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Jornal Evangélico Luterano - Ano 37 - nº 705 - Abril 2008

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LUTERANO

www.luteranos.com.br

JOREV LUTERANO ABRIL 2008

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JOREV

JORNAL EVANGÉLICO LUTERANO - IGREJA EVANGÉLICA DE CONFISSÃO LUTERANA NO BRASIL - ANO 37 - ABRIL - Nº 705

Lema: Velhinhos e velhinhas sentarão nas praças de Jerusalém e as praças ficarão cheias de meninos e meninas brincando. Zacarias 8.4-5

Tema: No poder do Espírito, proclamamos a reconciliação

Com fé e determinação Inclusão e dignidade

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Jovem, indígena e brasileiro

Exemplo de vida


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Editorial

Com a palavra, os nossos jovens A juventude é uma fase da vida marcada pela transição e necessidade de fazer escolhas, gerando momentos de turbulência. Uma das características é a busca por independência, que, muitas vezes, evidencia o quanto ainda se é dependente. Conseqüentemente, o trabalho com jovens nem sempre é como as pessoas gostariam, por isso, talvez, algumas Paróquias não dêem o devido crédito e a atenção necessária a esse trabalho. Afinal, trata-se de uma época conturbada, com tantas mudanças e oscilações. Em meio a esse turbilhão, muitas vezes o jovem não busca o seu espaço. Em situações assim, cabe a Obreiros e lideranças facilitar para que o jovem consiga encontrar-se também dentro da Igreja. Tanto nos Sínodos, por meio dos Conselhos Sinodais da Juventude Evangélica (Cosije), quanto nacionalmente, no Conselho Nacional da Juventude Evangélica (Conaje), a Juventude Evangélica (JE) procura organizar-se. Dessa maneira, é possível convivência, planejamento de atividades e ações, contribuindo no amadurecimento dos jovens.

De acordo com as diretrizes da JE, espera-se que os Sínodos tenham seu Cosije, o qual deve realizar Congresso Sinodal para a escolha das suas lideranças sinodais, delegados ao Congrenaje, e representante e vice para o Conaje. Esse processo é bastante importante e cabe aos Sínodos acompanhar. Caso não esteja previsto um Congresso Sinodal da JE, pede-se que o Sínodo possa ocupar-se com a questão indicando ou escolhendo com muita seriedade o jovem e o vice que irá representar o Sínodo no Conaje. Em alguns Sínodos, a questão ‘juven-

tude’ não é prioridade. Essa falta de acompanhamento faz com que existam Sínodos que não estejam representados no Conaje. Tal fato, ao mesmo tempo em que nos preocupa, também nos entristece, pois, mesmo que não exista uma organização sinodal do trabalho com juventudes, sabese que existem atividades locais nas Comunidades e Paróquias. Então, cabe às lideranças sinodais apoiar ações que envolvam os jovens em nível sinodal e nacional. Além disso, é desejável que as lideranças sinodais tomem conhecimento dos preparativos para o Congresso Nacional da Juventude Evangélica (Congrenaje), que, nesse ano, acontecerá em Santa Maria do Jetibá/ES, nos dias 20 a 24 de julho, uma ótima oportunidade de partilha e crescimento, pois permite enxergar a diversidade que encontramos na Juventude Evangélica. Portanto, espera-se que os Sínodos incentivem a participação responsável dos jovens. Viviane Kusler Presidente do Conaje Coordenadora do Cosije

CARTAS Jorev

Luterano IECLB Jornal da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil www.luteranos.com.br PASTOR PRESIDENTE P. DR. WALTER ALTMANN SECRETÁRIO GERAL P. DR. NESTOR FRIEDRICH JORNALISTA RESPONSÁVEL LETÍCIA MONTANET-REG. PROF.: 10925 ADMINISTRAÇÃO / COMERCIAL CRISTIANO HENRIQUE LAMB CARTAS - SUGESTÕES DE PAUTA ARTIGOS - ANÚNCIOS FAMILIARES E ANÚNCIOS COMERCIAIS RUA SENHOR DOS PASSOS, 202/3 90.020-180 - PORTO ALEGRE/RS FONE: (51) 3227.1258 FAX: (51) 3225.7244 E-MAIL: jorev@ieclb.org.br SECRETARIA GERAL - IECLB FONE: (51) 3221.3433 ASSINATURA ANUAL - 11 EDIÇÕES R$ 18,00

_______________________________________ Proibida a reprodução parcial ou integral do conteúdo desta edição sem a prévia e formal autorização da Redação do Jorev Luterano.

Igreja de Cristo

O Jorev dá sorte!

O Vaticano lançou um documento declarando que todas as Igrejas que surgiram após a Reforma não podem ser consideradas religiões. Ora, quando o papa João Paulo II estava vivo, a Igreja Católica aumentou a sua lista de cinco para sete Igrejas que deixaram de ser consideradas seitas, passando a ser aceitas como religiões. Existe uma divergência de opiniões entre os últimos papas. Devemos acreditar em quem? A resposta para esta pergunta está em Marcos 9.38-40 Os discípulos disseram para Jesus: ‘Mestre, nós vimos um homem pregando em teu nome, mas nós o proibimos porque ele não nos segue’. Jesus, porém, disse: ‘Não o proibais! Se ele não é contra nós, é a nosso favor!’.

Agradeço sinceramente o brinde enviado pelo sorteio da Promoção Você: a nossa melhor notícia. O kit IECLB é muito bonito! Agradeço a atenção. Como nunca sou premiada com brindes ou em sorteios, fiquei muito contente. Com meus sinceros votos de sucesso, reafirmo que o Jorev está ótimo! Quem sabe mais páginas em alemão? Atenciosamente, Erica Frank Rio Grande/RS Compartilhando

Quando retornei de Minas Gerais, após visitar alguns parentes, tive a surpresa de receber o brinde referente à Promoção Você: a nossa melhor notícia, uma camiseta! Gostei mesmo! Obrigada!

Moro em Curitiba/PR, faço parte da OASE na Paróquia Bom Pastor e sou assinante do Jornal Evangélico há muitos anos, sempre compartilhando a leitura com meu esposo, meus filhos e netos. Gosto muito do Jorev e de saber o que se passa na nossa IECLB. Também participei da Promoção Você: a nossa melhor notícia, indiquei um novo assinante, que já está recebendo os seus exemplares, e ganhei uma Bíblia Confessional da IECLB. Fiquei muito feliz!

Meus agradecimentos, Helene Cardoso da Fonseca Porto Alegre/RS

Agradeço à equipe do Jorev. Nadir Neiverth Curitiba/PR

Abraço, Áureo Marcelo Adams Parobé/RS Obrigada!

Diário da redação Capacitação de membros e lideranças A Faculdades EST está oferecendo cursos a distância para capacitar lideranças e membros da IECLB. Os cursos são realizados via Internet e possibilitam a interação entre participantes de diferentes Comunidades e Sínodos. Esta é uma grande oportunidade de capacitação e comunhão! Atualmente, os cursos oferecidos são: Cursos de visitação -A importância da visitação: apresenta os fundamentos bíblicos e teológicos da visitação e ensina como fazer visitas. O curso serve como base para os outros cursos específicos de visitação. -Visitação a membros afastados: o curso analisa as causas do afastamento, traz reflexões sobre a busca e a acolhida, além de sugestões para um programa de visitação a pessoas afastadas. -Visitação a pessoas enlutadas: o curso apresenta as fases do luto, traz reflexões bíblicas que ajudam a entender e a caminhar com pessoas enlutadas, além de orientações práticas para a tarefa da visitação. Cursos de Bíblia -Jesus de Nazaré: o curso apresenta Jesus de Nazaré em seu contexto - a região onde Jesus atuou, os grupos religiosos da sua época, como era organizada a sociedade em seu tempo, de que maneira viviam as pessoas e a forma como Jesus e seu grupo conseguiam alimentação e moradia. O curso aborda também os temas centrais da pregação de Jesus e as conseqüências do anúncio do Reino de Deus. Para maiores informações, consulte o site http://ead.est.edu.br/ ou envie um e-mail para ead@est.edu.br. Em breve, serão oferecidos novos cursos! Capa: de autoria do P. Ildemar Kanitz, a imagem é do 18º Congrenaje (Congresso Nacional da Juventude Evangélica), realizado em Joinville/SC, nos dias 24 a 29 de julho de 2006, sob o tema ‘Vivendo dons, adoçando vidas, transformando o mundo’. Em homenagem ao Dia Nacional da Juventude Evangélica, comemorado em 21 de abril, leia matérias especiais sobre os jovens nas páginas 8, 9, 11, 12 e 13.


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Curtas

Comemoração em Santo Antônio da Patrulha

São José do Hortêncio no Natal Ecológico

IECLB Selos faz balanço positivo

O dia 2 de dezembro foi marcado por uma intensa programação na Paróquia da Trindade, em Santo Antônio da Patrulha/RS. Pela manhã,

Em todo Vale do Caí, a proposta do Eco-Natal, uma forma de celebrar o Natal com um cuidado ecológico, foi um sucesso. Diversos grupos se uniram à campanha em vários municípios. Em São José do Hortêncio/RS, o grupo da OASE aliou-se e participou ativamente da confecção de luminárias a partir de garrafas pet.

2007 foi um bom ano para a IECLB Selos, conforme o Coordenador Dieter Fertsch, que credita boa parte do sucesso à grande e voluntária colaboração de diversas pessoas e instituições. A IECLB Selos tem recebido um grande número de doações de selos, cartões postais e telefônicos, classificadores, catálogos e outros materiais sempre necessários. Selos brasileiros novos não param de chegar, auxiliando na diminuição das despesas com os Correios. A cessão gratuita de espaços para a realização das vendas também merece destaque. Com carinho, Dieter lembra, ainda, o pequeno ‘exército’ que auxilia nos diversos encontros de preparação dos selos e na realização das duas feiras, sempre em São Leopoldo/RS e com movimento satisfatório. Contatos com a IECLB Selos são feitos pelos telefones 51 3718.1360 e 51 9676.3617 ou pelo e-mail dfertsch@ig.com.br.

o II Encontro da Família reuniu famílias das três Comunidades, Caraá, Osório e Santo Antônio, para o culto, que teve como pregador o P. Sinodal Enos Heidemann e contou com a participação do Secretário Executivo da OGA, Rui Bernhard, do Presidente do Conselho Sinodal, Ingo Brust, de representantes da Paróquia Litoral Nordeste e das Comunidades da Paróquia da Trindade. Após o almoço, realizado em clima de grande partilha, foi o momento da dedicação e inauguração da Casa Paroquial. “Senhor! Que a experiência de doação e solidariedade possa continuar presente entre nós para que outros projetos de missão sejam executados em mutirão e partilha”, roga a Pa. Eli Deifeld. ______.....______ Momento Novo No dia 9 de dezembro, o Programa de TV Momento Novo, da Paróquia da Paz, de Joinville/SC, comemorou dois anos no ar na TV Cidade de Joinville e um ano na TVBV/Rede Bandeirantes, com transmissão para todo o Estado de Santa Catarina. Com duração de 15 minutos, Momento Novo é um programa religioso-cultural que mostra o jeito

luterano de participar da missão, apresentando a profundidade do amor de Deus presente nas relações humanas e divulgando acontecimentos comunitários com o objetivo de partilhar a boa notícia de Jesus Cristo. “Em breve, o programa estará também na Internet, mas a grande meta é colocar o Momento Novo em nível nacional, valorizando as produções locais”, projeta o P. Ari Knebelkamp, Diretor e Apresentador do programa Momento Novo.

As luminárias verdes estiveram enfeitando lugares públicos da cidade durante as semanas que envolveram as comemorações natalinas. “Parabéns a todas pela dedicação! A natureza agradece!”, comemora o P. Claudio Röhsig. ______.....______ No ritmo da solidariedade No momento em que a Igreja do Espírito Santo completa 130 anos da sua inauguração, a Comunidade Evangélica de Blumenau/SC, Paróquia Luterana Centro, inicia a restauração do órgão de tubos da Igreja. Construído pela firma Guilhermer Berner, do Rio de Janeiro, o instrumento foi adquirido pela Comunidade no ano

de 1933, mas, desde 1996, o órgão não está mais em funcionamento e necessitando restauração, serviço que está sendo realizado por Georg Jann, mestre organeiro, desde outubro de 2007. A previsão é que no culto de Natal de 2008 o órgão seja reinaugurado. Os custos da restauração foram orçados em R$ 85.000,00. Ouvir novamente o som do órgão de tubos é um grande sonho da Comunidade. Para que este sonho se realize, a Comunidade conta com doações, que poderão ser feitas no Banco BESC (027), Agência 0003-Conta Corrente 130.732-9, em nome da Comunidade Evangélica de Blumenau-Paróquia Centro.

______.....______ Asilo terá casa nova Localizado em Braço do Trombudo/ SC, o Lar Recanto do Sossego, um asilo que há mais de 70 anos abriga pessoas idosas, terá uma casa nova. As atuais instalações de madeira darão lugar a uma nova construção, agora em alvenaria, pois a madeira sempre foi motivo de muita preocupação com a segurança.

Em janeiro, o Conselho Diretivo nomeou a Comissão pró-construção, coordenada pelo P.em. Ingo Piske. Como tarefa inicial, será dado prosseguimento ao projeto cuja parte arquitetônica já havia sido elaborada e apresentada na última reunião do Conselho Curador. Após o projeto obter as licenças e aprovações dos órgãos competentes, será definida a data de lançamento da pedra fundamental, a captação de recursos e o inicio das obras do primeiro bloco.

Sobe A criatividade e a empolgação dos jovens: passado, presente e futuro da nossa Igreja.

Desce O baixo número de grupos de jovens nas Comunidades e Paróquias.

Ofertas Nacionais 20 de abril 5º Domingo da Páscoa Projetos Desenvolvidos pela PPL As dádivas recebidas pela Pastoral Popular Luterana (PPL) auxiliam na manutenção de trabalhos com pessoas e grupos da IECLB ligados a este jeito de tecer relações entre a confessionalidade luterana e a responsabilidade social. Em 2008, com os valores arrecadados pelas coletas, o objetivo é intensificar ainda mais o Projeto de Igreja do Cuidado, uma das âncoras da Pastoral Popular Luterana. A Igreja, existindo sob a cruz de Cristo, tem uma alma cuidadora. Enxerga as irmãs e os irmãos que sofrem, enfrentam crises, vivem sob tensão, estão fragilizados, se perguntam pelo sentido da vida, são discriminados e estigmatizados e vai ao encontro dessas pessoas e grupos. Há muitas formas de cuidar. O importante é cuidar em nome de Deus. Colocar-se a serviço do cuidado de Deus. Oração, intercessão, leitura da Palavra de Deus, canto, louvor e culto doméstico, além do comunitário, poderão ser práticas de espiritualidade da Igreja do Cuidado, que coloca a Comunidade em comunhão e serviço, de maneira que, se um membro sofre, todos sofrem com ele; e, se um deles é honrado, com ele todos se regozijam (1Co 12.26). Afetados pelo espírito da Igreja do Cuidado, lideranças da PPL caminham, meditam, oram, cantam, exercitam a entrega e colocam a proposta de ação pastoral nas mãos de Deus.


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Atualidade

Campanha Vai-Vem: participe desse movimento nacional A IECLB está lançando, no dia 11 de maio, em nível nacional, a Campanha VaiVem para o Fundo de Missão. Para o sucesso da iniciativa, é fundamental o envolvimento de todos. Então, pergunte pela Campanha de Missão Vai-Vem na sua Comunidade, na sua Paróquia, no seu Sínodo. Assim, você vai ajudar! Um dos assuntos que mobilizou a reunião da Presidência com os Pastores e a Pastora Sinodal, realizada de 10 a 14 de março, na Casa Matriz, em São Leopoldo/RS, foi justamente a nova etapa do Plano de Ação Missionária 2008-2012 (PAMI) e a exposição da Campanha de Missão, ambos com a chamada Missão de Deus, nossa paixão. O lançamento da campanha denominada Vai-Vem está previsto para o dia 11 de maio de 2008, domingo de Pentecostes, e o encerramento deverá acontecer no final de setembro. Por que Vai-Vem? Porque a IECLB VAI ao encontro das pessoas e também as convida a participar. VEM, pois a IECLB busca ser uma Igreja aberta e, ao mesmo tempo, com inserção propositiva na sociedade civil, junto às pessoas que sofrem. “Todas as pessoas são beneficiárias do amor de Deus, em Cristo Jesus. Assim, de coração, somos gratos a Deus. Por isso também participamos com alegria na missão de Deus. Devemos entregar à missão de Deus nossos dons, nossa dedicação e nossas dádivas. A IECLB quer sempre mais assumir missão em nosso País. Por isso, ela conta com a generosidade dos membros, disse, com entusiasmo, o Pastor Presidente da IECLB, Dr. Walter Altmann”.

A captação de recursos por meio da Campanha Vai-Vem formará o Fundo de Missão, destinado a atender projetos missionários da IECLB. “Projetos de Missão na IECLB, em boa medida, foram historicamente financiados com

recursos do exterior. Atualmente, há uma diminuição crescente desses recursos de fora. O orçamento ordinário da IECLB, por sua vez, no estágio atual, não tem condições de assumir a demanda com projetos de missão. Há, portanto, a necessidade de ampliar, a

partir de recursos da própria IECLB, a capacidade de financiamento destes projetos”, revelou a Diácona Ingrit Vogt, Coordenadora de Projetos. “A missão é a razão de ser da Igreja”, confirmou o Pastor 1° Vice-Presidente, Homero Severo Pinto, que está à frente do grupo-tarefa do PAMI. “A IECLB definiu missão como prioridade para os próximos anos. O Fundo de Missão será, sem dúvida, um grande propulsor de ações missionárias da nossa Igreja em âmbito nacional”, afirmou. A Campanha Vai-Vem não está relacionada apenas à questão financeira, mas também à mobilização de todos os grupos, movimentos e instâncias da IECLB para o envolvimento com o tema. “Pensamos nela como uma ótima oportunidade de reforçar ainda mais a questão da unidade da igreja e desenvolver a consciência missionária dos membros da IECLB. Para isso, será preciso incluir o item missão nos orçamentos das Paróquias e Comunidades”, lembrou o Pastor Homero “Vamos estar construindo algo a médio e longo prazo, que deve ser pensado e planejado nestes termos médio e longo prazo”. A Campanha de Missão também vai estar em sintonia com a já tradicional campanha do Tema do Ano. “São duas coisas diferentes e complementares, a campanha do Tema e Lema do Ano e a campanha do Fundo de Missão. Também estamos tendo todo o cuidado para considerar as iniciativas que os Sínodos desenvolvem nessa área, evitando duplicidades”, confirmou o Pastor 1° Vice-Presidente.

O que é Vai-Vem? A Campanha de Missão intitulada Vai-Vem é um dos programas ligados ao novo Plano de Ação Missionária (PAMI) 20082012. A idéia está relacionada à captação de recursos, mas não somente, pois também será uma oportunidade de reforçar ainda mais a unidade da nossa Igreja e desenvolver a consciência missionária dos membros da IECLB. Como posso participar da Vai – Vem? Pergunte na sua Comunidade, Paróquia, Sínodo. Também acesse o Portal www.luteranos.com.br As Comunidades vão receber envelopes especiais Vai-Vem, foi aberta uma conta bancária para doações e há também a sugestão muito alegre de cada família ou membro produzir cofrinhos para arrecadação. Os valores arrecadados serão gerenciados pela IECLB e destinados a apoiar projetos específicos de missão. Esses projetos serão identificados e divulgados previamente. No final de cada ano, a IECLB prestará contas dos recursos investidos. Conta bancária da Campanha Vai-Vem Banco do Brasil Agência 10-8 / Conta corrente 182000-1

A trança rejeitada Desta vez, vovó Lídia não precisava passar a sexta-feira e o sábado com outras mulheres na cozinha fazendo doces, bolos e pães para a confraternização da Comunidade. Decidiram que cada mulher traria um prato para acompanhar o café que seria feito na cozinha da Comunidade. Como sempre, vovó Lídia não deixou de trazer a sua contribuição. Ela sabia fazer doce como ninguém. Compensava o seu silêncio de analfabeta com as mãos. Também não cantava nos cultos, a não ser os corinhos que aprendia logo, ou seja, de cor, de coração. Sem poder testemunhar com a boca, testemunhava com as mãos, segundo o Pastor da Comunidade. Suas mãos calejadas faziam doces inesquecíveis. Em sua família, todos lembram dela pelos doces. Aliás, vovó Lídia era um doce de pessoa. No dia da confraternização, os casais vinham chegando aos poucos e, na hora certa, todos estavam lá. Cada mulher trazia um prato de doce ou salgado, que eram reunidos sobre a mesa. Cada um diferente do outro, pois ali era o lugar de mostrar a sua distinção. Vovó Lídia levou um pão doce trançado, com recheio de coco. O pão

trançado lembrava o cabelo encaracolado que escondia em público e em casa. Era uma Silva Porto que fazia um coque no cabelo. Depois de cantos, meditação e oração, o café foi servido por uma equipe da Comunidade. Os pratos misturados enchiam os olhos e aguçavam o paladar. Todos se deliciaram.

Feliz é a pessoa que toma refeição no Reino de Deus Acostumada a ficar em seu canto, vovó Lídia discretamente olhava para os pratos e não via os pedaços do seu pão trançado. Aquela mistura de pratos poderia refletir as misturas de povos que vovó Lídia trazia em seu sangue, mas ela não se enxergava no prato comunitário. Então, fez de conta que nada aconteceu e foi, como sempre, para a cozinha lavar louça. Surpresa ficou ao ver o seu pão trançado junto a outros que não foram servidos. Ao rejeitar o pão trançado, rejeitaram vovó Lídia

e outras mulheres. Apesar de tudo, sobrou-lhe um grande consolo. Os bolos, doces e pães não servidos eram destinados a um asilo de pessoas pobres. Sua doação não foi em vão. Vovó Lídia hoje está no céu, diante do trono da graça. Imagino que ela esteja fazendo doces e pães trançados, com seu sorriso discreto e os cabelos soltos. Como não posso mais conversar com ela, relembro às gerações que dela nasceram, bem como à sua Comunidade, que feliz é a pessoa que toma refeição no Reino de Deus (Lucas 14.15-24). Sim, Jesus fala do Reino de Deus como um banquete para o qual todas as pessoas são convidadas, embora muitos rejeitem o convite. Mesmo assim, a casa se enche com pobres, cegos, coxos e gente esquecida, como a vovó Lídia.

P. Dr. Oneide Bobsin Pastor da IECLB e Reitor da Faculdades EST


Presidência

JOREV LUTERANO ABRIL 2008

Entre o céu e a terra O conteúdo dessa edição lembra a frase Entre o céu e a terra há muito mais coisas que a nossa vã filosofia imagina e também os jovens, com sua energia e criatividade, suas mais variadas caras. Como entendê-los e valorizá-los em seus projetos, na sua busca de sentido e realização pessoal e profissional? Tenho dialogado com pais que se ocupam, preocupam e, às vezes, se desesperam, com a falta de perspectivas para seus filhos, inseridos numa realidade que se apresenta com cada vez menos perspectivas. Especialistas afirmam que nos próximos 15 anos, dos 900 milhões de jovens do sexo masculino, 300 milhões deixarão seus países para lutar por emprego e posição social nas nações industrializadas e ricas. Um conflito programado! Também a nossa Igreja é parceira de diálogo e caminhada dos jovens. A solidariedade entre gerações é uma das principais armas e trunfos para a edificação de uma sociedade mais justa e igualitária. A

partir do Lema do Ano, queremos convidar e animar para nossa vida em Comunidade, espaço de (re)encontro, celebração, diálogos e visões. Depois do Natal e da Semana Santa, a Igreja cristã caminha nos passos da esperança. Não falo da esperança como a última que morre. Falo da esperança cristã, esperança na ressurreição. É nos prometida a vida

A Igreja cristã caminha nos passos da esperança eterna, porém a nós, os mortais. Anunciamos e vivemos em tempos pós-Páscoa focados e orientados na santa ressurreição, porém nós mortais somos, entrementes, marcados pela decomposição. Justos, somos doravante chamados e, no entanto, mora em nós o pecado. Ouvimos sobre santificação, entrementes, porém, somos aqui pressionados por infindável miséria e violência. Abundância de

Mudanças no CMI todos os bens nos é prometida. Ricos, somos, porém, de fome e sede material e espiritual, decorrentes da realidade humana como o Apóstolo Paulo fala em Romanos 8.13 e Gálatas 5.17. Que seria de nós se não fôssemos predestinados à esperança e nosso sentido não fosse iluminado pela Palavra e Espírito de Deus em meios às trevas desse mundo, marcado pela transitoriedade e realidade humana? Como IECLB, queremos contrapor à realidade que nos ameaça a esperança que nos transforma e reconcilia: conosco, com nosso próximo, com Deus e com o meio ambiente. Isso é muito importante para quem caminha como peregrino entre o céu e a terra. Mais ainda: nos coloca um norte no nosso caminhar e agir.

P. Carlos Augusto Möller Pastor 2º Vice-Presidente da IECLB

Lançamento oficial da Campanha do Tema do Ano Dois locais foram escoblico do profeta Zacarias 8.4-5 lhidos para marcar o ato simVelhinhos e velhinhas sentarão nas bólico de lançamento naciopraças de Jerusalém e as praças nal: Lajeado/RS e Santo ficarão cheias de meninos e meninas Amaro/SP. brincando. “Um dia festivo e um “No lugar da violência, que evento extremamente signitirou as diversas gerações das ficativo e emocionante”, com nossas praças e parques, é essas palavras, o P. Preproposto vivermos a reconsidente da IECLB, Walter ciliação e o lazer ”, lembrou o Altmann, descreveu a ceriPastor Sinodal do Sínodo Vale mônia de lançamento do do Taquari, Marcos Bechert. Tema e Lema de 2008, realiA Comunidade foi criativa zada em Lajeado, no dia 2 de para marcar o evento: montou março. uma pracinha no pátio em P. Sinodal Marcos Bechert e P. Presidente, Dr. Walter Altmann Para a Campanha de 2008, frente à igreja, convidando proclamamos a reconciliação, buscando a IECLB elegeu a continuidade do velhinhos e velhinhas para sentadesta vez inspiração no Lema bíTema No poder do Espírito, rem e crianças para brincarem.

IECLB lança Campanha 2008 em Santo Amaro Em São Paulo, no mesmo domingo, 2 de março, os vitrais da Igreja da Paz proporcionaram um efeito multicolorido ao ambiente do Lançamento do Tema do Ano 2008.

atuou como Pastor na Paróquia de Santo Amaro, frisou que Deus, em sua misericórdia, vem trazer paz mediante a reconciliação em Jesus Cristo. Ele quer um novo começo, uma nova vida. Ele deseja que vivamos o discipulado em meio aos conflitos da nossa sociedade e coloquemos sinais concretos de reconciliação. O P. Sinodal do Sínodo Sudeste, Guilherme Lieven, falou sobre a alegria das 47 Comunidades do Sínodo Sudeste poderem se unir às mais de 1.200 espalhadas pelo País na P. 2o Vice-Presidente, Carlos Möller, e P. Hermann Wille busca do sonho de proEm sua pregação, o P. 2o Vicemover ‘praças’ de encontro, vida, partilha e solidariedade. Presidente, Carlos Möller, que já

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Pastor da IECLB assume interinamente o CLAI Durante a reunião anual, realizada entre os dias 20 e 24 de fevereiro, na cidade do Panamá, a Junta Diretiva do Conselho Latino-Americano de Igrejas (CLAI) recebeu o pedido de renúncia do Secretário Geral, Rev. Israel Batista, dos Secretários regionais Jairo Barriga (Caribe), Eduardo Chinchilla (América Central) e Elizabeth Salazar (Andina), dos Coordenadores de programas Ángel Luis Rivera e Carlos Tamez e da Diretora administrativa Akacia Gualán. A Junta Diretiva, eleita no ano passado durante a V Assembléia do CLAI, aceitou a renúncia e nomeou o Diretor de Comunicação do CLAI, Pastor da IECLB Nilton Giese (foto), como Secretário Geral interino, formando uma equipe de transição para se ocupar do assunto e confirmou a continuidade do rumo do CLAI, com a manutenção dos programas.

O Conselho Mundial de Igrejas (CMI) recebeu, no dia 18 de fevereiro, durante a reunião anual do seu Comitê Central, o anúncio da não-canditatura do Secretário Geral, Rev. Samuel Kobia, para um segundo mandato. Kobia foi eleito em agosto de 2003 para liderar a organização ecumênica que tem sede em Genebra, na Suíça, e integra 349 Igrejas-membro, representando 560 milhões de cristãos em todo o mundo. Kobia assumiu em janeiro de 2004 para um mandato de cinco anos. Ex-Secretário Geral do Conselho Nacional de Igrejas no Quênia, também já havia servido como Diretor Executivo da unidade Justiça, Paz e Criação do CMI e como Diretor do núcleo de Temas e Questões. “O Comitê Central recebeu a notícia com pesar, mas aceita a decisão do Secretário Geral. Queremos respeitar a sua decisão e a sua privacidade ao mesmo tempo em que expressamos a gratidão do CMI pelos dedicados serviços que Kobia prestou desde que assumiu o seu cargo, em 2004”, declarou o P. Walter Altmann, Moderador do CMI e Pastor Presidente da IECLB. O Comitê Central já nomeou um grupo de trabalho para se ocupar da escolha de novos candidatos. A eleição de um novo Secretário está marcada para a próxima reunião do Comitê Central, em setembro de 2009. AGENDA DA PRESIDÊNCI A PRESIDÊNCIA ABRIL 31/03-04/04/08 COP/COL Tegucigalpa/Honduras P. Homero Pinto Carlos Bock 03-07/04/2008 Visita da Presidência e do P. Sinodal Ordenação da Pa. Luceny Laurett Manaus/AM - Boa Vista/RR P. Walter Altmann P. Mauri Magedanz 14-16/04/2008 Visita do Bispo Martin Schindehütte e OKR Branko Nikolitsch, da Igreja Evangélica na Alemanha Porto Alegre/RS P. Walter Altmann P. Homero Pinto Secretaria Geral, EST e FLD 17-20/04/2008 Visita à Região Missionária Luterana Nordeste-Belém e projetos de Diaconia Juazeiro/CE P. Walter Altmann 21/04/2008 Visita à Comunidade São Luiz/MA P. Walter Altmann 26-27/04/2008 Assembléia Geral da MEUC São Bento do Sul/SC P. Homero Pinto 26/04/2008 Assembléia Sínodo Sul-Rio-grandense São Lourenço do Sul/RS P. Walter Altmann


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Ministério

Sociedade Pella Bethânia: aqui, vive-se diaconia na prática Como foram os seus primeiros passos em direção ao pastorado? Somos seis irmãos: três moças e três rapazes. Nos dias de chuva, usávamos a escada que levava ao sótão da casa para brincar de aula e culto. Após o jantar, alguém da família lia o devocionário Abreisskalender. Toda a família participava dos cultos e dos programas da Comunidade. No dia da apresentação dos confirmandos, o P. Ziebarth pediu para o pai me incentivar a estudar no Instituto PréTeológico. Para mim, São Leopoldo/RS era longe demais e também não me sentia no direito de gastar o dinheiro pelo qual meus irmãos trabalhavam. Meio ano mais tarde, meu Professor primário, Helmuth Kilpp, conseguiu uma bolsa de estudos no Colégio Martin Luther. Em 1958, o então Distrito Eclesiástico Taquari iniciou o programa Hora Evangélica na Rádio Alto Taquari e eu ajudava o Professor Kilpp a montar a pasta para o Pastor que apresentaria o programa. O contato constante com os Pastores fez com que criasse coragem para experimentar a faculdade de Teologia. À medida que avançava no curso, a motivação para o pastorado também aumentava e já são 35 anos de Ministério! Quais são os serviços prestados pela Sociedade Evangélica Pella Bethânia à Comunidade? No momento, atendemos pessoas de 61 cidades, que são encaminhadas

apresentações em cultos e celebrações nas mais diversas Comunidades.

O Pastor Idylio Schäffer, 63 anos, natural de Teutônia/RS, casado com Lori Wallauer e pai de Miguel Valentin, Julia Carina e Joel Alberto, é Diretor Geral da Sociedade Evangélica Pella Bethânia. pelas Comunidades. São crianças e adolescentes entre 3 e 18 anos de idade e adultos de todas as idades. Entre eles, portadores de necessidades especiais e, principalmente, idosos. Aos jovens, é facultado o Ensino Confirmatório e a Devoção Matinal diária, que faz com que, quando saem da entidade, sejam participantes das Comunidades onde passam a residir. Enquanto são moradores do Pella Bethânia, muitos deles fazem parte do Conjunto Instrumental e do Coral, que faz

Existe algum tipo de trabalho especial junto aos idosos? A preocupação da entidade em relação aos idosos é no sentido da qualidade de vida. Oferecemos atendimento médico, exercícios físicos orientados, atividades musicais, principalmente o canto, atividades ocupacionais supervisionadas, além das devoções vespertinas e dos cultos dominicais na Igreja, oportunidades de encontro e de receber novas forças por meio da fé. Em 2007, foi realizado um curso de cabeleireiro, manicure e pedicure. Muitos momentos de integração também acontecem na entidade em celebrações e datas festivas. Qual é a sua motivação para trabalhar na Sociedade Pella Bethânia? No Pella Bethânia, as pessoas abrigadas podem passear no parque, colher frutas, pescar, praticar esporte, se ocupar com alguma coisa que gostam de fazer, observar os animais. As pessoas se alegram e a gente com eles. Outra motivação é que estamos conseguindo cada vez mais produzir sem química. A principal motivação, no entanto, é que aqui se consegue ajudar as pessoas a ter uma vida digna. Vive-se diaconia na prática. Lutar por mais qualidade de vida é, a cada dia, um novo desafio. Passar adiante o amor que Deus nos dá, é um privilégio.

A história da Sociedade Evangélica Pella Bethânia Do Hebraico, Pella significa ‘amparo ao necessitado’ e Bethânia, a casa do pobre, Pella Bethânia é uma instituição filantrópica, não-governamental, que atua no âmbito da IECLB e presta serviços assistenciais de orfanato, ancionato e educação. Localizada em Taquari/RS e fundada em 1892, a entidade vem prestando serviços na área social há mais de um século, uma referência no abrigo de necessitados na região e no Estado. Com a ajuda de verbas do exterior, nos anos 60 foram construídos os lares Nazaré, Emaús, Listra e Samaria. Com o auxilio de Pão para o mundo, foi construído o prédio da administração, cozinha, lavanderia, açougue e padaria. Os lares das crianças foram construídos nos anos 70, com o apoio dos grupos de OASE do Estado. Em 1997, foi construído o lar Capela e, em 2000, o lar Maria Haetinger. Por ocasião da festa dos 110 anos da instituição, foram inaugurados o Ginásio de Esportes e o quiosque. A luta do Pella Bethânia tem sido manter toda essa infra-estrutura existente, uma vez que grande parte dos abrigados é carente e a maioria dos recursos não é fixa, mas dependente da agropecuária e de doações. Todo o trabalho realizado diariamente no Pella Bethânia só é possível graças à atuação de pessoas que se doam em prol de quem mais necessita, sem medir esforços para que os abrigados tenham suas necessidades garantidas. Atualmente, o Pella Bethânia conta com um quadro de 62 funcionários, além de diversos voluntários.

Violência contra a dignidade O que mais temos acompanhado nos nossos meios de comunicação? Está lá, por todas as páginas dos jornais, em todos os canais de TV. Não passa um dia sequer sem termos notícias do que nos causa muito temor: a violência - ação ou efeito de violentar, de empregar força física (contra alguém ou algo) ou intimidação moral contra (alguém); ato violento, crueldade, força. A violência acontece na rua, na escola, no trabalho, em casa. Essa é a violência que estamos acostumados a ouvir. E aquela a qual não estamos acostumados a ouvir? Aquela silenciosa, mas que também acontece em nossos meios todos os dias e não percebemos ou não querermos perceber? Não aceitamos ou achamos tão absurdo que preferimos tentar esquecer ou não acreditar. Trata-se aqui da violência contra pessoas com deficiência. Violência de preconceito, violência moral e violência sexual.

Violência que fere a dignidade. A Coordenação de Diaconia da IECLB – Projeto Inclusão e Deficiência está elaborando um caderno de subsídios que aborda este tema tão pouco falado. Temos nos deparado constantemente com a questão da violência contra pessoas com deficiência e esse fato nos tem motivado para a elaboração deste caderno contendo textos e informações sobre o tema. Pelo fato de não haver comunicação e informação, a violência contra pessoas com deficiência acontece e não se tem conhecimento

dos casos ou não se dá o crédito em muitos outros casos. Sentimos a necessidade e o compromisso de falar sobre o assunto, informar e capacitar as pessoas para que estejam preparadas para prevenir e superar a violência. A violência contra pessoas com deficiência não pode ser admitida. Precisamos nos conscientizar e buscar a prevenção. Pretendemos disponibilizar o material em cursos, seminários e encontros. Como Igreja que tem compromisso com a vida, estamos nos mobilizando para trabalhar este tema de forma intensiva. Colocamo-nos à disposição para maiores informações a respeito desse material pelo e-mail diaconiainclusao@ieclb.org.br. Sharlene Leber Coordenadora dos trabalhos na área da Inclusão e Deficiência da IECLB


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Presbitério

Quando há Comunhão e Testemunho, o Serviço acontece naturalmente

Gladis Kettermann Dickel, 57 anos, nascida em Teutônia/RS, Professora aposentada, é viúva e mãe de três filhas, Martina, Nadia e Kátlin. Na IECLB, faz parte da Diretoria da OASE Sinodal como 2ª Vice-Presidente, é membro do Conselho de Diaconia e, recentemente, assumiu o desafio de presidir o Sínodo Vale do Taquari. Como poderia definir a sua fé? A fé cristã é uma opção entre muitas possibilidades de dar sentido à vida. A pedra fundamental da minha fé é a oração. A fé em Deus me dá confiança, persistência, compromete e desafia a ter coragem de enfrentar novos desafios na vida, faz acreditar que posso seguir na minha caminhada. Como cristã, gosto de servir, colocando-me à disposição das pessoas, como também Deus nos serve em Cristo. Adoro quando posso ajudar o meu próximo.

Qual é a sua caminhada na IECLB? Desde a minha adolescência, estou envolvida com o trabalho comunitário, no Culto Infantil, na Juventude, nas aulas de Ensino Religioso, no Presbitério da Comunidade Martin Luther, Bairro Languiru, Teutônia Centro, no Grupo Pensante da Comunidade, na OASE Sinodal e da Comunidade, no Conselho Sinodal de Diaconia e na Diretoria do Conselho Sinodal. Toda essa caminhada está ligada ao Salmo 51.13-19 em que somos encorajados a servir de forma voluntária, em gratidão, e não buscando recompensa.

Deus. Entre elas, destaco reuniões mensais, estudo bíblico, visitas, Canto Coral, diaconia, diálogo, brincadeiras, excursões e outras, sempre apoiadas no tripé Comunhão, Testemunho e Serviço. Quando acontecem Comunhão e Testemunho em um grupo de OASE, o Serviço em favor das pessoas acontece naturalmente. Na OASE Sinodal, olho com carinho as diferentes situações que envolvem as mulheres para que, juntas, possamos continuar a caminhada na seara do Senhor. Participo na elaboração dos Seminários, Dia Sinodal da OASE e também já participei de Seminários Nacionais.

O seu envolvimento ativo com a nossa Igreja vem de família? A minha família desde sempre foi atuante na Comunidade. Cedo, minha mãe cantou no Coral da OASE e fez parte da Diretoria. O meu irmão cursou Teologia na EST e, hoje, é Obreiro na Comunidade de Vale do Sol/RS. A minha filha Kátlin iniciou o seu trabalho na Comunidade Martin Luther como Orientadora do Culto Infantil, na liderança jovem da Comunidade, Coordenação Sinodal da Juventude e Vice-tesouraria do Conaje, além de estar cursando Teologia na EST.

O que pensa sobre o desafio de assumir a Presidência do Sínodo? É com satisfação que estou iniciando esta caminhada na Direção do Sínodo Vale do Taquari. Assumir esta tarefa não deve ser visto como um destaque pessoal, mas como um convite para o serviço da Igreja, como diz o Salmo 51.14 Servir em gratidão e não buscando recompensa, sustenta-me com um espírito voluntário. Também posso dizer que estou preocupada com a responsabilidade que assumi, mas, com fé em Deus e com os demais membros da Diretoria, alcançaremos os objetivos propostos. Quero estar atenta às necessidades e aos anseios das nossas Paróquias e Comunidades por meio do Programa de Diálogo entre o Sínodo e as Paróquias, como uma ação necessária para o resgate de membros, já que as pessoas são fundamentais na caminhada.

Atualmente, qual é a sua participação na OASE Sinodal? Durante cinco anos, fui Presidente da OASE na Comunidade Martin Luther, onde, com os demais membros da Diretoria, desenvolvi várias atividades que agradaram os olhos de

Os grandes temas do Sínodo Vale do Taquari Temos um plano de ação para 2008 que é formado pelo planejamento dos Setores de Trabalho, do Conselho Sinodal e da sua Diretoria, da Conferência de Obreiros e Obreiras e pelos destaques aprovados na 13ª Assembléia. Os destaques aprovados são (as demais ações aparecem no planejamento de cada grupo): - Diaconia e Missão: buscamos um pouco da responsabilidade social que temos como Igreja, cuidando e criando espaço para atuar junto às pessoas que têm dificuldades e necessidades. - Formação e Educação Cristã: estamos iniciando um novo curso básico de Teologia na Casa Sinodal e buscamos espaços de formação nas Paróquias. -Mobilização das Comunidades: desenvolvendo a Ação Sinodal e o programa Sínodo visita as Paróquias, entre outros. - Diálogo com a Sociedade: é o cuidado para termos um espaço permanente com os meios de comunicação no Vale do Taquari. - Sinais da Unidade da Igreja: discutindo os temas propostos pela IECLB e organizando o Concílio Geral da Igreja. Além desses, temos um desafio importante: trabalhar com os Presbitérios das Comunidades o repasse correto do dízimo.

Financeiro Responde - Orientações gerais II d) Obrigações Mensais* IRRF – Imposto de Renda Retido na Fonte: sobre rendimentos de empregados/autônomos/ prestadores de serviço de pessoa física (tabela progressiva em www.receita.fazenda.gov.br). Os códigos que serão colocados no campo 04 da guia DARF são 0561 para retenções de CLT e 0588 para retenções de autônomos. No que tange à Pessoa Jurídica, a alíquota é de 1,5%, descontado da Nota Fiscal emitida pelo contratado. O código da guia DARF é 1708. PIS/COFINS/CSS - Programa de Integração Social/Contribuição com Fins Sociais/Contribuição Social sobre o Lucro: se o valor do serviço ultrapassar R$ 5.000,00 no mês, descontar também 4,65% do total da

nota a título de PIS/COFINS/CSS, utilizando o código da guia DARF 5952. O vencimento destes DARFs é sempre o dia 10 do mês seguinte. PIS – Programa de Integração Social: deve ser recolhido 1% s/folha dos empregados CLT da Instituição, pela guia DARF código 8301, com vencimento no dia 15 do mês seguinte. INSS – Folha de Salários: recolhido s/ empregados CLT da Instituição, obedecendo à tabela de alíquotas e salários de contribuição do INSS (www.previdenciasocial.gov.br). Além do valor descontado do empregado, a Instituição deverá recolher junto Cota Patronal, Seguro Acidente de Trabalho e Terceiros. INSS – Autônomos: tributo recolhido sobre os prestadores de serviço pessoa física - 11% do valor da remuneração descontado do prestador de serviços e mais 20% sobre o valor total do serviço por conta do empregador. No momento

em que efetuar o pagamento a algum serviço prestado, preencher um RPCI (Recibo de Pagamento Contribuinte Individual) para pessoa física, onde constarão os dados que, por lei, deverão ser preenchidos (PIS ou inscrição no INSS, CPF, nome completo c/assinatura, tipo de serviço prestado, cópia do recolhimento/ retenção de INSS do serviço prestado no mês, caso o prestador de serviço tenha vínculos com outros tomadores de serviço). O INSS a ser descontado do prestador do serviço no mês está limitado ao valor máximo de contribuição. Quando da alteração do salário-mínimo, em 2008, teremos uma alteração nesta tabela do INSS. Por meio deste artigo, publicado em partes I e II nas edições nº 703 e nº 705, respectivamente, do Jornal Evangélico Luterano, relacionamos as principais retenções de prestação de serviço

entre um contratante e um contratado, seja com vínculo empregatício, autônomo ou empresa relacionada com as atividades das instituições da IECLB. * Existem retenções de encargos sociais e impostos que são de obrigação do pagador/contratante e devem ser observadas durante todo o exercício. Aqui, orientamos sobre as obrigações mensais.

Amauri Ludwig Secretário Executivo de Finanças da IECLB

Indicadores Financeiros UPM Março/2008 = 2,2728% Índice Fevereiro/2008 = -0,25% Acumulado do ano =0,80%


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UNIDADE


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Mulheres

As preciosas lições de Elisa niões, lá vinha ela, elegante, erro, cada acerto. Se tivesse que cometer os com uma peruca nova - commesmos erros, eu os cometeria. Sim. Faria tudo prou várias para enganar os igual. Acho até que você poderia fazer um efeitos da quimioterapia. texto para contar a minha história. Se tenho Certo dia, quando cheguei medo de ir? Não. Deus está me preparando para visitá-la, convidou-me para não ter medo. Diga na Comunidade que para que sentasse na sua cama desejo a todos um Feliz Natal e que não se e, enquanto dava carinhosos preocupem, vou ficar bem. tapinhas na palma da minha Este texto foi escrito um pouco antes mão, foi falando Mandei fazer do Natal de 2006, após um dos telefoeste guarda-roupa novo, não é nemas da Elisa. Foi o último Natal lindo? Antes, eu calculava a vida festejado por ela, que faleceu em 26 de Da esq. p/ dir., Elisa é a quarta no grupo de senhoras para daqui alguns meses... Agora, junho de 2007. O texto, uma homenacalculo para amanhã. Cada dia a gem, ficou guardado até que, no Natal Conhecia a Elisa há algum tempo. mais que eu viver é lucro e quero vivê-los com de 2007, resolvi presentear algumas Já comi muito dos seus doces (mágicos) tudo o que posso. Sei que de alguma coisa a pessoas com algo que eu sabia ser muide dezembro que deixavam na boca um gente precisa morrer. É assim, mas, se eu to valioso e enviei-lhes essa história de sabor de cravo, canela e aquelas espepudesse passar a vez, diria, ‘pode ir à minha vida da Elisa. Um dia, encontrei seu ciarias misteriosas que têm o gosto dos frente’. EntreNatais da infância. Ela era uma mulher tanto, nessa fila inteligente que gostava muito das ninguém quer coisas da vida, mas a vida lhe deu umas passar à frente”; boas rasteiras, como ela mesma disse ela, dancostumava dizer. Há muitos anos, do uma sonohavia perdido a filha para um câncer ra gargalhada. devastador. Depois, se viu às voltas Em outra com o marido, que passou a viver entre tarde, ao visia cama e a cadeira de rodas. tá-la, a enconElisa parecia sempre guardar suas trei na cozitristezas em lugares secretos. Se as nha fazendo confessava não era em nenhum uma pizza Esconfessionário, mas para alguma tou louca de amiga que, de tão íntima, percebia a vontade de comer diferença no tom do seu silêncio ao a minha pizza. telefone. No entanto, com certeza, Foi em uma existiam as palavras não-ditas, manhã que ela Cartão entregue no sepultamento de Elisa, ocorrido em junho de 2007 aquelas que são inconfessáveis. Essas me surpreendeu. Ainda era muito cedo filho e lhe entreguei o texto, dizendo ficavam submersas na calmaria que ela quando Elisa telefonou para a minha que a sua mãe marcara a minha vida e carregava na alma. Calmaria que casa Sabe Pastora, eu queria me despedir. A que, por meio dessas palavras, ela espiava o mundo através dos seus gente nunca sabe quando é a hora. Quero continuava marcando e tocando olhos de azul de mar. Mar profundo e dizer que muita coisa eu faria diferente, mas já muitas outras vidas. Algumas vezes, é calmo. Ah, mas o mar esconde segredos não tem mais jeito, já está feito. Muitas vezes, preciso olhar para outras pessoas para incomensuráveis - são os tesouros esprincipalmente nós, mulheres, acreditamos que vermos, como em um espelho, a nossa condidos em baús. De vez em quando, devemos levar a família nas costas, o mundo própria vida. Elisa abria alguns desses baús e, então, até, mas quem nos leva? Só Deus, minha filha, soltava o verbo. só Deus. Ah! Se não fosse Ele me carregar... Desde o mês de fevereiro de 2006, A vida é um grande presente e tantas vezes a ela sofria de um câncer que se alastrava deixamos passar. São tantas as coisas que pelo corpo à revelia da quimio e queríamos fazer e não fizemos por causa dos radioterapia. Quem pensa que isso outros, palavras que queríamos dizer e não tirava o fôlego dessa mulher, se engana.

A vida é o maior presente que Deus nos deu e nós, na maioria das vezes, o desperdiçamos por covardia Ela continuava amando os momentos em que se refugiava em sua cozinha. Quando o corpo a obrigava a ficar na cama, ela dizia sorrindo Estou me dando férias! Na vez em que levei o álbum de fotos de uma viagem minha à Alemanha, ela fez um chá e, a cada foto, fazia uma pausa para algum devaneio, às vezes silencioso. Quando as companheiras do grupo de senhoras da Comunidade acreditavam que ela não viria mais às reu-

dissemos. Queríamos tomar outros rumos e não tomamos e cada palavra que não é dita fica trancada no coração e se transforma em dor, em doença até. Que o seu coração tenha paz porque é só isso que importa - a paz. A vida é uma dessas coisas que a gente acha que vai durar para sempre. Como nos enganamos! Fazemos a vontade dos outros, não queremos que outros sofram, deixamos os outros escolherem o melhor pedaço do frango assado ou o pedaço onde a cobertura de chocolate está mais deliciosa. Agradeço a Deus por ter vivido cada momento da minha vida, por cada

A Pastora Vera Cristina Weissheimer, autora do relato, é Mestre em Ciências da Religião pela Universidade Metodista de São Paulo-UMESP, membro da Comissão de Bioética do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo, e atua na Paróquia Centro de São Paulo/SP.

Encontro Anual das Singulares O Grupo Singular da Paróquia São Lucas, em Porto Alegre/RS, realizou seu Encontro Anual nos dias 21 a 23 de setembro de 2007, na Praia do Araçá, litoral sul-riograndense. O local foi especialmente escolhido para debater o tema Ide, lançai redes. Todo o

programa foi elaborado e desenvolvido pelas próprias integrantes do grupo, que está completando quinze anos de intensa atividade dedicada às mulheres, seu bem-estar e crescimento na Igreja e na sociedade como um todo. O texto de João 21.1-14 foi amplamente desenvolvido e discutido pelas equipes, que tinham diferentes tarefas a cumprir. Criatividade e originalidade nos conteúdos que surgiram nas três equipes fizeram com que a emoção, a gratidão e a comunhão resultassem em depoimentos como os que seguem: Jesus Cristo tem braços amplos, abertos e amorosos para nos amparar em todas as nossas necessidades. Caminhemos, pois, com Ele. Outro exemplo: Compartilhar o

bem é como Seguro-Saúde. Mais: O respeito pelo ‘outro’ enriquece sobremaneira nossa atitude para com o próximo. Ainda: A vivência cristã atualizada leva-nos a ter esperança e convicção neste nosso viver hoje. Finalizando: A diversidade nas opiniões contribui para a ampliação dos nossos propósitos e projetos e Como grupo de atividades dentro da IECLB, o constante acréscimo de novas integrantes enriquece e valoriza-se nos conteúdos e responsabilidades. Para as participantes do Grupo Singulares, Deus, na Sua bondade, abençoou a todas durante estes quinze anos em que as Singulares oraram com muita fé e gratidão para que, no futuro, tenham sempre mais para dar e compartilhar com outras mulheres que necessitarem desse apoio.


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Fé Luterana

Juventude: fé, sexo, drogas & rock n’roll? Sexo, drogas & rock n’roll! À tradicional máxima ligada ao comportamento jovem, acrescentamos a ‘fé’, pois, quando há fé, um sistema de valores alicerçado na espiritualidade, a sexualidade é tratada com respeito e consciência, a droga não desperta nenhum interesse e o rock n’roll, o pop rock ou a música que estiver ‘fazendo a cabeça’ do jovem no momento poderá ser curtida sem problemas, pois não será uma fuga ou um simples ato de rebeldia, mas uma forma de expressão deste período da vida tão especial: a juventude! Para conversar sobre como fé, sexo, drogas & rock n’roll estão inseridos na vida do jovem, convidamos a Pa. Sisi Blind, Pastora licenciada, Orientadora Teológica do Conaje, mestranda em Teologia Prática pelo IEPG, na EST,

em São Leopoldo/RS. Faz parte também a Catequista da IECLB Joni Roloff Schneider, com Licenciatura em Educação Artística, Pós-Graduação em Psicopedagogia e Mestranda em Religião e Educação na EST. Atualmente, é Coordenadora Pedagógica da 5ª série do Ensino Fundamental ao 3° ano do Ensino Médio e Coordenadora do Ensino Religioso no Colégio Sinodal Gustavo Adolfo, em Lajeado/RS. Colabora ainda o P. Marcos Antonio da Silva, Pastor na Comunidade do Redentor, em Curitiba/ PR, atuando principalmente no trabalho com os jovens. Finalizando, temos o P. Cláudio Kupka, Pastor dos jovens na Paróquia Matriz de Porto Alegre/RS. Músico e compositor, tem feito recentemente preleções sobre ‘Espiritualidade e Rock’.

Espiritualidade jovem: fé em busca da eficácia

Valores sexuais para o século XXI

Pastora Sisi Blind

Catequista Joni Roloff Schneider

Olhos brilhantes, sonhos à flor da pele e desejo de mudar a realidade em que vive, assim se manifesta a força da espiritualidade jovem. Esta experiência latente que sentimos ao compartilhar os espaços onde os jovens manifestam fé, sonhos e projeto de espiritualidade revigora nossa fé e faz acreditar que existe uma Igreja com rosto revolucionário, sorriso solto e desejo de mudança. Esta Igreja de corpo dinâmico e persistente desejo de interferência na tradição que os desafia e faz desejar algo diferente é presente no pulsar de muitos adolescentes que tem como referência a fé em Deus. A fé que os move na busca de construir espaços de um mundo melhor e possibilidades de renovar a sua criação é fé desejosa de inovação. O ímpeto revolucionário move os jovens na procura de um lugar que possibilite a expressão de uma espiritualidade ativa. Essa fé tem expressão nos seus ritmos, músicas, dinâmicas, interatividade... Não há espaço, no meio jovem, para a expressão de uma vivência espiritual que não seja construída de forma participativa. A monotonia mata o ímpeto ativo que faz parte da essência espiritual do jovem. Essa realidade nos desafia a contribuir para a construção de uma eclesiologia inovadora em nossas comunidades tradicionais e aquietadas pelo tempo, que auxilie na redescoberta dos caminhos de enfrentamentos dos gigantes que se apossaram da criatividade da espiritualidade eclesial e que incentive o espírito davídico para que essa espiritualidade latente rompa barreiras e alargue as fronteiras de uma Igreja que está ricamente constituída por jovens, mas que não os têm na sua configuração e nos seus espaços celebrativos. Para refletir, leia Salmo 19.7-14

O tema sexualidade está na ‘ordem do dia’ entre os grupos de adolescentes. Assuntos como gravidez, contracepção, DST/ AIDS, homossexualismo, masturbação e ‘ficar’ nos levam a repensar valores e atitudes. Por mais que tenhamos informações sobre o assunto, ainda há dificuldade para abordar a temática. A sexualidade se encontra dentro das transformações culturais, morais, religiosas e sociais da história, acarretando inúmeros problemas novos ou agravando outros já existentes. Grande influência vem da concepção religiosa carregada de tabus que afetam a maneira de encarar a sexualidade, tal como o ‘pecado’ de Adão e Eva, a partir do qual tudo o que diz respeito ao relacionamento sexual está ligado a um sentimento de ‘vergonha’, da dualidade entre corpo e alma, na qual a alma é mais importante que o corpo, pois a mesma recebeu de Deus a existência e a imortalidade. Estes tabus permitiram que a sexualidade fosse vivida de maneira reprimida. No século XXI, o poder da ciência e da tecnologia vem ditando novas regras, estabelecendo permissões e proibições para os relacionamentos sexuais. Antigamente, as famílias não tinham muitas dúvidas em saber o que podiam permitir ou não. Hoje, se vive um momento difícil para a construção de um sistema de valores sexuais, mas não podemos abrir mão de ensinar aos adolescentes o respeito por si próprio e pela sua dignidade enquanto pessoa, o respeito pelo outro, não fazendo dele um objeto de satisfação, o acesso ao saber de forma honesta e não preconceituosa, o desenvolvimento do espírito crítico e a capacidade de raciocínio e reflexão para fazer a sua escolha. Para refletir, leia 1Coríntios 12.12-27

Drogas? Tô fora!

O rock é do mal?

Pastor Marcos Antonio da Silva

Pastor Cláudio Kupka

Segundo a Medicina, droga é Qualquer substância capaz de modificar a função dos organismos vivos, resultando em mudanças fisiológicas ou de comportamentos. Resumindo, quando alguém se droga, essa pessoa está transformando o que é real em fantasia. Para os jovens em especial, esse efeito da droga é extremamente tentador. O jovem, por sua natureza, deseja mudar muitas coisas ao seu redor: família, sociedade, escola, ele mesmo, amigos e tudo mais que o incomoda. Quando percebe que não consegue mudar as coisas do seu jeito, procura fugir da realidade que não suporta. O jovem descobre que as drogas dão a ele ‘alívio’ ou ‘alegria’ para suportar a caminhada. Certa vez, ouvi o testemunho de um jovem ‘Se, por um lado, a droga é fascinante pela sensação prazerosa que produz, por outro é letal, porque a experiência tem curta duração, fazendo com que a pessoa entre em um círculo vicioso de dependência’. Muitas vezes, encaramos os jovens dependentes da droga como rebeldes, donos do seu nariz, mas o que se mostra na sua grande maioria é que são jovens com baixaestima, não receberam afeto e valorização, fracos de ânimo para suportar adversidades e prontos para fugir dos problemas da vida. Não basta apenas tratar a questão droga remediando o problema, é preciso prevenção e, para isso, é importante proporcionar um espaço para que o jovem seja amado, valorizado, que tenha limites, desenvolva bons relacionamentos e que o levem a uma espiritualidade comprometida com Jesus... A droga é ilusão e engana os que dependem dela. Conhecendo a verdade de Cristo, nos tornamos livres para viver e amar. A fé em Jesus Cristo nos dá coragem para enfrentar as lutas diárias da vida. Para refletir, leia João 10.1-18

O rock e as suas variantes têm sido a trilha sonora da juventude há anos. É fácil, por isso, tachá-lo negativamente como responsável pelo comportamento do jovem. Muitos cristãos inclusive o condenam. Uma ênfase evangélico-luterana, entretanto, procurará sempre resgatar a postura de Jesus, ou seja, de colocar-se ao lado das pessoas e compreender seus motivos. Precisamos, antes de julgar, olhar os jovens nos olhos tentando entender suas buscas e necessidades. É claro que o mundo rock dos jovens tem armadilhas. Em geral, a idéia é não resolver problemas, mas achar paliativos. Em vez de resolver os conflitos em casa, quem sabe não é melhor passar o dia conectado a um mp3 player? A intensidade e a superficialidade típicas da juventude se prestam a vários comportamentos perigosos. Creio que sempre seja tempo das pessoas se encontrarem – umas com as outras e consigo mesmas. O espaço da comunhão cristã deveria propiciar isso prioritariamente. Um espaço no qual os jovens pudessem compartilhar o que gostam (inclusive sua música preferida), falar das suas buscas e sonhos e partilhar, sem condenação, os tropeços desta fase da vida. Um dos caminhos é procurar descobrir dentro do mundo da música a própria compreensão sobre quem é o jovem e qual é a sua crise. Quem sabe começar analisando a letra de uma música? A condição para o sucesso desse diálogo é estar disposto a falar do problema do jovem com a família e a sociedade. Não é hora de ‘tirar o corpo fora’. Nesse encontro franco e aberto, muita coisa boa pode acontecer: perdão mútuo, respeito e aceitação. Se convidado, Jesus entraria com alegria nesta casa. Inclusive se nela alguém curtisse rock. Para refletir, leia Eclesiastes 11.9-12.1


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Geral

Lançamento dos Seminários do Tema do Ano 2008 A Campanha Tema do Ano 2008, que teve o seu lançamento no dia 2 de março, proporciona a continuidade da reflexão do Tema de 2007, ou seja, No poder do Espírito, proclamamos a reconciliação. A novidade vem com o Lema Velhinhos e velhinhas sentarão nas praças de Jerusalém e as praças ficarão cheias de meninos e meninas brincando (Zacarias 8.4-5). Com o Lema, a Campanha do Tema do Ano revela que a realidade na qual a Igreja está inserida é dinâmica. O mundo em que vivemos está em constante mudança. As pessoas que formam a IECLB são animadas a inspirar-se na figura profética da praça como espaço de convivência fraterna, alegre e respeitosa. O Espírito move-nos para irmos para a praça e experimentar, já agora, como pode ser a vida alicerçada na reconciliação. A reconciliação é uma proposta de paz que se constrói por meio do perdão, da solidariedade, do amor, da confiança, da liberdade de começar de novo. Seminários para Multiplicadores do Tema do Ano 2008 Com o objetivo de orientar e capacitar lideranças a promoverem a Campanha do Tema do Ano, a Secretaria Geral da IECLB, em parceria com os Sínodos, oferece Seminários para Multiplicadores do Tema do Ano. Assim, a intenção dos Seminários é animar as pessoas que coordenam os diferentes grupos da Comunidade a ocuparem-se com o Tema do Ano, incorporando-o na vida da Comunidade. Para participar desses seminários, informese no seu Sínodo.

Sínodo Norte Catarinense

Sínodo Sudeste

Houve uma grande mobilização por parte do Sínodo Norte Catarinense para o Seminário para Multiplicadores do Tema do Ano. Mais de 100 pessoas participaram do encontro que aconteceu nos dias 9 e 10 de fevereiro, na cidade de Schroeder/SC. Além de uma retrospectiva histórica sobre o Tema do Ano na IECLB, o Seminário oportunizou a reflexão sobre profetismo, reconciliação e missão. Também foi apresentado o Caderno de Estudos Bíblicos, com sugestões de encontros com crianças, adolescentes, jovens e adultos. O Seminário foi muito positivo, conforme avaliou um dos grupos participantes “Foi bom, todos estão motivados e conscientes sobre a importância do Tema do Ano”. O encontro foi assessorado pela Catequista Débora Raquel Klesener Conrad, do Departamento de Educação Cristã da IECLB (DEC).

A proposta de trabalho, incluindo as reflexões e dinâmicas, aproximou os participantes do Encontro de Lideranças do Sínodo Sudeste para o Tema do Ano 2008, realizado nos dias 23 e 24 de fevereiro, em Araras, Petrópolis/RJ. Com o olhar voltado para a realidade de cada um, foi possível aproximar a profecia e o sonho do profeta Zacarias do trabalho diário das Comunidades. Percebeu-se a possibilidade de, já e agora, colocar sinais de esperança num mundo marcado pela injustiça. Estiveram presentes 44 lideranças de Comunidades e Paróquias do Sínodo, que participaram com alegria, contribuindo para um tempo de muita reflexão e convivência fraterna. O encontro foi assessorado pela Catequista Maria Dirlane Witt, do Departamento de Educação Cristã da IECLB.

Conaje

JE ontem e hoje Sheila Murgia Eggert Potin Sínodo Espírito Santo a Belém Escrevo este mês para o Jorev com o intuito de trazer relatos e depoimentos da nossa juventude atual e passada. Para começar, entrevistei o Sr. Arno Potratz, atual Presidente da Paróquia de Santa Maria de Jetibá/ES, que diz ‘No princípio, os pós-confirmandos tinham que comparecer regularmente, uma vez por mês, junto ao Pastor da Comunidade para dar continuidade ao seu Ensino Cristão, na época falado em alemão como ‘Chisten Leren’. Este foi o princípio de nossa Juventude Evangélica em Santa Maria de Jetibá’. Assim como cada Comunidade e Paróquia da IECLB tiveram a sua própria história, por sinal histórias que até hoje são contadas com muita alegria e entusiasmo, certamente a JE já passou por muitas experiências. Compartilho também um depoimento da jovem Márcia Küster para nos trazer um pouco da JE atual ‘A presença dos jovens na Igreja está cada vez mais complicada, pois, nos tempos de hoje, há muita ‘concorrência’, mas também temos jovens bem animados a participar da Igreja junto com a Juventude Evangélica. Como Coordenadora da Paróquia de Santa Maria, está sendo uma boa experiência, pois estou podendo conhecer novas pessoas, pensamentos diferentes e tendo um bom crescimento espiritual. Espero poder encontrar outros jovens para podermos caminhar juntos e termos um bom crescimento da JE”. Pelo que podemos ver, temos jovens interessados em dar continuidade aos trabalhos da JE, o que é muito importante para o crescimento da IECLB. Como sou da cidade que vai sediar o 19º Congresso Nacional da Juventude Evangélica e o 5º Fest’Art, trago esta motivação para todos os jovens do Brasil. Esse grande evento acontece em diferentes lugares a cada dois anos e tem muita alegria, integração, canções animadas e jovens diferentes. Podemos aprender uns com os outros e levar muita novidade para casa. É uma experiência única que você não pode perder por nada. Espero você!


Comportamento

JOREV LUTERANO ABRIL 2008

Orgulho e agruras de ser um jovem indígena no Brasil Recentemente, em dezembro de 2007, divulgou-se uma pesquisa atestando que a população indígena entre 15 e 19 anos tem mais orgulho do povo brasileiro e da educação que recebe

Meninas do povo Deni tirando a polpa do açaí

do que jovens não-indígenas da mesma faixa etária. Na pesquisa Adolescentes e Jovens do Brasil: participação Social e Política, divulgada pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), 20% dos jovens índios responderam espontaneamente o ‘povo brasileiro’ como motivo de orgulho, frente a 5% de jovens não-indígenas. Tal orgulho dos jovens índios pelo povo reflete a admiração pela ‘alegria do brasileiro, apesar das agruras e dificuldades enfrentadas no dia-a-dia’, conforme um dos Coordenadores da pesquisa, Mário Volpi. Agruras e conflitos que podem ser evidenciados no testemunho da Kaingang Laisa Erê Sales Ribeiro “Vivi próximo da cidade de Tenente Portela, na Terra Indígena Guarita. Devido a essa proximidade, percebi a influência que isso provocou e provoca nos indígenas, principalmente na juventude indígena. A comunidade da Aldeia Três Soitas abriga cerca de 120 famílias, aproximadamente 30% são

jovens que não têm identidade. Digo isso, porque a juventude está sem perspectiva de futuro, um futuro de orgulho de ter nascido índio, pessoas que não conhecem sua história, suas crenças, suas raízes, apenas jovens. Não se preocupam em aprender com um velho o valor de um remédio do mato ou um ritual de iniciação para a vida adulta, mesmo ainda tendo velhos que saibam o valor disso. Não existe quem sente e os ouça, pois, na cidade, eles entendem que existe algo mais interessante para saber. Infelizmente, a partir daí, começa o fim de uma riqueza cultural que deveria ser infinita, passada de geração a geração, pois até os mais velhos se sentem constrangidos diante de tanta modernidade e começam a pensar que tudo que sabem não passa de coisa desvalorizada e antiga. Nós, jovens indígenas, devemos lutar para que se resgate tudo o que foi perdido, mesmo acompanhando essa evolução da humanidade, que anda rápida demais aos nossos olhos, não

A Kaingang Laisa Erê fala para a comunidade

querendo parar no tempo, mas fazer com que ela não leve o que realmente somos. Essa consciência deve crescer junto com os nossos filhos, para que os nossos netos saibam ouvir histórias contadas por nós mesmos, de uma geração que quase desapareceu”. O testemunho ressalta que a juventude indígena está inserida numa

sociedade com características culturais próprias, mas não isolada do jeito de ser brasileiro. A comunidade e a juventude indígena buscam atenuar as agruras e dificuldades apontadas, com estratégias como o protagonismo no estabelecimento e cumprimento de políticas públicas específicas ao jeito e modo de ser indígena e a formação

Jovens Guarani envolvidos com a música

universitária (estima-se na região sul do Brasil cerca de 250 estudantes universitários indígenas). Porém, isso exige que os jovens indígenas assumam posições num ambiente de tensões, acrescidos das demandas familiares e da sustentabilidade econômica. Pode-se afirmar que o desafio da juventude indígena está não só em ter o povo brasileiro como motivo de orgulho, mas em sentir-se orgulhoso como membro da sociedade indígena, constituinte do povo brasileiro. P. Sandro Luckmann Obreiro COMIN Guarita/ESOI Frederico Westphalen

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Semana dos Povos Indígenas 2008 O conhecimento, o respeito e a troca de informações com os povos indígenas são os objetivos do caderno e cartaz, elaborados anualmente pelo COMIN para a Semana dos Povos Indígenas, que, em 2008, aborda o tema Povos indígenas em espaços urbanos. A presença de indígenas nas cidades está cada vez mais evidente e os motivos que os levam para estes contextos são os mais diversos. Contudo, sem abrir mão de serem indígenas, eles seguem afirmando suas identidades. Lutam pelos seus direitos e reconstroem suas relações e organizações. O material elaborado em conjunto com os indígenas oferece estímulos para ouvir e olhar grupos de diferentes povos, como os SateréMawé, Kaingang, Terena e Bakairi, que vivem em espaços urbanos, mostrando contexto, cotidiano e desafios da vida em cidades como Manaus/AM, Campo Grande/MS, Dourados/MS, Cuiabá/MT, Porto Alegre/RS e São Leopoldo/RS. A primeira parte é elaborada para crianças. A segunda parte volta-se para o público juvenil e serve também como fonte de informações para educadores e pessoas que irão orientar, animar e facilitar as reflexões. Pa. Ms. Cledes Markus Coordenadora do Projeto Assessoria em Formação COMIN

O Conselho de Missão entre Índios O COMIN foi criado pelo Conselho da IECLB, Constituição Federal de -Justificativa: a razão teológica e em 1982, para implementar o trabalho da Igreja 1988 (Art. 231 e 232) e na pastoral para o trabalho do COMIN entre indígenas no Brasil. Em palavras e ações de regulamentação decorestá expressa na reconciliação e tem o apoio, buscamos e descobrimos sinais do amor de rente. Nesse contexto, o Reino de Deus como horizonte. Deus em conjunto com diferentes povos indígenas, COMIN assume o papel de Assim, como, em Cristo, Deus se em sete campos de trabalho no sul e no norte. O agente solidário, de fomento reconciliou com toda sua criação, trabalho é coordenado por uma secretaria, sediada e cooperação. nossa tarefa é trabalhar pela em São Leopoldo/RS. -Bandeiras: o direito reconciliação entre os étnica e -Visão: o COMIN atua dialogicamente culturalmente diferentes e entre com os povos indígenas, com comunidades aqueles que a história de colonização civis e religiosas, visando a promover o transformou em inimigos sociais. O COMIN acompanha a questão dos jovens direito à diferença entre pessoas e culturas, Fazemos o nosso trabalho tendo quando a igualdade as descaracteriza, e o indígena a políticas numa mão a Bíblia e na outra a Constituição Federal. direito à igualdade entre pessoas e culturas, públicas diferenciaAgradecemos a todos os membros da IECLB pela quando a diferença as inferioriza. O respeito das em saúde, educagenerosa participação na Missão entre Indígenas por meio à diversidade étnica e uma vivência ção e sustentabilida Oferta Nacional da IECLB, que, nesse ano, será intercultural reconciliada constituem a base dade, a questão da recolhida no dia 20 de julho e se para uma sociedade plural. terra e o diálogo indestina a melhorar saúde e nutrição -Metodologia: o COMIN apóia as ter-religioso, em espíde crianças e mães. prioridades colocadas pelos povos Rapazes Deni no estudo das suas origens rito de solidariedade indígenas. Eles são os protagonistas do seu processo e respeito. Na sociedade , o COMIN se empenha pela histórico. O poder público deve assumir suas superação de preconceitos e discriminação. A promoção P. Ms. Hans Trein atribuições e responsabilidades com base na da justiça e da reconciliação é o alvo das suas ações. Secretário Adjunto do COMIN


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Deutscheseite

Keine Gratismahlzeit?

Es heisst in einem bekannten amerikanischen Sprichwort, dass es kein “free meal”, keine Gratismahlzeit gebe. Alles in der Welt müsse bezahlt werden, es sei nichts umsonst. “Umsonst ist nur der Tod. Und der kostet das Leben...”Auch wenn die Regierung Millionen von Armen, die nie in die Versorgungskasse eingezahlt haben, die Altersversorgung garantiert, so müssen andere Millionen die Steuern aufbringen, die diese Grosszügigkeit überhaupt ermöglichen. Das ist wohl wahr, und unsere relative Gerechtigkeit muss zur gegebenen Zeit wohl zur Geltung kommen. Unser Brot fällt ja schliesslich nicht vom Himmel! - Oder doch? Ist in unserem Leben nicht das Entscheidende gratis? Wie ist es mit der Luft, die wir atmen? Wir könnten keine 5 Minuten leben, ohne zu atmen. Was

haben wir für die Atemluft bezahlt? Wie wäre das, wenn wir immer mit einem Sauerstofftank herumlaufen müssten, der auf einer Tankstelle (keine Schecks bitte! Barzahlung!) jede Woche nachgefüllt werden müsste? Und wie ist es mit dem Wasser? Ohne Wasser zum Trinken wären wir innerhalb einer Woche tot. Und wo kommt das Wasser her? Vom städtischen Wasserwerk etwa, das uns monatlich die Rechnung präsentiert? Nein, es fällt vom Himmel, umsonst, es ist eine wirkliche Gratismahlzeit. Das Wasserwerk filtriert nur den Dreck heraus, den wir Menschen hineingebracht haben, und stellt uns dafür die Rechnung zu. Und wie ist es mit dem Schlaf, nach Shakespeare “der Hauptgang in der Mahlzeit des Lebens”? Muss ich dafür zahlen? Wenn wir wirklich einmal “nachrechnen”, stellen wir staunend fest, dass im Grunde unsere gesamte Lebensmahlzeit ein freies Geschenk Gottes ist. Wenn wir gearbeitet haben, so hat Gott uns die Gesundheit dazu gegeben. Und wenn es uns geschmeckt hat, so war er auch der Geber des guten Appetits und des Wohlbefindens. Und wie ist es mit dem Heiligen Abendmahl? Ist es nicht das Urbild des grossen Gratismahls, das Gott uns bereitet hat? Ja, im Grunde ist unser Leben wirklich eine einzige Gratismahlzeit. Haben wir vielleicht jemandem ein paar Geldscheine zugesteckt, als wir auf die Welt kamen? Oder haben wir unserer Mutter gesagt: Ich mach dir die Geburtswehen wieder gut,

sobald ich das Geld dazu in der Hand habe? Nicht einmal die Hebamme haben wir selber bezahlt. Das haben andere für uns getan, es ist wahr. Aber das, was andere für uns getan haben, ist eben Teil der freien Mahlzeit, die Gott für uns bereitet hat. Man kann sie nicht mit Geld aufrechnen und abrechnen. Es sind Dinge, die geschehen einfach gratis – und gratis bedeutet “aus Dank”, oder “um Dankes willen”. Ich glaube, wenn wir das mit der Gratismahlzeit erst einmal richtig verstanden haben, nicht nur mit dem Kopf, sondern auch mit dem Herzen, dann erfährt unser Leben eine entscheidende Wende. Wir hören dann auf, “Bohnenzähler” zu sein, Menschen, die all die kleinen Dinge, die wir für andere tun, aufrechnen und anrechnen, als ob das Leben ein Bankkonto wäre. Wir erfahren dann, dass Gott uns gratis errettet hat, dass die Gnade Gottes in Jesus Christus nichts ist als ein freies Geschenk. Wir werden dann dankbar, wir werden selber grossmütig, ein bisschen wie Gott. Wir gönnen dann den Armen von Herzen ihre Altersversorgung. Wir leben ja selber als Beschenkte. Und auf einmal fühlen wir uns frei und gelöst, “wie´s Kind zur Weihnachtsgabe”, wie es der Liederdichter sagt. Wir können atmen, aufatmen, Gottes geschenkte Luft einatmen und in ganz elementarer Weise spüren, dass wir geliebte Kinder Gottes sind, die sich auf das grosse freie Mahl freuen dürfen, das Jesus Christus gratis, aus Gnaden, für die Geladenen, auch für die, die von den Hecken und Zäunen kommen, bereitet hat. Pfarrer Lindolfo Weingärtner

Nach Hause Bei einer Bahnfahrt saß ich neben einem jungen Mann, der sehr kummervoll wirkte. Nervös rutschte er auf seinem Sitz hin und her. Nach einiger Zeit sagte er mir endlich, dass er vor langer Zeit von daheim weggelaufen war. Den Streit mit den Eltern habe er nicht mehr ausgehalten. Nun wolle er sich aber gerne wieder mit seinen Eltern versöhnen und er sei auf der Fahrt nach Hause. Seine Eltern waren damals nach seinem Weglaufen tief getroffen. Sie konnten es nicht verstehen, ihr eigener Sohn! Trotzdem, trotz allem, hoffte er nun, dass seine Eltern ihm verziehen hätten. Er hatte ihnen in einem Brief geschrieben: „Liebe Eltern, bitte gebt mir ein Zeichen, ob ihr mir vergeben habt. Ich werde mit dem Zug an euerem kleinen Bauernhof vorbeifahren. Wenn ihr mir verziehen habt, so sollt ihr in dem großen Apfelbaum an der Strecke ein gelbes Band hängen. Wenn ihr mich aber nicht wieder sehen wollt, braucht ihr gar nichts tun. Dann werde ich weiterfahren, weit weg. Lieber Gruß, Euer Sohn.“ Als der Zug sich nun seiner Heimatstadt näherte, hielt der Junge es nicht mehr aus. Er wollte unbedingt aus dem Fenster schauen. Ich tauschte den Platz mit ihm und versprach, mit auf den Apfelbaum zu achten. Und dann sah ich ihn: Der ganze Baum – über und über mit gelben Bändern bedeckt. Da ist er, sagte ich, es ist alles in Ordnung. Er sah hinaus, Tränen standen ihm in den Augen vor Freude. Mir war, als hätte ich ein Wunder miterlebt. Und vielleicht war es auch eins.

Jugendliche sollen spüren, dass sie angenommen sind, so wie sie sind. Sie brauchen Zuversicht, Menschen, die ihnen zuhören und etwas zumuten. Mehr als je zuvor suchen Jugendliche ein Zugehörigkeitsgefühl, ein „Nest“, wo sie sich entfalten können. Jugendliche machen sich Sorgen: um die Zukunft, um den Beruf, um die Liebe, um das Studium. Sie suchen Gruppen, sie wollen „dazugehören“.

Ja, junge Menschen machen auch Fehler – auch weil sie noch vieles lernen wollen. Wichtig ist, dass sie wissen: Auch wenn einige Versuche scheitern sollten, sie werden immer noch geliebt. Das ist nicht nur Aufgabe der Familie, sondern auch der christlichen Gemeinde. Man sagt oft, dass Jugendliche überhaupt kein Interesse am kirchlichen Leben haben, aber sie werden selten gefragt, was ihnen eigentlich in der Kirche fehlt. Gerne wollen sie einbezogen werden: viele sind Musikbegabt oder spielen Theater. Viele jüngere Gemeindeglieder würden auch gerne mitentscheiden und zum Kirchenvorstand gehören. Nicht nur der Pfarrer oder die Pfarrerin sollte ein offenes Herz für Jugendliche haben. Es sollte gar nicht dazu kommen, dass nach der Konfirmation die Jugendliche aus der Gemeinde „verschwinden“ und erst wieder zur Hochzeit erscheinen. Junge Erwachsene sind nicht nur die Zukunft einer Gemeinde. Sie sind längst schon die Gegenwart und als solche wollen sie angenommen werden. Vielleicht sollen die Gemeinden öfter einige gelbe Bänder für ihre Jugendliche in die Bäume hängen.

Theologe Jaime Jung


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JOREV LUTERANO ABRIL 2008

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Anúncios Comunitários Neste espaço, a Comunidade pode compartilhar os momentos significativos da vida cristã, como Nascimento, Batismo, Confirmação, Benção Matrimonial, Encontros Familiares, Bodas e Sepultamento. Entre em contato conosco!

Anunciamos com pesar o falecimento de nossas mães, sogras, avós e bisavós

O Senhor da vida e da morte chamou para si

ELMA HENCKES LAMPERT Ela faleceu em Tenente Portela no dia 13 de agosto de 2007. Nascida em 13 de junho de 1920, filha de Jacó Henckes e Edviges Windberg Henckes. Casada com Alberto Reinoldo Lampert, que a anteceu na morte, em 1999. Nossa eterna gratidão pelo exemplo de vida, com trabalho, honestidade e perseverança que Elma nos deixou. Isso deverá servir sempre de incentivo para seguir nossos caminhos. Ela partiu de nosso meio para ir morar com Deus. Sentimos muito a sua falta, mas estamos confortados pela fé e esperança da ressureição para a vida eterna. Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nele e o mais ele fará. Salmo 37.5

MILDA ALVINA HEIDRICH Nascimento: 9 de julho de 1922 - Falecimento: 29 de outubro de 2007 Natural de Paraíso do Sul/RS, filha de Germano Ernesto Carlos Muller e de Laura Emilia Augusta Prade. Junto com seus pais, irmãs e irmão transferiu residência para Rincão Seco, município de Augusto Pestana. Casou-se em 28 de junho de 1947 com Valdemar Heidrich, que a antecedeu na morte em 26 de julho de 1985. O casal teve três filhos: Oldemar, casado com Gerda Zolinger, Sadi, casado com Eloni Gehrke, e Eloi, casado com Ingrid Fengler, além de seis netos, Marta e Gustavo, Daniel e Carla, Alan e Aline, e três bisnetos: Vitória, Andrei e Daniele. Vovó Milda deixou muitas recordações e bons ensinamentos.

FRIEDA ELSA RÖPKE Nascimento: 20 de junho de 1924 - Falecimento: 14 de janeiro de 2008 Natural de Paraíso do Sul/RS, filha de Germano Ernesto Carlos Muller e de Laura Emilia Augusta Prade. Aos dois anos, com seus familiares veio residir em Rincão Seco, município de Augusto Pestana. Em 30 de novembro de 1946, casou-se com Edemundo Emílio Röpke, que a antecedeu na morte em 25 de novembro de 2001. Residiram durante 60 anos no município de Eugênio de Castro/RS. O casal teve duas filhas: Regita Enia, casada com Oscar Schmitt, e Ivete Clair, casada com Valdenir Mousquer Teixeira, dois netos, Claiton Joel Schmitt, casado com Dulce, e Anderson Nestor Schmitt, casado com Loiva, além de cinco bisnetos: Emilly, Patrick, Edevan, Lucas e Amanda. Mãe Frieda deixa muitas saudades, porém seus ensinamentos são nosso conforto. Agradecemos a todos que vieram prestar sua solidariedade na enfermidade e na sua última homenagem. Somos gratos a Deus por nos ter concedido pais que nos encaminharam para o bem e o bom sentido da vida.

FRIDA HEIDRICH Nascimento: 1º de maio de 1921 - Falecimento: 13 de maio de 2007 Natural de Rincão Seco, município de Augusto Pestana/RS, filha de Germano Drews e de Ana Muller Drews. Em 4 de outubro de 1941, casou-se com Hermínio Heidrich, falecido em 1º de fevereiro de 1963. O casal teve quatro filhos, Edo, casado com Nilva Waslavick, Erica, casada com Vilmo Zorzo, Lorena, casada com José Luis Heineck, e Ingrid Heidrich, além de três netos, Sandra, Eduardo e Rodrigo e o bisneto José Eduardo. Tia Frida foi mulher forte e guereira, pois lutou contra a doença de Alzheimer por muito tempo.

Desde suas infâncias,essas mulheres - duas irmãs e uma prima - conviveram juntas. Depois de moças, casaram, duas ficaram cunhadas entre si, sendo que as três foram vizinhas na localidade de Rincão Dürks. Ali, formaram suas famílias, onde fomos criados como irmãos. Junto com seus esposos, foram membros atuantes na Comunidade e na OASE, da qual foram fundadoras já aos 16 anos na Comunidade de origem. Gostavam muito de cantar cujo ensinamento influenciou inclusive a formação acadêmica dos seus netos. Nos deixaram grandes ensinamentos, dentre eles a importância de viver em família, com união e fraternidade. Materializamos esses conceitos por meio do Batismo, porque nos familiares descendentes encontramos padrinhos e madrinhas das crianças dentre as três famílias, assim mantendo o amor e a amizade que nos uniu. Vovó Milda, Tia Frieda e Tia Frida Heidrich: “Mulheres do Reino de Jesus”, com elas aprendemos paz e luz.

12º ENCONTRO DA FAMÍLIA METZ Data: 13 de abril 2008 Localidade: Pareci Novo/RS Contatos: Marino Metz (51) 3714 4105

Elton Metz

(51) 3714 3445

12º ENCONTRO DA FAMÍLIA HUPPES Data: 13 de abril 2008 Localidade: Comunidade de Rui Barbosa, Arroio do Meio/RS Contatos: Silvério - (51) 3716 1148, e-mail: shuppes@cpovo.net

Silvino - (51) 3709 3208

12º ENCONTRO DA FAMÍLIA RECH Data: 20 de abril 2008 Localidade: Bom Princípio/RS Contatos: Lisete - (51) 3534 7004 , e-mail: liseterech@ibest.com.br

12º ENCONTRO DA FAMÍLIA SCHROH Data: 20 de abril 2008 Localidade: Porto União/SC Contatos: Sra. Alzeni - (49) 3321-0186 ou (49) 9924-1070

e-mail: mag.hemm@bol.com.br


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Gente Luterana

O Sínodo Vale do Taquari, formado por 14 Paróquias, 57 Comunidades e 11 mil famílias-membro, cuja ênfase missionária é o sacerdócio geral, a formação de Obreiros e leigos, o planejamento participativo, a ação ecumênica e a motivação de Comunidades celebrativas por meio da formação de equipes de liturgia, está representado nesta Editoria por nossa gente luterana Márcia Regina Becker e Hans Udo Franz

Presença e unidade

Promovendo a vida

Márcia Regina Becker, 34 anos, agricultora, é casada com Alexandre Pedro Becker, que já foi Tesoureiro da Comunidade Felipe Essig e, hoje, é Secretário da Paróquia de Marques de Souza, e mãe de Renan Pedro e Bianca Amélia. Natural de Marques de Souza/RS, mas, atualmente, morando em Travesseiro/RS, Márcia faz parte da Comunidade Picada Felipe Essig, Paróquia Evangélica Marques de Souza. Com um engajamento ativo na Comunidade, Márcia participa do grupo de saúde comunitária do Centro de Apoio ao Pequeno Agricultor (Capa), do qual é Coordenadora e representante paroquial. “O trabalho do Capa, com ênfase na saúde comunitária, tem sido muito importante, pois conhecíamos ervas e plantas medicinais, mas faltavam informação e conhecimento a respeito da sua utilidade. A realidade de ‘para qualquer dor de barriga ou gripe, se corre ao médico’ mudou. Temos à disposição pomadas, xaropes e tinturas”, comemora.

Somos desafiados a buscar alternativas concretas que reforcem a vida Na IECLB, Márcia é ViceSecretária da Comunidade e faz parte do Conselho Fiscal da Paróquia. “A experiência tem mostrado que o membro precisa ser convidado e motivado para ir aos cultos e participar das diferentes atividades. Este é um trabalho que traz

resultados concretos”, explica a Presbítera, para quem o envolvimento de diferentes pessoas na Comunidade gera crescimento em fé e esperança. “As celebrações também são um espaço relevante para os jovens. Devemos motivá-los para que se integrem à Comunidade e que a Comunidade seja espaço aberto e acolhedor, onde o jovem sinta-se bem”, acredita. Em sua experiência de vida, a fé tem sido fundamental no dia-a-dia. “A cada manhã, agradeço a Deus pela vida e pela saúde, pedindo-lhe que conceda um dia prazeroso, com saúde e bemestar em meio aos muitos trabalhos que nos aguardam. A gratidão a Deus faz parte da minha espiritualidade”, explica. Dificuldades existem e um dos grandes desafios para Comunidade, Paróquia e Sínodo é “reunir, irmanar-se com todas religiões, Igrejas, buscando seguir um projeto de comunhão e solidariedade, inclusive na Santa Ceia”, destaca. Motivar as famílias a participar dos cultos e empenho na conquista dos jovens, além de um crescimento no setor da música, incentivando a participação da JE neste trabalho, são outros pontos importantes apontados pela Presbítera. Meu sonho para a IECLB é a união das famílias. A realidade que nos cerca é de medo diante do que vai ser amanhã. Que futuro terão nossos filhos e filhas? A violência e o uso de

drogas estão cada vez mais presentes na realidade diária. Como Igreja, somos desafiados por esta realidade, buscando, em testemunho e ação, alternativas concretas que reforcem a vida. As famílias precisam sentir isso, saber que sua Igreja está empenhada na construção de uma sociedade que promove a paz, o direito, enfim, a vida.

Hans Udo Franz, 38 anos, nasceu em Estrela/RS. Funcionário público estadual, é servidor na 16ª Coordenadoria Regional de Saúde, na cidade vizinha, Lajeado. Na IECLB, é membro na Paróquia Evangélica de Estrela e, embora seja um luterano ‘de berço’, acredita que o ‘ser luterano’ tem que ser aprendido e praticado a cada dia. A propósito, no cotidiano, Hans considera a leitura um apoio importante para a fé e não esquece a oração “Algumas coisas que acontecem dão a certeza que podemos contar com Ele. A fé traz um discernimento na tomada de decisões e nos dá um rumo. Também a participação regular nos cultos fortalece a fé no Senhor”. Batismo, Culto Infantil, Ensino Confirmatório e uma família sempre muito participativa na Comunidade influíram no gosto que Hans tem pela causa da nossa Igreja. Com o tempo, vieram os convites para ocupar funções na Comunidade e a vontade de colaborar só foi aumentando. Formado em Ciências Contábeis, Hans ingressou em 1995 no Serviço Público e, desde então, trabalha na função de Auxiliar de Estatística “O relacionamento com os colegas, o diálogo e as

amizades são muito facilitados quando se é uma pessoa com fé. Quando há oportunidade, dirijo uma meditação no início de reuniões

ou palestras e levo uma palavra de fé às festividades de fim de ano”. Por sua vez, a vida profissional auxilia as atividades da Igreja. Como Hans atua em um órgão ligado ao Sistema Único de Saúde (SUS), orienta as pessoas sobre o acesso aos serviços disponíveis. “Para quem não tem condições financeiras ou desconhece o que o poder público pode e deve disponibilizar, é algo muito importante”, esclarece. Já tendo feito parte do Conselho Paroquial, Conselho Fiscal e Presbitério da Comunidade, que presidiu entre 2005 e 2006, atualmente o Presbítero atua como Secretário da Paróquia Evangélica de Estrela, além de ser Delegado do Sínodo Vale do Taquari ao Concílio da Igreja. Ser IECLB também apresenta desafios e, na região, a meta é ser uma Igreja permanentemente missionária, aglutinadora. “Temos que marcar presença sempre e ampliar o número de membros, mas só ser número não é o suficiente, devemos ter ação”, alerta.

O que seria de nós se não pudéssemos acreditar, ter fé? A maior motivação para enfrentar os desafios? “É a própria vida! O que seria de nós se não houvesse a presença do Criador e do seu Filho Unigênito e se não pudéssemos acreditar nisso, ter fé? Igreja, Paróquia e Comunidade são feitas de pessoas e é preciso ser Igreja viva, onde os membros participem para crescer enquanto pessoas, grupo”. Marcar mais presença no território brasileiro é um dos sonhos de Hans para a IECLB, que acredita existir um trabalho a ser feito na mídia, de forma a divulgar o que somos e fazemos. Internamente, avalia que precisamos conhecer melhor o que se passa na Comunidade vizinha, por exemplo, ampliando esta ação até os demais Sínodos. “Talvez, isso traga uma unidade maior”, completa.


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