Jornal Evangélico Luterano | Ano 47 | Julho 2018 | n o 818
Precisamos criar consciência da Mordomia Cristã, gestão responsável dos bens disponíveis Cabe a nós usufruir destes bens que nos são confiados, administrando com cuidado e responsabilidade, pois, um dia, seremos cobrados e cobradas daquilo que Deus nos confiou
Vida em Comunidade
Gestão Ministerial
O Brasil é multilíngue
Comunidade é e vive comunhão
Competências e papéis na vida
Línguas e encontros de humanidades
Enfoque
Palavra
Perspectiva
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REDAÇÃO
Gestão responsável dos bens disponíveis Virá um descendente do rei Davi, filho de Jessé, que será como um ramo que brota de um toco, como um broto que surge das raízes. O espírito do Senhor estará sobre ele e lhe dará sabedoria e conhecimento, capacidade e poder. Ele temerá o Senhor, conhecerá a sua vontade (Is 11.1-2). Economia: meios de sustento da vida, é o título da reflexão apresentada da Editoria Unidade, que esclarece Na compreensão de Lutero, Deus instituiu três esferas de governo para proteger os humanos e a natureza contra a ação usurpadora e (auto)destruidora: as autoridades (politia) para controlar a violência, a Igreja (ecclesia) para combater o pecado e ensinar o amor, e a ‘casa’ (oikonomia) para assegurar o bem comum. Fazem parte dessa ‘casa’ não apenas a família, mas os relacionamentos locais, a economia regional e as associações de cooperação. Assim como na família se aprende a levar em conta as necessidades dos outros, assim a economia deve servir à justa distribuição dos bens. Na Editoria Fé Luterana, no texto Responsabilidade com a Criação, o alerta é em relação aos maus tratos sofridos pela Criação: O discurso de cuidado com o meio ambiente e do uso racional dos recursos é enganoso e dúbio. Em nenhum momento da sua história, o ser humano depredou e exauriu tanto os recursos naturais e maltratou o meio ambiente como no momento atual. Predomina uma luta desigual, que privilegia interesses públicos e privados, exigindo sacrifícios humanos e ambientais. O tema da economia como instrumento para a distribuição justa dos meios de sustento da vida é uma discussão urgente. Também na Editoria Fé Luterana, no texto Cuidado com o sustento, lemos Tornai-vos, pois, praticantes da Palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos (Ti 1.22), deixando claro que, quando ouvimos e praticamos a Palavra de Deus, estamos sendo honestos com Deus e assim seremos abençoados, e completa: Quando falamos em espontaneidade, falamos em liberdade e gratidão. É algo que fazemos sem imposição ou obrigação. Pela alegria da salvação em Cristo, não consideramos nada nosso, mas colocamos tudo o que temos aos seus cuidados. A fé nos leva a sermos pessoas agradecidas. Fiquemos com o questionamento proposto: Se os valores do Evangelho se contrapõem aos males causados pelo poder econômico, como pessoas cristãs e Igrejas podem agir de modo convincente e eficaz? Ótima leitura!
CAPA O tema da economia como instrumento para a distribuição justa dos meios de sustento da vida é uma discussão urgente. O uso dos recursos da Boa Criação de Deus não pode ser tratado apenas como mercadoria, cujo interesse último e final é satisfazer os interesses agressivos do mercado.
SUMÁRIO 2
REDAÇÃO
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ENFOQUE
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PALAVRA
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PRESIDÊNCIA
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FORMAÇÃO
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DIVERSIDADE
CARTA À COMUNIDADE EXPLICAÇÃO DA CAPA EXPEDIENTE
VIDA EM COMUNIDADE CHARGE OFERTAS NACIONAIS INDICADORES ECONÔMICOS GESTÃO MINISTERIAL COMPETÊNCIAS MINISTERIAIS TEMA DO ANO PALAVRA DA PRESIDÊNCIA RETROSPECTIVA AGENDA EDUCAÇÃO CRISTÃ CONTÍNUA PROPOSTA METODOLÓGICA FACULDADES EST Saúde: responsabilidade com a Criação PRONUNCIAMENTO
8-9 UNIDADE
ECONOMIA: MEIOS DE SUSTENTO DA VIDA
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FÉ LUTERANA
CUIDADO COM A CRIAÇÃO
PERSPECTIVA
Línguas e encontros de humanidades Dai, pois, a César o que é de César
MISSÃO
PLANO DE AÇÃO MISSIONÁRIA DA IECLB PROJETOS MISSIONÁRIOS PLANEJAMENTO MISSIONÁRIO CAMPANHA DE MISSÃO VAI E VEM
PRIORIDADES
PROGRAMAS DE GESTÃO PUBLICAÇÕES
GESTÃO
GESTÃO ADMINISTRATIVA DOCUMENTOS NORMATIVOS GUIA PARA O PRESBITÉRIO
SÍNODOS
ALEGRES, JUBILAI!
COMUNICAÇÃO
PORTAL LUTERANOS
Continuem a crescer na graça e no conhecimento do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. 2 Pedro 3.18 EXPEDIENTE Pastor Presidente P. Dr. Nestor Friedrich Secretária Geral Diác. Ingrit Vogt Jornalista Letícia Montanet - Reg. Prof. 10925 Administrativo Elizangela Basile ISSN 2179-4898 Cartas - Sugestões de pauta - Artigos - Anúncios Rua Senhor dos Passos, 202/5º 90.020-180 - Porto Alegre/RS Fone (51) 3284.5400 E-mail jorev@ieclb.org.br Proibida a reprodução parcial ou integral do conteúdo desta edição sem a prévia e formal autorização da Redação do Jorev Luterano.
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ENFOQUE
Vida em Comunidade Encontros de grupos distintos têm muito em comum. Em cada grupo, há quem organiza, quem lidera, quem anima, quem serve, quem cuida da música, etc. Tudo isso se desenrola de acordo com certo jeito, segue um ritual. Assim também é no Culto. No caso do Culto, esse jeito chama-se liturgia. P. Dr. Romeu Martini | Assessor Teológico da Presidência da IECLB Liturgia é o jeito como acontece o Culto. Para montar uma liturgia, usa-se um conjunto de elementos distribuídos em uma sequência. Elementos são: as orações (de gratidão, louvor, confissão, intercessão), os hinos, os textos bíblicos, a prédica, o Credo, o Pai Nosso, a bênção, etc. Por que a liturgia do Culto é importante? Por vários motivos. Destacamos três. Primeiro: se, na condição de indivíduos, temos ritos diários, maior é essa necessidade quando um grupo se reúne. O indivíduo e os grupos humanos precisam de ritos, repetição de gestos, atos, palavras. Para o andamento do Culto, isso é fundamental. A Comunidade quer saber o que virá agora? Isto facilita a participação, envolve e dá sentido ao Culto. É como deitar-se em uma rede e curtir o embalo na brisa mansa. Segundo: o desenrolar do Culto expressa a unidade da Igreja. Este é um
INDICADORES FINANCEIROS
ponto relevante para a IECLB. Os membros querem sentir-se em casa quando participam do Culto em outra Comunidade. Querem participar ativamente e saber que estão na mesma Igreja. Terceiro: os elementos clássicos do nosso Culto acompanham o povo de Deus ao longo dos séculos e contribuem para que o encontro entre Deus e a Comunidade toque a alma e faça sentido. Se o sino e o Prelúdio já têm importância no Culto, mais relevantes são outros elementos: o Culto em nome de Deus é a certeza que Ele está ali para falar e ouvir. A Confissão de Pecados e o Anúncio do Perdão confirmam que cremos no Deus que perdoa e quer nova vida. Cada oração é expressão da confiança que Deus ouve a nossa súplica. Quando nos damos as mãos, expressamos que Comunidade é e vive comunhão. Por que liturgia? Mais um bom assunto para o próximo encontro!
UPM Junho/2018
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Índice Maio/2018
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Acumulado 2018
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Ó Deus, meu libertador, tu tens sido a minha ajuda. Não me deixes, não me abandones. Salmo 27.9
OFERTAS NACIONAIS 8 DE JULHO 7o Domingo após Pentecostes Trabalho com Jovens na IECLB A ação alcança a articulação e o desenvolvimento de atividades com grupos de jovens na IECLB, os trabalhos do Conselho Nacional da Juventude Evangélica (Conaje), a capacitação e a formação de lideranças, a elaboração de materiais, além de encontros diversos e programas de intercâmbios. No final deste mês, acontece o XXIV Congresso Nacional da Juventude Evangélica (Congrenaje), no Sínodo Vale do Taquari, sob o tema Vida Digna, Nosso Compromisso’ e lema Todas as vezes que vocês deixaram de ajudar uma destas pessoas mais humildes, foi a mim que deixaram de ajudar (Mt 25.45b). O compromisso da Juventude Evangélica é ser instrumento da Graça de Deus para transformar a realidade. 29 DE JULHO 10o Domingo após Pentecostes Projeto de Missão no Sínodo Mato Grosso Comunidade Cristã é Comunidade agraciada, que se alimenta daquilo que Deus fez e faz por ela em Jesus Cristo. Em resposta, carregamos uns aos outros, expressando alegria e gratidão por tudo que recebemos. A maioria das Comunidades do Sínodo Mato Grosso já consegue caminhar com as próprias pernas, dando conta dos seus orçamentos. No entanto, outras Comunidades, como a Paróquia Transamazônica e a Comunidade de Santarém, ainda precisam de ajuda para que vivenciem comunhão, pregação do Evangelho e testemunho missionário.
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PALAVRA GESTÃO MINISTERIAL
Situações da vida:
papéis e habilidades P. Dr. Victor Linn | Pastor, Psicanalista e Coach Em diferentes situações da vida privada e profissional, desempenhamos papéis distintos. Ora somos o pai generoso, ora rigoroso, a colega que apoia ou critica. Cada situação exige que assumamos um papel adequado ao momento. Diante de tarefas difíceis, precisamos identificar e ocupar diversos papéis, necessários em etapas distintas. Assim, precisamos nos orientar, planejar, controlar, executar, animar, avaliar, administrar fracassos e conflitos, entre outros. Alguns desses papéis, assumimos de forma espontânea, porque são características da nossa personalidade. Exercê-los proporciona satisfação e bom desempenho. Outros, quando demandam habilidades não desenvolvidas, podem ser fonte de inibição, mal-estar e causa de fracasso nos propósitos. Alguns limites nos são conhecidos e os assumimos. Outros são negados ou atribuídos a fatores alheios. Identificá-los pode ser doloroso, porém reprimir o saber acerca deles não anula os seus efeitos. O maior deles é inibir a tomada de iniciativa. Tarefas complexas podem ser impostas desde fora ou a partir de si mesmo, mas, em qualquer caso, é necessário superar a inércia e decidir-se pela ação. Uma delas é identificar recursos e limites. Isso é a tal proatividade… Para consolo, vale lembrar: a maioria das habilidades se adquire, não se nasce com elas. Há caminhos diferentes para superar limites. Fundamental é não se inibir diante deles, sair da passividade e superar a indecisão, a insegurança e o medo do fracasso.
COMPETÊNCIAS MINISTERIAIS
Competência Organização Eclesiástica Cat. Dra. Haidi Drebes | Secretária da Habilitação ao Ministério da IECLB Prof. P. Me. Marcelo Jung | Professor na Faculdade Luterana de Teologia (FLT) Todo convívio social, para que tenha um bom funcionamento, necessita de ordem e de organização, algo como as ‘regras de um jogo’, que indiquem o que se pode e o que não se pode fazer, o que é direito e o que é dever, o que se faz, como se faz e quem faz o que, quais as recompensas e quais as sanções. Onde não existem ordem e organização, o convívio social é desastroso e autodestrutivo. Assim é com uma família, uma escola, uma empresa, uma associação de bairro, um clube, uma cidade, um estado, um país... e também com uma Igreja. A IECLB se entende como uma manifestação da Igreja de Jesus Cristo e, por isso, entende que a sua natureza é divina e humana. Divina porque é Deus mesmo quem, pelo anúncio do Evangelho, desperta, por graça, a fé e cria a Igreja, que sempre foi, é e será comunitária. Humana porque a vivência comunitária (em Igreja) da fé necessita de organização. A Igreja de Jesus Cristo, desde o seu princípio no Novo Testamento, e assim também a IECLB, reconhece a necessida-
de de se organizar e se organiza sob essa mesma marca divina e humana. Divina enquanto baseada na revelação de Deus (Jesus Cristo, testemunhado no Antigo e no Novo Testamento). Humana enquanto elaborada pelo ser humano, em sua liberdade a partir da justificação pela fé. De forma concreta, a Organização Eclesiástica da IECLB foi elaborada, de forma participativa e democrática, em seus Concílios e está expressa nos seus Documentos Normativos (Constituição, Regimento interno, Estatuto do Ministério com Ordenação, Ordenamento Jurídico Doutrinário e Documentos Orientadores, na Estrutura Eclesiástica e nos Projetos e Propósitos da IECLB - todos disponíveis no Portal Luteranos). Para o bom convívio comunitário e para o bom exercício do Ministério da IECLB, é necessário que Ministros Ordenados e Ministras Ordenadas, lideranças e membros conheçam estes documentos, saibam lidar com os mesmos, se comprometam com os seus propósitos e se submetam ao que está estabelecido.
TEMA DO ANO
O Tema do Ano na Educação Infantil Rede Sinodal | Encontro para Educação Infantil (Caderno de Estudos do TA2018) Pedro gosta de brincar, aprender e ouvir histórias. Ele mora com a sua mãe, o seu pai e as suas irmãs: Letícia, de 8 anos, e Betina, que é bem pequena. Na casa de Pedro, há regras: depois de brincar, é preciso guardar os brinquedos, a roupa suja deve ser posta no cesto, o lixo precisa ser separado em orgânico e seco e colocado nas lixeiras e há horas específicas para assistir à televisão e jogar no computador. Toda vez que ganha um brinquedo novo, precisa doar outro para a campanha feita na Igreja e sabe que os brinquedos precisam estar bem cuidados para que as crianças possam brincar. Aliás, os brinquedos trazem alguns problemas para o Pedro: ele gosta de brincar com eles, mas não gosta de guardá-los. - Por que eu tenho que fazer isso e a Betina não precisa?, pergunta Pedro. - Porque a Betina é pequena e vai aprender a fazer isso quando for o tempo certo e porque é regra guardar brinquedos, diz o pai. A família vai muitas vezes à Igreja. Pedro gosta do Culto Infantil. Aprende que Jesus ama todas as pessoas, inclusive as crianças. Sabe que Jesus nos ama, apesar de não conseguirmos seguir todas as regras. Quando vai ao mercado com a mãe, Pedro sabe que não pode comprar tudo o que deseja. Mesmo assim, às vezes, teima e quer comprar o que já foi dito que não vai ser comprado. A mãe explica que a gente precisa consumir de forma consciente e que consumir menos e doar mais é uma forma de amar e cuidar da Criação de Deus. Doar: isso é complicado para o Pedro. Quando o primo Arthur o visita, ele esconde os melhores brinquedos, atitude que a mãe e o pai procuram corrigir, porque Jesus nos ensinou a ser pessoas generosas e amorosas – amar as outras pessoas como amamos a nós mesmas. Pedro é um bom menino e vai aprender a dividir as suas coisas e ser mais generoso com todas as pessoas. Ele está aprendendo que Deus é o Senhor, nosso Deus, e deseja o melhor para toda a sua grande e maravilhosa Criação. Para mais informações, acesse o Portal Luteranos
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PRESIDÊNCIA
Deus: único, criador, salvador e santificador Igreja: missionária, pastoral, solidária e presente Pa. Sílvia Genz | Pastora 1a Vice-Presidente da IECLB
Tempo de dar graças! Comunidades rendem graças pelas colheitas abençoadas, reconhecem Deus como doador de tudo: vida, sustento, trabalho, ar, água, força, consolo nos momentos mais difíceis... tudo que necessitamos. A Oferta é expressão material de gratidão, doação espontânea, voluntária, conforme tiver proposto no seu coração e dentro das suas possibilidades, para o trabalho da Comunidade, da Igreja, para a Missão de Deus, a nossa paixão. Coordenadores e Coordenadoras Sinodais da Campanha Nacional de Ofertas
para a Missão Vai e Vem explicam essa ação maravilhosa com muita coragem e animam membros das Comunidades da nossa Igreja à doação – com firmeza, carinho e agradecimento. Ministros e Ministras falam e pregam sobre a gratidão que podemos ter ao receber - e também ao doar. Por meio da Vai e Vem, que, neste ano, completa 11 edições, conquistamos, com coração aberto, um milhão para a Missão! O que podemos mais? A Campanha de Missão da IECLB é o testemunho que podemos ousar para além do que fazemos e como fazemos, com planejamento, traba-
Não se preocupem com nada, mas em todas as orações peçam a Deus o que vocês precisam e orem sempre com o coração agradecido. Filipenses 4.6
lho, dedicação e clareza onde empregamos as dádivas dos membros da IECLB. É por isso que, em 2018, a Vai e Vem, inspirada pela chamada Fé - Gratidão Compromisso, nos motiva a refletir, articular, desenvolver, bem como ofertar para o sustento de ações de Missão. A Missão de Deus é que cria a corrente da fé, que leva à gratidão e ao compromisso! Desta forma, buscamos fortalecer o Tema do Ano da IECLB, Igreja - Economia - Política, na certeza que tudo acontece na presença daquele que diz: Eu sou o SENHOR, teu Deus (Ex 20.2a). A Deus, a nossa gratidão, que expressamos ao dedicar à sua Missão o que arrecadamos. Que o resultado desta ação de comunhão seja alegria na Missão de Deus, crescimento para a sustentabilidade, também financeira, e dons a serviço do Reino. Queremos, cada vez mais, ser uma Igreja pastoral, solidária, presente na vida das pessoas – nas suas alegrias e nas suas tristezas. Queremos ser uma Igreja com coragem de corrigir os seus erros e buscar alcançar, com respeito, cada testemunha e cada jeito de viver, deixando o julgamento a quem de direito, Deus. Neste mundo vulnerável, cremos no único Deus, criador, salvador e santificador, no nosso Senhor. Esse sentimento está no coração de crianças, jovens, pessoas adultas e idosas, enfim de todos e todas nós.
AGENDA | JULHO 27/6-2/7
17-19/7
RETROSPECTIVA
Julho - Educação Cristã 22/7
Uma atividade presente na maior parte das Comunidades diz respeito à Educação Cristã das crianças. Da forma mais diversa e com respeito às peculiaridades de cada contexto, as crianças são introduzidas nos conteúdos bíblicos e aproximadas à vivência da fé cristã. Durante o período das férias escolares, diversas Comunidades desenvolvem uma programação especial voltada para as crianças. Em algumas localidades, ela é denominada Escola Bíblica de Férias. Nas férias de julho de 1983, aconteceu a
primeira Semana da Alegria na Igreja da Paz Paróquia de Santo Amaro - São Paulo/SP, coordenada pelo P. Carlos Möller. Ao longo de 35 anos, centenas de crianças fizeram parte desta programação, que, a cada ano, tem um tema como referência. Na Semana da Alegria, as crianças são sensibilizadas para a fé cristã de forma lúdica e criativa. Elas podem estabelecer uma relação agradável com o espaço comunitário. Toda esta programação conta sempre com a colaboração de pessoas jovens e adultas da Comunidade.
26-28/7
Reunião do Conselho da Federação Luterana Mundial (FLM) Genebra/Suíça P. Nestor Friedrich 32° Congresso da Educação Básica da Rede Sinodal Ijuí/RS P. Nestor Friedrich XXIV Congresso Nacional da Juventude Evangélica (Congrenaje) Teutônia/RS P. Nestor Friedrich Reunião do Conselho da Igreja Porto Alegre/RS P. Nestor Friedrich Pa. Sílvia Genz P. Inácio Lemke
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FORMAÇÃO EDUCAÇÃO CRISTÃ CONTÍNUA
Conselho Missão Criança: tarefa comunitária Cat. Mariane Noely Bail da Cruz | Assessora Teológica Catequética no Sínodo Norte Catarinense O Conselho Missão Criança é formado por pessoas da Comunidade que assumem a responsabilidade de coordenar o Programa Missão Criança. No Sínodo Norte Catarinense, é chamado Pastoral do Batismo, mas o sentido é o mesmo. Entre as tarefas do Conselho, estão, por exemplo, visitar as famílias e crianças batizadas, orar por elas, preparar materiais, Cultos de aniversário de Batismo e eventos que valorizem o Batismo e a pertença à grande família de Deus. Assim como os pais, as mães, os Padrinhos e as Madrinhas, a Comunidade assume, no Batismo, o compromisso de acompanhar e acolher as crianças batizadas, oferecendo possibilidades para que elas cresçam e aprendam sobre o amor de Deus. É em nome da Comunidade que são realizadas as ações do Programa Missão Criança e, por conseguinte, do Conselho Missão Criança. Eles são instrumen-
tos que expressam a alegria por receber cada pessoa batizada como membro da Igreja de Cristo. O objetivo do Conselho tem que estar presente sempre. Junto com ele, a seguinte pergunta deve ser constantemente refletida: O que podemos fazer para ajudar os pais e as mães, os Padrinhos e Madrinhas na tarefa de ‘educar e instruir’ a criança batizada na fé da Igreja Cristã e, assim, cumprir a ordem de Jesus de batizar e ensinar? Existe um Plano de Ação com etapas definidas que o Conselho segue. A partir das vivências de muitas Comunidades foi criado o Roteiro para o Programa Missão Criança. Para a implantação do Missão Criança, cada Comunidade deve ler o Roteiro e definir como irá iniciar e avançar. É importante começar com um item e avançar devagar, para não dar ‘passos grandes demais’, mas também cuidar
para não ficar estagnado e se satisfazer só com os primeiros passos. O Conselho Missão Criança se reúne periodicamente para organizar o seu trabalho. Pode também se reunir com outros Conselhos, em nível paroquial ou sinodal, como mostra a foto, feita no Seminário do Conselho Pastoral do Batismo - Núcleo Jaraguá do Sul/SC, realizado em 2017. Os encontros mais amplos promovem formação e partilha de experiências e materiais. O Conselho Paroquial e o Presbitério da Comunidade também devem conhecer o Programa para que saibam da sua importância e invistam neste trabalho. A sua implantação exige apoio de toda a Comunidade, que deve colocá-lo entre as suas prioridades e os seus objetivos. Dessa forma, ele contribui para fortalecer a compreensão sobre o que é ser Comunidade Cristã e o que ela precisa realizar no contexto em que está inserida.
CRIANÇAS | PROPOSTA METODOLÓGICA Deus: flores, árvores, animais, água, céu, pessoas, etc.
Vestir a camiseta Material necessário Um exemplar da Revista O Amigo das Crianças nº76, bem como o seu o encarte, e materiais de arte, como tinta guache, colagem, giz de cera, canetinhas coloridas e lápis de cor. Momento 1 Relembre com as crianças a história do Pintor Lucas Cranach. A sua pintura foi muito importante para as pessoas compreenderem melhor sobre o que Lutero estava falando.
Momento 3 Na Igreja, no salão comunitário ou na escola, promova uma mostra de arte com as obras das crianças. Dica Há calçadas e muros na Igreja ou na escola? Que tal convidar as crianças para colori-los? Uma ideia bacana é usar giz molhado para desenhar. Para isso, leve giz colorido e potes com água. As crianças molham o giz na água e vão colorindo os muros e as calçadas da Igreja e da escola com os seus desenhos.
Momento 2 A seguir, peça que as crianças criem as suas próprias obras de arte, usando o encarte da revista. Um tema interessante seria pintar sobre a Bela Criação de
www.est.edu.br
Encontro do IPT Pelo menos uma vez por ano, a EST acolhe, durante um final de semana de abril, exalunos e ex-alunas do Instituto Pré-Teológico (IPT). A turma se reúne para confraternizar e e compartilhar lembranças dos tempos no Morro do Espelho, em São Leopoldo/RS. Neste ano, mais de 30 pessoas participaram das atividades, que teve, durante a ma-
Sugestão extraída da Proposta Metodológica para uso da Revista O Amigo das Crianças, nº 76. Leia a Proposta Metodológica completa e saiba como assinar a Revista O Amigo das Crianças no Portal Luteranos
nhã sábado, 21, um momento de descontração, em que, reunidos em duplas ou trios, conversaram sobre questões propostas pela Comissão organizadora do evento, como: (a) Compartilhe o nome de três colegas da sua classe no IPT e lembre a razão de serem especiais, (b) Compartilhe os nomes de um casal de apaixonados (clandestino ou aberto) do tempo do IPT, (c) Encontre entre as pessoas presentes alguém que filou frutas no Obstgarten e se foi pego em flagrante ou conseguiu levar o tesouro para quem esperava?, (d) Cante a estrofe de uma canção, em qualquer língua, que aprendeu no IPT, (e) Compartilhe o nome e o apelido de um colega do IPT, (f) Conte qual foi o ensinamento mais importante que aprendeu no IPT? e (g) Fale sobre um grande amigo ou amiga do
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tempo do IPT e que, talvez, seja até hoje. Na ocasião, aconteceu a escolha da nova diretoria da Associação de Ex-alunos do IPT: P. Carlos Dreher (Presidente), Nelson Heller (Secretário), Ivo Reinhard (Tesoureiro) e Hilmar Kannenberg e P. Marcos Bechert (Conselheiros). Na tarde de sábado, aconteceu a Palestra com a Psicóloga Simone Bracht Burmeister sobre saúde e espiritualidade, com o tema Envelhecer: perdas e ganhos. No final, as pessoas participantes proporcionaram um pequeno debate com troca de ideias e questionamentos à palestrante. À noite, o grupo se reuniu no galpão da Faculdades EST para um churrasco de confraternização. O encontro encerrou no domingo, com o Culto celebrado na Igreja de Cristo.
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DIVERSIDADE
Saúde: responsabilidade com a Criação de Deus O que significa ter saúde? O que é ser saudável? Mus. Dra. Soraya Heinrich Eberle | Coordenadora de Música da IECLB
Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), a saúde é o completo bem-estar físico, psíquico, social e espiritual e não somente a ausência de doenças ou enfermidades. Para a realidade brasileira, essa definição é muito parcial. Usemos outra, cunhada por ocasião da histórica VIII Conferência Nacional de Saúde, realizada em março de 1986, em Brasília/DF, quando a saúde foi definida como a resultante das condições de alimentação, habitação, educação, renda, meio ambiente, trabalho, transporte, lazer, liberdade, acesso e posse da terra e acesso aos serviços de saúde. Parece bem mais plausível para a nossa realidade.
Atualmente, para quem tem recursos financeiros, as possibilidades de diagnósticos e tratamentos cada vez melhores e mais rápidos, a eficácia de medicamentos e as boas condições aumentam a expectativa de vida. No entanto, e mesmo com muitos avanços, todas as pessoas se deparam, em algum momento, com a sua temporalidade e com a sua fragilidade. Para a maioria das pessoas, essa perspectiva não é fácil de encarar. Buscando fugir da finitude, surgem muitas ofertas de prevenção a doenças e enfermidades, bem como a possibilidade de escolher sobre como fazer o final da própria vida. Por outro lado, surge uma onda de propostas
de ‘melhorias’ da performance do corpo por meio de experimentos genéticos. A tentativa de controlar ao máximo aquilo que, em outros tempos, se deixava nas mãos de Deus, dialoga de forma absolutamente nova com a nossa finitude. Em quase todas as áreas da moderna Medicina e Bioética, os avanços em geral são tão grandes, que, ao lado das leis e das políticas, se coloca uma série de desafios éticos. De acordo com o pensamento cristão, a vida e a saúde, a natureza e o meio ambiente são ofertados e confiados ao ser humano, os quais ele administra de forma responsável diante de Deus, dos seus semelhantes e da posteridade. Experimentos genéticos e biomedicina nos deixam apenas vislumbrar as suas consequências para a vida e a existência humana. Onde caem os limites naturais, se tornam necessários posicionamentos éticos. O conceito de responsabilidade é a chave para a ética cristã e dá direcionamento, em diferentes perspectivas e situações. De acordo com a fé evangélica, cada pessoa não vive por sua própria conta e risco, mas é feitura de Deus, criada à imagem e semelhança do próprio Deus e, por isso mesmo, participante da justiça de Deus. Tal imagem de Deus pressupõe que se lide com a vida humana sempre com respeito e cuidado, seja em que situação ela se apresente, em sua força e em sua fragilidade. Fé cristã tem compromisso com a ideia que ninguém deve perder a dignidade concedida por Deus.
PRONUNCIAMENTO
O Senhor é o Deus verdadeiro. Ele é o Deus vivo, o Rei eterno. Jeremias 10.10
Solidariedade e conforto Do ponto de vista teológico, reconhecemos toda e qualquer enfermidade como um desafio ao cuidado que devemos ter para com todas as pessoas, criaturas amadas por Deus. Jesus, em seu ministério, demonstrou particular cuidado para com as pessoas enfermas, restituindo a saúde a não poucas delas e reinserindo-as no convívio social. Cristo rejeitou a noção que as doen-
ças fossem causadas pelo pecado pessoal dos enfermos ou dos seus pais (Jo 9.1-3). Portanto, devemos rejeitar toda e qualquer pregação que enfatize ser a doença resultado do pecado das pessoas enfermas. As pessoas nessas condições necessitam solidariedade e conforto, não acusações. Manifesto acerca da Gripe A (2009)
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UNIDADE
UNIDADE
Constatação não é explicação nem diagnóstico. É necessário ver o sistema por trás do problema. Quem aprendeu a pescar para não depender do peixe dado descobre que também precisa lutar por lugar na beira do rio e por preço justo.
A conta não fecha! Quando o dinheiro termina antes do fim do mês, é preciso ganhar mais ou gastar menos. Se não acontece assim, as dívidas tomam conta. Matemática fácil, execução difícil... Como mexer no orçamento para que as contas fechem? Segundo emprego? Filhos deixando de estudar para ganhar a vida? Lutar pela redução de impostos, que consomem cinco meses de salário no ano? Como fazer com os imprevistos, que, em geral, são despesas e não receitas? Olhando para além das contas pessoais, a realidade é mais complicada. O desemprego continua nos mesmos níveis de 2016, alcançando em torno de 13 milhões de pessoas. Pela primeira vez, o número de pessoas em atividades informais supera o número de pessoas assalariadas. Informais sem receitas re-
P. em. Werner Fuchs, Ministro Emérito da IECLB
gulares nem seguridade sócial. Empregados com média salarial em queda. Aposentadorias sem aumentos reais. Isso é precarização ou ‘uberização’ do trabalho. Esse quadro não leva em conta os dois milhões de pessoas no Rio de Janeiro, reféns de milícias, que, por sua vez, cobram o seu preço para fornecer gás e ‘segurança’. Mais: as vítimas de assalto! Para os 25 milhões de brasileiros que vivem abaixo da linha da pobreza, com menos de 1 dólar por dia (que já foram 43 milhões), a realidade também é outra. Vivem com o ganho diário, da mão para a boca. Uma definição clássica diz que economia é a arte de administrar recursos escassos, o que mostra não vivermos em um mar de rosas, mas somos gratos pelas rosas no caminho e os espinhos que elas têm (HPD 237,2). Crises existem. No entanto, a definição não explica como, na crise atual, surge um novo bilionário por mês (o ‘bolsa empresário’ foi muitíssimo maior que o Programa Bolsa Família) ou como o orçamento do Governo, cada vez mais endividado, afeta não apenas as suas próprias contas, mas a economia toda ou por que existem paraísos fiscais ou como a corrupção de políticos, empresas e cidadãos se relaciona com essa escassez e a aprovação de leis que favorecem uma minoria e a destruição da natureza. Toda vez que tive oportunidade de cruzar a Praça dos Três Poderes (Palácio do Planalto, Supremo Tribunal Federal e Congresso
Nacional), em Brasília/DF, lembrava da frase: ‘O que manda mesmo é o poder econômico’. Será mesmo que a economia debilita a democracia ou será que a democracia já era fraca, deixando o poder econômico correr solto? Constatação não é explicação nem diagnóstico. Ver bem é passar da fotografia para o raio-X. É ver o sistema por trás do problema. Isso requer esforço maior, lidar com dados complexos e dimensões diversas. Quem aprendeu a pescar para não depender do peixe dado descobre que também precisa lutar pelo lugar na beira do rio e por preço justo. O que está por trás é a apropriação da riqueza. Ela se dá pela dupla exploração: do trabalho alheio e da natureza. A apropriação possui mecanismos permanentes e cíclicos. Entre os permanentes, estão os bancos, que batem recordes de lucratividade. Depois do ciclo de relativa prosperidade, com ampliação do mercado interno, transferências de renda e o Brasil saindo do Mapa da Fome em 2009, presenciamos uma fase de reconcentração por meio de ‘reformas’: trabalhista, fiscal, previdenciária, nos direitos sociais e na legislação ambiental. O clamor por mudanças verdadeiras é usado pelos poderosos para aprovar reformas e mudanças constitucionais, que, no fundo, beneficiam somente a eles próprios. Contudo não existe Aquiles sem calcanhar, sistema sem furo (os hackers que o digam), nem poder tão absoluto para não temer articula-
ções democráticas por justiça social, econômica e ambiental. Por temê-lo, os poderosos recorrem a mistificações midiáticas, cortinas de fumaça, areia nos olhos do povo. Lobos precisam da pele de cordeiro... e do anonimato. Uma conta maior que não fecha: O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) publicou, em 2016, um estudo, mostrando que, na década de 1970, eram extraídos, por ano, em média, 22 bilhões de toneladas de recursos naturais (petróleo, minérios, biomassa). Na década de 2010, são 70 bilhões por ano, o que significa um aumento maior que o crescimento da população e da economia, ou seja, estamos fazendo menos com mais e o volume de resíduos aumenta três vezes mais que os habitantes do planeta. Mais de 40% dessas toneladas vão para o lixo e a maior parte são plásticos derivados do petróleo. Se continuar nesse ritmo predatório, a previsão para a década de 2050 é de consumir 180 bilhões de toneladas por ano! O PNUMA diz que, então, vamos precisar de três planetas iguais ao nosso. Portanto, ‘desenvolvimento sustentável’ não é uma contradição em si? O ‘crescimento econômico’ não deveria ser zero, para o bem do planeta e de nós mesmos? Serrar o galho em que se está sentado não é sinal de inteligência. Precisamos de todas as inteligências para pôr em prática uma economia alternativa, circular, sem desperdício, regenerativa e solidária, que faça mais com menos. Bem comum é matemática séria. As armas o Senhor nos dá: Espírito, verdade (HPD 97,4). A verdade desmascara, denuncia. Não deixa que sofrimento, exploração e injustiça sejam relativizados nem mistificados. Nossa água, bebemo-la a troco de dinheiro, nossos feixes de lenha vêm sob pagamento (Lm 5.4 TEB). O lamento surge quando alimento e energia, que devem servir ao bem comum, são transformados em mercadorias, em commodities negociadas na Bolsa de Chicago. Quando recursos que o planeta fornece de graça são apropriados por poucos. O Espírito Santo pode ser entendido como defensor dos empobrecidos e vulneráveis, porque o Pentecostes aconteceu na festa das semanas, depois da qual, no antigo Israel, começa-
va a colheita, quando eles tinham o direito de recolher excedentes, inclusive sobras propositais (Lv 19.9s e Rt 2.2). Jesus cita como exemplo a insistência da viúva pobre contra o juiz corrupto (Lc 18.2ss). Aliás, o combate à corrupção cabe à sociedade. Igrejas deveriam saber usar a sua força espiritual para libertar da corruptibilidade.
Se os valores do Evangelho se contrapõem aos males causados pelo poder econômico, como pessoas cristãs e Igrejas podem agir de modo convincente e eficaz? Com iniciativas de construção de poder democrático legítimo e participativo!
Na compreensão de Lutero, Deus instituiu três esferas de governo para proteger os humanos e a natureza contra a ação usurpadora e (auto)destruidora: as autoridades (politia) para controlar a violência, a Igreja (ecclesia) para combater o pecado e ensinar o amor, e a ‘casa’ (oikonomia) para assegurar o bem comum. Fazem parte dessa ‘casa’ não apenas a família, mas também os relacionamentos locais, a economia regional e as associações de cooperação. Assim como na família se aprende a levar em conta as necessidades dos outros, assim a economia deve
servir à justa distribuição dos bens. Também o trabalho serve à casa comum: quem lucrava com especulação e desonestidade deve agora trabalhar... com as próprias mãos... para que tenha com que acudir ao necessitado (Ef 4.28). Podemos nos interessar mais por economia solidária, ecovilas e comunidades intencionais sustentáveis, que já existem em bom número no Brasil e no mundo. Se os valores do Evangelho se contrapõem aos males causados pelo poder econômico, como pessoas cristãs e Igrejas podem agir de modo convincente e eficaz hoje? No intuito de servir, cabe somar forças com todas as iniciativas de construção de poder democrático legítimo e participativo. Trata-se de colaboração crítica, visando a sair de um paradigma de escassez, desigualdade e competição para um de prosperidade compartilhada. Ele precisa ser ensinado e ensaiado de forma sistemática. Não basta uma solidariedade eventual, na hora de catástrofes. Carecemos de pessoas e Comunidades que digam: Não preciso ser rico, sei viver com menos. Posso ser rico para os outros, os mais necessitados. Posso participar de campanhas como o ‘desinvestimento’, em que instituições retiram as suas verbas de empresas poluidoras. A Igreja Luterana dos Estados Unidos (ELCA) aderiu, no Concílio/2016, prevendo desinvestir 7,5 bilhões de dólares. No mundo todo, a ação já chegou a 6 trilhões de dólares. Ademais, para nós, que cremos em Deus, não ser solidário significa negar ou desonrá-lo. O desconhecido Agur de Massá diz em sua prece que duas coisas são para ele questão de vida ou morte. A primeira: Afasta de mim a falsidade e a mentira. A segunda: Não me dês nem a pobreza nem a riqueza: dá-me o pão que me for necessário. Para não suceder que, estando eu farto, te negue e diga: Quem é o Senhor? ou que, empobrecido, não venha a furtar e profane o nome de Deus (Pv 30.7-9). Mais importante e vital, portanto, que lutar para que as nossas contas fechem, é que nos empenhemos para que a conta de Deus feche, ou seja, que o seu propósito de amor e sustento da Boa e Bela Criação chegue a bom termo, para o bem de todos.
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FÉ LUTERANA
Responsabilidade com a Criação P. Renato Küntzer | Ministro na Paróquia de Três de Maio/RS O discurso de cuidado com o meio ambiente e do uso racional dos recursos é extremamente enganoso e dúbio. Em nenhum momento da sua história, o ser humano depredou e exauriu tanto os recursos naturais e maltratou o meio ambiente como no momento atual. Predomina uma luta desigual, que privilegia interesses públicos e privados, exigindo sacrifícios humanos e ambientais. O tema da economia como instrumento para a distribuição justa dos meios de sustento da vida é uma discussão urgente. A ação humana sobre a Boa Criação de Deus, por meio de empreendimentos de interesses públicos ou empresariais, está cercada por um mito religioso e de fidelidade a um ídolo: o desenvolvimento com base na reprodução do dinheiro. Essa ação restaura o caos, o qual Deus superou com a Criação. Essa tem sido a nossa experiência no Sínodo Noroeste Riograndense, no caso concreto dos conflitos levantados pelos projetos de construção de barragens no Rio Uruguai. O caos social e ambiental se instala por meio da legalização dos projetos. As licenças ambientais são emitidas por decisão política. A ordem é atender as demandas econômicas mais imediatas. Os critérios
técnicos que apontam para os riscos ambientais e sociais não importam e há que se atender o quanto antes aos interesses puramente políticos e econômicos. Impõe-se a visão que os rios e a natureza são apenas mercadorias e, portanto, devem servir aos interesses do mercado, enquanto os seres humanos são empecilhos a serem removidos. Nesse contexto, desde
Em nenhum momento da sua história, o ser humano depredou e exauriu tanto os recursos naturais e maltratou o meio ambiente como no momento atual. 2012, por meio da PEC 65, o agente público propõe a supressão do licenciamento ambiental estabelecido a partir das três etapas (Licença Prévia, Licença de Instalação e Licença de Operação), que são importantes para minimizar impactos e garantir os direitos ambientais e da população atingida. Retira também a obrigatoriedade das audiências públicas, que são o único momento
de participação da população no processo. É necessário flexibilizar a lei, tornando-a oportunista e imoral. As barragens provocam um caos econômico. Quando começa o empreendimento, ‘dois mundos entram em choque’, com a invasão das corporações estranhas às Comunidades atingidas. Comunidades perdem os seus meios de vida que até ali vinham assegurando o acesso à distribuição justa dos meios de sustento (a terra, o patrimônio, a Comunidade, a memória coletiva e o uso compartilhado de recursos). A responsabilidade com o bom cuidado da Criação entra em conflito com os interesses do Estado e dos empreendedores públicos ou privados, que, a partir de uma ótica de mercado, entendem o território como mercadoria. Essas são questões centrais que envolvem a preocupação e a consequente responsabilidade cristã em cuidar bem da Criação de Deus. O que não podemos mais é esconder essa realidade. Ela está cada vez mais presente no nosso cotidiano. O uso dos recursos da Boa Criação de Deus não pode ser tratado apenas como mercadoria, cujo interesse último e final é satisfazer os interesses agressivos do mercado. Para refletir, leia Isaías 11.1-5
Cuidado com o sustento da Comunidade P. Benito Holz Konflanz | Ministro na Paróquia Apóstolo Paulo, em São Luiz Gonzaga/RS Desde os seus primórdios, a Comunidade Cristã tem se empenhado no cuidado com o sustento da mesma. Ao lermos o Novo Testamento, percebemos este cuidado e compromisso, em que as arrecadações eram administradas pelos Apóstolos (At 2.44-45). A contribuição espontânea, que deveria ser feita com base na fé, na gratidão e no compromisso, como membros do Corpo, tem-se mostrado de forma inversa nas Igrejas históricas, em que impera o ‘Quanto devo pagar?’, ‘Qual é o valor da anuidade?’, quando não se tem o desleixo de esquecer a contribuição, ou seja, as coisas de Deus nunca estão em primeiro lugar! Como membros, necessitamos criar consciência da nossa Mordomia Cristã, que é a gestão responsável de todos os bens disponíveis, partindo do princípio que nada temos, ou seja, somos apenas mordomos dos bens a nós confiados por Deus. Administramos algo que não nos pertence, mas cabe a nós usufruir destes bens que nos são confiados, administrando com cuidado e responsabilidade, pois, um dia, seremos cobrados daquilo que Deus nos confiou. Quando falamos em Mordomia, duas verdades devem ser lembradas: (a) a pes-
soa cristã ouve e aprende com alegria a Palavra de Deus, pois, por meio da Palavra, surge a fé e (b) por meio da fé, praticamos a Palavra de Deus ao máximo que podemos. Em Tiago 1.22, está escrito: Tornai-vos, pois, praticantes da Palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos. Portanto, quando ouvimos e praticamos a
A fé nos leva a sermos pessoas agradecidas e a gratidão estimula a um compromisso constante com a Igreja, a Comunidade e os seus trabalhos. Palavra de Deus, estamos sendo honestos com Deus e assim seremos abençoados. No Novo Testamento, o cuidado com o sustento da Comunidade acontece no ato de contribuir espontaneamente, ação ligada à fé e que nos leva a ter confiança em Deus e a sermos generosos nas contribuições e nas ofertas para o trabalho da Igreja (2Co 9.7).
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Quando falamos em espontaneidade, estamos falando sobre liberdade e gratidão. É algo que fazemos sem imposição ou obrigação. Pela alegria da salvação em Cristo, não consideramos nada nosso, mas colocamos tudo o que temos aos seus cuidados. A fé nos leva a sermos pessoas agradecidas. A gratidão, por sua vez, nos estimula a um compromisso constante com a nossa Igreja, a nossa Comunidade e os seus trabalhos. A contribuição financeira é parte imprescindível no exercício da fé, pois ajuda a desenvolver o desprendimento material, a depender do cuidado de Deus e a expressar a nossa adoração – por meio da gratidão. Na Bíblia, somos lembrados que: Cada um separe a quantia de acordo com a sua renda (1Co 16.2) e Cada um dê conforme determinou o seu coração, não com pesar ou por obrigação, pois Deus ama quem dá com alegria (2Co 9.7). A fé estimula gratidão e compromisso também por meio de contribuições financeiras para a continuidade da Missão da Igreja neste mundo. Seja fiel com a sua contribuição. Você não está pagando, mas, sim, contribuindo! Para refletir, leia 2Corintios 9.6-15
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PERSPECTIVA
O Brasil é multilíngue, multicultural e multiétnico Línguas e encontros de humanidades Profa. Dra. Ema Marta Dunck Cintra | Docente no Instituto Federal de Mato Grosso e Presidente do Conselho da Igreja No ano de 2001, ao trabalhar pela primeira vez com uma turma, afirmei que iria tratar sobre a pluralidade linguística brasileira. Mesmo morando em um Estado com mais de 40 línguas indígenas, fora a dos imigrantes, nos anos anteriores àquela afirmação, eu não percebia a pluralidade linguística local. Ainda hoje, quando questiono, em sala de aula, quantas línguas são faladas no Brasil, apesar de todo o acesso às informações que há, a grande maioria dos estudantes diz ‘apenas o Português’. Claro que o momento se transforma em desconstrução dessa ideia. A percepção que o Brasil seja monolíngue começa a partir da chegada dos portugueses. Além de escravizar e matar os nativos, proibiram o uso da língua materna deles e impuseram a língua do colonizador. Essas atrocidades implicaram na extinção de muitas etnias e suas línguas. Já em 1502, inicia-se o tráfico de escravos. Nos mais de três séculos de escravidão, a estimativa é de que em torno de 200 a 300 línguas foram envolvidas e o tratamento dado a elas era o mesmo que recebiam as dos povos indígenas. No século XIX, com as campanhas migratórias do governo, chegam imigrantes, como o Polonês, o Alemão, o Italiano, o Japonês, o Coreano, o Árabe, o Chinês etc. Esses sofre-
rem muito durante o Governo de Getúlio Vargas. Naquele momento, houve a proibição de falar e de utilizar materiais na língua materna, com destaque para a dos italianos e dos alemães. Esse aniquilamento de povos e línguas resultou que, das mais de 1300 línguas que havia no país em 1500, conforme aponta o Linguista Rodrigues, hoje se fala no Brasil em torno de 200 línguas, sendo 180 indígenas e 20 estrangeiras. Vejam, portanto, como, desde a colonização, o poder instituído fez o trabalho de negar a pluralidade linguística do país, atribuindo à Língua Portuguesa uma superioridade em relação às outras. Esse pensamento colonial hegemônico ainda está presente no nosso imaginário, afinal ‘no Brasil, se fala apenas o português’. Mesmo com a extinção da maioria das línguas, aqui ainda há uma expressiva pluralidade linguística. São, pelo menos, 200 línguas faladas diariamente e outras estão chegando, a exemplo da Língua Crioula, dos haitianos. O Brasil é, portanto, multilíngue, multicultural e multiétnico. Isso deveria nos orgulhar e permitir encontros de humanidades! Ir ao encontro das pessoas e reconhecer a sua língua como importante é valorizarmos a sua identidade, a sua vida, a sua história, o seu eu. Essa é uma atitude cristã.
Jesus Cristo diz: Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim. João 14.6
Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus P. Dr. Oneide Bobsin | Docente na Faculdades EST, em São Leopoldo/RS Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus, disse Jesus aos seus adversários, que lhe preparavam uma cilada sobre o pagamento de impostos aos romanos (Mt 22.21), no tempo do governador Pôncio Pilatos, aquele mesmo que lavou as mãos e é recitado no Credo Apostólico. O referido texto sempre é usado com uma diversidade de interpretações para tratar da relação entre religião/Igreja e autoridade secular. Também o Tema 2018 da nossa Igreja aborda o assunto ao afirmar, a partir de Lutero, que nenhuma esfera da vida foge aos olhos amorosos de Deus. Onde Deus é o Senhor, a Política e a Economia não são esferas que escapam ao seu olhar justo. Por mais que saibamos disso, sempre é importante retomar a frase de Jesus por vários razões, que passo a comentar brevemente. Primeira: não é possível deduzir, então, que o mundo da Política e o da fé sejam totalmente separados. Com muita sabedoria, alguém disse que são distintos, mas não separados. Segunda: em razão disso, temos o compromisso de pagar impostos, especialmente em um país onde, só em 2018, serão sonegados 500 bilhões de reais, segundo Auditores da Fazenda. Se a Lava-Jato for bem-sucedida, ela recuperará 19 bilhões de reais. O combate à corrupção não devia olhar só para o mundo dos Políticos. Terceira: a mais importante e preocupante diz respeito à Campanha Eleitoral já em marcha, na qual certos candidatos estão in-
vertendo o dito de Jesus: A César o que é de deus e a deus o que é de César. Conscientemente, grafei deus em minúsculo, pois se está querendo fazer do divino um cabo eleitoral. Pesquisas suspeitam que dinheiro do crime organizado misturase com os dízimos. Algumas lideranças evangélicas e outras estão lavando dinheiro. Quem nos garante que as ofertas de fiéis não alimentarão campanhas eleitorais de candidatos que invertem o dito de Jesus? Já há ‘bandidos’ evangélicos e pastores orando pelos traficantes que doam o dízimo das suas atividades... Além de insistirmos, pela pregação, que Deus e Governo são distintos, mas não separados, precisamos espalhar aos quatro ventos como somos, nas Comunidades e grupos, bons gestores dos recursos financeiros e bens. Devemos insistir neste aspecto revolucionário que nos permite fazer muito com pouco. Não precisamos lavar dinheiro como fazem alguns ‘donos do dinheiro da comunidade’. A liberdade de Culto e de Liturgia, conforme o capítulo 5 da Constituição Federal, não deveria ser impedimento para a Polícia e a Receita Federal colocarem os olhos na lavagem de dinheiro de Igrejas, infelizmente ditas ‘evangélicas’. Proponho ser esta uma das contribuições da nossa Igreja para a Campanha Eleitoral: testemunhar uma prática de gestão de recursos transparente e participativa. Sendo rotina entre nós, não nos damos conta do impacto ético que pode causar no contexto onde vivemos. Para mais informações, acesse o Portal Luteranos
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MISSÃO
Deus encarnado em Jesus Cristo P. Dr. Martin Timóteo Dietz | Cátedra Contextual de Lutero, na Faculdades EST Em Cristo, Deus sai de si mesmo. Deus é, portanto, o primeiro missionário. Ele vai ao encontro do outro, da sua criatura. Deus se esvazia, torna-se frágil e pequeno em Jesus Cristo, a fim de estar junto daquilo que é seu. Igreja que segue os passos de Jesus, por sua vez, não pode buscar para si condição diferente da que viveu o seu Senhor. Igreja que, como seguidora de Cristo, não toma a sua cruz sobre si, não vive segundo o esvaziamento divino em Cristo, sucumbe à tentação de compreender a Missão como manutenção institucional e como crescimento numérico de seus fiéis. Igreja que não se esvazia, torna-se refém do desejo por dominar as pessoas que lhe são confiadas e do desejo por subtrair-lhes a liberdade cristã concedida em Cristo. Igreja Missionária, que carrega a sua cruz em seguimento ao Cristo
Projetos Missionários Secretaria de Missão da IECLB Nordeste MG e Sul BA Sínodo Espírito Santo a Belém Ligado à Comunidade de Linhares/ ES, o Projeto está localizado junto à tríplice fronteira dos Estados brasileiros de Minas Gerais, Bahia e Espírito Santo, atendendo aos municípios de Nanuque e Serra dos Aimorés, em Minas Gerais, além de Nova Viçosa, Mucuri, Teixeira de Freitas, Porto Seguro, Santa Cruz Cabrália, Itanhém, Itamaraju e Eunápolis, na Bahia. Iniciado em 2009, o Projeto objetiva consolidar os Pontos de Pregação e as Comunidades, a fim de alcançarem a sua autonomia administrativa e a autossustentabilidade financeira. Para tanto, a Ação Missionária tem entre as suas prioridades manter os Cultos Comunitários e a formação de lideranças em diferentes frentes de atuação. Espera-se, dessa forma, garantir a presença e a visibilidade da IECLB, bem como a reunião das pessoas membros e a adesão das pessoas evangelizadas na região.
crucificado, é, por conseguinte, Igreja que não define a sua própria Missão. A tarefa que lhe é confiada e à qual é enviada é ‘definida pelo outro, isto é, pela enfermidade, pelo pecado, pela injustiça, pela morte’. A IECLB se compreende, portanto, como instrumento desse Deus apaixonado, que sofre com a angústia, a fraqueza e a necessidade não apenas humana, mas de todas as criaturas. A todas as pessoas, Deus faz pregar o Evangelho, de modo que Igreja de Jesus Cristo é, em sua essência, Igreja Evangelística: que anuncia a Boa Notícia em Cristo, perdão, vida e salvação, na linguagem do Catecismo Menor. Evangelização é serviço contínuo da Igreja. Proclamação evangelística condizente com o Evangelho concede ao ouvinte a liberdade de escolha, bem sabendo que a fé
não é obra humana, mas dom do Espírito de Deus. Evangelização somente pode ter esperança de frutificar quando e onde se der em um espaço de acolhimento por parte da Comunidade em relação a pessoas de fora que com ela entram em contato. Recorte de texto O futuro de nossas Igrejas: o desafio missionário, fundamentado na Teologia Luterana
Planejamento Missionário P. Altemir Labes | Secretário Adjunto para Missão e Diaconia da IECLB A IECLB tem o seu grande número de Comunidades em cidades de até 50 mil habitantes, considerando a média entre 100 e 500 membros/Comunidade. Este quadro aponta a possibilidade de vida comunitária mais intensa e anima a visualizar novas frentes de Missão, agregando intencionalidade missionária aos trabalhos comunitários. As Estatísticas apontam uma presença ‘acanhada’ em contextos metropolitanos. O Fórum Nacional de Missão - Campeche (2006) destacou a importância de criar Comunidades em municípios com população acima de 200 mil habitantes. Em muitas situações, temos dificuldade em nos abrir
à diversidade sociocultural e, assim, tornamos deficiente a Ação Missionária em Comunidades ditas tradicionais. Perseguimos o desafio da nossa Visão: ser reconhecida como Igreja de Comunidades atrativas, inclusivas e missionárias. Temos muitos desafios para dar vida à nossa Visão como Igreja, mas também temos muitos exemplos e jeitos dinâmicos de ser Igreja: avançamos no envolvimento das lideranças nos processos de decisão, temos riqueza teológica, modelo eclesiológico participativo e, importante: vivência comunitária, convivência e partilha no espaço comunitário.
Projeto Norte Fluminense Campanha Nacional de Ofertas para a Missão Vai e Vem | Secretaria de Missão da IECLB Norte Fluminense/RJ Sínodo Sudeste O Projeto atende à região litorânea do Norte Fluminense, centrado em Rio das Ostras e Macaé. As perspectivas de exploração do petróleo criaram um polo que, na soma dos dois municípios, reúne mais de 300 mil habitantes. A migração de membros da IECLB para essa região possibilitou o estabelecimento de uma pequena Comunidade Luterana. Trata-se da única presença luterana em toda Região dos Lagos e Norte Fluminense, o que significa um grande desafio missionário. O objetivo do Projeto é consolidar a Comunidade. Para tanto, se busca atender às pessoas membros da IECLB, bem como incluir novas pessoas à Comunidade. Assim, se têm intensificado as ações de evangelização, comunhão e diaconia. Também é parte importante a formação de lideranças e a formação na fé. Todas essas ações têm como fim alcançar uma Comunidade com autonomia e sustentabilidade na região.
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PRIORIDADES
Prioridades de Gestão: Programas de Acompanhamento Acompanhamento a Estudantes de Teologia (parte 1/2) Cat. Ma. Débora Raquel Klesener Conrad | Secretária de Formação da IECLB Docentes, que foram desafiados a refletir sobre a formação teológica, considerando os desafios missionários da Igreja.
Desafios e oportunidades O Programa de Acompanhamento a Estudantes de Teologia é um dos sete Programas que integram as Prioridades de Gestão da IECLB. O objetivo desse Programa é desenvolver atividades voltadas para estudantes de Teologia que têm o firme propósito de ingressar no Ministério com Ordenação na IECLB. O Programa se destina a estudantes com matrícula ativa em um dos três Centros de Formação conveniados com a IECLB, ou seja, Faculdades EST (EST), em São Leopoldo/RS, Faculdade Luterana de Teologia (FLT), em São Bento do Sul/SC, e Faculdade de Teologia Evangélica (FATEV), em Curitiba/ PR. No momento, há 181 estudantes com cadastro ativo no Programa. O Programa visa a contribuir na formação integral de cada estudante a partir da oferta de atividades que propiciam aprendizagem, troca de experiências e desenvolvimento na dimensão pessoal e espiritual. Além disso, o Programa realiza a gestão dos recursos financeiros disponibilizados
pela Igreja para a formação teológica. As principais atividades desenvolvidas são: Retiros de Estudantes Os Retiros propiciam a aprendizagem e a troca de conhecimento a partir da abordagem de temas que a Igreja considera importantes para a formação do seu futuro quadro ministerial. Além disso, os Retiros têm oportunizado espaços de comunhão e de convivência entre estudantes. A expectativa é que cada estudante participe de três Retiros ao longo da sua trajetória acadêmica. Para esse ano, em substituição aos Retiros, foi realizado, entre os dias 8 e 10 de junho, em São Leopoldo, o III Encontro Nacional de Estudantes de Teologia, que reuniu em torno de 130 estudantes de todos os níveis do curso. O Encontro conduziu as reflexões em torno da Missão na IECLB, tendo por base o Tema do Ano, Igreja - Economia - Política. Paralelamente, ocorreu o Encontro de Docentes de Teologia dos três Centros de Formação, com a participação de 25
Mentoria Espiritual A atividade consiste no acompanhamento a estudantes de Teologia por Ministros e Ministras que atuam no entorno dos Centros de Formação Teológica e tem por objetivo contribuir no crescimento pessoal e no amadurecimento espiritual de cada estudante. Ministros e Ministras que se dispõem a contribuir recebem preparo para a atividade. Atualmente, 41 Ministros e Ministras exercem a Mentoria, acompanhando 55 estudantes. A Mentoria Espiritual é uma experiência nova e, por isso tem sido reavaliada a cada ano em Seminários, em que Mentores e Mentoras contribuem com a reflexão, tendo por base a experiência vivenciada. É a partir dessas reflexões que o processo da Mentoria vem sendo aprimorado. Percebe-se que a Mentoria espiritual tem uma grande contribuição no processo de formação e no desenvolvimento pessoal de cada estudante. É graças à disposição de Ministros e Ministras que essa atividade tem se concretizado com êxito. Permanece, porém, o desafio em relação ao número de Ministros e Ministras para atender estudantes que aguardam pela indicação de um Mentor ou uma Mentora. Outra atividade oferecida aos estudantes e às estudantes na dimensão da espiritualidade é o Seminário de Vivências em Espiritualidade. Este Seminário tem por objetivo proporcionar um espaço de reflexões acerca da espiritualidade individual. A primeira edição foi realizada em 2016. Diante do retorno positivo, a atividade vem sendo oferecida todos os anos para estudantes dos 1º e 2º anos.
Publicações | Martim Lutero Com 12 páginas ilustradas, Martim Lutero - A Reforma em quadrinhos apresenta a história de Martim Lutero e da Reforma de forma simples e objetiva. A revista fala sobre a infância de Lutero e a sua decisão de ingressar na Ordem dos Monges Agostinianos. Misturando ilustrações de qualidade, humor e seriedade, os quadrinhos apresentam uma pessoa convicta da sua fé e da necessidade de realizar melhoramentos na Igreja e na sociedade. Com esta publicação, feita para o público de todas as idades, conhecemos a trajetória de Lutero e aprendemos muito com ele. Trecho de Martim Lutero - A Reforma em quadrinhos
Nada pode nos separar do amor de Deus: nem a morte nem a vida nem o presente nem o futuro. Romanos 8.38
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GESTÃO
Corpo IECLB | Gestão Administrativa Secretaria Geral da IECLB Comunidade, Comunidade com Funções Paroquiais e ou Paróquia devem ou não ter CNPJ próprio? Atualmente, temos diferentes práticas na IECLB, que são: a) Comunidades que não têm registro de Estatuto em Cartório e, por consequência, mesmo tendo personalidade jurídica, em razão da votação do seu Estatuto na Assembleia Geral Originária, as mesmas não têm CNPJ próprio. Tal procedimento é irregular e estas Comunidades podem ser instadas, a qualquer momento, pelas autoridades competentes, a se regularizar. Caso contrário, as suas atividades podem ser interrompidas. b) Comunidades que têm estatuto registrado em Cartório e com CNPJ Matriz. c) Comunidades que são filiais das Paróquias. Nestes casos, há apenas uma pessoa jurídica, sendo que a Paróquia é o CNPJ Matriz e as Comunidades têm CNPJ de Filiais. O regramento para obtenção do Alvará de Funcionamento varia de um município para outro. No caso do exercício de atividade religiosa, há exigência de se ter um CNPJ próprio para cada local. Assim, quando a Comunidade fizer seu Alvará deverá ter um CNPJ Matriz ou CNPJ de Filial. No caso da IECLB, recomenda-se que a estruturação de uma Comunidade seja precedida de Estudo (jurídico e contábil), para identificar qual é a melhor forma dela se estabelecer no seu contexto. Com base na análise da respectiva situação, é possível encontrar a solução mais adequada para cada caso específico. Assim, considerando as diferentes realidades existentes na IECLB e com base na legislação vigente no país, o Conselho da Igreja aprovou, em abril de 2018, que, para fins de melhor organização, otimização de recursos financeiros e humanos, cada Comunidade, Comunidade com Função Paroquial e Paróquia, opte pela proposta que melhor atende à sua realidade (territorial e administrativa/ financeira). Em síntese, há que se escolher uma entre três opções possíveis: a) Comunidade com Função Paroquial com CNPJ Matriz, b) Paróquia com CNPJ Matriz e Comunidades com CNPJ de Filiais e c) Paróquia com CNPJ Matriz e cada Comunidade com CNPJ Matriz. Para mais informações, acesse o Portal Luteranos
Guia para o Presbitério A partir de Jesus, as pessoas que Deus chama e convida para a sua obra são identificadas como seguidoras ou discípulas. O grupo dos doze discípulos é precursor das lideranças e dos Presbíteros da Comunidade Cristã. Os discípulos são chamados à fé. Experimentam intensamente a comunhão com Jesus. São ensinados e orientados. Por um lado, têm a oportunidade de ver coisas maravilhosas e, por outro lado, são confrontados com as suas próprias fraquezas. Acima de tudo, são desafiados a confiar em Deus e a servi-lo. Jesus não alimenta as suas ilusões humanas, mas prepara-os também para as dificuldades. Tiago e João arquitetam um plano para conseguir um lugar especial no Reino. Na verdade, não sabiam o que estavam pedindo. Confundiram o Reino de Deus com os Reinos deste mundo. Jesus lhes ensina que, diferentemente do que ocorre na sociedade, no seguimento de Jesus se cresce para baixo: quem quiser ser importante, que sirva os outros e quem quiser ser o primeiro que seja o escravo de todos (Mc 10.43-44).
Documentos Normativos Acima de todos os Documentos Normativos da IECLB está o Mandato de Deus, tendo como base a Bíblia e os Escritos Confessionais. A Constituição, o Regimento Interno, o Guia Nossa Fé-Nossa Vida, o Documento Justiça e Ordem, o Estatuto do Ministério com Ordenação da IECLB são normas nacionais, eclesiasticamente válidas para todos os Sínodos, as Paróquias, as Comunidades, os Ministros, as Ministras, as lideranças leigas e demais membros. Todas as normas adicionais são elaboradas a partir dos princípios constantes nesses documentos e a eles estão sujeitas eclesiasticamente. O Plano de Ação Missionária da IECLB (PAMI), por exemplo, fornece as bases para a Ação Missionária em toda a Igreja. Lá consta que Deus é o fundamento e o sujeito da Missão que Ele mesmo realiza por meio da sua obra criadora e mantenedora, redentora e santificadora. Deus inclui a Igreja – a comunhão dos agraciados por fé – neste movimento em prol da cura e da salvação do mundo. A Missão da Igreja, pois, não é outra que inserir-se na Missão divina e dispor-se a ser instrumento do agir salvífico de Deus. Como a Missão pertence à essência do ser Igreja, ela deve tornar-se perceptível nas dimensões fundamentais da vida de cada Comunidade, bem como na vida de cada pessoa cristã. A Missão integral de Deus, compreendida como a comunicação do amor de Deus, dá-se no testemunho missionário da fé (evangelização), na vivência concreta do Corpo de Jesus Cristo (comunhão), no agir restaurador e curador (diaconia) e na celebração do amor divino (liturgia).
Jorev Luterano - Julho 2018
SÍNODOS
Por uma Igreja em que a fé seja viva Que a diaconia seja, de fato, resposta da nossa fé P. Breno Carlos Willrich | Pastor Sinodal do Sínodo Vale do Itajaí
O Sínodo Vale do Itajaí localiza-se no Estado de Santa Catarina e tem forte influência da colonização alemã com grandes centros luteranos, como Blumenau, Brusque e Pomerode. Hoje, são mais de 80 mil pessoas que congregam em 86 Comunidades, formando 32 Paróquias, por isso os 500 anos da Reforma Luterana foram vividos de forma muita intensa nesta região, saindo dos muros dos templos e contagiando a sociedade em geral. A partir dessa comemoração, Comunidades e instituições foram muito criativas ao encorajar membros e setores de trabalho com programações das mais diversas categorias, celebrações emocionantes, cuidados com o patrimônio, ajardinamento, inaugurações de bustos, monumentos, Sessões Solenes em Câmaras Municipais e Assembleias Legislativas e assim por diante. Pela primeira vez na história, os Sínodos Vale do Itajaí, Norte Catarinense e
Paranapanema se juntaram para coroar todas essas experiências enriquecedoras realizando, no dia 29 de outubro de 2017, o Dia Intersinodal da Igreja, o qual reuniu, aproximadamente, 7 mil pessoas e um grupo de 500 Musicistas. A Pregação foi dirigida pelos Pastores Breno Carlos Willrich, Inácio Lemke e Odair Airton Braun, Pastores Sinodais, respectivamente, dos Sínodos Vale do Itajaí, Norte Catarinense e Paranapanema. A música também é algo que nos orgulha. Ela exerce um papel fundamental na Evangelização e Missão da Igreja. Há bonitas experiências com grupos de instrumentistas, metais, coros, canto, flautas, órgãos e violões. A inovação musical deve estar aliada à tradição e à história da música luterana. Seminários e encontros musicais são espaço para formação e motivação, de modo que novos Musicistas sintam-se chamados. Também observamos que as Comunidades estão optando
O que queremos daqui pra frente? Uma Igreja em que a fé seja viva e a diaconia seja resposta da nossa fé. Uma Igreja com espaços alegres e contagiantes. Precisamos acolher o próximo, propor novos modelos para a vivência espiritual e criar oportunidades em meio ao contexto urbano para conseguir atrair as pessoas. Não queremos ser uma Igreja individualista, sem relações institucionais e ecumênicas. Bem pelo contrário, queremos ser uma Igreja de Comunidades que estabelecem relações de parceria e cooperação com outras Comunidades, denominações cristãs, organizações eclesiásticas, entidades e instituições da sociedade civil e instâncias governamentais. As Comunidades são parceiras na Missão de Deus no mundo e na sociedade. Elas precisam estimular a vivência da fé na perspectiva pessoal, familiar e comunitária. As Comunidades traduzem o significado da fé cristã para a atualidade. Precisam promover ações que fortaleçam a paz, a justiça e o amor na sociedade, empenhando-se na promoção da dignidade humana e da justiça ambiental.
em contratar profissionais da área da música para coordenar os trabalhos. A nossa Visão é ser Igreja de Comunidades atrativas, inclusivas e missionárias. Precisamos estar de portas abertas e ter a ousadia em convidar novas pessoas para a participação comunitária. O acolhimento a imigrantes é algo que está nos mobilizando como uma Igreja diaconal, desafiando membros a mudarem a postura e abrirem os corações ao próximo. Também a acessibilidade está em nossas discussões, oferecendo espaços com lugares especiais para cadeirantes, rampas e elevadores para pessoas com deficiência ou idosas. O que nos preocupa é o fato de não conseguirmos crescer em número de membros. Somos uma Igreja com Teologia sóbria, temos ótimos templos, programas atrativos, grupos das mais variadas formas, em que há verdadeira comunhão. Nós nos perguntamos constantemente como aliar o fato de sermos uma Igreja histórica com a necessidade de estarmos abertos para receber novas pessoas com os desafios da atualidade. Que tipo de experiências as pessoas estão buscando para viver a fé? O crescente número de pessoas que participam de setores de trabalho, mas não frequentam os Cultos nos faz perguntar: grupos menores são melhores para vivenciar a fé? No mundo de hoje, com tanta individualização e exclusão, a fé não pode ser tratada com um produto. Precisamos reavaliar e assumir uma nova proposta de Missão, Evangelização, com forte ênfase para a Comunicação e Diaconia. Falhamos também quando não conseguimos motivar lideranças a assumir funções ou participar de eventos de formação. A sustentabilidade das nossas Comunidades também é uma discussão contemporânea. Por mais esmero que tenhamos com o nosso patrimônio e mais responsabilidade que tenhamos com as atividades ministeriais, muitas vezes membros ainda entendem a Igreja como um clube, que tem mensalidade e oferece serviços. Precisamos aprofundar a discussão sobre a passagem de uma contribuição obrigatória para uma contribuição por fé, gratidão e compromisso. Não é uma tarefa simples, já que este sistema está em voga desde o início da colonização. Como Igreja da Reforma, completamos 500 anos. Fizemos um esforço enorme para resgatar a nossa história, valorizar a nossa tradição e lembrar personagens importantes destes últimos cinco séculos. Agora, são outros 500!
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COMUNICAÇÃO
Qualificação da Comunicação Portal Luteranos Núcleo de Comunicação da IECLB História - No dia 5 de novembro de 2001, a Comunidade Evangélica Luterana em Belo Horizonte/MG efetivou o registro do domínio www.luteranos.com.br. Por um período breve, o domínio serviu como endereço do site da Comunidade. No dia 17 de maio de 2003, ele se transforma em Portal Luteranos, tornando-se veículo de comunicação das Comunidades, Paróquias e entidades diaconais do Sínodo Sudeste. No dia 13 de outubro de 2006, o Portal Luteranos assume a condição de espaço da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB) no mundo da Internet. O lançamento aconteceu durante o XXV Concílio da Igreja, realizado em Panambi/RS. Unidade - Lembrar o jubileu de 15 anos torna-se bastante significativo no ano em
Trabalho, das Entidades e das Instituições. Milhares de páginas traduzem a amplitude, a variedade e a diversidade do testemunho evangélico de confissão luterana no contexto brasileiro. Elas têm um caráter informativo, formativo, evangelizador e missionário. Participação - Todo este trabalho resulta de um grande mutirão de comunicação. Todas as Comunidades, todas as Paróquias e todos os Sínodos têm a possibilidade de inserir conteúdos de forma totalmente descentralizada em suas páginas (sites). Todos os Sínodos e algumas dezenas de Paróquias tem feito uso regular deste espaço. Desempenho - Segundo o Google Analytics, mais de 5 milhões e 230 mil visitantes efetivaram 9 milhões e 140 mil visiPlataforma eletrônica de comunicação tas e visualizaram 23 milhões de páginas da IECLB, o Portal Luteranos reforça a de janeiro de 2009 dimensão de corpo da IECLB, a sintonia a maio de 2018. Ducom a confessionalidade luterana e a rante os 15 anos de existência do Portal, concepção organizacional. podem ser totalizadas 23 milhões e 380 que a Internet completa 23 anos no Brasil. mil visitas e 37 milhões e 750 mil páginas Mesmo não sendo o domínio luteranos. visualizadas. com.br o registro mais antigo no âmbito da Conteúdos - Atualmente, o Portal tem IECLB, a sua afirmação e duração se devem publicadas 17.350 páginas de notícias, à força da sua marca. 13.040 páginas de textos e milhares de páEm sua concepção, o Portal Luteranos ginas espalhadas nos menus internos das procura fazer jus ao espírito que norteou a Organizações, Instâncias, Setores e Áreas reestruturação da Igreja, há 20 anos: aponde Trabalho. tar para a caminhada e o testemunho da No que se refere aos textos publicados, Igreja em um espírito de sinodalidade. Codestacam-se 3.750 meditações, 2.110 aumunidades, Paróquias, Sínodos, Setores de xílios homiléticos, 1.050 prédicas, 980 arTrabalho, em comunhão, caminham na vitigos, 610 recursos litúrgicos, 330 jornais, vência e na proclamação da Boa Notícia do 210 mensagens, 125 boletins e informaEvangelho. tivos, 115 histórias de vida de mulheres e Ao longo destes anos, o Portal Lutera100 manifestações oficiais. nos reuniu uma quantidade significativa Já na área musical, em levantamento de de conteúdos. Eles afirmam e dão visimaio de 2018, o Portal reunia 1.200 hinos, bilidade aos valores e aos princípios da 2 mil partituras, 900 vídeos e áudios assoIECLB, mostrando como eles se desdobram ciados a hinos, 155 CDs, LPs e K7s, além de na vivência e na prática das Comunidades, antífonas e comentários sobre hinos e suas das Paróquias, dos Sínodos, dos Setores de autorias.
Publicações - Centenas de vídeos estão associadas a inúmeras páginas do Portal Luteranos. Merecem destaque os vídeos publicados no canal do YouTube. Neste espaço, há 290 vídeos que obtiveram 116 mil visualizações. O canal possui 1.400 pessoas inscritas e os seus vídeos foram compartilhados 3.800 vezes. Convém chamar atenção para as publicações digitais. Na plataforma do ISSUU, vinculada ao Portal, encontram-se 900 publicações, que obtiveram 39 mil leituras. Operações - Significativo é igualmente o número de operações de usuários (Paróquias, Sínodos e equipe do Portal) junto ao Painel de Administração de Conteúdo. Desde o lançamento da atual plataforma (30 de outubro de 2011) até 10 de junho de 2018, foram realizadas 393 mil operações (inserções, edições e exclusões). Visitantes - Importante mencionar que milhares de pessoas já entraram em contato por meio de mensagens eletrônicas. Elas vieram em busca de mais explicações sobre questões bíblicas e teológicas, esclarecimentos sobre a IECLB e a Teologia Luterana, bem como procuraram informações sobre os mais diversos assuntos. Pessoas integram Comunidades graças a este ministério no mundo da Internet. Público - O Portal Luteranos é pensado com esmero para as pessoas que fazem visitas rotineiras ou esporádicas, pesquisas ou querem apenas saber as ‘últimas notícias’. As atualizações e facilidades buscam ir ao encontro de todas as pessoas que, nestes anos todos, têm alimentado o Portal com conteúdos qualificados (notícias, prédicas, meditações, reflexões, vídeos, fotos, etc.). Missão - Ainda é importante reafirmar: sugestões, comentários e observações que tenham como objetivo melhorar o desempenho do Portal Luteranos como ferramenta de comunicação da IECLB a serviço da Missão que Deus confiou a essa Igreja sempre serão bem-vindas! Faça contato conosco!
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Caminhos do Leste Europeu Caminhos Romanos (Amsterdã a Roma) Caminhos das Festas (castelos, tradições e cervejarias)
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