Jornal da Reconciliação. Ano 24, Nº 89, Outubro de 2018

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Boletim quadrimestral da Paróquia Matriz de Porto Alegre – Mês de Outubro de 2018 – Ano 24 nº 89

A tolerância em tempos de cólera Vivemos tempos conturbados, quando a “verdade” tende a ser absoluta e irrevogável, quando não se aceitam visões diferentes, mesmo quando não há uma só forma de ação e/ou pensamento. Um bom exemplo? Como são as discussões sobre qualquer programa de Reality Show (MasterChef, Big Brother, etc)? Se alguém preferiu A em detrimento de B, e o outro pensa diferente, a encrenca em geral está armada. E a discussão pode começar se alguém simplesmente comenta que gosta desses programas de televisão – há muitas pessoas que não aceitam a ideia de que alguém goste desse tipo de entretenimento... Mas você já pensou nas eleições, não é mesmo? Pois é, se mesmo em coisas bem mais simples e prosaicas as pessoas estão com uma dificuldade muito grande em aceitar a divergência de opiniões, não é de admirar que em assuntos mais complexos e importantes a polêmica domine. Claro que em assuntos mais importantes seria esperado que a polarização ficasse mais forte – mas e o futebol? É razoável ver tanto conflito e transtorno por um assunto que deveria ser apenas

a tolerância é a capacidade de aceitar outra pessoa que tem uma atitude diferente daquelas que são a norma para mim, garantindo a aceitação de diferenças sociais e a liberdade de expressão. É permitir que algo prossiga, mesmo que eu não concorde com tal valor, pois os outros possuem o direito de discordar ou pensar diferente. para divertimento? O que esses comportamentos revelam de nossa sociedade e de nós mesmos? Será que somos chamados a dar opinião e firmar posição em tudo? Eu acho que não. Na verdade, há coisas para as quais somos chamados ao testemunho e coisas para as quais somos chamados à tolerância e ao respeito, muitas vezes em silêncio. O apóstolo Pedro diz que precisamos estar prontos a explicar a todos sobre a razão da esperança que há em nós (1 Pedro 3.15), mas não diz que precisamos estar sempre prontos para dar ou impor a nossa opinião sobre tudo, mesmo quando ela não é solicitada! E, mesmo quando nos perguntam, precisamos temperar tudo com tolerância e amor, para que a discórdia não reine entre nós. Sempre é importante lembrar que

A Carta Pastoral sobre as Eleições de 2018, emitida pelo Pastor Presidente da IECLB, Dr. Nestor Paulo Friedrich, alerta sobre o grave contexto em que vivemos, em que a “rede de sustentação da civilidade está com muitos fios rompidos” e isso tende a nos colocar em um confronto raivoso, de ódio e polarização, no qual predomina a visão reducionista do “nós X eles”. As pessoas acham que podem difamar, acusar sem provar, e desrespeitar quem pensa diferente. O diálogo e o respeito à opinião divergente parecem ser o melhor caminho de um convívio fraterno e frutífero, sempre à luz do Evangelho. Que os “tempos bicudos” em que vivemos não nos façam esconder a chama do amor divino. Artur Sanfelice Nunes Designer gráfico

Entrevista

Central

Temas atuais

Conheçam um pouco do nosso novo Candidato ao Ministério Aislan Greuel e sua expectativa de realizar o PPHM entre nós.

Manuel Petrik, jornalista convidado a apresentar o tema de seu doutorado, o tema do conflito no processo eleitoral brasileiro.

O Pastor Cláudio apresenta um panorama do processo eleitoral em curso na nossa igreja nos seus diversos âmbitos.

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