Associação Sinodal dos Grupos da OASE Sínodo Sudeste – IECLB
120 Anos 1899 – 2019
2019
CRÉDITOS
Idealização: Sínodo Sudeste e Diretoria da Associação Sinodal da OASE–IECLB Autoria: Grupos de OASE do Sínodo Sudeste–IECLB Organização: P. Alberi Neumann Edição e Arte Gráfica: Vitor Chaves de Souza Revisão: P. Alberi Neumann e Margarida Schmid Antonoff Distribuição Interna do Sínodo Sudeste da IECLB São Paulo, 19.08.2019
ÍNDICE
Apresentação ............................................................................ 1 Introdução ................................................................................ 3 OASE de Rio Claro/SP – Berço da OASE .................................... 6 OASE de Ferraz – Rio Claro/SP ................................................ 10 OASE ABCD – Santo André/SP ................................................ 13 OASE Vale do Paraíba/SP ........................................................ 16 OASE Cantareira – São Paulo/SP ............................................. 20 OASE de Ferraz de Vasconcelos/SP......................................... 23 OASE de Campinas/SP............................................................. 30 OASE Bom Pastor - Ilha do Governador/RJ ............................. 37 OASE Comunidade de Niterói – Paróquia Esperança/RJ......... 41 OASE de Nova Friburgo/RJ ...................................................... 44 OASE Bom Samaritano de Ipanema/RJ ................................... 49 OASE de Teófilo Otoni/MG ..................................................... 56 OASE de Belo Horizonte/MG .................................................. 63 OASE de Juiz de Fora/MG ....................................................... 67 OASE de Santo Amaro – Grupo Alemão – São Paulo/SP ......... 69 Santo Amaro – Grupo Português – São Paulo/SP ................... 71 OASE de Indaiatuba/SP ........................................................... 74 OASE de Monte Mor/SP.......................................................... 77
OASE da Paróquia Centro – São Paulo/SP............................... 81 OASE de Pires/SP .................................................................... 84 OASE de Cosmópolis/SP .......................................................... 87 OASE de Limeira/SP ................................................................ 90 OASE Nipo-Brasileira – São Paulo/SP ...................................... 93 OASE de Vila Campo Grande – São Paulo/SP .......................... 94 OASE de Petrópolis – Rio de Janeiro/RJ .................................. 96
Apresentação “Deem graças ao Senhor, porque Ele é bom, porque a sua misericórdia dura para sempre”. (Salmo 136.1) Celebramos em 2019 os 120 anos do início dos trabalhos da OASE na IECLB. Assim como o salmista, as mulheres da Ordem Auxiliadora de Senhoras Evangélicas (OASE) têm motivos muitos para dar graças e declarar a bondade do Senhor. Há 120 anos iniciou-se em Rio Claro/SP um trabalho com mulheres na forma dos grupos de OASE hoje conhecido nas comunidades da IECLB. Reuniram-se para servir ao Senhor de toda bondade através da comunidade cristã. A boa ideia é multiplicada e as graças também. Hoje são muitos grupos e muitas centenas de mulheres que se reúnem nas comunidades do Sínodo Sudeste e em toda a IECLB. Assim como o salmista, as mulheres da OASE também podem afirmar e testemunhar que a misericórdia do Senhor se manifestou. Seu lema Comunhão, Testemunho e Serviço a partir da fé em Jesus Cristo ganhou muitas formas. Desde os Nähverein (grupos de costura que se reuniam nas associações fundadas por imigrantes alemães), passando por preparar almoços nas festas comunitárias, chás, bazares, visitação a doentes, cultos, ações diaconais, ... até a necessária reinvenção e acolhida da mulher do século XXI o cuidado e a misericórdia do Senhor não faltaram. A cada tempo, a cada época, a cada novo momento histórico a graça manteve os grupos e as mulheres unidas na fé. Assim como o salmista, também as mulheres da OASE podem confiar: a bondade do Senhor dura para sempre. Confiamos que ela não faltará. Confiamos que seu 1
amor guiará e guardará a todas em todos os tempos. Essa beleza da fé que move os grupos será abençoada por Deus para sempre. Quem é a autora deste caderno? Os grupos de OASE do Sínodo Sudeste. Este caderno é uma compilação das histórias que os grupos decidiram compartilhar. A história foi vivida e testemunhada por estes grupos. O pequeno testemunho de um grupo unido ao de outro grupo tornouse grande. Alegrem-se: a história de fé vivida e guardada no coração é também testemunhada em letras para uma nova geração. O Sínodo Sudeste e suas comunidades expressam gratidão a Deus e às mulheres da OASE por toda boa obra já feita entre as pessoas. Rogamos não falte força, ânimo, coragem e fé para a caminhada por vir. São Paulo, agosto de 2019 P. Marcos Jair Ebeling Pastor Sinodal
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Introdução Prezadas leitoras, prezados leitores. Hoje eu tenho a alegria de escrever, mais uma vez, a introdução para uma publicação da OASE. A primeira vez que tive oportunidade de escrever foi para o livro da OASE “RETALHOS NO TEMPO”. Na época a OASE constatou que não havia nenhum livro que tivesse documentado o trabalho realizado pela OASE durante todo este tempo. Surgiu, então, a ideia de escrever um livro. Todos os grupos da OASE foram chamados a participar. Em comparação com o número de grupos constituídos, na ocasião, poucos se manifestaram. Quando o livro ficou pronto, muitos lamentaram por não terem colaborado. Será que com este caderno acontecerá o mesmo, ou todos os grupos colaboraram? Vamos passo a passo! A nossa primeira intenção não foi a de publicar Relatórios, mas sim resgatar a história dos Grupos, contada pelos Grupos, relatando suas principais atividades, projetos e sobre pessoas. Uma vez que a OASE Nacional havia planejado um Encontro Nacional para celebrar os 120 Anos da OASE, em abril de 2019, sob o tema “Celebrai com júbilo”, a Diretoria da OASE Sinodal, quando refletiu sobre o tema para os Encontros de Encerramento dos trabalhos do ano em 2018, entrou na “onda” e escolheu o tema “Vamos celebrar os 120 Anos da OASE”. E quem será ‘o’ ou ‘a’ palestrante? Não haverá! Mas como? Haverá muitos!!! Pedimos às Presidentes dos grupos por um Relatório, no qual contassem sobre: O que significa a OASE como grupo ou para cada uma individualmente. Data da Fundação do Grupo. Momentos marcantes na história. Desafios da OASE. Pessoas que se destacaram no 3
Grupo. Relevância na Comunidade. Enfim, não foram colocados limites para a imaginação. Além disto, pedimos para trazer um símbolo que expressasse a história do grupo, um banner com fotos, uma flor, uma lembrança de uma ação diaconal, uma visita, um projeto, etc. A parte espiritual ficou com os Pastores, falando sobre a vida de Dorcas, a única mulher na Bíblia chamada de discípula. Uma mulher que era costureira e dedicava este dom à confecção de vestidos, distribuindo-os para os pobres. Uma mulher que praticava diaconia. Um exemplo de atuação... Num dos encontros até recebemos uma caixinha com agulha, linha, tesourinha, metro, etc. Quem participou dos Encontros e ouviu e viu com quanta alegria foram apresentados os relatórios das participantes, ficou emocionado! Esta emoção deve ter motivado os Pastores Marcos Jair Ebeling e Alberi Neumann a compilar os Relatórios e reunir todos num caderno especial, que lançamos na comemoração dos 120 Anos da OASE, em Rio Claro, SP, em agosto de 2019. Rio Claro é o berço da OASE. Em Rio Claro a OASE foi fundada em 15 de agosto de 1899 e foi aí que festejamos os 100 Anos da OASE, com os Grupos de OASE de todo o Brasil. Agradecemos aos Pastores pelo trabalho, com a organização desta bela história da OASE no nosso Sínodo. No Encontro dos 120 Anos da OASE, em Blumenau, apresentando o banner do nosso Sínodo deixei a seguinte Mensagem: “O Sínodo Sudeste, no seu território, abrange cidades de todos os tamanhos, entre as quais as três maiores capitais do nosso país. – Podemos pensar numa selva de pedras, pedras mortas. Mas nestas cidades também há pedras vivas, as mulheres da OASE. Elas dão de si o melhor para o crescimento das Comunidades, não só materialmente, mas, em especial, espiritualmente, em 4
Comunhão – Testemunho – Serviço”. Agradecemos às nossas antepassadas pelo exemplo que nos deixaram. Agradecemos a todas que, com dedicação e fidelidade, continuam dando o melhor de si para o bem do próximo. E pedimos a Deus que, também no futuro, abençoe o trabalho da OASE. Venham todas e participem, pois, nesta casa, construída com pedras vivas, há lugar para todas desenvolverem seus dons. Este ano faz 70 Anos que nós confessamos, com o hino “Jesus Cristo é Rei e Senhor”, quem nos dá a força para o nosso trabalho, e a este Senhor queremos servir com alegria, pois sua misericórdia dura para sempre, e de geração em geração a sua fidelidade. Gudrun Braun Presidente da Associação Sinodal da OASE do Sínodo Sudeste IECLB Rio de Janeiro, julho de 2019
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OASE de Rio Claro/SP – Berço da OASE No ano de 1899 o Pastor Theodor Alberto Koelle, leu num mensageiro cristão (Christenbote) publicado na cidade de Stuttgart/Alemanha que uma Igreja desta cidade fundou uma organização de senhoras Frauenverein. Inspirado nesta iniciativa, o Pastor Koelle e sua esposa Julie reuniram senhoras da Comunidade, discutiram o assunto e, em 15/8/1899 fundaram o Frauenverein de Rio Claro (sociedade de senhoras). Para coordenar a Frauenverein formou-se uma diretoria a qual uma vez por ano se reunia com o pastor e ao longo de cada ano passava tarefas para as senhoras (não havia reuniões regulares das senhoras). A tarefa principal das senhoras era fazer trabalhos manuais em casa e vendê-los de casa em casa. Todo dinheiro arrecadado as senhoras doavam para o Fundo que a Comunidade havia criado para a construção da torre da Igreja local e a aquisição dos sinos, um desejo da Comunidade. O Fundo foi criado quando um senhor, vítima da febre amarela, no leito de morte, doou 200 milréis, para uma boa finalidade. A primeira ata da Associação das senhoras da Comunidade de Rio Claro foi feita em 8 de janeiro de 1905, onde compareceram 20 senhoras. Uma vez que estava paga a dívida relativa à construção da torre e à compra dos sinos, colocou-se em questão a continuidade ou não do grupo. Por unanimidade decidiu-se pela continuidade, seguindo-se anos de trabalho, com reuniões esporádicas e promoções para a construção do novo templo, inaugurado em 1924, e da casa pastoral na rua 5, n. 1850, concluída em 1932. Depois de Rio Claro várias Comunidades no Brasil iniciaram trabalho com as mulheres. 6
Em 1930, com a chegada do P. Gerhard Graetz, iniciou-se um novo período. Foram instituídas reuniões semanais numa sala da escola e na casa das senhoras. A OASE colaborou e ainda colabora muito para o desenvolvimento e missão da Comunidade. No ano de 1963 senhoras da OASE criaram o serviço de assistência social, destinando suas campanhas de Natal e de inverno para esse fim. O trabalho diaconal foi ampliado e intensificado a partir de 1996 com ações mensais voltadas para pessoas em situação de vulnerabilidade social em bairros periféricos da cidade. Essa iniciativa consolidou um importante projeto diaconal, com prédio próprio, hoje coordenado pela Associação Luterana Alvo. Em 1995, junto com o P. Eldo Krüger as senhoras assumiram a criação de um Grupo de Idosos, o qual realiza encontros mensais abertos e tem uma participação média de 80 pessoas, sendo a maioria de outras igrejas. No ano de 1991, as mulheres do grupo de OASE transformaram uma de suas reuniões normais em reunião de oração. Em agosto de 1999, logo depois da comemoração do centenário da OASE, por iniciativa da Sra. Wanda Haupt e da Sra. Ana Cláudia Madeira de Oliveira, iniciouse um grupo de oração aberto para toda Comunidade, com encontros semanais na casa das pessoas. Este grupo está ativo até hoje. Além dessas atividades, senhoras da OASE fazem reuniões semanais, visitas a membros doentes e/ou idosos, celebram um culto anual com a Comunidade, coordenam a decoração e a gastronomia de muitos encontros na Comunidade. Fazem cafezinho nos cultos dominicais, manhã e tarde de pratos de doces e salgados, bazares, etc. Em agosto de 1999 a OASE comemorou o seu centenário com um histórico e grandioso encontro reunindo em torno 7
de duas mil pessoas em Rio Claro, vindas de todas as partes do Brasil. Por fim, desde o ano 2009 foi iniciado outro trabalho com mulheres na Comunidade. Começou com a realização de um retiro anual que depois se transformou em encontro mensal de mulheres, no período da noite. Esses encontros têm como objetivo congregar mulheres que trabalham e que não podem participar das reuniões da OASE.
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OASE de Ferraz – Rio Claro/SP Há 57 anos veio morar em Ferraz um casal muito querido, Sr. Antônio e Adria Eichemberger. Por motivo de enfermidade precisaram de um lugar mais tranquilo para morar. Residindo próximo da Igreja, propuseram às mulheres da Comunidade iniciar um grupo de OASE. Isto aconteceu no dia 5 de abril de 1962. As reuniões eram semanais, na residência do casal e participaram mulheres de todas as idades. Eram realizados trabalhos manuais, o Sr. Antônio sempre compartilhava uma mensagem, eram cantados hinos de louvor, oração e no final o casal oferecia um gostoso lanche com café, chá e bolos. Algum tempo depois as reuniões semanais passaram a ser realizadas na casa de uma participante do grupo e os trabalhos manuais começaram a ser vendidos e o dinheiro doado para as despesas da Comunidade. No dia 5 de abril de cada ano era comemorado o aniversário da OASE. A Sra. Adria sempre sonhava que um dia a Igreja iria ter uma torre com sino. Infelizmente esse objetivo não se concretizou enquanto o casal esteve conosco. Mas graças ao esforço dos membros e das mulheres da OASE isso se tornou realidade. A torre foi construída há alguns anos e o sino foi instalado no dia 14 de julho 2018 e dedicado em culto especial no aniversário de 90 anos da Comunidade, no dia 28 de outubro de 2019, com a presença do pastor sinodal Geraldo Graf. Depois de alguns anos, o Sr. Antônio e Sra. Adria voltaram a morar em Rio Claro e as senhoras do grupo de OASE deram continuidade aos encontros semanais, 10
acrescentando atividades como, bazar e tarde de pratos, tudo em favor da Comunidade. Passado um tempo foi optado por duas reuniões mensais, sendo uma com a presença do pastor. Como algumas senhoras mudaram de Ferraz e outras faleceram, o grupo diminuiu em número. Por isso, há alguns anos não são mais feitas reuniões do grupo de OASE, mas elas continuam atuando e colaborando muito na Comunidade. Fazem trabalhos manuais em casa e vendem nos seus bazares. Gratuitamente fazem a limpeza do templo e demais espaços da Comunidade, cuidam da decoração do templo, assumem a parte da comida de quase todos os encontros (alguns são da Paróquia) e promoções da Comunidade, fazem visitas para pessoas idosas e doentes, ajudam financeiramente a Comunidade, etc. Enfim, a OASE sempre foi um importante esteio para a Comunidade. Agradecemos a Deus pela sua existência. Confiamos a ele o futuro deste importante ministério na Comunidade.
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OASE ABCD – Santo André/SP Em 1945 já temos registro de reuniões de senhoras na cidade de São Caetano. Os encontros eram realizados no Clube Teuto desta cidade, uma vez que ainda não tínhamos o nosso templo. Em Santo André, as reuniões aconteciam nas casas de algumas senhoras onde bordavam toalhas de mesa e costuravam aventais. Estes trabalhos manuais eram expostos no Bazar de Natal que acontecia no Clube Harmonia – Clube Alemão. Todo esse empenho tinha como objetivo arrecadar fundos para a compra de um terreno no qual seria construída a nossa igreja. P. Filarski e logo após o P. Reichert eram os pastores da comunidade nessa época. Em 1963, tivemos o envio do P. Fischer e família que ficaram residindo em Santo André. A partir de 1963, uma vez por mês, havia um encontro no Restaurante Suisso, em Santo André, de propriedade da Família Sandhof que sempre recebia as senhoras com muito carinho e um gostoso café com bolo após a reunião. No dia 28/04/1965, no encontro no Restaurante Suisso, o grupo de senhoras recebeu oficialmente o nome de Ordem Auxiliadora de Senhoras Evangélicas - OASE, graças à coordenação da Sra. Elfriede Fischer, esposa do então pastor da paróquia, P. Ulrich Fischer. As senhoras do grupo de OASE até então usavam preferencialmente o idioma alemão. No dia 12 de julho de 1970 finalmente a Igreja da Ressurreição e o Centro Social Heliodor Hesse foram 13
inaugurados. Foi fundamental a parceria com a organização “Brot für die Welt” (Pão para o Mundo) para que isto acontecesse. A dinâmica da OASE continuou a mesma: reunião semanal às quartas-feiras com a dedicação de cada uma na confecção de trabalhos manuais. Na última quarta-feira do mês sempre era celebrado um culto em língua alemã e mais recentemente, só em português. A participação da OASE na organização e preparação dos almoços festivos sempre foi significativa. Antes da Família Fischer voltar para a Alemanha no final de 1971, a Sra. Elfriede nomeou a Sra. Frieda Ivanov como coordenadora da OASE. A Sra. Eliza Mozer Hintz a sucedeu em abril de 1991 e permaneceu até 2003. A partir desse ano, assumiu a Sra. Margarida W. Schmid Antonoff que permanece até os dias de hoje. Em 1990, com o apoio da Sra. Ulrike Lackner, a Uli, foi formado um grupo de mulheres que falava português e se reunia às quintas feiras. Porém, por motivos diversos, ambos os grupos tiveram redução de participantes. A Sra. Eliza sugeriu que houvesse a fusão dos dois grupos, o que aconteceu em 2003. Em 2004 foi formado um Grupo de Visitação que se preocupava principalmente com as pessoas idosas, pessoas acamadas e também as que já não mais frequentavam a igreja por dificuldade de locomoção. Este grupo continua em atividade até hoje. No dia 20/03/2010 um novo grupo criado reuniu-se nas dependências da Paróquia: o Grupo Repartir Talentos. Como o próprio nome já diz, o objetivo era transmitir 14
técnicas variadas umas às outras. O encontro acontece uma vez por mês, sábado à tarde. A OASE do ABCD - Santo André/SP já sediou dois encerramentos das atividades da OASE Sinodal/ Sínodo Sudeste dos Núcleos Campinas e São Paulo: em 2009 e em 2015. Há uns 5 anos, houve uma mudança de visão (preferência, praticidade, dificuldade financeira, etc.) As senhoras tiveram que mudar o estilo dos trabalhos manuais: até então as toalhas bordadas eram grandes e com o passar dos anos não houve mais interesse das pessoas em comprá-las. Decidiu-se confeccionar toalhas menores (1m x 1m ou 80cm x 80cm). Algumas senhoras dedicam-se à confecção de enfeites natalinos, guirlandas de advento, etc. que são expostos e vendidos nos dois domingos antes do 1º Advento após os cultos e no Bazar de Natal. Todos os pastores que atuaram na paróquia sempre deram uma atenção especial ao grupo da OASE: realizando estudos bíblicos, dando apoio espiritual, organizando passeios e celebrando os cultos da última quarta-feira. Para o próximo ano, será necessária uma reflexão sobre as nossas atividades uma vez que não há mais tanto interesse em bordados. Teremos que nos reinventar!!! Felizmente há uma renovação de participantes com a presença de senhoras mais jovens, numa faixa etária de 40, 50 anos. Novas ideias, novo vigor e muito entusiasmo!!! E assim a OASE se perpetua através dos anos.
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OASE Vale do Paraíba/SP A Paróquia Luterana no Vale do Paraíba estende-se geograficamente pela Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte (RM Vale) e a Serra da Mantiqueira. Nesta região agrupam-se 40 municípios do Estado de São Paulo. O nome deve-se ao fato de que a região é parte da bacia hidrográfica do Rio Paraíba do Sul, já que esse rio nasce na região, segue parte em Minas Gerais e pelo Rio de 16
Janeiro, desaguando no Oceano Atlântico. Somos uma comunidade com funções paroquiais em São José dos Campos e temos dois pontos de pregação ativos: Pindamonhangaba e Caraguatatuba. De uma ponta a outra, são mais de 170 quilômetros de extensão de oeste a leste e 155 de norte a sul. Desde os anos 1950 há presença luterana na Serra da Mantiqueira, depois pelos anos 1970 em Pindamonhangaba e a partir dos anos 1980 em São José dos Campos. Na década de 1990, a região passou a ser Área Missionária da União Paroquial de São Paulo e foi construído o “Centro de Convivência” no Jardim Americano em São José dos Campos (1992). Em 16 de março de 2003 foi constituída a Paróquia Evangélica de Confissão Luterana no Vale do Paraíba e desde 2002 temos endereço no Jardim Satélite. Como é comum à muitas comunidades luteranas pelo Brasil, nossa OASE foi constituída antes da autonomia paroquial. O primeiro registro de um grupo com eleição de uma diretoria foi feito no dia 16 de agosto de 1998, registrado devidamente em livro Ata, o qual foi recentemente encontrado. A primeira diretoria foi assim constituída: Como Presidente, Violeta Maria Lima de Paiva do Nascimento e vice Maria Gomes Sampaio Blakenburg. Tesoureira, Neusa Maria Silva Blakenburg e vice Silvia Helena Cavalcante Junho e como Secretária Maria Lígia de Paula Pessoa. Assinaram o livro ata quatorze pessoas. No início o grupo, geralmente, se reunia na residência da Sra. Violeta. Realizavam visitas às pessoas em asilos, bazares da Pechincha no Centro de Convivência, participavam em bazares em outras igrejas, clubes e comunidades, vendendo geleias, pães e artesanatos confeccionados pelo grupo. Em 1999, foi decidido que o grupo se tornaria uma OASE itinerante e as reuniões seriam marcadas em casas 17
diferentes tanto em São José dos Campos como em outras localidades como Campos de Jordão e Pindamonhangaba. Sempre atuantes em todas as atividades comunitárias, trabalharam em almoços e bazares em prol do fortalecimento da mesma, conscientes que podiam ser um grupo forte e que teria muito a fazer pela comunidade. Em 30 de agosto de 2000 foi eleita nova diretoria tendo como Presidente: Maria Gomes Sampaio Blakenburg, Secretária: Silvia Helena Cavalcante Junho e Tesoureira: Salustiana Eli Oliveira Passos. Além da produção de geleias, chocolates e pizzas, promoveram cursos de massas salgadas, massas doces, bordado ponto cruz, pintura em panos de prato e em madeira, sabonetes artesanais, etc. O grupo continuou se reunindo nas casas e visitando as mais distantes por anos. Em outubro de 2002 o grupo começou a fazer artesanato na residência da Sra. Erica Ursula Gielow e desde então tem se reunido regularmente para esta finalidade alternando com visitas nas outras localidades bem como realizando bazares e auxiliando a comunidade. Em primeiro de dezembro de 2005 foi eleita nova diretoria constituída por: Dilete B. Justin Chaves, presidente; Beatriz da Silva Strottmann, vice-secretária; Érika Schwacke Niel e Valquiria Kohls Corrêa, tesoureiras. O trabalho de artesanato em madeira tem sustentado a comunhão do grupo ao longo dos anos, sendo sua marca característica. Por algum motivo, algumas vezes justificado pelo pequeno número de integrantes, durante os anos de 2006 até recentemente, o grupo deixa de se perceber como OASE e passa a se denominar como Grupo de Mulheres. Não foram encontrados registros sobre este período, nem atas nem livro presença, embora as reuniões continuem a se realizar quinzenalmente na residência de Erica U. 18
Gielow com a presença de ministro da igreja. Entre 2013 e 2014 July Ziemann incentivou o artesanato livre no espaço comunitário. Em 2016 foi proposto um trabalho chamado Encontro Paroquial de Mulheres, coordenado por Rosane Philippsen. Estes encontros mensais traziam como tônica as mulheres na Bíblia e se realizaram por todo ano de 2016 e 2017 em horários alternativos buscando contemplar as mulheres no mercado formal de trabalho que não podem se reunir durante a semana à tarde. Finalmente, no dia 08 de março de 2018, as mulheres participantes dos encontros votaram que gostariam de continuar sua caminhada como OASE. Foi aclamada uma coordenação composta por Rosane Philippsen, Elizabeth Goltz, Sylvia Niel, Ingrid Kunz e Silvia Schwerz Costa. Ainda no primeiro semestre trabalhamos os objetivos da OASE e, desde agosto, estamos implantando o Projeto Almofadas do Coração que visa entregar almofadas para mulheres que realizaram cirurgia decorrente do câncer de mama. Somos uma OASE que se reúne às quintas-feiras, alternando as reuniões na igreja, à noite e o artesanato em madeira na residência da Erica Gielow, à tarde, com uma média de dez participantes. Apesar de nossas distâncias, seguimos na vocação de realizar visitas, colaborar nas atividades comunitárias, sociais e ecumênicas e temos buscado participar mais ativamente no Sínodo Sudeste como OASE do Vale do Paraíba e sermos mais visíveis como IECLB na região.
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OASE Cantareira – São Paulo/SP
Somos herança de um Grupo de Mulheres que se reuniam sob o nome de “Frauenhilfe” na Capela Chora Menino, que alguns anos mais tarde se tornou OASE Santana, onde se falava principalmente a língua alemã e OASE Tremembé. Em 1979 o Grupo Santana chegou ao fim. Numa grande reunião da OASE São Paulo, na recéminaugurada Paróquia “Lutherhaus” decidiu-se fundir estes dois grupos e assim, em 1981 foi criado um grupo em português, que ficou a cargo da Sra. Catarina Wagner e ainda um grupo em língua alemã a cargo da Sra. Inge Schwed, que se extinguiu em 2003. Precisamos destacar aqui o trabalho intenso de senhoras/voluntárias, que durante 10 anos se dedicaram ao trabalho com mulheres e jovens de uma favela próxima sob orientação das Sras. Catarina Wagner, Katarina Predovic, Graciete Kroehne e Annete Schultze. Como escreveu Gerda Robrahn: “Sim. Foi um período abençoado por Deus e essas pessoas ainda sentem um carinho e saudades da Igreja Luterana”. Destaque especial para a Gerdinha, como era carinhosamente chamada a Sra. Gerda Robrahn, que, com 21
muita determinação e muito trabalho constituiu o atual Grupo de OASE. Muitas passaram pelo Grupo, que com seus dons, sua alegria, disposição para ajudar, enriqueceram as tardes de encontro e deixaram muitas saudades; e as presentes trazem consigo a alegria, a dedicação e a disposição para ajudar, estar junto às pessoas necessitadas. Como lema podemos mencionar a mensagem por ocasião da comemoração dos 25 anos do grupo: Dedicação, Amizade, Comunhão, Amor, Fé, Esperança. Momentos marcantes são as visitas ao Lar da OASE. É sempre muito gratificante ver a alegria e o carinho no brilho dos olhos das moradoras do Lar. Os mutirões: ralar 100 quilos de repolho, preparar 20 “Strudel” para as festas da Comunidade; Participar das Festas Juninas no Lar da OASE. Momento maravilhoso com as moradoras, com danças, muitas canções, muitos abraços, muita comunhão e os deliciosos quitutes juninos; Os Chás da Amizade e da Primavera – Momentos que valorizam o abraço, a amizade e a comunhão. Desafios - sem dúvida existem muitos: novas integrantes seria fundamental; locomoção: integrantes com dificuldade de locomoção; transporte: poucas integrantes com veículo próprio, as distâncias e o trânsito. O Grupo é unânime em afirmar que participar da OASE significa poder estar sempre atuante, apoiando e colaborando nos trabalhos desenvolvidos na Comunidade e através dos encontros fortalecer sua fé, suas vivências e experiências, acolhendo e apoiando umas às outras e a oportunidade de desenvolver os seus talentos. O Grupo é de grande relevância para a Comunidade, pois participa ativamente de todas as suas iniciativas. 22
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OASE de Ferraz de Vasconcelos/SP Tudo começou quando, em Ferraz de Vasconcelos, famílias luteranas sonharam em ter a sua própria igreja e com algumas pinceladas queremos contar um pouco dessa história. Em 1954 aconteceu o primeiro culto e em 1956 foi lançada a pedra fundamental do nosso Templo. E em 17 de maio de 1959 o Templo foi inaugurado. Neste período as mulheres estavam presentes e muito ativas nas festas e outras atividades da comunidade. Em 1974 começou a construção do salão, anexo à igreja, e também a quadra pelos jovens. Apesar das precariedades da época, as mulheres sempre estiveram presentes nas festas, na cozinha, fazendo bolos etc. Por sugestão da Sra. Olga Latzke, realizou-se em maio de 1973, na Festa Anual, uma rápida reunião com pequeno grupo de mulheres, para então formar um grupo de trabalhos e estudos bíblicos com reuniões periódicas. Era Pastor na época James Peterson, que indicou a catequista Helga Konrad para coordenar o grupo. Inicialmente as senhoras se reuniam, em rodízio, nas casas. Neste rodízio de reuniões nas casas o grupo se reuniu durante 18 meses aproximadamente. Só depois deste período começaram a se reunir na igreja. No caderno de registros das reuniões consta como 5 de maio de 1973 a primeira reunião, que foi na casa da Sra. Nina Kaesemodel. As senhoras foram saudadas com o lema do mês “Não podemos deixar de falar das coisas que vimos e ouvimos” Atos 4- 2.
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Na reunião de 5 de maio de 1973 estiveram presentes 18 mulheres: • Irene Sylvia B. da Silva Alves • Elisabetha Steinicke • Helene Seyffert • Nivya Hahtala • Erna Berndl • Inacia Böge • Elisabeht Kochner • Erna Forkel dos Santos • Ursula de Araujo • Vera Baxmann • Annemarie Lucas • Aparecida T. Schneiater • Erna Urban Bammann • Olga Latzke • Dolores Miranda • Tereza Ritzmann • Nina Kaesemodel • Helga Konrad. Em junho de 1973 surge oficialmente o grupo de OASE da Comunidade de Ferraz de Vasconcelos, quando se filia à OASE Nacional. Neste primeiro momento as sras. Tereza Ritzmann e Nina Kaesemodel ficaram responsáveis pelos trabalhos manuais. O grupo, além dos Estudos Bíblicos e trabalhos manuais, organizava bazares, cafés e festas e também fazia visitas à entidades como asilos e orfanatos. 25
Em 1973 aconteceram 6 reuniões. Inicialmente as reuniões foram mensais, sempre na 2ª terça-feira do mês. Quando a catequista Helga Konrad voltou para a Alemanha, a Sra. Aparecida Schneiater assumiu a coordenação do grupo assistida pelo Pastor Zulmir Penno. Neste período, Ferraz de Vasconcelos e Vila Ema pertenciam à Paróquia Centro e a Sra. Erna Bammann foi eleita para coordenar os 3 grupos. Com a formação da Paróquia Leste o trabalho da Sra. Erna se restringiu a Ferraz de Vasconcelos. Em 1990, a Sra. Erna Bamman foi eleita coordenadora distrital juntamente com o Pastor Ivario Fries, eleito Pastor Orientador da OASE, permanecendo neste cargo até 1996. Por 5 anos a Sra. Erna Bammann também foi vicetesoureira da OASE do Sínodo Sudeste. Mas, somente em 1995 se elegeu uma diretoria, composta por : • - Nina Kaesemodel – Presidente • - Elisabeht Steinicke - Tesoureira • - Dolores Boge Miranda – Secretária • - Aparecida Schneiater – Coordenadora Paroquial Até 1995 o grupo tinha apenas a Coordenadora Paroquial – Sra. Aparecida Schneiater. Em 2000 com a chegada da Pastora Ester Delene Wilke começou um Grupo de Mulheres aos sábados à tarde, que ficou ativo até a saída da Pastora e em 2004 com a chegada do Pastor Mathias Ristau o Grupo de Mulheres se juntou com a OASE. Deste grupo vieram 4 integrantes: • Vilma B. O. Sebastião • Mara Cristina Sales Felix Santos 26
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Gisela Theindl Kroeger Rosa Coutinho
A Sra. Aparecida Schneiater (Da. Cida) ficou como coordenadora até 2014, quando foi eleita uma nova diretoria: • Mara Cristina Sales Felix Santos – Presidente • Rony Araújo – Secretária • Gisela T. Kroeger – Tesoureira Em dezembro de 2017 novamente houve eleição e foram eleitas: • Gisela Theindl Kroeger – Presidente • Rony Araújo – Secretaria • Mara Cristina Sales Felix Santos – Tesoureira E o Pastor Klaus D. Wirth é o nosso orientador espiritual acompanhando-nos nas nossas reuniões e celebrações e sua esposa Noeme também participa quando é possível. Ela coordena o projeto diaconal na comunidade. Atualmente somos apenas 8 mulheres no grupo da OASE. Temos como o norte os dez objetivos do artigo 4◦ do Regimento Interno da OASE. E na comunidade os nossos desafios são: - Preparar o Culto do DMO - Bazar e Bolos na Festa Anual - Celebração da Semana Nacional da OASE - Chá da Primavera - Café do Advento - Pacotinhos de Natal para as crianças do Culto Infantil 27
- Participação dos Eventos das OASEs das UPs Campinas e São Paulo - Encontros da OASE em geral Desafios: - Conseguir fazer visitas - Fazer um passeio como grupo - Motivar mais mulheres a participar da OASE - Ter o nosso espaço/sala na comunidade Pontos marcantes: - Visita à uma instituição chamada Porta do Céu ( pela precariedade dos recursos e desalento) - Participação da Comemoração dos 500 anos da Reforma em Foz do Iguaçu - Comemoração dos 98 anos da Sra. Luise Radschat (já fez parte da OASE) - 2018 Destacaram-se durante estes anos todos as Sras. Helga Konrad, Erna Bammann, Aparecida T. Schneiater, Luise Radschadt, Elisabeth Steinicke, Nina Kaesemodel, que representam todas as outras, de igual importância pelo seu trabalho no grupo. Para nós mulheres da OASE é muito importante participarmos do grupo, nos trabalhos da comunidade, defendermos nossos ideais, a comunhão, a preparação de eventos. Nas reflexões, nas conversas, nas programações, no compartilhamento de experiências e no apoio mútuo, dando o ombro para quem precisa de apoio, somos fortes. Os nossos cafés são alegres e descontraídos. São momentos de renovação e alegria. Comunhão, Testemunho e Serviço são nossa força. 28
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OASE de Campinas/SP “Continue firme nas verdades que aprendeu e em que creu de todo o coração” (2 Timóteo 3.14). Mulheres reúnem-se desde sempre em grupo e por diferentes razões. A fé é uma de suas marcas históricas. A ajuda mútua e a solidariedade também. Neste texto queremos contar um pouco da trajetória do trabalho com mulheres vinculado à Comunidade Luterana (IECLB) em Campinas. As primeiras gerações não estão mais entre nós e por isso a pesquisa acerca da história da comunidade e das mulheres precisa ainda continuar. Datar com precisão a origem do trabalho com mulheres na comunidade de Campinas e o objetivo do seu trabalho pede mais tempo de pesquisa. O motivo para isto é a falta de clareza e detalhes sobre a história da própria comunidade e do lugar das mulheres na comunidade. Sabemos que as primeiras famílias de imigrantes alemães chegaram a Campinas nos anos de 1840. Organizaram-se a partir do ano de 1863 na Associação Alemã, mantenedora da então Escola Alemã. Desde o ano de 1862 houve tentativas de formação de comunidade religiosa no seio da comunidade alemã, sem sucesso. Apenas com a chegada do Pastor Johann Jakob Zink em 1869 há trabalhos religiosos que culminam na fundação formal da comunidade no ano de 1893, já no período posterior à abertura religiosa no Brasil. Pastor Zink foi professor da Escola Alemã e também pastor da comunidade. Esta dupla função também dá duplo viés histórico às atividades: de comunidade religiosa e de associação cultural. O primeiro registro documental de um trabalho com mulheres que hoje conhecemos é dos livros de 30
contabilidade. Neste livro constam valores movimentados a partir do ano de 1898. Entre as doações está uma em nome do “Frauenverein” (Sociedade de Mulheres) no valor de $ 34.000 reis. À margem esquerda está uma observação de data que diz: “jan 1906”. Então perguntas se colocam: temos aqui um “salto” contábil do ano de 1899 para o ano de 1906? Ou seria esta observação à margem um acréscimo posterior? Não sabemos. A informação nova aparece também nos livros de contabilidade a partir do ano de 1906/1907. A partir de então há contribuição regular à comunidade de dois grupos: o “Frauenverein” (Sociedade de mulheres) e o “Nähverein” (Sociedade de Costura). Existe no arquivo da comunidade um livro próprio com nomes e contribuições mensais feitas pelas mulheres da Sociedade de Costura. O registro regular é a partir do ano de 1918. As primeiras páginas do livro, porém, foram arrancadas. Faltam-nos elementos de pesquisa para saber as orientações/objetivos destes grupos. São continuidade do pensamento da Associação Alemã na Igreja? São OASE nos moldes do trabalho conhecido na Alemanha à época e trazido ao Brasil? Ou eram resposta às necessidades da vida das mulheres (costura)? Não sabemos. Mas queremos registrar: mulheres se reuniam em união e unidade para desenvolver um trabalho organizado, têm valores financeiros em caixa e são vinculadas à comunidade religiosa. Melhor conhecida é a história que se segue. A partir dos anos 1950 o trabalho ganha a forma clássica dos grupos de OASE de então: visitas, trabalhos manuais, chás beneficentes e estudos bíblicos. A renda dos chás é destinada a instituições de caridade da cidade. E este é um importante registro: a dinâmica de organização de chás 31
para arrecadação de recursos e a doação de recursos financeiros para instituições de caridade e da Igreja mantém-se até hoje. Desde o ano 2000 seis instituições beneficentes são ajudadas: Associação Beneficente Boa Amizade (ABBA), Lar de Idosos dos Vicentinhos, Lar de Idosos Alice de Oliveira, Casa da Criança Paralítica, Pró Visão e APAE e 03 departamentos da Igreja: Coral e Culto Infantil da 2 Comunidade e Obra Gustavo Adolfo. Sempre de novo agradecemos a Deus a generosidade das mulheres participantes e isso por gerações. A vivência de uma espiritualidade cúltica está melhor registrada a partir dos anos 70. A participação das mulheres no culto de inauguração do atual templo é um belo exemplo disso. São elas que levam ao altar os elementos da Ceia do Senhor para dedicação. É conquista de espaço para além da organização do almoço que também fizeram naquele dia. Esta participação em culto mantém-se ainda hoje através da Celebração da Semana Nacional da OASE e dos encontros ecumênicos do Dia Mundial de Oração. Entre os anos 1970 e 1980 dá-se a passagem de uma geração. E até uma nova geração firmar há um certo declínio do trabalho. Quando reestruturado, as mulheres cuidam da comunhão, oração, estudo bíblico, visita, organização de chás beneficentes e da manutenção da língua e cultura alemãs. Nesse período foram importantes as sras. Nily Peske, Edith Müller Lacerda, Therezinha Albrecht, Odila Barthmann, Doris Klinke, Ester Helwig, Lidia Helwig, Wilma Prado, Hilda Schaefer, Ilze Zink, Sonia Krause, Gertrudes Schünemann. A união em torno da fé, da ação diaconal e da língua alemã foram a chave. Mas, na passagem da próxima geração, a língua alemã precisa dar lugar para o português. 32
É a geração dos anos 2000 que assume após período de baixa no trabalho. Forma-se nova diretoria e que está à frente dos trabalhos ainda hoje. As senhoras alemãs também participam deste trabalho com entusiasmo na medida das suas possibilidades (hoje todas já idosas). Agora nomes como Rita Krieck, Maria de Lourdes Schaefer, Sandra Stroeh, Dorothea Appelt Petrait, Nórys Farias, Agnes Schäfer, Ilze Hasse, entre outras, precisam ser registrados. O grupo mantém o trabalho dos chás beneficentes, bordados e visitas às senhoras idosas e doentes. Mantém as doações para as entidades assistenciais. Faz um trabalho de suporte à infraestrutura da comunidade: reforma a cozinha e doa os utensílios, doa a impressora para a secretaria, os suportes da projeção da liturgia, os hinários novos (Livro de Canto Soli Deo Gloria) para o culto. Faz um trabalho diaconal de apoio à Casa Santa Clara no atendimento aos moradores de rua da cidade e reúne-se para celebrar a fé e a oração. É nesta época que, com a ajuda da Sra Carin Horst, formamos um coral de mulheres da OASE. Como MARCAS da caminhada queremos destacar: a) a solidariedade e o apoio de várias gerações às instituições beneficentes da cidade. Pela organização de chás cria-se uma dinamicidade para o grupo, quebra-se uma possível solidão e rotina na vida das senhoras, expressa-se uma fé solidária e o grupo insere-se na sociedade; b) no início de suas atividades o Lar Luterano Belém não era autossuficiente. As mulheres deram enorme contribuição com trabalho durante os retiros, seja cozinhando ou limpando as dependências; c) a visibilidade comunitária do grupo a partir da década de 70 com participação crescente nos cultos e suporte de infraestrutura para a comunidade; d) a solidariedade com 33
as senhoras idosas e doentes do grupo; e) no atual tempo registre-se ainda o importante espaço de cura que são os encontros semanais: é um espaço para falar das dores da vida e fortalecer-se na comunhão e na fé. Os principais DESAFIOS são dois: a) a transição para uma nova geração. Um novo grupo de mulheres precisa ser preparado para dar continuidade à história de vida e fé já centenárias; b) conversar mais sobre o lugar da mulher na sociedade do século XXI. Para cumprir estes objetivos – na nossa opinião relacionados entre si – é preciso descobrir o que hoje coloca as mulheres em movimento. A fé, oração e estudo da Bíblia são importantes. Manter um ambiente de grupo saudável que seja espaço de cura também. Mas também é preciso descobrir um testemunho prático (a ação beneficente): no passado foi a costura, depois a manutenção da língua e cultura alemãs, depois o chá e o bordado, ... e o que motiva a atual geração de mulheres na fé? Ainda não o sabemos. Por isso continuamos em busca. Já fizemos o caminho do ensinar trabalhos manuais, dança sênior, participação litúrgica em cultos, ... mas ainda não obtivemos sucesso. Oramos para que Deus nos mostre um caminho. A nossa geração sente-se agraciada por ter este espaço de fé, oração, diaconia e comunhão. Em Deus confiamos.
Fontes: 1) testemunhos das mulheres do grupo; 2) revista do centenário da comunidade de Campinas 3) Livros contábeis da comunidade
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OASE Bom Pastor - Ilha do Governador/RJ Rio de Janeiro, 05 de março de 1975, esta foi a data da abertura das reuniões da Ordem Auxiliadora de Senhoras Evangélicas, OASE, na Comunidade Evangélica Luterana do RJ, núcleo Ilha do Governador. Sob a presidência da Sra. Lola Fedde, esposa do pastor missionário americano P. Robert Fedde, foram eleitas secretárias, Sra. Carmem P. Arentz, grupo de visitação, Sra. Helga Schaly e outras senhoras também. O P. Roberto Fedde veio para o Rio com a missão de continuar um trabalho na Ilha do Governador, juntar as ovelhas para formarem uma Comunidade, que já estava sendo iniciada por senhoras luteranas, mas um pouco dispersas, tendo já também sido ajudada por pastores como o P. Schünemann com a sua esposa e as senhoras Carmem Arentz, Margoth Martiny, Clarinha Lenz, Karin Ruppelt e Helga Schaly. Já nesta época as senhoras formularam os estatutos para esta OASE em 02 de abril de 1975. As reuniões eram nas casas de membros e mais tarde na casa onde o missionário P Roberto Fedde se instalou com a sua grande família, o casal com 6 filhas, 1 ficou na América para estudar. Os planos eram muitos: manter as ovelhas unidas, ajudar em tudo que fosse necessário para formar uma Comunidade na Ilha do Governador e servir com alegria. Com o tempo, a Comunidade sentiu a necessidade de construir um templo e logicamente as senhoras da OASE se dispuseram a ajudar fazendo almoços, campanhas e mais. Nas vacâncias de pastores, que foram muitas, e algumas demorando até 6 meses, a OASE ajudava em 37
cultos leigos, ministrando aulas na Escola Dominical, mas não deixavam desmoronar nada e ninguém, sempre com a ajuda de Deus e tendo fé de que estavam servindo com alegria. A união e a boa vontade das senhoras ajudaram a fazer germinar e dar frutos as sementinhas plantadas em tempos anteriores. O grupo diminuiu com os anos, pois muitas famílias se mudaram para outros estados, outras faleceram, mas com a graça de Deus, ainda estamos nos esforçando para enfatizar o estudo da doutrina da IELCB, ajudando a apoiar as mulheres, ajudando a encontrar soluções para seus problemas, a incentivar desenvolvimento dos dons pessoais: COMUNHÃO – TESTEMUNHO – SERVIÇO, lema da OASE que queremos continuar levando adiante sempre. “Você pode não ter o melhor do mundo, mas tem muito que agradecer, não importa a cor do céu, quem faz o dia bonito é você” (Fonte: Roteiro da Oase do ano de 2018).
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OASE Comunidade de Niterói – Paróquia Esperança/RJ No ano do Senhor de 1949 foi o primeiro encontro do Pastor Zwilling do Rio, com as senhoras de Niterói, para a fundação da OASE (Frauenhilfe) em Niterói. A Comunidade e a OASE se entrelaçam neste princípio, pois foram as senhoras que tomaram a frente para que tivéssemos uma Comunidade em nossa cidade. Ficou definida a coordenação do grupo: Sra. Hoelt (presidente), Sra. Buchheister (tesoureira), e a Sra. Woerle membro honorária e o as Senhoras: Albrecht, Hoffmeister, Jansen, Musel, Paap que integraram o grupo. Os encontros eram realizados nas segundas terçasfeiras do mês com o Pastor Zwilling para nos orientar e na última terça-feira eram realizados o estudo bíblico e encontros culturais. Tudo isso na Igreja Presbiteriana na Rua Andrades Neves que nos cedia o espaço. Já fazíamos visitas em casas de famílias e trabalhamos no “Hilfsverein” ajuda para a Alemanha no pós-guerra. Lutamos para angariar fundos para ter a nossa sede própria enquanto continuávamos com Culto Infantil e Ensino Confirmatório em casa de família na Rua Nóbrega, nº 2 da Sra. Hoeft. Quem ministrava era a Sra. Jansen que também tinha o Coro sob sua orientação. As famílias Buchheister e Knaus nunca nos desampararam e ajudaram em tudo que precisávamos na época. Também na casa da Família Willner havia festas inesquecíveis. Enfim em 1954 compramos a casa com grande terreno no Morro Sta. Thereza e todos ajudaram a arrumar e reformar, cada qual no que sabia e podia. Móveis e louça 41
foram comprados ou doados. Cadeiras foram compradas por unidade ou aos pares como dava. Não foi fácil, mas com a ajuda de todos e todas e principalmente o cuidado de Deus que nunca nos faltou conseguimos superar as dificuldades iniciais. O Diácono Kuehn foi o primeiro a se instalar na casa paroquial que também servia de igreja. Fez boas amizades e contou com um grupo de colaboradores. Foi amigo da OASE. Depois de algum tempo veio um casal de pastores os Bohnenkamp. Eram jovens com boa vontade e simpatia que trabalharam com afinco pela nossa comunidade e pela OASE nos apoiando e ajudando a ter nosso salão paroquial que seria a nossa “Igreja”. Gratos a Deus e a todos que lutaram bravamente para esta conquista. Foi também uma vitória da nossa OASE. Foram passando os anos e a OASE assumiu diversas funções a serviço da Comunidade e de quem precisasse de ajuda. Continuamos com almoços, festas, rifas, os tradicionais bazares, brechós, e outros para angariar fundos. Tivemos momentos mais difíceis e mais amenos em que as senhoras tiveram tempo e dons para lindos bordados e trabalhos manuais, que eram vendidos ou rifados. Também faziam bolos e tortas para os eventos festivos. As situações foram se modificando, pois, a maioria das mulheres hoje trabalham fora e as que se aposentam se dedicam a família, cuidam dos netos para que as filhas possam trabalhar. As OASEs vão diminuindo e quando não vem incentivo novo os grupos acabam de vez. Nós estamos tentando fazer visitas em casa de pessoas que não conseguem mais frequentar a 42
Comunidade e tambĂŠm pretendemos intensificar estudos bĂblicos em casas de famĂlias, convidando sempre a todos que queiram participar. Com a ajuda de Deus pretendemos trabalhar para que a nossa OASE continue como grupo protagonista em nossa Comunidade.
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OASE de Nova Friburgo/RJ O primeiro registro de organização do trabalho com mulheres na Comunidade de Nova Friburgo data o dia 23 de janeiro de 1961. Foi um grupo de mulheres organizado pelo P. Johannes Eduard Schlupp chamado “Frauenkreis”. No início, reuniam-se somente senhoras de origem alemã. Os encontros aconteciam nas quintas-feiras com meditação bíblica. Este grupo organizava um bazar anual com peças confeccionadas pelo próprio grupo e também doações das fábricas têxteis da cidade. O Bazar acontecia na época do Advento. Era um grande evento que envolvia toda a comunidade alemã friburguense. Serviam-se tortas, comida típica alemã e chopp. Na época, a comunidade não dispunha de salão adequado, por isso o evento aconteceu primeiramente numa Pensão no bairro Ponte da Saudade (ao ar livre), depois foi no Clube Recreativo da Fábrica Filó e, por fim, no Country Clube. Esse grupo construiu o primeiro salão e cozinha da Comunidade. A primeira presidente que se tem registro é a Sra. Schulz, seguida da Sra. Louise Kriebel e depois Sra. Walli Kadow. Em 1979 duas famílias da Ilha do Governador mudaram-se definitivamente para Nova Friburgo e, as senhoras Carmen Arentz e Karin Ruppelt uniram-se à esposa do então P. Osmar Falk, Santinha, dando início à OASE em língua portuguesa. Assim, formou-se o Grupo 1 (alemão) e o Grupo 2 (português). No início tentou-se juntar os grupos, porém acabou não dando certo. Havia também o Grupo 3 que desenvolvia trabalhos manuais. O Grupo 2 era formado por apenas 8 senhoras que se reuniam regularmente para compartilhar, estudar a 44
bíblia, orar e a partir daí desenvolver a suas ações. A primeira Diretoria foi composta por Santinha Falk (Presidente); Karin Ruppelt (Tesoureira); Carmen Arentz (Secretária). Participavam também as senhoras Leila Guadagnini de Farias, Guilhermina Sueira, Elly Guimarães, Hertha Schwarze e Dirce Athayde. Esse grupo era muito ativo e promovia um intenso trabalho diaconal para auxiliar a “favela do Cordoeira”. Para exemplificar, em maio de 1981, organizou uma feijoada beneficente cujo lucro foi destinado a comprar 100 cobertores. Foram realizadas também campanhas para arrecadar medicamentos para a farmácia do bairro na qual também era oferecido atendimento médico pela Dra. Christina Kern. Em agosto/setembro de 1981 o grupo lançou seu próprio boletim informativo (mimeografado) para divulgar suas atividades e realizações. A primeira mensagem foi a interpretação da rosa de Lutero. Suas atividades anuais eram o Almoço da Primavera, Jantar da Reforma e o Jantar de Fim de Ano. Entre os três grupos de OASE existentes na comunidade havia algumas barreiras: a diferença de idade, interesses distintos e, principalmente, o fator da língua alemã. Em 3 de março de 1982, após um período de reflexão sobre não haver razão de existir três grupos distintos fragmentados e pequenos, pois a causa era a mesma, houve a fusão dos grupos. Nas palavras do P. Osmar Falk: “Assim, falando a língua do amor, surgiu uma nova OASE, mais forte, mais unida, mais sadia. Doravante não se falava mais em grupo tal ou tal, apenas em OASE; não se fala mais em ‘elas’, apenas em ‘nós’” (Boletim n° 3 de Jan-Mar 1982). A dança Sênior foi uma atividade que nasceu paralelamente à OASE. Em 1979 o trabalho iniciou-se com a Sra. alemã Christel Weber, depois foi conduzido pela Sra. 45
Helena Sombrio (anos 90), pela Sra. Dora Caetano (anos 2000) e, desde 2018, pela Sra. Nilsete Maduro. Alguns registros históricos: 1995: Registramos 26 participantes e os encontros aconteciam quinzenalmente. 1996: Participação de 30 senhoras. Nesse ano há o registro de um curso de tortas e bolos promovido pela OASE com a participação de 48 senhoras da comunidade e visitantes. 1997: A OASE abraça o trabalho junto ao SEIACA (Sociedade Evangélica Interdenominacional de Amparo à Criança e ao Adolescente) que ficava no Distrito de Campo do Coelho. Há o registro de doação de blusas de lã confeccionados pela OASE. Neste ano, a OASE reaparelhou a cozinha comunitária comprando utensílios domésticos e colocando novos armários, balcão e prateleiras. Além disso, o grupo comprou 5 máquinas de costura e ofereceu curso de tricô. 1998: Registro de 29 membros na OASE. 1999: Neste ano, com a saída do P. Armindo Müller, oficializou-se o fim do uso da língua alemã nos encontros da OASE. 2000: Registro de 22 membros. A Diretoria da OASE deste ano estava assim composta: Waltraut E. Winkler (presidente), Érica Berger (vice-presidente), Carmen Arentz (Secretária), Renate Schwarzer (vice-secretária), Karin Ruppelt (Tesoureira), Maria de Lourdes Q. do Nascimento (vice-tesoureira). 2010-2012: A Sra. Helga Bungarten Kraus foi a presidente deste período que contou com a participação de 14 senhoras. Em janeiro de 2011, Nova Friburgo sofreu com terríveis chuvas e deslizamentos de terra. Na ocasião a OASE ajudou a creche “Cantinho Feliz” no bairro Mury. Em dezembro de 2012, em função de pouca participação, 46
decidiu-se encerrar o grupo. Porém, a decisão foi revogada após intervenção da presidente da comunidade Sra. Nádia Athayde e do recém-chegado P. Adélcio Krombauer que incumbiram a Sra. Dirce Saldanha a reestruturar o grupo a partir de março de 2013. 2013: Sob a coordenação da Sra. Dirce Saldanha o grupo da OASE reestrutura suas atividades com uma diretoria mais enxuta, composta por presidente Dirce Saldanha e tesoureira Úrsula Sippli de Moraes. O grupo passou a investir em passeios, além dos costumeiros estudos bíblicos. O grupo desvinculou-se da feitura dos trabalhos manuais. Uma preocupação da OASE foi manter vivo os trabalhos diaconais, como exemplo citamos a doação de produtos de higiene e limpeza para o LAJE (Lar Abrigo Amor a Jesus), doações ao Lar de idosos Frederico Meier que fica em Banquete, distrito de Bom Jardim e apoio ao trabalho da ONG “Casa da Criança e Adolescente” (2017 e 2018).
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OASE Bom Samaritano de Ipanema/RJ Em junho de 1970 foi inaugurado o Centro Social Bom Samaritano, em Ipanema. Finalmente os membros tinham um local para se reunir. Ipanema era um ponto de pregação da Comunidade Evangélica do Rio de Janeiro. Quando chegou um Pastor para assumir a Comunidade de Ipanema, em julho de 1970, nasceu a OASE de Ipanema. Como o Centro Social abrigou diversos cursos, algumas mulheres deram aulas de culinária, corte e costura, etc. Com o tempo estes cursos foram eliminados e no Ano Internacional da Criança, nas dependências do Centro Social, foi inaugurada a Creche Bom Samaritano, inicialmente com trinta e cinco crianças. Mas o que isto tem a ver com a OASE? Demos um salto grande! Desde a inauguração do Centro Social, ora havia Pastor, ora não, e com esta situação o trabalho da OASE também sofreu. Não que o trabalho tenha parado, mas foi como uma vela “fumegando”. Em 1978 veio ao Rio de Janeiro uma senhora do exterior, que tinha como princípio: no lugar onde estivesse, procuraria primeiramente a sua Igreja. E em Ipanema ela encontrou um grupinho de senhoras que se reunia. A chegada dela deu novo impulso para o trabalho – e devemos dizer que, desde lá o trabalho da OASE nunca mais parou. Até hoje, semanalmente, as mulheres estão juntas para estudos bíblicos, trabalhos manuais e uma gostosa xícara de café com bolos do próprio forno! Durante todos estes anos, de dez a quinze senhoras se reúnem. Com a Creche Bom Samaritano, que foi uma obra da União Paroquial da Comunidade Evangélica do Rio de Janeiro, localizada nas instalações da Paróquia Bom 49
Samaritano, as senhoras queriam servir como babás durante o descanso das crianças. Não deu certo. Então elas procuraram outra maneira de ajudar, seja no apadrinhamento (financeiro) de uma criança, Bazares de Pechincha, etc. Até os dias de hoje a OASE de Ipanema tem a mão e o coração abertos para o trabalho com as, hoje, cem crianças. Em 2 de setembro de 1980 foi constituída a Paróquia Bom Samaritano, Ipanema. Nos anos de 1980 chegaram diversas famílias da Alemanha, cujas senhoras vieram nos visitar. Também trouxeram ideias novas. E elas tinham crianças na idade para frequentar o Culto Infantil. O Pastor não pensou muito e as reuniu, preparando-as para dar Culto Infantil para os filhos e crianças da Paróquia. Assim surgiu o Kindertreffen (Encontro de Crianças), uma vez por mês, nos domingos à tarde. Também crianças de outras Paróquias vieram. Na Véspera de Natal fizeram belíssimas apresentações. Não era concorrência ao Culto Infantil que já existia. Na Paróquia existia um belo trabalho da Juventude Evangélica. Em alguns lugares OASE e Juventude vivem em conflito. Aqui foi diferente. Um ajudou o outro. Nas festas a OASE assumia a cozinha e os jovens serviam. Sim, tivemos as nossas festas! O ano todo trabalhamos para o Bazar de Natal. Hoje também acontece o Bazar da Páscoa. No dia em Ação de Graças havia almoço, no mês de setembro ou outubro o Café Colonial, com bolos, pães, conservas, cucas, tudo feito pelas senhoras. E as Festas de Advento, mesas grandes, na igreja, enfeitadas com verde, bolas e enfeites natalinos, a coroa de Advento com as velas vermelhas. Fizemos apresentações das senhoras com a colaboração dos jovens e servimos chá e biscoitos de Natal, com uma exigência: biscoitos feitos em casa! 50
Cantar era quase uma obrigação agradável nas reuniões. A OASE Nacional tem com hino “Jesus Cristo é Rei e Senhor”. Um membro do grupo pediu: Quando eu falecer, vocês vão cantar este hino no meu sepultamento. Felizmente até hoje não foi preciso fazer isto! A OASE de Ipanema, porque cantava muito, escolheu como seu hino: “Senhor, meu Deus, quando eu, maravilhado...” e mais tarde o “Glorificado”. Quase todo membro tinha seu hino. Só um membro não gostava da tradução do seu hino de estimação. Então era cantado em alemão! Nós até nos arriscamos a cantar no culto, como coral de vozes! Fizemos visitas, em casas, para doentes e pessoas que não podiam mais sair. Também fizemos muitas “visitas por telefone”. Visitamos as senhoras no ancionato do Amparo Feminino. Mas, descobrimos que para elas as vezes também seria gratificante sair do seu ambiente. Fizemos passeios com elas para lugares agradáveis e finalizamos estes passeios com um gostoso café. Participamos nos intercâmbios dos Grupos de OASE da União Paroquial e de outros grupos de cidades vizinhas. Para estes encontros, o “menino da OASE”, carinhosamente chamado assim, que tinha uma Kombi, levava as meninas. Celebramos o Dia Mundial de Oração e a Semana Nacional da OASE, conforme os programas elaborados para estes fins. – No final do ano cada participante do grupo recebeu, e isto por muitos anos, uma Senhas Diárias. Cada membro comprou seu Roteiro da OASE. Hoje cada membro recebe um Roteiro. Também assinamos o jornal OASE em Foco. – Lembramos das Mães e dos Pais, nos seus dias, com uma homenagem. Participamos nos Encontros Distritais, Regionais e Nacionais. A participação destes encontros sempre foi muito gratificante. Conhecemos outras pessoas, outras 51
realidades, recebemos novos impulsos e voltamos enriquecidas. Por muitos anos participamos da então Coordenação Distrital, na Diretoria Regional, no Conselho Nacional da OASE e na, hoje, Associação Nacional dos Grupos da OASE e na Associação Sinodal dos Grupos da OASE do Sínodo Sudeste. Falamos muito do passado, e até agora só um pouquinho do presente. A pergunta é: O presente não existe? E a resposta é: Existe sim! Continuamos firmes e fortes no nosso trabalho, no nosso servir! Os tempos mudaram, as situações são diferentes, mas os objetivos do nosso trabalho são os mesmos. O nosso grupo tem a sua diretoria. As reuniões acontecem semanalmente com a assistência do pastor na parte espiritual. Revezamos reuniões de reflexão e estudo, com reuniões mais sociais, onde confraternizamos com café e bolo, com outras onde colocamos mãos à obra, confeccionando belos trabalhos para os bazares. Os originais Bazares da Pechincha foram substituídos por dois eventos anuais: o Bazar de Natal, que acontece no 1º Domingo de Advento e o Bazar de Páscoa, que ocorre no Domingo de Ramos. São apresentados os trabalhos realizados pelas senhoras durante o ano, fazendo muito sucesso entre os membros da comunidade e amigos. Cada senhora contribui com seus dons e a OASE permanece firme até os dias de hoje. Com o dinheiro auferido a OASE faz doações para a Creche e ajuda a Paróquia em projetos e também adquire os Roteiros e outras publicações da OASE, contribui com o dízimo para a Igreja e anuidade para a OASE Sinodal, além de adquirir material para novos trabalhos manuais. Também foi realizada uma obra para a instalação de uma pequena cozinha anexa à sala de reuniões, com torneira 52
filtro e com a compra de geladeira, micro-ondas e cafeteira, que são compartilhadas com outros departamentos da Paróquia. O objetivo não é acumular dinheiro, mas direcioná-lo para onde pode ser bem aplicado e este trabalho tem sido muito abençoado por Deus. Também fazemos visitas nas casas dos membros, o que é muito importante para sentir a pessoa no seu ambiente, e, com isto, se abre mais fácil o coração e a mente para conhecer melhor um ao outro. O nosso grupo recebe visitas e também faz visitas a outros grupos, o que nos fortalece mutuamente. Realizamos o Dia Mundial de Oração e a Semana Nacional da OASE. Participamos dos eventos da OASE Sinodal. Dificilmente faltamos no Chá da Primavera em Petrópolis. Somos um grupo feliz e muito amigo. E mais uma vez uma das nossas participantes faz parte da Diretoria da Associação Sinodal dos Grupos da OASE do Sínodo Sudeste. Muitas das mulheres que começaram este trabalho, não estão mais entre nós. A elas a nossa homenagem! Falamos do passado e do presente, mas o que nos preocupa é o futuro! Sim, estamos preocupadas com o futuro do nosso grupo de OASE e a OASE em geral. A nova geração trabalha fora, não tem mais tempo. Mas todas trabalham fora? O que falta? Falta incentivo? Será que não sabemos transmitir às outras mulheres, como é bom participar da OASE? Muitas confessaram: a OASE é minha segunda casa – a OASE é uma escola, não uma universidade, quanta coisa boa aprendi! Os tempos mudaram, sim mudaram. Devemos ter sensibilidade para descobrir, como encaminhar outras pessoas para nos suceder! Devemos ter estas preocupações e colocar o futuro nas mãos de Deus, mas não esquecer de fazer a nossa parte! 53
Vocês devem ter reparado que não aparece o nome de nenhuma mulher neste relato. Foi de propósito! Lembram do adesivo da OASE, das mulheres de mãos dadas, todas iguais? Também isto é de propósito! Assim deve ser no nosso trabalho. Todas somos diferentes, mas no fundo iguais. Cada uma tem o seu dom! Cada uma serve da melhor maneira com o seu dom e isto faz enriquecer o nosso trabalho. Sobre os dons não se discute, cada uma serve com o seu dom e assim podemos fazer um trabalho abençoado. Comunhão – Testemunho – Serviço, o lema da OASE. Alguém disse certa vez: vocês deveriam sair do mote Comunhão, Testemunho e Serviço. Com isto não alcançam mais ninguém. A pergunta é: O que nós queremos mais do que comunhão, nos reunirmos, dialogar, estudar a palavra de Deus, que é sempre atual, dar testemunho do que aprendemos, em palavras e ações, o que representa o serviço. Servi uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus. Assim lemos em I Pedro 4.10. O nosso agradecimento à todas as mulheres do nosso grupo que se sentiram chamadas para servir. O nosso muito obrigada aos Pastores e guias espirituais, que nos serviram com a Palavra. Damos graças ao Senhor por estes quase cinquenta anos de existência! Celebramos, com alegria, a grande festa dos 100 Anos da OASE. E agora nos preparamos para o Encontro dos 120 Anos tecendo solidariedade e a pergunta: “O que eu sonho para o futuro da OASE?” Queira Deus nos providenciar mais e mais estes Encontros, nos quais podemos dizer: 54
“Celebrai com júbilo ao Senhor! Servi ao Senhor com alegria, pois sua misericórdia dura para sempre, de geração em geração a sua fidelidade.”
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OASE de Teófilo Otoni/MG OASE de Teófilo Otoni, vinculada à Comunidade Evangélica de Confissão Luterana em Teófilo Otoni – CETO- na cidade de Teófilo Otoni (MG), pertencente ao Sínodo Sudeste. Fundação Em 21 de maio de 1909 aconteceu a assembleia de fundação da Ordem Auxiliadora de Senhoras EvangélicasOASE, vinculada à Comunidade Evangélica de Confissão Luterana em Teófilo Otoni, na cidade deste mesmo nome, localizada no nordeste do estado de Minas Gerais. Logo após a fundação foi remetido um pedido à organização coirmã na Alemanha, Frauenhilffe fürs Ausland solicitando uma irmã enfermeira que a OASE manteve por um certo tempo. Na década de 30, na época do pastor Bielefeld, a OASE mantinha uma pequena casa de saúde em uma casa alugada, administrada pela filha mais velha do pastor. Por causa de desavenças com um médico e os déficits da casa, esta foi fechada. Então surgiu a ideia de fundar um hospital próprio, para atender parturientes e outros doentes da roça que necessitassem de tratamento médico na cidade. A OASE adquiriu, a prestação, uma casa residencial com um terreno grande, que conseguiu pagar com festas beneficentes e mensalidades das senhoras. Como não havia alguém para supervisionar e administrar o sonhado hospital, e também faltava recursos para a instalação, a casa foi alugada para três médicos, enquanto se aguardava tempos melhores. Os médicos instalaram, nesta casa, o Sanatório São Sebastião. O locatário não quis entregar o imóvel quando venceu o contrato de aluguel, já em plena 56
guerra. A OASE só recebeu de volta o imóvel, em 1958, após um longo processo de despejo solicitado entre 1947 e 1948 com o retorno do pastor Walter J. Schlupp da Alemanha. O sonho de um hospital próprio desvaneceu e o imóvel foi vendido e os recursos utilizados para aquisição de um imóvel para a construção do Internato Rural da CETO, na década de 60, com o pastor Walter Dörr. Mulheres importantes: dentre muitas outras, destacamos: D. Olga Hollerbach, D. Leny Hollerbach, D. Sonia dos Santos, esposa do pastor Jairo dos Santos, D. Guertha Froede, D. Beta Baldow, D. Nem Hinkelmann, D. Elizabeth, esposa do pastor Orlando Schimidt, Terezinha de Jesus Vieira, Cely Hollerbach, Lúcia Froede. Também as pastoras e os pastores que atuaram na CETO. Como a OASE foi se reinventando ao longo da história da Comunidade: no início, as mulheres casadas participavam do grupo, e as mães convidavam e levavam as filhas e as noras; então o grupo ia se renovando e sempre havia muitas integrantes no grupo (aproximadamente 40). Com as mudanças ocorrendo na sociedade civil, com as mulheres trabalhando para aumentar a renda familiar. Ao longo dos anos, o número de mulheres frequentes no grupo foi diminuindo. Os convites continuam sendo feitos. Mas é difícil. Foi tentado fazer uma reunião mensal noturna, mas não deu certo. Com novas legislações em vigor, principalmente com relação ao trânsito de veículos, tivemos que reduzir as atividades externas, como as visitações. Momentos marcantes: Tudo na OASE é marcante! Comemoração dos 75 anos de atividades, em 1984 e comemoração do centenário em 2009. Nos dias 28 e 29 de novembro de 2009 comemoramos os 100 Anos da nossa OASE. Recebemos 57
representantes dos grupos de OASE de Belo Horizonte (MG), Juiz de Fora (MG), da paróquia de Funil (MG). Também se fizeram presentes o: pastor Zulmir Ernesto Penno, de Juiz de Fora (MG), pastora Cleusa Stümer Valcarenghi, da paróquia de Funil e congratulações de vários grupos. No dia 28, tivemos uma palestra- Fazendo a Diferença- com o psicólogo Carlos Schütte Junior, uma dinâmica com a pastora Elisabet Lieven (de Teófilo Otoni), exposição de trabalhos manuais; bazar de bordados, e um delicioso lanche. No domingo, dia 29, os ministros presentes, celebraram o culto de ação de graças pelo centenário da OASE de Teófilo Otoni, seguido de um almoço comunitário. Foi uma data muito importante para as integrantes e para a Comunidade. Outros momentos marcantes e importantes na caminhada do grupo: participação em encontros a nível sinodal, em Araras (RJ); passeios para Mucuri (BA) e Alcobaça (BA); piqueniques em sítios e fazendas no entorno da cidade de Teófilo Otoni (MG). Outro momento muito importante era a visitação: quando a visita era longe, a D. Leny Hollerbach (era quem organizava as visitas) levava um tabuleiro grande com bolo, e garrafas de café, e elas merendavam antes de chegar na casa da família a ser visitada, para não dar trabalho , pois eram três ou quatro veículos levando as mulheres visitadoras. Nessas visitas, cantavam em alemão, faziam uma leitura bíblica e meditação, oração, e muita conversa. Na década de 80, outro evento importante era o Jantar dos Namorados, em junho, que era um sucesso; também havia a Festa Junina organizada pela OASE, cujas integrantes participavam da quadrilha, juntamente com outras pessoas. Desafios da OASE: atualmente, o maior desafio é a continuidade do grupo, é manter viva a chama da OASE, 58
conseguir que mais mulheres participem do grupo, trabalhando unidas. O que a OASE significa para mim: É muito importante. A OASE é um esteio para a firmeza na fé; é a continuação da Igreja na vida da gente, oportunidade de participar e ajudar, engajar nos projetos da Igreja; oportunidade de ouvir e estudar a palavra de Deus, cantar louvores, orar, interceder. É ponto de encontro com as amigas para trocar ideias, trocar experiências, trocar receitas, saber umas das outras; é um grupo onde temos amizade, comunhão, onde testemunhamos e onde servimos a Deus, ao próximo e também à Comunidade. É um grupo muito gostoso, com união, companheirismo, convivência saudável, onde compartilhamos a mesma fé e , ao mesmo tempo, reavivamos a nossa fé. OASE significa COMUNHÃO, TESTEMUNHO E SERVIÇO; quem não serve ao Senhor, torna-se escravo de outros senhores, e Jesus dá o exemplo de como devemos servir, conforme Mateus 20.28: “tal como o Filho do Homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos”. Relevância na Comunidade: OASE é uma entidade muito importante para a Comunidade, pois sem a OASE a Comunidade não faz quase nada. Muitos bazares e festas foram feitos para angariar recursos para ajudar em projetos na Comunidade. Sempre as mulheres fizeram o trabalho de visitação levando a alegria e o consolo, com canções e orações, para as pessoas acamadas, ou impossibilitadas de saírem de casa, ou o simples prazer da visita para um bate papo. É um grupo de grande utilidade para na Comunidade; em tudo as mulheres auxiliam: na festa da colheita, almoços e cafés beneficente. Atividades atuais: 59
Ø Visitação às pessoas idosas ou acamadas ou doentes ou que não podem mais de sair de casa, levando até elas consolo e conforto através da Palavra, da oração e do carinho e amizade. Ø Anualmente, no Dia do Trabalhador – 1º de maiorealizamos um piquenique (ou passa dia) na zona rural, geralmente em residência de membros da nossa Comunidade, quando são convidadas as mulheres que residem na redondeza para participarem junto. O objetivo principal é a integração com as pessoas locais. É um dia de diversão (brincadeiras) e também de aprendizado (estudo bíblico) e de interagir com outras pessoas, conversando ou mesmo, ficar à toa por um momento, talvez apreciando a beleza natural do local. Ø No primeiro domingo de Advento acontece o nosso tradicional Chá de Advento, logo após o culto noturno. As mulheres preparam o chá e as pessoas que vão para o culto dominical, levam algo para saborear, como rosca, pão caseiro, bolo, salgados, tortas. Na mesma data, acontece o Bazar de Bordados da OASE, onde são expostos trabalhos manuais doados por diversas mulheres, para serem vendidos e com a receita a OASE adquirir objetos e utensílios, móveis para a CETO, ou ajudar em algum projeto. Ø No início de dezembro, acontece o encerramento das atividades do ano, com uma celebração conduzida pela pastora ou pelo pastor, brincadeira de amiga secreta e um delicioso lanche. Na CETO, a OASE administra a cozinha e a copa, cuidando do seus utensílios e equipamentos; colabora em 60
almoços beneficentes e prepara almoço ou lanche quando acontece alguma reunião ou evento da Comunidade. Como temos um número reduzido de mulheres na OASE, em alguns eventos contamos com a colaboração de outras pessoas. Atualmente somos 14 integrantes no grupo da igreja Martin Luther e umas seis no grupo no bairro Matinha, onde tem uma capela. Temos duas celebrações anuais: § na primeira sexta feira de março celebração ecumênica do Dia Mundial de Oração, com participação de mulheres da Igreja Católica Apostólica Romana; § na primavera em setembro, temos a Semana Nacional da OASE, quando fazemos a celebração no culto dominical, na igreja Martin Luther, utilizando o material produzido para esta data. Algumas vezes, duas integrantes participaram da Assembleia Sinodal dos Grupos de OASE, em Araras (RJ), ou em Campinas (SP). Escrito por Magda Hollerbach Guimarães, coordenadora da OASE, com auxílio de várias mulheres integrantes do grupo de OASE, que deram o seu testemunho.
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OASE de Belo Horizonte/MG Por iniciativa da esposa do cônsul alemão da época, Sr. Meyer Labastille, cinco senhoras, IIse Jung, Dora Darmstätter, Hedwig Kux, Else Möhl e ela, se reuniam regularmente numa sala do consulado desde 1952 para trabalhos manuais que vendiam para auxiliar pessoas que se encontravam em dificuldades. No entanto, a Organização de Senhoras Evangélicas de Belo Horizonte foi oficialmente fundada em 20 de março de 1957. Naquela época eram 12 senhoras que se reuniam na Sociedade Cultural Teuto-Brasileira. A Sra. Christiansen assumiu a presidência do grupo que ficou conhecido como Organização de Senhoras Evangélicas de Belo Horizonte. Esse grupo se desenvolveu muito e chegou a ter 32 senhoras que passaram a se reunir num galpão no jardim na casa da Sra. Christiansen. A partir do trabalho delas conseguiram fazer uma doação de 15 mil cruzeiros ao Hospital Evangélico, e em 1959 o grupo já tinha fundos para adquirir um harmônio comprado na Alemanha e importado por intermediação do Consul Meyer-Labastille. Além disso o grupo se destacou na construção da igreja com uma doação substancial de 341 mil cruzeiros. A OASE tomou forma missionária e diaconal com a vinda do Pastor Wolf Wirth em 1971-1986 e sua dinâmica esposa Irmgard que, além das habilidades manuais e culinárias era muito boa organizadora. As reuniões das quartas feiras na igreja eram muito frequentadas e, quem não sabia, aprendia a bordar e fazer crochê. Assim as reuniões eram muito animadas, pois enquanto trabalhavam as mulheres conversavam, trocavam ideias e faziam amizades duradouras. O resultado do trabalho era 63
tão bom que os bazares eram feitos no Clube Olímpico, onde os bordados eram vendidos e também era oferecido café com tortas. Havia fila de pessoas querendo entrar. Foi o auge da OASE. Nessa época o Pastor Mühlhäusser (19811987) assumiu um segundo pastorado e atuava na região da Pampulha. Sua esposa Elizabeth também organizou um grupo de mulheres. As visitas de uma OASE à outra eram frequentes e havia harmonia entre os dois grupos. Em 1953 a Mannesmann se estabeleceu em BH e muitos funcionários da empresa se filiaram à igreja, contribuindo muito para o seu desenvolvimento. Além dela vieram a Krupp, Demag, Pohlig-Heckel e outras empresas, o que contribuiu para a OASE crescer. Muitos luteranos também mudaram do interior para a capital. O número de brasileiras participantes também aumentou. Foi uma fase muito boa até que, com a saída dessas empresas do Brasil, o crescimento acelerado de Belo Horizonte e dificuldades internas na Comunidade (entre 1987 até 1991 teve duas pastoras e dois pastores), fez com que a Comunidade decidisse investir mais na formação e capacitação de lideranças com a vinda do Pastor Hans Zeller e sua esposa Gertrud (1991-1998). A capacitação de lideranças fortaleceu o trabalho de visitação aos membros e o trabalho diaconal institucionalizado na Instituição Beneficente Martim Lutero (IBML). Além disso, a criação do Encontro de Casais (1994-2003) dinamizou muito a vida comunitária. Essas novas estruturas da comunidade atraíram muitas pessoas e despertaram em muitas o desejo de se engajarem, de forma mais comprometida, na vida comunitária. A comunidade de Belo Horizonte é fruto da migração de membros luteranos provenientes de várias localidades do Brasil e do exterior. Os membros vivem 64
espalhados num raio de 250km. Muitas mulheres tinham interesse em participar da OASE, mas a situação de trabalho não lhes permitia reunir-se durante a semana. Por isso, em 2006 surgiu o Grupo de Mulheres, que passou a reunir-se mensalmente no sábado à tarde. Esse grupo de mulheres foi se caracterizando como grupo de reflexão bíblica com ênfase na construção de direitos de cidadania para as mulheres. Portanto, uma proposta diferente da OASE que tem seu enfoque mais voltado para a comunhão, testemunho e serviço. Desde então esses dois grupos coexistem. Apesar da idade avançada das atuais participantes da OASE de Belo Horizonte, e dos vários outros grupos da nossa Comunidade, a OASE encontrou um novo sentido para sua existência. • Nossas reuniões são quinzenais sempre nas quartasfeiras, com uma média de 15 senhoras. • Valorizamos que cada encontro da OASE seja um espaço acolhedor, onde o tempo para o diálogo é importante. Orar, tomar café e ter um grande tempo para conversar. “A OASE é importante para mim porque é um lugar onde alguém me escuta”. (Testemunho de uma participante de 82 anos). • Temos o compromisso com a organização de três eventos: Café da Primavera, Recepção do Culto da Reforma e o Café de Advento. • Todos os meses, desde o ano 2012 , a OASE colabora financeiramente com a Jovem Luciana Tolentino, membro da Comunidade Belo Horizonte, que foi trabalhar como professora no Norte da África. • Ao lado da diaconia desenvolvida pela IBML, a OASE tem assumido com destaque a diaconia 65
comunitária, atendendo situações individuais, como ajuda no transporte de confirmandos, cesta básica e gás de cozinha para famílias em necessidade e campanhas na Comunidade para compra de utensílios para uso comunitário.
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OASE de Juiz de Fora/MG Com a vinda dos imigrantes alemães para a cidade de Juiz de Fora/MG no ano de 1858, entre estes muitos luteranos, iniciou-se a organização da comunidade. Mas só em 1887 aconteceu a chegada do primeiro pastor. Neste contexto, as mulheres tiveram um papel importante na unidade das famílias e no crescimento da fé. Se reuniam em casas para conversar, ler a Bíblia e orarem juntas. Também faziam trabalhos manuais para angariar fundos para apoiarem o trabalho da comunidade. Em 5 de dezembro de 1909 foi eleita e empossada a primeira diretoria da OASE, com a presença de 29 mulheres. Da herança, exemplos e histórias destas mulheres no passado, até hoje, no ano de 2019, 110 anos após, o grupo de Senhoras OASE (ORDEM AUXILIADORA DE SENHORAS EVANGÉLICAS) continuam suas atividades. Mulheres valorosas passaram por esta história, mulheres muito dedicadas usando seu tempo e dons para este trabalho continuar. Muitas vidas foram abençoadas e beneficiadas e sempre apoiadas pelos pastores e presbitério. Este trabalho continua em atividades onde mulheres se reúnem para estudar a Bíblia, orar uma pelas outras, apoiando em sua vida de fé, familiar e social. Trabalhos são feitos para ajudar nas necessidades, como almoços com renda para fins específicos, bazares, confecção de roupas como, toucas para pessoas com câncer, sapatos de lã para idosos carentes, "Nanas do Bem" bonecas para crianças com câncer. Visitas, almoços da comunidade
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onde todo e qualquer alimento, como refeição, bolos, tortas e servir ao público têm a participação das mulheres. A participação na comunidade em todos os trabalhos faz da OASE um apoio sólido e de amor à comunidade e a Deus.
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OASE de Santo Amaro – Grupo Alemão – São Paulo/SP O grupo da OASE em alemão se reúne todas as sextas-feiras das 14hs às 16hs na Igreja da Paz. No momento, ao grupo pertencem mais ou menos 15 Senhoras. Várias delas também assistem ao grupo da OASE em português; é gratificante ver que a questão das diversas línguas não é um problema para as Senhoras: Cada uma escolhe onde se sente cômoda. E se faltar alguma palavra alemã, simplesmente se usa a palavra em português. Uma meditação, canções, bate-papo e intercâmbio sobre temas da vida fazem parte das reuniões, tudo ao redor duma mesa enfeitada, com bolo e café. Nos últimos dois anos, o grupo recebeu novas integrantes e cresceu desta forma. Com elas, os interesses ainda são mais amplos – coisa que enriquece muito as reuniões. Isto são só alguns dos temas focados nos últimos meses: • Dia Mundial da Oração • Mulheres da Reforma • Pinturas sobre a Ressurreição • „Heimat“ (≈ terra natal) • Futebol • Gostos de música • A parábola do filho perdido • Família – antes e hoje • Comidas típicas de Alemanha • Ditos típicos • Gratidão • Dia das Mães • Jogos e brinquedos – antes e hoje • A vida na Alemanha 69
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Escola – antes e hoje Diabetes
As situações e biografias tão diversas das Senhoras enriquecem muito as conversas. Hoje no grupo há muita confiança mútua para tocar temas bem pessoais, também.
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Santo Amaro – Grupo Português – São Paulo/SP Há mais de quarenta anos, no dia 07 de abril de 1975, o grupo de OASE em língua portuguesa foi fundado em Santo Amaro. A semente lançada pelo P. Ulrico Sperb e por sua esposa, Rosângela, cresceu e deu bons frutos. No começo, o pequeno grupo se reunia na casa do pastor quinzenalmente. Passamos por altos e baixos. Houve épocas em que nossos encontros contavam com três ou quatro participantes. Mas esse pequeno núcleo conduziu o grupo até os dias de hoje. Na década de 90, nosso grupo era muito ativo na preparação da comida para as festas da igreja e para a Semana da Alegria. Infelizmente, nossas “cozinheiras” deixaram São Paulo, em busca de lugares mais aprazíveis para viver. Atualmente, contamos com uma média de 13 participantes que se encontram todas as quintas-feiras, das 14h30min às 16h30. Nossas reuniões são sempre muito produtivas, com discussões e esclarecimentos sobre temas bíblicos e assuntos da atualidade, orientadas pelo P. Hermann Wille e P. Roberto Baptista. P. Roberto elaborou um pequeno caderno com músicas que sempre cantamos com grande alegria, acompanhadas por seu violão. Colaboramos com muita animação nos eventos da Igreja da Paz, principalmente nas festas e nos bazares. Assumimos o Café com Bolo na Maifest, na Festa Anual, em dois Bazares da Pechincha e no Bazar de Natal. Também organizamos a Tômbola para a Festa Anual. Realizamos bingos e cafés para angariar fundos para o Lar de Idosas da OASE, na Freguesia do Ó, e para o Lar de Crianças 71
Girassol. Anualmente, visitamos o Lar OASE na Freguesia do Ó, o que é sempre um programa muito apreciado. Somos muito gratas a Deus por nossos encontros durante todos esses anos. Ele nos orienta com sua palavra e nos conduz no caminho da fé. Foram horas de amizade e de confraternização, em que compartilhamos experiências, preocupações e alegrias. “Cada um que passa em nossa vida, passa sozinho, mas não vai só, nem nos deixa sós, leva um pouco de nós mesmos, deixa um pouco de si mesmo”.
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OASE de Indaiatuba/SP Em 20 de setembro de 1955, algumas senhoras, juntamente com o Pastor Methner da Paróquia de Campinas, também fundador da Comunidade Evangélica Luterana de Indaiatuba e sua esposa Ella, tomaram a importante decisão de formar um grupo que na época foi chamado de “Liga das Senhoras”. Esse grupo tinha a finalidade de divulgar mais a Palavra de Deus, não somente nas pregações, mas sim, em reuniões mais íntimas e diferenciadas com essas senhoras. A primeira reunião foi realizada na residência da sra. Dorothea Klinke, em 20 de setembro de 1955. Nessa reunião foram discutidos problemas de organização, avisos a serem dados e viram a necessidade de nomear uma pessoa para executar tais tarefas. Assim foi nomeada a sra, Lydia Albrecht Causo. As senhoras passaram a fazer contribuições mensais para ajudar nas despesas da comunidade. Em 13 de abril de 1966 foi eleita a 1ª diretoria da Liga das Senhoras que seria composta por: Presidente: Dorothea Klinke Secretária: Lydia Albrecht Causo Tesoureira: Paula Schäffer A partir daí as eleições seriam realizadas de 2 em 2 anos. Com os trabalhos manuais realizados pelas senhoras participantes, em 08 de maio de 1966, foi realizado o 1º Bazar, cuja finalidade era arrecadar fundos. No dia 28 de fevereiro de 1970, o grupo já passava a ter o nome de Organização Auxiliadora de Senhoras Evangélicas, que, mais tarde passaria a se chamar Ordem Auxiliadoras de Senhoras Evangélicas e, nesse dia foi 74
realizado o 1º Encontro da OASE, que contou com a presença de 103 senhoras da região. A primeira participação das Senhoras da OASE no Culto do Dia Mundial da Oração foi em 11 de janeiro de 1979. Em 12 de dezembro de 1982, o 1º jogral das Senhoras da OASE se apresentou na festa do Advento. No dia 21 de abril de 1983, as Senhoras da OASE participaram da 1ª Conferência Missionária, no Lar Belém na cidade de Campinas. A 1ª reforma da cozinha foi idealizada em reunião de 21 de junho de 1990, o que mais tarde se concretizaria com a ajuda financeira proveniente de bazares que se realizariam anualmente. Em 04 de fevereiro de 1992, a OASE assumiu por um período as despesas financeiras com a Escola Dominical de nossa Igreja.
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OASE de Monte Mor/SP “Bom é o sal; mas, se o sal vier a tornar-se insípido, como lhe restaurar o sabor? Tende sal em vós mesmos e paz uns com os outros”. (Marcos 9.50) Este foi o versículo motivador com o qual, em 31 de maio de 1.953, a senhora Ella, esposa do Pastor Hans Methner, deu início aos trabalhos com senhoras da Igreja Evangélica de Confissão Luterana de Monte Mor. Esta jovem Sra. Ella veio de ônibus, de Campinas, por uma estrada de terra, carregando uma pesada sacola que continha toalha de mesa, xícaras, pires, café ou groselha e bolo para a realização da primeira reunião, com a presença de 13 senhoras. Nessa ocasião nomeou a Sra. Amanda Rohreger Sander como presidente, a Sra. Yolanda Stroeh Rohreger como secretária e a Sra. Elisa Carolina Wellendorf como tesoureira. E assim, foi formada a primeira Diretoria da OASE de Monte Mor, hoje, UP Campinas/SP - Sínodo Sudeste. Esta semente lançada germinou... e no ano de 2.018, completou 65 anos de existência. É um grupo ativo que segue com o seu lema: COMUNHÃO, TESTEMUNHO E SERVIÇO. Servem com ânimo. Com o resultado desse trabalho têm auxiliado durante todos esses anos na manutenção do Templo e dependências, zelam pela união e bom convívio entre os membros da comunidade, fazem visitação a doentes, idosos, enlutados, ocupam cargos no presbitério e participam dos demais grupos da Igreja. Já colaboraram, em anos anteriores, com orfanato, asilos e hospital: com bazares, quando costuravam pijamas, camisolas, aventais, 77
lençóis, fronhas e guardanapos. Faziam trabalhos em crochê, tricô e bordados, peças estas, que eram vendidas e revertidas em prol das instituições. Já foram doadas toalhas de rosto, toalhas de banho ao hospital local e material de higiene pessoal e material de limpeza ao asilo, conforme prioridades surgidas. Fizeram campanhas de cuidados oftalmológicos e ginecológicos com a participação de médicos voluntários que atendiam no Lar Luterano Belém, em Campinas. Sempre procuram convidar senhoras de outras denominações religiosas para eventos especiais. Através desse Serviço, seguimos a Palavra de Jesus quando Ele fala em Mt.25.40 “Em verdade vos afirmo que sempre que o fizerdes a um desses pequeninos irmãos, a mim o fizestes”. Os eventos com culinária, montagem de lasanha e decoração de tortas de pêssego e maçãs, é que trazem hoje idosos, adultos e jovens a se unirem para conservar esse bem legado à comunidade: a convivência harmoniosa e pacífica entre os diversos departamentos: Presbitério, Pastor, Escola Dominical Infantil, Grupo de jovens, Coral, Grupo Vida Nova e Oase. E nessa união devemos valorizar Pastor Wantuil Dettmann, que se faz muito presente, com muita disposição e criatividade. Consegue harmonizar o convívio de todos, independentemente da idade. A Palavra Bíblica está presente e a Oração faz parte de toda atividade desenvolvida. A atual Diretoria é assim composta: Sônia Clemente Sander (presidente afastada); Claudete Wellendorf Suhr, presidente; Irma Ida Capraro Wellendorff, secretária; Tânia Regina Clemente Domingues Leão, tesoureira; e Inês Zuim Emke, vogal. Atualmente as Visitas são feitas na primeira e quinta quarta-feira do mês, a partir das 14:30h. A Reunião de 78
Diretoria é feita na segunda quarta-feira, às 16h. O Estudo Bíblico da Oase é feito nas residências de membros da comunidade, na terceira quinta-feira do mês, às 19:30h e a Reunião Mensal de Confraternização e Comemoração de Aniversários é feita na quarta quarta-feira do mês, às 14:30h, com pão, doces, café e bolo, dinâmicas, Mensagem Bíblica, comunicados, muitos cânticos e Orações, num ambiente sempre lindamente decorado pelo nosso Pastor, de acordo com o tema da data. O Grupo da OASE se une com o Grupo Vida Nova nos meses de setembro, quando comemoramos o Dia do Ancião e realizamos nossa confraternização nas dependências do Asilo, com os idosos de lá. No mês de junho há o Café Junino no salão comunitário da Igreja. No mês de novembro fazemos um passeio e almoçamos no restaurante 3T, em Indaiatuba e no mês de dezembro fazemos um almoço de Encerramento do ano, com início às 10:30h. Agradecemos a Deus o privilégio que temos em participar de um grupo tão alegre e ativo, que nos proporciona momentos de lazer, de oração, de trabalho, de aprendizado e boa convivência.
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OASE da Paróquia Centro – São Paulo/SP O grupo de OASE da Paróquia Centro/SP foi fundado no dia 26 de agosto de 1965, com a presença de 9 mulheres. Foi o primeiro grupo em língua portuguesa da cidade de São Paulo. Na época o grupo era dirigido pelo pastor Karl Busch, o qual trabalhou na Paróquia Centro de 1962 até 1975, ano do seu falecimento. Nesta mesma época já havia um grupo de língua alemã que se reunia na casa Heydenreich, na Vila Mariana. Essa casa sediava atividades da igreja e também servia como residência pastoral. Conforme documentam seus livros de registros, o grupo de OASE da Paróquia Centro sempre foi muito atuante e participativo na comunidade e em campanhas de arrecadações realizadas em prol de outras entidades e pessoas necessitadas. Podemos citar como exemplos, em nível local, as campanhas de arrecadação de alimentos para a instituição Reconciliação do Menor, durante longos anos, e em nível mundial, a campanha de arrecadação de alimentos e roupas para as vítimas do tsunami ocorrido na Indonésia, em 2004. Destacamos ainda a doação do grupo, em novembro de 2008, de uma quantia significativa em dinheiro, para a campanha de socorro às vítimas atingidas pelas trágicas enchentes ocorridas na época em Santa Catarina. Além disso, ao longo dos anos, foram realizados vários almoços cuja renda foi destinada ao Lar de Idosos. Atualmente o grupo realiza, com a ajuda de voluntários, duas vezes ao ano, o já famoso Bazar da Pechincha, e participa de todos os eventos da paróquia, com destaque para a Festa Anual de Pentecostes. No decorrer dos anos de sua atuação, a OASE comemorou seus aniversários de 40, 45 e 50 anos com a 81
presença de grupos de OASE de outras paróquias do interior de São Paulo e do estado do Rio de Janeiro. Sua trajetória é marcada por inúmeras realizações e lindos laços de amizade. Cumprindo o atual lema da OASE, continuamos a realizar encontros semanais com muita comunhão, testemunho e serviço, realizando estudos bíblicos, produzindo objetos artesanais: toalhas bordadas, panos de pratos, peças de decoração, enfeites de Natal, bem assim quitutes e doces: biscoitos natalinos, geleias, picles, dentre outras coisas gostosas, para serem vendidos durante os eventos no decorrer do ano e no Bazar de Natal, com o intuito de podermos continuar contribuindo na manutenção do patrimônio e obras de nossa Comunidade. Apesar da tragédia de 1º de maio que destruiu a maior parte da nossa igreja, deixando todos perplexos e sem rumo nos primeiros dias, não deixamos de nos reunir. Até conseguirmos reestabelecer a entrada nas dependências da igreja para retomarmos, naquele espaço, a vida em comunidade, algumas senhoras abriram as portas de suas casas e o Hotel São Jorge, localizado ao lado da igreja, cedeu seu auditório de eventos, para que nossas atividades não fossem interrompidas. Dias difíceis e complicados vivemos juntamente com o pastor Frederico Carlos Ludwig e PPHMista Jonathan Klebber, mas que, com muita união, esperança e fé, conseguimos superar e não deixar que nossa jornada fosse interrompida. A OASE da Paróquia Centro, sempre ativa, se reúne todas as quintas-feiras, no período da tarde. A gratidão nos leva ao compromisso para que cada vez mais possamos reunir nossos dons e continuar a sermos OASE.
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OASE de Pires/SP A Ordem Auxiliadora de Senhoras Evangélicas – OASE, ligada à Comunidade dos Pires, Limeira SP, foi fundada em 03 de outubro de 1971, sob a coordenação da Sr.ª Gabriela Pulstchen da cidade de Santa Bárbara D’Oeste, contando com a participação de 34 senhoras. Nessa época quem pastoreava a Comunidade dos Pires era o Pastor Gerhard Johannes Paul Graetz, que se deslocava da cidade de Rio Claro, onde tinha sua residência e, também, o pastoreio daquela Comunidade. Ao longo de sua história o grupo local sempre foi um “braço forte” para a Comunidade. Suas reuniões e ações comunitárias, nesses 48 anos, tiveram espaço valorizado e muitas coisas foram conquistadas para o crescimento da Comunidade e fortalecimento da fé em Cristo. Suas ações como: reuniões mensais, cultos festivos, almoços comunitários, confecção de broas, cucas e demais itens da culinária, investimentos para a montagem da cozinha, reformas, participações em retiros, encontros locais, paroquiais, UP Campinas, Sinodais, etc., sempre foram meios pelos quais contribuíram, e ainda contribuem com o grupo, além de auxiliar na visibilidade da Comunidade para todos esses âmbitos. A OASE local foi se formando e se adaptando de acordo com a visão, missão e objetivos de acordo com o Regimento Interno da OASE Nacional. São 10 os objetivos lá mencionados, mas queremos destacar os que consideramos os mais desafiadores no momento atual. No artigo 4º, inciso III é destacado que o grupo de OASE tem o objetivo de “proporcionar um ambiente de acolhimento mútuo”. Esse item se torna desafiador pelo 84
fato de a OASE, historicamente, reunir mulheres adultas e, de forma especial, da terceira idade e/ou aposentadas. Nosso desafio é atrair mulheres, além das faixas etárias citadas acima, mais jovens para o grupo. Isso significa que há a necessidade de ressignificação na forma de atuação zelando, obviamente, pela integridade do Regimento. Nesse sentido, a OASE dos Pires já iniciou uma reforma de modernização em sua sala de reuniões para tornar mais convidativa a participação de mais mulheres. Além disso, suas reuniões passarão por algumas mudanças. No inciso IV, do mesmo artigo, é destacado que o grupo de OASE tem o objetivo de “levar a mulher a valorizar-se a si mesma”. É relevante nesse momento histórico em que vivemos onde, pela graça de Deus, a equidade mulher – homem tem se tornado mais evidente. Por isso, o grupo local tem a intensão de colaborar com esse objetivo proporcionando à Comunidade encontros sobre justiça de gênero, palestras que despertem talentos e dons com palestrantes convidadas, profissionais da saúde e cursos que valorizem mulheres e homens na Comunidade. E, por último, mas não menos importante, o grupo local deseja continuar sendo alimento espiritual para as mulheres que já estão engajadas e, que através das reuniões e ações desenvolvidas na Comunidade local, mais mulheres encontrem espaço, valorização, apoio e Jesus Cristo para as suas vidas.
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OASE de Cosmópolis/SP Em 1953, quando no Brasil já se comemorava OASE há 54 anos, inicia-se o trabalho de “OASE” em Cosmópolis, isso quando o Pastor Hans Methner era Pastor nessa comunidade. Esse trabalho acontecia uma vez ao mês, quando a comunidade de Cosmópolis pertencia à Paroquia de Campinas. O Pastor vinha de manhã a Cosmópolis e dava aula aos confirmandos, adolescentes na igreja no sítio, depois almoçava na casa de algum membro. Já à tarde havia a Reunião de Senhoras chamada “Frauen Hilfe”, depois chamada de OASE. À noite era realizada a “Bibelstunde” (hora bíblica). Acredita-se que tanto essas reuniões de OASE, como os Estudos Bíblicos eram realizados na casa de dona Rosa Botcher na cidade (centro) por certo tempo. Algum tempo depois foi comprado um imóvel bem perto da residência da Dona Rosa onde esses trabalhos tiveram continuidade. Ali depois também havia reunião de jovens, ensaio de coral, escola dominical, etc... O tempo foi passando, vários pastores passaram por aqui e também várias mulheres se destacaram como presidentes: Dona Hedie, Dona Edith, Dona Emília, Jane, Lucimara, Dona Erna, Mara, Izolda, entre outras. Quando a igreja passou a ser totalmente na cidade todos os trabalhos foram transferidos para lá, inclusive a OASE. Isso aconteceu no tempo em que o pastor Schünemann era pastor nessa comunidade (mais ou menos 1978-1979).
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Foi construído o novo templo e logo a seguir o salão comunitário. Para isso foram vendidos a Igreja no sítio e o salão no centro da cidade. Veio também uma ajuda financeira da Alemanha. Em 2003, quando o Pastor João Daniel Gasperim da Silva era pastor em nossa comunidade, foram comemorados 50 anos -“Jubileu de Ouro” em Cosmópolis. Já há muitos anos as mulheres se reúnem semanalmente e elas sempre estiveram prontas para qualquer coisa que fosse necessária. Nós percebemos como em todos os trabalhos que acontecem na OASE “tem seus altos e baixos”, mas com a graça de Deus vem vencendo. Em 25 de agosto de 2018, nós nos reunimos com nossas irmãs da União Paroquial de Campinas e União Paroquial de São Paulo para comemorarmos os 65 anos “Jubileu de Platina”, em Cosmópolis, juntamente com o nosso Pastor Evandro Jair Meurer. Esteve presente nesse encontro o Pastor Sinodal do Sínodo Sudeste Geraldo Graf, juntamente com sua esposa Adélia Lemke Graf que, por vários anos foi presidente sinodal da OASE, e que com muita tristeza e saudades não está mais conosco hoje. Nessa comemoração compareceram 150 pessoas e tivemos um passa dia muito gostoso. Nosso desejo é que essa OASE possa existir por muitos e muitos anos.
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OASE de Limeira/SP O grupo de Senhoras, a OASE de Limeira – SP comemorou em 24/06/2018, Bodas de Diamante, 60 anos de existência, ininterruptos! O templo da comunidade foi inaugurado oficialmente em 20/04/1958 e logo em seguida iniciou-se o Grupo de Mulheres, pois as mesmas tiveram uma participação ativa nesse projeto. Inicialmente as mulheres se reuniram para estudo da Palavra, para realizar trabalhos manuais e encontros caseiros, onde a anfitriã preparava bolos, tortas, salgados, que eram vendidos entre as participantes com objetivo de angariar fundos para suprir as despesas da comunidade. Os trabalhos manuais que confeccionavam durante o ano eram vendidos no bazar de Natal também com objetivo de arrecadar fundos para auxiliar na manutenção da comunidade. A OASE até os dias de hoje é a maior parceira nos trabalhos de eventos da comunidade, bem como colabora financeiramente para suprir os recursos. A visitação aos enfermos tem sido desde o início a grande motivação e um espaço de relacionamentos, expressando sua espiritualidade, por isso somos OASE, órgão auxiliador da Comunidade de Jesus Cristo. Na década de 80, o grupo participou ativamente de um Projeto em parceria com a Santa Casa de Limeira, adquirindo tecidos e confeccionando lençóis e fronhas para setor de enfermaria, desse hospital da cidade. Foi um belo trabalho! Nos idos do ano 2000/2010 a OASE envolveu-se com o trabalho da Pastoral da Criança, participando do curso de 90
preparação e indo a campo, visitando famílias carentes do Bairro Belinha Ometto, na cidade de Limeira – SP. Era uma grande festa o dia da pesagem das crianças e o nosso grupo providenciava também alimentação adequada. Nosso grupo realiza anualmente o culto da Semana Nacional da OASE e comemora também anualmente o Dia Mundial de Oração. Atualmente também tem participado da Tarde da Amizade, um encontro alegre que inclui meditação, cantos e “comes e bebes” compartilhado. Atualmente o grupo continua ativo nas visitas domiciliares, especialmente às pessoas doentes, elabora bazar de Natal, participa ativamente dos eventos da comunidade e se reúne no segundo sábado de cada mês, com encontros temáticos e cafés. Seguimos nossa caminhada com fé e sem medo, honrando nosso Deus. “Agora, minha filha, não tenha medo; farei por você tudo o que me pedir. Todos os meus concidadãos sabem que você é mulher virtuosa” (Rute 3. 11).
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OASE Nipo-Brasileira – São Paulo/SP No dia 22 de abril de 2015 iniciaram as atividades da OASE Liberdade, na Paróquia Luterana Nipo-Brasileira de São Paulo/SP. Com alegria e entusiasmo as mulheres da comunidade decidiram caminhar com a OASE. Agradecemos a presença da Presidente da OASE do Sínodo Sudeste, Adélia Graf, que nos conduziu e explanou o significado de grupo da OASE.
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OASE de Vila Campo Grande – São Paulo / SP Iniciou em 1954 antes mesmo de ter a Capela de Cristo. Desde 1957 havia cultos na casa da família Suiter. As mulheres se reuniam nas casas das participantes, alternadamente. A partir da inauguração da Capela as reuniões passam a acontecer na Igreja. A coordenação e o desenvolvimento das atividades se deveu principalmente à coordenação da Sra. Liselote Zander, esposa do P. Zander. O grupo se reunia toda semana às quintas-feiras. Atualmente, as reuniões são toda sexta-feira, em conjunto com o grupo da terceira idade.
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OASE de Petrópolis A história da nossa OASE em Petrópolis iniciou no dia 28 de março de 1917, quando a esposa do pastor Ratsch coordenou a elaboração de estatutos para fundar uma associação beneficente, chamada de “Frauenverein”. O objetivo principal desta associação era de arrecadar fundos para ajudar pessoas necessitadas na Alemanha por motivo da 1° Guerra Mundial e pessoas carentes em nosso meio. Os trabalhos do Verein iniciaram oficialmente no ano seguinte, em 1918, com 48 participantes associadas, sendo que a diretoria era formada inicialmente por duas mulheres: Presidente – esposa do pastor Ratsch e Tesoureira – Frida Nogueira. As reuniões aconteciam uma vez ao mês, sempre na última 5º feira. Por ocasião do Natal, as mulheres fizeram uma arrecadação de presentes para pessoas pobres e todas as mulheres foram convidadas a trazer estes presentes para serem distribuídos. Para esta finalidade o Verein colocou 20 mil-réis à disposição. Esta distribuição foi repetida em todos os anos seguintes. Em 08 de janeiro de 1919, a ata nos mostra um pouco da abrangência da ajuda que o Verein prestava aos necessitados. A tesoureira Frida Nogueira escreve no relatório anual que foi prestada ajuda a 141 pessoas durante o ano de 1919. E no estatuto de 6 de abril de 1919 consta que todas as associadas deveriam comprometer-se a ajudar na visitação às pessoas doentes e prestar cuidados às parturientes e pessoas pobres. Também foram enviadas diversas ofertas em dinheiro, roupas e mantimentos para suprir as necessidades de crianças que passavam necessidades por causa da guerra em diversos lugares da Alemanha e Áustria. O Verein também ajudava a Escola 96
Evangélica Júlio Frederico Koeler, fundada em 1862 pelo pastor Georg Stroele para ensinar os filhos dos colonos evangélicos. As mulheres ajudaram na organização da excursão anual dos alunos e organizaram pelo menos uma festa anual para ajudar a escola. Também consta que o Verein ajudou a pagar as mensalidades para algumas crianças da escola, cujas mães eram viúvas pobres. Notamos que o Verein tinha um programa de ajuda bem amplo. A Escola foi um projeto muito importante para a comunidade e para toda a cidade de Petrópolis. Muitos dos nossos membros passaram por esta escola. A escola funcionou durante 123 anos e sua atividade foi encerrada em 1985. O antigo prédio foi reformado e foi por alguns anos usado como pensionato para moças estudantes Ata de 4 de outubro de 1920, a diretoria foi desafiada pelo pastor Egbert Zylmann a fundar um Kindergarten, em português, Jardim de Infância, ao lado da escola. As mulheres aceitaram a ideia com carinho e logo reservaram $400.00 réis para esta finalidade. Nesta época, o Verein contava com 115 associadas. Mas a concretização deste jardim de infância aconteceu somente na gestão do pastor Joseph Hohl. Para dirigir o Kindergarten foi chamada a Schwester Liesbeth, e o Frauenverein foi responsabilizado por financiar o novo projeto. Em 1939, após 15 anos de pastorado em Petrópolis, o pastor Hohl foi substituído pelo pastor Hans Wiemer. Em janeiro de 1940, Wiemer reuniu a diretoria do Frauenverein para reestruturar o trabalho. Ele propôs que o Verein se integrasse à Comunidade Evangélica de Petrópolis, e propôs o estudo da Bíblia e a prática da oração nas reuniões. No início, esta mudança causou certa oposição por parte de algumas participantes, pois até então era um trabalho 97
puramente social. Mas o pastor foi perseverante na sua proposta. Podemos dizer então que o Frauenverein fundado em 1917 foi um anteprojeto da OASE. Em 10 de setembro de 1952 foram registrados os estatutos da OASE em cartório, onde ficou definido o seguinte: -a OASE estará vinculada à Comunidade; -o pastor e um membro do presbitério serão membros natos de sua administração; - as reuniões da OASE tem o objetivo de aprofundar as mulheres no conhecimento da palavra de Deus, nos cânticos da igreja e nos assuntos ligados à educação cristã de seus filhos. Wiemer também motivou as mulheres ao amor fraternal, ao cuidado para com os pobres e apoiar à Escola Evangélica e o Jardim de Infância da Comunidade, além de fazer trabalhos manuais. A partir dessas mudanças, o Frauenverein foi transformado em Frauenhilfe que é a nossa atual OASE. Outro fato marcante na vida da nossa OASE foi a fundação do Amparo Feminino em 1° de outubro de 1953, uma casa para abrigar mulheres idosas e convalescentes. Este foi um projeto diacônico fundado pelo pastor Wiemer junto a OASE. No início foi dirigido por diaconisas evangélicas, mas a OASE sempre esteve presente neste empreendimento, dando apoio espiritual e financeiro às mulheres mais necessitadas, bem como auxiliando na manutenção das benfeitorias. Por um período, as próprias reuniões da OASE aconteciam nas dependências do Amparo. Esta casa foi um trabalho abençoado durante 54 anos. Neste tempo tornou-se lar para mais de 90 mulheres, a grande maioria idosas. As exigências em nossos dias são muito grandes com relação ao cuidado dos idosos e por isso a comunidade se viu obrigada a encerrar esta atividade, 98
pois não dispunha de recursos para adaptar o programa às exigências. Com o tempo, surgiu a necessidade da construção de um salão comunitário tanto para os trabalhos da OASE como para outros programas da Comunidade. Até então, as reuniões aconteciam na escola Frederico Koeler, nas dependências da casa pastoral ou no Amparo Feminino. A pedra fundamental do salão foi colocada em 26 de maio de 1974 e em dezembro do mesmo ano já foi feita a festa de Advento no novo salão. Em menos de um ano terminaram esta construção. As atas falam muitas programações realizadas pela OASE: festa do dia das mães, festa de São João, café do advento, trabalhos manuais, ação social para ajudar pessoas necessitadas, costura de pijamas para crianças carentes. A atividade da ação social perpassa todas as décadas da OASE e continua até nossos dias. Até hoje acontecem estes encontros do grupo da OASE e isto é muito importante para a integração do trabalho a nível de sínodo e IECLB. Destacamos uma nota de agradecimento por uma ajuda que a OASE enviou a Teófilo Otoni por ocasião de uma enchente que devastou toda a região de Minas, Espírito Santo e Bahia e destruiu as plantações, as estradas e muitas casas. A carta é de 22 de junho de 1979, escrita pelo pastor Walter Dörr. Ele escreve: “Prezadas irmãs da OASE de Petrópolis! Quero através desta agradecer-lhes com toda a família do Internato Rural pela doação para esta obra. Vocês nos ajudaram tantas vezes e estamos felizes que Deus nos deu em Petrópolis uma turma fiel e dedicada de amigos e 99
amigas. Queira o Senhor dar a esta OASE sempre membros e líderes fiéis à Palavra do Senhor e firmes em uma vida espiritual transparente. Agradecidamente, Walter Dörr”. Que bom que a OASE de Petrópolis sempre teve disposição em ajudar pessoas e Comunidades necessitadas. O relatório do ano de 1979 também fala da ajuda em mantimentos e roupas que a OASE levou ao orfanato aqui de Petrópolis que abriga 60 crianças órfãs. Outra programação interessante deste ano foram os diversos desfiles de modas com café, realizados no salão para arrecadar fundos para a comunidade. A partir da década de 1980 até hoje, a OASE se reúne semanalmente para um momento de reflexão e comunhão e se empenha em muitas atividades, tais como almoços, bazares, festas especiais nas datas do dia das mães, do idoso, advento, páscoa, bem como de visitação a outros grupos da OASE, além de eventos que tem a finalidade de arrecadar fundos para suprir as necessidades da Igreja. Desde 2013, a OASE está empenhada na campanha de fraldas, produtos de higiene, roupas e cobertores que são doados ao SOC (Sanatório Oswaldo Cruz), tudo com generosidade das senhoras da OASE e da Comunidade.
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