Joinville Luterano Comunidade Evangélica de Joinville • Ano XVII • nº 103 • Nov/Dez 2017
pg 7
pg 14 A Reforma Protestante deu importantes contribuições à diaconia
Advento: a espera do filho de Deus encarnado em homem
O Natal está chegando! Na mágica noite natalina recebemos a 'luz do mundo': Jesus Cristo. pg 08 e 09 “O nosso Deus é misericordioso e bondoso. Ele fará brilhar sobre nós a sua luz e do céu iluminará todos os que vivem na escuridão da sombra da morte, para guiar os nossos passos no caminho da paz”. (Lucas 1.78-79) Lema do mês de dezembro Deus se revela ao mundo como luz que ilumina os passos de todas as pessoas. Jesus é “o caminho, a verdade e a vida”. (João 14.6) Jesus veio em meio
às trevas e com sua luz nos guiou até o pai, ou melhor, nos levou até ele, porque ele é o próprio caminho. Ele nos envolve e irradia seu amor e sua paz ao mundo também através de nós! Isto é maravilhoso:
“pelo seu poder que opera em nós”, conforme explica o apóstolo Paulo em Efésios 3.20-21. A partir do agir de Deus em nós, nos tornamos extensão desta luz. Por isso, a partir do convite de Jesus, somos
chamados a brilhar (Mateus 5.16), para que o mundo creia e aceite o amor incondicional de Deus. Feliz Natal! Que o amor de Cristo em nós alcance muitos em nosso mundo! Amém. (P. Ernâni Petry)
CEJ - Comunidade Evangélica de Joinville - Novembro/Dezembro de 2017
2
Editorial Com a satisfação de sempre, entregamos a você, leitor, mais uma edição do jornal Joinville Luterano. Esta é muito especial e aborda temas relevantes para nossa vida de fé. Começamos com um texto sobre o Advento, tempo que nos leva a esperar o filho de Deus encarnado em homem. Tempo de preparação para a grande festa
dos cristãos: a chegada de Jesus Cristo ao mundo dos homens. Na mágica noite de Natal recebemos a “luz do mundo”. Que esta luz brilhe em todos os dias de nossas vidas! Ainda nesta edição, destaque para um texto sobre Finados, que fala sobre a “boa morte”, que nos conduz diretamente para as mãos misericordiosas de Deus.
Temos, ainda, toda a programação das paróquias da CEJ para os meses de novembro e dezembro, além de ações e atividades desenvolvidas pelas paróquias e comunidades nos últimos meses. Esperamos que tenha uma proveitosa leitura!
Mural VENHA TOMAR UM CAFÉ COM A GENTE! - 26º Café Missionário – oferta para a missão: Domingo (12/11) - 14h45. - Café da OASE São Mateus - venda de cartões: Quarta-Feira (29/11) - 14h30. - Café de Advento para a 3ª Idade: Domingo (03/12) - 14h30.
Paróquia São Mateus: Av. Santos Dumont, 324 - Bom Retiro 3903-1812 / cejpsmt@gmail.com
DATA 11/11/2017
HORÁRIO a partir das 18h
VALOR 10,00 Kit com 3 Pastéis
COMUNIDADE EVANGÉLICA DA RESSURREIÇÃO NA ESTRADA DA ILHA Estrada da Ilha, 2911
NOVAS DATAS DE ASSEMBLEIAS Atenção para os novos horários das Assembleias Ordinárias das paróquias São Marcos e São Lucas: Comunidade Amados por Cristo “Em conformidade com os Documentos Normativos a Paróquia São Marcos – Comunidade Amados por Cristo, da Comunidade Evangélica de Joinville, convoca todos os seus membros para a Assembleia Geral Ordinária, a realizar-se no dia 04 de novembro de 2017, às 18h30, em Primeira Convocação."Não havendo número legal, a Assembleia será realizada em Segunda Convocação, às 19h30, no mesmo dia e local". Comunidade Deus Triúno “Em conformidade com os Documentos Normativos a Paróquia São Marcos – Comunidade Deus Triúno, da Comunidade Evangélica de Joinville, convoca todos os seus membros para a Assembleia Geral Ordinária, a realizar-se no dia 05 de novembro de 2017, às 7h, em Primeira Convocação. Não havendo número legal, a Assembleia será realizada em Segunda Convocação, às 8h, no mesmo dia e local”. Paróquia São Lucas "Em conformidade com os Documentos Normativos, Paróquia São Lucas da Comunidade Evangélica de Joinville União Paroquial, convoca todos os seus membros para a Assembleia Geral Ordinária, a ser realizada no dia 17 de novembro de 2017, sexta-feirafeira, às 18h30, em Primeira Convocação. Não havendo número legal, a Assembleia será realizada em Segunda Convocação, às 19h30, no mesmo dia e local".
NO AR
Acompanhe os programas também pela internet
A PALAVRA DE DEUS NA MÍDIA RESPOSTAS PARA A VIDA
Rádio Cultura • AM 1250 Khz - Domingo - 19h
CULTO EM CASA
Rádio Colon • AM 1090 Khz - Domingo - 9h Setembro - Par. Unida em Cristo Outubro - Par. São Marcos Também é possível ouvir a rádio pela internet CASTELO FORTE “A Voz Luterana no ar” - Todos os sábados às 14h Rádio Arca da Aliança AM 1480 Khz em Joinville / AM 1260 Khz em Blumenau CINCO MINUTOS COM JESUS Rádio Pirabeiraba • 87,9 FM Diariamente - 18h ou www.luteranos.com.br Acessar Sínodo Norte Catarinense “Ouça na Rádio” O jornal Joinville Luterano está disponível em formato digital: www.luteranos.com.br/paroquia/comunidadeevangelica-de-joinville-up
PREZADOS MEMBROS Comunicamos que por motivo de férias a secretaria da Paróquia São Lucas estará fechada de 23/12/2017 a 16/01/2018. Expediente Normal 17/01/2018. Desde já agradecemos a compreensão. Presbitério Paróquia São Lucas.
Expediente Comunidade Evangélica de Joinville Rua Princesa Isabel, 508 - Joinville/SC - Centro Caixa Postal 214 - CEP 89.201.270 Tel. (47) 3903-1800 / FAX (47) 3903-1801 administraçao@cej.org.br www.luteranos.com.br/cejup Presidente Artur Francisco Baumrucker
Joinville Luterano Fundado em abril de 1965 Informativo bimestral da Comunidade Evangélica de Joinville, filiada à Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil/IECLB Conselho Editorial Cristina Kühl, P. Ernâni Marino Petry, Gérsio Schroeder, Ivone Ehmke Kanzler, Nilson Vanderlei Weirich, Nivaldo Mathies, Renato Ganske.
Jornalista Responsável Jucemar da Cruz - 103 DRT/SC Edição: TWC Comunicação / DIAGRAMAÇÃO: TWC Comunicação / FOTOS: CEJ e banco de imagens / Impressão: Grafinorte / Tiragem: 7.350 exemplares. Artigos assinados são de responsabilidade de seus autores. Fechamento da próxima edição: 16/11/2017 Matérias enviadas após o prazo de fechamento ficarão sujeitas à disposição de espaço.
CEJ - Comunidade Evangélica de Joinville - Novembro/Dezembro de 2017
Conhecer para vencer SERVIÇO DE PREVENÇÃO E TRATAMENTO DE DEPENDÊNCIA QUÍMICA (ÁLCOOL E OUTRAS DROGAS) E JOGO PATOLÓGICO.
3
Reflexão bíblica
Ano XXIX
VÍCIOS E VICIADOS Coordenador do Serviço - Lucas André Delitsch
O vício (do latim “vitium”, que significa “falha” ou “defeito”) é um hábito repetitivo que destrói ou causa prejuízo ao viciado e aos que convivem com ele. A princípio, ele proporciona algum tipo de prazer, mas, com o tempo, tem como consequência dor, angústia, vergonha e solidão. Ao contrário das virtudes (que são hábitos positivos ou qualidades morais), os vícios tendem a desmoralizar e aprisionar as pessoas. O ser humano não foi criado para viver escravizado e sim para ser livre ao dar glórias ao Seu Criador. Muitas vidas têm sido destruídas por conta de vícios causados pelo uso de substâncias como álcool, drogas e fumo, além de jogos, compulsão por sexo, comida, exercícios físicos, e vários outros comportamentos que podem trazer prazer momentâneo, mas acabam aprisionando as pessoas que os praticam. A boa notícia é que elas podem se libertar desses vícios. Mas é necessário compreensão sobre o problema e esforço para mudar. Sou viciado? Algumas atitudes caracterizam o desenvolvimento de uma dependência: 1.Tolerância – necessidade que a pessoa sente cada vez maior do uso de tal substância/prática a fim de obter o mesmo resultado que antes; 2.Abstinência – aparecimento de sintomas físicos, cognitivos e comportamentais quando a substância/prática é diminuída ou retirada; 3.Comportamento compulsivo – falta de controle com relação à substância/prática e a repetição do uso, mesmo que com frequências baixas, mas contínuas e necessárias; 4.Prejuízos – comprometimento em diversas áreas da vida, como profissional, social, emocional e/ou física. Por que pessoas se viciam? Normalmente, os vícios são “válvulas de escape” para uma angústia que a pessoa não está conseguindo resolver. Pode estar ligada à morte de alguém, separação ou conflitos conjugais, baixa autoestima que leva a uma necessidade de autoafirmação e a falta de afeto no âmbito familiar. Certos comportamentos tornam-se vícios porque funcionam em um ciclo repetitivo: a pessoa sente a angústia – não consegue lidar com ela – procura a forma de alívio (o vício) – alivia-se temporariamente – o efeito do alívio acaba – a angústia volta – sente a angústia – não consegue lidar com ela – procura a forma de alívio – alivia-se temporariamente – o efeito do alívio acaba, e assim sucessivamente. A dependência química é a doença da negação. O dependente químico inicialmente se recusa a admitir que tem problemas e nega que precisa de ajuda. Mente e atua desonestamente, culpa os outros, justificando-se com frases como: “Me drogo porque meus pais não me entendem!”, “Uso drogas porque minha mulher me rejeita!”. Dificilmente diz: “Estou viciado, perdi o autocontrole!” Falta humildade para assumir seu descontrole e tem dificuldade para assumir a realidade de que sozinho não pode vencer. Talvez você esteja aprisionado por algum vício e ninguém mais sabe o quanto você sofre por estar nessa situação. Saiba que esta prisão apenas será “perpétua” se você quiser. Existe luz no final do túnel. Deus criou você para viver feliz, livre e em paz. Ele tem poder para tirá-lo de qualquer vício. Você crê nisso? Deseja ser liberto? Então procure ajuda. Busque o auxílio do Senhor e das pessoas que podem lhe ajudar. Jesus disse: “E conhecerão a verdade, e a verdade os libertará” (João 8.32). Jesus é a Verdade que libertará você. O que você precisa fazer é entrar em contato com ele, através da oração e da leitura da Bíblia, pedindo forças para colocar em prática as orientações apresentadas. Faça isso e você será livre.
As convicções do cristão Par. São Lucas - Pastor Ernâni M.Petry Leia o texto de 1 João 3.1-3, 13-14 e 23-24
Introdução: O cristão que se alimenta da leitura da Bíblia e da oração consegue ficar firme diante das pressões do mundo, confiando na força que Deus lhe dará. No entanto, há muitos que não possuem segurança espiritual, porque esta vem do conhecimento de Deus e das experiências de fé, quando vencemos a dificuldade e experimentamos a vitória. Precisamos sempre lembrar das promessas de Deus, crer e obedecer. Assim, crescemos espiritualmente e vemos nossa vida mudar, da dúvida para a confiança, do medo para a coragem, da angústia para a alegria! O cristão verdadeiro tem convicções fundamentais: 1. O cristão sabe que o mundo vai persegui-lo, pois a sua vida de fé acusa o pecador e o pecado não faz mais parte da sua vida. Assim, o cristão busca o conhecimento da palavra e o crescimento na obediência e santidade - v. 1 e 13; João 15.18-19, 2 Timóteo 3.12-15. 2. O cristão sabe que agora é filho de Deus, amado e protegido - v.2; Filipenses 2.15; Romanos 8.14-17; Efésios 2.19-20 3. O cristão sabe que será semelhante a Jesus - v.2; Filipenses 3.20-21; 1 Coríntios 15.49-53; Apocalipse 3.4-7. 4. O cristão sabe que verá Jesus como Ele é - v.2; João 14.3 e Apocalipse 3.21. 5. O cristão sabe que deve purificar-se a si mesmo a fim de possuir esta esperança - v.3; Apocalipse 22.14-15 6. O cristão sabe que passou da morte para a vida, e tem o nome escrito nos céus - v.14; João 5.24; 11.25-26; Lucas 10.20; Apocalipse 21.27 7. Sabe que está em Cristo e que Cristo está nele - v. 24; Gálatas 2.20; João 14.23. Conclusão: Deus nos convida a vivermos pela fé, deixando-o nos encher com confiança, que vem pelas vitórias constantes sobre nossas tentações, provações e perseguições. Nunca podemos esquecer-nos que Deus estará conosco, nos mostrará sua vontade e nos dará a vitória. É um processo contínuo de transformação de nossas mentes e vidas, a partir da vontade de Deus. Ele nos manda confiar n’Ele e a cada dia provar que Ele é bom (Salmo 34.8).
CEJ - Comunidade Evangélica de Joinville - Novembro/Dezembro de 2017
4
5
UNIÃO! VIVEMOS EM UNIÃO? Par. Cristo Bom Pastor | Gilberto Raul Zwetsch
Na atualidade muito se tem falado em união. Alguns exemplos: União Europeia, Advogado da União, União Estável e, ainda, a Comunidade Evangélica de Joinville é formada por uma União Paroquial, entre outros. Existe um jargão muito antigo: “A união faz a força”. Afinal, existe união? Que união se quer? O que é ser, estar unido? Em qualquer tipo de união, o principal objetivo é que tudo, tudo se resolva de comum acordo. Todos agindo com o mesmo objetivo, a mesma finalidade. É sabido, comprovado, que nem tudo são “rosas” numa união. Sempre haverá opiniões divergentes, sempre haverá discussões. E, sem medo de errar, são esses momentos que devem ser utilizados para o crescimento, para reforçar e cada vez mais tornar a união mais forte e duradoura. E na Bíblia, como este assunto é tratado? No Livro de Números é contada a história do povo de Israel saindo do Egito e indo para a Terra Prometida. Em vários momentos, o povo cansado da viagem se “unia”
contra seu líder Moisés e contra Deus, questionando se realmente estava valendo a pena todo o esforço para chegar ao tão sonhado paraíso prometido por Deus. E Deus, com toda sua misericórdia e benevolência, entende, compreende e principalmente atende às necessidades do povo “escolhido” por Ele. Em Colossenses, capítulo 2, versículos 6 e 7, está escrito: “Já que vocês aceitaram Cristo Jesus
como Senhor, vivam unidos com ele. Estejam enraizados nele, construam suas vidas nele e se tornem mais fortes na fé, como foram ensinados. E também sejam muito agradecidos a ele”. Escreve o P. Evandro Jair Meurer, no Devocionário Semente de Esperança, no dia 07/08/2017: “O cristianismo, de forma geral, tem esquecido que não basta “aceitar a Cristo”. É preciso VIVER
EM UNIÃO COM ELE”. Viver em união não é uma tarefa fácil, e viver em união com Deus, então, é muito mais difícil. O que é viver em união com Deus? É, além de aceitar a Deus, caminhar com ele, ter a vida baseada nele e criar raízes profundas com base nas escrituras sagradas. De que forma podemos ter certeza de que estamos unidos com Deus? Em Colossenses, capítulo 2, final do versículo 2 e o versículo 3 encontramos uma das tantas provas de que estando com Deus, estaremos também unidos com Ele. Está escrito: “E assim conhecerão o segredo de Deus, que é o próprio Cristo. Pois ele é a chave que abre todos os tesouros escondidos do conhecimento e da sabedoria que vem de Deus”. Conhecimento e sabedoria vindos de Deus, desde que eu aceite. É presente, é dádiva, é de graça, basta abrir a porta e deixar Deus entrar. Aceite e viva em união com Deus. Sua vida será muito diferente. Amém.
Com. Apóstolo Tiago realiza 10º Festival de Louvor e Adoração Par. São Lucas | Maiara Cristina Schroeder
Apresentações e reflexões preencheram o dia dos participantes
No último dia 15 de julho foi realizado o 10º Festival de Louvor e Adoração da Comunidade Apóstolo Tiago, da Par. São Lucas. Muitos fazem parte desta história. Alguns ajudaram no planejamento, outros na organização, com ideias e decoração do espaço, desde a montagem e pintura de letras e desenhos, como com apresentações, louvores, teatros, pantomimas, palavra, passando os slides, ajudando com doações, vindo assistir, prestigiar e tantas
outras formas... Neste ano, um agradecimento especial à Pastona Janaina. Para nós eterna Jana, que nos dirigiu um momento abençoado de palavra. Em nome de toda a organização nosso muito obrigado a cada um de vocês! Porque cada um de nós irá continuar com a certeza de que "Louvarei ao Senhor durante a minha vida, cantarei Louvores ao meu Deus enquanto eu viver." Sl. 146.2
CEJ - Comunidade Evangélica de Joinville - Novembro/Dezembro de 2017
5
Pastoras participam de intercâmbio na Alemanha Par. Cristo Salvador – IECLB Curitiba| Pa. Vera Regina Waskow
Dos dias 14 a 31 de agosto aconteceu o intercâmbio de estudos de ministras e ministros da IECLB com a Evangelische Akademie Loccum da Igreja Evangélica Luterana de Hannover. Esse intercâmbio faz parte de uma parceria já existente entre Sínodo Uruguai e Igreja Luterana da Alemanha (Norte). Essa parceria foi ampliada e assim permitiu que ministros e ministras dos diferentes Sínodos pudessem representar a igreja nas festividades dos 500 anos e, assim, partilhar um pouco das diferenças de nosso ser igreja de norte a sul. O Sínodo Vale do Itajaí esteve representado pela Pa. Christiane Plautz, o Sínodo Norte Catarinense pela Pa. Eli Elisia Deifeld e o Paranapanema pela Pa. Vera Regina Waskow. O programa estabeleceu os seguintes objetivos: fortalecer a parceria entre igrejas irmãs (Evangelisch-lutherische Landeskirche Hannovers e a IECLB); a formação contínua de ministros e ministras; experimentar como pastores e pastoras da Igreja irmã realizam sua tarefa, como pregam, como vivem, como é a sua convivência nas casas e nas comunidades; buscar diálogo sobre perguntas palpitantes nas igrejas (por exemplo: como ser Igreja na cidade); propiciar a ministros e
Programa trouxe aos participantes a oportunidade de conhecer realidades diferentes
ministras a possibilidade de fazer um intercâmbio para experienciar a vivência da fé em igrejas irmãs; ver como acontece a formação de líderes; conhecer realidades sociais e econômicas diferentes; trocar experiências em termos de organização da estrutura eclesial; dialogar sobre como cada qual busca responder ao chamado de Jesus em seu contexto; buscar contato com pastores e pastoras de outras realidades para alargar nossa vista sobre o ministério.
Os intercambistas festejaram o aniversário da Reforma em Wittemberg
Festividades dos 500 anos em Wittemberg
Os brasileiros dividiram uma tenda com a Igreja de Hannover
Entre a possibilidade de conhecer e estar com colegas de ministério, conviver em comunidade, conhecer igrejas, cidades e lugares, vivemos um momento especial dentro do intercâmbio, que foi o de participar das festividades dos 500 anos da Reforma na programação em Wittemberg. Na cidade de Wittemberg foram espalhadas tendas no jardim de Lutero, onde as diferentes igrejas luteranas e instituições, de diferentes partes do mundo, tiveram espaço para compartilhar seus projetos e sua caminhada. No espaço, que partilhamos com a Igreja de Hannover, oramos, estudamos a Bíblia, cantamos
e contamos um pouco sobre o ser igreja luterana missionária e profética no Brasil numa realidade tão adversa. Conversar com pessoas de diferentes lugares do mundo e contar um pouco de nossa caminhada foi, entre tantos outros momentos, realmente especial. "O programa foi excelente, somos gratas a Deus pela oportunidade de representar nossos sínodos e o desafio que fica é a continuidade dessa parceria e o prosseguimento do diálogo entre as duas igrejas, com atividades, novos intercâmbios, parcerias. Que Deus nos ajude e nos abençoe em nosso sonhar".
CEJ - Comunidade Evangélica de Joinville - Novembro/Dezembro de 2017
6
Culto festivo também comemorou os 15 anos do grupo instrumental da paróquia
Coral da Par. Unida em Cristo comemora 25 anos Par. Unida em Cristo | Gérsio Schroeder e Vivian Voss Tavares
Na noite do sábado dia 23 de setembro, no primeiro dia logo após o início da primavera, aconteceu o culto festivo em comemoração aos 25 anos do Coral da Paróquia Unida em Cristo e dos 15 anos do grupo instrumental. A paróquia completou este ano 21 anos, entrando assim na maioridade. E o coral já está com 25 anos. Isso porque, nos tempos em que ainda era um ponto de pregação da Paróquia São Mateus, algumas pessoas sentiram a necessidade de formar um grupo de canto com o objetivo de louvar a Deus nos cultos, nasceu o coral. Durante o culto, foram ho-
menageadas três pessoas, que participam do coral há 25 anos, ininterruptamente: Anita Holz, Iloni Welter e Dorli Wilke. Também receberam homenagens os regentes que já passaram pelo coral: Roseli Ponick (a primeira regente); Hilário Ponick; Sandra Liermann (que não esteve presente); e Vivian Voss Tavares, a regente atual, que agradeceu pela confiança depositada nela, que iniciou na regência com apenas 19 anos. Não passou sem ter seu destaque o grupo de instrumentistas, formado por membros da paróquia de diversas faixas etárias. Um dos que estão participando desde o inicio do grupo é o, hoje, Sr. Jeimes
Baumruker. Na época em que iniciou o grupo, ele havia recém saído do ensino confirmatório. A participação de jovens é um dos pontos de destaque do grupo. “A Vivian sempre deixou bem claro para a gente: o jovem sempre vem pra doutrina porque os pais o trazem. Depois é difícil motivá-lo a vir. Se ele se sentir útil aqui dentro da igreja de alguma maneira ele vai continuar caminhando na igreja. E isso agradecemos a Vivian, pelo empenho com os jovens”, diz Jeimes. O evento contou também com a participação do Coral Ressureição, da Paróquia Luz do Mundo, e do Coral Maria Carrola Keller, do
Hospital Dona Helena. O Coral da Paróquia Unida em Cristo recebeu homenagens no final do evento, quando o Sr. Gerson Matthies falou em nome do Presbitério da Paróquia; Roseli Ponick lembrou do início e do sonho de se tornar um grupo; o Coral Luz do Mundo e o Coral Maria Carrola Keller agradeceram a oportunidade pela participação no evento. Também prestaram homenagens o Mini Coral da Paróquia Martin Luther e o Conselho de Música da CEJ. Acesse o link https://www.facebook. com/ParoquiaUnidaemCristoIeclb e assista a apresentação do Coral.
Grupos de OASE da Par. São Lucas realizam Culto da Primavera Par. São Lucas | Pastor Ernâni M.Petry
Na tarde de 27 de setembro, os grupos de OASE da Paróquia São Lucas reuniram-se para celebrar o Culto da Primavera, que teve como tema “Liberdade, Confiança e Coragem”. O culto aconteceu no templo da Comunidade Apóstolo Tiago e teve a direção de sete senhoras e
do P. Ernâni Petry. Foi uma tarde de comunhão e crescimento na fé. Através da reflexão da Parábola do Semeador (Mateus 13.1-9) refletimos sobre a necessidade de semear o amor de Deus em nossas comunidades, família e sociedade. Relembramos que neste ano estamos
ainda colhendo flores das sementes plantadas há 500 anos pelo reformador Martim Lutero e aqueles que acolheram o Evangelho e confiaram na Palavra de Deus. Hoje é tão necessário quanto há 500 anos, falar de Jesus, como Salvador e Senhor, e da fé como obra do Es-
pírito Santo que nos transforma e transforma o mundo também. Depois do culto tivemos um momento de saborear os deliciosos doces e salgados que as senhoras trouxeram e compartilharam. Como é bom e agradável viverem unidas as irmãs!
CEJ - Comunidade Evangélica de Joinville - Novembro/Dezembro de 2017
7
ADVENTO: A OUSADIA DO SABER ESPERAR! Par. Unida em Cristo | P. Jairo Gustavo Ferreira Cruz
Por isso vocês também fiquem vigiando, pois o Filho do Homem chegará na hora em que vocês não estiverem esperando. Mt 24.44 NTLH Durante o Ano da Igreja, o tempo do Advento nos move a esperar o filho de Deus encarnado em homem. Como seres humanos, fomos feitos para esperar e precisamos constantemente aprender a esperar: esperar um filho, esperar um trabalho, esperar o resultado de um exame médico, esperar que as coisas melhorem, esperar que saia o sol… Trata-se de uma sucessão interminável de esperas, algumas vezes infrutíferas, indesejadas e angustiosas, outras vezes surpreendentes, plenificantes. Não sabemos o motivo de muitas dessas esperas, outras vezes a espera se vê realizada, mas o resultado é tão pequeno, tão frustrante, que os “esperantes” terminam a se questionar se valeu a pena tanta mobilização. Existem também esperas doentias, que provocam ansiedade, medo e nos paralisam; esperas centradas em nós mesmos.
precisa de muito Advento, muita espera e paciência. No interior de nossas entranhas brota uma voz serena: “Dá prá esperar?”, “Dá para ir mais devagar aí?”. Por isso saber esperar é uma ousadia! Só quem é movido a “sentir o tempo” de modo novo pode habitá-lo com intensidade em todas as etapas da vida. Cada momento esconde sua pérola e é muito instigante poder descobri-la. O “que” ou “quem” esperamos? Se não sabemos o que esperamos, a vida perde sabor e sentido; quem não espera, não busca, não amadurece. No supermercado da vida há muitas ofertas que pretendem preencher o vazio da espera, mas não têm consistência, não nos saciam, não nos preenchem e não nos indicam um horizonte de sentido. O maior inimigo da espera é a dispersão, ou seja, apego ao imediato e à rotina da vida: “comer, beber, casar… como nos temEsperar para quê? A quem? De onde pos de Noé”. Vivemos tempos de nasce a necessidade de esperar? dispersão, cativados pela mídia, pelas ofertas alucinantes…. Isso Vivemos tempos carre- corrói nossa interioridade, nossa gados de “pressas” que nos man- visão se atrofia e o horizonte fica têm tensos; queremos resultados obscurecido. A espera vigilante imediatos e nos angustiamos na implica ampliar o olhar para além impaciência. Mas a vida cristã dos nossos pequenos interesses.
Advento é tempo propício para ampliar a visão. Deus não criou as fronteiras; podemos olhar mais além, lançar por terra os limites inventados, desfazer os muros que nos mantêm numa vida monótona e repetitiva. Advento não é aguardar Alguém ausente; mas despertar para se fazer presente Àquele que está sempre presente. Esperar é “estar acordado”, no sentido de estar atento e também no sentido musical de “estar afinado”, sintonizado com a presença que se “desvela” sempre inesperada, surpreendente e provocativa. Para dar lugar àquele que vem sem cessar, é preciso alargar espaço em nossas vidas, expandir nosso coração, aliviar nossas agendas e realizar gestos de serviço que nos fazem crescer em comunhão. A espera de alguém desperta nossa sensibilidade para perceber que aquele que esperamos já está presente; nós é que estamos cegos e surdos aos sinais e vozes de sua presença. O convite de Jesus a viver vigilantes é um chamado a refazer nossa leitura dos acontecimentos, a aprender a lê-los a partir do amor que quer abrir passagem em nós.
“A vinda do Filho do Homem será como aquilo que aconteceu no tempo de Noé.” Mt 24.37 NTLH A maneira de nos situar na vida muda quando ansiosamente esperamos alguém: nosso coração se dilata e a vida se torna mais leve. Aquele que esteve, está e estará sempre presente, não vem para complicar nossa vida. Quantas pessoas vemos com o rosto sombrio, como se acreditassem que já não lhes aguarda nada novo, como se em suas vidas tudo estivesse pré-determinado, sem nenhuma possibilidade de mudança? Advento quer abrir uma brecha naquilo que já conhecemos e sabemos para preparar-nos para receber a força incomparável de uma alegria que quer alcançar nossas vidas. O que espero no início deste novo tempo litúrgico: esperar atrofiado, rotineiro… ou esperar criativo e ousado? (Texto
bíblico:
Mt
24.37-44)
8
CEJ - Comunidade Evangélica de Joinville - Novembro/Dezembro de 2017
CAMINHAMOS PELA
LUZ DE DEUS
Par. São Mateus | Augusto Cesar Klug, candidato ao ministério pastoral
Estimado leitor, estimada leitora! O Natal se aproxima. É tempo de celebrar! Celebrar a vida, a comunhão, celebrar o amor, a paz, “o verbo que se faz carne” (Jo.1.14). No Natal, é Deus que vem ao nosso encontro. É ele que busca a humanidade caída em pecado, que quer ter restabelecida a comunhão com seus filhos e filhas. Deus vem em nossa direção por que ele sabe que por nós mesmos, por nosso egoísmo, mesquinhes, ficamos estabilizados em nossas zonas de conforto. Por isso Deus desce. Nossa realidade social nos empurra cada vez mais para os espaços que nos oferecem uma suposta segurança. O medo da violência dos mais variados tipos faz com que vivamos o isolamento. Necessitamos de orientação! Esta, encontramos nas palavras do evangelho: “Onde está o menino que nasceu para ser o rei dos judeus? Nós vimos a estrela dele no Oriente e viemos adorá-lo”. (Mt 2.2) Onde está Jesus? É uma pergunta que muitas pessoas se fazem. Em meio às situações difíceis como doença, acidentes, solidão, morte e desastres, esse Jesus precisa ser anunciado. As Escrituras Sagradas apresentam quem é Ele e como nos perdoa e consola. Nem sempre percebemos Cristo perto de nós. Por outro lado, há quem procura por Jesus e não acredita porque sua “teoria” é muito simples. Ficamos surpreendidos com a simplicidade do amor de Cristo. Nós costumamos colocar condições para amar, enquanto Ele perdoa e pede para perdoar até o inimigo e repete várias vezes para amarmos uns aos outros como Ele nos amou. Procurar esse Cristo significa viver e permanecer em seu amor e admiti-lo como “rei”, como autoridade na nossa vida. Assim como naquela época onde as pessoas esperavam por um Salvador e foram em sua busca, também hoje muitos querem encontrar esse Salvador. Como os reis magos, como Nicodemos que de noite procurou Jesus e como tantos outros que foram atrás de Jesus pelo caminho, somos desafiados a pedir que “seu reino venha a nós” para que esse mundo seja de amor, de tolerância e perdão. Permanecer nesse amor de Cristo fez-me lembrar de uma história que Alcides Jucksch escreveu. Conta assim: “Sundar Singh foi um evangelista no país do Tibete, terra com montanhas muito altas. Ele contou: ‘Certo dia caminhei junto de mais um tibetano. Fomos atingidos por uma tempestade de muita neve e intenso frio. No caminho encontramos um homem prostrado sem sentidos no chão. Eu disse para meu amigo: ‘Nós devemos ajudá-lo’. Porém ele respondeu: ‘Ninguém pode exigir de nós salvá-lo. Estamos em perigo de morrer na neve e no frio. Além disso, estou cansadíssimo’. Eu disse: ‘Se temos que morrer, é melhor morrer enquanto estamos ajudando ao próximo’. Ele não
concordou e continuou sozinho o caminho. Eu, porém, com muito esforço, coloquei o desmaiado sobre os meus ombros e continuei a subir a montanha. O esforço de carregá-lo me esquentou e o calor do meu corpo transmitiu-se ao homem endurecido pelo intenso frio. O resultado foi que ele se sentia melhor quando chegamos na próxima aldeia. Porém, aquele homem que tinha continuado sozinho sua jornada, achei-o ao lado do caminho, duro e frio na neve. Evidentemente ele, cansado como estava, deitou-se para descansar um pouco e morreu gelado. Então, lembrei-me daquilo que Jesus disse, que aqueles que querem guardar a sua vida, perdê-la-ão. Eu queria salvar aquele homem, mas, enquanto estava ocupado em ajudá-lo, eu mesmo me salvei da morte na neve. Se pensarmos egoisticamente somente em nós, a nossa vida na fé esfria e pode morrer”. (livro Amor sem Fronteiras, p. 44, 1995). Nosso cotidiano revela uma vida individualista e con-
CEJ - Comunidade Evangélica de Joinville - Novembro/Dezembro de 2017
9
sumista. Da mesma forma, muitas outras coisas que- Os anjos com seus cânticos renderam glórias: Glórem ocupar o lugar de Cristo em nosso coração. Muitas ria a Deus nas maiores alturas do céu! E paz na teroutras luzes e “estrelas” querem apontar para outras ra para as pessoas a quem ele quer bem! (Lc 2.14). direções, menos para Cristo e seu mandamento de Esta linda estrela da noite natalina, espalha seu amor. Nestes meses de preparação, nós encontra- brilho por todo mundo: aos pobres, as pessoas doenmos muitas luzes. As praças estão enfeitadas, ou, em tes, para todos e todas que se sentem sós, às pessoas breve estarão. O comércio proporciona luzes atra- idosas, àqueles e aquelas que vivem inseguros, sobre os tivas. Diante de tanto brilho podemos nos pergun- pais e mães preocupados com filhos e filhas, para aquetar: onde está a verdadeira luz, a estrela brilhante? las pessoas que sempre viajam pelos caminhos da vida As estrelas, por toda nossa história foram guias sem encontrar nunca um teto, um pouso, uma casa. confiáveis ao ser humano e sua trajetória pelo mun- Estrela de Belém invisível! Biblicamente, foi ela do. Por séculos elas foram vistas como sinal de se- que sinalizou nova luz, verdadeiramente a luz, Jesus gurança às pessoas que percorreram os caminhos Cristo nascido em Belém. Nesta hora, a estrela desatrilhados. As pessoas passaram pelas estradas es- pareceu. Havia uma luz que a sobrepôs, a luz de Jesus curas da noite, sem uma direção terrena e durante Cristo. Naquele momento a missão da grandiosa estrela todo este período, somados a milhares e centenas de terminou, direcionou-nos para verdadeira luz. Na máanos, as estrelas mostraram-lhes o camigica noite natalina, recebemos "a luz do munnho. Viajantes das mais diversas regiões e ‘Se temos que do" (Jo 8.12). Jesus é orientação para todos e os velejadores dos mares, enquanto olha- morrer, é melhor todas que nele creem. Ele ilumina sobre temvam as estrelas, eram conduzidos com morrer enquanto pos e lugares, é Senhor sobre a vida e a morte. firmeza e o mais importante, segurança. estamos ajudan- O Natal lembra-nos de que não precisamos do ao próximo’. Atualmente, sabemos que, as esconstruir nossa escada para alcançar a Deus, trelas que um dia serviram de guia, não porque é ele quem faz o caminho até nós, quanservem mais a este propósito. Um esdo vem montar sua tenda em nosso meio através de Jesus tudante poderia dizer que as estrelas são forma- de Nazaré. Deus nos alcança com o seu amor, por isso, das de um conjunto de diversas partículas e áto- em gratidão, engajemo-nos na construção de caminhos mos, reações químicas talvez. E que, por acaso que vão ao encontro do próximo, especialmente dada natureza, poderão explodir e nada mais terá. queles e daquelas que, neste Natal, têm muito pouco ou Devido a forte luz do sol, não é possível enxergar nada a festejar, que mal têm onde morar, que são injusas estrelas no céu, mas não podemos ignorar o fato de tiçados, que enfrentam as trevas da morte quando busque elas estão sim, ali presentes, porém nossos olhos, cam saúde, educação, segurança e liberdade religiosa. não as veem. Na realidade urbana, noturna, também O Cristo revelado na Escritura é a orientação que não vemos as estrelas, se escondem ou ficam ofuscadas carecemos em nossas vidas. É a palavra de Cristo que nos com a imensidão de feixes de luzes sobre as cidades, im- dá sentido, orientação, aponta o caminho em dias escupossibilitando a chance de admirá-las. Estes sinais nos ros. Ela quer ser lida, estudada com alegria e apreenditêm algo a dizer? Este distanciamento significa, por- da por nossa fé. Não deixemos que as luzes “artificiais” tanto, que as estrelas, estes astros do imenso céu azul confundam nossa percepção e pensamentos. Contudo, não nos são mais confiáveis? Quais histórias vamos deixemos que a luz de Cristo, o Senhor, oriente nossa contar? Também poderíamos nos perguntar: quais ou- vida e ações. Que a luz de Cristo brilhe sobre todos tros sinais apontam para o Cristo, Salvador, nesse mun- vocês neste advento e natal e chegue a todos os lares. do onde tantas outras “estrelinhas” querem brilhar? Que a luz de Cristo espante todas as trevas, todo medo Aquela estrela na cidade de Belém que há 2000 e insegurança e preencha o coração de paz e alegria. anos guiou os sábios ou como conta-nos a história de natal, conduziu os magos e todos aqueles que procuravam com sincero coração a boa nova da salvação. Os magos “Eu vou seguindo uma estrela do oriente, baseados em seus estudos, seguiram a es Que a luz dos olhos não vê, trela que apontava para Belém onde havia de nascer o E já que não posso vê-la, “Deus Poderoso, Pai Eterno, Príncipe da Paz” (Is 9.6b). Eu me pergunto: Por quê? Aquele astro, a estrela de Belém, foi de suma A estrela que vou seguindo, importância para o acontecimento de uma das mais Só vejo com minha fé, belas histórias do cristianismo. Refiro-me a história Pois ela é a voz do menino, de Maria, uma mulher jovem e humilde, a escolhida Do moço de Nazaré.” por Deus para gerar aquele que viria ser o Senhor dos Senhores, aquele que tem o nome acima de todos os nomes (Fp 2.9); uma criança que sustenta esperanAutor: José Acácio Santana ça, que nos enche de confiança no Deus vivo, que alimenta a fé, distribuiu o seu amor por toda humanidade, sobre os reis magos e os pastores de ovelhas.
CEJ - Comunidade Evangélica de Joinville - Novembro/Dezembro de 2017
10
Esporte, louvor e pregação marcaram o encontro dos 78 jovens participantes
Teen Action reúne jovens das paróquias joinvilenses Par. São Lucas | P. Ernâni M.Petry
Na tarde do último dia 30 de setembro aconteceu, na MEUC (Missão Evangélica União Cristã), o 1º Teen Action, que tem como objetivo reunir grupos de jovens de diversas Paróquias, para integração e unidade. A programação foi feita pensando nos jovens, com esporte
(vôlei, futebol, skate, basquete de rua), jogos de salão (tênis de mesa, pebolim e ga-ga), louvor e pregação em forma de mensagem com o P. Rui Carlos, da Assembleia de Deus, que há quase 40 anos entrou para o mundo do boxe e depois de atleta, hoje é treinador. P. Rui apresentou golpes de boxe,
coreografia de treinamento e deu seu testemunho pessoal, lembrando aos jovens que para sermos cristãos precisamos de disciplina e treinamento. "A garotada gostou muito e participou do treino, viu um pouquinho dos golpes de boxe e ensaiou alguns passinhos. Foi muito bom mesmo". Tivemos a presença
de 78 jovens, além de muitos voluntários. A Paróquia São Lucas esteve lá com jovens da JESC. Foi uma tarde muito divertida! O próximo encontro do Teen Action, será daqui a dois meses, em outra paróquia da CEJ. Venham participar e, quem sabe, sediar algum encontro, que deve acontecer a cada dois meses!
Paróquia São Mateus recebe PPHM Par. São Mateus | Augusto Cesar Klug
“Deem graças ao Senhor, porque Ele é bom. O seu amor dura para sempre!” (Salmo 136.1) Onze coros participaram do evento, na Paróquia da Paz
56º Encontro de Coros reúne 300 vozes Par. da Paz | Clarindo Schliewert
O 56º Encontro de Coros realizado no dia 26 de agosto, na Paróquia da Paz, teve o grande privilégio de contar com a presença de Elisa Freixo, titular do Órgão de Tubos da Matriz de Tiradentes (MG), também responsável por projetos de restauração de órgãos de tubos, que nos saudou com um prelúdio da obra de Bach, Magnificat. "As pessoas mais felizes não são aquelas que mais possuem, são as que mais agradecem". Assim este encontro foi especial porque, com alegria e gratidão ao nosso Deus, com nossas vozes e nossos instrumentos musicais pudemos testemunhar e divulgar as Boas Novas da Palavra, com lindos e harmonio-
sos cânticos apresentados por 11 coros, totalizando 300 vozes. Agradecimentos especiais aos nossos Regentes: Vivian, Karla, Vanessa, Mariane, Tecla, Mário, Rafael e Cleonir. Que o nosso bom Deus continue animando, fortalecendo, concedendo sabedoria e muita paciência na condução dos Coros e do Grande Coro. Gratos ao Conselho Sinodal de Música - Núcleo Joinville -, sob a coordenação de Solange Muller e equipe, equipe esta que se empenhou com dedicação e amor para que este encontro fosse tão agradável e ainda organizou uma bela confraternização, da qual praticamente cem por cento dos presentes participou.
Com estas palavras do salmista, saudamos a você, caro leitor, cara leitora, expressando nossa gratidão a Deus por esta nova etapa em nossas vidas. Nós somos Augusto Cesar Klug (candidato ao ministério pastoral), natural de Laranja da Terra/ES e Darllin Ingrid Fischer Klug, natural de Marechal Floriano/ES. No dia 08 de agosto passado, iniciei meu Período Prático de Habilitação ao Ministério (PPHM) na Paróquia São Mateus - Comunidade Evangélica de Joinville. Fomos acolhidos carinhosamente pelas lideranças da Paróquia, assim como por todas as pessoas membro, bem como pelo mentor, P. Alexandre Fernandes Francisco.
Augusto Klug, candidato ao ministério pastoral, com a esposa Darllin
Realizei minha formação acadêmica nas Faculdades EST, em São Leopoldo/RS, entre os anos de 2011 e 2017. Fui designado pela IECLB para realizar o PPHM na São Mateus, que vai até janeiro de 2019. Rogamos a Deus que nos guie nesse tempo de descobertas, aprendizagem e que a luz do Espírito Santo ilumine nossa caminhada conjunta!
CEJ - Comunidade Evangélica de Joinville - Novembro/Dezembro de 2017
11
Culto festivo comemorou os 15 anos do Templo da Comunidade Evangélica Caminhando com Jesus
Jardim Sofia em festa! Par. Luz do Mundo | P. Luís D. Wasserberg
No último dia 22 de outubro o Templo da Comunidade Evangélica Caminhando com Jesus, do bairro Jardim Sofia, completou 15 anos de inauguração. Em março o grupo da OASE da comunidade também completou 15 anos de existência. Por isso o mês de setembro, na Comunidade do Jardim Sofia foi marcado com cultos celebrativos, lembrando essas duas datas. Para isso os ministros que atuaram na comunidade foram convidados a participar, trazendo a Pregação. Os convidados foram os Ministros Mis. Rodomar Ramlow, P.Carlos Krüger, P.Claus Brunken e P. Alexandre Francisco. O Culto Festivo aconteceu
no dia 24 de setembro, onde foram homenageadas as ex-presidentes da OASE e os ex-presidentes da Comunidade. Esteve presente representando o Sínodo nesse Culto o Sr. Tônio Tromm, e pela OASE Sinodal a presidente, a Srª Vera Lúcia Kirsten. Foi um culto muito especial, pois contou com a presença do Coral da Ressurreição da Comunidade da Estrada da Ilha. O P. Claus Brunken também foi homenageado, pois foi no período de seu ministério que surgiu o desejo de criar um ponto de pregação, depois construir o Templo e formar uma comunidade no Jardim Sofia. Após o culto houve uma confraternização.
Ex-presidentes da Comunidade foram homenageados na noite especial
Culto reuniu um grande número de pessoas
Casais do Grupo de Terceira Idade recebem benção em Barra do Sul Par. Litoral Norte | Pa. Cristina Scherer
Um grupo de terceira idade de Balneário Barra do Sul celebrou um casamento comunitário no último dia 7 de setembro. A Pa. Cristina Scherer, da Paróquia Litoral Norte Catarinense, foi convidada para dar uma bênção para a vida em comum aos casais em segunda união matrimonial, sendo dois da igreja luterana e um da igreja católica. Foi um momento de grande emoção,
com a presença de familiares dos casais, de amigos e de todo o grupo que se reúne para celebrar e partilhar a vida em comunhão. Agradecemos a Deus pela vida dos casais e pelo bonito testemunho de viverem unidos com a benção de Deus na vida a dois. Após a bênção houve a partilha do almoço com todo o grupo e uma bela tarde de convivência.
CEJ - Comunidade Evangélica de Joinville - Novembro/Dezembro de 2017
12
Casais receberam a benção matrimonial em uma celebração especial
I Casamento Comunitário da CEJ-UP reúne nove casais Departamento de Diaconia CEJ-UP | Diác. Angela Lenke e Comissão Organizadora
O ano da Reforma Luterana está sendo marcado por diferentes programações. Uma delas foi o Casamento Comunitário que ocorreu pela primeira vez na Comunidade Evangélica de Joinville - União Paroquial (CEJ-UP) no dia 23 de setembro de 2017, às 18h, na Igreja da Paz. A ideia surgiu como uma forma de presente da CEJ-UP para casais que ainda não haviam pedido sua bênção matrimonial por motivos diversos, entre eles o financeiro. Muitos casais moram juntos e precisam de um incentivo para colocarem sua vida conjugal sob os cuidados de Deus numa celebração especial para isso. Também refletimos que é uma forma interessante de missão para que casais vivam sua espiritualidade e caminhem juntos na comunidade de fé. A alegria e emoção estavam visíveis nos rostos dos noivos naquela noite. Celebraram a bênção matrimonial a Pa. Eli Deifeld, Diác. Angela Lenke, P. Germânio Bender e P. Ernâni Petry.
Participaram do casamen-
to comunitário casais que estavam aptos pelo casamento civil ou união estável, onde ao menos uma pessoa do casal fosse membro da IECLB (Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil),da qual a CEJ-UP faz parte. Esses casais foram orientados em sua paróquia como proceder com a inscrição e uma comissão de voluntários da União Paroquial organizou o evento. Foram nove casais que fizeram o Curso para Noivos e receberam a bênção. Ficamos fe-
lizes com esse número para essa primeira experiência, tendo em vista que não é comum na IECLB esse modelo de celebração. Tanto a igreja quanto o salão comunitário se encheram de convidados. Foi uma linda celebração! A celebração do amor, da família, da solidariedade, da vivência da fé. "Descobrimos que é gratificante realizar os sonhos das pessoas"! Em nome da CEJ-UP nosso profundo agradecimento às ACESSÓRIOS ADUBOS FERRAGENS
FERRAMENTAS JARDINAGEM
MEDICAMENTOS RAÇÕES Tele-entrega: 47 3473-0491 Rua Tenente Antônio João, 2348 - Bom Retiro Joinville - Santa Catarina
paróquias que doaram o coquetel e mobilizaram pessoas para ajudar a organizar o evento. De igual modo, agradecemos aos doadores e às doadoras que forneceram decoração, música, fotografia e itens do coquetel. Alegramo-nos como igreja de Confissão Luterana, oriunda da Reforma Protestante do século XVI, que a Bênção Matrimonial continua sendo importante para a vida comunitária e que, como aprendemos com o Reformador Martinho Lutero, através de um casamento bom e saudável também servimos a Deus e buscamos ser pessoas melhores para o (a) outro (a) e para o mundo. Que nos acompanhem as palavras que esses noivos receberam e que nos orientem na vida em família e comunidade: “Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, porém o maior destes é o amor.” I Coríntios 13.13.
CEJ - Comunidade Evangélica de Joinville - Novembro/Dezembro de 2017
13
Setembro foi um mês de passeios para os idosos da Paróquia São Lucas
Grupos de terceira idade da Paróquia São Lucas em festa! Par. São Lucas | P. Ernâni M.Petry
Viagens e passeios são oportunidades especiais de comunhão, reflexão e descobertas. Os grupos de terceira idade das Comunidades Apóstolo Tiago e São Lucas, em setembro, aproveitaram o tempo bom para passear. O grupo “Esperança no Senhor”, da Comunidade São Lucas, com 44 pessoas, passou o dia no Hotel Fazenda Dona Francisca, na subida da serra de Joinville e o Grupo “Nova Vida”, da Comunidade Apóstolo Tiago, com 45 pessoas, fez um “tour” pelas belezas da capital paranaense, Curitiba. Tudo isto, é claro, com direito a muitos risos e boa comida! O Grupo de terceira Idade “Esperança no Senhor”, no dia 21 de setembro, chegou cedo ao hotel Dona Francisca, iniciando o programa com um delicioso café. Depois houve passeio a cavalo, trilha ecológica, roda de viola e um saboroso almoço. À tarde, um momento de reflexão bíblica baseado no texto de 2 Coríntios 2.14-17, onde foi lembrado que os idosos podem e devem ser o bom perfume de Cristo em seus lares e por onde forem. Houve ainda momento de louvor, brincadeiras e sorteio de brindes. A seguir, um passeio
de trator e, de novo, um café. Voltamos à noitinha para casa. O Grupo de terceira idade “Nova Vida” foi para Curitiba no dia 24 de setembro, e a primeira parada foi na estrada, no Restaurante Montes Claros, para o café da manhã e, a seguir, visitaram o aeroporto. Havia muitas pessoas que nunca tinham visto um avião de perto e nem ele decolar ou pousar, e ficaram emocionadas e impressionadas com
isto. Depois o grupo seguiu para o centro da cidade, visitando a Catedral. Depois do delicioso almoço, revigorados e descansados, os membros do grupo foram passear no centro e, após, no Parque Tanguá, onde tudo estava colorido com flores e vários chafarizes. No final da tarde, voltaram para casa, alegres e já querendo passear de novo! "Que Deus continue abençoando os nossos grupos de ter-
ceira idade, sendo um lugar de comunhão, crescimento espiritual e oportunidade de passeios, que trazem alegria e novidades para os nossos idosos". Você idoso, está convidado para participar de nossos grupos, no terceiro sábado à tarde (na Comunidade São Lucas) e no quarto sábado à tarde (na Comunidade Apóstolo Tiago). Venha! Conheça novos amigos e aproveite estes momentos alegres de comunhão!
14
CEJ - Comunidade Evangélica de Joinville - Novembro/Dezembro de 2017
As Contribuições da Reforma Protestante à Diaconia Departamento de Diaconia CEJ-UP | Diác. Angela Lenke
“Não nos cansemos de fazer o bem”! Gl 6.9ª No tempo de Lutero a Europa estava pobre e havia muitas doenças. A peste bubônica, por exemplo, dizimou grandes parcelas da população. O antigo sistema feudal estava sendo substituído pelo capitalismo e trouxe progresso, embora milhares de pessoas tenham sido excluídas desse progresso. A Igreja (somente católica, então) era dona de mais da metade das terras da Europa, não pagava impostos e os camponeses tinham que lhe servir com dias de trabalho. Lutero faz várias críticas em relação a esse modo de ser Igreja e ao sistema político que também pertencia à Igreja Católica. Um dos motivos que leva Lutero a escrever o Tratado sobre o Comércio e a Usura se deve ao fato de muitos comerciantes enganarem os vendedores e se favorecerem às custas do próximo através dos contratos de fianças. Não importava a necessidade do outro, contudo que pagasse. O próprio Lutero diz que “inventaram” que “ninguém é obrigado a socorrer o necessitado a não ser em caso extremo”. Para ele isso era um truque vergonhoso e uma prática não-cristã. Os juros para vendas a prazo eram altíssimos. Para Lutero tal prática era falta de preocupação para com o próximo e necessitado. A regra não deveria ser “posso vender minha mercadoria pelo preço que quero”, mas “quanto o preço é correto e justo”. Lutero não se omitiu diante dos problemas. Ao
mesmo tempo em que exortava as deve ser consequência da pessoa autoridades políticas, incumbiu- justificada. É somente pela fé em as de introduzir práticas políticas Jesus Cristo que nos tornamos concernentes com o evangelho atuantes no amor e no serviço ao para o melhoramento da vida próximo. Enquanto critica as obras, da população, por exemplo, defende o amor como consequência introduzir um sistema escolar da fé. Lutero não anula as obras, universal para meninos e meninas, embora muitos o pensem e até romper com os sistemas político deixam de exercitar o amor, por e papal, atender os reclamos isso, escreve o livro sobre As Boas legítimos dos camponeses. Estava Obras, que são aquelas que Deus convicto de que é tarefa cristã deixa claro nos Dez Mandamentos. importar-se com assuntos, deveres Boas obras são aquelas nas quais e responsabilidades sociais. não se espera recompensa. No seu escrito sobre “Os Dois São livres e feitas unicamente em quem sofre. Reinos” descreve que servimos pensando Algumas citações de Lutero: como pessoas cristãs na Igreja com nossos dons e nossa fé (= no * “fé verdadeira (...) é uma obra divina em nós, que Reino Espiritual) “fé verdadeira (...) é uma nos modifica e faz e no mundo secular com obra divina em nós, que nos renascer de Deus nossa profissão modifica e faz renascer de (Jo 1.13) (...) há algo muito vivo, (= Reino Secular) Deus (Jo 1.13) atuante, efetivo e de modo que servimos a Deus em toda parte. poderoso na fé, a ponto de não ser Lutero descobre na leitura possível que ela cesse de praticar o da Escritura Sagrada que o ser bem. Ela também não pergunta se humano é justificado por graça há obras a fazer, e sim, antes que mediante a fé e, portanto, nada surja a pergunta, ela já as realizou pode fazer para obter a justificação. e sempre está a realizar’” (...). A fé “não é nenhum mero processo * “Cristo nos ensina para quem mental (acreditar); é, antes de tudo, devemos fazer obras, mostrandoconfiança, é entrega do coração a nos quais são boas obras. Todas as Deus”. A verdadeira fé é aquela onde outras obras, com exceção da fé, não eu vivo, mas o próprio Cristo. devemos fazê-las para o próximo. O ser humano “vive em Cristo pela (...) deixa todas as tuas obras com fé, no próximo, pelo amor”. A fé toda a sua vida visar o teu próximo. nesse Cristo nos faz entender que Procura onde há pobres, doentes, “Deus justifica a pessoa antes das pessoas com deficiência; ajuda-os; obras”. Essa é a justiça de Deus. exercita neles a tua vida, para que Já nossa forma de praticar justiça tenham apoio por tua parte, todos
aqueles que precisam de ti; ajuda-os na medida de tuas capacidades com teu corpo, teus bens e tua honra...” * “Olha para a tua vida. Se não te encontrares, como cristão no Evangelho, em meio aos pobres e necessitados, então saiba que a tua fé ainda não é verdadeira e que certamente ainda não experimentastes em ti o favor e a obra de Cristo”. * “Saiba que servir a Deus não é outra coisa, senão servir ao teu próximo, fazendo-lhe bem com amor, seja ele uma criança, uma mulher, um criado, um inimigo ou um amigo. Não façais distinções quaisquer. O teu próximo é aquele que necessita de ti em assuntos de corpo e alma. Onde podes ajudar corporal e espiritualmente, lá há serviço a Deus e boas obras”. * “Aqueles que agora receberam o suficiente de Cristo, têm que seguir o exemplo de Cristo e fazer o bem, do fundo do coração, ao próximo, como Ele tem feito para nós, livremente, sem a intenção de ganhar algo com isso, unicamente pelo motivo de que isso agrada a Deus.” * “Teu coração deve, pois, entregarse ao amor e aprender que este sacramento é um sacramento do amor e que, assim como tu recebes amor e assistência [na Santa Ceia], deves, por tua vez, demonstrar amor e assistência a Cristo na pessoa de seus necessitados.” * “Deves deixar-te tocar pelas deficiências e necessidades dos
CEJ - Comunidade Evangélica de Joinville - Novembro/Dezembro de 2017
outros como se fossem tuas próprias, (...), assim como Cristo age contigo no sacramento. É isto o que significa ser transformado um no outro pelo amor, tornar-se de muitas partes um só pão e uma só bebida, abandonar a forma própria e assumir uma forma comum.” O pão nosso de cada dia, trecho da oração do Pai nosso, faz parte de uma oração de intercessão onde não pedimos somente por nós mesmos, mas pelo próximo, caso contrário, Jesus teria ensinado “o pão meu de cada dia dá-me hoje”. Desta forma, se pedimos pelo próximo, cumpre-nos auxiliá-lo em suas necessidades, repartir e lhe servir. A oração nos faz cair nos braços de Deus e confiar Nele totalmente; crer que Deus nos supre as necessidades quando pedimos com fé; que não pedimos por nós mesmos; que não é só o pão o necessário para viver, mas muitas outras coisas. Se nos dispomos a repartir e servir, isto significa olhar para o próximo de uma forma integral. Orar pelos outros é uma tarefa diaconal da comunidade cristã. Na diaconia lidamos com as desigualdades sociais. E não é novidade que mais da metade dos lares brasileiros são sustentados por mulheres. Lutero deu muita autonomia para Katharina, sua esposa. Katharina foi a administradora da casa: empenhouse para as reformas e construções do “velho convento” que ganharam para ser a moradia deles, torna-se hospedeira, visitadora, esposa, chefe-de-casa (isso incluía a administração não só da imensa casa, mas a agricultura, o comércio, a criação de animais, a fabricação da cerveja e outras tarefas), mãe, mãe adotiva e articuladora “escondida” da Reforma. Lutero
mantinha-a informada acerca dos acontecimentos da Reforma e ela mesma era muito interessada e participava das reuniões e ajudava a definir até os pastores e diáconos das paróquias. O diácono Georg Röher foi o primeiro diácono ordenado por Lutero e cuidava da instrução das crianças na casa de Lutero e de assuntos da comunidade local. Esse diácono fez o batismo do primeiro filho de Lutero e Katharina. A visitação e a hospitalidade são os dois pilares da diaconia e Lutero escreveu muito sobre esse tema. Destaco uma frase dele: “Importante seria que se dividisse uma cidade como esta em 4 ou 5 e cada setor recebesse um pregador e alguns diáconos que fossem distribuir os bens, visitar os doentes e que olhassem quem está precisando de ajuda”. Lutero e Katharina eram dedicados a hospitalidade e visitação. Não raras vezes, receberam em sua casa órfãos, estudantes, viajantes e refugiados. Katharina fazia muitas visitas a idosos e enfermos. Às vezes nem podia ir ao culto com Lutero porque estava cuidando de alguém, visto que tinha grande conhecimento com plantas medicinais, sabia orar e entendia a bíblia até no hebraico. A oração, o ensino nas Escrituras, os Catecismos que foram editados e publicados na época e até hoje, e a música foram incentivados por Lutero para o ensino às crianças, aos jovens e aos adultos. A ênfase no ensino mudou toda a forma de ser igreja e sociedade. Que os fundamentos da Reforma Luterana sejam estudados e preservados para que o mundo pós-moderno não caia em armadilhas e esfrie na fé e no amor.
15
Culto de ação de graças lotou a igreja
Comunidade Martin Luther comemora 151 anos Par. São Lucas | P. Ernâni M.Petry
No dia 1º de outubro, a Comunidade Martin Luther, da Paróquia São Lucas, comemorou 151 anos de existência. Primeiro com um culto de ação de graças, realizado pelo P. Ernâni Petry, com a participação do Coral das Paróquias Apóstolos e Martin Luther e, depois, com um delicioso churrasco. A igreja lotou e o culto estava muito bom. A pregação baseou-se no texto de Ezequiel 18.14 e 25-32, onde Deus chama as pessoas ao arrependimento, perdão e nova vida e, também, alerta para que permaneçamos firmes no Seu caminho. Assim, oferecendo salvação e nova vida ao pecador, Deus lamenta pelas escolhas erradas que o ser humano faz ao permanecer no pecado e declara que não quer a morte do pecador, mas o arrependimento que leva ao perdão e à
vida nova. No culto tivemos também a participação do Coral das Paróquias Apóstolos e Martin Luther, que apresentaram quatro hinos. Ainda tivemos um momento de louvor comunitário, com a participação do grupo de louvor da Comunidade Apóstolo Tiago. Depois do culto muitas outras pessoas compareceram ao almoço, que estava uma delícia. Os membros se prepararam para receber bem todas as pessoas. Além do almoço, havia também, venda de cucas e pães e, ainda, trabalhos manuais feitos pela OASE. Foi um dia muito especial. Oramos para que Deus abençoe esta comunidade e que cresça em quantidade e qualidade, isto é, em amor e testemunho, para que mais pessoas conheçam a Jesus como Salvador e Senhor. Amém.
As comemorações terminaram com um saboroso churrasco
CEJ - Comunidade Evangélica de Joinville - Novembro/Dezembro de 2017
16
EXISTE MORTE BOA E RUIM? Par. Cristo Bom Pastor | Pastor Jerry Fischer
Neste dia 2 de novembro temos diante de nós o dia de finados, no qual lembramos de pessoas queridas que foram chamadas desta vida para a eternidade. A morte acompanha a todos nós. Poderíamos inclusive dizer que desde o nosso nascimento a nossa vida é um constante caminhar em direção à morte. Um dia todos nós passaremos por ela. Neste tempo de finados, queremos meditar sobre o texto de 1 Coríntios 15. 20 – 22, onde o Apóstolo Paulo diz: “Mas a verdade é que Cristo foi ressuscitado, e isso é a garantia de que os que estão mortos também serão ressuscitados. Porque, assim como por meio de um homem veio a morte, assim também por meio de um homem veio a ressurreição. Assim como, por estarem unidos com Adão, todos morreram, assim também, por estarem unidos com Cristo, todos ressuscitarão.” Nós vivemos em um dilema, ou seja, sabemos que um dia a morte nos alcançará. Nós não sabemos quando será, porém um dia teremos que morrer. Por outro lado, nenhum de nós deseja este destino. Precisamos morrer e, no entanto, por não estarmos preparados, não podemos morrer. O texto de Paulo nos diz que a morte veio por meio de um homem, ou seja, por meio de Adão. O ser humano antes da queda vivia em perfeita harmonia com o Criador, e esta relação direta com Deus concedia ao ser humano uma segurança total onde nada lhe era ameaçador (nem mesmo a morte física), porém por meio do pecado, esta relação direta com Deus é rompida, e o ser humano, separado do Criador experimenta a morte
a partir de sua relação rompida com Deus. A bíblia nos diz que o salário do pecado é a morte. Ali agora estão todos os seres humanos, separados de Deus, tendo que morrer, mas sem poder morrer. O ser humano não pode morrer, pois se encontra em dívida com o Deus Eterno. Homem e mulher foram criados para viverem em íntima comunhão com Deus, e o rompimento dessa relação atira a todos em uma situação de desespero, pois nada daquilo que nós façamos pode mudar nossa situação perante o Criador. Em outras palavras, podemos dizer que, pelo fato de estarmos separados de Deus, temos que morrer a “Má Morte”, ou seja, a morte ruim. Morrer estando separado da comunhão com Deus pode ser denominado de “Má Morte”, pois se estamos separados dEle, nada poderá nos garantir que também morreremos para Ele. A separação da comunhão com Deus nos faz desesperar para a possibilidade de morrermos para o nada (para longe de Deus). Você já parou para pensar que um dia também passará pela morte, sem no entanto poder fazê-lo? Também nós somos envolvidos por essa sensação de desespero de ter que morrer sem, no entanto, estarmos prontos para isso. A mensagem de Paulo, porém, aponta para uma nova realidade a partir de Jesus Cristo, onde a ressurreição de nosso Senhor coloca a todos nós como herdeiros dessa ressurreição. Paulo compara Jesus Cristo ao segundo Adão, pois diz que a morte veio a este mundo por meio do primeiro Adão, ser humano fra-
co e limitado, e agora, por meio de Cristo Jesus, o verdadeiro ser humano e verdadeiro Deus, vem a vitória sobre a morte, ou seja, a ressurreição dos mortos. No mesmo capítulo 15, porém, nos versículos 54 e 55, Paulo zomba da morte e diz: “A morte está destruída! A vitória é completa! Onde está, ó morte, a sua vitória? Onde está ó morte, o seu poder de ferir?” Paulo tinha a certeza da ressurreição de Cristo Jesus e consequentemente, sua vitória sobre a morte. Paulo chega inclusive e dizer em Felipenses 1. 21, que por viver em Cristo, a morte lhe é lucro. Paulo entendeu que com a ressurreição de Cristo dentre os mortos, que a morte perdeu o seu poder, que aquele que tem seu relacionamento com Deus restaurado por meio da fé em Jesus Cristo, não está mais sujeito a uma má morte, mas sim a uma boa morte. Será que é possível que exista uma boa morte? Será que podemos dividir a morte em má morte e boa morte? Como vimos anteriormente, a má morte é aquela que me faz desesperar pela possibilidade de a morte me alcançar sem que eu tenha tido meu relacionamento com o Criador restaurado. Por outro lado, também é verdade que quando reconheço que Jesus Cristo trocou de lugar comigo, assumindo meu lugar na cruz e dando sua vida em troca da minha, percebo ali o agir de Deus em meu favor, me resgatando das garras do pecado e da morte, me tornando um pecador justificado pela morte de meu Senhor e Salvador, e me incluindo em sua ressureição. No evangelho de João nos é dito que naquele dia, no dia da segun-
da volta de Cristo Jesus, que dos túmulos os mortos ouvirão a voz do Filho do Homem chamando e todos sairão de suas sepulturas. Por causa de Jesus Cristo não morremos mais a má morte, pois temos a certeza que para Deus continuaremos vivos, que nem a morte poderá nos separar do grande amor de Deus. Não há como negar que a separação causada pela morte nos traz muita dor e sofrimento. Sabemos que a saudade de nossos queridos que já faleceram, é algo que constantemente machuca o nosso coração. Somente aquele que já provou deste amargo cálice da separação é que pode dizer o quão duro é este momento e os demais que se seguem. Mas as palavras do Apóstolo Paulo querem nos dar ânimo: “Mas a verdade é que Cristo foi ressuscitado, e isso é a garantia de que os que estão mortos também serão ressuscitados.” Também os nossos entes queridos já falecidos estão sob a guarda de nosso Deus. Também por eles foi que Cristo morreu, e se eles foram incluídos na morte de nosso Salvador, com toda certeza estão incluídos na sua ressurreição. Podemos dizer que a má morte não mais tem poder sobre nós, e que por causa de Jesus Cristo podemos olhar para a nossa própria morte como sendo a boa morte, pois temos a certeza de que, quando chegar a hora que Deus determinou para nós, ao invés de morrermos para o vazio, para o nada, estaremos morrendo a “Boa Morte” que nos conduz diretamente para as mãos misericordiosas de nosso Deus. Amém.