LUTERANO
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JOREV LUTERANO NOVEMBRO 2007
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JOREV
JORNAL EVANGÉLICO LUTERANO - IGREJA EVANGÉLICA DE CONFISSÃO LUTERANA NO BRASIL - ANO 36 - NOVEMBRO DE 2007 - Nº 701 Tema: No poder do Espírito, proclamamos reconciliação
Lema: Não podemos deixar de falar das coisas que vimos e ouvimos (Atos 4.29)
Nos acordes da Musicoterapia Renovando lideranças
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As Sagradas Escrituras
Profissionalismo feminino
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Editorial
Diversidade e harmonia A partir dessa edição, pelas próximas dezoito edições, vamos trazer nas Editorias Ministério, Presbitério e Gente Luterana representantes do mesmo Sínodo, de forma a mostrar a enorme diversidade e riqueza presentes na nossa IECLB, proporcionando uma fantástica troca de experiências entre os Sínodos. Por sorteio, começamos esta série pelo Sínodo Sul-Rio-grandense, representado, aqui, pelo Pastor Samuel Armbrust, pelos Presbíteros Delmar Antônio Raupp e Arildo Tessmann e pela Presbítera Nair Timm Wiegand, que contam um pouco sobre a sua trajetória pessoal, a caminhada na IECLB, além das metas, sonhos e dificuldades envolvidos em ser Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, conforme a realidade do Sínodo. Simbolizando a nossa união como Igreja, apresentamos, nas páginas centrais, Editoria Unidade, os Tesoureiros
Sinodais da nossa Igreja, pessoas altamente comprometidas com a correta administração dos recursos da IECLB, uma Igreja em busca da sua autosustentabidade. Na Editoria Mulheres, como de costume, está a OASE, com suas participantes sempre ativas, criativas e fiéis ao lema comunhão, testemunho e serviço, além de notícias e o debate referente à participação das mulheres nos órgãos diretivos da IECLB. Fé Luterana, de maneira a estimular a reflexão sobre a Bíblia, que alguns chamam de bússola, outros, de mapa, traz uma abordagem esclarecedora sobre as Escrituras, que devem, acima de tudo, ser lidas com fé, respeito e humildade, encontrando entusiasmo para cumprir a nossa missão. Com a morte, Para onde vamos? Que lugar é este? Podemos ir também? Afinal, quem
vai? Num texto interessante o provocativo, o P. Teobaldo Witter, utilizando estes tradicionais questionamentos, conta uma bonita história na Editoria Geral. Música, uma comunicação sublime, é o título da matéria da Editoria Comportamento, inspiradora da nossa capa, que mostra que a música, além de trazer arte e beleza para a nossa vida, também pode representar saúde. Aliás, são vários os instrumentos em uma orquestra, são vários os Músicos que tocam em uma orquestra, contribuindo com seus dons em prol de uma mesma causa. Assim é a nossa IECLB: exuberância e multiplicidade de instrumentos, sons, talentos e pessoas, mas que buscam, em nome da causa do Senhor, produzir uma mesma música bonita, verdadeira harmônica e inspiradora.
Canal direto
grandense e da Comissão Constituinte da IECLB, que elaborou a Constituição atualmente em vigor. Atualmente, Silvio é suplente do Sínodo Sul-Riograndense no Conselho da Igreja e membro das bancas que examinam os bacharéis em Teologia para o ingresso no PPHM da IECLB. Licenciado e Mestre em Matemática, Silvio Brauch é Professor aposentado da UFPEL, mas ainda leciona na FAFOPEE, em Camaquã/RS, profissão que exerce desde 1963. Quando residia em São Lourenço do
Sul, o Presbítero fazia a entrega da Folha Dominical pessoalmente, pois não havia entrega pelos Correios. Em Pelotas/RS, é Agente há muitos anos e, sempre que possível, faz campanhas para conseguir mais assinaturas para o jornal da nossa Igreja. “Gosto de trabalhar para o Jorev e também aprecio a leitura, pois há notícias sobre pessoas e regiões que conheço, além, é claro, dos artigos e meditações. Também leio a parte em alemão”, relata o Agente do Jorev.
O Agente do Jorev Luterano Silvio Brauch, natural de São Lourenço do Sul/ RS, membro da Comunidade Evangélica São João de Pelotas, já foi Presidente da Comunidade São João, da Paróquia de Pelotas, do Conselho Sinodal do Sínodo Sul-Rio-
CARTAS Jorev
Luterano IECLB Jornal da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil www.luteranos.com.br PASTOR PRESIDENTE P. DR. WALTER ALTMANN SECRETÁRIO GERAL P. DR. NESTOR FRIEDRICH JORNALISTA RESPONSÁVEL LETÍCIA MONTANET-REG. PROF.: 10925 ADMINISTRAÇÃO / COMERCIAL CRISTIANO HENRIQUE LAMB CARTAS - SUGESTÕES DE PAUTA ARTIGOS - ANÚNCIOS FAMILIARES E ANÚNCIOS COMERCIAIS RUA SENHOR DOS PASSOS, 202/3 90.020-180 - PORTO ALEGRE/RS FONE: (51) 3227.1258 FAX: (51) 3225.7244 E-MAIL: jorev@ieclb.org.br SECRETARIA GERAL - IECLB FONE: (51) 3221.3433 ASSINATURA ANUAL - 11 EDIÇÕES R$ 18,00
Queridos amigos do Jorev Gostei muito da matéria com o meu relato de vivência luterana, pois, desta forma, esperamos que mais mulheres vejam que não é preciso ser Dra. nem tampouco ter grandes títulos quando se quer contribuir pelo bem comum, não acham? Abraços da Ieda Ieda Radünz Porto Alegre/RS Redação do Jorev Leio o Jornal Evangélico Luterano desde os 12 anos de idade, portanto, há 48 anos! Na época, era o Sontags Blatt e, mais tarde, a Folha Dominical. Desde então, somos amigos inseparáveis. Também, quem pudera, crescemos juntos! Inclusive, foi nele que aprendi a ler em alemão. Apenas como sugestão, penso que o Jorev poderia divulgar ainda mais as Comunidades do interior. Abraços a todos, Nelsi Lindemann Colorado/RS
Este espaço é seu A sua opinião é fundamental no nosso trabalho. Conhecer suas preferências, ouvir suas dicas de pauta, suas sugestões para o jornal e seus comentários sobre as nossas matérias é muito importante para que possamos sempre oferecer um Jorev melhor para você. Faça o seu Jorev. Escreva para nós e participe! Rua Senhor dos Passos, 202/3º 90.020-180 – Porto Alegre/RS ou jorev@ieclb.org.br Estamos esperando seu contato! Capa - A foto mostra Daniel Rodrigo Hunger, Pianista com Licenciatura em Música pela Ufrgs. Atualmente Professor do ensino técnico da Escola Sinodal de Educação, além de Professor auxiliar e Técnico em Áudio na EST, atua principalmente nos temas Música e Tecnologia, Instrumentação Musical, Educação Musical e Coordenação de grupos de Música Popular Brasileira. Leia matéria sobre Musicoterapia na página 13.
Diário da redação Grupos de Convivência Os Grupos de Convivência da Escola Superior de Teologia (EST), em São Leopoldo/RS, foram criados em 2006 como um espaço de acolhida e partilha para os alunos do primeiro e do segundo ano da faculdade de Teologia.
Com seis grupos que se reúnem quinzenalmente, acompanhados por um Professor e um estudante veterano, os estudantes definem o espaço como um lugar especial para compartilhar alegrias, tristezas, tirar dúvidas de fé e celebrar. Sob a coordenação geral da Pastora Ms. Iára Müller, da Pastoral da EST, e da Diaconisa e Psicóloga Hildegart Hertel, os grupos buscam reunir os estudantes novos em grupos pequenos, para trabalhar mais intensamente a sua espiritualidade, um desejo antigo na EST.
Dia Internacional da não Violência contra a Mulher O Fórum da Mulher Luterana é um dos grupos de reflexão de mulheres da IECLB. Constituído em 1990, seu principal tema de estudos é a violência contra a mulher. Ao longo da sua existência, o Fórum da Mulher Luterana promoveu diversos encontros entre mulheres de diferentes grupos da Igreja a fim de promover o debate e a informação sobre a violência doméstica. Um excelente material de apoio tem sido o caderno da Federação Luterana Mundial (FLM) As mulheres dizem não à violência contra a mulher, traduzido para o português. Com o auxílio de pessoas da Diaconia e Grupos de Gênero, o Fórum da Mulher Luterana também pretende elaborar uma cartilha como material de apoio a grupos de mulheres para trabalhar no dia 25 de novembro, por isso convidamos Obreiros e Obreiras a trabalharem este assunto com os grupos e fazerem menção em suas prédicas neste domingo, 25 de novembro, Dia Internacional da não Violência contra a Mulher.
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Curtas
25 anos de caminhada No domingo, 5 de agosto, os 25 anos do Ponto de Pregação Rocio, em Petrópolis/RJ, foram comemorados com um belo culto. O fato é significativo não só pelo tempo, mas especialmente pelos
integrantes desse grupo: pessoas muito simples, inclusive algumas que nem sabem ler, mas fiéis na sua participação. “Como Comunidade Evangélica de Petrópolis, nos alegramos com esses irmãos. Fomos em caravana até o local de culto, uns de carro e outros de ônibus, e pudemos celebrar a graça de sermos evangélicos luteranos nessa localidade. São 25 anos de caminhada em que não faltaram dificuldades e momentos de alegria, mas, acima de tudo, nunca faltou o amor de Deus para com o nosso povo”, comemora o Pastor Telmo Noé Emerich. __________.....__________ Encontro de mulheres em Limeira Cerca de 200 mulheres de várias Comunidades luteranas ligadas às Uniões Paroquiais de Campinas/SP e São Paulo/SP estiveram reunidas no dia 25 de agosto, em Limeira/SP, no encontro promovido pela coordenação do trabalho com mulheres da UP
Campinas, a cargo de Erica Bentlin, e do Orientador Teológico, P. Germanio Bender, de Limeira. Também esteve presente a Presidente Sinodal da OASE do Sínodo Sudeste, Olga Kappel Roque, que viajou de Juiz de Fora/MG especialmente para participar do encontro. Na palestra O que significa ser mulher virtuosa em nossos dias?, a Pa. e Psicoterapeuta Sueli Inhauser, de Campinas, observou que Provérbios 31, assim como toda a Bíblia, surgiu num contexto extremamente machista e que mesmo assim é um texto revolucionário, pois dá destaque e valor à mulher. No encontro, foram escolhidas a Coordenadora, Maria Elizabete Santana, e a Vice-Coordenadora, Maria de Lurdes Schaefer, da OASE na União Paroquial de Campinas para o biênio 2008-2009. Para Orientador Teológico, foi escolhido o P. José Alencar Lhulhier.
As Crianças desta Terra Foi lançado no dia 25 de agosto, no Dia do Ex-Aluno do Instituto Educação Ivoti/RS, o CD As Crianças desta Terra, com 34 canções cristãs para crianças. A obra é uma remasterização da fita lançada há mais de 20 anos, na época muito bem recebida e elogiada por profissionais da música no meio luterano, como Isolde Frank, do Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Hans Günther Naumann, então Regente da Orquestra de Ivoti, e Pastor Walter Dörr, Flautista, ex-integrante do renomado coral de meninos Thomanerchor, da Thomaskirche, em Leipzig, Alemanha. Todas as canções são interpretadas por Roswitha Wachholtz, já os arranjos, a execução instrumental e a produção geral, assim como a atual remasterização para CD, ficaram por conta de Walter Schlupp, Violinista da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre/RS, preservando a atualidade e promovendo a integração de pessoas de diferentes origens e etnias. __________.....__________ Comemoração no Vale do Itajaí O Parque Vila Germânica foi o local escolhido para a celebração do Dia da Igreja, que comemorou os 150 anos do primeiro culto realizado no Vale do Itajaí, os 130 anos da Igreja do Espírito Santo e os 100 anos da maior instituição de mulheres do País, a OASE, no domingo de 26 de agosto.
Uma abertura multimídia apresentou a colonização do Vale do Itajaí, iniciada em 1850, foi lançado o livro Centenário da Sociedade Evangélica de Senhoras de Blumenau, escrito pelo P. Meinrad Piske e por Brigitte Rosembrock, a Fundação ISAEC homenageou o trabalho da OASE com um CD de canções e os Correios lançaram um selo em comemoração ao centenário. Uma grande celebração de Ação de Graças reuniu os quase três mil participantes numa profunda reflexão com liturgia coordenada pelos P. Valmor Weingartner e P. Breno Carlos Willrich e benção encaminhada pela Pa. Sinodal Mariane Beyer Ehrat.
Desfile festivo em Blumenau Os 157 anos de presença luterana no Vale do Itajaí e o aniversário do município de Blumenau/SC foram comemorados no dia 2 de setembro. Autoridades municipais, estaduais e eclesiásticas se reuniram no Mausoléu Dr. Blumenau para homenagear o colonizador da região, Hermann Bruno Otto Blumenau. Mais de cinco mil pessoas assistiram ao tradicional desfile de aniversário em que a IECLB contou os 150 anos do primeiro culto realizado pelo Pastor Rudolf Oswald Hesse, a Pastora Sinodal Mariane Beyer Ehrat e a Presidente do
Sobe 15 de novembro - Proclamação da República Brasileira, evento que instaurou a República derrubando a Monarquia, em 1889, no Rio de Janeiro, então capital do país.
Desce A maneira como alguns políticos estão conduzindo a administração brasileira, esquecendo-se da ética e do compro-misso moral e cívico assumido com os eleitores.
Ofertas Nacionais Conselho Sinodal Léa Stange de Oliveira carregaram o brasão do Sínodo Vale do Itajaí, relembrando uma série de ações que a Igreja faz na região, as Paróquias mostraram, em forma de maquete, as igrejas que estão no município e os trabalhos realizados em cada um dos bairros e a OASE comemorou os seus 100 anos mostrando o início dos trabalhos. __________.....__________ MEUC completa 80 anos de atuação Com a participação de 1500 pessoas, a Missão Evangélica Cristã (MEUC) comemorou seus 80 anos de atuação no Brasil, no dia 9 de setembro, em Panambi/ RS. O evento contou com a presença de autoridades eclesiásticas e civis, entre elas, o Presidente da MEUC, Erno Dietterle, o Diretor Executivo, Miss. Hans Fischer, o Pastor Sinodal do Sínodo Planalto Rio-grandense, P. João Willig, e o Prefeito de Panambi, Delmar Hinnah, além de visitantes dos 21 Distritos missionários da MEUC no Brasil, bem como da entidade irmã do Paraguai, Unión Evangélica del Paraguai (UNEPA).
O tema da comemoração foi inspirado no livro de Ex. 14.15 Diga ao povo que ande. Para registrar testemunhos do agir de Deus ao longo destes 80 anos e motivar novas gerações à missão, na data especial também foi lançado um livro comemorativo sobre a História da MEUC, elaborado pelo Miss. Lodemar Schlemper.
5 de novembro 22º Domingo após Pentecostes Projeto apoiado pelo Fundo de Missão no Sínodo Mato Grosso A partir da vontade de Deus, o Projeto Missionário da IECLB em Santarém, prestes a completar dois anos, tem se revelado gratificante e desafiador. Gratificante pelo agir de Deus em nosso meio, transformando vidas, consolando e animando em meio às adversidades, sustentando e fortalecendo a Comunidade e chamando pessoas a uma fé viva e ativa. Desafiador no sentido de encontrar o espaço na região, buscar a melhor maneira de testemunhar o jeito luterano de vivenciar a fé e o Evangelho de Jesus Cristo. As ofertas são fundamentais para a continuação e manutenção do projeto, para que os membros e a Comunidade sejam testemunhas fiéis do Senhor em Santarém. 11 de novembro Antepenúltimo Domingo do Ano Eclesiástico Trabalho com Jovens na IECLB Os jovens na IECLB necessitam de acompanhamento, treinamento, motivação e formação para que cheguem a ser Comunidade também amanhã. As ofertas deste dia, sinais concretos de esperança, confiança e compromisso com a juventude, auxiliam em Encontros Nacionais da JE, Congressos, produção de materiais para os grupos e propostas de formação de lideranças jovens em âmbito nacional.
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Atualidade
Igrejas parceiras se encontram
Reunião durante a consulta entre IECLB e ELKB, realizada em junho, na Alemanha
A cada dois anos realiza-se uma consulta entre a Igreja Evangélica de Confissão Luterana (IECLB) e a Igreja Evangélico-Luterana na Baviera (ELKB). Neste ano, a consulta aconteceu nos dias 26 a 29 de junho, na cidade de Rothenburg o.d. Taube, na Alemanha. Representaram a IECLB o P. 2º Vice-Presidente, P. Carlos Möller, o Presidente do Conselho da Igreja, Milton Laske, o Secretário Geral, P. Dr. Nestor Friedrich, o Secretário do Ministério com Ordenação, P. Ms. Edson Streck, e o Secretário de Formação, P. Dr. Romeu Martini. Da parte da Igreja na Baviera, participaram OKR Michael Martin, Presidente do Conselho Sinodal, Heide Schülke, KR Thomas PrietoPeral, KR Wolfgang Döbrich e Dorothea Droste. “O pano de fundo desta consulta
foi o tema Sociedade em mudança e o papel da Igreja. Não é demais registrar a importância estratégica desta consulta para ambas as igrejas. Trata-se de um momento de avaliação das caminhadas feitas até aqui, troca de experiências, reflexão acerca dos desafios que devem ser enfrentados e das perspectivas futuras pelas quais esta parceria irá trilhar. Não menos importante foi o compartilhar do momento atual de cada uma das igrejas”, avaliou o P. Nestor Friedrich, Secretário Geral da IECLB. Desta última consulta, resultaram inúmeros desafios e também tarefas. Dentre as tarefas está a meta da IECLB fazer, até 2009, juntamente com a igreja parceira, uma revisão do acordo atualmente em vigor considerando as novas demandas que existem para as igrejas. Houve consenso de que é
necessário trabalhar estrategicamente e de forma planejada nesta parceria. Há demandas que são comuns, como, por exemplo, o desafio da formação na fé dos membros e da formação das lideranças em nossas igrejas Como proclamar o Evangelho num mundo cada vez mais secularizado? “Para nossos parceiros da Baviera, é fundamental que os Pastores Sinodais sejam integrados na parceria. Há inúmeras parcerias que já acontecem entre diferentes Comunidades da IECLB com Comunidades na Alemanha. Como estas inúmeras parcerias poderiam ser articuladas de forma a agregar valor à parceria que acontece em nível institucional e, inclusive, ajudar a aprofundá-la? foi um questionamento importante. Outra área que apresenta belas perspectivas é o intercâmbio de voluntários, isto é, a vinda de jovens da Alemanha para um período de um ano no Brasil. Por parte dos nossos irmãos e irmãs da Baviera, há grande interesse em saber como a IECLB está avaliando os sete anos de PAMI e como dará continuidade a este programa. Também olham com muita atenção para os nossos projetos missionários e as suas perspectivas”, relata o Secretário Geral. E m no vembro , a EL KB e s tar á promovendo uma consulta com todas as igrejas com as quais tem parcerias, na cidade de Neuendettelsau, onde se localiza o Centro Missão Eine-Welt. O tema que norteará esta consulta será o documento Missão e Contexto, da Federa çã o Lute r an a M u n dial (FLM).
Compromisso das igrejas parceiras A Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil e a Igreja Evangélico-Luterana na Baviera, como membros no corpo de Cristo, são parte da Igreja una de Jesus Cristo neste mundo. Ambas as Igrejas se sabem unidas em comunhão desde há muitos anos. Compartilhando os bens espirituais e materiais que lhes são confiados, elas querem continuar se apoiando e acompanhando mutuamente através de cooperação a mais intensa possível. As igrejas parceiras querem aprender uma da outra compartilhando suas experiências e conhecimentos nas áreas de Teologia, missão, construção de Comunidade e diaconia. Querem assumir responsabilidade de uma para com a outra e aprofundar as relações de parceria em todos os níveis da igreja, preenchendoas com vida. As igrejas parceiras destacam seu compromisso específico com a dimensão missionária da igreja e a sua implementação. Nisso, para a IECLB e para a ELKB, merecem interesse especial: - o desenvolvimento de propostas de igreja missionária; - o compartilhar de experiências e resultados alcançados; - o acompanhamento mútuo no trabalho missionário, também em termos de ajuda material e pessoal; - o envolvimento mútuo no debate teológico-missionário.
A dor da vergonha Em final de setembro, os jornais gaúchos estampavam chacinas ocorridas em famílias do interior do Rio Grande do Sul. ‘A violência quebra a harmonia do interior’, diz Zero Hora, referindo-se a uma localidade chamada Alegria. Alegria está triste porque a tragédia se abateu sobre a família Heinemann. A casa incendiada pelo ex-marido, que matou a filha Camily, os sogros e depois cometeu suicídio, deixou quatro corpos carbonizados e a ex-esposa viva para sofrer mais. Dois aspectos importantes vinculam a família à nossa Igreja, conforme a reportagem, que mostra uma mensagem em um papel colado na porta da casa A paz esteja nesta casa e acrescenta que buscar é peregrinar, é sair de sua casa, de seu cotidiano, de seu eu, concluindo Sou feliz. Frisa que os Heinemann eram religiosos e freqüentavam a Igreja Evangélica de Confissão Luterana. Ele batia os sinos da igreja e ela era a rainha do grupo de Idosos do distrito Espírito Santo. A tragédia que deixou Cláudia com uma grande dor é sinal de outras tragédias que envolvem evangélico-luteranos, que até há pouco tempo não apareciam nas páginas policiais. Não está longe o caso Richthofen cuja filha, Suzane, com ajuda do
namorado e seu irmão, matou os pais enquanto dormiam. A mansão na qual a violência ocorreu demonstrava ser de pessoas bem situadas economicamente. Num certo dia do ano passado, abro o jornal local e lá encontro o nome de um ex-confirmando. Parece que o temor dos pais a respeito de seu caçula se tornou realidade 18 anos após a Confirmação Pastor, converse mais
Cada grupo humano acredita na moeda falsa do seu sonho com nosso filho. Ele já anda com um revólver emprestado e com pessoas violentas. Os Butzke eram fiéis participantes da nossa Igreja. Gente trabalhadora e honesta, mas com dificuldades em lidar com o mundo urbano da periferia onde moravam. Seu filho envolveu-se com gente fora da lei. Mais recentemente, um primo em segundo grau é baleado pela polícia, após o assalto a um Banco, pela quadrilha da qual fazia parte. Dias depois, morre no hospital. Desta vez, o rapaz não conseguiu escapar, disseme o Pastor daquela Comunidade, sinal de que em
tantas outras vezes os policiais foram condescendente com ele. Nestes casos, à dor da morte é acrescida a dor da vergonha, pois ainda é moeda corrente em nosso meio de que estas coisas só acontecem com os outros, ‘gentinha de vila’, ou com ‘aqueles que não querem trabalhar, vagabundos’. Certa vez, um Antropólogo francês disse que cada grupo humano acredita na moeda falsa do seu sonho. Nossas famílias e nossas Comunidades não fogem à regra, por isso precisamos conhecer esta moeda para dela nos descartarmos, a fim de transformarmos a vergonha em solidariedade. Graças a Deus, o apóstolo Paulo nos mostra uma outra moeda Pela graça que me foi dada, digo a cada um dentre vós que não pense de si mesmo além do que convém; antes, pense com moderação, segundo a medida da fé que Deus repartir a cada um (Rm. 12.3).
Dr. Oneide Bobsin Pastor da IECLB e Reitor da EST
Presidência
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A visitação como prioridade De longa data, o tema da visitação constitui-se num dos assuntos mais recorrentes na IECLB. Em muitos espaços, ele surge com grande distinção. Sua importância fica realçada quando, por exemplo, no portal da IECLB, aparece como uma das expectativas de maior incidência por parte das Paróquias em relação ao futuro Obreiro ou Obreira. Aspiração semelhante pôde ser sentida durante a realização da 6ª Convenção Nacional do Homem Evangélico Luterano, ocorrida nos dias 29 e 30 de setembro, na cidade de Santa Cruz do Sul/RS. O resultado do trabalho em grupos também apontou para a urgência de uma ação planejada em que a visitação seja uma das prioridades na IECLB. Na medida em que muitos segmentos estão a apontar para o tema da visitação como uma das necessi-
dades mais urgentes no atual momento da IECLB, essas manifestações precisam ser ouvidas, acolhidas e interpretadas como um desafio a ser enfrentado por Obreiros, Obreiras e lideranças comunitárias. O clamor que se faz sentir
O tema visitação tem espaço privilegiado e central em muitos textos bíblicos através dos membros em torno do tema da visitação não pode ser abafado ou negligenciado, pelo contrário, precisa ser acolhido com uma expressão legítima de que algo muito importante para a vida das pessoas está deficiente na vivência comunitária. Na bíblia, o tema da visitação encontra espaço privilegiado e central em muitos textos, como, por exemplo, Jesus visita a sogra de Pedro que estava doente
Acompanhamento a Obreiros
Presidência da IECLB reúne-se com a Pastora e os Pastores Sinodais para avaliar a caminhada
A reunião da Presidência com a Pastora e os Pastores Sinodais aconteceu de 11 a 14 de setembro, em Rodeio 12/SC. No encontro, estiveram presentes o Pastor Presidente da IECLB, Dr. Walter Altmann, o Pastor 1º Vice-Presidente, Homero Severo Pinto, o Pastor 2º Vice-Presidente, Carlos Möller, o Secretário Geral, Pastor Dr. Nestor Friedrich, Pastores Sinodais, Secretários e Assessores, com o objetivo de compartilhar informações e tratar de inúmeros assuntos, entre os quais o Plano de Ação Missionária (PAMI), o documento da Federação Luterana Mundial (FLM) sobre Família, Matrimônio e Sexualidade, a consulta realizada recentemente sobre a atuação da Missão Evangélica União Cristã (MEUC) na IECLB e o diálogo com centros de formação. “Os encontros da Presidência com a Pastora e os Pastores Sinodais são
muito importantes na caminhada da Igreja, pois esse colégio compartilha a responsabilidade de condução teológica, espiritual e pastoral da IECLB, ou seja, está diretamente voltado para a própria finalidade do ser Igreja. É uma oportunidade para refletir em conjunto sobre a trajetória, o m o m e nto, as alegrias e os desafios da IECLB”, avaliou o Pastor Presidente da IECLB, Dr. Walter Altmann. Assuntos como o acompanham e n t o pas toral a Obreiros , O b r e i r a s e s uas f amílias , bem como o plano de ação missionária e os projetos de missão receberam atenção especial na reunião deste a n o . “ O objetivo princ ipal d a reunião é buscar maior sintonia de orientação e uma conjugação de esforços entre a Direção da Igreja e os Sínodos”, confirmou Altmann.
(Mt 8.14-15), a Zaqueu, o publicano desprezado (Lc 19.1-10), as irmãs enlutadas pela morte de Lázaro (Jo 11.1-46), enquanto Paulo convida a Barnabé para visitar os irmãos (At 15.36). Num passado recente, o tema da pastoral da acolhida foi objeto de reflexão em muitas Paróquias e priorizado em seus planejamentos. Neste momento, em consideração às muitas manifestações acerca da necessidade de visitação, somos desafiados a retomar o tema da pastoral da acolhida e a considerá-lo com especial atenção na reflexão e no planejamento comunitário.
P. Homero Severo Pinto Pastor 1º Vice-Presidente da IECLB
Experiências de paz nos Estados Unidos Líderes de igrejas e comunidades em situações de violência em Nova York, Filadélfia, Washington D.C. e Nova Orleans compartilharam suas experiências com uma equipe ecumênica internacional que visitou os Estados Unidos entre 15 e 23 de setembro. Vindos do Brasil, da África do Sul, Líbano e Paquistão, os membros da equipe expressaram solidariedade às igrejas norte-americanas, enquanto ouviram sobre seus esforços na construção da paz em um contexto de violência urbana marcado por armas de fogo, racismo ambiental e a guerra no Iraque. Dr. Marcelo Schneider, Teólogo brasileiro especializado em Ética social ecumênica e Assessor do Pastor Presidente da IECLB, Dr. Walter Altmann, para sua função de Moderador do CMI, foi um dos participantes. A visita do grupo, chamado de ‘Cartas Vivas’, integrou a Década para Superar a Violência (2001-2011), do Conselho Mundial de Igrejas (CMI), uma iniciativa que produz alternativas pacíficas à violência. “O objetivo das visitas das Cartas Vivas é criar encontros reais por meio dos quais as igrejas ao redor do mundo tornem-se cada vez mais conscientes de suas lutas e esperanças e sejam capazes de encorajar e fortalecer umas às outras”, afirmou a Rev. Dra. Bernice Powell-Jackson, Pastora da Igreja Unida de Cristo (EUA) e Presidente do CMI na região da América do Norte. As demais equipes visitam outros lugares. As equipes ‘Cartas Vivas’ são parte do que deve ser a maior mobilização de igrejas de todo o mundo em torno da paz, que irá culminar com a Convocação Ecumênica Internacional da Paz, que vai marcar o fim da Década para Superar a Violência, em maio de 2011.
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Nova marca na OGA A Obra Gustavo Adolfo (OGA) está modernizando a sua comunicação por meio de uma mudança na sua marca e logotipia. De acordo com o seu Secretário Executivo, Pastor Rui Bernhard, a mudança busca renovar o interesse das pessoas pela organização. “A marca procura dar um novo significado à composição da cruz em relação à instituição, fazendo com que ela se integre às três letras que compõem a sigla”, afirmou. A nova marca foi adotada em julho, durante o Encontro Nacional dos Representantes Sinodais da OGA, realizado em São Leopoldo/RS. “Agora, estamos na fase de elaboração de outros materiais, como cartões de Natal, chaveiros, etc. Também estamos motivando as Comunidades a mandar confeccionar o seu banner, caso queiram dar maior destaque ao apoio da OGA”, destacou o Secretário Executivo. Para evitar distorções no padrão da arte, as Comunidades interessadas devem solicitar informações com a Secretaria Executiva da OGA pelo email ogaieclb@brturbo.com.br ou pelo telefone/fax (51) 3589.1098. AGENDA DA PRESIDÊNCI A PRESIDÊNCIA NOVEMBRO 6-9/11 Fórum Cristão Global Nairóbi/Quênia P. Walter Altmann 12/11 Diálogo pré-ordenação com aprovados/ as no Exame Pró-Ministério Porto Alegre/RS P. Walter Altmann P. Homero Pinto 14/11 Reunião Diretoria do CONIC c/ Presidências de Igrejas São Paulo/SP P. Walter Altmann P. Carlos A. Möller 15-17/11 25 anos CONIC (Seminário “Missão e Ecumenismo”) São Paulo/SP P. Walter Altmann P. Carlos A. Möller 15-17/11 Consulta Internacional da ELCA com igrejas parceiras Coronado/Costa Rica P. Homero S. Pinto 20-24/11 Consulta da Igreja Evangélica Luterana na Baviera com igrejas parceiras Nürnberg / Alemanha P. Walter Altmann P. Nestor P. Friedrich 29/11 Conselho Curador da EST São Leopoldo/RS P. Walter Altmann 30/11-01/12 Conselho da Igreja São Leopoldo/RS P. Walter Altmann P. Homero Pinto P. Carlos Möller
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Ministério
O exercício do pastorado com base nos laços afetivos de fé, esperança e amor
Pastor Samuel Armbrust, 39 anos, natural do interior de Campinas/SP, formado pela EST, é casado com Tânia. O casal tem dois filhos: Lucas, 9 anos, e André, 7 anos. Atualmente, exerce o Ministério Pastoral na Igreja Evangélica de Confissão Luterana São João de Pelotas, em Pelotas/RS. Sempre quis ser Pastor? Após realizar o Ensino Confirmatório, comecei a freqüentar o grupo de jovens, tocar violão e fazer cursos de capacitação para liderança. Nesse processo, senti um forte desejo de servir a Deus em tempo integral como Pastor, mas resistia fortemente, pois o meu projeto inicial era estudar Engenharia Elétrica. Estava terminando o curso de Eletrotécnica e fazia estágio em uma multinacional em Campinas, mas Deus mudou os meus planos. Depois de muita oração e conselhos, resolvi estudar um ano de Teologia numa escola bíblica perto de São Paulo para ver se era isso mesmo que deveria fazer. Foi então que terminei confirmando a minha vocação e, em março de 1988, me mudei para São Leopoldo/RS para realizar meus estudos na faculdade de Teologia.
Como foi o seu início no Ministério Pastoral? Em janeiro de 1996, fiz o PPHM em Canoas/RS e, em janeiro de 1997, assumi o campo de trabalho na Paróquia Evangélica de Confissão Luterana dos Chapadões, no Sínodo Mato Grosso, onde fiquei por cinco anos. Foi um tempo de muito aprendizado em uma Paróquia de Comunidades pequenas, mas com pessoas com muita vontade de servir a Deus e que me ajudaram a fortalecer a minha vocação e o amor ao Ministério Pastoral. Nesse período, minha ênfase foi o Ministério com casais e o trabalho com jovens. Procurei formar novas lideranças motivado pelo exercício do sacerdócio geral de todos os crentes, pois a edificação da Comunidade só acontece quando os membros assumem o seu papel como líderes colocando os seus dons a serviço da Comunidade. No Sínodo Mato Grosso, fui também Pastor Sinodal da OASE. São 10 anos e meio de Ministério Pastoral.
Como, então, atrair mais pessoas para a vida comunitária? Nós vivemos em uma sociedade urbana tremendamente individualista e solitária que, na sua busca hedonista, está cada vez mais doente e insatisfeita, carente de relacionamentos saudáveis e de uma vivência de fé alicerçada nos pilares da reforma luterana. Diante dessa realidade, Comunidade e Paróquia estão trabalhando para ter cultos acolhedores e inspiradores, além de oportunizar que todos os membros possam participar de um Grupo Familiar. O grupo também é a estratégia para alcançar pessoas que não participam de uma igreja cristã. Por meio do relacionamento, procuramos convidar e conquistar novas pessoas para a igreja de Jesus Cristo. Segundo Atos 5.42, os primeiros cristãos todos os dias, no templo e de casa em casa, não deixavam de ensinar e proclamar que Jesus é o Cristo.
Qual é o seu desejo e a sua motivação como Pastor? Gosto muito do meu Ministério e sonho com uma Comunidade cada vez mais viva e acolhedora, rica de relacionamentos saudáveis, que conquista a simpatia do povo para o amor de Jesus, uma Comunidade mais missionária e que se preocupa com as necessidades das pessoas ao seu redor. A minha motivação está na certeza do amor de Deus por mim. Como poderia deixar de servir a esse Deus que me ama tanto ao ponto de ter enviado o seu único filho para morrer por mim na cruz? Ela vai muito além da minha função ministerial. A motivação é fortalecida na vivência comunitária. O Pastor não pode assumir uma postura de isolamento e distanciamento, ele precisa desenvolver laços afetivos de fé, esperança e amor dentro da Comunidade que pastoreia.
Nesse sentido, o trabalho em equipe é importante? É fundamental. Não sou o único Obreiro na Paróquia. São mais três Missionários e desenvolvemos um trabalho ótimo de equipe. Na área urbana, não podemos mais desenvolver um Ministério solitário, centralizado em um Obreiro que decide e faz tudo. Esse Ministério vai ser ineficiente ou vai adoecer o Obreiro e a Comunidade. Precisamos desenvolver cada vez mais o trabalho em equipe, tanto de Obreiros como de líderes de Comunidade para que os dons sejam melhor explorados e devidamente desenvolvidos. Minha meta é dar espaço para que as pessoas possam exercer os seus dons e Ministérios com vistas ao aperfeiçoamento do corpo de Cristo, que é a Igreja.
Reencontro Intersinodal da Pessoa com Deficiência No dia 22 de setembro, 150 pessoas participaram do Reencontro Intersinodal da Pessoa com Deficiência, organizado pelos Sínodos Centro Campanha Sul, Vale do Taquari e Coordenação de Diaconia da IECLB, em Santa Cruz do Sul/RS, sob o tema Deficiência e Espiritualidade. Reuniram-se pessoas com deficiência, cuidadores e familiares vindos de ambos os Sínodos. A chuva era forte, havia vento e trovões, mas as pessoas foram chegando animadas com o reencontro. No meio das conversas, alguns contavam como havia sido difícil chegar, em função dos galhos no meio da rua, dos sapatos que molharam, dos deslizamentos de terra. Mesmo assim, o sorriso estava estampado no rosto de cada um que ia chegando e todos estavam lá.
Na palestra do dia, a Pastora Iára Müller ressaltou “Não há uma espiritualidade exclusiva das pessoas com deficiência. No entanto, estas precisam viver entre dois pólos: uns as consideram donas de uma fé imensa, por superarem sua deficiência, e outros as consideram donas de pouca fé, pois não são curadas. É necessário
‘Deficiência e Espiritualidade’ foi o tema do Reencontro Intersinodal
encarar a cura não como a remoção da deficiência, mas como a possibilidade de participação, de viver bem com sua deficiência, de ser uma pessoa incluída onde desejar. Espiritualidade é o nosso relacionamento com Deus em busca da realização do nosso ser”. Depois da palestra, todos saborearam um delicioso almoço num espírito de confraternização. Na parte da tarde, um grupo de 40 pessoas da Legato Centro de Artes, de Canoas/RS, sob a regência e coordenação da Renata Flores, encenou o espetáculo musical adaptado de Victor Hugo O corcunda de Notre Dame. Os atores e atrizes da peça são pessoas com deficiência, amigos, pais e colaboradores voluntários. A trilha sonora foi apresentada ao vivo pela banda Necessidade Humana, que acompanha a peça nas suas apresentações. Mesmo com chuva e vento – que num dia desses podem ser considerados barreiras – as pessoas foram ao encontro, vivenciaram a espiritualidade e mais uma vez dão sinal de que uma comunidade inclusiva é possível.
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Presbitério
Testemunho de vida que se concretiza em atitudes e ações Delmar Antônio Raupp, Torneiro Mecânico, proprietário de uma microempresa, 61 anos, natural de Vera Cruz/RS, casado, pai de dois filhos e avô de três netos, começou como Vice-Presidente de Paróquia. Na seqüência, foi Presidente de Paróquia, fez parte do Conselho Distrital, foi Presidente da Comunidade de Camaquã por várias gestões e, após este mandato atual, pretende encerrar sua participação no Presbitério, dando oportunidade a novas lideranças. Como demonstra a sua fé no dia-a-dia? A palavra de Deus nos desafia a sermos sal e luz neste mundo. Creio que não há vida de fé sem o testemunho autêntico daquilo que aprendemos. A nossa fé deve ser testemunhada não só na Igreja, mas no nosso trabalho, na sociedade, na nossa vizinhança. Quando reconhecemos a graça e a misericórdia de Deus, isso nos desafia a sermos misericordiosos com o nosso semelhante, com aqueles que precisam da Sua graça. Procuro ser autêntico dentro e fora da igreja, mas sou pecador e busco diariamente o perdão e a misericórdia de Deus. Como é o seu trabalho na Comunidade de Camaquã/RS? Tenho participado de diversos seminários e cursos de formação, buscando crescer cada vez mais. Faço parte do grupo de pregadores leigos da nossa Comunidade, já realizei diversos sepultamentos, Batizados, casamentos e também a apresentação de crianças, que mais tarde assumirão seu compromisso com Deus quando tiverem entendimento e maturidade para assumirem sua própria responsabilidade. Também dirijo um Ponto de Pregação com participação média de 30 a 40 pessoas por culto. Encaro
tudo isso com muito amor e dedicação, mas especialmente como desafio a serviço de Deus. Quais são as suas atividades como Presidente da Comunidade? Tenho me esforçado em liderar de forma democrática, sempre buscando o melhor para a Comunidade e deixando o lado pessoal em segundo plano, porque entendo que o Presidente e o Presbitério devem se preocupar, em primeiro lugar, em salvar almas para Jesus, proporcionando tranqüilidade para o Pastor poder exercer o seu Ministério. Preocupo-me com a estrutura da nossa Igreja, onde podemos melhorar e de que forma. Na questão material, creio que se faz necessário criar possibilidades e alternativas para tornar possível o bom andamento da Comunidade. Minha causa é servir a Jesus Cristo como Senhor e Salvador pessoal, ser servo útil no reino de Deus, ser testemunho vivo do amor de Deus, com palavras e ações. O que pensa a respeito da renovação de cargos na Comunidade? Assim como nosso corpo precisa renovar as suas células para termos uma vida saudável, creio que a renovação na
Igreja se faz necessária, porque não somos eternos. O mundo está evoluindo e acredito que a liderança também deve ser renovada a cada período. A Igreja deve se renovar, mas sempre dentro dos padrões da palavra de Deus, sempre observando o ‘fio vermelho’, que é Jesus Cristo. Dentro das renovações, devemos observar certos critérios: ninguém deve ser eleito por decreto, mas sim por merecer, ninguém deve ser obrigado ou constrangido a assumir um cargo e não deveria assumir cargo aquele que está começando sua caminhada de fé, isso é bíblico. Para escolher um Presbítero, temos que levar em conta se a pessoa está realmente comprometida com a palavra e a causa de Deus. Entendo que não devemos exercer liderança com interesses próprios ou para tirar supostas vantagens, mas sim buscar sempre o que é melhor pra todo o corpo que é a Igreja cuja cabeça é Jesus. Quais são as grandes questões nas suas atividades como Igreja? É difícil manter as pessoas fieis à nossa Igreja. Com tantas propostas, muitas vezes enganosas, com as quais as pessoas são bombardeadas diariamente por certas ‘igrejas’, que oferecem saúde, prosperidade e tantas outras coisas, sofremos por uma Igreja com os pés no chão, que não oferece coisas que não são do nosso alcance, porque este poder é de Deus. Um grande desafio é assumir a identidade de ser ‘Igreja do Senhor Jesus Cristo’ para dentro de uma sociedade que vive cada vez mais a crise da ética, o individualismo e a concorrência. Nosso desafio é sermos respeitados pelo testemunho de vida que vai além de meras palavras e que se concretiza em atitudes e ações.
Contrato de estágio I A contratação de estagiários é regulada por legislação própria, não se aplicando as regras da CLT. No entanto, para evitar a descaracterização do Contrato de Estágio para Contrato de Trabalho, devem ser atendidos alguns requisitos no âmbito da formalização do contrato e no desenvolvimento das atividades do estagiário. O contrato de estágio ou, como refere a lei ‘termo de compromisso’, deverá ser realizado entre a Empresa fornecedora do campo de estágio, pelo Aluno, que deve estar matriculado e com freqüência
regular em curso de ensino oficial, e pela Instituição de Ensino, podendo esta recorrer a serviços de agentes de integração (CIEE). O contrato regulará o valor da bolsaestágio, combinada por livre acordo entre a Empresa e o Aluno, uma vez que o estagiário não tem direito à remuneração mínima como salário mínimo ou piso salarial decorrente de normas coletivas por não se tratar de empregado. Assim, por receber bolsa e não salário, sobre os valores alcançados aos estagiários, não incidem nenhum dos encargos sociais previstos na CLT, tais como FGTS, 13º, férias, aviso prévio, horas extras, etc., bem como não é considerado
salário de contribuição para fins de recolhimento de INSS, não havendo, portanto, quaisquer destas obrigações sociais e previdenciárias quando estamos diante de Contrato de Estágio. Outro ponto a ser regulado no contrato de estágio é a jornada de trabalho do Estagiário, a qual em hipótese alguma poderá prejudicar a freqüência escolar do aluno, podendo esta ser livremente convencionada entre as partes, desde que respeitado este critério, porém sugerimos que esta não seja superior a oito horas diárias, para possibilitar tempo de estudo ao aluno. Jeferson De Boni Almeida Consultor Jurídico da IECLB
Financeiro Responde Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF) A proposta deste artigo, que se tornará mais focado, pois o assunto assim requer, relacionase com a obrigatoriedade da geração e entrega da DCTF. Quero salientar aqui a importância das informações colhidas e enviadas por colegas e parceiros da IECLB, que, consolidadas, resumem-se nesse texto. A IN-Instrução Normativa da SRF-Secretaria da Receita Federal 583/2005, em seu artigo 6º, item II, rege “...estão dispensadas da apresentação da DCTF as pessoas jurídicas imunes e as isentas cujo valor mensal e contribuições a declarar seja inferior a dez mil reais...”. De forma geral, Comunidades, Paróquias, Sínodos e, inclusive, a IECLB estariam dispensados desta obrigação. No entanto, ao apagar da luzes de 2006, a IN-Instrução Normativa da SRF-Secretaria da Receita Federal 695, de 14.12.2006, em seu artigo 2º, item II, rege “...as pessoas jurídicas em geral, inclusive as equiparadas, as imunes e as isentas, deverão apresentar a DCTF...”. No artigo 4º da mesma IN, no item I, rege “...Deverão apresentar a DCTF Semestral...”. Isso já para os 1º e 2º semestres de 2006. A não entrega desta declaração vai gerar problemas junto à Receita Federal quando da mudança da pessoa responsável pelo CNPJ, emissão de Certidão Negativa de Débito de Tributos Federais, multas, a possibilidade de uma fiscalização, entre outras. Resumindo, as entidades imunes e isentas estão obrigadas por lei a entregar a DCTF, por isso conversem com os profissionais da Contabilidade para que essa regulamentação também seja efetivamente cumprida, evitando passivos fiscais para as Diretorias futuras.
Amauri Ludwig Secretário Executivo de Finanças da IECLB
Indicadores Financeiros UPM Outubro/2007 = 2,2053% Índice Setembro/2007 = 0,05% Acumulado do ano = 5,00%
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UNIDADE
Amazônia Nome: Valtencir Kaiser Nascimento: 20 de setembro de 1972, em Barra de São Francisco/ES Família: casado com Fabiane Jagnow Kaiser Formação/Profissão: Secretário Administrativo Atividades na IECLB: Conselho da Igreja e Tesoureiro Sinodal O que está acontecendo de animador no Sínodo: busca por sustentabilidade financeira, responsabilidade de planejar e coordenar o trabalho da Igreja na sua área, fazer projetos com planejamentos de metas estratégicas, cronograma de implementação e responsáveis com monitoramento periódico na perspectiva da necessidade e possibilidade de cada Comunidade, Campo de Atividade Ministerial, Paróquia ou campo de missão. A partir do fundo sinodal de Missão, canalizar recursos com critérios, exigir a efetiva aplicação e retorno do que foi planejado entre o campo de Atividade Ministerial, o Conselho de Missão e o Conselho Sinodal.
Brasil Central Nome: Lauri Diesel Nascimento: 13 de setembro de 1965, em Marechal Cândido Rondon/PR Família: casado com Maria José de Souza Diesel e pai de Lucas e Thereza Raquel Formação/Profissão: Ciências Contábeis/Contador Atividades na IECLB: Tesoureiro do Sínodo Brasil Central, Tesoureiro da Comunidade de Barreiras e ViceTesoureiro da Paróquia Martim Lutero O que está acontecendo de animador no Sínodo: a visitação do Pastor Sínodal nas Comunidades, com diálogos com os Obreiros e Presbíteros, preenchimento das vagas em Brasília, Balsas Barreiras e Formosa, as Conferências de Obreiros, que têm sido um espaço muito especial de partilha e renovação das forças para o trabalho, apesar das muitas dificuldades e incertezas financeiras. A Semana de Missão em Guaraí e a realização de atividades para que as Comunidades possam honrar os seus compromissos.
Centro-Campanha-Sul Nome: Nestor Fischborn Nascimento: 26 de janeiro de 1956, em Vera Cruz/RS Família: casado com Leni Fischborn e pai de Patrícia, Jonas e Lucas Formação/Profissão: Ciências Contábeis/Eletricitário (aposentado) Atividades na IECLB: Secretário e Presidente da Comunidade Evangélica Apóstolo Pedro, Secretário, Presidente e Tesoureiro de Paróquia, Delegado ao Concílio, membro do Conselho e da Diretoria da FLD, Presidente do Núcleo Santa Cruz da LELUT e Tesoureiro Sinodal O que está acontecendo de animador no Sínodo: o trabalho com casais reencontristas alcançou grande número de casais, o trabalho diaconal com PPDs está tendo grande repercussão, o trabalho com crianças por meio do ECC vislumbra perspectivas promissoras e o trabalho com jovens é muito bom. Percebe-se que há mais lideranças interessadas em conhecer melhor a Igreja e as suas responsabilidades.
Mato Grosso Nome: Paulo Kirsch Nascimento: 1º de agosto de 1969, em Tangará/SC Família: casado com Wanessa Oliveira Conceição Kirsch Formação/Profissão: Ciências Contábeis/Gerente de Transportadora Atividades na IECLB: Tesoureiro Sinodal, Tesoureiro da Comunidade de Sinop e Vice-Presidente da Paróquia Evangélica de Sinop O que está acontecendo de animador no Sínodo: atualização teológica dos Obreiros do Sínodo em Chapada dos Guimarães e Seminários setoriais de Culto Infantil nos diversos setores do Sínodo. Há uma grande preocupação quanto à questão financeira das Paróquias, que sofrem as conseqüências da crise na agricultura na contribuição dos seus membros. Além disso, lidamos com as distâncias geográficas das Paróquias, em que o Pastor tem que andar até 250 quilômetros para realizar um culto e retornar à sede da Paróquia, muitas vezes por estradas de chão.
Nordeste Gaúcho Nome: Maria Elisabeth Augustin Collet Nascimento: 24 de março de l950, em Estância Velha/RS Família: casada com Sergio Collet e mãe de Frederico e Henrique Formação/Profissão: 2° Grau Técnico Contábil-Superior Letras/Professora-Diretora Administrativa (aposentada) Atividades na IECLB: JE, Orientadora de Culto Infantil, atuações no Presbitério da Comunidade, membro da Diretoria do Distrito e do Conselho da Fundação Sinodal de Comunicação (Rádio União) e Tesoureira do Sínodo O que está acontecendo de animador no Sínodo: estamos caminhando muito bem financeiramente. É uma administração tranqüila, por isso devemos continuar caprichando neste lado. As Comunidades trabalham unidas com as Paróquias e as Paróquias, por sua vez, unidas com os Sínodos, formado um elo que gera esta resposta positiva. Além disso, na Assembléia Anual, foi lançado o Dia da Igreja 2008 cujo tema é Tempo de Abraçar.
Noroeste Rio-grandense Nome: Sírio Saft Nascimento: 14 de fevereiro de 1951, em Horizontina/RS Família: casado com Mercedi Saft e pai de Cátia e Francis Formação/Profissão: Agricultor Atividades na IECLB: Presidente da Comunidade de Vila Manchina, Presidente e Secretário da Paróquia Três de MaioNorte e Tesoureiro do Sínodo O que está acontecendo de animador no Sínodo: a comemoração dos dez anos de Sínodo com a satisfação dos membros em ter mais presente a nossa querida IECLB, os Seminários de Liderança em nível sinodal em parceria com o Círculo de Trabalho Buricá, o Dia Sinodal da Família, o trabalho consciente de visitação às Paróquias pelo Conselho de Finanças do Sínodo, as Conferências de Obreiros conjuntas com os Sínodos Planalto Rio-Grandense e Uruguai, IERP e IELU. Na área da Comunicação, tivemos progresso com jornal e o site.
Planalto Rio-grandense Nome: Valdir Oto Momberger Nascimento: 27 de junho de 1943, em Novo Hamburgo/RS Família: casado com Helena Momberger e pai de Cristina, Cristiano e Candice Formação/Profissão: Contabilista Atividades na IECLB: Tesoureiro do Sínodo Planalto Rio-Grandense O que está acontecendo de animador no Sínodo: Escola de Formação. Desde março deste ano, um grupo de 70 participantes encontra-se mensalmente no Lar da Igreja para uma maior aproximação com a Teologia. São Presbíteros, profissionais liberais, Professores, Agricultores e estudantes que se deixaram desafiar para trilhar um caminho na área da Formação. O estudo da Bíblia, da história da Igreja, sem esquecer a realidade em que vivemos, está empolgando todo o grupo, que deixa suas casas no último domingo de cada mês para se aprofundar nos conteúdos da fé. A assessoria vem dos Obreiros que atuam no próprio Sínodo.
Rio dos Sinos Nome: Rudi Rubens Essig Nascimento: 4 de julho de 1941, em Arroio do Meio/RS Família: casado com Mariza Essig Formação/Profissão: Administrador Atividades na IECLB: membro do Conselho Paroquial da Paróquia Matriz, Membro do Conselho Sinodal e 1º Tesoureiro da Diretoria Sinodal O que está acontecendo de animador no Sínodo: uma consciência de pertença a um só corpo, de parte todos os Presidentes e Tesoureiros que formam o Sínodo Rio dos Sinos. Em agosto passado, o Sínodo realizou uma das suas tradicionais reuniões para tratar da questão Fé, Gratidão e Compromisso. Quando uma determinada Paróquia apresentou seu problema específico, o grupo sugeriu uma solução, ainda que emergencial, porém natural e espontânea. Isso demonstra que formamos um Sínodo, ou melhor, um corpo e que todos os membros deste corpo se sentem responsáveis pelos demais membros. Isto é ser cristão.
Vale do Itajaí Nome: Ilário Setter* Nascimento: 1º de agosto de 1959, em Blumenau/SC Família: casado com Rita Setter Formação/Profissão: Técnico em Contabilidade Atividades na IECLB: Atualmente Tesoureiro da Paróquia Bom Pastor-Fidélis e Vice-Tesoureiro Sinodal O que está acontecendo de animador no Sínodo: a questão da contribuição voluntária. Foram inúmeras reuniões, seminários e palestras para mudar uma cultura de mais de um século. Outro fator motivo de orgulho é o trabalho de formação de lideranças. Temos recursos suficientes para edificar uma Comunidade, o espírito e crescer pessoalmente. Este suporte que a Igreja oferece é essencial para o ritmo que levamos no dia-a-dia. Também destaco o trabalho da comunicação, essencial, pois as pessoas precisam saber o que acontece dentro da Igreja e porque precisamos ter estratégias para nossa atuação junto à sociedade em que estamos inseridos.
Vale do Taquari Nome: Ito Hass Nascimento: 24 de março de 1942, em Lajeado/RS Família: casado com Maria Hass e pai de Regina e Carlos Formação/Profissão: Funcionário público (aposentado) Atividades na IECLB: Secretário da Comunidade de Lajeado, Secretário da Comunidade de Estrela, membro da Comissão Jurídico-Doutrinária em nível Sinodal e Tesoureiro Sinodal O que está acontecendo de animador no Sínodo: o Sínodo está promovendo visitas às Paróquias e Comunidades em que a Diretoria Sinodal procura conhecer as dificuldades destas filiadas e também mostrar o trabalho realizado no Sínodo. Estas reuniões buscam a conscientizando do pessoal, explicando as necessidades financeiras do Sínodo, e têm surtido efeito. Também procuramos orientar Paróquias e Comunidades no sentido de que evitem as diferenças teológicas e disputas internas, que prejudicam muito a todos em todos os sentidos.
Tesoureiros Sinodais Durante a Reunião Nacional de Tesoureiros Sinodais, realizada no mês de setembro, na Casa Matriz de Diaconisas, em São Leopoldo/RS, perguntamos aos dezoito Tesoureiros Sinodais O que está acontecendo de animador no seu Sínodo? As respostas podem ser conferidas juntamente com o perfil dos Tesoureiros, oportunizando conhecer um pouco da trajetória do Tesoureiro Sinodal da sua região que, em conjunto com o Vice-Tesoureiro Sinodal, tem a missão de zelar pelo patrimônio da Igreja, exercendo, no âmbito sinodal, as funções administrativas, contábeis e financeiras, conforme o planejamento da IECLB Centro-Sul Catarinense Nome: Welfrid Schiestl Nascimento: 4 de março de 1960, em Ituporanga/SC Família: casado com Evonete Schiestl e pai de André, Ana Letícia e Andressa Formação/Profissão: 2º grau/Aposentado Atividades na IECLB: Tesoureiro Sinodal O que está acontecendo de animador no Sínodo: as Comunidades que optaram pela contribuição livre e dizimistas, além de suprirem as suas necessidades regulares financeiras, também tiveram um aumento no número de membros e nas receitas. Estamos tentando implantar este sistema em todas as Comunidades, mas é difícil mudar uma cultura. Além disso, devemos acreditar na sinceridade, honestidade e conscientização de cada membro em relação aos valores. Também temos Projetos Missionários no Sínodo com objetivo de colocar uma Comunidade em cada município de Santa Catarina. São 50 municípios sem IECLB contra mais de 200 com a presença da nossa Igreja.
Espírito Santo a Belém Nome: Marli Hoffmann Gaede Nascimento: 23 de agosto de 1957, em Tapejara/RS Família: casada com Valdemar Gaede e mãe de Carla Rafaela e Tobias Sandino Formação/Profissão: Teologia Atividades na IECLB: Pastora e Tesoureira Sinodal O que está acontecendo de animador no Sínodo: uma das ênfases do Sínodo Espírito Santo a Belem é a formação contínua. Neste sentido, o Conselho de Formação encaminhou dois projetos que estão sendo implantados nas Comunidades. Um dos projetos trata especificamente sobre o trabalho com pósConfirmandos. Na área abrangida pelo SESB, atuam quatro instituições com um papel importante em diaconia, formação e missão: Associação Albergue Martim Lutero (AAML), Associação Diacônica Luterana (ADL), Fundação Luterana Sementes (FLS) e Centro de Formação Martim Lutero (CFML).
Norte Catarinense Nome: Ivo Oechsler Nascimento: 17 de junho de 1958, em Massaranduba/SC Família: casado com Laurinda e pai de Elizabeth, Alessandra e Mariane Formação/Profissão: Bancário Atividades na IECLB: Membro do Conselho Sinodal pela Paróquia Apóstolo Pedro, de Jaraguá do Sul, Coordenador do Grupo de Casais e Tesoureiro Sinodal do Sínodo Norte Catarinense O que está acontecendo de animador no Sínodo: o despertar para a missão. Na última Assembléia do Sínodo Norte Catarinense, foi aprovada a proposta de criação de um Fundo Missionário para auxiliar as Paróquias que ainda não são auto-sustentáveis e apoiar projetos novos no âmbito Sinodal, como também além do Sínodo, pensando em parcerias, principalmente nos Sínodos da Amazônia, Mato Grosso e Brasil Central.
Paranapanema Nome: Gerhard Arndt Nascimento: 16 de fevereiro de 1954, em Curitiba/PR Família: casado com Eliete Scorzato Arndt e pai de Eduardo e Leandro Formação/Profissão: Ciências Contábeis Atividades na IECLB: Tesoureiro na Paróquia, na Comunidade e no Sínodo O que está acontecendo de animador no Sínodo: missão é assunto importante para as Comunidades. Há preocupação com pessoas afastadas ou simpatizantes do jeito luterano de viver Comunidade e na qualificação das ações comunitárias, resultando, em médio prazo, em crescimento qualitativo e quantitativo das Comunidades. Verifica-se também uma tendência de alta nas receitas financeiras de várias Comunidades, fruto das inúmeras reflexões sobre Fé, Gratidão e Compromisso, que agora começam a surtir efeito. Aos poucos, ocorre um maior envolvimento das pessoas leigas nas diversas instâncias administrativas.
Rio Paraná Nome: Rubilar Welp* Nascimento: 6 de julho de 1950, em Estrela/RS Família: casado com Liani e pai de Patrícia e Rubilar Jr. Formação/Profissão: Administração/Comércio e Agricultura Atividades na IECLB: Vice-Tesoureiro Sínodal e Representante da Paróquia de Cascavel/PR no Conselho Sinodal O que está acontecendo de animador no Sínodo: 2006 foi o primeiro ano em que conseguimos auto-sustentabilidade, fato muito animador, resultado do trabalho de acompanhamento e proximidade da Diretoria e da Tesouraria Sinodal junto às Paróquias. Além disso, a Comissão de Fé, Gratidão e Compromisso desenvolve materiais e trabalhos junto às Comunidades visando à conscientização sobre a contribuição. Esperamos que essa autosustentabilidade se mantenha para que não seja necessário buscar recursos junto ao Fundo de Solidariedade dos Sínodos e para que possamos investir ainda mais nos diversos trabalhos de departamentos, comissões e conselhos existentes no Sínodo.
Sudeste Nome: Willy Quandt Nascimento: 12 de setembro de 1964, em São Paulo/SP Família: casado com Márcia Tetzner Quandt e pai de César Formação/Profissão: Técnico Mecânico Atividades na IECLB: Tesoureiro de Comunidade, Tesoureiro Distrital, Presidente da Paróquia de Limeira e Tesoureiro Sinodal O que está acontecendo de animador no Sínodo: os Núcleos estão trabalhando com o tema Fé, Gratidão e Compromisso. O Pastor Sinodal e o Presidente Sinodal estão mais próximos das Comunidades. Assim, o Sínodo está mais próximo de todos. Para a próxima Reunião do Conselho Sinodal, estaremos planejando o ano de 2008, definindo metas e propostas de execução, como jovens, missão, crianças, música, formação, administração/ documentação, PAMI e campanha fundo de missão, entre outras.
*O Tesoureiro Sinodal Valdir Radons foi representado pelo seu Vice
Sínodo Sul-Rio-grandense Nome: Elmo Hellwig Nascimento: 17 de outubro de 1952, em Pelotas/RS Família: casado com Terezinha Bosenbecker Hellwig e pai de Andréia, Cristiano e Patrícia Formação/Profissão: Ensino médio/Técnico Agrícola Atividades na IECLB: Presbitério da Comunidade Evangélica São Lucas e Paróquia Trindade, em Pelotas, Tesoureiro no Distrito Extremo Sul, Tesoureiro no Sínodo Sul-Rio-grandense O que está acontecendo de animador no Sínodo: o Sínodo está numa região bastante prejudicada por longos períodos de estiagem e invernos muito rigorosos, afetando a produção agrícola e resultando em membros com problemas financeiros, dificultando a contribuição às suas Comunidades, Paróquias e o repasse ao Sínodo. Para o próximo ano, pretendemos realizar um seminário de Diaconia e levar ao conhecimento das lideranças o Projeto da Educação Cristã Continuada.
Uruguai Nome: Lilion Dirson Voelz Nascimento: 26 de janeiro de 1954, em Porto Vitória/PR Família: casado com Orilde Voelz e pai de Cassiano, Giovana e Marco Aurélio Formação/Profissão: Contabilidade Atividades na IECLB: Tesoureiro do Sínodo O que está acontecendo de animador no Sínodo: a organização do Sínodo para a 12ª Assembléia Sinodal cujo tema é ‘Vos sois o sal da terra’. Também estamos com os preparativos para o Dia da Igreja, que tem como tema a Comunidade e acontece juntamente com o Dia Sinodal das Crianças. Além disso, estamos empenhados no Projeto Missionário ‘Missão e Reestruturação’, em que os trabalhos de cada Paróquia são avaliados. O que mais anima realmente é, apesar das dificuldades, ver a união das pessoas nos diversos trabalhos nas Paróquias e no Sínodo, juntamente com as Comunidades, sempre empenhadas pelo bom andamento da IECLB.
*O Tesoureiro Sinodal Ilmor Juenge foi representado pelo seu Vice
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Mulheres
Por uma liderança competente
Iria Kich, Presidente da OASE de Nova Petrópolis
Em 2003, fui eleita Presidente da OASE de Nova Petrópolis/RS. Dois anos depois, fui reeleita para mais um período, que se encerra no final do corrente ano. Nesta função, além dos afazeres e atividades sociais da OASE, dentre as quais destaco manutenção do ensino religioso da Escola Dominical, coordenação de visitas a outras OASEs, motivação para visitas sistemáticas às colegas acamadas como forma de acelerar a recuperação e assunção da responsabilidade pela manutenção e decoração do altar da Igreja Evangélica. Toda essa gama de atividades exige dedicação, conhecimento do trabalho a
realizar e a identificação das metas a serem atingidas que objetivem a satisfação do público envolvido, as senhoras da OASE. É no Hospital Nova Petrópolis, entretanto, a maior concentração de trabalho de uma senhora na Presidência da OASE, por ser vinculada a esta função o cargo de Presidente do Hospital. Como é de conhecimento geral, há uma crise endêmica no sistema público de Saúde. O SUS, com a baixa remuneração para todos os procedimentos, tem levado as instituições filantrópicas ao estado de insolvência. Muitas foram aquelas que fecharam as portas. Outras se mantiveram vivas graças ao socorro de governos estaduais e/ou municípios. Como conseqüência deste quadro caótico, o Hospital exige maior concentração de esforços nas atividades por mim exercidas e não seria exagero afirmar ser esta Instituição o dispêndio da maior parcela de trabalho na Presidência, por exigir o acompanhamento contínuo das atividades financeiras e do fluxo de caixa sem que faltem os insumos necessários para a atividade fim – a saúde do paciente. Para elevar o número de atendimentos e não nos restringirmos somente aos pacientes SUS, firmamos novos convênios com instituições particulares e renovamos os já existentes. Informatizamos todos os setores hospitalares para agilizar e controlar os serviços e
custos. Adequamos uma imensa gama de setores hospitalares às novas exigências da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Criamos um plano qüinqüenal e dentro dele os Planos de Ação, anuais, que estabelecem as prioridades de realizações inseridas em previsões orçamentárias, que, felizmente, conseguimos atingir nos anos sob minha gestão. Hoje, são poucos os estabelecimentos hospitalares filantrópicos e Santas Casas saudáveis em nosso Estado, por isso é com simplicidade, mas extremo orgulho, que participo à Editoria Mulheres que o Hospital Nova Petrópolis, dirigido só por mulheres, eu, Iria Kich, na Presidência e Teresinha Padilha de Moura na Administração, é um dos poucos filantrópicos do Rio Grande do Sul com superávits financeiros nos últimos três anos. É esta a mensagem que transmito às mulheres: determinação, confiança, fé e que não se deixem abater frente às adversidades que, por certo, encontrarão em quaisquer atividades. Para a obtenção do êxito, no entanto, há a necessidade de contínua especialização, da identificação de todos os atores envolvidos, sejam públicos ou privados, avaliando as suas responsabilidades e os seus envolvimentos como forma de atingir as metas previamente estabelecidas tendo como enfoque precípuo e final o bem-estar da sociedade.
Sínodo Norte Catarinense
A OASE é o coração pulsante da IECLB Edeltraud Nering, Traudi como é chamada, tem 42 anos, é natural de Rio Negrinho/SC, onde reside com seu esposo, Valdemar Nering, e seus dois filhos, Michel e Nicolas. Graduada em Artes Visuais, Especialista em Aconselhamento e Psicologia Pastoral e Pós-graduanda em Arteterapia-Fundamentos Filosóficos e Prática, Traudi começou a freqüentar a OASE em 1995. Atualmente, é Presidente da Associação Sinodal da OASE do Sínodo Norte Catarinense, Vice-Presidente da Associação Nacional da OASE, faz parte do Conselho Redatorial do Roteiro da OASE, é uma das delegadas do Sínodo Norte Catarinense no Concílio Geral da IECLB e, recentemente, Secretária da Associação Catarinense de Arteterapia. Como é o dia-a-dia de trabalho na OASE? Vivo e respiro OASE diariamente. Quando não estou diretamente com os grupos, seja em datas comemorativas ou coordenando os seminários, estou elaborando textos, reflexões, tecendo pautas de reunião, montando progra-
mações, separando material para as próximas programações. Como está OASE no Sínodo Norte Catarinense? A OASE Sinodal precisou se adaptar às mudanças exigidas pelo atual Código Civil Brasileiro. Assim, desde janeiro deste ano, nos tornamos Associação Sinodal da OASE, um passo importante e necessário. Meu papel como Presidente, segundo o regimento interno, é representar a OASE, apresentar relatório à Diretoria e à Assembléia Geral, manter controle sobre o movimento de caixa, presidir a Assembléia Geral e as reuniões. Penso que é bem mais do que isto. É dedicar amorosamente o tempo que Deus tem me dado para que a OASE se fortaleça ainda mais. É motivar tanto a Diretoria como os grupos a realizarem Comunhão, Testemunho e Serviço e fazer com que as mulheres se sintam acolhidas e experimentem o amor de Deus. Qual é a participação das mulheres no Sínodo Norte Catarinense? Quase três mil mulheres participam ativamente em todas as atividades. Neste tempo de mudanças, os trabalhos da OASE continuam sendo desenvolvidos
sempre dentro dos objetivos: Comunhão, Testemunho e Serviço. As mulheres da OASE investem em formação e valorização pessoal participando dos Seminários de Liderança, Retiros, Oficinas, etc. É do entrelaçamento de diferentes gerações que nasce o perfil das participantes da OASE. Da ousadia das que foram pioneiras, unida à determinação e ao desprendimento das mais jovens, encontramos uma mulher corajosa cuja fé a faz seguir adiante, a lutar por aquilo que acredita. Qual a sua opinião sobre a pouca participação feminina na gestão da IECLB? Temos ouvido muito que as mulheres não estão assumindo em ‘boa medida’ os cargos de liderança na Igreja. Historicamente, a mulher quase sempre viveu nos bastidores e, quando resolvia ir para a vitrine, se tornava guerreira e conquistava seu espaço ou era aniquilada de imediato. Os tempos passaram, a luta continua, porém o que se percebe é que ainda faltam gotas de sensibilidade para com a mulher. Mais importante que ocupar cargos é atender a necessidade do ser humano: ser amado e acolhido naquilo que se dispõe a fazer.
100 melodias do HPD
O CD e o livro 100 melodias do HPD estão prontos! O livro 100 melodias do HPD traz arranjos de hinos do hinário Hinos do Povo de Deus (HPD) em tonalidades adequadas para o canto em Comunidade e que permitem acompanhamento por músicos não profissionais das Comunidades, seja com teclado, violão, duas ou mais flautas doces, violino, viola e violoncelo (ou outros instrumentos, como flauta transversal, etc.) ou conjunto instrumental (teclado com um ou mais instrumentos, violão com um ou mais instrumentos, teclado e violão com ou sem outros instrumentos). Além disso, o livro contém o texto dos hinos, possibilitando aos músicos acompanhar a letra. No CD 100 melodias do HPD, encontram-se uma pequena introdução e uma estrofe de cada hino, tocados no órgão (JOHANNUS) da capela da EST. As gravações, indicando o andamento dos cantos, podem ajudar no ensaio individual de músicos iniciantes e servem para auxiliar no aprendizado das melodias por Pastores, Professores e líderes de grupos. “Esperamos que os arranjos e o CD ajudem-nos na área da música. Agradecemos a todos que ajudaram para a realização do Projeto, que nos permite, agora, mandar este material, sem que haja custo para as Comunidades. Encaminhamos para os Sínodos um livro com CD para cada Comunidade. Solicitamos que o livro seja apresentado para todos que exercem alguma liderança em geral, para os músicos que ajudam nos cultos e para os professores de instrumentos em especial” pede Isolde Frank, responsável pelo Projeto. Quem deseja adquirir livros 100 melodias do HPD (com CD) ou só o CD 100 melodias do HPD, pode dirigir-se à Editora Sinodal. Os preços e custos de envio (com frete via correio) são: Livro 100 melodias do HPD com CD no livro = R$ 12,00 + R$ 8,00 (correio) CD em caixinha = R$ 6,00 + R$ 6,00 (correio) CD em caixinha e livro com CD = R$ 18,00 + R$ 9,00 (correio) Para maiores informações, contatar pelo telefone/fax (51) 3472.1947 e falar com Isolde Frank.
JOREV LUTERANO NOVEMBRO 2007
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Fé Luterana
Uma tradição de quase 500 anos O dia da Bíblia, comemorado, neste ano, em 9 de dezembro, foi criado em 1549, na Grã-Bretanha, como um dia especial para que a população intercedesse em favor da leitura da Bíblia. A data escolhida foi o segundo domingo do Advento, celebrado nos quatro domingos que antecedem o Natal. Foi assim que o segundo domingo de dezembro tornou-se o Dia da Bíblia. No Brasil, a data começou a ser celebrada em 1850, quando chegaram da Europa e dos Estados Unidos os primeiros missionários evangélicos. Para refletir sobre algumas questões relacionadas à Bíblia, convidamos o P. Dr.
Evaldo Luis Pauly, Teólogo pela EST, Doutor em Educação pela Ufrgs, autor da obra ‘A Bíblia se explica sozinha: uma técnica científica simples para o estudo popular da Bíblia’, Professor nos cursos de Pedagogia e Mestrado em Educação no Centro Universitário La Salle, em Canoas/RS, e Assessor da Associação de Apoio à Criança e ao Adolescente/AMENCAR, de São Leopoldo/ RS. Também faz parte o P. Dr. Mário Francisco Tessmann, Doutor em Teologia pela Universidade de Heidelberg, na Alemanha, Vice-Diretor da Faculdade de Teologia Evangélica (Fatev), em Curitiba/PR, Professor de
Teologia Histórica na FATEV e Pesquisador da Reforma e História da Teologia Moderna. Contribui ainda o P. João Artur Müller da Silva, Gerente editorial da Editora Sinodal e Redator da revista ‘Novolhar’. Para finalizar, Rodomar Ricardo Ramlow, Missionário na Paróquia São João, em Pelotas/RS, Teólogo pela Fatev, Pós-graduado em Gestão de Pessoas pela UcPel, representante do Ministério Missionário no Sínodo Sul-Rio-Grandense e integrante da Comissão Técnica dos Ministérios que assessora o Conselho da Igreja, faz a sua análise.
Devemos compreender a Bíblia ao pé da letra?
Quais são os critérios para interpretar a Bíblia?
Pastor Dr. Evaldo Luis Pauly
Pastor Dr. Mário Francisco Tessmann
Não! Cristo nos libertou do fanatismo. Somos livres porque o Mestre ensinou a diferença entre o que é fundamental e eterno e o que é relativo e passageiro na Bíblia. Quando o povo de Deus estava se formando, meses após a libertação do Egito, Deus lhes deu um estatuto ‘olho por olho, dente por dente’ (Êxodo 21.24). Aquela gente, embrutecida pela injustiça da escravidão, acostumou-se a vingar-se de forma desproporcional. Deus pediu-lhes justiça retributiva. Séculos depois, evoluíram sua cultura e senso de justiça. Jesus, então, mudou aquele estatuto. No sermão do Monte, diz ao povo ‘Ouvistes que foi dito: Olho por olho, e dente por dente. Eu, porém, vos digo que não resistais ao homem mau; mas a qualquer que te bater na face direita, oferece-lhe também a outra’ (Mateus 5.38-39). Era o novo mandamento do novo Sinai: a justiça restaurativa do perdão. Nem todas as palavras da Bíblia são Palavra de Deus. O Espírito Santo libertou Paulo de seu fanatismo para que ele dissesse: Deus ‘nos capacitou para sermos ministros dum novo pacto, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata, mas o espírito vivifica’ (2Coríntios 3.6). Lutero insistia que cristãos precisam de cada letra da Bíblia porque sobre essas letras – e sobre nada mais – age o Espírito Santo para transformar letras de tinta em Palavra de Deus no calor de nosso coração, na beleza de nossa inteligência, na bondade de nossa boca e na ternura de nossas mãos. Só a letra da Bíblia ou só o fogo do Espírito mais atrapalham que ajudam. Letra e Espírito Santo, juntos, nas mentes e corações, são a Palavra de Deus. Para refletir, leia Lucas 11.42
Qual é a diferença entre as várias versões da Bíblia? Pastor João Artur Müller da Silva Quando o tema é Bíblia, é comum encontrar pessoas que se surpreendem com as muitas versões e traduções em uso. Elas pensam que a Bíblia é uma só. Sim e não. A Bíblia, para todas as igrejas cristãs, é o livro que contém a palavra de Deus, o Evangelho de Jesus Cristo. A partir deste reconhecimento, começam as diferenças. Para os cristãos católicos, a Bíblia contém os conhecidos livros apócrifos (Tobias, Judite, 1Macabeus, entre outros). Já para os cristãos evangélicos, a Bíblia contém os conhecidos 66 livros do Antigo e Novo Testamentos. As diferenças não param por aí. Nós, luteranos, tradicionalmente temos trabalhado com as versões oferecidas pela Sociedade Bíblica do Brasil (SBB). As mais conhecidas são: Bíblia Sagrada – Edição Revista e Atualizada – 2ª edição, Bíblia Sagrada – Nova Tradução na Linguagem de Hoje, A Bíblia da Mulher – é a tradução de uma Bíblia de Estudos norte-americana, mas usa a Versão Revista e Atualizada para os livros bíblicos. Do mundo católico, são conhecidas: Bíblia Sagrada – Edição Pastoral – traduzida por vários biblístas, A Bíblia de Jerusalém, tradução de uma Bíblia francesa, sob a coordenação da ‘Escola Bíblica de Jerusalém’, e Bíblia Sagrada – Edição Popular – uma tradução da Vulgata (em latim). Além dessas, existem muitas outras versões da Bíblia circulando nas Igrejas. Atualmente, há Bíblias de Estudo com informações e comentários que auxiliam na compreensão dos livros bíblicos. O importante é buscar orientação, consolo e ensinamentos na Bíblia, seja qual for a versão ou tradução, pois o testemunho da Igreja, das comunidades cristãs e das pessoas individualmente precisa ancorar-se na palavra de Deus, revelada na Bíblia. Para refletir, leia Tiago 1.22
No entender de Lutero, a Bíblia é o lugar onde o testemunho acerca de Cristo está manifesto de forma clara e inequívoca. Entre os dois grandes blocos de testemunho bíblico (Antigo e Novo Testamento), o Reformador estabelece critérios para a interpretação, recomendando que nós nos perguntemos se a passagem que estamos lendo Promove ou não a Cristo. Para Lutero, o Antigo Testamento manifesta a Palavra de Deus, mas vinculado preferencialmente ao povo de Israel com sua história. Ele não nos fala diretamente de Cristo, de sua vida e de sua obra, apenas indiretamente, ou seja, o Antigo Testamento fala de Cristo de maneira semelhante à luz do sol, quando do amanhaçer de um novo dia. Já o Novo Testamento é como se fosse a luz do sol ao meiodia, com toda intensidade. Com isso, o Reformador teve liberdade, quando da citação nos Catecismos Maior e Menor dos versículos de Êxodo 20.2-3 para o primeiro mandamento, de tirar a parte que diz Que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão, por entender que os cristãos não foram libertados do Egito, mas sim apenas os israelitas. Conforme Lutero, a libertação cristã se deu na cruz de Cristo. Em contrapartida, o Novo Testamento é a parte da Bíblia que testemunha a Palavra de Deus aos cristãos de todas as gerações, não mais de forma indireta, via história do povo de Israel, mas direta, tendo como base a pregação e a vida de Jesus Cristo. Estas distinções, que trazem uma valorização diferenciada aos livros bíblicos, não atingem apenas os dois testamentos em si, mas também, dentro do Novo Testamento, o Reformador vai acentuar as cartas do apóstolo Paulo, o evangelho de João e alguns outros escritos, como aqueles que melhor nos testemunham Cristo e a Ele nos levam. Para refletir, leia 1Coríntios 3.10-11
A Bíblia, como a luz, pode iluminar o caminho em momentos de ‘escuridão’? Missionário Rodomar Ricardo Ramlow A auto-ajuda geralmente defende que o ser humano deve seguir seus instintos, buscar dentro de si as soluções para a vida e planejar ou programar o futuro pelas respostas encontradas no seu coração. As pessoas são orientadas na direção do ‘ter’ e não mais do ‘ser’ ou ‘viver’. Consumimos livros buscando respostas fáceis, tentando resolver sozinhos os problemas. Focando somente o desenvolvimento pessoal, deixamos de unir-nos a outros seres humanos ou movimentos sociais para resolver os problemas em conjunto e solidariedade. Ignoramos que os problemas não são apenas pessoais e individualizados. Afinal, a humanidade é interdependente. E a Bíblia? É também só um livro que mostra às pessoas como viver melhor? Martim Lutero disse que sua consciência era cativa da Palavra de Deus. A Bíblia estava acima dos seus sentimentos e razões próprias. Existe uma diferença entre o princípio bíblico e a tese da auto-ajuda O coração é mais enganoso que qualquer outra coisa e sua doença é incurável. Quem é capaz de compreendê-lo? (Jr 17.9). Se a maioria dos livros enfatiza o ser humano como todo poderoso e capaz de sozinho ajudar a si mesmo, a Bíblia é realista. Focando sinceramente a nós mesmos, a conclusão a que chegaremos não será muito diferente da descoberta do Apóstolo Paulo: Miserável homem que eu sou! (Rm 7.24). Leia adiante e verá que o Apóstolo encontrou reposta para seu dilema. Sim, as pessoas podem e devem buscar na Bíblia palavras de ânimo, conforto, sabedoria, consolo e encorajamento, pois, certamente, encontrarão, mas isso acontece porque as Escrituras nos levam para além de nós mesmos, revelam-nos um Deus de amor, graça e misericórdia, um Deus que nunca nos deixará sozinhos pelos vales da sombra da morte (Jo 8.12). Para refletir, leia 2Timóteo 3.16-17
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Geral
Jesus desceu ao mundo dos mortos - Que lugar é este?
As misérias, os sofrimentos e os inúmeros infernos do nosso mundo, mesmo que ainda reais e poderosos, já perderam seu terror, porque não são mais sem Jesus.
Anualmente, o dia de finados, lembrado em 2 de novembro, cumpre seu papel de nos trazer à memória nossas despedidas e perdas. Nesta data, muitos vão ao cemitério em sinal de consideração e saudade dos que um dia estiveram conosco. Que lugar é este para onde foram os nossos entes queridos? Podemos ir também? Afinal, quem vai? Fizemos estas perguntas para o Pastor Teobaldo Witter, de Cuiabá/ MT, e as reflexões seguem abaixo para pensar! Que lugar é este? A que lugares gostamos de ir a serviço de Deus e da humanidade? Se, por um lado, a igreja deve ser espaço para todas as pessoas, por outro lado, seus membros na diversidade dos dons são convocados por Deus para ir e fazer discípulos em todas as nações (Mt 28.19a). Todas as nações são, hoje, todos os lugares bonitos ou escabrosos. Então, em que lugares vamos e em que lugares não vamos? Em que lugares vamos com alegria e prazer e em que lugares temos medo de ir? Em que lugares estamos indo para pregar o Evangelho, ensinar e viver a palavra do Senhor sob diferentes jeitos? Há alegria em ir? O que significa esta alegria? Há dificuldade em ir? Que dificuldade é e o que ela significa? Durante um estudo bíblico, certo grupo resolveu inovar e discutir o assunto. As pessoas se manifestaram. Uma pessoa disse não ir junto aos bêbados que estão nas rodoviárias, pois teria medo de se misturar com aquela gente. Disse, também, que tem medo de ir a um lugar onde só há gente estranha ou de cor diferente da sua. Outra disse que não quer ir onde tem gente doente, machucada, sangrando, chorando ou gemendo. Uma terceira disse que tem pavor de velório e lá não podem contar com ela. Ir ao cemitério ou, então, dormir numa casa onde houve recente falecimento, nem pensar. Alguém disse que não vai, de gente nenhum, ao presídio. O grupo concluiu que o que esses lugares têm em comum é que despertam medo, insegurança e lembram ‘inferno’.
As pessoas se sentiram inseguras, sem motivação e fragilizadas para irem a estes lugares. A pergunta que vem logo é: existe algum lugar ou alguma situação que é soberana e que não conta com Jesus? A quais lugares você não vai para ensinar e viver o evangelho de Jesus Cristo? Podemos ir? O Credo Apostólico confessa que Jesus ‘desceu ao inferno’ ou, na versão atual, ‘desceu ao mundo dos mortos’. A morte de Jesus foi tão real, o abandono em que se viu jogado tão completo, que até mesmo de Deus foi desamparado (Mt 27.46), daí dizer que ele desceu ao inferno, hades, ao mundo dos mortos, que, segundo a tradição judaica, era o lugar mais afastado de Deus. Esse parece ser o sentido original dessa confissão, que só em 359 entrou para o Credo Apostólico. Descer ao inferno significa o ponto mais profundo do sofrimento de Cristo. Não há recanto, por mais distante de Deus, a que Jesus não tivesse ido. Dialeticamente, porém Ele é divino precisamente em que tenha se tornado nosso irmão através de todos os infernos. A partir daí se desenvolveu um segundo sentido para essa confissão: a conquista do inferno, do mundo dos mortos. Não há lugar, por mais distante de Deus, que escape a seu propósito libertador. Não há nenhuma época nem pessoa alguma, mesmo de tempos passados, que não sejam por ele resgatados. A junção dos dois significados, à primeira vista contraditórios, não deixa de ser significativa em si: justamente no abandono e na fraqueza mais totais, Jesus é vitorioso sobre o inferno, a morte e seu poder. Não vivemos mais sob o império dos terrores sem fim, mas o principio do fim de todos os terrores é chegado. Jesus, o Senhor, desce das alturas de Deus à nossa vida, até a morte na cruz, até mesmo ao mais profundo abandono na profundeza do inferno. Que descida impressionante para quem não tinha necessidade alguma, para si mesmo, de sair de Deus. Compartilha, porém, a
condição humana de vida, com suas misérias, sofrimentos, de bêbados na rodoviária, de quebrados, de cemitérios, de choros, de gemidos, de dores, de presídios, de estranhos, de diferentes, de mortos e de opressões. Jesus, igual a Deus, se tornou humano, bem humano! Ele é o Senhor singular, porque se tornou nosso irmão, irmão solidário e irmão sofredor. Quem vai? O descer de Jesus se faz necessário, não para conformar-se com a miséria e o sofrimento, mas para resgatar os encarcerados de toda a espécie de males. Descer ao inferno se faz necessário porque o pecado humano estabeleceu relações de opressão, morte, ódio, indiferença, violência. Jesus paga o preço por esta sua descida ao inferno. Sua obra, para nós, maravilhosa, liberta a humanidade das situações de inferno em que se meteu. Os que crêem e confiam no Senhor, vivem a liberdade, o consolo e o alívio da ação de Jesus. Ao mesmo tempo, livres libertados combatem as causas que levam às prisões, à miséria e ao mal. O grupo de estudos bíblicos foi crescendo e mudando de idéia. O que as pessoas achavam que era impossível fazer, se tornou razoável no horizonte de suas ações. Após estudo, oração e prática reflexiva comunitária, sua postura em relação aos lugares escabrosos mudou. As pessoas entenderam e perceberam que não há lugar, por mais complicado que seja, que escape do senhorio de Jesus Cristo. Isso foi uma grande libertação do grupo. Planejaram fazer uma vista ao presídio. Ali também Jesus está e pelos presos morreu para que tivessem oportunidade de vida e salvação. Outra parte do grupo foi ao encontro de um povo diferente e criaram amizade e comunhão com uma comunidade que vive em outro bairro. Fiéis ao Senhor que os libertou, foram pelos caminhos da esperança para irem, também, aos lugares mais distantes e diferentes da sua realidade. As pessoas têm lugar na igreja. A igreja livre libertada tem lugar no meio do povo, pois ela é povo de Deus. Como povo de Deus, vive e educa na fé para a reconciliação. P. Teobaldo Witter é graduado em Teologia e Pedagogia, com pósgraduação em Ensino Religioso e Psicologia da Educação. Pastor na IECLB desde 1977, atualmente, é Pastor voluntário na Paróquia de Cuiabá/MT, onde trabalha com confirmandos, universitários e Pastoral carcerária, Coordenador da Comissão de Direitos Humanos do Sínodo Mato Grosso, Professor no Instituto de Educação da Universidade Federal de Mato Grosso e Ouvidor do Detran-MT.
Conaje Proclamação! Marenilde Kurtz pela Coordenação do Conaje No poder do espírito, proclamamos a reconciliação Proclamar significa anunciar um fato importante e este é o desafio lançado por Jesus Cristo, que nos deixou a tarefa de proclamar a reconciliação a todas as pessoas. Motivados pelo Evangelho, nós jovens e toda a Igreja somos convidados a participar desta corrente onde todos se dão as mãos, buscando promover a solidariedade, a esperança e a fé, tornando-nos um só corpo em Cristo.
Somos desafiados a olhar ao redor, a observar as pessoas. Tantas vezes elas estão à procura de ajuda, de orientação, de apoio. Quem sabe estão à procura do caminho certo que as leve para casa, para a fé, para Deus. Que exemplo estamos sendo para estas pessoas? Transmitimos confiança, esperança, amor, paz? Será que realmente estamos proclamando a reconciliação? Deus nos reconciliou consigo por meio da vida, morte e ressurreição de Jesus Cristo, dando-nos vida nova. Hoje, ele nos convida para auxiliarmos pessoas a encontrarem o caminho, a encontrarem a verdadeira vida. Como Igreja de Jesus Cristo, somos pessoas reunidas e fortalecidas no Espírito Santo, que fazem planos, aquecem sonhos, partilham dores, espalham alegrias e alimentam a fé. Poderemos ser menos interesseiros e mais interessados, menos indiferentes e mais atentos, menos egoístas e mais solidários, menos individualistas e mais comunitários. Assim, teremos e seremos sinais vivos da extraordinária graça reconciliadora do Senhor. Repetiremos, então, com Pedro e João, Não podemos deixar de falar das coisas que vimos e ouvimos (Atos 4.20).
Comportamento
JOREV LUTERANO NOVEMBRO 2007
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Música, uma forma sublime de comunicação A música é uma das mais belas manifestações humanas. Dia 22 de novembro comemoramos o Dia da Música, do grego mousikós, significando que diz respeito às Musas, por extensão à poesia ou às artes. A arte, a estética e as emoções ligadas ao prazer de escutar uma boa música são apenas um lado desta ‘forma de comunicação’, pois o uso da música em terapia é conhecido há tempos. Na atualidade, busca-se empregar a música para promover alívio em estados de sofrimento, conduzindo o paciente da doença à saúde, da debilidade à plenitude. Neste sentido, o curso de Bacharelado em Musicoterapia, promovido pela Escola Superior de Teologia, em São Leopoldo/RS, tem como missão promover e divulgar os benefícios da Musicoterapia e ampliar seus serviços na Comunidade. Para esclarecer dúvidas de potenciais candidatos ao curso de Musicoterapia bem como possíveis interessados nos benefícios da técnica, conversamos com a Dra. Laura Franch Schmidt da Silva, Coordenadora do Curso de Musicoterapia na EST. O que é e quando nasceu a Musicoterapia? Musicoterapia é o uso dos elementos que constituem a música (som, silêncio, ritmo, melodia, contraponto e harmonia), por um Musicoterapeuta, visando a atingir propósitos exclusivamente terapêuticos. Como ciência, a Musicoterapia surgiu nos hospitais de veteranos dos Estados Unidos, durante a 2ª Guerra Mundial. Na época, a equipe médica verificou que os pacientes respondiam com mais eficácia ao tratamento nos dias em que Músicos profissionais levavam música aos internos. Assim, ao final da década de 40, surgiu o primeiro curso de graduação em Musicoterapia nos Estados Unidos. Quais são as técnicas e os resultados da Musicoterapia? Há uma diversidade de técnicas empregadas. No geral, as mais conhe-
saber muito de música (perceber, ler, escrever, compor, cantar e tocar instrumentos).
As estagiárias Karin Volkmann e Luiza Thomé na Clínica de Musicoterapia da EST cidas (audição, recriação, composição e improvisação) são técnicas oriundas da Música empregadas em Musicoterapia com propósitos terapêuticos e não meramente estéticos. Os achados das pesquisas recentes demonstram a eficácia da interação da música com a neurociência. Os enigmas desvendados são a razão fisiológica dos prazeres causados pela música, seja como forma de melhorar o ânimo, a memória, obter ganhos lingüísticos, aliviar o estresse ou despertar emoções, principalmente quando nenhuma outra terapia é capaz. Quem pode se beneficiar da técnica? Indivíduos que gostam ou respondem melhor à música, comunicação nãoverbal, que a outras terapias. A Musicoterapia está a serviço daquele que está em sofrimento e que, ao expressarse musicalmente, pode estabelecer e restabelecer funções e diálogos nos processos de terapia com crianças, adolescentes e adultos com transtornos mentais, deficiências físicas e/ou
emocionais. O atendimento pode ser individual ou em grupo. Os pacientes são agrupados conforme as idades e/ou patologias. Na sessão, pode estar presente somente o Musicoterapeuta ou uma dupla formada com um coterapeuta. O paciente aprende a cantar, tocar instrumentos? Na sessão, o paciente até pode aprender a cantar ou a tocar um instrumento, embora estes sejam objetivos da educação musical. Em Musicoterapia, a execução de instrumentos/canto pelo paciente visa, por exemplo, à recuperação da memória ou à reabilitação de algum movimento específico de mãos ou mesmo a melhorar a capacidade articulatória para pronunciar palavras e obter ganhos lingüísticos. O paciente que opta por um atendimento musicoterapêutico pode ou não saber música. Já o Musicoterapeuta precisa ser afinado e
Qual deve ser o perfil do futuro Musicoterapeuta e como funciona a graduação? Enquanto a formação do Músico prioriza a escuta estética e a percepção auditiva em si, o Musicoterapeuta também desenvolve a habilidade de escutar o outro, mas o foco transpõe a dimensão estética passando à dimensão da demanda daquele que está em sofrimento. No Brasil, os cursos têm a duração de oito semestres, com estágios supervisionados. Os alunos estudam disciplinas da área da Música (história, gramática, sintaxe e percepção musical, prática vocal e instrumental), da Saúde (anátomo-fisiologia, neurologia, neurociências, fonoaudiologia, psicomotricidade, reabilitação, psicopatologia, farmacologia, psicologia do desenvolvimento e da música) e das Ciências Humanas (inclusão e diversidade, Antropologia, Sociologia, Filosofia, Teologia, metodologia de pesquisa e saúde). Quais são os campos de trabalho na Musicoterapia? O Musicoterapeuta recebe uma formação generalista e pode atuar com bebês, crianças, adolescentes, adultos, terceira idade, gestantes, gerenciamento do estresse, inclusão escolar, diversidade, indivíduos em situação de risco/exclusão social, pacientes oncológicos, portadores de HIV, drogaditos, entre outras tantas possibilidades. Já temos diversas instituições solicitando a presença do Musicoterapeuta em seu quadro funcional, inclusive para trabalhar em equipes multidisciplinares, principalmente em hospitais psiquiátricos, hospitais gerais, clínicas, escolas inclusivas, ONGs, Centros de Apoio Psicossociais (CAPs), Associações de Pais e Amigos de Excepcionais (APAEs), entre outras.
Arte, saúde, beleza e harmonia Dra. Laura Franch Schmidt da Silva tem Licenciatura e Mestrado em Música, pela Ufrgs, é Especialista em Musicoterapia, pela Feevale, e Doutora em Teologia, pelo IEPG/EST. Atualmente, é Musicoterapeuta, Professora e Coordenadora do Bacharelado em Musicoterapia da EST. Em todos os tempos, em todas as culturas, no mundo secular, no espaço sagrado, a música existe para que o ser humano possa transcender e se comunicar esteticamente. Sendo uma arte que existe no tempo e no espaço, ela prescinde do verbal sem renunciar o humano que habita cada ser. Com sons e silêncios percebidos, o ser humano
modela seus sentimentos, transformando-os, com beleza e harmonia, na mais singela e complexa expressão da subjetividade humana. Desde a primeira ‘inspiração’ para a vida até a última ‘expiração’, músicas e canções sonorizam e pontuam a nossa existência. Assim como as experiências pessoais e profissionais podem estar listadas em um curriculum vitae, as vivências estéticas podem ser resumidas em um curriculum vitae musical. Quando ouvimos timbres, sons, melodias familiares ou repentinamente desconhecidas, somos convidados pela música a evocar as mais remotas e impensadas lembranças. Tempos passados e esquecidos retornam em nossa mente, avivando cenas, relembrando rostos, diálogos e cores. Sentimentos são resignificados, enquanto um elenco de eventos oriundo de tempos distantes se mostra presente. A música é uma forma de comportamento humano e uma linguagem para ser usufruída por leigos ou
por profissionais da área. Para aqueles que a elegeram como um ofício, transforma-se em um recurso pedagógico ou em um instrumento para mostrar-se em público. Ritmo, melodia, contraponto, harmonia se entrelaçam numa estrutura espaço-temporal organizada convertendo-se em um manancial para expressar o talento do seu compositor. De outra forma, apresenta-se como uma matriz de consulta para estudar formas e atividades musicológicas das culturas ou mesmo como um precioso recurso terapêutico não-verbal. Apreciador, intérprete, educador, regente, recitalista, compositor, etnomusicólogo, luthier ou musicoterapeuta, independente da função que possamos desempenhar, desejo que você acolha a boa música, fixando seu olhar e sua escuta no horizonte musical que enobrece e celebra a sua vida.
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Die Macht des Faktischen “Eine stachlige Raupe sprach zu sich selbst: Was man ist, das ist man. Man muss sich annehmen, wie man ist, mit Haut und Haaren. Was zählt, ist das Faktische. Alles andere sind Träume. Meine Lenbenserfahrung lässt keinen anderem Schluss zu:. Niemand kann aus seiner Haut. Als die Raupe dies gesagt hatte, flog neben ihr ein Schmetterling auf. Es war, als ob Gott gelächelt hätte”. (siehe Internet : lindolfow.com.) “Ich glaube nur, was ich sehe”. Das ist die Lebensphilosophie vieler Menschen. Was für sie zählt, ist das Faktische, das, was sie begreifen können – mit den Händen und mit dem Verstand. Man könnte leicht einen Menschen, der so denkt, in eine Sackgasse, einen “beco sem saída”, führen. “Du glaubst nur, was du siehst? Siehst du etwa deinen eigenen Verstand? Gibt es den vielleicht garnicht?” . Doch ich glaube, man muss mit denen, die nur glauben, was sie sehen und begreifen können, anders reden. Jesus hat ja mit seinem Jünger Thomas, der nur glauben wollte, was er begreifen konnte, auch anders geredet. Er hat seinen zweifelnden Jünger beim Wort genommen: “Du wolltest deine Finger in meine Wundmale legen können, um zu glauben, dass ich es bin? So komme und tue es. Erfahre meine Wirklichkeit neu, als Glaubender. Sie hält deinen Zweifeln stand!” Wir sollten wie Thomas wagen, mit unseren Zweifeln zu Jesus zu kommen. Wir sollten dem auferstandenen Herrn zutrauen, dass er mit unseren Zweifeln fertig wird. Auch in der Gefolgschaft Jesu Christi gibt es etwas zu sehen
und zu erfahren. Ich las neulich in einer amerikanischen Zeitschrift den Bericht über ein Gespräch zwischen einem bekannten christlichen Prediger und einem ebenso bekannten ungläubigen Wissensschaftler. Das Argument des Wissenschaftlers war immer wieder das gleiche: “Lack of evidence” – Mangel an Beweisen, an sichtbarer Evidenz dessen, an das jemand glaubt. Nein, es gibt in der Gemeinde Jesu durchaus eine “evidence”. Es gibt zum Beispiel Gebetserhörungen. Es ist dann wirklich, “als ob neben uns ein Schmetterling aufgeflogen wäre” und als ob Gott über die Torheit des Unglaubens gelächelt hätte. Vielleicht müssen wir Christen
neu lernen, in unserem Leben auf die Schmetterlinge zu achten und uns nicht auf die stachligen Raupen zu beschränken. Und Schmetterlinge – das wären dann nicht nur lichte, beglückende Erfahrungen im stillen Kämmerlein. Der Herr hat ja seinen Jünger Thomas eingeladen, seine Finger in seine Wundmale zu legen. Hier liegt der Schlüssel zu den eigentlichen Erfahrungen des Glaubens. Der Leib Christi, die Wundmale an seinen Händen und Füssen: Das ist seine Gemeinde, ihre Leiden und ihre Nöte. Wer es wagt, seine schwachen, unsicheren Hände da mit ins Spiel zu bringen, dem wird es an “Evidenzerfahrungen” nicht fehlen. Wer den demütigen Dienst an leidenden Gliedern des Leibes Christi nicht scheut, der wird die Wirklichkeit und die Nähe Gottes erfahren. Hier wird unsere Betrachtung nun wirklich heiss. Hier wird Thomas ganz persönlich angesprochen und aufgefordert, etwas zu begreifen, etwas anzugreifen, wozu Glaube gehört. Vielleicht ist es etwa ganz Konkretes, was dir in diesem Augenblick einfällt. Vielleicht eine unangenehme, stachlige Sache, vor der du dich bislang gescheut hast. Könnte da zwischen den Stacheln und Dornen nicht ein Schmetterling verborgen sein, der auffliegen will, wenn du die Dornen nicht scheust?
Pfarrer Lindolfo Weingärtner
Mensch im Glück
Hans im Glück ist eines von den vielen gesammelten Märchen der Brüder Grimm. Ich kenne es noch aus meiner Kindheit: Hans tauschte den Lohn für sieben Jahre Arbeit, einen kopfgroßen Klumpen Gold gegen ein Pferd, das Pferd gegen eine Kuh, die Kuh gegen ein Schwein, das Schwein gegen eine Gans, die Gans gegen zwei Schleifsteine – und glaubte jedes Mal, ein gutes Geschäft gemacht zu haben, weil das neue Gut ihm weniger Schwierigkeiten zu machen schien als das weggegebene. Zuletzt fallen ihm jedoch, als er trinken will, die beiden schweren Steine in einen Brunnen. So glücklich wie ich, rief
er aus, gibt es keinen Menschen unter der Sonne. Mit leichtem Herzen und frei von aller Last ging er nun fort, bis er daheim bei seiner Mutter angekommen war. Als Kind war ich ziemlich enttäuscht, wie naiv nur dieser Hans war: Nachdem er nichts mehr in den Händen hat, fühlt er sich glücklicher als je. Wenn ich aber heute das Märchen lese, dann kann ich was von diesem Jungen lernen: Loslassen gehört zum Leben. Aber wie schwierig fällt das! Oft erwischt man sich dabei, wie man immer mehr ansammelt: nicht nur Geld oder Goldklumpen. Auch Bücher, Schuhe, Kleidung, sogar Essen – das haben bestimmt die meisten im Überfluss – ein Blick um sich herum wird das leicht bestätigen. Und nicht nur Greifbares und Gutes wird gesammelt: Leider sammelt und trägt man bei sich auch Schuldgefühle, traurige Erinnerungen, Enttäuschungen, Ängste und Sorgen. Ja, hauptsächlich trägt man steinschwere Sorgen bei sich und oft weiß man nicht, wohin damit. Am häufigsten behält man diese Sorgen für sich anstatt wie der junge Hans seinen Weg mit immer weniger Gewicht frei zu gehen. Warum weigern wir uns Christen immer wieder unsere Sorgen in Gottes Hand zu legen? Er bietet uns doch ein freies Leben
an, wo sich jeder Zeit und Raum nehmen darf zu leben und zu lieben. Wer sich von Gott angenommen weiß, vertraut ihm all seine Last, seine schlaflosen Nächte, seine Sorgen um Gesundheit, um Familie, um Einsamkeit, um Sicherheit, und auch seine Trauer um einen geliebten Verstorbenen an. Lasten und Sorgen wollen ernst genommen werden. Seine Sorgen loszulassen ist keinesfalls einfach, aber Gott hört alle lauten und leisen Klagen. Er nimmt uns an, so wie wir sind und schenkt uns ein freies Leben, wo auch Raum und Zeit für den Nächsten ist. Einer trage des andern Last, heißt es im Galatabrief. Hans im Glück ist nur ein Märchen. Was aber Jesus uns gelehrt und schließlich für uns am Kreuz getan hat, das ist wirklich eine erlösende Handlung, die jeden durch Glauben erreicht. Nicht die Brüder Grimm, sondern Gott bringt uns bei, dass wir keine Sorgensammler bleiben müssen. Auch wenn es nicht leicht ist und man sich dafür Zeit nehmen muss, lädt Er uns ein, die Sorgen in seine Hände, wie Herbstblätter in einen strömenden Bach, zu werfen. Dann kann man zusehen, wie sie hineinfallen und davontreiben weil Gottes Liebe sie annimmt und uns dadurch entlastet.
Theologe Jaime Jung
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JOREV LUTERANO NOVEMBRO 2007
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Anúncios Comunitários Neste espaço, a Comunidade pode compartilhar os momentos significativos da vida cristã, como Nascimento, Batismo, Confirmação, Benção Matrimonial, Bodas e Sepultamento. Entre em contato conosco! Bodas de Diamante - 60 anos de Matrimônio
Bodas de Platina - 65 anos de Matrimônio
GEORG KARL ALBERT FUCHS E LIDIA FUCHS
GUILHERME FREDERICO HELDWEIN E MATILDE HELDWEIN
As Bodas de Diamante de Georg Karl Albert Fuchs e Lidia Fuchs, nascida Sawatzky, foram festejados com uma assistência enorme, tanto dos nove filhos e demais descendentes como por parte da Comunidade em Belo Horizonte/MG, além de muitos outros amigos. O casal continua ativo na Comunidade religiosa, ele, agora, como Presbítero honorário e ela na OASE, onde já havia sido Presidente por 12 anos. Entre os filhos, o casal tem dois Pastores sendo um na IECLB e o outro em Angola.
No dia 23 de setembro de 2007, celebraram 65 anos de vida em comum o casal Guilherme Frederico Heldwein e Matilde Heldwein (nascida Nickel). A benção religiosa foi oficiada pelo Pastor Valmir Simon, na casa do casal jubilar, com hinos entoados pelo grupo da OASE da Comunidade de Erechim/RS. Filhos, Waldemar, Gertrudes, Ilse Irene, Maria Luiza, Arno Bernardo, Edgar Wolfram, genros, noras sete netos e netase uma bisneta compartilham desta alegria e agradecem a Deus pela dádiva dessa longa e abençoada vida em comum. Crê no senhor Jesus e será salvo tu e tua casa (Atos 16.31)
Com profundo pesar, participamos o falecimento de
HERTA ROSILDA LAMB WEISSHEIMER ocorrido no dia 1º de setembro de 2007, em Assis/SP, com idade de 82 anos, 8 meses e 17 dias. O sepultamento foi no Cemitério Evangélico (IECLB), em Colônia Rio-grandense. Ela nasceu em 14 de dezembro de 1924, em Colônia Rio-grandense, município de Maracaí/SP, filha de Gustav Balduin Lamb e Elsa Weissheimer. Seus pais e tios foram pioneiros da Colônia Riograndense, ali chegando em agosto de 1922, procedentes de Feliz/RS. Casou-se com Cristiano Orlando Weissheimer (nascido em 20 de março de 1909, em Alto Feliz/RS)que a antecedeu na morte, em 9 de abril de 1974, também em Assis/SP. O casal teve quatro filhos, Ottmar, Urban, Bruno, Willmar, e uma filha, Marlene. Além destes, deixou enlutados quatro noras, dois netos, quatro netas, um bisneto, um irmão (Gustavo Herbert Lamb), um cunhado e uma cunhada. Ela participou por muitas décadas do coral da Comunidade, da OASE e teve participação atuante como membro do Presbitério por muitos anos. Pois se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também Deus, mediante Jesus, trará juntamente em sua companhia os que dormem (1Tessalonicenses 4.14)
Nota de Falecimento
“Sê fiel até a morte, e dar-te-ei a coroa da vida”. Apocalipse 2.10 Com pesar participamos que o Senhor sobre a vida e a morte chamou para junto de si nosso querido esposo, pai, sogro, avô e bisavô.
PROF. ANSELMO DUPONT, nascido em 28 de agosto de 1927, em Paverama/RS. Filho de Albino Dupont e de Erna Dupont, nascida Hofstätter. Anselmo casou-se no dia 22 de maio de 1948 com Helga Markmann, cujo matrimônio foi abençoado com seis filhos. Ela veio a falecer no dia 4 de julho de 1967. Em 23 de abril de 1977, Anselmo contraiu segundo casamento com Nair Teresa Jantsch e Deus lhes concedeu um filho. O falecido deixou enlutados sua esposa Nair, os filhos Edi, Marli, Günther, Elton, Brunhilde, Jürgen e Alan; genros, noras, netos, bisnetos, irmãs, irmãos, cunhadas, sobrinhos, primos e um grande círculo de amigos/as. Era membro atuante na Comunidade Evangélica Cristo de Paverama como regente dos corais Harmonia, Concórdia e OASE. Foi um pai carinhoso, amigo e trabalhador. Partiu com a idade de 79 anos, 11 meses e 5 dias, vindo a falecer no Hospital de Estrela/RS. A família agradece a todos os que prestaram sua última homenagem. Vou para o Pai, mas não esquecerei aqueles que amei na terra.
8º ENCONTRO DA FAMÍLIA LAMB 180 ANOS LAMB NO BRASIL Data: 15 e 16 de dezembro de 2007 Local: Marechal Cândido Rondon, Paraná Contatos: (45) 3279-1202 E-mail: familialamb@yahoo.com.br
FAMILIA GEIER Encontro de Família de ROBERTO GEIER-BERTA PAUSE
Dia 30 de março de 20008, em Sta Clara do Ingaí – 15 de Novembro/RS. __________.....__________ Descendências de: Adolfo,Alfredo,Guilherme e Roberto Geier; e de Alvina e Frida Klasener, Amália Heller, Berta Rother, Emilia Vogel, Ernestina Kaufmann, Marta Kempf, Paulina e Helma Horbach, Otilia Klein, Irma Arend. Contatos: Iria Brenner (54-3322-1056); Leonida Bublitz (54- 3322-1079); Carlota Hartman(54-3324-1286); Nelson Klassener (54-3322-1364); Melania Drews (55-3332-4219) gadrews@unijui.edu.br ou melaniadrews@yahoo.com.br
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Gente Luterana
O Sínodo Sul-Rio-grandense, formado por 20 Paróquias, 104 Comunidades e 15 mil famílias-membro, cuja ênfase missionária é ser Igreja libertadora e transformadora da realidade, com planejamento participativo, união de vários setores da Igreja, interdisciplinaridade, evangelismo e missão urbana e rural, está representado a nossa gente luterana com Arildo Tessmann e Nair Timm Wiegand
Saúde integral
Fé, esperança e amor
Arildo Tessmann, 39 anos, natural de São Lourenço do Sul/ RS, filho de agricultores, é casado com Lézia e pai de Fabrício e Larissa. Membro da Comunidade São Lucas, Paróquia Trindade, em Pelotas/RS, Arildo foi batizado, confirmado e casou-se em comunidade livre “Na nossa região, estas comunidades ainda são bem expressivas. Embora já sendo membro ativo da IECLB, casei com a minha esposa que também era de comunidade livre, pois existe uma tradição muito forte nestas comunidades e a cerimônia religiosa deve ser realizada na comunidade da noiva”. Foi pela JE, convidado por um vizinho, que Arildo ingressou na IECLB, embora já se considerasse luterano, pois a liturgia usada nas comunidades livres é prussiana. “Entrei na JE num momento em que o grupo estava passando por dificuldades, quase extinto. Em seguida, passei a ser o Coordenador”, relembra.
Cada dia é presente de Deus e oportunidade para amar o próximo A trajetória na Igreja não parou por aí “Casei aos 24 anos, em seguida fui eleito Presidente da Comunidade, fui representante da Paróquia no Sínodo e suplente a representante do Sínodo ao Concílio da IECLB. Novamente fui eleito Presidente da Comunidade e reeleito. Também fui Coordenador do setor de comunicação do
Sínodo”, conta Arildo, que, atualmente, é Presidente da Paróquia reeleito, suplente do Conselho Fiscal e 2º Tesoureiro da Comunidade. Além disso, a Paróquia mantém dois programas de rádio semanal apresentados freqüentemente por Arildo, ‘com muito prazer ’, como ele faz questão de ressaltar. Profissionalmente, Gerente de uma metalúrgica, o Presbítero busca levar o seu cotidiano sendo coerente com o Evangelho, vivendo cada dia como mais um presente de Deus e uma oportunidade para amar o próximo, “Como dizia Lutero ‘ser um pequeno Cristo para o outro’ embora muitas vezes não seja fácil neste mundo e neste tempo em que vivemos”. Neste sentido, o Presidente da Paróquia Trindade busca cursos e palestras de aperfeiçoamento que lhe permitem ser pregador leigo em algumas oportunidades. No Sínodo Sul-Rio-grandense, as dificuldades de ser IECLB são similares ao resto do País: empobrecimento econômico e espiritual do povo. “O desafio é ser autosustentável e crescer na fé, para termos uma nação mais justa e fraterna”, resume. Comunidades participativas com crianças, muitos jovens, grupos, em que cada pessoa tenha o seu espaço é o sonho do Presbítero Arildo Te s s m a n n para a
IECLB. “A Igreja é a única instituição que nos acompanha desde o nascimento até o final da nossa missão neste mundo, que ainda é de Deus. Nesse tempo agitado, cheio de tecnologia e muitas atividades, as pessoas estão com pouco tempo para se ocupar das coisas mais importantes, como buscar primeiro o reino de Deus e a sua justiça e as demais coisas serão acrescentadas”, conclui.
Nair Timm Wiegand, Merendeira, 46 anos, nasceu em São Lourenço do Sul/RS, é casada com Vitor Wiegand e mãe de Janaína, Josiane e Vitor Mateus. Membro da Comunidade de São Lourenço do Sul, esta luterana de berço vive a sua fé por meio da oração e participação ativa na Comunidade. “Na minha função de Merendeira, posso dar sinais concretos oferecendo alimentação qualificada com produtos ecológicos que um corpo criado à imagem e semelhança de Deus precisa receber”, entusiasma-se. Trabalhando como Agente de Saúde e, atualmente, Agente Educacional, Nair acredita que tem auxiliado muitas pessoas nos seus diferentes problemas de saúde, principalmente na prevenção, dando dicas sobre como ter uma alimentação adequada, alertando sobre os malefícios dos agrotóxicos, além de, nos encontros e seminários em geral, prestar várias orientações, como na confecção de cardápios, por exemplo. O que começou como a busca da cura para a sua febre reumática tornou-se um trabalho voluntário, formando grupos de mulheres que se ocupa-
vam com a manipulação de plantas medicinais e alimentação integral. Dois anos depois,
já eram nove os grupos nas Comunidades, levando à elaboração de um projeto pela Fundação Luterana de Diaconia, ainda hoje coordenado em níveis Paroquial e Sinodal, com muito orgulho, por Nair. Na IECLB, a caminhada da Agente de Saúde começou com a participação no grupo de OASE, em 1987. Com o tempo, descobriu que poderia colaborar ainda mais com os seus dons, começando ocupar outros cargos dentro da nossa Igreja. Presidente da OASE, Coordenadora Paroquial da OASE, Representante do Conselho Regional, Representante do Conselho do Capa, Tesoureira Paroquial e Tesoureira Sinodal foram alguns dos cargos ocupados pela Presbítera, que, atualmente, é VicePresidente da Comunidade de São Lourenço do Sul, Vice-Presidente do Sínodo Sul-Rio-Grandense e Coordenadora Paroquial e Sinodal do Departamento de Saúde e Alimentação. A motivação para o grande número de atividades e responsabilidades se dá pela fé e pela confessionalidade luterana, como explica Nair “Devemos viver a fé, o dia-a-dia, com Palavra e ação, considerando o ser humano na sua integralidade, cuidando do seu alimento e da cura, base da natureza que Deus criou”. Para Nair, o desafio de ser IECLB está em ser Igreja da graça, do cuidado e do amor “Ainda temos muito individualismo. Devemos abrir o coração, porque só a palavra não edifica. Não adianta a boca falar se as atitudes fazem calar. Sonho com uma IECLB mais
Não adianta a boca falar se as atitudes fazem calar solidária, que alcance as pessoas sem rumo e sem sentido na vida. Devemos buscar a reconciliação neste mundo tão marcado por ódio e violência”.