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Revista 2

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CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO pREsiDEntE: Antonio José Monte viCE-pREsiDEntE: Antonio Carlos Cattai ConsElhEiRos voGAis: Gilmar Moreira, José veiga veiga, Marcelo vito figueiroa Brumatti, silvio lucinda fagundes.

DIRETORIA EXECUTIVA pREsiDEntE EXECutivo: Marcio francisco Blanco do valle DiREtoR EXECutivo CoMERCiAl: luiz Gustavo Maldi Ramos DiREtoR EXECutivo DE ADMinistRAÇÃo E finAnÇAs: pedro luiz ferreira de Mattos DiREtoR EXECutivo DE opERAÇÕEs: valdomiro sanches Bardini DiREtoR EXECutivo DRoGARiA: Eduardo pereira dos santos

Unidades Coop SUPERMERCADOS SANTO ANDRÉ - Industrial - Av. Industrial, 2.001 4991-9540. Capuava - Av. das Nações, 1.600 4472-1044. Carijós - R. Carijós, 1.843 - 4453-9900. D. Pedro - Av. D. Pedro I, 722 - 4451-6252. Parque das Nações - R. Suíça, 1.094 - 4479-6277. Pereira Barreto - Av. Pereira Barreto, 1.286 - 4429-5717/ 4429-5723. Perimetral - R. Gertrudes de Lima, 658 - 4438-4477. Queirós - Av. Queirós dos Santos, 456 - 4994-4788. V. Luzita - Av. Cap. Mário Toledo de Camargo, 5.252 - 4453-5211. Jardim Milena - R. Otávio Cândido, 150 - 4451-2222. Palmares - Av. Palmares, 830 - 4421-6210. Utinga - Av. Utinga, 1.599 - 4463-5464. Giovanni Pirelli - R. Giovanni Battista Pirelli, 2.050 - 4118-4190. SÃO BERNARDO - Joaquim Nabuco - R. Joaquim Nabuco, 277 - 4339-3211. Café Filho - Av. Pres. Café Filho, 2.231 - 4351-3433. Rudge Ramos Av. Dr. Rudge Ramos, 500 - 4177-4440. Vianas - R. dos Vianas, 1.631 - 4337-5353. Humberto de Alencar - Av. Humberto de Alencar Castelo Branco, 2.563 - 3181-8964. SÃO CAETANO - Joana Angélica - R. Joana Angélica, 711 - 4221-6988. DIADEMA - Av. 7 de Setembro, 200 - 4054-1044. MAUÁ - Barão de Mauá - Av. Barão de Mauá, 1.389 - 4514-7020. Itapark - Av. Itapark, 2.261 - 4545-0021. RIBEIRÃO PIRES - Av. Humberto de Campos, 3.499 - 4828-4455. Ribeirão Centro - Av. Santo André, 735 - 4825-5146. TATUÍ - Onze de Agosto - R. XI de Agosto, 3.045 (15) 3205-2030. Coronel Seabra - R. Cel. Lúcio Seabra, 772 - (15) 3205-2282.

SÃO JOSÉ DOS CAMPOS - Santana - Av. Rui Barbosa, 837 - (12) 3922-9911. Morumbi - Av. Dr. João Batista de Souza Soares, 2.185 - (12) 39343535. Novo Horizonte - Av. Pres. Tancredo Neves, 3.400 - (12) 3907-2221. PIRACICABA - Vollet Sachs - Av. Prof. Vollet Sachs, 2.030 - (19) 3411-8885. SOROCABA - Árvore Grande - R. Padre Madureira, 255 - (15) 3237-3333. Itavuvu - Av. Itavuvu, 3.799 - (15) 3239-2911. DROGARIAS SANTO ANDRÉ - Hortências - R. das Hortências, 103 - 2534-1823. São Paulo - Av. São Paulo, 162 4316-4830. Queirós Filho - Av. Queirós Filho, 702 2379-3586. Regente Feijó - R. Regente Feijó, 394 4902-1102. Atlântica - Av. Atlântica, 317 - 44279972. Senador Fláquer - R. Senador Fláquer, 227 4316-4830. Martim Francisco - Av. Martim Francisco, 1.278 - 3181-8976. Bandeiras - Av. D. Pedro II, 217 - 4118-4172. Itambé - R. Itambé, 195 – Lj. 17 – 4118-4175. Lino Jardim - Av. Lino Jardim, 744 – 3181-7016. D. Pedro II - Av. Dom Pedro II, 1.861. João Ramalho - Av. João Ramalho, 248, Centro. SÃO BERNARDO - Demarchi - Av. Maria Servidei Demarchi, 1.613 - 4347-8578. Djalma Dutra - R. Djalma Dutra, 235 - 2897-2712. Getúlio Vargas - Av. Getúlio Vargas, 1.014 - 4123-7242. Castelo Branco - Av. Humberto de Alencar Castelo Branco, 2.563 - 43435064. Tiradentes - R. Tiradentes, 905 - 3181-2971. Ernesta Pelosini - R. Ernesta Pelosini, 250. Marechal Deodoro – Rua Marechal Deodoro, 2.785, Centro. SÃO CAETANO - Inhaúma - R. Visconde de Inhaúma, 841 - 4118-2847. Visconde - R. Visconde de Inhaúma, 180 - 4118-2411. Kennedy - Av. Presidente Kennedy, 738.

CONSELHO FISCAL EfEtivos: José Antonio de Assis simões, Evanir José izolani e vanderlei Campiotti. suplEntEs: fabio valveson, osmar Brandão e José Carlos Brandão.

MAUÁ - Shopping - Av. Governador Mário Covas Júnior, 01 – Lj. 201 e 202 - 2116-3608. SÃO PAULO - Oratório - Av. do Oratório, 2.606 2116-3608. Washington Luis - Av. Washington Luis, 1.415 - Santo Amaro. Jabaquara – Avenida Jabaquara, 2.979, Mirandópolis. SOROCABA - Paulo Almeida - Av. Paulo Emanuel de Almeida, 930 - (15) 3217-7229. Eugênio Salerno - Av. Dr. Eugênio Salerno, 25 - (15) 3202-1910. Campolim – Rua Antonio Carlos Comitrê, 80, Parque Campolim. SÃO JOSÉ DOS CAMPOS - XV de Novembro Av. XV de Novembro,160 - (12) 3921-9307. GRANDE SÃO PAULO - Araguaia – Alameda Araguaia, 2.751, Alphaville, Barueri. Granja Viana – Rodovia Raposo Tavares, 23.033, Granja Viana, Cotia. POSTOS DE COMBUSTÍVEIS Santana - Trav. Constantino Pintos, 44 - V. Rossi – São José dos Campos - (12) 3921-9220. Onze de Agosto Rua XI de Agosto, 3.011 - Valinho - Tatuí - (15) 32052030. Joaquim Nabuco - R. Joaquim Nabuco, 165 Centro - São Bernardo do Campo - 4339-3211. CENTRO ADMINISTRATIVO R. Conselheiro Justino, 56 - Campestre - Santo André - 4991-9500.

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A sua contribuição transforma a vida de pessoas. Obrigado por contribuir! EDIÇÃO E PRODUÇÃO: Editora e Jornalista Responsável: Ivanilde Sitta (MTb: 16.616) Editor de Arte: Rubens Justo (MTb: 10.726) Revisão de texto: Juliana Machado Impressão: Log&Print Gráfica e Logística. n Distribuição interna.

ATENDIMENTO AO LEITOR Se tiver dúvidas ou deseja obter informações sobre os profissionais consultados pela revista, escreva para: Rua Conselheiro Justino, 56 CEP 09070-580 - Santo André - SP. E-mail: revistacoop@coopsp.coop.br

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Metade do valor Informe-se de venda de cada e ajude! exemplar da Revista Coop (descontados os impostos) é doada à Federação das Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais do Estado de São Paulo (FEAPAES).

Revista Coop | 03 | Abril 2021


Foto: Shutterstock

Foto: Fresh Imagens

Índice

Foto: Shutterstock

Revista Coop Abril 2021

Foto: Shutterstock

Carta ao leitor Acredito que todo mundo, assim como eu, deva

Foto: Shutterstock

estar esgotado psiquicamente com o cenário

pandêmico que vivemos há um ano, ainda mais

com novas variantes do vírus circulando no ar. Matéria de capa

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Rabada com polenta é o prato da chef cooperada.

ATENÇÃO! Exemplares da Revista Coop são comercializados exclusivamente nas lojas e drogarias da rede. A Coop não opera com o sistema de venda por assinatura.

Só que agora temos a vacina, um real e

concreto motivo para confiar que tudo vai

24

Experimente ousar na cozinha com iguarias regionais do Brasil.

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Giombo poucos sabem o que é, mas caqui-chocolate...

Foto: Guilherme Balconi

Sobraram ovos de Páscoa? Crie novas delícias.

48

52

Conheça truques e O pescoço e colo traços para valorizar requerem o mesmo cuidado dado ao rosto. sua maquiagem.

Foto: Shutterstock

Foto: Shutterstock

braço porque o momento é de

esperançar e de se

vacinar quando

chegar nossa vez.

Aqui a gente traz

outros temas para

positivar o astral e o

apetite, também. Pra

Ilustração: Serralheiro

Foto: Shutterstock

variar o cardápio e o

paladar do leitor,

Foto: Shutterstock

exploramos a

gastronomia regional,

com receitas de vários

cantos do Brasil que vão do barreado ao

bobó de camarão. Prepare as panelas e

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Será que você precisa mesmo de uma nova aplicação de botox?

60

Se sua orquídea ou bromélia adoecer, leve ao hospital.

67

A covid pode deixar sequelas até nos casos assintomáticos.

n 8 - Por dentro da Coop n 18 - Retratos de família n 51 - Seu corpo n 59 - De bem com a vida n 62 - Escola de pais n 75 - Memória n 76 - Chocolate faz bem n 92 - Pet n 94 - Curiosidades

n 96 - Nossa gente n 97 - Crônica de Edmilson Sena da Silva n 98 - Passatempo Revista Coop | 04 | Abril 2021

42

passar. Então, levante o ânimo, estenda o

72

Quem sofre de fibromialgia convive com a dor todo dia.

80

Escolha o melhor tipo de sal. Ainda assim, use com moderação.

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Dizer não de forma assertiva evita mentiras e conflitos.

experimente a rabada da cooperada Marlene

Spuldari. Vai adorar. E, se sobrarem ovos de

Páscoa, saiba como transformar o chocolate

em novos preparos tão deliciosos quanto o puro. É isso, gente. Até a próxima.

IVANILDE SITTA, editora


Agora, 24 horas

Surpresa!

Se precisar da gente de madrugada, a drogaria Bandeiras está acordada pra atender você.

Vem aí, em breve, mais uma campanha de selinhos, que volta pra valer e surpreender.

E com a mesma conveniência e padrão de qualidade oferecidos durante o dia. Instalada no número 217 da Avenida Dom Pedro II, em Santo André, a unidade Bandeiras é a primeira da rede a operar no formato 24 horas, um projeto que está sendo experimentado para possível ampliação para outras cidades, egundo adianta Eduardo Santos, diretor executivo do negócio Drogaria. Só que nem precisa ir até lá, pois o Coop Entrega acompanha a inovação ao funcionar 24 horas por dia para as cidades de Santo André, São Bernardo e São Caetano. Para tanto, basta ligar para

3003-2080 ou mandar um WhatsApp para (11) 96191-3805 e receber seu pedido em casa. Além de atender as emergências, que não têm hora para acontecer, a drogaria tem atraído neste período a população que dá preferência ao atendimento presencial. É o que

EXPANSÃO EM DIA

tem percebido o gerente farmacêutico, Maurício Mateo Manhas, no primeiro mês de implantação do serviço 24 horas. “Como o movimento noturno é menos intenso, eles estão aproveitando o final da madrugada para comprar seus medicamentos”, explica.

A bandeira Coop avançou para mais uma cidade de ão Paulo ao abrir as portas da drogaria Granja Viana, a 64ª da rede, no dia 10 março. A nova unidade chega com uma equipe de 10 colaboradores, mix de 8 mil itens – entre medicamentos e produtos de higiene, beleza e dermocosméticos – e o padrão de qualidade e serviços das demais. Localizada na Rodovia Raposo Tavares, 23.033, a nova operação integra o pacote de 23 unidades negociado pela Coop dentro das galerias do grupo BIG. Neste mês, outras mais serão inauguradas. Aguarde.

Revista Coop | 08 | Abril 2021

Fotos: Guilherme Balconi

Foto: Maurício Taboni

Valéria: produtos de boa qualidade.

Vania: adora campanhas de selinhos.

Luciana: ansiosa pela nova coleção.

Tudo ainda é segredo, que será revelado logo mais. Porém, já dá para adiantar que a linha de produtos é inédita e que a proposta da 6ª edição de colecionáveis da Coop está amarrada fielmente aos atributos da marca Coop, segundo destacam Susana Souza, gerente de Marketing, e Felipe Zorzato, coordenador de Marketing. Ela chega para oportunizar momentos felizes e saborosos junto aos amigos e à família e também para deixar a experiência de compra ainda mais agradável e produtiva. Afinal, nada mais conveniente do que converter o valor gasto em selinhos pra

ter os produtos da coleção, não é? Ah, a analista de Marketing, Luana Adolfo, deixou escapar que, assim como nas anteriores, quem for cooperado terá mais vantagens e desconto maior pra levar os produtos pra casa. Disse ainda que a ação contará com produtos aceleradores para ajudar clientes e cooperados a juntarem selinhos mais rapidamente. Prato cheio para a cooperada Vania Aparecida Ventola Ballardie. Ela participou das quatro ações de colecionáveis e tem em casa quase todas a coleção de facas, dos refratários da Anchor Hocking, das pelúcias

Disney e dos refratários de cerâmica. “Gosto muito desse tipo de ação de reconhecimento à fidelidade”, explica a pedagoga. Assim pensa também a cooperada Luciana Oliveira Gandolfo, que já aguarda o lançamento da nova coleção pra começar a juntar os selinhos. “Nem tem como não participar, já que me abasteço na Coop três vezes por semana”, garante. A dentista Valéria Fernandes de Albuquerque destaca a qualidade dos produtos oferecidos: “As facas e os refratários de cerâmica são de uso diário lá em casa e estão como novos”.

Revista Coop | 09 | Abril 2021


Soluções em diagnóstico De modernos termômetros a testes da covid-19, as drogarias têm de tudo para o controle de sua saúde.

Todo mundo tem em casa um termômetro à mão, assim como a maioria dos hipertensos se vale ainda do medidor de pressão arterial e os diabéticos, do monitor e tiras reagentes de glicemia para o controle das doenças. Já aqueles que vivem de dieta não dispensam a balança digital para conferir o peso, enquanto umidificador de ar costuma não faltar na casa ou escritório de quem sofre de rinite, por exemplo. É a praticidade de poder fazer o monitoramento no ambiente doméstico. As drogarias Coop trabalham com a linha completa desses produtos, enquadrados na categoria de aparelhos de diagnóstico e apresentados em vários modelos e marcas. Mas tem um deles, o oxímetro, que virou febre com a chegada da pandemia. A busca pela solução, capaz de mensurar a saturação de oxigênio na corrente sanguínea, está muito elevada. “Desde março de 2020, nossas vendas de oxímetro cresceram 432%”, calcula Sílvio Eduardo Faria, gerente de compra do negócio Drogaria. Ele explica que, antes da chegada

Revista Coop | 10 | Abril 2021

Foto: Guilherme Balconi

O aparelho foi dos mais úteis para a cooperada Eli Santos Silva durante o tratamento de câncer do seu esposo.

do vírus, a procura era mínima. “Tínhamos poucos em estoque, apenas para não deixar de atender caso fosse solicitado por algum cooperado”, acrescenta. Soma-se à demanda por oxímetros a procura por termômetros de testa e testes da covid-19. “Aplicamos mais de 21,5 mil testes até agora”, revela Faria. ESTOQUES EQUILIBRADOS “Foi um período de adaptação difícil para todo o mercado – tanto para o varejo quanto para as indústrias –,

mas conseguimos suprir os estoques e atender nossa demanda”, destaca o gerente. Para tanto, os processos de cadastro de novos fornecedores foram acelerados de 20 para 5 dias, priorizando a compra de oxímetros e termômetros infravermelho, este último visado principalmente pelas empresas para o monitoramento de seus funcionários. De forma geral, Sílvio Faria explica que a categoria cresceu substancialmente no ano passado e vem mantendo o ritmo em 2021.

Agora é digital

Quer trabalhar na Coop? Nem precisa sair de casa para entregar seu currículo e garantir a chance de um emprego. Entre no canal www.cooperativade consumo.pandape.com.br e lá você acessa, inclusive, as vagas abertas no momento para as lojas de supermercado, drogaria e postos de combustíveis da Coop. Caso nenhuma delas se encaixe no seu perfil profissional, cadastre o currículo para que possa ser selecionado numa próxima oportunidade. A nova rotina é um dos recursos da plataforma de inteligência artificial para recrutamento, seleção e cadastro de currículos lançada há três meses. Só nos primeiros 20 dias de operação, 16 mil currículos de profissionais foram cadastrados. É mais uma inovação da Coop garantindo conveniência àqueles que estão na batalha por uma oportunidade de emprego, já que tudo que um candidato não precisa (nem pode) é perder tempo e dinheiro com deslocamento para bater de porta em porta das empresas. Tem mais. Caso você seja

chamado para concorrer à vaga, todas as etapas da seleção e recrutamento, como entrevistas e testes, também são realizadas de forma digital. Do começo ao fim. GANHO GERAL Se a plataforma traz facilidades para quem busca trabalhar na Coop, também garante maior eficiência operacional à área de Recursos Humanos, que recebia mensalmente cerca de 5 mil currículos, entregues diretamente nas lojas ou enviados por e-mail. Em meio a tanta papelada, sele-

cionar os candidatos aderentes a uma determinada vaga era tarefa árdua e trabalhosa. Daniel Quadrado, coordenador de Recrutamento e Seleção, exemplifica que um processo seletivo, que demandava entre 30 e 40 dias para ser concluído, agora é fechado entre 20 e 23 dias, dependendo da vaga. “O novo canal tem proporcionado uma nova experiência ao candidato e, para a Cooperativa, uma assertividade maior na contratação, já que permite reconhecer os perfis mais aderentes a nossa cultura”, explica. VEJA LÁ No portal, você tem acesso a um breve resumo sobre a Cooperativa e suas unidades de negócios, além de todas as especificações das vagas disponíveis, qualificações necessárias e locais de atuação.

Revista Coop | 11 | Abril 2021


Além de comida e remédio Coop Facilita lança novas versões de cartões-presente para dar conveniência ao cliente.

Opções de presentes não faltam nas gôndolas da Coop, tanto nas lojas de supermercado quanto nas drogarias. Na categoria de dermocosméticos, no setor de eletro ou mesmo nas adegas, há alternativas interessantes para você colocar no carrinho de compras para celebrar o aniversário do amigo ou datas comemorativas, como os Dias das Mães, dos Pais e dos Namorados. Mas, como gosto não se discute e não é nada raro o homenageado não gostar da escolha da gente, a solução está nos cartões-presente. Também chamados de gift cards, a oferta deles tem crescido nas lojas, o que levou a área de Produtos Financeiros a lançar novas versões e, agora melhor, com valores variáveis. Neste mês da Páscoa, por exemplo, o cartão-presente temático tem sido a opção escolhida por muitos clientes em vez do convencional ovo de chocolate. Ao apostar na solução, seja para qualquer versão, é só passar no caixa e carregar o gift card com o valor que você quiser e puder, a partir de R$ 10 até R$ 500. O presenteado pode utilizar o valor em qualquer uma das lojas da Coop

Revista Coop | 12 | Abril 2021

no prazo de até seis meses, a contar da data de ativação no caixa. “É uma forma prática para quem dá e assertiva para quem recebe, já que poderá adquirir o que deseja ou necessita”, esclarece Alexsandra de Amorim, coordenadora da área. Apesar de temáticos, podem ser usados na compra de qualquer produto da loja. São encontrados nos displays distribuídos no autosserviço junto aos demais produtos digitais, como games, filmes, cursos, músicas e serviços. Lá, você vai encontrar as seguintes versões: Chá de bebê: opção certeira para dar às gestantes. Como a validade do cartão-presente é de seis meses, elas podem usá-lo na compra de

fraldas de acordo com o crescimento do bebê. Ou mesmo gastá-lo com o leite instantâneo. Vinhos: quer presentear seu chefe, que é apaixonado pela bebida, mas você não conhece o estilo e os rótulos de que ele mais gosta? Essa é a solução. Churrasco: feito sob medida para aqueles que não querem chegar de mãos abanando à churrascada promovida por um dos familiares. Combustível: entre outros usos, é indicado para aquela pessoa que vive pedindo carona do amigo para ir ou voltar do trabalho. Gentileza pura. Cesta básica: é um dos mais requisitados para dar aos prestadores de serviços, como a ajudante doméstica, por exemplo, que poderá escolher os produtos que a família consome, que podem não ser os mesmos que vêm nas cestas já prontas. Também tem sido bemaceito por aqueles que fazem doação às entidades sociais.

Cooperado iluminado Até no nome. Marcio Roberto Luz, de São Caetano, garantiu a sorte grande na ação da Coop Facilita.

Ele ganhou um automóvel zero quilômetro no sorteio da campanha exclusiva para cooperados e clientes – Coopere com a Sorte – do cartão Coop Fácil, realizado na tarde do dia 20 de fevereiro na loja Industrial, em Santo André, com a presença de representante da E&Y Auditores. Marcio Luz disputou o prêmio com cerca de 40 mil cupons elegíveis acumulados ao longo dos 60 dias da ação, encerrada no dia 7 de fevereiro. “Participei com vários cupons, inclusive porque comprei um aparelho celular no período da ação, o que me rendeu outros mais fora aqueles que já tinha acumulado”, explica o cooperado, pra lá de satisfeito de a sorte ter batido a sua porta. “Um dia ela chega”, disse. É que Marcio Luz disse ser participante ativo de todas as campanhas promovidas pela Coop, até porque concentra todas suas compras na loja de São Caetano desde quando sua família deixou o Paraná para residir em São Paulo. Até então nunca tido sido contemplado e, quando foi, nem acreditou quando foi comunicado

Foto: Guilherme Balconi

Marcio Luz apostou e levou o prêmio do cartão Coop Fácil.

do prêmio por telefone. “Há tanto trote por aí que fica difícil saber se é verdade”, admite. CAMPANHA DE SUCESSO Para Alexsandra de Amorim, coordenadora do Coop Facilita, a campanha teve resultado positivo, tanto em número de cupons elegíveis quanto na adesão de clientes ao cartão Coop Fácil. “A procura aumentou consideravelmente”, garante. A mecânica da ação funcionou da seguinte maneira: a cada compra de R$ 180, o portador do cartão Coop Fácil

ganhava um cupom promocional para participar do sorteio do automóvel. Só que não faltaram atrativos durante a campanha para arrematar cupons adicionais. Quem contratasse o plano odontológico OdontoPrev por meio do cartão Coop Fácil, por exemplo, adquiria um cupom. A campanha terminou, mas as vantagens de ter um cartão Coop Fácil em mãos continuam valendo. Entre elas, o parcelamento em até 24 vezes na compra de eletrodomésticos e de 4 vezes na compra de alimentos.

Revista Coop | 13 | Abril 2021


Novas oportunidades

Parceria imprescindível

A Coop trabalha forte na formação dos aprendizes para que possam fazer carreira na empresa.

Doação da Coop à APAE de Santo André tem feito a diferença no atendimento aos assistidos.

Além dos cerca de 6 mil colaboradores contratados, a Coop conta com um time de 246 adolescentes distribuídos pelas lojas de supermercado e drogarias que integram o programa Jovem Aprendiz. Você já deve ter sido atendido ou cruzado com alguns deles no autosserviço das unidades. A diferença deles em comparação ao quadro efetivo está apenas no uniforme usado no ambiente de trabalho. Eles vestem a camisa da Clasa (Casa Lions de Adolescentes de Santo André), da Patrulheiros Mirins, do Itemm ou do Instituto Tatuí, instituições voltadas à capacitação de meninos e meninas em vulnerabilidade social, com idades entre 14 e 24 anos, para posterior inserção no mercado de trabalho. É dessas quatro frentes que a Coop recruta seu quadro de aprendizes determinado pela legislação da aprendizagem, dando ao jovem não só a oportunidade do primeiro emprego, como também toda a bagagem profissional e emocional necessária para que possa evoluir, ser efetivado e, quem sabe, se aposentar na empresa. “A Coop entende que a aprendizagem é uma

Revista Coop | 14 | Abril 2021

Foto: Guilherme Balconi

Matheus Ferreira e José Douglas Ferreira: aprendizes na operação dos checkouts na loja Joana Angélica.

ação de responsabilidade social, além de um importante fator de promoção de cidadania”, explica Patrícia Adamo Augusto, analista de Recursos Humanos. NOVAS OPORTUNIDADES Com atividades, até então, restritas ao Curso de Comércio e Varejo, que compõem o abastecimento de produtos nas gôndolas, verificação de preços e validade e atendimento em perecíveis, agora os aprendizes têm sido capacitados em novos cursos, como de Operador de caixas, Magarefe e Atendente de Farmácia. “Compete à Cooperativa criar oportunidades para que os jovens aprimorem suas competências, por meio dos cursos de aprendizagem, e às lideranças a responsabilidade

de desenvolvê-los para que sejam colaboradores da Coop no futuro breve”, acrescenta a analista de RH. Para tanto, a pedido da Coop, a Clasa se encarregou de criar o curso Operador de Caixa e, hoje, uma turma já está presente em sete lojas: Vollet Sachs, Joaquim Nabuco, Joa-

na Angélica, Ribeirão Pires, Parque das Nações, Queirós e Industrial. Já aqueles do curso de Magarefe, que prepara o aprendiz para a função de preparador de carnes, também estão mostrando seu potencial, desde o mês passado, nos açougues das unidades Dom Pedro, Carijós, Vianas e Joaquim Nabuco. Sem contar outros 30 jovens do curso de Atendente de Farmácia que estão reforçando o atendimento nas drogarias externas da Coop.

Do orçamento de R$ 2,7 milhões administrado pela Associação de Pais e Amigos de Excepcionais de Santo André em 2020, cerca de R$ 1 milhão foram batalhados junto à comunidade e empresas. Nada diferente do que acontece todos os anos, já que os repasses do poder público não cobrem todas as despesas, daí a suada missão da instituição – como a de todas as APAEs – em gerar recursos para poder manter o atendimento aos 410 assisti-

dos e o pagamento dos 70 funcionários. “O dinheiro doado pela Coop no ano passado representou 14% de nossa verba complementar, sem a qual seria impossível administrar a instituição”, garante Flávio Mendes de Oliveira, presidente da APAE de Santo André. Deu para perceber a importância de sua participação ao adquirir o exemplar da Revista Coop que você tem em mãos e também de todos aqueles que doaram centavos

EFEITO PANDEMIA Além da doação da Coop e de outras empresas privadas, a verba complementar é batalhada por meio da captação de recursos via telemarketing e de eventos promocionais, como a tão conhecida feijoada da APAE, que deixou de acontecer por conta da pandemia. “Todos os eventos foram suspensos, impactando o caixa”, destaca Aldine Maria Villa, gerente geral da instituição. “O diferencial da parceria com a Coop é a autonomia para usar o dinheiro de

acordo com as necessidades, ao contrário de outras que são específicas para determinados projetos”, comenta. Se a pandemia levou à suspensão dos eventos, o mesmo não aconteceu com o atendimento aos assistidos, que foi mantido ainda que de forma virtual. Por meio de videoaulas, eles desenvolvem as atividades, fotografam e enviam aos professores. “Os resultados têm sido positivos também pela maior participação das famílias”, acrescenta.

ao programa Troco do Bem no pagamento das compras em dinheiro. Os repasses trimestrais dirigidos às APAEs provêm desses dois compromissos sociais mantidos pela Coop desde 2010. Flávio de Oliveira explica que a verba complementar, que no ano passado somou exatos R$ 1,080 milhão, é aplicada de diversas formas, mas principalmente no pagamento de alguns profissionais de saúde. Além do professor e do assistente de sala, bancados pelo poder público, os assistidos que chegam à APAE necessitam do suporte de uma equipe interdisciplinar, formada por enfermeiro, terapeuta ocupacional, nutricionista, psicólogo e fonoaudiólogo para terem um desenvolvimento cada vez melhor. Por isso, segundo ele, os repasses da Coop são tão importantes. “Esse dinheiro é muito bem-vindo e muito bem aplicado”, assegura o presidente. Ainda mais agora.

Revista Coop | 15 | Abril 2021


SUA CASA

Ivanilde Sitta Fotos: Shutterstock

Fazer ou não fazer?

Se você alugou um novo imóvel e quer dar um toque personalizado ao espaço, melhor dar uma olhada na lei do inquilinato antes de colocar a mão na massa. É que nem toda benfeitoria promovida pelo inquilino está sujeita a ser reembolsada pelo locador. Fabricio Posocco, da Posocco & Advogados Associados, esclarece que o artigo 36 da legislação deixa claro que benfeitorias voluptuárias, isto é, aquelas mudanças meramente estéticas, que podem ser retiradas pelo locatário no fim do contrato de locação, não são restituídas financeiramente. Em contrapartida, o artigo anterior estabelece que o locatário pode pedir

ao locador o reembolso do valor gasto em reforma de bens úteis que estejam deteriorados e que, se não substituídos, prejudicam o bem-estar dos habitantes. Portanto, pense bem!

Cristaleiras em alta

Bem-guardados

Elas dão um charme à cozinha ou sala de jantar e, se antes serviam apenas para guardar cristais – daí o nome de cristaleira –, hoje assumem outras funções. “Podem ser pensadas para receber louças e travessas ou para expor livros e objetivos decorativos”, sugere a arquiteta Cristiane Schiavon. Datada do século XVII, a cristaleira continua fazendo sucesso em diversos estilos, que vão do clássico ao moderno, passando pelo retrô. Uma dica essencial, segundo a profissional, é saber arrumar os itens do interior do móvel, ou seja, nada de deixá-los jogados de qualquer jeito, já que estarão sob o olhar de todos. Revista Coop | 16 | Abril 2021

Caso sobre muito chocolate em casa após a Páscoa, estique a vida útil da iguaria por mais tempo armazenando corretamente: n Chocolates com recheio têm durabilidade menor que os puros, então procure consumi-los primeiro. n Guarde-os em local bem seco e fresco, embrulhado em papel-alumínio e longe de fontes de calor, umidade e odores. n Se a temperatura ambiente for até 18 ºC, ótimo.

Do contrário, procure o lugar mais fresco para guardar, pois podem derreter e modificar a estrutura, sabor e textura. n O ideal é não colocá-los na geladeira, mas em épocas quentes (acima de 26 ºC) é a melhor opção. Para isso, mantenha-os dentro da própria embalagem ou cobertos com filme plástico ou papel-alumínio.


RETRATOS DE FAMÍLIA

Conveniência com convivência

Estão aí dois dos atributos da marca Coop que conquistaram a fidelidade de Rubens Alves.

A

IVANILDE SITTA

ssim como todo interessado e apaixonado por bons rótulos de vinhos, esse engenheiro de Santo André busca aqui e lá as novidades e também promoções do divino mundo de Baco. Ao parar na adega da loja Coop Pereira Barreto, a mais próxima de sua casa, ele diz ter encontrado muito mais do que foi buscar. “Eu tive uma verdadeira aula sobre os tipos de vinhos, sua harmonização com pratos, safras das uvas e outras informações que um apreciador da bebida gosta de saber”, comenta. Sua professora foi Pamela Souza Alvarenga Freitas, uma das atendentes de vinho da Coop. A qualidade do atendimento, segundo o cooperado, foi excepcional não apenas pela bagagem de conhecimento da profissional sobre o assunto, mas também pela segurança, desenvoltura e espontaneidade em transmitir. “É o tipo de serviço que todo mundo gostaria de encontrar em qualquer estabelecimento, porém, não é o que acontece e, quando acontece, a gente se surpreende”, completa Alves, acrescendo que, a partir daí, passou a concentrar suas compras na loja. “Até porque o sortimento é bom e os preços bem competitivos”, destaca. Revista Coop | 18 | Abril 2021

DOMÍNIO DA ARTE Em suas visitas à unidade, onde sempre faz parada na adega, o engenheiro disse observar que Pamela realmente tem o dom de atender o público. “Ela não tem pressa e dá toda a atenção necessária, tanto que é bastante requisitada pelos clientes”, elogia. “Amo o que faço, não me vejo em outra profissão que não seja ligada ao mundo do vinho”, explica a atendente, que atualmente complementa seu conhecimento com o curso de formação em sommelier pela Associação Brasileira de Sommelier (ABS), a mais respeitada do mercado. Mas sua experiência com vinho vai além de um ano e meio de trabalho na Coop. “Já fiz vários cursos, trabalhei em importadora e até abri uma adega, mas não tenho veia de empreendedora, gosto mesmo é do que faço na Coop”, garante. Ela, assim como os demais atendentes, tem grupo de transmissão pelo WhatsApp, que reúne os clientes apreciadores da bebida, para enviar as promoções da categoria e não deixar nenhum deles na mão. Um dos que recebem as mensagens é justamente Rubens Alves. “Já tenho estoque para mais de um ano”, brinca Rubens.

Ao seu dispor Assim como Pamela superou as expectativas dos cooperados, outros 17 atendentes de vinho fazem o mesmo trabalho em 12 lojas da Coop. Trata-se de uma prestação de serviços oferecida há vários anos para que os cooperados e clientes possam dispor de um atendimento personalizado. Até por conta do variado mix de vinhos nacionais e importados encontrado nas unidades. Hoje, a Coop oferece sortimento ativo de 308 rótulos importados e 156 nacionais. Se você aprecia, mas não entende qual melhor tipo escolher para combinar com determinado cardápio ou ocasião, veja no quadro ao lado onde encontrar um dos nossos atendentes de vinho.

CONTE SUA HISTÓRIA

Este espaço é dedicado a todos os cooperados, clientes, fornecedores ou colaboradores que tiveram em suas vidas algum fato marcante relacionado à Coop. Pode ser algo emocionante, alguma cena engraçada, um encontro decisivo em uma das unidades, um atendimento

Foto: Guilherme Balconi

CIDADE

LOJAS

Santo André

Industrial, Capuava, Giovanni Pirelli, Pereira Barreto São Bernardo Joaquim Nabuco e Rudge Ramos São Caetano Joana Angélica Diadema Diadema Ribeirão Pires Ribeirão Pires Sorocaba Árvore Grande Tatuí Coronel Seabra Piracicaba Vollet Sachs

diferenciado de algum colaborador que impactou positivamente o seu dia. Envie sua história por e-mail: revistacoop@coopsp.coop.br. Ela poderá ser publicada e, quem sabe, seja transformada em peça de uma das campanhas promocionais da Coop.

Revista Coop | 19 | Abril 2021


GASTRONOMIA

Foto: Guilherme Balconi

É o amor Se fosse pelo estômago que se conquista o coração de um homem, como diziam as vovós, Marlene Spuldari, muito bem casada há 50 anos, teria ficado pra titia.

S

IVANILDE SITTA

abe aquela pessoa apaixonada pela arte culinária desde criança? Até trocar alianças com o maridão, Edson, Marlene estava mil anos-luz distante desse perfil. Mal sabia fritar ovo, nem tinha gosto pelo fogão, já que sempre teve tudo à mão e à mesa preparado pela mãe. Mas, desafiadora como ela só, se atreveu no primeiro ano de casada a fazer uma rabada, prato preferido do esposo. “Eu não gostava desse prato e muito menos tinha noção de como preparar”, recorda. Para agradar o parceiro, foi buscar conhecimento com sua amiga Neide, que dominava a receita e cozinhava divinamente qualquer iguaria. A partir desse encontro e de outros mais que se seguiram, os prazeres da gastronomia foram conquistando Marlene a ponto de hoje ela ser considerada cozinheira de mão Revista Coop | 20 | Abril 2021

cheia por toda a família e todos aqueles que desfrutam de suas produções. “Até meus sobrinhos adoram e vivem pedindo bis pra minha rabada”, diz orgulhosa. O sucesso de seu preparo tem um segredinho que a cooperada não esconde de ninguém. “É a vinha-d’alhos, uma marinada portuguesa preparada com várias especiarias que dão um sabor especial ao prato”, revela. A rabada não é a única especialidade da cooperada, mas é a que tem um valor afetivo significativo na sua vida. Traz à memória sua amiga Neide, já falecida, com quem dividiu bons momentos na cozinha e que lhe ensinou pratos e segredos culinários, inclusive, de outros países. INGREDIENTE EMOCIONAL Além disso, sua primeira rabada foi muito elogiada, especialmente pelo marido, algo que fermentou seu prazer por cozinhar. Revista Coop | 21 | Abril 2021


Para quem está iniciando, esse retorno positivo é muito importante, segundo Marlene, pois incentiva a pessoa a pegar gosto pela culinária. “Comigo foi assim, e ainda hoje lido com as panelas com o maior carinho e capricho, não pra receber aplausos, mas pelo prazer de ver a família satisfeita e feliz ao redor da mesa”, acrescenta. Criativa, gosta de inventar moda para dar um toque diferente às receitas tradicionais, como a adição do queijo ralado em sua polenta. “Faz toda a diferença ao paladar”, explica. Persistente, não se frustra quando o preparo de uma nova receita dá errado. “Às vezes, eu apanho, mas vou tentando até chegar ao ponto certo”, sustenta. Ousada, é capaz de fazer sozinha um banquete em datas comemorativas. “Foi assim em um dos meus aniversários, quando servi nhoque com costela no bafo e frango ao forno para 50 pessoas”, conta. Assim é dona Marlene, a mãe de Edson e Cristiane, que divide residência entre Santo André e Bauru, cidade do interior paulista. Do alto de seus 69 anos, sonha em ter um quiosque na praia para levar suas especialidades aos clientes, entre elas, moqueca, caldeirada, frutos do mar, lagosta e bobó de camarão. “Eu já tive uma lanchonete e um pesqueiro, onde servia, além de iscas de peixe, rã empanada e leitão à pururuca. Entre todos os preparos que já fez e criou na vida, a cooperada diz não ter nenhum para dizer que seja seu preferido. “É que eu sou fã da minha comida, gosto de todos”, admite. Revista Coop | 22 | Abril 2021

Foto: Fresh Imagem

GASTRONOMIA

Rabada com polenta INGREDIENTES

n 2 ou 3 rabos magros de boi n 300 g de bacon

n 2 cebolas grandes cortadas em quatro n 2 pacotes de molho de tomate n Óleo a gosto

n 1 maço de cheiro-verde n 1 maço de agrião

n 5 batatas grandes cortadas em quatro n Sal a gosto

n 1 litro de água quente

Rabada com polenta Receita especialmente elaborada para Revista Coop

PREPARO DA RABADA Limpe bem a carne, tirando toda a gordura, corte em pedaços e deixe marinando na vinha d’alhos de um dia para o outro, coberto com filme plástico, na geladeira. Refogue o bacon na panela de pressão com um fio de óleo e acrescente os pedaços da rabada, adicionando a água quente até cobrir a carne. Reserve o restante da vinhad’alhos. Deixe a carne no fogo médio por uma hora e meia ou até que a carne fique no ponto de desfiar. Depois de cozida na pressão, mantenha no fogo médio e acrescente as batatas e cebolas. Junte metade do molho de tomate e 3 colheres cheias de vinha d’alhos. Mexa, ajuste o sal se necessário e volte à pressão por mais 5 minutos para cozinhar as batatas. Transfira a rabada para outra panela, preferencialmente a que você levará à mesa para servir, acrescente o restante do molho de tomate, mexa delicadamente para não amassar as batatas já cozidas, e finalize com salsa e cebolinha picadas e o agrião. Tampe a panela para o agrião murchar e incorporar ao molho. Veja na próxima página os ingredientes e o modo de preparo da vinha-d’alhos e da polenta.

Revista Coop | 23 | Abril 2021


GASTRONOMIA

INGREDIENTES PARA A VINHA D’ALHOS

n 250 ml de vinagre n 3 dentes de alho n 1 cebola grande

n ½ colher (sobremesa) de colorífico

n ½ colher (sobremesa) de páprica picante n 4 folhas de louro

n Alguns grãos de pimenta-do-reino n ½ colher (sobremesa) de

pimenta-calabresa

n ½ colher (sobremesa) de alecrim

n ½ colher (sobremesa) de tempero baiano n ½ colher (sobremesa) de manjericão n ½ colher (sobremesa) de sal

PREPARO Bata todos os temperos no liquidificador e despeje na carne. INGREDIENTES DA POLENTA

n 250 g de fubá

n 2 pacotes de queijo parmesão ralado n 5 colheres (sopa) de óleo n 250 ml de água fria n Sal a gosto

PREPARO Dissolva o fubá na água fria e misture bem. Reserve. Numa panela, frite o alho no óleo ou azeite e adicione o fubá. Cozinhe em fogo alto mexendo sempre. Acrescente 1 pacote de queijo ralado aos poucos e o sal. Assim que a polenta começar a desgrudar da panela, desligue. Transfira para uma tigela e cubra com o restante do queijo ralado. Revista Coop | 24 | Abril 2021

Turismo gastronômico O

Brasil não é só bonito e giSem sair de casa. gante por natureza, mas Da sua cozinha é também dono de uma diversipossível viajar dade culinária sem tamanho por pelos sabores das conta de influências culturais de inúmeros povos que aportaram comidas típicas por aqui, entre eles, portugueses, de qualquer alemães, italianos e espanhóis. região do país. Sem falar na contribuição dos inArrume as panelas dígenas e africanos na história da e corra pro fogão. gastronomia verde e amarela, que leva a fama de ser uma das melhores do mundo justamente pela variedade de preparos. É que cada pedacinho do nosso território tem sua peculiaridade e tradição culinária adaptada ao clima e à geografia. Entre as delícias mineiras, está o pão de queijo. Da culinária goiana vem um empadão divino, enquanto os baianos brilham não apenas com o acarajé, mas com outros preparos que caíram no gosto popular, como o bobó de camarão. Da mesa dos paulistas, o virado e o cuscuz são os destaques, da mesma maneira que a feijoada e o biscoito de polvilho são creditados aos cariocas. E, assim, como não poderia deixar de ser, as iguarias de cada região ou mesmo estados são disseminadas do norte para o sul ou vice-versa. Tanto é que a nordestina tapioca virou febre em São Paulo e no Rio de Janeiro e o churrasco gaúcho está presente hoje na grelha de todo brasileiro, seja qual for seu código de endereçamento postal. Só que nessa viagem para além das fronteiras de batismo, não é raro a grande maioria dos pratos sofrer adaptações ao longo do percurso. Seja por conta da

dificuldade de encontrar um dos ingredientes da receita original ou simplesmente por questão de gosto mesmo. A receita do cuscuz paulista, por exemplo, tem sardinha como carro-chefe, já a dos mineiros usa frango e incorpora até caldo de feijão. Bem diferente do cuscuz do Nordeste, onde é preparado numa cuscuzeira com farinha de milho temperada com sal e cozida no vapor, podendo levar manteiga e leite de coco para umedecer. É o café da manhã da maioria dos nordestinos.

Fotos: Shutterstock

TEMPERO À MODA DA CASA Sentiu um gostinho de coentro ao levar algum alimento à boca? Pode ter certeza absoluta de que a iguaria é típica do Norte, Nordeste ou Espírito Santo. É a erva mais apreciada nessas regiões, enquanto no Sul e Sudeste a salsa e a cebolinha dominam os preparos. Não que o coentro, trazido ao Brasil na bagagem dos imigrantes portugueses, seja desprezado nas feiras livres e supermercados de São Paulo, até porque tem muito nortista, nordestino e capixaba por aqui. Revista Coop | 25 | Abril 2021


GASTRONOMIA

DE NORTE A SUL

O berço do arroz carreteiro é Minas Gerais ou São Paulo? Com a viagem dos pratos típicos por todo o território nacional, muita gente pode confundir ou nem sequer conhecer a região de origem de alguns pratos. SUL: então, fique sabendo que o arroz carreteiro é do Rio Grande Sul, embora os mineiros e paulistas também tenham suas versões. O original surgiu de uma comida inventada pelos transportadores de carga que atravessavam o sul do Brasil em carretas puxadas por bois. Durante a jornada, eles cozinhavam em panela de ferro uma mistura de charque com arroz, um jeito prático de se alimentar até encontrar um paradouro para se fartar de um bom churrasco, outra iguaria típica gaúcha. Da região Sul vem também o barreado, prato nascido no litoral paranaense, além das caldeiradas de peixe e as tortas de maçã de Santa Catarina, introduzidas pela imigração alemã. SUDESTE: uma das comidas típicas mais conhecidas e populares da culinária brasileira, a feijoada é obra dos cariocas, que se encarregaram de difundir o prato no século XIX. Caldo verde, picadinho e canjiquinha são outras especialidades do Rio de Janeiro. Minas Gerais é conhecida pela típica comida caseira, exemplificada com o tutu de feijão e frango com quiabo. Além de ser a terra do pão de queijo. Conhecida como Capital Gastronômica, a cidade de São Paulo tem de tudo um pouco, mas existem os pratos mais tradicionais e Revista Coop | 26 | Abril 2021

típicos da cidade, como o virado à paulista, servido às segundas-feiras em bares e restaurantes. Os italianos foram os que mais contribuíram para a formação da culinária paulista com pratos populares como nhoque, canelone, lasanha, pães e pizza. CENTRO-OESTE: a galinhada, uma mistura de arroz, pequi (ou guariroba) e galinha, vem da culinária goiana, enquanto o caldo de piranha é prato típico da culinária mato-grossense, enquanto o puchero, espécie de cozido proveniente da Argentina, integra as delícias de Mato Grosso do Sul. NORDESTE: a presença africana é nítida na alimentação baiana, identificada no vatapá, sarapatel, caruru, acarajé, bobó de camarão, xinxim de galinha, moqueca de peixe. Na dieta pernambucana, destaque para a carne de sol e a buchada de bode, enquanto na cearense a carne de sol, baião de dois e feijão-verde são os pratos mais típicos. NORTE: tapioca e pato no tucupi são as iguarias mais conhecidas e que avançaram fronteiras para outros estados do Brasil, mas o bolo de macaxeira, maniçoba e caruru muita gente fora da região também já comeu ou ouviu falar. Outro ingrediente que figura na maioria das comidas típicas de lá são os peixes de água doce por conta de suas características geográficas, favorecidas com várias bacias e rios, facilitando assim a pesca. Agora que você descobriu as origens de algumas delícias típicas do Brasil, é hora de colocar a mão na massa e preparar uma delas. A gente traz aqui algumas versões de pratos típicos, assinadas pelos especialistas das panelas para você provar.

Fotos: Shutterstock

Barreado

Por Leonardo Roncon, chef de cozinha INGREDIENTES

n 2 kg de acém

n 4 dentes de alho amassados n Cominho a gosto n Sal a gosto

n Pimenta-do-reino a gosto n 500 g de bacon

n 2 cebolas grandes

n 4 tomates sem pele e

sem sementes cortados em pétalas

n 2 folhas de louro n Salsa a gosto

PREPARO Corte a carne em cubos grandes e tempere com o alho, o cominho, o sal e a pimenta-doreino. Em uma panela de barro, faça uma camada de bacon, uma camada de carne, uma camada de cebola, outra de tomate e acrescente as folhas de louro, a salsa e cebolinha picadas. Repita o processo com todos os in-

n Cebolinha a gosto n 350 ml de vinagre n 350 ml de água

n 1 kg de farinha de trigo n 700 ml de água

gredientes. Acrescente o vinagre, 350 ml de água e tampe a panela. Misture a farinha e restante da água até obter uma massa homogênea e vedar a tampa da panela. Leve ao forno por no mínimo 4 horas. Dica: acompanham banana frita e farofa de calabresa. Revista Coop | 27 | Abril 2021


GASTRONOMIA

Vaca atolada

Por chef Leonardo Roncon PREPARO Tempere a costela com sal e pin 1 kg de costela de vaca n Tomilho a gosto menta. Em uma panela aquecida n Sal e pimenta-do-reino a n 2 folhas de louro coloque azeite e sele a carne por gosto n Sálvia a gosto cerca de 10 minutos. Adicione o n Azeite a gosto n 1 lata de tomate pelado alho e doure. Acrescente a cebola, n 4 dentes de alho n 1 litro de caldo de carne n 2 cebolas n 1 kg de mandioca o alho-poró, o salsão, a cenoura, o n 2 talos de alho-poró n 100 g de ora-pro-nóbis tomilho, o louro e a sálvia. Misture n 1 talo de salsão n Cebolinha a gosto bem, adicione os tomates, ajuste os n 2 cenouras n Salsa a gosto temperos e despeje o caldo de carne. Deixe em panela aberta e cozinhe por cerca de 2 horas. Em panela de pressão, reduza o tempo para 1 hora. Assim que a carne estiver cozida, adicione a mandioca e deixe cozinhar por mais 25 minutos. Retire do fogo e adicione o ora-pro-nóbis e misture. Finalize com cebolinha e salsa. INGREDIENTES

Moqueca

Por Txai Resort Itacaré PREPARO Ferva o polvo em água com o louro n 400 g de polvo n 2 dentes de alho amassados e o vinho branco por 1 hora e meia n 400 g de anéis de lula n Molho de pimenta e deixe esfriar na própria água de malagueta a gosto n 400 g de camarão médio cocção. Corte em pedaços médios. limpo n Tomates fatiados e picados n 200 g de mexilhão limpo n 1 pimentão verde fatiado e Tempere os anéis de lula, os cama1 picado n 5 folhas de louro rões médios e os mexilhões com n 100 ml de vinho branco n 2 cebolas fatiadas e 1 picada sal, pimenta-do-reino e limão. Em n Suco de limão n 1 garrafa de leite de coco uma panela de barro, coloque 1 co(200 ml) n Sal e pimenta-do-reino a lher do azeite de dendê, a cebola gosto n 3 colheres (sopa) de azeite picada, o pimentão verde picado e de dendê n 3 colheres (sopa) de os dentes de alho amassados. Recheiro-verde picado (cen Folhas de coentro para fogue tudo em fogo médio. Acresdecorar bolinha, salsa e coentro) cente o tomate picado, o cheiroverde, o leite de coco e as 2 colheres de azeite de dendê. Quando começar a ferver, junte os frutos do mar já temperados e deixe cozinhar por 10 minutos. Para servir, coloque as fatias de tomate, de cebola e de pimentão e as folhas de coentro em cima da moqueca para decorar.

Foto: Fresh Imagem

INGREDIENTES

Vaca atolada Receita especialmente elaborada para Revista Coop

Revista Coop | 28 | Abril 2021

Revista Coop | 29 | Abril 2021


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GASTRONOMIA

Tutu de feijão e tomates assados

Por Claudete Brescancini INGREDIENTES

n 4 xícaras (chá) de feijão

preto cozido e temperado

n 50 g de bacon picado em

Baião de dois

cubinhos

n ½ xícara (chá) de farinha de

Por Claudete Brescancini

mandioca

n 5 tomates maduros

INGREDIENTES

cortados em fatias no

n 200 g de bacon em cubinhos

sentido do comprimento

n 250 g de carne-seca cozida e desfiada

n 1 colher (sopa) de alho

n 2 linguiças calabresas picadas

triturado

n 3 colheres (sopa) de cebola picada

Foto: Shutterstock

n 3 colheres (sopa) de azeite

Feijão tropeiro

Por Claudete Brescancini, culinarista INGREDIENTES

n 150 g de bacon em cubinhos n 1 colher (sopa) de óleo

n 1 linguiça calabresa picada

n 3 colheres (sopa) de cebola picada n 1 colher (chá) de alho

n 1 colher (chá) de tempero pronto ou sal n 4 xícaras (chá) de feijão cozido sem o

caldo

n 5 folhas de couve picada n 3 ovos

n 1 xícara (chá) de farinha de mandioca n Cheiro-verde picado a gosto

Revista Coop | 30 | Abril 2021

PREPARO Frite o bacon no óleo e junte a linguiça. Na gordura que sobrou, refogue a cebola e o alho com o tempero pronto. Adicione o feijão e deixe tomar gosto por alguns minutos. Afaste o feijão para um dos lados da panela e acrescente a couve picada. Deixe refogar. Abra um novo espaço entre os ingredientes e coloque os ovos, mexendo para que fiquem em pedaços. Acrescente a farinha de mandioca, misture bem e junte o cheiro-verde.

n 1 colher (chá) de sal

n 1 colher (chá) de orégano

PREPARO Numa tigela, coloque os tomates e junte o azeite, o alho, o sal e o orégano e misture bem. Espalhe uma camada de tomates numa assadeira e leve para assar por 30 minutos em forno (250 ºC) até que fiquem macios e as beiradas douradas. Frite o bacon numa frigideira, bata o feijão no liquidificador e agregue à frigideira. Deixe ferver e vá engrossando com a farinha de mandioca. Coloque o tutu de feijão preto numa travessa e cubra com os tomates assados.

n 2 dentes de alho esmagados n 1 tomate picado

Rubacão

Por Melchior Neto, chef de cozinha INGREDIENTES

n ½ kg de feijão-de-corda

n ½ pimentão picado

n 1 xícara (chá) de arroz branco

n 300 ml de creme de leite

cozido (al dente)

n 1 linguiça calabresa fatiada

n Coentro picado a gosto

fresco

n 250 g de carne-seca picada

n 250 ml de leite integral

n 1 cebola pequena picada

n 2 colheres (sopa) de manteiga

n 1 tomate

n 150 g de queijo de coalho

PREPARO Em uma panela, coloque a manteiga, a carne-seca e a linguiça para fritar e dourar. Acrescente a cebola, o tomate e o pimentão e deixe refogar. Adicione o arroz e frite por 2 minutos para só então juntar o feijão. Cubra os ingredientes com o leite e deixe até o arroz cozinhar. Depois que tudo estiver cozido, acrescente o queijo coalho e o coentro e finalize com o creme de leite.

n 1 xícara (chá) de pimentão vermelho em

cubinhos

n 4 xícaras (chá) de feijão fradinho cozido n 2 xícaras (chá) de arroz

n 5 xícaras (chá) de água fervente n 1 colher (chá) de sal

n 200 g de queijo coalho em cubinhos n Cheiro-verde ou coentro a gosto

PREPARO Numa panela, frite o bacon com as linguiças e a carne-seca. Acrescente o alho, a cebola, o tomate, o pimentão e o feijão cozido. Misture bem para juntar o arroz, o sal e água. Tampe a panela e deixe cozinhar até o arroz ficar macio. Junte o queijo coalho em cubinhos e o cheiro-verde ou coentro a gosto. Misture bem e sirva.

Revista Coop | 31 | Abril 2021


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GASTRONOMIA

Cuscuz de frango com bacon e palmito Por Guga Rossi, chef de cozinha INGREDIENTES

n 3 xícaras (chá) de farinha de milho

n 3 xícaras (chá) de frango cozido e desfiado n ½ xícara de bacon em cubos n 4 colheres (sopa) de azeite n 1 cebola picada n 1 dente de alho

n ½ pimentão verde picado n 1 lata de milho escorrido

n ½ lata de ervilha escorrida

n ½ xícara (chá) de azeitona verde picada n 1 tomate picado

n 1 xícara (chá) de palmito picado

n ½ xícara (chá) de molho de tomate n 1 e ½ xícara (chá) de água morna

n Sal, pimenta-do-reino e cheiro-verde a gosto n Óleo para untar

PREPARO Aqueça uma panela com o azeite e frite o bacon. Retire, reserve e aproveite a gordura para refogar a cebola e o alho, seguidos do pimentão até que fique murcho. Acrescente o milho, a ervilha, a azeitona e o tomate e refogue por 3 minutos. Agregue o frango, o palmito e o bacon e refogue por mais 2 minutos. Junte o molho de tomate e a água e cozinhe por mais 3 minutos. Adicione a farinha de milho, tempere com sal, pimenta e cheiro-verde a gosto e cozinhe por 3 minutos ou até engrossar.

Revista Coop | 32 | Abril 2021

Cuscuz de frango com bacon e palmito Receita especialmente elaborada para Revista Coop Revista Coop | 33 | Abril 2021


GASTRONOMIA

Bobó de camarão

Por Janete Campos, culinarista INGREDIENTES

n 1 kg de mandioca cozida

n 1 vidro de leite de coco (200 ml) n 2 colheres (sopa) de azeite n 1 cebola picada

n 1 dente de alho picado

n 1 pimentão verde picado

n ½ kg de camarão médio limpo

PREPARO DA ABÓBORA Tire a tampa e as sementes. Coloque a abóbora num prato e leve ao micro-ondas com 3 colheres (sopa) de água. Cozinhe por 15 a 20 minutos até ficar macia. Reserve.

n 1 xícara (chá) de molho de tomate

PREPARO DO BOBÓ Limpe o camarão, tempere com n 1 colher (sopa) de azeite de dendê sal e limão e reserve. Cozinhe a n 1 abóbora moranga média mandioca com água e sal até fin 200 g de queijo catupiry car macia. Deixe esfriar um poun Sal e limão para temperar co e bata no liquidificador com um pouco da água do cozimento. Reserve. Em uma panela, coloque o azeite e refogue a cebola, o alho e o pimentão. Acrescente o molho de tomate e cozinhe por alguns minutos, incorporando o leite de coco e a mandioca. Deixe por mais 5 minutos no fogo e acrescente o camarão e o azeite de dendê, finalizando com o coentro. Coloque a mistura no interior da abóbora, cubra com catupiry e leve ao forno para gratinar.

Foto: Fresh Imagem

n 1 colher (sopa) de coentro

Revista Coop | 34 | Abril 2021

Bobó de camarão Receita especialmente elaborada para Revista Coop

Revista Coop | 35 | Abril 2021


GASTRONOMIA

Foto: Fresh Imagem

Empadão goiano Receita especialmente elaborada para Revista Coop

Empadão goiano Por Janete Campos

INGREDIENTES DA MASSA

n 3 xícaras (chá) de farinha de

n ½ xícara (chá) de óleo

n ½ xícara (chá) de manteiga

n 1 colher (chá) de sal

trigo

sem sal

n ½ xícara (chá) de leite

n 2 gemas

n 1 colher (sopa) de fermento

em pó

PREPARO Misture todos os ingredientes até formar uma massa. Abra com rolo e forre uma assadeira, reservando um pouco da massa para formar a tampa do empadão. Pincele com uma gema. INGREDIENTES DO RECHEIO

n 1 peito de frango cozido e

n 200 g de queijo meia-cura

n 1 linguiça fresca toscana sem

n 5 azeitonas picadas em

n 1 cebola picada

n 2 ovos cozidos picados em

desfiado (200 g) pele (200 g)

n 2 tomates picados sem

sementes

n 3 colheres (sopa) de azeite

n ½ caixinha de creme de leite

fatiado

rodelas

rodelas

n 1 xícara (chá) de guariroba

aferventada em rodelas (pode ser substituída por palmito)

PREPARO Refogue a linguiça no azeite e acrescente a cebola, o tomate e o frango. Acerte o sal e despeje o creme de leite. Reserve. MONTAGEM Na forma forrada com a massa, coloque o recheio intercalado com o queijo, azeitonas, ovos e a guariroba ou o palmito. Feche a torta com a massa reservada e pincele com a gema. Asse em forno (180 ºC) até dourar por 30 a 40 minutos.

Revista Coop | 36 | Abril 2021

Revista Coop | 37 | Abril 2021


GASTRONOMIA

Foto: Shutterstock

Bombocado de mandioca

Por Ana Maria Tomazoni, chef da Escola Saber&Sabor Gastronomia PREPARO Passe a mandioca no n 1 kg de mandioca sem casca ralo grosso e, aos poun 200 g de leite de coco (1 vidro) cos, coloque sobre um n 2 xícaras (chá) de açúcar pano fino e esprema n 1 e ½ xícara (chá) de água bem, desprezando o lín 2 colheres (sopa) de manteiga quido formado. Mistun 1 pitada de sal n 3 ovos inteiros batidos re à mandioca ralada n 100 g de coco fresco ou seco flocado 1/2 xícara do leite de coco, a água, o coco ralado, o açúcar, o sal, a manteiga derretida e os ovos. Coloque a mistura em forma untada com margarina e açúcar e leve para assar por 50 minutos ou até dourar bem. Retire o bolo do forno e regue com o restante do leite de coco. Leve ao forno por mais 5 minutos. Deixe esfriar e sirva. INGREDIENTES

Dadinhos de tapioca Foto: Shutterstock

Por Mônica Watson e Silvia Vieira, da Herbal Nutrition

Arroz carreteiro Por Guga Rossi

INGREDIENTES

n 1 cebola grande picada

n 1 gomo de linguiça calabresa

n 2 xícaras (chá) de arroz

n 1 gomo de linguiça de pernil picada

n 3 dentes de alho picados n 500 ml de caldo de carne (pode

ser de tablete)

n 100 g de bacon picadinho n 250 g de carne-seca

Revista Coop | 38 | Abril 2021

picada

n 1 tomate sem semente picado n 1 xícara (chá) de queijo coalho n Salsinha e cebolinha a gosto

n Sal e pimenta-do-reino a gosto

PREPARO Dessalgue a carne-seca. Em uma panela, frite o bacon e as linguiças. Retire da panela e, na mesma gordura, refogue a carne-seca com um pouco da cebola. Reserve. Na mesma panela, refogue o arroz com o restante da cebola e o alho e cozinhe no caldo de carne.

Ajuste o sal e pimenta a gosto. Depois que o arroz estiver cozido, misture todas as carnes, os tomates, o queijo coalho, a salsinha e a cebolinha. Dica: doure o queijo coalho em uma frigideira antiaderente para dar crocância e um colorido a mais para o prato.

PREPARO Retire os espetos do n 500 g de tapioca granulada queijo coalho e passe n 1 litro de leite no ralador. Reserve. n 1 pacote (400 g) de queijo coalho Misture todos os inpara churrasco gredientes numa tigen 1 colher (café) de sal la. Leve o leite para n 50 g de parmesão ralado (opcional) n 1 colher (sopa) de sementes de chia ferver e despeje aos n 1 colher (sopa) de linhaça dourada poucos na mistura da n 1 colher (sopa) de gergelim branco tigela, formando uma torrado massa grossa. Forre uma forma com papelfilme e distribua a massa com a ajuda de uma colher. Cubra com papel-filme e acerte bem apertado com as mãos. Quando esfriar, leve para a geladeira por 4 horas. Leve ao forno (200 ºC) sem esquecer de virar os quadradinhos. INGREDIENTES

Revista Coop | 39 | Abril 2021


BOA SAFRA

Da cor do chocolate Nunca provou giombo? Provavelmente, sim, já que é o tão conhecido caqui-chocolate, fruta bem conhecida e apreciada pelo doce sabor da polpa.

D

CELI EZELLNER

iferentemente de outras frutas, como maçã e banana, encontradas com facilidade o ano inteiro, o caqui tem época certa para brilhar nas bancas da feira, sacolões e supermercados. O pico da safra se dá agora, entre os meses de março e maio, e, com boa oferta, os preços despencam. Então, é o momento de comprar, seja para consumir ao natural ou preparar doces e outras delícias com a fruta. Na hora da escolha, muita gente tem dado preferência ao tipo giombo, ou caqui-chocolate – como é mais conhecido na linguagem popular –, devido à sua coloração amarronzada, que lembra a cor do doce. Na verdade, a polpa marrom é provocada pelas sementes que recheiam essa variedade e que surgem após o processo de polinização das flores que dão origem aos frutos. Elas liberam compostos orgânicos chamados fenóis que têm a capacidade de insolubilizar o tanino – substância que dá aquela amarração na boca e que está presente na maioria dos tipos de caquis –, removendo assim a adstringência da polpa. Revista Coop | 40 | Abril 2021

Como consequência, causa oxidação, escurecendo a polpa conforme a quantidade de sementes. O resultado de todo esse processo é uma fruta com consistência firme, crocante e doce, a depender também do número de sementes presentes na polpa, pois, quanto mais, menos tanino contém, ficando mais agradável ao paladar. NUTRIENTES PRA DAR E VENDER Assim como os demais caquis, o giombo carrega bons nutrientes e uma dose caprichada de fibras. A nutricionista Juliana Gonçalves destaca a presença das vitaminas A e C, além de potássio. “Os compostos bioativos do caqui possuem efeito antioxidante, atuando na qualidade da visão, na saúde da pele e dos dentes e contra o envelhecimento precoce das células”, diz. Mas, como é uma fruta que contém bastante açúcar, não vale exagerar. “O ideal é consumir pelo menos três tipos de frutas ao dia procurando variar, já que todas são benéficas e carregam nutrientes semelhantes, mas em quantidades diferentes”, explica. A melhor forma de consumo é ao natural, mas o suco de caqui também fica muito gostoso, assim como a geleia e o bolo, duas sugestões da nutricionista. Confira as receitas:

Fotos: Shutterstock

Geleia de caqui Ingredientes: 4 caquis, 4 colheres (sopa) de açúcar e ½ limão. Preparo: limpe e bata os caquis em um mixer ou no liquidificador até obter um creme uniforme. Em uma panela, coloque os caquis batidos, o açúcar e o suco do limão. Cozinhe em fogo baixo por 30 minutos, mexendo de vez em quando para não grudar até obter consistência de geleia. Retire do fogo e leve à geladeira para resfriar.

Bolo de caqui Ingredientes: 2 caquis, 2 ovos, 3 colheres (chá) de açúcar, 3 xícaras (chá) de farinha de trigo, ⅓ de xícara (chá) de nozes picadas, 3 xícaras (chá) de leite e 2 colheres (chá) de fermento. Preparo: descasque as frutas, tire as sementes e pique. No liquidificador, coloque os ovos, o leite, os caquis e o açúcar. Bata até ficar homogêneo e reserve. Aos poucos, misture a farinha de trigo e as nozes. Podese usar a batedeira. Por último, acrescente o fermento e misture bem. Em uma forma untada com óleo coloque a massa do bolo e leve ao forno médio por 40 minutos. Revista Coop | 41 | Abril 2021


GASTRONOMIA

Chocolate reciclado O

IVANILDE SITTA

coelho só lhe trouxe um ou dois? Aí, não dá para inventar e fugir do consumo no formato original. Pedacinho por pedacinho ao longo da semana. Mas, quando a família tem um ou mais filhos, que ganham ovos de chocolate dos pais, das madrinhas, das titias e dos avós, o Domingo de

Revista Coop | 42 | Abril 2021

Páscoa termina com uma montanha deles espalhada pela casa. Tudo bem que o prazo de validade do produto é elástico, mas que tal empregar parte das sobras no preparo de bolos, tortas, brigadeiros e outros preparos? Experimente quebrar a casca em pedacinhos e adicionar no café, no cappuccino ou usar como substituto do achocolatado adicionado no leite das crianças. O único problema é a família gostar a ponto de querer todo dia. Se, mesmo assim, você considerar que a generosidade do coelho foi bem superior às necessidades da família, faça sua boa ação do mês, doando uma parte para quem você quiser.

Foto: Shutterstock

Transforme as sobras de ovos de Páscoa em novos preparos para não desperdiçar um só tiquinho dessa delícia dos deuses.

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GASTRONOMIA

Fotos: Shutterstock

Verrine de Páscoa (pavê no pote)

Torta especial de Páscoa

Por Percilia Vieira, influencer digital

Por Sílvia Branconaro, influencer digital PREPARO DO

INGREDIENTES

RECHEIO

n 1 Bolo de Páscoa Snickers Bauducco

Chocolomba Maxi 650 g

n 2 pacotes de 80 g de biscoito Choco

Biscuit ao Leite Bauducco

INGREDIENTES DO RECHEIO

n 300 g de chocolate meio amargo derretido n 200 g de creme de leite (caixinha) n 2 colheres (sopa) de cacau em pó

n 2 envelopes de gelatina incolor sem sabor n ½ xícara (chá) de água

n 1 colher (café) de aroma de baunilha n 500 ml de creme de leite fresco n 100 g de açúcar

INGREDIENTES DA COBERTURA n 200 g de chocolate derretido

n 200 g de creme de leite (caixinha)

Em um recipiente misture o chocolate derretido, o creme de leite, o cacau, a gelatina incolor hidratada na água e a baunilha. Bata o creme de leite fresco com com o açúcar na batedeira até obter uma consistência firme. Misture tudo delicadamente. Reserve. PREPARO DA COBERTURA

Misture os dois ingredientes e reserve. MONTAGEM Unte uma forma de fundo removível. Corte o bolo pascal em fatias suficientes para forrar o fundo da forma e, por cima, aplique uma camada de recheio. Corte em cubos o restante do bolo pascal e misture ao restante do recheio. Coloque na forma e leve para gelar por pelo menos 2 horas. Retire da geladeira e aplique a cobertura. Desenforme e distribua os biscoitos Choco Biscuit ao Leite Bauducco em toda a lateral.

Revista Coop | 44 | Abril 2021

Pavê de chocolate

Por Sandra Chemim, nutricionista do Centro Universitário São Camilo INGREDIENTES

n 1 lata de creme de leite

n 1 lata de leite (a mesma medida da lata de

creme de leite)

n 2 latas de leite condensado n 2 gemas

n 2 colheres (sopa) de maisena

n 3 colheres (sopa) de chocolate em pó ou

achocolatado

n 1 pacote de biscoito de maisena n Leite para molhar os biscoitos

n Raspas de chocolate (opcional)

n Manteiga sem sal ou margarina, só para dar

o ponto

PREPARO Numa panela, coloque uma lata de leite condensado, as gemas, a maisena e o leite. Misture bem, leve ao fogo e mexa até formar um creme. Reserve. Em outra panela, coloque a outra lata de leite condensado com um pouco de margarina e o achocolatado. Deixe no fogo até formar um creme do tipo brigadeiro. Desligue e junte o creme de leite. MONTAGEM Forre uma travessa com o creme branco, adicione os biscoitos embebidos no leite e acrescente o creme de chocolate. Finalize distribuindo raspas de chocolate. Deixe no congelador por 2 horas antes de servir.

PREPARO INGREDIENTES Retire o recheio e quebre os biscoitos grosseiran 2 pacotes de biscoito Oreo n 1 lata de creme de leite sem mente, quebre também a barra de Laka e faça uma n 4 gemas soro farofa sem tritutar. Reserve. Numa tigela, coloque as n 500 ml de leite n 180 g de chocolate Diamante gemas, junte o amido de milho e o açúcar e misture n 3 colheres (sopa) de amido Negro n 90 g de chocolate Laka de milho bem com um batedor de arame até ficar liso. Reserve. n 1/2 xícara (chá) de açúcar n 1 colher (sopa) de manteiga Leve o leite para ferver em chama média, diminua o n 1 caixa de Amandita (200 g) gelada fogo e, aos poucos, de concha em concha, acrescente o leite quente à mistura de gemas, mexendo bem com o batedor de arame. Transfira a mistura para uma MONTAGEM panela e cozinhe por 3 minutos até engrossar. Devolva o Intercale as camadas começando com uma colher da creme de gemas à tigela, deixe amornar e leve à geladeira farofa de biscoito no fundo de sua taça ou copo, acrespor 1 hora. Aqueça o creme de leite no micro-ondas por 2 cente o creme, mais uma de farofa de biscoito, distribua minutos até levantar fervura e adicione o chocolate Diaalgumas Amanditas, outra camada de creme e cubra com mante Negro picado, formando uma ganache. Deixe desa ganache. Finalize com pedaços de chocolate Diamante cansar por 2 minutos para adicionar a manteiga, mexendo Negro. bem. Cubra com filme plástico e deixe gelar por 1 hora, no Dica: aproveite o recheio dos biscoitos para fazer um mínimo. brigadeiro.

Torta-brownie

Por Maria Antonia Accarino, culinarista INGREDIENTES

n 350 g de chocolate ao leite ou meio amargo n 1 e ½ xícara (chá) de manteiga ou margarina n 2 colheres (chá) de essência de baunilha n 3 ovos

n 1 xícara (chá) de açúcar

n 1 e ½ xícara (chá) de farinha de trigo n 1 colher (café) de sal

n 1 xícara (chá) de chocolate picado

PREPARO Em banho-maria ou no micro-ondas, derreta o chocolate e a manteiga. Junte a essência de baunilha e reserve. Bata os ovos com o

açúcar na batedeira até a massa ficar fofa e clara. Adicione o chocolate derretido e misture delicadamente. Aos poucos, junte a farinha de trigo peneirada com o sal e o chocolate picado e mexa delicadamente. Unte uma assadeira pequena com manteiga, polvilhe farinha de trigo, despeje a massa e asse em forno preaquecido (180º C) por aproximadamente 20 minutos. Ainda quente, corte em quadrados e sirva com sorvete de creme. Revista Coop | 45 | Abril 2021


GASTRONOMIA Foto: divulgação

Torta fredda

Por Cecília Victorio, chef de cozinha INGREDIENTES DA BASE

n 3 e ¼ xícaras (chá) de biscoito de

chocolate moído

n ½ xícara (chá) de margarina sem sal

amolecida

PREPARO Misture os ingredientes numa tigela até ficarem homogeneizados e forre uma forma com fundo falso com papel-manteiga. Coloque a mistura na forma e aperte com uma colher formando uma base. Leve ao forno por 10 minutos a 180 ºC. Retire do forno e deixe esfriar. INGREDIENTES DO RECHEIO n 400 ml de chantilly batido em

ponto médio

n 1/3 de xícara (chá) de açúcar de

confeiteiro

n 150 g de creme de ricota n 100 g de cream cheese

n 20 bolachas de chocolate picadas

grosseiramente

n 150 g de chocolate derretido

PREPARO Coloque o açúcar de confeiteiro numa tigela junto com o creme de ricota e o cream cheese. Mexa bem até formar um creme liso. Reserve uma parte do chantilly batido para decorar e despeje o restante no creme liso. Misture para incorporar todos os ingredientes e acrescente as bolachas picadas. MONTAGEM Depois da base resfriada, adicione o recheio na forma. Leve para gelar por 4 horas. Decore a superfície com chantilly batido e faça fios de chocolate derretido sobre a torta.

Fudge de frutas vermelhas Por Maria Antonia Accarino INGREDIENTES

n 500 g de chocolate branco n 200 g de leite condensado

n 200 g de frutas vermelhas desidratadas picadas n 50 g de castanha-de-caju picada

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PREPARO Pique o chocolate branco, coloque em um refratário com o leite condensado e leve para derreter no micro-ondas ou banho-maria. Adicione as frutas e a castanha-de-caju e misture bem. Coloque numa travessa forrada com papel-manteiga. Leve à geladeira por 2 horas. Tire e desenforme.


BELEZA

Além do rosto S

CELI EZELLNER

e você é daquelas que priorizam o rosto e não dão a mínima para cuidar do que vem bem abaixo do queixo, ai, ai, ai. Assim como a face, a zona do pescoço e colo é a primeira a estampar os sinais do avançar do tempo porque apresenta uma pele mais fina, com menos glândulas sebáceas e, portanto, mais desidratada. Soma-se a isso a constante exposição ao sol, vento e poluição para ter uma pele envelhecida bem antes da hora. Pior ainda é o pescoço, que tem o agravante do estresse mecânico que ocorre sempre que olhamos para baixo, como ao teclar em celulares e tablets. Revista Coop | 48 | Abril 2021

Foto: Shutterstock

O pescoço e a região do colo também precisam de cuidados intensivos para permanecerem jovens por mais tempo. O movimento frequente e repetitivo acelera o surgimento daquelas rugas horizontais, chamadas de colares de Vênus. Até a forma como dormimos, muitas vezes de bruços e com travesseiro inadequado, pode intensificar a formação dessas mal traçadas linhas. A hora do sono também pode favorecer o aparecimento das rugas no colo, principalmente para quem costuma dormir de lado. Com o passar do tempo, as dobras que se formam na pele durante a noite se tornam cada vez mais profundas, prejudicando a estética da região do decote. Igualmente indesejáveis são as pregas verticais que se destacam sob a pele do pescoço. Conhecidas como bandas platismais,

surgem em função da perda da densidade e flacidez do tecido cutâneo, deixando mais aparente o músculo platisma (de onde vem o nome das bandas). São bem evidentes em pessoas idosas, mas podem surgir mais cedo. CUIDADO COM TUDO Daí a necessidade de dispensar os mesmos tratamentos dados à face para essas regiões do corpo. Afinal, de que adianta manter a pele do rosto saudável, mais lisinha e bonita, se o pescoço e colo denunciam a idade ou até fazem com pareçamos mais velhas do que somos? O primeiro passo, claro, é o uso constante de filtro solar, independente da exposição ou não ao sol, como re-

comenda a cirurgiã plástica Luciana Pepino, especialista pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP). “Pode ser o mesmo aplicado no rosto, com fator FPS 30 ou superior, para proteger contra manchas, envelhecimento e câncer de pele”, orienta. Para não esquecer, basta dedicar um pouco mais de tempo à rotina diária de beleza adotada para o rosto, estendendo os cuidados para o pescoço e colo, já que geralmente os dermocosméticos utilizados na face também podem ser aplicados nessas regiões. Isso vale para loções tônicas e séruns tensores que contenham vitamina C, ácido hialurônico ou ácido retinoico, desde que de acordo com a recomendação do médico de confiança. “Pode-se também utilizar cremes específicos para essas regiões com composição mais rica em óleos justamente para repor a baixa produção de glândulas sebáceas da pele local”, acrescenta a médica. PELE RENOVADA Se o comprometimento já estiver em evidência no espelho, aí a alternativa é turbinar o tratamento. Para a região do colo, a médica recomenda a realização de peelings químicos ou mesmo o de cristal, que é mais suave. Ela explica que eles promovem a descamação das camadas mais danificadas da pele e estimulam a regeneração e renovação dos tecidos, além de intensificar a produção de colágeno. Os procedimentos tratam manchas, melasmas e cicatrizes e, para as rugas, a indicação é o peeling químico médio, pois atinge a derme, a camada intermediária da pele, produzindo um efeito mais satisfatório. Revista Coop | 49 | Abril 2021


BELEZA

SEU CORPO

Foto: Shutterstock

Os tratamentos com laser fracionado de CO2, luz pulsada e radiofrequência também são muito eficientes para rejuvenescer o colo, segundo Luciana Pepino. “As técnicas são diferentes, mas agem de forma semelhante, aquecendo as moléculas de água da região tratada, a fim de gerar calor na epiderme para estimular a produção de colágeno e consequente renovação do tecido”, esclarece. A ação permite que a pele adquira uma textura mais firme, combatendo flacidez e rugas. Esses procedimentos podem ser utilizados igualmente na área do pescoço, cuja aparência também pode ser beneficiada com aplicações de toxina botulínica. O botox, como é popularmente conhecido, ajuda a amenizar rugas e promove um efeito lifting. MAIS RADICAL Há cenários que só a cirurgia resolve. Para casos de papada, que dão o ar da graça quando há excesso de depósito de gordura abaixo do queixo, a médica indica as técnicas Revista Coop | 50 | Abril 2021

de lipoaspiração no sistema tradicional ou a laser, que tem a vantagem de apresentar efeito cauterizador nos vasos, o que diminui o sangramento local e os hematomas. “A técnica a laser também estimula a produção de colágeno, deixando a pele mais firme por combater a flacidez”, acrescenta a cirurgiã. Para pequenos acúmulos de gordura, a hidrolipo de papada é mais aconselhável, já que permite o uso de anestesia local e pode ser realizada em clínicas, diferentemente das outras opções, que requerem internação hospitalar. A hidrolipo também é conhecida como minilipo, lipo light e lipo fracionada. Já para a flacidez excessiva, quando a pele perde seu tônus e fica caída, dando o aspecto de pescoço de peru, na linguagem popular, a solução pode ser o lifting cervical ou cervicoplastia, cirurgia que também é muito eficiente para amenizar bandas platismais muito visíveis. “Em geral, é feito pela incisão abaixo do queixo para permitir o acesso à musculatura local, a fim de reposicionar os tecidos por meio de suturas, tracionando-os para cima”, comenta Luciana Pepino. Ela acrescenta que, no caso das bandas platismais, a sutura é feita especificamente no músculo chamado platisma para que não fique mais tão aparente. Também é possível associar o lifting cervical com a lipoaspiração da papada para obter um efeito rejuvenescedor mais completo. Opções para deixar essas regiões do corpo mais belas e jovens não faltam e, por isso, vale muito a pena consultar um especialista. Só ele poderá solucionar todas as dúvidas e indicar o melhor tratamento. Mas é preciso critérios antes de escolher o médico responsável.

Tchau à flacidez

Ivanilde Sitta Fotos: Shutterstock

O tríceps braquial, mais conhecido como músculo do tchauzinho, é uma região do braço que, quando não trabalhada, pode ficar flácida e incomodar até as mais magrinhas. Além da malhação, a dermatologista Roberta Zaffari adianta que as tecnologias para estímulo e desenvolvimento de massa muscular também são boas armas para tornear essas regiões, como o novo aparelho Z Field, que acaba de chegar ao Brasil. “Com ele, é possível atingir 36 mil contrações musculares em 30 minutos de tratamento”, destaca, acrescentando que o bioestimulador de colágeno também é uma alternativa interessante na busca por um braço mais firme.

Efeito platô

Todo mundo em processo de emagrecimento passa por isso. É uma reação do organismo chamada de termogênese adaptativa que leva o indivíduo a parar de perder peso, segundo explica a médica Bruna Marisa. “É como se o corpo entendesse, diante de uma dieta hipocalórica, que o melhor a fazer é diminuir o ritmo do metabolismo e gastar menos calorias como forma de autopreservação”. Só que dá para virar esse jogo. Sabe como? “Mudando as estratégias tanto de treino quanto alimentares periodicamente, em geral a cada dois meses, a fim de dar novos estímulos para o organismo continuar com a queima de gordura”, responde. Antes disso, porém, o ideal é avaliar se realmente se trata de efeito platô ou se você continua perdendo gordura, mas ganhando massa magra, uma troca das mais importantes e que pode não refletir no peso indicado na balança.

Dome o frizz

Aqueles fiozinhos arrepiados que se destacam entre os demais estragam qualquer penteado e o humor também, não é? Para acabar com eles, o melhor xampu é a proteção. A dica do cabeleireiro João Guilherme de Oliveira é usar sempre produtos que tenham proteção solar, incluindo um leave-in e finalizadores, além de xampus mais hidratantes, nos cuidados diários. No caso de cabelos ressecados por conta de procedimentos químicos, um bom corte pode auxiliar na recuperação dos fios. “Um jato de água fria ao final da lavagem ajuda muito também ao fechar as cutículas do cabelo e manter a hidratação por mais tempo, diminuindo o eriçado”, assegura.

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TOP 10

Traços & Truques Branca e negra, jovem e madura, normal, seca e oleosa. Conheça certos segredos na arte da maquiagem para valorizar seu tipo de pele.

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IVANILDE SITTA

ssim que surgem os primeiros raios de mulher (ou antes mesmo), a meninada começa a ensaiar sua habilidade na arte da maquiagem, contornando erros e comemorando acertos. Só não imaginam que até as mais experientes no assunto, com anos e anos de prática na aplicação do batom e Cia., ainda tropeçam diante do espelho. E, como não dá para contar com um profissional presencial todos os dias para ajudar na produção, alguns deles trazem aqui certas liçõezinhas para você aprender a valorizar sua beleza natural, além de darem soluções para os erros mais comuns cometidos pela mulherada.

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Básico dos básicos: para manter a pele saudável antes e depois da maquiagem, a pré-make é importantíssima e jamais vai sair de moda. Além de prevenir o entupimento de poros, ajuda a diminuir as linhas de expressão. São três etapas: limpeza, esfoliação/ tônico e hidratação. É fundamental, porém, que a mulher conheça seu tipo Revista Coop | 52 | Abril 2021

de pele para usar produtos específicos para sua necessidade. “A esfoliação deve ser feita até duas vezes por semana, usando o tônico nos demais dias”, adianta a influencer Juliana Motta.

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Livre e leve: é bom saber que as makes pesadas são coisa do passado. O maquiador Well Dias explica que a proposta de uns tempos pra cá é dar sutileza aos olhos, leveza aos lábios e um leve brilho ao rosto para garantir um ar o mais natural possível. A proposta não precisa ser adotada só em eventos simples ou rotineiros ou no ambiente do trabalho. Há várias opções para quem quer ousar em baladas, passeios, festas ou fotos. “A maquiagem natural cabe em qualquer ocasião", pontua o profissional.

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Aposte no primer: a falta dele pode explicar a razão de sua base ficar craquelada e apresentar aquele aspecto ressecado ao longo dia. A função do primer, segundo a influencer, é preparar a pele, dando uniformidade e proteção, para receber a base ou o BB cream.

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Corretivo correto: apostar num tom muito claro somente na região das olheiras pode causar o efeito inverso. Além da escolha de uma tonalidade mais próxima da base, Juliana Motta orienta que a aplicação seja feita no canto interno dos olhos até a aba do nariz, puxando para ficar um triângulo invertido. Dessa forma, corrige as olheiras, alonga e ilumina o rosto. Para não derreter, ela sugere aplicar um pó solto e levinho para selar, que garantirá ainda a durabilidade da make.

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Com qual base eu vou? Para não errar o tom, a influencer afirma que o ideal é testá-la na região próxima da mandíbula para mesclar o tom da face e do pescoço. Outro fator importante está relacionado ao subtom de pele, que pode ser quente, frio, neutro ou oliva. A divisão de acordo com tom e subtom de pele. “Isso irá determinar se você deve procurar bases rosadas ou amareladas. Na aplicação, evite o desperdício. Para tanto, comece pelo centro do rosto, dando batidinhas para esfumaçar para as extremidades”, Revista Coop | 53 | Abril 2021


TOP 10

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conselha. O maquiador Well dá a dica de apostar numa base de acabamento suave, como as de média cobertura, por exemplo. Outra opção que também funciona é o BB cream justamente por ter um efeito mais natural e levinho no rosto. “A ideia é esconder as imperfeições sem deixar o aspecto pesado no visual”, resume.

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Traço perfeito: quando se trata de delineador, alcançar a perfeição é tarefa que requer paciência. O maquiador ensina que, em vez de fazer um traço contínuo, o ideal é desenhar alguns pontinhos ou traços na pálpebra para servir como uma linha-guia. “A seguir, é só conectar cada um para criar o desenho que você quiser”, completa.

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Peles maduras: os cuidados são redobrados, já que o uso de produtos impróprios ou em excesso evidencia ainda mais as linhas de expressão. Entre outros recursos, o maquiador dá preferência para tons terrosos na aplicação da sombra, que, segundo ele, trazem formato e jovialidade, enquanto indica cílios postiços com ponteira maior para elevar o olhar. Já no uso do corretivo, ele costuma usar uma base bem fluida e leve, mas que permite criar camadas de cobertura nas partes necessárias.

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Peles negras: nas imperfeições da pele, a visagista Rosangela Rocha recomenda o corretivo de tom amarelado para disfarçar olheiras mais arroxeadas, enquanto o produto com uma tonalidade avermelhada auxilia na amenização de olheiras marrons.

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Máscara de cílios: o truque aqui, indicado por Well, é combinar uma máscara lavável com outra à prova d’água para evitar que escorra e possa manchar as pálpebras. “Concentre as máscaras na raiz dos cílios para um olhar marcante e jamais aplique somente nas pontas para não correr o risco de deixar aquele efeito de carne-seca”, avisa.

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Cara de saúde: blush e iluminador para garantir o ar corado, característico da maquiagem natural. Dê preferência aos tons mais rosadinhos ou bronze para o blush, concentrando a aplicação no meio das bochechas para o meio do rosto. A seguir, Well aconselha aplicar o iluminador nas têmporas, linha central do nariz, arco do cupido e cantinho interno do olho. Revista Coop | 54 | Abril 2021

Manchas mais escuras no rosto demandam corretivos que possuam o tom exato da pele, pois, do contrário, as partes incômodas podem ficar ainda mais em evidência. Ela sugere ainda o primer versão malte para aquelas com pele oleosa e com muitos poros.


BELEZA

Tudo tem limite

Investir na beleza física, inclusive com técnicas estéticas ou mesmo cirúrgicas, é algo saudável ao espelho e que eleva a autoestima. Desde que a expectativa seja real.

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CELI EZELLNER

om tantos rostos bonitos e corpos esculturais estampados em revistas, campanhas publicitárias e redes sociais, fica difícil não comparar algumas de nossas características físicas com as das celebridades que embelezam as mídias. É um comportamento normal. O problema é desejar e querer buscar a todo custo algo que é inatingível, já que o padrão de beleza atual, idealizado pela sociedade e disseminado pelos veículos de comunicação, nunca esteve tão distante da mulher comum. Até porque muitas fotos veiculadas na web são fake, retocadas por aplicativos de edição de imagem. Manter vigilância constante sobre o que é real ou não é importante para evitar os efeitos nocivos das redes, só que muita gente não faz esse filtro. Assim, muitas não limitam esforços para realizar cirurgias plásticas ou procedimentos estéticos a fim de conquistar a boca parecida com a da Angelina Jolie, o bumbum à la Paola Oliveira ou o cabelo ruivo da atriz Marina Ruy Barbosa. Tornam-se escravas da beleza e nem percebem que a ansiedade gerada por essa busca desenfreada pela perfeição aparente pode ser a causa de sintomas psicossomátiRevista Coop | 56 | Abril 2021

cos, como dores de cabeça e musculares, queda de cabelos, gastrite, entre outros transtornos até mais graves. Para sair desse círculo vicioso, é preciso fortalecer a estrutura emocional a fim de quebrar essa associação frequente entre beleza física e autoestima. BUSCA PELO EQUILÍBRIO “A terapia ajuda o paciente a se conhecer profundamente, percebendo os seus valores pessoais, morais e sociais, o que abre caminho para a autoaceitação e, por tabela, diminui a necessidade que ela sente de se encaixar em um corpo idealizado”, diz a psicóloga Célia Prado. Segundo a profissional, a partir do momento em que se trabalha o autoconhecimento, o indivíduo passa a entender que a autoestima não está ligada apenas à aparência, mas sim à maneira como ela se vê e se aceita e àquilo em que acredita. Nesse ponto há o equilíbrio. A pessoa deixa as preocupações com a aparência um pouco de lado para resgatar outras questões de natureza emocional, filosófica e intelectual que realmente impactam de forma positiva a autoestima. O meio-termo entre corpo e mente é essencial para que a pessoa encontre o limite entre o autocuidado com o visual e os exageros em tratamentos.

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A dermatologista Alessandra Romiti adianta que a busca por mudanças na aparência em si não é necessariamente nociva, porém, a obsessão é perigosa. “Tem paciente que por mais retoques que faça nunca fica satisfeito com a imagem refletida no espelho e, angustiado, quer sempre mais. Só que, às vezes, essa insistência pode causar deformação ou mudar muito a fisionomia a ponto de nem ele mesmo se reconhecer”, comenta. CAIU NA REDE É PEIXE Esse tipo de paciente é presa fácil de profissionais sem escrúpulos e, muitas vezes, sem especialização, que prometem o que não vão poder cumprir. Para lotar consultó-

rios, tais especialistas oferecem condições de pagamento vantajosas e marginalizam procedimentos, transformando sonhos em pesadelos. Causam problemas que vão desde a má cicatrização a erros graves, como cortar pálpebras em excesso numa cirurgia de blefaroplastia, por exemplo, fazendo com que o paciente não consiga fechar os olhos. É por isso que antes da realização de qualquer procedimento estético, seja cirúrgico ou não, é importante a escolha de um profissional competente e ético, que jamais irá realizar intervenções somente porque o paciente deseja o mesmo procedimento que virou moda na internet entre blogueiras e influencers, por exemplo. Revista Coop | 57 | Abril 2021


BELEZA

DE BEM COM A VIDA

Ivanilde Sitta Fotos: Shutterstock

Foto: Shutterstock

Sem distrações

Livre das armadilhas Antes de sair à procura do especialista, é importante fazer uma autoanálise. Será que você realmente precisa se submeter a algum tratamento? As suas sobrancelhas, lábios, olhos, bumbum ou mamas não precisam ser iguais ao do outro para serem bonitos. A decisão de realizar procedimentos estéticos envolve muitas escolhas que devem seguir critérios rigorosos, especialmente nos casos de cirurgia plástica. A mais importante é selecionar um cirurgião qualificado e de confiança. Nesse momento, além da certificação médica, “Omédico especialista avalia com critérios a anatomia, o formato do rosto e do corpo de cada paciente para que os resultados não fiquem inadequados. E mais: ele conversa, orienta, expõe ao paciente os prós e contras, os riscos envolvidos, enfim, faz uma análise consistente e procura sempre frear os excessos”, diz a médica Alessandra Romiti, do Departamento de Cosmiatria Dermatológica da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

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procure por afiliações. A categoria de membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) insere o profissional dentro da elite da especialidade. Segundo o órgão, um cirurgião-membro da SBCP é a garantia do paciente de que escolheu um médico com treinamento completo em cirurgia de, no mínimo, cinco anos, sendo três em cirurgia plástica, que engloba todos os tipos. Além disso, é um profissional submetido a um código estrito de ética e que opera apenas em instalações médicas credenciadas. A escolha de um especialista com essas qualificações pode assegurar uma cirurgia mais tranquila e com menos riscos. Isso porque o profissional responsável tomará todos os cuidados necessários para que o procedimento só aconteça em situações de extrema segurança, considerando a condição de saúde do paciente, a infraestrutura e a equipe médica do local, além da própria experiência na realização da técnica. Ela acrescenta ainda que o bom profissional é capaz, inclusive, de perceber quando o acompanhamento psicológico deve ser envolvido, porque o culto ao corpo, em alguns casos, esconde problemas emocionais que vão muito além da melhoria da aparência. “O bem-estar do paciente deve sempre estar em primeiro lugar e, às vezes, trabalhar em parceria com outras áreas médicas pode ajudar muito nesse sentido”, ressalta.

Você já acordou (ou nem dormiu direito) ansioso e preocupado com um projeto inacabado, um e-mail que deixou de enviar ou uma reunião que não conseguiu marcar? Pendências drenam nossa energia e, às vezes, interrompem o sono e a paz de espírito. Para que o cérebro fique mais tranquilo, só precisamos dizer a ele quando faremos o que ele está nos lembrando. “Construir um plano para lidar com uma tarefa inacabada faz uma enorme diferença em nossa capacidade de foco, já que não se trata de saber o que precisa ser feito, mas de decidir quando será feito”, ensina a psicóloga Flora Victoria. Segundo ela, se não sabemos quando ou como terminaremos nossa lista de tarefas, os pensamentos irão vagar. “Sem uma estrutura, prioridades definidas e um planejamento, as distrações inevitavelmente assumem o controle”, completa.

Critique menos e viva mais

Conviver com alguém que se queixa de tudo e de todos acaba com o humor da gente? Mas, por acaso, você já refletiu se também não age da mesma forma? Afinal, reclamar é uma reação tão comum que é até usada inconscientemente até como pretexto para puxar conversa. Quem na fila do supermercado já não criticou o tempo chuvoso para dar largada ao diálogo com o consumidor do lado? De acordo com especialistas em comportamento, monitorar nossos hábitos diários e evitar ocasiões que tendem a nos deixar mais vulneráveis às críticas já é um bom começo para quem quer mudar o hábito de reclamar.

Cancelamento

É o termo mais recente e usual nas redes sociais para boicotar pessoas – famosas ou anônimas – por condutas e postagens consideradas inadequadas pelo público ou pelo grupo de amigos. Porém, o cancelamento é uma forma pouco eficaz para apontar erros, podendo trazer consequências negativas para quem cancela e quem é cancelado. A psicóloga Célia Siqueira afirma que a necessidade excessiva de atenção e de curtidas nas fotos muitas vezes é resultado de carência afetiva. “Algumas pessoas, por não alcançar seus objetivos ou por receber críticas, podem desencadear fobias bem sérias, como a síndrome do pânico", diz. Sem contar que o medo do cancelamento leva muita gente, cada vez mais, a transmitir pela internet uma vida perfeita e de felicidade constante que não existe pra ninguém. Revista Coop | 59 | Abril 2021


EMPREENDEDORISMO

Foto: Guilherme Balconi

Hospital das Plantas Fica no Alto do Ipiranga, capital, onde atende a “doutora” Marisa Carneiro, que ressuscita até pacientes em estágio terminal.

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IVANILDE SITTA

jade, da família Crassula, acaba de receber alta após um ano de internação. Chegou lá à beira da morte, intoxicada por excesso de adubo químico, mas conseguiu se recuperar, fortalecer as raízes e ganhar vitalidade para voltar pra casa. Outras pacientes ficam menos tempo, como a orquídeasapatinho, que mudou de dono três vezes e não estava se adaptando bem com o terceiro. Abatida, desnutrida e despetalada, precisou de um mês de tratamento intensivo para ter a chance de poder florir novamente na próxima temporada. Casos assim, além daqueles não tão graves, dão entrada diariamente no Hospital de Plantas Paraíso do Ipiranga, fundado há 22 anos por Marisa Carneiro, uma dona de casa que decidiu fazer um curso de paisagismo

para cuidar das próprias plantas e acabou virando empreendedora. Hoje, aos 64 anos, dirige o negócio que socorre uma média de 300 pacientes por mês. Sem contar aquelas que já recebem o diagnóstico no pronto atendimento e saem de lá medicadas para tratamento domiciliar. Marisa explica que sua decisão em investir num hospital foi perceber a imensa quantidade de flores ainda com vida abandonaRevista Coop | 60 | Abril 2021

das em lixeiras pelo centro da cidade. “Cheguei a pegar muitas delas, levar pra casa e recuperá-las. Basta eu ver um verdinho para me certificar de que tem remédio para ela”, recorda. Era seu ensaio clínico para se aventurar como empreendedora. E deu certo, até porque sua vocação terapêutica para plantas acabou caindo na boca do povo. “Um foi me indicando para outro e assim fui evoluindo”, conta. QUEM É ELE? O perfil do cliente que chega ao hospital geralmente reside em apartamento, não sabe cuidar, nem tempo tem (ou esquece) para aguar a flor ou a folhagem, mas gosta de ter a natureza dentro de casa. A maioria, segundo ela, peca em comprar espécies que precisam da exposição solar para se desenvolver, algo inviável para quem mora em apartamento. “Tanto é que tenho recebido muitos exemplares de Ficus lyrata, considerada a planta da moda, em estado de coma devido à falta de sol”, diz. Nesses casos, não é raro o cliente ter entrado com um fícus no hospital e sair de lá com outra espécie mais apropriada ao ambiente doméstico que tem para oferecer. “De nada adianta eu tratar e a planta não receber o que precisa, daí a troca por outra acaba

ocorrendo naturalmente”, comenta. Aliás, ela tem uma variedade imensa de espécies à venda. Algumas delas foram abandonadas pelos próprios clientes. “Além do hospital, tenho outros serviços a oferecer”, justifica. Tem até creche, um atendimento para famílias que vão viajar e não têm quem possa cuidar de suas plantas. Em seu espaço, Mari-

sa tem tudo de que um apaixonado por flores e plantas precisa: vasos, adubos, terra, sementes e demais itens de jardinagem. Além disso, a empreendedora também desenvolve projetos de paisagismo. “Hoje, a procura por projetos tem crescido muito e tenho dedicado bastante tempo a essa experiência”, acrescenta.

AMOR POR ACASO Para quem nunca ligou muito para flores e plantas, Marisa se surpreendeu com ela mesma. A partir do curso de paisagismo que ela decidiu fazer por fazer, há 20 anos, muita coisa mudou na forma de enxergar a natureza. “Hoje, meu negócio é minha terapia e também minha academia, algo a que me dedico com o máximo de prazer”, destaca. Não só isso. Ela se aperfeiçoou no estudo das plantas, lê muito sobre o tema e conhece as necessidades da grande maioria das espécies. “Nunca perdi uma espécie, a não ser aquelas que chegaram mortas até mim e eu nada mais podia fazer”, revela.

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COMPORTAMENTO

Foto: divulgação

Escola de pais Já que filho não sai da maternidade com manual de instrução, há outros caminhos de aprendizado para ser a melhor versão possível de pai e mãe.

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ala a verdade: diante dos dilemas sérios ou mesmo convencionais com seus filhos, você já se perguntou alguma vez onde foi que errou na educação deles? Se sua resposta foi positiva, saiba que não é o único. Acontece com você, aconteceu com seus pais e com todo mundo que decidiu formar uma família, seja com um ou mais herdeiros, biológicos ou adotivos. Afinal, a chegada de uma criança marca o início de uma jornada cheia de amor e alegria, porém, também carregada de incertezas, angústias e tropeços. Ainda mais na sociedade moderna. Se antigamente os pais educavam seus filhos na base do pão, pão, queijo, queijo e ponto-final, hoje a falta de definição dos pais quanto aos limites e normas de conduta tem levado muitos reizinhose rainhasa ditar as regras dentro de casa ao se julgarem no direito de escolher o cardápio da família, a escola em que vão estudar e por aí segue. Só que, ao saírem da barra da saia da mãe, eles não terão o mesmo privilégio no mundo externo e, aí, se instala a frustração e, por tabela, conflitos ainda piores. MEIO-TERMO Entre o autoritarismo exercido tempos atrás e a liberdade excessiva atual, a solução pode estar numa abordagem educativa baseada na firmeza com gentileza. Ela já existe. Revista Coop | 62 | Abril 2021

É chamada de disciplina positiva e é um dos cursos oferecidos pela primeira escola de educação parental do Brasil. Lançada no mês passado, a Escola de Pais XD chega para auxiliar os responsáveis nas decisões que mais impactam a construção do caráter e o destino dos filhos. A CEO, Stella Azulay, educadora parental com especialização em Análise de Perfil e Neurociência Comportamental, adianta que o compromisso do empreendimento é abrir caminhos para que os pais possam se desenvolver, aprender e se empoderar do papel de educadores e assim serem os mentores e grandes influenciadores de seus filhos. Até porque são suas atitudes, condutas e valores – muito mais do que discursos intermináveis e punições – que levam crianças e adolescentes a incorporar as lições e a diferenciar o certo do errado. “Não há pais bons ou ruins, melhores ou piores, existe o que cada um consegue ser, só que com conhecimento e treinamento é possível avançar e construir a melhor versão de pai e educador que se possa ser”, destaca. A educadora teve o despertar da iniciativa durante a pandemia, quando os conflitos familiares nos lares brasileiros ficaram ainda mais escancarados por conta do isolamento social.

COMO FUNCIONA Os oito cursos da Escola de Pais XD acontecem de forma híbrida ao vivo, mas, devido ao atual cenário de pandemia, estão sendo ministrados, por enquanto, somente em forma online. Os interessados em se matricular podem optar pelo pa-

cote completo de cursos, combos especiais ou cursos avulsos. A escola conta com um time de profissionais capacitados em várias áreas, como psicopedagogos, especialistas em tecnologia e educação financeira, psicólogos e médicos psiquiatras. “Por meio dos atendimentos personalizados, cursos e palestras, oferecemos conhecimentos, técnicas e ferramentas para que os pais se sintam mais seguros e emponderados de seu papel”, explica a fundadora.

Aula dada, aula assimilada

A grade curricular da Escola de Pais XD propõe capacitar os pais em habilidades assertivas para que possam conduzir os problemas enfrentados hoje em dia na educação dos filhos, que não são poucos e alguns são bem diferentes de tempos atrás: uso excessivo da tecnologia, como celular e games, abuso no consumo de bebidas alcoólicas, além de drogas, casos de ansiedade e depressão em crianças e adolescentes e outros temas importantes como comunicação, sonodosfilhos, angústiasemocio-

nais, a vida escolar e educação financeira. “Não se trata de aprender, mas de se apropriar de recursos que são fundamentais para pais que desejam ser mentores de seus filhos”, esclarece. Além, é claro, de ajudá-los a administrar problemas comuns e presentes em 10 entre 10 lares, como brigas entre irmãos, falta de limites, birras, e instruí-los a fazer acordos e a promover reuniões familiares. Quer se matricular na escola? Acesse o site https://escola-de-pais-xd.eadbox.com/

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SAÚDE

Foco total

O pilates beneficia o corpo e a mente e pode ser praticado por pessoas de todas as idades e qualquer condição física.

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MARLI BARBOSA

uem entra pela primeira vez numa aula pode até estranhar um pouco. Certas posições parecem um tanto complicadas, os exercícios são executados sem pressa e sem tantas repetições comparados a outras modalidades. Durante as sessões, os instrutores reproduzem um conjunto de movimentos criados em meados de 1920 pelo alemão Joseph Pilates que, pela grande quantidade de ganhos oferecidos, tem conquistado cada vez mais pessoas que buscam a boa forma e estilo de vida mais saudável. Além de tudo, é democrático. “O pilates pode ser praticado por todo mundo, de qualquer idade, e traz grandes benefícios já comprovados cientificamente”, destaca Alessandra Nabeiro Minciotti, gestora do curso de Educação Física da Universidade de São Caetano do Sul (USCS). Ela explica que a modalidade trabalha o fortalecimento muscular e a flexibilidade ao mesmo tempo, com movimentos que exigem concentração e respiração coordenada. Isso tudo favorece muito o conjunto de músculos do abdômen, costas e pelve, responsável por sustentar a coluna vertebral. Um trabalho global que favorece ainda a coordenação motora, o equilíbrio e o condiRevista Coop | 64 | Abril 2021

Foto: Shutterstock

cionamento físico. Esse conjunto da obra, segundo a fisioterapeuta Erika Cássia Barroso Batista, torna o método capaz de beneficiar desde o atleta de alto rendimento a pessoas com limitações ou em reabilitação. “Isso se dá pela possibilidade de ser adaptado ao objetivo ou necessidade de cada pessoa”, acentua. Que pode ser: melhora da postura, prevenção e redução de dores nas articulações, reabilitação de lesões e até melhora do desempenho em outras modalidades.

Por ser de baixo impacto, a fisioterapeuta adianta que pessoas com limitações para outras práticas, especialmente os idosos, podem ser beneficiados. Com o aval do médico, gestantes também podem fazer e colher ganhos como melhora da postura, diminuição de dores nas costas e quadril, melhora da circulação sanguínea, sem falar que o trabalho de respiração e fortalecimento pélvico prepara a futura mamãe para um parto natural mais tranquilo.

BEM-ESTAR Diversos estudos também comprovam que, pelo trabalho conjunto entre corpo e mente, o pilates entrega para muitas pessoas ganhos como motivação para outras atividades físicas e sociais e para o bem-estar geral. “A respiração profunda e controlada durante os exercícios acaba causando um efeito muito relaxante. Além disso, a necessidade de atenção aos movimentos é outro aspecto que leva a focar o momento, o Revista Coop | 65 | Abril 2021


SAÚDE

que ajuda na concentração, diminuição do estresse e da ansiedade”, afirma Erika. NA PRÁTICA Os exercícios podem ser realizados de duas formas. A professora explica que no estudio de pilates são praticados nos equipamentos tradicionais, desenvolvidos por Joseph Pilates, que possuem molas que ajudam na realização dos movimentos e que são ajustadas de acordo com a evolução do praticante. A personalização dos exercícios permite, segundo ela, que os objetivos sejam alcançados mais rapidamente e com mais eficácia que na modalidade realizada no solo – o “mat pilates” – proposta que usa o peso do próprio corpo como resistência ou acessórios portáteis como bastão, bola e elástico. Outra vantagem da utilização dos aparelhos é que, por serem altos, eliminam a res-

trição que algumas pessoas podem ter para abaixar ou levantar do chão. Independentemente do tipo, as aulas são muito mais eficientes, acrescenta a professora, quando feitas de forma individual ou com número reduzido de alunos, possibilitando que sejam orientados para a realização correta dos exercícios. De acordo com a legislação, as aulas de pilates só podem ser conduzidas por profissional formado em Educação Física ou Fisioterapia, com formação posterior em pilates. Alessandra não recomenda o uso de aplicativos ou aulas gravadas para a prática, a não ser que a pessoa já tenha experiência anterior com pilates ou outra prática em que desenvolveu a consciência corporal exigida. Por outro lado, aulas à distância transmitidas ao vivo podem ser feitas, segundo ela, desde que o professor possa ver, orientar e monitorar os exercícios.

Quem foi Pilates?

Consultoria: Alessandra Nabeiro Minciotti: mestre em Educação Física pela Universidade de São Paulo (USP); professora e gestora do curso de Educação Física da Universidade de São Caetano do Sul (USCS). Erika Cássia Barroso Batista: fisioterapeuta, mestre em reabilitação e diretora do FisioStudio Pilates & Fisioterapia, localizado em São Paulo. Revista Coop | 66 | Abril 2021

Joseph Hubertus Pilates nasceu na Alemanha (1880-1967). Quando criança, sofria de asma, raquitismo e febre reumática. Praticou yoga e zenbudismo e desenvolveu o interesse pela atividade física como forma de superar seus problemas. Aos 32 anos, mudou-se para a Inglaterra, onde foi lutador de boxe, artista de circo e instrutor de autodefesa. Por ser alemão, acabou confinado num campo de concentração do país durante a Primeira Guerra Mundial.

Lá desenvolveu um conjunto de exercícios para manter a si mesmo e aos companheiros saudáveis. Na enfermaria, usou as camas e outros artefatos, como as molas, para construir os protótipos dos aparelhos, que são encontrados ainda hoje nos estúdios de pilates. Continuou a desenvolver seu método após a guerra e mais tarde mudou-se para os EUA, onde abriu o primeiro estúdio e formou os primeiros instrutores do seu método, que chegou ao Brasil em 1999.

Doença traiçoeira


Guia de saúde

Sequelas pós-covid NASCIMENTO JR.

quelas deixadas pela doença. “Isso varia muito de pessoa para pessoa e depende principalmente do que foi comprometido na fase aguda, se foi o pulmão, a parte muscular, o fígado, o rim ou outras regiões. Ele diz aten-

pandemia do novo coronavírus completou um ano e a doença continua intrigando médicos e cientistas. Apesar de já haver diversas vacinas aprovadas, a covid-19 ainda não tem tratamento específico e boa parte dos pacientes afetados, dos casos mais graves aos leves, relata algum tipo de sequela. Da perda do paladar à completa incapacidade de caminhar sozinho, as histórias são as mais diversas em todo o mundo e levam a uma nova batalha nesta verdadeira guerra contra o vírus: a reabilitação. “A covid19 é uma doença peculiar”, admite Elie Fiss, professor de pneumologia do Centro Universitário Faculdade de Medicina do ABC. Ele explica que existe um conjunto de sintomas mais comuns que podem ocorrer, mas também queixas das mais variadas possíveis. Desde a tosse e falta de ar associadas à febre, que são características de uma infecção respiratória, até casos de coceira na pele e lesões avermelhadas típicas de alergia. Cansaço, problemas digestivos e sintomas neurológicos, como também dores de cabeça, perda de paladar e olfato, são frequentes. “Outra queixa muito comum e extremamente importante é a dor muscular intensa”, detalha. De acordo com o especialista, quando termina o quadro agudo da doença, inicia-se a fase crônica do pós-covid, ou seja, as se-

CASCATA DE SINTOMAS Ainda não é possível dar prazos para a recuperação dessas pessoas. Cada caso é tratado individualmente, conforme as queixas e sintomas apresentados. De acordo com o infectologista Jacyr Pasternak, do Hospital Israelita Albert Einstein, em pacientes que não precisaram de internação nem de suplementação de oxigênio, as sequelas mais comuns são a perda do paladar e do olfato, que demoram meses para voltar, queda de cabelos, muita astenia (diminuição da força física) e algumas dificuldades de memória. “Também é comum continuar com tosse e cefaleia, e, se o paciente já tinha enxaqueca, o quadro piora muito”, aponta. Nos casos de pacientes graves que chegaram à intubação, o médico diz que é difícil saber o que é sequela da covid-19 e o que é sequela dos longos dias de paralisação para realização da ventilação assistida. “Além das sequelas já mencionadas, esses pacientes apresentam dificuldade para voltar a andar, com perda importante da musculatura”, completa.

Não bastasse seu potencial letal, o vírus deixa rastro até naqueles casos assintomáticos.

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der pacientes que já se curaram há meses do vírus, mas que ainda apresentam alterações nos exames de tomografia, sintomas leves ou modificações cardiorrespiratórias. Só que as sequelas da covid-19 podem atingir inclusive pacientes assintomáticos.

PREJUÍZO RESPIRATÓRIO Para a infectologista do Centro de Operações de Emergências de Mato Grosso do Sul (COE/MS), Mariana Croda, que participa de um projeto de pesquisa sobre o assunto, a principal sequela é a fadiga, um cansaço que pode durar alguns meses de forma persistente. “Ainda não temos um acompanhamento a longo prazo para definir qual o período de duração e se será ou não permanente”, informa.

Pneumologista da FMABC e médico do ambulatório pós-covid-19 da instituição, Franco Martins complementa que a doença causa inflamações que consomem muita musculatura dos indivíduos. O resultado é a fraqueza para desempenhar atividades diárias simples, como cozinhar, andar ou subir escadas. Os pacientes, segundo ele, voltam a comer após a internação, ganham peso Revista Coop | 69 | Abril 2021


Guia de saúde para o aumento do consumo de álcool e de drogas. “O paralelo da pandemia, do isolamento, também é difícil e teremos que ter novas políticas públicas para tratamento”, considera.

Consultoria: Elie Fiss: professor titular de Pneumologia do Centro Universitário Faculdade de Medicina do ABC (FMABC); Jacyr Pasternak: infectologista do Hospital Israelita Albert Einstein; Lívia Stocco Sanches Valentin: neuropsicóloga e pesquisadora do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP); David Everson Uip: infectologista e reitor do Centro Universitário FMABC, ex-coordenador e atual membro do Centro de Contingência do Coronavírus do Governo do Estado de São Paulo; Mariana Croda: infectologista do Centro de Operações de Emergências de Mato Grosso do Sul (COE/MS); Franco Martins: pneumologista e médico do ambulatório pós-covid-19 da FMABC.

e gordura novamente, mas não melhoram a capacidade muscular respiratória, o que gera cansaço contínuo e descondicionamento físico. “A grande maioria que acompanhamos tem apresentado melhora da capacidade pulmonar, redução da falta de ar e do uso de medicações, como os corticoides, a partir do trabalho de reabilitação pulmonar, com melhora da qualidade de vida e maior autonomia”, afirma. SAÚDE MENTAL Além das manifestações físicas, muita gente tem desenvolvido sequelas psicológicas. “A grande maioria que está indo para a UTI está saindo viva, mas a experiência é muito assustadora e as pessoas precisam ser tratadas e acompanhadas”, revela o infectologista David Everson Uip, alertando ainda

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SEQUELAS COGNITIVAS Falhas na atenção, na memória e na função executiva do cérebro são algumas das consequências da doença que podem ser tratadas, especialmente se o diagnóstico for precoce, conforme assinala Lívia Stocco Sanches Valentin, neuropsicóloga e pesquisadora. Ela é responsável por um estudo inédito realizado pelo Instituto do Coração (InCor) que demonstrou que pacientes que tiveram covid-19 podem sofrer disfunções cognitivas. Os resultados, segundo ela, evidenciam que a recuperação física nem sempre implica a recuperação cognitiva. “Isso deixa clara a importância de incluir na avaliação clínica de pacientes pós-covid-19 de qualquer gravidade os sintomas de problemas cognitivos, como sonolência diurna excessiva, fadiga, torpor (indisposição) e lapsos de memória, para que, com o diagnóstico precoce, possa haver uma rápida intervenção terapêutica”, adverte. Lívia Valentin acrescenta que o quadro é passível de reversão, por meio de exercícios cognitivos específicos, em atividades que funcionam como uma “musculação mental”. Ao forçar a atividade do cérebro, o órgão é estimulado a um maior consumo de oxigênio, melhorando paulatinamente seu desempenho.


SAÚDE

Dor viajante Conviver com ela é rotina diária de quem sofre de fibromialgia. Um dia, a intrusa aporta aqui, outro lá, e quando chega de mala e cuia nem o mais potente remédio via oral resolve.

atia Gadelha, de 44 anos, ainda se recupera da mais forte crise vivenciada desde 2014, quando recebeu o diagnóstico da doença. Foram 10 dias de internação para tentativas do controle da dor, que só foi aliviada após um procedimento cirúrgico, feito com anestesia geral, baseado na infiltração de medicação em 10 pontos musculares da coluna cervical e braços. Recebeu alta hospitalar com atestado médico para outros 10 dias de afastamento do trabalho, acompanhado de medicação controlada e 24 sessões de fisioterapia. Fez tudo direitinho, mas ainda sente a pior das sequelas da fibromialgia: o medo do próximo episódio. Por aí já dá para perceber o impacto que a doença acarreta na qualidade de vida não apenas de Katia, mas de outros 3% da população brasileira que convivem com a fibromialgia. A doença é caracterizada por dores generalizadas em todo o corpo, além de quadros de fadiga ao acordar, inchaço, distúrbio do sono e, não raro, depressão. “As dores se apresentam como pontada e queimação de forma mais prevalente nas costas, peito, nuca, região cervical ou pélvica e pernas, que se intensificam com mudanças climáticas e emoRevista Coop | 72 | Abril 2021

cionais”, atesta o médico Claudio Fernandes Correa, neurocirurgião especialista em dor. DOR DESCONHECIDA Pior de tudo é que ainda não se conhece a exata causa da fibromialgia, o que dificulta o alcance dos médicos para terapias inovadoras. Sabe-se, porém, que está relacionada a um distúrbio de regulação no processamento da dor pelo cérebro e que mostra larga preferência pelo sexo feminino. De 10 pacientes, 9 são mulheres. Até chegar ao diagnóstico, que deve ser confirmado e tratado por um reumatologista, os pacientes enfrentam verdadeira saga, já que a doença é invisível nos marcadores laboratoriais e nos exames de imagens. “Durante minha internação, fui submetida ao exame de ressonância magnética do corpo inteiro, e o resultado não apontou nenhuma causa que justificasse meu quadro”, confirma Kátia Gadelha. Correa diz que, além de descartar outras possíveis doenças que apresentam sintomas similares aos da fibromialgia, o diagnóstico é concluído pela confirmação de pelo menos 11 pontos dolorosos de 18 testados, somados aos demais sintomas relacionados ao distúrbio.

Foto: Shutterstock

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IVANILDE SITTA

É O QUE TEM PRA HOJE O tripé medicamento, exercícios físicos e apoio psicológico é, segundo o neurocirurgião, o melhor tratamento e controle da doença. “O importante é manter corpo e mente sempre em atividade”, aconselha. Em casos extremos, em que as terapias convencionais não são suficientes para o alívio das crises de dor, podem ser indicados procedimentos minimamente invasivos, como inserção de bomba de morfina acionada eletronicamente pelo paciente. “A bomba de infusão com opioides é colocada no abdômen do paciente para liberação direta na corrente sanguínea, sendo manipulada pelo paciente em cronograma de horas conforme prescrição do médico”, explica.

GATILHO EMOCIONAL Além da dor, por si só, a fibromialgia mostra sua cara com outros sintomas e, justamente por apresentar sinais tão diferenciados, como fadiga, formigamento, alterações intestinais e comprometimento do sono, é um desafio para a medicina. “Mas, em muitos casos, pode estar ligada a traumas psicológicos”, sustenta Julio Peres, psicólogo clínico e neurocientista. Ele esclarece que a maior parte das reações do organismo perante alguma mudança relevante tem um princípio adaptativo de proteção à sobrevivência. “E a fibromialgia pode ser uma forma de o corpo alertar que algo não vai bem com a mente”, destaca o especialista, acrescentando que alguns pacientes relatam que a dor é tão intensa que Revista Coop | 73 | Abril 2021


SAÚDE

Foto: Maurìcio Taboni

MEMÓRIA

Batalha diária

Katia Gadelha lança mão de exercícios de alongamento na rotina diária para driblar a dor.

Em sua saga contra a dor, Katia Gadelha já tentou de tudo e ainda procura tudo o que for possível para prevenir um novo episódio. Faz exercícios de alongamento três não podem ser abraçados ou acariciados. Para Peres, as pessoas que sofrem traumas psicológicos podem apresentar sobreposição de sintomas. SAIA DO SEDENTARISMO Se tudo dói no paciente com fibromialgia, como manter uma rotina de atividade física? Buscar um profissional especializado e um treino individualizado é o melhor caminho. Jennifer Suassuna, professora de educação física do Centro Universitário de João Pessoa (Unipê), adianta que, quando a pessoa está em crise de dor, o recomendado são atividades leves, como aulas de relaxamento, alongamento ou mesmo uma caminhada na

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vezes por dia, é adepta da prática mindfulness, baseada na atenção plena, tem apoio psicológico, controla a dieta, evitando alimentos inflamatórios, além de ter um escritório totalmente adaptado ergonomicamente. “Mesmo assim, a dor tem sido minha parceira diária”, admite. Na última e pior crise, deflagrada no final de janeiro, Katia acordou com dor intensa na cervical que foi se alastrando para toda a região direita do corpo até perder a força e o movimento da mão. “Já estou recuperada em 80%, mas o difícil é administrar algo que pode voltar a acontecer”, sintetiza. Ela já percebeu que o gatilho de suas crises está relacionado com o estresse e também com influências de problemas emocionais vivenciados no passado. “É por isso que trabalho tudo isso junto na terapia”, acrescenta. piscina ou hidroginástica para aliviar a dor. Do contrário, o paciente com dor controlada pode praticar exercícios intervalados com musculação, porém, tudo bem dosado para evitar o risco de uma resposta contrária ou microlesões musculares. “Ele pode se sentir tão dolorido que pode desencadear uma crise de fibromialgia”, alerta a professora, que trabalha com grupos especiais e portadores da doença. Essas noções, diz Jennifer, são construídas em um processo de interação entre o professor e o aluno, com avaliações física, funcional, de movimento e anamnese. “Os profissionais devem se aprimorar na perspectiva da fibromialgia para saber individualizar os exercícios”, considera.

O pai da boneca Emília Não só dela. O escritor Monteiro Lobato deu vida à tropa toda do Sítio do Picapau Amarelo, sua obra de maior destaque na literatura infantil.

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IVANILDE SITTA

Narizinho, o Pedrinho, o Visconde de Sabugosa, o Rabicó, a Dona Benta e a Tia Anastácia, além da temida Cuca, são personagens criados há mais de 100 anos e que continuam vivos na memória dos adultos de hoje. As aventuras dessa turma no Sítio do Picapau Amarelo foram transportadas dos livros para a tela da televisão, exibida pela extinta Rede Tupi entre 1952 e 1963 e retomada pela Rede Globo em 1977 até 1986. José Renato Monteiro Lobato, que faria neste mês 139 anos, foi um dos primeiros autores de literatura infantil brasileira e de toda a América Latina. As histórias desse escritor nascido em Taubaté, cidade do interior de São Paulo, vão além de divertir e entreter o público infantil. Ele trouxe à tona em suas obras os problemas de saúde pública existentes no Brasil. Em seu livro “Urupês”, sua estreia na literatura, Lobato criou a figura do Jeca Tatu, símbolo do caipira brasileiro que serviu, inclusive, como ferramenta de campanha para esclarecer e educar a população sobre uma doença tropical, o amarelão, que era negligenciada e vitimava milhões de brasileiros. ANTES DOS LIVROS Alfabetizado pela mãe, despertou logo para a leitura, devorando todos os livros infantis da biblioteca de seu

avô, o Visconde de Tremembé. Desde menino também já demostrava seu temperamento irrequieto, tanto que se recusou a fazer a Primeira Comunhão. Com 13 anos, foi estudar em São Paulo, no Instituto de Ciências e Letras, se preparando para a faculdade de Direito. Formou-se em 1904 e, na festa de formatura, fez um discurso tão agressivo que vários professores, padres e bispos se retiraram da sala. Decidiu também trocar seu nome de batismo para José Bento Monteiro Lobato para poder usar a bengala de seu falecido pai, que trazia as iniciais J.B.M.L. Ao retornar para Taubaté, onde prestou concurso para a promotoria pública, Lobato casouse com Maria Pureza da Natividade e teve quatro filhos. Paralelamente ao cargo de promotor, escrevia para vários jornais e revistas e fazia desenhos e caricaturas, mas foi só em 1918, quando comprou a Revista do Brasil e tornouse editor, que ele publicou seu primeiro livro, o “Urupês”, que esgotou em sucessivas tiragens. Em 1921, publica “Narizinho Arrebitado”, livro de leitura para as escolas que fez tanto sucesso que levou o autor a prolongar as aventuras de sua personagem em uma série de 23 obras, escrita entre os anos 1920 e 1947, girando em torno do Sítio do Picapau Amarelo. Até seu falecimento, em 1948, vítima de problemas cardíacos, o pai da literatura infantil desenvolveu outras obras, algumas delas também para adultos. Revista Coop | 75 | Abril 2021


Doce tentação

O chocolate não é só uma delícia. Bem dosado e do tipo certo, também faz bem à saúde.

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MARLI BARBOSA

s amantes do chocolate podem respirar aliviados: vários estudos confirmam que o doce mais cobiçado por todo mundo traz uma série de benefícios, que não são poucos. Nem por isso é pra se jogar nos ovos de Páscoa e bombons como se não houvesse amanhã, já que o excesso pesa na balança. Para tirar proveito da guloseima, é preciso fazer a escolha certa e apostar no autocontrole. Não à toa, os especialistas em nutrição dizem que, quanto maior o teor de cacau, maiores os ganhos à saúde, uma vez que o mérito pelos benefícios é todo do fruto do cacaueiro. Do processamento de suas sementes riquíssimas em minerais, além de vitaminas, proteínas, gorduras, carboidratos e substâncias com ação antioxidante, é que se extrai a matéria-prima do chocolate. O tipo amargo, com pelo menos 70% de cacau na composição, é de longe o mais recomendado. A médica nutróloga Marcella Garcez explica que o produto leva pouco açúcar e exclui o leite na formulação. Dessa forma, tem maior concentração de cacau. Mas atenção. A médica alerta que o produto não deve ser encarado como um tratamento. "Ele entra como um aliado e não substitui os cuidados médicos necessários", esclarece, acrescentando outro recado: cerca

de 30 gramas da versão amarga são suficientes para obter as doses diárias de nutrientes. Mais do que isso não é recomendável, até porque o alimento é calórico. Só nesses míseros 30 gramas, há 120 calorias. SAIBA COMER Uma das dicas da especialista para driblar a gulodice é jamais consumir chocolate com o estômago vazio, conduta que faz aumentar os níveis de açúcar no sangue e, quando as taxas caem, a fome vem ainda mais forte. Por isso, aposte em uma refeição rica em proteínas e fibras e, só depois, deguste seu quadradinho sem pressa. Evite também saboreá-lo enquanto mexe no celular ou assiste à televisão e seja generoso, dividindo os ovos e bombons com a família e amigos. Estudos mostram que o consumo regular da versão com pelo menos 70% de cacau responde para o organismo na forma de redução da pressão arterial e na melhora dos índices de colesterol. Isso porque, afirma a nutróloga, possui flavonoides, uma substância benéfica para o coração e todo o sistema cardiovascular. Esses antioxidantes também protegem contra o envelhecimento precoce e doenças degenerativas. Sem contar ainda que os flavonoides também fazem bem para o cérebro, com efeito positivo sobre a memória e o raciocínio.

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SAÚDE

Um dos benefícios mais conhecidos do chocolate é a capacidade de liberar substâncias que aumentam a sensação de bem-estar, como o triptofano. Segundo a especialista, ele é responsável por estimular a produção de serotonina e dopamina, que estão relacionadas à melhora do humor e diminuição da ansiedade, além da endorfina, que proporciona sensação de prazer e aumenta a disposição mental. Consultoria: Marcella Garcez: médica nutróloga, mestre em Ciências da Saúde pela Escola de Medicina da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), professora do curso de Nutrologia da ABRAN; pesquisadora do serviço de Nutrologia do Hospital do Servidor Público de São Paulo. Angélica Rodrigues: médica com especialização em Dermatologia pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

AMIGOS DO AMARGO A versão meio amargo pode ser uma segunda opção de consumo para quem não se adapta ao sabor marcante do amargo. Com cerca de 50% de cacau e pouco açúcar, ele mantém as propriedades da fruta, embora em menor concentração. Já o chocolate ao leite, queridinho de muitos, tem cerca de 30% de cacau, com parte considerável substituída por leite em pó, e leva boa dose de açúcar e gordura hidrogenada. “Deve ser evitado, pois o consumo em excesso favorece o aumento do peso e doenças como diabetes e aterosclerose”, aconselha. E o branco? Bem, desse é melhor passar longe, pois, segundo a médica, não deveria nem ser chamado de chocolate, já que sua

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composição se resume a açúcar e manteiga de cacau, sem levar nenhum nutriente do cacau. Chocolates recheados com ingredientes que agregam ainda mais açúcar e gordura ao produto, como doce de leite e brigadeiro, também devem ser evitados. Portanto, melhor não crescer os olhos para aqueles ovos recheados. Também é preciso atenção com o chocolate diet, que, apesar de não conter açúcar, tem grande quantidade de gordura, lembrando que seu consumo moderado é recomendado apenas para diabéticos. EFEITO REVERSO Todo mundo já ouviu dizer que chocolate dá espinha. Será que dá mesmo? Depende, diz a dermatologista Angélica Rodrigues. Ela lembra que a relação entre o consumo de produtos gordurosos e açucarados já foi demonstrada por estudos científicos, ou seja, o cacau não é o vilão da história, mas sim o açúcar e a gordura da composição, assim como de qualquer outro alimento. “Ao fazer as escolhas certas – nada de recheios e a preferência pelo maior teor de cacau –, o alimento beneficia a saúde da pele, unhas e cabelo pelas propriedades antioxidantes, que ajudam na hidratação e prevenção contra as rugas”, tranquiliza. Também, segundo ela, é preciso considerar que a acne é uma doença multifatorial, ou seja, pode ser desencadeada por fatores como genética, condição de saúde, idade, estilo de vida e grau de estresse. “Além disso, o impacto de determinados alimentos não é o mesmo para todas as pessoas. Por isso, é importante observar e evitar os gatilhos, além de consultar o médico para descobrir e tratar a causa do problema”, recomenda.


SAÚDE

Quanto menos, mais saúde! O sal de cozinha é elemento dos mais importantes para o organismo. O problema é extrapolar na dose.

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IVANILDE SITTA

justamente aí que o brasileiro peca pesado, ingerindo a média diária de 12 gramas, mais do que o dobro da quantidade máxima de cinco gramas recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O consumo abusivo pode desencadear a hipertensão arterial, que, por tabela, compromete o sistema orgânico como um todo, poden- do lesionar vasos e artérias, prejudicar rins e visão, causar infartos e acidente vascular encefálico. "Alguns estudos – ainda não conclusivos – têm associado o excesso de sal com algumas doenças autoimunes, como a esclerose múltipla", esclarece a nutricionista Alessandra Paula Nunes, da Clínica Salutem. Mestre em Cardiologia Clínica, ela acrescenta que certos indivíduos apresentam maior sensibilidade ao sal, podendo ter complicações mais sérias mesmo com ingestão limitada. Daí a atenção deve ser redobrada. O vilão da história toda é o sódio, que não está presente apenas no sal de cozinha comum,

mas em vários outros alimentos, especialmente nos processados. Portanto, fique de olho nos rótulos dos produtos. O ideal, segundo recomendação do Ministério da Saúde, é que a quantidade de sódio, em 100 gramas de alimentos, não deve ultrapassar 400 mg. NEM MAIS NEM MENOS Excluir o sódio da alimentação está longe de ser conduta saudável. O elemento tem função importantíssima no organismo, já que é responsável por controlar o volume dos líquidos corpóreos e regular a pressão arterial. O risco está na dose ingerida. De acordo com a nutricionista, o excesso de sódio na corrente sanguínea aumenta o volume de líquidos no organismo, sobrecarregando o trabalho do coração e causando a hipertensão arterial, uma doença silenciosa que atinge 36 milhões de brasileiros, sendo mais de 60% idosos. Para não engrossar as estatísticas, o equilíbrio no consumo é fundamental. Indivíduos acostumados a salgar a comida além da conta podem reverter o risco com o uso de ervas, que têm o poder de aromatizar os produtos e, dependendo das misturas, podem fazer com o que o sal seja totalmente dispensável na preparação. Outra possibilidade sugerida por Alessandra Nunes é o emprego do sal de ervas, um preparado de sal com misturas de

algumas ervas que confere sabor e aroma agradáveis ao paladar. Quer tentar? Você vai precisar das seguintes ervas desidratadas: 20 g de alecrim; 20 g de manjericão; 20 g de orégano, 15 g de tomilho e 10 g de sal marinho. Liquidifique e guarde em pote de vidro hermético em local fresco e seco. Caso você dê preferência por erva fresca, dobre a quantidade de cada ingrediente e mantenha o produto na geladeira. TIPOS DE SAL O mais utilizado pelo brasileiro é o iodado refinado, o sal de cozinha comum, composto por 99% de cloreto de sódio e o restante dividido entre iodo, exigido pela legislação, e substâncias que evitam seu empedramento, como o ferrocianeto de sódio e alumínio silicato de sódio. O iodo presente na composição, segundo a nutricionista, visa prevenir os distúrbios causados pela deficiência desse mineral, como o bócio endêmico. "Dessa forma, dietas com sal sem adição de iodo devem ser recomendadas por médicos e orientadas pelo nutricionista", alerta Alessandra Nunes. Antes de chegar à mesa, ele passa por um processo térmico para diminuir a umidade e pelos processos de refinamento e branqueamento, fazendo com que quase todos os minerais sejam perdidos, só sobrando mesmo o sódio. Há diversas outras versões de sal nas gôndolas dos supermercados. Cada um comsua característica, mas uma coisa é certa. "A diferença entre eles no teor de sódio é muito pequena, daí a necessidade de consultar o médico ou o nutricionista nos casos de controle da pressão arterial", recomenda.


SAÚDE Foto: Shutterstock

Sal light - possui menor teor de sódio e adição do mineral potássio no lugar do sódio. É indicado para hipertensos e não pode ser usado por pacientes que tenham problemas renais. Também não deve ser levado ao fogo, deixa gosto amargo residual. Recomenda-se cozinhar o alimento sem sal e colocá-lo somente na hora do consumo. Sal marinho - é obtido por meio da evaporação da água do mar, não passando por processos aplicados ao sal refinado. Portanto, mantém todos os minerais e nutrientes (inclusive o iodo). Seu sabor é pouco menos salgado que o refinado, o que pode fazer com que algumas pessoas usem em quantidades maiores, tornando-se também um risco para a saúde. Sal vermelho - comum na região do Havaí, sua cor lembra um tom de barro que vem da argila vulcânica que se une aos cristais de sal durante a evaporação da água. É um pouco mais encorpado no sabor que o sal negro. Sal rosa do Himalaia - essa versão é retirada de depósitos milenares das montanhas do Himalaia e ficou famoso por ser vendido como produto que possui propriedades medicinais e muitos minerais. Comparativamente, existem estudos comprovando que os teores de minerais realmente são mais Revista Coop | 82 | Abril 2021

elevados no sal do Himalaia, porém, o valor para o sódio é praticamente igual para todos os tipos de sais. Tem a coloração rosada pela presença do mineral manganês e ferro. Sal negro - o mais popular é o kala namak, produzido na Índia e no Paquistão. É uma mistura de sal do Himalaia, ervas e frutas da região. A cor escura resulta do processo químico que transforma parte do sulfato de sódio natural do sal cru em sulfeto de hidrogênio e sulfeto de sódio. Para isso, o sal natural é colocado em um forno por 24 horas. Depois de queimado, é resfriado, armazenado e envelhecido. O aroma é muito parecido com o da gema de ovo, devido ao índice de enxofre presente na sua composição. Isso o leva a ser muito usado na culinária vegana, em especial no preparo de massas, saladas e omeletes veganos. Flor de sal - é considerado o mais puro de todos os sais. Extraída dos cristais que se aglomeram na superfície das salinas, a versão é muito utilizada na gastronomia tanto nos pratos doces como nos salgados. Não é qualquer mar que produz esse aglomerado de cristais de sal. É preciso muito sal e pouco vento. É produzido no Brasil, Grã-Bretanha e Chipre, sendo que a flor de sal nacional não perde em nada para os europeus.


COMPORTAMENTO

Saia justa Ser sincero e correr o risco de magoar alguém ou dizer uma mentira para agradar? Eis um dilema de que ninguém escapa e com que bem poucos sabem lidar. Revista Coop | 84 | Abril 2021

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(Unisal). Em contrapartida, ela acrescenta que antes de tudo é preciso ser honesto consigo mesmo e fazer a seguinte análise: sua sinceridade pode acrescentar algo positivo à pessoa e qual a razão de você estar se preocupando com o assunto? Também é importante pensar em quais situações a opinião pode ser dada. Para Nadini, sugestões só fazem sentido em duas situações: quando a outra pessoa pede uma opinião ou quando as atitudes de alguém têm impacto sobre nós, seja um amigo, uma pessoa da família ou um relacionamento

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alar a verdade é regra de conduta aprendida desde criança e que nunca deve ser esquecida. Mas, cá pra nós, há situações em que honrar o ensinamento não é tarefa fácil. Qual resposta dar ao colega de trabalho que vive pedindo carona mesmo sabendo que o caminho da casa dele é inverso ao da sua? E para aquela amiga – não tão chegada assim – que aparece com um vestido justíssimo, qua-

se arrebentando no corpo, e lhe pergunta se está bonita para ir à festa? Quem sabe a lição deixada pelo filósofo Aristóteles possa dar alguma luz: o sábio nunca diz tudo o que pensa, mas pensa sempre em tudo o que diz. “Realmente, é preciso jogo de cintura para falar a verdade e manter a harmonia nas relações, mas ser sincero é libertador ao deixar a gente em paz com nossa consciência”, opina a psicóloga Nadini Brandão de Souza Takati, professora do Centro Universitário Salesiano

amoroso. “Em qualquer situação, uma crítica ou sugestão construtiva só tem a chance de ser bem recebida quando for bem colocada, de modo claro, porém gentil e, claro, com abertura para o diálogo”, orienta. A psicóloga diz que a crítica construtiva tem sempre um olhar de empatia, jamais de julgamento ou censura, o que a transformaria numa simples intromissão e perderia o sentido. Por isso, a especialista prefere falar em sugestão construtiva. “Quando sugiro alguma coisa a alguém com o desejo de colaborar, demonstro respeito pela pessoa e por seu direito de escolha”, argumenta. Como assim? SEM EMBARAÇOS No caso da amiga vestida para arrebentar, literalmente, a resposta mais assertiva é falar que o traje está muito apertado e complementar com uma sugestão, do tipo, experimente aquele outro que fica tão bem em você. E, para não perder a paciência de vez com o tal colega da carona, é melhor dizer simplesmente que você vai em outra direção e indicar, talvez, o uso de um carro de Revista Coop | 85 | Abril 2021


COMPORTAMENTO

Consultoria: Nadini Brandão de Souza Takati: psicóloga, mestre em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Campinas, professora do Centro Universitário Salesiano (Unisal).

aplicativo. Se ele não gostar, é sinal de que é folgado mesmo ou que não tem maturidade para aceitar uma sugestão. Portanto, o problema é dele e não seu. A psicóloga explica que, quando as pessoas estão incomodadas com alguém, a tendência é se deixarem levar pela emoção, correndo o risco de errar na mão e colher resultado contrário ao esperado. Dessa forma, é sempre bom lembrar que, por mais que se tenha intimidade com alguém, a educação deve vir em primeiro lugar e também que sinceridade não é o oposto de gentileza. “Falar tudo o que pensa, doa a quem doer, denuncia egoísmo e não tem nada a ver com virtude”, avisa Nadini, acrescentando que o efeito de querer ser o dono da verdade pode, sim, ser um tiro no pé e gerar situações de

conflito e de afastamento.

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SEM IMPACTOS Aexposição de opiniões no ambiente de trabalho deve ser feita com critério, segundo a psicóloga, já que pode impactar diretamente a carreira profissional. Nesse cenário ou em qualquer outro, não cai bem atribuir características e adjetivos a quem você precisa criticar por algum motivo. Em vez de taxar um colega de irresponsável por ter entregue um projeto incompleto, que tal sugerir a ele fazer algumas mudanças e adaptações? Vale ainda lembrar que, embora as críticas possam ser construtivas, os elogios podem ser ainda mais eficazes para reforçar e estimular bons comportamentos. Para os líderes e gestores, vai o recado: não economize neles, mas lembre-se que precisam ser sinceros para surtirem efeito. Também é bom considerar que a vida não é um tribunal, onde é obrigatório dizer a verdade a todo custo. Às vezes, uma mentirinha bem-intencionada faz mais bem que a verdade nua e crua. Imagine, por exemplo, ser convidado para um jantar na casa de amigos, o cardápio não bater com seu paladar e, por azar, o anfitrião perguntar a razão de você ter comido tão pouco. Nesse caso, não tem jeito. Invente que sua gastrite está atacada ou que um de seus dentes está inflamado. Em outras situações, o ditado popular A palavra é de prata, o silêncio é de ouro faz todo o sentido. Seu marido chega em casa todo furioso porque foi repreendido pelo chefe, conta o que aconteceu e você logo percebe que foi o maridão que pisou na bola. O que falar? Melhor não dizer nada, pelo menos naquele momento...


GENTE DE TALENTO

ão ivulgaç Fotos: d

Jogo de cintura O projeto de turismo no Instagram Fizemos um Rolê segue firme e forte e dá exemplo de superação na pandemia. MARLI BARBOSA

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ão é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta às mudanças. Há quem duvide que foi mesmo Charles Darwin o autor da frase. Controvérsias à parte, a verdade é que ela serve como uma luva para aqueles que, neste momento, estão à frente de algum empreendimento, seja grande ou pequeno. Em alguns casos, a sobrevivência parece bem difícil. O que fazer, por exemplo, quando se tem um projeto voltado a passeios e de repente tudo é fechado ou passa a funcionar com restrições? Foi o que tiveram de enfrentar a publicitária Gabriela Almeida e seu namorado, o arquiteto Cesar Postais, sucessos no Instagram com a página Fizemos um Rolê, que tem conquistado cada vez mais seguidores com um jeito único de oferecer dicas de tuRevista Coop | 88 | Abril 2021

rismo acessível. Supercolorido e com muitas fotos, sempre com o casal presente, o visual diferenciado do canal é um convite aos seguidores para irem aos mesmos lugares. A maioria dos rolês é em São Paulo, onde moram, mas também tem dicas de bate e volta, passeios de fim de semana e férias. Em vídeos, eles dão detalhes e falam sobre história, arquitetura, decoração e curiosidades dos destinos, além de preços e de como chegar lá, principalmente de transporte público. Entre um rolê e outro, contam um pouco sobre eles próprios, sempre de forma interativa com o público. Mas o que aconteceu quando a pandemia chegou? Pararam de fazer e sugerir pas-

seios? Sim, Gabriela conta que levaram a quarentena muito a sério, ficando separados, inclusive, mas não parados. “A gente considera dois aspectos importantes para tempos como este: o primeiro é a importância de estar presente na vida das pessoas que já nos acompanhavam e o segundo é a adaptação às mudanças, o que já é uma exigência normal na criação de conteúdo, sem contar a responsabilidade que tínhamos ao trazer o nosso, atrelado ao valor social exigido pelo momento”, destaca. Assim, continua ela, mudaram um pouco o foco do projeto e adaptaram comunicação ao novo formato, passando a comparti-

lhar coisas legais para fazer em casa, como visitas a exposições virtuais e à cozinha. Sim! Gabriela tendo sua mãe, Dona Márcia, como protagonista, compartilharam e ainda compartilham receitas incríveis, tudo explicado tintim por tintim. Só recentemente o casal voltou aos rolês, bem poucos, com prioridade aos passeios ao ar livre. Também estiveram em algumas exposições e hospedagens. “A gente tem compartilhado alguns rolês que fazemos, mas sempre seguindo todos os protocolos, como uso de máscara, álcool em gel e, claro, distanciamento social. Se sentimos que o lugar está cheio, evitamos!”, diz Gabriela.

Durante os rolês, geralmente feitos em São Paulo, Gabriela dá série de dicas sobre os locais.

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GENTE DE TALENTO

Foto: divulgação

de marketing também são unânimes quanto à comunicação, que, neste cenário, é vital para qualquer negócio. Portanto, gerenciar

bem as redes sociais e ter o site sempre atualizado é imprescindível para qualquer empreendedor.

César e Gabriela: pandemia impôs mudança no projeto.

Consultoria Pedro Superti: publicitário e especialista em marketing.

DANÇAR CONFORME A MÚSICA O mundo dos negócios está no meio de um turbilhão de mudanças. O ritmo agora é outro e, segundo especialistas, quem ainda não se ajustou a ele tem que correr para se adaptar. Para Pedro Superti, publicitário e especialista em marketing, donos de negócios de todos os portes precisam ter em mente que, mesmo quando a pandemia passar, as coisas serão diferentes. “A recuperação do faturamento não vai depender apenas de abrir as portas para receber os clientes, mas de encontrar desde já soluções novas para um cenário que não voltará a ser o mesmo”, afirma. A essa altura do campeonato, ninguém duvida de que o comércio eletrônico, que inclusive aumentou o faturamento de muitos negócios, veio para ficar. Os profissionais

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OUSE, CRIE, FAÇA DIFERENTE Qualquer atitude depende de planejamento para ter efeitos positivos, alerta Pedro Superti. Portanto, diante do abre e fecha imposto pela pandemia, é preciso atenção à gestão e saúde financeira do empreendimento, com cuidado redobrado com o fluxo de caixa e controle dos custos e despesas. “Se sentir necessidade, não deixe de investir em capacitação neste momento”, aconselha, lembrando que existem cursos de gestão e educação digital gratuitos na internet, incluindo os oferecidos pelo Sebrae. Para o especialista, a criatividade nunca foi tão necessária no mundo dos negócios e ele faz algumas sugestões para manter os clientes por perto mesmo com o distanciamento necessário. “Se você tem uma loja de ferramentas, por exemplo, vale considerar o aluguel de equipamentos, assim seu negócio continua sendo movimentado e quem sabe você tenha até descoberto uma nova fonte de receita”, recomenda. Outra dica que ele dá para manter contato com os clientes é oferecer experiências ligadas ao negócio. “Se você tem um restaurante, pode fazer cursos de culinária; se trabalha com material de construção, pode focar o ensino de técnicas de reforma e manutenção; se tem livraria, pode formar clubes de leitores; se tem academia, pode organizar lives para falar sobre o assunto”, sugere.


COMPORTAMENTO

Cirurgia estética em animais

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Sabia que é crime? Mesmo assim, alguns tutores agem fora da lei ao cortar a cauda e as orelhas de certas raças de cães.

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IVANILDE SITTA

caudectomia, amputação parcial ou total da cauda, e a conchectomia, corte das orelhas, são procedimentos dos mais antigos, do tempo em que os cães serviam como instrumentos de guarda, de caça ou para trabalho no campo. Acreditava-se naquela época que as técnicas deixavam o animal mais ágil e esperto e limitaria os riscos de ferimentos no rabo e nas orelhas durante as batalhas em campo. Se o objetivo dos criadores estava certo ou errado, é outra história, mas hoje o contexto é outro e não requer tamanha crueldade, até porque a principal função que os cães desempenham na sociedade, sejam eles da raça boxer ou yorkshire, é de animal de companhia. Por conta disso, desde 2013, o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) proíbe as duas práticas para fins estéticos em território nacional. A resolução 1.027 também considera crimes ambientais a cordectomia canina (retirada das cordas vocais) e a onicectomia (remoção das garras dos felinos). Os procedimentos só são autorizados em caso de acidentes ou tumores na região. Os tutores fora da lei estão sujeitos a multa e detenção de três meses a um ano, enquanto os Revista Coop | 92 | Abril 2021

veterinários correm o risco de suspensão do registro profissional. Um avanço e tanto. Porém, nem sempre a legislação é cumprida. “Ainda observamos cães jovens que são apresentados aos estabelecimentos veterinários com a cauda e/ou orelhas amputadas”, destaca a médica-veterinária Kellen de Sousa Oliveira, presidente da Comissão de Bem-Estar Animal do CFMV, acrescentando que alguns profissionais ainda realizam esses procedimentos estéticos a pedido do tutor, conduta pela qual poderá responder às penalidades da lei. “Quando o procedimento é realizado por um leigo ou pessoa não habilitada, além do crime de maus-tratos, ele responde pelo crime de exercício ilegal da profissão de médico-veterinário”, alerta. Atualmente, segundo a médica, as associações de criadores de cães proíbem ou desclassificam em suas exposições animais com tais mutilações. Ela adianta que o criador sério não realiza nem recomenda esses procedimentos. “O problema maior se observa no criador informal, ao qual chamamos ‘de fundo de quintal’ ou ‘cachorreiro’, que não segue as normativas de bem-estar e guarda responsável e reproduz de forma indiscriminada, visando somente ao lucro”, ressalta.

NA MIRA DA MALDADE Certas raças ainda carregam o estigma para se enquadrar ao padrão estabelecido antigamente. Boxer, dogue alemão, pitbull, doberman e rottweiler muitas vezes têm seus rabos cortados para passar uma imagem mais imponente e não ter distrações quando estiverem na posição de guarda. Outras raças, como poodle, cocker spaniel e schnauzer, também sofriam com o procedimento por pura estética. Assim como os humanos, os animais têm suas próprias características e peculiaridades físicas e devem ser respeitados exatamente do jeito que são. “Por ser um procedimento

puramente estético, a caudectomia é desnecessária e deve ser evitada, uma vez que, além da dor e sofrimento, a prática causa outros problemas aos cães”, afirma Livia Romeiro, veterinária do Vet Quality. Entre eles, segundo a profissional, complicações no equilíbrio, já que a cauda é um prolongamento da coluna vertebral e possui terminações nervosas que influenciam todo o organismo do animal. Também é por meio da cauda que os cães se comunicam entre si e com seus donos. “De acordo com o movimento e a posição dela, eles expressam alegria, dominância, medo e submissão”, explica. Revista Coop | 93 | Abril 2021


SABIA DISSO?

Ivanilde Sitta

Bicho eterno

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Há animais longevos na natureza, como a tartaruga, que vive mais de 100 anos, e a ostra, que pode fazer até 400 aniversários. Só que uma água-viva chamada Turritopsis nutricula, recentemente renomeada de Turritopsis dohrnii, foi programada sem direito a funeral. A não ser que seja comida por outro animal. Ela é um celenterado e costuma viver nas águas mais frias dos oceanos, denominada também de medusa, quando adulta. Em um determinado período, ela volta para a forma jovem, que é um pólipo ou forma de anêmona. Em cativeiro, elas efetuam esse ciclo 5 vezes ao ano, em média. O ciclo é imortal.

Gole pro santo

Número capicua

Pode chamá-lo também de palíndromo. É aquele que pode ser lido em qualquer sentido, ou seja, da direita para a esquerda ou vice-versa e têm exatamente o mesmo valor. O 6446, por exemplo, é um deles. É possível, porém, criar um número capicua a partir de outros. Quer tentar? Escolha um número qualquer e some ao seu valor invertido. Se o resultado der um capicua, acertou na primeira. Caso contrário, é só repetir o processo até chegar a um palíndromo. O 529 + 925 (invertido) resulta em 1454, que não é capicua, mas ao adicionar 4541 (invertido) o resultado dá 5995. Bingo. O cálculo deve ser repetido até que o número capicua seja encontrado no resultado. Só que na matemática, assim como na língua portuguesa, há exceção. Há alguns números que não geram um palíndromo, considerados um mistério na matemática e chamados de números de Lychrel. O 196 é um dos enigmas. Revista Coop | 94 | Abril 2021

Desprezar um pouco da cachaça no chão anunciando que é pro santo é um gesto ainda praticado por muitos apreciadores da bebida antes de despejar o restante do copo goela abaixo. Um costume de longa data, enraizado nos quatro cantos do país e que tem origem num ritual antigo praticado por gregos e romanos chamado libação, que é uma oferenda aos deuses para prover os lares de felicidade, harmonia e fartura. No Brasil, a oferenda passou a ser praticada pelos colonizadores portugueses, que davam cachaça aos escravos para combater o frio dos canaviais. Com essa imposição de consumo da cachaça pelos negros, os portugueses também impuseram São Benedito, filho de um escravo, como padroeiro da cachaça. Assim, a bebida passou a ser usada, também, em oferendas nas religiões com matrizes africanas, por exemplo o candomblé, como pedido de proteção aos orixás.


NOSSA GENTE Ajudando o Sr. Aristeu e a D. Josina no cultivo de hortaliças e legumes dos 9 aos 15 anos, Rosalvo aprendeu com os pais tudo sobre tomates, quiabos e maxixes, com os quais lidava nas terras da família em Dom Pedro, no Maranhão. Dom Pedro, onde ele nasceu, era cidade pequena e tinha poucos atrativos, a não ser a festa de Nossa Senhora de Nazaré, padroeira do município, ou a cachoeira do açude Lourenção, que lhe propiciava belos banhos. Dizia ele que, ali, comia churrasquinhos com Jesus. Todo mundo se assustava, pensando que ele havia se tornado um religioso fanático, mas nada disso! Jesus é apenas uma bebida cor-de-rosa, um guaraná com gostinho de cravo e canela. É um símbolo do Maranhão e foi criado em 1927 pelo farmacêutico Jesus Norberto Gomes, daí o seu nome. Só que ficar em Dom Pedro, comendo churrascos com Jesus, não era tudo que o Rosalvo queria na vida. Era preciso ampliar horizontes, conhecer a capital, São Luís, cidade natal de importantes escritores e, por isso, chamada de “Atenas brasileira”, segundo aprendeu na escola.

Foto: arquivo pessoal

Rosalvo dos Reis Soares

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Edmilson Sena da Silva - edmilson.silva@coopsp.coop.br

Assim, a partir dos 15 anos, seguiu de caminhão com alguns parceiros para comprar hortaliças dos produtores locais, a serem vendidas no atacado, na denominada “Feira do João Paulo”, famosa na capital. O ritual era diário: os feirantes vinham, arrematavam o que eles levavam e os ganhos permitiam uma boa refeição, ora o cuscuz de arroz, ora o arroz de cuxá. Este último era uma delícia: feito com vinagreira, gergelim, camarão seco e farinha de mandioca, foi base da alimentação do índio e até ganhou versos do poeta maranhense Artur de Azevedo: “… eu tenho muitas saudades / Da minha terra querida / Onde atravessei a vida / O melhor tempo foi lá / Choro os folguedos da infância / E os sonhos da adolescência / Mas choro com mais frequência / O meu arroz de cuxá”. Tudo isso o Rosalvo também chorou, quando em janeiro de 1997 resolveu vir para Mauá, São Paulo, seguindo os passos de irmãos que aqui já estavam. Pois foi chegar e entrar na Coop. Em 3 de fevereiro de 1997, foi contratado como repositor de frios da unidade Perimetral. Nada a ver com as hortaliças que ele bem conhecia, mas foi progredindo nas funções e mudando de lojas, à medida que a cooperativa crescia e precisava de seus deslocamentos. De abastecedor passou a conferente, líder, encarregado e, por fim, gerente, servindo às unidades Perimetral, Joana Angélica, Barão de Mauá (no ABC), Onze de Agosto (Tatuí) e Vollet Sachs, em Piracicaba, onde o encontramos como gerente pleno, comandando a loja no segundo horário. Formado em Administração de Empresas e com MBA em Marketing – Gestão Estratégica de Negócios, Rosalvo vai acompanhando de perto a vida dos filhos, Saulo, com 19 anos, Nicolas, 12, e o caçula, Gregory, 6. Quer transmitir a eles os bons exemplos que sempre recebeu em sua vida profissional, principalmente dos colegas Miedes, Altair, Borreia, entre outros, e que muito o ajudaram em sua carreira. Um, pelos ensinamentos sobre como organizar a loja; o outro, pela fidelidade e rigidez na obediência aos procedimentos, dos quais não abria mão; e aqueloutro pelo espírito de liderança e trato com as pessoas. Bons colegas! Um deles, sabendo do gosto do Rosalvo pelo refrigerante-símbolo do Maranhão, brincou: – Tomar Jesus, um guaraná cor-de-rosa, é uma opção, e o problema é só seu. Mas, se você chegar por aqui chamando Jesus de Genésio, o problema passa a ser nosso... Ora, só chama Jesus de Genésio aquele que já tomou todas, está pra lá de Bagdá, bebim da silva! Rosalvo sorriu e entendeu o recado.

CRÔNICA

Edmilson Sena da Silva

É assim mesmo que se escreve?

Quando completou 100 anos de existência, em 19 de fevereiro de 2021, a “Folha de S.Paulo” trouxe uma capa reproduzindo a primeira página do número 1 do jornal “Folha da Noite”, nome sob o qual nasceu. A chamada, na grafia da época, era bem pitoresca: Anno 1 – S. Paulo – Sabbado, 19 de Fevereiro de 1921 – Num. 1 Em destaque, vinha a notícia das eleições de amanhan, com a Commissão Directora nomeando os deputados federaes de cada districto, todos elles paulistas. Depois, o apelo dos funccionarios municipaes pleiteando um augmento do vencimento. E, completando essa primeira página, a matéria: “O nosso programma Em seu numero de Janeiro de 1919 publicava a ‘Revista dois mundos’, um excellente trabalho, sobre Llloyd George, assignado pelo publicista francez sr. Gastão Rageot. Entre outras singularidades do espirito do grande estadista inglez, apontava o seu biographo, o despreso absoluto que ás idéias preconcebidas sempre votou aquelle que, assumindo a direcção dos negocios da Inglaterra no mais melindroso instante de sua vida de Imperio, soube mantel-a unida, cohesa, até o desenlace da conflagração européa, pela victoria das potencias alliadas.

Declarações de Lloyd George sobre as dívidas allemans Londres, 19 – O sr. Lloyd George reaffirmou hontem na Camara dos Communs que a Allemanha pagará aquillo que estiver nos limites da sua capacidade, mas recusou atender as suggestões de varios membros da mesa da Camara, para que ella fosse compellida a pagar tudo quante custou a guerra. Lloyd George accrescentou que as reclamações dos alliados foram baseadas nos laudos dos peritos, os quaes affirmaram que a Allemanha pode e deve pagar a somma pedida.” A transcrição manteve em itálico as palavras como eram escritas na época, a exemplo do biographo com ph. Pois é... A propósito, pharmacia, antes, também se escrevia com ph. E hoje, como se escreve? Bem simples: hoje se escreve com "h". Simples, uma vírgula. Aliás, falando nela, está aí um sinal gráfico que, se não for colocado no seu devido lugar, vira até caso de morte. Vejam o caso do prisioneiro que seria executado e perguntaram ao rei se a sentença devia ser cumprida. Bondoso, pediu o rei que o secretário mandasse uma mensagem: "Não, tenha piedade". Preguiçoso, o escrivão se esqueceu da vírgula, e deu no que deu: "Não tenha piedade". E não é só a vírgula que tem sua importân-

cia. Os acentos e as letras corretas, também. Pense, por exemplo no pobre cágado, o animal mais afetado quando se pensa que o acento é mera decoração. É por isso que eu prefiro a carne ao carnê, assim como o coco ao cocô. Você já reparou que a gente sempre precisa falar com a secretária para ir à secretaria? E lá nos perguntam se nossos pais vêm do mesmo país. Não sei, ao certo. Eu camelo todo dia como o camelo de um camelô e acho que vão me taxar de ladrão, se taxar muito alto a tacha que se fabrica naquela fábrica. O jeito é não pensar nisso, enquanto asso, na panela de aço, o cervo que será servido pelo servo. Eu o trouxe na sexta, numa cesta que comprei depois da sesta após o almoço. E não estou nem aí com a pele do Pelé, com a baba da babá, ou se maio é um mês próprio para se colocar maiô. Quem sabe disso é a sábia, que sabia mais que o sabiá. A mesma que, ao empossar o marido, começou a empoçar lágrimas no auditório. Pois é: uma mulher vívida é sempre mais vivida, profetiza a profetisa. Não sei se tudo o que eu valido se torna válido, mas agradeço à Folha e a autores anônimos, que me permitiram brincar com as palavras. Revista Coop | 97 | Abril 2021


PASSATEMPO

Solução

Revista Coop | 98 | Abril 2021


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