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Jornal Evangélico Luterano - Ano 37 - nº 704 - Março 2008

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LUTERANO

www.luteranos.com.br

JOREV LUTERANO MARÇO 2008

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JOREV

JORNAL EVANGÉLICO LUTERANO - IGREJA EVANGÉLICA DE CONFISSÃO LUTERANA NO BRASIL - ANO 37 - MARÇO - Nº 704

Lema: Velhinhos e velhinhas sentarão nas praças de Jerusalém e as praças ficarão cheias de meninos e meninas brincando. Zacarias 8.4-5

Tema: No poder do Espírito, proclamamos a reconciliação

Cristo ressuscitou O amor é cego

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Os papéis das mulheres

Preservando a natureza


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Editorial

Na Páscoa, a vida venceu a morte A partir da edição de novembro, apresentamos nas Editorias Ministério, Presbitério e Gente Luterana representantes do mesmo Sínodo, de forma a mostrar a enorme diversidade presente na nossa IECLB, proporcionando uma rica troca de experiências entre os Sínodos. Por sorteio, começamos esta série pelo Sínodo Sul-Rio-grandense. Em dezembro, o Sínodo Uruguai mostrou uma parte do seu trabalho por meio do Pastor Hélio Adolfo Doss, do Presbítero Manfredo Salfner e das Presbíteras Erica Breunig e Cleci Koch, que contam um pouco sobre a sua trajetória pessoal, a caminhada na IECLB, além das metas, sonhos e dificuldades envolvidos em ser Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, conforme a realidade do Sínodo. Na edição de janeiro/fevereiro, foi a vez do Sínodo Planalto Rio-grandense ser representado nas páginas do Jorev pelo Pastor Rudi Kich, pelo Presbítero Silvino Lamb, pela Presbítera Delci Soder Adam e por Viviane Kusler, Presidente do Conaje. Nesta edição, chegou o momento do Sínodo Nordeste Gaúcho trazer o P. Fábio Bernardo Rucks, contado sobre

o seu trabalho junto aos jovens, o Presbítero Celso Nicolau Kerber, que explica a importância de cuidarmos do nosso planeta, Lieselotte Kaethe Ziegler, que faz parte da Comissão de Avaliação de Obreiros do Sínodo e da banca de

examinadores dos candidatos ao Ministério ordenado, e o casal Cláudio e Lorita Gerhardt, atualmente trabalhando em tempo integral no Ministério Família Cristã Feliz, Na páginas centrais, Editoria Unidade, o Jorev leva aos seus leitores e leitoras um trabalho muito especial realizado pela Pa. Eliana Lisandra Weber, que aborda o sentido da Páscoa a partir da sensível visão de Maria, mãe de Jesus.

Fé Luterana, sempre buscando trazer assuntos da atualidade analisados a partir da confessionalidade luterana, presta uma homenagem às mulheres, fazendo um resgate dos seus papéis básicos na vida com a dupla, tripla e, às vezes, quádrupla jornada de atividades à luz da Bíblia. A Editoria Geral apresenta a Páscoa no ponto de vista dos desafios jovens, um tempo oportuno de redescobrir a força revolucionaria do jovem, sua capacidade de transformar o mundo para melhor, conforme explica o P. Julio Cezar Adam. Ano Eclesiástico: vamos festejar! Vamos comemorar! é o título da matéria da Editoria Comportamento, que mostra a importância do Calendário Litúrgico, sua origem, suas comemorações e as cores que simbolizam. Como já é de costume, Deutscheseite chega aos nossos leitores com dois inspiradores artigos sobre a Páscoa. Aproveitando o tema e as palavras da Pa. Eliana, Alegre-se, pertencemos a Deus na escuridão desse mundo e também na eternidade! Uma abençoada Páscoa a você, que constitui a Família de Deus neste mundo. Um grande abraço da equipe do Jorev e Feliz Páscoa a todos!

CARTAS Jorev

Luterano IECLB Jornal da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil www.luteranos.com.br PASTOR PRESIDENTE P. DR. WALTER ALTMANN SECRETÁRIO GERAL P. DR. NESTOR FRIEDRICH JORNALISTA RESPONSÁVEL LETÍCIA MONTANET-REG. PROF.: 10925 ADMINISTRAÇÃO / COMERCIAL CRISTIANO HENRIQUE LAMB CARTAS - SUGESTÕES DE PAUTA ARTIGOS - ANÚNCIOS FAMILIARES E ANÚNCIOS COMERCIAIS RUA SENHOR DOS PASSOS, 202/3 90.020-180 - PORTO ALEGRE/RS FONE: (51) 3227.1258 FAX: (51) 3225.7244 E-MAIL: jorev@ieclb.org.br SECRETARIA GERAL - IECLB FONE: (51) 3221.3433 ASSINATURA ANUAL - 11 EDIÇÕES R$ 18,00

_______________________________________ Proibida a reprodução parcial ou integral do conteúdo desta edição sem a prévia e formal autorização da Redação do Jorev Luterano.

Jorev de Natal

Amigos do Jorev

Agradecemos o envio dos exemplares do Jorev de Natal! Obrigado e parabéns pela qualidade e conteúdo geral do Jorev.

Saúdo vocês com muita alegria para, a seguir, me congratular convosco pelo linguajar tão aconchegante de nosso Jorev. Todo o conteúdo é gostoso de ser lido, o que é demonstrado muito bem pela coluna ‘Cartas’(página 2). Alguns exemplos de linguagem do Jorev nº 702 que chegam bem junto de nossos leitores e leitoras: Ministério, Unidade - entrevista com o Papai Noel (Pelz Nickel), Deutsche Seite (sempre é boa), etc. Desejo a vocês um Ano Novo repleto de Bênçãos.

A Bíblia é a palavra de Deus semeada no meio do povo, que cresceu, cresceu e nos transformou, ensinando-nos a viver um mundo novo. Então, já imaginaram o que aconteceria se tratássemos a Bíblia do jeito que tratamos o nosso celular? Se déssemos uma olhada nela várias vezes ao dia? Se voltássemos para apanhá-la quando a esquecemos em casa, no escritório? Se a usássemos para enviar mensagens aos nossos amigos? Se a tratássemos como se não pudéssemos viver sem ela? Se déssemos de presente às crianças? Se a usássemos quando viajamos? Se lançássemos mão dela em caso de emergência? Mais uma coisa: ao contrário do celular, a Bíblia não fica sem sinal. Ela ‘pega’ em qualquer lugar. Não é preciso se preocupar com a falta de crédito, porque Jesus já pagou a conta e os créditos não têm fim. O melhor de tudo: não cai a ligação e a carga da bateria é para toda vida.

Fraternalmente, P. em. Albino João Vortmann Santa Rosa/RS

Um feliz 2008 a todos! P. Adelmo Oscar Struecker e família Rio do Sul/SC

Abraços, Vilmar Saar Capa – Núcleo Marechal Cândido Rondon/PR

Amigos e amigas do Jorev

Diário da redação Assinaturas No Jorev Luterano, estamos sempre pensando em você. Nossa equipe trabalha em sintonia, preparando todos os detalhes para que chegue mensalmente até a sua casa informações importantes para a sua vivência na IECLB, por isso, cada vez que recebemos a renovação da sua assinatura, ficamos muito felizes. É a resposta positiva ao nosso trabalho! Para os nossos assinantes, temos dois recados importantes: 1) Para que você, que opta por renovar a sua assinatura por meio de depósito bancário, continue recebendo o seu Jorev em casa, é fundamental que comunique o depósito por e-mail (jorev@ieclb.org.br) ou telefone (51-3227.1258). Caso contrário, não temos como identificar o depósito e o assinante fica com o pagamento em aberto. Este recado vale para renovações de assinaturas feitas em 2007 e 2008 e que, até o momento, ainda não foram comunicadas. No caso de pagamento por boleto bancário, não é necessário qualquer tipo de comunicado. 2) Outro aviso importante é para os assinantes que não recebem o Jorev em casa, mas o retiram nas agências dos Correios. Infelizmente, muitos exemplares estão voltando para nós, pois os assinantes não estão retirando. Sugerimos que os assinantes procurem ir com mais freqüência às agencias ou solicitem este favor para algum vizinho, parente ou amigo. Não deixe o seu Jorev Luterano sozinho nos Correios. Leve o seu Jorev para casa! Todos os dias com o Jorev Para não perdermos o contato nem por um só dia, o Jorev está presenteando os assinantes com um belo calendário. Devido ao grande sucesso da promoção de assinaturas, não foi possível enviar calendários para todos os novos assinantes (encartados na edição de janeiro/fevereiro). Agora, com o estoque atualizado, estamos encartando calendários, contemplando os demais assinantes na edição de março. É o Jorev, o seu espaço privilegiado para compartilhar as vivências da nossa IECLB, querendo ficar sempre perto de você, estimulando a viver a fé e participar ativamente da nossa Igreja! Jorev – a missão luterana ao alcance de todos


JOREV LUTERANO MARÇO 2008

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Curtas

VIII Congresso de Assistentes Espirituais

13° Assembléia Sinodal no Vale do Taquari

Comunidade de Paverama resgatando a história

Seis Estados do Brasil estiveram representados pelos 126 participantes do VIII Congresso Brasileiro Ecumênico de Assistentes Espirituais Hospitalares, realizado nos dias 15 a 17 de outubro, no Centro de Eventos Rodeio 12/SC, cujo objetivo foi promover estudo, comunhão e intercâmbio de experiências. O tema geral Ética e Cuidados no Contexto Hospitalar foi desenvolvido por profissionais da Medicina, Psicologia, Bioética e Administração Hospitalar.

Os participantes da 13° Assembléia Sinodal do Sínodo Vale do Taquari, reunidos em Boa Vista, na Comunidade Evangélica Betânia - Teutônia, no dia 1º de novembro, sob o Tema do

A Comunidade Evangélica Cristo de Paverama/RS, ciente da importância de não deixar morrer a sua memória

Sínodo

Vale do Taquari

A Mensagem dos congressistas testemunha a busca por uma atitude compromissada com um relacionamento ético e humano junto aos pacientes e seus familiares no processo de cura e/ou no limiar da morte, finalizando com o lema Cura-me, Senhor, e serei curado, salva-me, e serei salvo; porque tu és o meu louvor (Jr.17.14).

Ano No poder do Espírito, proclamamos a reconciliação e Lema Não podemos deixar de falar das coisas que vimos e ouvimos (Atos 4.20), foram desafiados a cuidar pastoralmente das pessoas e das Comunidades chamando-as à liberdade que foi dada por Deus e testemunhando que Ele é o Deus de amor, seu dom maior. Na Assembléia, houve prestação de contas e aprovação do orçamento sinodal para 2008, além do Plano de Ação missionário do Sínodo. As grandes prioridades de trabalho para o próximo ano: Diaconia e missão, Formação e Educação Cristã, Mobilização das Comunidades, Diálogo com a sociedade e Unidade da Igreja.

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24º Encontrão Jovem

No dia 31 de outubro, foi realizado um grande encontro da família luterana no anfiteatro da Igreja Presbiteriana do Brasil, em Curitiba/ PR, com apresentações de corais e grupos instrumentais. O P. Dr. Marlon Fluck, usando vários trechos do filme sobre Martim Lutero, explicou a Reforma. Em vídeo, os Presidentes da IECLB e da IELB apresentaram suas saudações para o Dia da Reforma, reforçando o engajamento das duas Igrejas Luteranas.

Mais de 2 mil jovens de muitas cidades de Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e outros estados, além do Paraguai e da Alemanha participaram do 24º Encontrão Jovem, realizado no Parque da Cebola, em Ituporanga/SC.

Com a participação de 800 pessoas, o culto celebrativo foi oficiado por Obreiros das duas Igrejas, com a participação do Conjunto de Metais Sola Fide e Corais de ambas as Igrejas. Na despedida, cada participante recebeu um exemplar do livro O verdadeiro Tesouro da Igreja, que contém as 95 teses de Martim Lutero, interpretadas pelo P. Dr. Lindolfo Weingärtner.

O Encontrão começou na sextafeira, 2 de novembro, e prosseguiu até domingo, mas já havia turmas acampando desde quarta-feira. A alegria era contagiante, apesar da chuva intensa. Pessoas se abraçando, histórias sendo contadas, risos, música, gente circulando e um objetivo em comum: buscar comunhão com Deus e com os irmãos na fé. O programa incluiu teatro, louvor, palestra, esporte, oração e muita comunhão sob o tema central Jovem Umbigo-cêntrico, que conduziu os jovens a pensar em si mesmos e na maneira como vivem.

O lançamento, no dia 2 de março, do Tema do Ano No poder do Espírito, proclamamos a reconciliação e do Lema 2008 Velhinhos e velhinhas sentarão nas praças de Jerusalém e as praças ficarão cheias de meninos e meninas brincando (Zacarias 8.4-5).

Desce histórica, resgatou lápides de sepulturas dos primeiros fundadores da Igreja Evangélica em Paverama, no antigo Cemitério Evangélico da extinta Comunidade de Santa Manoela. Com a presença do Vice-Pastor Sinodal do Sínodo Vale do Taquari, P. Leonídio Gaede, no dia 2 de novembro, Finados, a Comunidade realizou uma homenagem celebrativa à memória destes primeiros imigrantes que vieram da Alemanha. Foi um momento importante para luteranos e luteranas de Paverama, que traziam a expressão de agradecimento pelo legado dos pioneiros. ______.....______

Encontros do Luteranismo

Sobe

Doutrina da Justificação No dia 11 de novembro, foram comemorados os oito anos da assinatura da Declaração Conjunta Católico-Luterana sobre a Doutrina da Justificação durante o culto realizado no templo da Comunidade Evangélica de Confissão Luterana de Brasília. O culto teve a presença do P. Euclécio Schieck, da IECLB, Rev. Sandro Xavier, da IPU, P. Joachim Wörner, da IECLB, Pe. Gabriele Cipriani, do CONIC e Pe. João Ignácio Périus, Vigário

Episcopal da ICAR, além de membros leigos de várias Paróquias católicas da capital federal. Tanto a liturgia, que contou com a participação do P. Euclécio Schieck, quanto as pregações, conduzidas pelo Pe. João Ignácio Périus e pelo P. Joachim Wörner, Coordenador Ministerial da Comunidade de Brasília, tiveram como tema aspectos da Declaração Conjunta.

Esquecer o verdadeiro sentido da Páscoa: a ressurreição de Cristo.

Ofertas Nacionais 2 de março 4º Domingo da Quaresma Trabalho com mulheres e Coordenação de Gênero Os grupos de mulheres na IECLB têm crescido e se multiplicado. Além dos tradicionais grupos da OASE, há outros a partir do trabalho do Fórum de Reflexão da Mulher Luterana, da Pastoral Popular Luterana e dos Sínodos. A diversidade dos grupos demonstra a multiplicidade de interesses e a criatividade das mulheres na IECLB. 20 de março Quinta-feira Santa Bolsas de financiamento para estudantes de Teologia/Fundo Rotativo de Financiamento Estudantes de Teologia dos centros de formação teológica da nossa Igreja podem recorrer a um financiamento para cobrir parte da sua manutenção durante o período de estudos. Esse financiamento é concedido a quem comprova que não dispõe de recursos próprios suficientes. Depois de formados, os beneficiados devolvem o empréstimo. 30 de março 2º Domingo da Páscoa Promoção do Ecumenismo e Fundação da FLM A IECLB é uma Igreja ecumênica. Está unida, pelo vínculo da fé, a todas as igrejas no mundo que confessam Jesus Cristo como único Senhor e Salvador. Este compromisso ecumênico se concretiza na participação em organizações ecumênicas nacionais e internacionais.


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Atualidade

Ressurreição e transformação: os homens constroem, mas só Deus edifica de Vereadores foi cedida como local para os cultos. No entanto, a Comunidade desejava um lugar próprio. Cientes das dificuldades, o Poder Público Municipal doou um terreno para a construção da igreja. A obra precisava ser iniO templo da Comunidade de Boa Vista do Buricá/RS antes do temporal de 13 de novembro ciada e concluída, mas os poucos recursos não eram suficientes. A Comunidade de Boa Vista do Buricá/RS Então, foi encaminhada uma solicitação à teve lançada a sua primeira semente em 1975, Alemanha, por meio da Gustaw Adolf quando algumas famílias evangélicas Werk. Mais uma vez, a Comunidade resolveram, com o apoio de Pastores e da obteve êxito, o projeto foi aprovado e os Paróquia Evangélica Buricá de Três de Maio, recursos chegaram ao Brasil em 1991. A criar um ponto de pregação. Como local de Comunidade contou ainda com doações encontro, foi cedida uma sala das obtidas na Paróquia Evangélica de Três dependências da Escola Estadual Barão do Rio de Maio. Branco. Após a inauguração do templo, todos A Comunidade foi crescendo e o número ficaram orgulhosos, mesmo com a obra de famílias aumentando de tal maneira que, inacabada, sem forro, móveis, piso. em 1986, foi criada uma comissão provisória Os anos foram passando e inúmeras pró-oficialização da Comunidade. O ponto atividades foram realizadas, entre elas a culminante da criação da Comunidade colocação do forro, iluminação do jardim Evangélica de Boa Vista do Buricá, que, na na frente da igreja, colocação da cerâmica época, constituía-se de 23 famílias, aconteceu no piso, compra de bancos, mesas, no dia 2 de abril de 1988, elegendo a sua armários, pia batismal, copos, pratos, primeira diretoria. ventiladores e outros objetos necessários Com o passar do tempo, o número de para desenvolver as atividades. famílias foi aumentando e, em 1989, a Câmara

Lamentavelmente, a noite de 13 de novembro foi um capítulo triste na história da Comunidade de Boa Vista do Buricá, que teve o seu o templo totalmente destruído por um temporal, deixando entre os escombros apenas o altar com a cruz e o crucifixo, a Bíblia, os castiçais e alguns bancos e cadeiras. A emoção da Comunidade foi muito grande em busca de uma explicação, até que resolveram recolher o que havia restado e fortalecer a esperança, pois a cruz é o sinal da fé, o crucifixo expressa a dor, o altar é a presença de Deus e, ao redor dele, é realizada a celebração da Ceia do Senhor, lugar de partilha e Comunhão de todas as pessoas que crêem em Jesus Cristo, e a vela tem muitos significados, entre eles que Deus está presente. Percebendo o valor de cada objeto que restou, os presentes entenderam a mensagem de Deus a ressurreição de Cristo fortalece e leva-nos a crer na transformação da vida de cada pessoa. Temos condições de reacender a chama e prosseguir. Os homens constroem, mas só Deus edifica – o pedido da Comunidade, composta por 142 membros batizados que trabalham com muita dedicação e sem medir esforços, é encontrar na palavra de Deus ânimo para reconstruir e ajuda da família IECLB por meio de doações que poderão ser encaminhadas no Banco Sicredi, Agência 0306, Conta 1.0306.40351-2.

Após o temporal, o templo da Comunidade ficou completamente destruído

As aparências enganam Era domingo à tarde. Um dos filhos procurava algo ‘decente’ na televisão. Com o controle remoto, ia passando os canais abertos, mas nada lhe chamava atenção. Como eu estava deitado no sofá, vez em quando abria os olhos sonolentos para ver o que estava passando na telinha. Como nada lhe agradava, bem como a mim muito menos, deixou de procurar e se fixou numa comédia. Aliás, levamos tempo para descobrir que era uma comédia. O que é engraçado para um povo nem sempre o é para outro. O enredo trazia um jovem baixinho e gordinho interessado na filha de um empresário. Seu interesse era muito grande, mas o amor parecia impossível entre o pobre empregado e a filha do patrão. Mesmo assim, a distância social foi superada pela paixão que ele sentia por aquela moça, vista por todos como uma mulher muito gorda, menos por ele. Sentindo-se rejeitada por todos por causa da sua massa corporal, acabou assumindo o que outros pensavam dela, como um peso a mais em sua vida. Ela própria não entendia o seu pretendente, que a via diferente, esbelta. Como o drama começou a ser interessante, o

controle remoto sossegou. No início da terceira parte, apareceu o nome do filme: O amor é cego. Este título me fez acalmar a ira que estava acendendo dentro de mim por causa do preconceito contras as pessoas gordas. Pensei, então, que o título poderia salvar o filme e fomos até o fim.

Nosso amor humano vê demais. Inclusive, vê o que não existe O amor é cego? Isto contradizia a minha experiência dos nossos relacionamentos humanos. O nosso amor humano sofre do contrário: enxerga demais. Medimos as pessoas a partir do que achamos que somos. Classificamos as pessoas por meio dos nossos critérios. Fora do campo do trabalho, nos aproximamos daqueles que se encaixam em nossas gavetas. Gostamos de nos relacionar com os e as iguais na cor da pele, nas condições sociais, culturais, carreira profissional, etc. Nosso amor humano vê demais. Inclusive, vê o que não existe. Ao contrário das nossas afeições, na maioria das

vezes interesseiras, o amor de Deus é totalmente cego. É isto que estamos lembrando na Quaresma e na Sexta-feira santa. Se Ele fosse julgar pelas aparências, não se daria a nós numa cruz, instrumento de pena de morte para bandido. Se Deus enxergasse como nós, não teria vindo ao mundo numa manjedoura. Se Ele tivesse os nossos olhos, teria ficado em seu trono celestial cercado de anjos, com um eterno ‘louvorzão’. Por ser cego, Deus conseguiu se apaixonar por nós. É o que diz a Bíblia para estes dias de Quaresma. Em Deuteronômio 10.17, lemos que Deus é o Deus dos deuses e senhor dos senhores, poderoso e temível, que não faz acepção de pessoas, nem aceita suborno. O apóstolo Paulo, por sua vez, confirma a antiga aliança ao afirmar que Deus não nos julga pelas aparências (Gálatas 2.6). Deus vê com o coração, por isso o seu amor é cego.

P. Dr. Oneide Bobsin Pastor da IECLB e Reitor da Faculdades EST


Presidência

JOREV LUTERANO MARÇO 2008

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O Senhor ressuscitou

Pastor Presidente na reunião do CMI

O Senhor ressuscitou... Assim se manifestou um dos discípulos quando reencontrou o grupo de seguidores de Cristo em Jerusalém. Foi um testemunho de impacto que deixou discípulos e discípulas perplexos. Justo num momento em que experimentavam o peso e a dor da frustração, do desalento e da tristeza devido à morte de Cristo. Essa foi a senha para dizer que aquele que fora crucificado e morto por mãos humanas, Deus, por amor, poder e graça, o havia ressuscitado dentre o mundo dos mortos para cumprir com o seu propósito de salvação (Lucas 24.13-35).

O Pastor Presidente da IECLB e Moderador do Comitê Central do Conselho Mundial de Igrejas (CMI), Dr. Walter Altmann, participou, de 13 a 20 de fevereiro, da reunião do Comitê Central, em Genebra, na Suíça. O encontro também comemorou os 60 anos do Conselho. Durante a celebração ecumênica, uma das homilias ficou a cargo do patriarca Bartolomeu I, que preside a Igreja Ortodoxa de Constantinopla e é reconhecido como líder espiritual de 300 milhões de ortodoxos espalhados em todo o mundo. O Comitê Central é o mais alto órgão governante no intervalo entre as Assembléias do CMI, reunindo-se a cada 12 ou 18 meses. Entre as suas responsabilidades, estão a execução das resoluções tomadas nas Assembléias, a revisão de programas de trabalho, o monitoramento da sua implementação e a aprovação de planos orçamentários do CMI. Os integrantes do Comitê Central são eleitos durante as Assembléias, realizadas de sete em sete anos, dentre os representantes presentes. O Pastor Presidente da IECLB, Walter Altmann, foi eleito como Moderador do Comitê Central durante a 9 a Assembléia, que ocorreu em Porto Alegre/RS, no ano de 2006.

O Senhor ressuscitou... São palavras que brotam do coração de alguém que teve um encontro com o ressurreto. De alguém que experimentou em plenitude a força transformadora do próprio Deus, que não permite que a crucificação e a morte tenham a última

palavra. A última e definitiva palavra encontra-se com Aquele que em fé testemunhamos ser o nosso criador, Deus, nosso Pai celeste.

Deus, em sua promessa, assegura sua presença junto a nós por amor O Senhor ressuscitou... Esse testemunho não ficou restrito à região na qual Jesus viveu e ensinou o Evangelho. Ao contrário, ultrapassou os limites geográficos da Palestina, chegando a lugares inimagináveis. Também nós fomos alcançados pela mensagem surpreendente do Evangelho e abraçados pelo amor de Deus revelado em Cristo. Amados por Deus e salvos por graça, somos chamados e enviados ao mundo como suas testemunhas de

transformação. Por isso, mesmo diante de situações difíceis e injustas, capazes de provocar em nós o desalento e a frustração, não desanimemos. O Evangelho nos lembra que Deus, em sua promessa, assegura sua presença junto a nós por amor. O Senhor ressuscitou... Também pode ser um convite para que a missão de Deus no mundo possa ser abraçada com muito amor e paixão ou, conforme as palavras de um hino muito conhecido, Ó povo de Cristo na terra: não escondas a luz do Senhor! Em todo o teu ser transpareça o bendito sinal do amor (HPD – 165, estrofe 7).

P. Homero Severo Pinto Pastor 1º Vice-Presidente da IECLB

IECLB: uma Igreja em movimento Prepare-se! A IECLB está lançando, no mês de maio, domingo de Pentecostes, a Campanha para o Fundo de Missão, ligado ao Plano de Ação Missionária 2008-2012. Com a chamada Missão de Deus, nossa paixão, a Campanha chama para a participação com a palavra VEM e convida para ir ao encontro dos outros com a palavra VAI. A idéia é ser uma Igreja em movimento – atuante e fazendo a diferença neste nosso mundo.

Uma das sugestões centrais da campanha, que não visa somente à arrecadação de recursos, mas busca também reforçar ainda mais a unidade da Igreja e desenvolver a consciência missionária dos membros da IECLB, é a criação de cofrinhos nas próprias Comunidades para serem distribuídos nas casas das famílias. Os valores arrecadados serão gerenciados pela IECLB e destinados a apoiar projetos específicos de missão. No final de cada ano, a Direção da Igreja prestará contas dos recursos.

AGENDA DA PRESIDÊNCI A PRESIDÊNCIA MARÇO

Quando teens oram... Deus faz milagres Com a Organização de Anja Schäfer, neste livro diversos jovens contam com entusiasmo como o Senhor sacudiu o seu mundo. Algumas vezes, em coisas grandes, em outras, nas pequenas coisas

do dia-a-dia. A publicação traz, ainda, várias sugestões práticas de como estar mais próximo de Deus, seja sozinho em seu quarto, ao ar livre ou entre amigos. Cada capítulo apresenta dicas excelentes que incentivam a prática da oração. Gente sincera, orações sinceras, sinceros milagres! Porque quando teens oram, o mundo é transformado!

Oração – o segredo de abrir o coração Com essa leitura, o leitor descobre quão pleno de graça é o propósito a que se destinou a oração: glorificar o nome de Deus nas necessidades que nos cercam por permitir que Ele exerça seu poder. Escrito por O. Hallesby, esse clássico moderno da literatura

cristã mundial tem auxiliado milhares de pessoas a encontrar a essência da oração. A edição em português traz um guia de estudos que permite aprofundar o conteúdo. Encontro Publicações (41) 3302.5100 www.encontropublicacoes.com.br

Dia Mundial de Oração No dia 7 de março, foi comemorado o Dia Mundial de Oração (DMO), um movimento que reúne mulheres cristãs de todo o mundo e de várias tradições. Iniciado no ano de 1887, o DMO acontece em mais de 170 países e regiões. Em 2008, o tema preparado pelo Comitê do Dia Mundial de Oração da Guiana é A sabedoria de Deus proporciona novo entendimento. O símbolo a ser usado no culto de adoração é uma cruz feita com folhas de palmeiras. Por que palmeiras? As palmeiras têm sido, por anos, parte integral na vida dos guianesses, particularmente dos ameríndios. São usadas nos tetos das suas casas para proteger os celeiros do sol excessivo e também como vassouras. As sementes são utilizadas na preparação do azeite para algumas comidas e aproveitadas pelas crianças em diversas brincadeiras.

02/03 Lançamento do Tema do Ano Lajeado/RS P. Walter Altmann P. Homero Pinto Sínodo Sudeste P. Carlos Möller 11-14/03 Reunião da Presidência com Pastora e Pastores Sinodais Casa Matriz - São Leopoldo/RS P. Walter Altmann P. Homero Pinto P. Carlos Möller 28-29/03 Reunião do Conselho da Igreja Casa Matriz - São Leopoldo/RS P. Walter Altmann P. Homero Pinto P. Carlos Möller 31/03-04/04 COP/COL Lima/Peru P. Homero Pinto


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Ministério

Investir no jovem é construir o presente e garantir o futuro Como descobriu a sua vocação? Foi uma construção que iniciou com as histórias bíblicas que eram narradas pela minha avó e meus pais, passa pela participação no Culto Infantil, Ensino Confirmatório, JE e cultos. Após um curso de formação de Presbíteros, me senti motivado a ingressar na faculdade de Teologia, onde confirmei a minha vocação para o pastorado. Quais são as suas atividades na Paróquia de Rolante e no Sínodo Nordeste Gaúcho? A Paróquia é constituída por sete Comunidades, tem 2.100 membros batizados e, além de mim, tem como Obreira a Diácona Luciana Rucks. Dedicamos atenção especial aos cultos, com liturgias e músicas envolventes. Em termos de atividades com grupos, o esforço volta-se a crianças, adolescentes e jovens, famílias, terceira idade, diaconia e música. Também sou Coordenador Pastoral da Juventude Evangélica do Sínodo, em conjunto com o P. Alex Baumbach. Qual é o seu interesse no trabalho com jovens? Carrego comigo uma preocupação bastante grande em relação ao trabalho com jovens. Existem sintomas, aqui, na Paróquia, que imagino existirem também em outras Comunidades da IECLB, mostrando que precisamos dar uma atenção bastante especial a essa área: ausência dos jovens nos cultos e demais programações das

as dimensões da espiritualidade, formação na fé, vida, lazer, integração e amizade, como Retiros e Acampamentos de jovens em nível paroquial. Nesse sentido, as programações que acontecem em nível sinodal, como Oficinas e Congressos, têm um papel fundamental. Também motivamos lideranças adultas com um espírito jovem a apoiar o trabalho especialmente na parte organizacional. Para agregar novos jovens, investimos em um aprendizado mais dinâmico e que valoriza a convivência grupal e comunitária no Ensino Confirmatório. P. Fábio Bernardo Rucks, 30 anos, natural de Três de Maio/RS, é casado com Luciana Paul Rucks. Em 1996, ingressou na Faculdade de Teologia, em São Leopoldo/ RS, e, há quatro anos, assumiu o seu primeiro campo de atividade ministerial como Pastor na Paróquia Evangélica de Rolante/RS. Comunidades e dificuldade de integrar recém-confirmados. Como é a sua atuação junto aos jovens? Ao iniciar o trabalho na Paróquia, uma das primeiras providências foi conscientizar as lideranças sobre a importância de investir no trabalho com jovens. Motivamos os jovens a participar dos grupos, que já são quatro. Ao lado dos encontros mensais, passamos a organizar atividades que envolvem

A IECLB investe adequadamente no seu ‘futuro’, nos jovens? Os jovens não podem ser vistos como o futuro da IECLB. A Igreja precisa da jovialidade, energia, motivação e participação dos jovens no presente. Os jovens não têm participado como deveriam nas Comunidades, mas devemos nos perguntar se recebem a abertura suficiente para se sentirem integrados. Precisamos aprender a olhar para os jovens, detectar como eles são e, a partir dessa realidade, fazer investimentos. Isso é bem mais difícil que acusálos de não participar, mas é um trabalho que vale a pena e a garantia de que, no futuro, as Comunidades continuarão existindo. As maiores necessidades de investimento da Igreja estão na elaboração de bons materiais voltados à dinamização dessa atividade e na formação de lideranças para a coordenação do trabalho.

A educação do jovem para a fé e para a vida Infelizmente, a educação cristã está sendo delegada somente à Igreja. Para muitas crianças, o primeiro momento para a formação na fé acontece somente no Ensino Confirmatório. Precisamos conscientizar os pais sobre a necessidade de instruírem seus filhos na fé antes disso, mas também precisamos oferecer subsídios aos pais para que possam contribuir nessa formação. Não raras vezes ouvimos sobre a negligência dos jovens com relação a Deus e à Igreja, mas pergunto será que os jovens não são apenas um retrato, talvez em proporções maiores, daquilo que também os adultos fazem? É por isso que a Igreja precisa procurar meios para fortalecer cada vez mais a fé e a vivência espiritual dos seus membros. Nesse sentido, aproveito para deixar algumas mensagens. Às lideranças comunitárias da nossa Igreja: invistam tempo e dinheiro no trabalho com jovens. Pais: instruam-se na fé e motivem seus filhos à participação na vida comunitária. Sejam exemplos. Jovens: participem ativamente na sua Comunidade. Se ainda não existe trabalho com jovens, procurem se mobilizar para que se torne viável. Talvez nós devêssemos ter a ousadia de não só pensar o trabalho com jovens como grupos. Qualquer ação que tenha como objetivo envolver o jovem na Comunidade é um ‘trabalho com jovens’ e pode ser realizada pelas Comunidades, por isso coloco o meu e-mail à disposição: ieclbrolante@terra.com.br. Que Deus abençoe cada jovem e cada pessoa que se envolve nesse trabalho.

IECLB amplia Programa com voluntários da Alemanha Na década de 80, a IECLB recebia os primeiros jovens voluntários que vinham da Alemanha para desenvolver atividades em alguma instituição ou projeto diaconal. De lá para cá, muitos foram os jovens que vieram ao Brasil e continuam vindo para ficar conosco por um ano, aprender sobre nossa cultura e língua, nossa forma de trabalhar, mas também para trazer suas experiências de vida. Acolher uma voluntária ou um voluntário é uma experiência de aprendizagem para ambos os lados. Os jovens que vêm aprendem conosco e com as instituições que os acolhem e nós aprendemos com eles a partir das perguntas que eles fazem olhando de um jeito diferente para os nossos costumes e a nossa forma de agir. É um caminho de mão dupla. Nos últimos anos, temos recebido aproxi-

Jovens voluntários alemães fazem estágio no Brasil

madamente 12 voluntários por ano, que estão fazendo seu estágio nos Estados de Rondônia, Espírito Santo, São Paulo, Minas Gerais, Brasília, Santa Catarina, Paraná ou Rio Grande do Sul.

A partir de 2008, este Programa será gradativamente ampliado. O governo alemão quer investir trabalho e recursos para que mais jovens alemães possam ter a experiência de viver em outro país por algum tempo. A IECLB está indo ao encontro do Programa alemão e a Secretaria Geral, por meio da Coordenação de Diaconia, está buscando novos locais que possam receber voluntários. Queremos também dar um maior acompanhamento às instituições e aos voluntários e voluntárias aqui no Brasil. Se a sua instituição ou Comunidade deseja se integrar a esse Programa, entre em contato com a Coordenadora de Diaconia pela Caixa Postal 2876, Cep 90.001-970 – Porto Alegre/RS, pelo e-mail diaconia@ieclb.org.br ou pelo telefone 51 3221.3433. Vera Beatris Walber Coordenadora de Diaconia - IECLB


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Presbitério

Como Igreja do Criador, vamos ficar só assistindo à destruição da natureza? Sou consciente de que essa maneira de ser nos atrapalha na hora de fazer missão. Somos voltados mais para dentro da família e da Comunidade.

Celso Nicolau Kerber, 47 anos, natural de Brochier/RS, é casado com Marisa Gomes Kerber. O casal tem três filhas, Liara, Carolina e Maria Eduarda. Bancário no Banco do Brasil e Agricultor nas horas vagas, Celso foi militar do Exército (Sargento) por dez anos. Na IECLB, o membro da Comunidade de Novo Paris, Paróquia de Linha Pinheiro Machado, já foi Secretário e Presidente da Comunidade e da Paróquia, Tesoureiro da Paróquia, representante da Paróquia no Conselho Sinodal, fez parte do Conselho Fiscal da Comunidade, da Paróquia e do Sínodo e, atualmente, está no Conselho Fiscal da Comunidade e da Paróquia, além de ocupar o cargo de Vice-Secretário da Diretoria do Sínodo Nordeste Gaúcho. Como luterano, a sua fé se apresenta de que maneira no dia-a-dia? Como todo ‘bom luterano’, sou um pouco tímido no que se trata em expor a fé no dia-a-dia, mas isso não significa nem um pouco que somos fracos na fé. Sinto-me mais próximo de Deus quando estou trabalhando a terra, nos pequenos milagres de todos os dias da natureza.

Qual é o foco das suas atividades na Comunidade, na Paróquia e no Sínodo? Meu trabalho na Comunidade e na Paróquia está mais voltado para o lado administrativo, estrutura e organização. Por exemplo, na Paróquia, depois de muito esforço, conseguimos fazer um cadastro dos membros. Parece uma coisa básica, mas sei que muitas Comunidades e Paróquias ainda não têm um cadastro atualizado (quem somos e quantos). No Sínodo, me sinto fazendo parte de um grupo bem coeso e estou para contribuir no que for preciso. Quais são as dificuldades observadas nas suas atividades como IECLB no Sínodo Nordeste Gaúcho? Sinto dificuldades quando o assunto é missão, pois ainda somos uma Igreja voltada demais para o próprio umbigo. Tenho a impressão que nossa mensagem sempre está dirigida somente aos nossos membros, quando deveria ficar evidente que é dirigida a todos e todas. Particularmente, estou muito preocupado com a preservação da Criação como um todo. A Igreja não está assumindo a responsabilidade que tem em relação à preservação do meio ambiente. Já está suficientemente comprovado que estamos destruindo a Criação. Como Igreja do Criador, vamos ficar só assistindo?

O que imagina que a nossa Igreja deveria fazer nesse sentido? Em primeiro lugar, é preciso conscientizar cada membro sobre a sua responsabilidade e não se deixar levar pelo arrastão do consumismo sem critérios. Devemos ter consciência que quem conduz o mercado não é quem produz e sim quem consome. Se todos optarem por comprar a erva-mate embalada em papel, a embalada à vácuo deixará de ser produzida, por exemplo. Por que a maioria das pessoas não vê a ‘causa do planeta’ como a sua causa? Porque existem interesses econômicos em jogo. É necessário consumir ou produzir o máximo. O que importa sempre é o resultado financeiro e se passa a idéia de que a solução está nas mãos dos governantes. No entanto devemos mudar a atitude individualmente. Uma empresa cujo produto é o derivado do petróleo, um dos maiores responsáveis pelo desequilíbrio da atmosfera, posa de ‘a grande protetora da natureza’ na mídia. Isso confunde mais ainda as pessoas. Na sua opinião, qual é o papel da Igreja junto à sociedade? Uma vez que a humanidade segue seus próprios caminhos se orientando mais por costumes, civilizações nascem e são destruídas. A Igreja, sem se deixar influenciar pelos costumes e tradições, deve estar sempre presente para lembrar à sociedade da orientação que Deus nos deixou por meio do seu Evangelho.

‘Pedido de socorro’ da natureza e dicas para proteger o planeta A palavra ‘fonte’ tem um significado muito pesado, não importa que fonte. A fonte é ‘origem, nascente de onde tudo vem’, sendo assim precisa ser tratada com respeito, mas não é o que está acontecendo com as fontes de água. É delas que nascem os córregos, os rios, ou seja, nossa água, a vida. Elas estão desaparecendo. É só perguntar aos pequenos produtores rurais. A maioria das fontes está enfraquecendo, algumas até secando! É incrível o que está acontecendo: desmatam, queimam, passam herbicida (tóxico) por cima das fontes, não respeitam os córregos... Nós entendemos o peso da expressão ‘A fonte secou’. Comportamentos simples que cada cidadão deveria adotar para cuidar do planeta: é tão importante não jogar papel de bala no chão como não comprar nada de empresas não compromissadas com a preservação. Apesar de ser um produtor que segue as orientações da agricultura ecológica, não participo de feiras de produtos ecológicos. Então, essa dica não é no meu interesse próprio: pediria que, na medida do possível, mais atenção fosse dada aos produtos produzidos por esses agricultores ecológicos, pois, além de preservar a nossa saúde, estaremos ajudando a preservar a saúde do planeta.

Jurídico Responde - Trabalho voluntário O trabalho voluntário é conceituado no art. 1º da Lei 9608/98 como sendo toda aquela atividade prestada por pessoa física sem remuneração em favor de pessoa jurídica de direito público de qualquer natureza ou à instituição privada de fins não lucrativos, que tenha objetivos cívicos, culturais, educacionais, científicos, recreativos ou de assistência social, inclusive mutualidade. Neste artigo, abordaremos os aspectos a serem atendidos nesta modalidade contratual em relação às instituições privadas sem fins lucrativos.

A contratação de trabalho voluntário exige da entidade algumas precauções, para evitar a descaracterização deste, e a conseqüente declaração da existência de contrato de trabalho com a aplicação das normas da CLT. O trabalho voluntário deve ser prestado por pessoa física, não pode ser remunerado, em favor da instituição sem fins lucrativos, em atividades de natureza cívica, cultural, educacional, científica, recreativa ou de assistência social, inclusive mutualidade, devendo ser ajustado por escrito, mediante termo, do qual deve constar o objeto e as condições do trabalho a ser prestado. A principal característica do trabalho voluntário é não ser remunerado, no entanto, é possível ressarcir as despesas

do voluntário realizadas em decorrência das atividades, sempre mediante a apresentação de documento hábil a provar a existência da despesa e o pagamento desta pelo trabalhador voluntário, carecendo o voluntário de autorização expressa da instituição contratante para realizar a despesa. Um dos principais causadores de problemas neste tipo de contrato é o pagamento in natura, que consiste no fornecimento de alimento, moradia, bolsa de estudos e outros benefícios não pecuniários ao voluntário ou aos familiares deste, por descumprir o requisito da não remunerabilidade do trabalho voluntário. Portanto, é necessária a observância por parte da instituição contratante dos

requisitos legais quando da utilização da mão-de-obra de voluntários, especialmente, os da remuneração pecuniária ou in natura e da contratação mediante termo de trabalho voluntário escrito, sob pena de sofrer desde autuação por parte da Delegacia Regional do Trabalho - DRT até o reconhecimento judicial do vínculo empregatício entre o voluntário e a instituição contratante. Jeferson De Boni Almeida Assessor Jurídico da ECLB

Indicadores Financeiros UPM Fevereiro/2008 = 2,2728% Índice Janeiro/2008 = 1,06% Acumulado do ano = 1,06%


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UNIDADE

Páscoa – sentido da vida, vitória de Deus, renovação da esperança Desde o dia em que soubemos que Jesus, o filho de Deus, seria acolhido por nós, também soubemos que, daquele dia em diante, nossa vida, a minha e a de José, nunca mais seria a mesma. Em cada circunstância da nossa vida, percebíamos que Deus não nos abandonava. Desde o momento em que nos foi anunciada a sua vinda, o seu nascimento, sendo que já havia quem o perseguisse, notávamos que Deus ia dirigindo nossos passos. Pelos momentos alegres e dolorosos de que está cheia a vida, Ele nos conduzia.

Cristo era totalmente vazio de si para poder ser cheio dos outros e de Deus.

Talvez, para algumas pessoas, a nossa vida poderia parecer uma descensão por termos que acolher o filho de Deus, protegê-lo, acompanhálo, servi-lo, amá-lo e ainda mudar freqüentemente de lugar. Logo nós, pobres e sem instrução. Estaria mentindo se dissesse que nunca sentimos medo, mas o Senhor sempre esteve à nossa frente nos fortalecendo e, na medida em que passavam os anos, percebíamos, na nossa vida e na vida de outras pessoas, um fenômeno inverso: do menor para o maior. Os anos foram passando, Jesus foi crescendo e iniciou o seu Ministério. Ele não quis servir sozinho, cativou homens e mulheres para ajudá-lo. Jesus assumiu a vida assim como ela se apresenta e tudo o que é autenticamente humano aparece nele: alegria, bondade, tristeza, decepção, dor, solidão, pobreza, fome, sede, compaixão e saudade. Em nenhum momento evitou as conseqüências da sua missão. Sua atitude fundamental, que manteve coerentemente até o fim, consistiu em serpara-os-outros. Ele viveu pouco tempo neste mundo, mas viveu de forma tão intensa que, tenho certeza, ecoará ao longo dos séculos, das gerações futuras.

Pai, nas tuas mãos entrego meu espírito!

Jesus entendeu a vida como dádiva, renúncia e doação em favor das outras pessoas. Se entendemos a morte enquanto uma realidade que faz parte da própria estrutura da vida, que se desgasta, se esvazia e morre progressivamente, segundo a qual, a morte, dessa forma, representa a chance de aceitar livremente a mortalidade da vida e de se abrir para Aquele que é maior do que a morte, então a vida de Jesus nada mais foi do que um aceitar permanente, irrestrito e corajoso da morte. Em uma só frase, poderíamos dizer Ele era totalmente vazio de si para poder ser cheio dos outros e de Deus. Toda a vida de Jesus vai revelando um Deus que não veio para classificar as pessoas em boas ou más, mas o Deus que ama a todas,

nossos pés. Jesus está ali diante dos nossos olhos, esvaído em dor, falta de ar e exaustão, totalmente vazio diante do Mistério.

indiscriminadamente. Porque se sabe amado por Deus, Jesus aceita, perdoa e ama, especialmente aquelas pessoas esquecidas pela religião e pela sociedade, até seus inimigos. Não que para Jesus o inimigo fosse um amigo diferente, mas o fundamental reside na coragem para renunciar ao esquema de ódio e vingança, pois, se odiamos, não crescemos em nossa capacidade de amar e de nos tornarmos aquilo que podemos ser. Jesus mostra que os critérios da salvação passam pelo âmbito do amor ao próximo. Ensina que não podemos amar a Deus se não amamos o nosso próximo, seja ele ou ela quem for. Desde o seu nascimento, Deus revela em Cristo que a vida só faz sentido na medida em que esta se abre para a outra pessoa, relação na qual Deus mesmo está presente de forma anônima.

De fato, este homem era inocente!

Seja gente rica como gente notoriamente pecadora, estavam sob o seu olhar misericordioso e recebendo a sua atenção. Mesmo que Jesus não compartilhasse da sua mentalidade, as visitava e provocava mudança. Enfim, a sua vida, as suas palavras e atitudes explicam o porquê da sua morte. Todos os seus valores anunciados provocaram um conflito político, econômico e religioso do qual resultou a sua morte tão violenta. Nossos corações começaram a ficar apertados, pois a oposição e a inimizade cresciam a olhos vistos. Por fim, somente o grupo de discípulos e discípulas permaneceu com ele, porém nada disso o paralisou, permanecendo fiel à sua missão. Jesus não quis nem buscou a sua morte. Jesus queria a vinda do reino de Deus. No entanto, se a verdade, válida para toda a humanidade, por ele anunciada, resultaria em sua morte, ele a aceitaria, não porque a buscasse, mas por conseqüência de uma lealdade que é mais forte que a morte. Assim se fez: Jesus foi traído, preso, condenado, humilhado, agredido física e psicologicamente, conduzido ao Calvário, sendo rejeitado por muitos que antes o seguiam, e levado à morte. Neste momento, nós que estávamos ali vendo todo aquele horror, sentindo dor e tristeza que não cabiam em nós, perdemos o chão debaixo dos

Mais ou menos ao meio-dia, o sol parou de brilhar e uma escuridão cobriu toda a terra até as três horas da tarde. A cortina do Templo se rasgou e, como sempre fez em sua vida, Jesus apóia-se em Deus, entrega-se ao Mistério e, com confiança, clama em alta voz Pai, nas tuas mãos entrego meu espírito! Dito isso, expirou. Quando o oficial do exército romano viu o que havia acontecido, deu glória a Deus, dizendo De fato, este homem era inocente! Muitos dos que viram o que havia acontecido, voltavam para casa, batendo no peito em sinal de tristeza. Nós que estávamos um pouco mais distantes, não sabíamos o que fazer, pois a tristeza que sentíamos nos tirava a lucidez. Não poderíamos deixar o corpo de Jesus ali. Foi quando um homem chamado José, da cidade de Arimatéia, pede autorização a Pilatos para sepultar o corpo de Jesus. Desolados, voltamos para casa, alguns dos discípulos, movidos pela tristeza e pelo sentimento de que a morte havia vencido, dispersaram-se. No Sábado, como manda a lei, descansamos, mas mal víamos a hora de ir para o lugar onde Jesus havia sido sepultado. No Domingo, bem cedo, fomos ao túmulo, pois queríamos cuidar do corpo de Jesus, porém sentia que aquele Domingo trazia consigo algo de diferente. Um perfume nunca antes percebido enchia aquele lugar. Fomos ao lugar onde sabíamos que estava o corpo do nosso Senhor e qual não foi a surpresa a pedra estava removida e, dentro da sepultura, nada mais do que panos. Ainda sem saber o que pensar, notamos uma luz que preenchia aquele espaço. De repente, ouvimos uma voz dizendo Por que estão procurando entre os mortos Aquele que está vivo?

A pedra estava removida e, dentro da sepultura, nada mais do que panos. Que mistério de fé e amor! Não podíamos compreender por forças próprias a grandeza desse acontecimento que o Senhor nos deu a conhecer e no qual queria a nossa participação. Só nos restava crer! Só nos restava anunciar seus ensinamentos e viver de acordo com eles, sabendo que Deus jamais nos abandonaria. Páscoa – realidade de amor, ternura e salvação. Mistério de convivência entre Deus e as pessoas: Deus se aproxima do ser humano de um jeito tão humano, tão frágil, mas, ao

mesmo tempo, tão forte, tão vitorioso. A Vida triunfou sobre a morte e o Amor sobre o ódio. A dor, o medo e a tristeza não obtiveram a última palavra. Nisso se revelou totalmente quem é Deus e a sua bondade não se deixa vencer por nada; Ele pode transformar a cruz e o sofrimento em um sinal de Nova Vida.

Por que estão procurando entre os mortos Aquele que está vivo? Querido leitor e querida leitora! O mesmo também ocorre em nossa vida. Note que são nos momentos mais difíceis que a vida insiste em ressurgir, ressuscitar. Note que são nos momentos mais escuros que Deus nos alcança com a sua Graça e Deus continua agindo dessa mesma forma na minha e na sua vida. Nossas cruzes, nossos valores egoístas, nossos sentimentos trancados, nossa incapacidade de perdoar, de amar, de nos abrirmos para o irmão e a irmã, nosso não desejo de viver em comunidade, tudo isso pode ser transformado em uma nova realidade, a partir do amor incondicional de Deus que age em nós e através de nós. Então, que nessa Páscoa você possa iniciar algo novo em sua vida, seja pessoal/familiar ou comunitária. Tudo aquilo que em sua vida não deu certo, deixe para trás e veja como você pode viver de agora em diante, iniciando um novo tempo, rompendo com sentimentos e valores que não constroem o Reino pelo qual Jesus viveu, morreu e ressuscitou. Erga a sua cabeça, alegre-se, renove a sua esperança, ame a Deus e as pessoas que estão à sua volta e tenha toda a certeza: você encontrará um sentido bem maior para o seu viver, mesmo que, para isso, tenha que continuar passando por dificuldades e renunciando, afinal não podemos e nem precisamos ter tudo o que queremos. Deus nos convida a olharmos para o próximo, a observamos o que Cristo fez por nós, para que saibamos o que fazer pelo irmão, como já dizia de forma linda Martinho Lutero. Alegre-se, pertencemos a Deus na escuridão desse mundo e também na eternidade! Uma abençoada Páscoa a você, que constitui a Família de Deus neste mundo. Com muito carinho, Pa. Eliana Lisandra Weber

Natural de Horizontina/RS, a Pa. Eliana Lisandra Weber, casada com Daniel Streb Ricter, estudante de Teologia e responsável pela programação religiosa da Rádio União FM, realizou seu estágio em Marechal Cândido Rondon/PR e o Período Prático de Habiltação ao Ministério Pastoral na IECLB, em Hamburgo Velho, Novo Hamburgo/RS. Atualmente, está no seu primeiro campo de atividade ministerial, na Paróquia de Dois Irmãos/RS, onde atua juntamente com o P. Robson Neu. Neste artigo, a Pa. Eliana aborda o sentido da Páscoa a partir da sensível visão de Maria, mãe de Jesus.


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Mulheres

Partilhando o trabalho junto às mulheres Como está a presença da IECLB no Sínodo da Amazônia? O Sínodo da Amazônia é a IECLB nessa região como um Sínodo entre os outros 17 Sínodos existentes em todo o Brasil. Como é o trabalho com mulheres no Sínodo da Amazônia? O trabalho vem sendo desenvolvido a cerca de 30 anos. Iniciou-se bastante voltado à medicina alternativa e depois foi mudando as suas características. Hoje, o trabalho acontece a partir de encontros de reflexão, envolvimento das mulheres em associação, fortalecimento da cultura pomerana e também com outros trabalhos dentro das Comunidades. Como é o dia-a-dia de atividades? Sou Coordenadora Sinodal no trabalho junto às mulheres no Sínodo da Amazônia e o meu dia-a-dia é o mesmo de produtores e produtoras rurais: trabalho na casa, na lavoura, na Comunidade e também na associação (Asprulin). Guelinda Pagung Lauvers, 39 anos, natural de Nova Venécia/ES, Lavradora, casada com Sinval Lauvers, mãe de Thiago e Tomas, residente no município de Cacoal/RO, membro na Paróquia de Espigão do Oeste/RO, já exerceu várias atividades na IECLB, como Secretária e VicePresidente no Presbitério, além de Orientadora do Culto Infantil, Ensino Confirmatório e liderança de mulheres desde 1987. Atualmente, é representante das mulheres na Paróquia na Assembléia Sinodal e Conselho Sinodal.

Quais são os temas e desafios com os quais as mulheres lidam no Sínodo da Amazônia? Os temas e desafios contemplam o cuidado do ser na sua íntegra. Desde a necessidade econômica até a espiritual. As mulheres se reúnem para estudar, louvar, debater temas bíblicos e sociais, mas também não deixam de lado a sua espiritualidade. No último Encontro Sinodal, houve espaço para as mulheres serem ouvidas nas suas dores e preocupações - o aconselhamento pastoral.

A participação das mulheres no Sínodo é ativa? No geral, sim. Não só no Sínodo, mas também nas Paróquias e Comunidades. Muitas mulheres jovens, trabalhadoras, alegres, animadas, cheias de expectativas e desafios, mulheres lutadoras, estão à frente de trabalhos importantes de formação como lideranças de mulheres, Ensino Confirmatório, Culto Infantil, visitação e outros. Existem peculiaridades no trabalho do Sínodo? A principal peculiaridade é que o trabalho se realiza dirigido pelas lideranças de mulheres, com material preparado pelas mulheres especificamente para os encontros de mulheres. Quais são as prioridades no trabalho com mulheres no Sínodo da Amazônia? As prioridades são a preparação de lideranças e o Encontro Sinodal de mulheres. Também o resgate e registro da história do trabalho de mulheres no Sínodo da Amazônia. Que inovações foram introduzidas no trabalho com mulheres que podem ser repassadas para os outros Sínodos? O caderno de mulheres, o Encontro Sinodal de mulheres, o aconselhamento de mulheres durante o encontro sinodal e os trabalhos que as próprias mulheres fazem em seus grupos. Qual é a gratificação da sua atividade? Como mulher produtora e cristã, ter no espaço da Comunidade, Igreja e Sínodo a oportunidade de partilhar e vivenciar o trabalho junto a outras mulheres.

Europa Central & “Caminhos da Reforma” Primeiro Grupo: 27 de maio a 20 de junho de 2008 Grupo Misto Segundo Grupo: 22 de julho a 15 de agosto de 2008 Grupo Casais Terceiro Grupo: 14 de agosto a 4 de setembro de 2008 Grupo Misto Países a serem visitados: Alemanha, França, República Tcheca, Lichtenstein, Suiça, Áustria e Itália* (*o terceiro grupo não incluirá a Itália).

O roteiro contempla todas as cidades que serviram de palco para a Reforma da Igreja protagonizada por Martim Lutero: Eisleben, Eisenach, Erfurt, Worms e Wittenberg. Você vai ver com os próprios olhos o que soube pela história. Na Alemanha,vai conhecer cidades como Berlim, Leipzig, Dresden, Querfurt, Quedlinburg, Trier, Köln, Koblenz, Freiburg, Titisee, Garmisch e München. Vai passear por rios (Reno) e montanhas (Zugspitze), ter contato com artes, gastronomia, diferentes profissões e paisagens e visitar parques, grandes jardins, igrejas históricas, museus, castelos e palácios. A localização da Alemanha permite que, sem grandes viagens, possam ser conhecidas cidades em países vizinhos: Tetschen (República Tcheca), Colmar e Mulhouse (França), Innsbruck (Áustria), Veneza e Verona (Itália). Vôos diretos pela Swiss Airlines, sem escalas: São Paulo Zurique. A hospedagem será em pequenos hotéis ( ) e pousadas acolhedoras. Um ônibus exclusivo facilitará todos os deslocamentos. Se você tem disposição para caminhar, ânimo para aprender e vontade de contatar pessoas que vivem em realidades diferentes da nossa, pense na possibilidade de participar deste grupo e desta família. Um roteiro 100% cultural, mas também uma viagem de férias, com muito descanso e lazer. Os grupos serão orientados e acompanhados por Luiz Artur Eichholz. Telefone para contato: (0xx55) 3375.4267 - Celular: (0xx55) 8401.2603 e-mail: luizartur.rs@brturbo.com.br


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Fé Luterana

Mulher, com doçura e determinação! No Dia Internacional da Mulher, comemorado em 8 de março, a nossa homenagem vai para estas guerreiras modernas que se desdobram no papel de esposa, mãe, profissional e por que não dizer de mulher também? Para falar sobre estas várias facetas femininas à luz da Bíblia, convidamos a Pastora Rosângela Stange, que exerce o pastorado na Comunidade Concórdia, em São José dos Pinhais/PR. Participa também a Diaconisa Tatiana Plautz Tevah, formada em Enfermagem com Especialização em Psicooncologia, Docente no Instituto de Educação e Pesquisa do Hospital Moinhos de Vento (IEP), além de trabalhar na Pastoral do Hospital Moinhos de Vento acompanhando pacientes oncológicos e seus familiares. Faz parte, ainda, a Diácona Valmi Ione Becker, que, na

Alemanha, aprofundou a sua formação na área de Acompanhamento a Doentes Terminais e Familiares. Atualmente, supervisiona o Grupo de Visitadoras e Visitadores Domiciliares e Hospitalares da Paróquia São Mateus, em Joinville/SC, além de atuar junto aos Trabalhos Diaconais da Paróquia. Também compõe o Conselho Sinodal de Avaliação de Obreiros e Campos de Atividade Ministerial do Sínodo Norte Catarinense. Finaliza a reflexão a Diácona Ione Georg Pedde, que já trabalhou em escola evangélica, comunidade, favela, projeto do Departamento de Diaconia da IECLB e como Coordenadora Geral da COD. Como Psicóloga, pós-graduanda em Avaliação Psicológica, atualmente exerce a sua profissão em consultório na área de Psicologia Clínica, em São Leopoldo/RS.

Mulher no papel de mulher

Mulher no papel de profissional

Pa. Rosângela Stange

Diaconisa Tatiana Plautz

Infelizmente, a maneira de se ler a Bíblia por muitos e muitos anos contribuiu para que a mulher fosse considerada sujeito de segunda categoria, inauguradora do pecado no mundo, responsável pela queda e pelo rompimento da relação perfeita entre ser humano e Deus. A subjugação dá-se, inclusive, pela inclusão do gênero feminino no termo Homem (substantivo masculino). A fonte em que buscamos recuperar a dignidade perdida da parte feminina da população mundial é a própria Bíblia. Em Gênesis 1.27, lemos Deus criou os seres humanos; ele os criou parecidos com Deus. Ele os criou homem e mulher. Mais adiante, lemos a constatação E Deus viu que tudo o que havia feito era muito bom (Gn 1.31). Se ambos foram criados por Deus, com anatomia diferente, porém não desiguais na condição humana e filiação divina, não há argumento que possa fundamentar o pensamento de que uma parte da criação de Deus deve servir e a outra ser servida. Nem mesmo o segundo relato da criação, no qual se lê que a mulher foi criada a partir da costela do homem (Gn 2.23), pode ser interpretado dessa forma. O texto destaca a relação entre dois seres em posição de igualdade e companheirismo. Juntos, formam uma nova família, que é, ou deveria ser, o núcleo menor no qual se inicia a concretização do Reino de Deus. Na forma como Jesus se relacionou com as mulheres, ensinandoas, curando-as, também podemos ver os planos de Deus para a humanidade: relação de iguais. Todo texto bíblico deve ser lido a partir da ação e dos ensinamentos de Jesus Cristo: fundamento da nossa fé. Para refletir, leia Gênesis 1.1-2.25

Mulher do papel de esposa Diácona Valmi Ione Becker Comenta-se que o casamento é algo do passado. Pessoas que mantêm uma relação estável, sólida e fiel são ridicularizadas. Vejo a busca por uma relação amorosa como desejo comum entre nós. Esposa parceira, conciliadora, sensata, hospitaleira, pacificadora e, acima de tudo, temente a Deus, é presente que cada indivíduo almeja. Aqui, a recíproca é verdadeira. A Bíblia ensina que, quando um dos parceiros tropeça, o outro suporta àquele que se desequilibrou o cordão de três dobras não se rebenta com facilidade (Eclesiastes 4.12). Esposas cristãs investem na relação com o parceiro, alegram-se com as suas conquistas e ombreiam as dificuldades juntos. Ora, a vivência da cumplicidade é algo valioso. Num casamento, os cônjuges são os dois cordões que se entrelaçam com um terceiro que pode reforçar a relação: o amor. O amor vem de Deus e é mais do que um sentimento. Ele é a estabilidade que oportuniza os cônjuges a aceitarem-se tal como são. Ele promove a paz e a renovação diária de espaço para que o outro se desenvolva e seja feliz. O amor que brota de Deus confia e perdoa sempre de novo. Você se alegra com presença do parceiro? Há brilho e encanto na sua relação? Talvez nós mulheres devêssemos nos ocupar mais em polirmos a nossa relação conjugal do que em só tirar o pó dos móveis da nossa casa. Agindo assim, constataremos que a nossa relação matrimonial voltou a brilhar, e isso com mais intensidade. Redescobriremos a beleza da relação que estava coberta pelo pó do rancor, do mal-entendido, da discórdia, da infidelidade… Para refletir, leia Salmo 128.3

Na minha infância, ouvia minha avó e minha mãe falarem sobre minha bisavó, que sofrera um acidente em sua juventude. Ela estava trabalhando na lavoura e, por uma fatalidade, perdera seu braço direito. Mesmo assim, casou, criou oito filhos (entre eles, minha avó materna) e, ao lado do meu bisavô, seguiu a vida trabalhando em casa e na lavoura. Histórias de mulheres trabalhadoras que deixam seus diferentes ‘desenhos’ na ‘tela da vida’ me cativam. Lendo a Bíblia, há várias mulheres com histórias de comprometimento em favor da vida, como Febe (Rm 16.1), Dorcas, que praticava ações de bondade e caridade (At 9.36-39) e uma Maria que muito ‘trabalhou por vós’ (Rm 16.6). São muitas as Martas, Madalenas, Saras, Rebecas, Déboras, que, por meio da multiplicidade profissional, continuam contribuindo para a história da mulher na humanidade. A história tem comprovado que as mulheres vêm ultrapassando barreiras e que filhos, marido, responsabilidades domésticas e preconceitos relacionados ao gênero feminino e a outras dificuldades não são empecilhos ao destaque profissional. As mulheres estão conquistando importantes vagas no mercado de trabalho. No entanto, estatísticas comprovam que recebem 64% do salário masculino desempenhando a mesma função. Homens e mulheres não precisam ser rivais profissionalmente, mas, sim, parceiros, tornando a sociedade mais justa e igualitária. Nossos filhos, netos e bisnetos precisam viver com dignidade e nós temos a responsabilidade e o comprometimento de continuar dando o exemplo de que as mulheres vêm buscando o seu espaço na sociedade desde os primórdios da humanidade. Para refletir, leia Atos 9.36-39

Mulher no papel de mãe Diácona Ione Georg Pedde Em tempos idos, uma mulher era considerada completa somente depois de ter um filho. Destaque-se que, para ser realmente mãe, era preciso gerar e, de preferência, pelo menos, um filho homem. Embora aqui e acolá persistam alguns desses valores culturais, vemos uma crescente abertura para compreender o lugar que cabe à mulher, sendo mãe ou não. Além disso, a questão da maternidade está colocada sob novos paradigmas. Sabemos que, para ser uma boa mãe, não basta gerar. É preciso filiar. O processo de filiação não necessariamente é natural e pode prescindir dos aspectos biológicos. Há genitoras que nunca se tornam mães. Existem mulheres que adotam uma criança ou um adolescente e são genuinamente mães. Ser mãe é, antes de tudo, ter um desejo de maternar. A vontade de cuidar bem e de ajudar o filho ou a filha a se desenvolver de forma sadia nos auxilia a vencer limitações e a achar saídas para as encruzilhadas da vida. Um ditado popular diz Deus não podia cuidar de todas as pessoas sozinho. Então, criou as mães. Embora não tenha base bíblica, ele reporta à grandeza da missão de maternar. Não há receitas, mas a Bíblia está recheada de relatos inspiradores para o exercício da maternidade. Lembramos do amor, da coragem e da criatividade da mãe de Moisés, da sabedoria e do desprendimento da mãe que disputava seu filho diante do rei Salomão, de Maria, que entregou sua vida e até sua reputação para que o filho pudesse seguir sua missão. Mães também falham, precisam de ajuda. Quando o cansaço nos vence, as dúvidas nos sobressaltam, o dinheiro falta, a doença se impõe, Deus pode e quer nos orientar e fortalecer na simultaneamente linda e difícil tarefa de ser mãe. Para refletir, leia Provérbios 6.20


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Geral

Jovem: poder revolucionário de transformar o mundo ensaiar novos jeitos de viver para além da sua contestação individual, gestar, desta forma, o seu futuro. Esse é o seu jeito de se apossar do presente e ir para o futuro. Talvez, no final das contas, o futuro não será lá algo tão novo e diverso, mas será o seu futuro, muito parecido com o que fez o filho pródigo da parábola de Jesus. Assim como os horPara o P. Julio, a Páscoa é um tempo oportuno de redescobrir mônios transa força revolucionária do jovem, a capacidade de transformar formam seus corpos e seus pensaOs adultos depositam o futuro no mentos, assim os jovens jovem ao mesmo tempo em que o têm dentro de si um poder culpam pelo presente. O adulto revolucionário de transesquece que o presente é justamente formar e recriar o mundo. resultado do que o próprio adulto fez Em todas as boas revoluou deixou de fazer e que os jovens são ções, lá estão eles protagomuito mais vítimas desta sociedade. nizando a mudança: PriA função do jovem, se podemos lhes mavera de Praga, Praça dar uma função, é tão somente ser Celestial, Caras Pintadas, jovem neste breve espaço de tempo da vida em que corpo, mente e espírito vagam e agitam-se entre o ser, o não ser e o vir a ser, na desafiante construção da, na nada mais e nada menos, que sua identidade. Ser jovem é permitir-se viver esta mistura fascinante entre ser um pouco criança e já um pouco adulto, uma mistura de brincadeira e responsabilidade, de emoções à flor da pele e fome, mistura de irreverência e medo, desejo e vergonha, sexualidade e muitas espinhas, vigor físico e cobran-ças externas, barulho e sono, velocida-de, amizades intensas, experimentos e tantos riscos, ousadia e tantas incertezas. A união faz a força jovem

lizada nos apelos comerciais, força oprimida pela ditadura do corpo ideal. Parece que os jovens já não protagonizam nada além de ir para os postos de gasolina, no final de tarde, exibir seus corpos, seus carros, sua força castrada. Às vezes, penso que o jovem deixou de acreditar em sua capacidade de transformar o mundo ou assim o fizeram crer. Ressurreição é o jeito que Deus nos mostra, em Jesus Cristo, que nem mesmo a morte, o maior inimigo da vida, tem a última palavra. Ressurreição é a graciosa revolução de Deus por nós. A vitória na cruz é um basta

Os jovens são a presença de Deus no mundo

de Deus para o abismo que separava o sonho de Deus, a vida em abundância, da sua criação inteira. A Páscoa é um tempo oportuno de redescobrir a força revolucionaria do jovem, sua capacidade de transformar o mundo para melhor. Como o tema do Congresso da Juventude 2008 diz Sou a presença de Deus no mundo, a Páscoa é um tempo para refletir sobre o impacto da nossa presença no mundo. Ser jovem é ser, do seu jeito e com a sua força, sinal da Ressurreição no mundo, com a mesma confiança do salmista que diz Ainda ali a tua mão me guia, ainda ali tu me sustentas (Salmo 139.10). Isto desafia e compromete os jovens. Que o Lema do 19º Congresso Nacional da Juventude Evangélica nos ajude a ressuscitar a força do jovem e da jovem e que eles e elas, com a sua presença divina, ressuscitem a nossa Igreja e façam a revolução da vida que todos ansiamos.

Movimento Estudantil, Movimento Ecológico, Fórum Social Mundial... Se teve alguém que fez revolução nesse planeta foram os jovens. Não me P. Dr. Julio Cezar Adam ocorre nenhuma boa revoPastorado Escolar lução que tenha sido feita Fundação Evangélica Novo Hamburgo/RS por adultos. Na irreverência, os jovens criaram e sonharam ouA juventude é o sinal da ressurreição no mundo tros mundos possíveis, também em tempos bíbliOs jovens não são os únicos cos, com José do Egito, responsáveis por salvar o futuro. Sua Moisés, Davi, Rute, Ester, maior contribuição para o futuro é Daniel e tantos outros. ‘chutar o pau da barraca’, por mais Esta força do jovem tem irritante que isto seja para o sido sufocada por cobranregramento do adulto, ou seja, a função ças, imobilizada pela falta do jovem, no presente, é contestar o de perspectiva futura, mundo que se tem, questionar o adulto desfigurada na violência que lhe serve de modelo, testar a com que muitos estão consistência da tradição, dos valores, envolvidos, individua- P. Julio posa com a juventude, revolucionária por natureza a relevância dos limites e, assim,

Conaje

Ouvir o coração faz toda a diferença! Débora Ludwig Atualmente, a humanidade tem dificuldades em descobrir, ver, reconhecer e viver em meio à presença de Deus. Somos a presença de Deus no mundo por meio de ações, pensamentos, palavras e sentimentos. Para experimentar de uma maneira plena a presença de Deus em nós, necessitamos de nossas emoções, abrir nosso coração. Deus criou uma relação conosco e, com as nossas emoções, podemos perceber seu carinho, abraçar a sua palavra e atender a seus mandamentos. É por isso que ouvir o coração faz toda a diferença. Deus falou a Isaías sobre uma promessa especial que Ele faz àqueles que ama Não temas, porque eu te remi; chamei-te pelo teu nome, tu és meu. Quando passares pelas águas, eu serei contigo; quando, pelos rios, eles não te submergirão; quando passares pelo fogo, não te queimarás, nem a chama arderá em ti. Porque eu sou o Senhor, teu Deus e eu te amei. Não temas, pois, porque sou contigo (Isaías 43.1-5). Deus cria, dá vida, paz, força, alimenta a fé, a esperança, a alegria e o amor, faz milagres, mas nós podemos e devemos valorizar o que Ele criou, respeitar a vida, semear a união, amparar, amar, fazer tudo o que está ao nosso alcance. Deus nos dá as ferramentas que necessitamos para viver, o que nos falta é usá-las. A fé que temos em Deus precisa ser vivenciada, alimentada todos os dias, não só em momentos oportunos, que nos podem trazer algum benefício. Assim, aproveite todos os momentos que você tem e lembre-se que o tempo não espera ninguém, mas Deus sempre está presente. Portanto, pare de esperar até que você termine a faculdade, até que você perca cinco quilos, até que você se case, até que você tenha comprado um carro ou uma casa, até que você tenha tido filhos, até que seus filhos tenham saído de casa, até que você esteja aposentado, até segunda de manhã, porque não há hora melhor para sentir que você é a presença de Deus no mundo que agora mesmo. Não importa onde você parou, em que momento da vida você cansou, o que importa é que sempre é possível e necessário o ‘recomeçar’. Desejamos um mundo cheio de paz e liberdade, um mundo realmente feliz para todos que nele habitam, pois somos a presença de Deus no mundo.


Comportamento

JOREV LUTERANO MARÇO 2008

Ano Eclesiástico: vamos festejar! Vamos comemorar! Comemorar algo da nossa história, da nossa fé é de suma importância. Comemorar algo com celebrações, costumes, cores, arte e música faz com que aquilo que comemoramos se torne novamente presente e real. Li a seguinte frase em relação ao Natal O que os olhos não vêem, o coração não sente e logo veio a idéia de inverter isto O que os olhos vêem, o coração sente. Não é este um dos sentidos do Ano Eclesiástico, do Ano Litúrgico? Ver com os nossos olhos tudo o que se mostra, ‘ao vivo e a cores’, nos cultos, nas celebrações, nas apresentações, nos trabalhos de arte, nas cores litúrgicas dos paramentos, nos enfeites, nas decorações... Tudo quer nos lembrar da história de Deus para conosco e para com a sua igreja. Gostei do que um grupo de confirmandos, que fez um trabalho sobre o Ano Litúrgico, escreveu ‘O ano tem estações diferentes. Também a vida de uma pessoa é feita de fases, de

momentos diversos. Assim, também na Comunidade Cristã, observamos ciclos comemorativos e celebrativos com as suas cores, símbolos e costumes

próprios. Valorizando e celebrando as diferentes épocas do Ano Litúrgico, o povo de Deus é lembrado dos diferentes

As cores do Ano Litúrgico Branco: é usado para as festas de Jesus Cristo - Natal, Epifania e Páscoa. O branco é também a cor para o Domingo da Trindade.

acontecimentos da vida e obra de Cristo e da história de Deus com o seu povo e da história da Igreja Cristã. Comemorar as festas cristãs nos ajuda a entender tudo o que Deus fez, faz e fará para nos ajudar e para nos salvar’.

Lilás (ou roxo): para os dias que nos fazem lembrar a espera pelo reino, no tempo de Advento e Quaresma.

Ano Eclesiástico O Ano Eclesiástico ou Ano da Igreja começa com o primeiro domingo de Advento. A estrutura do Ano Eclesiástico foi se desenvolvendo ao longo de quase 2000 anos, até as datas serem marcadas como as conhecemos hoje, com seus símbolos, cores litúrgicas, festas e costumes. As primeiras comunidades cristãs em Jerusalém não tinham um ritmo anual de festas. Inicialmente, comemoravam, a cada primeiro dia da semana, o dia da ressurreição de Cristo, o que deu origem ao Domingo (Dia do Senhor). Depois, passaram a comemorar o dia da ressurreição apenas uma vez por ano, na Páscoa.

Verde: quando celebramos a vida, entre a época da Epifania e a Quaresma, e na época após Pentecostes.

Preto: é usado quando lembramos da morte na Sexta-Feira Santa e no Domingo da Eternidade.

Vermelho: simboliza o fogo, a ação da força divina em nós - no domingo de Pentecostes e no dia da Reforma. Pastor emérito há 10 anos, P. Martin Hiltel, comenta sobre a importância do Calendário Litúrgico, suas comemorações, cores que simbolizam e, em especial, explica este período passado recentemente, a Epifania.

Estas são datas do Ano Litúrgico na ordem em que acontecem no calendário da Igreja atualmente: Advento: início do ano da Igreja. Significa chegada, vinda. É o tempo de preparo para o Natal, para a chegada de Nosso Senhor (compreende o período de quatro domingos antes do Natal). Natal: a data foi fixada e passou a ser comemorada somente no século IV. Os cristãos substituíram uma antiga festa pagã ao deus Sol Invicto pela festa do nascimento do Sol da Justiça = Cristo. Atualmente, o Natal é considerado a festa máxima dos cristãos, cheia de cores luz e símbolos. Epifania: Aparição ou Dia de Reis. Comemora a manifestação de Jesus aos Magos que, guiados pela estrela, foram visitá-lo. À festa da

Epifania, fixada em 6 de janeiro, seguem-se quatro a seis domingos. Quaresma/Paixão: começa na Quarta-feira de Cinzas e compreende os 40 dias anteriores à Páscoa. Tempo de relembrarmos a obra e os sofrimentos de Jesus (46 dias menos os domingos). Semana Santa: Quinta-feira Santa lembramos o dia em que Jesus celebrou a Ceia com seus discípulos. Sexta-feira Santa é o dia da morte de Jesus na cruz, pelos nossos pecados. Páscoa: comemora a ressurreição de Cristo, ponto de partida para entendermos o nascimento, atuação e morte de Jesus. A data coincide com a Páscoa judaica (no domingo após a primeira lua cheia do outono).

Ascenção: é o dia de relembrarmos a subida de Jesus ao céu (celebrada 40 dias após a Páscoa) . Pentecostes: No Novo Testamento, representa a vinda do Espírito Santo, marco inicial da Igreja Cristã. Também chamado de Aniversário da Igreja. Tempo da Trindade: período de 22 a 26 domingos após Pentecostes. Também chamado de Tempo Comum. Domingo da Trindade: primeiro domingo após Pentecostes. Trindade significa três e, neste dia, lembramos a obra de Deus Pai, Jesus Cristo e Espírito Santo. Ação de Graças: é celebrado nas Comunidades nos meses da colheita,

geralmente em junho, sendo conhecido como Dia da Colheita. Dia da Reforma: 31 de outubro de 1517 é o dia em que Martinho Lutero afixou suas 95 teses, dando início ao movimento protestante. Domingo da Eternidade/Finados: o dia dedicado à memória dos mortos é celebrado em nossas Comunidades no último domingo antes do Advento, chamado de Domingo da Eternidade.Como último do Ano Eclesiástico, o Domingo da Eternidade nos mostra o fim de tudo e que devemos viver na esperança de que, assim como Cristo vive, nós poderemos viver com ele.

Epifania O terceiro evento mais importante (o primeiro era a Páscoa e o segundo, Pentecostes) do calendário da igreja antiga era a Epifania, que incluía o Natal. Seu tema dominante era a manifestação de Deus em Jesus Cristo, o Batismo de Jesus e o primeiro milagre. O tempo de Advento era originalmente o tempo de preparo para essa manifestação de Deus. O centro da celebração, portanto, residia no entendimento da manifestação de Deus, em Cristo Jesus. No correr do século IV, desmembrou-se o Natal, assumindo perfil próprio e encampando parte das comemorações da Epifania. Os cristãos ortodoxos celebram no dia 7 de janeiro

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o dia de Natal. Eles seguem o antigo calendário juliano, o que explica o atraso em relação aos cristãos ocidentais, que seguem o calendário gregoriano. Em países de maioria cristã ortodoxa, como os do leste da Europa, a véspera do Natal (6 de janeiro) é marcada por vigílias e comemorações. Os Reis Magos Enquanto no Oriente a Epifania é a festa da Encarnação, no Ocidente se celebra com esta festa a revelação de Jesus ao mundo pagão, a verdadeira Epifania. A celebração gira em torno à adoração a qual foi sujeito o Menino Jesus por parte dos três Reis Magos

(Mt 2 1-12) como símbolo do reconhecimento do mundo pagão de que Cristo é o salvador de toda a humanidade. De acordo com a tradição da Igreja do século I, estes Magos são como homens poderosos e sábios, possivelmente Reis de nações ao leste do Mediterrâneo, homens que, por sua cultura e espiritualidade, cultivavam seu conhecimento do homem e da natureza esforçando-se especialmente para manter um contato com Deus. Da passagem bíblica, sabemos que são Magos, que vieram do Oriente e que, como presente, trouxeram incenso, ouro e mirra.


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Deutscheseite

Gedanken über den Gottesacker Ja, so hat man früher den Friedhof genannt: Gottesacker. Gottes Acker. Es war der Acker, auf dem Gott Menschen gesät hatte, die reif waren und die nun wie Samenkörner darauf warteten, aufzugehen und endgültige Frucht zu bringen. Ein schönes, hoffnungsvolles Bild. Gerade in den anstehenden Ostertagen sollten wir uns fragen, welch ein Bild wir heute von der Ruhestätte unserer Toten haben. Ist sie für uns noch ein Saatfeld, eine Stätte der Hoffnung – oder ist sie einfach eine Gedächtnisstätte der Vergänglichkeit, ein Ort, an dem der Mensch nicht wie ein Samenkorn gesät, sondern wie Müll verscharrt, entsorgt, aus dem Weg geschafft wird? Von dem Dichter Goethe stammt das Wort: “Wer lange lebt, der überlebt viele”. Es ist wahr. Wer erst einmal die Achtzig überschritten hat, der erfährt , dass die Schar seiner Bekannten, Verwandten und Freunde, die sich auf dem Friedhof befinden, Jahr für Jahr schneller wächst. Da liegt der Gedanke sehr nahe, dass man an den eigenen Tod denkt, an die letzte Lagerstätte, die man uns bereiten wird. Ja, und dann wird die Sache mit dem Gottesacker eine ganz persönliche Angelegenheit, eine Angelegenheit, die eigentlich nur drei Reaktionen ermöglicht: entweder dickfellig so tun, als ob der Tod etwas alltägliches wäre, sich vor

dem Sterben fürchten, oder das Lebensende als Übergang ansehen, dem man in Christus, dem Auferstandenen, hoffnungsfroh entgegensehen kann. “Koimetéria” nannten die alten Griechen ihre Friedhöfe. Schlafstätten. Unser portugiesisches Wort cemitério ist davon abgeleitet. Auch das Neue Testament spricht von den Toten als von “Entschlafenen”. Wer einschläft, tut es in der Hofffnung, dass er wieder wach wird. Auch ein tröstliches Bild. Vor allem, da wir wissen: Jesus

Christus ist wieder wach geworden, nachdem er die Todesnacht überwunden hatte. Er hat unsere Friedhöfe damit verwandelt. Wir brauchen keine zerbrochenen Säulen mehr als Symbole der Vergänglichkeit auf unseren Gräbern zu errichten, wir können sie mit dem Kreuze Jesu als Stätten der Hoffnung kennzeichnen. Wir können das Schweigen der Friedhöfe mit Worten der Hoffnung und des Lebens brechen, sodass die Gräber reden, auch für Ungläubige, die die Botschaft der Auferstehung nur vom Hörensagen kennen, sie aber noch niemals für sich selber nachvollzogen haben. Es lohnt sich, einmal einen alten Friedhof zu durchwandern, ihn als Gottesacker zu erleben, der uns ganz persönlich etwas zu sagen hat. Manche der alten Inschriften haben es in sich. RIP – Requiescat in Pace, Ruhe in Frieden, steht noch auf den ganz alten Gräbern. Bibelworte und Glaubenszeugnisse der Alten, die uns in unserer hektischen und wirren Zeit etwas zu sagen haben, was man vielleicht nur auf dem Gotttesacker verstehen kann. Pfarrer Lindolfo Weingärtner

Mut fürs Leben

Luise ist fünf Jahre alt. Ihr Bruder Emil ist erst zwei. Die Geschwister aus Erlangen leiden an einer seltenen Form von Leukämie. Es ist eine Blutkrankheit, die zum Tod führt, wenn kein Stammzellenspender gefunden wird. Bei Luise ist die Krankheit schon in einer akuten Phase. Deshalb haben ihre Eltern eine große Aktion initiiert und riefen alle Menschen in der Stadt auf, sich fünf Milliliter Blut abnehmen zu lassen. Sie haben die Hoffnung, einen passenden Spender zu finden. Die Aktion heißt „Mut für Luise und Emil“.

Es sind etwa 20.000 Blutproben nötig, um unter denen einen geeigneten Spender für einen an Leukämie erkrankten Menschen zu finden. Aber auch wenn das Blut für keinen der beiden Kinder geeignet ist, kann es vielleicht doch später für jemanden anderen überlebenswichtig werden. Die Eltern der beiden Kinder appellierten daher an die Menschen: „So eine Krankheit kann jeden treffen, jeder kann einmal in die Situation geraten und selbst Hilfe benötigen!“ Fünf Milliliter Blut können Leben retten. Und so haben ungefähr 3.000 Menschen aus Erlangen ein bisschen Blut gespendet, um die Kinder, aber auch vielen anderen kranken Menschen zu helfen. Fünf Milliliter Blut – wissen Sie wie viel das ist? Nicht mehr als ein paar Tropfen und der Spender merkt es kaum. Und doch rettet dieses Blut Leben! Wenn wir in diesen Tagen Ostern feiern, richtet sich unser Blick auch auf jemanden, der etwas gegeben hat, damit andere leben können. Wir schauen auf unseren Herrn Jesus Christus, der sich selbst gegeben hat, uns zuliebe. In Erlangen haben

viele Menschen fünf Milliliter Blut gespendet. Christus aber hat sein ganzes Leben am Kreuz für uns gegeben. Wie groß muss die Liebe Jesu zu uns Menschen sein, dass er so etwas für uns getan hat? Das können wir nicht begreifen, sondern einfach annehmen und Ihm dafür dankbar sein. Der Pfarrer Arend de Vries schreibt: „Für Christinnen und Christen ist der Tod Jesu der Beweis für seine Liebe zu den Menschen. Er, der in die tiefste Tiefe menschlichen Leidens gegangen ist, wurde von Gott auferweckt von den Toten. So ist die letzte Macht des Todes zerstört – und die Hoffnung auf die Auferstehung geweckt.“ Deshalb, auch wenn uns Sorgen um Gesundheit, um Familie, um die Zukunft beschäftigen, können wir sie in Gottes Hände legen. Gott will uns durch den Tod und die Auferstehung Jesu Christi ein neues und erfülltes Leben schenken. Er ist der große Liebe-Spender, wir sind die Empfänger. Und mit dieser Gewissheit kann jeder Liebe und Leben weitergeben: einen Einsamen besuchen, einem Trauenden beistehen, einem Unbekannten einen Gefallen tun, vielleicht sogar mal Blut spenden, um einem Kranken wieder Hoffnung zu geben? Denn „Wir lieben, weil er uns zuerst geliebt hat.“ Theologe Jaime Jung


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JOREV LUTERANO MARÇO 2008

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Anúncios Comunitários Neste espaço, a Comunidade pode compartilhar os momentos significativos da vida cristã, como Nascimento, Batismo, Confirmação, Benção Matrimonial, Encontros Familiares, Bodas e Sepultamento. Entre em contato conosco! GNADENHOCHZEIT

BODAS DE DIAMANTE

LAURO SCHERER E MARIA LUIZA INGEBORG LENARTOWICZ SCHERER Os 60 anos de Matrimônio foram lembrados no dia 16 de dezembro de 2007, na Comunidade Evangélica de Confissão Luterana de Porto Vitória, pertencente à Paróquia do Vale do Iguaçu, Sínodo Norte Catarinense. O Pastor Antônio Carlos de Oliveira celebrou este momento do casal, que recebeu a bênção matrimonial em 13 de dezembro de 1947, em Porto Vitória/ PR e celebrou seus 60 anos de casamento com alegria e amor, juntamente com a família e amigos. O casal têm dois filhos, duas noras, cinco netos, dois bisnetos e um tataraneto. Lauro e Inge são avós da Pastora Cristina Scherer, residente em Itati/RS. Agradecemos a Deus que nos ensina a viver em amor e respeito. Lembramos do Salmo 118.1 Agradeçam ao Senhor porque ele é bom e o seu amor dura para sempre.

Celebraram, no dia 26 de janeiro de 2008, na Igreja Luterana de Pirabeiraba, Bodas de Graças - 70 anos de Casamento - o casal Herbert e Ilse Schmalz. A cerimônia foi acompanhada pelos quatro filhos, netos, bisnetos e demais familiares e amigos. Nos alegramos muito por este acontecimento em nossa Comunidade e louvamos a Deus por este exemplo de vida e relacionamento conjugal. Assim expressaram em seu convite para as bodas Nós te damos graças, ó Deus, nós damos graças. Anunciamos a tua grandeza e contamos as coisas maravilhosas que tens feito. Salmo 75.1 Pastor Carlos L. Kruger

Com profundo pesar, comunicamos o falecimento de

LEONIDA SCHNEIDER OHLWEILER BODAS DE OURO

NILO E INGRID BRUST Queremos partilhar com todos e agradecer a DEUS por ter concedido ao pai e à mãe 50 anos de união matrimonial, completados no dia 7 de novembro de 2007. Nós, suas filhas, Suzane e Elisa, os genros, Ricardo e Kurt, e os netos Mariana, Matheus David, Henrique Augusto e Clara Fernanda, queremos expressar todo carinho que sentimos por vocês. Juntos, rogamos que DEUS os continue abençoando! Sei que tudo quanto Deus faz durará eternamente; nada se lhe pode acrescentar e nada lhe tirar; e isto faz Deus para que os homens temam diante dele. Eclesiastes 3.14

A família Spier comunica o falecimento de

DULCINA SPIER nascida aos 31 de janeiro de 1940, em Linha Nova/RS, sendo filha de Edmundo Spier e Marta Spier, nascida Bauermann. Dulcina faleceu no dia 5 de janeiro e foi sepultada no dia 6, no Cemitério Evangélico de Linha Nova. A família agradece todo o apoio recebido neste momento difícil e pelas palavras de conforto. Irmãos Mercedes Spier, Ernani Spier e esposa Marlene. Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nele e o mais Ele fará. Salmo 37.5

1º ENCONTRO DA FAMÍLIA GEIER Data: 30 de março 2008 Localidade: Santa Clara do Ingaí - 15 de Novembro/RS Contatos: Gustavo Arno Dews/Melânia Normélia Drews - (55) 3332 4219. E-mails: gadrews@unijui.edu.br - melaniadrews@yahoo.com.br

ocorrido no dia 24 de setembro de 2007, com idade de 79 anos, dois meses e 14 dias. Nascida no dia 7 de julho de 1928, filha de Lewinus Schneider e Idalina Roloff Schneider, casou-se com Werno Edgar Ohlweiler, que lhe antecedeu na morte em 14 de setembro de 2002. O casal foi abençoado com seis filhos e três filhas (uma in memoriam). Além destes, deixou enlutados dois genros, cinco noras, quatorze netos, dois bisnetos, dois irmãos, cinco irmãs, quatro cunhados e quatro cunhadas, parentes e amigos. A família agradece ao apoio recebido da Comunidade São Lucas de Linha Winck – Teutônia/RS e a todos que prestaram a sua última homenagem. Jesus disse: eu sou a ressurreição e a vida. Quem acredita em mim, mesmo que morra, viverá. João 11.25

OPORTUNIDADE DE TRABALHO PARA SENHORA FAMÍLIA PROCURA PARA CUIDAR DE IDOSA EM PORTO ALEGRE/RS Pede-se que: * durma no emprego * saiba cozinhar * apresente referências * tenha alguma experiência com idosos como higiene e administração de remédios (dá-se preferência à senhora de meia-idade que seja membro da IECLB e que fale alemão) Oferece-se: * carteira assinada (CLT) * bom ambiente de trabalho Interessadas devem entrar em contato pelo fone: 51 3331.3445 à noite ou pelo e-mail maxss@terra.com.br.


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Gente Luterana

O Sínodo Nordeste Gaúcho, formado por 27 Paróquias, 109 Comunidades e 30 mil famílias-membro, cuja ênfase missionária é dar seguimento aos trabalhos pastorais e missionários desenvolvidos na área do Sínodo, capacitação de lideranças, incentivo do trabalho dinâmico e participativo nas Comunidades, está representado nesta Editoria por nossa gente luterana: o casal Cláudio e Lorita Gerhardt e Lieselotte Kaethe Ziegler

Aqui você tem lugar

Um casamento de fé

O casal formado por Cláudio e Lorita Gernhardt, ambos aposentados, atualmente trabalha em tempo integral no Ministério Família Cristã Feliz, “um Ministério que visa ao resgate de valores morais e éticos que a família brasileira vem perdendo com o passar do tempo”, explica Cláudio, 64 anos, natural de Ivoti/RS, há 43 anos companheiro de Lorita, 61 anos, nascida em Rolante/RS. Eles têm uma filha, Jaqueline, casada com o P. Rui Petry, e um filho, Jefferson, casado com Rosane. Membros na Comunidade Evangélica Trindade de Ivoti/RS, Claudio, luterano de berço, e Lorita, pertencente à IELB até a data do casamento, levam às famílias o que experimentam e vivem na sua família e Igreja. “Nossa motivação em trabalhar na seara do Senhor é que as famílias estão se distanciando cada vez mais de Deus e por isso têm esquecido ou até ignorado os princípios divinos de uma verdadeira família cristã. Além

As famílias estão se distanciando cada vez mais de Deus disso, é maravilhoso ver os resultados desse trabalho, que Deus tem abençoado grandemente. Sentimos que Ele tem nos usado para a sua obra”, comemoram. Regente de Ensino Primário, formado pela Escola Normal Evangélica (hoje IEI) de São Leopoldo/RS, Cláudio trabalhou em escolas das Comunidades e também exercia os serviços pastorais “Na época havia uma grande

falta de Pastores, então assumia até a chegada de um novo Pastor. Hoje, isso tem facilitado o nosso trabalho no Ministério. Em nossa Paróquia e na Comunidade, já desempenhei todas as funções existentes, de Vogal a Presidente”. No dia 10 de outubro de 2007, a dupla completou 12 anos de efetivo trabalho voluntário e sustentado por ofertas levando o ponto de vista de Deus para as famílias por meio de Retiros de Casais e palestras não só nas Comunidades da IECLB, mas também fora delas. Em 2007, eles passaram por nove Estados brasileiros atuando nas mais diversas denominações. Para 2008, a agenda de atividades está completamente tomada e ainda há seis Comunidades em lista de espera. São 12 temas diferentes para os Retiros de Casais, mas todos voltados para o mesmo objetivo: apelo à conversão, chamada à reconsagração do compromisso anteriormente já assumido com Jesus e a renovação dos votos matrimonias até que a morte os separe. O sonho do casal Gernhardt para a IECLB é que ela seja uma Igreja cada vez mais viva e atuante, uma Igreja que se preocupe mais e mais com a vivência dos princípios daquele que instituiu a família, uma Igreja que se preocupe e se ocupe das famílias pastorais, pois estas estão sempre na vitrine e precisam estar bem para serem bons modelos.

Para conhecer mais detalhes e relatos dos Retiros de Casais, acesse www.mfcfeliz.com.br.

Lieselotte Kaethe Ziegler, natural de Santa Catarina, viúva, 72 anos, mãe de duas filhas, Claudia e Erica, e moradora de Gramado/RS, cidade que adotou a partir do casamento, em 1963, conta que cresceu em um ambiente ‘bem luterano’ “Meus pais sempre estiveram envolvidos com a Comunidade, minhas tias foram Diaconisas e eu tive a chance de poder estudar na Fundação Evangélica, instituição a qual devo importante parcela da minha formação”. A busca por conhecer novos lugares e encarar desafios na sua vida profissional fez Lieselotte passar quatro anos na Suíça, onde se formou em Enfermagem. Ao trabalhar na área da saúde, sempre lidou com muitas e diferentes pessoas nas situações mais diversas e, com isso, aprendeu a ser receptiva às necessidades alheias para tentar ajudar, recebendo em troca valiosas lições de vida. Seu envolvimento comunitário também foi fundamental na sua trajetória de vida. “Para mim, foi muito importante estar integrada à Comunidade quando minha família

precisou de intercessão, pois me senti sustentada e amparada e por isso sou muito grata”, relembra.

Na IECLB, atualmente fazendo parte da Comissão de Avaliação de Obreiros do Sínodo Nordeste Gaúcho e da banca de examinadores dos candidatos ao Ministério ordenado, Lieselotte, comemora sempre ter tido oportunidade de servir e afirma que o fazia com entusiasmo e satisfação, exercendo cargos de liderança tanto na OASE como na Comunidade e também na Paróquia. Com passagem pelo Culto Infantil, Diretoria da OASE, Organista, Presbitério da Comunidade e da Paróquia, explica que “Um marco relevante foi a criação de mais um campo de trabalho na nossa Paróquia visando a aproximar mais os membros, pois é necessário conhecê-los no seu diaa-dia e escutar a sua história”. Ainda sobre o assunto ‘aproximação dos membros’, Lieselotte alerta que um dos desafios das Comunidades hoje é exatamente o relacionamento: a inclusão com visitação e acompanhamento, a comunhão, a integração dos grupos, a visão do todo, do conjunto para alcançar o objetivo proposto.

Desejo que a IECLB seja uma Igreja missionária de fato A grande motivação das suas atividades na IECLB? A gratificação de encontrar pessoas que se dispõem a servir com alegria, que não se cansam de fazer o bem transmitindo esperança e levando a Boa Nova adiante. “Que a IECLB seja uma Igreja missionária de fato, na prática do dia-a-dia, receptiva, tal como se propunha no Lema de anos atrás Aqui você tem lugar. Cada membro da IECLB deverá poder sentir-se ‘em casa’ em sua Comunidade, encontrando apoio, solidariedade, compreensão e desenvolvendo seus dons para, por sua vez, poder ajudar os outros membros do grupo do qual faz parte”, é o sonho de Lieselotte para a IECLB.


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Jornal Evangélico Luterano - Ano 37 - nº 704 - Março 2008 by Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB) - Issuu