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Jornal O Semeador - Setembro 2026

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Ano XLVII • setembro de 2026 • nº 139

I n f o r m a t i v o

d o

Notícias |

crônica

reflexão 3

A vida comum também passa por você

notícias Um projeto que não ficou só no sonho!

E s p í r i t o

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S a n t o

B e l é m

Estudante de teologia dá início a um grupo de visitação na Paróquia Rio Possmoser | p. 15

mensagem 4

Liderança: um chamado para servir e caminhar juntos

Música do SESB: a formação 14 musical presente nas comunidades

história 5

100 anos da Comunidade Mutum Km 12 Paróquia em Baixo Guandu

presença luterana

notícias

secretaria@sesb.org.br

a

Notícias |

Tema “Diaconia no Coração da Juventude” ganha destaque no XXIV Seminário Sinodal de Formação de Lideranças da JE ganha voz | p. 27

Comunhão além-mar: Paróquia em Rio Ponte acolhe visitantes da Alemanha | p. 9

A Enchente

S í n o d o

Formação e atuação de lideranças comunitárias

facebook.com/sinodoluteranoesbelem

18

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oase 90 anos da OASE: Marta-Maria

24

https://www.luterano.org.br/meu-sinodo/espirito-santo-a-belem/


O Semeador ― setembro de 2026

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Editorial

A força de liderar com propósito em uma Igreja viva

Endereço | Rua Engenheiro Fábio Ruschi, 161 Bento Ferreira, Vitória – ES, CEP 29050-670 Telefone | 27 99719-0690 e 27 99788-6625 E-mail | secretaria@sesb.org.br Internet | luterano.org.br/meu-sinodo/espirito-santo-a-belem/ Facebook | facebook.com/sinodoluteranoesbelem

Assumir um papel de liderança em nossas paróquias e comunidades é, acima de tudo, atender a um chamado de serviço. Liderar na Igreja não é sobre ocupar um lugar de destaque, acumular tarefas ou centralizar decisões; é sobre abrir caminhos, incentivar dons e caminhar lado a lado. Uma liderança saudável se cultiva no diálogo, na empatia e no cuidado mútuo, reconhecendo que ninguém faz missão sozinho. Quando líderes atuam com leveza, sabedoria e escuta atenta, a comunidade se transforma em um espaço seguro onde novos talentos desabrocham, as responsabilidades são compartilhadas com alegria e o cansaço dá lugar a um entusiasmo renovado. Liderar bem é saber inspirar sem sobrecarregar e cuidar do próximo sem esquecer do cuidado consigo mesmo. É justamente essa liderança vocacionada e participativa que faz o nosso Sínodo pulsar com tanta energia. Ao percorrer as páginas desta edição de setembro do Jornal Semeador, torna-se evidente a vitalidade de nossa caminhada comunitária. Vemos um Sínodo profundamente vivo, onde nossas crianças e jovens trazem renovação e esperança para o presente da Igreja, a força dos grupos de mulheres promove acolhimento e comunhão, e as ações diaconais levam o amor de Deus de forma concreta a quem mais precisa. Entre eventos, encontros de formação e celebrações que preenchem cada canto do nosso Sínodo, a sensação que predomina é a de profunda gratidão. Cada relato registrado nesta edição reflete o compromisso de líderes — comunitários, ministros e ministras — que doam seu tempo e amor para manter acesa a chama do Evangelho. Que esta leitura sirva de inspiração para a sua vida e para a sua comunidade, renovando em todos nós o desejo de cultivar uma liderança moldada pelo exemplo de Cristo: servidora, transformadora e promotora da vida. Desejamos a todos e todas uma abençoada leitura! P. Stefan Ruy Krambeck

Fechamento da próxima edição: 03/11/26 Mande informações, notícias e/ou fotos para o e-mail secretaria@sesb.org.br

O Semeador é uma publicação trimestral informativa destinada às Comunidades, Paróquias, Uniões Paroquiais e Instituições do Sínodo Espírito Santo a Belém (SESB), da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB). Correção | P. Ismar Schiefelbein, P. Rubens Stuhr, P. Joelmir Schnoski, P. Alexander Roberto Busch, P. Ronei Odair Ponath, P. Stefan Krambeck, P. Adair Leomar Dockhorn. Projeto gráfico | Willi Piske Júnior Diagramação | Adriana Serrano Conselho de Comunicação | P. Ismar Schiefelbein, P. Rubens Sthur, P. Joelmir Schanoski, P. Alexander Roberto Busch, P. Ronei Odair Ponath, P. Stefan Krambeck, P. Adair Leomar Dockhorn, Nilza Buss. Colaboradores | Cat. Ma. Joni Roloff Schneider, Maria Inês Andreotti Pereira Lara, P. em. Geraldo Graf, Tatiane Berger Grunewald, Sheyla Saar Matias, Francisco Mutz Ratzke, Suzana Tesch Holz, Edimilson Ott, Pastor Me. Alexander Busch, Vinícius Ponath, Pa. Adriana Kuhn Busch, Pa. Maria Helena Ost, P. Evandro Elias, P. Vagno Samora Paranho, Bianca Berger Amorim, Meirlyane Peters, Diác. P. Vanderlei Boldt, Heinz Schenk, Vanderli Zager Stieg, P. Adair Leomar Dockhorn, P. Adair Leomar Dockhorn, Pa. Ariádner Jastrow, P. Simão Schreiber, Jaciane Piske Borchardt, Rosangela Geik Völz Ponath, Hildebrand Kaizer, P. Sidney Retz, P. Rubens Stuhr, Eleuza Braun Loose, Brenda Gleysson Stein. Distribuição e Correspondências | Sínodo Espírito Santo a Belém – IECLB Secretária/Administração | Nilza Buss Tiragem | 6.425 exemplares Os artigos assinados são de responsabilidade dos respectivos autores.

Orientações para enviar matérias para O Semeador Para enviar uma matéria ao jornal O Semeador, procure seguir as seguintes orientações: • Que a notícia mostre algo especial, incomum à vida da comunidade. • Que as notícias dos acontecimentos possam cumprir uma função missionária, ou seja, que despertem e motivem para seguir a mesma ideia. • Divulgar notícia de cunho histórico, como lançamento de pedra fundamental, inauguração, um encontro especial, algo que vá ficar registrado como momento único. • Que a matéria traga, além da notícia em si, na medida do possível, uma reflexão sobre determinado tema abordado no evento; • Que a notícia seja escrita de forma atraente, noticiando o essencial; evitar textos que tenham caráter de ata. • Enviar fotos com boa resolução; isso dá mais qualidade à impressão. Esperamos contar com sua compreensão e colaboração para, juntos, melhorarmos cada vez mais a qualidade do nosso jornal!


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Crônica

A Enchente A natureza opera sob leis criadas por Deus. O Livro de Gênesis 1 a 3 nos testemunha que Deus criou tudo muito bom e confiou ao ser humano o cuidado da Criação. Os desastres da natureza, além de serem fenômenos cíclicos, também são marcados por negligência, ganância e abuso do próprio ser humano. Percebe-se cada vez mais o aquecimento global. O “Super El Ninõ” é uma ameaça real para este segundo semestre de 2026. Calor excessivo, geadas fora de época, terremotos, vendavais, enchentes, deslizamentos de encostas e secas são fenômenos naturais, mas sua intensidade cada vez maior e sua rápida repetição com certeza têm sinais da ação humana. Esta intensidade tem influência do desordenado desmatamento, da falta de saneamento, da crescente urbanização e da poluição. O Estado do Espírito Santo, em especial o Vale do Rio Doce, enfrenta periodicamente grandes cheias. Todos se lembram da grande enchente de dezembro de 2013, uma das piores da história do Estado. Porém, a enchente de janeiro/fevereiro de 1979 foi a que causou o maior desastre. Durante 35 dias choveu intensamente, deixando muitos mortos, milhares de desabrigados e grande prejuízo. Ainda não existia monitoramento das águas e o povo não teve tempo para se prevenir. Naquela época, eu era pastor na Paróquia de Crisciúma, localizada na divisa entre o município de Baixo Guandu e o atual município de Laranja da Terra. A localidade de Crisciúma era bem isolada, longe das sedes municipais das principais cidades da região (Afonso Cláudio, Baixo Guandu, Itarana e Itaguaçu). No período das chuvas, as estradas se tornavam praticamente intransitáveis. Rodovias asfaltadas só existiam a partir de Colatina, Santa Tereza e Santa Leopoldina. Para o povo da região isso significava um grande sacrifício, pois a distância exigia demorados deslocamentos para comercialização da produção agrícola, compras, correio, telefone, bancos, tratamentos de saúde etc. Em época de chuva, esses deslocamentos eram difíceis. No entanto, admirável era a resiliência do povo, sua capacidade de resistir e de se reorganizar após cada dificuldade. Essa determinação sempre foi resultado da fé e da confiança no cuidado de Deus, que não abandona seu povo. Hoje, existem estradas pavimentadas, boa comunicação e melhores acessos aos recursos, não só em Crisciúma, mas em todo o Estado do Espírito Santo. Com certeza, cada pessoa que enfrentou as chuvas e a enchente de 1979 tem histórias para contar a partir da experiência vivida e sofrida na época. Pessoalmente, posso narrar alguns fatos, que enfrentei durante aquele período: Em fins de dezembro de 1978, fomos a Colatina para a formatura de faculdade de minha esposa Adelia. Na ocasião, comprei um par de correntes para o Fusca da Paróquia, pois no verão anterior eu tinha enfrentado alguns atoleiros no deslocamento para as comunidades. Essas correntes me ajudaram muito durante as chuvas, permitindo que pudesse comparecer a quase todos os compromissos agendados. O Fusca já era famoso por ser um carro “bom de barro”. Com correntes, ele se transformava praticamente em um trator. No final de janeiro de 1979, já no auge das chuvas, não foi mais possível vencer de carro a Serrinha do Alto Crisciúma. Por isso, buscaram-me de trator para realizar uma bênção matrimonial na comunidade de Jaó, a uns 12 km da sede paroquial. O tratorista e eu ficamos com muito medo de sofrer um acidente na serra. Após a celebração, ele se negou a me levar de volta para casa, pois já estava escurecendo. Tive que retornar a pé, chegando em casa com os pés cheios de cortes devido aos cristais no meio dos atoleiros. Durante a semana seguinte, debaixo de chuvas intensas, realizamos em Crisciúma o Retiro dos Confirmandos com a participação de mais de 60 jovens. A cada pancada de chuva, tínhamos que interromper os estudos, pois o telhado do salão comunitário era de metal e produzia um barulho intenso. No início de fevereiro, o vizinho me perguntou se eu teria condições de levar sua esposa ao médico em Afonso Cláudio (55 km). Ela estava no último mês de gravidez e acordara com fortíssimas dores. Outros vizinhos negaram a ajuda, pois não se sentiram encorajados para enfrentar as estradas ruins e transportar uma pessoa tão doente. Com correntes, pá e enxadão, colocamos o fusca a caminho, suplicando o cuidado e a proteção de Deus. Após três horas, atravessando atoleiros e deslizamentos de barrancos, finalmente chegamos ao consultório do Dr. Eutrópio. Nossa vizinha foi imediatamente

internada e urgentemente operada. Lamentavelmente, não foi possível salvar o bebê, pois ele tinha um problema congênito. Naquele mesmo dia, aconteceu outro fato do qual ainda me lembro muito bem. Ao voltar de Afonso Cláudio, parei na ADL, em Serra Pelada, para ver se tudo estava bem. Embora fosse período de férias, sempre tinha alguém lá além dos funcionários e da família pastoral, que dirigia a escola. Lá encontrei dois alunos, que faziam estágio no Lar Bethesda, em Pirabeiraba (Joinville – Santa Catarina). Eles haviam vindo passar as férias de verão junto aos familiares em Crisciúma. Porém, estavam na ADL, aguardando a melhora do tempo para poder se deslocar para casa. Foi uma grande surpresa, pois os dois estavam sumidos e até considerados mortos pelos familiares. Alguns dias antes, eles haviam chegado a Colatina vindos do Sul. Em Colatina eles encontraram pessoas de Crisciúma e combinaram viajar juntos de trem até Baixo Guandu. Foi o último trem antes do transbordamento do Rio Doce. Acontece que os dois perderam o trem. No dia seguinte, os noticiários informaram que dois jovens não identificados haviam morrido afogados em Colatina. Os familiares ficaram desesperados, achando que seriam os seus filhos. Desde então, não se tinha notícia dos dois. Imaginem a alegria das duas famílias, quando retornei, trazendo seus filhos sãos e salvos. Como casal, Adelia e eu também passamos por grande aflição durante a enchente. Adelia estava no oitavo mês da gravidez de nosso primeiro filho. A pressão dela estava muito alta. Por ordem médica, ela tinha que fazer exames periódicos para monitorar seu estado. Por isso, não me restou alternativa e fui a Baixo Guandu levar material e buscar resultado de exames. Como as estradas ainda estavam parcialmente interrompidas, desloquei-me, em parte com bicicleta e em parte de carona num caminhão, que levou leite para os desabrigados. Saí de casa de madrugada e consegui chegar de volta tarde da noite. Os exames confirmaram a suspeita de toxemia gravídica e, assim que possível, levei Adelia para Itaguaçu, onde ela permaneceu até o parto, sob os cuidados do Doutor Demócrates. Foi um período de muita angústia e preocupação. Mas, graças ao bom Deus, no fim tudo deu certo. Assim como eu, muitas pessoas têm histórias para contar sobre a enchente de 1979: A inundação em Colatina e Linhares, a queda da ponte Mauá sobre o Rio Doce, em Baixo Guandu, a evacuação do povo de Aimorés para Baixo Guandu, o deslizamento de encostas, a interrupção de estradas, as perdas humanas e materiais. Mas, mais do que tudo isso, lembramo-nos da solidariedade e do amor cristão demonstrado pelas pessoas, ajudando umas às outras na dificuldade. Esta solidariedade é fruto da fé e da confiança em Deus, que se coloca ao lado das pessoas e as anima a ter esperança. Essa experiência, muitas vezes dolorosa, nos ensina a amar e cuidar cada vez mais de tudo o que Deus criou bom. Ele nos diz em Isaías 41.10: “Não temas, pois eu estou contigo; não tenhas medo, pois eu sou o teu Deus. Eu te fortalecerei e te ajudarei. Eu te segurarei com minha mão direita vitoriosa”.

Ponte Mauá em Baixo Guandu pouco antes de desabar

Fonte: https://www.bing.com/images/search?view=detailV2&ccid=p2VHnvIk&id=CF5ED9122E53B41C304844E5D839E6CF04F123AB&thid=OIP.p2VHnvIkaoeYFUTarnnM8A

Pastor Em. Geraldo Graf São José do Rio Preto/SP


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Reflexão

A vida comum também passa por você “O batismo não nos reúne como plateia de uma missão conduzida por poucos” Quando ouvimos a palavra liderança, imaginamos alguém à frente: quem conduz uma reunião, assume uma função, organiza uma atividade ou responde quando algo dá errado. Enquanto a liderança pertence ao outro, podemos assistir, opinar e concluir que “alguém deveria fazer alguma coisa”. O problema é que esse “alguém”, em muitas comunidades, costuma ter sempre os mesmos nomes. Talvez seja necessário começar por uma ideia menos confortável: ninguém participa de uma comunidade sem produzir algum efeito. Mesmo sem cargo, nossa presença aproxima ou afasta, alivia ou acrescenta peso, fortalece a confiança ou espalha desânimo. Antes de qualquer função, já influenciamos a vida comum pelo modo como chegamos, escutamos, cumprimos o que prometemos e tratamos as pessoas. Por isso, a pergunta mais importante talvez não seja “sou uma liderança?”, mas “o que a minha presença produz na comunidade?” Essa pergunta retira a liderança do palco e a coloca no cotidiano. Ela aparece quando alguém cumpre o que combinou, avisa que não poderá comparecer, responde a uma mensagem, chega preparado ou percebe que determinada responsabilidade está sempre nas mesmas mãos. Nada disso parece extraordinário, mas a vida comunitária é sustentada menos por gestos heroicos do que por atitudes simples que permitem às pessoas confiar umas nas outras. Quando alguém aceita uma tarefa e a esquece, outra pessoa precisa lembrar, cobrar ou realizá-la. Quando alguém falta sem avisar, outro reorganiza o que estava previsto. Quando uma informação fica concentrada, cria-se dependência. Quando a crítica circula mais rapidamente do que a disposição para ajudar, quem já serve experimenta uma solidão particular: a de fazer, cercado por pessoas que observam. O contrário também é verdadeiro. Uma palavra cumprida fortalece a confiança. Uma ajuda oferecida antes do esgotamento alivia o peso. Um conhecimento compartilhado permite que outra pessoa aprenda. É assim que a liderança começa muito antes do cargo: na consciência de que aquilo que fazemos — e também aquilo que deixamos de fazer — interfere na vida dos demais. Naturalmente, é mais fácil imaginar que os problemas da comunidade pertencem aos responsáveis formais. Se uma atividade não funciona, alguém planejou mal. Se faltam participantes, alguém não mobilizou. Se uma pessoa se afastou, alguém não acompanhou. Sempre encontramos uma explicação em que a responsabilidade termina pouco antes de chegar até nós. A consciência da liderança nasce quando interrompemos esse raciocínio e perguntamos: o que, nesta situação, está ao meu alcance? Talvez esteja ao nosso alcance acolher quem chegou sozinho, realizar uma visita, oferecer uma habilidade, explicar uma tarefa ou escutar alguém com atenção. Talvez seja necessário algo mais difícil: deixar de criticar uma situação à distância e aproximar-se o suficiente para compreender sua complexidade e colaborar com uma alternativa. Compromisso não se mede pelo tamanho da responsabilidade, mas pela verdade da resposta. Uma pessoa pode dispor de poucas horas e ser profundamente confiável. Pode assumir uma tarefa simples e realizá-la com cuidado. Pode dizer: “Não consigo fazer tudo, mas posso contribuir desta maneira”. Essa clareza vale mais do que aceitar muitas responsabilidades e deixar os outros descobrirem, tarde demais, que não poderão contar conosco. Também há liderança em saber dizer não. Reconhecer limites, renegociar um compromisso e conversar quando algo já não cabe em nossa vida é uma forma de respeito. O que fragiliza a comunidade não é a

impossibilidade de fazer tudo, mas o silêncio que deixa os demais sem informação e transforma um limite individual em sobrecarga coletiva. Há ainda outra questão delicada. Algumas pessoas se tornaram “indispensáveis” porque aprenderam a fazer tudo. Resolvem com competência, rapidez e dedicação. Existe generosidade nisso, mas também um risco: quando ninguém mais pode tentar, errar e aprender, a comunidade preserva suas atividades, porém deixa de formar pessoas. Repartir responsabilidades exige paciência para explicar, coragem para confiar e serenidade para aceitar que o outro talvez faça de maneira diferente. A experiência não perde valor quando é compartilhada. Ela deixa de ser dependência e se transforma em legado. Na vida batismal, essa reflexão ganha um sentido ainda mais profundo. O batismo não nos reúne como plateia de uma missão conduzida por poucos. Ele nos insere em uma vida compartilhada, na qual cada pessoa recebe dons e possibilidades de servir, embora nem todas façam as mesmas coisas. Algumas pessoas sabem escutar. Outras organizam, ensinam, comunicam ou administram. Há quem se aproxime das crianças, dos jovens, das pessoas idosas ou das famílias que atravessam dificuldades. Outras oferecem algo que não aparece nas listas de tarefas: uma presença serena, capaz de diminuir tensões e manter as pessoas próximas. O problema não é não possuir todos os dons. O problema é agir como se aquilo que recebemos não tivesse relação com a vida comum. A vocação raramente começa com uma resposta completa. Muitas vezes, anuncia-se por meio de uma inquietação: “Isso precisa de cuidado”. Em outras ocasiões, aparece na alegria de realizar algo que parecia pequeno. Uma pessoa participa de uma visita e descobre que sabe ouvir. Outra ajuda em uma atividade e percebe que tem capacidade de organizar. Um jovem recebe uma responsabilidade possível e encontra confiança para dar o próximo passo. Novas lideranças amadurecem quando encontram oportunidade, orientação e confiança. Por isso, a comunidade também lidera pelo ambiente que cria. Pode transformar o erro em vergonha e a participação em medo. Ou, pode acompanhar, corrigir com respeito e mostrar que ninguém precisa chegar pronto para começar. Essa cultura se revela nas situações mais comuns: na maneira como recebemos uma sugestão, reagimos quando alguém faz diferente, falamos de quem não está presente e tratamos quem está aprendendo. Quem centraliza ensina que confiar é perigoso. Quem ridiculariza um erro ensina que é melhor não tentar. Quem explica com paciência cria espaço para que o outro cresça. A renovação de uma comunidade talvez não comece com um grande projeto. Pode começar quando alguém responde à mensagem que vinha adiando, cumpre melhor o que combinou ou convida outra pessoa para fazer junto aquilo que sempre realizou sozinho. Pode começar quando uma crítica se transforma em pergunta: “Como posso contribuir?” Nossa presença nunca é neutra. Mesmo sem cargo, ajudamos a construir o ambiente no qual as pessoas confiam ou se protegem, participam ou permanecem à margem. A vida comum passa por muitas mãos. Também passa pelas nossas. E liderança talvez seja justamente a consciência de que aquilo que fazemos com essa parte da vida confiada a nós pode produzir mais cuidado, responsabilidade e esperança. Maria Inês Andreotti Pereira Lara Aprumare Consultoria em Desenvolvimento Humano e Organizacional


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Mensagem

Liderança: um chamado para servir e caminhar juntos Quando Deus chamou Moisés para libertar o povo de Israel da escravidão no Egito, sua primeira reação não foi de entusiasmo, mas de insegurança. “Quem sou eu para ir até o faraó?” (Êxodo 3.11), perguntou. Em seguida, apresentou várias razões para não aceitar aquela missão: dizia não saber falar bem, temia que o povo não acreditasse nele e não se sentia preparado para tamanha responsabilidade. Talvez muitas pessoas se identifiquem com Moisés. Quantas vezes, diante de um convite para assumir uma coordenação na comunidade, liderar um grupo, integrar um conselho ou colocar um dom a serviço da Igreja, a primeira resposta seja: “Não sou capaz”, “Há pessoas mais preparadas”, “Isso não é para mim”. No entanto, Deus não escolheu Moisés porque ele reunia todas as competências necessárias. Escolheu-o para caminhar com Ele e lhe fez uma promessa: “Eu estarei com você” (Êxodo 3.12a). Essa promessa revela uma das maiores lições sobre liderança na perspectiva cristã: Deus não procura pessoas perfeitas, mas pessoas dispostas a confiar, aprender e servir. Vivemos em uma sociedade em que a palavra “liderança” costuma estar associada ao sucesso, ao poder, ao reconhecimento e aos resultados. No Evangelho, porém, a lógica é diferente. Liderar não significa ocupar um lugar de destaque, mas colocar os dons recebidos de Deus a serviço das pessoas e da missão. Liderança cristã é cuidado, escuta, diálogo, discernimento, coragem, humildade e compromisso com o bem comum. Em nossas comunidades, paróquias, instituições e famílias, encontramos muitos exemplos dessa liderança. Ela se manifesta na pessoa que organiza um grupo de estudo bíblico ou uma visita a alguém enfermo; que coordena o Culto Infantil, o Ensino Confirmatório ou a JE; que acolhe as pessoas no início do culto; que prepara o altar com flores; que toca o sino; que dedica tempo para ouvir quem atravessa momentos difíceis, e assim por diante. Muitas vezes, essas pessoas nem se consideram lideranças; apenas colocam seus dons a serviço. Mas é justamente aí que a liderança floresce. Ao longo da caminhada pelo deserto, Moisés também descobriu que liderar não significa fazer tudo sozinho. Seu sogro, Jetro, observou seu desgaste e lhe ofereceu um conselho sábio: repartir responsabilidades e formar outras lideranças (Êxodo 18). Moisés compreendeu que a missão não depende de uma única pessoa, mas de uma comunidade comprometida. Essa continua sendo uma aprendizagem muito atual para a Igreja. Comunidades ou instituições fortes não são aquelas que concentram tudo em poucas pessoas, mas aquelas que despertam vocações, compartilham responsabilidades e investem continuamente na formação de novas lideranças. Quando as lideranças confiam umas nas outras, incentivam a participação e valorizam os diferentes dons, toda a comunidade cresce. James C. Hunter, em seu conhecido livro O Monge e o Executivo, afirma que liderança é “a habilidade de influenciar pessoas para tra-

balharem entusiasticamente visando atingir objetivos comuns”. Essa influência, porém, não nasce do cargo ou da autoridade formal. Ela é construída por meio do respeito, da coerência, da escuta, da confiança e do serviço. Quanto mais uma liderança serve às pessoas, mais inspira outras pessoas a também servirem. Essa compreensão de Hunter dialoga profundamente com o Evangelho e nos recorda que autoridade e serviço caminham juntos. Por isso, formar lideranças é uma das tarefas mais importantes da Igreja. É uma formação que vai muito além de oferecer conhecimentos ou técnicas de organização. Significa ajudar as pessoas a amadurecerem na fé, desenvolverem seus dons, cultivarem uma espiritualidade sólida e aprenderem a discernir, cooperar e servir com alegria. Lideranças cristãs são continuamente formadas pela Palavra de Deus, pela oração, pela vida comunitária e pelas experiências do cotidiano. Dietrich Bonhoeffer, enquanto estava preso durante o regime nazista, escreveu que “a Igreja só é Igreja quando existe para os outros”. Com essa afirmação, recorda que a identidade da Igreja se revela quando ela volta seu olhar para as pessoas, forma comunidade e participa da missão de Deus no mundo. Por isso, quem exerce liderança na Igreja não busca reconhecimento ou prestígio pessoal, mas coloca seus dons a serviço para que mais pessoas conheçam e experimentem o cuidado, a esperança e o amor de Cristo. O maior exemplo dessa liderança servidora é o próprio Jesus. Ele ensinou: “Quem quiser ser o primeiro, seja servo de todas as pessoas” (Marcos 10.44). Em vez de buscar reconhecimento, lavou os pés de seus discípulos. Em vez de colocar-se acima das pessoas, caminhou ao lado delas. Sua autoridade nascia do amor, da coerência entre palavras e ações e da disposição de entregar a própria vida. Deus chama todos os dias, sempre de novo, porque a seara é grande, mas os trabalhadores são poucos (Lucas 10.2-3). Quem sabe esteja chamando você para exercer alguma forma de liderança. Ou esteja chamando você para ajudar na formação de novas lideranças. Assim como aconteceu com Moisés, para se tornar uma liderança não é necessário possuir todas as habilidades, porque Deus continua dizendo: “Eu estarei com você”. Que possamos acolher esse chamado com confiança e humildade, permitindo que Deus continue formando lideranças. Que elas sejam marcadas pela escuta, pelo serviço, pela cooperação, pela coragem e pelo amor ao próximo. E que, por meio delas, mais pessoas descubram seus dons e encontrem alegria em participar da missão de Deus. Que Deus continue despertando e fortalecendo lideranças comprometidas com o Evangelho, para que nossas comunidades sejam espaços onde servir seja compreendido como um privilégio e caminhar juntos seja a forma mais bela de testemunhar o amor de Cristo. Cat. Ma. Joni Roloff Schneider

Liderar não significa ocupar um lugar de destaque, mas colocar os dons recebidos de Deus a serviço das pessoas e da missão. Liderança cristã é cuidado, escuta, diálogo, discernimento, coragem, humildade e compromisso com o bem comum.


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História

100 anos da Comunidade Mutum Km 12 Paróquia em Baixo Guandu A Comunidade de Mutum Km 12 celebrou no dia 09.08.2026 (Dia dos pais) um culto de Ação de Graças e os 100 anos de sua história. O dia histórico teve início com um culto oficiado pelos atuais pastores da paróquia, Simão Schreiber, Ronei Odair Ponath e pela estudante de teologia Rosangela Geik Völz Ponath. A celebração contou com a participação de musicistas de praticamente toda a paróquia. Durante a celebração, a história da comunidade foi recontada, inclusive com mensagens de vários pastores que atuaram na comunidade. Os textos utilizados na celebração foram de 1 Samuel 7.12-17, com destaque para o versículo 12: “Até aqui nos ajudou o Senhor”; e o Evangelho de Mateus 7.24-27. Para marcar ainda mais esta data especial, foi descerrada uma placa comemorativa e tirada uma foto com todas as pessoas presentes. Depois, houve um dia festivo de ação de graças com a presença de pessoas de muitas outras comunidades da paróquia e de outras denominações religiosas. Com 100 anos de existência, a comunidade tem muita história para ser contada. A partir do livro “Pomeranos. Os primórdios da colonização e a importância da religiosidade na formação da cultura pomerana no Espírito Santo e Minas Gerais” (p. 360-361) de autoria do P. Carlos Stur, ex-pastor da Paróquia em Baixo Guandu, aponta-se os principais acontecimentos históricos: - Fundação: junho de 1926, sob a atuação de pastores da Paróquia de Palmeira de Santa Joana, de Crisciúma e de Guandu. - Inauguração da primeira Igreja: 14 de abril de 1929, sob a atuação do Pastor Leonhard Hösch e Pastor Engelhardt Heldt, realizou-se o culto de inauguração do primeiro templo de Mutum. Neste dia também foram celebrados, pelo Pastor Hösch, os primeiros batismos na capela: Hermann Albert Gustav Heidemann e Lorenz Heinrich Hermann Martin Buss. O Pastor Heldt presenteou a comunidade com uma Bíblia alemã e acompanhada de uma dedicatória para este dia marcante. - Construção da segunda Igreja de Mutum: possivelmente, na época do Pastor Friedrich Fuchshuber. Em 1954, a 2ª igreja de Mutum foi renovada/redecorada. Conforme o Relatório Anual do Pastor Artur Gustav Schmidt: A filial de Mutum tem sua bela igreja renovada/redecorada (reformada). - Lançamento da Pedra Fundamental da terceira Igreja: 13 de setembro de 1987, sob a liderança do Pastor Lourival Ernesto Felhberg. Terceira Igreja de Mutum (atual): ano 1988. Outros acontecimentos históricos ajudam a conhecer melhor a comunidade de Mutum. Desde o início de sua história, assim como muitas outras comunidades naquele tempo, era atendida

por pastores das paróquias de Guandu, Palmeira de Santa Joana, Pontal e Crisciúma, quando houve um intenso trabalho missionário e de atendimento aos membros nos anos de 1920 e 1930 em Minas Gerais e norte do Espírito Santo. O primeiro pastor a residir na casa pastoral de Mutum, de fevereiro de 1933 a novembro de 1938, foi o Friedrich Leonhardt Fuchshuber, primeiramente solteiro e, a partir de 1934, acompanhado de sua esposa. Ele deixou o pastorado itinerante na denominada “Área Missionária Norte do Rio Doce” e foi instalado como pastor efetivo na paróquia de Mutum, em Baixo Guandu, quando a paróquia de Mutum se tornou autônoma, em 08/06/1937. O culto de sua instalação contou com a presença e participação do Pastor Presidente do Sínodo Gotteskasten, Ferdinand Schlünzen, do Pastor Distrital do Norte do Sínodo, Paulo Knoch, dos pastores vizinhos, Siegmund Wanke, da Paróquia de São Bento, Pancas, e Georg Burger, da Paróquia de Santo Antônio. Mas em 1938, com a saída do P. Fuchshuber, a paróquia ficou vaga por mais de 10 anos. Em 1949, com o retorno do P. Georg Burger para paróquia de Santo Antônio, 10 anos após ele ter ido lutar na Segunda Guerra Mundial, Mutum passou a ser atendida pela paróquia de Santo Antônio. A Paróquia de Baixo Guandu é formada pela união de duas grandes comunidades (matrizes), a de Santo Antônio/MG e a de Mutum/ES, fazendo um intenso trabalho na “Área Missionária Norte do Rio Doce” no qual os pastores que atendiam Santo Antônio eram responsáveis por pastorear as filiais de Minas Gerais, e a comunidade principal de Mutum Km 12. No dia 12 de junho de 2016, a comunidade celebrou o Dia da Comunidade e Jubileu dos 90 anos de fundação. A reinauguração da segunda casa pastoral em Mutum aconteceu no dia 11 de setembro de 2016 sob a atuação dos pastores Ronei Odair Ponath e Carlos Stur. Atualmente, a comunidade realiza cultos regulares, celebra os sacramentos do Batismo e da Santa Ceia, confirmações, bênçãos matrimoniais, sepultamentos, promove estudos bíblicos, visitas, celebra cultos de Ação de Graças e o tradicional Dia da Comunidade, ocasião em que sua história é contada e recontada para preservar a memória e a identidade da comunidade. Além disso, tornou-se tradição que, após a maioria dos cultos realizados aos domingos pela manhã, as pessoas participem de um almoço compartilhado. Quando o culto acontece no domingo à tarde, a confraternização ocorre por meio de um café compartilhado. P. Simão Schreiber


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História

Comunidade Evangélica Luterana de Bethel celebra Centenário Com muita gratidão e alegria, a Comunidade Evangélica Bethel – Paróquia de Califórnia, celebrou em 09 de agosto de 2026 um marco histórico, 100 anos de fundação. Localizada em Rio das Pedras, Santa Leopoldina/ES, a festividade reuniu membros da comunidade, familiares e outras pessoas de comunidades próximas, ministros, autoridades e visitantes. O templo estava repleto de pessoas para relembrar a trajetória de fé, serviço e testemunho da comunidade na região. Sua história remonta ao final do século 19, quando a capela Lange servia como templo da comunidade. Em 1925 a comunidade foi reorganizada, dando origem às comunidades da Cruz em Melgaço de Baixo e Bethel em Rio das Pedras. Com a madeira da antiga capela, um novo templo foi construído e dedicado em 17 de janeiro de 1926, data oficial de fundação da comunidade Bethel. O atual templo da comunidade foi inaugurado em 11 de junho de 1995. O culto de gratidão foi marcado por momentos de louvor, oração e uma mensagem, conduzido pelo Pastor Sinodal Ismar Schiefelbein, Pastor Paulo Marcos Jahnke, Pastor Rubens Stuhr, Pastor Marcos Vollbrecht e Pastor Edivaldo Binow. A programação contou com apresentações, homenagens e uma confraternização após o culto. Foram 100 anos de portas abertas, de vidas transformadas e de sementes do Evangelho sendo plantadas e colhidas. Que o Senhor Deus continue abençoando a Comunidade de Bethel, suas lideranças e famílias, para continuarem firmes pelos próximos 100 ou mais anos de caminhada de fé, serviço e testemunho, se Deus assim o permitir. Brenda Gleysson Stein

Uma história de perseverança Comunidade da Cruz celebra 100 anos de fé, história e comunhão A Comunidade Evangélica de Confissão Luterana da Cruz, pertencente a Paróquia de Califórnia, em Domingos Martins, realizou no dia 5 de julho de 2026, um dos momentos mais marcantes de sua trajetória ao celebrar o seu centenário. Foram cem anos de história construídos sobre os alicerces da fé em Deus, do trabalho dedicado e da união de gerações que ajudaram a escrever cada capítulo dessa caminhada. A programação teve início com um culto festivo e de ação de graças, reunindo membros da comunidade, famílias, ex-integrantes, autoridades e visitantes. Durante a celebração, foram lembradas as pessoas que dedicaram seu tempo, seus dons e seu testemunho para a edificação da comunidade. A homenagem aos antepassados ressaltou a coragem dos pioneiros, que enfrentaram desafios sem perder a confiança em Deus, o compromisso com o Evangelho e ao próximo. Um dos momentos mais significativos da comemoração foi o lançamento do livro “100 Anos de História”, obra que preserva a memória da Comunidade da Cruz por meio de relatos, fotografias e registros históricos. O livro representa um importante patrimônio para as atuais e futuras gerações, permitindo que a história da comunidade permaneça viva e continue inspirando todos aqueles que fazem parte dessa caminhada de fé. Após o culto, a programação prosseguiu com uma grande confraternização, marcada pela alegria dos reencontros, pelo compartilhamento de histórias e pela comunhão entre as famílias, que puderam visitar a exposição de fotos e objetos organizado no espaço. Celebrar um centenário é reconhecer as bênçãos recebidas ao longo do tempo e agradecer a todos que contribuíram para essa trajetória. Mais do que recordar o passado, a Comunidade da Cruz renovou seu compromisso de continuar sendo um lugar de acolhimento, serviço e testemunho cristão, confiando que o Deus que conduziu essa história durante cem anos continuará guiando os passos das próximas gerações. Que este centenário permaneça como um marco de gratidão, esperança e renovação, inspirando a comunidade a seguir firme em sua missão de viver e anunciar o amor de Deus. Eleuza Braun Loose


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Uma festa que envolve mãos de diferentes confissões religiosas 50 Anos do Templo da Comunidade de São Jorge da Barra Seca No dia 24 de maio, Dia de Pentecostes, a Comunidade da IECLB São Jorge da Barra Seca, da Paróquia de Vila Valério, comemorou os 50 anos do atual templo da Comunidade. O primeiro culto da Igreja Evangélica de Confissão Luterana na Vila de São Jorge da Barra Seca foi celebrado no dia 15 de outubro de 1972, numa pequena capelinha ao lado do atual templo. A inauguração do atual templo aconteceu no dia 23 de maio de 1976 e passou por diversas reformas no transcorrer do tempo. No ano de 1984, devido à migração pomerana para Rondônia, a comunidade vizinha, Comunidade Jacutinga, ficou muito pequena. Os membros que restaram, os que não foram para Rondônia, optaram por fazer parte da Comunidade de São Jorge da Barra Seca, e a Comunidade de Jacutinga acabou sendo extinta. Houve uma junção de duas comunidades em uma. A Comunidade Evangélica de Confissão Luterana de São Jorge da Barra Seca passou por várias mudanças e transformações. A Palavra de Deus sempre esteve conduzindo os rumos dessa Comunidade. Houve momentos que talvez não tenham sido tão bons como se esperava, mas a união fez a força. O Evangelho foi e é anunciado até os dias de hoje, e permanecerá sendo anunciado. A Comunidade sempre teve suas portas abertas para quem quisesse participar dela. O ecumenismo é bem forte nesta lo-

calidade. Há uma interação ecumênica entre as Comunidades Católicas e de Confissão Luterana e outras denominações. Os preparativos para a festa são realizados por membros da Comunidade de São Jorge da Barra Seca e pessoas de outras denominações religiosas, que se envolvem para ajudar. O mesmo acontece quando as outras denominações religiosas realizam suas festividades: membros da nossa igreja ajudam nos preparativos delas também. Neste dia comemorativo, 24 de maio de 2026, o culto foi conduzido pelo casal de pastores da Paróquia, Pastor Adair Leomar Dockhorn e Pastora Maria Helena Ost. Também esteve presente a Vice-Pastora Sinodal, Pastora Iraci Wutke, que conduziu a pregação a partir do texto de João 7.37-39. O louvor foi conduzido pela Banda Paroquial. Somos gratos a Deus por todas as pessoas que estiveram participando desse momento importante da Comunidade. Que Deus continue a transformar e conduzir o coração das pessoas. Que a Sua Palavra também continue sendo anunciada neste templo, para que haja vida e comunhão. Que haja testemunho e compreensão. Pastor Adair Leomar Dockhorn Paróquia de Vila Valério


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Comunhão além-mar: Paróquia em Rio Ponte acolhe visitantes da Alemanha A Paróquia em Rio Ponte, entre os dias 07 e 09 de junho de 2026, teve a alegria de receber a visita de seis pessoas alemãs, representando a Comunhão Diaconal “Schwestern und Bruderschaft des Evangelisches Johannesstift” (SBEJ), de Berlim, Alemanha, acompanhadas pela Pastora Gizele Zimmermann, que atuou como tradutora durante toda a programação. A visita aconteceu após a participação do grupo no 41º Encontro Geral da Comunhão Diaconal (COD), realizado em Vitória/ES, entre os dias 04 e 07 de junho, em comemoração aos 50 anos de fundação da COD. Após o evento, os visitantes seguiram para a Paróquia em Rio Ponte, onde foram acolhidos e hospedados na residência dos diáconos Arilson Grunewald e Tatiane Berger Grunewald. A parceria entre a Comunhão Diaconal (COD) e a Schwestern und Bruderschaft des Evangelisches Johannesstift (SBEJ) completa cerca de 30 anos de caminhada conjunta. Sua origem remonta ao ano de 1988, quando, a convite da SBEJ, duas diáconas brasileiras, Marli Clair Blos e Segleinda Neumann, viajaram à Alemanha para conhecer instituições e campos de trabalho diaconal. A partir desse primeiro contato, consolidou-se uma rica troca de experiências, com visitas alternadas entre representantes brasileiros e alemães, fortalecendo laços de fraternidade, aprendizado e cooperação. Neste ano de 2026, foi a vez dos irmãos e irmãs alemães visitarem o Brasil e conhecerem de perto o campo de atuação dos diáconos Arilson Grunewald e Tatiane Berger Grunewald. Foram dias muito especiais, marcados pela convivência, partilha de experiências e descoberta de novas realidades, costumes e formas de vivenciar a fé e o serviço diaconal. Durante a estadia, o grupo também visitou a Comunidade em Domingos Martins, onde pôde conhecer um pouco da história local. E participou de um jantar de confraternização na Comunidade em Melgaço, onde atua o Diácono Pastor Luciano Butske. Na Paróquia em Rio Ponte, os visitantes conheceram as quatro comunidades que a compõem: Rio Ponte, Alto Rio Ponte, Rio Lamego e Vila Schwanz. Em cada local, tiveram a oportunidade de ouvir sobre a história das comunidades, sua organização, dinâmica de trabalho e os diversos trajetos percorridos pelo Diácono Arilson em sua atuação ministerial. Além de conhecerem as estruturas físicas das comunidades, os visitantes tiveram uma experiência muito significativa ao visitar famílias da paróquia. Nesses encontros, puderam vivenciar de perto a realidade rural, conhecer propriedades de agricultura familiar, compartilhar refeições, tomar café e experimentar a calorosa hospitalidade característica de nossas comunidades. Como gesto de carinho, muitas famílias presentearam os visitantes com produtos cultivados em suas próprias lavouras. Outro momento marcante foi a visita a EMEF Rio Ponte, onde os visitantes participaram de momentos de interação e partilha com estudantes da escola. A presença de visitantes da Alemanha

despertou grande entusiasmo entre as crianças, tornando a experiência inesquecível para todas as pessoas. O grupo também conheceu a secretaria da Paróquia em Rio Ponte, local onde atualmente atua a Diácona Tatiane Berger Grunewald. Receber nossos irmãos e irmãs luteranos da Alemanha foi uma grande alegria e uma importante oportunidade de fortalecer os laços que unem nossas instituições. Embora os contextos e formas de atuação sejam diferentes entre a SBEJ e a realidade vivida em nossas comunidades, o intercâmbio evidencia a riqueza da diversidade e a importância da caminhada conjunta na missão da Igreja. Agradecemos a Deus por essa experiência enriquecedora, que fortalece amizades, amplia horizontes e reafirma a comunhão que ultrapassa fronteiras e mares, unindo pessoas em torno da fé, do serviço e do amor ao próximo. Diácona Tatiane Berger Grunewald


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Amor, comunhão e aventura: grupo de casais celebra o Dia dos Namorados com remada de canoa havaiana Momentos de convivência, reflexão, alegria e fortalecimento dos laços entre os casais Celebrar o amor também é criar memórias juntos. Foi com esse espírito que o Grupo de Casais da Comunidade de Vitória celebrou o Dia dos Namorados de uma forma especial e diferente com um passeio de canoa havaiana pelas águas da Baía de Vitória. Muito mais do que uma atividade esportiva, a remada proporcionou momentos de convivência, reflexão, alegria e fortalecimento dos laços entre os casais. Em cada remada, ficou evidente que a caminhada a dois também exige sintonia, confiança, cooperação e disposição para seguir na mesma direção; valores que igualmente fortalecem a vida matrimonial. Em meio à beleza da natureza e ao nascer do sol, os casais desfrutaram de momentos de descontração, conversas e gratidão a Deus pelo dom da vida e do casamento. A experiência reforçou que a comunhão cristã também se constrói em ocasiões que promovem amizade, cuidado mútuo e integração entre as famílias da comunidade. A iniciativa faz parte das atividades do Grupo de Casais da IECLB Vitória, que busca fortalecer os relacionamentos por meio de encontros, reflexões, celebrações e experiências que unem fé, convivência e alegria. Que Deus continue abençoando cada casal, para que, assim como em uma canoa havaiana, possam remar juntos, superando desafios e celebrando as bênçãos que encontram ao longo da caminhada. Sheyla Saar Matias e Francisco Mutz Ratzke Coordenador/a do Grupo de Casais

Missão Criança fortalece a fé e a comunhão na Comunidade de Barracão O Programa Missão Criança tem se tornado uma linda expressão de amor, cuidado e compromisso cristão na Comunidade de Barracão, em Santa Maria de Jetibá (ES). Muito mais do que um projeto, a iniciativa aproxima crianças, famílias e toda a comunidade, fortalecendo a caminhada de fé desde os primeiros anos de vida. O propósito da Missão Criança é envolver cada criança em uma grande rede de oração, carinho e acompanhamento. Por meio da dedicação de padrinhos e madrinhas de oração, cada criança recebe o apoio de pessoas que assumem o compromisso de interceder por sua vida, seu crescimento e seu desenvolvimento na fé, demonstrando que a Igreja caminha unida no cuidado com as novas gerações. A participação da comunidade tem sido essencial para o sucesso dessa missão. Famílias e lideranças unem esforços para incentivar as crianças a conhecerem cada vez mais o amor de Deus, participando das atividades da Igreja e crescendo em valores como respeito, solidariedade, esperança e serviço ao próximo. O Missão Criança também fortalece os laços entre as famílias e a comunidade, mostrando que educar na fé é uma responsabilidade compartilhada. Cada oração, cada gesto de carinho e cada momento vivido juntos contribuem para formar crianças que conhecem o Evangelho e são inspiradas a viver os ensinamentos de Jesus. A Comunidade de Barracão celebra com alegria os frutos dessa iniciativa, que começou em 2022. Até o mês de maio, já tínhamos 62 crianças inscritas no livro de registro. Que Deus continue abençoando cada criança, cada família, os padrinhos e madrinhas de oração e todos os voluntários envolvidos, para que o Missão Criança siga levando esperança, amor e fé às futuras gerações. “Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele.” (Provérbios 22.6) Suzana Tesch Holz


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Um projeto que não ficou só no sonho! Grupo Promessas No final do ano de 2025, o Grupo Promessas completou 10 anos de trabalho na Comunidade de Barracão, na condução dos cultos e bênçãos matrimoniais. Assim como tudo que inicia, antes de ser realizado, precisa de ser sonhado. Esse grupo também foi sonhado, não só pelo coordenador Edimilson Ott, mas por outras pessoas da comunidade. O sonho começou em 2011 quando Irenilton Kruger elaborou um dos primeiros projetos de música na comunidade de Barracão. Várias pessoas embarcaram nesse projeto, formado por uma diversidade pessoas, dons e instrumentos como: flautistas, violonistas, trombonistas e também crianças com suas vozes. Irenilton Kruger é hoje reconhecido não só pelo atual coordenador do Grupo Promessas, Edimilson Ott, mas também por muitos que aprenderam a tocar e hoje estão envolvidos na música nos diversos grupos da comunidade. O então coordenador do projeto sempre mencionava que seu sonho era um dia ver o trabalho se desenvolver e frutificar e, quem sabe, um dia formar um grupo musical, como já acontecia em outras paróquias e comunidades. O projeto teve o seu início bem entusiasmado. Mas, ao longo da execução o número de integrantes diminuiu e o projeto com o tempo se encerrou. Alguns desses integrantes tomaram caminhos desconhecidos e outros ingressaram no Grupo de Trombonistas da Comunidade de Barracão. Mas o sonho de ter um Grupo de Música na comunidade não desfaleceu, pois, o mesmo ainda pulsava no coração de alguns remanescentes do projeto. E como diz o ditado: “É no andar da carruagem que as abóboras se ajeitam”. Pois então, depois de algum tempo, foi nos Encontros de Jovens, coordenados pela Suzana Tesch Holz, nos quais o Edimilson Ott e o Mauricio Uhlig levavam seus instrumentos para acompanhar os hinos, que aos poucos aquele sonho de ter um Grupo de Música começou a ganhar impulsos com alguns integrantes da JE. Próximo do final do ano, sem ter o que apresentar na noite natalina, os jovens resolveram ensaiar algumas músicas para apresentar. Edimilson Ott convidou algumas pessoas para estarem ajudando com instrumentos e voz, e assim, no Natal de 2015, aconteceu a primeira apresentação daquele que viria a dar início ao tão sonhado Grupo de Canto. Com a graça de Deus, a JE foi o solo que fez a semente do grupo nascer. O início é sempre desafiador em todos os âmbitos onde pessoas diferentes comungam com suas ideias. E com esse grupo não foi diferente. Precisou-se de muita determinação, paciência e força de vontade para vencer os obstáculos, as dificuldades e as diferenças para dar continuidade ao projeto. O primeiro grupo foi composto por: *Família Uhlig (Ervino, Maurício, Patrícia, Daniela) *Edimilson Ott *Simone Dettman *Alessandra S. Grunewald *Katieli G. Botelho *Joadir Schreiber *Leticia Keller Schreiber *Carolaine G. B. Jastrow *Maikon Schuvantz *Estelina Gabrech *Raquelane L. Zietlow *Leonides Zietlow *Iraci L. Gabrech *Solivano Gabrech *Pa. Ivanda Keller Schreiber

Desses, alguns permaneceram por um tempo e saíram, outros continuam firmes em sua missão de levar a palavra de Deus através do canto, pois compreendem que essa é a promessa de Deus em sua vida. Todos esses integrantes se doaram e contribuíram, escrevendo a linda história do Grupo Encanto Musical. No ano em que celebramos os 180 anos de presença Luterana no Espírito Santo, é gratificante ver e ouvir pessoas que marcam a presença luterana naquilo que está na essência da IECLB – o canto. Hoje, desse grupo inicial, somente permanecem: Edimilson Ott, Elizete L. Ott e Suzana T. Holz. Como nos lembra a letra da música escrita pelo jornalista Nelson Motta “Nada do que foi, será de novo do jeito que foi um dia....Tudo o que se vê não é igual ao que a gente viu há um segundo. Tudo muda o tempo todo no mundo...”. E, assim, outras pessoas chegaram ao grupo com novas ideias e novos olhares, dispostos a contribuir na igreja. Foram realizados alguns ajustes, novos equipamentos foram adquiridos e também integrantes do Projeto de Música da Paróquia de Barracão, coordenada pela Musicista Sidneia Ponath foram convidados a se juntar ao grupo. Trazendo, dessa forma, uma diversidade de instrumentos e dons ao conjunto, que agora escreve a sua história a partir do Grupo Promessas. Atualmente, compõem o Grupo Promessas: *Edimilson Ott *Elizete L. Ott *Thainise Pauske *Marlon Michel Brandemburg *Fabileia Héin *Devair Reinke *Suzana T. Holz *Edgar Grunewaldt *Viviane Edna B. Grunewaldt O objetivo desse grupo não é apenas ensaiar e se apresentar, mas sim, semear sementes da palavra de Deus. Mas, também contribuir para que a comunidade cante com ânimo, gratidão e alegria. Por isso, o lema do grupo é: “Semeando a Palavra de Deus Através da Música”. Hoje, além de conduzir os hinos durantes as celebrações dominicais, o grupo participa de Cerimônias de Casamento, além de outros eventos onde é convidado. Desejamos que o Grupo Promessas continue servindo a comunidade de Barracão com suas vozes e com seus instrumentos, com amor e dedicação. Tendo como horizonte, a cada dia, melhorar mais no entoar dos belos hinos e na perfeição da execução de seus instrumentos. Edimilson Ott Coordenador do GRUPO PROMESSAS


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Formação de Musicistas de Metais na Paróquia Rio Possmoser No dia 26 de julho, um grupo de 28 instrumentistas de metais (trombone, trompete, trompa e tuba) reuniu-se na Paróquia Rio Possmoser para um dia de comunhão e formação. Era um grupo bastante diversificado, reunindo musicistas iniciantes e avançados, participantes dos grupos de metais das comunidades Rio Possmoser e Rio Aparecida, da Paróquia Rio Possmoser, além de alguns musicistas da paróquia vizinha e, especialmente, alunos e alunas do projeto de música da Escola Estadual de Alto Rio Possmoser. Alguns desses estudantes são de famílias-membro da Paróquia Rio Possmoser, mas ainda não fazem parte dos grupos de música das comunidades. Esses estudantes, em sua maioria musicistas iniciantes, vieram ao encontro por intermédio do professor Rafael Pagung, que coordena as aulas de instrumento e a prática de banda da escola, para a qual a comunidade de Rio Possmoser cede seu espaço uma vez por semana para as aulas de música. Nesse encontro de formação, além da assessoria do professor Rafael, o grupo contou com a colaboração do professor Edineu Neimog. Tanto Rafael quanto Edineu são frutos da Obra Acordai Capixaba, no Sínodo Espírito Santo a Belém, e, além de tocarem muito bem, possuem sólida experiência no ensino da arte de tocar

um instrumento e interpretar bem uma peça musical. Assim, o encontro teve início cedo, no domingo pela manhã, com o grupo dividido entre iniciantes e avançados. Foram trabalhados hinos novos do Livro de Canto da IECLB, bem como algumas músicas que serão ensinadas no 40º Encontro Capixaba de Coros de Metais. No período da tarde, todo o grupo ensaiou junto para compartilhar os resultados musicais com a comunidade reunida no culto das 15h, conduzido pela palavra bíblica de Salmo 90.12: “Senhor, ensina-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos coração sábio” (na realidade, um trocadilho entre os verbos “contar” e “cantar”). Na avaliação das pessoas participantes, foi um encontro intenso e produtivo, que deverá se repetir. O grupo expressou sua gratidão pela assessoria dos dois professores, pela hospitalidade da comunidade Rio Possmoser e pelo apoio financeiro da diretoria paroquial para a realização desse encontro de formação, que se estendeu para além dos muros da Paróquia Rio Possmoser. Pastor Me. Alexander Busch


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Sínodo realiza 1º Seminário de Sonorização para o Culto Nos dias 1º e 2 de agosto, o Sínodo Espírito Santo a Belém promoveu o 1º Seminário de Sonorização para o Culto, reunindo pessoas que atuam ou desejam atuar na operação do som em suas comunidades. Os encontros aconteceram nas comunidades de Vargem Grande e Alto São Sebastião e foram assessorados pelo musicista e professor da Associação Diacônica Luterana (ADL), Douglas Kalke. A formação combinou conteúdos teóricos e atividades práticas sobre operação de mesas de som analógicas e digitais, regulagem de microfones, vozes e instrumentos, além de abordar princípios de acústica aplicados aos espaços de culto, configuração de equipamentos, com o objetivo de colocar esse aprendizado a serviço de suas comunidades. A iniciativa surgiu da percepção de que a sonorização é parte importante da comunicação do Evangelho. Quando Palavra e canto são ouvidos com clareza, toda a comunidade é favorecida em sua participação na celebração. Ao mesmo tempo, o seminário destacou que uma boa sonorização depende não apenas de equipamentos, mas também de conhecimento técnico e da compreensão das características acústicas de cada espaço. Com esta iniciativa, o Sínodo reafirma seu compromisso com a formação de lideranças e com o fortalecimento dos diversos ministérios que colaboram para que a Palavra de Deus seja anunciada e acolhida com clareza nas celebrações. Vinícius Ponath

Livro de Canto da IECLB: um trabalho permanente de acompanhamento, revisão e aprimoramento

Em 2025 a IECLB escolheu e instalou um grupo de pessoas para compor a Comissão Permanente de Acompanhamento do Livro de Canto da IECLB. Em novembro do mesmo ano, a comissão se reuniu presencialmente em Porto Alegre onde se definiu o planejamento para dar início ao processo de revisão do Livro de Canto da IECLB (LCI). Um dos primeiros passos foi a análise de todas as sugestões de correções enviadas por diversas pessoas dos 18 sínodos da IECLB. Também se entrou em contato com autores e autoras de hinos que estão no LCI, dando-lhes a oportunidade de participarem desse processo, acrescentado suas contribuições às correções percebidas pela própria Comissão. Desde então, o grupo se reúne mensalmente, de forma online e conta com o apoio de musicistas convidados e convidadas, além de pessoas que participaram da primeira edição do LCI e que têm se mostrado bastante solícitas ao trabalho de revisão. Entre os dias 9 e 11 de junho de 2026, a Comissão realizou um trabalho intenso corrigindo letras, autoria, tradução, notação musical e cifragem. Ainda há muito trabalho a ser feito para melhorar o hinário da IECLB para um nova edição, diagramação e impressão. Tudo está sendo feito com cuidado, zelo, alegria e responsabilidade, buscando qualificar, ainda mais, o serviço musical na Igreja. A comissão agradece todas as sugestões enviadas, que são acolhidas como necessárias e importantes para, cada vez mais, melhor promover o canto da comunidade. Vinícius Ponath Assessoria de Música do SESB, em nome da Comissão Permanente de Acompanhamento do Livro de Canto da IECLB


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Música do SESB: a formação musical presente nas comunidades O Sínodo Espírito Santo a Belém (SESB), através da Assessoria de Música, sob a condução do musicista Vinicius Ponath, promoveu diversas atividades nas paróquias e uniões paroquiais ligadas à formação, integração e incentivo à prática musical nas comunidades. Os encontros reuniram crianças, adolescentes, jovens e adultos em momentos de aprendizado, partilha e fortalecimento da música como expressão da fé e do testemunho cristão. As atividades tiveram como objetivo qualificar pessoas envolvidas com a música nas comunidades, incentivar o surgimento de novos grupos musicais e reforçar a importância da música como elemento essencial da vida litúrgica e comunitária da Igreja. A primeira atividade aconteceu no dia 7 de março, na Paróquia de Tijuco Preto, durante um encontro do Ensino Confirmatório do 3º ano, coordenado pelo P. Robson Peters. A oficina “Canto Jovem” proporcionou aos confirmandos e confirmandas uma experiência de integração por meio do canto, da experimentação de diferentes instrumentos musicais e da reflexão sobre o papel da música na Igreja. Além de aprender novas canções, os adolescentes puderam compreender como o canto da comunidade é uma das marcas da tradição da Reforma, incentivando-os a expressar sua fé também através da música. No dia 9 de maio, a Paróquia de Rio Ponte promoveu o encontro “Vem Louvar”, reunindo aproximadamente 60 participantes entre adolescentes, jovens e adultos envolvidos com a música na comunidade. A formação contou com a condução de Armindo Klitzke, coordenador do Conselho de Música do SESB, e de Vinicius Ponath, assessor de música do Sínodo. Enquanto Armindo trabalhou especificamente com os trombonistas, Vinicius conduziu oficinas voltadas ao canto e a outros instrumentos. Em diversos momentos, todos os participantes reuniram-se para ensaios conjuntos que culminaram em uma bela celebração com a comunidade conduzida pelo Diácono Arilson Grünewald. Poucas semanas depois, em 23 de maio, a Paróquia de Tijuco Preto realizou um encontro para músicos já atuantes na comunidade, reunindo grupos vocais, instrumentistas de teclado, cordas, sopros e trombones. A programação foi conduzida por Vinicius Ponath e Armindo Klitzke, abordando aspectos da liturgia, da prática musical para o culto, técnica instrumental, teoria musical e aprendizagem de novas canções, promovendo um importante espaço de diálogo e aperfeiçoamento para quem serve através da música. A formação musical também esteve presente na União Paroquial Jucu, que realizou, em 13 de junho, um encontro na Comunidade de Boa Esperança, pertencente à Paróquia de Marechal Floriano. A programação ofereceu oficinas simultâneas de violão, teclado e canto. A oficina de violão foi conduzida pelo P. Edivaldo Binow, a de teclado

pelo P. Adriel Raach e a oficina de canto pelo assessor de música do Sínodo. Durante a tarde, todos os participantes reuniram-se para executar músicas em conjunto e encerraram o encontro com apresentações que demonstraram o aprendizado desenvolvido ao longo do dia. Nos dias 20 e 21 de junho, a União Paroquial Grande Vitória realizou seu tradicional retiro anual de confirmandos e confirmandas. Integrando a programação, a Assessoria de Música conduziu novamente a oficina “Canto Jovem”, oferecendo aos adolescentes um espaço de convivência, criatividade e expressão da fé. Por meio de dinâmicas musicais, do canto coletivo e da experimentação de diferentes instrumentos, os participantes vivenciaram momentos de integração, desinibição e fortalecimento dos vínculos comunitários. Ao longo desses encontros, centenas de pessoas foram alcançadas pelas ações da Assessoria de Música do SESB, reafirmando o compromisso do Sínodo em investir na formação contínua de músicos instrumentistas, cantores, regentes e lideranças musicais. Mais do que desenvolver habilidades técnicas, as atividades fortalecem a espiritualidade, a participação comunitária e a missão da Igreja, formando pessoas que colocam seus dons a serviço da proclamação do Evangelho através da música. Vinícius Ponath Assessoria de Música do SESB


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Estudante de teologia dá início a um grupo de visitação na Paróquia Rio Possmoser Amor de Cristo visível por meio de gestos concretos de presença, escuta e acolhimento Com muitas expectativas, a Paróquia de Rio Possmoser, em julho de 2026, deu início a um Grupo de Visitação, idealizado e conduzido pela estudante de teologia Vanderli Zager Stieg. A elaboração deste projeto de visitação faz parte de sua formação para o ministério com ordenação na IECLB. Desde 2023, Vanderli está realizando o curso de Bacharelado em Teologia pela Escola Superior de Teologia (EST), de São Leopoldo/RS, na modalidade de educação a distância (EAD). Segue, abaixo, um breve relato pessoal de sua jornada para idealizar o Grupo de Visitação na Paróquia: Incentivada pela Pastora Iraci Wutke, iniciei os estudos de teologia, um sonho pessoal que, por muitos anos, me parecia distante e difícil de ser realizado. Hoje, três anos mais tarde, estou na fase de finalizar o bacharelado para seguir adiante com a jornada para ingressar no Ministério com Ordenação na IECLB. Ao final do sexto semestre da graduação, em junho de 2026, como parte do componente curricular da Extensão e Práxis Eclesiológica, elaborei a proposta de uma ação concreta voltada para a prática na comunidade: a formação de um Grupo de Visitação. Com o auxílio do Pastor Mestre Alexander Roberto Busch, responsável pela visitação na Paróquia, foi possível amadurecer e desenvolver essa iniciativa. O projeto inspira-se nas palavras do Apóstolo Paulo em Gálatas 6.9-10: “Não nos cansemos de fazer o bem. Pois, se não desanimarmos, chegará o tempo certo em que faremos a colheita. Portanto, sempre que pudermos, devemos fazer o bem a todos, especialmente aos que fazem parte da nossa família na fé”. Paulo nos lembra que todas as pessoas são chamadas por Deus a servir, cuidar umas das outras e compartilhar o Evangelho por meio de palavras, gestos de acolhimento e atitudes de amor ao próximo. É especialmente dessa maneira que a comunidade vivencia, de forma concreta e visível, o seu chamado para ser Corpo de Cristo, onde cada pessoa coloca seus dons a serviço do Reino de Deus. Para realizar o projeto, convidamos, num primeiro momento, um grupo de pessoas entre as seis comunidades da Paróquia de Rio Possmoser, com a intenção inicial de fazer visitas a pessoas idosas com 70 anos ou mais. Devido ao grande número de pessoas idosas na Paróquia, estamos limitando as visitações a pessoas idosas da Comunidade de Rio Possmoser, a maior dentre as seis comunidades. Esperamos que, no futuro, com a consolidação do projeto, as demais comunidades da Paróquia sejam também bene-

ficiadas com a visitação. Para tanto, dependemos da disposição e do compromisso de pessoas para fazer parte do Grupo de Visitação e de uma boa formação, para que o grupo se sinta capacitado e seguro para realizar as visitas. Assim sendo, em 22 de julho, realizamos um primeiro encontro de formação e organização das visitas, no qual participaram 15 das 27 pessoas que aceitaram o convite para compor o Grupo de Visitação. A partir da partilha de expectativas e da importância da visitação, junto com a reflexão bíblica da história em que Abraão e Sara acolhem três visitantes em sua tenda (Gênesis 18.1-8), dividimos o grande grupo em equipes menores de três pessoas, mais um dos Ministros ordenados da Paróquia: Pastor Mestre Alexander Roberto Busch, Pastora Adriana Kuhn Busch e Pastor Miqueias Holz. Cada equipe possui uma pessoa coordenadora, responsável por organizar as visitas junto às famílias. A proposta é que cada equipe realize duas visitas no mesmo dia, uma vez ao mês. Este primeiro encontro foi marcado por entusiasmo, comunhão e muitas expectativas. Nossa esperança é que esse novo ministério produza bons frutos, tanto para as pessoas que receberão as visitas quanto para aquelas que se colocam a serviço nesse grupo que visa o cuidado das pessoas. O projeto surgiu por causa da crescente demanda por visitas pastorais em diferentes situações da vida, tanto em momentos de sofrimento, enfermidade e angústia quanto em ocasiões de alegria e celebração. Atualmente, essas visitas estão concentradas exclusivamente nos Pastores e na Pastora da Paróquia. Diante dessa realidade, o grupo de visitação busca contribuir para suprir parte dessa demanda, levando presença, escuta, acolhimento e cuidado às famílias. Mais do que atender a uma necessidade pastoral, o Grupo de Visitação pretende fortalecer a comunhão entre os membros da comunidade, tornando o amor de Cristo visível por meio de gestos concretos de presença, escuta e acolhimento, dando seu testemunho de que ‘devemos fazer o bem a todos, especialmente aos que fazem parte da nossa família na fé’. Vanderli Zager Stieg Estudante de Teologia Alexander R. Busch Pastor Mestre


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Crianças seguindo os passos de Jesus: um encontro de fé, alegria e comunhão Em 2026, no dia 28 de junho, aconteceu mais uma edição do EBFS – Encontro Bíblico de Fim de Semana, destinado às crianças da Paróquia de Baixo Guandu. Neste ano, o encontro teve como tema “Crianças seguindo os passos de Jesus”. Realizado anualmente, o encontro é aguardado com muito carinho pelas crianças da Paróquia. Sua primeira edição aconteceu em 2005, com o apoio dos pastores que atuavam na época, Udo Schenkel e sua esposa, além de Fabrício e Bianca Weiss. O EBFS é um momento especial de aprendizagem, convivência, brincadeiras e muitas atividades. Ao longo dos anos, o encontro foi se renovando para atender às necessidades e às características de cada época, mantendo, porém, seu propósito de proporcionar às crianças uma experiência significativa de fé e comunhão. O encontro faz parte do calendário anual de atividades da Paróquia e foi realizado todos os anos desde 2005, com exceção do período da pandemia. Sua organização é realizada pela equipe paroquial do Culto Infantil, com o apoio dos membros e dos pastores da Paróquia. Durante a programação, as crianças participam, pela manhã, de histórias bíblicas, momentos de conversa, dinâmicas e muito louvor — um dos momentos mais aguardados por elas. À tarde, a programação é marcada por brincadeiras e gincanas, proporcionando momentos de alegria, integração e amizade. A Paróquia de Baixo Guandu se alegra por poder proporcionar, a cada ano, esse momento tão especial para as crianças. E a melhor expressão de quanto o encontro é significativo está na pergunta que elas fazem ao final de cada edição: “Quando será o próximo?” Jaciane Piske Borchardt Coordenadora Paroquial

Pomerano Tudo nos é empréstimo aqui neste belo mundo. Tudo nos é empréstimo, toda riqueza, todo dinheiro. Tudo nos é empréstimo, cada hora plena de felicidade. Quando um dia tiveres que partir, deixarás aqui tudo para trás. Vê-se mil coisas lindas e deseja-se isto e aquilo. Tudo que é bom e caro, traz hoje para o homem prazer! Todos querem possuir ainda mais, mesmo pagando muito caro por isso. Cada um deseja ser algo melhor. Trabalha e ajunta a vida inteira, mas qual o resultado que se tem disso? Todos os bens desta terra com os quais a sorte lhe honra, são lhe dados por um tempo e para a eternidade nada valem. Por isso vivam sua vida, alegrem-se com o próximo dia, Quem sabe sobre esta linda terra, o que o amanhã lhe reserva? Alegrem-se com as coisas pequenas, não só com posses e dinheiro. Tudo só é empréstimo neste belo mundo.

Dat is ales bloos geborgt up dëse schööne wild. Dat is ales bloos geborgt, al rijkdom, al gild. Dat is ales bloos geborgt, jëre stuun ful glük, must duu aine dag gåe, lötst duu ales hijr tröög. Man süüt duusend gaure dinge un wünscht sich dit un dat, ales, wat gaud is un düür, mökt dem mësche spåss! Jërer wil nog mër besite, betålt uk feel dårfoir; Kaim kan dat wat nütse, dat bliwt aine dag doch ales hijr. Jërer hät de forlang, wat beeteres sin, schaft un roopt dat gans leewent doir, doch wat bringt em dat al in? Al besits fon dëse ër, wat dij dat schiksål forërt, sin bloos for ain tijd dår, for ümer sin sai gårnischt wërd. Dårweegen leewt doch juuch leewent, fröögt juuch up dem nëgste dag, Wee wät up dëse schööne ër, wat dai morgen bringe mag. Fröögt juuch an dai klaine dinge, ni bloos am besits un gild. Dat is ales bloos geborgt hijr up dëse schööne wild. Heinz Schenk


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Muitas mãos, um só propósito! Mutirão reúne comunidades da Paróquia de Funil para construir, servir e fortalecer a comunhão “Assim também nós, embora sejamos muitos, somos um só corpo em Cristo e, individualmente, membros uns dos outros” (Romanos 12.5). Há trabalhos que uma pessoa pode realizar sozinha. Outros, porém, precisam de muitas mãos. E, é justamente quando essas mãos se unem que descobrimos a verdadeira força de uma comunidade. A palavra mutirão está ligada a uma antiga tradição de trabalho coletivo. No Brasil, especialmente nas comunidades rurais, era comum que vizinhos e famílias se reunissem para realizar tarefas que seriam difíceis para uma única pessoa: construir uma casa, preparar uma plantação, fazer uma colheita ou ajudar alguém que precisava. Cada pessoa oferecia aquilo que podia — sua força, seu conhecimento, seu tempo — e, juntos, todos alcançavam um objetivo comum. Os mutirões fazem parte da caminhada de nossas comunidades e revelam algo que vai muito além do trabalho realizado. Eles são momentos de cooperação, solidariedade, convivência e comunhão. São oportunidades em que pessoas diferentes se encontram, trabalham lado a lado e descobrem que aquilo que parece grande demais para uma pessoa se torna possível quando todos assumem sua parte. Essa bonita tradição continua viva na Paróquia do Funil. Foi exatamente isso que aconteceu no último dia 02 de agosto. Levando em consideração que a Paróquia possui aproximadamente 120 membros batizados, mais de 30 pessoas, entre homens e mulheres, se reuniram para um grande mutirão com um objetivo muito especial: realizar o piso da nova cobertura, uma estrutura que foi doada por membros da comunidade. Desde cedo, as pessoas foram chegando e colocando seus dons a serviço. Alguns ajudaram diretamente no trabalho da construção; outros contribuíram com a organização e os preparativos. E, entre uma tarefa e outra, também houve espaço para conversas, risadas e momentos de convivência. Porque essa é uma das grandes riquezas

de um mutirão: enquanto construímos alguma coisa, também construímos relacionamentos. O trabalho realizado naquele dia representa uma importante conquista para a comunidade. Mas, mais do que o piso e a nova cobertura, fica a lembrança das muitas pessoas que dedicaram seu tempo e seu esforço para ajudar a construir algo que será de todos. Para nós, como Igreja, os mutirões também são uma forma concreta de viver a fé. Somos chamados a colocar nossos dons a serviço e a caminhar juntos. A comunidade cristã não é construída pelo trabalho de uma única pessoa, mas pela contribuição de muitos. Há quem doe materiais, quem ofereça seu trabalho, quem ajude na organização, quem prepare uma refeição e quem simplesmente esteja presente. Cada gesto tem seu valor quando é feito com amor. Por isso, fica nossa gratidão a todas as pessoas que participaram desse mutirão, àqueles que contribuíram com a doação da cobertura e dos materiais para o piso e a todos que, de diferentes maneiras, ajudam a fortalecer nossas comunidades. Que Deus continue abençoando cada mão que se coloca a serviço e nos ajude a preservar esse espírito de união e solidariedade. Porque, quando muitas mãos se unem, não construímos apenas espaços. Construímos comunhão, fortalecemos a comunidade e testemunhamos a nossa fé. Muitas mãos. Um só propósito. Uma só comunidade. “Servi uns aos outros, cada qual conforme o dom que recebeu.” 1 Pedro 4.10 Rosangela Geik Völz Ponath Estudante de Teologia Hildebrand Kaizer Presidente da Paróquia


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Presença Luterana

Formação e atuação de lideranças comunitárias “A história da presença luterana no Espírito Santo demonstra que investir na formação de lideranças sempre foi uma prioridade” A história da presença luterana no Espírito Santo é também a história da formação e do compromisso de inúmeras lideranças comunitárias. Desde a chegada dos primeiros imigrantes alemães, em 1846, e pomeranos, a partir de 1859, a escassez de pastores marcou profundamente a vida das comunidades. Em muitas localidades, as famílias permaneceram dez, vinte e até mais de trinta anos sem a presença de um pastor residente. Ainda assim, a vida da Igreja não foi interrompida. Graças ao testemunho das famílias e ao serviço dedicado de lideranças leigas, a fé cristã foi preservada e transmitida às novas gerações. O lar tornou-se o principal espaço de vivência da fé. A leitura da Bíblia, as orações diárias, o culto doméstico, o estudo do Catecismo Menor de Martim Lutero, o canto de hinos e a leitura de livros devocionais fortaleceram a identidade luterana das famílias. Ao mesmo tempo, leitores (Vorleser), dirigentes de culto e professores comunitários assumiram a responsabilidade de reunir as comunidades para celebrar a Palavra de Deus, utilizando coleções de sermões trazidas da Europa. As celebrações aconteciam nas casas e, posteriormente, nas escolas comunitárias, consolidando o característico modelo de igreja-escola que marcou a história da imigração luterana no Espírito Santo. Essa organização refletia um princípio fundamental da teologia luterana: o sacerdócio geral de todas as pessoas cristãs. Embora o ministério pastoral permanecesse responsável pela administração pública da Palavra e dos Sacramentos, as lideranças leigas desempenharam papel indispensável na preservação da vida comunitária durante os longos períodos sem assistência pastoral. Foi nesse contexto que muitas comunidades nasceram, fortaleceram sua identidade e desenvolveram uma forte cultura de participação, característica que permanece presente na Igreja até os dias atuais. Com a chegada dos primeiros pastores residentes, especialmente a partir do final do século XIX, iniciou-se uma nova etapa. As comunidades já estavam organizadas, permitindo que os pastores investissem de maneira mais sistemática na formação bíblica, no ensino confirmatório, na capacitação de lideranças e na estruturação comunitária. Cresceu a consciência de que o fortalecimento da missão da Igreja dependia também da preparação contínua de pessoas para servir às comunidades. Um marco importante desse processo foi o trabalho desenvolvido pelo pastor Paul Knoch, na Paróquia de Alto Limoeiro. Com experiência na formação de jovens líderes, ele acolheu e preparou

lideranças como Ricardo Berger e Florêncio Berger, que posteriormente exerceram importante influência na Igreja. Ricardo Berger tornou-se uma das principais lideranças leigas das comunidades luteranas capixabas, desempenhando papel decisivo durante a Segunda Guerra Mundial, período em que muitos pastores de origem alemã foram impedidos de exercer publicamente seu ministério em razão da política de nacionalização do Estado Novo. Florêncio Berger dedicou-se à educação luterana, tornando-se diretor do Ginásio Evangélico de Ijuí, no Rio Grande do Sul. Nesse mesmo contexto foi fundada, em 13 de março de 1938, a Escola Sinodal de Alto Limoeiro, criada para preparar professores comunitários e lideranças para as comunidades luteranas do Espírito Santo. Contudo, o projeto foi interrompido apenas um mês depois, quando a Campanha de Nacionalização do Ensino proibiu o funcionamento de escolas dirigidas por professores estrangeiros. Apesar de sua curta existência, a Escola Sinodal deixou um legado significativo, lançando as bases para futuras iniciativas de formação de lideranças na Igreja. Outro importante marco foi a elaboração do Prontuário de Culto Evangélico-Luterano, no início da década de 1950. Motivado pelas experiências da Segunda Guerra Mundial, pelo processo de nacionalização e pela expansão das comunidades, o Prontuário ofereceu uma ordem de culto praticado por leigo (parte III) acessível e teologicamente consistente, permitindo que lideranças leigas conduzissem celebrações de culto e sepultamentos na ausência de pastores. Ao mesmo tempo, fortaleceu a unidade litúrgica e a participação ativa da comunidade na celebração do culto. A preocupação da Igreja com o cuidado integral das pessoas também se expressou por meio do projeto Caixas de Cobra, uma iniciativa diaconal criada para atender vítimas de picadas de serpentes nas comunidades rurais. As comunidades organizavam associações responsáveis pela manutenção de estoques de soro antiofídico, materiais de aplicação e pessoas capacitadas para prestar os primeiros socorros. Além de salvar inúmeras vidas, o projeto tornou-se um exemplo concreto do compromisso da Igreja com o serviço ao próximo e com as necessidades da população rural. O ideal de formar lideranças foi retomado com vigor em 22 de fevereiro de 1956, quando foi fundada, em Lagoa de Serra Pelada, a Escola Bíblica, instituição que deu origem à Associação Diacônica Luterana (ADL). Coordenada pelo pastor Artur Schmidt e sua esposa Käte, a Escola Bíblica preparava jovens para atuar na

Ricardo Berger tornou-se uma das principais lideranças leigas das comunidades luteranas capixabas, desempenhando papel decisivo durante a Segunda Guerra Mundial, período em que muitos pastores de origem alemã foram impedidos de exercer publicamente seu ministério em razão da política de nacionalização do Estado Novo.


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Presença Luterana

Ao longo de quase 180 anos, a história da presença luterana no Espírito Santo demonstra que investir na formação de lideranças sempre foi uma prioridade. A IECLB soube adaptar seus processos formativos às necessidades de cada época, sem perder de vista sua vocação de investir nas pessoas para fortalecer a missão da Igreja. educação cristã, na diaconia, na evangelização e na ação social. A formação unia ensino bíblico e teológico à prática, por meio de estágios em hospitais, casas de diaconisas, instituições sociais e comunidades luteranas. Essa visão de formação integral tornou-se uma das principais marcas da ADL, que passou a contribuir significativamente para a missão da IECLB no Espírito Santo e em outras regiões do Brasil. Essa preocupação com uma formação integral aparece de maneira clara no relatório do pastor Artur Schmidt, diretor da Escola Bíblica de Lagoa de Serra Pelada. Em fevereiro de 1959, ele acompanhou um grupo de estudantes em viagem, encaminhando-os para seus campos de estágio e fortalecendo o relacionamento com instituições parceiras da Igreja. Sobre essa viagem, P. Schmidt registrou: “No dia 02 de fevereiro de 1959 fomos de ônibus e trem até Vitória. Nosso grupo era formado por 6 pessoas (Pastor Schmidt, diretor da Escola Bíblica, Gerta Seibel, Florinda Seibel, Irma Völz, Norberto Berger e Ervino Schwanz). Como a maioria dos nossos estudantes não conheciam Vitória aproveitamos para visitar a capital do Espírito Santo. Logo viajamos pela recém construída nova rodovia Vitória ao Rio de Janeiro. No amparo Feminino, fomos acolhidos e bem cuidados pelas diaconisas. As irmãs nos mostraram um filme colorido sobre a missão junto aos indígenas na Amazônia. Tivemos a oportunidade de visitar o pastor sinodal Sr. Schlieper. Visitamos muitos lugares na capital Nacional entre eles o Corcovado, o jardim Zoológico e museus. Nossa colega de viagem Gerta Seibel havia alcançado o objetivo de sua viagem. Permanecer junto das diaconisas no Amparo Feminino. Foi especial a viagem de ônibus do Rio a São Paulo. Lá fomos acolhidos pelo pastor do Sínodo Brasil Central Pastor Begrich. Por falta de tempo, não pudemos visitar São Paulo. Logo seguimos viagem de ônibus por Curitiba, Lajes até São Leopoldo. Passamos por montanhas e vales profundos. Muito interessante são as paisagens com as videiras de Caxias do Sul. Em Porto Alegre tivemos a oportunidade de experimentar, pela primeira vez, um verdadeiro churrasco. Churrasco ainda não temos no Estado do Espírito Santo. Chegamos a São Leopoldo na casa das diaconisas. No dia seguinte visitamos o Morro do Espelho. Nos alegrou o progresso na construção da Faculdade de Teologia. Deixamos Florinda Seibel e Irma Völz na casa das diaconisas. Sobraram ainda 3 pessoas no nosso grupo. No dia 13 de fevereiro viajamos para o Vale do Taquari e conseguimos chegar ao Asilo Pella Betânia. Lá tinham 80 órfãos e 160 idosos e doentes abrigados. A casa está sob a direção de Gottfried Müller. Gottfried pertence a irmandade do Hernhut. Nos dias da nossa visita estava acontecendo um retiro da juventude lá. O que ajudou os nossos estudantes Norberto Berger e Ervino Schwanz a se integrarem a casa. De Taquari a viagem seguiu até o hospital de Montenegro, onde eu tinha uma reunião com as diaconisas. De lá segui para Dois Irmãos, onde residia o antigo pastor de Lagoa: P. Bachimont com a sua família. No dia 18 de fevereiro participei da investidura de 4 jovens irmãs diaconisas na casa das diaconisas. Isso mostra um bom relacionamento que há entre a casa das diaconisas e a Es-

cola Bíblica de Lagoa de Serra Pelada. A tarde tive a oportunidade de apresentar o trabalho da Escola Bíblica para as irmãs diaconisas do hospital de Porto Alegre. Lembro com carinho da acolhida que o pastor Raspe me concedeu. No dia 19 de fevereiro utilizei o meio mais rápido, por avião, para retornar a Vitória. No dia 20 eu já estava de volta a Lagoa de Serra Pelada, onde o pastor de Joinville, Gerhard Huber me aguardava. Ele havia retornado de uma viagem de Brasília, que será a futura capital do Brasil. Encerro o meu relatório pedindo as orações pelos nossos estudantes que ficaram no Rio de Janeiro, Taquari e São Leopoldo. Queremos pedir a Deus que lhes dê alegria e força pelo serviço/estágio que irão realizar. Agradecemos aos amigos da Alemanha e Brasil pelo apoio dados aos nossos estudantes da Escola Bíblica” (P. Artur Schmidt). O relato evidencia que a formação oferecida pela Escola Bíblica ia muito além da sala de aula. O contato com hospitais, casas de diaconisas, comunidades, instituições de ensino e obras sociais proporcionava aos estudantes uma experiência prática de serviço, fortalecendo sua vocação e ampliando sua compreensão da missão da Igreja. A proposta de investir na formação de lideranças permanece viva no Sínodo Espírito Santo a Belém. Atualmente, a capacitação de presbíteros e presbíteras, ministros e ministras, musicistas, catequistas e demais lideranças comunitárias acontece por meio de cursos, seminários, encontros, retiros e programas de formação realizados em parceria com comunidades, paróquias e instituições da IECLB. Essa missão recebeu novo impulso com a criação, em 1993, do Centro de Formação Martim Lutero, atualmente organizado como Associação Educacional Martim Lutero (AEML). Atualmente, desenvolve iniciativas vinculadas ao Projeto Sinodal de Música com assessoria do musicista Vinícius Ponath e ao Projeto Sinodal de Formação assessorado pela Pa. Iraci Wutke. Seu foco é a formação continuada de lideranças oferecendo capacitação nas áreas bíblica, teológica, litúrgica, diaconal, musical e administrativa. Ao longo de quase 180 anos, a história da presença luterana no Espírito Santo demonstra que investir na formação de lideranças sempre foi uma prioridade. A IECLB soube adaptar seus processos formativos às necessidades de cada época, sem perder de vista sua vocação de investir nas pessoas para fortalecer a missão da Igreja. Dos leitores e professores comunitários das primeiras colônias aos atuais programas de formação do Sínodo, permanece a mesma convicção: Deus continua chamando e capacitando pessoas para colocar seus dons a serviço do Evangelho. Mais do que uma estratégia organizacional, a formação de lideranças constitui uma expressão da própria identidade da Igreja. Formar pessoas é fortalecer as comunidades, ampliar o testemunho cristão e preparar novas gerações para anunciar o Evangelho com fidelidade, esperança e amor. P. Rubens Stuhr P. Sidney Retz


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Conversando sobre saúde

Associação Evangélica Beneficente Espírito-Santense (AEBES) A presença da Igreja na gestão da saúde: uma expressão de cuidado e serviço diaconal O Sínodo Espírito Santo a Belém (SESB) faz parte da história dessa importante organização, que tem como missão oferecer e gerir serviços de saúde no Estado do Espírito Santo. Em 1956, fruto da união e do testemunho público das igrejas Batista, Cristã Evangélica Casa de Oração, Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), Metodista, Presbiteriana do Brasil e Presbiteriana Unida, nasceu a Associação Evangélica Beneficente Espírito-Santense (AEBES). Essas igrejas se uniram com o propósito de contribuir para a transformação da realidade de pessoas que necessitavam de assistência médica e de cuidado integral. A AEBES é constituída por um Conselho de Administração, formado por representantes indicados pelas igrejas associadas. Entre os membros do Conselho é eleita a Diretoria Executiva, responsável pela condução administrativa da instituição. Atualmente, o Conselho de Administração é presidido pelo pastor Rodrigo André Seidel, pastor da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB). Atualmente, a AEBES realiza a gestão de três hospitais próprios e de três hospitais públicos por meio de contratos de gestão, reafirmando seu compromisso histórico com a promoção da saúde, o cuidado com a vida e o atendimento humanizado. Hospitais de Gestão Própria A primeira unidade de saúde da AEBES foi o Hospital Evangélico de Vila Velha, inaugurado em 1972. Ao longo de sua trajetória, consolidou-se como uma instituição de referência em diversas especialidades no Espírito Santo. O Hospital Evangélico de Vila Velha é referência em urgência e emergência nas áreas cardiovascular, urológica e oftalmológica. Também é habilitado para atendimentos de alta complexidade nas áreas cardiovascular, neurocirurgia, cirurgia bariátrica, oftalmologia, oncologia, terapia renal substitutiva e transplantes de rim, córnea, coração e fígado. O segundo hospital é o Hospital Evangélico de Santa Leopoldina (HESL), incorporado à AEBES em 1º de abril de 2023. Trata-se de uma instituição filantrópica que atende a população de Santa Leopoldina e dos municípios vizinhos da Região Serrana do Espírito Santo. A unidade oferece atendimento de pronto-socorro 24 horas, além de serviços especializados, incluindo cirurgias vascular e ginecológica. O terceiro hospital é o Hospital Evangélico de Santa Maria de Jetibá (HESMJ), incorporado à AEBES em 1º de junho de 2023. Também caracterizado como hospital filantrópico, atende moradores de Santa Maria de Jetibá e de municípios próximos da Região Serrana. A unidade conta com pronto-socorro 24 horas, 50 leitos de internação e realiza procedimentos de baixa e média complexidade. Atualmente, está em andamento um projeto de ampliação da estrutura física hospitalar, com o objetivo de ampliar o atendimento à população. Hospitais sob Contrato de Gestão O Hospital Estadual Dr. Jayme Santos Neves (HEJSN) é, atualmente, o maior hospital público do Espírito Santo, destinado integralmente aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Sua administração é realizada pela AEBES, como Organização Social (OS), por meio de contrato firmado após processo público de seleção, desde 2012. A equipe do HEJSN é composta por aproximadamente 2.400 funcionários e 800 médicos. A unidade dispõe atualmente de 415 leitos destinados à população capixaba, oferecendo atendimento especializado em urgência e emergência clínica, traumas ortopédicos e neurológicos, gestação de alto risco, terapia intensiva neonatal e tratamento de queimados (CTQ). Também é referência estadual em diversos serviços de alta complexidade, realizando aproximadamente 900 mil procedimentos por ano. O Hospital Estadual Dr. Jayme Santos Neves (HEJSN) também integra uma Maternidade de Alta Complexidade, que é referência estadual no atendimento a gestantes de alto risco materno e fetal. A unidade oferece assistência especializada e conta com 60 leitos de maternidade e 40 leitos de Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN), garantindo cuidado qualificado aos recém-nascidos que necessitam de atenção intensiva. O Hospital Estadual de Urgência e Emergência (HEUE), mais conhecido como São Lucas, é igualmente destinado integralmente aos usuários do SUS e passou a ser administrado pela AEBES como Organização Social a partir de 18 de dezembro de 2020. O HEUE funciona como hospital de porta aberta para atendimento à população, sendo referência em trauma para a Região

Metropolitana da Grande Vitória e principal unidade de atendimento às demandas encaminhadas pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e pelo Corpo de Bombeiros. Entre suas especialidades estão ortopedia, neurocirurgia, cirurgia vascular e angiologia, cirurgia geral, cirurgia torácica, clínica médica, anestesiologia e medicina intensiva. A instituição também conta com especialidades de apoio, como cirurgia bucomaxilofacial, nefrologia, infectologia, cardiologia e hematologia. A AEBES também realiza a gestão da Maternidade Municipal de Cariacica (MMC), por meio de convênio tripartite firmado entre o Governo do Estado do Espírito Santo, a Prefeitura Municipal de Cariacica e a AEBES. A MMC é uma maternidade de risco habitual, oferecendo acolhimento de urgência e emergência obstétrica, além de ser referência municipal para o acompanhamento de pré-natal de alto risco. Todos os serviços prestados são destinados aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). A trajetória da AEBES evidencia o compromisso histórico das igrejas associadas com a defesa da vida, o cuidado integral das pessoas e a promoção da saúde, concretizando os valores cristãos da solidariedade, do serviço e do acolhimento. Na tradição bíblica e teológica, esse compromisso é compreendido como Diaconia, a dimensão servidora da missão da Igreja, inspirada no ministério de Jesus Cristo. Nessa perspectiva, a participação da Igreja na administração de serviços de saúde nasce da convicção de que a vida é um dom de Deus e de que toda pessoa deve ser acolhida, cuidada e respeitada em sua dignidade. Seguindo o exemplo de Jesus, que se aproximava das pessoas enfermas, fragilizadas e excluídas, a Diaconia promove um cuidado integral que contempla as dimensões física, emocional, espiritual e comunitária, tornando o amor ao próximo uma realidade concreta. A AEBES fundamenta sua atuação nesses princípios e é continuamente inspirada por eles. Por essa razão, além das equipes técnicas e assistenciais, integra à sua estrutura o serviço de Capelania, presente em suas principais unidades. Nesse contexto, capelães e capelãs oferecem assistência e cuidado espiritual a pacientes, acompanhantes, colaboradoras e colaboradores, reconhecendo a dimensão espiritual como parte integrante da atenção humanizada e do cuidado integral à pessoa. Quando comunidades cristãs se envolvem na área da saúde, assumem uma responsabilidade pública de testemunhar o amor, a solidariedade e o compromisso com o próximo. A gestão de hospitais e instituições de cuidado não deve ser compreendida apenas como uma atividade administrativa, mas como uma forma concreta de colocar os valores do Evangelho a serviço da sociedade. A presença da Igreja nesse campo também recorda que a saúde é mais do que tratar a doença: envolve acolhimento, escuta, esperança e a construção de relações humanas mais solidárias. Profissionais, gestores, voluntários e comunidades são chamados a promover ambientes onde cada pessoa seja vista em sua integralidade. Assim, a atuação cristã na saúde representa uma ponte entre fé e serviço, mostrando que o cuidado com a vida é uma missão que ultrapassa os espaços religiosos e alcança toda a sociedade. Administrar instituições de saúde com responsabilidade, ética e sensibilidade é uma maneira de tornar visível o amor de Deus por meio de ações concretas de cuidado. Diác. P. Vanderlei Boldt Capelão da Pastoral da Consolação Membro do Conselho da AEBES


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Uma vida dedicada ao amor, à família e à fé Bertholdo Ricardo Franz Jastrow e Anna Gabrecht Jastrow celebram em setembro 93 anos de idade e completaram 70 anos de casamento em março! Na Comunidade de Barracão, em Santa Maria de Jetibá/ES, uma história de amor e dedicação inspira familiares, amigos e toda a comunidade. Aos 92 anos de idade, Bertholdo Ricardo Franz Jastrow e Anna Gabrecht Jastrow celebram uma vida marcada pelo trabalho, pela fé e pelos valores familiares, ao lado de sua esposa, Anna Gabrecht Jastrow, com quem compartilha a extraordinária marca de 70 anos de casamento. Em um mundo onde as relações parecem cada vez mais passageiras, a história de Bertholdo e Anna é um verdadeiro testemunho de perseverança e companheirismo. Ao longo de 07 décadas, o casal construiu uma família alicerçada no amor, no respeito, na honestidade e na confiança, enfrentando juntos os desafios e celebrando as alegrias que a vida lhes proporcionou. Casados desde a juventude, viveram diferentes fases da história, acompanharam as transformações da sociedade desde os mutirões para fazer as primeiras estradas até as tecnologias dos dias de hoje e, assim, também testemunharam o crescimento da família: filhos, netos e bisnetos. Com muito trabalho e dedicação, superaram dificuldades, conquistaram sonhos e deixaram um legado de simplicidade, humildade e união. A fé sempre ocupou um lugar especial na caminhada do casal. Participando da vida da comunidade e cultivando valores cristãos dentro do lar, Bertholdo e Anna ensinaram, pelo exemplo, que o verdadeiro amor é construído diariamente por meio do diálogo, da compreen-

são, do perdão e do compromisso. Para filhos, netos, bisnetos, familiares e amigos, o casal representa um exemplo de vida. Cada conselho, cada gesto de carinho e cada história compartilhada carregam ensinamentos que atravessam gerações e fortalecem os laços familiares. Celebrar os 93 anos de Bertholdo e Anna e também os 70 anos de união é reconhecer uma trajetória que merece ser homenageada. É celebrar uma vida de trabalho, dedicação à família e confiança; valores que continuam inspirando todos aqueles que têm o privilégio de conhecer essa bela história. Que Deus continue concedendo saúde, serenidade e muitas bênçãos, para que essa história de amor permaneça como inspiração para as futuras gerações. Mais do que números, 93 anos de vida e 70 anos de casamento representam uma existência construída sobre alicerces sólidos. Um legado de fé, amor e união que permanecerá vivo na memória de todos que caminharam ao lado de Bertholdo Ricardo Franz Jastrow e Anna Gabrecht Jastrow. Que Deus continue iluminando o caminho deste casal tão querido e abençoado. Suzana Tesch Holz

Bodas de Diamante 60 anos de união de Walter e Regina Seibel Berger, no dia 15 de julho de 2026, o casal Walter Berger e Regina Seibel Berger celebrou a marcante marca de 60 anos de matrimônio. Naturais de Laranja da Terra, eles são membros ativos da Comunidade de Campo Grande, pertencente à Paróquia de Cariacica. A trajetória de amor do casal deu frutos e hoje a família é abençoada com três filhas, três genros, três netas e dois netos. Walneide Berger


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OASE

Um Dia de Fé, Comunhão e Alegria: Seminário e Dia Cultural da OASE UP Mata Fria No dia 14 de junho, a comunidade de Alto Jatibocas foi cenário de um encontro simplesmente inesquecível. Sob o brilho de um lindo dia ensolarado de inverno, quase 300 mulheres se reuniram para um Seminário e Dia Cultural. Foi um dia marcado pelo cuidado de Deus em cada detalhe: Acolhimento com Amor: Fomos recebidas com um café da manhã especial, seguido de um almoço delicioso e um café da tarde preparado com todo carinho. Beleza que Inspira: A decoração estava impecável, refletindo o zelo e o afeto de quem planejou cada cantinho. Alimento para a Alma: A meditação de abertura levou à reflexão sobre o significado bíblico das árvores. Na palestra principal, a estudante de teologia Vanderli Zager Stieg conduziu as participantes por uma reflexão sobre a história de Marta e Maria (Lucas 10.38-42) de uma forma dinâmica e envolvente por meio do método Bibliolog. Sorrisos e Conexão: A tarde foi preenchida com brincadeiras diversas que garantiram a diversão, o movimento e a alegria de todas as presentes. Gratidão por cada mulher que participou, partilhando sua energia, sua fé e seu sorriso. Vocês fazem a OASE UP Mata Fria ser essa comunidade viva e pulsante! Pa. Adriana Kuhn Busch


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OASE

Perspectivas para um envelhecimento saudável “Envelhecer é algo normal e só acontece porque ‘tudo está dando certo” Este foi o tema trabalhado no Seminário da OASE UPNES (União Paroquial Norte do Espírito Santo) nos dias 04 e 05 de julho, na Comunidade do Córrego Bley, Paróquia de São Gabriel da Palha. O seminário contou com duas excelentes palestras. O Diácono Pastor Vanderlei Boldt trabalhou a temática no sábado de manhã. Ao abordar questões bíblicas, teológicas, contribuiu ricamente para que o grupo refletisse sobre o seu próprio envelhecimento e o envelhecimento de seus familiares. Vanderlei abordou os vários fatores que contribuem para um envelhecimento saudável. No sábado à tarde, a geriatra Dra. Rariane deu continuidade ao tema, trazendo contribuições valiosíssimas a partir dos seus estudos e experiências no acompanhamento às pessoas idosas. Enfatizou que envelhecer é algo normal e só acontece porque “tudo está dando certo”. Disse que envelhecer é uma benção, uma conquista, porque muitas pessoas nem chegam lá. Motivou a “plantar boas

sementes” de cuidados hoje, como por exemplo: boa alimentação, atividade física, descanso, boas noites de sono, tomar água, ter propósito de vida, cuidar da saúde mental e física, ir ao geriatra a partir dos 45 anos. No domingo, o grupo do seminário participou do culto comunitário, compartilhando a temática trabalhada no seminário com a comunidade reunida. Foi um final de semana maravilhoso proporcionado pelo nosso Deus de amor que cuida de nós em todas as fases da vida. Agradecemos aos grupos de OASE da Paróquia de São Gabriel da Palha pela acolhida calorosa. A todas às pessoas envolvidas, nossa imensa gratidão! Pa. Maria Helena Ost


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OASE

90 anos da OASE: Marta-Maria

Comunidade de Criciúma – Laranja da Terra/ES

Existem coisas que o tempo leva. Os rostos mudam, as vozes se calam, as casas envelhecem, os bancos da igreja recebem outras pessoas e os nomes, pouco a pouco, vão sendo esquecidos. Essa é a condição humana. Somos passageiros. E talvez por isso tenhamos tanto desejo de preservar a memória. Guardamos fotografias, escrevemos livros, registramos atas e contamos histórias, porque sabemos que aquilo que deixa de ser lembrado parece desaparecer. Mas Deus não trabalha como nós. Enquanto nós nos preocupamos em conservar lembranças, Deus conserva a vida. Enquanto nós contamos os anos, Ele continua escrevendo a mesma história de salvação através de pessoas diferentes. Ao folhear o exemplar do Heimatbote de janeiro 1937, encontrei um pequeno texto a respeito de atividades da comunidade de Criciúma. Era apenas uma notícia entre tantas outras. Quinze mulheres haviam aceitado um convite para colocar seus dons a serviço da comunidade. Após meditarem sobre Mateus 10.32-33, nasceu uma esperança traduzida em oração singela: “Que esta pequena planta cresça, pela graça de Deus, tornando-se uma árvore que produza frutos para o seu Reino”. Foi assim que o pastor Georg Weber, em 01 de novembro de 1936, juntamente de sua esposa Leonora Kersten, iniciaram aqui em Crisciúma o Frauenhilfe. Essas palavras certamente não imaginavam que, noventa anos depois, alguém ainda as leria, ou até onde essa semente chegaria. Talvez nem pudesse imaginar que aquela reunião simples atravessaria gerações. Afinal, quase tudo o que realmente transforma o mundo começa assim: pequeno, discreto e sem qualquer pretensão de grandeza. Jesus sabia disso quando comparou o Reino de Deus a uma semente. Uma semente nunca chama atenção. Ela desaparece na terra. Durante muito tempo parece que nada acontece. Mas, no silêncio, onde ninguém vê, Deus realiza o milagre da vida. Talvez seja essa a melhor imagem para compreender a história da OASE. Durante noventa anos, mulheres reuniram-se para ouvir a Palavra, orar, servir e caminhar juntas. À primeira vista, poderia parecer apenas mais um encontro da comunidade. Mas a vida da Igreja nunca foi sustentada apenas pelos acontecimentos que ocupam

espaço nos jornais ou pelas grandes celebrações. Ela também foi sustentada por gestos que dificilmente aparecem nos registros: a visita feita a quem estava doente, a oração por uma família enlutada, a mesa preparada para acolher alguém, as mãos que costuraram, organizaram, cozinharam, arrecadaram recursos, ornamentaram o altar, ensinaram crianças, visitaram idosos e permaneceram quando tantas vezes seria mais fácil desistir. Existe uma beleza profundamente cristã nesse serviço silencioso. Vivemos em uma sociedade que mede a importância das pessoas pela visibilidade. O Evangelho, porém, nos ensina outra lógica. Jesus lavou pés. Escolheu o último lugar à mesa. Fez do serviço o sinal do discipulado. Talvez por isso a história da Igreja seja feita por pessoas que raramente buscaram reconhecimento, mas que compreenderam que servir a Cristo é, antes de tudo, servir ao próximo. A OASE sempre foi uma expressão viva dessa verdade. Ao longo dessas nove décadas, ela não apenas reuniu mulheres; ajudou a formar mulheres na fé. Mulheres que encontraram umas nas outras: amizades, acolhimento e força para enfrentar os desafios da vida. Mulheres que aprenderam que a comunhão não nasce da perfeição, mas da graça. Que descobriram que Deus também se revela numa roda de conversa, numa xícara de café compartilhada, numa visita inesperada ou numa oração feita de mãos dadas. Quantas histórias cabem em noventa anos? Quantas crianças foram embaladas por essa fé e hoje são pais, mães e avôs e avós? Quantas lágrimas foram enxugadas? Quantas pessoas permaneceram firmes porque alguém da OASE esteve ao seu lado no momento em que mais precisavam? Essas histórias dificilmente serão contadas por inteiro. Permanecem conhecidas apenas por Deus. E talvez isso seja suficiente. Há algo profundamente belo em perceber que Deus constrói sua Igreja através da fidelidade de pessoas comuns. As mulheres que iniciaram esse grupo provavelmente jamais imaginaram que fariam parte da história da comunidade. Apenas responderam ao chamado de Deus para servir naquele tempo. Não buscavam deixar um legado; buscavam apenas serem fiéis. E, justamente por isso, deixaram um legado.


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OASE É assim que Deus costuma agir. A eternidade não se constrói apenas em grandes acontecimentos, mas na repetição humilde do amor. Uma geração entrega à outra aquilo que recebeu. A fé é transmitida não apenas por sermões, mas pelo exemplo. Não apenas pela palavra proclamada, mas pela vida compartilhada. Assim, o Evangelho continua caminhando através dos séculos. O apóstolo Paulo escreveu: “Não nos cansemos de fazer o bem, pois, se não desanimarmos, chegará o tempo certo em que faremos a colheita.” (Gálatas 6.9 – NTLH). Talvez ninguém represente melhor essas palavras do que as mulheres da OASE. Durante noventa anos, elas semearam. Semearam fé, esperança, acolhimento e serviço. Hoje contemplamos os frutos, mas sabemos que toda colheita é resultado de muitas mãos que, antes de nós, aceitaram plantar. Celebrar estes noventa anos não é apenas recordar o passado. É reconhecer que Deus permaneceu fiel. A pequena planta mencionada em 1936 tornou-se uma árvore frondosa, oferecendo sombra, abrigo e frutos a inúmeras gerações. E essa árvore continua viva porque suas raízes não estão na força humana, mas na graça de Deus. Talvez, daqui a muitos anos, outros folheiem as páginas deste jornal e encontrem este texto, assim como hoje encontramos aquele antigo registro. Provavelmente nossos nomes já terão sido esquecidos. Mas isso pouco importa. A Igreja nunca existiu para preservar a memória de pessoas. Ela existe para anunciar Jesus Cristo. E, enquanto houver mulheres reunidas em torno da Palavra, da oração e do serviço, a oração feita há noventa anos continuará sendo respondida.

Que a oração escrita há noventa anos jamais deixe de ecoar entre nós. Que a pequena planta continue crescendo. Que a árvore permaneça firme. E que seus frutos continuem alimentando muitas vidas para a glória daquele que é o verdadeiro Senhor da Igreja. “Pois somos criação de Deus, realizados em Cristo Jesus para fazermos boas obras, as quais Deus preparou antes para nós as praticarmos” (Efésios 2.10 – NTLH). Que Deus continue fortalecendo o Grupo Marta-Maria, para que novas gerações encontrem nele um lugar onde a fé é cultivada, a esperança é renovada e o amor de Cristo se torna visível em gestos simples. Continue sendo esse lugar onde a Palavra cria raízes profundas, onde a amizade floresce, onde a oração encontra abrigo e onde novas mulheres descubram que Deus continua chamando pessoas comuns para realizar coisas extraordinárias por meio da simplicidade. Porque, no fim, talvez seja essa a maior lição desses noventa anos: o tempo passa, as gerações mudam, mas aquilo que é plantado por Deus continua florescendo. E essa é a mais bela história que uma comunidade pode contar. Que a benção de Deus permaneça sobre nós da OASE Marta-Maria para que a Comunhão-Testemunho-Serviço continue a gerar frutos para o Reino de Deus.

P. Evandro Elias P. Vagno Samora Paranho


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Juventude

Quando Deus chama, a comunicação ganha voz XXV Seminário Sinodal de Formação de Lideranças da JE “Moisés respondeu ao Senhor: — Ó Senhor, eu nunca tive facilidade para falar, nem antes nem agora, depois que começaste a falar comigo. Quando começo a falar, eu sempre me atrapalho” (Êxodo 4.10) Como será que devemos levar a mensagem de Cristo para as pessoas? Certamente podemos achar que a forma mais fácil é falando. No entanto, isto não é algo tão simples assim. Moisés, líder do povo hebreu, também não achava nada tranquilo ter que falar para as pessoas. Ainda assim, Deus o escolheu. Mesmo sabendo da sua dificuldade, deu-lhe instrumentos e o capacitou durante o processo. Nós, pessoas jovens, membros da Igreja de Cristo, também temos como missão espalhar a Boa Nova. E, assim como Moisés, também temos dificuldades. A partir dessa constatação, a Coordenação Sinodal da JE SESB escolheu trabalhar o tema: “Chamados e Chamadas a Comunicar - Oratória e Liderança Jovem”. 75 pessoas jovens refletiram sobre a temática no XXV Seminário Sinodal de Formação de Lideranças da JE, ocorrido nos dias 31 de julho a 02 de agosto de 2026, na Comunidade Martim Lutero, Paróquia de Tijuco Preto, Domingos Martins/ES. Com assessoria do pastor, professor e doutor Julio Cesar Adam, pudemos aprender que para comunicar bem, não basta só falar. É preciso se preparar antes, com o que vamos dizer, a forma como nos portar, o que vestir e fazer com o corpo. Tudo em nós comunica e é importante ter esse cuidado. “Comunicar não é impressionar pessoas. É criar conexão, criar um mundo mais justo; levar uma mensagem relevante e que gere valor de verdade”. Para além da fala, a boa comunicação também necessita da escuta. E este também é um exercício que requer dedicação e atenção. Através de dinâmicas de grupo e apresentação, o professor nos desafiou a exercitar as técnicas aprendidas, colocando em prática a oratória e despertando o senso de liderança. Tivemos um fim de semana muito rico, de formação, integração e fortalecimento da missão da juventude na e a partir da igreja. Além dos momentos de estudo, no sábado à noite aconteceu o Arraiá da JE SESB, que promoveu um tempo de diversão e convivência junto ao grupo de JE local. Momento que nos permitiu fortalecer os laços e celebrar com a alegria juntos e juntas. No domingo, participamos do culto na comunidade. Celebrar com a comunidade do local onde acontece o seminário tem sido uma constante em nossos seminários. Momento de celebrar a Deus e vivenciar comunhão com a comunidade que nos recebeu com muito carinho para o evento. Foi também oportunidade de demonstrar os conhecimentos adquiridos, colaborando na liturgia do culto, com leituras e falas. O protagonismo jovem foi visível em todo o encontro, engajados e engajadas a aprender mais para levar conhecimento aos nossos grupos locais e espalhar o Evangelho, reafirmamos nosso compromisso como Juventude Evangélica do Sínodo Espírito Santo a Belém, no serviço e na liderança, a comunicar com criatividade, responsabilidade e fé. “Comunicação não é apenas transmitir informação - é criar comunhão, escutar antes de falar e construir significado com o outro”. Bianca Berger Amorim Meirlyane Peters


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Juventude

Tema “Diaconia no Coração da Juventude” ganha destaque no XXIV Seminário Sinodal de Formação de Lideranças da JE ganha voz Entre os dias 15 e 17 de maio de 2026, a Juventude Evangélica (JE) do Sínodo Espírito Santo a Belém realizou o XXIV Seminário Sinodal de Formação de Lideranças, nas dependências da Associação Albergue Martim Lutero (AAML), em Vitória/ES. O encontro reuniu 80 participantes, entre lideranças jovens e pessoas assessoras, para momentos de formação, convivência e espiritualidade, tendo como tema “Servir, cuidar e transformar: a diaconia no coração da Juventude”. O lema inspirador foram as palavras de Jesus em Mateus 25.40: “Eu afirmo a vocês que isto é verdade: quando vocês fizeram isso ao mais humilde dos meus irmãos, foi a mim que fizeram”. A assessoria do tema foi conduzida por Alex Reblim, coordenador pedagógico e professor da Associação Diacônica Luterana (ADL) de Serra Pelada, em Afonso Cláudio/ES. A partir das Sete Obras da Misericórdia, o estudo proporcionou reflexões sobre a prática da diaconia na vida cristã, com atenção especial ao cuidado com a criação de Deus, em sintonia com o tema do ano da IECLB. Além de momentos de estudo e diálogo, as lideranças participaram de atividades em grupos, construindo propostas de ações concretas que poderão ser desenvolvidas nas Uniões Paroquiais (UPs), grupos locais e comunidades. As iniciativas buscam incentivar práticas de cuidado com as pessoas, com a vida comunitária, e com toda a criação de Deus, fortalecendo o compromisso da juventude com uma fé vivida por meio do serviço. O seminário também abriu espaço para se refletir sobre os 180

anos da presença luterana no Espírito Santo. Como encaminhamento, foi formado um grupo de trabalho responsável por elaborar uma proposta de encontro sobre o tema, que poderá ser utilizada pelas comunidades e grupos de juventude ao longo das celebrações pelo legado das pessoas que aqui vieram e estabeleceram comunidades de fé e serviço. Na noite de sábado, as pessoas participantes desfrutaram de um momento de integração e confraternização durante o luau na Praia de Camburi, celebrando a amizade e a comunhão em um ambiente de alegria e louvor. No domingo pela manhã, participaram do culto na Comunidade de Vitória, oportunidade que também possibilitou ao grupo conhecer a sede do Sínodo Espírito Santo a Belém. O fato do seminário de formação ter sido realizado na Associação Albergue Martim Lutero, instituição esta que acolhe pessoas em tratamento contra o câncer e seus familiares, deu ainda maior significado às reflexões sobre a diaconia. O encontro reforçou que servir, acolher e cuidar são expressões concretas do Evangelho e reafirmou o compromisso da Juventude Evangélica em ser presença transformadora nas comunidades, promovendo o cuidado com as pessoas, com a criação de Deus e pela construção de uma sociedade mais justa e solidária. Diretoria do Conselho Sinodal de Juventude Evangélica (COSIJE) 2026


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A sementinha Anúncios TEMA DO MÊS: Líderes que servem com amor!

ATIVIDADE NO JORNAL: O Caminho do Líder Ajudador

Olá, crianças! Você já pensou no que significa ser um líder? No mundo, muitas vezes as pessoas acham que ser líder é mandar nos outros ou ser o mais forte. Mas Jesus nos ensinou um segredo maravilhoso sobre a liderança! Vamos descobrir? UMA HISTÓRIA COM OS PÉS NO CHÃO E NO CORAÇÃO! Baseada em João 13.1-17 Jesus e seus amigos, os discípulos, caminharam o dia todo por estradas cheias de poeira. Naquela época, as pessoas usavam sandálias abertas, então você pode imaginar como os pés deles estavam sujos e cansados ao chegarem para o jantar! O costume mandava que o empregado mais simples da casa lavasse os pés das visitas. Mas não havia nenhum empregado ali. Os discípulos ficaram se olhando, pensando: “Eu é que não vou lavar o pé de ninguém! Eu quero ser o mais importante aqui!”. Foi então que algo surpreendente aconteceu. Jesus, o próprio Filho de Deus, o grande mestre e líder daquele grupo, levantou-se da mesa. Ele amarrou uma toalha na cintura, pegou uma bacia com água e, um por um, começou a lavar os pés dos seus amigos. Os discípulos ficaram muito admirados! Pedro até disse: “Não, Jesus, o Senhor nunca vai lavar os meus pés!” Mas Jesus explicou com muito carinho: “Se eu, que sou o Senhor e o Mestre, lavei os pés de vocês, vocês também devem lavar os pés uns dos outros. Eu dei o exemplo para que vocês façam o mesmo.” Jesus nos mostrou que o verdadeiro líder na igreja e na vida não é aquele que quer ser servido, mas aquele que escolhe ajudar, cuidar e servir com amor! DINÂMICA PRÁTICA: A Bacia das Mãos Amigas (Para fazer com sua família, na comunidade ou no Culto Infantil) Como não usamos mais sandálias na poeira como no tempo de Jesus, vamos adaptar o gesto do mestre para a nossa realidade! Material necessário: Uma bacia com água morna, uma toalha e um sabonete cheiroso. Como fazer: 1. Reúna seus amigos ou familiares em círculo. 2. A primeira pessoa vai lavar, com muito cuidado e carinho, as mãos da pessoa que está ao seu lado direito, secando-as com a toalha. 3. Enquanto seca as mãos do amigo, diga uma palavra de benção ou um agradecimento (Exemplo: Obrigado por ser meu amigo ou Deus abençoe suas mãos para fazer o bem). 4. Quem teve as mãos lavadas passa a ser o ajudador e lava as mãos do próximo, até que todos tenham servido e sido servidos. Oração: Querido Deus, obrigado porque Jesus nos ensinou que liderar é cuidar. Ajuda-me a usar minhas mãos, meus pés e minha voz para servir aos meus amigos, minha família e minha igreja. Que eu seja uma liderança cheia de amor e humildade. Amém. Pai Nosso: Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome. Venha o teu reino. Seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia nos dá hoje. E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores. E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal; pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém. Bênção: Que o Senhor abençoe os seus olhos para que vejam a necessidade do outro. Que o Senhor abençoe o seu coração para que transborde compaixão. Que o Senhor abençoe as suas mãos para que guiem e sirvam com amor. Fiquem na paz do Senhor!

VERSÍCULO PARA GUARDAR NO CORAÇÃO: “Sirvam uns aos outros com amor.” Gálatas 5.13b Que tal fazer assim para não se esquecer desta palavra de Deus: “Sirvam...” (estender as mãos para a frente, como quem oferece ajuda) “...uns aos outros...” (olhar para os lados e apontar para os amigos) “...com amor.” (colocar as duas mãos sobre o coração) QUADRO DO LÍDER AJUDADOR: Guardando o Versículo na Prática! Instruções para a Sementinha: Recorte ou pinte um coraçãozinho no quadro abaixo cada vez que você conseguir praticar o nosso versículo da semana: “Sirvam uns aos outros com amor” (Gálatas 5.13b)!

Recado para os Pais: Estimulem a criança no final do dia a lembrar qual foi o gesto de serviço que ela realizou. Mais do que uma obrigação, celebrar o cuidado com o próximo desenvolve uma liderança saudável, empática e comunitária desde a infância. Com carinho e votos de paz! P. Ariádner Jastrow Potratz Berger Coordenação Sinodal do Culto Infantil


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Jornal O Semeador - Setembro 2026 by Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB) - Issuu