COORDENAÇÃO DE GÊNERO, GERAÇÕES E ETNIAS





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COORDENAÇÃO DE GÊNERO, GERAÇÕES E ETNIAS






O tema “Da cruz à vida nova” tem como símbolo para reflexão a borboleta, que retrata o processo de transformação presente no tempo litúrgico da Quaresma e da Páscoa. A borboleta é frequentemente utilizada em paramentos e reflexões no período da Quaresma e da Páscoa. Assim como a lagarta, que vive todo um processo para se tornar plena em seu propósito de vida, o período da Quaresma e da Páscoa apontam para a ressurreição e para a vida nova em Jesus Cristo. De forma transversal, esse símbolo permite boa relação com o Tema do Ano 2026 da IECLB e é acessível para o trabalho com vários grupos, faixas etárias e contextos.
A partir “Da cruz à vida nova”, a 5ª edição da Oficina online de Quaresma e Páscoa convida para vivenciarmos o cuidado, a possibilidade de transformação e a partilha, fundamentadas na doação de Deus. Este e-book contém as reflexões e propostas práticas realizadas na oficina, além de outros subsídios sobre o tema. Que este material inspire e contribua para que o tempo da Quaresma e da Páscoa seja vivenciado de forma significativa, fortalecendo a fé cristã e promovendo a comunhão, a partilha, o cuidado e a ação diaconal.


Pastora Carmen Michel – Coordenação de Gênero, Gerações e Etnias
Diácona Carla Vilma Jandrey – Coordenação da Diaconia Comunitária
Catequista Pastora Juliana Ruaro Zachow – Coordenação de Educação Cristã
Catequista Valéria Franz Bock – Coordenação do Ambiente Virtual de Aprendizagem


Meditação
Da cruz à vida nova
Diác. Carla Vilma Jandrey
Saudação
Nos reunimos na presença de Deus, que criou todas as coisas; em seu filho, Jesus Cristo, que nos ensinou a cuidar e amar; e no Espírito Santo, que nos fortalece e nos capacita a cuidar de toda a Criação de Deus. Amém.
Para este momento de reflexão, convido cada pessoa a encontrar uma posição confortável e, se possível, a apoiar os pés no chão. Se desejar, feche suavemente os olhos. Respire profundamente três vezes, inspirando pelo nariz e soltando o ar lentamente pela boca.
Versículo bíblico: “Mas os que esperam no Senhor renovam as suas forças, sobem com asas como águias, correm e não se cansam, caminham e não se fatigam” (Isaías 40.31).
Nos aproximamos do tempo da Quaresma. Imagine uma lagarta que entra no casulo. Ali dentro, tudo parece silêncio, espera e transformação.
A Quaresma é como esse casulo: um tempo de recolhimento, de olhar para dentro, de reconhecer nossas fragilidades e nossos limites.
A cruz, aqui, não é o fim, mas um lugar de passagem, onde Deus trabalha em silêncio em nosso interior.
Convido para vivenciarmos o “Abraço de Borboleta”.
Cruze os braços sobre o peito, como se estivesse se abraçando.
Deixe as mãos repousarem nos ombros ou nos braços.

Agora, comece a dar leves batidas alternadas: mão direita, mão esquerda, como o bater das asas de uma borboleta.

Enquanto faz o movimento, inspire lentamente e pense: “mesmo na cruz, Deus está comigo”. Expire com calma e pense: “estou sendo transformada e transformado pelo amor e pela misericórdia de Deus”.
Permaneça por alguns instantes nesse ritmo, sentindo o corpo, a respiração e o acolhimento proporcionado por esse abraço.
Agora, imagine o casulo se abrindo. A borboleta surge, leve e plena de vida.
A Páscoa nos lembra que a dor não tem a última palavra. Da cruz nasce vida nova.
Assim como a borboleta, também somos chamadas e chamados a recomeçar, a viver com mais amor, esperança e confiança.
Aos poucos, solte o abraço, movimente as mãos e abra os olhos, se estiverem fechados.
Com Cristo, toda cruz pode se transformar em caminho de ressurreição. Amém.
Oração e canto
Os que confiam no Senhor (LCI 614)


P. Olmiro Ribeiro Junior
“ Eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundância” (João 10.10).
A minha vida tem saudade de Deus, pelo Deus vivo anseio com ardor (Salmo 42.1). Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar a pessoa frágil e perdida (Lucas 19.10).
A Quaresma é a fase, o trajeto ou a jornada que leva à Páscoa. É o período litúrgico que incentiva a reflexão bíblica, a transformação, o arrependimento, a reconciliação e a celebração da esperança e da graça divina.
A proposta é percorrer os ciclos da Quaresma e da borboleta, fortalecendo a fé, a esperança e o amor na espiritualidade tanto individual quanto comunitária. Por isso:
Alegrem-se... vocês que têm saudades de Deus: o reino dos céus lhes pertence e está entre vocês.
As pessoas tristes: consolo lhes será dado. As de espírito manso: possuirão a terra. As que mostram misericórdia: receberão misericórdia.
Aquelas cujo coração é livre: verão a Deus. Aquelas que lutam pela paz: Deus as chamará pelo nome, e as que sofrem por causa da justiça: entrarão no Reino dos Céus.
Alegrem-se, pois Deus está com aquelas que se reúnem em seu nome. Que anseiam por seu perdão, paz, amor, justiça e retorno.
(Texto baseado em Mateus 5.1-12)
Canção: Canção da Caminhada (LCI 575)
Pensar sobre a Páscoa e os ciclos da borboleta nos convida a refletir sobre os processos de mudança, renovação e esperança que estão presentes na vida. A saudade da presença de Deus. Dessa maneira, o significado espiritual da Páscoa e o ciclo natural da borboleta nos convidam a vivenciar a possibilidade de um novo começo, mais belo e gracioso.
A borboleta representa de forma universal que o fim é, frequentemente, apenas o disfarce de um novo começo. Desse modo, somos pessoas inspiradas a experimentar a resiliência da vida para viver a graça de Deus, na qual a vivência do arrependimento e da reconciliação permite um novo início que rompe com o sofrimento, a dor e com o casulo que nos prende.

A transformação da “borboleta” revela uma conexão íntima com a Páscoa e com a nossa vida. A “borboleta” representa a transformação, a libertação e a transição. Cada instante, cada transformação, é significativa. E a preparação para as etapas seguintes é condição necessária para continuar vivendo.
Às vezes, deixamos nosso casulo, um lugar onde nos sentimos confortáveis e seguros, e nos aventuramos a voar por aí. Mudamos de casa, de estilo de vida, de vestuário e de ponto de vista. Porém, metamorfoses não são simples. São realmente dolorosas, trazendo consigo medos, dúvidas e sofrimentos. E tornam-se ainda mais intensas quando as evitamos ou resistimos. É necessário entregar-se, permitir-se mudar, tornar-se uma metamorfose ambulante, romper casulos e voar alto.
“O segredo é não correr atrás das borboletas... É cuidar do jardim para que elas venham até você”.
Dolores Ehlers

A vida da borboleta é dividida em quatro fases: ovo, lagarta, casulo e borboleta; cada uma delas pode ser espelho para a vida humana e para a mensagem da Páscoa.
O início do ciclo começa com os ovos postos pelas borboletas, normalmente em folhas de plantas, que geralmente serão utilizadas como alimento quando seus filhotes nascerem. “Esse período dura de alguns dias até um mês”, diz a entomologista (especialista em insetos) Cleide Costa, do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo.
Dinâmica: amassar uma folha de papel, fazendo uma bolinha no formato de um ovo.
O ovo traz a promessa de existência. Igualmente, o convite para proteção e valorização da vida. O direito à existência, a viver com graça e paz.
“Não danifiquem nem a terra, nem o mar, nem as árvores” (até marcarmos com um selo a testa dos servos do nosso Deus) (Apocalipse 7.3).
Na relação com a Quaresma, podemos refletir sobre a necessidade de cuidado e proteção da vida em sua fragilidade e potencialidade. O Tema do Ano da IECLB nos convida a Cuidar da Criação de Deus.

Jesus Cristo passou pela fragilidade, teve fome – “E, depois de jejuar quarenta dias e quarenta noites, teve fome” (Mateus 4.2); ficou triste – “A minha alma está profundamente triste até à morte” (Mateus 26.37); se comoveu e chorou – “Quando Jesus viu que ela chorava, e que os judeus que a acompanhavam também choravam, agitou-se no espírito e se comoveu. E perguntou: Onde vocês o puseram? Eles responderam: Senhor, venha ver! Jesus chorou” (João 11.33-35). Jesus acolheu a fragilidade das pessoas em amor e compaixão – “Ao ver as multidões, Jesus se compadeceu delas, porque estavam aflitas e exaustas como ovelhas que não têm pastor” (Mateus 9.36).

Meditando no cuidado com a vida na criação, como estamos cuidando da vida?
A lagarta simboliza a humanidade em sua vida diária, caracterizada pela mortalidade, restrições e necessidade de alimentação. O rastejar, estar submetida à terra, em busca de alimento e, simbolicamente, estar sujeita ao pecado. Igualmente, simboliza a vida humana e suas demandas essenciais para consumo e crescimento. Trata-se de uma etapa de preparação, centrada no “aqui e agora”. Essa etapa remete ao período da Quaresma e à vida terrena de Jesus. É um período de preparação, penitência e reconhecimento da nossa condição finita e pecadora.
“Cresçam na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A ele seja a glória, tanto agora como no dia eterno” (2 Pedro 3.18).
Dinâmica: desamassar a folha e dobrar ao meio.
A lagarta representa a etapa mais prolongada de seu crescimento. Durante essa fase, ela cresce, se alimenta e se nutre. Nesse período, se alimenta bastante para armazenar energia para a próxima etapa. A borboleta permanece na fase de lagarta de um a oito meses, em média, a depender da espécie. Após um período, a lagarta se fixa em uma superfície com a parte posterior do seu corpo. A formação da crisálida tem início com a produção de fios de seda.
Relacionando com a Quaresma, é uma fase de reflexão e oração. Nutrir-se da Palavra de Deus, experimentar a vida em comunidade e celebrar a fé no culto e no sacramento da Ceia do Senhor.
É um momento para pensar sobre os obstáculos e a introspecção na vida. Reconhecer as dificuldades e provações, vivenciar a resiliência e a devoção que fortalece a espiritualidade. E, assim, assemelha-se ao período em que a lagarta rasteja e, posteriormente, se encerra em um casulo.


Como estamos alimentando a vida, as relações, a espiritualidade nesta Quaresma? Quais aspectos da vida precisam ser transformados?
Trata-se de um revestimento protetor que as larvas de mariposas e borboletas constroem ao redor de si mesmas para atravessar a fase de pupa (ou crisálida, no caso das borboletas). Durante a metamorfose, que é a fase de transformação intensa do inseto da forma larval (lagarta) para a forma adulta (alada), o casulo serve como um abrigo seguro.
A lagarta se envolve em um casulo (crisálida), um “túmulo” que ela mesma se impõe. À primeira vista, parece não haver vida ou movimento, mas, internamente, acontece uma mudança radical e enigmática: a “metamorfose” de sua essência. Esse período de repouso absoluto pode variar de uma a três semanas, a depender da espécie. Trata-se de uma etapa imóvel, na qual a borboleta sobrevive com as reservas acumuladas durante sua fase de lagarta. É nessa terceira fase que ocorrem as principais transformações.
“Mas os que esperam no Senhor renovam as suas forças, sobem com asas como águias, correm e não se cansam, caminham e não se fatigam” (Isaías 40.31).
Dinâmica: fazer o casulo, dobrando a folha ao meio e, com cada aba, fazer um triângulo.
O casulo nos remete à fase de silêncio, espera e pausa, durante a qual acontece a transformação de “morte” da antiga forma de ser e de “renascimento” para uma nova. Espaço da pausa e da espera. A Quaresma é um período de reflexão, avaliação e pausa, a fim de escolher o que é benéfico para a vida e o que promove a graça e a presença de Cristo.
O casulo é uma fase de isolamento, reflexão e “morte” aparente. O período dedicado à conversão e metanoia. Metanoia é um conceito grego (derivado do termo metanoia, que significa “mudança de mente” ou “além da mente”) que descreve uma transformação significativa na maneira como uma pessoa pensa, sente e age. A metanoia pode ser entendida como “arrependimento” ou “conversão”, porém com a conotação de uma transformação completa na trajetória da vida de alguém.
A experiência do Batismo diário convida a pessoa a reconhecer a necessidade de mudar sua trajetória de vida, abandonando a velha natureza ou o “velho eu” (o “homem velho” mencionado por Paulo).
“Quanto à maneira antiga de viver, vocês foram instruídos a deixar de lado a velha natureza, que se corrompe segundo desejos enganosos,²³ a se deixar renovar no espírito do entendimento de vocês,²⁴ e a se revestir da nova natureza, criada segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade” (Efésios 4. 22-24).

A Páscoa celebra a mais significativa metanoia na história da salvação: a transição da morte para a vida, da escuridão para a luz, do desespero para a esperança. A principal mensagem da Páscoa é a oportunidade de uma mudança profunda (ressurreição), que nos chama para uma transformação pessoal.
Esse estágio representa a morte de Cristo na Sexta-Feira Santa e o seu sepultamento. O casulo fechado pode ser comparado ao Santo Sepulcro. Simboliza o silêncio, a espera e a aparente falta de vida que precede o milagre da ressurreição. A tranquilidade do casulo reflete o Sábado Santo, o dia que sucede a morte e precede a ressurreição.
Durante o período de renovação da esperança, que fortalecerá a fé, quais são os sinais da nossa mudança?
Em nossa vida, qual é o testemunho e a ação diaconal que demonstram que somos pessoas seguidoras de Cristo? A Quaresma nos inspira a refletir se, de fato, seguimos e vivemos como o crucificado e ressurreto viveu.

Esta é a última das quatro fases da borboleta, que também é a etapa final do ciclo de vida. Nesse estágio, a borboleta surge do casulo como um ser totalmente diferente, com asas vibrantes e habilidade para voar.
No começo, ela está um pouco amassada, mas, conforme alça voo e recebe a luz solar, que é uma fonte vital de energia para a borboleta, vai sendo fortalecida. Nesse momento, ela começa a explorar o mundo ao seu redor e a realizar sua função de polinização. Além disso, encanta o mundo com suas cores vibrantes e variadas, cativando-nos com sua dança aérea.
A existência da borboleta nos proporciona uma bela metáfora para a nossa vida de fé. A borboleta é um dos símbolos da Páscoa cristã! Ela faz referência ao que ocorreu com Jesus Cristo durante sua passagem da vida para a morte e sua ressurreição. Depois de passar por uma transformação no casulo, ela renasce para uma nova existência. A transformação de uma borboleta reflete também a nossa contínua experiência de vida. Há momentos em que somos lagartas, pupas que precisam de um casulo, e há momentos em que nos tornamos borboletas, voando pelo mundo, polinizando, transformando e inspirando a nova vida, em Cristo.
“E não vivam conforme os padrões deste mundo, mas deixem que Deus os transforme pela renovação da mente, para que possam experimentar qual é a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Romanos 12.2).
Dinâmica: Borboleta – fazer as dobraduras indicadas, dobrando, virando e rasgando o papel, simbolizando a saída da borboleta do casulo.

A Páscoa comemora a vitória da vida eterna sobre a morte, a transição da escuridão para a luz e do sofrimento para a esperança. Para as pessoas cristãs, a borboleta representa esperança e encorajamento, além de ser comparada a Cristo. A transformação quebra as estruturas e sistemas de morte e sofrimento; a borboleta rompe o casulo e voa livre, representando a nova vida em Cristo. A borboleta que surge é um ser diferente. Ela não rasteja mais; agora, ela voa. Possui asas coloridas e uma visão ampliada do mundo. É a imagem simbólica e significativa para o Domingo de Páscoa: a ressurreição, a superação de antigas limitações, a vitória da vida sobre a morte, a glória e a liberdade de uma vida renovada.
A borboleta, como metáfora central da ressurreição de Jesus Cristo no Domingo de Páscoa, simboliza a vitória sobre a morte, a libertação do pecado e o renascimento para uma vida nova, graciosa e eterna. A habilidade de voar representa a leveza da justificação por meio da graça que nos acolhe, perdoa e nos transforma para viver como filhas e filhos de Deus.
“Era uma vez um jardim muito bonito, cheio de flores de todas as cores e perfumes, onde viviam joaninhas, formigas, abelhas, passarinhos, aranhas, grilos e muitos outros bichinhos. Numa bela manhã de primavera, dona Joaninha pousou na folha da roseira, viu um ovinho pequenininho e diferente.
Então, ela chamou dona Abelha, que sabia muito das coisas. — Ora, isso é ovo de lagarta! Em breve teremos vida nova no jardim.
Pois não é que a lagartinha nasceu e se pôs a comer tudo quanto era folhinha que via pela frente.
— Hum! Que delícia essa folhinha de margarida! Nhoc... nhoc. Mas veja que lindo este girassol! Ah! Se eu pudesse voar como o passarinho ou pular como o grilinho, eu chegaria lá no alto bem depressa!
Mas, como não podia voar nem pular, a lagartinha começou a subir no caule do girassol, arrastando-se bem devagarinho e comendo as folhinhas. Comeu tanto que sentiu muito sono...
Então, ela teceu um casulo e ficou enroladinha dentro dele. Começou a cair uma chuva fininha, mas a lagartinha não sentiu frio nem medo e acabou adormecendo. Os dias foram passando, e a lagartinha continuava dormindo. Os bichinhos do jardim já estavam preocupados e até quiseram acordá-la. Mas a dona Abelha não deixou. Explicou que não se pode acordar uma lagarta. Que é preciso ter paciência. E disse também que os bichinhos teriam uma bela surpresa quando ela acordasse.
Dona Joaninha, então, viu que alguma coisa se mexeu, tentando sair de dentro do casulo. — Olhem! Olhem! A lagartinha está acordando – disse dona Joaninha! — Oh! Mas não é uma lagartinha! Ela tem asas vermelhas! – surpreendeu-se o Passarinho. — Mas onde está a lagartinha? – perguntou o senhor Grilo.

— Ela se transformou nessa linda borboleta – respondeu dona Abelha. — Oh! – disseram todos os bichinhos de uma só vez.
E foi assim que a borboleta saiu voando toda contente, deixando aquele jardim ainda mais bonito”.
Desconheço o autor dessa história que eu adoro contar para as crianças.
Da lagarta, que rasteja,

A vida se esconde, em véu.
Num casulo, ela deseja
Renovar-se para o céu.
Silenciosa, a espera é longa,
O mistério se revela.
E a crisálida se alonga,
Em borboleta que anseia a janela.

Com asas de cor e luz,
Agora voa, liberta e sã.
Assim como a Páscoa conduz,
À vida nova, todo amanhã.
O ovo, o casulo e o voo,
Simbolizam a ressurreição.
A vida vence, em novo arranjo, Pura transformação no coração.

quadrado para dobradura. 1.
Ovo da borboleta: amassar o papel em formato de ovo. 2.



Lagarta: formar um cone com a folha, representando a lagarta.

Desamassar o papel e voltar para forma quadrada. Dobrar a folha ao meio.

Voltar à forma de retângulo, Figura 3, e dobrar no meio.
Preparar o casulo: dobrar o quadrado no meio e fazer um triângulo.


dobrar o triângulo no meio.

Romper o casulo: desdobrar o casulo. Voltar ao retângulo da Figura 3, com abertura para baixo. Dobrar a lateral para dentro, para formar o triângulo.

Dobrar o triângulo no meio.

Dobrar, formando asas.

Dobrar a outra lateral para dentro, formando o triângulo.

Fortalecer as asas e romper o casulo: abrir a dobra.



Dobrar uma aba da asa.

Dobrar, formando a outra asa. 13.

Dobrar a outra aba da asa.
Rasgar e dobrar, finalizando a asa. 16.

17.

Dobrar a outra aba da asa.

Virar a borboleta e dobrar, formando a cabeça da borboleta. 18.


Dobrar a borboleta no meio. 19.
Dobrar, formando o corpo da borboleta. 20.


Borboleta finalizada. 21.
Convidar para fazer o “Abraço de Borboleta” com o objetivo de registrar a reflexão e o momento de comunhão e de partilha.
Bênção final
Que Deus faça com que passe o dia e a noite com leveza e alegria, assim como a borboleta desliza voando pelo ar leve como uma pena. Amém.

Acolhida
Sejam bem-vindas e bem-vindos à segunda noite da Oficina de Quaresma e Páscoa: Da cruz à nova vida. Nesta edição, estamos refletindo sobre o símbolo da borboleta.
As borboletas passam por um longo período de preparação desde o seu nascimento. Nós, como pessoas cristãs, enquanto aguardamos a Páscoa, também nos preparamos para a transformação que Jesus traz para a nossa vida. Cristo nos ensina a viver em amor e paz, assim como lemos no texto bíblico.
Leitura bíblica
Colossenses 3.12-17.
Diácona Sissi Georg
Do ovo, nasce a larva, que, depois de muito se alimentar, encapsulou-se num casulo durante o tempo necessário, até tornar-se um novo ser vivo – um ser leve, de menos de uma grama, um ser que voa e que vai viver tão somente 14 dias, tempo no qual sua missão é deixar ovos para garantir a sua espécie e ajudar na polinização de novas flores, novos frutos.
A borboleta, embora seja tão bela, não se atém à sua exorbitante beleza, com cores cintilantes e vivas e de extraordinária perfeição. Não. A borboleta vive seu curto ciclo vital para doar-se. Ela contribui na polinização de novas plantas, de novas flores.
Isso é curioso na natureza. Há uma interdependência: as flores e as plantas dependem desse serviço da borboleta, e a borboleta necessita das flores e das plantas para se alimentar. Onde há borboletas, há vida. Borboletas são sinal de vida. Elas são corresponsáveis pela renovação da vida.
Será que se poderia constatar a mesma coisa sobre a presença de pessoas cristãs no mundo? Onde elas estão, há renovação da vida, há promessa de vida com qualidade?
Através do batismo, cristãs e cristãos passam por uma transformação radical: deixam de pertencer à velha humanidade, corrompida, e começam a pertencer à nova humanidade, que é a Criação de Deus realizada em Cristo. Tal qual a transformação que ocorre com a larva, também nossa vida passa por uma transformação integral e radical. Nossa

existência também se justifica se vivemos para nos doar, se vivemos para dar nossa contribuição para a renovação da vida.
O texto de Colossenses nos fala de como vamos viver como comunidade cristã, usando o verbo vestir – revestir. Esse verbo nos lembra a borboleta que se veste de totalmente uma nova forma quando se forma larva. Nossa veste é de misericórdia, contra a veste de juiz cruel que absolve ou condena pessoas; veste de bondade, que faz oposição à veste da maldade, da inveja que quer dar o troco olho por olho, dente por dente; veste da humildade, que se opõe à veste da arrogância e presunção, veste da mansidão e da paciência, que faz oposição à veste da irritação e da falta de paciência.
Nossa missão, como pessoas nascidas de novo, não é olhar para nossa eventual beleza exterior, nossa competência que humilha e diminui as outras pessoas. Diante de Deus, somos iguais e participamos igualmente da vida de Cristo.
A transformação que ocorre – que deve ocorrer – é algo prático: deixar as ações que visam seu próprio enaltecimento e seus próprios interesses. É agir e falar em favor da reconciliação e participar da renovação da vida ali onde estamos.
Que Deus nos ajude, para que tudo o que fizermos, seja em palavras ou em ação, o façamos em nome de Deus Pai.
E que a paz de Deus, que excede todo entendimento, guarde os nossos corações e pensamentos em Cristo Jesus. Amém.
Arte educadora Marinelza Padilha
Estamos em constante transformação!
Na arte, iniciamos com uma ideia, um projeto, o início de tudo... ovo.
Vamos para a construção, acertamos, erramos... E seguimos lagarta.
Depois, precisamos de um tempo para avaliar, analisar ... casulo
E depois desabrochamos e comprovamos a beleza que Deus nos presenteou, fazendo da nossa vida uma obra de arte!
Que todas e todos tenham um ano maravilhoso, cheio de lindas transformações!

• CD, LP ou papelão (uma base circular para fazermos o ciclo da borboleta);
• Lápis de escrever;
• Folha de ofício;
• Molde do desenho da Jornada de Quaresma e Páscoa ou você pode desenhar ;
• Lápis de cor ou tinta;
• Massa de biscuit natural ou branca (pacote pequeno, 90 gramas);
• Tinta para tingir a massa de biscuit (pode ser algumas dessas: tinta para tecido, guache, PVA ou acrílica);
• Cola líquida;
• Prego ou soldador para fazer o furo no CD.
PASSO A PASSO

Faço o furo no CD com o soldador ou prego, que você irá aquecer na boca do fogão ou com uma vela. Esse processo deve ser feito por uma pessoa adulta.
Cole a folha de ofício no CD com cola líquida ou cola bastão e depois recorte o excesso de papel. Passe um paninho para retirar as bolhas de ar que podem se formar, alisando o papel para que seu acabamento fique bonito.
Desenhe a cruz, que é o símbolo do nosso tema.
Em seguida, faça o tingimento de nossa massinha de biscuit. O ovo deve ser branco; a lagarta e o casulo, bege; e a borboleta, nas cores que desejar. Depois de tingida, modele a massinha, dando o formato desejado ao ovo, à lagarta, ao casulo e à borboleta.
Cole com cola branca as peças de biscuit na sequência do ciclo.

RECEITA MASSA DE BISCUIT
• 2 xícaras de amido de milho;
• 2 xícaras de cola branca própria para biscuit (sugestão de marca: Cascorez Extra);
• 2 colheres de sopa de creme hidratante;
• 1 colher de chá de azeite;
• Tinta: pode ser tinta de tecido, PVA, acrílica, óleo ou guache.
Em uma panela, acrescente o amido de milho, a cola, o hidratante e o azeite.
Misture até que fique homogêneo e, em seguida, leve ao fogo baixo.
Continue mexendo a mistura até que a massa comece a desgrudar da panela.
Ao alcançar o ponto certo, desligue o fogo e coloque a massa sobre uma superfície lisa.
Comece a sovar a massa com as palmas das mãos até que ela esfrie por completo; coloque hidratante nas mãos.
A massa deve ficar guardada fora da geladeira, coberta com um plástico filme, em um pote bem fechado.
O tingimento pode ser feito com as tintas sugeridas, na cor que desejar.
MATERIAIS
• Papelão;
• Cola líquida;
• Tesoura;
• Papéis diversos, como jornal, revista, papel pardo, folhas de rascunho, caderno (você pode escolher dois desses);


• Tinta para artesanato (guache, PVA, acrílica);
• Pincel com cerdas duras;
• Agulhão ou tesoura com ponta fina;
• Fio de náilon;
• Miçangas ou pedrarias;
• Arame;
• Caneta permanente preta;
• Molde do ciclo da borboleta (sugerido) ou o desenho que você fizer.
PASSO A PASSO
Transfira o molde da borboleta para o papelão. Faça isso pelo menos duas vezes para sua peça ficar mais resistente. Cole com cola branca.
Vamos para a parte da papietagem. Rasgue os papéis com a mão para que as fibras fiquem aparentes.
Pegue um tipo de papel, por exemplo, jornal, colando-o sobre o papelão. Faça várias camadas, no mínimo três, intercalando os tipos de papéis para que saibamos quantas camadas foram coladas.
Vamos para a pintura. Pinte na cor desejada; talvez seja necessário pintar duas demãos para cobrir bem o papel que foi utilizado, principalmente se ele estiver impresso.
MATERIAIS
• Feltro;
• Agulha para costura;
• Linha de bordar, crochê ou de costura;
• Moldes;
• Tinta para tecido ou caneta permanente.

Obs.: Você pode utilizar os dedoches para contar a história da página 12.

JARDIM DA RESSURREIÇÃO
Um caminho comunitário de fé, cuidado e transformação
Objetivo
Viver a Quaresma como um caminho comunitário de conversão espiritual, cuidado da Criação e compromisso com a vida, por meio da construção coletiva de um jardim natural. Ao final, celebrar a Páscoa como sinal visível da nova vida em Cristo, expressa na transformação pessoal, comunitária e ecológica.
Local para a construção do jardim
Um canteiro da comunidade; espaço interno apropriado para vasos; pátio da comunidade; canteiro do bairro em parceria com a comunidade.
Metodologia
A proposta se desenvolve a partir de vivências simbólicas e litúrgicas ao longo da Quaresma, estruturadas em etapas inspiradas no ciclo da borboleta: ovo, lagarta, casulo e borboleta.
O jardim é construído de forma progressiva durante a Quaresma e culmina na Páscoa, como sinal visível de reflexão e renovação do compromisso da comunidade com a vida e a Criação.
Cada etapa propõe palavra bíblica, gesto simbólico, elemento natural, oração e envio prático para a vida.
A proposta pode ser vivida em encontros semanais, grupos comunitários e celebrações dominicais, com possibilidade de ampliação e adaptação à realidade de cada comunidade.
Preparação do espaço
Organizar o local onde será construído o jardim (canteiro, vasos ou espaço comunitário).
Providenciar: água, terra (onde for possível, pedir às pessoas para que tragam de casa uma porção de terra), baldes ou mangueira e recipientes para a rega.
Acolhida
Aqui nos reunimos em nome do Deus da vida, que cria, sustenta e renova todas as coisas. Amém.

Hoje iniciamos nossa jornada na Quaresma com um gesto simples e profundo: tocar a terra. Tocamos a terra para lembrar que dela viemos e a ela voltaremos. E é nessa mesma terra que Deus insiste em semear vida.
Oração
Deus da Criação, abre os nossos olhos para enxergar a fragilidade e a beleza da vida. Prepara o nosso coração como terra boa, onde tua Palavra possa germinar. Amém
Leitura bíblica
Gênesis 2.7
“Então o Senhor Deus formou o ser humano do pó da terra e soprou em suas narinas o fôlego de vida, e o ser humano tornou-se um ser vivente.”
Convido, a quem se sentir confiante e confortável, a fechar os olhos por alguns instantes… sinta seus pés sobre o chão. Perceba o peso do seu corpo. Respire fundo.
Das mãos de Deus viemos como terra viva. E se Deus nos fez da terra, quer também fazer de nós jardim – nunca deserto.
Gesto comunitário
Orientação
Convidar as pessoas para depositarem a terra que trouxeram de casa no espaço previamente definido para fazer o Jardim da Ressurreição. Em seguida, regar a terra.
Música: (durante esse momento, é possível cantar com a comunidade ou prever a participação de um coral ou grupo de música).
Comentário
Tocamos a terra para lembrar que somos criadas e criados pelas mãos cuidadosas de Deus. Não somos frutos do acaso, mas do sopro de Deus. Em nós vivem histórias, marcas, lágrimas e sonhos. Terra ferida, mas fértil. E, nesse gesto de preparar a terra, expressamos com o nosso corpo: queremos ser terra onde Deus possa fazer nascer a vida.
Oração final
Deus da vida, que em Jesus Cristo se fez gente como a gente para se aproximar de nós e, de forma concreta, revelar seu plano de amor. Recebe esta terra e nossas vidas frágeis. Planta em nós esperança, justiça e misericórdia. Ensina-nos a cuidar da Criação e de toda vida ameaçada. Amém.
Envio
Vamos em paz. Sejamos terra boa neste mundo.

Preparação do espaço
Mudas de plantas, plaquinhas de madeira ou argila, tintas com pincéis ou canetas (previamente, avaliar e definir quais tipos de plantas são adequadas para este jardim. Onde for possível, pedir às pessoas que tragam as mudas de plantas ou a comunidade deverá providenciá-las).
Acolhida
Em nossa jornada na Quaresma, contemplamos agora a lagarta – símbolo do crescimento que exige tempo, alimento e cuidado.
Oração
Deus de misericórdia, que em Jesus Cristo és o caminho, a verdade e a vida. Ensina-nos a crescer em graça e a nos alimentar da tua Palavra. Amém.
Leitura bíblica
Mateus 4.4
“Jesus respondeu: As Escrituras Sagradas afirmam: O ser humano não vive só de pão, mas vive de tudo o que Deus diz.”
2 Pedro 3.18
“Porém, continuem a crescer na graça e no conhecimento do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Glória a ele, agora e sempre! Amém.”
A fé não cresce sozinha. Assim como uma planta precisa ser cuidada, nossa vida em Deus também precisa ser cultivada. Crescer na fé é crescer em amor, em justiça, em coragem, em sensibilidade.
Gesto comunitário
Orientação
Convidar as pessoas a olhar para as mudas e refletir sobre a seguinte pergunta: que tipo de comunidade queremos ser?
Em seguida, convidar as pessoas a registrar nas plaquinhas um pedido de crescimento e uma atitude concreta de cuidado.
Feito isso, cada pessoa é convidada a plantar a muda que trouxe ou as mudas que estarão disponíveis para o plantio e, junto à muda, fixar na terra uma plaquinha.
A pessoa que dirige o momento pode ler em voz alta algumas palavras colocadas nas plaquinhas e encerrar com um convite à oração.

Canto
A cada dia o dia inteiro (LCI 640)
Oração final
Deus de amor e compaixão, sustenta nossas raízes, alimenta nossa fé e nossa esperança e faz de nós pessoas que cuidam da vida. Amém.
Envio
Vamos em paz, cultivando a fé em gestos e atitudes.
Preparação do espaço
Folhas secas ou papéis-semente, canetas para escrever sobre as folhas secas ou sobre os papéis.
Acolhida
Chegamos ao tempo mais silencioso da jornada. O tempo do invisível, do que não se vê, mas acontece. Do que morre para renascer.
Oração
Deus que trabalha no silêncio, ensina-nos a confiar quando não vemos e a esperar quando não entendemos. Amém.
Leitura bíblica
Isaías 40.31
“Mas os que confiam no Senhor recebem sempre novas forças. Voam nas alturas como águias, correm e não perdem as forças, andam e não se cansam.”
O casulo nos ensina que Deus age até quando tudo parece parado. Nem todo crescimento faz barulho. Algumas transformações acontecem no silêncio, nascem no escuro.
Gesto comunitário
Em silêncio, pensem no que desejam entregar a Deus. O que precisa ser enterrado? O que precisa morrer, ser transformado para dar lugar à vida? Escrevam sobre folhas secas ou papéis-semente e enterrem no jardim.

Canto
Transforma, Senhor transforma (LCI 562)
Oração final
Porque Deus nos ensina a confiar nele, entregamos a Ele o que enterramos hoje: medos, culpas, vícios, tristezas, dores... Ó
Deus da esperança, transforma o que aqui te entregamos, o que hoje enterramos, em semente de vida nova. Amém.
Envio
Vamos em silêncio... e com esperança ativa!
ETAPA 4 – CRUZ: A DOR QUE GERA VIDA
Preparação do espaço
Cruz de madeira ou de cipó e pedras.
Acolhida
Entramos nos dias mais densos da nossa jornada de fé. Caminhamos, com Jesus, perfazendo o seu caminho de entrega até a cruz. O amor nos leva à cruz. Como pessoas cristãs, sabemos, a cruz não é o fim. Depois da cruz vem a Páscoa. Eis a esperança que nos põe em movimento, em compromisso renovado com a vida.
Leitura bíblica
João 19.17-29
“A cruz não é vontade de Deus. A cruz é consequência do amor vivido até o fim. Deus não quis o sofrimento de Jesus. Deus estava com Jesus na dor.”
Gesto comunitário
Colocar a cruz no jardim e convidar as pessoas a se aproximarem dela em silêncio, tocar o chão e depositar as pedras no jardim.
Oração final
Deus que sofre conosco, recebe nossas dores e nos dá coragem para amar como Cristo nos amou. Amém
Material
Flores, borboletas de folhas secas, pedras pintadas à mão com palavras como: VIDA – ESPERANÇA – RESSURREIÇÃO – GRAÇA – CUIDADO.
Durante a jornada da Quaresma, oferecer à comunidade oficinas de arte e reflexão para a confecção desses materiais. Para a celebração desta etapa, as pessoas serão convidadas a se colocarem

próximas do “Jardim da Ressurreição” e a ornamentá-lo com as flores, as pedras pintadas e as borboletas confeccionadas nas oficinas.
MOMENTO LITÚRGICO
Acolhida
Cristo vive! Ele está no meio de nós!
Oração
Deus da Criação, abre os nossos olhos para enxergar a fragilidade e a beleza da vida. Prepara o nosso coração como terra boa, onde tua Palavra possa germinar e onde a ressurreição que já acontece entre nós seja percebida. Amém.
Leitura bíblica
João 20.1-8
1 Coríntios 15.20
Gesto comunitário
Convidar as pessoas para ornamentar o jardim com as borboletas, as flores e as pedras pintadas com palavras de boas novas.
Música: (durante esse momento, é possível cantar com a comunidade ou prever a participação de um coral ou grupo de música).
Comentário
É de manhã
Projeto Música com Crianças na IECLB – Número 21 –
Este jardim é agora um testemunho que anuncia: a morte não venceu! A vida brota! Deus faz novas todas as coisas. Que Ele nos lembre todos os dias de que fomos chamadas e chamados a ser sinais de vida, a nos comprometermos com o cuidado da vida, com a defesa das pessoas mais vulneráveis,
com o cultivo da esperança e com o anúncio da ressurreição por meio de atitudes concretas. Pois, hoje, celebramos a vida que venceu a morte. Cristo vive – e a Criação toda canta com Ele.
Oração final
Deus da ressurreição, abençoa este jardim como sinal da tua nova Criação. Faz de nós também um jardim vivo, onde brote justiça e paz, onde floresça esperança e amor. Amém.
Envio
Cristo vive! E nos envia ao mundo! Vamos em paz! Sejamos testemunhas da vida que venceu a morte!

ARTESANATO PARA AS MEDITAÇÕES DO TEMPO QUARESMAL –O JARDIM DA RESSURREIÇÃO: um caminho comunitário de fé, cuidado e transformação

1 – COMO FAZER PAPEL-SEMENTE EM CASA
2 – COMO FAZER UMA BORBOLETA COM FOLHAS SECAS

–

3 – COMO FAZER UMA BORBOLETA QUE BATE AS ASAS


5 – COMO FAZER UM JARDIM DE PÁSCOA COM AS CRIANÇAS

Pastora Carmen Michel e Pastor Olmiro Ribeiro Junior

Vivencie em comunidade o tempo Quaresmal inspirados nas quatro fases da borboleta. A cada 10 dias, organize um tempo de reflexão, oração e atitudes pessoais e comunitárias para a vivência desse tempo de preparação para a Páscoa.
Fase da borboleta
Ovo – promessa de existência (proteção e valorização da vida)
“Não danifiquem nem a terra, nem o mar, nem as árvores” ( até marcarmos com um selo a testa dos servos do nosso Deus). Apocalipse 7:3 | Tema do Ano
Reflexão e oração
A necessidade de cuidado e proteção da vida em sua fragilidade e potencialidade. Cristo passou pela fragilidade e acolhe a fragilidade em amor e compaixão.
Atitude pessoal
Meditar sobre a fragilidade da vida, pessoal, familiar e de toda Criação.
Criar motivos de oração sobre o cuidado com a vida.
Atitude comunitária

Pensar em uma ação comunitária de cuidado e proteção à vida, seja com pessoas ou
Fase da borboleta
Lagarta (crescimento, nutrição)
“Cresçam na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A ele seja a glória, tanto agora como no dia eterno.” 2 Pedro 3:18
Reflexão e oração
Essa é a fase mais longa do seu envolvimento. A lagarta cresce alimentando-se, nutrindo-se. Nós somos chamadas e chamados a nos alimentar da Palavra e da comunhão.

Atitude pessoal
Período de leitura e estudo da Bíblia. Acesse o Caderno de Estudos e outros materiais do Tema do Ano:
Atitude comunitária

Campanha de doação de alimentos a uma instituição que necessite de auxílio.
Fase da borboleta
Casulo (pausa e espera)
“Mas os que esperam no Senhor renovam as suas forças, sobem com asas como águias, correm e não se cansam, caminham e não se fatigam.” Isaías 40.31
Reflexão e oração
O casulo é o espaço da pausa e da espera, o tempo dedicado a conversão e metanoia.
Atitude pessoal
Refletir sobre o tempo dedicado para o descanso, a convivência, a oração e a celebração, tanto em nível individual quanto familiar e comunitário.
Atitude comunitária
Organizar um tempo para meditação e oração pessoal, assim como igualmente organizar um tempo de oração e convivência com a família e comunidade durante a semana.

Versículo bíblico
Fase da borboleta
Borboleta (transformação, vida nova, ressurreição)
“E não vivam conforme os padrões deste mundo, mas deixem que Deus os transforme pela renovação da mente, para que possam experimentar qual é a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” Romanos 12.2

A transformação rompe as estruturas e sistemas de morte e dor. A borboleta rompe o casulo e voa livre, sinal da nova vida em Cristo.
Atitude pessoal
Recordar os momentos e processos de transformação, de restabelecimento da vida digna e em Graça.
Atitude comunitária
Organizar uma celebração que reforce o compromisso com o cuidado da Criação. Na celebração, adotar uma ação de cuidado em uma praça ou em um canteiro da cidade. Pode ser construído coletivamente, como o “Jardim da Ressurreição”.
Você gosta de jardim? Eu amo, pois, para mim, jardim é lugar de transformação! Na Páscoa lembramos que Jesus foi sepultado num jardim, com um túmulo novo (João 19.41), e que aquele jardim foi palco de renovação da alegria e da esperança de seus amigos, de suas amigas e de cada pessoa que confia n’Ele. Aquele jardim, que aparentemente tinha cheiro de morte, se renovou com cheiro de vida, pois Jesus não

Pastora Bianca Ücker Weber ficou preso naquele sepulcro; Ele ressuscitou! Aquele túmulo era como o casulo da lagarta, que parece morto, mas que abriga e protege para que aconteça uma maravilhosa transformação, o surgimento da borboleta! Eu imagino que, naquela manhã de domingo de Páscoa, o jardim tenha ficado cheio de borboletas, lembrando que, com Jesus, tudo se transforma e que nem mesmo a morte é capaz de impedir a vida nova que Ele oferece!
Atividade
Que tal criar um Jardim de Páscoa cheio de vida e significado? Enquanto você monta cada parte, pode lembrar da alegria da ressurreição e da esperança que a Páscoa traz.

Para montar o seu jardim, você vai precisar de:
• 1 prato de vaso;
• 1 vaso pequeno para representar o sepulcro;
• 1 pedra maior para fechar a entrada do sepulcro;
• pedrinhas menores para fazer um caminho;
Como fazer
• terra;
• sementes de alpiste;
• regador com água;
• 6 palitos de churrasco;
• cordão (para fazer as cruzes).
Coloque uma camada de terra no prato de vaso.
Deite o vasinho pequeno sobre a terra, como se fosse uma “caverna”.
Cubra o vasinho com terra, deixando a entrada dele aberta.
Use as pedrinhas pequenas para fazer um caminho até o sepulcro.
Coloque a pedra maior na entrada do vasinho, como se estivesse fechando o sepulcro.
Plante as sementes de alpiste por cima da terra (se você preferir, pode usar suculentas no lugar do alpiste. Fica bem bonito também!).
Use os palitos de churrasco e o cordão para montar três cruzes: a maior no centro e as menores nos lados.
Regue com cuidado e acompanhe o crescimento do seu jardim!
A revista O Amigo das Crianças, edição 122, março/abril de 2026, traz subsídios pedagógicos para trabalhar a temática da Quaresma e da Páscoa com o símbolo da borboleta.
Acesse a proposta metodológica:
Para adquirir a revista, acesse:



Acesse o Canal da IECLB no Youtube e confira todos os vídeos do Culto das Crianças:
LCI 444 – Amanheceu o novo dia
(Oziel Campos de Oliveira Jr.)
Cada dia o dia inteiro
Juventudes & Justiça Ambiental
Cantos Pra Viver – L: Simei Monteiro / M: Flavio Irala & Tércio B. Junker / Piano: Liséte Espíndola
LCI 341 – Amanhecer (Anima)
Acesse gratuitamente os cursos online Jornadas Criativas sobre o Ano Litúrgico, no Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) da IECLB.

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Oficina Online de Quaresma e Páscoa – Ano 5
Da Cruz à vida nova

Este e-book é uma publicação da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), por meio da Secretaria da Ação Comunitária – Coordenação de Diaconia Comunitária, Coordenação de Gênero, Gerações e Etnias, Coordenação de Educação Cristã e Coordenação do AVA.
Organização
Pastora Bianca Ücker Weber, Diácona Carla Vilma Jandrey, Pastora Carmen Michel, Catequista
Daniela Hack, Catequista Pastora Juliana Ruaro
Zachow e Catequista Valéria Franz Bock
Assessoria
Arte educadora Marinelza Padilha e Pastor Olmiro Ribeiro Junior
Identidade visual da jornada de Quaresma e Páscoa
Suzana Cristina Witt
Apoio:

Projeto gráfico, capa e diagramação
Andrei Lysik Viega
Revisão ortográfica
Susanne Buchweitz
Realização
Programa Comunidades Criativas, Secretaria da Ação Comunitária da IECLB
COORDENAÇÃO DE GÊNERO, GERAÇÕES E ETNIAS


OFERTAS NACIONAIS PARA A EDUCAÇÃO CRISTÃ CONTÍNUA DA IECLB


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