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Jornal Evangélico Luterano - Ano 45 - nº 792 - Março 2016

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JORNAL EVANGÉLICO LUTERANO - IGREJA EVANGÉLICA DE CONFISSÃO LUTERANA NO BRASIL - ANO 45 - MARÇO 2016 - Nº 792

Ordenações Conjuntas

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Campanha da Fraternidade Ecumênica

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Quanto custa o que não tem preço?

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Willkommen zu Hause!


Jorev Luterano - Março - 2016

2

Editorial

Ordenações conjuntas

E

m 2016, vamos continuar a ‘visita’ que o Jorev faz aos Sínodos da IECLB, iniciada em 2009, e completar esse ciclo de intercâmbio de ações e experiências. Começando na primeira edição de 2015, dedicamos as Editorias Sustentabilidade, Comunicação, Formação (eixos transversais do Plano de Ação Missionária da IECLB - PAMI), Tema do Ano e Vai e Vem (Campanhas nacionais para a unidade e de ofertas para a missão, respectivamente) a um Sínodo de cada vez. Nesta edição, é o Sínodo Rio Paraná que responde: Em que estágio se encontra a implementação do Planejamento Estratégico nas Comunidades no Sínodo?, O que tem dado certo no âmbito da Comunicação (com o objetivo de, como Igreja, cumprir a missão de Deus) na área de abrangência do Sínodo?, Na região do Sínodo, quais são as ênfases para a qualificação de Ministros e a capacitação de leigos? Como o Tema do Ano, ou seja, a proposta de um único tema a ser refletido durante o ano por toda a Igreja, auxilia o Sínodo a promover a unidade no seu campo de atuação? e O quanto a promoção de uma Campanha nacional de missão, a Vai e Vem,

auxilia no sentido da conscientização para a solidariedade entre os membros desta Igreja? Na Editoria Atualidade, leia sobre os Cultos de Ordenação Conjunta ao Ministério Eclesiástico, celebrados em janeiro e fevereiro de 2016, pela Presidência da Igreja. Na Editoria Presidência, Casa comum, nossa responsabilidade - IV Campanha da Fraternidade Ecumênica é o título da Mensagem, de autoria do P. Inácio Lemke, Pastor 2º Vice-Presidente da IECLB. Rumo às comemorações dos 500 anos da Reforma Luterana, que serão completados em 2017, o Jorev continua a série especial Lutero - Reforma: 500 anos, iniciada em 2012. Em 2016, todos

os textos são escritos à luz do Tema do Ano: Pela graça de Deus, livres para cuidar. Nesta edição, a Pa. Vera Cristina Weissheimer apresenta a reflexão Onde está o valor neste mundo em que tudo tem preço? Na Editoria Fé Luterana, de maneira a estimular a reflexão sobre a confessionalidade luterana e os ensinamentos da Bíblia, duas Ministras, Pastoras, discorrem sobre A valorização da simplicidade. Na Editoria Geral, leia sobre a caminhada permanente da Educação Cristã Contínua na IECLB. Música na missão de Deus ganhou destaque na Editoria Comportamento. Willkommen zu Hause! é o título da meditação da Editoria Deutsche Seite. Na Editoria Compartilhar, a Comunidade luterana partilha momentos significativos da vida cristã. Abençoada Páscoa!

Na Editoria Presidência,

A Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (I E C L B ) convida para os Cultos de Ordenação ao Ministério Eclesiástico

24 de janeiro de 2016, às 10 horas Comunidade Evangélica de Confissão Luterana Matriz em Porto Alegre Rua Senhor dos Passos, 202 Porto Alegre/R S

Benito Holz Konflanz (M P ) Bruno Kessler Gauthier (M P ) Daniela Hack (M C ) Denise Koch Genz (M P ) Diogo Rengel (M P ) Felipe Baumann Friske (M P ) Gustavo Griggio (M P ) Míriam Schenkel Cóta (M M )

31 de janeiro de 2016, às 10 horas Comunidade Evangélica de Confissão Luterana da Esperança Rua Arthur Lemke, s/nº Caramuru Santa Maria de Jetibá/E S

André Luiz Belard (M P ) Bruna Schneider Belard (M P ) Lenira Kloss (M P ) Marcelo Luiz Hofstätter (M P ) Rafael Bull (M P ) Renato Francisco Pagung (M P )

21 de fevereiro de 2016, às 19h30 Paróquia Evangélica de Confissão Luterana de Horizontina Rua Buricá, 649 Horizontina/R S

Anelise Knüppe (M P ) Camila Elisa Schütz (M P ) Maíze Katiane Dhein (M P )

Pastor Presidente

leia sobre a IV Campanha da Fraternidade Ecumênica

(M C ) Ministério Catequético (M M ) Ministério Missionário (M P ) Ministério Pastoral

Pastora 1a Vice-Presidente

P. Inácio Lemke

Pastor 2o Vice-Presidente

Atendimento ao leitor Mariana Mattos Paim Ferreira Fone: (51) 3284.5400 - Fax: (51) 3284.5419

jorev@ieclb.org.br

Este espaço é seu! A sua opinião é fundamental no nosso trabalho. Conhecer as suas preferências, ouvir as suas dicas de pauta, as suas sugestões para o jornal e os seus comentários sobre as matérias e as meditações é muito importante para que possamos oferecer um Jorev sempre melhor para você. Faça o seu Jorev Luterano. Escreva para nós e participe! Estamos esperando o seu contato!

Capa

Cultos de Ordenação conjunta ao Ministério Eclesiástico na IECLB, celebrados pela Presidência da Igreja nos meses de janeiro e fevereiro deste ano. Leia matéria especial sobre as Ordenações conjuntas na IECLB na Editoria Atualidade, na página 4.

Estímulo à fé Ao receber o exemplar do Jorev, priorizo a leitura da meditação da Deutsche Seite, por seu conteúdo, que, além de um estímulo à fé, também é semelhante a uma brisa do alto, que faz bem à alma. Depois, me inteiro dos demais assuntos, do início à última página. Como já foi dito por muitos leitores, o Jorev traz notícias e informações importantes dos nossos Sínodos, das nossas Comunidades, dos nossos Departamentos e Grupos os mais diversos, o que projeta uma visão ampla e geral de como agimos e nos comportamos. Tudo isso é importante, mas sinto que falta ouvir o pulsar dos corações agradecidos dos nossos membros, pois a fé no Senhor carrega, conforta, fortalece e direciona a caminhada. Uma coluna destinada a relatos nesse sentido não seria um belo testemunho de todos nós? Atenciosamente, Alberto Brandt Novo Hamburgo

Parte da minha vida Eu gosto muito do Jorev! Esse jornal faz parte da minha vida. Abraços à equipe, Olinda Klein Hoppen Campos Novos/SC

Pastor Presidente P. Dr. Nestor Friedrich Secretária Geral Diác. Ingrit Vogt Jornalista Letícia Montanet Reg. Prof. 10925

Revisão (Alemão) Margret Reus Administrativo Mariana Ferreira ISSN 2179-4898 Cartas - Sugestões de pauta - Artigos - Anúncios

Rua Senhor dos Passos, 202/5º - 90.020-180 - Porto Alegre/RS

Fone: (51) 3284.5400 - Fax: (51) 3284.5419 E-mail: jorev@ieclb.org.br

Proibida a reprodução parcial ou integral do conteúdo desta edição sem a prévia e formal autorização da Redação do Jorev Luterano.

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Jorev Luterano - Março - 2016

Curtas

A natureza não está à venda

Faculdades EST

Em 26 de março deste ano, entre a Sexta-feira da Paixão e o Domingo de Páscoa, em pleno Sábado de Aleluia, a Faculdades EST celebrará 70 anos de existência. A Faculdades EST e a Escola Sinodal de Educação Profissional (ESEP), cujo berço está na EST, são chamadas ao exercício da missão que lhes foi confiada pelas Comunidades: formação nas áreas da Teologia, Música, Musicoterapia e Enfermagem. A proposta educacional está fundamentada no incentivo à reflexão crítica e criativa e no compromisso com a ética e a solidariedade, defendendo a justiça social e o uso responsável dos recursos naturais com vistas a um mundo sustentável hoje e no futuro. Nesse sentido, 2015 foi tempo Entre memória e esperança, de se preparar um pouco mais para entre passado e futuro, cabe a Faculdades EST e ESEP esta caminhada. A construção dos novos regimentos da Faculdades assumirem, de forma renovada, EST e da ESEP, do Planejamento Es- a sua missão, em resposta aos cuidados recebidos por Deus tratégico 2016-2020, do novo Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI), do Projeto Pedagógico Institucional (PPI), da Política de Justiça de Gênero e do Código de Ética são proposições para a caminhada futura. Assim, entre memória e esperança, entre passado e futuro, cabe a Faculdades EST e ESEP assumirem, de forma renovada, a sua missão, em resposta aos cuidados recebidos por Deus. Os desafios para os próximos anos são muitos. Por esta razão, a Faculdades EST definiu três focos para sua atenção no Planejamento Estratégico: Identidade, Excelência e Sustentabilidade. Com Identidade, queremos reafirmar as raízes históricoteológicas e, a partir delas, renovar o compromisso missionário da formação e educação como instituição de caráter confessional, filantrópico e comunitário ante os desafios atuais. Com a Excelência, em gratidão pelos legados recebidos ao longo desta história, quer-se reafirmar o compromisso da qualidade na pesquisa, no ensino e na extensão, em especial, diante de tendências à superficialização na área da educação. Propõe-se promover formação com qualidade, contribuindo para capacitação de profissionais éticos, dispostos a assumir o compromisso de transformação de realidades. Finalmente, por meio da Sustentabilidade, pretende-se não somente cuidar da Faculdades EST no que diz respeito ao modelo de governança e gestão e a sua relação com a sociedade e organizações, mas também testemunhar, com ações sustentáveis, o cuidado com a Criação de Deus, promovendo a humanização de processos e relações. Ao completar 70 anos de formação, a Faculdades EST firma-se como uma instituição comunitária, por isso contamos com a colaboração de cada Presbitério, grupo de Legião Evangélica, Ordem Auxiliadora de Senhoras Evangélicas, Juventude Evangélica, cada Ministro e Ministra, enfim, com pessoas e organizações. A equipe diretiva e a Comunidade em geral da Faculdades EST e da ESEP preparam-se para um ano de celebração e, em gratidão, pelos 70 anos de história da Faculdades EST, convidamos todas as pessoas a se unirem nas comemorações conosco!

Durante o período da Quaresma, o Tema do Ano da IECLB cede espaço e se soma ao tema da Campanha da Fraternidade Ecumênica (CFE). Um dos subtemas do ano da IECLB, a natureza não está à venda, encaixase como uma luva ao tema da CFE, Casa comum, nossa responsabilidade. Iniciativa da Igreja Católica, pela quarta vez a Campanha é ecumênica e tem como parceiras as Igrejas ligadas ao Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC). O objetivo da Campanha é refletir sobre a importância do saneamento básico para uma vida digna. A CFE 2016, que tem como lema Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca (Am 5.24), alerta para o fato que grande parcela da população brasileira não dispõe de qualquer tipo de tratamento sanitário para o esgoto e o lixo que produz. Este fato contribui significativamente para a piora na qualidade de vida das pessoas, especialmente as mais empobrecidas. Segundo o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento Básico (2013): 82% da população não têm água tratada, uma criança morre a cada 2,5 minutos no mundo por não ter acesso à água potável, mais de 100 milhões de pessoas não têm coleta de esgoto, apenas 39% dos esgotos são tratados e todos os dias são despejados na natureza o equivalente a 5 mil piscinas olímpicas de esgoto sem tratamento. Na cerimônia de lançamento da Campanha deste ano, as Igrejas assinaram um documento em que se comprometem a assumir a sua correponsabilidade na construção de um mundo sustentável e justo para todas as pessoas. Elas se propõem a estimular a mobilização por saneamento básico, apoiar iniciativas de reciclagem, incentivar consumo responsável, trabalhar pela erradicação e pelo controle de insetos transmissores de doenças, além de fomentar respeito e cuidado para com o planeta. São excelentes ideias a serem colocadas em prática. Como na IECLB, afirmamos A natureza não está à venda! Podemos contribuir consumindo menos, reutilizando e reciclando. Além disso, em ano de eleições, podemos exigir mais investimentos em saneamento básico. Temos a nossa parcela de responsabilidade para arrumar a nossa casa maior, o único mundo que temos.

Prof. Dr. Wilhelm Wachholz Reitor da Faculdades EST Diretor ESEP

P. Dr. Mauro Souza Secretário da Ação Comunitária Secretaria Geral da IECLB

70 anos de existência

OFERTAS NACIONAIS 13 de março 5º Domingo na Quaresma Auxílio para Formação Teológica Toda pessoa batizada é chamada a dar o seu testemunho cristão no mundo, exercendo, assim, o sacerdócio geral de todas as pessoas que creem. No entanto, a Comunidade necessita de pessoas que sejam especialmente preparadas para anunciar o Evangelho, administrar os Sacramentos e despertar a fé. É por isso que a IECLB zela pela boa formação e preparação dos seus futuros Ministros e das suas futuras Ministras. Todas as instâncias da Igreja estão envolvidas com o processo de formação e são responsáveis por ele, mas a Comunidade tem uma tarefa especial e diferenciada neste processo, pois no convívio comunitário é que são despertadas vocações para a atuação ministerial. A Comunidade motiva, encaminha, acompanha e apoia estudantes durante o seu período de formação. A IECLB necessita de Ministros e Ministras bem preparados, que possam divulgar e ensinar o Evangelho com fidelidade nos diferentes contextos da Igreja no Brasil e no mundo. Cuidar da formação é uma tarefa que envolve toda a Igreja. 25 de março Sexta-feira da Paixão Projeto de Missão no Sínodo da Amazônia Jesus Cristo diz Quando o Espírito Santo descer sobre vocês, vocês receberão poder e serão minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria e até nos lugares mais distantes da terra (Atos 1.8). O Espírito de Deus sempre nos acompanha, também nos lugares mais distantes da terra. O projeto de Missão no Sínodo da Amazônia auxilia, no momento, os seguintes Campos de Atividade Ministerial: Boa Vista/RR, Manaus/AM, Porto Velho/RO, Ariquemes/RO, Centro de Rondônia/RO, Vale do Juruena/MT, Escola Para a Vida/RO, possibilitando a pregação do Evangelho nestes lugares onde o povo luterano vive e se reúne em Comunidade. Que possamos ter um coração cheio de amor e alegria, transbordante de generosidade. Que deixemos Deus nos abraçar com o seu amor, que nos anima a levantar a cabeça, tirar tempo para Deus e fazer o bem, colocar os nossos dons e talentos para o bem da Comunidade, ofertar com alegria e exercitar o amor que perdoa. Que Deus abençoe dádivas, doadores e doadoras.

INDICADORES FINANCEIROS UPM Fevereiro/2016

4,0281

Índice Janeiro/2016

1,84%

Acumulado 2016

1,84%

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Jorev Luterano - Março - 2016

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Atualidade

Ordenação conjunta ao Ministério Eclesiástico

Como ouvirão, se não há quem pregue? P. DR. ONEIDE BOBSIN

Bitolas para Deus Isso é possível? As férias de verão permitem muitos contatos com familiares e amigos que vivem a fé no cotidiano. Comento dois casos... Uma vizinha de parentes meus envolvidos na Comunidade está em fase terminal. Ela pertence a uma Comunidade pentecostal e quer se preparar para a morte participando da Santa Ceia, que lhe é negada pelo Pastor. Qual é o argumento? Segundo o Pastor, ela está impedida da comunhão por não ser casada legalmente e por não ter recebido a Bênção Matrimonial. Os meus conhecidos pediram para ela ir aos cultos da nossa Igreja, onde não será rejeitada, mas ela não aceitou o convite. Mais espantados ficamos ao saber que um pregador da mesma congregação, ex-luterano, já está vivendo com a quarta esposa e dele nada se exige. Homem pode?! A análise que os vizinhos evangélico-luteranos fazem da atitude do Pastor da outra Igreja mostra que não mais existem leigos. Segundo eles, o Pastor quer colocar Deus em bitolas. Expressão simples, mas de sabedoria teológica profunda! Como já disse um amigo, pessoas cristãs e Igrejas insistem em engarrafar o Espírito Santo, mas Ele transborda as nossas gaiolas verbais e as tradições humanas. O outro caso também tem relação como comunhão impedida por regrinhas e costumes de homens. Após décadas, uma mulher volta a visitar a sua Comunidade da juventude e depara-se com um altar ‘aposentado’ desde a construção do novo templo. Estranhamente, pede para levar para a sua casa um quadro e outros ‘objetos’ que faziam parte do altar em troca de uma doação. A Comunidade aceita. Por que tal interesse daquela mulher? Disse que queria ter realizado o seu casamento diante daquele altar, mas, naquela época, as noivas grávidas eram impedidas de receber a Bênção Matrimonial. Agora, terá o altar dentro da casa onde viveu muito bem casada, realizando tardiamente o seu sonho. Como o primeiro caso, este também mostra que regras e leis humanas tentam assumir o lugar da misericórdia de Deus, procurando bitolar a sua vontade, mas Deus encontra outros caminhos nada bitolados para a realização do seu plano para as suas filhas e os seus filhos. Felizmente, o divino não se deixa bitolar. Quem ousa colocá-lo em bitolas, já o perdeu. Oxalá, possamos celebrar o Dia Internacional das Mulheres – 8 de maço – no espírito do Espírito que não se deixa prender por regrinhas e costumes de homens, conforme João 3.8.

“O

Qual é o argumento? Homem pode?!

As salas do Centro de Retiros, junto com a capela da Casa Matriz, oferecem um espaço ideal para retiros, encontros e eventos. As instalações da hospedagem contam com quartos com banheiro, refeitório e local para estacionamento.

apóstolo Paulo perguntou: Como crerão naquele de quem nada ouviram? Como ouvirão, se não há quem pregue? (Rm 10.14). Para que a Palavra de Deus seja pregada e ensinada publicamente, a Igreja chama, prepara e envia pessoas para assumir esta tarefa. O chamado oficial da Igreja, com a bênção e o envio de pessoas para proclamar o Evangelho da salvação, é conhecido como Ordenação. Na IECLB, há Ordenação para quatro Ministérios: Catequético, Diaconal, Missionário e Pastoral. Sejam bem-vindos e bem-vindas a este Culto de Ordenação”, exclamou o Pastor Presidente da IECLB, P. Dr. Nestor Friedrich, na abertura do primeiro dos três Cultos de Ordenação ao Ministério Eclesiástico previstos para 2016, celebrado na manhã do dia 24 de janeiro, na Comunidade Evangélica Matriz de Porto Alegre/RS. Na ocasião, a Presidência da IECLB, formada também pela Pastora 1ª Vice-Presidente, Pa. Silvia Genz, e pelo Pastor 2º Vice-Presidente e Pastor Sinodal do Sínodo Norte Catarinense, P. Inácio Lemke, ordenou, ao Ministério Catequético, Daniela Hack; ao Ministério Missionário, Míriam Schenkel Cóta; e, ao Ministério Pastoral, Benito Holz Konflanz, Bruno Kessler Gauthier, Denise Koch Genz, Diogo Rengel, Felipe Baumann Friske e Gustavo Griggio. Também participaram do ato de Ordenação o Pastor Sinodal do Sínodo Centro-CampanhaSul, P. Bruno Ari Bublitz, a Pastora Sinodal do Sínodo Nordeste Gaúcho, Pa. Ma. Tânia Cristina Weimer, o Pastor Sinodal do Sínodo Planalto Rio-grandense, P. Ricardo Cassen, o Pastor Sinodal do Sínodo Rio dos Sinos, P. Me. Edson Edilio Streck, o Pastor Sinodal do Sínodo Rio Paraná, P. Lauri Roberto Becker, a Secretária da Habilitação ao Ministério, Cat. Dra. Haidi Drebes e o Secretário do Ministério com Ordenação, P. Marcos Bechert. Na manhã do dia 31 de janeiro, a Comunidade da Esperança-Caramuru, em Santa Maria de Jetibá/ES, sediou o segundo dos três Cultos de Ordenação Conjunta na IECLB para 2016. Foram Ordenados ao Ministério Pastoral: André Luiz Belard, Bruna Schneider Belard, Lenira Kloss Germi, Marcelo Luiz Hofstätter, Rafael Bull e Renato Francisco Pagung. O Culto foi celebrado pela Pastora 1ª VicePresidente da IECLB, pelo Pastor 2º Vice-Presidente da IECLB, pelo Pastor Sinodal do Sínodo Espírito Santo a Belém, P. Joaninho Borchardt, pelo Pastor Vice-Sinodal do Sínodo Espírito Santo a Belém, P. Lourival Felhberg, pelo Pastor Sinodal do Sínodo Paranapanema, P. Odair Airton Braun, pelo Pastor Sinodal do

Ordenação Conjunta no Sínodo Rio dos Sinos

Ordenação Conjunta no Sínodo Espírito Santo a Belém

Ordenação Conjunta no Sínodo Noroeste Riograndense

Sínodo Sudeste, P. Geraldo Graf, pela Secretária da Habilitação ao Ministério e pelos Ministros da Paróquia Unida de Santa Leopoldina, P. Rodrigo Seidel e Pa. Ivanda Keller Schreiber. Na pregação, a Pa. Silvia Genz lembrou que Ordinandos e Ordinandas recebem as bênçãos de Deus e são enviados para estar ao lado das Comunidades, propagando a paz e o amor. No dia 21 de fevereiro, a Comunidade Horizontina esteve reunida para o Culto de Ordenação ao Ministério Pastoral de Anelise Knüppe, Camila Elisa Schültz e Maíze Katiane Dhein, último dos três Cultos de Ordenação Conjunta na IECLB previstos para este ano. O Culto foi oficiado pela Presidência da IECLB com a presença do Pastor Presidente, autoridades eclesiásticas e lideranças comunitárias. O Pastor Presidente destacou os diferentes Ministérios na Igreja, a diversidade de dons e a unidade da Igreja no Brasil. Conselho da Igreja, Sínodos, Conselhos Sinodais, Secretaria do Ministério com Ordenação e Secretaria da Habilitação ao Ministério estiveram representados. Para mais informações, acesse o Portal Luteranos.

Em meio a abundante natureza, o ambiente tranquilo e acolhedor favorece a reflexão, a integração e o lazer. Dispomos de serviço de hospedagem, individual ou em grupos, ideal para realização de retiros, eventos ou para aqueles que desejam apenas hospedar-se aqui.

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Jorev Luterano - Março - 2016

Presidência

Casa comum, nossa responsabilidade

N

este ano, as Igrejas que integram o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC), agraciam as Comunidades com a IV Campanha da Fraternidade Ecumênica (CFE). O tema, Casa comum, nossa responsabilidade, vem para fortalecer a missão das Igrejas comprometidas com o mandato evangélico da unidade, que diz: Que todos sejam um, como tu, Pai, estás em mim e eu em ti; que também eles estejam em nós, a fim de que o mundo creia que tu me enviaste (Jo 17.21). O testemunho ecumênico é um processo muito bonito e gratificante, ao mesmo tempo, para todas as pessoas que dele participam. Trata-se de um processo em que aprendemos a respeitar o jeito diferente de viver e expressar a fé. É desafiador acolher sem

ser proselitista, o que seria normal neste mundo da ‘concorrência’. A caminhada ecumênica do CONIC, da qual a IECLB é protagonista, já tem mais de três décadas e a Campanha da Fraternidade Ecumênica é um sinal concreto de boa convivência. As Igrejas do CONIC se uniram sobremodo em 2000, 2005 e 2010, quando fizeram uma experiência transformadora no espírito de fraternidade. O tema da CFE 2016 vai unir mulheres e homens para defenderem a casa comum da oikoumene, esta casa, já tão fragilizada pela ganância de alguns poucos sobre o muito que Deus por graça disponibilizou. Deus disponibilizou com fartura a casa para que todos os seres vivos pudessem viver em harmonia. A CFE deste ano ultrapassa fron-

P. INÁCIO LEMKE Pastor 2º Vice-Presidente da IECLB

Dilma Rousseff pede que Igrejas

Campanha da

se mobilizem contra o Aedes aegypti

Fraternidade Ecumênica Março 1/3 Conferência Sinodal de Ministros e Ministras do Sínodo Centro-Campanha-Sul Arroio do Tigre/RS P. Nestor Friedrich

Lançada no dia 10 de fevereiro de 2016, em Brasília/DF, pelo Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC) e pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a Campanha da Fraternidade Ecumênica (CFE) vai alertar sobre o direito de todas as pessoas ao saneamento básico e debater políticas públicas e ações que garantam a integridade e o futuro do meio ambiente. Com o tema Casa comum, nossa responsabilidade e o lema Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca (Am 5.24), a CFE também vai tratar sobre o desenvolvimento, a saúde integral e a qualidade de vida dos cidadãos. Dados divulgados pelo CONIC mostram que, mesmo estando entre as maiores economias do mundo, o Brasil tem mais de 100 milhões de pessoas sem saneamento básico. Realizada no Brasil desde 1963, esta é a quarta vez que a Campanha da Fraternidade é lançada pela CNBB junto com o CONIC (as outras edições ocorreram em 2000, 2005 e 2010). Este ano, a CFE conta também com o apoio da Misereor, entidade da Igreja Católica na Alemanha que trabalha na cooperação para o desenvolvimento de países da África, da América Latina e da Ásia. O Pastor Presidente da IECLB, P. Dr. Nestor Friedrich, representou a Igreja no evento.

teiras. Ela quer ser uma expressão de compromisso assumido também pelas Igrejas Católicas e Evangélicas na Alemanha, Comunidades ligadas, sobretudo, à Misereor, organização ligada à Conferência de Bispos da Igreja Católica da Alemanha, assim como à Pão para o mundo, da Igreja Evangélica na Alemanha, organizações que uniram-se nesta CFE. Esta Campanha já está assumindo um grande mutirão profético, sendo voz para toda e qualquer injustiça praticada contra a casa comum. Para nós, da IECLB, a CFE 2016 vem para somar com o Tema e o Lema de 2016 da nossa Igreja: Pela graça de Deus, livres para cuidar. Quero convidá-las e convidá-los para somarem neste mutirão, concretizando o Lema bíblico (Amós 5.14a): Buscai o bem e não o mal.

......

IV Campanha da Fraternidade Ecumênica

10/3 Conferência Sinodal de Ministros e Ministras do Sínodo Brasil Central Brasília/DF P. Nestor Friedrich 13/3 50 anos da construção da Igreja da Comunidade Trindade de Crissiumal Crissiumal/RS P. Nestor Friedrich 15-18/3 Encontro da Presidência com Pastores e Pastoras Sinodais, com participação da Secretaria Geral da IECLB São Leopoldo/RS P. Nestor Friedrich Pa. Sílvia Genz P. Inácio Lemke 29/03 Conferência Sinodal de Ministros e Ministras do Sínodo Rio dos Sinos Canoas/RS P. Nestor Friedrich 31/03 Conferência Sinodal de Ministros e Ministras do Sínodo Vale do Taquari Cruzeiro do Sul/RS P. Nestor Friedrich

Por ocasião do lançamento da Campanha da Fraternidade Ecumênica (CFE), no dia 10 de fevereiro de 2016, em Brasília/DF, a Presidente Dilma Rousseff recebeu líderes de diferentes denominações religiosas no Palácio do Planalto para pedir que ajudem na orientação à sociedade sobre o trabalho para eliminar os criadouros do Aedes aegypti, mosquito transmissor do vírus Zika, da dengue e da febre chikungunya. A Presidente destacou que as lideranças religiosas possuem credibilidade para engajar os fiéis no combate ao inseto. O objetivo da CFE 2016 é justamente alertar sobre o direito de todas as pessoas ao saneamento básico e debater políticas públicas e ações que garantam a integridade e o futuro do meio ambiente. Na ocasião, foi entregue à Presidente uma Declaração Ecumênica, intitulada Sobre o saneamento básico como direito humano fundamental - Casa comum, nossa responsabilidade. O P. Dr. Nestor Friedrich e o P. Inácio Lemke, respectivamente Pastor Presidente e Pastor 2º Vice-Presidente da IECLB, representaram a Igreja no encontro.

FLM avalia a caminhada luterana A convite do Secretário Geral da Federação Luterana Mundial - World Lutheran Federation, P. Dr. Martin Junge, a IECLB participou, com o Assessor Teológico da Presidência, P. Dr. Romeu Martini, da reunião regular realizada entre representações da FLM, que reúne 142 Igrejas, e do Conselho Luterano Internacional - International Lutheran Council, com 38 Igrejas. O encontro ocorreu em Wittenberg, Lutherstadt, na Alemanha, entre os dias 23 e 25 de fevereiro deste ano. Na oportunidade, as duas organizações compartilham a sua caminhada e debateram diversos assuntos, especialmente aqueles em que há discordância e, até mesmo, pontos de conflito. Nesse sentido, a IECLB foi convidada a relatar a sua caminhada com a Igreja Evangélica Luterana do Brasil (IELB), filiada ao Conselho, bem como avaliar a perspectiva de passos conjuntos.

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Jorev Luterano - Março - 2016

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Sustentabilidade

Sustentabilidade e planejamento para solidificar a tarefa missionária da Igreja

Estamos colhendo, como Igreja no Sínodo Rio Paraná, bons frutos dos Planejamentos elaborados por Comunidades desde 2010

A

s sementes do Planejamento Missionário baseado no Plano de Ação Missionária da IECLB (PAMI) foram preparadas e plantadas. Algumas sementes caíram em solos férteis, outras nem tanto e algumas os passarinhos comeram. Algumas plantas brotaram, outras os espinhos sufocaram e, as sem raízes, o sol queimou (Mt 13). A parábola de Jesus nos remete a refletir sobre as ações no Sínodo Rio Paraná para a implementação do planejamento das ações missionárias em Comunidades, Paróquias e no próprio Sínodo. Estamos colhendo, como Igreja no Sínodo Rio Paraná, bons frutos dos Planejamentos elaborados por Comunidades desde 2010. Em alguns casos, eles já alcançam a sua segunda etapa de implementação. No Sínodo, são 47 Comunidades com os seus Planejamentos Missionários concluídos. Atualmente, três pessoas atuam como

Assessoras diretas de Planejamentos para Comunidades. Sementes continuam sendo lançadas a partir da percepção da necessidade de mais adubo, preparo da terra e cuidado para uma melhor colheita. A essa necessidade, soma-se a percepção da importância do Planejamento para as avaliações dos Campos de Atividade Ministerial e do exemplo de Comunidades que experimentaram o modelo de gestão planejada. Para o mês de abril, está agendada a reelaboração do Planejamento sinodal, em que estarão envolvidas as lideranças dos Departamentos e Conselhos do Sínodo, a Equipe Ministerial, Presidentes de Paróquias e o Conselho Sinodal. No horizonte, estão a avaliação e o Planejamento de ações missionárias sinodais mais conectadas, que apreciem e fomentem a Educação Cristã Contínua, a Diaconia, a Comunicação e a Sustentabilidade.

Luterprev Responde

ajudando a planejar o seu futuro Você sabia que... ...no mundo todo, as mulheres ganham quase um quarto menos do que os homens? Mesmo sendo responsáveis por 52% de todo o trabalho realizado, as mulheres ganham, em média, 24% menos do que os homens, executando exatamente as mesmas funções. Na estatística do Relatório de Desenvolvimento Humano 2015, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), estão incluídos não só países pobres e em desenvolvimento, mas também nações desenvolvidas, aumentando ainda mais a perplexidade em torno dos índices apresentados. ...ao contrário do que se poderia imaginar, na América Latina e no Caribe essa diferença é menor? O índice de desigualdade entre sa-

lários de homens e mulheres nessas regiões é de 19%, cinco pontos abaixo da média mundial. Em compensação, latinas e caribenhas têm menos oportunidades de chegar a cargos superiores de gestão, com índices ainda menores do que os mundiais, que já são baixos: apenas 22% desses postos de trabalho são ocupados por representantes do sexo feminino. Por outro lado, as mulheres são maioria nos 20 milhões de trabalhadores domésticos hoje em atividade no mundo. ...o Brasil não se encaixa na estatística da região e a situação das brasileiras é bastante pior? Aqui, as mulheres têm expectativa de vida maior e estudam mais do que os homens (7,8 anos contra 7,5). Mesmo assim, têm renda 40,4% menor do que

A oferta de cursos de capacitação para Assessores e Assessoras em Planejamento Missionário também está sendo gestada para se adequar à demanda das Comunidades. Em 2015, Ministros do Núcleo Sudoeste participaram de uma capacitação para tal e houve uma readequação da coordenação sinodal para assuntos relativos ao Planejamento Missionário, vinculando esse acompanhamento diretamente com o Conselho de Missão. Em nosso contexto, percebe-se que, como Igreja, carecemos de um investimento maior na área da Comunicação e da Diaconia. São setores de suma importância para a Sustentabilidade da Igreja a partir do conceito de que: ser Igreja sustentável é ser Igreja reconhecida pela sua contribuição na sociedade e pelo cuidado com a toda a Criação de Deus. Os pontos fortes do Sínodo são os espaços de formação e capacitação, organização e gestão dos Conselhos e Departamentos, o empenho pela transparência quanto à gestão financeira e o envolvimento dos membros em uma perspectiva de somar ações missionárias, cumprindo, assim, com a tarefa de serem testemunhas cristãs, edificando a Igreja de Cristo. A reflexão contínua sobre o PAMI é relevante para ampliar a compreensão sobre missão e atuação missionária, a respeito de Sustentabilidade e gestão comunitária, proporcionando o melhor desenvolvimento e aproveitamento dos dons, talentos e das capacidades dos membros, visando a contribuir e solidificar a tarefa missionária da Igreja.

“Ser Igreja sustentável é ser Igreja reconhecida pela sua contribuição na sociedade e pelo cuidado com toda a Criação de Deus”, frisou a Pa. Dione Baldus, Assessora do PAMI no Sínodo Rio Paraná*

a deles, representando uma diferença muito grande. Pelo mesmo trabalho, homens brasileiros recebem quase o dobro das mulheres.

...na América Latina e no Caribe, também há mais mulheres parlamentares do que no resto do mundo? Entre latinos e caribenhos, 27% dos parlamentares são mulheres, enquanto a porcentagem mundial é de apenas 21,85%.

...as mulheres têm menos probabilidade de receber pagamento por seu trabalho do que os homens? Três de cada quatro horas de trabalho não remunerado, em todo o mundo, são realizadas por mulheres. O relatório exemplifica esse tipo de trabalho como o desempenhado em atividades domésticas e cuidados com crianças e idosos. Os homens, por sua vez, são responsáveis por duas de cada três horas de trabalho pago.

(*reflexões elaboradas em conjunto com Débora Gnass, Coordenadora do PAMI no Sínodo Rio Paraná)

...que o Brasil destoa da região (América Latina e Caribe) também neste item? Mais uma vez, somos exceção. Aqui, somente 9,6% das cadeiras do Congresso Nacional Brasileiro são ocupadas por mulheres, muito abaixo da média no mundo.

Visite o site luterprev.com.br e faça também uma simulação para sua aposentadoria complementar e/ou para assistência financeira. No site, você encontra um link para encaminhar perguntas à coluna. Se preferir, envie-a diretamente para luterprev@ luterprev.com.br, com o assunto Jorev.


Jorev Luterano - Março - 2016

Comunicação

A serviço da evangelização para fortalecer a fé e a ação do povo de Deus “No Sínodo Rio Paraná, há uma diversidade cultural no que tange ser Igreja de Jesus Cristo”, destacou o P. Ademar Giese, Membro do Conselho Editorial do Jornal Partilha no Sínodo Rio Paraná

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Sínodo Rio Paraná compõe uma área geográfica muito extensa, abrangendo desde o sudoeste do Paraná até o norte do Mato Grosso do Sul. Há também uma diversidade cultural no que tange ser Igreja de Jesus Cristo. Dentro dessa vastidão de jeitos e culturas diferentes servindo ao mesmo Senhor Jesus Cristo, surge o Jornal Partilha. O Jornal Partilha nasce da ação em Comunidade. O conteúdo nele publicado retrata a vida das Comunidades em ação, pois registra os eventos de Comunidades e, com isso, partilha as suas experiências com as demais Comunidades e pessoas que comungam a sua fé na Igreja. Podemos dizer que o Jornal Partilha está no Sínodo Rio Paraná como uma ponte que liga as mais diferentes experiências e vivências de fé entre Comunidades e pessoas. O Jornal Partilha nasceu na região do Paraná e Mato Grosso do Sul ainda quando a IECLB tinha a sua base estrutural dividida em Regiões e Distritos. Logo, podemos dizer que este acompanha a história da Igreja ao longo dos anos. Desde 2014, tendo no horizonte a comemoração dos 500 anos da Reforma, o Jornal Partilha publica, em cada edição, matérias sobre o movimento reformatório da Igreja Luterana, bem como acompanha a reflexão e o trabalho na Igreja sobre gênero, tendo uma coluna com conteúdo específico e contemplando a importante atuação de gênero dentro e fora da Igreja.

As pessoas que experimentaram a Boa Nova sentiram a necessidade de registrar a alegria da salvação, conforme 1João 1.3 Como um jornal das Comunidades, zela pela história de cada Comunidade e Paróquia. Assim sendo, iniciou, em 2014, a publicação de históricos das Paróquias que compõem o Sínodo Rio Paraná, iniciando com a mais antiga, no caso, a Paróquia de Foz do Iguaçu/PR. Por ser comunitário, o Jornal Partilha volta a sua atenção a todas as faixas etárias: possui uma página específica para as crianças e, em 2015, iniciou um espaço voltado para a vida de confirmandos e jovens. A sua edição é trimestral e organizada por uma equipe de voluntários, que distribui as tarefas, busca outros voluntários para redigir textos sobre assuntos específicos e organiza as matérias enviadas pelas Comunidades. As reuniões se dividem em dois momentos. Primeiro, é relizada a avaliação do material publicado e, segundo, é feito o planejamento das novas edições.

Uma visão integradora da amplitude e da diversidade da atuação da IECLB nos mais diferentes contextos. ACESSE, PARTICIPE, CURTA, COMENTE E COMPARTILHE!

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Toda a equipe do Jornal Partilha está comprometida com a proposta missionária da Igreja, por isso a importância do comprometimento com a comunicação visual. As pessoas que experimentaram a Boa Nova de Jesus Cristo sentiram a necessidade de registrar a alegria da salvação, conforme a passagem de 1João 1.3: Contamos a vocês o que vimos e ouvimos para que vocês estejam unidos conosco, assim como nós estamos unidos com o Pai e com Jesus Cristo, o Filho. O Jornal Partilha já chega à sua 140ª edição, o que é motivo de gratidão. Expressamos esta gratidão com as palavras do Salmo 95.1: Nós te damos graças, ó Deus, nós te damos graças. Anunciamos as coisas maravilhosas que tens feito. Com esse intuito, o Jornal Partilha está a serviço da evangelização da Boa Nova de Jesus Cristo para fortalecer a fé e a ação do povo de Deus.

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Lutero Reforma: 500 anos Onde está o valor neste mundo em que tudo tem preço? Quanto custa o que não tem preço? A mãe, sentada na sacada, ergue os olhos do livro que está lendo e acarinha o seu filho, que procura pelas minhocas, que, no dia anterior, colocou, com a ajuda do pai, no canteiro de gerânios. Naquele momento, o menino a surpreende: - Mamãe, quanto custa um abraço? - Não tem preço, meu filho. - Mãe? - O que é? - Quanto custa um cafuné? - Não tem preço! - E o tempo, mamãe? - Ah! O tempo é tão valioso que não tem preço, assim como o abraço e o cafuné. O menino franze a testa, como se muitos pensamentos se acumulassem rapidamente por ali. - Posso ligar para o vovô? - Pode, mas porque, meu filho, bateu saudade? - Aqui assim (o menino passa a mão no peito) está cheio de vontade de ver o vovô! - Vá lá dentro, pegue o celular que está sobre a escrivaninha da mamãe e traga aqui. Aí ligamos para o vovô. O menino sai correndo, quase atropelando o

gato, que se espreguiça por trás de um vaso, e volta correndo com o celular na mão. - Aqui está, mamãe! A mãe faz a ligação e passa para o menino. - Vô, o senhor está vendendo muita coisa? (O meni-

no fica com uma expressão de quem está escutando com atenção algo importante. De vez em quando, franze a testa e solta um ‘e’, depois ‘humm’!). - Vovô, o senhor está ganhando bastante dinheiro? (Mais um tempo de silêncio). - Vô, eu não tenho dinheiro, porque gastei as minhas moedas comprando ração para o meu gato, mas eu estou com tanta, mas tanta saudade... A mamãe disse que abraço, cafuné e tempo não têm preço. Então, quero pedir um abraço e um monte de cafuné. Quando o senhor pode passar uma tarde inteira de tempo comigo? - Eh! Sim! Tá bom! Sim! Huuummm! Está bom! Obrigada! Vou falar com a mamãe. - Mamãe, o vovô vem sábado à tarde. O menino larga o celular no colo da mãe e vai brincar tranquilo, sem franzir a testa. Enquanto escrevo, escuto o movimento da minha sobrinha de 2 anos correndo pelo apartamento, fazendo barulhos que não têm preço, porque são únicos, e, quando ela for embora, sentiremos saudades de ouvi-la repetindo exaustivamente as palavras recém-descobertas, do seu jeito de chegar nos momentos mais inesperados e soltar um ‘Eu te amo!’ ou ‘Quero colo’. Isso não tem preço! Estamos acostumados que tudo tem preço! Terminamos nos acostumando a tudo e não devíamos, como disse a Poetisa Marina Colassanti. O cós das calças femininas desceu até onde podia e, agora, subiu tudo de novo! O celular era grande, ficou pequeno e, agora, parece chique andar com o maior aparelho que couber na mão. Com os fones de ouvidos, foi a mesma coisa. Que padrão de estética seguem os jovens que penduram os fones de ouvido no pescoço como se fossem colares a ostentar a sua semelhança com algum jogador de futebol famoso? O que acontece com aqueles que precisam deixar a marca da sua roupa íntima aparecendo? Não basta usar, precisa mostrar a marca! Um Médico, conhecido meu, após um plantão na emergência de um hospital, relata, desanimado, uma cena daquele dia. A menina chega à emergência com fortes dores abdominais. Não consegue comer nada. Há alguns dias, tem crises de vômito toda vez que vai comer algo. Ela tem 13 anos, portanto, um corpo de menina. A mãe logo vai dizendo que ela está gorda e que deve ter comido alguma porcaria. A menina tem uma crise de choro e a ‘cena de novela mexicana’ está criada! O Médico chama uma Enfermeira e pede que acompanhe a mãe, que, a contragosto, se retira. Sozinho com a paciente, o Médico consegue ouvir a sua verdadeira dor, que não era de estômago. A menina, de tanto ouvir que estava gorda e de tanto querer agradar a mãe, que sonha com uma filha modelo de passarela internacional, começou a desenvolver uma rejeição a qualquer alimento. O Psicanalista Juan-David Násio escreve em seu livro A dor física que não basta um Clínico receitar remédio para quem se

Quando esquecemos a nossa essência, de onde viemos e quem somos, precisamos rememorar a nossa filiação divina e essa memória vai nos empoderar, pois, em nós, há um valor que não tem preço.

queixa de uma dor física. É preciso que o indivíduo seja escutado como um todo. Quem sofre de gastrite, por exemplo, sente o estômago doer, mas, para se curar, é preciso curar aquilo que lhe causa dor no estômago – e não é a comida. O que essa mãe estava projetando nessa filha de 13 anos para que esta padecesse tanto? Enquanto o Médico ouve a menina, a Enfermeira ouve a mãe, que, indignada, se explicava: ‘Eu sofri muito quando tinha a idade dela! Não quero que ela sofra, só quero que as roupas lhe caiam bem! Que possa ser admirada em uma passarela, que outras meninas queiram ser iguais a ela!’. Essa história me remeteu ao poema de Carlos Drummond de Andrade, intitulado, Eu, etiqueta, do qual transcrevo uma parte: Em minha calça está grudado um nome que não é meu de batismo ou de cartório, um nome... estranho. Meu blusão traz lembrete de bebida que jamais pus na boca, nesta vida. [...] Já não me convém o título de homem. Meu nome novo é coisa. Eu sou a coisa, coisamente. Coisificamos a vida, colocamos preço no ser humano. Quanto você vale? Toda pessoa tem o seu preço, diz um infeliz ditado popular! O apóstolo Paulo já alertava os moradores de Corinto: Deus comprou vocês por um preço; portanto, não se tornem escravos de seres humanos. Irmãos, cada um deve continuar na presença de Deus assim como era quando Deus o chamou (1Coríntios 7.23-24). Somos capazes de, verdadeiramente, fazer frente à ‘precificação’ da vida? Será possível ensinar que o nosso valor não está em ser como mostram os programas de televisão, mas em ser a partir do que acreditamos, baseados em nossa vivência cristã? Para esse desafio, o apóstolo Paulo traz uma palavra contundente na carta aos romanos: não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus (Romanos 12.2). Vivemos nesse mundo e é nesse mundo que somos cristãos e cristãs, contudo não podemos nem devemos nos conformar. Ao contrário, devemos estar dispostos a, de fato, renovarmos a nossa mente. Quando nos sentirmos confusos e tivermos nos afastado das nossas raízes, já não sabendo quem somos, afinal, podemos confessar a nossa fé com as palavras do Teólogo alemão Dietrich Bonhoeffer, que termina o poema Quem sou eu (escrito enquanto esteve preso, por causa da sua oposição ao regime nazista, na Alemanha) confessando: ‘Posso não saber quem sou, mas tu, ó Deus, o sabes’. Quando esquecemos a nossa essência, de onde viemos e quem somos, precisamos rememorar a nossa filiação divina e essa memória vai nos empoderar, pois, em nós, há um valor que não tem preço. Para o Filósofo Immanuel Kant (Dignidade da pessoa Humana e

Direitos Fundamentais - Ingo Wolfgang Sarlet), o ser humano nunca pode ser visto como um meio, no sentido de ser visto como o ser-etiqueta, o corpo-cabide-de-passarela, o corpo-que-faz-propaganda, a mulher-propaganda-de-cerveja, a mulher-jaca, a mulher-melancia, o homem-carro, o homem-iate, o homem-poder. O ser humano, para Kant, existe como um fim em si mesmo, não como meio para uso arbitrário desta ou daquela vontade. A Filósofa alemã Hannah Arendt (A Condição Humana), defende que o ser humano, independentemente do que faça, é sempre um ser condicionado. Ela, no entanto, completa que jamais esse condicionamento é de modo absoluto. Viktor Frankl (Em busca de sentido), vai na mesma direção ao sustentar que sempre, ainda, haverá, em cada um e cada uma, a vontade de sentido que empodera o indivíduo a fim de significar a vida para além dos condicionamentos. Sobre isso, Martim Lutero escreveu: ‘Se [alguém] encontra seu coração na confiança de que agrada a Deus, então a obra é boa, ainda que fosse tão insignificante como levantar uma palha (WA 6, 206,9). Para ‘ser’, em uma sociedade em que o ‘ter’ é o que conta, é preciso coragem, como nos pede o livro do Teólogo Paul Tillich (A coragem de ser). Tillich escreve que essa coragem de ser é o esforço em prol do que é nobre e que isso precisa ter uma posição central na estrutura da nossa alma, estrutura essa que é necessária para se construir uma ponte por sobre a fenda entre a razão e o desejo. Coragem é uma realidade ética que se enraíza em toda extensão da existência humana e na estrutura do nosso ser. Não me refiro a uma coragem de saltar das alturas ou de caminhar por uma corda entre dois prédios. É coragem para viver uma vida de tal forma que esse viver seja um ato político, como defende Arendt. Ela assinala que a singularidade de cada pessoa situa a vida como uma condição política e o viver como um fazer político, da mesma forma que a morte e o morrer. Viver é não se furtar em agir para que a vida, e não só a minha e a sua, seja uma existência mais significativa e dessa forma estamos sendo políticos – na medida em que interferimos para transformar. Da mesma maneira, o morrer é sempre um ato político, porque, a partir da morte, a nossa biografia vai passar a faltar no emaranhado plural da humanidade. (A Condição Humana - Hannah Arendt). É como um pedaço de quebra-cabeça que não está mais no seu conjunto. Podemos nos perguntar: Como queremos que a nossa biografia seja ‘lida’? Como queremos ser lembrados? Quer dizer, é impossível passar por esse mundo de forma invisível ou imperceptível. Importa saber como, então, queremos passar pela vida. O ser humano é uma biografia e isso não tem preço. Ser cristão e cristã é, com certeza, um ato político, na medida em que não podemos deixar de falar sobre a Palavra que verdadeiramente oferece vida e vida em abundância (João 10.10). Isso não tem preço!

Somos capazes de, verdadeiramente, fazer frente à ‘precificação’ da vida? Será possível ensinar que o nosso valor não está em ser como mostram os programas de televisão, mas em ser a partir do que acreditamos, baseados em nossa vivência cristã?

Pa. Vera Cristina Weissheimer, Pastora Voluntária na Capelania do Hospital Universitário da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), integra a equipe do Panorama Desenvolvimento Humano de Florianópolis.

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Formação

O que fazer com as informações, o conhecimento e as opiniões que circulam ao nosso redor?

“A nossa identidade luterana é caracterizada por uma maneira de pensar e de ver o Evangelho e o mundo”, compartilhou o P. Afonso Weimer, Orientador Teológico do Conselho Sinodal de Formação do Sínodo Rio Paraná*

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nossa identidade luterana é caracterizada por uma maneira de pensar e de ver o Evangelho e o mundo. ‘Pensamento luterano é pensamento crítico’ e ‘Pensamento luterano é pensamento dialético, isto é, sabe distinguir sem separar o que deve permanecer unido’, diz o P. em. Dr. Gottfried Brakemeier, ex-Pastor Presidente da IECLB, no livro Identidade Luterana - reflexões em dez capítulos (Editora Otto Kuhr). Portanto, questionamos as propostas humanas e não temos uma visão dualista da realidade, isto é, aqui, os bons (e nós sempre do lado dos bons!) e, lá, os maus. A realidade para a qual testemunhamos é complexa e cada vez exige respostas mais justas, responsáveis e que libertem as pessoas e não as escravizem! Daí que a Formação é cada vez mais exigida. O que fazer com as informações, o conhecimento e as opiniões que circulam ao nosso redor? Que valores vamos defender diante de questões éticas? Como buscar o bem e não o mal (Amós 5.14a)? Para responder tais perguntas, o Sínodo Rio Paraná atua em diversas frentes de Formação. No caso dos Ministros e das Ministras, a Formação, conforme regulamentado

pelo Estatuto do Ministério com Ordenação (EMO), propõe estudos Bíblicoteológicos e de Teologia pública. Esta Formação se reflete nas Paróquias e nas Comunidades. Orientadores de Culto Infantil, de Ensino Confirmatório, de Juventude Evangélica, Diaconia e Missão têm Seminários de Formação anuais. O Sínodo está dividido em quatro Núcleos (Sudoeste, Girassol, Sol de Maio e Mato Grosso do Sul) para alcançar e aproximar-se mais das Comunidades. Nestes Núcleos, há Formação de lideranças, por exemplo, que estuda e reflete sobre o papel de líderes, além da preparação para os líderes dos encontros de Advento e Quaresma no Núcleo Girassol. O Conselho Sinodal de Formação articula e disponibiliza, ainda, materiais e cursos de Formação, destacando-se o Curso Básico de Teologia, em parceria com a Faculdade Luterana de Teologia (FLT), situada em São Bento do Sul/SC. Todos os encontros, seminários e materiais têm como objetivo formar lideranças, pois uma liderança qualificada ouve e enxerga com a alma, delega poderes, tem liberdade emocional e empatia para entender as necessidades das pessoas, assume responsabilidades. Liderança não nasce feita! Recebe dons, é verdade, mas é preciso lapidar e aprimorar com empenho e estudo. Quando vamos ao culto e quando estamos em alguma atividade da Igreja, surgem perguntas sobre a fé, como viver a espiritualidade e até sobre o dinheiro da Igreja! Quem pode responder estas perguntas? A resposta está na Educação Cristã Contínua! Sem encontros de Formação, estudo e capacitação, as respostas não acontecem. Quanto mais pessoas forem capazes de ler, entender e transmitir a mensagem bíblica, mais clara e transparente será a vida da Comunidade e da Igreja. O envolvimento de pessoas é tarefa da Comunidade cristã. A Igreja são as pessoas. Vamos investir nelas! O mesmo que vale para o nosso país, vale para a nossa Igreja: não há crescimento pessoal nem comunitário sem Formação (educação)! Perseveravam na doutrina dos apóstolos, na comunhão, no partir do pão e na oração (Atos 2. 42)! Formação: é saber em que e em quem crer!*

(*reflexões elaboradas em conjunto com Leandro Schwenk, Representante do Sínodo Rio Paraná no Conselho Nacional de Educação Cristã Contínua)

Secretaria da Ação Comunitária Saneamento é básico - A Campanha da Fraternidade é uma iniciativa da Igreja Católica que, há várias décadas, propõe o estudo de temas atuais. De tempos em tempos, ela é aberta para que outras Igrejas se somem e contribuam. É o caso da Campanha em 2016. Por meio do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC) e de pessoas especialmente incumbidas, a IECLB ajudou a desenvolver a Campanha, cujo tema é Casa comum, nossa responsabilidade. O lema é Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca (Am 5.24). A Campanha pretende reacender a discussão, levantada especialmente pelos movimentos ecológicos, sobre a importância de uma nova relação entre as pessoas e o meio ambiente. É imprescindível que diminuamos as pegadas destrutivas que deixamos por onde passamos

e que nos voltemos para reaprender a respeitar o meio ambiente, a natureza. Apesar de avanços significativos em diversas áreas e de indicadores que apontam para certo progresso, boa parte da população ainda consome água de baixa qualidade, o que, certamente, contribui para severos problemas de saúde, que levam, inclusive, à morte. Vivemos a contradição de contar com tecnologias cada vez mais avançadas (automóveis, computadores, smartphones, etc.) e ainda conviver com esgoto correndo livre, a céu aberto. Trata-se, inegavelmente, de total inversão de valores. Tornou-se mais importante

ter o último IPhone do que um copo de água potável. Discutir saneamento básico não poderia vir em hora mais apropriada, pois testemunhamos e sofremos as consequências de doenças transmitidas por insetos que adoram proliferar em águas paradas. Neste caso, a necessidade de combater estas doenças é mais um argumento para que haja investimento pesado em saneamento básico. Resta-nos agir para transformar esta realidade. Investir em saneamento básico e, por extensão, no respeito e no cuidado com a natureza, é mostra de inteligência e sabedoria.

P. Dr. Mauro Souza Secretário da Ação Comunitária Secretaria Geral da IECLB


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Fé Luterana 11

A valorização da simplicidade O encanto das pequenas coisas Vivemos em um mundo onde tudo parece ter o seu preço. Basta olhar ao redor para perceber que as pessoas têm sido valorizadas pelos bens que possuem e pela posição social que ocupam. É comum entrarmos em um banco ou em uma loja e sermos avaliados pela roupa que vestimos ou pelos sapatos que calçamos. Às vezes, se tem a impressão que a quantidade de dinheiro e de bens materiais que se possui é a medida usada para classificar quem tem ou não valor nesse mundo. O mundo quer nos convencer de que a vida só tem valor a partir do momento em que se pode comprar e ter tudo o que se deseja. Diante deste cenário, muitas pessoas buscam desesperadamente uma boa posição social e econômica. Com isso, terminam perdendo o verdadeiro sentido da vida! Vivemos em um mundo no qual as pessoas estão voltadas para si mesmas. Esse comportamento tem feito com que muitas delas passem longas horas do seu dia no trabalho e, muitas vezes, por isso, deixam de ter tempo para o descanso e o convívio familiar. Ao viverem assim, esquecem que o verdadeiro valor da vida está em coisas que não podem ser compradas. Que vantagem terá alguém se ganhar o mundo inteiro e perder a sua vida? Verdade! O dinheiro pode até nos trazer conforto e segurança, mas ele não nos compra uma vida feliz. O dinheiro compra a cama, mas não o descanso. Compra bajuladores, mas não amigos. Compra presentes para uma mulher ou homem, mas não o seu amor. Compra o bilhete da festa, mas não a alegria. Paga a mensalidade da escola, mas não produz

a arte de pensar. É por isso que precisamos aprender a buscar e a manter aquilo que o dinheiro não compra, ou seja, as coisas simples da vida. Caso contrário, nos tornaremos pessoas miseráveis. Diante disso, percebemos que: ‘as coisas mais simples da vida são as mais extraordinárias e só os sábios conseguem vê-las’ (Paulo Coelho). Portanto, todo o ouro que muitas pessoas buscam ansiosamente adquirir nada mais é do que bijuteria, se comparado às verdadeiras riquezas que podemos buscar e oferecer: o amor e a amizade. Que possamos valorizar a nossa família, os nossos amigos, a nossa vida, a Criação, que Deus nos presenteou com amor. Busquemos sempre cultivar o bem e não o mal em meio a este mundo, que, por vezes, se encontra tão distante do amor de Deus. O verdadeiro sentido da vida está nos momentos em que podemos viver e sentir o amor de Deus nas pequenas coisas – que não podem ser compradas, mas que têm um valor imensurável. Quem quiser, pois, salvar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a vida por causa de mim e do Evangelho salvá-la-á. Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? Que daria um homem em troca de sua alma? Porque qualquer que, nesta geração adúltera e pecadora, se envergonhar de mim e das minhas palavras, também o Filho do Homem se envergonhará dele, quando vier na glória de seu Pai com os santos anjos.

Pa. Carla Tais Krüger Bersch, formada pela Faculdades EST, em São Leopoldo/RS. Atua na Paróquia Bom Pastor de Navegantes/SC

Para refletir, leia Marcos 8.35-38

A tendência em valorizar o que custa caro

Pa. Bárbara Kugel, formada em Teologia pela Faculdade Luterana de Teologia (FLT), em São Bento do Sul/SC. Atua na Paróquia Bom Samaritano, em Jaraguá do Sul/SC

A pergunta é sobre o valor a partir da fé luterana. Nos nossos dias, muitos são os autores que dizem: ‘as pessoas perderam os seus valores’. Nós fazemos parte dessa geração que, diariamente, está perdendo o valor. A própria palavra valor, segundo o dicionário, tem mais de 20 definições, o que dificulta uma clareza a respeito. Se até o dicionário não consegue definir, de forma simples, o que é valor, quanto mais a sociedade e as nossas famílias, em que, diariamente, os valores mudam. A nossa fé tem como valor absoluto o amor de Deus acima de todas as coisas, amor esse demonstrado na morte e na ressurreição de Cristo. Todos os dias, Deus vêm com o seu amor e se coloca ao nosso lado, porém a humanidade sempre sofre com o pecado e a perda dos valores ensinados por Jesus Cristo. Lutero enfrentou a falsa teologia da sua época, de que as indulgências poderiam oferecer o perdão, que os méritos pessoais poderiam comprar o amor de Deus e a salvação. A Escritura aponta que Deus nos valoriza primeiro. Com a Reforma, aprendemos que, com Deus, não se negocia. É crer em amor que Jesus me remiu, pessoa perdida e condenada, me resgatou e salvou de todos os pecados. Quando a Cruz (Jesus Cristo) foi colocada no centro, os méritos pessoais perderam o valor. Estamos no século XXI e ainda ouvimos que tudo tem o preço a ser pago. Em décadas passadas, o valor das pessoas estava ligado ao verbo ser. Família, profissão e relacionamentos nos definiam. Hoje, o verbo que nos define é o ter. É o mundo da valorização do visível, da aparência. Essa nova forma de definir quem somos não sabe

o que fazer com a mensagem da cruz. Nós estamos nos perdendo em meio à chuva de coisas que custam monetariamente caro, pagamos caro para ter e ser a pessoa vista pelo próximo. O problema é que o amor de Deus é graça e custou a morte de Cristo na cruz. Esse valor nós não podemos pagar, apenas receber! Não é de hoje que o secularismo desvaloriza o importante e valoriza o transitório. Em Lutero, vemos a valorização da graça, que trouxe liberdade em meio à desgraça que escravizava. Hoje, não é diferente. O mundo trocou os valores trazidos por Cristo e vivemos em um mundo ‘sem graça’, no qual as pessoas têm e não são, com as suas casas cheias e os seus corações vazios. Uma antiga frase diz: Toda pessoa, antes de morrer, precisa plantar uma árvore, escrever um livro e ter um filho. Será triste, ao final da vida, vermos que a árvore que plantamos e que não tivemos tempo de regar morreu, que não tínhamos histórias para colocar em um livro e que os nossos filhos, as nossas filhas foram criados por outras pessoas e ensinados pelo computador, pelo celular e pela televisão. Valorizar as coisas erradas nos custará caro e o tempo terá passado. Voltemonos para Cristo e resgatemos valores para ser. Não nos corrompamos pelo mundo sem graça, com valores que custam caro! Para refletir, leia Colossenses 3.1-4


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Geral Pa. Marli Seibert Hellwig, Ministra na Paróquia Barra do Rio Cerro/SC, no Sínodo Norte Catarinense

Educação cristã

vivendo, aprendendo e ensinando

Comunidade comprometida - É conhecido, na IECLB, o Projeto Missão Criança, cujo objetivo é envolver a Comunidade no acompanhamento na fé das crianças batizadas e das suas famílias. O Projeto prevê, em média, um acompanhamento de cinco anos, a contar da data do Batismo. Ele está presente em vários Sínodos da IECLB com uma reflexão contextualizada e nomes diferenciados. De modo a destacar o Sacramento do Batismo e as suas implicações para a vida de fé pessoal e comunitária, no Sínodo Norte Catarinense, o Projeto é conhecido como Pastoral do Batismo. Em 1993, mulheres da Ordem Auxiliadora de Senhoras Evangélicas (OASE) de Massaranduba/SC deram os primeiros passos para o desenvolvimento do Projeto, iniciando com visitas e um convite às famílias para que fossem ao culto celebrar o aniversário de Batismo das suas crianças. No culto de Batismo, as crianças eram vestidas com uma alba batismal e presenteadas com uma vela, confeccionadas pela OASE e por pessoas da Comunidade. O trabalhou cresceu, alcançou novas áreas e também novo formato. Em 2006, constituiuse o Conselho da Pastoral do Batismo na Comunidade de São

Bento do Sul/SC e, em 2011, no Núcleo Jaraguá do Sul. O Conselho, em sua maioria, constituído por pessoas voluntárias da Comunidade e assessorado por Ministros e Ministras, recebe constante formação e capacitação para o desempenho das suas tarefas, dentre elas: participar no Curso de Batismo para pais, mães, padrinhos e madrinhas, preparo e na celebração do Culto de Aniversário de Batismo, alem de realizar visita às crianças batizadas e suas famílias. Muito é compartilhado durante as visitas. As crianças e as suas famílias se sentem lembradas, ouvidas e cuidadas pela

Comunidade, que ora com e por elas. O Conselho fala sobre o Projeto da Pastoral, presenteia a família com materiais de cunho bíblico (livros, folhetos), incentivando-a para o convívio comunitário, a participação em cultos e demais atividades da Comunidade. Temos relatos bonitos e re-

Páscoa com Madalena Pedro Petersen, Representante do Sínodo Paranapanema no Conselho Nacional da Juventude Evangélica (Conaje) e integrante do Setor de Trabalho de Diaconia do Sínodo Paranapanema

sultados edificantes a partir dessa experiência. São crianças que esperam ansiosas pela visita e que chegam felizes para o culto preparado para elas. Também há famílias que retornam ao convívio da Comunidade e membros da Comunidade que se deixam desafiar para o papel de madrinha ou padrinho de oração da criança batizada. A Pastoral do Batismo tem despertado a Comunidade para o seu agir diaconal. Sobretudo, tem auxiliado a Comunidade no acompanhamento e na formação da fé das crianças batizadas e das suas famílias. Este Projeto é uma grande oportunidade para ajudar as crianças a crescerem no amor de Deus e na vivência comunitária da fé.

Vai e Vem: tempo para uma boa conversa sobre missão A ideia de uma Campanha Nacional de Ofertas para a Missão nasceu de reflexões sobre a ação missionária no Fórum Nacional de Missão da IECLB, em 2006, em Florianópolis/SC. O XXVI Concílio da Igreja, realizado em Estrela/RS, em 2008, acolheu a proposta e, a partir daí, cada pessoa foi motivada a ofertar com gratidão para que novas frentes missionárias, novas Comunidades, pudessem surgir por este Brasil afora. Ofertar para o trabalho missionário é uma forma de demonstrar gratidão. É uma maneira de participar da edificação da Igreja viva, para a qual fomos chamad@s por Deus pelo nosso Batismo. Antes de nós, muitos homens e muitas mulheres, pela fé, assumiram o compromisso com a vida, mesmo que muitos e muitas nem conseguiram experimentá-la durante a vida. Pela fé, Sara e Abraão tiveram o seu filho Isaque quando já eram idosos, fazendo-se cumprir a promessa da numerosa nação. Pela fé, os hebreus deixaram a escravidão do Egito e atravessaram o mar. Pela fé, Rute deixou a sua terra

e o seu povo, continuando a descendência da família da sua sogra. Pela fé, mulheres anunciaram a ressurreição de Jesus. Pela fé, pessoas abriram as suas casas para servirem de casas de oração e de partilha. A primeira edição da Campanha Nacional de Ofertas para a Missão Vai e Vem foi em 2008 e, durante esses anos, as ofertas para a missão têm apoiado muitas iniciativas que favorecem a comunhão em torno da mensagem de libertação e salvação que vem da Palavra de Deus. Também se tem conversado sobre os desafios missionários da Igreja e nessa reflexão temos bem presente as palavras do P. em. Dr. Gottfried Brakemeier, ex-Pastor Presidente da IECLB, ‘Igreja sem missão deixou de ser o que é’. Na sua Comunidade, converse sobre a missão da Igreja. O Texto base do Plano de Ação Missionária da IECLB (PAMI 2008-2012), bem como as outras reflexões sobre missão, podem ser encontradas no Portal Luteranos. Vamos conversar sobre missão, apoiar os projetos missionários da IECLB e dar o nosso testemunho concreto na Igreja de Jesus Cristo! P. Altemir Labes Secretário Adjunto para Missão e Diaconia Secretaria Geral da IECLB

Por muito tempo, as mulheres não tiveram os mesmo direitos que os homens e assim também era no tempo de Jesus. No antigo mundo romano, as mulheres eram tidas como propriedade dos seus pais e dos seus maridos. A palavra, a opinião e o desejo das mulheres não eram levados em consideração nem os seus testemunhos valorizados. Cristo, porém, não concordava com isso. Pelo contrário, destacou a importância do protagonismo e do testemunho da mulher, ao investir de autoridade Maria Madalena para levar a Boa Nova da ressurreição aos discípulos. Cristo apareceu primeiramente a ela. Poderiam as pessoas acreditar no que ela dizia, visto que mulher não tinha voz nem vez? Madalena foi acolhida por Jesus e, por gratidão e amor a Ele, se dispôs a segui-lo como sua amiga e discípula. Percebe-se nos Evangelhos que ela era, de certa forma, uma liderança entre as mulheres que seguiam Jesus. O Evangelho fala em mulheres que visitaram o sepulcro, onde o corpo de Cristo estava, e, ao verem o túmulo vazio, chamaram alguns discípulos. No contexto em que viviam, elas sabiam da importância dessa atitude para a valorização do seu testemunho. Depois de irem embora, Madalena permaneceu no local e foi ali agraciada com a presença de Cristo. Maria Madalena foi desafiada a comunicar, a ser protagonista desta ação, a levar a mensagem da ressurreição até os outros discípulos. Eles, com relutância, acreditaram nas suas palavras e foram para a Galileia ver o Messias. Há pessoas que resumem a vida de Maria Madalena a uma pecadora arrependida, como se todo o seu trabalho e o seu testemunho como discípula não tivessem valor. Com coragem e fé, Madalena testemunhou todos os atos, da crucificação à ressurreição de Jesus, dispondo-se a anunciar o Evangelho. Se o legado de Madalena como discípula e apóstola fosse mais visibilizado, quem sabe mais mulheres perceberiam o seu valor na Comunidade? Quem sabe mais homens e mulheres se colocariam lado a lado, na Seara do Senhor?


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Comportamento 13

Música na missão de Deus

Mus. Dra. Soraya Heinrich Eberle, Musicista, graduada em Música (Regência Coral) pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), Mestre e Doutora em Teologia pela Faculdades EST, em São Leopoldo/RS, é Coordenadora do Projeto de Educação Musical da Comunidade da Ascensão, em Novo Hamburgo/RS, e Coordenadora de Música da IECLB

A essência da Igreja da o amor de Deus. Nesse cristã é ser missionária, contexto, também a música conforme está expresso tem um papel importanno texto-base do Plano de te como expressão de fé Ação Missionária da IECLB e manifestação da nossa (PAMI). A música, por ser confessionalidade. Ela é uma linguagem que perum modo de externarmos mite um alto grau de exa nossa gratidão, o nosso pressão comunitária e de louvor e também de traducomunicação coletiva, por zirmos o Evangelho para a sua capacidade de envolcultura na qual estamos invimento das pessoas e de seridos como Comunidade expressão de gratidão e fé, cristã. pode ser muito utilizada - Despertar e capacitar na missão de Deus. Como lideranças musicais nas dipovo luterano, participaferentes regiões do Brasil, mos (nós, IECLB), dessa aptas a desenvolverem proA música, por ser uma linguagem que permite um alto grau de expressão missão, manifestando a jetos de educação musical comunitária e de comunicação coletiva, por sua capacidade de envolvimento das nossa confessionalidade pessoas e de expressão de gratidão e fé, pode ser muito utilizada na missão de Deus comunitária, conscientes da por meio da música, sendo tarefa de transmitir o legaela expressão da fé que confessamos. de, e dar-se conta que tal núcleo é pri- do teológico-musical da Igreja. DenA música é o bom recheio da tarefa mariamente teológico e eclesiológico e tro de tal meta, inserem-se as ações de missionária da Igreja e pode ser am- não necessariamente musical. elaboração do novo hinário da Igreja e plamente utilizada nesta tarefa. Quais são, então, as principais frentes a participação ativa da área da música Na autoanálise que a IECLB reali- de atuação para efetivar a tarefa musical no Programa de Acompanhamento a za no PAMI, o desafio de traduzir o com vistas à missão da Igreja? Estudantes de Teologia, além de curEvangelho para a cultura na qual es- Zelar pela manutenção do cerne sos como O Musicista, A Musicista e o tamos inseridos evidencia-se prioritá- teológico e do bem-fazer musical da Ofício da Música na Igreja e Educação e rio. A comunicação da nossa tradição, Igreja, lembrando que a música está Gestão Musical em Espaço Comunitário. entendida como a nossa herança espi- relacionada à Teologia da hospitalida- São frentes de capacitação para a taritual, teológica e eclesial, precisa, po- de, prevista no PAMI, e que há Teo- refa missionária por meio da música rém, de planejamento de estratégias e logia na forma e no conteúdo. A ma- Favorecer e a apoiar o desenvolações efetivas articuladas. neira como celebramos também fala vimento de organizações regionais Ao planejar as estratégias de ação sobre a identidade da Igreja. A música – que se conectem com o todo – para missionária, é necessário, antes de é um elemento que define o clima do pensar e organizar localmente ações tudo: encontro da Comunidade com Deus. musicais, sejam seminários, festivais, - reconhecer que música tem a ver A preocupação com a hospitalidade e encontros de coros, entre outros, que com o contexto de forma crucial, ou até o impulso em direção a uma Teo- fomentem a divulgação da identidade seja, pensar em música para o Brasil, logia da hospitalidade passa, indiscu- musical luterana. para toda a IECLB e para fora dos mu- tivelmente, pela música que acontece O contínuo acompanhamento da ros da IECLB, exige o reconhecimento no espaço de celebração da Comuni- Igreja na área da música permitirá de que não basta encontrar uma mes- dade. Nesse sentido, vale a pena per- o crescimento qualitativo em uma ma música, uma mesma forma de ex- guntar: que aspectos da cultura musical das áreas mais marcantes da IECLB, pressão, e supor que ela será suficiente local favorecem o anúncio do Evangelho a música sacra. Essa, por sua vez, para todo e qualquer contexto. Aliás, em cada região do Brasil? Que aspectos está intimamente ligada à liturgia os diferentes matizes sonoros são a atrapalham? – celebração do amor divino, tendo ali nossa riqueza e não reconhecer isso Diz o PAMI que ‘Os elementos li- seu ethos natural. Não será a Igreja seria a nossa maior falha em relação túrgicos, o modo como nos acomoda- criando música sacra, mas música à musicalidade e à cultura brasileiras; mos no espaço do templo e os gestos sacra capacitando os membros para - assegurar formas de garantir um que fazemos precisam contribuir para a expressão e a articulação missionária núcleo comum, em meio à diversida- que cada participante sinta e enten- da fé.

Música: convém a nós um olhar a partir do mercado? O ‘mercado musical’, há muito, é motivo de preocupações na vida comunitária. A pergunta inevitável: aderir ou não aderir aos modelos de mercado? À pergunta: por que a IECLB não adere ao mesmo tipo de música que temos no mercado ou não entra no mercado musical religioso brasileiro?, uma boa resposta é que, talvez, porque não queiramos aderir. Isso nos dá uma grande liberdade para fazer a música que precisamos ou queremos fazer. De fato, estar à margem significa, nesse caso, liberdade – um precioso tesouro! Também no meio secular sabemos que importantes artistas fazem questão de não aderir ao mercado, mas de construir uma história diferente. Por outro lado, temos muito a aprimorar no uso das mídias disponíveis. Para as pessoas que se dedicam ao serviço musical na Igreja, os recursos midiáticos e técnicos sempre estarão voltados aos objetivos principais: dar glória a Deus, falar para os diferentes contextos e despertar ouvintes para um compromisso com o Evangelho. Isso exclui

Não estamos procurando consumidores musicais

a doce tentação da fama ou da ostentação. Podemos – e deveríamos – nos assessorar de todo o cabedal de recursos técnicos para aprimorar cada vez mais a comunicação do Evangelho por meio da música. Não estar sujeito ao mercado não implica em fazer qualquer música. Pelo contrário! Ainda convém refletir sobre outra questão importante: a partir da dimensão do sacerdócio geral de todas as pessoas que creem, o canto comunitário, a voz do povo de Deus reunido, no culto, é o ‘lugar’ da mais bela e adequada sonoridade. Como consequência, o que identifica de forma indelével a música evangélicoluterana é que não estamos procurando consumidores musicais, mas protagonistas – e, no ‘mercado’, não há lugar para sermos todas e todos protagonistas... Pense nisso!


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Deutsche Seite

Willkommen zu Hause! Jesus erzählte seinen Jüngern Geschichten in Form von Gleichnissen. Das sind Geschichten in denen sich die Jünger, aber auch wir, uns wieder finden können. Eines der ergreifendsten Gleichnisse ist das des verlorenen Sohnes, aus Lukas 15: „Und er sprach: Ein Mensch hatte zwei Söhne. Und der jüngere von ihnen sprach zu dem Vater: Gib mir, Vater, das Erbteil, das mir zusteht. Und er teilte Hab und Gut unter sie. Und nicht lange danach sammelte der jüngere Sohn alles zusammen und zog in ein fernes Land; und dort brachte er sein Erbteil um mit Prassen. Als er nun all das Seine verbraucht hatte, kam eine große Hungersnot über jenes Land und er fing an zu darben.“ Der Sohn zog in die Ferne um sein Leben zu finden, aber er verlor es. Aus dem kurzzeitigen Überfluss wurde große, selbstverschuldete Not. Der Vater hatte ihm alles mitgegeben und es war doch so viel. Aus dem Vielen wurde in kurzer Zeit sehr wenig und zu dem Wenig kam auch noch eine große Hungersnot. Ihm blieb nur noch ganz mindere Arbeit: Schweine hüten. Dabei beneidete er die Tiere um ihren Fraß. Fragen kamen in ihm auf: Wie war das noch bei meinem Vater? Sehnsucht machte sich breit. „Ich gehe zurück zu meinem Vater und bitte ihn, bei ihm Knecht sein zu dürfen.“ Wer sich von Gott entfernt leidet immer Not, auch wenn man es häufig nicht wahrhaben will. Die Fülle des Lebens ist immer nur in der Nähe unseres Vaters fühlund erfahrbar. In der Welt verhungert man, aber beim Vater wird man gesättigt. Nicht nur mit Brot, sondern auch mit göttlicher Fülle. Diese Fülle ist mit nichts vergleichbar. Und was ist mit dem Vater? In all seinem Tagewerk hebt er seine Augen immer wieder zum Horizont. Ihm kommen die Tage seit der Trennung von seinem Kind wie Ewigkeiten vor. Ewigkeiten, in denen er auf den wartet, der verlorenging. Und der doch zu ihm gehört. Und er wartet mit großer Sehnsucht, er hat die Hoffnung nicht aufgeben. Wann endlich erinnert sich der Verlorenengegangene an den Ort, an dem er doch zu Hause ist? Und der Sohn machte sich auf: „Vater, ich habe gesündigt gegen den Himmel und vor dir. Ich bin hinfort nicht mehr wert, dass ich dein Sohn heiße; mache mich zu einem deiner Tagelöhner!“ Endlich ist er wieder da, der so lange vermisst wurde. Was für eine große Freude entsteht jetzt in dem ausgehungerten Herz des Vaters. Im Gleichnis heißt es: „Als er aber noch weit entfernt war, sah ihn sein Vater, und es jammerte ihn.“ So ist Gott – sagt Jesus. Wie ein guter Vater. Einer, der

Mit offenen Armen kommt Gott uns entgegen, wenn wir neu nach ihm fragen und seine Gemeinschaft suchen.

Pfarrer Jaime Jung u n s entgegenrennt. In keiner Religion der Welt, in keiner Philosophie hören wir von einem solchen Gott. Jesus sagt auch: „Die Gesunden bedürfen des Arztes nicht, sondern die Kranken. Ich bin gekommen, die Sünder zur Buße zu rufen und nicht die Gerechten.“ (Lukas 5,31). Das heißt für mich: Egal, wie weit ich mich manchmal von Gott entfernt haben mag; egal, ob ich auf krumme Wege geraten bin – es gibt bei Gott keine hoffnungslosen Fälle! Ich darf immer wieder zu ihm kommen und Vergebung erfahren! Ich muss nur sagen: „Ich will …“ Ich will in diesen Armen dieser Barmherzigkeit landen; ich will ein Kind Gottes sein; ich will mich beschenken lassen; ich will mich lieben lassen; ich will einmal zu Hause ankommen! Ich will neu anfangen können! Wende statt Ende! Was heißt das für die Gemeinde Jesu? Wir sind als Gemeinde keine Ansammlung von guten Menschen! Von Leuten, die keine Fehler machen, sondern von Menschen, die umgekehrt sind von gottlosen Wegen in die barmherzigen Arme Gottes! Wir brauchen immer die Vergebung Gottes! Wir brauchen seine ausgebreiteten Arme und dass er uns – in Jesus Christus – entgegenläuft … Möge Gott uns die Kraft verleihen, dieses nicht nur zu erkennen, sondern auch zu leben: dass neuer Anfang möglich ist; dass das vermeintliche Ende ein neuer Anfang sein kann; und dass wir als Gemeinde so leben, dass andere bei uns neue Hoffnung für ihr Leben schöpfen und es auch so erleben: „Willkommen zu Hause!“ Der Vater wartet sehnsüchtig auf uns und nimmt uns auf. Er kleidet uns mit dem Kleid der königlichen Würde und feiert mit uns ein ewiges Fest. „Denn dieser mein Sohn war tot und ist wieder lebendig geworden; er war verloren und ist gefunden worden. Und sie fingen an, fröhlich zu sein.“ So spricht Gott Ich wollte dir schon immer sagen: ich bin für dich da. Fürchte dich nicht, denn ich bin bei dir. Mit ewiger Liebe habe ich dich geliebt. Meine Liebe bleibt seit Ewigkeit gleich, ob du dich abwendest oder dich mir zuwendest: Rede, schreie, bete an, lauf fort, komm wieder. Mit ewiger Liebe liebe ich dich. Meine Liebe zu dir war schon längst wirksam, bevor du auf die Welt gekommen bist. Was immer du tust, ich gehe dir nach. Ich verlasse dich auf keinen Fall, denn ich liebe dich. (Gedicht von Martin Gutl)


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Compartilhar 15

Neste espaço, a Comunidade pode compartilhar os momentos significativos da vida cristã, como Nascimento, Batismo, Confirmação, Bênção Matrimonial, Encontros Familiares, Bodas e Sepultamento.

Entre em contato conosco!

Celebração Culto de Advento em família

No dia 13 de dezembro de 2015, em Shangrilá, Pontal do Paraná/PR, familiares e amigos estiveram presentes no Culto de Advento realizado na residência da Família Neiverth. O Culto de Advento acontece há quinze anos e todos os participantes são membros da Paróquia Bom Pastor, de Curitiba/PR. A celebração foi conduzida pelo Pastor da Comunidade de Paranaguá, Pastor Aldemis da Cunha.

NO - IGREJA LICO LUTERA JORNAL EVANGÉ

BRASIL LUTERANA NO DE CONFISSÃO EVANGÉLICA

RO 2015 - Nº - ANO 44 - DEZEMB

790

JORNAL EVANGÉLICO

LUTERANO - IGREJA

EVANGÉLICA DE CONFISSÃO

LUTERANA NO BRASIL

- ANO 44 - AGOSTO 2015

- Nº 786

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O profeta Isaías diz: Voz do que clama no deserto: preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas e toda a humanidade verá a salvação de Deus. Lucas 3.4-6

Bodas de Ouro No dia 6 de fevereiro de 2016, festejaram 50 anos de Bênção Matrimonial o casal ERICA BOHRZ e ELDO JAHNEL O Culto de Gratidão foi celebrado na Comunidade Evangélica Luterana de Rondonópolis/MT, pelo Missionário Felipe Kessler, pela Pastora Resi Bohrz e pelo Pastor Ademir Krug. Durante o Culto, os Ministros destacaram momentos importantes, marcantes da vida do casal e as bênçãos de Deus na vida do casal e da família. Da união abençoada por Deus, o casal tem dois filhos, três filhas, duas noras, três genros, cinco netos, sete netas e duas bisnetas. A comemoração aconteceu com familiares e amigos de cinco Estados brasileiros. Foram quatro dias inesquecíveis de muita comunhão, alegria e amor. Erica e Eldo receberam a Bênção Matrimonial no dia 5 de fevereiro de 1966, na Comunidade de Cunha Porã/SC, sob o lema: Portanto, sejam imitadores de Deus, como filhos amados, e vivam em amor, como também Cristo nos amou e se entregou por nós como oferta e sacrifício de aroma agradável a Deus. Efésios 5.1-2

Cadastro Prezados e prezadas assinantes do Jorev Luterano Pedimos que mantenham atualizados os seus dados cadastrais: endereço, telefone fixo e/ou celular, endereço eletrônico (e-mail) e, se possível, informem também a sua Comunidade, a sua Paróquia e o seu Sínodo. É muito importante manter o seu cadastro atualizado, para que possamos enviar o seu exemplar mensal do Jorev, o seu doc para pagamento anual da assinatura, além de mantê-l@ informad@ sobre o lançamento de cada edição e promoções especiais. Enfim, manter os seus dados cadastrais regularizados é essencial para que o Jorev Luterano possa se comunicar com você! Então, pedimos que você mantenha contato com a Mariana Ferreira pelo e-mail jorev@ieclb.org.br ou pelo telefone 51 3284.5400 e atualize as suas informações. Desde já, agradecemos! Equipe do Jorev Luterano

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LIVRES PARA

cuidar

PERTENCIMENTO À IGREJA

O Evangelho de Mateus 28.18-20 nos motiva a caminhar por todos os lugares do mundo, anunciando este Deus único e maravilhoso. Portanto, temos a razão e a motivação para a caminhada missionária. Ela não é uma tarefa opcional, mas é o imperativo do Evangelho. Eis o desafio colocado a toda mulher e todo homem que já ouviu a maravilhosa Boa Notícia. O Sínodo Rio Paraná tem buscado ser fiel à sua tarefa e ao seu chamado. Foi um dos primeiros Sínodos a fazer um Planejamento Missionário, estudado e planejado com paixão e dedicação das suas lideranças, cujo objetivo é melhor se instrumentalizar para a tarefa da missão. Em 2016, será elaborada uma avaliação dos passos dados e dedicado tempo especial a um novo Planejamento Missionário. O Planejamento que nos trouxe até aqui foi a base da caminhada. É a partir deste ponto que queremos olhar com olhos missionários para a realidade do Sínodo, das Comunidades e das Paróquias. Queremos sonhar a missão de Deus e convidar todas as pessoas a se engajarem nesta caminhada. O Planejamento Missionário do Sínodo tem como base estrutural o Plano deAção Missionária da IECLB (PAMI). Somos Igreja que caminha junto e em comunhão. Não podemos viver isolados. Viver e ter comunhão exige fazer chegar às Comunidades e às suas

lideranças as temáticas da Igreja e que foram definidas pelo Concílio e pela Presidência da IECLB. Nesse sentido, o Sínodo Rio Paraná tem dado ênfase à divulgação e ao estudo do Tema do Ano, grande sinal prático de unidade entre todas as Comunidades da IECLB. Estudá-lo não pode ser ‘opção’ de uma Comunidade, de um Ministro, uma Ministra. A partir do espírito de corpo, o estudo do Tema é tarefa necessária à boa comunhão de todo o corpo. Ministros e Ministras não precisam ser motivados a estudar o Tema, pois seguir as orientações da IECLB faz parte da sua Ordenação. Incentivar e dar subsídios são necessidade e responsabilidade estrutural. É por essa razão que o Sínodo tem buscado promover a reflexão e a discussão temática entre Ministros, fomentar a reflexão em Seminários e Encontros sinodais, o que tem trazido frutos às Comunidades, que se percebem parte de um grande corpo. Na entrega dos banners do Tema do Ano, percebe-se um saudável orgulho por estar fazendo uso do material. A meta é que todas as Comunidades tenham o banner em seus templos. No Sínodo Rio Paraná, o estudo do Tema da IECLB é instrumento de promoção de unidade e de comunhão, trazendo um sentimento de pertencimento à Igreja.

CAMINHOS DA REFORMA LUTERANA | 2016

CAMINHOS DA REFORMA LUTERANA | 2017

GRUPO 1 05 DE JUNHO - 23 DE JUNHO GRUPO 2 24 DE JULHO - 11 DE AGOSTO

CONHEÇA OUTROS ROTEIROS Caminhos do Leste Europeu Caminhos Nórdicos (Grupo 1) Caminhos Nórdicos (Grupo 2) Caminhos das Rivieras Caminhos Romanos Caminhos Ibéricos

“Impressionam a bondade e a generosidade de Deus para conosco. Um Deus que é Senhor e soberano. Que é Senhor onipotente e onipresente. Em toda a sua infinita grandeza, o Senhor vem até nós e nos encontra em nossas misérias, dores, maldades, desobediências, nossa solidão e até em nossa morte. Este Deus ainda não é experimentado e vivenciado por todas as pessoas. Há muita solidão, desilusão, frustração, falta de perdão, miséria, injustiça e morte”, lembrou o P. Lauri Roberto Becker, Pastor Sinodal do Sínodo Rio Paraná.

18/05 – 05/06 25/06 – 11/07 10/07 – 25/07 14/08 – 31/08 01/09 – 17/09 18/09 – 06/10

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Viajar faz um grande bem!

COMPAIXÃO pelas

Comunidades

A IECLB, conhecida como uma Igreja séria (pressuposto de toda Igreja de Jesus Cristo) e como Igreja da Palavra, necessita pensar as suas ações e os seus objetivos com vistas à cumprir com sua missão, que, diferentemente do contexto secular, já é predefinida por sua essência: a incumbência de propagar o Evangelho. A Campanha Nacional de Ofertas para a Missão Vai e Vem foi planejada e representa uma ação consolidada com vistas a este propósito: propagar a fé em “O Planejamento Estratégico se Jesus Cristo. Cada vez mais, ela é abraçada por todas tornou comum e até necessário nas as Comunidades evangélicas luteranas conscientes mais diversas instituições do mundo de que fazem parte de um corpo que precisa estar corporativo, com o objetivo não equilibrado – confessional e economicamente. apenas de organizar e alinhar as No Sínodo Rio Paraná, é crescente o número de demandas, mas também de buscar Comunidades que verdadeiramente se compromea solvência financeira em meio às tem todos os anos com a Campanha, pois são sensicrises econômicas e políticas. Uma bilizadas por aquilo que se sobressai na vida comudas etapas deste processo consiste nitária dos projetos apoiados: realidades adversas, em definir a missão da instituição, jeitos diferentes, dificuldades, mas, principalmenexpressando em uma frase qual é o te, pela paixão de ser IECLB. O mais bonito é que objetivo da sua existência”, os mais distintos grupos, independente da idade, afirmaram Danieli Weirich, se mobilizam e fazem a solidariedade acontecer. Coordenadora Sinodal da Vai e Vem Parte dos recursos sinodais da Campanha tem e Reinaldo Almy de Souza, Presidente sido destinado a projetos no âmbito do próprio Sída Comunidade de Sidrolândia/MS, nodo. A Comunidade de Sidrolândia/MS, apoiada no Sínodo Rio Paraná. nos dois últimos anos pela Vai e Vem, compartilha

PROMOVENDO SOLIDARIEDADE

significativas mudanças ocorridas neste período: É notório que, ao longo dos últimos anos, a Comunidade de Sidrolândia vive um resgate das suas origens, da Confissão Luterana e, consequentemente, tem vivido e expressado a sua Identidade Confessional nas atividades comunitárias e no testemunho público da fé cristã. Esse resgate também mudou a forma como a Comunidade local lida com a instituição (IECLB). Antes expressava receio em relação ao Sínodo e/ou à IECLB como um todo. Hoje, sabemos que somos parte e temos um sentimento de pertença à IECLB. A Vai e Vem tem auxiliado significativamente nesse processo de resgate. É o segundo ano que recebemos o apoio financeiro a partir dessa Campanha. O ano de 2015 demonstrou que a Comunidade local vive a IECLB, com esforço e empenho, chegando a superar a sua meta em 800%, prevista como a sua contribuição para a Campanha de Missão da IECLB. Os valores advindos da Vai e Vem auxiliarão mensalmente no orçamento da Comunidade. Dessa forma, todas as atividades de exposição da Palavra de Deus poderão ser mantidas e ampliadas de forma expressiva no nosso contexto! Somos gratos a Deus por pertencermos à IECLB, uma Igreja séria e que tem demonstrado os seus valores cristãos na compaixão pelas suas Comunidades.


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Jornal Evangélico Luterano - Ano 45 - nº 792 - Março 2016 by Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB) - Issuu