Jorev Luterano - Dezembro - 2012
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Editorial
No caminho da estrela
Há quanto tempo
‘H
á quanto tempo você não se dá um tempo e, tranquilamente, observa as estrelas?’ Elas sempre estão lá, na escuridão da noite, oferecendo um maravilhoso espetáculo. Além disso, muito antes dos satélites, elas serviam como excelentes guias e, em uma história bem conhecida por nós, a dos reis magos, lá estava uma delas, brilhando intensamente (Mt 2.1-12). Conhecemos essa história muito bem. No entanto, nem sempre nos damos conta que a busca dos magos também se entrelaça com a nossa. Na apaixonada luta pela vida e a eterna busca por Deus, também nós nos deixamos guiar por estrelas. Muitas vezes, corremos o risco de sermos guiados até mesmo por estrelas cadentes, que rápido perdem o seu brilho e, traiçoeiras, não guiam mais que por um segundo. No entanto, se insistentemente buscamos pelo Rei dos reis, pela paz, pelo perdão, veremos que a luz de Deus não perdeu o seu brilho, tampouco é passageira e, quanto maior for a escuridão na nossa vida, tanto maior será o seu es-
você não se dá um minuto para ver a luz de Deus, que brilha e brilha intensamente, principalmente na sua vida?
plendor, sendo o encontro com o menino Jesus inevitável. Vamos aproveitar o Natal para festejar o nascimento do Deus menino, mas vamos também nos deter um pouco e contemplar a luz que brota da Palavra e nos guia, pois ela é lâmpada para os nossos pés e luz para o nosso caminho. Para refletir: afinal, há quanto tempo você não se dá um minuto para ver a luz
de Deus, que brilha e brilha intensamente, principalmente na sua vida? Com as palavras do P. Edélcio Tetzner, carinhosamente enviadas ao Jornal Evangélico Luterano, desejamos aos nossos leitores, às nossas leitoras e todas as pessoas que lhe são caras um abençoado Natal e um 2013 pleno de paz, saúde e realizações. Boa leitura!
Atendimento ao leitor Mariana Mattos Paim Fone: (51) 3284.5400 - Fax: (51) 3284.5419
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Capa Parte do cartaz do Tema do Ano 2013 da IECLB (Ser, Participar, Testemunhar - Eu vivo comunidade). Leia matéria especial sobre o Tema e o Lema do Ano e conheça o cartaz completo na Editoria Atualidade, página 4.
Dignidade Escrevo somente para compartilhar que ficou muito legal a página central (Editoria Unidade) do Jornal Evangélico Luterano do mês de novembro (nº 756, ‘Igreja do cuidado’): XXVIII Concílio da IECLB - Celebração. Esta divulgação tem ajudado muitas pessoas, inclusive muitos e muitas Musicistas, a entenderem um pouco do que foi o XXVIII Concílio da IECLB, ocorrido em Chapecó/SC, em outubro deste ano, e perceberem o lugar das celebrações. Tudo isso trouxe dignidade aos e às Musicistas e está sendo bem comentado – da mesma forma que todo o material sobre o Concílio (textos, prédicas, meditações liturgias e fotos) publicado no Portal Luteranos – e usado como exemplo nas Comunidades para a revitalização dos cultos e da música na nossa IECLB. Obrigada, de coração! Abraço, Musicista Drª Soraya Heinrich Eberle Coordenadora de Música da IECLB
Pastor Presidente P. Dr. Nestor Friedrich Secretária Geral Diác. Ingrit Vogt Jornalista Letícia Montanet
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Jorev Luterano - Dezembro - 2012
Curtas
Unidade na IECLB EST amplia atuação nas áreas da
Teologia, Música e Saúde
A Faculdades EST tem por base o Evangelho de Jesus Cristo, o compromisso com a tradição da Reforma e com a perspectiva ecumênica. Como instituição comprometida com a identidade teológica e a sua tradição educacional, tornouse parceira no desenvolvimento do Programa de Educação Contínua na IECLB. Com a Educação a Distância, de forma semipresencial, atuamos na capacitação de lideranças comunitárias. Os dados definem o nosso compromisso: em 2010, 312 pessoas foram capacitadas; em 2011, 85; em 2012, 231. Na área de formação de Ministros, temos percebido um aumento sensível na procura por formação teológica. No primeiro semestre deste ano, 140 pessoas estiveram matriculadas no Bacharelado em Teologia, sendo 105 da IECLB e 35 de outras Igrejas. Dentre os estudantes da IECLB, 98 buscam o Ministério Pastoral, 4 o Ministério Catequético e 3 o Ministério Diaconal. Com o desdobramento do antigo currículo em dois cursos, o egresso da EST, Candidato ao Ministério na IECLB, possui dois diplomas: Bacharelado em Teologia e Especialista em Ministério Pastoral, Catequético ou Diaconal. Nas últimas décadas, a EST foi ampliando o seu foco com a implementação de outros cursos, principalmente na PósGraduação em Teologia. Esta expansão para fora dos âmbitos da IECLB sempre foi homologada pelo Conselho de Administração, com maioria absoluta de integrantes nomeados pela Direção da IECLB e, recentemente, pela Instituição Sinodal de Assistência, Educação e Cultura (ISAEC). O Programa de Pós-Graduação em Teologia, reconhecido com excelência por órgãos públicos, formou 151 pessoas nos últimos quatro semestres: 19 no Doutorado, 31 no Mestrado Acadêmico e 101 no Mestrado Profissional. Nas Especializações (Lato Sensu), realizadas em várias partes do Brasil, mais de 200 pessoas concluíram a sua formação. Tais dados indicam que a EST se constitui em um braço da IECLB para dentro do mundo universitário brasileiro. No âmbito dos Cursos Superiores, a EST criou, em 2002, o Bacharelado em Musicoterapia e, em 2011, a Licenciatura em Música. Agregando os cursos técnicos de Música e de Enfermagem, podemos afirmar que estamos nos constituindo em uma referência regional nas áreas da música e da saúde. Preocupada com a preservação do patrimônio da IECLB, em 2012 a EST firmou parceria com uma empresa de consultoria para a captação de recursos relativos à reforma e à restauração do Prédio do Centro Diretivo e da Casa Dohms.
P. Prof. Dr. Oneide Bobsin Reitor da Faculdades EST
Desde 1976, ano do lançamento do primeiro Tema do Ano, Comunidade Consciente e Atuante, a IECLB vem se ocupando com o estudo e com a reflexão sobre temáticas importantes para a vida em Comunidade. Mais que um cartaz pendurado no templo ou no centro comunitário, o Tema do Ano tem sido um dos principais canais de comunicação na nossa Igreja. Ele oportuniza um importante movimento de caminhada conjunta que promove a conexão de ideias, a troca de saberes e a soma de esforços. As Campanhas estimulam o compromisso com temáticas da atualidade e expressam para a sociedade em geral o testemunho conjunto das 1798 Comunidades. Dessa maneira, o Tema do Ano contribui para a unidade e a identidade da IECLB em todo o território nacional. O período do Advento foi escolhido para o lançamento do Tema e do Lema do Ano 2013. Isso possibilita uma sincronia de datas entre a Campanha e o Ano Litúrgico da Igreja. Neste ano, somos convidados e convidadas a perceber a Comunidade como um local de convivência, no qual se cria e se mantém unidade, espaço que acolhe e motiva as pessoas a participarem com dons e vocações em um corpo maior, o corpo de Cristo (1Co 12.12ss). Com o Tema do Ano 2013, a IECLB é desafiada a refletir sobre a vivência do Evangelho e o seu testemunho no contexto em que está inserida. Ela só pode fazer isso porque se sabe amparada pelo próprio Deus. Fé e amor perfazem a natureza do cristão. A fé recebe, o amor dá; a fé leva a pessoa a Deus. O amor aproxima do próximo. Através da fé, ela aceita os benefícios de Deus. Através do amor, ela beneficia seus semelhantes. Martim Lutero Coordenação de Educação Cristã Secretaria de Formação da IECLB Porto Alegre/RS
OFERTAS NACIONAIS 2 de dezembro 1º Domingo de Advento Apoio às Comunidades necessitadas e novas - OGA A Obra Gustavo Adolfo (OGA) tem como finalidade ajudar Comunidades em suas dificuldades financeiras. Assim, muitas Comunidades foram auxiliadas para construir a sua Igreja, a casa pastoral ou um centro comunitário e também a manter o próprio comunitário. 9 de dezembro 2º Domingo de Advento Divulgação da Bíblia e publicações Reconhecemos a Bíblia como a fonte e norma de fé para as pessoas e para a Igreja e incentivamos a leitura pessoal da Bíblia, também em família, nos lares, a criação de grupos de estudo bíblico nas Comunidades e o seu uso no ensino religioso e nas atividades comunitárias. 23 de dezembro 4º Domingo de Advento Fundo de Missão no exterior Irmã Doraci Edinger A IECLB tem Ministros atuando em diversos países, sempre em parceria com Igrejas-irmãs, mas o trabalho missionário não é isento de perigos e, em 2004, ocorreu o assassinato da Diaconisa da IECLB, Irmã Doraci Edinger, em Moçambique, na África,
onde se dedicou às Comunidades pobres.
30 de dezembro 1º Domingo após Natal Bolsas de incentivo para estudantes de Teologia A IECLB auxilia os Centros de Formação Teológica a conceder bolsas de estudo aos estudantes carentes financeiramente, com recursos que provêm, em boa medida, das ofertas dos membros das Comunidades das IECLB.
INDICADORES FINANCEIROS UPM Outubro/2012
2,9830
Índice Setembro/2012 1,00% Acumulado do ano
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Atualidade
Tema do Ano 2013: P. DR. ONEIDE BOBSIN Reitor da Faculdades EST
Sonho de Natal e, agora, José?
Se uma noiva chegasse em casa anunciando que está grávida sem ter tido relações sexuais, o que você diria? Com certeza, seria motivo de chacota e o noivo trataria de desmanchar o noivado. Nas palavras de hoje, foi isto que aconteceu com o noivo de Maria, o Carpinteiro José, descendente do grande rei Davi. O evangelista Mateus captou bem o drama de José, um homem reconhecido como pessoa correta. Diz o texto bíblico que José, sendo homem justo e não querendo seguir a lei de denunciar Maria publicamente, resolveu repudiá-la em segredo. Mesmo justo, queria covardemente salvar a sua pele e sabia que a sua atitude levaria à morte a mãe e a criança. Naquele contexto, a mulher valia por estar acompanhada por um homem. Em outras palavras, nenhuma chance para uma mãe solteira. Talvez José não conseguisse se livrar daquela terrível dúvida: por que Maria havia cometido adultério? e imaginasse os amigos caçoando dele. Enquanto tomava a decisão, recebeu uma mensagem em sonho, por meio do qual um anjo anunciava: José, filho de Davi, não temas receber Maria, tua mulher, pois o que nela foi gerado é do Espírito Santo (Mt 1.18-25). Quem iria acreditar no sonho de José? A maioria dos homens de hoje não acreditaria... nem os daquela época... e agora José? A fé nas palavras do anjo, portanto, mudou a história. José se tornou um pai adotivo e permaneceu com Maria, apesar de toda a zombaria dos amigos e vizinhos, presumo. José permanece um personagem secundário por ser um pai que não é pai. Proponho que ele seja colocado em um lugar melhor. O seu exemplo merece ser resgatado. Assumir o casamento com uma mulher grávida pelo outro revela que a irmandade dos filhos de Deus não é regrada por laços de sangue. Logo, a nossa responsabilidade paterna vai além dos laços biológicos. Todas as crianças são filhas de Deus e nós, os adultos, somos os irmãos mais velhos delas. A atitude de José nos leva mais longe. Ela se torna uma referência para homens que abandonam as mulheres e as suas crianças. Neste caso, os laços biológicos são relevantes. A lei é necessária quando a irresponsabilidade paterna cresce. Cremos que o outro, o Espírito Santo, continua engravidando a nossa sociedade para que Marias e crianças, órfãs de pais vivos, não sejam abandonadas. O sonho de José merece lugar nas nossas festas natalinas!
Todas as crianças são filhas de Deus
Ser, Participar, Testemunhar - Eu vivo comunidade
“O
Tema do Ano é um importante elo para a unidade da IECLB. A cada ano, nos mais diferentes contextos e de diferentes formas, a Igreja emprega esforços para exercitar essa proposta. O Tema (Ser, Participar, Testemunhar - Eu vivo comunidade) e o Lema (Eu sou o seu Deus. Eu lhes dou forças, ajudo e protejo com a minha forte mão Isaías 41.10) deste ano nos levam a entender que estamos sob o mesmo ‘guardachuva’ e que as mãos de Deus amparam todas as pessoas indistintamente”, avalia a Cat. Débora Raquel Klesener Conrad, Secretária de Formação e Coordenadora Geral da Campanha Tema do Ano, que, em 2013, tem lançamento previsto para o dia 2 de dezembro de 2012, 1º Domingo de Advento. Em relação aos materiais preparados com o propósito de ser um auxílio para a promoção da Educação Cristã a partir do Tema do Ano, além do Guia de Estudos, que abrange crianças, adolescentes, jovens, adultos e um encontro comunitário, há também recursos complementares, que podem ser usados para enriquecer os encontros. Para as atividades relacionadas ao Tema 2013, por meio do Portal Luteranos são disponibilizados variados recursos, como adesivo, apresentação em power point (com conteúdo indicado e com conteúdo livre) , banner, cabeçalho de e-mail, camisetas, cartazes (Português e Alemão), Folheto Evangelístico, papel de parede para computador, pasta, Recurso litúrgico para o lançamento do Tema e do Lema do Ano, Texto Motivacional da Presidência, vídeo e áudio com a Mensagem da Presidência e vinheta. No decorrer da Campanha, a página do Tema do Ano no Portal Luteranos será atualizada com as notícias enviadas por membros, lideranças e Ministros da Igreja, contando sobre a vivência deste Tema nas Comunidades. “Na certeza de que é o próprio Deus quem sustenta e motiva para o Evangelho, queremos convidar cada pessoa a Ser, Participar, Testemunhar. Que esses momentos de partilha nos ajudem a dizer, com coragem e alegria, Eu vivo comunidade”, motiva a Secretária de Formação.
Em relação à arte do cartaz, que simboliza o Tema e o Lema do Ano, o Guia de Estudos explica que o enfoque está na união e na proteção. As 12 pessoas (figuras de bonecos) representam os membros da Igreja, os apóstolos dos dias de hoje, que se sentem protegidos pela vivência em comunidade. Alimentados pela fé, os apóstolos/membros saem para testemunhar o Evangelho de Jesus Cristo. A cruz e tudo o que ela representa para os cristãos é a estrutura desse ‘guardachuva’, a comunidade de fé, criada e sustentada pela forte mão de Deus, um instrumento nas mãos de Deus no contexto em que está inserida. Em meio à tempestade representada na arte (símbolo para as dificuldades da vida), à proteção (Deus/Cristo) e à união (Igreja/comunidade) sugeridas no cartaz, ‘Eu’ pode significar tanto o membro em comunidade como a presença de Jesus onde dois ou três estiverem reunidos em seu nome (comunidade), conforme Mateus 18.20. Deus (representado pelo Lema do Ano) é a base da comunidade, da Igreja. Deus é a base de tudo! O colorido lembra que cada um e cada uma têm o seu jeito de ser, participar e testemunhar, e a Igreja tem espaço e está receptiva à diversidade. O Texto Motivacional da Presidência da Igreja para o Tema 2013, assinado pelo P. Dr. Nestor Friedrich, Pastor Presidente da IECLB, destaca que “O testemunho da comunidade prima pelo cuidado. Por saber-se amado por Deus, o membro da comunidade não se ocupa consigo mesmo de forma egoísta, mas dispõe do seu tempo e dedica os seus dons com vistas ao cuidado do outro e da outra. Em 2013, o Tema do Ano leva-nos a perguntar: pelo lugar da pessoa na comunidade (o cuidado com ela, a sua experiência de ser criatura, de ser pessoa livre para pensar e discernir e de integrar a comunhão) e pelo seu papel, por meio da comunidade, em relação à sociedade. O Tema do Ano convida a mim e você a conhecer e a vivenciar a vida comunitária e a dar testemunho vivo e vibrante na sociedade do amor de Deus, que redunda em paz. É nessa direção que queremos caminhar e crescer como IECLB mais e mais”.
Jorev Luterano - Dezembro - 2012
Presidência
Ser, Participar, Testemunhar
Eu vivo comunidade
S
er, Participar, Testemunhar. Eu vivo comunidade. Este é o Tema da IECLB a partir do Advento de 2012 e que nos acompanhará em 2013. O Tema é iluminado pelo Lema bíblico Eu sou o seu Deus. Eu lhes dou forças, ajudo e protejo com a minha forte mão (Isaías 41.10). Conhecemos o ritmo acelerado da vida moderna. Parece que cada novo dia exige mais tempo de nós e impõe mais tarefas. Corremos cada vez mais! Cresce a sensação de chegarmos atrasados. Esse ritmo prejudica a saúde, vai esfriando relações de amizade, colocanos no isolamento e aumenta o estresse. Em termos de vida de fé, faz crescer a sensação de vazio. Acredito, porém, que tudo isso pode ser diferente! Pode!
O primeiro verbo do novo Tema do Ano é ser. Significa que, para Deus, eu sou. Você é! Como criaturas de Deus, você e eu somos pessoas justificadas por graça e fé, através de Jesus Cristo. Nessa condição, somos livres para pensar, discernir e agir. O segundo verbo do Tema do Ano é participar. O Tema do Ano ajuda a perguntar pela experiência de ser pessoa cristã na comunidade; pergunta pelo meu lugar na Comunidade; pelo cuidado da comunidade para comigo; pelo meu cuidado para com os meus irmãos e as minhas irmãs na comunidade; pergunta pela minha relação com Deus na vida em comunidade. Ao ser membro de uma comunidade cristã, eu sei que não estou sozinho. Eu
P. NESTOR FRIEDRICH Pastor Presidente da IECLB
Encontro da Presidência com Pastores e Presidentes Sinodais
SBB lança Bíblia de Lutero
Dezembro Rumo aos 500 anos da Reforma, a serem comemorados em 2017, o culto pela celebração da Reforma, realizado no dia 31 de outubro de 2012, na Paróquia Matriz da IECLB, em Porto Alegre/RS, teve a liturgia conduzida pela IECLB e pela Igreja Evangélica Luterana do Brasil (IELB). Os celebrantes foram P. Werner Kiefer e Laura Propp Arend (IECLB) e P. Rubens José Ogg, P. Edgar Lemke e Miriam Raquel Strelhow (IELB). A prédica ficou a cargo do P. Rudi Zimmer, que destacou a importância, para Lutero e para os dias de hoje, da máxima O justo viverá por fé. A Lutero, a Escritura lhe pareceu totalmente diferente após esta descoberta. Entender que O justo viverá por fé chama e capacita em favor do seu semelhante, afirmou o P. Rudi Zimmer. No culto, a Sociedade Bíblica do Brasil (SBB), representada pelo P. Rudi Zimmer, Diretor Executivo da entidade e Presidente da Diretoria Mundial das Sociedades Bíblicas Unidas (SBU), lançou junto ao grande público uma edição especial da Bíblia Sagrada, que traz cerca de 900 reflexões de Martim Lutero. O lançamento oficial da publicação ocorreu no dia 23 de outubro, em Porto Alegre/RS, na Comunidade Evangélica de Porto Alegre (CEPA), com a presença do Pastor Presidente da IECLB, P. Dr. Nestor Friedrich, e do Pastor Presidente IELB, P. Egon Kopereck.
sou e eu participo e isso não acontece por mérito nosso. Isso nos é dado por Deus. Ele é que nos reúne, está conosco e nos acompanha na jornada da vida. Esse lugar que Deus providenciou para cada pessoa no seio da comunidade cristã não tem um fim em si mesmo nem a comunidade pode voltar-se para o seu próprio umbigo, por isso a importância do terceiro verbo do Tema do Ano: testemunhar. Cada uma e cada um de nós é testemunha do Evangelho no mundo. Somos filhas e filhos de Deus, chamados para ser luz no mundo. Somos testemunhas do amor e da paz de Deus na sociedade. Nessa comunhão e com essa luz no horizonte, iniciemos a nossa caminhada em mais um novo ano da Igreja.
10/12 Reunião da Comissão Interluterana de Diálogo Porto Alegre/RS P. Nestor Friedrich 13-14/12 Reunião da Diretoria do Conselho da Igreja Porto Alegre/RS P. Nestor Friedrich 20/12 Culto Ecumênico dos 85 anos da Associação Hospitalar Moinhos de Vento Porto Alegre/RS P. Nestor Friedrich
A sintonia político eclesiástica foi o foco da Reunião da Presidência e da Secretaria Geral com os Pastores Sinodais, realizada de 11 a 15 de setembro, no Centro de Espiritualidade Cristo Rei, em São Leopoldo/RS. Nos dias 14 e 15, juntaram-se ao grupo os Presidentes e os Tesoureiros Sinodais, sob o foco sintonia administrativa. A pauta geral para o encontro previa desdobramentos a partir dos seguintes assuntos: Acompanhamento e avaliação ministerial, Formação pessoal e teológica com vistas ao Ministério (estudantes), Formação teológica continuada e funcional, Ecumene e Missão. Entre os tópicos, estavam acompanhamento e cuidado da Presidência com os Pastores Sinodais, prioridades nas áreas de acompanhamento e formação, Subsistência Ministerial (SM), Associação de Mútuo Auxílio (AMA), Período Prático de Habilitação ao Ministério (PPHM), suprimento de Campos de Atividade Ministerial (CAMs), vocações, Educação Cristã Contínua (ECC), material do Ensino Confirmatório, Tema do Ano 2014, parcerias ecumênicas e intercâmbios, Plano de Ação Missionária da IECLB (PAMI), Campanha Vai e Vem 2013, Plano de Ofertas, Agenda 2013, além das ações envolvidas no Jubileu da Reforma Luterana (500 anos, em 2017).
Consulta com Parceiros da OMEL O tema da Consulta com Parceiros da OMEL, ocorrida em Hermannsburg, na Alemanha, de 24 de setembro a 3 de outubro, foi ‘Matrimônio, Família e Sexualidade’. A Consulta, com o seu debate respeitoso sobre o tema homoafetividade, foi sentido como um bom exemplo de como também na Igreja podem ser trabalhados problemas atuais: com a sincera descrição de posicionamento, a atenta escuta, os questionamentos críticos e o empenho em descrever o que há em comum. [...] Os participantes reiteram que a unidade da Igreja está claramente descrita conforme CA VII. Concordam também que as diferenças que permanecem não levam à cisão entre as Igrejas parceiras. [...] Entendem, ao mesmo tempo, que o tema precisa continuar a ser trabalhado, destaca o posicionamento divulgado pela OMEL após a referida Consulta, em que a IECLB foi representada pela Pa. Silvia Genz, Pastora 2ª Vice-Presidente da IECLB.
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Natal
Vamos falar sobre o verdadeiro significado do Natal?
Quando chega a época do Natal, logo nos lembramos da árvore enfeitada, dos presentes e do bom velhinho, o Papai Noel, mas será que é só isso? Claro que não! Quando éramos pequenos, os nossos avós e pais nos contaram que o Natal comemora o nascimento de Jesus Cristo. Também devem ter dito que, na noite de Natal, celebrado no dia 25 de dezembro, recebemos a visita de um velhinho de barba e cabelos brancos, vestido de vermelho e com um saco de presentes nas costas, chamado Papai Noel. De tanta alegria, logo esquecemos o verdadeiro significado da comemoração de Natal. Quando somos pequenos, preferimos brincar de desembrulhar pacotes! Sim, é muito bonito ver uma criança apaixonada pelo Papai Noel, mas é mais bonito ainda ouvir uma criança falar que Natal é o nascimento de Jesus, o filho de Deus.
Agora que somos adultos, não vamos deixar que o Papai Noel ocupe o lugar de Jesus Cristo no nosso coração. Ele merece um lugar especial na nossa vida. Jesus veio para nos salvar do mal, por isso o nascimento de Jesus tem o mesmo significado da palavra vida. Na noite de Natal, quando Jesus nasceu, juntamente com ele nasceu uma vida nova que mudou o destino de todas as pessoas. A partir do nascimento de Cristo, a Palavra de Deus passou a ser ainda mais conhecida e respeitada por todas as pessoas. A propósito, que tal relembrarmos como tudo aconteceu? Era uma vez uma cidadezinha calma chamada Belém. Um casal humilde, José e Maria, ia ter um filho. Antes, um anjo de Deus havia aparecido a Maria e lhe dito que, por meio dela, viria ao mundo o Salvador da humanidade, o filho de Deus.
Luterprev Responde
ajudando a planejar o seu futuro Queria fazer pós-graduação, mas não tenho recursos, por isso penso em resgatar o que acumulei no meu plano de previdência. Valerá a pena? Estudar e qualificar-se sempre vale a pena, mas há uma forma melhor para fazer frente a essa necessidade. Se retirasse do acumulado, teria que pagar Imposto de Renda sobre o valor sacado, gerando uma perda. Como cliente Luterprev, você pode contratar a assistência financeira*, que lhe empresta o dinheiro com juros éticos, sem prejudicar o andamento do plano que vai garantir o seu bem-estar futuro. Como é calculado o limite do crédito? O associado pode obter empréstimo de até 80% do valor acumulado no seu plano de aposentadoria Luterprev, de qualquer tipo. Pelo fato de já ser cliente, o associado obtém os recursos dos quais
precisa de forma muito rápida, simples e sem burocracia, dispensando qualquer tipo de documentação prévia. A aprovação do crédito, no entanto, depende do cadastro do cliente junto à Luterprev. Para conseguir o empréstimo, preciso justificar para qual fim será usado o dinheiro? Em até quantas parcelas posso quitar o empréstimo? Você não precisa dizer como aplicará o dinheiro emprestado pela Luterprev. Pode usá-lo como quiser ou necessitar. Nesse caso específico, do cartão ou do cheque, estará fazendo um grande negócio, porque é sabido que trocar uma dívida ´cara´ por outra mais em conta é uma das soluções para colocar as finanças pessoais em dia. Quanto ao número de parcelas, vai depender do valor recebido, mas pode ser de até 36 meses.
Deus quis que o casal fosse até lá para que o seu filho nascesse na humildade. Então, andando pelas ruas de Belém, o casal procurava um abrigo para passar a noite, mas não havia uma casa sequer onde pudessem ficar. Já estavam cansados, pois tinham viajado muito, e, para que não dormissem ao relento, José e Maria tiveram que se contentar com uma estrebaria. Foi exatamente ali, naquele abrigo para bois e vacas, que nasceu uma criança santa, que foi chamada de Jesus, filho de Deus, do Senhor Rei dos reis! Maria, com muito cuidado, pegou a criança nos seus braços e a enrolou em panos, deitou-a, então, na manjedoura. Para que a cama ficasse mais confortável, José colocou capim seco no coxo da estrebaria. Aqueles que imaginaram que o Salvador do mundo nasceria em um casarão, que ficaria deitado em um berço de rei e que seria envolvido em panos brancos de seda se enganaram. O Salvador nasceu humildemente, conforme Deus o quis! Ao conhecer esta linda história, o Natal se torna ainda mais bonito e significativo. Com Papai Noel, árvore, presentes, ceia, família reunida e sabendo a verdadeira história do Natal, esta data não se torna muito mais alegre? Triste é quando esquecemos o que estamos comemorando na noite de Natal. É tanta alegria, tanta confusão, tanta comida na mesa e tanto papel espalhado pelo chão, que terminamos esquecendo que não se trata de uma festa qualquer, mas do aniversário no menino Jesus. Junto com a família, faça uma linda oração de agradecimento a Deus pelo maior de todos os presentes de Natal: Jesus!
Junto com a família, faça uma linda oração de agradecimento a Deus pelo maior de todos os presentes de Natal: Jesus!
*A partir de ‘Há um clima de Natal’ (1993).
Quem tem plano corporativo, ligado à empresa em que trabalha, também pode usar a assistência financeira Luterprev? Sim, sendo que, nesse caso, o pagamento das mensalidades correspondentes ao empréstimo é debitado diretamente na folha de pagamento, a partir de acordo da sua empresa com a Luterprev. Taxas, prazos e demais condições do empréstimo vão depender, também, da situação dos planos da empresa na Luterprev.
*Taxas, prazos e demais condições podem ser alteradas a qualquer momento a critério da Luterprev, aplicadas a empréstimos concedidos a partir da eventual mudança.
Notícia Desde 31 de outubro, Eloy Teckemeier é o novo Presidente do Conselho Deliberativo da Luterprev, substituindo Silvio Iung, que cumpriu dois mandatos. Para o Conselho Deliberativo, foram reeleitos Enos Heidemann e Carlos Gilberto Bock e eleitos Ruben Werner Goldmeyer, Seno Leonhardt, Flavio Magedanz, João Antunes Sant’Anna da Silva e Romeu Ruben Martini. No Conselho Fiscal, Marno Gräbin foi reeleito e Romeu Osmundo Spindler, eleito.
Visite o site da Luterprev (www.luterprev.com.br) e faça uma simulação para a sua aposentadoria complementar. No site da Luterprev, você também encontra um link para encaminhar a sua pergunta à coluna. Se preferir, envie diretamente para luterprev@luterprev.com.br, com o assunto Jorev Luterano.
Jorev Luterano - Dezembro - 2012
Natal
Natal: com o nascimento de Jesus, o mundo não é mais o mesmo A glória é dada somente a Deus e nós regamos, promovemos e apoiamos iniciativas que deixam florescer a paz que vem de Deus
Conhecemos a expressão A minha vida não é mais a mesma, dita após um fato marcante. Significa que algo mudou radicalmente. Com o nascimento de Jesus, Belém não era mais a mesma. A vida dos pastores criadores de ovelhas mudou. O mundo não permaneceu o mesmo. A vida dos seres humanos não é mais a mesma. Após o nascimento de Jesus, as coisas mudaram. Onde? Como? Naquela noite famosa, em Belém, os pastores ouviram Glória a Deus nas alturas, e paz entre as pessoas a quem Deus quer bem. O Teólogo Roberto Daunis define assim a paz ‘A paz bíblica é um estado de satisfação básica, de um bem-estar pacificador, incluindo saúde, integridade pessoal e a manutenção de uma ordem social que possibilite justiça e proteção dos mais fracos. A reconciliação dos seres humanos com Deus e entre si faz essencialmente parte da paz’. O que significou esse anúncio de paz aos pastores? Quem eram? Qual era a sua situação? Paz? Qual foi a mudança na vida dos pastores a partir de Jesus? Será que podemos afirmar que, no período natalino, os seres humanos se deixam sensibilizar por esse sentido da paz bíblica? Paz como busca do bem estar físico para mais gente; a disposição para repartir; o desejo de abrir-se para a reconciliação? Será que, neste período, as pessoas se tornam mais sensíveis para esse tipo de valores que promovem a paz? Alguém que normalmente não participa da Comunidade liga na antevéspera do Natal e anuncia que quer doar alimentos; outra família conserta uma bicicleta para doar a crianças que sonham, mas não conse-
guem comprar. O que dizer dos encontros de famílias na virada do ano?! Quero crer que esses gestos, essas ações – descontados alguns exageros – são fruto da sensibilidade despertada pelo menino nascido em Belém. Eles revelam que, lá no cantinho do coração, carregamos o dom da misericórdia, nos sensibilizamos ante o sofrimento alheio, nos abrimos para a reconciliação na família – passos necessários para que haja paz. Por tudo isto, repito: Será que podemos dizer que, no Natal, a humanidade se abre para as mensagens de paz, para a disposição de construir a paz, para ouvir a voz do menino nascido na estrebaria em Belém? Se isso é verdadeiro, então as pessoas precisam animar umas às outras para iniciar e continuar no novo ano com essa sensibilidade, de maneira a nos tornarmos regadores da paz semeada por Jesus. Isto começa com
gestos quase invisíveis, aparentemente sem força. A paz brota da decisão de ver importância no aparentemente sem valor. A paz é fruto de gestos que não são manchete, mas que têm um enorme poder de transformação. Com o nascimento de Jesus, o mundo não é mais o mesmo. A minha e sua vida não são mais as mesmas. Após o nascimento de Jesus, as coisas mudaram e o Natal desperta nos seres humanos a sina pela paz, a possibilidade real da paz, o sonho da paz. O apelo que fica para todas as ‘pessoas de boa vontade’ é adentrar o novo ano embalados por esse sentimento e essa vontade sublimes, deixando que Deus nos guie no caminho em que a glória é dada a Ele somente e nós regamos, promovemos e apoiamos iniciativas que deixam florescer a paz que vem de Deus.
*A partir do texto ‘Mensagem de Natal’, do P. Dr. Romeu Martini.
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Jorev Luterano - Dezembro - 2012
10 Noite Feliz
Noite feliz! Ó senhor, Deus de amor de, Pedro Sinzig entrou na Ordem dos Franciscanos. Em 1893, veio ao Brasil e, 1898, naturalizou-se brasileiro, às vésperas da sua Ordenação Sacerdotal na Bahia. Frei Pedro, que pertenceu ao grupo dos primeiros franciscanos alemães que restauraram a Província, um Jornalista nato, também foi Escritor, Músico e trabalhou incansavelmente em favor da cultura. É do Padre Pedro Sinzig a tradução do hino Stille Nacht, heilige Nacht (que, com pequenas adaptações feitas pela Comissão do Hinário, está entre os Hinos do Povo de Deus: HPD nº 13). Franz Joseph Mohr (1792-1848, na Áustria): após ter frequentado o ginásio beneditino e a Faculdade de Teologia em Salzburg, na Áustria, Franz Joseph Mohr recebeu a ordenação de sacerdote em 1815. Franz Mohr trabalhou inicialmente como pregador auxiliar em Ramsau, depois em Mariapfarr, no Cantão Lungau, e em Oberndorf, onde nasceu o internacionalmente conhecido hino de Natal Stille Nacht, heilige Nacht. O hino Noite feliz, noite feliz foi criado na véspera do Natal de 1818, para o qual o Professor e Organista Franz Xaver Gruber compôs a melodia. Na missa de 25 de dezembro de 1818, na Igreja São Nikolau, em Oberndorf, o hino foi apresentado para a comunidade.
Franz Xaver Gruber (1797-1863, na Áustria): filho de um Tecelão de linho que se opunha tenazmente ao talento musical do filho, Franz Xaver Gruber começou a aprender a tocar órgão escondido do pai. Um dia, o Organista local, que era seu Professor, adoeceu. O jovem Franz, então com 12 anos de idade, substituiu-o no órgão durante todo o período da sua doença. Diante disso, o senhor Gruber teve que ceder e deixou-o estudar para tornar-se Organista e Mestre-escola. Depois de diplomado, Franz Xaver Gruber foi trabalhar em Oberndorf, onde a sua vida se cruzou com a do Padre Franz Joseph Mohr. Pedro Sinzig (1876-1952, na Alemanha): com 16 anos de ida-
Noite feliz, noite feliz! Ó senhor, Deus de amor, pobre e humilde, nasceu em Belém, No presépio, Jesus, nosso bem, dorme em paz celestial, dorme em paz celestial. Noite feliz, noite feliz! Ó Jesus, Deus da luz, quão afável é teu coração, que quiseste nascer nosso irmão, e a nós todos salvar, e a nós todos salvar. Noite feliz, noite feliz! Eis que no ar vêm cantar aos pastores os anjos dos céus, anunciando a chegada de Deus, de Jesus Salvador, de Jesus Salvador.
1) Franz Joseph Mohr 2) Franz Xaver Gruber 3) Pedro Sinzig
*A partir do Portal Luteranos
Deus é inclusivo Inclusão é uma palavra muito significativa nos dias atuais. Deus é um Deus inclusivo, pois não apenas criou tudo o que existe como também incluiu tudo, todas e todos no seu plano de convivência harmônica. Interesses outros, que não o amor, a compaixão e a solidariedade, sobrepuseram-se ao plano de Deus, resultando na exclusão de pessoas, baseada em gênero, etnia, raça, confessionalidade, condição econômica, nacionalidade, opção sexual. Também outras formas de vida foram excluídas e, assim, relegadas a um plano de menor importância. Jesus Cristo foi um árduo defensor da inclusão. A sua pregação e as suas atitudes apontam para isso.
Ele andou com todo o tipo de gente, visitou os mais diferentes lugares, falou para todos os públicos, pregou a necessidade de incluir pessoas marginalizadas, como as órfãs, as estrangeiras, as doentes, as pessoas com deficiência, as mulheres e as crianças. Igreja que segue Jesus Cristo, portanto, é Igreja inclusiva. Inclusão é uma das palavras que movem a Secretaria da Ação Comunitária (SAC), da Secretaria Geral da IECLB. Em 2012, foram diversos os momentos em que pessoas foram incluídas nas rodas de debate, de conversação, de reflexão, de tomada de posição. Por meio das suas Coordenações, a SAC esteve
envolvida em diversos encontros de abrangência nacional: mulheres, jovens e trabalhos diaconais. Jovens vieram ao Brasil em intercâmbio (da Alemanha e da Suécia) e partiram do Brasil para outros países (Estados Unidos, Alemanha e Suécia). Música e liturgia prestaram relevantes serviços por meio de Seminários de formação e do Fórum de Musicistas. O ano de 2012 está findando e deixando um gostinho de quero mais. Pedimos que Deus fortaleça a nossa Igreja para ser cada vez mais inclusiva e, assim, colocar sinais concretos de amor, solidariedade e compaixão na sociedade brasileira e no mundo.
P. Dr. Mauro de Souza Secretário da Ação Comunitária Secretaria Geral da IECLB
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Fé Luterana 11
Deus nas religiões Qual é a finalidade de uma religião? Vivemos em um país no qual existe uma grande diversidade religiosa, principalmente nos contextos urbanos. Todas as religiões têm uma forma de ver e entender a vida, a pessoa e o mundo; de celebrar os seus cultos e ritos a seu deus ou divindade; de se organizar como grupo e de vivenciar a experiência religiosa. Paralelamente a isto, crescem também as manifestações de intolerância religiosa, que se expressam em ações e palavras carregadas, muitas vezes, de preconceito e agressividade. Diante de tais constatações, podemos até nos perguntar: o que, na verdade, é religião? Qual é a sua finalidade? Como devemos nos comportar dentro da realidade em que vivemos? A palavra religião provém do latim religare e significa ‘ligar’ ou ‘atar’. A religião, segundo esta compreensão, tem a função de ligar ou atar a pessoa ao que é ‘totalmente outro’. Outra definição que temos é de que a religião consiste em um conjunto de crenças e práticas organizadas, formando algum sistema privado ou coletivo, mediante o qual uma pessoa ou um grupo de pessoas é influenciado. Estamos longe de uma definição mais precisa e aceita por todos. Alguns autores e adeptos de religiões, inclusive, afirmam que nem é possível defini-la com palavras, mas somente sentila e vivenciá-la. A partir desta compreensão, a religião passa a ser definida não por aquilo que é e sim por aquilo que provoca em nós, sendo explicitada pelo que experimentamos no cotidiano das nossas vidas quando estamos ligados a esta divindade, ser supremo ou sobrenatural. O que temos, portanto,
são aproximações ou tentativas de explicar este fenômeno tão rico, complexo e cheio de significado. Ao vivenciar uma experiência religiosa, a pessoa está em busca de respostas para as suas perguntas mais íntimas e cada religião, da sua maneira, oferece uma resposta para estas questões. Por meio da vivência de uma experiência religiosa, podemos encontrar sentido e muitas respostas para aspectos das nossas vidas que nos angustiam, como, por exemplo, por que o mal se faz presente sobre a face da terra? A partir da religião, também nos são passados princípios éticos, fundamentais para a vivência fraterna e justa dentro da coletividade. Portanto, a religião é importante para o desenvolvimento pessoal do indivíduo e traz elementos que lhe ajudam a compreender a razão da sua existência. Em um contexto marcado pela diversidade religiosa, é importante que tenhamos disposição para conhecer melhor as religiões presentes no nosso contexto e respeitar a opção religiosa do outro, uma condição para a coexistência humana. É bom lembrar que a tolerância pode conviver com uma fé cristã sólida e madura, bem como com o nosso compromisso missionário de anunciar a Boa Nova a todas as criaturas. Agindo assim, estaremos dando testemunho daquele que veio ao mundo para reconciliar as pessoas com o seu Criador e nos presentear com a salvação.
P. Armindo Klumb, formado em Teologia pela Faculdades EST, em São Leopoldo/RS. Atua como Diretor Executivo de Diaconia, em Recife/PE
Para refletir, leia Efésios 2.11-22
Deus está em todas as religiões?
Pa. Cibele Kuss, formada em Teologia pela Faculdades EST, em São Leopoldo/RS. Atua na Paróquia em Belém/PA
Uma pluralidade de caminhos... Há plural riqueza, uma imensurável diversidade no mistério que envolve a presença de Deus. Significaria, então, que Deus está em todas as religiões? Tal pergunta não precisa ser respondida a partir de um sim ou não, porque diversidade religiosa não cabe em si mesma, é também parte do mistério que cada sistema religioso contém. O próprio Jesus também sempre indicou o mistério, o inacabado. A pluralidade dos caminhos que levam a Deus pode significar que Deus oferece e revela, na vida de Jesus da Galiléia, uma terna habilidade de estabelecer proximidade com o diverso. Encontramos Deus ali, em diálogos entre diferentes, no relacionamento plural, em uma dinâmica circular de reconhecimento e acolhida. Dessa forma, podemos pensar em uma possível resposta sobre se Deus está em todas as religiões. É tão bonito experimentar momentos de encontro em espiritualidade nos quais a religião em si parece perder a sua importância, pois o bom mesmo é estar junto. Assim experimenta-se a presença acolhedora do mistério e se vive uma mística repleta de liberdade, liberdade religiosa, em que a espiritualidade permite o reconhecimento do mistério, da dimensão espiritual, na diferença. É o mistério que nos escapa, em que não há pretensão nenhuma de afirmar o absoluto ou o exclusivo. A pluralidade religiosa provoca a ampliação do nosso olhar, o desenvolvimento e o aguçar dos nossos sentidos. Tem gente que se sente bem ao pensar que Deus está em todas as religiões para que todas venham a conhecê-lo, simpatizar e o seguir, aderindo ao seu projeto, afinal, Deus é um só, como comumente se
escuta por aí. Sentir-se bem, em segurança, termina sendo uma condição equivocada para qualquer diálogo entre religiões, em que o arcabouço doutrinário é sinônimo de certezas. É justamente tal amarra doutrinária que nos impede de ver o quão ampla e acolhedora é a presença de Deus na sua relação com outras religiões, do quão Deus mesmo é diversidade. Não há motivo para temer ao ponto de dizer que Deus é um só, pois uma das virtudes da diversidade religiosa é o respeito, o reconhecimento de cada religião e do seu mistério. Deus revelado em Jesus da Galiléia e na Mulher Siro-fenícia está presente nos diálogos e encontros que afirmam a defesa da vida na sua integralidade, que reconhecem a diferença como parte do mistério. Conspiremos a favor das rodas que se juntam em defesa da vida, contra as injustiças e os sofrimentos. Ali, Deus está em todas as religiões, conspirando pelo amor em favor da paz. A máxima do amor na tradição cristã é justamente a sua partilha: amai-vos uns aos outros como eu vos amei. Para amar e viver proximidade, não é necessário abandonar ou relativizar a nossa identidade religiosa. Deus conosco está, em diversidade e mistério. Para refletir, leia João 15.12
Jorev Luterano - Dezembro - 2012
12 Geral
Educação cristã vivendo, aprendendo e ensinando
Primeiro foi o filho mais velho que veio do interior, onde a Comunidade era forte, porque quase todos daquela localidade rural pertenciam à nossa Igreja. Depois, vieram os pais e mais seis filhos. Não foi fácil aprender a viver na cidade, em um bairro de baixa renda. Tiveram que aprender novas profissões, exercendo ofícios que exigiam nenhuma qualificação profissional. Os filhos e as filhas cresceram e casaram com rapazes e moças com outras práticas religiosas. O filho mais velho casou com uma moça católica, a qual passou a participar da Comunidade do marido. Uma das filhas casou com um pedreiro, que havia passado do catolicismo para a Assembleia de Deus com o objetivo de encontrar forças para abandonar o consumo de álcool. Foi uma luta com muitas recaídas. Assim foi por vários anos. Diante deste quadro, mais a mãe do que o pai buscava
forças na sua tradição religiosa evangélico-luterana, a fim de manter a família unida. Dona Amanda era a base da família. Nas horas difíceis, orava, participava dos cultos e comentava sobre os seus dramas na OASE. Assim, encontrava forças para suportar a situação. Percebo que, em situações como estas, as pessoas buscam na sua tradição religiosa forças para viver na nova realidade. A presença de outras tradições religiosas na família e no trabalho exige uma retomada da fé aprendida. Diante da instabili-
dade da nova situação, é necessário retomar os valores espirituais do passado, firmando-se no presente. A fé se fortalece quando é questionada por outra tradição. Ao contrário do que se pen-
P. Dr. Oneide Bobsin, Reitor da Faculdades EST, em São Leopoldo/RS
O jovem na Bíblia e na Comunidade Alex Reblim Braun Coordenador Sinodal da Juventude Evangélica sa, a religião da outra pessoa ajuda a resgatar a própria tradição. Desde que exista diálogo e tolerância, o diferente se torna um catequista tanto para a vivência comprometida da fé, fortalecendo-a, quanto para uma participação acomodada, reanimando-a. Na maioria das vezes, não são os percalços da vida que levam à perda de fé e à desesperança, mas o isolamento e a fragilidade dos laços familiares e comunitários, por isso repito: a Comunidade é a grande educadora por meio da qual corre a mensagem de Jesus. Fundamental, pois, é o acompanhamento de Ministros e Ministras, mas, acima de tudo, dos grupos da Comunidade de fé. A grande catequista é a Comunidade.
Vai e Vem: conectando protagonismos! Gente querida, compartilhamos abaixo uma mensagem (e-mail) muito significativa que brotou dentro do espírito do ‘estar conectado’ (literalmente on-line) com a vida, com as parcerias, com as bases nas quais se concretiza o importante trabalho de iniciativas e atitudes missionárias – não somente em relação aos projetos, mas também em relação ao recolhimento e à doação de ofertas. Prezado(a)s irmãos e irmãs. Estamos em plena reunião do Conselho da Igreja (24.11.2012). Entre os vários assuntos tratados, e muitos serão tema no Conselho Sinodal, está o resultado da Campanha Vai e Vem deste ano. Mais uma vez, fiquei muito feliz com o nosso Sínodo. Atingimos R$ 3,75 por membro. Também ficamos muito felizes com o Sínodo Brasil Central, que atingiu a maior contribuição em relação à meta proposta (mais de 300%), um Sínodo que também passa por muitas dificuldades pelas quais passamos. Isso mostra o quão agraciados nos sentimos por Deus. Parabéns a cada um, a cada uma. No geral, a
IECLB saiu de R$ 611 mil em 2008 para R$ 845 mil em 2012. Precisamos nos orgulhar como um todo. Deus irá nos abençoar cada vez mais para que essa contribuição seja, verdadeiramente, para fortalecer a missão. Que Deus abençoe cada Comunidade, cada membro e que o menino Jesus, que se apresenta nessa época de Advento, possa renascer no coração de todos. Louvemos a Deus. Amemos uns aos outros. Partilhemos a mensagem que Cristo trouxe a todos. Abraço fraterno de uma irmã que se sente feliz em participar de um Sínodo que a fez crescer na fé e que a ensinou a amar a IECLB. Todos são importantes na minha vida cristã. Obrigada a cada um. Obrigada a Deus por me permitir ser membro desse Sínodo, dessa Igreja, IECLB. Que alegria! Ema Marta Dunck Cintra, Conselheira da IECLB - Sínodo Mato Grosso. Agradecemos por este bonito depoimento e, com estas palavras, expressamos a nossa gratidão a todos e a todas que têm se dedicado à Vai e Vem! Na próxima edição, apresentaremos a tabela detalhada da Campanha Vai e Vem 2012! Fraterno abraço, P. Mauro Schwalm Secretário de Missão da IECLB
O apóstolo Paulo escreve Confio em todos vós de que a minha alegria é também a vossa (2Co 2.3). No mês de abril, lideranças jovens do Sínodo Espírito Santo a Belém se reuniram para o primeiro Seminário Sinodal de Formação de Lideranças da Juventude Evangélica (JE), na Comunidade Belém. Foi um encontro bastante produtivo, no qual pudemos fazer um divertido passeio pelo Antigo Testamento, por isso repetimos a dose! Entre os dias 7 e 9 de setembro, aconteceu a segunda etapa do Seminário Sinodal de Lideranças da Juventude Evangélica na Comunidade de Vila Pavão. Contamos com a participação de 72 lideranças jovens das Uniões Paroquiais Norte, Guandu, Grande Vitória e Santa Maria. O Seminário abordou o tema A força jovem na Bíblia, coordenado pela Pa. Argéli Katiusa Karsburg com apoio de todo o Conselho Sinodal da Juventude Evangélica (Cosije). Nesses três dias, as lideranças puderam conhecer com mais intensidade alguns jovens da Bíblia: Daniel, Ester, Davi, Samuel, Timóteo e José. Refletimos sobre as suas histórias, as suas dificuldades, as experiências de liderança com o povo e os exemplos de fé durante a vida. Vários temas e ideias surgiram para o enriquecimento dos encontros da JE a partir desses personagens. Ainda contamos com a participação do jovem Eduardo Borchardt, relatando as experiências vividas no intercâmbio realizado na Suécia, no início desse ano. Nos relatos, ouvimos o que é ser Igreja nesse país. É muito importante a formação de lideranças para garantir o sucesso dos nossos grupos de JE. Desde a primeira etapa, já percebemos as lideranças mais animadas e integradas. Esse é o ano da juventude na IECLB! Com apoio e muito ânimo, fortaleceremos os trabalhos com jovens na nossa Igreja. Que Deus continue nos abençoando nessa caminhada.
Jorev Luterano - Dezembro - 2012
Comportamento 13
Resolução de conflitos exige mediação
P. Joaninho Borchardt, formado em Teologia pela Faculdades EST, em São Leopoldo/RS. Atua como Pastor Sinodal do Sínodo Espírito Santo a Belém, com sede em Vitória/ES
Os conflitos são parte ino papel de mediadora. Esta tegrante da nossa vida. Eles facilitará a comunicação e a existem – e em grande quannegociação entre os envolvitidade, diga-se de passagem. dos e, se possível, o acordo e Não adianta querer escondêo entendimento. -los. Também dentro da IgreA Teologia luterana apreja é assim, por isso é imporgoa e se alicerça na graça de tante que olhemos para esta Deus. A experiência da graça área da vida na Igreja com deve ser a marca do nosso vio mesmo cuidado com que ver. Devemos estar envoltos abordamos outros temas coe orientados por ela também munitários. no que se refere aos conflitos Admitir a existência de que nos cabem gerenciar. A conflitos não significa fazer mediação de conflitos não é apologia aos mesmos e foum tema novo. Existe muito mentar relacionamentos conconhecimento especializado flituosos. Tanto negar quanto a respeito, como, por exeminstigá-los não é recomendáplo, técnicas e outros proconflitos, é necessária a presença de uma terceira pessoa, imparcial, que vel, entre outras coisas, pelo Nos cedimentos metodológicos. fará o papel de mediadora, facilitando a comunicação e a negociação entre os simples fato de que atitudes Estes têm a sua importância envolvidos e, se possível, o acordo e o entendimento assim não dão conta da die devemos utilizá-los sempre nâmica que envolve o nosso que possível. viver. No dia a dia da nossa vida, pre- tem importantes insumos a dar quanO estado atual do desenvolcisamos ouvir, falar, negociar, silen- do o assunto diz respeito aos relacio- vimento da sociedade exige de ciar, esperar, contrapor, emitir juízos namentos humanos e, em especial, à nós a capacidade de buscarmos acorde valor. dos, de nos relacionarmos com resmediação de conflitos. Talvez exista quem diga que conA palavra conflito se origina do peito, de garantir a autonomia e a alflito seja um tema de menor impor- Latim conflictus e pode ser traduzida teridade de cada pessoa, cultura, natância, tendo em vista tantos ou- por ‘oposição de interesses, sentimen- ção. Exige que saibamos reprovar tros desafios e demandas que se co- tos, ideias, luta, disputa, desenten- o que não favorece o bem comum e locam para a humanidade. Por mui- dimento, briga, confusão, tumulto, o que não assegura a vida. Devemos to tempo, a Teologia e as demais desordem’. No contexto da Igreja, os lembrar sempre que, de leis e técnicas, Ciências Sociais deixaram de aprofun- conflitos adquirem várias nuances e o mundo está cheio. O que falta é aldar temas relacionados ao cotidia- diversos desdobramentos, podendo cançar o coração e a ética das pessoas, no, em especial, das inter-relações, advir de relações assimétricas de po- colocar em prática o que sabemos soem que está inserida a questão do der entre homens e mulheres, do pou- bre a boa convivência. conflito. Porém, uma análise mais co diálogo, da falta de transparência, O apóstolo Paulo formulou muipertinente mostra tratar-se da esfera da sobreposição de interesses pesso- tas orientações para os primeiros na qual se desenrola boa parte do nos- ais aos coletivos, da fofoca, da descon- cristãos. Um texto clássico é o de so existir. Portanto, tratar sobre con- fiança, do exigir e não contribuir, do 1Coríntios 12.12ss, com a já conheflitos é abordar um tema central da criticar e não colaborar. cida metáfora do corpo. Nele, o nossa existência. Via de regra, conflitos aparecem apóstolo orienta para a unidade e paQuando a Igreja traz este tema quando opiniões diferentes são con- ra a cooperação. Isso significa supepara reflexão, ela quer dar a devida frontadas ou quando há desentendi- rar o nosso espírito individualisimportância a esta área da vida comu- mentos entre casais, vizinhos, lide- ta. Significa superar a necessidade nitária, convidando para a reflexão e ranças comunitárias e colegas. Muitas que temos de ver defeitos nos outros, para a ação. A Igreja o faz, contribuin- vezes, sozinhos, os envolvidos não de desqualificá-los, de provocar indo, a partir da Bíblia e da confessio- conseguem chegar a um entendimen- trigas. Viver em meio a conflitos não nalidade luterana. Ao lado de outros to. É necessária a presença de uma é o problema. O problema é não conconhecimentos e saberes, a Teologia terceira pessoa, imparcial, que fará seguir resolvê-los.
O diálogo na mediação de conflitos Ninguém é perfeito. Todos nós temos virtudes e defeitos. Lutero nos adverte, dizendo que somos simultaneamente justos e pecadores. Não nos movemos apenas pela razão. Também não temos uma conduta orientada apenas pela decisão, pela objetividade, pela noção do que é certo e errado. Somos emotivos, sentimentais, sensíveis, inseguros e carentes. Todo ser vivo, de uma forma ou outra, se comunica. Ao ser humano, Deus deu a capacidade de dialogar para melhorar a nossa possibilidade de nos relacionarmos. A nós, foi dado o dom da palavra falada, escrita, corporal, artística. Este é um recurso que temos à disposição para gerenciar conflitos. Se não for utilizado ou for utilizado de forma incorreta, servirá para provocar discordâncias. A carta de Tiago 3.5ss comenta sobre o problema da língua, chamando a atenção para o fato de que devemos ser cuidadosos com as palavras que proferimos. Palavras podem curar, animar, construir, mas também machucar e destruir. A exortação evangélica encontrada em Mateus 18.15
(Se o seu irmão pecar contra você vá e mostre-lhe o seu erro, mas faça isso em particular, só entre vocês dois. Se essa pessoa ouvir o seu conselho, então você ganhou de volta o seu irmão), que instrui sobre como devemos tratar alguém com quem temos alguma dificuldade, é de grande valor. Quando temos algo para resolver com alguém, devemos procurar esta pessoa e dialogar a respeito, sempre na perspec-
Todos nós temos virtudes e defeitos
tiva de ‘ganhar o nosso irmão’, ou seja, de refazer a relação, de não romper o relacionamento. O diálogo é o grande instrumento que temos para resolver conflitos e para cultivar relacionamentos
de respeito.
Jorev Luterano - Dezembro - 2012
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Durch die Tür der Demut Im Jahr 2004 war ich zum ersten Mal in Bethlehem als Theologischer Referent des Lutherischen Weltbundes für Kirche und Menschen anderer Glaubensrichtungen. Es war ungefähr 4 Uhr morgens, als drei Kollegen und ich vor Bethlehem durch den Checkpoint der 8 Meter hohen Trennungsmauer nach Bethlehem fahren wollten. Israel hat im Jahre 2002 den Bau dieser Mauer als Absperrung von den palästinensischen Gebieten begonnen und ungefähr 500 Kilometer von der 760 Kilometer geplanten Absperrungsmauer sind fertiggestellt. Vor dem Checkpoint nach Bethlehem standen vor uns zwei Autos. Im Dunkeln konnten wir einige junge israelische stark bewaffnete Soldaten erkennen. Unser palästinensischer Fahrer bat uns, ganz still zu sein. Nach langem Warten fuhr das erste Auto durch das Eingangstor. Dann endlich das zweite Auto und schließlich - nach zwei Stunden Wartezeit - durften wir nach Bethlehem fahren. Gleich nach dem Frühstück im Hotel im schon sehr belebten Zentrum von Bethlehem bin ich an der im Jahre 1893 eingeweihten Evangelisch-Lutherischen Weihnachtskirche vorbeigegangen. Ich hielt mich in Richtung Hauptmarkplatz, wo die Geburtskirche Jesu ist. Auf Anordnung von Kaiser Konstantin dem Großen und seiner Mutter Helena wurde im 4. Jahrhundert über die vermutete Geburtsstätte Jesu eine Memorialkirche gebaut, die leider zerstört wurde, höchstwahrscheinlich durch einen Brand oder ein Erdbeben. Im 6. Jahrhundert wurde die heutige Geburtskirche unter Kaiser Justinian I gebaut, wie sie auf dem Foto zu sehen ist. Können Sie das Eingangsportal dieser großen Kirche erkennen? Es ist das kleine schwarze Rechteck - kein prachtvolles Eingangsportal, sondern eine ganz einfache Eingangstür. Da die Eingangstür nur 90 Zentimeter hoch ist, muss man gebückt in die Geburtskirche Jesu hineingehen. Mein Kollege Dr. Musa Filibus aus Nigeria sagte bedeutungsvoll: „Wir müssen uns mit demütigem Herzen bücken, wenn wir das Jesuskind anbeten und das Weihnachtswunder erleben wollen, dass Gott Mensch wurde.“ Das Weihnachtswunder wird folgendermaßen in Philipper 2.6-7 zusammengefasst: „Jesus, der in göttlicher Gestalt war (…) entäußerte sich selbst und nahm Knechtsgestalt an, ward den Menschen gleich und der Erscheinung nach als
„Jesus, der in göttlicher Gestalt war (…) entäußerte sich selbst und nahm Knechtsgestalt an, ward den Menschen gleich und der Erscheinung nach als Mensch erkannt.“
Pfarrer Dr. Ingo Wulfhorst Mensch erkannt“ In Jesus ist Gott nicht wie erwartet - als machtvoller König in einem prunkvollen Palast in der von Bethlehem nur sieben Kilometer entfernt liegenden Hauptstadt Jerusalem erschienen. Er ist als ein kleines und hilfloses Baby in einer Futterkrippe für Tiere in dem damals vollkommen unbedeutenden Bethlehem geboren. Jeglichen Herrschaftsanspruch hat er aufgegeben und „erniedrigte sich selbst und ward gehorsam bis zum Tode, ja zum Tode am Kreuz“ (Philipper 2.8). Demut ist der Schlüssel zu dem großen Weihnachtsgeheimnis. Jesus hat die wahre Demut gelebt und nimmt uns an, wenn wir ihn demütig um Barmherzigkeit und Hilfe bitten, wie die Menschen es damals erlebt haben. Das Weihnachtswunder geschieht heute, wo wir Gott unsere leeren Hände hinhalten und in Demut um seine Barmherzigkeit bitten. Er schenkt uns Glaube, Liebe, Vergebung und ewiges Leben. Das bedeutet neues, frohes Leben, schon jetzt und hier auf dieser Welt, in wahrer Demut vor Gott. Nehmen wir die Einladung an, demütig durch die niedrige Eingangspforte in Richtung zum Weihnachtswunder zu gehen. Nicht gedemütigt. Auch nicht in falscher Bescheidenheit oder Heuchelei, sondern demütig unsere geballten Fäuste öffnen, die denjenigen wehtun sollten, die uns so wehgetan haben. Mit Gottes Hilfe können wir die Trennungsmauer des Hasses und des Nachtragens niederreißen. Da wird sich viel ändern in unseren Familien und Gemeinden, wenn wir vergeben und uns selbst verschenken, weil wir so unsagbar reich von der Liebe Gottes beschenkt werden, wie wir in Johannes 3.16 lesen: „Gott hat die Welt so geliebt, dass er seinen eigenen Sohn gab, auf das alle die an ihn glauben, nicht verloren werden, sondern das ewige Leben haben.“ Liebesgeschenk befähigt uns auch,anderen Menschen in Liebe und Demut zu begegnen und uns dem Anderen zu schenken. Wenn wir uns gegenseitig stützen, helfen und vergeben, reißen wir Absperrungsmauern ab. Dann können wir das Glück des Zueinanderfindens erleben und uns gegenseitig beschenken und das Weihnachtsgeschenk der rettenden Liebe Gottes miteinander teilen. In diesem Sinne wünsche ich allen ein „Gesegnetes Weihnachtsfest!“.
Jorev Luterano - Dezembro - 2012
Compartilhar 15 Neste espaço, a Comunidade pode compartilhar os momentos significativos da vida cristã, como Nascimento, Batismo, Confirmação, Bênção Matrimonial, Encontros Familiares, Bodas e Sepultamento.
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Falecimento Com profundo pesar, comunicamos o falecimento de ARLINDO HAGEMANN Nascido em 3 de agosto de 1928, em Fazenda Lohmann, Estrela/RS, filho de Fridolino Hagemann e Theolina Drebes Hagemann, Arlindo Hagemann alcançou a idade de 83 anos, 8 meses e 10 dias, falecendo no dia 13 de abril de 2012, em Crissiumal/RS. Arlindo casou-se em 24 de abril de 1954 com Asta Blondina Schneider Hagemann. O casal foi abençoado com três filhos: Sergio, casado com Rejane B. J. Hagemann, Silvio, casado com Claudia Zmuda, e Harry, casado com Neuza Karwascki, e nove netos: Thaís, Anelise, Daniel, Cristiane, Cassiano, Ricardo, Simoni, Luciana e Maísa, além de três bisnetos: Lara, Ruan e Bernardo. A família agradece ao Pastor Olavio Kopper, de Crissiumal, ao Pastor Gilcynei Tetzner, de Estrela, ao Pastor Sinodal do Sínodo Vale do Taquari, Pastor Marcos Bechert, pelas palavras de fé e consolo, na Igreja e no cemitério. Agradecemos aos Médicos dos hospitais de Crissiumal, Humaitá e Três Passos, ao Coral ‘Os Carinhosos’, aos Grupos de idosos ‘Paz e Alegria’ e ‘Conviver’, às sociedades pelas flores e coroas, à Funerária Lermen, aos bons vizinhos, que sempre estiveram ao nosso lado nas horas mais difíceis, e a todos que, de uma ou outra maneira, prestaram a sua solidariedade nesse momento tão difícil. O nosso consolo é saber que Arlindo se encontra nos braços de Deus Pai, pois em 1João lemos: Vede que grande amor nos tem concedido o Pai, a ponto de sermos chamados filhos de Deus.
Quatro Gerações
Bodas de Ouro Com gratidão e louvor a Deus, no dia 28 de abril de 2012, festejaram 50 anos de união matrimonial IRACEMA ERNA (nascida Neukamp) e BENO SONRBERGER Na presença do filho Ademir, da sua esposa, Anita, e dos netos Jocilene e Ricardo; da filha Marli, do seu esposo, Antenor, e do neto Marcelo, casado com Elizete, da bisneta, Ana Luiza, e dos netos Fernando, Daniela, Gabriel; e da filha Noeli, do seu esposo, Hildo, e dos netos Jéssica e Tcharles; além de familiares e muitos amigos, Iracema e Beno festejaram esse dia com uma cerimônia religiosa oficiada pela Pastora Christa Starosky, na Comunidade Evangélica de Confissão Luterana de Palotina/PR. Logo após a celebração, os convidados foram recepcionados no CTG Rancho Amigo. O casal é natural de Sarandi, município de Aratiba/RS e, desde a década de 1960, mora em Palotina/PR. Eu e minha casa serviremos ao Senhor. Josué 24.15
Com alegria, apresentamos as quatro gerações da família Borchardt: Mãe - Lusina Tornquist Borchardt Filha - Marlene Borchardt Strack Neta - Eliane Strack da Silva Bisneta - Fernanda Taise da Silva Esse encontro aconteceu no dia 21 de junho de 2012, na comemoração dos 85 anos de Lusina, que reside em Nova Boa Vista. Todos os demais familiares desejam à Lusina saúde e a graça de Deus
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SÍMBOLOS DE Natal A palavra ‘símbolo’ tem origem no grego symbolon, no sentido de ‘unido’. Há muitos significados para a palavra símbolo, mas, na liturgia, símbolo é um sinal visível que nos permite perceber ou experimentar (ligar/unir) uma realidade invisível, transcendente, ou seja, a realidade de Deus. O símbolo cristão nos remete para uma realidade muito diferente da nossa. A realidade de Deus é tão profunda e inefável que não conseguimos exprimi-la apenas por palavras, por isso recorremos à linguagem dos sinais e dos símbolos. De todas as festas cristãs, o Natal é uma das festas mais bonitas, pois é carregada de cores, de luzes e de símbolos muito ricos em significados. Os símbolos não querem dizer diretamente, mas querem apontar para algo que vai além do nosso horizonte de compreensão. Redescobrir e vivenciar a riqueza dos símbolos natalinos pode auxiliar a resignificar o Natal para além do consumismo atual. Jesus tornou-se gente, porque sabe que, para nós, é difícil crer sem ver. O símbolo natalino aponta concretamente para o acontecimento central do Natal: o nascimento de Cristo para a nossa salvação. Portanto, no Natal, a Igreja celebra a vinda de Deus ao mundo com o nascimento de Jesus. A primeira menção à festa de Natal é feita em 354 d.C.,
Vela: originalmente, as velas assumiram a função prática de iluminar. Os primeiros cristãos realizavam os seus cultos às escondidas, na escuridão da noite. Com o tempo, elas se constituíram em um elemento litúrgico, fazendo parte de cada celebração, mesmo em plena claridade do dia, adquirindo uma função simbólica. As velas remetem a Cristo, a luz do mundo (Is 9.1). Também os seguidores de Jesus são enviados a ser luz no mundo. Outros significados atribuídos à vela são, em especial, o sacrifício e a oração. A vela, pois, aponta para Jesus, o nosso Senhor, e simboliza a oração e a fé.
SÍMBOLO TEM O SENTIDO DE UNIDO em um documento romano que transformou o dia 25 de dezembro, data de uma festa não-cristã chamada Sol Invictus (sol invencível) em festa do aniversário de Jesus Cristo. Para os cristãos, Cristo era o verdadeiro sol invencível, o sol da graça, a luz do amor, da justiça o resplendor, como bem expressa o hino 92, do HPD da IECLB. O Natal comemora a vinda do Messias, o Salvador prometido, o justo, que veio redimir e salvar o povo de Deus das trevas do pecado, da injustiça e da morte. A cor litúrgica do Natal é o branco. Anjo: foi o mensageiro da grande novidade – Jesus nasceu! Até hoje, o anjo é o símbolo da paz que Jesus traz e do louvor daquele primeiro canto natalino: Glória a Deus nas alturas e paz na terra às pessoas de boa vontade. Ceia: a ceia de Natal expressa a vontade de Cristo de nos ver unidos como uma grande família. Ele também deseja saciar a nossa fome por amor, paz e justiça. Cristo deseja ser convidado a participar da ceia. Ele vem com alegria quando é convidado na nossa oração. O maior presente que podemos lhe dar no seu aniversário é vivermos fraternalmente como irmãos, filhos e filhas do mesmo Pai. Estrela: o evangelista Mateus escreve que os reis magos viram uma grande estrela no Oriente (Mt 2.2) e que a seguiram até o lugar onde Jesus es-
tava em Belém. O tempo de Advento e a celebração do Natal são como aquela estrela, que quer nos levar novamente até o menino Jesus na manjedoura e aponta para a plenitude de vida que representa esta vinda de Deus ao mundo em Cristo. Papai Noel: duas figuras se uniram para formar a imagem do Papai Noel – São Nicolau, que gostava de presentear as crianças, e Deus Pai, como um velhinho bondoso de cabelos e barba branca. Entretanto, Papai Noel e os seus presentes não podem substituir o menino Jesus, o real aniversariante, sob pena de esvaziarmos o Natal e a sua mensagem. Pinheiro: tem a sua origem na Alemanha dos séculos XVI e XVII. Nos países do Norte, o pinheiro é uma das árvores que não perdem as folhas no inverno, por isso representa vida. Daí o costume de enfeitá-lo com luzes e cores, irradiando alegria. Deus afirma que Ele é como o cipreste que mantém suas folhas sempre verdes (Os 14.8). Mesmo diante da falta de esperança, da seca ou do inverno, Deus faz nascer o verde de uma nova esperança (Is 11.1, 53.2 e Jr 33.15). Presente: o presente mostra que o presenteado é alguém especial. O presente que Deus nos mandou, o seu filho, quer estar entre nós, ser lembrado e seguido. Jesus deseja presentear a todos! A ideia de trocar presentes no Natal está relacionada, entre
Coroa de Advento: advento quer dizer tempo da chegada. O que era esperado se aproxima, está para acontecer, chegou a hora de se concretizar. É formada por um círculo com quatro velas e enfeitada com ramos verdes e laços vermelhos. A Coroa é colocada em lugar de destaque na Igreja no primeiro Domingo de Advento, quando se acende a primeira das velas, operação que é repetida nos três Domingos seguintes. A luz crescente indica a proximidade do Natal, quando a luz de Cristo, a luz da salvação, brilha para toda a humanidade. A Coroa, sem começo nem fim, simboliza a eternidade e a salvação alcançada. Os ramos verdes são a vida que se renova.
outros motivos, aos magos que levaram presentes para o menino Jesus (Mt 2.11). O grande e imerecido presente mesmo é Deus que nos oferece em Cristo: uma vida abundante e repleta de alegria. O Natal perde o seu valor quando o ato de presentear se torna obrigação ou um gesto para acalmar a consciência perante os muitos que não podem dar nem receber presentes materiais. É bonito presentear um necessitado. Mais importante, porém, é lutar para estas que pessoas carentes possam participar da vida abundante que Deus quer para todos. Presépio: foi preparado pela primeira vez por São Francisco de Assis (1223) e, desde então, se tornou um costume popular. O presépio foi o berço rude de Jesus, o coxo dos animais no estábulo. O presépio nos lembra pobreza, simplicidade e nos faz refletir sobre o mistério e o sentido profundo da vontade de Deus. Sinos: a principal função do sino para a comunidade cristã é ‘chamar’, convocar a comunidade para o encontro com Deus, por meio da reunião comunitária e da oração. Ele é entendido como a ‘voz de Deus’. O sino é símbolo da ligação entre o céu e a terra. Os sinos do Natal nos lembram: Jesus nasceu!
*A partir de ‘A linguagem dos símbolos no culto cristão (2012), ‘Há um clima de Natal’ (1993) e do Portal Luteranos.