Sumário Apresentação - P. Dr. Walter Altmann ............. 5 Sinopse das avaliações feitas a partir de um roteiro prévio - P. Günter Wehrmann .......... 7 Agenda de trabalho ..................................... 17 A estrutura da IECLB - P. Meinrad Piske .......... 21 O "PROJETO IECLB" - Avaliação, controvérsias, propostas - P. Dr. Gottfried Brakemeier ........... 30 Centralização e descentralização nos documentos normativos e orientadores da IECLB - Dr. Milton Laske ........................................................ 48 Memória ................................................... 61 Documento Final ....................................... 103 Anexo: Relação de participantes ...................114
Apresentação Com satisfação, disponibilizamos, sob formato eletrônico, esta coletânea com os subsídios e resultados finais do Fórum Nacional de Avaliação da Reestruturação da IECLB, realizado em São Leopoldo/RS, nos dias 08 a 11 de novembro de 2005. Reunimos, nesta publicação eletrônica todos os materiais do fórum, a saber: - Sinopse das avaliações feitas a partir de um roteiro préelaborado; - Agenda de trabalho; - Palestras; - Memória; - Documento final; - Anexo: Relação de participantes. Este material se presta para multiplicar os resultados do fórum, também para a leitura e apropriação de quem não pôde participar, mas quer se apropriar dos seus resultados. Cristalizou-se um amplo consenso sobre a valorização da nova estrutura, digna de apoio e de confiança, e passível de aprimoramento criativo. Foram vislumbrados meios de aproveitar, de maneira consciente e criativa, suas possibilidades com vistas à missão que nos une. A partir da história, de uma visão bíblico-eclesiológica e dos documentos normativos e orientadores da IECLB, clarearam-se caminhos de uma participação mais madura e cooperação mais harmoniosa. É neste sentido que esta publicação também pode ser estudada
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com líderes e obreiros/as em nível paroquial, sinodal e nacional. A informação sobre nossa identidade confessional, como organizamos a vida comunitária e eclesiástica e a missão a que nos propomos, certamente ajuda a aumentar o gosto de ser membro desta igreja. O Conselho da Igreja, em sua reunião de 25 a 27 de novembro de 2005, ocupou-se com as recomendações deste fórum, que receberão os encaminhamentos necessários. Enquanto isso, recomendo a leitura e o estudo desta publicação eletrônica para que se multipliquem a alegria de pertença e a disposição em servir, com tempo, dons, talentos e bens, nesta nossa IECLB. E desejo que tudo isso nos anime ainda mais no ano de 2006. P. Dr. Walter Altmann Pastor Presidente da IECLB Porto Alegre, 30 de dezembro de 2005
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Sinopse das avaliações feitas a partir de um roteiro pré-elaborado Reestruturação da IECLB – Sinopse das avaliações recebidas até 25/10/05, revista e ampliada 28/11/05 GW Objetivo idealizado: A) Descentralização administrativa e decisória; B) Divisão de competências (pastorais, legislativas e executivas); C) Maior representação de leigos; D) Fortalecimento da missão da Igreja; E) Valorização da comunidade (cf. texto A estrutura da IECLB) Cooperaram com avaliações as seguintes instituições e pessoas, às quais agradecemos: Harald Malchitzky/Pró-Educ; Sínodo Espírito Santo a Belém; Comunhão Martim Lutero; Centro de Literatura Evangelística; Comunidade-Centro de Florianópolis; Sínodo Noroeste Riograndense; Movimento Encontrão; Sínodo Rio dos Sinos; Diretoria do Conselho de Missão entre Índios; Sínodo Paranapanema; Comunhão de Obreiros/as Diaconais; Sínodo Vale do Itajaí; Sínodo Vale do Taquari; Sínodo Brasil Central; Sínodo Norte Catarinense. Questões gerais: - A estrutura deve ser instrumento, ferramenta para que a igreja execute da melhor forma a sua tarefa missionária. A crise da IECLB não está na estrutura, mas na identidade, na confessionalidade, na visão de igreja. O fato de termos três centros de formação de obreiros, além de trazer problemas de colocação dos formados, trouxe divergências teológicas mais profundas. - Alcançou-se descentralização e representação de leigos. - A nova estrutura vem atingindo os fins propostos, mostrando-se
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ágil e competente na execução de suas atribuições. Dá grande participação leiga nas decisões, valoriza a comunidade local e facilita a formação dos membros para sua maior participação da Missio Dei. - A reestruturação da IECLB foi positiva para nossas comunidades por aproximar, via Sínodo, Igreja e comunidades, por beneficiar financeiramente as comunidades, por incentivar obreiros/as a participarem com mais seriedade das conferências de obreiros/as, por aumentar o envolvimento de leigos/as. - Houve maior aproximação entre Paróquias e Sínodo e entre P. Sinodal e obreiros/as. - A reestruturação atingiu os fins propostos, aproximando a IECLB das comunidades. - Houve descentralização administrativa e decisória, sendo, contudo, menor o bônus do que o ônus. - Representantes são pessoas encarregadas de garantir o funcionamento da comunicação entre as instâncias. A nova estrutura não melhorou esta representação. - Apenas 60% a 50% dos/as representantes das comunidades participam das reuniões do Conselho Sinodal, sendo que os/as demais enxergam somente suas próprias comunidades. - A Constituição de 1968 é copiada do estatuto do Sínodo Riograndense (congregacionalista) e a atual estrutura voltou a ser uma Federação Sinodal. - Em virtude de diferentes procedimentos quanto à representatividade e o envolvimento de obreiros/as diaconais é necessária uma revisão dos documentos normativos da IECLB, considerando a atuação dos/ as obreiros/as diaconais em instituições. - O espírito de RE’s ainda está presente (problemas são “chutados para cima”). - As dificuldades da RE I foram transferidas para o SESB. - O DE, com autonomia e caixa próprio, foi substituído por uniões paroquiais sem autonomia e sem caixas próprias. - A reestruturação permite ao P. Sinodal acompanhar a vida comunitária, mas as comunidades entre si não conseguem conviver por causa das distâncias geográficas.
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- Na nova estrutura, as comunidades são levadas a planejar estratégias missionárias bem sucedidas de modo que, em muitos casos, o sacerdócio geral de todos os crentes se torna realidade. - A viabilidade da IECLB, neste tempo pós-moderno depende da recuperação da priorização da missão, vertente do nascedouro do PAMI. Grande prejuízo à Igreja acontece quando uma gestão nova não assume as prioridades da anterior. - A missão não foi beneficiada pela nova estrutura. - Na nova estrutura, as comunidades são levadas a planejar estratégias missionárias bem sucedidas de modo que, em muitos casos, o sacerdócio geral de todos os crentes se torna realidade. - A viabilidade da IECLB, neste tempo pós-moderno depende da recuperação da priorização da missão, vertente do nascedouro do PAMI. Grande prejuízo à Igreja acontece quando uma gestão nova não assume as prioridades da anterior. - A missão na comunidade não melhorou. Atrapalha a visão clubista. Falta trabalhar mais a base. - Missão é diluir-se como sal no meio da massa deste mundo. Por mais correto que seja descentralizar a missão para os sínodos, o COMIN se ressente de uma Secretaria de Missão na IECLB que viabilize o canal de comunicação regular com o Conselho da Igreja e a Secretaria Geral. - A IECLB precisa optar conscientemente por ser uma igreja pluriétnica. - Todas as instâncias são responsáveis pela confessionalidade. Questões teológico-pastorais: - A nova estrutura incentiva a proximidade Sínodo-Paróquia-Comunidade que, por sua vez, facilita o diálogo e o acompanhamento pastoral de obreiros/as. É preciso um grande esforço para superar barreiras e rivalidades entre os 18 sínodos. A reestruturação está incentivando a cooperação entre os departamentos de diaconia, catequese e juventude. - Temas comuns unem comunidades.
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- Os materiais sobre o tema do ano, embora confeccionados com esmero, são pouco ou quase nada aproveitados, conforme enquete do site. - Há inclareza sobre o que seja unidade na diversidade. - Preocupa muito a unidade teológica da IECLB, ameaçada pelos movimentos em seu meio. A unidade da igreja, antes de ser fato institucional e administrativo, é fruto da unidade teológicoconfessional. - Devido a entendimentos divergentes, somos um igreja passível de rupturas profundas. Quando filosofias, teologias e intenções humanas se contrapõem ao que prevê Art. 3 da Constituição e interrompem o caminho do diálogo e da comunhão, surge a divisão, o que está ocorrendo na IECLB atualmente. - A preservação da unidade não é assegurada pelos sínodos (perigo do surgimento de “pequenas igrejas territoriais”) nem pelos movimentos (especialmente o carismático defende o congregacionalismo). - Pergunta-se se todos têm a visão de um só corpo, ou de dezoito “igrejinhas” semi-independentes. Em vista das múltiplas tendências teológicas existentes, manifestadas em comunidades e nos três centros de formação, pergunta-se pela identidade luterana e pela unidade da IECLB. - A reestruturação é responsável direta pela quebra da unidade da igreja. - Todas as instâncias são responsáveis pela confessionalidade. - A atual estrutura é um misto de episcopal e congregacional. - Estamos priorizando o modelo “congregacional”, que corre o risco de estimular mais a divisão que a valorização da diferença. - Propõe-se que o ministério compartilhado seja integrado e coordenado por uma das secretarias da IECLB. - A estrutura da IECLB é decididamente congregacional por centrar o ministério na comunidade. Como Comin sentimos falta de maior autonomia, por um lado, e de cobrança fraterna, por outro lado. - A autoridade eclesiástica está sendo preservada pela presença
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mais próxima do P. Sinodal. - Sofremos um “democratismo”, sendo alérgicos a medidas de autoridade. - A autoridade do Pastor/a Sinodal precisa ser melhor reconhecida nas paróquias e comunidades. - A autoridade sinodal está sendo enfraquecida, principalmente por obreiros/as que não reconhecem no Pastor Sinodal e no Presidente Sinodal autoridades que exercem suas funções em nome da IECLB. - A falta de um exercício sadio de autoridade faz com que passe a reinar um vale-tudo na igreja. Relevar infrações explícitas das mais elementares regras do diálogo não é uma postura democrática, pois ela não garante mais a “cracia” dos “démos”. - Houve um total esvaziamento da autoridade pastoral e eclesiástica, sendo que pastores se portam como funcionários e empregados dos presbíteros; pastores sinodais se tornaram reféns da “política administrativa” dos presbíteros; os pastores sinodais não estão mais próximos dos obreiros (o número crescente de conflitos pessoais e familiares o confirma). - A função de Pastor Sinodal tornou-se mais administrativa do que pastoral, um posto de exercício de poder. Talvez seja necessário sacramentalizar esta função administrativa e solucionar o acompanhamento pastoral e poimêncio dentro do sínodo de outra maneira. - Obreiros/as se sentem coagidos a agradarem a comunidade às custas do compromisso evangélico. - Houve “laicização empresarial”, sendo que presbíteros não devidamente preparados transferem critérios empresariais para a administração da comunidade. - Comunidades e paróquias se imbuíram de poder para tratar obreiros/as como funcionários/as (problema da autoridade e do poder). - Falta mais planejamento estratégico nas comunidades e paróquias. - Necessidade de investir mais em formação de pastores identificados com a IECLB.
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Questões administrativas: - O modelo administrativo se tem mostrado eficiente. - A nova estrutura objetivou sínodos bem enxutos. Vemos, no entanto, que alguns montaram uma superestrutura, enquanto outros não conseguem sobreviver. - As divisões das competências (atribuições) estão bem descritas nos documentos, falta conhecê-las e observá-las. - Os regulamentos são eficazes, pois promovem a unidade. - Atribuições de sínodo e administação central não são claras. - A disciplina fraterna também passou a ser atrbuição dos sínodos, mas alguns a empurram para a estrutura nacional. - Atribuições de sínodo e administação central não são claras. - Há inclareza sobre atribuições entre Sínodo e administração central, sendo “que muitas pessoas ainda vêem Porto Alegre como Igreja e não o Sínodo. - Faltam esclarecimentos adicionais sobre atribuições e responsabilidades nas instâncias de direção; falta um organagrama com as competências. - Seminários de presbíteros realizados a cada ano ajudam a ter clareza sobre as atribuições das diferentes instâncias. É preciso ter uma “escola permanente” de atribuições administrativas aos líderes comunitários. - As atribuições entre Pastor Sinodal e Presidente Sinodal não são definidas; “eles disputam o poder, ou se esquivam de responsabilidade”. - Pastor/a Sinodal deve ser mais Pastor/a dos Pastores. - Inclareza sobre atribuições entre Pastor Sinodal e Presidente Sinodal. - Há um acúmulo de tarefas para os atuais secretários, sendo que as atribuições não são devidamente definidas em relação ao P. Sinodal, especificamente na questão da política de pessoal; justamente a Secretaria de Pessoal ela deveria coordenar os processos de designação, envio, instalação, avaliação, formação continuada e passagem para a inatividade de seus obreiros/as. - Falta uma melhor definição referente a campos de serviço minis-
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terial para obreiros/as diaconais. - A comunicação foi agilizada através de jornais sinodais e alguns sites. Embora a secretaria sinodal faça um bom trabalho, a comunicação deve melhorar em todos os sentidos,. - Na maioria das vezes a comunicação entre sínodo, comunidades e estrutura nacional se dá via correio eletrônico por não ser viável ausentar-se constantemente da sede sinodal. - Há bom fluxo de informação, contudo informações demais – “muito papel está rolando”. - Falta melhor fluxo de informações. - Falta agilidade na comunicação; respostas são por demais demoradas. - Regulamentos são para quem sabe lê-los. Falta ensinar, estudar e explicá-los em todos os níveis. - Internet ainda não pode ser tomada como pressuposto em todo o Brasil, de sorte que a comunicação escrita, em forma de jornais e infos, continua a ser necessária. - Investimentos na formação, em centros teológicos, cresceram, mas muitas comunidades ainda não acharam o caminho para formar líderanças em nível local. - Sínodos sentem dificuldades financeiras quando querem trazer professores/as da EST para atuarem na formação de membros das comunidades. Devido ao custo da assessoria, trabalha-se, às vezes, com assessores menos qualificados. - Assessorias na formação sempre são necessárias. O Sínodo Brasil Central, porém, puco ou nada recebe nesta área, pois os assessores da IECLB estão sempre com a genda completa nas áreas do sul do país. - A comunidade precisa ser melhor representada no Conselho Paroquial, e o distanciamento aumenta em nível nacional. - “Que tanto a Constituição quanto o RI assegurem, explicitamente,
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a representatividade (2/3 e 1/3), a fim de que não aconteça, como na atual composição, que a Diretoria do Conselho de Igreja é comandada por obreiros”. - “Ampliar o número de representantes de comunidades (ref. ao Concílio da Igreja) na proporção de mais dois membros de comunidade por sínodo que não exercem cargos na estrutura dos sínodos (Conselho Sinodal)”. - Há desproporção no crescimento numérico de comunidades e de obreiros/as. - Problema do acato de decisões: Falta “quem cobra” o que foi decidido. - Se as assembléias participassem mais das discussões, as decisões seriam melhor acatadas. Questões financeiras: - A atual estrutura é mais cara e menos operativa. - A nova estrutura é mais cara, mas ela traz mais benefícios e mais transparência. - Houve um aumento inicial do custo que criou dificuldades para um bom número de sínodos e paróquias pequenas, sendo que a arrecadação é insuficiente. - Das 19 comunidades/áreas missionárias no Sínodo Brasil Central apenas 04 se auto-sustentam, 09 recebem auxílio do exterior 02 dessas deixarão de receber no final de 2005). A média financeira que permanece no Sínodo para suas atividades não ultrapassa R$ 1.000,00 por mês. Na IECLB não temos uma cultura de auxílio mútuo. É mais fácil arrecadar dinheiro para trocar um órgão do que auxiliar uma comunidade, cujo obreiro está a três meses sem receber subsistência – (cadê a solidariedade e a “parceria interna” de que o PAMI fala?). - A aprovação do dízimo diminuiu o valor da contribuição para a manutenção da estrutura da IECLB. - Segundo pesquisa do Prof. Kliewer, as comunidades tradicionais se mantêm estáveis, enquanto nas demais há diminuição no número
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de membros. - A nova estrutura está mais cara, sendo que falta mais dinheiro para a missão. Deve ser trabalhado mais o assunto “Fé Gratidão e Compromisso”. - A nova estrutura está bem mais cara, o que não seria o problema, se ela melhorasse o funcionamento da igreja. - Há dificuldade de manter 18 sínodos com pastor sinodal em tempo integral. - Há um descompasso entre arrecadação e despesa, entre atividademeio e atividade-fim. - Falta equilibrar melhor a distribuição de recursos entre diaconia e missão. - Grandes distâncias oneram o orçamento sinodal. - A arrecadação pelo dízimo é insuficiente para o orçamento sinodal (viagens e eventos em nível nacional oneram os sínodos); a repartição dos recursos entre sínodo e administração central deve chegar a 50% - 50%; é preciso investir no surgimento de uma cultura de ofertar por gratidão. - A arrecadação ainda não garante a sustentabilidade de todos os projetos. O ideal na repartição dos recursos seria 50% para sínodo e 50% para a administração central. Chegando a esse patamar, haverá necessidade de avaliar quais os encargos ficam com o sínodo e quais com a administração central. - Informar sobre o que é feito com o dinheiro, gera mais vontade para ofertar. - Há solidariedade financeira entre sínodos e paróquias. - Através da Caixa de Adicionais se pratica a solidariedade entre as paróquias em âmbito sinodal. - Embora o sínodo preste auxílio a pequenas paróquias e ao trabalho da missão, a reestruturação não promoveu maior solidariedade. - Faltam mais solidariedade e parcerias internas. - Não há solidariedade financeira entre paróquias.
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- A solidariedade entre sínodos é rara, entre paróquias quase não existe. - Pouca partilha e solidariedade; os sínodos perderam de vista o todo da igreja.
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Agenda de trabalho Fórum Nacional de Avaliação da Reestruturação da Igreja 08 a 11 de novembro de 2005 Dia 08 - terça-feira 08:30 h - Abertura: Acolhida, meditação, apresentação/ integração, contrato de trabalho 09:15 h - Palestra: “Reavivando a memória em torno do surgimento e objetivos da reestruturação” - M. Piske (30 min) - Perguntas de informação. 10:00 h - Cafezinho 10:30 h - Plenária:Encaminhamento para grupos: De que modo a nova estrutura da IECLB propicia o cumprimento da missão que Deus quer realizar na e através da comunidade? 11:00 h - Grupos: (5 por 8) O que facilita (em termos teológicos, administrativos e financeiros) a missão da IECLB, nos três níveis, e por quê? 12:30 h - Almoço 14:00 h - Grupos: O que dificulta (em termos teológicos, administrativos e financeiros) a missão da IECLB, nos três níveis, e por quê? 15:45 h - Cafezinho 16:15 h - Grupos: Como construir em cima do que está bem para
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superar dificuldades existentes? (Entregar os resultados, até às 20h, ao grupo de sistematização) 18:15 h - Oração da noite 18:30 h - Janta
Dia 09 - quarta-feira 07:00 h - Café da manhã 08:00 h - Meditação 08:30 h - Plenária: Grupo sistematizador compartilha os resultados dos trabalhos realizados no dia anterior - Diálogo - Síntese preliminar: amarração de desafios. 10:00 h - Cafezinho 10:30 h - Palestra: “O projeto IECLB - avaliação, controvérsias e propostas” - G. Brakemeier (45 min) - Perguntas de informação.- Encaminhamento para trabalho em grupos. 12:30 h - Almoço 14:00 h - Grupos: Aprofundar a reflexão com vistas a uma visão eclesiológica comum: 1. Qual é o perfil de comunidade evangélica de confissão luterana? 2. Como liderar comunidade evangélica de confissão luterana? 15:45 h - Cafezinho 16:15h - Plenária: - Grupos compartilham. - Identificar e sistematizar os elementos de uma visão eclesiológica para a IECLB, em nossos dias.
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18:30 h - Janta 19:30 h - Plenária: - Continuação (Grupo de sistematização prepara a apresentação para o dia seguinte) 21:00 h - Oração da noite
Dia 10 - quinta-feira 07:00 h - Café da manhã 08:00 h - Meditação 08:30 h - Plenária: Grupo sistematizador apresenta os resultados dos dias anteriores. 09:00 h - Palestra: “Centralização e descentraliza-ção nos documentos normativos e orientadores da IECLB” - M. Laske (45 min) - Perguntas de informação e diálogo. 10:00 h - Cafezinho 10:30 h - Grupos: Quão descentralizada e centralizada deve ser a Igreja nos diferentes níveis (local, sinodal e nacional)? Busca por equilíbrio adequado entre descentralização e centralização bem como sustentabilidade financeira, e uma definição de competências, nos três níveis, em favor da missão que Deus quer realizar na e através da comunidade. 12:30 h - Almoço 14:00 h - Grupos: Continuação (Grupos entregam, por escrito, seus resultados para o grupo de sistematização) 15:45 h - Cafezinho
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16:00 h - Grupo de sistematização 16:45 h - Plenária: - Grupo de sistematização apresenta síntese dos grupos e encaminha para o novo trabalho em grupos. 17:15 h - Grupos formulam suas propostas e recomendações (e as encaminham para o grupo sistematizador até às 18.30h). 18:30 h - Oração da noite 19:00h - Confraternização
Dia 11 - sexta-feira 07:00 h - Café da manhã 08:00 h - Meditação 08:30 h - Plenária: - Grupo de sistematização apresenta propostas e recomendações dos grupos. - Diálogo e encaminhamentos. 10:00 h - Cafezinho 10:30 h - Plenária: - Continuação (Diálogo e encaminhamentos). - Encerramento - Bênção para a viagem 12:30 h - Almoço
Grupo de sistematização: Arry Koch, Carlos A. Möller, Hermann Wille. Comissão coordenadora: Darcy Laske, Irmgard Breitenbach, Nestor P. Friedrich, Walter Altmann.
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Palestra 1 A estrutura da IECLB P. Meinrad Piske
“A Câmara propôs e o plenário aprovou a criação de uma “Comissão Constituinte”, isto é, um Concílio Extraordinário na época do próximo Concílio Geral da IECLB, e a formação desta comissão para recolher e trabalhar os anseios e as sugestões das comunidades e elaborar uma proposta final para o Concílio, usando todo o material até agora existente. Nesta tarefa devem ser observadas as seguintes recomendações: deixar-nos assessorar por pessoas especialistas no assunto, é importante que toda a Igreja participe desta discussão e procurar uma estrutura funcional, econômica, participativa e ágil” (ata do XIX Concílio Geral da IECLB realizado em 1994, em Cachoeira do Sul). 1 - Quando as Comunidades se organizaram em Paróquias e formaram os Sínodos as primeiras estruturas eclesiásticas surgiram. As Comunidades se opunham ao estabelecimento de estruturas supraparoquiais que iriam lembrar o poder eclesiástico que conheceram na terra de onde emigraram.Viam ameaçada a sua autonomia com a criação de Sínodos. A Igreja de sua terra natal os abandonou, isto é, não acompanhou os seus membros que migraram para o alémmar. Assim eles e seus descendentes só chegaram a conhecer no Brasil a sua comunidade local. Igreja com estruturas mais amplas só existiam na longínqua terra natal. Por este motivo foi tão difícil
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o estabelecimento de organizações e estruturas eclesiásticas a nível regional e nacional. Esse período das Comunidades independentes e sem ligação entre si durou aproximadamente 60 anos: no Rio Grande do Sul onde surgiu a primeira comunidade em 1824, o Sínodo Riograndense foi fundado em 1886; em Santa Catarina e no Paraná onde a primeira comunidade surgiu em 1848, o Sínodo Luterano foi fundado em 1905 e o Sínodo Evangélico em 1911 e no Brasil Central onde a primeira comunidade surgiu em 1824 o Sínodo foi fundado em 1912. 2 - Cada um dos Sínodos era uma igreja territorial e somente 125 anos depois do surgimento das primeiras comunidades foi constituída, em 26 de outubro de 1949, a IECLB e sua estrutura a nível nacional. Esta estrutura tinha caráter federativo, como diz o próprio nome: Federação Sinodal. O primeiro Concílio, realizado em São Leopoldo nos dias 14 a 16 de maio de 1950, adotou a Constituição e o segundo Concílio realizado em 1954 acrescentou ao nome Federação Sinodal “Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil”. Em 1962, no IV Concílio, foi excluída a expressão “Federação Sinodal” passando-se então a falar da Igreja. A principal tarefa conjunta consistia na formação de pastores e na representação diante da Federação Luterana Mundial, do Conselho Mundial de Igrejas, bem como da Igreja Evangélica da Alemanha. Toda a administração, no entanto, continuou nos Sínodos. 3 - A estrutura administrativa da IECLB foi implantada em 1968 quando os Sínodos abdicaram de sua administração própria e se uniram num corpo eclesiástico administrativo a nível nacional. Isto significou a fusão dos sínodos existentes que deixaram de existir como pessoas jurídicas. A Igreja foi dividida em quatro Regiões Eclesiásticas e estas em Distritos Eclesiásticos. As Regiões Eclesiásticas, inicialmente em número de quatro e em 1997 em número de oito, eram o braço estendido da Direção Geral da Igreja na administração e especificamente na arrecadação e repasse das contribuições e coletas. Continuaram tendo a sua própria estrutura e administração as Paróquias e as Comunidades.
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4 - A estrutura da Igreja tinha como característica principal a centralização. Toda a administração acontecia na sede da IECLB que podia delegar determinadas tarefas aos Distritos e às Regiões Eclesiásticas. O Conselho Diretor detinha todo o poder de decisão, legislava, interpretava a Constituição, executava, fiscalizava e dirigia os Concílios Gerais. A Constituição previa que os Distritos (em 1968 eram 21 e em 1997 eram 48) assumissem determinadas tarefas administrativas promovendo “a participação ativa das Paróquias na administração geral da IECLB e no planejamento de suas atividades.” Mas não havia estrutura distrital que possibilitasse a sua execução. A Região Eclesiástica tinha como “função precípua participar da administração da IECLB nos Distritos, de forma especial na assistência espiritual aos pastores.” A existência de duas unidades intermediárias, entre a Direção Geral e as Comunidades e Paróquias, muito cedo causou dificuldades. Não havia clareza sobre as competências do Distrito e da Região Eclesiástica. 5 - Começaram as manifestações de inquietude com a estrutura regional-distrital e a centralização da administração da Igreja. No Concílio seguinte a 1968, em 1970, já foi debatida uma moção que pretendia aumentar o número de leigos no Concílio Geral. Cada Distrito era representado por um leigo e um pastor. A moção pretendia modificar a constituição alterando a representação dos leigos de um para dois por Distrito. Mas a moção não foi aprovada; foi aprovada somente 10 anos depois, no Concílio de 1980. 6 - Existem subsídios para uma nova estrutura em quase todos os Concílios realizados, mas foi no X Concílio Geral realizado em Belo Horizonte, no ano de 1976, que surge a expressão “reestruturação” que ocupou os Concílios Distritais, os Concílios Regionais e os Concílios Gerais nos 20 anos seguintes. 7 - A reestruturação surgiu das “bases”, dos Distritos Eclesiásticos que encaminhavam moções aos Concílios Regionais e ao Concílio Geral da Igreja. Com a decisão tomada em Belo Horizonte que reduziu a duração do mandato do Pastor Presidente de 8 para 4 anos, e do Pastor Regional de 6 para 4 anos, estava aberto o caminho para
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emendas na Constituição e no Regimento Interno. Já o XI Concílio realizado em Joinville no ano de 1978 teve uma câmara que debateu a estrutura e concentrou sua atenção na função dos Distritos e das Regiões Eclesiásticas. 8 - Dois anos depois, em conexão com o XII Concílio Geral em Carazinho, foi realizado um Concílio Extraordinário que examinou e votou alterações nos diversos documentos normativos da Igreja: alterou a Constituição ao modificar a composição do Concílio Geral, no qual a partir de então cada Distrito seria representado por dois leigos e um pastor. Também foram revisados o Regimento Interno e o guia comunitário Nossa Fé - Nossa Vida e aprovado o Regulamento do Ministério Pastoral. Mas o tema “reestruturação” não se esgotou. Continuou na agenda da IECLB nos anos seguintes. 9 - O XIV Concílio Geral, realizado em 1984 em Marechal Rondon, é um marco. Dois temas foram longamente discutidos: a reestruturação da IECLB e as finanças da Igreja, especificamente a contribuição. O Concílio constatou que 13 Distritos se manifestaram sobre estes dois assuntos sugerindo, entre outros, a descentralização, a introdução de uma nova unidade em substituição às Regiões e Distritos Eclesiásticos e ainda a introdução de um novo modelo de contribuição das Paróquias à IECLB: a contribuição proporcional.. Este Concílio aprovou o Ordenamento Jurídico Doutrinário completando assim os documentos normativos da Igreja e decidiu pela criação de uma comissão que deveria apresentar propostas de modificação da estrutura no Concílio seguinte. 10 - O XV Concílio Geral, realizado no Rio de Janeiro em 1986, apreciou o estudo preparado pela comissão da Reestruturação propondo três diferentes modelos: o modelo “atual”, o modelo da “nova unidade” e o “intermediário”. As propostas foram rejeitadas. O Concílio enfatizou a necessidade de redescobrir as funções dos Distritos e das Regiões Eclesiásticas. 11 - Dois anos depois, no XVI Concílio em Brusque, constatou-se que não deveria ser introduzida uma nova estrutura, mas a Consti-
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tuição e o Regimento Interno deveriam ser reavaliados ficando estabelecido que “A estrutura atual necessita de ajustes.” O Conselho Diretor deveria realizar um seminário e criar uma comissão pois a migração, a urbanização, o empobrecimento, a transformação bem como o desenvolvimento da própria IECLB “exigem da Igreja estruturas flexíveis, facilitadoras da missão, pouco onerosas.” Nesta ocasião já ficou claro que além do clamor por uma nova estrutura havia grande insatisfação com a contribuição à IECLB. Convocase a segunda comissão de reestruturação. Um dos motivos para a reestruturação estava na desconfiança das Comunidades, Paróquias e Distritos que imaginavam que “a cúpula da Igreja gasta demais”. 12 - O XVII Concílio realizado em 1990, em Três de Maio, recebeu o relatório da comissão e decidiu que as atividades administrativas das Regiões Eclesiásticas deveriam ser assumidas pela Secretaria Geral ou então transferidas para os Distritos Eclesiásticos. À Região Eclesiástica caberia a coordenação pastoral e a liderança espiritual. Esta decisão foi tomada sem a necessária reflexão e estudo. O Conselho Diretor entendeu que era impossível executá-la. 13 - O relatório do Pastor Presidente no XVIII Concílio Geral, realizado em Pelotas, abordou novamente a reestruturação. O Concílio refletiu que não bastam remendos, mas são necessárias reformas mais profundas. As Regiões Eclesiásticas, a critério do Concílio Regional, são autorizadas a manterem aparato administrativo, revogando-se a decisão de 1990. O Conselho Diretor deve estudar a matéria sobre novas estruturas até o Concílio seguinte. 14 - No XIX Concílio (Cachoeira do Sul, em 1994), o Pastor Presidente expõe que a sobrecarga dos órgãos decisórios, mormente no Conselho Diretor e no Concílio, a flagrante crise nos Distritos que inclusive tinha dificuldades para eleger suas lideranças e a necessidade de respeitar as peculiaridades regionais fazia necessária uma reestruturação de toda a Igreja. Uma câmara ocupou-se com o tema e propôs criar a terceira comissão para elaborar uma proposta até o Concílio seguinte em 1996. O Concílio acolheu esta proposta e formou a “comissão constituinte”, sendo composta por um jurista, uma
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obreira diaconal, um pastor de comunidade, um leigo e um representante da Presidência. A tarefa da comissão foi assim descrita: “recolher e trabalhar os anseios e as sugestões das comunidades e elaborar uma proposta final para o Concílio, usando o material até agora existente.” Esta comissão deveria “procurar uma estrutura funcional, econômica, participativa, ágil.” 15 - Deve ser destacado que esta comissão teve em mãos pronunciamentos e posicionamentos de toda a Igreja que se mobilizou nos Concílios Distritais de 1995 e 1996, pois todos os 48 Distritos se envolveram e a nível nacional o assunto foi longa e profundamente discutido. Em pouco tempo, menos de dois anos, todo o material com as mais diferentes visões foi analisado. Havia um forte reclamo por mudanças embora não houvesse unanimidade em torno do modelo de estrutura que deveria ser implantado. Por três vezes os Pastores Distritais estudaram as diferentes propostas com membros da comissão: em Panambi (julho de 1995), em São Leopoldo (fevereiro de 1996) e em Porto Alegre (julho de 1996). Eram os seguintes os destaques: a - a descentralização Um dos reclamos maiores, e que voltava nas diferentes propostas, era a descentralização da Igreja. A reclamação era no sentido de que tudo dependia de “Porto Alegre”, tudo tinha de ser decidido pelo Conselho Diretor da Igreja; as Regiões Eclesiásticas e os Distritos eram meros executores das diretrizes e decisões tomadas pelo Conselho Diretor da Igreja. b - a eliminação de uma das unidades (Distrito ou Região) Era voz corrente que duas unidades impediam a proximidade da Comunidade e Paróquia da direção da Igreja. O pleito maior era pela eliminação da Região Eclesiástica e a permanência do Distrito. Mas o aumento do número de Distritos que chegou a 48 fez com que se buscasse uma alternativa: Em lugar dos Distritos e Regiões o território da Igreja seria dividido em Sínodos com a idéia de que cada Sínodo seria formado por aproximada-
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mente 30 Paróquias. Esta nova unidade – o Sínodo – deveria ter autonomia para tomar decisões a exemplo das Paróquias que também têm autonomia administrativa. c - a divisão das tarefas pastorais, legislativas e executivas Acolhendo sugestões de muitas áreas optou-se pela divisão de competências que foram descritas como sendo: pastorais, legislativas e executivas. d - maior representação dos leigos Se já em 1980 foi dado um passo importante, ao se decidir pela maior representação de leigos nos Concílios da Igreja, a nova estrutura não só consolidou como aumentou esta proporcionalidade e possibilidade de leigos exercerem lideranças, como temos atualmente na direção tanto do Conselho da Igreja, como nos Conselhos Sinodais, no Concílio e nas Assembléias Sinodais. e - a missão da igreja Uma grande preocupação sempre foi a missão. Afirmava-se que a estrutura impedia o empenho e exercício missionário, deveria haver mais mobilidade para que a missão pudesse ser fortalecida. f - a valorização da comunidade “A Comunidade é a base do trabalho da IECLB” dizia o Artigo 11 da Constituição em vigor até 1997. Reclamava-se que a Comunidade, no entanto, era pouco valorizada. Vozes críticas afirmavam que as comunidades estavam a serviço da estrutura e não a estrutura eclesiástica a serviço da comunidade local. Diante do questionamento sobre a valorização da Comunidade na nova estrutura que estava sendo proposta em 1996, no Concílio de Toledo foi afirmado que a Comunidade tem assegurado na nova proposta: 1) vida própria, 2) administração autônoma de seus recursos, 3) planejamento próprio, 4) ação missionária própria e 5) independência da Paróquia. A Comunidade seria valo-
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rizada com a composição da Assembléia Sinodal onde cada comunidade está representada. g - nova nomenclatura Houve muitas sugestões sobre as diversas nomenclaturas a serem adotadas dentro da estrutura que se queria implantar. Procurou-se nomes eclesiasticamente adequados para designar a nova unidade, prevalecendo SÍNODO que tinha sido a designação histórica. As outras alternativas eram Diocese, Distrito e Região. Concílio passou a ser termo exclusivo para a reunião da Igreja a nível nacional, sendo a Assembléia Sinodal o órgão “soberano do Sínodo” (Art 17). O que causou maior polêmica foi a titulação BISPO, rejeitada já em Toledo por 95 votos a favor de Presidente e 59 a favor de Bispo. 16 - Os Concílios Distritais se ocuparam com a matéria da reestruturação e apresentaram mais de 350 emendas que foram analisadas pela comissão constituinte. O Conselho Diretor ainda formou a “Comissão Especial de Conciliares” que examinou todas as emendas que vieram dos Concílios Distritais e emitiu parecer favorável. A proposta que recebera aprovação de 32 dos 48 Distritos foi apresentada aos Conciliares e colocada em votação. 17 - A proposta não obteve o voto favorável “de dois terços (2/3) dos membros capazes de constituí-lo”, no XX Concílio Geral realizado em 1996, em Toledo. Votaram a favor 109 e 50 votos foram contrários. Embora majoritária não foi alcançada a maioria qualificada. Por decisão deste mesmo Concílio uma nova comissão foi formada que deveria rever alguns aspectos e preparar nova proposta para um Concílio Extraordinário. No curto espaço de tempo, de outubro de 1996 a fevereiro de 1997, esta comissão se reuniu diversas vezes e elaborou uma nova proposta. Este Concílio Extraordinário foi realizado em fevereiro de 1997 em Ivoti, onde a proposta foi aprovada com 138 votos favoráveis, 7 contrários e 12 abstenções.
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18 - Conforme previsto no próprio texto da nova Constituição, nos artigos 55 a 62 que tratam das “disposições transitórias”, as primeiras Assembléias Sinodais, as assembléias sinodais constituintes foram realizadas em 1997. Elas promoveram todas as eleições previstas na Constituição da Igreja. Foi o ano da transição. A rigor iniciou no dia 1º de janeiro de 1998 a vigência plena da nova estrutura da IECLB. 19 - Simultaneamente com a instalação dos Sínodos foi introduzida a nova modalidade de contribuição das Paróquias para com a Igreja. Já no Concílio Geral realizado em Curitiba, no ano de 1970, foi abordada a sugestão de que a contribuição deveria ser proporcional, um determinado percentual da receita das Paróquias deveria ser remetido à IECLB, a título de contribuição. No Concílio Geral realizado em 1984, em Marechal Rondon, foi votada uma moção que pedia a introdução de uma nova forma de contribuição, a contribuição proporcional (ou percentual) em lugar do sistema de cotas. A moção foi derrotada por pequena diferença: 48 a favor e 51 contrários. 20 - Assim como a estrutura da Igreja era contestada também o sistema de arrecadação financeira estava sendo questionado. No Concílio Geral de 1994, em Cachoeira do Sul, a Direção da Igreja apresentou uma proposta de estudo para introduzir a contribuição proporcional. Esta proposta obteve o apoio dos conciliares. Uma comissão, nomeada pelo Conselho Diretor, estudou o assunto e realizou um seminário com a participação de representantes de todas as Regiões Eclesiásticas, nos dias 14 a 16 de junho de 1995. O resultado deste seminário foi encaminhado como proposta ao Concílio de Toledo, em 1996, que a acolheu favoravelmente (apenas um voto contrário e nenhuma abstenção), estabelecendo que a partir de 1998 seria introduzido o sistema da contribuição do dízimo da Paróquia/Comunidade para com o Sínodo/IECLB. Assim os Sínodos iniciaram a sua administração já com o novo sistema de contribuição.
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Palestra 2 O PROJETO IECLB Avaliação, controvérsias, propostas P. Dr. Gottfried Brakemeier I. Estruturas e visão de Igreja Estruturas são expressões de um projeto. Comparam-se a casas, planejadas e construídas para determinados fins. Seja loja, fábrica ou residência, elas se distinguem formalmente pela arquitetura e são identificáveis por ela. Nem todo recinto serve para qualquer atividade. Algo análogo vale para estruturas eclesiásticas. Identificam um projeto de Igreja, do qual são fruto e ao qual querem servir. As estruturas, que compreendem o conjunto dos documentos normativos, estabelecem os parâmetros institucionais e formulam as regras de jogo. Distribuem funções, definem direitos e deveres, as atribuições e, em caso de desrespeito, as sanções. Regulamentam o exercício do poder. São um instrumento jurídico, documento de direito eclesiástico, Regimento Interno e Constituição pública. Embora a Igreja seja mais do que simples estrutura, ela não deixa de ser uma instituição que, para o bom funcionamento, necessita de leis e de ordens. Isto “...porque Deus não é de confusão; e, sim, da paz (1 Co 14.33). Sem regras, também a “comunhão dos santos” se inviabiliza. Vale destacar que a estrutura se alicerça num consenso básico da Igreja, aprovado pelo mais alto órgão decisório que, no caso da
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IECLB, é o Concílio Geral. Reveste-se, por isto, de força vinculante para todos os membros. Quem discordar, coloca-se de fato ao lado deste corpo. Já não mais faz parte dele. Certamente assiste a todos os membros o direito de reivindicar alteração dos estatutos. Estruturas são coisas muito humanas, suscetíveis de revisão e correção (CA VII). Mas enquanto as emendas sugeridas não forem ratificadas pela instância competente, permanece em vigor a versão da lei vigente, obrigatória para todos quantos pretendem permanecer filiados a esta comunhão. Estruturas exigem disciplina. Também a estrutura da IECLB é transparente para a sua autocompreensão. Ela espelha um projeto, que durante a trajetória histórica, sofreu diversas reformulações, algumas até mesmo incisivas. Não precisamos, neste espaço, aprofundar o assunto. Arriscome a constatar alto grau de coerência nas propostas estruturais da IECLB, desde a constituição dos antigos Sínodos até a mais recente reestruturação da IECLB, decidida em 1994, aprovada em 1997, implantada a seguir e hoje em processo de avaliação. É a visão de uma Igreja “sinodal”, portanto nem congregacionalista nem episcopalista com o que segue fundamentais princípios da Reforma luterana. É claro que as reestruturações do passado colocaram, cada qual à sua maneira, ênfases próprias. Tiveram que reagir a desafios específicos e adequar-se a novos ventos. No entanto, caracterizam-se pela consciência da parceria de comunidade e ministério na condução dos assuntos da Igreja. Jesus Cristo não admite o autoritarismo nem de baixo, isto é da comunidade, nem de cima, dos ministros ordenados. Ambos devem responsabilizar-se conjuntamente perante aquele que é o único Senhor da Igreja. É um princípio a ser preservado também no futuro. Espera-se de estruturas que sejam funcionais. É o que deve ser testado periodicamente. A reestruturação de 1997 salvou a antiga estrutura de sérios impasses, recuperando para a IECLB a operacionalidade. A proliferação de subdivisões distritais e regionais, o consequente inchaço do Concílio Geral e do Conselho Diretor,
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o empurrar das decisões às instâncias superiores, além de mais outros problemas, prejudicavam a vida da Igreja na época. Por isto mesmo, descentralização tem sido um dos grandes objetivos da revisão estrutural. Até que ponto os entraves puderam ser eliminados, deverá ser matéria de análise neste Forum. Em ótica luterana, estruturas deverão servir a um só tempo à unidade da Igreja e às iniciativas comunitárias. Deverão promover a missão da Igreja por cada um de seus membros, bem como pelo corpo em seu todo. Supérfluo dizer que a instituição eclesiástica é mais do que um mal necessário. Não se justifica a “suspeita eclesiológica” infelizmente difundida entre luteranos e luteranas. Ela enfraquece a ação conjunta. Certamente a “eclesiolatria” é um mal. Mas o desprezo a essa “humilde serva”, como Lutero chamou a Igreja, é mal nada inferior. Então vamos cuidar do bem da IECLB. Estaremos prestando um serviço ao próprio evangelho. As reflexões a seguir colocarão a pergunta pela funcionalidade da nova estrutura em segundo plano. Há quem seja mais competente para opinar sobre o assunto. Darei atenção privilegiada ao “projeto”, sem o qual a estrutura será oca e estéril. Uma proposta de IECLB vai forçosamente gerar dispositivos organizacionais. Já o inverso não procede. Estruturas, por si só, não produzem a dinâmica de um corpo vivo. É o Espírito que vivifica, não a lei. Julgo necessário, pois, discutir o consenso básico da IECLB, do qual depende a sustentabilidade de sua atual estrutura. Ele me parece altamente frágil. Qual a Igreja que queremos e devemos ser? Unidade e missão são temas em debate. Há motivos de preocupação com relação a ambos. Na instituição IECLB convivem várias visões de Igreja. Nenhuma estrutura agüentará tais tensões por longo tempo. Elas barram a missão e ameaçam a unidade. Ademais, considero imperioso dedicar mais atenção à “micro-estrutura da IECLB”, ou seja à comunidade, respectivamente paróquia. A reestruturação de 1997 priorizou a “macro-estrutura” ou seja o conjunto das unidades componentes da Igreja. Não faltam, é
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verdade, definições regimentais do que seja a célula mãe, ou seja a “congregação local dos membros da Igreja de Jesus Cristo” como o lemos no Regimento Interno, nem dispositivos quanto a seu governo e suas competências. Mesmo assim, muitas das comunidades da IECLB estão em crise o que vale particularmente para as comunidades nos grandes centros urbanos. A IECLB sofre sob flagrante evasão de membros. Ela não consegue acompanhar nem o crescimento vegetativo da população brasileira. Há quem questione o modelo paroquial. Então, como ser comunidade evangélica de confissão luterana neste País? Sem resposta clara a esta pergunta também a estrutura maior da IECLB sofrerá danos. Eu me permito iniciar com reflexões sobre esta candente questão. Aliás, estou perfeitamente ciente ser ilícito nivelar os juízos sobre a IECLB como se ela fosse uma realidade uniforme. As comunidades e os sínodos apresentam características peculiares. Nem tudo é crise, graças a Deus. Ademais, a IECLB demonstra consideráveis potencialidades missionárias que lhe prometem futuro. Tanto mais necessário se faz, empreender esforços para eliminar as barreiras que freiam o desenvolvimento de seus talentos. É para tanto que as minhas considerações querem contribuir. II. A comunidade local como referencial eclesiológico Quando os primeiros imigrantes evangélicos resolveram constituirse em comunidade, seguiram o padrão de uma sociedade de prestação de serviços. Não tinham outra alternativa. Queriam que alguém lhes ministrasse os cultos, os ofícios, a poimênica, cuidasse da vida religiosa. A situação social recomendava a adoção do princípio da igualdade de direitos e deveres, tanto em termos financeiros quanto administrativos. O que unia a comunidade era a etnia germânica e a tradição protestante, “evangélica”, entendida em termos amplos, sem claro perfil confessional. A fundação de um sínodo declaradamente luterano, em 1905, representou uma exceção. O vazio confessional dos inícios naturalmente reforçava a natureza “clubista” das comunidades, calçada em determinados interesses
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de seus “sócios”, não por último o de terem garantido espaço no cemitério da comunidade. Esperava-se o atendimento das necessidades religiosas, na maioria das vezes pelo menor custo possível. Este modelo de comunidade, emergencial no início, se tornou obsoleto. A maioria das comunidades da IECLB avançou. O ideal da “comunidade livre” é coisa do passado. E no entanto, a mentalidade que acompanha o modelo de modo algum está superada. A “comunidade clube” não está preparada a enfrentar o desnível social, respectivamente o empobrecimento de amplos segmentos da população brasileira. Ela não tem força para defender-se contra a concorrência religiosa que invade suas fileiras, ela não desenvolve dinâmica missionária, ela tem dificuldades em olhar para além dos muros paroquiais. Registra-se até mesmo perplexidade no que diz respeito à questão étnica. Se a etnia já não identifica a comunidade, qual será o elo de união entre os membros? Deus é um só. Portanto a filiação eclesiástica é secundária, irrelevante. Eu busco Deus lá, onde sinto mais fervor, calor, entusiasmo. Ademais, o luteranismo não se destina a luso ou afro-brasileiros. Isto não é dito, mas é a convicção de muitos. O sintoma mais agudo da “agonia” deste modelo, porém, são os problemas financeiros. Para tanto contribui a dramática situação econômica no País que vitimou também os membros da IECLB, principalmente o pequeno agricultor e o assalariado. Mas ela não explica o fenômeno. Até certo grau, a situação financeira é o reflexo do estado espiritual de uma comunidade. É perigosa tal afirmação. Mas ela contém boa dose verdade. Em razão disto, há comunidades que são apenas “administradas”, não “pastoreadas”. Prevalece em considerável número de obreiros e obreiras um sentimento de desânimo, desorientação, resignação. Volto a dizer que afirmações como estas não podem ser generalizadas. Sou grato por numerosos sinais de dedicação, renovação e engajamento nesta Igreja. Mas não podemos fechar os olhos perante os problemas, especialmente em nível comunitário e paroquial.
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A insatisfação com o estado real das comunidades da IECLB é flagrante. Ela vem de longa data. Reside aí outro desafio. A imaginação teológica, principalmente dos obreiros, sonhava com outras comunidades do que estas que aí estão. Criticava-se nelas o pensamento burguês, a concentração na classe média, o germanismo ou então a estagnação espiritual, a falta de conversão explícita de seus membros, de decisão em favor da fé, da vivência do discipulado. As comunidades foram submetidas a ensaios de “reestruturação espiritual” nesta ou naquela direção. Visto não haver consenso na IECLB quanto à direção a seguir, prevalecia uma vez esta outra vez aquela linha, confundindo as comunidades e produzindo divisões. Creio que as experiências que se fez com esse tipo de pastoral deveria conscientizar em definitivo ser inútil tentar definir o perfil da IECLB enquanto não definido o perfil de suas comunidades. Quanta pluralidade vai se permitir? Que se espera dos membros? Quem é convidado a participar? Que significa “confessionalidade luterana” em termos concretos? As perguntas necessitam de urgente resposta. Pois a natureza da Igreja se concretiza na “Igreja local”. Em ótica bíblica e luterana, o corpo maior da Igreja não resulta da soma de suas comunidades. Não se aplica aqui o critério quantitativo. A visão é outra. Diz que cada uma das comunidades locais é representação, reflexo e imagem do corpo todo, assim como este, por sua vez, não deixa de ser comunidade. É como no caso das células que contém, cada qual, o mapa cromossômico do organismo. Eis a razão porque o apóstolo Paulo escreve “à Igreja de Deus que está em Corinto” (1 Co 1.2). A pergunta pela Igreja que queremos coincide com a pergunta pela comunidade que queremos, e vice-versa. Resulta daí que a comunidade local não pode emancipar-se da Igreja maior, assim como esta permanece vinculada às suas representações locais. O congregacionalismo que pretende a autonomia das comunidades corrói a comunhão entre elas ou de antemão a impede, como bem poderia ser ilustrado no caso das Igrejas
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Congregacionais, Batistas ou das antigas “comunidades livres”, cujos restos ainda sobrevivem em meio à IECLB. Individualismo comunitário bloqueia a formação de estruturas supra-comunitárias e representa um sério risco à unidade da Igreja. Supérfluo dizer que o episcopalismo, típico da Igreja Católica, marginaliza a comunidade e não lhe permite vez e voz. Igreja luterana não se situa nem neste nem naquele extremo. Persegue também neste caso a meta de uma parceria, melhor, de uma simultaneidade, a saber a da Igreja grande e da Igreja pequena. A Igreja de Deus precisa da comunidade local e esta deve entender-se como membro da Igreja maior, espalhada por um território nacional e, por extensão, por todo o mundo. Também Igreja luterana é Igreja católica, embora não romana. O exposto reforça o imperativo de repensar o modelo da “comunidade clube” a fim de visualisar alternativas que, a um só tempo, sejam evangélico-luteranas e aptas para enfrentar os desafios da sociedade pós-moderna. Nós voltaremos ao assunto. De qualquer maneira, a comunidade local deve desenvolver competitividade no mercado religioso brasileiro, aprender a lidar com pluralidade e abrir as portas para gente de fora, tradicionalmente não vinculada a ela. É claro que isto exige acertos no nível sinodal e geral da Igreja. A fragmentação das comunidades por orientações teológicas rivalizantes acaba cavando a sepultura da própria IECLB. É deplorável que, por via de regra, a introdução de inovações nas comunidades está acompanhada da marginalização dos grupos tradicionais que por isto se sentem compelidos a buscar abrigo em outras Igrejas. Também no nível local se coloca o desafio da conciliação de pluralidade e a unidade. Seja como for, deve haver coincidência entre o “projeto IECLB” e o “projeto comunidade luterana”. Qual poderia ser o perfil? III. Eclesiologias em conflito O assunto é polêmico. Ainda falta um levantamento específico. Também não me vejo em condições de responder a questão em lugar do Movimento Encontrão (ME), da Pastoral Popular Luterana
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(PPL), da Missão Evangélica União Cristã (MEUC), da Comunhão Martim Lutero (CML), da Renovação Carismática (RC) ou ainda das instituições de formação, das representações, associações, comunhões dos ministérios, dos dirigentes sinodais ou então do Conselho da Igreja. São muitas as instâncias que deveriam ser auscultadas quanto à sua proposta de uma comunidade de confissão luterana. Repito: Trata-se de “imaginar” uma comunidade local da IECLB. Por quem deveria ser pastoreado e como? Por quem deveria ser constituído e como deveria expressar-se sua vida de fé? Quer me parecer urgente na IECLB o debate a esse respeito. Será possível conseguir algum consenso nessa matéria? Ele é fundamental para a consolidação da estrutura da IECLB. Não são poucas as dificuldades. Pois os fatores de cisão, respectivamente tensão nas Igrejas são outros hoje do que antigamente. Embora as tradicionais divergências dogmáticas continuem na agenda ecumênica, separando metodistas, presbiterianos, batistas, luteranos e outros, o que de fato esquenta os ânimos são questões antes transdenominacionais. Entre elas a hermenêutica bíblica ocupa o primeiro lugar. Uma leitura literalista, confiante de um lado, conflita com uma leitura contextual, crítica da Bíblia de outro. O significado da inspiração é confuso assim como o é a distinção entre a letra e o espírito na exegese. E como entender a “infalibilidade” da Bíblia? A problemática perpassa as Igrejas protestantes e polariza as posições. Para a Igreja Católica, ela não possui o mesmo grau de gravidade, uma vez que o magistério define a verdade da fé. Que diz a confessionalidade luterana a esse respeito? Ainda não há consenso à vista. Algo análogo vale para questões de ética. Homosexualidade, por exemplo, é o estopim de acirrados conflitos, certamente em decorrência da pergunta pela leitura correta da Escritura. Não menos polêmicos são temas do ecumenismo com destaque para o assim chamado “macro-ecumenismo”, isto é a busca de entendimento com religiões não cristãs ou movimentos respectivos, com particular
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pertinência aos cultos afro-brasileiros. Mas também o ecumenismo com a Igreja Católica é encarado com suspeitas. Ecumenismo pretende exatamente o quê? Ao mesmo tempo renascem as simpatias pelo rebatismo, respectivamente o batismo de crentes e as práticas carismáticas. Falar em línguas é desejável em Igreja luterana? São vários os estilos de piedade, de espiritualidade e de vivência da fé. O que uns consideram ser exigência evangélica, para outros é escândalo. Que é que se entende por missão? A humanização da sociedade ou a conversão de pessoas? Sei que estou exagerando. Não obstante me parece ser urgente atentar para os “novos” motivos de divisão que oneram o ser da “comunidade”. Igreja luterana está impedida de resolver os conflitos mediante vereditos da suprema autoridade eclesiástica. Sua estrutura é outra. Não é hierárquica. Pergunta-se, porém, se dispõe de recursos adequados para solucionar conflitos internos, principalmente quando se trata de dissidências teológicas. A mera “descentralização” não resolve o problema. O ordenamento jurídico doutrinário está em discussão. Terá força suficiente para julgar o mérito de provocações, para restabelecer a paz, para penalizar graves desvios doutrinais? É claro que antes de acionar a clava disciplinar deverão ser feitas tentativas de entendimento fraternal. Daí porque se deve emendar de imediato outra pergunta à estrutura da IECLB. Ela favorece o diálogo ou facilita a formação de blocos, no fundo estanques, incomunicáveis, em disputa do poder na Igreja? Em vista da pluralidade teológica “estruturas dialógicas” são uma questão literalmente vital. Não se trata de tão-somente harmonizar ou jogar panos quentes sobre os litígios. Antes importa detectar, de comum acordo, o rumo devido a uma Igreja que se define pela confessionalidade luterana. Pois o “jeito luterano” não se compara a um “código legal”, cujos parágrafos pudessem ser aplicados mecanicamente. Consiste numa orientação de fé e de vida a ser concretizada constantemente diante dos desafios do cotidiano e de um mundo em transformação. Sublinho a importância do guia “Nossa Fé – Nossa Vida”. O que se pretende é nada menos do que auten-
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ticidade evangélica. Pois confessionalidade luterana é sinônimo de exatamente isto. E no entanto, ninguém é dono da mesma, a não ser Jesus Cristo, perante cujo tribunal as nossas dissidências um dia serão julgadas (2 Co 5.10). Estruturas não podem forçar o entendimento nem produzir a reconciliação. Mas podem obrigar ao diálogo, sem o qual não haverá consensos e comunhão se torna ilusória. O quanto isto é necessário fica definitivamente comprovado, quando se percebe haver multiplicidade de “identidades confessionais” na IECLB. Não existe apenas a “identidade luterana”. Os movimentos possuem, cada qual, referenciais adicionais. É o “Pacto de Lausanne” no caso do “Movimento Encontrão”, é a teologia da libertação no caso da “Pastoral Popular Luterana”, é a tradição pietista da “Gnadauer Gemeinschaft” no caso da “Missão Evangélica União Cristã”. Também a “Renovação Carismática” se nutre de fontes extra-luteranas. E claro que o “adicional confessional” tenha efeitos eclesiológicos que se manifestam na visão de uma “comunidade eclesial de base”, de um “conventículo pietista”, de um “movimento avivalista”, por exemplo. O que é problemático não são os referidos referenciais teológicos adicionais. Creio que todas as teologias os têm. Enquanto acrescentam, promovem renovação. Isto, porém pressupõe compatibilidade com a confessionalidade estatutária da IECLB. Caso contrário eles vão rachar a comunidade. Importa, pois, que os referenciais teológicos (e eclesiológicos) permaneçam subordinados, melhor integrados à “opção preferencial pela confessionalidade luterana”, tomada pela Igreja em seu todo. Somente assim será possível impedir a implosão primeiro da comunidade e a seguir da estrutura geral da IECLB. Voltamos a insistir, pois, na urgência de uma definição consensual do que seja uma “comunidade evangélica de confissão luterana”. Pode-se adiantar que ela será inevitavelmente plural. Comunidade cristã sempre o foi e sempre será. Quem sonha com comunidades uniformes vai degradá-las à condição de seitas e submetê-las a rígido controle ético e doutrinal. O evangelho não o permite. Por outro
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lado também há que se resistir à idéia de a comunidade ser nada mais do que uma “federação de movimentos”. Comunhão neste caso vai transformar-se em coexistência paralela que continua chamar-se comunidade ou Igreja unicamente por motivos de conveniência. Então, o que se pretende é a “comunhão do diferente” que sabe cooperar, contribuir, somar. Aplica-se à própria comunidade evangélica o princípio ecumênico da “unidade na diversidade reconciliada”. Não se pode tratar de suprimir legítima diversidade. Ela é fundamental para o bom funcionamento do corpo (1 Co 12.4s) . Diversidade é princípio da vida, assim como o é a biodiversidade na natureza. E no entanto, essa diversidade precisa caber num denominador comum. Ela necessita de um consenso básico. Caso contrário vai tornar-se caótica e destruirá o corpo. A título de complementação seja lembrado haver também uma “eclesiologia empresarial”. Exige de comunidade religiosa, respectivamente luterana, “produtividade espiritual”, rendimento, lucro. Em caso de “déficit” deverá fechar as portas. Não sei até que ponto pensamentos correspondentes prevalecem nas comunidades da IECLB. Mas é certo que existem. Ora, também em comunidade luterana não se permite o desprezo ao princípio da eficiência. O desperdício de recursos, a falta de planejamento, a ineficácia são males a evitar. Deus exige a administração conscienciosa do templo que é sua comunidade. E no entanto, ele espera o investimento também onde faltam as perspectivas de um retorno imediato, visível, calculável. É Deus quem decide sobre o sucesso. Além disto, a semeadura da fé, do amor e da esperança exige outra técnica do que o calculismo na bolsa de valores ou a estratégia industrial. Por isto, racionalidade empresarial é valiosa, enquanto consciente destas verdades. Comunidade luterana é “empresa de Deus”, não empresa humana. IV. Comunidade luterana – vislumbrando um perfil Preciso iniciar com duas observações preliminares: (a) A existência de comunidades da IECLB é motivo de gratidão. O mercado do
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mundo globalizado é hostil frente à comunidade. Prefere a freguesia que muda de acordo com as ofertas da indústria religiosa e as preferências do público. Privilegia as massas que consomem e naturalmente pagam pelas mercadorias em promoção. Jesus Cristo não quer consumidores, quer membros de seu corpo que, pela transformação da mente (Rm 12.1s), atuam como sal da terra e luz do mundo (Mt 5.13s). As comunidades da IECLB podem não ser como deveriam, assim como também os obreiros costumam ficar em débito com a sua vocação, mas são comunidades, a despeito de suas imperfeições. (b) Por isto mesmo, cumpre às lideranças aprender a transformar sem destruir. Quem destrói a comunidade cai sob o juízo de Deus (1 Co 3.17). O cuidado pastoral exige o respeito à tradição, sensibilidade pedagógica e sobretudo amor. Só o amor é capaz de mudar pessoas. Deverá ser um dos critérios de avaliação dos obreiros o quanto têm contribuído para a edificação da comunidade. Cabe ao regulamento disciplinar ser claro com respeito às penas a serem aplicadas em caso de prejuízos causados por irresponsabilidade dos obreiros e/ou das lideranças leigas (acréscimo sugerido, conforme Memória, p. 7, § 2). A gratidão pela existência das comunidades não significa conformidade com o status quo das mesmas. Como visto, as transformações sociais, bem como o imperativo evangélico exigem adaptações, correções, mudanças. De acordo com a tradição luterana a proposta a ser perseguida só poderá ser a da comunidade adulta. É a única que corresponde ao sacerdócio geral de todos os crentes, afirmado pela Bíblia e enfaticamente reafirmado pela Reforma luterana. É projeto altamente ambicioso, com o qual as Igrejas luteranas, elas mesmas, por demais vezes permaneceram em débito. Requer a comunidade apta a dar razão da esperança (1 Pe 3.15), a justificar a fé, a desafiar a sociedade pelo amor. Lutero traduziu a Bíblia e escreveu catecismos exatamente com o propósito de educar o povo cristão e conduzi-lo à maioridade na fé (cf 1. Co 3.1s). Empenhou-se em emancipar os fiéis da tutela do clero. Pessoa cristã deve saber por que crê e o quê. Em razão disto formação teológi-
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ca não é privilégio de uma classe especial, e, sim, causa popular. Ainda que a comunidade cristã não possa prescindir de especialistas, o que importa mesmo é a equipação da comunidade para a militância e o testemunho cristão no mundo. Eis o perfil cabível a comunidade evangélica de confissão luterana. Ainda que seja improvável ela alcançar a maturidade integral, a aproximação parcial já será um grande passo. A proposta distingue o luteranismo tanto do catolicismo quanto do pentecostalismo. Igreja luterana é Igreja da palavra. Prioriza a pregação, a educação, o testemunho, a mensagem, a teologia. Tem em vista a mudança de mentalidade, a conversão, a transformação. Quer despertar a fé. Enquanto isso, a Igreja católica é a Igreja da imagem. Impressiona pela visualização do sagrado, seja na suntosidade de seus templos, seja na pompa das vestes de seus ministros, seja na exuberância de suas procissões. Desperta devoção e emociona por seus ritos sacramentais. Igreja pentecostal, enfim, é Igreja do movimento. Empolga as pessoas e provoca entusiasmo, prometendo a experiência dos milagres do Espírito Santo. Dá oportunidade às pessoas para extravasar seus sentimentos, suas agruras e alegrias. É claro que essa tipologia é artificial. Mas ela ajuda a entender. Também em Igreja luterana existem símbolos, assim como em Igreja Católica se enfatiza a catequese e em Igreja pentecostal a pregação. A questão diz respeito ao elemento predominante. E aí não há dúvida: Em Igreja luterana o púlpito ocupa o lugar central nos templos. O apreço à palavra em Igreja luterana parece sinalizar nítida desvantagem competitiva no mercado religioso. A “matriz religiosa brasileira” privilegia uma religiosidade “light”, “pentecostalizante”, emocional. Serve para compensar as frustrações do cotidiano e promete sanar as enfermidades causadas por exclusão social, marginalização econômica e anonimato urbano. Além disto, após a substituição do rádio pela televisão, a imagem passou a ser o principal meio de comunicação. Enfim é flagrante a crise da fé. O mundo
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globalizado, dominado por ciência e tecnologia, já não mais sabe em que crer. Os dogmas de antigamente perderam a credibilidade. Isto, porém, não significa, em absoluto, a morte da religião. Pelo contrário, a fé foi substituída uma devoção “mística”, altamente sentimental que pode tranquilamente conviver com o secularismo e mesmo o agnosticismo. Já não se busca a transformação social nem a conversão individual, e, sim, a satisfação de desejos pessoais e de necessidades psíquicas. A “Igreja da palavra” parece estar deslocada nesse contexto. A procura se dirige a outras “mercadorias”. Somando a isto ainda o esvaziamento da palavra em Igrejas luteranas e outras que reduz a pregação a às vezes completa irrelevância, torna-se compreensível a perplexidade que responde pelo “declínio das religiões tradicionais” constatado no censo do ano de 2000 no Brasil. A religião se emancipou das instituições eclesiásticas o que deixa seus representantes nervosos e ávidos por receitas de sucesso. Embora com a cotação em alta, as tendências mercadológicas merecem severas críticas por parte da confissão luterana. Também no mundo da religião nem tudo o que brilha é ouro. A comunidade luterana deveria resistir à sedução do sucesso fácil e barato que tantas vezes engana as pessoas. O alerta de K. Marx de a religião exercer a função de ópio do povo, voltou a ter surpreendente relevância. O Espírito Santo é o Espírito da verdade, não das aparências, das ilusões, das miragens. Sem a “palavra” as pessoas se transformam em “massa de manobra”, “analfabetos religiosos”, “ignorantes” inaptos para o exercício da cidadania numa sociedade que passa a ser, por sua vez, um mega clube regido por interesses corporativistas. A confessionalidade luterana não condena a religiosidade. Mas não está disposta a ceder-lhe o espaço da fé. Ao preconizar o modelo da “comunidade adulta”, o luteranismo pretende o “catecumenato permanente”, a “fé inteligente”, aquele “bom senso” que, tanto em termos políticos quanto religiosos, observamos em Jesus. Talvez o mercado não simpatize com uma Igreja da palavra. Mas ele precisa muito dela.
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Isto não significa permissão para a comunidade luterana continuar despreocupada nos trilhos tradicionais. O projeto da “comunidade adulta” exige substanciais reformas. Eu não posso esgotar o assunto neste espaço. Ele necessita de ulteriores reflexões. Apresento somente poucos apontamentos. - O luteranismo fará bem em aprender da Igreja Católica algo da importância da imagem. O evangelho precisa de símbolos para se comunicar. Não raro, a estética dos nossos cultos deixa a desejar. Algo semelhante vale para o movimento na Igreja. Não só jovens querem vibrar. A expressão corporal pode tornar-se excelente instrumento do testemunho. Não se trata de optar entre palavra, imagem e movimento. Importa correlacionálos devidamente no anúncio do evangelho. Isto sem traição à particularidade luterana que, aliás, considero bíblica. A centralidade da palavra de Deus na Sagrada Escritura não permite à Igreja satisfazer-se com difusa religiosidade. Da mesma maneira, porém, cabe enfatizar que “palavra” não se esgota em “verbalismo”. Também gestos podem falar. Tenho por certo que o sucesso das Igrejas Pentecostais se deve em boa medida ao grave déficit de amor, de afetividade e de ação diaconal na sociedade. São os “cansados e sobrecarregados”, os enfermos e desesperados que buscam socorro e ajuda na Igreja. Resulta daí um estímulo à valorização da diaconia nas comunidades da IECLB. Ela abre as portas para o evangelho. Recomenda-se, pois, assumir de fato o ministério compartilhado e colocálo a serviço da missão da Igreja. - Em comunidade adulta a pluralidade não diminui, antes tende a aumentar. O membro consciente de sua fé rejeita regime tutelar que promete homogeneidade espiritual. Evidentemente, toda pluralidade tem limites. Há balizas a respeitar, definidas pela confessionalidade. E no entanto, vida necessita de espaços de liberdade, da afirmação de individualidade, da cooperação de diversidade orgânica. A partir daí torna-se imperiosa a diversificação da oferta luterana. Não podemos oferecer apenas “o prato do dia” a todas as categorias de pessoas. A diversidade de
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“públicos” requer criatividade nas programações da comunidade e atenção a expectativas específicas. Mais importante ainda é que a pluralidade exige um novo tipo de “pastoral”, respectivamente de liderança de comunidade. Já não pode tratar-se de imprimir à comunidade o estilo da espiritualidade particular da pessoa dirigente. Isto acaba sempre em regime autoritário e em exclusão daquela parcela da comunidade que resiste a se enquadrar. O exclusivismo é responsável pelo afastamento de considerável número de membros na IECLB. De obreiro se deve esperar a competência de distinguir entre diversidade legítima e ilegítima, bem como a habilidade de conciliar as diferenças. É este um aspecto a receber privilegiada atenção nas instituições de formação. A comunidade plural se coloca como um dos grandes desafios à “pastoral luterana”. Enquanto formos fiéis à meta do sacerdócio geral de todos os crentes está interditada a pretensão de uniformizar os membros. O princípio da “igualdade de direitos e deveres”, característica da “comunidade clube”, é substituído na “comunidade adulta” pelo princípio da “proporcionalidade”. É este o critério propriamente evangélico. Pois “aquele a quem muito foi dado, muito lhe será exigido” (Lc 12.48). É bom lembrar que “proporcionalidade” não é sinônimo exato de “percentualidade”. Enquanto um percentual é calculável, proporcionalidade permanece dependente de estimativas, para as quais a própria pessoa é instância última. Outros também podem avaliar o que seria proporcional no meu caso. Mas isto somente até certo ponto. Quem define o que a mim é devido, sou apenas eu, além de Deus. Por isto proporcionalidade como critério de contribuição pressupõe espontaneidade. Requer o membro motivado, adulto, consciente. Mesmo assim, há que se evitar o erro de achar que espontaneidade seja suficiente. Ela precisa de constante motivação. Caso contrário vai morrer. E mais: Ela precisa de dados, informações, diretrizes quanto a expectativas e necessidades para estipular a proporção. Eis porque comunidade adulta deveria apostar no princípio da “espon-
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taneidade incentivada”. Ela não pode deixar a contribuição do membro ao acaso. Deve haver incentivos, até mesmo para a pessoa sentir-se valorizada. E no entanto, a voluntariedade, baseada na proporcionalidade, é fundamental. A fim de alcançar esse objetivo, a IECLB deverá investir pesado na “formação teológica” de seus membros. Pois maioridade não se alcança de outra maneira. Reside aí um tradicional talento luterano que, por amor de Deus, não deveria ser enterrado. Falei antes de uma desvantagem competitiva do luteranismo no mercado. Porventura, não poderia uma “Igreja da palavra” preencher um relevante nicho que, se bem aproveitado, desenvolve supreendente atratividade? Creio que o teste vale a pena. Acredito num “nicho luterano” no mercado religioso da atualidade, e quem sabe até mais. Justamente por isto, porém, uma das grandes preocupações da IECLB deverá dirigir-se aos conteúdos de seu discurso e de sua prática. “Executivos religiosos” estão sobrando neste País. Mas poucos são os profetas capazes de responder as perguntas angustiadas deste século. Um jovem, participante do Congresso Internacional da Juventude, realizado pela Igreja Católica há poucos meses na Alemanha, consultado quanto a sua opinião, disse: “Foi impressionante o encontro com o Papa e tanta gente de todo o mundo. Mas as perguntas que eu trazia comigo, ficaram sem resposta.” Será que a Palavra de Deus nada mais tem a dizer no século XXI? Resta a pergunta, se a estrutura da IECLB que ora avaliamos, contempla e favorece esse projeto da comunidade adulta de maneira satisfatória. Ela não pode produzi-lo, pois, como já dissemos acima, é o espírito que faz a lei, não o contrário. Entretanto, estruturas podem entravar ou facilitar a vida na casa das instituições. E é a isto que devemos dar atenção. A premissa consiste no endosso consensual do “projeto IECLB” em basicamente os termos acima expostos. Ou queremos outro? Qual? Dependendo do resultado da discussão, serão mais ou menos incisivas as consequências para os documentos normativos da IECLB. Por essa razão me congratulo
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com a inciativa deste Forum e espero seja fecundo para a unidade a missão da Igreja de confissão luterana no Brasil. Porto Alegre, 9 de novembro de 2005
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Palestra 3 Centralização e descentralização nos documentos normativos e orientadores da IECLB Dr. Milton Laske Na hermenêutica legislativa, uma norma de hierarquia inferior não pode ser incompatível com a norma de hierarquia superior, sob pena de invalidade. Normas de igual hierarquia revogam automaticamente disposições contrárias de documentos normativos anteriores nas disposições incompatíveis.
A HIERARQUIA DAS NORMAS NA IECLB 1. Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. (Mateus, 22, 37). 2. Amarás o teu próximo como a ti mesmo (Mateus, 22, 39) Destes dois mandamentos depende toda a lei (Mateus, 23, 40). 3. Constituição. 4. Normas Complementares são de competência do Concílio
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(Const., arts. 2º e 42). 4.1- Regimento Interno. Rege as unidades da estrutura descentralizada e central, regula as eleições e estabelece disposições de ordem regimental para a administração da IECLB (art. 1º). 4.2 - Estatuto do Ministério com Ordenação – EMO. Regula o exercício do ministério eclesiástico, não se aplicando àqueles ministérios que vierem a ser criados a nível comunitário, paroquial ou sinodal, no espírito do ministério compartilhado, sob a responsabilidade e administração destes (art. 1º). 4.3 - Ordenamento Jurídico Doutrinário. A impropriedade da denominação. Rege as questões de natureza disciplinar, de conflitos e de divergência doutrinária na IECLB, observadas as leis do país, os princípios da ampla defesa e do contraditório, da boa fé, baseando-se na conduta ética cristã (art. 1º). Os procedimentos disciplinares, de conflitos e de divergência, tem como objetivos fundamentais: -
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a preservação da pregação pura da palavra e da reta administração dos sacramentos; a ordem e a disciplina evangélicas entre membros, obreiros/as, comunidades, paróquias, sínodos e demais instituições da IECLB; a reintegração do/a membro e do/a obreiro/a à comunhão eclesial e confessional (arts. 1º e 2º).
5 . As decisões do Concílio, na condição de órgão soberano da Igreja.
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5.1 – Decisões do Concílio – Const., art. 25, caput. 5.2 – Diretrizes do Concílio sobre unidade da IECLB e sua confessionalidade – Const., art.25,I. Ex. Nossa Fé Nossa Vida. Obs. As Decisões do Concílio, sob pena de nulidade, não podem contrariar as disposições da Constituição e dos três documentos que compõem o seu elenco de normas complementares (RI, EMO e OJD). 6. Normas Regulamentadoras, emitidas pelo Conselho da Igreja (Const., art. 29): 6.1- Resoluções (RI, art. 72) 6.1.1 - EMO (arts. 7º, § 1º, 8º e art. 71); 6.1.2 - OJD – art. 65. Obs. As Resoluções do Conselho devem ter caráter supletivo e regulamentador aos e dos dispositivos da Constituição, das suas normas complementares, bem como das decisões e diretrizes, emitidas pelo Concílio. É recomendável que a Secretaria Geral mantenha cadastro dessas decisões e diretrizes para o necessário conhecimento e cumprimento pelo CI, Presidência, Secretaria Geral e demais segmentos da IECLB. São anuláveis as decisões do CI que forem incompatíveis com a Constituição, as normas complementares e as decisões e diretrizes emitidas pelo Concílio. 7 – Cartas da Presidência – no zelo pela unidade e identidade confessional, quando fundamentadas no inc. I, do art. 36 da Constituição. 8 - Resoluções da CONSEC - Matéria de natureza administrativa e financeira no âmbito da Igreja (RI, art. 83).
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9 - Portarias do Secretário Geral (RI, art. 83) - Visam cumprir as determinações dos documentos normativos da Igreja, do Concílio, do Conselho da Igreja e das Cartas da Presidência, nos termos do Regimento Interno da Secretaria Geral.
CENTRALIZAÇÃO E DESCENTRALIZAÇÃO NOS DOCUMENTOS NORMATIVOS 1. Principais Normas centralizadoras Constituição 1.1- art. 2º. – A IECLB é regida pela sua Constituição e pelas suas normas complementares. 1.2- art. 13. A filiação de uma Comunidade à IECLB se dá pelo reconhecimento, em seu estatuto, da Constituição da IECLB. 1.3- art. 25. O Concílio é o órgão soberano da IECLB e lhe compete dispor sobre toda e qualquer matéria de interesse da Igreja. 1.4- art. 30, II – Compete ao Conselho da Igreja homologar os estatutos dos Sínodos, Paróquias e Comunidades. 1.5- art. 36, I – Cabe á Presidência coordenar a atividade eclesiástica da IECLB, observando a unidade e a identidade confessional. 1.6- art. 38. O Ordenamento Jurídico-Doutrinário trata das questões disciplinares de desobediência às normas da Igreja, por parte dos membros e obreiros, bem como dos conflitos entre as pessoas jurídicas filiadas e das divergências doutrinárias.
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Regimento Interno 1.7 – arts. 3º/5º/9º,I. A Comunidade realiza a sua missão sob a orientação teológica de um pastor da IECLB, atendendo as diretrizes do Sínodo, observados os princípios gerais e os objetivos estabelecidos pelos documentos normativos da IECLB. 1.8 – art. 19 – A Paróquia responde perante os órgãos superiores da IECLB. 1.9 – art. 32. Os Sínodos reger-se-ão por estatuto com disposições compatíveis com os documentos normativos da IECLB. 1.10 – art. 39, § 2º. Caberá ao CI decidir em caráter definitivo em caso de recurso contra decisão do Cons. Sinodal em representações de membros de comunidades. 1.11 – art, 92. As comunidades e paróquias deverão repassar 10% de suas receitas para a manutenção dos Sínodos e da IECLB. Estatuto do Ministério com Ordenação – EMO 1.12 – art. 2º, § ún./3º - Somente o CI está apto a conceder Certificado de Habilitação-CH para obreiro atuar na IECLB. 1.13 – art. 4º. Somente o CI pode revogar CH concedido a obreiro. 1.14 – art. 5º. Somente P.Presidente pode declarar candidato ao ministério apto para ordenação. 1.15 – art. 6º. A IECLB poderá enviar obreiros para os campos de serviço ministerial. 1.16 – art. 20. O preenchimento das vagas nos campos de serviço ministerial em Comunidades e Paróquias dependem de prévia publicação em órgão oficial da IECLB.
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1.17 – art. 22. Cabe ao Pastor Sinodal a publicação da vaga. 1.18 – art. 22, §1º - O CI poderá sustar temporariamente a publicação de vaga. 1.19 - art. 26. A IECLB efetuará permanente acompanhamento quanto ao cumprimento dos compromissos assumidos pelo obreiro por ocasião de sua ordenação. 1.20 – art. 55. A subsistência dos obreiros obedecerá ao estabelecido pelo Concílio. Do Ordenamento Jurídico Doutrinário-OJD 1.21 – art. 1º. O OJD rege as questões disciplinares, os conflitos e as divergências doutrinárias em toda a IECLB. 1.22 – O CI pode afastar obreiro de campo de serviço ministerial quando este se negar a acatar decisão tomada em processo de conflito. 1.23 - art. 55 . O Presidente do CI pode avocar processo de conflito em tramitação em nível sinodal. Principais Normas Descentralizadores Na Constituição 2.1 – art. 12. A Comunidade realiza, sob sua responsabilidade, as atividades de ser a base de trabalho da IECLB. 2.2 – art. 14. A Paróquia tem sua própria administração. 2.3 – art.15. Cabe ao Sínodo decidir sobre a maneira da Igreja manifestar-se na concretização de suas finalidades. 2.4 – art. 19 – O Conselho Sinodal deve resolver as questões de ordem administrativa e doutrinária no âmbito do Sínodo.
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No Regimento Interno 2.5 – art.3º, § ún. - Comunidades e Paróquias, juntamente com o Conselho Sinodal, poderão regulamentar as obrigações e atribuições dos obreiros nas Comunidades. 2.6 – art. 6º/7º/8º. A Comunidade tem sua própria assembléia geral, seu presbitério e diretoria. 2.7 – Art. 23, II. A Comunidade indica os seus delegados para a Assembléia Sinodal. 2.8 - art. 19. A Paróquia coordena o trabalho eclesiástico desenvolvido por uma ou mais comunidades. 2.9.- art. 21. A Paróquia é integrada pelo Conselho Paroquial e pela Diretoria. 2.10 – art. 23, I – A Paróquia pode eleger os seus obreiros eclesiásticos, salvo o envio. 2.11 – art. 23, III – A Paróquia supervisiona as atividades das Comunidades. 2.12 – art. 23, X – A Paróquia indica candidatos aos cargos eletivos. 2.13 – art. 32. Os Sínodos terão estatuto próprio. 2.14 – arts. 5º/ 38, I – Cabe ao Sínodo estabelecer diretrizes para a missão nas Comunidades e ao Conselho Sinodal planejar o trabalho eclesiástico e zelar para que os objetivos fundamentais da IECLB sejam alcançados no Sínodo. Estatuto do Ministério com Ordenação – EMO. 2.15 - art. 20. A Paróquia decide pelo preenchimento de vaga de obreiro.
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2.16 – art. 22, § 3º - O campo de trabalho vai estabelecer o período de permanência do obreiro e a sua re-eleição. 2.17 – art. 61.II – A Paróquia pode pedir ao Conselho Sinodal o afastamento do obreiro. 2.18 – art. 61. I – O Sínodo, após a avaliação, poderá afastar obreiro. Ordenamento Jurídico Doutrinário – EMO 2.19 – art. 14,I – O Presidente da Comunidade é competente para decidir abertura de processo contra membro; 2.20 – art. 14, II – O Presidente do Conselho Paroquial é competente para abrir processo contra os membros do Presbitério e da Diretoria da Comunidade. 2.21 – art. 14, III – O Presidente do Conselho Sinodal é competente para abrir processo contra as diretorias e membros dos Conselhos Paróquiais e respectivos Conselhos Fiscais, demais membros do Conselho Sinodal e contra os obreiros em atuação na área de abrangência do Sínodo. 2.22 – art. 17, 3º - O Presidente do Conselho Sinodal pode suspender obreiro por até 90 dias. 2.23 – art. 24, I – Cada Sínodo organiza a sua própria CJDS.
COMENTÁRIOS 1. O modelo eclesiológico previsto nos documentos da IECLB tem algumas características que merecem destaque. 1.1. É confessionalmente centralizado. São os órgãos centrais que admitem o ingresso de obreiros no ministério da Igreja e que decidem pela revogação do certificado de habilitação, impossibilitando a sua continuidade no ministério da IECLB.
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1.2. O zelo pela confessionalidade na Igreja é da Presidência da Igreja. 1.3. Os obreiros devem, antes de tudo, ser fiéis ao compromisso assumido por ocasião da ordenação. 1.4. Os obreiros são da IECLB. 1.5. A criação de Comunidades e Paróquias necessita da aprovação da Assembléia Sinodal. 1.6. A criação de campos de trabalho depende do referendo do Conselho Sinodal. 1.7. Os órgãos centrais mantêm o exclusivismo da orientação confessional que deve ser seguida pelos seus obreiros. 2. A IECLB tem um modelo decisório democrático. 2.1. As Assembléias Sinodais são constituídas, na maior parte de seus votantes, pelos representantes das Comunidades. 2.2. Esses representantes das Comunidades nas Assembléias Sinodais elegem o representante do Sínodo no Conselho da Igreja e os delegados do Sínodo ao Concílio, dentre candidatos indicados pela Paróquia. 2.3. A eleição da Presidência, a tomada das decisões dos Concílios e do Conselho da Igreja é dos representantes sinodais, eleitos pelos representantes das comunidades. 3. A administração da confessionalidade e das atividades dos obreiros. 3.1. Embora os obreiros sejam da IECLB, pelos documentos, foi delegado aos Sínodos exercer o controle quanto ao fiel cumprimento dos compromissos assumidos pelo obreiro quando da ordenação.
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3.2. Nos Sínodos cabe ao Pastor Sinodal valer-se do aconselhamento, da admoestação e da disciplina fraterna, visando a manutenção ou reintegração do obreiro na comunhão eclesial e confessional (OJD, art. 2º). 3.3. Cabe ao Presidente do Conselho Sinodal, a iniciativa do processo disciplinar quando do cometimento de infrações previstas nos documentos da Igreja. 3.4. Cabe ao Sínodo, através da sua CJDS julgar os processos dos membros, dirigentes e obreiros da área de abrangência do Sínodo. No entanto, a última palavra é da CJD da IECLB, se a parte interpuser recurso. 3.5. Cabe ao Conselho Sinodal avaliar os obreiros e afastá-los de seu campo de trabalho, mas não pode revogar o seu Certificado de Habilitação. 3.6. Os obreiros são os vasos comunicantes entre a estrutura e a comunidade e seus membros. Somente com a colaboração dos obreiros é possível implementar os planos e projetos, elaborados pela administração central ou pelos Sínodos. Sem que os obreiros estejam conscientes de suas responsabilidades e assumam esses planos e projetos, de nada adiantam a boa estrutura nem os bons propósitos dos dirigentes da Igreja em todos os seus níveis. Sem o engajamento dos obreiros nada vai acontecer na base de trabalho que é a comunidade. 3.7. Nos dias atuais, além da capacitação para o exercício de seu ministério na forma convencional, há necessidade de treinar os obreiros com técnicas motivacionais, de organização e formação de lideranças. Também há necessidade de rever os modelos pastorais, centrados no assistencialismo eclesiástico. Esse modelo do assistencialismo, em especial nos centros urbanos, está inteiramente superado.
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3.8. Há necessidade de rever os currículos dos cursos de teologia das instituições de ensino conveniadas, visando à preparação dos obreiros para essa nova realidade. 4. Dificuldades constatadas na estrutura vigente. 4.1. Conselhos Sinodais têm tido dificuldades em proceder as avaliações dos obreiros, de tal modo que permitam a correção de lacunas e falhas. O processo de avaliação bem conduzido resulta em crescimento, tanto para o obreiro como para o campo de trabalho avaliado. 4.2. A ausência de procedimentos quando do surgimento dos problemas ou conflitos, em regra, importa no seu agravamento, acabando por desembocar ou na Secretaria Geral ou na Presidência da Igreja, geralmente com desgastes nos relacionamentos de pessoas e outras seqüelas. 4.3. É recomendável a organização de treinamentos para os Presidentes dos Conselhos Sinodais e para os próprios Pastores Sinodais, que lhes permitam ter conhecimento de suas atribuições, num entendimento uniforme dentro da Igreja. 4.4. Face uma visão mais congregacional, há dificuldades de entendimento entre muitas Comunidades e Paróquias com o modelo eclesiológico, vigente nos documentos da IECLB, em especial quanto aos limites do poder decisório na área da escolha dos obreiros e as normas de supervisão e controle estabelecidas nos documentos. 4.5. Outro aspecto é a falta de definições mais objetivas nas áreas de competência e formas de atuação dos órgãos centrais da Igreja. A Constituição e o Regimento Interno da Igreja estabelecem princípios e diretrizes, até por que não poderia ser diferente.
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No entanto, ainda hoje, decorridos quase 8 anos da implantação da nova estrutura, há indefinições quanto aos limites das responsabilidades e atribuições entre o Conselho da Igreja, a Presidência e a Secretaria Geral. Tem-se constatado também que no Conselho da Igreja decisões importantes são tomadas sem pareceres técnicos prévios. Também o processo decisório do CI está sendo revisto. O Pastor Presidente também tem dúvidas quanto ao adequado exercício da Presidência Compartilhada, qual a tarefa dos fóruns da Presidência com os Pastores Sinodais e Presidentes dos Conselhos Sinodais, qual o limite da autonomia da Presidência na Comissão de Designação e Envio. Também há questionamentos quanto ao significado da supervisão sobre a Secretaria Geral, atribuída à Presidência. Essas indefinições, certamente, refletem na agilidade decisória e na eficiência da Secretaria Geral. 4.6. Tanto a estrutura central como as direções sinodais não conseguiram implementar adequadamente o art. 15 da Constituição, que estabelece que cabe ao Sínodo decidir sobre a maneira da Igreja manifestar-se na concretização de suas finalidades. No inc. I, do art. 38, do Regimento Interno, também está dito que cabe ao Conselho Sinodal o planejamento do trabalho eclesiástico e o zelo para que os objetivos fundamentais da Igreja sejam alcançados. Na prática vemos que: 1º. Os Sínodos ainda estão recorrendo muito aos órgãos centrais, quando as dificuldades surgem.
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2º - Na estrutura central ainda está muito forte a tendência de criar Conselhos, Comissões e Departamentos Nacionais, de cima para baixo, quando a intenção, implícita nos documentos, é a inversa. 5. Um apelo à unidade. Protegendo a nossa Igreja. Ef 4.3: O Espírito Santo nos une na Paz, e devemos nos esforçar para mantê-la. A perfeita harmonia numa Igreja é fruto do amor! Cada membro tem a função de proteger a unidade da Igreja. Focar mais no que é comum do que nas diferenças: Partilhamos da mesma salvação, da mesma vida e do mesmo futuro! Como Deus nos criou de formas tão distintas e diversas, devemos apreciar o que Ele fez e ama: a diversidade. Rm 14.1,19; 1 Cor 1.10 e 2 Tm 2.23. Unidade não depende de uniformidade. Para tanto, nosso foco central deve ser o amor. Devemos ser realistas nas nossas expectativas: “Aquele que ama seu sonho de comunidade, mais do que a comunidade cristã em si, se torna um destruidor desta” (Bonhoeffer). De Florianópolis para São Leopoldo, 28 de outubro de 2005.
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Memória Terça-feira, dia 08 de novembro de 2005 O fórum teve início às 08:35h na capela da Casa Matriz de Diaconisas. O Pastor 1º Vice-Presidente Homero S. Pinto acolheu os/as participantes com palavra de saudação. A meditação foi conduzida por uma equipe de estudantes de Teologia (Felipe Buttelli, Anderson Ellwanger, Mônica Erdmann) orientrados para a tarefa pela Diác. Drª. Sissi Georg). A mesma equipe foi responsável pelas meditações matutinas e vespertinas durante todo o fórum. Já no salão do plenário, às 9:05h, o Dr. Darcy Laske, convidado para dirigir o fórum, coordenou a reunião plenária. O P. 1º Vice-Presidente, o Presidente do CI e o Assessor da Presidência trouxeram resumo dos motivos e objetivos do fórum, e comentaram a proposta de agenda (anexa). A seguir, as pessoas presentes se apresentaram nominalmente. Incluindo pessoas que se fizeram presentes após este momento, participaram do fórum: Pelo Sínodo da Amazônia – P. Sinodal Elio Scheffeler; pelo Sínodo Mato Grosso – P. Sinodal Lauri R. Becker e Sr. Ronald Celso Schwebel; pelo Sínodo Espírito Santo a Belém – P. Geraldo Graf e Sr. Orlando A. Hartwig; pelo Sínodo Brasil Central - P. Carlos A. Möller; pelo Sínodo Sudeste – P. Hermann Wille e Sr. Milton Klaesener; pelo Sínodo Rio Paraná – P. Sinodal Nilo O. Christmann e Sr. Nilson Faller; pelo Sínodo Paranapanema – P. Sinodal Werner Brunken e Srª Ana Maria Brackmann; pelo Sínodo Norte Catarinense – P. Sinodal Manfredo Siegle e Sr. Elemar Kroeger; pelo Sínodo Vale do Itajaí – P. Nelso Weingärtner e Sr. Alidor Pieritz; pelo Sínodo Centro-Sul Catarinense – P. Sinodal Edson Saes Ferreira e Sr. Sílvio S. Müller; pelo Sínodo
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Uruguai – P. Ervin Barg, P. Dalcido Gaulke e Sr. Arri Koch; pelo Sínodo Noroeste Rio-Grandense – P. Renato Küntzer e Sr. Jorge L. Funghetto; pelo Sínodo Planalto Rio-Grandense – P. Valdemar Lückemeyer e Sr. Lotário Schemmer; pelo Sínodo Nordeste Gaúcho – P. Guido Broenstrup e Sr. Egon Schwarz; pelo Sínodo Rio dos Sinos – Sr. Helmut Fertsch e P. Carlos E. M. Bock; pelo Sínodo Centro-Campanha-Sul – P. Sinodal Waldir N. Trebien e Sr. Nestor Fischborn; pelo Sínodo Vale do Taquari – P. Irineo Boettcher e Sr. Enio Brune; pelo Sínodo Sul-Rio-Grandense – P. Sinodal Jorge A. Signorini e Sr. Silon J. Pacheco; como representantes indicados pelo Conselho da Igreja: P. Altemir Labes e Sr. Rolf Köhntopp; o Presidente do CI – Luiz A. Eichholz; o Presidente do Concílio da Igreja – Darcy Laske; assessores e convidados – P. Meinrad Piske (a partir do dia 09/11), Sr. Milton Laske, P. Dr. Gottfried Brakemeier (dia 08/11), P. Harald Malschitzky; da Presidência e da Secretaria geral – P. Presidente Walter Altmann (a partir do dia 09/11), P. 1º VicePresidente Homero S. Pinto; P. 2º Vice-Presidente Rolf Schünemann, P. Nestor P. Friedrich; Sr. Carlos G. Bock; P. Johannes F. Hasenack; e parcialmente: Klothilde Wachs, Caroline H. Strüssmann, P. Romeu R. Martini; P. Edson E. Streck; Cat. Haidi Drebes, Diác. Ingrit Vogt, Sr. Amauri J. Ludwig. O Assessor da Presidência apresentou os materiais distribuídos por mail, respectivamente nas pastas; a sinopse das avaliações da estrutura (exceto das que entraram posteriormente) foi elaborada pelo P. Günter Wehrmann (não presente devido mãe enferma). Comentou a sistemática de trabalho em grupos e posteriores resumos para o plenário pelo grupo de sistematização (Carlos A. Möller, Arri Koch e Hermann Wille), prevendo-se para o último dia um resumo geral com propostas de encaminhamento. Carlos G. Bock passou a ler o texto elaborado pelo P. Meinrad Piske (ainda não presente no primeiro dia) sobre o histórico que culminou com a implantação da nova estrutura a partir de janeiro de 1998. A plenária foi interrompida às 10:00h. Às 10:30h, o plenário recebeu instruções para a continuação dos trabalhos em 5 grupos, com a tarefa de refletir, até o fim do dia 08/11, sobre as seguintes questões: 1. O que facilita (em termos teológicos, administrativos e fi-
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nanceiros) a missão da IECLB, nos três níveis, e por quê? - 2. O que dificulta (em termos teológicos, administrativos e financeiros) a missão da IECLB, nos três níveis, e por quê? – 3. Como construir em cima do que está bem, para superar dificuldades existentes? Como consta no programa do fórum, às 18:15h, os/as participantes se reuniram na capela da Casa Matriz para a oração vespertina, a qual foi conduzida, de forma interativa, pelos estudantes de teologia acima referidos. Até às 20:00h, os relatórios dos grupos foram entregues ao grupo de sistematização. Quarta-feira, dia 09 de novembro de 2005 Na capela da Casa Matriz, o dia foi iniciado, às 08:05h, com meditação coordenada pelos mesmos estudantes de teologia. Considerando o tema do fórum (a estrutura da IECLB) foi lembrada a figura do corpo, com a diversidade de membros e funções cooperando em equilíbrio e unidade para os mesmos propósitos. A unidade na diversidade foi ilustrada com pecinhas de cerâmica, de diversas formas e cores, que os/as participantes do fórum escolheram e enfiaram em barbantes. Às 08:30 os trabalhos continuaram na sala das plenárias. Tendo o Pastor Presidente voltado da conferência da Igreja Evangélica na Alemanha com as igrejas parceiras e, depois, da assembléia da mesma (ambos os eventos em Berlim, de 02 a 05/11, respectivamente de 06 a 07/11/05), saudou as pessoas presentes e transmitiu breves informações sobre os encontros com a IEA. A seguir, Darcy Laske convidou o grupo de sistematização para apresentar os resultados dos trabalhos em grupos. Carlos G. Bock projetou e leu sinopse dos relatórios dos grupos. Grupos de trabalho – resultados do 1º dia Introdução Entendemos que a avaliação da reestruturação da IECLB não pode deixar de levar em conta a distribuição geográfica dos membros. Ou seja, sempre precisaremos conviver com realidades distintas. Da mesma forma, na análise, há que se considerar as mudanças na
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realidade brasileira, na conjuntura familiar, por ex., para não concluir que tudo tem a ver com o modelo de estrutura (Grupo 4). 1. O que facilita (em termos teológicos, administrativos e financeiros) a missão da IECLB, nos três níveis, e por quê? Grupo 1 1. A comunidade é a célula vital da missão da Igreja (Const. Art. 3º, 8º e 9º); a nova estrutura aproximou os níveis e a comunidade dispõe do espaço e de canais para participar, integrar-se e decidir. 2. O acompanhamento da atividade missionária é mais próximo do aparelho sinodal e do pastor sinodal. 3. O aumento considerável da participação e presença leiga nos conselhos responsáveis pela missão e administração. 4. Facilita mais se todos contribuem com o dízimo com fidelidade. 5. A estrutura tem mais transparência administrativa. Grupo 2 1. A mudança na estrutura foi positiva. Ela também alterou as questões administrativas. O pastor regional era apenas um repassador/secretário, muitas vezes tendo mera função de arrecadador de finanças. Por outro lado, o pastor distrital também não conseguia fazer o trabalho de acompanhamento pastoral aos obreiros/as e às comunidades, pois tinha comunidades para pastorear. Tirando uma instância (Região/Distrito), ficou menos burocrático. 2. Na nova estrutura o pastor sinodal consegue estar próximo das comunidades. Criou-se uma relação onde o ser humano é prioridade. Tem-se a impressão de que o Pastor/a /Sinodal rompeu com o modelo anterior. Há aproximação com as comunidades/paróquias e com os obreiros/as. 3. Percebe-se que houve um crescimento das despesas a partir da nova estrutura. Ela não ficou mais barata como em prin-
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cípio se havia pensado. Por outro lado verifica-se um crescimento na arrecadação a partir do modelo da nova estrutura. Apesar do aumento das despesas percebeu-se que as receitas foram bem superiores. Os sínodos passaram a assumir a administração, bem como se responsabilizar por ela. Por outro lado sente-se que está começando a haver uma sobrecarga nas questões administrativas em detrimento da pastoral. Cada vez surgem mais conflitos teológicos e questões jurídicas que absorvem as forças do sínodo. Falta compreender e clarear o que o sínodo pode e deve fazer. A nova estrutura clareou entre o modelo congregacional e o episcopal, embora na prática muitas vezes se esteja praticando uma ou outra forma. Há comunidades que assumem a prática congregacional, e há obreiros/as que assumem papel episcopal. Percebe-se que ainda existem sinais de “vícios” da cultura e forma estrutural antiga. Muitos pastores/as cresceram sendo “autônomos” e hoje têm dificuldade de se adequar ao modelo sinodal, que preza pelo coletivo e comunitário. Estes resquícios podem colocar a estrutura em perigo? Não, mas é necessária esta percepção. É necessário investir em educar para uma nova realidade. Qualquer processo de mudança é lento nas bases. Talvez a maior tarefa da nova estrutura seja criar um espaço educativo com as lideranças. São elas as guardiãs da confessionalidade e das grandes decisões (ex. 2/3 do Conselho da Igreja são leigos, não-obreiros). A vida da IECLB, suas decisões e suas opções ficaram ao alcance dos seus membros. Eles é que determinam os rumos e prioridades. A nova estrutura facilita com que haja um melhor acompanhamento para descobrir os nossos problemas, dores e acertos. Isto possibilita a descoberta de ênfases e tratamentos. Consegue-se ver com clareza as paróquias que crescem, as que regridem e as que estagnam.
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9. A mudança de cota para dízimo é uma preocupação, embora seja anterior à nova estrutura. Percebe-se que ainda não há clareza completa. A opção pelo dízimo precisa ser aprimorada. Há a necessidade da comunidade/membro ser educado/ensinado e motivado a assumir esta opção como parte da sua fé. Também se constata que onde existe transparência há motivação. 10. Ponto positivo é a comunicação. Os sínodos têm investido nas mais diferentes formas de comunicação com as suas comunidades/ paróquias/ obreiros/as. As pessoas ficam sabendo do que ocorre no sínodo e na IECLB. Tem despertado um sentimento de “estar em casa”. Talvez a IECLB nunca tenha estado tão perto dos seus membros como agora. 11. Podemos dizer que hoje somos Igreja dos membros. O número de pessoas que estão envolvidas no sínodo é um termômetro de que a reestruturação alcançou o seu objetivo. Apesar das dificuldades ou das inseguranças que podemos sentir não queremos voltar ao modelo antigo. Grupo 3 1. A nova estrutura recuperou a operacionalidade da igreja, pois estava esfacelando. 2. Diminuiu o clima de tensão e de disputa de poder. 3. A atual estrutura possibilita a participação mais intensa dos membros não-obreiros/as. 4. A estrutura conferiu aos membros não-obreiros/as a força da decisão e definição. 5. A participação mais qualificada vem acontecendo gradativamente. 6. A estrutura possibilita a integração do administrativo e missionário. 7. Melhorou a transparência – há mais proximidade entre as instâncias. 8. Houve descentralização das decisões. 9. Clarear o que é vocação x profissão.
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10. Nos documentos as funções estão bem claras. 11. Nas comunidades/paróquias aumentou a participação da mulher. 12. Planejamento e formação voltados para as comunidades é possível e vem sendo realizado. Grupo 4 1. Especialmente nos sínodos com área geográfica menor a nova estrutura facilitou a proximidade e a participação de lideranças leigas nas instâncias sinodais e da IECLB, com inversão de representatividade na proporção entre obreiros e leigos (ex: Concílio). 2. Neste sentido, os sínodos mais ao sul foram mais beneficiados, enquanto os sínodos mais ao norte não perceberam mudanças tão significativas em relação à estrutura anterior. 3. É positivo que, mesmo de forma tímida, a Constituição da IECLB deixou espaço para que os sínodos, onde as distâncias são maiores, pudessem se reunir em Uniões Paroquiais (UP) e Núcleos; sem esta possibilidade teríamos empobrecido. 4. Os sínodos com boa estrutura (também financeira) conseguem investir na formação teológica dos seus membros, por ex., com assessores na área da formação. No tempo das Regiões Eclesiásticas (RE) isto era mais difícil. 5. Os Distritos Eclesiásticos desenvolviam atividades mais “autônomas” e, muitas vezes, positivas. Onde os sínodos conseguem assumir e dar conta da tarefa de coordenar estas atividades há um ganho em direção à unidade. 6. É positivo que a nova estrutura escancarou a nossa deficiência no trato teológico do assunto finanças/contribuição. 7. Ainda que se tenha dificuldade com a sistemática do dízimo, a forma como tal ajudou a lidar com o problema financeiro. 8. Os sínodos têm mais possibilidade prática do que as REs para captar recursos, via paróquias e comunidades, e inves-
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tir em iniciativas missionárias. 9. É importante que esteja acontecendo o incentivo para a cooperação e proximidade entre os departamentos de diaconia, catequese e juventude. Grupo 5 1. Com a reestruturação obteve-se um ganho significativo nos sínodos, pois deu maior agilidade no encaminhamento das questões financeiras e administrativas. 2. Fortalecimento da participação e capacitação da liderança leiga. 3. Projetos missionários não podem ser implementados de cima para baixo, pois correm o risco de não obter êxito junto às comunidades. Talvez isso seja um entrave para que o PAMI fosse mais assimilado nas bases comunitárias. 4. Não há clareza suficiente quanto às competências do Presidente da Assembléia Sinodal, Presidente do Conselho Sinodal e do Pastor Sinodal. 2. O que dificulta (em termos teológicos, administrativos e financeiros) a missão da IECLB, nos três níveis, e por quê? Grupo 1 -
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Ineficácia da comunicação e encaminhamento de material à liderança da comunidade. Estrutura é boa, mas o “operador” da estrutura é falho e/ou indefinido nos três níveis. Porque faltou melhor preparação do responsável dentro da estrutura. Carência de espiritualidade no administrar o ser igreja. Falta de clareza quanto à função que cada um tem: p. ex. o representante da paróquia no conselho sinodal. Suporte financeiro insuficiente, apesar de o sistema do dízimo ser método mais justo de arrecadação. Liderança desleal (tanto em nível de obreiros/as como de liderança leiga).
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A nova estrutura apostou nos leigos. O que se quer é que os mesmos estejam preparados. Mas é difícil ver as pessoas terem tempo para assumir o seu papel. Ou seja, favoreceu-se na estrutura um número maior de leigos, mas ao mesmo tempo em que se deu o espaço não se deu o instrumental necessário através do processo de formação. A estrutura exige lideranças competentes. Os obreiros/as têm dificuldade em trabalhar coletivamente numa visão sinodal. Muitas vezes estão isolados. Na maioria das vezes têm dificuldade na formação de liderança. Eles investem no assistencialismo, mas não trabalham as lideranças. A estrutura foi cooptada/apropriada pelo modelo antigo. Em muitos momentos os sínodos não estão sendo pró-ativos. A função do sínodo é gerar propostas e projetos de missão. É oferecer a criatividade do novo e a superação da estrutura antiga. Os documentos normativos dão poder às comunidades; por outro lado elas são insurgentes. Administrativamente as comunidades são autônomas, mas confessionalmente estão ligadas. Os obreiros têm que ter a iniciativa da liderança confessional. Isso parece não estar tão claro. Neste aspecto a estrutura precisa zelar para que comunidades e obreiros/as permaneçam dentro da confessionalidade. O modelo de formação, de cima para baixo, não está dando certo. Ele vem determinado e não leva em conta as realidades das comunidades. Como chegar até elas? A liderança leiga, que vem com conceito do mercado de trabalho, está mais exigente e “contaminada” por conceitos administrativos da globalização. Por outro lado, os/as obreiros/as vêm dos centros de formação com conceito de voluntariado. Na relação com estas lideranças os obreiros levam desvantagem.
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A nova estrutura tem mais dificuldades para manter a unicidade orgânica e teológica. Falta preparo de pessoas para assumir cargos e funções. Na pauta dos conselhos há muita carga burocrática. Pouca iniciativa no planejamento missionário. O normal é dar ênfase ao administrativo-material. No primeiro momento, após a aprovação da nova estrutura, houve um vazio entre comunidades/paróquias e sínodo. Ainda existem dificuldades no cumprimento das obrigações. Ex.: A participação de obreiros em conferências. Há paróquias com visão por demais congregacionalista. Fazem o controle do/a obreiro/a como sendo exclusivamente seu. Preocupa a questão se os obreiros continuam com a liberdade da voz profética. O lado financeiro – cotação das moedas e produtos – custos administrativos. Na prática falta uma melhor definição das funções (poder e dever). Precisamos ter o jurídico-doutrinário menos burocrático e oneroso. A comunicação via internet congestiona – como lidar com isto? Cumprir as funções, conforme documentos, parece impossível, devido à incompatibilidade com a vida profissional. As pessoas em geral têm dificuldade de tempo e capacidades (qualificação) para assumir cargos. Na estrutura (IECLB) diminuiu a participação da mulher. Como será a transição em 2006/2007? Parece que em muitos aspectos estamos na nova estrutura com a cabeça da velha estrutura.
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Os pastores sinodais, sem assessoria específica, têm dificuldade em corresponder ao seu papel. Os/as obreiros/as percebem, em várias situações, que não têm no Pastor Sinodal o ombro amigo. Pelo envolvimento do Pastor Sinodal com assuntos administrativos temem que o uso da “lei” predomine. O P. Distrital era mais companheiro e amigo. No entanto, também aqui o elemento humano pode ser determinante: pastores sinodais podem ter mais dificuldade ou facilidade para lidar com suas atribuições. Também há obreiros/as que querem apenas o ombro amigo e evitam qualquer questionamento. Há temas que deveriam atingir de forma transversal toda a IECLB, mas que não são assumidos por todos os sínodos, paróquias e comunidades É um dos fatores que, em parte, compromete a unidade da IECLB. A existência de três centros de formação traz dificuldades, porque falta um compromisso mais claro com a IECLB; além disso, há prejuízo quando o ministério é assumido como profissão, e não como vocação. Temos dificuldade na formação de lideranças. Como estas estão tendo mais espaço, há pessoas não preparadas assumindo tarefas essenciais. Constatação: Na prática a paróquia, não a comunidade, continua sendo o contato com sínodo e IECLB.
Conceito de missão – abrange tudo que acontece na vida eclesiástica que se faz no cotidiano. Na reestruturação foram contempladas prioritariamente as questões administrativas e organizacionais, não tendo as questões teológicas como enfoque fundamental. No tempo dos distritos eclesiásticos os obreiros tinham maior participação no planejamento e nas decisões.
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Na estrutura atual ganharam agilidade o setor organizacional e o administrativo. Com a criação dos sínodos, as distâncias marginalizaram muitas vezes comunidades ou paróquias mais afastadas da sede administrativa dos sínodos. Com a criação dos 18 sínodos corre-se o risco de se constituírem pequenas “igrejas territoriais”, caso haja um direcionamento teológico não condizente com a preocupação com a unidade da IECLB. A reestruturação aumentou a angústia dos obreiros e das lideranças em torno das questões teológicoconfessionais. A nova unidade sinodal não reflete a unidade confessional. A nova estrutura promoveu o fortalecimento da paróquia, que, ao estar sob determinada linha teológica, facilitou o surgimento de orientações diferentes causando cismas e divisões principalmente pelo movimento carismático na IECLB. Observamos que o movimento carismático acontece aquém da realidade comunitária e prescinde dela. Em relação ao Ministério Compartilhado, por não ter sido implementado de forma igualitária, aconteceu atrofia, por exemplo, da catequese na igreja, dificultando a formação de lideranças e o surgimento de comunidades mais vivas. Há falta de uma política na formação de obreiros nos três centros que contemple o perfil necessário para as comunidades. As comunidades muitas vezes também não estão preparadas para realizar uma avaliação criteriosa no decorrer do desempenho ministerial.
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3. Como construir em cima do que está bem para superar dificuldades existentes? Grupo 1 -
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Contínua formação de liderança leiga, a começar na comunidade. Valorização permanente do sacerdócio geral de todos os crentes. Formação continuada de obreiros/as. Que a cada nova gestão sinodal, a IECLB promova seminário de capacitação do grupo. Que o representante da paróquia no conselho sinodal seja membro da diretoria da paróquia (além de membro do conselho paroquial). Aplicação do sistema “oferta de gratidão” (dízimo) também nos níveis de comunidade/membros. Aperfeiçoamento de uma “teologia de envio” (p. ex. comunidade elege 2x – IECLB envia 1x). Que o envio e/ou suprimento de vaga ou ocupação de novo campo obedeça ao critério da necessidade específica de voz profética da igreja em determinado local, levando-se em conta os desafios característicos do local.
Investir no ser humano. Aproveitar lideranças para a formação das próprias lideranças. Valorizar as construções locais. Entender que os de “fora” não trazem a “chave”. Construir missão a partir do respeito à história da igreja. Não ser permissivo. Reiterar a atenção às comunidades. Não ignorar a nossa história, mas dar continuidade com criatividade. Construir/edificar igreja significa sempre estar exposto a riscos.
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Os movimentos precisam trabalhar para o mesmo fim. Há necessidade de consolidar a unidade. Continuar a caminhar com os movimentos dentro do mesmo espírito. Precisamos voltar os olhos para um conteúdo e não para uma plataforma. É necessário clarear qual o conteúdo a ser preservado. É necessário desarmar os ânimos. Crescer em todos os âmbitos.
Dar ênfase num processo contínuo de formação. Fomentar comunidades inclusivas. Cada sínodo dê oportunidade aos obreiros/as para especialização em temas para abordagem nas atividades do sínodo. Oportunizar assessorias de obreiros/as e não obreiros/ as nos sínodos. Há uma grande potencialidade e riqueza. Incrementar programas via internet e rede. Oferecer e oportunizar formação à distância. Usar mais a comunicação eletrônica para debates e informações. Assumir autoridade. Construir um modelo baseado no respeito e no amor. Construção coletiva é fundamental. Aproximação entre obreiros e presbitérios – buscar a ajuda e cobrança mútua. Há muitas iniciativas com cursos, formação e faz-se necessário planejar e ampliar ofertas visando o crescimento da comunidade. Procurar todas as faixas etárias. Avançar na construção do aconselhamento diaconal. Construir modelo mais solidário na gestão financeira. Cativar para contribuição voluntária maior. Solidariedade entre sínodos. Melhor aproveitamento dos espaços físicos (pavilhões, salões, salas...) para a vida comunitária e missionária.
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Na área financeira: valorizar/encaminhar Fórum Fé, Gratidão e Compromisso. Importante a elaboração de material simples, com fundamentação bíblica, para a abordagem do assunto. Quando há proposta, a comunidade caminha junto; isto se percebe, por ex., quando uma oferta é bem motivada. Insistir em planejamento estratégico em todos os níveis. Maior divulgação nas comunidades a respeito da estrutura e do que se passa na IECLB. Priorizar, com motivação, a formação de lideranças. Urgência na disponibilização do Manual de Presbíteros revisado. Quando os membros têm boa formação teológica, a contribuição por gratidão virá como conseqüência. Centros de formação: Presidência da IECLB compartilhe com as direções dos centros de formação as lacunas percebidas nos/as obreiros/as egressos, com vistas ao desenvolvimento da missão e da unidade da IECLB. É importante apostar ainda mais na transparência, para que os membros se conscientizem da “utilidade” do sínodo e da IECLB.
Clarear e definir as prioridades comunitárias observando a respectiva realidade sinodal, através da metodologia do planejamento estratégico. Criar parcerias e promover intercâmbios de práticas entre os sínodos. Reconhecer a autoridade do pastor sinodal e das demais lideranças sinodais. Qualificar as relações entre obreiros e lideranças. Recuperar a discussão sobre a pastoral urbana; Reavaliar a implementação de uma secretaria de mis-
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são com a incumbência de articular a ação missionária da IECLB, e ajudar a criar uma rede de informações confiáveis. Reavaliar o processo de alocação dos recursos humanos (obreiros/as) usando-se critérios de adaptação do perfil necessário para o campo de trabalho.
Abriu-se um espaço para debate sobre a sistemática do trabalho. Manifestações: os relatórios dos grupos trouxeram um primeiro diagnóstico. Até o último dia podem surgir mudanças e um afunilamento para outras ênfases. Por isso, talvez não seja prudente já distribuir os relatórios na íntegra e o resultado provisório, sistematizado, do primeiro diagnóstico. Mas ao longo do debate ficou evidente que vários/as participantes queriam ter em mãos o material todo dos grupos, não só o resultado sistematizado. Posto em votação, a maioria optou por poder dispor dos relatórios na íntegra. Foi descartada a proposta de já compartilhar o material provisório via internet, já que o fórum estava ainda num processo de interação, à busca de melhores definições. Após um intervalo, o plenário voltou a reunir-se às 10:25h, quando o coordenador passou a palavra ao P. Dr. Gottfried Brakemeier. Este apresentou a palestra O projeto IECLB – avaliação, controvérsias e propostas, basicamente na forma do texto previamente distribuído. Após, o coordenador agradeceu ao palestrante e o plenário o secundou com aplauso. No debate, a seguir, sugeriu-se acrescentar, no final da p. 6, “e/ou das lideranças leigas”. Expressou-se apoio à proposta de transformar o Nossa Fé-Nossa Vida em instrumental para promover o sacerdócio geral de todos os crentes. O P. Presidente relatou algo do grupo que se reuniu em São Luís/MA, o qual, entre as ofertas do mercado religioso, manifestou opção preferencial pela IECLB, justamente devido a suas características de igreja aberta, que valoriza a palavra e o serviço e que aposta na capacidade de decisão dos seus membros. O Presidente do Conselho da Igreja trouxe exemplo da celebração dos 90 anos da comunidade de Cruz Alta/RS: 9 denominações estiveram representadas, e no coral da
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comunidade participam pessoas de sete denominações diferentes; a palestra mostrou uma igreja com capacidade de discernimento, que sabe fazer crítica e autocrítica. Outras manifestações: ref. às “tendências mercadológicas” (na passagem da pág. 7 para p. 8), levantou-se a pergunta se a IECLB, ao lado da palavra, não deveria valorizar mais o sentimento, o ombro amigo e o abraço; e se não é por isso que movimentos e igrejas com outras propostas têm sucesso; o conceito de palavra pode ser ampliado também para a imagem, visualizada. O palestrante respondeu que a ênfase na “Igreja da Palavra” de fato pode tornar-se estéril; precisamos mais que verbalismo só acústico; gesto também é palavra; palavra precisa tornar-se corpo, acontecer, responder a expectativas reais; mas cuide-se para que as imagens tenham algo essencial a dizer, e não só provoquem emoção; também a música é importante mensagem estética. Com relação às instituições de formação (final da pág. 8) perguntou-se se estas têm consciência da “diversidade legítima”, se cooperam em “conciliar as diferenças”, ou se estão querendo uniformizar obreiros e membros segundo uma linha própria de pensamento; sugeriu-se que a questão das linhas teológicas das casas de formação seja aprofundada em outro fórum. A proposta de dar maior atenção às casas de formação recebeu apoio do Sínodo Paranapanema ao informar que estudantes da FATEV só participam de atividades em duas das comunidades da IECLB existentes em Curitiba. Com relação ao perfil das comunidades (pág. 3) alguém propôs descontaminar ou desonerar o olhar para a comunidade da tendência do relacionamento institucional, ao que o palestrante admitiu que a gratidão pela existência, por muito amor e trabalho fiel das comunidades poderia ter sido melhor expresso. – Após o debate, seguiram comunicações sobre questões de ordem: o P. Presidente pediu aos Pastores Sinodais reunirem-se com ele das 13:20 às 13:45h. Houve intervalo para almoço às 12:00h; continuação do trabalho em grupos a partir das 14:00h, para aprofundar a reflexão sobre uma visão eclesiológica comum a partir das perguntas: 1. Qual é o perfil de comunidade evangélica de confissão luterana? 2. Como liderar comunidade evangélica de confissão luterana? O trabalho
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em grupos continuou até o intervalo da tarde às 15:45h. Depois, a partir das 16:20h, o fórum se reuniu em plenária para ouvir os relatórios dos grupos. Trabalho em grupos – relatórios do 2º dia 1. Qual é o perfil de Comunidade Evangélica de Confissão Luterana? Grupo 1 - Artigos 8 e 9 da Constituição da IECLB e Art. 3 do Regimento Interno. - Comunidade que se reúne em culto e é acolhedora. - Comunidade terapêutica que prega, ensina e cura (Mt 4.23). - Que vive o batismo e o arrependimento (primeira tese de Lutero). - Que pratica também a unção (textos bíblicos) como sinal visível da graça. - Onde os leigos também assumem a meditação, a oração, a visita, e promovem a festa da vida. - Que assume seu papel educador e acolhedor da igreja diante das vítimas de álcool e drogas. - Que ajuda e incentiva o membro se integrar e cumprir suas obrigações. - Que tem para o culto tempo definido de início e término. - Que é coerente e que chama à responsabilidade para a ética na vida e faz o que prega. - Que torna visível a sua credibilidade no comércio e com isso permite que um ‘pastor luterano’ tenha aprovado um pedido de crédito. - Que elabora material compatível com a realidade do jovem, o qual precisa de vivência do que aprende. “Eu aprendi aquilo que me tornei”. - Que investe na formação musical onde o pastor arrebanha pessoas para a música e não é, necessariamente, o músico. - Que considera, conforme o PAMI, a proporção de 400 famílias / 1000 pessoas para um obreiro.
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Grupo 2 - Que estuda o Nossa Fé - Nossa Vida. - Que acolhe na fé (Rm 14.1,10). - Zela pela pregação clara e com conteúdo. - Expressa profunda devoção. - Procura falar às faixas etárias e sabe lidar com a diversidade. - Que expresse uma identidade de norte a sul. Tenha uma identificação mesmo com diferença (sentir-se em casa). - Caminha junto através do sacerdócio geral. Exercita o respeito e a aceitação do outro. Todos somos parte do corpo (não a dicotomia entre salvos e não-salvos – Rm 12 e 1 Co 12). Que acolhe a graça de Deus e que aceita o outro como Deus aceita a cada um de nós. Comunidade onde Deus vem ao nosso encontro. - Tem Jesus Cristo como o centro. - Tem/usa elementos litúrgicos (Trindade, Credo, Pai-Nosso, Confissão de pecados). - Mostra clareza e motivação com contribuição/dízimo. - Definir os elementos que são essenciais na compreensão teológica que investem nos vínculos relacionais. - Deve haver pluralidade. - Deve haver limites – o amor que reconcilia e perdoa a todos. Deus da graça. - Os documentos normativos deverão ser estudados. Fazêlos em formato popular para distribuição. - Estudar os documentos normativos com as comunidades e paróquias sob a coordenação e supervisão do sínodo. Grupo 3 - Marca presença com um lugar para celebrar, cantar, para reuniões. Lugar para celebrar, participar e viver os sacramentos. O luterano busca a sua igreja, com a qual ele se identifica. Nas comunidades evangélicas luteranas a boa pregação, o aprofundamento, é fundamental e parte central na definição do perfil.
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Temos um jeito de ser cristão, de viver a fé. Nos caracterizamos por termos conteúdo (Palavra – Evangelho). As comunidades, além do jeito, do fundamental (Palavra, Sacramentos), têm a pluralidade, e precisamos saber conviver com o diferente. Comunidade evangélica luterana vibra com a descoberta da Palavra. A espiritualidade luterana tem base firme – presente na dor (morte) e na alegria. Não há lugar para o artificial, mas para o real. Partimos do contexto, da situação. Somos comunidade aberta para as diferenças, é possível celebrar com novas formas litúrgicas, sem deixar o essencial – o básico (Palavra, sacramentos e elementos litúrgicos). É comunidade de membros, que acompanha a pessoa desde o nascer até o sepultamento e inclusive no luto. Somos comunidade de membros que anuncia o Evangelho, sempre, em todas as situações.
Grupo 4 a) Constatação da realidade comunitária: - Não é uniforme; tem diversidade de tradição teológica. - Ainda étnica. - Espera atendimento (do/a obreiro/a). - Ainda centrada na visão de família nuclear/família-membro. - Tende à elitização. - Há fidelidade e dedicação de membros. - Contribuição por obrigação (igual valor para os não-iguais). - Significativa secularização, com frágil conhecimento bíblico e também frágil exercício diário de espiritualidade / meditação.
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b) Comunidade adulta: Considera recursos pedagógicos e didáticos para apropriação da Bíblia.
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Pessoas preparadas para dar razão da fé e da esperança. Que se pergunta de como pode acolher as pessoas no seu meio. Lideranças preparadas para servir (não ser servido e não servir-se da comunidade!). Contribuição por gratidão e proporcional. Pratica a diaconia: serviço e solidariedade a partir da fé. Valoriza os dons: pessoas certas no lugar certo com tarefas concretas. Culto e espiritualidade contagiantes. Participativa, confessional e ecumênica. Focada nas pessoas.
Grupo 5 - Muitas vezes ainda muito étnica. - As comunidades são pesadas. - Bom acolhimento, mas não há acompanhamento dos acolhidos. - Dificuldades no acolhimento dos diferentes, principalmente na questão étnica (racial). - Em algumas comunidades o culto não tem uma estrutura confessional luterana; muitas vezes, assistindo ao culto, o luterano não se sente em casa. - Perfil desejado é uma comunidade acolhedora, inclusiva, leve, entusiasta e evangelizadora. 2. Como liderar Comunidade Evangélica de Confissão Luterana? Grupo 3 - Liderança coordena, planeja participativamente (participação dos membros). Não é possível privatizar a comunidade. A liderança é para a comunidade toda. Não dar valor para uma pessoa deixando outras de lado. - Jesus Cristo não quer consumidores. Não coordenar para o
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mero consumo, mas para a vida adulta na fé. Liderança busca a união dos membros (símbolo do pastor de ovelhas – rebanho), evitar que o estranho espante – desuna. Animar para o sacerdócio. As lideranças precisam zelar pelo administrativo melhor do que de uma empresa privada e para a finalidade da missão. Liderar com ânimo, com alegria (vale para obreiros e nãoobreiros). Nós cremos no Senhor da seara e bem por isso vamos para a grande seara com alegria. Nós trabalhamos e servimos a Ele. Liderança que oportuniza e cativa para a participação ativa. Há muitos exemplos de pessoas que assumiram tarefas após ser dada a oportunidade. As pessoas precisam ser valorizadas, levadas a sério nas suas capacidades.
Grupo 4 - Entendendo o exercício da liderança como serviço. - Liderança participativa e com clareza teológicoconfessional. - Democratização no exercício da liderança. - Testemunho com convicção e coerência. - Sensibilidade com a diversidade, com vistas à sua contribuição no corpo para a missão da igreja. - Liderança com transparência em todos os sentidos. - Urgente diálogo permanente da direção da igreja com movimentos e centros de formação. - Líderes que priorizem a formação de outros líderes. - Obreiros/as motivadores/as de dons. Grupo 5 - O perfil da comunidade passa pelo planejamento estratégico. - Trabalhar em equipe sintonizada – integração entre obreiro, presbitério/conselho paroquial, departamentos da comunidade.
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Pastor motivador. Culto como carro-chefe.
O coordenador do fórum, Darcy Laske, abriu espaço para debate. Manifestações: os relatórios retratam diferentes níveis – tanto o que temos como o que gostaríamos de ter, sem dar perfil real do ideal. De fato, as comunidades têm perfis diferentes, e isso dentro de uma mesma paróquia. Mas que é o básico, desde o batismo até o sepultamento? O acompanhamento às pessoas e o jeito de liderar devem transmitir algo da alegria de participar na grande seara do Senhor, nos mais diferentes contextos. As lideranças devem cuidar de ter espaços adequados para as diversas atividades, p. ex. o culto infantil. Devemos saber dizer em coerência pedagógica, bíblico-teológica, mas em língua cotidiana, quais são os elementos norteadores que caracterizam a convivência confessional, o “condomínio” de Comunidade/Sínodo, o que vem a ser a “cesta básica” luterana. Ao que P. Brakemeier respondeu que o denominador comum da confessionalidade deve ser traduzido na prática, no dia-a-dia. É uma questão hermenêutica ampla, a ser atendida por todo um mutirão teológico, que busque subsídios das escolas de formação, distribua tarefas, recolha estudos no nível sinodal, envolva também o carismatismo e outros movimentos; desdobrar o Nossa Fé – Nossa Vida e torná-lo compromissivo, deixando claro o que cabe, e o que não cabe, na cesta básica. Importa repensar conceitos de comunidade e paróquia; ser igreja na cidade tem a ver com eclesiologia; igreja rural não pode simplesmente ser transplantada para a cidade. É momento histórico para a IECLB, ao abandonar sua identidade inicialmente étnica, numa sociedade cada vez mais plural. Precisa aprender a lidar teologicamente com a pluralidade e com a unidade na pluralidade. O Presidente do CI ponderou que na era pós-moderna há processos de desconstrução de valores familiares, tradicionais, de autoridade. Há religiões (como a IURD) e movimentos que acabam com o que era sagrado nas igrejas tradicionais, mas acabam reconstruindo, inclusive recorrendo a valores medievais já superados como relíquias, venda de prosperidade (indulgências), contri-
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buições para grandes templos... Igreja evangélica de confissão luterana precisa avançar sem abrir mão do denominador comum, sem destruir valores da cesta básica, para não ter que reconstruir. Houve apoio a um esforço consciente de segurar o que temos de bom na identidade da IECLB, em meio à pluralidade que vai se acentuando (basta lembrar que o budismo já chegou a Alfredo Wagner/SC). A pastoral urbana já vem sendo discutida há anos, mas não foi implementada por um planejamento estratégico: a partir da cesta básica, quem vai fazer (o quê?) para que isso aconteça? Não faltaram idéias e planos bons como o PAMI; mas não chegam às bases. E as conclusões desse fórum, vão para o Concílio ou para as comunidades? Queremos levar algo para trabalhar? Ou viemos só para trazer? Conforme o P. Presidente, queremos, sim, comunicação e divulgação, e todos poderão sair daqui com material. Logo que houver algo novo, será disponibilizado. Temos que levar isso para os Conselhos Sinodais. Sairão recomendações específicas em termos de estudos teológicos ou questões administrativas. O documento da unidade teve todo um histórico de circulação até ser aprovado por unanimidade pelo Concílio (e depois ainda foi contestado!) O momento é difícil, mas gerador de uma grande vontade de ser IECLB mais autêntica. Outras manifestações: o planejamento terá que ser monitorado. Só jogar materiais provisórios na internet não resolve. Importa buscar metodologias para missão e crescimento, somando forças entre obreiros e não-obreiros. Importância da formação de lideranças, para chegar nas bases; já tivemos um CEM; precisamos de materiais específicos para a formação. O nó está no propósito de chegar a comunidades e paróquias. Qual é o problema estrutural que dificulta isso? Manifestou-se medo com a fragilidade da unidade – estamos construindo 18 pequenas igrejas? Como é possível conseguir a unidade dos sínodos num país tão grande e diferente? Pesam os 150 anos de história no sul; mas na Amazônia surgem comunidades sem qualquer vínculo com tradições de IECLB. Nossa Fé – Nossa Vida serve para alfabetizar luteranos de berço, mas não serve para não-luteranos. A principal atividade na IECLB é a de realizar cultos. Mas onde vamos aprender a ensinar o ABC da
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fé? O foco deve ser deslocado para a qualificação do membro. Se as coisas não chegam às bases, é problema de estrutura ou das pessoas? É das pessoas (principalmente obreiros) que as engavetam. Importa criar mecanismos mais ágeis. Não ter medo de colocar as coisas na internet. O Ministério Compartilhado é o de todos os crentes; as pessoas ordenadas assumam e cumpram seus compromissos de ordenação. Buscamos consensos por convencimento, sem forçar a unidade. O que estará sendo comunicado por quem e para quem? Protagonista é Deus, e as pessoas reagem na fé. A estrutura é posterior ao que já aconteceu. Para as coisas relevantes há disposição para comunicar e compartilhar. A estrutura não é culpada, mas pode ser mecanismo de apoio para o crente. O coordenador lembrou que o propósito principal do fórum foi o de avaliar a reestruturação, não para mudar; encaminhamentos deverão ser vistos no último dia. O P. Altmann expressou agradecimento ao Presidente do CI por sua presença no fórum, e este por sua vez se despediu dizendo o que for produzido pelo fórum vai ser trabalhado pelo CI. – A plenária foi encerrada às 18:00h, seguindo-se a oração da noite às 18:15. Como resultado das meditações participativas anteriores, os estudantes coordenadores das meditações construíram um grande móbile, suspenso no meio da capela. Quinta-feira, dia 10 de novembro de 2005 Início às 08:10h com meditação na capela da CMD, em torno do móbile com estrutura equilibrada, mas solta ao sabor do vento. Os/ as participantes tiveram oportunidade de manifestar seus pensamentos e, como nas demais meditações, incluir motivos de intercessão. Às 08:40h houve reunião plenária. O coordenador convidou o grupo de sistematização para apresentar os resultados produzidos pelos grupos nos dias anteriores. Carlos G. Bock projetou e leu a síntese e prometeu distribuir o texto impresso aos relatores dos grupos para conferência. A Diácona Ingrit compartilhou informações sobre a Área Missionária Sul do Pará (do Sínodo Mato Grosso), lembrando que o projeto é apoiado por um consórcio interno da IECLB (OGA, OASE e Legião Evangélica), experiência nova que pode dar
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bons resultados. O P. Presidente informou que o 1º Dia da Igreja do Sínodo Norte Catarinense, dia 30/11/05, decidiu destinar a coleta de ofertas (R$ 5.000,00) para o novo núcleo de comunidade em São Luís/MA. Às 08:55h foi convidado o Dr. Milton Laske para apresentar sua palestra sobre Centralização e descentralização nos documentos normativos e orientadores da IECLB. O texto básico já anteriormente disponibilizado aos participantes e também projetado foi lido e ampliado com vários comentários adicionais, esclarecendo o que compete à direção da Igreja, em âmbito nacional, o que compete aos sínodos, em âmbito sinodal, e o que compete às paróquias e comunidades, em âmbito local. A palestra foi encerrada com uma análise das dificuldades constatadas na estrutura vigente. Os participantes agradeceram com aplauso e consideraram a palestra de Laske muito esclarecedora para captar a lógica dos diversos documentos; recomendaram que a palestra fosse usada para orientação e capacitação de lideranças em âmbitos sinodal e local. Para este fim, Laske se prontificou a retrabalhar o texto com as emendas feitas durante a apresentação. O coordenador abriu um espaço para debate. Manifestações: as competências nos diversos cargos e níveis nem sempre são claras. Os PPSS correm perigo de serem absorvidos por trabalhos burocráticos. O Conselho da Igreja em parte ainda tem na cabeça o antigo Conselho Diretor. O que cabe a quem (entre P. Sinodal, Presidente do Conselho Sinodal, Presidente da Assembléia Sinodal) precisa ser clareado no processo da caminhada. Sugeriu-se fazer seminário com os novos PPSS e membros dos conselhos sinodais. Perguntou-se se os PPSS não deveriam também estar sujeitos a avaliações, ao que se respondeu que a incumbência de prestarem relatórios de suas atividades seria uma forma de apreciação. A pergunta a quem compete cobrar quando avaliações de obreiros não são feitas ou são feitas de jeitos muito diferentes e questionáveis foi respondida que isso cabe aos Sínodos e que a Presidência está “cobrando” e se empenhando por padronizar as avaliações; cópias das avaliações são enviadas ao Secretário do Ministério com Ordenação. Recomendou-se valorizar o Nossa Fé – Nossa Vida (NF-NV), como guia comunitário que retrata a
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confessionalidade, sem dar-lhe o sabor e a forma jurídicos de outros documentos. Há contradições entre o NF-NV (não analisado por juristas) e alguns documentos normativos; só no NF-NV está escrito que o batismo não pode ser repetido. Perguntado se um novo campo de serviço ministerial sempre necessita de aprovação por assembléia sinodal, Laske respondeu que o processo foi simplificado em Santa Maria de Jetibá, de modo que o Conselho Paroquial pode “decidir ad referendum do Conselho Sinodal, pela criação de novos campos de trabalho nas suas comunidades e na Paróquia, demonstrada a sua viabilidade financeira” e apresentado o respectivo estatuto (acréscimo ao RI, Art. 23, XI). Quanto a vínculos das comissões jurídico-doutrinárias dos sínodos com a Assessoria Jurídica da IECLB foi dito que não existem tais vínculos, mas o assessor jurídico está disposto a participar de alguns seminários com comissões sinodais, sempre após consulta. O debate foi encerrado às 10:35h. Seguiu-se um intervalo e, das 11:00h até às 16:00h, os 5 grupos refletiram sobre as questões constantes no programa (ver relatórios, abaixo). Na plenária da tarde, às 16:55h, os pastores Dr. Lothar C. Hoch e Rolf Rieck transmitiram convites da EST e do Sínodo Rio dos Sinos, (a) para os 120 anos passados desde a fundação do Sínodo Riograndense, evento a ser celebrado em 21 de maio de 2006 no ginásio municipal e no Morro do Espelho em São Leopoldo, (b) para os 60 anos da EST, dia 26 de março de 2006, e (c) para um simpósio acadêmico no 2° semestre de 2006, quando será outorgado o título de doctor honoris causa ao P. Brakemeier. – Ato contínuo, o coordenador do plenário pediu a Carlos G. Bock apresentar os relatórios dos grupos. Os textos foram projetados e lidos como seguem: Quão descentralizada e centralizada deve ser a Igreja nos diferentes níveis (local, sinodal e nacional)? Grupo 1 - Implantar uma política de envio (duas vezes o campo de
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trabalho faz a escolha e uma vez, em conjunto, a direção da igreja e os sínodos), assim como o reenvio priorizando as necessidades missionárias locais. A implementação da atual estrutura será viabilizada pelo conhecimento e aplicação dos documentos normativos existentes e resoluções do Conselho da Igreja. Diante de tantas evidências de falta de ética evangélica, essa Igreja é do Senhor e sobrevive pela graça de Deus. A Igreja precisa ter clareza missionária, visão de estratégia e de planejamento. Refletir mais a prática missionária solidária e buscar fundos para a missão da IECLB. Motivar a solidariedade entre as paróquias na prática da Caixa de Adicionais, hoje exercida no Sínodo Norte Catarinense. Que seja insistido mais na prática de oferta de louvor (contribuição) à sua comunidade (igreja) através da formação e motivação evangélica, no aprendizado de fé, gratidão e compromisso. Procurar meios para que as informações cheguem às pessoas e lideranças responsáveis pelos campos de trabalho.
Grupo 2 - Entendemos que há equilíbrio entre os diferentes níveis da estrutura. A dificuldade está no desconhecimento das responsabilidades e tarefas de todas as instâncias. É necessário que todos conheçam, assumam e cumpram as regras e os regulamentos. Faz-se necessário clarear as competências e atribuições. - Na nova estrutura não há mais alguém que domine, mas há a tentativa de exercitar o amor. Entretanto, para que haja “saúde” no amor é necessário haver clareza nas respectivas competências. Está claro que o poder/autoridade precisa ser exercido de forma harmônica. Este exercício resultará em transparência entre as autoridades e o respeito mútuo.
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Portanto, muitos problemas/conflitos surgirão a partir de uma má gestão das atribuições e competências. Percebe-se que os documentos normativos têm clareza. Dificuldade está na não-observância dos mesmos. O importante é colocar pessoas que estejam preparadas, também convictas, para a sua correta aplicação. As comunidades/paróquias/sínodos precisam observar quem são as pessoas que se colocam nas instâncias decisórias. Deverão ser pessoas preparadas, equilibradas, vocacionadas para o exercício responsável da função. Os eleitos deverão ser reunidos e preparados, em todas as instâncias, para a compreensão da função e para clarear as competências. A recomendação é que em todas as instâncias sejam selecionadas e preparadas pessoas vocacionadas para o exercício dos cargos. O ser humano precisa ser trabalhado e preparado para ser atuante e consciente da sua vocação, serviço e tarefa – não para o domínio, mas para o servir. A pergunta que fica é: como serão alcançadas as pessoas na base a partir do adequado exercício da autoridade? Como as estamos abordando? Estamos nos assessorando por uma equipe multidisciplinar? Que sinais emitimos que inibem o despertamento? Somos chamados a auscultar os dons, descobrir novas lideranças. A aproximação/reaproximação necessita ser leal e transparente. Investir na formação de grupos de lideranças para auxiliar comunidades a serem restauradas. Grupos que auxiliam a “garimpar diamantes” para enriquecer o servir da comunidade. Instrumento de chamado vocacional. Também parceiros no processo educativo (formação) com os que atenderam o chamado vocacional. Prepará-los para que tenham sabedoria e equilíbrio no exercício da autoridade. Sugestão: que se exercite com as crianças, adolescentes e jovens o uso do poder e da autoridade. Por exemplo: em alguma data especial, colocá-las na função da diretoria/presbitério da comunidade/paróquia, etc.
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A descentralização não pode comprometer a unidade. Tudo que não coloca em perigo deve ser descentralizado, deve estar mais próximo da comunidade. Em tudo que há consenso não há dificuldades e necessidade de centralizar. Os documentos normativos devem ser conhecidos de todos, tendo-os como orientadores para a prática, mas não devem estar em cima da escrivaninha e sim na gaveta para serem usados somente quando necessário. Como é bom quando avaliamos os trabalhos e não só o cumprimento das normas e da estrutura! A centralidade da aceitação e aprovação final dos documentos (estatutos das comunidades, paróquias e entidades) é necessária. Há fundamentos da IECLB que não podem ser mudados facilmente, como sacramentos, pregação, base litúrgica ... A formação e missão precisam de unidade, diretrizes em comum, visão estratégica. Faz-se necessário partilhar as iniciativas. Deve haver constante partilha de materiais e iniciativas. É fundamental termos materiais em comum. Ex.: Hinário, subsídios litúrgicos... Exemplo da parreira – videira: tem tronco, ramos e tem necessidade de uma estrutura de apoio. À medida que a videira cresce, a estrutura que a sustenta pode ser maior, e fica escondida nos ramos, folhas e frutos... mas a videira precisa estar bem amarrada, firme, bem unida e sustentada pela estrutura (tronco) para dar bons frutos. A igreja está no mundo... inserida na realidade e toda a inquietude desta realidade do mundo está presente na igreja (e vice-versa).
Equilíbrio – sustentabilidade financeira. - O equilíbrio das finanças vem, somente, com um constante trabalho de conscientização. As pessoas (membros) tendem
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a fazer constante comparação: e perguntam quanto o outro está contribuindo? A contribuição espontânea exige muito diálogo e pessoas adultas na fé. Na contribuição para os sínodos/IECLB (10%) sabemos que ainda temos muito para fazer, pois nem tudo está de acordo com as normas de contribuição. Para melhorar a receita faz-se necessária a formação mais eficaz dos membros e presbitérios na área administrativofinanceira. Lembramos que a formação e a transformação são muito lentas. Os vícios precisam ser trabalhados. Há dificuldades que têm origem climática: seca, vendavais, preços... realidade local. Parece que muitos membros não enxergam a igreja como boa oportunidade para investir, mas investem em clubes, em lazer, prazer e muitas outras possibilidades. Um bom contribuinte é pessoa que administra, tem disciplina e prioriza a igreja porque tem fé. Quem está em atraso com sua contribuição não deveria se excluir e nem ser excluído da participação. Os sínodos têm por incumbência o planejamento missionário e parece que as finanças são buscadas conforme a necessidade. A decisão mais importante no financeiro e atividades (missão, formação) é: “só se cria, faz, quando tiver a fonte dos recursos garantida”. Pergunta: temos um cálculo atualizado e comparativo da atual estrutura para a anterior: sínodos com toda a estrutura funcional, IECLB (nacional)? E de fato o benefício está sendo melhor do que antes? No nosso entendimento é muito melhor. Hoje temos menos reclamações nas comunidades/paróquias do que no tempo das cotas. Precisamos buscar maior solidariedade. Vemos como imperativo buscar novas fontes de receita no universo da IECLB, com empreendimentos, pequenas ini-
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ciativas, campanhas... Temos entidades lucrativas e que poderiam auxiliar? Oferta de outros meios para angariar fundos para projetos da igreja como um todo. Grupo 4 - A estrutura vigente na IECLB, expressa nos diferentes documentos normativos, é equilibrada no que tange à centralização e descentralização. Neste aspecto, constata-se que o sínodo exerce um papel essencial de intermediação entre a comunidade e a direção central. O que falta são ajustes e complementações práticas para algumas situações específicas, assim, por ex., no EMO. O modelo híbrido, entre congregacional e episcopal, com eleições para todos os níveis, com apenas uma possibilidade de reeleição, assegura um saudável exercício de democracia e autoridade. - Em todo o caso, faz-se necessário um constante processo de informação e formação das lideranças, visando uma melhor capacitação e instrumentalização para o exercício das diversas funções. - Neste sentido, um aspecto fundamental é o de clarear competências, principalmente nas funções de significativa interdependência, por ex., Pastor Sinodal e Presidente Sinodal. - A eficácia do modelo de estrutura depende em muito de que os procedimentos previstos sejam feitos a seu devido tempo; por ex., quando da troca de obreiro/a em uma paróquia. - Ainda que o modelo de estrutura limite a participação de lideranças leigas de alguns perfis profissionais, é difícil vislumbrar um modelo de estrutura que supere o problema. Por isso, a organização, o desprendimento e algum grau de sacrifício continuarão sendo necessários e indispensáveis. - Constatamos que os critérios para as indicações dos representantes das paróquias para o Conselho Sinodal e dos representantes do sínodo no Conselho da Igreja, por vezes,
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dificultam a composição das diretorias (dons, distâncias, etc). De forma semelhante, a representatividade das comunidades nas assembléias sinodais deveria contemplar pessoas engajadas no trabalho comunitário. Grupo 5 - A descentralização deve ser promotora da liberdade para a comunidade realizar a missão de forma dinâmica, criativa, zelosa pela unidade e confessionalidade luterana. - A centralização deve ser equilibrada de modo que garanta a missão da comunidade nos diversos níveis. No debate a seguir, o P. Presidente chamou atenção para a situação financeira preocupante da IECLB. A automanutenção só pode ser conseguida com maior esforço de arrecadação no espírito do Fórum Fé, Gratidão e Compromisso. Sem ser um muro de lamentações, esse fórum constitui a chave espiritual para vencer os desafios. Às 17:15h, os grupos se reuniram para a tarefa de formular propostas e recomendações finais, encaminhando-as ao grupo de sistematização até o fim da tarde. Os trabalhos foram encerrados às 18:30h com a oração da noite e, no lugar da janta, houve churrasco de confraternização no “Galpão da EST”. Dia 11/11/2005 – sexta-feira Após a meditação, o plenário se reuniu às 08:50h, coordenado por Darcy Laske. Os representantes do Sínodo Mato Grosso homenagearam o P. Johannes F. Hasenack com a entrega de um trabalho artesanal (rancho de madeira) feito em Porto Gaúchos/MT, onde Hasenack teve seu primeiro campo de trabalho em 1957, como pastor do Sínodo Riograndense, quando ainda aquela comunidade era a única da IECLB a oeste-norte do Rio Paraná; fundada em 1956, ela poderá celebrar seu cinqüentenário em 2006. O P. 1º Vice-Presidente relatou como transcorreu a assembléia da comunidade carismática de Mathias Velho/Canoas/RS, da qual participou, na noite anterior, e onde a maioria das pessoas presentes,
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juntamente com o P. Paulo G. Böhm, decidiu por desfiliar-se da IECLB. Às 09:00h, os grupos se reuniram pela última vez, agora com a tarefa de definir cinco recomendações que considerassem as mais importantes, passando-as ao grupo de sistematização antes do intervalo das 10:00h. Novamente em plenário às 10:45h, Carlos G. Bock apresentou ao fórum um resumo provisório das propostas priorizadas, em oito eixos. Introdução Entendemos que a avaliação da reestruturação da IECLB não pode deixar de levar em conta a distribuição geográfica dos membros. Ou seja, sempre precisaremos conviver com realidades distintas. Da mesma forma, na análise, há que se considerar as mudanças na realidade brasileira, na conjuntura familiar, por ex., para não concluir que tudo tem a ver com o modelo de estrutura. 1º Eixo - Missão · Comunidade, pessoas como foco – recomendar palestra de Brakemeier para estudos em conferências de obreiros e na capacitação de lideranças (grupo 4); comunidade adulta. · Fomentar a consciência e vivência do batismo com vistas à maturidade para a missão, que tenha como ponto de partida a missão com a criança. (grupo 1) · Implementação de uma secretaria de missão (grupo 5); fundo nacional para missão em âmbito nacional. 2º Eixo – Formação: capacitação de lideranças · Base Bíblica, Manual de Presbíteros (urgente) e Nossa Fé, Nossa Vida (grupo 4). · Que se fomente uma discussão acerca dos currículos dos centros de formação, tendo-se em vista as necessidades da IECLB. Que a IECLB enfatize junto aos centros de formação a necessidade de se promover uma formação acadêmica integral. A IECLB deverá exigir que os cen-
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tros ofereçam opções de formação teológica/prática complementar, ao lado do currículo, específica para os que almejam ingressar no ministério da Igreja (grupo 1). Promover a formação/vocação com ênfase na identidade, compromisso, co-responsabilidade, tarefas e competências. Difundir uma maior familiaridade com as normas e os documentos (grupo 1). Estimular nas Comunidades um processo de formação que visa uma vivência do Sacerdócio Geral. Investir na formação contínua visando uma Comunidade adulta (grupo 2). Formação e preparação de lideranças para o adequado exercício das funções e responsabilidades (grupo 2). Em relação aos centros de formação deverá haver proposição quanto aos conteúdos programáticos adequados as necessidades das comunidades e da Igreja como um todo (grupo 2). Fazer multiplicação das conclusões do Fórum, da palestra do P. Dr. Brakemeier e da palestra do Dr. Milton. Estes materiais deverão ser estudados nas comunidades (grupo 2). Formação contínua de membros leigos e membros obreiros/as, com o resgate da confessionalidade e possibilitando o estudo dos documentos normativos e orientadores da IECLB (grupo 3). Sugestão: Todos os sínodos devem promover um seminário, reciclagem, com os obreiros/as sobre os documentos confessionais (grupo 3). Promover a divulgação – popularização da igreja que somos, detalhando Nossa Fé Nossa Vida, e trabalhando a auto-estima do povo luterano, buscando um espírito de orgulho genuíno de pertencer a uma igreja de Jesus Cristo como é a IECLB (grupo 3). Formação em todos os níveis (grupo 5).
3º Eixo – Exercício de funções (atribuições) · Clarear atribuições, conhecimento dos documentos normativos, texto Dr. Milton Laske (grupo 4). · Divulgar os aspectos básicos dos documentos normativos
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visando o entendimento/compreensão da estrutura (grupo 2). A IECLB deve promover, logo após as eleições sinodais um encontro dos eleitos/as (presidentes, diretorias, Pastores Sinodais) sobre os documentos confessionais e normativos, preparando ação semelhante nos Sínodos (grupo 3);
4º Eixo – Formação de obreiros e obreiras · Último parágrafo grupo – Documento final proposta (grupo 4). 5º Eixo – Finanças · 4º tópico do grupo 2; 3º tópico do grupo 3 (grupo 4). · Trabalhar uma cultura evangélica de finanças a partir do tema “Fé, Gratidão e Compromisso” (Nossa Fé, Nossa Vida, p. 9/5) (grupo 1). · O Fórum recomenda que as administrações sinodais se conscientizem e avaliem o déficit. Os mesmos deverão enviar propostas, até 30/06/2006, para eliminação do déficit. · Todo este processo deverá ser coordenado e liderado pelo Conselho da Igreja. · As conclusões do Fórum Fé, Gratidão e Compromisso deverão acompanhar esta discussão (grupo 2). · Intensificar a atuação por uma cultura contributiva “Fé, Gratuidade e Compromisso”, e a conscientização da necessidade de contribuir para a igreja com alegria. De forma semelhante, é fundamental buscar novas fontes de receitas no universo da IECLB, com campanhas e novos empreendimentos (grupo 3). 6º Eixo – Comunicação e Parcerias · Fomentar ações intersinodais, socializando materiais, criando parcerias, intercâmbio de ações, na comunicação e em outras áreas, visando a intercomplementaridade (grupo 3). · Implementar nova forma de comunicação (grupo 5), política de formação e de comunicação em âmbito nacional.
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7º Eixo – Unidade (grupo 5) · Buscar e fortalecer os instrumentos necessários para a unidade na formação e na missão (grupo 5). 8º Eixo – Envio e reenvio · Que se reavalie o processo de alocação dos recursos humanos usando-se critérios de adaptação do perfil necessário para o campo de trabalho, dentro de uma política de envio e reenvio que contemple tanto a eleição por parte do campo de trabalho como pelos órgãos diretivos. No debate, foram feitas emendas. Houve debate sobre formas de implementação das recomendações. Parte dos participantes insistiu em receber logo os textos do fórum. Outros sugeriram criar um caderno bem elaborado, para garantir a unidade, e oferecê-lo aos Sínodos para pedidos. O caderno venha acompanhado de um texto motivador e encorajador para a seara, aproveitando a onda de animação para desencadear um movimento, uma campanha política para o crescimento, uma bandeira do anseio básico para a formação de comunidades maduras no sentido da Reforma. Sim, mas sem ficar no foco teórico da formação, e sim passar para ações concretas, monitoradas: ação a partir do evangelho, do gostar de ser evangélico, da auto-estima de todo um corpo animado e disposto. Convencionou-se enviar o material disponível, os relatórios dos grupos e as recomendações finais, mesmo em forma provisória, aos Sínodos (?). Os envios por mail nem sempre têm o efeito esperado, p. ex., no caso dos motivos de intercessão: eles devem ser comunicados nos cultos com referência específica a toda a IECLB. Informações sobre o fórum serão levadas para a reunião do CI, ainda em novembro, e para o encontro com os PPSS, em abril de 2006, devendo os Conselhos Sinodais ser envolvidos nas implementações do fórum e fazer com que as iniciativas cheguem até as comunidades. Nesse processo envolvendo tanta gente importa deixar claro quem deverá assumir o quê, já na programação para 2006, distribuindo tarefas concretas. Algumas poderão ser abraçadas logo, outras
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deverão ser avaliadas e planejadas passo a paso. Nem tudo que está sendo reivindicado poderá ser cumprido. Por isso se deve achar um ponto de equilíbrio entre o sonho, o ânimo e o realismo Grupos de trabalho - Recomendações finais Grupo 1 - Promover a formação/vocação com ênfase na identidade, compromisso, co-responsabilidade, tarefas e competências. Difundir uma maior familiaridade com as normas e os documentos. - Desenvolver seminários de formação multidisciplinar a serem realizados em todos os níveis. - Buscar e fortalecer os instrumentos necessários para a promoção da unidade na formação e na missão. - Trabalhar uma cultura de finanças a partir do tema “Fé, Gratidão e Compromisso” (Nossa Fé, Nossa Vida, p. 9/5). - Fomentar a consciência do batismo com vistas à maturidade para a missão, que tenha como ponto de partida a missão com a criança. Grupo 2 - Todas as instâncias devem buscar formas de avaliar o cumprimento das suas atribuições. Em todos os encontros/seminários da IECLB (comunidade/paróquia/sínodo) deverão acontecer explicações/ exposições sobre a estrutura e sua correlação com a vida comunitária. As lideranças ministeriais e leigas precisam usar/aproveitar as diversas oportunidades para ensinar/instruir sobre as atribuições e responsabilidades das autoridades. - Os líderes, quando da sua eleição, deverão participar de seminário sobre suas funções e as respectivas responsabilidades, bem como sobre a funcionalidade da estrutura. Este processo de capacitação deverá ser constante. Sugere-se buscar a assessoria com pessoas técnicas e que tenham domínio do assunto.
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As lideranças que deixam as suas funções devem repassar as informações sobre a situação da Comunidade/Paróquia. A continuidade da estrutura da IECLB está ligada a um intenso trabalho sobre a dimensão Fé, Gratidão e Compromisso. Os sínodos devem propor aos obreiros e às lideranças que coloquem esse tema como prioridade. Deverá haver um compromisso coletivo que assegure a sustentabilidade da IECLB. Os sínodos deverão trazer, ao Concílio de 2006, propostas para reduzir o déficit financeiro da IECLB. Que se fomente uma discussão acerca dos currículos dos centros de formação, tendo-se em vista as necessidades da IECLB. Que a IECLB enfatize junto aos centros de formação a necessidade de se promover uma formação acadêmica integral. A IECLB deverá exigir que os centros ofereçam opções de formação teológica/prática complementar, ao lado do currículo, específica para os que almejam ingressar no ministério da igreja.
Grupo 3 - Somos de opinião que o resgate confessional e a dinamização dos trabalhos da IECLB, em todos os níveis, precisa passar pela formação de líderes leigos e pela formação contínua dos/as obreiros/as. - É através da formação contínua que certas dificuldades e limitações da vida da igreja, como o fechamento étnico e cultural bem como posturas teológicas exclusivistas, poderão ser superadas. - Quanto à sustentabilidade financeira há que se fomentar maior conscientização para o equilíbrio das finanças. Entendemos que é imperativo buscar novas fontes de receitas no universo da IECLB, com a promoção de novos empreendimentos, de pequenas iniciativas, de campanhas... Temos entidades lucrativas e que poderiam auxiliar. Buscar ofertas de outros meios para angariar fundos para projetos da igreja.
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Grupo 4 - Disponibilizar o Manual dos Presbíteros para formação das lideranças (revisado e atualizado, o mais tardar até o fim de junho de 2006). - Valorizar o guia comunitário Nossa Fé Nossa Vida como instrumento de formação contínua (revisado e atualizado com inclusão de citações bíblicas). - Pessoas investidas em funções eclesiásticas, obreiros e nãoobreiros devem ter maior conhecimento a respeito dos documentos normativos. - Que se recomende o uso de planejamento estratégico em todas as instâncias. - Compartilhar e usar a palestra do Dr. Milton Laske para capacitação de lideranças. - Recomendar a palestra do Dr. Brakemeier para estudo em conferências de obreiros/as e na capacitação dos/as conselheiros/as. Grupo 5 - Os documentos normativos que compõem as estruturas da IECLB prevêem de forma democrática os relacionamentos entre as várias instâncias e determinam as funções e atribuições. Para a plena realização da missão da igreja as estruturas são suficientes. No entanto, é necessário implementá-las. Por isso, recomendamos o seguinte: - A criação de um programa de formação que capacite as pessoas responsáveis, nas diferentes funções ou cargos eletivos, para que promovam ações que venham a estabelecer o bom desempenho da missão da igreja. - Que em cada nova gestão sinodal a IECLB promova seminários de capacitação para que todos saibam as suas funções, responsabilidades e tarefas. - Que se promova um seminário obrigatório nos centros de formação ou no PPHM sobre as bases jurídicas e doutrinais da IECLB.
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Que se estabeleçam prioridades que sejam contempladas num planejamento exeqüível, inclusive com previsão de recursos. Que se estabeleça um processo de formação continuada em todos os níveis: valorização permanente do sacerdócio geral de todos os crentes. Que se utilize mais a comunicação eletrônica para debates e informações, criando uma rede entre os membros. Que se implemente uma melhor política de informação na IECLB e nos sínodos. Que se clareiem e definam as prioridades comunitárias observando a realidade sinodal, através da metodologia do planejamento estratégico. Criar parcerias e promover intercâmbios de práticas entre os sínodos. Que se recuperem, motivem e implementem práticas e reflexão teológica acerca da pastoral urbana. Que se implemente uma secretaria de missão com a incumbência de articulação e ação missionária na IECLB. Que se reavalie o processo de alocação dos recursos humanos (obreiros/as) usando-se critérios de adaptação do perfil necessário para o campo de trabalho. Que se encontre uma metodologia que leve os movimentos a trabalharem para o mesmo fim. Há necessidade de consolidar a unidade, e para isso é preciso criar uma agenda mínima em conjunto. A criação de uma rede de informações confiável sobre o movimento dos membros da IECLB. Cada vez que os mesmos mudam de residência há que se acompanhar o seu destino e informar a comunidade da região para onde os mesmos se deslocam. Que se apliquem os regulamentos normativos de forma a acabar com a esclerose que impede a implementação das idéias estratégicas e válidas para todos (ex.: este fórum faça sugestões). Se nenhuma instância se responsabilizar em
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implementar as estratégias escolhidas como principais e fundamentais estaremos sendo vítimas da esclerose. Que se trabalhe a auto-estima do povo luterano, buscando um espírito de orgulho genuíno de pertencer a uma Igreja de Jesus Cristo como é a IECLB.
Avaliações: - O tempo de duração do fórum podia ter sido encurtado, com aproveitamento das noites de folga. - Clima fraterno nos grupos, noites ociosas agradáveis; saio animado. - Na metodologia fundamentada nos grupos foi preciso reservar tempo para sistematizações, e acabou faltando tempo para uma sistematização já mais elaborada. - Faltaram oposições. A representação não retrata as tensões internas existentes. O diálogo continua sendo grande desafio. - Agora sentimos, de forma mais palpável, a dinâmica do todo a ser encaminhado, que não é pouco; mas tenho confiança nos encaminhamentos. - A avaliação da estrutura mexeu comigo. Mas a casa está bem construída. Falta só ver o que podemos fazer melhor. - Estou altamente satisfeito com o fórum. Darcy Laske agradeceu por ter tido a oportunidade de presidir o fórum. Convidou ao P. Presidente para palavras finais. Este se disse sumamente agradecido com a vontade afirmada pelos 18 Sínodos. Foi bom terem vindo tantos PPSS e Presidentes Sinodais. Agradeceu ao Dr. Darcy a disposição de coordenar e priorizar o fórum com sua presença integral. Disse “muito obrigado” a todos os participantes e palestrantes, pelo apoio dado pela Secretaria Geral, à equipe de liturgia. Com gratidão a Deus pelos dons conferidos à IECLB ao longo dos seus mais de 180 anos de existência, encerrou o fórum com oração, às 12:00h.
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Documento Final 1. O Fórum Nacional teve início com a apresentação, por parte do P. Meinrad Piske, de uma retrospectiva histórica do processo que culminou na reestruturação da IECLB. O texto de Piske foi muito importante para a rememoração dos objetivos que estiveram na origem e motivação da reestruturação. Posteriormente, os/as participantes foram divididos em cinco grupos de trabalho e receberam a tarefa de refletir sobre a seguinte questão: de que modo a nova estrutura da IECLB propicia o cumprimento da missão que Deus quer realizar na comunidade e através dela? A reflexão esteve baseada também nos resultados de uma avaliação preliminar realizada pelos sínodos e diferentes instâncias da Igreja, a partir de um roteiro-base proposto pela organização do Fórum. Uma síntese, com os resultados das avaliações, foi enviada com antecedência aos/às participantes. Os grupos de trabalho sistematizaram a sua reflexão em torno de três questões centrais: 1.1. O que facilita (em termos teológicos, administrativos e financeiros) a missão da IECLB, nos três níveis? - A nova estrutura permite um melhor acompanhamento e uma maior proximidade da estrutura sinodal às diferentes iniciativas e atividades em âmbito comunitário. Há a constatação de que se avançou na presença por parte dos/a pastores/a sinodais junto aos obreiros/as e às comunidades, embora essa presença tenha sido sentida mais efetivamente nos sínodos do sul.
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Registra-se com satisfação que houve um expressivo aumento da participação e envolvimento de membros na vida da Igreja, seja em cargos de liderança, na administração e no trabalho de missão. - A nova estrutura fomentou a busca de uma maior qualificação e transparência administrativa. - A reestruturação não representou a criação de uma administração menos onerosa financeiramente. Antes, houve um aumento das despesas. Mas há também um crescimento na arrecadação. Contudo, a nova estrutura expôs a nossa deficiência no trato teológico do assunto finanças-contribuição. - Somos igreja de comunidades; há maior clareza dos modelos congregacional e episcopal e que devemos ter uma concepção eclesiológica alternativa a esses modelos. - Constata-se que há grande diversidade de iniciativas na área da formação. - Houve uma melhoria dos processos de comunicação, que ajudam a aproximar os membros à sua Igreja. - Nas comunidades aumentou a participação das mulheres em cargos de representação. Em síntese, constatou-se que a nova estrutura foi um avanço na vida da Igreja, não obstante ainda estarmos no processo de aprendizagem da mesma. 1.2. O que dificulta (em termos teológicos, administrativos e financeiros) a missão da IECLB, nos três níveis, e por quê? -
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Constata-se que ainda há desconhecimento de funções e competências (cargos e instâncias). Ainda há ineficácia na comunicação (nos diferentes níveis).
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O suporte financeiro ainda é insuficiente para responder às diferentes demandas e à necessidade de crescente qualificação e ampliação da presença da Igreja. - A participação de leigos exige dedicação de tempo que é incompatível com a vida profissional e familiar. Essa realidade se comprova na baixa participação das mulheres em cargos supra-paroquiais. - Há necessidade de se investir mais na formação, tendo em vista a amplitude da vida e da comunidade, a capacitação para uma fé cidadã e a edificação de comunidade adulta. - Constata-se fragilidade na vivência da espiritualidade. - Há uma sobrecarga de questões administrativas e, eventualmente, há o risco de prevalecer uma visão burocrática, por exemplo no trabalho dos conselhos. - A unidade da Igreja, por vezes, está ameaçada, também na formação teológica. - Falta um planejamento missionário. - A relação entre obreiros/as e lideranças paroquiais/comunitárias, em alguns contextos, é conflituosa; há necessidade de parte à parte de respeitar as diferentes atribuições e ter a maturidade de lidar com posições antagônicas. Há o risco já na escolha de obreiros de se firmar em posições exclusivistas e, portanto, não abertas ao diálogo. - A nova estrutura valorizou a comunidade. Contudo, essa não pode fechar-se em si mesma. - Falta maior preparo das comunidades para os processos de avaliação. Em síntese, apesar dos avanços com a reestruturação ainda permanece a mentalidade da estrutura anterior, o que coloca o desafio de continuar a se investir no processo de capacitação e de
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conscientização visando descobrir e incentivar as possibilidades da nova estrutura. 1.3. Como construir em cima do que está bem para superar dificuldades existentes? - Investir na contínua formação de lideranças leigas, valorizando a questão de gênero; investir também na formação continuada de obreiros/as, com especial atenção à saúde relacional dos que exercem funções no cumprimento de sua vocação. - Aperfeiçoar e consolidar a unidade da Igreja. - Incentivar o planejamento estratégico, em todos os níveis, levando em consideração uma pastoral luterana diante da diversidade e desafios da Igreja em diferentes âmbitos e contextos, onde os sínodos assumem e desenvolvem um papel preponderante. Administrar com ampla participação e transparência. - Criar mecanismos para viabilizar a participação de conselheiros e conselheiras, fomentar estruturas cooperadas e parcerias, atuação em tempo parcial e assessorias. Em síntese, há que se promover a educação cristã como um processo contínuo de aprendizagem e de capacitação para a vivência da fé, com gratidão e compromisso, resultando na sustentabilidade, na ampliação da atuação missionária e diaconal e numa maior solidariedade entre comunidades e sínodos. 2. O texto, O Projeto IECLB – Avaliação, controvérsias, propostas, apresentado pelo P. Dr. Gottfried Brakemeier, no segundo dia, abordou com grande propriedade uma reflexão sobre aspectos fundamentais do momento vivido por nossa Igreja. Esse é um texto norteador, para as diferentes instâncias, visando avançar na consolidação de um consenso básico na IECLB. Brakemeier destaca “ser inútil tentar definir o perfil da IECLB enquanto não for definido o
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perfil histórico de suas comunidades”. Na seqüência, os grupos de trabalho se ocuparam com a reflexão sobre duas perguntas com vistas a ampliar uma visão eclesiológica comum:
2.1. Qual é o perfil da comunidade evangélica de confissão luterana? É comunidade inserida em realidade não uniforme, com diversidade de tradições teológicas, ainda com ênfase étnica e constituída de diferentes modelos familiares, sob o impacto de uma significativa secularização, freqüentemente pouco conhecimento bíblico e frágil espiritualidade, a qual, contudo: - Afirma Jesus Cristo como centro. Vive sua espiritualidade a partir da permanente experiência da graça de Deus, que valoriza a pessoa e promove a aceitação do diferente. - Promove a clara pregação do Evangelho, com conteúdo e coerência. Preza a dimensão da estética e dá especial atenção à devoção e à música. - Enfatiza a pessoa, suas relações e a experiência da comunhão. O perfil a ser perseguido é o de ser uma comunidade adulta. É a única que corresponde ao sacerdócio geral de todos os crentes, afirmado pela Bíblia e enfaticamente confirmado pelo Reforma. É um projeto altamente exigente e que requer comunidade apta a dar razão da esperança (1 Pedro 3.15), a justificar a fé e a desafiar a sociedade pelo amor. - Fomenta a leitura e a interpretação contextual da Bíblia, e para tanto faz uso de recursos pedagógicos e das diferentes ciências humanas, auscultando assim o sentido da Palavra de Deus. - É plural e desenvolve o ministério do acolhimento
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(Rm 14.1,10). É inclusiva e ecumênica. É uma comunidade de membros que acompanha as pessoas nas diferentes fases da vida, vivenciando o evangelho nos momentos favoráveis e desfavoráveis.
2.2. Como liderar comunidade evangélica de confissão luterana? - A liderança caracteriza-se pela consciência da parceria entre comunidade e ministério, no despertar dos dons e na condução dos assuntos da Igreja. - A liderança é exercida de forma dialogal e participativa. Essa compreensão também está na base do ministério compartilhado. 3. No terceiro dia, o Dr. Milton Laske apresentou a palestra “Centralização e descentralização nos documentos normativos e orientadores da IECLB”. Nesta exposição, Laske fundamentou, a partir dos documentos normativos e orientadores, o que compete para a Direção da Igreja, em âmbito nacional, o que compete para os sínodos, em âmbito sinodal, e o que compete para paróquias e comunidades em âmbito local. Posteriormente, os participantes reuniram-se em grupos e trabalharam as seguintes questões: 3.1. Quão descentralizada e centralizada deve ser a igreja nos diferentes níveis (local, sinodal e nacional)? - A nova estrutura apresenta equilíbrio entre os diferentes níveis (“executivo”, “legislativo” e “jurídico”), mas a prática tem apresentado dificuldades no desempenho das diferentes funções. - Ela preserva e fortalece a unidade confessional da Igreja. O conhecimento dos documentos normativos e a sua efetiva aplicação proporcionará maior operacionalidade e funcionalidade à nova estrutura.
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A nova estrutura privilegia um modelo de liderança baseada no serviço e no exercício do amor. A descentralização não compromete a unidade, antes assegura e possibilita maior ação e qualificação da vida comunitária. A Igreja precisa de um planejamento estratégico, com ênfase na formação e na missão, a fim de manter o equilíbrio e a unidade. As pessoas que servem nas diferentes instâncias o fazem a partir de sua vocação; o exercício da vocação e de diferentes funções na vida da Igreja exige uma contínua capacitação.
3.2 Equilíbrio na sustentabilidade financeira - O equilíbrio das finanças na vida da Igreja advém de um constante trabalho de conscientização, que fomenta a oferta como resposta espontânea e como reflexo da fé. Faz-se necessário motivar os membros para que percebam que a contribuição para a Igreja é um bom investimento para a vida. - Para melhorar a receita financeira é necessária a formação eficaz dos membros em geral, e dos presbitérios, resultando em um melhor gerenciamento administrativo e financeiro. - A viabilidade financeira se concretiza na busca de novas fontes de receita no âmbito da IECLB, no desenvolvimento de campanhas, no fomento de empreendimentos, de parcerias com empresas e de outras iniciativas, mesmo pequenas.
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RECOMENDAÇÕES FINAIS Introdução Entendemos que a avaliação da reestruturação da IECLB não pode deixar de levar em conta a distribuição geográfica dos membros. Ou seja, sempre precisaremos conviver com realidades distintas. Da mesma forma, na análise, há que se considerar as mudanças na realidade brasileira, por exemplo, na conjuntura familiar, para não concluir que tudo tem a ver com o modelo de estrutura. 1. Missão · A IECLB, como define sua Constituição (Art. 3º), tem por fim e missão: I - propagar o Evangelho de Jesus Cristo; II – estimular a vivência evangélica pessoal, familiar e comunitária; III – promover a paz, a justiça e o amor na sociedade; IV – participar do testemunho do Evangelho no País e no mundo. A missão acontece, sobretudo, a partir da comunidade e tem como seu foco a inserção das pessoas na vida comunitária. · Há que se fomentar a consciência e a vivência do batismo com vistas à maturidade da vida cristã e ao exercício da missão. A missão deverá ter como seu ponto de partida o trabalho com a(s) criança(s). · Recomenda-se a implementação de uma secretaria de missão na IECLB. · Recomenda-se o fortalecimento de um fundo nacional de apoio à missão, em âmbito nacional. · Que se recupere, motive e implemente práticas de pastoral urbana, bem como a reflexão teológica. 2. Formação 2.1. Formação - capacitação de lideranças · Estimular um processo de formação nas comunidades que
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visa uma vivência do sacerdócio geral, o resgate e a afirmação da confessionalidade. Investir na formação contínua, em todos os níveis, visando o desenvolvimento da vida de fé e a dinamização da vida comunitária (comunidade adulta). Através da formação contínua, certas dificuldades e limitações da vida da Igreja, como um certo fechamento étnico e cultural bem como posturas teológicas exclusivistas, poderão ser superadas. O processo de formação deverá fomentar o fortalecimento da base bíblica e o conhecimento dos documentos normativos e orientadores da IECLB. Há que se difundir uma maior familiaridade com as normas e os documentos para o adequado exercício das funções e responsabilidades. O processo de formação deverá enfatizar a identidade, a co-responsabilidade e a auto-estima do povo luterano, reforçando a identificação e a genuína alegria de pertencer a uma Igreja, como a IECLB, comprometida com a missão de Jesus Cristo. Recomenda-se a urgente publicação de uma versão revista e atualizada do Manual de Presbíteros. Recomenda-se ainda a publicação de uma versão revista e atualizada do documento Nossa Fé, Nossa Vida, com a inclusão de citações bíblicas, para que seja usado como instrumento de formação contínua. Divulgar as palestras do P. Dr. Gottfried Brakemeier e do Dr. Milton Laske; fomentar sua leitura e estudo nas comunidades.
2.2. Formação de obreiros e obreiras · Propõe-se que os Sínodos promovam seminário(s) de atualização com os/as obreiros/as sobre os documentos normativos e orientadores. · Recomenda-se a leitura e o estudo das palestras do P. Dr. Gottfried Brakemeier e do Dr. Milton Laske nas conferências de obreiros/as.
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Que se fomente uma discussão acerca dos currículos dos centros de formação, tendo-se em vista as necessidades das comunidades e da IECLB. Que a IECLB enfatize junto aos centros de formação a necessidade de se promover uma formação acadêmica integral. A IECLB deverá exigir que os centros ofereçam opções de formação (teológica e prática) complementares, ao lado do currículo, específicas para quem almeja ingressar no ministério.
3. Capacitação para o exercício de funções (atribuições) · Os documentos normativos da IECLB prevêem de forma democrática os relacionamentos entre as várias instâncias, e determinam as funções e atribuições. Para a plena realização da missão da igreja as estruturas são suficientes. No entanto, é necessário implementá-las. Por isso, há que se fomentar o conhecimento dos documentos normativos, visando a melhor compreensão da estrutura e das diferentes funções e atribuições. · Promover a capacitação das pessoas eleitas, em 2006, para cargos de representação em âmbito sinodal e nacional, a de fim que as mesmas possam estar se qualificando para o exercício de suas funções e atribuições. · Que se recomende o uso de planejamento estratégico em todas as instâncias. 4. Envio e reenvio · Que se reavalie o processo de alocação dos recursos humanos usando-se critérios de adaptação do perfil necessário para o campo de trabalho, a partir de uma política de envio e reenvio que contemple tanto a eleição por parte do campo de trabalho como pelos órgãos diretivos da Igreja. 5. Finanças · A continuidade da estrutura da IECLB está ligada a um intenso trabalho sobre a dimensão Fé, Gratidão e Compro-
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misso. Os sínodos devem propor aos obreiros e às lideranças que coloquem esse tema como prioridade. Deverá haver um compromisso coletivo que assegure a sustentabilidade da IECLB. O Fórum recomenda que as administrações sinodais se conscientizem e avaliem o déficit da IECLB. Os sínodos deverão enviar propostas, até 30/ 06/2006, para eliminação do déficit. Todo este processo deverá ser coordenado e liderado pelo Conselho da Igreja. As conclusões do Fórum Fé, Gratidão e Compromisso deverão acompanhar as reflexões e os encaminhamentos. Intensificar a atuação por uma cultura evangélica contributiva, com base em reflexão teológica a partir de Fé, Gratidão e Compromisso, e a conscientização da necessidade de contribuir para a igreja com alegria. De forma semelhante, é fundamental buscar novas fontes de receitas no universo da IECLB, a partir de campanhas e novas iniciativas.
6. Comunicação e Parcerias · Fomentar ações intersinodais, socializando materiais, criando parcerias, apoiando o intercâmbio de ações, na comunicação e em outras áreas, visando a complementaridade. · Definir e implementar uma política de comunicação em âmbito nacional. 7. Unidade · Buscar e fortalecer os instrumentos necessários para a unidade da Igreja, sobretudo na formação e na missão. · Que se encontre uma metodologia que motive os movimentos a trabalharem para o mesmo fim. Há a necessidade de se consolidar a unidade na Igreja, e para isso é preciso criar uma agenda básica em conjunto. Recomendação final: que as direções da IECLB e dos sínodos se ocupem com a implementação das avaliações e das recomendações deste Fórum.
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Anexo: Relação de participantes Participante / Email
Sínodo
Élio Scheffler ..................................... Sínodo da Amazônia sinamazon@brturbo.com.br Lauri R. Becker ................................. Sínodo Mato Grosso sinodomt@terra.com.br Ronald Celso Schwebel .................... Sínodo Mato Grosso Geraldo Graf ..................................... Sínodo Espírito Santo a Belém g.graf@uol.com.br Orlando A. Hartwig ......................... Sínodo Espírito Santo a Belém h_orlando@hotmail.com Carlos A. Möller ............................... Sínodo Brasil Central moeller@ceclb.org.br Hermann Wille .................................. Sínodo Sudeste hermannwille@terra.com.br Milton Klaesener .............................. Sínodo Sudeste voturua@hotmail.com Nilo Christmann ................................ Sínodo Rio Paraná sinodorpr@uol.com.br Nilson Faller ...................................... Sínodo Rio Paraná nfaller@brturbo.com.br Werner Brunken ............................... Sínodo Paranapanema sinodo@sinodoparanapanema.com.br Ana Maria Brackmann .................... Sínodo Paranapanema ambrackmann@yahoo.com.br
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Elemer Kroeger ................................. Sínodo Norte Catarinense kscjs@netuno.com.br Manfredo Siegle ................................ Sínodo Norte Catarinense sinodonc@ielusc.br Nelso Weingärtner ............................ Sínodo Vale do Itajaí nwgt@tpa.com.br Alidor Pieritz ..................................... Sínodo Vale do Itajaí alidor.pieritz@terra.com.br Edson Saes Ferreira .......................... Sínodo Centro-Sul Catarinense sinodo@iaccess.com.br Silvio Saul Müller ............................. Sínodo Centro-Sul Catarinense silviomulleradv@terra.com.br Ervin Barg ......................................... Sínodo Uruguai Arri Koch .......................................... Sínodo Uruguai mkfarma@mksnet.com.br Dalcido Gaulke .................................. Sínodo Uruguai silda@fesau.psi.br Renato Kuntzer ................................. Sínodo Noroeste Rio-Grandense renato.kuntzer@terra.com.br Jorge Luiz Funghetto ....................... Sínodo Noroeste Rio-Grandense jorgeluizfunghetto@yahoo.com.br Valdemar Lückemeyer ..................... Sínodo Planalto Rio-Grandense luckemeyer@annex.com.br Lotário Schemmer ............................ Sínodo Planalto Rio-Grandense lotario.schemmer@brturbo.com Guido Broenstrup ............................. Sínodo Nordeste Gaúcho broenstrup@caiweb.com.br Egon Schwarz .................................... Sínodo Nordeste Gaúcho leila.s@brturbo.com.br Hemut Fertsch ................................... Sínodo Rio dos Sinos fertsch@terra.com.br
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Carlos E. M. Bock ............................. Sínodo Rio dos Sinos carlos.bock@terra.com.br Waldir N. Trebien ............................. Sínodo Centro-Campanha Sul sinodoccs@terra.com.br Nestor Fischborn .............................. Sínodo Centro-Campanha Sul Jorge Antônio Signorini ................... Sínodo Sul Rio-Grandense sinodosr.sul@terra.com.br Silon Jorge Pacheco .......................... Sínodo Sul Rio-Grandense marliz@cpovo.net Irineo Boettcher ................................ Sínodo Vale do Taquari paroquiacorvo@yahoo.com.br Enio Brune ........................................ Sínodo Vale do Taquari
Representantes indicados pelo CI
Altemir Labes ..................................... labesmaier@yahoo.com.br Rolf Köhntopp
Presidente do CI
Luiz Artur Eichholz ............................ lardaigreja@express.com.br
Presidente do Concílio da Igreja
Darcy Laske ........................................ laske@acafe.org.br
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Convidados / Assessores
Meinrad Piske ..................................... Milton Laske ....................................... Gottfried Brakemeier .......................... Günter K. F. Wehrmann ......................
meinrad@ibest.com.br milton@laske.adv.br brakemeier@terra.com.br ge.wehrmann@hotmail.com
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IECLB - Presidência e Secretaria Geral / E-mail Walter Altmann - Pastor Presidente presidencia@ieclb.org.br Homero Severo Pinto - Pastor 1º Vice-Presidente sinodong@sinos.net Rolf Schünemann - Pastor 2º Vice-Presidente sinodosudeste@luteranos.com.br Nestor P. Friedrich - Secretário Geral secretariageral@ieclb.org.br Carlos G. Bock - Assessor da Presidência presidencia@ieclb.org.br Johannes F. Hasenack - Assistente da Presidência presidencia@ieclb.org.br
Participação parcial Romeu R. Martini - Secretário de Formação Edson E. Streck - Secretário do Ministério com Ordenação Haidi Drebes - Coordenadora da Habilitação ao Ministério Ingrit Vogt - Coordenadora dos Projetos de Missão Amauri J. Ludwig - Secretário Executivo de Finanças Caroline H. Strüssmann - Assessora de Comunicação
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