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Estudos para jovens 2014

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Estudos para JOVENS

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Estudos para Jovens Uma iniciativa do Grupo de Lideranças dos jovens das Comunidades do Sínodo Sudeste - IECLB

Subsídios elaborados por jovens e coordenadoras e coordenadores do Ministério com Ordenação

Temas: Núcleo Minas Gerais: Qual a Paz que vivemos, que sonhamos? Núcleo Rio de Janeiro: Educar pela paz. Núcleo São Paulo: Diaconia Núcleo Campinas: Oração

Ano 2014

Estudos para JOVENS

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Apresentação Lideranças dos jovens das Comunidades do Sínodo Sudeste IECLB, representando os quatro Núcleos ( São Paulo, Campinas,

Rio de Janeiro e Minas Gerais), reunidos em fevereiro de 2014 encaminharam a proposta de elaboração do 6º Caderno de estudos para os jovens. Representantes de cada Núcleo assumiram a responsabilidade de preparar um estudo, seguindo os temas sugeridos: Núcleo Minas Gerais: O desafio da formação e a paz que queremos, que vivemos; Núcleo Rio de Janeiro: Educar pela paz; Núcleo São Paulo: Diaconia e a cidade; Núcleo Campinas: Oração.

Aceitaram, também, o desafio de elaborar os subsídios, envolvendo em cada Núcleo um grupo de jovens. Com isso, na elaboração buscaram incluir pensamentos, linguagem e influencias do contexto dos jovens. Somos gratos pela oportunidade de partilhar com os jovens, comunidades e ministras/os com Ordenação o 6º Caderno de estudos para jovens do Sínodo Sudeste - IECLB. Guilherme Lieven, Pastor Sinodal

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Educar pela PAZ

A Cultura da Paz e a realidade de jovens da periferia perifer do Estado do Rio de Janeiro Depoimento : “ Eu acho que a dança é tudo para mim, porque tentamos mostrar com a dança que os conflitos não necessitam ser resolvidos com brigas, pois a dança de rua surgiu para se ter a Paz entre as pessoas. E o preconceito é muito forte ! Se você pegar uma pessoa pessoa branca dançando jazz ou balé ela vai ser muito mais valorizada do que a gente que é negro que dança na rua ...” Vanessa Rosa, 15 anos- Dança de rua no Projeto Educar Pela Paz – Rio das Ostras / Projeto Missionário Norte Fluminense-- Rio de Janeiro.

Introdução A proposta desse estudo é relatar como foi o inicio da proposta de trabalho pastoral urbano com jovens, na área de atuação do Projeto Missionário Norte FluminenseFluminense Paróquia Estudos para JOVENS

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Esperança de Niterói, em Rio das Ostras/RJ e sua relação com o tema desse ano viDas em comunhão.

O Educar pela Paz surgiu em 2010, dentro do Projeto Missionário Norte Fluminense, com oficinas de grafite, teatro, musica e apoio a produção de pequenas filmagens com o pessoal do skate em Rio das Ostras, enfocando temas da juventude contra a violência. Foi então que houve uma abertura da Comunidade Local para a realidade dos jovens da cidade, onde se tem uma atuação direta na periferia, com o Evangelho testemunhado sob o enfoque da não violência, e vivência de atividades comunitárias com jovens e seus familiares afrodescendentes.

Contexto Rio das Ostras é uma cidade com cerca de 110.000 habitantes, na Região do Lagos, a 150 km da cidade do Rio de Janeiro. A cidade é cortada por uma Rodovia a Amaral Peixoto, principal via da Região dos Lagos que expandiu o turismo, visto que se está próximo a Búzios, Cabo Frio e Estudos para JOVENS

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Arraial do Cabo, que são praias com enorme beleza natural. O que move a economia da região, além do turismo é a “indústria do petróleo” e por isso Rio das Ostras encontra-se se entre os municípios com maior taxa de crescimento demográfico do estado do Rio de Janeiro. A cidade cresceu desordenadamente, os investimentos em infra-estruturar estruturar, revitalização urbana e preservação do meio ambiente só acontecem nos bairros das classes sociais privilegiadas. O Rio de Janeiro é marcado pela extrema violência da Polícia Militar, com grupos de extermínios – milícias (muito bem descritos no filme Tropa de Elite I) o tráfico de drogas resultando em uma sangrenta segregação racial. Nesse contexto as crianças, os jovens nascem rodeados pela violência. Aprendem a ver a violência e o abuso de poder como resposta normal e eficaz na resolução de um conflito. A violência parece ser a única opção viável na sociedade – o “Estado” tem a política polí de militarização da polícia, pois as mortes por “bala perdida” sempre tem um endereço certo a população civil das localidades de periferia. Quem sofre é grande parte da população excluída e marginalizada pela questão social econômica e racial. Neste cenário enário o anuncio e a implantação de uma Cultura de Paz se faz urgente.

O Evangelho Urbano de Jesus Cristo “Jesus andava visitando todas as cidades e povoados. Ele ensinava nas sinagogas, anunciava a boa notícia sobre o Reino e curava todo tipo de enfermidades enfermidades e doenças graves das pessoas” Mt 9.35 Estudos para JOVENS

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As cidades pelas quais Jesus “andou” eram bem diferentes das que encontramos em nossa atualidade (sistema político social e econômico). Entretanto se Jesus viesse atuar com seu ministério na cidade do Rio de Janeiro, nessa realidade sua pratica e atuação seria quase que 70% nos lugares e regiões da periferia onde existe sofrimento diário e pessoas com todo tipo de problemas. A violência é um grave problema social que produz todo tipo de morte e exclusão. A visão do Evangelho e a prática de Jesus é a do amor ao próximo e busca por vidas em comunhão. Nesse sentido a cultura da rua o Hip Hop tem elementos de leitura e critica da realidade e ações que levam a mudança do meio como a dança de rua, música, grafite como resposta ao contexto. São expressões vivas da busca de dignidade e do bem comum. A Cultura da Paz é um poderoso canal de diálogo com as tribos urbanas que fazem parte da cidade, fora dos “muros da igreja” e merecem nossa atenção e ação dialogal e de ações missionárias.

A t i v i d a d e n Estudos para JOVENS

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O Grupo de Jovens a) Convide o grupo a assistir o filme: Tropa de Elite I, (se possível organize a distribuição de pipocas). b) Após o filme organize pequenos grupos de discussão com a seguinte questão: Então vamos pensar: Nossa sociedade esboça um alto índice de homicídios, mortes, brigas, intolerância e violência – Jesus Cristo disse no Sermão do Monte: “Ouvistes o que foi dito aos antigos: Não Matarás; e: Quem matar estará sujeito a julgamento. Eu, porém, vos digo que todo aquele que sem motivo se irar contra o seu irmão estará sujeito a julgamento; e quem proferir um insulto a seu irmão estará sujeito a julgamento do tribunal; e quem lhe chamar de tolo, estará sujeito ao fogo do inferno”. Mt 5.21-22 - Como seres humanos vivemos em grupos, tribos urbanas, família, escola, faculdade- Porque é tão difícil viver em harmonia? - Quando não estou de bem comigo mesmo (a) - como fico? - É válido descontar em outras pessoas meus sentimentos negativos? - O que podemos fazer para melhorar o ambiente familiar, escolar, no grupo de juventude para uma convivência pacífica? c)

Agora propomos o planejamento de uma tarefa para o

seu grupo na sua Comunidade, Bairro, Escola, Cidade. Elaborar uma ação de Cultura da Paz, realizando uma Intervenção Urbana numa escola ou praça de sua cidade, ou na quadra da Igreja, uma ação para promover a Paz em seu bairro. Montar uma peça de teatro ou apresentação musical, é uma grande oportunidade para convidar os jovens da comunidade e os de

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fora : grafiteiros, skatistas, bboys (dança de rua), Djs e Mcs, se apresentarem no dia com foco na temática proposta.

Participaram da preparação desse estudo: Vanessa Rosa – 15 anos – Projeto Educar Pela Paz – Rio das Ostras/RJ Natan Ferreira Louzada – 19 anos – Projeto Educar Pela Paz – Rio das Ostras /RJ P. Francisco Rafael Soares dos Santos – Comunidade Norte Fluminense – Rio das Ostras /RJ

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Qual a Paz que vivemos, que sonhamos?

“Deixo com vocês a paz. É a minha paz que eu lhes dou; não lhes dou a paz como o mundo a dá. Não fiquem aflitos, nem tenham medo”.

(Jo 14.27)

(Encontro realizado na Associação Educacional Evangélica Luterana*)

Acolhida/ Saudação: Cantos: (sugestão: HPD2 – 455,330) Perguntas motivadoras:

(fazer um momento de conversa,

onde cada pessoa compartilha a sua opinião)

• O que é a paz para você? Como você entende a paz? Há paz no mundo?

Leitura Bíblica:

(ler em conjunto e em seguida pedir que várias

pessoas individualmente repitam o versículo, escutar a mesma palavra em vozes diferentes)

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“Deixo com vocês a paz. É a minha paz que eu lhes dou; não lhes dou a paz como o mundo a dá. Não fiquem aflitos, nem tenham medo”. (Jo 14.27)

Para refletir:

(Refletir sobre o versículo bíblico e ter um momento

de conversa e partilha)

• Qual a paz que Jesus nos deixou? • Qual a paz que vivemos em nossos dias? • Qual a paz que cremos, que sonhamos ou almejamos?

Dinâmica do desenho comunitário: Objetivo: Fazer @s jovens sentirem que é possível buscar a paz em conjunto, em comunhão com irmãos e irmãs na fé, na escola, na lida, no refeitório e na convivência. Estudos para JOVENS

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Cada jovem recebe uma folha em branco. Fazer grupos de no máximo 10 pessoas. Cada grupo deve estar ao redor de uma mesa. Espalhar nas mesas canetinhas, lápis de cor ou giz de cera a serem compartilhados. A coordenadora diz que o tema do desenho a ser feito é a Paz. Motivá-los com as perguntas: “Como você sente a paz? Como você desenharia a paz?” Tod@s iniciam o desenho ao mesmo tempo ao som de uma música. Cada vez que a música parar (+ ou - 1 min.), passam a folha para a pessoa que está a direita e esta continua o desenho de forma livre. Repetir o processo até o desenho chegar nas mãos de quem o iniciou. Após terminada a dinâmica, reunir todos os desenhos sobre uma mesa para que possam admirar, apreciar as obras criadas em comunhão.

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Coordenadora: Depois de observar os desenhos em silêncio, convidar @s jovens para que com “uma palavra” cada um, cada uma expresse o que está sentindo.... Após este momento, pedir que espontaneamente compartilhem as impressões que tiveram dos desenhos. (coisas em comum, palavras, sentimentos, detalhes)

Cantos:

(sugestão: HPD2 – 455, 368 )

Pai nosso... (Motivá-l@s a refletir a importância desta oração que nos une com todos os povos que também buscam a paz. Como tem jovens de diferentes denominações, cada qual ora conforme as palavras que conhece)

Benção: (cantar e fazer os gestos) Deus te abençoe, Deus te proteja, Deus te dê a paz, Deus te dê a paz. Deus te abençoe, Deus te proteja, Deus te dê a paz, Deus te dê a paz.

Relato da experiência: O encontro foi realizado com dois grupos de jovens. Um com 15 e outro com 25 pessoas. Ali descaram-se as seguintes falas: O que é a paz para você? Como você entende a paz? Há paz no mundo? • “A paz é o contrário da guerra”. • “A paz é ter tranqüilidade” • “No mundo não há paz” • “Paz é ter segurança” • “A paz é viver sem medo” Qual a paz que Jesus nos deixou? Qual a paz que vivemos em nossos dias? Qual a paz que cremos, que sonhamos ou almejamos? • “A paz que Jesus deixou não existe”

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• “O mundo não tem mais jeito” • “A verdadeira paz é impossível” • “Se existem tantas pessoas que pregam o evangelho, por que o mundo esta assim”

Palavras pronunciadas depois de observar todos os desenhos: • Alegria, amizade, esperança, paz, comunhão, união, comprometimento, fé, amor, surpresa, diversidade, coletividade, família, saudade, confiança, perseverança, felicidade, vida, companheirismo, comunidade.

Conclusão: Os desenhos expressaram que a paz pode ser construída e não apenas sonhada. Todas as pessoas são importantes nesta construção. Somos tod@s diferentes, mas a paz que queremos é a mesma: a de um mundo melhor, mais justo e digno. Assim como o desenho foi coletivo, a paz com ética e comprometida com a vida também é comunitária. Ela é possível em nossa casa, em nosso trabalho, no convívio comunitário, na escola, nas ruas, etc. A paz depende de cada gesto e atitude que caminha ao encontro da outra pessoa. Jesus deixou sua paz com exemplos e ações concretas. Nós somos chamad@s a sermos instrumentos de paz! * A Associação Educacional Evangélica Luterana – AEEL (Internato Rural) é uma entidade filantrópica que acolhe jovens em vulnerabilidade social há 51 anos. Neste ano, 40 jovens foram acolhidos na moradia escolar para cursarem os técnicos em informática, agropecuária e mecânica. São jovens entre 14 a 18 anos provindos do Vale do Mucuri e Jequitinhonha. Pa. Elisabet Lieven e Candidata ao Ministério Pastoral: Mariana Mayer Kempf

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Orando Pela Paz na Cidade

(Jovens da UP Campinas, estudante de Teologia Daniel e P. Alberi)

Materiais necessários para montagem de um altar: vela, cruz, bíblia, vaso de flor, mesinha, pano branco e recortes de jornais com situações que envolvem dores (violência, abandono, fome, miséria, filas em hospitais, etc.) no cotidiano das cidades.

APRESENTAÇÃO DO TEMA Certa vez um jovem chamado Augusto fez o seguinte comentário no facebook, expondo a sua opinião sobre um tema em discussão: “Apenas orar a Deus no Culto é muito fácil e cômodo, quero ver mesmo é vocês também se envolverem com aquelas dores pelas quais estão pedindo”. A opinião desse jovem denuncia algo que precisamos levar muito a sério. Para ele, alguns comentários da discussão davam a entender que a oração do Culto não significava também ação ou envolvimento em favor daquilo que se era pedido. Na compreensão de Augusto, uma visão assim sobre oração e Culto era incompleta e dissociava fé e vida. A partir do testemunho bíblico temos que reconhecer que Augusto estava certo, pois uma espiritualidade sadia, completa, é compreendida de duas partes inseparáveis: por um lado é um Estudos para JOVENS

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conectar-se com Deus, confiando nele; por outo lado, e ao mesmo tempo, é uma ação em favor de alguém ou de uma causa pela qual pedimos. Toda conexão com Deus nos compromete com o que dialogamos com Ele. Em outras palavras, orar é “conexão e ação”. Ou ainda, o Culto é relação entre fé e vida. Nesse mesmo sentido, o Dr. Martim Lutero dizia: “Devemos orar com tanto vigor como se tudo dependesse de Deus e trabalhar com tanta dedicação como se tudo dependesse de nosso esforço”. No lema de nossa IECLB temos o seguinte convite: “Procurai a paz da cidade para onde vos desterrei e orai por ela ao Senhor; porque na sua paz vós tereis paz.” (Jeremias 29. 7) O texto bíblico nos chama a procurar a paz da cidade e a orar por ela. Somos assim convidados a promovermos a paz e a colocar a nossa cidade em oração, demonstrando para com ela amor e carinho, bem como levando as dores dela para o Culto e dele buscando coragem e orientação para agirmos e intervirmos nela, de modo que oração seja simultaneamente Estudos para JOVENS

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“conexão com Deus e ação em favor da vida”. Isso vemos, por exemplo, muito bem nos jeitos de Jesus, em seu falar e agir. Jesus trazia suas dores e das pessoas ao Pai e ao mesmo tempo “descruzava os dedos” em favor do que pedia.

VER, JULGAR E AGIR Após essa breve introdução convido-os agora para uma reflexão mais prática, levando em questão o método VER, JULGARE AGIR. Ele desperta o senso crítico para que o jovem cristão desenvolva a sua capacidade de perceber a realidade como ela é.

VER – Neste ponto somos convidados a OLHAR para o contexto de nossas cidades e perceber nelas as suas dores e desafios. Que situações em nossa cidade não vão bem, caminham mal, estão desmanteladas, merecem mais atenção, cuidado e transformação, seja do poder público, da população, das igrejas, das Ong´s e de nós mesmos? (Peça aos jovens que escrevam em pequenas folhinhas e depois partilhem-nas com o grande grupo) JULGAR - Neste espaço somos convidados _ a partir do contexto em que estamos inseridos _ a olhar para os textos bíblicos/Palavra de Deus e JULGAR que desafios eles nos colocam como missão. Julgar no sentido de analisar para discernir o que está certo e o que está errado e depois partir para uma ação transformadora. Ou ainda, formar a consciência crítica à luz libertadora do Evangelho. O que a Palavra de Deus nos diz sobre essa realidade que nos desafia? (Divida o grupo em dois e dê para cada grupo uma chave bíblica. Peça para que cada grupo busque na Bíblia, textos bíblicos que nos orientem ao que fazer diante de tais realidades que apontamos e depois partilhem-nas com o grande grupo).

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AGIR – Neste momento somos convidados à luz do evangelho a nos envolvermos com nossa cidade, a propormos ações ou projetos. A ação é diferente da atividade na medida em que é profunda, duradoura, refletida e transformadora.

Que ações o evangelho nos desafia? (Ainda nos grupos, peça que cada grupo escolha duas ações que poderiam ser realizadas em favor da cidade durante os próximos anos e depois partilhemnas com o grande grupo).

CONEXÃO E AÇÃO EM TORNO DO ALTAR Como encerramento, reunir o grupo em pé, formando um círculo em torno do altar. A seguir, de mãos dadas colocar as 04 ações em oração, bem como as dores constatadas no ponto 1 (pedir para que cada jovem leia o que escreveu em sua folhinha no

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início do encontro). Após o momento de oração, comunicar ao grupo que as 04 ações ou projetos serão estudados com mais tempo e fôlego nos dois próximos encontros da JE, com o objetivo de que elas se tornem concretas para dentro das cidades. Colaboradores/as: Jean, Cristiane, Yuri, Vilmar, P. Alberi, Daniel, Karen, Pamella, Gustavo, Laleska, César, Eduardo, Vinicius, Leonardo e Patrícia.

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Diaconia e a Cidade (Pastor Carlos Alberto Radinz, UP de São Paulo)

Auxílio

para a preparação do encontro de jovens;

A nossa Igreja, neste ano, escolheu como tema “ViDas em Comunhão”, tendo como motivação a Igreja na cidade. Este estudo, elaborado por jovens de São Paulo, procura ajudar a juventude a refletir sobre sobre a “Diaconia” e seu papel para promover Vida em Comunhão e as Vias de Comunhão. O que é diaconia? Qual sua importância? E como ela pode promover comunhão?

O presente estudo procura descobrir o significado da diaconia a partir de Mateus 20.20-28. 20.20 Conforme rme o texto de Mateus, após a adoração a Jesus, a mãe de Tiago e João faz um pedido para que os dois estejam sentados ao lado do torno de Jesus; ou seja, no poder de governar. Mas Jesus apresenta uma proposta completamente diferente. Pode-se Pode ler em Mt 20.25-28: 20.2

“Então, Jesus, chamando-os, chamando os, disse: Sabeis que os governadores dos povos os dominam e que os maiorais exercem autoridade sobre eles. Não é assim entre vós; pelo contrário, quem quiser tornar-se se grande entre vós, será esse o que vos sirva; e quem Estudos para JOVENS

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quiser ser o primeiro entre vós será vosso servo; tal como o Filho do Homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos.” Jesus inverte a lógica humana ao colocar como grande, importante, justamente aquele que serve. E a palavra servir é a palavra grega διακονiα – diakonia. Diaconia é a palavra em grego, utilizada no Novo Testamento, para descrever aquele e aquela que realiza um “serviço”, no sentido de trabalhar para os outros. Diaconia literalmente significa aquele que está servindo à mesa. O fundamento teológico para expressar a ideia de diaconia é o próprio Jesus que se apresenta a si mesmo como servo – diakonos – de Deus (conforme Mt 20.28). Esta proposta de Jesus representa uma total inversão dos valores humanos. Os últimos serão os primeiros e os primeiros serão os últimos. Jesus não veio para ser servido, mas para servir, i é isso que ele espera de seus seguidores, que também sirvam aos outros.

Jesus é o diácono – servo – de Deus que veio ao mundo para servir e assim transformar a realidade. A atuação de Jesus, segundo os evangelhos, aconteceu primordialmente junto aos sofridos e excluídos do povo. E fez tudo isso por causa de sua misericórdia. Por esta razão compreende-se diaconia como a prática da fé de maneira misericordiosa junto aos que sofrem com a finalidade de transformar sua realidade.

Neste sentido, a Igreja de Jesus Cristo na terra é a própria diácona – serva – de Deus, que por misericórdia coloca-se ao Estudos para JOVENS

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lado dos sofridos e injustiçados, a fim de servi-los e desta forma transformar a realidade em que vivem. A partir desta visão pode-se falar que a diaconia é a razão de ser da Igreja; ou seja, se a Igreja não coloca em prática sua fé misericordiosa para com os que sofrem, ela deixa de ser Igreja de Jesus Cristo.

A diaconia precisa ser entendida como um chamado de Deus, para a Igreja servir aos que sofrem. Por isto, a Igreja necessita se contextualizar, conhecer a realidade em que vive, e onde está localizada testemunhar o amor de Deus por meio de ações bem concretas.

Existe um método (VER – JULGAR – AGIR) que aproxima a Igreja de sua tarefa diaconial. VER: buscar informações do que acontece na nossa cidade; quais são seus problemas (por exemplo: desigualdade, pobreza, violência, discriminação, morte, drogas ...)

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JULGAR: com base das informações avaliar os impactos desses problemas sobre a vida das pessoas e da cidade, também analisar a existência de ideologias ou grupos que se beneficiam com destas situações. Eleger o que é prioridade e que está à altura do grupo, e, por fim estudar propostas de como atuar AGIR: de posse das informações e da convicção do que é preciso fazer trabalhar para ir de encontro à realidade com o propósito de transformá-la. O tema do ano anima a Igreja a viver em comunhão, desafia a Igreja a sair de sua “zona de conforto” e promover Vias de Comunhão. Como Igreja, os jovens são todos diáconos e diáconas de Deus para mudar o mundo.

Pensando no encontro: breves sugestões. Canto inicial: A canção amanhecer, que pode ser ouvida aqui: >>>> http://www.luteranos.com.br/midia/videos/1/amanhecer-1/323

A cada dia nasce de novo o sol, assim renasce a cada manhã a misericórdia de Deus. Recebo hoje a dádiva da vida novamente de tuas mãos Senhor e grato disponho-me a servir. //: Vamos cantar! É bom viver e despertar pra conviver. Dar mais calor, fazer brilhar o sol do amor no amanhecer. Nós somos o sal da terra. Nós somos fermento na massa. Nós somos a luz do mundo, refletindo o sol da graça. :// Estudos para JOVENS

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Para reflexão: Ler o texto de Mateus 20.20-28 e falar sobre a proposta de Jesus que apresenta um novo jeito de entender as coisas. (Quem quiser ser o mais importante seja quem sirva, porque os últimos serão os primeiros e os primeiros os últimos.) Neste contexto apresentar a diaconia, como instrumento de Deus para transformar a vida.

Perguntas motivadoras para discussão: Na sua opinião, quais são os problemas que criam sofrimento para as pessoas? (deixar o grupo falar a vontade e anotar as “palavras chaves” num quadro ou numa folha de papel) Na sua opinião, como estes problemas atrapalham a vida das pessoas? Na família, na sociedade e na Igreja? (novamente deixar o grupo falar e anotar as “palavras chaves”) O que nós como grupo de jovens podemos fazer para mudar essa realidade e criar comunhão? (anotar as propostas) Canto final: A canção diaconia, que pode ser ouvida aqui: >>> http://www.cifraclub.com.br/campanha-da-fraternidade/diaconia/

Diaconia Compositor: Erli Mansk / Rodolfo Gaede Neto

Tom: D - (introdução) D G A D Bm

Em A D

D A D Bm 1. Aprendamos de Maria a ouvir com devoção F#m Bm Ter de Marta a energia, pressa e dedicação. D/F# G A D Bm Acontece diaconia na ação com oração F#m Bm A D Ser uma Marta Maria: que bonita vocação! D7 G A Vamos juntos trabalhar Estudos para JOVENS

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G D


D Em F#m Bm Na seara do Senhor, Em A Pois o povo está a vagar D D7 Qual ovelhas sem pastor G Libertados pela graça A D Em F#m Bm Nos dispomos a servir Em Sirvamos com alegria A7 D G D Exaltando o Deus do amor. D A D Bm 2. Do pequeno ser amigo, ao faminto dar o pão, F#m Bm Com o nu buscar abrigo, com o doente comunhão. D/F# G A D Bm Acolher o forasteiro, ao sedento saciar. F#m Bm A D Libertar o prisioneiro e os mortos sepultar. D A D Bm 3. Todos nós somos chamados para este mutirão F#m Venham, pois, muito animados, integrar a Bm comunhão! D/F# G A D Bm Vivenciar diaconia com os mais pobres deste chão; F#m Bm A D Resgatar a cidadania, superar a escravidão!

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Carta Mensagem da reunião do CONAJE CONAJE - Conselho Nacional da Juventude

“Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei" Mateus 11. 28 Silêncio. Em meio à correria do dia-a-dia, somos expostos e expostas a todo o tipo de agitação. Somos perturbados e perturbadas por ruídos dos mais diversos: excesso de informações, poluição sonora e visual, compromissos inadiáveis. Nesse sentido, a Quaresma é um convite à reflexão. Um tempo para parar e vivenciar o silêncio dentro de corações e mentes. E foi em um ambiente de silêncio, com sons de pássaros e de vento batendo nas folhas das árvores, que ocorreu a primeira reunião do Conselho Nacional da Juventude Evangélica (CONAJE) no ano de 2014. Entre os dias 21 e 23 de março, a cidade de Curitiba – Sínodo Paranapanema – acolheu os jovens e as jovens representantes dos Sínodos e equipe de orientação teológica. Estudos para JOVENS

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A reunião foi marcada por intensas discussões e decisões: CONGRENAJE 2014, Cartilha Criatitude, Dia Nacional da Juventude, relatos sobre representações em eventos e a caminhada das juventudes, além de momentos meditativos e de reflexão. Também houve espaço para formação, em especial sobre a vida de Martim Lutero e o contexto da Reforma Luterana, com vistas a aprendizagem e fortalecimento da confessionalidade enquanto pessoas jovens luteranas e consequente edificação da Igreja de Jesus Cristo a partir da sua realidade. O silêncio é perturbador. Silenciar, em um mundo tão barulhento, é difícil. Agir em silêncio, sem esperar recompensas, é um desafio para cada um e cada uma. Silenciar perante as injustiças do dia-a-dia, enquanto se está cansado e sobrecarregado, é o habitual. Mas, unidos e unidas com Cristo e por Cristo, somos animados e animadas a continuar nossa missão enquanto pessoas jovens luteranas no Brasil. Protagonizar num mundo novo, identificados e identificadas pela fé que gera, também a partir do silêncio, ações concretas. Essa é a missão da JE. Reflexão gera ação, GerAção JE. Curitiba, 23 de março de 2014

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Eu sou normal! Não creio em soluções rápidas e imediatas. Quero um tempo. Preciso de espaço. Nesse compasso quero aprender e amadurecer. Eu sou normal! Não creio que tudo é festa. Quero lidar com as minhas perdas e fugir de ilusões. Preciso de ajuda para aceitar a minha realidade e dispenso disputas sobre quem é o maior ou o melhor. Prefiro eu mesmo em relação ao outro. Eu sou normal! Não creio na agressividade, muito menos na uniformidade. Prefiro o caminho da paz. Aposto nos detalhes, na valorização do outro. Não acredito que tudo na vida é uma disputa, um conflito ou uma guerra. Eu sou normal! Não creio que tudo está pronto. Sou contra fundamentalismos. Resisto às coisas empacotadas. Quero ver por dentro, compreender e participar. Prefiro arrumar a minha cama, caminhar os pequenos trajetos. Sei que há limites, mas eu quero compreendê-los. Eu sou normal! Chega de correria, de imitações, de velocidade. Meus dias, meu tempo e meu corpo e alma não podem ser entregues pelo motoboy. Quero encarar a realidade, a cruz, e nesse caminho encontrar a liberdade. Eu sou normal!

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