LUTERANO
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JOREV LUTERANO DEZEMBRO 2007
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JOREV
JORNAL EVANGÉLICO LUTERANO - IGREJA EVANGÉLICA DE CONFISSÃO LUTERANA NO BRASIL - ANO 36 - DEZEMBRODE 2007 - Nº 702 Tema: No poder do Espírito, proclamamos a reconciliação
Lema: Não podemos deixar de falar das coisas que vimos e ouvimos (Atos 4.29)
Um Natal Natal Um ecólógico Papai Noel responde
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Deus é amor e alegria
Consciência ambiental
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Editorial
Um Natal realmente diferente Neste natal, o Jorev tem uma proposta diferente: um Natal ecológico! Em tempos de aquecimento global, efeito estufa, desmatamento, poluição dos rios e tantos outros flagelos que atingem o nosso belo planeta, criação de Deus, o exercício é pela busca da conscientização de cada habitante. Para esta missão, convidamos os Núcleos do Centro de Apoio ao Pequeno Agricultor (Capa). O resultado, o leitor pode conferir na página 11, Editoria Fé Luterana. As idéias são simples e fáceis de serem colocadas em prática. Faça a sua parte, pois só assim vamos ter um resultado positivo – com cada um fazendo a sua parte e sempre pensando no todo. Esse é um pensamento cristão! Outra proposta diferente é o nosso entrevistado especial desta edição de Natal. Quem? Sim, só poderia ser ele, Papai Noel, que ficou muito satisfeito com a oportunidade de conceder esta entrevista muito esclarecedora sobre o verdadeiro sentido do Natal e o real presente que todos nós recebemos nesta data tão especial: o nascimento de Jesus Cristo. Para já dar um ‘gostinho’ de Natal ecológico e estimular pensamento e ação no sentido da preservação ambiental, segue como presente a poesia de Nilza Morescki, filha de Agricultor, pertencente ao Capa - Núcleo Verê/PR, sob a Coordenação de Rome Schneider, e, no Diário da Redação, uma deliciosa receita de ceia ecológica para este Natal, sugestão do Capa - Núcleo Erexim. Então, presente e ceia prontos, um abençoado Natal a todos!
Jorev
Luterano IECLB Jornal da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil www.luteranos.com.br PASTOR PRESIDENTE P. DR. WALTER ALTMANN SECRETÁRIO GERAL P. DR. NESTOR FRIEDRICH JORNALISTA RESPONSÁVEL LETÍCIA MONTANET-REG. PROF.: 10925 ADMINISTRAÇÃO / COMERCIAL CRISTIANO HENRIQUE LAMB CARTAS - SUGESTÕES DE PAUTA ARTIGOS - ANÚNCIOS FAMILIARES E ANÚNCIOS COMERCIAIS RUA SENHOR DOS PASSOS, 202/3 90.020-180 - PORTO ALEGRE/RS FONE: (51) 3227.1258 FAX: (51) 3225.7244 E-MAIL: jorev@ieclb.org.br SECRETARIA GERAL - IECLB FONE: (51) 3221.3433 ASSINATURA ANUAL - 11 EDIÇÕES R$ 18,00
_______________________________________ Proibida a reprodução parcial ou integral do conteúdo desta edição sem a prévia e formal autorização da Redação do Jorev Luterano.
Era dia de Natal, Mas, para Fabiano, Não tinha nada de especial Era igual a todos os anos
Maçãs e outros elementos Que no passado enfeitavam o carvalho
De repente, teve a idéia De sentar-se em meio aos seus presentes E, como num passe de mágica, Seu pensamento voltou-se à frente Na árvore de Natal
No topo da árvore, Se deparou com a estrela Que, segundo a Bíblia, Guiou os três Reis Magos Desde o oriente e indicou o lugar Onde era possível encontrar O menino Jesus
O pensamento foi para longe No significado da árvore Pensou até em monge E nas pessoas que não têm o que comer
Olhou para a árvore em si E sentiu uma expressão tão grande De energia e fertilidade Da mãe natureza
O presépio foi seu alvo Começou a olhar Seu coração estava calmo, Mas começou a disparar
Fabiano pode perceber A importância da vida Dos seres vivos
A emoção era grande Só de pensar no surgimento, Que foi no século treze, Pelo pensamento de São Francisco de Assis Ele queria celebrar Um Natal diferente
Viu que preservar O meio ambiente É também conservar A vida da gente Percebeu que o espírito do Natal Deve mover o coração das pessoas, Pois aí é que se torna especial
Teve a idéia de preparar Um presépio com palha e Colocou a imagem do menino Jesus Um boi e um jumento
Natal é tempo sagrado Pelas crianças o mais esperado É tempo de partilha, amor e esperança Olhar nos olhos de uma criança E ver a sinfonia de uma canção
Olhou um pouco mais para cima E viu as bolas e outros enfeites Viu que tudo que enfeitava Era para representar As primitivas pedras
É tempo de ver Que ainda podemos fazer Algo para mudar a nação Fazer a preservação E a conservação do que ainda resta.
CARTAS
Olá pessoal do JorevLut Aqui, na União Paroquial Dona Francisca, passamos a assinar o JorevLut. Assim, o JorevLut tem chegado, especialmente, a Obreiros, Presbíteros e líderes. Há membros que também têm assinatura pessoal. O conteúdo tem sido muito bom, principalmente, porque não é apenas informação, mas também formação.
Olá Jorev Agradeço os exemplares cortesia do Jorev. Foram importantes para a divulgação das assinaturas. Também aproveito para parabenizá-los pela qualidade dos textos, fotos e impressão. Percebi que os Presbíteros ficaram alegres por terem sido lembrados por uma instância da IECLB. Quanto às assinaturas, penso que o trabalho ainda será longo, pois a oferta de literatura é vasta, mas, desde já, me comprometo a divulgar o Jorev. Abraços, P. Diego Biehl Rolândia/PR Estimados e estimadas! Agradeço as cortesias gentilmente recebidas do Jorev, que encaminhei a várias pessoas para se animarem a fazer assinaturas. Aqui, na Comunidade, temos assinatura coletiva e sou uma das assinantes do grupo já faz um bom tempo. Como Obreira da IECLB, acho bem difícil ficar sem as notícias do Jorev. Agradeço a atenção dispensada! Abraços fraternais, em Cristo, Pa. Ana Isa dos Reis, Comunidade Evangélica Ijuí/RS
Um abraço e muito obrigado! P. Alexandre Fernandes Francisco Joinville/SC Boa tarde equipe doJorev Comunico o depósito do pagamento da assinatura do Jorev e aproveito a oportunidade para dizer que, agora, o Jorev traz a vida, o jeito e os rostinhos das Comunidades. Com a abordagem sobre a Reforma, proporciona mais informações para as Comunidades e abertura para o diálogo com grupos intereligiosos e ecumênicos, falando, assim, um pouquinho mais sobre o nosso jeito luterano de ser. Paz e bem, Teóloga Maria Grenzel Gressler São Leopoldo/RS Capa - A foto da jabuticabeira, representando a árvore de Natal, com as suas folhas verdes e ‘bolinhas’ vermelhas, é de Rocheli Wachholz, Jornalista, Assessora de Imprensa do Capa Núcleo Pelotas e autora do texto ‘Presentes de Natal que conservam a vida’. Leia matéria sobre o Natal com consciência ecológica na página 11 – Fé Luterana.
Diário da redação Ceia de Natal Arroz com castanhas ½ xícara de manteiga 1 cebola média cortada em rodelas 1 xícara de castanha de caju 2 xícaras de arroz integral 5 xícaras de caldo de galinha Preparo: aqueça a manteiga numa panela e acrescente a cebola e as castanhas de caju. Frite até que dourem, mexendo de vez em quando. Junte o arroz e frite por cinco minutos. Mexa e adicione o caldo de galinha, abaixe o fogo, tampe a panela e cozinhe até que esteja macio. Rendimento: 10 porções Rabanada 500 g de pão integral ½ litro de leite casca de um limão verde 5 colheres de açúcar mascavo 3 ovos batidos óleo para fritura açúcar mascavo e canela Preparo: corte o pão em fatias. Ferva o leite, o açúcar mascavo e a casca de limão. Mergulhe cada fatia no leite e retire imediatamente com a escumadeira. Depois que todas as fatias estarem amolecidas, passe no ovo batido. Frite ou asse. Escorra em papel absorvente, passe no açúcar mascavo com canela. Frango ao maracujá 1 frango de aproximadamente 3,5 kg 1 colher (chá) de canela em pó 1 colher (sopa) de molho de soja 1 colher (sopa) de mel 2 colheres (sopa) de gergelim 1 colher (sopa) de manteiga 1 xícara (chá) de suco de maracujá 1 xícara (chá) de água 4 dentes de alho amassados ½ cebola pequena processada 1 maracujá salsa e flores para decorar Preparo: misture suco de maracujá, água, alho, cebola, canela em pó, molho de soja e regue sobre o frango. Passe manteiga ao redor do frango e leve para assar por aproximadamente duas horas, coberto com papel alumínio. Retire o papel e deixe dourar por cerca de 20 minutos. Retire o frango do forno, pincele mel, polvilhe gergelim e leve ao forno novamente por 10 minutos. Decorar com o maracujá cortado ao meio, salsa e flores comestíveis. Pode-se também rechear o frango a gosto. Farofa natalina 3 cenouras raladas finas 3 xícaras (chá) de farinha de mandioca 100 g de azeitonas picadas 1 xícara (chá) de uva passas sem sementes 1/2 xícara (chá) de nozes picadas 1 xícara (chá) de cheiro-verde picado 2 ovos cozidos picados 1/2 xícara (chá) de azeite de oliva 1/2 xícara (chá) de nata cebola de cabeça (picadinha) sal a gosto Preparo: junte a farinha de mandioca e as cenouras raladas. Misture muito bem. Junte os ingredientes restantes e continue misturando até quase ficar uma pasta.
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Curtas
Curso ALPHA em Rio Negro No dia 11 de setembro, teve início, na Comunidade de Rio Negro/PR, com 87 participantes e 7 palestrantes, o curso Bíblico ALPHA, um programa que acontece em mais de 160 paises em Igrejas Evangélicas históricas buscando evangelização, capacitação de lideranças e edificação da Comunidade.
Avaliação trienal EST-CAPES A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – CAPES divulgou o resultado da avaliação trienal 2007, referente ao período 2004 a 2006 e, pela terceira vez consecutiva, aos Programas de Pós-Graduação em Teologia da EST foram atribuídas a nota máxima, 7, para o Mestrado Acadêmico e Doutorado, e a nota 4 (de uma escala de 1 a 5) para o Mestrado Profissionalizante.
Ação Confirmandos Neste ano de 2007, os jovens do Ensino Confirmatório realizaram a campanha da Ação Confirmandos em Canela/RS, pertencente ao Sínodo Nordeste Gaúcho. O projeto foi a realização de uma rifa com sorteio de dois prêmios: uma cesta com Café Colonial e um celular. Vendidos a R$ 1,00 o número, o total arrecadado foi de R$ 445,00.
Sobe Feliz Natal! Uma singela frase para nos lembrar do grande acontecimento – o nascimento de Jesus, exemplo de fé, amor, respeito e humildade.
Desce Na Paróquia de Rio Negro-Mafra, o curso será desenvolvido durante 13 semanas. Nesta edição, metade dos participantes é integrante da OASE. A equipe tem Coordenação geral do Missionário Giovani Muller e do Pastor Jairo Menezes dos Santos, integrante do Grupo Assessor de Missão da IECLB e do Grupo de Missão do Sínodo Norte Catarinense. No espírito do PAMI e das propostas aprovadas no Fórum Nacional de Missão, a Comunidade de Rio Negro acredita que o programa ALPHA será um grande instrumento de crescimento missionário a partir das Comunidades. X Assembléia no Sínodo Noroeste Rio-grandense O culto de abertura da X Assembléia do Sínodo Noroeste Rio-grandense, realizada na Comunidade Evangélica de Confissão Luterana Martin Luther - Dona Otília, no dia 29 de setembro, inspirou-se em João 14.6 Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém pode chegar ao Pai senão por mim com o propósito de refletir sobre a caminhada sinodal ao longo dos dez anos da sua implantação, período em que Comunidades e Paróquias
realizaram o seu caminho com passos de solidariedade, amor, companheirismo, humildade, harmonia, perdão, comunhão e paz sempre guiadas pela ética do Evangelho em busca da verdade. As prioridades sinodais eleitas em Assembléia procuraram refletir os anseios das Paróquias, atualmente centradas na Diaconia com ênfase em três eixos: inclusão, comunhão e reconciliação. O desejo da X Assembléia Sinodal é de que Deus acompanhe, motive e ilumine o caminhar como Igreja de Jesus Cristo na vivência do Evangelho.
A preocupação apenas com o consumismo desenfreado que ocorre nesta época do ano. Onde está Jesus nisto tudo? O Professor Dr. Wilhelm Wachholz, Coordenador Geral dos PPGs-EST, e o Professor Dr. Rudolf von Sinner, PróReitor de Pós-Graduação e Pesquisa, agradecem a todos que contribuiram para este excelente resultado, em especial à Direção da instituição e dos PPGs-EST do período em avaliação, o então Reitor, Professor Dr. Lothar Carlos Hoch, o Pró-Reitor de PósGraduação e Pesquisa, Professor Dr. Uwe Wegner, e o Coordenador Geral dos PPGs-EST (então IEPG), Professor Dr. Ricardo Willy Rieth. Orando em Família completa 10 anos A idéia nasceu em 1998 a partir da percepção de que cada vez as pessoas liam menos a Bíblia. Nessa perspectiva, o Orando em Família, da Encontro Publicações, foi elaborado com a proposta de estudar um trecho das Sagradas Escrituras durante uma semana, passando por toda a Bíblia em 15 anos.
Durante estes dez anos de história, 186 autores escreveram pelo menos uma semana de meditações para o Orando em Família. “Os autores do OF se empenham em proporcionar uma interpretação fundamentada e contextualizada da Palavra de Deus”, explica Martin Weingaertner, Editor do Orando em Família e Diretor da Faculdade de Teologia Evangélica, em Curitiba/PR (FATEV). Em sua décima edição, o OF, devocionário brasileiro mais premiado pela Associação Brasileira de Editores Cristãos, agraciado com o Prêmio ABEC de melhor devocionário do Brasil e o Prêmio Areté de Literatura, passa a expressiva marca de 200 mil exemplares vendidos.
“Louvamos a Deus por todo empenho, ajuda e pela alegria em participar deste evento de cada jovem e seus pais”, agradece a Pastora Christa Starosky Fleck. Comunidade de Indaiatuba comemora 55 anos A Comunidade Evangélica de Confissão Luterana de Indaiatuba/ SP completou, no dia 3 de outubro, o seu aniversário de 55 anos, comemorado com um culto especial realizado no dia 7 de outubro com celebração do Pastor Astor Albrecht, presença do Coral Jubilate e confraternização com um almoço após o culto.
A Comunidade realizou a sua Assembléia de Constituição no dia 5 de outubro de 1952, elegendo a sua primeira Diretoria, registrando os seus estatutos no Cartório em 5 de junho de 1953 e, assim, adquirindo personalidade jurídica. Os cultos eram realizados nas residências dos membros, mas, em 30 de março de 1958, foi inaugurado o templo, com direito a um salão social seis anos depois. A Comunidade de Indaiatuba é filiada à Paróquia de Indaiatuba, constituída pelas Comunidades do Bairro Friburgo e Sorocaba, na União Paroquial da Região de Campinas, pertencente ao Sínodo Sudeste. “Agradecemos a Deus pelos 55 anos de existência da Comunidade e aos membros que de dedicam às atividades dos seus vários Departamentos”, comemora Wainer Quitzau, Presidente da União Paroquia de Campinas.
Ofertas Nacionais 2 de dezembro 1º Domingo de Advento Apoio às Comunidades necessitadas e novas - OGA A OGA, nos seus quase cem anos de existência, ajudou centenas de Comunidades em dificuldades quando essas precisavam construir ou renovar seu templo, casa paroquial ou salão comunitário, trabalho que só é possível graças às ofertas, em um verdadeiro mutirão de solidariedade. 9 de dezembro 2º Domingo de Advento Divulgação da Bíblia e publicações A Bíblia, fonte e norma de fé para as pessoas e para a Igreja, e a literatura nos capacitam para o testemunho em nossos dias. As ofertas ajudarão com que mais pessoas tenham acesso à Bíblia, cadernos, livros e materiais da nossa IECLB, auxiliando na solidificação da fé, da esperança e do amor. 25 de dezembro Natal Fundo de Missão no País A IECLB destina a oferta de Natal para o Fundo de Missão no País como sinal da nossa gratidão a Deus pela alegria de podermos celebrar o Natal de Jesus em Comunidade. Neste dia, queremos expressar nosso amor a pessoas e Comunidades que, com sacrifício e convicção, querem ser IECLB lá onde se encontram. Com nossa oferta de gratidão, queremos possibilitar a irmãos e irmãs que também possam conhecer a mensagem do Evangelho e contar para crianças do Norte e do Nordeste que Jesus ama a cada uma com amor igual.
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Atualidade
Dia Mundial de Luta contra a Aids e uma certa menininha
No dia 1º de dezembro, no mundo todo, é lembrado o Dia Mundial de Luta Contra a Aids. São realizados eventos, palestras, missas, cultos, shows, etc. para lembrar a luta que se tem travado desde os anos 80 para vencer esta doença que, de forma epidêmica, se espalhou por todos os continentes. Houve grandes avanços no conhecimento sobre as formas de propagação do vírus da Aids, sobre sua prevenção e tratamento. Neste dia, também se quer lembrar que existe muito preconceito cercando as pessoas que vivem com HIV e Aids. Estas pessoas ainda são tratadas com medo, exclusão e aversão. No início da epidemia, se acreditava que fosse uma doença de homossexuais, usuários de drogas, gente promíscua: pecadores castigados por Deus. Como resultado disso, muitos doentes padeceram, talvez
mais pelo tratamento recebido de familiares, amigos e meio social que pela própria doença. Gostaria, então, de partilhar uma experiência vivida por mim quando trabalhei como Médica, em uma cidade do interior, na década de 90. Foi meu primeiro encontro com um paciente com Aids. Trabalhava em um posto de saúde e um dia chegou para atendimento uma avó com a netinha de dois meses de idade, que vinha para uma consulta de revisão e para fazer as primeiras vacinas. Perguntei pela mãe do bebê e soube que não residia na cidade, era usuária de drogas, não fizera os exames de pré-natal e entregara a menina para a avó, sua mãe, criar. Diante deste histórico familiar, solicitei um teste anti-HIV para a menina, que, infelizmente, foi positivo. Encaminhei-a para tratamento num hospital
de Porto Alegre. Qual não foi a minha surpresa quando, alguns meses depois, assisti, durante o culto, ao batizado da pequena paciente: ela era luterana. Desde então, de vez em quando, penso no significado profundo desta história para mim. Muitos anos se passaram e, quando voltei para Porto Alegre, soube que ela continuava seu tratamento. Que dificuldades estará enfrentando? Provavelmente, na escola, não possa contar sobre a sua doença. Talvez não queira passar a noite na casa de amigas porque tem que tomar os remédios. Talvez nem seja convidada para a casa de amigas... Nestes anos todos, tenho encontrado no meu consultório pacientes que adquiriram o vírus HIV. São homens, mulheres e crianças com as mais variadas situações de vida: profissionais liberais, donas de casa, usuários de drogas, não usuários de drogas, homossexuais, heterossexuais, avós, mães, enfim gente como todos nós. Gostaria que neste Dia Mundial de Luta Contra a Aids pudéssemos fazer parte desta grande corrente humana que em todo o mundo entende que a doença não deve ser vista como um castigo divino e nem com um estigma, mas, sim, como um momento de nos apoiarmos e acolhermos mutuamente.
Ângela Hexel Médica Homeopata Membro da IECLB Paróquia Matriz Porto Alegre/RS
Igrejas Luteranas da América Latina trabalhando em parceria Há algum tempo, os leitores do Jorev têm recebido informações sobre o trabalho que a IECLB tem desenvolvido referente ao tema HIV/Aids. Para nossa alegria, compartilhamos mais notícias significativas dessa caminhada assumida pela IECLB. Como já é de conhecimento, a IECLB se fez presente na Oficina de Capacitação e Planejamento em HIV/ Aids das Igrejas Luteranas na Argentina, Bolívia, Brasil, Chile e Peru em junho deste ano. Deste encontro, resultou o compromisso das Igrejas Luteranas em disponibilizarem liturgias e textos reflexivos para datas específicas ligadas, direta ou indiretamente, à temática HIV/Aids, em uma espécie de agenda comum de ações, que busca o fortalecimento e união das Igrejas Luteranas nas suas estratégias de enfrentamento a esta epidemia. Datas em que o material será disponibilizado: -Dia Internacional da Não-Violência Contra a Mulher – 25 de novembro (responsável: IELCH) -Dia mundial de luta contra a Aids – 1º de Dezembro (responsáveis: ILCH e IELCH) -Vigília mundial em memória às pessoas falecidas em decorrência da Aids – 3º domingo de maio (responsáveis: Pastoral Ecumênica de Acompanhamento a Pessoas que Vivem com HIV/Aids do Chile) Este material será disponibilizado no portal da IECLB, nos sites da Diaconia e da Juventude. Fiquem atentos e compartilhem esse material com a sua Comunidade e seus grupos. Valquiria Eloisa dos Santos Secretária do Departamento de Educação Cristã (DEC)
Vozes ignoradas Com um olhar apreensivo, a colega falava sobre as preocupações de um grupo de mulheres de uma Comunidade urbana da nossa Igreja. Ela havia sido convidada a falar sobre um tema bíblico e o fez, mas a partir das preocupações apresentadas por aquelas mães e avós. Todas elas estavam preocupadas com o desinteresse dos seus filhos e netos pelas atividades da nossa Igreja. Aquelas mulheres gostariam que a vida comunitária de fé passasse de geração em geração, mas isso não estava mais acontecendo. Responsáveis em primeira mão pela educação na fé, as gerações maduras que amam a nossa Igreja estão sem argumentos para motivar os seus filhos e netos a participarem da vida comunitária. Solitárias diante desta tarefa, sofrem em silêncio ao ver as cadeiras vazias dos nossos templos, deixadas pelos que se foram. Não são apenas as mães e vovós que revelam pelo coração o que as cabeças de estudiosos estão a dizer com outras palavras: o mundo urbano corta o fio de transmissão da fé pela família. Numa reunião de Diretores da nossa Rede Sinodal de Educação, recentemente ocorrida no litoral norte gaúcho, um Professor trouxe o assunto durante uma janta. Com um ar de profunda
preocupação, afirmou que não sabe se pede aos seus filhos universitários que busquem um culto na cidade onde estudam, porque teme uma frustração de expectativas. Tanto as mães e vovós missionárias ignoradas quanto este Professor não são exceções. Sem medo de me equivocar, diria que representam uma tendência dominante em nosso meio urbano e, pela migração das novas gerações para a cidade, também da vida do interior.
O mundo urbano corta o fio de transmissão da fé pela família Preocupadas com esta situação, lideranças comunitárias e pastorais buscam imitar métodos de crescimento de outras igrejas do mundo evangélico. O que conseguem? Mesmo sendo cedo para avaliar os resultados, é possível presumir: perderemos o que ainda somos e não seremos o que os outros são e, quem perde a identidade, passa a não ser ouvido por ninguém. Sem identidade, o guarda de trânsito não deixa seguir viagem. Esta questão coloca muitas lideranças, Obreiros e
Obreiras em uma situação de impasse que pode ser exemplificada com a imagem de uma pessoa ao volante. Se esta se fixar apenas no retrovisor, poderá causar um acidente grave. Se só olhar para frente, também poderá provocar acidentes. Nem tanto ao passado e nem tanto ao que se precisa ainda percorrer. Precisamos superar este impasse a fim de descongelar posições e não o faremos criando uma coluna do meio. As posições distintas e distantes precisam se aproximar. Quem, pois, assumirá esta importante tarefa? Suponho que as lideranças e os centros de formação em primeira mão. No entanto, para que isto ocorra, precisamos vencer o medo de encarar o problema. Nossas mães e avós esperam por respostas. Que estas respostas possam ser uma Boa Notícia que vence o medo, como o foi o anúncio do nascimento de Jesus para Maria, José e os pobres pastores.
Dr. Oneide Bobsin Pastor da IECLB e Reitor da EST
Presidência
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A noite está findando, fulgente o dia vem: é Natal! O Natal oferece uma mudança de perspectiva. Acostumados aos perigos da noite, nós quase não mais conseguimos acreditar no ‘dia de Deus‘. Justamente, no final de ano, quando lembramos e recordamos todo tipo de dificuldades, sofrimentos e percalços enfrentados, quase nos rendemos diante dos frutos da escuridão e das trevas, uma marca no Brasil e no mundo. Parece estarmos diante de uma noite vitoriosa. Parece não olharmos hoje para os céus com a mesma reverência como o salmista ao elevar os olhos para os montes na certeza de encontrar socorro. Vejam: a noite está findando, fulgente o dia vem, a meianoite é o início de um novo dia, dia de Deus, do nascimento do Messias, filho de Deus, de uma nova perspectiva que se abre para o mundo e para a humanidade.
Jesus é nascido bem no meio de nossas noites e dias, de nossa realidade, de nossa vida pessoal. Deus na manjedoura: a riqueza na pobreza, a luz na noite, o auxílio no abandono. Tudo que pessoas e protestantes nos façam, sujeitam-se com o Natal a perspectiva do Deus que, oculto, se revela como amor e governa terra e céus.
Hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor Lucas, o evangelista, nos relata que Natal não pode ser uma visão, mas é uma realidade. E um anjo do Senhor desceu aonde eles estavam e a glória do Senhor brilhou ao redor deles... e lhes disse: é que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor. Também,
nós, precisamos dessa mensagem. Também como IECLB, queremos receber essa boa nova, viver e anunciar uma nova terra e um novo céu, essa mudança de perspectiva que Deus, o Criador, nos oferta. Gratos, queremos e dizemos: Feliz Natal! Ainda há de tocar-vos da noite a escuridão. Mas tendes, a guiar-vos, a estrela do perdão. Por ela iluminados, as trevas enfrentais, seguindo, confiados, o brilho que avistais. HPD 01 Nr.3, 4a. estrófe
P. Carlos Möller Pastor 2º Vice-Presidente da IECLB
Velhinhos e crianças na campanha da IECLB Velhinhos e velhinhas sentarão nas praças de Jerusalém e as praças ficarão cheias de meninos e meninas brincando é o texto do Lema que acompanhará o próximo Tema do Ano da IECLB, Zacarias 8.4-5. O Tema permanecerá o mesmo: No poder do Espírito, proclamamos a reconciliação. “Podemos dizer que a manutenção do Tema e a escolha de um novo Lema servem de exemplo para o que é a Igreja: mantém os seus fundamentos, mas também usa a criatividade para se renovar”, avaliou o Secretário de Formação, P. Romeu Martini, que coordena o grupo que assessora a Presidência da IECLB nesta questão. A decisão sobre os textos e a arte gráfica foi da Presidência, que consultou o Conselho da Igreja e Pastores Sinodais. “O lançamento da Cam-
panha 2008 está marcada para o dia 2 de março”, avisa P. Romeu Martini. Até o final deste ano, todas as Comunidades receberão, gratuitamente, um kit composto de cartazes, calendários e selos adesivos. Os kits serão encaminhados via Sínodos, responsáveis pela distribuição. Já os Sínodos ganharão pastas e blocos. Uma segunda remessa para as Comunidades vai conter o caderno de estudos bíblicos, com propostas para crianças, jovens e adultos, e um folder explicativo da campanha. Para a comercialização, serão oferecidos outros materiais, como adesivos, banners, sacolas e camisetas. “Uma novidade é o quebra-cabeça com a arte do cartaz do Tema, uma iniciativa voltada para as crianças”, explicou o Secretário de Formação.
Fundo de Missão deve ser lançado em 2008 O XXV Concílio da Igreja, realizado em Panambi/RS, aprovou a criação de uma campanha para o Fundo de Missão na IECLB. O grupo-tarefa responsável pelo planejamento da nova etapa do Plano de Ação Missionária (PAMI), com o apoio do Grupo Assessor de Missão, apresentou uma proposta de implementação da Campanha para o Fundo de Missão, que acontecerá no domingo de Pentecostes, em 2008, em sintonia com a proposta do PAMI e com a Campanha do Tema do Ano. “A missão é a razão de ser da Igreja. A IECLB definiu missão como prioridade para os próximos anos. O Fundo de Missão será, sem dúvida, um grande
propulsor de ações missionárias da nossa Igreja em âmbito nacional”, disse o P. 1º Vice-Presidente, Homero Severo Pinto, à frente do Grupo-tarefa do PAMI. A idéia não está relacionada apenas à questão financeira, mas também à mobilização de todos os grupos, movimentos e instâncias da IECLB para o envolvimento com o tema. “Pensamos nela como uma ótima oportunidade de reforçar ainda mais a questão da unidade da Igreja e desenvolver a consciência missionária dos membros da IECLB. Para isso, será preciso incluir o item missão nos orçamentos das Paróquias e Comunidades”, lembrou o P. Homero. “Vamos estar construindo algo a médio e longo prazos, que deve ser pensado e planejado nestes termos - médio e longo prazos”, completou o P. 1º Vice-Presidente.
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Proclamar a Libertação volta a circular Já está disponível o volume 32 do Proclamar Libertação – Auxílios para o anúncio do Evangelho, editado pelas Faculdades EST e Editora Sinodal. “Depois de uma parada de um ano e de uma extensa pesquisa com usuários e usuárias do mesmo, resgatamos o projeto, que existe desde 1976”, explicou o Professor Mauro Souza, do Departamento de Teologia Prática das Faculdades EST e Coordenador do PL. O Proclamar Libertação é uma excelente ferramenta de apoio para quem tem a tarefa de pregar o Evangelho, fazer estudos bíblicos ou mesmo para quem gosta de aprofundar seus conhecimentos bíblico-exegético-teológicos. “Nosso maior público é de Pastores e Pastoras da IECLB, mas pessoas de outras denominações têm utilizado a publicação e são muito bem-vindas para tal”, confirmou Souza. Além da nova apresentação gráfica, a novidade nesse número é o aumento de percentual de mulheres escritoras, um compromisso assumido e uma política desenvolvida para o projeto. O Pastor Presidente da IECLB, Dr. Walter Altmann, um dos idealizadores do projeto, está muito satisfeito com o retorno da publicação “Regozijo-me com a volta do Proclamar Libertação, agora no 32o ano. É uma iniciativa das mais notáveis, mantida por um verdadeiro mutirão de colaboradores e colaboradoras. Recomendo o uso desse valioso auxílio para a pregação.” AGENDA DA PRESIDÊNCI A PRESIDÊNCIA DEZEMBRO 30/11-01/12 Conselho da Igreja São Leopoldo/RS P. Walter Altmann P. Homero Pinto P. Carlos Möller 03/12 Comissão de Designação e Envio São Leopoldo/RS P. Walter Altmann P. Homero Pinto P. Carlos Möller 05-07/12 Reunião dos Officers do CMI Genebra/Suíça P. Walter Altmann 15/12 38º Concílio Regional da Igreja Metodista (Pregação) Porto Alegre/RS P. Walter Altmann 16/12 Instalação do novo Conselho do COMIN (2007-2011) Gramado/RS P. Homero Pinto
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Ministério
Como chegar mais perto das aflições e dúvidas das nossas famílias enlutadas? Pastor Hélio Adolfo Doss, 60 anos, casado com Walkiria, pai de três filhos e avô de três netos, é Bacharel em Teologia pela EST, exerce o Ministério Pastoral há mais de 30 anos e, desde 1986, atua como Pastor na Paróquia Evangélica de Concórdia/SC Qual a razão do seu interesse pelo trabalho com enlutados? Já fazia mais de 20 anos que eu acompanhava pessoas doentes. Como Obreiro da IECLB, realizei muito Cultos de Sepultamento. Visitei enlutados e chorei com muitos. Sempre fui o homem de preto. Tentava imaginar o que poderia estar se passando no íntimo das pessoas que estavam à minha frente. Ouvia muitos por quês?, que, às vezes, tinham respostas. Em outras tantas, não. Lá vinha com a minha mensagem de consolo e esperança na ressurreição. Muitas vezes, percebi que estas mensagens nem chegavam aos corações dos familiares. Eles só queriam expressar dor, desespero e, por vezes, inconformidade e revolta. Via nisto tudo um grande vazio. Algum episódio o marcou em especial? Ouvia muitos meus pêsames e consolos do tipo Pare de chorar, vocês tem que se conformar, foi melhor
assim, agora está descansando, parou de sofrer, Deus quis assim. Uma jovem, grávida de sete meses, primeiro filho, depois do sepultamento do marido, 24 anos, assassinado, disse Pastor, o senhor falou da ressurreição e da vida eterna. Não duvido disso, mas nós, e passando a mão pelo seu ventre, precisamos muito dele, agora, aqui. Isto me chocou profundamente. Entendi a sua dor, mas fui incapaz de sentir a sua dor. Mesmo que talvez tenha dito ‘sinto muito’! Às vezes, desconfio que nós, Pastores, no afã de encontrarmos palavras de conforto, nos fechamos à dor das outras pessoas.
Quando o entender tornou-se sentir? Sempre percebia certa agitação quando chegava ao local do velório. Muitas vezes, me senti como o homem mau que diz É agora! Experiências pessoais ocorreram por ocasião do sepultamento de três pessoas muito queridas para mim: sogra, sogro e cunhada. No primeiro sepultamento, o da sogra, em função da grande circulação de pessoas para os famosos pêsames e da grande dor que estava sentindo, não estava claro que, agora, eu estava num sepultamento. De repente, aquela agitação O Pastor chegou! Foi neste momento que a ficha caiu. O homem de preto seria outro. A partir deste acontecimento, comecei a refletir sobre o tema. A grande pergunta foi e ainda é como chegar mais perto das aflições e dúvidas das nossas famílias enlutadas? Como morte dos seus familiares contribuiu neste processo? Muitas vezes, nossos sepultamentos são enterros. Enterramos os mortos e, às vezes, tentamos enterrar os vivos junto. Foi a partir do sofrimento pela perda de familiares muito queridos que acordei para
necessidades que não sentia e vejo a importância da preparação para a despedida da pessoa falecida. O sepultamento da minha sogra foi um tumulto. Todos queriam abraçar e consolar a família. Tivemos apenas oito horas muito mal-aproveitadas para o processo de despedida. Já no sepultamento do meu sogro, quando vi que havia muitas pessoas no velório, pedi a Deus que não se repetisse o episódio anterior. Fui atendido. Por volta das três horas da madrugada, estávamos somente os familiares e o falecido num grande salão. De repente, nos flagramos dando risadas. Relembrávamos as histórias de suas travessuras e das lições de vida que ele havia nos deixado. Tivemos uma boa despedida. Qual é o problema dos nossos sepultamentos e o que pode ser feito? Normalmente, os velórios são verdadeiros desastres. O que ocupa menos tempo é a conversa sobre vida e morte. Os nossos velórios são muito vazios, abrindo espaço para as conversas paralelas, o que impede o clima de reflexão e meditação. Estou trabalhando muito a questão do acompanhamento das famílias nos velórios. Muitas vezes, consigo estar com a família e o moribundo na hora da morte e, do necrotério, acompanho a família até o local do velório. Isto faz bem para os familiares e diminui o meu sofrimento na hora do Culto de Sepultamento, pois faltava algo mais, o acompanhamento pósmorte. Já que os velórios, em sua grande maioria, são desastrosos para a família, realizo o Encontro com a Família Enlutada, uma real possibilidade para os enlutados conversarem entre si sobre a vida e a morte do seu ente querido, sentimentos, dor e luto. No passado, falava para os enlutados. Hoje, falo com os enlutados.
Não podemos deixar de falar das coisas que vimos e ouvimos! Estamos nos aproximando do final de mais um ano. Nossas forças se juntaram e mais um ano de atividades aconteceram na área da Diaconia Inclusão da Pessoa com Deficiência! Na área da inclusão e deficiência, temos visto e ouvido sobre passos marcantes na caminhada! O tema inclusão tem feito parte das reflexões nos grupos da Comunidade, sensibilizando e animando cada vez mais pessoas para contribuírem na edificação e acessibilidade das Comunidades.
Cultos estão sendo traduzidos para a Linguagem Brasileira de Sinais – LIBRAS, possibilitando o acesso de vários membros com deficiência auditiva que, antes, não podiam participar plenamente do ser Comunidade. Banheiros adaptados e rampas de acesso também já fazem parte das obras das Comunidades. Grupos de visitação e conselhos de diaconia na área da Pessoa com Deficiência estão se formando e firmando. Encontros Sinodais, cursos,
visitas, retiros, palestras, parecerias e seminários proporcionaram durante o ano que passou mais ânimo e capacitação para continuarmos firmes no serviço. Talvez as iniciativas pareçam tímidas, mas, em realidade, são sinais de que é possível ser Comunidade inclusiva. Com gratidão a Deus pelo marcante ano que passou, vamos, como Comunidade, refletir e sonhar o próximo ano para que ele seja de igual forma bastante marcante no que diz respeito à edificação dos
trabalhos na área da Deficiência e Inclusão. Também vamos lembrar e agradecer a todas as pessoas que estão engajadas na causa e têm servido com alegria e esperança no seu contexto para tornar nosso meio mais acolhedor, receptivo e fraterno. Os planejamentos para 2008 já estão em andamento e muitos firmados. Como Coordenação na área da Deficiência e Inclusão na IECLB, nos colocamos à disposição para, junta-mente com os Sínodos, Comunidades e lideranças refletir, planejar e assessorar atividades para o próximo ano. A avaliação do ano que passou é muito positiva, mas muito temos a fazer ainda, então, vamos e sirvamos: no poder do Espírito proclamamos a reconciliação! Teóloga Sharlene Leber
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Presbitério
Temos que procurar a felicidade sempre dentro de nós mesmos a igreja. Estou em Chapecó há 10 anos trabalhando com Ensino Confirmatório, freqüentando a OASE e fazendo parte das Diretorias da Paróquia e do Sínodo.
Erica Breunig, nascida Wolschick, 54 anos, natural de Mondai/SC, foi Bancária e Professora, hoje aposentada. Ao mudarse para estudar na Escola Evangélica, em Ivoti/RS, conheceu Paulo Germano Breunig, casando-se em 1976. O casal teve três filhos: Mateus Paulo (in memoriam), Tiago Hermano e Felipe Augusto. Qual é a sua caminhada na IECLB? Desde criança, sempre participei ativamente da Igreja. A fé é algo que faz parte do meu dia-a-dia. Quando estou feliz, agradeço. Quando preocupada, peço a Deus que me ilumine para que eu saiba tomar a melhor decisão. Deus está em tudo: na Natureza e em nós. Devido ao meu trabalho, morei em cidades diferentes, algumas onde havia poucos luteranos, como Cerro Largo/RS, Itapiranga/SC e Pinhalzinho/SC. Sempre participei, principalmente, no Ensino Confirmatório e na OASE. Em Pinhalzinho, fui Presidente da Comunidade, onde batalhamos e construímos
Atualmente, quais são as suas atividades na Comunidade de Chapecó? Ocupo o cargo de Tesoureira da Paróquia e Vice-Presidente do Conselho Sinodal. Agora aposentada, tenho mais tempo para me dedicar. Com auxilio da Pastora Sílvia e do Pastor Dalcido, estamos elaborando um trabalho voluntário nos bairros, com adolescentes e mulheres, envolvendo tricô, crochê, bordado e outros. Na Paróquia de Chapecó, é fácil de trabalhar como Tesoureira, pois toda a Diretoria trabalha unida. A gente não se sente sozinha, pois sabe que sempre pode contar com os companheiros. A única preocupação é ter caixa suficiente para pagar as contas. Como Vice-Presidente do Conselho Sinodal, participo das reuniões da Diretoria. Também procuro visitar outras Paróquias e, principalmente, fazer um trabalho com mulheres. Admiro muito o trabalho do Pastor Sinodal Ervin Bark, que está sempre em contato com as Comunidades, Paróquias e membros. Qual é a sua missão como Orientadora do Ensino Confirmatório na Paróquia Evangélica de Chapecó? Como Orientadora do Ensino Confirmatório, minha missão é
maravilhosa. É uma alegria estar em companhia destes adolescentes. Passar para eles os meus conhecimentos é muito agradável. Sentir que gostam de mim é uma recompensa sem explicação. Preocupo-me em que se sintam bem na Igreja, sem obrigações, sem cobranças ou ‘decorebas’, como era no meu tempo. O processo de ensino-aprendizagem é algo muito importante. Na Igreja, para isso dar certo, é preciso muito carinho, amor, atenção e valorização. O jovem precisa ser conquistado, valorizado e convidado a participar, deixando-o entender que é muito importante. Qual é a sua motivação para participar das atividades administrativas da IECLB? Com as experiências que já tive, criar três filhos, não desanimar diante de uma grande perda e gostar muito de trabalhar com jovens, é uma alegria ser útil e poder ajudar. No meu trabalho, procuro sempre estar contente e fazer com que as pessoas ao meu redor se sintam felizes. Adoro flores e, quando vejo uma flor se abrindo, me sinto imensamente feliz. Realmente, a felicidade está nas pequenas coisas e temos que procurá-la dentro de nós. Quando temos paz interior, tudo se torna mais fácil. Conseguimos ver o mundo colorido e os problemas, por piores que sejam, sempre têm solução.
Contrato de estágio II Por deliberação da Empresa, poderão ser concedidos outros benefícios ao aluno, que também são alcançados aos funcionários, como plano de saúde e previdenciários, mas sempre cuidando para não conceder nenhum direito decorrente da CLT, como 13º, férias com 1/3, etc. A concessão destes direitos poderá implicar problemas em eventual fiscalização pela Delegacia Regional do Trabalho (DRT). Por outro lado, o estagiário deverá estar coberto por um Seguro de Acidentes Pessoais. A duração do contrato de estágio, normalmente, é de seis meses, para
fins de adequação ao semestre letivo, podendo ser rescindido a qualquer momento por meio de simples notificação, sem ônus para as partes, quando da contratação por pessoas de Direito Privado (Entidades Religiosas e afins), pode ser renovado continuamente enquanto o Aluno for estudante e estiver freqüentando aulas, desde o curso médio (colegial ou profissionalizante) até a universidade. É importante referir que a atividade do estagiário deverá guardar relação direta com a sua área de aprendizado, lembrando ser o estágio criado para inserir o aluno em seu futuro campo de trabalho, para o qual se prepara no estabelecimento de ensino.
A não observância dos requisitos legais quando da utilização de mãode-obra de estagiários poderá implicar desde autuação por parte da DRT até o reconhecimento judicial do vínculo empregatício entre o aluno e a entidade tomadora da sua força de trabalho. Jeferson De Boni Almeida Consultor Jurídico da IECLB
Financeiro Responde Exercício ou hábito? Não é novidade que, no cotidiano das organizações, ocorrem intensas mudanças, as quais vêm acompanhadas de uma série de normatizações que precisam ser cumpridas. Os profissionais da Contabilidade têm a obrigação de se manter atualizados para que possam prestar um serviço cada vez melhor, pois eles são co-responsáveis pela continuidade das instituições. Nesse mesmo aspecto, o projeto de Lei 3.741, que está em discussão, apresenta modificações significativas, buscando atender às necessidades do mercado, com foco na transparência das informações contábeis e financeiras das organizações. Dentre essas alterações, a auditoria externa, a harmonização das normas contábeis brasileiras com as normas da contabilidade internacional e a maior transparência das demonstrações contábeis são tentativas de gerar, para a sociedade, uma informação melhor e mais confiável. Assim, pretende-se reforçar a importância do ato da transparência nas informações que são prestadas pelas instituições aos parceiros, membros, colaboradores e Comunidade. Não temos outra forma de crescer senão pelo exercício da prestação de contas, como se faz sendo gestor nas entidades ou exercendo uma profissão, bem como sendo membro de uma Comunidade inserida na sociedade, independentemente de regulamentação. A comunicação é uma ferramenta essencial nesse processo de informar, dar retorno, orientar para que pessoas e instituições possam saber o que, de fato, acontece com as doações que são muitas vezes, com sacrifício repassadas para uma atividade em nossas entidades. O ato de prestar contas, bem como o ato de doar, estão diretamente relacionados ao comprometimento que temos com a instituição e com o público-alvo que essa assiste. Cada um de nós deve fazer a sua parte! Que o ato de prestar contas de todas as atividades relacionadas ao exercício de 2007 seja o primeiro passo para termos um novo ano cheio de transparência e realizações.
Indicadores Financeiros UPM Novembro/2007 = 2,2062% Índice Outubro/2007 = 0,04% Acumulado do ano = 5,04%
Amauri Ludwig Secretário Executivo de Finanças da IECLB
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UNIDADE
Um Natal de solidariedade, partilha e perdão Nesta época especial que estamos vivendo, encontramos alguém realmente peculiar para a nossa entrevista sobre o Natal. Com a assessoria da Pastora Eliana Wegner Binsfeld e do Pastor Mauri Binsfeld, conversamos com ninguém menos que Papai Noel, para descobrir o que este ícone do Natal pensa sobre este momento tão particular para nós, cristãos Papai Noel, poderia nos contar um pouco sobre como se tornou alguém tão popular? Esta história começou há muito tempo. Meus pais me deram o nome de Nicolau e, desde muito jovem, despertei para a necessidade de fazer bem às pessoas. Minha família era rica e, por isso, sempre ajudei àqueles que mais precisavam. Tudo começou em Mira, na Ásia Menor. Comecei a auxiliar as famílias necessitadas colocando sacos com moedas nas janelas com a seguinte mensagem O menino Deus é quem te envia esta ajuda. De simples camponês, acabei me tornando Bispo e, depois de morto, fui declarado santo, São Nicolau. A história foi misturada à fantasia e às lendas em torno da minha pessoa e atravessou a história até chegar ao ponto de me transformarem na mais conhecida figura associada ao Natal. Então, qual é a origem do nome Santa Claus? Depois da Reforma, com a Europa convertida ao protestantismo, o culto a São Nicolau diminuiu muito. Mesmo assim, a minha história foi levada por colonos holandeses à América do Norte, onde me deram esse nome associado à figura de um velho bondoso e preocupado com as crianças. Começa a minha fase de Noel. Papai Noel com a cara, nome, trenó e renas só mesmo a partir de 1831. A imagem do Bispo com roupas escuras e tristes deu lugar a uma figura alegre, bem nutrida, popular e associada às festas natalinas. Outras histórias me puseram apelidos como Sanct Herr Cholas, Sinter Claes, Sinterklass, Pelze-Nichol e Sint Nocoloses. Todos esses nomes, mais tarde, tornaramse Santa Claus. Foram os americanos os responsáveis pelo que as pessoas conhecem hoje como Papai Noel. Virei referência de venda e minha figura original de Bispo, associada às coisas de Deus, foi deixando as igrejas em direção aos grandes shoppings, supermercados e lojas de departamentos. No final do século XIX, nenhuma festa ou celebração natalina aconteceria sem que eu estivesse presente. Era o início da minha fase comercial e, por causa disso, fui - e ainda sou duramente criticado pelos religiosos. O cartão de Natal é dessa época? Exatamente. Em 1886, uma das maiores empresas gráficas de Boston foi quem lançou o cartão de Natal. Foi a primeira vez também que alguém me vestiu de vermelho. Essa cor passou a significar o espírito alegre do Natal em todas as casas onde se festejasse o nascimento de Jesus. Em 1931, a The Coca-Cola Company me deu forma humana. A cor vermelha foi mantida. Desde então, a minha imagem associada à Coca-Cola não foi mais modificada. Nesse sentido, se considera um objeto de marketing? A distribuição de presentes tem suas origens nas boas ações de São Nicolau. Contos sobre meus feitos sempre existiram, mas não posso negar que ganharam o mundo depois dessa explosão comercial e dessa política de divulgação que vocês chamam de marketing. O que me entristece muito é o fato de que cada vez menos as pessoas se importam com o verdadeiro sentido do Natal e deixam de lado o personagem principal desta festa para me colocar no lugar dele. Esta posição não é nada confortável...
Quer dizer que não gosta desse destaque na vida das pessoas? Nasci num lar onde a fé era fundamental em nossa convivência. Aprendi com meus pais a importância da oração e a conhecer Jesus. Sempre procurei viver o Evangelho do amor de Cristo de forma concreta, partilhando os dons e riquezas que recebi como dádiva de Deus não apenas para mim próprio. Sei que o Natal é o nascimento de Jesus, que nasceu para seguir um plano no qual é oferecido em sacrifício para morrer na cruz para que fossemos perdoados. Fico muito triste e Jesus, com certeza, também, porque as pessoas lembram de tudo e esquecem que neste período muitos poderiam estar sendo abençoados com a solidariedade. É o dia de compartilhar com alguém. A própria história do nascimento de Jesus declara que as pessoas estavam tão ocupadas com sua vida que seus pais não encontraram lugar para Jesus. Hoje, as pessoas continuam ocupadas demais com suas vidas. O Natal deveria ser um momento para transformar corações. Lamento que as pessoas estejam ocupadas somente com vender, ganhar e receber presentes, esquecendo do Aniversariante e da mensagem Dele de solidariedade. Tudo isso me faz sentir culpado, pois não é só no comércio que eu tenho ocupado lugar de destaque, mas principalmente no coração e na vida daqueles que se dizem cristãos. Papai Noel é um símbolo, mas existem outros, certo? Talvez você imagine que eu vá falar de renas, trenó, neve, não é? Entretanto, sei quais são os símbolos que apontam para o sentido do Natal. A começar pelo Advento, que é tempo de preparação, representado por uma Coroa de Advento, que contém quatro velas, uma para cada domingo que antecede o Natal, simbolizando a luz de Cristo que vem para nos iluminar. O pinheiro foi escolhido para a árvore de Natal porque, nos países frios, as árvores estão totalmente desfolhadas na época de Natal, menos o pinheiro, que continua com suas folhas verdes. Como símbolo da vida, nós o enfeitamos para receber Jesus Cristo, a verdadeira vida. O presépio é a representação da cena do nascimento de Jesus, lembrando pobreza, simplicidade, humildade, fé e solidariedade. Outro símbolo importante é a Estrela de Natal. O evangelista Mateus narra que, na noite do nascimento de Jesus, apareceu no céu uma estrela que guiou os pastores e magos até a estrebaria de Belém. Cristo é a nossa estrela, quanto mais nos aproximamos da sua luz, mais poderemos ser luz guiando outros ao encontro de Deus. O sino é sinal de alegria. O nascimento de Jesus é a grande mensagem que precisa ser anunciada para a libertação do ser humano. As bolas coloridas que enfeitam o pinheiro querem representar os frutos da árvore viva, Jesus, que nos ensinou amor, perdão, verdade, oração, fé, esperança e partilha. Com relação aos presentes de Natal, é importante não esquecermos que Jesus foi o grande presente de Deus para nós. Por isso, no Natal, presenteamos aquelas pessoas que nós amamos, lembrando da alegria que estamos sentindo pelo fato de Jesus ter nascido entre nós. Na ceia de Natal, as famílias reúnem-se para festejar o nascimento de Jesus. Costuma-se colocar no centro da mesa uma vela para simbolizar que Cristo é a nossa luz e está presente entre nós. Os anjos proclamaram Glória a Deus nas alturas e paz na terra às pessoas a quem ele quer bem. Como símbolo de Natal, o anjo quer nos desafiar a sermos mensageiros da boa nova de Deus para a humanidade Nasceu hoje um salvador! As canções de Natal constituem um símbolo pelas mensagens cantadas, pois anunciam o nascimento de Jesus. A importância do passeio de lanternas reside no anúncio de que a luz vem ao mundo mais uma vez no Natal. Passear cantando hinos natalinos pode ser uma bela forma de viver o Advento e anunciar aos outros que aguardamos o Natal. Estamos realmente encantados com o seu conhecimento e a sua consciência do verdadeiro sentido do Natal. Então, como podemos nos tornar o Papai Noel na vida de alguém? Conheço um projeto que tem proporcionado alegria a muitas crianças, pois centenas de cartas endereçadas a mim chegavam aos Correios, sem que os carteiros soubessem o que fazer com elas. Os pedidos das crianças
tocavam o coração de alguns funcionários, que resolveram organizar ações solidárias com o objetivo de atender parte destes desejos. O Projeto Papai Noel dos Correios existe, oficialmente, desde 1996. São priorizadas as cartas escritas por crianças de até 14 anos e com solicitações de brinquedos. As pessoas têm até o dia 19 de dezembro para ir até os Correios, ler as cartinhas e selecionar uma ou mais para atender os pedidos. A pessoa permanece no anonimato e os presentes começam a ser entregues pelos Correios a partir do dia 20 de dezembro. Fazemos parte de uma Igreja com vários grupos (OASE, Jovens, Culto Infantil, Legião Evangélica, Casais e tantos outros mais) e Comunidades. Para eles, o que poderia ser feito a fim de partilhar e exercer a solidariedade? É no Natal que nossas carências ficam mais expostas. Damos presentes sem nos dar, recebemos sem acolher, brindamos sem perdoar, abraçamos sem afeto, damos à mercadoria um valor que nem sempre reconhecemos nas pessoas. Mudemos nós e o Natal. Em vez de presentes, presença - junto à família, aos que sofrem, aos enfermos, aos soropositivos, aos presos, às famílias das vítimas de crimes, às crianças de rua, aos dependentes de drogas, aos deficientes físicos e mentais, aos excluídos. Façamos da ceia, cesta a quem padece de fome, e do abraço, laço de solidariedade a quem clama por justiça. Instalemos presépios no próprio coração e deixemos germinar Aquele que se fez pão e fruto da videira para que todos tenham vida com fartura e alegria. Deixemo-nos, como Maria, engravidar pelo Espírito de Deus. Então, algo de misteriosamente novo haverá de nascer em nossas vidas. Então, todas as ações que implementarmos serão embasadas no verdadeiro sentido do Natal e não na nossa vontade de autopromoção. Como Igreja, precisamos exercitar a solidariedade e a partilha ao longo de todo o ano, pois devemos isto Àquele que nasceu, viveu e vivenciou isto até o fim, dando-se a si mesmo por nós.
Os Pastores Eliana e Mauri Binsfeld, casados há 22 anos, são pais de Ana Carolina e Richard. Exercendo o Pastorado há 17 anos, ambos começaram em São Borja/RS. Depois, trabalharam em Ijuí/RS, na Paróquia Linha 03 Oeste, e, hoje, atuam como Pastores na Paróquia Teutônia Sul, também no Rio Grande do Sul
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Mulheres
Diferentes e tão iguais ao mesmo tempo Evidentemente, não tenho uma resposta para a questão da baixa participação feminina nos órgãos diretivos da IECLB, que também observo e me inquieta, mas tenho pistas e essas posso compartilhar para que possamos refletir juntos. O primeiro e principal ponto é a sobrecarga. Como é desastrosa e esmagadora toda e qualquer sobrecarga! Temos entendimento, boa vontade, queremos participar da vida comunitária, nos colocamos à disposição e, cheias de culpas, mal conseguimos ir às reuniões ou mesmo aos trabalhos que assumimos. A dupla e tripla jornada de trabalho da mulher ainda é uma realidade, mas ainda prevalecem costumes machistas que impedem um verdadeiro engajamento da mulher em tarefas que não sejam ‘nada mais que obrigação’. Exemplo disso são as dificuldades ao viajar e ‘abandonar’ a casa. Como isso é difícil quando o marido é do tipo que não se engaja! Além da jornada múltipla, a mulher ainda passa por maior solicitação social, sofre mais exigências com sua aparência física e uma cobrança para investir no seu crescimento pessoal. O segundo ponto é decorrente desse quadro acima. Percebo um retrocesso na liberação feminina em muitos segmentos da nossa sociedade. O feminismo era a bandeira para a mulher sair da condição secundária na sociedade, superar a opressão no lar, igreja, campo profissional e negócios. Com isso, a mulher descobriu que pode estar lado a lado com os homens na luta pela vida, mas, infelizmente, esse lado a lado, em muitos casos, se desnaturou em apenas inverter quem manda e quem dá as ordens. Com medo de serem tachados de ‘machistas’, muitos homens perderam assertividade e segurança e se deixam comandar por suas mulheres, que adotaram costumes, posturas, vícios, posições sociais e até doenças provenientes do estresse de apenas inverter a equação dominador x dominado. O sonho era que, libertos, homens e mulheres, pudessem construir uma
Psicóloga Clínica e Pedagoga, Professora de Psicologia da Religião na Faculdade Teológica Unida e na Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), Gertraude Wanke é Presidente do Sínodo Espírito Santo a Belém, pertence à Diretoria do Centro de Formação ML, em Vitória, e participa do Grupo de Liturgia da Comunidade. Casada, mãe de quatro filhos e avó orgulhosa de quatro netos, nasceu em uma Casa Pastoral no Espírito Santo como filha caçula de um casal vindo da Alemanha como Pastor. ”Tenho muito orgulho de ter tido um berço luterano, com rigor e muito amor. Ah, tenho dois gatos persas e muitas plantas, que eu amo!”, conta, animada, a Presidente do SESB. nova sociedade, um novo conceito de vida. A mulher descobriu que não precisa mais de um protetor e nem de um provedor, mas quer um parceiro de jornada, um confidente, um amigo, um outro que a faça ser cada vez mais ela. O mesmo ela quer ser para o seu homem: a possibilidade dele se ‘fazer’ na convivência com ela. Há um bom número de mulheres Presidentes de Paróquias e Comunidades, porque são competentes,
dinâmicas e responsáveis. Hoje, muitas mulheres conseguem exercer cargos diretivos com a mesma maestria com que administram sua casa, mas, na hora de representar seu grupo, vai um homem Porque ele sabe falar melhor, representar bem! Alegam que ficam nervosas, mas, no fundo, elas têm medo das críticas, se sentem inseguras, resquícios de um mundo dominado por machos! Quando homens e mulheres souberem ser companheiros de igual para igual, não haverá mais esse medo, pois a afirmação de um está na confirmação do outro. O que fazer enquanto Igreja? Desde 1981, surgiu pelo CMI a recomendação de que as mulheres fossem mais envolvidas nos trabalhos e que 50% das representações deveriam ser femininas. Logo a seguir, a FLM instruiu que, pelo menos, 40% das representações fossem de mulheres, mas recomendação não pode virar lei. Deve ser instrumento para a verdadeira liberação de homens e de mulheres que têm no Evangelho seu modelo. O caminho está aí: investir na formação cristã, descobrir talentos, valorizar a vida em Comunidade, derrubar toda sorte de preconceitos, apoiar ações de bem e paz, envolver mais pessoas em ações comunitárias, reconhecer pequenas ações que fazem homens e mulheres crescerem na sua vocação e fortalecer laços. Valorizar o ser humano, não por gênero, mas pela imagem e semelhança de seu Criador - esse ainda é o grande desafio para as igrejas e também para a nossa querida IECLB. Somos pioneiros em muita coisa, sejamos também os primeiros a denunciar que ainda resta muito preconceito entre nós. Se a relação entre homens e mulheres for de verdadeira parceria, não haverá mais motivos para tremer ou ter medos, porque todos somos filhos iguais para Aquele que nos criou tão diferentes e, ao mesmo tempo, tão iguais em necessidades, capacidades e inteligência. Esse projeto de Deus deve ser o nosso projeto!
Sínodo Sul Rio-grandense
Como é bom e agradável viverem unidos os irmãos! Membro na Comunidade Martim Lutero, Paróquia de Três Vendas, onde participa do Presbitério, é Coordenadora Sinodal no Setor de Casais (juntamente com o esposo), Presidente do grupo de OASE da Comunidade Martim Lutero e Coordenadora Paroquial da OASE, Maria Cecília Goveia Mathies, 49 anos, natural de Pelotas/RS, casada com Volnei Mathies e mãe de Volnei Filho e Milena, é Presidente da Associação dos Grupos de OASE do Sínodo Sul Rio-grandense. Como você chegou até a OASE? Meu contato com a OASE começou com o convite de amigas da Comunidade. Como Coordenadora Paroquial, conheci mais profundamente o trabalho da OASE e me apaixonei, senti que o senhor estava me conduzindo por este caminho. Às vezes, sentimos medo dos desafios, mas, quando nos dizemos sim ao trabalho do Senhor, ele nos mostra maravilhas. No grupo em que participo, o trabalho é de inclusão das mulheres na vida comunitária, participando das reuniões de Presbitério, estudo bíblico, organizando encontros mensais de chás e visitas. Como participante do grupo, estou sempre atenta aos encontros em que palavra de Deus é pregada. É sempre um momento de grande aprendizado para as nossas vidas.
Qual é o seu papel como Presidente Sinodal da OASE? Meu papel é de ligação entre os grupos do nosso Sínodo. Nos encontros com as Coordenadoras, estudamos e compartilhamos as mensagens passadas a nós nos Encontros Nacionais. No Sínodo Sul Rio-grandense, os temas são de motivação e de relacionamento com Deus e testemunho do seu amor. Os desafios são os mais variados, pois o nosso Sínodo é muito grande, mas nós, como OASE, procuramos estar sempre ajudando e incentivando a sermos motivadoras e multiplicadoras do amor de Jesus que nos sustenta e capacita. Qual é a marca das mulheres participantes da OASE no Sínodo? O perfil das mulheres no nosso Sínodo é muito variado, pois são tanto de cidades mais desenvolvidas como do meio rural e interior, mas todas com uma marca em comum: o ânimo muito grande de servir ao Senhor. São motivadas e ligadas por um enorme amor e alegria e esta é a principal característica dos encontros no Sínodo Sul Rio-grandense. Nos Encontros Sinodais, a participação das senhoras é sempre muito empolgante, pois todas as Comunidades se fazem representar. Mesmo aquelas que moram em locais bem distantes são motivadas e desafiadas à participação, o que sempre é muito contagiante.
Que inovações do Sínodo Sul Rio-grandense podem ser repassadas para outros Sínodos? O trabalho na OASE Sinodal tem sempre a marca do local, das pessoas que participam e aqui também ocorre isto. Nas Comunidades de interior, as mulheres possuem um perfil. Nas cidades, outro, mas, quando reunidas em um mesmo propósito, somos todas iguais, irmãs louvando e servindo ao senhor. Não sei se inovações foram introduzidas, mas fico muito feliz em reconhecer as mulheres do Sínodo como mulheres que estão sempre prontas a ser o canal de ligação e de bênção entre as Comunidades e Paróquias, sendo motivadoras e incentivadoras de trabalhos da seara do senhor. O que temos a comemorar no Sínodo Sul Riograndense? Como Sínodo, estamos trabalhando na realização do Dia Sinodal da Igreja e também nos dez anos do nosso Sínodo, que se completam neste ano. Como OASE, comemoramos o amor e proclamamos a reconciliação. O que sempre acontece de bom é a comunhão entre as mulheres de diferentes Comunidades, Paróquias, cidades e realidades, como diz o Salmo 133.1 Como é bom e agradável viverem unidos os irmãos!
JOREV LUTERANO DEZEMBRO 2007
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Fé Luterana
Um Natal com preservação e consciência Nesta época do ano, prepare o seu coração, organize as suas idéias e abra a sua casa para o verdadeiro significado do Natal: o nosso compromisso com a vida - a celebração da chegada de Jesus. No Natal, somos estimulados a comprar de forma inconsciente e pouco zelosa com o bem comum, consumindo recursos naturais e energia na produção de ceias, presentes e embrulhos que, muitas vezes, duram uma noite, terminando no lixo. Para estimular uma consciência ecológica em busca da preservação do meio ambiente, convidamos os Núcleos do Centro de Apoio ao Pequeno Agricultor (Capa) para fornecer algumas orientações, dicas e reflexões sobre como cuidar melhor na nossa casa maior, o planeta Terra, neste Natal.
Aproveitamos para indicar algumas outras formas de contribuir neste Natal: procure dar presentes duráveis e que possam ser reaproveitados ou reciclados, escolha produtos eletrônicos econômicos em consumo de energia com o selo Procel, leve a sua sacola e recuse embrulhos desnecessários na hora de sair às compras, faça a pesquisa de preços e compras de uma vez só para não contribuir para as mudanças climáticas queimando combustível, escolha cartões de Natal de papel reciclado, mas, se possível, prefira mensagens eletrônicas, e, por fim, reutilize papéis, fitas e caixas de presentes antigos na hora de embrulhar os presentes. Use a imaginação. Você é capaz! *Confira Núcleo Verê no Editorial e uma receita especial de ceia ecológica de Natal, sugestão do Núcleo Erexim, no Diário da Redação.
Árvore de Natal com responsabilidade ambiental
Sacola de pano: entre na moda neste Natal
Vilmar V. Saar é Sociólogo, Catequista e Coordenador do Capa Núcleo Marechal Cândido Rondon
Batista Daniel Weber é Assessor de Comunicação do Capa Núcleo Santa Cruz do Sul
Quem não fica tocado ou não relembra a própria infância ao ver um pinheirinho todo enfeitado? Quantas lembranças e quantos sorrisos não se irradiam ao vermos uma árvore de Natal? É praticamente impossível imaginar a celebração e as festividades de Natal sem uma árvore de Natal. Contudo, as informações sobre o surgimento e o significado do pinheiro de Natal não são muito precisas. Uns dizem que o pinheiro é a árvore mais usada porque está sempre verde, independente das estações do ano. Mesmo no inverno mais rigoroso, ele se mantém sempre verde... Outros dizem que é devido à sua forma triangular, significando, assim, a trindade: Pai, Filho e Espírito Santo. Este símbolo, a árvore de Natal, anuncia e representa Vida. Mais significativo ainda, dirão muitos, se não for artificial (de plástico), mas, sim, parte ou o todo de uma planta. Todavia, precisamos refletir e cuidar para não reforçarmos a idéia de que não importa de onde veio a árvore que usamos ou que os fins - ter uma árvore de verdade - justificam os meios - a destruição da natureza. Assim, gostaríamos de propor um desafio a todas as pessoas/famílias neste Natal: só vamos usar plantas, em especial, pinheiros, cultivados para esse fim. Se for um pinheirinho vivo, vamos assumir o compromisso de replantá-lo depois do Natal. Se isso não for possível, vamos nos desafiar a plantar outras árvores para compensar (repor) a árvore que utilizamos. Afinal, um gesto, ainda que pequeno em termos de ação, vale por mil palavras e poderá fazer uma grande diferença... Dialogue com seus familiares, especialmente, com seus filhos, a respeito desta idéia, lembrando que “Precisamos ser a mudança que queremos ver no mundo” (Mahatma Gandhi).
Presentes de Natal que conservam a vida Rocheli Wachholz é Jornalista e Assessora de Imprensa do Capa Núcleo Pelotas Presentear pessoas queridas no Natal é uma tradição que praticamente todos nós adotamos em épocas especiais como esta, seguindo o exemplo dos reis magos, que também presentearam Jesus Quando viram a estrela, eles ficaram muito alegres e felizes. Entraram na casa e encontraram o menino com Maria, a sua mãe. Então se ajoelharam diante dele e o adoraram. Depois abriram os seus cofres e lhe ofereceram presentes: ouro, incenso e mirra (Mateus 1.10-11). O Natal é uma das épocas em que mais consumimos, gerando impactos significativos ao meio ambiente, por isso é importante pensar com responsabilidade sobre o que vamos presentear. Uma ótima alternativa que diminui os impactos na natureza e ainda contribui para o desenvolvimento e a geração de renda de famílias da agricultura familiar é presentear com mudas de árvores nativas, vitais para o funcionamento do ecossistema. Com elas, temos o aumento da biodiversidade, abrigo e alimentação para a fauna, equilíbrio ecológico, especialmente em centros urbanos, a despoluição do ar e, quando são produzidas por famílias de agricultores, permitem sua permanência no campo, tendo nesta atividade mais uma alternativa de geração de renda. Quantos já utilizaram árvores como palco de brincadeiras infantis? Subindo em abacateiros, jabuticabeiras e goiabeiras para pegar suas frutas repletas de bicadas de pássaros? Os tempos estão muito diferentes e estas atividades, hoje, são desconhecidas da maioria dos habitantes, principalmente das grandes cidades. A arborização de praças, parques e ruas é uma necessidade de extrema importância para a sobrevivência de vários animais, vegetais e mesmo do ser humano. Um mundo diferente é possível se cada um de nós fizer a diferença.
Querendo ou não, essa é uma tendência que está aí. Podemos perceber que a sacola de algodão, aos poucos, vem ganhando seu espaço e substituindo as sacolas plásticas. Além da sacola de pano ser reutilizável, com esta atitude estaremos pondo em prática a nossa responsabilidade social e colaborando com a preservação do meio ambiente, entenda-se: o ar, o solo e a água, para as futuras gerações. Será que já não estamos fora de moda? Já não deveríamos ter adotado esta prática há mais tempo? Alguns pontos de comercialização e pessoas que têm uma visão mais voltada à preservação do ambiente já estão fazendo isso. Para estas pessoas: Parabéns, pois estão, de forma muito significativa, fazendo a sua parte. É Natal! É tempo de repensar a vida, de planejar nossas boas ações para o futuro. Quem sabe esta prática esteja entre estas boas ações. Sejamos consumidores conscientes. Utilizar as sacolas de tecido em vez das sacolas plásticas é uma iniciativa louvável. Façamos desta uma das nossas práticas de Natal. Vamos substituir as sacolas de plástico por sacolas de tecido. Ao oferecer um presente de Natal em uma sacola de pano, você, além de deixar outra pessoa feliz, estará praticando a sua ação social. Serão dois presentes em vez de um, sem agredir a natureza e colaborando com a preservação do planeta onde moramos para os nossos descendentes. Ah! É importante saber que esta ação não está completa por si só. Esta prática deve se tornar permanente. Vamos utilizar as sacolas de tecido no nosso dia-a-dia, deixando de utilizar as sacolas de plástico, que levam décadas ou até centenas de anos para se biodegradar. Pense nisso!
Uma ceia de Natal mágica Ingrid M. Giesel é Engenheira Agrônoma e Coordenadora do Capa Valdete Jantsch é Economista Doméstica e membro da equipe técnica Núcleo Erexim O tempo de Advento e Natal pode nos ajudar a fazer uma parada para refletir e repensar as nossas ações. O respeito à natureza pode ser manifestado de formas diferentes, começando pelo consumo responsável, sem consumir o mundo em que vivemos. Temos de nos preocupar em saber como um produto foi fabricado e como ele será descartado, o chamado ciclo de vida. Com alguns pequenos gestos, podemos contribuir para um Natal mais ecológico. Vamos evitar enlatados e alimentos com muitas embalagens, dando preferência aos alimentos integrais, naturais e ecologicamente produzidos, não esquecendo de levar sacolas às compras, evitando montes de plástico que as lojas oferecem. Vamos comprar alimentos nas feiras ecológicas e, se não houver esta opção, alimentos locais e da época. Que tal substituir o chester e o peru, por um frango caipira? Nas festas, não vamos usar copos, talheres, toalhas e guardanapos descartáveis, pois poluem o meio ambiente. Nosso desafio é resgatar os hábitos que serviram a nossos pais e avós, utilizando novamente guardanapos e toalhas de pano. Vamos dispensar plásticos e fitas, criando embalagens de presentes com materiais reciclados. Comemoremos com nossos amigos e familiares com presentes originais e solidários com o nosso planeta, sendo esta uma pequena contribuição para um futuro melhor. Vamos aproveitar a festa natalina para disseminar o consumo consciente entre amigos, colegas de trabalho e familiares. Esse é o melhor presente que nós podemos dar à humanidade, lembrando que os ingredientes principais de uma ceia natalina são amor, harmonia, alegria, solidariedade, compreensão, carinho e amizade.
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Geral
Ainda ali a tua mão me guia, ainda ali tu me sustentas Nos dias 24 a 26 de agosto, o Conselho Nacional da Juventude (Conaje) esteve reunido em sua segunda reunião ordinária do ano, na Fundação Evangélica de Novo Hamburgo/RS, avaliando o trabalho da Juventude Evangélica na IECLB. O grupo, formado por representantes jovens de 17 Sínodos da IECLB e cinco Assessores Teológicos, debateu propostas e planejou os rumos da trajetória junto à JE, mais uma vez compartilhando experiências para conhecer de perto o que é feito, de fato, nos nossos Sínodos, Paróquias e Comunidades. A preocupação principal da reunião foi o planejamento do 19º Congrenaje e 5º Fest’Art, que ocorrerá nos dias 20 a 24 de julho de 2008, em Santa Maria do Jetibá/ES, Sínodo Espírito Santo a Belém. Em breve, todos estarão recebendo informações e materiais de divulgação sobre este Congresso que promete reunir um número grande de jovens engajados com o trabalho na nossa Igreja e ser o melhor Congrenaje de todos os
tempos. Participe! O Pastor Cláudio Kupka, representante do Conselho da Igreja, agora, é participante ativo e garantido no grupo, além do Departamento de Educação Cristã da IECLB (DEC), que está sempre acompanhando os trabalhos com jovens. Como momento especial da reunião, destaca-se a participação no Culto da Família, na Paróquia da Ascensão, centro de Novo Hamburgo. O grupo do Conaje foi acolhido com
O que - 19º Congrenaje e 5º Fest’Art Tema - Sou a presença de Deus no mundo Lema - Ainda ali a tua mão me guia, ainda ali tu me sustentas (Sl 139.10) Quem participa - pessoas, jovens ou não, identificadas com a temática e/ou trabalho com juventude Com direito a voto: membros do atual e do novo Conaje, Orientadores Teológicos da juventude nos Sínodos e dois jovens delegados dos Sínodos Quando - 20-24 de julho de 2008 Onde - Santa Maria de Jetibá/ES Objetivos - Testemunhar o Evangelho de Jesus Cristo, aprofundar o conhecimento Bíblico, analisar a realidade com uma metodologia que desafie a refletir e agir na
muito carinho pelos Pastores que presidiram o culto e por a toda a Comunidade reunida. Este foi mais um passo importante da caminhada jovem luterana na IECLB, movida pela vontade que a Igreja cresça, se multiplique e fortaleça. Nesse sentido, todos os esforços voltam-se para o trabalho jovem, passado, presente e futuro do mundo e da Igreja, pois a juventude quer ser, de verdade e de coração, da melhor maneira possível, a presença de Deus no mundo.
sociedade e na Igreja de forma transformadora, integrar a juventude e oportunizar um espaço de reflexão sobre suas necessidades, despertar seus dons artísticos e preparar jovens e adultos para o trabalho com jovens Realização Conselho Nacional da Juventude Evangélica (Conaje) Departamento de Educação Cristã da IECLB (DEC) Paróquia Evangélica de Santa Maria de Jetibá Sínodo Espírito Santo a Belém Informações Departamento de Educação Cristã da IECLB (DEC) Telefone 51 3221.3433 - e-mail congrenaje@ieclb.org.br site www.dnaj.org.br ou www.luteranos.com.br
Juventude luterana em Santa Maria do Jetibá O Congresso Nacional da Juventude Evangélica de 2008 será realizado no Estado do Espírito Santo, terra de capixabas. Trata-se de um dos menores Estados da Federação, mas repleto de belezas naturais (lindas praias, belas montanhas, vales, cachoeiras) e de uma grande diversidade cultural, formada por gente muito simpática, carinhosa e acolhedora. Na região centro-serrano, localiza-se a cidade de Santa Maria de Jetibá, onde se instalaram os colonizadores europeus na segunda metade do século XIX. Entre estes, destacam-se os pomeranos, um povo humilde e trabalhador, com suas comidas, músicas, danças típicas e outras tradições. São quase 33 mil habitantes, sendo que a maioria é de confessionalidade luterana. Destes, 65% moram em área rural e os outros 35% habitam em vilas, distritos e na sede do município. Em pleno centro da cidade, a Comunidade e a Paróquia Evangélica de Confissão Luterana de Santa Maria de Jetibá dispõem de um amplo espaço para a realização de eventos, palco de um dos eventos marcantes da IECLB, o Concílio da Igreja, em 2002. Muitas pessoas estão engajadas no sentido de proporcionar uma boa acolhida aos visitantes e de preparar toda a infra-estrutura necessária para a realização de mais um Congresso Nacional da Juventude e Fest’Art no Espírito Santo.
Faremos todo o esforço para atender da melhor forma possível a quem vier participar deste grande encontro jovem. As pessoas que já conhecem e as que ainda vão conhecer a nossa cidade e região certamente encontrarão aqui muitas boas surpresas e levarão muitas e agradáveis recordações. Sheila Murgia Eggert Potin Representante do Sínodo Espírito Santo a Belém no Conaje
Conaje Congrenaje: espaço espaço.. de muita convivência Werlise Fasbinder Representante do Sínodo Uruguai no Conaje É com muita alegria que escrevo para o Jorev, principalmente por poder contar as experiências já vividas nos Congressos Nacionais da Juventude Evangélica. Sou a presença de Deus no mundo é o tema do 19° Congresso Nacional da Juventude Evangélica (Congrenaje) e do 5° Fest’Art, que acontecerão em Santa Maria de Jetibá/ES, nos dias 20 a 24 de julho de 2008. Eu, você, jovens, rapazes e moças, dançando, louvando, cantado, orando, aprendendo, ensinando, ajudando, buscando sempre a verdade e a vida digna, somos a presença de Deus nesse mundo. Pude participar também do 17° Congresso Nacional e 3° Fest’Art, em Paracatu/MG, nos dias 26 a 31 de julho de 2004. Fiquei satisfeita e feliz, porque aprendi coisas novas, conheci pessoas diferentes, pude refletir sobre os jovens evangélicos e suas necessidades. Temos sede e fome de justiça, queremos um mundo melhor, de paz e sem guerra. A partir daí, me integrei nos trabalhos do Sínodo e da IECLB. Quero compartilhar com todos o depoimento do jovem Felipe Migoski, de Chapecó/SC, que participou do 18° Congresso Nacional e 4° Fest’Art. “Participar do Congrenaje 2006 foi uma boa escolha dentre as várias oportunidades que surgem. O evento contribuiu de forma decisiva para a afirmação do meu compromisso com Deus e com a Igreja, da qual o setor da Juventude é peça fundamental. O Congresso reuniu jovens de todo o País e proporcionou-me o aprendizado de inúmeras maneiras interessantes para o trabalho com jovens, além de, é claro, possibilitar a amizade com pessoas fantásticas. Acredito que o Congrenaje de 2008 será ainda melhor que o anterior, pois tive o prazer de acompanhar, em poucos momentos, a organização deste grande encontro. Apesar da longa viagem, quero estar em Santa Maria de Jetibá/ES, cidade que já nos espera ansiosa. Quero reencontrar meus queridos amigos, conhecer novas pessoas, louvar a Deus e me dedicar à compreensão de que sou a presença dele no mundo.” Venha fazer parte do Congresso Nacional em Santa Maria de Jetibá/ES. Um momento de reflexão e paz, um espaço para diversão e louvor. Participe você também dessa caminhada.
Comportamento
JOREV LUTERANO DEZEMBRO 2007
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IECLB investindo no futuro da Igreja Nos dias 9 e 10 de novembro, na Casa Matriz de Diaconisas, em São Leopoldo/RS, foi realizado o Exame Pró-Ministério, que acontece após a avaliação final do Período Prático no Sínodo em que cada candidato fez o seu Período Prático de Habilitação ao Ministério ou Período Prático de Adaptação ao Ministério. Aproveitando esta oportunidade, conversamos com a Catequista Dra. Haidi Drebes, Coordenadora da Habilitação ao Ministério, e com a Psicóloga Leila Klin, responsável pela Avaliação Psicológica no Processo Seletivo ao Período Prático, para conhecer mais sobre este processo tão importante na vida da nossa Igreja. O que é o Período Prático (PP)? É uma espécie de estágio realizado após a conclusão da faculdade de Teologia, num dos Centros de Formação reconhecidos pela IECLB. O Período Prático tem a duração de 17 meses e é realizado por aquelas pessoas que se sentem vocacionadas para exercer o Ministério Ordenado na IECLB. O Período Prático é um momento de inserção e aprendizado sob a ótica de uma atuação prática, orientada e supervisionada por um Obreiro Ordenado e membros de uma das Comunidades da IECLB. Normalmente o PP é realizado em uma das Comunidades da IECLB e se houver interesse por parte do candidato e ou da IECLB existe a possibilidade de inserção em uma instituição com atividades específicas, de acordo com o Ministério do candidato. Qual é o objetivo do Período Prático? Propiciar, a candidatos e candidatas ao Ministério ordenado na IECLB, conhecimento, inserção e envolvimento em diferentes campos de atividades por ela reconhecidos e
Sinodal tem um papel muito importante com relação ao PP: identificar Obreiros com habilidade para o exercício da mentoria. Após designação dos candidatos, o Pastor Sinodal deve acompanhar o PP dos candidatos por meio de visitas regulares ao Mentor e aos candidatos. O Pastor Sinodal também é responsável e coordena a avaliação de candidatos durante o PP no Sínodo.
o PP, buscar superar suas dificuldades, desenvolver seus potencias para o exercício do Ministério e estar atento para cumprir com prazos e entrega dos documentos. A Comunidade tem um papel importante no acompanhamento, orientação e avaliação e deve oferecer local, moradia, locomoção a serviço e uma bolsa para manutenção do Candidato, além de elaborar, juntamente com o Mentor ou Mentora e o Candidato, o projeto de PP e acompanhar a execução do mesmo.
Qual é o papel do Mentor? Durante o PP, as atribuições do Mentor são: preparar o campo de PP para receber o candidato, apresentar o candidato à Comunidade, orientar na elaboração e planejamento das atividades, oportunizar uma experiência prático-reflexiva pelo planejamento, supervisão e avaliação, apresentar relatório avaliativo do candidato e sua atuação durante o PP, participar da avaliação intermediária e final, comprometer-se com a mentoria permanecendo no local durante o PP, encaminhar o candidato no sentido de superar as suas dificuldades e em situações de conflito, levando à aprendizagem da busca de soluções consensuais e orientar nas questões teológicas e práticas.
O que acontece se o candidato tiver dificuldades com a Comunidade ou vice-versa? Neste caso, candidato ou Mentor entram em contato com o P. Sinodal e a Coordenação de Habilitação para que a dificuldade possa ser encaminhada. Dependendo do tipo de dificuldade que surgiu, tanto a Comunidade quanto o Mentor, candidato ou P. Sinodal podem propor à Coordenação a suspensão ou interrupção do PP devidamente justificada. Nesse sentido, o Pastor
Ao final, quem avalia o candidato? Depois de aprovado na avaliação final do PP, o candidato pode inscreverse ao Exame Pró-Ministério, sob responsabilidade da Comissão de Exame, formada por integrantes nomeados pelo Conselho da Igreja. São 32 titulares, sendo integrada por Pastores Sinodais, Obreiros dos quatro Ministérios Ordenados, lideranças de Comunidades e membros da IECLB, com experiência em avaliação, que atuam na área da educação.
Candidatos aprovados com representantes da Presidência, Secretários e Coordenadora Haidi Drebes
verificar a solidez teológica em relação às Sagradas Escrituras numa articulação coerente e comprometida com a confessionalidade da IECLB e seus documentos normativos, a vocação para o exercício de um Ministério específico, o posicionamento pessoal reflexivo sobre o Ministério escolhido e avaliar as condições pessoais do candidato para o exercício do Ministério. Quem escolhe o local onde o candidato fará seu Período Prático? É a Comissão de Designação e Envio. A partir das recomendações e necessidades apontadas pelas várias instâncias que realizam as avaliações dos Candidatos, a Comissão busca a Comunidade e a mentoria que possam auxiliar o candidato a desenvolver-se durante o seu PP. Quais são as responsabilidades do candidato e da Comunidade? O candidato precisa cumprir com eficiência todas as etapas que envolvem
Avaliação psicológica no processo seletivo ao Período Prático Em 2006, inseriu-se no processo seletivo do Período Prático a avaliação psicológica dos candidatos. Para que mesmo serve isso? Até então não era feito nenhum trabalho deste tipo e ainda assim acontecia o período prático com todos os desafios a que se tem direito. É mais um ‘modismo’? Psicóloga Leila Klin Mais uma barreira neste contexto já tão complicado de inserção nos campos de atividade? É certo que sempre quando estamos sendo avaliados nos deparamos com tensões e ansiedades. Experimentamos temores, dúvidas e nos sentimentos ameaçados. Procuramos nos aplicar e mostrar o melhor das nossas potencialidades, mesmo que isso, em alguns momentos, implique em ‘ocultar’ algumas das nossas limitações e deficiências. É natural que seja assim.
O candidato ao Período Prático vem de uma formação exigente e criteriosa. Não raramente, deixou família e amigos em um local distante para se dedicar a um projeto de vida e atender a um chamado. Comprometeu-se, esforçou-se, abriu mão de tantas coisas. Qualquer situação que possa se apresentar, de fato ou na fantasia, como um obstáculo à concretização deste objetivo, é vista com reservas. No entanto, devemos saber que a avaliação é realizada a partir da entrevista e do uso de testes psicológicos. Esse processo tem um caráter técnicocientífico regulamentado pelo Conselho Federal de Psicologia e entende que a avaliação psicológica deve considerar as relações do indivíduo com a sociedade em que está inserido. Isso significa que, na avaliação psicológica, não se está em busca do certo ou do errado, mas, sim, de compreender aquela dada pessoa e a sua relação com o ambiente, afetando e sendo afetada por este. Procura identificar as suas melhores possibilidades de realização e aspectos nos quais pode redimensionar-se.
No contexto do PP, a avaliação psicológica tem a possibilidade de orientar a Coordenação para que o candidato possa ter seu desenvolvimento respaldado pela via deste acompanhamento. Pretende, também, comprometer os próprios avaliados neste processo, o que é feito por meio da entrevista devolutiva aos candidatos. Nestes dois anos em que já se vem realizando a avaliação psicológica, tenho percebido que as tensões iniciais, em regra, são transformadas em relações de confiança e na compreensão de que todo este processo, com a seriedade e a transparência com que é conduzido, repercute, mais do que qualquer outra coisa, em benefício aos candidatos. Estes, por sua vez, se sentindo mais respaldados e ‘cuidados’, conseguem melhor aproveitar suas potencialidades e seus dons a serviço das demandas das Comunidades em que se inserem e da Igreja como um todo.
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Gleichung mit zwei Unbekannten?
Gott ist Liebe. So steht es in der Bibel. Wenn ich mir diesen Satz genauer anschaue, wird mir klar: Das ist ja eine Gleichung! Wenn ich bei einer solchen Gleichung eines der Glieder kenne, dann kenne ich auch das andere. Wenn ich also weiss, was Liebe ist, dann kann ich auch sagen, was Gott ist und wer Gott ist.. Aber dann wäre doch alles ganz einfach.
Dann wäre ja Gott keine unbekannte Grösse mehr. Ich könnte überall, wo von Gott die Rede ist, einfach “Liebe” sagen. Jeder weiss ja, was Liebe ist. Das wäre dann womöglich eine Sprache, die alle Menschen verstehen. Ich brauchte garnicht mehr von dem unsichtbaren und geheimnisvollen Gott zu reden! Doch dann kommt mir ein erschreckender Gedanke: Weiss ich denn, was Liebe ist? Ist Liebe für uns Menschen wirklich eine bekannte Grösse? Ist das, was wir Menschen Liebe nennen, nicht vielleicht eine einzige Täuschung, oder eine einzige Heuchelei? Wenn wahre Liebe eine Unbekannte wäre – dann wäre ja der Satz “Gott ist Liebe” eine Gleichung mit zwei Unbekannten!: x = y . Eine Gleichung, die auch für den schlauesten Mathematiker (und Theologen) unlösbar wäre! Es gibt ein altes Kinderlied, das uns hier etwas Gutes und Schönes zu sagen hat. Die meisten unserer Leser kennen es seit Kindertagen: “Gott ist die Liebe, lässt mich erlösen, Gott ist die Liebe, er liebt auch mich. Ich lag in Banden der schnöden Sünde, ich lag in Banden und konnt nicht los. Er sandte Jesus, den treuen Heiland, er sandte Jesus und macht mich los”. Das Lied geht von der grundlegenden biblischen Gleichung aus :Gott ist Liebe (oder ´Gott ist die Liebe; man kann es auch so übersetzen)..Aber dann macht es klar, dass es keine Gleichung mit zwei Unbekannten ist. “Ich lag in Banden der schnöden Sünde”: Ja, da lag ich in meiner Blindheit und in meiner Gottesferne und kannte nichts als die Gleichung mit zwei Unbekannten – ich wusste weder wer Gott noch was Liebe war. Und dann: “Er sandte Jesus, den treuen Heiland, er sandte Jesus und macht mich los”.
Dieser Heiland, dieser Erlöser löste meine Bande, und er löste meine Lebensgleichung. Ich wéiss nun, was Liebe ist, und seitdem weiss ich auch, wer Gott ist.. Gott hat in Jesus Christus seine Liebe zu uns anschauliche Wirklichkeiet werden lassen. Er ist in ihm. Fleisch, das heisst Mensch geworden, und hat unter uns gewohnt, wie es im Johannesevangelium heisst. Liebe ist nun kein x mehr, keine Unbekannte, keine leere Formel. Liebe hat nun einen Namen:Sie heisst Jesus Christus.. Sie ist offenbar geworden im Leben, im Wirken, im Sterben und Auferstehen des Gottessohnes. Wir feiern Weihnachten als Fest der Liebe, der Inkarnation, der Fleischwerdeung Gottes in seinem Sohn Jesus Christus. Viele denken zu Weihnachten nur an das Kind in der Krippe und an den Gesang der himmlischen Heerscharen.Wir sollten am Christfest aber nicht nur an das Kindlein denken, das Maria auf ihren Armen trug, worüber sich die Engel freuten, sondern an den Gottessohn der uns sündige Menschen auf seinen Armen trägt, an den, der gehorsam ward bis zum Tode am Kreuz, der seine Liebe zu uns mit Blut und Tränen besiegelt hat, und der damit Gottes Liebe in unser Leben hineinbuchstabiert hat. Er hat das x durch erfahrbares Erleben der Liebe Gottes ersetzt. Drum sag ich´s noch einmal, Gott ist die Liebe, Gott ist die Liebe, er liebt auch mich!.
Pfarrer Lindolfo Weingärtner
Nun freut euch, ihr Christen Wenn ich Weihnachtslieder höre, dann freue ich mich. Es ist eine so ansteckende, mitreißende Freude, die in Text und Musik zum Ausdruck kommt! Und wer würde sich nicht gerne mitfreuen in den weihnachtlichen Tagen? Doch merke ich, dass mein Freuen – ob zu Weihnachten oder zu anderen Zeiten des Jahres – nie so lange anhält, wie ich es eigentlich gerne hätte. Andere Gefühle, meist weniger schöne, kommen und sind länger da. An der Krippe ist sie zu finden, die Freude. Das verkündet die Weihnachtsbotschaft und sie fordert auf, darüber nachzudenken was das Kommen Christi für uns bedeutet. Mir wurde es an einer kleinen Geschichte von Gisela Theel neu bewusst, wie Freude in unser Innerstes kommen kann. Ich möchte Ihnen diese Geschichte weitergeben: Der neunjährige Felix durfte am Abend zu den Großeltern kommen. Am Nachmittag hatte der Großvater die Krippe aufgestellt. Jetzt, in der Nacht, stand Felix nochmals auf und sah sich alles an. Und es war ihm, als würden die Figuren im Stall immer größer und größer. Er selbst stand nun vor dem Jesuskind in der Krippe. Da weinte Felix, denn er hätte ihm gerne etwas gegeben, hatte aber nichts da. Jesus schaute ihn freundlich an und sagte: „Weshalb weinst du?“
„Ich will dir etwas schenken, habe aber alles zu Hause bei meinen Eltern.“ „Trotzdem hätte ich gerne ein Geschenk von dir“, sagte Jesus. „Wenn ich wieder zu den Großeltern komme, dann bringe ich dir meinen neuen Mantel mit und das Fahrrad und den Fußball und…“ Felix zählte eifrig seine Schätze auf. „Ich hätte gerne drei Dinge von dir“, sagte Jesus, „zuerst die letzte Mathematikarbeit. Willst du mir die geben?“ „Aber darunter hat der Lehrer ‚ungenügend‘ geschrieben“, stammelte Felix. „Gerade deswegen. Ich hätte gerne alles Ungenügende in deinem Leben. – Und dann, gib
mir doch die Milchtasse von heute morgen.“ „Die ist zerbrochen, kaputt!“, rief Felix. „Gerade deswegen. Ich hätte gerne alles, was dir zerbricht oder kaputtgeht. „ Jesus sah ihn an: „Und würdest du mir die Antwort geben, die du heute deiner Mutter gabst, als sie dich nach der zerbrochenen Tasse fragte?“ „Die kann ich dir nicht geben. Ich habe Mutter angelogen“, sagte Felix leise. „Siehst du, ich möchte diese Lüge haben. Ich möchte dir abnehmen, was unwahr, zerbrochen und ungenügend in deinem Leben ist. Dafür bin ich gekommen“, sagte Jesus. Soweit die Geschichte. Ich stelle mir vor, dass der kleine Felix zuerst etwas verwirrt und erstaunt und dann sehr froh war. Denn die Freude stellt sich doch ein, wenn Last abgenommen und Liebe aufgenommen wird. Und das erfuhr Felix, als er nachts vor dem Kind in der Krippe stand. Ich wüsche uns, dass wir in den kommenden Festtagen – und über sie hinaus – froh werden auf unserem Weg zur Krippe.
Theologe Jaime Jung
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JOREV LUTERANO DEZEMBRO 2007
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Anúncios Comunitários Neste espaço, a Comunidade pode compartilhar os momentos significativos da vida cristã, como Nascimento, Batismo, Confirmação, Benção Matrimonial, Bodas e Sepultamento. Entre em contato conosco! ENCONTRO DA FAMÍLIA LAMB 180 anos no Brasil A Comissão Organizadora do 8º Encontro Nacional da Família Lamb e descendentes tem a honra de convidá-lo para que a sua família participe deste evento a ser realizado nos dias 15 e 16 de Dezembro de 2007 no Centro de Eventos de Marechal Cândido Rondon, Paraná. Nesta oportunidade estaremos festejando os 180 anos da vinda para o Brasil do Patriarca Johann Peter Lamb e sua Esposa Elizabetha Oehl com seus 6 filhos. Mais informações e inscrições: (45) 3279 1202 (Horário Comercial) E-mail: familialamb@yahoo.com.br Comissão Organizadora: Arlildo Lamb / Arnold Lamb Comissão de Divulgação: Fabiano Lamb
A família Loose comunica o falecimento de
MINNA NEUMAN LOOSE Nascida aos 5 de maio de 1919, em Santa Maria do Jetibá/ES, casou-se com o Sr. Bernardo Loose, com quem teve três filhos e três filhas, e faleceu no dia 31 de julho de 2007, deixando enlutados filhos e filhas, netos, bisnetos, um tataraneto e demais parentes. A família agradece aos Pastores Leonardo Ramlow, Geraldo Graf e Ismar Achiefelbein, da Paróquia Colatina, pelo apoio espiritual deles recebido. Vivam alegres com a esperença que vocês têm; tenham paciência nas dificuldades e nunca deixem de orar (Rm. 12.12).
Nota de Falecimento
WALI MARTINA MÜLLER Nascimento: 01.01.1935 Falecimento: 11.09.2007 Quantas vezes em nossa vida temos que nos despedir e como é doloroso desfazer-nos do que nos é caro... Dar-te adeus é algo inadmissível!!! Por isso, diremos apenas até logo, na esperança de nos reencontrarmos na companhia do Criador. Apesar de tudo, levaremos em frente e conservaremos teu legado, agindo conforme nos ensinaste, sendo humildes, fraternos e compassíveis. Deixará saudade amada esposa, mãe, sogra, avó e bisavó. A família agradece todo apoio recebido da Comunidade Evangélica em Santa Cruz do Pinhal neste momento tão difícil e, em especial, ao Pastor Daniel pelas palavras de conforto. Bondade e misericórdia me seguirão todos os dias de minha vida; e habitarei na casa do Senhor para todo sempre (Salmo 23.6).
Todesanzeige
Hiermit geben wir allen Verwandten, Freunden und Bekannten die traurige Nachricht bekannt, daß unsere liebe Mutter
ALDA OLGA MILDRADT BERGER am 16 März im Alter von 89 Jahren, 4 Monaten und 16 Tagen für immer von uns gegangen ist. Die trauernden hinterbliebenen Söhne, Schwiegertöchter, Enkelkinder und ein Urenkelkind danken alle, die uns in den lezten Stunden beigestanden haben. Carlos Alberto Berger und Lisani Dieter Edgar Berger und Vera Roger Fabiano Berger und Daniela mit Letícia Viviane Berger Dieter Edgar Berger Júnior und Jaqueline Djonatan Ravel Berger Olga Röpke
Benção Matrimonial
Gabrielly Ramlow Allende e Luiz Gustavo Allende Realizou-se, no dia 19 de outubro de 2007, em Igrejinha/RS, a bênção matrimonial de Gabrielly Ramlow Allende e Luiz Gustavo Allende. A celebração foi realizada pelos Pastores Jair Hoch e Carlos Dege teve como reflexão o texto bíblico de 1Co 13.7 Quem ama nunca desiste, porém suporta tudo com fé, esperança e paciência. O texto foi inspirado pelo convite do casal Depois de andarmos por diversos e diferentes caminhos, nos encontramos. Envolvidos por um único e sincero amor, decidimos viver um para o outro e ambos para Deus. Que Deus esteja com o casal e que o Espírito Santo possibilite tudo aquilo que foi prometido por ambos durante a cerimônia!
SOMOS PRESENTEADOS POR DEUS! Quer conhecer melhor a Bíblia? Então participe do Retiro, em Gramado/RS, nos dias 13 a 17 de fevereiro de 2008, sobre o tema Somos presenteados por Deus! Palestrantes: P. Martin Weingaertner, P. Alcides Jucksch, P. André Müller e Professor Claudio Gernhard. Favor dirigir a sua inscrição para Gertrudes Mattes - Caixa Postal 2716 - Bairro Lomba Grande - Cep 93.490-990 - Novo Hamburgo/RS. Maiores informações pelo telefone (51) 3596.1131
1º ENCONTRO DA FAMÍLIA HEMPE Data: 30 de dezembro de 2007 Local: Condor / Pavilhão da Igreja Evangélica de Confissão Luterana Contatos: (55) 3375 7533 - Hugo e Carmen Hempe E-mail: familiahempre@gmail.com Blog: www.hempe.blogspot.com
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Gente Luterana
O Sínodo Uruguai, formado por 19 Paróquias, 180 Comunidades e quase 10 mil famílias-membro, cuja ênfase missionária é formação, informação, comunicação, visitação pastoral, capacitação, animação e auto-sustentabilidade, está representado nesta Editoria por Cleci Koch e Manfredo Salfner
Fé em harmonia
Promovendo a vida
Pertencente à Comunidade Evangélica de Erval Seco/RS, Cleci Terezinha Koch, 58 anos, Professora aposentada, tem muito orgulho da nossa Igreja e de fazer parte de uma família luterana. “Meu esposo, Arri Koch, é amante da IECLB, companheiro de todas as horas, grande incentivador na minha caminhada e compreensivo nos momentos em que preciso me ausentar do lar para o meu trabalho e ações sociais. Nossa filha, Margareth, e nosso genro, André Carlos, são praticantes e atuantes na fé, tanto no trabalho quanto fora dele. Nossos netos, Ícaro e Andressa, desde os primeiros anos de vida, também são comprometidos com a Igreja, participativos no culto infantil e têm o dom de cantar, exercitado no coral infantil da Igreja, e Ícaro também no Coral municipal”, conta a esposa, mãe, sogra e avó coruja, para quem a família é a razão da vida. Com graduação em Ciências Físicas e Biológicas e Extensão Universitária em Gerontologia, Cleci, Teurapeuta Alimentar e Fitorerapeuta, acredita que a
Sejamos mais ousados, sejamos discípulos de fato parte pedagógica ajude nas atividades, pois possibilita atuar na formação e orientação em terapias alternativas que promovem vida longa, saudável e com qualidade. Um marco nos seus
estudos foi a participação no Curso de Teologia Popular “Confesso que, a partir deste curso, passei da participação passiva à ativa, atuante. O curso transforma, pois, quando se é comprometido com a vida, todo o momento é oportunidade para proclamar a fé. Tudo o que faço é pensando no ser como alguém especial, criatura de Deus, sendo a natureza parte da existência da criação de Deus”. Desde seus 13 anos, Cleci começou a trabalhar com Culto Infantil. Depois, Ensino Confirmatório e Coordenação de Casais Paroquial e Sinodal, juntamente com seu esposo, Presidente Paroquial. Atualmente, faz parte do Conselho Regional de Saúde e Municipal da Paróquia, coordena o setor de Terceira Idade e Saúde Integral no Sínodo, participa na Coordenação de Diaconia no Sínodo, é membro do Conselho de Formação e Diaconia e representante da Mulher Luterana. A motivação de Cleci para desenvolver todas estas atividades, muitas vezes, ausentando-se da companhia da sua tão amada família, é promover a vida, compartilhando o seu conhecimento sobre tudo aquilo que é livre de agrotóxicos e, assim, ajudar a cuidar da criação de Deus, lutando pelo integral, natural e ecológico. Esta é a sua maneira de
promover a formação espiritual e ecológica de forma continuada. “Meu sonho é que se possa chegar mais próximo dos membros, levar a conhecer melhor a IECLB, suas ações e seus desafios, que sejamos mais ousados, anunciando o que se faz e tem como promoção da vida e do reino de Deus. Que sejamos discípulos de fato”, deseja.
Manfredo Salfner, Presidente do Sínodo Uruguai e da Paróquia Evangélica de Cunha Porã, 63 anos, casado com Laurita e pai de Andréas e Evelyn, expressa a sua fé cotidianamente pela obediência aos mandamentos, pela vida de oração, pelo exemplo e por acreditar que diariamente somos protegidos e acompa-nhados pelo amor de Deus. “Sou produtor rural e tenho certeza de que sou abençoado por Deus por desfrutar de saúde para o trabalho e de disposição para auxiliar na Igreja em suas diferentes atividades”, crê Manfredo, que somou a experiência adquirida no Sindicato dos Pequenos Agricultores à simplicidade da vida no campo para relacionar-se bem com pessoas de diferentes condições, facilitando muito a caminhada de Presidente da Paróquia de Cunha Porã, bem como de Presidente do Sínodo Uruguai, uma vez que é necessário muito diálogo e bom entrosamento com os membros das nos-
sas Comunidades. Na IECLB, luterano de berço, o Presidente do
Sínodo Uruguai começou cedo. “Sempre fui levado pelos meus pais à Igreja, participei do Culto Infantil, do Ensino Confirmatório e do Grupo de Jovens, sendo Presidente em várias ocasiões. Posteriormente, fui eleito Presidente da Paróquia e, por fim, Presidente do Conselho Sinodal, em dezembro de 2006”, conta. Com a responsabilidade de presidir as reuniões do Conselho Sinodal e da Diretoria Sinodal, Manfredo explica que a sua função é representar o Sínodo nas mais diversas atividades, dar atenção ao clamor das Paróquias, promover o bom entrosamento dos diversos segmentos da Igreja e investir na formação e na missão da Igreja. “Também entendo que a minha função deve ser de motivador e de auxiliador das Comunidades, ajudando a resolver conflitos quando estes surgirem”, completa. Há desafios no Sínodo Uruguai e os principais são harmonizar as diferentes ênfases teológicas para que todos se unam em prol da evangelização e ajudar a criar meios de vida digna para todos. De onde vem a motivação de Manfredo? “Minha principal motivação é ver os membros da nossa Igreja mais comprometidos com o Evangelho. Meu sonho é ver a Igreja crescendo em números e em qualidade. Ver os membros criando paixão
Sonho em ver a Igreja crescendo em números e em qualidade pela Palavra de Deus para que nossas Comunidades, cheias de vida e alegria, sejam instrumentos de paz e reconciliação em nossos dias”.