SETEMBRO 2014 - No 776
GerAção JE no mundo 6
As lideranças que compõem o Concílio
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O papel da música instrumental no culto Ética e gestão de recursos nanceiros
Jorev Luterano - Setembro - 2014
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Editorial
GerAção JE no mundo
S
egundo o Título III – Da estrutura central, Capítulo I – Do Concílio, Seção I - Disposições Preliminares, da Constituição da IECLB, o art.49 esclarece que o Concílio é o órgão deliberativo máximo da IECLB, cabendo-lhe definir a linha programática de atuação da Igreja em todo o seu território, e, além de decidir e legislar sobre toda e qualquer matéria de interesse da Igreja, compete-lhe, especialmente, fixar as diretrizes que assegurem a unidade doutrinária e a identidade confessional da IECLB, estabelecer os planos de ação para atuação da Igreja, promover a reflexão sobre os temas fundamentais de interesse da Igreja, propiciar condições para os membros exercerem os seus dons na missão da Igreja, zelar para que a disciplina evangélica seja observada, criar condições para que Ministros e colaboradores recebam formação adequada, alterar e aprovar documentos normativos da IECLB, aprovar a criação e extinção de Sínodos, estabelecer critérios sobre a política de subsistência dos Ministros, aprovar os relatórios anuais, o Balanço Geral e a proposta orçamentária para o exercício e eleger o Pastor Presidente e os seus Vices, o Presidente do Concílio e os
seus Vices além das demais eleições previstas nos documentos normativos da Igreja. São muitas e preciosas estas tarefas, por isso o Concílio é tão importante na nossa estrutura como Igreja. Tendo em vista a relevância deste encontro decisório e a sua repercussão na vida dos membros, é fundamental que todos compreendam como funciona o Concílio, quem são os membros participantes e com direito a voto, quais são as suas responsabilidades, além de compreender o funcionamento da contribuição, do orçamento e da gestão dos recursos da Igreja. Para atender esta demanda, O Jorev vai dedicar as Editorias Sustentabilidade, Comunicação, Formação, Tema do Ano e Vai e Vem aos principais assun-
Nesta edição, o Jorev destaca o Concílio
tos relacionados ao Concílio pelas próximas duas edições. Na sequência, vamos compartilhar tudo o que terá acontecido na XXIX edição do Concílio da IECLB, que, realizado a cada dois anos, este ano ocorrerá em Rio Claro/SP, de 15 a 19 de outubro. Na Editoria Atualidade, lidade saiba mais sobre o XXII Cogrenaje, realizado entre 20 e 25 de julho de 2014, em Espigão do Oeste/ RO, sob o tema GerAção JE no mundo. mundo Na Editoria Presidência, O início de novos tempos, de viDas em comunhão - A sabedoria da Independência é o título da Mensagem, de autoria do P. Carlos Möller, Pastor 1º Vice-Presidente da IECLB. Na Editoria Compartilhar, a Comunidade partilha momentos da vida cristã. Boa leitura!
da IECLB, as suas lideranças, as obrigações dos Delegados e o sistema de contribuição adotado pela Igreja
Atendimento ao leitor Mariana Mattos Paim Fone: (51) 3284.5400 - Fax: (51) 3284.5419
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75 anos da Casa Matriz
Parabéns a vocês, pois o Jorev está ótimo! Abraços, Gertraude Wanke Vitória/ES
Fiquei lisonjeada e muito agradecida pela matéria que o Jornal Evangélico Luterano publicou sobre os 75 anos da Casa Matriz de Diaconisas. A capa ficou linda! Abraço, Anaí Jorge Administradora da Casa Matriz de Diaconisas São Leopoldo/RS
Capa Imagem do Grito da Juventude, tradicional expressão dos jovens que ocorre durante o Congrenaje, que, na sua XXI edição, foi realizado entre 20 e 25 de julho, em Espigão do Oeste/ RO, no Sínodo da Amazônia, sob o tema GerAção JE no mundo. Leia matéria especial na Editoria Atualidade, página 4.
Pastor Presidente P. Dr. Nestor Friedrich Secretária Geral Diác. Ingrit Vogt Jornalista Letícia Montanet Reg. Prof. 10925
Revisão Margret Reus Administrativo Mariana Paim ISSN 2179-4898 Cartas - Sugestões de pauta - Artigos - Anúncios
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Jorev Luterano - Setembro - 2014
Curtas
Extermínio de adolescentes e jovens é tema de livro
O auditório do Colégio Sinodal, em São Leopoldo/RS, recebeu centenas de pessoas para o lançamento da publicação Desvelando percepções de uma realidade: o extermínio de adolescentes e jovens, realizado na noite de 7 de agosto de 2014. O livro, que busca desvelar a situação de violência vivenciada por adolescentes e jovens em São Leopoldo, integra as ações do Projeto Comunidade Ativa, executado pelo Programa de Apoio a Meninos e Meninas - Centro de Defesa da Criança e do Adolescente (Proame Cedeca), com o patrocínio da Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental, e da Kindernothilfe (KNH), e foi realizado em parceria com o Programa Gênero e Religião, da Faculdades EST, também em São Leopoldo. O evento marcou a aula inaugural da EST, com a presença do Sociólogo, Pesquisador e Professor José Vicente Tavares dos Santos. Centenas de pessoas compareceram ao Durante a sua fala, José lançamento da publicação ‘Desvelando Vicente destacou a necespercepções de uma realidade: sidade da participação dos o extermínio de adolescentes e jovens’ jovens em espaços públicos e a importância de tornarmos visível a realidade de violência a que muitos adolescentes estão expostos. Ao falar sobre o lançamento, a Diretora Executiva do Proame Cedeca, Odete Zanchet, afirmou que o livro é uma obra realizada a muitas mãos e aborda esta questão, que, muitas vezes, não queremos enxergar. O responsável pela organização do livro e da pesquisa, parceiro do Proame Cedeca e Coordenador do Programa Gênero e Religião da EST, Professor André Musskopf, lembrou a importância de a Universidade trabalhar temas como esse. A cerimônia de lançamento da publicação contou com a presença do Presidente do Proame Cedeca, Allan Ervin Krahn, do Reitor da EST, P. Dr. Oneide Bobsin, da Diretora de Direitos Humanos da Secretaria Estadual de Justiça e Direitos Humanos, Eliene Amorim, do Coordenador da KNH Brasil Sul, Sérgio Soares, da Deputada Federal Maria do Rosário Nunes e do integrante do Fórum de Adolescentes e Jovens, Kevin Richard da Silva, além dos autores e autoras dos livros. O Fórum Municipal de Crianças e Adolescentes também participou, realizando uma intervenção artística. Sob orientação da Oficineira de Teatro, Anita Coronel, os jovens apresentaram uma esquete emocionante e provocadora a partir de trechos extraídos do livro e foram aplaudidos de pé pelos participantes do evento. A publicação Desvelando percepções de uma realidade – o extermínio de adolescentes e jovens é um livro carregado de emoções, dor e muita verdade. É também uma forma de chamar a atenção para a existência do extermínio e para a necessidade urgente de valorizar a vida.
O verde vivo das cidades Setembro é tempo de Primavera, flores e Dia da Árvore! Certamente, temos guardadas lembranças de árvores especiais que estiveram presentes em algum momento da vida: aquela em que o balanço era pendurado para brincar ou cujos frutos nos deliciavam... As árvores e a nossa relação com elas fazem parte da nossa existência. Nos contextos urbanos, as árvores desempenham papéis importantes, como embelezar a cidade, melhorar o microclima, auxiliar na diminuição da poluição atmosférica, no isolamento de ruídos e na atenuação dos ventos. Também fornecem alimento, servem de abrigo para a fauna e até mesmo como suporte para outras plantas. O nosso bem-estar é igualmente influenciado pela presença e o contato com o verde. A arborização urbana é elemento integrante da gestão do espaço das cidades, por isso deve ser planejada adequadamente para que a coexistência entre árvores e ambiente urbano seja harmoniosa. Para isso, ao propormos um plantio, é importante procurarmos conhecer as características da espécie que pretendemos plantar e observarmos as estruturas da malha urbana existentes no local, de maneira a evitar conflitos. Cuidar bem das plantas que compartilham conosco o território é também exercer cidadania. Falar em viDas em comunhão é falar sobre o cuidado e o respeito por todas as formas de viDa! O comprometimento com a viDa perpassa pela compreensão de que somos todos seres importantes. Ser comunidade viva é construir transformações no ambiente do qual fazemos parte, na busca por espaços urbanos mais sustentáveis, justos e felizes. As árvores, com certeza, são nossas companheiras nessa busca. Julia Rovena Witt Bióloga e Educadora Ambiental São Leopoldo/RS Sínodo Rio dos Sinos
OFERTAS NACIONAIS 14 de setembro 14º Domingo após Pentecostes Fundo de Apoio a Projetos de Movimentos e Pastorais Vinculados à IECLB Membros da IECLB, apoiados e acompanhados por Ministros, têm se organizado em diferentes grupos de ação pastoral e movimentos. Assim, zelam por convicções inspiradas no Evangelho e que contemplam facetas da vida cristã nos variados contextos no mundo em que vivemos. Tais grupos de ação pastoral e movimentos, como a Pastoral Popular Luterana (PPL), o Movimento Encontrão (ME), a Missão Zero (MZ), apoiam projetos específicos voltados para diferentes necessidades, como: formação cristã contínua, publicações, seminários e cursos voltados para temas de cidadania, edificação de Comunidades, criação de Comunidades novas, como, por exemplo, na Região Luterana Missionária Nordeste a Belém. Integramos uma Comunidade local e igualmente uma Comunidade abrangente, que se estende por todo o Brasil, uma Comunidade em horizonte nacional! Resolução 095/2009 – O Conselho da Igreja, no uso de suas atribuições e para fazer frente às decisões conciliares, determina que: - em todos os cultos realizados nas Comunidades da IECLB ou durante eventos promovidos no âmbito da IECLB será efetuado o levantamento de uma oferta entre os presentes, em ação de graça; - a destinação da oferta observará, por questões de unidade eclesiástica, o Plano de Ofertas da IECLB, definido anualmente pelo Conselho da Igreja, ao qual são agregadas as destinações definidas pelo respectivo Sínodo e respectiva Paróquia; - o Plano de Ofertas se aplica a todas as Comunidades, Paróquias, Sínodos, instâncias centrais da IECLB e entidades que atuam no seu âmbito.
INDICADORES FINANCEIROS UPM Agosto/2014
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Índice Julho/2014
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Acumulado do ano
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Atualidade
Congrenaje 2014: GerAção JE no mundo
P. DR. ONEIDE BOBSIN Reitor da Faculdades EST
Ideologia liberal e autoritarismo
A leveza dos seus textos poéticos e das suas meditações, que desconstruíam densos pensamentos dogmáticos e autoritários, nasceu do esforço em contar histórias para a sua filha, ainda criança. Também nas suas aulas, Rubem Alves (1933-2014) fazia de assuntos complexos da Filosofia, Teologia e Psicanálise um aprendizado agradável e instigante. A leveza das suas falas conseguia desmontar raciocínios autoritários e intolerantes. O Pensador fora obrigado a voltar para os Estados Unidos em razão das ameaças dos agentes do Regime Militar, que temiam ideais de liberdade. Após o Doutorado, investiu esforços para publicar a sua tese. Para Rubem Alves, ela deveria ter o título de ‘Teologia da Libertação’. O seu editor norte-americano sugeriu um tema vinculado à esperança. Com a sua morte recente, perdemos um pioneiro protestante na Teologia da Libertação, mas nem sempre reconhecido como tal. A sua pena leve na vida intelectual precoce tinha a marca da luta contra os discursos autoritários do Regime Militar pós 64. Entre colegas e amigos, não faltaram Teólogos e Pastores que denunciaram Rubem Alves para os órgãos de repressão da Ditadura Civil-Militar. Traído por colegas, percebeu que os conflitos entre o catolicismo e o protestantismo estavam com o foco equivocado. Se o debate na América Latina contrapunha um protestantismo liberal ao catolicismo visto como conservador e vinculado a uma ordem pré-capitalista, as posições de instituições religiosas no Regime Militar cedo revelaram que dualismos são perigosos. Quando o Regime Militar se impôs com força e violência, setores da Igreja Católica, após um mea culpa, passaram a questionar o comando político das Forças Armadas. Já do lado protestante, se percebe um compromisso com a delação dos seus integrantes supostamente subversivos. Na sua tese de livre docência, Rubem Alves se pergunta: Pode uma ideologia liberal e democrática esconder componentes autoritários? Amparado em uma concepção de liberdade nascida na Reforma, que vê como idolatria dar sentido último ao provisório, Rubem Alves responde afirmativamente à sua pergunta. Portanto, a sua vida e a sua obra se guiaram por uma vigilância constante contra os ídolos seculares e sagrados, permanecendo em uma recusa constante de se ajustar ao status quo. Fez isto com palavras que fundam mundos e que podem destruílos quando a verdade se torna cativa da injustiça.
Quando a verdade se torna cativa da injustiça
As salas do Centro de Retiros, junto com a capela da Casa Matriz, oferecem um espaço ideal para retiros, encontros e eventos. As instalações da hospedagem contam com quartos com banheiro, refeitório e local para estacionamento.
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ovo Hamburgo/RS, de 21 a 24 de julho de 1970: dias importantes na história da Juventude Evangélica (JE), juventude da IECLB, dias que marcaram o primeiro Congresso Nacional da Juventude Evangélica (Congrenaje). Na sutileza do movimento iniciado há 44 anos, no atual bairro de Hamburgo Velho, talvez ninguém pudesse prever que este encontro viria a se tornar o maior O P. Dr. Nestor Friedrich, Pastor Presidente da IECLB, e o mais representativo espaço conduziu o culto de abertura do XXII Congrenaje para as juventudes da IECLB. Depois de passar por duas dezenas de Comunidades, além de diferentes Paróquias e Sínodos, em 2012 a Juventude chegou à cidade de Pelotas/RS. O XXI Congrenaje e o 7º Fest’Art foram marcantes por terem reunido, pela primeira vez, mais de mil jovens e de todos os Sínodos da IECLB. Segundo Rodolfo Fuchs e Martina Scherer, respectivamente Coordenador e Vice-Coordenadora do Conselho Nacional da Juventude Evangélica (Conaje), o maior destaque do XXI CongreOs jovens participaram de palestras, oficinas e naje, realizado sob o tema Conectad@s com momentos de integração durante o Congresso Deus: protagonistas no mundo, foi a escolha da sede do Congrenaje 2014: Sínodo da Amazô- cerdócio geral de todas as pessoas que creem. nia, Rondônia, Espigão do Oeste, no calor do “Em tempos de intolerância religiosa, ser parte de uma Igreja que tem como valores o diáNorte do Brasil! GerAção JE no mundo foi o tema escolhido logo, o ecumenismo e a diversidade faz com para o XXII Congrenaje, acompanhado pelo que possamos dar um testemunho público lema bíblico Pois Nele vivemos, nos movemos cristão que não é fundamentalista. O nosso e existimos, porque Dele também somos geração Deus é o Deus da reconciliação, da compai(Atos 17.28). Ao pensar sob esta direção, o xão, da aproximação e do diálogo”, frisou. “O testemunho público da nossa fé, forConaje optou por um chamado à diaconia: talecido pelas palestras, oficinas e momenservir por meio de ações transformadoras. Após meses de intensa preparação e or- tos de integração, foi levado às ruas por ganização, entre 20 e 25 de julho de 2014, a meio do tradicional Grito da Juventude, que Comunidade da Paz foi a casa de 900 jovens aconteceu no penúltimo dia de Congresso”, de todos os cantos do Brasil. Em meio à ótima relatou Martina. Os seis dias passaram como se fossem acolhida e aos momentos de palestras, oficinas, cantos, reflexão e integração, os seis dias poucas horas e ficarão para sempre marcados de Congrenaje foram de intenso conviver, no coração de cada jovem que teve a oportunidade de se fazer presente. O que os jovens conhecer e aprender. Para Rodolfo, tanto a palestra sobre o tema, viveram em Espigão do Oeste se manifesta ministrada pela Pa. Romi Márcia Bencke, Mi- em sentimentos muito especiais. “Agradecemos a cada pessoa membro da nistra da IECLB e Secretária Geral do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (Conic), IECLB que, por meio das suas ofertas e/ou do quanto a palestra a respeito do lema, condu- envolvimento nas atividades de mobilização zida pelo Secretário da Ação Comunitária da para o Congresso, contribuiu para que esses IECLB, P. Dr. Mauro de Souza, chamaram à dias edificantes, no Norte do Brasil, pudesreflexão em torno de três perguntas: O que sem acontecer, deixando essa marca, imposnos caracteriza enquanto geração? Qual é o nosso sível de apagar, na história da nossa Igreja. papel na sociedade como jovens de Igreja? O que Essa Juventude que grita, canta e luta por um mundo novo, segue firme na constante conssignifica ser geração de Deus hoje, em 2014? Na explanação sobre o tema, a Pa. Romi trução e edificação da Igreja de Jesus Cristo, lembrou que os princípios da Teologia lute- no Brasil e no mundo”, comemoram o Coorrana são revolucionários: liberdade cristã e sa- denador e a Vice-Coordenadora do Conaje.
Em meio a abundante natureza, o ambiente tranquilo e acolhedor favorece a reflexão, a integração e o lazer. Dispomos de serviço de hospedagem, individual ou em grupos, ideal para realização de retiros, eventos ou para aqueles que desejam apenas hospedar-se aqui.
Av. Wilhelm Rotermund, 395 - Morro do Espelho - São Leopoldo Fone: (51) 3037-0037 | retiros@diaconisas.com.br | www.diaconisas.com.br
Jorev Luterano - Setembro - 2014
Presidência
O início de novos tempos, de viDas em comunhão
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ssim como a música nos convida a parar, fazer uma pausa, ouvir e meditar, a sabedoria nos ensina a viver. Há, evidentemente, uma diferença entre sabedoria e cultura. Igualmente, entre sabedoria e ignorância. A ignorância é sempre muito convicta. Já a sabedoria não. É muito modesta e tende até a ter algumas dúvidas. A história recente, no país e no mundo, mostra isso claramente. Cidadãos neste, mas não deste mundo, somos como cristãos sempre de novo confrontados com sabedorias e os seus arautos impondo-nos um jugo que ameaça a nossa dignidade, a nossa liberdade e a independência para, por si próprio, pensar e decidir. Às vezes, até pressupondo a nossa ingenuidade.
Para ser sábio, é preciso temer o Senhor, para ter compreensão é necessário afastar-se do mal, lemos em Jó 28.28. Há exatamente 25 anos, o Filósofo e Economista Político americano Francis Fukuyama publicava o seu livro O fim da história. Nele, pregava a vitória do liberalismo econômico e político sobre os totalitários e autoritários. O futuro pertence totalmente à democracia e à economia de mercado, pois ambos superariam todas as contradições e satisfariam todas as necessidades. Não, a vitória da ordem liberal não colocou fim a todas as ideologias tampouco às diferenças sociais existentes. É verdade: temos no mundo, hoje, 120 democracias, quase quatro vezes mais que em 1974. 2014 é um ano eleitoral, iniciado na democracia de massa da Índia, passando pelo Brasil até
os Estados Unidos. Jó, atingido por tantos problemas na família e com a sua saúde enfraquecida, dispensa livros de receita e teorias humanas. Ele sabe que a real sabedoria lhe permanecerá oculta. Mais: é independente de ouro e prata (Pv 3.13-15). Como também nós sabemos: Cristo é a chave que abre todos os tesouros escondidos do conhecimento e da sabedoria que vem de Deus (Col 2.3). Ao celebrar a Proclamação da Independência, sabemos que não precisamos ‘morrer pelo Brasil’, mas necessitamos desta sabedoria que vem de Deus para, juntos, construirmos uma ‘Pátria livre’, uma democracia verdadeira, na qual a nossa presença não enuncie o fim da história, mas o início de novos tempos, em comunhão de vidas e de viDas em comunhão.
......
A sabedoria da Independência
P. CARLOS MÖLLER Pastor 1º Vice-Presidente da IECLB
As vias da Igreja nas cidades 18ª Assembleia no Vale do Itajaí
COL – FLM
Ação de Deus
Setembro 1-3/9 Reunão da Comissão de Preparação para a Consulta da ELM-Ev. Luth. Missionswerk in Niedersachsen em fev/2015 Tirupati/Índia Pa. Silvia Genz 3/9 Reunião ampliada IECLB-MEUC Blumenau/SC P. Nestor Friedrich
Entre os dias 7 e 11 de abril de 2014, 61 lideranças das Igrejas luteranas da América Latina e do Caribe reuniram-se para a sua anual Conferência de Lideranças (COL) na Cidade do México. Organizado pela Secretaria para a América Latina e Caribe da Federação Luterana Mundial (FLM) em colaboração com a Igreja Luterana Mexicana, o encontro contou com a presença do Pastor Presidente da IECLB, P. Dr. Nestor Friedrich, e teve como tema Ação transformadora de Deus em espaços de formação teológica, versando sobre a hermenêutica de gênero, diaconia, os desafios contextuais, sociais, econômicos e inter-religiosos da formação teológica hoje. Na ocasião, o Instituto Sustentabilidade América Latina e Caribe - InS foi apresentado às Igrejas-membro. Gustavo Driau, Coordenador do Programa Sustentabilidade, que vem sendo desenvolvido desde 2006, fez um retrospecto da caminhada das Igrejas com o tema da sustentabilidade, convergindo na decisão da COL de criar um Instituto. Em seguida, o Prof. P. Dr. Valério Schaper apresentou o vídeo de lançamento do InS, ocorrido na Sede Nacional da IECLB, em Porto Alegre/RS, em outubro de 2013.
6-7/9 Assembleia do Sínodo Espírito Santo a Belém Rio Possmoser/ES P. Nestor Friedrich 9-13/9 Encontro da Presidência com Pastores e Pastora Sinodais com participação de Tesoureiros e Presidentes de Conselhos Sinodais e Secretaria Geral da IECLB São Leopoldo/RS P. Nestor Friedrich P. Carlos Möller Pa. Silvia Genz 21/9 100 anos Paróquia da Paz Porto Alegre Porto Alegre/RS P. Nestor Friedrich 27/9 Assembleia do Sínodo Vale do Taquari Corvo/RS P. Nestor Friedrich Assembleia do Sínodo Nordeste Gaúcho Gramado/RS Pa. Silvia Genz
Na noite de sexta-feira, 25 de abril, iniciou a 18ª Assembleia do Sínodo Vale do Itajaí, no Centro de Eventos Rodeio 12, em Rodeio/SC. O Pastor Presidente da IECLB, P. Dr. Nestor Friedrich, dirigiu a pregação, na Capela 12 Apóstolos, abrindo o ciclo de palestras sobre a temática viDas em comunhão – vias e possibilidades da Igreja nas cidades. P. Nestor afirmou que este desafio é fundamental para a caminhada da Igreja: “A nossa missão é fortalecer os laços comunitários, motivar as famílias a serem sal, luz e fermento neste contexto. É necessário testemunhar a fé, com confiança e compromisso com o Deus ressurreto. Para isto tudo, o nosso ponto de partida é a Comunidade. Fé cristã não é um projeto pessoal, mas é um conjunto de filhos e filhas que abraçam a causa de Deus. Que possamos buscar a comunhão e ser ícone de presença que reflete o amor de Deus”. A Assembleia, órgão máximo do Sínodo Vale do Itajaí, é composta por todos os Presidentes das Comunidades e Paróquias. Somam-se, ainda, os Delegados, os Ministros Ordenados, os membros do Conselho Sinodal e os representantes dos setores de trabalho. Na Assembleia, são debatidos assuntos eclesiásticos, missionários, administrativos e contábeis. Além disso, neste ano foram eleitas as novas lideranças que assumirão a gestão sinodal nos próximos quatro anos.
viDas em comunhão no Sínodo Uruguai No dia 26 de abril de 2014, na Comunidade de Erechim/RS, sob o tema viDas em comunhão, assessorada pela Pa. Sílvia Genz, Pastora 2ª Vice-Presidente da IECLB, aconteceu a XIX Assembleia Sinodal do Sínodo Uruguai, na qual foram eleitas pessoas para diferentes cargos e funções. O Pastor Sinodal do Sínodo Uruguai, P. Ervin Barg, expressou a sua gratidão a todas as pessoas que colocaram o seu nome à disposição para a concorrer às eleições. Da mesma forma, agradeceu a todos que repassaram os seus cargos e aos que assumiram estas funções. O P. Ervin pediu que Deus fortalecesse e orientasse estas pessoas que foram eleitas e manifestou o seu desejo que essa caminhada continuasse contribuindo para a construção do Reino de Deus.
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Sustentabilidade
Especial Concílio 2014 - As lideranças que compõem o Concílio da Igreja
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É no Concílio que as Comunidades, Ministros e Ministras se reúnem para dialogar e decidir sobre questões básicas da vida comunitária, confessionalidade, estrutura e missão
o Concílio compete definir a linha programática de atuação de toda a Igreja, bem como decidir e legislar sobre toda e qualquer matéria de interesse da IECLB. É no Concílio da Igreja que as Comunidades, presentes ao Concílio por meio da representação de 95 lideranças leigas, Ministros e Ministras, se reúnem para dialogar e decidir sobre questões básicas da vida comunitária, confessionalidade, estrutura e missão. Esta formação foi aprovada em 1997 e privilegia a representação sinodal com a recomendação de que contemple sempre também mulheres e jovens. Geralmente, representantes sinodais são escolhidos, dentre as pessoas que formam as Assembleias Sinodais, que, por sua vez, representam Comunidades, Paróquias e setores do Sínodo.
As 95 lideranças que compõem o Concílio - Dois Delegados ou Delegadas por Sínodo, com exceção dos Sínodos com maior número de membros, que têm direito a três Delegados. Existe uma fórmula, que consta na Constituição, para saber quais são estes Sínodos com maior número de membros. Para o próximo Concílio, os Sínodos que elegerão três Delegados cada são: Espírito Santo a Belém, Nordeste Gaúcho, Norte Catarinense e Vale do Itajaí. - Cinco representantes dos Sínodos com atuação marcante no Ministério Compartilhado. Nesse caso, existe um rodízio entre os Sínodos. Os cinco Sínodos que nomearão Delegados para o próximo Concílio são: Centro-Sul Catarinense, Rio Paraná, Planalto Rio-Grandense, Rio dos Sinos e Sudeste.
Luterprev Responde
ajudando a planejar o seu futuro Você sabia que... ...em 2050, seremos nove bilhões de pessoas no planeta? A projeção é da Organização das Nações Unidas (ONU) e se baseia no crescimento médio de 0,33% ao ano do atual número de habitantes, 6,9 bilhões. Destes, metade vive nas cidades e mais de 900 milhões vivem em favelas, um bilhão não têm acesso à água potável e 2,4 bilhões não têm instalações sanitárias e de higiene. A isso, somam-se as implicações das alterações climáticas em curso, que poderão expulsar 135 milhões de pessoas das suas terras nas próximas décadas. ...o ideal é nunca deixar a bateria do celular descarregar totalmente? As baterias são programadas para um determinado número de recargas, depois disso, se extinguem. Assim, se forem man-
tidas com carga constante, entre 40% e 80%, vão durar muito mais. A exposição direta ao sol também diminui o tempo de vida da bateria. ...de acordo com a ONU, uma pessoa necessita de 110 litros de água por dia, entre consumo e higiene, mas que cada brasileiro consome, em média, mais de 200? Entre as razões, dizem os especialistas, está o fato de a nossa água ser relativamente barata e de termos iniciado há bem pouco tempo o trabalho de conscientização em torno do problema da falta de água potável e do necessário cuidado com os recursos naturais. ...há livros para baixar de graça – e legalmente – na Internet? No portal Domínio Público (www.
- Nove representantes de instituições e setores de trabalho da IECLB, dentre os quais, obrigatoriamente, a Ordem Auxiliadora de Senhoras Evangélicas (OASE) e a Juventude Evangélica (JE). Foram convidados para o XXIX Concílio, em Rio Claro/SP, de 15 a 19 de outubro deste ano, um representante de cada Centro de Formação de Ministros e Ministras (Faculdades EST, Faculdade de Teologia Evangélica - FATEV e Faculdade Luterana de Teologia - FLT), um da JE, um do Grupo de Ministros Eméritos, um da Fundação Luterana de Diaconia (FLD), um do Conselho de Missão entre Povos Indígenas (Comin), um da Obra Gustavo Adolfo (OGA) e uma da OASE. - Presidente do Concílio e os seus dois Vice-Presidentes. - Pastor ou Pastora Presidente e os seus dois Vice-Presidentes. - 18 representantes sinodais no Conselho da Igreja. - 18 Pastores e Pastoras Sinodais. - Secretário ou Secretária Geral (com exceção do Secretário Geral, todos os demais têm direito a voto, pois a Secretaria Geral é um órgão executivo da administração de toda a Igreja). - Também participam do Concílio, na qualidade de convidados, o Presidente da Comissão JurídicoDoutrinária, os Presidentes da Comunidade, da Paróquia e do Sínodo local, as autoridades civis e governamentais locais, além dos representantes de Igrejas e organismos ecumênicos locais, nacionais e internacionais com os quais a IECLB se relaciona.
dominiopublico.gov.br), estão disponíveis para os internautas mais de nove mil títulos de literatura, em vários idiomas. Há também gravuras, fotografias e arquivos de som, que podem ser baixados gratuitamente, além de trabalhos científicos e livros de arte, permitindo ganhar conhecimentos sem mexer no bolso. ...a maior parte das compras por impulso é feita no supermercado? Uma pesquisa do Serviço de proteção ao Crédito (SPC) mostrou que 34% dos brasileiros afirmam gastar mais do que o planejado quando vão ao supermercado. A maioria cai na armadi-
Ao Concílio compete definir a linha programática de atuação da Igreja, bem como decidir e legislar sobre as matérias de interesse da IECLB
lha principalmente quando vai às compras com filhos pequenos. Outro perigo são as filas de espera para chegar aos caixas, com abundância de guloseimas, revistas e quinquilharias estrategicamente expostas, e que costumam deixar a conta mais alta. Os shoppings vêm logo depois e, em terceiro lugar, as lojas virtuais, nas quais um ‘clic’ pode fazer um verdadeiro rombo na conta bancária. Nos dois casos, a lista dos produtos mais comprados por impulso é encabeçada por roupas, seguidas por calçados, perfumes, cosméticos e, felizmente, também livros.
Visite o site luterprev.com.br e faça também uma simulação para sua aposentadoria complementar e/ou para assistência financeira. No site, você encontra um link para encaminhar perguntas à coluna. Se preferir, envie-a diretamente para luterprev@luterprev.com.br, com o assunto Jorev.
Jorev Luterano - Setembro - 2014
Comunicação
Quem representa o Sínodo no Concílio fala e vota pelo seu Sínodo e não por si próprio ou pelas suas ideias pessoais, pois está lá em nome de outras pessoas
Especial Concílio 2014 - As lideranças que compõem o Concílio da Igreja
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s Delegados sinodais e os representantes com atuação marcante no Ministério compartilhado são eleitos pela Assembleia Sinodal, a partir das indicações encaminhadas pelos Conselhos Paroquiais, que, por sua vez, são compostos pelos Presidentes, Secretários e Tesoureiros de cada uma das Comunidades, pelos Ministros nelas atuantes, por representantes de setores e pelos membros das Comunidades integrantes da Assembleia Sinodal. Os representantes de instituições e setores de trabalho são propostos pela Presidência e homologados pelo Conselho da Igreja. Quem representa o Sínodo no Concílio fala e vota pelo seu Sínodo e não por si próprio ou pelas suas ideias pessoais, pois está lá em nome de outras pessoas, ou seja, carrega consigo anseios, preocupações e conquistas daqueles que representa e vai defendê-los junto aos representantes dos outros 17 Sínodos, buscando chegar a um consenso sobre o que é melhor para toda a IECLB. No desempenho desse papel, ele não está sozinho, pois ainda conta com outros Delegados, o representante sinodal no Conselho da Igreja e o Pastor Sinodal. O que é decidido pelo Concílio, vale para toda a Igreja, portanto para Comunidades, Paróquias, Sínodos, setores de trabalho e Ministros, por isso a participação no Concílio é de tão grande responsabilidade, exigindo Delegados capacitados, preparados e realmente identificados com a missão da Igreja.
A participação no Concílio é de grande responsabilidade, exigindo Delegados capacitados, preparados e realmente identificados com a missão da Igreja XXIX Concílio da IECLB O Concílio é realizado, ordinariamente, a cada dois anos, sempre em uma Comunidade diferente. Atualmente, estamos no XXIX Concílio, que terá como sede a Paróquia de Rio Claro, na cidade paulista de Rio Claro, no período de 15 a 19 de outubro deste ano. Acompanhe as localidades e as datas dos Concílios anteriores promovidos pela IECLB: I - São Leopoldo/RS - 1950 II - São Leopoldo/RS - 1954 III - Curitiba/PR - 1958 IV - São Leopoldo/RS - 1962 V - Porto Alegre/RS - 1966 VI - Extraordinário - Santo Amaro/ SP - 1968 VII - Curitiba/PR - 1970 VIII - Panambi/RS - 1972 IX - Cachoeira do Sul/RS - 1974 X - Belo Horizonte/MG - 1976 XI - Joinville/SC - 1978
Extraordinário - 1980 XII - Carazinho/RS - 1980 XIII - Hamburgo Velho/RS - 1982 XIV - Marechal Cândido Rondon/ PR - 1984 XV - Rio de Janeiro/RJ 1986 XVI - Brusque/SC - 1988 XVII - Três de Maio/RS - 1990 XVIII - Pelotas/RS - 1992 XIX - Cachoeira do Sul/RS - 1994 XX - Toledo/PR - 1996 Extraordinário - Toledo/PR - 1996 Extraordinário - Ivoti/RS - 1997 XXI - Rodeio 12/SC - 1998 XXII - Chapada dos Guimarães/ MT - 2000 XXIII - Santa Maria de Jetibá/ ES - 2002 XXIV - São Leopoldo/RS - 2004 XXV - Panambi/RS - 2006 XXVI - Estrela/RS - 2008 XXVII - Foz do Iguaçu/PR - 2010 XXVIII – Chapecó/RS - 2012
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Lutero - Reforma: 500 anos O papel da música instrumental
Digamos que o culto, na sua Comunidade, comece às 10 horas, no domingo pela manhã. Certamente, algumas pessoas já estarão envolvidas com o culto há pelo menos uma hora: a equipe de liturgia, as Musicistas, pessoas ocupadas com o trabalho com crianças, a Ministra ou o Ministro, pessoas que cuidam da zeladoria. Todos envolvidos com algum movimento, com alguma tarefa. Outras pessoas chegarão ‘em cima da hora’, por diversos motivos. Algumas chegarão depois do horário. Algumas terão deixado para trás pessoas de quem cuidam para irem ao culto, muito alertas – quem sabe, deixarão o celular ligado, para o caso de ocorrer alguma emergência. Outras terão organizado e adiantado várias tarefas para o dia, se ocupado com a preparação do almoço, arrumado as crianças para irem ao culto – estão agitadas. Algumas terão se preparado com calma, talvez até com um momento de leitura bíblica e oração em casa. Chegamos ao culto assim, com uma gama infinita de pensamentos, ocupações, preocupações, apreensão, alegria, cansaço, ansiedades, contrariedades, gratidão... Ali, no meio desse povo, Deus está. Então, começa o prelúdio. Ele ajuda este povo, que estava disperso, a se colocar em um mesmo ânimo diante de Deus. É como se fizesse uma moldura para dentro de outro momento da vida, momento este que trará reflexos do e para o cotidiano, mas que não é trivial nem corriqueiro: é o culto. Prelúdio ajuda para a percepção de que Deus está aqui, onde eu e os meus irmãos, as minhas irmãs, que talvez nem conheça tão bem, chegamos dispostos a estar em comunhão. Está tudo preparado, organizado, o culto irá começar! A palavra prelúdio está associada a algo que precede ou anuncia algo. Olhando para o cenário descrito, seria uma lástima para o sentido de preparo do culto se os instrumentistas decidissem usar, para o prelúdio, a melodia da canção que está na moda ou a trilha de algum filme de sucesso ou se instrumentistas estivessem tão
inseguros e mal preparados que tropeçassem a cada nota tocada. A música instrumental pode estar no culto, assim como o acompanhamento dos cantos pelos diversos instrumentos que temos à disposição pode ajudar o canto comunitário. A ideia tão enfatizada por Lutero, da música como criação divina, abre as portas para que instrumentistas possam desenvolver os seus talentos e as suas habilidades até o mais alto grau possível. Lutero mesmo tocava alaúde, transcrevendo os arranjos vocais da polifonia para o instrumento e fazendo acompanhar o canto. Sempre precisamos lembrar que a música é uma linguagem que fala além das palavras pronunciadas, portanto comunica e dialoga com as pessoas. A música não deverá ter a finalidade de atrair mais pessoas ou embelezar a liturgia simplesmente. No culto, a música é serva da Palavra, é proclamação e Ministério – concomitantemente. Portanto, a ênfase não está na performance do instrumentista nem deve recair sobre ele a centralidade da ação. Deve, sim, apontar para além de si, para a glória de Deus. Independente da Palavra ser proclamada por fala ou música, deve ser fiel ao Evangelho. É por isso que não serve a música que reflete descuido, superficialidade, banalidade ou presunção, pois contradiz a verdade, honestidade e integridade do Evangelho. Nesse sentido, nos ajuda entender a música como autodoação: não há nada que alguém faça ou possua somente para si. O que cada um tem pertence também ao outro. Música no culto não é apenas para se escutar, mas algo de que se participa! O povo não somente se faz presente no culto, mas é ativo na ação litúrgica. Louvor, proclamação e adoração devem envolver todo o povo de Deus. Como fica uma execução instrumental, nesse contexto? Devemos considerar que também uma escuta ativa é participação, mas nem sempre estamos preparados para tal escuta ativa. Talvez fosse importante desenvolvermos uma disciplina pessoal de escuta: fechar os olhos, concentrar na própria respiração e usufruir da música executada.
A música não deverá ter a finalidade de atrair mais pessoas ou embelezar a liturgia simplesmente. No culto, a música é serva da Palavra, é proclamação e Ministério – concomitantemente. Portanto, a ênfase não está na performance do instrumentista nem deve recair sobre ele a centralidade da ação. Deve, sim, apontar para além de si, para a glória de Deus. Os momentos nos quais se pode inserir a música instrumental no culto são diversos, mas pontuais. Não é essa a prática que se quer adotar como regra. Queremos ouvir o canto, como voz do povo na liturgia. Sugerimos abaixo alguns momentos nos quais se pode, ocasionalmente, inserir a música instrumental: - Processional ou procissão de entrada: é utilizada em festividades ou cultos que envolvem deslocamentos de pessoas, tais como Casamentos e Confirmações – sempre que houver entradas solenes. Esta música não faz parte do culto formal, mas é a caminhada dos oficiantes, coro e outros participantes, representando a chegada do povo reunido por Deus. - Prelúdio: este momento serve de preparação para o culto. Ele é parte integrante do culto. - Ofertório: pode ser utilizada música instrumental no momento da entrega das ofertas ou na preparação da mesa para a Ceia. - Poslúdio: é a música que anuncia o término do culto e o retorno à vida cotidiana. Trata-se do fechamento da moldura iniciada no prelúdio. Há duas maneiras de interpretá-lo. Na primeira, após os últimos acordes do poslúdio é que se finaliza o momento litúrgico do culto e as pessoas ouvem na mesma atitude do prelúdio. Em outra interpretação, o poslúdio está ligado ao envio, portanto ligado ao movimento. Nesse caso, há deslocamento de pessoas durante esse momento, inclusive com cantos que possam lembrar caminhada, o ide, e outras palavras que incentivem a ação da Igreja no mundo. - Recessional ou procissão de saída: representa a saída do povo, atendendo a ordem de Deus para ir anunciar o Evangelho. Dessa forma, está associado ao que acima dissemos do poslúdio. A nossa prática mais comum é utilizar somente uma música para poslúdio e procissão de saída. Até aqui, temos nos detido à música instrumental, mas há também o acompanhamento do canto comunitário. Acompanhar a Comunidade no seu canto é uma tarefa cheia de dignidade, um serviço que se presta ao corpo de Cristo reunido, por isso, mesmo que instrumentistas não cantem, estão fazendo parte do canto comunitário. Não fazem música pela Comunidade. O acompanhamento está inserido na ideia do sacerdócio geral de todas as pessoas que creem, o qual reveste de humildade e dignidade o ofício de cada pessoa cristã.
Toda a música do culto é o canto provindo do sacerdócio geral. Todos são encorajados, independente do nível de habilidade individual, a se juntar ao louvor comunitário. A democracia não levou Lutero a adotar baixos padrões de música ou a abandonar a beleza e a ordem. Então, que critérios são importantes, para ajudar a Comunidade no seu canto comunitário? Se o canto é a voz do povo na liturgia, é necessário entender o significado da palavra acompanhar (andar junto) e da palavra conduzir (levar, orientar pelo caminho). Não é, como temos ouvido, puxar o canto. Aliás, tal termo não é condizente com a nossa Teologia nem expressa a função que um instrumentista (ou alguém que conduz o canto) realiza. Deveríamos abolir o termo puxar o canto do nosso vocabulário. Então, a tarefa do instrumentista é dupla: acompanhar e conduzir. Na introdução do hino, quando dá o tom para um canto litúrgico, o instrumentista propõe um andamento, uma tonalidade, na qual o corpo de Cristo reunido irá se inserir, para caminhar junto musicalmente. Daí a importância de criar arranjos para realçar o canto, com excelência, simplicidade e profundidade. Não é hora para fazer experimentos musicais que deixem a Comunidade confusa nem para propor andamentos muito rápidos ou muito lentos nem para propor tonalidades fáceis para o instrumento, mas impossíveis de serem cantadas pela Comunidade. Não é a vontade do instrumentista que prevalece, mas a possibilidade de participação efetiva da Comunidade é o parâmetro norteador. Nesse sentido, instrumentistas são pessoas que estão em alerta durante o decorrer da liturgia e bem orientados pelas demais pessoas que se ocupam com a preparação da mesma, para evitar cortes, surpresas e mudanças inesperadas que venham a atrapalhar a boa condução do culto. É claro que tudo no culto, mesmo preparado, ensaiado e organizado, está sujeito à ação do Espírito Santo, o que sempre pode trazer novas contingências – por isso deve-se estar alerta! No entanto, isso não pode servir de motivo para não haver preparo ou entrosamento. Instrumentistas, com os seus mais diversos instrumentos, têm se colocado a serviço da Igreja. Graças a Deus por isso! Queira Deus que mais pessoas se motivem para auxiliar em tal serviço. Com ânimo e entusiasmo, realizemos a tarefa!
Mus. Dra. Soraya Heinrich Eberle, Bacharel em Regência Coral pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), Mestre e Doutora em Teologia pela Faculdades EST, em São Leopoldo/RS, é Professora na Faculdades EST e no Colégio Pastor Dohms, em Porto Alegre/RS, e Coordenadora de Música da IECLB
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Formação
Especial Concílio 2014 - Responsabilidades e obrigações dos Delegados no Concílio (parte 1)
Não é uma pessoa ou uma Diretoria que define o que determinam a unidade doutrinária e a identidade confessional da Igreja. É um Concílio inteiro!
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onheça as obrigações dos Delegados e as razões das suas responsabilidades no Concílio, órgão deliberativo máximo da IECLB: - Fixar as diretrizes que assegurem, entre as Comunidades, Paróquias e Sínodos, a unidade doutrinária e a identidade confessional da IECLB - Não é uma pessoa ou uma Diretoria que define o que determinam a unidade doutrinária e a identidade confessional da Igreja. É um Concílio inteiro e este o faz embasado nas manifestações dos Sínodos, das Paróquias e das Comunidades. Quem não concordar, pode se manifestar por meio dos canais competentes – os Conselhos e as Assembleias. - Estabelecer os planos de ação para atuação da Igreja no território brasileiro e para a sua atividade missionária no exterior - Existem 18 planos de ação, um em cada Sínodo, decididos e votados pelas Assembleias Sinodais para a área do Sínodo, pois os Sínodos são as unidades descentralizadas da IECLB. Os planos sinodais, contudo, estão ligados uns aos outros, porque existe um plano geral, fixado pelo Concílio. Quando a decisão é tomada em Concílio, ou seja, pelos representantes
dos Sínodos, ela deve ser englobada em todos os planejamentos sinodais. Um desses planos de ação geral é o Plano de Ação Missionária da IECLB (PAMI). - Promover o debate e a reflexão sobre os temas fundamentais de interesse da Igreja, visando a fortalecer e aprofundar a comunhão entre Comunidades, Paróquias e Sínodos na sua ação evangelizadora, missionária, diaconal e catequética - Setores de trabalho, instituições, Comunidades e Paróquias têm no Conselho e na Assembleia Sinodal a instância para levar as suas preocupações, expectativas e necessidades. Da mesma forma, Sínodos, Centros de Formação de Ministros e instituições de atuação nacional têm esta possibilidade no Conselho da Igreja e no Concílio. - Propiciar condições que facilitem aos membros das Comunidades o exercício dos seus dons na missão da Igreja, na perspectiva do sacerdócio geral de todos os crentes e do Ministério compartilhado - Uma dessas condições são os recursos aprovados, via orçamento geral, para a formação. Outras são políticas e normas que promovam a participação na vida comunitária. - Zelar para que a ordem e a disciplina evangélica sejam observadas por Comunidades, membros, Ministros e instituições da IECLB - A ordem e a disciplina que valem para toda a IECLB foram estabelecidas por Concílios. Chegar a um consenso levou anos. Observar esta ordem e esta disciplina é natural para quem optou por fazer parte da IECLB, seja como indivíduo ou como instância da estrutura. Elas não podem ser desobedecidas, pois a desobediência significa uma quebra de acordo, mas podem ser mudadas. Para esta finalidade, existe um caminho, via Conselhos e Assembleias, até o Concílio. - Criar condições para que os seus Ministros e colaboradores voluntários recebam formação adequada para atuação nos seus diferentes campos de atividade - Para fazer frente aos seus objetivos fundamentais de propagar o Evangelho de Jesus Cristo, estimular a vivência evangélica, promover a paz, a justiça e o amor na sociedade e participar do Evangelho no país e no mundo, a IECLB necessita investir nos seus colaboradores, sejam eles Ordenados para o Ministério Eclesiástico ou leigos. Uma forma de investimento é a formação e a capacitação.
Secretaria da Ação Comunitária Paz e amor! Depois do Woodstock, o lendário festival de rock que estremeceu o mundo em 1969, nos Estados Unidos, um dos maiores legados da geração hippie foi o termo “paz e amor”. Não precisava nem dizer, bastava mostrar os dedos indicador e médio erguidos em ‘V’ e todo mundo compreendia. Os anos 60 chegavam ao fim e a televisão mostrava imagens tremidas de guerras distantes, especialmente da guerra entre Estados Unidos e Vietnã. Passaram-se os anos, as tecnologias evoluíram e erguer os dedos em ‘V’ caiu em desuso. Hoje, é possível consumir produtos das indústrias cinematográfica e de brinquedos baseados em guerras. Também é possível, no conforto das nossas casas, assistir a dezenas de conflitos armados reais, em todos os continentes. Podemos acompanhar, ao vivo, ofensivas militares de países sobre outros,
onde jovens morrem ou são mutilados – de verdade, onde mulheres e crianças são raptadas e violentadas – de verdade. Estamos perdendo cada vez mais a nossa capacidade de sensibilização e de reação quando não somos diretamente afetados e afetadas. Nunca deixamos de viver tempos de guerra. Os gastos em armamentos excedem em muito os investimentos em habitação, saúde e educação. Neste momento, enquanto escrevo, há notícias de novos bombardeios de Israel sobre a população palestina, confinada nos seus minúsculos e picotados territórios. A Síria continua em guerra consigo própria, fazendo com que milhões de pessoas procurem abrigo
em países vizinhos. As milícias fundamentalistas islâmicas explodem inocentes em países da África. O tráfico de entorpecentes e o trânsito ceifam a vida de milhares de jovens nas cidades brasileiras. Isso sem contabilizar as mortes causadas, todos os dias, por discussões no trânsito, nas casas, nos bares... A minha paz eu vos dou, disse Jesus Cristo. Está na hora de voltarmos a levantar os nossos dedos, não em riste, mas em ‘V’. Precisamos de paz. Precisamos de amor. Precisamos de justiça. Precisamos saber que paz, amor e justiça começam em nós. Eu preciso agir pela paz, pelo amor, pela justiça. Começa em mim. Começa comigo!
P. Dr. Mauro de Souza Secretário da Ação Comunitária
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O papel da música instrumental Cantemos com alegria O impulso de cantar nos acompanha desde a primeira infância, quando balbuciamos, pelo simples prazer de exercitar a voz e ouvir os sons que somos capazes de realizar. É assim que experimentamos os primórdios da comunicação vocal. A voz é parte da nossa identidade. O modo como a fazemos vibrar (na laringe) e soar (nas cavidades de ressonância) revela muito da nossa personalidade e de como esta é afirmada. Ao cantarmos, acionamos cerca de cem músculos, os quais realizam um trabalho coordenado, envolvendo a respiração, a formação do som, a sua ampliação e projeção, além da articulação das palavras. Cada voz é única, pois as dimensões de cada corpo são únicas, mas a nossa voz depende também dos aprendizados que fazemos, ou seja, de como acionamos cada músculo enquanto cantamos. Quando há maior tensão, em situações de medo ou estresse, a voz sai espremida, bloqueada. Por outro lado, quando os músculos realizam o seu trabalho de modo equilibrado, a voz flui com naturalidade, manifestando autoconfiança e força. É ao longo da infância que desenvolvemos a afinação que nos permite cantar corretamente. Para isso, é importante que a criança cresça em um ambiente receptivo, que se sinta amada, bem-vinda e protegida e, nesse contexto, receba os estímulos adequados. Cantar para a criança e envolvê-la com sons suaves, agradáveis e que sugiram o embalo do colo compõem os primeiros passos para desenvolver a percepção, pois aí a criança percebe o mundo como bom, seguro e
acolhedor. Posteriormente, ao espelhar os sons vocais por ela produzidos, despertamos a atenção para os sons. Aos poucos, a criança aprenderá a imitar sílabas de canções (especialmente quando repetidas) e a cantar pequenas frases e melodias, de acordo com o seu crescimento geral. O desenvolvimento da percepção e da afinação vocal será mais eficiente se os modelos vocais, ou seja, se as vozes dos adultos que cantam com as crianças, são saudáveis e afinados. O adulto que não afinou na infância precisará de atendimento diferenciado para criar autoconfiança e regenerar o aparelho fonador, devolvendo-lhe a função de expressão das emoções. Há, porém, um quadro de desafinação para o qual ainda não se conhecem alternativas: é quando o sujeito apresenta amusia – alteração neurológica que interfere na percepção de sons. Cantar faz parte da nossa identidade como Igreja. Nas nossas celebrações, permeadas de cânticos e hinos, convergem os aprendizados que fazemos ao longo da vida. A experiência de coletividade proporcionada pelo canto comunitário fortalece o sentimento de unidade e aprofunda os vínculos. No ato de cantar, estamos integralmente presentes e ativos: o corpo, a respiração, a atenção, as emoções e os pensamentos estão a serviço do louvor a Deus, da confissão de fé, da expressão de vida comunitária. Somos Igreja que canta! Então, que cantemos com alegria!
Ma. Ruth Kratochvil, Teóloga, Musicista, Cantora e Professora formada pela Faculdades EST, em São Leopoldo/RS, e pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), em Porto Alegre/RS. Atua nas Comunidades de Luzerna e Joaçaba/SC
Para refletir, leia o Salmo 98
Acompanhando o canto comunitário
Dra. Ana Maria Ribeiro-Althoff, Musicista, é Doutora em Ciências da Terra e pós-doutoranda na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), em Porto Alegre/RS. Atua como Organista e Regente coral na Comunidade Bom Pastor, em Esteio/RS, e como Pianista correpetidora para cantores e para o Coral Porto Alegre
Pelo que se sabe, desde sempre a música esteve inserida nos rituais religiosos, nas celebrações e nos cultos. No Velho Testamento, temos registros da música como louvor e várias citações incentivam o uso. É bem verdade que a música nos encanta e inspira, mas não devemos perder de vista que – no caso dos cultos – melodia e harmonia nunca serão mais importantes que a mensagem textual dos cantos, pois, embora a música nos toque profundamente, ela não tem significado sagrado em si mesma. O que dá significado aos nossos cantos é o texto, são as palavras. Acompanho o canto comunitário há, aproximadamente, 40 anos e a minha decisão de aprender piano (aos 11 anos) foi tomada porque eu queria participar ativamente do serviço musical da Igreja, desejava participar das celebrações por meio do acompanhamento instrumental. Por que acompanhar o canto comunitário? Qual é o papel do acompanhador ou da acompanhadora? Afinal, a música na Igreja serve para quê? É inegável o papel da música no louvor comunitário: a música nos une, nos agrega, fortalece o nosso relacionamento e a nossa comunicação com Deus, reforça os nossos valores e princípios. Com a música, podemos compartilhar a fé e a experiência cristã. O acompanhador ou a acompanhadora do canto comunitário deve dar suporte a este canto, auxiliando na unificação da tonalidade, na manutenção do andamento, dando apoio harmônico ao canto e, com isso, levar adoradores e adoradoras a cantar pensando na mensagem. O acompanhamento nunca deve se sobrepujar ao canto ou abafá-lo. A letra dos hinos não pode ser substituída nem ofuscada pelos instrumentos. O
acompanhador deve ter consciência da sua real participação no culto, tendo o cuidado de não limitar a música do culto a uma experiência puramente estética ou tratando-a como entretenimento religioso. Não é incomum que um ‘fundo musical’ provoque em nós um sentimentalismo superficial ou desvie os nossos pensamentos do que se pode chamar de missão divina da Igreja: adoração, proclamação, testemunho, serviço e comunhão. Muitas vezes, instrumentistas têm a responsabilidade de tocar no início e no final dos nossos cultos. Um prelúdio pode e deve servir como preparação e convite à adoração. Com o poslúdio, é possível deixar uma bela e suave melodia na memória das pessoas e que poderá acompanhá-las durante a semana toda! Como acompanhadores, podemos inspirar e encorajar as nossas Comunidades a cantarem com alegria. Que linda é essa missão! Ainda pequena, aprendi que deveria sempre fazer as coisas que me chegassem às mãos da melhor maneira possível. Nisso estava incluído o fazer música na Igreja. Acredito que este deva ser o alvo dos instrumentistas cristãos: unidos pelo compromisso básico com Jesus Cristo e com o serviço na Sua Igreja, oferecer o nosso melhor para glorificar a Deus. Soli Deo Gloria! Para refletir, leia o Salmo 92.1-4
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Geral P. Werner Kiefer, Pastor na Comunidade Evangélica Porto Alegre/RS, Paróquia Matriz, no Sínodo Rio dos Sinos
Educação cristã
vivendo, aprendendo e ensinando
A importância do lar! – O lar é um lugar muito especial, no qual recebemos os primeiros cuidados e damos os primeiros passos. No decorrer do tempo, deixamos a casa dos pais, chegamos a migrar para outra cidade por causa de estudos, trabalho, enfim criamos um novo lar. Nesta dinâmica familiar, surgem situações existenciais que precisam ser administradas, como, por exemplo, a ‘síndrome do ninho vazio’. Os filhos e as filhas deixam o lar dos seus pais e vão construir a sua vida. Doravante, construirão novas relações. Os pais permanecerão com sentimento de perda. Tanto para os pais como para os filhos e as filhas, surge a oportunidade de construir novas relações. Enfim, transformações nos nossos relacionamentos são inevitáveis e fazem parte da dinâmica da vida! Nesses novos caminhos, vez ou outra, a solidão pega e nos leva ao ‘fundo do poço’, onde percebemos a importância de estarmos com o outro e da vida em Comunidade. Esta é uma descoberta libertadora, quando percebemos o valor da Comu-
nidade de fé, da importância do culto cristão na nossa vida. Isto significa que temos uma identidade que nos une, um jeito de celebrar, o mesmo Deus, a mesma fé, o mesmo Batismo (Efésios 4.3-6). Graças à comunhão dos batizados, conseguimos nos reencontrar, nos achar em casa novamente diante das transformações no nosso lar. Existem valores que nos são comuns neste mundo. O valor de Cristo ter nos aceitado no Batismo faz com que sejamos solidários e solidárias, acolhedores e acolhedoras e venhamos a desenvolver ações de cuidado para com o outro e a outra, por isso a comunhão dos batizados é es-
paço para reencontrar-se. Neste espaço, podemos nos sintonizar com a vida diante das transformações inerentes ao nosso lar.
Subsídios no trabalho com jovens Martha Regina Maas Mestranda em Educação e Coordenadora Sinodal da Juventude Evangélica do Vale do Itajaí
O Batismo nos conduz à experiência do Reino de Deus se realizando em nosso meio. O alicerce da família de fé está no Batismo, tesouro que Deus nos presenteou para todos os momentos da nossa vida. O Batismo é o fundamento sobre o qual podemos sempre de novo começar a reconstruir a nossa vida diante das transformações no lar, por isso, nas palavras de Lutero, sou batizado! Lá onde você estiver, sempre haverá uma família por meio da qual a vida encontra sentido maior. Encontraremos um lar por meio da força que nos une como família de Jesus Cristo, o nosso pastor e guia.
Vai e Vem na Comunidade de Biguaçu Desde o início de 2012, a Comunidade Missionária de Biguaçu/SC é apoiada com recursos da Campanha Nacional de Ofertas para a Missão Vai e Vem. O sonho de criar um trabalho luterano em Biguaçu começou em 2007. Ali viviam algumas famílias luteranas que se organizaram para criar um Ponto de Pregação. No início, havia culto e culto infantil semanal e estudo bíblico quinzenal. Em torno de 20 pessoas se reuniam em uma sala alugada. A Comunidade começou a crescer, alcançando outros luteranos e, mais tarde, pessoas que não estavam em Comunidades religiosas. Em 2010, apoiados pelo Sínodo Centro-Sul Catarinense e pela Missão Zero, a Paróquia promoveu um trabalho de evangelização, o que gerou um crescimento numérico imediato. Assim desenvolveu-se a necessidade de alugar um espaço maior. Apoiados com recursos da Vai e Vem e do Fundo Missionário do Sínodo e da Paróquia, o Ponto de Pregação foi transformado em Comu-
nidade e também aberto um Campo de Atividade Ministerial. Hoje, mais de 60 pessoas estão envolvidas na Comunidade, que conta com 30 famílias inscritas e um Ponto de Pregação no interior de Biguaçu. Respondendo com gratidão aos recursos recebidos, em 2013 a Paróquia de Barreiros, que, junto com a Comunidade de Biguaçu, estabeleceu como meta triplicar as ofertas para a Campanha Vai e Vem, estimulou o uso das ‘caixinhas de ofertas’ e cada setor da Paróquia se dedicou: a meta foi alcançada! É visível o crescimento numérico, financeiro e o compromisso com o Reino que esta jovem Comunidade tem. Há ainda muitos desafios a serem vencidos, mas louvamos a Deus pelas pessoas que oram, trabalham e enviam recursos financeiros voluntariamente para que esta Comunidade possa se estabelecer. Kleber Heinz Schroeder Presidente do Conselho Paroquial Joel Schlemper Pastor da Paróquia em Barreiros Sínodo Centro-Sul Catarinense
Nós, que estamos envolvidos em encontros e reuniões frequentes com jovens, já nos perguntamos e também ouvimos vérias pessoas perguntarem: que tipo de materiais e assuntos são mais pertinentes para usar com o meu grupo? Existem diversas maneiras de levarmos as pessoas a estudarem, pensarem e refletirem acerca de um tema. A escolha do assunto também pode acontecer de diversas maneiras: temas mais espirituais, atuais, polêmicos e, por que não, todas essas temáticas? Há alguns dias, tive a oportunidade de conversar com algumas pessoas sobre isso: o quanto a nossa IECLB produz materiais, dos mais diversos tipos, para as mais diversas idades e assuntos. Acessando o Portal da Igreja, o Portal Luteranos (www.luteranos.com.br), por exemplo, podemos ter acesso a uma série de subsídios. Um dos exemplos mais recentes, no contexto mais específico da Juventude Evangélica (JE), é o Palavr@ção. Esse material contém duas linhas de pensamento e atuação muito procuradas por nós, líderes jovens que, muitas vezes, preparamos encontros e momentos junto aos nossos grupos: uma parte teórica, na qual podemos estudar e aprender mais sobre o assunto a ser trabalhado, e uma parte prática, que contém diversas ideias de dinâmicas e ações realmente práticas que podem envolver a Comunidade de dentro e de fora da Igreja, levando a reflexão para além dos muros do grupo. Além disso, há diversas sugestões de hinos, filmes, livros e artigos que podem ser lidos para maior aprofundamento do assunto. A nossa sociedade, as tecnologias, a juventude e a Igreja vêm se transformando e falar em subsídios para o trabalho com grupos é algo que requer olhar para o contexto no qual estamos. A palavra ‘subsídio’, em sua etimologia, significa ‘auxílio’ e é para essa finalidade que os materiais são criados: apoiar, inspirar e ajudar na preparação de encontros e estudos. A criatividade de quem o utilizará é bem-vinda! Os materiais não são feitos para limitar, mas para ampliar as possibilidades de trabalho em cada grupo. Opiniões, perguntas e sugestões também são sempre importantes!
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Comportamento 13
Ética e gestão de recursos financeiros
P. em. Geraldo Schach, graduado em Teologia pela Faculdades EST, em São Leopoldo/RS
Não é elogiando os autores de polpudas doações que anunciaremos o Evangelho da graça de Jesus. Pelo contrário, assim constrangeremos os mais fracos, humildes e pobres, afastando-os do convívio comunitário, onde se sentirão menosprezados. Desta forma, desperdiçamos a força missionária de uma Comunidade. Como fazer para acreditar que o poder realmente se aperfeiçoa na fraqueza (2Cor. 12.9)? Sem acolher e sem confiar nos irmãos diferentes, continuaremos a ter sérias dificuldades para viver a alegria da Igreja missionária, na qual todos são sal da terra e luz no mundo (Mt 5.13ss) e na qual, juntos, grandes e pequenos, jovens e velhos, ricos e pobres, fazemos parte do sacerdócio geral dos crentes, da família de Deus. As melhores lições da vida são aprendidas nas horas das grandes necessidades. Foi assim com a fé evangélico-luterana em território brasileiro. Pobres e despossuídos, imigrantes alemães e os seus descendentes, mesmo em situações adversas, como o cerceamento da liberdade religiosa e a proibição da própria língua, edificaram Comunidades em que a gratidão a Deus e a solidariedade mútua deram ânimo e sentido à vida. Também a história recente da missão da IECLB na Amazônia, no CentroOeste e em muitas periferias Brasil afora testemunha exemplos similares, onde pequenas Comunidades valorizam os poucos recursos disponíveis, vivendo modestamente e praticando uma solidariedade que vai muito além das suas fronteiras e necessidades locais. Uma Comunidade cristã sempre procura valorizar e exercitar os diferentes dons, colocando-os a serviço
Imigrantes alemães e seus descendentes, mesmo em situações adversas, edificaram Comunidades
do amor ao próximo. Nela reinam a partilha e a doação de tempo, trabalho, dinheiro e bens, frutos da ‘liberdade para a qual Cristo nos libertou’ (Gálatas 5.1). Neste contexto, cito o P. Dr. Dr. h. c. Gottfried Brakemeier: ‘Livre é somente aquele que, de livre e espontânea vontade, sabe assumir compromissos’. Esta liberdade também inclui a comunicação e a transparência na divulgação contínua de tudo o que diz respeito à vida comunitária. Assim, o compartilhar de sonhos, projetos, conquistas, avaliações, valores, destinações de ofertas e de contribuições dos membros vai gerar credibilidade, sentimento de pertença e amor à causa comunitária de amor à Igreja. Isso implica no abandono radical de termos e de práticas como inadimplência, sonegação no recolhimento de dízimos, retenção e redestinação de ofertas, perpetuação em cargos de liderança, manipulação de eleições, favorecimentos pessoais, etc. No lugar, fluirão a transparência, a honestidade, o voluntariado, a partilha e a comunhão. Onde a fé e a ética norteiam as ações da vida comunitária, não pode ser diferente. A pregação da salvação pela graça de Deus cria solo fértil para o cultivo do espírito missionário que acende a
chama da fé nas palavras de Jesus: Mais bem-aventurado é dar do que receber (Atos 20.35). Por outro lado, regulamentos impositivos e lideranças autoritárias criam mentalidade clubista e legalista, em que o afastamento e a inadimplência de membros são frutos da Comunidade e não do indivíduo. Visitar o membro afastado, ouvi-lo e respeitá-lo fará a Comunidade viver a alegria da reconciliação no abraço do irmão, da irmã que retornam para casa, a exemplo do abraço do pai e do filho pródigo, em Lucas 15. O ‘retornante’ traz consigo um fermento de conversão que ajudará a Comunidade a abrir os olhos para novos horizontes missionários. Regras e leis fazem parte da organização comunitária, mas elas não podem sobrepor-se à vivência da graça de Deus entre nós. Presbíteros, Ministros e lideranças são os primeiros a dar exemplos positivos de participação na Comunidade. Eles são vistos como espelho e, quando se omitem ou barganham privilégios, favorecimentos, compensações, honra ao mérito etc., então a credibilidade da pregação do Evangelho cai por terra. A prática da justificação pelas obras atrapalha muito nas nossas Comunidades. Falta-nos coerência. As nossas palavras e ações precisam combinar. Também o contribuir generosamente de modo a suprir a parte daqueles ainda chamados de ‘inadimplentes’ é gesto de amor ao próximo. O levar as cargas uns dos outros, conforme Gálatas 6.2, nos enriquecerá com uma nova mentalidade comunitária: eliminará o tabu relacionado ao dinheiro, as finanças estarão em ordem e as ações missionárias serão motivo de gratidão e de alegria dentro e fora da Comunidade.
A Comunidade missionária arruma a casa e vai Enquanto formos uma Igreja preocupada com a automanutenção, ainda estaremos tateando no escuro do egoísmo que se satisfaz consigo mesmo. Hoje, a IECLB já tem Comunidades em que o termo ‘inadimplente’ foi banido e não são mais feitas comparações constrangedoras. Ali, a contribuição acontece de forma livre e voluntária, os serviços da Comunidade são frutos da graça e a união dos pequenos realiza obras grandiosas, vivendo uma comunhão intensa e apoiando parcerias de caminhada na fé para muito além dos seus horizontes geográficos e dos nossos preconceitos. A Comunidade de Jesus não privilegia os melhor situados financeiramente ou os grandes projetos de fora nem incentiva a isenção dos menos aquinhoados. Em fidelidade ao Evangelho, ela sabe que o amor de Deus nos faz valorizar todos os dons – incluindo os esforços dos pequenos e os recursos locais, por mais modestos que eles sejam. Autenticidade e humildade libertam do culto às aparências e da justificação pelas obras.
Igreja no contexto onde vivemos
O ditado dos antigos ‘A gente tem que aprender a se cobrir conforme o tamanho do nosso cobertor’ nos ensina a sermos Igreja no contexto onde vivemos, valorizando os recursos que Deus nos deu. Isso dignifica a Comunidade, desperta o amor à causa do Evangelho, cria laços de comunhão e faz caminhar de braços dados. O Evangelho de Jesus Cristo nos encoraja a sermos Igreja da estrebaria e da cruz, Igreja onde os Sacramentos do Batismo e da Ceia do Senhor são a força que une em comunhão, que nos faz responsáveis uns pelos outros e onde há maior alegria em dar do que em receber. A Igreja de Cristo vive da graça de Deus e procura praticá-la para com o próximo mais próximo, a começar pelos membros afastados, a acolher os visitantes, a lutar contra os preconceitos, abrindo as portas e indo ao encontro de todos.
Jorev Luterano - Setembro - 2014
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Deutsche Seite
Glauben heißt vertrauen Eines Nachts brach in einem Haus ein großer Brand aus. Während die Flammen immer höher brannten, flüchteten die Eltern und Kinder aus dem Haus. Sie waren erschrocken und sahen zu, wie das Feuer ihr Haus vernichtete. Plötzlich bemerkten sie, dass der jüngste Sohn fehlte, ein fünfjähriger Junge. Er bekam wohl Angst vor den Flammen und dem Rauch und kletterte in den oberen Stock. Und jetzt? Vater und Mutter schauten einander an. Sie hatten großeAngst um ihren kleinen Sohn! Aber es gab keine Möglichkeit mehr, in das brennende Haus zu gelangen. Dann öffnete sich oben ein Fenster. Es war der Junge und er rief um Hilfe. Sein Vater sah es und schrie ihm zu: „Spring!“ Der Junge sah nur Rauch und Feuer. Er hörte aber die Stimme seines Vaters und antwortete: „Vater, ich sehe Dich nicht!“ Der Vater rief ihm zu: „Hab´ keine Angst mein Sohn! Du siehst mich nicht, aber ich sehe Dich und das genügt. Spring! Ich fange dich hier unten auf.“ So sprang das Kind aus dem Fenster. Unten hatte ihn dann sein Vater in seinen Armen fest aufgefangen und beide waren sehr froh darüber. Diese Geschichte hat der Theologe Werner Forneberg erzählt und er schreibt dazu noch Folgendes: „Eines der schönsten und wertvollsten Geschenke, die wir unseren Kindern machen können ist, ihnen unser Vertrauen zu schenken. Dabei muss die Betonung auf „schenken“ liegen. Das Vertrauen wird geschenkt, unsere Kinder müssen es sich nicht erst verdienen. Wir sprechen oft von der Liebe, die unsere Kinder und Enkelkinder benötigen. Das Vertrauen ist eine der praktischen Ausdrucksformen der Liebe im Alltag. Ein Kind kann wenig damit anfangen, wenn wir immer wieder betonen, es zu lieben, ihm aber in den Situationen des Alltags nicht vertrauen. Vertrauen ist die Brücke zwischen den Eltern und ihren Kindern. Vertrauen ist die Basis, die offene Gespräche ermöglicht. Vertrauen ist die Basis, auf der das Selbstbewusstsein der Kinder wachsen kann, weil sie wissen da ist jemand, der steht zu mir, der hält zu mir, der hilft mir, dem kann ich alles sagen. Dieses gewachsene Vertrauen lässt in unserer Geschichte auch den Jungen, der seinen Vater bei dem Brand nicht sehen kann, im Vertrauen auf seinen Vater springen. Er vertraut sein Leben seinem Vater an.“ So können auch wir dem lieben Vater im Himmel vertrauen. Er ist immer für uns da, wenn wir ihn brauchen. Auch in der Stille, auch wenn wir ihn nicht sehen können, auch wenn das Leben schwierig ist und wir denken, Er hätte uns vergessen. Gott zu vertrauen bedeutet, ihm alles zu sagen und im Herzen zu wissen, dass er es gut mit uns und mit den Anderen meint. Selbst dann, wenn alles hoffnungslos
Wir dürfen Gott als Vater ansprechen und ihm vertrauen
Pfarrer Jaime Jung e r scheint. Aber in ganz alltäglichen Dingen machen wir vieles aus eigener Kraft und bitten Gott erst dann um Hilfe, wenn wir selbst nicht weiter wissen. Vieles können wir im Leben nicht verstehen. Wie sollen wir uns verhalten, wenn sich Gottes Wille nicht mit unseren Wünschen zusammenführen lässt? Auch dann können wir vertrauen und alles auf Gott legen, noch bevor wir damit anfangen, etwas zu tun. Vertrauen heißt, aus ganzen Herzen zu sagen: „Vater, dein Wille geschehe! Ich weiß, dass du mich lieb hast und meine Schritte lenkst.“ In der Offenbarung (Off. 21, 4) heißt es: „Er wird jede Träne von den Augen wischen, der Tod wird nicht mehr sein, noch Leiden, noch Jammer, noch Mühsal, denn siehe, ich mache alles neu.“ Glauben heißt vertrauen. „Ich glaube“ heißt: ich verlasse mich darauf, ich vertraue auf Gott, wie einem guten Freund. Wir dürfen Gott sagen: „Vater, was auch immer geschehe, lass mich nicht aus dem Vertrauen auf Dich fallen!“ Vertrauen wir auf Gottes Nähe und legen unser Leben in Gottes Hand! Spuren im Sand
Eines Nachts hatte ich einen Traum: Ich ging am Meer entlang mit meinem Herrn. Vor dem dunklen Nachthimmel erstrahlten, Streiflichtern gleich, Bilder aus meinem Leben. Und jedes Mal sah ich zwei Fußspuren im Sand, meine eigene und die meines Herrn. Als das letzte Bild an meinen Augen vorübergezogen war, blickte ich zurück. Ich erschrak, als ich entdeckte, dass an vielen Stellen meines Lebensweges nur eine Spur zu sehen war. Und das waren gerade die schwersten Zeiten meines Lebens. Besorgt fragte ich den Herrn: „Herr, als ich anfing, dir nachzufolgen, da hast du mir versprochen, auf allen Wegen bei mir zu sein. Aber jetzt entdecke ich, dass in den schwersten Zeiten meines Lebens nur eine Spur im Sand zu sehen ist. Warum hast du mich allein gelassen, als ich dich am meisten brauchte?“ Da antwortete er: „Mein liebes Kind, ich liebe dich und werde dich nie allein lassen, erst recht nicht in Nöten und Schwierigkeiten. Dort, wo du nur eine Spur gesehen hast, da habe ich dich getragen.“ (Margaret F. Powers)
Jorev Luterano - Setembro - 2014
Compartilhar 15 Neste espaço, a Comunidade pode compartilhar os momentos significativos da vida cristã, como Nascimento, Batismo, Confirmação, Bênção Matrimonial, Encontros Familiares, Bodas e Sepultamento.
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Encontro de Família 15º Encontro da Família Lamb
Falecimento Com a idade muito abençoada de quase um século, faleceu a nossa querida mãe, sogra, avó, bisavó e tataravó LEOPOLDINA VORTMANN Tante Dienche O falecimento ocorreu no dia 26 de maio de 2014, em Três de Maio/RS. Leopoldina foi sepultada no dia seguinte, no Cemitério da Comunidade Evangélica de Caúna, pertencente à Paróquia Três de Maio Norte. Em sua mensagem, Salmo 21, o P. Elói Neuhaus destacou a vida de bênçãos de Leopoldina, nos seus 97 anos, 2 meses e 23 dias. Tante Dienche nasceu no dia 3 de março de 1917, em Teutônia/RS, sendo a filha mais velha de Bertha Greef (nascida Gastring) e Leopoldo. As suas três irmãs e os seus quatro irmãos lhe antecederam na morte. Em 1925, a família Greef deixou as Colônias Velhas (Alten Kolonien), mudando-se para a Nova Colonização Três de Maio, então denominada Colonização Buricá, e fixou-se junto ao recém-criado Povoado de Três de Maio, local onde Bertha e Leopoldo já haviam adquirido uma bela colônia de terra. Leopoldina, assim, faz parte de toda a história de Três de Maio. No dia 22 de agosto de 1936, casou-se com o pioneiríssimo Henrique Vortmann, falecido em fevereiro de 1981. Ainda solteiro, Henrique já possuía uma área de terra em Caúna/Três de Maio, onde o casal sempre viveu, como também boa parte dos familiares, exercendo atividades na agricultura. Da União de Leopoldina e Henrique, formou-se um pequeno e abençoado povo. Além do filho, da nora, das quatro filhas e dos genros (uma das filhas é falecida), somam-se ao círculo familiar ainda 17 netos, 16 bisnetos e dois tataranetos. Os netos e alguns bisnetos já constituíram famílias. Um neto e uma neta faleceram ainda crianças. Leopoldina exerceu liderança na Comunidade, sendo uma grande batalhadora da sua Igreja. Há mais de 60 anos, foi uma das fundadoras do Grupo de OASE. Agradecemos pela convivência de muitíssimas pessoas com a Leopoldina, pelo grande acompanhamento nos atos de sepultamento, da parte de membros da Comunidade e Paróquia, pela presença de Pastores e representações das Paróquias de Três de Maio, Horizontina, Giruá, Independência, Guarani, Santa Rosa e outras, além de entidades sociais. O nosso muito obrigado aos muitos parentes, de perto e de longe, que se fizeram presentes nos atos de sepultamento. Aos vizinhos, a nossa gratidão pela ajuda nas difíceis horas de dor e despedida. Pelas manifestações de consolo e conforto, os nossos agradecimentos. As coroas e as flores, que mal couberam na sepultura, pelas quais agradecemos, falam por si sobre o que a Tante Dienche significa para tantas e tantas pessoas. Nós, os familiares, somos muito gratos pelo grande legado de exemplos que a falecida nos deixou. Acima de tudo, agradecemos e louvamos a Deus pelos dons dados a ela, os quais colocou a serviço da família, da Igreja, da sociedade em geral, enfim, ao serviço de Deus e do próximo. Um agradecimento e reconhecimento para Ani e Ênio Weddigen, pelo amor, carinho e dedicação que dispensaram à mãe e sogra nos muitos anos que cuidaram dela. Jesus Cristo diz: Eu vivo e vós também vivereis! João 14.19 Caúna/Três de Maio-RS, setembro de 2014 Pela família enlutada: P. em. Albino João Vortmann
Data: 28 de setembro de 2014 Local: Salão Comunitário Lajeado Quirino, em Arabutã/SC Programação: 8 horas - Recepção com roda de chimarrão e café da manhã 10 horas - Culto 12 horas - Almoço 14 horas - Confraternização, homenagens, música e danças Informações: Divo Lamb (49) 9969.0983 Diomar Lamb (49) 3448.0031 Confirmar presença até o dia 24 de setembro de 2014! É gente ativa, é família unida, por uma amizade, por um encontro, por uma paixão – e para toda a vida. Unida por um passado que se vive presente e por uma tradição que tanto encanta e se sente. Honramos a Família Lamb e todos os que, de uma forma ou de outra, estão com ela envolvidos. Ficam para sempre as imagens e as histórias tornadas História, para que sejam revisitadas em sorrisos e lágrimas de amor e de saudade.
Falecimento Com o coração apertado e marcado pela saudade, participamos o falecimento, ocorrido no dia 3 de maio de 2014, de ARNO BORCK Filho de Bertha Radunz Borck e Emilio Borck, Arno nasceu no dia 14 de outubro de 1927, em São Lourenço do Sul/RS, e casou-se, em 14 de maio de 1949, com Ida (nascida Bruggemann), em Mondaí/SC. Arno faleceu em Rio Verde/GO, onde residiu por 25 anos, deixando enlutados a sua esposa, Ida, dois filhos Rudolfo e Irineu (que lhe antecedeu na morte), duas filhas, Carin Ida e Renate, dois genros, uma nora, oito netos e sete bisnetos. Muito atuante na Comunidade de Mondaí, Arno exerceu cargos na Diretoria e pregou em muitos cultos. Também era membro ativo na Comunidade de Rio Verde/GO. Já sentimos muita saudade! O que nos conforta é que você não sofreu ao partir. O nosso especial Muito obrigado aos amigos que estiveram ao nosso lado na hora difícil da separação. Um agradecimento especial ao P. Lauri Lenz pelas palavras de conforto. Tu és Senhor, o meu Pastor, por isso nada em minha vida faltará. Salmo 23
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CONCÍLIO 2014 - Contribuição O Concílio de Toledo/PR (1996) aprovou um sistema de contribuição para manter as tarefas supraparoquiais da Igreja: 10% sobre as receitas das Comunidades, atendendo uma moção do Concílio de Cachoeira do Sul/RS (1994), no propósito que o sistema de contribuição por cotas fosse substituído por um sistema de contribuição proporcional. O dízimo praticado pela IECLB incide sobre a renda das Comunidades e Paróquias, que têm autonomia para organizar o seu sistema de contribuição. Nesta modalidade, o ponto de partida do planejamento não é a previsão de despesa, mas a previsão de receita, ou seja, a pergunta é Quanto as Comunidades vão aportar, por meio da contribuição dos 10%, ofertas e doações para podermos aplicar na missão da Igreja? Nesse sentido, a Constituição da IECLB rege que a manutenção da Igreja é de responsabilidade dos membros das Comunidades, portanto as Comunidades e as Paróquias são solidariamente responsáveis pelo repasse pontual dos valores estabelecidos para a manutenção da IECLB, como órgão superior, bem como dos Sínodos a que estiverem integradas. Comunidades, Paróquias e associações paroquiais deverão destinar, mensalmente, 10% do valor das suas receitas para manutenção dos respectivos Sínodos e dos órgãos centrais da IECLB, sendo que a
CONTRIBUIÇÃO, ORÇAMENTO E GESTÃO DE RECURSOS
parcela das contribuições das Comunidades, Paróquias e Associações Paroquiais que os Sínodos deverão repassar para a manutenção da Estrutura Central da IECLB será definida, a cada dois anos, por proposta do Conselho da Igreja, com vigência a partir do mês de janeiro do ano seguinte ao Concílio. - Na Comunidade, ficam 90% da contribuição do membro. As atribuições principais da Comunidade são: dedicar-se à assistência espiritual e à ação diaconal, além de exercer o trabalho evangelizador, catequético e missionário. - No Sínodo, ficam 4,14% da contribuição. As atribuições principais do Sínodo são: planejar e coordenar o trabalho eclesiástico na sua área, decidir, na área do Sínodo, sobre o modo da Igreja manifestarse na concretização dos seus objetivos e executar as diretrizes e as metas estabelecidas em Concílio. - Para o fundo de apoio aos Sínodos com dificuldade, vão 0,46% da contribuição. Este fundo serve para: auxílio financeiro aos Sínodos sem condições de automanutenção, em razão do pequeno número de membros e da realidade geográfica extensa ou em decorrência de dificuldades temporárias. - Para os órgãos centrais da IECLB, são destinados 5,4% da contribuição. Os órgãos centrais são: Concílio, Conselho da Igreja, Presidência e Secretaria Geral.
Aquele que semeia pouco, pouco também ceifará; e o que semeia com fartura, com abundância também ceifará. Cada um contribua segundo tiver proposto no coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama a quem dá com alegria (2Coríntios 9.6-7)
Aproveite 2014 e comece a viajar pela Europa
O contexto no qual a Igreja realiza a sua missão mudou e essa mudança cobra novas posturas, novos modos de presença no mundo, uma maneira de agir que articule a espontaneidade das nossas iniciativas missionárias com o planejamento estratégico
Alguns setores que recebem recursos provenientes da Contribuição dos membros: - Concílio: reúne-se de dois em dois anos. Cabelhe definir a linha programática de atuação da Igreja em todo o seu território, além de decidir e legislar sobre toda e qualquer matéria de interesse da Igreja. O orçamento central assume as despesas do Concílio, juntamente com a Comunidade hospedeira e os Sínodos, que assumem os custos dos Delegados. - Conselho da Igreja - reúne-se três vezes ao ano. Atua em caráter supletivo ao Concílio, exerce o controle das atividades administrativas da IECLB e decide sobre os conflitos de caráter normativo, mediante recurso. Além das reuniões do CI, o orçamento assume as reuniões regulares da Diretoria do CI. - Presidência - coordena a atividade eclesiástica e representa a IECLB perante outros órgãos. É formada pelo Pastor Presidente e pelos 1º e 2º Pastores Vice-Presidentes. O orçamento geral da IECLB assume os custos do Pastor Presidente, as suas viagens pela IECLB e as suas representações, bem como os custos da sua equipe de trabalho. - Secretaria Geral - o órgão executivo da administração da IECLB, resolve as questões administrativas e executa o orçamento geral da Igreja, aprovado pelo Conselho da Igreja ou pelo Concílio, observando na sua ação as decisões e diretrizes dessas instâncias e as disposições da Constituição, do Regimento Interno e das normas complementares. - Arquivo Histórico - o Arquivo Histórico da IECLB guarda toda a documentação recebida e ex-
pedida pela Sede da IECLB, a documentação dos antigos Sínodos e os arquivos encaminhados por Comunidades e Paróquias. - Habilitação ao Ministério - o orçamento central assume os custos da Coordenação do processo de Habilitação, apoia Paróquias com dificuldade e cobre os custos das bancas e comissões de designação e envio. - Portal da IECLB - é um dos meios que a Igreja usa para fazer frente à sua missão de propagar o Evangelho de Jesus Cristo, estimular a vivência evangélica, promover a paz, a justiça e o amor na sociedade e participar do testemunho do Evangelho. - Tema do Ano - anualmente, a Presidência, com o apoio dos Pastores Sinodais, estabelece um Tema e um Lema nacional para todas as instâncias e setores que atuam no âmbito da IECLB. - Contribuições ecumênicas e viagens de representação - a IECLB, no seu compromisso ecumênico, contribui financeiramente para entidades, como a Federação Luterana Mundial (FLM), o Conselho Mundial de Igrejas (CMI), o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC) e também assume, quando necessário, as despesas de representação. Além desses, o orçamento central apoia outros setores e iniciativas missionárias por meio dos recursos das ofertas nacionais e das doações das Igrejas-irmãs, que significam mais de 50% do orçamento geral. As contas da IECLB são auditadas por auditoria externa e votadas pelo Concílio ou pelo Conselho da Igreja. A prestação de contas é feita mediante publicação no Boletim Informativo da IECLB.