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Guia de Diversidade - Horizontal

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Guia de

Diversidade Coop Respeitando as diferenças e promovendo a inclusão, nós vamos mais longe.


Nosso compromisso de cooperar O que é Diversidade? O que é Inclusão?

Conceitos Básicos Gênero Raça, cor e etnia Pessoas LGBTQIA+ Pessoas com deficiência

Canal de ética Coop O que fazer em casos de preconceito?

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Introdução


Nosso compromisso de cooperar

#CooperarFazBem

Para que a Coop seja admirada e reconhecida por cooperados, clientes e comunidades, um dos pilares da nossa cultura é não discriminar nem desrespeitar nenhuma pessoa. Por isso criamos o Guia de Diversidade da Coop, um pequeno documento pra você ficar por dentro desse tema que é tão importante pra nossa cooperativa e pra sociedade. Reunimos aqui os principais temas e conceitos sobre Diversidade, com dicas práticas de como todos nós podemos agir no dia a dia para continuar cooperando com respeito e promovendo a inclusão. Acreditamos que, com a sua atitude, somamos forças pra fazer a mudança acontecer ao acolher, respeitar, incluir e apoiar as minorias. Quando cuidamos uns dos outros, transformamos tudo ao nosso redor.

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Aproveite o guia e boa leitura!


O que é Diversidade? Pare um minuto e olhe ao seu redor... repare em como é diferente das pessoas que estão próximas de você. Somos todos diversos, claro, pois cada um tem sua identidade e características físicas, mas a Diversidade vai além do que vemos.

É o conjunto de coisas que nos tornam quem somos, como nossas origens, personalidades, experiências de vida e crenças.

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Diversidade

Isso quer dizer que somos muito mais do que as aparências apresentam. Todos carregamos vivências, sonhos e medos que nos formam e nos diferenciam uns dos outros, porque o ser humano é plural, não singular.


O que é Inclusão? Na prática, Inclusão é acolher profissionais diversos e ter estratégias para que todos tenham oportunidades iguais de desenvolvimento, com respeito, empatia e cuidado.

Duas palavras que formam um só significado: a transformação! Diversidade está ligada à representatividade, e a Inclusão tem a ver com as mudanças de comportamento e de cultura que são necessárias para acolher essas pessoas. Esses são dois termos que não devem nunca ser separados, pois eles se completam e formam a ferramenta necessária para transformar a Coop, o mercado e a sociedade com ambientes mais justos.

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Inclusão

Também é garantir que pessoas diversas sejam ouvidas e representadas nas ações da empresa.


Em todo o mundo, nas mais variadas culturas, existem costumes e práticas baseadas na falsa ideia de que homens são superiores às mulheres. Esse costume foi historicamente construído por sociedades passadas e tem grandes impactos hoje, como a violência contra a mulher e a ainda baixa representação delas no mercado de trabalho.

Veja como você pode cooperar com a causa: » Nunca ache que determinada função não pode ser assumida por uma mulher ou por um homem. » Abandone comentários preconceituosos como “coisa de mulher/coisa de homem”, “comporte-se como uma mocinha”, “seja homem”, ou “homens são assim”, por exemplo.

» Não veja a maternidade ou a paternidade como um problema, essas experiências agregam valor às equipes e à nossa cultura.

» A maternidade não define uma mulher. Muitas delas não almejam viver essa experiência, outras sim.

» Evite competições... homens e mulheres não são inimigos, mas cooperam juntos para gerar impactos positivos!

O mais importante!

Toda mulher deve ser respeitada. Faça sua parte e ajude a combater qualquer tipo de constrangimento, preconceito ou assédio.

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Gênero


Raça, cor e etnia Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 46,8% dos brasileiros se autodeclaram como Pardos, 42,7% como Brancos, 9,4% como Pretos e 1,1% como Amarelos ou Indígenas.

A seguir, apresentamos os principais conceitos dessa discussão.

Você sabia? O termo negro é utilizado pelo IBGE para denominar tanto pessoas pretas quanto pardas. Ou seja: se você se autodeclara preto ou pardo, no Brasil, você é negro.

Raça

Cor

Etnia

é basicamente uma divisão dos grupos humanos pelas características físicas, como cor da pele, formato da cabeça, tipo de cabelo, etc.

pode ser definida como a variedade de tons de pele, o que é resultado de combinações genéticas.

um grupo de pessoas que se diferencia dos demais a partir da língua, religião e maneiras de agir.

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Mas pra interpretar esses dados são utilizados alguns termos que ainda causam “confusão”.


Branco

Pardo

Amarelo

em muitos países, brancos são pessoas com ascendência europeia, mas os brasileiros que se autodeclaram dessa cor também podem ter afro-brasileiros ou indígenas em suas famílias.

são pessoas com uma mistura de cores de pele, chamadas também de mulatas (descendentes de brancos e negros), caboclas, (descendentes de brancos e índios), cafuzas (descendentes de negros e indígenas) ou mestiças.

quem nasce no Brasil e é de família asiática, em sua maioria japoneses, coreanos e chineses.

Indígena

Preto

povos com diferentes grupos étnicos que habitam o nosso país desde antes do início da colonização.

brasileiros com descendência africana ou não com pele mais retinta (pele mais escura).

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Como você classifica a sua cor/raça?


Você sabe o que é racismo?

Vocabulário em debate: os tipos de racismo. Estrutural: é um processo histórico e político que reproduz estruturalmente os privilégios ou as subalternidades de um sujeito com base em sua cor, raça e etnia.

O mais importante!

Institucional: define a existência de desigualdades não apenas por indivíduos, mas por determinados grupos étnico-raciais que têm o controle sobre instituições e se utilizam dessas estruturas para impor seus próprios interesses políticos e econômicos.

Veja como você pode cooperar com a causa:

Recreativo: quando o racismo é manifestado de maneira ofensiva, em piadas e brincadeiras depreciativas, como por exemplo associando características raciais a animais, a pessoas que vivem à margem da sociedade, entre outros.

» Nunca deixe, em hipótese nenhuma, a raça, cor ou etnia de alguém influenciar na percepção da capacidade profissional dos colegas de trabalho.

Cultural: é a crença de que existe superioridade entre as culturas e religiões, como acreditar que o cristianismo é melhor do que as religiões afro-brasileiras, por exemplo.

» Abandone os rótulos e esteja aberto às novas demandas sociais.

Não faça e nem tolere piadas, brincadeiras, comportamentos ou atitudes de cunho racista, que ofendam e desmotivam colaboradores de qualquer raça, cor ou etnia e ascendência.

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Racismo é a discriminação que parte da crença na superioridade de uma raça em relação às outras, gerando condutas discriminatórias dirigidas a determinados grupos ou coletividades. No Brasil, é crime previsto na Lei de Racismo (7716/89), e está presente na sociedade de diferentes formas.


Biscoito de Gênero*

Pessoas LGBTQIA+

Identidade

Aprenda os termos corretos e utilizados atualmente para evitar constrangimentos ao interagir com colegas e o público em geral.

Identidade de Gênero

Identidade de gênero A forma como a pessoa se reconhece dentro dos padrões de gênero feminino e masculino. Trans: a pessoa cujo gênero, aparência física, expressão e/ ou anatomia não se encaixa no gênero atribuído no seu nascimento. O termo reúne pessoas transexuais, travestis e transgêneros. Cisgênero: quem se identifica com o gênero igual ao do sexo de seu nascimento.

Mulher Homem

Atração

Expressão de Gênero

Feminilidade Masculinidade

Expressão Sexo

Sexo Anatômico

Feminino Masculino

Sexo designado no nascimento Feminino

Intersexual

Masculino

Sexualmente atraído por... Mulheres e/ou Feminino e/ou Pessoas Femininas Homens e/ou Masculino e/ou Pessoas Masculinas Romanticamente atraído por... Mulheres e/ou Feminino e/ou Pessoas Femininas Homens e/ou Masculino e/ou Pessoas Masculinas

*Genderbread, nome original desta figura, faz um jogo de palavras que brinca com a sonoridade da expressão em inglês “gingerbread” (biscoito de gengibre), espécie de guloseima caseira tradicional norte-americana, normalmente feita na forma de uma pessoa. Pela impossibilidade de tradução, optamos por essa versão em português.

LGBTQIA+ Sigla que representa pessoas Lésbicas, Gays, Bissexuais, Trans e outras definições para identidade e expressão de gênero, orientação sexual e sexo biológico.

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Você já deve ter ouvido falar na sigla GLS (Gays, Lésbicas e Simpatizantes), mas esse termo não é mais utilizado porque não representa toda a diversidade dessa comunidade.


Orientação sexual

Heterossexual

Homossexual

Lésbica

Gay

Bissexual (ou Bi)

Assexual

quem tem sentimentos afetivos e atração sexual por pessoas de outros gêneros.

pessoas que sentem atração física e alimentam sentimentos afetivos por pessoas do mesmo gênero.

mulher que sente atração emocional ou física por outra pessoa do mesmo gênero.

homem que sente atração emocional ou física por outra pessoa do mesmo gênero.

pessoa que sente atração emocional ou física por pessoas do mesmo sexo e do sexo oposto.

quem não sente atração física por outras pessoas, seja qual for o gênero que possuam.

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Termo que indica a forma como a pessoa se sente em relação à afetividade e à sexualidade.


Além de respeitar, veja como você pode cooperar com a causa: » A sexualidade e a identidade de gênero são apenas características da pessoa, por isso não foque suas conversas nesses temas.

» Casais não são formados apenas por um homem e uma mulher, por isso considere todas as possibilidades em datas especiais como Dia das Mães, Dia dos Pais, entre outras. » Uma pessoa homossexual não “deve” e nem “precisa” se assumir publicamente. Respeite a decisão de quem é mais reservado quanto à sua orientação sexual. » Ao conversar com pessoas transgêneras, respeite o nome pelo qual elas optaram ser chamadas (identidade social). » Aceite e respeite que pessoas transgêneras possam utilizar o banheiro correspondente ao papel social pelo qual se apresentam.

O mais importante! Não faça e nem tolere piadas ou comentários preconceituosos que ofendam e desmotivem as pessoas LGBTQIA+. Além de ser desumano, é um crime previsto na Lei de Racismo (7716/89), por ainda não haver legislação específica.

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» Acrescente ao seu vocabulário expressões como “orientação sexual” e “identidade de gênero”, e evite termos inadequados como “escolha”, “opção” ou “preferência”.


Pessoas com Deficiência De acordo com a Lei Federal 3.298/1999, deficiência é “todo e qualquer comprometimento que afete a integridade da pessoa e traga prejuízos na locomoção, na coordenação de movimentos, na fala, na compreensão de informações, na orientação espacial ou na percepção e contato com as outras pessoas”. Uma deficiência pode ser congênita (de nascença) ou adquirida em qualquer etapa da vida, com causas diversas: falta de informações durante a gestação, doenças degenerativas ou não, erros médicos, acidentes de trânsito ou domésticos, violência urbana, entre outras.

Tipos de deficiência Visual Auditiva

Intelectual

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Física


Auditiva

Física

Intelectual

Deficiência visual

É a baixa capacidade de audição em níveis diferentes e/ou surdez. Algumas pessoas podem se comunicar oralmente em português, outras fazem leitura labial e/ou utilizam aparelho auditivo. Os surdos propriamente ditos possuem identidade, cultura e até língua própria: a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS).

É o termo utilizado quando a pessoa tem alteração completa ou parcial de uma ou mais partes do corpo, sempre com comprometimento da função física e não apenas estética. As mais conhecidas são paraplegia e tetraplegia.

Pessoas com o funcionamento intelectual comprometido, com manifestação comprovada antes dos 18 anos e limitações associadas a duas ou mais áreas de habilidades como:

Termo que abrange a perda total ou parcial da visão, congênita ou adquirida. Há subgrupos:

» » » »

Comunicação Cuidado pessoal Habilidades sociais Utilização dos recursos da comunidade » Saúde e segurança » Habilidades acadêmicas » Lazer e trabalho

Baixa visão: capacidade visual comprometida, mesmo após algum tipo de tratamento. A pessoa geralmente consegue ler textos ampliados ou usando óculos e lentes.

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O termo também se aplica quando há amputação ou ausência de um ou mais membros, membros com deformidade congênita ou adquirida, paralisia cerebral e nanismo (quando a pessoa é anã).

Cegueira: perda total da visão ou pouquíssima capacidade de enxergar, casos em que é comum a pessoa recorrer à escrita braille.


Veja como você pode cooperar: Deficiência Visual

Deficiência Auditiva

Deficiência Física

Deficiência Intelectual

» Pessoas cegas escutam normalmente, não é preciso falar mais alto.

» Mantenha o contato visual sempre e fale pausadamente para que a pessoa possa entender se a sua fala continua ou acabou.

» Mantenha as áreas comuns livres de obstáculos.

» Não use diminutivos como “lindinho”, “fofinho”, etc.: trate a pessoa de acordo com a fase da vida em que ela está.

» Avise se no caminho tiver degraus, buracos, pisos escorregadios e outros tipos de obstáculos. Faça o mesmo em casos de mudança de estrutura, como nova posição de móveis ou reformas. » Nas escadas, deixe o corrimão livre. » Em qualquer ambiente novo, é bom que a pessoa seja conduzida até se familiarizar e, assim, ter mais autonomia. » Não brinque com cães-guia, pois eles são treinados para acompanhar e proteger as pessoas cegas, e brincadeiras podem distraí-los.

» Se a pessoa com deficiência estiver acompanhada, dirija-se sempre a ela e não ao acompanhante. » Não utilize o termo surdo-mudo, pois a pessoa surda “fala” (ou seja, se comunica) do seu jeito. Existe até uma língua própria, no Brasil, a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS). Incentive a equipe a aprender! » Caso não entenda o que a pessoa disse, peça para ela repetir. Se mesmo assim não entender, peça para que ela escreva, mas lembre-se de que nem todas as pessoas surdas leem ou escrevem. » Ao planejar um evento, garanta os recursos de acessibilidade, como intérprete de LIBRAS e legenda em tempo real.

» Fique atento às características da pessoa com deficiência. Se tiver dúvida, pergunte qual a melhor forma de agir e/ou se ela realmente precisa de ajuda. » Quando conversar com um cadeirante, torne a interação mais confortável e sente-se na mesma altura dele. » A cadeira de rodas é como se fosse uma extensão do corpo da pessoa, não apoie, segure ou tente conduzir sem ela autorizar. » Se a pessoa se locomover devagar por causa de sua deficiência, acompanhe o ritmo dela. » Não tenha receio de usar palavras como “correr” ou “caminhar” - as pessoas com deficiência também usam.

» Cumprimente e se despeça normalmente, como com qualquer uma das outras pessoas presentes. » Seja claro, paciente e fale de maneira simples e direta. O aprendizado de pessoas com deficiência intelectual geralmente vem com a prática. » Não seja superprotetor, dê espaço e tempo para a pessoa desempenhar suas tarefas com tranquilidade. » Pessoas autistas e pessoas com transtornos psicossociais também podem ser consideradas, por lei, aptas a atividades profissionais, e se enquadram na Lei de Cotas.

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» Ofereça ajuda verbalmente e avise antes de tocar no braço, cotovelo ou ombro para que ela possa sentir e acompanhar seus movimentos.


Expediente Projeto e concepção: fmcom Redação: Guilherme Zacarias Design: Alessandro Ziegler

O que fazer em casos de preconceito? Caso você vivencie ou presencie algum comportamento inadequado, que entre em conflito com o nosso Código de Ética, faça um relato no Canal de Ética Coop.

Acesse o QR Code ao lado ou digite portalcoop.com.br/canal-de-etica no seu navegador. O relato também pode ser feito pelo telefone 0800 880 1841, 24 horas por dia e 7 dias por semana. De segunda a sexta-feira, das 9h às 17h, está disponível o atendimento pessoal.

Ajude a mapear os possíveis casos de preconceito e a discriminação, denuncie! O canal de ética é seguro e sigiloso, sem a necessidade de colher seus dados.

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Canal de Ética Coop

Fotos: Adobe Stock


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