Jornal Evangélico Luterano | Ano 48 | Dezembro 2019 | no 834
Viver o
Batismo
Eu escolhi vocês para que deem fruto. Pelo Batismo, Deus age em nós e viver o Batismo é viver com Deus. Qual é, então, o resultado de viver o Batismo? É para esta reflexão que o Tema do Ano da IECLB nos motiva!
Tudo passa, mas o amor fica!
Sentido profundo da existência!
Confiem no Senhor!
O valor cristão por excelência é o amor
O propósito do amor é promover vida e paz
Coloquem a sua esperança em Deus
Unidade
Fé Luterana
Estudos Bíblicos
Jorev Luterano - Dezembro 2019
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REDAÇÃO CAPA
Viver o Batismo Eu escolhi vocês para que deem fruto ‘Maria se preparou para ser mãe e confiou em Deus, mesmo sem saber o que viria. Grávida, foi obrigada a fazer uma longa caminhada até Belém e deu à luz em uma estrebaria de animais. Jesus não nasceu no conforto de um berço macio, sob as luzes dos palácios’, relata a Carta Pastoral da Presidência que traz a Mensagem da IECLB para o Natal 2019. Deus escolheu uma mulher pobre para ser a mãe do seu filho, nos lembra o Docu2020 mento: ‘A luz do mundo nasceu na periferia. Na pobreza, nas alegrias e nas dores, Maria sabia que Deus estava com ela. Com a mãe Maria, aprendemos a confiar. O que nos espera no novo ano que em breve iniciará? Não sabemos como será, mas sabemos que Deus está e estará conosco. Esta era a confiança de Maria e esta pode ser a nossa confiança’. A Carta destaca que, no tempo de Advento e Natal, procuramos, de forma especial, viver em família, participar da Comunidade, encontrar pessoas amigas e pede: ‘Nessa época, os nossos corações estão sensíveis e dispostos a ajudar. Que essa disposição e essa sensibilidade permaneçam em cada dia da nossa vida. Que o abraço carinhoso que trocamos no Natal se estenda para todo o ano que está por iniciar’. Advento e Natal, momentos de espera e celebração, são também especiais para aceitarmos o convite que o Tema da IECLB para 2020 nos faz, Viver o Batismo, assim como o são todos os demais dias e momentos do ano. Lançado no Primeiro Domingo de Advento, 1º de dezembro, o Tema do Ano é acompanhado pelo Lema Eu escolhi vocês para que deem fruto. ‘Esse Lema é baseado em palavras de Jesus dirigidas ao grupo de pessoas que o seguiam (Jo 15.16). São palavras que também valem para nós. O Batismo é um meio da graça de Deus e uma vocação para produzir fruto, para agir conforme os princípios do Reino de Deus. Reflexão e ação estão unidas no Tema e no Lema do Ano’ (Caderno de Estudos TA2020). Com o Tema e o Lema do Ano temos a oportunidade para fortalecer o princípio do Sacerdócio Geral de todas as pessoas que creem, conceito fundamental da Teologia Luterana e que tem a sua origem no Batismo. Na próxima edição, traremos mais informações sobre o Tema do Ano da Igreja! Os materiais podem ser acessados no Portal Luteranos. Na confiança que Deus está e sempre estará conosco, desejamos Feliz Natal e abençoado 2020!
Parte do cartaz do Tema (Viver o Batismo) e do Lema (Eu escolhi vocês para que deem fruto - João 15.16) da IECLB para 2020, com lançamento previsto para o Primeiro Domingo de Advento, 1º de dezembro de 2019.
Jornal Evangélico Luterano | Ano 48 | Dezembro 2019 | no 834
Viver o
Batismo
Eu escolhi vocês para que deem fruto. Pelo Batismo, Deus age em nós e viver o Batismo é viver com Deus. Qual é, então, o resultado de viver o Batismo? É para esta reflexão que o Tema do Ano da IECLB nos motiva!
SUMÁRIO 2
REDAÇÃO
Tudo passa, mas o amor fica!
Sentido profundo da existência!
O valor cristão por excelência é o amor
O propósito do amor é promover vida e paz
Coloquem a sua esperança em Deus
Unidade
Fé Luterana
Estudos Bíblicos
Confiem no Senhor!
CARTA À COMUNIDADE EXPLICAÇÃO DA CAPA EXPEDIENTE
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ENFOQUE
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PALAVRA
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PRESIDÊNCIA
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FORMAÇÃO
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CRIANÇA
CARTA PASTORAL CHARGE OFERTAS NACIONAIS INDICADORES ECONÔMICOS MINISTÉRIO COM ORDENAÇÃO HABILITAÇÃO AO MINISTÉRIO ESTUDANTES EM FORMAÇÃO PALAVRA DA PRESIDÊNCIA TEMA DO ANO AGENDA EDUCAÇÃO CRISTÃ CONTÍNUA JUVENTUDE O AMIGO DAS CRIANÇAS
8-9 UNIDADE
TUDO PASSA, MAS O AMOR FICA!
10 11 12 13 14 15 16
FÉ LUTERANA
EM FAVOR DA PAZ
PERSPECTIVA
QUE IGREJA QUEREMOS SER? GLÓRIA A DEUS NAS ALTURAS E PAZ NA TERRA!
MISSÃO
METAS MISSIONÁRIAS DA IECLB CAMPANHA DE MISSÃO VAI E VEM
SÍNODOS
3ª CONVENÇÃO DE MINISTROS E MINISTRAS
GESTÃO
CONSELHO DA IGREJA GESTÃO ADMINISTRATIVA
DIVERSIDADE
AMAZÔNIA E CONSUMO RESPONSÁVEL
ESTUDOS BÍBLICOS
COLOQUEM A SUA ESPERANÇA EM DEUS
A Cristo devemos esse dom de interceder e orar pelas outras pessoas em espírito. Martim Lutero EXPEDIENTE Pastora Presidente Pa. Sílvia Genz Secretário Geral P. Marcos Bechert Jornalista Letícia Montanet - Reg. Prof. 10925 ISSN 2179-4898 Cartas - Sugestões de pauta - Artigos - Anúncios Rua Senhor dos Passos, 202/5º 90.020-180 - Porto Alegre/RS Fone (51) 3284.5400 E-mail jorev@ieclb.org.br Proibida a reprodução parcial ou integral do conteúdo desta edição sem a prévia e formal autorização da Redação do Jorev Luterano.
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ENFOQUE
Carta Pastoral Aqui está a serva do Senhor. Que aconteça comigo o que você falou. Lucas 1.38
Presidência da IECLB Advento: tempo de preparação, espera, expectativa. Neste período que antecede o Natal, nós refletimos sobre a vinda do Salvador e nos preparamos para a sua chegada. Maria aguardava a vinda do Salvador, mas, provavelmente, não esperava ser ela a escolhida por Deus para carregá-lo em seu ventre. Quando o anjo Gabriel deu a notícia, Maria respondeu, cheia de confiança: Aqui está a serva do Senhor. Que aconteça comigo o que você falou (Lc 1.38). Assim como tantas outras pessoas, Maria esperava que o Salvador trouxesse um tempo de paz, justiça, bemestar, mas o que seria da sua vida após a notícia do anjo? O que esperava por Maria e o que ela esperava? Poderia ela imaginar o Salvador nascendo em uma estrebaria? Poderia pressupor que o seu filho sairia de casa para anunciar o Reino de Deus? Poderia prever o que aconteceria com ele? Jesus nasceu há mais de dois mil anos. No Advento, nós nos preparamos
para a sua segunda vinda. Sabemos um pouco mais que Maria. Sabemos o que Jesus fez e o que anunciou. Ele colocou o Reino de Deus em primeiro lugar e nos deu esta determinação: Busquem em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça (Mt 6.33). A justiça do Reino de Deus estabelece princípios para agir e aguardar a segunda vinda do Salvador. Praticar o amor, a compaixão e o perdão, exercitar a equidade nas relações, promover a paz, rejeitar a violência, amparar pessoas necessitadas e defender os seus direitos são exemplos. Diante disso, como nós estamos vivenciando a justiça do Reino de Deus? Advento é tempo de avaliação! Não sabemos o que nos espera, mas sabemos que Deus espera de nós a mesma disposição de Maria para servir. Deus espera que nós vivenciemos a justiça do seu Reino. Vamos fazer isso em conjunto sob a orientação do Espírito Santo! Abençoado Natal e um ano novo de paz!
Fé é uma confiança viva e inabalável na graça de Deus. Martim Lutero
OFERTAS NACIONAIS 1O DE DEZEMBRO 1o Domingo de Advento Apoio a Comunidades Necessitadas e Novas - OGA A Obra Gustavo Adolfo (OGA) ajuda Comunidades que precisam de apoio para a construção da sua Igreja, do seu Centro Comunitário ou para o trabalho educacional, diaconal e missionário. 08 DE DEZEMBRO 2o Domingo de Advento Fundo para Divulgação da Bíblia e Publicações A Bíblia é fonte e norma de fé para as pessoas e a Igreja. Incentivamos a leitura pessoal, em família, nos lares, nos grupos de estudos e demais atividades comunitárias, alem de outras publicações que capacitem para o testemunho evangélico-luterano. 22 DE DEZEMBRO 4o Domingo de Advento Programa de Acompanhamento a Estudantes de Teologia O Programa oferece atividades que contribuem no desenvolvimento pessoal e espiritual de cada estudante, visando à qualificação para a futura atuação ministerial, como Mentoria espiritual, Avaliações e Entrevistas psicológicas, Retiros e Seminários.
INDICADORES FINANCEIROS
UPM Dezembro/2019 4,7102 Índice Novembro/2019 0,51 % Acumulado 2019
29 DE DEZEMBRO 4o Domingo após o Natal Fundo para Trabalho com Música e Liturgia Igreja é gente que se reúne por causa da mesma fé. No Culto, Deus nos dá a sua Palavra de orientação, perdão, ânimo. Nós respondemos a Deus cantando, orando, gesticulando, ouvindo, confessando. Partilhamos a Ceia e batizamos. Tudo isso é liturgia!
3,12 %
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PALAVRA MINISTÉRIO COM ORDENAÇÃO
HABILITAÇÃO AO MINISTÉRIO
A Ordenação ao Ministério
Biografia e Identidade Profissional
Secretaria da Habilitação ao Ministério
Pa. Daiane Bottcher MinistranaParóquiaValedoParaíba,emSãoJosédosCampos/SP Promovido pela Secretaria do Ministério com Ordenação, o Seminário Biografia e a Construção da Identidade Profissional aconteceu entre os dias 25 e 29 de novembro de 2019, na Inspetoria Salesiana no Alto da Lapa, em São Paulo/SP. Ministros e Ministras de diversos Sínodos foram convidados a refletir sobre o tema, desafiador e restaurador ao mesmo tempo. Para nos conhecer, formamos o mapa do Brasil a partir dos lugares onde estamos. Nesse momento, constatamos a diversidade de jeitos e contextos. A segunda rodada de apresentação nos desafiou a olhar para nós mesmos a partir da perspectiva da outra pessoa. No desenrolar do Seminário, fomos convidados e convidadas a olhar para a nossa história de vida, para o início do nosso Ministério, para o chamado que o Senhor nos fez. Fomos desafiados e desafiadas a olhar para as resistências que levantamos e enfrentamos no dia a dia da vida ministerial sob nova ótica. Tivemos tempo de partilhar alegrias e dores, percebendo que muitas delas se repetem nos mais variados contextos. Foi um tempo bom para reavaliar a caminhada, aprender com a história de colegas, colocar-se ao lado, mas também perceber que não estamos sozinhos e sozinhas. Temos um Deus que nos acompanha em cada passo, temos a Igreja (como instituição) dando passos concretos no que diz respeito ao cuidado com os seus Ministros e as suas Ministras e temos colegas enfrentando os mesmos desafios que nós em suas próprias realidades. Agradeço pela oportunidade oferecida e recomendo a participação nesses Seminários. Eles são um bálsamo e também dão um novo impulso para a vida!
Segundo o Artigo 3º do Estatuto do Ministério com Ordenação (EMO), ao inserir a Ministra ou o Ministro no Ministério da Igreja de Jesus Cristo, a Ordenação estabelece um vínculo confessional e ministerial com a IECLB e a sua Missão. É importante observar que somente poderá ser ordenado a Ministra ou o Ministro Candidato que tiver obtido a prévia Habilitação a que se refere o Art. 5ºdo EMO. O Certificado de Habilitação é concedido pelo Conselho da Igreja, após a devida aprovação no Exame Pró-Ministério, conforme regulamentação específica e a Declaração de Aptidão para a Ordenação, expedida pela Presidência da IECLB. A Declaração de Aptidão para Ordenação é resultado do diálogo entre a autoridade ordenadora, que é a Presidência da IECLB, e a pessoa a ser ordenada. Este diálogo ocorre após a aprovação no Exame Pró-Ministério e conhecemos como Colóquio com a Presidência. O Colóquio tem a finalidade de verificar se a Candidata e o Candidato: confessam a fé no trino Deus, têm conduta fun-
damentada no Evangelho, demonstram vocação para o serviço e reúnem condições pessoais para o exercício do Ministério e assumem o compromisso expresso de exercer o Ministério, mediante: a) observação da base confessional da IECLB, conforme estabelecida na sua Constituição, b) cumprimento dos deveres inerentes ao exercício do respectivo Ministério específico, estabelecidos pelo EMO, c) sujeição às normas do documento Doutrina e Ordem da IECLB, d) observação e cumprimento dos demais documentos, que estabelecem a ordem da e na IECLB e e) desenvolvimento de metas na sua área de atuação, que levem à consecução dos objetivos e prioridades estabelecidos pela IECLB, com vistas à sua unidade de ação. O Envio para um Campo de Atividades em uma das Comunidades da IECLB e ter sido aceito ou aceita pelo mesmo é um pressuposto para a Ordenação. O ato de Ordenação acontece no Culto e é realizada pela Pastora ou pelo Pastor Presidente, Vice-Presidentes ou pelas Pastoras e pelos Pastores Sinodais, por delegação.
Há algo muito vivo, atuante, efetivo e poderoso na fé, a ponto de não ser possível que ela cesse de praticar o bem. Martim Lutero FORMAÇÃO DE ESTUDANTES
Formação, qualificação e fortalecimento Cat. Ma. Débora Raquel Klesener Conrad | Secretária de Formação da IECLB Ao longo deste ano, tivemos a parceria de estudantes, Ministros, Ministras e Docentes dos Centros de Formação Teológica na elaboração desta coluna. Cada pessoa que colaborou foi desafiada a trazer a sua reflexão a partir de um tema. Tivemos testemunhos bonitos, expressões de gratidão e reflexões que traduzem a trajetória do ‘acompanhamento’ aos e às estudantes de Teologia da IECLB. Durante o ano de 2019, foram somadas a essa trajetória várias atividades oportunizadas aos e às estudantes pelo Programa de Acompanhamento, coordenado pela Secretaria de Formação da IECLB. Dentre elas, destacamos:
- Oportunidade de formação e convivência: o 11º Retiro de Estudantes, sob o tema Característica de Liderança na Bíblia, oportunizou o diálogo sobre as características de diferentes modelos de liderança bíblica e estimulou a reflexão sobre habilidades de liderança e o exercício de uma liderança compartilhada. - Fortalecimento da dimensão da espiritualidade: Seminários de Vivências em Espiritualidade oportunizaram um espaço de reflexão individual e de sugestões práticas sobre a vivência e cultivo da espiritualidade no dia a dia. - Qualificação e fortalecimento de Mentores e Mentoras Espirituais: o quadro de
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Mentores e Mentoras Espirituais que realizam o acompanhamento junto a estudantes foi ampliado, a partir das indicações de Pastores e Pastoras Sinodais. Ocorreu também o Seminário de Avaliação da Mentoria Espiritual, que contou com a participação de representantes Docentes dos Centros de Formação conveniados. Muitas pessoas contribuíram e contribuem no acompanhamento aos e às estudantes de Teologia a partir da escuta atenta, dos estímulos para reflexão pessoal, espiritual e teológica. Finalizamos este ano confiantes que a bondosa mão de Deus guiou e sustentou cada um e cada uma na sua caminhada.
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PRESIDÊNCIA
A Presidência a serviço da Missão de Deus na IECLB Cristo nos une e a Palavra de Deus nos guia Pa. Sílvia Genz | Pastora Presidente da IECLB
A Presidência foi eleita para o serviço da Missão de Deus na IECLB. Servimos a partir da fé no Deus que, em Jesus Cristo, veio nos salvar. É este Cristo que nos une. Temos confiança em Deus, que faz a IECLB ser quem ela é. Temos preocupações, como a diminuição do número de membros, mas esta é uma preocupação e um compromisso de todas Comunidades, de todas e todos nós. Como Presidência, buscamos nos reunir periodicamente e nos fazer presentes em diferentes momentos da caminhada da Igreja. Considerando a dimensão do nosso país, esta presença representa um grande desa-
fio, tanto pelo volume de atividades, como em termos de custos com viagens, mas é necessário sentir o que ‘pulsa’ na IECLB, conviver, ouvir pessoas e conhecer os trabalhos, para fortalecer a nossa atuação missionária. A diversidade da nossa IECLB impressiona: pessoas tão diferentes, mas também tão semelhantes em sua fé, em suas dores e alegrias. Todas estão unidas pela Palavra de Deus e para testemunhar o Evangelho de Cristo. Há lideranças fantásticas e que ajudam a manter a Igreja. Há Ministras e Ministros com muito engajamento e bastante trabalho. Pastoras e Pastores Sinodais mani-
Não há pecado capaz de resistir à invencível justiça de Cristo. Martim Lutero
festam zelo e se dedicam para que a Missão seja efetivada nos Sínodos. Ainda há dificuldade de olhar além do nosso contexto imediato, mas podemos nos unir como Comunidades e Sínodos tão diferentes e especiais que somos. Desejo ver partilha e solidariedade entre nós. Juntas e juntos, podemos nos tornar mais fortes. Não somos uma Igreja grande, mas também não pequena. As nossas parcerias na ecumene nos percebem como Igreja séria, atuante na Missão de Deus, engajada nas causas atuais e que busca o bem comum. No diálogo, conseguimos aprender mutuamente e valorizar também. No Brasil e como fenômeno mundial, as relações sociais e políticas estão marcadas por forte polarização, o que repercute na vida comunitária. Por não estarem pautadas em diálogo, as polarizações levam facilmente a conflitos. Como parte dessa questão, assusta a disseminação de mentiras, as chamadas fake news. Não podemos nos conformar com essa situação. O diálogo deve ser pautado no Evangelho de Jesus Cristo. O diálogo não pode prescindir da busca por justiça, equidade e dignidade. Cristo é o que nos une e a Palavra de Deus é o que nos guia. Que possamos nos unir e vivenciar cada vez mais a Palavra de Deus em nossa vida e em toda a IECLB – nesse, no próximo e nos anos que seguem! Abençoado Natal e um 2020 de paz!
AGENDA | DEZEMBRO 10/12
TEMA DO ANO 2/12
Viver o Batismo O Tema do Ano da IECLB é expressão do que cremos, do que somos, do que desejamos. Ele é um instrumento para fortalecer a unidade e a identidade da Igreja. O Tema do Ano em 2020, lançado nacionalmente em Comunidades, Paróquias e Sínodos da IECLB no dia 1º de dezembro último, Primeiro Domingo de Advento, é Viver o Batismo. Este Tema tem tudo a ver conosco! O que é Batismo para nós? Como podemos viver o Batismo? O Batismo é a base do Sacerdócio geral de todas as pessoas que creem. O que entendemos por Sacerdócio Geral? O Tema do Ano sempre é acompanhado por um Lema Bíblico. Em 2020, o Lema é uma palavra de Jesus: Eu escolhi vocês para que deem fruto (João 15.16).
Qual é o fruto que se espera da pessoa batizada? Com o Tema e o Lema de 2020, temos uma excelente oportunidade para refletir sobre questões fundamentais da nossa existência e da vida comunitária. Acesse os materiais do Tema 2020 da IECLB no Portal Luteranos e participe das atividades na sua Comunidade. Que Deus nos ajude a refletir e a, em comunhão, dar fruto!
4/12
120 anos da Comunidade de Castro Castro/PR Pa. Sílvia Genz Encontro com estudantes da Faculdades EST São Leopoldo/RS Pa. Sílvia Genz Encontro da Ordem Auxiliadora de Senhoras Evangélicas (OASE) do Sínodo Planalto Rio-Grandense Cruz Alta/RS Pa. Sílvia Genz
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FORMAÇÃO EDUCAÇÃO CRISTÃ CONTÍNUA
Caixa de memórias JUVENTUDE
Saudades de momentos significativos Cat. Maria Dirlane Witt | Coordenação de Educação Cristã da IECLB
A Bíblia está impregnada de histórias/ memórias. Estas histórias/memórias, passadas entre as gerações, chegaram até nós e possibilitaram o nosso conhecimento da história de Deus com o seu povo. Jesus também fez uso da memória para ensinar. Recitou salmos e voltava constantemente aos textos das Escrituras Sagradas do seu povo. Este texto é sobre memórias. Vivemos um tempo de memórias curtas. A cada dia, recebemos toneladas de informações. O que, de fato, fica na nossa memória? Parto de uma experiência pessoal. No final de março de 2019, estivemos com o Seminário Comunidades Criativas no Sínodo Uruguai. Uma das dinâmicas desenvolvidas com as lideranças da oficina Celebrações com crianças foi revisitar a memória e buscar algo marcante em um Culto Comunitário para cada uma das participantes. As lembranças foram as mais variadas possíveis. O perfume dos ramos verdes do pinheiro de Natal, os versos ensaiados e apresentados na noite de Natal, o
Parar, preparar-se!
cheiro do papel de embrulho dos presentes, as bolachas coloridas, os ovinhos de galinha pintados na Páscoa, o aroma da Ceia, as velas da Coroa de Advento... Abrimos a caixa de memórias. Foi lindo! Há um filme francês chamado O Fabuloso Destino de Amélie Poulain (Brasil/2002), que conta a história de Amélie Poulain, uma jovem do interior da França, que se muda para Paris e começa a trabalhar em um café. Certo dia, ela descobre uma caixinha dentro do seu apartamento e inicia uma busca para encontrar o dono do objeto. É como se Amélie estivesse possibilitando a volta de antigas lembranças para essa pessoa. O filme mexe com a nossa sensibilidade e aponta para o valor das pequenas coisas. No filme, a pequena caixa guardava muitas memórias. A Educação Cristã Contínua quer ser uma caixa de memórias significativas. A partir dos Grupos Comunitários, que estão amparados por uma Teologia profunda e uma pedagogia envolvente, a Educação Cristã pode ser uma caixa linda e cheia de memórias boas, que deixam saudades. Que Deus seja o nosso guia, que Jesus Cristo seja o nosso maior exemplo de acolhida e que o Espírito Santo nos dê a força necessária e a criatividade para cultivarmos com amorosidade a Educação Cristã Contínua nas nossas Comunidades.
Cristo é Deus e ser humano que jamais cometeu pecado. A sua justiça é insuperável, eterna e onipotente. Martim Lutero COM SEUS ESTUDOS S O A E D A ID U N DÊ CONTI ACULDADES EST F A D D A E S E Õ Ç AS ESPECIALIZA
Bárbara Luise Hiltel Venturini Vice Coordenadora do Conaje Sínodo Paranapanema
Final de ano... Vestibulares... Provas finais... Recuperação... Exames... Hora extra no trabalho... Amigo secreto... Compra de presentes... Confraternizações... Corre para lá e corre pra cá. Parece até que os dias dos meses de novembro e dezembro são mais curtos. Corremos para cumprir todas as tarefas e terminar satisfatoriamente o ano, já pensando no que faremos nas festas. O que faremos no Natal e no Ano-Novo? O que faremos em 2020? Opa... Antes disso, é preciso parar. Respire! Não há Natal sem Advento. O Advento é a preparação para o Natal. É o momento de reflexão sobre a vida, de meditação, em que devemos analisar a nossa vida e refletir principalmente sobre a nossa relação com a pessoa próxima e com Deus. Também é momento de alegria. A razão dessa alegria é Cristo, pois Advento significa vinda, chegada. Relembramos o nascimento de Jesus, na sua simplicidade, e isso nos ensina tanto. Nasce o nosso Salvador, que, com a sua vida, nos ensina sobre amor, empatia, paz, solidariedade, justiça e ser voz profética nesse mundo. Nesse tempo de Advento e Natal, convido você a parar um pouco, sair do automático e desacelerar. Quem sabe, nesse tempo você possa preparar algo para a Ceia da sua família (olhe algumas ideias no Portal Luteranos) ou escreva cartas para as pessoas especiais da sua vida, medite e ore. Não importa como você vai aproveitar esse tempo, mas que ele seja de qualidade e significativo. Vale a pena dar uma olhada em: Advento e Natal www.luteranos.com.br/textos/advento-e-natal-celebracoes-em-familia-ou-grupos Juventudes vivendo o Natal www.luteranos.com.br/textos/ juventudes-vivendo-o-natal-2
GESTÃO DE OSCS E MOBILIZAÇÃO DE RECURSOS CULTURA POP HISTÓRIAS EM QUADRINHOS DOCÊNCIA NO ENSINO SUPERIOR E NA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL ENSINO RELIGIOSO BÍBLIA ACONSELHAMENTO PASTORAL NOVO TESTAMENTO ANTIGO TESTAMENTO
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www.est.edu.br www.est.edu.br
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CRIANÇA
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UNIDADE
UNIDADE
Série Especial
Deixo com vocês a minha paz
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Tudo passa, mas o amor fica!
Ao colocar a palavra ‘cristão’ após ‘valor’, está se qualificando a palavra. Valor cristão é aquilo que é prioridade para a vida a partir de Cristo. Muitos valores que as pessoas pensam ser valores cristãos, entretanto, nada ou pouco têm a ver com Cristo.
Em muitas empresas, negócios ou lojas há um quadro na parede. Diversas vezes, o quadro está visível e, outras vezes, nem tanto. Neste quadro ou banner, são expostos os valores da organização. Isso faz parte da boa gestão e governança de um empreendimento ou organização. Em geral, estão expostos no quadro os seguintes valores: atendimento, qualidade, respeito ao cliente, crescimento, etc. São valores das empresas e dos negócios e mostram o que é importante para essas organizações, por isso elas cuidam desses valores e priorizam a sua atuação por esses valores. Assim como as organizações, também as pessoas expressam os seus valores. Valores são as ideias, as causas, os princípios que norteiam a vida das pessoas. Os valores são usados para decidir, avaliar e julgar a realidade e as circunstâncias da vida. A própria vida, por exemplo, é um
P. Afonso Adolfo Weimer Pastor Sinodal do Sínodo Rio Paraná
valor considerado universal. Praticamente ninguém questiona que devemos valorizar (valor) qualquer espécie de vida. Os valores são expressos pela fala e pelo comportamento. Os valores são mostrados, por exemplo, nos nossos dias, nas Redes Sociais! De forma explícita ou não, as pessoas mostram o que é importante para as suas vidas, aquilo que consideram prioridade. Muitos são os contatos que temos nas Redes Sociais. São pessoas ligadas a alguma Comunidade Cristã ou não, mas todas exprimem valores e compartilham valores. Não é raro encontrar pessoas dizendo: ‘Eu sigo valores cristãos!’, ‘Eu tenho valores cristãos!’. Não é raro encontrar pessoas postando em Redes Sociais expressões, palavras, frases, fotos, ‘memes’ e vídeos que transmitem certos valores que, muitas vezes, se autodenomimam ‘valores cristãos’. Ao colocar a palavra ‘cristão’ após ‘valor’, está se qualificando a palavra. Valor cristão, portanto, é aquilo importante para a vida, aquilo que é prioridade para a vida a partir de Jesus Cristo. Pela lógica, valor cristão está ligado ao Cristo. Contudo, muitos valores que as pessoas pensam ser valores cristãos nada ou pouco têm a ver com Cristo – o que Ele propôs como valor nos Evangelhos, ou seja, o que Jesus considerou importante e prioritário pelo qual se deveria nortear e conduzir a vida. Coloca-se nas falas, nos compartilhamentos nas Redes sociais e nas atitudes que valores cristãos são família, trabalho, propriedade e educação. Estes são os mais comuns que aparecem nas publica-
ções em Redes Sociais e nas conversas informais. Precisa-se perguntar: São estes os valores, por excelência, da pessoa cristã? Esses são os valores que Cristo ensinou, defendeu, viveu e pelos quais entregou a sua vida em favor de nós? Isso quer dizer que um descrente em Cristo, e há muitos, não valoriza a família? Significa que os muçulmanos ou os judeus não valorizam a família? Quanto ao trabalho, se ele é um valor das pessoas cristãs, significa que os budistas não o valorizam? O Japão é um país com maioria budista... Seriam eles pessoas que desvalorizam o trabalho? Seriam eles pessoas que desvalorizam a educação? Da mesma forma, educação não é exclusividade cristã. Casamentos e famílias não são exclusividade cristã. Propriedade não é valor cristão. Estes são valores que perpassam todas as culturas e religiões! Lutero, para citar um exemplo dos seus escritos, expressa isso no Catecismo Maior, na explicação ao Terceiro Artigo do Credo Apostólico, quando diz: ‘Por aí você vê que o Credo é uma doutrina bem diferente dos Dez Mandamentos. Estes ensinam o que devemos fazer, mas aquele nos diz o que Deus faz para nós e nos dá. Os Dez Mandamentos, de qualquer forma, estão escritos no coração de todas as pessoas, já a fé nenhuma inteligência humana consegue compreender...’. Respeitar pai e mãe, não adulterar, não matar, não roubar, não cobiçar propriedade alheia estão inscritos nos corações humanos, independente da fé. Família, trabalho, propriedade, educação são, a bem
da verdade, organização das Ordens da Criação: Economia e Política. Talvez, com isso, fica-se assustado e pergunta-se: O que é, então, valor cristão? Jesus, o Crucificado e Ressurreto, mostra pelo seu ensino, pela sua vida e pela sua entrega vicária, ao menos dois valores básicos pelos quais a nossa vida deve ou deveria orientar-se. São os valores com os quais as pessoa cristãs deveriam ser reconhecidas diante das diversas culturas e religiões no mundo e na sociedade, os valores vivenciados a partir da fé no Senhor Jesus Cristo. O valor básico cristão é o amor. Jesus expressa isso no grande Mandamento: e amarás o Senhor teu Deus de todo teu coração, de toda tua alma, de todo teu entendimento, e com toda a tua força... amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não existe outro mandamento maior que esse (Mc 12.30s). Fazendo uma paráfrase, pode dizer-se que não há valor maior que esse. O valor por excelência da pessoa cristã é o amor. O apóstolo Paulo explicita esse valor, que é o amor a Deus e ao próximo. Escreveu o apóstolo: Agora, portanto, permanecem a fé, a esperança e o amor, essas três coisas. A maior delas, porém, é o amor (1Co 13.13). A famosa passagem diz: Se eu não tivesse amor, eu nada seria. Não adianta falar línguas de homens ou anjos, não adianta profetizar, conhecer mistérios e ciência, distribuir bens ou ainda ter fé, sem amor nada vale. Não adianta ter tudo sem o amor. Família, trabalho, propriedade, educação nada servem sem amor. Aliás, todas estas coisas passam. Os familiares, cedo ou tarde, vão. No trabalho, chega o dia em que não há mais forças. As propriedades mudam de dono (veja Lc 12.15-34). A educação transforma-se. O valor que deve permear todas essas partes da vida é o amor. O valor cristão que conduz a nossa vida é o amor. Esse amor é exigente, como disse Jesus Cristo: Se vocês amam somente aqueles que os amam, o que estão fazendo demais? Até pecadores amam as pessoas que os amam (Lc 6.32). A pessoa cristã é chamada a amar onde não há recompensa, amar o desprezado, amar aquele que não merece, assim como Jesus Cristo amou quem não merecia: nós! Ao viver este valor básico cristão, o mundo será diferente. Nisso consiste o
amor: não fomos nós que amamos a Deus, mas foi Ele quem nos amou e enviounos o seu Filho como vítima de expiação pelos nossos pecados. Amados, se Deus assim nos amou, devemos, nós também, amar-nos uns aos outros (1Jo 4.1011). Isso quebra o ódio e a polarização dos nossos dias. É necessário discernimento para viver a vida cotidiana? Pre-
Amor e renúncia são os valores cristãos por excelência. Estes valores vividos por Cristo transformam o mundo. O Filho veio trazer-nos paz e mais: deixou-nos a paz! A paz que vem de Deus só pode ser construída quando há amor e renúncia.
cisa tomar decisões? O amor é o limite! Junto ao amor vem o segundo valor básico cristão: a renúncia. É o que vem depois da aceitação do seguimento a Jesus. Deixar para trás! Os discípulos deixaram tudo e seguiram ao Senhor. Valor evangélico, conforme Lucas 14.33: Igualmente, portanto, qualquer de vós que não renunciar a tudo o que possui não pode ser meu discípulo. Igualmente aqui, Jesus é exigente: você não pode servir a dois senhores (leia Mt 6.24). Seguir exige renúncia (leia Lc 9.57-62). Entrai pela porta estreita, porque largo e espaçoso é o caminho que conduz à per-
dição. Muitos são os que entram por ele. Estreita, porém, é a porta e apertado é o caminho que conduz para a Vida. Poucos são os que o encontram (Mt 7.1314). Para passar por uma porta estreita, não é possível levar muita bagagem. A renúncia é viver com o necessário, é reconhecer que, de muitas coisas, eu não necessito. Não é preciso estar no topo, não é preciso sempre ter razão, não preciso sempre progredir, não preciso ter o último lançamento! Qual é o motivo de tantas brigas nas famílias? Quais são as ‘coisas’ que não se deixam para trás? A pessoa cristã renuncia a grandezas e ao poder, pois sabe que nem grandeza nem poder conduzem para a vida verdadeira. Por outro lado, a pessoa cristã renuncia ao ódio, renuncia à violência. Alguma vez na história humana algo foi resolvido com ódio e violência? Ódio e violência já geraram paz em algum lugar? O valor da renúncia é decorrente do valor do amor. Somente quem ama consegue renunciar. Inclusive, há no próprio Cristo este valor, conforme testemunha o apóstolo: Tende em vós o mesmo sentimento de Cristo Jesus: Ele, estando na forma de Deus, não usou de seu direito de ser tratado como um deus, mas se despojou, tomando forma de escravo (Fp 2.5-7). Amor e renúncia são os valores cristãos por excelência. Estes valores vividos por Cristo transformam o mundo. Com amor e renúncia, como seriam as famílias? Com amor e renúncia, como seriam as relações de trabalho? Com amor e renúncia, como seria a educação? Com amor e renúncia, como usaríamos nossas propriedades? Igreja, Economia e Política são ordens na Criação de Deus pelas quais Ele deseja cuidar de toda a sua Criação. A vontade de Deus é criar, preservar com dignidade a vida e, por fim, salvá-la. O Senhor almeja a paz para a sua Criação. Deixo com vocês a paz, a minha paz lhes dou (Jo 14.27). O Filho veio trazer-nos paz e mais: deixou-nos a paz! A palavra ‘deixar’ não tem a conotação de abandono: deixei algo e esqueci, larguei. A palavra ‘deixar’ tem a compreensão de entrega: deixo contigo o compromisso e a tarefa. Agora é com você! A paz nos é deixada como compromisso e tarefa. A paz que vem de Deus só pode ser construída quando há amor e renúncia.
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FÉ LUTERANA
Diálogo para alcançar a paz P. Fábio Steinert | Pastor Vice-Sinodal do Sínodo Sul-Rio-Grandense e Ministro na Paróquia Emanuel de Cerrito Alegre/RS Percebe-se de uma forma crescente na sociedade e na Igreja que as pessoas não querem mais ouvir o outro, ouvir a outra. O diálogo, a conversa sincera para o bom entendimento não acontece mais. O que se tem são palavras distorcidas e que levam a mal-entendidos, brigas, desentendimentos, discórdias e desconfianças. O que fazer diante destas constatações? Pensando no desafio dessa temática lembrei da frase do Chacrinha (José Abelardo Barbosa de Medeiros, foi Comunicador de rádio e televisão do Brasil e viveu entre 1917 e 1988), que dizia o seu bordão lá nos anos 80: ‘Quem não se comunica, se trumbica’. Em um momento no qual, na sociedade, todas as pessoas querem ter a razão, faltam o diálogo e a comunicação correta sobre o que pensamos e queremos dizer. Quanto tempo e quanta energia gastamos por causa do ‘ódio nosso de cada dia’?! Jesus Cristo nos oferece a paz (Jo 14.27) e é a ela que podemos e devemos recorrer. A partir dos Evangelhos, os ensinamentos de Jesus Cristo nos ajudam a buscar formas de reconciliação e cuidado com a outra pessoa, atitudes que promovem a paz nos relacio-
namentos. ‘Talvez a maior contribuição de Jesus para uma prática de paz nas diferentes dimensões dos relacionamentos humanos seja a sua insistência no perdão sem limites. Foi Jesus Cristo quem disse para perdoar não apenas sete vezes, mas setenta vezes sete. O perdão traz a paz para relacionamentos tensos, difíceis e carregados de culpa’
Em um momento no qual, na sociedade, todas as pessoas querem ter a razão, faltam o diálogo e a comunicação correta. (Texto-Base do Tema 2019). De forma prática, podemos recorrer ao diálogo franco e honesto para romper com discursos de ódio, racismo e preconceito. Devemos comunicar claramente sobre intenções, opiniões e conclusões, evitando a má compreensão do que foi dito. É fundamental afastarse de fofocas e intrigas. O objetivo é um
consenso daquilo que une as pessoas e, assim, buscar a paz nas relações, não necessariamente aceitando tudo. Promovendo o diálogo com palavras que fomentem a paz e com menos ofensas, conquistaremos a paz nas relações e promoveremos o amor. A mediação por meio do diálogo e da reconciliação aproxima de novo o que estava separado. No diálogo, não se trata de aproximar as pessoas para que pensem da mesma maneira, mas de encontrar iniciativas a partir das quais se pode caminhar junto, na mesma direção, vislumbrando a paz que Jesus Cristo deixou para nós. Muitas vezes, concordar ou discordar da outra pessoa não é estar contra ou a favor da pessoa, mas, sim, daquilo que ela defende e acredita. O diálogo é importante para ouvir a outra pessoa, colocar o seu ponto de vista e, assim, chegar a um consenso em que todas as pessoas ganham. O apóstolo Paulo recomenda ‘Sejam bons e atenciosos uns com os outros e perdoem uns aos outros, assim como Deus, por meio de Cristo, perdoou vocês’ (Ef 4.32). Para refletir, leia Efésios 4.25-32
O propósito do amor é promover vida e paz P. Luis Henrique Sievers | Pastor Vice-Sinodal do Sínodo Vale do Taquari e Ministro na Comunidade em Lajeado/RS Somos como a flor do campo, que o vento forte carrega para lugares que olhos não veem (Sl 103.15 e 16). Tudo passa ligeiro e de maneira imprevisível. Não viemos para ficar, por isso convém tomar cuidado com as vaidades (Ec 2.2). É sábia a pessoa que aprende a contar os seus dias (Sl 90.12). O nosso maior desafio é encontrar na brevidade da vida o seu sentido profundo. O verdadeiro tesouro não está no que as traças e as ferrugens corroem nem naquilo que os ladrões podem escavar e roubar (Mt 6.19-21). Curta ou longa, acolhemos a vida como uma dádiva, uma expressão do amor de Deus. Em meio à diversidade da Criação, estamos nós, seres humanos. Deus manifesta o seu amor diariamente, pois ‘concede, a cada dia, tudo que preciso para o corpo e a vida’, escreve Lutero. Por ser sem merecimento, a Criação e a manutenção da vida são atos de pura bondade e misericórdia, pelo qual devo dar ‘graças e louvor, servi-lo’ (Catecismo Menor). Falar em amor, portanto, é pisar em solo sagrado, pois Deus é amor (1Jo 4.8). É aconselhável tirar as sandálias, a exemplo de Moisés, quando se aproximou da sarça ardente (Ex 3.5). Só assim poderemos sentir o chão que estamos pisando. Trata-se do vínculo da perfeição (Cl 3.14). Está acima e além das línguas celestiais,
da fé que remove montanhas, da caridade extrema, da esperança e do sacrifício pessoal. Tudo passa, mas o amor jamais acaba (1Co 13.8). A sua maturidade se expressa na entrega plena, que não teme a rejeição e a morte (Jo 15.13). É um dar-se e derramar-se sem esperar nada em troca. Amor liberta, não escraviza nem causa dependência. Porém, une de tal forma que nada no universo
O amor é o sentido mais profundo da nossa existência. Tudo passa, mas o amor fica, por isso deixe o que você tem de melhor, o amor. pode separar (Rm 8.39). Segundo a fé cristã, a sua plenitude está no crucificado, Jesus. Fraqueza e loucura para quem não o conhece, mas poder e sabedoria para quem ouve o seu chamado (1Co 23 e 24). O amor fica e carrega a marca da eternidade, porque emana de Deus. Ele se expressa na paciência, na bondade e na alegria pelo bem-estar da outra pessoa e de
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toda a Criação de Deus. Por não estar centrado em si mesmo, o amor deixa de lado o ciúme, o orgulho, a vaidade, o egoísmo, a irritação e as mágoas. É resistente (1Co 13.47). O amor cria pontes entre os diferentes, sem distinção ou discriminação, aprecia a diversidade. É tão inclusivo que a sua plenitude alcança até os seus inimigos (Mt 5.4345). O seu propósito é promover vida e paz. A forma de corresponder a tanto amor é amar: Assim como eu os amei, amem também uns aos outros (Jo 13.34). É a maneira privilegiada de conhecer a Deus (1Jo 4.7). Experimentamos da sua essência em cada gesto amoroso. É menos uma questão de sentimento e mais uma questão de atitude diante das necessidades da Criação e do próximo. Necessidades tão básicas como saciar a fome, matar a sede, acolher o forasteiro, vestir o nu, visitar os enfermos e os presos (Mt 25.35-36). É sair de si em direção ao outro, que é tão distinto e diferente, e não se perder, mas encontrar a vida verdadeira (Mt 10.39). O amor é o sentido mais profundo da nossa breve existência. Tudo passa, mas o amor fica, por isso deixe o que você tem de melhor, o amor. Para refletir, leia 1João 4.7-21
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PERSPECTIVA
Que Igreja queremos ser na nossa cidade? Não é qualquer caminho que serve... Profa. Dra. Ema Marta Dunck Cintra | Docente no Instituto Federal de Mato Grosso e Presidente do Concílio da Igreja Existe uma frase repetida exaustivamente na sociedade ‘Para o barco que não tem rumo, qualquer vento serve’. No País das Maravilhas, Alice pergunta: ‘O senhor sabe me dizer como posso sair daqui?’. O gato responde: ‘Isso depende muito de onde você quer ir’. Ela diz: ‘Não me importa muito para onde’, ao que o gato responde: ‘Então, não importa o caminho que você escolher’. Mais um ano está findando e novamente uma pergunta chega a todos nós: Que Igreja queremos ser na nossa cidade? Temos clareza do que desejamos ser como Comunidade? Caso contrário, ‘qualquer caminho serve’. A Bíblia traz passagens para auxiliar nessa reflexão. Em Atos 2.42, está posto: Eles eram perseverantes em ouvir o ensinamento dos apóstolos, na comunhão fraterna, na fração do pão e nas orações. Aqui se vê as quatro principais características de uma Igreja Cristã e essas deveriam constituir em um modelo a ser observado. Ouvir os ensinamentos de Cristo, aprofundar-se na Palavra de Deus e evangelizar. Praticar a comunhão fraterna, estar junto de todas as pessoas e ouvi-las, ocupar-se e preocupar-se com as pessoas da sua convivência comunitária. Além disso, repartir o pão, agradecer a Deus, que o dá diariamente, e dividir essas graças com as pessoas mais necessitadas. Também se faz necessário buscar ânimo, por isso a prática da
oração deve ser fortalecida. Esse diálogo com o Pai dá que se tenha coragem para enfrentar as adversidades, agindo em favor de todas as criaturas injustiçadas. É importante que esses quatro pilares que sustentavam as primeiras Comunidades cristãs também os sejam na vida de cada Comunidade no presente. Eles ainda são fundamentos preciosos que deveriam orientar os planejamentos, pois são o alicerce sobre o qual se deve buscar a unidade manifesta da Igreja. Se, sobre eles, se planejam as ações, praticando o que Cristo ensinou e, especialmente, levando-se em consideração o contexto regional, isso termina se espalhando e as pessoas podem reconhecer ali uma verdadeira Comunidade Cristã. Essa vida comunitária exemplificada em Atos é o que se deve buscar. É, para nós, a promessa de alguma coisa que ainda não se materializou na atualidade, mas que produz efeitos bem positivos a partir da nossa ação. Que tal, então, agir comunitariamente, espelhando-se no exemplo das primeiras Comunidades Cristãs? Que o Espírito Santo nos anime para que não deixemos o nosso barco ser levado pelos ventos. É preciso que, como Comunidade, tomemos o controle das nossas velas. Pelo que vimos, é só seguir os passos que Ele nos ensinou por meio do testemunho dos seus discípulos e das primeiras Comunidades Cristãs.
Deus se oferece ricamente e nos estende a mão, pondo à disposição tudo o que necessitamos. Martim Lutero
Feliz novo ano! Que seja leve e solidário! Glória a Deus nas alturas e paz na terra P. Dr. Oneide Bobsin | Docente na Faculdades EST, em São Leopoldo/RS À beira de um riacho vivia uma Comunidade de monges que prezavam o silêncio. Eles sabiam que uma chuva forte fazia o riacho trasbordar rapidamente, dificultando o trânsito das pessoas. Com a experiência de quem conhecia o comportamento do riacho, os mais velhos ajudavam as pessoas a passar as águas turvas. Certo dia de chuva forte, o monge mais velho colocou em suas costas uma pessoa má, permitindo que voltasse para casa a salvo. Durante o jantar, os monges mais novos recriminaramno por ter ajudado a pessoa mais odiada do vilarejo. Até o mais novo dos monges manifestou a sua opinião contrária ao gesto do líder da Comunidade: ‘Ela não merece ajuda. Deveria tê-la feito esperar as águas baixarem para ela aprender a respeitar as outras pessoas’. Por vários meses, a indignação dos monges com aquele gesto voltava às conversas à mesa. Por muito tempo, o monge ficou apenas na escuta, em busca de uma resposta. Certo dia, o assunto voltou e o monge solidário com a pessoa má deu uma resposta a todos: ‘Eu carreguei somente uma vez aquela pessoa, mas vocês continuam carregando-a nas suas costas até hoje’. Houve um sábio silêncio e que durou muito tempo. Em breve, vamos entrar em um ano que esperamos seja novo, sem pesos de 2019. Assim, na passagem de ano, estaremos
diante da situação daqueles monges: carregar situações doloridas de pessoas para o outro lado ou ficar carregando velhas situações, como os monges novos. Não sei o que cada pessoa leitora deste texto tem de peso nos seus ombros. Além disso, nem todos os pesos podem ser descartados, em razão dos nossos compromissos solidários. Afinal, não cremos que certas situações sejam descartáveis, como querem as igrejas da prosperidade mágica. Como o monge experiente, podemos levar nas costas as pessoas perversas para o outro lado da vida ou, como os monges novos, poderemos continuar carregando desnecessariamente certas situações. A decisão não é fácil, como a maioria das decisões, especialmente quando não nos damos conta das nossas perversidades pessoais, comunitárias, sociais e políticas, que se avolumam a cada dia. Em outras palavras, podemos imitar o monge silencioso e, ao mesmo tempo, nos colocar como pessoas que precisam ser carregadas para o outro lado. A presença de Deus na simplicidade da manjedoura veio nos carregar, a salvo, para o outro lado, porque só um Deus frágil, sem os suportes das armas, pode nos salvar das nossas perversidades. Glória a Deus nas alturas e paz na terra! Para mais informações, acesse o Portal Luteranos
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MISSÃO
As Metas Missionárias 2019-2024 na Meta da Igreja P. Dr. Pedro Puentes | Secretário de Missão Porque nenhum de nós vive para si mesmo nem morre para si. Porque, se vivemos, é para o Senhor que vivemos; se morremos, é para o Senhor que morremos. Quer, pois, vivamos ou morramos, somos do Senhor (Rm 14.7-8). As palavras anteriores chamam atenção para o fato que a Comunidade, a Paroquia, o Sínodo e cada trabalho existente na IECLB não têm um fim em si mesmo. Tudo o que acontece na Igreja de Jesus Cristo está a serviço do propósito para o qual o Deus missionário a chamou e vocacionou: anunciar o Evangelho! Esse propósito ou missão não é opcional. É tarefa urgente que exige fidelidade e dedicação permanente tanto de quem foi alcançado pelo amor de Deus como da Comunidade onde esse amor é vivenciado e nutrido por Culto, serviço e comunhão. O Evangelista expressa essa urgência com as seguintes palavras: Vigiem, pois vocês não sabem quando o dono da casa
vai voltar (Mc 13.35a). O apóstolo, por sua vez, compara essa tarefa com uma corrida constante (Fl 3.12b). As palavras anteriores apontam para o fato que o anúncio e a vivência do Evangelho não são tarefas fáceis. Quer dizer, o cumprimento da tarefa da Igreja, que é fazer parte na Missão de Deus, demanda conhecimento, disciplina, persistência e foco. A Missão de Deus exige disponibilizar todos os nossos recursos: desde a disposição do nosso coração até a habilidade e os saberes corriqueiros. Não é a toa que o conselho apostólico seja: Corram de tal maneira que ganhem o prêmio. Todo atleta em tudo se domina [...]. Assim corro também eu, não sem meta; assim luto, não como desferindo golpes no ar. Esmurro o meu corpo e o reduzo à escravidão, para que, tendo pregado a outros, não venha eu mesmo a ser desqualificado (1Co 9.24b-27). Neste contexto, se inserem as Metas Missionárias estabelecidas pelo Concílio em 2018. As cinco Metas apontam para
onde deveríamos focar os nossos esforços e, assim, fortalecer as Comunidades, as Paróquias e os Sínodos para um melhor cumprimento da tarefa de anunciar o Evangelho. O nosso Mestre Jesus ensina ser um princípio de sabedoria dialogar, refletir, calcular, colocar metas, criar um plano de ação, etc. (Lc 14.28). Toda essa urgência, exclusividade, doação, sabedoria, rigorosidade para o cumprimento da tarefa da Igreja se fundamenta no fato que a graça de Deus é um presente precioso demais para ficar trancada em nossos templos e vidas. Ela precisa ser passada adiante!
Metas Missionárias Meta 1 Igreja que valoriza o Sacerdócio Geral, capacita as pessoas e aprofunda a fé para o seu testemunho na Igreja e no mundo.
Meta 2 Igreja aberta, que proclama o Evangelho, contextualizado em favor de todas as pessoas e da Criação de Deus.
Meta 3 Igreja atraente e acolhedora, que reflete e inclui a diversidade em suas Comunidades.
Meta 4 Igreja comprometida com a justiça, a paz e a reconciliação que promove vida digna.
Meta 5 Igreja sinodal bem conduzida, democrática, transparente, conectada e sustentável.
Resultado da Campanha Vai e Vem 2019 Campanha Nacional de Ofertas para a Missão Vai e Vem
Ter a Cristo é ter o cordeiro que carrega os nossos pecados e derrama o Espírito Santo para nos restaurar e consolar. Martim Lutero
Mais uma vez, a Vai e Vem mostrou a alegria, a gratidão e o compromisso das Comunidades e Paróquias com a Missão de Deus. Os Sínodos e as suas diversas instâncias estão de parabéns pela motivação constante para tornar a Campanha uma oportunidade de fortalecimento da vocação missionária da Igreja de Cristo. Advento e Natal são momentos para renovar o nosso compromisso com o Deus missionário que vem. Compromisso concretizado na solidariedade, no cuidado, no serviço e na compaixão. É nesse espírito a Vai e Vem 2019 nos desafiou a construir pontes para a paz – em forma de reflexão, ações missionárias e ofertas. O resultado financeiro da Vai e Vem 2019 foi de R$ 965.482,20. Então, a soma que retorna aos Fundos Sinodais para Missão, descontados R$ 72.741,61 de investimento da Campanha, é de R$ 428.549,99. O montante que vai para o Fundo Nacional de Missão, para apoiar Projetos Missionários enviados pelos Sínodos e aprovados, portanto, é de R$ 464.190,60. É bom lembramos que, no período de 2009 a 2019, a Campanha Nacional de Ofertas para a Missão Vai e Vem tem apoiado 29 Projetos em 13 Sínodos e que, ao longo dos 12 anos de Campanha, foram arrecadados R$ 10.127.918,37. Finalizamos com as palavras do ofertório, durante a Santa Ceia: Tudo vem de ti Senhor e do que é teu, te damos. Amém.
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SÍNODOS
3o Convenção Nacional de Ministros e Ministras da IECLB (parte 2/2) Vocação e Ministério - o que me move Programa de Acompanhamento a Ministros e Ministras da IECLB
“Estamos aqui porque somos movidos e movidas pela força do Espírito Santo de Deus. Viemos de todos os Sínodos da nossa Igreja e desejamos que estes três dias de encontro fortaleçam e animem cada pessoa que aqui está para o exercício do seu Ministério com Ordenação na IECLB”, afirmou o P. Gilciney Tetzner, Pastor Sinodal do Sínodo Vale do Taquari, na Abertura Oficial da 3ª Convenção de Ministros e Ministras da IECLB, quarta-feira, que aconteceu de 15 a 17 de outubro de 2019, em Curitiba/PR, no Sínodo Paranapanema. Para compor a mesa, foram convidados e convidadas: a Presidência da IECLB, o Secretário Geral, P. Marcos Bechert, a Secretária do Ministério com Ordenação, Pa. Ma. Ruth Musskopf, o Pastor da Igreja Presbiteriana de Curitiba, Rev. Juarez Marcondes Filho, o Arcebispo de Curitiba, Dom José Antônio Peruzzo, o Vice-Prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel (representando o Prefeito, Rafael Greca de Macedo), a Presiden-
te da Diretoria do Conselho da Igreja, Anelize Berwig, e o Presidente do Conselho Sinodal do Sínodo Paranapanema, Heinz Egon Löwen. Após a fala da Pa. Sílvia Genz, do P. Odair Braun, dando as boas-vindas a Ministros e Ministras, e da Oração da Manhã, conduzida pela Pa. Vera Regina Waskow, o P. Mauro Souza também falou ao grupo e apresentou a Palestrante do dia, a Pa. Dra. Antje Jackelén, Arcebispa da Igreja da Suécia, que falou sobre o tema da Convenção: Vocação e Ministério - o que nos move. À tarde, foram oferecidos três Painéis: O que me move no Ministério Compartilhado com Ordenação, O que me move no Ministério como mulher e homem e O que me move no contexto. Um Jantar de Confraternização celebrou o encontro do grupo de Ministros e Ministras. No dia seguinte, Culto de Encerramento da 3ª Convenção, o P. Mauro afirmou: “Palavras, sons, gestos, encontros e reencontros marcaram estes dias e adoçaram a vida. A nossa relação foi
e é um diálogo animado, consolador, libertador. Deus dialoga conosco, consola, liberta. Experimentamos que as Palavras agradáveis são como favo de mel: doces para a alma e remédio para o corpo (Pv 16.24). Aqui estamos, reunidos e reunidas, pela graça de Deus, que nos chamou e chama para o Ministério e vocaciona para servi-lo”. A manhã começou com a palestra O caminho da felicidade é amor e trabalho, proferida pelo Dr. J.J. Camargo, Médico formado pela Ufrgs, Especialista em cirurgia torácica e pioneiro em transplante de pulmão na América Latina. Na sequência, o Culto com Santa Ceia foi celebrado pela Presidência, por Pastores e Pastoras Sinodais dos 18 Sínodos da IECLB. A Pregação foi feita pela Pastora Presidente, com base na passagem de Lucas 10.1-11: “Não vamos gastar tempo e energia julgando uns aos outros e umas às outras. Não vamos nos perder na competição nem na comparação. Convide a anunciar o Evangelho de Jesus Cristo. Convide a anunciar que o Reino de Deus se aproxima”. A Pa. Sílvia também falou sobre a Igreja que queremos ser: “Queremos ser Igreja que leva sinais de esperança com o aumento da colaboração entre nós e, acima de tudo, da confiança em Deus. Somos pessoas diferentes, mas unidas em Cristo Jesus. O que falamos e pregamos não pode produzir ódio e divisão, mas a paz! ”. Em referência ao tema da Convenção, a Pa. Sílvia compartilhou: “O trabalho das abelhas na polinização parece invisível. Somente após o tempo necessário é que os frutos aparecem. Se, hoje, a nossa Igreja está presente de Norte a Sul e de Leste a Oeste, é resultado da ação e da dedicação de Ministros e Ministras trabalhando e, parecendo, às vezes, invisíveis, com fé e confiança em Deus, aquele que vê o invisível aos nossos olhos”. No Envio, a Pastora destacou: “Com a bênção de Deus regressaremos aos nossos Campos de Atividade Ministerial para cuidar das pessoas que Ele nos confiou. Vão e sirvam ao Senhor com alegria. Amém”.
Deus é gracioso com muita gente e, de coração, perdoa a culpa. Martim Lutero
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GESTÃO
CONSELHO DA IGREJA
Avaliando
a caminhada (parte 2/2) Anelize Marleni Berwig | Presidência do Conselho da Igreja* O XXXI Concílio decidiu que a IECLB criasse uma Política de Justiça de Gênero, encarregando o Conselho da Igreja da tarefa, que, por sua vez, decidiu criar um Grupo de Trabalho para auxiliá-lo na tarefa. A primeira reunião realizada com esse propósito aconteceu na Sede da Igreja, em Porto Alegre/RS, em agosto de 2019, na qual o Grupo de Trabalho se apropriou da tarefa recebida, refletiu sobre a metodologia e estabeleceu o cronograma de trabalho. O parecer do Concílio e o Documento Política de Justiça de Gênero da Federação Luterana Mundial (FLM) foram estabelecidos como base de reflexão, de forma que as pessoas integrantes se apropriem dos conceitos que envolvem a elaboração do Documento (Política de Justiça de Gênero, Justiça de Gênero, Fundamentação Bíblica e Teológica para a Justiça de Gênero, Princípios e Estratégias de Implementação para uma Política de Justiça de Gênero). O XXXI Concílio da Igreja acolheu a Moção que pedia a avaliação do modelo eclesial da IECLB. Diante da demanda, o Concílio incumbiu o Conselho da Igreja da tarefa de organizar esta avaliação. O Conselho da Igreja constituiu um Grupo de Trabalho com o objetivo de avaliar a funcionalida-
de do atual modelo eclesial aprovado em 1997, tendo como referência o Plano de Ação Missionária da IECLB (PAMI) e as Metas Missionárias estabelecidas pelo próprio Concílio de 2018. Este Grupo de Trabalho é formado, entre titulares e suplentes, por 12 pessoas. Em suas reuniões, o Grupo de Trabalho se apropriou da tarefa, realizou um exercício de diagnóstico orientado pela Matriz do PAMI e levou o assunto à reunião anual de Presidentes, Tesoureiros, Pastores e Pastoras Sinodais, que ocorreu em setembro, sob a pergunta ‘O que não está funcionando na atual estrutura?’. O Grupo de Trabalho buscou subsídios que qualifiquem o encaminhamento da avaliação para todos os âmbitos da Igreja, o que deverá acontecer ao longo de 2020. *Com a colaboração da Cat. Ma. Débora Raquel Klesener Conrad (Avaliação da Estrutura da IECLB), da Pa. Carmen Michel Siegle (Política de Justiça de Gênero) e da Pa. Ma. Ruth Winkler Musskopf (Ministério Compartilhado).
Creio em Deus, mesmo que todas as pessoas me abandonem ou persigam. Martim Lutero GESTÃO ADMINISTRATIVA
Política de Justiça de Gênero da IECLB Secretaria Geral da IECLB O XXXI Concílio da Igreja, em 2018, aprovou a constituição de um grupo para trabalhar na elaboração da Política de Justiça de Gênero da IECLB, delegando ao Conselho da Igreja (CI) a articulação desta tarefa. O CI, na sua reunião de março de 2019, aprovou a composição de um Grupo de Trabalho (GT), incumbido de elaborar uma proposta de Política de Justiça de Gênero. O GT é composto pelos seguintes representantes: Anelize Berwig (Presidente do CI), P. Everton Luiz Knaul (membro do CI), P. Emilio Voigt (Assessor Teológico da Presidência), Pa. Carmen Siegle (Coordenadora de Gênero da Secretaria da Ação Comunitária), Pa. Anelise Abentroth (Santa Cruz do Sul/RS), P. Alexander Busch (Maripá/PR), P. Vanderlei Closs (Ivoti/RS), Teól. Rosane Philippsen (Campinas/SP) e Martha Mass (Blumenau/SC). Cabe ao GT a tarefa de elaborar um documento que oriente Comunidades,
grupos e setores de trabalho da IECLB a afirmarem a dignidade de mulheres e homens e a promoverem relações justas entre homens e mulheres. Este documento, por ser uma política institucional, contribuirá com a Missão e a Visão da IECLB de ser uma Igreja inclusiva e comprometida com a justiça de gênero, fomentando a participação plena de homens e mulheres na Igreja e da sociedade. Desde que foi nomeado pelo Conselho da Igreja, o GT reuniu-se em duas ocasiões. A primeira reunião foi realizada em agosto, na Sede da Igreja, em Porto Alegre/RS. A segunda foi realizada em novembro, no Cecrei, em São Leopoldo/ RS. Os encontros foram importantes para os membros do GT se conhecerem, apropriarem da tarefa, refletirem sobre a metodologia e o cronograma de trabalho. Com base no parecer emitido pelo Concílio, no documento Política de Justiça de Gênero da Federação Luterana
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Mundial (FLM) e na reflexão sobre os desafios que o tema apresenta, o GT entende que será necessário, primeiramente, apropriar-se dos conceitos que envolvem a elaboração do documento. Concluída esta fase mais conceitual, o GT vai se ocupar com a elaboração da proposta propriamente dita. A mesma será apresentada, dialogada e avaliada com Pastores e Pastoras Sinodais, Ministros, Ministras, lideranças dos Conselhos Nacionais, bem como os Setores de Trabalho que têm relação direta com a temática, como OASE, Fórum de Reflexão da Mulher Luterana e Legião Evangélica Luterana. A proposta será submetida à apreciação do Conselho da Igreja. No seu cronograma, o GT prevê que a proposta da Política de Justiça de Gênero da IECLB será submetida para aprovação do Concílio em 2022. A próxima reunião do GT está marcada para o dia 2 de abril de 2020, em formato online.
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DIVERSIDADE
Defesa da Amazônia e consumo responsável: testemunho diaconal! P. Olmiro Ribeiro Júnior | Secretário da Ação Comunitária da IECLB*
Como imagem e semelhança de Deus, deveríamos cuidar da Criação da mesma forma que Deus cuidaria, conforme Gênesis: 1.27 Assim Deus criou o ser humano à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou, e Gênesis 2.15: O Senhor Deus tomou o homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e o guardar. O atual modelo de desenvolvimento é baseado no crescimento econômico e na expansão do consumo, gerando crises ambientais e profundas desigualdades. As queimadas e o desmatamento da Amazônia, o uso desenfreado de agrotóxicos, o consumo excessivo e a poluição têm ameaçado a conservação do meio ambiente e a preservação da vida.
A defesa do meio ambiente, o comércio justo e solidário e o consumo responsável são temas que nos desafiam para desenvolver, nas nossas famílias, casas e Comunidades, ações de cuidado com o planeta. A economia solidária tem como objetivo a sustentação da vida das pessoas e a preservação da natureza, baseado em valores de cooperação e solidariedade, atendendo às necessidades das Comunidades, criando uma economia comprometida com a vida. A Rede de Comércio Justo e Solidário reúne grupos de economia solidária que atuam com alimentação, artesanato, confecção, reciclagem e serviços. Além de organizar feiras e participação em eventos,
como Dias da Igreja, a Rede oferece formação e propõe a aproximação entre pessoas produtoras e consumidoras. O consumo responsável prioriza a compra de produtos locais produzidos por grupos da economia solidária e agricultura familiar ecológica, valorizando as pessoas e preservando a natureza. O ato de compra pode ser um ato diaconal transformador. A destinação de resíduos recicláveis às organizações de catadoras e catadores de materiais recicláveis, a realização de campanhas de educação ambiental, reciclagem ou consumo responsável são ações de cuidado com a vida no planeta. Neste tempo de Advento, podemos fazer um testemunho diaconal profético, denunciando práticas comerciais injustas e de descaso e destruição da natureza, que oprimem e degradam pessoas e bens naturais, e anunciando possibilidades de adoção de práticas de cuidado integral da vida por meio de ações de consumo responsável e proteção do meio ambiente. Somos convidados e convidas a repensar o cuidado e a proteção da natureza no ato cotidiano de consumir e alimentarse. Jesus deixou a Ceia do Senhor como memoria da sua presença entre nós e, igualmente, como exemplo de comunhão, partilha e cuidado. Consumir responsavelmente, de forma justa e solidaria, é testemunho de fé e ato de amor pela Criação. *Em colaboração com a Dra. Angelique van Zeeland, Assessora Programática da Fundação Luterana de Diaconia.
PRONUNCIAMENTO
A vontade e a sabedoria de Deus vão além da nossa vontade e sabedoria. Martim Lutero
Criação: com ela vivemos ou sucumbimos O ser humano perde o direito de se dirigir a Deus se destruir as condições da produção agrícola, se não tomar providências para a justa distribuição dos recursos, se a prece do Pai Nosso não estiver acompanhada da ação humana responsável. O cuidado ecológico, em sua estreita vinculação com a justiça social, faz parte das responsabilidades de todo cristão,
de toda pessoa humana e das Igrejas. Crimes ecológicos equivalem a crimes contra o próprio Deus. A Criação é sagrada, condição de vida do ser humano. Importa reaprender que somos parte desta Criação: com ela vivemos ou sucumbimos. Posicionamento em defesa da Amazônia (1988)
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Jorev Luterano - Dezembro 2019
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ESTUDOS BÍBLICOS
Confiem no Senhor! Coloquem a sua esperança em Deus P. Eldo Krüger | Ministro na Paróquia de Rio Claro/SP
Em vários textos da Bíblia, os autores usaram imagens e figuras de linguagem para comunicar a sua mensagem de forma mais fácil e compreensível. O profeta Isaías é um desses autores. Disse que viver, em alguns momentos, é como caminhar em meio a uma escuridão total, sem nenhum brilho de luz. Quem já viveu essa experiência de andar no escuro sabe muito bem o quanto é difícil. Sem a claridade, nos deparamos com as nossas limitações e as nossas insuficiências, corremos o risco de tropeçar e cair, ficamos desorientados, desorientadas, perdidos e perdidas, perdemos muito do senso de direção. Podemos até nos sentir inseguros, inseguras e com medo. Ficamos em dúvida em relação ao que fazer. No tempo em que Isaías atuava como profeta, como servo e porta-voz de Deus, a realidade social em que o povo vivia era de escuridão. Grande parte do povo de Israel estava vivendo exilado na Babilônia
teve um fim. Deus, que é luz (1Jo 1.5b), fez a sua luz brilhar e libertou o povo das trevas do império babilônico. Com essa experiência, o povo provou o quanto é importante e vale a pena esperar e confiar em Deus e na sua redenção. O povo aprendeu que não podemos desesperar quando passamos por situações difíceis, mas sermos resilientes e crermos que, para Deus, nada é impossível (Mt 17.20 e Lc 18.27). Isso também vale para nós. Assim como o povo de Israel, nós também estamos sujeitos e sujeitas a viver momentos de total escuridão, de passar por aflições e sofrimentos. O tempo de Advento que estamos vivendo nos lembra isso. Jesus disse: Estas cousas vos tenho dito para que tenhais paz em mim: No mundo passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo (Jo 16.33). Jesus passou por aflições e nós, mesmo sendo cristãos, também podemos passar. Pode ser uma doença grave, cirurgia, perda do emprego, dívidas, conflito no casamento e na família, acidente, Se o caminho em que andam é escuro, roubo, morte de um ente querido... sem nenhum raio de luz, Estamos sujeitos e sujeitas a passar confiem no Senhor, por aflições de todos ponham a sua esperança no seu Deus. os tipos. O que fazer? Para onde correr e Isaías 50.10 se refugiar? O profepara onde havia sido deportado por cauta Isaías e também Jesus propõem que sa dos pecados. Passados vários anos, o busquemos a Deus e entreguemos as povo estava incrédulo e abatido, sentinnossas aflições aos seus cuidados, que do-se abandonado e esquecido por Deus. confiemos e coloquemos a nossa espeIsaías procura consolar e animar o rança nele (Sl 37.5). Por quê? Porque povo. Pede a todos que temem a Deus Deus, que é misericordioso, nos ampara para que confiem no Senhor e coloquem e dá segurança, nos encoraja e anima, a sua esperança em Deus. Segundo Isaías, nos ajuda a carregar e alivia os nossos não é verdade que Deus esqueceu e afardos, nos capacita a enfrentar e supebandou o seu povo. Pelo contrário, ele rar aquilo que nos aflige e angustia (Mt está vendo as suas aflições e vai intervir 11.28 e Cl 1.13). Experimentamos isso na em seu favor fazendo uma obra maravioração, na Palavra e na comunhão com lhosa de redenção. os nossos irmãos e as nossas irmãs na fé. Isaías está certo que o povo será liberto Mesmo nós sendo pecadores e pecado exílio na Babilônia e todos vão poder doras, Deus é alguém que nos ama e quer retornar para a sua terra e reconstruir as bem, se importa e caminha conosco (Mt suas vidas e a sua cidade que estava de28.20), cuida de nós e de todas as nossas vastada. Esse é o futuro que os aguarda, necessidades e preocupações (Mt 6.25não porque merecem, mas porque Deus 34). Deus revelou em Jesus Cristo que os ama e é fiel à aliança que tem com o é um Deus Libertador e Redentor! Isso seu povo. enche o nosso coração e a nossa vida Essa palavra de Isaías fez diferença de confiança, esperança e paz. Anima a no coração e na vida do povo. Passado nunca perdermos a fé, a não desanimar e um tempo, o rei Ciro da Pérsia dominou desistir, a não pensar que está tudo perdia Babilônia e deixou o povo exilado voldo e que não tem mais jeito. Como disse tar para a sua terra e recomeçar uma ‘vida o apóstolo Paulo, tudo podemos naquele nova’. O tempo de tribulação e provação que nos fortalece (Fp 4.13).
Lema do Mês
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Dinâmica Tema da celebração Confiança e esperança em Deus Preparação Criar um espaço que possa ser um ‘altar’ e colocar toalha roxa ou lilás, cruz, Bíblia aberta e três velas. Acolher as pessoas com músicas de Natal. Se for noite, deixar só com luz de velas e entregar uma vela não acesa para cada participante. Antes da oração final, cada pessoa vai até o altar e acende a sua vela. Acolhida Graça e paz. Que bom que você veio! Conforme o calendário litúrgico, estamos no Advento. A cor usada dos paramentos simboliza dor, sofrimento, provação. Advento é tempo para refletirmos sobre essa realidade que faz parte do mundo e da vida e oportunidade para firmarmos a nossa fé e esperança em Deus, que veio ao mundo em Cristo. Sejam bemvindas e bem-vindos a esse encontro. Saudação Saúdo a cada uma e cada um com a palavra do Salmo 27.1: O Senhor é a minha luz e a minha salvação; de quem terei medo? O Senhor é a fortaleza da minha vida; a quem temerei? Invocação do Trino Deus Enquanto acendemos as velas no altar, convido para invocarmos a presença de Deus entre nós com o hino Elevo os meus olhos para os montes (LC 131). Oração Deus da Luz, agradecemos por estarmos juntos e celebrarmos esse tempo de Advento e Natal. Pedimos que ilumines as nossas vidas e este encontro com a tua luz e faze-a brilhar entre nós. Renova em nós a confiança e a esperança em ti. Em nome de Jesus, amém. Dinâmica Convidar as pessoas para compartilhar experiências em que existencialmente experimentaram ‘escuridão total’. Canto Caminhamos pela luz de Deus (LCI 305) Leitura compartilhada Estudo do texto bíblico e, na sequência, perguntar o que chamou atenção no texto e gostariam de destacar. Qual é a mensagem que levam para casa? Leitura bíblica Disse Jesus: Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida (Jo 8.12). Oração Cada pessoa acende a sua vela no altar. Perguntar sobre pedidos de oração. Bênção cantada Que a luz de Cristo brilhe (LC 285) Envio (Com base na Palavra de Mateus 5.14a e16). Vamos em paz e sirvamos a Deus com alegria (aspessoaslevamasvelasparacasa).