Jornal do
Sínodo Uruguai Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil - Edição Especial Digital 08 02
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Oliveira, P. Rogério Richter. DIAGRAMAÇÃO: Taíze Juliane Thielke Koppe ENDEREÇO: Av. General Osório, 95 D Chapecó – SC CEP: 89802-265 E-mail: jornalsinodal@yahoo.com.br Site: luteranos.com.br/sinodouruguai
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Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil - Edição Especial Digital 08
O justo viverá por fé
C
aro leitor, cara leitora. Neste ano de 2020 no dia 31 de outubro celebramos 503 anos da reforma protestante. Um marco importante desencadeado pelo reformador Martinho Lutero. Há 503 anos Lutero redescobriu o evangelho da graça, do amor, do perdão e da salvação. Graças a verdadeira interpretação do evangelho não precisamos mais realizar boas obras para obter a salvação. Nada precisamos fazer, apenas CRER, confiar que Cristo fez por nós a grande obra de dar a sua vida por cada um e uma que vive crendo Nele. E as boas obras realizadas no dia a dia deve ser em consequência da gratidão deste ato de amor de Deus por nós.
No século XVI Lutero considerou quatro pilares importantes que definiam a sua teologia. A doutrina Luterana segue estes quatro princípios: Somente Cristo, Somente a Fé, Somente a Graça e Somente a Escritura. Este conjunto de princípios encontramos na carta de Paulo aos Romanos 1.17 e também como muitos outros textos, onde Lutero ao ler a Bíblia redescobre que somos justificados por graça e fé. Você sabe o que significa isto? Justificados vêm do verbo “justificar”, que na origem latina significa “tornar justo”. Ou seja, através de Jesus Cristo (Somente Cristo), Deus nos concede o perdão. Esta ação de Deus damos o nome de “justificação” que significa, Deus toma para si
a nossa injustiça (pecado) e nos dá a sua justiça (perdão). Isso é dom de Deus, é amor, é graça. A graça (Somente Graça) declara que não há qualquer possibilidade da pessoa fazer por merecer a justificação. Por meio da fé (Somente a Fé) nos faz aceitar este presente de Deus. As obras são como resposta a esse amor de Deus. Todos os princípios da Igreja estão ancorados na autoridade máxima: a Bíblia (Somente a Escritura). Vivamos, testemunhamos esta ação maravilhosa de Deus, somos justificados por graça e fé e motivados a viver em gratidão. Que Deus nos abençoe e nos sustente na fé. Pastora Gilvania Knob de Oliveira
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Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil - Edição Especial Digital 08
O que sabemos sobre
Katharina von Bora? K
atharina conhecida como esposa de Lutero, porém ela também tem sua própria história de vida. O que dizer desta mulher piedosa e destemida. Corajosa e batalhadora que durante as fases mais duras e cruciais na vida de Lutero se empenhou para fazer tudo dar certo. Mas aqui vamos falar um pouco da Katharina não às sombras de Lutero e sim a partir de sua singularidade e de sua fé inabalável. Nascida no dia 29 de janeiro de 1499, em Zülsdorf, passou sua infância e juventude em dois conventos. Uma vida de clausura e de uma rotina repleta de regras. No convento recebeu uma boa formação assim como conhecimentos sobre ervas e chás. Até que um dia tudo mudou ao estudar alguns escritos do 'monge' Martim Lutero sobre a doutrina da justificação por graça e fé. O nosso Deus é bom e gracioso, seu amor por nós é incondicional e libertador. Após a fuga do convento passou a viver em Wittemberg e casando com Lutero em 13 de junho de 1525. Tiveram três filhas e três filhos. Duas filhas faleceram ainda crianças. Tornou-se administradora do dinheiro e dos bens da família.
Na grande casa, instalou um pensionato para estudantes. Comprou terras e cuidou para que a produção de alimentos fosse suficiente, para não extrapolar o orçamento. Lutero não entendia de administração, por isso, até com os editores de seus livros ela
negociava! Katharina participou, mesmo que em meio a tantas tarefas, do processo da Reforma e das conversas teológicas que aconteciam ao
redor da mesa da família. Sua opinião valiosa contribuiu no processo e entendimento das sagradas escrituras e na educação cristã das crianças e pessoas que conviviam entre eles. Como Igreja de Confissão Luterana, somos herdeiros e herdeiras também da personalidade inovadora que a Reforma trouxe consigo. Katharina von Bora nos ensina a perder o 'medo do novo' e a nos animarmos para mudanças, conforme as situações e as épocas. Segura, pela sua fé, teve coragem de expor sua opinião, ser crítica e até ousada. Não hesitou em ajudar a quem precisasse e até arriscar-se quando necessário. Conta-se que ela nem sempre pôde assistir os cultos de seu marido porque estava ocupada fazendo visitas a pessoas idosas, doentes ou enlutadas. Não deixou de ser mulher, mãe, esposa, feminina, mas sempre lutou pela sua autonomia. Como luteranas e luteranos, somos chamados, a partir da nossa fé, a nos engajarmos em nossas comunidades e, de cabeça erguida, colocar os nossos dons e as nossas potencialidades em ação em favor do Reino de Deus que já inicia. Diácona Cátia Patrícia Berner
Base de pesquisa: (https://www.luteranos.com.br/conteudo/katharina-von-bora-1)
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Lutero e a Educação O ano de 2020 entrou na história por ser totalmente atípico. O mundo estava planejado de uma forma para este ano, com calendários e agendas programadas. De tudo isto pouco se fez, ou se fez, houve necessidade de uma adequação “ao novo normal”. As aulas começaram em fevereiro ou março e já houve necessidade de suspenção delas. O motivo: a pandemia que foi disseminada em todo globo terrestre. Com a presença desta doença, estabelecimentos comerciais, igrejas e até escolas foram fechadas. Não houve possibilidade de haver cultos
presenciais, nem tampouco aulas presenciais. Nesse “Novo Normal” as igrejas precisaram se redescobrir para veicular sua mensagem por meio de mídias eletrônicas. De igual modo as escolas e os professores. Passaram, ou ainda estão passando, por um momento de redescoberta intenso. Como propiciar educação, aprendizado aos alunos à distância? E isto durante um ano inteiro? Perguntas que, possivelmente, não encontraremos respostas imediatas. Mas, como luteranos temos uma tradição de cuidado ao que se refere a educação. Por exemplo: A ideia da escola pública é, para todos, organizada em três grandes ciclos (fundamental, médio e superior e voltada para o saber útil nasce do projeto educacional de Lutero. “Adistinção clara entre a esfera espiritual e as coisas do mundo propiciou um avanço para o conhecimento e o exercício funcional das coisaspráticas”, segundo Dr. Walter Altmann. A produção intelectual de Lutero foi intensa e erudita, e seus atos, graças
ao surgimento da imprensa e do clima de descontentamento social, ganharam vasta repercussão. E, tão importante quanto Lutero para a educação foi Philip Melanchton. Durante o período que Lutero passou impedido de se manifestar publicamente, Melanchton foi o porta-voz da causa reformista e se encarregou de reorganizar as igrejas dos principados que aderiram ao luteranismo. Esse trabalho resultou no projeto de criação de um sistema de escolas públicas, depois copiado em quase toda a Alemanha. A reforma da instrução era uma das principais reivindicações das camadas mais pobres da população, insatisfeitas com as más condições de vida e com o ensino escasso e ineficaz oferecido pela Igreja. Esses foram alguns dos motivos da revolta armada dos camponeses, sangrentamente reprimida em 1525. Tanto Melanchton quanto Lutero viam na educação um assunto do interesse dos governantes. “ a maior força de uma cidade é ter muitos cidadãos instruídos”, escreveu Lutero. Para isso, foi criado um sistema que atendia à finalidade de preparar para o trabalho e à possibilidade de prosseguir os estudos para a elevação cultural. O currículo era baseado nas ciências humanas, com ênfase na história. Somos Igreja Reformanda! Também na Educação! Pastor Rogério Richter
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A importância que Lutero deu à Música
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Reforma de Lutero teve efeitos notáveis na vida religiosa do século XVI. Aconteceram grandes mudanças no culto. Na carta que Lutero escreveu a Ludwig afirmou que o germe de muitas virtudes está presente nas personalidades que são sensíveis à música. Lutero afirmou que “não existe outra arte que pode equipararse à música, porque somente ela, depois da Teologia é que consegue uma coisa que no mais só a Teologia proporciona”. Lutero desejava que todos os cristãos amassem a música, pois ela reina sobre o intelecto e o intelecto,
sobre o coração e o espírito. O dom da música é dado ao ser humano para que este lembre que é criado por Deus para louvá-lo. Lutero tocava flauta e alaúde, além de cantar e criar composições e confiava que a música podia ser usada como serva de Deus no culto, pois “tem o poder de elevar a mente e comover o coração do povo”. Com a Reforma, a música começou a ser cantada também pelos fieis, e todos tomam parte no louvor. Os hinos, que eram entoados apenas pelo clero ou profissionais, agora passam a ser entoados pelo povo. Em 1524, editou o primeiro hinário, e o segundo em 1528, já
reformulado e aumentado, com a contribuição de várias pessoas. Lutero compartilhava seu sentimento sobre a música com Johann Walter buscando ajuda para sintonizar conteúdo e melodia. Certa vez Johann Walter visitou Lutero durante três semanas, e expressou que este foi um tempo muito agradável pela oportunidade de cantar e discutir sobre música. Assim, mostra-se o entusiasmo que Lutero tinha pela música associada à teologia, sentimento que continua presente em nossas comunidades também hoje. Pastor Ademir Maurílio Krug