Boletim trimestral da Paróquia Matriz de Porto Alegre - CEPA - Agosto de 2006 - Ano 12 nº 49
Um tema delicado para mudar esse estado generalizado de coisas. Vejam em que situação nós nos colocamos! Em termos religiosos, não só visualizamos um quadro mais terrível do que o é na realidade, como também usamos este quadro para justificar nossa acomodação. É de estranhar. Nossa ética luterana nunca foi uma ética resignada. Somos protestantes, lembram?
Falar de dinheiro na Igreja é algo muito delicado por vários motivos. Não só porque estamos cercados por “organizações religiosas” que lidam com o dinheiro de maneira abusiva, mas também porque estamos saturados com tantas denúncias e comprovações de corrupção. A soma destes e de outros fatores faz crescer em nosso meio uma série de desconfianças em relação à forma como se lida com as contribuições e as ofertas. É consenso em nosso meio que dois grandes males assolam a nossa sociedade: a generalização e o acomodamento. Por um lado acreditamos ingenuamente que, se uma organização religiosa é corrupta, todas são. Por outro, achamos que nada pode ser feito
Por isso, sempre é tempo de rever nossas posturas à luz do Evangelho e defendê-las “quer sejamos oportunos, quer não”. Mais importante que a aparência de nossas atitudes é a nossa motivação. Não é porque uns desvirtuam a questão do dinheiro na Igreja que iremos desistir de tratá-la de maneira digna. Basicamente, a questão do dinheiro se aplica a como lidamos com a oferta dos cultos e com a contribuição regular. Percebemos alguma resistência quanto à prática da oferta inserida na liturgia do culto. Na verdade, não há motivos para isso, na medida em que essas ofertas se destinam, na maioria das vezes, a finalidades sociais ou missionárias fora de nossa comunidade. Inclusive agradecemos a Deus por elas, e oramos pela sua aplicação.
Com a contribuição regular também enfrentamos dificuldades. Alguns talvez pensem que ainda somos sustentados pela Igreja da Alemanha. Na verdade, tudo o que temos - funcionários, espaço físico adequado, limpeza, atendimento pastoral - é fruto da mobilização da comunidade. Nossa contribuição, neste sentido, se reveste da maior importância. Se o vínculo com a nossa comunidade é algo significativo para nossas vidas, então a responsabilidade pela manutenção da mesma é conseqüência natural.
Não é porque uns desvirtuam a questão do dinheiro na Igreja que iremos desistir de tratá-la de maneira digna. Nossa comunidade está sendo desafiada a discutir estas questões, e quem sabe rever algumas de nossas práticas. Se quisermos ser uma Igreja com presença e testemunho significativos em nossa cidade, não podemos deixar de afirmar que há uma maneira digna de lidar com a questão do dinheiro no meio religioso. Não temos nada de que nos envergonharmos. P. Cláudio Kupka
Enfoque
Central
Você viu?
A Diácona Leila Schwingel fala um pouco de sua viagem a Trinidad para um Congresso de Diaconia representando a Comunhão de Obreiros/as Diaconais da IECLB.
A Pastoral do Batismo foi implantada para trazer mudanças na nossa maneira de ver e viver o batismo. Conheça um pouco mais dessa iniciativa.
A Psicóloga Marli Nedel nos traz uma significativa reflexão sobre como nós brasileiros lidamos com o fracasso e o sucesso.
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EDITORIAL
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Crescer na adversidade A Paróquia Matriz tem características próprias. Sem enumerá-las, surgem iniciativas no seio da comunidade a cada ano. Neste primeiro semestre, já registramos o Curso Partilhar a Fé, Pastoral do Batismo e o culto dos cachoeirenses realizado em 28 de maio passado com grande sucesso. Também temos grupos mais antigos como a OASE fundada há mais de segunda edição, alusivas noventa anos e outros. ao aniversário do nosso Outros projetos em Templo que juntamente fase embrionária, logo com o Centro Evangélico farão parte deste tesouro completaram 36 anos de de idéias e iniciativas que construção no dia 12 de norteiam a nossa vida julho, e que carecem de comunitária. restauração e pintura, No dia 25 de junho, urgentemente. Como já 02 e 09 de julho, aconteceu em projetos aconteceram as palestras menores, este será um evangelísticas em sua grande desafio para todos.
Expediente Boletim informativo da Paróquia Matriz de Porto Alegre Comunidade Evangélica de Porto Alegre - CEPA Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil - IECLB Coordenação: Artur Sanfelice Nunes Huet Jorge Bacellar Junior José Sperb de Oliveira Liane Dagmar Schmidt Magda Regina Rockstroh P. Cláudio Kupka Editoração Vânia Möller Publicidade: Roberto Redlich multipublicidade@pop.com.br ou na Secretaria da Paróquia Rua Senhor dos Passos, 202 90020-180 - Porto Alegre/RS Fone: (51) 3224.5011 Expediente da Secretaria: 2a a 6a, das 8h30 às 12h e das 13h30 às 18h30
Como em grandes empreendimentos, a CEPA motivou pessoas e mobilizou recursos para a sua expansão, mapeou a cidade e colocou em prática um audacioso plano de ação, indo ao encontro da maior concentração de evangélicos luteranos em nossa cidade.
A história da Paróquia Matriz confunde-se com a da CEPA, desde sua fundação até hoje caminham juntas. Ao completar 150 anos de fundação em 2006 e de relevantes serviços prestados à Igreja, a CEPA já enfrentou grandes desafios, superou dificuldades e cresceu na adversidade.
“Investiu na formação e aprofundamento da fé de seus membros, por meio do trabalho de Escola Dominical”, uma prática salutar e uma ferramenta adequada para o crescimento das comunidades. Até aqui nos ajudou o Senhor. I Sm. 7.12b. Parabéns Paróquia Matriz, parabéns CEPA. João Jacob Spindler Presidente do Conselho Paroquial
Sínodo Rio dos Sinos reelege pastor sinodal Em Assembléia Sinodal realizada no sábado, 24 de junho, na Paróquia do Salvador, em Porto Alegre, representantes de comunidades e paróquias do Sínodo Rio dos Sinos reconduziram os pastores Enos Heidemann e Kurt Rieck aos cargos de pastor sinodal e vice-pastor sinodal, respectivamente. Para presidente e vice-presidente do Conselho Sinodal, foram eleitos Ingo Brust e Vera Roth, trocando de posição em relação a atual gestão. O pastor Douglas Wehmuth será o titular do Sínodo no Conselho da Igreja. A 5ª Assembléia do Sínodo Rio dos Sinos homologou os nomes dos pastores Homero Severo Pinto e Walter Altmann como candidatos a pastor presidente da IECLB no próximo Concílio da Igreja, em Panambi, no mês de outubro. Os seus nomes também foram homologados para concorrerem à primeira vicepresidência, ao lado dos pastores Nilo Orlando Christmann e Edson Saes Ferreira. Para segundo vicepastor presidente, Helmar Roelcke, Enos Heidemann e Edson Saes Ferreira foram homologados como candidatos. Fonte: Ricardo Fiegenbaum – www.ieclb.org.br
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MEDITAÇÃO
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Graça X Recompensa Existe uma lógica perversa no mundo, que assombra, dizima, consome, individualiza e valoriza a prosperidade pessoal a qualquer custo. Acentua a importância do vencer, do conquistar, do ultrapassar limites e com isso alcançar reconhecimento, recompensa. Esta lógica se contrapõe frontalmente ao Evangelho da graça e do amor que Jesus Cristo nos revelou. Não é preciso nem aprofundar muito a reflexão para se perceber que, com esta lógica, a existência humana, assim como qualquer outra existência, está fadada à destruição. Não é por acaso que se fala tanto em transformação, em necessidade de mudança. Assim como vivemos, não chegaremos muito longe. De uma forma muito especial e contextualizada, a IECLB tem procurado refletir, através do tema e lema do ano, propostas que visam a enfrentar estas situações que estão acontecendo no mundo, com as pessoas, com a natureza, influenciadas por tal lógica destrutiva. Neste ano, somos novamente motivados pelo tema: “Deus, em tua graça, transforma o mundo”. Esta é uma proposta que se contrapõe à lógica do mundo, pois nos leva a entender qual é a lógica da graça de Deus. Esta não causa desigualdade, violência, disputa, or-
Ao presentear uma criança, mesmo com a coisa mais simples, percebemos, no brilho dos seus olhos e no seu sorriso largo, a sua gratidão.
gulho, arrogância. É a lógica da doação, do amor, da humildade, da partilha, do compartilhar, da coexistência, do serviço. Por graça se entende “de graça”, “sem custo”, “que se ganha”, “ofertado”, “dado voluntariamente”, “um presente”. Deus dá incontáveis presentes: a vida, os dons para prover o sustento, a natureza e tudo o que nela existe (Gn 1.28-30). Deus é o princípio e o fim. É Ele que dá de graça da fonte da água da vida para quem tem sede (Ap 21.6). Deus, em sua bondade e sabedoria, nos oferta, nos doa, e se doa completamente de graça. Deus sabe quais são os efeitos de ser agraciado ou agraciada por alguém. Ao presentear uma criança, mesmo com a coisa mais simples, percebemos, no brilho dos seus olhos e no seu sorriso largo, a sua gratidão. Ela
se apega a nós. Isto acontece sempre que alguém é lembrado ou se sente amado. Deus nos amou primeiro, diz 1 João 4.10, e sabemos o efeito disto. Ficamos alegres e com vontade de agradecer a Deus. No entanto, o processo nem sempre é tão simples assim.
Ações de graça podem ser traduzidas por “Sirvam uns aos outros, cada qual conforme o dom que recebeu” (1 Pedro 4.10). As palavras do lema bíblico para este ano expressam com profundidade qual é a gratidão que Deus espera de nós, qual é a missão que Deus tem para nós como criaturas suas. Servir é algo que está ligado à essência do por que fomos criados (Gn 2.15). O próprio Cristo veio para servir e não para ser servido (Lc 22.27). Sua forma de servir foi tão eloqüente, que ele nos serviu com sua própria vida para nos resgatar, para que nossos pecados fossem perdoados.
Quando uma pessoa, que pouco ou “nada” tem, recebe algo, tende a pensar que dar de graça é uma obrigação de quem tudo tem para quem nada tem. Por isso, acha que não precisa Nós somos gratos e agradecer. servimos, porque Cristo nos serviu primeiro. Por outro lado, quem A lógica cristã é a muito tem ou “tudo” tem, da gratidão. Portanto, quando recebe algo de com nosso serviço em graça, desconfia da intenção, da procedência. gratidão a Deus estamos O gesto de gratidão, multiplicando sua graça, neste caso, talvez seja para sua glória e automático, por educa- transformação do mundo. ção, porque aquilo que ganhou não tem valor algum.
Cand. P. Marcos Aurélio de Oliveira
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ENTREVISTA
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Entrevista com Vera Walber
O testemunho do Evangelho através do trabalho diaconal tem sido uma das mais significativas contribuições da IECLB em nossa terra. A tarefa diaconal é exercida por muitas mãos: grupos, comunidades, obreiros(as), instituições e entidades internacionais. Coordenar estas forças requer um esforço e uma dedicação muito grades. Esta tarefa atualmente está nas mãos de Vera Walber. Recentemente voltando da Assembléia Regional do DOTAC (Diaconia das Américas e Ilhas Caribenhas) em Trinidad, Vera fala um pouco ao JR de seu trabalho e seus desafios.
JR: Diga algo sobre sua chama Coordenação de trajetória pessoal e Diaconia e, na função de Coordenadora de Diaprofissional. conia, tenho a tarefa de Vera: Sou formada em auxiliar a motivar e articular Psicologia pela Unisinos, as ações diaconais na pós-graduação em Edu- IECLB. Digo auxiliar porque cação Popular e Mestrado precisamos trabalhar em em Psicologia Social e rede - obreiros e obreiras Institucional na UFRGS. dos diferentes ministérios, Logo que me formei, fui lideranças não-obreiras, trabalhar em uma APAE na Sínodos e Coordenação de região da Grande Porto Diaconia. Coordeno o Alegre. Trabalhei lá por Programa Voluntários de sete anos, e saí para Missão, que recebe jovens assumir o trabalho com vindos da Alemanha, que pessoas com deficiência na querem fazer atividade IECLB. Sou de família voluntária por um ano em luterana e fiquei sabendo alguma instituição diaconal que a IECLB procurava ligada à IECLB. Sou alguém para coordenar o também responsável pela trabalho por um anúncio intermediação com uma no Jornal Evangélico. fundação alemã que apóia Comecei a trabalhar no projetos com crianças e Departamento de Diaconia adolescentes empobreem 1995, e fui a Coor- cidos. Acompanho também, denadora Nacional do dentro das limitações de trabalho com pessoas com tempo, o trabalho dos deficiência até agosto de ancionatos e a participação 2004, quando Irmã da IECLB na instituição Hildegart Hertel se apo- Amencar, que atua na área sentou e deixou a direção da criança e do adolesdo Departamento de cente. Há pouco tempo, Diaconia. Naquela ocasião, comecei a acompanhar a fui convidada para dar atuação dos 22 hospitais continuidade ao trabalho ligados à IECLB. Parte deles está em situação financeira começado por ela. difícil por causa dos altos JR: Qual é a tua tarefa no custos e pouca receita recebida do SUS. Dep. de Diaconia?
Vera: Um desafio é conseguir sustentabilidade para os projetos e ações diaconais em tempos de redução de recursos do exterior. Temos que buscar alternativas em nosso próprio país e Igreja, para dar continuidade ao que está sendo desenvolvido. JR: O trabalho da Diaconia envolve outros Departamentos e setores da IECLB e do exterior?
Vera: Sim, trabalhamos de forma integrada com o Departamento de Educação Cristã, no que se refere à formação de lideranças na IECLB. Além disto, desenvolvemos atividades com a Fundação Luterana de Diaconia, com a Rede Sinodal de Educação e o COMIN. No exterior, a Diaconia da IECLB faz parte de outros três grupos - a Diaconia Mundial, a Diaconia das Américas e Caribe, e a Rede EDAN do CMI, que trabalha pela inclusão de pessoas com deficiência. São parcerias importantes para a troca de informações, além de apoio financeiro a alguns projetos. É também uma forma de criar uma rede de pessoas que pensam, refletem e agem com um JR: Quais são os desafios Vera: O Departamento de Diaconia da IECLB agora se enfrentados no momento? mesmo objetivo.
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ENFOQUE
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Conferência da DOTAC A IECLB é membro da DOTAC através das duas comunhões diaconais: Casa Matriz de Diaconisas e da Comunhão de Obreiras/os Diaconais. A cada quatro anos acontecem os encontros regionais. Neste ano, o encontro aconteceu no início de julho, na cidade de Port of Spain, capital de Trinidad, América Central, reunindo as Américas e o Caribe. Fui convidada a representar a comunhão de Obreiras/os Diaconais da IECLB, juntamente com mais três pessoas. O tema da Conferência foi “O que o Senhor pede de ti? Que pratiques a justiça - Ames a misericórdia - Andes humildemente (Miquéias 6,8)”. Começamos a nos preparar para a conferência, estudar o tema, preparar material de divulgação dos trabalhos diaconais realizados pela IECLB, pela CEPA, enfim todo material que pudéssemos usar para compartilhar nossas experiências. A viagem foi longa, cheia de experiências preciosas e alguns contratempos. Em Caracas, nosso vôo foi cancelado e tivemos que pernoitar na cidade. Nessa ocasião, já nos encontramos com outros três participantes da Conferência, que vinham da Costa Rica e Nicarágua. Chegamos enfim ao nosso destino, Port of Spain, Trinidad. País tropical, com altas temperaturas, paisagem maravilhosa que
amor ao próximo, pela divisão do pouco que se tem e pela esperança de que o outro dia será melhor. No dia-a-dia, há pessoas que louvam a Deus e O invocam para agradecer e renovar sua esperança, demonstrando uma espiritualidade linda e digna de ser copiada. Fica o aprendizado de que somos eternos aprendizes na difícil tarefa de praticar a justiça, amar a misericórdia e andar
lembra em muito a nossa diferentes Igrejas convigeografia. dadas para essa tarefa e a nós, da IECLB, coube fazer Na abertura da Confe- a da primeira noite. rência, fomos presentea- Curiosa para nós foi a dos com belas apresentaexpectativa que havia em ções de música, canto e torno da nossa meditação, dança de crianças e adolescentes de escolas mas com muita satisfação públicas locais. Para nós a e alegria a realizamos. surpresa foi grande, tudo Usando cantos e uma bela era feito com muito liturgia que envolvia luzes/ profissionalismo e alegria. velas, refletimos sobre o Eles possuem um ins- texto de Lucas sobre a trumento musical próprio, visita de Jesus à casa de típico do país, um tipo de Marta e Maria, como tambor que produz um forma de preparo para as som divino, ele é feito de visitas aos campos de forma artesanal e é trabalho que seriam reconhecido como um realizadas no dia seguinte. símbolo nacional. Essas Numa experiência formas de arte – a música, como esta muitos são os o canto e a dança - fazem que parte dos currículos das aprendizados trazemos em nossa escolas públicas. bagagem na volta. Nos dias que se Conhecer um pouco da seguiram, participamos de realidade da América estudos bíblicos referentes Central foi maravilhoso, ao tema da Conferência, mas também chocante. celebrações, grupos de Trinidad é um país muito interesses com os temas pobre, mas que, através da mais diversos e visitas a sua cultura e do campos de trabalhos investimento na infância e Diaconais /Assistenciais na adolescência, tem cidade de Port of Spain. esperança. Nas visitas, À noite as meditações constatam-se realidades eram realizadas por difíceis, aplacadas pelo
Fica o aprendizado de que somos eternos aprendizes na difícil tarefa de praticar a justiça, amar a misericórdia e andar humildemente. humildemente. Fica muito claro também que, quanto mais conhecemos nosso próximo, mais aprendemos. Sou grata a Deus por mais esta oportunidade e a esta comunidade que sempre motiva e possibilita essas experiências. Que Deus nos acompanhe sempre neste aprendizado. Diac. Leila Schwingel
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GRUPOS
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250 anos O trem se aproxima da estação e passa por uma ponte que atravessa um rio. Neste momento me precipito à janela para apreciar o panorama que se desvenda diante de meus olhos deslumbrados: no alto do morro a imponente fortaleza medieval; a seus pés, torres e cúpulas barrocas, os telhados de cobre esverdeados ou ornamentados de ouro. É uma sensação de expectativa e encantamento que se apodera de mim. Estou falando da chegada à minha, amada Salzburg, cidade natal de Wolfgang Amadeus Mozart, nascido há 250 anos. Não podíamos deixar passar em brancas nuvens data tão importante no mundo
Aos seis anos, Mozart foi levado pelo pai, junto com Nannerl, a irmã mais velha - a viajar pelas cortes da Europa.
musical. Mozart, aos quatro anos, já fazia composições. Seu pai, músico conceituado, assumiu sua educação, encaminhando-o ao estudo do piano. Aos seis anos, Mozart foi levado pelo pai, junto com Nannerl, a irmã mais velha - ela talentosa também - a viajar pelas cortes da Europa, exibindo, principalmente, o filho-prodígio. Foram recebidos por imperadores,
imperatrizes, reis e rainhas, que os admiraram, mimaram e condecoraram. Dizem que, depois de uma apresentação, o menino prodígio saltou no colo da Imperatriz da Áustria e que, em outra ocasião, tendo caído no piso liso do salão, foi socorrido pela princesa Maria Antonieta, que tinha sua idade. Muito agradecido, Mozart prometeu casar-se com
ela. Apesar da genialidade, a criança não perdeu sua infantilidade. Gostava de brincadeiras, gostava de cantar e dançar. As freqüentes viagens cansativas, seguidas de apresentações exaustivas prejudicaram sua saúde frágil e delicada, mas não prejudicaram sua força criativa. Escreveu inúmeros concertos, sinfonias e óperas, sendo a mais conhecida a “Flauta Mágica”. Morreu com 35 anos, doente e pobre. Como pessoa adulta, deixara de ser “atração sensacional” para o público. Eis aí um breve e insuficiente relato de uma vida que nos deixou rico acervo de músicas que fazem rir e que fazem chorar. Sofia Renner
OASE noticiando... No tradicional Chá das Creches, na Sogipa, no último dia 13 de julho, nossa OASE participou da venda de ingressos e rifas, com a doação de tortas, salgados, prêmios, e com o trabalho propriamente dito, antes e durante a realização do evento. Foram beneficiadas as seguintes entidades: Casa da Criança de Alvorada, Casa da Criança “O Bom Samaritano” de Viamão, Centro Infantil Eugênia Conte, Centro Infantil Lupicínio Rodrigues e o Centro Diaconal Evangélico Luterano, estes últimos de Porto Alegre.
Nossa OASE participou ativamente do tradicional Chá das Creches, na Sogipa, no último dia 13 de julho. agosto próximo, para o qual desde já, convidamos a todos. Já em 21 de setembro, acontecerá o IX Dia Sinodal da OASE em Canoas.
Em todas as promoções acontece um Também estamos nos engajamento significativo preparando para o 3º Café de membros ativos da Colonial, no dia 3 de OASE, o que não exclui os
eventos promovidos por outros setores da Igreja, nos quais a OASE se faz presente. Noticiamos, ainda, a eleição de nossa presidente Carole König, para o cargo de presidente da OASE Sinodal, abrangendo toda a região do Sínodo Rio dos Sinos, com sede em São Leopoldo.
Se por um lado, estamos felizes com sua eleição e posse em tão importante cargo, por outro lado lamentamos que Carole deverá deixar a presidência da OASE Matriz em dezembro próximo. Por fim, manifestamos nossa tristeza pelo falecimento de nossa mais idosa componente, Lídia Eliza Michel Heinz, que nos deixou em 23 de junho último, aos 98 anos. Suas declamações e canto serão sempre lembrados pelas colegas e por todos os que tiveram a felicidade de com ela conviver. Hildgard Krug de Oliveira Brito
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GRUPOS
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Partilhar a Fé A Fé cristã se alimenta no partilhar, revigorandose pelo ato de ouvir a história contada por pessoas que perceberam a ação de Deus, fazendo a diferença porque liberta, cura, envia alguém para ser uma bênção a uma terra estranha. A fé cristã não é produção do meu conhecimento, e nem mérito das aptidões pessoais. Esta é dádiva à medida que me entrego a uma força maior que dá sentido, promessa dada por Deus que faz andar por caminhos de vida, tornando-se assim visível na comunhão, no compromisso com a solidariedade, na aceitação do diferente, por excelência na Santa Ceia e no Batismo. Ao mesmo
A assiduidade e a participação nos debates são marcas que motivam a promover cursos de teologia como este em nossa Paróquia.
tempo, a fé cristã desperta para o conhecimento do nosso jeito de ser luterano, da nossa história. O presente torna-se compreensível quando entendemos a tradição de nossos antepassados; logo, o futuro, mesmo quando ainda desconhecido, faz carregar conosco a certeza de que Deus conduz as nossas vidas assim como sempre esteve presente na nossa história. Em meio a
tantas histórias contadas, a Bíblia é a bússola que norteia a fé cristã. Clareza da fé cristã este é o exercício que nos desafia. A indiferença e a confusão são as armas com as quais o mal age e se confronta com a criação de Deus. É tempo de partilhar, testemunhar a fé cristã. Este exercício acontece quando nos dispomos para a partilha, para a entrega de um
tempo para estudar a Bíblia. Este momento histórico nós estamos experienciando através do Curso de Teologia: Partilhar a Fé. O mesmo iniciou em março, consta de 18 etapas, as quais acontecerão até novembro do corrente ano. Os assessores deste curso são, na sua grande maioria, professores da nossa Escola de Teologia de São Leopoldo. Os participantes receberão certificado de participação. Atualmente, participam em torno de 30 pessoas. A assiduidade e a participação nos debates são marcas que motivam a promover cursos de teologia como este em nossa Paróquia. P. Werner Kiefer
Grupo Singulares Vivemos na companhia de muitas pessoas. Mesmo assim, muitas vezes nos sentimos sozinhos. Às vezes, optamos por permanecer a sós, outras vezes, desejamos estar em meio a pessoas para dialogar, partilhar da nossa amizade. O importante é que possamos nos sentir aceitos, amados, e saber que existem espaços flexão, partilha da Palavra onde podemos compar- de Deus e de comunhão. O nosso primeiro passeio tilhar a nossa vida. já aconteceu, fomos a O Grupo Singular da Nova Petrópolis e a Graparóquia Matriz é um mado. O próximo passeio espaço que está nascendo será para Bento Gonçalves. e oportunizando momenA Paróquia Matriz tos especiais para a vida. Este grupo reúne-se men- compõe-se de vários salmente e, duas vezes por grupos: casais, jovens, ano, realiza um passeio. mulheres... O Grupo Os encontros são de re- Singular é para viúvos,
Quando desejamos dialogar e cultivar amizades, é importante encontrar um grupo onde possamos nos sentir aceitos e compartilhar a nossa vida.
viúvas, descasados (as), solteiros, solteiras. Aqui você tem lugar. Venha conhecer este grupo tão especial! Veja as datas dos nossos próximos encontros: 29 de julho, 15h; 26 de agosto, 15h; 23 de setembro, 15h; 29 de outubro - Passeio para Bento Gonçalves:
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Maria Fumaça - Caminho de Pedras; • 25 de novembro, 15h (Encerramento). Local: Paróquia Matriz
Os nossos encontros são de uma hora e meia (aproximadamente). No final dos encontros, há um momento de partilha de comes e bebes. Assim sendo, pedimos que as pessoas que puderem tragam algo para partilhar. Seja bem vindo ao Grupo Singular. Um grupo especial para pessoas singulares. Viver é compartilhar, perceber que há gente amiga que dá sabor, motivação e alegria ao nosso viver. P. Werner e Sandra
Pastoral do O Batismo não pode ser um acontecimento que expresse apenas uma passagem do batizando pela comunidade cristã ou meramente um evento social. A Igreja busca uma estratégia com a qual possa doravante cativar os batizados para o exercício da fé cristã. Entendemos que toda comunidade que assume a tarefa de batizar também tem a responsabilidade de educar para que as pessoas possam viver a partir e em função do significado do Batismo. Celebrar o Batismo de tal forma que expresse a sua real importância através do rito e exercitar uma pedagogia para que este sacramento tenha conseqüências na vida de fé da comunidade, é o grande desafio que um grupo de pessoas da Paróquia Matriz, denominado de Pastoral do Batismo, vem se ocupando. No ato do Batismo visualizamos um Deus acolhedor que sinaliza este seu amor incondicional, marcando para sempre as nossas vidas. Deus é que vem assim, ao nosso encontro nos aceitando, expressando o seu carinho por nós: “ Não temas, tu pertences a mim, chameite pelo teu nome, tu és
Celebrar o Batismo de tal forma que expresse a sua real importância e exercitar uma pedagogia para que este sacramento tenha conseqüências na vida de fé da comunidade, é o grande desafio da Pastoral do Batismo.
meu.” Isaías 43.1 Esta iniciativa de Deus precisa ser agora testemunhada. Portanto, no ato de batizar, na condição de pai, mãe, padrinho e madrinha, todos os membros da Igreja, são convocados e relembrados a testemunhar o que Deus realizou neste dia. Deus se utiliza de nossos dons para que agora digamos à criança o que Ele fez neste dia de seu Batismo. Por isso, a importância do testemunhar, dizer que tal dia, lá na Igreja, na presença da comunidade, Deus fez uma aliança contigo. Deus disse que sempre estará contigo, neste dia foste selado com o amor de Deus. Assim sendo, através deste ato de recontar os feitos de Deus, que o conhecemos em nossa vida, a fé cristã passa a ser uma prioridade, fazendo sentido para o viver por-
que foi despertado através do testemunho dos pais, padrinhos, membros da Igreja. Testemunhar é falar aquilo que vimos e ouvimos. O cristão não inventa, mas fala aquilo que ouviu e recebeu através da Sagrada Escritura e o que presenciou no Batismo. É através deste falar que a fé cristã é dada e recebida de geração a geração. A Pastoral pensou num símbolo que possa auxiliar na compreensão da vivência da fé cristã a partir deste Sacramento. A vela é um símbolo que pode ajudar na tarefa que o Batismo desperta. Nos primórdios do cristianismo, nos tempos de perseguição, cristãos reuniam-se de forma escondida e assim partilhavam a Palavra de Deus. A luz da vela se tornou no decorrer da história expressão de vigilância, de fidelidade à boa causa de Deus no mundo. Este símbolo nos auxilia a perceber que a sua luz existe porque há doação, entrega. Não há luz sem entrega. E pelo fato de ser luz é percebida. E não existe escuridão no planeta Terra que possa apagar a luz de
uma vela. Além do mais se constata que uma vela não perde sua chama ou seu calor acendendo outra. Nesta perspectiva a Pastoral está entregando uma vela durante a realização do Batismo. Esta quer ser acesa sempre por ocasião do aniversário do Batismo. A própria Pastoral do Batismo estará doravante auxiliando na lembrança desta data junto ao batizando. A vela quer ser um símbolo que expressa o aniversário do Batismo e que nos aponta para a luz de Cristo: ”Vós sois a luz de Cristo”. Luz que está presente em nossas vidas e que precisa ser partilhada, para tanto a necessidade do testemunhar, do servir uns aos outros. Que sejamos velas acesas que brilhem e sejam percebidas ali onde estiverem servindo a boa causa de Deus no mundo. Que o nosso Batismo, o de nossos afilhados e afilhadas, filhos e filhas, membros da Igreja, seja um acontecimento duradouro e possa repercutir por toda a nossa vida. Pastoral do Batismo P. Werner Kiefer
do Batismo Vela Batismal Pelo fato de a Pastoral do Batismo ter incorporado à liturgia do batismo a doação da vela batismal, cabe fazermos uma pequena alusão específica a este elemento. A vela batismal está, em primeiro lugar, estritamente relacionada ao Círio Pascal. O círio Pascal representa, no culto, a luz da ressurreição de Jesus Cristo. Por isso, ele deve ser aceso somente no culto da Páscoa e também quando há batismo. Isto porque o batismo nos primeiros séculos era celebrado sempre na Páscoa. A vela batismal é acesa no círio e dada à pessoa batizada, representando a ressurreição concedida aos que crêem em Cristo, o ressurreto. A vela também representa a presença de
Um grande coral acompanhado de instrumentistas conduziram a música provinda de diferentes partes do mundo.
Cristo, iluminando a vida dos batizados e batizadas. Uma ênfase que se tem dado bastante, ultimamente, é a da dimensão diaconal constante na vela. Cristo é aquele que veio servir ao mundo (Jo.13). Quem é batizado, é incorporado à comunidade das pessoas que servem umas às outras por amor e por obediência a Cristo. Assim brilhe a vossa luz diante dos homens, para que vejam
as vossas boas obras e glorifiquem ao vosso Pai que está nos céus. (Mt 5.16). Portanto, a dimensão de serviço, sempre recordada quando se acende a vela, é também muito importante quando se pensa em batismo. Podemos dizer, a partir destes elementos aqui mencionados, que a Pastoral do Batismo da Paróquia Matriz vem cumprindo
com sua tarefa de batizar e ensinar ao mundo os conteúdos da fé cristã. Isto tem sido feito de forma responsável, havendo constante incremento de sentido e de riqueza simbólicoritual na prática do batismo. Também o aspecto educacional do batismo não tem sido negligenciado. O trabalho com crianças e jovens vem demonstrando isto. Cabe, portanto, a toda a comunidade, inteirarse daquilo que Deus faz no batismo, que é central na mensagem e na vida cristã. No batismo Deus nos busca, nos salva e nos compromete com Ele e com Sua comunidade, na qual procuramos, com Ele, viver já aqui seu reino de justiça, paz e amor. Felipe Gustavo Koch Buttelli
Vida cristã se compreende a partir do batismo No batismo fomos agraciados pelo amor de Deus. Esta é uma experiência fundamental que se torna sempre atual quando voltamos ao batismo recebido. É a partir desta experiência que se manifesta toda a boa obra de Deus neste mundo. Assim como Deus se solidariza conosco no batismo, selando-nos
incondicionalmente com o seu amor, procuramos agora auxiliar os que necessitam do nosso cuidado. Toda ação social da Igreja acontece por causa da iniciativa de Deus visualizada neste sacramento. Por isso, o nosso desafio: viver o batismo, tendo Deus como referência no nosso viver. A indiferença para com a
vida cristã é negligenciar o próprio batismo, não considerar o benefício recebido. Ausência de solidariedade, da ação diaconal da Igreja, é desconsideração para com a manifestação visível de Deus no Batismo. Por isso, viver o batismo é cuidar do outro e deixar-se cuidar pelo outro. Deus tomou a iniciativa de cuidar-nos,
expressando este seu cuidado, fazendo aliança conosco. Por isso, agradecemos a Deus cuidando do nosso semelhante e da nossa própria salvação. A Igreja nasce do batismo e se preserva tendo como referência o que Deus faz conosco neste sacramento. P. Werner Kiefer
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NOTÍCIAS
Surpresa, depois do 1º de abril! Nosso Grupo de Apoio a Familiares e Pessoas com Deficiência foi convidado a celebrar um Culto especial na Paróquia Martin Luther, no domingo, dia dois de abril, às 9h30min. O grande enfoque nesta data foram os dois anos da Escola da Acessibilidade, importante trabalho que vem sendo desenvolvido, voluntariamente, por muitas pessoas, entre elas membros da Comunidade Evangélica de Porto Alegre/ CEPA, com o apoio do Centro de Ensino Médio Pastor Dohms, da Paróquia Martin Luther e parcerias com empresas. Qual não foi a nossa surpresa quando, na seqüência do culto, também nós fomos chamados a receber um diploma, acompanhado de
muitas palavras bonitas e incentivadoras! Pois a direção da CEPA decidiu conceder diplomas de reconhecimento a novas iniciativas que surgem entre seus membros, na vida das comunidades. Nós, do Grupo de Apoio a Familiares e PPD’s, sentimo-nos felizes e agradecidos pelo acontecimento, principalmente por nos sabermos abraçados pela CEPA, que assim nos impulsiona na continuidade desta obra! “Grande é a Seara e poucos os trabalhadores”; versículo do Evangelho de Lucas 10.2 que encerrou esta parte do culto, e nos dá a certeza da bênção divina pelas escolhas que fizemos em servir nesta área da PPD!
O culto Peregrino na Paróquia Matriz foi o primeiro de uma série de cultos comemorativos aos 150 anos da CEPA.
Agosto de 2006 - Ano 12 nº 49
Curtas • Iniciaram e já estão bem adiantadas as obras de construção de uma quadra coberta no CEDEL. Com esta cancha de esportes vamos não só oportunizar um espaço adequado para as nossas crianças e jovens como também uma maior integração com os jovens da paróquia. Estamos ainda precisando de recursos para colocar o piso da quadra. • O Centro Infantil inaugurou novas salas em sua sede. Nelas o atendimento será mais adequado oportunizando mais privacidade. A cerimônia de inauguração contou com várias autoridades da CEPA e do Sínodo bem como de muitos de seus colaboradores. • Com a presença dos filhos do nosso saudoso P. Bantel, aconteceu a inauguração da Rua Pastor Alberto Bantel no Loteamento Verdes Campos em Porto Alegre, proposição do Vereador João Carlos Nedel. • O Culto de Confirmação deste ano foi novamente marcado pela integração com a JESP. Foi um culto bastante emocionante, pois uma forte ligação uniu pais, pastores, jovens e comunidade neste tempo. Vários dos confirmados já estão participando da Juventude e um grupo de pais continua a se reunir quinzenalmente. • A JESP fez aniversário em junho. No dia 3 de junho, com a presença de ex-integrantes celebramos a bonita história desse grupo que faz 6 anos. Mais de 60 pessoas participaram de um encontro com canto, brincadeiras e muita confraternização. • A Matriz, na sua história, teve várias siglas de grupos de JE. Esses grupos existiram por tempo determinado. No entanto os seus componentes continuaram sentindo falta de seus encontros. Para resgatar a riqueza desta participação organizamos o primeiro “Encontro de JE’s” no dia 11 de junho. Além da música, significativos testemunhos dessa história marcaram este culto. Para 2007 teremos mais. • A JESP agradece ao Conselho Paroquial da Paróquia Matriz e à comunidade pela ajuda e confiança depositada na JESP na organização Festa Julina realizada no último dia 8 de julho. Ano que vem tem mais! • O Ciclo de Palestras Evangelísticas deste ano foi um sucesso. O tema foi “O resgate da Meditação” e teve entre seus palestrantes o P. Dr. Rudolf von Sinner, o P. Harald Malschitzky e a Psic. Karin Wondracek. • Dentro da programação da Comemoração dos 150 anos CEPA, iniciou-se no dia 30 de julho, aqui na Matriz, um ciclo de cultos chamado Culto Peregrino que irá percorrer a CEPA. No evento foi lançado o vídeo oficial dos 150 anos da CEPA.
ACONTECE
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Deixai vir a mim os pequeninos A Paróquia Matriz realiza, anualmente, várias oficinas temáticas para crianças. Estas acontecem nas datas da Páscoa, Dia das Mães, Dia dos Pais, Ação de Graças, Dia das Crianças e Natal. Cada oficina tem um tema envolvendo uma história bíblica. Esta atividade significa sempre uma festa para as crianças, com as quais temos momentos celebrativos, integração, lanche. As orientadoras preparam este dia com muito carinho, e aguardam com expectativa a presença da criançada. E,
cada vez que acontece uma oficina, no dia seguinte (domingo), as crianças fazem uma apresentação no culto, partilhando um pouco daquilo que aprenderam. As orientadoras têm a satisfação de ver, no olhar de cada um dos pequeninos, a alegria de estarem participando neste evento e aproximando-se do conhecimento da Palavra de Deus através das histórias bíblicas. Cabe aos pais/mães e padrinhos/madrinhas honrarem o compromisso assumido no batismo, de motivar e
trazer os filhos (as) e afilhados (as) para estas oficinas. Os pequeninos desejam, certamente, responder e aceitar o grande amor que Deus tem demonstrado no dia do Batismo. Por isso, vamos colaborar com o nosso Senhor, para que • Ação de Graças: 16 de também as nossas crian-ças setembro, das 9h até 12h sejam seguidoras de Jesus • Natal: 16 de dezembro, Cristo. das 9h às 12h As próximas oficinas são as seguintes: P. Werner Kiefer
O encontro dos Cachoeirenses “De onde tu és?” Esta pergunta é comum - de modo especial nas grandes cidades - e Porto Alegre não é exceção. Aqui, ninguém se surpreende quando, eventualmente, os portoalegrenses são minoria em algum grupo. Em se tratando da Paróquia Matriz, no meio dos “estrangeiros” há um grande número de cachoeirenses. Saíram de sua terra e aqui na capital vieram estudar, trabalhar, viver... Adotaram uma nova terra, mas sem perder o vínculo com sua querida Cachoeira do Sul, a “Capital do Arroz”, a “Princesa do Jacuí”. Isso ficou bem claro quando, no dia 28 de maio último, cachoeirenses de cá e de lá participaram de um evento inovador em nossa paróquia –
O Coral da Paróquia de Cachoeira do Sul e do Coral Jubilate emocionou a todos no culto. “O Encontro Cachoeirenses”.
dos te, ambos integrantes da caravana de visitantes.
O culto festivo foi celebrado pelos Pastores Werner e Uli, ficando a prédica a cargo do Pastor cachoeirense Edson Streck. Todos ouviram atentamente o depoimento do Pastor Kurt B. Eckert , que durante quase trinta anos atuou na Paróquia Martin Luther (Cachoeira do Sul), e se emocionaram com a participação do Coral da Paróquia e do Coral Jubila-
Saboreando um delicioso almoço, a confraternização entre anfitriões e visitantes prosseguiu com mais abraços a parentes, amigos, ex-colegas, exprofessores, ex-vizinhos, conhecidos... “Há quanto tempo!” – era uma exclamação freqüentemente entreouvida.
muita música. Primeiro “uma daqui e outra de lá” – todos cantaram emocionados “Porto Alegre é Demais” e depois “Meu Pago”. Canções ao acordeão, a voz privilegiada da soprano Vera Campos, o Coral Jubilate e o Coral da Paróquia Martin Luther. Produtos de Cachoeira, laboriosamente produzidos e embalados foram sorteados. E, “para arrematar”, não poderia faltar o café da tarde, com variadas e deliciosas cucas feitas em... Adivinhem! Foi um dia daqueles para lembrar. E parece que fomos convidados a retribuir a visita, num futuro próximo!
Enquanto isso não acontece, atenção, ijuienses! A próxima é com A sobremesa constou vocês! de doces e de música. Sim, porque Cachoeira trouxe Liane Dagmar Schmidt
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OFÍCIOS E AGENDA
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Ofícios Membros Novos Frederico Ingo Beiser; Luis Carlos Ribeiro Stephanou; Heloisa Stefan e sua filha Sofia Stefan Islabão; Volnei Flávio Suhre; Alice Dauber; Cristiane Straub; Orlando Siqueira Frantz; Erika Diesel Arrussul Raquel Sander; Rubiane Solange Gassen e Alessandro de Castro Assis; Vanete Olga Fauth; Marcelo Ribeiro Selbach; Ervino Schmidt. Batismos
Christiane Ribeiro Günther Brochier;
Marihá Lindorfer; Marley Frederico Streb; Andreas Campos Wegermann; 04/06/2006, Andreas Kassandria Feldmann de Campos Wegermann, filho de Horst Wegermann e Oliveira; Guilherme Taffe. Mari Campos; 11/06/2006, Gustavo Profissão de Fé Hebmuller, filho de André 11/06/2006, Alessandro de Luiz Hebmuller e Marjorie Castro Assis; Rubiane Garlow Hebmuller; Solange Gassen; Marcelo 23/07/2006, Gabriel Ribeiro Selbach. Eduardo Pitrofski, filho de Gilberto Pitrofski e Geni Bênção Matrimonial Pitrofski.
23/04/2006, Jordie Ohlweiler Confirmação Paixão de Araújo, filho de 04/06/2006, Eduardo Sabin Anderson Rodrigues Paixão Bittelbrunn; Jonathan de Araújo e Ulrike Ohlweiler; Augusto Halberstadt;
28/05/2006, Sofia Stefan Daphny Fraga Bard; Islabão, filha de André Garcia Alexandre Fraga Bard; Lucas Angellos; Irene Islabão e Heloisa Stefan; Beatriz Pitrofski; Andressa 28/05/2006, Sofia Günther Koch Heinen; Guilherme Brochier, filha de Cristiano Steinke Kupka; Juliana de Mendonça Brochier e Rohenkohl do Canto;
17/06/2006, Gustavo Nielsen Leal e Michelle Bruxel. Bodas de Diamante 22/06/1946, Theobaldo Klein e Ilze Klein. Óbitos 30/03/2006, com 2 anos, Betina Petermann Batista;
31/03/2006, com 89 anos, Camila Fensterseifer; 06/04/2006, com 83 anos, Nelly Falkenberg Albanus; 09/05/06, com 68 anos, Pedro Augusto Mentz Ribeiro; 17/05/2006, com 90 anos, Ida Bisconti; 19/05/2006, com 90 anos, Irena Amanda Leonhardt; 28/05/2006, com 78 anos, Ceny Guimarães de Souza; 15/06/2006, com 71 anos, Gladys Richter Tergolina; 19/06/2006, com 78 anos, Arno Bernardo Schreiner; 23/06/2006, com 98 anos, Lydia Eliza Michel Heinz; 06/07/1006, com 90 anos, Gertrudes Kühle; 06/07/ 1006, com 90 anos, Gertrudes Kühle; 24/07/ 2006, com 61 anos, Gilberto Wolf; 28/07/2006, com 96 anos, Toni Herma Presser; 30/07/2006, com 74 anos, Willy Erich Umgelter.
Calendário Data
Horário
Atividade
19/08 20/08 20/08 23/08
20h 9h 12h 14h30min 08h30 15h
Concerto Festivo – 10 anos do Grupo Cantabile Encontro de Corais da CEPA na P. Martin Luther Almoço mensal Grupo IVANICE de Apoio a Familiares e PPD´s da CEPA - palestra “A vida que a vida leva” com a Psicóloga Sandra Kiefer Encontro Missão Criança da CEPA Local: Matriz Encontro grupo Singulares Retiro dos Confirmandos Retiro do Grupo Amigos na Fé Retiro dos Casais Jovens Oficina de Ação de Graças Culto de Ação de Graças Almoço mensal - Equipe dos Confirmandos Concerto da OSPA em Homenagem aos 150 anos da CEPA – Teatro da OSPA IX Dia Sinodal da OASE em Canoas Retiro da JESP Encontro grupo Singulares Grupo IVANICE de Apoio a Familiares e PPD´s da CEPA - palestra “Contos de Fada” com a Psicóloga Ms. Henriete Lichtenfels Fórum Missão CEPA Almoço mensal - Equipe Juventude Noite Cultural da CEPA - 150 Anos de História – Teatro do SESI Culto “Relembrando a Graça de Deus no Batismo” Encontro dos Ijuienses na Paróquia Matriz
26/08 26/08 1-3/09 07/09 9,10/09 16/09 17/09 17/09 19/09 21/09 22-24/09 23/09 27/09 29,30/09 08/10 11/10 22/10 12.11
9h 10h 12h 08h30min 15h 14h30min 12:00 10h
CULTURA E FÉ
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Eleanor Rigby
Li na edição de Junho do Jornal Nuevo Siglo, do Conselho Latino Americano de Igrejas, que Joyce Vincent, 40 anos, morreu no seu apartamento em Londres, num prédio grande e cheio de gente. E o que tem isso de mais? Não acontece todos os dias? É verdade, mas a diferença foi que ela morreu e ninguém tomou conhecimento disso, por dois anos! A sua morte somente foi descoberta porque arrombaram a porta de seu apartamento devido aos seus aluguéis vencidos. Imediatamente me veio à memória uma música cantada pelos Beatles, de autoria de Johnn Lennon e Paul McCartney: Eleanor Rigby, que dá nome a este texto.
Eleanor Rigby tem até estátua em Liverpool (Inglaterra)
E qual a razão dessa música me vir à memória tão fortemente? É que essa música trata das pessoas solitárias e de suas vidas. Abaixo vai a letra original e uma tradução
(livre) que fiz, para quem não a conhecer. O que me chamou a atenção na comparação entre o fato e a música, é que as duas senhoras
Eleanor Rigby Lennon & McCartney - Norweguian Songs
Ah, look at all the lonely people (2x)
Ah, olhe para todas as pessoas solitárias (2x)
Eleanor Rigby, picks up the rice in the church where a wedding has been Lives in a dream Waits at the window, wearing the face that she keeps in a jar by the door Who is it for
Eleanor Rigby, pisa o arroz na igreja houve um casamento Vive em um sonho Espera à janela, vestindo o rosto que ela guarda num jarro ao lado da porta Para quem?
All the lonely people Where do they all come from? All the lonely people Where do they all belong?
Todas as pessoas solitárias De onde vem toda essa gente? Todas as pessoas solitárias A que lugar pertencem?
Father McKenzie, writing the words of a sermon that no one will hear No one comes near Look at him working, darning his socks in the night when there’s nobody there What does he care?
Padre McKenzie, escrevendo as palavras de um sermão que ninguém vai ouvir Ninguém chega perto Olhe ele trabalhando, remendando suas meias de noite quando há ninguém De que ele cuida?
All the lonely people Where do they all come from? All the lonely people Where do they all belong?
Todas as pessoas solitárias De onde vem toda essa gente? Todas as pessoas solitárias A que lugar pertencem?
Ah, look at all the lonely people (2x)
Ah, olhe para todas as pessoas solitárias (2x)
Eleanor Rigby, died in the church and was buried along with her name Nobody came Father McKenzie, wiping the dirt from his hands as he walks from the grave No one was saved
Eleanor Rigby, morreu na igreja e foi enterrada ao lado do seu nome Ninguém apareceu Padre McKenzie, limpa a sujeira das suas mãos enquanto se afasta da cova Ninguém foi salvo
All the lonely people Where do they all come from? All the lonely people Where do they all belong?
Todas as pessoas solitárias De onde vem toda essa gente? Todas as pessoas solitárias A que lugar pertencem?
13 morreram na época em que eram atendidas por alguma instituição, que não lhes deu o sustento espiritual/emocional de que necessitavam. Eleanor Rigby ia à igreja, mas o seu reverendo não lhe dava atenção, pois sempre que escrevia suas prédicas, tinha o sentimento de que ninguém o escutava, que ele não chegava próximo das necessidades de ninguém. Joyce era uma vítima da violência doméstica, foi abrigada num apartamento que tinha seu aluguel parcialmente pago pelo
E de quem nós cuidamos? O que diz o Evangelho? governo, mas ninguém foi lá para ver se ela estava bem, nem as suas irmãs... Aí é que música chama novamente a atenção, quando pergunta de que cuida o Padre McKenzie, que escreve prédicas que ninguém ouvia. Pois é, e de quem cuidamos nós? Será que cuidamos daqueles que nos cercam? Será que repararíamos que um vizinho nosso desapareceu ou só ficaríamos reclamando do mau cheiro que vem da sua casa? Se os artistas são, como diz o ditado, as antenas da raça e nos indicam coisas que notaríamos sem eles, precisamos prestar atenção a essa triste realidade da qual somos parte e, como cristãos, fazer a diferença. Artur Sanfelice Nunes designer gráfico
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VARIEDADES
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A JESP faz a festa... O assunto desde o início do ano era a Copa do Mundo. Chegou junho e parecia que estávamos nos esquecendo de uma tradicional festa brasileira, a Festa Junina. A própria paróquia não havia agendado nada. A JESP então resolveu resgatar a idéia e começou a se organizar. Com a autorização do Conselho Paroquial, de última hora, preparou, com muito carinho e dedicação, uma bela festa para a tarde do foi cheio de agitação e dia 9 de julho. Por isso, a ansiedade. festa se chamou desta vez O povo foi chegando “Festa Julina”. aos poucos. Não foram Com a ajuda de muitos, é verdade. Quem muitos colaboradores, pre- veio, no entanto, se parou-se a decoração, a divertiu bastante. Uma compra e o preparo dos equipe organizou a prisão, alimentos e as barraqui- um verdadeiro sucesso. O nhas de jogos. O sábado pastor cuidou do brin-
Após a quadrilha, uma equipe de “artistas” encenou um “trágico” casamento na roça.
O Pastor Uli era craque nisso.
N a grande barraca da alimentação, tinha quentão, arroz doce, pinhão, pipoca, cachorro quente, bolo e refrigerante.
quedo do choque, um verdadeiro teste de sangue frio. O Culto Infantil cuidou da pescaria na areia. Outras duas equipes cuidaram do jogo de derrubar a lata e dos dardos. Ah tinha um jogo bem interessante de jogar uma moeda no fundo de um vidro cheio d’água.
O pastor Uli e a Rosângela puxaram a quadrilha e, logo após, uma equipe de “artistas” encenou um “trágico” casamento na roça. No ano que vem, a JESP foi incumbida de organizar outra festa. Provavelmente uma Festa Junina .
Festa Junina A festa junina é uma celebração tradicional brasileira, que ocorre no mês de junho, festejando três importantes santos católicos: São João (24 de junho), São Pedro (29 de junho) e Santo Antônio (13 de junho). Em Portugal, estas festas são conhecidas pelo nome de Santos Populares e correspondem a diferentes feriados municipais: Santo Antônio, comemorava normalmente em Lisboa; São João, no sua festa em junho. A Porto e em Braga. festa foi trazida para o Brasil pelos portugueses e Recebeu o nome de logo foi incorporada aos junina (chamada inicial- costumes dos povos mente de joanina, de São indígenas e negros. João), segundo alguns historiadores, porque teve A festa mais tradiorigem nos países católicos cional é a de São João, a europeus e era uma home- qual é típica na Região nagem a São João, que Nordeste do Brasil. Por ser
Atualmente, os festejos ocorridos em cidades pólos do Nordeste dão impulso à economia local. Citem-se, como exemplo, Caruaru, em Pernambuco; Campina Grande, na Paraíba; e Maceió, em Alagoas.
uma região árida, o Nordeste agradece anualmente a São Pedro e, claro, a São João, pelas chuvas caídas nas lavouras. Em razão da época propícia para a colheita do milho, as comidas feitas de milho integram a tradição, como a canjica e a pamonha.
As duas primeiras cidades disputam o título de Maior São João do Mundo, embora Caruaru esteja consolidada no Guinness Book, categoria festa country (regional, caipira) ao ar livre. Hoje na disputa encontra-se também a cidade de Mossoró, no Rio Grande do Norte, que vem aumentando a cada ano sua Festa na Rua. Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre.
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Com as nossas palavras Quantas histórias bíblicas vocês já ouviram? Lidas diretamente da Bíblia, contadas pelas professoras do Culto Infantil ou por pastores. Há quem também leia de sua própria “Bíblia das Crianças”. De qualquer maneira é bom ouvir histórias que nos ensinam coisas importantes sobre Deus. Abaixo estão algumas figuras da história da Ovelha Perdida para você colorir. Depois conte a história da sua maneira escrevendo nos espaços abaixo das figuras. Não esqueça de lê-la para alguém. O que acham? Boa sorte.
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VOCÊ VIU?
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Des-ilusões necessárias I
É muito importante que ela aprenda a lidar com perdas, porque estas fazem parte da vida.
Pode parecer estranho falar em “des-ilusões necessárias”, pois o que menos queremos enfrentar é uma dês-ilusão, pelo tanto que nos faz sofrer. Entretanto, muitas vezes, a dês-ilusão é realmente necessária para nosso crescimento e amadurecimento. Tomemos como exemplo a derrota do Brasil para a França, nesta Copa de 2006. Os brasileiros costumam se iludir – no que são amplamente estimulados e corroborados pela mídia pensando que o Brasil só pode ganhar. “Nós não
estávamos preparados para a derrota”, disse Parreira, ao comentar o fato (C. Povo, 3/7/06, p.1). Um jornalista disse na TV: “Agora temos que adiar o hexa até 2010!”. Mas, o hexa era nosso? Tínhamos algum “direito inalienável” ao hexa em 2006? Se fosse por nós, ganharíamos o hexa em 2006, o Hepta em 2010, o Octa em 2014, e assim por diante. Só nós temos o direito à Jules Rimet? E os outros, não valem nada? Não podem ganhar, só competir? As Copas são organizadas só para o
Brasil ganhar? Isso não é A Seleção Brasileira, uma ilusão? também. A propósito, a charge do C. Povo de 3/7/ Não só é uma ilusão, 06, p.4, focaliza exatacomo também uma mente isso: apresenta a infantilidade. O aparelho palavra VHEXAME! na psíquico da criança, dentro parte de cima do quadro do funcionamento que lhe e, abaixo, Ronaldo diz a é característico, é assim: só Parreira e a Ronaldinho quer ganhar, não quer Gaúcho:”Pelo menos, perder. Aos poucos, com trouxemos um hexa...” É a educação que vai verdade que a Seleção recebendo e o próprio jogou mal. Tinha estrelas amadurecimento, vai suficientes para jogar aprendendo que não se melhor. Parreira, na opinião pode ganhar sempre, e de muitos, também não que, às vezes, a gente tomou as melhores perde. E que isso não é decisões para dar movinenhum desastre e, mento ao time. Mas, desta principalmente, nenhum vez não deu, paciência. vexame. É muito impor- Vamos tentar de novo na tante que ela aprenda a próxima. Talvez com mais lidar com perdas, porque humildade. Talvez até lá estas fazem parte da vida. atinjamos esta dês-ilusão E que isto não é vergonha. necessária. O que não Assim, ela vai aprendendo podemos é continuar a a ganhar, a perder, a dar a tratar os jogadores da vez, a colocar-se no lugar Seleção com esta labilido outro, a repartir. Enfim, dade (alternância de amadurece e aprende a alegria, tristeza ou raiva), lidar melhor com os altos ora como deuses, quando e baixos da vida. acertam, ora como vilões, quando erram. Nem A mídia também deuses, nem vilões. Simdeveria refletir sobre isto: plesmente humanos, como não se pode ganhar todos nós. sempre e perder não representa vergonha. Marli M. Nedel
IMPRESSO Remetente: Paróquia Matriz Rua Senhor dos Passos, 202 - 90020-180 - Porto Alegre, RS - Fone: (51) 3224.5011
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