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Notimp 02.05.2026

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02 de Maio de 2026

NOTIMP: 122 de 02/05/2026.

O Noticiário de Imprensa da Aeronáutica (NOTIMP) apresenta matérias de interesse do Comando da Aeronáutica, extraídas diretamente dos principais jornais e revistas publicados no país.

REVISTA

FORÇA AÉREA

MATÉRIAS COMANDO

JORNAL FOLHA DE SÃO PAULO

JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO

JORNAL O GLOBO

PORTAL G1

CNN BRASIL

DEFESA EM FOCO

FAB lança página especial para apresentar suas aeronaves

Da Redação - Publicada em 01/05/2026

A Força Aérea Brasileira (FAB) lançou, por meio do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica (CECOMSAER), uma nova página dedicada à sua frota de aeronaves, reunindo em um só espaço informações sobre os meios aeroespaciais que atuam em missões de defesa aérea, transporte, busca e salvamento, patrulha, instrução e apoio operacional em todo o território nacional.

Com base em imagens, a iniciativa oferece ao público uma visão organizada e acessível sobre os diferentes modelos empregados pela FAB, destacando a diversidade e a capacidade da Instituição.

No novo ambiente digital, os visitantes podem ver e conhecer características e funções das aeronaves que compõem a frota, compreendendo como cada uma contribui para o cumprimento das missões institucionais da Força.

A página também valoriza a evolução tecnológica e operacional da FAB, aproximando a sociedade do trabalho realizado diariamente em defesa do espaço aéreo e na integração do País.

O conteúdo reforça o compromisso da Instituição com a transparência, a difusão do conhecimento aeronáutico e a valorização de sua história e de seus meios operacionais.

A nova página já está disponível no site o cial da FAB e pode ser acessada pelo endereço dedicado às aeronaves.

Matérias não publicadas no Portal da Força Aérea Brasileira

Prazo acaba, e Trump indica que continuará com guerra contra Irã sem aval do Congresso

Prazo acaba, e Trump indica que continuará com guerra contra Irã sem aval do Congresso

Isabella Menon - Publicada em 01/05/2026 18:10

Sessenta dias após o início da guerra contra o Irã, o governo de Donald Trump enfrenta um impasse jurídico e político relacionado à continuidade do con ito. Os primeiros ataques coordenados entre Estados Unidos e Israel ocorreram em 28 de fevereiro e, no dia 2 de março, o Congresso americano foi formalmente noti cado sobre as operações militares. A partir daí, a War Powers Resolution, lei de 1973 que regula os poderes de guerra do Executivo, passou a correr.

A norma prevê que, decorridos 60 dias do início de um con ito, o presidente deve pedir autorização para estender a operação ou iniciar a retirada das tropas. O governo, porém, sinaliza que não pretende adotar nenhuma dessas medidas. A postura não surpreende. O mesmo governo já havia ignorado outra exigência da lei: a obrigação de noti car o Congresso com 48 horas de antecedência antes do início de qualquer con ito.

A equipe de Trump noti cou apenas a chamada Gangue dos Oito, um grupo de legisladores com acesso a informações con denciais de inteligência, sobre a possibilidade de ataques contra o Irã. O presidente, porém, não solicitou autorização prévia ao Legislativo para iniciar a operação conjunta com Israel.

O secretário de Defesa, Pete Hegseth, deixou claro na quinta (30) que, na visão do governo, não há necessidade de autorização do Congresso para a continuidade das operações argumento ancorado no cessar-fogo anunciado em meados de abril.

"Eu deixaria essa questão para a Casa Branca e para seu conselho jurídico", disse Hegseth. "No entanto, estamos atualmente em um cessar-fogo, o que, segundo nosso entendimento, signi ca que a contagem regressiva de 60 dias é pausada ou interrompida."

O presidente da Câmara dos Representantes, Mike Johnson, também se esquivou de questionamentos. Ele a rmou a jornalistas que não seria necessária a autorização do Congresso porque, segundo ele, os EUA não estão estão em guerra contra o Irã.

"Não acredito que tenhamos uma ação militar ativa, com bombardeios, disparos ou algo do tipo. Neste momento, estamos tentando intermediar a paz", disse ele no Capitólio. "Eu seria muito relutante em me antecipar à administração em meio a essas negociações tão sensíveis, então teremos de ver como isso vai se desenrolar."

A Casa Branca, por sua vez, informou à rede NBC News que autoridades do governo mantêm "conversas ativas" sobre como lidar com o prazo legal. Um alto funcionário acrescentou que qualquer parlamentar que vote contra uma autorização para a guerra "apenas enfraqueceria as Forças Armadas dos EUA no exterior". Nesta sexta, o governo enviou uma carta ao Congresso dizendo que as hostilidades com o Irã foram encerradas, apesar da presença contínua das Forças Armadas americanas na região.

Para especialistas em direito de segurança nacional, porém, o argumento do cessar-fogo não se sustenta. Rachel VanLandingham, professora da Southwestern Law School, é direta: "Um cessar-fogo

não signi ca o m da guerra". Ela a rma que certas ações militares, incluindo bloqueios navais, só são juridicamente permitidas em estado de guerra, e que o estreito de Hormuz, por onde transitava cerca de um quinto do petróleo negociado globalmente, continua bloqueado. Para ela, isso evidencia que os EUA continuam envolvidos em um con ito armado sob a ótica do direito internacional.

VanLandingham também diz que a lei War Powers Resolution não exige uma declaração formal de guerra: basta a introdução de tropas em situações de hostilidades iminentes ou em curso. "Esse critério foi claramente atendido desde o início e continua sendo atendido", a rmou.

A professora também questiona a relevância prática do prazo de 60 dias. Segundo ela, o Congresso sempre teve e continua tendo poder para interromper a operação militar. O limite previsto na lei funcionaria, assim, mais como instrumento político do que como uma barreira jurídica efetiva, já que nenhum presidente, democrata ou republicano, jamais reconheceu a constitucionalidade do mecanismo automático de retirada após esse período sem autorização do Legislativo.

O debate em torno do prazo, conclui VanLandingham, acaba desviando a atenção do ponto central: a responsabilidade política do Congresso diante de uma guerra em curso. "Se o Congresso quisesse encerrar o con ito, poderia fazê-lo a qualquer momento", disse. Para ela, a continuidade das operações militares também re ete escolhas dos próprios parlamentares que dispõem de meios para barrar ou restringir a ação, mas ainda não demonstraram vontade política su ciente para isso.

Trump negocia o m da guerra com autoridades do Irã. Nesta sexta (1º), ele recebeu uma proposta de Teerã e, em entrevista a jornalistas, a rmou que o país persa quer fazer um acordo, mas que "não está satisfeito com isso [a proposta]". Questionado sobre a reunião feita na quinta e sobre as informações recebidas a respeito do con ito, o presidente a rmou que foram apresentadas diferentes opções estratégicas. "Queremos ir lá e simplesmente detonar tudo e acabar com eles de vez, ou tentar chegar a um acordo?"

Ele também foi perguntado se ele optaria por "detonar tudo" no Irã e respondeu: "Eu preferiria que não. Em termos humanos, eu preferiria que não".

Trump voltou a a rmar que a liderança do país persa está desarticulada. "Eles não estão se entendendo entre si e isso nos coloca numa posição ruim. Um grupo quer fazer um certo acordo. O outro grupo quer fazer um certo acordo, incluindo os radicais. Os radicais também querem fazer um acordo. Por que não quereriam? Eles não têm Marinha, não têm Força Aérea, não têm defesa antiaérea, não têm nada."

Perguntado se está preocupado com o estoque militar dos EUA, disse que não. "Temos mais do que nunca, na verdade, porque em todo o mundo temos estoques e podemos usar isso se precisarmos. Em todo o mundo temos quantidades enormes de estoque. Os melhores."

"Por exemplo, estamos totalmente abastecidos e prontos agora. Temos mais que o dobro do que tínhamos quando isso começou", disse Trump, o que não parece plausível, já que a produção de mísseis balísticos e de cruzeiro utilizados até aqui não é imediata e tem custo elevado.

Ele também elogiou o bloqueio no estreito de Hormuz ordenado por seu governo. "O bloqueio tem sido inacreditável. Poderoso, 100%. Se saíssemos agora, teríamos uma grande vitória, mas não estamos fazendo isso. Estamos negociando com eles. As equipes deles são extremamente desarticuladas, mas estamos negociando", a rmou.

Trump ordena que 5 mil soldados americanos saiam da Alemanha

Segundo New York Times , Pentágono considerava a redução há alguns anos, mas altos funcionários da defesa queriam que medida fosse vista como punição a Berlim

Da Redação - Publicada em 01/05/2026

Tropas serão retiradas de instalações militares mantidas na Europa. Americano havia prometido esta medida após líder alemão dizer que Irã havia humilhado os EUA. O Pentágono anunciou ontem a retirada de cerca de 5 mil soldados que mantém na Alemanha em um prazo de seis a doze meses, cumprindo a ameaça de Donald Trump em meio ao con ito com o chanceler alemão, Friedrich Merz, sobre a guerra no Irã.

Segundo o New York Times, o Departamento de Defesa também cancelará um plano desenvolvido durante o governo Biden para instalar uma unidade de artilharia equipada com mísseis na Europa.

O Departamento de Defesa particularmente durante os dois mandatos de Trump já considerava reduzir a presença militar na Alemanha. Mas altos funcionários da defesa deixaram claro, em conversas privadas com o Times, que queriam que a medida fosse vista como uma punição à Alemanha, cujos comentários recentes sobre a guerra no Irã irritaram Trump.

O presidente americano ameaçou reduzir seu contingente no país, membro da Otan, no início desta semana, depois que Merz a rmou que os EUA estavam sendo humilhados pela liderança iraniana e criticou a falta de estratégia de Washington na guerra.

O porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, disse em um comunicado que a decisão de ontem segue uma revisão completa da presença militar do departamento na Europa e leva em consideração necessidades e condições no terreno .

A Alemanha abriga diversas instalações militares dos EUA, incluindo os quartéis-generais dos comandos europeu e africano, a Base Aérea de Ramstein e um centro médico em Landstuhl, onde foram tratados feridos das guerras no Afeganistão e no Iraque. Mísseis nucleares americanos também estão estacionados na Alemanha.

O número de soldados que deixariam a Alemanha representa 14% dos 36 mil americanos atualmente no país, a segunda maior presença militar dos EUA no exterior, atrás apenas do Japão, com cerca de 55 mil.

Trump fez uma ameaça semelhante em seu primeiro mandato, dizendo que retiraria cerca de 9,5 mil dos aproximadamente 34,5 mil soldados americanos estacionados na Alemanha na época, mas não iniciou o processo, e seu sucessor democrata, Joe Biden, interrompeu o plano de retirada logo após assumir o cargo, em 2021.

CRÍTICAS

O presidente americano cogitou por anos a redução da presença militar dos EUA na Alemanha e criticou duramente a Otan por sua recusa em auxiliar Washington na guerra, que começou em 28 de fevereiro com os ataques conjuntos de EUA e Israel contra o Irã.

Na quarta-feira, Trump escreveu nas redes sociais que os EUA tomariam em breve uma decisão sobre a redução do contingente no país europeu. Na quinta-feira, ele publicou

Contingente Número de militares que deixariam a Alemanha representaria 14% dos 36 mil estacionados no país que Merz deveria dedicar mais tempo a acabar com a guerra entre a Rússia e a Ucrânia e a consertar seu país destruído do que se preocupar com o Irã.

Os aliados dos EUA na Otan se preparam para uma retirada americana desde que Trump assumiu o cargo, com Washington alertando que a Europa teria de cuidar de sua própria segurança, incluindo a da Ucrânia, no futuro.

Irã apresenta, via Paquistão, nova proposta aos EUA para encerrar a guerra

Chefe do Judiciário iraniano diz que país está aberto a negociações, mas que não aceitará imposições

Da Redação - Publicada em 01/05/2026 10:12

O Irã apresentou uma nova proposta para diálogo com os Estados Unidos por meio do mediador Paquistão, segundo informou nesta sexta-feira, 1º, a imprensa estatal iraniana. A República Islâmica do Irã entregou na noite de quinta-feira o texto de sua mais recente proposta de negociação ao Paquistão, como mediador nas conversas com os Estados Unidos , informou a agência o cial de notícias IRNA, sem fornecer detalhes sobre o conteúdo da proposta.

O Irã e os Estados Unidos realizaram uma única rodada de conversações, após o estabelecimento em abril de uma frágil trégua após quase 40 dias de guerra. O con ito se iniciou com os bombardeios norte-americanos e israelenses de 28 de fevereiro.

Nos últimos dias, as conversações estagnaram, e os EUA impuseram um bloqueio naval aos portos iranianos. Teerã, por sua vez, mantém o estreito de Ormuz praticamente fechado, via fundamental para o trânsito dos hidrocarbonetos extraídos do Golfo. O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, ameaçou esta semana com a possibilidade de retomar as operações contra o Irã.

Chefe do Judiciário iraniano a rma que país não aceitará imposições

Por sua vez, o chefe do Poder Judiciário iraniano, Gholamhossein Mohseni Ejei, disse nesta sexta-feira que Teerã está aberta a dialogar com os Estados Unidos, mas que não aceitará imposições sob ameaça.

A República Islâmica nunca renunciou às negociações. Mas, de fato, não aceitamos imposições , declarou, em um vídeo publicado no site do Poder Judiciário. Não queremos a guerra; não queremos que ela continue , enfatizou. Mas Ejei acrescentou que o Irã não vai, de forma alguma, abandonar seus princípios e valores diante desse inimigo malicioso, com o objetivo de evitar a guerra ou impedir sua continuação .

Em uma mensagem escrita divulgada na quinta-feira, o líder supremo iraniano, o aiatolá Mojtaba Khamenei, destacou que os EUA sofreram uma derrota vergonhosa no con ito.

Petrobras anuncia aumento de 18% no preço do querosene de aviação

Reajuste varia de acordo com polo de venda. Em abril, reajuste foi de 54,8%, mas com aplicação parcelada

Bruno Rosa - Publicada em 01/05/2026 11:03

A Petrobras reajustou novamente o preço do querosene de aviação (QAV). A alta de 18%, ou R$ 1 por litro, foi informada às distribuidoras nesta quinta-feira e começa a valer a partir de hoje. Empresas do setor projetavam aumento de cerca de 20%. A informação foi publicada no site da Petrobras. O reajuste varia de acordo com o polo de venda e a modalidade de contrato.

No mês passado, a estatal reajustou o preço em 54,8%, mas em seguida anunciou um mecanismo para parcelar a alta. Com isso, as distribuidoras que atendem aviação comercial tiveram a possibilidade de pagar um aumento de apenas 18% em abril no preço do QAV. A diferença foi parcelada em seis vezes, com primeira prestação a partir de julho de 2026, com juros de 1,23% ao mês.

Diferentemente do que ocorre com o diesel e a gasolina, o QAV tem seus preços reajustados todo início de mês e leva em conta a variação da cotação do petróleo e do dólar. Ontem e hoje o barril de petróleo chegou ao maior patamar em quatro anos durante as negociações dos contratos.

A alta do QAV anunciada hoje foi a terceira do ano. No mês de janeiro, houve queda de 9,4%, além de redução de 0,5% em fevereiro. Em março, por outro lado, houve alta de 9,4%, além do aumento de 54,8% para o mês de abril.

Para socorrer as empresas aéreas, o governo, no mês passado, anunciou uma MP que prevê duas novas linhas de crédito. A primeira conta com recursos do Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC), que terá valor total de até R$ 2,5 bilhões por empresa e foco em reestruturação nanceira. Os nanciamentos serão operados pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ou instituição por ele habilitada.

A segunda linha terá foco no capital de giro de seis meses, com R$ 1 bilhão alocado, e condições nanceiras e elegibilidade a serem de nidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). O governo também anunciou a publicação de um decreto que zera o PIS e o Co ns sobre o combustível de aviação, o que resulta em uma economia de R$ 0,07 por litro do combustível.

Nvidia, Microsoft e Amazon fecham acordo com Pentágono para uso militar con dencial de IA

Outras companhias que rmaram acordos semelhantes incluem SpaceX, OpenAI e Google

Por Bloomberg - Publicada em 01/05/2026 11:11

O Pentágono rmou acordos com mais quatro empresas de tecnologia para uso amplo de ferramentas avançadas de inteligência arti cial em redes militares con denciais, segundo um comunicado do Departamento de Defesa dos Estados Unidos e dois funcionários da área ouvidos sobre o assunto.

Nvidia, Microsoft, Re ection AI e a AWS, serviço de nuvem da Amazon, fecharam novos acordos com o Departamento de Defesa dos EUA para uso operacional legal , de acordo com o comunicado. Os funcionários pediram anonimato para discutir deliberações internas. As empresas se juntam a uma lista crescente de gigantes de tecnologia que recentemente se comprometeram a fornecer uso mais amplo de ferramentas de IA em redes classi cadas do Pentágono. Outras companhias que rmaram acordos semelhantes incluem SpaceX, OpenAI e Google.

Esses acordos aceleram a transformação para estabelecer as Forças Armadas dos Estados Unidos como uma força de combate AI- rst , diz o comunicado, que menciona todas as seis empresas e também marca a primeira con rmação o cial do Pentágono de um novo acordo com o Google reportado no início da semana.

Há mais de uma década, a AWS está comprometida em apoiar as Forças Armadas do nosso país e garantir que nossos combatentes e parceiros de defesa tenham acesso à melhor tecnologia com o melhor custo-benefício , a rmou Tim Barrett, porta-voz da AWS. Esperamos continuar apoiando os esforços de modernização do Departamento de Guerra, desenvolvendo soluções de IA que ajudem a cumprir suas missões críticas.

Um porta-voz da Microsoft se recusou a comentar, enquanto representantes da Nvidia e da Re ection não estavam imediatamente disponíveis.

O Pentágono negociou seu acordo com a Amazon Web Services até tarde da noite de quinta-feira, segundo dois funcionários informados sobre as conversas.

O esforço para formar uma nova coalizão de empresas de tecnologia para uso maximizado de IA avançada no setor militar ocorre enquanto o Pentágono corre para desenvolver alternativas à ferramenta Claude, da Anthropic PBC. Um rompimento conturbado entre a Anthropic e altos funcionários de defesa expôs uma divisão recorrente entre o Pentágono e o Vale do Silício sobre os riscos iminentes da IA em cenários de guerra.

O Pentágono se recusou a aceitar as linhas vermelhas propostas pela Anthropic, que buscavam limitar como os militares dos EUA poderiam usar IA em operações classi cadas durante renegociações recentes, e tentou retirar a empresa de toda a cadeia de suprimentos de defesa. A agência se deu seis meses para substituir o Claude, que está sendo usado em operações militares dos EUA contra o Irã. O desacordo agora está em disputa judicial.

Na quinta-feira, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, descreveu o líder da Anthropic como um lunático ideológico e defendeu o uso de IA pelo departamento. Seguimos a lei e humanos tomam as decisões , disse Hegseth ao Congresso. A IA não está tomando decisões letais.

Desde o rompimento com a Anthropic, o Pentágono acelerou seus esforços para atrair outras empresas de IA a concordarem com termos de uso ampliados para seus modelos e infraestrutura em redes secretas e ultrassecretas. Além disso, autoridades de defesa buscam garantir que as Forças Armadas dos EUA não dependam de uma única empresa ou conjunto de limitações, segundo um dos funcionários informados sobre as negociações.

O esforço do Pentágono para equipar os militares dos EUA com IA de ponta em nível classi cado ajudará equipes humano-máquina capazes de lidar com enormes volumes de dados, a rmou Cameron Stanley, diretor digital e de IA do Pentágono, em comunicado sobre os novos acordos.

Embora a OpenAI tenha assinado um novo acordo para uso ampliado de seus modelos em redes classi cadas com o Pentágono no início deste ano, suas ferramentas ainda não estão implantadas nessas redes, segundo um porta-voz da empresa, que acrescentou que a implementação está em andamento.

Diversos grupos de campanha têm destacado os riscos de depender de sistemas assistidos por IA, considerados imprevisíveis, para apoiar decisões de vida ou morte. Críticos argumentam que esses sistemas podem ser propensos a erros e gerar viés de automação , ou seja, a tendência de con ar mais nas respostas das máquinas do que no raciocínio humano.

Stanley não especi cou as formas exatas pelas quais o Pentágono pretende usar modelos de IA em operações classi cadas. Ele os descreveu como ferramentas digitais que facilitariam a análise de dados, aumentariam a compreensão em ambientes complexos e permitiriam tomar decisões melhores, mais rapidamente .

O Claude está entre as ferramentas de IA usadas no Maven Smart System, uma plataforma digital utilizada para apoio a operações de direcionamento e de campo de batalha durante ações relacionadas ao Irã. O Comando Central dos EUA a rmou estar usando uma variedade de ferramentas de IA para acelerar processos.

FAB investiga aviões que caram a poucos metros de distância durante decolagem em Congonhas; entenda gravidade da manobra

O incidente é classi cado como perda de separação, quando aeronaves cam mais próximas do que o permitido, segundo especialista de segurança em voo. Episódio ocorreu entre dois aviões da Gol e da Azul na quinta-feira (30).

Da Redação - Publicada em 01/05/2026 11:00

A Força Aérea Brasileira (FAB) abriu uma investigação para apurar a aproximação de dois aviões da Azul e da Gol caram separados a poucos metros de distância vertical na manhã desta quinta-feira (30) no Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo.

O caso veio à tona após alerta do portal especializado AeroIn, com base em dados do Flightradar24. Um passageiro também registrou, em vídeo, o momento em que as aeronaves aparecem próximas uma da outra durante a saída do terminal.

A situação envolveu um Boeing 737-800 da Gol, que fazia o voo G3 1629, procedente de Salvador, e se preparava para pouso, e um Embraer E195-E2 da Azul, que iniciava decolagem rumo a Con ns (MG), no voo AD6408.

Imagens gravadas pela câmera do canal Golf Oscar Romeo , no YouTube, mostram a comunicação entre a torre de controle e os pilotos. Pelos registros, houve um descompasso no tempo de resposta: a aeronave da Azul demorou a iniciar a corrida de decolagem.

Ao perceber o risco de con ito entre as trajetórias, o controlador determinou a interrupção da decolagem e orientou o avião da Gol a arremeter manobra em que o piloto aborta o pouso e volta a ganhar altitude para uma nova tentativa em segurança. Na sequência, o controlador voltou a instruir a Azul a abortar a decolagem, mas a tripulação não respondeu e manteve o procedimento, por razões ainda não esclarecidas.

Canais estrangeiros estimaram que as aeronaves chegaram a car separadas por cerca de 75 pés [aproximadamente 22 metros]. O youtuber norte-americano Aaron Rheins a rmou que os aviões caram perigosamente próximos .

Pelas regras internacionais da aviação, duas aeronaves precisam car a uma distância de cerca de 1.000 pés de distância vertical, o que daria cerca de 300 metros um em cima do outro, para evitar colisões e facilitar manobras de emergência. Essa distância de segurança no Brasil já foi de 600 metros até 2005, mas as regras mudaram em razão do aperfeiçoamento e modernização das aeronaves.

Perda de separação

Especialistas em segurança de voo ouvidos pelo g1 classi cam o episódio como perda de separação: quando duas aeronaves cam mais próximas do que a distância mínima de segurança estabelecida pelas regras do Controle de Tráfego Aéreo. Essas distâncias mínimas que podem ser verticais, laterais ou por tempo existem para evitar colisões tanto no ar quanto no solo e organizar o uxo de voos dentro de um espaço aéreo. Quando esse limite é ultrapassado, considera-se que houve justamente a perda de separação.

Esse episódio entre os aviões da Gol e da Azul é classi cado como incidente grave, embora não represente necessariamente risco imediato de colisão, segundo os especialistas.

Na avaliação do especialista Roberto Peterka, houve atraso na decolagem da aeronave da Azul, enquanto o avião da Gol já se aproximava para pouso. Quando iniciou a decolagem, não atendeu à orientação para interromper a corrida. Diante disso, o Gol foi instruído a arremeter. As aeronaves acabaram cando abaixo do limite mínimo de separação , a rmou.

Segundo Peterka, como as aeronaves romperam o limite de segurança, provalemente o dispositivo anticolisão dos dois aviões (TCAS) deve ter disparado, dando orientações para mudanças de rota. O TCAS (Tra c Collision Avoidance System ou Sistema de Alerta e Prevenção de Colisão de Tráfego) é o dispositivo anticolisão dos aviões.

Quando eles rompem a barreira de proximidade, o TCAS dispara nos dois aviões e dá ordens diferentes de forma a que eles não se aproximem ainda mais e evite acidentes. Apesar disso, especialistas destacam que a torre de controle atuou corretamente, aplicando as camadas de segurança previstas para evitar um acidente.

Investigação

Segundo a FAB, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) foi acionado

para realizar a ação inicial da ocorrência, envolvendo as duas aeronaves em Congonhas. De acordo com o órgão, essa etapa inclui a coleta e validação de dados, preservação de evidências e levantamento de informações necessárias para a investigação.

Procurada, a Azul informou que o voo AD6408 seguiu os procedimentos operacionais previstos e reforçou que a segurança é seu valor primordial , acrescentando que colabora com o Cenipa.

A Gol declarou que o pouso do voo G3 1629 ocorreu em segurança e dentro do horário previsto, e que também colabora com as investigações.

Já a Aena, concessionária que administra o aeroporto, a rmou que informações sobre o caso devem ser obtidas junto ao Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), órgão responsável pelo gerenciamento do tráfego aéreo no país.

Trump diz não estar satisfeito com acordo de paz proposto pelo Irã para encerrar a guerra

Trump rejeita proposta iraniana e mantém impasse sobre cessar-fogo e controle do Estreito de Ormuz, enquanto negociações seguem sem avanço.

Associated Press - Publicada em 01/05/2026 13:56

Durante uma breve interação com jornalistas nesta sextafeira (1º), o presidente americano Donald Trump disse que não está satisfeito com a proposta de acordo de paz do regime iraniano.

Eles querem fazer um acordo, mas eu não estou satisfeito com isso, então veremos o que acontece , disse o presidente americano. "Tivemos uma conversa com o Irã. Vamos ver o que acontece, mas eu diria que não estou satisfeito... Eles precisam apresentar o acordo certo. Neste momento, não estou satisfeito com o que estão oferecendo", continuou.

O presidente Donald Trump também a rmou a repórteres que não está preocupado com a situação dos estoques de mísseis dos Estados Unidos, em meio a relatos de apreensão sobre o ritmo de uso de armamentos durante o con ito com o Irã.

Na noite de quinta-feira (30), o Irã entregou sua proposta mais recente de negociação a mediadores no Paquistão, segundo informou a agência estatal iraniana IRNA. O frágil cessar-fogo de três semanas entre os EUA e o Irã parece ainda estar sendo mantido, embora ambos os países tenham trocado acusações de violações.

Trump não detalhou o que considera falhas na proposta. Eles estão pedindo coisas com as quais não posso concordar , a rmou. As negociações continuaram por telefone após Trump cancelar a viagem de seus enviados ao Paquistão na semana passada, disse o presidente. Ele demonstrou frustração com a liderança iraniana, que descreveu como fragmentada. É uma liderança muito desarticulada , disse. Todos querem fazer um acordo, mas estão todos confusos.

Embora o cessar-fogo tenha interrompido em grande parte os combates no Irã, EUA e Irã permanecem em um impasse no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo e gás comercializados no mundo em tempos de paz.

Um bloqueio da Marinha dos EUA, que impede os petroleiros iranianos de sair para o mar, tem abalado a economia do país. A economia global também sofre pressão, enquanto o Irã mantém seu controle sobre o estreito.

Trump sugeriu no início da semana um novo plano para reabrir essa rota crucial, usada por aliados dos EUA no Golfo para exportar petróleo e gás.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, realizou uma série de ligações nesta sextafeira com colegas da região, incluindo de Turquia, Egito, Catar, Arábia Saudita, Iraque e Azerbaijão, para informá-los sobre as iniciativas mais recentes de seu país para encerrar a guerra, segundo suas redes sociais.

A chefe de política externa da União Europeia, Kaja Kallas, também conversou por telefone com Araghchi nesta sexta-feira. Eles discutiram esforços diplomáticos em andamento para reabrir o Estreito de Ormuz e acordos de segurança de longo prazo, informou o gabinete de Kallas em comunicado. Ela também tem mantido contato com parceiros do Golfo.

Autoridades do Paquistão disseram que os esforços para reduzir as tensões entre Irã e EUA continuam. O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, a rmou em reunião de gabinete na quarta-feira que ainda aguardava uma resposta do Irã.

No início da semana, Trump disse ao Axios que havia rejeitado a proposta iraniana de reabrir o estreito em troca do m do bloqueio naval dos EUA aos portos iranianos. A proposta iraniana previa adiar as negociações sobre o programa nuclear do país, disseram mais cedo nesta semana duas autoridades regionais, que falaram sob condição de anonimato.

Uma das principais razões apontadas por Trump para entrar na guerra foi impedir que o Irã desenvolvesse armas nucleares.

Desde o início do con ito, em 28 de fevereiro, pelo menos 3.375 pessoas morreram no Irã e mais de 2.600 no Líbano, onde novos confrontos entre Israel e o grupo Hezbollah, apoiado pelo Irã, começaram dois dias após o início da guerra, segundo autoridades. Além disso, 24 pessoas morreram em Israel e mais de 20 em países árabes do Golfo. Dezessete soldados israelenses no Líbano e 13 militares americanos na região também foram mortos.

Irã dani cou maioria das instalações militares dos EUA no Oriente Médio

Levantamento se baseou em dados de satélite e entrevistas com fontes nos EUA e no Golfo

Thomas Bordeaux, Haley Britzky, Tamara Qiblawi - Publicada em 01/05/2026 15:14

Uma investigação da CNN revelou que o Irã e seus aliados dani caram pelo menos 16 instalações militares americanas em oito países do Oriente Médio, tornando algumas dessas posições praticamente inutilizáveis.

O relatório baseou-se em dezenas de imagens de satélite e entrevistas com fontes nos Estados Unidos e em países árabes do Golfo. As instalações dani cadas representam a

maioria das posições militares americanas na região, segundo um assessor do Congresso familiarizado com as avaliações de danos.

Houve uma gama de avaliações , disse a fonte. Desde uma visão bastante dramática, de que toda a instalação foi destruída e precisa ser fechada, até líderes que a rmam que vale a pena reparar essas estruturas devido ao benefício estratégico que elas proporcionam aos EUA. "Nunca vi nada parecido", disse outra fonte americana familiarizada com a situação.

Imagens de satélite mostraram que os principais alvos de Teerã incluíam sistemas de radar avançados, sistemas de comunicação e aeronaves. Muitos desses recursos são caros e difíceis de substituir.

É notável que eles tenham identi cado essas instalações como os alvos mais econômicos para atingir , disse o assessor do Congresso. Nossos sistemas de radar são nossos recursos mais caros e mais limitados na região.

Na quarta-feira (29), o controlador do Pentágono, Jules Jay Hurst III, disse aos legisladores que a guerra com o Irã custou aos EUA até o momento US$ 25 bilhões. Uma fonte familiarizada com o assunto disse posteriormente à CNN que a estimativa real do custo está mais próxima de US$ 40 a 50 bilhões .

Os aliados dos EUA no Golfo que abrigam instalações militares americanas têm suportado o peso dos ataques do Irã e criticaram Washington em privado por iniciar a guerra sem consultá-los. A guerra mostrou que a aliança com os EUA não pode ser exclusiva nem inabalável , disse uma fonte saudita à CNN.

Operação Ágata Amazônia mobiliza 1.638 militares na fronteira

Comando Conjunto Harpia intensi ca ações de segurança, vigilância e apoio social na Amazônia Ocidental

Por Marcelo Barros - Publicada em 01/05/2026 11:50

A Ministério da Defesa intensi cou a Operação Ágata Amazônia 2026 na Amazônia Ocidental com o emprego de 1.638 militares das três Forças Armadas, reforçando a presença do Estado na faixa de fronteira. A ação, conduzida pelo Comando Conjunto Harpia, combina operações de vigilância, combate a ilícitos e ações sociais, ampliando a segurança e o apoio às populações locais.

Estrutura operacional e capacidades empregadas na Operação Ágata 2026

A operação mobiliza uma ampla gama de meios terrestres, uviais, aéreos e cibernéticos, re etindo a complexidade estratégica da região amazônica. O emprego integrado dessas capacidades permite atuar de forma simultânea em diferentes ambientes, garantindo maior alcance e e ciência nas ações. No ambiente uvial, a atuação das forças ribeirinhas é fundamental para o patrulhamento dos principais rios, enquanto no espaço aéreo, aeronaves garantem vigilância, transporte logístico e pronta resposta. Essa combinação assegura o monitoramento contínuo de áreas remotas e de difícil acesso.

Além disso, o uso de sistemas de inteligência e monitoramento reforça o combate a ilícitos como trá co

de drogas, contrabando e crimes ambientais. A atuação multidomínio evidencia a evolução das operações militares brasileiras em cenários complexos.

Integração entre instituições e impacto social na região

A Operação Ágata não se limita ao aspecto militar. A presença integrada de órgãos de segurança, scalização e assistência social amplia o alcance das ações, promovendo cidadania e apoio às populações indígenas e ribeirinhas.

Durante a operação, são realizadas ações de saúde, assistência e orientação, contribuindo para melhorar a qualidade de vida em regiões historicamente isoladas. Essa atuação reforça a presença do Estado e fortalece o vínculo com as comunidades locais. A cooperação entre diferentes instituições permite uma resposta mais e ciente às demandas regionais, combinando segurança e desenvolvimento social em uma mesma estratégia.

Contexto estratégico e proteção da Amazônia

A intensi cação da operação ocorre em um cenário de crescente relevância da Amazônia no contexto geopolítico global. A região é estratégica não apenas pelos recursos naturais, mas também por sua importância ambiental e territorial.

O Comando Conjunto Harpia, nome inspirado na ave símbolo da Amazônia, representa a integração das três Forças Armadas em uma estrutura uni cada de comando. Esse modelo garante maior coordenação e e ciência nas operações de grande escala.

Ao reforçar a presença estatal e combater ilícitos, a Operação Ágata contribui para a soberania nacional, a proteção ambiental e a segurança das fronteiras brasileiras, consolidando a capacidade do país de atuar em um dos ambientes mais desa adores do mundo.

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