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Jornal Evangélico Luterano - Ano 36 - nº 697 - Julho 2007

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LUTERANO

www.luteranos.com.br

JOREV LUTERANO JULHO 2007

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JOREV

JORNAL EVANGÉLICO LUTERANO - IGREJA EVANGÉLICA DE CONFISSÃO LUTERANA NO BRASIL - ANO 36 - JULHO DE 2007 - Nº 697 Tema: No poder do Espírito, proclamamos reconciliação

Lema: Não podemos deixar de falar das coisas que vimos e ouvimos (Atos 4.29)

Somos obras nas mãos de Deus Comunidade do encontro

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Ensino e aprendizado na Teologia

Identidade IECLB


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Editorial

Deixar-se modelar pelo Senhor Mas agora, ó Senhor, tu és nosso Pai, nós somos o barro, e tu, o nosso oleiro; e todos nós, obra das tuas mãos. (Isaías 64.8) A obra que ilustra a capa desta edição, bem como as inspirações do autor, o Artista Plástico Walter Berner, Presbítero da Comunidade Evangélica de Petrópolis/RJ, nos remetem a refletir sobre o tema Deixar-se modelar. Nos tempos em que vivemos, realidade na qual ‘ninguém tem tempo para nada’, uma certa ilusão nos ronda: o desejo de sermos senhores absolutos do nosso destino, de preferência, infalíveis em nossas escolhas nesta vida de tantas oportunidades supérfluas e consumismo atraente. A tecnologia e as facilidades da vida moderna nos dão a falsa impressão de auto-suficiência, ao ponto de ‘ser’ não ser mais importante e o ‘ter’ significar ter um lugar ao sol. Com tantos compromissos na agenda e tantas opções de atividades para fazer uso do tempo e do dinheiro, a sensação é de sermos ‘donos do mundo’, não no

sentido positivo de sermos responsáveis pelo nosso pequeno mundinho, formado por família, casa e trabalho, mas donos no sentido de podermos controlar os acontecimentos, por isso o sentimento de fracasso quando algo não sai como planejamos. A modernidade, às vezes, nos faz esquecer quem é o verdadeiro ‘dono do mundo’, quem realmente tem o poder de decidir o que, quando e, principalmente, porquê vai acontecer determinado fato. Por vezes, parece que queremos ser deuses, mas só conseguimos ser deuses da falibilidade humana, deuses do materialismo, deuses do egoísmo... Onde está a nossa essência? Onde ficou a nossa capacidade de avaliar – e aceitar – as pessoas pelo que elas são e não pelo que elas aparentam ou deveriam ser? O lamentável é que este ‘ter’ está carregado de um individualismo que se estende, inclusive, ao âmbito do humano: ‘ter’ um marido/uma esposa’, ‘ter’ filhos, ‘ter’ família

e por aí vai com ‘ter’ emprego, ‘ter’ casa, ‘ter’ poder, ‘ter’ mando, ‘ter’ voz e vez... Em meio a tanto ‘ter’, onde ficou o ‘ser’ boa esposa/bom marido, ‘ser’ boa mãe/bom pai, ‘ser’ boa/bom para a família, ‘ser’ uma/um profissional competente, ‘ser’ cuidadosa/ cuidadoso com a casa, ‘ser’ liderança, ‘ser’ exemplo, ‘ser’ indivíduo autêntico, ‘ser’ correta/correto e, aí sim, ‘ter’ e ‘ser’ fiel na fé, ‘ter’ e ‘ser’ temente a Deus? Do ‘ter ’, nascem os medos. No entanto, em nome do ‘ser ’, nascem certezas, as certezas da Graça de Deus, que, em sua imensa misericórdia, saberá, como Grande Oleiro, nos remodelar em vaso belo e novo para sermos vasos úteis sem rachaduras ou trincas. Deixar-se modelar por Deus é caminhar na luz que nos guia, sem que precisemos de escudos ou máscaras que só escondem a nossa verdadeira imagem, nossa identidade autêntica e única. Deixemos nossos corações receptivos para o Grande Oleiro operar milagres.

Canal direto

além de Secretária da Paróquia Teutônia Sul, também é Agente do Jorev. “Somos minha filha Kelly e eu que fazemos a entrega dos exemplares aos assinantes”, explica. A Agente conta que as matérias em alemão são as mais admiradas pela sua família e, da mesma forma, pela Comunidade. “Recorto a página e mando para minha outra filha, Libele, traduzir no colégio. É muito divertido! O alemão nunca poderá faltar, pois ele ainda é a língua predominante no nosso interior. Continuando assim,

sempre estaremos resgatando os valores dos nossos colonizadores, aqui, desta região”, sugere Ediles. Na Comunidade, as opiniões sobre o Jorev são muito favoráveis. A Secretária revela que, para os assinantes, o Jornal Evangélico Luterano é o meio pelo qual ficam sabendo o que se passa nas nossas Paróquias e Sínodos. Para nossa satisfação, o casal de Pastores Mauri e Eliana Binsfeld são assinantes e assíduos leitores do jornal da nossa Igreja.

Trabalhando desde 1996 na Comunidade Evangélica de Confissão L u t e r a n a Redentor, pertencente ao Sínodo Vale do Taquari, Ediles Lindemann,

CARTAS Jorev

Luterano IECLB Jornal da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil www.luteranos.com.br PASTOR PRESIDENTE P. DR. WALTER ALTMANN SECRETÁRIO GERAL P. DR. NESTOR FRIEDRICH JORNALISTA RESPONSÁVEL LETÍCIA MONTANET-REG. PROF.: 10925 ADMINISTRAÇÃO / COMERCIAL CRISTIANO HENRIQUE LAMB CARTAS - SUGESTÕES DE PAUTA ARTIGOS - ANÚNCIOS FAMILIARES E ANÚNCIOS COMERCIAIS RUA SENHOR DOS PASSOS, 202/3 90.020-180 - PORTO ALEGRE/RS FONE: (51) 3227.1258 FAX: (51) 3225.7244 E-MAIL: jorev@ieclb.org.br SECRETARIA GERAL - IECLB FONE: (51) 3221.3433 ASSINATURA ANUAL - 11 EDIÇÕES R$ 18,00

Olá Equipe Jorev! Gostamos muito da matéria ‘Mãe: profissão 24 horas’, publicada na página 13 do Jorev referente ao mês de maio. Muitas pessoas nos reconheceram e vieram falar conosco elogiando a matéria. Ficou realmente muito boa. Que Deus continue iluminando o trabalho de vocês. Contem sempre conosco! Fraternalmente, Vilson L. Hining e família Três Coroas/RS Saudações aos prezados Escrevo, pois estou muito contente com o Jornal Evangélico Luterano. Melhor impossível! Tem notícias da nossa Igreja e de todas as Paróquias do Brasil. Agradeço muito e aproveito para dizer que é por meio do Jorev que os membros ficam sabendo o tamanho da nossa Igreja. Parabéns a toda a equipe de colaboradores. Abraços, Oscar Althaus Bento Gonçalves/RS

Este espaço é seu A sua opinião é fundamental no nosso trabalho. Conhecer suas preferências, ouvir suas dicas de pauta, suas sugestões para o jornal e seus comentários sobre as nossas matérias é muito importante para que possamos sempre oferecer um Jorev melhor para você. Faça o seu Jorev. Escreva para nós e participe! Rua Senhor dos Passos, 202/3º 90.020-180 – Porto Alegre/RS ou jorev@ieclb.org.br Estamos esperando seu contato! Capa ‘Olaria Terra’ é uma tempera de terra (pigmentos minerais de produção própria do Artista Plástico Walter Berner coletados na natureza - o acervo conta com mais de 64 cores de terras) que remete ao tema ‘Deixase modelar’ e faz par com a pintura ‘Tu és o oleiro: quebra e transforma’. Leia matéria com Walter Berner na página 16 – Gente Luterana.

Diário da redação Assinaturas Prezados assinantes do Jornal Evangélico Luterano No Jorev, estamos sempre pensando em você. Nossa equipe trabalha em sintonia, preparando todos os detalhes para que chegue mensalmente até a sua casa informações importantes para a sua vivência na IECLB, por isso, cada vez que recebemos a renovação da sua assinatura, ficamos muito felizes. É a resposta positiva ao nosso trabalho! Para os nossos assinantes, temos dois recados importantes: 1) Para que você, que opta por renovar a sua assinatura por meio de depósito bancário, continue recebendo o seu Jorev em casa, é fundamental que comunique o depósito por e-mail (jorev@ieclb.org.br) ou telefone (513227.1258). Caso contrário, não temos como identificar o pagamento e o assinante fica com o pagamento em aberto. Este recado vale para renovações de assinaturas feitas este ano e que, até o momento, ainda não foram comunicadas. No caso de pagamento por boleto bancário, não é necessário qualquer tipo de comunicado. 2) Outro aviso importante é para os assinantes que não recebem o Jorev em casa, mas o retiram nas agências dos Correios. Infelizmente, muitos exemplares estão voltando para nós, pois os assinantes não estão retirando. Sugerimos que os assinantes procurem ir com mais freqüência às agencias ou solicitem este favor para algum vizinho, parente ou amigo. Não deixe o seu Jorev sozinho nos Correios. Leve o seu Jorev para casa! Promoção Para que Você: a nossa melhor notícia estivesse cada vez mais presente no jornal nacional da nossa Igreja, o Jorev preparou uma grande promoção, em que você respondeu às questões da pesquisa, concorreu a muitos prêmios e deixou sua opinião registrada para que pudéssemos melhorar cada vez mais o nosso Jorev! Conforme prometido, no dia 15 de junho, foi realizado o sorteio da promoção e os participantes concorreram a um DVD, duas máquinas fotográficas digitais e a muitos outros prêmios – foram mais de 50 cupons sorteados! Confira a matéria completa com os nomes dos ganhadores na página 15 e aguarde novas promoções!


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Curtas

Sínodo Taquari lança 5° Dia Sinodal da Igreja Em um sábado, dia 26 de maio, na Comunidade Evangélica de Conventos, em Lajeado/RS, foi lançado oficialmente o 5° Dia Sinodal da Igreja no Sínodo Vale do Ta q u a r i , r e u n i n d o a i m p r e n s a

regional, lideranças, represen tantes de Comunidades e Paróquias, Obreiros e autoridades da Igreja Evangélica de Confissão Luterana do Vale do Taquari. O Dia Sinodal, maior evento realizado pela Igreja na região, terá a sua quinta edição no dia 19 de agosto, na Comunidade Evangélica de Conventos, com a programação de culto festivo, atividades para todas as pessoas e atrações específicas para crianças, jovens e terceira idade, envolvendo todos em um clima de acolhimento, alegria e fé. O evento, que marca o aniversário de 10 anos do Sínodo Vale do Taquari com o tema Crer e agradecer, espera caravanas de todas as 57 comunidades evangélicoluteranas, famílias e visitantes de toda região. __________.....__________ Pomerode celebra Pentecostes com Dia da Igreja

A União das Paróquias Evangélicas de Confissão Luterana em Pomerode realizou o Dia da Igreja com Culto de Ação de Graças - Festa da Colheita no dia 27 de maio. O tema abordado na pregação foi sobre ‘Fé, Gratidão e Compromisso’, conduzido pelo Pastor Arno Paganelli. O evento contou, ainda, com a presença da Pastora Sinodal do Sínodo Vale do I tajaí, Mariane Beyer Ehrat, Obreiros das Paróquias e autoridades do município de Pomerode. As ofertas em dinheiro, bem como os alimentos, foram doados para entidades do município, mostrando a importância do trabalho em conjunto e de ofertas para a promoção de uma vida mais digna.

OASE cria associação sinodal De forma a seguir as recomendações do novo Código Civil, a OASE Sinodal do Sínodo Vale do Itajaí reuniu as Coordenadoras Paroquiais e Presidentes dos grupos, na Paróquia Blumenau Centro/SC, para uma assembléia constituinte, realizada no dia 31 de maio, que aprovou a criação da Associação dos Grupos da OASE do Sínodo Vale do Itajaí. “Esta nova entidade passa a ser uma pessoa jurídica, o que nos ajudará a criar parcerias com o poder público, outras entidades sociais, além de nos auxiliar na aquisição das leis de utilidade pública, assistência social e o certificado de filantropia”, explica a Presidente Terezinha Metzker. Com mandato de quatro anos, foram eleitas para a primeira Diretoria da entidade: Terezinha Metzker

(Presidente), Ilona Feuerschuette (VicePresidente), Carmem Delling e Vanda Marli Diegoli (Tesoureiras), Rosana Maske (Secretária), Wilhelmina Kieckbusch (Vice-Secretária). As Pastoras Louvani Kuhn Hirt e Suzani Wander Hepp assumem a Orientação Teológica. __________.....__________ Missão em Moçambique A IECLB está enviando para a Igreja Evangélica Luterana em Moçambique (IELM), 400 Bíblias, 10 conjuntos de CDs com hinos do hinário Hinos do Povo de Deus, 20 Senhas Diárias, 50 exemplares do Devocionário Castelo Forte e 200 exemplares do Catecismo Menor de Martim Lutero.

O envio da presente literatura atende a uma solicitação por parte da IELM à IECLB como apoio a Missão da Igreja Luterana em Moçambique. O envio do material é fruto de doações da IECLB e da Igreja Evangélica dos Estados Unidos (ELCA) para apoio a Missão na África. O P. Presidente da IECLB, Dr. Walter Altmann, e o Coordenador de Missão Global e P. 1º Vice-Presidente, Homero Severo Pinto, visitaram a Editora Sinodal, responsável pela remessa, para ato de envio do material de apoio à Missão da Igreja Luterana em Moçambique.

Livro de Batismo IECLB disponibilizou aos Obreiros e às Comunidades a edição de estudo do Livro de Batismo, organizada pelo Professor Nelson Kirst com o apoio de uma equipe de pesquisa e redação que contribuiu para o conteúdo e a configuração da obra. O material apresenta definições fundamentais sobre o Batismo, aborda aspectos antropológicos e bíblicos, além de relatar os vários significados vinculados ao Batismo registrados no Novo Testamento. O objetivo é ter um período de ampla participação e experimentação, em que os Obreiros e as Comunidades estão convidados a fazer uso responsável e intensivo das propostas e dos subsídios desta ferramenta e enviar comentários, observações, críticas e sugestões ao Conselho de Liturgia da IECLB para que se chegue a uma versão revista e definitiva do Livro de Batismo da IECLB. __________.....__________ Liturgia e música da IECLB De 5 a 7 de junho, estiveram integrados na Casa Matriz de Diaconisas, em São Leopoldo/RS, mais de trinta pessoas ligadas às áreas de homilética (técnica para pregação) e música eclesiástica (musicistas de Comunidades, regentes, instrumentistas, coralistas e compositores). Na quarta-feira, o Pastor Presidente, Dr. Walter Altmann, assessorou o Seminário, abordando a questão do Ministério na Igreja e frisando a sua unicidade. Também fez a relação do Ministério da música com os outros Ministérios e abriu para um diálogo com os participantes.

O Seminário foi promovido e realizado pelos Conselhos de Liturgia e de Música da IECLB e teve apoio da Secretaria de Formação. Entre os presentes, estavam Pastores, Catequistas, Diáconos, estudantes de Teologia da FLT e da EST, musicistas que atuam em Comunidades da IECLB e membros de Comunidades simpatizantes à temática.

Sobe 20 de julho – Dia do Amigo: parabéns àqueles que se dedicam a uma amizade sincera, pois sabem que quem encontrou um amigo encontrou um verdadeiro tesouro!

Desce A maneira vergonhosa como os nossos governantes estão conduzindo a política brasileira, esquecendo-se da ética e do compromisso moral e cívico assumido com os eleitores.

Ofertas Nacionais 8 de julho 6º Domingo após Pentecostes Bolsas de estudantes na ADL Associação Diacônica Luterana (ADL), instituição vinvulada à IECLB, tem investido concretamerde na juventude com a formação de jovens, moças e rapazes, entre 14 e 22 anos, provenientes de diversas cidades do Espírito Santo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Mato Grosso. Por meio do Curso Diaconal e Técnico em Agropecuária com Qualificação para Agroecologia, estes têm a chance de despertar, firmar-se e orientar seu futuro profissional em valores cristãos. Quando os jovens deixam a ADL, esse investimento se multiplica, pois os jovens vão trabalhar em diferentes campos ligados à diaconia, aos projetos sociais e/ou à agricultura. 29 de julho 9º Domingo após Pentecostes Fundo de Missão no Exterior Irmã Doraci Edinger Em parceria com igrejas-irmãs, a IECLB tem Obreiros atuando nos seguintes países: Alemanha, Suíça, Hungria, Estados Unidos, Honduras, Costa Rica, El Salvador e Equador. O trabalho missionário não é isento de perigos e isto ficou claro em 2004, com o assassinato, em Moçambique, da Diaconisa da IECLB Irmã Doraci Edinger, que dedicou a sua vida às Comunidades empobrecidas de Moçambique, de 1998 a 2004. Esse fundo, que leva o nome da Irmã Doraci, quer fomentar o trabalho da IECLB no exterior em parceria com igrejas-irmãs.


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Atualidade

Desafios e Prioridades IECLB: identidade confessional

O relatório da Presidência ao Concílio de Panambi colocou, ao final, três ênfases prioritárias: identidade confessional, missão e autosustentabilidade, os eixos mais relevantes no todo da IECLB neste momento. O Pastor Presidente da IECLB, Dr. Walter Altmann, concentrou-se no que é mais essencial para a vida da Igreja, constitui uma responsabilidade especial da Presidência e pode dar um norte teológico prioritário à IECLB, peparando o material Desafios e Prioridades para o encontro da Presidência com os Pastores Sinodais e revisto para a reunião do Conselho da Igreja, ambos relizados em março deste ano, o qual segue um resumo

dividido em três edições: identidade confessional, missão e auto-sustentabilidade. Identidade confessional Na IECLB, há uma crescente tomada de consciência quanto ao ser ‘evangélico’, ‘de confissão luterana’, ‘no Brasil’. Os conflitos internos na IECLB, em particular com o movimento carismático, têm contribuído para tanto, mas há tempos nos perguntamos por nossa identidade. Em tempos de pluralismo e mobilidade religiosa, é o conhecimento da fé que dá o melhor sustentáculo para a sua preservação e a sua difusão. Da nossa história e contexto derivam nosso ‘jeito’ de ser Igreja, que, por vezes, nos paralisa, mas, não raro, exerce uma sensível

atração, por sermos uma Igreja ‘diferente’. Somente por Cristo, somente pela graça, somente pela fé e somente a Escritura: assim têm sido resumidos os pilares confessionais do luteranismo, que se estenderam ao protestantismo em geral, até mesmo a correntes pentecostais. Complementarmente, são relevantes, a teologia da cruz e a liberdade cristã, pois dão à fé uma característica de realismo e autocrítica. Também a eclesiologia evangélico-luterana precisa ser salientada. Com sua compreensão de ‘comunidade sob a Palavra’, a eclesiologia luterana assume uma forma criativa de combinar diversidade e unidade. Assim, a Igreja se constitui num processo sinodal e conciliar. Segundo a teologia da Reforma, o ser humano é visto como alguém que se encontra ‘diante de Deus’, relacionado com o próximo e inserido no mundo. Também a antropologia luterana é sóbria: diante de Deus, o ser humano reconhece-se como pecador, mas em Cristo é justificado e, assim, passa a ser alguém simultaneamente justo e pecador. Pela fé, é vocacionado a servir o próximo em amor e inserese no mundo, sem legalismos, em liberdade e responsabilidade profético-diaconal. Desta forma, a justiça de Deus torna-se atuante no mundo e o crente passa a viver em ‘justiça e bem-aventurança’ (Lutero, Catecismo Menor).

Identidade confessional Alguns assuntos específicos a serem desdobrados - Quem é membro da IECLB? Uma orientação a partir dos documentos normativos da IECLB, desdobrada até

o aspecto ‘prático’ da obtenção de dados estatísticos abrangentes e confiáveis. - Carta pastoral aos Obreiros e Obreiras acerca da dignidade e das responsabilidades do Ministério, inclusive a relação com a respectiva Comunidade e com a Igreja como um todo. - A Internet: uma orientação teológica e prática quanto ao seu uso eticamente responsável. Acrescentemse também os vários posicionamentos elaborados ou em elaboração: prosperidade, cuidado pela vida, diálogo inter-religioso e aborto. - Diálogo com os movimentos internos da IECLB e entre eles, buscando afirmar e fortalecer a identidade e a missão como formuladas na Constituição, em espírito de conciliação e entendimento. - Fortalecimento dos processos e mecanismos de mediação pastoral e espiritual em situações de tensão e conflito.

Estranheza e banalidade Mesmo com ameaça de chuva, meu pai e eu fomos ao cemitério visitar os túmulos dos nossos antepassados. É uma saudável tradição. Na ida ao cemitério, encontramos um parente, que, ao saber de nossa intenção, sorriu sem jeito: Vai levar o filho para ver o seu futuro terreno? Em tom de brincadeira, referia-se ao fato de que a minha mãe e o meu pai haviam reservado um espaço para as suas sepulturas, mesmo que não haja uma ameaça aparente de morte. No cemitério, fizemos a trajetória ritual de visitar túmulos de parentes, como faço duas vezes por ano. Depois de andar entre túmulos, saudades e esperanças, foi-me mostrado o espaço que eles reservaram para si, que ficará entre o dos seus pais e das tias e da irmã que faleceu em tenra idade. Num tempo em que somos levados a nos prender à vida como se ela dependesse em tudo do que podemos fazer dela e, ao mesmo tempo, em que a banalizamos tanto, especialmente a dos jovens pobres, a atitude dos meus pais soa com muita estranheza. De que estranheza estamos falando? Com certeza, não estamos falando da morte de alguém ali na esquina por bala perdida ou das cifras de mortos de uma guerra distante, anunciadas todas as noites nos jornais

televisivos, que não mexem com a nossa sensibilidade, até porque a morte foi transformada em espetáculo. Está entre os acontecimentos fantásticos que elevam os níveis de audiências.

O tempo da morte é um tempo veloz e, cada vez, somos mais rápidos Tornando-se, pois, banal, não mais a notamos em nosso meio. Fazemos de conta que ela não existe. Enganamonos, colocando flores muito cedo em nossos queridos defuntos, como diz um colega. Não queremos ver a sua face terrível. Terceirizamos os velórios e nos desfazemos de nossos entes queridos o quanto antes. O tempo da morte é um tempo veloz e, cada vez, somos mais rápidos. Doce e amarga ilusão! Creio que faz parte da qualidade de vida voltarmos a estranhar a morte, como meio de se preparar para ela e forma de defender a vida. Por mais temível que ela seja, a morte precisa se tornar assunto de sala de aula, de oração ao final do culto e deixar de ser um tema estranho nos

meios de comunicação e nas rodas da vida. Portanto, o comportamento estranho de quem se preocupa com o fim vai além de uma precaução para o dia incerto, mas certo. Tal atitude revela uma postura de fé diante da vida e das pessoas. Mais do que coragem ou visão pessimista da vida, preocupar-se com sepulturas e com os mortos revela um confiança em Deus de Abrão, Isaac e Jacó, mas também de Sara e Hagar, Quetura, Rebeca, Lia e Raquel. Por causa de tal Deus, que fez Jesus ressurgir dos mortos, a vida é valorizada e a morte não é banalizada. A fé neste Deus estranho nos ajudará a estranhar a morte, especialmente daquelas pessoas que morrem antes do tempo por causa de injustiças e guerras. Creio, pois, que, no túmulo do soldado desconhecido, o Deus desconhecido (Atos 17.23) dá o seu estranho grito de Paz.

Dr. Oneide Bobsin Pastor da IECLB e Reitor da EST


Presidência

JOREV LUTERANO JULHO 2007

Somos igreja - que igreja somos? Alguns anos atrás, este foi o tema da IECLB: Somos igreja – que igreja somos? O tema continua atual. Temos, hoje, uma crescente diversidade de igrejas e religiões. Nesse emaranhado religioso, que igreja somos? Segundo a Constituição, temos um vínculo de fé com as igrejas que confessam a Jesus Cristo como Senhor e Salvador. Essa confissão de fé é o mais fundamental, ela nos une. No entanto, há, também, diferenças entre as igrejas, na doutrina e na prática, inclusive em como entendemos a própria igreja e a estruturamos. Segundo a Confissão de Augsburgo (artigo 7), a igreja é ‘a congregação dos santos na qual o Evangelho é pregado de maneira pura e os sacramentos são administrados corretamente’. Isso é essencial. As pessoas ‘santas’ são todas as que crêem em Jesus Cristo, pois essa fé as ‘santifica’, mesmo sendo, todas elas, pecadoras. Quanto à forma da igreja se estruturar,

pode haver legitimamente diversidade. Muitas igrejas luteranas, por exemplo, designam seus líderes como ‘bispos’. Na IECLB, os designamos como Pastor ou Pastora Sinodal, Pastor ou Pastora

A IECLB se entende como igreja evangélica, confessionalmente luterana Presidente, mas a função é a mesma, a de supervisionar e orientar espiritualmente as Comunidades e o povo de Deus. Quanto à estrutura da igreja, residem, aí, hoje, alguns dos principais obstáculos para um maior avanço do ecumenismo. Algumas igrejas evangélicas são de cunho ‘congregacional’, conferindo-se autonomia plena à Comunidade local. Outras, como a Igreja Católica, são de cunho ‘episcopal’ hierárquico, em que a autoridade superior decide em questões de doutrina e moral.

Diaconia completa 40 anos

No próximo dia 28 de julho de 2007, Diaconia, uma organização social sem fins lucrativos e de inspiração cristã, estará completando 40 anos de existência. Uma celebração especial em ação de graças será realizada neste dia, na Catedral Anglicana da Santíssima Trindade, no Recife, sede da Diaconia, para marcar a data.

A Diaconia, cuja missão é estar à serviço dos excluídos da sociedade participando da construção solidária da cidadania, tendo como área preferencial de atuação a região Nordeste do Brasil, tem suas ações, focadas na mudança pelo aprendizado, realizadas por meio do Programa de Promoção da Criança e do Adolescente (PPCA), Programa de Apoio à Agricultura Familiar (PAAF) e do Programa de Apoio à Ação Diaconal das Igrejas (PAADI). A Diaconia chega aos 40 anos firmemente envolvida no aprimoramento de políticas públicas e no testemunho da fé cristã, contribuindo para o desenvolvimento e efetivas mudanças sociais. Além disso, tem uma importante participação na luta para a inclusão social dos menos favorecidos, sendo sinônimo de credibilidade e idoneidade.

IECLB perde Waldo César No dia 3 de junho de 2007, no Rio de Janeiro, aos 84 anos, faleceu Waldo César. Teólo-go, sociólogo, professor, jornalista e escritor, Waldo César foi bolsista do Instituto Ecumênico de Bossey (ligado ao CMI), em 1957, e um dos coordenadores da antiga Conferência Evangélica do Brasil. Destacou-se, ainda, como um dos organizadores da Conferência do Nordeste, na década de 60, que teve como tema Cristo e o processo revolucionário brasileiro. Também fez parte do Núcleo de Pesquisa do

Instituto de Estudos da Religião (ISER). De 1979 a 1987, foi Coordenador da Campanha Mundial contra a Fome, da FAO (ONU) para América Latina. Nos últimos anos, foi Assessor e colaborador da Fundação Luterana de Diaconia e membro do grupo assessor da Presidência da IECLB para Responsabilidade Pública.

Já a IECLB é bem peculiar: ela tem um modelo ‘sinodal’ – sínodo significa um caminho em conjunto. A Comunidade é a base, mas todas as Comunidades se propõem a caminhar em conjunto, estabelecendo objetivos em comum e elegendo as suas lideranças em Assembléias e Concílios. Isto é, as Comunidades se apóiam mutuamente, mas também se limitam. O acordo mais importante das Comunidades consiste precisamente na fidelidade confessional. Assim, a IECLB se entende como igreja evangélica, confessionalmente luterana. Além disso, constituindo-se em igreja, as Comunidades se propõem e se comprometem a dar um testemunho comum em nosso País.

Walter Altmann Pastor Presidente da IECLB

Pré-Consulta Latino-Americana do Fórum Cristão Global Cerca de 90 participantes estiveram reunidos em Santiago do Chile, entre os dias 26 e 29 de junho, para a iniciar

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Assembléia da CESE A Assembléia Geral Ordinária da Coordenadoria Ecumênica de Serviço (CESE) foi realizada nos dias 14 e 15 de junho, em Salvador/BA.

Esta foi uma oportunidade para o acompanhamento das atividades planejadas e desenvolvidas pela CESE, bem como para o aprofundamento de temas de interesse das igrejas. O eixo temático da CESE para o período de 2007-2010 é Direitos e Justiça para a Paz, que insere-se na Década para Superar a Violência, do CMI. Nesta assembléia, houve também o foco em uma temática comum: ‘as igrejas diante dos desafios atuais do movimento ecumênico’. A IECLB esteve representada por Gertraude Wanke, Pa. Cibele Kuss, Dr. Carlos Gilberto Bock e P. Dr. Nestor Friedrich. AGENDA DA PRESIDÊNCI A PRESIDÊNCIA 2º quinzena de julho 1ª quinzena de agosto

as tentativas de criar um espaço aberto no qual os representantes da mais ampla gama de igrejas cristãs e organizações ecumênicas, que confessam o Deus trino e Jesus Cristo como perfeito em sua divindade e humanidade, possam desenvolver e praticar o respeito mútuo, explorar e abordar desafios comuns. A consulta é a última de uma série de quatro encontros regionais que iniciaram em 2004, na Ásia, e que levam ao Fórum Cristão Global, a ser realizado em Nairobi, Quênia, de 6 a 9 de novembro deste ano. A consulta latino-americana reuniu representantes das igrejas: protestante, pentecostal, católica-romana, ortodoxa, anglicana, evangélicas e de santidade, conselhos nacionais de igrejas, corpos regionais e igrejas do caribe (de fala inglesa) e representantes do Conselho Mundial de Igrejas. O programa do encontro incluiu estudos bíblicos diários, orações e cultos, de acordo com as diferentes tradições, a partilha de fé e de experiências e histórias das comunidades, além de reflexões acerca do tema Jesus Cristo na América Latina – nosso caminho com Ele.

16 a 17/07 Comissão de Designação e Envio São Leopoldo/RS P. Walter Altmann P. Homero Pinto P. Carlos Möller 22 a 31/07 Congresso Internacional de Pesquisa de Lutero Canoas/RS P. Walter Altmann 23/07 Recepção da IECLB e EST aos participantes (EST) São Leopoldo/RS P. Walter Altmann 24 a 25/07 CO Sínodo Espírito Santo a Belém Jatibocas/ES P. Walter Altmann 27 a 28/07 Reunião do Conselho da Igreja São Leopoldo/RS P. Walter Altmann P. Homero Pinto 31/07 a 03/08 Consulta IECLB-MEUC São Bento do Sul/SC P. Walter Altmann 31/07 a 10/08 Visita às Igrejas Luteranas de Moçambique e Angola Moçambique/Angola P. Homero Pinto 07/08 CO do Núcleo Vale do Rio Pardo Sínodo Centro-Campanha-Sul Ferraz/RS P. Walter Altmann 07/08 CO Sínodo Sul-Riograndense Sertão Santana/RS P. Walter Altmann


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Ministério

Pastorado: acolhimento, solidariedade, partilha, inclusão e testemunho Qual é o desafio de ser Pastor nos dias de hoje? Minha motivação para o Pastorado vem desde a infância. Sempre tive o desejo de ‘quando crescer, vou ser Pastor’. Penso que esta motivação de infância estava ligada ao ambiente familiar, à participação que tínhamos na Comunidade de Toledo/PR e contribuiu o fato de ter dois tios Pastores. Destas influências iniciais, o chamado foi se concretizando na minha vida. A grande motivação e, ao mesmo tempo, o grande desafio são: ajudar as pessoas a conhecer o Deus da graça que se revelou em Jesus Cristo e ajudar a sentir o Deus que cura, liberta, consola, anima e nos perdoa por meio da ação do Espírito Santo. Em Cascavel/PR, como foi o seu início como Pastor? Iniciei os trabalhos em setembro de 2000 e encontrei a Comunidade em um processo de transição um tanto conturbado. Com a graça de Deus, que se utilizou de lideranças e do Presbitério, a Comunidade voltou a caminhar e a desfrutar de um ambiente saudável e de crescimento. Deste início, recordo com alegria e gratidão o desejo das pessoas em ‘pacificar ’ a vida comunitária e acolher bem, uma bela característica da Comunidade de Cascavel.

P. Marlon Jonas Radons, nascido em Nova Santa Rosa/PR, em 1970, é casado com a Pa. Rosangela há quatro anos. Formado em Teologia pela Escola Superior de Teologia (EST), em São Leopoldo/RS, realizou intercâmbio em Marburg, na Alemanha, estágio em Joinville/SC, Período Prático no Rio de Janeiro/RJ e Pós-graduação na área de Aconselhamento e Psicologia Pastoral, também na EST. Até o momento, com nove anos de Ministério, seus campos de trabalho foram em Taió/SC e, atualmente, Cascavel/PR como Pastor Orientador da Juventude e Coordenador dos Obreiros do Núcleo Sol de Maio, no Sínodo Rio-Paraná. Qual é a realidade da Comunidade de Cascavel? A Comunidade de Cascavel, formada pela Comunidade sede e mais cinco pontos de pregação, celebrou, no ano passado, o Jubileu de Ouro da sua existência cujo início se deu com a chegada de algumas famílias vindas do Rio Grande do Sul, que trouxeram os sonhos de uma vida melhor e mais próspera. Durante muitos anos, estas poucas famílias foram atendidas por Obreiros vindos de outras Paróquias, mas, atualmente, somos 461 famíliasmembro, fato que possibilitou a criação

da Comunidade, que, hoje, conta com dois Obreiros: a Pa. Rosangela e eu. Que campos de trabalho há na Comunidade? Culto infantil: o desafio é envolver os pais e chamá-los ao compromisso assumido no Batismo. Juventude Evangélica: o jovem se interessa pela Igreja, por Deus. A questão é como a Igreja tem apresentado Deus aos jovens. OASE: esteio de equilíbrio, fortalecimento e encorajamento. Ensino Confirmatório: cada grupo possui características próprias que refletem o

envolvimento e a importância que os pais dão para a Igreja. Liturgia: é formado por um grupo de pessoas interessadas em conhecer mais a fundo o culto cristão e auxiliar nas celebrações. Bom Samaritano: o resultado da visitação aos membros é muito bom para visitados e visitadores. Além disso, temos também os Grupos de Dança Sênior, Oração, Estudo Bíblico e Louvor, formados pelo Coral da OASE, Grupo Acorde, Banda da JE e Grupo Ecumênico (CONIC). Quais são o papel e a importância do Pastor nesta Comunidade? As pessoas nos vêem como orientadores espirituais e, também, como amigos, alguém que quer estar com eles em todos os momentos da vida. Vejo nossa função neste sentido de servir a Deus, ajudando as pessoas a conhecer e a desenvolver os seus dons para que o falar das coisas que temos visto e ouvido se torne um testemunho claro e diário. Penso que a importância continua sendo fazer da Comunidade um lugar onde as pessoas possam viver a partilha, a solidariedade, a inclusão, experimentar a ajuda, a amizade e a alegria que vem da Boa Nova de Jesus Cristo. Num contexto urbano que desumaniza a pessoa das mais diferentes formas, o Evangelho de Jesus Cristo precisa se encarnar. Planejamento e humildade evangélica são necessários para que isto possa acontecer.

Seminário Sinodal de Diaconia e Inclusão A inclusão acontece na convivência, no ouvir e falar e no compartilhar as experiências que estamos sentindo. A IECLB tem exercitado isso e um exemplo foi o Seminário Sinodal de Diaconia e Inclusão, ocorrido de 25 a 27 de maio, na cidade de Caçador/SC. Estiveram participando 42 pessoas, entre lideranças das Comunidades, Professoras e Coordenadoras das APAEs da região. O Seminário teve o objetivo de aprofundar e discutir a inclusão das pessoas com deficiência na sociedade em geral e na vida em Comunidade. Os temas abordados foram desde o porquê a Igreja

se ocupa com a estamos protemática da inclumovendo e são, conceitos e oportunizando preconceitos lineste dia. Uma gados à deficiência, Igreja em miso processo de são, que se elaboração da perentende como da e a aceitação da uma Igreja a deficiência, os dipartir da misreitos humanos, são de Deus, sociais e culturais não pode ser de todas as pessoas outra coisa e quais são o papel que não uma e o posicionamento igreja em serda Igreja com viço, acolherelação à defidora e incluciência. siva”, afirmou O Seminário, Nádia de além dos conteú- Seminário discute a inclusão e o acolhimento das pessoas com deficiência Oliveira, Coordos, oportunizou celebração, comunhão, intedenadora na Área da Deficiência e Inclusão gração, atividades em grupo e entrega de certificados. da IECLB, ao falar sob re a relação da “Podemos nos orgulhar, como Igreja, daquilo que Missão, Diaconia e Inclusão.


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Presbitério

Os princípios bíblicos devem conduzir a Comunidade lideranças e apoiar os projetos em andamento no Sínodo e na IECLB, ajudando no for possível.

A Secretária do Conselho Sinodal do Sínodo Rio Paraná, Iris Wiedemann, 57 anos, é natural de São Sebastião do Caí/RS, mas mora no Paraná desde os 4 anos de idade. Casada há 31 anos com Guilherme Luiz Wiedemann, Professor aposentado, Íris, também Professora, tem três filhos, Daniel Cristiano, Levi Jonas e Samuel Carlos Wiedemann, e uma neta, Luísa. Como é o seu trabalho como Secretária do Sínodo? Participo, dentro das minhas possibilidades, das atividades do Sínodo, reuniões do Conselho, Assembléias, Seminários de lideranças e, se houver convites, também me disponho a proferir palestras com temas ligados à educação e/ou à fé cristã. Como Secretária do Conselho Sinodal, posso contribuir com sugestões no campo da formação de

Quais foram os caminhos que a fizeram trabalhar na IECLB? Amo ao meu Mestre Jesus e, como conseqüência, amo a minha Igreja e sinto-me impelida a atuar em seu Reino. Os dois anos de Ensino Confirmatório foram muito marcantes, porque o Pastor Joaquim Pawelke soube ajudarme a descobrir os meus dons e me motivar a continuar no trabalho da Igreja. Após a Confirmação, passei a ajudar no Culto Infantil e, depois, também participei da JE. Fui Secretária da OASE, além de Presidente e Coordenadora distrital da OASE. Sou indicada pela Paróquia Nova Santa Rosa como delegada nos Concílios e, atualmente, nas Assembléias Sinodais. O que você faz no Presbitério da Paróquia Nova Santa Rosa? O Presbitério está a serviço do Nosso Senhor Jesus Cristo e não de pessoas, como mais um clube de serviços, onde os sócios têm o direito a serem servidos. Aceitei as funções a mim indicadas porque senti necessidade de conduzir a Comunidade dentro dos princípios e ensinamentos bíblicos. Antes de ser Presidente do Conselho Paroquial da Paróquia de Nova Santa Rosa, fui Secretária da mesma. É um trabalho de equipe, no qual ninguém se destaca. Fizemos um planejamento e procuramos cumpri-lo na medida do possível.

Quais são os principais projetos e dificuldades da Paróquia? No planejamento, constam como prioridades: visitação aos membros, Escola Bíblica de Férias para as crianças, reavivamento dos grupos de JE e a criação de novos grupos, formação de lideranças, cultos de louvor e a Noite dos Dons e Talentos. Como Presbitério, não podemos deixar que os problemas financeiros sejam a tônica das nossas preocupações, mas, sim, que a Palavra de Deus seja o centro de todas as ações, mesmo as relacionadas às finanças. Nesse sentido, estamos tentando pôr em prática o que vem sendo trabalhado na Comissão de Fé, Gratidão e Compromisso. Como funciona e quais são os objetivos da Comissão? A Comissão Fé, Gratidão e Compromisso funciona em nível sinodal. É formada por Obreiros e leigos e tem como objetivo a sensibilização de lideranças e Obreiros para trabalharem, nas Comunidades, a contribuição por gratidão e não por obrigação, pois o cristão dever ser levado a contribuir para a Igreja por entender que tudo o que possui vem de Deus e devolver um pouco do muito que Deus nos dá deve ser gratificante e proporcionar alegria. Esta sensibilização deve começar nas bases, por isso está sendo elaborado um Caderno de Estudos para ser trabalhado em pequenos grupos familiares.

Paróquia Legal - III Neste artigo, analisaremos a eleição da Diretoria Paroquial, ato de competência do Conselho Paroquial regulado na letra “c”, do inciso I, do art. 23 do Regimento Interno da IECLB (RI) e na letra “a”, do inciso XVIII, do art. 9º do Estatuto Padrão de Paróquia (EPP). Procedida a convocação e estabelecido o quorum mínimo para deliberação, restará instalada a reunião do Conselho Paroquial, que elegerá, respeitando o disposto na primeira parte do caput do art. 24 do RI e o caput do art. 13 do EPP, o Presidente, o Tesoureiro, o Secretário e os seus respectivos Vices, cargos estes relacionados na segunda parte do caput do art. 24 do RI e no §1º do art. 13 do EPP. Para evitar irregularidade, os

membros do Conselho devem atentar para o disposto na primeira parte do caput do art. 24 do RI e o caput do art. 13 do EPP, quando referem que a Diretoria Paroquial deverá ser eleita ‘com, pelo menos, a metade integrante dentre os membros do Conselho’, ou seja, pelo menos três das seis pessoas eleitas para integrar a Diretoria devem ser escolhidas entre os membros do Conselho Paroquial, sob pena de irregularidade da eleição, que certamente impedirá o registro da ata de eleição da nova Diretoria, por desrespeito ao estabelecido no Estatuto ou, se for registrada, será passível de anulação. Quanto aos demais membros, podem ser escolhidos pelo Conselho entre os membros das Comunidades-membro, porém, todos os integrantes da Diretoria podem ser escolhidos entre os membros do Conselho, uma vez que não há

qualquer disposição em sentido contrário. Quando ocorrer a eleição de membros não integrantes do Conselho, sugerimos que seja comprovada documentalmente a condição destas pessoas como membros de Comunidades-membro da Paróquia, para poder ser verificada tal condição pelo Oficial do Registro de Pessoas Jurídicas. Realizados tais procedimentos, estará constituída a Diretoria Paroquial, devendo, então, ser registrada a ata de eleição no mesmo ofício onde se encontrarem registrados os Estatutos da Paróquia e, após, deverá ser arquivada com a documentação da Paróquia a ata devidamente registrada, com o que restará regularizada a representação da Paróquia. Jeferson De Boni Almeida Consultor Jurídico da IECLB

Financeiro Responde Informações sobre o regime de contratação CLT - Parte I Neste artigo (dividido em partes I e II), abordaremos alguns aspectos relevantes relacionados à contratação, à regularização e à manutenção dos procedimentos que as entidades necessitam fazer para cumprir a legislação trabalhista regida pela Consolidação das Leis do Trabalho. A entidade que possui colaboradores contratados pela CLT precisa averiguar em seus arquivos se a documentação gerada, quando da contratação, assim como os demais documentos que a sucedem, estão bem organizados e em boa guarda. Isso porque, em caso de fiscalização, aposentadoria e outras situações que ocorrem, estes arquivos precisam estar em dia. Relacionamos, aqui, algumas preocupações em relação a este assunto, utilizando como exemplo a função de Secretário/a, contratada pelo regime CLT. A instituição, quando da contratação de um colaborador, necessita observar diversos itens: a) precisa ter registrado, junto ao Ministério do Trabalho, um grupo de fichas ou livro de empregados; b) a documentação fornecida pelo candidato escolhido, pois esta documentação precisa ser atual e regular, como, por exemplo, carteira de trabalho, foto, exame médico admissional emitido por um médico do trabalho, cópias do RG/CPF, do comprovante de endereço, etc; c) preenchimento correto do contrato de trabalho, no qual devem constar os elementos que compõe este acordo, como o tipo de prestação de serviço, o tempo, o lugar, o horário, a remuneração, entre outras. Existem os modelos que podem ser adquiridos nas livrarias especializadas;

Amauri Ludwig Secretário Executivo de Finanças da IECLB

Indicadores Financeiros UPM Junho/2007 = 2,1607 Índice Mai/2007 = 0,26% Acumulado do ano = 2,86%

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UNIDADE

Soluções mágicas! Isso existe? Quando estamos vivendo um momento difícil, seja por falta de saúde, amor ou crença em dias melhores, custa esperar. Como não sabemos qual é a vontade de Deus, desejamos a solução imediata do nosso problema, sem sofrimentos. No entanto, tudo tem o seu tempo para acontecer e a sua razão de ser, mas, quando falta paciência e entendimento, o recurso é apelar para as ‘soluções mágicas’. Ofertas não faltam para nos iludirmos com tentativas de, não só saber, como intervir no destino, no próprio e no dos outros. É difícil aceitar e compreender, mas não é porque estamos sofrendo que Deus nos abandonou. Ele continua conosco, nos amando de maneira perene. A nós, cabe a fé na superação da crise, pois o consumo de idéias imediatistas apenas nos afasta de Deus. Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem. Pois, pela fé, os antigos obtiveram bom testemunho. Pela fé, entendemos que foi o universo formado pela palavra de Deus, de maneira que o visível veio a existir das coisas que não aparecem (Hebreus 11.1-3).

Abri o dicionário ‘Aurélio’, mas custei um pouco a entender. De um lado, diz lá que o termo ‘mágico’ significa algo fantástico, delicioso e fascinante, algo encantador, extraordinário, sobrenatural. De outro lado, diz que o termo ‘magia’ é ciência oculta, é interferência de espíritos, gênios e demônios, é efeitos contrários às leis naturais, é bruxaria. Qual dos dois é certo? Magia é algo delicioso ou é algo assustador ou poderia ser os dois, dependendo? De que depende essa diferença? Durante mais de 40 anos, um episódio tem-me ajudado a encontrar respostas para este tema. Em 1966, retornei de um ano de estudos na Alemanha. Fomos de navio. Em Hamburgo, duas moças embarcaram. Uma era noiva de um senhor que já atuava há uns dois anos no Brasil. A outra, riquíssima de casa, fora ao porto para pegar o primeiro navio que zarpasse. A bordo, formou-se um grupo de 14 jovens. Fizemos, nas refeições, uma grande mesa e as duas se juntaram a esta ala jovem. Foi uma viagem muito bonita e também muito divertida. Certo dia, avistamos a costa brasileira. Todos correram para ver, quando a riquíssima, bem apreensiva, perguntou: Que língua se fala nesse País? A partir dessa pergunta, nós todos derramamos sobre a coitada tudo que sabíamos desse País. Coisas boas, coisas ruins, verdades e nem tanto verdades. Bancamos verdadeiros ‘fantasmas’, ‘videntes’, ‘reencarnados’ e profundos conhecedores do Brasil, aconselhamos e desaconselhamos, passamos todo tipo de receitas do tipo ‘jeitinho brasileiro’. O resultado foi que ela ficou ainda mais confusa. Isso não era solução para sua ansiedade. Não era mesmo. Enquanto isso, a noiva se retirou muita tranqüila, sorriu até levemente, dizendo: Não quero saber nada de vocês. O meu noivo me mostrará tudo do seu jeito, quando eu chegar

lá. Por enquanto, tenho suas cartas e isso me é suficiente. Quantas vezes tenho aplicado essa resposta quando alguém desenvolve teses e mais teses sobre o que há após a morte e sobre o que poderia vir de lá, seja problema, seja solução. Conheço o Filho de Deus - Jesus - e tenho as suas ‘cartas’, a Bíblia. Isso me é suficiente. O resto saberei quando ele me recepcionar lá. Nessa história, não há nenhum espírito estranho, nenhum demônio, nada que seja contra as leis naturais e não há nem bruxarias. O que há, é fantástico, encantador, delicioso e fascinante. Voltamos, hoje em dia, a maginar novamente (sim, esse verbo existe) e isso é bom. Maginar é muito bom! Uma das minhas netas insiste comigo que as bruxas da sua maginação são todas elas queridas e muito boas. Não tem nada de demoníaco, diz ela, nada de contrário às leis da criação de Deus, de dominações ou de maus espíritos. Talvez devêssemos realmente perguntar o que Harry Potter, Spidermann, fantasmas, espíritos, reencarnados (se é que eles existem) e quantos que viraram heróis em nossa maginação, se eles são realmente bons. Se não o forem, vamos largar mão deles, porque só criarão confusão, mas, se o forem, se foram bons, como Jesus é bom, então vamos maginar prá valer e permitir sermos guiados por esse mundo fantástico por aquele que, lá, nos espera. Um, com toda a certeza, lá, Em sentido horário, nos espera, pois disse Não se P. Helmut Burger, turbe o vosso coração; credes em Pastor emérito da IECLB, Deus, crede também em mim. P. Nelso Weingärtner, Na casa de meu Pai há muitas Pastor emérito da IECLB, moradas. [...] vou preparar-vos lugar (João 14.1-2). e P. Dr. Rolf Schünemann, Pastor da IECLB responsável P. Helmut Burger pela gestão eclesial do portal www.luteranos.com.br.

Do nascimento até a morte, somos confrontados com realidades que não entendemos, que provocam medo e nos fazem sofrer. Para superar o medo e proteger-se de sofrimentos, no decorrer dos tempos, foram desenvolvidos rituais, amuletos, simpatias, fórmulas mágicas e remédios. A pessoa que sabia (ou dizia saber) manipular simpatias, fórmulas mágicas e conhecia os rituais necessários para que amuletos e remédios tivessem o efeito desejado, era o curandeiro, com suas tradições de curandeirismo que vieram com os imigrantes. Num passado, um pouco mais distante, cada povo e cada cultura tinham sua própria tradição no tocante ao tratamento desses problemas. Nossos ancestrais alemães trouxeram consigo tradições de curandeirismo e magia que herdaram de seus pais, na Alemanha. O mesmo aconteceu com os imigrantes portugueses, açorianos, italianos e muitos outros. É bastante comum as pessoas recorrerem aos grandes especialistas no campo da medicina, submeterem-se a sofisticados tratamentos, tomarem os medicamentos prescritos e, ao mesmo tempo, recorrerem aos curandeiros com suas garrafadas, seus fetiches e suas rezas. Por que isso é assim? Em sua essência, o homem de hoje e o homem do passado não mudaram muito. Hoje, nós entendemos muitas coisas que o homem de ontem não entendia, mas isso não nos livrou de um certo sentimento de insuficiência e dependência de algo que é maior que a nossa capacidade de resolver e compreender. O homem dos nossos dias sente nas profundezas de seu ser (como o homem do passado) que, em sua vida e ao seu

A religiosidade está no ar. Expressões religiosas novas andam lado a lado com práticas antigas. Recupera-se o que parecia estar superado e lhes dá um novo tratamento. Há uma imensa salada mista de práticas religiosas nos é servida diariamente pelos meios de comunicação de massa, pelas bancas de jornais e revistas, editoras e livrarias. As pessoas são desafiadas a serem gestoras da sua vida com base em uma religiosidade que, na maioria dos casos, independe de qualquer instituição. As sugestões de rituais, orações, acendimento de velas, o portar de certos objetos, o assumir certas atitudes e determinados gestos de vida procuram incidir e influenciar diretamente as questões do cotidiano das pessoas. Desemprego, relações humanas no trabalho, desilusões na vida afetiva, dramas familiares, doenças, insegurança diante do futuro, a necessidade ou o desejo de compreender e dar sentido ao sofrimento, enfim, uma gama de situações que representam uma enorme interpelação para homens, mulheres, jovens e crianças. Existe um desejo profundo de ter o controle da vida e, ao mesmo tempo, determinar e influenciar o seu curso. Procura-se estabelecer um nexo entre os diversos fios que tecem a existência humana. Quer-se assumir um pouco o papel de Deus diante da constatação dos limites pessoais e humanos. Não se consegue suportar o vazio da existência de fios soltos, impossíveis de serem amarrados. Um peso enorme é depositado na capacidade das pessoas, no pensamento positivo e na sua força interior para superar obstáculos e tornar realidade os próprios anseios. O resultado desta cultura e mentalidade mágica é a responsabilização das próprias pessoas pelo insucesso e fracasso diante da resolução de seus problemas. Tratase, por exemplo, de um lado bastante perverso e injusto o de atribuir ao doente a culpa duplicada por haver contraído uma doença incurável e por ser incapaz de curá-la depois de tê-la adquirido (Drauzio Varella). O testemunho bíblico apresenta uma riqueza enorme de experiências de pessoas que, mesmo não compreendendo a sua dor, procuram depositar a sua confiança em Deus. Um olhar rápido sobre os salmos aponta para uma piedade muito profunda. Percebese uma entrega confiante a despeito das dificuldades. Existem

redor, se manifestam e agem forças e poderes que, aparentemente, podem auxiliá-lo em seu dia-a-dia ou prejudicá-lo e mesmo destruí-lo. Esta é a principal razão que leva tantas pessoas a procurar soluções mágicas junto a curandeiros, feiticeiros e prognosticadores. Nossa culpa. Se, atualmente, nossas comunidades estão infestadas de curandeiros inescrupulosos que enganam as pessoas e cultivam perigosas superstições, nós temos muita culpa nisso. Nós não estivemos presentes o suficiente nas angústias e nos medos que atormentam nossos membros. Médicos o atestam sempre e novamente que eles experimentam tranqüilidade e concentração em cirurgias complicadas, quando um grupo de pessoas acompanha o paciente e a equipe médica em oração. Pessoas doentes e pacientes em hospitais gostam de relembrar o que lhes significou a presença de um Pastor ou de outra pessoa que soube animá-lo e abençoá-lo nesse estado. Pessoas profundamente machucadas por ocorrências traumatizantes esperam de nós um gesto e uma palavra que vai para além da razão e do instinto. Precisamos ter coragem e disposição para ouvir os nossos membros em seus problemas e medos. Precisamos de Pastores e membros experimentados que, com convicção e autoridade, orientem, indiquem caminhos, anunciem perdão e abençoem. Há 45 anos exerço o pastorado na nossa IECLB e, nesse período, a maior realização que experimentei foi ajudar centenas de pessoas a se libertarem da ilusão de ajuda fácil por meio da magia, do curandeirismo e das encenações de ‘pastores ou profetas milagreiros’ de nossos dias. P. Nelso Weingärtner

lamentos, desabafos e queixas, mas elas procuram sempre apontar para o fato de que Deus é o Senhor da vida e da história. A ele se dirige o povo para encontrar forças e energias para encarar infortúnios e inseguranças. Nenhum rito ou gesto pessoal, nenhuma palavra especial por si só, nenhuma promessa e disciplina das pessoas pode determinar o futuro. A propagação de soluções mágicas tem como pano de fundo a dificuldade de experimentar a confiança em Deus expressa no ensinamento de Jesus. No Evangelho de Mateus, Jesus conclama seus seguidores e seguidoras a viver confiadamente em relação aos bens necessários para a manutenção da vida (6.25-34) bem como diante das ameaças à vida Quanto a vocês, até os fios dos seus cabelos estão todos contados (10.30) O apóstolo Paulo afirma que nada pode separar os filhos e filhas do amor de Deus (Romanos 8.39) e que todas as coisas trabalham juntas para o bem daqueles que amam a Deus (Romanos 8.28). A comunidade cristã também usa símbolos, faz gestos, tem rituais, sugere orações, acende velas, etc. Ela, no entanto, não lhes atribui valores mágicos. Eles estão presentes para reforçar a confiança. Procuram aprofundar a comunhão com Deus e com os irmãos e irmãos de fé. Apontam para o Evangelho e a fé em Jesus Cristo. As atitudes e os sinais externos por si não operarão nada, mas eles podem igualmente assumir um caráter mágico se estiverem dissociados do centro da fé no Deus Triuno. Descaracterizados e destituídos do seu sentido original, também poderão iludir e se transformar em simples obra humana que deseja manipular e direcionar a vida segundo os seus desejos. Drauzio Varella afirma que ‘acreditar na força milagrosa do pensamento pode servir ao sonho humano de dominar a morte, mas, atribuir a ela tal poder, é um desrespeito aos doentes graves e à memória dos que já se foram’. Por isso, pode-se cantar confiadamente com Paul Gerhardt Confia o teu caminho a teu fiel Senhor! Teu coração mesquinho, com todo o seu temor: ao Deus onipotente, entrega-o sem tardar. Teu Criador clemente não te há de rejeitar! P. Dr. Rolf Schünemann


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Mulheres

Por que existe pouca liderança feminina na IECLB? Quando participei do Fórum de Missão da IECLB, no ano passado, refleti sobre este assunto: mulher na Igreja x missão. A realidade mostra que a grande missão na IECLB é desenvolvida pelas mulheres, sustentando a estrutura desta instituição. A história nos ensina isso. A realidade cotidiana das mulheres é marcada por um conjunto de conceitos morais e cristãos aprendidos na família e na Igreja. Isso, muitas vezes, causa insegurança, pois a mulher foi educada para colocar em prática suas habilidades. Essa percepção a inibe de dizer sim a novos desafios de trabalhos decisórios. Quando atua na Igreja, é porque algo mais forte a moveu. Isto se chama fé. É esta fé que une e move a dedicação ao serviço. Servir àquele que veio para servir e ser servido: Cristo Jesus. A Bíblia mostra isso claramente. A Assembléia da Federação Luterana Mundial (entidade que tem um programa para o preparo de mulheres na participação da Igreja), realizada em 1991, em Curitiba/PR, teve por decisão que toda a delegação representativa deveria ter 50% de mulheres. Este fato deu uma nova visão no que diz respeito à igualdade representativa de homens e mulheres

Vera Roth cursou a ‘faculdade da vida’, como ela diz, referindo-se à nossa IECLB. Foi há 20 anos, no bairro Roselândia, em Novo Hamburgo/RS, sua cidade natal, que Vera deu seus primeiros passos a frente de ações da Igreja. Não parou mais: foi Presidente da OASE regional, Secretária do Conselho Nacional da OASE, membro do Conselho Diretor e Regional da IECLB, Presidente do Sínodo Rio dos Sinos e, atualmente, Vice-Presidente Sinodal do Sínodo. Também soma participações na coordenação do MEIS - Mulheres latinoamericanas da FLM, coordenação do movimento da FLM sobre assunto que dizem respeito às mulheres, além da idealização e coordenação do Fórum Nacional da Mulher Luterana, ligado à IECLB.

na Igreja, mas parece ter sido esquecido, tendo em vista a pouca participação e indicação do sexo feminino em cargos eletivos decisórios. ‘O que fazer?’ é a pergunta que surge. As Comunidades e Paróquias devem indicar mais mulheres em suas propostas de renovação de Presbitérios e representantes nos vários segmentos que são solicitados pela Igreja. A qualificação nos espaços existentes deve ser promovida para que mudanças realmente ocorram, oportunizando a formação de mulheres. É necessário compartilhar experiências, apoiando-se na formação de redes de solidariedade. As mulheres devem ir além das fronteiras das suas capacidades e ter coragem de enfrentar novos desafios de vida. Queremos ser uma Igreja liderada por mulheres e homens com o trabalho partilhado. Somos uma Igreja a caminho e é este movimento que nos faz sonhar, realizar e ser comunidade cristã. É tempo de somar forças para que possamos, juntos, nos reeducar na construção do projeto da existência humana. Cristo Jesus espera que vivamos sob seu mandamento de amor e respeito, pois ele mesmo disse ‘Amai-vos uns aos outros assim como eu vos amei’.

Sínodo Centro Campanha Sul

Formando futuras lideranças Asta Drehmer Rodrigues, 57 anos, natural de São Pedro do Sul/RS e residente em Rosário do Sul, bancária aposentada, é casada com José Mauro Fiúza Rodrigues, com quem possui quatro filhos: Marcos, Bruno, Otávio e Liane. Além de várias atividades sociais desenvolvidas, na IECLB Liane contabiliza os seguintes cargos: VicePresidente da OASE local, Vice-Presidente da OASE paroquial Extremo Oeste, Tesoureira e Presidente do Sínodo Centro Campanha Sul, membro do Conselho Fiscal da Associação Nacional da OASE, Vice-Tesoureira do Presbitério Comunidade Rosário do Sul, membro do Conselho Fiscal da Comunidade de Rosário do Sul e Presidente da Paróquia Extremo Oeste. Como é o trabalho na OASE local? Temos dois dias fixos de reuniões para estudos bíblicos, estudos temáticos da atualidade, utilização do roteiro da OASE e outras literaturas, além da participação nos

cultos em geral, ecumênicos, Dia Mundial de Oração, Semana Nacional da OASE, Semana de Oração para Unidade Cristã, Dia Nacional de Ação de Graças, Seminário Nacional da OASE e presença efetiva em encontros, Congressos e Assembléia Sinodais. Também realizamos visitação ao asilo local, colaboramos com a Liga de Combate ao Câncer e ajudamos a Comunidade, onde a OASE tem papel fundamental com visitações aos doentes e enlutados. Na certeza de um Deus sempre presente na vida pessoal e comunitária, os grupos da OASE realizam um trabalho de sustentação em nossas Comunidades. Qual é o perfil das mulheres participantes da OASE no Sínodo Centro Campanha Sul? A maioria é de origem germânica, com idades entre 17 e 80 anos, agricultoras, professoras, funcionárias públicas, médicas, etc. Desde interioranas das colônias até habitantes de cidades com porte mais

elevado, como Santa Maria e Santa Cruz. Somos grupos ecumênicos com participação de pessoas solteiras, separadas e viúvas, que vão buscar novos caminhos e objetivos de vida e também dão a sua contribuição. Buscamos formar mulheres para que sejam protagonistas da sua própria história, promovendo a auto-estima, fortalecendo os laços familiares e enfocando a formação de futuras lideranças. O que a sua vivência pessoal e profissional contribui para esta responsabilidade? Procuro colocar toda a minha experiência e aprendizado naquilo que faço, no meio em que vivo. À medida que vou me modificando, isso vai interferindo na minha vivência pessoal e profissional dentro da minha caminhada da OASE cuja prioridade é o estudo da palavra, oração, cantos, amor, testemunho, diaconia e evangelização por meio das Obreiras e mensageiras do grande reino de Deus.

Qualidade de vida Ana Maria Brackmann Coordenação do Fórum de Reflexão da Mulher Luterana As mulheres da IECLB que representam o Fórum de Reflexão da Mulher Luterana desejam desafiar as lideranças femininas a se engajarem a organizar Encontros Sinodais, Paroquiais, de Comunidades, de grupos de OASE, de JE e diversos outros que estejam preocupados com a importância da qualidade de vida. O que é qualidade de vida? Para que nós, mulheres, tenhamos qualidade de vida, é essencial que sejamos respeitadas e que a violência seja eliminada e não sufocada, abafada. Para entendermos as barreiras para a promoção de saúde, precisamos considerar não apenas o indivíduo, mas todo o contexto em que ele está inserido. Deve-se levar em conta a sua família, o seu ambiente de trabalho e a sua cultura.

No item 4 do Tema do ano da IECLB, percebe-se claramente o significado de seguir a fé cristã e que esta deseja quebrar barreiras de preconceito racial, social e cultural. Lembramos que, no preconceito cultural, está a diminuição do valor da mulher e a prática de violência contra a mesma, situações sufocadas em nosso meio, mas tão bem trabalhadas no material da Federação Luterana Mundial As igrejas dizem NÃO à violência contra a mulher. A intenção do Fórum é servir, colocando-se à disposição das lideranças e deixando brotar o fruto da fé, o desprendimento, que nos anima a servir às outras pessoas, como também Deus nos serviu em Cristo. Este serviço não tem fronteiras, não encontra limites, é criativo, é amável, é algo que pode surpreender. Deus, no meio das nossas fraquezas, limitações e omissões, quer, por meio do seu amor, transformar este mundo.


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Fé Luterana

O que é ser Igreja – identidade IECLB Com base na Constituição da IECLB, Título I, Artigo 3º, quatro Pastores eméritos da nossa Igreja vão explanar sobre o que é ser Igreja, a identidade da IECLB e sua missão. O tema Propagar o Evangelho de Jesus Cristo ficou sob responsabilidade do P. João Pedro Brueckheimer, formado na Alemanha, Conselheiro na Paróquia Evangélica de Blumenau-Centro e com vários trabalhos publicados nas edições do Anuário Evangélico, do qual foi redator de 1978 a 1987. Estimular a vivência evangélica pessoal, familiar e comunitária é o item que coube ao P. João Rubem Strauss, formado no Curso Intensivo de Formação de Pastores da IECLB (1968-

1973), e, quando na ativa, atuante em várias Paróquias do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. A respeito de Promover a paz, a justiça e o amor na sociedade, o P. Martim Reusch, atualmente integrante da equipe da K&R Consultoria e Assessoria de Projetos Missionários, vai compartilhar as suas idéias. O P. Meinrad Piske, que, entre outras atividades, foi Presidente da Comissão Jurídico Doutrinária, membro do Comitê Executivo do Conselho Mundial de Igrejas, integrante do Conselho Diretor da Igreja e Vice-Presidente da IECLB, vai finalizar esta reflexão com os seus pensamentos sobre Participar do testemunho do Evangelho no País e no mundo.

Promover o Evangelho de Jesus Cristo

Estimular a vivência evangélica pessoal, familiar e comunitária

P. João Pedro Brueckheimer

P. João Rubem Strauss

Segundo a definição do próprio Senhor Jesus, Evangelho é a boa notícia de que Jesus Cristo veio ao nosso mundo para buscar e salvar o perdido (Lucas 19.1-10). Cito Dom Claudio Hummes, atual Presidente da Sagrada Congregação do Clero, em Roma, Evangelizar (isto é, propagar o Evangelho, sic!) significa envolver o indivíduo pessoalmente com Jesus Cristo, pois Jesus Cristo é a grande motivação e não, em primeiro lugar, a catequese ou a caridade. Só daí decorrente praticamos a diaconia, o ensino, exercemos a cidadania no campo da ecologia, da política, da Justiça... Propagar o Evangelho, por quê? Porque esta é a ordem clara do Senhor Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda a criatura (Marcos 16.15), porque Não podemos deixar de falar daquilo que preenche o nosso coração de alegria, gratidão e paz (Atos 4.18ss) e porque propagar o Evangelho é tarefa inerente à fé cristã ressaltada pela Constituição da IECLB. Felizmente, há muitas maneiras e oportunidades para evangelizar aqui e agora, isto é, sem termos que viajar à Amazônia ou à Oceania. Cito uma: orar fielmente pelo trabalho missionário da nossa Igreja em Moçambique e abrir bem a mão na hora de colocar a oferta no gazofilácio. Outra dica: propagar o Evangelho por intermédio da Palavra impressa, propagação acessível a todos. Façamos da literatura, do bom livro, o nosso presente de Natal, aniversário, Confirmação, noivado e casamento, pois, em torno de nós, vivem demais pessoas batizadas que ainda não se deixaram envolver pessoalmente e conscientemente com o Salvador Jesus Cristo. Tomara que muitos colegas Pastores e os Presbitérios criem coragem e paixão de brindar, pelo Natal, todas as famílias da Comunidade com um exemplar do devocional Castelo Forte ou similar. Isto é viável, por experiência própria, e produzirá belos frutos. Para refletir, leia Lucas 24.44-49

Promover a paz, a justiça e o amor na sociedade P. Martim Reusch ‘Deus valoriza a situação concreta do seu povo e faz história no caminhar com ele. Deus é aquele que se torna pessoa em Jesus Cristo, em um lugar, tempo e situação específicos’. O testemunho e serviço da Igreja e dos seus membros, à semelhança do Cristo, integra ‘a vida concreta e para dentro dela dirige-se com determinada intenção transformadora’ (PAMI). Para acentuar este compromisso com a transformação da realidade em que vivemos é que nós, como membros, Comunidades/ Paróquias da IECLB, no poder do Espírito, proclamamos a reconciliação (Lema da IECLB) e fazemos isto porque não podemos deixar de falar das coisas que vimos e ouvimos (Atos 4.20). No compromisso com a transformação, é fundamental que lancemos um olhar sobre a humanidade toda e a criação (Mateus 5.13). Este olhar nos ajudará a perceber a realidade em suas tensões e contradições bem como os desafios da atualidade e do cotidiano. Movidos pela visão de justiça, paz e amor, aprendidos com o Cristo, e ‘mirando’ a realidade, percebemos as oportunidades para a ação, que a IECLB tem por fim e como missão: promover a paz, a justiça e o amor na sociedade (Artigo 3º da Constituição). Na presente situação, necessitamos de cristãos e cristãs com identidade frente ao Evangelho, abertos à verdade, não fechados no horizonte dos seus próprios interesses. É muito importante que os membros das Comunidades e Obreiros e Obreiras sintamse chamados como co-responsáveis pelos demais membros. Ao mesmo tempo, é decisivo que a Igreja com os seus membros sejam verdadeiros ‘construtores da sociedade e autênticos artesãos’ de uma paz enraizada na verdade, na justiça, na liberdade e no amor. Para refletir, leia 2Coríntios 5.18-21

O Lema da nossa Igreja para este ano Não podemos deixar de falar das coisas que vimos e ouvimos (Atos 4.20) nos anima a testemunhar: para estimular a vivência evangélica pessoal, familiar e comunitária. É preciso que, em primeiro lugar, estejamos prontos a ouvir e viver o que o Senhor Jesus nos ensinou. Pessoalmente, podemos orientar a nossa vida pelos exemplos de Jesus na convivência com os discípulos, mas também com a sua comunidade maior. Ele tinha um olhar e os ouvidos atentos para o que o povo precisava. A partir daí, ensinava e agia. Cada um de nós conhece o seu ensino e a sua ação por nós. Se não, podemos aprimorar o nosso conhecimento pelo ouvir da sua palavra na Bíblia, em pregações e estudos. Ele, o Senhor, nos disse amai-vos, como eu vos amei! Viver esse ‘amor’ em família seria, então, buscar uma convivência familiar baseada em seus exemplos. Pais! Sejamos exemplos no falar e no agir: mais valem palavras ditas com amor do que palavras que ensinam o amor. Filhos e filhas, que vocês sejam conseqüentes no falar e no agir: mais vale uma atitude que demonstra o nosso amor, do que 20 palavras justificando a nossa atitude. Vejo e observo tantas maneiras de construir Comunidades em nossa Igreja! Vejo movimentos eclesiais com objetivos nobres. Há tantos sinais de êxito na caminhada, mas, por outro lado, fico triste quando constato sinais de muito legalismo e ouço manifestações de inconformidade diante de maneiras de conduzir a convivência comunitária. Como Igreja de Jesus Cristo, precisamos olhar sempre para o seu exemplo. O poder para entender o seu exemplo ele nos dá por meio do seu santo Espírito, conforme nos prometeu: Porém, quando o Espírito da verdade vier, ele ensinará toda a verdade a vocês. Para refletir, leia João 16.12-15

Participar do testemunho do Evangelho no País e no mundo P. Meinrad Piske Testemunhar o Evangelho no lugar onde estamos e vivemos e participar deste testemunho além de nossas fronteiras culturais, geográficas e históricas é a nobre incumbência que temos em cada uma das Comunidades que formam a Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil. No entanto, esta também é a nossa dificuldade histórica: estamos por demais ocupados e preocupados conosco e esquecemos os outros. Quando foi elaborada e aprovada a nova constituição da Igreja, foi adotado o nome Sínodo. Isto é programático! Queremos andar juntos! Sínodo quer dizer caminhar juntos. A nossa Igreja já deu passos importantes que devem ser lembrados com gratidão. No Concílio de 1972, a Igreja decidiu acompanhar os membros das suas Comunidades que migravam para as periferias das cidades ou para as novas áreas de colonização. Lembramos, também, que Obreiros da Igreja foram enviados para o exterior, para a Europa, para os Estados Unidos e, de forma muito especial, para a América Central e Moçambique, sem esquecer a Argentina, o Chile e a Venezuela. Convém observar e destacar que o nosso Pastor Presidente, Dr. Walter Altmann, preside o Conselho Mundial de Igrejas, que o, então Pastor Presidente, Dr. Gottfried Brakemeier, foi Presidente da Federação Luterana Mundial e que o 2º Vice-Presidente da Igreja e Pastor Sinodal do Sínodo Brasil Central, Carlos Möller, preside o Conselho Nacional de Igreja Cristãs. A nossa Igreja está participando, assim como preceitua o Artigo 3º da sua Constituição, do testemunho do Evangelho no País e no mundo! Para refletir, leia Atos 1.6-9


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Geral

20 de julho, Dia do Amigo Amigo é coisa para se guardar debaixo de uma plantinha, cresce e floresce rápido. senhor, solicito permissão para ir a buscá-lo, disse sete chaves, dentro do coração [...] no lado Estando lá, a plantinha precisa ser um soldado ao seu Tenente. Permissão esquerdo do peito, mesmo que o tempo e a distância regada e cuidada para que não morra. negada, replicou o oficial. Não quero que digam não [...], eternizou Milton No cuidar atento um do outro e na arrisque a sua vida por um homem que, Nascimento, em ‘Canção da América’, superação de desavenças e malprovavelmente, está morto. O soldado, marcando nas nossas mentes essa entendidos, a amizade se confir-ma e a ignorando a proibição, saiu e, uma hora relação especial e mais tarde, regressou, mortalmente única que é a amizade. ferido, transportando o cadáver do seu Para celebrar esta data amigo. O oficial estava furioso Já tinha dito e homenagear todos os que ele estava morto! Agora, perdi dois homens! ‘amigos de fé’, o P. Júlio Diga-me, valeu a pena trazer um cadáver? O Cézar Adam, atuante soldado, moribundo, respondeu Claro que na Instituição sim, senhor! Quando o encontrei, ele ainda estava Evangélica de Novo vivo e pôde me dizer ‘Tinha certeza que você viria!’. Hamburgo/RS (IENH), Bem diz o ditado popular que ‘Amigo ela-borou esta bela é aquele que chega, quando todo mundo reflexão que segue. já se foi’. Também, no livro dos Muito já se Provérbios, há algo que reforça isso ‘Há escreveu e se falou amigo mais chegado do que um irmão’ sobre amizade. Em (Provérbios 18.24). Amizade é uma nome e por causa de relação humana com características amizades, peças, filmes, livros, Parabéns àqueles que se dedicam a uma amizade sincera, pinturas, obras musicais inteiras, em todos os tempos, confiança mútua se foram criados e perpassaram gerações e estabelece. Sem cuidado culturas. Amizade é uma das primeiras e confiança, a amizade formas de relação social fora do vínculo não passa de familiar e uma das poucas que coleguismo e parceria. acompanha a pessoa por toda a vida. Ao Talvez por isso, mesmo tempo, nenhum outro tipo de justamente, é que os relação foi tão romantizado e idealizado amigos e amigas são, de como a amizade. Nem tudo na amizade fato, muito poucos na são flores, assim como nem todos são vida de cada um. Às amigos de fato. Viaje para longe ou vezes, não enchem uma enfrente uma crise severa e logo verá mão, como se diz. quem realmente corresponde ao que é Grande parte surge na amizade de fato. adolescência e início da pois sabem que encontraram um verdadeiro tesouro! Amizade tem algo da sintonia e juventude, quando, de pertença dos laços familiares e, ao maneira mais decidida, buscamos muito peculiares e, em certa medida, mesmo tempo, algo da intimidade e outros laços além do laço familiar e, algo difícil de constituir e, cumplicidade das relações amorosas. ainda, anteriores a uma relação amorosa principalmente, manter. É algo precioso Parece uma mistura da e íntima. demais para ser generalizado. Amizade incondicionalidade do amor da família e A amizade verdadeira sobrevive à envolve um tipo muito especial de amor da transparência do amor romântico, distância geográfica, sabe perdoar, entre duas ou mais pessoas. Como uma sem ser nem se confundir com um ou permite ser modificada, se intensifica com experiência de amor, a amizade é uma com outro. Por isso, não é algo tão fácil as mudanças individuais, inclui outras forma privilegiada de se experimentar a de vivenciar, principalmente em tempos pessoas e não mede esforços para Deus, de modo que podemos dizer que de tanto individualismo e consumismo corresponder à expectativa e ir ao onde existe uma amizade verdadeira, como os nossos. encontro da necessidade do outro, como com amor, ali experimentamos o jeito A amizade surge entre pessoas quase bem exemplifica o relato abaixo. como Deus – que é Amor (1João 4.8) – que por acaso, por afinidade, e, como Meu amigo não voltou do campo de batalha, quer se relacionar conosco.

Oficinas de Criatividade 2007 Sínodo Uruguai

Seminário discute a inclusão das pessoas com deficiência

Dando continuidade à formação de lideranças para promover a reflexão sobre o Tema do Ano 2007, aconteceu, nos dias 15 a 17 de junho, a Oficina de Criatividade do Sínodo Uruguai. No total, 39 lideranças de diferentes grupos se reuniram para compartilhar experiências e refletir sobre o cartaz e os textos bíblicos previstos para o estudo do Tema do Ano. O encontro serviu também

para aprofundar a reflexão em torno do Programa de Educação Cristã Contínua, que está em fase de elaboração e implementação. Da avaliação, destaca-se o desejo de experimentar sempre mais técnicas e formas criativas de envolver os participantes do grupo. De um modo geral, todos saíram motivados a realizar os estudos e a fazer uma maior divulgação do Tema do Ano 2007, conforme aponta uma das avaliações, ‘Com a abordagem dada, tivemos uma visão bem ampla do Tema, com formas dinâmicas para trabalhá-lo, além do esclarecimento de muitos pontos’.

Conaje Conaje mobiliza os Sínodos para reunião do Conselho Viviani Kusler e Werlise Fassbinder pela Presidência do Conaje O Conselho Nacional da Juventude Evangélica (Conaje) é composto por jovens representantes dos Sínodos da IECLB e por Orientadores Teológicos que assessoram o trabalho e tem como tarefa articular o trabalho dos grupos de juventude, não só em âmbito nacional, mas, principalmente, em nível sinodal, paroquial e de Comunidade. Para isso, é imprescindível que esses

representantes sejam pessoas jovens, mas com voz ativa, engajados no trabalho da JE nos Sínodos. Aos Sínodos, cabe monitorar e acompanhar o planejamento deste trabalho, assistindo às Coordenações em suas necessidades. A próxima reunião do Conselho será nos dias 24 a 26 de agosto, na Fundação Evangélica, em Novo Hamburgo/RS. Nessa reunião, faremos uma avaliação da caminhada e um planejamento será elaborado considerando os desafios apontados pelos Sínodos para o trabalho com jovens. Desta forma, cada Sínodo deverá apresentar um mapeamento do que acontece em termos de trabalho com jovens e cada participante precisa ser capacitado para esta função. Isto implica no acompanhamento por parte dos Sínodos. Não é o Conaje que define como o Sínodo deve se organizar ou as frentes em que deve atuar, mas sim o próprio Sínodo. Outro tema será o 19º Congrenaje, a ser realizado nos dias 20 a 25 de julho de 2008, em Santa Maria de Jetibá/ES, que terá como foco formação e animação das juventudes e das pessoas que trabalham com jovens. Também está previsto um espaço para discutir um programa de HIV/ AIDS na IECLB, necessidade colocada no último Congrenaje. Um olhar aprofundado, a partir das demandas dos Sínodos sobre a realidade e os desafios identificados no trabalho com jovens, fortalecerá uma pastoral de juventude em nossa Igreja. Assim, será possível trilhar novos caminhos e continuar o trabalho da juventude.


Comportamento

JOREV LUTERANO JULHO 2007

Estágio: tempo de aprender O curso de Bacharelado em Teologia se destina a pessoas que queiram aprofundar sua espiritualidade e experiência de fé, para aprimorar a vivência e o testemunho do Evangelho, ampliar seu conhecimento teológico e preparar-se para exercer um Ministério na Igreja ou ser liderança na Comunidade ou na sociedade. Na Escola Superior de Teologia, o curso de Bacharelado em Teologia oferece três ênfases: Diaconia (Diáconos e Diáconas), Educação Cristã (Catequistas) e Pastorado (Pastores e Pastoras). Nesse contexto, o estágio, que exerce papel fundamental na concepção do curso, caracterizado como um momento específico do processo de contínuo aprendizado, pode ser realizado em várias partes do Brasil, em Comunidades, instituições educacionais, sociais ou de saúde. Para esclarecer as dúvidas de estudantes e futuros estudantes de Teologia, além dos seus familiares e membros em geral da nossa Igreja, conversamos com o P. Martin Volkmann, Docente e Coordenador de estágio de estudantes de Teologia na EST. Como funciona o período de estágio? Há duas modalidades de realização do estágio na sua respectiva ênfase de estudo: de forma intensiva, com dedicação integral, no primeiro ou segundo semestre, ou com dedicação parcial, ao lado da participação em outras disciplinas, ao longo de mais semestres, no mínimo dois. Na primeira modalidade, o estágio dura cinco meses e poderá ocorrer em Comunidade ou outro contexto, em qualquer Sínodo da IECLB. Na segunda modalidade, a duração coincide com

os semestres em que está ocorrendo e, por causa das outras disciplinas, deve ser realizado nas proximidades da EST. O estágio oportuniza o encontro entre a teoria e a prática enquanto se está estudando. Quais são os objetivos do estágio? O estágio tem por 3º da esq. para dir., P. Martin reúne-se com os futuros estagiários objetivos: contribuir formação e de vivência comunitária e para a formação integral de estudantes que vem para aprender com a história de Teologia, integrar o estudo e a prática da Comunidade que o acadêmico e a prática comunitária, acolhe. Já os estudantes esperam que descobrir e aperfeiçoar aptidões e as Comunidades ofereçam a potencialidades pessoais para a oportunidade de aprender com elas. Na respectiva ênfase, conscientizar o maioria dos casos, esse acolher da estudante sobre a seriedade da vocação Comunidade também significa alguma e enriquecer o estudo acadêmico com ajuda para a sobrevivência nesse questões surgidas a partir da prática. período. O que os estudantes e as Comunidades Quais são as suas experiências ganham neste processo? marcantes nesta área do estágio? Com o estágio, os estudantes têm a Estou na coordenação do estágio da oportunidade de vivenciar EST desde 1990. Neste período, tive intensamente a prática para a qual contato com todas as antigas Regiões estão se preparando. Com isso, o Eclesiásticas e os atuais Sínodos, pois estágio também serve muito bem como uma das políticas da Coordenação é teste vocacional. As Comunidades, por que toda a IECLB seja um possível sua vez, contribuem com a sua campo de estágio. Portanto, o estágio realidade e o seu espaço para a possibilita conhecer a IECLB por meio formação de futuros Obreiros e dos contatos com Obreiros e Obreiras Obreiras, que também contribuem para encaminhar estágios, nos com as experiências e conhecimentos encontros regionais para avaliação levados para o estágio. intermediária da caminhada e pelos relatórios de estudantes, monitoria e O que a Comunidade deve esperar do Comunidades. Outro aspecto estagiário e vice-versa? importante é perceber nos estudantes Estagiário não é Obreiro formado, o quão marcante esse período é para a por isso a Comunidade só pode esperar sua formação e para a sua vida. alguém que tem alguma caminhada de

A formação em Teologia A Escola Superior de Teologia (EST), localizada em São Leopoldo/ RS, é um centro de formação e pesquisa teológica, vinculado à IECLB, que tem como base da sua formação o Evangelho de Jesus Cristo e o compromisso com a tradição da Reforma em um horizonte ecumênico. O curso de Bacharelado em Teologia oferece três ênfases que preparam para três campos (dois terços das disciplinas são comuns e as demais são específicas de cada ênfase): Diaconia (atuação entre grupos excluídos e marginalizados, como crianças em situação de risco, pessoas com necessidades especiais e pessoas da terceira idade, acompanhando-as em suas necessidades concretas, no âmbito comunitário ou social, buscando resgatar sua dignidade e construir sua cidadania), Educação Cristã (atuação no âmbito educacional e pedagógico com a missão de acompanhar e assessorar pessoas nas diferentes fases da vida, no âmbito comunitário, escolar ou popular, buscando aprofundar sua formação cristã, solidária e cidadã) e Pastorado (atuação em Comunidades, na capelania hospitalar, escolar ou universitária e em diversas formas de assessoria comunitária com a tarefa de presidir cultos, celebrar sacramentos, orientar e aconselhar pessoas, animando-as em sua vida de fé e amor). Outras áreas que demandem conhecimentos teológicos podem tornar-se igualmente campo de trabalho, a exemplo de organizações nãogovernamentais, populares e empresariais.

Uma experiência de vida Para conhecer um pouco do outro lado, ou seja, o resultado do estágio, o estudante do 7º semestre de Teologia, com ênfase no Pastorado, Erivelton Demari, na EST, conta a sua experiência, ocorrida na Comunidade e sociedade de Jaguarão/RS Qual foi a sua motivação na escolha pela Teologia? Acredito e gosto da Teologia, mas tenho certeza que, antes de conhecê-la, ela me conheceu primeiro e me tocou, impulsionando para a decisão de ir para a faculdade, onde meus estudos começaram em 2004. Com eles, reafirmo a certeza da fé por convicção e, por conseqüência, o Ministério.

Qual foi a sua experiência como estagiário? Pelo fato de ser estágio, já saímos da faculdade sabendo quando retornamos. Ocorre o encontro de dois projetos: o nosso, elaborado para uma Paróquia que não conhecemos, e o da Paróquia, que nos espera a partir de um formulário de intenções e habilidades. Como experiência, permanecerá a lembrança da acolhida, acompanhamento e dedicação de cada uma das pessoas da Comunidade que são razão única para a realização do nosso estágio. Alguma experiência marcante? Relato o meu envolvimento com a história de Leontina Patrícia Barros de Mello, 35 anos de idade, casada e mãe de duas crianças. A Leontina é uma ouvinte dos cultos em nossas Comunidades que estão a espera de ajuda, cura, acompanhamento. Um dia, recebi um bilhete Pastor, observe que a Leontina está muito triste. Procurei Leontina para conversar e ela relatou que sua Bolsa Família, concedida pelo Governo Federal, havia sido cancelada e que ela não sabia a razão. Buscamos informações e verificamos problemas em seu

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cadastro, solucionados com a regularização a partir da sua certidão de nascimento no cartório. A partir daí, a história é bem longa e repleta de dificuldades e conquistas. O mundo não pode ser mudado, mas o mundo de alguém pode. É isso? Há dois fatores a observar: o primeiro e principal desta história não está no beneficio conquistado por direito, mas na Comunidade que a acolheu e, de alguma forma, a manteve nas suas atividades. O segundo fator é o acompanhamento (Diaconia) prestado pelas pessoas da Comunidade, que, ao tornar-se vigilante e auxiliar na busca pelos direitos básicos de uma pessoa em necessidade, está anunciando de forma concreta o Evangelho de Cristo. Quanto ao mundo a ser mudado ou transformado, torna-se necessário entender que também Jesus não mudou o mundo inteiro, mas, no seu tempo, contexto e espaço, lançou a proposta capaz de promover a mudança do mundo com ajuda de pessoas transformadas pela ação do Espírito Santo.


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Deutscheseite

Die Kirche – ein Krankenhaus Die Kirche ist ein Krankenhaus; wohl dem, der´s nicht vergisst! Die Kranken sind ihr eigen Volk, der Arzt ist Jesus Christ. Kein menschlich Leiden ist ihr fremd, kennt Nöte ohne Zahl. Und doch ist sie ein Ort des Heils, ist nicht ein Ort der Qual. Es liegt am Herrn, liegt nicht am Haus, dass Heil in ihr geschieht. Es liegt am Arzt, der hilft und heilt, der nicht nur weiss und sieht. Und wie der Herr, so tut der Knecht: Noch schwach, doch Heil im Blick, streckt er die Hand nach Schwächren aus, reisst sie vom Tod zurück. Es kommt der Tag, an dem der Herr sein völlig Heil enthüllt. Dann ist, am Abend aller Zeit, der Kirche Tag erfüllt. Vor einigen Tagen sass ich in der Mittagspause einer Pfarrkonferenz ganz für mich in der Kapelle des Freizeitenheims von Rodeio Doze, bei Timbó, Santa Catarina, gelegen. Ich gab mich der Stille und der besonderen Atmosphäre dieses schönen Gotteshauses hin. Hier war es leicht, zu

beten und auf Gottes Stimme zu lauschen. Links und rechts vom Altar waren die v o n Künstlerinnenhand gestalteten Keramikplastiken von Gleichnissen Jesu zu sehen: Das Gleichnis vom Barmherzigen Samariter auf der einen Seite und auf der anderen die Gleichnisse vom Verlorenen Sohn, vom Verlorenen Schaf und vom Verlorenen Groschen. Unwillkürlich drängte sich mir der Gedanke auf: In diesen Gleichnissen ist das Wesentliche geschildert, was die Kirche zur Kirche macht. In der Kirche Jesu Christi werden Verlorene gesucht und gefunden. Dieses Suchen und Finden erzeugt Freude, ansteckende Freude (dies ist ein Zug aller dreier Gleichnisse! Siehe Lukas 15!). Und in der Kirche Jesu Christi werden unter die Räuber gefallene Menschen unter Aufopferung von

Bequemlichkeit und Sicherheit aufgerichtet und in eine Herberge gebracht, wo sie gesund werden können. Therapeutische Gemeinden. Es ist ein Schlagwort, g e w i s s . Schlagworte sind der Abnützung ausgesetzt. Aber letzten Endes ist es so: Die Kirche ist ein Krankenhaus. Auch unsere IECLB ist ein Krankenhaus. Wenn es jemals einen Triumphalismus (lies: ufanismo) bei uns gegeben hat, so ist das angesichts unserer heutigen Lage vorbei. Kein menschliches Leiden ist uns fremd. Wir haben Nöte ohne Zahl, auch Nöte mit uns selbst. Es fehlt uns an Mitteln – und an Menschen: Menschen, die sich in den Dienst des guten Samariters (Jesus ist ja eigentlich das Urbild des barmherzigen Samariters), des barmherzigen Vaters und des guten Hirten stellen lassen, um andere Menschen aus ihrer Not, ihrer

Gebundenheit und ihrer Schuld herauszuführen und ihnen einen Raum zu erschliessen, in dem sie Heil und Heilung erfahren. Es liegt am Herrn, liegt nicht am Haus. Wir wissen das. „Mit unsrer Macht ist nichts getan“. Vater Luther hat das leidvoll erfahren. Aber er hat auch das Beglückende erfahren: „Es streit´t für uns der rechte Mann, den Gott hat selbst erkoren“. Und weil das so ist, kann der Knecht tun, wie der Herr getan hat: Er kann die Hand nach Schwächeren ausstrecken – und sie vom Tod zurückreissen. So ist die Kirche trotz allem ein Ort des Heils, nicht ein Ort der Qual. Gott sei gelobt dafür: Auch unsere geliebte IECLB ist ein Ort des Heils – eben, weil es am Herrn liegt, nicht am Haus. Doch der Herr wirkt durch seine Knechte und Mägde, der Arzt durch seine Gehilfen. Er hat auch für mich und für dich einen Samariterdienst in sein Heilswirken eingeplant. Halten wir Öl und Wein und -Verbandszeug bereit!

Pfarrer Lindolfo Weingärtner

Ein festes Herz – Vom Glauben und Aberglauben Manche Menschen meiden schwarze Katzen, sitzen ungern in Reihe 13 und freuen sich über ein vierblättriges Kleeblatt. Die Liste der kleinen Abergläubigkeiten im Alltag ließe sich endlos fortsetzen: Sternschnuppen, Träume, nicht unter Leitern durchgehen. Nicht nur im Altertum, sondern auch im 21. Jahrhundert ist der Aberglaube noch immer fest verankert, da der Mensch immer unsicherer geworden ist und sein unsicheres Herz irgendwo fest machen möchte. Überall werden Angebote gemacht, um den Menschen den Weg zum „Glück“ zu zeigen, etwa durch das Tageshoroskop. Ist das ein Zeichen, dass der Glaube an Christus nicht mehr fest genug ist? In unsicheren Zeiten, wie auch der unseren, braucht man ein festes Herz und einen festen Glauben. In Deutschland findet sich in einem neueren Gesangbuch ein Lied mit folgender Strophe: „Meine Zeit steht in deinen Händen. Nun kann ich ruhig sein, ruhig sein in dir. Du gibst Geborgenheit, du kannst alles wenden. Gib mir ein festes Herz, mach es fest in dir.“ Wie bekommt man ein festes Herz? Im Brief an die Hebräer wird in der Bibel ein Hinweis gegeben. Da heißt es im 13. Kapitel: Jesus Christus gestern und heute und derselbe auch in Ewigkeit. Lasst euch nicht durch mancherlei und fremde Lehren umtreiben, denn es ist ein köstlich Ding, dass das Herz fest werde, welches geschieht durch Gnade. Da ist es wieder: das feste Herz. Ein festes Herz lässt einen nicht müde werden, nicht aufgeben. Wer es hat, kann auch mit einer unsicheren Zukunft leben. Wer unsicher ist, sollte sich wieder neu auf

seine alten Grundlagen besinnen. Nur wer in seinem eigenen Glauben nicht zu Hause ist, ist anfällig für angeblich neue Antworten: für Aberglauben und für Esoterik. Wenn das Herz fest werden soll, ist das nicht so sehr eine Frage des Wissens und des Kopfes, sondern eine Frage der praktischen Übung. Wenn jemand seine

äußere Gesundheit, sein Herz, seine Glieder stärken will, dann geht das nur durch praktische, geduldige und wiederholte Übung. Und genauso gilt das auch für die innere Festigkeit, die sich im Glauben gründet, etwa in der Gemeinschaft mit anderen Gläubigen, im Gebet, im Gottesdienst. „Jesus Christus gestern und heute und derselbe auch in Ewigkeit.“ Das Gestern und Heute, das kennen wir und da können wir feststellen, wie oft uns seine Liebe getragen hat. Und wie ist es mit der Zukunft?

Auch wenn sie noch unbekannt bleibt, bleibt die feste Zuversicht, dass Christus uns auch da tragen wird. Wer sich das immer neu vor Augen führt: Ich bin getragen worden und ich werde getragen, der bekommt auf diese Weise auch jenes feste Herz geschenkt, mit dem er sich auch in der unbekannten Zukunft getragen weiß. Der muss nicht irgendwo anders eine abergläubige Antwort in Zeiten der weltlichen Unsicherheit suchen. Die deutsche Dichterin Brigitte Pesker schreibt: Der Aberglaube beobachtet ängstlich Aber der Glaube sieht Gottes Handeln. Der Aberglaube will die Gegenwart beeinflussen Aber der Glaube lässt sich von Gottes Gegenwart beeinflussen. Der Aberglaube versucht, etwas über die Zukunft herauszufinden Aber der Glaube weiß sich in Gottes Hand. Der Aberglaube ist seines Glückes Schmied Aber der Glaube kennt den Schmied seines Glückes. Der Aberglaube benutzt Beschwörungsformeln Aber der Glaube hält sich an Gottes Wort fest. Der Aberglaube ist auf dem Vormarsch Aber der Glaube ist der Sieg, der die Welt überwunden hat.

Theologe Jaime Jung


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JOREV LUTERANO JULHO 2007

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PARABÉNS AOS GANHADORES!!!

Você: a nossa melhor notícia Para que Você: a nossa melhor notícia esteja cada vez mais presente no jornal da nossa Igreja, o Jorev preparou esta grande promoção! Respondendo às questões da pesquisa, você concorreu a muitos prêmios e deixou sua opinião registrada para que possamos melhorar cada vez mais o nosso Jorev! Conforme prometido, no dia 15 de junho de 2007, na sede nacional da IECLB, em Porto Alegre/RS, com a participação da Secretaria Geral da IECLB, foi realizado o sorteio oficial da promoção Você: a nossa melhor notícia. Os participantes concorreram a um DVD, duas máquinas fotográficas digitais e a muitos outros prêmios – foram mais de 50 cupons sorteados! Na ocasião, o Secretário Geral da IECLB, P. Dr. Nestor Friedrich, afirmou que o Jorev é uma ferramenta importante para todos os membros, Obreiros, Obreiras e Presbíteros da IECLB, pois tem o objetivo de informar, fornecer subsídios para o trabalho na Comunidade, divulgar experiências positivas e mostrar o rosto dos membros, Obreiros, Obreiras e Presbíteros da IECLB, dando voz àquilo que pensam. O Secretário Geral reconhece, ainda, que cada edição é resultado de um esforço conjunto e aproveitou para agradecer a todos que enviam matérias ao jornal, aos colaboradores, aos colunistas, aos entrevistados e, principalmente, aos assinantes que participaram desta campanha promovida pelo Jorev, pois a opinião dos leitores é fundamental para a constante melhoria do trabalho de unidade praticado pelo Jornal Evangélico Luterano. A equipe do Jorev faz suas as palavras do P. Nestor Friedrich e também a agradece a todos que fazem o Jorev ‘acontecer’ e chegar a sua casa todos os meses, sempre levando novidades sobre a IECLB e a sua missão no Brasil e no mundo. Muito obrigada!

Aparelho de DVD Célia Matte - Getúlio Vargas/RS Câmera Digital Noeli Grellmann - Dona Francisca/RS Denise Schumacher - Dona Francisca/RS Uma Bíblia Confessional e um kit IECLB Euclésio Rambo - Ijuí/RS; Lilacio Brust - Teutônia/RS; Nadir Neiverth - Curitiba/PR; Eva Arend - Dr. Maurício Cardoso/RS; Antônio Vieira - São Luiz/MA Um conjunto de publicações das casas editoriais da IECLB e um kit IECLB Uwe Strauss - Tramandaí/RS; Luiz Rachid - Suzano/SP; Syrio Ruckert - Lajeado/RS; Erio Stroschoen - Santo Ângelo/RS; Christiano Saebel - Baixo Guandu/ES Um conjunto de CDs e um kit IECLB Marjane Uecker - Porto Lucena/RS; Helmira Friedrich - Agudo/RS; Helka Kaefender - Arabutã/ SC; Clara Borges - Caxias do Sul/RS; Ernani Peters Igrejinha/RS Um DVD do filme Lutero Nelsa König - Mormaço/RS; Delsi Lenz - São Kiguel do Iguaçu/PR; Elaine Sievers - Itacurubi/RS; Eli Stefan - Itacurubi/RS; Rose Schwalm - Tapes/RS Uma camiseta do Tema do Ano Elio Scheffer - Cachoeira do Sul/RS; Ares Jandf Pelotas/RS; Helene da Donseca - Porto Alegre/RS; Paul Molter - São Sebastião do Caí/RS; Nelsi Lindemann - Colorado/RS

O nosso agradecimento especial vai para os membros e editoras que participaram desta promoção presenteando os nossos assinantes com os seus CDs e publicações: -Ronei (contato pelo telefone 49-3448.0038). -Dorival Ristoff (contato com pelo telefone 21-2232.8548 e pelo e-mail dorival.ristoff@uol.com.br). -Ernani Luis (contato com pelo telefone 55-3535.1011 e pelo e-mail ernaniluis@terra.com.br). -Guilherme Lieven (contato com pelo telefone 11-3257.8418 e pelos e-mails glieven@uol.com.br e sinodosudeste@luteranos.com.br). -Editora Otto Kuhr (contato pelo telefone 47-3337.1110 e pelo e-mail livraria@centrodeliteratura-ieclb.com.br). -Editora Sinodal (contato pelo telefone 51-3590.2366 e pelo e-mail editora@editorasinodal.com.br). -Editora União Cristã (contato pelo telefone 47-3635.0911 e informações pelo site www.uniaocrista.com.br).

Uma sacola do Tema do Ano Maria Bauer - Paverama/RS; Leda Blume - Teutônia/ RS; Christa Fleck - Canela/RS; Miloca Bullerjahn Crisssiumal/RS; Izabel Krüger - Vila Velha/ES Um kit IECLB Elda Klein - Paverama/RS; Erica Frank - Rio Grande/ RS; Rolf Ramminger - Ribeirão Preto/SP; Ademir Wilfing - Palmito/SC; Alice Griebeler - São Luiz Gonzaga/RS; Talita Lietz - Sertão Santana/RS; Sieghard Genehr - São Leopoldo/RS, Luiz Hegele Arabutã/SC; Elzira Presser - Toledo/PR; Albano Born - Mondai/SC Importante: os prêmios serão enviados para as residências dos ganhadores a partir do dia 15.07.2007.

Anúncios Comunitários Neste espaço, a Comunidade pode compartilhar os momentos significativos da vida cristã, como Batismo, Confirmação, Benção Matrimonial, Bodas e Sepultamento. Entre em contato conosco!

3º ENCONTRO NACIONAL DA FAMÍLIA HERPICH Dia 08/09/2007 Local: Treze de Maio / RS Contatos: Acisio(51) 9216.7888 / 3246.5209 Anselmo(51) 3696.1147 Raul (54) 9974.0597 / 3261.2406

ENCONTRO DA FAMÍLIA WÄCHTER (WAECHTER) Descendentes de Johann Peter Wächter e Maria M. Wendling Dia 08/09/2007 Local: Rio Pardinho - Santa Cruz do Sul/RS Contatos: Margit (51) 3704.5150 - Erno (51) 9609.9203


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Gente Luterana

A Cirurgiã Dentista Michele May e o Artista Plástico Walter Berner começaram cedo na IECLB. Eles pertencem a gerações diferentes, mas ambos foram confirmados, integraram a Juventude Evangélica e sentiramse motivados a mais do que continuar participando das atividades oferecidas pela nossa Igreja, experimentaram o desafio de trabalhar por ela, usando seus dons e talentos como forma de manifestar fé e gratidão a Deus

A vida é graça de Deus

Deus é nosso amparo partir daí, fui me ‘enturmando’ novamente e assumindo novas funções. Foi quando a Pastora Liane me chamou para participar do grupo de liturgia. Mais tarde, fui convidada a assumir um cargo na nova Diretoria da Paróquia”. Michele comenta que teve muito receio de aceitar o cargo de Tesoureira da Paróquia “Tinha medo de não conseguir atender às responsabilidades, mas, quando Deus nos faz um chamado, temos que aceitá-lo com alegria. Se ele pensa que temos capacidade, envia seu Santo Espírito e nos ajuda na caminhada. Só tenho a agradecer por este cargo, pois me realizo e aprendo muito, inclusive para minha vida particular ”, comemora a jovem Presbítera. Quanto à fé, Michele destaca que confia no Senhor “Sei que ele tem uma missão para mim e procuro não me desviar do caminho, pois tenho um filho pequeno e busco ensinar-lhe tudo o que me foi ensinado, seguindo o Bom Mestre”. Com a sua profissão, a Dentista ajuda a aliviar dores e mazelas, pois acredita que esta

O rosto é de menina, mas a postura, as opiniões e, principalmente, as atitudes da Cirurgiã Dentista Michele Mirian May, 25 anos, são de uma mulher madura e decidida a ser um exemplo de integridade e retidão para o filho Eduardo, de 3 anos, fruto do casamento com Fabiano, integrante da Diretoria da Comunidade Rincão da Porta/RS. Natural de Cachoeira do Sul/RS, mas residente em Paraíso do Sul, exceto no período de estudos, quando cursou o ensino médio e a faculdade em Santa Maria/RS, Michele afirma ser uma luterana de berço “Cresci na Comunidade. Meus avós e meus pais sempre integraram Diretorias e aprendi a trabalhar pela Igreja desde muito nova”. Batismo, Culto infantil, Dias distritais da criança, hoje Encontros Interparoquiais, Ensino Confirmatório, JE e um início como Orientadora também é do culto infantil foram atividades que uma maneira de fizeram parte da vida da Michele até manifestar a fé. o seu afastamento O sonho de para fins de Michele para a estudo, que IECLB é vê-la cada O começo de um duraram em vez mais partiPaís mais justo torno de 10 anos. cipante da formaNesta época, só ção do povo está na Igreja freqüentava os brasileiro, crescultos. cendo e fortaleJá formada, a Dentista montou seu cendo a fé por esse Brasil afora. “Quero consultório em Paraíso, para onde um País mais justo, com menos mudou-se com a nova família. corrupção, menos violência e penso que Afastada dos amigos da faculdade, a o começo está na Igreja, quando se Igreja foi a porta de reentrada aprende a seguir os preceitos de Cristo “Comecei a participar do coral e, a e do Criador”, sintetiza.

Walter Leonardo Berner, 63 anos, natural de Petrópolis/RJ, casado com Ursula e pai de Luciana e Alexandre, é o autor da bela pintura que ilustra a capa desta edição no nosso Jorev. Walter conta que é luterano desde a morte da sua mãe, quando tinha apenas cinco anos. A mãe era católica, mas a tia que o educou, irmã do seu pai, falecido quando Walter estava com nove anos, era luterana e veio da Alemanha especialmente para cuidar dos sobrinhos. Estudo no colégio Koehler, Confirmação e a Presidência da JE, quando se ‘firmou’ o relacionamento com a esposa, foram os passos iniciais da caminhada luterana do Artista Plástico. No Presbitério, Walter já foi Vice-Presidente e Presidente da Comunidade e representante no então Distrito RJ.

Atualmente, é Conselheiro no Sínodo Sudeste e Vice-Presidente da Comunidade de Petrópolis, além de suplente da OGA no Sínodo. Sobre a fé, Walter confessa “Tenho consciência da minha fé ‘questionável’, isto é, tenho consciência de ser um pecador

inconteste e que carece diariamente da misericórdia divina. Portanto, ciente de que Deus é Pai misericordioso, minha fé se renova pela oração, testemunho diário e um diálogo constante com Deus, em busca dos passos que devo trilhar”. Com relação ao seu trabalho, o Presbítero destaca a ‘contação de histórias’, as palestras temáticas em Comunidades luteranas e outras denominações e a atuação em escolas, creches comunitárias e hospitais. “Todo o meu trabalho é por amor às crianças e aos adultos e, principalmente, por amor a Deus. Assim, os ‘méritos’ são dessas crianças e pessoas a quem ofereço os meus préstimos voluntariamente e minha eterna gratidão a Deus, que me confia e capacita para tão bela missão”, explica. Plenamente envolvido na Comunidade luterana, Walter vive e respira esta profissão de fé, sem proselitismo ou fundamentalismo “Tive a oportunidade de freqüentar um Curso Superior de Teologia Franciscana, o que me enriqueceu nos conhecimentos e aprofundamentos de fé luterana bem como para as palestras e artigos que veiculei”.

Tenho certeza da vida eterna, portanto não temo a morte Que a IECLB continue sobre os quatro pilares luteranos, mas especialmente como protagonista e propagadora da Palavra é o desejo de Walter para a nossa Igreja “Vivi, até agora, luterano. Pretendo continuar e, se Deus me permitir, repousar em berço luterano quando for chamado para a Casa Eterna. Sou feliz e diariamente grato a Deus por ser cristão, consciente dos meus frágeis passos, mas ciente da grande misericórdia divina, o que me fortalece a cada novo dia”.


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Jornal Evangélico Luterano - Ano 36 - nº 697 - Julho 2007 by Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB) - Issuu