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A ARTE DE ANTÓNIO ROQUE MOVIMENTO & PERSPECTIVA
GO
15 NOV. 16 DEZ. DE 2019
ESPAÇO ARTES - POLITÉCNICO DE LISBOA
ESTRADA DE BENFICA, 529, 1500-310 LISBOA
MOVIMENTO & PERSPECTIVA A Arte de António Roque
«“Quand on veut être très exact on éprouve de grandes déceptions en travaillant. Il faut savoir saisir le moment du paysage à l’instant juste, car ce moment-là ne reviendra jamais et on se demande toujours si l’impression qu’on a reçue a été la vraie. Et le résultat ? Voyez ce tableau-là, au milieu des autres, qui dès le premier abord a attiré votre attention, celui-là seul est parfaitement réussi, — peut-être parce que le paysage alors donnait tout ce qu’il était capable de donner.» Claude Monet
O ponto de partida foi o desejo da expressão, muito estranho e pouco habitual para alguém que vem do concreto da Engenharia. Assim, António Roque sentiu uma necessidade imperiosa de comunicar através da Pintura e iniciou um percurso relativamente heterodoxo, mas, ao contrário de outros que se pretendem autodidatas e que, devido à falta de capacidade de se exprimirem figurativamente, se refugiam no “pseudo-abstracto”, logo percebeu a necessidade de formação e, sobretudo, de uma formação de qualidade, o que o levou a frequentar, com grande sucesso, os vários cursos de formação artística da Sociedade Nacional de Belas Artes. Aí estudou Pintura, Desenho, Cor, com vários mestres, sendo de destacar as aulas de Desenho com Modelo, do escultor Quintino Sebastião, um notável e raro professor, tantas vezes incompreendido, o que o dotou com as ferramentas necessárias ao domínio da linguagem do desenho. De destacar também uma dilatada e contínua formação com o pintor Jaime Silva em Pintura, o que, conjuntamente com outras formações, lhe permitiu a criação das primeiras obras, que viriam a ser expostas nos salões desta importante instituição. Dotado das utensílios necessários à criação plástica, começou a expor as suas obras em mostras colectivas e, depois de várias selecções e exposições, das quais se destaca a do corrente ano para a XXI Bienal da Festa do Avante ou a exposição coletiva da IV Edição do Premio Internacional de Pintura - Julio Quesada realizada em Crevillente, Alicante, Espanha, chega a vez do Instituto Politécnico de Lisboa apresentar, no seu Espaço das Artes, uma exposição individual com a sua obra e onde se mostram telas de dimensões consideráveis,
onde a paisagem é dominante, as cores ousadas, com forte dose de inovação, mas onde a paisagem não é estática, transmitindo de alguma forma uma movimentação à volta e no interior da mesma, o que lhe confere uma nova dimensão, a quarta, a do Tempo. António Roque tenta uma síntese de enorme dificuldade: a conjugação entre a representação da perspectiva, a transcrição dos valores espaciais, com o movimento, ao qual acresce ainda a luz. Sim, porque as suas pinturas são luminosas. Está-se, pois, perante uma proposta rara, um desafio que o pintor se propôs vencer. Cabe a quem vê as telas julgar o que vê, mas para tal há que haver uma vivência das obras, esse é o repto que nos é deixado, a única maneira de sentir as telas, porque e aí reside a proposta do pintor, não a opção pela visão analítica das obras, mas literalmente mergulhar sem reservas nas mesmas, o que implica uma capacidade de fruição, de abarcar o conjunto da pintura, das pinturas. Wassily Kandinsky que se preocupou com as questões da espiritualidade na Arte, falou das várias formas de se ver uma exposição de pintura: «Com olhos frios e mente indiferente, os espectadores olhas para as obras. Os connoisseurs admiram o domínio técnico (como alguém que admira um equilibrista), apreciam a “qualidade da pintura” (como alguém que gosta de um salgado). Mas almas famintas passam fome. O rebanho vulgar passeia pelas salas e ajuíza as pinturas como “agradáveis” ou “esplêndidas”. Os que podiam falar não disseram nada, os que podiam ouvir não ouviram nada.». Há efectivamente várias formas de ver uma exposição de pintura, mas apenas uma é frutuosa, a que passa pela imersão nas obras e pela sua vivenciação.
Paulo Morais-Alexandre Professor-adjunto da Escola Superior de Teatro e Cinema; Pró-presidente para as Artes do Intituto Politécnico de Lisboa; Investigador integrado do Centro de Investigação e de Estudos em Belas-Artes (CIEBA) da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa; Doutor em Letras, especialidade de História da Arte pela Universidade de Coimbra; Sócio correspondente da Academia Nacional de Belas Artes.
ANTÓNIO ROQUE Nasceu em Algodres, Figueira de Castelo Rodrigo, no ano de 1961, vivendo desde cedo em Santa Comba, Vila Nova de Foz-Côa. Bacharel e Licenciado pelo Instituto Superior de Engenharia de Lisboa do Instituto Politécnico de Lisboa. Mestre e Doutor em Engenharia Electrotécnica e de Computadores pelo Instituto Superior Técnico da Universidade de Lisboa. Sócio da Sociedade Nacional de Belas Artes. Frequenta desde 2001 vários dos Cursos de Formação Artística da Sociedade Nacional de Belas Artes: Atelier de Pintura, Desenho, Introdução à Cor, Perspectiva, Atelier de Modelo, Atelier Livre, Intervenção Plástica, Workshop de Aguarela. Nas várias formações que cursou teve ocasião de estudar e criar com professores, também artistas relevantes, como Jaime Silva, Armando Brito, Quintino Sebastião, Alexandre Grave, entre vários outros.
EXPOSIÇÕES COLECTIVAS XXI Bienal da Festa do Avante. Seixal, 2019, Setembro. Exposição Colectiva Casa da Baía, galeria da Câmara municipal de Setúbal, 2013, Outubro. Junta de Freguesia de Alfragide. Alfragide, Novembro, 2006. IV Edição do Premio Internacional de Pintura - Julio Quesada, Museu Júlio Quesada. Crevillente, Alicante, Outubro, 2006. Pátio Bagatela. Lisboa, 2006, Julho. Exposição Colectiva da Casa do Artista. 2006, Junho. Exposição Coletiva ART. Lisboa, Maio, 2006. Exposição Coletiva dos Sócios da Sociedade Nacional de Belas Artes. Lisboa, Sociedade Nacional de Belas Artes. Lisboa, 2004. Participa, desde 2002, nas exposições coletivas de trabalhos selecionados dos alunos dos Cursos de Formação Artística da Sociedade Nacional de Belas Artes de Desenho e Pintura.
EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS Galeria de Arte do Clube Nacional de Artes Plásticas. Lisboa, 2007, Novembro. Galeria da Câmara Municipal de Vila Nova de Foz-Côa. Foz-Côa, 2010, Outubro.
OBRAS
01
Plaza de Canalejas Óleo sobre tela 100cm X 100cm
2008
02
As Portas da Cidade Luz Óleo sobre tela 80cm X 100cm
2008
03
A Festa Óleo sobre tela 120cm X 100cm
2019
04
As gentes na Cidade Óleo sobre tela 120cm X 100cm
2019
05
A Leveza do Ser Óleo sobre tela 120cm X 100cm
2019
06
Praça das Colunas Óleo sobre tela 100cm X 70cm
2018
07
O Cais Técnica mista 120cm X 100cm
2019
08
Das Trevas à Luz Óleo sobre tela 8cm X 2cm
2019
09
A Espera Óleo sobre tela 100cm X 100cm
2019
10
As Cheias Óleo sobre tela 100cm X 60cm
2019
11
O Terreiro Óleo sobre tela 90cm X 17cm
2019
12
Espelhos de Água Técnica mista 50cm X 30cm
2019
13
Nochevieja Puertas del Sol Óleo sobre tela 30cm X 50cm
2019
14
Batalha de Montemor Óleo sobre tela 150cm X 200cm
2007
15
Os Banhistas Óleo sobre tela 90cm X 17cm
2018
16
Monte Branco Técnica mista 80cm X 227cm
2019
17
Tons de Outono Óleo sobre tela 70cm X 100cm
2018
18
Ocaso Óleo sobre tela 85cm X 104cm
2018
19
Nenúfares V
Óleo sobre tela 90cm X 117cm
2018
20
Ausência de Fogo Óleo sobre tela 100cm X 70cm
Coleção particular 2019
CA LO
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A ARTE DE ANTÓNIO ROQUE MOVIMENTO & PERSPECTIVA
GO
15 NOV. 16 DEZ. DE 2019
ESPAÇO ARTES - POLITÉCNICO DE LISBOA
ESTRADA DE BENFICA, 529, 1500-310 LISBOA