MESTRE MANUEL LIMA
Exposição Mestre Manuel Lima Espaço Politécnico Lx 9 de abril de 2018 Comemorações do 32.º Aniversário do IPL
COMEMORAÇÃO DO 32.º ANIVERSÁRIO DO IPL EXPOSIÇÃO DE MANUEL LIMA O Politécnico de Lisboa inicia, em 2018, ano em que comemora o 32.º aniversário, um novo ciclo na relação com a comunidade com a exposição alusiva à obra do Mestre Manuel de Lima. Dispondo o IPL, de infraestruturas de qualidade, quer em termos arquitetónicos, quer de funcionalidade, com o Palacete Politécnico Lx, colocamos, agora, as mesmas, ao dispor da comunidade, não só a do Politécnico de Lisboa, mas, também, a da área metropolitana de Lisboa e, particularmente, das Freguesias de Benfica e São Domingos de Benfica. Mais do que exposições ocasionais, como as que já têm sido promovidas, existe agora a vontade de transformar este espaço num polo cultural. Os vários espaços do Palacete Politécnico Lx, a “Sala dos Atos” e o “Espaço Politécnico Lx”, vão alargar a sua atividade, passando a acolher conferências, colóquios, debates, projeções, exposições, apresentações, entre outros, com uma programação continuada, que poderá, brevemente, ser consultada na nossa Agenda Cultural. A programação estará, prioritariamente, relacionada com as atividades do Politécnico de Lisboa, mas será, certamente, mais abrangente e alargada a particulares e outras instituições. A Mostra que agora inauguramos é muito significativa da obra de um relevante artista plástico e cenógrafo português, Manuel Lima, que foi também um importante docente que formou e marcou várias gerações de alunos e produtores culturais, não só na esfera da Pintura, mas numa área muito mais vasta, a da criação artística. Estão todos convidados, a partir de agora, a fruir desta exposição, mas, sobretudo, a viver este espaço cultural, esperando-se que nele se realize um maior número de iniciativas. Lisboa, IPL 9, abril de 2018 Elmano Margato
Presidente do Politécnico de Lisboa
ENSINAR A VER «Diego no conocía la mar. El padre, Santiago Kovadloff, lo llevó a descubrirla. Viajaron al sur. Ella, la mar, estaba más allá de los altos médanos, esperando. Cuando el niño y su padre alcanzaron por fin aquellas cumbres de arena, después de mucho caminar, la mar estalló ante sus ojos. Y fue tanta la inmensidad de la mar, y tanto su fulgor, que el niño quedó mudo de hermosura. Y cuando por fin consiguió hablar, temblando, tartamudeando, pidió a su padre: —¡Ayúdame a mirar!» Eduardo Galeano – “El Mar” Ao longo da sua riquíssima vida, que esta exposição prolonga agora, não com uma homenagem póstuma, mas como um meio de dar a conhecer uma obra muito vasta e extensa, que em algumas áreas permanece inédita, nomeadamente por integrar várias coleções particulares, Manuel Lima foi um mestre. Não no sentido atual, de alguém com um título universitário do segundo ciclo, mas daquele que tem grande mérito, que domina muito bem uma área, que dirige uma “oficina” ou, também, aquele que acolhe outros, os alunos, ou melhor, os discípulos, e os forma no seu métier. Manuel Lima, foi professor na importante Escola António Arroio, docente na Escola Superior de Belas Artes da Universidade de Lisboa e foi também mestre a outros níveis, nomeadamente como artista plástico, produzindo um corpus de obras muito significativo, com uma qualidade inquestionável, sendo o seu percurso artístico conhecido e como tal plasmado nos vários catálogos das muitas exposições que realizou.
Relembre-se que nasceu em 1911, no primeiro ano da República. Com capacidades plásticas evidenciadas desde tenra idade, frequentou a Escola Superior de Belas Artes no primeiro quartel do século terminando o Curso Superior de Pintura, onde foi aluno, ou melhor, discípulo de alguns de nomes bem emblemáticos do naturalismo português de onde destaca Simões de Almeida (sobrinho), Henrique Franco ou Veloso Salgado. A análise da obra de Manuel Lima impõe, antes de mais, um enquadramento temporal. Todos somos, sem dúvida, fruto da nossa época, e o autor em apreço foi-o claramente, a sua vida decorreu num período muito peculiar, o século XX. Viveu a mocidade nos anos 20 e começou a vida profissional na década de 30 no Portugal do Estado Novo, um tempo particularmente perturbante da nossa história, o que se evidencia claramente na esfera das artes plásticas. Estas, em Portugal, derivam por um lado de todas as propostas modernistas, sobretudo com as exposições no Bristol Club, as obras de Amadeu de Souza Cardoso e da geração do Orfeu, que depois foram totalmente reformadas e recuperadas por António Ferro no Secretariado da Propaganda Nacional - SPN, depois Secretariado Nacional de Informação, Cultura Popular e Turismo - SNI, colaborando muitos dos autores na grande Exposição do Mundo Português de 1940, onde também foram apresentados vários trabalhos de Manuel Lima, pelo que se pode afirmar que a sua obra é absolutamente exemplar do compromisso entre uma notável modernidade e uma estética muito específica portuguesa. Foi pintor, desenhador, cenógrafo, autor de cartões para tapeçarias e painéis de cerâmica, ilustrador para periódicos, etc., havendo a referir que, qualquer que seja a linguagem escolhida teve sempre uma linha coerente. É importante referir que, quem se interesse pela matéria artística, rapidamente encontra denominadores comuns identificáveis. Não é efetivamente difícil fazer a atribuição de uma obra a Manuel Lima. Como características tem, sem dúvida, uma expressão plástica invulgar, um domínio da linguagem do desenho, fruto de capacidades plásticas inatas complementadas por uma sólida formação académica. A sua preocupação jamais foi experimentalismo, tantas vezes pouco fértil
e que leva a nenhures, como se verifica frequentemente no panorama contemporâneo. Assim, é produzida uma linguagem apropriada à comunicação pretendida, num arco alargado de temáticas, que vai do retrato à paisagem, sendo de referir como particularmente importante, o facto das artes da cena estarem presentes a vários níveis. Importa realçar este aspeto que se torna uma particularidade própria, que não será exclusiva do autor em apreço, mas que no caso é mesmo transformada numa quase forma de vida: trata-se da ligação ao mundo espetáculo. Efetivamente, não pode ser dissociada a obra de Manuel Lima da sua vida no Teatro, iniciada nos anos 30 e também no Cinema, um pouco mais tarde, a partir de 1946, sendo responsável pela cenografia e direção artística num número muito relevante de produções para ambas as áreas à semelhança de outros autores, como Almada Negreiros, com quem conviveu. Na esfera particular da arte dramática, registe-se que desde muito cedo que trabalhou para várias salas de espetáculo e para diferentes géneros de teatro, da revista do Parque Mayer ao teatro erudito. Se um núcleo importante do seu trabalho foi efetivamente para o teatro de revista, é importante registar que jamais se ateve só a este, antes pelo contrário, teve produções muito significativas em outros géneros, nomeadamente no Teatro Experimental do Porto, tendo criado e coordenado a execução de inúmeros cenários. Não pode, também, deixar de ser citado, o seu trabalho na esfera do Cinema nomeadamente como cenógrafo ou diretor de arte, que teve início como assistente de arte no filme Camões de Leitão de Barros em 1946. Assinou posteriormente a direção artística de um número significativo de filmes entre este ano e 1972. Trata-se efetivamente de uma vida no Teatro e no Cinema da qual a Escola Superior de Teatro e Cinema faz no presente ano de 2018 uma pequena mostra, onde se expõe apenas uma muito ínfima parte da produção vastíssima e que merece um levantamento exaustivo, esse sim por fazer, pela sua qualidade e extensão, deveria ser publicado em estudo vocacionado. É muito importante afirmar que este ato de criação era acompanhado com a vivência de um ambiente muito específico, onde o convívio com
algumas das mais notáveis figuras do panorama artístico se dava tanto no palco como fora dele. Há a referir que viveu num tempo onde pintores conviviam em tertúlias com escritores, com jornalistas, com atores, num ambiente que tinha tanto de boémio, como de cultural. Este ambiente boémio do “mundo” do teatro, de um mundo que infelizmente já se perdeu que era o viver na Arte, a forma de passar os dias, as discussões, o confronto intelectual, mas também a tal boémia, uma boémia muito especial, lembre-se que o cabaré Maxime era mesmo ao lado do Parque Mayer e são, no fundo, estas referências que nós conseguimos ver na sua pintura. Este modo de viver, que influenciou e está plasmada em toda a sua obra, considerando-se mesmo que esta ganha novo significado se feito o cruzamento apontado. São todos estes detalhes que estão retratados e de forma muito interessante na sua vasta, extensa e importante obra, onde o mundo das artes do espetáculo é omnipresente. Está também presente em muitos dos seus retratos, onde tantas vezes a emblemática máscara que remonta a Grécia clássica faz parte da composição, permitindo e complementando a representação do retratado. A própria forma como representa a natureza, nas várias paisagens que executou, remete também para o mundo da cenografia lembrando muito os telões gigantes pintados pelos cenografistas. A relevância do seu trabalho é ainda mais significativa tendo em conta que fez obras para importantes edifícios públicos, onde se incluem as pinturas que decoravam o salão nobre do Teatro D. Maria II eram da sua autoria. Disse Marisa Frohlich Seidel (2016) no seu artigo “Arte Contemporânea: Arte e Vida” que «A arte é uma atividade fundamental ao ser humano, pois quando o homem produz, ele interage com o mundo em que vive e consigo mesmo. Ela é necessária para que o ser humano se torne capaz de conhecer e assim poder mudar algo. É capaz de comover a alma, pois expressa sentimentos. Tem a função de estimular o pensamento humano, de fazer pensar sobre o mundo em que se está inserido e sobre a própria forma de vida, tudo isso porque a arte é um conhecimento, uma expressão humana muito forte, é um grito que provém da alma.»
Foi, no fundo, o que Manuel Lima se limitou a fazer e não foi pouco, já que como artista plástico foi efetivamente exemplar de uma maneira, de uma forma de fazer arte, em Portugal. Paulo Morais-Alexandre Professor do Ensino Superior. Regente das cadeiras “Problemas da Arte Contemporânea” e “História da Arte” na Escola Superior de Teatro e Cinema. Doutor em Letras, especialidade de História da Arte pela Universidade de Coimbra. Investigador Centro de Investigação e de Estudos em Belas-Artes – CIEBA da Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa. Pró-presidente para as Artes do Instituto Politécnico de Lisboa.
DE DÁRIO VIDAL PARA MESTRE MANUEL LIMA “… no próximo ano passas para o curso noturno e durante o dia vens para o meu atelier!”. Foi assim o começo da minha atividade profissional. Tinha então 14 anos. Estávamos no final da década de 40 do século passado. Este conselho e minha consequente aceitação foi-me dado por Manuel Lima, meu grande professor, mestre e amigo. Na escola António Arroio os alunos da minha geração tiveram a sorte de beneficiar dos ensinamentos dos maiores mestres da arte contemporânea então vigente. A título de exemplo relembro Lino António, Frederico George, Abel Manta, Estrela Faria, Falcão Trigoso, Euclides Vaz, entre outros. Manuel Lima fez parte deste magnífico conjunto de ouro. Desde as minhas primeiras aulas naquela escola de excelência estabeleci uma grande empatia com este mestre ímpar, acompanhada por uma enorme admiração. Manuel Lima era um artista admirável. Era pintor, desenhador, gravador, figurinista, decorador cenógrafo. Tudo o que fazia tinha um cunho muito pessoal e um toque artístico absolutamente magistral. Como grande mestre que era ele sabia transmitir sabedoria a todos os seus colaboradores com a maior das humildades. Para ele os seus “alunos” eram o máximo. Faziam parte da sua continuidade. Um dia Manuel Lima foi convidado a fazer um painel no Hot Club, evocativo do jazz New Orleans. Ele foi pintando o painel ao longo de vários dias, com a minha humilde colaboração. Mas um dia chegou lá e disse: “estou farto! Agora acaba tu”. Eu respondi: mas mestre, este painel é da sua autoria. Ao que ele retorquiu: não! É da nossa autoria. Quando acabares venho cá ver e, se estiver bem, assinamos os dois. De um homem com este nível outra coisa não seria de esperar e muito mais fica por dizer. Obrigado mestre Manuel Lima por tudo o que me ensinaste!
MANUEL LIMA (1911-1991)
Manuel Lima nasceu em Nisa, Alentejo, a 10 de junho de 1911. Evidenciou, ainda criança, talento para as Artes Plásticas. Frequentou o liceu, em Coimbra. Cursou, mais tarde, a Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, onde teve por mestres, Simões de Almeida (sobrinho), Luciano Freire, Veloso Salgado, Henrique Franco e Varela Aldemira. Terminou o Curso Superior de Pintura com a classificação de 18 valores. Obteve, muito jovem, (1926) o primeiro prémio, num concurso a nível nacional, para um cartaz. Era o precedente de muitos outros: Prémio “Miguel Ângelo Lupi”; “Medalha de Prata” da Sociedade Nacional de Belas Artes; Prémio “Gustavo Cordeiro Ramos” (1983), atribuído também pela Sociedade Nacional de Belas Artes, com a obra “Mercador de Ilusões”; Prémio “Correio da Manhã” (1984), com a pintura “Maternidade”. Marcou presença em exposições coletivas, entre outras, no Salão Bobone, em Lisboa (1931/32); na Galeria Espaço, no concelho de Évora (1932); numa exposição de Arte, em Lisboa (1935); numa exposição no Mosteiro dos Jerónimos, de que também foi organizador (1979); na Galeria de S. Francisco (1981/84); no Palácio dos Coruchéus (1980/86); na Galeria d’Arte do Casino do Estoril (1990). Em 1932 começou a expor e continuou a fazê-lo regularmente durante cerca de 20 anos com o “Grupo de Artistas Portugueses”. Participou, a convite de José Tagarro, no “Salão dos Independentes”, organizado por aquele pintor. Em 1992, participou na primeira Exposição de Artistas Alentejanos, realizada na Câmara Municipal de Santiago do Cacém.
Individualmente expôs na Galeria do Diário de Notícias em 1983 e, no mesmo ano, na Galeria Teoartes de Évora; em 1990 na Casa de Cultura D. Pedro V, (Mafra). Trabalhou com o pintor António Soares nos painéis do Palácio da Assembleia da República; colaborou na Exposição do Mundo Português em 1940, sendo da sua autoria os arranjos decorativos e pinturas murais das salas “Oceania”, “Documentos” e “Ordens Militares”; apresentou na Exposição Histórica da Ocupação o painel “Os Navegadores”; integrou a equipa dirigida pelo arquiteto Miguel Jacobetty no Estádio Nacional. Em 1931, foi convidado para trabalhar em Teatro e contribuiu com os seus dotes artísticos como cenógrafo nesta área, onde se manteve dedicadamente por largos anos. Das numerosas maquetas e cenografias que concebeu e realizou, destacam-se: “L’Alouette”, de Jean Anouilh; “As mãos de Euridice”, de Pedro Bloch, com Rudolfo Mayer como protagonista; “Seis personagens à procura de um autor”, de Pirandello e encenada por Redondo Júnior; “Está lá fora um inspetor”, de Priestley, com João Vilaret; “O Mar”, de Miguel Torga, pelo Teatro Experimental do Porto e sob a direção de António Pedro; “Ana Cristina”, adaptação de Henrique Galvão, da obra de Eugene O’Neill; “Bailados e cantares de Portugal”, de Fernando Lima e Águeda de Sena. A partir de 1941 estendeu ao Cinema o seu contributo plástico, como maquetista, decorador e cenógrafo, nomeadamente nos filmes: “Camões”, de Leitão de Barros; “O desterrado”, de Manuel Guimarães; “O último crime de João Bolandas”, do romance de Domingues Monteiro, produção de Bourdin de Macedo e realização de Jorge Brun do Canto; “Vidas sem rumo”, realizado por Manuel Guimarães com argumento de Alves Redol e Guimarães.
Em 1952 foi para o Brasil, contratado expressamente como cenógrafo de teatro, cinema e televisão, mas apesar das ótimas condições que ali desfrutou, regressou em 1956 impelido pela saudade. Fez parte, como maquetista e ilustrador, da redação do jornal dirigido por Augusto de Castro “A noite”, e do semanário orientado por Artur Portela “Mundo Gráfico". Entre 1965 e 1981 dedicou-se especialmente à pintura mural, à tapeçaria e à cerâmica, executando trabalhos para o Palácio da Justiça de Almada, Igreja de Alcoentre, Palácio da Justiça de Alcácer do Sal, Hospital de Portalegre, Câmara Municipal de Miranda do Douro e Capela do Hospital Egas Moniz em Lisboa. A atividade docente que já tinha exercido nas Escolas Secundárias Afonso Domingos e Escola de Artes Decorativas António Arroio retomou-a, em 1956, nesta última. Nesse mesmo ano prestou provas públicas para provimento de um lugar de professor do 5º. Grupo da Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, obtendo o título de Professor Agregado. Em 1974 foi nomeado professor efetivo na área de pintura, função que desempenhou até atingir o limite de idade em 10 de Junho de 1981; tendo feito parte da Direção da Escola, nunca deixou de dar aulas aos seus alunos. Continuou a trabalhar e a dar aulas particulares no seu atelier no Palácio dos Coruchéus em Lisboa. Pertenceu à Academia Nacional de Belas Artes. Está representado no Museu de Arte Contemporânea e muitas das suas obras integram coleções particulares, quer no país, quer no estrangeiro, sobretudo Espanha, França, Alemanha e Brasil. Após a morte do pintor em 1991, a família do Mestre Manuel Lima propôs-se efetuar uma série de exposições com as obras do artista. Duas exposições já foram realizadas em 1992, uma no Padrão dos Descobrimentos, sob o patrocínio da Câmara Municipal de Lisboa e outra, na Casa da Cultura D. Pedro V, promovida pela Câmara Municipal de Mafra.
Arlequim Óleo, 59cm X 74cm
Mulher de Gabardine Óleo, 64cm X 77cm
Nú Carvão e guache, 68cm X 63cm
Abstrato Óleo sobre madeira, 89cm X 70cm
Amanhecer Óleo, 70cm X 100cm
Mulher de sombrinha Guache, 54cm X 76cm
Paisagem Guache, 76cm X 61cm
Rapaz do Alentejo Óleo sobre madeira, 89cm X 70cm
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Sem título Óleo, 71cm X 89cm
Atriz Óleo, 70cm X 89cm
Rua Só Óleo, 70cm X 89cm
Paisagem de Rochas Guache, 75cm X 60cm
Outono Guache, 76cm X 61cm
Abstrato Guache, 59cm X 63cm
Paisagem Guache, 52cm X 68cm
Pescadores Tinta da China, 52cm X 63cm
Alentejana Guache, 64cm X 79cm
Mãe com o menino ao colo Óleo sobre tela, 58cm X 79cm
O Retrato Óleo, 59cm X 72cm
Árvore Óleo, 89cm X 129cm
Sem título Guache, 59cm X 73cm
Apóstolo Guache, 37cm X 45cm
Cabeça de Cristo Guache, 54cm X 60cm
Sem título Desenho a lápis, 59cm X 79cm
Mulher de Manto Óleo, 45cm X 54cm
Casarão Guache, 59cm X 75cm
Ruínas Guache, 79cm X 60cm
Pastor Guache negro, 53cm X 71cm
Sem título Guache, 52cm X 70cm
Toureiro Guache, 60cm X 81cm
Nú Sanguínea, 70cm X 100cm
Pastorinhas Óleo sobre madeira, 70cm X 91cm
Ritual Óleo sobre tela, 126cm X 88cm
Camarim Óleo, 82cm X 90cm
Sem título Acrílico, 82cm X 90cm
Cavaleiro Guache, 73cm X 56cm
Natureza morta Óleo sobre tela, 93cm X 132cm
Autoretrato
Curadoria Paulo Morais-Alexandre Pró-Presidente para as Artes
Organização Gabinete de Comunicação e Imagem
Design DESIGNLAB4U | Escola Superior de Educação de Lisboa