Cartilha
Editorial Publicação coordenada pelo Conselho Nacional da Juventude Evangélica – CONAJE e Coordenação do Trabalho com Jovens e Programa de intercâmbios da Secretaria da Ação Comunitária - Secretaria Geral da IECLB. Equipe de coordenação da campanha Bárbara Luise Hiltel Venturini Surkamp, Bianca Koffke, Gabrielle Ücker Thum, P. Gerson Acker, Natan de Oliveira Schumann, Renato Valenga, Martina Wrasse Scherer, Diác. Simone Engel Voigt. Elaboração do material P. Gerson Acker, Jessica Manfrin, Equipe coordenadora da Campanha, Jovens representantes sinodais durante os seminários da Campanha Juventudes & Justiça Ambiental Revisão Geral P. Gerson Acker, Natan de Oliveira Schumann, Renato Valenga e Diác. Simone Engel Voigt. Revisão Ortográfica e Diagramação Renato Valenga Publicado com apoio da (ELM) e Secretaria Geral da IECLB. Disponível em versão digital: luteranos.com.br Contato: Secretaria da Ação Comunitária Rua Senhor dos Passos, 202 – 4º andar Porto Alegre/RS Fone: (51) 3284 5400 E-mail: secretariageral@ieclb.org.br
CONTEÚDO Apresentação
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Identidade Visual da Campanha
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Reflexão bíblica e teológica
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Temáticas da Justiça Ambiental
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Subsídios
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Anexos
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Referências
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Apresentação A temática ambiental vem sendo discutida desde muito tempo; entretanto, as condições planetárias da atualidade chamam nossa atenção e responsabilidade para tal discussão. Nós precisamos mais do que nunca refletir sobre as condições atuais e futuras do nosso planeta, afinal estamos falando também do nosso futuro. O futuro das juventudes e de todas as gerações que virão depois de nós depende das nossas ações hoje. Discutir, refletir e agir em favor do meio ambiente representa um grande investimento, que trará lucros a curto, médio e longo prazo. Não há outro caminho, a não ser o de trilharmos e buscarmos cada vez mais um ambiente equilibrado, socialmente justo, e economicamente viável. Com o entusiasmo, força, discussão, responsabilidade e compromisso da juventude, muito pode ser feito e muito está em nossas mãos. O envolvimento de cada um de vocês é fundamental na busca por um ambiente justo e saudável para todas as pessoas. As nossas ações, por mais simples que pareçam, podem fazer a diferença, influenciar e motivar outras pessoas a repensarem consumos e hábitos que não são tão saudáveis e ecologicamente equilibrados. O primeiro passo que podemos dar na construção de um planeta ecologicamente equilibrado é por meio do aprendizado. O material organizado nesta cartilha foi produzido durante o andamento da campanha, em diferentes momentos, com o objetivo de servir como subsídio contínuo para as Juventudes envolvidas com a temática. A proposta desse material é de, essencialmente, compilar os diferentes conteúdos de apoio e oferecer um recurso simples e de fácil acesso, otimizando as possibilidades de multiplicação da campanha. Que esta cartilha seja mais um passo na promoção da Justiça Ambiental. Equipe nacional de coordenação da campanha Juventudes e Justivça Ambiental - IECLB
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Identidade visual da Campanha Na identidade visual, buscamos elementos que representassem a Criação de Deus. Temos a figura do sol que fornece luz e dá vida ao nosso planeta. Temos a brisa do vento e a água se movimentando em uma representação combinada, que simboliza o equilíbrio do planeta e o frescor da vida. Temos também uma folha, elemento que traz o anúncio dos ciclos de renovação da natureza, dádiva divina que pode ser observada ao nosso redor. Na sequência, temos a mão a doar e semear, que representa o chamado para lançar sementes, ou seja, colocar em prática ações de um bom relacionamento com o meio ambiente, do qual somos parte. E, por fim, vemos que tudo se conecta, de forma equilibrada e leve, nos lembrando de que todas as coisas que fazem parte da criação merecem respeito e proteção.
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Reflexão bíblica e teológica Cuidando da Criação de Deus P. Gerson Acker
Recontando uma famosa parábola (Lucas 10.25-37) Certa vez, um mestre da Lei perguntou a Jesus: Mestre, o que devo fazer para conseguir a vida eterna? Jesus respondeu: “Ame o Senhor, seu Deus, com todo o coração, com toda a alma, com todas as forças e com toda a mente. E ame o seu próximo como você ama a você mesmo”. Porém, o mestre da Lei, insistindo, perguntou: Mas quem é o meu próximo? Jesus contou a seguinte história: Os seres humanos ganham um lindo planeta. No caminho do lucro desmedido, alguns ladrões assaltaram o planeta, tiraram sua vegetação, poluíram suas águas, extinguiram seus animais e o deixaram quase morto. Acontece que um sacerdote vendo a situação do planeta, tratou de passar longe – seu foco eram as coisas celestiais. Mais tarde, um levita viu a situação do planeta e foi embora porque tinha questões econômicas para resolver. Por fim, um samaritano viu o planeta, ficou com muita compaixão dele. Então chegou perto dele, limpou os seus ferimentos: replantou árvores, despoluiu rios e mares, respeitou e salvou animais. Cuidou dele, ajudando inclusive financeiramente às causas de proteção e defesa da natureza. Por fim, o samaritano convidou todos os que habitavam nele, dizendo: Tomem conta dele! Então Jesus perguntou ao mestre da Lei: Na sua opinião, qual desses três foi o próximo do planeta? Aquele que o socorreu! — respondeu o mestre da Lei. E Jesus disse: Pois vá e faça a mesma coisa.
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Reflexão bíblica e teológica A Criação é meu próximo A natureza é concebida teologicamente como “Criação de Deus”, ela é espaço sagrado porque foi criada a partir da Palavra: Deus disse e tudo foi criado. Mesmo que você tenha dificuldades com a linguagem bíblica que narra a criação do mundo e prefira uma linguagem mais científica para explicar o surgimento do mundo, convido-te a perceber a sacralidade que há em tudo o que existe no mundo. A natureza é um organismo vivo, social e sagrado. Não é apenas coadjuvante, mas é protagonista da História junto com todos os seres que nela coabitam – inclusive os seres humanos. O planeta cuida das pessoas e de todos os seres, alimenta-os dando-lhes vida. Por esta razão, de forma recíproca, as pessoas também (deveriam!) cuidar da Terra, pois tudo o que é feito contra a Criação também atinge as pessoas. Biblicamente, como fundamentar isso? No segundo relato¹ da criação (Gênesis 2.4b-7, 15, 19), temos uma narrativa agrária que vincula o ser humano, os animais e tudo que existe à terra. O ser humano é chamado, em hebraico, de Adam. A terra é chamada de adamah. Os dois termos têm a mesma raiz. Com isto, a língua hebraica quer expressar que o ser humano é inseparável da terra. Os dois se pertencem mutuamente. É isto que o livro de Gênesis diz com outras palavras: o ser humano foi criado por Deus do pó da terra e, quando deixar de respirar, voltará ao pó da terra (Gn 3.19). Essa íntima relação do ser humano com a terra também se pode verificar no latim: humanus e humus. Portanto, precisamos desconstruir a ideia de que nós (humanos) somos melhores que os demais seres vivos (animais, plantas). Precisamos olhar para a Criação como um próximo, alguém ao qual estamos intimamente ligados num processo de ação e reação.
¹ O primeiro relato da Criação é de Gênesis 1.1-2.4a. Nesse texto, temos uma narrativa sacerdotal, que organiza o trabalho de Deus em sete dias.
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Reflexão bíblica e teológica O teólogo Leonardo Boff afirma algo muito sério: “A natureza é o nosso próximo também. Ele está como irmão/irmã caído, jogado, machucado, agredido, violentado, espoliado há 500 anos”. No caso do cristianismo, temos fechado nossos olhos à Criação. Como tudo o que é sadio pode ficar doente, uma religião que não se preocupa com o planeta Terra e olha apenas para as coisas celestiais está distorcendo a fé. No Credo Apostólico, confessamos a fé no Deus Criador: “Creio em Deus Pai, todo-poderoso, Criador do céu e da terra”. Na base de nossa fé está o reconhecimento de que o nosso Deus é Criador de todas as coisas. Logo, agressão à criação é agressão ao Criador. Por isso, o cuidado com a Criação é uma questão de fé. Quando negamos à Criação a identidade de ‘próximo’, relativizamos uma questão essencial: vale mais a vida ou o lucro? O ser humano moderno cultivou uma espécie de "complexo de Deus" que, pelos meios da ciência e da técnica, pensa que tudo pode. O problema dessa postura, é que ela leva tudo e todos à ruína. No futurista filme “Avatar” de James Cameron (2009), no qual a humanidade destruiu o planeta Terra e busca um lar em ‘Pandora’, uma citação dita por um cientista da trama faz muito sentido: “Os seres humanos são para o planeta, o que um vírus é para célula. Eles entram, drenam, se multiplicam e usam a célula até destruí-la”. O que você entende pelo 5º mandamento? Não matar. Inclua, na sua compreensão, o 'não mate o planeta Terra’. Ninguém nos deu o direito de, no afã de buscar o bem-estar e a riqueza, desmatar vastas regiões, poluir as águas e o ar, contaminar quimicamente nossos alimentos, etc. Numa perspectiva teológica, toda vez que descumprimos um mandamento caímos em pecado. Nessa lógica, o pecado destrói o relacionamento entre Deus e o ser humano, entre o ser humano e si mesmo (“yourself”), entre o ser humano e seu semelhante e entre o ser humano e a Criação. “A ganância alimenta o nosso coração e o consumo engorda os nossos corpos. É necessário ver que a Criação foi colocada por Deus para que ela fosse preservada e responsavelmente utilizada. A utilização dos recursos naturais deve garantir a vida desta e das futuras gerações, para que também estas pos2 sam viver de forma digna” . ² Posicionamento da IECLB: “Bioética - O Cuidado pela Vida”, 2008. Acesse o texto na íntegra no site: https://www.luteranos.com.br/conteudo/bioetica-2008.
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Reflexão bíblica e teológica
Precisamos assumir a nossa tarefa de sermos bons administradores/as, cuidando da Criação de Deus (Gn 2.15). Somos chamados à responsabilidade, ou seja, devemos responder pelos nossos atos cometidos contra a natureza. Que o primeiro movimento seja o de ‘abrir os olhos e ver o próximo caído’ – porque o negacionismo científico mina a compaixão com a Criação! O teólogo Marlon R. Fluck diz: “Quem não tem tempo para parar e ver o que se passa ao seu redor, não pode ser uma pessoa integrada à Criação”. O próprio Jesus Cristo nos convida a VER as flores do campo e as aves do céu e a nos inspirarmos nelas para uma vida com mais sentido (Lc 12.24, 27). Nós precisamos resgatar uma relação mais benigna para com a natureza. Amar a Deus, okay. Amar ao próximo, okay. Amar a si mesmo, okay. Amar a Criação também faz parte do Grande Mandamento do Amor! E só há uma forma de cuidar da Criação: Sendo um bom samaritano para com ela! Como fazer isso de forma real? Fique ligado e ligada nas dicas dessa cartilha.
Reencantar-se com a Criação Música e poesia são formas de perceber a beleza da criação de Deus e reencantar-se com aquilo que nossos olhos deixam de ver.
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Reflexão bíblica e teológica
What a Wonderful World - Louis Armstrong (tradução livre) Eu vejo as árvores verdes, rosas vermelhas também Eu as vejo florescer para mim e para você E penso comigo, que mundo maravilhoso! Eu vejo os céus tão azuis e as nuvens tão brancas O brilho abençoado do dia, e a escuridão sagrada da noite E eu penso comigo, que mundo maravilhoso. As cores do arco-íris, tão bonitas no céu Estão também nos rostos das pessoas que passam Vejo amigos apertando as mãos, dizendo: Como vai você? Eles realmente estão dizendo: Eu te amo! Eu ouço bebês chorando, eu os vejo crescer Eles vão aprender muito mais que eu jamais vou saber E eu penso comigo, que mundo maravilhoso Sim, eu penso comigo, que mundo maravilhoso.
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Temáticas da Justiça Ambiental Mergulhando na temática Engª. Ambiental Jéssica Manfrin
Crise Ambiental Infelizmente, está cada vez mais comum termos acesso a situações de degradação ambiental. Situações que antes pareciam ser casos isolados, como um “lixo” jogado na rua, uma fumaça escura no céu distante, um rio pouco poluído, entre tantas outras, têm se tornado mais comuns aos nossos olhos. As causas da degradação ambiental e da crise ambiental que enfrentamos, apesar de parecerem imensuráveis e difíceis de serem identificadas, podem ser calculadas por meio de uma equação matemática bastante simples, observada na imagem abaixo.
Figura 1: Como se origina a degradação ambiental.
No ano de 2019, segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU), 7,7 bilhões de pessoas habitavam o planeta Terra, alguns locais com maiores populações, outros com menos. As estimativas são de que no ano de 2050 somaremos aproximadamente 9,7 bilhões de pessoas. O fato é que as pessoas precisam sobreviver, e para sobrevivermos utilizamos os recursos naturais.
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Temáticas da Justiça Ambiental Recursos Naturais Os recursos naturais podem ser compreendidos, segundo Odum e Barret (2007), como qualquer insumo que organismos, populações e ecossistemas necessitam para sua existência. Estamos falando dos elementos da natureza, como a água, o solo, a energia solar, o oxigênio, os minerais, as florestas, etc. No contexto brasileiro, quando falamos sobre recursos naturais, falamos sobre riqueza e diversidade. O Brasil possui em seu território 12% de toda água doce do planeta. Além disso, temos em nosso território a presença de grandes aquíferos: Guarani e Amazonas, os maiores aquíferos de água doce do planeta. Possuímos um terço (1/3) de todas as florestas tropicais do mundo, e abrigamos cerca de 1,8 milhão de espécies vegetais e animais que se encontram distribuídas nos seis biomas brasileiros (Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa, Pantanal). Nós utilizamos os recursos naturais para garantir nosso desenvolvimento enquanto civilização, nossa sobrevivência e nosso conforto. Entretanto, com o passar da História, fomos entendendo os recursos naturais como algo a nos servir e perdemos nossa conexão com a natureza e nossa preocupação com o seu equilíbrio. Para que possamos compreender um pouco mais sobre como a humanidade vem utilizando esses recursos, precisamos falar sobre a nossa História.
Processos históricos A humanidade passou por diversos processos até chegar ao que conhecemos hoje. Abaixo, citaremos os principais marcos da história da humanidade no que diz respeito ao uso dos recursos naturais. 1ª Revolução Agrícola Um dos grandes marcos na nossa História é a primeira Revolução Agrícola, que aconteceu há cerca de 8 mil anos a.C. Esse período é conhecido como o período Neolítico, onde o ser humano descobre o fogo.
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Temáticas da Justiça Ambiental
Nessa fase da História, os seres humanos, que até então viviam como nômades e tinham como base da sua sobrevivência a caça e a coleta, começaram a desenvolver técnicas agrícolas bastante rudimentares, mas que permitiram sua fixação em determinado local. Ou seja, nesse período, os seres humanos coletores passam a produzir alimentos. Além disso, a fixação territorial inicia a formação das primeiras comunidades e vilas, o que mais tarde daria origem às primeiras cidades. 2ª Revolução Agrícola A segunda Revolução Agrícola, datada entre os séculos XVIII e XIX, também representou um grande passo na História da humanidade e no uso dos recursos naturais. Tal período foi marcado pelo incremento de tecnologias na agricultura, com a rotação de culturas, a diversificação no uso de sementes e a equalização do espaço para a atividade agropecuária. Tais mudanças impactaram ainda mais a relação entre ser humano e o uso da terra. Revolução Industrial Sem dúvidas, um dos maiores marcos na história da humanidade é a Revolução Industrial, ocorrida no século XVIII na Inglaterra. Esse período é marcado por vários desenvolvimentos tecnológicos, considerados inovações para a época, entre eles o desenvolvimento da máquina a vapor. Os processos de manufatura, que até então eram conduzidos de forma artesanal, passam a ser realizados por meio de máquinas, dando origem a novos processos e formatos de produção e, consequentemente, novos padrões de consumo passam a ser criados.
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Temáticas da Justiça Ambiental
Como resultado dessa nova realidade, a humanidade dá saltos de desenvolvimento. Entretanto, fatores ambientais não foram considerados e, como consequência, vemos o surgimento de vários problemas, como a poluição do ar, poluição dos recursos hídricos, geração de resíduos sólidos e líquidos, além vários problemas sociais, que, com o tempo, aumentaram até atingir níveis preocupantes, a ponto de questionarmos a sobrevivência de todos os seres no planeta Terra. 1ª Guerra Mundial, Crise de 1929 e 2ª Guerra Mundial: A primeira Guerra Mundial (1914-1919), a Crise de 1929 (1929) e a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) marcaram a história da humanidade e também a nossa relação com os recursos naturais e os impactos ao ambiente. Os períodos em que a humanidade passou por guerras e crises, além de trazerem grandes prejuízos sociais e humanitários, também afetam diretamente a economia dos países envolvidos e acabam por trazer prejuízos às demais nações. Diante de tais prejuízos econômicos, os períodos de pósguerra foram marcados por uma necessidade de retomada do crescimento econômico, e para que esse crescimento ocorresse foi necessária uma maximização no uso dos recursos naturais - fato este que não contabilizava os custos ambientais do crescimento, aumentando os índices de degradação e de contaminação ambiental.
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Temáticas da Justiça Ambiental Caminhos já percorridos Diante dos cenários de degradação observados ao longo dos tempos, algumas iniciativas e discussões começaram a surgir. Um dos principais marcos do início das discussões ambientais ocorreu em 1962 com a publicação do Livro “Primavera Silenciosa”, escrito por Rachel Carson. Na obra, a autora identifica e evidencia os danos ocasionados pelo agrotóxico DDT na saúde ambiental e na saúde humana nos Estados Unidos. A publicação, muito criticada na época, permitiu que as reflexões acerca dos impactos ambientais ganhassem mais espaço e que mais pessoas participassem das discussões. Em 1972 ocorreu a Conferência de Estocolmo, a primeira conferência organizada pela Organização das Nações Unidas (ONU) para discutir a preservação ambiental, representando o início das discussões mundiais relativas ao meio ambiente e a necessidade de sua conservação. Outras conferências ocorreram a fim de continuar as discussões voltadas à necessidade da conservação ambiental, e, para além disso, fazer com que os países membros da ONU assumissem responsabilidades na busca pela conservação ambiental. Entre as conferências realizadas após a de Estocolmo, pode-se citar a 1ª e 2ª Conferência sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, popularmente conhecidas por Rio 92 e Rio+20, respectivamente, ambas realizadas no Rio de Janeiro em 1992 e 2012. Durante a Rio 92, os principais pontos das discussões englobavam o conceito de desenvolvimento sustentável3, ainda novo na época. Já as discussões abordadas durante a Rio+20 relacionavam-se com a necessidade dos países mem4 bros da ONU adotarem uma economia verde no desenvolvimento sustentável e buscar alternativas para a erradicação da pobreza.
³ Desenvolvimento capaz de suprir as necessidades da geração atual, sem comprometer a capacidade de atender as necessidades das futuras gerações (WWF, 2021). ⁴ Economia de baixo carbono, eficiente e limpa, mas também inclusiva, baseada na partilha, colaboração, solidariedade, resiliência, oportunidade e interdependência (ONU, 2019).
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Temáticas da Justiça Ambiental É importante salientar que o desenvolvimento sustentável é construído a partir de um tripé, que se constitui por: ambiente equilibrado, socialmente justo e economicamente viável. Tais eventos, além de outros que ocorrem desde a Conferência de Estocolmo, representam os esforços internacionais na busca por alternativas mais viáveis à conservação ambiental. Entretanto, o que se observa é que muito ainda há de ser feito e muitas responsabilidades ainda precisam ser assumidas.
Educação Ambiental No meio das discussões ambientais surge a necessidade de fazer com que as pessoas participem desse debate, afinal de contas, a degradação ambiental ocorre em decorrência das nossas ações. Nesse sentido, ao passo que as discussões ambientais começam a ser travadas num contexto global, surge a necessidade de educarmos os indivíduos acerca dos problemas ambientais e permitir que as pessoas compreendam e façam parte do movimento de mudança e de reflexão. Nesse contexto, surge a educação ambiental. A educação ambiental pode ser entendida como “um processo permanente, no qual os indivíduos e a comunidade tomam consciência do seu meio ambiente e adquirem conhecimentos, valores, habilidades, experiências e determinação que os tornem aptos a agir e resolver problemas ambientais presentes e futuros”. A educação ambiental é construída a fim de ser: Ÿ Transformadora: permitir que as relações humanas, tanto individuais quan-
to coletivas sejam transformadas a partir de um viés de conservação e proteção do meio. Ÿ Participativa: permitir que todos os indivíduos participem, se engajem em
ações e processos, pois todas as pessoas têm possibilidade de contribuição. Ÿ Abrangente: deve ocorrer em todos os espaços, e não apenas no ambiente
escolar.
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Temáticas da Justiça Ambiental Ÿ Globalizadora: o meio ambiente passa a ser compreendido a partir de todos
os aspectos (natural, tecnológico, social, econômico, político, histórico, cultural, técnico, moral, ético e estético). Ÿ Permanente: deve ocorrer de forma crescente e contínua, não deve “pa-
rar”. Ÿ Contextualizadora: deve ser pensada e praticada a partir de diferentes rea-
lidades e cenários. Além disso, a educação ambiental apresenta como maior objetivo formar pessoas ambientalmente educadas. Ou seja, desenvolver nas pessoas a consciência e a sensibilidade acerca dos problemas ambientais e estimulá-las a tentar buscar soluções para estes problemas. Para formarmos pessoas ambientalmente educadas e alcançarmos o maior objetivo da educação ambiental é necessário que sigamos alguns passos: 1º passo: Aprender e utilizar conceitos essenciais ao entendimento das relações no ambiente. 2º passo: Introdução da dimensão ambiental nos diversos processos sociais, econômicos, educacionais e culturais. 3º passo: Considerar como âmbito de aplicação todas as esferas e cenários. 4º passo: Fazer com que o processo seja dinâmico e integrativo, considerando necessidades e participações individuais e coletivas. 5º passo: “Pensar globalmente e agir localmente”. Como já apresentado anteriormente, a degradação ambiental tem origem nos mais diversos problemas ambientais, e tais problemas possuem como origem principal, as ações humanas.
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Temáticas da Justiça Ambiental Problemas ambientais Os principais problemas ambientais que assolam o planeta Terra na atualidade são: desmatamento, degradação do solo, poluição da água, geração de resíduos, poluição do ar, alterações climáticas, extinção de espécies, poluição sonora e poluição visual. Tais problemas serão apresentados de forma individual; entretanto, é necessário que consideremos o planeta Terra como um grande ser vivo, onde todos os processos se combinam, onde no menor sinal de desequilíbrio em algum compartimento ambiental, os outros também terão sua qualidade comprometida. Desmatamento: Atual cenário - No ano de 2018, 12 milhões de hectares de florestas tropicais desapareceram no mundo. Tal valor equivale a 30 campos de futebol desmatados por minuto. No Brasil, os resultados corroboram esse cenário de degradação. Entre os anos de 2019 e 2020 foram desmatados 9205 km² de florestas, o equivalente a 1.100.000 campos de futebol. Em ambos os contextos, a grande perda se deu em florestas primárias (florestas em estado original) que têm papel fundamental na manutenção da biodiversidade. Causas - Entre as principais causas do desmatamento destacam-se as queimadas, o comércio ilegal de madeira, o aumento das áreas para produção agropecuária, a mineração, entre outras. Consequências - Entre as principais consequências do desmatamento podese citar a perda de biodiversidade, a contribuição para as alterações climáticas, a perda da qualidade dos solos, conflitos sociais, entre outras. O que posso fazer - Algumas atitudes individuais e coletivas podem ser adotadas para que a mudança ocorra, entre elas a cobrança por implantação de políticas públicas e fiscalização, a busca por um consumo consciente, a realização de denúncias e a diminuição do consumo da carne.
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Temáticas da Justiça Ambiental Degradação do solo: Atual cenário - Nos últimos 50 anos, a quantidade de terra agricultável per capita diminuiu cerca de 50%. Em torno de 33% das terras têm alto ou médio grau de degradação. Causas - Erosão, a salinização, a poluição química, a prática de agricultura não conservacionista, o despejo de contaminantes e resíduos, entre outras. Consequências - Perda de biodiversidade, perda de área agricultável, o que configura um problema ainda maior, como a diminuição da produção de alimentos, perda na qualidade dos solos, poluição hídrica, entre outras. O que posso fazer - Optar por consumir produtos da agricultura familiar/orgânicos, bem como produtos agroecológicos, diminuir a quantidade de resíduos, realizar a separação e destinação adequada dos resíduos, realizar a compostagem, entre outras possibilidades. Poluição da água: Atual cenário - Um dos principais contribuintes da poluição hídrica é a deficiência no saneamento ambiental. Estima-se que cerca de 60% da população brasileira apresenta condições precárias ou não tem acesso ao esgotamento sanitário. Além disso, aproximadamente 41% da população brasileira apresenta condições precárias ou não tem acesso a água potável. Causas - Falta ou ineficiência do saneamento ambiental, tanto em ambiente urbano como em ambiente rural, a contaminação por atividades industriais e agrícolas, dando origem a poluição pontual e difusa, o descarte incorreto de resíduos, entre outros. Consequências - Perda de biodiversidade, elevação de custos de tratamento, escassez e danos à saúde pública. Estima-se que 2 bilhões de pessoas bebem água contaminada e, além disso, muitas são as pessoas que perdem a vida em virtude de problemas de saúde decorrentes da ingestão de água contaminada.
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Temáticas da Justiça Ambiental O que posso fazer - Consumir produtos da agricultura familiar, orgânicos ou agroecológicos, diminuir o uso de plásticos, evitar o desperdício, entre outras possibilidades. Geração de resíduos: Atual cenário - Cada brasileiro/a gerou em média 378 kg de resíduos no ano de 2019, o que contabiliza 1,52 milhão de toneladas de resíduos por semana. No Brasil, estima-se que 75% das pessoas não separam os seus resíduos. Além disso, apenas 1,3% do plástico gerado no país é reciclado. Causas - Elevada produção de resíduos, descarte incorreto, elevado consumo, ineficiência ou inexistência da coleta seletiva, problemas na reciclagem, entre outras. Consequências - Contaminação dos solos e água, proliferação de vetores, contaminação humana, emissão de gases de efeito estufa, entre outras. O que eu posso fazer - Repensar nossos consumos, descascar mais, desembalar menos, optar por produtos com embalagens retornáveis, evitar o desperdício de alimentos, realizar a compostagem, fazer a correta separação dos resíduos, cobrar a implantação de políticas públicas, diminuir o uso de plásticos, entre outras possibilidades. Poluição do ar: Atual cenário - Sete milhões de pessoas no mundo morrem anualmente, em decorrência da poluição do ar. Nove em cada dez pessoas (no mundo) respiram ar contendo altos níveis de poluentes. A matriz energética mundial e brasileira são baseadas nos usos de combustíveis fósseis (petróleo, gás natural e carvão). Causas - Utilização de combustíveis fósseis, principalmente nos meios de transporte, as queimadas, a decomposição de resíduos, o uso de aerossóis, entre outras.
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Temáticas da Justiça Ambiental Consequências - Contaminação dos solos e água, contaminação humana, ocorrências de chuva ácida, contribuições para as mudanças climáticas, entre outras. O que posso fazer - Repensar nossos consumos, optar por utilizar meios de transportes mais sustentáveis, economizar energia, consumir produtos produzidos localmente, entre outras possibilidades. Alterações climáticas: Atual cenário - As mudanças climáticas podem ocorrer naturalmente no planeta, como por exemplo por meio da erupção vulcânica. Entretanto, as ações humanas têm contribuído significativamente nesse contexto. A concentração original de CO2 (dióxido de carbono – um dos gases de efeito estufa) era de 280 ppm (parte por milhão) durante a Revolução Industrial. Atualmente, a concentração desse gás na atmosfera já supera os 400 ppm. Causas - Utilização de combustíveis fósseis como principal fonte na matriz energética global, as queimadas, a decomposição de resíduos, o desmatamento, o uso de aerossóis, entre outras. Consequências - Perda da biodiversidade, o derretimento das calotas polares, os danos à saúde humana, a ocorrência de eventos climáticos extremos, entre outras. O que posso fazer - Repensar nossos consumos, optar por utilizar meios de transportes mais sustentáveis, economizar energia, consumir produtos produzidos localmente, entre outras possibilidades. Extinção de espécies: Atual cenário - A estimativa é que a perda acelerada de espécies que presenciamos hoje está entre 1.000 e 10.000 vezes acima da taxa de extinção natural. Ademais, 1 milhão de espécies de plantas e animais estão ameaçados de extinção, entre eles, o ser vivo eleito como o mais importante do planeta em função da sua capacidade de polinização de espécies: as abelhas.
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Temáticas da Justiça Ambiental Causas - Queimadas, o desmatamento, a destruição dos hábitats, as mudanças climáticas, as caças ilegais, o uso sem qualquer conservação dos recursos naturais, entre outras. Consequências - Perda da biodiversidade, o desequilíbrio ecológico, a redução do fundo genético global do planeta, a redução da variedade alimentar, entre outras. O que posso fazer - Repensar nossos consumos e o uso dos recursos naturais, consumir produtos da agricultura familiar, orgânicos ou agroecológicos, entre outras possibilidades. Poluição sonora e poluição visual: Atual cenário - Esses dois formatos de poluição também são denominados poluições modernas. Tal denominação se deve ao fato de tais poluições começarem a ser estudadas após os outros formatos de poluição. Além do mais, os formatos da vida moderna, liderados principalmente pela maior taxa de pessoas vivendo em centros urbanos, têm impulsionado o aumento da poluição visual e poluição sonora. A poluição visual é entendida como um desconforto visual, originado pelo excesso de informações, luminosidade, uso de telas, enquanto que a poluição sonora é compreendida como os desconfortos acústicos, como a presença de barulhos e ruídos. Causas - Destacam-se a atividade aérea, a grande circulação de automóveis e a atividade mineradora. Já a poluição visual é ocasionada em função da presença cada vez maior de outdoors, placas, efeitos luminosos e uso de telas. Em virtude das causas, tais poluições são mais comumente evidenciadas em grandes centros urbanos. Consequências - Danos a saúde humana, como o estresse físico e mental, a depressão, a hipertensão arterial, além da redução da variedade alimentar, ocasionada por uma perda de biodiversidade (afugentada pelo excesso de luminosidade e ruídos), entre outras. O que eu posso fazer - Repensar nossos consumos, utilizar meios de locomoção mais sustentáveis, como andar mais de bicicleta e a pé, optar por utilizar a luz natural, entre outras possibilidades. 22
Temáticas da Justiça Ambiental Modelos de desenvolvimento Após toda construção de conhecimentos até aqui, verificamos que a degradação ambiental pode ser originada a partir de várias situações e problemas. Tais problemas acontecem porque o ser humano, que no início da história da humanidade era visto como um cuidador, que utilizava os recursos naturais apenas como fonte de subsistência, se tornou um explorador e consumidor dos recursos naturais. O resultado desse modelo, aplicado desde muito tempo, foi responsável por desenvolver em nós o desejo cada vez maior de consumir e o falso entendimento de que o planeta deve nos servir. Contudo, como observamos no tópico anterior, os resultados têm sido cada vez mais danosos à qualidade ambiental e, consequentemente, à qualidade de vida. Se continuarmos nesse ritmo, as consequências podem ser ainda mais catastróficas, principalmente às populações mais vulneráveis. Diante desse cenário de crise ambiental, cabe a nós, buscarmos modelos de desenvolvimento diferentes, modelos que de fato garantam o desenvolvimento sustentável. Para isso, a Agenda do Desenvolvimento Sustentável, iniciativa estabelecida pela ONU no ano de 2015, propôs 17 Objetivos (ODS) que devem ser atingidos até o ano de 2030. Tais objetivos apresentam um apelo global à ação para acabar com a pobreza, proteger o meio ambiente e o clima, e garantir que todas as pessoas possam desfrutar da paz e da prosperidade. Cada um dos 17 objetivos, apresentados a seguir, propõem ações que devem ser seguidas e metas a serem atendidas. Ao todo, foram estabelecidas 169 metas, divididas entre os 17 ODS, que auxiliam as nações na busca do desenvolvimento sustentável.
Saiba mais em: Ÿ http://www.agenda2030.com.br/ Ÿ https://brasil.un.org/pt-br/sdgs Ÿ https://odsbrasil.gov.br/
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Temáticas da Justiça Ambiental
Figura 2: Objetivos da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável.
Além de garantir a qualidade ambiental, o desenvolvimento sustentável, como citado anteriormente, busca desenvolver aspectos do meio social, pois os problemas ambientais afetam as pessoas de forma diferente. Grupos tradicionalmente vulneráveis como indígenas, quilombolas e classes sociais menos abastadas já sentem na pele as consequências dos impactos ambientais. Assim, não há como discutirmos Justiça Ambiental sem considerarmos as necessidades sociais.
Pegada ecológica Obviamente que, entre as causas da degradação ambiental, observamos resultados de ações coletivas e da falta de ações práticas dos países para a conservação ambiental. Contudo, nossas ações individuais colaboram muito com todo esse cenário. Nesse contexto, existe uma ferramenta, desenvolvida na década de 90 por alguns especialistas, que nos auxilia a perceber quanto de recursos naturais nós, individualmente, precisamos para sustentar nossos hábitos e estilo de vida. Ela também pode ser entendida como um método que contabiliza os gastos ambientais.
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Temáticas da Justiça Ambiental Os resultados, expressos em hectares globais, permitem comparar diferentes padrões de consumo e, para além disso, os resultados apontam quais áreas da nossa vida são as maiores responsáveis pelos gastos ambientais. Tais informações servem como uma ferramenta que nos auxilia a perceber quais padrões individuais precisam ser alterados. Para realizar o cálculo são considerados seis diferentes fatores, sendo eles: alimentação, moradia, bens, serviço, uso ou não de tabaco e transporte. O cálculo da pegada ecológica é uma excelente ferramenta na prática da educação ambiental e pode ser realizado pelo link:
http://www.pegadaecologica.org.br/
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Subsídios
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Subsídio Meditação - SEMEAR Música Quando o povo se reúne (LCI 25) Acolhida Bom dia a todas e todos! Acolhemos vocês com muita alegria, com a palavra bíblica de 2 Pedro 3.13, que diz: “Nós, porém, segundo a promessa de Deus, esperamos novos céus e nova terra, nos quais habita a justiça”. Voto inicial (acender vela) Nos reunimos sob a proteção e na presença de Deus pai e mãe, que cria e mantém a vida, de Deus filho, nosso salvador e irmão e de Deus Espírito Santo, sopro de vida e justiça! Esse Deus que nos chama a semear um mundo de mais cuidado, paz, justiça e amor! Oração do dia Bondoso Deus, Criador de todas as coisas que existem. Te agradecemos por esta manhã, por mais um dia, presente que recebemos da tua mão amorosa e criativa. Anima-nos, inspira-nos e abre nossas mentes e corações para refletir sobre a diversidade, harmonia e beleza da tua Criação, da qual somos parte e somos convidados e convidadas a cuidar e semear. Ajuda-nos a perceber onde nosso comportamento pode significar agressões ou violência à tua criação. Ajuda-nos a repensar e mudar hábitos, para que nossas ações busquem sempre a justiça e o cuidado com a tua criação. Em nome de Jesus que nós oramos. Amém. Música Põe a semente na Terra (anexo p.54) Leitura bíblica 2Co 9.10
[10] E Deus, que dá semente ao que semeia e pão para alimento, também suprirá e aumentará as sementes e multiplicará os frutos da justiça de vocês.
Subsídio Reflexão Quem aqui já semeou algo? Quando semeamos, lançamos uma semente. E isso é certo! Mas não temos como saber, com certeza, o que nos espera: se vamos ver a semente crescer, se desenvolver e, ainda mais, se vamos colher. Outra certeza é de que Deus nos dá as sementes necessárias, como lembra o versículo que lemos. É Dele o chamado - que vem do Batismo - para a transformação e para a semeadura. Em resposta, nos colocamos como pessoas lançadoras de sementes, em forma de palavras e ações e em vários âmbitos da nossa vida. Assim, nós ainda podemos nos perguntar: onde semear? Essa talvez não seja uma pergunta tão difícil de se responder: vivemos num mundo em desequilíbrio, onde a criação de Deus é todos os dias maltratada, explorada e negligenciada. A Criação que não apenas é nossa casa, e que não somente nos dá o sustento, mas também Criação da qual nós somos parte como seres humanos. Foi desta Criação, no sentido amplo, que nós temos buscado tratar na Campanha Juventudes e Justiça Ambiental, e também é nela que nós, pessoas cristãs, nos inserimos, e onde a Igreja como um todo se insere. E, nessa perspectiva, sem dúvida podemos afirmar que muitos de nossos irmãos e nossas irmãs também sofrem diariamente maus tratos, exploração e negligência. É aqui que cabe a nossa semeadura, com novas atitudes e hábitos, com paz onde há conflitos, e com cuidado onde há tanta exploração! E sabendo que Deus nos dá as sementes, para escolhermos quais sementes queremos plantar, precisamos ter em mente o que queremos colher, o que queremos deixar para que o mundo colha. Nós precisamos saber o que queremos como fruto, para escolhermos as sementes certas.
Subsídio Dinâmica O que queremos que brote da nossa semeadura? O que queremos deixar como frutos para o mundo e para as outras pessoas? (Cada pessoa desenha uma fruta em um papel e escreve nela o que gostaria de colher/deixar para outras gerações colherem; Pedir para as pessoas escreverem em letra grande e visível; Ao final, abrir para algumas pessoas partilharem o que elas querem colher e quais as sementes que ela deve plantar para isso.) Encerramento da dinâmica Se queremos colher todos esses bons frutos, ou que outras pessoas colham esses frutos, precisamos lançar boas sementes - as sementes do cuidado com o próximo e a próxima e com a Criação. O esforço de semear é nosso ao atender ao chamado de Deus. Mas é pela sua graça e amor que podemos semear um mundo novo, onde a justiça seja uma vivência real e diária, e não uma utopia. Vamos fazer a nossa parte, na certeza de Deus fará a dEle, como grande semeador. Que seja essa a esperança para os nossos dias! Música Justiça terá por fruto (LCI 261) Oração Bênção Fazer parte e poder cuidar da boa criação de Deus é uma bênção da qual precisamos sempre recordar e um compromisso pelo qual precisamos sempre nos reencantar. // Que a bênção de Deus nos acompanhe nos nossos caminhos, em todas as nossas ações. Que possamos ver em cada amanhecer um sinal do amor de Deus por nós e ser, a cada dia, um sinal desse amor no compromisso com a justiça e a paz na criação. Amém. Música Nas asas do vento (LCI 531)
Subsídio Culto - JEs E JUSTIÇA AMBIENTAL Tema: “O mundo é maravilhoso!”
Liturgia moldada pelo P. Gerson Acker (orientação teológica do CONAJE; pastor em Nova Friburgo/RJ) LITURGIA DE ENTRADA Prelúdio What a Wonderful World Acolhida Bom dia! Que maravilhoso podermos nos reunir em culto ao nosso Deus! Os nossos olhos são bombardeados com cenas de violência, destruição da natureza e caos todos os dias... Por isso, é salutar apurar a visão e ver como Deus segue agindo entre o seu povo... é salutar depurar a visão e perceber como o mundo é maravilhoso! Nos diz o livro de Gênesis 1.31a, que após terminar a Criação, “Deus viu que tudo o que havia feito era muito bom”. Que Deus nos permita ver a beleza da vida e testemunhar nossa fé através de ações que promovam a justiça ambiental. Amém. Saudação Trinitária Que a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus, o Pai e a Comunhão do Espírito Santo, esteja com todos nós. Amém. HPD 2 – 466 – As maravilhas do Senhor Confissão de Pecados Perdoa, Senhor, nossa indiferença diante da destruição da natureza; a ambição por lucros desmedidos que destroem o nosso planeta. Perdoa, Senhor, nossa violência contra a terra; nosso silêncio diante das florestas devastadas e das águas poluídas. Perdoa, Senhor, nossa cumplicidade na extinção das espécies; nossa sede voraz de consumir os bens da terra sem pensar nas futuras gerações. Perdoa, Senhor, a nossa arrogância em pensar que somos o centro do universo. Ensina-nos, Senhor, em Tua Graça, a amar todas as criaturas, nossas irmãs, e a cuidar da vida em todas as suas preciosas manifestações.
Subsídio Absolvição “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça” (1 João 1.9). Deus perdoa por Graça a nossa confissão sincera. Deus é amor, mas também é justiça. Por isso, o perdão que recebemos nos compromete a fazer justiça para com a Criação. Kyrie Eleison No dia 29 de julho de 2021, a humanidade já havia esgotado todos os recursos biológicos e naturais que o planeta Terra tem capacidade para renovar durante 12 meses. Esta data do ano, tem se chamado “o Dia da Sobrecarga da Terra”. Atualmente, a humanidade usa mais de 74% dos recursos naturais do que os ecossistemas do planeta conseguem regenerar – ou seja, gastamos o equivalente a “1,7 planetas Terra” por ano! É preciso repensar a forma como temos vivido no mundo! Clamemos a Deus por misericórdia e por justiça ambiental: LCI 64 – Kyrie Luz Ajo Poema Que Mundo Maravilhoso (Tradução de “What a Wonderful World” de Louis Armstrong. Enquanto lê-se o poema, pode-se projetar imagens conforme a letra da música e usar como fundo musical a própria melodia da canção) Eu vejo as árvores verdes, rosas vermelhas também Eu as vejo florescer para mim e para você E penso comigo: Que mundo maravilhoso. Eu vejo os céus tão azuis e as nuvens tão brancas O brilho abençoado do dia, e a escuridão sagrada da noite E eu penso comigo: Que mundo maravilhoso. As cores do arco-íris, tão bonitas no céu Estão também nos rostos das pessoas que passam Vejo amigos apertando as mãos, dizendo: Como vai você? Eles realmente dizem: Eu te amo! Eu ouço bebês chorando, eu os vejo crescer Eles vão aprender muito mais que eu jamais vou saber E eu penso comigo: Que mundo maravilhoso Sim, eu penso comigo: Que mundo maravilhoso!
Subsídio Glória in Excelsis Glória a Deus pela perfeição da sua Criação: LCI 70 – Glória tradicional Oração do dia Deus Criador! Deus Criativo! Louvamos-te pela feitura da luz que nos ilumina e aquece. Louvamos-te pela imensidão celeste que nos faz reconhecer nossa pequenez. Louvamos-te pelo pó da terra, matéria-prima da humanidade, que produz todos os tipos de vegetais que alimentam as tuas criaturas. Louvamos-te pelo sol e pela lua, pelos astros celestes que regem dias, estações, meses e anos. Louvamos-te pelos animais aquáticos e pelas aves dos céus que embelezam a água e o ar. Louvamos-te pelos animais domésticos, pelos animais selvagens e pelos que se arrastam no chão; criaturas dignas de amor e proteção. Louvamos-te por teres nos criado à Tua imagem e semelhança, por teres nos presenteado com este mundo maravilhoso! Louvamos-te pela dádiva do descanso. Porém, que não fiquemos inertes e descansados diante dos sinais de morte que tolhem a vida em abundância da Criação. Sejamos nós, protagonistas de justiça para com Tua maravilhosa obra. Por Cristo Jesus, que vive e reina Contigo e o Santo Espírito desde a criação do mundo até a consumação dos séculos. Amém. LITURGIA DA PALAVRA LCI 150 – Buscai primeiro Leitura AT Gênesis 1.1-5, 10-11, 20, 24-31 (outra opção é ler o texto na íntegra Gn 1.131). HPD 1 - 165 – Há sinais de paz e de graça
Subsídio Aclamação do Evangelho “Que variedade, Senhor, nas tuas obras! Todas com sabedoria as fizeste; cheia está a terra das tuas riquezas” (Salmo 104.24). Aleluia! LCI 187 – Aleluia Milanez Evangelho A leitura do Santo Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo, segundo o evangelista Lucas 12.22-31. Palavra do Senhor. C.: Louvado seja Cristo. Pregação Confissão de fé Credo apostólico HPD 2 – 481 - Preservação Oração Geral da igreja Cada qual de nós, tem os seus motivos para agradecer e interceder. Convido para orarmos de maneira silenciosa. Eu vos apresentarei uma motivação de oração e, em seguida, teremos um breve instante para meditar e orar na motivação apresentada. Em seguida, convidarei para orarmos juntos e juntas a oração do “Pai nosso”. LCI 208 – Ao orarmos Senhor (fundo musical) - Oremos e agradeçamos pelo planeta terra (pausa); - Oremos pelas instituições que promovem a justiça ambiental (pausa); - Oremos pela agricultura familiar e pelo desenvolvimento sustentável (pausa);
Subsídio - Oremos e agradeçamos pela campanha JEs e Justiça Ambiental (pausa); - Oremos por políticas públicas que articulem bem-viver entre pessoas e o meio-ambiente (pausa); - Oremos por educação ambiental em todas as fases da vida e, em todas as instituições (pausa); - Oremos pelas pessoas enfermas e pelas famílias enlutadas (pausa); Confiantes que Deus ouve nossas orações individuais e silenciosas, oremos a uma só voz: Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome. Venha o teu reino. Seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia nos dá hoje. E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós também perdoamos aos nossos devedores. E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal. Pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém. LITURGIA DE SAÍDA Avisos Comunitários HPD 2 – 455 – Cada dia, o dia inteiro Bênção O Senhor te abençoe e te guarde. O Senhor faça resplandecer o seu rosto sobre ti e tenha misericórdia de ti. Que o Senhor sobre ti levante o seu rosto e te dê a paz (+). Amém. Envio Que a paz de Deus que excede todo o nosso conhecimento e entendimento nos guarde para uma viva esperança. Vamos na paz de Deus e sirvamos ao Senhor com alegria! C.: Demos graças a Deus! Poslúdio “Terra, planeta água” (Guilherme Arantes)
Subsídio Roteiro: Encontro on-line de 1 tarde Duração: 3 horas
14:30 Acolhida e integração Ÿ O cuidado com a Criação de Deus – reflexão teológica –
Parábola do Bom Samaritano
15:15 O que é educação ambiental, qual a importância dessa discussão, por que é necessário a educação ambiental; como ela se aplica no contexto da campanha 15:50 Pausa 16:00 Possibilidades de mudança: modelos de desenvolvimento que busquem a sustentabilidade Ÿ Dinâmica da pegada ecológica
16:30 Pensando ações em grupos 16:55 Apresentação na plenária e fechamento das ideias apresentadas 17:20 Oração final e avisos 17:30 Encerramento
Subsídio Roteiro: Programação de 1 dia
Presencial (se possível)
08:00 Chegada e café 09:00 Acolhida, integração e meditação – Meditação ‘SEMEAR’ (subsídio p. 27) 09:45 O cuidado com a Criação de Deus – reflexão teológica – Parábola do Bom Samaritano 10:45 Pausa 11:00 O que é educação ambiental, qual a importância dessa discussão, por que é necessário a educação ambiental; como ela se aplica no contexto da campanha 12:15 Almoço 13:30 Possibilidades de mudança: ODS, modelos de desenvolvimento que busquem a sustentabilidade Ÿ Dinâmica da pegada ecológica
14:30 Planejando ações – Divisão de grupos e proposta de ação Ÿ Apresentação dos grupos Ÿ Como nós assumimos o compromisso e vamos agir no
nosso retorno às nossas Comunidades/Grupos de Jovens?
16:00 Encerramento
Subsídio Roteiro: Encontro on-line de 2 tardes Sábado 14:30 Acolhida, meditação e integração Ÿ Apresentação da campanha 15:15 O cuidado com a Criação de Deus – reflexão teológica – Parábola do Bom Samaritano 16:00 Pausa 16:15 Retorno para a plenária: Temática formação Ÿ 1º momento Educação ambiental: conceituação, histórico, importância e aplicação no contexto da campanha Ÿ 2º momento Recursos naturais: conceituação importância no desenvolvimento das nossas atividades, uso inadequado dos recursos e o comprometimento da qualidade ambiental 16:50 Discussão em pequenos grupos 17:05 Retorno para a plenária e encerramento das ideias apresentadas. Ÿ Tarefa para o próximo dia: ver o documentário “história
das coisas”
17:20 Oração final 17:30 Encerramento
Subsídio Domingo 14:30 Acolhida 14:45 Partilha das experiências a partir do documentário: história das coisas 14:55 Temática formação Ÿ 1º momento Problemas ambientais: causas, impactos ao meio ambiente e à qualidade de vida Ÿ 2º momento Possibilidades de mudança: ODS, modelos de desenvolvimento que busquem a sustentabilidade 16:00 Pausa 16:15 Retorno para a plenária: Temática formação Ÿ Dinâmica da pegada ecológica: Como minhas ações
podem contribuir de forma positiva ou negativa no contexto ambiental?
16:40 Planejando ações (uma ação concreta por grupo) 17:00 Apresentação das ações em plenária Ÿ Avaliação dos dois dias de formação
17:20 Oração final 17:30 Encerramento
JE
Planejando Ações
Algumas dicas que podem ajudar um grupo a desenvolver ações:
1 2 3 4 5 6
7 8 9
Possibilidades de Parcerias:
Possibilidades de Atividades:
Ação: Buscando o bem viver Problema Identificado: Objetivo Geral:
Objetivos Específicos:
Possibilidades de Parcerias:
Possibilidades de Atividades: I - Realizar seminários de formação.
Ação: Água, pra mim e para todas as pessoas
Problema Identificado: Objetivo Geral:
Objetivos Específicos:
Possibilidades de Parcerias:
Possibilidades de Atividades: I- Fomentar a necessidade da conservação dos recursos hídricos
II - Incentivar a instalação de cisternas para coleta e armazenamento de água das chuvas
III - Incentivar o reuso das águas
II - Incentivar a redução do consumo de carne
Ação: Descobrindo novos sabores
Problema Identificado:
Objetivo Geral:
Objetivos Específicos:
Possibilidades de Parcerias:
Possibilidades de Atividades: I - Fomentar a necessidade da conservação dos recursos naturais
Anexos
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Anexo
Estr.: Põe a semente na terra, não será em vão. Não te preocupe a colheita, plantas para o irmão. 1. Toda Mãe-Terra é um apelo pra sermos irmãos, e toda roça é um convite para o mutirão. 2. Toda colheita é um chamado pra se ajudar, e toda venda é um momento de se organizar. 3. Todo suor é uma enxada a gerar comida, e toda luta é um arado a arrancar mais vida. 4. Toda chuva é uma bênção que faz germinar, e todo sangue é uma força para libertar. 5. Todo serviço é um anseio de compartilhar, e o compromisso é uma forma de a gente se dar.
Anexo
Fonte: luteranos.com.br/conteudo/poe-a-semente-na-terra
Anexo Coleta Seletiva de Resíduos
Semana 1 Data Segunda-feira Terça-feira Quarta-feira Quinta-feira Sexta-feira Sábado Domingo
Tipo de Coleta
Pessoa Responsável
Referências BRASIL. Ministério do Meio Ambiente - Lei Federal n. 9.795, de 27/4/1999. Dispõe sobre a educação ambiental, institui a Política Nacional de Educação Ambiental e dá outras providências. Brasília: DOU, 28/04/1999. ______. Ministério do Desenvolvimento Regional. Plano Nacional de Saneamento Básico. 2019. Disponível em: https://antigo.mdr.gov.br/images/stories/ArquivosSDRU/ArquivosPDF/Versao_Conselho s_Resolu%C3%A7%C3%A3o_Alta_-_Capa_Atualizada.pdf. Acesso em 21 de abril de 2021. ______. Ministério do Meio Ambiente – Instituto Chico Mendes de Conservação de Biodiversidade. Lista de espécies ameaçadas. Disponível em: https://www.icmbio.gov.br/portal/especies-ameacadas-destaque. Acesso em 23 de abril de 2021. CARSON, Rachel. Primavera Silenciosa. São Paulo: Gaia, 2010, 305p CODATO, M. V. F. Poluição visual e sonora: uma relação conturbada entre meio ambiente e sociedade. Revista Eletrônica em Gestão, Educação e Tecnologia Ambiental, v. 18, n. 4, 2014. FONSECA, A., AMORIM, L., CARDOSO, D., RIBEIRO, J., FERREIRA, R., KIRCHHOFF, F., MONTEIRO, A., SANTOS, B., FERREIRA, B., SOUZA Jr., C., VERÍSSIMO, A. 2020. Boletim do desmatamento da Amazônia Legal (setembro 2020) SAD (p. 1). Belém: Imazon. GORZIZA, A., CEARÁ, R., BUONO, R. Afogados em lixo. Revista Piauí. 2021. Disponível em: https://piaui.folha.uol.com.br/afogados-em-lixo/. Acesso em 21 de abril de 2021. IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Senso Agro 2017. Disponível em: https://censos.ibge.gov.br/2012-agencia-de noticias/noticias/19511-biodiversidade brasileira.html#:~:text=O%20territ%C3%B3rio%20brasileiro%20abriga%20cerca,maior% 20diversidade%20biol%C3%B3gica%20na%20Terra. Acesso em 18 abril 2021. INPE. Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. Monitoramento do Desmatamento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite. Disponível em: http://www.obt.inpe.br/OBT/assuntos/programas/amazonia/prodes. Acesso em: 23 abril 2021.
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