nos recordam nosso batismo. De Mateus 28.18-20: 99
Uma pessoa (Disse o nosso Senhor Jesus Cristo:) Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. C Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizandoos em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as cousas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até a consumação do século. L E de Romanos 6.3-4:50 Uma pessoa Fomos sepultados com ele na morte pelo batismo; C para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também andemos nós em novidade de vida. C (canta) Dai louvor ao Senhor51 Seguem-se 3 alternativas: 1. ato simbólico com água e oração das águas, ou 2. ato simbólico com vela e oração, ou 3. oração das águas. (De pé)
Alternativa 1 ATO SIM BÓ LICO CO M ÁGU A E O RAÇÃO D AS ÁGU AS
L Deus, que és fonte da vida, tudo que é bom vem de ti. Tu criaste a água, que dá e preserva a vida. Nós te louvamos. C Nós te enaltecemos. L Salvaste teu povo Israel no mar Vermelho, saciaste sua sede no deserto. Nós te louvamos. C Nós te enaltecemos. L Teu Filho foi por João batizado no Jordão, assim santificando a água. Nós te louvamos. C Nós te enaltecemos. L Sê próximo de nós, Deus bondoso, e, com esta água, recorda-nos o nosso batismo. Concede-nos a força da fé e a comunhão com Cristo, que contigo vive e reina em eternidade. C Amém. A água é distribuída. Como sinal de pertença a Cristo, as pessoas podem fazer o sinal da cruz em si próprias ou umas às outras, sobre a testa ou sobre a mão aberta.
50 Como segunda leitura pode ser escolhido outro texto a ser lido, também, responsivamente entre uma pessoa e a comunidade. 51 Ou outro canto litúrgico, como: Louvemos todos juntos; Graças, muitas graças; Graças, Senhor; Banhados em Cristo.
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Alternativa 2 ATO SIM BÓ LICO CO M VELA E O RAÇÃO
Todos seguram uma vela e a acendem no círio pascal.
L Deus, fonte da vida, tudo que é bom vem de ti. Tu criaste a luz que clareia nossa vida. Nós te louvamos. C Nós te enaltecemos. L Tua luz mostrou ao povo de Israel o caminho pelo deserto. Nós te louvamos. C Nós te enaltecemos. L Teu Filho é a luz do mundo, que ilumina cada pessoa. Nós te louvamos. C Nós te enaltecemos. L Sê próximo de nós, Deus bondoso, e, com a luz dessas velas, recorda-nos o nosso batismo. Concede-nos a força da fé e a comunhão com Cristo, que contigo vive e reina em eternidade. C Amém. Alternativa 3 O RAÇÃO D AS ÁGU AS
L O Senhor esteja com vocês. C E também com você. L Demos graças ao Senhor, nosso Deus. C É digno e justo dar-lhe graças e louvor. L Oremos: Santo Deus, grande Senhor, Pai bondoso, te damos graças porque, no princípio do mundo, teu Espírito se movia sobre as águas. Criaste o céu e a terra e povoaste as águas e o chão firme com tuas criaturas. Com a dádiva da água nutres e sustentas a nós e todos os demais seres viventes. C Bendito sejas, Deus, fonte da vida! L Senhor Deus, pelas águas do dilúvio, condenaste os que eram maus e salvaste aqueles que tinhas escolhido, Noé e sua família. Enquanto teu povo cruzava o mar a salvo, afogaste os opressores. Levaste os teus escolhidos para a terra da liberdade, conforme havias prometido. C Bendito sejas, Deus, fonte da vida!
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L Nas águas do Jordão, teu Filho foi batizado por João e ungido pelo Espírito. E, pelas águas do teu amor, todos nós fomos mergulhados e passamos da morte para a vida, da tristeza para a alegria, da escravidão para a liberdade. C Bendito sejas, Deus, fonte da vida! L Ó Deus, pelas águas do batismo tu nos purificaste e nos fizeste renascer para uma nova vida. Nós te pedimos: derrama o teu Espírito Santo e, através desta água, recorda-nos da aliança que tu fizeste conosco no dia do nosso batismo e ajuda-nos a cumprir as promessas batismais que hoje reiteramos. A ti sejam dados louvor e honra e adoração. Por Teu Filho, Jesus Cristo, nosso Senhor, na unidade do Espírito Santo, agora e sempre. C Amém. Aqui encerra-se o ato litúrgico previsto nas Alternativas 1, 2 ou 3. RENÚNCIA
L Exorto vocês, agora, a renovarem os votos do seu batismo: Você renuncia ao poder do mal a fim de permanecer sob o senhorio de Jesus Cristo? C Sim, renuncio. L Você renuncia a ser governado e governada pelos desejos deste mundo, pelo domínio do orgulho e do amor ao dinheiro, para viver na liberdade dos filhos e das filhas de Deus? C Sim, renuncio. L Você renuncia às forças da morte, da destruição e da violência, que contradizem uma vida de acordo com a vontade de D eus? C Sim, renuncio. PRO FISSÃO D E FÉ
L Então, confessemos em conjunto a fé, na qual fomos batizados. T Creio em Deus, Pai todo-poderoso, Criador do céu e da terra. E em Jesus Cristo, seu Filho unigênito, nosso Senhor, o qual foi concebido pelo Espírito Santo, nasceu da virgem Maria, padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado, desceu ao mundo dos mortos, ressuscitou no terceiro dia, subiu ao céu, e está sentado à direita de Deus, Pai todopoderoso, de onde virá para julgar os vivos e os mortos. Creio 102
no Espírito Santo, na santa Igreja cristã, a comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição do corpo e na vida eterna. Amém. CO M PRO M ISSO
L Esta é a fé que confessamos e em função da qual vivemos. Por isso eu lhes pergunto: vocês querem dar ouvidos à palavra de Deus e viver a partir da sua promessa? C Sim, com a ajuda de Deus. L Vocês querem testemunhar o evangelho de Cristo no mundo, para que as pessoas possam vir a crer? C Sim, com a ajuda de Deus. L Vocês querem, no Espírito de Jesus, empenhar-se pela verdade, justiça e paz e por todas as pessoas que são confiadas a seus cuidados? C Sim, com a ajuda de Deus. L Vocês querem aceitar-se como irmãs e irmãos na comunhão da igreja de Jesus Cristo? C Sim, com a ajuda de Deus. L O Deus Triúno acompanhe vocês com sua força e os conduza para a vida eterna. C Amém. (Sentar)
HINO IM PO SIÇÃO D AS M ÃO S CO M U N ÇÃO
Quem preside pode convidar as pessoas que o desejarem a virem à frente para receber a imposição das mãos com unção. Caso o número dessas pessoas for expressivo, colaboradores e colaboradoras podem, com autorização especial, ajudar na ministração desse ato. As pessoas achegam-se uma a uma ou de duas em duas à frente de cada ministrante e ajoelham-se. O/a ministrante traça o sinal da cruz com óleo sobre a testa e impõe a(s) mão(s) sobre a(s) pessoa(s) ajoelhada(s), dizendo:
Deus eterno e misericordioso, protege e ampara esta tua filha (este teu filho, estas tuas criaturas) diariamente. Concede-lhe(s) sempre o teu Santo Espírito, para que te obedeçam e te sirvam, e permaneçam contigo para sempre. Por Jesus Cristo, amém. Durante este ato litúrgico a equipe de canto e a comunidade podem cantar hinos e cantos litúrgicos de cunho batismal.
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Caso tenha sido realizada a imposição das mãos com unção , é conveniente omitir, neste ponto, o gesto da paz que segue, o qual pode ser incluído na liturgia da ceia do Senhor. GESTO D A PAZ
L Como sinal da nossa disposição de vivermos uma vida comunitária harmoniosa, baseada na reconciliação que nos foi dada no batismo, saudemo-nos agora, desejando-nos a paz de Cristo. C partilha o gesto da paz. (De pé)
O RAÇÃO GERAL D A IGREJA
Segue-se a liturgia da ceia do Senhor. Caso, por razões excepcionais, esta não for celebrada, passa-se da oração geral da Igreja diretamente para a liturgia de saída.
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Culto de recordação do batismo Forma breve
Esta liturgia contém uma ordem bastante abreviada de um culto de recordação do batismo. Como é de praxe no fazer litúrgico da IECLB, liturgias podem ser moldadas (isto é, abreviadas, ampliadas ou alteradas) conforme as circunstâncias e segundo procedimentos litúrgicos reconhecidos. Para a moldagem podem ser utilizadas sugestões e alternativas oferecidas nas demais liturgias e na secção Recursos litúrgicos deste livro. Hinos e cantos litúrgicos são mencionados apenas em certos lugares. Naturalmente, podem ser utilizados com maior freqüência, sempre que conveniente. Esta forma breve é derivada do Culto de recordação do batismo – Forma ampla. Podem ser encarados como elementos imprescindíveis da liturgia de recordação do batismo: a anamnese batismal , a renúncia, a profissão de fé e uma oração de ação de graças (que será, normalmente, a oração das águas). Para um culto brevíssimo, previsto na presente ordem, cada um desses elementos recebe formulação bastante abreviada. As liturgias de entrada e da Palavra, neste culto, seguem os padrões indicados no Livro de Culto da IECLB e giram em torno do batismo. A secção Recursos litúrgicos deste livro oferece, para tanto, sugestão de passagens bíblicas apropriadas e de diversos elementos litúrgicos com formulação focada no batismo. A liturgia de recordação do batismo proposta aqui segue-se às liturgias de entrada e da Palavra, inserindo-se ao final do hino após a prédica e desembocando na oração geral da Igreja.
LITU RGIA D E RECO RD AÇÃO D O BATISM O A liturgia de recordação do batismo é presidida a partir da fonte batismal, que se encontra cheia de água.
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AN AM N ESE BATISM AL
L Irmãs e irmãos em Cristo! Pelo batismo Deus recebeu vocês e converteu vocês em membros de sua Igreja. Na comunidade de todo o povo de Deus, vocês aprenderam por meio da sua palavra o propósito amoroso de Deus por vocês. Vocês foram alimentados na mesa da ceia do Senhor e chamados a serem testemunhas do evangelho de Jesus Cristo no mundo em que vivem. Por tudo isso, demos graças a Deus, cantando: C (canta) Dai louvor ao Senhor52 (De pé)
O RAÇÃO D AS ÁGU AS
L Deus eterno e misericordioso, escuta a oração do teu povo, que recorda tuas grandes obras. Tu nos criaste e nos salvaste maravilhosamente. Tu criaste a água para a fertilidade da terra e para nos proporcionar bebida refrescante e banho revigorante. Tu te serviste da água para realizar a obra da tua misericórdia: através das águas do mar Vermelho libertaste teu povo da escravidão; com água da rocha saciaste a sua sede no deserto; Jesus, teu Filho, veio a nós como fonte de água viva; pela água, que Cristo santificou no Jordão, tu, no banho batismal, nos purificaste do pecado e nos concedeste nova vida, como tuas filhas e teus filhos. Nós te pedimos: derrama sobre nós o teu Espírito Santo para que nos lembremos sempre da tua aliança no batismo e para que cumpramos as promessas batismais que hoje reiteramos. Por todo teu amor rendemos-te graças. C Amém. RENÚNCIA
L Agora convido cada qual, para que, junto com toda a comunidade, renove suas promessas batismais: Você renuncia ao pecado para viver na liberdade dos filhos e das filhas de Deus? C Sim, renuncio.
52 Ou outro canto litúrgico, como: Louvemos todos juntos; Graças, muitas graças; Graças, Senhor; Banhados em Cristo.
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L Você renuncia a toda força do mal para que não te oprima o pecado? C Sim, renuncio. PRO FISSÃO D E FÉ
L Então, confessemos em conjunto a fé, na qual fomos batizados. T Creio em Deus, Pai todo-poderoso, Criador do céu e da terra. E em Jesus Cristo, seu Filho unigênito, nosso Senhor, o qual foi concebido pelo Espírito Santo, nasceu da virgem Maria, padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado, desceu ao mundo dos mortos, ressuscitou no terceiro dia, subiu ao céu, e está sentado à direita de Deus, Pai todopoderoso, de onde virá para julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo, na santa Igreja cristã, a comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição do corpo e na vida eterna. Amém. (Sentar)
HINO (De pé)
O RAÇÃO GERAL D A IGREJA
Segue-se a liturgia da ceia do Senhor. Caso, por razões excepcionais, esta não for celebrada, passa-se da oração geral da Igreja diretamente para a liturgia de saída.
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Culto de recordação do batismo com ingressantes ou reingressantes Nesta ocasião, a comunidade celebra um culto de recordação do batismo juntamente com pessoas já anteriormente batizadas, que ingressam (transferidas de outras comunidades ou provenientes de outras igrejas ou denominações) ou que reingressam no convívio da comunidade. Este culto segue a ordem do Culto de recordação do batismo – Forma ampla ou Forma breve, distinguindo-se daqueles pelo acréscimo dos seguintes elementos: procissão de entrada das pessoas ingressantes ou reingressantes, juntamente com quem preside o culto; apresentação das mesmas na acolhida; compromisso das pessoas ingressantes ou reingressantes com a comunidade; boas-vindas. Após a procissão de entrada as pessoas ingressantes ou reingressantes podem assentar-se em lugar destacado. Na acolhida, um(a) representante não ordenado(a) da comunidade apresenta as pessoas ingressantes ou reingressantes à congregação reunida, mencionando seus nomes e sua procedência, e explicando sua condição de ingressantes ou reingressantes. As liturgias de entrada e da Palavra, neste culto, seguem os padrões indicados no Livro de Culto da IECLB e giram em torno do batismo. As demais liturgias e a secção Recursos litúrgicos deste livro oferecem sugestão de passagens bíblicas apropriadas e de diversos elementos litúrgicos com formulação focada no batismo. A liturgia de recordação do batismo proposta aqui segue-se às liturgias de entrada e da Palavra, inserindo-se ao final do hino após a prédica e desembocando na oração geral da Igreja.
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LITU RGIA D E RECO RD AÇÃO D O BATISM O A liturgia de recordação do batismo é presidida a partir da fonte batismal, que se encontra cheia de água.
IN TRO D U ÇÃO
Um(a) representante da comunidade (dirigindo-se às pessoas ingressantes ou reingressantes) Para celebrarmos a fé e a comunhão que nos une a vocês, convidamos vocês a recordarem junto conosco o batismo, pelo qual todos e todas nós, por igual, fomos acolhidos e acolhidas na família de Deus. AN AM N ESE BATISM AL
L (dirigindo-se a toda a comunidade reunida) Irmãs e irmãos! Pelo batismo recebemos libertação do pecado e da morte eterna. Pelo batismo, fomos acolhidos no amor de Deus. Pelo batismo, Jesus Cristo nos fez sua propriedade. Por isso, recordamos agora nosso batismo com desmedida gratidão e louvamos a Deus com enorme alegria, cantando: C (canta) Banhados em Cristo53 (De pé)
REN Ú N CIA
L Irmãs e irmãos, o batismo só é realizado uma vez na vida. Mas podemos e devemos reafirmar as nossas promessas batismais, pois diariamente se trava a luta entre a nossa velha natureza e a natureza que temos como filhos e filhas de Deus. Nossa vida está a cada dia sujeita a perigos, à sedução, à desesperança, à injustiça e à opressão. A cruz de Jesus já venceu tudo isso. Vamos agora reiterar nossa renúncia ao poder do mal e da morte. Caso for esta a firme decisão de vocês, respondam a cada pergunta minha, dizendo: Renunciamos, com a ajuda de D eus. Vocês renunciam às forças do mal, à escravidão do pecado e a toda forma de opressão, a fim de viverem a liberdade dos filhos e das filhas de Deus?
53 Ou: Louvemos todos juntos; Graças, muitas graças; Graças, Senhor; Dai louvor ao Senhor.
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C Renunciamos, com a ajuda de Deus. L Vocês renunciam ao egoísmo, à avareza, à injustiça e à exploração, a fim de viverem como irmãos e irmãs e assumirem o compromisso que isso representa? C Renunciamos, com a ajuda de Deus. L Vocês renunciam às ilusões deste mundo, que se apresentam a vocês nas formas mais diversas, e às tentações do espírito maligno, a fim de seguirem unicamente a Jesus Cristo, que é o caminho, a verdade e a vida? C Renunciamos, com a ajuda de Deus. PRO FISSÃO D E FÉ
L Então, confessemos em conjunto a fé, na qual fomos batizados. T Creio em Deus, Pai todo-poderoso, Criador do céu e da terra. E em Jesus Cristo, seu Filho unigênito, nosso Senhor, o qual foi concebido pelo Espírito Santo, nasceu da virgem Maria, padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado, desceu ao mundo dos mortos, ressuscitou no terceiro dia, subiu ao céu, e está sentado à direita de Deus, Pai todo-poderoso, de onde virá para julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo, na santa Igreja cristã, a comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição do corpo e na vida eterna. Amém. L Esta é a fé da Igreja. C Esta é a nossa fé. L Nesta fé queremos permanecer e crescer para a vida eterna. C Amém Seguem-se 3 alternativas: 1. ato simbólico com água e oração das águas, ou 2. ato simbólico com vela e oração, ou 3. oração das águas. Alternativa 1 ATO SIM BÓ LICO CO M ÁGU A E O RAÇÃO D AS ÁGU AS
L Deus, que és fonte da vida, tudo que é bom vem de ti. Tu criaste a água, que dá e preserva a vida. Nós te louvamos. C Nós te enaltecemos. L Salvaste teu povo Israel no mar Vermelho, saciaste sua sede no deserto. Nós te louvamos. 110
C Nós te enaltecemos. L Teu Filho foi por João batizado no Jordão, assim santificando a água. Nós te louvamos. C Nós te enaltecemos. L Sê próximo de nós, Deus bondoso, e, com esta água, recorda-nos o nosso batismo. Concede-nos a força da fé e a comunhão com Cristo, que contigo vive e reina em eternidade. C Amém. A água é distribuída. Como sinal de pertença a Cristo, as pessoas podem fazer o sinal da cruz em si próprias ou umas às outras, sobre a testa ou sobre a mão aberta. Alternativa 2 ATO SIM BÓ LICO CO M VELA E O RAÇÃO
Todos seguram uma vela e a acendem no círio pascal.
L Deus, fonte da vida, tudo que é bom vem de ti. Tu criaste a luz que clareia nossa vida. Nós te louvamos. C Nós te enaltecemos. L Tua luz mostrou ao povo de Israel o caminho pelo deserto. Nós te louvamos. C Nós te enaltecemos. L Teu Filho é a luz do mundo, que ilumina cada pessoa. Nós te louvamos. C Nós te enaltecemos. L Sê próximo de nós, Deus bondoso, e, com a luz dessas velas, recorda-nos o nosso batismo. Concede-nos a força da fé e a comunhão com Cristo, que contigo vive e reina em eternidade. C Amém. Alternativa 3 O RAÇÃO D AS ÁGU AS
L C L C
O Senhor esteja com vocês. E também com você. Demos graças ao Senhor, nosso Deus. É digno e justo dar-lhe graças e louvor.
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L Oremos: Santo Deus, grande Senhor, Pai bondoso, te damos graças porque, no princípio do mundo, teu Espírito se movia sobre as águas. Criaste o céu e a terra e povoaste as águas e o chão firme com tuas criaturas. Com a dádiva da água nutres e sustentas a nós e todos os demais seres viventes. C Bendito sejas, Deus, fonte da vida! L Senhor Deus, pelas águas do dilúvio, condenaste os que eram maus e salvaste aqueles que tinhas escolhido, Noé e sua família. Enquanto teu povo cruzava o mar a salvo, afogaste os opressores. Levaste os teus escolhidos para a terra da liberdade, conforme havias prometido. C Bendito sejas, Deus, fonte da vida! L Nas águas do Jordão, teu Filho foi batizado por João e ungido pelo Espírito. E, pelas águas do teu amor, todos nós somos mergulhados e passamos da morte para a vida, da tristeza para a alegria, da escravidão para a liberdade. C Bendito sejas, Deus, fonte da vida! L Ó Deus, pelas águas do batismo tu nos purificaste e nos fizeste renascer para uma nova vida. Nós te pedimos: derrama o teu Espírito Santo e, através desta água, recorda-nos a aliança que tu fizeste conosco no dia do nosso batismo e ajuda-nos a cumprir as promessas batismais que hoje reiteramos. A ti sejam dados louvor e honra e adoração. Por Teu Filho, Jesus Cristo, nosso Senhor, na unidade do Espírito Santo, agora e sempre. C Amém. Aqui encerra-se o ato litúrgico previsto nas Alternativas 1, 2 ou 3. (Sentar)
CO M PRO M ISSO D AS PESSO AS IN GRESSAN TES O U REIN GRESSAN TES CO M A CO M U N ID AD E
Um(a) representante da comunidade, dirige-se às pessoas ingressantes ou reingressantes
Vocês juntaram-se a nós na recordação do nosso batismo. Juntos rememoramos o que Deus fez por nós, juntos renunciamos ao mal e juntos professamos nossa fé, juntos rendemos graças a Deus em oração. Agora eu lhes pergunto, em nome desta comunidade:
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Vocês querem ser membros fiéis desta comunidade cristã? Vocês querem partilhar a vida de culto e de ministério desta comunidade, através das suas orações, dos seus dons, do seu estudo e do seu serviço? Vocês querem, dessa maneira, exercer a sua vocação de discípulas e discípulos de Jesus Cristo? Ingressantes e reingressantes Sim, com o auxílio de Deus. L Oremos: Deus fiel, pela água e pelo Espírito tu nos tomaste no batismo como tua propriedade. Fizeste-nos membros do teu corpo, chamando-nos para sermos teus servos e tuas servas no mundo. Agradecemos-te, Deus misericordioso, porque trouxeste estas irmãs e estes irmãos na fé (de volta) ao convívio desta comunidade. Dá que, juntos, vivamos no teu Espírito e nos amemos mutuamente, para a tua honra e glória. C Amém BO AS-VIN D AS
O(a) representante da comunidade dirige-se às pessoas ingressantes ou reingressantes com as palavras que seguem (ou de conteúdo semelhante):
Esta comunidade cristã alegra-se imensamente por receber vocês no seu convívio e por poder partilhar a mesma fé com vocês. Exaltamos a Deus pelos dons que vocês trazem consigo. E para que sintam o calor da nossa acolhida, saudamos vocês agora com uma salva de palmas. (De pé)
A comunidade saúda as pessoas ingressantes ou reingressantes com uma salva de palmas. GESTO D A PAZ
L Como sinal da nossa disposição de vivermos uma vida comunitária harmoniosa, baseada na reconciliação que nos foi dada no batismo, saudemo-nos agora, desejando-nos a paz de Cristo. C partilha o gesto da paz. (Sentar)
HINO (De pé)
O RAÇÃO GERAL D A IGREJA
Segue-se a liturgia da ceia do Senhor (na qual se omite o gesto da paz). Caso, por razões excepcionais, esta não for celebrada, passa-se da oração geral da Igreja diretamente para a liturgia de saída.
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Culto de recordação do batismo com pessoas ou grupos que celebram um estágio especial na sua vida de fé Nesta ocasião, a comunidade celebra um culto de recordação do batismo juntamente com pessoas ou grupos de pessoas já anteriormente batizadas, que celebram um estágio especial na sua vida de fé. Podem ser pessoas que concluem um período especial de instrução cristã, como é o caso do ensino confirmatório, ou outra etapa de seu crescimento na fé, como, por exemplo, a preparação para algum discipulado específico. Este culto segue a ordem do Culto de recordação do batismo – Forma ampla ou Forma breve, distinguindo-se daqueles pelo acréscimo de alguns elementos específicos da ocasião. Antes de iniciar o culto, as pessoas que celebram um estágio especial na sua vida de fé entram em procissão, juntamente com L, outros/as oficiantes e pessoas que os/as acompanharam de modo mais significativo no período do seu preparo ou instrução. As liturgias de entrada e da Palavra, neste culto, seguem os padrões indicados no Livro de Culto da IECLB e giram em torno do batismo. As demais liturgias e a secção Recursos litúrgicos deste livro oferecem sugestão de passagens bíblicas apropriadas e de diversos elementos litúrgicos com formulação focada no batismo. A liturgia de recordação do batismo proposta aqui segue-se às liturgias de entrada e da Palavra, inserindo-se ao final do hino após a prédica e desembocando na oração geral da Igreja.
LITU RGIA D E RECO RD AÇÃO D O BATISM O A liturgia de recordação do batismo é presidida a partir da fonte batismal, que se encontra cheia de água.
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IN TRO D U ÇÃO
Um(a) representante da comunidade (dirigindo-se à comunidade) Comunidade do nosso Senhor Jesus Cristo! Hoje é um dia de grande alegria entre nós, porque celebraremos com essas pessoas que aqui se encontram a recordação do nosso batismo. Elas acabaram de concluir um importante estágio na sua vida de fé: (o/a representante explica a natureza desse estágio; por exemplo, no caso de uma confirmação, dirá que encerraram um período de instrução na fé cristã, na vida, nas confissões e nos ensinamentos da igreja luterana). Essas pessoas serão agora apresentadas a vo-
cês: São lidos seus nomes. Cada pessoa nomeada se levanta para ser vista e reconhecida pela comunidade.
O(a) representante da comunidade prossegue (dirigindo-se às pessoas que celebram um estágio especial na sua vida de fé) Queridas amigas, queridos amigos, irmãs e irmãos na fé! É grande nossa alegria por podermos celebrar com vocês a conclusão desse estágio especial na sua vida de fé. Para tanto, convidamos vocês a recordarem junto conosco o batismo, pelo qual todos e todas nós, por igual, fomos acolhidos na família de Deus. AN AM N ESE BATISM AL
A partir deste ponto, L dirige-se conjuntamente às pessoas que celebram um estágio especial na sua vida de fé e a toda a comunidade.
L Irmãs e irmãos! Vocês que neste culto estão celebrando um estágio especial na sua vida de fé, e você, comunidade, nós todos temos algo de fundamental em comum: fomos acolhidos no amor de Deus através do batismo. Pelo batismo, Jesus Cristo nos fez sua propriedade. Por isso, recordamos agora, juntos, o nosso batismo com desmedida gratidão e louvamos a Deus com enorme alegria, cantando: C (canta) Banhados em Cristo54 (De pé)
54 Ou: Louvemos todos juntos; Graças, muitas graças; Graças, Senhor; Dai louvor ao Senhor.
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REN Ú N CIA
L Irmãs e irmãos, o batismo só é realizado uma vez na vida. Mas podemos e devemos reafirmar as nossas promessas batismais, pois diariamente se trava a luta entre a nossa velha natureza e a natureza que temos como filhos e filhas de Deus. Nossa vida está a cada dia sujeita a perigos, à sedução, à desesperança, à injustiça e à opressão. A cruz de Jesus já venceu tudo isso. Vamos agora reiterar nossa renúncia ao poder do mal e da morte. Caso for esta a firme decisão de vocês, respondam a cada pergunta minha, dizendo: Renunciamos, com a ajuda de D eus. Vocês renunciam às forças do mal, à escravidão do pecado e a toda forma de opressão, a fim de viverem a liberdade dos filhos e das filhas de Deus? C Renunciamos, com a ajuda de Deus. L Vocês renunciam ao egoísmo, à avareza, à injustiça e à exploração, a fim de viverem como irmãos e irmãs e assumirem o compromisso que isso representa? C Renunciamos, com a ajuda de Deus. L Vocês renunciam às ilusões deste mundo, que se apresentam a vocês nas formas mais diversas, e às tentações do espírito maligno, a fim de seguirem unicamente a Jesus Cristo, que é o caminho, a verdade e a vida? C Renunciamos, com a ajuda de Deus. PRO FISSÃO D E FÉ
L Então, confessemos em conjunto a fé, na qual fomos batizados. T Creio em Deus, Pai todo-poderoso, Criador do céu e da terra. E em Jesus Cristo, seu Filho unigênito, nosso Senhor, o qual foi concebido pelo Espírito Santo, nasceu da virgem Maria, padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado, desceu ao mundo dos mortos, ressuscitou no terceiro dia, subiu ao céu, e está sentado à direita de Deus, Pai todo-poderoso, de onde virá para julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo, na santa Igreja cristã, a comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição do corpo e na vida eterna. Amém. L Esta é a fé da Igreja. C Esta é a nossa fé. 116
L Nesta fé queremos permanecer e crescer para a vida eterna. C Amém. ATO SIM BÓ LICO CO M ÁGU A E O RAÇÃO D AS ÁGU AS
L Deus, que és fonte da vida, tudo que é bom vem de ti. Tu criaste a água, que dá e preserva a vida. Nós te louvamos. C Nós te enaltecemos. L Salvaste teu povo Israel no mar Vermelho, saciaste sua sede no deserto. Nós te louvamos. C Nós te enaltecemos. L Teu Filho foi por João batizado no Jordão, assim santificando a água. Nós te louvamos. C Nós te enaltecemos. L Sê próximo de nós, Deus bondoso, e, com esta água, recorda-nos o nosso batismo. Concede-nos a força da fé e a comunhão com Cristo, que contigo vive e reina em eternidade. C Amém. A água é distribuída. Como sinal de pertença a Cristo, as pessoas podem fazer o sinal da cruz em si próprias ou umas às outras, sobre a testa ou sobre a mão aberta. (Sentar)
IM PO SIÇÃO D AS M ÃO S CO M U N ÇÃO ÀS PESSO AS Q U E CELEBRAM U M ESTÁGIO ESPECIAL N A SU A VID A D E FÉ E D ESTAS À CO M U N ID AD E
As pessoas que celebram um estágio especial na sua vida de fé acercam-se do altar e se ajoelham para receberem a imposição das mãos. L e outros/as ministros/as impõem as mãos sobre cada pessoa, alternadamente, e marcam o sinal da cruz com óleo sobre a sua fronte, enquanto proferem um dos seguintes votos (ou outros condizentes):
O Senhor sustente você com o seu Santo Espírito, o Espírito de sabedoria e de entendimento, de conselho e de fortaleza, de conhecimento e de temor do Senhor. A pessoa responde Amém. Ou
O Senhor sempre acompanhe você com o seu Espírito, para que você cresça na fidelidade ao seu chamado. A pessoa responde Amém.
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Em determinados casos, por exemplo, num culto que encerre o ensino confirmatório, as pessoas que celebram um estágio especial na sua vida de fé recebem, neste ponto, individualmente, o certificado correspondente. Depois de receberem a imposição das mãos com unção, as pessoas que celebram um estágio especial na sua vida de fé dirigem-se (eventualmente, junto com L e outras pessoas oficiantes) a diversos pontos da igreja, onde ministram a imposição das mãos com unção a pessoas da comunidade que desejarem recebê-la, pronunciando um dos votos mencionados anteriormente. Durante a imposição das mãos à comunidade, esta pode entoar cantos que tenham por tema o batismo e o discipulado. De pé)
L Oremos: Deus fiel, pela água e pelo Espírito, tu nos tomaste no batismo como tua propriedade. Fizeste-nos membros do teu corpo, chamando-nos para sermos teus servos e tuas servas no mundo. Agradecemos-te, Deus misericordioso, porque nos permitiste celebrar com nossas irmãs e irmãos esse estágio especial na sua vida de fé (eventualmente mencionar especificamente o estágio que foi alcançado). Dá que, juntos, vivamos no teu Espírito, nos amemos mutuamente e sejamos fiéis ao teu chamado, para a tua honra e glória. C Amém. L (dirigindo-se às pessoas que celebram um estágio especial na sua vida de fé) Esta comunidade alegra-se efusivamente por poder celebrar com vocês esta ocasião tão especial. E, para darmos expressão ao nosso júbilo, exaltamos vocês agora com uma salva de palmas. A comunidade saúda as pessoas que celebram um estágio especial na sua vida de fé com uma salva de palmas. GESTO D A PAZ
L Como sinal da nossa disposição de vivermos uma vida comunitária harmoniosa, baseada na reconciliação que nos foi dada no batismo, saudemo-nos agora, desejando-nos a paz de Cristo. C partilha o gesto da paz. (Sentar)
HINO (De pé)
O RAÇÃO GERAL D A IGREJA
Segue-se a liturgia da ceia do Senhor (na qual se omite o gesto da paz).
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P a r t e III
Recursos litĂşrgicos
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Liturgia de recordação do batismo inserida em culto regular Uma tal liturgia seguirá uma ordem bastante abreviada de recordação do batismo. Como é de praxe no fazer litúrgico da IECLB, liturgias podem ser moldadas (isto é, abreviadas, ampliadas ou alteradas) conforme as circunstâncias e segundo procedimentos litúrgicos reconhecidos. Para a moldagem de liturgias de recordação do batismo podem ser utilizadas sugestões e alternativas oferecidas nas demais liturgias e na secção Recursos litúrgicos deste livro. Podem ser encarados como elementos imprescindíveis da liturgia de recordação do batismo: a anamnese batismal , a renúncia, a profissão de fé e uma oração de ação de graças (que será, normalmente, a oração das águas). Para uma liturgia breve cada um desses elementos recebe formulação bastante concisa. Os casos previstos para uma liturgia de recordação do batismo inserida em culto regular são aqueles em que a temática do culto não gira em torno do batismo, mas do proprium do dia em questão. Razões que podem justificar a inserção de uma liturgia de recordação do batismo num culto que não tenha por tema especial o batismo: o ingresso de novos membros ou retorno de membros antigos; uma data especial da comunidade, como seu aniversário de fundação, ou o aniversário da dedicação da igreja. As liturgias de entrada e da Palavra, neste culto, seguem os padrões indicados no Livro de Culto da IECLB. A liturgia de recordação do batismo pode seguir-se ao hino após a prédica e trazer, no seu final, a oração geral da Igreja. Sugere-se que, como liturgia de recordação do batismo inserida em culto regular, seja utilizada a liturgia proposta no Culto de recordação do batismo – Forma breve, ou possíveis variantes da mesma. Para a moldagem de tais variantes, recomenda-se recorrer às demais liturgias e à secção de Recursos litúrgicos deste livro.
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Acolhida e Saudação 1. Homens Bendito seja Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, Mulheres que nos abençoou com toda bênção espiritual nos lugares celestiais em Cristo, H segundo nos escolheu antes da fundação do mundo, M para que fôssemos santas e sem mácula diante dele, H tendo predestinado-nos em amor para sermos adotados e adotadas como seus filhos e suas filhas, por meio de Jesus Cristo, M segundo o puro afeto de sua vontade, H para o louvor daquele que nos foi presenteado por ele. M Temos sido grandemente enriquecidas. (Fonte: AEBI, Beatrice et al. (Hg.). Sinfonia Oecumenica. 2. Aufl. Gütersloh: Gütersloher Verlagshaus; Basel: Basileia, 1999. p. 217.)
2. L Sejam bem-vindos e bem-vindas nesta igreja! Hoje vamos celebrar uma festa. Ela começa com este culto – mas continua depois. Queremos batizar N. e N. Isso nos dá a possibilidade de revivermos um pouco o que aconteceu no nosso próprio batismo. Assim, vamos relembrar o que Deus nos promete para toda nossa vida e que se condensa no batismo, o que acontece como sinal da história de Deus conosco. No batismo Deus nos disse: Estou contigo. Te amo. Quero que tu não te percas jamais. Por este motivo, celebramos esta festa. (Fonte: AEBI, Beatrice et al. (Hg.). Sinfonia Oecumenica. 2. Aufl. Gütersloh: Gütersloher Verlagshaus; Basel: Basileia, 1999. p. 235-237.)
3. L Iniciamos nosso culto em nome do trino Deus no qual fomos batizados: C Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. (Adaptada de EVANGELISCHE KIRCHE IN DEUTSCHLAND, DEUTSCHE BISCHOFSKO N FEREN Z, ARBEITSGEM EIN SCH AFT CH RISTLICH ER KIRCH EN IN D EU TSCHLAND (Hg.). “ Der du die Zeit in Händen hast...” – Ökumenische Gottesdiente zum Jahr 2000. Hannover/Bonn/Frankfurt am Main, 1999. p. 32)
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Confissão de pecados 1. Confissão de pecados – U ma litania
L Em penitência e fé, confessemos nossos pecados diante de Deus e uns aos outros. Deus soberano, no batismo tu nos chamaste a abandonarmos o pecado e nos voltarmos para Jesus Cristo, mas nós nos afastamos dos seus caminhos e não atendemos o seu chamado. (silêncio) L Senhor, tem piedade. C Cristo, tem piedade. L No batismo tu nos uniste a Cristo na sua morte, para que pudéssemos ressurgir com Cristo para uma nova vida, mas nós preferimos os antigos caminhos e deixamos de abraçar a vida ressurreta, da justiça e do amor. (silêncio) L Senhor, tem piedade. C Cristo, tem piedade. L No batismo tu nos uniste a todas as pessoas batizadas que confessam teu nome, mas nós fomentamos divisão na igreja. Nós nos recusamos a viver como um só povo e, assim, deixamos de testemunhar teu amor reconciliador diante do mundo. (silêncio) L Senhor, tem piedade. C Cristo, tem piedade. L No batismo tu nos convocas para servir em todos os âmbitos da vida, mas nós nos recusamos a buscar conhecer tua vontade. Nós não alimentamos os caminhos da paz. Permitimos que inimizade e ódio se alastrem entre nós, levantando vizinho contra vizinho e nação contra nação. Abusamos da terra que tu confiaste aos nossos cuidados e vivemos em discórdia com tudo o que tu criaste.
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(silêncio) L Senhor, tem piedade. C Cristo, tem piedade. L No batismo tu nos enviaste para servir com compaixão todas as pessoas pelas quais Cristo morreu. Mas nós ignoramos o sofrimento das pessoas oprimidas e a angústia dos pobres. Nós tiramos pão dos famintos e nos recusamos a ouvir os clamores por justiça. (silêncio) L Senhor, tem piedade. C Cristo, tem piedade. L No batismo tu nos deste o Espírito Santo para nos ensinar e guiar. Mas nós confiamos em nós mesmos e nos recusamos a confiar na sua condução. Nós desprezamos tua eterna sabedoria e preferimos os caminhos sedutores do mundo. (silêncio) L Senhor, tem piedade. C Cristo, tem piedade. L Senhor, tem piedade de nós. Lembra das promessas que fizeste a nós no batismo. Perdoa nossos caminhos pecaminosos e sara-nos. Liberta-nos de tudo que nos escraviza e ergue-nos para uma nova vida em Jesus Cristo, para que sejamos teus servos fiéis, demonstrando ao mundo teu amor que cura, para a glória do teu santo nome. C Amém. D eclaração de perdão
L Ouçam a boa nova! No batismo, vocês foram sepultados em Cristo. No batismo, vocês também foram erguidos para viver com ele, através da fé no poder de Deus que ressuscitou Cristo dentre os mortos. Qualquer pessoa que esteja em Cristo é nova criatura. A vida antiga já passou; uma nova vida já começou. Eu declaro a vocês, em nome de Jesus Cristo, que vocês estão perdoados. C Amém. (Fonte: PRESBYTERIAN CH U RCH (U SA). Book of Common Worship . Louisville: Westminster John Knox, 1993. p. 474-476.)
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2. L Estamos aqui reunidos para ouvir a Palavra de Deus, invocálo em oração e louvor e celebrar a ceia de nosso Senhor Jesus Cristo. Lembramos do nosso batismo, pelo qual fomos salvos do pecado e da morte. Recordamos que, no batismo, fomos feitos filhos e filhas de Deus e recebemos parte na nova vida que Cristo oferece. No entanto, sabemos que recaímos e nos afastamos de Deus em pensamentos, palavras e ações. Reconhecemos que, por próprias forças, não conseguimos reencontrar uma vida que agrade a Deus. Por isso, busquemos novamente refúgio na graça que recebemos no nosso batismo. Voltemo-nos a Deus, nosso Pai, implorando, por Cristo Jesus ...
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Glória (A água é trazida e colocada sobre uma mesinha, diante do altar e junto ao círio pascal.)
L A água é um elemento da vida e da morte, pois correntes de água podem transformar terras desérticas em jardins, e inundações podem aniquilar vidas incontáveis. Com a água do batismo recebemos uma parte da vida e da morte de Jesus Cristo. Por isso, louvamos a Deus: C (canta) Glória. L A água nos limpa assim como limpou o general Naamã de sua lepra, nas águas do Jordão. No batismo somos limpos dos nossos pecados pelo perdão. Por isso, louvamos a Deus: C (canta) Glória. L Sem água, não existe vida na terra. No princípio, o Espírito doador da vida de Deus se movia sobre a superfície das águas. Na água do batismo, Deus nos dá seu Espírito de vida. Ele nos renova e nos faz viver em justiça e em comunhão com Deus. Por isso, louvamos a Deus: C (canta) Glória. L Ao ser derramada a água, o nome do trino Deus se deposita sobre a pessoa batizada, assim como no batismo de Jesus surgiu uma voz dos céus, dizendo: “ este é o meu Filho amado, em quem me comprazo” . No batismo, nossa vida é colocada em comunhão com Deus e com todo o seu povo em todos os rincões da terra. Por isso, louvamos a Deus: C (canta) Glória. L A água utilizada no batismo aponta para o rio da água da vida na nova Jerusalém, à qual nos dirigimos. Por meio do batismo, estamos já hoje integrados e integradas na vida do mundo que virá. Por isso, louvamos a Deus: C (canta) Glória. (Fonte: AEBI, Beatrice et al. (Hg.). Sinfonia Oecumenica. 2. Aufl. Gütersloh: Gütersloher Verlagshaus; Basel: Basileia, 1999. p. 221-223.)
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O ração do dia 1. L Rogamos-te, ó Deus, concede que todas as pessoas batizadas na morte de teu Filho Jesus Cristo também vivam com ele pelo poder de sua ressurreição. Por Jesus Cristo, nosso Senhor, teu Filho, que contigo e com o Espírito Santo vive e reina de eternidade a eternidade. C Amém. 2. L Deus todo-poderoso, pela ressurreição de teu Filho tu nos fizeste nascer de novo para uma vida cheia de esperança e perene alegria. Nós te pedimos, concede a nós e a todas as pessoas batizadas a tua paz e dá que, pela fé, vençamos as vicissitudes do mundo. Por Jesus Cristo, nosso Senhor. C Amém. 3. L Deus, Pai amoroso, no santo batismo tu nos presenteaste com nova vida. Nós te pedimos, dá que permaneçamos fiéis a ti e pratiquemos nossa fé com atos de amor, até que nos concedas a perfeição no teu reino. Por Jesus Cristo, nosso Senhor. C Amém. 4. L Deus de bondade, pelo santo batismo tu nos permites ter parte na morte e ressurreição de teu Filho. Ouve nossa oração e fortalece-nos com teu Espírito para que vivamos uma vida renovada diante de ti. É o que te pedimos por Jesus Cristo, nosso Senhor. C Amém. 5. L Deus eterno e todo-poderoso, essas crianças que a ti trazemos receberam a vida terrena de seus pais e suas mães. Agora, dá que elas recebam, pelo renascimento no batismo, a nova vida em Cristo, nosso Senhor. C Amém. (Fonte das orações 1 a 5: VEREIN IGTE EVAN GELISCH -LU TH ERISCH E KIRCH E D EU TSCH LAN D S. Agende für Evangelisch-lutherische Kirchen und Gemeinden , Band III: D ie Amtshandlungen, Teil 1: D ie Taufe. H annover: Lutherisches Verlagshaus, 1988. p. 85-86.)
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Apresentação de candidatas e candidatos ao batismo, com compromisso L Neste momento serão apresentados os candidatos e as candidatas ao batismo. A – Pessoas que podem responder por si próprias
Cada candidato(a) é apresentado(a) individualmente por um padrinho ou uma madrinha, com as seguintes palavras ou outras de teor semelhante:
Padrinho ou madrinha Eu apresento N. para receber o sacramento do batismo. L dirige-se a cada candidato em separado, com as seguintes palavras ou outras de teor semelhante:
L Depositando toda sua confiança na graça e no amor de Jesus Cristo, você deseja ser batizado(a)? Candidato(a) Sim. L dirige-se aos padrinhos e madrinhas de cada candidato em separado:
L Vocês continuarão a caminhar com N. na sua nova vida em Cristo? Padrinhos e madrinhas Sim, com a ajuda de Deus. B – Pessoas que não podem responder por si próprias
As pessoas que não podem responder por si próprias são apresentadas individualmente por um dos pais:
Mãe ou pai Eu apresento N. para receber o sacramento do batismo. L dirige-se aos pais e às mães de todas as crianças presentes para serem batizadas, utilizando as palavras que seguem ou outras de teor semelhante:
L Depositando toda sua confiança na graça e no amor de Jesus Cristo, vocês desejam que seus filhos e suas filhas sejam batizados e batizadas? Pais e mães Sim. L Vocês se responsabilizam por nutrir a criança que apresentaram, na fé e na vida da comunidade cristã?
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Pais e mães Sim, com o auxílio de Deus. L dirige-se aos padrinhos e às madrinhas:
L Vocês estão dispostos a ajudar estas crianças, pelas suas orações e pelo seu testemunho, a crescer plenamente em Cristo? Padrinhos e madrinhas Sim, com o auxílio de Deus. L dirige-se à comunidade:
L Povo de Deus, vocês prometem apoiar e sustentar N. e N. (estas pessoas) na sua vida em Cristo? C Sim, com o auxílio de Deus. (Adaptado de PRESBYTERIAN CHURCH (USA). Book of Common Worship. Louisville: Westminster John Knox, 1993. p. 420-421.)
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Compromisso 1. Depois que todos tiverem sido apresentados e apresentadas, L pergunta aos pais, mães, padrinhos e madrinhas:
L Vocês se responsabilizam por zelar para que a(s) criança(s) que vocês apresentaram sejam educadas na fé e na vida cristãs? Pais, mães, padrinhos e madrinhas Sim, com a ajuda de Deus. L Por suas orações e seu testemunho vocês ajudarão esta(s) criança(s) a crescer na plenitude de Cristo? Pais, mães, padrinhos e madrinhas Sim, com o auxílio de Deus. (Fonte: THE EPISCOPAL CHURCH. The Book Of Common Prayer – and Administration of the Sacraments, and Other Rites, and Ceremonies of the Church. New York: Seabury, 1979. p. 302.)
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2. L (dirigindo-se aos pais) Caros pais / querida mãe / prezado pai! Todos nós recebemos nossa vida de Deus. Assim recebam também vocês seus(suas) filhos(as) como um presente do Criador. É através do amor de vocês que estas crianças aprenderão a confiar no amor de Deus. O amor de Cristo é ainda maior do que o nosso amor. Por isso, cabe a vocês conduzir seus(suas) filhos(as) à fé em Jesus Cristo e ensiná-los(as) a orar. Se vocês estão dispostos a assumir esse compromisso, respondam: Sim, com o auxílio de Deus. Pai(s) ou mãe Sim, com o auxílio de Deus. L (dirigindo-se a padrinhos e madrinhas) Caros padrinhos e madrinhas! Vocês representam a comunidade cristã junto a estas crianças. Por isso, eu lhes pergunto: vocês estão dispostos a assumir o ministério de padrinhos e madrinhas destas crianças, a orar por ela, ampará-la e ajudá-la em tempos de necessidade, para que ela possa manter-se como membro atuante da Igreja de Jesus Cristo? Se for esta a sua vontade, respondam: Sim, com o auxílio de Deus. Padrinhos e madrinhas Sim, com o auxílio de Deus. As perguntas aos pais e padrinhos também podem se combinadas e respondidas em conjunto.
L O Deus da graça esteja com vocês e abençoe tudo o que fizerem por esta criança. ou
L Oremos. Senhor, nosso Deus, nós te pedimos: ampara esses pais, mães, padrinhos e madrinhas pelo teu Espírito, para que cumpram a tua vontade e, pelas suas palavras e ações, orientem estas crianças no caminho para a verdadeira vida. Por Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém. (Adaptado de VEREINIGTE EVANGELISCH-LUTHERISCHE KIRCHE DEUTSCHLAND S. Agende für Evangelisch-lutherische Kirchen und Gemeinden , Band III: D ie Amtshandlungen, Teil 1: Die Taufe. Hannover: Lutherisches Verlagshaus, 1988. p. 204-205.)
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Apresentação de criança que recebeu batismo de emergência (Confira, na Parte II – M odelos litúrgicos, as liturgias para batismo de emergência.)
L Prezada comunidade! Esta criança, N.N., foi batizada num momento de perigo por N.N. (nome da pessoa que realizou o batismo de emergência). Esse batismo foi realizado com água, em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, assim como nosso Senhor Jesus Cristo ordenou a seus discípulos. Por meio do batismo, N. pertence à comunhão da igreja cristã. Junto conosco ela deve crescer na fé que professamos. (Fonte: VEREIN IGTE EVAN GELISCH -LU TH ERISCH E KIRCH E D EU TSCH LAN D S. Agende für Evangelisch-lutherische Kirchen und Gemeinden, Band III: Die Amtshandlungen, Teil 1: Die Taufe. Hannover: Lutherisches Verlagshaus, 1988. p. 52.)
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Anamnese batismal
1. L Irmãs e irmãos em Cristo! Através do nascimento, da vida, morte e ressurreição de Cristo, o poder do pecado foi quebrado e o reino de Deus penetrou em nosso mundo. Pelo nosso batismo, Deus nos recebeu como cidadãs e cidadãos desse seu reino. Pelo nosso batismo, Deus chamou a cada um e cada uma de nós pelo nome e riscou, apagou nossos pecados de uma vez por todas e para sempre. C (canta) Louvemos todos juntos.55
2.
L Oremos: Deus de toda misericórdia, pelo batismo tu nos uniste contigo para sempre. Agradecemos-te por tua bondade sem limites que nos é renovada a cada dia. Ajuda-nos a vivermos nossos dias em confiança no teu amparo misericordioso. No batismo tu chamaste a cada um e cada uma de nós pelo nome. Faze de nós discípulos e discípulas fiéis em meio às muitas relações quebradas no mundo em que vivemos. É o que te pedimos por nosso Senhor Jesus Cristo, teu Filho, que contigo e com o Espírito Santo vive e reina de eternidade a eternidade. C Amém.
55 Entre outras opções: Banhados em Cristo; Graças, muitas graças; Graças, Senhor; Dai louvor ao Senhor.
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Renúncia e adesão (Por razões de coerência litúrgica, a renúncia virá sempre após a anamnese batismal e será seguida sempre pela profissão de fé. Conforme as circunstâncias, a renúncia pode vir acompanhada ou não de uma adesão.)
1. L Irmãs e irmãos, o batismo só é realizado uma vez na vida. Mas podemos e devemos reafirmar as nossas promessas batismais, pois diariamente se trava a luta entre a nossa velha natureza e a natureza que temos como filhos e filhas de Deus. Nossa vida está a cada dia sujeita a perigos, à sedução, à desesperança, à injustiça e à opressão. A cruz de Jesus já venceu tudo isso. Vamos agora reiterar nossa renúncia ao poder do mal e da morte. Caso for esta a firme decisão de vocês, respondam a cada pergunta minha: Renunciamos, com a ajuda de Deus. Vocês renunciam às forças do mal, à escravidão do pecado e a toda forma de opressão, a fim de viverem a liberdade dos filhos e das filhas de Deus? C Renunciamos, com a ajuda de Deus. L Vocês renunciam ao egoísmo, à avareza, à injustiça e à exploração, a fim de viverem como irmãos e irmãs e assumirem o compromisso que isso representa? C Renunciamos, com a ajuda de Deus. L Vocês renunciam às ilusões deste mundo, que se apresentam a vocês nas formas mais diversas, e às tentações do espírito maligno, a fim de seguirem unicamente a Jesus Cristo, que é o caminho, a verdade e a vida? C Renunciamos, com a ajuda de Deus. (As renúncias de números 2 a 4 podem ser introduzidas com as seguintes palavras de L :
Ao assumirmos a aliança do nosso batismo, nós escolhemos a quem queremos servir, afastando-nos do mal e voltando-nos para Jesus Cristo. Portanto, eu conclamo você a rejeitar o pecado, a professar sua fé em Cristo Jesus, a confessar a fé da Igreja, a fé na qual você foi batizado.) 133
2. L (...) Confiando na graciosa misericórdia de Deus, você rejeita o pecado e renuncia ao mal e ao seu poder no mundo? C Sim. L Você se volta para Jesus Cristo e o aceita como seu Senhor e Salvador, confiando na sua graça e no seu amor? C Sim. L Você quer ser um discípulo ou uma discípula fiel de Cristo, obedecendo sua Palavra e mostrando o seu amor? C Sim, com o auxílio de Deus.
3. L (...) Você renuncia a todo mal e aos poderes deste mundo que desafiam a justiça e o amor de Deus? C Sim, eu renuncio. L Você renuncia ao pecado que separa você do amor de Deus? C Sim, eu renuncio. L Você se volta para Jesus e o aceita como seu Senhor e Salvador? C Sim. L Você quer ser um discípulo ou uma discípula fiel de Cristo, obedecendo sua Palavra e mostrando o seu amor, até o fim da sua vida? C Sim, com o auxílio de Deus.
4. L (...) Confiando na graciosa misericórdia de Deus, você rejeita o pecado, e renuncia ao mal e ao seu poder no mundo? C Sim. L Quem é o seu Senhor e Salvador? C Jesus Cristo é meu Senhor e Salvador. L Você quer ser um discípulo ou uma discípula fiel de Cristo, obedecendo sua palavra e mostrando o seu amor? C Sim, com o auxílio de Deus. (Fonte das opções 2 a 4: PRESBYTERIAN CHURCH (USA). Book of Common Worship. Louisville: Westminster John Knox, 1993. p. 407-408.)
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Profissão de fé
L Com as palavras do Credo Apostólico reforçamos agora aquilo que nós próprios ou nossos pais, madrinhas e padrinhos confessaram em nosso lugar por ocasião do nosso batismo: (Fonte: EVANGELISCHE KIRCHE IN DEUTSCHLAND, DEUTSCHE BISCHOFSKONFERENZ, ARBEITSGEMEINSCHAFT CHRISTLICHER KIRCHEN IN DEUTSCHLAND (Hg.). “ Der du die Zeit in Händen hast...” – Ökumenische Gottesdiente zum Jahr 2000. Hannover/Bonn/Frankfurt am Main, 1999. p. 36)
ou
L A confissão de fé é o testemunho comum de toda a cristandade, no batismo. Proferimos essa confissão em conjunto e novamente tomamos consciência daquilo que recebemos no batismo: Deus, que nos criou, quer ser nosso Pai; Cristo, que nos redimiu, quer ser nosso irmão; o Espírito Santo, que nos é prometido, quer conduzir-nos pelo caminho da vida. Confessamos em conjunto: (Fonte: D AS D EU TSCH E LITU RGIE IN STITU T, GO TTESD IEN ST IN STITU T D ER EVAN GELISCH -LU TH ERISCH EN LAN D ESKIRCH E IN BAYERN (H g.). Ö kumenische Gottesdienste: Anlässe, Modelle und Hinweise für die Praxis. Herder / Gütersloher, 2003, p. 25)
ou
L Recordemos a vida que Deus nos presenteou no batismo e exaltemos o doador de todas as boas dádivas com a confissão da nossa fé, que é proferida por ocasião do batismo, desde os tempos mais remotos. (Confessemos em conjunto o Credo Apostólico:) C Creio em Deus, Pai todo-poderoso, Criador do céu e da terra. E em Jesus Cristo, seu Filho unigênito, nosso Senhor, o qual foi concebido pelo Espírito Santo, nasceu da virgem Maria, padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado, desceu ao mundo dos mortos, ressuscitou no terceiro dia, subiu ao céu, e está sentado à direita de Deus, Pai todopoderoso, de onde virá para julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo, na santa Igreja cristã, a comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição do corpo e na vida eterna. Amém. 135
Imposição das mãos e ato de selar
1. L (impondo as mãos) Protege, Senhor, teu servo (tua serva) N. com tua graça celestial, para que continue a ser tua propriedade para sempre e para que cresça diariamente no teu Espírito Santo, até chegar ao teu reino eterno. C Amém. Em seguida, L traça o sinal da cruz, com óleo apropriado, sobre a fronte da pessoa e diz:
L N., filho(a) da aliança, você foi selado(a) pelo Espírito Santo no batismo e marcado(a) como propriedade de Cristo para sempre. C Amém. (Fonte: PRESBYTERIAN CH U RCH (U SA). Book of Common Worship . Louisville: Westminster John Knox, 1993. p. 413-414.)
2. L impõe as mãos e traça o sinal da cruz com o dedo polegar, utilizando óleo apropriado, sobre a fronte da pessoa. Pais, padrinhos, madrinhas e comunidade também estendem sua mão em direção à criança.
L O todo-poderoso Deus, Pai, Filho e Espírito Santo, que fez você renascer pela água e pelo Espírito, libertando-o(a) dos poderes do pecado, preserve você, por graça, na vida (+) eterna. Agora você faz parte do povo de Deus. Que ele consagre você para que, inserido(a) em Cristo, você continue no seu povo, seguindo os passos indicados por Deus e permanecendo nele para sempre. A paz seja contigo. Amém.
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Recepção pela comunidade
1. L Com alegria e gratidão damos as boas-vindas a vocês na igreja una, santa, universal e apostólica de Cristo. C Somos o povo de Deus, membros da família da fé, um sacerdócio real. Proclamem conosco a boa nova de Cristo para todo o mundo. Somos um só corpo em Cristo: partilhem conosco a mesa do reino de Deus. (Fonte: PRESBYTERIAN CH U RCH (U SA). Book of Common Worship . Louisville: Westminster John Knox, 1993. p. 428-429.)
2. L Pelo batismo, Deus nos deu esses novos irmãos e essas novas irmãs, membros do sacerdócio que todos nós compartilhamos em Cristo Jesus, a fim de que proclamemos o louvor a Deus e levemos sua Palavra criadora e redentora a todo o mundo. C Sejam bem-vindos e bem-vindas à família do Senhor! Recebemos vocês como membros do corpo de Cristo conosco, filhos e filhas do mesmo Pai celestial, obreiros e obreiras conosco no reino de Deus. (Fonte: EVAN GELICAL LU TH ERAN CH U RCH IN AM ERICA. Libro de Liturgia y Cântico. Minneapolis: Augsburg Fortress. p. 76.)
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Rito da luz
1. (Cada pessoa recém-batizada recebe sua vela, dada por um(a) presbítero(a).)
L Esteja preparada(o) para tudo o que vier: a veste bem firme e a luz sempre acesa, como esta; assim como os servos devem esperar pela volta de seu Senhor. (Lc 12.35) (Fonte: IGREJA EVANGÉLICA DE CONFISSÃO LUTERANA NO BRASIL. Celebrações do Povo de Deus: Prontuário Litúrgico da IECLB. São Leopoldo: Sinodal, 1991. p. 28.)
2. (Velas batismais podem ser acesas no círio pascal. Essas velas podem ser entregues a cada pessoa batizada por L, por um padrinho ou por um(a) representante da comunidade, dizendo:)
L Receba a luz de Cristo. Você passou da escuridão para a luz. C Você foi iluminada(o) por Cristo. Ande sempre como filha(o) da luz. (Fonte: PRESBYTERIAN CH U RCH (U SA). Book of Common Worship . Louisville: Westminster John Knox, 1993. p. 428.)
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Intercessão pós-batismal
(Orações de intercessão como estas que seguem podem ser utilizadas ao final da liturgia batismal, na oração geral da Igreja ou nos mementos da oração eucarística.)
1. Agradecemos-te, ó Deus, porque recebeste nossa irmã (nosso irmão) na tua comunhão e a(o) presenteaste com nova vida. Dá-lhe, pelo teu Espírito: coragem para confiar em ti, força para amar o próximo e paciência para esperar o teu futuro. É o que pedimos por Cristo, nosso Senhor. 2. Deus todo-poderoso, agradecemos-te porque pelo batismo acolheste esta irmã (este irmão) na tua comunidade. Derrama sobre ela(ele) o teu Santo Espírito. Permite que ela(ele) cresça em Cristo. Faze dela(dele) um membro atuante de tua comunidade e uma testemunha da tua boa nova. Sustenta-a(o) quando cair em tentação. Conserva-a(o) sempre no teu amor. Conduze-a para a vida eterna. Por Jesus Cristo, nosso Senhor. 3. Todo-poderoso e misericordioso Deus e Pai, tu constróis tua igreja por meio da Palavra e do sacramento, e chamas pessoas para a comunhão do teu Filho Jesus Cristo. Agradecemos-te, porque pelo batismo também fizeste N. renascer para uma nova vida. Nós te pedimos: conserva-a(o) na graça que recebeu de ti. Sustenta todos nós, que fomos batizadas e batizados, na verdadeira fé e na comunhão da tua igreja. Por Jesus Cristo, nosso Senhor. 4. Deus Pai, Filho e Espírito Santo. No batismo, proferimos teu nome sobre N. Sua vida encontra-se sob a tua proteção e bênção. Junto com ela(ele), agradecemos-te porque queres ser nosso pai, que cuida de nós e nos protege. Junto com ela(ele), agradecemos-te porque teu Filho Jesus Cristo se tornou nosso irmão, que nos liberta do medo e da culpa. Junto com ela(ele), agradece139
mos-te porque teu Espírito nos enche de coragem e esperança. Confiamos em ti. Ajuda-nos a crer e a amar, porque pertencemos a ti, Deus Pai, Filho e Espírito Santo.
5. Senhor, nosso Deus, nós te agradecemos: tu nos dás nova vida, tu fortaleces nossa esperança, tu nos unes numa só comunhão por sobre todas as fronteiras. Nós te pedimos: por sinceridade para a nossa palavra, por clareza para a nossa ação, por perseverança para a nossa fé, para N. e para todos que pertencem a ti. 6. Ó Deus, tu és nosso Pai. Tu recebeste N. na tua aliança. Tu a(o) inseriste em nossa comunidade e na comunhão de todas as pessoas que crêem em ti. Por tudo isso, Senhor, te agradecemos. Nós te pedimos por N.: dá-lhe o teu Espírito e permite que ela(ele) cresça na fé em ti; ajuda-a(o) a receber e partilhar teu amor; dálhe coragem para confiar em ti, mesmo nos tempos difíceis; ajuda-a(o) nos momentos decisivos da vida e aponta-lhe o caminho certo; concede que, na comunhão contigo, ela(ele) encontre alegria, agora e em eternidade. 7. Senhor Jesus Cristo, nosso Salvador e Redentor, nós te pedimos: toma lugar no coração desta criança. Tu abriste os olhos de pessoas cegas e destravaste a língua de pessoas mudas. Abre o olhar desta criança para que veja a tua bondade. Abre sua boca para que cante louvores a ti e fale palavras boas. Dá que ela te conheça e viva alegremente como membro da tua comunidade. É o que te pedimos, por teu eterno amor. (Fonte das intercessões 1 a 6: VEREINIGTE EVANGELISCH-LUTHERISCHE KIRCHE D EU TSCH LAN D S. Agende für Evangelisch-lutherische Kirchen und Gemeinden , Band III: D ie Amtshandlungen, Teil 1: D ie Taufe. H annover: Lutherisches Verlagshaus, 1988. p. 151-155. – Fonte da intercessão 7: idem, p. 24.)
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Apresentação de criança recém-nascida e bênção à mãe e ao pai ou aos familiares Este ato litúrgico deve ser precedido de diálogo entre L e a mãe e o pai, no qual são combinados a data e os procedimentos litúrgicos e principalmente é esclarecido o significado do evento (para tanto confira o item 32. e a própria ordem litúrgica que segue). O ato litúrgico pode ser inserido num culto regular da comunidade, logo após a liturgia de entrada, de preferência em data próxima ao nascimento da criança. Para a moldagem desse ato, podem ser utilizados os seguintes elementos litúrgicos: (a) acolhida da criança recémnascida, (b) leituras, (c) orações de gratidão e intercessão pela criança recém nascida, (d) ato simbólico de acolhida da criança, (e) orações de gratidão e intercessão pela mãe e pai ou familiares, (f) bênção à mãe e ao pai ou aos familiares. No diálogo preliminar, L acertará com as pessoas envolvidas se a bênção será dirigida à mãe e ao pai ou ao núcleo familiar da criança recém-nascida. Estando presente apenas a mãe ou apenas o pai, a liturgia deverá ser moldada de acordo. Na proposta litúrgica que segue, são apresentadas mais de uma opção para os diversos elementos.
O RAÇÃO D O D IA
LITU RGIA D E APRESEN TAÇÃO D E CRIAN ÇA RECÉM -N ASCID A E BÊN ÇÃO À M ÃE E AO PAI O U AO S FAM ILIARES
L (explica à comunidade o ato litúrgico que agora será realizado e informa o nome da criança e dos pais ou familiares, assim como a data do seu nascimento) CAN TO CO M U N ITÁRIO
Cantam-se algumas estrofes de um hino que tematize louvor e gratidão pela vida. Durante o canto, a mãe e o pai ou a família dirigem-se com a criança para a frente do altar e voltam-se para a comunidade.
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L De repente, no ventre de uma mulher, pulsa novo ser, novo enigma. Lateja ali, quente e protegido, alimenta-se e alimenta os sonhos de quem o traz no ventre. Nove meses se passam até que, rompendo a escuridão do ninho materno, um grito mais forte de liberdade ecoa pelo espaço. Nascer é um privilégio! Ao Deus verdadeiro, autor do milagre da vida, é que adoramos, e a ele vimos prestar nosso louvor e gratidão pela bênção do bebê que aqui está e que alegra nossa comunidade de fé. Louvamos a Jesus, o Filho, que amou e acolheu as crianças. E ao Espírito Santo pedimos que esteja sempre presente e guardando a vida desta criança.56 ou
L Segurar uma criança pequena nos braços é motivo mais do que suficiente para darmos graças a Deus. Podemos sentir de novo o milagre da criação. Esta criança é, já agora, uma pessoa com identidade própria, inconfundível. Mesmo que ainda seja completamente dependente da mãe e do pai, já possui dons e potencialidades dos quais não fazemos idéia. Deus há de acompanhá-la no seu caminho. Somos gratos por podermos confiarlhe esta criança com toda a sua vida.57
Apresentação da criança recém-nascida L ou um(a) representante da comunidade toma a criança nos braços e a conduz pelo corredor, para dentro da nave, apresentando-a de perto à comunidade. Pode fazê-lo de modo muito informal, comunicando-se com a criança e com as pessoas. Após o giro pela nave, retorna e devolve a criança à mãe.
Leituras
Mt 18.2-5; Mc 10.13-16; 56 IGREJA METODISTA EM CUBATÃO. Culto do Bebê. Voz Missionária, São Bernardo do Campo, ano 71, p. 18, abril a junho de 2001. 57 Adaptado de VEREINIGTE EVANGELISCH-LUTHERISCHE KIRCHE DEUTSCHLANDS. Agende für Evangel i sch-l utheri sche Ki rchen und Gemei nden , Band III: D i e Amtshandlungen, Teil 1: Die Taufe. Hannover: Lutherisches Verlagshaus, 1988. p. 52.
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O rações pela criança Sugere-se que as mães e os pais desta oração sejam as mães e os pais presentes na comunidade.
L Ao Deus que nos ouve e que tem todas as pessoas nas suas mãos agradecemos Mães pela bênção da maternidade Pais e da paternidade. C Nós te louvamos, Deus da vida! Mães Pelas crianças tão frágeis de quem temos o privilégio de cuidar e que nos ensinam tanto. C Nós te louvamos, Deus da vida! Pais Pela bênção de termos recebido nossas filhas e nossos filhos para amar, educar e conduzir nos caminhos de retidão. C Nós te louvamos, Deus da vida! Pais Por tua Palavra que nos orienta, Mães nos ensina, Pais e nos aconselha. C Nós te louvamos, Deus da vida! L Que o Deus do menino Jesus, nascido pobre e sem teto para anunciar nossa salvação, esteja com todos nós e com N. (nomear a criança apresentada) hoje e sempre. Amém.58 ou
L Oremos. Deus do céu e da terra, agradecemos-te porque nos deste esta criança. Com enorme alegria chegamos a ti e te rogamos: preserva-a sempre do poder do mal, protege-a todos os dias de sua vida e ajuda-a a crescer em sabedoria e fé. Por Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém.59
58 Adaptado de IGREJA METODISTA EM CUBATÃO, 2001, p. 18. 59 Adaptado de VEREINIGTE EVANGELISCH-LUTHERISCHE KIRCHE DEUTSCHLANDS, p. 52.
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Ato simbólico de acolhida à criança recém-nascida Um(a) representante da comunidade entrega à mãe e ao pai um objeto que simbolize as boas-vindas à criança recém-nascida. Esse objeto deve ser definido pela comunidade. Idealmente, em todos os casos de acolhida de crianças recém-nascidas seria utilizado o mesmo objeto. Ao fazer a entrega, o(a) representante da comunidade explica aos pais e à congregação o sentido do objeto e dá as boas-vindas à criança, em nome da comunidade.
O rações pela mãe e pai ou familiares
L Ó Deus, tu que és fonte da vida, que velas por nós como uma mãe vela pelas crianças que saíram de suas entranhas. Tu que cuidas de nós como um pai amoroso apontando o caminho a seguir. Rogamos-te por esta mãe e por este pai aqui presentes (por N. e N.), para que encontrem alegria na dádiva recebida e sabedoria para serem mãe e pai. Que possam contar com a tua amizade e com a tua companhia, em Jesus Cristo. Amém.60 ou
L Nosso Deus, rendemos-te graças por esta criança e te pedimos: protege N., sua mãe e seu pai, permite que ela(e) cresça confiando na tua bondade. Dá à sua mãe e ao seu pai sabedoria e amor para a sua educação. Agradecemos-te pelo conjunto de pessoas que a acolheram no seu nascimento: seus irmãos e irmãs, avós, parentes e vizinhos. Dá a todas essas pessoas discernimento, disposição e forças para acompanharem e apoiarem N. na jornada da sua vida e para a(o) ajudarem a te conhecer. Amém
Bênção à mãe e ao pai ou aos familiares As bênçãos que seguem podem ser adaptadas para serem utilizadas como bênção à mãe e ao pai ou aos familiares.
60 VEREINIGTEEVANGELISCH-LUTHERISCHEKIRCHEDEUTSCHLANDS, 1988, p. 52.
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Bênção à mãe e ao pai
L Cara irmã, prezado irmão em Cristo! O Senhor nosso Deus assistiu vocês na hora do perigo e os abençoou, dando-lhes esta criança. Por isso, damos graças e louvor ao Senhor e Deus de toda a graça pela sua misericórdia imerecida. Colocamos novamente nossa confiança nele, suplicando que guarde vocês e a sua criança contra toda a desgraça e todo o mal em corpo e alma, e lhes conceda a força do seu Santo Espírito, para que vocês possam educar essa sua filha (esse seu filho) na fé e no temor de Deus, a fim de que se torne apta(o) e pronta(o) para toda boa obra. Paz seja com vocês. (Impondo as mãos) A bênção de Deus, o todo-poderoso, do Pai e
do Filho e do Espírito Santo, venha sobre vocês e permaneça com vocês agora e sempre. Amém.61 ou
L Oremos. Deus da vida, Deus de toda bondade, tu protegeste esta mãe no momento do perigo e deste a este casal esta criança. Louvamos-te com imensa gratidão, por essa dádiva incomensurável do teu amor. Rogamos que continues preservando e cuidando deste casal e de sua criança a cada novo dia e para sempre. Pedimos que derrames sabedoria e amor sobre eles e sobre todas as pessoas que forem responsáveis pelo desenvolvimento e pela educação desta criança. (Impondo as mãos) A bênção de Deus Pai, Filho e Espírito Santo
venha sobre vocês e permaneça com vocês para sempre. Amém. Bênção à mãe e ao pai e às irmãs e irmãos
L (dirigindo-se aos familiares) Com esta criança Deus lhes deu um enorme presente. E ao mesmo tempo, colocou sobre os seus ombros novas tarefas e novas preocupações. Para essa nova etapa na vida de todos vocês, invocamos agora a sua bênção: (Impondo as mãos) Que o Deus eterno, criador de toda vida, aben-
çoe vocês. Que ele lhes dê sabedoria, amor e forças para ajudarem N. a se desenvolver alegre, livre e com saúde de corpo e alma. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém. 61 Adaptado de Manual de Ofícios da Igreja Evangélica. São Leopoldo: Sinodal, 1964. p. 14.
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