LUTERANO
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JOREV LUTERANO JUNHO2007
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JOREV
JORNAL EVANGÉLICO LUTERANO - IGREJA EVANGÉLICA DE CONFISSÃO LUTERANA NO BRASIL - ANO 36 - JUNHO DE 2007 - Nº 696 Tema: No poder do Espírito, proclamamos reconciliação
Lema: Não podemos deixar de falar das coisas que vimos e ouvimos (Atos 4.29)
Pastorado: dom e vocação Preservação do meio ambiente
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A visão feminina na Igreja
Presbitério no contexto rural
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Editorial
Homens e mulheres de Deus Quais devem ser os objetivos de Pastores e Pastoras? É anunciar a palavra de Deus a todas as pessoas. É fazer com que as pessoas compreendam que ser cristão é muito mais que apenas ir aos cultos dominicais. Ser cristão implica em agir em prol da justiça, em estender a mão a quem necessita, é não se conformar ou acomodar perante as injustiças e a falta de dignidade vivenciadas por muitas pessoas. Afinal, Jesus veio para que tivéssemos vida e vida em abundância. Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida pelas ovelhas. (João 10.1011), responde a Pastora na Paróquia Evangélica Ascensão de Canguçu/RS, Pa. Roili Borchardt, nossa entrevistada na editoria Comportamento, que, nesta edição, faz uma homenagem ao Dia do Pastor e da Pastora, comemorado em 10 de junho,
Canal direto Secretária da Comunidade Evangélica de Ijuí/ RS, pertencente ao Sínodo Planalto Rio-Grandense, e Agente do Jorev há 17 anos, Hedi Steinke não é muito dada a falar sobre o seu trabalho “Não gosto de aparecer, mas gosto de fazer o trabalho”, ela
trazendo, também, um bonito texto do P. aposentado Wilfrid Buchweitz, intitulado A dignidade pastoral, em que afirma Pastores e Pastoras recebem de Deus uma dignidade especial. Não é uma dignidade melhor ou mais valiosa do que aquela dignidade que todas as pessoas, todos os membros da Igreja recebem, mas é uma dignidade diferente. Os Pastores e Pastoras são homens
e mulheres que se sentem chamados, vocacionados por Deus para uma missão especial: cuidar dos valores eternos e espirituais, zelar por vidas preciosas aos olhos de Deus. São homens e mulheres que dedicam o seu tempo, os seus dons e a sua vida à causa maior do Senhor, procurando ser um exemplo para sua Comunidade e sempre auxiliando as suas ovelhas quando necessário, com palavras e ações de apoio, consolo e coragem, muitas vezes sufocando as suas próprias dores e angústias, por isso, aos Pastores e Pastoras da nossa IECLB, homens e mulheres de Deus, desejamos não apenas parabéns ou felicitações pelo seu dia, mas gratidão por um trabalho feito com amor, carinho e suprema dedicação diariamente!
afirmou, tímida, ao explicar o motivo de não se sentir muito confortável ao dar uma entrevista para o nosso jornal. Hedi entendeu que este espaço é justamente para valorizar os Agentes do Jorev, membros da nossa Igreja que auxiliam sobremaneira na parte comercial, fazendo o elo entre as Comunidades e o Jorev Luterano, e soltou a informação: “Pode colocar no Jorev que os assinantes que fazem parte da OASE e da Legião Evangélica, quando vem às reuniões, já passam na Secretaria e procuram saber se já veio
o Jorev, pois o aguardam com muita vontade de lê-lo e eu tenho uma grande satisfação de entregá-lo para eles e também para os outros membros e assinantes”. A Secretária também conta que os Pastores Gilmar Nascimento, Euclésio Rambo e Ana Isa dos Reis são assíduos leitores do jornal. A parte que os leitores mais gostam? “Os idosos gostam mais do alemão”, ela responde, “mas, em geral, o pessoal gosta de tudo. São muitas reportagens com notícias e assuntos atuais”, completa.
CARTAS Jorev
Luterano IECLB Jornal da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil www.luteranos.com.br PASTOR PRESIDENTE P. DR. WALTER ALTMANN SECRETÁRIO GERAL P. DR. NESTOR FRIEDRICH JORNALISTA RESPONSÁVEL LETÍCIA MONTANET-REG. PROF.: 10925 ADMINISTRAÇÃO / COMERCIAL CRISTIANO HENRIQUE LAMB CARTAS - SUGESTÕES DE PAUTA ARTIGOS - ANÚNCIOS FAMILIARES E ANÚNCIOS COMERCIAIS RUA SENHOR DOS PASSOS, 202/3 90.020-180 - PORTO ALEGRE / RS FONE: (51) 3227.1258 FAX: (51) 3225.7244 E-MAIL: jorev@ieclb.org.br SECRETARIA GERAL - IECLB FONE: (51) 3221.3433 ASSINATURA ANUAL - 11 EDIÇÕES R$ 18,00
Equipe Jorev
Este espaço é seu
Escrevo para participar que minha família e eu estamos achamos todo o Jornal Evangélico Luterano ótimo. Vocês estão de parabéns!
A sua opinião é fundamental no nosso trabalho. Conhecer suas preferências, ouvir suas dicas de pauta, suas sugestões para o jornal e seus comentários sobre as nossas matérias é muito importante para que possamos sempre oferecer um Jorev melhor para você. Faça o seu Jorev. Escreva para nós e participe! Rua Senhor dos Passos, 202/3º 90.020-180 – Porto Alegre/RS ou jorev@ieclb.org.br Estamos esperando seu contato!
Um abraço a todos, Renato Armando Hollas Sertão Santana/RS
Prezada equipe do Jorev Sou assinante do Jornal Evangélico Luterano há nove anos e quero dizer que acho muito importante o trabalho que vocês fazem, pois sou uma pessoa portadora de deficiência física e, lendo o jornal, fico sabendo de tudo o que acontece pela nossa Igreja no Brasil todo. Obrigada! Marjane Guiomar Uecker Porto Lucena/RS
Capa Nesta edição, o Jorev faz uma homenagem ao Dia do Pastor e da Pastora, comemorado em 10 de junho. A foto é da Pastora Iára Müller, da Pastoral da Escola Superior de Teologia, em São Leopoldo/RS, durante a realização de um culto.
Diário da redação Curso de Visitação para membros e lideranças da IECLB A importância da visitação A força missionária da visitação é um tema muito importante na IECLB, pois, na visitação, as pessoas se aproximam, os dramas da vida aparecem e até mesmo a presença de Deus parece ficar mais evidente. Com base nessa percepção, foi organizado um curso que pretende despertar e capacitar pessoas para a tarefa da visitação. A EST está organizando um programa de capacitação na modalidade de Educação a Distância (EaD), um formato ágil de capacitação teológica num contexto de crescente pluralismo religioso. O primeiro curso oferecido via Internet, A importância da visitação, servirá de base para outros cursos específicos de visitação que serão oferecidos posteriormente (visitação a pessoas idosas, enlutadas, doentes e pessoas afastadas). Conteúdo do curso: os principais temas tratados são fundamentos da visitação, como definir prioridades, como fazer uma visita, criando grupos de visitação na Comunidade e avaliação da visitação. Público-alvo: lideranças e membros da IECLB interessados na temática. Requisitos: para participar é preciso computador com acesso à Internet e conta de e-mail, saber navegar na Internet e utilizar programas básicos, como um editor de textos, e disponibilidade de cinco horas semanais para estudo do tema e realização de atividades. Forma de trabalho: O curso será realizado via Internet. As atividades obrigatórias não estão ligadas a um horário específico. Cada pessoa acessa o ambiente virtual de aprendizagem no horário que lhe é mais adequado. O estudo do tema é baseado em materiais disponibilizados pela Coordenação e em atividades individuais e coletivas, acompanhadas pela Coordenação do curso. Carga horária: 25 horas. Período de realização: 18.06.2007 a 22.07.2007 Investimento: R$ 30,00 Prazo de inscrições: até 11.06.2007 ou enquanto houver vagas. Como fazer a inscrição: por meio do site http://ead.est.edu.br (clicar no banner ‘Curso de visitação’) ou pelo e-mail ead@est.edu.br.
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Curtas
Semana Sinodal de Missão Entre os dias 17 e 29 de abril, o Sínodo Vale do Taquari realizou duas semanas de intensa mobilização em 56 Comunidades, transmitindo a mais de seis mil pessoas a mensagem de que Deus nos dá a fé. Durante as semanas sinodais Fé, Gratidão e Compromisso, foram
celebrados 116 cultos. Cada Comunidade da IECLB no Sínodo esteve aberta por, pelo menos, duas vezes e seus membros e visitantes puderam ouvir a Palavra de Deus trazida por Pastores de outras Comunidades, mobilização muito apreciada pelos evangélicos de confissão luterana, que puderam refletir sobre o tema e participar da missão da IECLB. Em cada culto realizado, as pessoas foram motivadas a fazer ofertas de gratidão destinadas às Paróquias de Porto Velho/RO e Boa Vista/RR, firmando seu compromisso e solidariedade com a missão da Igreja no norte do País. _______.....________ Anjos do Sol e a exploração de crianças O Diretor e Roteirista do longametragem Anjos do Sol, Rudi Lagemann, participou do Dia do ex-Aluno do Instituto Pré-Teológico, nos dias 21 e 22 de abril, em São Leopoldo/RS. Na ocasião, Lagemann comentou sobre a
assinatura do acordo cedendo os direitos de uso do filme ao Ministério da Justiça, que vai prensar cinco mil cópias para usar em ações de combate e conscientização sobre a exploração sexual de crianças e adolescentes. Anjos do Sol, que tem no elenco Antônio Calloni, Chico Diaz, Otávio Augusto, Vera Holtz e Darlene Glória, conta a história de Maria, uma garota de 12 anos que é vendida pela família a um recrutador de prostitutas. Após ser comprada em um leilão, Maria vai para um prostíbulo na floresta amazônica. Ao fugir para o Rio de Janeiro, novamente vive a realidade da prostituição.
Comunidade de Santa Maria de Jetibá completa 115 anos A noite do dia 26 de abril de 2007 foi muito especial em Santa Maria de Jetibá/ ES. A Comunidade comemorou o seu 115º aniversário com a participação de 400 pessoas. Durante o culto, os membros e visitantes tiveram a oportunidade de conhecer melhor o período histórico que vai desde a chegada das primeiras famílias luteranas à localidade (1888) até o culto de instalação do primeiro Pastor residente em Santa Maria (1904).
A história da Comunidade de Santa Maria de Jetibá teve início quando, no dia 26 de abril de 1892, foi celebrado o primeiro culto e inaugurada a primeira capela-escola na localidade. Durante os 12 primeiros anos da sua existência, as famílias luteranas lá residentes receberam assistência pastoral dos Obreiros das Paróquias de Jequitibá e Palmeira de Santa Joana. Somente com a chegada do Pastor Friedrich Heinrich Wrede, em outubro de 1904, é que Santa Maria tornou-se uma Paróquia independente. _______.....________ Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos Faz os surdos ouvirem e os mudos falarem A Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos 2007 foi realizada de 20 a 27 de maio, domingo de Pentecostes. No Brasil, há 25 anos a Semana de Oração é organizada pelo Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC), sendo um convite ao diálogo, à confraternização e à ação nas diferentes comunidades cristãs, expressando duas dimensões: a aproximação entre as Igrejas e a solidariedade com os problemas que afligem o povo brasileiro. A partir de 1966, a cada ano, um texto-base é preparado por uma equipe ecumênica de um país diferente Este ano, o texto veio da África. Naquele continente, onde a AIDS tem proporções epidêmicas, as igrejas sentiram o chamado para responder a esse desafio e clamam por solidariedade. O tema escolhido, Faz os surdos ouvirem e os mudos falarem (Marcos 7.37), convida que escutemos e nos manifestemos. É hora de testemunhar.
Castelo Forte em presídios Em virtude da crescente procura do Castelo Forte por presidiários, a Comissão Interluterana de Literatura (CIL) decidiu destinar um determinado número de exemplares do devocionário para a Pastoral Carcerária. Como tratava-se do estoque ainda disponível da edição de 2007, a CIL reservou-se o direito de que esta doação fosse usada exclusivamente para este fim, isto é, para a Pastoral Carcerária e não seja destinada para outros projetos assistenciais neste momento. As despesas de porte são custeadas pelo campo de trabalho solicitante. O prazo oficial encerrou-se no dia 31 de maio e os interessados puderam dirigirse à CIL via Internet e Correio informando o número de exemplares desejados, mas apenas quatro dias após o anúncio da CIL o estoque já estava esgotado. _______.....________ Música pomerana capixaba Michelle Fonseca Nasr, mestranda em música pela Universidade Federal de Minas Gerais, está lançando o seu estudo sobre a música dos pomeranos, um trabalho interessante e esclarecedor que traz importantes informações sobre os pomeranos, sua música, história e cultura. “Os pomeranos capixabas são apreciadores das artes musicais. Isso justifica as características notáveis de um povo bem-humorado e alegre. A maioria dos descendentes pomeranos possui habilidades musicais. Talvez esse fato seja explicado pela grande influência da igreja e da família”, afirma a educadora e pesquisadora Michelle Fonseca Nasr em sua dissertação intitulada Banda de metais Pommerchor: uma reflexão etnomusicologica sobre a música pomerana de Melgaço - Domingos Martins/ES, que traz novas reflexões sobre a importância da música no meio social, valorizando a imigração de descendentes pomeranos que residem no Estado capixaba.
Sobe Dia do Pastor e da Pastora – vamos valorizar estes homens e estas mulheres que atendem ao chamado e cuidam destas vidas preciosas aos olhos de Deus.
Desce A forma como estamos (des) cuidando do nosso planeta, a nossa morada, criação de Deus.
Ofertas Nacionais 17 de junho - 3º Domingo após Pentecostes Missão entre os povos indígenas O mais importante é ter saúde! O corpo físico doente precisa de saúde, bem como também o corpo social doente precisa de saúde. A saúde individual e a saúde social estão interligadas. A saúde indígena merece uma atenção especial. O COMIN tem na saúde um dos seus cinco eixos de trabalho com indígenas. Apoiamos a revitalização dos seus conhecimentos medicinais por meio da troca de saberes sobre o uso de plantas e procedimentos de cura. A saúde indígena começa com segurança alimentar. Funcionários da saúde indígena são ajudados a ter sensibilidade para as diferenças culturais de cada grupo indígena e os incentivados a respeitar os costumes e procedimentos próprios, ajudando os agentes indígenas de saúde a se firmarem dentro de suas comunidades e a estruturarem o controle social da política pública de saúde. Com os recursos da coleta, serão realizados cursos de medicina tradicional, oficinas de produção de remédios de plantas, pomadas, sabonetes, encontros de gestantes, de jovens mães e de pessoas responsáveis pela saúde em cada grupo indígena, de forma a promover a troca de saberes. Com essa ajuda, o amor de Deus é sinalizado para com os indígenas e mostramos que nós, cristãos, queremos que os indígenas no Brasil vivam com melhores condições de vida.
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Atualidade
Meio ambiente: verde na Igreja Em homenagem ao Dia da Ecologia (2), Dia Mundial do Meio Ambiente (5), Dia de Ação de Graças pela colheita (25) e Dia do Agricultor Pa. Rosane Pletsch (26), propusemos o tema meio ambiente à Pastora Rosane Pletsch, uma ativista de vários projetos nesta área. As reflexões da Pastora estão no texto que segue. Como nunca antes, na história recente, o meio ambiente tem sido debatido com tanto afinco em importantes programas de TV, projetos nas escolas, gestão empresarial, grupos de pesquisa nas universidades e tantas outras iniciativas. Além disso, nas últimas décadas, a sociedade mundial, especialmente a sociedade civil, tem elaborado e oficializado importantes documentos que visam a cuidar do meio ambiente, os chamados documentos planetários, como, por exemplo, a Carta da Terra, a Declaração Mundial das Águas, a Agenda 21, o Tratado de Kyoto, o Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global e a Convenção da Biodiversidade. A pesar do tamanho do debate e do volume de ações desenvolvidas, tem crescido a violência contra o meio ambiente de maneira sem precedentes na história da humanidade. Eis um paradoxo que nos leva a perguntar sobre a eficácia das nossas ações. Qual é o alcance do que estamos fazendo? O meio ambiente é um novo modismo ou um novo produto que movimentará a economia daqui para frente?
O PROFEA visa à formação continuada de educadores ambientais envolvendo a sociedade
Neste contexto mundial, inseremse as religiões. Também elas devem readequar a sua Teologia, a sua gestão administrativa/comunitária, os seus temas de debates e pesquisa, o destino de suas verbas, além de assegurar a seriedade no trabalho que realizam. Em outras palavras, se desejarem manterem-se relevantes e preservar a sua tarefa profética, as religiões/igrejas precisam tornarem-se verdes. Falando especificamente do Cristianismo, urge que se desenvolva a noção de que o ser humano é parte do planeta Terra e do cosmos como um todo. Em hebraico, a palavra ser humano, adam, é muito parecida com as palavras terra, solo, adamah. Isto remete à consciência ecológica de que o ser humano é parte da terra, provém da terra. A atual separação entre o ser humano e o meio não se justifica biblicamente. Entendo que a consciência de unidade entre ser humano e cosmos
remete as pessoas de volta à sua origem, devolve-lhes a humildade. Desta relação, aprendemos que a vida é frágil, que tem um ritmo próprio, que, quando desrespeitado, traz perturbações no equilíbrio do Universo. Entenderemos, talvez, que a vida é um mistério e pura graça e que, como tal, lhe devemos cuidado e reverência. Talvez sejam os movimentos ecológicos e de mulheres, protagonistas dos tratados ecológicos, o contexto histórico-cultural no qual a Teologia da graça possa novamente encontrar lugar e espaço para anunciar as possibilidades de vida digna no contexto contemporâneo. Que o nosso tempo seja lembrado pelo despertar de uma nova reverência face à vida, por um compromisso firme de alcançar a sustentabilidade, pela rápida luta pela justiça, pela paz e pela alegre celebração da vida (Parágrafo final da Carta da Terra).
PROFEA na Bacia do Paraná III e Parque Nacional do Iguaçu O Programa de Formação de Educadores Ambientais (PROFEA), do qual a Pa. Rosane Pletsch faz parte, está em fase de implementação na região do oeste do Paraná. Entre outras coisas, a formação ambiental aposta na mudança cultural, de valores, de formas de ser, ajudando a sociedade a desenvolver atitudes e relações de cuidado para com o meio ambiente. O PROFEA é um dos processos educativos do Programa Municípios Educadores Sustentáveis (MES), promovido em caráter nacional pelo Ministério do Meio Ambiente, em parceria com o Ministério da Educação, tendo como articuladores regionais a ITAIPU Binacional e o Parque Nacional do Iguaçu/IBAMA, que tem por objetivo a formação continuada de educadores ambientais, envolvendo diversos segmentos da sociedade em processos reflexivos, críticos e emancipatórios, potencializando o papel da educação nas mudanças culturais e sociais rumo à sustentabilidade nos 34 municípios da Bacia do Paraná III e entorno do Parque Nacional do Iguaçu. No período de 18 meses, com metodologia própria, o Programa prevê a formação de 320 educadores na região, representantes das diversas instituições regionais que estão construindo coletivamente o processo de formação com base nas características regionais.
Dívida interna e dívida e(x)terna Com as marcas no corpo de quem passou a vida em favelas, em dupla jornada de trabalho e com um marido ruim e ausente, a viúva Tereza, com os olhos vivos e um palavreado fluente, vai respondendo as perguntas de seus entrevistadores até que a sua voz fica embargada quando lhe perguntam: você é feliz? Engasga e pede para não responder. Impressionante é como vovó Tereza explica a sua condição social de favelada e fala do que gosta. Adora vitrines caras e música erudita. Adora Beethoven. Sei que isto não é pra mim, diz ela. No centro religioso da patroa, a dona Júlia disse a vovó Tereza que ela estava enganada, pois o seu gosto por vitrines caras e por música erudita está relacionado a vidas passadas. Vovó Tereza foi convencida que teve uma vida no Egito, como rainha, e outra, na Alemanha, no tempo de Beethoven. Como ela devia ter sido uma pessoa má no Egito, voltou para pagar a dívida no Brasil. Nós não acreditamos que a vida da vovó Tereza na favela se deva a dívidas de outras vidas. Sua condição, no entanto, pode ter relação com outras dívidas, a interna e a externa de nosso País, que também está preso a dívidas.
Vejamos alguns dados das dívidas interna e externa do Brasil, citados por membros de uma Comissão que trata do assunto na Federação Luterana Mundial. A matemática é simples: quanto mais pagamos, mais devemos. Afirmam eles: apesar de ter pago, no ano de
Não precisamos ficar presos às nossas dívidas pelo resto da vida 2006, R$ 275 bilhões a título de juros e amortizações das dívidas interna e externa, o endividamento segue crescendo aceleradamente. Logo, estes recursos produzidos por todos deixam de ser investidos em saúde, educação, habitação, etc. Vovó Tereza explicou a sua condição de pobreza apelando para uma visão religiosa. O que fiz de mal noutra vida está sendo saldado agora e nada posso fazer para mudar esta condição social e espiritual. Precisa carregar, inevitavelmente, esta situação até a próxima reencarnação.
Em contrapartida, para as pessoas cristãs, há um outro caminho: pedir perdão dos pecados e participar da ceia do Senhor. Não precisamos ficar presos às nossas dívidas pelo resto da vida. Pelo perdão, em Jesus, temos chances, na única vida que temos, de começar de novo (2Coríntios 5.17). E quanto às dívidas internas e externas, que causam tantas injustiças e produzem tantas favelas? Especialistas dizem que pedir perdão é reconhecer a legitimidade da dívida. Por isto, há um movimento pedindo auditoria da dívida externa, porque não se deve pagar o que não é legítimo. E a dívida que foi feita na forma da lei? Por que não pedir perdão? E perdoa as nossas dívidas assim como nós perdoamos os nossos devedores, é o que oramos no Pai Nosso. Se este pedido é feito e atendido por nosso Senhor, por que não pedir o perdão das dívidas interna e externa para os senhores do mundo?
Dr. Oneide Bobsin Pastor da IECLB e Reitor da EST
Presidência
JOREV LUTERANO JUNHO2007
A fé vem acompanhada do amor Cada vez mais nos damos conta que a presença da nossa Igreja, um tesouro em vaso de barro, por meio das suas Comunidades, nos mais diversos pontos do Brasil, se bem que diferentes na sua forma de viver e de se estruturar, inseridas em realidades distintas, é um testemunho inequívoco da nossa presença missionária. Temos tido o privilégio de ouvir e partilhar depoimentos realmente emocionantes e significativos dos nossos membros, incentivando membros e Comunidades, Obreiros e lideranças, a perseverar na fé, na esperança e no amor, a cooperar na edificação de Comunidades vivas e participativas, a tomar para si a oferta da reconciliação e de não deixar de falar das coisas que vimos e ouvimos. Um privilégio! Também nós saímos animados e enriquecidos quando nossos membros levam tão a sério a sua fé. Nossas lideranças, muitas vezes, de maneira
incansável, asseguram a continuidade do trabalho do Evangelho na Comunidade, no Sínodo e na IECLB. Fica claro que ‘assim como o fogo sempre produz calor e fumaça,
É muito bom estar filiado a uma Igreja, nada fácil é ser Igreja também a fé sempre vem acompanhada do amor’ (Lutero). A última Oferta Nacional para o Fundo de Missão no dia de Pentecostes é um bom exemplo. Um desses depoimentos, quero destacar: “É muito bom viver do agricultor, nada fácil é viver da agricultura!”. Poderse-ia, a partir desse depoimento, traçar paralelos com a Igreja: é muito bom estar filiado a uma Igreja, nada fácil é ser Igreja e viver a fé no dia-a-dia do
Debate sobre momento do CMI
Um grupo de 45 representantes de igrejas-membro do Conselho Mundial de Igrejas envolvidos com questões ecumênicas esteve reunido na sede do Conselho, em Genebra, na Suíça, entre 7 e 9 de maio para refletir acerca do impacto dos novos programas do CMI e debater buscas alternativas para uma ação conjunta mais abrangente nestas áreas. A IECLB esteve representada no encontro pelo Assessor do Moderador do CMI, Dr. Marcelo Schneider. Inspirado por um debate contundente sobre eclesiologia, o encontro reforçou a nova percepção que o CMI procura partilhar junto ao movimento ecumênico mais amplo, como a valorização das relações e dos conselhos regionais. Mereceram destaque, ainda, os preparativos do Fórum Cristão Global, que reunirá, em novembro, na África, a maior gama de famílias confessionais cristãs já vista.
Encontro dos Grupos Assessores
Os Grupos Assessores da Presidência da IECLB estiveram reunidos, em São Leopoldo/RS, nos dias 2 a 4 de maio de 2007. Os Grupos, que atuam voluntariamente, abrangem as seguintes áreas: Teologia e
Confessionalidade, Missão, Responsabilidade Pública, Gênero, Etnia e Ecumenismo. A reunião deste ano contou com a presença do P. Ángel Furlan e do P. Juan Pedro Schaad, da Argentina, que, representando a FLM, apresentaram o programa sobre dívida externa ilegítima na América Latina. Ao final do encontro, os integrantes aprovaram uma mensagem de solidariedade às pessoas ameaçadas de morte devido ao seu compromisso com a justiça agrária, a luta dos povos indígenas, o cuidado ambiental e contra o trabalho escravo
mundo. A partir de Pentecostes, somos uma Igreja que busca a sua força em Deus, na Palavra e nos Sacramentos. Que busca a comunhão, ensinados pelo Espírito Santo. Que busca a vontade de Deus no mundo, mundo que insiste em tirar os planos do Criador de sua agenda e de seus compromissos e que, justamente por isso, precisa do Espírito da Verdade e da Consolação. Disto somos instrumentos. Precisamos estar atentos para não ir à frente das pessoas, talvez elas não nos sigam. Não podemos estar atrás das pessoas, pois talvez elas não nos guiem. Precisamos caminhar ao lado das pessoas e ser delas companheiros e companheiras da missão!
Carlos Möller Pastor 2º Vice-Presidente da IECLB
Presidência da IECLB debate sobre Missão No dia 8 de maio, o Pastor Presidente, Dr. Walter Altmann, e o Pastor 1º Vice-Presidente, Homero Pinto, estiveram em Panambi/RS para o Seminário Intersinodal dos Sínodos Planalto Rio-grandense, Noroeste Riograndense e Uruguai, que dedicouse a debater o tema da Missão. A assessoria ao tema ficou a cargo dos três centros de formação da IECLB (FATEV, FLT e EST). Em meio ao clima fraterno do encontro, o P. Altmann apresentou uma reflexão sobre três dos eixos que permeiam o debate interno da Igreja hoje: Quem é membro da IECLB?, o modelo eclesiológico de nossa Igreja e a recém-criada Coordenadoria de Missão Global. Já no dia 16 de maio, P. Walter Altmann e P. Homero Pinto estiveram na semana acadêmica da EST, que também abordou o tema Missão. O Pastor Presidente da IECLB apresentou a fundamentação bíblica teológica de Missão, explicando sobre a evolução deste conceito a partir dos documentos normativos da Igreja, considerando também o Artigo 3º da Constituição e os desafios para a IECLB a partir do momento atual, com redução de recursos do exterior. O P. Homero Pinto, por sua vez, apresentou o trabalho do Grupo Tarefa do PAMI. O terceiro evento aconteceu na EST, no dia 21 de maio. O P. Homero Pinto participou do Seminário de Missiologia, compartilhando acerca da criação da Coordenação de Missão Global por parte do CI e competências. O PAMI e o Grupo de Trabalho do PAMI mereceram destaque.
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IECLB na Vice-Presidência do CLAI Brasil A Assembléia Regional do CLAI reuniu-se em Londrina/PR, de 3 a 5 de maio, com a participação das igrejas e Organizações membros do CLAI e três dos quatro membros brasileiros na Junta Diretiva continental. A Assembléia fez profunda avaliação do Plano Trienal recém encerrado, com base no relatório apresentado pelo Secretário Regional. A nova Diretoria do CLAI-Brasil e o Conselho Fiscal, além de suas atribuições formais e de formarem o núcleo de assessoria política para o Secretário Regional, também serão um instrumento eficaz de contato entre as igrejas e os quatro membros brasileiros da Junta Diretiva do CLAI (Dom Maurício Andrade, Rosiléa Wille (IECLB), Presbítero Eleni Mender Rangel e Emanuel Brito). A nova Diretoria ficou assim constituída: Presidente - Reverendo Ivo Lídio Köln (Igreja Evangélica Congregacional do Brasil) Vice-Presidente - Pastor Homero Severo Pinto (IECLB) Secretário - Presbítero Nilton Emmerick Oliveira (Igreja Presbiteriana Unida do Brasil) Tesoureira - Reverenda Neuza Aparecida Tetzner (CEBEP). AGENDA DA PRESIDÊNCI A PRESIDÊNCIA JUNHO / 1ª QINZENA JULHO 11 a 12/06 CO Sínodos Vale do Itajaí e Norte Catarinense Rodeio 12/SC P. Walter Altmann 22/06 Diretoria do CI Porto Alegre/RS P. Walter Altmann P. Homero Pinto 24/06 180 anos da Paróquia Martin Luther Rio de Janeiro/RJ P. Walter Altmann 27 a 29/06 Fórum Ecumênico Global (América Latina) Santiago/Chile P. Walter Altmann 27 a 30/06 Consulta bianual IECLB-Igreja Evangélica Luterana na Baviera Baviera/Alemanha P. Carlos Möller P. Nestor Friedrich (+ delegação) 02/07 Conselho Curador da EST São Leopoldo/RS P. Walter Altmann 06 a 07/07 Exame de admissão ao PPHM São Leopoldo/RS P. Homero Pinto 09/07 Exame Pró-Ministério São Leopoldo/RS P. Walter Altmann P. Homero Pinto 16 a 17/07 Comissão de Designação e Envio São Leopoldo/RS P. Walter Altmann P. Homero Pinto P. Carlos Möller
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Ministério
Deus é missionário: a igreja que não pensa em missão tende a desaparecer De onde veio a vocação para ser Missionário? A vocação missionária veio quando ainda estava residindo em Camaquã/RS, minha cidade natal. Senti-me chamado para atuar como missionário leigo no projeto Missão Zero, em Três Lagoas/MS. Após oito anos e meio de trabalho, veio a decisão de estudar na FATEV, em Curitiba/PR. Foi um tempo muito especial de aprendizado vinculado à prática. Quais são os desafios e as recompensas de ser um Missionário? Os desafios são muitos. O missionário tem dentro de si o desejo de proclamar o Evangelho a todas as pessoas e não se conforma em apenas atender às Comunidades. Seu desafio é ser sal e luz e estar com as pessoas em sua realidade, ajudando-as nas suas dificuldades e oferecendo uma Comunidade onde possam ser acolhidas. As alegrias e recompensas também são muitas: relacionar-se com as pessoas da cidade, dar testemunho em palavras e, principalmente, em ações, ver as pessoas demonstrando interesse pelo Evangelho, estar junto no dia-a-dia e perceber a satisfação delas por compreender o sentido da vida e da fé cristã.
Irio Osterberg tem 42 anos, é natural de Camaquã/RS e reside em General Câmara/RS, onde coordena um Projeto Missionário na Região Carbonífera. Casado com Ivone e pai de Rebeca, o Missionário formou-se na FATEV, em Curitiba/PR, e foi ordenado e instalado em 2006. Atualmente, é representante titular do Ministério Missionário no Sínodo Rio dos Sinos.
Como está o Projeto Missionário que você coordena na Região Carbonífera? A Área Missionária da Região Carbonífera/RS é composta das
Comunidades General Câmara e São Jerônimo, formadas em 1965, e uma Comunidade em implantação na cidade de Butiá. Devido à dependência de recursos orçamentários, a IECLB a transformou em área de missão, visando ao crescimento e à independência financeira num período de três anos. Neste sentido, em parceria com a Missão Zero, realizamos, neste ano, o Projeto Missão Zero Butiá, em que luteranos de vários Estados se reuniram em Butiá, de 29/1 a 15/2 com a presença de 32 projetistas, e realizaram visitas às residências anunciando o Evangelho e convidando as pessoas para os cultos que acontecem à noite. Várias delas passaram a fazer parte da Comunidade Luterana. Nosso objetivo é oferecer crescimento espiritual para aqueles que estão participando da vida da Comunidade. Quais os dificuldades desse Projeto que você coordena? A dependência financeira das Comunidades que não conseguem manterem-se sozinhas, o fato de muitas pessoas se juntarem a nós como ‘mais uma religião’, pois já não sabem a diferença entre igrejas cristãs e nãocristãs, consumindo tudo o que é oferecido em termos de crença, o grande envolvimento das pessoas com lazer e eventos sociais aliado à falta de
motivação de envolver-se mais com a Igreja e, por fim, a dificuldade de quebrar paradigmas arraigados nas tradições e costumes e estar aberto para o novo. O que faz uma Paróquia ser missionária? Uma Paróquia torna-se missionária quando adota o que chamo de ‘princípio da porta aberta’, ou seja, quando deixa de ser um grupo fechado, preocupado apenas com o que acontece dentro das suas paredes e começa a ver todos ao redor como pessoas a quem pode e deve servir com o Evangelho integral. É a forma como acolhe as pessoas que a faz missionária. Qual é a importância da Missão no contexto religioso, mas, principalmente, da IECLB? Pensar em Deus como um Deus Missionário e entender a Missão como Missão de Deus nos ajuda a perceber qual é a sua importância. Não somos nós que inventamos a missão, mas somos convocados pelo próprio Deus, a partir da realidade onde estamos, no nosso caso, na IECLB. Nesse sentido, é imprescindível que a IECLB invista na formação de Missionários e no estabelecimento de Comunidades em novas áreas. Sinto-me grato a Deus por poder atuar no Ministério Missionário a partir da IECLB.
Cultos em LIBRAS Ano passado, a Paróquia Matriz, em Porto Alegre/RS, iniciou uma experiência nos cultos da Comunidade: oferecer tradução na Língua de Sinais – LIBRAS – uma vez em cada mês. No início, surgiu a pergunta pela necessidade, pois, nos cultos, não havia a presença de pessoas surdas. Mesmo assim, a Comunidade estava convicta que a falta de interpretação na língua de Sinais poderia ser o fator da não presença deste público nos cultos. Não participamos de eventos ou celebrações nas quais não conseguimos compreender o que está sendo comunicado! Assim, a Paróquia deu início a este desafio. Hoje, há participação de pessoas surdas nos
Vivian Bernsmüller é interprete em LIBRAS nos cultos na CEPA
cultos. Com freqüência, um casal e seu filho surdo, da Comunidade de São Mateus, têm participado com satisfação das celebrações. “É com imensa alegria que nos dirigimos, nos primeiros domingos de cada mês, à Igreja da Reconciliação para participarmos dos cultos. Nela, o nosso filho Thúlio, que é surdo, é
agraciado pela presença acolhedora da intérprete Vivian Bernsmüller, em LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais), que procura, por meio deste recurso, estabelecer uma correspondência do que está sendo tratado oralmente”, contam Jane e Irineu Jahnke, membros da Paróquia São Mateus/CEPA, localizada na capital gaúcha. Muitas vezes, os pais são acometidos pela angústia de não conseguirem explicar ao filho, de uma maneira mais clara, sobre o que está sendo comentado. Isso colabora para que ele se entristeça quando suas indagações não são atendidas. A preocupação da Igreja com a inclusão demonstra sensibilidade e respeito às potencialidades e necessidades dos surdos, incentivando, assim, a sua participação nos cultos e, conseqüentemente, na vida em Comunidade. Com esta dinâmica de oportunizar, uma vez ao mês, um culto em linguagem de sinais, a dificuldade das pessoas com deficiência auditiva está sendo contemplada, o que alivia o coração das pessoas com necessidades especiais que também desejam e merecem conhecer a Palavra do Senhor.
JOREV LUTERANO JUNHO2007
Presbitério
O papel da igreja não é só falar, é fazer também
Magnerlia Borchardt (na foto, à direita com a filha), 34 anos, natural de Canguçu/RS, é uma Presbítera muito atuante na Comunidade Advento, que reúne 45 famílias. É Orientadora do culto infantil, Coordenadora da OASE e participa de todas as atividades envolvendo a Comunidade, inclusive as Assembléias Sinodais. Casada com Nelson, Magnerlia é mãe de Agnes e Magnerson e a família reside em Remanso/ RS, onde desenvolvem atividades ligadas à agricultura. A realidade do meio rural é valorizada na vivência da Igreja? Sempre que se fala em agricultura, pensamos em comida. Por trás de cada pé de alface, existe um agricultor. Esta é a nossa realidade no meio rural. Certa vez, no encerramento do Dia da Igreja, em Cerro Grande/RS, fizemos uma caminhada ecológica, falamos sobre a questão do lixo, da natureza, da preservação. Foi muito bonito! Com a Pastora Roili, sinto valorização, sim, consigo me enxergar nos cultos e sei que estou incluída na vida da Igreja. A Igreja comemora o Dia de Ação de Graças pela Colheita (25/6)? Todos os anos, fazemos um culto
especial de festa da colheita, em que há arrecadação de alimentos para doação. Cada agricultor doa um pouco da sua plantação no culto. Há uns dois anos, a previsão de colheita estava muito ruim, mas Deus nunca nos deixa na mão e, no Dia de Ação de Graças pela Colheita, todos puderam fazer as suas doações e não faltou comida para ninguém!
Qual é o papel da Igreja na vida das pessoas da Comunidade? Pregar da palavra de Deus, acolher as pessoas no culto/na Igreja, prestar orientação, como, por exemplo, no caso do Centro de Apoio ao Pequeno Agricultor (CAPA), e integrar os seus membros no mundo das novas tecnologias, novamente, para nós, agricultores, o caso do CAPA.
Como é a participação dos agricultores no dia-a-dia da Igreja? A Comunidade é formada por agricultores e todos participam da Igreja, cada um à sua maneira, nos cultos, OASE, Presbitério, Juventude Evangélica e Culto infantil, que reúne membros e não membros da IECLB. Na noite da família, por exemplo, que acontece uma vez por mês, depois de tirar leite da vaca, o pessoal toma banho, enfrenta uma distância de 5 quilômetros, a pé, de bicicleta e, por alguns, de moto, e vai para a Igreja. É muito boa a nossa convivência na Comunidade.
Como é a sua atividade ligada à agricultura. Somos um grupo de dez famílias ligadas ao CAPA, o grupo Agroecologia, o que significa que toda a produção é feita sem uso de química. São produtos orgânicos. O CAPA presta assessoria neste sentido. Além disso, participamos da Cooperativa Sul Ecológica vendendo nossos produtos para a Cooperativa, que repassa para o Programa Fome Zero (Governo Federal). Por fim, também participamos, há 11 anos, da Arpasul, em Pelotas/RS, uma feira ecológica, com venda de produtos direto ao consumidor.
As pessoas do meio rural participam mais da Igreja? Não saberia dizer se no meio rural as pessoas participam mais. No entanto, imagino que participem ‘melhor’, com qualidade, aproveitando mais o que a Igreja tem a oferecer. No interior, as pessoas são amigas, conversam e se entendem mais que na cidade, onde tudo é muito rápido e ninguém pode perder tempo. Aqui, chegamos 15 minutos antes do culto e ainda ficamos mais uns 15 minutos depois que termina só para conversar.
Em relação ao meio ambiente, a Igreja poderia participar mais ativamente da preservação da natureza? Alguns agricultores já estão conscientes, mas ainda falta muito, principalmente dos ‘grandes’, aqueles com mais poder econômico. A Igreja deveria participar promovendo seminários, principalmente para os jovens, que são mais receptivos às mudanças. A IECLB tem pessoas muito capacitadas para orientar neste sentido.
Paróquia Legal - II Neste artigo, analisaremos a forma de convocação do Conselho Paroquial, considerando sempre as normativas internas da IECLB e o Estatuto Padrão de Paróquias (EPP) à luz do nosso ordenamento jurídico. O EPP, no seu art.16, regula ser incumbência do Presidente da Paróquia a convocação de reunião do Conselho Paroquial, devendo constar nesta a ordem do dia, o lugar, a data e a hora da reunião. Por sua vez, o Regimento Interno da IECLB é omisso neste aspecto. Para fins de viabilizar a correta representação da Paróquia e o Registro das atas de eleição da Diretoria no Registro Civil das Pessoas Jurídicas,
sugerimos que a carta de convocação, devidamente assinada pelo Presidente da Paróquia, seja entregue a cada um dos membros do Conselho mediante recibo de entrega (protocolo). Sugerimos também que a convocação seja entregue com, no mínimo, 15 dias de antecedência. Da convocação, em que pese não constar no art. 16 do EPP, por cautela seria interessante referir o disposto no art. 11 do EPP, no sentido de que o Conselho Paroquial deliberará com a presença da metade mais um de seus componentes em primeira chamada e com, no mínimo, um terço em segunda convocação, sendo que a segunda chamada ocorrerá uma hora após e deliberará com a aprovação da maioria dos presentes, salvo nos casos em que a matéria constante da ordem do dia exija aprovação por maioria absoluta dos membros do Conselho
Paroquial, caso em que deve ser também referida tal peculiaridade na redação da Convocação. Procedida a convocação na forma discorrida neste artigo, no dia e hora aprazados, uma vez estabelecido o quorum mínimo para deliberação, o qual deverá ser comprovado por meio de livro de presença ou, no mínimo, constar a qualificação dos presentes na ata, restará instalada a reunião do Conselho Paroquial, podendo então apreciar as matérias relacionados no art. 9º do EPP e art. 23 do RI. Sobre a eleição da Diretoria e sobre as formalidades a serem atendidas para a validade desta no mundo jurídico, trataremos no próximo artigo. Jeferson De Boni Almeida Consultor Jurídico da IECLB
Financeiro Responde Monitoramento e avaliação das contas Estamos no sexto mês deste ano e o que me faz escrever sobre isso tem relação com o acompanhamento e a avaliação das contas, como, por exemplo, a execução orçamentária. Em artigos anteriores, foram abordados diversos assuntos importantes relacionados à vida das instituições. São procedimentos que as entidades precisam executar para manterem a atividade, o patrimônio, ou seja, a sua continuidade, pois as ações de uma boa gestão devem sempre ter em mente a continuidade da organização. O monitoramento das contas deve ser efetuado sempre, mas podemos definir períodos nos quais a entidade fará uma avaliação mais criteriosa do que foi planejado, do que já aconteceu, se está dentro do esperado, se precisa ser revisto e/ ou ajustado ou, ainda, se está tudo conforme aquele planejamento orçamentário efetuado bem no início do ano. A Diretoria da organização precisa se reunir e analisar as contas, o saldos, os pagamentos, os recebimentos e fazer uma avaliação para não ter surpresas ou preocupações, pois, acompanhando, terá uma gestão organizada, transparente e atualizada, uma vez que precisa saber tudo o que está acontecendo. A Diretoria também deve solicitar a ajuda do profissional da contabilidade nesta tarefa tão importante. No planejamento anual das reuniões das Diretorias das Comunidades, Paróquias e Sínodos, a avaliação de todas as contas precisa estar na pauta e não somente dos saldos de caixa, bancos e aplicações, pois isso é somente o resumo de todo o movimento que já passou. É necessário avaliar e acompanhar o cerne da atividade. Certamente, com um trabalho efetivo, gasta-se menos e com mais qualidade o que vai gerar mais recursos para investir na Comunidade, no Sínodo e na Igreja como um todo.
Amauri Ludwig Secretário Executivo de Finanças da IECLB
Indicadores Financeiros UPM Maio/2007 = 2,1557 Índice Abril/2007 = 0,38% Acumulado do ano = 2,62%
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UNIDADE Paranapanema
Presidentes Sinodais O Conselho Sinodal é o órgão representativo das Comunidades, Paróquias e setores do Sínodo a quem cabe planejar, incentivar e promover o trabalho da Igreja na área do Sínodo. Nesta edição, dando seguimento à divulgação iniciada na edição passada, vamos apresentar os demais Presidentes Sinodais da IECLB. Então, conheça um pouco da trajetória do Presidente Sinodal da sua região que, em conjunto com o Vice-Presidente, tem a responsabilidade de auxiliar a IECLB a cumprir a sua missão: propagar o Evangelho de Jesus Cristo, estimular a vivência evangélica pessoal, familiar e comunitária, promover a paz, a justiça e o amor na sociedade e participar do testemunho do Evangelho no País e no mundo Planalto Rio-grandense Nome: Luiz Artur Eichholz Nascimento: 3 de novembro de 1957, em São Lourenço do Sul/RS Família: casado com Solange Cristina e pai de Miguel Ângelo e Emanuele Formação/Profissão: Teólogo / Administrador do Lar da Igreja de Panambi/RS Atividades na IECLB: Presidente do Grupo de Fé e Conselheiro Distrital, Secretário da Obra Gustavo Adolfo, Pastor da Paróquia de Buriti (Santo Ângelo/ RS), Diretor da Cooperativa de São Lourenço do Sul (COOPAR), Diretor do Lar da Igreja de Panambi, Representante do Sínodo Planalto Rio-grandense no Conselho da Igreja e Presidente do Conselho da Igreja Ser Presidente Sinodal é estar diante de uma grande responsabilidade. Não se pode fracassar. Do bom funcionamento do Sínodo depende a caminhada da Igreja em nível nacional e também todas as Paróquias, Comunidades, Obreiros e lideranças. Sinto que poderei trabalhar e equipe. Nesta gestão como Presidente Sinodal, pretendo investir na execução do plano de ação que prevê especialmente a área de formação. Também combinamos uma rodada ampla de visitas a todas as Paróquias visando a integrá-las nas atividades sinodais. Além disso, quero ir em busca da regularização da remessa dos dízimos e das ofertas e enfrentar o desafio de dar andamento às avaliações dos Obreiros e campos de trabalho.
Sul-Rio-Grandense Nome: Herbert Wally Nascimento: 27 de julho de 1949, em Pelotas/RS Família: casado com Valquiria e pai de Leandro, Clarissa e Marilia Formação/Profissão: Administração de Empresas / Administrador Atividades na IECLB: Secretário e Tesoureiro na Comunidade Evangélica Martim Lutero e representante da Paróquia Evangélica Três Vendas no Conselho Sinodal, integrante da Comissão Técnica de Administração, Gestão e Finanças do Conselho da Igreja O primeiro sentimento de ser Presidente Sinodal é de gratidão a Deus pelo privilégio de servir em sua Igreja, aos componentes do Conselho Sinodal, às Diretorias que nos antecederam, aos Obreiros, aos dirigentes das Paróquias, Presbíteros das Comunidades e coordenadores dos Departamentos e, de modo especial, à família. O outro sentimento é de responsabilidade, pois as atribuições são muitas e os desafios são grandes, uma vez que os resultados precisam ser atingidos com pessoas voluntárias e com a pequena estrutura que o nosso Sínodo pode manter. Os objetivos estão fixados no parágrafo único do artigo 3º do Estatuto. O desafio no exercício da Presidência é conseguir mobilizar todos os envolvidos para que, juntos, encontremos caminhos e ferramentas que facilitem o aperfeiçoamento das finalidades e da missão do Sínodo.
Rio dos Sinos Nome: Ingo Ronald Brust Nascimento: 17 de outubro de 1956, em Ijuí/RS Família: casado com Elaine e pai de Priscila e Laura Formação/Profissão: Arquiteto e Urbanista especializado em Arquitetura Habitacional e Construção Industrializada Atividades na IECLB: Vice-Presidente, Presidente e representante da Paróquia dos Estudantes na CEPA, Presbítero, Vice-Presidente e Presidente da Paróquia de Canoas/RS, membro do Conselho Editorial do Jornal Rio dos Sinos, membro da Comissão Jurídico-Doutrinária do Sínodo e Vice-Presidente do Conselho Sinodal Os sentimentos que me acompanham nesta etapa como Presidente Sinodal são de temor e tremor diante do Senhor da Igreja pela responsabilidade da função e também sentimentos de alegre expectativa pelas possibilidades, especialmente porque a equipe toda compartilha desta disposição. Dos objetivos iniciais, fazem parte: zelar pelo atendimento pastoral e administrativo às Comunidades e Paróquias atingidas pelos processos de cisão, o incentivo e incremento da ação missionária em todas as Comunidades e Paróquias e o auxílio e apoio às Diretorias de Comunidades e Paróquias para uma gestão administrativo-financeira mais fácil, adequada e eficiente.
Uruguai Nome: Manfredo Salfner Nascimento: 25 de julho de 1944, em Chapecó/SC (hoje, Cunha Porã) Família: casado com Laurita e pai de Andreas e Evelyn Formação/Profissão: Agricultor Atividades na IECLB: Presidente de Paróquia, membro do Conselho Sinodal e Presidente da Assembléia Sinodal Sinto-me feliz por ser Presidente Sinodal e poder conhecer mais a estrutura da IECLB e a complexidade e a diversidade de trabalhos que não são tão familiares aos membros da Comunidade. Quero conhecer melhor também a realidade dos outros Sínodos e os seus problemas em nível de Brasil, principalmente nas regiões norte, oeste e centro-oeste. Agradeço a Deus por esta oportunidade e, acima de tudo, por poder servir à minha Igreja e aos membros do Sínodo Uruguai. Os meus principais objetivos nesta gestão como Presidente Sinodal são marcar presença do Sínodo nas Paróquias, fazer conhecer as normas que regem a Igreja tanto na área financeira como na área espiritual, acompanhando os conflitos sempre no intuito de promover a paz e justificar a fé em Cristo. Pretendo, em conjunto com o Pastor Sinodal, administrar dignamente o Sínodo no uso racional e correto dos recursos, priorizar determinados trabalhos e fazer com que a base da nossa Igreja, as Comunidades do interior, sintam a presença do Sínodo.
Nome: Hans Henning Günther Nascimento: 9 de fevereiro de 1938, em Curitiba/PR Família: casado com Regina Maria e pai de Simone Maren, Marcos Rainer e Juliana Formação/Profissão: Engenheiro Agrônomo / Administrador de Empresas Atividades na IECLB: Presidente da Assembléia Sinodal, Presidente da Paróquia Nordeste Curitiba, Presidente do Conselho Escolar Martinus e membro do Conselho Deliberativo do IMEC Ser Presidente Sinodal é um novo desafio, que, junto com o Pastor Sinodal, Obreiros, funcionários e voluntários das Comunidades e das Paróquias, certamente, vamos vencer. Temos muito que aprender e realizar. Meus principais objetivos nesta gestão como Presidente Sinodal são: cumprir as atribuições do Conselho Sinodal e da Diretoria Sinodal, orientando, assessorando e supervisionando as atividades das Paróquias, Comunidades, instituições, setores de trabalho e departamentos, especialmente nas áreas administrativa, financeira e legal. Além disso, apoiar o processo de planejamento e realização da missã o e auto-sustentabilidade seguindo orientações dos órgãos normativos da IECLB. Finalmente, assessorar na busca de soluções e, sempre que possível, evitar conflitos no âmbito das Paróquias e instituições.
Rio Paraná Nome: Sérgio Hagemann Nascimento: 12 de março de 1956, em Crissiumal/RS Família: casado com Rejane e pai de Thaís Raquel, Anelise e Daniel Formação/Profissão: Engenheiro Agrônomo especialista em Gestão Empresarial Atividades na IECLB: Secretário de Paróquia, VicePresidente de Comunidade, Presidente de Paróquia, integrante da Comissão de Missão do Sínodo, Presidente da Assembléia Sinodal, Presidente do Conselho Sinodal, Vice-representante Sinodal no Conselho da Igreja e integrante da banca examinadora dos candidatos ao PPHM O sentimento de ser Presidente Sinodal é de gratidão a Deus por estar a serviço do Senhor, à família que sempre me apoiou e incentivou a participar nos trabalhos da Igreja e à confiança dos integrantes do Conselho Sinodal. Estou ciente da responsabilidade de ser Presidente Sinodal e do desafio pela diversidade de temas e assuntos tratados. Pretendo trabalhar no planejamento das atividades sinodais, assim como para a auto-suficiência financeira e a autosustentabilidade do Sínodo, nas comissões na área da Formação, fé, gratidão e compromisso, missão e Dia da Igreja em nível de Sínodo para 2008. Também reestruturação e organização dos departamentos, com regulamento próprio, conforme a diretriz central do Sínodo.
Vale do Itajaí Nome: Léa Stange de Oliveira Nascimento: 15 de outubro de 1941, em Timbó/ SC Família: casada com Warmor Antônio de Oliveira e mãe de Regina, Rui, Roberto e Rubia Formação/Profissão: Empresária Atividades na IECLB: Presidente da OASE, Presidente de Comunidade, Vice-Coordenadora OASE Distrital, Coordenadora Distrital de Música, membro do Conselho Sinodal, representante nos Concílios da IECLB e Tesoureira Sinodal Aceitei o desafio de ser Presidente Sinodal e sou muito grata a quem me animou. A princípio, estava muito relutante quanto à indicação do meu nome, pois quatro anos como Vice-Tesoureira e Tesoureira me deram a visão da grande responsabilidade do cargo. Eleita, conto com a boa vontade de Deus para desenvolver dignamente e com muita garra mais este cargo a mim conferido. Como Presidente Sinodal, quero continuar a motivar as Paróquias e Comunidades a desenvolver o verdadeiro sentido de fé, gratidão e compromisso, no qual estamos trabalhando desde o Fórum, acrescentando, agora, a ‘missão’. Meu objetivo é fundir os dois trios: Pai, Filho e Espírito Santo com Sínodo, Obreiros e membros, para, juntos e fortalecidos, fazermos e cumprirmos a nossa missão e a de Deus na nossa querida IECLB.
Sudeste Nome: Miltom José de Oliveira Nascimento: 10 de março de 1943, em Nonoai/RS Família: casado com Liane e pai de Anelise, Maurício e Leonardo Formação/Profissão: Bacharel em Ciências Contábeis especializado em Gestão de Pessoas / Consultor Empresarial Atividades na IECLB: Presidente de Comunidade, Conselheiro-Presidente da Instituição Beneficente Martim Lutero, ligada à Comunidade, Conselheiro Sinodal de Comunidade, Delegado do Sínodo Sudeste no Concílio da Igreja e representante do Sínodo no Conselho da Igreja O sentimento de ser Presidente Sinodal é de gratidão a Deus e às pessoas que me elegeram, sentimento de ser um privilegiado voluntário da IECLB desafiado a colocar, com responsabilidade, meus dons a serviço da minha Igreja. O grande objetivo é construir relacionamentos saudáveis que permitam a conquista de um clima de confiança na Diretoria. É fundamental conhecer as necessidades e ouvir as expectativas das Comunidades para planejar ações missionárias que visem ao crescimento da Igreja no Sínodo Sudeste e à autosustentabilidade financeira das Comunidades. O Sínodo é a IECLB descentralizada e o Presidente Sinodal deve conhecer as atribuições previstas nos documentos para encontrar caminhos e concretizar a missão de Deus.
Vale do Taquari Nome: Otávio Schüler Nascimento: 13 de novembro de 1941, em Estrela/ RS (hoje, Teutônia) Família: casado com Beatriz e pai de Desiree, Tatiana e Martina Formação/Profissão: Licenciatura em Letras Português e Alemão / Professor Atividades na IECLB: Presbitério de Comunidade, Comissão de Projetos da IECLB, Conselho de Formação e Missão do Sínodo, Conselho Integrado de Diaconia, Conselho Sinodal, Conselho da Igreja, Comissões de Avaliação do Exame de Admissão ao PPHM e Comissão de Avaliação das Bolsas de Incentivo Alegra-me servir a causa do Senhor como Presidente Sinodal. Procuramos alcançar os objetivos da IECLB para promover a missão, a evangelização e zelar pelo trabalho administrativo do Sínodo. Sinto-me desafiado a lutar com mais vontade e alegria para alcançar as metas propostas para 2007. A Assembléia Sinodal estabeleceu sete prioridades como Plano de Ação 2007: continuação do curso básico em Teologia, assessoria direta em novos grupos e Comunidades, desenvolvimento do Projeto Saúde Comunitária, execução da proposta da Comissão Fé, Gratidão e Compromisso, continuação do plano de ampliação/adaptação da casa sinodal, rearticulação e recomposição das equipes de diaconia, comunicação, liturgia e música e, por fim, execução do projeto Sínodo 10 Anos.
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Mulheres
Dando prosseguimento ao debate sobre a pouca participação feminina nos órgãos diretivos da IECLB, nesta edição conversamos com Pa. Mariane Beyer Ehrat, Pastora Sinodal no Sínodo Vale do Itajaí
Cristo não faz distinção nenhuma, nem de gênero, nem de raça Quando discutimos a participação feminina na vida da Igreja, precisamos fazer uma análise sociológica mais profunda. Há apenas algumas décadas, quase não tínhamos mulheres participando de órgãos diretivos de nenhuma empresa, igreja ou governo. Esta é uma realidade que começou a surgir a partir da redemocratização do País, isto há pouco mais de 20 anos. Já, na IECLB, a história das mulheres iniciou há mais de 100 anos, quando elas se preocuparam com a saúde e a educação das pessoas, formando a OASE e criando dezenas de hospitais, jardins de infância, escolas, lares de idosos e institutos educacionais, além dos tradicionais grupos de mulheres, que também contribuíam para a sociedade. Quando, no final da década de 70, formaram-se as primeiras Pastoras, a IECLB deu um novo passo para a solidificação do trabalho de mulheres na vida da Igreja. As lideranças de mulheres começaram a surgir em seguida, assumindo cargos na Diretoria das Paróquias e Comunidades. Como estas funções eram essencialmente masculinas, foram alguns anos para que as barreiras pudessem ser quebradas -
Pa. Mariane Beyer Ehrat, 52 anos, nasceu em Blumenau/ SC, e tem bacharelado em Direito e Teologia com pós-graduação em Aconselhamento e Psicologia pastoral. É casada com Egon Gerhard Ehrat, com quem possui um filho, Paul. Mariane foi Pastora na Paróquia de Indaial, Secretária de Comunicação da IECLB, Vice-Presidente do Conselho da Igreja e, desde 2002, é Pastora Sinodal no Sínodo Vale do Itajaí. com trabalho, isto é, as mulheres precisavam demonstrar, na prática, que tinham capacidade para desempenhar o trabalho eclesiástico tanto quanto o homem. Assim, também vale para o processo que estamos passando na atualidade. Sou a única Pastora Sinodal da Igreja,
mas temos outras Obreiras que ocupam o cargo de Vice-Pastora Sinodal. No futuro, sem dúvida, teremos mais mulheres ocupando este cargo. Outro fator importante são as mulheres na Presidência dos Conselhos Sinodais. Também, a Presidente do Concílio da Igreja é uma mulher e, na Secretaria Geral da IECLB, temos mulheres em cargos de chefia. Da mesma forma, as Comunidades são exemplos da força feminina e da vontade de trabalhar para a seara do nosso Senhor. Aliás, o trabalho com mulheres nas Diretorias e Presbitérios vem, a cada ano, se tornando mais consistente. Quando nos voltamos às instituições de Teologia, contabilizamos quase o mesmo número de mulheres estudando em relação ao contingente masculino. Estes são exemplos que nos alegram profundamente. Não queremos competir com homens ou dizer agora, exigimos um espaço. Desejamos trabalhar ao lado deles e construir um mundo melhor, pois todos juntos, homens e mulheres, foram chamados para a missão de Deus na Terra.
muito difíceis de acontecer, uma vez também que a situação financeira dos grupos e das Comunidades não está muito boa. Qual a sua opinião sobre a pouca participação feminina na gestão da IECLB? O motivo é a timidez, pois todas são convidadas, mas sempre a resposta é a mesma ‘não sei fazer isso’. Acredito que a IECLB deveria fazer um movimento de motivação para encorajar essas mulheres, pois também não sabia ao certo como fazer, mas aprendi e Deus sempre me deu forças para continuar. Foi grande o meu desafio, pois passei por momentos difíceis na minha vida, mas não desanimei, não desisti do trabalho profissional e nem da Igreja, pelo contrário, ainda aceitei novos cargos. No entanto, isto só eu sei como foi bom ter feito, pois cresci muito na fé e no amor a Deus e a minha Igreja e Deus me dá resposta disto todos os dias! Uma sugestão seria realizar seminários em nível de IECLB.
Existe algum tipo de campeonato? Não. Jogamos apenas para nos divertir. As partidas são apenas entre grupos de OASE ou contra times de mulheres de outras associações também? Temos jogado com o time feminino da Juventude. O que esta ação agregou aos grupos de OASE? Várias atletas foram reveladas e os jogos trazem bastante animação para todas nós.
Crescer na fé e no amor a Deus
Qual é o seu papel como Presidente Sinodal da OASE? Somos 15 senhoras inscritas e nos reunimos quinzenalmente, mas nem todas participam regularmente por motivos diversos. Ajudamos nas diversas atividades da Comunidade,
inclusive no Projeto Bom Samaritano, que atende às crianças do bairro. Além disso, também visitamos e ajudamos asilos e creches. Meu papel é fazer contato com os grupos e auxiliá-las em diversas situações, como tirar dúvidas em relação à nova estrutura da OASE como associação. Atualmente, temos quatro grupos atuantes, mas estou buscando o resgate de outros sete grupos. Já tive até alguns resultados, tímidos ainda, mas já temos senhoras voltando à ativa. Quais são os desafios para a OASE no Sínodo Brasil Central? A grande maioria das mulheres participantes é de aposentadas. Não contamos com muita ajuda de jovens senhoras em nosso meio, mas, mesmo sendo um grupo de ‘idosas’, todas, sem exceção, colocam a ‘mão na massa’, quando solicitadas! No entanto, o maior desafio do Sínodo Brasil Central é a distância, pois nos compete atender de Goiânia ao Maranhão, tornando os encontros
Quem pensa que futebol feminino é novidade, está muito enganado. A primeira partida entre mulheres aconteceu em 1898, em Londres, na Inglaterra. Em 1996, o futebol feminino foi incluído como categoria nas Olimpíadas. A nossa OASE, sempre tradicional e moderna ao mesmo tempo, não ficou para trás e também formou o
seu time de futebol. Para saber um pouco mais sobre esta iniciativa, conversamos com Marilaine Cristina Peter, Presidente do grupo da OASE, e Leni Peter, Secretária da OASE da Comunidade Bom Pastor, em Pedro Osório/RS. De onde surgiu a idéia de montar um time de futebol na OASE? A idéia surgiu num encerramento da OASE, no dia 25 de novembro de 2000, na Comunidade Bom Pastor, filiada à Paróquia de Pedro Osório, no Sínodo Sul Rio-Grandense, na época do Pastor João Bartch, que nos incentivou muito. A primeira partida foi quando e em qual cidade? Foi no campo da própria Comunidade local, na Capela da Buena, município de Morro Redondo/RS. A iniciativa se espalhou por outros Sínodos? Acho que não, mas está em tempo. Quantos times de futebol a OASE possui atualmente? Temos um time completo mais as reservas.
Sínodo Brasil Central
Natural de São José do Centro, distrito de NãoMe-Toque/RS, e residente em Formosa/GO há 21 anos, Edy Pauvels é divorciada e tem dois filhos: Eliane Cristina e Edson Cristiano. Com 57 anos de idade e 40 de IECLB, sempre participou das atividades na Igreja. Na OASE Sinodal, a Presidente da OASE no Sínodo Brasil Central já contabiliza 11 anos de história: 6 anos como Tesoureira, 4 anos como Vice-Presidente e, atualmente, 1 ano como Presidente, além de ocupar o cargo de Secretária da OASE local e também Tesoureira da Comunidade de Formosa/GO há, aproximadamente, 12 anos.
Elas batem um bolão
JOREV LUTERANO JUNHO2007
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Fé Luterana
Vida, morte e luto: aos cuidados de Deus A realidade da morte lança forte o questionamento pelo sentido da vida. O que é o ser humano? Por que morremos? Lidar com a morte de uma pessoa querida sempre é muito doloroso. Quem passa por este deserto, sente sequidão na alma e precisa da solidariedade de familiares, amigos e irmãos de fé. Este é o momento da manifestação de afeto e de apoio cristão para aqueles que continuam vivendo. Poucos estão preparados para perder uma pessoa amada, então, para refletirmos sobre este tema que permeia os nossos pensamentos, convidamos o P. Ms. Verner Hoefelmann, Professor de Novo Testamento na Escola Superior de Teologia, em São Leopoldo/RS. Também faz parte desta
meditação o P. Dr. Ingo Wulfhorst, Professor e Assessor Teológico (palestras e cursos), Doutor em Ciências da Religião e Missiologia e autor-colaborador de ‘Espiritismo e fé cristã’ e ‘Discernindo os espíritos’. Faz parte, ainda, o P. Ms. Martin Volkmann, Docente e Coordenador de estágio de estudantes de Teologia na EST. Para finalizar, colabora com a sua experiência de Supervisor Administrativo do Cemitério Evangélico da Comunidade Evangélica de Porto Alegre/RS, P. Adilson Stephani, autor de ‘Respostas para a Vida’ e ‘Ao Findar do Dia – Orações Noturnas’, além de produtor e apresentador dos programas de TV e rádio ‘Reflexões’ e ‘Respostas para a Vida’.
Aprender a contar os dias
Há vida após a morte?
Pastor Verner Hoefelmann
Pastor Ingo Wulfhorst
Diz a sabedoria popular que não há remédio contra a morte e que não há nada tão forte que a derrube. As frases mostram que o ser humano sabe que caminha em direção à morte. Nisto, ele se distingue dos demais seres vivos: todos são mortais, mas apenas o ser humano tem consciência disso. Ele sabe que cada dia que vive é também um dia a menos que tem para viver. O que parece um privilégio, na verdade, se torna, muitas vezes, motivo de angústia, pois o ser humano precisa aprender a conviver com essa consciência. Que fazer com ela? Pode-se tentar suprimi-la, manter a morte à distância, evitar o contato com ela. Esse parece ser, atualmente, o caminho mais comum. Gerações passadas se constrangiam com assuntos ligados ao nascimento, mas tinham um relacionamento mais natural com a morte. Hoje, a situação se inverteu. Fala-se livremente sobre concepção, gravidez, parto, mas a morte virou tabu. Procura-se afastá-la da vivência cotidiana. Morrer em casa, no convívio com familiares, vizinhos e amigos, é coisa rara. O hospital se ocupa com a pessoa enquanto ela está doente e a funerária, depois que ela faleceu, mas nem por isso o problema se torna menor. A fé cristã propõe um outro caminho ‘Ensina-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos coração sábio’. A vida é um dom de Deus que precisamos aprender a receber e a devolver. Devido à realidade do pecado, ela tem um ponto final. No entanto, graças à vitória de Cristo sobre a morte, aquele ponto se converteu em dois pontos, pois a ela se segue uma nova fase. Saber disso nos ajuda na arte de viver. Para refletir, leia o Salmo 90.12
Corpo – Alma – Espírito Pastor Martin Volkmann Na hora da morte, assim defende uma linha de pensamento, de compõe-se o corpo, mas permanece a alma imortal. Corpo e alma são duas partes distintas, separadas no ser humano. A alma – invisível, imortal – mora no corpo – a parte visível, mortal. O corpo é como uma gaiola em que está preso um passarinho. Na hora da morte, a alma imortal se liberta da prisão e volta para as suas origens. Segundo outro modo de pensar, ela continua vagando pelo mundo – ‘almas penadas’ – à espera de uma nova encarnação, até conseguir se purificar das contaminações do corpo e alcançar a eternidade. Qual a concepção que a Bíblia nos apresenta em relação a essa tríade? Para a Bíblia, corpo e alma não são partes distintas que habitam uma na outra, mas são maneiras de descrever o ser humano todo. Corpo é o ser humano que faz algo consigo mesmo ou sofre uma ação. Corpo é o próprio ‘eu’ (1Co 7.4; 9.27; 13.3) que pode dominarse a si próprio ou ser dominado por alguém outro. Portanto, nós não temos corpo, nós somos corpo. Da mesma forma, nós não temos alma, nós somos alma. Alma é a força da vida ou a própria vida (Sl 6.4; 23.3; Mt 6.25; 10.28; Rm 11.3; 2Co 1.23). Alma é este mesmo eu que tem força de vontade, que procura algo. Portanto, alma não é uma partezinha imortal no ser humano, mas, na hora da morte, morre a pessoa toda. Porém, essa não é a última palavra. Assim como Deus criou o ser humano do nada, ele cria nova vida na ressurreição. Como se pode ver, ambas as concepções defendem vida depois da morte. A diferença é que uma parte do pressuposto de algo imortal, não afetado pelo pecado em nós. A outra reconhece a radicalidade do pecado e anuncia nova vida a partir do agir salvador de Deus. Para refletir, leia Gênesis 2.7
Desde os primórdios da humanidade, o ser humano tem o desejo de viver após a morte, por isso, entre muitas doutrinas, desenvolveram-se as idéias da metempsicose (a transmigração dos espíritos, das almas ou do ‘eu’ em seres humanos, animais, minerais e vegetais) e da reencarnação (somente em seres humanos). O espírito imortal retornaria à terra inúmeras vezes para pagar o mal cometido e acumular méritos. Assim, o espírito purificaria a si mesmo e progrediria espiritualmente até um dia salvar-se a si mesmo do ciclo da transmigração. Sou evangélico de confissão luterana e creio que não posso salvar-me a mim mesmo, pois Deus já me salvou por meio da morte e ressurreição de Jesus Cristo, perdoando os meus pecados, sem merecimento meu. Creio que morremos uma só vez (Hb 9.27) e que Deus ressuscitou Jesus num novo corpo (Lc 24.13-35; Jo 20.19-23) e ressuscitará os que morreram em Cristo num novo corpo ‘incorruptível’ e ‘imortal’ (1Ts 4.13-18; 1Co 15.2023; 1Co 54; Jo 14. 1-3). A ressurreição acontece somente pela força criadora de Deus, que criará um novo céu e uma nova terra (2Pe 3.13; Ap 21). O que acontecerá entre a morte e a ressurreição? A morte não pode separar-nos do ‘amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor’ (Rm 8.35-39). Abraçados pelo amor de Deus na morte, ‘dormimos em Cristo’, aguardando a ressurreição (1Co 15.18-23; 1Ts 4.13-16). O amor de Deus pode libertar-nos também do medo de ‘almas penadas, aflitas e errantes’ que, conforme alguns acreditam, encostar-se-iam em pessoas humanas, causando mal. Mortos estão mortos e Deus assegura a sua presença amorosa e graciosa aqui e além da morte. Para refletir, leia 1Coríntios 15
Sepultamento e luto Pastor Adilson Stephani Neste momento difícil e delicado, as famílias enlutadas precisam ser orientadas sobre procedimentos práticos, como, por exemplo, entrar em contato com uma agência funerária, providenciar o atestado de óbito e chamar o líder religioso da sua confissão. O cemitério, via de regra, é ecumênico, ou seja, aberto a todas as confissões de fé. A cerimônia de sepultamento é a oportunidade para, juntos, refletirmos sobre a finitude da vida neste mundo e a grandiosidade da infinitude de Deus. Em respeito e em consideração à pessoa que perdemos, devemos dar-lhe um sepultamento digno. Deus, que providenciou nosso nascimento, crescimento, jornada de vida aqui, também providenciou o modo natural de dar um fim neste corpo mortal, que há de se revestir de imortalidade e vida eterna a quem crê em Cristo. Quem só tem a lamentar a perda na cerimônia de sepultamento e no luto, tem mais dificuldades em encontrar consolo. É preciso reconhecer que Deus é Deus de vivos e de mortos. É preciso aceitar a entrega, de uma vida que nos deixa, a Deus. Ele dá e ele tira a vida porque é Soberano. É preciso manifestar gratidão por tudo que se recebeu de Deus por meio daquela pessoa amada que entregamos a ELE. O luto é o sentimento de dor pela morte de alguém, mas é também o tempo de pedir que Deus nos ensine a contar os nossos dias para que alcancemos a sabedoria da fé que anuncia a esperança da ressurreição prometida por Jesus Cristo. Na cerimônia do sepultamento e durante o luto, oremos confiantes em Cristo para que nos renove a esperança da vida eterna e nos dê um coração grato pelo tempo que Deus nos permitiu experimentar a convivência que tivemos com aqueles que amamos e dos quais nos despedimos. Para refletir, leia 1Tessalonicenses 4.14
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Geral
19º Congrenaje: Sou a presença de Deus no mundo Sou a presença de Deus no mundo é o Tema motivador para o 19º Congresso Nacional da Juventude Evangélica (Congrenaje), que vai ocorrer nos dias 20 a 25 de julho de 2008, em Santa Maria de Jetibá/ES. Sou a presença de Deus Ainda lá haverá de guiar a tua mão e a tua destra me sustentará (Salmo 139.10). Onde quer que se manifeste a vida, a fusão entre o meu ser e a presença de Deus se faz real. Ele está ali onde estou, em mim e através de mim se manifesta a sua presença. Presença criadora, mas não controladora, aberta para que eu desenvolva as minhas potencialidades e possibilidades sem controlar e predeterminar quais os fatores construtivos ou destrutivos que nascem do meu agir. No mundo No mundo evoca a ligação. Não somos desconectados da realidade em que vivemos. Ali onde estamos é o lugar em que a presença de Deus se faz em e por nós. Ser é um atributo de ligação. Assim que é impressa no lugar onde estamos nossa presença e participação. Há
que se analisar e perceber que nossa presença é de causa e efeito. Assim é o mundo. Ser é fazer parte, estar relacionado e relacionar-se. Somos pessoas que nascem do
Congrenaje, momento de testemunho jovem
relacionamento. Nosso princípio é comunitário. Somos uma Comunidade que, por sua vez, se relaciona com outras Comunidades e se liga e se funde com ela. O mundo é uma composição de células que vive a excentricidade dinâmica de mudanças e transformações contínuas. Estas mudanças são resultantes naturais da exigência construtiva da vida, mas elas sempre partem de um fundamento. A célula é a base. Portanto não há princípio sem referencial.
Esse referencial é importante de ser entendido e visualizado pela Comunidade que vamos construindo. Nele, está o princípio da vida e também os elementos essenciais para nos orientar no processo da fusão que construímos e sofremos. Se o princípio da vida está ameaçado, é hora de sermos a presença reconciliadora. Então, quando vivemos o desafio temático da Igreja que nos convoca a ser presença do anúncio de novas possibilidades e sonhos para o espaço de pertença, temos que fazer da súplica uma ação. Pertencemos ao mundo e nossa pertença nos faz suplicantes: No poder do espírito proclamamos a reconciliação. A ação reconciliadora comprometedora com os princípios da vida precisa ser acionada. Como parte da Comunidade no mundo, percebemos que a vida precisa ser reatada ao seu princípio fundante, ou seja, restituir a graça de Deus como célula primeira e dela ser porta-voz: sou a presença de Deus no mundo.
Conte até 10 Nádia Engler Candidata ao Pastorado Conte até 10. Pronto? Nesse intervalo de tempo, uma pessoa jovem, talvez uma pessoa bem próxima a você, seu melhor amigo ou sua irmã foi infectada pelo HIV, o vírus causador da Aids. Assustador?! Sim, mas as estatísticas mostram que esta é a realidade: a cada 10 segundos, uma pessoa jovem é infectada pelo HIV! São aproximadamente 2,5 milhões de novos casos todos os anos entre pessoas jovens entre 15 e 24 anos. É gente demais para
Pa. Sisi Blind Orientadora Teológica do Conaje
Oficinas de Criatividade 2007 O mutirão de formação de multiplicadores do Tema do Ano continua. Chegamos a junho com 12 Oficinas de Criatividade realizadas em diversos contextos do Brasil. Olhando para o processo que envolve a campanha do Tema do Ano, percebemos que as pessoas estão abraçando com carinho essa iniciativa que dinamiza a vida comunitária. As Oficinas de Criatividade promovem a formação de multiplicadores que atuam com os diversos grupos na Igreja. São jovens e adultos que participam de coordenações de trabalho nas Comunidades, Paróquias e Sínodos – Presbíteros, Orientadores do culto infantil, juventude, mulheres, casais, empresários, agricultores, pessoas que atuam na diaconia. Este mutirão oportuniza a partilha de Oficinas com dinâmicas criativas experiências e a vivência de dinâmicas que provocam um novo olhar da realidade e da vida na sociedade e, a cada nova edição do Jorev, a equipe envolvida nas Oficinas de Criatividade partilha um pouco do que acontece pelo nosso País.
Conaje
nordestino, ou em grandes centros urbanos, onde as Comunidades luteranas são ainda muito pequenas ou inexistentes. Sínodo Norte Catarinense A Oficina ocorrida em São Bento do Sul/SC, de 27 a 29 de abril, possibilitou um olhar reflexivo sobre os desafios do dia-a-dia nas Comunidades. Animados com os estudos, participantes expressaram seus dons criativos nas oficinas de estêncil e velas, aquecendo as noites frias que anunciavam a chegada do inverno. Sínodo Brasil Central
A Creche Cantinho do Girassol, em Ceilândia/DF, recebeu o grupo das Comunidades da IECLB e os educadores locais, de 18 a 20 de maio, para a Oficina de Criatividade. A decoradora Área Missionária Nordeste – Recife/PE Anelise Kerber Bózio, de Após o 2º Encontro Oportunidade de união e reconciliação Formosa/GO, da Área Missionária aprovou a iniciativa “levo da Oficina para o meu Nordeste e Belém, foi trabalho a tarefa de promover a reconciliação por realizada, na cidade de meio da visitação, assim como Deus nos visita”. Recife, de 23 a 24 de Para Gercina Pereira da Silva, educadora e membro abril, a Oficina de da Comunidade local, “foi um espaço de promoção Criatividade com de reconciliação por meio da solidariedade, no qual pessoas vindas de as pessoas são desafiadas a ir e vir com liberdade e cidades do norte, litoral a agir com criatividade”. A educadora Dênise de e sertão nordestinos. O Oliveira Santos destacou a importância de desafio colocado pelo compartilhar saberes, experiências e vivências que grupo é como ‘ser Igreja’ garantem a socialização e o testemunho a partir da em contextos diferentes, como é o caso do sertão As Oficinas promovem os trabalhos em grupo - compartilhar palavra do Senhor.
que possamos dizer que não estamos vendo! É gente demais para que possamos continuar nos enganando que não há ninguém no nosso círculo de relações que seja HIV positivo! É conveniente pensar a Aids como uma realidade distante de nós, mas não se engane, pois ela está preferencialmente entre aquelas pessoas que adotam uma postura de comigo não vai acontecer. Você, jovem, viva a sua sexualidade, que é algo belo e criado por Deus, de forma responsável! O seu corpo é morada do Espírito de Deus (1Co 6.9) e foi dado a você para ser cuidado. Cuide da sua vida e também da vida dos seus irmãos e irmãs! Lembre-se do mandamento que Cristo nos deixou como base para todas as nossas ações: Ame a Deus sobre todas as coisas e ao teu próximo como a ti mesmo (Mt 22.37ss). Cuidar do próximo como de si mesmo é uma das implicações práticas deste mandamento e cuidar significa, aqui, evitar que mais pessoas contraiam o vírus, bem como um coração e mãos misericordiosas àquelas pessoas que já foram infectadas (Lc 6.36). A Aids é assunto sério e que nos diz respeito, pois afeta a vida de mais de 40 milhões de pessoas, também luteranas! Preservar a vida também é nossa responsabilidade enquanto jovens pertencentes à Igreja, ao Corpo de Cristo! (1Co 12).
Comportamento
JOREV LUTERANO JUNHO2007
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Alegria da vocação: cuidando do ‘rebanho’ encruzilhadas e nos vários caminhos. Como Pastores e Pastoras, somos, muitas vezes, vistos como lideranças. Nos momentos importantes da vida, o Pastor deve estar presente e levar palavras de ânimo, consolo e esperança. Nos momentos de dúvidas, deve saber orientar no caminho da fé e ajudar para que, baseada nos ensinamentos de Cristo, a pessoa sinta-se em paz, saiba reconhecer seus limites, pedir perdão, perdoar e viver como filho amado de Deus.
Aproveitando a comemoração do Dia do Pastor e da Pastora, em 10 de junho, vamos refletir sobre as atividades pastorais a partir da conversa com a Pastora Roili Borchardt, natural de Schroeder/SC, casada com o P. Nicolau Nascimento de Paiva e mãe de Josué, três anos, formada em Teologia pela EST em 1997. Em janeiro de 2002, também concluiu Licenciatura Plena de História pela Universidade Católica de Pelotas/RS. Desde agosto de 1998, está trabalhando na Paróquia Evangélica Ascensão de Canguçu/RS, que abrange nove Comunidades e um ponto de pregação. No Sínodo, já assumiu o cargo de Pastora orientadora da OASE, na PPL, participou da Coordenação Nacional e, desde janeiro deste ano, assumiu o cargo de Vice-Pastora Sinodal do Sínodo Sul-Rio-grandense.
O que é ser Pastora e qual é a sua importância da Comunidade? É saber caminhar junto às pessoas, orientandolhes e ensinando-lhes a palavra de Deus. É saber cuidar do ‘rebanho’ para que este não se perca nas
Quais são os desafios e as alegrias da atividade pastoral? O desafio é conseguir conciliar teoria e prática, ou seja, realmente vivenciar aquilo que se prega na vida cotidiana. O Pastor deve ser uma pessoa humilde que saiba anunciar o Evangelho de forma clara e transparente. Para isto, é importante se envolver, fazer visitas e realmente conhecer a realidade das famílias e da Paróquia/Comunidade. A grande alegria é ver que as pessoas dão importância para a Igreja e participam das atividades que são oferecidas. Também alegra ver quando leigos assumem tarefas e realizam com amor e carinho um bom trabalho, de forma voluntária, porque sentem-se chamados por Deus.
É diferente ser Pastora? Como os membros acolhem o pastorado feminino? Quando cheguei a Canguçu, o maior comentário era que viria uma Pastora e que, certamente, ela não ficaria mais de três meses, pois não ia querer sair
sozinha à noite, enfrentar longas distâncias e como seria trabalhar nas Comunidades onde a maioria das lideranças eram homens? Depois de quase nove anos, as pessoas perceberam que não é por ser mulher que o trabalho pastoral se torna inferior ou não tem valor. Tanto mulheres como homens têm suas fraquezas e seus dons e não vai ser o sexo que vai determinar se a pessoa vai realizar um bom trabalho ou não. É feliz com a sua vocação? Venho de uma família tradicional. Na época da juventude, participava do grupo da JE e comecei a assumir cargos de liderança. O P. Décio Saft, Pastor da Paróquia, incentivou-me a fazer o curso de Teologia. Minha mãe, para quem pastorado era coisa de homem, não gostou da idéia, mas, mesmo contra a vontade dela, fui para a Escola Superior de Teologia e, no mês de agosto, completo nove anos de ordenação como Pastora. Sinto-me feliz com a escolha e gosto muito de estar em contato com pessoas e do que faço. Já pude conhecer outras realidades e ver que problemas existem em todas as profissões e lugares, o que muda é a forma como a gente encara e tenta resolver estes problemas. Diariamente, tenho colocado minha vida e meu trabalho nas mãos do Criador e assim me sinto realizada com o que faço. Que conselhos daria aos futuros Pastores e Pastoras? Aproveitem o tempo de estudo, mas não deixem de participar e se engajar em atividades práticas e comunitárias. Sejam antes de tudo Pastores que saibam ouvir os anseios e as necessidades das pessoas e não venham com ‘receitas prontas’. Deixem que o Evangelho anunciado por Jesus Cristo perpasse todas as suas decisões e ações. Lembremse de que a vida é uma constante escola em que, a cada novo dia, podemos aprender algo.
A dignidade pastoral Em comemoração ao Dia do Pastor, o P. aposentado Wilfrid Buchweitz, residente em São Leopoldo/RS, oferece uma bela reflexão em homenagem a estes homens e mulheres que dedicam a sua vida à causa do Senhor O que é a dignidade de uma pessoa? Entendo que tem a ver com a nobreza da pessoa, sua respeitabilidade, honradez e grandeza. Uma pessoa digna tem alguma coisa de tudo isso e, quem se aprofundar na questão, provavelmente, descobrirá ainda outras dimensões. Nesta dignidade, vejo, pelo menos, dois lados importantes: – Cada pessoa recebe dignidade de Deus. É um presente que Deus dá a todas as pessoas quando elas nascem. Nenhuma criança nasce sem que Deus lhe dê dignidade, nem uma única no mundo inteiro e em todos os tempos. Por puro amor e graça. Cito apenas dois versículos para fundamentar, Gênesis 1.27 e Salmo 8.5. Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou, e fizeste-o, no entanto, por um pouco, menor do que Deus e de glória e de honra o coroaste. – O outro lado é o que cada pessoa faz com a dignidade que recebeu de Deus. Se honrou a dignidade que recebeu ou se a desonrou. Se administrou bem a dignidade ou se a administrou mal ou nem a
administrou. Se construiu, com o auxílio da Palavra de Deus e dos Sacramentos, a dignidade recebida ou se a destruiu. Para pessoas cristãs, é essencial sempre levar em conta, ao mesmo tempo, esses dois lados da dignidade: o primeiro lado recebido, de graça, de Deus e o segundo
lado, construído pela vida afora, com responsabilidade própria. Isso vale para todas as pessoas, tanto não Pastores e Pastoras como Pastores e Pastoras. No caso dos Pastores e das Pastoras e outros Obreiros e outras Obreiras, ainda há uma dimensão a mais: são chamados por Deus para a tarefa especial de pregar a
Palavra e administrar os Sacramentos. É uma tarefa especial, mas não é uma tarefa melhor ou mais valiosa que todas as pessoas cristãs recebem para suas respectivas tarefas na vida. É uma tarefa diferente. Com isso, Pastores e Pastoras recebem de Deus uma dignidade especial. Não é uma dignidade melhor ou mais valiosa do que aquela dignidade que todas as pessoas, todos os membros da Igreja recebem, mas é uma dignidade diferente. Qual seria essa dignidade diferente? Pode-se responder à pergunta de várias maneiras, mas vamos aqui ficar na linguagem deste texto. A dignidade diferente de Pastores e Pastoras consiste em comunicar para as pessoas, de muitas maneiras, em muitos lugares e o tempo todo, que elas receberam de Deus e de graça uma dignidade que elas podem e devem administrar e com que podem também construir uma dignidade própria. Assim, pessoas podem falar da sua profissão como sendo um privilégio e que, por meio dela, querem servir a Deus e ao próximo. Pastores e Pastoras podem dizer, com gratidão, que é um privilégio ser Pastor, Pastora e que querem ser isso com esperança e responsabilidade. Há situações em que isso dá muita alegria e satisfação e outras em que isso parece ou é humanamente impossível. O conforto é que o Senhor da Igreja promete estar sempre presente.
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Deutscheseite
Zum Pfarrer(innen)tag Ja, nun gibt es ihn auch bei uns, den dia do pastor, den Pfarrer(innen)tag. Genauso wie es einen Lehrertag und einen Beamtentag gibt. Warum auch nicht? Wir Pastoren sind ja schliesslich auch berufstätig. Pfarrer oder Pfarrerin haben eine Familie, sie müssen in der gleichen Welt leben wie andere Menschen. Und sie haben einen Beruf, in dem es wenig s o g e n a n n t e Erfolgserlebnisse gibt. Dabei müssen sie die Nöte anderer Menschen mittragen. Wenn da nun eines Morgens einer an der Haustür klingelt und uns im Namen der Gemeinde einen Blumenstrauss mit einem Gruss- und Dankeswort überreicht, dann kann das für uns ein Lichtblick sein, der den ganzen Tag erleuchtet – besonders wenn die Blumen von Freundlichkeit und Liebe zeugen. Ja, Pfarrer sein ist kein leichter Beruf. Nicht für junge und nicht für alte Pastoren und Pastorinnen.
Heute, wo die Pastoren bei uns zahlreicher geworden sind, haben oft schon die Fünfzigjährigen Not, eine neue Gemeinde zu finden, da die Gemeinden oft junge Pastoren bevorzugen. Da schleicht sich dann leicht Unmut ins Herz des Gottesboten. Hätte er (oder sie) nicht doch einen anderen Beruf wählen sollen? Der leidige Zwist in den Gemeinden, die Kleinlichkeiten des kirchlichen Alltags, die formellen Dinge, die Schreiberei, die vielen Versammlungen, die eigene Unzulänglichkeit: – es kann einen schon - amtsmüde machen. Mir fällt in diesem Zusammenhang ein Jugenderlebnis ein, das ich hier schildern möchte. Vielleicht trägt es dazu bei, mehr noch als ein Blumenstrauss, ein wenig Licht in unseren Pfarreralltag zu bringen – ebenso wie in den Alltag jeden anderen Lesers. Ich fuhr im Februar 1940, 16 Jahre jung, mit dem Omnibus von Florianópolis nach Porto Alegre, Ziel Proseminar. Man fuhr damals noch den Strand entlang, immer den anbrandenden Wellen ausweichend. Neben mir sass ein distinguierter älterer Herr mit einer militärisch anmutenden Jacke und einer Schirmmütze, auf der die seltsamen deutschen Worte „Blut und Feuer“ standen. Ich konnte meine Neugier nicht zügeln und fragte ihn nach der Bedeutung der Worte. Er stellte sich vor: Dr. Hein, deutscher Staatsbürger, Leiter der Heilsarmee von Brasilien. Er fragte mich nach meinem Berufsziel. Ich sagte ihm, ich wolle Pfarrer werden. Er sah mich eine Weile schweigend an. Dann sagte er: „Aber Pfarrer sein ist doch kein Beruf. Das ist doch eine Berufung. Bist du
denn berufen?“ Ich stammelte verlegen etwas wie, „das könne man nicht so genau wissen, man könne ja später immer noch sehen...“. Dr Hein fiel mir ins Wort: „Das reicht nicht. Du musst berufen sein, sonst kannst du es nicht durchstehen“. Dann erzählte er von seinen Mitarbeitern in den favelas von Rio: Keiner wurde als „Offizier“ der Heilsarmee angestellt, der nicht vorher durch Blut und Feuer gegangen war, sich nicht hatte schlagen, anspucken, vespotten lassen. Nur wer berufen war, hielt das durch. Wir gingen dann am Strand von Tramandaí spät in der Nacht wohl zwei Stunden lang unter dem hellen Sternhimmel uns unterhaltend auf und ab, bis der in trockenen Treibsand geratene Bus wieder freigeschaufelt war. Dr Hein entpuppte sich als ein reifer Christ mit einem weiten Herzen. Ein väterlicher Mensch, der dem jungen, von Zweifeln an seinem „Beruf“ angefochtenen Jungen ein Bote Gottes wurde. Ich habe seitdem die Heilsarmee nicht mehr belächeln können. Beruf ohne Berufung – nein. Jedenfalls nicht beim Pfarrberuf. Das Gute ist, dass wir als Nachfolger des guten Hirten als Unterhirten in das Amt Christi hineinberufen werden. Es ist sein Amt und seine Berufung, an denen er uns Teil gibt. Wir brauchen uns nicht mit der Frage zu quälen, ob wir denn würdig sind, ob wir die Gaben haben, um uns berufen zu fühlen. Christus nachfolgen ist genug. Die Berufung ist Folge der Nachfolge. Der gute Hirte ist für uns durch Blut und Feuer gegangen. P. Lindolfo Weingärtner
Im labyrinth des lebens Ein Labyrinth zu betreten – vielleicht haben Sie ja auch schon einmal diese Erfahrung gemacht? Das Labyrinth ist ein uraltes Symbol der Menschheit. Hauptsächlich ist es ein Symbol für das menschliche Leben, mit seinen Wegen und Umwegen. Es gibt Labyrinthe als Fußbodenmuster, als Gebäude, als Heckengärten und in vielen anderen Formen. Ihre Formen sind vielfältig und zwei davon gelten als die bekanntesten: Der eine Typ von Labyrinth ist ein in sich verschlungener oder gefalteter Weg, der sich aber nicht verzweigt, sondern eindeutig zu einem Ziel führt. In einem solchen Labyrinth ist es nicht möglich, sich zu verirren. Man muss nur einfach dem Weg folgen und kommt zu seinem Ziel. So ein Labyrinth findet sich in der Kathedrale von Chartres in Frankreich, auf dem Boden der Kirche. Der anderer Labyrinth-Typ, auch als Irrgarten bekannt, stellt eine Netzstruktur von Wegen da, von denen viele nicht zum Ziel führen, sondern in Sackgassen enden oder als Schleifen zum Ausgangspunkt zurückkehren. Hier ist ein Verirren möglich: man kann sich beliebig lange in dem System umherbewegen, ohne zum Ziel oder zum Ausgang zu kommen. Wenn man das christliche Leben mit einem von dem beiden Labyrinth-Typen vergleicht, welches wird es dann sein? Hat es ein sicheres Ziel oder führt es zu einer Gasse ohne Ende? Als Jesus zum Vater gen Himmel fuhr hat der Jünger Thomas ihm die wohl wichtigste Frage seines Lebens gestellt: „Herr, wir wissen nicht, wo du hingehst; und wie können wir den Weg wissen?“ (Joh. 14,1-6). Als Antwort hat Thomas keine umständliche Wegbeschreibung erhalten, sondern nur ein paar kurze Worte. Jesus
sagt zu ihm: „Ich bin der Weg!“. Und wer diesen Weg geht, der wird das wahre Leben erfahren. Das christliche Leben bedeutet keinesfalls ein einfaches Leben. Es ist kein gerader und geteerter Weg. Das hat Christus seinen Nachfolgern nie versprochen. Manchmal kommt das Leben wie ein Labyrinth vor. Besser gesagt, es kommt einem wie ein Irrgarten vor: Wie oft im Leben wird man mit Schwierigkeiten konfrontiert! Schwierigkeiten mit sich selbst, in der Familie oder in der Gemeinde. Nicht selten stehen auf dem Lebensweg auch von Christen Angst, Verzweiflung, Krankheit, Streiten, Einsamkeit und Trauer. Dann fragt man sich: Schaffe ich das wirklich? Wie weit denn noch? Bin ich auf dem richtigen Weg, oder sollte ich lieber umkehren? Was erwartet mich
hinter der nächsten Biegung? Oder ganz am Ende? Wie lange reichen meine Kräfte? War es nicht am Anfang, früher, viel besser? Wie konnte ich nur das Vertraute, das Erreichte verlassen? Doch man geht weiter, Schritt für Schritt. Für die Christen bedeutet das Symbol des Labyrinthes etwas anderes als Verzweiflung und Angst vor dem Verlaufen: Wenn man im Labyrinth des Lebens unterwegs ist, ist Jesus immer schon dabei, schon seit der Taufe! Auch wenn man manchmal lieber den eigenen Wegen folgen mag. Und auch an den Stellen, wo es eng wird, wo man sich scheinbar weit von seinen Zielen entfernt hat, sagt er: „Geh Schritt für Schritt weiter! Der Weg führt in die Mitte! Du kannst dich nicht verlaufen, auch wenn der Weg noch so große Bögen schlägt und scheinbare Umwege macht! Und ich verspreche dir: Ich gehe mit dir! Ich bereite dir einen neuen Anfang“ – und ein neuer Anfang mit Christus, mit den Mitmenschen und mit sich selbst kann jeder Tag aufs Neue mit sich bringen. Wenn das christliche Leben wie ein Labyrinth beschrieben werden soll, kann man sicher sein, dass es sich um ein solches handelt, wo es nicht möglich ist, sich zu verirren, wenn man zulässt, dass Christus das Ziel und der Weg ist. Er ist bereit, seinen Nachfolgern und Nachfolgerinnen immer wieder den richtigen Weg zu zeigen und neue Kräfte zu verleihen. Denn Christus ist nicht nur der Weg sondern auch die Wahrheit und das Leben. Das Labyrinth des Lebens geht man keinesfalls allein. Jaime Jung – Theologe der IECLB in Erlangen, Deutschland
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JOREV LUTERANO JUNHO2007
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Mensagem de Pentecostes da IECLB (2007) Pentecostes é a festa do Espírito Santo, é o nascedouro da Igreja, é a alegria na missão de Deus. No domingo de Pentecostes, as ofertas recolhidas nas Comunidades da IECLB em todo o País destinaram-se aos projetos de missão, País afora. Comunidades pequenas recebem apoio solidário. Comunidades novas são fortalecidas. A Igreja toda adquire vigor. O mais importante desse dia é sua mensagem. O que aconteceu naquele dia de Pentecostes foi algo maravilhoso: todas as pessoas, vindas dos mais diferentes povos, ouviram o Evangelho em sua própria língua. O maior de todos os milagres consiste sempre em podermos ouvir e receber em nosso coração o Evangelho, a Boa Nova. O profeta proclamou Não por força nem por poder, mas pelo meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos. (Zacarias 4.6b) Qual foi a boa nova que aquelas pessoas ouviram no Dia de Pentecostes? Ora, a mesma que também nós podemos ouvir hoje. Em primeiro lugar, a Boa Nova de que podemos crer em Jesus Cristo, que nele nossa vida tem
sentido, que nele estamos sempre amparados, ou seja, o Espírito Santo sempre leva as pessoas a Cristo, a Cristo crucificado pela humanidade. O Espírito Santo recorda suas palavras, relembra seus feitos, esclarece sua obra salvadora. Em uma palavra: o Espírito Santo leva à fé em Cristo. Não por força nem por poder, mas pelo Espírito de Deus. Em segundo lugar, o Espírito Santo, por mais maravilhosa que seja sua ação, trilha um caminho alternativo ao que, em geral, se entende por poder. Transmite uma palavra de salvação, mas na forma de uma promessa muito simples: Deus, por seu Espírito, está entre vocês, é ele quem conduz a história. Vocês podem confiar nele. Naturalmente, não por força nem por poder, mas pelo seu Espírito. É mensagem de consolo, de ânimo, de esperança, de perseverança na fé. E nós? Nós podemos testemunhar, alegres, confiantes. Nossa dignidade é a de sermos testemunhas. Assim, as pessoas que crêem em Cristo também adquirem ‘poder ’, o simples poder de testemunhar, mesmo em meio a dificuldades, tribulações ou até perseguições. Jamais será poder para se auto-exaltar ou impor a fé pela força. Será
sempre testemunho, sempre convite à fé. Não por força nem por poder, mas pelo Espírito de Deus. Em terceiro lugar, recordemos os dons do Espírito. Quais seriam os maiores deles? Outra vez o evangelho não deixa dúvidas. O dom fundante é um: a própria fé. Lutero, no terceiro artigo do Credo, no Catecismo Menor, esclareceu: “Não por minha própria razão ou força, mas o Espírito Santo me chamou pelo Evangelho...” O apóstolo Paulo trata dos dons em 1Cor 12 e 13. O maior de todos os dons, segundo Paulo, é o amor. É o dom do ponto de chegada. A fé é o ponto de partida, fundamental. O amor é o alvo, o ponto de chegada. Esses dons são essenciais, não devem nem podem jamais faltar. Todos os demais dons se encontram entre esses dois dons: provêm da fé e levam ao amor. Se assim não for, não serão dons do Espírito Santo. Se forem do Espírito Santo, estarão fundamentados na fé e levarão ao amor. Por isso nos regozijamos com o Espírito de Deus, na festa de Pentecostes. Não por força nem por poder, mas pelo Espírito de Deus. Amém. Dr. Walter Altmann - Pastor Presidente
Anúncios Comunitários Neste espaço, a Comunidade pode compartilhar os momentos significativos da vida cristã, como Batismo, Confirmação, Benção Matrimonial, Bodas e Sepultamento. Entre em contato conosco!
AVISO IMPORTANTRE
Encontro da família Becker descendentes de Johann “Georg” Becker e Anna “Elisabeth” Meisterling Dia 25/11/2007 Local: Linha São João, Salvador do Sul/RS Maiores informações: fone (51) 3649.1056 (Elisandro) ou (51) 3638.2173 (Elaci) E-mail: beckerhart@brturbo.com.br
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Gente Luterana
Sigmar Ernesto Althaus, membro da Comunidade Evangélica de Concórdia/SC e Rosana Schirlei Scheidt, pertencente à Comunidade de Chapecó/RS, falam sobre seus momentos de fé, testemunho e transformação que vivenciaram e continuam a experimentar na sua caminhada de fé na IECLB
Fazendo missão
Viver e renovar a fé de convivência no Sínodo Uruguai e Kirchenkreis Neustadt-Wunstorf. Atualmente Vice-Presidente da Comunidade Evangélica de Concórdia, Sigmar participa do Conselho de Formação do Sínodo e afirma ser muito gratificante, pois, como leigo ou membro, é possível colocar situações de famílias e membros, necessidades de cursos de fortalecimentos na fé e alguns pensamentos sobre louvor. “No Conselho, temos curso da Palavra de Deus, Palavra de Deus para as crianças, Ação Pentecostes e Musicanto. Com o Conselho de Formação e Diaconia, faço parte do grupo de tarefas e educação cristã continua”, relaciona o incansável Sigmar. No dia-a-dia, a fé do ainda hoje Orientador do Ensino Confirmatório se renova a cada momento. “Ela me faz viver, mostra caminhos, acalma e faz refletir sobre momentos difíceis, barreiras a derrubar e, a cada dia, me revela mais e mais a salvação” enfatiza. Na profissão, a fé o ajuda a relevar as horas difí-
Sigmar Ernesto Althaus, 47 anos, natural e morador de Concórdia, interior de Entre Rios/SC, é casado com Noeli e exerce a profissão de Soldador e Torneiro Mecânico. A caminhada de Sigmar na IECLB começou em 1975, junto ao Pastor Clóvis Nähr, quando, como parte da Juventude Evangélica, fazia visitas às Comunidades e acompanhava, com o violão, os hinos nos cultos. Quando se deu a saída do Pastor Clóvis, o jovem continuou na JE, a pedido do Pastor, sendo Orientador do Ensino Confirmatório até a vinda do novo Pastor, que, por sua vez, também pediu para Sigmar continuar sendo Orientador, função que exerce até hoje. “Isso já faz uns trinta anos. Sempre gostei de trabalhar com jovens e adolescentes e, por isso, amo a minha Comunidade e a IECLB, pois me deu lugar pra anunciar o Evangelho e viver a fé”, rejubila-se. Hoje, o Soldador e Torneiro ceis e superar o Mecânico participa de um grupo cansaço, colocando musical, Amigos de Cristo, formado responsabilidade no também por exercício da jovens, já com profissão. dois CDs: Somos “O meu sonho Jesus veio Salvos e Tenho um para a IECLB é uma e nos trouxe uma herança: unificação dos Tesouro. Sempre interessado em ensinamentos, a vida eterna participar das pregações e anúnatividades da cio da Salvação. Igreja, Sigmar também faz parte do Além disso, uma reciclagem para que Curso de Teologia Popular, o CTP, e, não se torne uma profissão a pregação na ausência do Pastor ou da Pastora, da Palavra, mas, sim, um anúncio da faz as celebrações do culto. Também Paz e Salvação, pois Jesus veio e nos é Coordenador dos Casais trouxe uma herança: a vida eterna”, Reencontristas e faz parte do grupo completa.
Rosana Schirlei Scheidt, artesã e pequena empresária, é uma jovem avó de 52 anos. Seu tesouro, como chama a família, é formada pelos filhos Rodrigo, Luiziana e Claudete (adotada aos nove anos), pela nora Elenice, pelos genros Rafael e Doraci e pelos netos Nicolas, Luiza, Aline, Dener e, agora, a caminho, Cecília. Natural de Cerro Branco/RS, Rosana é luterana desde o seu Batismo na IELB. Foi a partir do casamento que passou a ser membro da IECLB, em Campinas/SP. Em 1984, quando a família mudou-se para Araranguá/SC, começou a participar ativamente, pois a Igreja ficava no interior e a maioria dos membros morava na cidade. “O Pastor residia em Tubarão e atendia uma região muito grande. Estávamos carentes de tudo. F o i
então que, com os filhos mais crescidinhos, decidimos investir principalmente em nós mesmos e em nossa vivência cristã. A formação dos nossos filhos dentro do espírito cristão nos levou, de uma vez por todas, a colocar em prática o maior ensinamento do nosso Pai Viver em comunidade e fazer missão”,
conta Rosana. Na época, o esposo da artesã, hoje divorciada, veio a ser Presidente da Comunidade, enquanto ela fez um trabalho de motivação e reavivamento do grupo de OASE e culto infantil. Bom, este foi só o começo. A partir daí, Rosane sentiu-se fortalecida na fé e nunca mais deixou de participar e de colocar-se a serviço do Pai. Por motivo de trabalho do esposo, a família mudou-se muitas vezes, mas, em todas as Comunidades nas quais foram membros, deixaram a sua semente plantada. Atualmente, Rosane pertence à Comunidade de Chapecó/RS e lá viveu a maior experiência desta caminhada de fé. “Entre os trabalhos da sempre querida OASE, estive atuando também em Diretorias de Paróquia, Comunidade, culto infantil e música. Por seis anos, fui Presidente Sinodal da OASE. Para mim, tudo isto foi um grande aprendizado e uma oportunidade de reconhecer o dom que Deus me deu”, comemora. Como artesã, Rosane sempre procurou passar alguma experiência da sua área nos trabalhos com mulheres,
O maior ensinamento do nosso Pai é ‘Viver em Comunidade e fazer missão’ partilhamos experiências, trocando idéias e receitas, mas pensa que tenha contribuído muito mais com o exemplo de mulher guerreira e participativa que sempre foi, por isso, seu sonho para a IECLB é de que a OASE nunca deixe de ser ‘o esteio de sustentação’ da nossa amada Igreja, como ela chama carinhosamente a IECLB, deixando o convite para que mais mulheres dêem testemunho da sua fé, trabalhando para o reino de Deus e vivendo em comunhão.