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Jornal Evangélico Luterano - Ano 36 - nº 698 - Agosto 2007

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LUTERANO

www.luteranos.com.br

JOREV LUTERANO AGOSTO 2007

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JOREV

JORNAL EVANGÉLICO LUTERANO - IGREJA EVANGÉLICA DE CONFISSÃO LUTERANA NO BRASIL - ANO 36 - AGOSTO DE 2007 - Nº 698 Tema: No poder do Espírito, proclamamos reconciliação

Lema: Não podemos deixar de falar das coisas que vimos e ouvimos (Atos 4.29)

Paternidade responsável Missão na IECLB

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Dia do selo

Respeito e inclusão


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Editorial

Meu pai, meu herói, meu amigo Dizem por aí ‘Deus é pai, não é padrasto!’, uma certa injustiça com padrastos que, por vezes, contribuem para trabalho iniciado pelos verdadeiros pais ou, devido às circunstâncias imponderáveis da vida, assumem a ‘figura’ de pai com dedicação. Voltando ao dito popular, o que será que querem dizer ao chamar Deus de ‘pai’, com esta conotação de genitor, o comparando com padrasto? Será que Deus age como os nossos pais? Claro que não! São os pais que tentam agir como deuses para os seus filhos: dão a vida, olham a sua criação como se fosse uma obra-prima, cuidam para que recebam educação, para que tenham saúde, sejam pessoas honestas, trabalhadoras e corajosas, enfim, um motivo de orgulho (que redunda nesta ‘cara de satisfação’ que o pai que ilustra a nossa capa está fazendo).

Canal direto Roseli Probst Leske, natural de Palotina/PR e moradora de Nova Santa Rosa há 26 dos seus 27 anos de idade, é Secretária da Paróquia Nova Santa Rosa/PR, pertencente ao

Sempre sendo a nossa ‘rede de proteção’, a nossa fonte de consulta, palavra sábia e amiga nas horas difíceis, palavra dura e corretiva nos momentos necessários, a educação que não pode faltar e o exemplo que vamos sempre carregar, os pais seguem seu ‘caminho de pai’ sem a certeza completa de terem tomado o rumo certo em todas as encruzilhadas,

Sínodo Rio Paraná e composta por oito Comunidades e um Ponto de Pregação. Secretária da Paróquia há 12 anos, Roseli é Agente do Jorev desde o início das suas atividades “É muito válido ser Agente do Jorev, pois os membros da Igreja me procuram para fazer e renovar assinaturas e tenho a oportunidade de conhecer melhor a Comunidade”. Na Paróquia, o Pastor Milton Tribess e a Pastora Ester Delene Wilke anunciam o Jorev nos cultos, além de serem assíduos leitores do nosso

mas com a convicção de estarem fazendo o melhor, o ‘seu’ melhor. Meu herói! É o que vem à cabeça quando pensamos em pai e nem com a passagem da infância e a chegada da maturidade, quando descobrimos que a perfeição não existe e tampouco os heróis, deixamos de vê-lo desta forma. É um título conquistado e concedido aos pais na flor da nossa inocência. Em homenagem a esta data tão especial, o Jorev deseja um abençoado Dia dos pais para todos os pais desse Brasil, homens que o grande Pai destinou a serem os alicerces dos seus filhos neste mundo, e eu, como não poderia deixar de ser, aproveito para desejar um Feliz Dia dos pais muito especial para o meu: ‘seu’ João Carlos, um beijo com carinho!

jornal, inclusive utilizando algumas matérias como subsídios nas reuniões de Presbitério. “Os leitores gostam de tudo, dizem que é uma maneira de ficar por dentro do acontece nos outros Sínodos, mas comentam sempre sobre a página 15, na qual estão os Anúncios Comunitários”, conta a Secretária. Das últimas edições, foi bastante elogiada a capa com o Girassol “Ficou muito linda!”, enaltece Roseli.

CARTAS Jorev

Luterano IECLB Jornal da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil www.luteranos.com.br PASTOR PRESIDENTE P. DR. WALTER ALTMANN SECRETÁRIO GERAL P. DR. NESTOR FRIEDRICH JORNALISTA RESPONSÁVEL LETÍCIA MONTANET-REG. PROF.: 10925 ADMINISTRAÇÃO / COMERCIAL CRISTIANO HENRIQUE LAMB CARTAS - SUGESTÕES DE PAUTA ARTIGOS - ANÚNCIOS FAMILIARES E ANÚNCIOS COMERCIAIS RUA SENHOR DOS PASSOS, 202/3 90.020-180 - PORTO ALEGRE/RS FONE: (51) 3227.1258 FAX: (51) 3225.7244 E-MAIL: jorev@ieclb.org.br SECRETARIA GERAL - IECLB FONE: (51) 3221.3433 ASSINATURA ANUAL - 11 EDIÇÕES R$ 18,00

Para o Jornal Evangélico Luterano Já sou assinante do Jornal Evangélico Luterano há 30 anos e é muito bom para a minha vida de fé. Gosto muito dos testemunhos de fé dos irmãos da IECLB de todo o Brasil. Quero cumprimentar a todos os participantes da Redação do Jorev pela organização e as suas boas mensagens. Obrigada, Nair Bender Fleck Cruz Alta/RS

Equipe Jorev! Escrevo para dizer que gosto de todo o Jornal Evangélico Luterano por abranger a divulgação de toda a nossa Igreja em todos os lugares e, principalmente, não esquecer do Sínodo Nordeste Gaúcho e da nossa Paróquia. Abraço a todos, Armedio Delmar Muller Taquara/RS

Este espaço é seu A sua opinião é fundamental no nosso trabalho. Conhecer suas preferências, ouvir suas dicas de pauta, suas sugestões para o jornal e seus comentários sobre as nossas matérias é muito importante para que possamos sempre oferecer um Jorev melhor para você. Faça o seu Jorev. Escreva para nós e participe! Rua Senhor dos Passos, 202/3º 90.020-180 – Porto Alegre/RS ou jorev@ieclb.org.br Estamos esperando seu contato!

Diário da redação Reforma Estamos nos aproximado do Dia da Reforma, comemorado em 31 de outubro, momento histórico, ocorrido em 1517, em que Martim Lutero fixou as famosas 95 teses à porta da Igreja do Castelo em Wittenberg, na Alemanha, fazendo nascer o debate teológico e dando um novo rumo à história da religiosidade cristã.

Para estimular a reflexão em torno do tema da Reforma Protestante e da confessionalidade luterana, temos uma proposta diferente de uma tradicional revisão histórica. Diante de tantos acontecimentos que nos deixam, por vezes, perplexos, não sabendo exatamente como proceder, talvez alguns se perguntem ‘O que Lutero pensaria de tudo isso?’. Resolvemos aceitar este desafio e ir mais além: nesta edição, estamos publicando nas páginas centrais a carta de Martinus Torneirus, na pessoa do P. Dr. Martin Norberto Dreher, um documento que faz uma bela e importante análise dos pilares da nossa confessionalidade luterana com base em um relato do nosso momento atual, propondo alguns questionamentos a Martim Lutero.

Capa Em homenagem ao Dia dos pais, Nivaldo Kiister, Médico, VicePresidente do Concílio da IECLB e Presidente da Associação Albergue Martim Lutero, em Vitória/ES, ilustra a nossa capa juntamente com as suas filhas, Anne Karina e Karla Fernanda. Leia matéria sobre o Dia dos pais com Nivaldo, Anne Karina e Karla Fernanda na página 13 – Comportamento.

Será que haverá resposta? Não sabemos! No entanto, se você também tem dúvidas, comentários ou perguntas que gostaria de remeter a Lutero, envie para o Jorev e aguarde as próximas edições. Nas fotos, você pode ver Martim Lutero e as portas da Igreja do Castelo em Wittenberg


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Curtas

Reconciliação com a natureza Ao abordar o tema ‘vida’, em palestra da Bióloga Lurdes Rego, as participantes da Assembléia Nacional da OASE, ocorrida de 4 a 6 de maio, na Casa de Retiros, em Chapada dos Guimarães/MT,

Menezes dos Santos como novo Pastor da Paróquia que integra as Comunidades de Rio Negro, Mafra e Itaiópolis. A celebração do culto teve a participação de integrantes de todas as Comunidades da Paróquia, dos corais de Rio Negro e Mafra, das crianças do Culto Infantil, além de amigos do P. Jairo e sua família, bem como colegas Obreiros do Sínodo Norte Catarinense.

de Capacitação e Planejamento em HIV/Aids das Igrejas Luteranas do Brasil, Bolívia, Argentina, Chile e Peru. Valquiria dos Santos e a Cand. Pa. Nádia Engler representaram a IECLB no encontro.

Sobe Dia dos pais – Honra teu pai e tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor, teu Deus, te dá. Êxodo 20.12

Desce foram convidadas a percebê-la sob a ótica da ligação entre todos os seres da natureza, numa interdependência em que a sensibilidade, o cuidado, a cooperação e o amor, além da razão, permeiem todas as relações que forem estabelecidas. Na ocasião, que reuniu 32 pessoas que refletiram sobre a necessidade de reconciliação do homem com a natureza, o Pastor Teobaldo Witter enfocou o tema ‘O Espírito Santo no Ministério da Diaconia’, tendo como base o Tema e o Lema da IECLB. Participaram, ainda, o Pastor Sinodal Lauri Becker, o Pastor Sinodal da OASE, Alexandre Klitzke, o Pastor Coordenador do setor leste, Edílson Tetzer, e o Pastor Coordenador do setor norte, Carlos Radinz. __________.....__________ Manaus investe na formação de Presbíteros Foi com muita alegria que, no dia 5 de maio, a Comunidade de Manaus/AM recebeu o Pastor Sinodal Mauri Magedanz para um seminário sobre formação de Presbíteros, além de esclarecimentos sobre ofertas e contribuições. Também estiveram presentes Marlene Israel Ferreira e Onaldo Marcelo Teixeira, respectivamente, Presidente e VicePresidente da Paróquia de Boa Vista/RR.

O Pastor Sinodal fez uma breve explanação sobre a estrutura da IECLB e, com o auxílio de textos bíblicos, explicou o que é esperado de um Presbitério, tornando o encontro muito importante para a Comunidade. Outro fator que animou a todos foi a presença de jovens dispostos a construir juntos e a aprender. __________.....__________ Instalação do Pastor Jairo dos Santos No dia 17 de junho, a Paróquia Evangélica de Rio Negro-Mafra/PR celebrou com gratidão a Deus o culto de instalação do Pastor Jairo Lindolfo

A coordenação da liturgia de instalação esteve a cargo do Pastor Sinodal Manfredo Siegle e a liturgia do culto foi coordenada pelos Pastores assistentes P. Ms. Arzemiro Hoffmann e P. Claus Brunken. A pregação do culto foi realizada pelo P. Jairo Lindolfo Menezes dos Santos e a liturgia final esteve sob responsabilidade do P. Werner Brunken. __________.....__________ SESB realiza inauguração em Blumenau/SC O prédio construído em 1923, que, durante anos, abrigou a maternidade

Johannastift, foi reformado e inaugurado no dia 14 de junho, em uma cerimônia que reuniu representantes das esferas políticas, civis e eclesiásticas. A centenária Sociedade Evangélica de Senhoras de Blumenau (SESB), filiada à OASE, é a proprietária da edificação onde está funcionando a ‘Casa do Comércio’, sede das entidades do comércio de Blumenau. A estrutura vai contar também com sala de reuniões, auditórios, cooperativas, gabinetes e áreas para recepção de visitantes, escritórios das entidades parceiras e sala de estudos. No térreo, está o Restaurante Escola Senac Bistrô e, no terceiro andar, a OASE Sinodal vai manter uma loja de produtos confeccionados pelas próprias mulheres da organização. Além disto, um pequeno museu vai mostrar a história dos trabalhos realizados pelas mulheres ao longo dos 100 anos. __________.....__________ Oficina de Capacitação e Planejamento em HIV/Aids Nos dias 15 a 17 de junho, em Santiago, no Chile, foi realizada a Oficina

Os objetivos da Oficina foram compartilhar experiências das igrejas luteranas representadas sobre as diferentes ações de prevenção e assistência às pessoas vivendo com HIV/ Aids e construir um plano de ações conjuntas entre as igrejas. Temas como sexualidade, relações de gênero, indiferença, falta de informação e de preparo em aconselhamento e acolhimento foram apontados como empecilhos para o desenvolvimento dos trabalhos e cada igreja assumiu o compromisso de partilhar experiência e conhecimento adquiridos, buscando sensibilizar mais pessoas a se envolverem na luta pela preservação da vida e no resgate da dignidade das pessoas que sofrem com o preconceito e a discriminação causados pela desinformação frente ao HIV/Aids. __________.....__________ Profissão de fé em Araripina/PE No dia 17 de junho de 2007, a Comunidade Luterana de Araripina/PE, no sertão nordestino, viveu um momento de muita satisfação, pois mais 11 pessoas concluíram o curso de Profissão de fé e foram admitidas como novos membros da Igreja em culto comunitário. Depois de seis anos e meio, a Missão Zero-Araripina possui mais de 90 membros. É uma Igreja tipicamente nordestina composta por sertanejos que têm aprendido a amar ao Senhor Jesus e à sua Igreja. Apesar da sua juventude

como Comunidade, já possui vários grupos, como mulheres, casais, jovens, crianças, pré-adolescentes, estudos bíblicos, discipulado, música e teatro. Há, também, dois pontos de pregação com cultos semanais: Vila Bringel e Sítio Chapada. Além disso, a diaconia tem um espaço todo especial na vida da Comunidade.

A maneira como, muitas vezes, são (mal) tratadas as pessoas com deficiência. Busquemos o respeito e a inclusão de todas as pessoas e as suas diferenças.

Ofertas Nacionais 19 de agosto 12º Domingo após Pentecostes Bolsas de financiamento para estudantes de Teologia/Fundo Rotativo de Financiamento O financiamento que os estudantes de Teologia dos centros de formação teológica da nossa Igreja recebem provém do Fundo Rotativo. Ele é rotativo porque, depois de formados, os estudantes devolvem o empréstimo. As Comunidades da IECLB são convidadas a alimentar esse Fundo por meio de ofertas regulares, que são destinadas ao apoio de futuros Obreiros e Obreiras dos Ministérios Diaconal, Catequético, Missionário e Pastoral. 26 de agosto 13º Domingo após Pentecostes Trabalho junto às Pessoas com Deficiência Vemos e ouvimos pessoas sofrendo por atitudes e gestos de exclusão, uma forma de violência que gera isolamento, depressão e degradação da auto-estima e da dignidade humana. Comprometida com a sua missão desde 1992, a IECLB, por meio da Coordenação de Diaconia, tem promovido cursos e seminários e elaborado materiais nesta área, oportunizando que as Comunidades possam falar sobre o tema da inclusão e da deficiência. A oferta de gratidão deste culto se destina à Coordenação de Diaconia da IECLB, responsável pelo trabalho das pessoas com deficiência.


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Atualidade

Desafios e Prioridades IECLB: missão

O relatório da Presidência ao Concílio de Panambi colocou, ao final, três ênfases prioritárias: identidade confessional, missão e auto-sustentabilidade, os eixos mais relevantes no todo da IECLB neste momento. O Pastor Presidente da IECLB, Dr. Walter Altmann, concentrou-se no que é mais essencial para a vida da Igreja, constitui uma responsabilidade especial da Presidência e pode dar um norte teológico prioritário à IECLB, peparando o material Desafios e Prioridades para o encontro da Presidência com os Pastores Sinodais e revisto para a reunião do Conselho da Igreja, ambos relizados em março deste ano, o qual segue a segunda parte do resumo dividido em três edições: identidade confessional, missão e autosustentabilidade.

Missão A missão deve ser entendida como um projeto do próprio Deus no mundo, que age, por meio do Espírito Santo, despertando fé, esperança e amor. Assim, a missão é parte essencial do ser Igreja. A missão de Deus abrange a preservação da fé, mas não se limita a ela, abrangendo também, e necessariamente, a difusão da fé. Quando Comunidades são apoiadas e fortalecidas na preservação da fé, são capacitadas para levar adiante a fé no meio em que vivem e apoiar a missão por meio da igreja também em outros espaços. Desta forma, o programa de educação contínua da fé a partir do Batismo é um elemento fundamental não apenas para a edificação da fé e da Comunidade, mas um requisito

indispensável para dar orientação e consistência à própria missão no sentido da difusão da fé. Movimentos internos da IECLB contribuíram decisivamente para a tomada de consciência de uma ênfase missionária na nossa Igreja, mas a pesquisa bíblica e as percepções do movimento ecumênico também contribuíram. Precisamos crescer ainda mais na consciência de que não há uma forma única de fazer missão, a ênfase missionária não exclui o compromisso ecumênico e missão e diaconia se desenvolvem em interconexão, não em compartimentos estanques. Em vez de promover uma competição mutuamente discriminatória entre diferentes propostas missionárias, estas devem buscar sua base confessional comum e a complementaridade das suas expressões. Observando nosso contexto religioso plural, a missão deve tomar em conta as crescentes diversidade e mobilidade religiosas, inclusive o número de pessoas que se declaram sem religião. No entanto, isso não deve levar a uma ação proselitista ou a uma competição entre igrejas, mas constituir-se em testemunho livre acerca de Cristo e da razão de viver pela fé, endereçado a pessoas que estão à procura de um sentido último e de um direcionamento novo para as suas vidas. O grupo-tarefa constituído estará desenvolvendo a nova fase do PAMI, no qual será necessário incluir o elemento de operacionalidade do plano (objetivos, metas, meios e agentes).

Missão Alguns assuntos específicos a serem desdobrados - Compartilhar com mais intensidade, como informação e estímulo, os exemplos já existentes na IECLB de envolvimento missionário e de parcerias internas. - Como e em que proporção alocar recursos (humanos e financeiros) para distintas necessidades missionárias internas e externas da IECLB: Comunidades em expansão, Comunidades pequenas ou fragilizadas que carecem de apoio e Comunidades emergentes.

Dar consistência ao envolvimento da IECLB na ‘missão global’, que deverá ser mais do que a soma de parcerias avulsas, mas responder a uma concepção de compromisso missionário ‘além fronteiras’. No detalhe, a IECLB deverá rever como reassumir a sua responsabilidade missionária no tocante a países de fala portuguesa na África, como Moçambique e Angola.

Pastoral das ruas Naquele dia, o Pastor resolveu ir ao centro da cidade fazer os serviços de banco e pagamentos de taxas a pé, deixando o carro na garagem, da maneira como chegou de uma maratona de vários cultos. Não chegou a andar mil metros e já se encontrou com uma senhora da OASE. Dona Júlia, uma mulher alegre e falante, foi lhe contando as novidades da sua família. Falou do novo tratamento do seu marido, que sofria do coração, e retomou as dificuldades que estavam tendo com a neta, que não arranjara emprego após concluir a faculdade. Detalhou tudo por onde ela já havia deixado currículo e, agora, pedia ao Pastor para apoiar esta busca de trabalho, já que o senhor é bem relacionado, conforme dona Júlia. Como o sol estava muito quente, o Pastor e dona Júlia foram se aproximando de uma sombra enquanto ela discorria sobre os assuntos cotidianos da sua família. Assim, sob a sombra de um plátano, a vida da família de dona Júlia fluía com um rio. Por fim, ela lembrou que precisava fazer o almoço para o filho, que trabalhava na primeira hora da tarde, e se despediu. Dez minutos depois, o Pastor se encontra na fila do banco, de onde vê um comerciante da Comunidade

falando com o subgerente. Logo, ao se perfilar para encaminhar os seus documentos para um empréstimo, um outro diálogo começou na fila. Seu Lino, ‘velho’ conhecido do Pastor, logo fala das suas dificuldades

A vida flui pelas ruas, longe dos espaços privados financeiras em razão da concorrência de uma rede de supermercados que chegou à cidade. Não está fácil, Pastor. Além dos assaltos, agora estou perdendo fregueses, disse seu Lino. Isto o angustiava, porque seus filhos estavam na escola e tinham sonhos de ir para a faculdade. Sem a dupla jornada de estudar e trabalhar, a faculdade seria um sonho cada vez mais distante. De volta para casa, o Pastor passou rapidamente no supermercado. Enquanto pesquisava preços sem pressa, foi tocado pela dona Marta, a qual vinha sofrendo de osteoporose. Mesmo que toda a Comunidade soubesse da sua situação, aquela viúva voltava sempre ao assunto, como se falar nele, por alguns minutos, o colocasse para

fora pela boca. De fato, era assim, pelo menos, por alguns momentos. Por fim, com a dor da doença mais amena, despede-se Até quinta-feira, Pastor, lá na OASE. Nesta breve caminhada, entre as chatices de filas de banco e de caixas de supermercado, o Pastor pôde desenvolver uma pastoral das ruas. Além disso, fez um exercício físico e contribuiu com a natureza por ter deixado de lançar na atmosfera alguns gramas de carbono, que aumentam o efeito estufa. Pensadores que estudam o Brasil vêm dizendo que somos um povo marcado por relações humanas e pela informalidade. A caminhada pastoral mostra bem isto. A vida flui pelas ruas, longe dos espaços privados. De fato, uma rápida olhada pelos evangelhos nos revela um número significativo de encontros de Jesus com as multidões e com pessoas nas ruas das cidades. Lucas 24.13-34 é um dos exemplos desta pastoral das ruas.

Dr. Oneide Bobsin Pastor da IECLB e Reitor da EST


Presidência

JOREV LUTERANO AGOSTO 2007

PPDs: avanços e dasafios O período de 21 a 28 de agosto está reservado para a reflexão em torno de um tema que contempla um universo significativo de pessoas de todas as idades, raças e de gênero. Refiro-me à Semana Nacional da Pessoa com Deficiência. Na IECLB, o programa de trabalho na área da Pessoa com Deficiência, completou 15 anos no mês de julho. Foi no XVII Concílio Geral da IECLB, ocorrido em Três de Maio/RS, no ano de 1990, que o tema da inclusão e da prevenção de doenças recebeu atenção especial. Naquela oportunidade, o Concílio aprovou cinco moções com o seguinte teor: -Que as Escolas Evangélica da Rede ofereçam condições de acompanhamento para as Pessoas com Deficiência. -Que a IECLB adote programa de prevenção da excepcionalidade, a ser tratado em diversas instâncias, assim como deverá ser elaborado folheto alusivo ao tema.

-Todas as obras novas e construções deverão considerar a remoção das barreiras arquitetônicas que impeçam ou dificultem o acesso a templos, escolas, centros comunitários, hospitais, lares de

Somos chamados pelo Evangelho a perseverar na conscientização idosos e creches. Foi concedido o prazo de 10 anos para a adequação dos prédios. -Às Paróquias que já estão realizando trabalhos na Semana Nacional do Excepcional, recomenda-se a adoção de um culto próximo à Semana, convidando pessoas PPDs e entidades que atuam junto às PPDs. -Criação do Departamento das PPDs para servir como centro de fluxo de informações e consultas. Passados todos esses anos, constatamos que houve avanços

Ecumenismo: um vínculo de fé Com o título Repostas a questões relativas a alguns aspectos da doutrina sobre a Igreja, o Vaticano publicou, no dia 10 de julho, um texto que procura esclarecer o que considera como interpretações desviantes e em descontinuidade com a doutrina católica tradicional sobre a natureza da igreja, que ocorreram depois da publicação do documento Lumen Gentium, do Concílio Vaticano II, dizendo que a única Igreja de Cristo ‘subsiste’ na Igreja Católica. Diz o documento Cristo constituiu sobre a terra uma única Igreja e instituiu-a como grupo visível e comunidade espiritual, que desde a sua origem e no curso da história sempre existe e existirá. (...) Esta Igreja, como sociedade constituída e organizada neste mundo, subsiste na Igreja Católica, governada pelo sucessor de Pedro e pelos bispos em comunhão com ele.” A nova publicação assinada pela Congregação para a Doutrina

da Fé, responsável por promover e tutelar a doutrina da fé e a moral no mundo católico, diz que “com a palavra ‘subsistir ’ o Concílio queria exprimir a singularidade e não a multiplicabilidade da Igreja de Cristo: a Igreja existe como único sujeito na realidade histórica”. O Pastor Presidente da IECLB, Dr. Walter Altmann, emitiu, no mesmo dia, nota oficial em nome da igreja (ler página 15) expressando desânimo em relação ao documento e preocupação com o futuro do diálogo ecumênico, mas afirmou a postura clara da IECLB em relação à discussão da natureza da Igreja “A IECLB não nega a classificação de igreja a nenhuma das igrejas centradas na fé em Cristo e tampouco passará a fazê-lo em relação àquelas igrejas que, em sua autodefinição, não a reconhecem como igreja em sentido pleno”.

Martin Luther completa 180 anos O Pastor Dorival Ivo Ristoff, o Pastor Sinodal do Sínodo Sudeste, Guilherme Lieven, e o Pastor Presidente da IECLB, Dr. Walter Altmann, oficiaram, na manhã do dia 24 de junho, o culto em homenagem aos 180 anos da Paróquia Martin Luther, na cidade do Rio de Janeiro/RJ. Na pregação, o P. Altmann apontou a vida, o trabalho, a gratidão na partilha e a solidariedade nas dificuldades como pilares sobre o qual a Comunidade luterana está construída. O culto coroou uma semana de festividades iniciada no dia 17 e

composta por noite de homenagens, almoço beneficente, reunião do Grupo de Encontro, Reflexão e Fé, debate da Presença Evangélica no Rio de Janeiro, reunião de jovens e o concerto de órgão.

significativos na área da inclusão e da prevenção, talvez não na medida e na profundidade desejadas. Muitos ainda são os desafios para superar os grilhões da indiferença, do descaso e do preconceito presentes na sociedade. Como comunidade cristã, somos chamados a ter um olhar diferente que se traduza em ações transformadoras, tal como Cristo, em seus dias, o exemplo legou. Por isso, somos chamados pelo Evangelho a perseverar na conscientização da importância da reflexão em torno do tema da inclusão das pessoas, prevenção de novas doenças, na formação e na capacitação de lideranças na área da deficiência.

Homero Severo Pinto Pastor 1º Vice-Presidente da IECLB

Nova geração presta exame ao PPHM “Ser Obreiro da IECLB exige competência e seriedade”. Com estas palavras, a Coordenadora de Habilitação ao Ministério, Haidi Drebes, deu a tônica do desafio pelo qual 45 recém-formados passaram no início de julho, em São Leopoldo/

IECLB e EST acolhem pesquisadores de Lutero Entre 22 a 27 de julho, em Canoas/RS, a Universidade Luterana do Brasil (Ulbra) recebeu a 11 a edição do Luther Congress, um evento que reúne pesquisadores de Lutero vindos de todo o mundo e que teve como tema “A Ética de Lutero nos reinos da igreja, lar e política”. A conferência de abertura foi realizada pelo Presidente do Congresso, Professor Gottfried Brakemeier, ex-Pastor Presidente da IECLB e ex-Presidente da Federação Luterana Mundial (FLM). O tema central do Congresso foi desenvolvido em sessões plenárias com a presença de docentes e pesquisadores. O programa do evento reservou para a noite do dia 23 de julho uma recepção na Escola Superior de Teologia da IECLB (EST), em São Leopoldo/RS, onde os participantes do evento foram saudados pelo Pastor Presidente da nossa Igreja, Dr. Walter Altmann, o Reitor da EST, P. Dr. Oneide Bobsin e o Prefeito de São Leopoldo, Ary Vanazzi.

AGENDA DA PRESIDÊNCI A PRESIDÊNCIA AGOSTO

RS. O exame de admissão ao Período Prático de Habilitação ao Ministério na IECLB (PPHM) é realizado pela Comissão de Exame da IECLB, que foi subdividida em sete bancas presididas pelos Pastores Sinodais e acompanhadas pela Presidência e Secretaria Geral da IECLB. A maior expectativa dos candidatos está voltada para um futuro campo de trabalho da Igreja, por isso, Haidi acredita que uma das suas principais tarefas é equilibrar a ansiedade dos candidatos e candidatas e a expectativa que a própria Igreja tem em relação a eles. Nesta edição do exame, o índice de aprovação foi de 66%. Os candidatos e candidatas aprovados foram encaminhados para a Comissão de Designação e Envio que, por sua vez, anuncia o local onde os novos candidatos irão trabalhar por um ano.

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31/07-10/08 Visita às Igrejas Luteranas de Moçambique e Angola Moçambique e Angola P. Homero Pinto 07/08 CO do Núcleo Vale do Rio Pardo Sínodo Centro Campanha Sul Ferraz/RS P. Walter Altmann 07/08 CO Sínodo Sul-Rio-grandense Sertão Santana/RS P. Walter Altmann 18/08 XII Ass. Sínodo Centro Campanha Sul e 100 anos da Paróquia de Sinimbu Sinimbu/RS P. Walter Altmann 19/08 V Dia da Igreja do Sínodo Vale do Taquari Conventos/RS P. Walter Altmann 20-23/08 Conferência de Lideranças Luteranas do Cone Sul (COL) Montevidéu/Uruguai P. Walter Altmann P. Homero Pinto 28/08 CO Sínodo Rio dos Sinos Osório/RS P. Walter Altmann 28-29/08 CO Sínodo Nordeste Gaúcho São Leopoldo/RS P. Walter Altmann P. Homero Pinto 31/08 Diretoria do CI Porto Alegre/RS P. Walter Altmann P. Homero Pinto


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Ministério

Compartilhando e fortalecendo a fé, o Ministério e o casamento Como é conciliar a vida e trabalhar juntos? Pelo fato de termos nos conhecido na faculdade de Teologia, onde teve início o nosso namoro, sempre procurávamos conversar a respeito de como seria compartilhar o Ministério Pastoral. Então, quando fomos enviados para o nosso primeiro campo de trabalho, um pastorado na Área Missionária de Santarém, não tivemos muitas dificuldades. Estamos numa região que, em função das distâncias, dificulta o contato com amigos, familiares e outros Obreiros, por isso é um privilégio enorme poder contar com alguém com quem podemos compartilhar as nossas experiências, trocar idéias, incentivos e apoio mútuo. Isso tem fortalecido não apenas o Ministério Pastoral como também o nosso casamento. Como é compartilhar a vocação? Quando entramos na faculdade, a vocação para o Ministério Pastoral e o desejo de servir a Deus em tempo integral estava presente em cada um de nós. O desejo de trabalhar num projeto missionário nos acompanhava mesmo antes de nos conhecermos. O fato de termos nos conhecido dentro da Faculdade de Teologia, estudando na mesma sala de aula, facilitou a união dos nossos sonhos e da nossa vocação.

O P. Joelson Erbert Martins, 28 anos, natural de Registro/SP, e a Pa. Marta Elisa Schneider Martins, 26 anos, natural de Ijuí/RS, compartilham o Ministério e os projetos de vida. O casal está junto há quatro anos e meio e espera o seu primeiro filho, previsto para novembro. Formados pelo CETEOL, hoje Faculdade Luterana de Teologia, em São Bento do Sul/SC, o casal de Pastores, em setembro de 2004, foi enviado para Santarém, cidade localizada no oeste do Pará, à margem direita do rio Tapajós, com população aproximada de 300 mil habitantes. Como é o trabalho que vocês desenvolvem em Santarém? A Área Missionária de Santarém é um projeto de missão do Sínodo Mato Grosso. Quando fomos enviados para a região, a idéia era atender algumas famílias luteranas que viviam aqui e desenvolver um trabalho de missão para alcançar novas famílias sem vínculos com a IECLB. A partir desses objetivos, o trabalho está sendo desenvolvido. Trabalhamos com grupos de estudos bíblicos nas casas, cultos, trabalho com crianças, casais e grupo de mulheres. Enfatizamos sempre que, como Comunidade missionária, não podemos estar voltados apenas para nós mesmos, mas devemos ir ao encontro

das pessoas em suas mais diversas necessidades e, ao mesmo tempo, ser uma Comunidade acolhedora. Neste período em Santarém, quais foram/são os maiores desafios? No fim de setembro deste ano, completaremos três anos de trabalho em Santarém. Os nossos desafios são muitos, como, por exemplo, desenvolver um trabalho missionário em uma cidade que tem muitas igrejas de diversas denominações diferentes, nos tornarmos uma Comunidade financeiramente independente, enfrentar os desafios sociais que têm levado muitas famílias e jovens a mudarem para outras cidades em busca de empregos e novas oportunidades. Esses

e outros desafios não são apenas uma preocupação nossa, mas de todos os membros da Comunidade. Quais foram as maiores conquistas? A maior conquista é a própria Comunidade. Para nós, é uma alegria imensa ver as pessoas participando dos cultos e demais programações. A união das famílias e a alegria quando elas se reúnem é algo tocante. A Comunidade tem experimentado um crescimento e novas famílias nos visitam a cada culto. Além disso, no município de Belterra, construímos um Pavilhão Comunitário em regime de mutirão no ano passado. Neste ano, conseguimos alugar um templo na cidade de Santarém para realização de cultos e outras programações. Na parte financeira, temos um projeto de lavoura comunitária, em que os membros plantaram seis hectares de arroz, que serão totalmente destinados à Comunidade. Quais são os objetivos na Área Missionária de Santarém? O nosso objetivo principal é continuar crescendo como Comunidade, investindo na missão e formação de lideranças. Outra preocupação é a questão financeira. Com a lavoura comunitária, pretendemos dar início à construção de uma moradia para os Obreiros, reduzindo, assim, custos.

Semana Nacional da Pessoa com Deficiência De 21 a 28 de agosto, lembramos a Semana Nacional da Pessoa com Deficiência. Esta não é uma data comemorativa, mas lembra a causa pela qual os grupos nesta área se mobilizam: a busca pelo respeito, aceitação e valor das diferenças de todas as pessoas. A busca por inclusão. Certa vez, uma pessoa me disse que datas especiais como estas não deveriam existir. Se elas existem é porque alguma coisa não vai bem! Como Igreja no mundo, temos que criar consciência neste sentido. É preciso entender que estas datas são conquistas, fruto de muita dor, de muita exclusão e opressão esmagadora, a princípio, de um grupo específico. Não temos nada para comemorar! Não comemoramos que as pessoas com deficiência vivem trancadas em suas casas por não haver acessibilidade ou transporte que as possibilitem ir e vir. Não comemoramos a opressão que algumas pessoas enfrentam apenas por apresentarem algo diferente nos seus corpos ou mentes. Tampouco comemoramos nossa vergonha de não saber lidar e conviver com as diferenças.

As pessoas com deficiência lutam pela garantia dos direitos como cidadãos. Lutam por saúde, locomoção, educação. Não são estes os mesmos direitos pelos quais também lutamos? Quando nos aproximamos da causa pela inclusão, nos damos conta que ela diz respeito também a nós e não mais a um grupo específico. Então, nada temos para comemorar, mas para lembrar e conscientizar.

Capa do caderno de subsídios litúrgicos - acessibilidade

Em decorrência da Semana Nacional da Pessoa com Deficiência, a IECLB está enviando para as Paróquias, Comunidades e Obreiros um caderno de subsídio litúrgico e um folder sobre acessibilidade. É tempo de lembrar que somos um só corpo, formado pela diversidade que justamente nos enriquece. É tempo de reconhecer que a inclusão beneficia todas as pessoas. Onde uma pessoa passa, todas passam, porém, com mais qualidade de vida. É tempo de nos comprometermos, de fato, com o Evangelho, que nos convoca para inclusão. Quem sabe assim, aos poucos, nos envolvendo como Comunidade com a inclusão e o acolhimento de todas as pessoas, movidos pelo amor e abraço de Deus, possamos nos perceber como protagonistas da causa: eu, você, nossa Comunidade, pessoas com e sem deficiência. Quem sabe a tal ponto que não mais se faça necessário lembrar a semana da pessoa com deficiência, pois a inclusão já estará incorporada na vivência diária da Comunidade. Cand. Diácona Nádia Mara Dal Castel de Oliveira Pela Coordenação de Diaconia da IECLB


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Presbitério

Busquemos em Deus a fé viva para não sermos apenas religiosos legalização da Comunidade. Hoje, estamos empenhados em construir uma residência para os Pastores e criar alguma infra-estrutura para o trabalho de missão.

Egon Valter Tschope, 45 anos, agricultor nascido em Tenente Portela/RS, mas residente em Belterra/PA, é casado com Vivian e pai de Marla Kelly, Ingrid Carolina, Monise Camila e Igor. Atualmente, Egon ocupa o cargo de VicePresidente, já tendo sido também Presidente da Comunidade em Santarém. Como é o seu trabalho na Comunidade? No primeiro Presbitério composto em nossa Comunidade, aqui em Santarém, não tínhamos nada mais que informações sobre a existência de algumas famílias luteranas espalhadas pela região de Belterra e Santarém/PA. Como Presidente, meu trabalho foi levantar informações e localizar estas famílias, além da aprovação do estatuto e da

Descreva as características desta região em que atua. O projeto missionário em que estamos inseridos iniciou em 2004, idealizado pelo Sínodo Mato Grosso. Hoje, contamos com, aproximadamente, 98 membros batizados. A atuação da Comunidade se estende a quatro localidades diferentes: Santarém, Belterra, Boa Esperança e km 130 BR 163. A Comunidade era formada apenas por famílias luteranas que vieram de outras regiões, mas, hoje, essa realidade tem mudado um pouco e já temos algumas pessoas naturais da região participando como membros. Quais são os principais desafios encontrados na região? Um dos principais desafios tem sido a situação econômica. Questões ambientais e fundiárias têm prejudicado a atividade agrícola na região, levando à migração para outras cidades em busca de melhores condições. Outro desafio é a diversidade religiosa, pois existem muitas igrejas, denominações e propostas diferentes na região, algumas com estruturas enormes e oferecendo uma grande variedade de programas e atividades. Fica difícil conseguir espaço.

O que está sendo feito para superar as adversidades? Economicamente, as famílias têm diversificado a produção e buscado novas alternativas. Quanto à religiosidade, a Comunidade também necessita encontrar novas iniciativas, buscando se adaptar ao contexto em que vivemos. Precisamos orar e buscar a direção do que fazer e da melhor maneira possível. A Comunidade tem uma participação ativa? De maneira geral, a Comunidade é participativa, mas as distâncias e a falta de locomoção dificultam o envolvimento maior de alguns membros. Um grande perigo que corremos é enxergar a Igreja apenas como uma prestadora de serviço, participando da Comunidade como costume ou mesmo como obrigação a cumprir. Muitas vezes, falta alegria, entusiasmo e prazer em participar das programações. Qual é a sua motivação para trabalhar pela Igreja como Presbítero? Para mim, é muito importante viver em Comunidade e ser solidário com os irmãos. Todo membro deveria ser Presbítero um dia, pois temos dons que precisam ser colocados à disposição da Comunidade. Não devemos nos esquivar, mas abraçar o trabalho na Igreja, que é muito gratificante.

Comunidade com funções paroquiais Como o objetivo de nossos artigos é elucidar os leitores sobre como devem ser realizados os procedimentos de estruturação administrativa e representatividade das Comunidades e Paróquias, desde o ingresso de membros até o assentamento da documentação nos registros públicos competentes, buscando, com isso, a regularidade destas congregações junto ao ordenamento jurídico do nosso País, referimos que, para as Comunidades com funções paroquiais, aplicam-se todos os procedimentos de uma Comunidade sem funções especiais. Na realidade, as diferenças existentes nos estatutos das Comunidades sem funções paroquiais para as com funções paroquiais são exclusivamente de ordem interna, ou seja, não exigem a prática de

nenhum ato diferente no campo legal, além dos necessários para estruturação administrativa e representatividade de uma Comunidade sem funções paroquiais, sendo que a forma de regularização destas foi abordada nos artigos Comunidade Legal I, II e III, publicados neste periódico nas edições 692, 693 e 694. Inobstante se tratar de matéria desnecessária à regularização desta forma de Comunidade sob o aspecto legal, ressaltamos a necessidade de alguns cuidados quanto à indicação de candidatos para as funções relacionadas nas alíneas “a” a “e” do inciso IX do art. 21 do Estatuto Padrão de Comunidade com Funções Paroquiais – EPCFP, eleger também o representante da Comunidade no Conselho Sinodal, os Obreiros Eclesiásticos e o Coordenador Ministerial, conforme estabelecido nas alíneas “d”, “f”

e “g” do inciso X do mesmo artigo do EPCFP, bem como, segundo o inciso XI e XV deste mesmo artigo, decidir sobre a aceitação ou não de Obreiros enviados pela Igreja e solicitar a transferência de Obreiros, respectivamente, tarefas que não são de competência de Comunidades sem funções paroquiais, assim como as constantes nos incisos IX a XIII da art. 23 do EPCFP. Por derradeiro, referimos a presença do Coordenador Ministerial, cujas atividades são reguladas nos artigos 30 a 32 do EPCFP, reiterando o fato da realização da estrutura administrativa e a representatividade destas Comunidades obedecerem aos mesmos procedimentos das sem funções paroquiais. Jeferson De Boni Almeida Consultor Jurídico da IECLB

Financeiro Responde Informações sobre o regime de contratação CLT – Parte II Neste artigo, no qual publicamos a segunda parte das informações sobre o regime de contratação CLT, seguimos abordando alguns aspectos relevantes relacionados à contratação, à regularização e à manutenção dos procedimentos que as entidades necessitam fazer para cumprir a legislação trabalhista regida pela Consolidação das Leis do Trabalho. d) a Carteira Profissional precisa estar preenchida e ser atualizada, assim como a ficha/livro de registro. Cada alteração, como exemplo, de endereço, estado civil e nascimento de um filho, precisa ser registrada na carteira e na/o ficha/livro de registro do colaborador, baseandose sempre em documentação fidedigna; e) aquisição de Livro Ponto, no qual o colaborador assinará, conforme rege o contrato de trabalho, seu horário diariamente; f) a entidade precisa cumprir as demais obrigações, como o pagamento dos salários em dia, procedendo aos descontos exigidos (INSS, Imposto de Renda, Contribuição Sindical, Contribuições Assistenciais conforme o dissídio coletivo, etc.) e os permitidos por lei (valetransporte/refeição, etc.), além de recolher o FGTS sempre utilizando os formulários exigidos por lei (contracheque, guias, etc.). É importante salientar que os descontos específicos deverão estar regrados no contrato de trabalho (uso particular do telefone, etc.). Para todos esses procedimentos, a Diretoria deve acionar o responsável pela contabilidade e/ou escritório, fiscalizando se todos os encaminhamentos estão sendo realizados, evitando, assim, futuros passivos. Nestes dois artigos, referentes às edições de julho e agosto de 2007, não estamos elencando todas as obrigações principais e acessórias que necessitam ser observadas, mas, sim, algumas delas, com o objetivo de fornecer uma orientação geral.

Amauri Ludwig Secretário Executivo de Finanças da IECLB

Indicadores Financeiros UPM Julho/2007 = 2,1832 Índice Junho/2007 = 1,04% Acumulado do ano = 3,93%


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UNIDADE


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Mulheres

A participação feminina nos órgãos diretivos da IECLB Nos modelos sociais de 40 e 50 anos atrás, era normal ter homens no comando e mulheres na retaguarda. Minha mãe era ativa e decidida, cuidava da casa e dos filhos, ajudava meu pai na empresa, trabalhava na OASE, mas era meu pai quem participava do Presbitério. Essas mudanças sociais e culturais são lentas, não acontecem com a mesma rapidez das mudanças tecnológicas, mas já se avançou e, hoje, vemos mulheres em carreiras e locais antes proibidos à presença feminina. Essa ocupação não ocorreu apenas porque lhes deram espaço, mas por sua persistência e capacidade demonstrada para o trabalho e soluções de conflitos. Há pouca participação feminina nos órgãos diretivos da IECLB, mas, talvez, vinte anos atrás, fosse nula. Hoje, a participação feminina na vida da IECLB é extraordinária! São as mulheres, em sua grande maioria, que assumem o culto infantil, se ocupam com os jovens, cantam e dirigem corais, trabalham na OASE, assumem a maioria dos projetos de visitação, cuidam dos idosos e necessitados, etc. Alguém já fez a estatística de quantas escolas, creches, igrejas e salões paroquiais foram levantados em

Waltraud Keuper Rodrigues Pereira, 58 anos, nascida em Petrópolis/RJ, é Economista com Mestrado e Doutorado em Economia. Pesquisadora no Instituto de Planejamento Econômico e Social (IPEA) do Ministério do Planejamento/ RJ, por 11 anos, Waltraud, desde 1984, é Empresária e Administradora da empresa da família, fundada pelo pai em 1952. Luterana desde o nascimento, batizada e confirmada na Comunidade de Petrópolis, Waltraud é casada com Gastão Reis Rodrigues Pereira e mãe de Filipe e Luísa. Na IECLB, é Presidente da Comunidade de Petrópolis/RJ e Vogal leiga da Comissão Jurídico Doutrinária.

função das festas da OASE? Lá estavam as mulheres, planejando e organizando cada etapa das festas, convidando parentes e amigos do trabalho ou da escola, preparando as comidas e trabalhos artesanais. Creio que está na hora de valorizar este trabalho! Também depende de nós, mulheres, tomar a decisão de mudar! Muitas vezes, as mesmas mulheres batalhadoras acima descritas, quando solicitadas a aceitar um cargo diretivo, recusam alegando não estarem preparadas ou não poderem abandonar seus afazeres na família. Para assumir outra responsabilidade, precisariam dividir seu território materno, mas muitas acham que, sem elas, nada vai funcionar em casa. Será? Além disso, acredito que a mulher que estuda, trabalha, faz compras, prepara refeições, leva e busca o filho no colégio e tantas outras coisas, às vezes, entende mais de administração e logística que um jovem graduado. É um desafio que as mulheres devem aceitar a partir da sua vivência em casa e nas Comunidades. Devemos ter em mente que Deus nos acolhe com bondade em suas mãos, nos capacita para todo o trabalho e não faz questão se as mãos que trabalham na sua Igreja são masculinas ou femininas!

Sínodo Paranapanema

A missão de ser pétala na flor Arlete Schulz nasceu em 1943, em Blumenau/SC, é artesã, viúva de Vilmar Schulz e mãe de Luiz (falecido), Rui, Giovana, Luciana e André. Para a Presidente Sinodal da OASE Paranapanema, “Nem sempre conse-guimos realizar tudo o que planejamos, mas não importa o quanto fazemos, desde que seja de coração e agradável a Deus”. Como é o dia-a-dia de trabalho na OASE? Na OASE nascem, crescem e se realizam muitas obras, compartilhando momentos de comunhão com fé e amor, acreditando nos efeitos dos testemunhos e do serviço na seara do senhor. O trabalho não se restringe a um dia da semana ou da quinzena, quando as mulheres se reúnem para estudar passagens bíblicas ou realizar trabalhos manuais. A OASE é o alicerce das Comunidades e Paróquias e também está envolvida com o trabalho social da

Comunidade e da cidade, o que requer horas extras de trabalho em tempo indeterminado e sem aposentadoria. Quais são os desafios na OASE do Sínodo Paranapanema? Muitas vezes, ouvimos a frase A OASE vai morrer, pois as mulheres estão estudando e trabalhando e não tem tempo de participar. Será necessário mudar o jeito de fazer e de ser para ir ao encontro da nova geração de mulheres. Não é fácil mudar e adaptar cultura e tradição com raízes tão profundas, mas é possível. A participação das mulheres no Sínodo é ativa? As mulheres da OASE do Sínodo Paranapanema têm ouvidos para ouvir o clamor do mundo, tem olhos claros que vêem os irmãos enfraquecidos, praticando ativamente o lema da OASE nas suas Comunidades e também fora dos muros das suas Igrejas, participando em visitas hospitalares, auxiliando em lares para idosos, creches, instituições beneficentes de Prefeituras ou Governo.

Qual a sua opinião sobre a pouca participação feminina na gestão da IECLB? Algumas mulheres não são incentivadas suficientemente a se engajar na gestão de um campo de trabalho na IECLB. Muitas têm um trabalho profissional durante o dia e, às vezes, ainda estudam à noite. Chegando em casa, são esposa, mãe, cozinheira, arrumadeira, professora e muito mais. Outras se acomodam e não acreditam no seu potencial em ajudar a IECLB a crescer. Quais as suas prioridades no trabalho da OASE? Sempre procurei auxiliar em diversas atividades na Igreja. Já estive envolvida com a Escola Dominial, grupos de jovens, canto coral e música em geral. Ocupei os cargos de Vice-Presidente e Presidente da OASE da ex-região 1 e da OASE do Sínodo Paranapanema, por isso a meta é investir na valorização pessoal da mulher, ajudando-a a crescer, se fortalecer na fé e desenvolver seus dons para integrá-la na Igreja com a sua capacidade de decisão e atuação consciente na IECLB.

Mulheres unidas contra a violência No dia 14 de junho, esteve reunida, na sede da IECLB, em Porto Alegre/RS, parte da Coordenação do Fórum de Reflexão da Mulher Luterana: Ana Maria Brackmann, de Curitiba/PR e Ieda Radünz, de Porto Alegre, Vera Roth, de Novo Hamburgo/RS, Suzane Bushweitz, da Fundação de Diaconia, acompanhadas das Pastoras Elaine Neuenfeldt e Karen Berguesh. O Fórum está empenhado na realização de oficinas sobre Não à violência contra a mulher para que as mulheres se motivem na ajuda e compreensão desta grave situação.

Estiveram em pauta os seguintes assuntos: -Forma de desenvolvimento das oficinas a serem aplicadas em todos os Sínodos da IECLB visando ao melhor entendimento e encorajamento de um número mais significativo das mulheres sensíveis ao tema Violência contra a Mulher. -Formação da equipe idealizadora de uma cartilha que sirva de fio condutor nos encontros paroquiais, sinodais, grupos de trabalho com mulheres, etc. Este trabalho deve simplificar o documento elaborado pela Federação Luterana e ser distribuído em todos os Sínodos e outros locais onde for solicitado. -A estrutura que o auxílio deste material vai proporcionar na preparação de lideranças nos grupos já formados ou em formação. -Busca de parceria junto ao grupo Assessor de Gênero da IECLB. -Maior articulação no envio de material de comunicação sobre os eventos e mensagens alusivas a datas especiais. “Muitas vezes, o desemprego, a falta de diálogo, a situação financeira desfavorável levam a família a uma situação caótica e o estouro maior, normalmente, recai sobre as mulheres. Só poderemos prestar nossa ajuda e colaborar com nossas irmãs se estivermos melhor preparadas, seja no terreno espiritual ou material”, afirmou Ieda Radünz.


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Fé Luterana

Agosto é mesmo o mês do desgosto!? Não há quem nunca tenha ouvido o famoso dito popular ‘Agosto, mês do desgosto!’. Também ‘dizem’ que é bom ter um amuleto para espantar o ‘mau-olhado’ não só no mês de agosto, mas como ‘proteção’. É isso? Também servem imagens de santos, anjos, gnomos e a prática de todo o tipo de rituais e simpatias envolvendo cores, roupas e alimentos para lidar com o desconhecido, trazer sorte ou, pelo menos, espantar o azar. Será que funciona? Para refletir sobre estas superstições e crenças populares, convidamos Dorothea Wülfhorst, Psicóloga e Psicoterapeuta com

Simpatias Psicóloga Dorothea Wülfhorst ‘Simpatia’ significa certa afinidade entre pessoas ou idéias. Designa também o uso de rituais mágicos para curar, afastar perigos ou garantir bem-estar. Você quer a sua família unida e feliz? Uma simpatia promete isso: junte um par de meias de cada componente da família, amarre uma na outra e as esconda... Precisa segurar o emprego? Compre uma figa e a leve para o local de trabalho. Antes de escondê-la, diga: ‘esta figa representa a minha segurança neste local. Daqui ninguém me tira sem que eu o faça por merecer’. Essas tentativas de influir em nossa vida por meio de ‘simpatias’ mostram como o ser humano se sente ameaçado perante perigos e perdas. Se não faz bem – mal não faz! ou Não custa experimentar afirmam as pessoas que buscam soluções em objetos, fórmulas e rituais mágicos. O pensamento mágico irracional exerce certo fascínio sobre nós. O nosso consciente e, especialmente, o inconsciente estão povoados de temores que necessitam de estratégias de asseguramento. Porém, o convite do nosso Deus amoroso, que compreende os nossos temores, é este: Estou contigo! Não temas! Confia tua vida a mim! Como cristãos, precisamos intensificar a expressão simbólica de ritos cristãos genuínos para nossa saúde psíquica e vivência de espiritualidade. As crenças em atos supersticiosos diminuirão na medida em que se fortalecer a fé na Palavra de Deus, na oração e na ação refletida. Ritos e celebrações cristãs comunitárias, neste contexto, são espaços curadores e libertadores que nos auxiliam a trabalhar os nossos medos e desejos realisticamente, abrindo mão do pensamento mágico. Para refletir, leia 1João 5.18-21

abordagem junguiana e Palestrante em cursos e seminários na área de relações humanas e desenvolvimento pessoal, vivência cristã e Eneagrama, Margarete Engelbrecht, Pastora da IECLB na Paróquia Esperança/RJ, que abrange Niterói, Norte-Fluminense e Teresópolis, Clóvis Nähr, Pastor da IECLB em Três Coroas/RS cujo Ministério Pastoral está completando 37 anos, e Rolf Rieck, Pastor da IECLB em Joinville/SC, na Paróquia São Mateus, e Assessor no Departamento de Formação Contínua do Sínodo Norte Catarinense.

Anjos Pastora Margarete Engelbrecht A Bíblia nos conta que Deus enviou anjos para que pessoas pudessem saber a sua palavra, enviou anjos para anunciar alegrias, boas notícias. Anjos são mensageiros de Deus que fazem parte do cuidado e do amor de Deus para sua criação. A Bíblia também conta de anjos ‘caídos’, que colaboram com a desgraça. Em dias de profunda angústia diante dos presságios do futuro, há sempre alguém tentando adivinhar o futuro, há promessa de ficar fora de perigo se nos agarrarmos a algum ‘anjo do bem’. A Bíblia não diz que cada pessoa tem seu ‘anjo da guarda’, como se fosse um protetor específico de alguém. Essa é uma maneira de se ver ‘anjos’ diferente que na confissão luterana. Lutero pede em oração que Deus envie ‘Teu santo anjo’, não um ‘específico’ que faça algum ‘serviço específico’. Apenas que Deus, por meio do seu mensageiro, nos possa cuidar. A arte sempre usou figuras de anjos para passar a mensagem das religiões. Também no cristianismo, os anjos foram bastante retratados, principalmente para ensino sobre a proteção de Deus, mas são simples figuras ou estatuetas que não têm poder sobre a vida. Não há porque temer tais imagens, nem lhes pedir proteção ou ajuda. São somente imagens. A aparição ou a mensagem de um anjo sempre é algo surpreendente na Bíblia. Extrapola a compreensão humana do acontecimento relatado. Isso nos compromete a buscarmos uma convivência harmoniosa com quem nos é ‘diferente’. Cristo revela o caminho do amor, que enfrenta momentos dolorosos, que supera dificuldades. Podemos contar com ‘mensageiros’ de Deus quando, em humildade, aceitamos ajuda, clamamos por solidariedade. Para refletir, leia Hebreus 13.2

Santos

Amuletos

Pastor Clóvis Nähr

Pastor Rolf Rieck

Dando asas à nossa imaginação, vamos viajar um pouco pela Bíblia e ver como devemos entender esta questão dos ‘santos’. No Antigo Testamento, os santos são compreendidos como sendo pessoas separadas para o serviço de Deus. No Novo Testamento, a palavra ‘santo’ é vista como sinônimo de ‘cristão’, pessoa eleita por Deus para servir ao Senhor. Isto posto, pergunto: qual é a compreensão comum que se faz ao ouvirmos alguém falar em santos? Em primeiro lugar, homem algum é santo por virtude de sua própria natureza, mas pela escolha e pela graça do Senhor. É por isto que podemos confessar e dizer o que está escrito no Credo Apostólico creio na comunhão dos santos. No Novo Testamento, todos os cristãos são chamados de santos por terem sido santificados por Deus. Por outro lado, é evidente que a obra e o chamado de Deus também requerem coerência no comportamento do cristão como uma pessoa santa no seu dia-a-dia, ou seja, na convivência familiar, na sociedade e na Comunidade deve haver cuidados quanto à maneira de ser. É por este motivo que não podemos desenvolver o tema ‘santos’, com toda a sua complexidade, sem mencionar e fazer algumas considerações quanto à ‘santificação’, ou seja, como colocar em pratica esta ‘santidade’ no nosso ser cristão. A santidade se evidencia no respeito e obediência a Deus na boa vivência social e deve ser celebrada por meio de práticas e participações na vida comunitária. A santificação deseja capacitar o cristão interiormente para a sua eterna destinação e isto acontece por meio do Espírito Santo de Deus, pelo santo sacrifício de Cristo e se concretiza com o envolvimento nas atividades da igreja cristã. Para refletir, leia 1Pe 1.13-16

As pessoas têm objetos de estimação que lembram momentos especiais e significativos na vida. Gosta-se deles! Viram amuletos! Podem ser alvo de superstição um anel, uma pedra, um colar, uma placa com uma oração inscrita ou até um encantamento. O povo bíblico do Antigo Testamento é conhecido como aquele que condena o uso de amuletos, comuns entre outros povos. Dentro da perspectiva de adorar um único Deus, criador de tudo e todos, e dentro do horizonte da proibição de fazer imagens e objetos de adoração, era evidente que os líderes – profetas e sacerdotes – não vissem com bons olhos as manifestações cultuais do povo em que acontecesse o uso de objetos. Quando o texto bíblico se refere a pessoas que não colocam sua confiança em Deus – como no Salmo 58.5 – as compara com aquelas que seguem o sussurro de encantadores de serpentes. Este mesmo termo, ‘encantadores’, é usado no livro de Isaías, o único que tem a expressão traduzida para o português como sendo ‘amuleto’. Então, se infere que um amuleto facilmente deixa de ser um simples objeto de adorno e passa a ser objeto mágico no qual pessoas colocam sua confiança incondicional. A distinção entre o adorno (ou objeto que simboliza algo na fé da pessoa) e o amuleto está, portanto, no grau de confiança que nele é depositado. Toda vez que objetos de adorno de culto viram amuletos (Nm 21.8-9 e 2Rs 18.4-6) seu uso é proibido entre o povo de Deus. Nem no mês de agosto se precisa deste tipo de objetos para neles depositar confiança. Na clareza da palavra de Deus, pode-se testemunhar da centralidade de Jesus e sua cruz na vida e esta é a segurança. Na fé cristã, não se precisa dar ouvidos a sussurros que afastam do Criador e do Salvador. Para refletir, leia Isaías 3.18-23


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Geral

IECLB-Selos, uma boa ação ao alcance de todos realizá-las, duas vezes por ano, em São Leopoldo/RS, por ser um lugar geograficamente central para a grande maioria dos nossos clientes, sistemática mantida até os dias de hoje, com direito a um grupo de clientes ‘cativos’ já há mais de 25 anos”. A idéia vingou e, Dieter com a IECLB-Selos na Feira do Livro em Santa Cruz do Sul/RS desde então, IECLB1º de agosto é o Dia do Selo. Para Selos tem conquistado uma reputação lembrar esta data, vamos mostrar o ímpar entre os círculos filatélicos da trabalho realizado pela IECLB-Selos, grande Porto Alegre e outras coordenado por Dieter Fertsch, localidades, auxiliando centenas de profundo conhecedor de filatelia e crianças carentes Brasil afora. colecionador desde os dez anos de idade. Uma equipe de voluntários reúneEm 1979, Ano Internacional da se periodicamente para examinar, Criança, a IECLB lançou a ‘Campanha classificar e preparar os selos para do Selo Postal’. O plano era coletar selos venda. A comercialização acontece de doados e oferecê-los a colecionadores e três maneiras: diretamente na comerciantes. Os resultados financeiros residência do Coordenador, em Vera desta ação seriam distribuídos a Cruz/RS, por correspondência ao entidades ligadas a menores carentes. Coordenador ou, ainda, em feiras Para exercer a coordenação da realizadas periodicamente pela equipe. IECLB-Selos, Dieter visitou a Instituição “Praticamos preços de mercado e Bethel, na Alemanha, onde existe, há procuramos primar por absoluta muitos anos, um serviço com selos honestidade e transparência, nunca semelhante ao que seria organizado no tentando ‘empurrar ’ material Brasil “Começamos a organizar as danificado ou sem valor, sob qualquer Feiras de Selos, primeiramente, em pretexto”, enfatiza Dieter. diversas cidades da grande Porto Os selos vêm de diversas partes do Alegre/RS. Mais tarde, decidimos mundo graças a uma multinacional

alemã que divulgou a campanha em suas filiais em diversos continentes. Além disso, como a IECLB-Selos é ligada à Obra Gustavo Adolfo, a Gustav-Adolf-Werk, na Alemanha, presta grande auxílio na obtenção de catálogos, classificadores e outros materiais necessários. Aquela coleção antiga, guardada no fundo do armário ou do baú, é presa fácil de traças. Antes que se desvalorize totalmente, doe-a para a IECLB-Selos, onde será aproveitada para render valores reais em prol dos menores, pois, doando ou adquirindo selos, você estará colaborando no trabalho realizado com os menores carentes no Brasil. Como doar selos Pelo Correio IECLB-SELOS - A/C Dieter Fertsch Caixa Postal 06 - 96.880-000 Vera Cruz/RS IECLB-SELOS - A/C Obra Gustavo Adolfo - Rua Tomaz Flores, 132 93.030-260 – São Leopoldo/RS Não rasgue os selos do papel! Recorte-os, deixando uma margem de alguns milímetros em todos os lados. Como adquirir selos Coordenador Dieter Fertsch telefones (51) 3718.1360/9676.3617 e e-mail dfertsch@ig.com.br

Oficinas de Criatividade 2007 Sínodos Rio dos Sinos e Nordeste Gaúcho Criatividade não faltou! Os Sínodos Rio dos Sinos e Nordeste Gaúcho se uniram para oferecer e promover, junto com o Departamento de Educação Cristã (DEC) e Coordenação de Diaconia da

OASE, da Juventude, do Culto Infantil, do Presbitério e da Área da Inclusão. Segundo a avaliação dos participantes, o encontro foi positivo e dinâmico, oportunizando trocas significativas de experiências. Sínodo Centro Sul Catarinense Foi com muita chuva, mas com alegria e disposição que a Comunidade de Braço do Trombudo/SC acolheu a Oficina de Criatividade promovida pelo Departamento de Educação Cristã, Coordenação de Diaconia e Sínodo Centro

IECLB, a Oficina de Criatividade, que ocorreu no dia 23 de junho, em São Leopoldo/RS. Foi um dia de muito trabalho, reflexão e partilha. As 26 lideranças que estiveram presentes no encontro tiveram a oportunidade de conhecer a proposta do Caderno de Subsídios do Tema do Ano 2007, trabalhar alguns estudos e ‘arregaçar as mangas’ nas oficinas de vela e estêncil. No grupo, estiveram presentes estudantes, Obreiros, lideranças da

Sul Catarinense, no dia 7 de julho. Estiveram participando 34 pessoas representantes da OASE, Presbitério, Juventude, Culto Infantil e Ensino Confirmatório. A Oficina, que foi avaliada positivamente inclusive com manifestações sugerindo mais encontros,

proporcionou a reflexão sobre o Tema do Ano 2007 e o aprofundamento da temática visitação. Sínodo Mato Grosso A Oficina de Criatividade em Chapada dos Guimarães/MT, realizada nos dias 13 a 15 de Julho, reuniu

lideranças de Paróquias do Sínodo Mato Grosso. Em um clima de descontração e alegria, representantes de vários grupos puderam trocar experiências e refletir sobre o Tema do Ano. A oficina também promoveu atividades criativas relacionadas às datas litúrgicas com a utilização de várias técnicas que podem ser usadas no trabalho com os grupos na Comunidade. Os participantes ficaram motivados a promover a reflexão em torno do Tema do Ano 2007 em suas Comunidades e Paróquias.

Conaje Jovem e Igreja! Pastor Olmiro Ribeiro Junior São Borja/RS Tu te tornas responsável pelo que tu cativas. Antoine de Saint-Exupéry Jovem e Igreja! Uma constante discussão. Satisfação e alegria quando participam. Tristeza e preocupação quando não participam. Que participação esperamos dos jovens? Como o futuro da Igreja? A participação presente dos jovens é insignificante, pois são treinados e formados para servir

à Igreja quando forem adultos. Como a força e a mão-de-obra para as festividades? Assim, eles arrumam os locais das festas para utilizar as áreas esportivas e ganhar recursos financeiros para viagens. Há outros exemplos em que os jovens, a Juventude Evangélica é utilizada como meio para beneficiar a Comunidade. De repente, não é a situação geral das Comunidades, mas a preocupação com a participação dos jovens é algo comum na Igreja. O trabalho com jovens necessita superar a funcionalidade da Igreja, pois, sem jovens, a Igreja não terá futuro. Os jovens não são o futuro, mas o presente, pois eles estão vivendo uma fase de sua vida e necessitam ter espaço na estrutura, nas propostas de trabalho, nos órgãos de lideranças e na vida comunitária da Igreja, hoje e agora, não como uma promessa futura, mas como um presente vibrante, motivador e revolucionário. Os jovens necessitam de uma Igreja que compreenda e aceite a vitalidade, a irreverência, a inconformidade e a paixão da juventude, ou seja, se os jovens não se sentirem cativados pela Igreja, não participarão! Como Igreja que batiza os infantes e necessita acompanhá-los na vida de fé, urgimos em pensar e repensar a vida, a organização e a celebração da vida comunitária na Igreja com a perspectiva juvenil. Falta-nos cativar, como Jesus cativava, sem o interesse da funcionalidade, mas pela necessidade do encontro e da valorização da vida.


Comportamento

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Dia dos pais com um paizão de verdade! possível, em todos os momentos do desenvolvimento das minhas filhas. Conversamos e trocamos idéias, nós quatro, quando o assunto é pertinente. Ainda quando bebês, levantava de madrugada para trocar as fraldas, enquanto a mãe se preparava para amamentar. São momentos inesquecíveis. Você imagina que seja mais fácil ou mais difícil ser um pai na modernidade? Imagino ser mais fácil, pois o pai da modernidade é um grande amigo, acima de tudo. Não consigo me ver na Nivaldo Kiister, o pai que está aqui representando todos os pais do Brasil, em posição daquele ‘pai’ que homenagem à data tão especial que comemoramos, este ano, no dia 12 de agosto, o Dia ditava as regras e pronto. dos pais, nasceu em Barra de São Francisco/ES, mora em Vitória, é casado com Rita Ninguém ousava arguCátia e pai de Anne Karina, 19 anos, e Karla Fernanda, 14 anos, ambas nascidas em mentar. Havia uma 25 de janeiro, numa segunda-feira! Profissionalmente, Nivaldo é Médico especializado grande distância: O pai lá em Radioterapia (tratamento do câncer com radiação) e, na IECLB, é Vice-Presidente em cima e os filhos lá em do Concilio, eleito no último Concilio, realizado em Panambi/RS, além de ocupar o baixo. O pai deve ser, cargo de Presidente da Associação Albergue Martim Lutero, em Vitória/ES. acima de tudo, um bom amigo e companheiro, mas também mostrar para os Como poderia descrever o sentimento quando soube filhos que é necessário ter limites nos desejos e ações. que seria pai? Isso deve ser feito com diálogo, para que os mesmos Tinha 35 anos quando nasceu Anne Karina e 40 compreendam os motivos pelos quais nem tudo é anos quando nasceu Karla Fernanda. O sentimento é permitido. quase indescritível, mas diria que foram os momentos mais felizes da minha vida. Da semente plantada, A sua relação com o seu pai foi positiva? Hoje, você uma nova vida surge dando continuidade à sua tem as mesmas preocupações que ele tinha? existência e à sua história. Como se diz no dia-a-dia, Apesar das preocupações e exigências talvez serem curti ao máximo toda a gestação. Assim que um pouco diferentes em relação a quando eu era jovem, nasceram, as pequei, beijei e, depois, coloquei sobre a os cuidados e preocupações continuam, pois isto mãe para que pudessem sentir o calor e o amor dela. significa o amor e a proteção que existem em você em relação aos seus filhos. Apesar de ter saído, aos 13 anos A Medicina é uma área que exige bastante. de idade, de casa para estudar e, com isto, ter perdido Considera que foi um pai presente? muitos momentos ao lado dele, foi uma convivência Na minha especialidade, não há plantões muito boa. Os contatos eram feitos por cartas e, mais noturnos e nem nos finais de semana. Também não tarde, por telefone. Tenho muita saudade, pois ele nos há emergência. Só temos ambulatório em todos os deixou em 2004, aos 80 anos de idade. dias úteis. Procurei ser sempre um pai o mais presente

Neste mundo tão complicado de individualismo, drogas, violência e pouca base familiar, como você procura educar as suas filhas? Procuramos, a mãe dela e eu, sentar com elas, conversando sempre que possível, mostrando exemplos que são divulgados na mídia. O diálogo é primordial para um bom entendimento. Procuramos sempre mostrar também a importância da religião na vida familiar. Na hora da refeição, fazer uma oração, agradecendo a Deus pelo alimento, pelo lar e pela família. Devemos mostrar que o mundo oferece inúmeros caminhos, mas precisamos sempre estar muito atentos a qual seguir. Não deixar iludir-se pelo caminho mais fácil. Como pai, procuro estar sempre junto, dialogando, dando a mão e oferecendo palavras de ânimo e coragem. Quais são os seus receios em relação à criação dos jovens atualmente? Temos um mundo extremamente competitivo, onde cada vez mais jovens encontram-se alijados das oportunidades, seja no campo da formação, da especialização e do mercado de trabalho em si. Além disto, temos as drogas e a violência já presente em todos os lugares, não se restringindo mais aos grandes centros. Neste sentido, procuro conversar, mantendo sempre um bom e franco diálogo, para que elas entendam o sentido da nossa preocupação. Procuramos sempre dar indicativos de qual poderá ser o melhor caminho a ser trilhado. Você julga que a sua maneira de ser e de ver o mundo mudou depois que se tornou pai? É natural que a mudança ocorra, pois, agora, na condição de ‘pai’, sendo o filho a sua continuidade, a proteção em torno deste é inevitável, tentando preservá-lo ao máximo das ameaças externas, o que não entendia bem quando era jovem. No entanto, esta proteção não pode sufocar o filho, caso contrário ele não se desenvolverá para criar os seus próprios caminhos. Gostaria de dizer o seguinte: ser pai é, acima de tudo, ser um grande amigo do seu filho. Esta é a melhor lembrança que ele pode ter de você para sempre. Que Deus Pai nos dê força e perseverança nesta caminhada e que possamos cumprir esta missão com muito amor e carinho. Feliz Dia dos pais!

As filhas do coração Com a palavra, Anne Karina e Karla Fernanda Como vocês imaginam que seja o ‘pai ideal’? Um homem honesto, amável, que corrige os filhos ensinando-os o que é certo e o que é errado, que valoriza o diálogo com a família, ponto muito importante para preservar um bom relacionamento entre pais e filhos. Ele existe ou é um tipo ‘ideal’, perfeito? O pai ideal existe. Nosso pai é um pai ideal! Está sempre disposto a nos ouvir e ensinar. Sempre carinhoso e dedicado com as suas filhas. Vale ‘dar bronca’ de vez em quando ou só a amizade tem espaço no bom relacionamento? Dar bronca de vez em quando é importante. É necessário corrigir os filhos e

mostrar o certo e o errado. Vale ressaltar que essa ‘bronca’ deve ser dada com respeito em uma conversa amigável, para não prejudicar a relação da família. Quando tiverem a suas famílias, pensam que vão educar de forma diferente ou vai ser mais ou menos a mesma coisa, só ‘mudando de endereço’? Pensamos que vai ser semelhante, uma vez que concordamos com a maneira que nossos pais nos educam, isto é, valorização do respeito e carinho com o p róximo, o que hoje, infelizmente, é escasso em muitas famílias.


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Deutscheseite

Segen und Fluch

Im Jahre 1942 war ich, wie auch etwa 20 weitere Proseminar – Absolventen, (durchschnittlich waren wir 18-19 Jahre alt) als Pfarrvertreter in eine Gemeinde geschickt worden. Viele deutsche Pfarrer sassen damals des Krieges wegen im Gefängnis. Die Kolonisten in meiner „Mühlenstrasse“ sprachen kaum portugiesisch, und ich durfte nicht deutsch predigen. Doch die Leute kamen trozdem treu zu den Gottesdiensten.

Eines Tages fragte ich einen alten Kolonisten, der nur sein gewohntes Hunsrückisch sprach, was ihn eigentlich zu den Gottesdiensten triebe, wo er doch kein Wort verstand. „Es ist der Segen, Pastor. Da muss ich nicht jedes Wort verstehen.“ Das Wort des Mannes habe ich nicht mehr vergessen. Es gibt auch ein Wirken Gottes, das wir nicht verstehen. Der gespendete und empfangene Segen ist zwar nicht wortlos, doch er ist eine Realität, die alles Begreifen übersteigt. Ein anderes Erlebnis, gut 10 Jahre später. Eine junge Frau kommt zu mir und berichtet unter Tränen, ihre Mutter habe sie vor ihrem Tode verflucht. Sie hatte sich mit der Mutter überworfen, und die hatte den Streit mit ins Grab genommen. Die verstörte Frau zitierte eine Stelle aus den Apokryphen (Jesus Sirach 3.9-11): „Ehre Vater und Mutter... auf dass ihr Segen über dich komme. Denn des Vaters Segen baut den Kindern Häuser; aber der Mutter Fluch reisst sie nieder“. Ich hatte zum Glück kurz vorher ein Wort in den Sprüchen Salomos (26.2) gelesen, das ich der Frau nun zeigen konnte: „Wie ein Vogel dahinfährt und eine Schwalbe fliegt, also ein unverdienter Fluch trifft nicht“. Ein unverdienter Fluch – das ist ein Fluch, der jemandem zugedacht ist, der seine Schuld bei Jesus Christus abgeladen hat. Jesus, der Gerechte, ist für uns zum Fluch geworden (Galater 3.13). Ich konnte der in all ihrer Wirrnis gläubigen Frau sagen, dass der Segen Jesu Christi den Fluch der Mutter zunichte mache, denn der erhöhte Herr habe auch ihren Fluch getragen, und er sei, alle die Seinen segnend, gen Himmel gefahren. Sie ist dann froh und getröstet ihres Wegs gegangen.

Was ist eigentlich Segen? Im 4. Buche Mose (6.2327) heisst es, die Priester sollen das Volk Israel segnen, indem sie sagen : „Der Herr segne dich und behüte dich...“ Ist das nicht ein Widerspruch? Wer segnet denn hier – ist es der Priester oder ist es der Herr? Ich verstehe die Stelle so, dass Gott seinen Segen nicht aus der Hand gibt, gerade wo er besondere Boten damit beauftragt, seine Kinder zu segnen. Wir, die wir zum Segnen berufen sind (und das sind nicht nur die Pfarrer in der Kirche), sind eigentlich nur Gefässe des Segens, den Gott selber spendet. Dass Gott in Jesus Christus der Segnende ist und bleibt – das ist der grundlegende Unterschied zwischen wahrem und angemasstem Segen. In unserem Land gibt es eine wahre Segensinflation von Besprechern, die ja auch auf ihre Weise segnen, bis zum gewohnheitsmässigen „Deus te abençoe“, das wir einander unbedacht zusprechen. Ich meine, es kommt in erster Linie darauf an, dass wir unseren Segen dem zurückgeben, der allein segnen kann, und dass wir von ihm stets von neuem den Gottessegen empfangen, den wir im Namen Jesu Christi weitergeben können. Segen ist ein von Gott autorisierter Zuspruch seiner Gnade, eine Mit-teilung, dass Gott in Jesus Christus in diesem Augenblick sein Antlitz über uns leuchten und seinen Frieden mit uns teilen lässt – und dass wir nichts weiter tun müssen als ihm zu glauben und uns segnen zu lassen. Dann können wir ohne unser Verdienst und Würdigkeit zu Segensträgern werden, die Gottes Gabe weitergeben.

Pfarrer Lindolfo Weingärtner

Die Glaubens-Diät? Vor ein paar Tagen wurde im Fernsehen eine neue Reportage über eine Diät gezeigt. Diesmal war die Diät je nach Blutgruppe das Thema: A, B, AB und so weiter. Es war eine Sendung, von der man begeistert wurde und die dazu führte, dass man seinen Lebensstil schon ab der nächsten Mahlzeit ändern möchte: „Also, wenn ich zur Blutgruppe B gehöre und die Wissenschaftler meinen, dass ich besser Brokkoli anstatt Tomaten essen sollte, dann werde ich ab heute nur noch Brokkoli essen“. Und mindestens für die nächsten vier Tage wird man sich an seine neuen Ernährungsüberzeugungen halten. Gesundheitsbezogene Themen sind immer willkommen, besonders wenn sie dazu beitragen können, einen schönen und attraktiven Körper zu bekommen. Auch wenn die Ferien am Strand erst in einem halben Jahr beginnen, gibt es viele Menschen, die sich jetzt schon damit beschäftigen fit und attraktiv zu werden. Das ist überhaupt nicht schlecht, es sei denn es wird zu einer Besessenheit. Aber ob sich einige Menschen auch darum kümmern, fit im Glauben zu bleiben? Ob sie sich damit beschäftigen, womit sie ihren Glauben ernähren oder pflegen können? Der Mensch ist doch nicht nur eine wunderbare Zusammensetzung von Knochen, Muskeln und Haut in perfekter Harmonie, sondern ein ganzheitliches Wesen, der denkt, fühlt und anderen begegnet.

Der Glaube, genauso wie der Körper, braucht tägliche Übung und ständige Bewegung – die Risiken, die faule Wochenend-Athleten eingehen sind uns ja allen bekannt. Der Glaube braucht eine passende Ernährung, wie Gottesdienst, Abendmahl, das Beten, erbauliche Lektüre und gut fundierte Andachten. Der Glaube ist wie jemand, der täglich laufen gehen will, er braucht Ermutigung von anderen, braucht Gesellschaft und jemanden, der mit ihm geht und ihm sagt: „Ich gehe mit dir, zusammen können wir uns antreiben!“. Der Glaube braucht also nicht nur Individualität, sondern auch Gemeinde. Er braucht auch frische Luft, genügend Zeit und Raum, um sich zu entfalten und sich zu entwickeln, wie der Körper.

Da hat jeder seinen eigenen Rhythmus und das sollte auch respektiert werden. Der Glaube fürchtet nicht die Höhen, die Tiefen und die Kurven des Lebens, aber ist ständig bereit, manchmal etwas langsamer gehen zu müssen. Der Glaube weiß sich nicht allein, falls er mal hinfallen sollte. Er schluckt nicht alles einfach runter was ihm begegnet, ohne zu kauen, sondern nimmt sich Zeit, seine Überzeugungen zu verdauen und zu begründen und er widerspricht in manchen Dingen auch. Der Glaube ernährt sich nur davon, was ihm hilft zu wachsen und was ihn stärkt. Es mag schon verschiedene Ernährungstypen je nach Blutgruppe geben, aber es heißt längst noch nicht, dass es jeweils einen Glaubenstypen gibt. Es ist auch gut so. Gott verleiht jedem Menschen die Freiheit, seinen Glauben auf einer ganz persönlichen Art und Weise zu leben und zu erleben. Der Glaube ist doch keine FitnessstudioFigur, die man selbst modellieren kann, sondern er ist ein Geschenk Gottes durch den Heiligen Geist. Wichtig ist die Bereitschaft einen neuen Lebensund Glaubensstil führen zu wollen, der Raum für sich selbst, für Gott und für die Mitmenschen gibt. Der Glaube ist eine tägliche und notwendige Übung. Eine, die unheimlich gut tut.

Theologe Jaime Jung


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DECLARAÇÃO DA IECLB ACERCA DO DOCUMENTO DO VATICANO RELATIVO A ALGUNS ASPECTOS DA DOUTRINA SOBRE A IGREJA

NOTA DE SOLIDARIEDADE E PESAR Membros da IECLB estão entre as vítimas do acidente aéreo

Ao tomarmos conhecimento do Documento da Congregação para a Doutrina da Fé, do Vaticano, intitulado “Respostas a questões relativas a alguns aspectos da doutrina sobre a Igreja”, a primeira sensação que temos é de desalento. A Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB) expressa em sua Constituição ter um “vínculo de fé” com todas as igrejas que confessam a Jesus Cristo como Senhor e Salvador e tem mantido relações estreitas com as igrejas que compartilham seu compromisso ecumênico. Nesse contexto, ela tem em alta conta a trajetória comum e fraterna com outras igrejas em nosso país e no mundo, também com a Igreja Católica Romana. Conseqüentemente, a IECLB não nega a classificação de igreja a nenhuma das igrejas centradas na fé em Cristo, e tampouco passará a fazê-lo em relação àquelas igrejas que, em sua autodefinição, não a reconhecem como igreja em sentido pleno. Assim, em segundo lugar, no compromisso ecumênico, o desalento deve vir acompanhado, ainda que com dificuldade, do pleno respeito à definição eclesiológica de cada igreja. A IECLB registra ainda que as respostas do novo documento se voltam, a rigor, ao público interno da Igreja Católica Romana, um indicador inequívoco de que há em seu interior um processo de reflexão teológica em torno da natureza da Igreja e das relações ecumênicas entre as confissões cristãs. Não pode surpreender, porém, que posições internas de cada igreja tenham também repercussão nas demais igrejas, e estas, por sua vez, podem e devem externar suas próprias preocupações com o futuro do ecumenismo. Por fim, embora o documento classifique que na Igreja Católica ocorrem “desvios geradores de dúvidas”, o diálogo acerca da natureza da Igreja se faz indispensável hoje não apenas no interior de cada igreja, como também entre as igrejas. É por isto que o movimento ecumênico tem chamado, com razão, as igrejas a uma reflexão conjunta e fraterna acerca do seu próprio “ser-igreja”. Esse chamado se torna, pois, ainda mais necessário e urgente.

A Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), consternada com o acidente do vôo TAM 3054, proveniente de Porto Alegre/RS e com aterrissagem desastrosa em Congonhas/SP, no dia 17 de julho de 2007, vem, por meio desta, expressar seu pesar e solidariedade aos familiares e amigos de todas as vítimas atingidas por essa tragédia. Entre as vítimas encontram-se também membros da IECLB. Até o presente momento temos conhecimento de que eram membros da IECLB o Deputado Federal Julio Redecker (membro da Comunidade Evangélica de Confissão Luterana da Ascensão, em Novo Hamburgo / RS), e comissária de bordo da TAM Patrícia Schneider (membro da Paróquia do Vale do Taquari, Comunidade Teutônia Centro, em Teutônia / RS). A Presidência da IECLB enviou aos respectivos familiares mensagem de condolências, em que expressou a consternação e a dor da IECLB com o trágico acontecimento e transmitiu palavra de conforto baseada no testemunho do apóstolo Paulo: “Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.” (Romanos 8.38-39) A IECLB solicita às suas Comunidades que informem a Presidência (ao e-mail presidencia@ieclb.org.br ou pelo fone 51.3221.3433, com Klothilde), na medida em que haja, entre as vítimas, ainda outros membros da IECLB. Solicita também que em seus cultos intercedam pelos familiares de todas as vítimas, mencionando nominalmente os membros da IECLB.

Porto Alegre, 10 de julho de 2007. Walter Altmann Pastor Presidente da IECLB

Anúncios Comunitários Neste espaço, a Comunidade pode compartilhar os momentos significativos da vida cristã, como Nascimento, Batismo, Confirmação, Benção Matrimonial, Bodas e Sepultamento. Entre em contato conosco!

ENCONTRO DA FAMÍLIA WÄCHTER (WAECHTER) Descendentes de Johann Peter Wächter e Maria M. Wendling Dia 08/09/2007 Local: Rio Pardinho - Santa Cruz do Sul/RS Contatos: Margit (51) 3704.5150 - Erno (51) 9609.9203

3º ENCONTRO NACIONAL E INTERNACIONAL DA FAMÍLIA HERPICH Dia 08/09/2007 Local: Treze de Maio / RS

Contatos: Acisio(51) 9216.7888 / 3246.5209 Anselmo(51) 3696.1147 Raul (54) 9974.0597 / 3261.2406

Porto Alegre, 18 de julho de 2007. Walter Altmann Pastor Presidente da IECLB

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Gente Luterana

Não há fronteiras quando a nossa fé em Deus é realmente forte e fazemos dela o nosso propósito de vida. É o que mostram Delmar Zimmer, gaúcho residente em Fortaleza, e Alcides Jucksch, Pastor emérito da IECLB, um paranaense que conhece o Brasil todo e escolheu a cidade gaúcha de Gramado para viver

95 anos de caminhada

A fé é o norte da vida Na empresa de cultivo de hortaliças, Delmar também exerce a sua fé “Procuramos trabalhar o lado espiritual junto aos nossos funcionários, respeitando a religiosidade de cada um, mostrando-lhes exemplos de solidariedade e fraternidade”, destaca o empresário, que faz da sua profissão mais uma forma de divulgação da IECLB, em função de estar sempre em contato com muitas pessoas no dia-a-dia. Atualmente, Delmar faz parte do Conselho da Comunidade Evangélica de Confissão Luterana em Fortaleza, já tendo sido VicePresidente e Presidente da Comunidade, e lamenta “As dificuldades de crescimento da Comunidade são muito grandes por aqui, em função do estilo e dos princípios de não proselitismo que temos e, principalmente, por nossos membros serem compostos de uma população bastante flutuante, devido às atividades que exercem, muitas vezes sendo transferidos

Delmar Zimmer, 65 anos, comerciante, nascido em Taquara/ RS, casado com Eni Terezinha e pai de Régis, Regina e Lisiane, é um luterano “desde o nascimento. Fui batizado na Igreja de Padilha, em Taquara e confirmado na Igreja da Ascensão, em Novo Hamburgo/RS, onde, a partir de 1982, minha esposa e eu nos envolvemos no programa de casais reencontristas, tendo respondido pela coordenadoria na área de recémcasados”, relembra. Em Novo Hamburgo, durante 41 anos, o trabalho de Delmar esteve voltado ao comércio e representações de matéria-prima para a indústria de calçados. No ano de 1995, com a abertura para o mercado chinês e a conseqüente crise na indústria do calçado, a família resolveu dar uma grande virada e mudar-se para Fortaleza/CE. Já instalados, escolheram a área para outras da oleicultura, no cultivo de regiões do País ou hortaliças, sob o sistema de tendo que retornar à sua h i d r o p o n i a . Como a dispoorigem”. nibilidade de As dificulverduras no dades fazem Devemos exercer a fé mercado, em parte, mas este com humanidade e função do luterano, para clima muito quem a fé é o norte fraternidade quente e do da vida, não cultivo com desanima, por pouca tecnologia, era precária, a isso seu sonho para a nossa Igreja é família Zimmer vislumbrou uma difundir o seu nome, ajudar a maneira de passar o tempo que se fortalecê-la, ampliar o seu quadro de tornou uma grande oportunidade membros e colaboradores, tornandode negócio e atividade profissional a cada vez mais conhecida e de muita realização, para alegria reconhecida dentro da população do casal. cearense.

Sim! No próximo dia 22 de agosto, Alcides Jucksch completará 95 anos de uma vida dedicada a evangelizar “Onde chamarem, lá estarei a pregar”, afirma, cheio de energia, este luterano de berço, nascido em 1912. Natural de Curitiba/PR e gráfico por profissão, Alcides tornou-se evangelizador por vocação: após um dia de trabalho e das suas atividades como Presidente da JE no Rio de Janeiro/RJ, estava em um banho de mar quando olhou para as estrelas e lembrou da poesia An die Freude, do poeta Friedrich Schiller Abracem-se milhões! Irmãos, além do céu estrelado deve morar um Pai Amado. “Estava tão longe e queria viver mais perto de Deus. Dizem que, quando dois se amam, logo se acham! Não tinha contato pessoal com Deus, mas senti o desejo de anunciar o Evangelho a todas às pessoas”, emociona-se o Pastor.

“Tinha muita fé na vida e procurava Deus de todo o coração, mas ninguém me mostrava o caminho ‘Quer aceitar Deus como teu Senhor?’ Precisava de uma pessoa que me mostrasse o caminho. Desde então, me tornei Evangelizador”, completa. Decisão tomada, Alcides retornou para Curitiba e, em 1936, foi para a

Alemanha participar de um Seminário para Evangelistas, pessoas que cuidam das ‘ovelhas perdidas’. Em 1947, foi ordenado Pastor, mas não pôde retornar ao Brasil, pois havia casado com uma cidadã alemã e o Governo não permitiu a saída dela do país. Resultado: o P. Alcides ficou com a sua amada, dona Martha, na Alemanha, onde nasceram as duas primeiras filhas do casal, Dorothea (ler página 11) e Elizabeth. Já no Brasil, tiveram Hanna (já falecida) e Ruth. A primeira oportunidade do Evangelista no Brasil estava em Timbó/SC. Na seqüência, RJ, SP, MG, ES, PR “e onde mais me chamaram. Cheguei a evangelizar até no Norte, próximo ao Rio Amazonas”, conta entusiasmado. Atualmente morando em Gramado/RS, o P. Alcides contabiliza oito netos e quatro bisnetos e está aposentado desde os 70 anos, mas não ‘pendurou as chuteiras’. Pelo contrário, mantém nove grupos de estudos bíblicos na Capital, Vale dos Sinos e Serra, escreveu três livros, é fundador e colaborador da Candeia, uma revista de 20 anos sobre estudos bíblicos, está com um seminário

Somente Escritura, Graça, Cristo e Fé marcado para setembro, em Lindolfo Collor/RS, e promovendo o curso ‘Situação da Igreja hoje e a nossa responsabilidade’. “A Bíblia é um mar insondável e, onde há mel (o Evangelho), há abelhas!”, resume sobre a necessidade de aprofundar-se sempre nos estudos bíblicos. Para o P. Alcides, como Igreja, em meio a tanta superficialidade, devemos levantar alto a nossa voz e anunciar Somente a Escritura, Somente a Graça, Somente Cristo e Somente a Fé “É essa a minha base de pregação. Lá esta o caminho certo”.


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Jornal Evangélico Luterano - Ano 36 - nº 698 - Agosto 2007 by Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB) - Issuu