LUTERANO
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JOREV LUTERANO JANEIRO/FEVEREIRO 2007
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JOREV
JORNAL EVANGÉLICO LUTERANO - IGREJA EVANGÉLICA DE CONFISSÃO LUTERANA NO BRASIL - ANO 36 - MARÇO DE 2007 - Nº 693 Tema: No poder do Espírito, proclamamos reconciliação
Lema: Não podemos deixar de falar das coisas que vimos e ouvimos (Atos 4.29)
Lançando as redes: Tema do Ano 2007 Vocação para o Pastorado
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IECLB: um porto seguro
A TV na eduação
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Editorial
Ânimo, coragem e criatividade No dia 4 de março, a nossa Igreja lançou o Tema 2007 No poder do Espírito, proclamamos a reconciliação e o seu Lema Não podemos deixar de falar das coisas que vimos e ouvimos (Atos 4.20), que, conforme as palavras do Pastor Presidente, Dr. Walter Altmann, nos levam a refletir sobre qual é a nossa participação na missão de Deus? Qual é a mensagem que transmitimos? O que é o poder do Espírito Santo e como ele atua na igreja e no mundo? Qual é a reconciliação que professamos e como ela se expressa na vida cotidiana? Sem dúvidas, a mensagem que temos e proclamamos, em última análise, é uma só: a boa nova de Jesus Cristo, a boa nova da salvação que dele recebemos, afirma o Pastor Presidente, convidando todas as Comunidades para assumir o lançamento e a campanha ao longo do ano, com ânimo e criatividade. Março também é importante por
Canal direto
Jorev
ser o mês do Dia Internacional da Mulher, comemorado no dia 8. Não fizemos uma edição especial voltada para a mulher e nem sua data, pois, para o Jorev, as mulheres são importantes o ano inteiro e isso está literalmente nas nossas páginas. Onde há uma representante do sexo feminino desenvolvendo algum trabalho importante em nome na nossa Igreja, lá está o Jorev fazendo a
divulgação. Temos, inclusive, uma página especial, chamada Mulheres, destinada, aí sim, especificamente ao trabalho destas guerreiras modernas, que desafiam o tempo dando conta de duas, três jornadas de trabalho, mais família, casa, estudos... Neste mês, o Jorev também traz uma novidade para seus leitores: uma reformulação na sua diagramação, ou seja, na apresentação das suas notícias, colunas e artigos. Esta nova aparência foi pensada com muito carinho, por nós, da Redação, atendendo a alguns pedidos por um jornal ‘mais leve’, mais agradável à leitura, mas que não perdesse o seu caráter de ir onde o coração da IECLB está, nas Comunidades, Paróquias e Sínodos, e levar até você, nosso estimado leitor, os acontecimentos, as iniciativas e as personalidades que constroem a história da nossa Igreja.
Ana Paula Schwantes, natural de Victor Graeff, é Secretária da Paróquia Evangélica de Confissão Luterano Alto do Jacuí/RS, que compreende duas Comunidades em Victor Graeff e cinco Comunidades em Não-Me-Toque, e Agente do Jorev há oito anos. A Secretária conta que os assuntos abordados no Jorev vão bem ao encontro da proposta da nossa Igreja. “Por aqui, todos gostam do Jorev. A qualidade é muito boa e o jornal deve seguir nesta linha. Também faço parte da equipe de Liturgia e, quando tem algo
que podemos aproveitar nesta área, utilizamos”, elogia. Sobre a preferência de boa parte dos leitores da localidade, Ana Paula não tem dúvida “É a página em alemão. O pessoal adora e até reclamou quando o espaço para o alemão diminuiu”, lembra. Quanto a ser Agente do Jorev, Ana considera um trabalho fácil e tranqüilo, que ainda proporciona a oportunidade de divulgar a nossa Igreja e ter um contato mais próximo com a Comunidade.
CARTAS
Luterano IECLB Jornal da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil www.luteranos.com.br PASTOR PRESIDENTE P. DR. WALTER ALTMANN SECRETÁRIO GERAL P. DR. NESTOR FRIEDRICH JORNALISTA RESPONSÁVEL LETÍCIA MONTANET-REG. PROF.: 10925 ADMINISTRAÇÃO / COMERCIAL CRISTIANO HENRIQUE LAMB CARTAS - SUGESTÕES DE PAUTA ARTIGOS - ANÚNCIOS FAMILIARES E ANÚNCIOS COMERCIAIS RUA SENHOR DOS PASSOS, 202/3 90.020-180 - PORTO ALEGRE / RS FONE: (51) 3227.1258 FAX: (51) 3225.7244 E-MAIL: jorev@ieclb.org.br SECRETARIA GERAL - IECLB FONE: (51) 3221.3433 ASSINATURA ANUAL - 11 EDIÇÕES R$ 18,00
Mensageiro Divino
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A sua opinião é fundamental no nosso trabalho. Conhecer suas preferências, ouvir suas dicas de pauta, suas sugestões para o jornal e seus comentários sobre as nossas matérias é muito importante para que possamos sempre oferecer um Jorev melhor para você. Faça o seu Jorev. Escreva para nós e participe! Estamos esperando seu contato! Rua Senhor dos Passos, 202/3º 90.020-180 – Porto Alegre/RS ou jorev@ieclb.org.br
É sublime esse emissário De feitio confessional. Seu assunto é doutrinário e é um evento celestial. Como é arauto noticioso, Que nos abre bons caminhos. Nos transporta do espinhoso Pra veredas sem espinhos. É um fanal inspirativo Que nos dá o caminho célico Nos levando ao Jesus vivo JORNAL nobre é o EVANGÉLICO. Música e letra de Sydney Barreto Rio Claro/SP
Capa Nossa foto de capa vem do Sínodo Mato Grosso e refere-se à viagem missionária de atualização teológica de Obreiros. Leia a matéria na página 6.
Diário da redação Você: a nossa melhor notícia É muito fácil ganhar! É muito fácil participar! Na edição passada, você recebeu informações sobre a Campanha do Jorev Você: a nossa melhor notícia. Agora, chegou a hora de participar. Para que Você: a nossa melhor notícia esteja cada vez mais presente no jornal da nossa Igreja, o Jorev preparou esta grande promoção! Junto com o seu exemplar do Jorev, você está recebendo uma pesquisa para ser preenchida com seus dados cadastrais e opiniões a respeito do nosso jornal. Respondendo às questões da pesquisa, você concorre a muitos prêmios e deixa sua opinião registrada para que possamos melhorar cada vez mais o nosso Jorev! Com isso, você concorre a um DVD e a muitos outros prêmios serão 50 cupons sorteados! Quer mais? Não tem problema, pois você pode ganhar ainda mais! É só fazer uma nova assinatura, preenchendo o formulário no verso da pesquisa, e concorrer, também, a uma máquina fotográfica digital para você e outra para o novo assinante! Preencha a pesquisa, dobre, cole e coloque no Correio. Não é necessário selar. O porte será pago pelo Jorev! Não perca tempo e envie o seu formulário preenchido até 30 de maio de 2007. O sorteio será realizado no dia 15 de junho de 2007, na sede nacional da IECLB, em Porto Alegre/RS.
Todo dia com Jorev Para não perdermos o contato nem por um só dia, estamos presenteando os nossos leitores com um belo e útil calendário com bloco de anotações. É o Jorev querendo ficar sempre perto de você, o mantendo informado sobre o que acontece na IECLB pelo Brasil afora! Conte conosco!
JOREV LUTERANO JANEIRO/FEVEREIRO 2007
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Curtas
Menos lixo na Natureza Preocupada com a preservação do meio ambiente, a Casa Matriz de Diaconisas, localizada em São Leopoldo/RS, como parte do
Formação Diálogo Intercultural e Diálogo Inter-religioso, junto à Secretaria Executiva do COMIN cujo objetivo é contribuir para melhorar as condições de diálogo entre indígenas e não-indígenas na sociedade em geral e especialmente nas Comunidades da IECLB.
mantém com moradores de rua desde 1999 e, há cerca de dois anos, passaram a freqüentar as atividades. No final de 2006, após uma década
Sobe O Lema 2007 da IECLB: Não podemos deixar de falar das coisas que vimos e ouvimos. (Atos 4.20)
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11ª edição do Brasilientag
Programa de Qualidade, está desenvolvendo a Campanha de arrecadação e reciclagem de lixo Menos lixo na Natureza. A Campanha quer evitar que os dejetos se acumulem na natureza, contribuindo, assim, para a melhoria do meio ambiente. Os materiais coletados são encaminhados para a reciclagem. No primeiro mês, foram coletados 195 kg de lixo e, no segundo mês, 332,50 kg. Os interessados em participar desta Campanha podem entrar em contato com a Coordenadora do projeto, Irmã Raquel, ou com Janir, setor de Hospedagem, pelo telefone (51) 3588.3011. __________...__________
Instalação Ministerial da Pastora Cledes Markus No dia 21 de dezembro de 2006, a
Pa. Cledes Markus foi instalada no novo campo de atividade ministerial do Conselho de Missão entre Índios da IECLB (COMIN), em São Leopoldo/ RS, na função de Assessora em Formação. A instalação foi realizada durante a Assembléia do COMIN, em um culto celebrativo presidido pelo P. Sinodal Enos Heidemann, do Vale dos Sinos/RS, com a colaboração da Catequista e Presidente do COMIN, Marta Nörnberg. A Pa. Cledes atuou durante quase os últimos vinte anos no Projeto Missão junto aos Povos Indígenas, em Santa Catarina/RS, com os povos Xokleng, Guarani, Kaingang e Cafuzos, no Alto Vale do Itajaí/SC e, a partir de janeiro de 2007, passou a exercer seu Ministério no Projeto de
No dia 17 deste mês, será realizada a 11ª edição do Brasilientag, na Igreja da Baviera, sobre parceria e desenvolvimento tendo a experiência brasileira como referência, para o qual foi convidada a Diácona Ingrit Vogt, Coordenadora de Projetos Missionários da IECLB. O tema ficou definido da seguinte forma: „Vernetzte Zukunft?! Entwicklungs - und Partnerschaftsarbeit am Beispiel Brasilien“, provocando uma reflexão acerca das possibilidades de continuar alimentando as redes de solidariedade e parceria e apontando para a necessidade de se construir o futuro no horizonte da criação de malhas de interação. O evento é promovido pelo Centro para Parceria, Desenvolvimento e Missão da Igreja Evangélica Luterana da Baviera Mission EineWelt cujo tema para 2007 retoma a inspiração da Assembléia Geral do Conselho Mundial de Igrejas (CMI), realizado em Porto Alegre/RS, ‘Transformar nosso mundo juntos’ (Gemeinsam unsere Welt verwandeln).
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A rua, o altar e a casa nova Vale a pena conferir o texto A rua, o altar e a casa nova, do jornalista Paulo Hebmüller, no portal da IECLB, sobre a história de José e Maria dos tempos atuais. José Ferreira Lobo Júnior e Maria de Fátima Marcelino já dormiram nas calçadas, cataram papelão e queriam casar. Um telefonema para pedir a doação de um vestido de noiva transformou suas vidas e emocionou a Paróquia Centro da IECLB, em São Paulo/SP. José e Maria ficaram sabendo do trabalho que a Paróquia Centro
de vida em comum, manifestaram o desejo de casar “no cartório e tudo o mais”, conta o Pastor Frederico Ludwig, que, na comovente cerimônia de casamento, realizada no dia 27 de janeiro, enfatizou “Dá para imaginar a mão de Deus conduzindo a vida de vocês para que se encontrassem no sofrimento e na rua? Deus colocou anjos na vida de vocês”. Agora, que os anjos dos céus digam amém, porque os da terra vão seguir acompanhando os passos de José e Maria em sua vida nova. __________...__________
175º jubileu da Obra Gustavo Adolfo Neste ano, comemora-se o 175º jubileu da Obra Gustavo Adolfo da Alemanha. Para as comemorações desse evento, que se estenderão durante todo o ano, as Igrejas parceiras da OGA da Ale manha em todo mundo f o r a m solicitadas a confeccionar uma vela comemorativa para ser doada à organização parceira alemã. As cores da estrutura da vela são as cores da bandeira brasileira: o azul da base representa o mar e os rios abundantes, o verde e o amarelo indicam as florestas e os campos de cereais e, sobre todo esse quadro, se estende o céu azul. No meio desta estrutura, está a vela branca, como símbolo da presença da IECLB, remetendo à luz de Cristo, que em todas as situações de nosso País deve ser entendida como orientação para a caminhada. Em 2010, a OGA-Brasil vai celebrar o seu centenário e convida todos a se prepararem com alegria para esta data especial.
Desce A violência urbana, que assola o Brasil e não permite mais que as famílias vivam em segurança.
Ofertas Nacionais 11 de março - 3º Domingo da Quaresma Promoção do Ecumenismo e Fundação da FLM A IECLB é uma Igreja ecumênica. Está unida, pelo vínculo da fé, a todas as igrejas no mundo que confessam Jesus Cristo como único Senhor e Salvador. Este compromisso ecumênico se concretiza na participação em organizações ecumênicas nacionais e internacionais, como com as Igrejas que congregam o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC) e entidades como Diaconia, Coordenadoria Ecumênica de Serviço (CESE) e Sociedade Bíblica do Brasil (SBB). Em nível internacional, a IECLB participa do Conselho Mundial de Igrejas (CMI), da Federação Luterana Mundial (FLM) e do Conselho LatinoAmericano de Igrejas (CLAI). Possui, ainda, convênios e parcerias com a Igreja Evangélica na Alemanha, a Igreja Evangélica na Baviera, as Igrejas Evangélicas na Noruega, Japão, Moçambique, Estados Unidos, Argentina, Uruguai, Paraguai, Chile e as Igrejas na América Central. Neste contexto, a Federação Luterana Mundial constituiu um Fundo de Reserva para situações de emergência, para o qual solicita o apoio de todas as igrejas-membro. Para atender as necessidades destas ações ecumênicas, são solicitadas as ofertas deste dia.
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Atualidade
Dia Mundial de Oração 2007 Unidas sob o manto de Deus O Símbolo do Dia Mundial da Oração 2007 traz a terra, oferecida por Deus, fértil e rica em minerais com diversas cores, mas predominando o vermelho, com sua força e energia, remetendo às lutas de tantos por seus ideais ao longo da história. Sobre a terra, cresce o verde, trazendo esperanças, possibilidades e querendo chegar às alturas. O azul límpido cobre o céu de todos nós com suas distintas tonalidades. Em primeiro plano, podemos observar o ñandutí, tecido artesanal elaborado por mulheres paraguaias, símbolo de duas culturas: a européia reelaborada nas mãos indígenas.
O Dia Mundial de Oração é um momento para todos reconhecerem que a oração e a ação são inseparáveis e que ambas têm incontestável influência no mundo. Mulheres de 170 países estarão reunidas em cultos no próximo dia 2 de março para o Dia Mundial de Oração. Sob o tema ‘Unidas sob o manto de Deus’, a celebração deste ano foi preparada por mulheres de dez igrejas cristãs do Paraguai. Todos os anos, as mulheres unem à oração a ação e a partilha, fazendo uma oferta para entidades e instituições ligadas a diversas denominações cristãs que prestam serviço a pessoas empobrecidas da sociedade. No Brasil, serão beneficiadas as seguintes entidades: - Do Feto ao Afeto - Entidade PróFamília do Bairro Costa e Silva –
Joinville/SC. - Projeto Esperança – Igreja Evangélica Congregacional do Bairro Afonso Pena – São José dos Pinhais/PR. - Oficina de Música Som da Vida – Associação Evangélica Beneficente de Assistência Social – Florianópolis/SC - Projeto Casa Abrigo Nova Esperança – Entidade Cristã Evangélica – Pindamonhangaba/SP O Dia Mundial de Oração é um movimento iniciado por mulheres, em 1887, que reúne cristãs de todo o mundo e de muitas raças, culturas e tradições para um dia comum de oração por ano, a primeira sexta-feira de março. Em muitos países, esse contato tem continuidade em reuniões de oração e atividades, estreitando seu relacionamento, compreensão e trabalho. Esta celebração é uma oportunidade
na qual as mulheres de todo o mundo afirmam a sua fé em Jesus Cristo, compartilham as suas esperanças, os seus temores, as suas alegrias, as suas tristezas e as suas necessidades. No Dia Mundial de Oração, as mulheres são encorajadas a se conscientizarem do que acontece no mundo e a não viverem isoladas, a se enriquecerem com experiências de fé vividas por cristãs de outros países, a levarem as cargas de outras pessoas, orando com e por elas e a reconhecerem seus dons e talentos e usá-los em benefício da Comunidade. Por fim, o Dia Mundial de Oração é um momento para todos reconhecerem que a oração e a ação são inseparáveis e que ambas têm incontestável influência no mundo.
Simbologia O símbolo do Dia Mundial de Oração, desenvolvido por mulheres da Irlanda, é composto de várias setas, chegando de todas as direções, pessoas em atitude de oração, um desenho simplificado da cruz céltica e o círculo representando o mundo e a união das pessoas que oram.
FLD e IECLB no Fórum Social Mundial Com o tema geral Lutas dos povos, alternativas dos povos, o 7º Fórum Social Mundial foi realizado, pela primeira vez, na África, em Nairobi, no Quênia, de 20 a 25 de janeiro. A Fundação Luterana de Diaconia e a IECLB marcaram presença em Nairóbi com Angelique van Zeeland, assessora programática da Fundação Luterana. Para Angelique, o evento possibilitou visibilidade para as lutas e movimentos sociais da África e uma maior integração das organizações comunitárias africanas nas redes e movimentos sociais, além da elaboração de ações em conjunto e da convergência de ações locais, nacionais e regionais em ações globais. O 7º FSM reuniu em torno de 60 mil pessoas que discutiram temas como Aids, paz, justiça, ética, juventude, domínio do capital, acesso sustentável à natureza, democratização do conhecimento, direito à alimentação, saúde, educação, habitação, trabalho, democracia e dívida externa.
Diversidade cultural na abertura do 7º FSM
Atestado de desconfiança Quem sou eu no dizer das multidões? Foi esta pergunta que Jesus fez aos seus discípulos quando orava em particular. Algumas respostas foram enumeradas por eles: uns dizem que és João Batista; outros, que és Elias; para outros, ainda, és um dos antigos profetas que ressuscitou. Então, Jesus se dirigiu aos seus discípulos: e vocês quem dizem que eu sou? O Cristo de Deus, respondeu Pedro e foram proibidos de falar publicamente a respeito desta confissão (Lucas 9.18-21). Cada vez é mais importante para empresas, escolas, igrejas e outras instituições que precisam vender um produto, conquistar clientes e convencer de sua mensagem, o reconhecimento público. Também é de grande importância saber como os outros nos vêem. A imagem que as pessoas que nos cercam fazem da nossa Comunidade é muito importante para a comunicação da mensagem evangélica. Quem somos nós, evangélico-luteranos, para os 700 jovens São Leopoldo/RS que foram entrevistados por uma competente equipe da Universidade do Vale do Rio dos Sinos? As respostas tanto nos surpreendem quanto nos enchem de preocupação.
A pesquisa sobre a emergência de novos valores na juventude de São Leopoldo considera a católica, a pentecostal e a luterana as religiões mais representativas numericamente. A igreja católica está em quinto lugar entre as instituições nas quais os jovens mais confiam. As igrejas luteranas e pentecostais, por sua vez, recebem um atestado de
Precisamos descobrir novas formas de dizer quem somos confiança muito baixo por parte da juventude, conclui a pesquisa. Outros dados da pesquisa podem nos ajudar a entender este resultado. Muitos jovens afirmaram que não gostariam de ter vizinhos ‘muito religiosos’, bem como rejeitam políticos radicais. Além disso, 75% dos jovens afirmam que nunca se sabe se é possível confiar nas intenções dos outros. Sendo os pentecostais vistos pela maioria como ‘muito religiosos’ e os luteranos, como sabemos, não podem ser considerados radicais em política,
podemos deduzir da pesquisa e da minha observação que somos associados aos pentecostais ou confundidos com eles. Diante destes dados, é urgente levantar a pergunta: como os outros nos vêem depois de quase duzentos anos de existência em São Leopoldo, com três escolas luteranas, duas escolas de Teologia e Comunidades em muitos bairros? É evidente que, se quisermos ser aquilo que os outros esperam de nós, perderemos a nossa identidade. Por outro lado, se não descobrirmos novas formas de dizer quem somos, continuaremos a ser confundidos com os outros. Quem não se comunica, se trumbica, já dizia Chacrinha. Por esta razão, precisamos da assessoria dos comunicadores e, também, colocar em prática o Lema que fundamenta o Tema da nossa Igreja: Não podemos deixar de falar das coisas que vimos e ouvimos (Atos 4.20). Dr. Oneide Bobsin Pastor da IECLB e Reitor da EST
Presidência
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Carregando as nossas cargas Ao ser indagado, durante a nossa mudança, se estava pesada a caixa com livros, o mudanceiro reagiu: Quem não estudou nos livros, tem agora que carregar os livros e, logo em seguida, completou: Mas meus filhos estão estudando nos livros. Eis um homem reconciliado com a sua relação de trabalho, apesar do peso que carrega, em cuja carga vislumbra a esperança de dias melhores para os seus. Essa imagem do carregador de cargas nos remete ao Cristo, que, nessa época da Paixão, caminha conosco, carregando nossas cargas, e nos anima a carregar as nossas. Isaías 53.4 nos lembra que ‘ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si’. Uma primeira tarefa que o Tema do Ano coloca para a IECLB é perguntar como andam as nossas relações e como estamos carregando as nossas cargas.
Algumas cargas são decorrentes das nossas relações. Outras nos são impostas. Aqui, sabemos e já temos experimentado: somente o Deus sofredor pode ajudar! Aprendemos da
Sabemos: somente o Deus sofredor pode ajudar! Palavra de Deus que o ser humano é um ser relacional: com Deus, como seu Criador e mantenedor de toda a criação, com o próximo, como seu semelhante e parceiro social inserido no conjunto do restante da criação, com o ecossistema. A fé cristã está baseada no convencimento de que o propósito original e inalterado de Deus consiste
Igreja da Noruega visita a IECLB
Entre os dias 18 e 19 de janeiro, o Rev. Jens-Petter Johnsen, Diretor Geral do Conselho da Igreja da Noruega, participou de um intenso programa de visitas e diálogos para conhecer a IECLB. O roteiro teve início na sede da nossa Igreja, em Porto Alegre/RS, onde o Pastor foi recebido pelo P. 2º Vice-Presidente, Carlos Möller, e pelo Assessor da Presidência, Dr. Carlos Gilberto Bock. No dia seguinte, Johnsen visitou a Fundação Luterana de Diaconia (FLD), o campus da EST, a Casa Matriz de Diaconisas, o COMIN e o escritório da Rede Sinodal. Em sua despedida, Johnsen assinalou sua satisfação com a visita “Chama atenção o entusiasmo da IECLB para superar os desafios e aumentar o reconhecimento que possui internacionalmente”.
Coordenadoria de Missão Global
No dia 5 de fevereiro, teve início o trabalho da Coordenadoria de Missão Global da IECLB, instalada na sede, em Porto Alegre/RS. O P. 1º Vice-Presidente,
Homero Severo Pinto, assumiu a responsabilidade de liderar e coordenar esta nova frente de trabalho. As competências da nova Coordenadoria, cujo financiamento tem apoio da Igreja Luterana na América (ELCA), são: acompanhar projetos de missão entre as comunidades e outras igrejas e instituições, auxiliar obreiros e obreiras no exterior e do exterior na IECLB e exercer as relações da IECLB no campo da representação política, social e eclesiástica, com igrejas no Brasil e no exterior, organismos ecumênicos, entidades civis e órgãos públicos.
em que essas relações sejam caracterizadas por amor, justiça e comunhão. Ainda assim, ela está consciente de que, na realidade atual, as relações entre nós, humanos, bem como para com Deus e com o conjunto da criação, está muito distante desse propósito, sendo profundamente marcada por egoísmo, violência, injustiça e falta de sentido das cargas. Temos muito trabalho pela frente. Igualmente, consolo e forças, se olharmos para o autor e consumador da fé, Cristo, que nos reconciliou com Deus para que também nós possamos viver essa reconciliação nas nossas relações e proclamá-la ao mundo. Carlos Möller Pastor 2º Vice-Presidente da IECLB
Aliança de igrejas por desenvolvimento O Conselho Mundial de Igrejas (CMI) coordenou o grupo provisório que trabalhou na criação de ACT Development (Ação Conjunta de Igrejas por Desenvolvimento) e continua tendo um papel de liderança na sua formatação. Na abertura da Assembléia, no dia 6 de fevereiro, em Nairobi, no Quênia, o Secretário-Geral do CMI, Samuel Kobia, declarou “A capacidade do movimento ecumênico para responder aos desafios do mundo atual depende em grande medida da criação de redes e de formas de cooperação mais criativas e orientadas para o futuro”. ACT Development, uma aliança de igrejas e organizações ligadas a igrejas que trabalham com desenvolvimento, intercede na questão da erradicação da pobreza, injustiça e abuso dos direitos humanos, com especial ênfase no desenvolvimento e na defesa de causas. ACT Development conta com 55 organizações, sendo 42 participantes e 13 observadoras, de 157 países. Ainda sobre a Assembléia, o Secretário Executivo da Fundação Luterana de Diaconia-Brasil (FLD), Silvio Schneider, disse que esta representou a etapa final de um processo de construção e um momento decisivo de apropriação da nova entidade pelos seus participantes “O encontro foi muito bom, sobretudo no que se refere à disposição dos participantes de colocar em prática a proposta desta aliança global também por meio da construção de fóruns regionais e nacionais”, analisou Schneider.
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Um ano após a 9a Assembléia do CMI A IECLB teve um papel decisivo de liderança na organização daquela que foi considerada por muitos a melhor assembléia da história do Conselho Mundial de Igrejas (CMI) até hoje. Entre 14 e 23 de fevereiro do ano passado, mais de 4 mil cristãos e cristãs vindos de todo o mundo celebraram a fé em Jesus Cristo e expressaram seu desejo por entendimento e esforços conjuntos. Passado um ano, a IECLB colhe belos frutos de seu envolvimento, seja pelo reavivamento do espírito ecumênico em algumas de suas Comunidades, seja pela inédita representatividade em fóruns internacionais. Muitos de nossos membros envolveram-se neste encontro e levaram para as suas Comunidades a semente do entendimento. O desempenho do Pastor Presidente da IECLB, Dr. Walter Altmann, na função de Moderador do Comitê Central do CMI, reflete este momento encorajador para a missão integral da nossa Igreja. AGENDA DA PRESIDÊNCIA MARÇO 27/02 a 02/03 CMI – Comitê Executivo, em Genebra, Suíça P. Walter Altmann 04/03 Lançamento do Tema do Ano, em Brasília/DF, Cachoeirinha/RS e São José do Herval/RS P. Carlos A. Möller, P. Homero S. Pinto e P. Walter Altmann 08/03 Assembléia Geral da Rede Sinodal de Educação, em São Leopoldo/RS P.Walter Altmann 14 a 18/03 Reunião da Presidência da IECLB com Pastores e Presidentes Sinodais, em São Leopoldo/RS P. Walter Altmann, P. Homero Pinto e P. Carlos Möller 21 a 27/03 Conselho da FLM Celebração dos 60 anos, em Lund, Suécia P. Walter Altmann e Carlos G. Bock 30 a 31/03 Reunião do Conselho da Igreja, em Porto Alegre/RS (Sede IECLB) P. Walter Altmann P. Homero S. Pinto P. Carlos A. Möller
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Ministério
Deus fez os homens e as mulheres diferentes, mas não desiguais Rosangela Stange, 36 anos, é natural de Santa Maria de Jetibá/ES, formada em Teologia pela EST e Pastora ordenada desde 1996. Exerceu o Pastorado na Paróquia Apóstolo Paulo, em São Luiz Gonzaga/RS, foi Vice-Coordenadora Sinodal da OASE, Representante Sinodal no Conselho da Igreja, trabalhou no Serviço Eclesiástico de desenvolvimento da Igreja da Baviera e, desde agosto de 2005, é responsável pela Paróquia de São José dos Pinhais/PR. O que a fez decidir ser Pastora? Fiz o então 2° Grau na Associação Diacônica Lutera (ADL), em Serra Pelada/ES e, por ocasião de uma Semana Interpastoral, o P. Willi Töpfer perguntou-me se já havia pensado na possibilidade de estudar Teologia. Contei com a ajuda do P. Valdir Weber para convencer minha mãe a me deixar ir estudar tão longe. Onde e como foram os estudos? Estudei na Escola Superior de Teologia, em São Leopoldo/RS. Foram anos muito ricos, nos quais valores, crenças e opiniões foram questionados. A Teologia é um estudo fascinante, pois instrumentaliza para a vida, estimulando a perceber as contradições da sociedade e das pessoas. Nesse mundo cheio de contradições, é importante aprender a ver a graça de Deus também para com aqueles que, aos olhos humanos, merecem a condenação.
Já percebeu alguma diferenciação por parte da Comunidade ou dos colegas Pastores? Já. Percebo mais zelo, mais cuidado, mais preocupação com a segurança, por exemplo. Percebo que me é permitido falar que estou com medo. Por outro lado, assuntos como construção, reparos e melhorias nas instalações ou no carro e discussão sobre política eclesiástica não são ‘assuntos para mulheres’. É engraçado, pois sempre que há esses assuntos em pauta, os Presbíteros discutem entre si e quase esquecem que há mais membros no Presbitério que poderiam colaborar na discussão.
Equilibrar a participação de homens e mulheres nos cargos de liderança é uma das iniciativas da P. Rosângela Stange
A Pastora é diferente do Pastor no exercício da sua vocação? Há um tempo, diria que sim, que somos mais sensíveis, conseguimos compreender mais a dor e o sofrimento das pessoas, que discutimos temas do cotidiano e que não estamos tão interessadas no poder. Hoje, diria que depende muito da pessoa. Talvez, a forma como brigamos e buscamos o poder seja diferente da dos homens, mas não estamos imunes a esse desejo.
Como foi o início do exercício do Pastorado? Assumir o trabalho pastoral sozinha não é fácil. Internamente, você está lidando com emoções e sensações: o desejo de finalmente colocar em prática o que aprendeu, mas a consciência de que tem que ir devagar, pois a Comunidade tem a sua história, um jeito próprio de celebração e de organização. Quando se é jovem, não é muito fácil controlar as expectativas e cometemos muitas gafes. Ainda bem que Deus ajuda as Comunidades a terem misericórdia conosco. Pelo menos, foi assim comigo.
Quais as dificuldades de ser mulher no Pastorado? Não sei se são dificuldades ou armadilhas: uma é essa proteção especial por ser mulher. Por um lado,
sabemos que é verdade que somos mais vulneráveis no caso de uma violência, mas, por outro lado, essa proteção pode virar superproteção e nos acomodarmos, não enfrentarmos mais os desafios por receio de nos machucarmos. Homens e mulheres são tão diferentes assim? Creio que sim, mas creio, também, que essa seja a grande riqueza da criação tão diversa de Deus. Ele nos fez diferentes, mas não desiguais, para que aprendêssemos a ver que não há somente um jeito de se ver, de se fazer, de se expressar e que o dia-a-dia traz sempre esse desafio consigo: compreender o outro.
Pluralismo Religioso Para os interessados em assessoria teológica e palestras sobre Pluralismo Religioso ministradas pelo P. Dr. Ingo Wulfhorst, entrevistado desta página na edição anterior, segue o contato: e-mail: iwu@est.com.br telefones: (51) 3589.4800 e 8161.0734 endereço: R. Euclides da Cunha, 22 Cep 93.032 -160 São Leopoldo/RS
Uma experiência de atualização teológica - I
Os Obreiros à margem do Rio Arapiuns
A atualização teológica, prevista no Estatuto do Ministério com Ordenação, precisa ser marcante na vida de Obreiros e Obreiras. É o momento de parar, refletir, compartilhar e renovar o espírito criativo e missionário de cada um. A atualização faz-se necessária para auxiliar na saúde mental, física e vocacional. A partir deste princípio, o Sínodo
Mato Grosso propôs aos seus Obreiros uma atualização um pouco diferente: uma viagem missionária até o extremo norte do Sínodo. Todos seriam reunidos em Cuiabá e, de lá, em ônibus fretado, sairiam com destino a Santarém (na margem do Rio Amazonas), no Pará. Viajariam ao longo da BR 163 (Cuiabá-Santarém) e fariam paradas em Comunidades para O grupo estuda durante partilhar momentos de comunhão, meditações, refeições e pernoites. Em Santarém, iriam fazer um retiro de três dias numa ilha em formação à margem do Rio Arapiuns, afluente do Rio Tapajós. Para
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este retiro, seria contratado um barco que ficaria à disposição. Em seguida, participariam do Dia da Comunidade Missionária de Santarém e viajariam para conhecer a região e as belezas daquele paraíso. A proposta foi imediatamente aceita e o Sínodo teve um ano de preparação e expectativas. Então, vamos embarcar nesta viagem? O grupo, comviagem posto por 40 pessoas, saiu de Cuiabá no dia 20 de setembro e retornou no dia 1º de outubro. Foram 12 dias de intenso convívio e partilha. Todos estavam curiosos para ver como seria o
funcionamento desta atualização. Muitos Obreiros levaram também suas famílias. “Foi marcante e contagiante a forma calorosa, afetiva e sempre alegre como fomos recebidos pelas Comunidades. Alguém comentou que estava se sentindo tratado como um filho querido. Em muitas destas Comunidades, as pessoas esperaram mais de 10 horas pela nossa chegada”, comemora Lauri Becker, Pastor Sinodal do Sínodo Mato Grosso.
A recepção nas Comunidades foi muito calorisa
JOREV LUTERANO JANEIRO/FEVEREIRO 2007
Presbitério
Disposição, dedicação e interesse pelos propósitos da Igreja com minha destra fiel’. Foi assim a iniciativa desta nova jornada, uma experiência que, com a graça de Deus e a cooperação dos demais membros do Presbitério, foi um caminhar juntos. A cada encontro, em reuniões ou mutirões, sentia-se a união nos propósitos de crescimento da Comunidade. Muito foi feito e muito há para se fazer.
Adelaide Ringenbrg iniciou sua atividade na Paróquia de São José dos Pinhais/PR, Comunidade Concórdia, como Tesoureira, de 2001 a 2004, passando a ocupar o cargo de Presidente de 2005 a 2006 e retornando à atividade de Tesoureira em 2007. Profissionalmente, atua como Agente Administrativo na Secretaria de Urbanismo Divisão de Transporte Coletivo. Na Prefeitura, adquiriu experiência com informática, necessária para os trabalhos da Comunidade. Além disso, por ser funcionária pública, tem acesso ao encaminhamento de questões da Comunidade junto à Prefeitura. Como foi ser Presidente de Comunidade? Levada por Isaías 41.10 ‘Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou o teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento
Quais foram suas atividades e trabalhos desenvolvidos? O primeiro passo foi o recadastramento dos membros, a atualização de dados, a visita a membros afastados, a motivação de membros para maior participação nos cultos, Grupos de Estudo Bíblico e auxílio nos diversos serviços comunitários. Além disso, fizemos melhorias nas instalações com a ajuda de mutirões para manutenção do templo e do salão paroquial. Qual foi o saldo desta experiência? O saldo é sempre continuar, não como Presidente, mas auxiliando em tudo que for possível, onde meus dons couberem. Além de boas amizades que surgiram, também novos conhecimentos foram adquiridos, pois, quando a participação na vida da Igreja é somente como membro, a compreensão da estrutura é um tanto vaga. Por este motivo, todos os membros deveriam participar de alguma forma na parte administrativa das Comunidades ou Paróquias.
Enxerga de forma diferente o trabalho de homens e mulheres? Não, a forma de trabalhar é diferente em cada indivíduo, independente de ser homem ou mulher. Apenas, talvez, o trabalho realizado pelas mulheres tenha um pouco mais de zelo, ou seja, um ‘toque feminino’. Já encontrou dificuldade no trabalho na Igreja pelo fato de ser mulher? Não, mas dificuldades sempre existem. No entanto, quando temos à nossa volta pessoas dispostas a enfrentá-las, as dificuldades se tornam obstáculos transponíveis e, se houver algum ‘problema’ no fato de ser mulher, passa despercebido, pois trabalhamos em conjunto. A IECLB valoriza as suas Presidentes de Comunidade mulheres? Não vejo a questão homem e mulher e sim o indivíduo. Creio que a valorização seja a mesma desde que cada qual mostre disposição e disponibilize seus dons e seu tempo. Agora, qual é o seu novo papel na Tesouraria? Já ocupei este cargo por quatro anos na Comunidade, mas sempre há outros desafios como motivar e esclarecer os membros quanto ao compromisso de todos na manutenção da Comunidade e auxilio nas promoções para darmos seguimento na construção da sala para o culto infantil, secretaria e escritório pastoral.
Comunidade Legal - II O assunto abordado neste artigo será a convocação e o funcionamento das Assembléias da Comunidade. Para tanto, estamos considerando os termos do Estatuto Padrão da Comunidade (EPC), aprovado pelo Conselho da Igreja em 26-27/03/2004, ao qual todas as Comunidades devem estar adequadas. A Assembléia Geral nos termos do art. 6º do Regimento Interno da IECLB (RI) é o órgão máximo da Comunidade, motivo pelo qual é necessário o cumprimento à risca da forma de sua convocação e dos atos nela praticados. A convocação deverá ser realizada pelo Presidente da Comunidade com antecedência mínima de dez dias, prazo este sugerido pelo EPC, devendo constar data, hora, local e ordem do
dia, sendo válida mediante em anúncio em culto, na forma do art. 20 e §1º do EPC. No entanto, sugerimos que a convocação seja fixada em mural onde todos os membros tenham acesso. Quando a convocação for para Assembléia Geral Extraordinária, aplica-se o disposto no §2º do art. 20 do EPC, ou seja, será na forma descrita no parágrafo anterior, mas poderá ser feita também pelo Presbitério, por, no mínimo, 20% dos membros da Comunidade ou por órgão diretivo da IECLB, sendo estes os requisitos a serem cumpridos para a convocação válida de uma Assembléia Geral. A instalação da Assembléia ocorrerá em local, hora e data fixados, sendo, em primeira chamada, com a presença da maioria dos membros da
Comunidade e, em segunda chamada, a ser realizada 30 minutos após, com a presença do número mínimo de membros com direito a voto estipulado no §3º do art. 20 do EPC de cada Comunidade. Neste caso, entre estes deverão, obrigatoriamente, se encontrar três membros do Presbitério, situações estas que devem estar relatadas minuciosamente na ata da Assembléia. Com a Assembléia instalada, deve ser lida a ordem do dia, passando à apreciação de cada um dos assuntos pautados. Jeferson De Boni Almeida Consultor Jurídico IECLB
Financeiro Responde Considerações sobre o patrimônio das entidades Na primeira edição do Jorev de 2007, escrevemos, de forma geral, sobre a questão patrimonial, ou seja, como efetuar as averiguações dos ativos que constam no balanço patrimonial, como a regularização e a guarda da documentação. Neste novo artigo, queremos tratar, de forma simples e prática, sobre a questão da manutenção das construções que a entidade possui e que são de responsabilidade da Diretoria. É claro que a manutenção e a conservação destes bens são de responsabilidade de todos nós, mas especificamente, da direção da entidade. Como acontece com os demais bens, estes também depreciam e precisam de manutenção anual (ex. pintura, impermeabilização, problemas com cupins, reforço na estrutura, rachaduras e reboco, etc.). Quando o novo Presbitério assume, deverá fazer um levantamento do que precisa ser feito, a curto (urgente), médio (12 meses) e longo (acima de um ano) prazos, relacionado à manutenção/conservação do templo, do centro comunitário e da casa pastoral, enfim, dos bens que a entidade possui. Com este levantamento, a direção precisa olhar seus saldos financeiros e ver se possui fôlego para executar estas reformas. Isto é planejamento. No caso de manutenção urgente, mãos à obra e em todos os sentidos, ou seja, na busca de orçamentos em empresas especializadas, dos recursos necessários, etc. Em caso de não haver recursos disponíveis de imediato, é necessário prevê-los em seu orçamento para o ano seguinte. Se cada gestão planejasse algumas reformas anuais, tanto de manutenção como de melhorias, teríamos os patrimônios sempre bem conservados e evitaríamos aquelas surpresas que, normalmente, afetam, de forma negativa, nosso balanço, causando grandes preocupações e desembolsos de caixa. É fundamental regularizar e conservar. Amauri Ludwig Secretário Executivo de Finanças da IECLB
Indicadores Financeiros UPM Fevereiro/2007 = 2,1167 Índice Janeiro/2007 = 0,76% Acumulado do ano = 0,76%
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JOREV LUTERANO JANEIRO/FEVEREIRO 2007
UNIDADE
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No poder do Espírito, proclamamos a reconciliação Não podemos deixar de falar das coisas que vimos e ouvimos (Atos 4.20) Lançamento
Oficinas de Criatividade
O Tema da IECLB para 2007 é No poder do Espírito, proclamamos a reconciliação. Com o Lema bíblico, confessamos que Não podemos deixar de falar das coisas que vimos e ouvimos (Atos 4.20). Por meio deste Tema e deste Lema, a IECLB retoma, com ênfase, o desafio de refletir sobre
Em fevereiro, foram realizadas duas Oficinas de Criatividade, uma ferramenta inovadora para trabalhar o Tema do Ano, inaugurando a programação que vai se estender até julho, formando multiplicadores nos grupos das Comunidades
a missão de Deus no mundo, comprometendo-se a proclamar, no poder do Espírito, que a reconciliação é possível, em todas as realidades. Para promover a unidade de nosso testemunho, a IECLB adotou
Sínodo Sul-Rio-Grandense
para o lançamento comum da campanha o 2º Domingo de Quaresma, dia 4 de março.
A Oficina aconteceu nos dias 2 a 4, no Colégio Sinodal Alfredo Simon, em Pelotas/RS, e reuniu 24 participantes que representaram diferentes grupos das Comunidades, como OASE, culto infantil, ensino confirmatório e grupo de jovens, contando, ainda, com a participação do Pastor Sinodal, Dietmar Teske. O público-alvo são as pessoas envolvidas com Educação Cristã, Diaconia e lideranças dos diferentes grupos da Comunidade. A avaliação do público foi muito positiva sobre essa experiência de ter ‘contato’ com o Tema do Ano, e não somente ‘ver o cartaz pendurado na igreja’.
Em carta endereçada aos Obreiros, Obreiras e lideranças de Comunidades e instituições da IECLB, o Pastor Presidente da IECLB, Dr. Walter Altmann, convida todas as Comunidades da nossa Igreja para que assumam o lançamento e a campanha ao longo do ano, com ânimo e criatividade. Para auxiliar na reflexão, no planejamento e na divulgação do Tema do Ano, foram enviados, com antecedência, diferentes materiais que visam à edificação de nossa vida comunitária. Adicionalmente, o Departamento de Educação Cristã (DEC) planejou Oficinas de Criatividade sobre o Tema do Ano cujo objetivo é preparar lideranças e fortalecer o programa de educação cristã na IECLB.
Quero divulgar a minha Igreja!
Peças da campanha Tema do Ano
Nas últimas semanas, o P. Romeu Martini, Secretário de Formação e Coordenador da Campanha Tema do Ano 2007, fez um teste para saber se os membros gostam da camiseta e da sacola com a arte do Tema “Após o culto, ofereci camisetas e sacolas em duas Comunidades. É gratificante perceber como há membros que fazem questão de adquirir esses produtos ‘Ah, eu vou levar camisetas para minhas duas filhas’, ‘Vou levar uma sacola para dar de presente para meu filho’. Dentre todas as frases ouvidas, uma foi mar-cante ‘Vou levar uma camiseta para mim e outra para m i n h a filha. Eu gosto de divulgar a minha Igreja’”. Então, para os membros que gostam e querem divulgar a nossa Igreja, a venda desses materiais é feita por meio do portal www.luteranos.com.br e os produtos são: * camisetas, em algodão, nas cores preto, verde e bege, no valor unitário de R$ 13,00 mais despesa de envio. * sacola com alça, confeccionada em algodão cru no valor unitário de R$ 10,00 mais despesa de envio.
Para promover o Tema e o Lema da IECLB neste ano de 2007, foram criados diversos materiais de divulgação que podem ser utilizados na Comunidade. Conhecer o Tema e os materiais que o acompanham é fundamental para comunicar, motivar e envolver o maior número de pessoas possível. Adesivo, cartaz, calendário de bolso, caderno de estudos bíblicos e dinâmicas, pasta, selo adesivo e vinheta são algumas das peças já produzidas, mas é importante acessar o portal www.luteranos.com.br e ficar atento aos materiais e às novidades que serão disponibilizados no decorrer da campanha.
Caderno de Estudos Em fevereiro, foi lançado um importante material para as atividades do Tema do Ano 2007: o Caderno de Estudos Bíblicos, que apresenta recursos práticos e sugestões de dinâmicas para nutrir as reflexões bem como auxiliar e facilitar o trabalho com o Tema e o Lema nos diferentes grupos das Comunidades da IECLB. Divididos em apresentação, texto-base sobre a direção do Tema, cinco estudos (No poder do espírito, A reconciliação através do estudo, A reconciliação através do serviço ao próximo, A reconciliação através de gestos que curam e A reconciliação através da visita) e celebração (A reconciliação celebrada em Comunidade), os subsídios para estudos já estão sendo utilizados com sucesso nas Oficinas de Criatividade.
Consideraram essencial, para a prática futura, experimentar algumas das dinâmicas. “A oficina oportunizou a abertura de novas idéias a partir do que foi trabalhado”, “possibilitou o maior entendimento das palavras e figuras que compõem o Tema” e “ d i n â m i c a , criativa, desafiadora e com recursos acessíveis e variados” - foram algumas das opiniões dos participantes sobre esta primeira Oficina de Criatividade, coordenada pelos Assessores do DEC Claudio Becker e Edson Ponick.
Sínodo da Amazônia O Centro de Formação Luterano no Município de Cacoal/RO foi o local da realização, de 16 a 19, da Oficina de Criatividade do Sínodo Amazônia. Foram 38 participantes entre líderes do culto infantil, jovens, mulheres e a Presidente de Comunidade. Aqui, o Pastor Sinodal, Mauri Magedanz, também participou o tempo todo, possibilitando constantemente estabelecer a conexão do evento, do Tema do Ano e seu Lema com a realidade local. Os Assessores do DEC Cláudio Becker e Maria Dirlane Witt conduziram esta segunda oficina, que também teve uma avaliação muito satisfatória do público: “A oficina foi um grande aprendizado para cada participante levar vários conhecimentos para sua Comunidade. Todos sairão daqui renovados, levando várias novidades e idéias para trabalhar na sua Comunidade.”Ivanete Prochnow (Boa Vista/RR). “Nesse encontro, aprendemos muitas coisas novas, conversamos e refletimos sobre o Tema do Ano. As Oficinas de Criatividade são um
espaço para o preparo de lideranças e o fortalecimento da educação cristã em nossa Igreja.” Eliane Peter (Cacoal/ RO). “Meu entusiasmo foi renovado por este encontro. Estou cheia de idéias novas que vão ajudar minha Comunidade e uni-la ainda mais. A partir do Tema do Ano, surgiu a idéia da visitação: ir e deixar vir, resgatar os que estão afastados e visitar as famílias nas casas. A oficina nos prepara. Tenho muito que aprender, mas levo a certeza que sou capaz de fazer missão e dar testemunho.” Vanderleia Pagung (Cacoal/RO). “A Oficina de Criatividade é muito importante, pois
ajuda a perder a timidez e a aprender estudos diferentes para ajudar no trabalho com crianças.” Carolina Oliveira Batista (Manaus/AM).
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Mulheres
Dando prosseguimento ao debate sobre a pouca participação feminina nos órgãos diretivos da IECLB, neste mês conversamos com Ieda Radünz, uma das Coordenadoras do Fórum da Mulher Luterana. Não perca as próximas edições. Envie a sua opinião e também participe deste debate!
Ação, otimismo e fé na formação de grupos de interesse Como representante da atual Coordenação do Fórum da Mulher Luterana, fico muito grata em dar este depoimento, pois somos um grupo que deseja refletir sobre as necessidades específicas e locais das mulheres nas diferentes culturas, etnias e gêneros, sugerindo, com simplicidade, o bemestar no seio da Igreja. A luta das mulheres pela conquista do seu espaço é histórica. Nesta caminhada, alguns tabus já foram derrubados, mas existe ainda todo um contexto de educação e vivência conservadora. Nós, mulheres das décadas de 40, 50 e 60, transmitimos para as nossas filhas essa árdua busca por meio do ensino e do profissionalismo, pois, conforme dizíamos, basta sua mãe ‘geração forno e fogão’. Assumindo essa responsabilidade, nossas filhas são adultas atarefadíssimas, mulheres sobrecarregadas com duplas jornadas e lutando pela sobrevivência ou, ainda,
Ieda Radünz fala às mulheres do Fórum
chefes de família, percentual atualmente bem elevado e em constante crescimento. Além disto, temos mulheres aposentadas que continuam no mercado para complementar renda. Esta é a nossa realidade! Neste contexto, nossa Igreja, partindo de seu fundador, Martim Lutero, foi e é inovadora. Possui um perfil acolhedor, mas de compromisso. Preocupamo-nos com a ‘renovação sem perder a tradição’. De que forma podemos estimular as mulheres a
participarem da caminhada e do pulsar na vida da IECLB? Pensemos, então, na lei da oferta e da procura, ora, como esta expressão é antiga! Bem, é oportunizar a formação de grupos de interesse nos quais as integrantes encontrem apoio e amparo no afeto e na espiritualidade. É no compartilhar que desabrochará a Comunhão. Nestes grupos, podem ser realizados seminários, encontros com temas novos, atuais e sempre ancorados nas Escrituras, reforçando a capacidade e a qualidade das mulheres, pois, freqüentemente, estas estão com baixa auto-estima. É necessário induzi-las e exercitá-las para a ação e a valorização própria, torná-las confiantes e atuantes conforme seus próprios dons recebidos do Criador. A Igreja, no caso, a IECLB, deverá tornar-se, para nós, mulheres, um porto seguro. Ação, otimismo e fé fazem o triângulo semelhante ao que Jesus pregou: ‘Fé, Esperança e Amor’.
Sínodo Sudeste
União em torno da palavra de Deus Olga Kappel Roque, 57 anos, natural de Juiz de Fora/MG, nasceu em uma família luterana e, desde os 3 anos de idade, já participava da escola dominical. Aos 14 anos, começou a dar aulas na escola dominical e a participar do Grupo de Juventude do qual foi Presidente. Em 1985, Olga casou-se com Antônio Luiz Roque Filho, que passou a trabalhar ao seu lado na Comunidade. Dois anos depois, nasceu a filha do casal, Alice, que hoje faz parte da JE de Juiz de Fora e atua na área da música. Na OASE Sinodal, atuou durante dois anos como Vice-Secretária e quatro anos como Secretária, vindo a ser eleita Presidente Sinodal e a fazer parte do Conselho Redatorial do Roteiro da OASE.
Santo’ e ‘Novos céus e nova terra’, baseados no tema da IECLB. Assim, vamos descobrindo o que Deus tem preparado para aqueles que o buscam e se reconciliam com ele e com o próximo.
Como é o trabalho na OASE local? A OASE de Juiz de Fora/MG é ativa há 97 anos e está muito presente na vida da Comunidade. Temos um dia fixo de reunião e, nos outros dias, trabalhamos com visitas e nas demais atividades da Igreja. Os temas para o ano de 2007 são ‘Reconciliação pelo poder do Espírito
Qual é o perfil das mulheres participantes da OASE no Sínodo? O perfil das mulheres do Sínodo Sudeste é bem variado, pois temos senhoras idosas, meia-idade e jovens senhoras. Senhoras simples e senhoras graduadas, mas todas com objetivo de se conhecerem, conhecerem suas
Qual é o seu papel como Presidente Sinodal da OASE? O papel da Presidente Sinodal, além da parte burocrática, é estar ao lado dos diversos grupos que compõem seu Sínodo, apoiando, desafiando e compartilhando seu trabalho. No Sudeste, são, aproximadamente, 37 grupos e o acompanhamento é muito difícil em função das distâncias, já o nosso Sínodo abrange Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo. Fui eleita em junho de 2006 e quero, durante este período, estar apoiando o trabalho de cada grupo.
Fuxico: não à violência contra a mulher Fórum de Reflexão da Mulher Luterana busca debater temas da realidade atual e, com um material rico, como o documento ‘As igrejas
O Fórum promove a oficina do fuxico
dizem não à violência contra a mulher’, celebra e propõe que, em todos os 25 de novembro de cada ano, tenhamos este tema como base de discussão, crescimento, informação e auxílio às mulheres em situação de risco – sejam meninas, mulheres empobrecidas, mulheres sós ou não e, até mesmo, mulheres idosas, um caso muito especial. Inúmeras vezes, esta Igreja é o abrigo para muitas mulheres. Ao falarmos sobre o tema ‘violência’, pensamos em dor, necessidade de aconchego e a sensibilidade aflora em nós, mulheres. É desta forma que o Fórum de Reflexão da Mulher Luterana busca resgatar a autoestima e a compreensão quando as situações de violência chegam até nós. A técnica do fuxico é tão simples: ao usarmos as mãos, agulha, tesoura, linha e retalhos, oportunizamos o grato momento de dialogar com as mulheres a respeito de situações de conflito,
necessidades e, juntas, conhecerem melhor a Palavra de Deus por meio do estudo bíblico. O que a sua vivência pessoal e profissional contribui para esta responsabilidade? Trabalhei na Missão Suburbana, no Rio de Janeiro, com crianças, jovens, senhoras e visitas às famílias. Juntamente com meu marido, liderei grupos de casais e, atualmente, estou à frente de um trabalho de Orações pelas Famílias. Cresci trabalhando dentro da Igreja e aprendi a amá-la. Também comecei muito cedo, aos 13 anos de idade, a trabalhar fora de casa e descobri a necessidade de ser responsável em tudo o que fizesse. Quais as prioridades no trabalho da OASE? A prioridade no trabalho da OASE é unir e sempre em torno da Palavra de Deus, que é nossa norma de fé e apoio umas às outras em suas necessidades. O meu desafio pessoal é servir ao Senhor Jesus a ajudar as pessoas a conhecerem o amor e a misericórdia do nosso Deus.
Momento para o diálogo descontraído
psicológicos ou físicos, familiares ou com os companheiros. Nestas situações, os casos de violência são expostos e é nesta ocasião, que pode ser única, que desejamos poder ajudar essas mulheres. No que se refere ao atendimento às mulheres da IECLB, cremos que esta parceria é inédita e proporciona ajuda e crescimento para todas. Então, precisamos oportunizar e fortalecer os grupos existentes para não permitir que se esvazie a luta de tantas mulheres que foram e serão exemplos. Procure pelo Fórum de Reflexão da Mulher Luterana do seu Sínodo.
JOREV LUTERANO JANEIRO/FEVEREIRO 2007
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Fé Luterana
Com um braço nas comunidades alegres A partir desta edição, vamos abordar quatro momentos na caminhada de fé que levam as pessoas à igreja: Batismo, Confirmação, Benção Matrimonial e falecimento. O primeiro tema, Batismo, recebeu quatro enfoques. Sobre o conceito do Batismo, traz as suas reflexões Claus Schwambach, Diretor de Ensino e Teologia da MEUC, Professor de Teologia sistemática e Diretor Geral da FLT. Publicou o artigo: Batismo – Promissio – Fides. Observações sobre a compreensão luterana do Batismo, in: Wilhelm Wachholz (Coord.). Batismo: teologia e prática. São Leopoldo: EST/CAPES 2006, p. 51-106. Compromisso dos pais, padrinhos e Comunidade com o Batismo é o assunto do P. Milton Jandrey, Pastor da IECLB na Paróquia Evangélica Luterana Cachoeira/PR e representante
do Sínodo Paranapanema no CI. Professor de Ensino Religioso e Filosofia, P. Milton está cursando Especialização em Aconselhamento em Psicologia Pastoral na EST. A respeito do Batismo no Espírito Santo, vai discorrer o P. Uwe Wegner, Pastor da IECLB e Professor para Novo Testamento na EST. Publicou um artigo no livro Batismo: teologia e prática, editado por W. Wachholz, São Leopoldo, 2006, p. 7-39, Batismo no Espírito Santo: avaliação de sua compreensão dentro do pentecostalismo. Para finalizar esta exposição de conceitos e idéias sobre este momento tão significativo na vida dos cristãos, P. Ricardo Assolari que, atualmente, é Pastor na Paróquia Evangélica de Confissão Luterana de Sorriso/MT, vai apresentar a temática Batismo no Espírito Santo.
Conceito de Batismo
Batismo: compromisso ao testemunho
Claus Schwambach
P. Milton Jandrey
O Batismo foi instituído por Jesus Cristo (Mt 28.18ss). Embora o Batismo de adultos fosse o normal na situação missionária da igreja primitiva, desde cedo as crianças foram batizadas com naturalidade, pois Jesus Cristo incluiu as crianças no seu Reino (Mc 10.15). O conceito de batismo é compreendido a partir dos elementos teológicos que o constituem: 1) O Batismo é realizado em nome de ‘Jesus’ (1 Co 1.13-15) ou em nome ‘do Pai, do Filho e do Espírito Santo’ (Mt 28.19), 2) Ele traz a remissão dos pecados (1 Co 6.11 e Ef 5.26), 3) Ele está vinculado com a dádiva do Espírito Santo (At 2.38), 4) Ele é vinculado com o novo nascimento (Tt 3.5), 5) Ser batizado é participar da morte e da ressurreição de Jesus (Rm 6), 6) O batizado torna-se membro do corpo de Cristo (1 Co 12.13), 7) O crente reveste-se de Cristo e despreza o pecado (Gl 3.27) e 8) O Batismo requer a fé em Cristo (Mc 16.16). Deus mesmo é aquele que age no Batismo. Na compreensão luterana, Batismo é a palavra ou promessa da salvação de Deus unida a um elemento visível, a água (palavra + elemento = Sacramento). Sacramento é um meio, pelo qual Deus nos dá a salvação. A validade do Batismo está fundamentada exclusivamente em sua instituição por Cristo e em sua promessa. Sua validade permanece mesmo que a pessoa não venha a crer em Jesus. Contudo, o Batismo não trará proveito (salvação) para quem não crer. Se a pessoa vier a crer e se converter mais tarde, não precisará ser rebatizada, pois há um só Batismo (Ef 4). Para Lutero, é central entendermos a relação entre o que Deus efetivamente nos dá no Batismo, que é a totalidade da salvação (que ele chama de promessa), e a fé: ambas as coisas são tão necessárias que nenhuma pode ser eficaz sem a outra, pois não se pode crer se não há promessa e a promessa não é confirmada se não se crê. Para refletir, leia Romanos 6
Batismo nas Águas P. Ricardo Assolari Batismo nas águas ou Batismo por imersão é o nome dado ao rito no qual a pessoa é mergulhada inteira na água. Na IECLB, a prática comum é o Batismo por aspersão. Quando comparados, é evidente o contraste entre o volume de água empregado em ambos, mas esse fator seria válido para determinar a legitimidade de um modelo em relação ao outro? Para lidar adequadamente com a questão, precisamos lembrar por que batizamos. Para Lutero, a razão é simples: batizamos porque é um mandamento de Deus. O próprio mandamento nos ensina o que torna o Batismo realmente válido. Ele não define quanta água deve ser utilizada, mas instrui claramente que o Sacramento deve ser realizado em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo (Mt 28.19). Lutero também explica no Catecismo Maior que “ser batizado em nome de Deus é ser batizado não por homens, mas pelo próprio Deus”. O Batismo é uma obra divina. Se o homem lhe acrescentar mais água, não o tornará uma obra ainda mais completa. No Batismo, é Deus quem opera, de maneira plena, concedendo o perdão e a salvação para aquele que crê. Essa é a sua promessa (Mc 16.16). A água sozinha, ainda que em grandes quantidades, não poderia realizar essas coisas. Quer tímida, na pia batismal, ou abundante, num rio, ela sempre será um elemento frágil da natureza. Porém, como vimos, no Batismo, Deus une a ela o seu mandamento, o seu nome e a sua promessa. Por causa dessa ação divina, mesmo poucas gotinhas de água seriam suficientes para comunicar a graça no Sacramento. Assim, o volume de água não é determinante para o resultado do Batismo, mas, sim, a palavra e o nome de Deus atuantes em meio à fragilidade do elemento natural. Para refletir, leia Tito 3.4-7
O Lema da nossa Igreja para este ano Não podemos deixar de falar das coisas que vimos e ouvimos (Atos 4.20) também é orientador para os pais, padrinhos e a Comunidade no acompanhar e instruir na fé cristã aquelas pessoas que foram batizadas por Deus. No livro Nossa Fé-Nossa Vida, lemos que os pais e os padrinhos desempenham sua função quando confessam sua fé em Cristo; comprometendo-se em auxiliar a pessoa batizada na vivência desta fé, introduzindo-a na mensagem bíblica, incentivando-a a confiar, a crer e a amar, e preparando-a para colocar seus dons a serviço. Tudo isto através do seu testemunho e seu exemplo pessoal. Sim! O compromisso daqueles que trazem alguém à pia batismal é de ensinar todas as coisas que vos tenho ordenado por meio do testemunho e exemplo pessoal. Percebam bem! É tarefa assumida diante de Deus e para com o bem de quem foi tornado filho e filha de Deus, não deixar de falar do que vimos e ouvimos sobre o agir amoroso e gracioso de Deus em Jesus Cristo para nossa salvação. Diante da seriedade de tal compromisso, cabe aos pais escolherem bem com quem desejam repartir esta caminhada de instruir a pessoa batizada no ensinamento bíblico e todos precisam estar conscientes de que, para exercerem seu compromisso, o exemplo não é a melhor maneira, mas a única maneira de bem educar. Portanto, pais e padrinhos devem participar, viver a fé em Cristo, orando pelo seu afilhado, mas, acima de tudo, testemunhando o grande presente de Deus dado a nós. A Comunidade deve zelar para que este seja administrado de maneira correta, promovendo clareza quanto ao sentido do Batismo, sabendo que a fé não faz o Batismo, mas o recebe, ou seja, o Batismo precisa ser assumido na fé. Para refletir, leia Mateus 28.20
Batismo no Espírito Santo P. Uwe Wegner Batismo no Espírito Santo é uma expressão oriunda de passagens como Mc 1.8 (cf. Mt 3.11 e Lc 3.16), Jo 1.33, At 1.5, 11.16 e 1Co 12.13. Nelas, se afirma que, ao contrário do Batismo de João, que era com água, os cristãos experimentariam ainda um Batismo diferenciado, que seria com o Espírito Santo. Quando se fala em ‘Batizar’ no Espírito, este verbo não significa, como de costume, imergir, submergir ou mergulhar em água. ‘Ser batizado’ significa, nesses casos, ser preenchido pelo ou ficar cheio do Espírito (At 2.4, 4.31 e 9.17). O ‘Batismo’ no Espírito sinaliza, pois, o momento em que o Espírito se torna presente, perceptível e atuante na vida dos cristãos ou, em palavras bíblicas, o momento em que ele é derramado sobre os crentes (At 2.17s, 33, 10.45, cf. Is 32.15 e Ez 39.29). No Novo Testamento, o momento preferencial para esta experiência do Espírito é a pregação da fé (Gl 3.1-3 e At 10.44s) e o conseqüente arrependimento dos cristãos (At 2.38). Que sinais oferece Deus para saber se o Espírito Santo foi derramado em nossa vida? Segundo o Novo Testamento, a presença do Espírito dá ao interior, ao coração do crente, a certeza do amor de Deus (Rm 5.5). Exteriormente, o Espírito faz com que percamos a vergonha e o medo do Evangelho, tornando-nos testemunhas corajosas de Jesus (At 1.8 e Rm 1.16). Em termos diaconais, o Espírito nos tira da acomodação e nos faz colocar habilidades e dons a serviço do próximo e da edificação de Comunidades (1Co 12 e Rm 12.3-8). Por fim, na esfera moral, ele nos habilita para valores e comportamentos novos, em que predominam a justiça, a transparência e a verdade (Rm 8.5-11 e Gl 5.16-26). Para refletir, leia Atos 2.1-36 e 10
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Geral
Encontrão nacional 2007 marca os 40 anos do movimento Aproximadamente 2 mil pessoas missionário da Igreja se deve à ação partir da IECLB, nestes mais de 40 estiveram reunidas, entre os dias 17 e do ME. anos, temos o privilégio de 20 de fevereiro, no Recanto da Paz, em As mais diferentes culturas do compartilhar do verdadeiro tesouro da Joinville/SC, com uma pergunta em Brasil estiveram representadas na Igreja, o Evangelho. Vamos cultivá-lo suas mentes ‘O que você está fazendo programação intensa: palestras pela no coração e na ação missionária com aqui?’. O mesmo manhã e cultos gratidão, alegria, esperança, amor e questionamento durante as noites. perseverança. Vamos reparti-lo com que Deus fez ao Durante as tardes, coração aberto, que se deixa alargar profeta Elias, foram realizados para novas culturas, novas formas, quando estava escursos e seminovos jeitos, num novo contexto e junto condido na cavernários sobre temas a uma nova geração integrada a todo o na, conforme o variados, destipovo de Deus”. relato bíblico de 1 nados a diferentes Para Wilgor Caravanti, CoorReis 19, ecoou interesses e às disdenador Geral do Encontrão como tema do tintas faixas etáNacional 2007, “Este encontro Encontrão Nacio- 2 mil pessoas estiveram no Encontrão 2007 marcou um temnal 2007. po especial, onde A proposta do evento, que contou Deus falou de rias, como desencom o trabalho de mais de 100 diversas maneivolvimento de membros de Paróquias da ras com esta parte igrejas em pequeComunidade Evangélica de Joinville, foi do corpo de Cristo nos grupos, evanum tempo para celebrar o amor e a gelismo, Minisc h a m a d o fidelidade de Deus ao comemorar os 40 tério de casais, Movimento Enanos do Movimento Encontrão e olhar planejamento contrão. Louvapara as próximas quatro décadas. financeiro, diamos a Deus pelo Na abertura do Encontrão 2007, conia e missão. seu cuidado, pelo que teve a presença de autoridades As palavras do O público comemora os 40 anos do Movimento seu amor, pela civis e eclesiásticas, Walter Altmann, Diretor Executivo do ME, Jairo Menezes graça da sua presença e gloriPastor Presidente da IECLB, afirmou dos San-tos, encerraram o encontro ficamos o seu nome por tudo que ele que o alavancar do trabalho “Como Movimento Encontrão, na e a fez nestes dias!”.
Somos a presença de Deus no mundo O Lar Luterano de Retiros, em Curitiba/PR, foi o local escolhido para a realização da reunião do Conselho Nacional da Juventude Evangélica (Conaje), de 8 a 11 de fevereiro. Um dos objetivos do encontro foi sensibilizar o Conselho a olhar para o todo do trabalho com jovens na IECLB, ajudando a pensar no futuro segundo as demandas trazidas dos Sínodos. São 18 jovens representando os seus Sínodos, além de cinco Orientadores Teológicos e um representante do Departamento de Educação Cristã. O evento teve início com o Seminário Entre altos e baixos: vivendo a juventude e os desdobramentos para dentro de uma Educação Cristã Contínua, coordenado pela Catequista Rosilene Schultz, seguido pelos relatos dos membros do Conaje sobre os desafios dos Sínodos em relação à Juventude Evangélica. “Somos jovens de vários lugares e não temos respostas imediatas, mas precisamos sempre caminhar juntos e
Oportunidade para discutir o futuro da juventude
formar grupos de trabalho na Paróquia e no Sínodo”, falou a Catequista Rosilene. Outros temas da pauta foram: material das campanhas 2007 – Dia Nacional da JE, Dia de Missão, a diversidade teológica e os desafios de cooperação que os Sínodos enfrentam, a criação de um Informativo, a publicação das diretrizes e os planos para o 19º Congrenaje e o 5º Fest’Art, que serão realizados de 21 a 26 de julho de 2008, em Santa Maria de Jetibá/ES,
sob o tema ‘Somos a presença de Deus no mundo’. Para Cláudio Becker, que apresentou o Tema do Ano e os materiais da campanha no encontro e suas possibilidades de desdobramentos no trabalho com jovens, “A reunião foi uma discussão satisfatória. O Conaje deve ter um olhar amplo e propositivo, devendo refletir, sugerir e animar o trabalho da IECLB junto à juventude. Não necessariamente executar, mas elencar demandas e propor alternativas capazes de atender às questões que se colocam”.
Oração e fé marcam o final do encontro
Conaje Eu acredito é na rapaziada que segue em frente e segura o rojão Eu ponho fé é na fé da moçada que não foge da fera e enfrenta o leão... Eu vou no bloco dessa mocidade que não tá na saudade e constrói a manhã desejada E vamos à luta. Gonzaguinha Os versos acima convidam ao engajamento da juventude frente aos desafios dos nossos dias. Chama a moçada que não tem medo, não foge dos obstáculos e constrói um novo amanhã. É uma aposta na gente que tem coragem de enfrentar os seus conflitos, provocando um olhar sobre si. São jeitos que denunciam uma juventude relegada à marginalização, formando grupos de risco pela falta de perspectiva de vida. O termo juventude está na pauta de discussões da IECLB. Cabe ao Conaje, a partir dos desafios trazidos dos Sínodos, propor ações que alcancem as necessidades e perspectivas da juventude. Criar espaços saudáveis de vivência e de fortalecimento da identidade juvenil é um dos desafios propostos pelo Conaje. Para 2007, estão previsto dois momentos, um focado no universo juvenil e outro, chamando à atitude cristã. O Dia Nacional da Juventude Evangélica (21 de abril) traz uma proposta elaborada pela Coordenação sinodal da juventude do Sínodo Brasil Central. O material está disponível no site www.dnaj.org.br e no portal da IECLB www.luteranos.com.br ou pelo e-mail dnje2007@gmail.com. O Dia de Missão da Juventude está previsto para setembro ou outubro, conforme as programações paroquiais e sinodais. Ele consiste na realização de uma ação diaconal criada pelos próprios grupos a partir de necessidades identificadas na comunidade. Organize o seu grupo e participe!
Comportamento
JOREV LUTERANO JANEIRO/FEVEREIRO 2007
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Vamos assumir o controle!
Dez dicas para os pais lidarem com seus filhos em relação aos ‘apelos’ de forma saudável
A TV é a principal fonte de informação e entretenimento no Brasil, conseqüentemente, um modelo a ser seguido, assumindo a tarefa de educar, papel tradicional da família. Os adolescentes ainda estão em formação e ficam impressionados com o que vêem. A TV tem o poder de estabelecer padrões de comportamento, então, é necessário avaliar o conteúdo dos programas que os jovens estão assistindo. Não podemos fugir deste passatempo, mas como lidar com ele? Para ajudar pais e educadores nesta difícil tarefa, conversamos com a Pedagoga Maria Oro, Especialista em Alfabetização e Educação Infantil, Gestão Escolar e Docência no Ensino Superior. Professora universitária do curso de Pedagogia na Faculdade União Pan-Americana de Ensino, em Cascavel/PR, coordena o curso de Pedagogia da Faculdade Centro Técnico-Educacional Superior do Oeste Paranaense, em Assis Chateaubriand/PR.
Se pais e professores analisassem e discutissem com os filhos e alunos as situações mostradas pela TV, seria possível que a própria novela servisse como meio de elevar o índice qualitativo da formação dos indivíduos. Não se pode atribuir toda a culpa aos programas televisivos. Diante de tanta interferência, compete também aos educadores repensar as suas atitudes no momento em que assistem aos programas de televisão. Por que não aproveitar e conscientizar os seus filhos em relação àquilo que coletivamente estão assistindo na televisão? O diálogo entre pais e filhos é o meio mais apropriado para lidar com esta realidade.
A exposição a cenas consideradas fortes ou polêmicas desperta o adolescente para estas questões? Jovens e crianças têm recebido informações em excesso por veículos como Internet, rádio, jornal e televisão. Enfim, estão tendo acesso ao que é essencial para a formação humana, mas sem tempo para fazer a filtragem. Assim, reproduzem aquilo que aparentemente é normal, banalizam suas atitudes e comportamentos, em virtude da ausência dos pais e da falta do diálogo em família.
A novela das 8 (Globo) traz a história da adolescente Giselle, que teve sua iniciação sexual aos 15 anos. Como fazer um jovem entender a importância das escolhas sexuais? É complexo, pois o trabalho de valorização e respeito ao próprio corpo e ao do outro deve ser construída no ambiente familiar e social para que, quando a vida sexual inicie, o jovem tenha consciência que as coisas não acontecem por acaso e que deve existir algo que os aproxima além da atração física: respeito, amizade e amor.
Os pais trabalham e os filhos assistem à televisão. Por que, quando a família se reúne, a televisão é protagonista das conversas ou da falta delas? Infelizmente, o que se constata na maioria dos lares brasileiros são pais retornando exaustos do trabalho e filhos sem perspectivas, que não se dão conta da presença dos pais no ambiente familiar. A necessidade de descanso e a busca de lazer barato, acarretam a problemática. Programas, tais como as novelas, que nos passam situações que não retratam a realidade e camuflam, com cenas idealizadas, passagens do cotidiano, são opções de lazer após um desgastante dia de trabalho.
Como lidar com a questão da sexualidade tão presente nas novelas? Na televisão: o moderno é ‘ficar’, transar e trocar de parceiro. Não há uma preocupação de conscientizá-los sobre os riscos físicos e emocionais. Então, podemos, em vez de expressar, com palavras, a imposição de regras, que o jovem normalmente rejeita, dizer que as coisas no ambiente familiar não acontecerão da maneira que a televisão nos mostra, encontrando outros meios de expressar aquilo que é permitido e saudável. Como dizer o ‘não’ salutar e impor disciplina? A disciplina deve ser conquistada
Pedagoga Maria Oro, Esp. em Ed. Infantil
por meio da convivência saudável, na qual exista companheirismo, amizade, confiabilidade, respeito, enfim, que pais e filhos construam comportamentos pautados em virtudes. Acredito que o ‘não’ se faz presente na educação como medida para reforçar o que se construiu e contribui para o desenvolvimento integral do indivíduo. Como os pais devem falar sobre sexo sem pensar que, ao falar, estão incentivando? Se contribuirmos, de forma saudável, para o crescimento das crianças e jovens, procurando estar atentos às próprias mudanças de fase, não temos o que temer em relação ao tema sexo. Devemos buscar esclarecimentos, quando necessário, para que não tenhamos medo de dialogar com nossos filhos e carregar a culpa que talvez estejamos incentivando o ato em si.
1. O diálogo deve fazer parte do cotidiano familiar. 2. A cumplicidade entre pais e filhos fortalece os laços de respeito e amizade. 3. A confiança deve ser construída pelas atitudes entre pais e filhos. 4. A credibilidade se fortalece nos atos e ações. 5. A cobrança deve existir em dose equilibrada, cuidando os excessos. 6. Buscar leituras que possam auxiliar na construção e educação dos filhos. 7. Acompanhar o crescimento dos filhos e as mudanças comportamentais. 8. Ter o cuidado de filtrar as informações, mostrando, sempre que possível, o bom e o ruim. 9. Orientar os filhos para que os mesmos consigam relacionar-se com os outros de maneira saudável. 10. Rever os conceitos em relação à importância atribuída à televisão.
A experiência dos pais... Luiz Antônio Zulian, 41 anos, representante comercial, formando em Administração de Empresas, e Mônica Zulian, 42, empresária, formada em Direito, são pais de Júlio César, 17, fazendo extensivo pré-vestibular e futuro aluno do curso de Medicina, e Fabiana, 15, cursando 3° ano do Ensino Médio. A família, que reside em Toledo/PR, compartilhou a sua experiência com o Jorev. Vocês têm dois filhos bem no meio da adolescência... Como está sendo lidar com esta fase? É um tempo de auto-afirmação, de achar ou então ‘tomar’ o seu espaço. Nossa família não foge a esta regra, mas estamos tentando nos adaptar mutuamente. O Júlio é ‘tranqüilão’ e adora uma festa. A Fabiana é mais caseira, mas ambos recebem as mesmas orientações.
preocupamos em dar-lhes uma orientação cristã. Sendo assim, eles naturalmente passaram a selecionar seus programas sem que nós impuséssemos qualquer coisa. O que pensam sobre a naturalidade com que os adolescentes têm experiências sexuais? Nossa primeira reação é de choque, mas devemos pensar Nossos filhos são muito esclarecidos e têm opinião própria que isto está acontecendo Que tipo de orientação em relação aos todos os dias. A iniciação sexual ocorre programas de televisão vocês, como cada vez mais cedo. Esta é a realidade. pais, passam para os filhos? Devemos ficar atentos ao que acontece Eles podem assistir ao que quiserem, com os nossos filhos. Não importa a mas sempre procuramos orientá-los no idade em que aconteça, desde que seja sentido de buscar algo que venha a com maturidade e com os devidos acrescentar em termos de cultura, cuidados: AIDS, gravidez indesejada, moral e lazer. Também nos DSTs...
Existe, por parte de vocês algum tipo de orientação sexual? Sim. Sempre nos preocupamos em orientá-los sobre sexo: a preparação para este acontecimento e as precauções que deveriam tomar. A própria escola tem papel fundamental nesta preparação. Conversar sobre sexo não quer dizer estimular a prática, podendo ser até o contrário. Bem orientados, os jovens vão procurar fazer uma boa escolha do parceiro e do momento. Por que está tão difícil impor limites aos filhos? Porque o mundo mudou e os valores são outros. A ‘receita’ é dialogar sempre e, quando preciso, ser firme na correção dos filhos, mas, principalmente, dar muito amor.
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D eutscheseite
Das Thema “Frau” Da hatte ich mir so schön meine Gedanken zurechtgelegt, etwas objektives und sachkundiges über das Thema „Frau“ zum Internationalen Tag der Frau bzw. zum Weltgebetstag der Frauen zu schreiben – als alter Pastor meint man(n) ja, dazu genügend Stoff zu haben – und da kommt plötzlich der Apostel Paulus und zieht einem den Teppich unter den Füssen weg. Sagt er doch (Galater 3.28): „Da ist weder Mann noch Frau, denn ihr seid allzumal einer in Christus Jesus“. In Christus Jesus ist die Frau also gar kein Thema, über das einer, nun gar ein Mann, etwas besonderes, sachkundiges schreiben könnte, was nicht auch für ihn selber Geltung hätte. Da sind alle wesentlichen Unterschiede zwischen Mann und Frau hinweggefegt (mit allem, was unter den Teppich gekehrt war!) – beide haben die gleiche Würde, die gleiche Hoffnung, den gleichen Stand vor Gott. Ein Welttag für den weiblichen Teil der Menschheit? Weltgebetstag der Frauen? Jaja, denken viele Männer. Für die Frauen ist so etwas gut. Und der Apostel zieht ihnen wieder den Teppich unter den Füssen weg, indem er sagt (1. Tim. 2.8): „So will ich, dass die Männer an allen Orten beten und aufheben heilige Hände...“ Ist es nicht gerade das, was Jesus der Welt gebracht hat, dass er uns
fruchtbaresThema für fromme Männer!)? Plötzlich standen sie mit ihrer doppelten Moral mit den blanken Füssen auf dem kalten Boden, liessen ihre Steine fallen – und stahlen sich verschämt hinweg. Hat nicht Jesus mit dem Vorurteil seiner Zeit aufgeräumt, dass Frauen nur in die Küche und zu den Kindern gehörten, indem er sie in der Öffentlichkeit ansprach, sie in seine Nachfolge aufnahm, und indem er eine Frau wie Maria eigens gegen ihre Schwester Martha in Schutz nahm, die sie von Jesus weg in die Küche beordern wollte? Hat er nicht Frauen, die damals vor Gericht nicht einmal als Zeugen aussagen durften, zu Zeuginnen seiner Auferstehung gemacht? Ich glaube, wir Männer solten etwa am Weltgebetstag der Frauen auch demütig die Hände falten, und Männer und Frauen sollten betend in sich hineinhorchen und erspüren, was Gott ihnen als Frauen und als Männern zu sagen hat. Und wenn er uns dabei den Teppich unter den Füssen wegzieht, desto besser. Und noch etwas: wir sollten die alten Teppiche nicht durch neue ersetzen. den Teppich mit unseren schiefen menschlichen Vorstellungen unter den Füssen hinwegreisst? Die Frauen haben ihm vielleicht besonders dafür
Stille Wochen Die Passionszeit begann am Aschermittwoch, den 25. Februar, und wird in der Stillen Woche vor Ostern ihren Höhepunkt haben. Die grossen Sommerferien sind zu Ende, der Lärm des Karnevals verklungen. Weniger Urlaub und Zerstreuung - mehr Arbeit und Leistung. Und normale Uhrzeit. Die Tage werden kürzer. Der Herbst wird sich bald melden. Stillere Wochen, seid mir willkommen. Man nennt die Passionszeit auch Fastenzeit. Zeit der Busse und der Einkehr nach den grossen Zerstreuungen. Zeit der Besinnung, Sammlung und Einübung zu einem Leben in Genügsamkeit und Dankbarkeit für die guten Gaben der Schöpfung. Da heisst es, die Passionszeit bewusst zu erleben und zu gestalten. Leider merkt man im Alltag nicht mehr viel vom Rhythmus des Kirchenjahres. Aber in vielen Gemeinde werden wöchentliche Passionsandachten angeboten. Wir sollten sie nutzen als Hilfe zum Innehalten, zur geistlichen
zu danken. Hat er es nicht so mit den Pharisäern gemacht, die jene Frau vor ihn schleppten, die sie des Ehebruchs bezichtigten (welch ein
P. Lindolfo Weingärtner
Die Passionsblume Maracujá
Begleitung unseres Herrn auf dem Weg zum Kreuz. Denn er ist der Weg, die Wahrheit und das Leben. Solche Atempausen sind nötig, um Alltagsgewohnheiten zu überdenken und Platz für Veränderungen zu schaffen. Eine gute Tradition ist es, lärmende Feste und Ausschweifungen in diesen sieben Wochen zu vermeiden. Fasten und auf Lieblingsgewohnheiten verzichten kann hilfreich sein für die Entschlackung von Leib und Seele. Aber es braucht dazu mehr als Diätnahrung und Abmagern. Denn das das wahre Leben nährt sich aus anderen Kraftquellen. Zum rechten Heil-Fasten, gehört die Gemeinschaft mit Jesus Christus und seiner Gemeinde, der Weg mit Schwestern und Brüdern, die mit ihrem Glauben ernst machen, ihren Komfort einschränken um Christi willen und spenden für das Heil von anderen. Gott schenke uns stille, segensreiche Wochen.
D. Silentio
In dieser Jahreszeit reifen überall die k ö s t l i c h e n Maracujá-Früchte. Das Aussehen der strahligen Blüte d i e s e r Schlingpflanze e r i n n e r t e europäische Missionare in Südamerika an die Leiden Christi am Kreuz, daher der Name Passiflora. * Die drei Griffel werden als die drei Nägel bei der K r e u z i g u n g angesehen; *Die Staubblätter als Dornenkrone; * Die gezackten Blätter als Lanzen; *Die Ranken standen für die Geißeln. Die Pflanze und die Früchte wurden schon von den Indianern im Urwald als Herz- und Beruhigungsmittel gebraucht. Traditionelle Indikationen gegen Schlaflosigkeit, Unruhe, Nervosität, Spannungen, Verkrampfungen, Depressionen, Herzneurose, Wechseljahre, Reizbarkeit, Angstzustände.
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JOREV LUTERANO JANEIRO/FEVEREIRO 2007
Anúncios Comunitários Neste espaço, a comunidade pode compartilhar os momentos significativos da vida cristã, como Batismo, Confirmação, Benção Matrimonial, Bodas e falecimento. Entre em contato conosco!
“Pelos Caminhos da Reforma” Viagem de Grupo - Edição 2007 (Período: 13 de junho a 8 de julho) O roteiro contempla todas as cidades que serviram de palco para a Reforma da Igreja protagonizada por Martim Lutero: Eisleben, Eisenach, Erfurt, Worms e Wittenberg. Você vai ver com os próprios olhos o que até aqui sempre soube pela história. Ainda na Alemanha, vai conhecer cidades como Berlim, Leipzig, Dresden, Querfurt, Köln, Königswinter, Koblenz, Freiburg, Titisee, Lindau e München. Vai passear por rios (Reno) e montanhas (Zugspitze). Vai ter contato com artes, gastronomia, diferentes profissões e paisagens. Vai visitar parques, grandes jardins, igrejas históricas, museus, castelos e palácios. A localização da Alemanha, no coração da Europa, permite que, sem grandes viagens, possam ser conhecidas cidades em países vizinhos:Tetschen (Rep. Tcheca), Colmar (França), Innsbruck (Áustria) e Veneza (Itália). Em muitos trajetos, andaremos pelos interiores. A hospedagem será em pequenos hotéis e pousadas acolhedoras. Um ônibus exclusivo facilitará todos os deslocamentos. Se você tem disposição para caminhar, ânimo para aprender e vontade de contatar com pessoas que vivem em realidades bem diferentes da nossa, pense na possibilidade de participar deste grupo e desta família. O grupo será orientado e acompanhado por Luiz Artur Eichholz. Fone para contato: (0xx55) 3375.4267 - Celular: (0xx55) 8401.2603 E-mail: luizartur.rs@brturbo.com.br
Com profundo pesar, participamos o falecimento de:
WILMA GAERTNER LINDEMANN ocorrido no dia 29 de novembro de 2006, em Estrela/RS, com a idade de 85 anos e 10 meses. Ela nasceu no dia 5 de abril de 1921, filha de Frederico Guilherme Gaertner e Elisa Gaertner, nascida Redecker. Casou-se em 5 de junho de 1943 com Sereno Lindemann que a antecedeu na morte em 1º de outubro de 2000. O matrimônio foi abençoado com duas filhas, Laci e Lia. Seu sepultamento foi realizado no Cemitério de Beija-Flor, em Estrela/RS. Deixou enlutados duas filhas, dois genros, cinco netos e um bisneto. A familia enlutada agradece a todos que ajudaram e demonstraram solidariedade nas horas de tristeza e dor e, em especial, ao Pastor Irineo Boetcher pelo conforto espiritual. Costão, Estrela/RS, novembro de 2006.
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30 ANOS – ORDENAÇÃO PASTORAL
SYRIO RUCKERT nasceu no ano de 1931, em Roca Sales, então Distrito de Estrela/RS. Na década de 40, habilitou-se como professor pelo Departamento de Educação do Sínodo Rio-grandense, lecionou na Escola Duque de Caxias, na cidade de Palmitos/SC, Colégio Evangélico Alberto Torres, em Lajeado, Escola José Bonifácio, em Conventos, Colégio Martin Luther, em Estrela e na Escola Evangélica, em Cruzeiro do Sul, todos no Rio Grande do Sul. Nas décadas de 60 e 70, aperfeiçoou-se na Escola Normal Evangélica, em Ivoti/RS e formou-se no curso de Ciências, em Estrela/RS, pela Faculdade de Passo Fundo/RS. Habilitou-se ao Pastorado na IECLB, via colóquio, cursado em períodos de férias. Foi ordenado em 20 de março de 1977 por ocasião de um Concílio Distrital, na Paróquia de Rocas Sales, onde nasceu, foi batizado e confirmado. Assumindo, então, a Paróquia Evangélica de Arroio do Meio, por um período de 22 anos, onde continua membro até hoje, também exerceu a função de Pastor Distrital em três gestões no Distrito Alto Taquari, atualmente Sínodo Vale do Taquari. Dedicou-se aos setores de Ensino Religioso e Comunicação na 3ª Delegacia de Educação, em Estrela, hoje 3ª Coordenadoria Regional de Educação. É assinante do Jornal Evangélico Luterano - Jorev desde a época da Folha Dominical Evangelische Sonntagsblat, sendo seu agente distribuidor e colaborador. É casado com Nair Lurdes Deckmann há 55 anos, têm três filhas, Margot, Analista de Sistemas em Porto Alegre, Rosane, Professora, em Lajeado e Arroio do Meio e Juliana, Administradora de Empresas em Arroio do Meio. É Pastor Emérito da IECLB e professor aposentado do Magistério estadual desde 1999, residindo, hoje, em Lajeado. Foi uma vida marcada por muita luta e perseverança, em que a fé e o amor em Jesus Cristo sempre foram o alicerce nos momentos tristes e alegres. É grato a Deus e à sua Igreja no apoio de sua caminhada, buscando ânimo e orientação em 1º Pedro 4.10 , Sirvam uns aos outros, cada qual conforme o dom que recebeu”.
NOTA DE FALECIMENTO LUTERPREV Previdência Complementar tem o pesar de comunicar o falecimento de seu associado assistido Pastor Emérito:
GEORGE ERNESTO EDMUNDO GRÜBBER (75 anos) Ocorrido em 11 de fevereiro de 2007, em Florianópolis/SC. Pastor Grübber foi o primeiro Pastor a se aposentar pela LUTERPREV, em janeiro de 1997. Porto Alegre, fevereiro de 2007. Pastor Ulrico Sperb Presidente
Everson Oppermann Diretor Geral