

FCW
Os vencedores do Prêmio de Arte, Ciência e Cultura 2016
coordenação desta edição
José M. c aricati
FUndação conrado W esseL
rua Pará, 50 - 15º andar
Higienópolis - ce P 01243-020
s ão Paulo - s P – Brasil
tel.: +55 11 3151-2141
www.fcw.org.br


4
Prêmio F c W de c iência o matemático Jacob Palis Júnior alia competência acadêmica à capacidade de articulação política
10
Prêmio F c W de c ultura edu lobo usa rigor melódico na criação de suas composições
16
Prêmio F c W de a rte rodrigo Zeferino ganhou em primeiro lugar com O grande vizinho, Wagner oliveira em segundo, com Luz vermelha, e lalo de almeida em terceiro, com Microcefalia –As vítimas do zika vírus


30
conheça os fotógrafos laureados desde 2002
32 conrado Wessel legou seu patrimônio para ações filantrópicas e prêmios
33
Saiba quem compôs os júris que escolheram os ganhadores
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Veja quais são as instituições parceiras da Fundação conrado Wessel
Um espírito inovador
Jacob Palis Júnior alia competência acadêmica à capacidade de articulação para ampliar a pesquisa no país
a imagem de Um menino atento e contestador que desde muito pequeno desafiou seus professores, apontando com astúcia deslizes ou equívocos no quadro, acompanha a trajetória do matemático mineiro Jacob palis Júnior e traduz sua personalidade criativa e obstinada que o levou a conquistar mais de 50 premiações ao longo de toda sua carreira. essa marca de competência é mais que conhecida – e reconhecida – no meio acadêmico: não só pelos seus trabalhos na área de sistemas dinâmicos como também pela forma inovadora de administrar instituições científicas e capacidade de articular uma política eficaz para a pesquisa científica, em particular em matemática, no país. p alis foi vencedor do prêmio FCW de Ciência 2016, no valor de r$ 300 mil, outorgado pela Fundação Conrado Wessel. nascido em Uberaba, em 15 de março de 1940, palis é o mais novo de oito irmãos – cinco homens e três mulheres. ambos cristãos, seus pais imigraram para o Brasil na virada do século XiX para o XX, fugindo das perseguições dos otomanos. a mãe veio da síria; o pai, do norte do léo ramos chaves
matemático trabalha na área de sistemas dinâmicos

Líbano – primeiro, para são paulo, depois para o interior de minas. ao formar família, o jovem mascate libanês – que abrira mais tarde, em Uberaba, uma loja grande de roupas, tecidos e correlatos – tinha uma certeza para seus filhos: todos fariam cursos universitários. o desejo foi realizado. a paixão pelo conhecimento – e a propensão para os cálculos, em particular – apareceu cedo na vida de palis. no colégio marista onde estudou havia muitos professores estrangeiros que tinham fugido da segunda guerra mundial, proporcionando uma educação aberta e de boa qualidade. palis mudou-se para o rio de Janeiro, então capital do país, aos 16 anos, incentivado por seu irmão Wilmar, jovem engenheiro, que morava num apartamento no morro da viúva, no Flamengo. ainda cursando o ensino médio, prestou vestibular para engenharia na então Universidade do Brasil, hoje Universidade Federal do rio de Janeiro (UFrJ). passou em primeiro lugar, mas, sem idade suficiente, não pôde se matricular. no ano seguinte, nova tentativa. e, mais uma vez, o primeiro lugar. dessa vez, foi admitido. e ganhou seu primeiro prêmio: uma bolsa mensal da prefeitura do rio.

peixoto (à esq.) e steve s male (centro)

ainda na graduação, flertou com a matemática e a física, fazendo cursos extras no instituto nacional de matemática pura e aplicada (impa) e no Centro Brasileiro de p esquisas Físicas (CB p F). o desempenho exemplar se manteve durante todo o curso de engenharia, que culminou, ao se formar, em 1962, com o prêmio de melhor estudante de graduação da Universidade do Brasil. d ecidido a seguir uma carreira acadêmica de qualidade, perguntou a dois de seus professores, os matemáticos maurício matos peixoto e elon Lages Lima (1929-2017), qual era o melhor matemático estrangeiro que havia visitado o Brasil recentemente. os dois coincidiram na indicação: o norte-americano steve smale. o passo seguinte foi escrever para smale, perguntando se ele consideraria recebê-lo na Universidade Columbia, em nova York, e stados Unidos, como pós-graduando. a resposta positiva veio junto com o golpe militar no Brasil, em 1964, momento em que o financiamento para educação e ciência ficou prejudicado. palis inscreveu-se então na Comissão Fulbright-Brasil, que lhe concedeu uma bolsa de estudos. nesse intervalo, smale mudou-se para a Universidade da Califórnia, em Berkeley. o convite foi man-
com elon l ages (centro) e o matemático alemão Jürgen m oser (à dir.), em 1989 a rquivo pessoal Jacob p alis Júnior com dois professores, maurício
o francês
rené Thom (à esq.), palis e peixoto (à dir.) no simpósio internacional em s alvador (1971)

tido, agora para a costa oposta do país. após alguns ajustes institucionais, acabou indo para Berkeley, onde concluiu o mestrado e o doutorado em apenas três anos.
seu trabalho de doutorado em sistemas dinâmicos – equações que geram uma trajetória ao longo do tempo e permitem fazer previsões de como um determinado sistema vai se comportar, por exemplo, na previsão do clima – alcançou grande repercussão. ele conseguiu mostrar que, para pequenas perturbações iniciais e em várias dimensões, essas trajetórias ficam estáveis. os resultados, ampliados depois juntamente com smale, que ficaram conhecidos como conjectura da estabilidade, ajudaram a amadurecer a chamada teoria da estabilidade estrutural. vinte anos depois, seu antigo aluno de doutorado no i mpa, o matemático uruguaio ricardo mañé (1948-1995), comprovaria essa conjectura.
Entusiasmo palis trabalhou como professor assistente em Berkeley por um ano, quando, animado pelo apoio que as agências governamentais brasileiras começavam a dar à pesquisa, em
1968, decidiu voltar ao país. “para grande surpresa de seus colegas – norte-americanos ou não –, o plano de vida do Jacob incluía voltar ao Brasil”, comenta o matemático marcelo viana, atual diretor do impa. “essa não era uma opção óbvia. ele estava trabalhando em uma linha de pesquisa que, graças a smale – que naquela época já havia ganho a m edalha Fields –, começava a se tornar importante. mas ele voltou, cheio de entusiasmo e com vontade de fazer a diferença.” a Universidade do Brasil o recebeu oferecendo-lhe um cargo de professor bem remunerado, mas ficou apenas meses por lá. Com seu jeito “atropelador”, como ele mesmo se define, palis logo arrumou uma bolsa para trabalhar no impa como pesquisador e se manteve assim até 1975. ainda em 1973, voltou a Berkeley para fazer um pós-doutorado com bolsa da Fundação guggenheim. d urante os anos 1970, deu contribuições pioneiras para a teoria das bifurcações, que aborda como sistemas que dependem de certos parâmetros mudam sua estrutura. em apenas dois anos no impa, palis já tinha formado seu primeiro doutor: Welington de melo (1946-2016), que, mais tarde,
seria orientador de artur Ávila, primeiro brasileiro e latino-americano a ganhar a m edalha Fields, em 2014. “ a té hoje, formei 42 doutores, mas tenho cerca de 250 descendentes”, orgulha-se p alis. p or descendentes, ele se refere aos alunos de seus alunos, todos de doutorado. em 1970, o país ainda estruturava seu sistema de ciência e tecnologia quando uma feliz coincidência mudaria os rumos da matemática brasileira. palis voltava do impa para casa carregando livros, em um sábado à tarde, quando encontrou o economista José pelúcio Ferreira (1928-2002), passeando com os filhos. “você parece um cientista maluco”, teria dito Ferreira, que havia criado anos antes, no Banco nacional de desenvolvimento econômico (hoje Bndes), o Fundo de d esenvolvimento t écnico-Científico (Funtec) para apoiar projetos de pesquisa. rapidamente, palis apresentou uma ideia que vinha acalentando com mauricio peixoto, de criar uma pós-graduação forte na área de sistemas dinâmicos no impa. a conversa não poderia ter acabado melhor: o apoio imediato de pelúcio, à frente então do Funtec, que liberou uma verba inicial de Us$ 150 mil. o passo seguinte foi a organização, junto com peixoto e elon Lima, do simpósio internacional de sistemas dinâmicos em 1971, em salvador (Ba), que reuniu 40 matemáticos estrangeiros – entre eles, dois premiados com a medalha Fields, smale e rené thom – e outros 60 brasileiros. “o encontro visava atrair a atenção externa e interna para essa área da matemática”, conta palis, “e conseguiu; foi sensacional”.
segundo viana, a conferência trouxe todos os que eram relevantes nas áreas de sistemas dinâmicos e geometria diferencial – alguns pesquisadores até ficaram por aqui mais tempo. “o Jacob conseguiu colocar a matemática brasileira no mapa”, conta. “o impa transformou-se rapidamente num centro de

atração de matemáticos na américa Latina e ele teve participação especial nesse processo.” d os vários artigos que publicou, p alis destaca alguns que lhe são caros: “ m inha tese de doutorado foi muito criativa, sem falsa modéstia. m ais tarde, por volta de 1995, fiz uma série de conjecturas muito globais e ousadas que valem para a maioria dos sistemas dinâmicos. esse conjunto de conjecturas, várias delas estão ainda em aberto, eu considero meu ponto mais alto”, afirma. “também tenho nove importantes trabalhos com o matemático francês Jean-Christophe Yoccoz [1957-2016], medalha Fields de 1994, feitos a partir do final dos anos 1980”, acrescenta.
Forma dE trabalho por onde passou, palis cunhou uma forma inovadora de trabalhar, seja como diretor do impa, de 1993 a 2003, como presidente da academia Brasileira de Ciências (aBC), de 2007 a 2016, ou mesmo em outros cargos que ocupou, como na União matemática internacional – onde foi recordista, ficando por 24 anos como membro do Comitê diretor e depois como presidente. presidiu também a academia de Ciências para o mundo em desenvolvimento (tWas), de 2007 a 2012.
h omenagem a Welington de m elo, em 2017: palis com a mulher, s ueli l ima, a rtur Ávila e Gilza de m elo, viúva do matemático
s egundo o atual presidente da a BC, o físico Luiz davidovich, a marca registrada de palis é a de produzir grandes mudanças nas organizações que preside. “Foi assim com o i mpa, ao participar da evolução da instituição para uma organização social [ os , uma instituição privada contratada pelo governo federal] e com a a BC, onde ficou por três mandatos seguidos”, assinala. p alis conta que o movimento para diminuir a burocracia no impa começou no fim dos anos 1990. “percebi que havia dois infernos para quem dirige uma instituição de elite: para abrir um concurso, dependíamos do governo, ainda que fosse para dar a vaga a um gênio; e, mesmo quando o concurso existia, não era fácil contratar quem havia passado, pois não tínhamos garantia de nada. e ntão, comecei a tentar formar uma os”, diz. “eu corria atrás do ministro, e ele, quando me via, fugia de mim”, ri. “Finalmente deu certo.” a transformação do impa em os ocorreu em 2000.
viana reforça esse senso de determinação de palis, assim como sua personalidade agregadora. “isso mais o trabalho científico dele foram elementos cruciais para o impa ter-se tornado um instituto mergulhado num processo de internacionalização”, observa. palis também foi um dos responsáveis pela implantação das o limpíadas de matemática no país, como forma de buscar novos talentos e estimular jovens a seguir a carreira de matemática.
n a a BC, a energia de p alis também se fez notar. “nos nove anos nos quais foi presidente, ele mudou profundamente a academia: criou vice-presidências regionais, buscando a descentralização das atividades da aBC; propôs a categoria de membros afiliados, para permitir que jovens cientistas (até 40 anos) pudessem interagir com os acadêmicos e participar das atividades da academia; concedeu o título de membros
institucionais a pessoas jurídicas (empresas, fundações etc.) interessadas em apoiar o desenvolvimento da ciência e da tecnologia; e fundou o conselho fiscal para fiscalizar as contas da a BC”, enumera d avidovich. “nesse sentido, ele é um grande empreendedor, capaz de mudar a instituição que lidera, além de grande amigo e mentor.”
Quando se trata de falar da vida pessoal, p alis é reservado. É casado, tem um filho, duas filhas e um casal de netos. a os 77 anos, o matemático vai ao impa todos os dias, onde fica das 8h30 às 17h trabalhando em suas conjecturas. seu sonho é provar que elas são verdadeiras – “já há resultados parciais”. indagado sobre se mudaria algo em sua vida, é categórico: “de jeito nenhum! não tenho grandes pecados. gosto do que faço: promover o conhecimento de pessoas competentes. I’m a happy man”. n e screvendo em vidro do impa: o pesquisador continua trabalhando em suas conjecturas

O apurO de um
Edu Lobo usa rigor melódico na criação de suas composições
eram 3 hOras da madrugada quando o compositor paulo César pinheiro acordou com um telefonema em sua casa, no r io de Janeiro. a o atender, ouviu a voz aflita do parceiro edu Lobo, que pedia um retoque na letra “dos navegantes”. edu gravava a canção em estúdio nos estados unidos e, meticuloso, queria mudar uma palavra. “ a lém de ser um dos maiores melodistas que conheço, ele faz letras melhor do que muito letrista famoso. Não precisava ter me acordado”, conta. “Não me lembro disso. mas é bem a minha cara mesmo”, rebate edu, vencedor do prêmio FCW de Cultura 2016, no valor de r$ 300 mil, concedido pela Fundação Conrado Wessel. uma das faixas do álbum Corrupião, de 1993, “dos navegantes” foi regravada e deu nome ao novo Cd de edu, lançado em maio de 2017. em suas turnês ele tem cantado mais do que tocado violão em razão de uma lesão na mão esquerda causada por duas quedas. Quando não está na estrada, edu gosta de passar o tempo em casa, no bairro de são Conrado, no rio, ouvindo música clássica enquanto acompanha os compassos na partitura. ele fala apaixonadamente de pelos menos seis compositores: Igor stravinsky léo ramos chaves
o músico em sua casa, no r io: gosto também pela música clássica

(1882-1971), gustav mahler (1860-1911), Claude debussy (1862-1918), maurice ravel (1875-1937), sergei prokofiev (1891-1953) e heitor Villa-Lobos (1887-1959), que considera inovadores. discursando sobre mahler, cita a infância do austríaco em terras tchecas, ao som de canções folclóricas e marchas vindas de um acampamento militar perto de sua casa, que depois seriam recicladas em sinfonias. a admiração esconde um paralelo com a história do próprio edu.
eduardo góes Lobo, de 74 anos, é carioca filho dos pernambucanos maria do Carmo e Fernando Lobo. d urante as férias escolares passava os verões no r ecife, na casa dos tios, na qual observava os vendedores ambulantes cantando seus pregões para vender produtos nas ruas. “Cada um tinha um refrão mais lindo que o outro. ainda me lembro de um que era: ‘Chora, menino, pra comprar pitomba’”, cantarola o músico que, como mahler, usa em suas criações temas populares. “Quando iniciei minha vida artística, eu queria fazer a música que ouvia do t om Jobim, do Carlos Lyra, do Baden powell. Queria ser daquela turma da Bossa Nova, mas sabia que o que fazia não chegava perto”, conta. “então, decidi arriscar algo diferente e comecei a criar melodias com a quinta diminuta nordestina”, diz ele, referindo-se a um elemento da escala musical usado em improvisação de vários estilos, como na música que se faz no Nordeste do Brasil, na Índia e no jazz. Foi cantarolando como os ambulantes recifenses que ele compôs “Borandá” (1963) e “No cordão da saideira” (1967), entre outras. depois, mudou o método, passando ao piano. “Fazer a melodia usando os dedos no piano é completamente diferente do que com o violão acompanhando a voz”, explica. “eu jamais teria conseguido fazer “Beatriz” [1982] cantando. aqueles intervalos entre as notas é o dedo que encontra no piano. ”

Não é coincidência que a faixa mencionada esteja no álbum O grande circo místico, uma parceria com Chico Buarque. Foi durante a criação dessa obra, originalmente um balé do teatro guaíra, de Curitiba, encenado em 1983, que o piano ganhou importância. a ntes, entre 1969 e 1971, e du morou em Los angeles, estados unidos. Lá estudou durante alguns meses com o compositor de trilhas para cinema Lalo schifrin, cujas aulas, admite, não foram bem aproveitadas: “ e u não estava preparado para aquele curso”. a residência de dois anos nos estados unidos rendeu, no entanto, outros frutos. além de aulas de orquestração com albert h arris (1916-2005), participou do disco From the hot afternoon (1969), do saxofonista paul desmond, em Nova York.
“edu Lobo foi um dos primeiros compositores brasileiros da geração dos anos 1960, portanto ligado à vertente pós-Bossa Nova, que começou a produzir música utilizando e estilizando elementos da cultura popular brasileira, vide ‘ p onteio’ ou ‘Cirandeiro’
m enino no colo da mãe, maria do c armo l obo
Premiação de “Ponteio”, em 1967: marília m edalha, c hico b uarque, edu l obo (com violão) e roberto c arlos (da esq. para a dir.)

[ambas de 1967, com Capinam], dentre outras”, comenta o violeiro Ivan Vilela, professor do departamento de música da escola de Comunicações e artes da universidade de são paulo. O musicólogo ricardo Cravo a lbin, autor do Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira, completa a análise de Vilela: “edu trouxe para os festivais de música popular um resgate precioso da música de pernambuco. ‘arrastão’ [1964, com Vinicius de m oraes] é a exacerbação pernambucana da matriz baiana de dorival Caymmi”, afirma. “a obra dele só tem paralelo com a de tom Jobim.”
B alÉS e du gosta de trabalhar com encomendas. diz que precisa correr atrás das melodias, já que elas não chegam sozinhas. um período especialmente produtivo foi quando compôs para o balé do g uaíra, nos anos 1980. “eu acordava com os personagens na cabeça e sabia o tipo de música que cada um deveria ter. Ficava procurando a melodia até achar. e ra uma delícia. h oje acordo e não tenho música para fazer. Fazer para quê?”
O primeiro balé foi Jogos de dança , em 1981. a companhia curitibana gostou e pediu outro. O compositor sugeriu incluir canções no seguinte e ele convidou Chico Buarque para escrever as letras. Nasceu, assim, o que hoje é considerada uma obra-prima da música popular por críticos e estudiosos, O grande circo místico, encenado em 1983. Nas composições para os balés, o trabalho do músico é considerado primoroso. “ e m O grande circo místico , O corsário do rei [1985] e Dança da meia lua [1988] observamos um apuro melódico que é típico de quem estudou muito”, afirma Vilela. “ a s notas que se sucedem na melodia são milimetradas, ou seja, cada uma delas é escolhida após ser cuidadosamente pensada. esse apuro deixa a melodia cheia de preciosismos, com notas inusitadas que a fazem mais bonita e diferenciada.”
edu tem como aliada a tecnologia. um bom exemplo disso ocorreu em 2010, na composição de um frevo orquestral para uma turnê internacional da Orquestra sinfônica do estado de são paulo (Osesp). “recebi a encomenda e comecei a trabalhar num

frevo-ventania. É um tipo de frevo que vai a mil por hora, com andamento mais rápido. Como não tenho técnica de piano, eu usava o programa de computador Finale para escolher nota por nota devagarzinho e depois fazia a simulação com o tempo acelerado”, conta. Quando a Osesp estreou o frevo, arthur Nestrovski, diretor artístico da orquestra, avisou ao público que o compositor estava presente. “ a chei que iriam me rejeitar, porque eu não pertencia àquele meio. em vez disso, aplaudiram bastante. Foi uma emoção”, conta edu.
ES trEI a as cortinas do picadeiro musical se abriram para edu em 1961, e o mestre de cerimônias foi Vinicius de moraes (1913-1980). O poeta encontrou o jovem de 19 anos, então estudante de direito da pontifícia universidade Católica do rio de Janeiro, numa festa em petrópolis (rJ). “Conheci o Vinicius e toquei
para ele. uma hora, ele me perguntou: ‘Você não teria um sambinha sem letra?’. Foi uma sorte”, relata edu. “eu tinha um samba legalzinho, o ‘só me fez bem’. ele então me perguntou, ‘eu poderia fazer a letra agora?’. Quando acabou, guardei o papel dentro da meia, com medo de perder”, recorda-se. apenas dois anos antes, o pai de edu vinha se aproximado dele. antes disso, ninguém na família sequer falava de sua existência. Fernando Lobo (1915-1996) havia se separado de m aria do Carmo antes de edu completar 1 ano de idade e ido morar nos estados unidos. a possível influência musical de Fernando, jornalista, radialista e compositor – autor de sucessos como “Chuvas de verão” (1949) –, é considerada nula por edu. “minha vida musical começou com Vinicius e, antes disso, com as visitas quase diárias à casa do pianista Luizinho eça”, afirma edu, pai de mariana, Bernardo e Isabel. Os três são fruto do casamento com a cantora Wanda sá, de quem é separado. edu gravou o primeiro compacto duplo em 1960 com quatro composições suas, todas ligadas à Bossa Nova. a proximidade com o Centro popular de Cultura e a amizade com os cantores e compositores sérgio ricardo, João do Vale (1934-1996), Carlos Lyra e com o cineasta ruy guerra o levaram a canções com
No alto, com v inicius de m oraes (centro) e o governador a dhemar de b arros na premiação de “a rrastão”, em 1965. a baixo, com Nara l eão, no mesmo ano


temáticas mais sociais. em 1963 fez a trilha do musical Arena conta Zumbi, em parceria com gianfrancesco guarnieri (1934-2006) e augusto Boal (1931-2009). em 1965, ganhou o festival da tV excelsior com “arrastão”, interpretada por elis regina. Na época ele já havia abandonado o curso de direito no terceiro ano. em 1967, venceu o festival da tV record, com “ponteio” (1967, com Capinam). h oje e du sente falta de Jobim (19271994), outro de seus grandes parceiros. “a primeira vez que vi o tom foi no bar esplanada, no rio, quando ele apareceu cheio de partituras, que eram da ‘sinfonia da alvorada’. a quilo me impressionou: eu nunca tinha visto um compositor popular escrever sinfonia”, lembra ele, que gravou o álbum Edu & Tom, Tom & Edu, em 1981. a ideia era fazer um disco de 12 faixas, cada uma com um artista diferente. O produtor foi o aloysio de Oliveira (1914-1995) e decidiram começar com Jobim. “a gravação foi rápida. Quando acabou, tom falou para o aloysio, ‘mas é só isso? eu queria fazer mais’”. O aloysio percebeu o que tinha em mãos. “ele ligou para um executivo da gravadora e avisou que o disco que haviam pedido não ia mais
acontecer, mas eles receberiam outro muito superior. esse disco foi das melhores coisas da minha vida”, lembra.
a comparação com Jobim é um lugar comum entre os admiradores e amigos de edu. para o letrista e parceiro aldir Blanc, ele é o melhor compositor do país. “É vergonhoso que não tenha o reconhecimento que merece, por ter a mesma importância de Villa-Lobos, Camargo g uarnieri [19071993], r adamés g nattali [1906-1988] e tom Jobim”, critica.
O saxofonista mauro senise, que participa do Cd Dos navegantes, destaca a “assinatura musical” de edu, isto é, a característica que determinadas músicas têm de revelar sua autoria. “ e u, como intérprete, observo com admiração as divisões [métricas da música] que ele faz, a forma como antecipa uma nota do acorde”, diz senise. para Ivan Vilela, e du demonstra rigor ao compor. “Vale observar o detalhamento de ‘Choro bandido’ [1985] ou ‘Beatriz’. a lém de um grande compositor, possui um apuro técnico na elaboração de suas canções que poucos alcançaram”, conclui o músico e pesquisador de música. n Com as filhas
Cotidianos
ur B anos

a Cidade que CresCeu em torno de uma das maiores siderúrgicas do mundo foi o tema do ensaio ganhador do primeiro lugar na categoria arte do Prêmio FCW. o mineiro rodrigo Zeferino fotografou moradores de ipatinga (mG) nas janelas e sacadas de suas residências observando a usiminas, no ensaio O grande vizinho.
Wagner almeida, do Pará, ganhou o segundo lugar com Luz vermelha, que retrata habitantes de Belém observando vítimas de violência. o também repórter fotográfico Lalo de almeida, de são Paulo, levou o terceiro lugar com Microcefalia – As vítimas do zika vírus , sobre a primeira geração de crianças que nasceram com a malformação e vivem no sertão nordestino.
esta edição do Prêmio FCW de arte recebeu 510 inscrições de quase todos os estados – a exceção foi rondônia. a região sudeste teve o maior número de participantes, 323, seguida pelo n ordeste, 75, s ul, 56, Centro- o este, 33, e norte, 23. o vencedor do primeiro lugar receberá r$ 114,3 mil e os outros dois, r$ 42,9 mil cada um.

1º lugar
O grande vizinho Rodrigo Zeferino

2016 finalistas e ensaios
a lexandre f urcolin f ilho – Coletivo
BR Motels
a ndre Penteado
Missão francesa
avener Prado
Ainda lama
Bruno Covello
Retratos para o Haiti
Daniel Pinho
Retratos de família
Davilym Dourado Monster
edu simões
59 jovens negros são assassinados no Brasil todos os dias eustaquio n eves
Cartas ao mar f elipe Russo Garagem automática
Gustavo Minas Rodoviária ilana Bar
Transparências de lar
Márcio
Vasconcelos
Visões de um poema sujo
t hiele elissa Estranhos íntimos
a usiminas está LoCaLiZada no centro geográfico de ipatinga (mG). os bairros da cidade se desenvolveram em torno da usina siderúrgica e seus moradores estão habituados a viver próximos de chaminés e altos-fornos. “Como ipatinguense, passei minha juventude olhando com naturalidade para essas estruturas colossais”, conta rodrigo Zeferino. “desde que voltei à cidade, após anos morando fora, minha atenção estacou na incongruência desse amálgama arquitetônico e de como a cidade se relaciona com tudo isso.” Para evidenciar a proximidade entre os moradores e a atividade siderúrgica, seu ensaio destacou no primeiro plano as imagens de janelas e sacadas das edificações situadas todas elas em um raio de 2 quilômetros da indústria. as fotos foram feitas à noite.








o ensaio de Wa G ner aL meida mostra o semblante de pessoas diante da violência urbana de Belém, no Pará. “não se trata apenas de mostrar o ambiente e todos os detalhes que o cercam, mas também observar de forma reflexiva quem o observa e imergir no mistério que cada personagem demonstra em seu olhar”, relata o repórter fotográfico. será que diante da morte violenta o observador faz uma análise reflexiva de sua própria existência ou se trata de pura curiosidade, sem significado algum? d e que forma a brutalidade interfere na rotina de quem fica frente a frente com essa situação? almeida retratou esse cenário.
2º lugar
Luz vermelha Wagner a lmeida






3º lugar
Microcefalia –
As vítimas do zika vírus l alo de a lmeida

LaLo de aLmeida viajou por cidades do nordeste brasileiro para conhecer como vive a primeira geração de crianças que estão crescendo com microcefalia longe dos grandes centros. as famílias que moram em algumas áreas do sertão da Paraíba, por exemplo, precisam viajar às vezes um dia inteiro para levar os filhos para consultas ou fisioterapia em alguma cidade que ofereça o serviço. v ários bebês que completaram 1 ano à época em que o ensaio foi feito, no segundo semestre de 2016, não engatinhavam nem sentavam sozinhos ou seguravam objetos. a maioria toma medicação para controlar convulsões e diminuir a irritação.





2015
ensaio fotográfico
1º lugar
Fluxos / Contrafluxos, de Luiz Baltar
2º lugar
Balneário Alegria, de Tiago Coelho
3º lugar
Linha Vermelha, de Inês Bonduki
2014

2013

2012
ensaio fotográfico
1º lugar
Tropa de elite, de Gabriel Monteiro
2º lugar
Sombras, de André Hauck
3º lugar
Zoo, de João Castilho
2011
ensaio fotográfico
1º lugar
Albinos, de Gustavo Lacerda
2º lugar

Negros paroxismos, de Lucio Adeodato
3º lugar
Panoramas, de Cassio Vasconcellos
2010
ensaio fotográfico
1º lugar
TV P&B, de Tadeu Vilani
2º lugar
Drom,
o caminho cigano, de Gui Mohallem
3º lugar

Índios contemporâneos, de Kenji Arimura
2009
ensaio fotográfico
1º lugar
O livro do Sol, de Gilvan Barreto
2º lugar
Belo Monte – Os impactos de uma
megaobra, de Lalo de Almeida
3º lugar
Parque aquático, de Roberta Sant’Anna

ensaio fotográfico
1º lugar
Sufocamento, de Pedro David 2º lugar
Planos de fuga, de Mauro Restiffe
3º lugar
Belvedere, de Bob Wolfenson

fotografia publicitária
1º lugar
Ousadia ímpar, de Denise Wichmann
ensaio fotográfico publicado
1º lugar
O sol no céu de nossa casa, de Marcio Rodrigues e Marco Mendes
2º lugar
Imagens humanas, de João Roberto Ripper
ensaio fotográfico inédito 1º lugar
Sem título, de Ricardo Barcellos

2008
fotografia publicitária
1º lugar
Cantora de ópera, de José Luiz Pederneiras


ensaio fotográfico publicado
1º lugar
A curva e o caminho, de André François
2º lugar
Vi elas, de Francilins Castilho Leal
ensaio fotográfico inédito
1º lugar
Cidadão X, de Julio Bittencourt
2007
fotografia publicitária
1º lugar
Caminhos do coração, de Alexandre Salgado
2º lugar
120 razões para ser cliente completo, de Gustavo Lacerda


ensaio fotográfico
1º lugar
Redemunho, de João Castilho
2º lugar
O homem e a terra, de Lalo de Almeida
2006 2005 2004
fotografia publicitária
1º lugar
Tim: viver sem fronteiras, de Gustavo Lacerda
2º lugar
Abraço, de Ricardo de Vicq


ensaio fotográfico
1º lugar
O chão de Graciliano, de Tiago Santana
2º lugar
Numa janela do edifício Prestes Maia, 911, de Julio Bittencourt
fotografia publicitária
1º lugar
Existem chances de cura..., de Maurício Nahas
2º lugar
Gol. Sempre fiel a você..., de Andreas Heiniger
3º lugar
Lonas Alpargatas: O superpoder do caminhoneiro, de Gustavo Lacerda

fotografia publicitária
1º lugar
Irado, de Ricardo Cunha
2º lugar
Borboleta, de Paulo Vainer
3º lugar
Gordinha, de Felipe Hellmeister
2003
fotografia publicitária
1º lugar
Campanha do produto giz, de Bob Wolfenson
2º lugar
Píer, de Leonardo Martins
Vilela, para G’Staff
3º lugar
Menino com bola, de Márcia Ramalho
2002



fotografia publicitária
1º lugar
Colorama, de Klaus Mitteldorf
2º lugar
AXE, de Maurício Nahas
3º lugar
ISA – Projeto Água Viva, de Allard
O legad O de um invent O r
Conrado Wessel deixou todo o seu patrimônio para premiar a arte, a cultura e a ciência

O PrêmiO FCW de arte é atribuído pela Fundação Conrado Wessel à fotografia em homenagem ao seu instituidor, pioneiro da indústria do papel fotográfico no Brasil. Há 101 anos, no dia 10 de novembro de 1916, guilherme Wessel (1862-1940), pai de ubaldo Conrado augusto Wessel (1891-1993), consultou o escritório carioca moura & Wilson, especialista em patentes, e dele recebeu a resposta três dias depois. Pela correspondência trocada, sabe-se que Conrado estava desenvolvendo uma nova fórmula para banhar papel fotográfico e pretendia depositar a patente. Suas pesquisas começaram em 1908 e foram posteriormente aprimoradas por ele em laboratórios de viena, na Áustria, e na escola Politécnica, futura unidade da universidade de São Paulo, criada em 1934. Wessel era também fotógrafo e desejava criar um papel fotográfico com qualidade superior aos importados. depois de ter in-
ventado a nova fórmula e conseguido a patente, em 1921, ele tratou de vender o papel para fotógrafos avulsos e estabelecimentos comerciais. Passou por dificuldades, mas foi bem-sucedido. Fundou sua própria fábrica de papel, que acabou por chamar a atenção da Kodak justamente pela qualidade do material produzido. em 1930, as empresas Wessel e Kodak firmaram um acordo em que a totalidade da produção brasileira seria adquirida pelos norte-americanos, que teriam direito à patente definitivamente em 1954.
Wessel nasceu em Buenos a ires e veio para o Brasil com 1 ano de idade. n ão se casou nem deixou herdeiros. Optou por legar seu patrimônio para uma fundação a ser criada, com seu nome, que deveria distribuir os recursos em ações filantrópicas e premiações em favor da arte, da ciência e da cultura. a FCW foi criada em 1994 e os prêmios são atribuídos desde 2003. n
o empresário criou uma nova fórmula de papel fotográfico
Júri doS prêMioS FCw de 2016
Ciên C ia par C eira que indi C ou
erney plessmann de Camargo / presidente
FCw
alfredo Martins Muradas (contra-almirante) Marinha do Brasil
Cláudio Benedito Silva Furtado Confap
Helena nader SBpC
José Goldemberg FapeSp
José roberto drugovich de Felício FCw
Luiz davidovich aBC
Marcio pimentel Capes
Marco antonio Sala Minucci (coronel engenheiro) FCw
Mario neto Borges Cnpq
Sérgio paulo Bydlowski anM roberto da Cunha Follador (coronel aviador) dCTa
C u LT ura
Carlos a. Vogt / presidente
ana Mae Tavares Bastos Barbosa
FCw
SBpC
Celso Lafer aBL
diana Luz pessoa de Barros Capes
José de Souza Martins FapeSp
José Murilo de Carvalho aBC
Marcelo Marcos Morales Cnpq
Maria Zaira Turchi Confap a r T e / en S aio F o T o G rá F i C o
rubens Fernandes Junior / presidente Facom-Faap
daigo oliva Suzuki Folha de S.paulo
Gustavo rodrigues de Lacerda
Ganhador do prêmio FCw de arte
Helouise Costa MaC-uSp
Joaquim Marçal Ferreira de andrade puC-rio e Biblioteca nacional
José afonso da Silva Júnior uFpe
Juan esteves revista Fotografe Melhor
ricardo de Leone Chaves
Zero Hora ronaldo entler Facom-Faap









INSTITuIçõeS PArCeIrAS DA FCW
Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo – FAPESP
Ligada à Secretaria do Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia do Estado de São Paulo, é uma das principais agências de fomento à pesquisa científica e tecnológica. Desde 1962 concede auxílios à pesquisa e bolsas em todas as áreas do conhecimento, financiando atividades de apoio à investigação, ao intercâmbio e à divulgação da ciência e tecnologia em São Paulo.
Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – Capes Vinculada ao Ministério da Educação, promove o desenvolvimento da pós-graduação nacional e a formação de pessoal de alto nível, no Brasil e no exterior. Subsidia a formação de recursos humanos altamente qualificados para a docência de grau superior, a pesquisa e o atendimento da demanda dos setores públicos e privados.
Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq Fundação vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações para apoio à pesquisa brasileira, que contribui diretamente para a formação de pesquisadores (mestres, doutores e especialistas em várias áreas do conhecimento). É uma das mais sólidas estruturas públicas de apoio à ciência, tecnologia e inovação dos países em desenvolvimento.
Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – SBPC Fundada há mais de 60 anos, é uma entidade civil, sem fins lucrativos, voltada principalmente para a defesa do avanço científico e tecnológico e do desenvolvimento educacional e cultural do Brasil.
Academia Brasileira de Ciências – ABC
Sociedade civil sem fins lucrativos, tem por objetivo contribuir para o desenvolvimento da ciência e tecnologia, da educação e do bem-estar social do país. Reúne seus membros em 10 áreas das ciências: Matemática, Física, Química, da Terra, Biológica, Biomédica, da Saúde, Agrária, da Engenharia e Humanas.
Academia Brasileira de Letras – ABL
Fundada em 20 de julho de 1897 por Machado de Assis, com sede no Rio de Janeiro, tem por fim a cultura da língua nacional. É composta por 40 membros efetivos e perpétuos e 20 membros correspondentes estrangeiros.
Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial
Criado na década de 1950, é uma organização do Comando da Aeronáutica que tem como missão o ensino, a pesquisa e o desenvolvimento de atividades aeronáuticas, espaciais e de defesa, nos setores da ciência e da tecnologia.
Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa
Organização sem fins lucrativos que tem por objetivo maior articular os interesses das agências estaduais de fomento à pesquisa em todo o país. Criado oficialmente em 2007, o conselho já agrega fundações de 22 estados, mais o Distrito Federal.
Marinha do Brasil
Integrante do Ministério da Defesa. Contribui para a defesa do país e atua na garantia dos poderes constitucionais e em apoio à política externa do país.
Academia Nacional de Medicina – ANM
Fundada em 1829, contribui para o estudo, a discussão e o desenvolvimento das práticas da medicina, cirurgia, saúde pública e de ciências afins, além de servir como órgão de consulta do governo brasileiro sobre questões de saúde e educação médica.
