Missão que garante a segurança das aeronaves em todas as fases de voo.
ESQUADRILHA DA FUMAÇA
Esquadrão de Demonstração Aérea (EDA) se prepara para cruzar o céu do Brasil e do exterior.
Base Aérea de Natal testemunha mais um capítulo da história de desenvolvimento do F-39 Gripen.
AULA MAGNA
Momento de relevância institucional que marca o início das atividades acadêmicas na Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAR).
20
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ENTREGA DE PLATINA NA AFA
Cerimônia marca o fim do Estágio de Adaptação Militar e a entrada oficial como Cadetes.
F-39E GRIPEN REALIZA PRIMEIRA MISSÃO DE ALERTA DE DEFESA AÉREA
Aeronave de última geração atinge plena capacidade operacional.
INÍCIO DA INSTRUÇÃO AÉREA NO T-27M
AFA deu início, no final de janeiro, à instrução aérea dos Cadetes Aviadores da Turma Athos.
MÍDIAS SOCIAIS
A publicação do Instagram da entrega de platinas da nova Turma de estagiários do 1 º ano da Academia da Força Aérea (AFA), em Pirassununga (SP), foi o destaque nas mídias sociais.
O post obteve mais de 743 mil visualizações, 200 mil contas
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alcançadas e 23 mil interações.
A FAB divulga em suas mídias sociais produtos elaborados pelo Centro de Comunicação Social da Aeronáutica (CECOMSAER) e pelos elos do Sistema de Comunicação Social da Aeronáutica.
O jornal NOTAER é uma publicação mensal do Centro de Comunicação
Social da Aeronáutica (CECOMSAER) voltada ao público interno.
Chefe do CECOMSAER: Brigadeiro do Ar Daniel Cavalcanti de Mendonça
Vice-Chefe do CECOMSAER: Coronel Aviador Marco Antonio Aidar Ribeiro
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DO GRIPEN À FORMAÇÃO DE OFICIAIS: CONQUISTAS
Dedicamos algumas páginas deste informativo a duas datas fundamentais para o sucesso das missões da Força Aérea Brasileira (FAB): o Dia da Aviação de Asas Rotativas e o Dia da Inspeção em Voo. Celebrada em 03 de fevereiro, a Aviação de Asas Rotativas consolidou-se como um dos pilares mais versáteis e estratégicos do Poder Aeroespacial Brasileiro, atuando, frequentemente, como o elo decisivo entre a esperança e a vida em cenários extremos. Adiante, no dia 21, celebramos o Dia da Inspeção em Voo, atividade essencial que contribui com a precisão e a segurança do espaço aéreo brasileiro.
O Esquadrão de Demonstração
QUE IMPULSIONAM A FAB
Aérea (EDA) retorna com os treinamentos e dá início à preparação para a temporada 2026. Há mais de sete décadas, a Esquadrilha da Fumaça representa a Força Aérea Brasileira (FAB) pelos céus do Brasil e do mundo. Acompanhe o desdobramento da Operação Thor, que aconteceu no Rio Grande do Norte, no início de fevereiro, evidenciando mais um capítulo de sucesso na história de desenvolvimento do F-39 Gripen. A aeronave foi submetida a intensivos ensaios para validação da separação segura de bombas, garantindo um desprendimento previsível, estável e sem interferências na integridade do vetor, que já passou a realizar missão
de alerta no Planalto Central.
A Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAR) deu início ao ano letivo de 2026 com a tradicional Aula Magna do Curso Preparatório de Cadetes do Ar (CPCAR), que tem por objetivo fortalecer o sentimento de pertencimento e preparar os futuros Cadetes para compreenderem a responsabilidade de servir à Força Aérea Brasileira (FAB). Outro momento importante desta edição é a cerimônia de entrega das Platinas aos Cadetes da Academia da Força Aérea (AFA), que consolida o primeiro passo na jornada rumo ao oficialato na FAB. Pela primeira vez, a AFA recebe três mulheres para o Quadro de Infantaria da Aeronáutica.
“SEMPRE PRONTA, SEMPRE PRESENTE, ONDE O BRASIL PRECISAR!”
Brigadeiro do Ar Daniel Cavalcanti de Mendonça Chefe do CECOMSAER
DO TREINAMENTO À AÇÃO: A FAB NA DEFESA, NO ENSINO E A SERVIÇO DA NAÇÃO
A Força Aérea Brasileira inicia 2026 reforçando suas ações de Defender, Controlar e Integrar o País. Ao celebrarmos os 62 anos da Aviação de Asas Rotativas, recordamos que, desde o heroico resgate no Congo, nossos helicópteros simbolizam prontidão e esperança. Dos céus do Rio Grande do Sul à Terra Indígena Yanomami, os Esquadrões Falcão, Poti, Puma, Pantera, Harpia, Pelicano e Gavião demonstram que salvar vidas é expressão maior do Poder Aeroespacial.
No campo da segurança do tráfego
aéreo, o Grupo Especial de Inspeção em Voo assegura a confiabilidade de milhares de auxílios à navegação em todo o território, garantindo que cada decolagem e pouso ocorram com precisão e confiança.
A Esquadrilha da Fumaça retoma seus voos, levando aos céus do Brasil e do exterior a excelência operacional e os valores que nos unem. Cada manobra traduz disciplina, preparo e amor à Pátria.
Avançamos também na capacidade de defesa, com a Operação Thor
Tenente-Brigadeiro do Ar
Marcelo Kanitz Damasceno
Comandante da Aeronáutica
AOS
ROTORES, O SABRE! AVIAÇÃO
DE ASAS ROTATIVAS COMPLETA 62 ANOS DE HISTÓRIA
Ten JOR Myrea Calazans
Em seus 85 anos de atuação, a Força Aérea Brasileira (FAB) edificou uma trajetória guiada pelo espírito de coragem, pela busca contínua da inovação e pelo compromisso inabalável com a sociedade brasileira. Dentro desse caminho de evolução contínua, a Aviação de Asas Rotativas consolidou-se como um dos pilares mais versáteis, multifacetados e estratégicos do Poder Aeroespacial Brasileiro, sendo, muitas vezes, o primeiro elo entre a esperança e a vida em cenários extremos.
Os helicópteros escreveram capítulos decisivos da história militar e humanitária da FAB. Um marco importante aconteceu em 3 de fevereiro de 1964, quando militares brasileiros, em missão de paz da
Organização das Nações Unidas (ONU), na República do Congo, protagonizaram um resgate heroico, a bordo de um helicóptero H-19. Desde então, a data tornou-se símbolo de uma aviação vocacionada à prontidão, à abnegação e ao serviço à sociedade.
Ao longo dos seus 62 anos, a Aviação de Asas Rotativas da FAB tem estado presente em todo o território nacional, por meio de Esquadrões que se tornaram referência operacional. São eles, o Primeiro Esquadrão do Oitavo Grupo de Aviação (1°/8° GAV) – Esquadrão Falcão – sediado na Base Aérea de Natal (RN); o Segundo Esquadrão do Oitavo Grupo de Aviação (2°/8° GAV) – Esquadrão Poti – sediado na Base Aérea de Porto Velho (RO); o Terceiro Esquadrão do Oitavo
Grupo de Aviação (3°/8° GAV) – Esquadrão Puma – sediado na Base Aérea de Santa Cruz (RJ); o Quinto Esquadrão do Oitavo Grupo de Aviação (5°/8° GAV) – Esquadrão Pantera – sediado na Base Aérea de Santa Maria (RS); o Sétimo Esquadrão do Oitavo Grupo de Aviação (7°/8° GAV) – Esquadrão Harpia – sediado na Base Aérea de Manaus (AM); o Segundo Esquadrão do Décimo Grupo de Aviação (2°/10° GAV) – Esquadrão Pelicano – sediado na Base Aérea de Campo Grande (MS); e o Primeiro Esquadrão do Décimo Primeiro Grupo de Aviação (1°/11° GAV) – Esquadrão Gavião – sediado na Base Aérea de Natal (RN). Além disso, atualmente, a frota da FAB opera com helicópteros modernos, como o H-125 Esquilo, o H-60 Black Hawk e o H-36 Caracal.
Entre as inúmeras missões cumpridas, a Busca e Salvamento se destaca como uma das mais emblemáticas. É nessa atividade que a aviação de Asas Rotativas revela seu lado mais humano, como visto durante as Operações Taquari I e II, realizadas no final de 2023 e no
primeiro semestre de 2024, em apoio às vítimas das enchentes que assolaram o Rio Grande do Sul. Diante de um quadro devastador, o H-36 Caracal e o H-60 Black Hawk da FAB operaram em centenas de missões entre Evacuações Aeromédicas, entregas de donativos a
comunidades ilhadas e restabelecimento de serviços essenciais, transportando geradores e bombas de drenagem de água.
O Comandante do Esquadrão Pantera no período da Operação, TenenteCoronel Aviador Kleison Roni Reolon,
relatou como ocorreu a fase inicial da Operação. “Nos primeiros dias, fizemos muitos sobrevoos, o que possibilitou o resgate de centenas de pessoas ilhadas, em cima de casas e até de árvores. O trabalho foi ininterrupto em busca de sobreviventes, a meta sempre foi não
Assista ao vídeo do Dia da Aviação de Asas Rotativas.
deixar ninguém para trás”, relembra. Na frente humanitária, o emprego intenso de helicópteros da FAB no apoio humanitário à Terra Indígena Yanomami (TIY), em Roraima, foi fundamental para levar profissionais de saúde, medicamentos, alimentos e esperança a
aldeias inacessíveis por outros meios. Na Operação Catrimani II, por exemplo, a FAB tem empregado meios da Aviação de Asas Rotativas para atuarem, de forma conjunta interagências e as Forças Armadas, contra o garimpo ilegal, ilícitos transfronteiriços e crimes ambientais na região.
Sgt P. Silva/ CECOMSAER
FORÇA AÉREA BRASILEIRA
CELEBRA 67 ANOS DA PRIMEIRA INSPEÇÃO EM VOO NO BRASIL
Asp JOR Roque
Há exatos 67 anos, o Brasil atingia um marco decisivo para a soberania e segurança de seu espaço aéreo: a realização da primeira inspeção em voo conduzida integralmente por uma tripulação brasileira. O feito, ocorrido em 21 de fevereiro de 1959, consolidou a capacidade técnica que hoje sustenta a navegação aérea nacional sob a responsabilidade do Grupo Especial de Inspeção em Voo (GEIV).
Unidade subordinada ao Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), o GEIV atua na aferição, calibração e homologação de auxílios e procedimentos de navegação em todo o território nacional. Por meio
de aeronaves-laboratório equipadas com alta tecnologia, o Grupo verifica o desempenho de equipamentos essenciais, como o VOR, DME e ILS, garantindo a precisão para pousos e decolagens mesmo em condições meteorológicas adversas.
A prontidão operacional da unidade é refletida em dados expressivos. Somente em 2025, o GEIV contabilizou 3.850 horas de voo, inspecionando mais de 1.100 auxílios à navegação. A expertise brasileira também cruzou fronteiras, com missões realizadas no Paraguai, Uruguai e Argentina.
O Diretor-Geral do DECEA, TenenteBrigadeiro do Ar Maurício Augusto Silveira de Medeiros, destacou o papel estratégico da unidade. “A capacidade
operacional dos 196 homens e mulheres do efetivo do GEIV, aliada à alta tecnologia, garante a segurança da navegação aérea em todo o território nacional e em países vizinhos”, afirmou.
LEGADO HISTÓRICO
A trajetória da inspeção em voo no Brasil remonta à década de 1950, com acordos de cooperação técnica junto aos Estados Unidos. Começou com o Projeto CONTRAF (Controle de Tráfego Aéreo), em 1955, e evoluiu para a criação oficial do GEIV em 1972. A primeira missão, em 1959, teve como objetivo verificar a adequação do sítio de Itaipuaçu, no Rio de Janeiro (RJ), para a instalação de um VOR, utilizando a primeira aeronavelaboratório nacional.
Fábio Maciel/ DECEA
ESQUADRILHA DA FUMAÇA RETOMA VOOS E INICIA TEMPORADA 2026 SOB NOVA LIDERANÇA
Ten JOR Rogério
O Esquadrão de Demonstração Aérea (EDA) retomou os treinamentos e iniciou a preparação para a temporada 2026. Nos hangares e no ar, pilotos, mecânicos e toda a equipe atuam de forma integrada para cumprir a missão que há mais de sete décadas encanta brasileiros: representar a Força Aérea Brasileira (FAB) no Brasil e no mundo.
Os pilotos passam pelo período de readaptação às aeronaves A-29 Super Tucano e às manobras que fazem parte
das tradicionais apresentações da Esquadrilha da Fumaça. Os treinamentos são realizados em etapas. Primeiro, parte da equipe voa em conjunto para retomar o ritmo e o entrosamento. Em seguida, os demais pilotos também realizam seus voos de readaptação. Ao final dessa fase, os sete aviões se reúnem para um treinamento completo, simulando apresentações tanto em condições de tempo favorável quanto em situações mais desafiadoras. É nesse momento que precisão, confiança e
coordenação voltam a atuar no mais alto nível, preparando a equipe para a nova temporada.
Assim, o EDA estará apto a iniciar oficialmente a temporada, que marca também a estreia do Major Aviador Nilson Rafael Oliveira Gasparelo como novo Comandante e número 1 da Esquadrilha da Fumaça. A liderança em voo, posição de maior responsabilidade da formação, passa agora a conduzir não apenas as manobras, mas também
a tradição de um dos Esquadrões mais emblemáticos da FAB.
“Liderar esta equipe será um desafio que vou encarar com muita responsabilidade e respeito pela história deste Esquadrão com mais de 70 anos. Temos a missão de levar um pouco da Força Aérea para os quatro cantos do País e mostrar a capacidade dos nossos pilotos militares, assim como a força da nossa indústria aeronáutica nacional e o nosso compromisso com a nação”, afirma
o Comandante.
A temporada também será marcada por estreias. Os Capitães Aviadores Marcílio Brito Fonseca e João Paulo Muguet Cunha estão na fase final do Curso de Piloto Operacional de Demonstração Aérea (PODA) e, em breve, passarão a integrar oficialmente o time de pilotos que executa as apresentações. Já o Major Aviador Lucas Pacheco Yoshida, que integrou a Esquadrilha entre 2015 e 2019, retorna ao Esquadrão para ser o Chefe do Setor de
Operações e dividir a liderança da equipe com o Comandante.
Em cada apresentação, a tradicional fumaça branca marca o céu com manobras de alta precisão, resultado de intenso treinamento, disciplina e absoluto entrosamento entre os pilotos. Mais do que um espetáculo aéreo, o Esquadrão de Demonstração Aérea mostra sua importância ao representar, com excelência, os valores, a tradição e a capacidade operacional da FAB.
Sgt Müller
Marin/ CECOMSAER
OPERAÇÃO THOR TESTA A
CAPACIDADE DO F-39 GRIPEN
DE LANÇAR BOMBAS
Ten JOR Kelly Erdmann
A Força Aérea Brasileira (FAB), em parceria com a Saab, empresa sueca responsável pela fabricação do F-39 Gripen, realizou ensaios para o desenvolvimento de mais uma capacidade da aeronave. A partir da Base Aérea de Natal (BANT), foram
testadas as funcionalidades ar-solo do caça. Durante a campanha, intitulada Operação Thor, buscou-se a coleta de dados essenciais para validar a separação segura de armamento, garantindo um desprendimento previsível, estável e sem interferências na integridade do vetor. Os ensaios foram feitos com a
aeronave de matrícula 4100, alocada no Gripen Flight Test Center, em Gavião Peixoto (SP), e conduzidos por pilotos de prova da FAB e da Saab. “O voo é curto, porém, envolve uma interação grande do piloto com a máquina no sentido de ajustes e configurações não tão usuais”, destaca o Major Aviador Thiago Camargo, do Instituto de Pesquisas e
Ensaios em Voo (IPEV), que se tornou o primeiro piloto brasileiro a lançar bombas com o F-39 Gripen.
De acordo com o coordenador geral da Operação Thor, Coronel Aviador Alisson Henrique Vieira, a validação buscou a continuidade do desenvolvimento da aeronave. “Os testes marcaram uma transição
importante: o foco deixou de ser funcionalidades ar-ar e passou para ar-solo. Os resultados obtidos geram evidências necessárias para continuarmos nas próximas fases de forma segura”, explica.
Considerado o estado da arte quando se trata de aeronave de combate, o vetor possui tecnologias de
ponta e os mais modernos sistemas, sensores e armas para a operação em ambientes hostis e em cenários de combate complexos. Agora, o caça multimissão da FAB é capaz de cumprir missões de defesa aérea, ataque ao solo e reconhecimento, tudo com eficiência, elevada disponibilidade e baixo custo de operação.
Assista ao vídeo da Operação Thor.
Força Aérea Brasileira
MISSÃO, VALORES E FAMÍLIA SÃO TEMAS DE AULA MAGNA NA EPCAR
Ten JOR Myrea Calazans
Um momento revestido de especial importância que promove a integração entre conhecimento, propósito e identidade institucional, ao apresentar reflexões estratégicas, experiências
inspiradoras e visões de futuro. Foi nesse contexto, que aconteceu, no dia 05/02, a tradicional Aula Magna da Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAR), em Barbacena (MG), que foi ministrada pelo Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Marcelo Kanitz
Damasceno, aos futuros Cadetes.
O evento contou com a presença de Oficiais-Generais da Força Aérea Brasileira (FAB); Comandantes, Chefes e Diretores de Organizações Militares da Guarnição de Aeronáutica de Barbacena (GUARNAE-BQ); cerca de 393 alunos
do 1º, 2º e 3º Esquadrão da EPCARTurmas Zênite, Black Hawk e Xavante, respectivamente; professores civis e militares; além de familiares.
A aula inaugural, na Nascente do Poder Aéreo, representou o início do ano letivo e do Curso Preparatório de Cadetes do Ar (CPCAR) de 2026. É por meio desse encontro realizado anualmente, que são reafirmados, por exemplo, importantes valores, como disciplina, hierarquia, ética, espírito de
corpo e comprometimento com a busca permanente pela excelência.
Para elucidar os temas abordados, o Comandante pontuou, por exemplo, a modernização do T-27 e do T-25, o emprego da aeronave F-39 Gripen, o progresso das obras do ITA Campus - Fortaleza (CE) e do PITABA, e Operações que demandaram complexidade logística e operacional, como a Atlas e a Excelsior.
“Há 50 anos, eu chegava nessa
Escola e, aqui, fui muito feliz. Por isso, para cada pai e cada mãe, tenham a certeza de que estão entregando os seus filhos e suas filhas para um futuro brilhante, destacou o Tenente-Brigadeiro do Ar Damasceno. “De aluno para aluno, eu diria: confiem no processo, não desistam nos dias mais difíceis e nem tomem decisões em momentos de estresse. As escolhas devem ser muito bem feitas e não desafiem aquilo que pode destruir os seus sonhos”, finalizou.
AFA ENTREGA PLATINAS À TURMA DRAKON E MARCA INGRESSO FEMININO NA INFANTARIA
A Academia da Força Aérea (AFA) realizou, no dia 12/02, a cerimônia de entrega de platinas à Turma Drakon, ocasião que também marcou o ingresso de três Cadetes no Curso de Formação de Oficiais de Infantaria (CFOINF), iniciando a presença feminina na especialidade. Composta por 170 Cadetes dos Cursos de Formação
de Oficiais Aviadores, Intendentes e de Infantaria, a Turma celebrou a conclusão de uma das etapas iniciais da formação militar, reafirmando o compromisso dos futuros Oficiais com os valores da Força Aérea Brasileira (FAB).
Recebido pelo Comandante da AFA, Brigadeiro do Ar Eric Breviglieri, o
Comandante da Aeronáutica, TenenteBrigadeiro do Ar Marcelo Kanitz Damasceno, presidiu a solenidade, que contou com a presença de Oficiais-Generais do Alto-Comando da Aeronáutica, demais Oficiais-Generais da FAB e familiares dos novos alunos.
Para os integrantes da Turma, o
momento foi histórico. Uma das Cadetes de Infantaria, Sara Teixeira Pinto Paulich, destacou o simbolismo da conquista. “É um sentimento que não tem nada igual. Eu estou muito grata, muito honrada por estar aqui e por poder abrir as portas para outras mulheres”, afirmou.
O nome escolhido pela Turma carrega
forte simbolismo. Drakon, na mitologia grega, remete à figura do dragão, criatura associada à força, vigilância e proteção de tesouros sagrados, atributos alinhados à formação militar, como coragem, resiliência e permanente estado de prontidão.
Durante a cerimônia, o Comandante
da Aeronáutica ressaltou o significado da conquista. “A entrega da platina representa a forma legítima de se curvar à dedicação, coragem e resiliência demonstradas nesse intenso período de renúncias e aprendizado, que credencia cada Cadete a voos cada vez mais altos em suas carreiras”, discursou o Oficial-General.
Cadete da Turma Drakon se emociona ao lado da família durante a cerimônia de entrega das Platinas, marco na conclusão de uma das etapas iniciais da formação militar na Academia da Força Aérea.
F-39E GRIPEN
É EMPREGADO, PELA PRIMEIRA VEZ, EM ALERTA DE DEFESA AÉREA
Ten JOR Myrea Calazans
Em fevereiro, a Força Aérea Brasileira (FAB) alcançou um novo patamar de capacidade operacional, poder aéreo e fortalecimento da soberania nacional. A partir da Base Aérea de Anápolis (BAAN), o caça F-39 Gripen foi empregado,
pela primeira vez, em uma missão de Alerta de Defesa Aérea, marco que consolida a aeronave em sua plena capacidade operacional no sistema de defesa aeroespacial do País.
A ação integrou as atividades permanentes de policiamento do espaço aéreo brasileiro e foi coordenada pelo
Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE). A missão foi executada pelo Primeiro Grupo de Defesa Aérea ( 1º GDA) – Jaguar, responsável pela operação das aeronaves F-39 Gripen da FAB, cumprindo missões de defesa aérea nacional, com foco na proteção da capital federal.
Sgt Müller Marin/ CECOMSAER
Fevereiro
“Hoje é o dia em que a aeronave F-39 inicia o serviço de alerta de defesa aeroespacial brasileiro. Essa missão consiste em fazer a defesa do espaço aéreo brasileiro. A aeronave está pronta para decolar, caso seja acionada, tendo como finalidade a missão-fim da nossa Força, que é garantir a soberania do espaço aéreo. Devido à tecnologia embarcada nessa aeronave, ela tem alto poder dissuasório e coloca o Brasil na vanguarda em termos de capacidade de defesa aérea”, destacou o Comandante da BAAN, Tenente-Coronel Aviador André Navarro de Lima Guimarães. O emprego da aeronave supersônica
em Alerta de Defesa Aérea ocorre após uma sequência de certificações estratégicas concluídas no fim de 2025 e início de 2026: reabastecimento em voo (REVO) entre o F-39 Gripen e o KC-390 Millennium, lançamento real do míssil de longo alcance Meteor e a realização do primeiro Tiro Aéreo com canhão do F-39 Gripen em território nacional. Já neste início de 2026, ainda foi testada a separação segura de bombas do vetor. Esses feitos asseguraram à aeronave todas as condições necessárias para o cumprimento pleno das missões de defesa aérea.
Considerado um caça multimissão
de última geração, o F-39 Gripen reúne sensores avançados, sistemas de armas modernos e elevada interoperabilidade, ampliando significativamente a capacidade de dissuasão do Brasil. Além do impacto operacional, o programa envolve um dos maiores processos de transferência de tecnologia já realizados no País, com participação direta da indústria nacional e formação de centenas de profissionais brasileiros, fortalecendo a Base Industrial de Defesa (BID).
“O serviço de alerta de defesa aérea funciona durante todo o ano, sete dias por semana, 24 horas por dia. Temos
uma equipe sempre preparada, com um piloto equipado e pronto para atender o chamado. Sempre que o sistema de defesa aérea detecta uma aeronave que, por algum motivo, não está cumprindo as regras de tráfego aéreo, uma ordem de acionamento é emitida”, ressaltou o Coordenador de Operações da BAAN, Tenente-Coronel Aviador Gustavo de Oliveira Pascotto.
Esse caminho começou com o projeto F-X2, que garantiu à Força Aérea Brasileira a aquisição de 36 aeronaves F-39 Gripen junto à empresa sueca SAAB. Dez delas já foram entregues e estão em operação. O processo
envolveu a chegada gradual dos caças ao país e a formação intensa de pilotos, mantenedores e equipes técnicas, até a entrega da Unidade mais recente, em novembro de 2025, trazida da Suécia por navio e desembarcada no litoral norte de Santa Catarina. Com a entrega do primeiro caça supersônico no Brasil, prevista para 2026, o país avança na autonomia tecnológica e projeta sua capacidade estratégica para o futuro da defesa aérea.
CAPACIDADE
PLENAMENTE VALIDADA
O amadurecimento operacional
do F-39 Gripen foi consolidado no fim de 2025, quando a FAB concluiu uma sequência de campanhas de ensaios e exercícios no País. A certificação do reabastecimento em voo com o KC-390 Millennium ampliou significativamente o alcance e a persistência do caça em missões de defesa aérea. Em seguida, os lançamentos reais do míssil Meteor elevaram o poder dissuasório nacional, enquanto o primeiro tiro aéreo com canhão validou a prontidão do vetor para situações reais de Alerta de Defesa Aérea. Já no início de 2026, os ensaios de separação segura de bombas reforçaram a capacidade multimissão da aeronave.
Sgt Müller Marin/ CECOMSAER
Assista ao vídeo do 1º alerta de Defesa Aérea do Gripen.
Asp JOR Natália
A parceria entre a Força Aérea Brasileira (FAB) e as empresas nacionais Aero Concepts e Stella Tecnologia marcou um avanço histórico para a tecnologia aeroespacial do país: o desenvolvimento do drone Albatroz Vortex, uma aeronave tática remotamente pilotada com turbina 100% nacional. Com quatro metros de comprimento, autonomia de até 24 horas e capacidade de operar a partir de navios aeródromos ou pistas com menos de 150 metros, o sistema pode decolar com até 150 kg embarcados, incluindo múltiplos sensores, oferecendo inteligência, vigilância e reconhecimento em tempo real.
O primeiro voo ocorreu em 17 de
dezembro de 2025, na Base Aérea de Santa Cruz (BASC), no Rio de Janeiro, local histórico da aviação de caça brasileira. A operação foi coordenada pela FAB e cumpriu todas as exigências técnicas previstas.
A Aero Concepts foi responsável pelo sistema propulsivo, com a turbina a jato ATJR15-5, enquanto a Stella Tecnologia desenvolveu a plataforma aérea. A iniciativa exemplifica a integração entre a FAB e a indústria nacional, fortalecendo a autonomia estratégica e estimulando a inovação no setor de defesa.
Segundo o CEO da Stella Tecnologia, Gilberto Buffara Júnior, o projeto comprova a capacidade brasileira de conceber e testar sistemas não tripulados
de alta complexidade. Já o diretor da Aero Concepts, Alexandre Roma, destacou a meta de desenvolver famílias completas de turbinas nacionais.
O investimento está alinhado à Concepção Estratégica “Força Aérea 100”, que orienta o futuro da FAB e inclui projetos como os Parques Tecnológicos em implantação, entre eles o Parque Industrial e Tecnológico Aeroespacial da Bahia (PITA-BA). O espaço promete ser palco de tecnologias emergentesenvolvendo drones, satélites, soluções quânticas e Inteligência Artificial, além de cursos técnicos e de especialização voltados ao setor aeroespacial brasileiro.
Força Aérea Brasileira
AFA INICIA INSTRUÇÃO AÉREA
NA AERONAVE T-27M TUCANO
Ten JOR Susanna Scarlet
A Academia da Força Aérea (AFA), localizada em Pirassununga (SP), deu início, no final de janeiro, à instrução aérea dos Cadetes Aviadores da Turma Athos, que ingressam no quarto e último ano de formação no tradicional Ninho das Águias. A cerimônia marcou a abertura oficial das atividades de voo e contou com a presença
do Diretor de Ensino da Aeronáutica (DIRENS), Major-Brigadeiro do Ar Luiz Guilherme da Silva Magarão, responsável pelo primeiro voo de instrução da etapa, realizado ao lado do Líder do Corpo de Cadetes da Aeronáutica (CCAer), Cadete Aviador Lucas Moro Bof.
Na véspera, o Oficial-General reuniu-
se com os instrutores do 1º Esquadrão de Instrução Aérea (1º EIA), ressaltando a responsabilidade de transmitir conhecimento técnico e experiência operacional aos futuros aviadores. Segundo ele, a missão é assegurar padrões elevados de profissionalismo, foco permanente na segurança de voo e excelência na formação.
Força Aérea
Brasileira
Com experiência anterior na instrução aérea da Academia, há cerca de 25 anos, o Major-Brigadeiro Magarão destacou a satisfação de retornar à cabine de instrução. Para o Diretor, acompanhar o início da atividade aérea do quarto ano é motivo de orgulho e confiança, reforçando que o nível de exigência
será gradativamente ampliado ao longo do curso, exigindo preparo e dedicação dos Cadetes. “Certamente os Cadetes estão preparados e irão superar os desafios que surgirão ao longo do ano”, completou.
Nesta fase, os alunos iniciam o pré-solo na aeronave T-27M Tucano, avançando posteriormente
para manobras e acrobacias, voo em formatura, navegação visual e por instrumentos, além de missões noturnas. Ao longo do período, cada Cadete cumpre cerca de 36 horas em simuladores e aproximadamente 93 horas de voo real.
O Comandante da AFA, Brigadeiro do Ar Eric Breviglieri, também participou
de voo de instrução e ressaltou o valor da integração entre diferentes gerações de aviadores, unidos pelo mesmo propósito. Ele incentivou os Cadetes a perseverarem, lembrando que empenho e disciplina são recompensados a cada etapa superada. “O voo foi excelente. Tenho certeza de que todos os envolvidos na instrução partilham do
mesmo sentimento, pois é um privilégio reunir um piloto jovem em início de carreira e Aviadores mais experientes, todos movidos pela mesma missão e motivação, independentemente do tempo de Força Aérea”, afirmou.
Para o Cadete Lucas Moro Bof, protagonizar o primeiro présolo da turma representou honra e responsabilidade.
Ao final da programação, durante a tradicional Parada Diária no pátio do CCAer, 25 integrantes da Turma Athos receberam os Distintivos de Liderança, reconhecimento ao comprometimento e às qualidades que nortearão sua trajetória como futuros Oficiais da Força Aérea Brasileira.
Força Aérea Brasileira
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O campo de batalha moderno também é digital. Ataques cibernéticos já paralisaram hospitais, empresas e governos. Na Força Aérea, a proteção da informação é vital: planos de voo, logística e dados pessoais podem ser alvos.
Sua primeira linha de defesa começa em cada dispositivo.
O antivírus é o guardião da sua máquina: monitora arquivos que entram, reconhece ameaças conhecidas, identifica novos comportamentos suspeitos e bloqueia ataques antes que comprometam a missão. Para reforçar essa defesa digital, mantenha o sistema e o antivírus atualizados, escaneie dispositivos externos e siga
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